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Besqab Annual Report 2010

Mar 21, 2011

3009_10-k_2011-03-21_736a77c7-af48-4139-a967-5e9254b21358.pdf

Annual Report

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Comunicação de alterações ao Relatório e Contas Consolidadas referentes ao exercício de 2010 publicado em 17 de Março de 2011

Informa‐se das seguintes alterações incluídas no Relatório e Contas Consolidadas publicado na íntegra em anexo:

  • Relatório de Gestão: 1.6 Declaração a que se refere a alínea c) do nº1 do artigo 245º do Código de Valores Mobiliários – Eliminação dos membros do Conselho Fiscal
  • Inclusão do Relatório e Parecer do Conselho Fiscal

Lisboa, 18 de Março de 2011

RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADAS 2010

BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.

Av. Columbano Bordalo Pinheiro, n.º 75 – 11.º - 1070-061 Lisboa Registada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa e NIPC 503024856 Capital Social: 250.000.000 €

Senhores Accionistas,

Nos termos da lei, o Conselho de Administração tem a honra de submeter à apreciação de V. Exas. o Relatório Consolidado de Gestão e as Contas Consolidadas, preparadas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites para o sector segurador em Portugal, estabelecidos pelo Plano de Contas aprovado pela Norma Regulamentar do Instituto de Seguros de Portugal nº 4/2007, de 27 de Abril, e respectivas alterações subsequentes, da BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A. (adiante designada também por BES Vida, Grupo BES Vida ou Companhia) relativos ao Exercício de 2010.

1. Relatório de Gestão

  • 1.1 Estrutura e práticas de governo societário
  • 1.2 Enquadramento macroeconómico
  • 1.2.1 Situação económica internacional
  • 1.2.2 Situação económica nacional
  • 1.2.3 O sector segurador
  • 1.3 Principais indicadores e variáveis da actividade
  • 1.4 A actividade da BES Vida
  • 1.5 Nota Final
  • 1.6 Declaração a que se refere a alínea c) do nº1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários

2. Demonstrações Financeiras e Anexo às Demonstrações Financeiras

  • 2.1 Conta de Ganhos e Perdas
  • 2.2 Balanço
  • 2.3 Demonstração de Variações do Capital Próprio
  • 2.4 Demonstração do Rendimento Integral
  • 2.5 Demonstração dos Fluxos de Caixa
  • 2.6 Anexo às Demonstrações Financeiras

3. Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria \ Relatório e Parecer do Conselho Fiscal

  • 3.1 Certificação Legal das Contas
  • 3.2 Relatório e Parecer do Conselho Fiscal

4. Anexos

Índice

1. Relatório de Gestão

1.1. Estrutura e práticas de governo societário

1.1.1. Estrutura do Governo da BES Vida

As regras e estrutura de Governo da BES Vida, Companhia de Seguros, S.A. foram definidas com o objectivo de garantir uma governação responsável orientada para a criação de valor, transparência e valorização dos clientes.

A Assembleia Geral de Accionistas, que reúne pelo menos uma vez por ano, em sede de Assembleia Geral Anual de Accionistas, tem por principais competências proceder à eleição dos órgãos sociais, deliberar sobre o relatório de gestão, as contas do exercício e a distribuição de resultados.

A Gestão da Sociedade é assegurada por um Conselho de Administração composto por nove Administradores designados por quatro anos, sendo permitida a reeleição dos respectivos membros.

O Conselho de Administração delega a gestão corrente da Sociedade numa Comissão Executiva constituída por três dos seus membros, um Presidente Executivo, um Administrador responsável pela área financeira e um Administrador responsável pela área operacional e organizativa, que reúne pelo menos uma vez por mês e sempre que convocada por qualquer dos seus membros.

A função de fiscalização interna da BES Vida é atribuída ao Conselho Fiscal, composto por três membros efectivos e um suplente.

A fiscalização externa da companhia é assegurada pelo Revisor Oficial de Contas e Auditor Externo da BES Vida, a Ernst & Young e Associados, SROC, S.A., bem como pelas autoridades de supervisão a que a BES Vida está sujeita, o Instituto de Seguros de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

1.1.2. Composição dos Órgãos Sociais

Em Assembleia Geral Anual da BES Vida, realizada no dia 28 de Março de 2008, foram eleitos os órgãos sociais para o quadriénio de 2008 a 2011. Nestes termos, a composição dos órgãos sociais da BES Vida em 31 de Dezembro de 2010 é a seguinte:

1.1.2.1. Mesa da Assembleia Geral

A Mesa da Assembleia Geral é composta por um Presidente, Vice-presidente e um Secretário. Os membros da Mesa são eleitos por períodos de quatro anos, sendo permitida a sua reeleição.

1.1.2.1.1. Identificação dos Membros da Mesa da Assembleia Geral

Presidente: Luis Frederico Redondo Lopes

Vice-Presidente: Pedro Cassiano Santos

Secretário: Nuno Miguel Matos Silva Pires Pombo

1.1.2.1.2. Regras Estatutárias sobre o exercício do direito de Voto

Relativamente à participação e exercício do direito de voto nas reuniões da Assembleia Geral:

"Artigo 13º"

"UM – A Assembleia Geral dos Accionistas é composta por todos os accionistas com direito pelo menos a um voto, que satisfaçam as condições referidas no número seguinte.

DOIS – Só poderão participar na Assembleia Geral dos Accionistas os titulares de acções averbadas em seu nome até oito dias úteis antes do dia da reunião.

TRÊS – A cada acção corresponderá um voto.

QUATRO – A Assembleia poderá ser realizada com utilização de meios telemáticos se a sociedade assegurar a autenticidade das declarações e a segurança das comunicações, procedendo ao registo do seu conteúdo e dos respectivos intervenientes.

CINCO – Dentro do prazo referido no número dois devem os accionistas que pretendam fazer-se representar por outro accionista apresentar na Sociedade os instrumentos de representação e, bem assim, as pessoas colectivas indicar quem as representará; o presidente da Mesa poderá, contudo, admitir a participação na Assembleia dos representantes não indicados dentro desse prazo, se verificar que isso não prejudica os trabalhos da Assembleia.

SEIS – Não é permitido o voto por correspondência."

1.1.2.1.3. Representação

Os Senhores Accionistas podem fazer-se representar na Assembleia por mandatário constituído por simples carta dirigida ao Presidente da Mesa da Assembleia, acompanhada de cópia legível de documento original válido, com fotografia, do qual conste o nome completo, a data de nascimento e nacionalidade, que deverá estar em vigor. Os Senhores Accionistas que sejam pessoas colectivas deverão indicar o nome de quem os representará.

Os instrumentos de representação, bem como os documentos comprovativos da qualidade de accionistas e de que as respectivas acções ficam bloqueadas até ao final da Assembleia, deverão ser entregues, na sede social, até às 16.30 horas do terceiro dia útil anterior ao designado para a Assembleia.

1.1.2.1.4. Quórum

Em primeira data de convocação, a Assembleia Geral de Accionistas não pode reunir-se sem estarem presentes ou representados accionistas titulares de acções representativas de setenta e cinco por cento do capital social.

1.1.2.1.5. Intervenção da Assembleia Geral sobre a política de remuneração da sociedade:

A Assembleia Geral aprova anualmente a política de remuneração do Conselho de Administração e do órgão de Fiscalização, sob proposta da Comissão de Vencimentos.

1.1.2.2. Conselho de Administração

Rui Manuel Leão Martinho

Presidente do Conselho de Administração

Outros Cargos:

  • Presidente do Conselho de Administração da Companhia de Seguros Tranquilidade, SA
  • Vice-Presidente da PARTRAN SGPS, SA

Thierry Adolph Langreney

Vice Presidente do conselho de Administração*

Outros Cargos:

  • Chief Executive Officer do Crédit Agricole Assurances Italia Holding
  • Vogal Conselho de Administração do Crédit Agricole Vita (Itália)
  • Vogal do Conselho de Administração da Emporiki Life (Grécia)
  • Vogal do Conselho de Administração da Bancassurance Sal (Líbano)
  • Presidente do Conselho de Administração do Credit Agricole Life Europe
  • Vogaldo Conselho de Administração do Credit Agricole Life Japan
  • Vogal do Conselho de Administração do Credit Agricole Risk Insurance (CARI)
  • Vogal do Conselho de Administração do Crédit Agricole Reinsurance (CARE)
  • Director Geral da Pacífica, S.A.**

*Cessou as suas funções na BES Vida com efeitos a partir do dia 17 de Dezembro de 2010. O Conselho de Administração decidiu cooptar o Dr. Jérôme Grivet em sua substituição.

**Iniciou funções a partir do dia 1 de Dezembro de 2010.

Pedro Guilherme Beauvillain de Brito e Cunha

Vogal do Conselho de Administração

Outros Cargos:

  • Vogal do Conselho de Administração da Espírito Santo Financial Group
  • Vogal do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva da Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A.
  • Presidente do Conselho de Administração da BES, Companhia de Seguros, S.A.
  • Presidente do Conselho de Administração da Europassistance, S.A.

  • Presidente do Conselho de Administração da Companhia de Seguros Logo

  • Presidente do Conselho de Administração da T-Vida, Companhia de Seguros, S.A.
  • Presidente do Conselho de Administração da Espírito Santo Contact Center, S.A.
  • Vogal do Conselho de Administração da Espírito Santo Saúde

Michel Joseph Paul Goutorbe

Vogal do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva da BES Vida, Companhia de Seguros, S.A.

Outros Cargos:

  • Vogal do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva da BES, Companhia de Seguros, S.A.
  • Vogal do Conselho de Administração do Banco Espírito Santo,S.A.
  • Vogal do Conselho de Administração da Esaf, Espírito Santo Activos Financeiros, SGPS, S.A.
  • Vogal do Conselho de Administração da Eurofactor Portugal, S.A.
  • Vogal do Conselho de Administração da BESPAR, SGPS, S.A.
  • Vogal do Conselho de Administração da Espirito Santo Ventures, S.A.
  • Vogal do Conselho de Administração da ES Tech Ventures, SGPS,S.A

Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires

Vogal do Conselho de Administração

Outros Cargos:

  • Vogal do Conselho de Administração do Banco Espírito Santo, S.A.
  • Vogal do Conselho de Administração do Banco Espírito Santo de Investimento, SA
  • Vogal do Conselho de Administração da Portugal Telecom, SGPS, SA
  • Presidente do Conselho de Administração da Avistar, SGPS, SA
  • Vogal do Conselho de Administração do BES Finance, Ltd
  • Presidente do Conselho de Administração do Bank Espirito Santo (International) Limited
  • Presidente do Conselho de Administração do BIC International Limited (G.C.)
  • Vogal do Conselho de Administração da ESAF Espírito Santo Activos Financeiros, SGPS, SA
  • Vogal do Conselho de Administração do Espírito Santo PLC (Dublin)
  • Vogal do Conselho de Administração do Banco Espirito Santo Oriente, S.A.
  • Vogal do Conselho da ES Tech Ventures Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A.
  • Vogal do Conselho da Espirito Santo Empresa de Prestação de Serviços, 2, ACE

Vogal do Conselho de Administração do BES AFRICA SGPS, S.A.

Nuno Manuel da Silva Ribeiro David

Vogal do Conselho de Administração e Chief Operational Officer

Outros Cargos:

Vogal do Conselho de Administração e Chief Operational Officer da BES, Companhia de Seguros, S.A.

Michel Victor François Villatte

Vogal do Conselho de Administração

Outros Cargos:

  • Vogal do Conselho de Administração do Fransabank Líbano
  • Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da BES, Companhia de Seguros, S.A.
  • Vogal do Conselho de Administração da Companhia Wafa Seguros.
  • Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Formação de Seguros.
  • Vogal do Conselho de Administração da Associação de Bancasseguros da Universidade CAEN.
  • Vogal do Conselho de Administração da Apri Prévoyance
  • Membro do Conselho Fiscal do Grupo Aprionis.

Olivier Ronan Melennec

  • Vogal do Conselho de Administração e Chief Financial Officer Outros Cargos:
  • Vogal do Conselho de Administração e Chief Financial Officer da BES, Companhia de Seguros, S.A.
  • Vogal do Conselho de Administração da Esaf- Espírito Santo Activos Financeiros, SGPS, S.A.

Jean Jacques Duchamp

Vogal do Conselho de Administração

Outros Cargos:

Director Geral Adjunto do Crédit Agricole Assurances,S.A.

O Conselho de Administração delega a Gestão Corrente da Sociedade numa Comissão Executiva composta pelos seguintes Administradores:

Chief Executive Officer: Dr. Michel Joseph Paul Goutorbe
Chief Operacional Officer: Dr. Nuno Manuel da Silva Ribeiro David
Chief Financial Officer: Eng. Olivier Ronan Melennec

1.1.2.2.1. Nomeação e Substituição dos membros do Conselho de Administração

A nomeação e a substituição dos membros do Conselho de Administração é realizada em reunião do Conselho de Administração e ratificada em Assembleia Geral de Accionistas.

1.1.2.2.2. Atribuições do Conselho de Administração

As seguintes matérias deverão necessariamente ser discutidas e aprovadas por deliberação do Conselho de Administração da Sociedade, tomada por uma maioria de cinco ou seis membros do Conselho de Administração, consoante o número total de membros seja de sete ou nove:

  • (i) Aprovação ou modificação do Regulamento Interno do Conselho de Administração;
  • (ii) Aprovação de contratos com terceiros cujos valores/ responsabilidades excedam em 10% as despesas totais anuais da Sociedade (excluindo despesas com comissões e partilha de lucros);
  • (iii) Concessão de financiamentos, depósitos, ou prestação de garantias acima do valor de um milhão de euros.
  • (iv) Aquisição, oneração ou alienação de bens imóveis por valor superior a 5 milhões de euros, desde que os bens imóveis sejam utilizados na gestão corrente da sociedade.
  • (v) Solicitação de financiamentos ou criação de passivo acima dos dez milhões de euros (por transacção).
  • (vi) Início, desenvolvimento ou cessação de relações com entidades que não se integrem no Grupo Banco Espírito Santo, composto pelo Banco Espírito Santo, por qualquer entidade por si directa ou indirectamente dominada.

  • (vii) Licenciamento ou concessão de direitos sobre a propriedade intelectual ou industrial da Sociedade.

  • (viii) Alargamento ou redução da actividade social ou modificação do objecto da sociedade;
  • (ix) Aprovação do Balanço e contas da Sociedade e todos os documentos legais de prestação de contas da Sociedade;
  • (x) Aprovação de proposta de aplicação de resultados;
  • (xi) Emissão de obrigações.

1.1.2.2.3.Atribuições do Conselho de Administração relativamente a deliberações de Aumento de Capital

O Contrato de Sociedade não autoriza o Conselho de Administração a deliberar sobre o aumento de capital da Sociedade.

1.1.2.3. Conselho Fiscal

O Conselho Fiscal da BES Vida é composto por um Presidente, dois membros efectivos e um membro suplente.

Os membros do Conselho Fiscal são eleitos por um período de quatro anos, sendo permitida a sua reeleição.

1.1.2.3.1. Identificação dos membros do Conselho Fiscal

Presidente: José Manuel Ruivo da Pena

Vogal: José Maria Ribeiro da Cunha

Vogal: Paulo Ribeiro da Silva

*Em virtude de renúncia às funções de membro efectivo do Conselho Fiscal da BES Vida, apresentada pelo Dr. Philippe Robin em 19 de Outubro de 2010,foi o mesmo substituído nessa data pelo vogal suplente Paulo

Ribeiro da Silva e será designado novo membro efectivo na próxima Assembleia Geral Ordinária de Accionistas da BES Vida.

1.1.2.4. Revisor Oficial de Contas

Sob proposta do Conselho Fiscal, a Assembleia Geral designou um Revisor Oficial de Contas para proceder ao exame das contas da sociedade. O Revisor Oficial de Contas é eleito por um período de quatro anos, sendo permitida a sua reeleição.

1.1.2.4.1. Identificação do Revisor Oficial de Contas

Revisor Oficial de Contas Efectivo: Ernst & Young Audit e Associados -SROC, S.A., representada por Ana Rosa Ribeiro Salcedas Montes Pinto (Revisor Oficial de Contas) Revisor Oficial de Contas Suplente: João Carlos Miguel Alves (Revisor Oficial de Contas)

1.1.2.5. Secretário da Sociedade

O Secretário e o seu Suplente são designados pelo Conselho de Administração e a duração das suas funções coincide com o mandato do Conselho de Administração que o designar.

1.1.2.5.1. Identificação do Secretário da Sociedade

Secretário: Sónia Maria Ferreira Guerra Torrão Secretário Suplente: Francisco Maria Vilhena de Carvalho

1.1.2.6. Composição da Comissão de Vencimentos

  • Luis António Burnay Pinto de Carvalho Daun e Lorena
  • Dominique Yves Albert Lauré*

* Em virtude de renúncia às funções de membro da Comissão de Vencimentos da BES Vida, apresentada pelo Dr. Dominique Lauré em 31 de Maio de 2010, será designado novo membro efectivo na próxima Assembleia Geral Ordinária de Accionistas da BES Vida.

1.1.3. Política de Remuneração

A Comissão de Vencimentos, eleita em Assembleia Geral, fixa a remuneração dos membros dos órgãos sociais da BES Vida.

Anualmente, a Comissão de Vencimentos submete à apreciação da Assembleia Geral uma Declaração sobre a política de remuneração dos membros dos órgãos sociais da BES Vida.

A proposta da Comissão de Vencimentos apresentada à Assembleia Geral Anual no dia 30 de Março de 2010 teve o seguinte conteúdo:

"Considerando que a politica de remuneração dos membros dos órgãos de Administração e Fiscalização da BES Vida deve ter por base a articulação com os mecanismos que assegurem o alinhamento dos interesses dos membros do órgão de administração com os objectivos estratégicos da empresa;

Considerando que a remuneração dos membros dos órgãos sociais deve ser estruturada de modo a remunerar, de forma justa e eficiente, a competência e dedicação de cada um dos seus membros, tendo em conta o respectivo desempenho individual e global;

Considerando que na BES Vida a aprovação da remuneração dos Órgãos de Administração e Fiscalização é, nos termos estatutários, da competência da Comissão de Vencimentos;

Considerando que deve existir uma remuneração variável, a par da remuneração fixa, e que a referida remuneração variável deve depender do grau de cumprimento dos objectivos da empresa, tal como fixados pela totalidade do seu Conselho de Administração;

Propõe-se a aprovação da seguinte declaração sobre Politica de Remuneração dos órgãos de administração e fiscalização da empresa:

Membros do Conselho de Administração

A remuneração dos membros do Conselho de Administração pode ser composta por duas componentes:

  • Fixa, com referência ao exercício em curso;

  • Variável, com referência ao ano anterior, estabelecida no primeiro trimestre do exercício em curso.

A remuneração fixa é estabelecida pela comissão de Vencimentos tendo em conta:

  • As remunerações pagas por empresas de dimensão semelhante a operar no sector segurador em Portugal e na União Europeia;

  • As remunerações pagas no Grupo "Crédit Agricole" para cargos de responsabilidade semelhante;

  • O desempenho individual anual de cada Administrador.

A remuneração variável depende de decisão a tomar, caso a caso, pela Comissão de Vencimentos, e pode ou não ser atribuída anualmente considerando o desempenho individual e global da Administração, bem como o grau de cumprimento dos objectivos globais da empresa.

Membros do Conselho fiscal

A remuneração dos membros do Conselho Fiscal inclui apenas uma componente fixa, determinada anualmente pela Comissão de Vencimentos.

Membros da Mesa da Assembleia Geral

A remuneração dos membros da Mesa da Assembleia Geral é determinada pela Assembleia Geral e corresponde a uma quantia fixa por presença em cada Assembleia.

Propõe-se que a politica ora proposta vigore até ao termo do mandato dos órgãos sociais, correspondente ao quadriénio 2008-2011."

Em 2010, os membros dos órgãos sociais auferiram as seguintes remunerações:

Nom e Org ão Social Rem unerações
fixas
Remunerações
Variáveis e Outros
Benefícios
Remunerações
totais pag as aos
Orgãos Sociais
Rui Manuel Leão Martinho Conselho de Administração 220.500 € 61.059 € 281.559 €
Michel Joseph Paul Goutorbe Conselho de Administração 257.040 € 153.004 € 410.044 €
Nuno Manuel da Silva Ribeiro David Conselho de Administração 201.159 € 144.409 € 345.568 €
Olivier Ronan Melennec Conselho de Administração 252.000 € 145.092 € 397.092 €
José Manuel Ruivo da Pena Conselho Fiscal 21.420 € 0 € 21.420 €
José Maria Ribeiro da Cunha Conselho Fiscal 17.136 € 0 € 17.136 €
Total 969.255 € 503.563 € 1.472.818 €

1.1.4. Política de Detecção e Correcção de situações de incumprimento

A Política de Detecção e Correcção de situações de incumprimento assenta nas principais linhas gerais:

  • 1) Colaboradores sujeitos ao dever de comunicação: Todos os colaboradores têm obrigação de comunicar ao seu superior hierárquico;
  • 2) Entidade que recolhe a comunicação: Direcção de Gestão de Risco, Compliance e Controlo; A Direcção de Compliance perante a comunicação referida, deve apreciar a situação descrita e determinar as acções que, perante cada caso concreto, entenda por convenientes. Para este fim, esta Direcção poderá solicitar a colaboração da Direcção de Auditoria Interna.

Se da apreciação da situação de irregularidade ficar provado que se tratou de uma violação de leis, regulamentos ou dos princípios e deveres internos, serão adoptadas as medidas disciplinares necessárias com o objectivo de salvaguardar os interesses da Companhia, de acordo com a disposição da legislação em vigor.

  • 3) Comunicações Anónimas: Não são admitidas nem serão tidas em conta comunicações anónimas. Toda e qualquer situação de detecção e correcção de situações de incumprimento reportada será tratada confidencialmente, nomeadamente quanto à sua origem, e com a devida discrição;
  • 4) Não retaliação: É expressamente proibida qualquer retaliação contra os Colaboradores que efectuem a referida comunicação;
  • 5) Arquivo das Comunicações: Se derem origem a processos internos de investigação, são arquivadas confidencialmente até à conclusão dos respectivos processos. Findas as investigações, os dados serão eliminados nos termos e condições legalmente definidas.

1.1.5. Estrutura de Capital

O capital Social da BES Vida é de 250.000.000,00 euros, representado por 50.000.000 acções com valor nominal de 5,00 euros cada.

1.1.5.1. Estrutura Accionista

Estrutura Accionista Actual - 31 de Dezembro de 2010
Accionista Nrº Acções % Capital Social
Crédit Agrícole Assurances, S.A. 25.000.000 50%
Banco Espírito Santo, S.A. 24.999.800 49.9996%
Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. 100 0,0002%
ESAF - Espírito Santo Activos Financeiros, SGPS,S.A. 100 0,0002%
Total 50.000.000 100%

1.1.5.2. Identificação Accionistas titulares de Direitos Especiais:

Nenhum dos accionistas é titular de Direitos Especiais.

1.1.5.3. Transmissibilidade das Acções

Os accionistas não transmitentes têm direito de preferência na transmissão a terceiros da totalidade ou de parte das acções que o accionista transmitente pretenda efectuar.

1.1.5.4.Alteração dos Estatutos da BES Vida

Qualquer alteração do Contrato de Sociedade da BES Vida, incluindo deliberações sobre alterações de capital, tem que ser submetida à aprovação da Assembleia Geral. As deliberações sobre a alteração do Contrato de Sociedade devem ser aprovadas por maioria de dois terços dos votos emitidos, devendo para o efeito estar presentes pelo menos 75% dos votos.

1.1.6. Principais elementos dos sistemas de controlo interno e de gestão de risco implementados na Companhia relativamente ao processo de divulgação de informação financeira

A Direcção de Gestão de Risco, Compliance e Controlo é a Direcção responsável por assegurar o cumprimento rigoroso da divulgação de informação financeira, nos termos da Lei. Esta Direcção, no cumprimento das suas atribuições, efectua um acompanhamento regular da legislação em vigor e procede a uma revisão anual das obrigações de divulgação, promovendo a disseminação da informação pelos departamentos responsáveis pelas informações financeiras e monitoriza o seu cumprimento dentro dos prazos exigidos

1.2. Enquadramento macroeconómico

1.2.1. Situação económica internacional

O ano de 2010 ficou marcado pela crise do risco soberano na Zona Euro, sobretudo em resultado do forte desequilíbrio das contas públicas da Grécia e das dificuldades do sector financeiro da Irlanda. A necessidade de apoio financeiro da UE e do FMI a estas economias alimentou um receio de contágio a outras economias da periferia da Zona Euro, em particular a Portugal e Espanha, penalizando as respectivas condições de financiamento. A revisão em baixa das notações do risco soberano da periferia da Zona Euro e os receios sobre a deterioração da qualidade do crédito (tanto ao nível da dívida soberana como do crédito hipotecário) penalizaram igualmente as condições de financiamento dos bancos europeus.

Reflectindo a quebra de confiança dos investidores, o EUR registou uma depreciação de 6.7% face ao USD no conjunto de 2010 e os índices accionistas CAC40, IBEX e PSI-20 desvalorizaram-se, respectivamente, 3.34%, 17.43% e 10.34%. Em contraste, e reflectindo o desempenho excepcionalmente favorável da economia alemã, o índice DAX valorizou-se 16.06%.

Apesar dos receios de instabilidade financeira atrás descritos, o ano de 2010 foi também marcado por uma evolução favorável da actividade nas principais áreas económicas, com os impactos desfasados dos estímulos das políticas monetária e orçamental a fazerem sentir-se na procura interna e, sobretudo, nos fluxos de comércio internacional. Após os registos negativos observados em 2009, o PIB cresceu 3.6% na Alemanha, 1.7% na Zona Euro e 2.9% nos EUA. Neste contexto, os índices Dow Jones, Nasdaq e S&P500 ganharam 11.02%, 16.91% e 12.78% no conjunto de 2010, beneficiando também da postura expansionista da política monetária da Reserva Federal.

As principais economias emergentes mantiveram um dinamismo elevado, registando-se crescimentos de 10.3% na China e 7.5% no Brasil.

Embora perante uma conjuntura marcada ainda por diversas incertezas e riscos, após a contracção do PIB observada em 2009 (-2.6%), a economia dos Estados Unidos cresceu 2.9% no conjunto de 2010.

A natureza marcadamente expansionista da política económica levada a cabo pelo Governo e pela Reserva Federal na sequência da recessão de 2009 produziu o seu efeito máximo no final desse ano e foi-se esbatendo ao longo do 1º semestre de 2010. O crescimento do PIB desacelerou de 5%, em termos anualizados, no 4º trimestre de 2009, para apenas 1.7%, no 2º trimestre de 2010, ao mesmo tempo que a taxa de desemprego, embora em queda, permaneceu elevada (9.5% da população activa no final do 1º semestre). A persistência de uma elevada capacidade produtiva excedente contribuiu para que a inflação registasse uma trajectória de queda ao longo deste período.

Concluído o programa de aquisição de títulos no final do 1º trimestre, a Reserva Federal iniciou em Agosto uma nova fase da política monetária, com o reinvestimento do valor dos instrumentos de dívida vencidos em obrigações de longo prazo do Tesouro norte-americano, procurando, assim, manter inalterado o nível do seu balanço, ao mesmo tempo que sinalizava aos mercados financeiros a possibilidade de novas medidas expansionistas. Em Novembro, a autoridade monetária anunciou um novo programa de aquisição de Treasuries de maturidades longas, num montante adicional de USD 600 mil milhões, a fim de manter um ambiente de baixas taxas de juro de longo prazo.

Na vertente orçamental, a Governo anunciou novos estímulos à procura interna, incluindo o prolongamento de uma parte substancial dos estímulos fiscais da era Bush, envolvendo uma verba global superior a USD 800 mil milhões.

Estas acções permitiram inverter o sentimento negativo dos mercados, consolidados pelo comportamento dos indicadores económicos mais relevantes. Neste contexto, o PIB norte-americano registou crescimentos anualizados de 2.6% e 3.2% nos 3º e 4º trimestres, com desempenhos mais favoráveis do consumo privado (crescimento anualizado de 4.4% no 4º trimestre). No final do ano, assistiu-se também a uma importante recuperação do crédito às empresas, suportada por uma maior disponibilidade dos Bancos para o financiamento deste sector. A este facto não terá sido estranha a evolução favorável dos resultados das empresas, quer no sector financeiro, quer no sector não financeiro.

O último trimestre do ano interrompeu a tendência de descida das taxas de juro de mercado, com as perspectivas mais favoráveis para a actividade económica a gerarem alguns receios de pressões inflacionistas futuras, dada a manutenção de uma política monetária fortemente expansionista. Para além das injecções extraordinárias de liquidez, a Reserva Federal não sinalizou qualquer intenção de iniciar um ciclo de subidas dos juros de referência, mantendo-se a taxa de referência num intervalo entre 0% e 0.25% ao longo de 2010.

A economia da Zona Euro foi consolidando, ao longo do ano de 2010, a trajectória de progressiva recuperação da actividade iniciada na segunda metade de 2009, que pôs termo ao período de recessão iniciado no 2º trimestre de 2008. O PIB registou, assim, um crescimento de 1.7%, após a contracção de 4.1% verificada em 2009. Na base desta recuperação encontra-se o forte desempenho das exportações, beneficiando da dinamização dos fluxos de comércio internacional e, em especial, da procura oriunda das economias emergentes, que exerceu um forte efeito favorável sobre a produção industrial. Particularmente forte foi o desempenho da actividade no 2º trimestre, ao crescer 1% em termos trimestrais, beneficiando do estímulo fornecido pelo conjunto das políticas públicas implementadas, de cariz expansionista. No entanto, a base da recuperação foi-se tornando gradualmente mais ampla, sendo também de notar a melhoria do consumo privado e a moderação da quebra sofrida pelo investimento (tendo o investimento em equipamento exibido já um crescimento face ao ano anterior), acompanhando uma melhoria dos níveis de confiança e a progressiva normalização das condições de financiamento nas economias core. A recuperação da actividade no conjunto da Zona Euro não foi, no

entanto, uniforme, sendo de sublinhar a evidente heterogeneidade de desempenho entre Estadosmembros. Digno de registo é o desempenho da economia alemã, que cresceu 3.6% no conjunto do ano, o maior ritmo de expansão desde a reunificação, com um forte contributo das exportações e do investimento em equipamento. Este desempenho contrasta com a desaceleração e mesmo contracção registados pelas economias periféricas da União Económica e Monetária. Neste plano, é de destacar a contracção das economias grega, irlandesa e espanhola, a primeira das quais superior a 4%, sobretudo em consequência do acentuado esforço de consolidação orçamental em curso naqueles Estadosmembros. No plano dos preços, a taxa de inflação média anual foi de 1.4%, após o registo de 0.3% em 2009, uma subida que em grande medida se ficou a dever às componentes de energia e transportes e alimentação. No entanto, a taxa de inflação subjacente, que exclui aquelas componentes, registou um decréscimo face ao ano anterior, traduzindo a ausência de pressões inflacionistas impostas pela procura, algo patente também na elevada capacidade instalada não utilizada e no aumento da taxa de desemprego, para 10% da população activa. Neste contexto, o Banco Central Europeu manteve inalterada, durante todo o ano, a taxa de juro de referência em 1%, nível a que se encontra desde Maio de 2009. Paralelamente, a autoridade monetária forneceu ampla liquidez ao sistema bancário, promovendo operações de cedência ilimitada de liquidez a 3 meses e também, a partir de Maio, adquirindo pontualmente, em mercado secundário, títulos de dívida pública, visando reduzir as tensões observadas em alguns mercados, e que foram particularmente visíveis nos mercados de dívida soberana de alguns Estados periféricos. Ao abrigo deste programa, o BCE adquiriu um total de 73.5 mil milhões de euros em títulos de dívida até ao final do ano. Este montante foi objecto de esterilização, através da constituição de depósitos de curto prazo dos bancos comerciais junto do BCE, de modo a não incrementar a oferta monetária.

No que respeita á economia dos nossos vizinhos na Península Ibérica, ela registou um recuo marginal em 2010 (-0.1%), reagindo assim à forte contracção registada em 2009 (-3.7%). O melhor desempenho deveu-se fundamentalmente à recuperação do consumo das famílias, ao avançar 1.3% em termos anuais, apesar da evolução desfavorável do mercado de trabalho, com a taxa de desemprego a agravar-se de 18.8% para 20.33% da população activa, o valor mais elevado em mais de uma década. Por outro lado, o investimento caiu 7.4%, novamente condicionado pela evolução negativa do sector da construção (recuo de mais de 10%), mas compensado, em parte, pela despesa em bens de equipamento (2.2%).

Entretanto, o consumo público sofreu uma quebra em consequência das medidas de austeridade implementadas pelo Governo Espanhol. Por outro lado, a procura externa líquida contribuiu positivamente para o crescimento, com as exportações a recuperarem, graças à aceleração da economia global e a ganhos de competitividade, e com as importações a evoluírem a um ritmo inferior.

Após um défice orçamental de 11.1% do PIB em 2009, em consequência da forte contracção da actividade, o défice orçamental diminuiu para próximo de 9.3% do PIB em 2010. Para além da subida do IVA, os salários dos funcionários públicos sofreram uma redução de 5% e o Governo Espanhol procedeu

a cortes significativos na saúde, no investimento e nas prestações sociais. Estas medidas de cariz restritivo foram reforçadas num contexto das preocupações dos investidores com a sustentabilidade da dívida pública dos países da periferia da Zona Euro, nomeadamente com a revisão em baixa das notações da dívida pública espanhola por três das principais agências de rating que, de um modo geral, evidenciaram a debilidade da economia espanhola (que enfraquece a posição orçamental), o forte endividamento do sector privado, um mercado de trabalho pouco flexível e o impacto que a reestruturação necessária do sector financeiro terá no processo de recuperação da economia.

1.2.2. Situação económica nacional

O ano de 2010 foi caracterizado por uma deterioração das condições financeiras enfrentadas pela economia portuguesa, em resultado da maior aversão ao risco dos investidores face à periferia da Zona Euro e, sobretudo, na sequência do downgrading da República (em dois graus, para A-) levado a cabo, em Abril, por uma das principais agências de rating. No conjunto do ano, o spread dos títulos de dívida pública a 10 anos quando comparadas com os alemães subiu 296 pontos base, para 364 pontos base (tendo atingido um máximo de 460 pontos base em meados de Novembro). Apesar de uma situação sólida ao nível da solvabilidade, os Bancos portugueses passaram a enfrentar um ambiente externo adverso no acesso à liquidez, forçando um maior recurso às operações de cedência de liquidez do BCE e obrigando a maiores restrições nas condições de financiamento da actividade económica interna.

Embora com uma evolução desfavorável do consumo e do investimento na segunda metade do ano, a economia portuguesa registou em 2010 um crescimento anual de 1.4%, acima das expectativas, beneficiando, em particular, do dinamismo das exportações. Este desempenho relativamente favorável contrasta com os registos negativos de crescimento observados nas outras economias da periferia sob o foco dos mercados (Espanha, Irlanda e Grécia) e resulta também, em parte, do facto de a procura interna não ter sido afectada, como em outras economias, por efeitos negativos associados a fortes correcções do mercado imobiliário.

No contexto da crise do risco soberano da Zona Euro, a política orçamental foi caracterizada, em 2010 (sobretudo no último trimestre), pela adopção de medidas fortemente restritivas, com o objectivo de reduzir o défice de 9.3% do PIB, em 2009, para 4.6% do PIB em 2011. Estas medidas incluíram o aumento da carga fiscal nos impostos sobre o rendimento e sobre o consumo, destacando-se, neste caso, a subida do IVA, de 20% para 21% em Julho, e de 21% para 23% já em Janeiro de 2011. Do lado da despesa, destaca-se o anúncio da redução dos salários e o congelamento de admissões na função pública, para além de cortes nas despesas sociais e de investimento. Em 2010, o défice das Administrações Públicas reduziu-se para um valor em torno de 6.9% do PIB (abaixo da estimativa inicial de 7.3%, embora beneficiando de uma receita extraordinária de cerca de 1.1% do PIB, decorrente da transferência dos

fundos de pensões da PT para o sistema público de pensões). A dívida pública subiu de 76.1% para 82.1% do PIB, mantendo-se abaixo da média da Zona Euro, de 84.1% do PIB.

A subida da taxa média anual de desemprego, de 9.5% para 10.8% da população activa, e a perspectiva de redução do rendimento disponível penalizaram a confiança dos consumidores e determinaram uma desaceleração da procura interna na parte final do ano. No entanto, no conjunto de 2010, o consumo privado cresceu ainda cerca de 1.9%, sobretudo em resultado da antecipação de decisões de consumo, face aos aumentos do IVA atrás referidos. Este efeito foi particularmente visível na aquisição de bens duradouros (sobretudo veículos de transporte). Em termos médios anuais, a inflação no consumo subiu de -0.8% para 1.4%, observando-se uma aceleração mais visível dos preços nos últimos meses do ano, sobretudo em função da subida dos preços da energia. A inflação homóloga atingiu 2.5% em Dezembro.

A deterioração das expectativas face à evolução da procura interna e externa, os elevados níveis de incerteza e as condições mais restritivas de financiamento levaram a uma nova queda do investimento (perto de 6%, após um registo de -14% em 2009). A retracção das despesas de capital foi comum a todos os sectores – famílias, empresas e Administrações Públicas.

As exportações registaram um crescimento em torno de 8.8%, após um recuo de 11.7% no ano anterior. Para este desempenho contribuíram, sobretudo, as exportações associadas à indústria transformadora, beneficiando da recuperação da procura e da actividade industrial a nível global e, por arrastamento, nos principais parceiros comerciais de Portugal na Zona Euro (com destaque para a Alemanha, com um crescimento anual do PIB de 3.6%). As encomendas externas à indústria mantinham um forte crescimento na parte final do ano (perto de 50%, em termos nominais e homólogos).

O comportamento favorável das exportações e o progressivo ajustamento da procura interna (pressionando em baixa as importações) contribuíram para uma redução do défice externo. Em 2010, o saldo conjunto das balanças corrente e de capital, que reflecte as necessidades líquidas de financiamento externo da economia, reduziu-se de 9.4% para 8.5% do PIB. O processo de deleverage em curso na economia portuguesa foi também visível no recuo do stock de responsabilidades externas líquidas, de 109% para cerca de 104% do PIB.

1.2.3. O sector segurador

Apesar de uma conjuntura económica, financeira e social difícil, a actividade de seguros em Portugal teve em 2010 sinais positivos. Depois da queda registada em 2009, o volume de negócios do sector segurador verificou uma expansão significativa, proporcionando uma posição relativa do sector segurador no PIB de aproximadamente 10%, o maior nível jamais alcançado no nosso mercado.

De acordo com uma amostra superior a 98%1 , o volume de produção da actividade seguradora em Portugal ascendeu a mais de 16,1 mil milhões de euros de prémios de seguro directo e entregas para contratos de investimento e de prestação de serviços, o que corresponde a um crescimento de 12,7%.

Esta evolução deve-se fundamentalmente à expansão do segmento Vida (17,2%), que representa já 75% da produção, pois o crescimento do segmento Não Vida foi pouco significativo (0,9%), ainda que tal represente uma clara recuperação face às quedas verificadas nos anos anteriores.

PRODUÇÃO ACUMULADA Em milhares de euros Variação Estrutura
2009 2010 homóloga 2009 2010
VIDA 10.320.117 12.097.423 17,2% 72,0% 75,0%
Rendas Vitalícias 27.946 23.990 -14,2% 0,2% 0,1%
Restantes Produtos de Risco 909.904 921.645 1,3% 6,4% 5,7%
Produtos Capitalização 6.213.649 7.666.480 23,4% 43,4% 47,5%
PPR 3.144.281 3.244.908 3,2% 22,0% 20,1%
Operações de capitalização 24.336 240.400 887,8% 0,2% 1,5%
NÃO VIDA 4.004.596 4.039.392 0,9% 28,0% 25,0%
Acidentes e Doença 1.316.310 1.320.480 0,3% 9,2% 8,2%
Acidentes de Trabalho 673.737 645.777 -4,1% 4,7% 4,0%
Doença 495.048 526.562 6,4% 3,5% 3,3%
Incêndio e o. Danos de Coisas 706.875 723.186 2,3% 4,9% 4,5%
Habitação e Condomínios 371.177 385.824 3,9% 2,6% 2,4%
Comércio e Indústria 207.371 210.277 1,4% 1,4% 1,3%
Automóvel 1.706.518 1.727.907 1,3% 11,9% 10,7%
Transportes 75.078 66.669 -11,2% 0,5% 0,4%
Responsabilidade Civil Geral 98.745 101.922 3,2% 0,7% 0,6%
Diversos 101.071 99.227 -1,8% 0,7% 0,6%
TOTAL 14.324.714 16.136.815 12,7% 100,0% 100,0%

O crescimento do segmento Vida, alcançado num quadro de grande instabilidade dos mercados financeiros, parece reflectir a atracção dos aforradores por produtos com reduzido risco de investimento, característica presente em parte significativa dos produtos das seguradoras (os que têm capitais e rendimentos garantidos). Parece ser este o motivo que explica o expressivo crescimento dos produtos de capitalização não ligados a fundos de investimento, que surge associada a novas poupanças trazidas ao sector, como parece indicar também a expansão do volume de provisões matemáticas deste ramo. Por outro lado, num contexto de anunciadas limitações às respectivas deduções fiscais, as contribuições para ao PPR das seguradoras aumentaram novamente em 2010 (3,2%) e para um volume quase duas vezes superior ao registado há 3 anos atrás.

No segmento Não Vida, a produção revelou-se bastante mais estável relativamente a 2009, o que representa um progresso significativo face à regressão que se verificou nos dois anos anteriores. Pela positiva, importa destacar o crescimento da produção dos seguros de Doença (6,4%), Incêndio e Outros Danos (2,3%) e também o crescimento positivo, apesar de marginal, do ramo Automóvel (1,3%), indiciando uma recuperação relativamente às forte quebras registadas em 2007, 2008 e (sobretudo) 2009. Pela negativa, o destaque vai para a produção dos Acidentes de Trabalho, que continua em queda acentuada (-4,1%) pelo 4º ano consecutivo.

Também a carteira total de investimentos do sector segurador português verificou um crescimento no final de 2010, apesar da evolução desfavorável dos mercados financeiros durante o ano de 2010 e da crise da dívida pública em alguns países da zona Euro, entre os quais Portugal.

Avaliada em mais de 58 mil milhões de euros, a carteira de investimentos global cresceu cerca de 1,5% em relação ao período homólogo, o que corresponde a um aumento absoluto da ordem dos 900 milhões de euros2 .

Tal como na produção, também aqui esta evolução foi determinada pelo crescimento dos activos afectos a produtos do ramo Vida (+2,2%), onde se concentra a maior parte da carteira de investimentos do sector (cerca de 83%) e onde o valor dos passivos cresceu também de forma mais dinâmica (3,7%).

Já a carteira de activos afectos a ramos Não Vida conheceu mesmo um ligeiro decréscimo em 2010 (- 3,5%), em linha com a evolução registada, no lado do passivo, no valor das provisões técnicas.

A carteira não afecta directamente à cobertura de passivos estava avaliada em quase 1,8 mil milhões de euros no final de 2010, mais 100 milhões de euros do que em 2009.

Quanto à natureza dos activos, houve uma tendência de privilegiar ainda mais o investimento em obrigações (que, no final de 2010, representava já 67,8%, contra 65,6% em 2009), em substituição dos produtos estruturados.

Relativamente reduzido permanece o investimento em acções, seja directamente (3,3% da carteira global), seja através de produtos estruturados (0,5%) ou de fundos de investimento (3,1%).

2 Fonte APS

Relatório e Contas Consolidadas 31 de Dezembro de 2010 e 2009 pág. 24

Os resultados de exploração do sector segurador, de acordo com as contas provisórias de um conjunto de seguradoras que representa mais de 90% do mercado, terão atingido cerca de 420 milhões de euros no exercício de 2010. Com um saldo da ordem dos 390 milhões de euros, o segmento dos seguros de Vida teve neste desempenho um contributo decisivo, beneficiando, em especial, de uma prudente e eficaz política de gestão da sua carteira de investimentos.

Já o segmento Não Vida, pressionado pelas elevadas taxas de sinistralidade médias, manteve um nível de rentabilidade modesto, globalmente inferior a 80 milhões de euros.

No que respeita à dimensão financeira do sector, o seu volume total do activo ascendeu a quase 63 mil milhões de euros (um crescimento de 3,9% face a 2009).

Também os níveis de solvência se apresentam bastante confortáveis, apesar de inferiores a 2009. Tendo por base os dados provisórios apresentados pelas companhias de seguros, o rácio de solvência global do sector segurador português no final do exercício de 2010 era de 180%, tendo sofrido um decréscimo, em termos absolutos, de cerca de 20 pontos percentuais face ao valor deste mesmo indicador em finais de 2009 (200%).

A quebra registada tem como principal justificação a evolução claramente desfavorável do rácio de solvência das empresas que exploram o ramo Vida, que viram este indicador descer 48 pontos percentuais, de 195%, em finais de 2009, para 147%, em finais de 2010. Sendo o ramo Vida aquele que é mais sensível à volatilidade dos mercados financeiros, o decréscimo dos elementos elegíveis de capital observado em 2010 nas empresas especializadas no ramo Vida (-263 milhões de euros) é significativamente influenciado pela evolução negativa dos mercados financeiros e da valorização dos activos, com impactos na reserva de reavaliação por ajustamentos no justo valor de activos financeiros. Por outro lado, de notar que a margem de solvência exigida, em linha com a evolução registada em 2010 na produção e nas provisões matemáticas/passivos financeiros, cresceu cerca de 11%, o que, naturalmente, contribuiu também para a quebra no valor do rácio de solvência.

De sinal contrário foi a evolução do rácio de solvência para as empresas que exploram exclusivamente ramos Não Vida, que cresceu para os 249% (233% em finais de 2009).

1.3. Principais indicadores e variáveis da actividade

(em milhares de euros)

2010 2009 2008 Var.2010/ Var.2009/
Variáveis de Balanço 2009 2008
Activo 8.070.855 8.618.873 8.344.200 -6,4% 3,3%
Provisões Técnicas de Seguro Directo 3.076.907 2.749.187 3.275.702 11,9% -16,1%
Passivos por Contratos de Investimento 4.542.235 4.825.444 4.109.323 -5,9% 17,4%
Capital Próprio 152.998 212.610 99.111 -28,0% 114,5%
Variáveis de Ganhos e Perdas
Custos com sinistros, líquidos de resseguro -584.923 -810.922 -926.236 27,9% 12,4%
Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro 2.862 -2.061 11.140 238,9% -118,5%
Provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro -335.489 520.670 302.827 -164,4% 71,9%
Participação nos resultados, líquida de resseguro -1.472 -416 -12.579 -253,7% 96,7%
Custos e gastos de exploração líquidos -57.193 -78.362 -42.693 27,0% -83,5%
Actividade Financeira Liquida 93.904 50.421 76.164 86,2% -33,8%
Rendimentos liquidos de gastos financeiros 231.019 240.175 332.178 -3,8% -27,7%
Ganhos liquidos de activos e passivos -158.566 -155.649 -270.688 -1,9% 42,5%
Perdas de Imparidade -5.978 -21.117 -54.458 71,7% 61,2%
Diferenças de Câmbio 27.429 -12.988 69.132 311,2% -118,8%
Resultado Liquido do exercicio 21.057 -16.012 12.027 231,5% -233,1%
Outras Variáveis
Produção Total 1.394.269 1.285.647 1.866.209 8,4% -31,1%
Portugal 1.393.022 1.280.925 1.860.339 8,8% -31,1%
Contratos de seguros 866.320 253.657 564.137 241,5% -55,0%
Contratos de investimento 526.702 1.027.268 1.296.201 -48,7% -20,7%
Espanha 1.247 4.722 5.871 -73,6% -19,6%
Custos com Sinistros e Passivos Financeiros (Portugal) 1.339.556 1.438.371 1.493.298 -6,9% -3,7%
Contratos de seguros 580.899 811.495 926.236 -28,4% -12,4%
Contratos de investimento 758.657 626.877 567.063 21,0% 10,5%
Provisões Matemáticas (totalidade dos produtos) 7.572.322 7.531.859 7.336.540 0,5% 2,7%
Custos e gastos por natureza a imputar 34.311 18.517 31.790 85,3% -41,8%
Gastos de natureza operacional 15.512 14.851 16.300 4,5% -8,9%
Gastos de natureza financeira 10.010 9.067 9.990 10,4% -9,2%
Nº de colaboradores 84 83 84 1 -1
Rácios
Resultado Liquido/Capital Próprio 13,8% -7,5% 12,1%
Resultado Liquido/Activo 0,3% -0,2% 0,1%
Custos com Sinistros e Passivos Financeiros / Produção (Portugal) 96,2% 112,3% 80,3%
Contratos de seguros 67,1% 319,9% 164,2%
Contratos de investimento 144,0% 61,0% 43,7%
Custos e gastos por natureza a imputar / Provisões Matemáticas 0,45% 0,25% 0,43%
Gastos de natureza operacional 0,20% 0,20% 0,22%
Gastos de natureza financeira 0,13% 0,12% 0,14%

1.4. A actividade da BES Vida

1.4.1 Produção

O volume de negócios total do Grupo BES Vida, em 2010, ascendeu a 1.426,6 milhões de euros, o que correspondeu a um acréscimo de 5,8% em relação ao ano anterior. Para este montante contribuiu em grande parte a produção de OCAS, no montante de 150 milhões de euros.

Milhares de Euros 2010 2009 2008 Var.2010/
2009
Var.2009/
2008
TOTAL BES VIDA 1.426.588 1.348.689 1.904.115 5,8% -29,2%
PORTUGAL 1.393.022 1.280.925 1.860.339 8,8% -31,1%
- PPR 711.149 887.898 735.016 -19,9% 20,8%
- PRODUTOS DE CAPITALIZAÇÃO 469.046 321.834 563.370 45,7% -42,9%
- OPERAÇÕES DE CAPITALIZAÇÃO 150.000 7.506 500.000 1898,3% -98,5%
- PRODUTOS DE RISCO 62.827 63.686 61.953 -1,3% 2,8%
RESSEGURO ACEITE 32.319 63.042 37.906 -48,7% 66,3%
ESPANHA 1.247 4.722 5.871 -73,6% -19,6%

A produção da BES Vida em Portugal foi de 1.393,0 milhões de euros o que, representa um acréscimo de 8,8% e, permitiu manter a terceira posição no mercado do Ramo Vida, com uma quota de mercado3 de 11,4% (12,3% em 2009).

Num ano marcado pelos efeitos da crise da divida soberana de alguns países da Europa, incluindo Portugal, que trouxe preocupações ao nível do risco e limitações acrescidas á gestão dos activos da Companhia, por um lado, e a uma focalização da rede de distribuição bancária na obtenção de recursos para o banco por outro, o volume de produção teve um comportamento distinto ao longo do ano: um 1º semestre com uma produção significativa (+57% em relação ao período homólogo do ano anterior) mas um 2º semestre de clara retracção (-56% face ao ano anterior).

Para esta situação contribuíram de forma diferente os vários grupos de produtos. Nos PPR's, com a produção a alcançar os 711,1 milhões de euros e um decréscimo de 19,9%, a Companhia alcançou 21,8% de quota de mercado1 . Pelo contrário nos produtos de capitalização e sobretudo nas operações de capitalização, verificaram-se acréscimos significativos, isto é, 45,7% de crescimento nos primeiros e um volume de produção de 150 milhões de euros de OCAS, que no ano anterior era de apenas, 7,5 milhões de euros.

Os produtos de risco, com um valor de 62,8 milhões de euros, apresentaram uma ligeira descida, de 1,3%.

Considerando a separação ente contratos de seguros e contratos de investimento, constatam-se movimentos distintos entre os grupos (+241,5% nos contratos de seguros e -48,7% nos contratos de

3 Fonte: APS

Relatório e Contas Consolidadas 31 de Dezembro de 2010 e 2009 pág. 27

investimento). O acréscimo verificado nos contratos de seguro, deve-se em grande parte ao sucesso obtido no lançamento de novos PPR's nos três primeiros meses do ano. Nos contratos de investimento, apesar do lançamento das OCAS, estas, foram insuficientes para evitar um decréscimo neste tipo de produtos.

Milhares de Euros 2010 2009 2008 Var.2010/
2009
Var.2009/
2008
TOTAL BES VIDA - Seguro Directo 1.394.269 1.285.647 1.866.209 8,4% -31,1%
PORTUGAL 1.393.022 1.280.925 1.860.339 8,8% -31,1%
CONTRATOS DE SEGUROS 866.320 253.657 564.137 241,5% -55,0%
- Rendas Vitalícias 50 483 344 -89,6% 40,3%
- Restantes Produtos Risco 62.776 63.203 61.608 -0,7% 2,6%
- Produtos de Capitalização 200.958 22.744 109.252 783,6% -79,2%
- PPR 602.535 167.227 392.933 260,3% -57,4%
CONTRATOS DE INVESTIMENTO 526.702 1.027.268 1.296.201 -48,7% -20,7%
- Produtos de Capitalização 268.088 299.090 454.118 -10,4% -34,1%
- PPR 108.614 720.671 342.083 -84,9% 110,7%
- Operações de Capitalização 150.000 7.506 500.000 1898,3% -98,5%
ESPANHA 1.247 4.722 5.871 -73,6% -19,6%

Prémios Brutos Emitidos

Milhares de Euros 2010 2009 2008 Var.2010/
2009
Var.2009/
2008
TOTAL BES VIDA 887.181 264.229 570.639 235,8% -29,2%
PORTUGAL 866.320 253.657 564.137 241,5% -55,0%
- PPR 602.535 167.227 392.933 260,3% -57,4%
- PRODUTOS DE CAPITALIZAÇÃO 200.958 22.744 109.252 783,6% -79,2%
- OPERAÇÕES DE CAPITALIZAÇÃO 0 0 0 0,0% 0,0%
- PRODUTOS DE RISCO 62.827 63.686 61.953 -1,3% 2,8%
RESSEGURO ACEITE 19.614 5.850 631 235,3% 826,5%
ESPANHA 1.247 4.722 5.871 -73,6% -19,6%

De acordo com as regras contabilísticas em vigor, apenas a produção referente aos contratos de seguros com risco significativo e aos produtos com participação nos resultados é tratada como prémios emitidos (a referente aos Unit Linked e aos produtos sem participação nos resultados está considerada pelo seu valor liquido em "resultados de contratos de investimento").

