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Besqab — Annual Report 2010
Mar 21, 2011
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Annual Report
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Comunicação de alterações ao Relatório e Contas Consolidadas referentes ao exercício de 2010 publicado em 17 de Março de 2011
Informa‐se das seguintes alterações incluídas no Relatório e Contas Consolidadas publicado na íntegra em anexo:
- Relatório de Gestão: 1.6 Declaração a que se refere a alínea c) do nº1 do artigo 245º do Código de Valores Mobiliários – Eliminação dos membros do Conselho Fiscal
- Inclusão do Relatório e Parecer do Conselho Fiscal
Lisboa, 18 de Março de 2011
RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADAS 2010
BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.
Av. Columbano Bordalo Pinheiro, n.º 75 – 11.º - 1070-061 Lisboa Registada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa e NIPC 503024856 Capital Social: 250.000.000 €
Senhores Accionistas,
Nos termos da lei, o Conselho de Administração tem a honra de submeter à apreciação de V. Exas. o Relatório Consolidado de Gestão e as Contas Consolidadas, preparadas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites para o sector segurador em Portugal, estabelecidos pelo Plano de Contas aprovado pela Norma Regulamentar do Instituto de Seguros de Portugal nº 4/2007, de 27 de Abril, e respectivas alterações subsequentes, da BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A. (adiante designada também por BES Vida, Grupo BES Vida ou Companhia) relativos ao Exercício de 2010.
1. Relatório de Gestão
- 1.1 Estrutura e práticas de governo societário
- 1.2 Enquadramento macroeconómico
- 1.2.1 Situação económica internacional
- 1.2.2 Situação económica nacional
- 1.2.3 O sector segurador
- 1.3 Principais indicadores e variáveis da actividade
- 1.4 A actividade da BES Vida
- 1.5 Nota Final
- 1.6 Declaração a que se refere a alínea c) do nº1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários
2. Demonstrações Financeiras e Anexo às Demonstrações Financeiras
- 2.1 Conta de Ganhos e Perdas
- 2.2 Balanço
- 2.3 Demonstração de Variações do Capital Próprio
- 2.4 Demonstração do Rendimento Integral
- 2.5 Demonstração dos Fluxos de Caixa
- 2.6 Anexo às Demonstrações Financeiras
3. Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria \ Relatório e Parecer do Conselho Fiscal
- 3.1 Certificação Legal das Contas
- 3.2 Relatório e Parecer do Conselho Fiscal
4. Anexos
Índice
1. Relatório de Gestão
1.1. Estrutura e práticas de governo societário
1.1.1. Estrutura do Governo da BES Vida
As regras e estrutura de Governo da BES Vida, Companhia de Seguros, S.A. foram definidas com o objectivo de garantir uma governação responsável orientada para a criação de valor, transparência e valorização dos clientes.
A Assembleia Geral de Accionistas, que reúne pelo menos uma vez por ano, em sede de Assembleia Geral Anual de Accionistas, tem por principais competências proceder à eleição dos órgãos sociais, deliberar sobre o relatório de gestão, as contas do exercício e a distribuição de resultados.
A Gestão da Sociedade é assegurada por um Conselho de Administração composto por nove Administradores designados por quatro anos, sendo permitida a reeleição dos respectivos membros.
O Conselho de Administração delega a gestão corrente da Sociedade numa Comissão Executiva constituída por três dos seus membros, um Presidente Executivo, um Administrador responsável pela área financeira e um Administrador responsável pela área operacional e organizativa, que reúne pelo menos uma vez por mês e sempre que convocada por qualquer dos seus membros.
A função de fiscalização interna da BES Vida é atribuída ao Conselho Fiscal, composto por três membros efectivos e um suplente.
A fiscalização externa da companhia é assegurada pelo Revisor Oficial de Contas e Auditor Externo da BES Vida, a Ernst & Young e Associados, SROC, S.A., bem como pelas autoridades de supervisão a que a BES Vida está sujeita, o Instituto de Seguros de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
1.1.2. Composição dos Órgãos Sociais
Em Assembleia Geral Anual da BES Vida, realizada no dia 28 de Março de 2008, foram eleitos os órgãos sociais para o quadriénio de 2008 a 2011. Nestes termos, a composição dos órgãos sociais da BES Vida em 31 de Dezembro de 2010 é a seguinte:
1.1.2.1. Mesa da Assembleia Geral
A Mesa da Assembleia Geral é composta por um Presidente, Vice-presidente e um Secretário. Os membros da Mesa são eleitos por períodos de quatro anos, sendo permitida a sua reeleição.
1.1.2.1.1. Identificação dos Membros da Mesa da Assembleia Geral
Presidente: Luis Frederico Redondo Lopes
Vice-Presidente: Pedro Cassiano Santos
Secretário: Nuno Miguel Matos Silva Pires Pombo
1.1.2.1.2. Regras Estatutárias sobre o exercício do direito de Voto
Relativamente à participação e exercício do direito de voto nas reuniões da Assembleia Geral:
"Artigo 13º"
"UM – A Assembleia Geral dos Accionistas é composta por todos os accionistas com direito pelo menos a um voto, que satisfaçam as condições referidas no número seguinte.
DOIS – Só poderão participar na Assembleia Geral dos Accionistas os titulares de acções averbadas em seu nome até oito dias úteis antes do dia da reunião.
TRÊS – A cada acção corresponderá um voto.
QUATRO – A Assembleia poderá ser realizada com utilização de meios telemáticos se a sociedade assegurar a autenticidade das declarações e a segurança das comunicações, procedendo ao registo do seu conteúdo e dos respectivos intervenientes.
CINCO – Dentro do prazo referido no número dois devem os accionistas que pretendam fazer-se representar por outro accionista apresentar na Sociedade os instrumentos de representação e, bem assim, as pessoas colectivas indicar quem as representará; o presidente da Mesa poderá, contudo, admitir a participação na Assembleia dos representantes não indicados dentro desse prazo, se verificar que isso não prejudica os trabalhos da Assembleia.
SEIS – Não é permitido o voto por correspondência."
1.1.2.1.3. Representação
Os Senhores Accionistas podem fazer-se representar na Assembleia por mandatário constituído por simples carta dirigida ao Presidente da Mesa da Assembleia, acompanhada de cópia legível de documento original válido, com fotografia, do qual conste o nome completo, a data de nascimento e nacionalidade, que deverá estar em vigor. Os Senhores Accionistas que sejam pessoas colectivas deverão indicar o nome de quem os representará.
Os instrumentos de representação, bem como os documentos comprovativos da qualidade de accionistas e de que as respectivas acções ficam bloqueadas até ao final da Assembleia, deverão ser entregues, na sede social, até às 16.30 horas do terceiro dia útil anterior ao designado para a Assembleia.
1.1.2.1.4. Quórum
Em primeira data de convocação, a Assembleia Geral de Accionistas não pode reunir-se sem estarem presentes ou representados accionistas titulares de acções representativas de setenta e cinco por cento do capital social.
1.1.2.1.5. Intervenção da Assembleia Geral sobre a política de remuneração da sociedade:
A Assembleia Geral aprova anualmente a política de remuneração do Conselho de Administração e do órgão de Fiscalização, sob proposta da Comissão de Vencimentos.
1.1.2.2. Conselho de Administração
Rui Manuel Leão Martinho
Presidente do Conselho de Administração
Outros Cargos:
- Presidente do Conselho de Administração da Companhia de Seguros Tranquilidade, SA
- Vice-Presidente da PARTRAN SGPS, SA
Thierry Adolph Langreney
Vice Presidente do conselho de Administração*
Outros Cargos:
- Chief Executive Officer do Crédit Agricole Assurances Italia Holding
- Vogal Conselho de Administração do Crédit Agricole Vita (Itália)
- Vogal do Conselho de Administração da Emporiki Life (Grécia)
- Vogal do Conselho de Administração da Bancassurance Sal (Líbano)
- Presidente do Conselho de Administração do Credit Agricole Life Europe
- Vogaldo Conselho de Administração do Credit Agricole Life Japan
- Vogal do Conselho de Administração do Credit Agricole Risk Insurance (CARI)
- Vogal do Conselho de Administração do Crédit Agricole Reinsurance (CARE)
- Director Geral da Pacífica, S.A.**
*Cessou as suas funções na BES Vida com efeitos a partir do dia 17 de Dezembro de 2010. O Conselho de Administração decidiu cooptar o Dr. Jérôme Grivet em sua substituição.
**Iniciou funções a partir do dia 1 de Dezembro de 2010.
Pedro Guilherme Beauvillain de Brito e Cunha
Vogal do Conselho de Administração
Outros Cargos:
- Vogal do Conselho de Administração da Espírito Santo Financial Group
- Vogal do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva da Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A.
- Presidente do Conselho de Administração da BES, Companhia de Seguros, S.A.
-
Presidente do Conselho de Administração da Europassistance, S.A.
-
Presidente do Conselho de Administração da Companhia de Seguros Logo
- Presidente do Conselho de Administração da T-Vida, Companhia de Seguros, S.A.
- Presidente do Conselho de Administração da Espírito Santo Contact Center, S.A.
- Vogal do Conselho de Administração da Espírito Santo Saúde
Michel Joseph Paul Goutorbe
Vogal do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva da BES Vida, Companhia de Seguros, S.A.
Outros Cargos:
- Vogal do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva da BES, Companhia de Seguros, S.A.
- Vogal do Conselho de Administração do Banco Espírito Santo,S.A.
- Vogal do Conselho de Administração da Esaf, Espírito Santo Activos Financeiros, SGPS, S.A.
- Vogal do Conselho de Administração da Eurofactor Portugal, S.A.
- Vogal do Conselho de Administração da BESPAR, SGPS, S.A.
- Vogal do Conselho de Administração da Espirito Santo Ventures, S.A.
- Vogal do Conselho de Administração da ES Tech Ventures, SGPS,S.A
Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires
Vogal do Conselho de Administração
Outros Cargos:
- Vogal do Conselho de Administração do Banco Espírito Santo, S.A.
- Vogal do Conselho de Administração do Banco Espírito Santo de Investimento, SA
- Vogal do Conselho de Administração da Portugal Telecom, SGPS, SA
- Presidente do Conselho de Administração da Avistar, SGPS, SA
- Vogal do Conselho de Administração do BES Finance, Ltd
- Presidente do Conselho de Administração do Bank Espirito Santo (International) Limited
- Presidente do Conselho de Administração do BIC International Limited (G.C.)
- Vogal do Conselho de Administração da ESAF Espírito Santo Activos Financeiros, SGPS, SA
- Vogal do Conselho de Administração do Espírito Santo PLC (Dublin)
- Vogal do Conselho de Administração do Banco Espirito Santo Oriente, S.A.
- Vogal do Conselho da ES Tech Ventures Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A.
- Vogal do Conselho da Espirito Santo Empresa de Prestação de Serviços, 2, ACE
Vogal do Conselho de Administração do BES AFRICA SGPS, S.A.
Nuno Manuel da Silva Ribeiro David
Vogal do Conselho de Administração e Chief Operational Officer
Outros Cargos:
Vogal do Conselho de Administração e Chief Operational Officer da BES, Companhia de Seguros, S.A.
Michel Victor François Villatte
Vogal do Conselho de Administração
Outros Cargos:
- Vogal do Conselho de Administração do Fransabank Líbano
- Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da BES, Companhia de Seguros, S.A.
- Vogal do Conselho de Administração da Companhia Wafa Seguros.
- Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Formação de Seguros.
- Vogal do Conselho de Administração da Associação de Bancasseguros da Universidade CAEN.
- Vogal do Conselho de Administração da Apri Prévoyance
- Membro do Conselho Fiscal do Grupo Aprionis.
Olivier Ronan Melennec
- Vogal do Conselho de Administração e Chief Financial Officer Outros Cargos:
- Vogal do Conselho de Administração e Chief Financial Officer da BES, Companhia de Seguros, S.A.
- Vogal do Conselho de Administração da Esaf- Espírito Santo Activos Financeiros, SGPS, S.A.
Jean Jacques Duchamp
Vogal do Conselho de Administração
Outros Cargos:
Director Geral Adjunto do Crédit Agricole Assurances,S.A.
O Conselho de Administração delega a Gestão Corrente da Sociedade numa Comissão Executiva composta pelos seguintes Administradores:
| Chief Executive Officer: | Dr. Michel Joseph Paul Goutorbe |
|---|---|
| Chief Operacional Officer: | Dr. Nuno Manuel da Silva Ribeiro David |
| Chief Financial Officer: | Eng. Olivier Ronan Melennec |
1.1.2.2.1. Nomeação e Substituição dos membros do Conselho de Administração
A nomeação e a substituição dos membros do Conselho de Administração é realizada em reunião do Conselho de Administração e ratificada em Assembleia Geral de Accionistas.
1.1.2.2.2. Atribuições do Conselho de Administração
As seguintes matérias deverão necessariamente ser discutidas e aprovadas por deliberação do Conselho de Administração da Sociedade, tomada por uma maioria de cinco ou seis membros do Conselho de Administração, consoante o número total de membros seja de sete ou nove:
- (i) Aprovação ou modificação do Regulamento Interno do Conselho de Administração;
- (ii) Aprovação de contratos com terceiros cujos valores/ responsabilidades excedam em 10% as despesas totais anuais da Sociedade (excluindo despesas com comissões e partilha de lucros);
- (iii) Concessão de financiamentos, depósitos, ou prestação de garantias acima do valor de um milhão de euros.
- (iv) Aquisição, oneração ou alienação de bens imóveis por valor superior a 5 milhões de euros, desde que os bens imóveis sejam utilizados na gestão corrente da sociedade.
- (v) Solicitação de financiamentos ou criação de passivo acima dos dez milhões de euros (por transacção).
-
(vi) Início, desenvolvimento ou cessação de relações com entidades que não se integrem no Grupo Banco Espírito Santo, composto pelo Banco Espírito Santo, por qualquer entidade por si directa ou indirectamente dominada.
-
(vii) Licenciamento ou concessão de direitos sobre a propriedade intelectual ou industrial da Sociedade.
- (viii) Alargamento ou redução da actividade social ou modificação do objecto da sociedade;
- (ix) Aprovação do Balanço e contas da Sociedade e todos os documentos legais de prestação de contas da Sociedade;
- (x) Aprovação de proposta de aplicação de resultados;
- (xi) Emissão de obrigações.
1.1.2.2.3.Atribuições do Conselho de Administração relativamente a deliberações de Aumento de Capital
O Contrato de Sociedade não autoriza o Conselho de Administração a deliberar sobre o aumento de capital da Sociedade.
1.1.2.3. Conselho Fiscal
O Conselho Fiscal da BES Vida é composto por um Presidente, dois membros efectivos e um membro suplente.
Os membros do Conselho Fiscal são eleitos por um período de quatro anos, sendo permitida a sua reeleição.
1.1.2.3.1. Identificação dos membros do Conselho Fiscal
Presidente: José Manuel Ruivo da Pena
Vogal: José Maria Ribeiro da Cunha
Vogal: Paulo Ribeiro da Silva
*Em virtude de renúncia às funções de membro efectivo do Conselho Fiscal da BES Vida, apresentada pelo Dr. Philippe Robin em 19 de Outubro de 2010,foi o mesmo substituído nessa data pelo vogal suplente Paulo
Ribeiro da Silva e será designado novo membro efectivo na próxima Assembleia Geral Ordinária de Accionistas da BES Vida.
1.1.2.4. Revisor Oficial de Contas
Sob proposta do Conselho Fiscal, a Assembleia Geral designou um Revisor Oficial de Contas para proceder ao exame das contas da sociedade. O Revisor Oficial de Contas é eleito por um período de quatro anos, sendo permitida a sua reeleição.
1.1.2.4.1. Identificação do Revisor Oficial de Contas
Revisor Oficial de Contas Efectivo: Ernst & Young Audit e Associados -SROC, S.A., representada por Ana Rosa Ribeiro Salcedas Montes Pinto (Revisor Oficial de Contas) Revisor Oficial de Contas Suplente: João Carlos Miguel Alves (Revisor Oficial de Contas)
1.1.2.5. Secretário da Sociedade
O Secretário e o seu Suplente são designados pelo Conselho de Administração e a duração das suas funções coincide com o mandato do Conselho de Administração que o designar.
1.1.2.5.1. Identificação do Secretário da Sociedade
Secretário: Sónia Maria Ferreira Guerra Torrão Secretário Suplente: Francisco Maria Vilhena de Carvalho
1.1.2.6. Composição da Comissão de Vencimentos
- Luis António Burnay Pinto de Carvalho Daun e Lorena
- Dominique Yves Albert Lauré*
* Em virtude de renúncia às funções de membro da Comissão de Vencimentos da BES Vida, apresentada pelo Dr. Dominique Lauré em 31 de Maio de 2010, será designado novo membro efectivo na próxima Assembleia Geral Ordinária de Accionistas da BES Vida.
1.1.3. Política de Remuneração
A Comissão de Vencimentos, eleita em Assembleia Geral, fixa a remuneração dos membros dos órgãos sociais da BES Vida.
Anualmente, a Comissão de Vencimentos submete à apreciação da Assembleia Geral uma Declaração sobre a política de remuneração dos membros dos órgãos sociais da BES Vida.
A proposta da Comissão de Vencimentos apresentada à Assembleia Geral Anual no dia 30 de Março de 2010 teve o seguinte conteúdo:
"Considerando que a politica de remuneração dos membros dos órgãos de Administração e Fiscalização da BES Vida deve ter por base a articulação com os mecanismos que assegurem o alinhamento dos interesses dos membros do órgão de administração com os objectivos estratégicos da empresa;
Considerando que a remuneração dos membros dos órgãos sociais deve ser estruturada de modo a remunerar, de forma justa e eficiente, a competência e dedicação de cada um dos seus membros, tendo em conta o respectivo desempenho individual e global;
Considerando que na BES Vida a aprovação da remuneração dos Órgãos de Administração e Fiscalização é, nos termos estatutários, da competência da Comissão de Vencimentos;
Considerando que deve existir uma remuneração variável, a par da remuneração fixa, e que a referida remuneração variável deve depender do grau de cumprimento dos objectivos da empresa, tal como fixados pela totalidade do seu Conselho de Administração;
Propõe-se a aprovação da seguinte declaração sobre Politica de Remuneração dos órgãos de administração e fiscalização da empresa:
Membros do Conselho de Administração
A remuneração dos membros do Conselho de Administração pode ser composta por duas componentes:
-
Fixa, com referência ao exercício em curso;
-
Variável, com referência ao ano anterior, estabelecida no primeiro trimestre do exercício em curso.
A remuneração fixa é estabelecida pela comissão de Vencimentos tendo em conta:
-
As remunerações pagas por empresas de dimensão semelhante a operar no sector segurador em Portugal e na União Europeia;
-
As remunerações pagas no Grupo "Crédit Agricole" para cargos de responsabilidade semelhante;
-
O desempenho individual anual de cada Administrador.
A remuneração variável depende de decisão a tomar, caso a caso, pela Comissão de Vencimentos, e pode ou não ser atribuída anualmente considerando o desempenho individual e global da Administração, bem como o grau de cumprimento dos objectivos globais da empresa.
Membros do Conselho fiscal
A remuneração dos membros do Conselho Fiscal inclui apenas uma componente fixa, determinada anualmente pela Comissão de Vencimentos.
Membros da Mesa da Assembleia Geral
A remuneração dos membros da Mesa da Assembleia Geral é determinada pela Assembleia Geral e corresponde a uma quantia fixa por presença em cada Assembleia.
Propõe-se que a politica ora proposta vigore até ao termo do mandato dos órgãos sociais, correspondente ao quadriénio 2008-2011."
Em 2010, os membros dos órgãos sociais auferiram as seguintes remunerações:
| Nom e | Org ão Social | Rem unerações fixas |
Remunerações Variáveis e Outros Benefícios |
Remunerações totais pag as aos Orgãos Sociais |
|---|---|---|---|---|
| Rui Manuel Leão Martinho | Conselho de Administração | 220.500 € | 61.059 € | 281.559 € |
| Michel Joseph Paul Goutorbe | Conselho de Administração | 257.040 € | 153.004 € | 410.044 € |
| Nuno Manuel da Silva Ribeiro David | Conselho de Administração | 201.159 € | 144.409 € | 345.568 € |
| Olivier Ronan Melennec | Conselho de Administração | 252.000 € | 145.092 € | 397.092 € |
| José Manuel Ruivo da Pena | Conselho Fiscal | 21.420 € | 0 € | 21.420 € |
| José Maria Ribeiro da Cunha | Conselho Fiscal | 17.136 € | 0 € | 17.136 € |
| Total | 969.255 € | 503.563 € | 1.472.818 € |
1.1.4. Política de Detecção e Correcção de situações de incumprimento
A Política de Detecção e Correcção de situações de incumprimento assenta nas principais linhas gerais:
- 1) Colaboradores sujeitos ao dever de comunicação: Todos os colaboradores têm obrigação de comunicar ao seu superior hierárquico;
- 2) Entidade que recolhe a comunicação: Direcção de Gestão de Risco, Compliance e Controlo; A Direcção de Compliance perante a comunicação referida, deve apreciar a situação descrita e determinar as acções que, perante cada caso concreto, entenda por convenientes. Para este fim, esta Direcção poderá solicitar a colaboração da Direcção de Auditoria Interna.
Se da apreciação da situação de irregularidade ficar provado que se tratou de uma violação de leis, regulamentos ou dos princípios e deveres internos, serão adoptadas as medidas disciplinares necessárias com o objectivo de salvaguardar os interesses da Companhia, de acordo com a disposição da legislação em vigor.
- 3) Comunicações Anónimas: Não são admitidas nem serão tidas em conta comunicações anónimas. Toda e qualquer situação de detecção e correcção de situações de incumprimento reportada será tratada confidencialmente, nomeadamente quanto à sua origem, e com a devida discrição;
- 4) Não retaliação: É expressamente proibida qualquer retaliação contra os Colaboradores que efectuem a referida comunicação;
- 5) Arquivo das Comunicações: Se derem origem a processos internos de investigação, são arquivadas confidencialmente até à conclusão dos respectivos processos. Findas as investigações, os dados serão eliminados nos termos e condições legalmente definidas.
1.1.5. Estrutura de Capital
O capital Social da BES Vida é de 250.000.000,00 euros, representado por 50.000.000 acções com valor nominal de 5,00 euros cada.
1.1.5.1. Estrutura Accionista
| Estrutura Accionista Actual - 31 de Dezembro de 2010 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Accionista | Nrº Acções | % Capital Social | |||||
| Crédit Agrícole Assurances, S.A. | 25.000.000 | 50% | |||||
| Banco Espírito Santo, S.A. | 24.999.800 | 49.9996% | |||||
| Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. | 100 | 0,0002% | |||||
| ESAF - Espírito Santo Activos Financeiros, SGPS,S.A. | 100 | 0,0002% | |||||
| Total | 50.000.000 | 100% |
1.1.5.2. Identificação Accionistas titulares de Direitos Especiais:
Nenhum dos accionistas é titular de Direitos Especiais.
1.1.5.3. Transmissibilidade das Acções
Os accionistas não transmitentes têm direito de preferência na transmissão a terceiros da totalidade ou de parte das acções que o accionista transmitente pretenda efectuar.
1.1.5.4.Alteração dos Estatutos da BES Vida
Qualquer alteração do Contrato de Sociedade da BES Vida, incluindo deliberações sobre alterações de capital, tem que ser submetida à aprovação da Assembleia Geral. As deliberações sobre a alteração do Contrato de Sociedade devem ser aprovadas por maioria de dois terços dos votos emitidos, devendo para o efeito estar presentes pelo menos 75% dos votos.
1.1.6. Principais elementos dos sistemas de controlo interno e de gestão de risco implementados na Companhia relativamente ao processo de divulgação de informação financeira
A Direcção de Gestão de Risco, Compliance e Controlo é a Direcção responsável por assegurar o cumprimento rigoroso da divulgação de informação financeira, nos termos da Lei. Esta Direcção, no cumprimento das suas atribuições, efectua um acompanhamento regular da legislação em vigor e procede a uma revisão anual das obrigações de divulgação, promovendo a disseminação da informação pelos departamentos responsáveis pelas informações financeiras e monitoriza o seu cumprimento dentro dos prazos exigidos
1.2. Enquadramento macroeconómico
1.2.1. Situação económica internacional
O ano de 2010 ficou marcado pela crise do risco soberano na Zona Euro, sobretudo em resultado do forte desequilíbrio das contas públicas da Grécia e das dificuldades do sector financeiro da Irlanda. A necessidade de apoio financeiro da UE e do FMI a estas economias alimentou um receio de contágio a outras economias da periferia da Zona Euro, em particular a Portugal e Espanha, penalizando as respectivas condições de financiamento. A revisão em baixa das notações do risco soberano da periferia da Zona Euro e os receios sobre a deterioração da qualidade do crédito (tanto ao nível da dívida soberana como do crédito hipotecário) penalizaram igualmente as condições de financiamento dos bancos europeus.
Reflectindo a quebra de confiança dos investidores, o EUR registou uma depreciação de 6.7% face ao USD no conjunto de 2010 e os índices accionistas CAC40, IBEX e PSI-20 desvalorizaram-se, respectivamente, 3.34%, 17.43% e 10.34%. Em contraste, e reflectindo o desempenho excepcionalmente favorável da economia alemã, o índice DAX valorizou-se 16.06%.
Apesar dos receios de instabilidade financeira atrás descritos, o ano de 2010 foi também marcado por uma evolução favorável da actividade nas principais áreas económicas, com os impactos desfasados dos estímulos das políticas monetária e orçamental a fazerem sentir-se na procura interna e, sobretudo, nos fluxos de comércio internacional. Após os registos negativos observados em 2009, o PIB cresceu 3.6% na Alemanha, 1.7% na Zona Euro e 2.9% nos EUA. Neste contexto, os índices Dow Jones, Nasdaq e S&P500 ganharam 11.02%, 16.91% e 12.78% no conjunto de 2010, beneficiando também da postura expansionista da política monetária da Reserva Federal.
As principais economias emergentes mantiveram um dinamismo elevado, registando-se crescimentos de 10.3% na China e 7.5% no Brasil.
Embora perante uma conjuntura marcada ainda por diversas incertezas e riscos, após a contracção do PIB observada em 2009 (-2.6%), a economia dos Estados Unidos cresceu 2.9% no conjunto de 2010.
A natureza marcadamente expansionista da política económica levada a cabo pelo Governo e pela Reserva Federal na sequência da recessão de 2009 produziu o seu efeito máximo no final desse ano e foi-se esbatendo ao longo do 1º semestre de 2010. O crescimento do PIB desacelerou de 5%, em termos anualizados, no 4º trimestre de 2009, para apenas 1.7%, no 2º trimestre de 2010, ao mesmo tempo que a taxa de desemprego, embora em queda, permaneceu elevada (9.5% da população activa no final do 1º semestre). A persistência de uma elevada capacidade produtiva excedente contribuiu para que a inflação registasse uma trajectória de queda ao longo deste período.
Concluído o programa de aquisição de títulos no final do 1º trimestre, a Reserva Federal iniciou em Agosto uma nova fase da política monetária, com o reinvestimento do valor dos instrumentos de dívida vencidos em obrigações de longo prazo do Tesouro norte-americano, procurando, assim, manter inalterado o nível do seu balanço, ao mesmo tempo que sinalizava aos mercados financeiros a possibilidade de novas medidas expansionistas. Em Novembro, a autoridade monetária anunciou um novo programa de aquisição de Treasuries de maturidades longas, num montante adicional de USD 600 mil milhões, a fim de manter um ambiente de baixas taxas de juro de longo prazo.
Na vertente orçamental, a Governo anunciou novos estímulos à procura interna, incluindo o prolongamento de uma parte substancial dos estímulos fiscais da era Bush, envolvendo uma verba global superior a USD 800 mil milhões.
Estas acções permitiram inverter o sentimento negativo dos mercados, consolidados pelo comportamento dos indicadores económicos mais relevantes. Neste contexto, o PIB norte-americano registou crescimentos anualizados de 2.6% e 3.2% nos 3º e 4º trimestres, com desempenhos mais favoráveis do consumo privado (crescimento anualizado de 4.4% no 4º trimestre). No final do ano, assistiu-se também a uma importante recuperação do crédito às empresas, suportada por uma maior disponibilidade dos Bancos para o financiamento deste sector. A este facto não terá sido estranha a evolução favorável dos resultados das empresas, quer no sector financeiro, quer no sector não financeiro.
O último trimestre do ano interrompeu a tendência de descida das taxas de juro de mercado, com as perspectivas mais favoráveis para a actividade económica a gerarem alguns receios de pressões inflacionistas futuras, dada a manutenção de uma política monetária fortemente expansionista. Para além das injecções extraordinárias de liquidez, a Reserva Federal não sinalizou qualquer intenção de iniciar um ciclo de subidas dos juros de referência, mantendo-se a taxa de referência num intervalo entre 0% e 0.25% ao longo de 2010.
A economia da Zona Euro foi consolidando, ao longo do ano de 2010, a trajectória de progressiva recuperação da actividade iniciada na segunda metade de 2009, que pôs termo ao período de recessão iniciado no 2º trimestre de 2008. O PIB registou, assim, um crescimento de 1.7%, após a contracção de 4.1% verificada em 2009. Na base desta recuperação encontra-se o forte desempenho das exportações, beneficiando da dinamização dos fluxos de comércio internacional e, em especial, da procura oriunda das economias emergentes, que exerceu um forte efeito favorável sobre a produção industrial. Particularmente forte foi o desempenho da actividade no 2º trimestre, ao crescer 1% em termos trimestrais, beneficiando do estímulo fornecido pelo conjunto das políticas públicas implementadas, de cariz expansionista. No entanto, a base da recuperação foi-se tornando gradualmente mais ampla, sendo também de notar a melhoria do consumo privado e a moderação da quebra sofrida pelo investimento (tendo o investimento em equipamento exibido já um crescimento face ao ano anterior), acompanhando uma melhoria dos níveis de confiança e a progressiva normalização das condições de financiamento nas economias core. A recuperação da actividade no conjunto da Zona Euro não foi, no
entanto, uniforme, sendo de sublinhar a evidente heterogeneidade de desempenho entre Estadosmembros. Digno de registo é o desempenho da economia alemã, que cresceu 3.6% no conjunto do ano, o maior ritmo de expansão desde a reunificação, com um forte contributo das exportações e do investimento em equipamento. Este desempenho contrasta com a desaceleração e mesmo contracção registados pelas economias periféricas da União Económica e Monetária. Neste plano, é de destacar a contracção das economias grega, irlandesa e espanhola, a primeira das quais superior a 4%, sobretudo em consequência do acentuado esforço de consolidação orçamental em curso naqueles Estadosmembros. No plano dos preços, a taxa de inflação média anual foi de 1.4%, após o registo de 0.3% em 2009, uma subida que em grande medida se ficou a dever às componentes de energia e transportes e alimentação. No entanto, a taxa de inflação subjacente, que exclui aquelas componentes, registou um decréscimo face ao ano anterior, traduzindo a ausência de pressões inflacionistas impostas pela procura, algo patente também na elevada capacidade instalada não utilizada e no aumento da taxa de desemprego, para 10% da população activa. Neste contexto, o Banco Central Europeu manteve inalterada, durante todo o ano, a taxa de juro de referência em 1%, nível a que se encontra desde Maio de 2009. Paralelamente, a autoridade monetária forneceu ampla liquidez ao sistema bancário, promovendo operações de cedência ilimitada de liquidez a 3 meses e também, a partir de Maio, adquirindo pontualmente, em mercado secundário, títulos de dívida pública, visando reduzir as tensões observadas em alguns mercados, e que foram particularmente visíveis nos mercados de dívida soberana de alguns Estados periféricos. Ao abrigo deste programa, o BCE adquiriu um total de 73.5 mil milhões de euros em títulos de dívida até ao final do ano. Este montante foi objecto de esterilização, através da constituição de depósitos de curto prazo dos bancos comerciais junto do BCE, de modo a não incrementar a oferta monetária.
No que respeita á economia dos nossos vizinhos na Península Ibérica, ela registou um recuo marginal em 2010 (-0.1%), reagindo assim à forte contracção registada em 2009 (-3.7%). O melhor desempenho deveu-se fundamentalmente à recuperação do consumo das famílias, ao avançar 1.3% em termos anuais, apesar da evolução desfavorável do mercado de trabalho, com a taxa de desemprego a agravar-se de 18.8% para 20.33% da população activa, o valor mais elevado em mais de uma década. Por outro lado, o investimento caiu 7.4%, novamente condicionado pela evolução negativa do sector da construção (recuo de mais de 10%), mas compensado, em parte, pela despesa em bens de equipamento (2.2%).
Entretanto, o consumo público sofreu uma quebra em consequência das medidas de austeridade implementadas pelo Governo Espanhol. Por outro lado, a procura externa líquida contribuiu positivamente para o crescimento, com as exportações a recuperarem, graças à aceleração da economia global e a ganhos de competitividade, e com as importações a evoluírem a um ritmo inferior.
Após um défice orçamental de 11.1% do PIB em 2009, em consequência da forte contracção da actividade, o défice orçamental diminuiu para próximo de 9.3% do PIB em 2010. Para além da subida do IVA, os salários dos funcionários públicos sofreram uma redução de 5% e o Governo Espanhol procedeu
a cortes significativos na saúde, no investimento e nas prestações sociais. Estas medidas de cariz restritivo foram reforçadas num contexto das preocupações dos investidores com a sustentabilidade da dívida pública dos países da periferia da Zona Euro, nomeadamente com a revisão em baixa das notações da dívida pública espanhola por três das principais agências de rating que, de um modo geral, evidenciaram a debilidade da economia espanhola (que enfraquece a posição orçamental), o forte endividamento do sector privado, um mercado de trabalho pouco flexível e o impacto que a reestruturação necessária do sector financeiro terá no processo de recuperação da economia.
1.2.2. Situação económica nacional
O ano de 2010 foi caracterizado por uma deterioração das condições financeiras enfrentadas pela economia portuguesa, em resultado da maior aversão ao risco dos investidores face à periferia da Zona Euro e, sobretudo, na sequência do downgrading da República (em dois graus, para A-) levado a cabo, em Abril, por uma das principais agências de rating. No conjunto do ano, o spread dos títulos de dívida pública a 10 anos quando comparadas com os alemães subiu 296 pontos base, para 364 pontos base (tendo atingido um máximo de 460 pontos base em meados de Novembro). Apesar de uma situação sólida ao nível da solvabilidade, os Bancos portugueses passaram a enfrentar um ambiente externo adverso no acesso à liquidez, forçando um maior recurso às operações de cedência de liquidez do BCE e obrigando a maiores restrições nas condições de financiamento da actividade económica interna.
Embora com uma evolução desfavorável do consumo e do investimento na segunda metade do ano, a economia portuguesa registou em 2010 um crescimento anual de 1.4%, acima das expectativas, beneficiando, em particular, do dinamismo das exportações. Este desempenho relativamente favorável contrasta com os registos negativos de crescimento observados nas outras economias da periferia sob o foco dos mercados (Espanha, Irlanda e Grécia) e resulta também, em parte, do facto de a procura interna não ter sido afectada, como em outras economias, por efeitos negativos associados a fortes correcções do mercado imobiliário.
No contexto da crise do risco soberano da Zona Euro, a política orçamental foi caracterizada, em 2010 (sobretudo no último trimestre), pela adopção de medidas fortemente restritivas, com o objectivo de reduzir o défice de 9.3% do PIB, em 2009, para 4.6% do PIB em 2011. Estas medidas incluíram o aumento da carga fiscal nos impostos sobre o rendimento e sobre o consumo, destacando-se, neste caso, a subida do IVA, de 20% para 21% em Julho, e de 21% para 23% já em Janeiro de 2011. Do lado da despesa, destaca-se o anúncio da redução dos salários e o congelamento de admissões na função pública, para além de cortes nas despesas sociais e de investimento. Em 2010, o défice das Administrações Públicas reduziu-se para um valor em torno de 6.9% do PIB (abaixo da estimativa inicial de 7.3%, embora beneficiando de uma receita extraordinária de cerca de 1.1% do PIB, decorrente da transferência dos
fundos de pensões da PT para o sistema público de pensões). A dívida pública subiu de 76.1% para 82.1% do PIB, mantendo-se abaixo da média da Zona Euro, de 84.1% do PIB.
A subida da taxa média anual de desemprego, de 9.5% para 10.8% da população activa, e a perspectiva de redução do rendimento disponível penalizaram a confiança dos consumidores e determinaram uma desaceleração da procura interna na parte final do ano. No entanto, no conjunto de 2010, o consumo privado cresceu ainda cerca de 1.9%, sobretudo em resultado da antecipação de decisões de consumo, face aos aumentos do IVA atrás referidos. Este efeito foi particularmente visível na aquisição de bens duradouros (sobretudo veículos de transporte). Em termos médios anuais, a inflação no consumo subiu de -0.8% para 1.4%, observando-se uma aceleração mais visível dos preços nos últimos meses do ano, sobretudo em função da subida dos preços da energia. A inflação homóloga atingiu 2.5% em Dezembro.
A deterioração das expectativas face à evolução da procura interna e externa, os elevados níveis de incerteza e as condições mais restritivas de financiamento levaram a uma nova queda do investimento (perto de 6%, após um registo de -14% em 2009). A retracção das despesas de capital foi comum a todos os sectores – famílias, empresas e Administrações Públicas.
As exportações registaram um crescimento em torno de 8.8%, após um recuo de 11.7% no ano anterior. Para este desempenho contribuíram, sobretudo, as exportações associadas à indústria transformadora, beneficiando da recuperação da procura e da actividade industrial a nível global e, por arrastamento, nos principais parceiros comerciais de Portugal na Zona Euro (com destaque para a Alemanha, com um crescimento anual do PIB de 3.6%). As encomendas externas à indústria mantinham um forte crescimento na parte final do ano (perto de 50%, em termos nominais e homólogos).
O comportamento favorável das exportações e o progressivo ajustamento da procura interna (pressionando em baixa as importações) contribuíram para uma redução do défice externo. Em 2010, o saldo conjunto das balanças corrente e de capital, que reflecte as necessidades líquidas de financiamento externo da economia, reduziu-se de 9.4% para 8.5% do PIB. O processo de deleverage em curso na economia portuguesa foi também visível no recuo do stock de responsabilidades externas líquidas, de 109% para cerca de 104% do PIB.
1.2.3. O sector segurador
Apesar de uma conjuntura económica, financeira e social difícil, a actividade de seguros em Portugal teve em 2010 sinais positivos. Depois da queda registada em 2009, o volume de negócios do sector segurador verificou uma expansão significativa, proporcionando uma posição relativa do sector segurador no PIB de aproximadamente 10%, o maior nível jamais alcançado no nosso mercado.
De acordo com uma amostra superior a 98%1 , o volume de produção da actividade seguradora em Portugal ascendeu a mais de 16,1 mil milhões de euros de prémios de seguro directo e entregas para contratos de investimento e de prestação de serviços, o que corresponde a um crescimento de 12,7%.
Esta evolução deve-se fundamentalmente à expansão do segmento Vida (17,2%), que representa já 75% da produção, pois o crescimento do segmento Não Vida foi pouco significativo (0,9%), ainda que tal represente uma clara recuperação face às quedas verificadas nos anos anteriores.
| PRODUÇÃO ACUMULADA | Em milhares de euros | Variação | Estrutura | ||
|---|---|---|---|---|---|
| 2009 | 2010 | homóloga | 2009 | 2010 | |
| VIDA | 10.320.117 | 12.097.423 | 17,2% | 72,0% | 75,0% |
| Rendas Vitalícias | 27.946 | 23.990 | -14,2% | 0,2% | 0,1% |
| Restantes Produtos de Risco | 909.904 | 921.645 | 1,3% | 6,4% | 5,7% |
| Produtos Capitalização | 6.213.649 | 7.666.480 | 23,4% | 43,4% | 47,5% |
| PPR | 3.144.281 | 3.244.908 | 3,2% | 22,0% | 20,1% |
| Operações de capitalização | 24.336 | 240.400 | 887,8% | 0,2% | 1,5% |
| NÃO VIDA | 4.004.596 | 4.039.392 | 0,9% | 28,0% | 25,0% |
| Acidentes e Doença | 1.316.310 | 1.320.480 | 0,3% | 9,2% | 8,2% |
| Acidentes de Trabalho | 673.737 | 645.777 | -4,1% | 4,7% | 4,0% |
| Doença | 495.048 | 526.562 | 6,4% | 3,5% | 3,3% |
| Incêndio e o. Danos de Coisas | 706.875 | 723.186 | 2,3% | 4,9% | 4,5% |
| Habitação e Condomínios | 371.177 | 385.824 | 3,9% | 2,6% | 2,4% |
| Comércio e Indústria | 207.371 | 210.277 | 1,4% | 1,4% | 1,3% |
| Automóvel | 1.706.518 | 1.727.907 | 1,3% | 11,9% | 10,7% |
| Transportes | 75.078 | 66.669 | -11,2% | 0,5% | 0,4% |
| Responsabilidade Civil Geral | 98.745 | 101.922 | 3,2% | 0,7% | 0,6% |
| Diversos | 101.071 | 99.227 | -1,8% | 0,7% | 0,6% |
| TOTAL | 14.324.714 | 16.136.815 | 12,7% | 100,0% | 100,0% |
O crescimento do segmento Vida, alcançado num quadro de grande instabilidade dos mercados financeiros, parece reflectir a atracção dos aforradores por produtos com reduzido risco de investimento, característica presente em parte significativa dos produtos das seguradoras (os que têm capitais e rendimentos garantidos). Parece ser este o motivo que explica o expressivo crescimento dos produtos de capitalização não ligados a fundos de investimento, que surge associada a novas poupanças trazidas ao sector, como parece indicar também a expansão do volume de provisões matemáticas deste ramo. Por outro lado, num contexto de anunciadas limitações às respectivas deduções fiscais, as contribuições para ao PPR das seguradoras aumentaram novamente em 2010 (3,2%) e para um volume quase duas vezes superior ao registado há 3 anos atrás.
No segmento Não Vida, a produção revelou-se bastante mais estável relativamente a 2009, o que representa um progresso significativo face à regressão que se verificou nos dois anos anteriores. Pela positiva, importa destacar o crescimento da produção dos seguros de Doença (6,4%), Incêndio e Outros Danos (2,3%) e também o crescimento positivo, apesar de marginal, do ramo Automóvel (1,3%), indiciando uma recuperação relativamente às forte quebras registadas em 2007, 2008 e (sobretudo) 2009. Pela negativa, o destaque vai para a produção dos Acidentes de Trabalho, que continua em queda acentuada (-4,1%) pelo 4º ano consecutivo.
Também a carteira total de investimentos do sector segurador português verificou um crescimento no final de 2010, apesar da evolução desfavorável dos mercados financeiros durante o ano de 2010 e da crise da dívida pública em alguns países da zona Euro, entre os quais Portugal.
Avaliada em mais de 58 mil milhões de euros, a carteira de investimentos global cresceu cerca de 1,5% em relação ao período homólogo, o que corresponde a um aumento absoluto da ordem dos 900 milhões de euros2 .
Tal como na produção, também aqui esta evolução foi determinada pelo crescimento dos activos afectos a produtos do ramo Vida (+2,2%), onde se concentra a maior parte da carteira de investimentos do sector (cerca de 83%) e onde o valor dos passivos cresceu também de forma mais dinâmica (3,7%).
Já a carteira de activos afectos a ramos Não Vida conheceu mesmo um ligeiro decréscimo em 2010 (- 3,5%), em linha com a evolução registada, no lado do passivo, no valor das provisões técnicas.
A carteira não afecta directamente à cobertura de passivos estava avaliada em quase 1,8 mil milhões de euros no final de 2010, mais 100 milhões de euros do que em 2009.
Quanto à natureza dos activos, houve uma tendência de privilegiar ainda mais o investimento em obrigações (que, no final de 2010, representava já 67,8%, contra 65,6% em 2009), em substituição dos produtos estruturados.
Relativamente reduzido permanece o investimento em acções, seja directamente (3,3% da carteira global), seja através de produtos estruturados (0,5%) ou de fundos de investimento (3,1%).
2 Fonte APS
Relatório e Contas Consolidadas 31 de Dezembro de 2010 e 2009 pág. 24
Os resultados de exploração do sector segurador, de acordo com as contas provisórias de um conjunto de seguradoras que representa mais de 90% do mercado, terão atingido cerca de 420 milhões de euros no exercício de 2010. Com um saldo da ordem dos 390 milhões de euros, o segmento dos seguros de Vida teve neste desempenho um contributo decisivo, beneficiando, em especial, de uma prudente e eficaz política de gestão da sua carteira de investimentos.
Já o segmento Não Vida, pressionado pelas elevadas taxas de sinistralidade médias, manteve um nível de rentabilidade modesto, globalmente inferior a 80 milhões de euros.
No que respeita à dimensão financeira do sector, o seu volume total do activo ascendeu a quase 63 mil milhões de euros (um crescimento de 3,9% face a 2009).
Também os níveis de solvência se apresentam bastante confortáveis, apesar de inferiores a 2009. Tendo por base os dados provisórios apresentados pelas companhias de seguros, o rácio de solvência global do sector segurador português no final do exercício de 2010 era de 180%, tendo sofrido um decréscimo, em termos absolutos, de cerca de 20 pontos percentuais face ao valor deste mesmo indicador em finais de 2009 (200%).
A quebra registada tem como principal justificação a evolução claramente desfavorável do rácio de solvência das empresas que exploram o ramo Vida, que viram este indicador descer 48 pontos percentuais, de 195%, em finais de 2009, para 147%, em finais de 2010. Sendo o ramo Vida aquele que é mais sensível à volatilidade dos mercados financeiros, o decréscimo dos elementos elegíveis de capital observado em 2010 nas empresas especializadas no ramo Vida (-263 milhões de euros) é significativamente influenciado pela evolução negativa dos mercados financeiros e da valorização dos activos, com impactos na reserva de reavaliação por ajustamentos no justo valor de activos financeiros. Por outro lado, de notar que a margem de solvência exigida, em linha com a evolução registada em 2010 na produção e nas provisões matemáticas/passivos financeiros, cresceu cerca de 11%, o que, naturalmente, contribuiu também para a quebra no valor do rácio de solvência.
De sinal contrário foi a evolução do rácio de solvência para as empresas que exploram exclusivamente ramos Não Vida, que cresceu para os 249% (233% em finais de 2009).
1.3. Principais indicadores e variáveis da actividade
(em milhares de euros)
| 2010 | 2009 | 2008 | Var.2010/ | Var.2009/ | |
|---|---|---|---|---|---|
| Variáveis de Balanço | 2009 | 2008 | |||
| Activo | 8.070.855 | 8.618.873 | 8.344.200 | -6,4% | 3,3% |
| Provisões Técnicas de Seguro Directo | 3.076.907 | 2.749.187 | 3.275.702 | 11,9% | -16,1% |
| Passivos por Contratos de Investimento | 4.542.235 | 4.825.444 | 4.109.323 | -5,9% | 17,4% |
| Capital Próprio | 152.998 | 212.610 | 99.111 | -28,0% | 114,5% |
| Variáveis de Ganhos e Perdas | |||||
| Custos com sinistros, líquidos de resseguro | -584.923 | -810.922 | -926.236 | 27,9% | 12,4% |
| Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro | 2.862 | -2.061 | 11.140 | 238,9% | -118,5% |
| Provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro | -335.489 | 520.670 | 302.827 | -164,4% | 71,9% |
| Participação nos resultados, líquida de resseguro | -1.472 | -416 | -12.579 | -253,7% | 96,7% |
| Custos e gastos de exploração líquidos | -57.193 | -78.362 | -42.693 | 27,0% | -83,5% |
| Actividade Financeira Liquida | 93.904 | 50.421 | 76.164 | 86,2% | -33,8% |
| Rendimentos liquidos de gastos financeiros | 231.019 | 240.175 | 332.178 | -3,8% | -27,7% |
| Ganhos liquidos de activos e passivos | -158.566 | -155.649 | -270.688 | -1,9% | 42,5% |
| Perdas de Imparidade | -5.978 | -21.117 | -54.458 | 71,7% | 61,2% |
| Diferenças de Câmbio | 27.429 | -12.988 | 69.132 | 311,2% | -118,8% |
| Resultado Liquido do exercicio | 21.057 | -16.012 | 12.027 | 231,5% | -233,1% |
| Outras Variáveis | |||||
| Produção Total | 1.394.269 | 1.285.647 | 1.866.209 | 8,4% | -31,1% |
| Portugal | 1.393.022 | 1.280.925 | 1.860.339 | 8,8% | -31,1% |
| Contratos de seguros | 866.320 | 253.657 | 564.137 | 241,5% | -55,0% |
| Contratos de investimento | 526.702 | 1.027.268 | 1.296.201 | -48,7% | -20,7% |
| Espanha | 1.247 | 4.722 | 5.871 | -73,6% | -19,6% |
| Custos com Sinistros e Passivos Financeiros (Portugal) | 1.339.556 | 1.438.371 | 1.493.298 | -6,9% | -3,7% |
| Contratos de seguros | 580.899 | 811.495 | 926.236 | -28,4% | -12,4% |
| Contratos de investimento | 758.657 | 626.877 | 567.063 | 21,0% | 10,5% |
| Provisões Matemáticas (totalidade dos produtos) | 7.572.322 | 7.531.859 | 7.336.540 | 0,5% | 2,7% |
| Custos e gastos por natureza a imputar | 34.311 | 18.517 | 31.790 | 85,3% | -41,8% |
| Gastos de natureza operacional | 15.512 | 14.851 | 16.300 | 4,5% | -8,9% |
| Gastos de natureza financeira | 10.010 | 9.067 | 9.990 | 10,4% | -9,2% |
| Nº de colaboradores | 84 | 83 | 84 | 1 | -1 |
| Rácios | |||||
| Resultado Liquido/Capital Próprio | 13,8% | -7,5% | 12,1% | ||
| Resultado Liquido/Activo | 0,3% | -0,2% | 0,1% | ||
| Custos com Sinistros e Passivos Financeiros / Produção (Portugal) | 96,2% | 112,3% | 80,3% | ||
| Contratos de seguros | 67,1% | 319,9% | 164,2% | ||
| Contratos de investimento | 144,0% | 61,0% | 43,7% | ||
| Custos e gastos por natureza a imputar / Provisões Matemáticas | 0,45% | 0,25% | 0,43% | ||
| Gastos de natureza operacional | 0,20% | 0,20% | 0,22% | ||
| Gastos de natureza financeira | 0,13% | 0,12% | 0,14% |
1.4. A actividade da BES Vida
1.4.1 Produção
O volume de negócios total do Grupo BES Vida, em 2010, ascendeu a 1.426,6 milhões de euros, o que correspondeu a um acréscimo de 5,8% em relação ao ano anterior. Para este montante contribuiu em grande parte a produção de OCAS, no montante de 150 milhões de euros.
| Milhares de Euros | 2010 | 2009 | 2008 | Var.2010/ 2009 |
Var.2009/ 2008 |
|---|---|---|---|---|---|
| TOTAL BES VIDA | 1.426.588 | 1.348.689 | 1.904.115 | 5,8% | -29,2% |
| PORTUGAL | 1.393.022 | 1.280.925 | 1.860.339 | 8,8% | -31,1% |
| - PPR | 711.149 | 887.898 | 735.016 | -19,9% | 20,8% |
| - PRODUTOS DE CAPITALIZAÇÃO | 469.046 | 321.834 | 563.370 | 45,7% | -42,9% |
| - OPERAÇÕES DE CAPITALIZAÇÃO | 150.000 | 7.506 | 500.000 | 1898,3% | -98,5% |
| - PRODUTOS DE RISCO | 62.827 | 63.686 | 61.953 | -1,3% | 2,8% |
| RESSEGURO ACEITE | 32.319 | 63.042 | 37.906 | -48,7% | 66,3% |
| ESPANHA | 1.247 | 4.722 | 5.871 | -73,6% | -19,6% |
A produção da BES Vida em Portugal foi de 1.393,0 milhões de euros o que, representa um acréscimo de 8,8% e, permitiu manter a terceira posição no mercado do Ramo Vida, com uma quota de mercado3 de 11,4% (12,3% em 2009).
Num ano marcado pelos efeitos da crise da divida soberana de alguns países da Europa, incluindo Portugal, que trouxe preocupações ao nível do risco e limitações acrescidas á gestão dos activos da Companhia, por um lado, e a uma focalização da rede de distribuição bancária na obtenção de recursos para o banco por outro, o volume de produção teve um comportamento distinto ao longo do ano: um 1º semestre com uma produção significativa (+57% em relação ao período homólogo do ano anterior) mas um 2º semestre de clara retracção (-56% face ao ano anterior).
Para esta situação contribuíram de forma diferente os vários grupos de produtos. Nos PPR's, com a produção a alcançar os 711,1 milhões de euros e um decréscimo de 19,9%, a Companhia alcançou 21,8% de quota de mercado1 . Pelo contrário nos produtos de capitalização e sobretudo nas operações de capitalização, verificaram-se acréscimos significativos, isto é, 45,7% de crescimento nos primeiros e um volume de produção de 150 milhões de euros de OCAS, que no ano anterior era de apenas, 7,5 milhões de euros.
Os produtos de risco, com um valor de 62,8 milhões de euros, apresentaram uma ligeira descida, de 1,3%.
Considerando a separação ente contratos de seguros e contratos de investimento, constatam-se movimentos distintos entre os grupos (+241,5% nos contratos de seguros e -48,7% nos contratos de
3 Fonte: APS
Relatório e Contas Consolidadas 31 de Dezembro de 2010 e 2009 pág. 27
investimento). O acréscimo verificado nos contratos de seguro, deve-se em grande parte ao sucesso obtido no lançamento de novos PPR's nos três primeiros meses do ano. Nos contratos de investimento, apesar do lançamento das OCAS, estas, foram insuficientes para evitar um decréscimo neste tipo de produtos.
| Milhares de Euros | 2010 | 2009 | 2008 | Var.2010/ 2009 |
Var.2009/ 2008 |
|---|---|---|---|---|---|
| TOTAL BES VIDA - Seguro Directo | 1.394.269 | 1.285.647 | 1.866.209 | 8,4% | -31,1% |
| PORTUGAL | 1.393.022 | 1.280.925 | 1.860.339 | 8,8% | -31,1% |
| CONTRATOS DE SEGUROS | 866.320 | 253.657 | 564.137 | 241,5% | -55,0% |
| - Rendas Vitalícias | 50 | 483 | 344 | -89,6% | 40,3% |
| - Restantes Produtos Risco | 62.776 | 63.203 | 61.608 | -0,7% | 2,6% |
| - Produtos de Capitalização | 200.958 | 22.744 | 109.252 | 783,6% | -79,2% |
| - PPR | 602.535 | 167.227 | 392.933 | 260,3% | -57,4% |
| CONTRATOS DE INVESTIMENTO | 526.702 | 1.027.268 | 1.296.201 | -48,7% | -20,7% |
| - Produtos de Capitalização | 268.088 | 299.090 | 454.118 | -10,4% | -34,1% |
| - PPR | 108.614 | 720.671 | 342.083 | -84,9% | 110,7% |
| - Operações de Capitalização | 150.000 | 7.506 | 500.000 | 1898,3% | -98,5% |
| ESPANHA | 1.247 | 4.722 | 5.871 | -73,6% | -19,6% |
Prémios Brutos Emitidos
| Milhares de Euros | 2010 | 2009 | 2008 | Var.2010/ 2009 |
Var.2009/ 2008 |
|---|---|---|---|---|---|
| TOTAL BES VIDA | 887.181 | 264.229 | 570.639 | 235,8% | -29,2% |
| PORTUGAL | 866.320 | 253.657 | 564.137 | 241,5% | -55,0% |
| - PPR | 602.535 | 167.227 | 392.933 | 260,3% | -57,4% |
| - PRODUTOS DE CAPITALIZAÇÃO | 200.958 | 22.744 | 109.252 | 783,6% | -79,2% |
| - OPERAÇÕES DE CAPITALIZAÇÃO | 0 | 0 | 0 | 0,0% | 0,0% |
| - PRODUTOS DE RISCO | 62.827 | 63.686 | 61.953 | -1,3% | 2,8% |
| RESSEGURO ACEITE | 19.614 | 5.850 | 631 | 235,3% | 826,5% |
| ESPANHA | 1.247 | 4.722 | 5.871 | -73,6% | -19,6% |
De acordo com as regras contabilísticas em vigor, apenas a produção referente aos contratos de seguros com risco significativo e aos produtos com participação nos resultados é tratada como prémios emitidos (a referente aos Unit Linked e aos produtos sem participação nos resultados está considerada pelo seu valor liquido em "resultados de contratos de investimento").
Nesta componente, verificamos que os prémios brutos emitidos apresentam um acréscimo de 235,8% relativamente ao registado a Dezembro de 2009. À semelhança do verificado para o total da produção, verifica-se um acréscimo acentuado nos produtos de capitalização (783,6%), sendo aqui acompanhada também por um acréscimo nos PPR's (260,3%).
1.4.2 Provisões Técnicas
| Milhares de Euros | 2010 | 2009 | 2008 | Var.2010/ 2009 |
Var.2009/ 2008 |
|---|---|---|---|---|---|
| Provisões técnicas | 3.076.907 | 2.749.187 | 3.275.702 | 11,9% | -16,1% |
| Provisão para prémios não adquiridos | 2.565 | 2.613 | 2.606 | -1,9% | 0,3% |
| Provisão matemática do ramo vida | 3.030.120 | 2.706.414 | 3.227.216 | 12,0% | -16,1% |
| Provisão para Sinistros - De vida | 40.156 | 34.364 | 37.519 | 16,9% | -8,4% |
| Provisão para participação nos resultados | 4.047 | 2.916 | 7.541 | 38,8% | -61,3% |
| Provisão para compromissos de taxa | 18 | 2.880 | 820 | -99,4% | 251,4% |
As provisões técnicas, considerando os produtos de contratos de seguros e os produtos sem participação nos resultados, apresentam um acréscimo de 11,9% relativamente ao ano anterior, devido à evolução da provisão matemática.
Contudo, considerando a totalidade dos produtos (contratos de seguros, Unit Linked e produtos com e sem participação nos resultados), as Provisões Matemáticas, de 7.518 milhões de euros, apresentam um acréscimo em relação a 2009 de 0,8%.
A evolução das provisões matemáticas é particularmente relevante no segmento dos PPR, onde se verificou uma taxa de crescimento de 2,3% face ao ano anterior. A quota de mercado detida pela BES Vida, no final de 2010, atingiu, neste segmento, os 25,5% (27,8% em 2009) o que permitiu em termos de Provisões Matemáticas, manter a liderança de mercado neste tipo de produtos.
1.4.3 Actividade Financeira
A actividade financeira continuou em 2010 sob forte pressão, atendendo às perturbações sentidas nos mercados financeiros, em particular no que se refere á divida dos países periféricos da Zona Euro.
Neste contexto, que gerou maiores limitações e constrangimentos na gestão dos activos perante o risco associado directa ou indirectamente á divida soberana nacional, a Companhia procurou privilegiar uma carteira de activos diversificada e manter presentes na gestão da sua carteira níveis de liquidez, segurança e rendibilidade adequadas de forma a garantir a cobertura das responsabilidades assumidas a médio e longo prazo.
Nas rubricas do activo referentes à liquidez, investimentos e outros activos tangíveis, verificou-se um decréscimo de 6,7%, face a 2009.
| Milhares de Euros | 2010 | 2009 | 2008 | Var.2010/ 2009 |
Var.2009/ 2008 |
|---|---|---|---|---|---|
| Liquidez, Investimentos e Outros Tangiveis | 7.968.567 | 8.544.447 | 8.233.370 | -6,7% | 3,8% |
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem | 247.984 | 213.820 | 230.292 | 16,0% | -7,2% |
| Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos | 0 | 9 | 9 | -100,0% | 0,0% |
| Activos financeiros detidos para negociação | 29.192 | 59.191 | 97.313 | -50,7% | -39,2% |
| Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas |
3.998.858 | 4.766.847 | 4.885.053 | -16,1% | -2,4% |
| Activos disponíveis para venda | 3.408.088 | 3.280.331 | 2.806.374 | 3,9% | 16,9% |
| Empréstimos e contas a receber | 191.343 | 142.708 | 138.329 | 34,1% | 3,2% |
| Terrenos e edíficios | 91.393 | 79.499 | 73.667 | 15,0% | 7,9% |
| Outros activos tangiveis | 1.710 | 2.042 | 2.332 | -16,3% | -12,4% |
Apesar de uma quebra nos rendimentos líquidos de gastos financeiros, a melhoria verificada no registo de imparidades, e nas diferenças de câmbio, conduziu a um acréscimo na actividade financeira líquida de 86,2% relativamente ao ano anterior.
| Var.2010/ | Var.2009/ | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Milhares de euros | 2010 | 2009 | 2008 | 2009 | 2008 |
| Actividade Financeira Liquida | 93.904 | 50.421 | 76.164 | 86,2% | -33,8% |
| Rendimentos liquidos de gastos financeiros | 231.019 | 240.175 | 332.178 | -3,8% | -27,7% |
| Ganhos liquidos de activos e passivos | -158.566 | -155.649 | -270.688 | -1,9% | 42,5% |
| Perdas de Imparidade | -5.978 | -21.117 | -54.458 | 71,7% | 61,2% |
| Diferenças de Câmbio | 27.429 | -12.988 | 69.132 | 311,2% | -118,8% |
1.4.4 Custos e Gastos de Exploração
Os custos de exploração líquidos apresentam um decréscimo de 27,0%, existindo uma diminuição na generalidade dos custos de aquisição, em particular nas 2 rubricas mais relevantes: as comissões de subscrição e as comissões financeiras..
| Milhares de euros | 2010 | 2009 | 2008 | Var.2010/ 2009 |
Var.2009/ 2008 |
|---|---|---|---|---|---|
| CUSTOS DE EXPLORAÇÃO LIQUIDOS | 57.192 | 78.362 | 42.693 | -27,0% | 83,5% |
| Custos de aquisição | 53.701 | 75.084 | 39.575 | -28,5% | 89,7% |
| Comissões de resgate | 873 | 917 | 979 | -4,9% | -6,3% |
| Comissões de subscrição | 17.123 | 19.225 | 9.126 | -10,9% | 110,7% |
| Comissões financeiras | 24.913 | 43.418 | 20.431 | -42,6% | 112,5% |
| Outros | 2.973 | 4.181 | 660 | -28,9% | 533,7% |
| Custos imputados à função aquisição | 7.820 | 7.343 | 8.378 | 6,5% | -12,4% |
| Custos de aquisição diferidos (variação) | 0 | 0 | 0 | - | - |
| Gastos administrativos | 5.817 | 5.695 | 5.934 | 2,1% | -4,0% |
| Custos imputados à função administrativa | 5.817 | 5.695 | 5.934 | 2,1% | -4,0% |
| Comissões e participação nos resultados de resseguro | -2.326 | -2.418 | -2.816 | 3,8% | 14,1% |
| Comissões de resseguros cedido | -7 | -11 | -225 | 39,6% | 95,1% |
| Participação nos resultados de resseguro | -2.319 | -2.407 | -2.591 | 3,6% | 7,1% |
O decréscimo das comissões de subscrição está relacionado com a quebra da verificada na produção.
As comissões financeiras (associadas à gestão de produtos) apresentam igualmente um decréscimo significativo principalmente devido à menor performance entre os activos e os passivos, conduzindo assim a uma redução da margem.
1.4.5 Custos com sinistros
Os custos com Sinistros líquidos de resseguro relativos aos contratos de seguros com risco e produtos com participação nos resultados voltaram a registar um decréscimo face ao ano anterior (-27,9% quando em 2009 tinham já diminuído em 12,4%)..
Tal evolução é fortemente influenciada pela evolução no seguro directo (-27,8%) uma vez que a componente de resseguro cedido é pouco significativa.
| Milhares de Euros | 2010 | 2009 | 2008 | Var.2010/ 2009 |
Var.2009 /2008 |
|---|---|---|---|---|---|
| CUSTOS COM SINISTROS | 584.923 | 810.922 | 926.236 | -27,9% | -12,4% |
| Custos directos com sinistros | 585.369 | 811.201 | 929.702 | -27,8% | -12,7% |
| Prestações | 579.462 | 814.356 | 927.328 | -28,8% | -12,2% |
| Variação da provisão para sinistros | 5.907 | -3.155 | 2.374 | 287,2% | -232,9% |
| Custos imputados à função sinistros | 1.182 | 1.140 | 1.207 | 3,7% | -5,5% |
| de Resseguro Cedido | -1.628 | -1.419 | -4.674 | -14,8% | 69,6% |
| Montantes pagos | -1.697 | -2.821 | -3.582 | 39,8% | 21,2% |
| Variação da provisão para sinistros | 69 | 1.402 | -1.092 | -95,0% | 228,4% |
Considerando a totalidade dos custos com sinistros e passivos financeiros, mantém-se a tendência de descida mas de menor relevância (-6,9%) pois enquanto que se mantém um significativo decréscimo no que respeita a Contratos de Seguro (-28,4%) há um crescimento de 21,0% no segmento dos contratos de investimento, a que certamente não é alheio o enquadramento económico e financeiro.
| Milhares de Euros | 2010 | 2009 | 2008 | Var.2010/ 2009 |
Var.2009/ 2008 |
|---|---|---|---|---|---|
| TOTAL BES VIDA | |||||
| Custos com Sinistros e Passivos Financeiros | 1.339.556 | 1.438.371 | 1.493.298 | -6,9% | -3,7% |
| CONTRATOS DE SEGUROS | 580.899 | 811.495 | 926.236 | -28,4% | -12,4% |
| CONTRATOS DE INVESTIMENTO | 758.657 | 626.877 | 567.063 | 21,0% | 10,5% |
| ESPANHA | 4.470 | -294 | 3.466 | 1621,1% | -108,5% |
Analisando a evolução da sinistralidade pelos diferentes grupos de produtos, constata-se um aumento generalizado, com destaque para o segmento de PPR, com 17,1%.
| Milhares de Euros | 2010 | 2009 | 2008 | Var.2010/ 2009 |
Var.2009/ 2008 |
|---|---|---|---|---|---|
| Custos com Sinistros e Passivos Financeiros | 1.339.556 | 1.438.371 | 1.493.298 | -6,9% | -3,7% |
| - PPR | 724.601 | 618.614 | 559.818 | 17,1% | 10,5% |
| - PRODUTOS DE CAPITALIZAÇÃO | 594.282 | 577.358 | 584.017 | 2,9% | -1,1% |
| - OPERAÇÕES DE CAPITALIZAÇÃO | 0 | 222.450 | 327.283 | -100,0% | -32,0% |
| - PRODUTOS DE RISCO | 20.673 | 19.949 | 22.181 | 3,6% | -10,1% |
As taxas de sinistralidade (quando medidos os custos com sinistros e passivos financeiros relativamente à produção), apresentam evoluções favoráveis nos produtos de Capitalização (de 179,4% para 126,7%) e nas Operações de Capitalização, uma vez que a produção em 2009 foi pouco significativa e verificou-se vencimentos nesse ano.. Em sentido inverso, nos PPR's e produtos de Risco verificaram-se agravamentos das taxas de sinistralidade, devido a um maior volume de resgates assim como de vencimentos em relação á produção.
| Taxa de Sinistralidade (Custos com sinistros e | ||||
|---|---|---|---|---|
| Passivos financeiros/Produção) | 2010 | 2009 | 2008 | |
| Custos com Sinistros e Passivos Financeiros | 96,2% | 112,3% | 80,3% | |
| - PPR | 101,9% | 69,7% | 76,2% | |
| - PRODUTOS DE CAPITALIZAÇÃO | 126,7% | 179,4% | 103,7% | |
| - OPERAÇÕES DE CAPITALIZAÇÃO | 0,0% | 2963,5% | 65,5% | |
| - PRODUTOS DE RISCO | 32,9% | 31,3% | 35,8% |
1.4.6 Gastos Gerais por natureza
| Milhares de euros | 2010 | 2009 | 2008 | Var.2010/ 2009 |
Var.2009/ 2008 |
|---|---|---|---|---|---|
| CUSTOS E GASTOS POR NATUREZA A IMPUTAR | 34.311 | 18.517 | 31.790 | 85,3% | -41,8% |
| GASTOS DE NATUREZA OPERACIONAL | 15.512 | 14.851 | 16.300 | 4,5% | -8,9% |
| Gastos com pessoal | 7.011 | 6.530 | 7.005 | 7,4% | -6,8% |
| Fornecimentos e serviços externos | 6.681 | 6.377 | 6.953 | 4,8% | -8,3% |
| Impostos e taxas | 912 | 781 | 992 | 16,8% | -21,2% |
| Depreciações e amortizações do exercicio | 907 | 1.162 | 1.350 | -21,9% | -13,9% |
| GASTOS DE NATUREZA FINANCEIRA | 10.010 | 9.067 | 9.990 | 10,4% | -9,2% |
| Juros suportados | 3.173 | 4.048 | 6.636 | -21,6% | -39,0% |
| Comissões | 6.837 | 5.018 | 3.354 | 36,2% | 49,6% |
| Outros | 8.789 | -5.400 | 5.500 | 262,8% | -198,2% |
Em termos globais, no final do ano 2010, os Custos e Gastos por Natureza a Imputar apresentam um crescimento significativo (+89,3%) em relação ao verificado em 2009, fortemente influenciados pela rubrica de outros custos (+276,6%) resultante do provisionamento de 7,5 milhões de euros relativos a eventual depreciação no valor de Imóveis.
Por seu lado, os gastos de natureza operacional aumentam 4,5% e os gastos de natureza financeira apresentam um crescimento de 10,4%, reflexo do crescimento verificado nas comissões de gestão de activos.
1.4.7 Recursos Humanos
O nº de colaboradores da BES Vida mantém-se estável. Em 31 de Dezembro de 2010, a BES Vida tinha 84 colaboradores no seu quadro de pessoal (efectivos e contratos a termo), mais 1 do que em 2009.
A maioria dos colaboradores encontra-se no escalão etário ente os 30 e os 44 anos e cerca de 60% têm formação e frequência académica de nível superior.
1.4.8 Resultado do Exercício e Capital Próprio
| Milhares de euros | 2010 | 2009 | 2008 | Var.2010/ 2009 |
Var.2009/ 2008 |
|---|---|---|---|---|---|
| CAPITAL PRÓPRIO | 152.998 | 212.610 | 99.111 | -28,0% | 114,5% |
| Capital | 250.000 | 250.000 | 250.000 | 0,0% | 0,0% |
| Outros instrumentos de capital | 0 | 0 | 0 | 0,0% | 0,0% |
| Reservas de reavaliação | -163.732 | -49.216 | -222.380 | -232,7% | 77,9% |
| Reserva por impostos diferidos | 41.389 | 11.345 | 54.998 | 264,8% | -79,4% |
| Outras reservas | 16.583 | 16.583 | 27.825 | 0,0% | -40,4% |
| Resultados transitados | -12.299 | -89 | -23.358 | -13733,9% | 99,6% |
| Resultado do exercício | 21.057 | -16.012 | 12.027 | 231,5% | -233,1% |
O resultado líquido do Grupo BES Vida, de cerca de 21,1 milhões de euros, representa um acréscimo de 231,5% em relação ao verificado em 2009.
O Capital Próprio atinge cerca de 153,0 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 28% face a Dezembro de 2009. Para o referido decréscimo contribui, fundamentalmente, a variação negativa
verificada na Reserva de Reavaliação (-232,7%), resultado do comportamento negativo dos mercados financeiros, nomeadamente o obrigacionista. Recorde-se que em 2009, apesar da manutenção de uma conjuntura instável, a melhoria verificada nos mercados no final desse ano, a realização de menos valias e o registo de imparidades permitiu à companhia uma melhoria do montante das Reservas de reavaliação (cerca de -49,2 milhões de euros).
1.4.9 Margem de Solvência
| 2010 (*) | 2009 | 2008 | Var.2010 /2009 |
Var.2009 /2008 |
|
|---|---|---|---|---|---|
| Margem de Solvência | |||||
| Margem de Solvência disponível | 236.191 | 326.318 | 206.305 | -27,6% | 58,2% |
| Margem de Solvência exigida | 191.865 | 188.407 | 186.249 | 1,8% | 1,2% |
| Excesso/(insuficiência) | 44.326 | 137.911 | 20.056 | -67,9% | 587,6% |
| % de cobertura | 123,1% | 173,2% | 110,8% | -28,9% | 56,4% |
* Estimativa
Influenciada pela diminuição do Capital Próprio, também a rácio de cobertura da margem de solvência (calculada de acordo com a regulamentação local) apresentou um decréscimo face ao verificado no ano anterior, mesmo assim mantendo-se num nível de algum conforto (rácio de cobertura estimado de 123,1% face aos 173,2% verificados em 2009).
1.4.10 Síntese e perspectivas
Num ano que ficou marcado pela crise do risco soberano em alguns países da Zona Euro, incluindo Portugal, também o sector segurador e a BES Vida sentiram de alguma forma os efeitos desta conjuntura. Após um primeiro semestre com um bom desenvolvimento da actividade, com o acentuar da crise do risco de Portugal e do aumento das dificuldades de financiamento, no 2º semestre verificouse uma redução significativa da actividade. Embora mantendo o 3º lugar no ranking global do ramo Vida, a BES Vida perdeu a liderança no segmento dos PPR.
O ano 2010 foi também um ano de continuidade na adaptação das estruturas de funcionamento da Companhia, nomeadamente nos serviços partilhados com a BES Seguros, actividade que se prolongará por 2011.
Consciente das mudanças significativas que existirão ao nível da sua estrutura e negócio, resultado da entrada em vigor proximamente do regime de Solvência II, assente nas boas práticas de gestão dos riscos e na abordagem integrada dos riscos, a Companhia tem vindo a realizar nos últimos anos um
conjunto de esforços e desenvolvimentos para se adaptar, da melhor forma possível às mudanças estruturantes desse novo quadro regulamentar.
Este esforço tem sido efectuado com o objectivo de desenvolver e adaptar gradualmente a sua estrutura organizativa, processos e procedimentos tendo em vista uma transição que se pretende atempada e segura. Com a finalidade de dar cumprimento integral a este objectivo, 2010 ficou marcado com o inicio de um projecto a nível do Grupo, tendo em vista a análise, desenvolvimento e implementação das medidas e processos necessários para uma total convergência com os novos requisitos exigidos e em fase de desenvolvimento (financeiros e actuariais, de governação e de prestação de informação).
Num contexto de instabilidade económica, financeira, social e politica, 2011 será um ano de desafios importantes para a BES Vida.
A procura de responder às novas exigências dos clientes e dos mercados, a continuação dos trabalhos no âmbito do projecto Solvência II, a consolidação das estruturas de funcionamento, o reforço da securitização no funcionamento da Companhia (na segurança das pessoas, sistemas e processos), serão factores presentes nas linhas de actuação da Companhia para poder continuar o desenvolvimento da sua actividade de forma cada vez mais eficiente e eficaz.
1.5. Nota final
O conteúdo do presente relatório obedece às exigências normativas aplicáveis, sendo a sua elaboração da responsabilidade do Conselho de Administração da BES Vida, Companhia de Seguros, SA.
O Conselho de Administração deseja expressar o seu reconhecimento pelo apoio e confiança dos accionistas e clientes, bem como pelo esforço, dedicação e profissionalismo demonstrados pelos colaboradores da Companhia.
Desejamos expressar também o nosso reconhecimento à imprescindível colaboração prestada pelo Grupo Crédit Agrícole, Banco Espírito Santo, Banco Espírito Santo dos Açores e Banco BEST.
Registamos igualmente, com elevado apreço, a acção do Conselho Fiscal e agradecemos a colaboração prestada pelo Instituto de Seguros de Portugal, pela Associação Portuguesa de Seguradores e pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários nos vários domínios das suas áreas de competência.
Lisboa, 28 de Fevereiro de 2011
O Conselho de Administração
1.6 Declaração a que se refere a alínea c) do nº1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários
Dispõe a alínea c) do nº1 do artigo 245º do Código de Valores Mobiliários que cada uma das pessoas responsáveis dos emitentes deve fazer um conjunto de declarações aí previstas. No caso da BES-Vida foi adoptada uma declaração uniforme, com o seguinte teor:
Declaro, nos termos e para os efeitos previstos na alínea c) do nº 1 do artigo 245º do Código de Valores Mobiliários que, tanto quanto é do meu conhecimento, o relatório de gestão, as demonstrações financeiras e demais documentos de prestação de contas consolidadas da BES-VIDA, Companhia de Seguros, S.A., todos relativos ao exercício de 2010, foram elaborados em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados daquela sociedade, e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição daquela sociedade, contendo uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.
Nos termos da referida disposição legal, faz-se a indicação nominativa das pessoas subscritoras e das suas funções:
Rui Manuel Leão Martinho Presidente do Conselho de Administração Pedro Guilherme Beauvillain de Brito e Cunha Vogal do Conselho de Administração Michel Joseph Paul Goutorbe Vogal do Conselho de Administração Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires Vogal do Conselho de Administração Nuno Manuel da Silva Ribeiro David Vogal do Conselho de Administração Michel Victor François Vilatte Vogal do Conselho de Administração Olivier Ronan Melennec Vogal do Conselho de Administração
Nome Função
Jérôme Pierre Grivet Vice-presidente do Conselho de Administração Jean Jacques Duchamp Vogal do Conselho de Administração
2.Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
2.1 – Conta de Ganhos e Perdas Consolidada
BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S A
CONTA DE GANHOS E PERDAS CONSOLIDADA EM 31 DEZEMBRO 2010 E 2009
| Valores em euros | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Notas | Dezembro 2010 | ||||
| Conta de Ganhos e Perdas | do Anexo |
Técnica Vida |
Não Técnica | Total | Dezembro 2009 |
| Prémios adquiridos líquidos de resseguro | 5 | 881.251. 955 | 881.251. 955 | 259.286. 24 2 | |
| Prémios brutos emitidos | 887.181. 259 | - | 887.181. 259 | 264 .229. 305 | |
| Prémios de resseguro cedido | (5. 977.728) | - | (5. 977.728) | (4. 935.865) | |
| Provisão para prémios não adquiridos (variação) | 48. 424 | - | 48. 424 | ( 7.198) | |
| Comissões de contratos de seg uro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento ou como contratos de prestação de serviços |
6 | 25.546. 4 20 | - | 25.546. 4 20 | 37.309. 788 |
| Custos com sinistros, líquidos de resseguro | 7 | (584. 923.098) | - | (584. 923.098) | (810. 922.424) |
| Montantes pagos | (578. 946.232) | - | (578. 946.232) | (812. 675.248) | |
| Montantes brutos | (580. 643.701) | - | (580. 643.701) | (815. 495.979) | |
| Parte dos resseguradores | 1.697. 469 | - | 1.697. 469 | 2.820. 731 | |
| Provisão para sinistros (variação) | (5. 976.866) | - | (5. 976.866) | 1.752. 824 | |
| Montante bruto | (5. 907.426) | - | (5. 907.426) | 3.154 . 999 | |
| Parte dos resseguradores | ( 69.440) | - | ( 69.440) | (1. 402.175) | |
| Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro | 8 | 2.862. 389 | - | 2.862. 389 | (2. 060.533) |
| Provisão matemática do ramo vida, líquida de resseg uro | 9 | (335. 489.292) | - | (335. 489.292) | 520.669. 915 |
| Montante bruto | (335. 491.981) | - | (335. 491.981) | 520.681. 383 | |
| Parte dos resseguradores | 2. 689 | - | 2. 689 | ( 11.468) | |
| Participação nos resultados, líquida de resseguro | 10 | (1. 472.082) | - | (1. 472.082) | ( 416.235) |
| Custos e gastos de exploração líquidos | 11 | (57. 192.646) | - | (57. 192.646) | (78. 361.865) |
| Custos de aquisição | (53. 701.120) | - | (53. 701.120) | (75. 084.199) | |
| Custos de aquisição diferidos (variação) | ( 276) | - | ( 276) | ( 384) | |
| Gastos administrativos | (5. 817.048) | - | (5. 817.048) | (5. 695.233) | |
| Comissões e participação nos resultados de resseguro | 2.325. 798 | - | 2.325. 798 | 2.417. 951 | |
| Rendimentos | 12 | 250.470. 421 | 4 0. 874 | 250.511. 295 | 244.513. 953 |
| De juros de activos financeiros não valorizados ao justo valor por via de ganhos e perdas | 143.679. 063 | 163. 252 | 143.842. 315 | 119.655. 223 | |
| Outros | 106.791. 358 | ( 122.378) | 106.668. 980 | 124.858. 730 | |
| Gastos financeiros - Outros | 13 | (15. 073.292) | (4. 418.750) | (19. 492.042) | (4. 339.278) |
| Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros não valorizados ao justo valor através g anhos e perdas | 16 | (18. 967.811) | ( 9.000) | (18. 976.811) | (15. 753.925) |
| De activos disponíveis para venda | 7.807. 935 | - | 7.807. 935 | 10.827. 878 | |
| De passivos financeiros valorizados a custo amortizado De outros |
(26. 775.746) - |
- ( 9.000) |
(26. 775.746) ( 9.000) |
(26. 581.803) - |
|
| Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros valorizados ao justo valor através g anhos e perdas | 17 | (138. 687.607) | ( 78.111) | (138. 765.718) | (139. 367.490) |
| Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros detidos para neg ociação Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de g anhos e perdas |
(63. 399.589) (75. 288.018) |
( 68.691) ( 9.420) |
(63. 468.280) (75. 297.438) |
8.378. 559 (147. 746.049) |
|
| Diferenças de câmbio | 18 | 27.429. 002 | - | 27.429. 002 | (12. 988.175) |
| Ganhos líquidos de activos não financeiros que não estejam classificados como activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas |
19 | ( 831.338) | 8. 030 | ( 823.308) | ( 527.220) |
| Perdas de imparidade (líquidas reversão) de activos disponíveis para venda | 20 | (5. 977.935) | - | (5. 977.935) | (21. 116.803) |
| Outros rendimentos/gastos técnicos, líquidos de resseguro | ( 9.268) | - | ( 9.268) | ( 234.363) | |
| Outras provisões (variação) | - | ( 744.822) | ( 744.822) | ( 315.582) | |
| Outros rendimentos/gastos | 21 | - | 485. 123 | 485. 123 | 1.415. 473 |
| RESULTADO LÍQUIDO ANTES DE IMPOSTOS | 28.568. 764 | (4. 716.656) | 24.219. 162 | (23. 208.522) | |
| Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos correntes | 32 | - | 226. 639 | 226. 639 | ( 27.589) |
| Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos diferidos | 32 | - | (3. 388.382) | (3. 388.382) | 7.223. 871 |
| RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO | 21.057. 419 | (16. 012.240) |
2.2 – Balanço Consolidado
BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S A
ACTIVO CONSOLIDADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009
| Valores em euros | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Dezembro 2010 | |||||
| Balanço | Notas do Anexo |
Valor bruto | Imparidade, depreciações / amortizações ou ajustamentos |
Valor Líquido | Dezembro 2009 |
| ACTIVO | |||||
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem | 22 | 24 7.983.736 | - | 247.983.736 | 213.820.454 |
| Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos | - | - | - | 9.000 | |
| Activos financeiros detidos para negociação | 23 | 29.192.051 | - | 29.192.051 | 59.191.117 |
| Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas |
24 | 3.998.857.728 | - | 3.998.857.728 | 4 .766.847.111 |
| Activos disponíveis para venda | 25 | 3.477.4 24.315 | (69.336.359) | 3.408.087.956 | 3.280.331.385 |
| Empréstimos e contas a receber | 26 | 191.342.791 | - | 191.342.791 | 142.707.514 |
| Outros depósitos | 191.185.725 | - | 191.185.725 | 142.510.192 | |
| Empréstimos concedidos | 144.867 | - | 144.867 | 168.963 | |
| Outros | 12.199 | - | 12.199 | 28.359 | |
| Terrenos e edíficios | 27 | 91.928.631 | (535.671) | 91.392.960 | 79.498.635 |
| Terrenos e edíficios de uso próprio | 8.743.326 | (535.671) | 8.207.655 | 8.339.496 | |
| Terrenos e edifícios de rendimento | 83.185.305 | - | 83.185.305 | 71.159.139 | |
| Outros activos tangíveis | 28 | 7.858.830 | (6.148.897) | 1.709.933 | 2.042.388 |
| Outros activos intangíveis | 29 | 8.792.257 | (8.560.661) | 231.596 | 341.528 |
| Provisões técnicas de resseguro cedido | 30 | 4.285.889 | - | 4.285.889 | 4 .394.526 |
| Provisão matemática do ramo vida | 141.964 | - | 141.964 | 139.275 | |
| Provisão para sinistros | 1.986.263 | - | 1.986.263 | 2.055.703 | |
| Provisão para participação nos resultados | 2.157.662 | - | 2.157.662 | 2.199.548 | |
| Activos por benefícios pós-emprego e outros benefícios de longo prazo | 15 | 356.339 | - | 356.339 | 568.646 |
| Outros devedores por operações de seg uros e outras operações | 31 | 25.430.786 | (25.691) | 25.405.095 | 16.4 42.384 |
| Contas a receber por operações de seg uro directo | 17.277.739 | (25.691) | 17.252.04 8 | 5.442.912 | |
| Contas a receber por outras operações de resseguro | 310.145 | - | 310.14 5 | 926.021 | |
| Contas a receber por outras operações | 7.842.902 | - | 7.842.902 | 10.073.4 51 | |
| Activos por impostos | 32 | 68.030.609 | - | 68.030.609 | 47.974.542 |
| Activos por impostos correntes | 7.984.414 | - | 7.984.414 | 13.4 48.838 | |
| Activos por impostos diferidos | 60.046.195 | - | 60.046.195 | 34 .525.704 | |
| Acréscimos e diferimentos | 33 | 3.977.926 | - | 3.977.926 | 4.704.001 |
| TOTAL ACTIVO | 8.155.461.888 | (84.607.279) | 8.070.854.609 | 8.618.873.231 |
BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S A
PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009
| Valores em euros | |||
|---|---|---|---|
| Balanço | Notas do Anexo |
Dezembro 2010 | Dezembro 2009 |
| PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO | |||
| PASSIVO | |||
| Provisões técnicas | 30 | 3.076.906.577 | 2.749.187.180 |
| Provisão para prémios não adquiridos | 2.564.894 | 2.613.318 | |
| Provisão matemática do ramo vida | 3.030.120.469 | 2.706.414.419 | |
| Provisão para sinistros do ramo vida | 40.156.324 | 34.363.509 | |
| Provisão para participação nos resultados | 4.047.019 | 2.915.674 | |
| Provisão para compromissos de taxa | 17.871 | 2.880.260 | |
| Passivos financeiros da componente de depósito de contratos de seguros e de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento |
35 | 4.542.235.451 | 4.825.444.113 |
| Outros passivos financeiros | 36 | 219.671.865 | 756.253.850 |
| Passivos subordinados | 100.132.606 | 100.119.562 | |
| Depósitos recebidos de resseguradores | 288.695 | 255.896 | |
| Outros | 119.250.564 | 655.878.392 | |
| Outros credores por operações de seguros e outras operações | 37 | 46.465.106 | 53.281.652 |
| Contas a pagar por operações de seguro directo | 44.253.026 | 47.212.967 | |
| Contas a pagar por outras operações de resseguro | 1.382.801 | 593.345 | |
| Contas a pagar por outras operações | 829.279 | 5.475.340 | |
| Passivos por impostos | 32 | 1.886.022 | 1.725.679 |
| Passivos por impostos correntes | 1.885.994 | 1.725.679 | |
| Passivos por impostos diferidos | 28 | - | |
| Acréscimos e diferimentos | 38 | 5.672.846 | 4.887.696 |
| Outras Provisões | 39 | 25.018.537 | 15.483.198 |
| TOTAL PASSIVO | 7.917.856.404 | 8.406.263.368 | |
| CAPITAL PRÓPRIO | 40 | ||
| Capital | 250.000.000 | 250.000.000 | |
| Reservas de reavaliação | (163.731.989) | (49.216.240) | |
| Por ajustamentos no justo valor de activos financeiros | (164.845.904) | (47.464.517) | |
| De diferenças de câmbio | 1.113.915 | (1.751.723) | |
| Reserva por impostos | 41.388.924 | 11.344.617 | |
| Outras reservas | 16.582.629 | 16.582.629 | |
| Resultados transitados | (12.298.778) | (88.903) | |
| Resultado do exercício | 21.057.419 | (16.012.240) | |
| TOTAL CAPITAL PRÓPRIO | 152.998.205 | 212.609.863 | |
| TOTAL PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO | 8.070.854.609 | 8.618.873.231 |
2.3 – Demonstração das alterações no Capital Próprio Consolidado
BES - VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADO
| DOS PERÍODOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009 | Reserva de | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| reavaliação | Outras reservas | ||||||||
| Capital | Por ajustamento s no justo valor de activos financeiros disponiveis para venda |
Reservas por impostos diferidos e correntes |
Reserva Leg al |
Outras reservas |
Resultados transitados |
Resultados do exercício |
Total de Capital Próprio |
||
| Balanço a 31 de Dezembro de 2008 | 250.000.000 (222.380.483) | 54.998.239 | 27.651.005 | 174.341 | (23.358.441) | 12.026.821 | 99.111.482 | ||
| Ganhos liquidos por ajustamento no justo valor de activos financeiros disponiveis para venda | - | 165.591.575 | - | - | - | - | - | 165.591.575 | |
| Ganhos liquidos por diferenças por taxa de cambio de activos financeiros disponíveis para venda | - | 9.690.345 | - | - | - | - | - | 9.690.345 | |
| Ajustamento por reconhecimento de impostos diferidos e correntes | - | - | (43.653.622) | - | - | - | - | (43.653.622) | |
| Aumentos de reservas por aplicação de resultados | - | - | - | (11.242.717) | - | 23.269.538 | (12.026.821) | - | |
| Outros ganhos/perdas reconhecidos directamente no capital | - | (2.117.677) | - | - | - | - | - | (2.117.677) | |
| Total da variação do capital próprio | - | 173.164.243 (43.653.622) | (11.242.717) | - | 23.269.538 | (12.026.821) | 129.510.621 | ||
| Resultado líquido do período | - | - | - | - | - | - | (16.012.240) | (16.012.240) | |
| Balanço a 31 de Dezembro de 2009 | 250.000.000 | (49.216.240) | 11.344.617 | 16.408.288 | 174.341 | (88.903) | (16.012.240) 212.609.863 | ||
| Ganhos liquidos por ajustamento no justo valor de activos financeiros disponiveis para venda | - | (132.110.581) | - | - | - | - | - | (132.110.581) | |
| Ganhos liquidos por diferenças por taxa de cambio de activos financeiros disponíveis para venda | - | 2.865.638 | - | - | - | - | - | 2.865.638 | |
| Ajustamento por reconhecimento de impostos diferidos e correntes | - | - | 30.044.307 | - | - | - | - | 30.044.307 | |
| Aumentos de reservas por aplicação de resultados | - | - | - | - | - | - | - | - | |
| Distribuição de lucros/prejuízos | - | - | - | - | - | (16.012.240) | 16.012.240 | - | |
| Outros ganhos/perdas reconhecidos directamente no capital | - | 14.729.194 | - | - | - | 3.802.366 | - | 18.531.560 | |
| Total da variação do capital próprio | - (114.515.749) | 30.044.307 | - | - | (12.209.874) | 16.012.240 (80.669.076) | |||
| Resultado líquido do período | - | - | - | - | - | - | 21.057.419 | 21.057.419 | |
| Balanço a 31 de Dezembro de 2010 | 250.000.000 (163.731.989) | 41.388.924 | 16.408.288 | 174.341 | (12.298.777) | 21.057.419 152.998.206 | |||
| As Notas explicativas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras |
2.4 – Demonstração do Rendimento Integral Consolidado
BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A. DEMONSTRAÇÃO DO RENDIMENTO INTEGRAL DE 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Resultado líquido do exercício | 21.057.419 | (16.012.240) |
| Imparidades dos activos financeiros disponiveis para venda | 5.977.935 | 21.116.803 |
| Vendas de activos financeiros disponíveis para venda | (9.273.004) | 9.123.266 |
| Variação do justo valor de activos financeiros disponíveis para venda | (125.949.874) | 145.041.851 |
| Variação dos impostos correntes e diferidos | 30.044.307 | (43.653.622) |
| Outros ganhos/(perdas) reconhecidos directamente em capitais próprios | 18.531.560 | (2.117.677) |
| Total do rendimento integ ral | (59.611.657) | 113.498.381 |
2.5 – Demonstração dos fluxos de caixa consolidado
BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009
| 2010 | 2009 | ||
|---|---|---|---|
| FLUXOS DE ACTIVIDADE OPERACIONAL | |||
| A Recebimentos | |||
| Operações de Seguro | 868.273.837 | 251.579.805 | |
| Operações de Resseg uro | 30.109.821 | 67.609.397 | |
| Operações com contratos de investimento | 527.107.986 | 999.698.129 | |
| Outras Actividades Operacionais | 45 | - | |
| B | Pagamentos Operações de Seguro |
(579.257.901) | (814.413.375) |
| Operações de Resseg uro | (80.570.316) | (20.307.525) | |
| Operações com contratos de investimento | (755.571.082) | (588.960.058) | |
| Comissões | (45.259.393) | (41.343.539) | |
| Participação de Resultados | 0 | (4.941.518) | |
| Outras Actividades Operacionais | (93.428) | (91.693) | |
| C Pagamentos ao Pessoal | (3.416.853) | (5.524.947) | |
| D Pagamentos a Fornecedores | (11.677.057) | (14.171.992) | |
| E | Outros pagamentos e recebimentos | 1.718.363 | 1.899.036 |
| F | Impostos e Taxas | (18.103.184) | (20.099.296) |
| G Impostos sobre o rendimento | 10.852.614 | (13.148) | |
| Fluxos de Actividade Operacionais (1) | (55.886.548) | (189.080.724) | |
| FLUXOS DE ACTIVIDADE DE INVESTIMENTO | |||
| H Recebimentos | |||
| Alienação de Investimentos | 30.135.860.571 | 18.688.867.899 | |
| Alienação de Imobilizado | - | - | |
| Dividendos | 11.994.598 | 7.416.023 | |
| Juros | 195.296.115 | 225.346.338 | |
| Outros Rendimentos | 2.185.374 | 2.521.241 | |
| I | Pagamentos | - - |
|
| Aquisição de Investimentos | (30.248.850.306) | (18.744.758.546) | |
| Aquisição de Imobilizado | (698.847) | (336.622) | |
| Despesas de g estão, manutenção e outras | (2.583.376) | (2.300.642) | |
| Fluxos de Actividade de Investimento (2) | 93.204.129 | 176.755.691 | |
| FLUXOS DE ACTIVIDADE DE FINANCIAMENTO | |||
| J | Recebimentos | ||
| Empréstimos Subordinados Aumento de Capital |
- - |
- - |
|
| Outros Empréstimos | - | - | |
| K Pagamentos Liquidação de Empréstimos Subordinados |
- | - | |
| Dividendos | - | - | |
| Juros sobre Empréstimos | (3.154.299) | (4.146.848) | |
| Contrato de Locação Financeira | - | - | |
| Liquidação de Outros Empréstimos | - | - | |
| Fluxos de Actividade de Financiamento (3) | (3.154.299) | (4.146.848) | |
| VARIAÇÃO DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES (4 ) = (1) + (2) + (3) | 34.163.282 | (16.471.881) | |
| L | Caixa e seus equivalentes no inicio do período | 213.820.454 | 230.292.335 |
| M Caixa e seus equivalentes no final do período | 247.983.736 | 213.820.454 |
2.6 - Notas explicativas às Demonstrações Financeiras consolidadas
(Montantes expressos em euros, excepto quando indicado)
NOTA 1 - ACTIVIDADE E ESTRUTURA
A Companhia foi constituída em 28 de Junho de 1993, e tem como objectivo desenvolver autonomamente a actividade do ramo vida, que se iniciou em 1 de Janeiro de 1994. A Sucursal de Espanha, com sede em Madrid, iniciou a sua actividade em Junho de 1996. Em Agosto de 2006, a Companhia anteriormente designada Companhia de Seguros Tranquilidade - Vida, S.A. como resultado da operação efectuada entre o Banco Espírito Santo, S.A. e a Companhia Crédit Agrícole, alterou a sua designação para BES-Vida, Companhia de Seguros S.A.("Bes-Vida" ou "Companhia" ou Grupo).
O Grupo BES-Vida é controlado pelo Crédit Agrícole Assurance, S.A., cuja empresa mãe do Grupo é o Crédit Agrícole, S.A.
De acordo com a SIC 12 o perímetro de consolidação do Grupo inclui as seguintes entidades de finalidade especial, incluindo Fundos de Investimento:
| Ano constituição |
Ano aquisição | Sede | Actividade | % interesse económico |
|
|---|---|---|---|---|---|
| CAB RAL, LTDA | 2001 | 2001 | Jersey | Entidade de securitização | 100,00% |
| CLASSIC I (CAYMAN) /2001 - 17/05/2012 | 2001 | 2001 | Cayman Islands | Entidade Finalidade Especial | 100,00% |
| SHERLOCK LIMITED Float /2002 - 23/07/2015 | 2002 | 2003 | Jersey | Entidade Finalidade Especial | 100,00% |
| STINGRAY LIMITED 6.31% /2001 - 26/05/2012 | 2001 | 2002 | Cayman Islands | Entidade Finalidade Especial | 85,95% |
| XENON 2002-2012 | 2002 | 2003 | Irlanda | Entidade Finalidade Especial | 100,00% |
| ES - ARRENDAMENTO | 2009 | 2009 | Portugal | Fundo de Investimento | 100,00% |
| OREY REABILITAÇÃO LISB OA | 2006 | 2006 | Portugal | Fundo de Investimento | 77,32% |
NOTA 2 - PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
2.1. Bases de apresentação
As demonstrações financeiras do Grupo BES-Vida agora apresentadas, reportam-se ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2010 e foram preparadas de acordo com o Plano de Contas para as Empresas de Seguros ("PCES 07"), emitido pelo ISP e aprovado pela Norma Regulamentar n.º 4/2007-R, de 27 de Abril, e subsequentes alterações descritas na Norma n.º 20/2007-R de 31 de Dezembro, e ainda de acordo com as normas relativas à contabilização das operações das empresas de seguros estabelecidas pelo ISP.
Este novo Plano de Contas introduziu os International Financial Accounting Standards (IFRS) em vigor tal como adoptados na União Europeia, excepto os critérios de mensuração dos passivos resultantes dos contratos de seguro definidos no IFRS 4 - Contratos de Seguro. Os IFRS incluem as normas contabilísticas emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as interpretações emitidas pelo Internacional Financial Reporting Interpretation Committee (IFRIC), e pelos respectivos órgãos antecessores.
Contudo e tal como descrito na Nota 44, a BES-Vida adoptou igualmente, na preparação das demonstrações financeiras referentes a 31 de Dezembro de 2010, as normas contabilísticas emitidas pelo IASB e as interpretações do IFRIC de aplicação obrigatória desde 1 de Janeiro de 2010. As políticas contabilísticas utilizadas pela BES-Vida na preparação das demonstrações financeiras, descritas nesta nota, foram adaptadas em conformidade. As novas normas e interpretações adoptadas em 2010
tiveram sobretudo impacto ao nível da apresentação das demonstrações financeiras e das divulgações sendo apresentados valores comparativos relativamente às novas divulgações exigidas.
As normas contabilísticas e interpretações recentemente emitidas mas que ainda não entraram em vigor e que a BES-Vida ainda não aplicou na elaboração das suas demonstrações financeiras podem também ser analisadas na Nota 44.
As políticas contabilísticas abaixo descritas, foram aplicadas de forma consistente para os períodos apresentados nas demonstrações financeiras consolidadas.
As demonstrações financeiras estão expressas em euros e estão preparadas de acordo com o princípio do custo histórico, com excepção dos activos e passivos registados ao seu justo valor, nomeadamente os activos financeiros, os imóveis de rendimento e os passivos financeiros associados a contratos de seguro em que o risco do investimento é suportado pelo tomador do seguro. Os restantes activos e passivos são registados ao custo amortizado ou custo histórico.
A preparação de demonstrações financeiras de acordo com o Novo Plano de Contas para as Empresas de Seguros requer que a Companhia efectue julgamentos e estimativas e utilize pressupostos que afectam a aplicação das políticas contabilísticas e os montantes de proveitos, custos, activos e passivos.
Estas estimativas e pressupostos são baseados na informação disponível mais recente, servindo de suporte para os julgamentos sobre os valores dos activos e passivos cuja valorização não é suportada por outras fontes. Os resultados reais podem diferir das estimativas. Na nota 3 identificam-se as principais estimativas e julgamentos utilizados na elaboração das Demonstrações Financeiras.
Estas demonstrações financeiras foram aprovadas em reunião do Conselho de Administração em 28 de Fevereiro de 2011.
2.2. Princípios de consolidação
As demonstrações financeiras consolidadas agora apresentadas reflectem os activos, passivos e resultados da BES-Vida e das suas subsidiárias ("Grupo" ou "Grupo BES-Vida"), e os resultados atribuíveis ao Grupo referentes às participações financeiras em empresas associadas.
As políticas contabilísticas foram aplicadas de forma consistente por todas as empresas do Grupo, relativamente a todos os períodos cobertos nas demonstrações financeiras.
Subsidiárias
São classificadas como subsidiárias as empresas sobre as quais o Grupo exerce controlo. Controlo normalmente é presumido quando o Grupo detém o poder de exercer a maioria dos direitos de voto. Poderá ainda existir controlo quando o Grupo detém o poder, directa ou indirectamente, de gerir a política financeira e operacional de determinada empresa de forma a obter benefícios das suas actividades, mesmo que a percentagem que detém sobre os seus capitais próprios seja inferior a 50%.
As empresas subsidiárias são consolidadas integralmente desde o momento que o Grupo assume o controlo sobre as suas actividades até ao momento que esse controlo cessa.
Quando as perdas acumuladas de uma subsidiária excedem o interesse minoritário no capital próprio dessa subsidiária, tal excesso é atribuível ao Grupo na medida em que for incorrido. Subsequentes lucros obtidos por tal subsidiária são reconhecidos como proveitos do Grupo até que as perdas previamente absorvidas sejam recuperadas.
Entidades de finalidade especial ("SPE")
O Grupo consolida pelo método integral determinadas entidades de finalidade especial, constituídas especificamente para o cumprimento de um objectivo restrito e bem definido, quando a substância da relação com tais entidades indicia que o Grupo exerce controlo sobre as suas actividades, independentemente da percentagem que detém sobre os seus capitais próprios.
A avaliação da existência de controlo é efectuada com base nos critérios estabelecidos na SIC 12 – Consolidação de Entidades de Finalidade Especial, os quais se resumem como segue:
As actividades dos SPE são conduzidas exclusivamente de acordo com as necessidades especificas do negócio do Grupo e para que este obtenha os benefícios dessas actividades;
- O Grupo detém o poder de decisão conducente à obtenção da maioria dos benefícios das actividades do SPE;
- O Grupo tem o direito a obter a maioria dos benefícios do SPE podendo por isso estar exposto aos riscos inerentes à sua actividade;
- O Grupo está exposto à maioria dos riscos do SPE com o objectivo de obter os benefícios decorrentes da sua actividade.
O Grupo consolida os Fundos de Investimento onde detém a maioria das unidades de participação e pode exercer o controlo sobre estes fundos.
Saldos e transacções eliminadas na consolidação
Saldos e transacções entre empresas do Grupo, incluindo quaisquer ganhos ou perdas não realizadas resultantes de operações intragrupo, são eliminados no processo de consolidação, excepto nos casos em que as perdas não realizadas indiciam a existência de imparidade que deva ser reconhecida nas contas consolidadas.
Ganhos não realizados resultantes de transacções com entidades associadas são eliminados na proporção da participação do Grupo nas mesmas. Perdas não realizadas são também eliminadas, mas apenas nas situações em que as mesmas não indiciem existência de imparidade.
2.3. Operações em moeda estrangeira
As transacções em moeda estrangeira são convertidas à taxa de câmbio em vigor na data da transacção. Os activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos para euros à taxa de câmbio em vigor na data do balanço. As diferenças cambiais resultantes desta conversão são reconhecidas em resultados.
Os activos e passivos não monetários registados ao custo histórico, expressos em moeda estrangeira, são convertidos à taxa de câmbio à data da transacção. Activos e passivos não monetários expressos em moeda estrangeira registados ao justo valor são convertidos à taxa de câmbio em vigor na data em que o justo valor foi determinado. As diferenças cambiais resultantes são reconhecidas em resultados, excepto no que diz respeito às diferenças relacionadas com acções classificadas como activos financeiros disponíveis para venda, as quais são registadas em reservas.
2.4. Instrumentos financeiros derivados
Os instrumentos financeiros derivados são reconhecidos na data da sua negociação ("trade date"), pelo seu justo valor. Subsequentemente, o justo valor dos instrumentos financeiros derivados é reavaliado numa base regular, sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa reavaliação registados directamente em resultados do período.
O justo valor dos instrumentos financeiros derivados corresponde ao seu valor de mercado, quando disponível, ou é determinado tendo por base técnicas de valorização incluindo modelos de desconto de fluxos de caixa ("discounted cash flows") e modelos de avaliação de opções, conforme seja apropriado.
Derivados embutidos
Os derivados que estão embutidos em outros instrumentos financeiros são tratados separadamente quando as suas características económicas e os seus riscos não estão relacionados com o instrumento principal e o instrumento principal não está contabilizado ao seu justo valor através de resultados. Estes derivados embutidos são registados ao justo valor com as variações reconhecidas em resultados.
2.5. Outros activos financeiros
Classificação
O Grupo classifica os seus outros activos financeiros no momento da sua aquisição considerando a intenção que lhes está subjacente, de acordo com as seguintes categorias:
Activos financeiros ao justo valor através dos resultados
Esta categoria inclui: (i) os activos financeiros de negociação, que são aqueles adquiridos com o objectivo principal de serem transaccionados no curto prazo, e (ii) os activos financeiros designados no momento do seu reconhecimento inicial ao justo valor com variações reconhecidas em resultados.
O Grupo designa, no seu reconhecimento inicial, certos activos financeiros ao justo valor através de resultados quando:
- Tais activos financeiros são geridos, avaliados e analisados internamente com base no seu justo valor;
- Tal designação elimina uma inconsistência de reconhecimento e mensuração (accounting mismatch); ou
- Tais activos financeiros contêm derivados embutidos.
- Investimentos detidos até à maturidade
Estes investimentos são activos financeiros não derivados com pagamentos fixados ou determináveis e maturidades definidas, que o Grupo tem intenção e capacidade de deter até à maturidade e que não são designados, no momento do seu reconhecimento inicial, como ao justo valor através dos resultados ou como disponíveis para venda.
Investimentos disponíveis para venda
Os investimentos disponíveis para venda são activos financeiros não derivados que: (i) o Grupo tem intenção de manter por tempo indeterminado, (ii) que são designados como disponíveis para venda no momento do seu reconhecimento inicial ou (iii) que não se enquadrem nas categorias acima referidas.
Reconhecimento, mensuração inicial e desreconhecimento
Aquisições e alienações de: (i) activos financeiros ao justo valor através dos resultados, e (ii) activos financeiros disponíveis para venda, são reconhecidos na data da negociação ("trade date"), ou seja, na data em que O Grupo se compromete a adquirir ou alienar o activo.
Os activos financeiros são inicialmente reconhecidos ao seu justo valor adicionado dos custos de transacção.
Estes activos são desreconhecidos quando (i) expiram os direitos contratuais do Grupo ao recebimento dos seus fluxos de caixa, (ii) o Grupo tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios
associados à sua detenção ou (iii) não obstante retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, o Grupo tenha transferido o controlo sobre os activos.
Mensuração subsequente
Após o seu reconhecimento inicial, os activos financeiros ao justo valor com reconhecimento em resultados são valorizados ao justo valor, sendo as suas variações reconhecidas em resultados.
Os investimentos disponíveis para venda são igualmente registados ao justo valor sendo, no entanto, as respectivas variações reconhecidas em reservas, até que os investimentos sejam desreconhecidos ou seja identificada uma perda por imparidade, momento em que o valor acumulado dos ganhos e perdas potenciais registados em reservas é transferido para resultados. As variações cambiais associadas a estes investimentos são reconhecidas também em reservas, no caso de acções, e em resultados, no caso de instrumentos de dívida. Os juros, calculados à taxa de juro efectiva, e os dividendos são também reconhecidos na demonstração dos resultados.
Os investimentos detidos até à maturidade são valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa efectiva e são deduzidos de perdas de imparidade.
O justo valor dos activos financeiros cotados é o seu preço de compra corrente ("bid-price"). Na ausência de cotação, o Grupo estima o justo valor utilizando (i) metodologias de avaliação, tais como a utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado, técnicas de fluxos de caixa descontados e modelos de avaliação de opções customizados de modo a reflectir as particularidades e circunstâncias do instrumento, e (ii) pressupostos de avaliação baseados em informações de mercado.