Nesta componente, verificamos que os prémios brutos emitidos apresentam um acréscimo de 235,8% relativamente ao registado a Dezembro de 2009. À semelhança do verificado para o total da produção, verifica-se um acréscimo acentuado nos produtos de capitalização (783,6%), sendo aqui acompanhada também por um acréscimo nos PPR's (260,3%).

1.4.2 Provisões Técnicas

Milhares de Euros 2010 2009 2008 Var.2010/
2009
Var.2009/
2008
Provisões técnicas 3.076.907 2.749.187 3.275.702 11,9% -16,1%
Provisão para prémios não adquiridos 2.565 2.613 2.606 -1,9% 0,3%
Provisão matemática do ramo vida 3.030.120 2.706.414 3.227.216 12,0% -16,1%
Provisão para Sinistros - De vida 40.156 34.364 37.519 16,9% -8,4%
Provisão para participação nos resultados 4.047 2.916 7.541 38,8% -61,3%
Provisão para compromissos de taxa 18 2.880 820 -99,4% 251,4%

As provisões técnicas, considerando os produtos de contratos de seguros e os produtos sem participação nos resultados, apresentam um acréscimo de 11,9% relativamente ao ano anterior, devido à evolução da provisão matemática.

Contudo, considerando a totalidade dos produtos (contratos de seguros, Unit Linked e produtos com e sem participação nos resultados), as Provisões Matemáticas, de 7.518 milhões de euros, apresentam um acréscimo em relação a 2009 de 0,8%.

A evolução das provisões matemáticas é particularmente relevante no segmento dos PPR, onde se verificou uma taxa de crescimento de 2,3% face ao ano anterior. A quota de mercado detida pela BES Vida, no final de 2010, atingiu, neste segmento, os 25,5% (27,8% em 2009) o que permitiu em termos de Provisões Matemáticas, manter a liderança de mercado neste tipo de produtos.

1.4.3 Actividade Financeira

A actividade financeira continuou em 2010 sob forte pressão, atendendo às perturbações sentidas nos mercados financeiros, em particular no que se refere á divida dos países periféricos da Zona Euro.

Neste contexto, que gerou maiores limitações e constrangimentos na gestão dos activos perante o risco associado directa ou indirectamente á divida soberana nacional, a Companhia procurou privilegiar uma carteira de activos diversificada e manter presentes na gestão da sua carteira níveis de liquidez, segurança e rendibilidade adequadas de forma a garantir a cobertura das responsabilidades assumidas a médio e longo prazo.

Nas rubricas do activo referentes à liquidez, investimentos e outros activos tangíveis, verificou-se um decréscimo de 6,7%, face a 2009.

Milhares de Euros 2010 2009 2008 Var.2010/
2009
Var.2009/
2008
Liquidez, Investimentos e Outros Tangiveis 7.968.567 8.544.447 8.233.370 -6,7% 3,8%
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem 247.984 213.820 230.292 16,0% -7,2%
Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos 0 9 9 -100,0% 0,0%
Activos financeiros detidos para negociação 29.192 59.191 97.313 -50,7% -39,2%
Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo
valor através de ganhos e perdas
3.998.858 4.766.847 4.885.053 -16,1% -2,4%
Activos disponíveis para venda 3.408.088 3.280.331 2.806.374 3,9% 16,9%
Empréstimos e contas a receber 191.343 142.708 138.329 34,1% 3,2%
Terrenos e edíficios 91.393 79.499 73.667 15,0% 7,9%
Outros activos tangiveis 1.710 2.042 2.332 -16,3% -12,4%

Apesar de uma quebra nos rendimentos líquidos de gastos financeiros, a melhoria verificada no registo de imparidades, e nas diferenças de câmbio, conduziu a um acréscimo na actividade financeira líquida de 86,2% relativamente ao ano anterior.

Var.2010/ Var.2009/
Milhares de euros 2010 2009 2008 2009 2008
Actividade Financeira Liquida 93.904 50.421 76.164 86,2% -33,8%
Rendimentos liquidos de gastos financeiros 231.019 240.175 332.178 -3,8% -27,7%
Ganhos liquidos de activos e passivos -158.566 -155.649 -270.688 -1,9% 42,5%
Perdas de Imparidade -5.978 -21.117 -54.458 71,7% 61,2%
Diferenças de Câmbio 27.429 -12.988 69.132 311,2% -118,8%

1.4.4 Custos e Gastos de Exploração

Os custos de exploração líquidos apresentam um decréscimo de 27,0%, existindo uma diminuição na generalidade dos custos de aquisição, em particular nas 2 rubricas mais relevantes: as comissões de subscrição e as comissões financeiras..

Milhares de euros 2010 2009 2008 Var.2010/
2009
Var.2009/
2008
CUSTOS DE EXPLORAÇÃO LIQUIDOS 57.192 78.362 42.693 -27,0% 83,5%
Custos de aquisição 53.701 75.084 39.575 -28,5% 89,7%
Comissões de resgate 873 917 979 -4,9% -6,3%
Comissões de subscrição 17.123 19.225 9.126 -10,9% 110,7%
Comissões financeiras 24.913 43.418 20.431 -42,6% 112,5%
Outros 2.973 4.181 660 -28,9% 533,7%
Custos imputados à função aquisição 7.820 7.343 8.378 6,5% -12,4%
Custos de aquisição diferidos (variação) 0 0 0 - -
Gastos administrativos 5.817 5.695 5.934 2,1% -4,0%
Custos imputados à função administrativa 5.817 5.695 5.934 2,1% -4,0%
Comissões e participação nos resultados de resseguro -2.326 -2.418 -2.816 3,8% 14,1%
Comissões de resseguros cedido -7 -11 -225 39,6% 95,1%
Participação nos resultados de resseguro -2.319 -2.407 -2.591 3,6% 7,1%

O decréscimo das comissões de subscrição está relacionado com a quebra da verificada na produção.

As comissões financeiras (associadas à gestão de produtos) apresentam igualmente um decréscimo significativo principalmente devido à menor performance entre os activos e os passivos, conduzindo assim a uma redução da margem.

1.4.5 Custos com sinistros

Os custos com Sinistros líquidos de resseguro relativos aos contratos de seguros com risco e produtos com participação nos resultados voltaram a registar um decréscimo face ao ano anterior (-27,9% quando em 2009 tinham já diminuído em 12,4%)..

Tal evolução é fortemente influenciada pela evolução no seguro directo (-27,8%) uma vez que a componente de resseguro cedido é pouco significativa.

Milhares de Euros 2010 2009 2008 Var.2010/
2009
Var.2009
/2008
CUSTOS COM SINISTROS 584.923 810.922 926.236 -27,9% -12,4%
Custos directos com sinistros 585.369 811.201 929.702 -27,8% -12,7%
Prestações 579.462 814.356 927.328 -28,8% -12,2%
Variação da provisão para sinistros 5.907 -3.155 2.374 287,2% -232,9%
Custos imputados à função sinistros 1.182 1.140 1.207 3,7% -5,5%
de Resseguro Cedido -1.628 -1.419 -4.674 -14,8% 69,6%
Montantes pagos -1.697 -2.821 -3.582 39,8% 21,2%
Variação da provisão para sinistros 69 1.402 -1.092 -95,0% 228,4%

Considerando a totalidade dos custos com sinistros e passivos financeiros, mantém-se a tendência de descida mas de menor relevância (-6,9%) pois enquanto que se mantém um significativo decréscimo no que respeita a Contratos de Seguro (-28,4%) há um crescimento de 21,0% no segmento dos contratos de investimento, a que certamente não é alheio o enquadramento económico e financeiro.

Milhares de Euros 2010 2009 2008 Var.2010/
2009
Var.2009/
2008
TOTAL BES VIDA
Custos com Sinistros e Passivos Financeiros 1.339.556 1.438.371 1.493.298 -6,9% -3,7%
CONTRATOS DE SEGUROS 580.899 811.495 926.236 -28,4% -12,4%
CONTRATOS DE INVESTIMENTO 758.657 626.877 567.063 21,0% 10,5%
ESPANHA 4.470 -294 3.466 1621,1% -108,5%

Analisando a evolução da sinistralidade pelos diferentes grupos de produtos, constata-se um aumento generalizado, com destaque para o segmento de PPR, com 17,1%.

Milhares de Euros 2010 2009 2008 Var.2010/
2009
Var.2009/
2008
Custos com Sinistros e Passivos Financeiros 1.339.556 1.438.371 1.493.298 -6,9% -3,7%
- PPR 724.601 618.614 559.818 17,1% 10,5%
- PRODUTOS DE CAPITALIZAÇÃO 594.282 577.358 584.017 2,9% -1,1%
- OPERAÇÕES DE CAPITALIZAÇÃO 0 222.450 327.283 -100,0% -32,0%
- PRODUTOS DE RISCO 20.673 19.949 22.181 3,6% -10,1%

As taxas de sinistralidade (quando medidos os custos com sinistros e passivos financeiros relativamente à produção), apresentam evoluções favoráveis nos produtos de Capitalização (de 179,4% para 126,7%) e nas Operações de Capitalização, uma vez que a produção em 2009 foi pouco significativa e verificou-se vencimentos nesse ano.. Em sentido inverso, nos PPR's e produtos de Risco verificaram-se agravamentos das taxas de sinistralidade, devido a um maior volume de resgates assim como de vencimentos em relação á produção.

Taxa de Sinistralidade (Custos com sinistros e
Passivos financeiros/Produção) 2010 2009 2008
Custos com Sinistros e Passivos Financeiros 96,2% 112,3% 80,3%
- PPR 101,9% 69,7% 76,2%
- PRODUTOS DE CAPITALIZAÇÃO 126,7% 179,4% 103,7%
- OPERAÇÕES DE CAPITALIZAÇÃO 0,0% 2963,5% 65,5%
- PRODUTOS DE RISCO 32,9% 31,3% 35,8%

1.4.6 Gastos Gerais por natureza

Milhares de euros 2010 2009 2008 Var.2010/
2009
Var.2009/
2008
CUSTOS E GASTOS POR NATUREZA A IMPUTAR 34.311 18.517 31.790 85,3% -41,8%
GASTOS DE NATUREZA OPERACIONAL 15.512 14.851 16.300 4,5% -8,9%
Gastos com pessoal 7.011 6.530 7.005 7,4% -6,8%
Fornecimentos e serviços externos 6.681 6.377 6.953 4,8% -8,3%
Impostos e taxas 912 781 992 16,8% -21,2%
Depreciações e amortizações do exercicio 907 1.162 1.350 -21,9% -13,9%
GASTOS DE NATUREZA FINANCEIRA 10.010 9.067 9.990 10,4% -9,2%
Juros suportados 3.173 4.048 6.636 -21,6% -39,0%
Comissões 6.837 5.018 3.354 36,2% 49,6%
Outros 8.789 -5.400 5.500 262,8% -198,2%

Em termos globais, no final do ano 2010, os Custos e Gastos por Natureza a Imputar apresentam um crescimento significativo (+89,3%) em relação ao verificado em 2009, fortemente influenciados pela rubrica de outros custos (+276,6%) resultante do provisionamento de 7,5 milhões de euros relativos a eventual depreciação no valor de Imóveis.

Por seu lado, os gastos de natureza operacional aumentam 4,5% e os gastos de natureza financeira apresentam um crescimento de 10,4%, reflexo do crescimento verificado nas comissões de gestão de activos.

1.4.7 Recursos Humanos

O nº de colaboradores da BES Vida mantém-se estável. Em 31 de Dezembro de 2010, a BES Vida tinha 84 colaboradores no seu quadro de pessoal (efectivos e contratos a termo), mais 1 do que em 2009.

A maioria dos colaboradores encontra-se no escalão etário ente os 30 e os 44 anos e cerca de 60% têm formação e frequência académica de nível superior.

1.4.8 Resultado do Exercício e Capital Próprio

Milhares de euros 2010 2009 2008 Var.2010/
2009
Var.2009/
2008
CAPITAL PRÓPRIO 152.998 212.610 99.111 -28,0% 114,5%
Capital 250.000 250.000 250.000 0,0% 0,0%
Outros instrumentos de capital 0 0 0 0,0% 0,0%
Reservas de reavaliação -163.732 -49.216 -222.380 -232,7% 77,9%
Reserva por impostos diferidos 41.389 11.345 54.998 264,8% -79,4%
Outras reservas 16.583 16.583 27.825 0,0% -40,4%
Resultados transitados -12.299 -89 -23.358 -13733,9% 99,6%
Resultado do exercício 21.057 -16.012 12.027 231,5% -233,1%

O resultado líquido do Grupo BES Vida, de cerca de 21,1 milhões de euros, representa um acréscimo de 231,5% em relação ao verificado em 2009.

O Capital Próprio atinge cerca de 153,0 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 28% face a Dezembro de 2009. Para o referido decréscimo contribui, fundamentalmente, a variação negativa

verificada na Reserva de Reavaliação (-232,7%), resultado do comportamento negativo dos mercados financeiros, nomeadamente o obrigacionista. Recorde-se que em 2009, apesar da manutenção de uma conjuntura instável, a melhoria verificada nos mercados no final desse ano, a realização de menos valias e o registo de imparidades permitiu à companhia uma melhoria do montante das Reservas de reavaliação (cerca de -49,2 milhões de euros).

1.4.9 Margem de Solvência

2010 (*) 2009 2008 Var.2010
/2009
Var.2009
/2008
Margem de Solvência
Margem de Solvência disponível 236.191 326.318 206.305 -27,6% 58,2%
Margem de Solvência exigida 191.865 188.407 186.249 1,8% 1,2%
Excesso/(insuficiência) 44.326 137.911 20.056 -67,9% 587,6%
% de cobertura 123,1% 173,2% 110,8% -28,9% 56,4%

* Estimativa

Influenciada pela diminuição do Capital Próprio, também a rácio de cobertura da margem de solvência (calculada de acordo com a regulamentação local) apresentou um decréscimo face ao verificado no ano anterior, mesmo assim mantendo-se num nível de algum conforto (rácio de cobertura estimado de 123,1% face aos 173,2% verificados em 2009).

1.4.10 Síntese e perspectivas

Num ano que ficou marcado pela crise do risco soberano em alguns países da Zona Euro, incluindo Portugal, também o sector segurador e a BES Vida sentiram de alguma forma os efeitos desta conjuntura. Após um primeiro semestre com um bom desenvolvimento da actividade, com o acentuar da crise do risco de Portugal e do aumento das dificuldades de financiamento, no 2º semestre verificouse uma redução significativa da actividade. Embora mantendo o 3º lugar no ranking global do ramo Vida, a BES Vida perdeu a liderança no segmento dos PPR.

O ano 2010 foi também um ano de continuidade na adaptação das estruturas de funcionamento da Companhia, nomeadamente nos serviços partilhados com a BES Seguros, actividade que se prolongará por 2011.

Consciente das mudanças significativas que existirão ao nível da sua estrutura e negócio, resultado da entrada em vigor proximamente do regime de Solvência II, assente nas boas práticas de gestão dos riscos e na abordagem integrada dos riscos, a Companhia tem vindo a realizar nos últimos anos um

conjunto de esforços e desenvolvimentos para se adaptar, da melhor forma possível às mudanças estruturantes desse novo quadro regulamentar.

Este esforço tem sido efectuado com o objectivo de desenvolver e adaptar gradualmente a sua estrutura organizativa, processos e procedimentos tendo em vista uma transição que se pretende atempada e segura. Com a finalidade de dar cumprimento integral a este objectivo, 2010 ficou marcado com o inicio de um projecto a nível do Grupo, tendo em vista a análise, desenvolvimento e implementação das medidas e processos necessários para uma total convergência com os novos requisitos exigidos e em fase de desenvolvimento (financeiros e actuariais, de governação e de prestação de informação).

Num contexto de instabilidade económica, financeira, social e politica, 2011 será um ano de desafios importantes para a BES Vida.

A procura de responder às novas exigências dos clientes e dos mercados, a continuação dos trabalhos no âmbito do projecto Solvência II, a consolidação das estruturas de funcionamento, o reforço da securitização no funcionamento da Companhia (na segurança das pessoas, sistemas e processos), serão factores presentes nas linhas de actuação da Companhia para poder continuar o desenvolvimento da sua actividade de forma cada vez mais eficiente e eficaz.

1.5. Nota final

O conteúdo do presente relatório obedece às exigências normativas aplicáveis, sendo a sua elaboração da responsabilidade do Conselho de Administração da BES Vida, Companhia de Seguros, SA.

O Conselho de Administração deseja expressar o seu reconhecimento pelo apoio e confiança dos accionistas e clientes, bem como pelo esforço, dedicação e profissionalismo demonstrados pelos colaboradores da Companhia.

Desejamos expressar também o nosso reconhecimento à imprescindível colaboração prestada pelo Grupo Crédit Agrícole, Banco Espírito Santo, Banco Espírito Santo dos Açores e Banco BEST.

Registamos igualmente, com elevado apreço, a acção do Conselho Fiscal e agradecemos a colaboração prestada pelo Instituto de Seguros de Portugal, pela Associação Portuguesa de Seguradores e pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários nos vários domínios das suas áreas de competência.

Lisboa, 28 de Fevereiro de 2011

O Conselho de Administração

1.6 Declaração a que se refere a alínea c) do nº1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários

Dispõe a alínea c) do nº1 do artigo 245º do Código de Valores Mobiliários que cada uma das pessoas responsáveis dos emitentes deve fazer um conjunto de declarações aí previstas. No caso da BES-Vida foi adoptada uma declaração uniforme, com o seguinte teor:

Declaro, nos termos e para os efeitos previstos na alínea c) do nº 1 do artigo 245º do Código de Valores Mobiliários que, tanto quanto é do meu conhecimento, o relatório de gestão, as demonstrações financeiras e demais documentos de prestação de contas consolidadas da BES-VIDA, Companhia de Seguros, S.A., todos relativos ao exercício de 2010, foram elaborados em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados daquela sociedade, e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição daquela sociedade, contendo uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.

Nos termos da referida disposição legal, faz-se a indicação nominativa das pessoas subscritoras e das suas funções:

Rui Manuel Leão Martinho Presidente do Conselho de Administração Pedro Guilherme Beauvillain de Brito e Cunha Vogal do Conselho de Administração Michel Joseph Paul Goutorbe Vogal do Conselho de Administração Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires Vogal do Conselho de Administração Nuno Manuel da Silva Ribeiro David Vogal do Conselho de Administração Michel Victor François Vilatte Vogal do Conselho de Administração Olivier Ronan Melennec Vogal do Conselho de Administração

Nome Função

Jérôme Pierre Grivet Vice-presidente do Conselho de Administração Jean Jacques Duchamp Vogal do Conselho de Administração

2.Demonstrações Financeiras e Notas às Contas

2.1 – Conta de Ganhos e Perdas Consolidada

BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S A

CONTA DE GANHOS E PERDAS CONSOLIDADA EM 31 DEZEMBRO 2010 E 2009

Valores em euros
Notas Dezembro 2010
Conta de Ganhos e Perdas do
Anexo
Técnica
Vida
Não Técnica Total Dezembro 2009
Prémios adquiridos líquidos de resseguro 5 881.251. 955 881.251. 955 259.286. 24 2
Prémios brutos emitidos 887.181. 259 - 887.181. 259 264 .229. 305
Prémios de resseguro cedido (5. 977.728) - (5. 977.728) (4. 935.865)
Provisão para prémios não adquiridos (variação) 48. 424 - 48. 424 ( 7.198)
Comissões de contratos de seg uro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de
investimento ou como contratos de prestação de serviços
6 25.546. 4 20 - 25.546. 4 20 37.309. 788
Custos com sinistros, líquidos de resseguro 7 (584. 923.098) - (584. 923.098) (810. 922.424)
Montantes pagos (578. 946.232) - (578. 946.232) (812. 675.248)
Montantes brutos (580. 643.701) - (580. 643.701) (815. 495.979)
Parte dos resseguradores 1.697. 469 - 1.697. 469 2.820. 731
Provisão para sinistros (variação) (5. 976.866) - (5. 976.866) 1.752. 824
Montante bruto (5. 907.426) - (5. 907.426) 3.154 . 999
Parte dos resseguradores ( 69.440) - ( 69.440) (1. 402.175)
Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro 8 2.862. 389 - 2.862. 389 (2. 060.533)
Provisão matemática do ramo vida, líquida de resseg uro 9 (335. 489.292) - (335. 489.292) 520.669. 915
Montante bruto (335. 491.981) - (335. 491.981) 520.681. 383
Parte dos resseguradores 2. 689 - 2. 689 ( 11.468)
Participação nos resultados, líquida de resseguro 10 (1. 472.082) - (1. 472.082) ( 416.235)
Custos e gastos de exploração líquidos 11 (57. 192.646) - (57. 192.646) (78. 361.865)
Custos de aquisição (53. 701.120) - (53. 701.120) (75. 084.199)
Custos de aquisição diferidos (variação) ( 276) - ( 276) ( 384)
Gastos administrativos (5. 817.048) - (5. 817.048) (5. 695.233)
Comissões e participação nos resultados de resseguro 2.325. 798 - 2.325. 798 2.417. 951
Rendimentos 12 250.470. 421 4 0. 874 250.511. 295 244.513. 953
De juros de activos financeiros não valorizados ao justo valor por via de ganhos e perdas 143.679. 063 163. 252 143.842. 315 119.655. 223
Outros 106.791. 358 ( 122.378) 106.668. 980 124.858. 730
Gastos financeiros - Outros 13 (15. 073.292) (4. 418.750) (19. 492.042) (4. 339.278)
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros não valorizados ao justo valor através g anhos e perdas 16 (18. 967.811) ( 9.000) (18. 976.811) (15. 753.925)
De activos disponíveis para venda 7.807. 935 - 7.807. 935 10.827. 878
De passivos financeiros valorizados a custo amortizado
De outros
(26. 775.746)
-
-
( 9.000)
(26. 775.746)
( 9.000)
(26. 581.803)
-
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros valorizados ao justo valor através g anhos e perdas 17 (138. 687.607) ( 78.111) (138. 765.718) (139. 367.490)
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros detidos para neg ociação
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através
de g anhos e perdas
(63. 399.589)
(75. 288.018)
( 68.691)
( 9.420)
(63. 468.280)
(75. 297.438)
8.378. 559
(147. 746.049)
Diferenças de câmbio 18 27.429. 002 - 27.429. 002 (12. 988.175)
Ganhos líquidos de activos não financeiros que não estejam classificados como activos não correntes detidos para
venda e unidades operacionais descontinuadas
19 ( 831.338) 8. 030 ( 823.308) ( 527.220)
Perdas de imparidade (líquidas reversão) de activos disponíveis para venda 20 (5. 977.935) - (5. 977.935) (21. 116.803)
Outros rendimentos/gastos técnicos, líquidos de resseguro ( 9.268) - ( 9.268) ( 234.363)
Outras provisões (variação) - ( 744.822) ( 744.822) ( 315.582)
Outros rendimentos/gastos 21 - 485. 123 485. 123 1.415. 473
RESULTADO LÍQUIDO ANTES DE IMPOSTOS 28.568. 764 (4. 716.656) 24.219. 162 (23. 208.522)
Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos correntes 32 - 226. 639 226. 639 ( 27.589)
Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos diferidos 32 - (3. 388.382) (3. 388.382) 7.223. 871
RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 21.057. 419 (16. 012.240)

2.2 – Balanço Consolidado

BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S A

ACTIVO CONSOLIDADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009

Valores em euros
Dezembro 2010
Balanço Notas
do
Anexo
Valor bruto Imparidade,
depreciações /
amortizações ou
ajustamentos
Valor Líquido Dezembro 2009
ACTIVO
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem 22 24 7.983.736 - 247.983.736 213.820.454
Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos - - - 9.000
Activos financeiros detidos para negociação 23 29.192.051 - 29.192.051 59.191.117
Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de
ganhos e perdas
24 3.998.857.728 - 3.998.857.728 4 .766.847.111
Activos disponíveis para venda 25 3.477.4 24.315 (69.336.359) 3.408.087.956 3.280.331.385
Empréstimos e contas a receber 26 191.342.791 - 191.342.791 142.707.514
Outros depósitos 191.185.725 - 191.185.725 142.510.192
Empréstimos concedidos 144.867 - 144.867 168.963
Outros 12.199 - 12.199 28.359
Terrenos e edíficios 27 91.928.631 (535.671) 91.392.960 79.498.635
Terrenos e edíficios de uso próprio 8.743.326 (535.671) 8.207.655 8.339.496
Terrenos e edifícios de rendimento 83.185.305 - 83.185.305 71.159.139
Outros activos tangíveis 28 7.858.830 (6.148.897) 1.709.933 2.042.388
Outros activos intangíveis 29 8.792.257 (8.560.661) 231.596 341.528
Provisões técnicas de resseguro cedido 30 4.285.889 - 4.285.889 4 .394.526
Provisão matemática do ramo vida 141.964 - 141.964 139.275
Provisão para sinistros 1.986.263 - 1.986.263 2.055.703
Provisão para participação nos resultados 2.157.662 - 2.157.662 2.199.548
Activos por benefícios pós-emprego e outros benefícios de longo prazo 15 356.339 - 356.339 568.646
Outros devedores por operações de seg uros e outras operações 31 25.430.786 (25.691) 25.405.095 16.4 42.384
Contas a receber por operações de seg uro directo 17.277.739 (25.691) 17.252.04 8 5.442.912
Contas a receber por outras operações de resseguro 310.145 - 310.14 5 926.021
Contas a receber por outras operações 7.842.902 - 7.842.902 10.073.4 51
Activos por impostos 32 68.030.609 - 68.030.609 47.974.542
Activos por impostos correntes 7.984.414 - 7.984.414 13.4 48.838
Activos por impostos diferidos 60.046.195 - 60.046.195 34 .525.704
Acréscimos e diferimentos 33 3.977.926 - 3.977.926 4.704.001
TOTAL ACTIVO 8.155.461.888 (84.607.279) 8.070.854.609 8.618.873.231

BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S A

PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009

Valores em euros
Balanço Notas
do
Anexo
Dezembro 2010 Dezembro 2009
PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO
PASSIVO
Provisões técnicas 30 3.076.906.577 2.749.187.180
Provisão para prémios não adquiridos 2.564.894 2.613.318
Provisão matemática do ramo vida 3.030.120.469 2.706.414.419
Provisão para sinistros do ramo vida 40.156.324 34.363.509
Provisão para participação nos resultados 4.047.019 2.915.674
Provisão para compromissos de taxa 17.871 2.880.260
Passivos financeiros da componente de depósito de contratos de seguros e de contratos de seguro e
operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento
35 4.542.235.451 4.825.444.113
Outros passivos financeiros 36 219.671.865 756.253.850
Passivos subordinados 100.132.606 100.119.562
Depósitos recebidos de resseguradores 288.695 255.896
Outros 119.250.564 655.878.392
Outros credores por operações de seguros e outras operações 37 46.465.106 53.281.652
Contas a pagar por operações de seguro directo 44.253.026 47.212.967
Contas a pagar por outras operações de resseguro 1.382.801 593.345
Contas a pagar por outras operações 829.279 5.475.340
Passivos por impostos 32 1.886.022 1.725.679
Passivos por impostos correntes 1.885.994 1.725.679
Passivos por impostos diferidos 28 -
Acréscimos e diferimentos 38 5.672.846 4.887.696
Outras Provisões 39 25.018.537 15.483.198
TOTAL PASSIVO 7.917.856.404 8.406.263.368
CAPITAL PRÓPRIO 40
Capital 250.000.000 250.000.000
Reservas de reavaliação (163.731.989) (49.216.240)
Por ajustamentos no justo valor de activos financeiros (164.845.904) (47.464.517)
De diferenças de câmbio 1.113.915 (1.751.723)
Reserva por impostos 41.388.924 11.344.617
Outras reservas 16.582.629 16.582.629
Resultados transitados (12.298.778) (88.903)
Resultado do exercício 21.057.419 (16.012.240)
TOTAL CAPITAL PRÓPRIO 152.998.205 212.609.863
TOTAL PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO 8.070.854.609 8.618.873.231

2.3 – Demonstração das alterações no Capital Próprio Consolidado

BES - VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.

DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADO

DOS PERÍODOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009 Reserva de
reavaliação Outras reservas
Capital Por
ajustamento
s no justo
valor de
activos
financeiros
disponiveis
para venda
Reservas por
impostos
diferidos e
correntes
Reserva
Leg al
Outras
reservas
Resultados
transitados
Resultados
do exercício
Total de
Capital
Próprio
Balanço a 31 de Dezembro de 2008 250.000.000 (222.380.483) 54.998.239 27.651.005 174.341 (23.358.441) 12.026.821 99.111.482
Ganhos liquidos por ajustamento no justo valor de activos financeiros disponiveis para venda - 165.591.575 - - - - - 165.591.575
Ganhos liquidos por diferenças por taxa de cambio de activos financeiros disponíveis para venda - 9.690.345 - - - - - 9.690.345
Ajustamento por reconhecimento de impostos diferidos e correntes - - (43.653.622) - - - - (43.653.622)
Aumentos de reservas por aplicação de resultados - - - (11.242.717) - 23.269.538 (12.026.821) -
Outros ganhos/perdas reconhecidos directamente no capital - (2.117.677) - - - - - (2.117.677)
Total da variação do capital próprio - 173.164.243 (43.653.622) (11.242.717) - 23.269.538 (12.026.821) 129.510.621
Resultado líquido do período - - - - - - (16.012.240) (16.012.240)
Balanço a 31 de Dezembro de 2009 250.000.000 (49.216.240) 11.344.617 16.408.288 174.341 (88.903) (16.012.240) 212.609.863
Ganhos liquidos por ajustamento no justo valor de activos financeiros disponiveis para venda - (132.110.581) - - - - - (132.110.581)
Ganhos liquidos por diferenças por taxa de cambio de activos financeiros disponíveis para venda - 2.865.638 - - - - - 2.865.638
Ajustamento por reconhecimento de impostos diferidos e correntes - - 30.044.307 - - - - 30.044.307
Aumentos de reservas por aplicação de resultados - - - - - - - -
Distribuição de lucros/prejuízos - - - - - (16.012.240) 16.012.240 -
Outros ganhos/perdas reconhecidos directamente no capital - 14.729.194 - - - 3.802.366 - 18.531.560
Total da variação do capital próprio - (114.515.749) 30.044.307 - - (12.209.874) 16.012.240 (80.669.076)
Resultado líquido do período - - - - - - 21.057.419 21.057.419
Balanço a 31 de Dezembro de 2010 250.000.000 (163.731.989) 41.388.924 16.408.288 174.341 (12.298.777) 21.057.419 152.998.206
As Notas explicativas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras

2.4 – Demonstração do Rendimento Integral Consolidado

BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A. DEMONSTRAÇÃO DO RENDIMENTO INTEGRAL DE 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009

2010 2009
Resultado líquido do exercício 21.057.419 (16.012.240)
Imparidades dos activos financeiros disponiveis para venda 5.977.935 21.116.803
Vendas de activos financeiros disponíveis para venda (9.273.004) 9.123.266
Variação do justo valor de activos financeiros disponíveis para venda (125.949.874) 145.041.851
Variação dos impostos correntes e diferidos 30.044.307 (43.653.622)
Outros ganhos/(perdas) reconhecidos directamente em capitais próprios 18.531.560 (2.117.677)
Total do rendimento integ ral (59.611.657) 113.498.381

2.5 – Demonstração dos fluxos de caixa consolidado

BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009

2010 2009
FLUXOS DE ACTIVIDADE OPERACIONAL
A Recebimentos
Operações de Seguro 868.273.837 251.579.805
Operações de Resseg uro 30.109.821 67.609.397
Operações com contratos de investimento 527.107.986 999.698.129
Outras Actividades Operacionais 45 -
B Pagamentos
Operações de Seguro
(579.257.901) (814.413.375)
Operações de Resseg uro (80.570.316) (20.307.525)
Operações com contratos de investimento (755.571.082) (588.960.058)
Comissões (45.259.393) (41.343.539)
Participação de Resultados 0 (4.941.518)
Outras Actividades Operacionais (93.428) (91.693)
C Pagamentos ao Pessoal (3.416.853) (5.524.947)
D Pagamentos a Fornecedores (11.677.057) (14.171.992)
E Outros pagamentos e recebimentos 1.718.363 1.899.036
F Impostos e Taxas (18.103.184) (20.099.296)
G Impostos sobre o rendimento 10.852.614 (13.148)
Fluxos de Actividade Operacionais (1) (55.886.548) (189.080.724)
FLUXOS DE ACTIVIDADE DE INVESTIMENTO
H Recebimentos
Alienação de Investimentos 30.135.860.571 18.688.867.899
Alienação de Imobilizado - -
Dividendos 11.994.598 7.416.023
Juros 195.296.115 225.346.338
Outros Rendimentos 2.185.374 2.521.241
I Pagamentos -
-
Aquisição de Investimentos (30.248.850.306) (18.744.758.546)
Aquisição de Imobilizado (698.847) (336.622)
Despesas de g estão, manutenção e outras (2.583.376) (2.300.642)
Fluxos de Actividade de Investimento (2) 93.204.129 176.755.691
FLUXOS DE ACTIVIDADE DE FINANCIAMENTO
J Recebimentos
Empréstimos Subordinados
Aumento de Capital
-
-
-
-
Outros Empréstimos - -
K Pagamentos
Liquidação de Empréstimos Subordinados
- -
Dividendos - -
Juros sobre Empréstimos (3.154.299) (4.146.848)
Contrato de Locação Financeira - -
Liquidação de Outros Empréstimos - -
Fluxos de Actividade de Financiamento (3) (3.154.299) (4.146.848)
VARIAÇÃO DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES (4 ) = (1) + (2) + (3) 34.163.282 (16.471.881)
L Caixa e seus equivalentes no inicio do período 213.820.454 230.292.335
M Caixa e seus equivalentes no final do período 247.983.736 213.820.454

2.6 - Notas explicativas às Demonstrações Financeiras consolidadas

(Montantes expressos em euros, excepto quando indicado)

NOTA 1 - ACTIVIDADE E ESTRUTURA

A Companhia foi constituída em 28 de Junho de 1993, e tem como objectivo desenvolver autonomamente a actividade do ramo vida, que se iniciou em 1 de Janeiro de 1994. A Sucursal de Espanha, com sede em Madrid, iniciou a sua actividade em Junho de 1996. Em Agosto de 2006, a Companhia anteriormente designada Companhia de Seguros Tranquilidade - Vida, S.A. como resultado da operação efectuada entre o Banco Espírito Santo, S.A. e a Companhia Crédit Agrícole, alterou a sua designação para BES-Vida, Companhia de Seguros S.A.("Bes-Vida" ou "Companhia" ou Grupo).

O Grupo BES-Vida é controlado pelo Crédit Agrícole Assurance, S.A., cuja empresa mãe do Grupo é o Crédit Agrícole, S.A.

De acordo com a SIC 12 o perímetro de consolidação do Grupo inclui as seguintes entidades de finalidade especial, incluindo Fundos de Investimento:

Ano
constituição
Ano aquisição Sede Actividade % interesse
económico
CAB RAL, LTDA 2001 2001 Jersey Entidade de securitização 100,00%
CLASSIC I (CAYMAN) /2001 - 17/05/2012 2001 2001 Cayman Islands Entidade Finalidade Especial 100,00%
SHERLOCK LIMITED Float /2002 - 23/07/2015 2002 2003 Jersey Entidade Finalidade Especial 100,00%
STINGRAY LIMITED 6.31% /2001 - 26/05/2012 2001 2002 Cayman Islands Entidade Finalidade Especial 85,95%
XENON 2002-2012 2002 2003 Irlanda Entidade Finalidade Especial 100,00%
ES - ARRENDAMENTO 2009 2009 Portugal Fundo de Investimento 100,00%
OREY REABILITAÇÃO LISB OA 2006 2006 Portugal Fundo de Investimento 77,32%

NOTA 2 - PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

2.1. Bases de apresentação

As demonstrações financeiras do Grupo BES-Vida agora apresentadas, reportam-se ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2010 e foram preparadas de acordo com o Plano de Contas para as Empresas de Seguros ("PCES 07"), emitido pelo ISP e aprovado pela Norma Regulamentar n.º 4/2007-R, de 27 de Abril, e subsequentes alterações descritas na Norma n.º 20/2007-R de 31 de Dezembro, e ainda de acordo com as normas relativas à contabilização das operações das empresas de seguros estabelecidas pelo ISP.

Este novo Plano de Contas introduziu os International Financial Accounting Standards (IFRS) em vigor tal como adoptados na União Europeia, excepto os critérios de mensuração dos passivos resultantes dos contratos de seguro definidos no IFRS 4 - Contratos de Seguro. Os IFRS incluem as normas contabilísticas emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as interpretações emitidas pelo Internacional Financial Reporting Interpretation Committee (IFRIC), e pelos respectivos órgãos antecessores.

Contudo e tal como descrito na Nota 44, a BES-Vida adoptou igualmente, na preparação das demonstrações financeiras referentes a 31 de Dezembro de 2010, as normas contabilísticas emitidas pelo IASB e as interpretações do IFRIC de aplicação obrigatória desde 1 de Janeiro de 2010. As políticas contabilísticas utilizadas pela BES-Vida na preparação das demonstrações financeiras, descritas nesta nota, foram adaptadas em conformidade. As novas normas e interpretações adoptadas em 2010

tiveram sobretudo impacto ao nível da apresentação das demonstrações financeiras e das divulgações sendo apresentados valores comparativos relativamente às novas divulgações exigidas.

As normas contabilísticas e interpretações recentemente emitidas mas que ainda não entraram em vigor e que a BES-Vida ainda não aplicou na elaboração das suas demonstrações financeiras podem também ser analisadas na Nota 44.

As políticas contabilísticas abaixo descritas, foram aplicadas de forma consistente para os períodos apresentados nas demonstrações financeiras consolidadas.

As demonstrações financeiras estão expressas em euros e estão preparadas de acordo com o princípio do custo histórico, com excepção dos activos e passivos registados ao seu justo valor, nomeadamente os activos financeiros, os imóveis de rendimento e os passivos financeiros associados a contratos de seguro em que o risco do investimento é suportado pelo tomador do seguro. Os restantes activos e passivos são registados ao custo amortizado ou custo histórico.

A preparação de demonstrações financeiras de acordo com o Novo Plano de Contas para as Empresas de Seguros requer que a Companhia efectue julgamentos e estimativas e utilize pressupostos que afectam a aplicação das políticas contabilísticas e os montantes de proveitos, custos, activos e passivos.

Estas estimativas e pressupostos são baseados na informação disponível mais recente, servindo de suporte para os julgamentos sobre os valores dos activos e passivos cuja valorização não é suportada por outras fontes. Os resultados reais podem diferir das estimativas. Na nota 3 identificam-se as principais estimativas e julgamentos utilizados na elaboração das Demonstrações Financeiras.

Estas demonstrações financeiras foram aprovadas em reunião do Conselho de Administração em 28 de Fevereiro de 2011.

2.2. Princípios de consolidação

As demonstrações financeiras consolidadas agora apresentadas reflectem os activos, passivos e resultados da BES-Vida e das suas subsidiárias ("Grupo" ou "Grupo BES-Vida"), e os resultados atribuíveis ao Grupo referentes às participações financeiras em empresas associadas.

As políticas contabilísticas foram aplicadas de forma consistente por todas as empresas do Grupo, relativamente a todos os períodos cobertos nas demonstrações financeiras.

Subsidiárias

São classificadas como subsidiárias as empresas sobre as quais o Grupo exerce controlo. Controlo normalmente é presumido quando o Grupo detém o poder de exercer a maioria dos direitos de voto. Poderá ainda existir controlo quando o Grupo detém o poder, directa ou indirectamente, de gerir a política financeira e operacional de determinada empresa de forma a obter benefícios das suas actividades, mesmo que a percentagem que detém sobre os seus capitais próprios seja inferior a 50%.

As empresas subsidiárias são consolidadas integralmente desde o momento que o Grupo assume o controlo sobre as suas actividades até ao momento que esse controlo cessa.

Quando as perdas acumuladas de uma subsidiária excedem o interesse minoritário no capital próprio dessa subsidiária, tal excesso é atribuível ao Grupo na medida em que for incorrido. Subsequentes lucros obtidos por tal subsidiária são reconhecidos como proveitos do Grupo até que as perdas previamente absorvidas sejam recuperadas.

Entidades de finalidade especial ("SPE")

O Grupo consolida pelo método integral determinadas entidades de finalidade especial, constituídas especificamente para o cumprimento de um objectivo restrito e bem definido, quando a substância da relação com tais entidades indicia que o Grupo exerce controlo sobre as suas actividades, independentemente da percentagem que detém sobre os seus capitais próprios.

A avaliação da existência de controlo é efectuada com base nos critérios estabelecidos na SIC 12 – Consolidação de Entidades de Finalidade Especial, os quais se resumem como segue:

As actividades dos SPE são conduzidas exclusivamente de acordo com as necessidades especificas do negócio do Grupo e para que este obtenha os benefícios dessas actividades;

  • O Grupo detém o poder de decisão conducente à obtenção da maioria dos benefícios das actividades do SPE;
  • O Grupo tem o direito a obter a maioria dos benefícios do SPE podendo por isso estar exposto aos riscos inerentes à sua actividade;
  • O Grupo está exposto à maioria dos riscos do SPE com o objectivo de obter os benefícios decorrentes da sua actividade.

O Grupo consolida os Fundos de Investimento onde detém a maioria das unidades de participação e pode exercer o controlo sobre estes fundos.

Saldos e transacções eliminadas na consolidação

Saldos e transacções entre empresas do Grupo, incluindo quaisquer ganhos ou perdas não realizadas resultantes de operações intragrupo, são eliminados no processo de consolidação, excepto nos casos em que as perdas não realizadas indiciam a existência de imparidade que deva ser reconhecida nas contas consolidadas.

Ganhos não realizados resultantes de transacções com entidades associadas são eliminados na proporção da participação do Grupo nas mesmas. Perdas não realizadas são também eliminadas, mas apenas nas situações em que as mesmas não indiciem existência de imparidade.

2.3. Operações em moeda estrangeira

As transacções em moeda estrangeira são convertidas à taxa de câmbio em vigor na data da transacção. Os activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos para euros à taxa de câmbio em vigor na data do balanço. As diferenças cambiais resultantes desta conversão são reconhecidas em resultados.

Os activos e passivos não monetários registados ao custo histórico, expressos em moeda estrangeira, são convertidos à taxa de câmbio à data da transacção. Activos e passivos não monetários expressos em moeda estrangeira registados ao justo valor são convertidos à taxa de câmbio em vigor na data em que o justo valor foi determinado. As diferenças cambiais resultantes são reconhecidas em resultados, excepto no que diz respeito às diferenças relacionadas com acções classificadas como activos financeiros disponíveis para venda, as quais são registadas em reservas.

2.4. Instrumentos financeiros derivados

Os instrumentos financeiros derivados são reconhecidos na data da sua negociação ("trade date"), pelo seu justo valor. Subsequentemente, o justo valor dos instrumentos financeiros derivados é reavaliado numa base regular, sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa reavaliação registados directamente em resultados do período.

O justo valor dos instrumentos financeiros derivados corresponde ao seu valor de mercado, quando disponível, ou é determinado tendo por base técnicas de valorização incluindo modelos de desconto de fluxos de caixa ("discounted cash flows") e modelos de avaliação de opções, conforme seja apropriado.

Derivados embutidos

Os derivados que estão embutidos em outros instrumentos financeiros são tratados separadamente quando as suas características económicas e os seus riscos não estão relacionados com o instrumento principal e o instrumento principal não está contabilizado ao seu justo valor através de resultados. Estes derivados embutidos são registados ao justo valor com as variações reconhecidas em resultados.

2.5. Outros activos financeiros

Classificação

O Grupo classifica os seus outros activos financeiros no momento da sua aquisição considerando a intenção que lhes está subjacente, de acordo com as seguintes categorias:

Activos financeiros ao justo valor através dos resultados

Esta categoria inclui: (i) os activos financeiros de negociação, que são aqueles adquiridos com o objectivo principal de serem transaccionados no curto prazo, e (ii) os activos financeiros designados no momento do seu reconhecimento inicial ao justo valor com variações reconhecidas em resultados.

O Grupo designa, no seu reconhecimento inicial, certos activos financeiros ao justo valor através de resultados quando:

  • Tais activos financeiros são geridos, avaliados e analisados internamente com base no seu justo valor;
  • Tal designação elimina uma inconsistência de reconhecimento e mensuração (accounting mismatch); ou
  • Tais activos financeiros contêm derivados embutidos.
  • Investimentos detidos até à maturidade

Estes investimentos são activos financeiros não derivados com pagamentos fixados ou determináveis e maturidades definidas, que o Grupo tem intenção e capacidade de deter até à maturidade e que não são designados, no momento do seu reconhecimento inicial, como ao justo valor através dos resultados ou como disponíveis para venda.

Investimentos disponíveis para venda

Os investimentos disponíveis para venda são activos financeiros não derivados que: (i) o Grupo tem intenção de manter por tempo indeterminado, (ii) que são designados como disponíveis para venda no momento do seu reconhecimento inicial ou (iii) que não se enquadrem nas categorias acima referidas.

Reconhecimento, mensuração inicial e desreconhecimento

Aquisições e alienações de: (i) activos financeiros ao justo valor através dos resultados, e (ii) activos financeiros disponíveis para venda, são reconhecidos na data da negociação ("trade date"), ou seja, na data em que O Grupo se compromete a adquirir ou alienar o activo.

Os activos financeiros são inicialmente reconhecidos ao seu justo valor adicionado dos custos de transacção.

Estes activos são desreconhecidos quando (i) expiram os direitos contratuais do Grupo ao recebimento dos seus fluxos de caixa, (ii) o Grupo tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios

associados à sua detenção ou (iii) não obstante retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, o Grupo tenha transferido o controlo sobre os activos.

Mensuração subsequente

Após o seu reconhecimento inicial, os activos financeiros ao justo valor com reconhecimento em resultados são valorizados ao justo valor, sendo as suas variações reconhecidas em resultados.

Os investimentos disponíveis para venda são igualmente registados ao justo valor sendo, no entanto, as respectivas variações reconhecidas em reservas, até que os investimentos sejam desreconhecidos ou seja identificada uma perda por imparidade, momento em que o valor acumulado dos ganhos e perdas potenciais registados em reservas é transferido para resultados. As variações cambiais associadas a estes investimentos são reconhecidas também em reservas, no caso de acções, e em resultados, no caso de instrumentos de dívida. Os juros, calculados à taxa de juro efectiva, e os dividendos são também reconhecidos na demonstração dos resultados.

Os investimentos detidos até à maturidade são valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa efectiva e são deduzidos de perdas de imparidade.

O justo valor dos activos financeiros cotados é o seu preço de compra corrente ("bid-price"). Na ausência de cotação, o Grupo estima o justo valor utilizando (i) metodologias de avaliação, tais como a utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado, técnicas de fluxos de caixa descontados e modelos de avaliação de opções customizados de modo a reflectir as particularidades e circunstâncias do instrumento, e (ii) pressupostos de avaliação baseados em informações de mercado.

Transferências entre categorias de activos financeiros

Em Outubro de 2008 o IASB emitiu a revisão da norma IAS 39 - Reclassificação de instrumentos financeiros (Amendements to IAS 39 Financial Instruments: Recognition and Measurement and IFRS 7: Financial Instruments Disclosures). Esta alteração veio permitir que uma entidade transfira de activos financeiros ao justo valor através de resultados - negociação para as carteiras de activos financeiros disponíveis para venda, "Loans and Receivables" ou para activos financeiros detidos até à maturidade ("Held-to-maturity"), desde que esses activos financeiros obedeçam às características de cada categoria. O Grupo não adoptou esta possibilidade.

As transferências de activos financeiros disponíveis para venda para as categorias de "Loans and receivables" e "Held-to-maturity" são também permitidas.

Imparidade

O Grupo avalia regularmente se existe evidência objectiva de que um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, apresenta sinais de imparidade. Para os activos financeiros que apresentam sinais de imparidade, é determinado o respectivo valor recuperável, sendo as perdas por imparidade registadas por contrapartida de resultados.

Um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, encontra-se em imparidade sempre que exista evidência objectiva de imparidade resultante de um ou mais eventos que ocorreram após o seu reconhecimento inicial, tais como: (i) para os instrumentos de capital cotados, uma desvalorização continuada ou de valor significativo na sua cotação, e (ii) para títulos de divida, quando esse evento (ou eventos) tenha um impacto no valor estimado dos fluxos de caixa futuros do activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, que possa ser estimado com razoabilidade.

O Grupo elegeu como critérios de imparidade os seguintes:

Instrumentos de capital, o declínio de 50% do valor de mercado face ao valor de aquisição, ou uma desvalorização continuada por um período superior a 24 meses;

Adicionalmente, para os instrumentos financeiros com menos valias não realizadas, a análise sobre a imparidade requer a aplicação de um julgamento. Uma diminuição de 30% durante 6 meses é um critério que ajuda a aplicar este julgamento;

Instrumentos de dívida, incumprimentos do emissor.

No que se refere aos investimentos detidos até à maturidade, as perdas por imparidade correspondem à diferença entre o valor contabilístico do activo e o valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados (considerando o período de recuperação) descontados à taxa de juro efectiva original do activo financeiro. Estes activos são apresentados no activo, líquidos de imparidade. Caso estejamos perante um activo com taxa de juro variável, a taxa de juro a utilizar para a determinação da respectiva perda de imparidade é a taxa de juro efectiva actual, determinada com base nas regras de cada contrato. Em relação aos investimentos detidos até à maturidade, se num período subsequente o montante de perda por imparidade diminui, e essa diminuição pode ser objectivamente relacionada com um evento que ocorreu após o reconhecimento da imparidade, esta é revertida por contrapartida de resultados do exercício.

Quando existe evidência de imparidade nos activos financeiros disponíveis para venda, a perda potencial acumulada em reservas, correspondente à diferença entre o custo de aquisição e o justo valor actual, deduzida de qualquer perda de imparidade no activo anteriormente reconhecida em resultados, é transferida para resultados. Se num período subsequente o montante da perda de imparidade diminui, a perda de imparidade anteriormente reconhecida é revertida por contrapartida de resultados do exercício até à reposição do custo de aquisição se o aumento for objectivamente relacionado com um evento ocorrido após o reconhecimento da perda de imparidade, excepto no que se refere a acções ou outros instrumentos de capital, caso em que a reversão da imparidade é reconhecida em reservas.

2.6. Passivos financeiros

Um instrumento é classificado como passivo financeiro quando existe uma obrigação contratual da sua liquidação ser efectuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro activo financeiro, independentemente da sua forma legal.

Os passivos financeiros não derivados incluem passivos de contratos de investimento, empréstimos, credores por operações de seguro directo e resseguro e outros passivos. Estes passivos financeiros são registados (i) inicialmente pelo seu justo valor deduzido dos custos de transacção incorridos e (ii) subsequentemente ao custo amortizado, com base no método da taxa efectiva, com a excepção dos passivos por contratos de investimento em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro, os quais são registados ao justo valor, ou os passivos financeiros que para evitar o "accounting mismatch" são registados ao justo valor.

2.7. Activos tangíveis

Os activos tangíveis do Grupo encontram-se valorizados ao custo deduzido das respectivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade.

Os custos subsequentes com os activos tangíveis são capitalizados no activo apenas se for provável que deles resultarão benefícios económicos futuros para o Grupo. Todas as despesas com manutenção e reparação são reconhecidas como custo, de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.

Os terrenos não são amortizados. As amortizações dos activos tangíveis são calculadas segundo o método das quotas constantes, às seguintes taxas de amortização que reflectem a vida útil esperada dos bens:

Imóveis de serviço próprio Número de anos
37 a 45
Equipamento informático 3
Mobiliário e material 8 a 10
Instalações interiores 10
Máquinas e ferramentas 5 a 8
Material de transporte 4
Outros 5

Quando existe indicação de que um activo possa estar em imparidade o seu valor recuperável é estimado, devendo ser reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor líquido de um activo exceda o seu valor recuperável. As perdas por imparidade são reconhecidas na demonstração dos resultados para os activos registados ao custo.

O valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o seu preço de venda líquido e o seu valor de uso, sendo este calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa estimados futuros que se esperam vir a obter do uso continuado do activo e da sua alienação no fim da sua vida útil.

2.8. Propriedades de investimento

O Grupo classifica como propriedades de investimento os imóveis detidos para arrendamento ou para valorização do capital ou ambos.

As propriedades de investimento são reconhecidas inicialmente ao custo de aquisição, incluindo os custos de transacção directamente relacionados, e subsequentemente ao seu justo valor. Variações de justo valor determinadas a cada data de balanço são reconhecidas em resultados. As propriedades de investimento não são amortizadas.

Dispêndios subsequentes relacionados são capitalizados quando for provável que o Grupo venha a obter benefícios económicos futuros em excesso do nível de desempenho inicialmente estimado.

2.9. Activos Intangíveis

Os custos incorridos com a aquisição de software são capitalizados, assim como as despesas adicionais suportadas pelo Grupo necessárias à sua implementação. Estes custos são amortizados de forma linear ao longo da vida útil esperada destes activos (3 a 6 anos).