Transferências entre categorias de activos financeiros
Em Outubro de 2008 o IASB emitiu a revisão da norma IAS 39 - Reclassificação de instrumentos financeiros (Amendements to IAS 39 Financial Instruments: Recognition and Measurement and IFRS 7: Financial Instruments Disclosures). Esta alteração veio permitir que uma entidade transfira de activos financeiros ao justo valor através de resultados - negociação para as carteiras de activos financeiros disponíveis para venda, "Loans and Receivables" ou para activos financeiros detidos até à maturidade ("Held-to-maturity"), desde que esses activos financeiros obedeçam às características de cada categoria. O Grupo não adoptou esta possibilidade.
As transferências de activos financeiros disponíveis para venda para as categorias de "Loans and receivables" e "Held-to-maturity" são também permitidas.
Imparidade
O Grupo avalia regularmente se existe evidência objectiva de que um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, apresenta sinais de imparidade. Para os activos financeiros que apresentam sinais de imparidade, é determinado o respectivo valor recuperável, sendo as perdas por imparidade registadas por contrapartida de resultados.
Um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, encontra-se em imparidade sempre que exista evidência objectiva de imparidade resultante de um ou mais eventos que ocorreram após o seu reconhecimento inicial, tais como: (i) para os instrumentos de capital cotados, uma desvalorização continuada ou de valor significativo na sua cotação, e (ii) para títulos de divida, quando esse evento (ou eventos) tenha um impacto no valor estimado dos fluxos de caixa futuros do activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, que possa ser estimado com razoabilidade.
O Grupo elegeu como critérios de imparidade os seguintes:
Instrumentos de capital, o declínio de 50% do valor de mercado face ao valor de aquisição, ou uma desvalorização continuada por um período superior a 24 meses;
Adicionalmente, para os instrumentos financeiros com menos valias não realizadas, a análise sobre a imparidade requer a aplicação de um julgamento. Uma diminuição de 30% durante 6 meses é um critério que ajuda a aplicar este julgamento;
Instrumentos de dívida, incumprimentos do emissor.
No que se refere aos investimentos detidos até à maturidade, as perdas por imparidade correspondem à diferença entre o valor contabilístico do activo e o valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados (considerando o período de recuperação) descontados à taxa de juro efectiva original do activo financeiro. Estes activos são apresentados no activo, líquidos de imparidade. Caso estejamos perante um activo com taxa de juro variável, a taxa de juro a utilizar para a determinação da respectiva perda de imparidade é a taxa de juro efectiva actual, determinada com base nas regras de cada contrato. Em relação aos investimentos detidos até à maturidade, se num período subsequente o montante de perda por imparidade diminui, e essa diminuição pode ser objectivamente relacionada com um evento que ocorreu após o reconhecimento da imparidade, esta é revertida por contrapartida de resultados do exercício.
Quando existe evidência de imparidade nos activos financeiros disponíveis para venda, a perda potencial acumulada em reservas, correspondente à diferença entre o custo de aquisição e o justo valor actual, deduzida de qualquer perda de imparidade no activo anteriormente reconhecida em resultados, é transferida para resultados. Se num período subsequente o montante da perda de imparidade diminui, a perda de imparidade anteriormente reconhecida é revertida por contrapartida de resultados do exercício até à reposição do custo de aquisição se o aumento for objectivamente relacionado com um evento ocorrido após o reconhecimento da perda de imparidade, excepto no que se refere a acções ou outros instrumentos de capital, caso em que a reversão da imparidade é reconhecida em reservas.
2.6. Passivos financeiros
Um instrumento é classificado como passivo financeiro quando existe uma obrigação contratual da sua liquidação ser efectuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro activo financeiro, independentemente da sua forma legal.
Os passivos financeiros não derivados incluem passivos de contratos de investimento, empréstimos, credores por operações de seguro directo e resseguro e outros passivos. Estes passivos financeiros são registados (i) inicialmente pelo seu justo valor deduzido dos custos de transacção incorridos e (ii) subsequentemente ao custo amortizado, com base no método da taxa efectiva, com a excepção dos passivos por contratos de investimento em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro, os quais são registados ao justo valor, ou os passivos financeiros que para evitar o "accounting mismatch" são registados ao justo valor.
2.7. Activos tangíveis
Os activos tangíveis do Grupo encontram-se valorizados ao custo deduzido das respectivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade.
Os custos subsequentes com os activos tangíveis são capitalizados no activo apenas se for provável que deles resultarão benefícios económicos futuros para o Grupo. Todas as despesas com manutenção e reparação são reconhecidas como custo, de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.
Os terrenos não são amortizados. As amortizações dos activos tangíveis são calculadas segundo o método das quotas constantes, às seguintes taxas de amortização que reflectem a vida útil esperada dos bens:
| Imóveis de serviço próprio | Número de anos |
|---|---|
| 37 a 45 | |
| Equipamento informático | 3 |
| Mobiliário e material | 8 a 10 |
| Instalações interiores | 10 |
| Máquinas e ferramentas | 5 a 8 |
| Material de transporte | 4 |
| Outros | 5 |
Quando existe indicação de que um activo possa estar em imparidade o seu valor recuperável é estimado, devendo ser reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor líquido de um activo exceda o seu valor recuperável. As perdas por imparidade são reconhecidas na demonstração dos resultados para os activos registados ao custo.
O valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o seu preço de venda líquido e o seu valor de uso, sendo este calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa estimados futuros que se esperam vir a obter do uso continuado do activo e da sua alienação no fim da sua vida útil.
2.8. Propriedades de investimento
O Grupo classifica como propriedades de investimento os imóveis detidos para arrendamento ou para valorização do capital ou ambos.
As propriedades de investimento são reconhecidas inicialmente ao custo de aquisição, incluindo os custos de transacção directamente relacionados, e subsequentemente ao seu justo valor. Variações de justo valor determinadas a cada data de balanço são reconhecidas em resultados. As propriedades de investimento não são amortizadas.
Dispêndios subsequentes relacionados são capitalizados quando for provável que o Grupo venha a obter benefícios económicos futuros em excesso do nível de desempenho inicialmente estimado.
2.9. Activos Intangíveis
Os custos incorridos com a aquisição de software são capitalizados, assim como as despesas adicionais suportadas pelo Grupo necessárias à sua implementação. Estes custos são amortizados de forma linear ao longo da vida útil esperada destes activos (3 a 6 anos).
Os custos directamente relacionados com a produção de produtos informáticos desenvolvidos pelo Grupo, sobre os quais seja expectável que estes venham a gerar benefícios económicos futuros para além de um exercício, são reconhecidos e registados como activos intangíveis.
Os custos com desenvolvimento de software informático, reconhecidos como activos são amortizados de forma linear ao longo da respectiva vida útil esperada, não excedendo na sua maioria 3 anos.
Os custos com a manutenção de programas informáticos são reconhecidos como custos quando incorridos.
Quando existe indicação de que um activo possa estar em imparidade o seu valor recuperável é estimado, devendo ser reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor líquido de um activo exceda o seu valor recuperável. As perdas por imparidade são reconhecidas na demonstração dos resultados para os activos registados ao custo.
O valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o seu preço de venda líquido e o seu valor de uso, sendo este calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa estimados futuros que se esperam vir a obter do uso continuado do activo e da sua alienação no fim da sua vida útil.
2.10. Locações
O Grupo classifica as operações de locação como locações financeiras ou locações operacionais, em função da sua substância e não da sua forma legal cumprindo os critérios definidos no IAS 17 – Locações. São classificadas como locações financeiras as operações em que os riscos e benefícios inerentes à propriedade de um activo são transferidas para o locatário. Todas as restantes operações de locação são classificadas como locações operacionais.
Locações operacionais
Os pagamentos efectuados pelo Grupo à luz dos contratos de locação operacional são registados em custos nos períodos a que dizem respeito.
Locações financeiras
Os contratos de locação financeira são registados na data do seu início, no activo e no passivo, pelo custo de aquisição da propriedade locada, que é equivalente ao valor actual das rendas de locação vincendas. As rendas são constituídas (i) pelo encargo financeiro que é debitado em resultados e (ii) pela amortização financeira do capital que é deduzida ao passivo. Os encargos financeiros são reconhecidos como custos ao longo do período da locação, a fim de produzirem uma taxa de juro periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo em cada período.
2.11. Benefícios aos empregados
Pensões
Em conformidade com o Contrato Colectivo de Trabalho para o Sector Segurador, o Grupo assumiu o compromisso de conceder aos seus empregados com contrato de trabalho em vigor à data de 22 de Junho de 1995 que tenham sido admitidos na actividade seguradora até essa mesma data, prestações pecuniárias para complemento de reforma.
O Grupo constituiu um Fundo de Pensões que se destina a cobrir as responsabilidades inerentes ao plano mencionado no parágrafo anterior.
Para além destas, o Grupo tem ainda responsabilidades com os Administradores, segundo o Regulamento do Direito à Pensão ou Complemento de Pensões de Reforma estatuído no artigo 24º do Contrato de Sociedade aprovado em Conselho de Administração e em Assembleia Geral datada de 29 de Março de 2005.
O fundo de pensões é gerido pela ESAF – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.
Os planos de pensões existentes no Grupo correspondem a planos de benefícios definidos, uma vez que definem os critérios de determinação do valor da pensão que um empregado receberá durante a reforma, usualmente dependente de um ou mais factores como sejam a idade, anos de serviço e retribuição.
As responsabilidades do Grupo com pensões de reforma são calculadas anualmente, na data de fecho de contas, por peritos, individualmente para cada plano, com base no Método da Unidade de Crédito Projectada. A taxa de desconto utilizada neste cálculo é determinada com base nas taxas de mercado associadas a obrigações de empresas de rating elevado, denominadas na moeda em que os benefícios serão pagos e com maturidade semelhante à data do termo das obrigações do plano.
Os ganhos e perdas atuariais determinados anualmente, resultantes (i) das diferenças entre os pressupostos atuariais e financeiros utilizados e os valores efectivamente verificados e (ii) das alterações de pressupostos atuariais, são reconhecidos como um activo ou um passivo e o seu valor acumulado é imputado a resultados com base no método do corredor.
Este método estabelece que os ganhos e perdas atuariais diferidos acumulados no início do ano que excedam 10% do maior de entre o total das responsabilidades e do valor do fundo, também reportados ao início do ano, sejam imputados a resultados durante um período que não pode exceder a vida de serviços remanescente dos trabalhadores abrangidos pelo plano. O Grupo determinou que os desvios atuariais são amortizados por um período de 15 anos. Os ganhos e perdas atuariais acumulados que se situem dentro do referido limite, não são reconhecidos em resultados.
O aumento de custos com serviços passados decorrente de reformas antes do empregado atingir os 65 anos de idade (reformas antecipadas) é imputado a resultados com base no método do corredor.
O Grupo efectua pagamentos ao fundo de forma a assegurar a solvência do mesmo, sendo os níveis mínimos fixados como segue: (i) financiamento integral no final de cada exercício das responsabilidades atuariais por pensões em pagamento e (ii) financiamento a um nível mínimo de 95% do valor atuarial das responsabilidades por serviços passados do pessoal no activo.
Benefícios de saúde
Adicionalmente o Grupo concedeu um benefício de assistência médica aos colaboradores no activo e aos pré-reformados até à idade da reforma.
O cálculo e registo das obrigações do Grupo com benefícios de saúde atribuíveis aos pré-reformados até à idade de reforma são efectuados de forma semelhante às responsabilidades com pensões.
Distribuição de resultados aos empregados
De acordo com as disposições estatutárias os accionistas aprovam anualmente em Assembleia-Geral uma percentagem dos lucros a ser distribuída aos trabalhadores (bónus), de acordo com proposta do Conselho de Administração.
Os resultados atribuídos pelo Grupo aos seus trabalhadores são contabilizados em resultados no exercício a que respeitam.
Plano de Pagamento de Remuneração Variável
No primeiro semestre de 2008, na sequência da decisão do Conselho de Administração, a BES-Vida estabeleceu um sistema de incentivos denominado Plano de Pagamento de Remuneração Variável (PPRV – 2008/2010).
Ao abrigo deste plano de incentivos, os colaboradores da BES-Vida têm o direito a um recebimento em dinheiro, no futuro, correspondente à apreciação do valor das acções do Banco Espírito Santo, S.A. acima de um determinado preço pré-estabelecido (strike price). Para tal, os colaboradores têm de permanecer ao serviço da Companhia por um período mínimo de 3 anos.
Este plano de pagamentos de remuneração variável enquadra-se no âmbito do IFRS 2 e corresponde a um pagamento em dinheiro baseado em acções. O justo valor deste benefício, determinado na data da sua atribuição, é imputado a resultados como custo com pessoal ao longo do período de serviço definido como 3 anos. O passivo resultante é reavaliado à data de cada balanço, sendo a variação de justo valor reconhecida em resultados na rubrica de lucros/prejuízos de operações financeiras.
2.12. Impostos sobre lucros
Os impostos sobre lucros compreendem os impostos correntes e os impostos diferidos. Os impostos sobre lucros são reconhecidos em resultados, excepto quando estão relacionados com items que são reconhecidos directamente nos capitais próprios, caso em que são também registados por contrapartida dos capitais próprios. Os impostos diferidos reconhecidos nos capitais próprios decorrentes da reavaliação de investimentos disponíveis para venda são posteriormente reconhecidos em resultados no momento em que forem reconhecidos em resultados os ganhos e perdas que lhes deram origem.
Os impostos correntes são os que se esperam que sejam pagos com base no resultado tributável apurado de acordo com as regras fiscais em vigor e utilizando a taxa de imposto aprovada ou substancialmente aprovada em cada jurisdição.
Os impostos diferidos são calculados, de acordo com o método do passivo com base no balanço, sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos e a sua base fiscal, utilizando as taxas de imposto aprovadas ou substancialmente aprovadas à data de balanço em cada jurisdição e que se espera virem a ser aplicadas quando as diferenças temporárias se reverterem.
Os impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis, das diferenças resultantes do reconhecimento inicial de activos e passivos que não afectem quer o lucro contabilístico quer o fiscal, e de diferenças relacionadas com investimentos em subsidiárias na medida em que provavelmente não serão revertidas no futuro. Os impostos diferidos activos são reconhecidos apenas na medida em que seja expectável que existam lucros tributáveis no futuro capazes de absorver as diferenças temporárias dedutíveis.
2.13. Provisões
São reconhecidas provisões quando (i) o Grupo tem uma obrigação presente, legal ou construtiva, (ii) seja provável que o seu pagamento venha a ser exigido e (iii) quando possa ser feita uma estimativa fiável do valor dessa obrigação.
2.14. Reconhecimento de juros
Os resultados referentes a juros de instrumentos financeiros mensurados ao custo amortizado e dos activos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos nas rubricas de juros e proveitos similares utilizando o método da taxa efectiva. Os juros dos activos financeiros ao justo valor através dos resultados são também incluídos na rubrica de juros e proveitos similares.
A taxa de juro efectiva é a taxa que desconta exactamente os pagamentos ou recebimentos futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro ou, quando apropriado, um período mais curto, para o valor líquido actual de balanço do activo ou passivo financeiro.
Para o cálculo da taxa de juro efectiva são estimados os fluxos de caixa futuros considerando todos os termos contratuais do instrumento financeiro (por exemplo opções de pagamento antecipado), não considerando, no entanto, eventuais perdas de crédito futuras. O cálculo inclui as comissões que sejam parte integrante da taxa de juro efectiva, custos de transacção e todos os prémios e descontos directamente relacionados com a transacção.
No caso de activos financeiros ou grupos de activos financeiros semelhantes para os quais foram reconhecidas perdas por imparidade, os juros registados em resultados são determinados com base na taxa de juro utilizada na mensuração da perda por imparidade.
No que se refere aos instrumentos financeiros derivados, a componente de juro inerente à variação de justo valor não é separada e é classificada na rubrica de resultados de activos e passivos ao justo valor através de resultados.
2.15. Dividendos recebidos
Os rendimentos de instrumentos de capital (dividendos) são reconhecidos quando estabelecido o direito ao seu recebimento.
2.16. Contratos de seguro
O Grupo emite contratos que incluem risco de seguro, risco financeiro ou uma combinação dos riscos seguro e financeiro. Um contrato em que o Grupo aceita um risco de seguro significativo de outra parte, aceitando compensar o segurado no caso de um acontecimento futuro incerto específico que possa afectar adversamente o segurado é classificado como um contrato de seguro.
Um contrato emitido pelo Grupo cujo risco é essencialmente financeiros e em que o risco seguro assumido não é significativo, mas que exista uma participação nos resultados atribuída aos segurados discricionária, é considerado como um contrato de investimento e reconhecido e mensurado de acordo com as políticas contabilísticas aplicáveis aos contratos de seguro. Um contrato emitido pelo Grupo que transfere apenas risco financeiro, sem participação nos resultados discricionária, é registado como um instrumento financeiro.
Os activos financeiros detidos pelo Grupo para cobertura de responsabilidades decorrentes de contratos de seguro e de investimento são classificados e contabilizados da mesma forma que os restantes activos financeiros do Grupo.
Os contratos de seguro e os contratos de investimento com participação nos resultados, são reconhecidos e mensurados como segue:
Prémios
Os prémios brutos emitidos são registados como proveitos no exercício a que respeitam, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento.
Os prémios de resseguro cedido são registados como custos no exercício a que respeitam da mesma forma que os prémios brutos emitidos.
Custos de aquisição
Os custos de aquisição que estão directa ou indirectamente relacionados com a venda de contratos de seguro, são capitalizados e diferidos pelo período de vida dos contratos. Os custos de aquisição diferidos estão sujeitos a testes de recuperabilidade no momento da emissão dos contratos e sujeitos a testes de imparidade à data do balanço.
Provisão para sinistros
A provisão para sinistros corresponde aos custos com sinistros ocorridos e ainda por liquidar, bem como à responsabilidade estimada para os sinistros ocorridos e ainda não reportados (IBNR). A estimativa de sinistros ocorridos e não reportados é efectuada com base na experiência passada utilizando métodos estatísticos. As provisões para sinistros não são descontadas.
Provisão matemática
As provisões matemáticas, têm como objectivo registar o valor actual das responsabilidades futuras do Grupo relativamente aos contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária emitidos e são calculadas, com base em métodos atuariais reconhecidos nos termos da legislação em vigor aplicável.
Provisão para participação nos resultados atribuída
A provisão para participação nos resultados atribuída corresponde a montantes atribuídos aos segurados ou aos beneficiários dos contratos, sob a forma de participação nos resultados, que não tenham ainda sido distribuídos, nomeadamente mediante inclusão na provisão matemática dos contratos.
Provisão para participação nos resultados a atribuir ("Shadow accounting")
De acordo com o estabelecido no IFRS 4, os ganhos e perdas não realizados dos activos financeiros disponíveis para venda afectos a responsabilidades de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária, são atribuídos aos tomadores de seguro, tendo por base a expectativa de que estes irão participar nesses ganhos e perdas não realizadas quando se realizarem de acordo com as condições contratuais e regulamentares aplicáveis, através do reconhecimento de uma responsabilidade (ver nota 30).
Provisão para compromissos de taxa ("Liability adequacy test")
À data do balanço, o Grupo procede à avaliação da adequação das responsabilidades decorrentes de contratos de seguro e de contratos de investimento com participação nos resultados discricionária. A avaliação da adequação das responsabilidades é efectuada tendo por base a projecção dos cash flows futuros associados a cada contrato, descontados à taxa determinada com base nas taxas de mercado associadas a obrigações de empresas de rating elevado. Esta avaliação é efectuada produto a produto ou agregada quando os riscos dos produtos são similares ou geridos de forma conjunta. Na eventualidade de existir uma deficiência, esta é registada em resultados por contrapartida da rubrica provisão para compromissos de taxa.
Provisão para prémios não adquiridos
A Provisão para prémios não adquiridos corresponde à parte dos prémios brutos emitidos a imputar a um ou vários dos exercícios seguintes após a dedução dos custos de aquisição diferidos.
2.17. Reporte por segmentos
Um segmento de negócio é um conjunto de activos e operações que estão sujeitos a riscos e proveitos específicos diferentes de outros segmentos de negócio.
Um segmento geográfico é um conjunto de activos e operações localizados num ambiente económico específico que está sujeito a riscos e proveitos que são diferentes de outros segmentos que operam em outros ambientes económicos.
2.18. Resultados por acção
Os resultados por acção básicos são calculados dividindo o lucro atribuível aos detentores de capital próprio ordinário da casa-mãe pelo número médio ponderado de acções ordinárias em circulação, excluindo o número médio de acções próprias detidas pelo Grupo.
Durante os exercícios de 2010 e 2009, o Grupo não detinha acções próprias ou outros instrumentos de capital ou dívida susceptíveis de originar o efeito de diluição.
2.19. Caixa e equivalentes de caixa
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a caixa e seus equivalentes englobam os valores registados no balanço com maturidade inferior a três meses a contar da data de balanço, onde se incluem a caixa e as disponibilidades em instituições de crédito.
2.20. Activos não correntes detidos para venda
Activos não correntes são classificados como detidos para venda quando o seu valor de balanço for recuperado principalmente através de uma transacção de venda (incluindo os adquiridos exclusivamente com o objectivo da sua venda) e a venda for altamente provável.
Imediatamente antes da classificação inicial do activo como detido para venda, a mensuração dos activos não correntes é efectuada de acordo com os IFRS aplicáveis. Subsequentemente, estes activos para alienação são remensurados ao menor valor entre o valor de reconhecimento inicial e o justo valor deduzido dos custos de venda.
NOTA 3 - PRINCIPAIS ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS UTILIZADOS NA ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Os IFRS estabelecem uma série de tratamentos contabilísticos e requerem que o Conselho de Administração utilize o julgamento e faça as estimativas necessárias de forma a decidir qual o tratamento contabilístico mais adequado. As principais estimativas contabilísticas e julgamentos utilizados na aplicação dos princípios contabilísticos pelo Grupo são analisadas como segue, no sentido de melhorar o entendimento de como a sua aplicação afecta os resultados reportados do Grupo e a sua divulgação. Uma descrição alargada das principais políticas contabilísticas utilizadas pelo Grupo é apresentada na Nota 2 às demonstrações financeiras.
Considerando que em muitas situações existem alternativas ao tratamento contabilístico adoptado pelo Conselho de Administração, os resultados reportados pelo Grupo poderiam ser diferentes caso um tratamento diferente fosse escolhido. O Conselho de Administração considera que as escolhas efectuadas são apropriadas e que as demonstrações financeiras apresentam de forma adequada a posição financeira do Grupo e das suas operações em todos os aspectos materialmente relevantes.
Os resultados das alternativas analisadas de seguida são apresentados apenas para assistir o leitor no entendimento das demonstrações financeiras e não têm intenção de sugerir que outras alternativas ou estimativas são mais apropriadas.
3.1. Imparidade dos activos financeiros disponíveis para venda
O Grupo determina que existe imparidade nos seus activos disponíveis para venda quando existe uma desvalorização continuada ou de valor significativo no seu justo valor. A determinação de uma desvalorização continuada ou de valor significativo requer julgamento.
No seguimento da IFRIC de Julho de 2009 o Grupo optou por ajustar os critérios de imparidade para:
Instrumentos de capital, o declínio de 50% do valor de mercado face ao valor de aquisição, ou uma desvalorização continuada por um período superior a 24 meses;
Adicionalmente, para os instrumentos financeiros com menos valias não realizadas, a análise sobre a imparidade requer a aplicação de um julgamento. Uma diminuição de 30% durante 6 meses é um critério que ajuda a aplicar este julgamento;
Instrumentos de dívida, incumprimentos do emissor.
Adicionalmente, as avaliações são obtidas através de preços de mercado ou de modelos de avaliação os quais requerem a utilização de determinados pressupostos ou julgamento no estabelecimento de estimativas de justo valor.
Metodologias alternativas e a utilização de diferentes pressupostos e estimativas, poderá resultar num nível diferente de perdas por imparidade reconhecidas, com o consequente impacto nos resultados do Grupo.
3.2. Justo valor dos instrumentos financeiros derivados
O justo valor é baseado em preços de cotação em mercado, quando disponíveis, e quando na ausência de cotação é determinado com base na utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado ou com base em metodologias de avaliação, baseadas em técnicas de fluxos de caixa futuros descontados considerando as condições de mercado, o efeito do tempo, a curva de rentabilidade e factores de volatilidade. Estas metodologias podem requerer a utilização de pressupostos ou julgamentos na estimativa do justo valor.
Consequentemente, a utilização de diferentes metodologias ou de diferentes pressupostos ou julgamentos na aplicação de determinado modelo, poderia originar resultados financeiros diferentes daqueles reportados.
3.3. Impostos sobre os lucros
O Grupo encontra-se sujeita ao pagamento de impostos sobre lucros em diversas jurisdições. A determinação do montante global de impostos sobre os lucros requer determinadas interpretações e estimativas. Existem diversas transacções e cálculos para os quais a determinação do valor final de imposto a pagar é incerto durante o ciclo normal de negócios.
Outras interpretações e estimativas poderiam resultar num nível diferente de impostos sobre os lucros, correntes e diferidos, reconhecidos no período.
As Autoridades Fiscais têm a atribuição de rever o cálculo da matéria colectável efectuado pela Seguradora, durante um período de quatro ou seis anos, no caso de haver prejuízos reportáveis. Desta forma, é possível que haja correcções à matéria colectável, resultantes principalmente de diferenças na interpretação da legislação fiscal. No entanto, é convicção dos Conselhos de Administração da BES-Vida e das subsidiárias residentes em Portugal, de que não haverá correcções significativas aos impostos sobre lucros registados nas demonstrações financeiras.
3.4. Pensões e outros benefícios a empregados
A determinação das responsabilidades por pensões de reforma requer a utilização de pressupostos e estimativas, incluindo a utilização de projecções atuariais, rentabilidade estimada dos investimentos e outros factores que podem ter impacto nos custos e nas responsabilidades do plano de pensões.
Alterações a estes pressupostos poderiam ter um impacto significativo nos valores determinados.
3.5. Provisões técnicas e responsabilidades relativas a contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária
As responsabilidades futuras decorrentes de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária são registadas na rubrica contabilística provisões técnicas. As provisões técnicas relativas aos produtos vida tradicionais foram determinadas tendo por base vários pressupostos nomeadamente mortalidade, longevidade e taxa de juro, aplicáveis a cada uma das coberturas. Os pressupostos utilizados foram baseados na experiência passada da Companhia e do mercado. Estes pressupostos poderão ser revistos se for determinado que a experiência futura venha a confirmar a sua desadequação. As provisões técnicas decorrentes de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária (produtos de capitalização) incluem (1) provisão matemática, (2) provisão para participação nos resultados, (3) provisão para sinistros, (4) provisão para compromisso de taxa e (5) provisão para prémios não adquiridos.
Quando existem sinistros provocados ou contra os tomadores de seguro, qualquer montante pago ou que se estima vir a ser pago pela Companhia é reconhecido como perda nos resultados. A Companhia
estabelece provisões para pagamento de sinistros decorrentes dos contratos de seguro e de investimento.
Na determinação das provisões técnicas decorrentes de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados, a Companhia avalia periodicamente as suas responsabilidades utilizando metodologias atuariais e tomando em consideração as coberturas de resseguro respectivas. As provisões são revistas periodicamente por actuários qualificados.
A avaliação da adequação das responsabilidades é efectuada tendo por base a projecção dos cash flows futuros associados a cada contrato. Estes cash flows incluem prémios, mortes, vencimentos, resgates, anulações, despesas e comissões a pagar. Sempre que os produtos incluem opções e garantias, o valor actual das responsabilidades é calculado estocasticamente com recurso a cenários Market Consistent. Esta avaliação é efectuada produto a produto ou agregada quando os riscos dos produtos são similares ou geridos de forma conjunta. A curva utilizada para desconto da responsabilidade é igual à usada nos cálculos das responsabilidades com as pensões de reforma. Em 2009 a curva utilizada para o desconto da responsabilidade foi a EuroSwap acrescida de um prémio de liquidez, não sendo quantificável o impacto desta alteração.
NOTA 4 - REPORTE POR SEGMENTOS
A actividade do Grupo encontra-se organizada de acordo com as seguintes linhas de negócio:
- (i) Produtos tradicionais produtos com o objectivo de cobrir o risco de morte e de longevidade;
- (ii) Produtos capitalização com participação nos resultados produtos de investimento, alguns dos quais comercializados ao abrigo da legislação de complementos de reforma (PPR). São produtos com uma taxa de rendimento garantida e com uma participação nos resultados atribuída aos clientes dependente, principalmente, da rendibilidade financeira dos activos;
- (iii) Produtos capitalização sem participação nos resultados produtos de investimento, alguns dos quais comercializados ao abrigo da legislação de complementos de reforma (PPR). Produtos sem participação nos resultados atribuída a clientes e/ou em que o risco do investimento e assumido pelo tomador de seguro;
- (iv) Outros produtos e serviços inclui os restantes segmentos que individualmente representam menos de 10% dos activos totais ou do resultado líquido do exercício, e que no conjunto não representam mais de 25% destes indicadores.
O Grupo desenvolve a sua actividade em Portugal e em Espanha através de uma sucursal. Considerando que a actividade desenvolvida em Espanha não é significativa e não cumpre os critérios de obrigatoriedade estabelecidos no IFRS 8, no que respeita à sua divulgação, o Grupo optou por não preparar reporte por segmento geográfico.
O reporte de segmentos é apresentado como segue:
Conta de Ganhos e Perdas
| 2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Tradicionais | Capitalização com participação nos resultados |
Capitalização sem participação nos resultados |
Outros | Total | |
| Prémios adquiridos líquidos de resseguro | 58.364.188 | 822.887.767 | - | - | 881.251.955 |
| Comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilisticos como contrato de investimentos ou como contratos de prestação de serviços |
- | - | 25.546.420 | - | 25.546.420 |
| Custos com sinistros, líquidos de resseguro | (25.871.046) | (559.052.053) | - | - | (584.923.099) |
| Provisão matemática do ramos vida, líquida de resseguro | - | 2.862.389 | - | - | 2.862.389 |
| Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro | 6.778.033 | (342.267.326) | - | - | (335.489.293) |
| Participação nos resultados, líquida de resseguro | (1.472.082) | - | - | - | (1.472.082) |
| Custos e gastos de exploração líquidos | (243.595) | (22.372.010) | (33.665.542) | (911.500) | (57.192.647) |
| Rendimentos | 14.151.428 | 105.501.513 | 130.817.480 | 40.875 | 250.511.296 |
| Gastos financeiro | (78.394) | (14.240.986) | (3.793.001) | (1.379.660) | (19.492.041) |
| Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros não valorizados ao justo valor através de ganhos e perdas | (1.710.961) | 14.497.360 | (31.754.210) | (9.000) | (18.976.811) |
| Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros valorizados ao justo valor através de ganhos e perdas | (697.561) | (27.418.014) | (110.581.452) | (68.691) | (138.765.718) |
| Diferenças de câmbio | (64.442) | 7.675.331 | 19.818.113 | - | 27.429.002 |
| Ganhos líquidos pela venda de activos não financeiros que estejam classificados como activos não correntes detidos para venda e unidade desontinuadas |
- | (823.308) | - | - | (823.308) |
| Perdas de imparidade (líquidas reversão) | (84.964) | (5.892.971) | - | - | (5.977.935) |
| Outros rendimentos/gastos técnicos, líquidos de resseguro | (9.268) | - | - | - | (9.268) |
| Outras provisões (variação) | - | - | - | (744.822) | (744.822) |
| Outros rendimentos/gastos | - | - | - | 485.123 | 485.123 |
| RESULTADO LÍQUIDO ANTES DE IMPOSTOS | 49.061.336 | (18.642.308) | (3.612.192) | (2.587.675) | 24.219.161 |
| Impostos sobre o rendimento do exercício - Impostos correntes | - | - | - | 226.639 | 226.639 |
| Impostos sobre o rendimento do exercício - Impostos diferidos | - | - | - | (3.388.382) | (3.388.382) |
| Resultado líquido do exercício | 49.061.336 | (18.642.308) | (3.612.192) | (5.749.418) | 21.057.418 |
| 2009 |
| Capitalização | Capitalização | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Tradicionais | com participação | sem participação | Outros | Total | |
| nos resultados | nos resultados | ||||
| Prémios adquiridos líquidos de resseguro | 63.600.828 | 195.685.414 | - | - | 259.286.242 |
| Comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilisticos como contrato de | - | - | 37.309.788 | - | 37.309.788 |
| investimentos ou como contratos de prestação de serviços | |||||
| Custos com sinistros, líquidos de resseguro | (20.661.208) | (790.261.216) | - | - | (810.922.424) |
| Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro | - | (2.060.533) | - | - | (2.060.533) |
| Provisão matemática do ramos vida, líquida de resseguro | (6.699.634) | 527.369.549 | - | - | 520.669.915 |
| Participação nos resultados, líquida de resseguro | (416.235) | - | - | - | (416.235) |
| Custos e gastos de exploração líquidos | (1.137.690) | (37.688.707) | (37.079.407) | (2.456.061) | (78.361.865) |
| Rendimentos | 12.306.796 | 104.941.051 | 126.829.928 | 436.178 | 244.513.953 |
| Gastos financeiro | (72.866) | (2.975.075) | (2.926.978) | 1.635.640 | (4.339.279) |
| Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros não valorizados ao justo valor através de ganhos e perdas | 1.852.318 | (9.040.511) | (8.565.732) | - | (15.753.925) |
| Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros valorizados ao justo valor através de ganhos e perdas | 17.610 | (44.592.340) | (94.907.066) | 114.306 | (139.367.490) |
| Diferenças de câmbio | (966.482) | (4.153.712) | (7.867.981) | - | (12.988.175) |
| Ganhos líquidos pela venda de activos não financeiros que estejam classificados como activos não correntes detidos para venda e unidade desontinuadas |
- | (527.220) | - | - | (527.220) |
| Perdas de imparidade (líquidas reversão) | (5.541.919) | (15.574.884) | - | - | (21.116.803) |
| Outros rendimentos/gastos técnicos, líquidos de resseguro | (234.362) | - | - | - | (234.362) |
| Outras provisões (variação) | - | - | - | (315.582) | (315.582) |
| Outros rendimentos/gastos | - | - | - | 1.415.473 | 1.415.473 |
| Ganhos e perdas de activos não correntes (ou grupos para alienação) classificados como detidos para venda | - | - | - | - | - |
| RESULTADO LÍQUIDO ANTES DE IMPOSTOS | 42.047.156 | (78.878.184) | 12.792.552 | 829.954 | (23.208.522) |
| Impostos sobre o rendimento do exercício - Impostos correntes | - | - | - | (27.589) | (27.589) |
| Impostos sobre o rendimento do exercício - Impostos diferidos | - | - | - | 7.223.871 | 7.223.871 |
| Resultado líquido do exercício | 42.047.156 | (78.878.184) | 12.792.552 | 8.026.236 | (16.012.240) |
Balanço
| 2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Tradicionais | Capitalização com participação nos resultados |
Capitalização sem participação nos resultados |
Outros | Total | |
| ACTIVO | |||||
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem Activos e passivos financeiros detidos para negociação Activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas Activos financeiros disponíveis para venda Empréstimos concedidos e contas a receber Terrenos e Edifícios |
3.593. 762 28.454. 640 11.463. 469 249.898. 129 1.999. 687 |
111.709. 754 (1. 235.584) 227.398. 671 2.530.935. 975 44.519. 893 52.329. 638 |
130.953. 858 1.972. 995 3.759.995. 589 625.640. 345 144.679. 093 3.740. 310 |
1.726. 362 - - 1.613. 507 144. 119 27.115. 357 |
247.983. 736 29.192. 051 3.998.857. 728 3.408.087. 956 191.342. 791 83.185. 305 |
| Total | 295.409. 686 | 2.965.658. 347 | 4.666.982. 189 | 30.599. 345 | 7.958.649. 568 |
| PASSIVO | |||||
| Provisões Técnicas | 52.908. 512 | 3.003.474. 419 | 20.523. 647 | - | 3.076.906. 578 |
| Passivos financeiros da componente de depósito de contratos de seguros e de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento |
- | - | 4.542.235. 451 | - | 4.542.235. 451 |
| Total | 52.908. 512 | 3.003.474. 419 | 4.562.759. 098 | - | 7.619.142. 029 |
| 2009 | |||||
| Tradicionais | Capitalização com participação nos resultados |
Capitalização sem participação nos resultados |
Outros | Total | |
| ACTIVO | |||||
| Activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas Activos financeiros disponíveis para venda Outros |
48.032. 487 36.621. 626 2.859. 147 |
2.285.427. 440 1.577.574. 973 173.674. 326 |
2.405.486. 276 1.644.862. 170 393.500. 628 |
27.900. 908 21.272. 616 1.660. 635 |
4.766.847. 111 3.280.331. 385 571.694. 736 |
| Total | 87.513. 260 | 4.036.676. 739 | 4.443.849. 074 | 50.834. 159 | 8.618.873. 232 |
| PASSIVO |
NOTA 5 - PRÉMIOS ADQUIRIDOS LÍQUIDOS DE RESSEGURO
Os prémios líquidos de resseguro são analisados como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Prémios brutos emitidos | 887.181.259 | 264.229.305 |
| Prémios de resseguro cedido | (5.977.728) | (4.935.865) |
| Prémios líquidos de resseguros | 881.203.531 | 259.293.440 |
| Variação da provisão para prémios não adquiridos, | ||
| líquida de resseguro | 48.424 | (7.198) |
| Prémios líquidos de resseguro | 881.251.955 | 259.286.242 |
Os prémios brutos emitidos por segmento são analisados como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Tradicionais | 64.647.577 | 74.642.024 |
| Capitalização com participação nos resultados | 822.533.682 | 189.587.281 |
| 887.181.259 | 264.229.305 |
Os prémios de resseguro cedido respeitam à cobertura do risco de morte e longevidade de contratos realizados no segmento tradicionais.
De acordo com os princípios de classificação dos contratos estabelecidos pelas empresas de seguros definido pelo IFRS 4, os contratos de seguro emitidos pelo Grupo relativamente aos quais existe apenas a transferência de um risco financeiro sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento e contabilizados como um passivo. Desta forma, os contratos para os quais o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro e contratos de taxa fixa sem participação nos resultados não são contabilizados como prémios.
Alguns indicadores relativos aos seguros de vida, podem ser analisados como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Prémios brutos de seguro directo | ||
| Relativos a contratos individuais | 884.062.084 | 197.338.850 |
| Relativos a contratos de grupo | 3.119.175 | 66.890.455 |
| 887.181.259 | 264.229.305 | |
| Periódicos | 146.768.227 | 142.894.106 |
| Não periódicos | 740.413.032 | 121.335.199 |
| 887.181.259 | 264.229.305 | |
| De contratos sem participação nos resultados | 63.736.022 | 68.791.682 |
| De contratos com participação nos resultados | 823.445.237 | 195.437.623 |
| 887.181.259 | 264.229.305 | |
| Prémios brutos de resseguros aceite | 19.614.109 | 5.850.342 |
| Prémios de resseguro cedido | (5.977.728) | (4.935.865) |
NOTA 6 - COMISSÕES DE CONTRATOS DE SEGURO E OPERAÇÕES CONSIDERADOS PARA EFEITOS CONTABILÍSTICOS COMO CONTRATOS DE INVESTIMENTO OU COMO CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
As comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento ou como contratos de prestação de serviços são analisadas como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Comissões de subscrição | 1.472.998 | 9.697.003 |
| Comissões de gestão | 23.390.880 | 26.269.607 |
| Comissões de resgate | 682.542 | 1.343.178 |
| 25.546.420 | 37.309.788 |
As comissões acima referidas são relativas às comissões de subscrição, resgate e de gestão dos produtos de capitalização sem participação nos resultados discricionária, nomeadamente produtos de capitalização com taxa de rendimento fixa e produtos em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro.
De acordo com os requisitos do IFRS 4, os contratos de seguro emitidos pelo Grupo relativamente aos quais existe apenas a transferência de um risco financeiro sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento e contabilizados como um passivo. Desta forma, os contratos para os quais o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro e contratos de taxa fixa sem participação nos resultados deixaram de ser reconhecidos sob a forma de prémios passando apenas a ser registada a comissão de subscrição e de gestão dos mesmos como proveitos.
NOTA 7 - CUSTOS COM SINISTROS, LÍQUIDOS DE RESSEGURO
Os custos com sinistros líquidos de resseguro são analisados como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Seguro directo | ||
| Montantes pag os | (579.461.726) | (814.355.797) |
| Custos imputados à função sinistros (Nota 14) | (1.181.975) | (1.140.182) |
| Variação da provisão para sinistros | (5.907.426) | 3.154.999 |
| (586.551.127) | (812.340.980) | |
| Resseguro cedido | ||
| Montantes pagos | 1.697.469 | 2.820.731 |
| Variação da provisão para sinistros | (69.440) | (1.402.175) |
| 1.628.029 | 1.418.556 | |
| (584.923.098) | (810.922.424) |
NOTA 8 - OUTRAS PROVISÕES TÉCNICAS, LÍQUIDAS DE RESSEGURO
As outras provisões técnicas líquidas de resseguro são analisadas como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Provisão para compromissos de taxa | 2.862.389 | (2.060.533) |
| 2.862.389 | (2.060.533) |
NOTA 9 - PROVISÃO MATEMÁTICA DO RAMO VIDA, LÍQUIDA DE RESSEGURO
A rubrica provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro representa a variação das responsabilidades do Grupo com contratos de seguro do ramo vida e contratos de investimento com participação nos resultados.
NOTA 10 - PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS, LÍQUIDA DE RESSEGURO
A rubrica de participação nos resultados líquida de resseguro diz respeito ao acréscimo de responsabilidades do Grupo relativa aos montantes estimados atribuíveis aos tomadores de seguros em contratos de seguro do ramo vida e contratos de investimento com participação nos resultados (ver Nota 30).
NOTA 11 - CUSTOS E GASTOS DE EXPLORAÇÃO LÍQUIDOS
Os custos e gastos de exploração líquidos são analisados como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Custos de aquisição | ||
| Comissões de resgate | (872.589) | (917.170) |
| Comissões de subscrição | (17.123.130) | (19.225.409) |
| Comissões financeiras | (24.912.859) | (43.417.614) |
| Outros | (2.972.577) | (4.181.370) |
| Custos imputados à função aquisição (nota 14) | (7.819.965) | (7.342.636) |
| (53.701.120) | (75.084.199) | |
| Custos de aquisição diferidos (variação) | (276) | (384) |
| Gastos administrativos | ||
| Custos imputados à função administrativa (nota 14) | (5.817.048) | (5.695.233) |
| Comissões e participação nos resultados de resseguro | ||
| Comissões de resseg uros cedido | 6.725 | 11.127 |
| Participação nos resultados de resseguro | 2.319.073 | 2.406.824 |
| (3.491.526) | (3.277.666) | |
| (57.192.646) | (78.361.865) |
NOTA 12 - RENDIMENTOS
Os rendimentos por categoria dos activos financeiros são analisados como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Rendimentos de juros de activos financeiros não valorizados ao justo valor por via de ganhos e perdas |
||
| de activos disponiveis para venda | 139.669.696 | 113.685.507 |
| de activos detidos até à maturidade de terrenos e edificios |
- 2.560.830 |
- 2.508.361 |
| de empréstimos concedidos e contas a receber | 487.275 | 1.213.656 |
| de depósitos em instituições de crédito | 1.124.514 | 2.247.699 |
| 143.842.315 | 119.655.223 | |
| Rendimentos de outros activos | ||
| de activos detidos para negociação | 5.188.598 | 11.203.408 |
| de activos ao justo valor através de resultados | 101.480.382 | 113.655.322 |
| 106.668.980 | 124.858.730 | |
| 250.511.295 | 244.513.953 |
NOTA 13 - GASTOS FINANCEIROS
A rubrica de gastos financeiros diz respeito aos custos imputados à função investimentos (ver Nota 14).
Esta rubrica inclui 7,5 Milhões euros referentes a uma provisão constituída para fazer face a perdas associadas a menos valias potenciais de imóveis.
NOTA 14 - CUSTOS POR NATUREZA IMPUTADOS
Os custos por natureza imputados às funções sinistros, exploração, administrativa e gestão de investimentos resumem-se como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Custos com sinistros (ver Nota 7) | 1.181.975 | 1.140.182 |
| Custos de aquisição (ver Nota 11) | 7.819.965 | 7.342.636 |
| Custos de exploração (ver Nota 11) | 5.817.048 | 5.695.233 |
| Custos de gestão de investimentos (ver Nota 13) | 19.492.042 | 4.339.278 |
| 34.311.030 | 18.517.329 |
A sua desagregação por natureza é analisada como segue:
| 2010 | 2009 |
|---|---|
| 7.010.703 | 6.530.475 |
| 6.681.473 | 6.376.696 |
| 912.459 | 781.421 |
| 907.486 | 1.162.178 |
| 8.789.000 | (5.400.000) |
| 3.173.072 | 4.048.362 |
| 6.836.837 | 5.018.197 |
| 34.311.030 | 18.517.329 |
A rubrica de outras provisões inclui 7,5 Milhões euros referentes ao aumento de provisões constituídas para fazer face a perdas associadas a menos valia potencial de imóvel, tendo este custo sido imputado na totalidade à função de gestão de investimentos.
Os juros suportados dizem respeito aos custos incorridos com os títulos de dívida subordinada emitidos pelo Grupo.
A rubrica de comissões é referente a comissões de custódia de títulos e outros gastos associados à gestão de investimentos.
Os custos com o pessoal desagregam-se como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Remunerações dos órg ãos sociais | 1.028.111 | 1.024.401 |
| Remunerações do pessoal | 3.023.086 | 3.015.248 |
| Encargos sobre remunerações | 709.141 | 718.962 |
| Beneficios pós empreg o | 638.961 | 602.769 |
| Seguros obrigatórios | 79.685 | 72.223 |
| Custos de acção social | 201.952 | 143.980 |
| Outros custos com o pessoal | 158.921 | 40.966 |
| Estimativa de bónus | 1.170.846 | 911.926 |
| 7.010.703 | 6.530.475 |
Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 não existiam créditos concedidos pelo Grupo aos membros do Conselho de Administração. A remuneração do Conselho de Administração é desagregada da seguinte forma:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Conselho de Administração | ||
| Remunerações e outros benefícios | 973.689 | 968.972 |
| Benefícios pós emprego | 542.606 | 518.080 |
| Remunerações variáveis | 486.000 | 452.954 |
| 2.002.295 | 1.940.006 |
Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, por categoria profissional, o número de colaboradores do quadro permanente do Grupo BES-Vida analisa-se como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Direcção | 10 | 10 |
| Quadro Técnico | 46 | 45 |
| Actuario | 2 | 3 |
| Chefe de Serviços | 3 | 1 |
| Sub-chefe de Secção | 2 | 1 |
| Secretária | 2 | 2 |
| Escriturário | 19 | 23 |
| Apoio Geral | 3 | 3 |
| 87 | 88 |
Os fornecimentos e serviços externos são analisados como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Electricidade | 114.908 | 117.388 |
| Material de escritório | 22.130 | 24.909 |
| Artigos para oferta | 260.171 | 181.113 |
| Conservação e reparação | 1.249.080 | 1.096.011 |
| Rendas e alugueres | 342.033 | 359.509 |
| Despesas de representação | 15.264 | 17.726 |
| Comunicação | 494.269 | 587.671 |
| Deslocações e estadas | 69.202 | 69.483 |
| Seguros | 78.489 | 117.802 |
| Publicidade e propaganda | 539.310 | 503.815 |
| Limpeza, higiene e conforto | 93.139 | 89.754 |
| Vigilancia e segurança | 51.550 | 81.662 |
| Trabalhos especializados | 2.286.027 | 2.388.325 |
| Serviços prestados | 215.150 | 231.936 |
| Call center | 88.896 | 105.924 |
| Outros | 761.855 | 403.668 |
| 6.681.473 | 6.376.696 |
Os serviços prestados pelos Revisores Oficiais de Contas são registados na rubrica de trabalhos especializados. Durante o ano 2010 foram facturados 139 milhares de Euros respeitante a serviços de Revisão Legal de Contas (115 milhares de Euros em 2009) e 127 milhares de Euros relativos a outros serviços de garantia de fiabilidade (275 milhares de Euros em 2009).
NOTA 15 - BENEFÍCIOS A EMPREGADOS
Pensões de reforma e benefícios de saúde
Conforme referido na Nota 2.11, foram estabelecidos planos de benefícios definidos para os colaboradores do Grupo, estando abrangidos os benefícios por pré-reforma, por morte, velhice e
invalidez. Existe também um plano que abrange um conjunto de benefícios de saúde para os colaboradores no activo e pré-reformados até à idade normal de reforma.
A avaliação atuarial dos benefícios por pensões de reforma e benefícios de saúde para as empresas do Grupo é efectuada anualmente, tendo a última sido efectuada com data de referência a 31 de Dezembro de 2010.
Os principais pressupostos considerados nos estudos atuariais, para 31 de Dezembro de 2010 e 2009, utilizados para determinar o valor actualizado das pensões e benefícios de saúde para os colaboradores são as seguintes:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Pressupostos financeiros | ||
| Taxa de evolução salarial | 3,25% - 3,75%() 3,25% - 3,75%() | |
| Taxa de crescimento das pensões | 1,00% - 3,75%() 1,00% - 3,75%() | |
| Taxas de rendimento do fundo | 5,48%() - 5,90% 5,48%() - 5,90% | |
| Taxa de crescimento das reformas antecipadas | 2,25% - 3,75%() 2,25% - 3,75%() | |
| Taxa de desconto | 5,50% | 5,50% |
| Pressupostos demográficos e métodos de avaliação | ||
| Tábua de mortalidade | GKF 95 | GKF 95 |
| Tábua de invalidez | Suisse Re 2001 | Suisse Re 2001 |
| Método de valorização atuarial | Project Unit Credit Method |
(*) Relativo a responsabilidades com Administradores
De acordo com a política contabilística descrita na Nota 2.11, a taxa de desconto utilizada para estimar as responsabilidades com pensões de reforma e com benefícios de saúde, corresponde às taxas de mercado à data do balanço, associadas a obrigações de empresas de rating de elevada qualidade.
A 31 de Dezembro de 2010 e 2009, os participantes no Fundo são desagregados da seguinte forma:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Ativos | 28 | 28 |
| Reformados | 11 | 12 |
| 39 | 40 | |
A 31 de Dezembro de 2010 e 2009, os montantes reconhecidos em balanço podem ser analisados como segue:
| 2010 | 2009 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Pens ões de Reforma |
Beneficios de saúde |
Total | Pens ões de Reforma |
Beneficios de saúde |
Total | ||
| Ativos (respons abilidades) liquidas reconhecidas em balanço | |||||||
| Responsabilidade em 31 de Dezembro | |||||||
| Pensionistas | (11.026.857) | (13.232) | (11.040.089) | (11.132.941) | (15.508) | (11.148.449) | |
| Ativos | (4.361.246) | - | (4.361.246) | (4.154.880) | - | (4 .154.880) | |
| (15.388.103) | (13.232) | (15.401.335) | (15.287.821) | (15.508) | (15.303.329) | ||
| Saldo do fundo em 31 de Dezembro | 14.919.899 | - | 14.919.899 | 15.240.169 | - | 15.240.169 | |
| Ativos/(passivos) a receber/entregar ao fundo | (468.204) | (13.232) | (481.436) | (47.652) | (15.508) | (63.160) | |
| Desvios atuariais diferidos em 31 de Dezembro | 840.983 | (3.208) | 837.775 | 633.953 | (2.147) | 631.806 | |
| Ativos (respons abilidades) liquidas em balanço em 31 de Dezembro | 372.779 | (16.440) | 356.339 | 586.301 | (17.655) | 568.646 |
A evolução das responsabilidades com pensões de reforma e benefícios de saúde pode ser analisada como segue:
| 2010 | 2009 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Pens ões de Reforma |
Beneficios de saúde |
Total | Pens ões de Reforma |
Beneficios de saúde |
Total | |
| Responsabilidades em 1 de Janeiro | 15.287.821 | 15.508 | 15.303.329 | 15.217.105 | 16.691 | 15.233.796 |
| Custos do serviço corrente | 535.847 | 319 | 536.166 | 553.826 | 24 3 | 554.069 |
| Custos dos juros | 820.516 | 759 | 821.275 | 838.099 | 84 7 | 838.946 |
| (Ganhos) e perdas atuariais nas responsabilidade | (4 91.691) | - | (491.691) | (350.065) | 1.232 | (348.833) |
| Pensões pagas pelo fundo | (695.099) | (2.257) | (697.356) | (684.876) | - | (684.876) |
| Beneficios pagos pela Companhia | (69.291) | (1.097) | (70.388) | (286.268) | (3.505) | (289.773) |
| Transferencias de outros fundos | - | - | - | - | - | - |
| Responsabilidade em 31 de Dezembro | 15.388.103 | 13.232 | 15.401.335 | 15.287.821 | 15.508 | 15.303.329 |
A evolução dos activos do fundo de pensões nos exercícios de 2010 e 2009 pode ser analisada como segue:
| 2010 | 2009 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Pensões de Reforma |
Beneficios de saúde |
Total | Pensões de Reforma |
Beneficios de saúde |
Total | |
| Saldo do fundo 1 de Janeiro | 15.240.169 | - | 15.240.169 | 14.151.295 | - | 14.151.295 |
| Rendimento real do fundo | ||||||
| Rendimento esperado do fundo | 718.443 | - | 718.443 | 765.671 | - | 765.671 |
| Ganhos e perdas atuariais | (657.670) | - | (657.670) | 639.969 | - | 639.969 |
| Contribuições efectuadas pela Companhia | 355.106 | - | 355.106 | 368.110 | - | 368.110 |
| Pensões pagas pelo fundo | (695.099) | - | (695.099) | (684.876) | - | (684.876) |
| Alterações do perímetro de consolidação | - | - | - | - | - | - |
| Transferencias de outros fundos | (41.050) | - | (41.050) | - | - | - |
| Responsabilidade em 31 de Dezembro | 14.919.899 | - | 14.919.899 | 15.240.169 | - | 15.240.169 |
A evolução dos desvios atuariais diferidos em balanço pode ser analisada como segue:
| 2010 | 2009 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Pensões de Reforma |
Beneficios de saúde |
Total | Pensões de Reforma |
Beneficios de saúde |
Total | |
| Desvios atuariais diferidos em 1 de Janeiro | 633.953 | (2.144) | 631.809 | 1.652.432 | (7.249) | 1.645.183 |
| Aquisições empresas e outros | - | - | - | - | - | - |
| Ganhos e perdas atuariais | ||||||
| nas responsabilidades | (450.641) | (1.097) | (451.738) | (350.065) | 1.232 | (348.833) |
| nos activos do plano | 657.671 | - | 657.671 | (639.969) | - | (639.969) |
| Amortização do exercicio | - | 37 | 37 | (28.445) | 3.873 | (24.572) |
| Desvios atuariais diferidos em 31 de Dezembro | 840.983 | (3.204) | 837.779 | 633.953 | (2.144) | 631.809 |
| Dos quais: | ||||||
| Dentro do corredor | 840.983 | (1.323) | 839.660 | 633.953 | (1.551) | 632.402 |
| Fora do corredor | - | (1.881) | (1.881) | - | (593) | (593) |
A evolução dos activos a receber/passivos a entregar durante 2010 e 2009, pode ser analisada como segue:
| 2010 | 2009 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Pens ões de Reforma |
Beneficios de saúde |
Total | Pens ões de Reforma |
Beneficios de saúde |
Total | ||
| (Ativos)/Passivos a receber ou entreg ar em 1 de Janeiro | 47.652 | 15.508 | 63.160 | 1.065.810 | 16.691 | 1.082.501 | |
| Ganhos e perdas atuariais da responsabilidades | (450.64 1) | (1.097) | (451.738) | (350.065) | 1.232 | (348.833) | |
| Ganhos e perdas atuariais dos fundos | 657.670 | - | 657.670 | (639.969) | - | (639.969) | |
| Encargos do ano: | |||||||
| Custo do serviços corrente | 535.847 | 1.078 | 536.925 | 553.826 | 1.090 | 554 .916 | |
| Custo dos juros | 820.516 | - | 820.516 | 838.099 | - | 838.099 | |
| Rendimento esperado do fundo | (718.443) | - | (718.443) | (765.671) | - | (765.671) | |
| Contribuições efetuadas no ano e pensões pag as pela Companhia | (424 .397) | (2.257) | (4 26.654 ) | (654.378) | (3.505) | (657.883) | |
| (Ativos)/Passivos a receber ou entreg ar em 31 de Dezembro | 468.204 | 13.232 | 481.436 | 47.652 | 15.508 | 63.160 |
Os custos do exercício com pensões de reforma e com benefícios de saúde podem ser analisados como segue:
| 2010 | 2009 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Pens ões de Beneficios Total Reforma de saúde |
Pens ões de Reforma |
Beneficios de saúde |
Total | ||||
| Custos do serviço corrente | 535.847 | 1.078 | 536.925 | 553.826 | 1.090 | 554 .916 | |
| Custo dos juros | 820.516 | - | 820.516 | 838.099 | - | 838.099 | |
| Rendimento esperado do fundo | (718.443) | - | (718.443) | (765.671) | - | (765.671) | |
| Amortização do exercicio | - | (37) | (37) | (28.445) | 3.870 | (24.575) | |
| Custos do exercício | 637.920 | 1.041 | 638.961 | 597.809 | 4.960 | 602.769 |
A evolução dos activos/(responsabilidades) em balanço pode ser analisada como segue:
| 2010 | 2009 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Pens ões de Reforma |
Beneficios de saúde |
Total | Pens ões de Reforma |
Beneficios de saúde |
Total | ||
| Em 1 de Janeiro Aquisições empresas e outros |
586.301 - |
(17.655) - |
568.646 - |
586.622 - |
(23.940) - |
562.682 - |
|
| Custos do exercicio | (637.920) | (1.041) | (638.961) | (597.809) | (4.960) | (602.769) | |
| Contribuições efectuadas no ano e pensões pagas pela Companhia | 424.397 | 2.257 | 426.654 | 654.378 | 3.505 | 657.883 | |
| Outros | - | - | - | (56.890) | 7.740 | (4 9.150) | |
| Em 31 de Dezembro | 372.778 | (16.439) | 356.339 | 586.301 | (17.655) | 568.646 |
Os activos do fundo de pensões podem ser analisados como segue:
| em milhares de euros | ||||
|---|---|---|---|---|
| 2010 | % | 2009 | % | |
| Terrenos e edificios | 8.061 | 13,65% | 8.096 | 13,02% |
| Activos da entidade gestora ou de sociedades relacionadas | - | 0,00% | 4.186 | 6,73% |
| Acções e outros títulos de rendimento varíavel | 17.176 | 29,09% | 17.978 | 28,92% |
| Títulos de rendimento | 31.901 | 54,02% | 29.894 | 48,09% |
| Depósitos em instituições de crédito | 1.143 | 1,94% | 2.133 | 3,43% |
| Devedores e credores do fundo | 282 | 0,48% | (565) | -0,91% |
| Juros a receber | 490 | 0,83% | 441 | 0,71% |
| 59.053 | 100% | 62.163 | 100% |
Deve ser referido que os montantes acima divulgados são na totalidade relativos ao Fundo de Pensões Tranquilidade, do qual a BES-Vida representa apenas cerca de 25% do total do fundo.
O Grupo não utiliza activos do fundo de pensões. O fundo não detém títulos emitidos pelo Grupo.
A evolução das responsabilidades e saldos dos fundos nos últimos 5 anos é como segue:
| 2010 | 2009 | 2008 | 2007 | 2006 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Pensões de | Beneficios | Pensões de | Beneficios | Pensões de | Beneficios | Pensões de | Beneficios | Pensões de | Beneficios | |
| Reforma | de saúde | Reforma | de saúde | Reforma | de saúde | Reforma | de saúde | Reforma | de saúde | |
| Responsabilidades | (15.388.103) | (13.232) | (15.287.821) | (15.508) | (15.217.105) | (16.691) | (12.677.231) | (24.266) | (7.844.419) | (29.350) |
| Saldo dos fundos | 14.919.899 | - | 15.240.169 | - | 14.151.295 | - | 9.384.187 | - | 3.726.987 | - |
| Responsabilidades (sub)/sobre financiadas | (468.204) | (13.232) | (47.652) | (15.508) | (1.065.810) | (16.691) | (3.293.044) | (24.266) | (4.117.432) | (29.350) |
| (Ganhos)/perdas actuariais decorrentes das responsabilidades | (450.641) | (1.097) | (350.065) | 1.232 | (2.117.025) | (9.498) | 116.809 | (3.207) | 875.987 | 4.150 |
| (Ganhos)/perdas actuariais decorrentes dos fundos | 657.671 | - | (639.969) | - | 1.181.324 | - | 104.125 | - | (42.029) | - |
Plano de Pagamento de Remuneração Variável (PPRV)
No primeiro semestre de 2008, na sequência da decisão do Conselho de Administração, a BES-Vida estabeleceu um sistema de incentivos denominado Plano de Pagamento de Remuneração Variável (PPRV – 2008/2010).
Este novo programa de incentivos consiste na atribuição do direito a receber uma remuneração variável que se encontra indexada à eventual valorização das acções BES entre a "data inicial de referência" e a "data final de referência". Tal retribuição, em dinheiro, será apenas devida em caso de valorização das acções do BES. O PPRV não é um plano de atribuição de acções ou de opções sobre a aquisição de acções, não sendo atribuídos aos beneficiários quaisquer direitos inerentes a uma participação no capital social do BES.
O valor inicial do Plano foi calculado com base num modelo de valorização das opções, tendo por referência os seguintes pressupostos:
| Data Inicial de referência | 02-06-2008 |
|---|---|
| Data final de referência | 02-06-2011 |
| Direitos atribuidos | 28.500 |
| Preços de referência | 11 |
| Taxa de Juro | 5,22% |
| Volatilidade | 33,50% |
| Valor inicial do plano | 83.953 |
Conforme a política contabilística descrita na nota 2.11, o justo valor inicial do PPRV, no valor de 84 milhares de euros, está a ser reconhecido em custos com pessoal durante o período que medeia entre a data inicial de referência e a data final de referência (3 anos). Nesta base a BES - Vida reconheceu em custos com pessoal no exercício o valor de 28 milhares de euros. A variação do justo valor do benefício ao longo do prazo do programa é reconhecida em resultados.
O valor do passivo reconhecido no âmbito do programa é avaliado ao justo valor com referência ao final de cada mês, apresentando valor nulo em 31 de Dezembro de 2010.
NOTA 16 - GANHOS LÍQUIDOS DE ACTIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS NÃO VALORIZADOS AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE GANHOS E PERDAS
Os ganhos líquidos de activos disponíveis para venda são analisados como segue:
| 2010 | 2009 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos | Custos | Total | Proveitos | Custos | Total | ||
| Obrigações e outros títulos de rendimento fixo | |||||||
| De emissores públicas | 12.095.009 | (1.879.321) | 10.215.688 | 12.408.010 | (1.079.085) | 11.328.925 | |
| De outros emissores | 12.190.903 | (23.584 .770) | (11.393.867) | 4 8.509.483 | (13.532.751) | 34.976.732 | |
| Acções | 18.324.021 | (8.797.529) | 9.526.492 | 29.229.276 | (45.476.579) | (16.247.303) | |
| Outros títulos de rendimento variável | 4.572.443 | (5.112.821) | (540.378) | 5.537.644 | (24.768.120) | (19.230.476) | |
| 47.182.376 | (39.374.441) | 7.807.935 | 95.684.413 | (84.856.535) | 10.827.878 |
Os ganhos líquidos de passivos valorizados a custo amortizado correspondem ao juro técnico atribuído aos contratos de capitalização sem participação nos resultados discricionária, para os quais as responsabilidades são valorizadas ao custo amortizado.
NOTA 17 - GANHOS LÍQUIDOS DE ACTIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS VALORIZADOS AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE GANHOS E PERDAS
Os ganhos líquidos de activos e passivos financeiros detidos para negociação são analisados como segue:
| 2010 | 2009 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos | Custos | Total | Proveitos | Custos | Total | |
| Activos e pass ivos detidos para negociação | ||||||
| Outros títulos de rendimento variável | 175.394.591 | (238.862.871) | (63.468.280) | 284.594.770 | (276.216.211) | 8.378.559 |
| 175.394.591 | (238.862.871) | (63.468.280) | 284.594.770 | (276.216.211) | 8.378.559 |
Os ganhos líquidos de activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas são analisados como segue:
| 2010 | 2009 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos | Custos | Total | Proveitos | Custos | Total | |
| Activos financeiros ao jus to valor através de g anhos e perdas | ||||||
| Obrigações e outros títulos de rendimento fixo | ||||||
| De emissores públicos | 1.189.672 | (2.589.061) | (1.399.389) | (44.411) | 1.725.850 | 1.681.439 |
| De outros emissores | 129.115.479 | (238.153.122) | (109.037.643) | 203.540.463 | (186.028.887) | 17.511.576 |
| Acções | 98.222.828 | (4 9.804.030) | 4 8.418.798 | 33.003.631 | (39.038.924) | (6.035.293) |
| Outros títulos de rendimento variável | (8.340.023) | (4 6.536.407) | (54 .876.430) | 209.705.169 | (34.384.768) | 175.320.4 01 |
| 220.187.956 | (337.082.620) | (116.894.664) | 446.204.852 | (257.726.729) | 188.478.123 | |
| Pass ivos financeiros ao jus to valor através de g anhos e perdas | 442.973.365 | (401.376.139) | 41.597.226 | 228.760.667 | (564.984.839) | (336.224.172) |
| 663.161.321 | (738.458.759) | (75.297.438) | 674.965.519 | (822.711.568) | (147.746.049) |
NOTA 18 - DIFERENÇAS DE CÂMBIO
Esta rubrica inclui os resultados decorrentes da reavaliação cambial de activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira de acordo com a política contabilística descrita na Nota 2.3 e é analisada como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Diferenças de cambio de activos financeiros não valorizados | ||
| ao justo valor por via de ganhos e perdas | ||
| de activos disponiveis para venda | 610.126 | (3.854.603) |
| de empréstimos concedidos e contas a receber | 746.256 | (32.884) |
| de depósitos em instituições de crédito | 13.903.119 | 1.037.617 |
| 15.259.501 | (2.849.870) | |
| Diferenças de cambio de outros activos | ||
| de activos detidos para negociação | 1.265.485 | 4.341.671 |
| de activos ao justo valor através de resultados | 10.904.016 | (14.479.976) |
| 12.169.501 | (10.138.305) | |
| 27.429.002 | (12.988.175) |
NOTA 19 - GANHOS LÍQUIDOS PELA VENDA DE ACTIVOS NÃO FINANCEIROS QUE NÃO ESTEJAM CLASSIFICADOS COMO ACTIVOS NÃO CORRENTES DETIDOS PARA VENDA E UNIDADES OPERACIONAIS DESCONTINUADAS
Os ganhos líquidos pela venda de activos não financeiros que não estejam classificados como activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas correspondem a valias realizadas através da alienação e reavaliação de imóveis (ver nota 27).
NOTA 20 - PERDAS DE IMPARIDADE LÍQUIDAS DE REVERSÃO
As perdas de imparidade líquidas de reversão de activos disponíveis para venda, são analisadas como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Obrigações e outros títulos de rendimento fixo | ||
| De outros emissores | - | (2.633.993) |
| Acções | (93.200) | (6.718.235) |
| Outros títulos de rendimento variável | (5.884.735) | (11.764.576) |
| (5.977.935) | (21.116.804) |
NOTA 21 - OUTROS RENDIMENTOS/GASTOS
Os outros rendimentos e gastos são analisados como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Prestações de serviços | 980.582 | 720.246 |
| Outros proveitos/(custos) | (495.459) | 695.227 |
| 485.123 | 1.415.473 |
A rubrica prestação de serviços diz respeito a proveitos gerados pela prestação de serviços de gestão de carteira e contabilidade à T-Vida, Companhia de Seguros, S.A.
Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica de outros proveitos inclui o montante de Euros 495.133 relativo a juros compensatórios associados à contestação apresentada ao imposto sobre o rendimento do exercício de 1998.
NOTA 22 - CAIXA E SEUS EQUIVALENTES E DEPÓSITOS À ORDEM
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem | ||
| Caixa | 16.201 | 548.789 |
| Depósitos à ordem | 247.967.535 | 213.271.665 |
| 247.983.736 | 213.820.454 |
NOTA 23 - ACTIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS DETIDOS PARA NEGOCIAÇÃO
Os instrumentos financeiros derivados em 31 de Dezembro 2010 e 2009 são analisados como segue:
| 2010 | 2009 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Nocional | Activo | Passivo | Justo Valor | Nocional | Justo Valor | |
| Contratos sobre taxas de câmbio Forward |
||||||
| Compra Vendas Currency Futures |
35.845.788 629.951.556 4.625.000 |
16.677 2.053.903 - |
(627.545) (6.137.503) - |
(610.868) (4.083.600) - |
76.357.804 304.583.132 4.625.000 |
272.324 37.185 - |
| 670.422.344 | 2.070.580 | (6.765.048) | (4.694.468) | 385.565.936 | 309.509 | |
| Contratos sobre taxas de juro Interest Rate Swaps Swaption - Interest Rate Options Interest Rate Futures |
254.182.644 300.000.000 78.000.000 |
36.569.792 1.444.431 - |
(4.685.860) - - |
31.883.932 1.444.431 - |
1.094.049.815 500.000.000 184.000.000 |
48.632.299 1.690.458 - |
| 632.182.644 | 38.014.223 | (4.685.860) | 33.328.363 | 1.778.049.815 | 50.322.757 | |
| Contratos sobre acções/indices Equity/Index Swaps Equity/Index Options Equity/Index Futures |
6.962.800 76.401.136 11.154.332 |
2.161.674 1.491.638 - |
(248.067) (294.562) - |
1.913.607 1.197.076 - |
91.543.839 143.031.367 27.182.317 |
- 1.564.494 - |
| 94.518.268 | 3.653.312 | (542.629) | 3.110.683 | 261.757.523 | 1.564.494 | |
| Contratos sobre créditos Créditos Default Swaps |
378.295.000 | 2.037.462 | (4.589.989) | (2.552.527) | 526.611.641 | 6.994.357 |
| 378.295.000 | 2.037.462 | (4.589.989) | (2.552.527) | 526.611.641 | 6.994.357 | |
| 1.775.418.256 | 45.775.577 | (16.583.526) | 29.192.051 | 2.951.984.915 | 59.191.117 |
NOTA 24 - ACTIVOS FINANCEIROS CLASSIFICADOS NO RECONHECIMENTO INICIAL AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE GANHOS E PERDAS
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Obrigações e outros títulos de rendimento fixo | ||
| De emissores públicos | 20.079.392 | 18.836.580 |
| De outros emissores | 1.746.954.408 | 3.226.918.889 |
| Acções | 431.163.846 | 695.573.847 |
| Outros títulos de rendimento variável | 1.800.660.082 | 825.517.795 |
| Valor de balanço | 3.998.857.728 | 4.766.847.111 |
| Valor de aquisição | 4.075.581.581 | 4.592.119.156 |
No que respeita a títulos cotados e não cotados, a rubrica de activos financeiros ao justo valor através dos resultados é analisada da seguinte forma:
| 2010 | 2009 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cotados | Não cotados | Total | Cotados | Não cotados | Total | ||
| Obrigações e outros títulos de rendimento fixo | |||||||
| De emissores públicos | 20.079.392 | - | 20.079.392 | 18.836.580 | - | 18.836.580 | |
| De outros emissores | 1.067.737.980 | 679.216.428 | 1.746.954.408 | 1.939.833.789 | 1.332.068.486 | 3.271.902.275 | |
| Acções | 413.961.801 | 17.202.045 | 431.163.846 | 674.212.984 | 21.360.863 | 695.573.847 | |
| Outros títulos de rendimento variável | 719.855.855 | 1.080.804.227 | 1.800.660.082 | 736.743.281 | 43.791.128 | 780.534.409 | |
| 2.221.635.028 | 1.777.222.700 | 3.998.857.728 | 3.369.626.634 | 1.397.220.477 | 4.766.847.111 |
NOTA 25 - ACTIVOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA VENDA
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:
| Custo | Reserva de justo valor | Valor de | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Amortizado(1) | Positiva | Negativa | Imparidade | Justo Valor | Juro decorrido | Balanço | |
| Obrigações e outros títulos de rendimento fixo | |||||||
| De emissores públicos | 987.427.094 | 12.756.292 | (9.501.013) | - | 990.682.373 | 17.471.605 | 1.008.153.978 |
| De outros emissores | 2.087.897.972 | 41.580.257 | (92.662.997) | (57.182.010) | 1.979.633.222 | 34.323.221 | 2.013.956.443 |
| Acções | 163.622.897 | 15.504.007 | (8.466.650) | (9.882.162) | 160.778.092 | - | 160.778.092 |
| Outros títulos de rendimento variável | 107.229.914 | 781.806 | (10.375.268) | (193.580) | 97.442.872 | - | 97.442.872 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 3.346.177.877 | 70.622.362 | (121.005.928) | (67.257.752) | 3.228.536.559 | 51.794.826 | 3.280.331.385 |
| Obrigações e outros títulos de rendimento fixo | |||||||
| De emissores públicos | 1.053.386.754 | 15.360.169 | (83.602.235) | - | 985.144.688 | 16.990.219 | 1.002.134.907 |
| De outros emissores | 2.211.147.564 | 38.000.311 | (165.098.070) | (57.182.010) | 2.026.867.795 | 40.301.441 | 2.067.169.236 |
| Acções | 158.041.601 | 24.627.587 | (9.578.696) | (11.375.600) | 161.714.892 | - | 161.714.892 |
| Outros títulos de rendimento variável | 172.612.240 | 8.468.838 | (3.233.408) | (778.749) | 177.068.921 | - | 177.068.921 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2010 | 3.595.188.159 | 86.456.905 | (261.512.409) | (69.336.359) | 3.350.796.296 | 57.291.660 | 3.408.087.956 |
| (1) Ou custo de aquisição no caso de acções e outros títulos de rendimento variável |
Os movimentos ocorridos nas perdas por imparidade nos activos financeiros disponíveis para venda são apresentados como se segue:
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 93.709.550 |
|---|---|
| Dotações do exercício | 21.116.803 |
| Vendas no exercício | (47.568.601) |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 67.257.752 |
| Dotações do exercício | 5.977.935 |
| Vendas no exercício | (3.899.328) |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2010 | 69.336.359 |
As principais contribuições para a reserva de justo valor com referência a 31 de Dezembro de 2010 podem ser analisadas como segue:
| Custo de | Reserva de justo valor | Valor de | |||
|---|---|---|---|---|---|
| Aquis ição | Positiva | Neg ativa | Imparidade | mercado | |
| B ANCO ESPIRITO SANTO 5.625% /2009 - 05/06/2014 | 46.774.099 | - | (6.827.180) | - | 39.775.000 |
| B ANIF FINANCE LTD Float /2006 - 22/12/2049 (Call=22/12/2016) | 7.000.700 | - | (3.056.957) | - | 3.920.000 |
| B CP FINANCE BANK Float /2006 - 21/12/2016 (Call=21/12/2011) | 6.403.713 | - | (2.247.545) | - | 4.249.050 |
| B CPPL 3.75% /2009 - 08/10/2016 | 9.850.455 | - | (2.059.789) | - | 7.802.685 |
| B ES FINANCE 6.625% pp /2002 - 08/05/2049 (Call = 08/05/2012) | 21.422.644 | - | (7.666.325) | - | 13.884.909 |
| B ES FINANCE LTD /2004 - 16/03/2049 (Call=16/03/2015) | 19.375.504 | - | (7.348.446) | - | 12.349.000 |
| B ES FINANCE pp /2003 - 02/07/2049 (Call = 02/07/2014) | 23.775.497 | - | (9.650.493) | - | 14.414.685 |
| B ESNN Float/ 2007 - 26/06/2014 | 37.505.084 | - | (8.814.751) | - | 29.230.000 |
| B ESPL 3.375% /2009 - 17/02/2015 | 30.685.650 | - | (2.631.818) | - | 28.083.990 |
| B ESPL 3.875% /2010 - 21/01/2015 | 41.846.328 | - | (7.564.306) | - | 34.354.320 |
| B PI CAPITAL FINANCE Float /2003 - 12/08/2049 (Call=12/08/2013) | 8.022.132 | - | (3.337.042) | - | 4.585.625 |
| B TPS 6.5% /1997 - 01/11/2027 | 49.844.003 | - | (4.045.995) | - | 44.424.900 |
| CAIXA GALICIA Float /2007 - 20/06/2049 (Call=20/06/2017) | 5.000.000 | - | (2.299.533) | - | 2.750.000 |
| CAIXA GERAL FIN Float /2004 - 28/06/2049 (Call=28/06/2014) | 7.183.261 | - | (3.598.628) | - | 3.660.030 |
| CAIXA GERAL FIN Float /2005 - 30/09/2049 (Call=30/09/2015) | 10.303.318 | - | (5.250.546) | - | 5.218.850 |
| CAJA DUERO CAP Float pp /2003 - 29/12/2049 (Call=29/12/2019) | 3.302.956 | - | (2.309.303) | - | 989.100 |
| CGD Sub.Lower Tier II /2007 - 28/12/2017 (Call=28/12/2012) | 32.012.200 | - | (3.004.002) | - | 28.960.000 |
| CREDIT AGRICOLE 5.875% /2009 - 11/06/2019 | 91.069.500 | 4.033.386 | - | - | 95.096.700 |
| DB R 1.5% Inflação 2006 - 15/04/2016 | 49.602.046 | 3.388.889 | - | - | 57.709.057 |
| DZ B ANK CAP II Pp Float /2004 - 22/11/2049 (Call=22/11/2011) | 5.065.000 | - | (2.015.985) | - | 2.992.500 |
| EDP FINANCE 2002 - 23/12/2022 | 56.127.416 | 4.438.044 | - | - | 73.797.451 |
| EFG HELLAS PLC Float /2007 - 08/06/2017 (Call=08/06/2012) | 8.992.360 | - | (4.716.667) | - | 4.275.000 |
| ESPIRITO SANTO FIN GRP 6.875% /2009 - 21/10/2019 | 22.919.590 | - | (8.104.001) | - | 14.841.750 |
| FRTR 1% + Inflação - 2005/ 25-07-2017 | 35.418.446 | 2.309.730 | - | - | 41.585.459 |
| GGB 3.7% /2005 - 20/07/2015 | 7.258.425 | - | (2.402.746) | - | 4.944.375 |
| GGB 4.0% /2008 - 20/08/2013 | 23.655.420 | - | (4.947.383) | - | 18.859.200 |
| GGB 4.5% /2004 - 20/05/2014 | 49.509.035 | - | (13.207.381) | - | 35.783.300 |
| GGB 4.6% /2008 - 20/07/2018 | 21.510.399 | - | (8.489.815) | - | 13.136.240 |
| GGB 5.3% /2009 - 20/03/2026 | 7.929.760 | - | (3.311.915) | - | 4.624.000 |
| GGB 5.5% /2009 - 20/08/2014 | 10.084.684 | - | (2.829.882) | - | 7.072.090 |
| GGB 6.0% /2009 - 19/07/2019 | 12.438.810 | - | (4.963.167) | - | 7.373.225 |
| IRISH GOVT 4.5 % /2007 - 18/10/2018 | 13.472.585 | - | (2.870.059) | - | 10.672.200 |
| IRISH GOVT 5.0% /2002 - 18/04/2013 IRISH GOVT 5.0% /2010 - 18/10/2020 |
28.927.930 9.958.520 |
- - |
(2.117.041) (2.637.787) |
- - |
26.387.625 7.327.000 |
| LUSITANO 2D MTG /2003 - 16/11/2046 (Call=16/11/2012) | 3.996.961 | - | (3.265.020) | - | 728.000 |
| PGB 3.35% /2005 - 15/10/2015 | 26.889.380 | - | (2.680.147) | - | 24.221.700 |
| PGB 4.1% /2006 - 15/04/2037 | 11.427.037 | - | (2.894.744) | - | 8.574.665 |
| PGB 4.75% /2009 - 14/06/2019 | 22.576.255 | - | (3.201.515) | - | 19.310.500 |
| PGB 5.45% /1998 - 23/09/2013 | 104.121.500 | - | (3.882.606) | - | 98.275.550 |
| REP. GREECE 4.6 % / 2003 - 20/05/2013 | 11.174.203 | - | (2.204.417) | - | 8.864.350 |
| SPGB c/z - 98 / 01-2029 | 9.502.332 | - | (2.139.766) | - | 9.435.253 |
| EDP Renováveis SA | 8.974.670 | - | (2.523.382) | - | 6.451.288 |
| MARKET VECTORS Gold Miners ETF | 13.620.672 | 2.481.828 | - | - | 16.102.499 |
| Semapa-SGPS,S.A. | 1.281.249 | 2.182.491 | - | - | 3.463.739 |
| 1.027.811.726 | 18.834.367 | (167.118.084) | - | 900.556.860 | |
NOTA 26 - EMPRÉSTIMOS E CONTAS A RECEBER
A rubrica de outros depósitos é analisada como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Depósitos a prazo - Capital | 181.153.486 | 134.780.150 |
| Depósitos a prazo - Juro decorrido | 93.474 | 426.648 |
| Outros depósitos - Capital | 9.938.765 | 7.303.393 |
| 191.185.725 | 142.510.191 |
NOTA 27 - TERRENOS E EDIFÍCIOS
O movimento ocorrido no exercício de 2010 em terrenos e edifícios pode ser analisado como segue:
| 2009 | Aquisições | Benfeitorias | Amortizações | Valias Potenciais |
2010 | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| De uso próprio De rendimento |
8.339.496 71.159.139 |
- 11.681.248 |
- 1.168.226 |
(131.841) - |
- (823.308) |
8.207.655 83.185.305 |
| 79.498.635 | 11.681.248 | 1.168.226 | (131.841) | (823.308) | 91.392.960 |
O justo valor dos imóveis de uso próprio ascende a 8.743 milhares de Euros (2009: 9.534 milhares de Euros).
As propriedades de investimento são avaliadas anualmente por peritos independentes. Em 2010, o resultado das avaliações foi negativo no montante de 823 milhares de euros, tendo sido reconhecido nos resultados do exercício (ver nota 19).
Relativamente aos imóveis com obras em curso é efectuado pela entidade gestora do parque imobiliário do Grupo, uma análise afim de determinar se ocorreram alterações significativas nos pressupostos de avaliação. Desta análise resultou o reconhecimento de uma provisão para outros riscos e encargos no montante de 7.500 milhares de Euros.
Os custos relativos a imóveis de rendimento ascenderam a 928 milhares de Euros.
NOTA 28 - OUTROS ACTIVOS TANGÍVEIS
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Equipamento | ||
| Equipamento informático | 4.483.863 | 4.404.990 |
| Mobiliário e material | 666.952 | 666.799 |
| Instalações interiores | 1.989.578 | 1.989.578 |
| Máquinas e ferramentas | 404.667 | 401.688 |
| Material de transporte | 42.768 | 42.768 |
| Outros | 271.002 | 271.002 |
| 7.858.830 | 7.776.825 | |
| Depreciação acumulada | (6.148.897) | (5.734.437) |
| 1.709.933 | 2.042.388 |
Durante os exercícios de 2010 e 2009 não foram registadas quaisquer perdas por imparidade nos activos tangíveis.
O movimento ocorrido nas rubricas de activos tangíveis é analisado como segue:
| Equipamento | |
|---|---|
| Saldo liquido a 1 de Janeiro de 2009 | 2.332.279 |
| Adições | 14 5.419 |
| Alienação | (1.232) |
| Amortizações do exercício | (434 .078) |
| Saldo liquido a 31 de Dezembro de 2009 | 2.042.388 |
| Adições | 84.558 |
| - | |
| Alienação | |
| Amortizações do exercício | (417.013) |
NOTA 29 - OUTROS ACTIVOS INTANGÍVEIS
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Software | 8.792.257 | 8.402.609 |
| Amortizações acumuladas | (8.560.661) | (8.061.081) |
| 231.596 | 341.528 |
O movimento ocorrido nas rubricas de activos intangíveis foi o seguinte:
| Software | |
|---|---|
| Saldo liquido a 1 de Janeiro de 2009 | 744.545 |
| Adições | 193.242 |
| Amortizações do exercício | (596.259) |
| Saldo liquido a 31 de Dezembro de 2009 | 341.528 |
| Adições | 248.700 |
| Amortizações do exercício | (358.632) |
| Saldo liquido a 31 de Dezembro de 2010 | 231.596 |
NOTA 30 - PROVISÕES TÉCNICAS DE SEGURO DIRECTO E RESSEGURO CEDIDO
As provisões técnicas de seguro directo e resseguro cedido são analisadas como segue:
| 2010 | 2009 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Seg uro Directo e Resseg uro Aceite |
Resseg uro cedido |
Total | Seg uro Directo e Resseg uro Aceite |
Resseg uro cedido |
Total | |
| Provisão para prémios não adquiridos | 2.564.894 | - | 2.564.894 | 2.613.317 | - | 2.613.317 |
| Provisão matemática do ramo vida | 3.030.120.469 | (141.964) | 3.029.978.505 | 2.706.414.419 | (139.275) | 2.706.275.144 |
| Provisão para sinistros | 40.156.324 | (1.986.263) | 38.170.061 | 34.363.509 | (2.055.703) | 32.307.806 |
| Provisão para participação nos resultados | 4.047.019 | (2.157.662) | 1.889.357 | 2.915.674 | (2.199.548) | 716.126 |
| Provisão para compromissos de taxa | 17.871 | - | 17.871 | 2.880.260 | - | 2.880.260 |
| 3.076.906.577 | (4.285.889) | 3.072.620.688 | 2.749.187.179 | (4.394.526) | 2.744.792.653 |
A provisão matemática do ramo vida é analisada como segue:
| 2010 | 2009 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Seg uro Directo e Resseg uro Aceite |
Resseg uro cedido |
Total | Seg uro Directo e Resseg uro Aceite |
Resseg uro cedido |
Total | |
| Tradicionais Capitalização com participação nos resultados |
41.548.088 2.988.573.867 |
(141.964) - |
41.406.124 2.988.573.867 |
48.386.370 2.658.029.812 |
(139.275) - |
48.247.095 2.658.029.812 |
| 3.030.121.955 | (141.964) | 3.029.979.991 | 2.706.416.182 | (139.275) | 2.706.276.907 | |
| Custos de aquisição diferidos | (1.486) | - | (1.486) | (1.763) | - | (1.763) |
| 3.030.120.469 | (141.964) | 3.029.978.505 | 2.706.414.419 | (139.275) | 2.706.275.144 |
De acordo com o IFRS 4, os contratos emitidos pelo Grupo em que apenas existe transferência de risco financeiro, sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento. Nessa base em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, os contratos em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro e contratos financeiros de taxa fixa são classificados e registados na rubrica passivos por contratos de investimentos (ver Nota 35).
A provisão para sinistros por ramo de negócio é analisada como segue:
| 2010 | 2009 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Seg uro Directo e Resseg uro Aceite |
Resseg uro cedido |
Total | Seg uro Directo e Resseg uro Aceite |
Resseg uro cedido |
Total | |
| Tradicionais Capitalização com participação nos resultados |
19.273.558 20.882.766 |
(1.986.263) - |
17.287.295 20.882.766 |
18.729.719 15.633.790 |
(2.055.703) - |
16.674.016 15.633.790 |
| 40.156.324 | (1.986.263) | 38.170.061 | 34.363.509 | (2.055.703) | 32.307.806 |
A provisão para sinistros corresponde aos sinistros ocorridos e ainda não pagos, à data do balanço, e inclui uma provisão estimada no montante de 506 milhares de euros (2009: 502 milhares de euros) relativo a sinistros ocorridos antes de 31 de Dezembro de 2010 e ainda não reportados (IBNR).
Os movimentos ocorridos no exercício na provisão para sinistros, são apresentados como segue:
| Saldo a 1 de Janeiro 2009 | 37.518.508 |
|---|---|
| Mais sinistros ocorridos | |
| Próprio ano | 802.141.675 |
| Anos anteriores | 10.199.305 |
| Menos montantes pagos | |
| Próprio ano | (784.206.716) |
| Anos anteriores | (31.289.263) |
| Saldo a 31 de Dezembro 2009 | 34.363.509 |
| Mais sinistros ocorridos | |
| Próprio ano | 574.985.180 |
| Anos anteriores | 10.269.363 |
| Menos montantes pagos | |
| Próprio ano | (552.376.485) |
| Anos anteriores | (27.085.243) |
| Saldo a 31 de Dezembro 2010 | 40.156.324 |
A provisão para participação nos resultados corresponde a montantes atribuídos aos segurados ou aos beneficiários dos contratos de seguro, sob a forma de participação nos resultados, que não tenham ainda sido distribuídos ou incorporados na provisão matemática do ramo vida.
A movimentação na provisão para participação nos resultados para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisada como segue:
| Saldo a 1 de Janeiro 2009 | 7.541.000 |
|---|---|
| Montantes pagos | (5.041.561) |
| Montantes estimados atribuiveis | 416.235 |
| Saldo a 31 de Dezembro 2009 | 2.915.674 |
| Montantes pagos | (340.737) |
| Montantes estimados atribuiveis (ver nota 10) | 1.472.082 |
| Saldo a 31 de Dezembro 2010 | 4.047.019 |
A provisão para participação nos resultados deverá incluir o ajustamento relativo ao shadow accounting, o qual corresponde à estimativa dos ganhos e perdas potenciais nos activos afectos à cobertura de responsabilidades com contratos de seguro e contratos de investimento com participação nos resultados discricionária, até ao montante em que é expectável que os tomadores de seguro venham a participar nesses ganhos e perdas não realizadas, no momento em que as mesmas se tornem efectivas, de acordo com os respectivos termos contratuais e legislação aplicável. Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, o montante total do ajustamento relativo ao shadow accounting é nulo.
Em 31 de Dezembro de 2010, a provisão para compromissos de taxa é referente ao resultado obtido no teste de adequação de responsabilidades. Este teste foi efectuado com base nas melhores estimativas à data de balanço (ver Nota 2.16).
NOTA 31 - OUTROS DEVEDORES POR OPERAÇÕES DE SEGUROS E POR OUTRAS OPERAÇÕES
2010 2009 Contas a receber por operações de seguro directo Tomadores de seguro 789.476 4.330.927 Mediadores 16.488.263 1.167.325 17.277.739 5.498.252 Contas a receber por operações de resseg uro Resseguradores 310.145 926.021 Contas a receber por outras operações Empresas relacionadas 34.474 69.939 Outros devedores 7.808.428 10.003.512 7.842.902 10.073.451 25.430.786 16.497.724 Ajustamentos (25.691) (55.340)
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:
A rubrica Contas a receber por operações de seguro directo – mediadores corresponde a valias não realizadas relativas a títulos associados a contratos de seguro e de investimento para os quais, no âmbito dos acordos de distribuição e gestão operacional existentes com o Banco Espírito Santo, S.A, existe uma garantia de retorno sobre estes activos. Este montante foi reconhecido em contrapartida de reservas de justo valor.
25.405.095 16.442.384
Adicionalmente, a rubrica Contas a receber por outras operações – outros devedores inclui ainda o montante 6.579 milhares de euros (2009: 6.737 milhares de euros) relativos a valores a receber do Estado.
A variação dos ajustamentos do exercício é analisada como segue:
| Saldo a 1 de Janeiro de 2009 | 39.788 |
|---|---|
| Dotações/(utilizações) | 15.552 |
| Saldo a 31 de Dezembro 2009 | 55.340 |
| Dotações/(utilizações) | (29.649) |
| Saldo a 31 de Dezembro 2010 | 25.691 |
Os saldos de devedores por operações de seguro directo, resseguro cedido e outras têm uma maturidade inferior a 3 meses.
NOTA 32 - ACTIVOS E PASSIVOS POR IMPOSTOS
O cálculo do imposto corrente dos exercícios de 2010 e 2009 foi apurado com base na taxa nominal de imposto e derrama 29% e 26,5%, respectivamente, aplicável às actividades do Grupo. A alteração da taxa deve-se à derrama estadual, criada pela Lei nº 12-A/2010 – Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) – Divida pública.
As declarações de autoliquidação, da Seguradora, relativas aos exercícios de 2007 e seguintes estão sujeitas a inspecção e eventual ajustamento pelas Autoridades Fiscais durante um período de quatro anos. Assim, poderão vir a ter lugar eventuais liquidações adicionais de impostos devido essencialmente a diferentes interpretações da legislação fiscal. No entanto, é convicção da Administração da BES-Vida que não ocorrerão liquidações adicionais de valor significativo no contexto das demonstrações financeiras.
Os movimentos da rubrica de activos por impostos correntes são analisados como segue:
| Saldo a 1 de Janeiro de 2009 | 14.431.664 |
|---|---|
| Montante registados nos resultados | (27.589) |
| Pagamentos efectuados | (955.237) |
| Saldo a 31 de Dezembro 2009 | 13.448.838 |
| Montante registados nos resultados | 226.639 |
| Pagamentos efectuados | (5.691.063) |
| Saldo a 31 de Dezembro 2010 | 7.984.414 |
Os passivos por impostos correntes dizem respeito a retenções na fonte efectuadas pelo Grupo que têm a natureza de imposto por conta de IRC.
Os activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos em balanço nos exercícios de 2010 e 2009 podem ser analisados como segue:
| Activos | Passivos | Líquido | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2010 | 2009 | 2010 | 2009 | 2010 | 2009 | |
| Ajustamento transição IFRS | 11.558.734 | 15.871.755 | - | - | 11.558.734 | 15.871.755 |
| Prejuízos fiscais | 36.080.383 | 20.142.469 | - | - | 36.080.383 | 20.142.469 |
| Pensões | 1.395.491 | 1.320.595 | - | - | 1.395.491 | 1.320.595 |
| Outros | 11.011.587 | 932.876 | - | (3.741.991) | 11.011.587 | (2.809.115) |
| Imposto diferido activo/(passivo) | 60.046.195 | 38.267.695 | - | (3.741.991) | 60.046.195 | 34.525.704 |
| Compensação de activos/passivos por impostos diferidos | - | (3.741.991) | - | 3.741.991 | - | - |
| Imposto diferido activo/(passivo) liquido | 60.046.195 | 34.525.704 | - | - | 60.046.195 | 34.525.704 |
A natureza dos activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos desagregam-se como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Diferenças temporárias | 23.965.812 | 14.383.235 |
| Prejuizos fiscais | 36.080.383 | 20.142.469 |
| 60.046.195 | 34.525.704 |
A maior parte dos activos por prejuízos fiscais tem origem no imposto calculado sobre a reserva de justo valor de títulos afectos a produtos de vida com participação nos resultados, que de acordo com o Decreto-Lei nº 237/2008 de 15 de Dezembro, deverá ter eficácia fiscal. Com base no plano de resultados fiscais para os próximos exercícios é convicção da Administração que os referidos prejuízos serão totalmente revertidos, assim como existirão resultados tributáveis futuros para compensar as diferenças temporárias.
A variação do imposto diferido foi reconhecida como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Reconhecido nos resultados | (3.388.382) | 7.223.871 |
| Reconhecido nas reservas de justo valor | 28.908.873 | (42.275.565) |
| 25.520.491 | (35.051.694) |
O movimento do imposto diferido de balanço em 2010 e 2009 explica-se como segue:
| 2010 | 2009 | |||
|---|---|---|---|---|
| Reconhecido em resultados |
Reconhecido em reservas |
Reconhecido em resultados |
Reconhecido em reservas |
|
| Activos financeiros | 20.684 | 11.251.108 | (519.326) | (3.828.666) |
| Pensões | 74.896 | - | (172.605) | - |
| Prejuizos fiscais | (4.231.368) | 20.169.282 | 12.343.364 | (35.351.308) |
| Ajustamentos de transição | (1.801.403) | (2.511.517) | (4.427.562) | (3.095.591) |
| Imóveis | 2.175.000 | - | - | - |
| Outros | 373.809 | - | - | - |
| (3.388.382) | 28.908.873 | 7.223.871 | (42.275.565) |
O imposto sobre o rendimento reportado nos resultados de 2010 e 2009 explica-se como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Imposto corrente | 226.639 | (27.589) |
| Imposto diferido | ||
| Origem e reversão de diferenças temporárias | 842.986 | (6.479.665) |
| Prejuízos reportáveis | (4.231.368) | 13.703.536 |
| (3.388.382) | 7.223.871 | |
| Total do imposto reg istado em resultados | (3.161.743) | 7.196.282 |
O imposto sobre o rendimento reportado em reservas nos anos de 2010 e 2009 explica-se como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Imposto corrente | (254.344) | (1.380.477) |
| Imposto diferido | ||
| Reserva de justo valor | 30.298.651 | (42.275.565) |
| Total do imposto reg istado em reservas | 30.044.307 | (43.656.042) |
A reconciliação da taxa de imposto pode ser analisada como segue:
| 2010 | 2009 | |||
|---|---|---|---|---|
| % | Valor | % | Valor | |
| Resultados antes de impostos e Interesses Minoritários | 24.219.162 | (23.208.522) | ||
| Taxa de imposto estatutária | 29% | 26,5% | ||
| Imposto apurado com base na taxa de imposto estatutária | (7.023.557) | 6.150.258 | ||
| Diferença para a taxa com prejuizo fiscal (25% ) | 968. 766 | - | ||
| Dividendos excluidos de tributação | 2.349. 524 | 1.965. 246 | ||
| Mais-valias não tributadas | ( 222.154) | 297. 633 | ||
| Imparidade | - | ( 898.999) | ||
| Derrama | 254. 344 | - | ||
| Outros | 511. 334 | ( 317.856) | ||
| (3.161.743) | 7.196.282 |
Os ajustamentos efectuados ao resultado antes de imposto para determinação do lucro tributável foram posteriormente compensados na totalidade pela utilização de prejuízos fiscais de exercícios anteriores, como demonstrado no quadro anterior.
NOTA 33 - ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Outros acrescimos de proveitos Gastos diferidos |
1.412.176 2.565.750 |
699.700 4.004.301 |
| Total | 3.977.926 | 4.704.001 |
A rubrica Outros acréscimos de proveitos corresponde a valores a receber da T-Vida, Companhia de Seguros, S.A, relativamente à prestação de serviços de gestão de carteira e contabilidade prestados pela BES-Vida.
NOTA 34 - AFECTAÇÃO DOS INVESTIMENTOS E OUTROS ACTIVOS
Em 31 de Dezembro de 2010, a afectação dos investimentos e outros activos e passivos é analisada como segue:
| 2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Tradicionais | Capitalização com participação nos resultados |
Capitalização sem participação nos resultados |
Outros | Total | |
| ACTIVO | |||||
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem Activos e passivos financeiros detidos para negociação Activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas Activos financeiros disponíveis para venda Empréstimos concedidos e contas a receber Terrenos e Edifícios |
3.593. 762 28.454. 640 11.463. 469 249.898. 129 1.999. 687 |
111.709. 754 (1. 235.584) 227.398. 671 2.530.935. 975 44.519. 893 52.329. 638 |
130.953. 858 1.972. 995 3.759.995. 589 625.640. 345 144.679. 093 3.740. 310 |
1.726. 362 - - 1.613. 507 144. 119 27.115. 357 |
247.983. 736 29.192. 051 3.998.857. 728 3.408.087. 956 191.342. 791 83.185. 305 |
| Total | 295.409. 686 | 2.965.658. 347 | 4.666.982. 189 | 30.599. 345 | 7.958.649. 568 |
| 2009 | |||||
| Tradicionais | Capitalização com participação nos resultados |
Capitalização sem participação nos resultados |
Outros | Total | |
| ACTIVO | |||||
| Activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas Activos financeiros disponíveis para venda Outros |
48.032. 487 36.621. 626 2.859. 147 |
2.285.427. 440 1.577.574. 973 173.674. 326 |
2.405.486. 276 1.644.862. 170 393.500. 628 |
27.900. 908 21.272. 616 1.660. 635 |
4.766.847. 111 3.280.331. 385 571.694. 736 |
| Total | 87.513. 260 | 4.036.676. 739 | 4.443.849. 074 | 50.834. 159 | 8.618.873. 232 |
NOTA 35 - PASSIVOS FINANCEIROS DA COMPONENTE DE DEPÓSITO DE CONTRATOS DE SEGUROS E DE CONTRATOS DE SEGURO E OPERAÇÕES CONSIDERADOS PARA EFEITOS CONTABILÍSTICOS COMO CONTRATOS DE INVESTIMENTO
Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, os passivos financeiros da componente de depósito de contratos de seguros e de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento são analisados como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Contratos de taxa fixa | 783.662.067 | 806.926.638 |
| Contratos de seguros em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro |
3.758.573.384 | 4.018.517.475 |
| Total | 4.542.235.451 | 4.825.444.113 |
De acordo com o IFRS 4, os contratos emitidos pelo Grupo em que apenas existe transferência de risco financeiro, sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento.
A movimentação no passivo relativa aos contratos de investimento com taxa fixa é analisada como segue:
| Saldo em 1 de Janeiro 2009 | 436.474.141 |
|---|---|
| Depósitos recebidos | 497.429.080 |
| Beneficios pagos | (147.973.692) |
| Juro técnico do exercício | 20.997.109 |
| Saldo a 31 de Dezembro de 2009 | 806.926.638 |
| Depósitos recebidos | 106.222.717 |
| Beneficios pagos | (268.514.426) |
| Juro técnico do exercício | 139.027.138 |
| Saldo a 31 de Dezembro de 2010 | 783.662.067 |
A movimentação no passivo relativo aos contratos de investimento nos quais o risco financeiro é suportado pelo tomador de seguro é analisado como segue:
| Saldo em 1 de Janeiro 2009 | 3.672.849.218 |
|---|---|
| Depósitos recebidos | 520.143.273 |
| Beneficios pagos | (481.403.868) |
| Juro técnico do exercício | 306.928.852 |
| Saldo a 31 de Dezembro de 2009 | 4.018.517.475 |
| Depósitos recebidos | 419.009.001 |
| Beneficios pagos | (490.142.333) |
| Juro técnico do exercício | (188.810.759) |
| Saldo a 31 de Dezembro de 2010 | 3.758.573.384 |
NOTA 36 - OUTROS PASSIVOS FINANCEIROS
As principais características dos passivos subordinados em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 são apresentadas como seguem:
| 2010 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Empresa emitente | Des ig nação | Data de emiss ão |
Valor de emissão |
Capi tal | Juro decorrido |
Valor de Balanço |
Taxa de juro actual |
Maturidade |
| Tranquilidade-Vida Tranquilidade-Vida BES-Vida |
Empréstimos subordinados Empréstimos subordinados Empréstimos subordinados |
2002 2002 2008 |
45.000.000 45.000.000 10.000.000 |
45.000.000 45.000.000 10.000.000 |
48.360 52.860 31.387 |
4 5.048.360 45.052.860 10.031.387 |
3,22% 3,52% 3,53% |
2022 2012 2018 |
| Total | 100.000.000 | 100.000. 000 | 132.607 | 100.132.607 | ||||
| 2009 | ||||||||
| Empresa emitente | Des ig nação | Data de emiss ão |
Valor de emissão |
Capi tal | Juro decorrido |
Valor de Balanço |
Taxa de juro actual |
Maturidade |
| Tranquilidade-Vida | Empréstimos subordinados | 2002 | 45.000.000 | 45.000.000 | 43.680 | 4 5.043.680 | 2,91% | 2022 |
| Tranquilidade-Vida | Empréstimos subordinados | 2002 | 45.000.000 | 45.000.000 | 48.180 | 45.048.180 | 3,21% | 2012 |
| BES-Vida | Empréstimos subordinados | 2008 | 10.000.000 | 10.000.000 | 27.702 | 10.027.702 | 3,22% | 2018 |
Os outros passivos financeiros desagregam-se como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Passivos financeiros detidos para negociação | - | 74.852. 197 |
| Contratos de investimento | 62.149. 808 | 103.877. 563 |
| Outros emprétimos | 57.100. 756 | 183.497. 772 |
| Outros passivos financeiros | - | 293.650. 860 |
| 119.250.564 | 655.878.392 |
A rubrica de contratos de investimento diz respeito a passivos associados a contratos de investimento comercializados pela T-Vida, Companhia de Seguros, sendo os activos financeiros afectos a estes produtos geridos pela BES-Vida. A movimentação desta rubrica é analisada como segue:
| Saldo em 1 de Janeiro 2009 | 56.614.899 |
|---|---|
| Depósitos recebidos | 59.806.435 |
| Beneficios pagos | (16.659.092) |
| Juro técnico do exercício | 4.115.320 |
| Saldo a 31 de Dezembro de 2009 | 103.877.562 |
| Depósitos recebidos | 16.791.110 |
| Beneficios pagos | (21.654.139) |
| Transferencias T-VIDA | (38.032.610) |
| Juro técnico do exercício | 1.167.885 |
| Saldo a 31 de Dezembro de 2010 | 62.149.808 |
Os outros empréstimos são relativos às emissões de títulos dos veículos que o Grupo está a consolidar conforme referido na Nota 1 anexa às demonstrações financeiras.
| 2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Empresa emitente | Designação | Data de emissão |
Valor de Balanço |
Taxa de Juro Actual | Maturidade |
| CABRAL, LTDA | Classe A Senior Asset Backed FRN | 2001 | 0 0% | 2014 | |
| CABRAL WHT RESERVE | Cabral WHT Reserve | 2001 | 1.218.081 0% | 2014 | |
| OREY REABILITAÇÃO LISBOA | OREY REABILITAÇÃO LISBOA | 2006 | 2.769.571 0% | 9999 | |
| CLASSIC I (CAYMAN) 2001-6 LTD | CLASSIC I (CAYMAN) /2001 - 17/05/2012 | 2001 | 23.74 1.060 Euribor 6M+59,75bp | 2012 | |
| SHERLOCK LIMITED #22 | SHERLOCK LIMITED Float /2002 - 23/07/2015 | 2002 | 9.791.854 Euribor 6M+60,03bp | 2015 | |
| STINGRAY LIMITED 2001-2 | STINGRAY LIMITED 6.31% /2001 - 26/05/2012 | 2001 | 12.685.661 6,31% | 2012 | |
| XENON CAPITAL PLC #3 | XENON Float 2002 - 15/03/2012 | 2002 | 6.894 .528 Euribos 6M+89,3bp | 2012 | |
| 2009 | |||||
| Data de | Valor de | Taxa de Juro Actual | Maturidade | ||
| Empresa emitente | Designação | emissão | Balanço | ||
| CABRAL, LTDA | Classe A Senior Asset Backed FRN | 2001 | 0 0% | 2014 | |
| CABRAL WHT RESERVE | Cabral WHT Reserve | 2001 | 1.791.4 06 0% | 2014 | |
| Xenon Cap. Plc | Xenon 2002 - 2012 | 2002 | 3.936.298 Euribos 6M+89,3bp | 2012 | |
| Navio Company Ltd | Navio CO 2001 - 2011 | 2001 | 20.039.4 53 Euribos 6M+60bp | 2011 | |
| Navio Company Ltd | Navio CO 2001 - 2011 | 2001 | 8.989.012 Euribos 6M+60bp | 2011 | |
| Navio Company Ltd | Navio CO 2001 - 2011 | 2001 | 24 .959.007 Euribos 6M+56bp | 2010 | |
| Navio Company Ltd | Navio CO 2001 - 2011 | 2001 | 12.384.186 Euribos 6M+60bp | 2011 | |
| GAP | GLOBAL ASSET (GAP LIMITED) 2001 - 2013 | 2001 | 44 .869.547 Euribos 6M+43bp | 2013 | |
| Solar Funding Ltd Arlo Ltd |
Solar CDX NA Float 2005 - 2019 ARLO II Limited - 2003 - 2013 |
2005 2003 |
33.339.679 US Libor 6M 33.189.184 Euribos 6M+30bp |
2019 2013 |
NOTA 37 - OUTROS CREDORES POR OPERAÇÕES DE SEGUROS E OUTRAS OPERAÇÕES
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Contas a pagar por operações de seguro directo | ||
| Tomadores de seguro | 144.805 | 3.594.942 |
| Mediadores | 44.108.221 | 43.618.025 |
| 44.253.026 | 47.212.967 | |
| Contas a pagar por operações de resseguro | ||
| Resseguradores | 1.382.801 | 593.345 |
| Contas a pagar por outras operações | ||
| Outros credores | 829.279 | 5.475.340 |
| 46.465.106 | 53.281.652 |
A rubrica Contas a pagar por operações de seguro directo – mediadores é relativa a comissões a pagar pela comercialização dos produtos da BES-Vida ao Banco Espírito Santo, S.A., Banco Espírito Santo dos Açores, S.A., e Banco BEST, S.A.
Os saldos de outros credores por operações de seguro e outras operações têm uma maturidade inferior a 3 meses.
NOTA 38 - ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
A rubrica acréscimos e diferimentos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, é analisada como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Rendimentos diferidos | 36.674 | 36.872 |
| B eneficios a empregados - curto prazo | 1.913.220 | 1.899.462 |
| Outros acréscimos de gastos | 3.722.952 | 2.951.362 |
| 5.672.846 | 4.887.696 |
A rubrica benefícios a empregados de curto prazo inclui o montante de 1.261 milhares de euros (2009: 1.179 milhares de euros) e 652 milhares de euros (2009: 720 milhares de euros) relativos a férias e respectivos subsídios vencidos no exercício e a liquidar no ano seguinte e à estimativa do bónus
referente ao exercício de 2010 a atribuir aos colaboradores mas cujo pagamento só será efectuado em 2011.