Os custos directamente relacionados com a produção de produtos informáticos desenvolvidos pelo Grupo, sobre os quais seja expectável que estes venham a gerar benefícios económicos futuros para além de um exercício, são reconhecidos e registados como activos intangíveis.

Os custos com desenvolvimento de software informático, reconhecidos como activos são amortizados de forma linear ao longo da respectiva vida útil esperada, não excedendo na sua maioria 3 anos.

Os custos com a manutenção de programas informáticos são reconhecidos como custos quando incorridos.

Quando existe indicação de que um activo possa estar em imparidade o seu valor recuperável é estimado, devendo ser reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor líquido de um activo exceda o seu valor recuperável. As perdas por imparidade são reconhecidas na demonstração dos resultados para os activos registados ao custo.

O valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o seu preço de venda líquido e o seu valor de uso, sendo este calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa estimados futuros que se esperam vir a obter do uso continuado do activo e da sua alienação no fim da sua vida útil.

2.10. Locações

O Grupo classifica as operações de locação como locações financeiras ou locações operacionais, em função da sua substância e não da sua forma legal cumprindo os critérios definidos no IAS 17 – Locações. São classificadas como locações financeiras as operações em que os riscos e benefícios inerentes à propriedade de um activo são transferidas para o locatário. Todas as restantes operações de locação são classificadas como locações operacionais.

Locações operacionais

Os pagamentos efectuados pelo Grupo à luz dos contratos de locação operacional são registados em custos nos períodos a que dizem respeito.

Locações financeiras

Os contratos de locação financeira são registados na data do seu início, no activo e no passivo, pelo custo de aquisição da propriedade locada, que é equivalente ao valor actual das rendas de locação vincendas. As rendas são constituídas (i) pelo encargo financeiro que é debitado em resultados e (ii) pela amortização financeira do capital que é deduzida ao passivo. Os encargos financeiros são reconhecidos como custos ao longo do período da locação, a fim de produzirem uma taxa de juro periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo em cada período.

2.11. Benefícios aos empregados

Pensões

Em conformidade com o Contrato Colectivo de Trabalho para o Sector Segurador, o Grupo assumiu o compromisso de conceder aos seus empregados com contrato de trabalho em vigor à data de 22 de Junho de 1995 que tenham sido admitidos na actividade seguradora até essa mesma data, prestações pecuniárias para complemento de reforma.

O Grupo constituiu um Fundo de Pensões que se destina a cobrir as responsabilidades inerentes ao plano mencionado no parágrafo anterior.

Para além destas, o Grupo tem ainda responsabilidades com os Administradores, segundo o Regulamento do Direito à Pensão ou Complemento de Pensões de Reforma estatuído no artigo 24º do Contrato de Sociedade aprovado em Conselho de Administração e em Assembleia Geral datada de 29 de Março de 2005.

O fundo de pensões é gerido pela ESAF – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.

Os planos de pensões existentes no Grupo correspondem a planos de benefícios definidos, uma vez que definem os critérios de determinação do valor da pensão que um empregado receberá durante a reforma, usualmente dependente de um ou mais factores como sejam a idade, anos de serviço e retribuição.

As responsabilidades do Grupo com pensões de reforma são calculadas anualmente, na data de fecho de contas, por peritos, individualmente para cada plano, com base no Método da Unidade de Crédito Projectada. A taxa de desconto utilizada neste cálculo é determinada com base nas taxas de mercado associadas a obrigações de empresas de rating elevado, denominadas na moeda em que os benefícios serão pagos e com maturidade semelhante à data do termo das obrigações do plano.

Os ganhos e perdas atuariais determinados anualmente, resultantes (i) das diferenças entre os pressupostos atuariais e financeiros utilizados e os valores efectivamente verificados e (ii) das alterações de pressupostos atuariais, são reconhecidos como um activo ou um passivo e o seu valor acumulado é imputado a resultados com base no método do corredor.

Este método estabelece que os ganhos e perdas atuariais diferidos acumulados no início do ano que excedam 10% do maior de entre o total das responsabilidades e do valor do fundo, também reportados ao início do ano, sejam imputados a resultados durante um período que não pode exceder a vida de serviços remanescente dos trabalhadores abrangidos pelo plano. O Grupo determinou que os desvios atuariais são amortizados por um período de 15 anos. Os ganhos e perdas atuariais acumulados que se situem dentro do referido limite, não são reconhecidos em resultados.

O aumento de custos com serviços passados decorrente de reformas antes do empregado atingir os 65 anos de idade (reformas antecipadas) é imputado a resultados com base no método do corredor.

O Grupo efectua pagamentos ao fundo de forma a assegurar a solvência do mesmo, sendo os níveis mínimos fixados como segue: (i) financiamento integral no final de cada exercício das responsabilidades atuariais por pensões em pagamento e (ii) financiamento a um nível mínimo de 95% do valor atuarial das responsabilidades por serviços passados do pessoal no activo.

Benefícios de saúde

Adicionalmente o Grupo concedeu um benefício de assistência médica aos colaboradores no activo e aos pré-reformados até à idade da reforma.

O cálculo e registo das obrigações do Grupo com benefícios de saúde atribuíveis aos pré-reformados até à idade de reforma são efectuados de forma semelhante às responsabilidades com pensões.

Distribuição de resultados aos empregados

De acordo com as disposições estatutárias os accionistas aprovam anualmente em Assembleia-Geral uma percentagem dos lucros a ser distribuída aos trabalhadores (bónus), de acordo com proposta do Conselho de Administração.

Os resultados atribuídos pelo Grupo aos seus trabalhadores são contabilizados em resultados no exercício a que respeitam.

Plano de Pagamento de Remuneração Variável

No primeiro semestre de 2008, na sequência da decisão do Conselho de Administração, a BES-Vida estabeleceu um sistema de incentivos denominado Plano de Pagamento de Remuneração Variável (PPRV – 2008/2010).

Ao abrigo deste plano de incentivos, os colaboradores da BES-Vida têm o direito a um recebimento em dinheiro, no futuro, correspondente à apreciação do valor das acções do Banco Espírito Santo, S.A. acima de um determinado preço pré-estabelecido (strike price). Para tal, os colaboradores têm de permanecer ao serviço da Companhia por um período mínimo de 3 anos.

Este plano de pagamentos de remuneração variável enquadra-se no âmbito do IFRS 2 e corresponde a um pagamento em dinheiro baseado em acções. O justo valor deste benefício, determinado na data da sua atribuição, é imputado a resultados como custo com pessoal ao longo do período de serviço definido como 3 anos. O passivo resultante é reavaliado à data de cada balanço, sendo a variação de justo valor reconhecida em resultados na rubrica de lucros/prejuízos de operações financeiras.

2.12. Impostos sobre lucros

Os impostos sobre lucros compreendem os impostos correntes e os impostos diferidos. Os impostos sobre lucros são reconhecidos em resultados, excepto quando estão relacionados com items que são reconhecidos directamente nos capitais próprios, caso em que são também registados por contrapartida dos capitais próprios. Os impostos diferidos reconhecidos nos capitais próprios decorrentes da reavaliação de investimentos disponíveis para venda são posteriormente reconhecidos em resultados no momento em que forem reconhecidos em resultados os ganhos e perdas que lhes deram origem.

Os impostos correntes são os que se esperam que sejam pagos com base no resultado tributável apurado de acordo com as regras fiscais em vigor e utilizando a taxa de imposto aprovada ou substancialmente aprovada em cada jurisdição.

Os impostos diferidos são calculados, de acordo com o método do passivo com base no balanço, sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos e a sua base fiscal, utilizando as taxas de imposto aprovadas ou substancialmente aprovadas à data de balanço em cada jurisdição e que se espera virem a ser aplicadas quando as diferenças temporárias se reverterem.

Os impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis, das diferenças resultantes do reconhecimento inicial de activos e passivos que não afectem quer o lucro contabilístico quer o fiscal, e de diferenças relacionadas com investimentos em subsidiárias na medida em que provavelmente não serão revertidas no futuro. Os impostos diferidos activos são reconhecidos apenas na medida em que seja expectável que existam lucros tributáveis no futuro capazes de absorver as diferenças temporárias dedutíveis.

2.13. Provisões

São reconhecidas provisões quando (i) o Grupo tem uma obrigação presente, legal ou construtiva, (ii) seja provável que o seu pagamento venha a ser exigido e (iii) quando possa ser feita uma estimativa fiável do valor dessa obrigação.

2.14. Reconhecimento de juros

Os resultados referentes a juros de instrumentos financeiros mensurados ao custo amortizado e dos activos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos nas rubricas de juros e proveitos similares utilizando o método da taxa efectiva. Os juros dos activos financeiros ao justo valor através dos resultados são também incluídos na rubrica de juros e proveitos similares.

A taxa de juro efectiva é a taxa que desconta exactamente os pagamentos ou recebimentos futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro ou, quando apropriado, um período mais curto, para o valor líquido actual de balanço do activo ou passivo financeiro.

Para o cálculo da taxa de juro efectiva são estimados os fluxos de caixa futuros considerando todos os termos contratuais do instrumento financeiro (por exemplo opções de pagamento antecipado), não considerando, no entanto, eventuais perdas de crédito futuras. O cálculo inclui as comissões que sejam parte integrante da taxa de juro efectiva, custos de transacção e todos os prémios e descontos directamente relacionados com a transacção.

No caso de activos financeiros ou grupos de activos financeiros semelhantes para os quais foram reconhecidas perdas por imparidade, os juros registados em resultados são determinados com base na taxa de juro utilizada na mensuração da perda por imparidade.

No que se refere aos instrumentos financeiros derivados, a componente de juro inerente à variação de justo valor não é separada e é classificada na rubrica de resultados de activos e passivos ao justo valor através de resultados.

2.15. Dividendos recebidos

Os rendimentos de instrumentos de capital (dividendos) são reconhecidos quando estabelecido o direito ao seu recebimento.

2.16. Contratos de seguro

O Grupo emite contratos que incluem risco de seguro, risco financeiro ou uma combinação dos riscos seguro e financeiro. Um contrato em que o Grupo aceita um risco de seguro significativo de outra parte, aceitando compensar o segurado no caso de um acontecimento futuro incerto específico que possa afectar adversamente o segurado é classificado como um contrato de seguro.

Um contrato emitido pelo Grupo cujo risco é essencialmente financeiros e em que o risco seguro assumido não é significativo, mas que exista uma participação nos resultados atribuída aos segurados discricionária, é considerado como um contrato de investimento e reconhecido e mensurado de acordo com as políticas contabilísticas aplicáveis aos contratos de seguro. Um contrato emitido pelo Grupo que transfere apenas risco financeiro, sem participação nos resultados discricionária, é registado como um instrumento financeiro.

Os activos financeiros detidos pelo Grupo para cobertura de responsabilidades decorrentes de contratos de seguro e de investimento são classificados e contabilizados da mesma forma que os restantes activos financeiros do Grupo.

Os contratos de seguro e os contratos de investimento com participação nos resultados, são reconhecidos e mensurados como segue:

Prémios

Os prémios brutos emitidos são registados como proveitos no exercício a que respeitam, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento.

Os prémios de resseguro cedido são registados como custos no exercício a que respeitam da mesma forma que os prémios brutos emitidos.

Custos de aquisição

Os custos de aquisição que estão directa ou indirectamente relacionados com a venda de contratos de seguro, são capitalizados e diferidos pelo período de vida dos contratos. Os custos de aquisição diferidos estão sujeitos a testes de recuperabilidade no momento da emissão dos contratos e sujeitos a testes de imparidade à data do balanço.

Provisão para sinistros

A provisão para sinistros corresponde aos custos com sinistros ocorridos e ainda por liquidar, bem como à responsabilidade estimada para os sinistros ocorridos e ainda não reportados (IBNR). A estimativa de sinistros ocorridos e não reportados é efectuada com base na experiência passada utilizando métodos estatísticos. As provisões para sinistros não são descontadas.

Provisão matemática

As provisões matemáticas, têm como objectivo registar o valor actual das responsabilidades futuras do Grupo relativamente aos contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária emitidos e são calculadas, com base em métodos atuariais reconhecidos nos termos da legislação em vigor aplicável.

Provisão para participação nos resultados atribuída

A provisão para participação nos resultados atribuída corresponde a montantes atribuídos aos segurados ou aos beneficiários dos contratos, sob a forma de participação nos resultados, que não tenham ainda sido distribuídos, nomeadamente mediante inclusão na provisão matemática dos contratos.

Provisão para participação nos resultados a atribuir ("Shadow accounting")

De acordo com o estabelecido no IFRS 4, os ganhos e perdas não realizados dos activos financeiros disponíveis para venda afectos a responsabilidades de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária, são atribuídos aos tomadores de seguro, tendo por base a expectativa de que estes irão participar nesses ganhos e perdas não realizadas quando se realizarem de acordo com as condições contratuais e regulamentares aplicáveis, através do reconhecimento de uma responsabilidade (ver nota 30).

Provisão para compromissos de taxa ("Liability adequacy test")

À data do balanço, o Grupo procede à avaliação da adequação das responsabilidades decorrentes de contratos de seguro e de contratos de investimento com participação nos resultados discricionária. A avaliação da adequação das responsabilidades é efectuada tendo por base a projecção dos cash flows futuros associados a cada contrato, descontados à taxa determinada com base nas taxas de mercado associadas a obrigações de empresas de rating elevado. Esta avaliação é efectuada produto a produto ou agregada quando os riscos dos produtos são similares ou geridos de forma conjunta. Na eventualidade de existir uma deficiência, esta é registada em resultados por contrapartida da rubrica provisão para compromissos de taxa.

Provisão para prémios não adquiridos

A Provisão para prémios não adquiridos corresponde à parte dos prémios brutos emitidos a imputar a um ou vários dos exercícios seguintes após a dedução dos custos de aquisição diferidos.

2.17. Reporte por segmentos

Um segmento de negócio é um conjunto de activos e operações que estão sujeitos a riscos e proveitos específicos diferentes de outros segmentos de negócio.

Um segmento geográfico é um conjunto de activos e operações localizados num ambiente económico específico que está sujeito a riscos e proveitos que são diferentes de outros segmentos que operam em outros ambientes económicos.

2.18. Resultados por acção

Os resultados por acção básicos são calculados dividindo o lucro atribuível aos detentores de capital próprio ordinário da casa-mãe pelo número médio ponderado de acções ordinárias em circulação, excluindo o número médio de acções próprias detidas pelo Grupo.

Durante os exercícios de 2010 e 2009, o Grupo não detinha acções próprias ou outros instrumentos de capital ou dívida susceptíveis de originar o efeito de diluição.

2.19. Caixa e equivalentes de caixa

Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a caixa e seus equivalentes englobam os valores registados no balanço com maturidade inferior a três meses a contar da data de balanço, onde se incluem a caixa e as disponibilidades em instituições de crédito.

2.20. Activos não correntes detidos para venda

Activos não correntes são classificados como detidos para venda quando o seu valor de balanço for recuperado principalmente através de uma transacção de venda (incluindo os adquiridos exclusivamente com o objectivo da sua venda) e a venda for altamente provável.

Imediatamente antes da classificação inicial do activo como detido para venda, a mensuração dos activos não correntes é efectuada de acordo com os IFRS aplicáveis. Subsequentemente, estes activos para alienação são remensurados ao menor valor entre o valor de reconhecimento inicial e o justo valor deduzido dos custos de venda.

NOTA 3 - PRINCIPAIS ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS UTILIZADOS NA ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Os IFRS estabelecem uma série de tratamentos contabilísticos e requerem que o Conselho de Administração utilize o julgamento e faça as estimativas necessárias de forma a decidir qual o tratamento contabilístico mais adequado. As principais estimativas contabilísticas e julgamentos utilizados na aplicação dos princípios contabilísticos pelo Grupo são analisadas como segue, no sentido de melhorar o entendimento de como a sua aplicação afecta os resultados reportados do Grupo e a sua divulgação. Uma descrição alargada das principais políticas contabilísticas utilizadas pelo Grupo é apresentada na Nota 2 às demonstrações financeiras.

Considerando que em muitas situações existem alternativas ao tratamento contabilístico adoptado pelo Conselho de Administração, os resultados reportados pelo Grupo poderiam ser diferentes caso um tratamento diferente fosse escolhido. O Conselho de Administração considera que as escolhas efectuadas são apropriadas e que as demonstrações financeiras apresentam de forma adequada a posição financeira do Grupo e das suas operações em todos os aspectos materialmente relevantes.

Os resultados das alternativas analisadas de seguida são apresentados apenas para assistir o leitor no entendimento das demonstrações financeiras e não têm intenção de sugerir que outras alternativas ou estimativas são mais apropriadas.

3.1. Imparidade dos activos financeiros disponíveis para venda

O Grupo determina que existe imparidade nos seus activos disponíveis para venda quando existe uma desvalorização continuada ou de valor significativo no seu justo valor. A determinação de uma desvalorização continuada ou de valor significativo requer julgamento.

No seguimento da IFRIC de Julho de 2009 o Grupo optou por ajustar os critérios de imparidade para:

Instrumentos de capital, o declínio de 50% do valor de mercado face ao valor de aquisição, ou uma desvalorização continuada por um período superior a 24 meses;

Adicionalmente, para os instrumentos financeiros com menos valias não realizadas, a análise sobre a imparidade requer a aplicação de um julgamento. Uma diminuição de 30% durante 6 meses é um critério que ajuda a aplicar este julgamento;

Instrumentos de dívida, incumprimentos do emissor.

Adicionalmente, as avaliações são obtidas através de preços de mercado ou de modelos de avaliação os quais requerem a utilização de determinados pressupostos ou julgamento no estabelecimento de estimativas de justo valor.

Metodologias alternativas e a utilização de diferentes pressupostos e estimativas, poderá resultar num nível diferente de perdas por imparidade reconhecidas, com o consequente impacto nos resultados do Grupo.

3.2. Justo valor dos instrumentos financeiros derivados

O justo valor é baseado em preços de cotação em mercado, quando disponíveis, e quando na ausência de cotação é determinado com base na utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado ou com base em metodologias de avaliação, baseadas em técnicas de fluxos de caixa futuros descontados considerando as condições de mercado, o efeito do tempo, a curva de rentabilidade e factores de volatilidade. Estas metodologias podem requerer a utilização de pressupostos ou julgamentos na estimativa do justo valor.

Consequentemente, a utilização de diferentes metodologias ou de diferentes pressupostos ou julgamentos na aplicação de determinado modelo, poderia originar resultados financeiros diferentes daqueles reportados.

3.3. Impostos sobre os lucros

O Grupo encontra-se sujeita ao pagamento de impostos sobre lucros em diversas jurisdições. A determinação do montante global de impostos sobre os lucros requer determinadas interpretações e estimativas. Existem diversas transacções e cálculos para os quais a determinação do valor final de imposto a pagar é incerto durante o ciclo normal de negócios.

Outras interpretações e estimativas poderiam resultar num nível diferente de impostos sobre os lucros, correntes e diferidos, reconhecidos no período.

As Autoridades Fiscais têm a atribuição de rever o cálculo da matéria colectável efectuado pela Seguradora, durante um período de quatro ou seis anos, no caso de haver prejuízos reportáveis. Desta forma, é possível que haja correcções à matéria colectável, resultantes principalmente de diferenças na interpretação da legislação fiscal. No entanto, é convicção dos Conselhos de Administração da BES-Vida e das subsidiárias residentes em Portugal, de que não haverá correcções significativas aos impostos sobre lucros registados nas demonstrações financeiras.

3.4. Pensões e outros benefícios a empregados

A determinação das responsabilidades por pensões de reforma requer a utilização de pressupostos e estimativas, incluindo a utilização de projecções atuariais, rentabilidade estimada dos investimentos e outros factores que podem ter impacto nos custos e nas responsabilidades do plano de pensões.

Alterações a estes pressupostos poderiam ter um impacto significativo nos valores determinados.

3.5. Provisões técnicas e responsabilidades relativas a contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária

As responsabilidades futuras decorrentes de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária são registadas na rubrica contabilística provisões técnicas. As provisões técnicas relativas aos produtos vida tradicionais foram determinadas tendo por base vários pressupostos nomeadamente mortalidade, longevidade e taxa de juro, aplicáveis a cada uma das coberturas. Os pressupostos utilizados foram baseados na experiência passada da Companhia e do mercado. Estes pressupostos poderão ser revistos se for determinado que a experiência futura venha a confirmar a sua desadequação. As provisões técnicas decorrentes de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária (produtos de capitalização) incluem (1) provisão matemática, (2) provisão para participação nos resultados, (3) provisão para sinistros, (4) provisão para compromisso de taxa e (5) provisão para prémios não adquiridos.

Quando existem sinistros provocados ou contra os tomadores de seguro, qualquer montante pago ou que se estima vir a ser pago pela Companhia é reconhecido como perda nos resultados. A Companhia

estabelece provisões para pagamento de sinistros decorrentes dos contratos de seguro e de investimento.

Na determinação das provisões técnicas decorrentes de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados, a Companhia avalia periodicamente as suas responsabilidades utilizando metodologias atuariais e tomando em consideração as coberturas de resseguro respectivas. As provisões são revistas periodicamente por actuários qualificados.

A avaliação da adequação das responsabilidades é efectuada tendo por base a projecção dos cash flows futuros associados a cada contrato. Estes cash flows incluem prémios, mortes, vencimentos, resgates, anulações, despesas e comissões a pagar. Sempre que os produtos incluem opções e garantias, o valor actual das responsabilidades é calculado estocasticamente com recurso a cenários Market Consistent. Esta avaliação é efectuada produto a produto ou agregada quando os riscos dos produtos são similares ou geridos de forma conjunta. A curva utilizada para desconto da responsabilidade é igual à usada nos cálculos das responsabilidades com as pensões de reforma. Em 2009 a curva utilizada para o desconto da responsabilidade foi a EuroSwap acrescida de um prémio de liquidez, não sendo quantificável o impacto desta alteração.

NOTA 4 - REPORTE POR SEGMENTOS

A actividade do Grupo encontra-se organizada de acordo com as seguintes linhas de negócio:

  • (i) Produtos tradicionais produtos com o objectivo de cobrir o risco de morte e de longevidade;
  • (ii) Produtos capitalização com participação nos resultados produtos de investimento, alguns dos quais comercializados ao abrigo da legislação de complementos de reforma (PPR). São produtos com uma taxa de rendimento garantida e com uma participação nos resultados atribuída aos clientes dependente, principalmente, da rendibilidade financeira dos activos;
  • (iii) Produtos capitalização sem participação nos resultados produtos de investimento, alguns dos quais comercializados ao abrigo da legislação de complementos de reforma (PPR). Produtos sem participação nos resultados atribuída a clientes e/ou em que o risco do investimento e assumido pelo tomador de seguro;
  • (iv) Outros produtos e serviços inclui os restantes segmentos que individualmente representam menos de 10% dos activos totais ou do resultado líquido do exercício, e que no conjunto não representam mais de 25% destes indicadores.

O Grupo desenvolve a sua actividade em Portugal e em Espanha através de uma sucursal. Considerando que a actividade desenvolvida em Espanha não é significativa e não cumpre os critérios de obrigatoriedade estabelecidos no IFRS 8, no que respeita à sua divulgação, o Grupo optou por não preparar reporte por segmento geográfico.

O reporte de segmentos é apresentado como segue:

Conta de Ganhos e Perdas

2010
Tradicionais Capitalização
com participação
nos resultados
Capitalização
sem participação
nos resultados
Outros Total
Prémios adquiridos líquidos de resseguro 58.364.188 822.887.767 - - 881.251.955
Comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilisticos como contrato de
investimentos ou como contratos de prestação de serviços
- - 25.546.420 - 25.546.420
Custos com sinistros, líquidos de resseguro (25.871.046) (559.052.053) - - (584.923.099)
Provisão matemática do ramos vida, líquida de resseguro - 2.862.389 - - 2.862.389
Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro 6.778.033 (342.267.326) - - (335.489.293)
Participação nos resultados, líquida de resseguro (1.472.082) - - - (1.472.082)
Custos e gastos de exploração líquidos (243.595) (22.372.010) (33.665.542) (911.500) (57.192.647)
Rendimentos 14.151.428 105.501.513 130.817.480 40.875 250.511.296
Gastos financeiro (78.394) (14.240.986) (3.793.001) (1.379.660) (19.492.041)
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros não valorizados ao justo valor através de ganhos e perdas (1.710.961) 14.497.360 (31.754.210) (9.000) (18.976.811)
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros valorizados ao justo valor através de ganhos e perdas (697.561) (27.418.014) (110.581.452) (68.691) (138.765.718)
Diferenças de câmbio (64.442) 7.675.331 19.818.113 - 27.429.002
Ganhos líquidos pela venda de activos não financeiros que estejam classificados como activos não correntes detidos
para venda e unidade desontinuadas
- (823.308) - - (823.308)
Perdas de imparidade (líquidas reversão) (84.964) (5.892.971) - - (5.977.935)
Outros rendimentos/gastos técnicos, líquidos de resseguro (9.268) - - - (9.268)
Outras provisões (variação) - - - (744.822) (744.822)
Outros rendimentos/gastos - - - 485.123 485.123
RESULTADO LÍQUIDO ANTES DE IMPOSTOS 49.061.336 (18.642.308) (3.612.192) (2.587.675) 24.219.161
Impostos sobre o rendimento do exercício - Impostos correntes - - - 226.639 226.639
Impostos sobre o rendimento do exercício - Impostos diferidos - - - (3.388.382) (3.388.382)
Resultado líquido do exercício 49.061.336 (18.642.308) (3.612.192) (5.749.418) 21.057.418
2009
Capitalização Capitalização
Tradicionais com participação sem participação Outros Total
nos resultados nos resultados
Prémios adquiridos líquidos de resseguro 63.600.828 195.685.414 - - 259.286.242
Comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilisticos como contrato de - - 37.309.788 - 37.309.788
investimentos ou como contratos de prestação de serviços
Custos com sinistros, líquidos de resseguro (20.661.208) (790.261.216) - - (810.922.424)
Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro - (2.060.533) - - (2.060.533)
Provisão matemática do ramos vida, líquida de resseguro (6.699.634) 527.369.549 - - 520.669.915
Participação nos resultados, líquida de resseguro (416.235) - - - (416.235)
Custos e gastos de exploração líquidos (1.137.690) (37.688.707) (37.079.407) (2.456.061) (78.361.865)
Rendimentos 12.306.796 104.941.051 126.829.928 436.178 244.513.953
Gastos financeiro (72.866) (2.975.075) (2.926.978) 1.635.640 (4.339.279)
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros não valorizados ao justo valor através de ganhos e perdas 1.852.318 (9.040.511) (8.565.732) - (15.753.925)
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros valorizados ao justo valor através de ganhos e perdas 17.610 (44.592.340) (94.907.066) 114.306 (139.367.490)
Diferenças de câmbio (966.482) (4.153.712) (7.867.981) - (12.988.175)
Ganhos líquidos pela venda de activos não financeiros que estejam classificados como activos não correntes detidos
para venda e unidade desontinuadas
- (527.220) - - (527.220)
Perdas de imparidade (líquidas reversão) (5.541.919) (15.574.884) - - (21.116.803)
Outros rendimentos/gastos técnicos, líquidos de resseguro (234.362) - - - (234.362)
Outras provisões (variação) - - - (315.582) (315.582)
Outros rendimentos/gastos - - - 1.415.473 1.415.473
Ganhos e perdas de activos não correntes (ou grupos para alienação) classificados como detidos para venda - - - - -
RESULTADO LÍQUIDO ANTES DE IMPOSTOS 42.047.156 (78.878.184) 12.792.552 829.954 (23.208.522)
Impostos sobre o rendimento do exercício - Impostos correntes - - - (27.589) (27.589)
Impostos sobre o rendimento do exercício - Impostos diferidos - - - 7.223.871 7.223.871
Resultado líquido do exercício 42.047.156 (78.878.184) 12.792.552 8.026.236 (16.012.240)

Balanço

2010
Tradicionais Capitalização
com participação
nos resultados
Capitalização
sem participação
nos resultados
Outros Total
ACTIVO
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem
Activos e passivos financeiros detidos para negociação
Activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas
Activos financeiros disponíveis para venda
Empréstimos concedidos e contas a receber
Terrenos e Edifícios
3.593. 762
28.454. 640
11.463. 469
249.898. 129
1.999. 687
111.709. 754
(1. 235.584)
227.398. 671
2.530.935. 975
44.519. 893
52.329. 638
130.953. 858
1.972. 995
3.759.995. 589
625.640. 345
144.679. 093
3.740. 310
1.726. 362
-
-
1.613. 507
144. 119
27.115. 357
247.983. 736
29.192. 051
3.998.857. 728
3.408.087. 956
191.342. 791
83.185. 305
Total 295.409. 686 2.965.658. 347 4.666.982. 189 30.599. 345 7.958.649. 568
PASSIVO
Provisões Técnicas 52.908. 512 3.003.474. 419 20.523. 647 - 3.076.906. 578
Passivos financeiros da componente de depósito de contratos de seguros e de contratos de seguro
e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento
- - 4.542.235. 451 - 4.542.235. 451
Total 52.908. 512 3.003.474. 419 4.562.759. 098 - 7.619.142. 029
2009
Tradicionais Capitalização
com participação
nos resultados
Capitalização
sem participação
nos resultados
Outros Total
ACTIVO
Activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas
Activos financeiros disponíveis para venda
Outros
48.032. 487
36.621. 626
2.859. 147
2.285.427. 440
1.577.574. 973
173.674. 326
2.405.486. 276
1.644.862. 170
393.500. 628
27.900. 908
21.272. 616
1.660. 635
4.766.847. 111
3.280.331. 385
571.694. 736
Total 87.513. 260 4.036.676. 739 4.443.849. 074 50.834. 159 8.618.873. 232
PASSIVO

NOTA 5 - PRÉMIOS ADQUIRIDOS LÍQUIDOS DE RESSEGURO

Os prémios líquidos de resseguro são analisados como segue:

2010 2009
Prémios brutos emitidos 887.181.259 264.229.305
Prémios de resseguro cedido (5.977.728) (4.935.865)
Prémios líquidos de resseguros 881.203.531 259.293.440
Variação da provisão para prémios não adquiridos,
líquida de resseguro 48.424 (7.198)
Prémios líquidos de resseguro 881.251.955 259.286.242

Os prémios brutos emitidos por segmento são analisados como segue:

2010 2009
Tradicionais 64.647.577 74.642.024
Capitalização com participação nos resultados 822.533.682 189.587.281
887.181.259 264.229.305

Os prémios de resseguro cedido respeitam à cobertura do risco de morte e longevidade de contratos realizados no segmento tradicionais.

De acordo com os princípios de classificação dos contratos estabelecidos pelas empresas de seguros definido pelo IFRS 4, os contratos de seguro emitidos pelo Grupo relativamente aos quais existe apenas a transferência de um risco financeiro sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento e contabilizados como um passivo. Desta forma, os contratos para os quais o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro e contratos de taxa fixa sem participação nos resultados não são contabilizados como prémios.

Alguns indicadores relativos aos seguros de vida, podem ser analisados como segue:

2010 2009
Prémios brutos de seguro directo
Relativos a contratos individuais 884.062.084 197.338.850
Relativos a contratos de grupo 3.119.175 66.890.455
887.181.259 264.229.305
Periódicos 146.768.227 142.894.106
Não periódicos 740.413.032 121.335.199
887.181.259 264.229.305
De contratos sem participação nos resultados 63.736.022 68.791.682
De contratos com participação nos resultados 823.445.237 195.437.623
887.181.259 264.229.305
Prémios brutos de resseguros aceite 19.614.109 5.850.342
Prémios de resseguro cedido (5.977.728) (4.935.865)

NOTA 6 - COMISSÕES DE CONTRATOS DE SEGURO E OPERAÇÕES CONSIDERADOS PARA EFEITOS CONTABILÍSTICOS COMO CONTRATOS DE INVESTIMENTO OU COMO CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

As comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento ou como contratos de prestação de serviços são analisadas como segue:

2010 2009
Comissões de subscrição 1.472.998 9.697.003
Comissões de gestão 23.390.880 26.269.607
Comissões de resgate 682.542 1.343.178
25.546.420 37.309.788

As comissões acima referidas são relativas às comissões de subscrição, resgate e de gestão dos produtos de capitalização sem participação nos resultados discricionária, nomeadamente produtos de capitalização com taxa de rendimento fixa e produtos em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro.

De acordo com os requisitos do IFRS 4, os contratos de seguro emitidos pelo Grupo relativamente aos quais existe apenas a transferência de um risco financeiro sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento e contabilizados como um passivo. Desta forma, os contratos para os quais o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro e contratos de taxa fixa sem participação nos resultados deixaram de ser reconhecidos sob a forma de prémios passando apenas a ser registada a comissão de subscrição e de gestão dos mesmos como proveitos.

NOTA 7 - CUSTOS COM SINISTROS, LÍQUIDOS DE RESSEGURO

Os custos com sinistros líquidos de resseguro são analisados como segue:

2010 2009
Seguro directo
Montantes pag os (579.461.726) (814.355.797)
Custos imputados à função sinistros (Nota 14) (1.181.975) (1.140.182)
Variação da provisão para sinistros (5.907.426) 3.154.999
(586.551.127) (812.340.980)
Resseguro cedido
Montantes pagos 1.697.469 2.820.731
Variação da provisão para sinistros (69.440) (1.402.175)
1.628.029 1.418.556
(584.923.098) (810.922.424)

NOTA 8 - OUTRAS PROVISÕES TÉCNICAS, LÍQUIDAS DE RESSEGURO

As outras provisões técnicas líquidas de resseguro são analisadas como segue:

2010 2009
Provisão para compromissos de taxa 2.862.389 (2.060.533)
2.862.389 (2.060.533)

NOTA 9 - PROVISÃO MATEMÁTICA DO RAMO VIDA, LÍQUIDA DE RESSEGURO

A rubrica provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro representa a variação das responsabilidades do Grupo com contratos de seguro do ramo vida e contratos de investimento com participação nos resultados.

NOTA 10 - PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS, LÍQUIDA DE RESSEGURO

A rubrica de participação nos resultados líquida de resseguro diz respeito ao acréscimo de responsabilidades do Grupo relativa aos montantes estimados atribuíveis aos tomadores de seguros em contratos de seguro do ramo vida e contratos de investimento com participação nos resultados (ver Nota 30).

NOTA 11 - CUSTOS E GASTOS DE EXPLORAÇÃO LÍQUIDOS

Os custos e gastos de exploração líquidos são analisados como segue:

2010 2009
Custos de aquisição
Comissões de resgate (872.589) (917.170)
Comissões de subscrição (17.123.130) (19.225.409)
Comissões financeiras (24.912.859) (43.417.614)
Outros (2.972.577) (4.181.370)
Custos imputados à função aquisição (nota 14) (7.819.965) (7.342.636)
(53.701.120) (75.084.199)
Custos de aquisição diferidos (variação) (276) (384)
Gastos administrativos
Custos imputados à função administrativa (nota 14) (5.817.048) (5.695.233)
Comissões e participação nos resultados de resseguro
Comissões de resseg uros cedido 6.725 11.127
Participação nos resultados de resseguro 2.319.073 2.406.824
(3.491.526) (3.277.666)
(57.192.646) (78.361.865)

NOTA 12 - RENDIMENTOS

Os rendimentos por categoria dos activos financeiros são analisados como segue:

2010 2009
Rendimentos de juros de activos financeiros não valorizados
ao justo valor por via de ganhos e perdas
de activos disponiveis para venda 139.669.696 113.685.507
de activos detidos até à maturidade
de terrenos e edificios
-
2.560.830
-
2.508.361
de empréstimos concedidos e contas a receber 487.275 1.213.656
de depósitos em instituições de crédito 1.124.514 2.247.699
143.842.315 119.655.223
Rendimentos de outros activos
de activos detidos para negociação 5.188.598 11.203.408
de activos ao justo valor através de resultados 101.480.382 113.655.322
106.668.980 124.858.730
250.511.295 244.513.953

NOTA 13 - GASTOS FINANCEIROS

A rubrica de gastos financeiros diz respeito aos custos imputados à função investimentos (ver Nota 14).

Esta rubrica inclui 7,5 Milhões euros referentes a uma provisão constituída para fazer face a perdas associadas a menos valias potenciais de imóveis.

NOTA 14 - CUSTOS POR NATUREZA IMPUTADOS

Os custos por natureza imputados às funções sinistros, exploração, administrativa e gestão de investimentos resumem-se como segue:

2010 2009
Custos com sinistros (ver Nota 7) 1.181.975 1.140.182
Custos de aquisição (ver Nota 11) 7.819.965 7.342.636
Custos de exploração (ver Nota 11) 5.817.048 5.695.233
Custos de gestão de investimentos (ver Nota 13) 19.492.042 4.339.278
34.311.030 18.517.329

A sua desagregação por natureza é analisada como segue:

2010 2009
7.010.703 6.530.475
6.681.473 6.376.696
912.459 781.421
907.486 1.162.178
8.789.000 (5.400.000)
3.173.072 4.048.362
6.836.837 5.018.197
34.311.030 18.517.329

A rubrica de outras provisões inclui 7,5 Milhões euros referentes ao aumento de provisões constituídas para fazer face a perdas associadas a menos valia potencial de imóvel, tendo este custo sido imputado na totalidade à função de gestão de investimentos.

Os juros suportados dizem respeito aos custos incorridos com os títulos de dívida subordinada emitidos pelo Grupo.

A rubrica de comissões é referente a comissões de custódia de títulos e outros gastos associados à gestão de investimentos.

Os custos com o pessoal desagregam-se como segue:

2010 2009
Remunerações dos órg ãos sociais 1.028.111 1.024.401
Remunerações do pessoal 3.023.086 3.015.248
Encargos sobre remunerações 709.141 718.962
Beneficios pós empreg o 638.961 602.769
Seguros obrigatórios 79.685 72.223
Custos de acção social 201.952 143.980
Outros custos com o pessoal 158.921 40.966
Estimativa de bónus 1.170.846 911.926
7.010.703 6.530.475

Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 não existiam créditos concedidos pelo Grupo aos membros do Conselho de Administração. A remuneração do Conselho de Administração é desagregada da seguinte forma:

2010 2009
Conselho de Administração
Remunerações e outros benefícios 973.689 968.972
Benefícios pós emprego 542.606 518.080
Remunerações variáveis 486.000 452.954
2.002.295 1.940.006

Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, por categoria profissional, o número de colaboradores do quadro permanente do Grupo BES-Vida analisa-se como segue:

2010 2009
Direcção 10 10
Quadro Técnico 46 45
Actuario 2 3
Chefe de Serviços 3 1
Sub-chefe de Secção 2 1
Secretária 2 2
Escriturário 19 23
Apoio Geral 3 3
87 88

Os fornecimentos e serviços externos são analisados como segue:

2010 2009
Electricidade 114.908 117.388
Material de escritório 22.130 24.909
Artigos para oferta 260.171 181.113
Conservação e reparação 1.249.080 1.096.011
Rendas e alugueres 342.033 359.509
Despesas de representação 15.264 17.726
Comunicação 494.269 587.671
Deslocações e estadas 69.202 69.483
Seguros 78.489 117.802
Publicidade e propaganda 539.310 503.815
Limpeza, higiene e conforto 93.139 89.754
Vigilancia e segurança 51.550 81.662
Trabalhos especializados 2.286.027 2.388.325
Serviços prestados 215.150 231.936
Call center 88.896 105.924
Outros 761.855 403.668
6.681.473 6.376.696

Os serviços prestados pelos Revisores Oficiais de Contas são registados na rubrica de trabalhos especializados. Durante o ano 2010 foram facturados 139 milhares de Euros respeitante a serviços de Revisão Legal de Contas (115 milhares de Euros em 2009) e 127 milhares de Euros relativos a outros serviços de garantia de fiabilidade (275 milhares de Euros em 2009).

NOTA 15 - BENEFÍCIOS A EMPREGADOS

Pensões de reforma e benefícios de saúde

Conforme referido na Nota 2.11, foram estabelecidos planos de benefícios definidos para os colaboradores do Grupo, estando abrangidos os benefícios por pré-reforma, por morte, velhice e

invalidez. Existe também um plano que abrange um conjunto de benefícios de saúde para os colaboradores no activo e pré-reformados até à idade normal de reforma.

A avaliação atuarial dos benefícios por pensões de reforma e benefícios de saúde para as empresas do Grupo é efectuada anualmente, tendo a última sido efectuada com data de referência a 31 de Dezembro de 2010.

Os principais pressupostos considerados nos estudos atuariais, para 31 de Dezembro de 2010 e 2009, utilizados para determinar o valor actualizado das pensões e benefícios de saúde para os colaboradores são as seguintes:

2010 2009
Pressupostos financeiros
Taxa de evolução salarial 3,25% - 3,75%() 3,25% - 3,75%()
Taxa de crescimento das pensões 1,00% - 3,75%() 1,00% - 3,75%()
Taxas de rendimento do fundo 5,48%() - 5,90% 5,48%() - 5,90%
Taxa de crescimento das reformas antecipadas 2,25% - 3,75%() 2,25% - 3,75%()
Taxa de desconto 5,50% 5,50%
Pressupostos demográficos e métodos de avaliação
Tábua de mortalidade GKF 95 GKF 95
Tábua de invalidez Suisse Re 2001 Suisse Re 2001
Método de valorização atuarial Project Unit Credit Method

(*) Relativo a responsabilidades com Administradores

De acordo com a política contabilística descrita na Nota 2.11, a taxa de desconto utilizada para estimar as responsabilidades com pensões de reforma e com benefícios de saúde, corresponde às taxas de mercado à data do balanço, associadas a obrigações de empresas de rating de elevada qualidade.

A 31 de Dezembro de 2010 e 2009, os participantes no Fundo são desagregados da seguinte forma:

2010 2009
Ativos 28 28
Reformados 11 12
39 40

A 31 de Dezembro de 2010 e 2009, os montantes reconhecidos em balanço podem ser analisados como segue:

2010 2009
Pens ões de
Reforma
Beneficios
de saúde
Total Pens ões de
Reforma
Beneficios
de saúde
Total
Ativos (respons abilidades) liquidas reconhecidas em balanço
Responsabilidade em 31 de Dezembro
Pensionistas (11.026.857) (13.232) (11.040.089) (11.132.941) (15.508) (11.148.449)
Ativos (4.361.246) - (4.361.246) (4.154.880) - (4 .154.880)
(15.388.103) (13.232) (15.401.335) (15.287.821) (15.508) (15.303.329)
Saldo do fundo em 31 de Dezembro 14.919.899 - 14.919.899 15.240.169 - 15.240.169
Ativos/(passivos) a receber/entregar ao fundo (468.204) (13.232) (481.436) (47.652) (15.508) (63.160)
Desvios atuariais diferidos em 31 de Dezembro 840.983 (3.208) 837.775 633.953 (2.147) 631.806
Ativos (respons abilidades) liquidas em balanço em 31 de Dezembro 372.779 (16.440) 356.339 586.301 (17.655) 568.646

A evolução das responsabilidades com pensões de reforma e benefícios de saúde pode ser analisada como segue:

2010 2009
Pens ões de
Reforma
Beneficios
de saúde
Total Pens ões de
Reforma
Beneficios
de saúde
Total
Responsabilidades em 1 de Janeiro 15.287.821 15.508 15.303.329 15.217.105 16.691 15.233.796
Custos do serviço corrente 535.847 319 536.166 553.826 24 3 554.069
Custos dos juros 820.516 759 821.275 838.099 84 7 838.946
(Ganhos) e perdas atuariais nas responsabilidade (4 91.691) - (491.691) (350.065) 1.232 (348.833)
Pensões pagas pelo fundo (695.099) (2.257) (697.356) (684.876) - (684.876)
Beneficios pagos pela Companhia (69.291) (1.097) (70.388) (286.268) (3.505) (289.773)
Transferencias de outros fundos - - - - - -
Responsabilidade em 31 de Dezembro 15.388.103 13.232 15.401.335 15.287.821 15.508 15.303.329

A evolução dos activos do fundo de pensões nos exercícios de 2010 e 2009 pode ser analisada como segue:

2010 2009
Pensões de
Reforma
Beneficios
de saúde
Total Pensões de
Reforma
Beneficios
de saúde
Total
Saldo do fundo 1 de Janeiro 15.240.169 - 15.240.169 14.151.295 - 14.151.295
Rendimento real do fundo
Rendimento esperado do fundo 718.443 - 718.443 765.671 - 765.671
Ganhos e perdas atuariais (657.670) - (657.670) 639.969 - 639.969
Contribuições efectuadas pela Companhia 355.106 - 355.106 368.110 - 368.110
Pensões pagas pelo fundo (695.099) - (695.099) (684.876) - (684.876)
Alterações do perímetro de consolidação - - - - - -
Transferencias de outros fundos (41.050) - (41.050) - - -
Responsabilidade em 31 de Dezembro 14.919.899 - 14.919.899 15.240.169 - 15.240.169

A evolução dos desvios atuariais diferidos em balanço pode ser analisada como segue:

2010 2009
Pensões de
Reforma
Beneficios
de saúde
Total Pensões de
Reforma
Beneficios
de saúde
Total
Desvios atuariais diferidos em 1 de Janeiro 633.953 (2.144) 631.809 1.652.432 (7.249) 1.645.183
Aquisições empresas e outros - - - - - -
Ganhos e perdas atuariais
nas responsabilidades (450.641) (1.097) (451.738) (350.065) 1.232 (348.833)
nos activos do plano 657.671 - 657.671 (639.969) - (639.969)
Amortização do exercicio - 37 37 (28.445) 3.873 (24.572)
Desvios atuariais diferidos em 31 de Dezembro 840.983 (3.204) 837.779 633.953 (2.144) 631.809
Dos quais:
Dentro do corredor 840.983 (1.323) 839.660 633.953 (1.551) 632.402
Fora do corredor - (1.881) (1.881) - (593) (593)

A evolução dos activos a receber/passivos a entregar durante 2010 e 2009, pode ser analisada como segue:

2010 2009
Pens ões de
Reforma
Beneficios
de saúde
Total Pens ões de
Reforma
Beneficios
de saúde
Total
(Ativos)/Passivos a receber ou entreg ar em 1 de Janeiro 47.652 15.508 63.160 1.065.810 16.691 1.082.501
Ganhos e perdas atuariais da responsabilidades (450.64 1) (1.097) (451.738) (350.065) 1.232 (348.833)
Ganhos e perdas atuariais dos fundos 657.670 - 657.670 (639.969) - (639.969)
Encargos do ano:
Custo do serviços corrente 535.847 1.078 536.925 553.826 1.090 554 .916
Custo dos juros 820.516 - 820.516 838.099 - 838.099
Rendimento esperado do fundo (718.443) - (718.443) (765.671) - (765.671)
Contribuições efetuadas no ano e pensões pag as pela Companhia (424 .397) (2.257) (4 26.654 ) (654.378) (3.505) (657.883)
(Ativos)/Passivos a receber ou entreg ar em 31 de Dezembro 468.204 13.232 481.436 47.652 15.508 63.160

Os custos do exercício com pensões de reforma e com benefícios de saúde podem ser analisados como segue:

2010 2009
Pens ões de
Beneficios
Total
Reforma
de saúde
Pens ões de
Reforma
Beneficios
de saúde
Total
Custos do serviço corrente 535.847 1.078 536.925 553.826 1.090 554 .916
Custo dos juros 820.516 - 820.516 838.099 - 838.099
Rendimento esperado do fundo (718.443) - (718.443) (765.671) - (765.671)
Amortização do exercicio - (37) (37) (28.445) 3.870 (24.575)
Custos do exercício 637.920 1.041 638.961 597.809 4.960 602.769

A evolução dos activos/(responsabilidades) em balanço pode ser analisada como segue:

2010 2009
Pens ões de
Reforma
Beneficios
de saúde
Total Pens ões de
Reforma
Beneficios
de saúde
Total
Em 1 de Janeiro
Aquisições empresas e outros
586.301
-
(17.655)
-
568.646
-
586.622
-
(23.940)
-
562.682
-
Custos do exercicio (637.920) (1.041) (638.961) (597.809) (4.960) (602.769)
Contribuições efectuadas no ano e pensões pagas pela Companhia 424.397 2.257 426.654 654.378 3.505 657.883
Outros - - - (56.890) 7.740 (4 9.150)
Em 31 de Dezembro 372.778 (16.439) 356.339 586.301 (17.655) 568.646

Os activos do fundo de pensões podem ser analisados como segue:

em milhares de euros
2010 % 2009 %
Terrenos e edificios 8.061 13,65% 8.096 13,02%
Activos da entidade gestora ou de sociedades relacionadas - 0,00% 4.186 6,73%
Acções e outros títulos de rendimento varíavel 17.176 29,09% 17.978 28,92%
Títulos de rendimento 31.901 54,02% 29.894 48,09%
Depósitos em instituições de crédito 1.143 1,94% 2.133 3,43%
Devedores e credores do fundo 282 0,48% (565) -0,91%
Juros a receber 490 0,83% 441 0,71%
59.053 100% 62.163 100%

Deve ser referido que os montantes acima divulgados são na totalidade relativos ao Fundo de Pensões Tranquilidade, do qual a BES-Vida representa apenas cerca de 25% do total do fundo.

O Grupo não utiliza activos do fundo de pensões. O fundo não detém títulos emitidos pelo Grupo.

A evolução das responsabilidades e saldos dos fundos nos últimos 5 anos é como segue:

2010 2009 2008 2007 2006
Pensões de Beneficios Pensões de Beneficios Pensões de Beneficios Pensões de Beneficios Pensões de Beneficios
Reforma de saúde Reforma de saúde Reforma de saúde Reforma de saúde Reforma de saúde
Responsabilidades (15.388.103) (13.232) (15.287.821) (15.508) (15.217.105) (16.691) (12.677.231) (24.266) (7.844.419) (29.350)
Saldo dos fundos 14.919.899 - 15.240.169 - 14.151.295 - 9.384.187 - 3.726.987 -
Responsabilidades (sub)/sobre financiadas (468.204) (13.232) (47.652) (15.508) (1.065.810) (16.691) (3.293.044) (24.266) (4.117.432) (29.350)
(Ganhos)/perdas actuariais decorrentes das responsabilidades (450.641) (1.097) (350.065) 1.232 (2.117.025) (9.498) 116.809 (3.207) 875.987 4.150
(Ganhos)/perdas actuariais decorrentes dos fundos 657.671 - (639.969) - 1.181.324 - 104.125 - (42.029) -

Plano de Pagamento de Remuneração Variável (PPRV)

No primeiro semestre de 2008, na sequência da decisão do Conselho de Administração, a BES-Vida estabeleceu um sistema de incentivos denominado Plano de Pagamento de Remuneração Variável (PPRV – 2008/2010).

Este novo programa de incentivos consiste na atribuição do direito a receber uma remuneração variável que se encontra indexada à eventual valorização das acções BES entre a "data inicial de referência" e a "data final de referência". Tal retribuição, em dinheiro, será apenas devida em caso de valorização das acções do BES. O PPRV não é um plano de atribuição de acções ou de opções sobre a aquisição de acções, não sendo atribuídos aos beneficiários quaisquer direitos inerentes a uma participação no capital social do BES.

O valor inicial do Plano foi calculado com base num modelo de valorização das opções, tendo por referência os seguintes pressupostos:

Data Inicial de referência 02-06-2008
Data final de referência 02-06-2011
Direitos atribuidos 28.500
Preços de referência 11
Taxa de Juro 5,22%
Volatilidade 33,50%
Valor inicial do plano 83.953

Conforme a política contabilística descrita na nota 2.11, o justo valor inicial do PPRV, no valor de 84 milhares de euros, está a ser reconhecido em custos com pessoal durante o período que medeia entre a data inicial de referência e a data final de referência (3 anos). Nesta base a BES - Vida reconheceu em custos com pessoal no exercício o valor de 28 milhares de euros. A variação do justo valor do benefício ao longo do prazo do programa é reconhecida em resultados.

O valor do passivo reconhecido no âmbito do programa é avaliado ao justo valor com referência ao final de cada mês, apresentando valor nulo em 31 de Dezembro de 2010.

NOTA 16 - GANHOS LÍQUIDOS DE ACTIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS NÃO VALORIZADOS AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE GANHOS E PERDAS

Os ganhos líquidos de activos disponíveis para venda são analisados como segue:

2010 2009
Proveitos Custos Total Proveitos Custos Total
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
De emissores públicas 12.095.009 (1.879.321) 10.215.688 12.408.010 (1.079.085) 11.328.925
De outros emissores 12.190.903 (23.584 .770) (11.393.867) 4 8.509.483 (13.532.751) 34.976.732
Acções 18.324.021 (8.797.529) 9.526.492 29.229.276 (45.476.579) (16.247.303)
Outros títulos de rendimento variável 4.572.443 (5.112.821) (540.378) 5.537.644 (24.768.120) (19.230.476)
47.182.376 (39.374.441) 7.807.935 95.684.413 (84.856.535) 10.827.878

Os ganhos líquidos de passivos valorizados a custo amortizado correspondem ao juro técnico atribuído aos contratos de capitalização sem participação nos resultados discricionária, para os quais as responsabilidades são valorizadas ao custo amortizado.