NOTA 39 - OUTRAS PROVISÕES
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é analisado como segue:
| Outras Provisões |
|
|---|---|
| Saldo a 1 de Janeiro de 2009 | 20.567.616 |
| Dotações | 1.249.067 |
| Utilização | (6.333.485) |
| Saldo a 31 de Dezembro de 2009 | 15.483.198 |
| Dotações | 9.804.579 |
| Utilização | (269.240) |
| Saldo a 31 de Dezembro de 2010 | 25.018.537 |
Em 2010, a rubrica de outras provisões inclui o montante de 16.130 milhares de euros relativos a provisões para impostos (2009: 15.383 milhares de euros).
NOTA 40 - CAPITAL, PRÉMIOS, RESERVAS DE JUSTO VALOR E OUTRAS RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
Capital
Em 31 de Dezembro de 2010, o capital social autorizado da BES-Vida, Companhia de Seguros, S.A. encontrava-se representado por 50.000.000 de acções, com um valor nominal de 5 euros cada, das quais encontravam-se subscritas e realizadas na totalidade por diferentes accionistas, dos quais se destacam as seguintes entidades:
| % Capital | |||
|---|---|---|---|
| 2010 | 2009 | ||
| Credit Agricole Assurances, S.A. | 50,00000% | 50,00000% | |
| Banco Espirito Santo, S.A. | 49,99960% | 49,99960% | |
| Banco Espirito Santo de Investimento, S.A. | 0,00020% | 0,00020% | |
| ESAF - Espirito Santo Activos Financeiros, S.G.P.S., S.A. | 0,00020% | 0,00020% | |
| 100,00000% | 100,00000% |
Reserva legal
A reserva legal só pode ser utilizada para cobrir prejuízos acumulados ou para aumentar o capital. De acordo com a legislação Portuguesa, a reserva legal deve ser anualmente creditada com pelo menos 10% do lucro líquido anual, até à concorrência do capital emitido.
Reservas de reavaliação
As reservas de justo valor representam as mais e menos valias potenciais relativas à carteira de investimentos disponíveis para venda, líquidas da imparidade reconhecida em resultados no exercício e/ou em exercícios anteriores. O valor desta reserva é apresentado líquido de imposto diferido. Ao longo do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, a reserva de justo valor e outras reservas e resultados transitados líquidos de interesses minoritários podem ser analisados como segue:
| Reserva de reavaliação |
Reserva por impostos diferidos |
Outras reservas |
Resultados transitados |
|
|---|---|---|---|---|
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | (222.380.483) | 54.998.239 | 27.825.346 | (23.358.441) |
| Transferencias para reservas | - | - | (11.242.717) | 23.4 12.302 |
| Alterações de justo valor | 163.547.873 | (4 3.653.622) | - | (14 2.764 ) |
| Valias não realizadas de activos com g arantia de retorno | 9.616.370 | - | - | - |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | (49.216.240) | 11.344.617 | 16.582.629 | (88.903) |
| Transferencias para reservas | - | - | - | (12.209.875) |
| Alterações de justo valor | (129.24 4.945) | 30.044 .307 | - | - |
| Valias não realizadas de activos com g arantia de retorno | 14 .729.196 | - | - | - |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2010 | (163.731.989) | 41.388.924 | 16.582.629 | (12.298.778) |
A rubrica de valias não realizadas de activos com garantia de retorno corresponde a valias não realizadas relativas a títulos associados a contratos de seguro e de investimento para os quais, no âmbito dos acordos de distribuição e gestão operacional existentes com o Banco Espírito Santo, S.A, existe uma garantia de retorno sobre estes activos.
As reservas de reavaliação explicam-se, em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, como segue:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Custos amortizados dos activos financeiros disponiveis para venda | (3.595.188.159) | (3.346.177.877) |
| Imparidade acumulada reconhecida | 69.336.359 | 67.257.752 |
| Custo amortizado dos activos fianceiros disponiveis para venda | (3.525.851.800) | (3.278.920.125) |
| Justo valor dos activos financeiros disponiveis para venda | 3.346.223.290 | 3.228.536.560 |
| Ganhos potenciais na carteira de activos financeiros disponiveis para venda | (179.628.510) | (50.383.565) |
| Valias não realizadas de activos com garantia de retorno | 15.896.521 | 1.167.325 |
| Ganhos potenciais reconhecidos na reserva de justo valor | (163.731.989) | (49.216.240) |
| Saldo em 31 de Dezembro | (163.731.989) | (49.216.240) |
NOTA 41- TRANSACÇÕES COM PARTES RELACIONADAS
Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, o montante global dos activos e passivos do Grupo BES-Vida que se referem a operações realizadas com empresas associadas e relacionadas, resume-se como segue:
| 31-12-2010 | 31-12-2009 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ACTIVO | PASSIVO | CUSTOS | PROVEITOS | ACTIVO | PASSIVO | CUSTOS | PROVEITOS | |
| Banco Espirito Santo, S.A. Activos financeiros |
1 160 088 1 160 088 |
74 775 30 794 |
45 746 - |
131 623 130 959 |
1 374 346 1 374 346 |
43 427 - |
63 055 - |
45 166 44 4 60 |
| Imóveis | - | - | - | 658 | - | - | - | 639 |
| Comissões | - | 43 981 | 45 746 | 6 | - | 43 427 | 63 055 | 67 |
| Companhia de Seg uros Tranquilidade, S.A. | 16 | 385 | 215 | 339 | 13 | 311 | 232 | 475 |
| Prestação de serviços | 16 | 385 | 215 | 339 | 13 | 311 | 232 | 4 75 |
| T-Vida, Companhia de Seg uros, S.A. | 1 674 | 62 150 | 962 | 981 | 1 684 | 1 591 | 944 | 720 |
| Prestação de serviços Resseg uro |
1 674 - |
- 62 150 |
- - |
981 - |
1 684 - |
- - |
- - |
720 - |
| Encargos de Gestão | - | - | 962 | - | - | 1 591 | 944 | - |
| ESAF - Fundo de Pensões, S.G.F.P., S.A. | - | - | - | - | - | - | 44 | - |
| Comissões | - | - | - | - | - | - | 44 | - |
| ESAF - Gestão de Património, S.A. | - | 879 | 4 554 | - | - | 375 | 2 811 | - |
| Comissões | - | 879 | 4 554 | - | - | 375 | 2 811 | - |
| ESEGUR, S. A. | - | - | 30 | - | - | - | 82 | - |
| Prestação de serviços | - | - | 30 | - | - | - | 82 | - |
| ES Contact Center, S.A. | - | - | 8 9 | - | - | - | 106 | - |
| Prestação de serviços | - | - | 89 | - | - | - | 106 | - |
| CREDIBOM, S.A. | - | - | - | - | - | - | - | 50 |
| Comissões | - | - | - | - | - | - | - | 50 |
| Multipessoal, S.A. | - | - | 93 | - | - | - | 90 | - |
| Prestação de serviços | - | - | 93 | - | - | - | 90 | - |
| ES GEST, S.A. | - | - | 215 | - | - | - | 175 | - |
| Prestação de serviços | - | - | 215 | - | - | - | 175 | - |
| Banco Electrónico de Serviço Total, S.A. | 1 808 | 1 | 19 | - | 1 209 | 8 | 15 | - |
| Activos financeiros Comissões |
1 808 - |
- 1 |
- 19 |
- - |
1 209 - |
- 8 |
- 15 |
- - |
| PREDICA Resseg uro |
- - |
403 403 |
- - |
- - |
- - |
488 488 |
- - |
- - |
| CREDIT AGRICOLE RE | - | 207 | - | - | 170 | - | - | - |
| Resseg uro | - | 207 | - | - | 170 | - | - | - |
| CREDIT AGRICOLE SA | 152 315 | - | - | 8 301 | 165 038 | - | - | 5 8 33 |
| Activos financeiros | 152 315 | - | - | 8 301 | 165 038 | - | - | 5 833 |
| CALYON Activos financeiros |
18 988 18 988 |
- - |
- - |
804 804 |
10 573 10 573 |
- - |
- - |
259 259 |
| BES, Companhia de Seg uros, S.A. Activos financeiros |
5 - |
10 031 10 031 |
331 331 |
368 - |
45 - |
10 028 10 028 |
423 423 |
355 - |
| Seguros vida | 5 | - | - | 9 | - | - | - | - |
| Imóveis | - | - | - | 359 | 45 | - | - | 355 |
| BES Açores | 245 | 124 | 2 644 | - | 284 | 174 | 229 | - |
| Activos financeiros | 245 | - | - | - | 284 | - | - | - |
| Comissões | - | 124 | 2 64 4 | - | - | 174 | 229 | - |
| BESSA | 3 794 | - | - | - | 3 621 | - | - | - |
| Activos financeiros | 3 794 | - | - | - | 3 621 | - | - | - |
| Esumédica, S.A. Prestação de serviços |
- - |
- - |
372 372 |
112 112 |
- - |
- - |
406 406 |
- - |
| 1 338 933 | 148 955 | 55 270 | 142 528 | 1 556 983 | 56 401 | 68 612 | 52 857 | |
É convicção da Administração que todas as operações realizadas com empresas associadas e relacionadas foram efectuadas a preços de mercado, idênticos aos preços praticados em transacções semelhantes com outras entidades.
Durante os exercícios de 31 de Dezembro de 2010 e 2009, não se registaram quaisquer transacções adicionais com partes relacionadas entre o Grupo e os seus accionistas.
NOTA 42- GESTÃO DOS RISCOS DE ACTIVIDADE
Em termos da gestão de riscos da actividade, é apresentada a seguinte informação do Grupo:
No ano de 2007, dando não só resposta à Norma do ISP (Norma 14/2005 R), mas também às exigências do Grupo em que se insere, foi constituído um departamento, a Direcção de Gestão de Risco, Compliance e Controlo, cujas incumbências reportam às três seguintes áreas de actuação: Gestão de Risco, Compliance e Controlo Interno.
Compliance
Compete à Direcção no âmbito do compliance, garantir a prevenção e controlo de riscos de não conformidade com as leis, regulamentos, normas profissionais e deontológicas aplicáveis às actividade de seguros, realizando para tal um conjunto de tarefas:
- Estabelecimento de normas, políticas e procedimentos, de acordo com a legislação em vigor e com os requisitos internos definidos pela Comissão Executiva;
- Documentação das normas, políticas e procedimentos aprovados;
- Garantir a conformidade dos novos produtos com a legislação em vigor, bem como a transparência da divulgação dos documentos para o cliente, e dos matérias de comunicação (através do Comité Novos Produtos e Actividades).
- Pesquisa e controlo periódicos de legislação aplicável às actividades do Grupo no que se refere a Compliance e Controlo, nomeadamente legislação geral e legislação emanada pelos reguladores;
- Analisar os impactos decorrentes da legislação e propor as acções a desempenhar pelas Companhias, por forma a que os requisitos definidos sejam transpostos para a Organização;
- Gerir um código de conduta dos colaboradores do Grupo, documentar o mesmo;
- Assegurar acções de formação aos colaboradores respeitantes a normas profissionais e deontológicas, normas internas e informação imediata às áreas das Companhias, em caso de alteração das disposições legislativas e regulamentares ou normas internas aplicáveis ao seu domínio;
- Identificação e documentação dos riscos de não conformidade pelas regras estabelecidas;
- Segurança Financeira: prevenção do branqueamento de capitais, luta contra o terrorismo financeiro e luta contra a fraude interna e externa;
Controlo Interno
Compete à Direcção no âmbito do controlo interno, de forma resumida as seguintes tarefas:
- Identificação, com a Comissão Executiva, com as Direcções/ Unidades de negócio dos processos relevantes, actividades, controlos e riscos inerentes associados;
- Documentação dos processos significativos onde se incluem os objectivos, as principais actividades, riscos e controlos associados;
- Documentar e gerir os manuais de controlo interno em vigor para as Companhias e acomodar as recomendações da Auditoria Interna e Gestão de Riscos na revisão do documento;
- Avaliação do desenho dos controlos e identificação das oportunidades de melhoria associadas. Estas melhorias podem consubstanciar o reforço de controlos existentes ou a implementação de novos controlos;
- Realização de testes de efectividade sobre os controlos identificados, análise das deficiências existentes e elaboração de um plano de correcções.
Gestão de Risco
O ano de 2010 constituiu mais um ano de preparação para o novo regime de solvência (Solvência II), processo que tem vindo a ser preparado de forma gradual, conhecendo durante o corrente ano um forte desenvolvimento, e que se espera semelhante durante o próximo ano.
Assim a gestão dos riscos, pelo papel que têm vindo a desempenhar no apoio activo à gestão, apresentam-se como um dos principais eixos estratégicos de suporte ao desenvolvimento sustentado das empresas do sector financeiro em Portugal, e em particular às seguradoras sobretudo com as novas regras no âmbito da implementação do Solvencia II, que obrigarão a uma análise exaustiva e pormenorizada dos riscos a que as companhias se encontram sujeitas com impactos directos no montante de capital necessário para fazer face a esses mesmos riscos.
À Direcção de Gestão de Risco, Compliance e Controlo, no que se refere à função de risco, é garantida a sua independência para o exercício das suas funções, reportando funcionalmente ao Presidente da Comissão Executiva, constituindo-se este como um dos elementos difusores e impulsionadores da cultura de gestão de risco na BES-Vida, bem como ao Grupo Credit Agricole em termos hierárquicos, baseando o seu trabalho na sua estrutura e processos em vigor.
O desenvolvimento e a implementação da função de gestão de riscos visa assegurar um equilíbrio entre risco e retorno, e desta forma transmitir às partes que se relacionam com o Grupo (Clientes, Canais de Distribuição, Accionistas, Reguladores e outros agentes) uma perspectiva de exigência e confiança.
Em paralelo com a Direcção de Gestão de Risco, foi implementado o Comité de Risco e Controlo, composto pela Comissão Executiva e pelos Directores de topo da organização (consoante o tema em discussão). Este comité deverá reunir-se de forma periódica. Encontrando-se acometidas a este comité as funções de promoção da politica de risco, limites e orientações, bem como de contribuir para a edificação de uma cultura de risco forte, embebida em todos os processos do Grupo.
A política de riscos em vigor é transversal a todo o Grupo, e constam dela os princípios basilares, bem como as responsabilidades dos vários intervenientes no processo de gestão de risco da BES Vida.
Constituindo como principais objectivos da gestão de risco, os que se seguem:
- Identificação, quantificação e controlo dos diferentes tipos de risco assumidos, adoptando progressivamente princípios e metodologias uniformes e coerentes em todas as unidades do Grupo;
- Gestão pró-activa de controlos e processos que permitam antecipar potenciais situações de risco
- Utilização de ferramentas de gestão de risco apropriadas (incluindo indicadores de risco, bases de dados de perdas, risk register e testes de stress e cenários), suporte à gestão do risco, nomeadamente ao reporte, tomada de decisões e avaliação de capital;
- Colaborar na definição das políticas de investimentos, subscrição, tarifação e resseguro;
- Promover a gestão do risco por todos os colaboradores, aos diferentes níveis, em linha com as funções e responsabilidades definidas na política de gestão de risco;
- Conformidade com a legislação em vigor para o sector, requisitos regulamentares, standards e código de conduta;
- Reporte periódico, pelas diferentes Direcções/ Unidades da estrutura organizativa, com o objectivo de garantir de que o Grupo efectua a gestão dos principais riscos que afectam o seu negócio.
Risco de crédito
O Risco de Crédito resulta da possibilidade de ocorrência de perdas financeiras decorrentes do incumprimento do cliente ou contraparte relativamente às obrigações contratuais. O risco de crédito está essencialmente presente na carteira de investimentos e em produtos derivados – swaps, forwards e opções (risco de contraparte).
É efectuada uma gestão permanente das carteiras de títulos e de produtos derivados que privilegia a interacção entre as várias equipas envolvidas na gestão de risco: Direcção de Risco, de Investimentos, Técnica, Comité Financeiro e gestores dos activos financeiros. Esta abordagem é complementada pela introdução de melhorias contínuas tanto no plano das metodologias e ferramentas de avaliação e controlo dos riscos, como ao nível dos procedimentos e circuitos de decisão.
Um dos objectivos da política financeira do Grupo é a mitigação do risco de crédito incentivada através de medidas de diversificação da carteira de investimentos por sector, mercado, Pais. A Política Financeira é aprovada pelo Conselho de Administração, encontrando-se aprovados um conjunto de limites, como por emitentes, rating, alocação de activos, os quais são monitorizados regularmente em Comité Financeiro.
Relativamente ao risco de crédito, em termos de qualidade creditícia (rating) a 31 de Dezembro de 2010 e 2009, é analisado como segue:
| 2010 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| AAA | AA | A | BBB | HY | Not Rated | Total | |
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem | - | - | 44.934. 747 | - | - | - | 4 4.934. 747 |
| Activos financeiros detidos para negociação | - | 9.730. 382 | 22.567. 074 | 586. 641 | 108. 779 | (3 800 825) | 29.192. 051 |
| A Justo Valor Através de Ganhos e Perdas (FVO) | 33.700. 754 | 94.266. 399 | 261.996. 021 | 588.867. 179 | 561.757. 215 | 165.148. 410 | 1.705.735. 979 |
| Activos Financeiros Disponíveis para Venda (AFS) | 709.954. 947 | 454.971. 693 | 1.207.500. 328 | 488.451. 782 | 194.864 . 246 | 14 .898. 818 | 3.070.64 1. 814 |
| Empréstimos Concedidos e Contas a Receber | - | - | - | 179.247. 273 | - | 12.095. 518 | 191.342. 791 |
| Depósitos em Instituições de Crédito | - | - | 145.862. 676 | 57.186. 313 | - | - | 203.048. 989 |
| Activos por operações de Resseguro | - | - | 4.596. 034 | - | - | - | 4.596. 034 |
| Outros activos financeiros e não financeiros | - | - | - | 16.488. 265 | - | 8.235. 392 | 24.723. 657 |
| Total | 743.655.701 | 558.9 68.475 | 1.687.456.881 | 1.330.8 27.453 | 75 6.730.241 | 196.577.313 | 5.274.216.062 |
| AAA | AA | A | 2009 BBB |
HY | Not Rated | Total | |
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem | - | - | 202.34 7. 033 | - | - | - | 202.347. 033 |
| Activos financeiros detidos para negociação | - | 8.938. 383 | 50.252. 734 | - | - | - | 59.191. 117 |
| A Justo Valor Através de Ganhos e Perdas (FVO) | 71.291. 779 | 142.582. 874 | 1.693.495. 501 | 762.576. 999 | 169.683. 720 | 240.421. 298 | 3.080.052. 171 |
| Activos Financeiros Disponíveis para Venda (AFS) | 722.400. 193 | 407.426. 608 | 1.326.319. 726 | 527.979. 595 | 15.106. 119 | 14.880. 481 | 3.014.112. 722 |
| Empréstimos Concedidos e Contas a Receber | - | - | 135.376. 684 | - | - | 7.330. 830 | 14 2.707. 514 |
| Depósitos em Instituições de Crédito | - | - | 11.473. 270 | 151 | - | - | 11.473. 421 |
| Activos por operações de Resseguro | - | - | 4.573. 448 | - | - | 747. 099 | 5.320. 547 |
| Outros activos financeiros e não financeiros | - | - | 1.167. 326 | - | - | 13.933. 4 73 | 15.100. 799 |
A diversificação dos activos financeiros por sectores de actividade, é um dos objectivos da política financeira, por forma a mitigar a concentração do risco de crédito. Para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, encontra-se apresentada conforme segue:
| 2010 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Activos financeiros detidos |
A Justo Valor Através de Ganhos e Perdas (FVO) |
Activos Financeiros Disponíveis para Venda (AFS) |
||||
| para negociação | B ruto | Imparidades | ||||
| AB S | - | 67.199. 104 | 25.462. 676 | - | 92.661. 781 | |
| Consumíveis supérfluos | - | 59.176. 894 | 64.066. 073 | - | 123.242. 967 | |
| Consumíveis domésticos | - | 8.048. 300 | 54.652. 919 | - | 62.701. 219 | |
| Dívida Pública e Supranacional | 108. 779 | 26.434. 498 | 1.170.720. 888 | - | 1.197.264. 165 | |
| Energia | - | 6.715. 694 | 49.612. 092 | - | 56.327. 786 | |
| Financeiro | 29.083. 272 | 1.766.213. 820 | 1.446.882. 621 | (68. 557.610) | 3.173.622. 104 | |
| Fundos de Investimento | - | 1.713.662. 780 | 115.702. 101 | - | 1.829.364. 881 | |
| Cuidados de Saúde | - | 17.359. 564 | 56.462. 616 | - | 73.822. 180 | |
| Indústria | - | 8.466. 904 | 108.934. 079 | - | 117.400. 983 | |
| Tecnológico | - | 4.202. 526 | 14.775. 092 | - | 18.977. 618 | |
| Matérias-Primas | - | 20.024. 803 | 56.338. 086 | - | 76.362. 889 | |
| Telecomunicações | - | 20.348. 269 | 55.576. 071 | ( 754.070) | 75.170. 270 | |
| Serviços sujeitos a regulação | - | 4.667. 194 | 193.892. 610 | - | 198.559. 803 | |
| Outros | - | 276.337. 377 | 64.346. 391 | ( 24.679) | 340.659. 089 | |
| 29.192. 051 | 3.998.857. 728 | 3.477.424. 315 | (69. 336.359) | 7.436.137. 735 | ||
| Activos financeiros detidos |
A Justo Valor Através de Ganhos e Perdas (FVO) |
Activos Financeiros Disponíveis para Venda (AFS) |
|||
|---|---|---|---|---|---|
| para negociação | B ruto | Imparidades | |||
| AB S | - | 75.447. 722 | 34.327. 286 | - | 109.775. 009 |
| Consumíveis supérfluos | - | 94.664. 766 | 48.404. 032 | - | 143.068. 798 |
| Dívida Pública e Supranacional | 48. 951 | 88.052. 436 | 1.062.718. 124 | - | 1.150.819. 511 |
| Energia | - | 12.207. 169 | 45.637. 633 | ( 764.864) | 57.079. 938 |
| Financeiro | 59.142. 166 | 2.419.909. 153 | 1.452.428. 449 | (63. 689.920) | 3.867.789. 849 |
| Fundos de Investimento | - | 1.532.304. 999 | 111.647. 538 | - | 1.643.952. 537 |
| Cuidados de Saúde | - | 22.730. 009 | 43.489. 559 | - | 66.219. 568 |
| Indústria | - | 21.394. 282 | 66.768. 764 | - | 88.163. 046 |
| Tecnológico | - | 3.238. 397 | 13.907. 795 | - | 17.146. 191 |
| Matérias-Primas | - | 22.590. 188 | 42.667. 654 | - | 65.257. 842 |
| Telecomunicações | - | 82.045. 566 | 86.542. 140 | ( 669.106) | 167.918. 600 |
| Serviços sujeitos a regulação | - | 54.684. 673 | 140.488. 571 | - | 195.173. 244 |
| Outros | - | 268.997. 693 | 101.330. 898 | ( 25.732) | 370.302. 859 |
| 59.191. 117 | 4.766.847. 111 | 3.347.639. 136 | (67. 307.756) | 8.106.369. 608 |
2009
A exposição à divida publica por País é analisada como se segue:
| Descrição | País emissor | Valor de Balanço |
|---|---|---|
| BUNDESOBLIGATION 3.5% 2006 - 14/10/2011 | Alemanha | 102. 988 |
| DBR 2.50% - 2010 / 04-01-2021 | Alemanha | 3.857. 989 |
| DBR 4.25% /2008 - 04/07/2018 | Alemanha | 225. 748 |
| DBR 4.75 % /2008 - 04/07/2040 | Alemanha | 505. 770 |
| DBR 4.75% /1998 - 04/07/2028 DBR 5.5 % /2000 - 04/01/2031 |
Alemanha Alemanha |
238. 015 5.459. 754 |
| BKO 1.25% /2009 - 16/09/2011 | Alemanha | 30.245. 404 |
| DBR 2.25% - 2010 / 04-09-2020 | Alemanha | 4.775. 243 |
| DBR 2.50% - 2010 / 04-01-2021 | Alemanha | 5.786. 984 |
| DBR 3% /2010 - 04/07/2020 | Alemanha | 10.264. 370 |
| DBR 3.5% /2009 - 04/07/2019 | Alemanha | 2.138. 421 |
| DBR 3.75% /2008 - 04/01/2019 | Alemanha | 25.702. 034 |
| DBR 5.5 % /2000 - 04/01/2031 OBL 3.5% /2008 - 12/04/2013 |
Alemanha Alemanha |
19.974. 709 3.467. 901 |
| OBL 4.0% /2008 - 11/10/2013 | Alemanha | 6.430. 273 |
| DBR 1.5% Inflação 2006 - 15/04/2016 | Alemanha | 58.290. 936 |
| REP. ARGENTINA 1.2% /2003 - 31/12/2038 | Argentina | 318. 179 |
| AUSTRIA REP. 2005 / 28-07-2025 | Austria | 5.282. 315 |
| REPUBLIC OF AUSTRIA Var /2005 - 15/06/2015 | Austria | 2.917. 470 |
| DENMARK KINGDOM 1.75% /2010 - 05/10/2015 | Dinamarca | 3.199. 954 |
| SLOVAKIA 4.35% - 2010 / 14-10-2025 SPANISH GOV 4.9% 2007 - 30/07/2040 |
Eslovaquia Espanha |
4.727. 729 349. 510 |
| SPGB c/z - 98 / 01-2029 | Espanha | 9.435. 253 |
| FINNISH GOVT 3.375% /2010 - 15/04/2020 | Finlândia | 7.831. 988 |
| FRTR 4% /2004 - 25/04/2055 | França | 417. 539 |
| BTNS 4.5% /2008 - 12/07/2013 | França | 11.013. 555 |
| FRTR 3% /2004 - 25/10/2015 | França | 52.125. 342 |
| FRTR 4.25% /2007 - 25/10/2017 | França | 20.363. 900 |
| FRTR 4.25% /2007 - 25/10/2018 FRTR 5% /2000 - 25/10/2016 |
França França |
21.375. 927 34.344. 842 |
| FRTR 5.75% /2000 - 25/10/2032 | França | 12.955. 048 |
| FRTR 1% + Inflação - 2005/ 25-07-2017 | França | 41.761. 563 |
| GGB 5.3% /2009 - 20/03/2026 | Grécia | 185. 859 |
| REP. GREECE 4.6 % / 2003 - 20/05/2013 | Grécia | 208. 552 |
| GGB 3.7% /2005 - 20/07/2015 | Grécia | 5.069. 060 |
| GGB 4.0% /2008 - 20/08/2013 | Grécia | 19.209. 008 |
| GGB 4.3% /2009 - 20/03/2012 GGB 4.5% /2004 - 20/05/2014 |
Grécia Grécia |
8.657. 597 37.128. 677 |
| GGB 4.6% /2008 - 20/07/2018 | Grécia | 13.593. 014 |
| GGB 5.3% /2009 - 20/03/2026 | Grécia | 4.956. 230 |
| GGB 5.5% /2009 - 20/08/2014 | Grécia | 7.260. 476 |
| GGB 6.0% /2009 - 19/07/2019 | Grécia | 7.685. 143 |
| GGB 6.1% /2010 - 20/08/2015 | Grécia | 5.356. 513 |
| REP. GREECE 4.6 % / 2003 - 20/05/2013 NETHERLANDS GOVT 2.75% /2009 - 15/01/2015 |
Grécia Holanda |
9.176. 268 19.197. 358 |
| NETHERLANDS GOVT 3.25% /2005 - 15/07/2015 | Holanda | 10.730. 979 |
| NETHERLANDS GOVT 3.5% /2010 - 15/07/2020 | Holanda | 10.451. 555 |
| NETHERLANDS GOVT 3.75% /2006 - 15/01/2023 | Holanda | 10.758. 089 |
| IRISH GOVT 5.9% /2009 - 18/10/2019 | Irlanda | 327. 885 |
| IRISH GOVT 4% / 2009 - 15/01/2014 | Irlanda | 944. 956 |
| IRISH GOVT 4.5 % /2007 - 18/10/2018 | Irlanda | 10.799. 926 |
| IRISH GOVT 4.6% /1999 - 18/04/2016 IRISH GOVT 5.0% /2002 - 18/04/2013 |
Irlanda Irlanda |
8.754. 890 27.355. 776 |
| IRISH GOVT 5.0% /2010 - 18/10/2020 | Irlanda | 7.428. 370 |
| BTPS 3% /2010 - 15/06/2015 | Italia | 4.854. 575 |
| BTPS 3.75% /2006 - 01/08/2021 | Italia | 20.151. 228 |
| BTPS 4% /2010 - 01/09/2020 | Italia | 9.604. 103 |
| BTPS 4.25% /2009 - 01/03/2020 | Italia | 2.457. 723 |
| BTPS 4.25% /2009 - 01/09/2019 | Italia | 14.853. 586 |
| BTPS 4.5 % /2007 - 01/02/2018 BTPS 6.5% /1997 - 01/11/2027 |
Italia Italia |
9.294. 710 44.841. 612 |
| BTPS 2.1% + Inflação - 2010 / 15-09-2021 | Italia | 18.762. 276 |
| LUXEMBOURG GOVT 3.375% /2010 - 18/05/2020 | Luxemburgo | 8.198. 878 |
| BILHETES DO TESOURO c/z - 2010 / 21-10-2011 | Portugal | 15.383. 200 |
| PGB 3.2% /2005 - 15/04/2011 | Portugal | 30.469. 336 |
| PGB 3.35% /2005 - 15/10/2015 | Portugal | 24.412. 512 |
| PGB 3.6% /2009 - 15/10/2014 | Portugal | 23.582. 363 |
| PGB 4.1% /2006 - 15/04/2037 PGB 4.35 % /2007 - 16/10/2017 |
Portugal Portugal |
8.928. 051 8.991. 192 |
| PGB 4.375% /2003 - 16/06/2014 | Portugal | 6.949. 480 |
| PGB 4.75% /2009 - 14/06/2019 | Portugal | 19.883. 103 |
| PGB 4.8% /2010 - 15/06/2020 | Portugal | 12.505. 778 |
| PGB 5% /2002 - 15/06/2012 | Portugal | 5.137. 301 |
| PGB 5.45% /1998 - 23/09/2013 | Portugal | 99.709. 423 |
| PORTUGAL Float - 2009 / 28-08-2012 | Portugal | 2.121. 039 |
Risco de taxa de juro
As operações do Grupo encontram-se sujeitas ao risco de flutuações nas taxas de juro na medida em que os activos geradores de juros (incluindo os investimentos) e os passivos geradores de juros apresentam maturidades desfasadas no tempo ou de diferentes montantes. As actividades de gestão do risco têm como objectivo a optimização da margem financeira, tendo em consideração os níveis das taxas de juro do mercado e a sua consistência com os objectivos estratégicos do Grupo.
A gestão do risco da taxa de juro está definida na Política Financeira, aprovada pelo Conselho de Administração, sendo monitorizadas regularmente ao nível do Comité Financeiro.
Risco de mercado
O Risco de Mercado representa genericamente a eventual perda resultante de uma alteração adversa do valor de um instrumento financeiro como consequência da variação de taxas de juro, taxas de câmbio e preços de acções.
A gestão de risco de mercado é monitorizada pelo Comité Financeiro. Este órgão é responsável pela emissão de recomendações políticas de afectação e estruturação do balanço bem como pelo controlo da exposição aos riscos de taxa de juro, de taxa de câmbio e de liquidez. As recomendações emitidas devem ser aprovadas pela Comissão Executiva.
Ao nível do risco de mercado, o Grupo continua a desenvolver elementos para análise e mensuração deste risco, sendo que um dos elementos em desenvolvimento de mensuração de riscos consiste na estimação das perdas potenciais sob condições adversas de mercado, para o qual a metodologia Value at Risk (VaR) é utilizada, com recurso à simulação estocástica, com um intervalo de confiança de 99,5% e um período 1 ano (como é aconselhado pelas regras da Solvência II). Estão também em desenvolvimento e em fase de aperfeiçoamento de estudos de ALM que pretendem avaliar a adequação de activos e passivos.
São também realizados exercícios de back-testing que consistem na comparação entre os valores previstas no modelo e os valores efectivos. Estes exercícios permitem aferir a aderência do modelo à realidade e assim melhorar as capacidades preditivas do mesmo.
De acordo com o IFRS 7, os activos financeiros detidos podem estar valorizados ao justo valor de acordo com um dos seguintes níveis:
Nível 1 – quando são valorizados de acordo com cotações disponíveis em mercados activos;
Nível 2 – quando são valorizados com modelos de avaliação, suportados por variáveis de mercado observáveis;
Nível 3 – quando são valorizados com modelos de avaliação, cujas variáveis não são passíveis de ser suportadas por evidência de mercado, tendo estas um peso significativo na valorização obtida.
| 2010 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Nível 1 | Nível 2 | Nível 3 | Total | |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.002.423 | 27.478.033 | 711.595 | 29.192.051 |
| Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas |
1.342.232.666 | 2.433.786.960 | 222.838.102 | 3.998.857.728 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 3.065.276.537 | 320.732.881 | 22.078.538 | 3.408.087.956 |
| 2009 | ||||
| Nível 1 | Nível 2 | Nível 3 | Total | |
| Activos financeiros detidos para negociação | 526.840 | 57.705.098 | 959.179 | 59.191.117 |
| Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas |
2.978.717.278 | 1.767.596.220 | 20.533.613 | 4.766.847.111 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 3.018.742.295 | (94.316.066) | 355.905.156 | 3.280.331.385 |
A reconciliação do activos de Nível 3 é como segue:
| Activos financeiros detidos para negociação |
Activos financeiros disponíveis para venda |
Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de g anhos e perdas |
Total | |
|---|---|---|---|---|
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 959.179 | - | 20.070.972 | 21.030.151 |
| Valias Realizadas | - | (42.210) | 240.547 | 198.337 |
| Valias Potenciais | (247.584) | (515.673) | (9.583.337) | (10.346.594) |
| Compras | - | 600.000 | 36.542.068 | 37.142.068 |
| Vendas | - | (8.096.220) | (36.378.174) | (44.474.394) |
| Amortizações | - | - | (1.000.000) | (1.000.000) |
| Transferencias de nivel 1 e 2 | - | 30.132.641 | 214.068.109 | 244.200.750 |
| Transferencias para nivel 1 e 2 | - | - | (1.122.082) | (1.122.082) |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2010 | 711.595 | 22.078.538 | 222.838.103 | 245.628.236 |
O Quadro abaixo indica as transferências de activos do Nível 1 para o Nível 2. Não existem transferências de activos do Nível 2 para o Nível 1.
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Activos disponíveis para venda | 78.730.511 | - |
| Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas |
1.310.399.068 | - |
| 1.389.129.578 | - |
No quadro seguinte apresentam-se as análises de sensibilidade relativas ao impacto líquido de imposto nas reservas e em Ganhos e Perdas das variações da taxa de juro sem risco e do valor de mercado das acções.
| 2010 Resultado Liquido |
Reserva liquida de imposto |
|
|---|---|---|
| Crescimento de 100pb na taxa de juro sem riscos | 1.500. 568 | (102. 415.863) |
| Decréscimo de 100pb na taxa de juro sem riscos | (1. 413.102) | 106.423. 311 |
| Desvalorização de 10% no valor de mercado das acções | - | (23. 484.238) |
| Valorização de 10% no valor de mercado das acções | - | 23.484. 238 |
| 2009 Resultado Liquido |
Reserva liquida de imposto |
|
| Crescimento de 100pb na taxa de juro sem riscos | ( 723.076) | (79. 551.554) |
| Decréscimo de 100pb na taxa de juro sem riscos | 1.266. 290 | 85.927. 319 |
| Desvalorização de 10% no valor de mercado das acções | - | (16. 658.190) |
| Valorização de 10% no valor de mercado das acções | - | 16.658. 190 |
Risco cambial
Os activos e passivos encontram-se denominados em determinada moeda, sendo este risco resultado das variações dessas denominações face a possíveis alterações da taxa de câmbio para a moeda de referência.
O Grupo procede de forma significativa à cobertura das exposições acima apresentadas de moedas não euro para euro através de instrumentos derivados como Forwards ou futuros cambiais, pelo que este risco não foi considerado na análise de sensibilidade.
Relativamente ao risco cambial, a repartição dos activos e dos passivos, a 31 de Dezembro de 2010 e 2009, por moeda, é analisado como segue:
| 2010 | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| EUR | USD | BRL | CHF | DKK | GBP | JPY | NOK | SEK | Total Geral | |
| Activo | ||||||||||
| Caixa e seus equivalente s e depósitos à ordem | 44.88 2. 341 | - | - | - | - | - | - | - | - | 44.882. 341 |
| Activos financeiros de tidos para negociação | (48. 890.356) | (1. 216.62 9) | 80.688 . 984 | ( 228.665) | - | ( 790.809) | ( 122 .38 2) | ( 93 6) | ( 247.156) | 29.192 . 051 |
| A Justo Valor Através de Ganhos e Pe rdas (FVO) | 3.414.082 . 048 | 564.952. 527 | - | 225. 47 4 | - | 5.203. 983 | 13.989. 876 | - | 403. 820 | 3.998.857. 728 |
| Activos Financeiros Disponíveis para Venda (AFS) | 3 .2 98.803. 359 | 66.888. 231 | - | 3.652. 713 | - | 32.371. 909 | - | - | 6.3 71. 7 45 | 3.408.087. 956 |
| Empréstimos Concedidos e Contas a Receber | 183.139. 988 | 8.202. 803 | - | - | - | - | - | - | - | 191.3 42 . 791 |
| Depósitos em Instituições de Cré dito | 200.777 . 843 | 2.116. 3 41 | 149 | 4. 554 | - | 188. 660 | - | 9. 467 | 4. 382 | 203 .101. 395 |
| Outros activos financeiros e não financeiros | 195.390. 347 | - | - | - | - | - | - | - | - | 195.390. 3 47 |
| Total do Activo | 7.288.185.569 | 640.943.273 | 80.689.133 | 3.654.076 | - | 36 973 742 | 13 867 494 | 8.531 | 6.532.791 | 8.070.854.609 |
| Passivo | ||||||||||
| Outros passivos finance iros e não financeiros | (7.917. 856.404) | - | - | - | - | - | - | - | - | (7.917. 856.404) |
| Total do Passivo | (7.917. 856.404) | - | - | - | - | - | - | - | - | (7.917. 856.404) |
| Exposição Líquida | (629.670.835) | 640.943.273 | 80.689.133 | 3.654.076 | - | 36 973 742 | 13 867 494 | 8.531 | 6.532.791 | 152.998.205 |
| 2009 | ||||||||||
| EUR | USD | BRL | CHF | DKK | GBP | JPY | NOK | SEK | Total Geral | |
| Activo | ||||||||||
| Caixa e seus equivalente s e depósitos à ordem | 29.296. 116 | - | - | - | - | - | - | - | - | 29.296. 116 |
| Activos financeiros de tidos para negociação | 65.155. 262 | (5. 611.053) | - | ( 91.48 7) | ( 6.02 7) | ( 238 .297) | 28. 099 | ( 28.811) | ( 16.568) | 59.191. 117 |
| A Justo Valor Através de Ganhos e Pe rdas (FVO) | 4.499.289. 119 | 253.771. 502 | - | 135. 492 | 143. 506 | 4.476. 42 4 | 8.561. 130 | 214. 848 | 255. 090 | 4.766.847. 111 |
| Activos Financeiros Disponíveis para Venda (AFS) | 3 .193 .3 54. 246 | 35.524. 451 | - | 5.069. 907 | 2.758. 762 | 35.091. 233 | - | 3 .3 48 . 315 | 5.184. 471 | 3.280.331. 385 |
| Empréstimos Concedidos e Contas a Receber | 141.385. 204 | 1.322. 310 | - | - | - | - | - | - | - | 142.7 07. 514 |
| Depósitos em Instituições de Cré dito | 189.994. 723 | (5. 598 .517) | 151 | 32. 501 | 7. 258 | 7 6. 204 | 155 | 6. 905 | 4. 958 | 184.52 4. 338 |
| Outros activos financeiros e não financeiros | 155.975. 650 | - | - | - | - | - | - | - | - | 155.975. 650 |
| Total do Activo | 8.274.450.319 | 279.408.693 | 151 | 5.146.413 | 2 903 498 | 39 405 564 | 8 589 384 | 3.541.257 | 5.427.951 | 8.618.873.231 |
| Passivo | ||||||||||
| Outros passivos finance iros e não financeiros | (7.849. 119.108 ) | - | - | - | - | - | - | - | - | (7.849. 119.108) |
| Total do Passivo | (7.849. 119.108 ) | - | - | - | - | - | - | - | - | (7.849. 119.108) |
| Exposição Líquida | 425.331.211 | 279.408.693 | 151 | 5.146.413 | 2.903.498 | 39.405.564 | 8.589.384 | 3.541.257 | 5.427.951 | 769.754.123 |
Risco de liquidez
O Risco de Liquidez advém da incapacidade potencial de financiar o activo satisfazendo as responsabilidades exigidas nas datas devidas e da existência de potenciais dificuldades de liquidação de posições em carteira sem incorrer em perdas exageradas e inaceitáveis.
A gestão da liquidez tem como objectivo manter um nível satisfatório de disponibilidades para fazer face às suas necessidades financeiras no curto, médio e longo prazo. Para avaliar a exposição global a este tipo de risco são elaborados relatórios que permitem não só identificar os gap liquidity, como efectuar a cobertura dinâmica dos mesmos.
A maturidade dos activos e passivos é como segue:
| 2010 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Até um ano | De um a três anos |
De três a cinco anos |
De cinco a quinze anos |
Mais de quinze anos |
Sem maturidade |
Total | |
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem | 247.983. 736 | - | - | - | - | - | 247.983.736 |
| Activos financeiros detidos para negociação | (62. 041.123) | 19.323. 567 | ( 920.678) | (5. 805.738) | - | 78.636. 023 | 29.192.051 |
| A Justo Valor Através de Ganhos e Perdas (FVO) | 290.205. 638 | 594 .402. 376 | 422.266. 199 | 291.067. 212 | 160.4 02. 070 | 2.240.514. 233 | 3. 998.857.728 |
| Activos Financeiros Disponíveis para Venda (AFS) | 233.969. 481 | 561.266. 120 | 695.819. 890 | 1.373.393. 978 | 204.854 . 745 | 338.783. 742 | 3.408. 087.95 6 |
| Empréstimos Concedidos e Contas a Receber | 191.342. 791 | - | - | - | - | - | 191.342.791 |
| Activos por operações de Resseguro | 4.596. 034 | - | - | - | - | - | 4.59 6.034 |
| Outros devedores por operações de seguros e outras operações | 25.094. 950 | - | - | - | - | - | 25. 094.95 0 |
| Total de Activos | 931.151.507 | 1.174. 992.063 | 1.117.165.411 | 1.65 8.655.452 | 365. 256.815 | 2.657.933.998 | 7.905 .15 5.246 |
| Provisões técnicas | 298.471. 574 | 496.755. 174 | 269.311. 125 | 1.886.423. 629 | 81.723. 861 | - | 3.032.68 5.363 |
| Passivos financeiros | 299.622.633 | 1.047.737. 843 | 1.4 93.190. 425 | 1.623.195. 402 | 78.489. 148 | - | 4.5 42.235.451 |
| Passivos subordinados | - | - | - | 55.079. 74 7 | 45.052. 860 | - | 100.132.607 |
| Outros passivos | 108.686. 898 | - | - | - | - | - | 108.686.89 8 |
| Total de Passivos | 706.781.105 | 1. 544. 493. 017 | 1.762.5 01.550 | 3.564.698.778 | 205.265.869 | - | 7.783.740.319 |
| 2009 | |||||||
| Até um ano | De um a | De três a | De cinco a | Mais de | Sem |
| três anos | cinco anos | quinze anos | quinze anos | maturidade | Total | ||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem | 213.820. 454 | - | - | - | - | - | 213.820.454 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 16.060.411 | 20.702.076 | 4 1.884 .070 | ( 14 .948.092) | - | (4.507.348) | 5 9.191.117 |
| A Justo Valor Através de Ganhos e Perdas (FVO) | 380.824.035 | 511.998.759 | 1.397.427.285 | 519.155.205 | 14 5.549.874 | 1.811.891.953 | 4.766.847.111 |
| Activos Financeiros Disponíveis para Venda (AFS) | 238.103.996 | 619.194.684 | 555.498.377 | 1.182.504.496 | 327.205.4 26 | 357.824.406 | 3.280.331.38 5 |
| Empréstimos Concedidos e Contas a Receber | 14 2.707. 514 | - | - | - | - | - | 142.707.5 14 |
| Activos por operações de Resseguro | 5.320. 547 | - | - | - | - | - | 5.320.547 |
| Outros devedores por operações de seguros e outras operações | 15.516. 363 | - | - | - | - | - | 15 .516.363 |
| Total de Activos | 1.012.353.320 | 1.151.89 5.519 | 1.994.8 09.732 | 1.686.711.609 | 472.75 5.300 | 2.165.209 .011 | 8.483.734.491 |
| Provisões técnicas | 564.740. 710 | 593.825. 599 | 4 92.586. 941 | 783.024. 682 | 272.236. 487 | - | 2.706.414.419 |
| Passivos financeiros | 216.313. 825 | 645.243. 742 | 1.027.360. 654 | 2.813.696. 839 | 122.829. 053 | - | 4.825.444.113 |
| Passivos subordinados | - | - | - | 55.071. 382 | 45.04 8. 180 | 100.119.562 | |
| Outros passivos | 152.393. 696 | - | - | - | - | - | 152.393.69 6 |
| Total de Passivos | 933.448.231 | 1.239.069.341 | 1.5 19 .947.595 | 3.651.792. 903 | 440.113.720 | - | 7.784.371.79 0 |
Risco operacional
O Risco Operacional traduz-se, genericamente, na eventualidade de perdas originadas por falhas na prossecução de procedimentos internos, pelos comportamentos das pessoas ou dos sistemas informáticos, ou ainda, por eventos externos à organização. Quando os controlos falham, os riscos operacionais podem causar problemas reputacionais, legais, implicações com o regulador, e por vezes conduzir mesmo a perdas financeiras. O Grupo não espera poder eliminar todos os riscos operacionais, mas com base no trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, com a solidificação do sistema do sistema de controlo interno que visa assegurar a identificação, monitorização, controlo e mitigação deste risco, pensa ser possível controlar e monitorizar estes riscos potenciais.
A primeira responsabilidade pelo desenvolvimento e implementação dos controlos associados ao risco operacional está atribuída a cada responsável de Direcção. Esta responsabilidade é apoiada pela Direcção de Gestão de Risco, Compliance e Controlo, através do desenvolvimento de controlos e orientações por meio de normativos, procedimentos, regras no sistema informático e reportes com o objectivo de abarcar as seguintes áreas:
- segregação de funções, incluindo as autorizações e competências para transacções e pagamentos
- reconciliação e monitorização de transacções
- compliance com legislação emanada pelo regulador, leis, regulamentos e outras exigências legais
- documentação dos controlos e procedimentos
- reporte de perdas operacionais e proposta de planos de acção para mitigar perdas registadas
- desenvolvimento de planos de continuidade de negócio
- formação de colaboradores
- implementação do código de conduta
- processos de "assessment"
Este processo é acompanhado por missões periódicas levadas a cabo pela Direcção de Auditoria Interna. Os resultados do seu trabalho são discutidos com os responsáveis de cada Direcção e submetidos ao Comité de Controlo Interno, onde estão presentes a Comissão Executiva, e os responsáveis pela Direcção de Auditoria Interna, e da Direcção de Gestão de Risco, Compliance e Controlo e representantes do Grupo de cada uma destas áreas.
O Comité de Gestão de Risco e Controlo, o Comité de Controlo Interno e o Comité de Compliance implementados no Grupo, contribuem para a mitigação deste risco funcionando como facilitadores no processo de identificação, avaliação, quantificação de risco e monitorização de recomendações.
Informa-se que existe também no Grupo um Comité de Segurança cuja organização é da responsabilidade da Direcção de Gestão de Risco.
O objectivo definido para este Comité é o de assegurar que a segurança informática, de pessoas e bens e a continuidade de negócio são garantidas por recursos adequados e estão formalmente definidas e regulamentadas.
Com o objectivo de mitigar o risco de outsourcing, foi implementado no Grupo o Comité de Prestação de Serviços Externos Essenciais que tem por objectivo assegurar o cumprimento de todos os requisitos e formalidades respeitantes à celebração de contratos com entidades essenciais ao seu negócio.
Risco de reputação
Este risco pode ser definido como risco de o Grupo incorrer em perdas resultantes da deterioração ou posição no mercado devido a uma percepção negativa da sua imagem entre os clientes, contrapartes, accionista ou autoridades de supervisão, assim como do público em geral. Este risco pode ser considerado como um risco que resulta da ocorrência de outros riscos mais que um risco autónomo.
O Grupo tem plena consciência da importância da sua imagem no mercado, bem como do nome que lhe está associado, e a gestão deste risco tem sido efectuada de uma forma regular, que pode ser exemplificada com as medidas implementadas nos últimos anos, tais como:
- A implementação de um código de conduta, que regula um conjunto de comportamentos, entre os quais a comunicação com as entidades supervisoras, comunicação social, utilização de informação confidencia, entre outros aspectos,
- Existência de processos para o lançamento e aprovação de produtos, e respectiva documentação contratual e comercial;
- Constituição de uma função autónoma de gestão de reclamações;
- Nomeação de um provedor de clientes;
- Publicação de uma política de tratamento de clientes
- Avaliação regular do risco de reputação através dos processos de "assessment"
- Desenvolvimento dos planos de continuidade de negócio, em que a perda de reputação é um dos cenários de emergência previstos.
Risco estratégico
O risco estratégico pode ser definido como o risco do impacto actual e futuro nos proveitos ou capital que resulta de decisões de negócio inadequadas, implementação imprópria de decisões ou falta de capacidade de resposta às alterações ocorridas no mercado. Na gestão deste tipo de risco o Grupo define objectivos estratégicos de alto nível, aprovados e supervisionados ao nível dos seus órgãos da administração, existindo uma comunicação regular a todos os colaboradores do Grupo desses objectivos. As decisões estratégicas encontram-se devidamente suportadas, e são sempre avaliadas do ponto de vista de exigência de custos e capital necessários à sua prossecução.
Risco de seguro
O risco específico da actividade seguradora reflecte no momento da subscrição da apólice, não ser possível estimar com certeza o custo real efectivo dos sinistros futuros assim como o momento em que ocorrerão. Este risco pode ser decomposto em risco de longevidade, risco de mortalidade, risco de invalidez, risco de descontinuidade.
O Grupo gere o risco específico dos seguros através da combinação de políticas de subscrição (underwriting), de tarifação, de provisionamento e de resseguro.
A Direcção Técnica é responsável por avaliar e gerir o risco específico de seguros no contexto das políticas e directrizes definidas ao nível do Grupo, bem como envolver outros departamentos no que respeita às políticas de subscrição, pricing, provisionamento e resseguro dos produtos (Gestão de riscos, investimentos Marketing).
O Grupo apresenta os seguintes rácios combinados (sinistralidade e despesas):
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Custos por natureza imputados /Produção | 2% | 1% |
| Custos com sinistros e passivos financeiros (sem custos imputados) / Produção |
96% | 112% |
| Rácio Combinado | 99% | 113% |
O rácio combinado é representado pela soma do rácio de sinistralidade e o rácio de despesas.
Para este efeito, o rácio de sinistralidade resulta do quociente entre o montante dos custos com sinistros juntamente com os passivos financeiros e o total da produção (inclui prémios de seguro directo e entregas para contratos de investimento)
O rácio de despesas resulta do quociente entre os custos por natureza imputados ás funções e o total da produção.
Gestão do risco específico de Seguros
Subscrição
Existem normas escritas que estabelecem as regras a verificar na aceitação de riscos sendo que estas têm por base a análise efectuada a vários indicadores estatísticos da carteira de forma a permitir adequar o melhor possível o preço ao risco. A informação disponibilizada pelos Resseguradores da Companhia é igualmente tida em conta e as politicas de subscrição são definidas por segmento de negócio.
Tarifação
O Grupo tem como objectivo definir prémios suficientes e adequados que permitam fazer face a todos os compromissos assumidos sinistros a pagar, despesas e custo do capital.
Os produtos antes do seu lançamento são analisados e discutidos no Comité de Produtos onde se encontram representadas todas as direcções da empresa. Este comité tem por função analisar as vertentes técnicas e operacionais do produto a lançar formulando recomendações para o Presidente da Comissão Executiva e posterior aprovação, ou não, em sede de Comissão Executiva.
À priori, a adequabilidade da tarifa é testada através de técnicas de projecção realística de cash-flows e à posteriori, a rentabilidade de cada produto ou de um grupo de produtos, é monitorizada anualmente aquando do cálculo do Market Consistent Embedded Value.
Existem orientações e métricas definidas no Grupo que estabelecem as condições mínimas exigidas de rentabilidade para qualquer produto novo, assim como as análises de sensibilidade a efectuar. O cálculo do Market Consistent Embedded Value é realizado uma vez por ano pelo Grupo e revistos por consultores externos.
Provisionamento
Em termos gerais, a política de provisionamento do Grupo é de natureza prudencial e utiliza métodos atuarialmente reconhecidos cumprindo o normativo em vigor. O objectivo principal da política de provisionamento é constituir provisões adequadas e suficientes de forma a que o Grupo cumpra todas as suas responsabilidades futuras. Para cada linha de negócio, o Grupo constitui provisões no âmbito dos seus passivos para sinistros futuros nas apólices e segrega activos para representar estas provisões. A constituição de provisões obriga à elaboração de estimativas e ao recurso a pressupostos que podem afectar os valores reportados para os activos e passivos em exercícios futuros.
Tais estimativas e pressupostos são avaliados regularmente, nomeadamente através de análises estatísticas de dados históricos internos e/ou externos.
A adequação da estimativa das responsabilidades da actividade seguradora é revista anualmente. Se as provisões técnicas não forem suficientes para cobrir o valor actual dos cash-flows futuros esperados (sinistros, custos e comissões), esta insuficiência é imediatamente reconhecida através da criação de provisões adicionais.
Resseguro
O Grupo celebra tratados de resseguro para limitar a sua exposição ao risco. O resseguro pode ser feito apólice a apólice (resseguro facultativo), nomeadamente quando o nível de cobertura exigido pelo segurado excede os limites internos de subscrição, ou com base na carteira (resseguro por tratado), em que as exposições individuais dos segurados estão dentro dos limites internos, mas em que existe um risco inaceitável de acumulação de sinistros.