NOTA 17 - GANHOS LÍQUIDOS DE ACTIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS VALORIZADOS AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE GANHOS E PERDAS

Os ganhos líquidos de activos e passivos financeiros detidos para negociação são analisados como segue:

2010 2009
Proveitos Custos Total Proveitos Custos Total
Activos e pass ivos detidos para negociação
Outros títulos de rendimento variável 175.394.591 (238.862.871) (63.468.280) 284.594.770 (276.216.211) 8.378.559
175.394.591 (238.862.871) (63.468.280) 284.594.770 (276.216.211) 8.378.559

Os ganhos líquidos de activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas são analisados como segue:

2010 2009
Proveitos Custos Total Proveitos Custos Total
Activos financeiros ao jus to valor através de g anhos e perdas
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
De emissores públicos 1.189.672 (2.589.061) (1.399.389) (44.411) 1.725.850 1.681.439
De outros emissores 129.115.479 (238.153.122) (109.037.643) 203.540.463 (186.028.887) 17.511.576
Acções 98.222.828 (4 9.804.030) 4 8.418.798 33.003.631 (39.038.924) (6.035.293)
Outros títulos de rendimento variável (8.340.023) (4 6.536.407) (54 .876.430) 209.705.169 (34.384.768) 175.320.4 01
220.187.956 (337.082.620) (116.894.664) 446.204.852 (257.726.729) 188.478.123
Pass ivos financeiros ao jus to valor através de g anhos e perdas 442.973.365 (401.376.139) 41.597.226 228.760.667 (564.984.839) (336.224.172)
663.161.321 (738.458.759) (75.297.438) 674.965.519 (822.711.568) (147.746.049)

NOTA 18 - DIFERENÇAS DE CÂMBIO

Esta rubrica inclui os resultados decorrentes da reavaliação cambial de activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira de acordo com a política contabilística descrita na Nota 2.3 e é analisada como segue:

2010 2009
Diferenças de cambio de activos financeiros não valorizados
ao justo valor por via de ganhos e perdas
de activos disponiveis para venda 610.126 (3.854.603)
de empréstimos concedidos e contas a receber 746.256 (32.884)
de depósitos em instituições de crédito 13.903.119 1.037.617
15.259.501 (2.849.870)
Diferenças de cambio de outros activos
de activos detidos para negociação 1.265.485 4.341.671
de activos ao justo valor através de resultados 10.904.016 (14.479.976)
12.169.501 (10.138.305)
27.429.002 (12.988.175)

NOTA 19 - GANHOS LÍQUIDOS PELA VENDA DE ACTIVOS NÃO FINANCEIROS QUE NÃO ESTEJAM CLASSIFICADOS COMO ACTIVOS NÃO CORRENTES DETIDOS PARA VENDA E UNIDADES OPERACIONAIS DESCONTINUADAS

Os ganhos líquidos pela venda de activos não financeiros que não estejam classificados como activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas correspondem a valias realizadas através da alienação e reavaliação de imóveis (ver nota 27).

NOTA 20 - PERDAS DE IMPARIDADE LÍQUIDAS DE REVERSÃO

As perdas de imparidade líquidas de reversão de activos disponíveis para venda, são analisadas como segue:

2010 2009
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
De outros emissores - (2.633.993)
Acções (93.200) (6.718.235)
Outros títulos de rendimento variável (5.884.735) (11.764.576)
(5.977.935) (21.116.804)

NOTA 21 - OUTROS RENDIMENTOS/GASTOS

Os outros rendimentos e gastos são analisados como segue:

2010 2009
Prestações de serviços 980.582 720.246
Outros proveitos/(custos) (495.459) 695.227
485.123 1.415.473

A rubrica prestação de serviços diz respeito a proveitos gerados pela prestação de serviços de gestão de carteira e contabilidade à T-Vida, Companhia de Seguros, S.A.

Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica de outros proveitos inclui o montante de Euros 495.133 relativo a juros compensatórios associados à contestação apresentada ao imposto sobre o rendimento do exercício de 1998.

NOTA 22 - CAIXA E SEUS EQUIVALENTES E DEPÓSITOS À ORDEM

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:

2010 2009
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem
Caixa 16.201 548.789
Depósitos à ordem 247.967.535 213.271.665
247.983.736 213.820.454

NOTA 23 - ACTIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS DETIDOS PARA NEGOCIAÇÃO

Os instrumentos financeiros derivados em 31 de Dezembro 2010 e 2009 são analisados como segue:

2010 2009
Nocional Activo Passivo Justo Valor Nocional Justo Valor
Contratos sobre taxas de câmbio
Forward
Compra
Vendas
Currency Futures
35.845.788
629.951.556
4.625.000
16.677
2.053.903
-
(627.545)
(6.137.503)
-
(610.868)
(4.083.600)
-
76.357.804
304.583.132
4.625.000
272.324
37.185
-
670.422.344 2.070.580 (6.765.048) (4.694.468) 385.565.936 309.509
Contratos sobre taxas de juro
Interest Rate Swaps
Swaption - Interest Rate Options
Interest Rate Futures
254.182.644
300.000.000
78.000.000
36.569.792
1.444.431
-
(4.685.860)
-
-
31.883.932
1.444.431
-
1.094.049.815
500.000.000
184.000.000
48.632.299
1.690.458
-
632.182.644 38.014.223 (4.685.860) 33.328.363 1.778.049.815 50.322.757
Contratos sobre acções/indices
Equity/Index Swaps
Equity/Index Options
Equity/Index Futures
6.962.800
76.401.136
11.154.332
2.161.674
1.491.638
-
(248.067)
(294.562)
-
1.913.607
1.197.076
-
91.543.839
143.031.367
27.182.317
-
1.564.494
-
94.518.268 3.653.312 (542.629) 3.110.683 261.757.523 1.564.494
Contratos sobre créditos
Créditos Default Swaps
378.295.000 2.037.462 (4.589.989) (2.552.527) 526.611.641 6.994.357
378.295.000 2.037.462 (4.589.989) (2.552.527) 526.611.641 6.994.357
1.775.418.256 45.775.577 (16.583.526) 29.192.051 2.951.984.915 59.191.117

NOTA 24 - ACTIVOS FINANCEIROS CLASSIFICADOS NO RECONHECIMENTO INICIAL AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE GANHOS E PERDAS

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:

2010 2009
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
De emissores públicos 20.079.392 18.836.580
De outros emissores 1.746.954.408 3.226.918.889
Acções 431.163.846 695.573.847
Outros títulos de rendimento variável 1.800.660.082 825.517.795
Valor de balanço 3.998.857.728 4.766.847.111
Valor de aquisição 4.075.581.581 4.592.119.156

No que respeita a títulos cotados e não cotados, a rubrica de activos financeiros ao justo valor através dos resultados é analisada da seguinte forma:

2010 2009
Cotados Não cotados Total Cotados Não cotados Total
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
De emissores públicos 20.079.392 - 20.079.392 18.836.580 - 18.836.580
De outros emissores 1.067.737.980 679.216.428 1.746.954.408 1.939.833.789 1.332.068.486 3.271.902.275
Acções 413.961.801 17.202.045 431.163.846 674.212.984 21.360.863 695.573.847
Outros títulos de rendimento variável 719.855.855 1.080.804.227 1.800.660.082 736.743.281 43.791.128 780.534.409
2.221.635.028 1.777.222.700 3.998.857.728 3.369.626.634 1.397.220.477 4.766.847.111

NOTA 25 - ACTIVOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA VENDA

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:

Custo Reserva de justo valor Valor de
Amortizado(1) Positiva Negativa Imparidade Justo Valor Juro decorrido Balanço
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
De emissores públicos 987.427.094 12.756.292 (9.501.013) - 990.682.373 17.471.605 1.008.153.978
De outros emissores 2.087.897.972 41.580.257 (92.662.997) (57.182.010) 1.979.633.222 34.323.221 2.013.956.443
Acções 163.622.897 15.504.007 (8.466.650) (9.882.162) 160.778.092 - 160.778.092
Outros títulos de rendimento variável 107.229.914 781.806 (10.375.268) (193.580) 97.442.872 - 97.442.872
Saldo em 31 de Dezembro de 2009 3.346.177.877 70.622.362 (121.005.928) (67.257.752) 3.228.536.559 51.794.826 3.280.331.385
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
De emissores públicos 1.053.386.754 15.360.169 (83.602.235) - 985.144.688 16.990.219 1.002.134.907
De outros emissores 2.211.147.564 38.000.311 (165.098.070) (57.182.010) 2.026.867.795 40.301.441 2.067.169.236
Acções 158.041.601 24.627.587 (9.578.696) (11.375.600) 161.714.892 - 161.714.892
Outros títulos de rendimento variável 172.612.240 8.468.838 (3.233.408) (778.749) 177.068.921 - 177.068.921
Saldo em 31 de Dezembro de 2010 3.595.188.159 86.456.905 (261.512.409) (69.336.359) 3.350.796.296 57.291.660 3.408.087.956
(1) Ou custo de aquisição no caso de acções e outros títulos de rendimento variável

Os movimentos ocorridos nas perdas por imparidade nos activos financeiros disponíveis para venda são apresentados como se segue:

Saldo em 1 de Janeiro de 2009 93.709.550
Dotações do exercício 21.116.803
Vendas no exercício (47.568.601)
Saldo em 31 de Dezembro de 2009 67.257.752
Dotações do exercício 5.977.935
Vendas no exercício (3.899.328)
Saldo em 31 de Dezembro de 2010 69.336.359

As principais contribuições para a reserva de justo valor com referência a 31 de Dezembro de 2010 podem ser analisadas como segue:

Custo de Reserva de justo valor Valor de
Aquis ição Positiva Neg ativa Imparidade mercado
B ANCO ESPIRITO SANTO 5.625% /2009 - 05/06/2014 46.774.099 - (6.827.180) - 39.775.000
B ANIF FINANCE LTD Float /2006 - 22/12/2049 (Call=22/12/2016) 7.000.700 - (3.056.957) - 3.920.000
B CP FINANCE BANK Float /2006 - 21/12/2016 (Call=21/12/2011) 6.403.713 - (2.247.545) - 4.249.050
B CPPL 3.75% /2009 - 08/10/2016 9.850.455 - (2.059.789) - 7.802.685
B ES FINANCE 6.625% pp /2002 - 08/05/2049 (Call = 08/05/2012) 21.422.644 - (7.666.325) - 13.884.909
B ES FINANCE LTD /2004 - 16/03/2049 (Call=16/03/2015) 19.375.504 - (7.348.446) - 12.349.000
B ES FINANCE pp /2003 - 02/07/2049 (Call = 02/07/2014) 23.775.497 - (9.650.493) - 14.414.685
B ESNN Float/ 2007 - 26/06/2014 37.505.084 - (8.814.751) - 29.230.000
B ESPL 3.375% /2009 - 17/02/2015 30.685.650 - (2.631.818) - 28.083.990
B ESPL 3.875% /2010 - 21/01/2015 41.846.328 - (7.564.306) - 34.354.320
B PI CAPITAL FINANCE Float /2003 - 12/08/2049 (Call=12/08/2013) 8.022.132 - (3.337.042) - 4.585.625
B TPS 6.5% /1997 - 01/11/2027 49.844.003 - (4.045.995) - 44.424.900
CAIXA GALICIA Float /2007 - 20/06/2049 (Call=20/06/2017) 5.000.000 - (2.299.533) - 2.750.000
CAIXA GERAL FIN Float /2004 - 28/06/2049 (Call=28/06/2014) 7.183.261 - (3.598.628) - 3.660.030
CAIXA GERAL FIN Float /2005 - 30/09/2049 (Call=30/09/2015) 10.303.318 - (5.250.546) - 5.218.850
CAJA DUERO CAP Float pp /2003 - 29/12/2049 (Call=29/12/2019) 3.302.956 - (2.309.303) - 989.100
CGD Sub.Lower Tier II /2007 - 28/12/2017 (Call=28/12/2012) 32.012.200 - (3.004.002) - 28.960.000
CREDIT AGRICOLE 5.875% /2009 - 11/06/2019 91.069.500 4.033.386 - - 95.096.700
DB R 1.5% Inflação 2006 - 15/04/2016 49.602.046 3.388.889 - - 57.709.057
DZ B ANK CAP II Pp Float /2004 - 22/11/2049 (Call=22/11/2011) 5.065.000 - (2.015.985) - 2.992.500
EDP FINANCE 2002 - 23/12/2022 56.127.416 4.438.044 - - 73.797.451
EFG HELLAS PLC Float /2007 - 08/06/2017 (Call=08/06/2012) 8.992.360 - (4.716.667) - 4.275.000
ESPIRITO SANTO FIN GRP 6.875% /2009 - 21/10/2019 22.919.590 - (8.104.001) - 14.841.750
FRTR 1% + Inflação - 2005/ 25-07-2017 35.418.446 2.309.730 - - 41.585.459
GGB 3.7% /2005 - 20/07/2015 7.258.425 - (2.402.746) - 4.944.375
GGB 4.0% /2008 - 20/08/2013 23.655.420 - (4.947.383) - 18.859.200
GGB 4.5% /2004 - 20/05/2014 49.509.035 - (13.207.381) - 35.783.300
GGB 4.6% /2008 - 20/07/2018 21.510.399 - (8.489.815) - 13.136.240
GGB 5.3% /2009 - 20/03/2026 7.929.760 - (3.311.915) - 4.624.000
GGB 5.5% /2009 - 20/08/2014 10.084.684 - (2.829.882) - 7.072.090
GGB 6.0% /2009 - 19/07/2019 12.438.810 - (4.963.167) - 7.373.225
IRISH GOVT 4.5 % /2007 - 18/10/2018 13.472.585 - (2.870.059) - 10.672.200
IRISH GOVT 5.0% /2002 - 18/04/2013
IRISH GOVT 5.0% /2010 - 18/10/2020
28.927.930
9.958.520
-
-
(2.117.041)
(2.637.787)
-
-
26.387.625
7.327.000
LUSITANO 2D MTG /2003 - 16/11/2046 (Call=16/11/2012) 3.996.961 - (3.265.020) - 728.000
PGB 3.35% /2005 - 15/10/2015 26.889.380 - (2.680.147) - 24.221.700
PGB 4.1% /2006 - 15/04/2037 11.427.037 - (2.894.744) - 8.574.665
PGB 4.75% /2009 - 14/06/2019 22.576.255 - (3.201.515) - 19.310.500
PGB 5.45% /1998 - 23/09/2013 104.121.500 - (3.882.606) - 98.275.550
REP. GREECE 4.6 % / 2003 - 20/05/2013 11.174.203 - (2.204.417) - 8.864.350
SPGB c/z - 98 / 01-2029 9.502.332 - (2.139.766) - 9.435.253
EDP Renováveis SA 8.974.670 - (2.523.382) - 6.451.288
MARKET VECTORS Gold Miners ETF 13.620.672 2.481.828 - - 16.102.499
Semapa-SGPS,S.A. 1.281.249 2.182.491 - - 3.463.739
1.027.811.726 18.834.367 (167.118.084) - 900.556.860

NOTA 26 - EMPRÉSTIMOS E CONTAS A RECEBER

A rubrica de outros depósitos é analisada como segue:

2010 2009
Depósitos a prazo - Capital 181.153.486 134.780.150
Depósitos a prazo - Juro decorrido 93.474 426.648
Outros depósitos - Capital 9.938.765 7.303.393
191.185.725 142.510.191

NOTA 27 - TERRENOS E EDIFÍCIOS

O movimento ocorrido no exercício de 2010 em terrenos e edifícios pode ser analisado como segue:

2009 Aquisições Benfeitorias Amortizações Valias
Potenciais
2010
De uso próprio
De rendimento
8.339.496
71.159.139
-
11.681.248
-
1.168.226
(131.841)
-
-
(823.308)
8.207.655
83.185.305
79.498.635 11.681.248 1.168.226 (131.841) (823.308) 91.392.960

O justo valor dos imóveis de uso próprio ascende a 8.743 milhares de Euros (2009: 9.534 milhares de Euros).

As propriedades de investimento são avaliadas anualmente por peritos independentes. Em 2010, o resultado das avaliações foi negativo no montante de 823 milhares de euros, tendo sido reconhecido nos resultados do exercício (ver nota 19).

Relativamente aos imóveis com obras em curso é efectuado pela entidade gestora do parque imobiliário do Grupo, uma análise afim de determinar se ocorreram alterações significativas nos pressupostos de avaliação. Desta análise resultou o reconhecimento de uma provisão para outros riscos e encargos no montante de 7.500 milhares de Euros.

Os custos relativos a imóveis de rendimento ascenderam a 928 milhares de Euros.

NOTA 28 - OUTROS ACTIVOS TANGÍVEIS

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:

2010 2009
Equipamento
Equipamento informático 4.483.863 4.404.990
Mobiliário e material 666.952 666.799
Instalações interiores 1.989.578 1.989.578
Máquinas e ferramentas 404.667 401.688
Material de transporte 42.768 42.768
Outros 271.002 271.002
7.858.830 7.776.825
Depreciação acumulada (6.148.897) (5.734.437)
1.709.933 2.042.388

Durante os exercícios de 2010 e 2009 não foram registadas quaisquer perdas por imparidade nos activos tangíveis.

O movimento ocorrido nas rubricas de activos tangíveis é analisado como segue:

Equipamento
Saldo liquido a 1 de Janeiro de 2009 2.332.279
Adições 14 5.419
Alienação (1.232)
Amortizações do exercício (434 .078)
Saldo liquido a 31 de Dezembro de 2009 2.042.388
Adições 84.558
-
Alienação
Amortizações do exercício (417.013)

NOTA 29 - OUTROS ACTIVOS INTANGÍVEIS

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:

2010 2009
Software 8.792.257 8.402.609
Amortizações acumuladas (8.560.661) (8.061.081)
231.596 341.528

O movimento ocorrido nas rubricas de activos intangíveis foi o seguinte:

Software
Saldo liquido a 1 de Janeiro de 2009 744.545
Adições 193.242
Amortizações do exercício (596.259)
Saldo liquido a 31 de Dezembro de 2009 341.528
Adições 248.700
Amortizações do exercício (358.632)
Saldo liquido a 31 de Dezembro de 2010 231.596

NOTA 30 - PROVISÕES TÉCNICAS DE SEGURO DIRECTO E RESSEGURO CEDIDO

As provisões técnicas de seguro directo e resseguro cedido são analisadas como segue:

2010 2009
Seg uro
Directo e
Resseg uro
Aceite
Resseg uro
cedido
Total Seg uro
Directo e
Resseg uro
Aceite
Resseg uro
cedido
Total
Provisão para prémios não adquiridos 2.564.894 - 2.564.894 2.613.317 - 2.613.317
Provisão matemática do ramo vida 3.030.120.469 (141.964) 3.029.978.505 2.706.414.419 (139.275) 2.706.275.144
Provisão para sinistros 40.156.324 (1.986.263) 38.170.061 34.363.509 (2.055.703) 32.307.806
Provisão para participação nos resultados 4.047.019 (2.157.662) 1.889.357 2.915.674 (2.199.548) 716.126
Provisão para compromissos de taxa 17.871 - 17.871 2.880.260 - 2.880.260
3.076.906.577 (4.285.889) 3.072.620.688 2.749.187.179 (4.394.526) 2.744.792.653

A provisão matemática do ramo vida é analisada como segue:

2010 2009
Seg uro
Directo e
Resseg uro
Aceite
Resseg uro
cedido
Total Seg uro
Directo e
Resseg uro
Aceite
Resseg uro
cedido
Total
Tradicionais
Capitalização com participação nos resultados
41.548.088
2.988.573.867
(141.964)
-
41.406.124
2.988.573.867
48.386.370
2.658.029.812
(139.275)
-
48.247.095
2.658.029.812
3.030.121.955 (141.964) 3.029.979.991 2.706.416.182 (139.275) 2.706.276.907
Custos de aquisição diferidos (1.486) - (1.486) (1.763) - (1.763)
3.030.120.469 (141.964) 3.029.978.505 2.706.414.419 (139.275) 2.706.275.144

De acordo com o IFRS 4, os contratos emitidos pelo Grupo em que apenas existe transferência de risco financeiro, sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento. Nessa base em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, os contratos em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro e contratos financeiros de taxa fixa são classificados e registados na rubrica passivos por contratos de investimentos (ver Nota 35).

A provisão para sinistros por ramo de negócio é analisada como segue:

2010 2009
Seg uro
Directo e
Resseg uro
Aceite
Resseg uro
cedido
Total Seg uro
Directo e
Resseg uro
Aceite
Resseg uro
cedido
Total
Tradicionais
Capitalização com participação nos resultados
19.273.558
20.882.766
(1.986.263)
-
17.287.295
20.882.766
18.729.719
15.633.790
(2.055.703)
-
16.674.016
15.633.790
40.156.324 (1.986.263) 38.170.061 34.363.509 (2.055.703) 32.307.806

A provisão para sinistros corresponde aos sinistros ocorridos e ainda não pagos, à data do balanço, e inclui uma provisão estimada no montante de 506 milhares de euros (2009: 502 milhares de euros) relativo a sinistros ocorridos antes de 31 de Dezembro de 2010 e ainda não reportados (IBNR).

Os movimentos ocorridos no exercício na provisão para sinistros, são apresentados como segue:

Saldo a 1 de Janeiro 2009 37.518.508
Mais sinistros ocorridos
Próprio ano 802.141.675
Anos anteriores 10.199.305
Menos montantes pagos
Próprio ano (784.206.716)
Anos anteriores (31.289.263)
Saldo a 31 de Dezembro 2009 34.363.509
Mais sinistros ocorridos
Próprio ano 574.985.180
Anos anteriores 10.269.363
Menos montantes pagos
Próprio ano (552.376.485)
Anos anteriores (27.085.243)
Saldo a 31 de Dezembro 2010 40.156.324

A provisão para participação nos resultados corresponde a montantes atribuídos aos segurados ou aos beneficiários dos contratos de seguro, sob a forma de participação nos resultados, que não tenham ainda sido distribuídos ou incorporados na provisão matemática do ramo vida.

A movimentação na provisão para participação nos resultados para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisada como segue:

Saldo a 1 de Janeiro 2009 7.541.000
Montantes pagos (5.041.561)
Montantes estimados atribuiveis 416.235
Saldo a 31 de Dezembro 2009 2.915.674
Montantes pagos (340.737)
Montantes estimados atribuiveis (ver nota 10) 1.472.082
Saldo a 31 de Dezembro 2010 4.047.019

A provisão para participação nos resultados deverá incluir o ajustamento relativo ao shadow accounting, o qual corresponde à estimativa dos ganhos e perdas potenciais nos activos afectos à cobertura de responsabilidades com contratos de seguro e contratos de investimento com participação nos resultados discricionária, até ao montante em que é expectável que os tomadores de seguro venham a participar nesses ganhos e perdas não realizadas, no momento em que as mesmas se tornem efectivas, de acordo com os respectivos termos contratuais e legislação aplicável. Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, o montante total do ajustamento relativo ao shadow accounting é nulo.

Em 31 de Dezembro de 2010, a provisão para compromissos de taxa é referente ao resultado obtido no teste de adequação de responsabilidades. Este teste foi efectuado com base nas melhores estimativas à data de balanço (ver Nota 2.16).

NOTA 31 - OUTROS DEVEDORES POR OPERAÇÕES DE SEGUROS E POR OUTRAS OPERAÇÕES

2010 2009 Contas a receber por operações de seguro directo Tomadores de seguro 789.476 4.330.927 Mediadores 16.488.263 1.167.325 17.277.739 5.498.252 Contas a receber por operações de resseg uro Resseguradores 310.145 926.021 Contas a receber por outras operações Empresas relacionadas 34.474 69.939 Outros devedores 7.808.428 10.003.512 7.842.902 10.073.451 25.430.786 16.497.724 Ajustamentos (25.691) (55.340)

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:

A rubrica Contas a receber por operações de seguro directo – mediadores corresponde a valias não realizadas relativas a títulos associados a contratos de seguro e de investimento para os quais, no âmbito dos acordos de distribuição e gestão operacional existentes com o Banco Espírito Santo, S.A, existe uma garantia de retorno sobre estes activos. Este montante foi reconhecido em contrapartida de reservas de justo valor.

25.405.095 16.442.384

Adicionalmente, a rubrica Contas a receber por outras operações – outros devedores inclui ainda o montante 6.579 milhares de euros (2009: 6.737 milhares de euros) relativos a valores a receber do Estado.

A variação dos ajustamentos do exercício é analisada como segue:

Saldo a 1 de Janeiro de 2009 39.788
Dotações/(utilizações) 15.552
Saldo a 31 de Dezembro 2009 55.340
Dotações/(utilizações) (29.649)
Saldo a 31 de Dezembro 2010 25.691

Os saldos de devedores por operações de seguro directo, resseguro cedido e outras têm uma maturidade inferior a 3 meses.

NOTA 32 - ACTIVOS E PASSIVOS POR IMPOSTOS

O cálculo do imposto corrente dos exercícios de 2010 e 2009 foi apurado com base na taxa nominal de imposto e derrama 29% e 26,5%, respectivamente, aplicável às actividades do Grupo. A alteração da taxa deve-se à derrama estadual, criada pela Lei nº 12-A/2010 – Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) – Divida pública.

As declarações de autoliquidação, da Seguradora, relativas aos exercícios de 2007 e seguintes estão sujeitas a inspecção e eventual ajustamento pelas Autoridades Fiscais durante um período de quatro anos. Assim, poderão vir a ter lugar eventuais liquidações adicionais de impostos devido essencialmente a diferentes interpretações da legislação fiscal. No entanto, é convicção da Administração da BES-Vida que não ocorrerão liquidações adicionais de valor significativo no contexto das demonstrações financeiras.

Os movimentos da rubrica de activos por impostos correntes são analisados como segue:

Saldo a 1 de Janeiro de 2009 14.431.664
Montante registados nos resultados (27.589)
Pagamentos efectuados (955.237)
Saldo a 31 de Dezembro 2009 13.448.838
Montante registados nos resultados 226.639
Pagamentos efectuados (5.691.063)
Saldo a 31 de Dezembro 2010 7.984.414

Os passivos por impostos correntes dizem respeito a retenções na fonte efectuadas pelo Grupo que têm a natureza de imposto por conta de IRC.

Os activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos em balanço nos exercícios de 2010 e 2009 podem ser analisados como segue:

Activos Passivos Líquido
2010 2009 2010 2009 2010 2009
Ajustamento transição IFRS 11.558.734 15.871.755 - - 11.558.734 15.871.755
Prejuízos fiscais 36.080.383 20.142.469 - - 36.080.383 20.142.469
Pensões 1.395.491 1.320.595 - - 1.395.491 1.320.595
Outros 11.011.587 932.876 - (3.741.991) 11.011.587 (2.809.115)
Imposto diferido activo/(passivo) 60.046.195 38.267.695 - (3.741.991) 60.046.195 34.525.704
Compensação de activos/passivos por impostos diferidos - (3.741.991) - 3.741.991 - -
Imposto diferido activo/(passivo) liquido 60.046.195 34.525.704 - - 60.046.195 34.525.704

A natureza dos activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos desagregam-se como segue:

2010 2009
Diferenças temporárias 23.965.812 14.383.235
Prejuizos fiscais 36.080.383 20.142.469
60.046.195 34.525.704

A maior parte dos activos por prejuízos fiscais tem origem no imposto calculado sobre a reserva de justo valor de títulos afectos a produtos de vida com participação nos resultados, que de acordo com o Decreto-Lei nº 237/2008 de 15 de Dezembro, deverá ter eficácia fiscal. Com base no plano de resultados fiscais para os próximos exercícios é convicção da Administração que os referidos prejuízos serão totalmente revertidos, assim como existirão resultados tributáveis futuros para compensar as diferenças temporárias.

A variação do imposto diferido foi reconhecida como segue:

2010 2009
Reconhecido nos resultados (3.388.382) 7.223.871
Reconhecido nas reservas de justo valor 28.908.873 (42.275.565)
25.520.491 (35.051.694)

O movimento do imposto diferido de balanço em 2010 e 2009 explica-se como segue:

2010 2009
Reconhecido
em
resultados
Reconhecido
em reservas
Reconhecido
em
resultados
Reconhecido
em reservas
Activos financeiros 20.684 11.251.108 (519.326) (3.828.666)
Pensões 74.896 - (172.605) -
Prejuizos fiscais (4.231.368) 20.169.282 12.343.364 (35.351.308)
Ajustamentos de transição (1.801.403) (2.511.517) (4.427.562) (3.095.591)
Imóveis 2.175.000 - - -
Outros 373.809 - - -
(3.388.382) 28.908.873 7.223.871 (42.275.565)

O imposto sobre o rendimento reportado nos resultados de 2010 e 2009 explica-se como segue:

2010 2009
Imposto corrente 226.639 (27.589)
Imposto diferido
Origem e reversão de diferenças temporárias 842.986 (6.479.665)
Prejuízos reportáveis (4.231.368) 13.703.536
(3.388.382) 7.223.871
Total do imposto reg istado em resultados (3.161.743) 7.196.282

O imposto sobre o rendimento reportado em reservas nos anos de 2010 e 2009 explica-se como segue:

2010 2009
Imposto corrente (254.344) (1.380.477)
Imposto diferido
Reserva de justo valor 30.298.651 (42.275.565)
Total do imposto reg istado em reservas 30.044.307 (43.656.042)

A reconciliação da taxa de imposto pode ser analisada como segue:

2010 2009
% Valor % Valor
Resultados antes de impostos e Interesses Minoritários 24.219.162 (23.208.522)
Taxa de imposto estatutária 29% 26,5%
Imposto apurado com base na taxa de imposto estatutária (7.023.557) 6.150.258
Diferença para a taxa com prejuizo fiscal (25% ) 968. 766 -
Dividendos excluidos de tributação 2.349. 524 1.965. 246
Mais-valias não tributadas ( 222.154) 297. 633
Imparidade - ( 898.999)
Derrama 254. 344 -
Outros 511. 334 ( 317.856)
(3.161.743) 7.196.282

Os ajustamentos efectuados ao resultado antes de imposto para determinação do lucro tributável foram posteriormente compensados na totalidade pela utilização de prejuízos fiscais de exercícios anteriores, como demonstrado no quadro anterior.

NOTA 33 - ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:

2010 2009
Outros acrescimos de proveitos
Gastos diferidos
1.412.176
2.565.750
699.700
4.004.301
Total 3.977.926 4.704.001

A rubrica Outros acréscimos de proveitos corresponde a valores a receber da T-Vida, Companhia de Seguros, S.A, relativamente à prestação de serviços de gestão de carteira e contabilidade prestados pela BES-Vida.

NOTA 34 - AFECTAÇÃO DOS INVESTIMENTOS E OUTROS ACTIVOS

Em 31 de Dezembro de 2010, a afectação dos investimentos e outros activos e passivos é analisada como segue:

2010
Tradicionais Capitalização
com participação
nos resultados
Capitalização
sem participação
nos resultados
Outros Total
ACTIVO
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem
Activos e passivos financeiros detidos para negociação
Activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas
Activos financeiros disponíveis para venda
Empréstimos concedidos e contas a receber
Terrenos e Edifícios
3.593. 762
28.454. 640
11.463. 469
249.898. 129
1.999. 687
111.709. 754
(1. 235.584)
227.398. 671
2.530.935. 975
44.519. 893
52.329. 638
130.953. 858
1.972. 995
3.759.995. 589
625.640. 345
144.679. 093
3.740. 310
1.726. 362
-
-
1.613. 507
144. 119
27.115. 357
247.983. 736
29.192. 051
3.998.857. 728
3.408.087. 956
191.342. 791
83.185. 305
Total 295.409. 686 2.965.658. 347 4.666.982. 189 30.599. 345 7.958.649. 568
2009
Tradicionais Capitalização
com participação
nos resultados
Capitalização
sem participação
nos resultados
Outros Total
ACTIVO
Activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas
Activos financeiros disponíveis para venda
Outros
48.032. 487
36.621. 626
2.859. 147
2.285.427. 440
1.577.574. 973
173.674. 326
2.405.486. 276
1.644.862. 170
393.500. 628
27.900. 908
21.272. 616
1.660. 635
4.766.847. 111
3.280.331. 385
571.694. 736
Total 87.513. 260 4.036.676. 739 4.443.849. 074 50.834. 159 8.618.873. 232

NOTA 35 - PASSIVOS FINANCEIROS DA COMPONENTE DE DEPÓSITO DE CONTRATOS DE SEGUROS E DE CONTRATOS DE SEGURO E OPERAÇÕES CONSIDERADOS PARA EFEITOS CONTABILÍSTICOS COMO CONTRATOS DE INVESTIMENTO

Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, os passivos financeiros da componente de depósito de contratos de seguros e de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento são analisados como segue:

2010 2009
Contratos de taxa fixa 783.662.067 806.926.638
Contratos de seguros em que o risco de investimento
é suportado pelo tomador de seguro
3.758.573.384 4.018.517.475
Total 4.542.235.451 4.825.444.113

De acordo com o IFRS 4, os contratos emitidos pelo Grupo em que apenas existe transferência de risco financeiro, sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento.

A movimentação no passivo relativa aos contratos de investimento com taxa fixa é analisada como segue:

Saldo em 1 de Janeiro 2009 436.474.141
Depósitos recebidos 497.429.080
Beneficios pagos (147.973.692)
Juro técnico do exercício 20.997.109
Saldo a 31 de Dezembro de 2009 806.926.638
Depósitos recebidos 106.222.717
Beneficios pagos (268.514.426)
Juro técnico do exercício 139.027.138
Saldo a 31 de Dezembro de 2010 783.662.067

A movimentação no passivo relativo aos contratos de investimento nos quais o risco financeiro é suportado pelo tomador de seguro é analisado como segue:

Saldo em 1 de Janeiro 2009 3.672.849.218
Depósitos recebidos 520.143.273
Beneficios pagos (481.403.868)
Juro técnico do exercício 306.928.852
Saldo a 31 de Dezembro de 2009 4.018.517.475
Depósitos recebidos 419.009.001
Beneficios pagos (490.142.333)
Juro técnico do exercício (188.810.759)
Saldo a 31 de Dezembro de 2010 3.758.573.384

NOTA 36 - OUTROS PASSIVOS FINANCEIROS

As principais características dos passivos subordinados em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 são apresentadas como seguem:

2010
Empresa emitente Des ig nação Data de
emiss ão
Valor de
emissão
Capi tal Juro
decorrido
Valor de
Balanço
Taxa de juro
actual
Maturidade
Tranquilidade-Vida
Tranquilidade-Vida
BES-Vida
Empréstimos subordinados
Empréstimos subordinados
Empréstimos subordinados
2002
2002
2008
45.000.000
45.000.000
10.000.000
45.000.000
45.000.000
10.000.000
48.360
52.860
31.387
4 5.048.360
45.052.860
10.031.387
3,22%
3,52%
3,53%
2022
2012
2018
Total 100.000.000 100.000. 000 132.607 100.132.607
2009
Empresa emitente Des ig nação Data de
emiss ão
Valor de
emissão
Capi tal Juro
decorrido
Valor de
Balanço
Taxa de juro
actual
Maturidade
Tranquilidade-Vida Empréstimos subordinados 2002 45.000.000 45.000.000 43.680 4 5.043.680 2,91% 2022
Tranquilidade-Vida Empréstimos subordinados 2002 45.000.000 45.000.000 48.180 45.048.180 3,21% 2012
BES-Vida Empréstimos subordinados 2008 10.000.000 10.000.000 27.702 10.027.702 3,22% 2018

Os outros passivos financeiros desagregam-se como segue:

2010 2009
Passivos financeiros detidos para negociação - 74.852. 197
Contratos de investimento 62.149. 808 103.877. 563
Outros emprétimos 57.100. 756 183.497. 772
Outros passivos financeiros - 293.650. 860
119.250.564 655.878.392

A rubrica de contratos de investimento diz respeito a passivos associados a contratos de investimento comercializados pela T-Vida, Companhia de Seguros, sendo os activos financeiros afectos a estes produtos geridos pela BES-Vida. A movimentação desta rubrica é analisada como segue:

Saldo em 1 de Janeiro 2009 56.614.899
Depósitos recebidos 59.806.435
Beneficios pagos (16.659.092)
Juro técnico do exercício 4.115.320
Saldo a 31 de Dezembro de 2009 103.877.562
Depósitos recebidos 16.791.110
Beneficios pagos (21.654.139)
Transferencias T-VIDA (38.032.610)
Juro técnico do exercício 1.167.885
Saldo a 31 de Dezembro de 2010 62.149.808

Os outros empréstimos são relativos às emissões de títulos dos veículos que o Grupo está a consolidar conforme referido na Nota 1 anexa às demonstrações financeiras.

2010
Empresa emitente Designação Data de
emissão
Valor de
Balanço
Taxa de Juro Actual Maturidade
CABRAL, LTDA Classe A Senior Asset Backed FRN 2001 0 0% 2014
CABRAL WHT RESERVE Cabral WHT Reserve 2001 1.218.081 0% 2014
OREY REABILITAÇÃO LISBOA OREY REABILITAÇÃO LISBOA 2006 2.769.571 0% 9999
CLASSIC I (CAYMAN) 2001-6 LTD CLASSIC I (CAYMAN) /2001 - 17/05/2012 2001 23.74 1.060 Euribor 6M+59,75bp 2012
SHERLOCK LIMITED #22 SHERLOCK LIMITED Float /2002 - 23/07/2015 2002 9.791.854 Euribor 6M+60,03bp 2015
STINGRAY LIMITED 2001-2 STINGRAY LIMITED 6.31% /2001 - 26/05/2012 2001 12.685.661 6,31% 2012
XENON CAPITAL PLC #3 XENON Float 2002 - 15/03/2012 2002 6.894 .528 Euribos 6M+89,3bp 2012
2009
Data de Valor de Taxa de Juro Actual Maturidade
Empresa emitente Designação emissão Balanço
CABRAL, LTDA Classe A Senior Asset Backed FRN 2001 0 0% 2014
CABRAL WHT RESERVE Cabral WHT Reserve 2001 1.791.4 06 0% 2014
Xenon Cap. Plc Xenon 2002 - 2012 2002 3.936.298 Euribos 6M+89,3bp 2012
Navio Company Ltd Navio CO 2001 - 2011 2001 20.039.4 53 Euribos 6M+60bp 2011
Navio Company Ltd Navio CO 2001 - 2011 2001 8.989.012 Euribos 6M+60bp 2011
Navio Company Ltd Navio CO 2001 - 2011 2001 24 .959.007 Euribos 6M+56bp 2010
Navio Company Ltd Navio CO 2001 - 2011 2001 12.384.186 Euribos 6M+60bp 2011
GAP GLOBAL ASSET (GAP LIMITED) 2001 - 2013 2001 44 .869.547 Euribos 6M+43bp 2013
Solar Funding Ltd
Arlo Ltd
Solar CDX NA Float 2005 - 2019
ARLO II Limited - 2003 - 2013
2005
2003
33.339.679 US Libor 6M
33.189.184 Euribos 6M+30bp
2019
2013

NOTA 37 - OUTROS CREDORES POR OPERAÇÕES DE SEGUROS E OUTRAS OPERAÇÕES

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:

2010 2009
Contas a pagar por operações de seguro directo
Tomadores de seguro 144.805 3.594.942
Mediadores 44.108.221 43.618.025
44.253.026 47.212.967
Contas a pagar por operações de resseguro
Resseguradores 1.382.801 593.345
Contas a pagar por outras operações
Outros credores 829.279 5.475.340
46.465.106 53.281.652

A rubrica Contas a pagar por operações de seguro directo – mediadores é relativa a comissões a pagar pela comercialização dos produtos da BES-Vida ao Banco Espírito Santo, S.A., Banco Espírito Santo dos Açores, S.A., e Banco BEST, S.A.

Os saldos de outros credores por operações de seguro e outras operações têm uma maturidade inferior a 3 meses.

NOTA 38 - ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

A rubrica acréscimos e diferimentos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, é analisada como segue:

2010 2009
Rendimentos diferidos 36.674 36.872
B eneficios a empregados - curto prazo 1.913.220 1.899.462
Outros acréscimos de gastos 3.722.952 2.951.362
5.672.846 4.887.696

A rubrica benefícios a empregados de curto prazo inclui o montante de 1.261 milhares de euros (2009: 1.179 milhares de euros) e 652 milhares de euros (2009: 720 milhares de euros) relativos a férias e respectivos subsídios vencidos no exercício e a liquidar no ano seguinte e à estimativa do bónus

referente ao exercício de 2010 a atribuir aos colaboradores mas cujo pagamento só será efectuado em 2011.

NOTA 39 - OUTRAS PROVISÕES

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:

Outras
Provisões
Saldo a 1 de Janeiro de 2009 20.567.616
Dotações 1.249.067
Utilização (6.333.485)
Saldo a 31 de Dezembro de 2009 15.483.198
Dotações 9.804.579
Utilização (269.240)
Saldo a 31 de Dezembro de 2010 25.018.537

Em 2010, a rubrica de outras provisões inclui o montante de 16.130 milhares de euros relativos a provisões para impostos (2009: 15.383 milhares de euros).

NOTA 40 - CAPITAL, PRÉMIOS, RESERVAS DE JUSTO VALOR E OUTRAS RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS

Capital

Em 31 de Dezembro de 2010, o capital social autorizado da BES-Vida, Companhia de Seguros, S.A. encontrava-se representado por 50.000.000 de acções, com um valor nominal de 5 euros cada, das quais encontravam-se subscritas e realizadas na totalidade por diferentes accionistas, dos quais se destacam as seguintes entidades:

% Capital
2010 2009
Credit Agricole Assurances, S.A. 50,00000% 50,00000%
Banco Espirito Santo, S.A. 49,99960% 49,99960%
Banco Espirito Santo de Investimento, S.A. 0,00020% 0,00020%
ESAF - Espirito Santo Activos Financeiros, S.G.P.S., S.A. 0,00020% 0,00020%
100,00000% 100,00000%

Reserva legal

A reserva legal só pode ser utilizada para cobrir prejuízos acumulados ou para aumentar o capital. De acordo com a legislação Portuguesa, a reserva legal deve ser anualmente creditada com pelo menos 10% do lucro líquido anual, até à concorrência do capital emitido.

Reservas de reavaliação

As reservas de justo valor representam as mais e menos valias potenciais relativas à carteira de investimentos disponíveis para venda, líquidas da imparidade reconhecida em resultados no exercício e/ou em exercícios anteriores. O valor desta reserva é apresentado líquido de imposto diferido. Ao longo do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, a reserva de justo valor e outras reservas e resultados transitados líquidos de interesses minoritários podem ser analisados como segue:

Reserva de
reavaliação
Reserva por
impostos
diferidos
Outras
reservas
Resultados
transitados
Saldo em 1 de Janeiro de 2009 (222.380.483) 54.998.239 27.825.346 (23.358.441)
Transferencias para reservas - - (11.242.717) 23.4 12.302
Alterações de justo valor 163.547.873 (4 3.653.622) - (14 2.764 )
Valias não realizadas de activos com g arantia de retorno 9.616.370 - - -
Saldo em 31 de Dezembro de 2009 (49.216.240) 11.344.617 16.582.629 (88.903)
Transferencias para reservas - - - (12.209.875)
Alterações de justo valor (129.24 4.945) 30.044 .307 - -
Valias não realizadas de activos com g arantia de retorno 14 .729.196 - - -
Saldo em 31 de Dezembro de 2010 (163.731.989) 41.388.924 16.582.629 (12.298.778)

A rubrica de valias não realizadas de activos com garantia de retorno corresponde a valias não realizadas relativas a títulos associados a contratos de seguro e de investimento para os quais, no âmbito dos acordos de distribuição e gestão operacional existentes com o Banco Espírito Santo, S.A, existe uma garantia de retorno sobre estes activos.

As reservas de reavaliação explicam-se, em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, como segue:

2010 2009
Custos amortizados dos activos financeiros disponiveis para venda (3.595.188.159) (3.346.177.877)
Imparidade acumulada reconhecida 69.336.359 67.257.752
Custo amortizado dos activos fianceiros disponiveis para venda (3.525.851.800) (3.278.920.125)
Justo valor dos activos financeiros disponiveis para venda 3.346.223.290 3.228.536.560
Ganhos potenciais na carteira de activos financeiros disponiveis para venda (179.628.510) (50.383.565)
Valias não realizadas de activos com garantia de retorno 15.896.521 1.167.325
Ganhos potenciais reconhecidos na reserva de justo valor (163.731.989) (49.216.240)
Saldo em 31 de Dezembro (163.731.989) (49.216.240)

NOTA 41- TRANSACÇÕES COM PARTES RELACIONADAS

Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, o montante global dos activos e passivos do Grupo BES-Vida que se referem a operações realizadas com empresas associadas e relacionadas, resume-se como segue:

31-12-2010 31-12-2009
ACTIVO PASSIVO CUSTOS PROVEITOS ACTIVO PASSIVO CUSTOS PROVEITOS
Banco Espirito Santo, S.A.
Activos financeiros
1 160 088
1 160 088
74 775
30 794
45 746
-
131 623
130 959
1 374 346
1 374 346
43 427
-
63 055
-
45 166
44 4 60
Imóveis - - - 658 - - - 639
Comissões - 43 981 45 746 6 - 43 427 63 055 67
Companhia de Seg uros Tranquilidade, S.A. 16 385 215 339 13 311 232 475
Prestação de serviços 16 385 215 339 13 311 232 4 75
T-Vida, Companhia de Seg uros, S.A. 1 674 62 150 962 981 1 684 1 591 944 720
Prestação de serviços
Resseg uro
1 674
-
-
62 150
-
-
981
-
1 684
-
-
-
-
-
720
-
Encargos de Gestão - - 962 - - 1 591 944 -
ESAF - Fundo de Pensões, S.G.F.P., S.A. - - - - - - 44 -
Comissões - - - - - - 44 -
ESAF - Gestão de Património, S.A. - 879 4 554 - - 375 2 811 -
Comissões - 879 4 554 - - 375 2 811 -
ESEGUR, S. A. - - 30 - - - 82 -
Prestação de serviços - - 30 - - - 82 -
ES Contact Center, S.A. - - 8 9 - - - 106 -
Prestação de serviços - - 89 - - - 106 -
CREDIBOM, S.A. - - - - - - - 50
Comissões - - - - - - - 50
Multipessoal, S.A. - - 93 - - - 90 -
Prestação de serviços - - 93 - - - 90 -
ES GEST, S.A. - - 215 - - - 175 -
Prestação de serviços - - 215 - - - 175 -
Banco Electrónico de Serviço Total, S.A. 1 808 1 19 - 1 209 8 15 -
Activos financeiros
Comissões
1 808
-
-
1
-
19
-
-
1 209
-
-
8
-
15
-
-
PREDICA
Resseg uro
-
-
403
403
-
-
-
-
-
-
488
488
-
-
-
-
CREDIT AGRICOLE RE - 207 - - 170 - - -
Resseg uro - 207 - - 170 - - -
CREDIT AGRICOLE SA 152 315 - - 8 301 165 038 - - 5 8 33
Activos financeiros 152 315 - - 8 301 165 038 - - 5 833
CALYON
Activos financeiros
18 988
18 988
-
-
-
-
804
804
10 573
10 573
-
-
-
-
259
259
BES, Companhia de Seg uros, S.A.
Activos financeiros
5
-
10 031
10 031
331
331
368
-
45
-
10 028
10 028
423
423
355
-
Seguros vida 5 - - 9 - - - -
Imóveis - - - 359 45 - - 355
BES Açores 245 124 2 644 - 284 174 229 -
Activos financeiros 245 - - - 284 - - -
Comissões - 124 2 64 4 - - 174 229 -
BESSA 3 794 - - - 3 621 - - -
Activos financeiros 3 794 - - - 3 621 - - -
Esumédica, S.A.
Prestação de serviços
-
-
-
-
372
372
112
112
-
-
-
-
406
406
-
-
1 338 933 148 955 55 270 142 528 1 556 983 56 401 68 612 52 857

É convicção da Administração que todas as operações realizadas com empresas associadas e relacionadas foram efectuadas a preços de mercado, idênticos aos preços praticados em transacções semelhantes com outras entidades.

Durante os exercícios de 31 de Dezembro de 2010 e 2009, não se registaram quaisquer transacções adicionais com partes relacionadas entre o Grupo e os seus accionistas.

NOTA 42- GESTÃO DOS RISCOS DE ACTIVIDADE

Em termos da gestão de riscos da actividade, é apresentada a seguinte informação do Grupo:

No ano de 2007, dando não só resposta à Norma do ISP (Norma 14/2005 R), mas também às exigências do Grupo em que se insere, foi constituído um departamento, a Direcção de Gestão de Risco, Compliance e Controlo, cujas incumbências reportam às três seguintes áreas de actuação: Gestão de Risco, Compliance e Controlo Interno.

Compliance

Compete à Direcção no âmbito do compliance, garantir a prevenção e controlo de riscos de não conformidade com as leis, regulamentos, normas profissionais e deontológicas aplicáveis às actividade de seguros, realizando para tal um conjunto de tarefas:

  • Estabelecimento de normas, políticas e procedimentos, de acordo com a legislação em vigor e com os requisitos internos definidos pela Comissão Executiva;
  • Documentação das normas, políticas e procedimentos aprovados;
  • Garantir a conformidade dos novos produtos com a legislação em vigor, bem como a transparência da divulgação dos documentos para o cliente, e dos matérias de comunicação (através do Comité Novos Produtos e Actividades).
  • Pesquisa e controlo periódicos de legislação aplicável às actividades do Grupo no que se refere a Compliance e Controlo, nomeadamente legislação geral e legislação emanada pelos reguladores;
  • Analisar os impactos decorrentes da legislação e propor as acções a desempenhar pelas Companhias, por forma a que os requisitos definidos sejam transpostos para a Organização;
  • Gerir um código de conduta dos colaboradores do Grupo, documentar o mesmo;
  • Assegurar acções de formação aos colaboradores respeitantes a normas profissionais e deontológicas, normas internas e informação imediata às áreas das Companhias, em caso de alteração das disposições legislativas e regulamentares ou normas internas aplicáveis ao seu domínio;
  • Identificação e documentação dos riscos de não conformidade pelas regras estabelecidas;
  • Segurança Financeira: prevenção do branqueamento de capitais, luta contra o terrorismo financeiro e luta contra a fraude interna e externa;

Controlo Interno

Compete à Direcção no âmbito do controlo interno, de forma resumida as seguintes tarefas:

  • Identificação, com a Comissão Executiva, com as Direcções/ Unidades de negócio dos processos relevantes, actividades, controlos e riscos inerentes associados;
  • Documentação dos processos significativos onde se incluem os objectivos, as principais actividades, riscos e controlos associados;
  • Documentar e gerir os manuais de controlo interno em vigor para as Companhias e acomodar as recomendações da Auditoria Interna e Gestão de Riscos na revisão do documento;
  • Avaliação do desenho dos controlos e identificação das oportunidades de melhoria associadas. Estas melhorias podem consubstanciar o reforço de controlos existentes ou a implementação de novos controlos;
  • Realização de testes de efectividade sobre os controlos identificados, análise das deficiências existentes e elaboração de um plano de correcções.

Gestão de Risco

O ano de 2010 constituiu mais um ano de preparação para o novo regime de solvência (Solvência II), processo que tem vindo a ser preparado de forma gradual, conhecendo durante o corrente ano um forte desenvolvimento, e que se espera semelhante durante o próximo ano.

Assim a gestão dos riscos, pelo papel que têm vindo a desempenhar no apoio activo à gestão, apresentam-se como um dos principais eixos estratégicos de suporte ao desenvolvimento sustentado das empresas do sector financeiro em Portugal, e em particular às seguradoras sobretudo com as novas regras no âmbito da implementação do Solvencia II, que obrigarão a uma análise exaustiva e pormenorizada dos riscos a que as companhias se encontram sujeitas com impactos directos no montante de capital necessário para fazer face a esses mesmos riscos.

À Direcção de Gestão de Risco, Compliance e Controlo, no que se refere à função de risco, é garantida a sua independência para o exercício das suas funções, reportando funcionalmente ao Presidente da Comissão Executiva, constituindo-se este como um dos elementos difusores e impulsionadores da cultura de gestão de risco na BES-Vida, bem como ao Grupo Credit Agricole em termos hierárquicos, baseando o seu trabalho na sua estrutura e processos em vigor.

O desenvolvimento e a implementação da função de gestão de riscos visa assegurar um equilíbrio entre risco e retorno, e desta forma transmitir às partes que se relacionam com o Grupo (Clientes, Canais de Distribuição, Accionistas, Reguladores e outros agentes) uma perspectiva de exigência e confiança.

Em paralelo com a Direcção de Gestão de Risco, foi implementado o Comité de Risco e Controlo, composto pela Comissão Executiva e pelos Directores de topo da organização (consoante o tema em discussão). Este comité deverá reunir-se de forma periódica. Encontrando-se acometidas a este comité as funções de promoção da politica de risco, limites e orientações, bem como de contribuir para a edificação de uma cultura de risco forte, embebida em todos os processos do Grupo.

A política de riscos em vigor é transversal a todo o Grupo, e constam dela os princípios basilares, bem como as responsabilidades dos vários intervenientes no processo de gestão de risco da BES Vida.

Constituindo como principais objectivos da gestão de risco, os que se seguem:

  • Identificação, quantificação e controlo dos diferentes tipos de risco assumidos, adoptando progressivamente princípios e metodologias uniformes e coerentes em todas as unidades do Grupo;
  • Gestão pró-activa de controlos e processos que permitam antecipar potenciais situações de risco
  • Utilização de ferramentas de gestão de risco apropriadas (incluindo indicadores de risco, bases de dados de perdas, risk register e testes de stress e cenários), suporte à gestão do risco, nomeadamente ao reporte, tomada de decisões e avaliação de capital;
  • Colaborar na definição das políticas de investimentos, subscrição, tarifação e resseguro;
  • Promover a gestão do risco por todos os colaboradores, aos diferentes níveis, em linha com as funções e responsabilidades definidas na política de gestão de risco;
  • Conformidade com a legislação em vigor para o sector, requisitos regulamentares, standards e código de conduta;
  • Reporte periódico, pelas diferentes Direcções/ Unidades da estrutura organizativa, com o objectivo de garantir de que o Grupo efectua a gestão dos principais riscos que afectam o seu negócio.

Risco de crédito

O Risco de Crédito resulta da possibilidade de ocorrência de perdas financeiras decorrentes do incumprimento do cliente ou contraparte relativamente às obrigações contratuais. O risco de crédito está essencialmente presente na carteira de investimentos e em produtos derivados – swaps, forwards e opções (risco de contraparte).