O principal objectivo do resseguro é mitigar grandes sinistros individuais em que os limites das indemnizações são elevados, bem como o impacto de múltiplos sinistros desencadeados por uma única ocorrência.
A exposição máxima ao risco por ocorrência após resseguro e franquias por linha de negócio é resumida como segue:
| Milhares de euros | ||
|---|---|---|
| Tipo de resseguro | ||
| Crédito Habitação | Excedente de pleno | 75.000 |
| Outros | Excedente de pleno | 75.000 |
Para além dos tratados anteriores, o Grupo possuiu também um tratado catástrofe para proteger a sua retenção de risco.
Risco especifico de seguro
Riscos biométricos
Os riscos biométricos incluem o risco de longevidade, de mortalidade e de invalidez.
O risco de longevidade cobre a incerteza das perdas efectivas resultantes das pessoas seguras viverem mais anos que o esperado e pode ser mais relevante, por exemplo, nas rendas vitalícias.
O risco de longevidade é gerido através do preço, da política de subscrição e duma revisão regular das tabelas de mortalidade usadas para definir os preços e constituir as provisões em conformidade.
O risco de mortalidade está ligado a um aumento da taxa de mortalidade a qual poderá ter um impacto em seguros que garantem capitais em caso de morte. Este risco é mitigado através das políticas de subscrição, revisão regular das tábuas de mortalidade usadas e do resseguro.
O risco de invalidez cobre a incerteza das perdas efectivas devidas às taxas de invalidez serem superiores às esperadas.
A sensibilidade da carteira aos riscos biométricos é analisada através de projecção realística de cashflows – modelo de Market Consistent Embedded Value.
Risco de descontinuidade
O risco de descontinuidade está relacionado com o risco de cessação do pagamento de prémios e à anulação das apólices. A taxa de resgate e de anulações é monitorizada regularmente de forma a acompanhar o impacto das mesmas na carteira do Grupo. A sensibilidade da carteira a este risco é analisada através de projecção realística de cash-flows – modelo de Market Consistent Embedded Value.
Os principais pressupostos utilizados por tipo de contrato são como segue:
| Tábua de mortalidade | Taxa Técnica | |
|---|---|---|
| Planos de poupança reforma e produtos de capitalização | ||
| Até Dezembro de 1997 | GKM 80 | 4% |
| De Janeiro de 1998 a Junho de 1999 | GKM 80 | 3,25% |
| De 1 de Julho de 1999 a Fevereiro de 2003 | GKM 80 | 2,25% e 3% |
| De 1 de Março de 2003 a Dezembro de 2003 | GKM 80 | 2,75% |
| Após 1 de Janeiro de 2004 | GKM 80 | Fixadas por ano civil (*) |
| Seguros em caso de vida | ||
| Rendas | ||
| Até Junho de 2002 | TV 73/77 | 4% |
| De 1 de Julho de 2002 a Dezembro 2003 | TV 73/77 | 3% |
| De 1 de Janeiro de 2004 a Setembro de 2006 | GKF 95 | 3% |
| Após Setembro de 2006 | GKM - 3 anos | 2% |
| Outros seguros | ||
| Seguros em caso de morte | ||
| Até Dezembro de 2004 | GKM 80 | 4% |
| Após 1 de Janeiro de 2005 | GKM 80 | 0% a 2% |
| Seguros mistos | ||
| Até Setembro de 1998 | GKM 80 | 4% |
| Após 1 de Outubro de 1998 | GKM 80 | 3% |
(*) No ano de 2010 a taxa técnica foi de 2,25%
Para efeitos de análise da adequação das responsabilidades os pressupostos relativos à mortalidade baseiam-se nas melhores estimativas decorrentes de análises de experiência à carteira existente. Os cash-flows futuros são avaliados através do modelo interno de embedded value e foram descontados à taxa de juro sem risco. O modelo usada no Grupo segue as metodologias emanadas pelo CFO Forum para o efeito.
Os pressupostos de mortalidade utilizados são como segue:
| Tábua de mortalidade | |
|---|---|
| Rendas | GRM 95 |
| Poupança e outros contratos | 30% GKM 80 |
No quadro seguinte apresentam-se as análises de sensibilidade no Market Consistant Embedded Value do Grupo, que inclui os Capitais Próprios e os proveitos futuros associados aos contractos existentes:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Crescimento de 10% nas despesas | (5. 016.626) | (5. 269.997) |
| Crescimento de 10% nos resgates | (15. 665.269) | (12. 766.574) |
| Decréscimo de 10% nos resg ates | 17.399. 649 | 14.179. 539 |
| Crescimento de 5% na taxa de mortalidade (vida excepto rendas) | (2. 429.457) | (2. 565.862) |
| Decréscimo de 5% na taxa de mortalidade (vida excepto rendas) | 2.747.017 | 2.756.422 |
Justo valor de activos e passivos financeiros registados ao custo amortizado
O justo valor dos activos e passivos financeiros que estão registados ao custo amortizado, para o Grupo, é analisado como segue:
| 2010 | 2009 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor de balanço | Justo valor | Valor de balanço | Justo valor | |||
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem Empréstimos Concedidos e Contas a Receber Terrenos e edíficios de serviço próprio Outros devedores por operações de seg uro e outras operações |
247.983.736 191.185.725 8.207.655 25.405.095 |
247.983.736 191.185.725 8.743.326 25.405.095 |
213.820.454 142.707.514 8.339.496 16.442.384 |
213.820.454 142.707.514 8.743.326 16.442.384 |
||
| Activos financeiros ao justo valor | 472.782.211 | 473.317.882 | 381.309.848 | 381.713.678 | ||
| Outros credores por operações de seg uro e outras operações Passivos por contratos de investimento Passivos subordinados Outros passivos financeiros |
46.465.106 4.542.235.451 100.132.606 119.250.564 |
46.465.106 4.458.549.729 87.592.221 119.250.564 |
53.281.652 4.825.444.113 100.119.562 655.878.392 |
53.281.652 4.763.970.779 91.495.438 655.878.392 |
||
| Passivos financeiros ao justo valor | 4.808.083.727 | 4.711.857.620 | 5.634.723.719 | 5.564.626.261 |
As principais metodologias e pressupostos utilizados na estimativa do justo valor dos activos e passivos financeiros acima referidos são analisados como segue:
Caixa, Disponibilidades em instituições de crédito
Considerando os prazos curtos associados a estes instrumentos financeiros, considera-se que o seu valor de balanço é uma estimativa razoável do respectivo justo valor.
Passivos subordinados
O justo valor é baseado em cotações de mercado quando disponíveis, caso não existam é estimado com base na actualização dos fluxos de caixa esperados de capital e juros no futuro para estes instrumentos.
Contratos de Investimento
O justo valor é estimado contrato a contrato utilizando a melhor estimativa dos pressupostos para a projecção dos fluxos de caixa esperados futuros e a taxa de juro sem risco à data do cálculo. Na estimativa do justo valor foi considerada a taxa garantida.
Devedores e credores por operações seguro directo, de resseguro e outros
Tendo em conta que se tratam normalmente de activos e passivos de curto prazo, considera-se como uma estimativa razoável para o seu justo valor o saldo de balanço das várias rubricas, à data do balanço.
NOTA 43 – SOLVÊNCIA
O Grupo está sujeito aos requisitos de solvência definidos pela Norma 6/2007-R alterada pela Norma Regulamentar 12/2008-R emitida pelo Instituto de Seguros de Portugal. Os requisitos de solvência são determinados de acordo com as demonstrações financeiras estatutárias do Grupo, as quais são preparadas de acordo com as normas do Instituto de Seguros de Portugal.
Os objectivos do Grupo são claros no que se refere aos requisitos de capital, em que estabeleceu a manutenção de rácios de solvabilidade fortes e saudáveis, como indicadores de uma situação financeira estável.
O Grupo gere os requisitos de capital numa base regular, encontrando-se atento às alterações das condicionantes económicas, bem como às características de risco da Companhia.
O Grupo no exercício em análise apresentou uma margem de solvência em consonância com as regras estabelecidas, não tendo sido efectuada quaisquer alterações ao Capital Social. Em 2010 o Grupo deixou de utilizar os lucros futuros, previstos no DL 94-b/98 de 17 de Abril.
Apresenta-se um breve resumo da margem de solvência exigida:
| 2010 | 2009 | |
|---|---|---|
| Capital | 250.000.000 | 250.000.000 |
| Reservas | (117.638.565) | (23.822.515) |
| Resultados transitados | (11.931.723) | - |
| Resultados do exercício | 20.690.365 | (11.931.724) |
| Empréstimos subordinados com prazo fixo | 45.000.000 | 45.000.000 |
| Empréstimos subordinados sem prazo fixo | 50.932.673 | 49.203.270 |
| Partes dos lucros futuros da empresa relativos à actividade VIDA | - | 18.840.654 |
| Valor de balanço | 237.052.749 | 327.289.684 |
| Outros ajustamentos incluindo o justo valor de títulos de dívida | (861.772) | (972.079) |
| Margem de solvência disponível | 236.190.978 | 326.317.606 |
| Margem de solvência necessária | 191.865.345 | 188.406.539 |
| Rácio de solvência | 123,1% | 173,2% |
NOTA 44 – NORMAS CONTABILÍSTICAS E INTERPRETAÇÕES RECENTEMENTE EMITIDAS
Em resultado do endosso por parte da União Europeia (UE), ocorreram as seguintes emissões, revisões, alterações e melhorias nas normas e interpretações com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2010.
- a) Revisões, alterações e melhorias nas normas e interpretações endossadas pela EU sem efeitos nas políticas contabilísticas e divulgações adoptadas pelo Grupo
- IAS 7 (Melhoria) Demonstração dos Fluxos de Caixa
Clarifica que apenas os dispêndios que resultam no reconhecimento de activos podem ser classificados como fluxos de caixa de actividades de investimento. Neste sentido, em resultado da emenda à IAS 27, passam a ser considerados como fluxos operacionais alguns fluxos que até agora eram considerados de investimento (ex: fluxos relativos a custo de aquisição e variações subsequentes em pagamentos contingentes).
IFRS 5 (Melhoria) - Activos Não Correntes Detidos para Venda e Operações em Descontinuação A melhoria clarifica que:
- quando uma subsidiária é detida para venda, todos os seus activos e passivos devem ser classificados como detidos para venda no âmbito da IFRS 5, mesmo quando a entidade irá reter um interesse que não controla na subsidiária após a venda;
- as divulgações requeridas relativamente a activos não correntes, grupos disponíveis para venda ou operações descontinuadas são apenas as constantes da IFRS 5.
IFRS 3 (Revista) – Concentrações de actividades empresariais
Esta revisão vem trazer alterações significativas ao nível da mensuração e reconhecimento das concentrações de actividades empresariais efectuadas em exercícios que se iniciem em ou após 1 de Julho de 2009.
IFRS 2 (Emenda e Melhoria) – Pagamentos com base em Acções
A emenda efectuada na IFRS 2 vem clarificar a contabilização de situações nas quais uma entidade recebe a prestação de serviços ou produtos dos seus empregados ou fornecedores, mas cuja contrapartida financeira é paga pela sua empresa-mãe ou outra empresa do Grupo. A melhoria clarifica que a contribuição de um negócio para a formação de uma Joint Venture e combinações sob controlo comum não fazem parte do âmbito da IFRS 2.
IAS 1 (Melhoria) – Apresentação das Demonstrações Financeiras
Balanço: A melhoria clarifica que os termos de liquidação de uma responsabilidade dos quais possa resultar, em qualquer momento, a liquidação através da emissão de instrumentos de capital por opção da contraparte não afecta a classificação dos instrumentos convertíveis em corrente e não corrente na Demonstração da Posição Financeira.
Demonstração das alterações nos capitais próprios: Em resultado da emenda à IAS 27, torna-se necessário incluir duas linhas adicionais na Demonstração das alterações nos capitais próprios: (i) aquisição de subsidiárias e (ii) aquisição de interesses que não controlam, para reflectir transacções com proprietários resultantes de alterações na detenção de subsidiárias que não resultem em perda de controlo.
IAS 27 (Emenda) – Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas
A alteração a esta norma é relativa às Demonstrações Financeiras separadas da Empresa detentora, suprimindo da IAS 27 a definição de método do custo e a distinção de resultados pré e pós aquisição. Assim, os dividendos de uma subsidiária, entidade conjuntamente controlada ou associada, podem ser integralmente reconhecidos, tendo em atenção qualquer indicação de imparidade. Adicionalmente, a IAS 27 foi emendada para efectivamente permitir que o custo de um investimento numa subsidiária, em situações limitadas de reorganizações, seja baseado no valor contabilístico previamente reconhecido em vez do justo valor.
IAS 38 (Melhoria) – Activos Intangíveis
A melhoria:
- estabelece que se um intangível adquirido numa combinação de negócios for identificável apenas com outro activo intangível, os dois podem ser reconhecidos como um único intangível desde que tenham vidas úteis similares;
- clarifica que as técnicas de valorização para mensurar o justo valor de activos intangíveis adquiridos numa combinação de negócios são meros exemplos e não restringem os métodos que podem ser usados.
IAS 39 (Emenda e Melhoria) – Instrumentos Financeiros: reconhecimento e mensuração – items cobertos elegíveis.
Esta emenda:
- clarifica que é permitida a designação de uma parte das alterações do justo valor ou variabilidade dos fluxos de caixa de um instrumento financeiro como um item coberto;
- refere que a inflação não é um risco identificável separadamente e não pode ser designado como um risco coberto a não ser que represente fluxos de caixa especificados contratualmente.
A melhoria introduz as seguintes alterações:
- A isenção de aplicação da norma em contratos que envolvam combinações de negócios só se aplica a contratos forward entre uma adquirente e um accionista vendedor com vista a comprar ou vender uma adquirida numa data futura e não a contratos derivados em que é necessário que acções futuras venham ainda a ocorrer.
- Se numa cobertura de fluxos de caixa, a cobertura de uma transacção prevista resultar no reconhecimento subsequente de um activo ou passivo financeiro, os ganhos ou perdas que estejam reconhecidos no rendimento integral devem ser reclassificados para ganhos e perdas no mesmo período ou períodos em que os fluxos de caixa cobertos previstos afectem os lucros ou prejuízos.
- Considera-se que uma opção de pré-pagamento está intimamente relacionada com o contrato de acolhimento quando o preço de exercício reembolsa o mutuante numa quantia até ao valor
presente aproximado dos juros perdidos durante o prazo remanescente do contrato de acolhimento.
IFRIC 18 - Transferências de activos provenientes de clientes
Esta interpretação tem por objectivo clarificar a forma de reconhecer imobilizado tangível ou caixa recebidos de clientes com o objectivo de serem usados para adquirir ou construir activos específicos, não sendo, por isso aplicável.
IFRIC 17 – Distribuições aos proprietários de activos que não são caixa Esta interpretação esclarece sobre a forma de contabilização da distribuição de bens em espécie aos proprietários, definindo que todos devem ter os mesmos direitos.
IFRIC 15 – Acordos para a construção de imóveis
Esta interpretação esclarece quando e como deve ser reconhecido o rédito associado à construção de imóveis.
IFRIC 12 – Acordos de concessão de serviços
Esta interpretação aplica-se a operadores de concessões e clarifica como reconhecer as responsabilidades assumidas e os direitos recebidos em acordos de concessão.
Outras melhorias às IFRS
O processo anual de melhoria das IFRS procura lidar com a resolução de situações que necessitam de ser melhoradas de forma a aumentar o seu entendimento geral, mas que não são classificadas como de resolução prioritária. Algumas melhorias são relativas a terminologia ou alterações de natureza editorial para haver consistência entre normas sendo o seu impacto mínimo.
Outras melhorias são susceptíveis de produzir alterações no reconhecimento e mensuração. As principais melhorias que entraram em vigor em 2010, para além nas já resumidas atrás, resumem-se da seguinte forma:
Melhorias do Ano 2009 aplicáveis em 2010
- •IFRS 8 Segmentos Operacionais: As melhorias clarificam que os activos e passivos por segmentos só precisam de ser relatados quando são incluídos nas medidas usada pelo responsável das decisões operacionais.
- IAS 17 Locações: São removidas as disposições específicas relativas a terrenos e edifícios mantendo-se apenas as disposições gerais.
- IAS 18 Rédito: São adicionadas orientações para determinar se uma entidade está a actuar como vendedor ou como agente. [Nota: Dado que esta é uma melhoria a um appendix da IAS, não é alvo de endosso por parte da EU].
- IAS 36 Imparidade de Activos: As melhorias clarificam que ao testar a imparidade do Goodwill adquirido numa combinação de negócios a maior unidade permitida para alocação do Goodwill é o segmento operacional definido na IFRS 8 o qual, dependendo das circunstâncias, pode ser de um nível mais baixo do que o segmento reportável.
- IFRIC 9 Reavaliação de derivados embutidos: As melhorias clarificam que a IFRIC 9 não se aplica a possíveis reavaliações, à data de aquisição, de derivados embutidos em contratos adquiridos em combinações entre entidades ou negócios sob controlo comum ou na formação de Joint Ventures.
- •IFRIC 16 Coberturas de um Investimento Líquido numa Operação Estrangeira: As melhorias clarificam que Instrumentos de cobertura que se qualifiquem podem ser detidos por uma entidade do grupo desde que os requisitos de designação, documentação e efectividade da IAS 39 sejam satisfeitos.
37.4 Novas normas e interpretações já emitidas mas que ainda não são obrigatórias
As normas e interpretações recentemente emitidas pelo IASB cuja aplicação é obrigatória apenas em períodos com início após 1 de Janeiro de 2010 e que o Grupo não adoptou antecipadamente são as seguidamente apresentadas. Da aplicação destas normas e interpretações não são esperados impactos relevantes para as demonstrações financeiras do Grupo.
a) Já endossadas pela UE
IFRS 1 (Emenda) - Isenções à divulgação de comparativos exigidos pela IFRS 7 na adopção pela primeira vez das IFRS.
Esta emenda entra em vigor o mais tardar a partir do início do primeiro exercício com início em 30 de Junho de 2010. Estabelece que um adoptante pela primeira vez não necessita de apresentar comparativos relativamente às divulgações exigidas pela IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Divulgações.
IFRS 7 (Emenda) - Instrumentos Financeiros: Divulgações
Esta emenda entra em vigor o mais tardar a partir do início do primeiro exercício com início em 30 de Junho de 2010. Estabelece que as melhorias a esta norma não necessitam de afectar demonstrações financeiras nem comparativos de demonstrações financeiras anteriores a 31 de Dezembro de 2009.
IAS 24 (Revista) – Transacções com partes relacionadas
Esta norma revista entra em vigor o mais tardar a partir do início do primeiro exercício com início em 31 de Dezembro de 2010. As principais alterações são as seguintes:
- Alteração da definição de partes relacionadas levando a que algumas entidades deixem de ser consideradas relacionadas e outras passem a ser consideradas relacionadas;
- Isenção parcial de divulgações relativas a transacções com entidades governamentais bem como com o próprio Governo;
- •Obrigatoriedade explícita de divulgar os compromissos com partes relacionadas incluindo os contratos executórios.
IAS 32 (Emenda) - Clarificação de direitos de emissão
Esta emenda entra em vigor o mais tardar a partir do início do primeiro exercício com início em 31 de Janeiro de 2010. A emenda altera a definição de passivos financeiros para passar a classificar os direitos de emissão (e certas opções e warrants) como instrumentos de capital próprio se:
- Os direitos forem atribuídos de forma proporcional a todos os proprietários da mesma classe de instrumentos de capital não derivados da entidade;
- Forem usados para adquirir um número fixo de instrumentos de capital próprio da própria entidade em contrapartida de uma quantia fixa de qualquer moeda.
IFRIC 14 (Emenda) - Adiantamentos relativos a requisitos de financiamento mínimo
Esta emenda entra em vigor o mais tardar a partir do início do primeiro exercício com início em 31 de Dezembro de 2010. Com a emenda, uma entidade deve reconhecer como activo os pagamentos feitos antecipadamente e em cada ano a análise do surplus do plano deve ser feita como se não tivesse havido pagamentos antecipados.
IFRIC 19 – Extinção de passivos financeiros com instrumentos de Capital Próprio
Esta IFRIC entra em vigor o mais tardar a partir do início do primeiro exercício com início em 30 de Junho de 2010. Clarifica que instrumentos de capital emitidos para um credor com o objectivo de extinguir passivos financeiros são considerados pagamentos para efeitos do parágrafo 41 da IAS 39.
b) Ainda não endossadas pela EU
IFRS 9 – Instrumentos financeiros - introduz novos requisitos de classificação e mensuração de activos financeiros.
Outras emendas às IFRS – melhoramentos do Ano 2010. O IASB aprovou 11 emendas a seis normas."
NOTA 45 – EVENTOS SUBSEQUENTES
Tendo em conta o disposto na IAS 10, até à data de autorização para emissão destas demonstrações financeiras, não foram identificados eventos subsquentes que impliquem ajustamentos ou divulgações adicionais.
3. Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria \ Relatório e Parecer do Conselho Fiscal
Ernst & Young Audit & Associados - SROC, S.A. Avenida da República, 90-6º 1600-206 Lisboa Portugal Tel: +351 217 912 000 Fax: +351 217 957 586
Certificação Legal e Relatório de Auditoria das Contas Consolidadas
Introdução
- Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre a informação financeira contida no Relatório de Gestão e nas demonstrações financeiras consolidadas anexas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2010, da BES – Vida, Companhia de Seguros, S.A., as quais compreendem: o Balanço Consolidado em 31 de Dezembro de 2010 (que evidencia um total de 8.070.854.609 euros e um total de capital próprio de 152.998.205 euros, incluindo um resultado líquido de 21.057.419 euros), a Conta de Ganhos e Perdas Consolidada, a Demonstração do Rendimento Integral Consolidada, a Demonstração das Alterações no Capital Próprio Consolidada e a Demonstração dos Fluxos de Caixa Consolidada do exercício findo naquela data, e as correspondentes Notas explicativas.
Responsabilidades
-
- É da responsabilidade do Conselho de Administração:
- a) a preparação de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das entidades incluídas na consolidação, o resultado e o rendimento integral consolidados das suas operações, as alterações no seu capital próprio consolidado e os seus fluxos de caixa consolidados;
- b) a informação financeira histórica, preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites para o sector segurador em Portugal e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários;
- c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados;
- d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado;
- e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a actividade do conjunto das entidades incluídas na consolidação, a sua posição financeira ou resultados.
-
- A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.
Âmbito
-
- O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras consolidadas estão isentas de distorções materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu:
- a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias constantes da informação utilizada para consolidar as entidades de finalidade especial e a avaliação das estimativas utilizadas na sua preparação;
- a verificação das operações de consolidação;
- a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias;
- a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade;
- a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras consolidadas; e
- a apreciação se a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
-
- O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação constante do Relatório de Gestão com os restantes documentos de prestação de contas, bem como as verificações previstas nos números 4 e 5 do artigo 451.º dos Código das Sociedades Comerciais.
-
- Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.
Opinião
- Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras consolidadas apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira consolidada da BES – Vida, Companhia de Seguros, S.A. em 31 de Dezembro de 2010, o resultado e o rendimento integral consolidado das suas operações, as alterações no seu capital próprio consolidado e os seus fluxos de caixa consolidados no exercício findo naquela data, em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas na União Europeia, e a informação nelas constante é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Relato sobre outros requisitos legais
- É também nossa opinião que a informação financeira constante do Relatório de Gestão é concordante com as demonstrações financeiras consolidadas do exercício e que o capítulo 1.1 do Relatório de Gestão, sobre a estrutura e práticas do governo societário, inclui os elementos exigíveis nos termos do nº 4 do artigo 245.º-A do Código dos Valores Mobiliários.
Lisboa, 17 de Março de 2011
Ernst & Young Audit & Associados – SROC, S.A. Sociedade de Revisores Oficiais de Contas (nº 178) Representada por:
Ana Rosa Ribeiro Salcedas Montes Pinto (ROC nº 1230)
4. Anexos
| Ano: IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS |
2010 | Quantidade | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | ||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CÓDIGO | DESIGNAÇÃO | valor nominal | nominal | de aquisição | de aquisição | unitário | Total | ||
| 1 - TÍTULOS DE EMPRESAS DO GRUPO E ASSOCIADAS | |||||||||
| 1.1 - Nacionais 1.1.1 - Partes de capital em empresas do grupo |
|||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | ||
| 1.1.2 - Obrigações de empresas do grupo | |||||||||
| FR0010814434 FR0010161026 |
CREDIT AGRICOLE 7.875% /2009 - 26/10/2049 (Call=26/10/2019) CREDIT AGRICOLE CMS /2005 - 04/02/2049 (Call=04/02/2015) |
1.150.000 1.250.000 |
1,01 0,64 |
1.166.376 1.079.174 |
1.161.350 795.302 |
||||
| XS0550466469 | CRED AGRICOLE (ACAFP) 3.9% - 2010 / 19-04-2021 | 5.000.000 | 0,89 | 5.022.150 | 4.472.200 | ||||
| XS0526903827 US22532MAC64 |
CREDIT AGRICOLE 3% /2010 - 20/07/2015 CREDIT AGRICOLE 3.5% /2010 - 13/04/2015 |
4.000.000 4.471.000 |
1,01 0,75 |
4.048.958 3.552.913 |
4.042.798 3.355.460 |
||||
| FR0010248641 | CREDIT AGRICOLE 4.13% /2005 - 09/11/2049 (Call=09/11/2015) | 50.000 | 0,84 | 34.294 | 41.919 | ||||
| FR0010717785 | CREDIT AGRICOLE 4.5% /2009 - 29/01/2016 | 10.000.000 | 1,11 | 10.383.647 | 11.127.247 | ||||
| XS0356838523 FR0000187320 |
CREDIT AGRICOLE 4.875% /2008 - 08/04/2011 CREDIT AGRICOLE 5.1% /2001 - 30/01/2012 |
6.500.000 1.200.000 |
1,04 1,03 |
6.829.416 1.209.896 |
6.788.931 1.236.772 |
||||
| XS0432092137 XS0343877451 |
CREDIT AGRICOLE 5.875% /2009 - 11/06/2019 CREDIT AGRICOLE 5.971% /2008 - 01/02/2018 |
90.000.000 9.700.000 |
1,09 1,12 |
94.010.219 10.673.506 |
98.037.419 10.851.246 |
||||
| XS0372104710 | CREDIT AGRICOLE 6.0% /2008 - 24/06/2013 | 3.000.000 | 1,12 | 3.337.549 | 3.357.759 | ||||
| FR0010603159 FR0010781047 |
CREDIT AGRICOLE 8.2% TIER I /2008 - 31/03/2049 (Call=31/03/2018) CREDIT AGRICOLE COV BOND 3.5% /2009 - 21/07/2014 |
5.000.000 5.000.000 |
1,08 1,05 |
4.731.404 5.072.051 |
5.400.554 5.248.901 |
||||
| USF22797FK97 | CREDIT AGRICOLE 8.375% Var 2009 - 13/10/2019 | 750.000 | 0,79 | 519.627 | 594.776 | ||||
| FR0010772244 | CREDIT AGRICOLE 9.75% /2009 - 26/12/2049 (Call=26/12/2014) |
750.000 | 0,79 | 524.948 | 593.852 | ||||
| sub-total | 0 | 147.821.000 | 15,37 | 0,00 | 152.196.126 | 0,00 | 157.106.486 | ||
| 1.1.3 - Outros títulos de empresas do grupo |
|||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.1.4 - Partes de capital em empresas associadas |
|||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.1.5 - Obrigações de empresas associadas |
|||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.1.6 - Outros títulos de empresas associadas |
|||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.2 - Estrangeiras | sub-sub-total | 0 | 147.821.000 | 15,37 | 0,00 | 152.196.126 | 0,00 | 157.106.486 | |
| 1.2.1 - Partes de capital em empresas do grupo | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.2.2 - Obrigações de empresas do grupo | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.2.3 - Outros títulos de empresas do grupo | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.2.4 - Partes de capital em empresas associadas | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.2.5 - Obrigações de empresas associadas | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.2.6 - Outros títulos de empresas associadas | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| sub-sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 2 - OUTROS TÍTULOS | total | 0 | 147.821.000 | 15,37 | 0,00 | 152.196.126 | 0,00 | 157.106.486 | |
| 2.1 - Nacionais | |||||||||
| 2.1.1 - Títulos de rendimento fixo 2.1.1.1 - De dívida pública |
|||||||||
| PTOTE4OE0040 | PGB 3.2% /2005 - 15/04/2011 | 30.000.000 | 1,02 | 29.518.836 | 30.469.336 | ||||
| PTOTE3OE0017 PTOTEOOE0017 |
PGB 3.35% /2005 - 15/10/2015 PGB 3.6% /2009 - 15/10/2014 |
27.000.000 25.000.000 |
0,90 0,94 |
27.080.192 24.679.763 |
24.412.512 23.582.363 |
||||
| PTOTE5OE0007 | PGB 4.1% /2006 - 15/04/2037 | 12.100.000 | 0,74 | 11.780.423 | 8.928.051 | ||||
| PTOTELOE0010 PTOTE1OE0019 |
PGB 4.35 % /2007 - 16/10/2017 PGB 4.375% /2003 - 16/06/2014 |
10.000.000 7.000.000 |
0,90 0,99 |
10.487.192 7.419.180 |
8.991.192 6.949.480 |
||||
| PTOTEMOE0027 | PGB 4.75% /2009 - 14/06/2019 | 22.000.000 | 0,90 | 23.148.857 | 19.883.103 | ||||
| PTOTECOE0029 PTOTEKOE0003 |
PGB 4.8% /2010 - 15/06/2020 PGB 5% /2002 - 15/06/2012 |
14.000.000 5.000.000 |
0,89 1,03 |
14.234.568 5.194.801 |
12.505.778 5.137.301 |
||||
| PTOTEGOE0009 | PGB 5.45% /1998 - 23/09/2013 | 97.000.000 | 1,03 | 105.555.373 | 99.709.423 | ||||
| XS0448667146 | PORTUGAL Float - 2009 / 28-08-2012 |
3.000.000 | 0,71 | 2.265.477 | 2.121.039 | ||||
| sub-total | 0 | 252.100.000 | 0 | 0 | 261.364.662 | 0,00 | 242.689.578 | ||
| 2.1.1.2 - De outros emissores públicos |
|||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 2.1.1.3 - De outros emissores | |||||||||
| PTPBT1GE0012 | BILHETES DO TESOURO c/z - 2010 / 21-10-2011 | 15.383.200 | 15.383.200 | ||||||
| PTBAI8OM0069 PTBER4XE0008 |
B.C.P. PERP. /2009 - 23/12/2049 B.E.S. EURO RENDA 4% - Mar/2005 - 16/04/2013 |
7.500.000 6.684.150 |
0,81 1,10 |
6.160.208 6.691.252 |
6.085.208 7.377.870 |
||||
| PTBER6XE0006 | B.E.S. EURO RENDA 4% ABRIL 2005 - 2ª SÉRIE | 2.329.250 | 1,10 | 2.330.378 | 2.560.855 | ||||
| PTBB24OE0000 PTBB5JOE0000 |
BANCO BPI 3% /2009 - 17/07/2012 BANCO BPI 3.25% /2010 - 15/01/2015 |
4.500.000 11.000.000 |
0,96 0,89 |
4.461.867 10.936.644 |
4.324.032 9.780.808 |
||||
| PTBPM9OM0001 | BANCO BPI Float /2007 - 16/04/2017 (Call=16/04/2012) | 4.450.000 | 0,75 | 3.604.417 | 3.349.547 | ||||
| PTBB5VOM0004 PTBCLQOM0010 |
BANCO BPI SA Float EMTN 2010 - 25/01/2012 BANCO COM PORTUG 5.625% /2009 - 23/04/2014 |
1.950.000 5.250.000 |
0,93 0,88 |
1.862.744 5.606.249 |
1.820.039 4.607.324 |
||||
| PTBCPMOM0002 | BANCO COMERCIAL PORTUGUES /2009 - 29/06/2049 | 19.091.000 | 0,81 | 15.917.029 | 15.467.422 | ||||
| PTBLMGOM0002 PTBERLOM0017 |
BANCO ESPIRITO SANTO 5.625% /2009 - 05/06/2014 BANCO ESPÍRITO SANTO Float /2007 - 08/05/2013 |
56.050.000 2.000.000 |
0,89 0,80 |
57.369.900 1.917.460 |
50.008.309 1.603.460 |
||||
| PTBLMPOE0001 | BANCO ESPIRITO SANTO SA 3.45% 2009 - 09/11/2012 | 152.000 | 1,00 | 152.823 | 152.747 | ||||
| PTBLMKOE0006 PTBLMWOM0002 |
BANCO ESPIRITO SANTO SA 4.05% 2009 - 09/11/2012 BANCO ESPIRITO SANTO SA Float 2009 - 25/02/2013 |
783.000 29.000.000 |
1,01 0,84 |
787.909 25.428.575 |
787.518 24.306.756 |
||||
| PTESSVXE0006 | BANCO ESSI 5.5 % - 2003 / 13-10-2033 | 151.000 | 0,92 | 150.226 | 138.431 | ||||
| PTCPP7OE0020 PTBAFPOE0003 |
BANCO SANTANDER TOTTA SA 3.25% /2009 - 21/10/2014 BANIF SGPS SA 3.25% /2009 - 08/05/2012 |
6.000.000 5.000.000 |
0,90 0,97 |
6.036.312 5.100.404 |
5.421.672 4.853.064 |
||||
| PTBCLSOE0018 | BCP 3.75% 2009 - 17/06/2011 | 5.750.000 | 1,00 | 5.803.868 | 5.724.233 | ||||
| PTBCPUOM0010 PTBCLAOE0000 |
BCP Float - 2010 / 28-03-2013 BCP LEASING PERPETUA - 2001 / 28-12-2049 (Call: 28/12/2011) |
1.250.000 4.900.000 |
0,81 0,67 |
1.227.549 4.901.129 |
1.016.907 3.276.877 |
||||
| PTBCT3OM0000 | BCPN Float - 2007 / 09-05-2014 | 3.195.000 | 0,76 | 3.005.118 | 2.422.875 | ||||
| PTBCSKOM0019 PTBCP9OM0051 |
BCPPL 2.375% /2010 - 18/01/2012 BCPPL 3.625% /2009 - 19/01/2012 |
2.500.000 2.000.000 |
0,94 1,00 |
2.551.397 2.070.076 |
2.358.674 1.991.086 |
||||
| PTBCSSOE0011 | BCPPL 3.75% /2009 - 08/10/2016 | 9.900.000 | 0,80 | 9.935.893 | 7.888.123 | ||||
| PTBCUB1E0005 PTBCU31E0002 |
BCPPL 4.75% /2007 - 22/06/2017 BCPPL 4.75% /2007 - 29/10/2014 |
4.000.000 5.000.000 |
0,85 0,92 |
4.130.145 5.233.493 |
3.393.345 4.620.793 |
||||
| PTBLMLOE0005 | BES 4.05% Ser02 2009 - 09/11/2012 | 588.000 | 1,01 | 591.687 | 591.393 | ||||
| PTBER8XE0004 PTESSEYE0006 |
BES Commodities 2005 - 13/01/2014 BES DUAL REND FIXO + EUROSTOXX 2006 / 26-08-2014 |
1.209.300 2.987.000 |
1,01 0,96 |
1.209.298 3.022.165 |
1.225.044 2.875.503 |
||||
| PTBER7XE0005 | BES EURO RENDA - 2005 / 14-10-2013 | 2.477.900 | 1,05 | 2.014.347 | 2.612.816 | ||||
| PTESSMOM0016 PTESSBXE0000 |
BES INV 8,5% 2010 - 20/10/2049 (CALL 20/10/2015) BES INV Rendimento Step Up 2006 - 01/04/2014 |
5.683.000 3.250.000 |
0,90 0,96 |
5.773.530 3.347.013 |
5.123.382 3.126.338 |
||||
| PTBLMCOE0006 | BES RENDIMENTO CRESCENTE - 2009 / 25-08-2012 | 921.000 | 1,01 | 926.708 | 928.429 | ||||
| PTBLMDOE0005 PTBEMCXE0012 |
BES RENDIMENTO FIXO 3.85% - 2009 / 27-03-2012 BES SUB. 1ªS /2008 - 20/02/2019 (Call=20/02/2014) |
20.696.000 94.286.000 |
1,01 1,00 |
20.903.385 94.494.474 |
20.903.385 94.324.759 |
||||
| PTBERU1E0015 | BESNN 4.375% /2008 - 25/01/2011 | 4.500.000 | 1,03 | 4.635.585 | 4.643.880 | ||||
| PTBERPOM0013 PTBLMVOE0011 |
BESNN Float/ 2007 - 26/06/2014 BESPL 3.375% /2009 - 17/02/2015 |
42.500.000 43.000.000 |
0,74 0,88 |
39.768.086 40.646.051 |
31.455.501 37.854.691 |
||||
| PTBLMXOM0019 | BESPL 3.875% /2010 - 21/01/2015 | 42.550.000 | 0,85 | 43.674.222 | 36.152.205 | ||||
| PTBICYXE0006 PTBSMFOE0006 |
BIC EURO RENDA 4% 2005 - 16/04/2013 BPSM - TOPS PERPETUAS 1997/2049 (Call = 04/12/2010) |
2.381.750 1 |
1,10 0,42 |
2.371.228 1 |
2.628.942 0 |
||||
| PTBRIHOM0001 | BRISA 4.5% /2006 - 05/12/2016 | 1.050.000 | 0,93 | 920.436 | 980.275 | ||||
| PTCGGFOM0015 PTCGF11E0000 |
CAIXA GERAL DEPO 3.625% /2009 - 21/07/2014 CAIXA GERAL DEPO 3.875% /2006 - 06/12/2016 |
15.000.000 5.800.000 |
0,91 0,84 |
15.337.525 5.570.909 |
13.701.275 4.853.232 |
||||
| PTCG1LOM0007 | CAIXA GERAL DEPO 5.125% /2009 - 19/02/2014 | 18.800.000 | 0,95 | 19.522.274 | 17.892.514 | ||||
| PTCFPAOM0002 PTCGG2OM0007 |
CAMFER 4.17% /2009 - 16/10/2019 CGD Sub.Lower Tier II /2007 - 28/12/2017 (Call=28/12/2012) |
7.300.000 33.700.000 |
0,72 0,91 |
7.332.884 33.718.081 |
5.252.224 30.504.381 |
||||
| PTJMRHOE0007 | JMTPL Float /2007 - 11/12/2012 (Call=30/09/2011) | 1.700.000 | 1,00 | 1.700.925 | 1.707.564 | ||||
| PTMTLDOM0005 PTMOCJOE0005 |
METRO DE LISBOA 5.75% /2009 - 04/02/2019 MODELO E CONTINENTE Float /2007 - 30/04/2012 |
1.000.000 7.450.000 |
1,00 1,00 |
1.060.086 7.478.540 |
1.003.846 7.418.300 |
| Ano: IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS |
2010 | Quantidade | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CÓDIGO | DESIGNAÇÃO | valor nominal | nominal | de aquisição | de aquisição | unitário | Total | |
| PTCMKROE0009 PTPETQOM0006 |
MONTEPIO GERAL 3.25% /2009 - 27/07/2012 PARPUB 3.5% /2009 - 08/07/2013 |
4.000.000 11.200.000 |
0,95 0,95 |
4.051.078 11.414.202 |
3.806.238 10.601.659 |
|||
| PTPETGCM0002 | PARPUBLICA 3.25% Conv. E.D.P. /2007 - 18/12/2014 | 1.900.000 | 0,92 | 1.837.259 | 1.755.899 | |||
| PTPTICOE0008 PTCPEDOM0000 |
PORTUCEL Float /2005 - 27/10/2012 REFER 4.25% - 2006 / 13-12-2021 |
3.219.000 9.350.000 |
1,00 0,77 |
3.214.572 8.356.919 |
3.228.813 7.225.081 |
|||
| PTRELAOM0000 | REN REDES ENERGETICAS 6.375 % /2008 - 10/12/2013 | 7.150.000 | 1,07 | 7.555.241 | 7.648.840 | |||
| PTCPP4OM0023 PTSEMCOE0006 |
SANTANDER 3.75% /2009 - 12/06/2012 SEMAPA Float /2006 - 20/04/2016 |
10.550.000 7.400.000 |
0,99 1,00 |
10.794.617 7.399.781 |
10.481.250 7.404.780 |
|||
| sub-total sub-sub-total |
0 0 |
613.984.351 866.084.351 |
0,00 0,00 |
0,00 0,00 |
619.399.371 880.764.033 |
0,00 0,00 |
570.633.617 813.323.195 |
|
| 2.1.2 - Títulos de rendimento variável | ||||||||
| 2.1.2.1 - Acções | ||||||||
| PTBPG0AN0007 PTBRI0AM0000 |
BANCO PORTUGUÊS DE GESTÃO Brisa-Nom (Priv) |
137.978 348.000 |
6,00 6,97 |
827.868 2.424.052 |
2,48 5,22 |
342.047 1.816.212 |
||
| PTEDP0AM0009 | EDP - Nom. | 845.000 | 3,09 | 2.612.968 | 2,49 | 2.104.895 | ||
| ES0127797019 ZZZZZ0538108 |
EDP Renováveis SA ESPÍRITO SANTO SAÚDE, SGPS, S.A. |
1.487.500 4.425.000 |
6,03 3,81 |
8.974.670 16.859.998 |
4,34 3,81 |
6.451.288 16.859.998 |
||
| PTGAL0AM0009 | Galp Energia SGPS SA | 140.854 | 11,63 | 1.637.609 | 14,34 | 2.019.846 | ||
| PTPTC0AM0009 PTREL0AM0008 |
Portugal Telecom, SGPS REN - Redes Energéticas Nacionais |
3.424.920 265.000 |
8,87 2,81 |
30.377.483 745.885 |
8,38 2,58 |
28.700.830 683.700 |
||
| PTSEM0AM0004 | Semapa-SGPS,S.A. | 418.326 | 3,06 | 1.281.249 | 8,28 | 3.463.739 | ||
| PTZON0AM0006 | ZON Multimédia, SGPS |
356.076 | 4,06 | 1.447.394 | 3,39 | 1.207.098 | ||
| sub-total | 11.848.654 | 0 | 0,00 | 0,00 | 67.189.174 | 0,00 | 63.649.653 | |
| 2.1.2.2 - Títulos de participação |
||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | |
| 2.1.2.3 - Unidades de participação em fundos de investimento | ||||||||
| PTYESCLM0005 PTYESGLM0001 |
ES - ACÇÕES AMERICA ES - ACÇÕES EUROPA |
356.100 11.823 |
7,09 8,76 |
2.524.614 103.582 |
7,73 11,46 |
2.754.181 135.526 |
||
| PTYEVCLM0000 | ES - AFRICA FEI | 752.888 | 4,74 | 3.568.212 | 5,02 | 3.779.574 | ||
| PTYEVLIM0004 PTYES1LM0005 |
ES - BENFICA STARS FUND ES - BRASIL |
1.768.509 1.166.370 |
5,00 5,59 |
8.840.033 6.524.410 |
4,03 5,96 |
7.127.445 6.951.913 |
||
| PTYESILM0009 | ES - CAPITALIZAÇÃO | 71.152 | 9,21 | 655.118 | 8,17 | 581.511 | ||
| PTYETXLM0009 PTYEVKHM0006 |
ES - CAPITALIZAÇÃO DINÂMICA ES - ESTRATEGIA ACÇÕES |
909.849 831.913 |
5,04 5,35 |
4.587.020 4.447.160 |
4,29 5,44 |
3.906.071 4.523.858 |
||
| PTYESOLM0001 | ES - MERCADOS EMERGENTES | 587.489 | 7,66 | 4.499.620 | 7,98 | 4.685.283 | ||
| PTYEVBLM0001 PTYESPLM0000 |
ES - MOMENTUM ES - MONETÁRIO |
535.915 146.616 |
3,82 6,66 |
2.048.897 976.526 |
4,34 6,82 |
2.324.372 999.435 |
||
| PTYESRLM0008 | ES - OBRIGAÇÕES EUROPA | 65.542 | 10,62 | 696.014 | 11,69 | 765.858 | ||
| PTYEVFLM0007 | ES - PLANO DINÂMICO | 133.192.902 | 4,00 | 533.304.635 | 4,01 | 533.464.210 | ||
| PTYEVIHM0000 PTYETBLM0005 |
ES - PREMIUM FEI ES - RENDA MENSAL |
61.672.726 8.172.000 |
5,09 4,36 |
313.764.213 35.598.049 |
5,09 4,20 |
313.661.318 34.295.432 |
||
| PTYEVJHM0009 | ES - RENDIMENTO DINÂMICO | 26.116.333 | 7,02 | 183.218.657 | 7,12 | 186.047.531 | ||
| PTYEVDLM0009 PTYEVMHM0004 |
ES - RENDIMENTO FEI ES - RENDIMENTO FIXO |
364.670 2.334.902 |
5,30 5,06 |
1.931.329 11.823.609 |
5,30 5,02 |
1.931.329 11.716.071 |
||
| PTYEVNHM0003 | ES - RENDIMENTO FIXO II | 3.446.429 | 5,02 | 17.290.045 | 5,01 | 17.283.152 | ||
| PTYEVHHM0001 | ES - RENDIMENTO PLUS | 4.485.399 | 5,54 | 24.854.695 | 5,56 | 24.928.953 | ||
| PTESCGEN0005 PTESVDEM0006 |
ESPIRITO SANTO INFRAST. FUND - I FCR ES VENTURES III |
2.193 75.000.000 |
1.001,18 0,01 |
2.195.762 751.511 |
1.013,03 0,01 |
2.221.745 762.000 |
||
| PTESVAEM0009 | FIQ ES VENTURES II | 99.678.182 | 0,01 | 698.169 | 0,01 | 974.853 | ||
| PTFIMDHN0004 | FUNGEPI FII | 6.275.000 | 3,57 | 22.378.697 | 3,28 | 20.560.038 | ||
| PTFIMEHN0003 PTYEIAHM0005 |
FUNGERE - Fd G. Pat. Imobiliário GESPATRIMONIO RENDIMENTO |
6.923.076 627.396 |
4,29 10,76 |
29.699.996 6.748.712 |
4,20 12,79 |
29.064.458 8.023.141 |
||
| PTNOFCIM0006 | NORFIN IMOBILIARIO (Logística e Distribuição) | 1.000.000 | 5,26 | 5.264.300 | 6,37 | 6.370.300 | ||
| sub-total 437.265.831 | 0 | 0,00 | 0,00 | 1.252.993.581 | 0,00 | 1.254.089.879 | ||
| 2.1.2.4 - Outros | ||||||||
sub-total |
0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | |
| sub-sub-total | 449.114.485 | 0 | 0,00 | 0,00 | 1.320.182.755 | 0,00 | 1.317.739.531 | |
| total 449.114.485 |
866.084.351 | 0,00 | 0,00 | 2.200.946.788 | 0,00 | 2.131.062.726 | ||
| 2.2 - Estrangeiros 2.2.1 - Títulos de rendimento fixo |
||||||||
| 2.2.1.1 - De dívida pública | ||||||||
| XS0224713254 DE0001137271 |
AUSTRIA REP. 2005 / 28-07-2025 BKO 1.25% /2009 - 16/09/2011 |
6.500.000 30.000.000 |
0,81 1,01 |
5.899.866 30.264.404 |
5.282.315 30.245.404 |
|||
| FR0114683842 | BTNS 4.5% /2008 - 12/07/2013 | 10.000.000 | 1,10 | 10.957.055 | 11.013.555 | |||
| IT0004604671 IT0004615917 |
BTPS 2.1% + Inflação - 2010 / 15-09-2021 BTPS 3% /2010 - 15/06/2015 |
19.900.000 5.000.000 |
0,94 0,97 |
19.730.782 5.084.075 |
18.762.276 4.854.575 |
|||
| IT0004009673 | BTPS 3.75% /2006 - 01/08/2021 | 21.500.000 | 0,94 | 20.220.510 | 20.151.228 | |||
| IT0004594930 IT0004536949 |
BTPS 4% /2010 - 01/09/2020 BTPS 4.25% /2009 - 01/03/2020 |
10.000.000 2.500.000 |
0,96 0,98 |
10.181.603 2.600.223 |
9.604.103 2.457.723 |
|||
| IT0004489610 | BTPS 4.25% /2009 - 01/09/2019 | 15.000.000 | 0,99 | 15.153.667 | 14.853.586 | |||
| IT0004273493 | BTPS 4.5 % /2007 - 01/02/2018 | 9.050.000 | 1,03 | 8.794.154 | 9.294.710 | |||
| IT0001174611 DE0001141497 |
BTPS 6.5% /1997 - 01/11/2027 BUNDESOBLIGATION 3.5% 2006 - 14/10/2011 |
39.000.000 100.000 |
1,15 1,03 |
50.260.715 102.988 |
44.841.612 102.988 |
|||
| DE0001030500 | DBR 1.5% Inflação 2006 - 15/04/2016 | 49.882.000 | 1,17 | 50.183.925 | 58.290.936 | |||
| DE0001135416 DE0001135424 |
DBR 2.25% - 2010 / 04-09-2020 DBR 2.50% - 2010 / 04-01-2021 |
5.000.000 10.000.000 |
0,96 0,96 |
4.968.193 9.941.973 |
4.775.243 9.644.973 |
|||
| DE0001135408 | DBR 3% /2010 - 04/07/2020 | 10.000.000 | 1,03 | 10.746.370 | 10.264.370 | |||
| DE0001135382 DE0001135374 |
DBR 3.5% /2009 - 04/07/2019 DBR 3.75% /2008 - 04/01/2019 |
2.000.000 23.150.000 |
1,07 1,11 |
2.032.041 25.164.099 |
2.138.421 25.702.034 |
|||
| DE0001135358 | DBR 4.25% /2008 - 04/07/2018 | 200.000 | 1,13 | 225.448 | 225.748 | |||
| DE0001135366 | DBR 4.75 % /2008 - 04/07/2040 | 400.000 | 1,26 | 516.230 | 505.770 | |||
| DE0001135085 DE0001135176 |
DBR 4.75% /1998 - 04/07/2028 DBR 5.5 % /2000 - 04/01/2031 |
200.000 19.100.000 |
1,19 1,33 |
245.595 26.529.254 |
238.015 25.434.463 |
|||
| XS0546424077 | DENMARK KINGDOM 1.75% /2010 - 05/10/2015 | 3.250.000 | 0,98 | 3.260.014 | 3.199.954 | |||
| FI4000010848 FR0010235176 |
FINNISH GOVT 3.375% /2010 - 15/04/2020 FRTR 1% + Inflação - 2005/ 25-07-2017 |
7.500.000 37.682.000 |
1,04 1,11 |
7.694.438 35.594.551 |
7.831.988 41.761.563 |
|||
| FR0010216481 | FRTR 3% /2004 - 25/10/2015 | 50.000.000 | 1,04 | 50.108.692 | 52.125.342 | |||
| FR0010171975 FR0010517417 |
FRTR 4% /2004 - 25/04/2055 FRTR 4.25% /2007 - 25/10/2017 |
400.000 18.500.000 |
1,04 1,10 |
445.739 19.819.612 |
417.539 20.363.900 |
|||
| FR0010670737 | FRTR 4.25% /2007 - 25/10/2018 | 19.500.000 | 1,10 | 20.787.822 | 21.375.927 | |||
| FR0000187361 FR0000187635 |
FRTR 5% /2000 - 25/10/2016 FRTR 5.75% /2000 - 25/10/2032 |
30.000.000 10.000.000 |
1,14 1,30 |
33.526.542 12.350.091 |
34.344.842 12.955.048 |
|||
| GR0124026601 | GGB 3.7% /2005 - 20/07/2015 | 7.500.000 | 0,68 | 7.383.110 | 5.069.060 | |||
| GR0114021463 | GGB 4.0% /2008 - 20/08/2013 | 24.000.000 | 0,80 | 24.005.228 | 19.209.008 | |||
| GR0110021236 GR0124024580 |
GGB 4.3% /2009 - 20/03/2012 GGB 4.5% /2004 - 20/05/2014 |
9.200.000 48.500.000 |
0,94 0,77 |
9.638.426 50.854.411 |
8.657.597 37.128.677 |
|||
| GR0124030645 | GGB 4.6% /2008 - 20/07/2018 | 22.100.000 | 0,62 | 21.967.173 | 13.593.014 | |||
| GR0133004177 GR0114022479 |
GGB 5.3% /2009 - 20/03/2026 GGB 5.5% /2009 - 20/08/2014 |
8.300.000 9.400.000 |
0,62 0,77 |
8.457.089 10.273.070 |
5.142.089 7.260.476 |
|||
| GR0124031650 | GGB 6.0% /2009 - 19/07/2019 | 11.500.000 | 0,67 | 12.750.728 | 7.685.143 | |||
| GR0114023485 XS0485309313 |
GGB 6.1% /2010 - 20/08/2015 INSTITUT CREDITO OFICIAL 3.25% /2010 - 10/02/2015 |
6.740.000 5.000.000 |
0,79 0,97 |
7.069.417 5.137.447 |
5.356.513 4.840.247 |
|||
| IE00B3KWYS29 | IRISH GOVT 4% / 2009 - 15/01/2014 | 1.000.000 | 0,94 | 1.043.356 | 944.956 | |||
| IE00B28HXX02 | IRISH GOVT 4.5 % /2007 - 18/10/2018 | 14.000.000 | 0,77 | 13.600.311 | 10.799.926 | |||
| IE0006857530 IE0031256328 |
IRISH GOVT 4.6% /1999 - 18/04/2016 IRISH GOVT 5.0% /2002 - 18/04/2013 |
10.000.000 27.500.000 |
0,88 0,99 |
10.390.090 29.896.081 |
8.754.890 27.355.776 |
|||
| IE00B60Z6194 | IRISH GOVT 5.0% /2010 - 18/10/2020 | 10.000.000 | 0,74 | 10.059.890 | 7.428.370 | |||
| IE00B6089D15 DE000A1DAMK4 |
IRISH GOVT 5.9% /2009 - 18/10/2019 KFW 1.25% /2010 - 17/06/2013 |
400.000 14.800.000 |
0,82 1,01 |
421.725 14.883.125 |
327.885 14.874.963 |
|||
| US500769DY72 | KFW 1.375% /2010 - 15/07/2013 | 1.250.000 | 0,76 | 997.990 | 947.200 | |||
| DE000A1DAML2 | KFW 1.75% /2010 - 04/08/2014 | 2.000.000 | 1,00 | 2.011.404 | 2.003.544 | |||
| DE000A1EWEB2 DE000A1DAMM0 |
KFW 1.875% - 2010 / 16-11-2015 KFW 2.25% - 2010 / 21-09-2017 |
4.500.000 4.500.000 |
0,98 0,97 |
4.500.817 4.519.647 |
4.410.997 4.349.682 |
|||
| DE000A1DAMJ6 | KFW 2.25% /2010 - 10/04/2015 | 18.500.000 | 1,02 | 18.832.222 | 18.833.852 | |||
| DE000A1CR4S5 DE000A0E8294 |
KFW 3.625% /2010 - 20/01/2020 KFW Float /2006 - 23/02/2016 |
1.000.000 3.000.000 |
1,05 0,98 |
1.038.763 3.016.435 |
1.048.723 2.948.583 |
|||
| XS0243207585 | KFW Var /2006 - 21/02/2011 | 4.563.000 | 1,00 | 4.424.825 | 4.543.548 | |||
| XS0506445963 | LUXEMBOURG GOVT 3.375% /2010 - 18/05/2020 | 8.000.000 | 1,02 | 8.157.918 | 8.198.878 | |||
| NL0009213651 NL0000102242 |
NETHERLANDS GOVT 2.75% /2009 - 15/01/2015 NETHERLANDS GOVT 3.25% /2005 - 15/07/2015 |
18.000.000 10.000.000 |
1,07 1,07 |
18.436.438 10.574.079 |
19.197.358 10.730.979 |
|||
| NL0009348242 | NETHERLANDS GOVT 3.5% /2010 - 15/07/2020 | 10.000.000 | 1,05 | 10.142.055 | 10.451.555 | |||
| NL0000102275 DE0001141521 |
NETHERLANDS GOVT 3.75% /2006 - 15/01/2023 OBL 3.5% /2008 - 12/04/2013 |
10.000.000 3.200.000 |
1,08 1,08 |
10.392.589 3.297.117 |
10.758.089 3.467.901 |
|||
| DE0001141539 | OBL 4.0% /2008 - 11/10/2013 | 5.900.000 | 1,09 | 6.198.405 | 6.430.273 | |||
| XS0205537581 | REP. ARGENTINA 1.2% /2003 - 31/12/2038 | 849.836 | 0,37 | 310.508 | 318.179 | |||
| GR0124021552 | REP. GREECE 4.6 % / 2003 - 20/05/2013 | 11.250.000 | 0,83 | 11.732.460 | 9.384.819 |
| Ano: | 2010 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS CÓDIGO |
DESIGNAÇÃO | Quantidade | Montante do valor nominal |
% do valor nominal |
Preço médio de aquisição |
Valor total de aquisição |
Valor de balanço unitário |
Total | |
| XS0220101744 | REPUBLIC OF AUSTRIA Var /2005 - 15/06/2015 | 3.000.000 | 0,97 | 2.994.772 | 2.917.470 | ||||
| SK4120007543 | SLOVAKIA 4.35% - 2010 / 14-10-2025 | 5.000.000 | 0,95 | 5.034.029 | 4.727.729 | ||||
| ES00000120N0 | SPANISH GOV 4.9% 2007 - 30/07/2040 | 400.000 | 0,87 | 375.740 | 349.510 | ||||
| ES0000011876 | SPGB c/z - 98 / 01-2029 | 28.247.569 | 0,33 | 9.502.332 | 9.435.253 | ||||
| 2.2.1.2 - De outros emissores públicos | sub-total | 0 | 848.414.405 | 0,00 | 0,00 | 867.711.890 | 0,00 | 822.942.859 | |
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 2.2.1.3 - De outros emissores | |||||||||
| XS0140546853 | INTEREST-BEARING AMORTISING NOTES (SERIE 36) | 773.800,11 | 775.940,71 | ||||||
| FIDUCIARY DEPOSIT (BNP) | 861.195,43 | 870.207,01 | |||||||
| FIDUCIARY DEPOSIT 293 (JPM) | 963.386,71 | 961.543,96 | |||||||
| FIDUCIARY DEPOSIT 315 (JPM) | 578.622,28 | 529.007,25 | |||||||
| XS0346776973 | Amortising Secured Repackaged Notes due 2020 | 3.460.478,12 | 3.539.592,37 | ||||||
| XS0416990439 | Amortising Secured Repackaged Notes due 20 th November 2022 | 2.947.392,27 | 2.215.691,47 | ||||||
| PAPEL COMERCIAL | 180.047.228 | 180.047.228 | |||||||
| XS0283183084 XS0496065672 |
ABANKA VIPA Float 2007/2049 (Call:03-02-2017) ABBEY NATL TREASURY 2.5% /2010 - 18/03/2013 |
2.000.000 1.500.000 |
0,62 1,02 |
1.174.493 1.525.824 |
1.244.493 1.527.039 |
||||
| XS0546218925 | ABN AMRO BANK NV 3.625% /2010 - 06/10/2017 | 4.000.000 | 0,97 | 4.031.004 | 3.883.644 | ||||
| XS0439522938 | ABN AMRO BANK NV 3.75% /2009 - 15/07/2014 | 8.000.000 | 1,06 | 8.135.340 | 8.463.900 | ||||
| XS0267063435 | ABN AMRO BANK NV Float / 2006 - 14/09/2016 (Call:14/09/2011) | 1.000.000 | 0,87 | 891.151 | 865.580 | ||||
| XS0546217521 | ABN AMRO BANK NV Float /2010 - 15/01/2013 | 3.000.000 | 1,01 | 3.012.288 | 3.018.588 | ||||
| NL0000122505 | ABN AMRO CMS /1999 - 10/06/2019 | 12.000.000 | 0,82 | 10.281.565 | 9.789.222 | ||||
| FR0010753459 | ACCOR SA 6,5% 2009 - 06/05/2013 | 250.000 | 1,12 | 260.640 | 279.083 | ||||
| XS0262684862 XS0237518013 |
ADAGI III-X SUB 0% MTG / 2006 - 15/09/2022 (Call=15-09-2010) ADAGI II-X Q MTG /2005 - 15/01/2021 |
2.000.000 15.000.000 |
0,41 0,52 |
831.800 5.479.500 |
829.400 7.833.000 |
||||
| XS0282614204 | AEGON GLOBAL (AGIM) 4.25% /2007 - 23/01/2012 | 5.500.000 | 1,06 | 5.792.601 | 5.826.271 | ||||
| XS0425811865 | AEGON NV 7% /2009 - 29/04/2012 | 500.000 | 1,10 | 566.789 | 549.674 | ||||
| XS0201884300 | AIREM 2004-1X 3B2 MTG /2004 - 20/09/2066 | 4.500.000 | 0,65 | 4.512.289 | 2.926.931 | ||||
| USG01582AA61 | ALESC 4X A1 Mtge 2004 - 30/07/2034 | 5.000.000 | 0,40 | 2.045.058 | 2.006.888 | ||||
| USG01582AB45 | ALESC 4X A2 Mtg 2004 - 30/07/2034 | 2.000.000 | 0,27 | 551.659 | 541.386 | ||||
| USG0158RAE39 USG0158NAA03 |
ALESC 7X C1 Mtge 2005 - 23/07/2035 ALESC 7X INC MTG /2005 - 23/07/2035 (Call=23/03/2015) |
4.000.000 1.000.000 |
0,02 0,00 |
77.326 0 |
76.038 7 |
||||
| DE000A0TR7K7 | ALLIANZ FINANCE (ALVGR) 5.0% - 2008 / 06-03-2013 | 5.000.000 | 1,10 | 5.516.479 | 5.504.379 | ||||
| DE000A1AKHB8 | ALLIANZ FINANCE 4.75% /2009 - 22/07/2019 | 4.000.000 | 1,06 | 4.126.339 | 4.250.969 | ||||
| DE000A0DX3M2 | ALPHA GROUP JERSEY PERP 2005/18/02/2049 (call:18-02-2015 ) | 900.000 | 0,47 | 455.063 | 419.063 | ||||
| XS0519903743 | AMERICA MOVIL (AMXLMM) 3.75% - 2010 / 28-06-2017 | 1.150.000 | 1,02 | 1.206.591 | 1.172.971 | ||||
| XS0268814125 | ANGLO IRISH PERPETUAL 5.219% 2006 - 29/09/2016 | 200.000 | 0,02 | 46.745 | 4.000 | ||||
| XS0207513127 | ANZ CAP.TRUST III Float /2004 - 15/12/2053 (Call=15/12/2014) | 500.000 | 0,78 | 504.825 | 389.125 | ||||
| XS0559641146 FR0010941690 |
ARCELORMITTAL 4.625% 2010 - 17/11/2017 AREVA 3.5% /2010 - 22/03/2021 |
2.700.000 2.450.000 |
1,01 0,94 |
2.696.270 2.462.223 |
2.730.074 2.292.022 |
||||
| IT0003694137 | ARGOM 2 B MTG /2004 - 27/10/2043 | 4.300.000 | 0,61 | 4.322.549 | 2.633.497 | ||||
| XS0296224008 | ARGON CAP PLC Float /2007 - 20/06/2011 | 7.500.000 | 0,78 | 5.101.930 | 5.831.680 | ||||
| XS0289683616 | ARGON CAPITAL PLC #75 Float /2007 - 05/05/2013 | 7.500.000 | 0,58 | 3.995.072 | 4.337.822 | ||||
| NL0009213545 | ASR NEDERLAND 10% 2009/26-10-2049 (Call 26-10-2019) | 1.875.000 | 1,14 | 1.912.041 | 2.129.310 | ||||
| NL0009213529 | ASR NEDERLAND NV Float /2009 - 26/10/2049 (Call=26/10/2015) | 2.500.000 | 0,70 | 2.521.774 | 1.752.758 | ||||
| NL0009213537 XS0416215910 |
ASR NEDERLAND NV PERP 6.25% 2009/10-08-2049 ASSICURAZIONI 4.875% /2009 - 11/11/2014 |
2.000.000 1.000.000 |
0,79 1,06 |
1.555.342 1.065.078 |
1.580.342 1.056.098 |
||||
| XS0257010206 | ASSICURAZIONI GENERALI Var 2006/16-06-2049 (Call 16/06/2026) | 400.000 | 0,91 | 384.645 | 362.579 | ||||
| XS0356044643 | AT & T INC 6.125% /2008 - 02/04/2015 | 2.000.000 | 1,18 | 2.367.353 | 2.355.063 | ||||
| XS0291950722 | AT & T INC. 4.375% /2007 - 15/03/2013 | 4.000.000 | 1,09 | 4.132.132 | 4.341.721 | ||||
| XS0211870547 | ATHLON SEC. BV Float MTG /2005 - 26/12/2014 | 610.750 | 0,99 | 611.843 | 604.933 | ||||
| XS0427290357 | ATLANTIA 5.625% /2009 - 06/05/2016 | 5.500.000 | 1,11 | 6.078.877 | 6.101.877 | ||||
| XS0493543986 | AUST & NZ BANK 3.75% /2010 - 10/03/2017 | 5.000.000 | 1,04 | 5.135.405 | 5.201.905 | ||||
| XS0466878419 XS0433184115 |
AUST & NZ BANKING GROUP 2.625% /2009 - 16/11/2012 Autocallable Índices Emergentes 2009 - 03/07/2013 |
1.000.000 100.000 |
1,02 1,11 |
999.716 100.000 |
1.018.216 111.114 |
||||
| XS0210434782 | AXA Float /2005 - 29/01/2049 (Call=25/01/2011) | 113.000 | 0,76 | 88.913 | 86.230 | ||||
| XS0167957983 | AXA SA 7.1% /2003 - 07/05/2049 (Call=07/11/2010) | 804.000 | 0,74 | 599.294 | 596.080 | ||||
| XS0207825364 | AXA SA Var 2004-20/12/2049 (Call 20/12/2010) | 400.000 | 0,70 | 287.581 | 280.978 | ||||
| XS0127011798 | B.C.P. FINANCE 6.25% /2001 - 29/03/2011 | 2.822.000 | 1,01 | 2.934.364 | 2.839.614 | ||||
| XS0383001210 | BAA FUNDING Var /2008 - 15/02/2014 (Call=15/02/2012) | 450.000 | 1,05 | 466.758 | 472.559 | ||||
| XS0235394037 ES0413211345 |
BANCA INTESA SPA C/F Float /2005 - 23/11/2015 BANCO BILBAO VIZ 3.625% /2010 - 18/01/2017 |
3.000.000 3.000.000 |
0,91 0,95 |
2.841.860 3.086.377 |
2.744.360 2.863.087 |
||||
| USP07041AA72 | BANCO BONSUCESSO 9.25% - 2010 / 03-11-2020 | 6.250.000 | 0,74 | 4.638.526 | 4.642.843 | ||||
| USG08010BH52 | BANCO BRADESCO SA 6.75% 2009 - 29/09/2019 | 500.000 | 0,81 | 344.750 | 404.623 | ||||
| XS0218220191 | BANCO FINANTIA Float /2005 - 04/05/2015 (Call=04/05/2010) | 5.000.000 | 0,97 | 4.825.534 | 4.826.893 | ||||
| XS0313254046 | BANCO FINANTIA INTL Float /2007 - 26/07/2017 (Call=26/07/2012) | 6.700.000 | 0,85 | 6.728.049 | 5.722.994 | ||||
| ES0170234001 | BANCO GALLEGO 2006 - 30/10/2049 (Call: 30/10/2016) | 1.000.000 | 0,60 | 599.275 | 598.935 | ||||
| XS0552649021 XS0239063414 |
BANCO INDUSTR E COMRCL 5.25% 2010 - 25/10/2015 BANCO ITAU EUROPA /2005 - 22/12/2015 (Call=22/12/2010) |
2.000.000 9.370.000 |
0,75 0,86 |
1.433.613 9.192.576 |
1.496.221 8.063.054 |
||||
| XS0440539269 | BANCO MERCANTIL 9% /2009 - 08/11/2011 (Put=08/11/2010) | 600.000 | 0,77 | 432.949 | 462.050 | ||||
| XS0460315806 | BANCO PANAMERICANO SA 7% 2009 - 26/10/2012 | 1.000.000 | 0,74 | 675.346 | 738.982 | ||||
| XS0443820088 | BANCO POPOLARE (BPIM) 3.75% /2009 - 07/08/2012 | 1.750.000 | 1,02 | 1.792.473 | 1.785.112 | ||||
| XS0235012951 | BANCO POPOLARE C/F Float /2005 - 18/11/2015 | 1.000.000 | 0,88 | 969.462 | 875.162 | ||||
| ES0213790001 | BANCO POPULAR Float /2009 - 22/12/2019 (Call=22/12/2014) | 400.000 | 0,88 | 400.562 | 351.362 | ||||
| ES0313860233 ES0413860000 |
BANCO SABADELL 4.375% /2009 - 22/05/2012 BANCO SABADELL 4.5% /2003 - 29/04/2013 |
5.100.000 3.500.000 |
1,02 1,03 |
5.245.336 3.616.651 |
5.207.454 3.596.351 |
||||
| ES0213860051 | BANCO SABADELL 6.25% /2010 - 26/04/2020 | 100.000 | 0,87 | 104.236 | 87.486 | ||||
| XS0267456084 | BANCO SABADELL PERPETUAL 5.234% 2006 - 20/09/2016 | 50.000 | 0,61 | 17.588 | 30.727 | ||||
| XS0426539184 | BANESTO FINANCIAL 4.0% /2009 - 08/05/2012 | 3.600.000 | 1,02 | 3.686.625 | 3.657.249 | ||||
| DE000A0DE4Q4 | BANESTO SA 5.50% 2004 - 05/11/2049 (Call 05/05/2011) | 200.000 | 0,79 | 172.681 | 157.681 | ||||
| XS0208508845 XS0280064204 |
BANIF FINANCE LTD Float /2004 - 22/12/2049 (Call=22/12/2014) BANIF FINANCE LTD Float /2006 - 22/12/2049 (Call=22/12/2016) |
2.053.000 7.000.000 |
0,50 0,56 |
2.076.120 7.004.886 |
1.028.000 3.924.186 |
||||
| XS0286040331 | BANK OF AMERICA CORP 4.625% 2007 - 07/02/2017 | 200.000 | 0,96 | 191.327 | 192.201 | ||||
| XS0267299633 | BANK OF AMERICA CRP Float / 2006 - 12/09/2013 | 3.000.000 | 0,95 | 2.879.939 | 2.847.989 | ||||
| XS0285100391 | BANK OF AMERICA Float - 2007 / 05-02-2014 | 2.900.000 | 0,94 | 2.706.009 | 2.715.531 | ||||
| XS0482810958 | BANK OF IRELAND 4.0% /2010 - 28/01/2015 | 3.000.000 | 0,82 | 3.101.735 | 2.463.395 | ||||
| XS0232972645 | BANK OF IRELAND 4.25% RAcc /2005 - 02/11/2015 (Call=02/11/2010) | 5.000.000 | 0,66 | 5.040.381 | 3.309.328 | ||||
| XS0186652557 XS0213499410 |
BANK OF IRELAND 4.625% 2004 / 27/02/2019 ( CALL 26/02/2014) BANK OF SCOTLAND (HBOS) Var /2005 - 16/03/2020 |
2.000.000 10.000.000 |
0,53 0,88 |
1.618.055 10.301.575 |
1.058.055 8.811.523 |
||||
| XS0249093526 | BANQ FED CRD MUT Float /2006 - 31/03/2016 (Call=31/03/2011) | 2.500.000 | 0,94 | 2.117.250 | 2.337.500 | ||||
| XS0243080065 | BANQUE FED CRED MUTUEL Float /2006 - 10/02/2016 | 2.000.000 | 0,95 | 1.813.471 | 1.907.791 | ||||
| FR0010844381 | BANQUE POPULAIRE CAISSE Float /2010 - 20/07/2012 | 1.000.000 | 1,00 | 1.001.650 | 1.000.250 | ||||
| XS0484530588 | BANQUE PSA FIN (PEUGOT) Float 2010/05-08-2011 | 8.000.000 | 1,01 | 8.054.995 | 8.058.995 | ||||
| XS0450660450 | BANQUE PSA FIN 3.75% 2009 - 11/03/2011 | 500.000 | 1,03 | 514.659 | 517.087 | ||||
| IT0006707159 XS0433618997 |
BARCLAYS 4.4% - 2009 / 29-12-2015 BARCLAYS BANK PLC 2009/20-06-2011 |
1.490.000 1.000.000 |
1,02 1,00 |
1.568.584 1.000.863 |
1.512.858 1.003.563 |
||||
| XS0301811070 | BARCLAYS BANK PLC Float / 2007 - 30/05/2017 (Call:30/05/2012) | 7.000.000 | 0,93 | 6.625.642 | 6.482.402 | ||||
| US06739FGF27 | BARCLAYS BK 5% 2009 - 22/09/2016 | 750.000 | 0,80 | 516.848 | 602.074 | ||||
| XS0495946310 | BARCLAYS BK PLC 3.5% /2010 - 18/03/2015 | 5.000.000 | 1,03 | 5.130.182 | 5.172.632 | ||||
| XS0479945353 | BARCLAYS BK PLC 4.0% /2010 - 20/01/2017 | 1.500.000 | 1,03 | 1.550.157 | 1.549.077 | ||||
| XS0445843526 XS0125133644 |
BARCLAYS BK PLC 4.875% /2009 - 13/08/2019 BARCLAYS BK PLC 5.75% /2001 - 08/03/2011 |
5.000.000 4.523.000 |
1,03 1,05 |
5.086.808 4.775.976 |
5.170.993 4.731.715 |
||||
| XS0233885531 | BARCLAYS BK PLC Float /2005 - 23/11/2015 | 4.800.000 | 0,95 | 4.763.804 | 4.565.906 | ||||
| XS0214398199 | BARCLAYS BK PLC PERPETUAL 4.75% 2005 - 15/03/2020 | 200.000 | 0,69 | 104.638 | 138.908 | ||||
| XS0225160786 | BARCLAYS Float / 2005 - 31/07/2018 | 10.000.000 | 0,72 | 10.000.103 | 7.195.000 | ||||
| DE000A0TKBM0 | BASF FIN EUROPNV 5% /2007 - 26/09/2014 | 5.000.000 | 1,11 | 5.603.603 | 5.526.803 | ||||
| DE000A0XFK16 XS0439773002 |
BASF SE 3.75% /2009 - 08/10/2012 BASF SE 4.25% /2009 - 14/10/2016 |
2.000.000 3.000.000 |
1,05 1,07 |
2.036.850 3.039.796 |
2.092.160 3.206.167 |
||||
| XS0307791698 | BAT INTL FINANCE 5,375% /2007 - 29/06/2017 | 3.000.000 | 1,14 | 3.185.010 | 3.431.260 | ||||
| XS0097995590 | BAYER HYPO CMS /1999 - 02/06/2014 | 4.000.000 | 1,01 | 3.939.686 | 4.055.644 | ||||
| XS0097084726 | BAYER HYPO CMS /1999 - 05/05/2014 | 2.061.000 | 0,97 | 2.042.328 | 2.007.952 | ||||
| XS0097994940 | BAYER HYPO-VEREI CMS /1999 - 16/06/2014 | 3.000.000 | 0,98 | 2.989.869 | 2.952.167 | ||||
| XS0300999744 | BBVA BANCOMER 4.799% /2007 - 17/05/2017 (Call=17/05/2012) | 5.000.000 | 0,96 | 5.149.887 | 4.811.787 | ||||
| XS0427109896 XS0271771239 |
BBVA SENIOR FIN 3.625% /2009 - 14/05/2012 BBVA SUB CAPITAL UNI Float 2006/2016 (Call:24/10/2011) |
8.500.000 100.000 |
1,02 0,92 |
8.688.375 93.747 |
8.662.535 91.997 |
||||
| XS0278435226 | BCP FINANCE BANK Float /2006 - 21/12/2016 (Call=21/12/2011) | 6.537.000 | 0,65 | 6.406.116 | 4.251.452 | ||||
| XS0284019659 | BCP FINANCE Float /2007 - 06/02/2012 | 4.400.000 | 0,88 | 4.190.141 | 3.857.611 | ||||
| XS0231958520 | BCP FINANCE pp - 2005 / 13-10-2049 (call=12-10-2015) | 23.501.000 | 0,50 | 12.723.938 | 11.672.355 | ||||
| XS0194093844 | BCP FINANCE VAR /2004 - 09/06/2049 (Call = 09/06/2014) | 5.232.400 | 0,54 | 3.708.049 | 2.813.995 | ||||
| XS0220423783 | BEAR STEARNS /2005 - 13/06/2017 | 5.000.000 | 0,75 | 4.883.289 | 3.758.066 | ||||
| XS0269056056 XS0206444357 |
BEAR STEARNS CO Float 2006 - 26/09/2013 BEAR STEARNS Float /2004 - 01/12/2014 |
5.000.000 5.000.000 |
0,98 1,03 |
4.981.254 4.992.694 |
4.906.353 5.173.500 |
||||
| XS0212225188 | BEAR STEARNS Float /2005 - 21/02/2017 | 7.000.000 | 0,93 | 6.531.534 | 6.477.969 | ||||
| XS0233689602 | BEAR STEARNS Racc 2005 - 02/11/2015 | 2.000.000 | 0,80 | 1.980.052 | 1.601.800 | ||||
| XS0250980991 | BEAR STEARNS Var /2006 - 02/05/2016 | 5.000.000 | 0,76 | 4.975.052 | 3.786.500 | ||||
| XS0069971710 | BEI 8% 1996 - 10/11/2016 | 1.591.664 | 1,27 | 2.052.586 | 2.024.844 | ||||
| GB0040940875 XS0550894181 |
BERGEN BANK A/S Float /1986 - 26/02/2049 (Call=26/02/2010) BES 5.19 Ser84 2010 - 18/10/2015 |
1.000.000 100.000 |
0,44 1,01 |
423.303 101.068 |
443.167 101.038 |
||||
| XS0550895238 | BES 5.19 Ser85 2010 - 18/10/2015 | 100.000 | 1,01 | 101.068 | 101.038 |
| Ano: | 2010 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS CÓDIGO |
DESIGNAÇÃO | Quantidade | Montante do valor nominal |
% do valor nominal |
Preço médio de aquisição |
Valor total de aquisição |
Valor de balanço unitário |
Total |
| XS0550892219 | BES 5.19% Ser81 2010 - 18/10/2015 | 200.000 | 1,01 | 202.121 | 202.076 | |||
| XS0550893290 XS0550893886 |
BES 5.19% Ser82 2010 - 18/10/2015 BES 5.19% Ser83 2010 - 18/10/2015 |
100.000 150.000 |
1,01 1,01 |
101.053 151.587 |
101.038 151.557 |
|||
| XS0210172721 | BES FINANCE 2005 - 07/02/2035 | 1.831.000 | 0,66 | 1.232.107 | 1.211.621 | |||
| XS0530327963 XS0129239454 |
BES FINANCE 4.5% 2010 - 02/08/2012 BES FINANCE 6.25% /2001-17/05/2011 |
500.000 27.592.000 |
1,01 1,01 |
503.775 29.134.496 |
503.625 27.786.278 |
|||
| XS0147275829 XS0242314291 |
BES FINANCE 6.625% pp /2002 - 08/05/2049 (Call = 08/05/2012) BES FINANCE Float/ 2006 - 08/02/2011 |
237.495.000 500.000 |
0,65 0,99 |
181.448.876 496.861 |
155.484.918 496.989 |
|||
| XS0207754754 | BES FINANCE LTD /2004 - 16/03/2049 (Call=16/03/2015) | 47.615.000 | 0,57 | 37.198.403 | 26.938.349 | |||
| XS0493517394 | BES FINANCE LTD 4.25% /2010 - 11/03/2015 | 19.750.000 | 1,03 | 20.430.699 | 20.430.699 | |||
| XS0171467854 XS0430765312 |
BES FINANCE pp /2003 - 02/07/2049 (Call = 02/07/2014) BES INVESTIMENTO 5.75% /2009 - 29/05/2012 |
114.339.000 18.800.000 |
0,51 0,74 |
74.289.108 13.919.189 |
58.635.733 13.926.522 |
|||
| US05540NAA37 | BES INVESTIMENTO BRASIL 5.625% 2010 - 25/03/2015 | 4.300.000 | 0,74 | 3.195.894 | 3.176.909 | |||
| XS0344580732 XS0190583012 |
BESNN 1.25% (Conv Bradesco) 2008 - 26/02/2011 BESNN Float /2004 - 21/04/2011 |
500.000 900.000 |
0,74 0,98 |
342.939 872.444 |
368.822 881.242 |
|||
| XS0505141290 | BESPL 3% (Conv EDP) 2010/19-05-2015 | 4.100.000 | 0,84 | 3.889.008 | 3.430.948 | |||
| XS0138932842 XS0139270143 |
BESPL 5.28% /2001 - 28/11/2011 BESPL 5.42% /2001 - 28/11/2011 |
5.000.000 6.000.000 |
0,98 0,98 |
5.244.402 6.048.707 |
4.914.950 5.904.767 |
|||
| USG1163HAX47 | BG ENERGY 2.5% - 2010 / 09-12-2015 | 500.000 | 0,74 | 378.477 | 371.504 | |||
| XS0421249235 XS0144571352 |
BHP BILLITON FIN 6.375% /2009 - 04/04/2016 BIC 4.65% /2002-19/03/2012 |
3.000.000 5.000.000 |
1,21 1,19 |
3.651.997 5.002.863 |
3.630.667 5.931.958 |
|||
| IT0003685846 | BIPIELLE RESIDENTIAL SRL Float MTG /2004 - 30/12/2040 | 2.800.000 | 0,63 | 2.806.574 | 1.764.102 | |||
| XS0412107533 XS0478931354 |
BMW FINANCE NV 5.25% /2009 - 04/02/2011 BMW FINANCE NV 3.875% /2010 - 18/01/2017 |
2.480.000 7.000.000 |
1,05 1,06 |
2.597.534 7.175.583 |
2.604.163 7.452.473 |
|||
| XS0415007789 | BMW FINANCE NV 6.125% /2009 - 02/04/2012 | 4.500.000 | 1,10 | 4.743.767 | 4.948.207 | |||
| XS0408730157 XS0355879346 |
BMW US CAPITAL LLC 6.375% 2009 - 23/07/2012 BNP PARIBAS 4.75% /2008 - 04/04/2011 |
404.000 1.000.000 |
1,10 1,04 |
414.536 1.061.567 |
443.216 1.043.877 |
|||
| FR0010661314 | BNP PARIBAS 8.667% 11/09/2008 - 29/09/2049 (Call: 11/09/2013) | 350.000 | 1,06 | 365.699 | 372.404 | |||
| FR0010784009 XS0107588823 |
BNP PARIBAS HOME LOAN 3% /2009 - 23/07/2013 BNP PARIBAS Var. /2000 - 23/02/2015 |
10.000.000 1.750.000 |
1,04 1,05 |
10.119.369 1.762.554 |
10.368.829 1.845.666 |
|||
| XS0491922828 | BNZ INTL FUNDING 4.0% /2010 - 08/03/2017 | 3.000.000 | 1,03 | 3.082.748 | 3.103.913 | |||
| XS0519708613 FR0010957662 |
BOLIGKREDITT 2.5% /2010 - 23/06/2015 BOUYGUES 3.641% - 2010 / 29-102019 |
4.500.000 3.000.000 |
1,00 0,97 |
4.553.650 3.018.853 |
4.512.925 2.910.013 |
|||
| XS0235649554 | BOYNE 1X F MTG 2005 - 12/02/2022 | 3.300.000 | 0,38 | 33.000 | 1.254.000 | |||
| XS0547937408 | BP CAPITAL 3.1% - 2010 / 07-10-2014 | 2.400.000 | 1,02 | 2.442.096 | 2.456.278 | |||
| XS0174443449 XS0132052563 |
BPI CAPITAL FINANCE Float /2003 - 12/08/2049 (Call=12/08/2013) BPIN Var. /2001 - 20/07/2011 |
19.123.000 2.362.600 |
0,58 0,98 |
16.547.470 2.519.521 |
11.063.347 2.303.658 |
|||
| XS0177256889 | BRISA FINANCE BV 4.797% /2003 - 26/09/2013 | 33.000 | 1,01 | 31.370 | 33.367 | |||
| XS0125754324 XS0127276235 |
BSCH ISSUANCES 6% /2001 - 14/03/2011 BSCH ISSUANCES Float/ 2001 - 28/03/2011 |
800.000 6.464.000 |
1,05 0,98 |
836.800 6.346.920 |
838.872 6.359.856 |
|||
| XS0160306519 | BTAR INVESTMENTS (JERSEY) 2002 - 23/12/2022 | 25.800.000 | 0,71 | 15.875.617 | 18.384.107 | |||
| DE0002294592 FR0010915660 |
Depfa 4.5% 01/14 CAISSE D'AMORT DETTE 3.375% /2010 - 25/04/2021 |
813.107 9.500.000 |
1,00 1,00 |
813.107 9.639.994 |
813.107 9.495.404 |
|||
| FR0010910240 | CAISSE REFINANCE L'HABIT 3.5% /2010 - 22/06/2020 | 5.000.000 | 0,99 | 5.084.555 | 4.938.855 | |||
| ES0214843148 XS0160043328 |
CAIXA GALICIA Float /2007 - 20/06/2049 (Call=20/06/2017) CAIXA GERAL DEPO Float /2002 - 18/12/2049 (Call=18/12/2012) |
5.000.000 13.100.000 |
0,55 0,73 |
5.002.909 11.302.492 |
2.752.909 9.601.122 |
|||
| XS0160043757 | CAIXA GERAL FIN Float /2002 - 18/12/2049 (Call=18/12/2012) | 3.000.000 | 0,73 | 3.139.779 | 2.198.730 | |||
| XS0195376925 XS0230957424 |
CAIXA GERAL FIN Float /2004 - 28/06/2049 (Call=28/06/2014) CAIXA GERAL FIN Float /2005 - 30/09/2049 (Call=30/09/2015) |
16.807.000 22.380.000 |
0,50 0,48 |
14.122.199 17.886.102 |
8.322.006 10.765.889 |
|||
| XS0277713433 | CAIXA GERAL FIN Float /2006 - 20/12/2016 (Call=20/12/2011) | 5.550.000 | 0,55 | 3.238.261 | 3.032.809 | |||
| XS0257959113 ES0214974075 |
CAIXA PENEDES Float /2006 - 21/06/2049 (Call=21/06/2016) CAIXA TERRASSA Perp Float /2007 - 01/03/2049 (Call=01/03/2027) |
6.100.000 4.000.000 |
0,47 0,51 |
4.432.208 1.439.637 |
2.882.957 2.059.557 |
|||
| XS0225115566 | CAIXA TERRASSA SOCIETAT 2005 - 10/08/2049 (Call 08/10/2011) | 800.000 | 0,37 | 329.832 | 293.168 | |||
| ES0215424120 | CAJA CASTIL-MAN Float /2004 - 20/12/2014 (Call=20/03/2010) | 2.000.000 | 0,80 | 1.403.166 | 1.598.066 | |||
| XS0182864081 ES0215316029 |
CAJA DUERO CAP Float pp /2003 - 29/12/2049 (Call=29/12/2019) CAJA RURAL MEDIT CARUME Float 2005/22-11-2015 (call 22/02/2011) |
3.297.000 1.000.000 |
0,30 0,80 |
3.303.480 781.561 |
989.625 801.561 |
|||
| XS0372840768 | CALYON C/Z 2008/01-08-2014 | 500.000 | 0,90 | 439.250 | 449.900 | |||
| XS0197609877 XS0284723078 |
CALYON RAcc /2004 - 02/08/2019 (Call=02/08/2014) CALYON Var /2007 - 26/01/2017 |
2.500.000 5.000.000 |
1,06 1,23 |
2.568.344 5.296.992 |
2.641.753 6.133.389 |
|||
| XS0417891156 | CALYON Var /2009 - 19/03/2019 (Put=19/03/2012) | 10.000.000 | 1,04 | 10.259.479 | 10.382.479 | |||
| US136069DS70 IT0004222557 |
CANADIAN IMPERIAL BANK 2.35% - 2010 / 11-12-2015 CAPIM 2007 - 1 B Mtg - 30/01/2047 |
380.000 350.000 |
0,73 0,65 |
286.184 138.988 |
277.291 227.538 |
|||
| XS0369258412 | CARREFOUR 5.375% /2008 - 12/06/2015 | 2.000.000 | 1,13 | 2.246.293 | 2.256.913 | |||
| FR0010394478 FR0010154385 |
CARREFOUR SA 4.375% /2006 - 02/11/2016 CASINO GUICHARD PERRACH Var 2005/20-01-2049 (Call 20-10-2010) |
3.000.000 400.000 |
1,06 0,63 |
3.181.476 258.566 |
3.191.586 251.904 |
|||
| XS0380124791 | CBA 5.875% /2008 - 29/07/2011 | 3.000.000 | 1,05 | 3.181.446 | 3.150.146 | |||
| FR0010533414 | CCAMA Var 2007/22-10-2049 (Call:22-10-2017) | 3.500.000 | 0,77 | 2.544.774 | 2.702.274 | |||
| ES0315944001 XS0269533914 |
CEAMI GTD 3.125% /2009 - 22/06/2012 CELF 2006-1X F 0% MTG / 2006 - 01/11/2023 (Call=01/05/2010) |
3.500.000 3.000.000 |
1,00 0,15 |
3.544.829 801.000 |
3.505.034 435.300 |
|||
| XS0233128320 | CELF LOAN PARTNERS 2X T MTG 2005 - 15/12/2021 | 12.000.000 | 0,42 | 4.342.800 | 5.083.200 | |||
| XS0289333048 XS0217992030 |
CEMEX 4.75% - 2007 - 05-03-2014 CEMG-CAYMAN ISLA Float /2005 - 03/05/2012 |
1.000.000 850.000 |
0,87 0,86 |
919.171 793.270 |
870.671 728.525 |
|||
| XS0250907218 | CEMG-CAYMAN ISLA Float /2006 - 18/04/2016 (Call=18/04/2011) | 1.800.000 | 0,65 | 1.803.530 | 1.166.317 | |||
| XS0267837473 XS0241903821 |
CEMG-CAYMAN ISLA Float /2006 - 19/09/2011 CEMG-CAYMAN ISLA Float /2006 - 31/01/2011 |
3.000.000 11.550.000 |
0,97 0,99 |
2.922.588 11.447.776 |
2.911.168 11.491.040 |
|||
| FR0010096826 | CIE FIN CREDIT CMS - 2004 / 05-07-2049 (Call: 05/07/2014) | 2.000.000 | 0,57 | 1.759.240 | 1.149.256 | |||
| FR0000474652 XS0192377538 |
CIE FIN FONCIER 4.5% /2003 - 16/05/2018 CIMPOR FIN OPS 4.5% 2004 - 27/05/2011 |
4.000.000 5.991.000 |
1,08 1,03 |
4.213.532 5.887.723 |
4.333.732 6.156.805 |
|||
| XS0338447278 | CITIGROUP FUNDING INC C/Z / 2008 - 20/03/2014 | 485.000 | 0,88 | 413.298 | 424.385 | |||
| XS0183299725 XS0181386623 |
CITIGROUP GLOBAL MARKETS c/z 2004 - 30/01/2013 CITIGROUP GLOBAL MARKETS c/z 2003 - 17/12/2012 |
400.000 400.000 |
0,92 0,93 |
360.556 360.240 |
368.744 370.332 |
|||
| XS0181810374 | CITIGROUP GLOBAL MARKETS c/z 2003 - 19/12/2012 | 590.000 | 0,93 | 531.059 | 546.134 | |||
| XS0213026197 XS0303074883 |
CITIGROUP INC 4.25% 2005 - 25/02/2030 (Call: 25/02/2025) CITIGROUP INC 4.75% 2007 - 31/05/2017 (Call: 31/05/2012) |
50.000 150.000 |
0,82 0,93 |
29.799 134.677 |
40.861 139.552 |
|||
| US172967EZ03 | CITIGROUP INC 5.5% 2009 - 15/10/2014 | 1.100.000 | 0,81 | 753.472 | 894.076 | |||
| XS0355738799 XS0193765673 |
CITIGROUP INC 7,625% - 2008 / 03-04-2018 CITIGROUP INC Float - 2004 / 03-06-2011 |
1.800.000 200.000 |
1,36 1,00 |
2.423.138 187.251 |
2.452.549 199.484 |
|||
| XS0277974076 | CITIGROUP INC Float /2006 - 12/01/2012 | 3.300.000 | 0,99 | 3.182.144 | 3.272.683 | |||
| XS0490013801 XS0465601754 |
COM BK AUSTRALIA 4.375% /2010 - 25/02/2020 COM BK AUTRALIA (CBA) 4.25% /2009 - 10/11/2016 |
4.500.000 2.800.000 |
1,05 1,05 |
4.663.917 2.810.803 |
4.716.567 2.936.999 |
|||
| XS0097155765 | COMMERZBANK /99-2014 | 1.300.000 | 1,04 | 1.390.144 | 1.355.544 | |||
| DE000CZ226Y9 XS0100221349 |
COMMERZBANK AG 3.875% /2010 - 22/03/2017 COMMERZBANK AG CMS 1999 - 30/08/2019 |
4.000.000 1.000.000 |
1,03 1,03 |
4.092.483 1.035.989 |
4.117.683 1.026.336 |
|||
| DE000A0GPYR7 | COMMERZBANK CAP /2006 - 30/03/2049 (Call=12/04/2016) | 150.000 | 0,58 | 54.000 | 87.251 | |||
| DE000CB07899 XS0563498632 |
COMMERZBANK Var - 2006 / 13-09-2016 (call=13-09-2011) CORP ANDINA FOM 4.625% 2010 - 29/03/2018 |
1.000.000 1.300.000 |
0,86 1,00 |
957.319 1.300.110 |
857.095 1.301.479 |
|||
| XS0274960599 | CORP ANDINA FOMENTO (CAF) - 2006 / 16-11-2011 | 400.000 | 0,99 | 392.725 | 396.123 | |||
| XS0503880345 | CORSAIR CAYMAN ISLANDS #35-1 2.30% 2010/13-04-2016 | 5.000.000 | 1,04 | 5.074.653 | 5.183.153 | |||
| XS0496143735 XS0524597613 |
CORSAIR CAYMAN ISLANDS 2.60% /2010 - 27/07/2015 COUNCIL OF EUROPE 3% /2010 - 13/07/2020 |
10.000.000 8.000.000 |
0,89 0,99 |
10.194.278 8.082.518 |
8.884.278 7.890.598 |
|||
| XS0229097034 | CRDSUI Float 2005-14/09/2020 (Call = 14/09/2015) | 1.800.000 | 0,94 | 1.821.252 | 1.695.665 | |||
| XS0130171159 XS0531067659 |
CREDIT SUISSE 6.375% /2001 - 07/06/2013 CREDIT SUISSE 7.875 % 2010/29-12-2049 (Call 12-12-2015) |
1.500.000 350.000 |
1,10 0,77 |
1.589.531 268.841 |
1.648.191 268.836 |
|||
| XS0099472994 | CREDIT SUISSE CMS /1999 - 29/07/2019 | 2.000.000 | 0,96 | 1.938.844 | 1.929.884 | |||
| XS0484843288 XS0480903466 |
CREDIT SUISSE INTL 1% / 2010 - 20/03/2040 CREDIT SUISSE LD 3.875% /2010 - 25/01/2017 |
5.000.000 2.000.000 |
1,14 1,03 |
5.593.688 2.060.172 |
5.680.528 2.060.352 |
|||
| XS0444030646 | CREDIT SUISSE LD 4.75% /2009 - 05/08/2019 | 2.700.000 | 1,04 | 2.729.755 | 2.800.117 | |||
| XS0356550425 XS0420072695 |
CREDIT SUISSE LD 5.125% /2008 - 04/04/2011 CREDIT SUISSE LD 5.125% /2009 - 30/03/2012 |
4.000.000 1.000.000 |
1,05 1,08 |
4.159.005 1.082.753 |
4.190.445 1.077.883 |
|||
| XS0540940516 | CREDIT SUISSE LD CS 2% 2010 - 20/06/2011 | 4.250.000 | 0,90 | 4.120.611 | 3.813.447 | |||
| XS0472310860 XS0138429575 |
CREDIT SUISSE LONDON Float / 2009 - 07/01/2013 CREDIT SUISSE PERPETUAL 2001-29/11/2049 (Call 07/11/2011) |
650.000 150.000 |
1,00 1,01 |
651.790 144.004 |
652.746 151.504 |
|||
| XS0511127689 | CROWN HOLDINGS 7.125% /2010 - 15/08/2018 (Call=15/08/2014) | 300.000 | 1,08 | 309.025 | 322.580 | |||
| XS0255675794 | CYPRUS POPULAR Float /2006 - 26/05/2016 (Call=26/05/2011) | 2.750.000 | 0,62 | 2.755.368 | 1.709.759 | |||
| DE000A1A55G9 XS0255691056 |
DAIMLER AG 4.625% 2009 - 02/09/2014 DALRA 1-X A2 Float MTG /2006 - 15/06/2022 (Call=15/06/2011) |
600.000 3.000.000 |
1,08 0,79 |
608.781 3.002.416 |
649.548 2.372.116 |
|||
| XS0346728065 | DANSKE BANK 5.375% Var. 2008 - 18/08/2014 (Call: 18/08/2011) | 1.000.000 | 1,02 | 1.003.090 | 1.023.498 | |||
| XS0265970219 XS0226406238 |
DEKANIA EUROPE II-X F MTG 2006 / 27-09-2037 DEKANIA EUROPE MTG 2005 - 07-09-2035 |
3.000.000 5.000.000 |
0,01 0,01 |
60.000 2.000.000 |
30.000 50.000 |
|||
| XS0225758563 | DEPFA BANK PLC 4.25% RAcc 2005 - 17/08/2015 | 800.000 | 0,79 | 805.547 | 629.256 | |||
| XS0229524128 DE000A0E5U85 |
DEPFA BANK PLC Float / 2005 - 15/12/2015 (Call:15/12/2010) DEPFA FUNDING CMS /2005 - 08/06/2049 (Call=08/06/2011) |
5.000.000 3.000.000 |
0,51 0,11 |
3.453.836 300.000 |
2.553.836 324.150 |
|||
| DE0002294832 | DEPFA PFANDBRIEF HYPORE Float /1999 - 28/05/2019 | 2.000.000 | 0,90 | 1.956.983 | 1.794.343 | |||
| XS0554975325 XS0515937406 |
DEUTSCH BAHN 3.375% - 2010 / 04-11-2022 DEUTSCH BAHN FIN 3.5% /2010 - 10/06/2020 |
6.000.000 2.000.000 |
0,95 1,01 |
5.997.843 2.033.143 |
5.692.743 2.013.203 |
|||
| XS0452868788 | DEUTSCH BAHN FIN BV 4.375% 2009/23-09-2021 | 5.000.000 | 1,06 | 5.084.272 | 5.309.832 | |||
| XS0164831843 XS0457145430 |
DEUTSCH BAHN FINANCE 4.75% /2003 - 14/03/2018 DEUTSCHE BAHN FIN BV 3.625% /2009 - 16/10/2017 |
3.000.000 3.000.000 |
1,14 1,03 |
3.362.580 3.006.684 |
3.413.250 3.103.224 |
|||
| DE000DB2F2W9 | Deutsche Bank Cert Baltic Dry Freight 31/12/2010 | 7.150.000 | 0,67 | 4.953.925 | 4.789.141 | |||
| DE000A0E5JD4 | DEUTSCHE BANK CMS pp /2005 - 27/06/2049 (Call=27/06/2015) | 2.500.000 | 0,59 | 2.400.441 | 1.468.496 | |||
| XS0176823424 XS0309982279 |
DEUTSCHE BANK PERPETUAL 5.33% 2003 - 19/09/2013 DEUTSCHE BK LOND DB Float 2007 / 20-09-2017 |
50.000 2.300.000 |
0,89 0,60 |
28.995 2.187.617 |
44.724 1.382.477 |
| Ano: IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS |
2010 | Quantidade | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | ||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CÓDIGO DE0003083358 |
DESIGNAÇÃO DEUTSCHE FIN. CMS /1999 - 04/06/2019 |
valor nominal 3.742.000 |
nominal 0,98 |
de aquisição | de aquisição 3.555.501 |
unitário | Total 3.670.355 |
||
| XS0276898417 XS0212549595 |
DEUTSCHE TELEKOM Float /2006 - 23/05/2012 DEXGRP Float RAcc 2005 - 02/03/2015 |
6.500.000 2.500.000 |
1,00 0,99 |
6.534.754 2.391.207 |
6.520.684 2.471.241 |
||||
| XS0254491268 | DEXIA BANQUE INTL LUX Float 2006 - 16/05/2016 | 1.200.000 | 0,60 | 754.556 | 718.999 | ||||
| XS0212910722 XS0522030310 |
DEXIA CREDIOP /2005 - 25/02/2015 (Call=25/02/2009) DNB NOR BANK ASA 3.875% /2010 - 29/06/2020 |
3.000.000 4.500.000 |
1,01 1,01 |
3.032.561 4.546.397 |
3.018.670 4.530.062 |
||||
| XS0430768332 XS0371409292 |
DNB NOR BANK ASA 4.5% 2009 - 29/05/2014 DNB NOR BANK ASA 5.875% /2008 - 20/06/2013 |
6.000.000 3.000.000 |
1,09 1,12 |
6.149.761 3.081.648 |
6.539.581 3.359.958 |
||||
| XS0236180104 XS0269341680 |
DOURM 1 C MTG 2005 - 21/06/2056 (Call 21/09/2014) DOURM 2 A2 MTG - 2006 / 21-04-2059 |
230.224 630.011 |
0,64 0,79 |
140.519 608.757 |
147.254 500.166 |
||||
| XS0236179270 | DOURO MORTGAGES 1A MTG /2005 - 21/06/2056 (Call=21/09/2014) | 375.573 | 0,83 | 357.892 | 311.138 | ||||
| DE0001254712 XS0089370521 |
DRESDNER BANK AG CMS /1999 - 31/05/2019 DRESDNER BANK c/z /98 - 31/07/2028 |
8.000.000 30.000.000 |
0,82 0,29 |
8.268.173 8.550.522 |
6.534.000 8.803.500 |
||||
| XS0417825444 XS0275882800 |
DSM 5.75% /2009 - 17/03/2014 DUCHS VII-X F MTG /2006 - 28/02/2023 |
100.000 4.900.000 |
1,15 0,02 |
103.793 1.258.874 |
114.528 82.874 |
||||
| US263534CD93 | DUPONT 1.95% - 2010 / 15-01-2016 | 1.090.000 | 0,73 | 830.101 | 790.568 | ||||
| DE000A0DCXA0 DE0009078337 |
DZ BANK CAP II Pp Float /2004 - 22/11/2049 (Call=22/11/2011) DZ BANK Float pp /2003 - 11/11/2049 (Call=11/11/2010) |
5.000.000 3.550.000 |
0,60 0,70 |
5.079.305 3.561.659 |
3.006.805 2.498.061 |
||||
| XS0272359489 XS0361244402 |
E.I.B. 3.875% /2006 - 15/10/2016 E.ON INTL 5.125% /2008 - 07/05/2013 |
5.000.000 3.000.000 |
1,07 1,11 |
5.079.873 3.094.823 |
5.332.123 3.318.833 |
||||
| XS0148579153 XS0410299357 |
E.ON INTL FIN BV 6.375% /2002 - 29/05/2017 E.ON INTL FINANCE 4.875% /2009 - 28/01/2014 |