É efectuada uma gestão permanente das carteiras de títulos e de produtos derivados que privilegia a interacção entre as várias equipas envolvidas na gestão de risco: Direcção de Risco, de Investimentos, Técnica, Comité Financeiro e gestores dos activos financeiros. Esta abordagem é complementada pela introdução de melhorias contínuas tanto no plano das metodologias e ferramentas de avaliação e controlo dos riscos, como ao nível dos procedimentos e circuitos de decisão.

Um dos objectivos da política financeira do Grupo é a mitigação do risco de crédito incentivada através de medidas de diversificação da carteira de investimentos por sector, mercado, Pais. A Política Financeira é aprovada pelo Conselho de Administração, encontrando-se aprovados um conjunto de limites, como por emitentes, rating, alocação de activos, os quais são monitorizados regularmente em Comité Financeiro.

Relativamente ao risco de crédito, em termos de qualidade creditícia (rating) a 31 de Dezembro de 2010 e 2009, é analisado como segue:

2010
AAA AA A BBB HY Not Rated Total
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem - - 44.934. 747 - - - 4 4.934. 747
Activos financeiros detidos para negociação - 9.730. 382 22.567. 074 586. 641 108. 779 (3 800 825) 29.192. 051
A Justo Valor Através de Ganhos e Perdas (FVO) 33.700. 754 94.266. 399 261.996. 021 588.867. 179 561.757. 215 165.148. 410 1.705.735. 979
Activos Financeiros Disponíveis para Venda (AFS) 709.954. 947 454.971. 693 1.207.500. 328 488.451. 782 194.864 . 246 14 .898. 818 3.070.64 1. 814
Empréstimos Concedidos e Contas a Receber - - - 179.247. 273 - 12.095. 518 191.342. 791
Depósitos em Instituições de Crédito - - 145.862. 676 57.186. 313 - - 203.048. 989
Activos por operações de Resseguro - - 4.596. 034 - - - 4.596. 034
Outros activos financeiros e não financeiros - - - 16.488. 265 - 8.235. 392 24.723. 657
Total 743.655.701 558.9 68.475 1.687.456.881 1.330.8 27.453 75 6.730.241 196.577.313 5.274.216.062
AAA AA A 2009
BBB
HY Not Rated Total
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem - - 202.34 7. 033 - - - 202.347. 033
Activos financeiros detidos para negociação - 8.938. 383 50.252. 734 - - - 59.191. 117
A Justo Valor Através de Ganhos e Perdas (FVO) 71.291. 779 142.582. 874 1.693.495. 501 762.576. 999 169.683. 720 240.421. 298 3.080.052. 171
Activos Financeiros Disponíveis para Venda (AFS) 722.400. 193 407.426. 608 1.326.319. 726 527.979. 595 15.106. 119 14.880. 481 3.014.112. 722
Empréstimos Concedidos e Contas a Receber - - 135.376. 684 - - 7.330. 830 14 2.707. 514
Depósitos em Instituições de Crédito - - 11.473. 270 151 - - 11.473. 421
Activos por operações de Resseguro - - 4.573. 448 - - 747. 099 5.320. 547
Outros activos financeiros e não financeiros - - 1.167. 326 - - 13.933. 4 73 15.100. 799

A diversificação dos activos financeiros por sectores de actividade, é um dos objectivos da política financeira, por forma a mitigar a concentração do risco de crédito. Para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, encontra-se apresentada conforme segue:

2010
Activos financeiros
detidos
A Justo Valor Através de
Ganhos e Perdas (FVO)
Activos Financeiros
Disponíveis para Venda (AFS)
para negociação B ruto Imparidades
AB S - 67.199. 104 25.462. 676 - 92.661. 781
Consumíveis supérfluos - 59.176. 894 64.066. 073 - 123.242. 967
Consumíveis domésticos - 8.048. 300 54.652. 919 - 62.701. 219
Dívida Pública e Supranacional 108. 779 26.434. 498 1.170.720. 888 - 1.197.264. 165
Energia - 6.715. 694 49.612. 092 - 56.327. 786
Financeiro 29.083. 272 1.766.213. 820 1.446.882. 621 (68. 557.610) 3.173.622. 104
Fundos de Investimento - 1.713.662. 780 115.702. 101 - 1.829.364. 881
Cuidados de Saúde - 17.359. 564 56.462. 616 - 73.822. 180
Indústria - 8.466. 904 108.934. 079 - 117.400. 983
Tecnológico - 4.202. 526 14.775. 092 - 18.977. 618
Matérias-Primas - 20.024. 803 56.338. 086 - 76.362. 889
Telecomunicações - 20.348. 269 55.576. 071 ( 754.070) 75.170. 270
Serviços sujeitos a regulação - 4.667. 194 193.892. 610 - 198.559. 803
Outros - 276.337. 377 64.346. 391 ( 24.679) 340.659. 089
29.192. 051 3.998.857. 728 3.477.424. 315 (69. 336.359) 7.436.137. 735
Activos financeiros
detidos
A Justo Valor Através de
Ganhos e Perdas (FVO)
Activos Financeiros
Disponíveis para Venda (AFS)
para negociação B ruto Imparidades
AB S - 75.447. 722 34.327. 286 - 109.775. 009
Consumíveis supérfluos - 94.664. 766 48.404. 032 - 143.068. 798
Dívida Pública e Supranacional 48. 951 88.052. 436 1.062.718. 124 - 1.150.819. 511
Energia - 12.207. 169 45.637. 633 ( 764.864) 57.079. 938
Financeiro 59.142. 166 2.419.909. 153 1.452.428. 449 (63. 689.920) 3.867.789. 849
Fundos de Investimento - 1.532.304. 999 111.647. 538 - 1.643.952. 537
Cuidados de Saúde - 22.730. 009 43.489. 559 - 66.219. 568
Indústria - 21.394. 282 66.768. 764 - 88.163. 046
Tecnológico - 3.238. 397 13.907. 795 - 17.146. 191
Matérias-Primas - 22.590. 188 42.667. 654 - 65.257. 842
Telecomunicações - 82.045. 566 86.542. 140 ( 669.106) 167.918. 600
Serviços sujeitos a regulação - 54.684. 673 140.488. 571 - 195.173. 244
Outros - 268.997. 693 101.330. 898 ( 25.732) 370.302. 859
59.191. 117 4.766.847. 111 3.347.639. 136 (67. 307.756) 8.106.369. 608

2009

A exposição à divida publica por País é analisada como se segue:

Descrição País emissor Valor de Balanço
BUNDESOBLIGATION 3.5% 2006 - 14/10/2011 Alemanha 102. 988
DBR 2.50% - 2010 / 04-01-2021 Alemanha 3.857. 989
DBR 4.25% /2008 - 04/07/2018 Alemanha 225. 748
DBR 4.75 % /2008 - 04/07/2040 Alemanha 505. 770
DBR 4.75% /1998 - 04/07/2028
DBR 5.5 % /2000 - 04/01/2031
Alemanha
Alemanha
238. 015
5.459. 754
BKO 1.25% /2009 - 16/09/2011 Alemanha 30.245. 404
DBR 2.25% - 2010 / 04-09-2020 Alemanha 4.775. 243
DBR 2.50% - 2010 / 04-01-2021 Alemanha 5.786. 984
DBR 3% /2010 - 04/07/2020 Alemanha 10.264. 370
DBR 3.5% /2009 - 04/07/2019 Alemanha 2.138. 421
DBR 3.75% /2008 - 04/01/2019 Alemanha 25.702. 034
DBR 5.5 % /2000 - 04/01/2031
OBL 3.5% /2008 - 12/04/2013
Alemanha
Alemanha
19.974. 709
3.467. 901
OBL 4.0% /2008 - 11/10/2013 Alemanha 6.430. 273
DBR 1.5% Inflação 2006 - 15/04/2016 Alemanha 58.290. 936
REP. ARGENTINA 1.2% /2003 - 31/12/2038 Argentina 318. 179
AUSTRIA REP. 2005 / 28-07-2025 Austria 5.282. 315
REPUBLIC OF AUSTRIA Var /2005 - 15/06/2015 Austria 2.917. 470
DENMARK KINGDOM 1.75% /2010 - 05/10/2015 Dinamarca 3.199. 954
SLOVAKIA 4.35% - 2010 / 14-10-2025
SPANISH GOV 4.9% 2007 - 30/07/2040
Eslovaquia
Espanha
4.727. 729
349. 510
SPGB c/z - 98 / 01-2029 Espanha 9.435. 253
FINNISH GOVT 3.375% /2010 - 15/04/2020 Finlândia 7.831. 988
FRTR 4% /2004 - 25/04/2055 França 417. 539
BTNS 4.5% /2008 - 12/07/2013 França 11.013. 555
FRTR 3% /2004 - 25/10/2015 França 52.125. 342
FRTR 4.25% /2007 - 25/10/2017 França 20.363. 900
FRTR 4.25% /2007 - 25/10/2018
FRTR 5% /2000 - 25/10/2016
França
França
21.375. 927
34.344. 842
FRTR 5.75% /2000 - 25/10/2032 França 12.955. 048
FRTR 1% + Inflação - 2005/ 25-07-2017 França 41.761. 563
GGB 5.3% /2009 - 20/03/2026 Grécia 185. 859
REP. GREECE 4.6 % / 2003 - 20/05/2013 Grécia 208. 552
GGB 3.7% /2005 - 20/07/2015 Grécia 5.069. 060
GGB 4.0% /2008 - 20/08/2013 Grécia 19.209. 008
GGB 4.3% /2009 - 20/03/2012
GGB 4.5% /2004 - 20/05/2014
Grécia
Grécia
8.657. 597
37.128. 677
GGB 4.6% /2008 - 20/07/2018 Grécia 13.593. 014
GGB 5.3% /2009 - 20/03/2026 Grécia 4.956. 230
GGB 5.5% /2009 - 20/08/2014 Grécia 7.260. 476
GGB 6.0% /2009 - 19/07/2019 Grécia 7.685. 143
GGB 6.1% /2010 - 20/08/2015 Grécia 5.356. 513
REP. GREECE 4.6 % / 2003 - 20/05/2013
NETHERLANDS GOVT 2.75% /2009 - 15/01/2015
Grécia
Holanda
9.176. 268
19.197. 358
NETHERLANDS GOVT 3.25% /2005 - 15/07/2015 Holanda 10.730. 979
NETHERLANDS GOVT 3.5% /2010 - 15/07/2020 Holanda 10.451. 555
NETHERLANDS GOVT 3.75% /2006 - 15/01/2023 Holanda 10.758. 089
IRISH GOVT 5.9% /2009 - 18/10/2019 Irlanda 327. 885
IRISH GOVT 4% / 2009 - 15/01/2014 Irlanda 944. 956
IRISH GOVT 4.5 % /2007 - 18/10/2018 Irlanda 10.799. 926
IRISH GOVT 4.6% /1999 - 18/04/2016
IRISH GOVT 5.0% /2002 - 18/04/2013
Irlanda
Irlanda
8.754. 890
27.355. 776
IRISH GOVT 5.0% /2010 - 18/10/2020 Irlanda 7.428. 370
BTPS 3% /2010 - 15/06/2015 Italia 4.854. 575
BTPS 3.75% /2006 - 01/08/2021 Italia 20.151. 228
BTPS 4% /2010 - 01/09/2020 Italia 9.604. 103
BTPS 4.25% /2009 - 01/03/2020 Italia 2.457. 723
BTPS 4.25% /2009 - 01/09/2019 Italia 14.853. 586
BTPS 4.5 % /2007 - 01/02/2018
BTPS 6.5% /1997 - 01/11/2027
Italia
Italia
9.294. 710
44.841. 612
BTPS 2.1% + Inflação - 2010 / 15-09-2021 Italia 18.762. 276
LUXEMBOURG GOVT 3.375% /2010 - 18/05/2020 Luxemburgo 8.198. 878
BILHETES DO TESOURO c/z - 2010 / 21-10-2011 Portugal 15.383. 200
PGB 3.2% /2005 - 15/04/2011 Portugal 30.469. 336
PGB 3.35% /2005 - 15/10/2015 Portugal 24.412. 512
PGB 3.6% /2009 - 15/10/2014 Portugal 23.582. 363
PGB 4.1% /2006 - 15/04/2037
PGB 4.35 % /2007 - 16/10/2017
Portugal
Portugal
8.928. 051
8.991. 192
PGB 4.375% /2003 - 16/06/2014 Portugal 6.949. 480
PGB 4.75% /2009 - 14/06/2019 Portugal 19.883. 103
PGB 4.8% /2010 - 15/06/2020 Portugal 12.505. 778
PGB 5% /2002 - 15/06/2012 Portugal 5.137. 301
PGB 5.45% /1998 - 23/09/2013 Portugal 99.709. 423
PORTUGAL Float - 2009 / 28-08-2012 Portugal 2.121. 039

Risco de taxa de juro

As operações do Grupo encontram-se sujeitas ao risco de flutuações nas taxas de juro na medida em que os activos geradores de juros (incluindo os investimentos) e os passivos geradores de juros apresentam maturidades desfasadas no tempo ou de diferentes montantes. As actividades de gestão do risco têm como objectivo a optimização da margem financeira, tendo em consideração os níveis das taxas de juro do mercado e a sua consistência com os objectivos estratégicos do Grupo.

A gestão do risco da taxa de juro está definida na Política Financeira, aprovada pelo Conselho de Administração, sendo monitorizadas regularmente ao nível do Comité Financeiro.

Risco de mercado

O Risco de Mercado representa genericamente a eventual perda resultante de uma alteração adversa do valor de um instrumento financeiro como consequência da variação de taxas de juro, taxas de câmbio e preços de acções.

A gestão de risco de mercado é monitorizada pelo Comité Financeiro. Este órgão é responsável pela emissão de recomendações políticas de afectação e estruturação do balanço bem como pelo controlo da exposição aos riscos de taxa de juro, de taxa de câmbio e de liquidez. As recomendações emitidas devem ser aprovadas pela Comissão Executiva.

Ao nível do risco de mercado, o Grupo continua a desenvolver elementos para análise e mensuração deste risco, sendo que um dos elementos em desenvolvimento de mensuração de riscos consiste na estimação das perdas potenciais sob condições adversas de mercado, para o qual a metodologia Value at Risk (VaR) é utilizada, com recurso à simulação estocástica, com um intervalo de confiança de 99,5% e um período 1 ano (como é aconselhado pelas regras da Solvência II). Estão também em desenvolvimento e em fase de aperfeiçoamento de estudos de ALM que pretendem avaliar a adequação de activos e passivos.

São também realizados exercícios de back-testing que consistem na comparação entre os valores previstas no modelo e os valores efectivos. Estes exercícios permitem aferir a aderência do modelo à realidade e assim melhorar as capacidades preditivas do mesmo.

De acordo com o IFRS 7, os activos financeiros detidos podem estar valorizados ao justo valor de acordo com um dos seguintes níveis:

Nível 1 – quando são valorizados de acordo com cotações disponíveis em mercados activos;

Nível 2 – quando são valorizados com modelos de avaliação, suportados por variáveis de mercado observáveis;

Nível 3 – quando são valorizados com modelos de avaliação, cujas variáveis não são passíveis de ser suportadas por evidência de mercado, tendo estas um peso significativo na valorização obtida.

2010
Nível 1 Nível 2 Nível 3 Total
Activos financeiros detidos para negociação 1.002.423 27.478.033 711.595 29.192.051
Activos financeiros classificados no reconhecimento
inicial ao justo valor através de ganhos e perdas
1.342.232.666 2.433.786.960 222.838.102 3.998.857.728
Activos financeiros disponíveis para venda 3.065.276.537 320.732.881 22.078.538 3.408.087.956
2009
Nível 1 Nível 2 Nível 3 Total
Activos financeiros detidos para negociação 526.840 57.705.098 959.179 59.191.117
Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial
ao justo valor através de ganhos e perdas
2.978.717.278 1.767.596.220 20.533.613 4.766.847.111
Activos financeiros disponíveis para venda 3.018.742.295 (94.316.066) 355.905.156 3.280.331.385

A reconciliação do activos de Nível 3 é como segue:

Activos financeiros
detidos para negociação
Activos financeiros
disponíveis para venda
Activos financeiros classificados
no reconhecimento inicial ao
justo valor através de g anhos e
perdas
Total
Saldo em 31 de Dezembro de 2009 959.179 - 20.070.972 21.030.151
Valias Realizadas - (42.210) 240.547 198.337
Valias Potenciais (247.584) (515.673) (9.583.337) (10.346.594)
Compras - 600.000 36.542.068 37.142.068
Vendas - (8.096.220) (36.378.174) (44.474.394)
Amortizações - - (1.000.000) (1.000.000)
Transferencias de nivel 1 e 2 - 30.132.641 214.068.109 244.200.750
Transferencias para nivel 1 e 2 - - (1.122.082) (1.122.082)
Saldo em 31 de Dezembro de 2010 711.595 22.078.538 222.838.103 245.628.236

O Quadro abaixo indica as transferências de activos do Nível 1 para o Nível 2. Não existem transferências de activos do Nível 2 para o Nível 1.

2010 2009
Activos disponíveis para venda 78.730.511 -
Activos financeiros classificados no reconhecimento
inicial ao justo valor através de ganhos e perdas
1.310.399.068 -
1.389.129.578 -

No quadro seguinte apresentam-se as análises de sensibilidade relativas ao impacto líquido de imposto nas reservas e em Ganhos e Perdas das variações da taxa de juro sem risco e do valor de mercado das acções.

2010
Resultado
Liquido
Reserva liquida
de imposto
Crescimento de 100pb na taxa de juro sem riscos 1.500. 568 (102. 415.863)
Decréscimo de 100pb na taxa de juro sem riscos (1. 413.102) 106.423. 311
Desvalorização de 10% no valor de mercado das acções - (23. 484.238)
Valorização de 10% no valor de mercado das acções - 23.484. 238
2009
Resultado
Liquido
Reserva liquida
de imposto
Crescimento de 100pb na taxa de juro sem riscos ( 723.076) (79. 551.554)
Decréscimo de 100pb na taxa de juro sem riscos 1.266. 290 85.927. 319
Desvalorização de 10% no valor de mercado das acções - (16. 658.190)
Valorização de 10% no valor de mercado das acções - 16.658. 190

Risco cambial

Os activos e passivos encontram-se denominados em determinada moeda, sendo este risco resultado das variações dessas denominações face a possíveis alterações da taxa de câmbio para a moeda de referência.

O Grupo procede de forma significativa à cobertura das exposições acima apresentadas de moedas não euro para euro através de instrumentos derivados como Forwards ou futuros cambiais, pelo que este risco não foi considerado na análise de sensibilidade.

Relativamente ao risco cambial, a repartição dos activos e dos passivos, a 31 de Dezembro de 2010 e 2009, por moeda, é analisado como segue:

2010
EUR USD BRL CHF DKK GBP JPY NOK SEK Total Geral
Activo
Caixa e seus equivalente s e depósitos à ordem 44.88 2. 341 - - - - - - - - 44.882. 341
Activos financeiros de tidos para negociação (48. 890.356) (1. 216.62 9) 80.688 . 984 ( 228.665) - ( 790.809) ( 122 .38 2) ( 93 6) ( 247.156) 29.192 . 051
A Justo Valor Através de Ganhos e Pe rdas (FVO) 3.414.082 . 048 564.952. 527 - 225. 47 4 - 5.203. 983 13.989. 876 - 403. 820 3.998.857. 728
Activos Financeiros Disponíveis para Venda (AFS) 3 .2 98.803. 359 66.888. 231 - 3.652. 713 - 32.371. 909 - - 6.3 71. 7 45 3.408.087. 956
Empréstimos Concedidos e Contas a Receber 183.139. 988 8.202. 803 - - - - - - - 191.3 42 . 791
Depósitos em Instituições de Cré dito 200.777 . 843 2.116. 3 41 149 4. 554 - 188. 660 - 9. 467 4. 382 203 .101. 395
Outros activos financeiros e não financeiros 195.390. 347 - - - - - - - - 195.390. 3 47
Total do Activo 7.288.185.569 640.943.273 80.689.133 3.654.076 - 36 973 742 13 867 494 8.531 6.532.791 8.070.854.609
Passivo
Outros passivos finance iros e não financeiros (7.917. 856.404) - - - - - - - - (7.917. 856.404)
Total do Passivo (7.917. 856.404) - - - - - - - - (7.917. 856.404)
Exposição Líquida (629.670.835) 640.943.273 80.689.133 3.654.076 - 36 973 742 13 867 494 8.531 6.532.791 152.998.205
2009
EUR USD BRL CHF DKK GBP JPY NOK SEK Total Geral
Activo
Caixa e seus equivalente s e depósitos à ordem 29.296. 116 - - - - - - - - 29.296. 116
Activos financeiros de tidos para negociação 65.155. 262 (5. 611.053) - ( 91.48 7) ( 6.02 7) ( 238 .297) 28. 099 ( 28.811) ( 16.568) 59.191. 117
A Justo Valor Através de Ganhos e Pe rdas (FVO) 4.499.289. 119 253.771. 502 - 135. 492 143. 506 4.476. 42 4 8.561. 130 214. 848 255. 090 4.766.847. 111
Activos Financeiros Disponíveis para Venda (AFS) 3 .193 .3 54. 246 35.524. 451 - 5.069. 907 2.758. 762 35.091. 233 - 3 .3 48 . 315 5.184. 471 3.280.331. 385
Empréstimos Concedidos e Contas a Receber 141.385. 204 1.322. 310 - - - - - - - 142.7 07. 514
Depósitos em Instituições de Cré dito 189.994. 723 (5. 598 .517) 151 32. 501 7. 258 7 6. 204 155 6. 905 4. 958 184.52 4. 338
Outros activos financeiros e não financeiros 155.975. 650 - - - - - - - - 155.975. 650
Total do Activo 8.274.450.319 279.408.693 151 5.146.413 2 903 498 39 405 564 8 589 384 3.541.257 5.427.951 8.618.873.231
Passivo
Outros passivos finance iros e não financeiros (7.849. 119.108 ) - - - - - - - - (7.849. 119.108)
Total do Passivo (7.849. 119.108 ) - - - - - - - - (7.849. 119.108)
Exposição Líquida 425.331.211 279.408.693 151 5.146.413 2.903.498 39.405.564 8.589.384 3.541.257 5.427.951 769.754.123

Risco de liquidez

O Risco de Liquidez advém da incapacidade potencial de financiar o activo satisfazendo as responsabilidades exigidas nas datas devidas e da existência de potenciais dificuldades de liquidação de posições em carteira sem incorrer em perdas exageradas e inaceitáveis.

A gestão da liquidez tem como objectivo manter um nível satisfatório de disponibilidades para fazer face às suas necessidades financeiras no curto, médio e longo prazo. Para avaliar a exposição global a este tipo de risco são elaborados relatórios que permitem não só identificar os gap liquidity, como efectuar a cobertura dinâmica dos mesmos.

A maturidade dos activos e passivos é como segue:

2010
Até um ano De um a
três anos
De três a
cinco anos
De cinco a
quinze anos
Mais de
quinze anos
Sem
maturidade
Total
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem 247.983. 736 - - - - - 247.983.736
Activos financeiros detidos para negociação (62. 041.123) 19.323. 567 ( 920.678) (5. 805.738) - 78.636. 023 29.192.051
A Justo Valor Através de Ganhos e Perdas (FVO) 290.205. 638 594 .402. 376 422.266. 199 291.067. 212 160.4 02. 070 2.240.514. 233 3. 998.857.728
Activos Financeiros Disponíveis para Venda (AFS) 233.969. 481 561.266. 120 695.819. 890 1.373.393. 978 204.854 . 745 338.783. 742 3.408. 087.95 6
Empréstimos Concedidos e Contas a Receber 191.342. 791 - - - - - 191.342.791
Activos por operações de Resseguro 4.596. 034 - - - - - 4.59 6.034
Outros devedores por operações de seguros e outras operações 25.094. 950 - - - - - 25. 094.95 0
Total de Activos 931.151.507 1.174. 992.063 1.117.165.411 1.65 8.655.452 365. 256.815 2.657.933.998 7.905 .15 5.246
Provisões técnicas 298.471. 574 496.755. 174 269.311. 125 1.886.423. 629 81.723. 861 - 3.032.68 5.363
Passivos financeiros 299.622.633 1.047.737. 843 1.4 93.190. 425 1.623.195. 402 78.489. 148 - 4.5 42.235.451
Passivos subordinados - - - 55.079. 74 7 45.052. 860 - 100.132.607
Outros passivos 108.686. 898 - - - - - 108.686.89 8
Total de Passivos 706.781.105 1. 544. 493. 017 1.762.5 01.550 3.564.698.778 205.265.869 - 7.783.740.319
2009
Até um ano De um a De três a De cinco a Mais de Sem
três anos cinco anos quinze anos quinze anos maturidade Total
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem 213.820. 454 - - - - - 213.820.454
Activos financeiros detidos para negociação 16.060.411 20.702.076 4 1.884 .070 ( 14 .948.092) - (4.507.348) 5 9.191.117
A Justo Valor Através de Ganhos e Perdas (FVO) 380.824.035 511.998.759 1.397.427.285 519.155.205 14 5.549.874 1.811.891.953 4.766.847.111
Activos Financeiros Disponíveis para Venda (AFS) 238.103.996 619.194.684 555.498.377 1.182.504.496 327.205.4 26 357.824.406 3.280.331.38 5
Empréstimos Concedidos e Contas a Receber 14 2.707. 514 - - - - - 142.707.5 14
Activos por operações de Resseguro 5.320. 547 - - - - - 5.320.547
Outros devedores por operações de seguros e outras operações 15.516. 363 - - - - - 15 .516.363
Total de Activos 1.012.353.320 1.151.89 5.519 1.994.8 09.732 1.686.711.609 472.75 5.300 2.165.209 .011 8.483.734.491
Provisões técnicas 564.740. 710 593.825. 599 4 92.586. 941 783.024. 682 272.236. 487 - 2.706.414.419
Passivos financeiros 216.313. 825 645.243. 742 1.027.360. 654 2.813.696. 839 122.829. 053 - 4.825.444.113
Passivos subordinados - - - 55.071. 382 45.04 8. 180 100.119.562
Outros passivos 152.393. 696 - - - - - 152.393.69 6
Total de Passivos 933.448.231 1.239.069.341 1.5 19 .947.595 3.651.792. 903 440.113.720 - 7.784.371.79 0

Risco operacional

O Risco Operacional traduz-se, genericamente, na eventualidade de perdas originadas por falhas na prossecução de procedimentos internos, pelos comportamentos das pessoas ou dos sistemas informáticos, ou ainda, por eventos externos à organização. Quando os controlos falham, os riscos operacionais podem causar problemas reputacionais, legais, implicações com o regulador, e por vezes conduzir mesmo a perdas financeiras. O Grupo não espera poder eliminar todos os riscos operacionais, mas com base no trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, com a solidificação do sistema do sistema de controlo interno que visa assegurar a identificação, monitorização, controlo e mitigação deste risco, pensa ser possível controlar e monitorizar estes riscos potenciais.

A primeira responsabilidade pelo desenvolvimento e implementação dos controlos associados ao risco operacional está atribuída a cada responsável de Direcção. Esta responsabilidade é apoiada pela Direcção de Gestão de Risco, Compliance e Controlo, através do desenvolvimento de controlos e orientações por meio de normativos, procedimentos, regras no sistema informático e reportes com o objectivo de abarcar as seguintes áreas:

  • segregação de funções, incluindo as autorizações e competências para transacções e pagamentos
  • reconciliação e monitorização de transacções
  • compliance com legislação emanada pelo regulador, leis, regulamentos e outras exigências legais
  • documentação dos controlos e procedimentos
  • reporte de perdas operacionais e proposta de planos de acção para mitigar perdas registadas
  • desenvolvimento de planos de continuidade de negócio
  • formação de colaboradores
  • implementação do código de conduta
  • processos de "assessment"

Este processo é acompanhado por missões periódicas levadas a cabo pela Direcção de Auditoria Interna. Os resultados do seu trabalho são discutidos com os responsáveis de cada Direcção e submetidos ao Comité de Controlo Interno, onde estão presentes a Comissão Executiva, e os responsáveis pela Direcção de Auditoria Interna, e da Direcção de Gestão de Risco, Compliance e Controlo e representantes do Grupo de cada uma destas áreas.

O Comité de Gestão de Risco e Controlo, o Comité de Controlo Interno e o Comité de Compliance implementados no Grupo, contribuem para a mitigação deste risco funcionando como facilitadores no processo de identificação, avaliação, quantificação de risco e monitorização de recomendações.

Informa-se que existe também no Grupo um Comité de Segurança cuja organização é da responsabilidade da Direcção de Gestão de Risco.

O objectivo definido para este Comité é o de assegurar que a segurança informática, de pessoas e bens e a continuidade de negócio são garantidas por recursos adequados e estão formalmente definidas e regulamentadas.

Com o objectivo de mitigar o risco de outsourcing, foi implementado no Grupo o Comité de Prestação de Serviços Externos Essenciais que tem por objectivo assegurar o cumprimento de todos os requisitos e formalidades respeitantes à celebração de contratos com entidades essenciais ao seu negócio.

Risco de reputação

Este risco pode ser definido como risco de o Grupo incorrer em perdas resultantes da deterioração ou posição no mercado devido a uma percepção negativa da sua imagem entre os clientes, contrapartes, accionista ou autoridades de supervisão, assim como do público em geral. Este risco pode ser considerado como um risco que resulta da ocorrência de outros riscos mais que um risco autónomo.

O Grupo tem plena consciência da importância da sua imagem no mercado, bem como do nome que lhe está associado, e a gestão deste risco tem sido efectuada de uma forma regular, que pode ser exemplificada com as medidas implementadas nos últimos anos, tais como:

  • A implementação de um código de conduta, que regula um conjunto de comportamentos, entre os quais a comunicação com as entidades supervisoras, comunicação social, utilização de informação confidencia, entre outros aspectos,
  • Existência de processos para o lançamento e aprovação de produtos, e respectiva documentação contratual e comercial;
  • Constituição de uma função autónoma de gestão de reclamações;
  • Nomeação de um provedor de clientes;
  • Publicação de uma política de tratamento de clientes
  • Avaliação regular do risco de reputação através dos processos de "assessment"
  • Desenvolvimento dos planos de continuidade de negócio, em que a perda de reputação é um dos cenários de emergência previstos.

Risco estratégico

O risco estratégico pode ser definido como o risco do impacto actual e futuro nos proveitos ou capital que resulta de decisões de negócio inadequadas, implementação imprópria de decisões ou falta de capacidade de resposta às alterações ocorridas no mercado. Na gestão deste tipo de risco o Grupo define objectivos estratégicos de alto nível, aprovados e supervisionados ao nível dos seus órgãos da administração, existindo uma comunicação regular a todos os colaboradores do Grupo desses objectivos. As decisões estratégicas encontram-se devidamente suportadas, e são sempre avaliadas do ponto de vista de exigência de custos e capital necessários à sua prossecução.

Risco de seguro

O risco específico da actividade seguradora reflecte no momento da subscrição da apólice, não ser possível estimar com certeza o custo real efectivo dos sinistros futuros assim como o momento em que ocorrerão. Este risco pode ser decomposto em risco de longevidade, risco de mortalidade, risco de invalidez, risco de descontinuidade.

O Grupo gere o risco específico dos seguros através da combinação de políticas de subscrição (underwriting), de tarifação, de provisionamento e de resseguro.

A Direcção Técnica é responsável por avaliar e gerir o risco específico de seguros no contexto das políticas e directrizes definidas ao nível do Grupo, bem como envolver outros departamentos no que respeita às políticas de subscrição, pricing, provisionamento e resseguro dos produtos (Gestão de riscos, investimentos Marketing).

O Grupo apresenta os seguintes rácios combinados (sinistralidade e despesas):

2010 2009
Custos por natureza imputados /Produção 2% 1%
Custos com sinistros e passivos financeiros (sem custos imputados)
/ Produção
96% 112%
Rácio Combinado 99% 113%

O rácio combinado é representado pela soma do rácio de sinistralidade e o rácio de despesas.

Para este efeito, o rácio de sinistralidade resulta do quociente entre o montante dos custos com sinistros juntamente com os passivos financeiros e o total da produção (inclui prémios de seguro directo e entregas para contratos de investimento)

O rácio de despesas resulta do quociente entre os custos por natureza imputados ás funções e o total da produção.

Gestão do risco específico de Seguros

Subscrição

Existem normas escritas que estabelecem as regras a verificar na aceitação de riscos sendo que estas têm por base a análise efectuada a vários indicadores estatísticos da carteira de forma a permitir adequar o melhor possível o preço ao risco. A informação disponibilizada pelos Resseguradores da Companhia é igualmente tida em conta e as politicas de subscrição são definidas por segmento de negócio.

Tarifação

O Grupo tem como objectivo definir prémios suficientes e adequados que permitam fazer face a todos os compromissos assumidos sinistros a pagar, despesas e custo do capital.

Os produtos antes do seu lançamento são analisados e discutidos no Comité de Produtos onde se encontram representadas todas as direcções da empresa. Este comité tem por função analisar as vertentes técnicas e operacionais do produto a lançar formulando recomendações para o Presidente da Comissão Executiva e posterior aprovação, ou não, em sede de Comissão Executiva.

À priori, a adequabilidade da tarifa é testada através de técnicas de projecção realística de cash-flows e à posteriori, a rentabilidade de cada produto ou de um grupo de produtos, é monitorizada anualmente aquando do cálculo do Market Consistent Embedded Value.

Existem orientações e métricas definidas no Grupo que estabelecem as condições mínimas exigidas de rentabilidade para qualquer produto novo, assim como as análises de sensibilidade a efectuar. O cálculo do Market Consistent Embedded Value é realizado uma vez por ano pelo Grupo e revistos por consultores externos.

Provisionamento

Em termos gerais, a política de provisionamento do Grupo é de natureza prudencial e utiliza métodos atuarialmente reconhecidos cumprindo o normativo em vigor. O objectivo principal da política de provisionamento é constituir provisões adequadas e suficientes de forma a que o Grupo cumpra todas as suas responsabilidades futuras. Para cada linha de negócio, o Grupo constitui provisões no âmbito dos seus passivos para sinistros futuros nas apólices e segrega activos para representar estas provisões. A constituição de provisões obriga à elaboração de estimativas e ao recurso a pressupostos que podem afectar os valores reportados para os activos e passivos em exercícios futuros.

Tais estimativas e pressupostos são avaliados regularmente, nomeadamente através de análises estatísticas de dados históricos internos e/ou externos.

A adequação da estimativa das responsabilidades da actividade seguradora é revista anualmente. Se as provisões técnicas não forem suficientes para cobrir o valor actual dos cash-flows futuros esperados (sinistros, custos e comissões), esta insuficiência é imediatamente reconhecida através da criação de provisões adicionais.

Resseguro

O Grupo celebra tratados de resseguro para limitar a sua exposição ao risco. O resseguro pode ser feito apólice a apólice (resseguro facultativo), nomeadamente quando o nível de cobertura exigido pelo segurado excede os limites internos de subscrição, ou com base na carteira (resseguro por tratado), em que as exposições individuais dos segurados estão dentro dos limites internos, mas em que existe um risco inaceitável de acumulação de sinistros.

O principal objectivo do resseguro é mitigar grandes sinistros individuais em que os limites das indemnizações são elevados, bem como o impacto de múltiplos sinistros desencadeados por uma única ocorrência.

A exposição máxima ao risco por ocorrência após resseguro e franquias por linha de negócio é resumida como segue:

Milhares de euros
Tipo de resseguro
Crédito Habitação Excedente de pleno 75.000
Outros Excedente de pleno 75.000

Para além dos tratados anteriores, o Grupo possuiu também um tratado catástrofe para proteger a sua retenção de risco.

Risco especifico de seguro

Riscos biométricos

Os riscos biométricos incluem o risco de longevidade, de mortalidade e de invalidez.

O risco de longevidade cobre a incerteza das perdas efectivas resultantes das pessoas seguras viverem mais anos que o esperado e pode ser mais relevante, por exemplo, nas rendas vitalícias.

O risco de longevidade é gerido através do preço, da política de subscrição e duma revisão regular das tabelas de mortalidade usadas para definir os preços e constituir as provisões em conformidade.

O risco de mortalidade está ligado a um aumento da taxa de mortalidade a qual poderá ter um impacto em seguros que garantem capitais em caso de morte. Este risco é mitigado através das políticas de subscrição, revisão regular das tábuas de mortalidade usadas e do resseguro.

O risco de invalidez cobre a incerteza das perdas efectivas devidas às taxas de invalidez serem superiores às esperadas.

A sensibilidade da carteira aos riscos biométricos é analisada através de projecção realística de cashflows – modelo de Market Consistent Embedded Value.

Risco de descontinuidade

O risco de descontinuidade está relacionado com o risco de cessação do pagamento de prémios e à anulação das apólices. A taxa de resgate e de anulações é monitorizada regularmente de forma a acompanhar o impacto das mesmas na carteira do Grupo. A sensibilidade da carteira a este risco é analisada através de projecção realística de cash-flows – modelo de Market Consistent Embedded Value.

Os principais pressupostos utilizados por tipo de contrato são como segue:

Tábua de mortalidade Taxa Técnica
Planos de poupança reforma e produtos de capitalização
Até Dezembro de 1997 GKM 80 4%
De Janeiro de 1998 a Junho de 1999 GKM 80 3,25%
De 1 de Julho de 1999 a Fevereiro de 2003 GKM 80 2,25% e 3%
De 1 de Março de 2003 a Dezembro de 2003 GKM 80 2,75%
Após 1 de Janeiro de 2004 GKM 80 Fixadas por ano civil (*)
Seguros em caso de vida
Rendas
Até Junho de 2002 TV 73/77 4%
De 1 de Julho de 2002 a Dezembro 2003 TV 73/77 3%
De 1 de Janeiro de 2004 a Setembro de 2006 GKF 95 3%
Após Setembro de 2006 GKM - 3 anos 2%
Outros seguros
Seguros em caso de morte
Até Dezembro de 2004 GKM 80 4%
Após 1 de Janeiro de 2005 GKM 80 0% a 2%
Seguros mistos
Até Setembro de 1998 GKM 80 4%
Após 1 de Outubro de 1998 GKM 80 3%

(*) No ano de 2010 a taxa técnica foi de 2,25%

Para efeitos de análise da adequação das responsabilidades os pressupostos relativos à mortalidade baseiam-se nas melhores estimativas decorrentes de análises de experiência à carteira existente. Os cash-flows futuros são avaliados através do modelo interno de embedded value e foram descontados à taxa de juro sem risco. O modelo usada no Grupo segue as metodologias emanadas pelo CFO Forum para o efeito.

Os pressupostos de mortalidade utilizados são como segue:

Tábua de mortalidade
Rendas GRM 95
Poupança e outros contratos 30% GKM 80

No quadro seguinte apresentam-se as análises de sensibilidade no Market Consistant Embedded Value do Grupo, que inclui os Capitais Próprios e os proveitos futuros associados aos contractos existentes:

2010 2009
Crescimento de 10% nas despesas (5. 016.626) (5. 269.997)
Crescimento de 10% nos resgates (15. 665.269) (12. 766.574)
Decréscimo de 10% nos resg ates 17.399. 649 14.179. 539
Crescimento de 5% na taxa de mortalidade (vida excepto rendas) (2. 429.457) (2. 565.862)
Decréscimo de 5% na taxa de mortalidade (vida excepto rendas) 2.747.017 2.756.422

Justo valor de activos e passivos financeiros registados ao custo amortizado

O justo valor dos activos e passivos financeiros que estão registados ao custo amortizado, para o Grupo, é analisado como segue:

2010 2009
Valor de balanço Justo valor Valor de balanço Justo valor
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem
Empréstimos Concedidos e Contas a Receber
Terrenos e edíficios de serviço próprio
Outros devedores por operações de seg uro e outras operações
247.983.736
191.185.725
8.207.655
25.405.095
247.983.736
191.185.725
8.743.326
25.405.095
213.820.454
142.707.514
8.339.496
16.442.384
213.820.454
142.707.514
8.743.326
16.442.384
Activos financeiros ao justo valor 472.782.211 473.317.882 381.309.848 381.713.678
Outros credores por operações de seg uro e outras operações
Passivos por contratos de investimento
Passivos subordinados
Outros passivos financeiros
46.465.106
4.542.235.451
100.132.606
119.250.564
46.465.106
4.458.549.729
87.592.221
119.250.564
53.281.652
4.825.444.113
100.119.562
655.878.392
53.281.652
4.763.970.779
91.495.438
655.878.392
Passivos financeiros ao justo valor 4.808.083.727 4.711.857.620 5.634.723.719 5.564.626.261

As principais metodologias e pressupostos utilizados na estimativa do justo valor dos activos e passivos financeiros acima referidos são analisados como segue:

Caixa, Disponibilidades em instituições de crédito

Considerando os prazos curtos associados a estes instrumentos financeiros, considera-se que o seu valor de balanço é uma estimativa razoável do respectivo justo valor.

Passivos subordinados

O justo valor é baseado em cotações de mercado quando disponíveis, caso não existam é estimado com base na actualização dos fluxos de caixa esperados de capital e juros no futuro para estes instrumentos.

Contratos de Investimento

O justo valor é estimado contrato a contrato utilizando a melhor estimativa dos pressupostos para a projecção dos fluxos de caixa esperados futuros e a taxa de juro sem risco à data do cálculo. Na estimativa do justo valor foi considerada a taxa garantida.

Devedores e credores por operações seguro directo, de resseguro e outros

Tendo em conta que se tratam normalmente de activos e passivos de curto prazo, considera-se como uma estimativa razoável para o seu justo valor o saldo de balanço das várias rubricas, à data do balanço.

NOTA 43 – SOLVÊNCIA

O Grupo está sujeito aos requisitos de solvência definidos pela Norma 6/2007-R alterada pela Norma Regulamentar 12/2008-R emitida pelo Instituto de Seguros de Portugal. Os requisitos de solvência são determinados de acordo com as demonstrações financeiras estatutárias do Grupo, as quais são preparadas de acordo com as normas do Instituto de Seguros de Portugal.

Os objectivos do Grupo são claros no que se refere aos requisitos de capital, em que estabeleceu a manutenção de rácios de solvabilidade fortes e saudáveis, como indicadores de uma situação financeira estável.

O Grupo gere os requisitos de capital numa base regular, encontrando-se atento às alterações das condicionantes económicas, bem como às características de risco da Companhia.

O Grupo no exercício em análise apresentou uma margem de solvência em consonância com as regras estabelecidas, não tendo sido efectuada quaisquer alterações ao Capital Social. Em 2010 o Grupo deixou de utilizar os lucros futuros, previstos no DL 94-b/98 de 17 de Abril.

Apresenta-se um breve resumo da margem de solvência exigida:

2010 2009
Capital 250.000.000 250.000.000
Reservas (117.638.565) (23.822.515)
Resultados transitados (11.931.723) -
Resultados do exercício 20.690.365 (11.931.724)
Empréstimos subordinados com prazo fixo 45.000.000 45.000.000
Empréstimos subordinados sem prazo fixo 50.932.673 49.203.270
Partes dos lucros futuros da empresa relativos à actividade VIDA - 18.840.654
Valor de balanço 237.052.749 327.289.684
Outros ajustamentos incluindo o justo valor de títulos de dívida (861.772) (972.079)
Margem de solvência disponível 236.190.978 326.317.606
Margem de solvência necessária 191.865.345 188.406.539
Rácio de solvência 123,1% 173,2%

NOTA 44 – NORMAS CONTABILÍSTICAS E INTERPRETAÇÕES RECENTEMENTE EMITIDAS

Em resultado do endosso por parte da União Europeia (UE), ocorreram as seguintes emissões, revisões, alterações e melhorias nas normas e interpretações com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2010.

  • a) Revisões, alterações e melhorias nas normas e interpretações endossadas pela EU sem efeitos nas políticas contabilísticas e divulgações adoptadas pelo Grupo
  • IAS 7 (Melhoria) Demonstração dos Fluxos de Caixa

Clarifica que apenas os dispêndios que resultam no reconhecimento de activos podem ser classificados como fluxos de caixa de actividades de investimento. Neste sentido, em resultado da emenda à IAS 27, passam a ser considerados como fluxos operacionais alguns fluxos que até agora eram considerados de investimento (ex: fluxos relativos a custo de aquisição e variações subsequentes em pagamentos contingentes).

IFRS 5 (Melhoria) - Activos Não Correntes Detidos para Venda e Operações em Descontinuação A melhoria clarifica que:

  • quando uma subsidiária é detida para venda, todos os seus activos e passivos devem ser classificados como detidos para venda no âmbito da IFRS 5, mesmo quando a entidade irá reter um interesse que não controla na subsidiária após a venda;
  • as divulgações requeridas relativamente a activos não correntes, grupos disponíveis para venda ou operações descontinuadas são apenas as constantes da IFRS 5.

IFRS 3 (Revista) – Concentrações de actividades empresariais

Esta revisão vem trazer alterações significativas ao nível da mensuração e reconhecimento das concentrações de actividades empresariais efectuadas em exercícios que se iniciem em ou após 1 de Julho de 2009.

IFRS 2 (Emenda e Melhoria) – Pagamentos com base em Acções

A emenda efectuada na IFRS 2 vem clarificar a contabilização de situações nas quais uma entidade recebe a prestação de serviços ou produtos dos seus empregados ou fornecedores, mas cuja contrapartida financeira é paga pela sua empresa-mãe ou outra empresa do Grupo. A melhoria clarifica que a contribuição de um negócio para a formação de uma Joint Venture e combinações sob controlo comum não fazem parte do âmbito da IFRS 2.

IAS 1 (Melhoria) – Apresentação das Demonstrações Financeiras

Balanço: A melhoria clarifica que os termos de liquidação de uma responsabilidade dos quais possa resultar, em qualquer momento, a liquidação através da emissão de instrumentos de capital por opção da contraparte não afecta a classificação dos instrumentos convertíveis em corrente e não corrente na Demonstração da Posição Financeira.

Demonstração das alterações nos capitais próprios: Em resultado da emenda à IAS 27, torna-se necessário incluir duas linhas adicionais na Demonstração das alterações nos capitais próprios: (i) aquisição de subsidiárias e (ii) aquisição de interesses que não controlam, para reflectir transacções com proprietários resultantes de alterações na detenção de subsidiárias que não resultem em perda de controlo.

IAS 27 (Emenda) – Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas

A alteração a esta norma é relativa às Demonstrações Financeiras separadas da Empresa detentora, suprimindo da IAS 27 a definição de método do custo e a distinção de resultados pré e pós aquisição. Assim, os dividendos de uma subsidiária, entidade conjuntamente controlada ou associada, podem ser integralmente reconhecidos, tendo em atenção qualquer indicação de imparidade. Adicionalmente, a IAS 27 foi emendada para efectivamente permitir que o custo de um investimento numa subsidiária, em situações limitadas de reorganizações, seja baseado no valor contabilístico previamente reconhecido em vez do justo valor.

IAS 38 (Melhoria) – Activos Intangíveis

A melhoria:

  • estabelece que se um intangível adquirido numa combinação de negócios for identificável apenas com outro activo intangível, os dois podem ser reconhecidos como um único intangível desde que tenham vidas úteis similares;
  • clarifica que as técnicas de valorização para mensurar o justo valor de activos intangíveis adquiridos numa combinação de negócios são meros exemplos e não restringem os métodos que podem ser usados.

IAS 39 (Emenda e Melhoria) – Instrumentos Financeiros: reconhecimento e mensuração – items cobertos elegíveis.

Esta emenda:

  • clarifica que é permitida a designação de uma parte das alterações do justo valor ou variabilidade dos fluxos de caixa de um instrumento financeiro como um item coberto;
  • refere que a inflação não é um risco identificável separadamente e não pode ser designado como um risco coberto a não ser que represente fluxos de caixa especificados contratualmente.

A melhoria introduz as seguintes alterações:

  • A isenção de aplicação da norma em contratos que envolvam combinações de negócios só se aplica a contratos forward entre uma adquirente e um accionista vendedor com vista a comprar ou vender uma adquirida numa data futura e não a contratos derivados em que é necessário que acções futuras venham ainda a ocorrer.
  • Se numa cobertura de fluxos de caixa, a cobertura de uma transacção prevista resultar no reconhecimento subsequente de um activo ou passivo financeiro, os ganhos ou perdas que estejam reconhecidos no rendimento integral devem ser reclassificados para ganhos e perdas no mesmo período ou períodos em que os fluxos de caixa cobertos previstos afectem os lucros ou prejuízos.
  • Considera-se que uma opção de pré-pagamento está intimamente relacionada com o contrato de acolhimento quando o preço de exercício reembolsa o mutuante numa quantia até ao valor

presente aproximado dos juros perdidos durante o prazo remanescente do contrato de acolhimento.

IFRIC 18 - Transferências de activos provenientes de clientes

Esta interpretação tem por objectivo clarificar a forma de reconhecer imobilizado tangível ou caixa recebidos de clientes com o objectivo de serem usados para adquirir ou construir activos específicos, não sendo, por isso aplicável.

IFRIC 17 – Distribuições aos proprietários de activos que não são caixa Esta interpretação esclarece sobre a forma de contabilização da distribuição de bens em espécie aos proprietários, definindo que todos devem ter os mesmos direitos.

IFRIC 15 – Acordos para a construção de imóveis

Esta interpretação esclarece quando e como deve ser reconhecido o rédito associado à construção de imóveis.

IFRIC 12 – Acordos de concessão de serviços

Esta interpretação aplica-se a operadores de concessões e clarifica como reconhecer as responsabilidades assumidas e os direitos recebidos em acordos de concessão.

Outras melhorias às IFRS

O processo anual de melhoria das IFRS procura lidar com a resolução de situações que necessitam de ser melhoradas de forma a aumentar o seu entendimento geral, mas que não são classificadas como de resolução prioritária. Algumas melhorias são relativas a terminologia ou alterações de natureza editorial para haver consistência entre normas sendo o seu impacto mínimo.

Outras melhorias são susceptíveis de produzir alterações no reconhecimento e mensuração. As principais melhorias que entraram em vigor em 2010, para além nas já resumidas atrás, resumem-se da seguinte forma:

Melhorias do Ano 2009 aplicáveis em 2010

  • •IFRS 8 Segmentos Operacionais: As melhorias clarificam que os activos e passivos por segmentos só precisam de ser relatados quando são incluídos nas medidas usada pelo responsável das decisões operacionais.
  • IAS 17 Locações: São removidas as disposições específicas relativas a terrenos e edifícios mantendo-se apenas as disposições gerais.
  • IAS 18 Rédito: São adicionadas orientações para determinar se uma entidade está a actuar como vendedor ou como agente. [Nota: Dado que esta é uma melhoria a um appendix da IAS, não é alvo de endosso por parte da EU].
  • IAS 36 Imparidade de Activos: As melhorias clarificam que ao testar a imparidade do Goodwill adquirido numa combinação de negócios a maior unidade permitida para alocação do Goodwill é o segmento operacional definido na IFRS 8 o qual, dependendo das circunstâncias, pode ser de um nível mais baixo do que o segmento reportável.
  • IFRIC 9 Reavaliação de derivados embutidos: As melhorias clarificam que a IFRIC 9 não se aplica a possíveis reavaliações, à data de aquisição, de derivados embutidos em contratos adquiridos em combinações entre entidades ou negócios sob controlo comum ou na formação de Joint Ventures.
  • •IFRIC 16 Coberturas de um Investimento Líquido numa Operação Estrangeira: As melhorias clarificam que Instrumentos de cobertura que se qualifiquem podem ser detidos por uma entidade do grupo desde que os requisitos de designação, documentação e efectividade da IAS 39 sejam satisfeitos.

37.4 Novas normas e interpretações já emitidas mas que ainda não são obrigatórias

As normas e interpretações recentemente emitidas pelo IASB cuja aplicação é obrigatória apenas em períodos com início após 1 de Janeiro de 2010 e que o Grupo não adoptou antecipadamente são as seguidamente apresentadas. Da aplicação destas normas e interpretações não são esperados impactos relevantes para as demonstrações financeiras do Grupo.

a) Já endossadas pela UE

IFRS 1 (Emenda) - Isenções à divulgação de comparativos exigidos pela IFRS 7 na adopção pela primeira vez das IFRS.

Esta emenda entra em vigor o mais tardar a partir do início do primeiro exercício com início em 30 de Junho de 2010. Estabelece que um adoptante pela primeira vez não necessita de apresentar comparativos relativamente às divulgações exigidas pela IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Divulgações.

IFRS 7 (Emenda) - Instrumentos Financeiros: Divulgações

Esta emenda entra em vigor o mais tardar a partir do início do primeiro exercício com início em 30 de Junho de 2010. Estabelece que as melhorias a esta norma não necessitam de afectar demonstrações financeiras nem comparativos de demonstrações financeiras anteriores a 31 de Dezembro de 2009.

IAS 24 (Revista) – Transacções com partes relacionadas

Esta norma revista entra em vigor o mais tardar a partir do início do primeiro exercício com início em 31 de Dezembro de 2010. As principais alterações são as seguintes:

  • Alteração da definição de partes relacionadas levando a que algumas entidades deixem de ser consideradas relacionadas e outras passem a ser consideradas relacionadas;
  • Isenção parcial de divulgações relativas a transacções com entidades governamentais bem como com o próprio Governo;
  • •Obrigatoriedade explícita de divulgar os compromissos com partes relacionadas incluindo os contratos executórios.

IAS 32 (Emenda) - Clarificação de direitos de emissão

Esta emenda entra em vigor o mais tardar a partir do início do primeiro exercício com início em 31 de Janeiro de 2010. A emenda altera a definição de passivos financeiros para passar a classificar os direitos de emissão (e certas opções e warrants) como instrumentos de capital próprio se:

  • Os direitos forem atribuídos de forma proporcional a todos os proprietários da mesma classe de instrumentos de capital não derivados da entidade;
  • Forem usados para adquirir um número fixo de instrumentos de capital próprio da própria entidade em contrapartida de uma quantia fixa de qualquer moeda.

IFRIC 14 (Emenda) - Adiantamentos relativos a requisitos de financiamento mínimo

Esta emenda entra em vigor o mais tardar a partir do início do primeiro exercício com início em 31 de Dezembro de 2010. Com a emenda, uma entidade deve reconhecer como activo os pagamentos feitos antecipadamente e em cada ano a análise do surplus do plano deve ser feita como se não tivesse havido pagamentos antecipados.

IFRIC 19 – Extinção de passivos financeiros com instrumentos de Capital Próprio

Esta IFRIC entra em vigor o mais tardar a partir do início do primeiro exercício com início em 30 de Junho de 2010. Clarifica que instrumentos de capital emitidos para um credor com o objectivo de extinguir passivos financeiros são considerados pagamentos para efeitos do parágrafo 41 da IAS 39.

b) Ainda não endossadas pela EU

IFRS 9 – Instrumentos financeiros - introduz novos requisitos de classificação e mensuração de activos financeiros.

Outras emendas às IFRS – melhoramentos do Ano 2010. O IASB aprovou 11 emendas a seis normas."

NOTA 45 – EVENTOS SUBSEQUENTES

Tendo em conta o disposto na IAS 10, até à data de autorização para emissão destas demonstrações financeiras, não foram identificados eventos subsquentes que impliquem ajustamentos ou divulgações adicionais.

3. Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria \ Relatório e Parecer do Conselho Fiscal

Ernst & Young Audit & Associados - SROC, S.A. Avenida da República, 90-6º 1600-206 Lisboa Portugal Tel: +351 217 912 000 Fax: +351 217 957 586

Certificação Legal e Relatório de Auditoria das Contas Consolidadas

Introdução

  1. Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre a informação financeira contida no Relatório de Gestão e nas demonstrações financeiras consolidadas anexas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2010, da BES – Vida, Companhia de Seguros, S.A., as quais compreendem: o Balanço Consolidado em 31 de Dezembro de 2010 (que evidencia um total de 8.070.854.609 euros e um total de capital próprio de 152.998.205 euros, incluindo um resultado líquido de 21.057.419 euros), a Conta de Ganhos e Perdas Consolidada, a Demonstração do Rendimento Integral Consolidada, a Demonstração das Alterações no Capital Próprio Consolidada e a Demonstração dos Fluxos de Caixa Consolidada do exercício findo naquela data, e as correspondentes Notas explicativas.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração:
  • a) a preparação de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das entidades incluídas na consolidação, o resultado e o rendimento integral consolidados das suas operações, as alterações no seu capital próprio consolidado e os seus fluxos de caixa consolidados;
  • b) a informação financeira histórica, preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites para o sector segurador em Portugal e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários;
  • c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados;
  • d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado;
  • e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a actividade do conjunto das entidades incluídas na consolidação, a sua posição financeira ou resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.

Âmbito

    1. O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras consolidadas estão isentas de distorções materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu:
  • a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias constantes da informação utilizada para consolidar as entidades de finalidade especial e a avaliação das estimativas utilizadas na sua preparação;
  • a verificação das operações de consolidação;
  • a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias;
  • a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade;
  • a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras consolidadas; e
  • a apreciação se a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
    1. O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação constante do Relatório de Gestão com os restantes documentos de prestação de contas, bem como as verificações previstas nos números 4 e 5 do artigo 451.º dos Código das Sociedades Comerciais.
    1. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.

Opinião

  1. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras consolidadas apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira consolidada da BES – Vida, Companhia de Seguros, S.A. em 31 de Dezembro de 2010, o resultado e o rendimento integral consolidado das suas operações, as alterações no seu capital próprio consolidado e os seus fluxos de caixa consolidados no exercício findo naquela data, em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas na União Europeia, e a informação nelas constante é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Relato sobre outros requisitos legais

  1. É também nossa opinião que a informação financeira constante do Relatório de Gestão é concordante com as demonstrações financeiras consolidadas do exercício e que o capítulo 1.1 do Relatório de Gestão, sobre a estrutura e práticas do governo societário, inclui os elementos exigíveis nos termos do nº 4 do artigo 245.º-A do Código dos Valores Mobiliários.

Lisboa, 17 de Março de 2011

Ernst & Young Audit & Associados – SROC, S.A. Sociedade de Revisores Oficiais de Contas (nº 178) Representada por:

Ana Rosa Ribeiro Salcedas Montes Pinto (ROC nº 1230)

4. Anexos

Ano:
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS
2010 Quantidade Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO DESIGNAÇÃO valor nominal nominal de aquisição de aquisição unitário Total
1 - TÍTULOS DE EMPRESAS DO GRUPO E ASSOCIADAS
1.1 - Nacionais
1.1.1 - Partes de capital em empresas do grupo
sub-total 0 0 0 0 0 0 0
1.1.2 - Obrigações de empresas do grupo
FR0010814434
FR0010161026
CREDIT AGRICOLE 7.875% /2009 - 26/10/2049 (Call=26/10/2019)
CREDIT AGRICOLE CMS /2005 - 04/02/2049 (Call=04/02/2015)
1.150.000
1.250.000
1,01
0,64
1.166.376
1.079.174
1.161.350
795.302
XS0550466469 CRED AGRICOLE (ACAFP) 3.9% - 2010 / 19-04-2021 5.000.000 0,89 5.022.150 4.472.200
XS0526903827
US22532MAC64
CREDIT AGRICOLE 3% /2010 - 20/07/2015
CREDIT AGRICOLE 3.5% /2010 - 13/04/2015
4.000.000
4.471.000
1,01
0,75
4.048.958
3.552.913
4.042.798
3.355.460
FR0010248641 CREDIT AGRICOLE 4.13% /2005 - 09/11/2049 (Call=09/11/2015) 50.000 0,84 34.294 41.919
FR0010717785 CREDIT AGRICOLE 4.5% /2009 - 29/01/2016 10.000.000 1,11 10.383.647 11.127.247
XS0356838523
FR0000187320
CREDIT AGRICOLE 4.875% /2008 - 08/04/2011
CREDIT AGRICOLE 5.1% /2001 - 30/01/2012
6.500.000
1.200.000
1,04
1,03
6.829.416
1.209.896
6.788.931
1.236.772
XS0432092137
XS0343877451
CREDIT AGRICOLE 5.875% /2009 - 11/06/2019
CREDIT AGRICOLE 5.971% /2008 - 01/02/2018
90.000.000
9.700.000
1,09
1,12
94.010.219
10.673.506
98.037.419
10.851.246
XS0372104710 CREDIT AGRICOLE 6.0% /2008 - 24/06/2013 3.000.000 1,12 3.337.549 3.357.759
FR0010603159
FR0010781047
CREDIT AGRICOLE 8.2% TIER I /2008 - 31/03/2049 (Call=31/03/2018)
CREDIT AGRICOLE COV BOND 3.5% /2009 - 21/07/2014
5.000.000
5.000.000
1,08
1,05
4.731.404
5.072.051
5.400.554
5.248.901
USF22797FK97 CREDIT AGRICOLE 8.375% Var 2009 - 13/10/2019 750.000 0,79 519.627 594.776
FR0010772244 CREDIT AGRICOLE 9.75% /2009 - 26/12/2049 (Call=26/12/2014)
750.000 0,79 524.948 593.852
sub-total 0 147.821.000 15,37 0,00 152.196.126 0,00 157.106.486
1.1.3 - Outros títulos de empresas do grupo
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.1.4 - Partes de capital em empresas associadas
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.1.5 - Obrigações de empresas associadas
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.1.6 - Outros títulos de empresas associadas
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.2 - Estrangeiras sub-sub-total 0 147.821.000 15,37 0,00 152.196.126 0,00 157.106.486
1.2.1 - Partes de capital em empresas do grupo
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.2.2 - Obrigações de empresas do grupo
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.2.3 - Outros títulos de empresas do grupo
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.2.4 - Partes de capital em empresas associadas
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.2.5 - Obrigações de empresas associadas
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.2.6 - Outros títulos de empresas associadas
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
sub-sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
2 - OUTROS TÍTULOS total 0 147.821.000 15,37 0,00 152.196.126 0,00 157.106.486
2.1 - Nacionais
2.1.1 - Títulos de rendimento fixo
2.1.1.1 - De dívida pública
PTOTE4OE0040 PGB 3.2% /2005 - 15/04/2011 30.000.000 1,02 29.518.836 30.469.336
PTOTE3OE0017
PTOTEOOE0017
PGB 3.35% /2005 - 15/10/2015
PGB 3.6% /2009 - 15/10/2014
27.000.000
25.000.000
0,90
0,94
27.080.192
24.679.763
24.412.512
23.582.363
PTOTE5OE0007 PGB 4.1% /2006 - 15/04/2037 12.100.000 0,74 11.780.423 8.928.051
PTOTELOE0010
PTOTE1OE0019
PGB 4.35 % /2007 - 16/10/2017
PGB 4.375% /2003 - 16/06/2014
10.000.000
7.000.000
0,90
0,99
10.487.192
7.419.180
8.991.192
6.949.480
PTOTEMOE0027 PGB 4.75% /2009 - 14/06/2019 22.000.000 0,90 23.148.857 19.883.103
PTOTECOE0029
PTOTEKOE0003
PGB 4.8% /2010 - 15/06/2020
PGB 5% /2002 - 15/06/2012
14.000.000
5.000.000
0,89
1,03
14.234.568
5.194.801
12.505.778
5.137.301
PTOTEGOE0009 PGB 5.45% /1998 - 23/09/2013 97.000.000 1,03 105.555.373 99.709.423
XS0448667146 PORTUGAL Float - 2009 / 28-08-2012
3.000.000 0,71 2.265.477 2.121.039
sub-total 0 252.100.000 0 0 261.364.662 0,00 242.689.578
2.1.1.2 - De outros emissores públicos
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
2.1.1.3 - De outros emissores
PTPBT1GE0012 BILHETES DO TESOURO c/z - 2010 / 21-10-2011 15.383.200 15.383.200
PTBAI8OM0069
PTBER4XE0008
B.C.P. PERP. /2009 - 23/12/2049
B.E.S. EURO RENDA 4% - Mar/2005 - 16/04/2013
7.500.000
6.684.150
0,81
1,10
6.160.208
6.691.252
6.085.208
7.377.870
PTBER6XE0006 B.E.S. EURO RENDA 4% ABRIL 2005 - 2ª SÉRIE 2.329.250 1,10 2.330.378 2.560.855
PTBB24OE0000
PTBB5JOE0000
BANCO BPI 3% /2009 - 17/07/2012
BANCO BPI 3.25% /2010 - 15/01/2015
4.500.000
11.000.000
0,96
0,89
4.461.867
10.936.644
4.324.032
9.780.808
PTBPM9OM0001 BANCO BPI Float /2007 - 16/04/2017 (Call=16/04/2012) 4.450.000 0,75 3.604.417 3.349.547
PTBB5VOM0004
PTBCLQOM0010
BANCO BPI SA Float EMTN 2010 - 25/01/2012
BANCO COM PORTUG 5.625% /2009 - 23/04/2014
1.950.000
5.250.000
0,93
0,88
1.862.744
5.606.249
1.820.039
4.607.324
PTBCPMOM0002 BANCO COMERCIAL PORTUGUES /2009 - 29/06/2049 19.091.000 0,81 15.917.029 15.467.422
PTBLMGOM0002
PTBERLOM0017
BANCO ESPIRITO SANTO 5.625% /2009 - 05/06/2014
BANCO ESPÍRITO SANTO Float /2007 - 08/05/2013
56.050.000
2.000.000
0,89
0,80
57.369.900
1.917.460
50.008.309
1.603.460
PTBLMPOE0001 BANCO ESPIRITO SANTO SA 3.45% 2009 - 09/11/2012 152.000 1,00 152.823 152.747
PTBLMKOE0006
PTBLMWOM0002
BANCO ESPIRITO SANTO SA 4.05% 2009 - 09/11/2012
BANCO ESPIRITO SANTO SA Float 2009 - 25/02/2013
783.000
29.000.000
1,01
0,84
787.909
25.428.575
787.518
24.306.756
PTESSVXE0006 BANCO ESSI 5.5 % - 2003 / 13-10-2033 151.000 0,92 150.226 138.431
PTCPP7OE0020
PTBAFPOE0003
BANCO SANTANDER TOTTA SA 3.25% /2009 - 21/10/2014
BANIF SGPS SA 3.25% /2009 - 08/05/2012
6.000.000
5.000.000
0,90
0,97
6.036.312
5.100.404
5.421.672
4.853.064
PTBCLSOE0018 BCP 3.75% 2009 - 17/06/2011 5.750.000 1,00 5.803.868 5.724.233
PTBCPUOM0010
PTBCLAOE0000
BCP Float - 2010 / 28-03-2013
BCP LEASING PERPETUA - 2001 / 28-12-2049 (Call: 28/12/2011)
1.250.000
4.900.000
0,81
0,67
1.227.549
4.901.129
1.016.907
3.276.877
PTBCT3OM0000 BCPN Float - 2007 / 09-05-2014 3.195.000 0,76 3.005.118 2.422.875
PTBCSKOM0019
PTBCP9OM0051
BCPPL 2.375% /2010 - 18/01/2012
BCPPL 3.625% /2009 - 19/01/2012
2.500.000
2.000.000
0,94
1,00
2.551.397
2.070.076
2.358.674
1.991.086
PTBCSSOE0011 BCPPL 3.75% /2009 - 08/10/2016 9.900.000 0,80 9.935.893 7.888.123
PTBCUB1E0005
PTBCU31E0002
BCPPL 4.75% /2007 - 22/06/2017
BCPPL 4.75% /2007 - 29/10/2014
4.000.000
5.000.000
0,85
0,92
4.130.145
5.233.493
3.393.345
4.620.793
PTBLMLOE0005 BES 4.05% Ser02 2009 - 09/11/2012 588.000 1,01 591.687 591.393
PTBER8XE0004
PTESSEYE0006
BES Commodities 2005 - 13/01/2014
BES DUAL REND FIXO + EUROSTOXX 2006 / 26-08-2014
1.209.300
2.987.000
1,01
0,96
1.209.298
3.022.165
1.225.044
2.875.503
PTBER7XE0005 BES EURO RENDA - 2005 / 14-10-2013 2.477.900 1,05 2.014.347 2.612.816
PTESSMOM0016
PTESSBXE0000
BES INV 8,5% 2010 - 20/10/2049 (CALL 20/10/2015)
BES INV Rendimento Step Up 2006 - 01/04/2014
5.683.000
3.250.000
0,90
0,96
5.773.530
3.347.013
5.123.382
3.126.338
PTBLMCOE0006 BES RENDIMENTO CRESCENTE - 2009 / 25-08-2012 921.000 1,01 926.708 928.429
PTBLMDOE0005
PTBEMCXE0012
BES RENDIMENTO FIXO 3.85% - 2009 / 27-03-2012
BES SUB. 1ªS /2008 - 20/02/2019 (Call=20/02/2014)
20.696.000
94.286.000
1,01
1,00
20.903.385
94.494.474
20.903.385
94.324.759
PTBERU1E0015 BESNN 4.375% /2008 - 25/01/2011 4.500.000 1,03 4.635.585 4.643.880
PTBERPOM0013
PTBLMVOE0011
BESNN Float/ 2007 - 26/06/2014
BESPL 3.375% /2009 - 17/02/2015
42.500.000
43.000.000
0,74
0,88
39.768.086
40.646.051
31.455.501
37.854.691
PTBLMXOM0019 BESPL 3.875% /2010 - 21/01/2015 42.550.000 0,85 43.674.222 36.152.205
PTBICYXE0006
PTBSMFOE0006
BIC EURO RENDA 4% 2005 - 16/04/2013
BPSM - TOPS PERPETUAS 1997/2049 (Call = 04/12/2010)
2.381.750
1
1,10
0,42
2.371.228
1
2.628.942
0
PTBRIHOM0001 BRISA 4.5% /2006 - 05/12/2016 1.050.000 0,93 920.436 980.275
PTCGGFOM0015
PTCGF11E0000
CAIXA GERAL DEPO 3.625% /2009 - 21/07/2014
CAIXA GERAL DEPO 3.875% /2006 - 06/12/2016
15.000.000
5.800.000
0,91
0,84
15.337.525
5.570.909
13.701.275
4.853.232
PTCG1LOM0007 CAIXA GERAL DEPO 5.125% /2009 - 19/02/2014 18.800.000 0,95 19.522.274 17.892.514
PTCFPAOM0002
PTCGG2OM0007
CAMFER 4.17% /2009 - 16/10/2019
CGD Sub.Lower Tier II /2007 - 28/12/2017 (Call=28/12/2012)
7.300.000
33.700.000
0,72
0,91
7.332.884
33.718.081
5.252.224
30.504.381
PTJMRHOE0007 JMTPL Float /2007 - 11/12/2012 (Call=30/09/2011) 1.700.000 1,00 1.700.925 1.707.564
PTMTLDOM0005
PTMOCJOE0005
METRO DE LISBOA 5.75% /2009 - 04/02/2019
MODELO E CONTINENTE Float /2007 - 30/04/2012
1.000.000
7.450.000
1,00
1,00
1.060.086
7.478.540
1.003.846
7.418.300
Ano:
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS
2010 Quantidade Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO DESIGNAÇÃO valor nominal nominal de aquisição de aquisição unitário Total
PTCMKROE0009
PTPETQOM0006
MONTEPIO GERAL 3.25% /2009 - 27/07/2012
PARPUB 3.5% /2009 - 08/07/2013
4.000.000
11.200.000
0,95
0,95
4.051.078
11.414.202
3.806.238
10.601.659
PTPETGCM0002 PARPUBLICA 3.25% Conv. E.D.P. /2007 - 18/12/2014 1.900.000 0,92 1.837.259 1.755.899
PTPTICOE0008
PTCPEDOM0000
PORTUCEL Float /2005 - 27/10/2012
REFER 4.25% - 2006 / 13-12-2021
3.219.000
9.350.000
1,00
0,77
3.214.572
8.356.919
3.228.813
7.225.081
PTRELAOM0000 REN REDES ENERGETICAS 6.375 % /2008 - 10/12/2013 7.150.000 1,07 7.555.241 7.648.840
PTCPP4OM0023
PTSEMCOE0006
SANTANDER 3.75% /2009 - 12/06/2012
SEMAPA Float /2006 - 20/04/2016
10.550.000
7.400.000
0,99
1,00
10.794.617
7.399.781
10.481.250
7.404.780
sub-total
sub-sub-total
0
0
613.984.351
866.084.351
0,00
0,00
0,00
0,00
619.399.371
880.764.033
0,00
0,00
570.633.617
813.323.195
2.1.2 - Títulos de rendimento variável
2.1.2.1 - Acções
PTBPG0AN0007
PTBRI0AM0000
BANCO PORTUGUÊS DE GESTÃO
Brisa-Nom (Priv)
137.978
348.000
6,00
6,97
827.868
2.424.052
2,48
5,22
342.047
1.816.212
PTEDP0AM0009 EDP - Nom. 845.000 3,09 2.612.968 2,49 2.104.895
ES0127797019
ZZZZZ0538108
EDP Renováveis SA
ESPÍRITO SANTO SAÚDE, SGPS, S.A.
1.487.500
4.425.000
6,03
3,81
8.974.670
16.859.998
4,34
3,81
6.451.288
16.859.998
PTGAL0AM0009 Galp Energia SGPS SA 140.854 11,63 1.637.609 14,34 2.019.846
PTPTC0AM0009
PTREL0AM0008
Portugal Telecom, SGPS
REN - Redes Energéticas Nacionais
3.424.920
265.000
8,87
2,81
30.377.483
745.885
8,38
2,58
28.700.830
683.700
PTSEM0AM0004 Semapa-SGPS,S.A. 418.326 3,06 1.281.249 8,28 3.463.739
PTZON0AM0006 ZON Multimédia, SGPS
356.076 4,06 1.447.394 3,39 1.207.098
sub-total 11.848.654 0 0,00 0,00 67.189.174 0,00 63.649.653
2.1.2.2 - Títulos de participação
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
2.1.2.3 - Unidades de participação em fundos de investimento
PTYESCLM0005
PTYESGLM0001
ES - ACÇÕES AMERICA
ES - ACÇÕES EUROPA
356.100
11.823
7,09
8,76
2.524.614
103.582
7,73
11,46
2.754.181
135.526
PTYEVCLM0000 ES - AFRICA FEI 752.888 4,74 3.568.212 5,02 3.779.574
PTYEVLIM0004
PTYES1LM0005
ES - BENFICA STARS FUND
ES - BRASIL
1.768.509
1.166.370
5,00
5,59
8.840.033
6.524.410
4,03
5,96
7.127.445
6.951.913
PTYESILM0009 ES - CAPITALIZAÇÃO 71.152 9,21 655.118 8,17 581.511
PTYETXLM0009
PTYEVKHM0006
ES - CAPITALIZAÇÃO DINÂMICA
ES - ESTRATEGIA ACÇÕES
909.849
831.913
5,04
5,35
4.587.020
4.447.160
4,29
5,44
3.906.071
4.523.858
PTYESOLM0001 ES - MERCADOS EMERGENTES 587.489 7,66 4.499.620 7,98 4.685.283
PTYEVBLM0001
PTYESPLM0000
ES - MOMENTUM
ES - MONETÁRIO
535.915
146.616
3,82
6,66
2.048.897
976.526
4,34
6,82
2.324.372
999.435
PTYESRLM0008 ES - OBRIGAÇÕES EUROPA 65.542 10,62 696.014 11,69 765.858
PTYEVFLM0007 ES - PLANO DINÂMICO 133.192.902 4,00 533.304.635 4,01 533.464.210
PTYEVIHM0000
PTYETBLM0005
ES - PREMIUM FEI
ES - RENDA MENSAL
61.672.726
8.172.000
5,09
4,36
313.764.213
35.598.049
5,09
4,20
313.661.318
34.295.432
PTYEVJHM0009 ES - RENDIMENTO DINÂMICO 26.116.333 7,02 183.218.657 7,12 186.047.531
PTYEVDLM0009
PTYEVMHM0004
ES - RENDIMENTO FEI
ES - RENDIMENTO FIXO
364.670
2.334.902
5,30
5,06
1.931.329
11.823.609
5,30
5,02
1.931.329
11.716.071
PTYEVNHM0003 ES - RENDIMENTO FIXO II 3.446.429 5,02 17.290.045 5,01 17.283.152
PTYEVHHM0001 ES - RENDIMENTO PLUS 4.485.399 5,54 24.854.695 5,56 24.928.953
PTESCGEN0005
PTESVDEM0006
ESPIRITO SANTO INFRAST. FUND - I
FCR ES VENTURES III
2.193
75.000.000
1.001,18
0,01
2.195.762
751.511
1.013,03
0,01
2.221.745
762.000
PTESVAEM0009 FIQ ES VENTURES II 99.678.182 0,01 698.169 0,01 974.853
PTFIMDHN0004 FUNGEPI FII 6.275.000 3,57 22.378.697 3,28 20.560.038
PTFIMEHN0003
PTYEIAHM0005
FUNGERE - Fd G. Pat. Imobiliário
GESPATRIMONIO RENDIMENTO
6.923.076
627.396
4,29
10,76
29.699.996
6.748.712
4,20
12,79
29.064.458
8.023.141
PTNOFCIM0006 NORFIN IMOBILIARIO (Logística e Distribuição) 1.000.000 5,26 5.264.300 6,37 6.370.300
sub-total 437.265.831 0 0,00 0,00 1.252.993.581 0,00 1.254.089.879
2.1.2.4 - Outros

sub-total
0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
sub-sub-total 449.114.485 0 0,00 0,00 1.320.182.755 0,00 1.317.739.531
total
449.114.485
866.084.351 0,00 0,00 2.200.946.788 0,00 2.131.062.726
2.2 - Estrangeiros
2.2.1 - Títulos de rendimento fixo
2.2.1.1 - De dívida pública
XS0224713254
DE0001137271
AUSTRIA REP. 2005 / 28-07-2025
BKO 1.25% /2009 - 16/09/2011
6.500.000
30.000.000
0,81
1,01
5.899.866
30.264.404
5.282.315
30.245.404
FR0114683842 BTNS 4.5% /2008 - 12/07/2013 10.000.000 1,10 10.957.055 11.013.555
IT0004604671
IT0004615917
BTPS 2.1% + Inflação - 2010 / 15-09-2021
BTPS 3% /2010 - 15/06/2015
19.900.000
5.000.000
0,94
0,97
19.730.782
5.084.075
18.762.276
4.854.575
IT0004009673 BTPS 3.75% /2006 - 01/08/2021 21.500.000 0,94 20.220.510 20.151.228
IT0004594930
IT0004536949
BTPS 4% /2010 - 01/09/2020
BTPS 4.25% /2009 - 01/03/2020
10.000.000
2.500.000
0,96
0,98
10.181.603
2.600.223
9.604.103
2.457.723
IT0004489610 BTPS 4.25% /2009 - 01/09/2019 15.000.000 0,99 15.153.667 14.853.586
IT0004273493 BTPS 4.5 % /2007 - 01/02/2018 9.050.000 1,03 8.794.154 9.294.710
IT0001174611
DE0001141497
BTPS 6.5% /1997 - 01/11/2027
BUNDESOBLIGATION 3.5% 2006 - 14/10/2011
39.000.000
100.000
1,15
1,03
50.260.715
102.988
44.841.612
102.988
DE0001030500 DBR 1.5% Inflação 2006 - 15/04/2016 49.882.000 1,17 50.183.925 58.290.936
DE0001135416
DE0001135424
DBR 2.25% - 2010 / 04-09-2020
DBR 2.50% - 2010 / 04-01-2021
5.000.000
10.000.000
0,96
0,96
4.968.193
9.941.973
4.775.243
9.644.973
DE0001135408 DBR 3% /2010 - 04/07/2020 10.000.000 1,03 10.746.370 10.264.370
DE0001135382
DE0001135374
DBR 3.5% /2009 - 04/07/2019
DBR 3.75% /2008 - 04/01/2019
2.000.000
23.150.000
1,07
1,11
2.032.041
25.164.099
2.138.421
25.702.034
DE0001135358 DBR 4.25% /2008 - 04/07/2018 200.000 1,13 225.448 225.748
DE0001135366 DBR 4.75 % /2008 - 04/07/2040 400.000 1,26 516.230 505.770
DE0001135085
DE0001135176
DBR 4.75% /1998 - 04/07/2028
DBR 5.5 % /2000 - 04/01/2031
200.000
19.100.000
1,19
1,33
245.595
26.529.254
238.015
25.434.463
XS0546424077 DENMARK KINGDOM 1.75% /2010 - 05/10/2015 3.250.000 0,98 3.260.014 3.199.954
FI4000010848
FR0010235176
FINNISH GOVT 3.375% /2010 - 15/04/2020
FRTR 1% + Inflação - 2005/ 25-07-2017
7.500.000
37.682.000
1,04
1,11
7.694.438
35.594.551
7.831.988
41.761.563
FR0010216481 FRTR 3% /2004 - 25/10/2015 50.000.000 1,04 50.108.692 52.125.342
FR0010171975
FR0010517417
FRTR 4% /2004 - 25/04/2055
FRTR 4.25% /2007 - 25/10/2017
400.000
18.500.000
1,04
1,10
445.739
19.819.612
417.539
20.363.900
FR0010670737 FRTR 4.25% /2007 - 25/10/2018 19.500.000 1,10 20.787.822 21.375.927
FR0000187361
FR0000187635
FRTR 5% /2000 - 25/10/2016
FRTR 5.75% /2000 - 25/10/2032
30.000.000
10.000.000
1,14
1,30
33.526.542
12.350.091
34.344.842
12.955.048
GR0124026601 GGB 3.7% /2005 - 20/07/2015 7.500.000 0,68 7.383.110 5.069.060
GR0114021463 GGB 4.0% /2008 - 20/08/2013 24.000.000 0,80 24.005.228 19.209.008
GR0110021236
GR0124024580
GGB 4.3% /2009 - 20/03/2012
GGB 4.5% /2004 - 20/05/2014
9.200.000
48.500.000
0,94
0,77
9.638.426
50.854.411
8.657.597
37.128.677
GR0124030645 GGB 4.6% /2008 - 20/07/2018 22.100.000 0,62 21.967.173 13.593.014
GR0133004177
GR0114022479
GGB 5.3% /2009 - 20/03/2026
GGB 5.5% /2009 - 20/08/2014
8.300.000
9.400.000
0,62
0,77
8.457.089
10.273.070
5.142.089
7.260.476
GR0124031650 GGB 6.0% /2009 - 19/07/2019 11.500.000 0,67 12.750.728 7.685.143
GR0114023485
XS0485309313
GGB 6.1% /2010 - 20/08/2015
INSTITUT CREDITO OFICIAL 3.25% /2010 - 10/02/2015
6.740.000
5.000.000
0,79
0,97
7.069.417
5.137.447
5.356.513
4.840.247
IE00B3KWYS29 IRISH GOVT 4% / 2009 - 15/01/2014 1.000.000 0,94 1.043.356 944.956
IE00B28HXX02 IRISH GOVT 4.5 % /2007 - 18/10/2018 14.000.000 0,77 13.600.311 10.799.926
IE0006857530
IE0031256328
IRISH GOVT 4.6% /1999 - 18/04/2016
IRISH GOVT 5.0% /2002 - 18/04/2013
10.000.000
27.500.000
0,88
0,99
10.390.090
29.896.081
8.754.890
27.355.776
IE00B60Z6194 IRISH GOVT 5.0% /2010 - 18/10/2020 10.000.000 0,74 10.059.890 7.428.370
IE00B6089D15
DE000A1DAMK4
IRISH GOVT 5.9% /2009 - 18/10/2019
KFW 1.25% /2010 - 17/06/2013
400.000
14.800.000
0,82
1,01
421.725
14.883.125
327.885
14.874.963
US500769DY72 KFW 1.375% /2010 - 15/07/2013 1.250.000 0,76 997.990 947.200
DE000A1DAML2 KFW 1.75% /2010 - 04/08/2014 2.000.000 1,00 2.011.404 2.003.544
DE000A1EWEB2
DE000A1DAMM0
KFW 1.875% - 2010 / 16-11-2015
KFW 2.25% - 2010 / 21-09-2017
4.500.000
4.500.000
0,98
0,97
4.500.817
4.519.647
4.410.997
4.349.682
DE000A1DAMJ6 KFW 2.25% /2010 - 10/04/2015 18.500.000 1,02 18.832.222 18.833.852
DE000A1CR4S5
DE000A0E8294
KFW 3.625% /2010 - 20/01/2020
KFW Float /2006 - 23/02/2016
1.000.000
3.000.000
1,05
0,98
1.038.763
3.016.435
1.048.723
2.948.583
XS0243207585 KFW Var /2006 - 21/02/2011 4.563.000 1,00 4.424.825 4.543.548
XS0506445963 LUXEMBOURG GOVT 3.375% /2010 - 18/05/2020 8.000.000 1,02 8.157.918 8.198.878
NL0009213651
NL0000102242
NETHERLANDS GOVT 2.75% /2009 - 15/01/2015
NETHERLANDS GOVT 3.25% /2005 - 15/07/2015
18.000.000
10.000.000
1,07
1,07
18.436.438
10.574.079
19.197.358
10.730.979
NL0009348242 NETHERLANDS GOVT 3.5% /2010 - 15/07/2020 10.000.000 1,05 10.142.055 10.451.555
NL0000102275
DE0001141521
NETHERLANDS GOVT 3.75% /2006 - 15/01/2023
OBL 3.5% /2008 - 12/04/2013
10.000.000
3.200.000
1,08
1,08
10.392.589
3.297.117
10.758.089
3.467.901
DE0001141539 OBL 4.0% /2008 - 11/10/2013 5.900.000 1,09 6.198.405 6.430.273
XS0205537581 REP. ARGENTINA 1.2% /2003 - 31/12/2038 849.836 0,37 310.508 318.179
GR0124021552 REP. GREECE 4.6 % / 2003 - 20/05/2013 11.250.000 0,83 11.732.460 9.384.819
Ano: 2010
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS
CÓDIGO
DESIGNAÇÃO Quantidade Montante do
valor nominal
% do valor
nominal
Preço médio
de aquisição
Valor total
de aquisição
Valor de balanço
unitário
Total
XS0220101744 REPUBLIC OF AUSTRIA Var /2005 - 15/06/2015 3.000.000 0,97 2.994.772 2.917.470
SK4120007543 SLOVAKIA 4.35% - 2010 / 14-10-2025 5.000.000 0,95 5.034.029 4.727.729
ES00000120N0 SPANISH GOV 4.9% 2007 - 30/07/2040 400.000 0,87 375.740 349.510
ES0000011876 SPGB c/z - 98 / 01-2029 28.247.569 0,33 9.502.332 9.435.253
2.2.1.2 - De outros emissores públicos sub-total 0 848.414.405 0,00 0,00 867.711.890 0,00 822.942.859
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
2.2.1.3 - De outros emissores
XS0140546853 INTEREST-BEARING AMORTISING NOTES (SERIE 36) 773.800,11 775.940,71
FIDUCIARY DEPOSIT (BNP) 861.195,43 870.207,01
FIDUCIARY DEPOSIT 293 (JPM) 963.386,71 961.543,96
FIDUCIARY DEPOSIT 315 (JPM) 578.622,28 529.007,25
XS0346776973 Amortising Secured Repackaged Notes due 2020 3.460.478,12 3.539.592,37
XS0416990439 Amortising Secured Repackaged Notes due 20 th November 2022 2.947.392,27 2.215.691,47
PAPEL COMERCIAL 180.047.228 180.047.228
XS0283183084
XS0496065672
ABANKA VIPA Float 2007/2049 (Call:03-02-2017)
ABBEY NATL TREASURY 2.5% /2010 - 18/03/2013
2.000.000
1.500.000
0,62
1,02
1.174.493
1.525.824
1.244.493
1.527.039
XS0546218925 ABN AMRO BANK NV 3.625% /2010 - 06/10/2017 4.000.000 0,97 4.031.004 3.883.644
XS0439522938 ABN AMRO BANK NV 3.75% /2009 - 15/07/2014 8.000.000 1,06 8.135.340 8.463.900
XS0267063435 ABN AMRO BANK NV Float / 2006 - 14/09/2016 (Call:14/09/2011) 1.000.000 0,87 891.151 865.580
XS0546217521 ABN AMRO BANK NV Float /2010 - 15/01/2013 3.000.000 1,01 3.012.288 3.018.588
NL0000122505 ABN AMRO CMS /1999 - 10/06/2019 12.000.000 0,82 10.281.565 9.789.222
FR0010753459 ACCOR SA 6,5% 2009 - 06/05/2013 250.000 1,12 260.640 279.083
XS0262684862
XS0237518013
ADAGI III-X SUB 0% MTG / 2006 - 15/09/2022 (Call=15-09-2010)
ADAGI II-X Q MTG /2005 - 15/01/2021
2.000.000
15.000.000
0,41
0,52
831.800
5.479.500
829.400
7.833.000
XS0282614204 AEGON GLOBAL (AGIM) 4.25% /2007 - 23/01/2012 5.500.000 1,06 5.792.601 5.826.271
XS0425811865 AEGON NV 7% /2009 - 29/04/2012 500.000 1,10 566.789 549.674
XS0201884300 AIREM 2004-1X 3B2 MTG /2004 - 20/09/2066 4.500.000 0,65 4.512.289 2.926.931
USG01582AA61 ALESC 4X A1 Mtge 2004 - 30/07/2034 5.000.000 0,40 2.045.058 2.006.888
USG01582AB45 ALESC 4X A2 Mtg 2004 - 30/07/2034 2.000.000 0,27 551.659 541.386
USG0158RAE39
USG0158NAA03
ALESC 7X C1 Mtge 2005 - 23/07/2035
ALESC 7X INC MTG /2005 - 23/07/2035 (Call=23/03/2015)
4.000.000
1.000.000
0,02
0,00
77.326
0
76.038
7
DE000A0TR7K7 ALLIANZ FINANCE (ALVGR) 5.0% - 2008 / 06-03-2013 5.000.000 1,10 5.516.479 5.504.379
DE000A1AKHB8 ALLIANZ FINANCE 4.75% /2009 - 22/07/2019 4.000.000 1,06 4.126.339 4.250.969
DE000A0DX3M2 ALPHA GROUP JERSEY PERP 2005/18/02/2049 (call:18-02-2015 ) 900.000 0,47 455.063 419.063
XS0519903743 AMERICA MOVIL (AMXLMM) 3.75% - 2010 / 28-06-2017 1.150.000 1,02 1.206.591 1.172.971
XS0268814125 ANGLO IRISH PERPETUAL 5.219% 2006 - 29/09/2016 200.000 0,02 46.745 4.000
XS0207513127 ANZ CAP.TRUST III Float /2004 - 15/12/2053 (Call=15/12/2014) 500.000 0,78 504.825 389.125
XS0559641146
FR0010941690
ARCELORMITTAL 4.625% 2010 - 17/11/2017
AREVA 3.5% /2010 - 22/03/2021
2.700.000
2.450.000
1,01
0,94
2.696.270
2.462.223
2.730.074
2.292.022
IT0003694137 ARGOM 2 B MTG /2004 - 27/10/2043 4.300.000 0,61 4.322.549 2.633.497
XS0296224008 ARGON CAP PLC Float /2007 - 20/06/2011 7.500.000 0,78 5.101.930 5.831.680
XS0289683616 ARGON CAPITAL PLC #75 Float /2007 - 05/05/2013 7.500.000 0,58 3.995.072 4.337.822
NL0009213545 ASR NEDERLAND 10% 2009/26-10-2049 (Call 26-10-2019) 1.875.000 1,14 1.912.041 2.129.310
NL0009213529 ASR NEDERLAND NV Float /2009 - 26/10/2049 (Call=26/10/2015) 2.500.000 0,70 2.521.774 1.752.758
NL0009213537
XS0416215910
ASR NEDERLAND NV PERP 6.25% 2009/10-08-2049
ASSICURAZIONI 4.875% /2009 - 11/11/2014
2.000.000
1.000.000
0,79
1,06
1.555.342
1.065.078
1.580.342
1.056.098
XS0257010206 ASSICURAZIONI GENERALI Var 2006/16-06-2049 (Call 16/06/2026) 400.000 0,91 384.645 362.579
XS0356044643 AT & T INC 6.125% /2008 - 02/04/2015 2.000.000 1,18 2.367.353 2.355.063
XS0291950722 AT & T INC. 4.375% /2007 - 15/03/2013 4.000.000 1,09 4.132.132 4.341.721
XS0211870547 ATHLON SEC. BV Float MTG /2005 - 26/12/2014 610.750 0,99 611.843 604.933
XS0427290357 ATLANTIA 5.625% /2009 - 06/05/2016 5.500.000 1,11 6.078.877 6.101.877
XS0493543986 AUST & NZ BANK 3.75% /2010 - 10/03/2017 5.000.000 1,04 5.135.405 5.201.905
XS0466878419
XS0433184115
AUST & NZ BANKING GROUP 2.625% /2009 - 16/11/2012
Autocallable Índices Emergentes 2009 - 03/07/2013
1.000.000
100.000
1,02
1,11
999.716
100.000
1.018.216
111.114
XS0210434782 AXA Float /2005 - 29/01/2049 (Call=25/01/2011) 113.000 0,76 88.913 86.230
XS0167957983 AXA SA 7.1% /2003 - 07/05/2049 (Call=07/11/2010) 804.000 0,74 599.294 596.080
XS0207825364 AXA SA Var 2004-20/12/2049 (Call 20/12/2010) 400.000 0,70 287.581 280.978
XS0127011798 B.C.P. FINANCE 6.25% /2001 - 29/03/2011 2.822.000 1,01 2.934.364 2.839.614
XS0383001210 BAA FUNDING Var /2008 - 15/02/2014 (Call=15/02/2012) 450.000 1,05 466.758 472.559
XS0235394037
ES0413211345
BANCA INTESA SPA C/F Float /2005 - 23/11/2015
BANCO BILBAO VIZ 3.625% /2010 - 18/01/2017
3.000.000
3.000.000
0,91
0,95
2.841.860
3.086.377
2.744.360
2.863.087
USP07041AA72 BANCO BONSUCESSO 9.25% - 2010 / 03-11-2020 6.250.000 0,74 4.638.526 4.642.843
USG08010BH52 BANCO BRADESCO SA 6.75% 2009 - 29/09/2019 500.000 0,81 344.750 404.623
XS0218220191 BANCO FINANTIA Float /2005 - 04/05/2015 (Call=04/05/2010) 5.000.000 0,97 4.825.534 4.826.893
XS0313254046 BANCO FINANTIA INTL Float /2007 - 26/07/2017 (Call=26/07/2012) 6.700.000 0,85 6.728.049 5.722.994
ES0170234001 BANCO GALLEGO 2006 - 30/10/2049 (Call: 30/10/2016) 1.000.000 0,60 599.275 598.935
XS0552649021
XS0239063414
BANCO INDUSTR E COMRCL 5.25% 2010 - 25/10/2015
BANCO ITAU EUROPA /2005 - 22/12/2015 (Call=22/12/2010)
2.000.000
9.370.000
0,75
0,86
1.433.613
9.192.576
1.496.221
8.063.054
XS0440539269 BANCO MERCANTIL 9% /2009 - 08/11/2011 (Put=08/11/2010) 600.000 0,77 432.949 462.050
XS0460315806 BANCO PANAMERICANO SA 7% 2009 - 26/10/2012 1.000.000 0,74 675.346 738.982
XS0443820088 BANCO POPOLARE (BPIM) 3.75% /2009 - 07/08/2012 1.750.000 1,02 1.792.473 1.785.112
XS0235012951 BANCO POPOLARE C/F Float /2005 - 18/11/2015 1.000.000 0,88 969.462 875.162
ES0213790001 BANCO POPULAR Float /2009 - 22/12/2019 (Call=22/12/2014) 400.000 0,88 400.562 351.362
ES0313860233
ES0413860000
BANCO SABADELL 4.375% /2009 - 22/05/2012
BANCO SABADELL 4.5% /2003 - 29/04/2013
5.100.000
3.500.000
1,02
1,03
5.245.336
3.616.651
5.207.454
3.596.351
ES0213860051 BANCO SABADELL 6.25% /2010 - 26/04/2020 100.000 0,87 104.236 87.486
XS0267456084 BANCO SABADELL PERPETUAL 5.234% 2006 - 20/09/2016 50.000 0,61 17.588 30.727
XS0426539184 BANESTO FINANCIAL 4.0% /2009 - 08/05/2012 3.600.000 1,02 3.686.625 3.657.249
DE000A0DE4Q4 BANESTO SA 5.50% 2004 - 05/11/2049 (Call 05/05/2011) 200.000 0,79 172.681 157.681
XS0208508845
XS0280064204
BANIF FINANCE LTD Float /2004 - 22/12/2049 (Call=22/12/2014)
BANIF FINANCE LTD Float /2006 - 22/12/2049 (Call=22/12/2016)
2.053.000
7.000.000
0,50
0,56
2.076.120
7.004.886
1.028.000
3.924.186
XS0286040331 BANK OF AMERICA CORP 4.625% 2007 - 07/02/2017 200.000 0,96 191.327 192.201
XS0267299633 BANK OF AMERICA CRP Float / 2006 - 12/09/2013 3.000.000 0,95 2.879.939 2.847.989
XS0285100391 BANK OF AMERICA Float - 2007 / 05-02-2014 2.900.000 0,94 2.706.009 2.715.531
XS0482810958 BANK OF IRELAND 4.0% /2010 - 28/01/2015 3.000.000 0,82 3.101.735 2.463.395
XS0232972645 BANK OF IRELAND 4.25% RAcc /2005 - 02/11/2015 (Call=02/11/2010) 5.000.000 0,66 5.040.381 3.309.328
XS0186652557
XS0213499410
BANK OF IRELAND 4.625% 2004 / 27/02/2019 ( CALL 26/02/2014)
BANK OF SCOTLAND (HBOS) Var /2005 - 16/03/2020
2.000.000
10.000.000
0,53
0,88
1.618.055
10.301.575
1.058.055
8.811.523
XS0249093526 BANQ FED CRD MUT Float /2006 - 31/03/2016 (Call=31/03/2011) 2.500.000 0,94 2.117.250 2.337.500
XS0243080065 BANQUE FED CRED MUTUEL Float /2006 - 10/02/2016 2.000.000 0,95 1.813.471 1.907.791
FR0010844381 BANQUE POPULAIRE CAISSE Float /2010 - 20/07/2012 1.000.000 1,00 1.001.650 1.000.250
XS0484530588 BANQUE PSA FIN (PEUGOT) Float 2010/05-08-2011 8.000.000 1,01 8.054.995 8.058.995
XS0450660450 BANQUE PSA FIN 3.75% 2009 - 11/03/2011 500.000 1,03 514.659 517.087
IT0006707159
XS0433618997
BARCLAYS 4.4% - 2009 / 29-12-2015
BARCLAYS BANK PLC 2009/20-06-2011
1.490.000
1.000.000
1,02
1,00
1.568.584
1.000.863
1.512.858
1.003.563
XS0301811070 BARCLAYS BANK PLC Float / 2007 - 30/05/2017 (Call:30/05/2012) 7.000.000 0,93 6.625.642 6.482.402
US06739FGF27 BARCLAYS BK 5% 2009 - 22/09/2016 750.000 0,80 516.848 602.074
XS0495946310 BARCLAYS BK PLC 3.5% /2010 - 18/03/2015 5.000.000 1,03 5.130.182 5.172.632
XS0479945353 BARCLAYS BK PLC 4.0% /2010 - 20/01/2017 1.500.000 1,03 1.550.157 1.549.077
XS0445843526
XS0125133644
BARCLAYS BK PLC 4.875% /2009 - 13/08/2019
BARCLAYS BK PLC 5.75% /2001 - 08/03/2011
5.000.000
4.523.000
1,03
1,05
5.086.808
4.775.976
5.170.993
4.731.715
XS0233885531 BARCLAYS BK PLC Float /2005 - 23/11/2015 4.800.000 0,95 4.763.804 4.565.906
XS0214398199 BARCLAYS BK PLC PERPETUAL 4.75% 2005 - 15/03/2020 200.000 0,69 104.638 138.908
XS0225160786 BARCLAYS Float / 2005 - 31/07/2018 10.000.000 0,72 10.000.103 7.195.000
DE000A0TKBM0 BASF FIN EUROPNV 5% /2007 - 26/09/2014 5.000.000 1,11 5.603.603 5.526.803
DE000A0XFK16
XS0439773002
BASF SE 3.75% /2009 - 08/10/2012
BASF SE 4.25% /2009 - 14/10/2016
2.000.000
3.000.000
1,05
1,07
2.036.850
3.039.796
2.092.160
3.206.167
XS0307791698 BAT INTL FINANCE 5,375% /2007 - 29/06/2017 3.000.000 1,14 3.185.010 3.431.260
XS0097995590 BAYER HYPO CMS /1999 - 02/06/2014 4.000.000 1,01 3.939.686 4.055.644
XS0097084726 BAYER HYPO CMS /1999 - 05/05/2014 2.061.000 0,97 2.042.328 2.007.952
XS0097994940 BAYER HYPO-VEREI CMS /1999 - 16/06/2014 3.000.000 0,98 2.989.869 2.952.167
XS0300999744 BBVA BANCOMER 4.799% /2007 - 17/05/2017 (Call=17/05/2012) 5.000.000 0,96 5.149.887 4.811.787
XS0427109896
XS0271771239
BBVA SENIOR FIN 3.625% /2009 - 14/05/2012
BBVA SUB CAPITAL UNI Float 2006/2016 (Call:24/10/2011)
8.500.000
100.000
1,02
0,92
8.688.375
93.747
8.662.535
91.997
XS0278435226 BCP FINANCE BANK Float /2006 - 21/12/2016 (Call=21/12/2011) 6.537.000 0,65 6.406.116 4.251.452
XS0284019659 BCP FINANCE Float /2007 - 06/02/2012 4.400.000 0,88 4.190.141 3.857.611
XS0231958520 BCP FINANCE pp - 2005 / 13-10-2049 (call=12-10-2015) 23.501.000 0,50 12.723.938 11.672.355
XS0194093844 BCP FINANCE VAR /2004 - 09/06/2049 (Call = 09/06/2014) 5.232.400 0,54 3.708.049 2.813.995
XS0220423783 BEAR STEARNS /2005 - 13/06/2017 5.000.000 0,75 4.883.289 3.758.066
XS0269056056
XS0206444357
BEAR STEARNS CO Float 2006 - 26/09/2013
BEAR STEARNS Float /2004 - 01/12/2014
5.000.000
5.000.000
0,98
1,03
4.981.254
4.992.694
4.906.353
5.173.500
XS0212225188 BEAR STEARNS Float /2005 - 21/02/2017 7.000.000 0,93 6.531.534 6.477.969
XS0233689602 BEAR STEARNS Racc 2005 - 02/11/2015 2.000.000 0,80 1.980.052 1.601.800
XS0250980991 BEAR STEARNS Var /2006 - 02/05/2016 5.000.000 0,76 4.975.052 3.786.500
XS0069971710 BEI 8% 1996 - 10/11/2016 1.591.664 1,27 2.052.586 2.024.844
GB0040940875
XS0550894181
BERGEN BANK A/S Float /1986 - 26/02/2049 (Call=26/02/2010)
BES 5.19 Ser84 2010 - 18/10/2015
1.000.000
100.000
0,44
1,01
423.303
101.068
443.167
101.038
XS0550895238 BES 5.19 Ser85 2010 - 18/10/2015 100.000 1,01 101.068 101.038
Ano: 2010
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS
CÓDIGO
DESIGNAÇÃO Quantidade Montante do
valor nominal
% do valor
nominal
Preço médio
de aquisição
Valor total
de aquisição
Valor de balanço
unitário
Total
XS0550892219 BES 5.19% Ser81 2010 - 18/10/2015 200.000 1,01 202.121 202.076
XS0550893290
XS0550893886
BES 5.19% Ser82 2010 - 18/10/2015
BES 5.19% Ser83 2010 - 18/10/2015
100.000
150.000
1,01
1,01
101.053
151.587
101.038
151.557
XS0210172721 BES FINANCE 2005 - 07/02/2035 1.831.000 0,66 1.232.107 1.211.621
XS0530327963
XS0129239454
BES FINANCE 4.5% 2010 - 02/08/2012
BES FINANCE 6.25% /2001-17/05/2011
500.000
27.592.000
1,01
1,01
503.775
29.134.496
503.625
27.786.278
XS0147275829
XS0242314291
BES FINANCE 6.625% pp /2002 - 08/05/2049 (Call = 08/05/2012)
BES FINANCE Float/ 2006 - 08/02/2011
237.495.000
500.000
0,65
0,99
181.448.876
496.861
155.484.918
496.989
XS0207754754 BES FINANCE LTD /2004 - 16/03/2049 (Call=16/03/2015) 47.615.000 0,57 37.198.403 26.938.349
XS0493517394 BES FINANCE LTD 4.25% /2010 - 11/03/2015 19.750.000 1,03 20.430.699 20.430.699
XS0171467854
XS0430765312
BES FINANCE pp /2003 - 02/07/2049 (Call = 02/07/2014)
BES INVESTIMENTO 5.75% /2009 - 29/05/2012
114.339.000
18.800.000
0,51
0,74
74.289.108
13.919.189
58.635.733
13.926.522
US05540NAA37 BES INVESTIMENTO BRASIL 5.625% 2010 - 25/03/2015 4.300.000 0,74 3.195.894 3.176.909
XS0344580732
XS0190583012
BESNN 1.25% (Conv Bradesco) 2008 - 26/02/2011
BESNN Float /2004 - 21/04/2011
500.000
900.000
0,74
0,98
342.939
872.444
368.822
881.242
XS0505141290 BESPL 3% (Conv EDP) 2010/19-05-2015 4.100.000 0,84 3.889.008 3.430.948
XS0138932842
XS0139270143
BESPL 5.28% /2001 - 28/11/2011
BESPL 5.42% /2001 - 28/11/2011
5.000.000
6.000.000
0,98
0,98
5.244.402
6.048.707
4.914.950
5.904.767
USG1163HAX47 BG ENERGY 2.5% - 2010 / 09-12-2015 500.000 0,74 378.477 371.504
XS0421249235
XS0144571352
BHP BILLITON FIN 6.375% /2009 - 04/04/2016
BIC 4.65% /2002-19/03/2012
3.000.000
5.000.000
1,21
1,19
3.651.997
5.002.863
3.630.667
5.931.958
IT0003685846 BIPIELLE RESIDENTIAL SRL Float MTG /2004 - 30/12/2040 2.800.000 0,63 2.806.574 1.764.102
XS0412107533
XS0478931354
BMW FINANCE NV 5.25% /2009 - 04/02/2011
BMW FINANCE NV 3.875% /2010 - 18/01/2017
2.480.000
7.000.000
1,05
1,06
2.597.534
7.175.583
2.604.163
7.452.473
XS0415007789 BMW FINANCE NV 6.125% /2009 - 02/04/2012 4.500.000 1,10 4.743.767 4.948.207
XS0408730157
XS0355879346
BMW US CAPITAL LLC 6.375% 2009 - 23/07/2012
BNP PARIBAS 4.75% /2008 - 04/04/2011
404.000
1.000.000
1,10
1,04
414.536
1.061.567
443.216
1.043.877
FR0010661314 BNP PARIBAS 8.667% 11/09/2008 - 29/09/2049 (Call: 11/09/2013) 350.000 1,06 365.699 372.404
FR0010784009
XS0107588823
BNP PARIBAS HOME LOAN 3% /2009 - 23/07/2013
BNP PARIBAS Var. /2000 - 23/02/2015
10.000.000
1.750.000
1,04
1,05
10.119.369
1.762.554
10.368.829
1.845.666
XS0491922828 BNZ INTL FUNDING 4.0% /2010 - 08/03/2017 3.000.000 1,03 3.082.748 3.103.913
XS0519708613
FR0010957662
BOLIGKREDITT 2.5% /2010 - 23/06/2015
BOUYGUES 3.641% - 2010 / 29-102019
4.500.000
3.000.000
1,00
0,97
4.553.650
3.018.853
4.512.925
2.910.013
XS0235649554 BOYNE 1X F MTG 2005 - 12/02/2022 3.300.000 0,38 33.000 1.254.000
XS0547937408 BP CAPITAL 3.1% - 2010 / 07-10-2014 2.400.000 1,02 2.442.096 2.456.278
XS0174443449
XS0132052563
BPI CAPITAL FINANCE Float /2003 - 12/08/2049 (Call=12/08/2013)
BPIN Var. /2001 - 20/07/2011
19.123.000
2.362.600
0,58
0,98
16.547.470
2.519.521
11.063.347
2.303.658
XS0177256889 BRISA FINANCE BV 4.797% /2003 - 26/09/2013 33.000 1,01 31.370 33.367
XS0125754324
XS0127276235
BSCH ISSUANCES 6% /2001 - 14/03/2011
BSCH ISSUANCES Float/ 2001 - 28/03/2011
800.000
6.464.000
1,05
0,98
836.800
6.346.920
838.872
6.359.856
XS0160306519 BTAR INVESTMENTS (JERSEY) 2002 - 23/12/2022 25.800.000 0,71 15.875.617 18.384.107
DE0002294592
FR0010915660
Depfa 4.5% 01/14
CAISSE D'AMORT DETTE 3.375% /2010 - 25/04/2021
813.107
9.500.000
1,00
1,00
813.107
9.639.994
813.107
9.495.404
FR0010910240 CAISSE REFINANCE L'HABIT 3.5% /2010 - 22/06/2020 5.000.000 0,99 5.084.555 4.938.855
ES0214843148
XS0160043328
CAIXA GALICIA Float /2007 - 20/06/2049 (Call=20/06/2017)
CAIXA GERAL DEPO Float /2002 - 18/12/2049 (Call=18/12/2012)
5.000.000
13.100.000
0,55
0,73
5.002.909
11.302.492
2.752.909
9.601.122
XS0160043757 CAIXA GERAL FIN Float /2002 - 18/12/2049 (Call=18/12/2012) 3.000.000 0,73 3.139.779 2.198.730
XS0195376925
XS0230957424
CAIXA GERAL FIN Float /2004 - 28/06/2049 (Call=28/06/2014)
CAIXA GERAL FIN Float /2005 - 30/09/2049 (Call=30/09/2015)
16.807.000
22.380.000
0,50
0,48
14.122.199
17.886.102
8.322.006
10.765.889
XS0277713433 CAIXA GERAL FIN Float /2006 - 20/12/2016 (Call=20/12/2011) 5.550.000 0,55 3.238.261 3.032.809
XS0257959113
ES0214974075
CAIXA PENEDES Float /2006 - 21/06/2049 (Call=21/06/2016)
CAIXA TERRASSA Perp Float /2007 - 01/03/2049 (Call=01/03/2027)
6.100.000
4.000.000
0,47
0,51
4.432.208
1.439.637
2.882.957
2.059.557
XS0225115566 CAIXA TERRASSA SOCIETAT 2005 - 10/08/2049 (Call 08/10/2011) 800.000 0,37 329.832 293.168
ES0215424120 CAJA CASTIL-MAN Float /2004 - 20/12/2014 (Call=20/03/2010) 2.000.000 0,80 1.403.166 1.598.066
XS0182864081
ES0215316029
CAJA DUERO CAP Float pp /2003 - 29/12/2049 (Call=29/12/2019)
CAJA RURAL MEDIT CARUME Float 2005/22-11-2015 (call 22/02/2011)
3.297.000
1.000.000
0,30
0,80
3.303.480
781.561
989.625
801.561
XS0372840768 CALYON C/Z 2008/01-08-2014 500.000 0,90 439.250 449.900
XS0197609877
XS0284723078
CALYON RAcc /2004 - 02/08/2019 (Call=02/08/2014)
CALYON Var /2007 - 26/01/2017
2.500.000
5.000.000
1,06
1,23
2.568.344
5.296.992
2.641.753
6.133.389
XS0417891156 CALYON Var /2009 - 19/03/2019 (Put=19/03/2012) 10.000.000 1,04 10.259.479 10.382.479
US136069DS70
IT0004222557
CANADIAN IMPERIAL BANK 2.35% - 2010 / 11-12-2015
CAPIM 2007 - 1 B Mtg - 30/01/2047
380.000
350.000
0,73
0,65
286.184
138.988
277.291
227.538
XS0369258412 CARREFOUR 5.375% /2008 - 12/06/2015 2.000.000 1,13 2.246.293 2.256.913
FR0010394478
FR0010154385
CARREFOUR SA 4.375% /2006 - 02/11/2016
CASINO GUICHARD PERRACH Var 2005/20-01-2049 (Call 20-10-2010)
3.000.000
400.000
1,06
0,63
3.181.476
258.566
3.191.586
251.904
XS0380124791 CBA 5.875% /2008 - 29/07/2011 3.000.000 1,05 3.181.446 3.150.146
FR0010533414 CCAMA Var 2007/22-10-2049 (Call:22-10-2017) 3.500.000 0,77 2.544.774 2.702.274
ES0315944001
XS0269533914
CEAMI GTD 3.125% /2009 - 22/06/2012
CELF 2006-1X F 0% MTG / 2006 - 01/11/2023 (Call=01/05/2010)
3.500.000
3.000.000
1,00
0,15
3.544.829
801.000
3.505.034
435.300
XS0233128320 CELF LOAN PARTNERS 2X T MTG 2005 - 15/12/2021 12.000.000 0,42 4.342.800 5.083.200
XS0289333048
XS0217992030
CEMEX 4.75% - 2007 - 05-03-2014
CEMG-CAYMAN ISLA Float /2005 - 03/05/2012
1.000.000
850.000
0,87
0,86
919.171
793.270
870.671
728.525
XS0250907218 CEMG-CAYMAN ISLA Float /2006 - 18/04/2016 (Call=18/04/2011) 1.800.000 0,65 1.803.530 1.166.317
XS0267837473
XS0241903821
CEMG-CAYMAN ISLA Float /2006 - 19/09/2011
CEMG-CAYMAN ISLA Float /2006 - 31/01/2011
3.000.000
11.550.000
0,97
0,99
2.922.588
11.447.776
2.911.168
11.491.040
FR0010096826 CIE FIN CREDIT CMS - 2004 / 05-07-2049 (Call: 05/07/2014) 2.000.000 0,57 1.759.240 1.149.256
FR0000474652
XS0192377538
CIE FIN FONCIER 4.5% /2003 - 16/05/2018
CIMPOR FIN OPS 4.5% 2004 - 27/05/2011
4.000.000
5.991.000
1,08
1,03
4.213.532
5.887.723
4.333.732
6.156.805
XS0338447278 CITIGROUP FUNDING INC C/Z / 2008 - 20/03/2014 485.000 0,88 413.298 424.385
XS0183299725
XS0181386623
CITIGROUP GLOBAL MARKETS c/z 2004 - 30/01/2013
CITIGROUP GLOBAL MARKETS c/z 2003 - 17/12/2012
400.000
400.000
0,92
0,93
360.556
360.240
368.744
370.332
XS0181810374 CITIGROUP GLOBAL MARKETS c/z 2003 - 19/12/2012 590.000 0,93 531.059 546.134
XS0213026197
XS0303074883
CITIGROUP INC 4.25% 2005 - 25/02/2030 (Call: 25/02/2025)
CITIGROUP INC 4.75% 2007 - 31/05/2017 (Call: 31/05/2012)
50.000
150.000
0,82
0,93
29.799
134.677
40.861
139.552
US172967EZ03 CITIGROUP INC 5.5% 2009 - 15/10/2014 1.100.000 0,81 753.472 894.076
XS0355738799
XS0193765673
CITIGROUP INC 7,625% - 2008 / 03-04-2018
CITIGROUP INC Float - 2004 / 03-06-2011
1.800.000
200.000
1,36
1,00
2.423.138
187.251
2.452.549
199.484
XS0277974076 CITIGROUP INC Float /2006 - 12/01/2012 3.300.000 0,99 3.182.144 3.272.683
XS0490013801
XS0465601754
COM BK AUSTRALIA 4.375% /2010 - 25/02/2020
COM BK AUTRALIA (CBA) 4.25% /2009 - 10/11/2016
4.500.000
2.800.000
1,05
1,05
4.663.917
2.810.803
4.716.567
2.936.999
XS0097155765 COMMERZBANK /99-2014 1.300.000 1,04 1.390.144 1.355.544
DE000CZ226Y9
XS0100221349
COMMERZBANK AG 3.875% /2010 - 22/03/2017
COMMERZBANK AG CMS 1999 - 30/08/2019
4.000.000
1.000.000
1,03
1,03
4.092.483
1.035.989
4.117.683
1.026.336
DE000A0GPYR7 COMMERZBANK CAP /2006 - 30/03/2049 (Call=12/04/2016) 150.000 0,58 54.000 87.251
DE000CB07899
XS0563498632
COMMERZBANK Var - 2006 / 13-09-2016 (call=13-09-2011)
CORP ANDINA FOM 4.625% 2010 - 29/03/2018
1.000.000
1.300.000
0,86
1,00
957.319
1.300.110
857.095
1.301.479
XS0274960599 CORP ANDINA FOMENTO (CAF) - 2006 / 16-11-2011 400.000 0,99 392.725 396.123
XS0503880345 CORSAIR CAYMAN ISLANDS #35-1 2.30% 2010/13-04-2016 5.000.000 1,04 5.074.653 5.183.153
XS0496143735
XS0524597613
CORSAIR CAYMAN ISLANDS 2.60% /2010 - 27/07/2015
COUNCIL OF EUROPE 3% /2010 - 13/07/2020
10.000.000
8.000.000
0,89
0,99
10.194.278
8.082.518
8.884.278
7.890.598
XS0229097034 CRDSUI Float 2005-14/09/2020 (Call = 14/09/2015) 1.800.000 0,94 1.821.252 1.695.665
XS0130171159
XS0531067659
CREDIT SUISSE 6.375% /2001 - 07/06/2013
CREDIT SUISSE 7.875 % 2010/29-12-2049 (Call 12-12-2015)
1.500.000
350.000
1,10
0,77
1.589.531
268.841
1.648.191
268.836
XS0099472994 CREDIT SUISSE CMS /1999 - 29/07/2019 2.000.000 0,96 1.938.844 1.929.884
XS0484843288
XS0480903466
CREDIT SUISSE INTL 1% / 2010 - 20/03/2040
CREDIT SUISSE LD 3.875% /2010 - 25/01/2017
5.000.000
2.000.000
1,14
1,03
5.593.688
2.060.172
5.680.528
2.060.352
XS0444030646 CREDIT SUISSE LD 4.75% /2009 - 05/08/2019 2.700.000 1,04 2.729.755 2.800.117
XS0356550425
XS0420072695
CREDIT SUISSE LD 5.125% /2008 - 04/04/2011
CREDIT SUISSE LD 5.125% /2009 - 30/03/2012
4.000.000
1.000.000
1,05
1,08
4.159.005
1.082.753
4.190.445
1.077.883
XS0540940516 CREDIT SUISSE LD CS 2% 2010 - 20/06/2011 4.250.000 0,90 4.120.611 3.813.447
XS0472310860
XS0138429575
CREDIT SUISSE LONDON Float / 2009 - 07/01/2013
CREDIT SUISSE PERPETUAL 2001-29/11/2049 (Call 07/11/2011)
650.000
150.000
1,00
1,01
651.790
144.004
652.746
151.504
XS0511127689 CROWN HOLDINGS 7.125% /2010 - 15/08/2018 (Call=15/08/2014) 300.000 1,08 309.025 322.580
XS0255675794 CYPRUS POPULAR Float /2006 - 26/05/2016 (Call=26/05/2011) 2.750.000 0,62 2.755.368 1.709.759
DE000A1A55G9
XS0255691056
DAIMLER AG 4.625% 2009 - 02/09/2014
DALRA 1-X A2 Float MTG /2006 - 15/06/2022 (Call=15/06/2011)
600.000
3.000.000
1,08
0,79
608.781
3.002.416
649.548
2.372.116
XS0346728065 DANSKE BANK 5.375% Var. 2008 - 18/08/2014 (Call: 18/08/2011) 1.000.000 1,02 1.003.090 1.023.498
XS0265970219
XS0226406238
DEKANIA EUROPE II-X F MTG 2006 / 27-09-2037
DEKANIA EUROPE MTG 2005 - 07-09-2035
3.000.000
5.000.000
0,01
0,01
60.000
2.000.000
30.000
50.000
XS0225758563 DEPFA BANK PLC 4.25% RAcc 2005 - 17/08/2015 800.000 0,79 805.547 629.256
XS0229524128
DE000A0E5U85
DEPFA BANK PLC Float / 2005 - 15/12/2015 (Call:15/12/2010)
DEPFA FUNDING CMS /2005 - 08/06/2049 (Call=08/06/2011)
5.000.000
3.000.000
0,51
0,11
3.453.836
300.000
2.553.836
324.150
DE0002294832 DEPFA PFANDBRIEF HYPORE Float /1999 - 28/05/2019 2.000.000 0,90 1.956.983 1.794.343
XS0554975325
XS0515937406
DEUTSCH BAHN 3.375% - 2010 / 04-11-2022
DEUTSCH BAHN FIN 3.5% /2010 - 10/06/2020
6.000.000
2.000.000
0,95
1,01
5.997.843
2.033.143
5.692.743
2.013.203
XS0452868788 DEUTSCH BAHN FIN BV 4.375% 2009/23-09-2021 5.000.000 1,06 5.084.272 5.309.832
XS0164831843
XS0457145430
DEUTSCH BAHN FINANCE 4.75% /2003 - 14/03/2018
DEUTSCHE BAHN FIN BV 3.625% /2009 - 16/10/2017
3.000.000
3.000.000
1,14
1,03
3.362.580
3.006.684
3.413.250
3.103.224
DE000DB2F2W9 Deutsche Bank Cert Baltic Dry Freight 31/12/2010 7.150.000 0,67 4.953.925 4.789.141
DE000A0E5JD4 DEUTSCHE BANK CMS pp /2005 - 27/06/2049 (Call=27/06/2015) 2.500.000 0,59 2.400.441 1.468.496
XS0176823424
XS0309982279
DEUTSCHE BANK PERPETUAL 5.33% 2003 - 19/09/2013
DEUTSCHE BK LOND DB Float 2007 / 20-09-2017
50.000
2.300.000
0,89
0,60
28.995
2.187.617
44.724
1.382.477
Ano:
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS
2010 Quantidade Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO
DE0003083358
DESIGNAÇÃO
DEUTSCHE FIN. CMS /1999 - 04/06/2019
valor nominal
3.742.000
nominal
0,98
de aquisição de aquisição
3.555.501
unitário Total
3.670.355
XS0276898417
XS0212549595
DEUTSCHE TELEKOM Float /2006 - 23/05/2012
DEXGRP Float RAcc 2005 - 02/03/2015
6.500.000
2.500.000
1,00
0,99
6.534.754
2.391.207
6.520.684
2.471.241
XS0254491268 DEXIA BANQUE INTL LUX Float 2006 - 16/05/2016 1.200.000 0,60 754.556 718.999
XS0212910722
XS0522030310
DEXIA CREDIOP /2005 - 25/02/2015 (Call=25/02/2009)
DNB NOR BANK ASA 3.875% /2010 - 29/06/2020
3.000.000
4.500.000
1,01
1,01
3.032.561
4.546.397
3.018.670
4.530.062
XS0430768332
XS0371409292
DNB NOR BANK ASA 4.5% 2009 - 29/05/2014
DNB NOR BANK ASA 5.875% /2008 - 20/06/2013
6.000.000
3.000.000
1,09
1,12
6.149.761
3.081.648
6.539.581
3.359.958
XS0236180104
XS0269341680
DOURM 1 C MTG 2005 - 21/06/2056 (Call 21/09/2014)
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0,64
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0,82
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EIB 2.5% - 2010 / 16-09-2019
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ENEL (ENTNZENEL) 5.25% /2007 - 20/06/2017
ENEL (ENTNZENEL) Float /2006 - 20/06/2014
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XS0563739696
ENEL FINANCE INTL SA 4.0% /2009 - 14/09/2016
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XS0451457435
XS0331141332
ENI SPA 4.125% 2009/16-09-2019
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AT0000274527
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ERSTBK 6.25% /2001 - 12/03/2021 (Call=12/03/2011)
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XS0172950718
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1,00
1,01
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XS0183002814
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ES INV PLC (Rend. Cresc. Bes 03) - 2003 / 30-12-2011
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XS0460325607 ES INVEST PLC RAcc 5.25% /2009 - 26/10/2016 (Call=26/04/2011) 5.000.000 0,75 5.048.125 3.730.281
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XS0303426661
XS0553654319
ESFG INTER 5.753% /2007 - 29/06/2049 (Call=06/06/2017)
ESP SANTO TOURISM 6% - 2010 / 28-10-2013
6.500.000
6.000.000
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1,01
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XS0433183810
XS0408181542
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ESPIRITO SANTO INV /2009 - 30/01/2012
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200.000
0,97
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100.340
200.670
97.133
223.144
XS0230875022
XS0286377055
ESPIRITO SANTO INV Var. 2005 - 30/09/2015
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XS0459962048
XS0446578139
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ESPIRITO SANTO INVESTMENT /2009 - 05/09/2014
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XS0451402530
XS0353273807
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4.550.000
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XS0353274367
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Espírito Santo Investment PLC Float 2008 - 20/03/2016
ESTIA 1 A MTG /2005 - 27/04/2040 (Call=27/10/2014)
1.367.000
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0,83
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XS0335544606
XS0292715009
EURO RENDA 2015 5.20% 2007/20-12-2015
EUROC VII-X SUB 0% MTG/ 2007 - 17/04/2023 (Call=19/04/2010)
4.500.000
2.000.000
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4.506.500
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XS0511907858 EUROFIMA 1.875% /2010 - 28/05/2013 4.000.000 0,77 3.251.588 3.072.455
XS0274618320
XS0229563886
EUROMAX V C 0% MTG / 2006 - 10/11/2095 (Call=10-02-2011)
EUROPEAN INVT BK Var /2005 - 14/10/2015
2.000.000
3.000.000
0,00
0,97
20.000
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2.000
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XS0495347287
XS0503331323
EUROPEAN INVT BK 2.5% /2010 - 15/07/2015
EUROPEAN INVT BK 2.625% /2010 - 15/03/2016
8.500.000
5.000.000
1,01
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XS0490739686
EUROPEAN INVT BK 3% /2010 - 28/09/2022
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5.000.000
0,95
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XS0505157965
EUROPEAN INVT BK 3.875% /2005 - 09/03/2020 (Call=09-03-2010)
EUROPEAN INVT BK 4% /2010 - 15/04/2030
1.400.000
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XS0327177134
EUROPEAN INVT BK 4.25% /2009 - 15/04/2019
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1,10
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EUROPEAN INVT BK Float /2003 - 11/03/2011
EUROPEAN INVT BK Float /2009 - 15/01/2020
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1,00
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EU000A1A1DJ5
EUROPEAN INVT BK Float /2010 - 15/01/2018
EUROPEAN UNION 2.375% - 2010 / 22-09-2017
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9.500.000
1,00
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FAB 2005-1 C 0% MTG / 2005 - 09/05/2098
FIAT FINANCE & TRADE 5,625% / 2006 - 15/11/2011
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0,00
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US345370CA64
FORD CRED EUROPE 7,125% 2007 - 15/01/2013
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100.000
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XS0258428712
FORTIS BK Float /2007 - 17/01/2017 (Call=17/01/2012)
FORTUM OYJ 4.5% /2006 - 20/06/2016
1.000.000
2.000.000
0,94
1,10
920.943
2.236.976
943.043
2.197.216
XS0418729934
XS0541453147
FORTUM OYJ 6% /2009 - 20/03/2019
FRANCE TELECOM 3.375% - 2010 / 16-09-2022
2.000.000
1.150.000
1,20
0,92
2.350.027
1.153.738
2.400.467
1.062.946
XS0409370219 FRANCE TELECOM 5% - 2009 / 22-01-2014 500.000 1,13 523.148 562.738
XS0458748851
XS0436905821
GAS NATURAL CAPITAL 4.375% 2009 - 02/11/2016
GAS NATURAL CAPITAL 5.25% /2009 - 09/07/2014
500.000
3.000.000
0,95
1,04
499.706
3.072.304
476.820
3.116.104
XS0562354182 GAZPROM 5.092% 2010 - 29/11/2015 1.038.000 0,77 773.489 798.834
FR0010952739
FR0010678185
GDF SUEZ 2.75% - 2010 / 18-10-2017
GDF SUEZ 6.875% /2008 - 24/01/2019
4.750.000
1.000.000
0,97
1,28
4.747.603
1.213.829
4.609.425
1.281.249
XS0350465422
XS0491042353
GE 4.875% /2008 - 06/03/2013
GE CAPITAL 4.25% /2010 - 01/03/2017
11.550.000
3.500.000
1,09
1,05
12.039.157
3.610.193
12.603.343
3.672.493
US36962G4G62 GENERAL ELEC CAP CORP 3,75% / 2009 - 14/11/2014 2.250.000 0,78 1.832.275 1.747.478
XS0223589440
FR0000475758
GERLING KON Var 2005/30-06-2049 (Call 30-06-2015)
GIE SUEZ ALLIANCE 5.75% /2003 - 24/06/2023
400.000
1.000.000
1,03
1,20
408.871
1.071.632
411.556
1.195.062
XS0335134705
XS0438140526
GLAXOSMITHKLINE (GSK) 5.625% /2007 - 23/12/2017
GLAXOSMITHKLINE 3.875% /2009 - 06/07/2015
10.000.000
5.000.000
1,14
1,06
11.360.380
5.138.046
11.379.140
5.322.936
XS0494996043 GOLDMAN SACHS GP 4.375% /2010 - 16/03/2017 2.500.000 1,01 2.572.451 2.521.526
XS0284727814
XS0344541916
GOLDMAN SACHS GP 4.5% /2007 - 30/01/2017
GOLDMAN SACHS GP 5,375% / 2008 - 15/02/2013
3.000.000
2.000.000
1,03
1,10
3.113.337
2.197.292
3.080.914
2.194.872
XS0231003046
XS0284728465
GOLDMAN SACHS GP Float / 2005 - 04/10/2012
GOLDMAN SACHS GP Float /2007 - 30/01/2017
3.000.000
1.000.000
0,99
0,89
2.949.521
914.365
2.965.541
891.075
XS0201483657 GRAN 2004-3 2B MTG /2004 - 20/09/2044 (Call=20/09/2011) 613.952 0,81 615.490 496.011
XS0260141584
FR0010279208
GRND 1 A MTG /2006 - 20/07/2016 (Call=20/07/2013)
GROUPE BPCE PERPETUAL 6.75% 2006 - 27/012012
304.051
200.000
0,88
0,69
207.889
140.360
268.169
138.737
XS0220332471
XS0296313280
GSCP II-X SUB 0% MTG / 2005 - 15/07/2020
HARBM 9X F MTG /2007 - 08/05/2023 (Call=08/05/2011)
4.000.000
4.000.000
0,05
0,04
173.600
160.000
186.000
160.000
Ano: 2010
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS
CÓDIGO
DESIGNAÇÃO Quantidade Montante do
valor nominal
% do valor
nominal
Preço médio
de aquisição
Valor total
de aquisição
Valor de balanço
unitário
Total
XS0306980375 HARBM PR 3X C 2007/20-09-2023 8.000.000 0,32 1.720.000 2.560.000
XS0262176018
XS0247638975
HARBM PR2X C MTG/ 2006 - 15/10/2022 (Call=15/10/2011)
HARVEST III-X MTG 2006/08-06-2021
7.000.000
3.000.000
0,34
0,05
1.400.000
150.000
2.380.000
150.000
XS0216229319 HARVEST II-X MTG 2005/21-05-2020 6.000.000 0,08 450.000 450.000
XS0254058034
XS0293380787
HARVT IV F MTG /2006 - 29/07/2021 (Call=29/07/2011)
HARVT V SUB MTG /2007 - 04/05/2024 (Call=04/05/2012)
10.400.000
7.000.000
0,08
0,01
780.000
39.200
780.000
39.200
XS0259252897 HBOS Float /2006 - 05/07/2011 2.370.000 1,00 2.283.751 2.370.017
XS0249026682
XS0231411751
HBOS PLC Float /2006 - 29/03/2016 (Call=29/03/2011)
HELLAS TELECOM Float /2005 - 15/10/2012
1.500.000
250.000
0,81
0,26
1.417.449
256.563
1.209.849
64.500
XS0349039726 HSBC BANK Float - 2008 / 20-03-2011 2.550.000 0,95 2.494.722 2.416.767
XS0526606537 HSBC BANK PLC 4% /2010 - 15/01/2021 9.500.000 0,99 9.666.540 9.421.060
XS0188853526
XS0433028254
HSBC CAP FUNDING Float/ 2004 - 29/12/2049 (Call=29/03/2016)
HSBC HOLDINGS PLC 6% /2009 - 10/06/2019
750.000
2.000.000
0,94
1,09
824.625
2.067.238
708.421
2.175.308
XS0221141400 HSH NORDBANK AG 7.25% 2005 - 30/06/2049 (Call 30/06/2011) 95.000 0,26 31.362 24.440
DE000HSH2H23
DE000A0KAAA7
HSH NORDBANK AG Float /2007 - 14/02/2017 (Call=14/02/2012)
HT1 FUNDING GMBH 6,352% / 2006 - 30/06/2049 (Call:30/06/2017)
3.000.000
5.500.000
0,46
0,68
1.994.818
4.172.500
1.389.675
3.740.000
XS0155922908 IADB 0.5% 2002 - 30/10/2012 2.750.000 0,98 2.545.756 2.700.317
XS0158532043
ES0214954150
IADB 1% /2002 - 16/12/2014
IBERCAJA Float /2007 - 25/04/2019 (Call=25/04/2014)
1.300.000
2.543.000
0,95
0,72
1.194.296
2.111.855
1.229.682
1.837.515
XS0362224841 IBERDROLA 5.625% /2008 - 09/05/2018 2.000.000 1,08 2.286.380 2.169.980
USG4721SAP68
XS0400006234
IBERDROLA FIN 3.8% /2010 - 11/09/2014
IBERDROLA FIN SA 7.5% /2008 - 25/11/2015
5.000.000
3.000.000
0,75
1,15
4.123.876
3.614.782
3.755.655
3.452.632
XS0163023848 IBERDROLA INTL. 4.875% 2003 - 18/02/2013 800.000 1,08 878.290 863.596
IT0006523556 IBRD c/z /1998 - 26/03/2018 4.131.655 0,78 2.985.121 3.229.302
DE000A0AMCG6
FR0010906370
IKB 6.625% /2004 - 20/02/2049 (Call=15/07/2014)
ILE DE FRANCE 3.2% /2010 - 04/06/2020
5.000.000
3.000.000
0,05
0,98
5.182.552
3.051.423
225.000
2.930.523
XS0301457718 IMMEO 2 D Mtg 2007 / 15-12-2016 712.617 0,68 678.237 485.047
XS0275431111
XS0384169446
IMPERIAL TOBACCO FIN 4.375% /2006 - 22/11/2013
ING BANK (INTNED) Float /2008 - 22/08/2011
200.000
5.000.000
1,06
1,01
194.135
5.021.504
211.407
5.029.301
XS0491432901 ING BANK NV 3.375% /2010 - 03/03/2015 3.000.000 1,02 3.066.651 3.074.241
XS0497141142 ING BANK NV 3.375% /2010 - 23/03/2017 7.000.000 1,03 7.155.315 7.212.715
XS0229593529
NL0000119592
ING BANK NV 3.5% 2005-16/09/2020 (Call=16/09/2015)
ING BANK NV 5.5% - 2001 / 04-01-2012
3.500.000
5.000.000
0,93
1,08
3.425.847
5.615.686
3.267.230
5.376.786
XS0240868793 ING BANK NV Float /2006 - 18/03/2016 (Call=18/03/2011) 1.148.000 0,88 1.011.275 1.014.924
XS0097222466
XS0267516911
ING BANK NV Var. /1999 - 19/05/2019
ING VERZEKERING Float /2006 - 18/09/2013
2.000.000
1.600.000
0,93
0,95
1.942.134
1.504.586
1.868.834
1.516.186
US459058AR40 INT BK RECON&DEV (IBRD) 2.375% /2010 - 26/05/2015 3.000.000 0,75 2.408.129 2.251.031
XS0456541506 INTESA SAMPAOLO SPA 8.375% 2009 - 14/10/2019 550.000 0,98 559.843 536.853
XS0467864160
XS0359384947
INTESA SANPAOLO (ISPIM) 3.75% /2009 - 23/11/2016
INTESA SANPAOLO 5% /2008 - 28/04/2011
3.000.000
7.000.000
0,98
1,04
2.993.772
7.298.599
2.927.832
7.307.899
XS0372042266 INTESA SANPAOLO C/Z 2008/13-08-2014 3.000.000 0,88 2.178.000 2.649.630
XS0371711663
XS0297861279
INTESA SANPAOLO ISPIM 8.047% TIER I 2008 - 2049 (Call: 20/06/2018)
INVITEL HOLDINGS Float 2007 - 01/02/2013
2.550.000
500.000
0,99
0,93
2.649.436
403.371
2.523.357
463.421
XS0558268628 IPIC GMTN 3.125% 2010 - 15/11/2015 1.500.000 0,74 1.089.907 1.103.270
USG11010AA62 JBS FINANCE II LIMITED 8.25% 2010 - 29/01/2018 (Call 29/01/2015) 2.000.000 0,78 1.557.449 1.563.888
XS0329522246
XS0231555672
JOHNSON & JOHNSON 4.75% /2007 - 06/11/2019
JP MORGAN Float 2005 - 12/10/2015
7.000.000
7.000.000
1,11
0,92
7.684.301
6.458.842
7.794.343
6.426.342
XS0296763484 JP MORGAN Float 2007 - 20/12/2012 (Call=20/12/2010) 40.000.000 0,20 8.061.404 8.061.404
XS0293774054
XS0421410621
JP MORGAN INTL DERIVATIV - 2007 / 20-06-2012 (call= 20-12-2010)
JPMORGAN CHASE 6.125% /2009 - 01/04/2014
4.050.000
950.000
0,50
1,14
4.037.155
988.835
2.027.264
1.081.453
XS0220312440 JUBIL V-X E MTG 2005 - 21/08/2021 (Call: 21/08/2011) 1.100.000 0,28 234.338 311.338
XS0452462723 KBC IFIMA 4.5% - 2009 / 17-09-2014 1.500.000 1,02 1.518.428 1.531.868
XS0498962124
XS0479870916
KBC IFIMA NV 3.875% /2010 - 31/03/2015
KBC IFIMA NV Float /2010 - 20/01/2012
10.500.000
3.150.000
1,01
1,00
10.766.755
3.156.335
10.583.530
3.149.717
XS0327159074 KBC IFIMA NV Float /2007 - 26/10/2012 5.000.000 0,98 5.012.641 4.918.491
XS0527072937
XS0242421617
KBC IFIMA NV Float /2010 - 19/07/2013
KBC IFIMA NV Float/ 2006 - 01/02/2011
3.400.000
1.600.000
1,01
0,99
3.418.222
1.547.253
3.428.218
1.591.189
XS0286336374 KDRE MTG 2007 1 B - 10/12/2043 (Call 10/03/2012) 850.000 0,46 340.575 388.515
XS0275897311 KION MTG 2006 1 B - 15/07/2051 441.443 0,50 270.465 221.906
XS0326230181
US500630BM91
KONINKLIJKE DSM NV 5.25% /2007 - 17/10/2017
KOREA DEV BANK Float- 2005 / 22-11-2012
3.000.000
900.000
1,11
0,74
3.348.423
888.684
3.325.973
665.186
XS0197193088 KREPK MTG 2004 B - 01/06/2032 (Call 1/06/2011) 1.000.000 0,94 501.189 935.089
XS0473114543
US5150X0AA94
LAFARGE SA 5.50% 2009 - 16/12/2019
LANDSBANKI ISLAN 6.1% /2006 - 25/08/2011
200.000
5.000.000
0,99
0,04
198.520
2.839.275
197.337
187.098
XS0301055595 LANDSBANKI ISLANDS Float /2007 - 18/05/2012 4.300.000 0,05 3.974.318 215.000
XS0187674816 LANDSBANKI ISLND Float /2004 - 10/03/2009 3.000.000 0,05 3.001.758 150.000
XS0208211911
XS0231945386
LANDSBANKI ISLND Float /2004 - 21/12/2009
LANDSBANKI ISLND Float /2005 - 19/10/2010
4.000.000
4.300.000
0,05
0,05
2.542.795
2.580.000
200.000
215.000
XS0285604863 LECTA SA Float - 2007 / 15-02-2014 250.000 0,94 254.611 236.174
XS0224346592
XS0189741001
LEHMAN BROS Float - 2005 / 20-07-2012
LEHMAN BROS FLOAT 2004 / 05-04-2011
2.280.000
10.000.000
0,20
0,20
228.000
1.200.000
456.000
2.000.000
XS0215349357 LEHMAN BROS Float 2005/2049 (Call: 30/03/2010) 2.000.000 0,00 620.000 200
JP584117A3C0
JP584117A5A9
LEHMAN BROS HLDG (JPY)/2003 - 19/12/2008
LEHMAN BROS HLDG (JPY)/2005 - 26/10/2099
500.000.000
4.800.000.000
0,00
0,00
436.300
3.141.361
920.387
8.835.711
JP584117B760 LEHMAN BROS HLDG (JPY)/2007 - 05/06/2017 2.300.000.000 0,00 2.006.981 4.233.778
US52517PL336 LEHMAN BROS HLDG (USD)/2006 - 24/11/2008 385.000 0,15 300.265 57.626
XS0326006540
XS0138439616
LEHMAN BROS HLDG 5.375% 2007 - 17/10/2012
LEHMAN BROS HLDG Float /2004 - 02/11/2011
1.500.000
5.300.000
0,20
0,20
1.500.000
530.000
300.000
1.060.000
XS0252835110 LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 04/05/2011 4.615.000 0,20 1.011.646 923.000
XS0257022714
XS0254171191
LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 12/06/2013
LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 19/05/2016
5.902.000
5.050.000
0,20
0,20
708.240
0
1.180.400
1.010.000
XS0272543900 LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 25/10/2011 4.000.000 0,20 480.000 800.000
XS0282937985 LEHMAN BROS HLDG Float /2007 - 05/02/2014 12.500.000 0,20 3.208.950 2.500.000
XS0300055547
XS0289069519
LEHMAN BROS HLDG Float /2007 - 10/05/2012
LEHMAN BROS TSY Float /2007 - 20/12/2015
11.400.000
15.000.000
0,20
0,20
8.790.000
7.410.000
2.280.000
3.000.000
XS0206444191 LEHMAN BROS Var /2004 - 06/12/2011 5.000.000 0,20 4.590.052 1.000.000
XS0294628366
US532716AH08
LHB INTERNATIONAL HANDEL 2007 - 10/04/2012
LIMITED BRANDS INC 6.125% 2002 - 01/12/2012
2.500.000
354.000
0,99
0,79
2.513.866
276.190
2.484.810
279.484
XS0259604329 LINDE FINANCE BV Var 2006 - 14/07/2066 (Call 14/07/2016) 200.000 1,13 225.750 226.622
XS0465484938
XS0550541691
LINDE FINNANCE BV 3.625% 2009 - 13/11/2014
LLOYDS BANK 3.375% - 2010 / 20-04-2015
400.000
1.200.000
0,79
0,97
271.701
1.206.033
315.154
1.162.347
XS0231748046 LLOYDS TSB BANK /2005 - 26/10/2015 (Call=26/10/2010) 5.000.000 0,80 4.982.603 4.008.500
XS0422704824 LLOYDS TSB BANK 4.375% /2009 - 19/04/2011 2.801.000 1,04 2.885.948 2.908.292
XS0422704238
XS0435070288
LLOYDS TSB BANK 6.25% /2009 - 15/04/2014
LLOYDS TSB BANK 6.375% /2009 - 17/06/2016
3.000.000
3.000.000
1,11
1,10
3.444.362
3.409.223
3.342.092
3.306.413
XS0156372343 LLOYDS TSB BANK 6.9% 2002 - 22/02/2011 355.000 0,65 295.518 231.667
XS0195810717
XS0469192388
LLOYDS TSB BANK PLC 2004 - 09/07/2016 (Call: 09/07/2011)
LLOYDS TSB BANK PLC 3,25% / 2009 - 26/11/2012
7.000.000
3.000.000
0,89
1,01
6.140.416
3.059.749
6.250.416
3.029.869
XS0095501606 LLOYDS TSB BANK PLC 4.75% /1999 - 18/03//2011 2.500.000 1,03 2.616.199 2.583.074
XS0449361350 LLOYDS TSB BANK PLC 5.375% 2009/03-09-2019 2.000.000 1,00 2.033.388 1.994.048
US53947PAB58
XS0272317990
LLOYDS TSB BANK PLC 5.8% 2010 - 13/01/2020
LSME 1 A Float MTG /2006 - 21/08/2028
200.000
3.114.978
0,76
0,92
154.863
3.119.045
151.649
2.867.079
XS0230695552 LUSI 4 C MTG /2005 - 15/09/2048 (Call=15/09/2014) 3.308.556 0,53 3.310.856 1.760.418
XS0178547393
XS0230697095
LUSITANO 2D MTG /2003 - 16/11/2046 (Call=16/11/2012)
LUSITANO 4E MTG PLC - 2005 / 15-09-2048 (Call=15/09/2014)
4.000.000
1.320.000
0,18
1,10
4.008.206
1.452.924
739.245
1.452.924
XS0268642161 LUSITANO 5 A MTG /2006 - 15/07/2059 5.246.929 0,75 5.077.631 3.912.320
XS0178546742 LUSITANO MORT 2 B MTG /2003 - 16/11/2046 (Call=15/11/2012) 2.500.000 0,76 1.804.778 1.904.721
XS0268645693
XS0177945077
LUSITANO MORTAGES PLC 5 E MTG /2006 - 15/07/2059 (Call=15/10/2015)
MAGEL 2 B MTG / 2003 - 18/07/2036 (Call: 18/10/2010)
1.700.000
2.140.000
1,35
0,57
2.287.180
2.042.663
2.287.180
1.213.507
XS0378418890 MAGNOLIA FINANCE VI /2008 - 20/12/2038 18.150.000 1,30 23.395.442 23.609.890
XS0193657789
XS0186951629
MARLIN 1 B MTG /2004 - 23/12/2012
MARS2 2 A1B Float MTG /2004 - 20/03/2036 (Call=21/03/2011)
524.953
128.648
0,94
0,87
525.669
128.942
493.634
112.092
XS0267046851 MARSB 2006 D MTG /2006 - 28/08/2014 (Call=28/08/2012) 3.700.000 0,89 3.705.950 3.294.089
XS0242696804 MEDIOBANCA Float /2006 - 10/02/2021 5.920.000 0,74 5.828.351 4.356.686
US58933YAB11
XS0267827169
MERCK & CO 2.25% - 2010 / 15-01-2016
MERRILL LYNCH Float /2006 - 14/09/2018
350.000
7.000.000
0,75
0,77
270.406
6.923.083
264.015
5.368.966
XS0281902550 MERRILL LYNCH LUX CMS 2007 - 30/01/2017 5.000.000 0,92 5.158.589 4.578.538
XS0424686573
XS0190302611
MICHELIN FINANCE 8.625% /2009 - 24/04/2014
MIDGA 1 A1 Float MTG /2004 - 23/04/2011
170.000
722.581
1,23
0,98
179.252
795.716
209.744
704.572
XS0190303189 MIDGA 1 A2 Float MTG /2004 - 23/04/2029 5.000.000 0,93 5.131.503 4.664.935
XS0236480322 MONTE DEI PASHI Float /2005 - 30/11/2017 (Call=30/11/2012) 2.200.000 0,91 2.190.746 1.996.455
XS0225151520
US61747YCJ29
MORGAN STANLEY 3.375% 2005 - 20/07/2012
MORGAN STANLEY 5.625% 2009 - 23/09/2019
250.000
1.000.000
1,03
0,77
229.023
690.248
256.265
771.367
XS0298900217 MORGAN STANLEY Float / 2007 - 02/05/2014 600.000 0,95 545.561 568.043
XS0225152411
XS0250971222
MORGAN STANLEY Float /2005 - 20/07/2012
MORGAN STANLEY Float /2006 - 13/04/2016
3.292.000
1.555.000
0,99
0,90
3.236.767
1.523.026
3.251.838
1.401.820
XS0276891594 MORGAN STANLEY Float /2006 - 29/11/2013 5.000.000 0,96 4.996.816 4.781.816
XS0245836431
XS0324502458
MORGAN STANLEY Float 2006 - 01/03/2013
MSIMM 2007 - IX SUB MTG - 2007 / 15-05-2024
1.150.000
2.000.000
0,97
0,07
1.150.507
118.200
1.116.892
139.200
XS0431928760 MTNA 8,25% 2009 - 03/06/2013 500.000 1,17 530.741 582.906
XS0203880991
XS0347918723
NATEX BQUES POP Float /2004 - 04/11/2016 (04/11/2011)
NATIONAL AUSTRALIA BK NY 8% 2009 - 24/09/2049 (Call: 24/09/2016)
500.000
600.000
0,94
0,82
464.316
417.510
471.239
489.285
Ano:
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS
2010 Quantidade Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO DESIGNAÇÃO valor nominal nominal de aquisição de aquisição unitário Total
FR0010405688 NATIXIS (KNFP) Float - 2006 / 15-01-2019 (call=15-01-2014) 1.200.000 0,60 747.149 723.981
FR0010479527
XS0552807629
NATIXIS Float / 2007 - 06/07/2017 (Call:06/07/2012)
NATL AUSTRALIA BANK Float /2010 - 22/10/2013
3.350.000
1.950.000
0,91
1,00
3.101.397
1.955.634
3.050.860
1.952.690
XS0469028582 NATL AUSTRALIA BK 3.5% /2009 - 23/01/2015 5.000.000 1,06 5.175.019 5.301.669
XS0525146907
XS0350485453
NATL AUSTRALIA BK 4% /2010 - 13/07/2020
NATL AUSTRALIA BK 4.75% /2008 - 04/03/2011
4.700.000
3.000.000
1,00
1,04
4.759.971
3.163.804
4.700.798
3.126.304
XS0440279338
FR0010239400
NATL AUSTRALIA BK 4.75% /2009 - 15/07/2016
NATL BANQUES POP Float /2005 - 21/01/2016 (Call=21/01/2011)
4.000.000
1.550.000
1,09
0,99
4.115.613
1.554.092
4.355.653
1.533.031
XS0269714464 NATL CAPITAL INS Float /2006 - 29/09/2049 (Call=29/09/2016) 8.200.000 0,73 7.152.425 5.997.145
XS0172122904 NBOG FUND pp /2003 - 11/07/2049 (Call=11/07/2013) 2.000.000 0,50 2.029.940 1.002.218
XS0247626962
XS0234023942
NGGLN 4.125% /2006 - 21/03/2013
NIB CAPITAL BANK 1ª-5ª Tr. Racc /2005 - 28/11/2015
1.150.000
15.000.000
1,08
0,62
1.158.405
15.074.322
1.237.238
9.227.170
XS0249580357 NIB CAPITAL BANK PERP 2006/30-03-2049(Call 30-03-2012) 15.000.000 0,68 8.674.547 10.207.397
XS0234564515
XS0411735300
NIBCAP Float RAcc 2005 - 30/11/2015 (Call=31/08/2010)
NOKIA CORP 5.50% /2009 - 04/02/2014
5.000.000
3.950.000
0,76
1,14
4.916.283
4.237.990
3.819.617
4.490.028
XS0411735482 NOKIA CORP 6.75% /2009 - 04/02/2019 1.000.000 1,24 1.176.027 1.242.867
US65557DAB73
XS0489825223
NORDEA BANK AB 1.75% /2010 - 04/10/2013
NORDEA BANK AB 3.75% /2010 - 24/02/2017
1.000.000
6.000.000
0,75
1,04
744.287
6.162.116
746.826
6.243.716
XS0520755488 NORDEA BANK AB 4% /2010 - 29/06/2020 3.000.000 1,00 3.038.283 3.014.613
XS0428007081
XS0517990031
NORDEA BANK AB 4.5% /2009 - 12/05/2014
NORDEA BANK AB Float /2010 - 17/06/2013
6.500.000
12.050.000
1,09
1,01
6.716.465
12.040.129
7.087.639
12.134.360
XS0432810116 NOVARTIS FINANCE 4.25% /2009 - 15/06/2016 2.000.000 1,09 2.069.312 2.177.102
XS0358820222
XS0168687100
NYSE EURONEXT 5.375% /2008 - 30/06/2015
OLD MUTUAL CAP 8% /2003 - 29/05/2049 (Call=22/12/2010)
1.500.000
97.000
1,11
0,71
1.558.194
69.207
1.662.834
68.993
XS0517466784 OP MORTGAGE BANK 2.375% /2010 - 15/06/2015 3.000.000 1,00 3.021.986 3.000.716
XS0218487436
XS0095156401
OPERA UNI A MTG /2005 - 15/02/2012
PACIFIC L.F. CMS 99 - 12/03/2019
2.773.653
2.000.000
0,89
0,99
2.779.781
2.055.818
2.473.087
1.983.686
KYG693261094 PARMALAT CAP.FIN.-98 5.000.000 0,00 500 0
XS0225590362
XS0159862472
PASTOR PREF PERPETUAL 4.564% 2005 - 27/07/2015
PELIC 1C MTG / 2002 - 15/09/2037
100.000
500.000
0,53
0,24
50.557
487.428
53.296
120.378
XS0159861078 PELICAN 1A MTG - 2002 / 15-09-2037 405.826 0,92 398.716 373.042
XS0289322439
FR0010957274
PENTA 2007 - 1X F MTG - 2007 / 04-06-2024 (Call=04/06/2012)
PEUGEOT SA 4% 2010 - 28/10/2013
5.000.000
1.500.000
0,30
1,03
1.521.500
1.504.131
1.521.500
1.537.971
XS0432069747 PFIZER INC 3.625% /2009 - 03/06/2013 1.750.000 1,06 1.779.252 1.857.775
XS0336018832 PFIZER INC 4.75% /2007 - 15/12/2014 4.500.000 1,09 4.534.845 4.888.855
XS0432070752
XS0432071131
PFIZER INC 4.75% /2009 - 03/06/2016
PFIZER INC 5.75% /2009 - 03/06/2021
3.000.000
3.000.000
1,11
1,17
3.184.482
3.470.249
3.330.117
3.513.779
XS0419195408 PHILIP MORRIS 5.75% /2009 - 24/03/2016 2.700.000 1,18 2.956.627 3.172.513
XS0419179972
XS0204397425
PHILIP MORRIS IN PM 4.25% /2009 - 23/03/2012
PIRAEUS GRP CAP Float /2004 - 27/10/2049 - (Call=27/10/2014)
5.250.000
2.667.000
1,06
0,34
5.536.211
2.554.663
5.587.481
917.769
XS0540216669 POHJOLA BANK 3% - 2010 / 08-09-2017 5.000.000 0,97 5.026.649 4.843.299
XS0490027348
XS0173793216
POHJOLA BANK Float - 2010 / 25-03-2013
POLO III (CAMFER) 4.7% - 2003 / 29-07-2015
6.350.000
200.000
1,00
0,98
6.383.877
197.012
6.372.066
196.992
XS0149762139 POLO SECURITIES Float /2002-26/06/2014 1.999.999 0,95 2.020.197 1.908.599
XS0288613119
XS0215828830
POPULAR CAPITAL PERPETUAL 4.907% 2007 - 06/03/2017
PORTUGAL TEL FIN 3.75% /2005 - 26/03/2012
550.000
500.000
0,74
1,04
328.410
499.384
404.284
517.549
XS0221854200 PORTUGAL TEL FIN 4,5% / 2005 - 16/05/2025 200.000 0,85 168.702 170.418
XS0426126180
XS0462994343
PORTUGAL TELECOM 6.0% /2009 - 30/04/2013
PORTUGAL TELECOM INT FIN 5% 2009 - 04/11/2019
3.000.000
250.000
1,09
0,91
3.348.222
251.025
3.283.122
227.117
XS0205677320 PREPS 2004 - 2 B1 MTG /2004 - 10/12/2012 3.700.000 0,27 3.399.886 1.006.897
XS0205677916
XS0188938277
PREPS 2004 - 2 JN 18.1% MTG - 2004 / 10-12-2012
PREPS 2004-1 A MTG /2004 - 12/05/2012
700.000
6.901.975
0,08
0,79
58.491
7.290.647
58.491
5.425.470
XS0225229813 PREPS 2005-1 B2 MTG /2005 - 04/08/2014 3.000.000 0,18 2.867.982 547.623
XS0289621343 PREPS 2007 - 1 JR 14,50% - 2007 / 07-03-2016 4.000.000 0,05 225.278 185.678
XS0327237300
XS0307772128
PROCTER & GAMBLE 5.125% /2007 - 24/10/2017
PROMC 2007 - 1D MTG 2007/29-06-2012
6.000.000
5.000.000
1,12
0,45
6.586.908
2.245.956
6.735.408
2.246.456
XS0269580675 PROPO II-X B Mtge 2006 - 20/10/2022 2.700.000 0,49 1.325.533 1.317.423
XS0170488992
US21685WBL00
PRUDENTIAL PLC 6.5% /2003 - 23/06/2049 (Call=23/12/2010)
RABOBANK 2.125% - 2010 / 13-10-2015
4.954.000
550.000
0,70
0,73
3.436.566
400.022
3.453.357
399.596
XS0433292512 RABOBANK 3.0% /2009 - 18/09/2012 1.000.000 0,78 715.335 777.805
XS0503734872
XS0557252417
RABOBANK 3.375% /2010 - 21/04/2017
RABOBANK 3.75% - 2010 / 09-11-2010
10.000.000
1.300.000
1,02
0,93
10.190.763
1.297.910
10.174.163
1.207.512
XS0426090485 RABOBANK 4.375% /2009 - 05/05/2016 5.000.000 1,09 5.128.486 5.428.686
XS0408832151
XS0339454851
RABOBANK 4.375% /2009 - 22/01/2014
RABOBANK 4.75% /2008 - 15/01/2018
5.000.000
6.000.000
1,10
1,11
5.193.015
6.508.788
5.504.565
6.655.368
XS0429484891 RABOBANK 5.875% /2009 - 20/05/2019 6.000.000 1,13 6.334.787 6.770.735
XS0496281618 RABOBANK 6.875% /2010 - 19/03/2020 7.000.000 1,00 6.693.142 7.008.842
XS0211840391
XS0207714022
RABOBANK Float 2005 - 2035 (Call: 23/02/2015)
RABOBANK Var /2004 - 21/12/2012
113.000
1.000.000
0,93
1,03
108.933
884.917
105.430
1.031.706
XS0211216659 RABOBK Float RAcc 2005 - 07/02/2012 (Call=07/02/2011) 2.500.000 0,99 2.355.680 2.483.871
XS0453664053
XS0233447936
RATPFP 4% /2009 - 23/09/2021
RBS Float - 2005 / 16-11-2015
3.000.000
7.500.000
1,04
0,88
3.008.998
7.455.292
3.113.848
6.614.110
XS0365122299 RCI BANQUE 5,25% / 2008 - 27/05/2011 850.000 1,04 881.447 888.187
XS0282627289
XS0471077684
RCI BANQUE Float /2007 - 24/01/2012
RCI BANQUE SA 3.125% / 2009 - 08/07/2011
5.850.000
10.000.000
1,00
1,02
5.781.546
10.208.685
5.828.054
10.230.685
XS0545097742 RED ELECTRICA FIN 3.5% /2010 - 07/10/2016 3.000.000 0,98 3.005.672 2.951.222
XS0214446188
FR0010809236
REFER 4% /2005 - 16/03/2015
RENAULT 6% 2009 - 13/10/2014
7.000.000
650.000
0,88
1,07
7.284.496
655.100
6.130.466
697.518
XS0216427384 RENOR CDO BV MTG - 2005 / 07-10-2095 (Call=07/01/2010) 3.111.773 0,01 150.000 31.118
XS0524678884
XS0419352199
RENTENBANK Float /2010 - 11/07/2016
REPSOL INTL FIN 6.50% /2009 - 27/03/2014
7.000.000
450.000
1,00
1,14
7.000.184
472.061
7.016.774
513.759
XS0270503369 RHA Float 2006 - 15/10/2013 (Call=25/03/2010) 293.206 1,00 273.346 294.049
XS0506721827
XS0225547438
RHODIA SA 7% 2010 - 15/05/2018
RMFE III-X SUB 0% MTG / 2005 - 11/11/2021 (Call=11/05/2010)
100.000
4.000.000
1,06
0,49
100.875
1.974.000
106.225
1.974.000
XS0415624393 ROCHE HLDGS INC 4.625% /2009 - 04/03/2013 1.000.000 1,10 1.033.987 1.096.837
XS0454984765
XS0323734961
ROYAL BANK OF SCOTLAND 5.375% 2009/30-09-2019
ROYAL BANK OF SCOTLAND PERPETUAL 7.0916% 2007 - 29/09/2017
200.000
50.000
0,97
0,65
200.700
20.750
193.595
32.375
XS0506277135 ROYAL BK OF SCOTLAND PLC 2010/20-10-2026 15.000.000 0,54 8.366.471 8.121.471
XS0480133338
XS0497725563
ROYAL BK SCOTLAND 4.875% /2010 - 20/01/2017
ROYAL BK SCOTLND 3.625% /2010 - 17/05/2013
2.000.000
1.362.000
1,01
1,02
2.078.838
1.392.841
2.016.878
1.394.802
XS0128842571 ROYAL BK SCOTLND 6% /2001 - 10/05/2013 5.000.000 1,05 5.353.151 5.230.451
FR0010913178
XS0147030554
RTE EDF TRANSPOR 3.875% /2010 - 28/06/2022
RWE FINANCE BV 6.125% /2002 - 26/10/2012
4.250.000
1.500.000
0,98
1,09
4.298.733
1.630.913
4.167.918
1.635.383
XS0127984747 RWE FINANCE BV 6.25% /2001 - 20/04/2016 7.000.000 1,20 8.493.591 8.366.221
XS0173287862
FR0010827048
RZB FINANCE LTD Pp /2003 - 31/07/2049 (Call=31/07/2013)
SAFRAN SA 4% 2009/26-11-2014
5.000.000
1.000.000
0,82
1,02
5.357.553
1.030.836
4.123.553
1.020.656
XS0456451938 SANOFI-AVENTIS 3.125% /2009 - 10/10/2014 8.000.000 1,04 8.269.524 8.282.004
XS0456451771 SANOFI-AVENTIS 4.125% /2009 - 11/10/2019 3.000.000 1,03 3.029.222 3.104.742
XS0428037740
XS0246688435
SANOFI-AVENTIS 4.5% /2009 - 18/05/2016
SANPAOLO IMI (ISPIM) Float /2006 - 15/03/2013
2.000.000
4.000.000
1,10
0,97
2.085.343
3.718.002
2.204.213
3.894.122
XS0243399556 SANPAOLO IMI Float /2006 - 20/02/2018 (Call=20/02/2013) 5.000.000 0,89 5.008.708 4.439.493
XS0541340021
XS0327533617
SANTANDER 2.875% - 2010 / 20-09-2013
SANTANDER 5.435% /2007 - 24/10/2017 (Call=24/10/2012)
1.400.000
3.500.000
0,97
0,90
1.408.756
3.535.439
1.360.050
3.154.149
XS0441528600 SANTANDER FIN PF /2009 - 27/07/2049 (Call=27/07/2014) 800.000 1,09 836.132 868.796
XS0356944636
XS0381817005
SANTANDER INTL 5.125% /2008 - 11/04/2011
SANTANDER INTL 5.625% /2008 - 14/02/2012
3.000.000
7.000.000
1,04
1,07
3.108.985
7.335.055
3.131.995
7.492.345
XS0291652203 SANTANDER ISSUANCES Float /2007 - 23/03/2017 (Call=23/03/2012) 3.000.000 0,88 2.799.848 2.648.498
ES0213495007
XS0500128326
SANTCF Float /2006 - 28/09/2016 (Call=28/09/2011)
SAP AG 3.5% /2010 - 10/04/2017
3.300.000
1.800.000
0,88
1,01
3.030.646
1.842.125
2.907.015
1.820.201
XS0212544448 SATURNS 2005 - 05/07/2030 (CALL 05/07/2010) 20.000.000 0,43 10.620.306 8.690.306
XS0202197694
FR0010359687
SCH FINANCE CMS /2004 - 30/09/2049 (Call=30/03/2011)
SCOR SA Var 2006/28-07-2049 (Call 28-07-2016)
1.500.000
400.000
0,59
0,92
1.283.816
307.301
879.840
368.521
XS0179207583 SG CAP TRUST III 5,419% / 2003 - 10/11/2049 (Call:10/11/2013) 9.175.000 0,93 8.183.471 8.533.408
XS0163578635 SGA NV 2003 - 28/02/2018 96.881.000 0,95 97.937.029 92.186.039
XS0428146442
US822582AQ52
SHELL INTL FIN 3.0% /2009 - 14/05/2013
SHELL INTL FIN 3.1% /2010 - 28/06/2015
4.000.000
1.000.000
1,05
0,77
4.063.120
806.674
4.180.345
765.079
XS0428147093 SHELL INTL FIN 4.375% /2009 - 14/05/2018 5.000.000 1,09 5.209.807 5.468.592
XS0504013912
XS0369462022
SID BANKA EXPORT 3% /2010 - 21/04/2015
SIEMENS FINAN 5.375% /2008 - 11/06/2014
4.000.000
2.500.000
0,99
1,13
4.076.707
2.872.785
3.979.947
2.832.360
XS0413810606 SIEMENS FINANCE 4.125% /2009 - 20/02/2013 2.800.000 1,08 3.003.802 3.029.898
XS0413806596
XS0430951888
SIEMENS FINANCE 5.125% /2009 - 20/02/2017
SKANDINAVISKA ENSKIL 4.375% /2009 - 29/05/2012
3.000.000
7.500.000
1,15
1,06
3.450.867
7.770.499
3.444.957
7.950.153
XS0337453202 SKANDINAVISKA ENSKILDA PERPETUAS 2007 / (Call 21-12-2017) 170.000 1,05 181.458 179.229
XS0552743048
XS0183070142
SNS BANK 6.25% - 2010 / 26-10-2020
SNS BANK NEDERLAND c/z /2003 - 28/12/2012
1.350.000
410.000
0,87
0,82
1.357.535
348.295
1.174.783
337.303
XS0365303329 SOC GEN Var 2008-22/05/2049 (CALL 22-05-2013) 200.000 1,03 198.727 205.393
FR0010136382
XS0454569863
SOCGEN PERPETUAL 4.196% 2005 - 26/01/2015
SOCIETE GENERALE 8.75% 2009 - 07/04/2015
100.000
1.450.000
0,84
0,79
54.397
1.018.788
83.980
1.139.897
XS0100446268 SOLAR FUND. 5,2916% /1999-04/08/2014 100.000 1,02 101.885 101.735
XS0551556409 SPAREBANK 3.5% - 2010 / 21-04-2016 5.000.000 0,99 5.020.041 4.946.541
XS0416848520
XS0247802522
STATOILHYDRO ASA 5.625% /2009 - 11/03/2021
STMICROELEC FIN Float /2006 - 17/03/2013
2.475.000
2.024.000
1,20
1,00
2.856.601
2.023.749
2.970.625
2.013.909
Ano:
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS
2010 Quantidade Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO
XS0490111563
DESIGNAÇÃO
SVENSKA HNDLSBKN 3.75% /2010 - 24/02/2017
valor nominal
4.420.000
nominal
1,05
de aquisição de aquisição
4.537.304
unitário Total
4.620.665
XS0430527993 SWEDISH EXPORT CREDIT 3.625 2009/27-05-2014 5.000.000 1,06 5.099.253 5.316.253
XS0235246948
XS0436662828
SYDBANK A/S Float /2006 - 25/04/2049 (Call=25/04/2017)
SYNGENTA FINANCE NV 4% /2009 - 30/06/2014
2.500.000
1.450.000
0,65
1,07
2.547.637
1.471.901
1.634.887
1.554.000
XS0335481254
XS0473999984
TAGST 2007 - ROSE 1 MTG - 2007 / 17-12-2012
TDCDC 5.875% 2009 - 16/12/2015
239.600
1.630.000
0,96
1,09
239.832
1.682.835
230.248
1.774.523
XS0418508924 TELECOM ITALIA 8.25% /2009 - 21/03/2016 1.500.000 1,23 1.825.527 1.849.092
XS0312208407
XS0410258833
TELECOM ITALIA Float /2007 - 19/07/2013
TELEFONICA 5.431% /2009 - 03/02/2014
8.000.000
700.000
0,98
1,11
7.968.329
734.476
7.808.329
776.238
XS0419264063 TELEFONICA EMIS 5.496% /2009 - 01/04/2016 3.000.000 1,10 3.256.773 3.300.953
XS0241946630
XS0284891297
TELEFONICA EMISIONES 4.375% / 2006 - 02/02/2016
TELEFONICA EMISIONES 4.674% 2007 - 07/02/2014
2.000.000
700.000
1,05
1,08
2.080.389
758.985
2.104.889
756.540
XS0289507997
XS0179909774
TELIASONERA AB 4.75% /2007 - 07/03/2017
TEMPO 1 A MTG /2003 - 15/11/2049
2.500.000
4.500.000
1,11
0,04
2.602.196
4.543.643
2.776.727
190.954
XS0295632847 TEREOS EUROPE 6,375% / 2007 - 15/04/2014 2.000.000 1,05 1.976.563 2.106.563
XS0414340074
XS0386772924
TESCO PLC 5.125% /2009 - 24/02/2015
TESCO PLC 5.625 % /2008 - 12/09/2012
125.000
2.500.000
1,14
1,08
129.805
2.607.660
142.892
2.706.305
XS0550634355
XS0220377906
THALES SA (HOFP ) 2.75% - 2010 / 19-10-2016
TMAN 1 A MTG /2005 - 21/01/2014
1.200.000
645.803
0,96
0,99
1.200.264
648.226
1.153.940
640.918
XS0267500592 TOTAL CAPITAL Float /2006 - 12/09/2011 5.000.000 1,00 4.991.173 4.998.223
XS0414313691
XS0410303647
TOTAL CAPITAL SA 3.5% /2009 - 27/02/2014
TOTAL CAPITAL SA 4.875% /2009 - 28/01/2019
1.000.000
4.000.000
1,07
1,15
1.024.938
4.473.161
1.070.548
4.580.201
XS0411606246 TOYOTA MTR CRED 5.25% /2009 - 03/02/2012 7.000.000 1,09 7.654.262 7.598.077
DE000A0D1KX0
XS0336744650
UBS AG JERSEY PERPETUAL 4.28% 2005 - 15/04/2015
UBS AS JERSEY PERPETUAL 7.152% 2007 - 21/12/2017
300.000
100.000
0,87
1,03
135.146
58.919
260.771
103.169
XS0357283257
XS0232989532
UBS CAPITAL SECS 8.836% TIER I 2008 / 2049 (Call: 11/04/2013)
UNICREDITO CRDIT Float C/F 2005 - 02/11/2015
1.850.000
1.500.000
1,08
0,95
1.994.418
1.482.297
2.005.314
1.426.047
XS0241369577 UNICREDITO ITALIANO 3.95% /2006 - 01/02/2016 3.900.000 0,96 4.027.347 3.747.966
XS0267703352
XS0231436238
UNICREDITO ITALIANO Float /2006 - 20/09/2016 (Call=20/09/2011)
UNICREDITO UCGIM PERPETUAL 4.028% 2005 - 27/10/2015
7.000.000
250.000
0,94
0,74
6.995.623
184.292
6.570.932
184.451
XS0497362748
XS0428149545
VALE SA 4.375% 2010 - 24/03/2018
VATTENFALL 4.25% - 2009 / 19-05-2014
500.000
300.000
1,04
1,09
514.721
306.545
520.416
325.712
XS0417208161 VATTENFALL AB 5.25% /2009 - 17/03/2016 7.931.000 1,15 9.078.400 9.113.342
XS0401892038
XS0401891733
VATTENFALL TREAS 5.75% /2008 - 05/12/2013
VATTENFALL TREASURY 6.75% /2008 - 31/01/2019
2.000.000
2.500.000
1,11
1,26
2.148.192
3.120.543
2.211.312
3.156.193
XS0439828269 VERBUND INTL FIN 4.75% /2009 - 16/07/2019 2.500.000 1,07 2.530.733 2.667.433
XS0424019437
XS0405876326
VERBUND INTL FIN 4.75% /2009 - 17/04/2015
VERIZON WIRELESS VZW 7.625% /2008 - 19/12/2011
7.000.000
1.000.000
1,10
1,06
7.782.527
1.071.119
7.729.787
1.056.877
XS0274098499
FR0010830042
VERSAILLES CLO ME PLC 1 MTG / 2006 - 12/01/2023 (Call=12/01/2011)
VIVENDI 4,25% / 2009 - 01/12/2016
4.000.000
150.000
0,39
1,02
1.544.049
149.651
1.544.049
153.323
XS0559800122 VNESHECONOMBANK 5.45% 2010 - 22/11/2017 3.500.000 0,75 2.570.210 2.634.048
XS0402707367
US92857WAU45
VODAFONE GROUP 6.875% /2008 - 04/12/2013
VODAFONE GROUP PLC 3.375% 2009 - 24/11/2015
500.000
850.000
1,13
0,76
547.052
569.064
567.113
648.161
XS0421105825
XS0246359532
VOLKSWAGEN 5.25% /2009 - 01/04/2011
VOLKSWAGEN BANK Float/ 2006 - 14/03/2016
2.400.000
5.000.000
1,05
0,93
2.559.650
5.007.344
2.517.026
4.649.872
XS0482656005 VOLKSWAGEN FIN 3.375% /2010 - 28/07/2014 3.500.000 1,04 3.550.241 3.642.186
XS0412447632
XS0505532134
VOLKSWAGEN INTL FIN 5.625% /2009 - 09/02/2012
VOTO-VOTORANTIM 5.25% /2010 - 28/04/2017
2.700.000
8.900.000
1,09
1,03
2.885.387
9.130.804
2.949.738
9.122.744
XS0365663961
XS0210908751
WACHOVIA BANK NA 6% /2008 - 23/05/2013
WESTLB Float C/F /2005 - 07/02/2012
1.600.000
1.402.000
1,11
0,99
1.657.989
1.358.294
1.782.197
1.390.119
US961214BR37 WESTPAC 1.85% - 2010 / 09-12-2013 1.000.000 0,75 760.618 749.259
XS0453410978
XS0352626443
WESTPAC BANKING 4.25% /2009 - 22/09/2016
WESTPAC BANKING 4.625% /2008 - 14/03/2011
11.730.000
5.200.000
1,05
1,04
11.964.608
5.380.630
12.348.451
5.424.016
XS0494870701 WESTPAC SEC NZ 3.875% /2010 - 20/03/2017 1.000.000 1,03 1.026.019 1.029.199
XS0423888824 ZURICH FINANCE 4.875% /2009 - 14/04/2012
2.000.000 1,07 2.063.459 2.141.959
sub-sub-total sub-total
0
0
11.000.180.146
11.848.594.551
0,00
0,00
0,00
0,00
3.139.255.084
4.006.966.974
0,00
0,00
2.958.716.630
3.781.659.489
2.2.2 - Títulos de rendimento variável
FR0000120404 2.2.2.1 - Acções
ACCOR SA
105.500 24,17 2.549.886 33,30 3.513.150
FR0000031122
US0378331005
AIR FRANCE-KLM
APPLE COMPUTER INC
132.415
7.251
9,12
203,46
1.207.227
1.475.262
13,63
241,40
1.804.816
1.750.399
GB0009895292 ASTRAZENECA PLC 79.870 32,27 2.577.290 33,95 2.711.358
GB0000961622
US0594603039
BALFOUR BEATTY PLC
BANCO BRADESCO SA ADR
388.805
998.250
3,94
11,94
1.531.042
11.914.856
3,64
15,18
1.413.385
15.158.279
DE000BASF111 BASF AG 58.360 38,64 2.255.160 59,70 3.484.092
DE0005909006
DE0005190003
BILFINGER BERGER AG
BMW AG
20.900
79.235
50,45
45,72
1.054.491
3.622.402
63,20
58,85
1.320.880
4.662.980
FR0000131104
FR0000120503
BNP PARIBAS
BOUYGUES
45.160
60.615
53,49
32,40
2.415.771
1.963.970
47,61
32,25
2.150.068
1.955.137
GB0056794497 BRITISH AIRWAYS 6.75% PERPETUAL 76.000 24,74 1.880.409 17,60 1.337.600
GB0002875804
ES0113900J37
BRITISH AMERICAN TOBACCO PLC
BSCH - AM
149.170
218.855
24,03
10,30
3.583.964
2.254.321
28,62
7,93
4.269.303
1.735.082
GB0007365546
FR0000120172
CARILLION PLC
CARREFOUR SA
333.900
72.895
3,34
36,24
1.115.745
2.642.056
4,47
30,85
1.491.155
2.248.811
FR0000125585 CASINO GUICHARD PERRACHON 16.315 66,00 1.076.711 72,95 1.190.179
DE000CLS1001
US1729671016
CELESIO AG
CITIGROUP INC
65.165
107.996.152
18,79
3,49
1.224.295
376.908.166
18,60
3,54
1.212.069
382.294.416
DE0008032004
DE0007100000
COMMERZBANK AG
DAIMLERCHRYSLER AG
250.385
41.820
6,74
36,53
1.686.704
1.527.757
5,55
50,73
1.390.638
2.121.529
FR0000120644 DANONE SA 59.680 45,49 2.715.139 47,02 2.806.154
BE0003562700
DE0008232125
DELHAIZE GROUP
DEUTSCHE LUFTHANSA-REG
20.940
132.120
48,52
9,63
1.016.003
1.271.731
55,27
16,36
1.157.354
2.160.823
DE0005552004
GB0002374006
DEUTSCHE POST AG-REG
DIAGEO PLC
83.575
217.900
10,55
12,58
881.330
2.741.395
12,70
13,77
1.061.403
2.999.843
LU0011904405 E.S. Financial Group 124.435 14,71 1.831.024 14,00 1.742.090
FR0000130452
IT0001976403
EIFFAGE SA
FIAT SPA
28.565
146.785
41,40
9,14
1.182.724
1.341.685
33,01
15,43
942.788
2.264.893
IT0003856405 FINMECCANICA SPA 6.155 11,41 70.235 8,51 52.348
GB0003452173
ES0122060314
FIRSTGROUP PLC
FOMENTO DE CONSTRUC Y CONTRA
250.815
37.660
4,57
28,95
1.147.068
1.090.197
4,63
19,66
1.160.611
740.396
US38259P5089
DE0006070006
GOOGLE INC
HOCHTIEF AG
4.125
20.842
451,66
55,03
1.863.117
1.146.974
444,52
63,54
1.833.652
1.324.301
CH0012214059
GB00B19NKB76
HOLCIM LTD - REG
HOME RETAIL GROUP
48.580
365.320
48,21
3,14
2.342.170
1.147.135
56,50
2,19
2.744.863
800.033
GB00B61TVQ02 INCHCAPE PLC 444.610 3,49 1.552.685 4,14 1.841.974
ES0177542018
GB0004764071
INTERNATIONAL CONSOLIDATESD AIRLINES GROUP SA
JOHNSON MATTHEY PLC
694.015
57.185
2,48
17,20
1.720.685
983.744
3,17
23,68
2.197.143
1.353.971
FI0009000202 KESKO OYJ-B SHS 51.925 25,79 1.339.349 34,93 1.813.740
DE000KC01000
NL0006033250
KLOECKNER & CO
KONINKLIJKE AHOLD NV
65.910
125.040
19,54
9,27
1.288.057
1.159.335
21,01
9,88
1.384.440
1.234.895
GB0031192486
DE0007257503
LONMIN PLC
METRO AG
68.205
26.470
23,36
38,24
1.593.247
1.012.108
22,84
53,88
1.557.839
1.426.204
GB0030232317 MICHAEL PAGE INTERNATIONAL 344.220 4,64 1.598.236 6,45 2.219.484
DE0008430026
GB00B08SNH34
MUENCHENER RUECKVER AG-REG
NATIONAL GRID PLC
23.565
470.713
120,42
7,10
2.837.653
3.341.532
113,45
6,42
2.673.449
3.024.157
FI0009013296
FR0000044448
NESTE OIL OYJ
NEXANS SA
119.260
20.850
11,28
58,18
1.344.869
1.212.959
11,95
58,86
1.425.157
1.227.231
DE0006766504 NORDDEUTSCHE AFFINERIE AG 38.775 27,22 1.055.453 44,18 1.713.080
NL0000375400
GRS419003009
NUTRECO HOLDING NV
OPAP SA
28.430
103.400
34,01
17,54
966.976
1.813.949
56,79
12,94
1.614.540
1.337.996
FI0009002422
GB0006825383
OUTOKUMPU OYJ
PERSIMMON PLC
104.560
292.775
14,37
5,49
1.502.370
1.606.275
13,88
4,84
1.451.293
1.417.701
CH0027752242 PETROPLUS HOLDINGS AG 115.025 14,41 1.657.470 9,85 1.133.324
FR0000121501
AT0000606306
PEUGEOT SA
RAIFFEISEN INTL BANK HOLDING
62.770
36.970
24,15
41,53
1.515.666
1.535.503
28,41
41,00
1.783.296
1.515.770
FI0009003552
FR0000131906
RAUTARUUKKI OYJ
RENAULT SA
89.985
39.810
16,90
33,48
1.521.088
1.332.785
17,51
43,50
1.575.637
1.731.735
ES0173516115 REPSOL YPF SA 54.725 16,73 915.553 20,85 1.141.016
FR0010479956
GB00B03MLX29
RHODIA SA - REGR
ROYAL DUTCH SHELL
53.015
100.050
13,52
23,08
716.762
2.308.667
24,75
24,73
1.312.121
2.474.237
GB00B019KW72 SAINSBURY (J) PLC 333.095 3,66 1.220.239 4,37 1.456.214
DE0006202005
SE0000113250
SALZGITTER AG
SKANSKA AB-B SHS
26.930
93.758
48,69
10,58
1.311.166
992.017
57,77
14,87
1.555.746
1.394.004
IT0003153415
NL0000226223
SNAM RETE GAS SPA
STMICROELECTRONICS NV
718.750
229.670
3,12
6,50
2.240.739
1.492.662
3,72
7,74
2.673.750
1.777.416
SE0000242455 SWEDBANK AG 215.390 7,13 1.536.087 10,46 2.253.481
ES0178430E18
GB00B1VYCH82
TELEFONICA SA
THOMAS COOK GRP PLC
136.030
426.760
18,00
2,60
2.448.380
1.108.307
16,97
2,20
2.307.749
940.533
DE0007500001
FR0000120271
THYSSENKRUPP AG
TOTAL SA
55.740
55.675
19,67
45,77
1.096.385
2.548.519
30,99
39,65
1.727.104
2.207.514
Ano:
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS
2010 Quantidade Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO DESIGNAÇÃO valor nominal nominal de aquisição de aquisição unitário Total
DE000TUAG000
GB0001500809
TUI AG
TULLOW OIL PLC
187.030
104.410
6,69
14,83
1.251.330
1.547.959
10,50
14,65
1.963.815
1.529.608
BE0003884047 UMICORE 47.975 21,75 1.043.272 38,92 1.867.187
FR0000130338
FR0000124141
VALEO SA
VEOLIA ENVIRONNEMEM
58.522
49.965
20,10
24,38
1.176.253
1.218.135
42,47
21,87
2.485.137
1.092.735
DE0007664039 VOLKSWAGEN AG-PFD 19.260 71,36 1.374.312 121,40 2.338.164
SE0000115446
JE00B3YWCQ29
VOLVO AB-B SHS
WOLSELEY PLC
236.665
78.965
9,91
12,80
2.345.102
1.010.592
13,22
23,77
3.128.080
1.876.996
2.2.2.2 - Títulos de participação sub-total 119.451.363 0 0,00 0,00 514.649.844 0,00 541.163.537
2.2.2.3 - Unidades de participação em fundos de investimento sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
ES0138517034
ES0158193039
ESPIRITO SANTO ESPAÑA BOLSA, FI
ESPIRITO SANTO ESPAÑA 30, FI
51.333,49
5.395,39
42.829,19
5.175,79
ES0125240038 E.S. CAPITAL PLUS, F.I. 7.824,04 8.819,37
ES0136097039 E.S. BOLSA ESPAÑA SELECCIÓN, F.I. 0,00 0,00
ES0114917034
XS0307714864
E.S. VALOR EUROPA F.I.
5Y AUTOCANCELABLE TELEFONICA E IBERDROLA
2.409,52
8.131.700,96
1.831,21
4.968.195,48
XS0312463184 AUTOCALLABLE NOTES LINKED TO THE SHARES OF BBVA 1.146.340,63 139.606,49
XS0333757606 AUTOREDEEMER NOTES LINKED TO THE SHARES OF ENI S.P.A. 168.009,88 36.617,99
XS0337388382
XS0287521131
AUTOREDEEMER NOTES LINKED TO THE SHARES OF ENI S.P.A.
3 YEARS AUTOCALLABLE CERTIFICATE ON DJEUROSTOXX 50 INDEX
479.308,60
135.505,60
103.956,75
26.447,09
XS0291503463 AUTOCALL SAN 5Y 12% 974.761,34 706.512,41
XS0300460721 5 YEAR AUTO-CALLABLE NOTE ON BBVA SM 521.416,79 65.639,67
XS0296916140
XS0401832729
AUTOCALLABLE SANTANDER 5 YEAR 12%
EUR ENI Notes due 22nd December 2012 (the "Notes")
579.576,07
2.695.389,84
108.426,51
3.669.323,58
XS0401835748 EUR ENI Notes due 02nd December 2012 (the "Notes") 653.024,58 906.006,32
XS0483713706 EUR Auto Callable DJ Euro Stoxx 50 Notes due 23rd February 2013 (the "Notes") 2.140.784,98 2.198.468,27
XS0401835318
XS0401768535
EUR BBVA Notes due 18th May 2012 (the "Notes")
EUR BBVA Notes due 09th August 2012 (the "Notes")
2.471.543,14
4.334.116,08
3.562.207,04
6.024.103,65
XS0401807291 EUR SAN Notes due 31st May 2012 (the "Notes") 3.387.625,90 5.470.638,04
XS0307714864 5Y AUTOCANCELABLE TELEFONICA E IBERDROLA 13.715,34 8.379,62
XS0312463184
XS0333757606
AUTOCALLABLE NOTES LINKED TO THE SHARES OF BBVA
AUTOREDEEMER NOTES LINKED TO THE SHARES OF ENI S.P.A.
224.697,99
989,72
27.364,71
215,71
XS0337388382 AUTOREDEEMER NOTES LINKED TO THE SHARES OF ENI S.P.A. 51.963,20 11.270,26
XS0287521131 3 YEARS AUTOCALLABLE CERTIFICATE ON DJEUROSTOXX 50 INDEX 267.632,44 52.234,73
XS0291503463
XS0300460721
AUTOCALL SAN 5Y 12%
5 YEAR AUTO-CALLABLE NOTE ON BBVA SM
2.560,85
202.075,70
1.856,09
25.438,73
XS0296916140 AUTOCALLABLE SANTANDER 5 YEAR 12% 12.174,88 2.277,69
XS0401832729 EUR ENI Notes due 22nd December 2012 (the "Notes") 5.780,66 8.263,32
XS0401835748
XS0483713706
EUR ENI Notes due 02nd December 2012 (the "Notes")
EUR Auto Callable DJ Euro Stoxx 50 Notes due 23rd February 2013 (the "Notes")
475,42
2.316,43
659,58
2.378,83
XS0401835318 EUR BBVA Notes due 18th May 2012 (the "Notes") 6.077,06 8.891,26
XS0401768535 EUR BBVA Notes due 09th August 2012 (the "Notes") 9.638,52 13.571,55
XS0401807291
ES0138517034
EUR SAN Notes due 31st May 2012 (the "Notes")
ESPIRITO SANTO ESPAÑA BOLSA, FI
4.065,60
2.856,80
6.565,46
2.570,47
ES0158193039 ESPIRITO SANTO ESPAÑA 30, FI 302,13 295,27
ES0125240038 E.S. CAPITAL PLUS, F.I. 6.020,51 6.275,83
ES0136097039
ES0114917034
E.S. BOLSA ESPAÑA SELECCIÓN, F.I.
E.S. VALOR EUROPA F.I.
0,00
294,95
0,00
262,34
LU0256839860 ALLIANZ RCM EURO EQ GROWTH 9.890 111,24 1.100.185 127,11 1.257.139
LU0256881128 ALLIANZ RCM EURP EQ GROWTH - IT 5.526 1.218,15 6.731.125 1.398,36 7.726.898
LU0248702945
LU0210819818
AMUNDI FUNDS CLEAN PLANET S
AMUNDI FUNDS DYNARBITRAGE VAR 4 EUR S ACC
63
482
80,57
110,78
5.074
53.414
78,91
111,88
4.970
53.944
LU0272942433 AMUNDI FUNDS VOLATILLITY EQUITIES S ACC 21.219 147,62 3.132.474 148,64 3.154.053
FR0007038708
LU0272941112
AMUNDI GLOBAL EMERG
AMUNDI-VOL EURO EQUITIES-IC
58
327
34.137,06
1.543,32
1.979.949
505.019
33.942,25
1.542,70
1.968.651
504.815
LU0248273566 BGF - INDIA FUND E 2 1.072 19,52 20.925 20,34 21.804
LU0326423224
LU0172157363
BGF - WORLD GOLD FD HEDGED E 2
BGF - WORLD MINING FUND E2
4.332
2.583
9,60
47,21
41.602
121.943
11,87
61,90
51.421
159.885
LU0093504115 BGF EUR SHORT DUR BOND - E2 17.549 13,30 233.378 13,31 233.574
LU0200685070
LU0326423067
BGF US FLEXIBLE EQUITY H E2
BGF WORLD GOLD
8.629
61.881
10,07
8,08
86.896
500.000
10,47
12,38
90.350
766.089
LU0090830497 BGF-EMERGING EUROPE FUND - EUR E2 653 76,81 50.138 98,82 64.508
LU0171290074
LU0171304552
BGF-NEW ENERGY FUND-EURO-E2
BGF-WORLD ENERGY FUND-E Acc
3.269
5.281
5,81
15,61
18.998
82.415
5,59
19,10
18.274
100.866
LU0171306680 BGF-WORLD GOLD FUND - EUR E2 7.039 40,82 287.337 47,69 335.690
LU0271024688
LU0238483688
BLUEBAY - EM MKT SELECT B I
BLUEBAY - EMER MK LO
63.638
756
84,22
103,09
5.359.309
77.889
84,82
121,10
5.397.956
91.493
LU0240775436 BLUEBAY - EMERGING MK LO C 16.509 118,40 1.954.652 118,51 1.956.477
LU0271024506
LU0225310266
BLUEBAY EM MKT SLT BD - \$ BS R
BLUEBAY INV GRADE BOND FUND
21.817
27.191
83,67
110,33
1.825.522
3.000.000
84,69
129,70
1.847.636
3.526.693
IE00B23S7K36 BNY MELLON GL - BRAZIL EQ A 122.047 1,25 152.540 1,41 171.672
IE0003952342
IE0003921727
BNY MELLON GL - EMRG MKTS
BNY MELLON GL - GLOBAL BOND A
155.165
27.926
2,81
1,38
435.407
38.558
3,25
1,41
504.163
39.417
IE00B23S7N66 BNY MELLON GL-BRAZIL EQ-C\$ 459.629 1,00 458.502 1,05 482.125
IE0004084889
IE00B23Z8X43
BNY MELLON GLOBAL OPPORTUNITIES - A EUR
BRANDYWINE GL. OP. BOND - CLASS A
42.737
10.024
0,92
95,39
39.156
956.270
1,15
116,40
49.062
1.166.845
LU0319686829 CAAM - VOLATIL WORLD 220 985,37 216.327 1.069,56 234.809
FR0007052782
LU0124811109
CAC 40 MAST
CARAVELA AGGRESSIVE FUND
170.879
148.155
37,74
116,71
6.449.315
17.290.794
38,29
121,91
6.542.957
18.061.545
LU0124811018 CARAVELA BALANCED FUND 187.417 113,77 21.322.433 113,77 21.322.433
LU0124810986
IE00B2QMND75
CARAVELA DEFENSIVE FUND
CITI - GLB INT RATE EUR INX - I
142.501
3.980
108,40
1.138,33
15.446.839
4.529.999
103,06
1.091,53
14.686.195
4.343.765
00ZZZZZ9792490 COLCHESTER GLOBAL BOND FUND - CLASS D 19.505 102,54 2.000.000 113,06 2.205.260
00ZZZZZ9795394
LU0351344501
COLCHESTER GLOBAL RETURN BOND FUND - CLASS D
CS CUST M GLB ALPHA F/I - I1C1
332.949
52.681
10,51
102,32
3.500.000
5.390.500
11,68
102,03
3.887.386
5.375.021
LU0351344337 CS CUST M GLB ALPHA F/I - R1C1 49.189 101,23 4.979.593 100,62 4.949.381
LU0445305468
LU0267479375
DB PLAT CURRENCY RET PL R1C
DB PLAT IV - BAL CUR HVS
704
44
1.002,92
10.435,27
705.863
457.705
998,44
11.485,25
702.712
503.759
LU0255187485 DB PLAT IV - BAL CUR HVS R2C 2.494 106,25 264.990 105,00 261.866
LU0462954479
LU0229883953
DB PLAT IV DBX SYS ALPH - I1CU
DB PLAT-COMMODITY EURO
25.176
862
76,73
162,74
1.931.718
140.316
79,93
165,14
2.012.249
142.389
LU0445305625 DB PLAT-CURRENCY RET 36.925 100,81 3.722.260 101,81 3.759.342
LU0338690372
LU0419225080
DB PLATINUM - AGRIC EURO
DB PLATINUM CROCI SECTOR - I2C
9
64.297
6.348,59
144,89
59.169
9.316.033
8.147,23
167,49
75.932
10.769.057
LU0189063844 DB PLATINUM IV-DYN ALT-R2C 91 125,70 11.388 109,07 9.881
LU0173942318
LU0383378311
DB PLATINUM IV-SOV PLUS-R1C
DB PLATINUM SALSA EURO
135
34.582
132,87
108,35
17.964
3.746.912
137,23
116,51
18.553
4.029.149
LU0383378824 DB PLATINUM SALSA EURO I1C 507 11.095,99 5.627.209 11.968,07 6.069.475
LU0290358497
LU0292097234
DB X - TR II EONIA
DB X TRACKERS FTSE 100 ETF
64.664
746.947
137,37
7,09
8.883.141
5.297.414
138,61
7,13
8.962.883
5.325.732
IE00B5MTWH09 DJ STOXX 600 OPT OIL & GAS ETF 31.810 132,30 4.208.567 145,97 4.643.306
IE00B5MJYC95
LU0239322612
DJ STOXX 600 OPT TRV & LEIS
DWS BRAZIL Acc
23.048
4.172
99,11
139,30
2.284.192
581.137
98,72
166,10
2.275.299
692.942
LU0210302286 DWS INVEST BRIC PLUS-NC Acc 994 189,20 187.985 215,76 214.379
LU0273146190
LU0179220412
DWS INVEST CHINESE EQUITY-FC
DWS INVEST CONVERTIBLES FC
5.492
25.817
164,59
130,72
903.884
3.374.859
168,81
141,98
927.065
3.665.508
LU0179220255 DWS INVEST CONVERTIBLES NC 14.369 124,76 1.792.657 131,77 1.893.340
LU0145635123
LU0273147594
DWS INVEST EURO EQUITIES-NC
DWS INVEST GLOBAL AGRIBUSN - NC
220
856
100,66
104,91
22.123
89.778
116,75
119,52
25.660
102.279
LU0146864797 DWS RUSSIA Acc 234 193,98 45.299 233,85 54.609
SE0001599622
LU0091444124
East Capital Explorer Fund AB
ES - AMERICA G.F.(USD)
134
37.452
51.625,40
88,71
6.917.803
3.322.289
53.746,00
101,17
7.201.964
3.788.957
LU0058466250 ES - EMERGING MARKETS 67.526 135,97 9.181.770 149,13 10.070.166
LU0062574610
LU0091443829
ES - EURO BOND
ES - EUROPEAN EQUITY
1.559
986
1.110,12
64,01
1.730.122
63.114
1.095,10
85,69
1.706.713
84.490
LU0058464123 ES - GLOBAL BOND 315.986 167,44 52.907.471 162,10 51.221.389
LU0079837604
LU0362094459
ES - GLOBAL ENHANC
ES - SHORT BOND
2.713
1.158
663,04
500,00
1.798.569
579.155
609,63
518,56
1.653.688
600.653
LU0447918896 ESPIRITO SANTO AFRICA R INC 3.767 101,79 383.403 108,38 408.213
LU0114074718
LU0090980383
EURIZON EASYFUND - BND HI YL R
EURIZON EASYFUND-EQ CHINA-R
1.224
820
139,92
83,64
171.239
68.578
151,76
93,45
185.729
76.625
LU0130323198
EXPLORERIII
EURIZON EASYFUND-EQ JAPAN-RH
EXPLORER INVESTMENTS III
572
200
72,75
4.867,50
41.612
973.500
69,61
4.867,50
39.814
973.500
Ano:
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS
2010 Quantidade Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO DESIGNAÇÃO valor nominal nominal de aquisição de aquisição unitário Total
LU0348529875
LU0115767708
FAST - EUROPE FUND Y ACC
FIDELITY FDS - EUROPEAN AGGR - E
31.653
2.822
100,83
11,33
3.191.460
31.959
121,50
12,51
3.845.858
35.302
LU0115764192
LU0115768185
FIDELITY FDS - EUROPEAN GROWTH E Acc
FIDELITY FDS - SOUTH E ASIA - E
648
13.364
21,06
30,05
13.640
401.531
24,69
37,90
15.991
506.490
LU0251130554 FIDELITY FDS-POR SL M-A Acc EUR 4.033 9,93 40.068 10,19 41.100
LU0318939179
LU0114722738
FIDELITY FUNDS-AMERICA-Y ACC
FIDELITY FUNDS-GLOBAL FIN SVC-E
17.716
3.078
5,89
15,25
104.323
46.948
7,03
16,92
124.575
52.080
LU0115767021 FIDELITY FUNDS-LATIN AMERICA-E Acc 6.024 54,33 327.312 60,06 361.814
KYG3482H1065
KYG3482H1149
FIRST PORTUGUESE OPPORT.FUND-A
FIRST PORTUGUESE OPPORT.FUND-B
13.067
78.064
169,06
136,45
2.209.150
10.651.503
212,60
157,75
2.778.066
12.314.604
LU0188151095
LU0181996454
FRANK TE INV FRK E SMC - N AC
FRANK TEMP ASIA - I - AC
6.189
1.573
19,12
11,94
118.314
18.783
20,71
25,90
128.166
40.755
LU0366765237 FRANK TEMP INV ASIA GR-I EUR H1 99.327 16,83 1.671.476 20,95 2.080.907
LU0231205856
LU0211333298
FRANK TEMP INV FR INDIA-NAC EUR
FRANK TEMP INV FR MU DIS - NA
29.555
8.690
20,85
10,30
616.233
89.529
24,58
11,66
726.465
101.331
LU0300742037 FRANK TP - NAT RES N ACC € 1.569 7,62 11.956 7,92 12.427
94165001229
ZZZZZZZZZZ31
GARNHAM FOUNDERS FUND
GESFIMO FII CORPUS CHRISTI
752
4.500
0,00
998,63
0
4.493.835
0,00
998,63
0
4.493.835
ZZZZZZZZZZ32 GESFIMO FII IMOCRESCENTE 5.500 980,12 5.390.660 980,12 5.390.660
ZZZZZZZZZZ33
IE00B29Z0C19
GESFIMO FII IMOPRIME
GLG GLBL CONVERTIBLE UCITS-S
2.500
7.760
954,90
90,40
2.387.250
701.460
954,90
97,63
2.387.250
757.566
IE00B3VHWQ03 GLG PURE ALPHA - C 54.905 105,56 5.795.703 108,54 5.959.424
IE00B4YLN521
IE00B3VY5J52
GLG PURE ALPHA - D
GLG VI PLC - EMERG MKT
15.211
16.698
104,89
104,15
1.595.452
1.739.100
107,43
105,27
1.634.106
1.757.842
IE00B3VY5173
LU0209317873
GLG VI PLC - EMERG MKT UC 3 C
GLOBAL ACTIVE ALLOCATION - I CAP
32.916
2.540.679
104,07
4,99
3.425.515
12.674.218
105,41
5,30
3.469.667
13.474.137
LU0234683448 GOLD SACHS BRICS PORTF-E 13.593 13,48 183.250 15,48 210.422
LU0234687605
LU0298501601
GOLDMAN SACHS US EQ PORT - EA
HSBC GIF - GLB MACR L C
21.626
536
9,57
117,63
206.859
63.000
10,24
117,92
221.449
63.156
LU0298502328 HSBC GIF - GLB MACR M C 21.476 115,62 2.483.122 116,15 2.494.403
LU0283739885
LU0283740032
HSBC GIF - NEW WLD INC
HSBC GIF - NEW WLD INC M \$
347.942
678.129
9,74
9,11
3.388.634
6.177.881
9,79
9,13
3.406.245
6.192.582
00XD0025506649 IMPERATRIZ GF FUND 110.992 100,00 11.099.174 93,20 10.344.430
ZZZZZ9791237
LU0110816229
INFRASTRUCTURE ANDGROWTH FUND LP
ING IL PROTECTED MIX FD 80 P
20.000.000
997
0,76
27,02
15.297.886
26.926
0,75
26,38
15.087.562
26.290
LU0121181712 INV EURO FD & BEV XC 88 324,75 28.632 355,17 31.315
LU0243956348
LU0243958047
INVESCO ASIA INFRASTRUCT - E
INVESCO EURO CORP BOND - C
14.868
403.848
9,20
12,68
136.731
5.121.438
11,34
13,26
168.607
5.356.724
LU0243958393 INVESCO EURO CORP BOND E 27.664 12,14 335.919 12,92 357.344
LU0115143165
US4642871846
INVESCO GRTER CHINA EQTY - E
ISHARES FTSE / XINHUA CHINA 25 INDEX
9.346
70.637
22,11
32,43
206.592
2.290.521
26,28
32,25
245.603
2.277.914
US4642864007 ISHARES INC MSCI BRAZIL 54.229 56,49 3.063.192 57,93 3.141.240
IE00B42Z5J44
US4642866655
ISHARES MSCI JPN MONTH €HED
ISHARES MSCI PACIFIC EX JPN
193.679
73.060
25,37
31,92
4.914.526
2.331.810
26,80
35,16
5.190.597
2.568.746
US46429B6065
LU0426101357
ISHARES MSCI POLAND INVESTAB
IVA GLOBAL SICAV CLASS I (EUR)
122.234
49.700
24,80
100,60
3.031.744
5.000.000
25,14
118,00
3.072.774
5.864.646
IE0001426232 JANUS CAP US STRA V 7.653 9,58 73.336 12,36 94.620
IE0004444828
LU0256048223
JANUS CAPITAL US A/C GR - A\$AC
JB ABSO RET BND PLUS - B
104.893
38.089
9,42
121,93
988.003
4.644.094
11,02
123,45
1.156.323
4.702.073
LU0256049627 JB ABSO RET BND PLUS - C 45.211 124,55 5.630.806 125,31 5.665.356
IE0009514872
LU0129412937
JCF US All Cap Growth
JP MORGAN F - GL CONVERT EU
440.840
7.221
10,72
10,07
4.727.535
72.701
12,04
10,61
5.308.420
76.616
LU0208853944 JP MORGAN F - GLB NAT RE - D ACC 3.275 12,88 42.190 17,86 58.490
LU0278564033
LU0273799238
JPM INV - JPM US EQUITY D HD A
JPM INV-HIGH STAT MAR N-D-A
338
342
59,29
110,06
20.033
37.661
63,75
104,27
21.538
35.680
LU0273793462 JPM INV-HIGH.STAT. MKT NEUTRAL (B) EUR 291 106,42 31.000 107,46 31.303
LU0168342979
LU0260086037
JPMORGAN F-GLOBAL FOCUS-B€
JUPITER GLOBAL FD EURO GRO I
10.388
464.729
15,19
15,45
157.800
7.179.087
16,31
18,95
169.427
8.806.612
LU0260085492 JUPITER GLOBAL FD EURO GRO L 135.832 12,39 1.682.995 15,38 2.089.091
LU0225434587
FR0010510800
LUX INVEST FD - US EQTY PLUS - D
LYXOR ETF EURO CASH EONIA IN
4.359
84.914
1.284,82
105,97
5.600.000
8.998.563
128,40
106,00
559.642
9.001.054
FR0010344853 LYXOR ETF STOXX 600 UTILIT 72.259 31,96 2.309.079 31,72 2.292.055
GG00B23HJ047
US57060U1007
MAN INV - IRIS LOW VOL
MARKET VECTORS Gold Miners ETF
2.717
375.490
681,61
38,48
1.851.750
14.449.688
911,49
46,00
2.476.259
17.273.889
LU0125951151
LU0219424487
MFS EUROPEAN VALUE A1
MFS MER-EUROPEAN VAL
62.375
51.191
18,43
117,35
1.149.649
6.007.320
20,10
129,86
1.253.743
6.647.681
LU0219424644 MFS MERIDIAN FUNDS - GLOBAL EQUITY 34.087 107,88 3.677.300 124,26 4.235.636
LU0200685666
LU0452168619
MLIIF US BASIC VALUE - E
MLIS GLG EUR OPPTY - B ACC
12.367
64.407
28,11
102,40
347.626
6.595.000
30,47
102,50
376.822
6.601.760
LU0225744001 MORGAN ST - US ADVANTAGE B \$ 97.494 20,89 2.037.006 22,14 2.158.263
LU0299413608
LU0360491038
MORGAN ST DIV ALPLA PLUS - A
MORGAN ST DIV ALPLA PLUS - Z
87.033
250.697
26,67
27,09
2.321.316
6.791.800
27,45
28,11
2.389.067
7.047.083
LU0118140697 MORGAN ST INV F-EM EUR&ME-B 1.585 52,61 83.408 62,79 99.540
LU0360484686
LU0360481153
MORGAN ST-US ADVANTA
MS Euro Currencies H
263.769
88.298
21,96
31,76
5.792.346
2.804.200
22,88
34,78
6.034.587
3.070.999
US73935A1043 NASDAQ 100 93.912 35,60 3.343.127 40,76 3.827.606
ZZZZZ9789959
LU0390857125
NAU FUND LP - CLASS A
NORDEA 1 AFRICAN EQUITY E
221.187
3.321
99,95
13,10
22.107.245
43.502
96,62
15,01
21.371.073
49.841
LU0375726162
LU0410958143
NORDEA 1-HRC L/S MI - BI - EUR
NORDEA 1-HRC L/S MI-E-EUR
94.803
47.583
55,80
54,30
5.290.408
2.583.555
56,05
55,48
5.313.692
2.639.896
00XD0025065935 NORTH WIND GF FUND 172.758 100,00 17.275.758 99,33 17.160.011
FICTIF557889
LU0394083843
ONGOING INT. CAPITAL MARKETS
ONGOING INT. PRIVATE EQUITY
15.093
100.000
993,81
990,57
15.000.000
99.056.850
1.026,22
839,90
15.489.157
83.990.000
LU0154361405 PARVEST FLOOR 90 EURO - CLS C 89 1.297,01 115.688 1.263,69 112.716
LU0265294255
LU0363509208
PARVEST TURKEY-LC
PARVEST-AGRICULTURE-CLASSIC Acc
1.832
264
135,15
97,71
247.604
25.752
161,40
113,78
295.706
29.986
LU0247079626 PICTET - ABSOLU RE GLO-R 75 106,84 8.000 111,18 8.325
LU0255797390
LU0255797713
PICTET - ASIAN CCY I
PICTET - ASIAN CCY R
63.913
28.145
98,77
93,85
6.312.792
2.641.494
105,58
99,93
6.748.115
2.812.599
LU0280437830 PICTET - EMERG CCY R 5.733 123,01 705.258 130,60 748.757
LU0104885248
LU0255798364
PICTET - WATER-R ACC
PICTET FUND LUX - EMERG CCY
649
3.893
116,36
132,92
75.487
517.494
142,24
129,82
92.274
505.420
LU0255798018
IE00B11XZ541
PICTET-EMERG LOCAL CCY-I\$
PIMCO - GL REAL RTN - E-EURO-HD-ACC
14.129
64.397
135,43
13,36
1.913.463
860.038
137,17
13,61
1.937.971
876.447
IE00B11XZ327 PIMCO - GLB H/Y BD E HGD ACC 17.421 15,19 264.563 16,15 281.350
IE00B1D7YM41
IE0032876397
PIMCO - GLB H/Y BOND E ACC
PIMCO - GLB INV GRADE I HD ACC
186.701
362.851
10,06
13,26
1.878.001
4.812.775
10,78
13,54
2.013.438
4.913.003
IE00B11XZ103 PIMCO - GLOBAL BOND E ACC 75.443 18,15 1.369.145 18,48 1.394.182
IE0033989843
IE00B11XZ434
PIMCO - TOTAL RTRN H IAC
PIMCO GBL INV GRADE
549.107
159.238
17,99
12,17
9.879.204
1.938.018
18,09
12,97
9.933.354
2.065.313
IE0002460867 PIMCO TOTAL RET BOND- R - INS AC 8.161 13,79 112.524 17,42 142.191
IE0002420739
IE00B11XZB05
PIMCO-GLB H/Y I ACC
PIMCO-TOTAL RTN BD-E-EURO-HD-ACC
504.468
441.953
10,48
16,48
5.284.389
7.283.193
11,20
17,27
5.651.764
7.632.526
IE00B3FH9T88 POLAR CAPITAL-JPN-I\$ 18.917 9,51 179.837 10,71 202.594
IE00B04NL018
00XD0025506912
PR. GLOBAL LIQ. FUND ACUM. CLASS
RED RUBY GF FUND
219.191
122.731
15,41
100,00
3.378.264
12.273.071
15,90
94,52
3.485.386
11.600.506
LU0271484411 SCHROD INTL US LG CAP BH 822 80,88 66.512 89,21 73.364
LU0279459704
LU0248173006
SCHRODER INT - GL EM M OP B A
SCHRODER INT EME ASIA - B ACC
18.467
1.977
13,53
16,87
249.819
33.358
14,47
18,07
267.216
35.724
LU0113258742 SCHRODER INTL EURO C 21.264 16,71 355.380 16,82 357.663
LU0113257934
LU0106258741
SCHRODER INTL EURO CORP - BAC
SCHRODER INTL GL CORP BD - CAC
28.036
456.716
14,68
6,15
411.505
2.810.983
15,17
6,82
425.310
3.113.817
LU0203348601
LU0224509215
SCHRODER INTL GL CRP BD-BAC EUR
SCHRODER INTL GL PR SC B A
12.374
1.190
115,23
94,68
1.425.949
112.669
121,37
105,36
1.501.875
125.381
LU0189895229 SCHRODER INTL GLB HI YD 1.492 24,52 36.596 28,14 41.992
LU0316459568
LU0106235376
SCHRODER INTL MIDD EAST B € A
SCHRODER ISF EURO EQUITY (B)
10.377
10.649
8,72
18,38
90.449
195.681
9,17
18,98
95.153
202.117
LU0146288435 SGAM FD-MONEY MARKET EUR FC Acc 5.900 118,89 701.376 119,01 702.103
US78463V1070
US78464A7972
SPDR GOLD TRUST - ETF
SPDR KBW BANK - ETF
6.950
119.282
70,19
18,35
487.839
2.188.431
103,82
19,39
721.527
2.312.975
US78462F1030 SPY STANDARD & POORS 500 ETF TRUST Index Fund 199.354 87,55 17.453.268 94,11 18.761.237
LU0272423913
00ZZZZZ9795360
T. ROWE PRICE GLB EQUITY
TAPM FUND CLASS EUR
252.507
2.773
6,87
450,71
1.734.868
1.250.000
9,58
526,25
2.418.870
1.459.509
GB00B28CN800 THREADNEEDLE AM EX ALPHA - RNA 3.569 1,37 4.899 1,54 5.513
GB0002363447
GB00B104JG71
THREADNEEDLE EURO HI YLD 3
THREADNEEDLE TARGET RETURN FUND Net 1 Acc
170.802
47.085
1,36
1,19
233.120
55.907
1,51
1,18
257.912
55.358
US9220428588
IE00B03HD316
VANGUARD EMERGING MARKET ETF
VANGUARD GLOBAL STOCK INDEX EURO CLASS
178.150
608.820
30,24
11,07
5.386.518
6.736.699
36,03
10,11
6.419.106
6.157.360
sub-total
2.2.2.4 - Outros
37.505.407 0 0,00 0,00 758.922.205 0,00 764.110.440
Ano: 2010
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS Quantidade Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO DESIGNAÇÃO valor nominal nominal de aquisição de aquisição unitário Total
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
sub-sub-total 156.956.770 0 0,00 0,00 1.273.572.048 0,00 1.305.273.977
total 156.956.770 11.848.594.551 0,00 0,00 5.280.539.023 0,00 5.086.933.466
3 - TOTAL GERAL 606.071.255 12.862.499.902 0,00 0,00 7.633.681.937 0,00 7.375.102.678

DESENVOLVIMENTO DA PROVISÃO PARA SINISTROS RELATIVA A SINISTROS OCORRIDOS EM EXERCÍCIOS ANTERIORES E DOS SEUS REAJUSTAMENTOS (CORRECÇÕES)

RAMOS/GRUPOS DE RAMOS Provisão para sinistros
em 31/12/N-1
Custos com sinistros *
montantes pagos no exercício
Provisão para sinistros *
em 31/12/N
Reajustamentos
(1) (2) (3) (3)+(2)-(1)
VIDA 20.862.794 5.395.353 12.650.301 -2.817.140
NÃO VIDA
ACIDENTES E DOENÇA
0
INCÊNDIO E OUTROS DANOS
AUTOMÓVEL
-RESPONSABILIDADE CIVIL
0
0
-OUTRAS COBERTURAS 0
MARÍTIMO, AÉREO E TRANSPORTES 0
RESPONSABILIDADE CIVIL GERAL 0
CRÉDITO E CAUÇÃO 0
PROTECÇÃO JURÍDICA 0
ASSISTÊNCIA 0
DIVERSOS 0
TOTAL 0 0 0 0
TOTAL GERAL 20.862.794 5.395.353 12.650.301 -2.817.140

NOTAS:

* Sinistros ocorridos no ano N-1 e anteriores