2.500.000 1.000.000 |
1,21 1,12 |
2.986.798 1.044.620 |
3.029.540 1.122.820 |
||||
| XS0284443545 | E.S. Autocallable 10Y 2007 - 24/01/2017 | 55.000 | 0,46 | 46.112 | 25.082 | ||||
| XS0504529305 XS0413774372 |
E.S. Autocallable E-Commerce 5Y 2010 - 21/05/2015 E.S. DJ Euro Stoxx 50 Call UP&Out 2009 - 02/03/2011 |
50.000 100.000 |
1,03 1,04 |
50.000 99.596 |
51.487 103.723 |
||||
| XS0302971568 XS0304285280 |
E.S. INVESTMENT PLC Cabaz 2012 2007 - 01/06/2012 EDCON PROPRIETARY Float /2007 - 15/06/2014 (Call=15/06/2010) |
420.000 2.000.000 |
0,99 0,85 |
422.162 1.573.801 |
414.140 1.703.801 |
||||
| FR0010660043 | EDF 5.125% /2008 - 12/09/2018 | 2.100.000 | 1,12 | 2.290.145 | 2.341.721 | ||||
| XS0466117057 XS0557897203 |
EDF ENERGY NETWORKS LPN 5,125% / 2009 - 11/11/2016 EDISON 3.875% - 2010 / 10-11-2017 |
400.000 1.050.000 |
1,25 0,95 |
448.688 1.051.092 |
499.455 996.648 |
||||
| XS0495756537 XS0160258280 |
EDISON SPA 3.25% /2010 - 17/03/2015 EDP FINANCE 2002 - 23/12/2022 |
2.100.000 46.723.600 |
1,00 1,58 |
2.147.739 56.151.589 |
2.101.350 73.821.624 |
||||
| XS0454935395 XS0244743489 |
EDP FINANCE 4.9 % 2009/01-10-2019 EELF 2006-1 F1 0% MTG / 2006 - 18/05/2022 (Call 18/05/2011) |
200.000 11.000.000 |
0,66 0,45 |
148.638 4.238.300 |
131.755 4.948.900 |
||||
| XS0250255121 | EFG HELLAS PLC Float /2006 - 19/04/2016 | 3.000.000 | 0,71 | 3.011.092 | 2.120.122 | ||||
| XS0302804744 XS0451430150 |
EFG HELLAS PLC Float /2007 - 08/06/2017 (Call=08/06/2012) EFG HELLAS PLC Float 2009 - 15/03/2011 |
9.000.000 1.550.000 |
0,48 0,96 |
8.999.996 1.545.886 |
4.282.636 1.489.667 |
||||
| XS0541909213 XS0231422790 |
EIB 2.5% - 2010 / 16-09-2019 EIRLES THREE Float #195 2005 - 02/04/2024 |
3.000.000 1.117.690 |
0,95 0,61 |
3.003.421 1.084.370 |
2.844.121 682.974 |
||||
| XS0342783692 | ELEC DE FRANCE 5% /2008 - 05/02/2018 | 2.000.000 | 1,13 | 2.226.737 | 2.261.297 | ||||
| XS0367001228 XS0409749206 |
ELEC DE FRANCE 5.375% /2008 - 29/05/2020 ELEC DE FRANCE 6.25 % 2009/25-01-2021 |
2.000.000 200.000 |
1,15 1,23 |
2.190.516 252.674 |
2.298.376 246.732 |
||||
| USF2893TAE67 XS0160312590 |
ELECTRICITE DE FRANCE 5.6% 2010 - 27/01/2040 EMIDAG 2002 - 23/12/2022 |
200.000 77.600.000 |
0,78 0,71 |
159.648 47.749.918 |
155.165 55.294.835 |
||||
| XS0438843871 | ENBW 4.125% /2009 - 07/07/2015 | 2.000.000 | 1,07 | 2.104.607 | 2.147.847 | ||||
| XS0306644344 XS0306644930 |
ENEL (ENTNZENEL) 5.25% /2007 - 20/06/2017 ENEL (ENTNZENEL) Float /2006 - 20/06/2014 |
2.600.000 6.000.000 |
1,10 0,97 |
2.904.601 5.830.444 |
2.850.209 5.847.084 |
||||
| USL2967VEB73 | ENEL FINANCE INTL SA 3.875% 2009 - 07/10/2014 | 1.000.000 | 0,77 | 687.843 | 769.646 | ||||
| XS0452187759 XS0563739696 |
ENEL FINANCE INTL SA 4.0% /2009 - 14/09/2016 ENI SPA 3.5% 2010 - 29/01/2018 |
5.500.000 4.600.000 |
1,02 0,98 |
5.718.096 4.594.657 |
5.616.026 4.523.969 |
||||
| XS0451457435 XS0331141332 |
ENI SPA 4.125% 2009/16-09-2019 ENI SPA 4.75% /2007 - 14/11/2017 |
3.000.000 6.000.000 |
1,01 1,07 |
3.032.858 6.584.169 |
3.037.228 6.406.359 |
||||
| XS0400780887 | ENI SPA 5.875% /2008 - 20/01/2014 | 1.000.000 | 1,15 | 1.177.931 | 1.152.271 | ||||
| XS0307504547 XS0307504034 |
ERICSSON LM 5.375% /2007 - 27/06/2017 ERICSSON LM Float /2007 - 27/06/2014 |
1.000.000 3.000.000 |
1,11 0,98 |
1.000.088 2.994.978 |
1.109.188 2.939.958 |
||||
| AT0000274527 XS0260783005 |
ERSTBK 6.25% /2001 - 12/03/2021 (Call=12/03/2011) ERSTBK Float /2006 - 19/07/2017 (Call=19/07/2012) |
5.000.000 3.000.000 |
0,98 0,91 |
5.500.329 3.006.539 |
4.912.500 2.715.974 |
||||
| NAOXS0220692924 | ES INV 2005 - 25/05/2015 - NAO USAR | 7.000.000 | 0,95 | 6.719.687 | 6.646.131 | ||||
| XS0172950718 XS0180208158 |
ES INV PLC (Rend. Cresc. Bes 01) - 2003 / 26-07-2011 ES INV PLC (Rend. Cresc. Bes 02) - 2003 / 27-11-2011 |
7.569.800 3.509.000 |
1,00 1,01 |
7.596.581 3.607.208 |
7.546.123 3.543.344 |
||||
| XS0183002814 XS0195714596 |
ES INV PLC (Rend. Cresc. Bes 03) - 2003 / 30-12-2011 ES INV PLC (Rend. Cresc. Bes 04) - 2004 / 10-07-2012 |
4.543.000 3.583.000 |
1,05 1,02 |
4.636.586 3.721.468 |
4.761.973 3.653.033 |
||||
| XS0460325607 | ES INVEST PLC RAcc 5.25% /2009 - 26/10/2016 (Call=26/04/2011) | 5.000.000 | 0,75 | 5.048.125 | 3.730.281 | ||||
| XS0221524670 XS0431301703 |
ES INVESTMENT 4.75% /2005 - 16/08/2013 ESF 4.5% /2009 - 31/05/2011 |
4.500.000 4.750.000 |
1,07 0,99 |
4.597.010 4.868.867 |
4.792.847 4.725.982 |
||||
| XS0303426661 XS0553654319 |
ESFG INTER 5.753% /2007 - 29/06/2049 (Call=06/06/2017) ESP SANTO TOURISM 6% - 2010 / 28-10-2013 |
6.500.000 6.000.000 |
0,58 1,01 |
3.441.617 6.065.000 |
3.747.472 6.065.000 |
||||
| XS0458566071 | ESPIRITO SANTO FIN GRP 6.875% /2009 - 21/10/2019 | 25.000.000 | 0,66 | 25.160.918 | 16.396.832 | ||||
| XS0433183810 XS0408181542 |
ESPIRITO SANTO INV / 2009 - 03/07/2014 ESPIRITO SANTO INV /2009 - 30/01/2012 |
100.000 200.000 |
0,97 1,12 |
100.340 200.670 |
97.133 223.144 |
||||
| XS0230875022 XS0286377055 |
ESPIRITO SANTO INV Var. 2005 - 30/09/2015 ESPIRITO SANTO INV. Float/ 2007 - 27/05/2011 |
500.000 1.472.000 |
0,77 0,97 |
420.050 1.374.537 |
382.750 1.422.295 |
||||
| XS0238493646 | ESPIRITO SANTO INVEST /2005 - 20/12/2015 (Call=20/12/2010) | 5.109.000 | 0,71 | 5.072.290 | 3.609.897 | ||||
| XS0459962048 XS0446578139 |
ESPIRITO SANTO INVEST PLC 5.95% /2009 - 01/12/2014 ESPIRITO SANTO INVESTMENT /2009 - 05/09/2014 |
14.613.000 8.213.500 |
0,81 1,08 |
14.685.456 8.220.173 |
11.907.525 8.867.397 |
||||
| XS0451402530 XS0353273807 |
ESPIRITO SANTO INVESTMENT PLC 5.45% /2009 - 16/10/2014 Espírito Santo Investment PLC 6,3% 2008 - 20/03/2016 |
9.800.000 4.550.000 |
0,77 1,03 |
9.909.787 4.771.358 |
7.536.227 4.699.468 |
||||
| XS0353248874 | Espírito Santo Investment PLC c/z 2008 - 20/03/2016 | 2.795.000 | 0,63 | 1.644.160 | 1.748.273 | ||||
| XS0353274367 XS0220978737 |
Espírito Santo Investment PLC Float 2008 - 20/03/2016 ESTIA 1 A MTG /2005 - 27/04/2040 (Call=27/10/2014) |
1.367.000 545.148 |
0,86 0,83 |
1.368.347 546.833 |
1.175.600 453.656 |
||||
| XS0335544606 XS0292715009 |
EURO RENDA 2015 5.20% 2007/20-12-2015 EUROC VII-X SUB 0% MTG/ 2007 - 17/04/2023 (Call=19/04/2010) |
4.500.000 2.000.000 |
0,73 0,01 |
4.506.500 32.000 |
3.277.550 26.800 |
||||
| XS0511907858 | EUROFIMA 1.875% /2010 - 28/05/2013 | 4.000.000 | 0,77 | 3.251.588 | 3.072.455 | ||||
| XS0274618320 XS0229563886 |
EUROMAX V C 0% MTG / 2006 - 10/11/2095 (Call=10-02-2011) EUROPEAN INVT BK Var /2005 - 14/10/2015 |
2.000.000 3.000.000 |
0,00 0,97 |
20.000 2.870.255 |
2.000 2.901.605 |
||||
| XS0495347287 XS0503331323 |
EUROPEAN INVT BK 2.5% /2010 - 15/07/2015 EUROPEAN INVT BK 2.625% /2010 - 15/03/2016 |
8.500.000 5.000.000 |
1,01 1,02 |
8.574.395 5.069.555 |
8.622.020 5.103.055 |
||||
| XS0518184667 | EUROPEAN INVT BK 2.625% /2010 - 15/03/2018 | 7.000.000 | 0,99 | 7.049.418 | 6.903.818 | ||||
| XS0544644957 XS0490739686 |
EUROPEAN INVT BK 3% /2010 - 28/09/2022 EUROPEAN INVT BK 3.125% /2010 - 03/03/2017 |
5.000.000 5.000.000 |
0,95 1,04 |
5.021.730 5.121.059 |
4.755.430 5.204.509 |
||||
| XS0212029598 XS0505157965 |
EUROPEAN INVT BK 3.875% /2005 - 09/03/2020 (Call=09-03-2010) EUROPEAN INVT BK 4% /2010 - 15/04/2030 |
1.400.000 4.400.000 |
1,02 1,04 |
1.385.483 4.461.287 |
1.425.607 4.556.371 |
||||
| XS0412826579 XS0327177134 |
EUROPEAN INVT BK 4.25% /2009 - 15/04/2019 EUROPEAN INVT BK 4.375% /2007 - 15/04/2013 |
4.000.000 11.000.000 |
1,10 1,10 |
4.316.676 11.288.798 |
4.399.256 12.070.238 |
||||
| XS0322956490 | EUROPEAN INVT BK 4.75% /2007 - 15/10/2014 | 3.500.000 | 0,83 | 3.150.931 | 2.911.946 | ||||
| XS0163648198 XS0449594455 |
EUROPEAN INVT BK Float /2003 - 11/03/2011 EUROPEAN INVT BK Float /2009 - 15/01/2020 |
3.046.000 11.500.000 |
1,02 1,00 |
3.044.301 11.446.342 |
3.095.828 11.502.002 |
||||
| XS0484565709 EU000A1A1DJ5 |
EUROPEAN INVT BK Float /2010 - 15/01/2018 EUROPEAN UNION 2.375% - 2010 / 22-09-2017 |
10.000.000 9.500.000 |
1,00 0,97 |
9.997.273 9.549.750 |
9.978.173 9.204.805 |
||||
| EU000A0VUCF1 | EUROPEAN UNION 3.375% /2010 - 10/05/2019 | 10.000.000 | 1,03 | 10.155.145 | 10.279.995 | ||||
| XS0214987348 XS0253995368 |
FAB 2005-1 C 0% MTG / 2005 - 09/05/2098 FIAT FINANCE & TRADE 5,625% / 2006 - 15/11/2011 |
2.500.000 18.100.000 |
0,00 1,03 |
25.000 18.763.716 |
250 18.611.529 |
||||
| XS0299967413 US345370CA64 |
FORD CRED EUROPE 7,125% 2007 - 15/01/2013 FORD MOTOR CO 7,45% 1999 - 16/07/2031 |
100.000 250.000 |
1,11 0,83 |
106.932 143.859 |
111.287 206.681 |
||||
| XS0483673132 | FORTIS BANK NED 4.0% /2010 - 03/02/2015 | 2.500.000 | 1,05 | 2.585.833 | 2.633.308 | ||||
| BE0932317507 XS0258428712 |
FORTIS BK Float /2007 - 17/01/2017 (Call=17/01/2012) FORTUM OYJ 4.5% /2006 - 20/06/2016 |
1.000.000 2.000.000 |
0,94 1,10 |
920.943 2.236.976 |
943.043 2.197.216 |
||||
| XS0418729934 XS0541453147 |
FORTUM OYJ 6% /2009 - 20/03/2019 FRANCE TELECOM 3.375% - 2010 / 16-09-2022 |
2.000.000 1.150.000 |
1,20 0,92 |
2.350.027 1.153.738 |
2.400.467 1.062.946 |
||||
| XS0409370219 | FRANCE TELECOM 5% - 2009 / 22-01-2014 | 500.000 | 1,13 | 523.148 | 562.738 | ||||
| XS0458748851 XS0436905821 |
GAS NATURAL CAPITAL 4.375% 2009 - 02/11/2016 GAS NATURAL CAPITAL 5.25% /2009 - 09/07/2014 |
500.000 3.000.000 |
0,95 1,04 |
499.706 3.072.304 |
476.820 3.116.104 |
||||
| XS0562354182 | GAZPROM 5.092% 2010 - 29/11/2015 | 1.038.000 | 0,77 | 773.489 | 798.834 | ||||
| FR0010952739 FR0010678185 |
GDF SUEZ 2.75% - 2010 / 18-10-2017 GDF SUEZ 6.875% /2008 - 24/01/2019 |
4.750.000 1.000.000 |
0,97 1,28 |
4.747.603 1.213.829 |
4.609.425 1.281.249 |
||||
| XS0350465422 XS0491042353 |
GE 4.875% /2008 - 06/03/2013 GE CAPITAL 4.25% /2010 - 01/03/2017 |
11.550.000 3.500.000 |
1,09 1,05 |
12.039.157 3.610.193 |
12.603.343 3.672.493 |
||||
| US36962G4G62 | GENERAL ELEC CAP CORP 3,75% / 2009 - 14/11/2014 | 2.250.000 | 0,78 | 1.832.275 | 1.747.478 | ||||
| XS0223589440 FR0000475758 |
GERLING KON Var 2005/30-06-2049 (Call 30-06-2015) GIE SUEZ ALLIANCE 5.75% /2003 - 24/06/2023 |
400.000 1.000.000 |
1,03 1,20 |
408.871 1.071.632 |
411.556 1.195.062 |
||||
| XS0335134705 XS0438140526 |
GLAXOSMITHKLINE (GSK) 5.625% /2007 - 23/12/2017 GLAXOSMITHKLINE 3.875% /2009 - 06/07/2015 |
10.000.000 5.000.000 |
1,14 1,06 |
11.360.380 5.138.046 |
11.379.140 5.322.936 |
||||
| XS0494996043 | GOLDMAN SACHS GP 4.375% /2010 - 16/03/2017 | 2.500.000 | 1,01 | 2.572.451 | 2.521.526 | ||||
| XS0284727814 XS0344541916 |
GOLDMAN SACHS GP 4.5% /2007 - 30/01/2017 GOLDMAN SACHS GP 5,375% / 2008 - 15/02/2013 |
3.000.000 2.000.000 |
1,03 1,10 |
3.113.337 2.197.292 |
3.080.914 2.194.872 |
||||
| XS0231003046 XS0284728465 |
GOLDMAN SACHS GP Float / 2005 - 04/10/2012 GOLDMAN SACHS GP Float /2007 - 30/01/2017 |
3.000.000 1.000.000 |
0,99 0,89 |
2.949.521 914.365 |
2.965.541 891.075 |
||||
| XS0201483657 | GRAN 2004-3 2B MTG /2004 - 20/09/2044 (Call=20/09/2011) | 613.952 | 0,81 | 615.490 | 496.011 | ||||
| XS0260141584 FR0010279208 |
GRND 1 A MTG /2006 - 20/07/2016 (Call=20/07/2013) GROUPE BPCE PERPETUAL 6.75% 2006 - 27/012012 |
304.051 200.000 |
0,88 0,69 |
207.889 140.360 |
268.169 138.737 |
||||
| XS0220332471 XS0296313280 |
GSCP II-X SUB 0% MTG / 2005 - 15/07/2020 HARBM 9X F MTG /2007 - 08/05/2023 (Call=08/05/2011) |
4.000.000 4.000.000 |
0,05 0,04 |
173.600 160.000 |
186.000 160.000 |
| Ano: | 2010 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS CÓDIGO |
DESIGNAÇÃO | Quantidade | Montante do valor nominal |
% do valor nominal |
Preço médio de aquisição |
Valor total de aquisição |
Valor de balanço unitário |
Total |
| XS0306980375 | HARBM PR 3X C 2007/20-09-2023 | 8.000.000 | 0,32 | 1.720.000 | 2.560.000 | |||
| XS0262176018 XS0247638975 |
HARBM PR2X C MTG/ 2006 - 15/10/2022 (Call=15/10/2011) HARVEST III-X MTG 2006/08-06-2021 |
7.000.000 3.000.000 |
0,34 0,05 |
1.400.000 150.000 |
2.380.000 150.000 |
|||
| XS0216229319 | HARVEST II-X MTG 2005/21-05-2020 | 6.000.000 | 0,08 | 450.000 | 450.000 | |||
| XS0254058034 XS0293380787 |
HARVT IV F MTG /2006 - 29/07/2021 (Call=29/07/2011) HARVT V SUB MTG /2007 - 04/05/2024 (Call=04/05/2012) |
10.400.000 7.000.000 |
0,08 0,01 |
780.000 39.200 |
780.000 39.200 |
|||
| XS0259252897 | HBOS Float /2006 - 05/07/2011 | 2.370.000 | 1,00 | 2.283.751 | 2.370.017 | |||
| XS0249026682 XS0231411751 |
HBOS PLC Float /2006 - 29/03/2016 (Call=29/03/2011) HELLAS TELECOM Float /2005 - 15/10/2012 |
1.500.000 250.000 |
0,81 0,26 |
1.417.449 256.563 |
1.209.849 64.500 |
|||
| XS0349039726 | HSBC BANK Float - 2008 / 20-03-2011 | 2.550.000 | 0,95 | 2.494.722 | 2.416.767 | |||
| XS0526606537 | HSBC BANK PLC 4% /2010 - 15/01/2021 | 9.500.000 | 0,99 | 9.666.540 | 9.421.060 | |||
| XS0188853526 XS0433028254 |
HSBC CAP FUNDING Float/ 2004 - 29/12/2049 (Call=29/03/2016) HSBC HOLDINGS PLC 6% /2009 - 10/06/2019 |
750.000 2.000.000 |
0,94 1,09 |
824.625 2.067.238 |
708.421 2.175.308 |
|||
| XS0221141400 | HSH NORDBANK AG 7.25% 2005 - 30/06/2049 (Call 30/06/2011) | 95.000 | 0,26 | 31.362 | 24.440 | |||
| DE000HSH2H23 DE000A0KAAA7 |
HSH NORDBANK AG Float /2007 - 14/02/2017 (Call=14/02/2012) HT1 FUNDING GMBH 6,352% / 2006 - 30/06/2049 (Call:30/06/2017) |
3.000.000 5.500.000 |
0,46 0,68 |
1.994.818 4.172.500 |
1.389.675 3.740.000 |
|||
| XS0155922908 | IADB 0.5% 2002 - 30/10/2012 | 2.750.000 | 0,98 | 2.545.756 | 2.700.317 | |||
| XS0158532043 ES0214954150 |
IADB 1% /2002 - 16/12/2014 IBERCAJA Float /2007 - 25/04/2019 (Call=25/04/2014) |
1.300.000 2.543.000 |
0,95 0,72 |
1.194.296 2.111.855 |
1.229.682 1.837.515 |
|||
| XS0362224841 | IBERDROLA 5.625% /2008 - 09/05/2018 | 2.000.000 | 1,08 | 2.286.380 | 2.169.980 | |||
| USG4721SAP68 XS0400006234 |
IBERDROLA FIN 3.8% /2010 - 11/09/2014 IBERDROLA FIN SA 7.5% /2008 - 25/11/2015 |
5.000.000 3.000.000 |
0,75 1,15 |
4.123.876 3.614.782 |
3.755.655 3.452.632 |
|||
| XS0163023848 | IBERDROLA INTL. 4.875% 2003 - 18/02/2013 | 800.000 | 1,08 | 878.290 | 863.596 | |||
| IT0006523556 | IBRD c/z /1998 - 26/03/2018 | 4.131.655 | 0,78 | 2.985.121 | 3.229.302 | |||
| DE000A0AMCG6 FR0010906370 |
IKB 6.625% /2004 - 20/02/2049 (Call=15/07/2014) ILE DE FRANCE 3.2% /2010 - 04/06/2020 |
5.000.000 3.000.000 |
0,05 0,98 |
5.182.552 3.051.423 |
225.000 2.930.523 |
|||
| XS0301457718 | IMMEO 2 D Mtg 2007 / 15-12-2016 | 712.617 | 0,68 | 678.237 | 485.047 | |||
| XS0275431111 XS0384169446 |
IMPERIAL TOBACCO FIN 4.375% /2006 - 22/11/2013 ING BANK (INTNED) Float /2008 - 22/08/2011 |
200.000 5.000.000 |
1,06 1,01 |
194.135 5.021.504 |
211.407 5.029.301 |
|||
| XS0491432901 | ING BANK NV 3.375% /2010 - 03/03/2015 | 3.000.000 | 1,02 | 3.066.651 | 3.074.241 | |||
| XS0497141142 | ING BANK NV 3.375% /2010 - 23/03/2017 | 7.000.000 | 1,03 | 7.155.315 | 7.212.715 | |||
| XS0229593529 NL0000119592 |
ING BANK NV 3.5% 2005-16/09/2020 (Call=16/09/2015) ING BANK NV 5.5% - 2001 / 04-01-2012 |
3.500.000 5.000.000 |
0,93 1,08 |
3.425.847 5.615.686 |
3.267.230 5.376.786 |
|||
| XS0240868793 | ING BANK NV Float /2006 - 18/03/2016 (Call=18/03/2011) | 1.148.000 | 0,88 | 1.011.275 | 1.014.924 | |||
| XS0097222466 XS0267516911 |
ING BANK NV Var. /1999 - 19/05/2019 ING VERZEKERING Float /2006 - 18/09/2013 |
2.000.000 1.600.000 |
0,93 0,95 |
1.942.134 1.504.586 |
1.868.834 1.516.186 |
|||
| US459058AR40 | INT BK RECON&DEV (IBRD) 2.375% /2010 - 26/05/2015 | 3.000.000 | 0,75 | 2.408.129 | 2.251.031 | |||
| XS0456541506 | INTESA SAMPAOLO SPA 8.375% 2009 - 14/10/2019 | 550.000 | 0,98 | 559.843 | 536.853 | |||
| XS0467864160 XS0359384947 |
INTESA SANPAOLO (ISPIM) 3.75% /2009 - 23/11/2016 INTESA SANPAOLO 5% /2008 - 28/04/2011 |
3.000.000 7.000.000 |
0,98 1,04 |
2.993.772 7.298.599 |
2.927.832 7.307.899 |
|||
| XS0372042266 | INTESA SANPAOLO C/Z 2008/13-08-2014 | 3.000.000 | 0,88 | 2.178.000 | 2.649.630 | |||
| XS0371711663 XS0297861279 |
INTESA SANPAOLO ISPIM 8.047% TIER I 2008 - 2049 (Call: 20/06/2018) INVITEL HOLDINGS Float 2007 - 01/02/2013 |
2.550.000 500.000 |
0,99 0,93 |
2.649.436 403.371 |
2.523.357 463.421 |
|||
| XS0558268628 | IPIC GMTN 3.125% 2010 - 15/11/2015 | 1.500.000 | 0,74 | 1.089.907 | 1.103.270 | |||
| USG11010AA62 | JBS FINANCE II LIMITED 8.25% 2010 - 29/01/2018 (Call 29/01/2015) | 2.000.000 | 0,78 | 1.557.449 | 1.563.888 | |||
| XS0329522246 XS0231555672 |
JOHNSON & JOHNSON 4.75% /2007 - 06/11/2019 JP MORGAN Float 2005 - 12/10/2015 |
7.000.000 7.000.000 |
1,11 0,92 |
7.684.301 6.458.842 |
7.794.343 6.426.342 |
|||
| XS0296763484 | JP MORGAN Float 2007 - 20/12/2012 (Call=20/12/2010) | 40.000.000 | 0,20 | 8.061.404 | 8.061.404 | |||
| XS0293774054 XS0421410621 |
JP MORGAN INTL DERIVATIV - 2007 / 20-06-2012 (call= 20-12-2010) JPMORGAN CHASE 6.125% /2009 - 01/04/2014 |
4.050.000 950.000 |
0,50 1,14 |
4.037.155 988.835 |
2.027.264 1.081.453 |
|||
| XS0220312440 | JUBIL V-X E MTG 2005 - 21/08/2021 (Call: 21/08/2011) | 1.100.000 | 0,28 | 234.338 | 311.338 | |||
| XS0452462723 | KBC IFIMA 4.5% - 2009 / 17-09-2014 | 1.500.000 | 1,02 | 1.518.428 | 1.531.868 | |||
| XS0498962124 XS0479870916 |
KBC IFIMA NV 3.875% /2010 - 31/03/2015 KBC IFIMA NV Float /2010 - 20/01/2012 |
10.500.000 3.150.000 |
1,01 1,00 |
10.766.755 3.156.335 |
10.583.530 3.149.717 |
|||
| XS0327159074 | KBC IFIMA NV Float /2007 - 26/10/2012 | 5.000.000 | 0,98 | 5.012.641 | 4.918.491 | |||
| XS0527072937 XS0242421617 |
KBC IFIMA NV Float /2010 - 19/07/2013 KBC IFIMA NV Float/ 2006 - 01/02/2011 |
3.400.000 1.600.000 |
1,01 0,99 |
3.418.222 1.547.253 |
3.428.218 1.591.189 |
|||
| XS0286336374 | KDRE MTG 2007 1 B - 10/12/2043 (Call 10/03/2012) | 850.000 | 0,46 | 340.575 | 388.515 | |||
| XS0275897311 | KION MTG 2006 1 B - 15/07/2051 | 441.443 | 0,50 | 270.465 | 221.906 | |||
| XS0326230181 US500630BM91 |
KONINKLIJKE DSM NV 5.25% /2007 - 17/10/2017 KOREA DEV BANK Float- 2005 / 22-11-2012 |
3.000.000 900.000 |
1,11 0,74 |
3.348.423 888.684 |
3.325.973 665.186 |
|||
| XS0197193088 | KREPK MTG 2004 B - 01/06/2032 (Call 1/06/2011) | 1.000.000 | 0,94 | 501.189 | 935.089 | |||
| XS0473114543 US5150X0AA94 |
LAFARGE SA 5.50% 2009 - 16/12/2019 LANDSBANKI ISLAN 6.1% /2006 - 25/08/2011 |
200.000 5.000.000 |
0,99 0,04 |
198.520 2.839.275 |
197.337 187.098 |
|||
| XS0301055595 | LANDSBANKI ISLANDS Float /2007 - 18/05/2012 | 4.300.000 | 0,05 | 3.974.318 | 215.000 | |||
| XS0187674816 | LANDSBANKI ISLND Float /2004 - 10/03/2009 | 3.000.000 | 0,05 | 3.001.758 | 150.000 | |||
| XS0208211911 XS0231945386 |
LANDSBANKI ISLND Float /2004 - 21/12/2009 LANDSBANKI ISLND Float /2005 - 19/10/2010 |
4.000.000 4.300.000 |
0,05 0,05 |
2.542.795 2.580.000 |
200.000 215.000 |
|||
| XS0285604863 | LECTA SA Float - 2007 / 15-02-2014 | 250.000 | 0,94 | 254.611 | 236.174 | |||
| XS0224346592 XS0189741001 |
LEHMAN BROS Float - 2005 / 20-07-2012 LEHMAN BROS FLOAT 2004 / 05-04-2011 |
2.280.000 10.000.000 |
0,20 0,20 |
228.000 1.200.000 |
456.000 2.000.000 |
|||
| XS0215349357 | LEHMAN BROS Float 2005/2049 (Call: 30/03/2010) | 2.000.000 | 0,00 | 620.000 | 200 | |||
| JP584117A3C0 JP584117A5A9 |
LEHMAN BROS HLDG (JPY)/2003 - 19/12/2008 LEHMAN BROS HLDG (JPY)/2005 - 26/10/2099 |
500.000.000 4.800.000.000 |
0,00 0,00 |
436.300 3.141.361 |
920.387 8.835.711 |
|||
| JP584117B760 | LEHMAN BROS HLDG (JPY)/2007 - 05/06/2017 | 2.300.000.000 | 0,00 | 2.006.981 | 4.233.778 | |||
| US52517PL336 | LEHMAN BROS HLDG (USD)/2006 - 24/11/2008 | 385.000 | 0,15 | 300.265 | 57.626 | |||
| XS0326006540 XS0138439616 |
LEHMAN BROS HLDG 5.375% 2007 - 17/10/2012 LEHMAN BROS HLDG Float /2004 - 02/11/2011 |
1.500.000 5.300.000 |
0,20 0,20 |
1.500.000 530.000 |
300.000 1.060.000 |
|||
| XS0252835110 | LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 04/05/2011 | 4.615.000 | 0,20 | 1.011.646 | 923.000 | |||
| XS0257022714 XS0254171191 |
LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 12/06/2013 LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 19/05/2016 |
5.902.000 5.050.000 |
0,20 0,20 |
708.240 0 |
1.180.400 1.010.000 |
|||
| XS0272543900 | LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 25/10/2011 | 4.000.000 | 0,20 | 480.000 | 800.000 | |||
| XS0282937985 | LEHMAN BROS HLDG Float /2007 - 05/02/2014 | 12.500.000 | 0,20 | 3.208.950 | 2.500.000 | |||
| XS0300055547 XS0289069519 |
LEHMAN BROS HLDG Float /2007 - 10/05/2012 LEHMAN BROS TSY Float /2007 - 20/12/2015 |
11.400.000 15.000.000 |
0,20 0,20 |
8.790.000 7.410.000 |
2.280.000 3.000.000 |
|||
| XS0206444191 | LEHMAN BROS Var /2004 - 06/12/2011 | 5.000.000 | 0,20 | 4.590.052 | 1.000.000 | |||
| XS0294628366 US532716AH08 |
LHB INTERNATIONAL HANDEL 2007 - 10/04/2012 LIMITED BRANDS INC 6.125% 2002 - 01/12/2012 |
2.500.000 354.000 |
0,99 0,79 |
2.513.866 276.190 |
2.484.810 279.484 |
|||
| XS0259604329 | LINDE FINANCE BV Var 2006 - 14/07/2066 (Call 14/07/2016) | 200.000 | 1,13 | 225.750 | 226.622 | |||
| XS0465484938 XS0550541691 |
LINDE FINNANCE BV 3.625% 2009 - 13/11/2014 LLOYDS BANK 3.375% - 2010 / 20-04-2015 |
400.000 1.200.000 |
0,79 0,97 |
271.701 1.206.033 |
315.154 1.162.347 |
|||
| XS0231748046 | LLOYDS TSB BANK /2005 - 26/10/2015 (Call=26/10/2010) | 5.000.000 | 0,80 | 4.982.603 | 4.008.500 | |||
| XS0422704824 | LLOYDS TSB BANK 4.375% /2009 - 19/04/2011 | 2.801.000 | 1,04 | 2.885.948 | 2.908.292 | |||
| XS0422704238 XS0435070288 |
LLOYDS TSB BANK 6.25% /2009 - 15/04/2014 LLOYDS TSB BANK 6.375% /2009 - 17/06/2016 |
3.000.000 3.000.000 |
1,11 1,10 |
3.444.362 3.409.223 |
3.342.092 3.306.413 |
|||
| XS0156372343 | LLOYDS TSB BANK 6.9% 2002 - 22/02/2011 | 355.000 | 0,65 | 295.518 | 231.667 | |||
| XS0195810717 XS0469192388 |
LLOYDS TSB BANK PLC 2004 - 09/07/2016 (Call: 09/07/2011) LLOYDS TSB BANK PLC 3,25% / 2009 - 26/11/2012 |
7.000.000 3.000.000 |
0,89 1,01 |
6.140.416 3.059.749 |
6.250.416 3.029.869 |
|||
| XS0095501606 | LLOYDS TSB BANK PLC 4.75% /1999 - 18/03//2011 | 2.500.000 | 1,03 | 2.616.199 | 2.583.074 | |||
| XS0449361350 | LLOYDS TSB BANK PLC 5.375% 2009/03-09-2019 | 2.000.000 | 1,00 | 2.033.388 | 1.994.048 | |||
| US53947PAB58 XS0272317990 |
LLOYDS TSB BANK PLC 5.8% 2010 - 13/01/2020 LSME 1 A Float MTG /2006 - 21/08/2028 |
200.000 3.114.978 |
0,76 0,92 |
154.863 3.119.045 |
151.649 2.867.079 |
|||
| XS0230695552 | LUSI 4 C MTG /2005 - 15/09/2048 (Call=15/09/2014) | 3.308.556 | 0,53 | 3.310.856 | 1.760.418 | |||
| XS0178547393 XS0230697095 |
LUSITANO 2D MTG /2003 - 16/11/2046 (Call=16/11/2012) LUSITANO 4E MTG PLC - 2005 / 15-09-2048 (Call=15/09/2014) |
4.000.000 1.320.000 |
0,18 1,10 |
4.008.206 1.452.924 |
739.245 1.452.924 |
|||
| XS0268642161 | LUSITANO 5 A MTG /2006 - 15/07/2059 | 5.246.929 | 0,75 | 5.077.631 | 3.912.320 | |||
| XS0178546742 | LUSITANO MORT 2 B MTG /2003 - 16/11/2046 (Call=15/11/2012) | 2.500.000 | 0,76 | 1.804.778 | 1.904.721 | |||
| XS0268645693 XS0177945077 |
LUSITANO MORTAGES PLC 5 E MTG /2006 - 15/07/2059 (Call=15/10/2015) MAGEL 2 B MTG / 2003 - 18/07/2036 (Call: 18/10/2010) |
1.700.000 2.140.000 |
1,35 0,57 |
2.287.180 2.042.663 |
2.287.180 1.213.507 |
|||
| XS0378418890 | MAGNOLIA FINANCE VI /2008 - 20/12/2038 | 18.150.000 | 1,30 | 23.395.442 | 23.609.890 | |||
| XS0193657789 XS0186951629 |
MARLIN 1 B MTG /2004 - 23/12/2012 MARS2 2 A1B Float MTG /2004 - 20/03/2036 (Call=21/03/2011) |
524.953 128.648 |
0,94 0,87 |
525.669 128.942 |
493.634 112.092 |
|||
| XS0267046851 | MARSB 2006 D MTG /2006 - 28/08/2014 (Call=28/08/2012) | 3.700.000 | 0,89 | 3.705.950 | 3.294.089 | |||
| XS0242696804 | MEDIOBANCA Float /2006 - 10/02/2021 | 5.920.000 | 0,74 | 5.828.351 | 4.356.686 | |||
| US58933YAB11 XS0267827169 |
MERCK & CO 2.25% - 2010 / 15-01-2016 MERRILL LYNCH Float /2006 - 14/09/2018 |
350.000 7.000.000 |
0,75 0,77 |
270.406 6.923.083 |
264.015 5.368.966 |
|||
| XS0281902550 | MERRILL LYNCH LUX CMS 2007 - 30/01/2017 | 5.000.000 | 0,92 | 5.158.589 | 4.578.538 | |||
| XS0424686573 XS0190302611 |
MICHELIN FINANCE 8.625% /2009 - 24/04/2014 MIDGA 1 A1 Float MTG /2004 - 23/04/2011 |
170.000 722.581 |
1,23 0,98 |
179.252 795.716 |
209.744 704.572 |
|||
| XS0190303189 | MIDGA 1 A2 Float MTG /2004 - 23/04/2029 | 5.000.000 | 0,93 | 5.131.503 | 4.664.935 | |||
| XS0236480322 | MONTE DEI PASHI Float /2005 - 30/11/2017 (Call=30/11/2012) | 2.200.000 | 0,91 | 2.190.746 | 1.996.455 | |||
| XS0225151520 US61747YCJ29 |
MORGAN STANLEY 3.375% 2005 - 20/07/2012 MORGAN STANLEY 5.625% 2009 - 23/09/2019 |
250.000 1.000.000 |
1,03 0,77 |
229.023 690.248 |
256.265 771.367 |
|||
| XS0298900217 | MORGAN STANLEY Float / 2007 - 02/05/2014 | 600.000 | 0,95 | 545.561 | 568.043 | |||
| XS0225152411 XS0250971222 |
MORGAN STANLEY Float /2005 - 20/07/2012 MORGAN STANLEY Float /2006 - 13/04/2016 |
3.292.000 1.555.000 |
0,99 0,90 |
3.236.767 1.523.026 |
3.251.838 1.401.820 |
|||
| XS0276891594 | MORGAN STANLEY Float /2006 - 29/11/2013 | 5.000.000 | 0,96 | 4.996.816 | 4.781.816 | |||
| XS0245836431 XS0324502458 |
MORGAN STANLEY Float 2006 - 01/03/2013 MSIMM 2007 - IX SUB MTG - 2007 / 15-05-2024 |
1.150.000 2.000.000 |
0,97 0,07 |
1.150.507 118.200 |
1.116.892 139.200 |
|||
| XS0431928760 | MTNA 8,25% 2009 - 03/06/2013 | 500.000 | 1,17 | 530.741 | 582.906 | |||
| XS0203880991 XS0347918723 |
NATEX BQUES POP Float /2004 - 04/11/2016 (04/11/2011) NATIONAL AUSTRALIA BK NY 8% 2009 - 24/09/2049 (Call: 24/09/2016) |
500.000 600.000 |
0,94 0,82 |
464.316 417.510 |
471.239 489.285 |
| Ano: IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS |
2010 | Quantidade | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CÓDIGO | DESIGNAÇÃO | valor nominal | nominal | de aquisição | de aquisição | unitário | Total | |
| FR0010405688 | NATIXIS (KNFP) Float - 2006 / 15-01-2019 (call=15-01-2014) | 1.200.000 | 0,60 | 747.149 | 723.981 | |||
| FR0010479527 XS0552807629 |
NATIXIS Float / 2007 - 06/07/2017 (Call:06/07/2012) NATL AUSTRALIA BANK Float /2010 - 22/10/2013 |
3.350.000 1.950.000 |
0,91 1,00 |
3.101.397 1.955.634 |
3.050.860 1.952.690 |
|||
| XS0469028582 | NATL AUSTRALIA BK 3.5% /2009 - 23/01/2015 | 5.000.000 | 1,06 | 5.175.019 | 5.301.669 | |||
| XS0525146907 XS0350485453 |
NATL AUSTRALIA BK 4% /2010 - 13/07/2020 NATL AUSTRALIA BK 4.75% /2008 - 04/03/2011 |
4.700.000 3.000.000 |
1,00 1,04 |
4.759.971 3.163.804 |
4.700.798 3.126.304 |
|||
| XS0440279338 FR0010239400 |
NATL AUSTRALIA BK 4.75% /2009 - 15/07/2016 NATL BANQUES POP Float /2005 - 21/01/2016 (Call=21/01/2011) |
4.000.000 1.550.000 |
1,09 0,99 |
4.115.613 1.554.092 |
4.355.653 1.533.031 |
|||
| XS0269714464 | NATL CAPITAL INS Float /2006 - 29/09/2049 (Call=29/09/2016) | 8.200.000 | 0,73 | 7.152.425 | 5.997.145 | |||
| XS0172122904 | NBOG FUND pp /2003 - 11/07/2049 (Call=11/07/2013) | 2.000.000 | 0,50 | 2.029.940 | 1.002.218 | |||
| XS0247626962 XS0234023942 |
NGGLN 4.125% /2006 - 21/03/2013 NIB CAPITAL BANK 1ª-5ª Tr. Racc /2005 - 28/11/2015 |
1.150.000 15.000.000 |
1,08 0,62 |
1.158.405 15.074.322 |
1.237.238 9.227.170 |
|||
| XS0249580357 | NIB CAPITAL BANK PERP 2006/30-03-2049(Call 30-03-2012) | 15.000.000 | 0,68 | 8.674.547 | 10.207.397 | |||
| XS0234564515 XS0411735300 |
NIBCAP Float RAcc 2005 - 30/11/2015 (Call=31/08/2010) NOKIA CORP 5.50% /2009 - 04/02/2014 |
5.000.000 3.950.000 |
0,76 1,14 |
4.916.283 4.237.990 |
3.819.617 4.490.028 |
|||
| XS0411735482 | NOKIA CORP 6.75% /2009 - 04/02/2019 | 1.000.000 | 1,24 | 1.176.027 | 1.242.867 | |||
| US65557DAB73 XS0489825223 |
NORDEA BANK AB 1.75% /2010 - 04/10/2013 NORDEA BANK AB 3.75% /2010 - 24/02/2017 |
1.000.000 6.000.000 |
0,75 1,04 |
744.287 6.162.116 |
746.826 6.243.716 |
|||
| XS0520755488 | NORDEA BANK AB 4% /2010 - 29/06/2020 | 3.000.000 | 1,00 | 3.038.283 | 3.014.613 | |||
| XS0428007081 XS0517990031 |
NORDEA BANK AB 4.5% /2009 - 12/05/2014 NORDEA BANK AB Float /2010 - 17/06/2013 |
6.500.000 12.050.000 |
1,09 1,01 |
6.716.465 12.040.129 |
7.087.639 12.134.360 |
|||
| XS0432810116 | NOVARTIS FINANCE 4.25% /2009 - 15/06/2016 | 2.000.000 | 1,09 | 2.069.312 | 2.177.102 | |||
| XS0358820222 XS0168687100 |
NYSE EURONEXT 5.375% /2008 - 30/06/2015 OLD MUTUAL CAP 8% /2003 - 29/05/2049 (Call=22/12/2010) |
1.500.000 97.000 |
1,11 0,71 |
1.558.194 69.207 |
1.662.834 68.993 |
|||
| XS0517466784 | OP MORTGAGE BANK 2.375% /2010 - 15/06/2015 | 3.000.000 | 1,00 | 3.021.986 | 3.000.716 | |||
| XS0218487436 XS0095156401 |
OPERA UNI A MTG /2005 - 15/02/2012 PACIFIC L.F. CMS 99 - 12/03/2019 |
2.773.653 2.000.000 |
0,89 0,99 |
2.779.781 2.055.818 |
2.473.087 1.983.686 |
|||
| KYG693261094 | PARMALAT CAP.FIN.-98 | 5.000.000 | 0,00 | 500 | 0 | |||
| XS0225590362 XS0159862472 |
PASTOR PREF PERPETUAL 4.564% 2005 - 27/07/2015 PELIC 1C MTG / 2002 - 15/09/2037 |
100.000 500.000 |
0,53 0,24 |
50.557 487.428 |
53.296 120.378 |
|||
| XS0159861078 | PELICAN 1A MTG - 2002 / 15-09-2037 | 405.826 | 0,92 | 398.716 | 373.042 | |||
| XS0289322439 FR0010957274 |
PENTA 2007 - 1X F MTG - 2007 / 04-06-2024 (Call=04/06/2012) PEUGEOT SA 4% 2010 - 28/10/2013 |
5.000.000 1.500.000 |
0,30 1,03 |
1.521.500 1.504.131 |
1.521.500 1.537.971 |
|||
| XS0432069747 | PFIZER INC 3.625% /2009 - 03/06/2013 | 1.750.000 | 1,06 | 1.779.252 | 1.857.775 | |||
| XS0336018832 | PFIZER INC 4.75% /2007 - 15/12/2014 | 4.500.000 | 1,09 | 4.534.845 | 4.888.855 | |||
| XS0432070752 XS0432071131 |
PFIZER INC 4.75% /2009 - 03/06/2016 PFIZER INC 5.75% /2009 - 03/06/2021 |
3.000.000 3.000.000 |
1,11 1,17 |
3.184.482 3.470.249 |
3.330.117 3.513.779 |
|||
| XS0419195408 | PHILIP MORRIS 5.75% /2009 - 24/03/2016 | 2.700.000 | 1,18 | 2.956.627 | 3.172.513 | |||
| XS0419179972 XS0204397425 |
PHILIP MORRIS IN PM 4.25% /2009 - 23/03/2012 PIRAEUS GRP CAP Float /2004 - 27/10/2049 - (Call=27/10/2014) |
5.250.000 2.667.000 |
1,06 0,34 |
5.536.211 2.554.663 |
5.587.481 917.769 |
|||
| XS0540216669 | POHJOLA BANK 3% - 2010 / 08-09-2017 | 5.000.000 | 0,97 | 5.026.649 | 4.843.299 | |||
| XS0490027348 XS0173793216 |
POHJOLA BANK Float - 2010 / 25-03-2013 POLO III (CAMFER) 4.7% - 2003 / 29-07-2015 |
6.350.000 200.000 |
1,00 0,98 |
6.383.877 197.012 |
6.372.066 196.992 |
|||
| XS0149762139 | POLO SECURITIES Float /2002-26/06/2014 | 1.999.999 | 0,95 | 2.020.197 | 1.908.599 | |||
| XS0288613119 XS0215828830 |
POPULAR CAPITAL PERPETUAL 4.907% 2007 - 06/03/2017 PORTUGAL TEL FIN 3.75% /2005 - 26/03/2012 |
550.000 500.000 |
0,74 1,04 |
328.410 499.384 |
404.284 517.549 |
|||
| XS0221854200 | PORTUGAL TEL FIN 4,5% / 2005 - 16/05/2025 | 200.000 | 0,85 | 168.702 | 170.418 | |||
| XS0426126180 XS0462994343 |
PORTUGAL TELECOM 6.0% /2009 - 30/04/2013 PORTUGAL TELECOM INT FIN 5% 2009 - 04/11/2019 |
3.000.000 250.000 |
1,09 0,91 |
3.348.222 251.025 |
3.283.122 227.117 |
|||
| XS0205677320 | PREPS 2004 - 2 B1 MTG /2004 - 10/12/2012 | 3.700.000 | 0,27 | 3.399.886 | 1.006.897 | |||
| XS0205677916 XS0188938277 |
PREPS 2004 - 2 JN 18.1% MTG - 2004 / 10-12-2012 PREPS 2004-1 A MTG /2004 - 12/05/2012 |
700.000 6.901.975 |
0,08 0,79 |
58.491 7.290.647 |
58.491 5.425.470 |
|||
| XS0225229813 | PREPS 2005-1 B2 MTG /2005 - 04/08/2014 | 3.000.000 | 0,18 | 2.867.982 | 547.623 | |||
| XS0289621343 | PREPS 2007 - 1 JR 14,50% - 2007 / 07-03-2016 | 4.000.000 | 0,05 | 225.278 | 185.678 | |||
| XS0327237300 XS0307772128 |
PROCTER & GAMBLE 5.125% /2007 - 24/10/2017 PROMC 2007 - 1D MTG 2007/29-06-2012 |
6.000.000 5.000.000 |
1,12 0,45 |
6.586.908 2.245.956 |
6.735.408 2.246.456 |
|||
| XS0269580675 | PROPO II-X B Mtge 2006 - 20/10/2022 | 2.700.000 | 0,49 | 1.325.533 | 1.317.423 | |||
| XS0170488992 US21685WBL00 |
PRUDENTIAL PLC 6.5% /2003 - 23/06/2049 (Call=23/12/2010) RABOBANK 2.125% - 2010 / 13-10-2015 |
4.954.000 550.000 |
0,70 0,73 |
3.436.566 400.022 |
3.453.357 399.596 |
|||
| XS0433292512 | RABOBANK 3.0% /2009 - 18/09/2012 | 1.000.000 | 0,78 | 715.335 | 777.805 | |||
| XS0503734872 XS0557252417 |
RABOBANK 3.375% /2010 - 21/04/2017 RABOBANK 3.75% - 2010 / 09-11-2010 |
10.000.000 1.300.000 |
1,02 0,93 |
10.190.763 1.297.910 |
10.174.163 1.207.512 |
|||
| XS0426090485 | RABOBANK 4.375% /2009 - 05/05/2016 | 5.000.000 | 1,09 | 5.128.486 | 5.428.686 | |||
| XS0408832151 XS0339454851 |
RABOBANK 4.375% /2009 - 22/01/2014 RABOBANK 4.75% /2008 - 15/01/2018 |
5.000.000 6.000.000 |
1,10 1,11 |
5.193.015 6.508.788 |
5.504.565 6.655.368 |
|||
| XS0429484891 | RABOBANK 5.875% /2009 - 20/05/2019 | 6.000.000 | 1,13 | 6.334.787 | 6.770.735 | |||
| XS0496281618 | RABOBANK 6.875% /2010 - 19/03/2020 | 7.000.000 | 1,00 | 6.693.142 | 7.008.842 | |||
| XS0211840391 XS0207714022 |
RABOBANK Float 2005 - 2035 (Call: 23/02/2015) RABOBANK Var /2004 - 21/12/2012 |
113.000 1.000.000 |
0,93 1,03 |
108.933 884.917 |
105.430 1.031.706 |
|||
| XS0211216659 | RABOBK Float RAcc 2005 - 07/02/2012 (Call=07/02/2011) | 2.500.000 | 0,99 | 2.355.680 | 2.483.871 | |||
| XS0453664053 XS0233447936 |
RATPFP 4% /2009 - 23/09/2021 RBS Float - 2005 / 16-11-2015 |
3.000.000 7.500.000 |
1,04 0,88 |
3.008.998 7.455.292 |
3.113.848 6.614.110 |
|||
| XS0365122299 | RCI BANQUE 5,25% / 2008 - 27/05/2011 | 850.000 | 1,04 | 881.447 | 888.187 | |||
| XS0282627289 XS0471077684 |
RCI BANQUE Float /2007 - 24/01/2012 RCI BANQUE SA 3.125% / 2009 - 08/07/2011 |
5.850.000 10.000.000 |
1,00 1,02 |
5.781.546 10.208.685 |
5.828.054 10.230.685 |
|||
| XS0545097742 | RED ELECTRICA FIN 3.5% /2010 - 07/10/2016 | 3.000.000 | 0,98 | 3.005.672 | 2.951.222 | |||
| XS0214446188 FR0010809236 |
REFER 4% /2005 - 16/03/2015 RENAULT 6% 2009 - 13/10/2014 |
7.000.000 650.000 |
0,88 1,07 |
7.284.496 655.100 |
6.130.466 697.518 |
|||
| XS0216427384 | RENOR CDO BV MTG - 2005 / 07-10-2095 (Call=07/01/2010) | 3.111.773 | 0,01 | 150.000 | 31.118 | |||
| XS0524678884 XS0419352199 |
RENTENBANK Float /2010 - 11/07/2016 REPSOL INTL FIN 6.50% /2009 - 27/03/2014 |
7.000.000 450.000 |
1,00 1,14 |
7.000.184 472.061 |
7.016.774 513.759 |
|||
| XS0270503369 | RHA Float 2006 - 15/10/2013 (Call=25/03/2010) | 293.206 | 1,00 | 273.346 | 294.049 | |||
| XS0506721827 XS0225547438 |
RHODIA SA 7% 2010 - 15/05/2018 RMFE III-X SUB 0% MTG / 2005 - 11/11/2021 (Call=11/05/2010) |
100.000 4.000.000 |
1,06 0,49 |
100.875 1.974.000 |
106.225 1.974.000 |
|||
| XS0415624393 | ROCHE HLDGS INC 4.625% /2009 - 04/03/2013 | 1.000.000 | 1,10 | 1.033.987 | 1.096.837 | |||
| XS0454984765 XS0323734961 |
ROYAL BANK OF SCOTLAND 5.375% 2009/30-09-2019 ROYAL BANK OF SCOTLAND PERPETUAL 7.0916% 2007 - 29/09/2017 |
200.000 50.000 |
0,97 0,65 |
200.700 20.750 |
193.595 32.375 |
|||
| XS0506277135 | ROYAL BK OF SCOTLAND PLC 2010/20-10-2026 | 15.000.000 | 0,54 | 8.366.471 | 8.121.471 | |||
| XS0480133338 XS0497725563 |
ROYAL BK SCOTLAND 4.875% /2010 - 20/01/2017 ROYAL BK SCOTLND 3.625% /2010 - 17/05/2013 |
2.000.000 1.362.000 |
1,01 1,02 |
2.078.838 1.392.841 |
2.016.878 1.394.802 |
|||
| XS0128842571 | ROYAL BK SCOTLND 6% /2001 - 10/05/2013 | 5.000.000 | 1,05 | 5.353.151 | 5.230.451 | |||
| FR0010913178 XS0147030554 |
RTE EDF TRANSPOR 3.875% /2010 - 28/06/2022 RWE FINANCE BV 6.125% /2002 - 26/10/2012 |
4.250.000 1.500.000 |
0,98 1,09 |
4.298.733 1.630.913 |
4.167.918 1.635.383 |
|||
| XS0127984747 | RWE FINANCE BV 6.25% /2001 - 20/04/2016 | 7.000.000 | 1,20 | 8.493.591 | 8.366.221 | |||
| XS0173287862 FR0010827048 |
RZB FINANCE LTD Pp /2003 - 31/07/2049 (Call=31/07/2013) SAFRAN SA 4% 2009/26-11-2014 |
5.000.000 1.000.000 |
0,82 1,02 |
5.357.553 1.030.836 |
4.123.553 1.020.656 |
|||
| XS0456451938 | SANOFI-AVENTIS 3.125% /2009 - 10/10/2014 | 8.000.000 | 1,04 | 8.269.524 | 8.282.004 | |||
| XS0456451771 | SANOFI-AVENTIS 4.125% /2009 - 11/10/2019 | 3.000.000 | 1,03 | 3.029.222 | 3.104.742 | |||
| XS0428037740 XS0246688435 |
SANOFI-AVENTIS 4.5% /2009 - 18/05/2016 SANPAOLO IMI (ISPIM) Float /2006 - 15/03/2013 |
2.000.000 4.000.000 |
1,10 0,97 |
2.085.343 3.718.002 |
2.204.213 3.894.122 |
|||
| XS0243399556 | SANPAOLO IMI Float /2006 - 20/02/2018 (Call=20/02/2013) | 5.000.000 | 0,89 | 5.008.708 | 4.439.493 | |||
| XS0541340021 XS0327533617 |
SANTANDER 2.875% - 2010 / 20-09-2013 SANTANDER 5.435% /2007 - 24/10/2017 (Call=24/10/2012) |
1.400.000 3.500.000 |
0,97 0,90 |
1.408.756 3.535.439 |
1.360.050 3.154.149 |
|||
| XS0441528600 | SANTANDER FIN PF /2009 - 27/07/2049 (Call=27/07/2014) | 800.000 | 1,09 | 836.132 | 868.796 | |||
| XS0356944636 XS0381817005 |
SANTANDER INTL 5.125% /2008 - 11/04/2011 SANTANDER INTL 5.625% /2008 - 14/02/2012 |
3.000.000 7.000.000 |
1,04 1,07 |
3.108.985 7.335.055 |
3.131.995 7.492.345 |
|||
| XS0291652203 | SANTANDER ISSUANCES Float /2007 - 23/03/2017 (Call=23/03/2012) | 3.000.000 | 0,88 | 2.799.848 | 2.648.498 | |||
| ES0213495007 XS0500128326 |
SANTCF Float /2006 - 28/09/2016 (Call=28/09/2011) SAP AG 3.5% /2010 - 10/04/2017 |
3.300.000 1.800.000 |
0,88 1,01 |
3.030.646 1.842.125 |
2.907.015 1.820.201 |
|||
| XS0212544448 | SATURNS 2005 - 05/07/2030 (CALL 05/07/2010) | 20.000.000 | 0,43 | 10.620.306 | 8.690.306 | |||
| XS0202197694 FR0010359687 |
SCH FINANCE CMS /2004 - 30/09/2049 (Call=30/03/2011) SCOR SA Var 2006/28-07-2049 (Call 28-07-2016) |
1.500.000 400.000 |
0,59 0,92 |
1.283.816 307.301 |
879.840 368.521 |
|||
| XS0179207583 | SG CAP TRUST III 5,419% / 2003 - 10/11/2049 (Call:10/11/2013) | 9.175.000 | 0,93 | 8.183.471 | 8.533.408 | |||
| XS0163578635 | SGA NV 2003 - 28/02/2018 | 96.881.000 | 0,95 | 97.937.029 | 92.186.039 | |||
| XS0428146442 US822582AQ52 |
SHELL INTL FIN 3.0% /2009 - 14/05/2013 SHELL INTL FIN 3.1% /2010 - 28/06/2015 |
4.000.000 1.000.000 |
1,05 0,77 |
4.063.120 806.674 |
4.180.345 765.079 |
|||
| XS0428147093 | SHELL INTL FIN 4.375% /2009 - 14/05/2018 | 5.000.000 | 1,09 | 5.209.807 | 5.468.592 | |||
| XS0504013912 XS0369462022 |
SID BANKA EXPORT 3% /2010 - 21/04/2015 SIEMENS FINAN 5.375% /2008 - 11/06/2014 |
4.000.000 2.500.000 |
0,99 1,13 |
4.076.707 2.872.785 |
3.979.947 2.832.360 |
|||
| XS0413810606 | SIEMENS FINANCE 4.125% /2009 - 20/02/2013 | 2.800.000 | 1,08 | 3.003.802 | 3.029.898 | |||
| XS0413806596 XS0430951888 |
SIEMENS FINANCE 5.125% /2009 - 20/02/2017 SKANDINAVISKA ENSKIL 4.375% /2009 - 29/05/2012 |
3.000.000 7.500.000 |
1,15 1,06 |
3.450.867 7.770.499 |
3.444.957 7.950.153 |
|||
| XS0337453202 | SKANDINAVISKA ENSKILDA PERPETUAS 2007 / (Call 21-12-2017) | 170.000 | 1,05 | 181.458 | 179.229 | |||
| XS0552743048 XS0183070142 |
SNS BANK 6.25% - 2010 / 26-10-2020 SNS BANK NEDERLAND c/z /2003 - 28/12/2012 |
1.350.000 410.000 |
0,87 0,82 |
1.357.535 348.295 |
1.174.783 337.303 |
|||
| XS0365303329 | SOC GEN Var 2008-22/05/2049 (CALL 22-05-2013) | 200.000 | 1,03 | 198.727 | 205.393 | |||
| FR0010136382 XS0454569863 |
SOCGEN PERPETUAL 4.196% 2005 - 26/01/2015 SOCIETE GENERALE 8.75% 2009 - 07/04/2015 |
100.000 1.450.000 |
0,84 0,79 |
54.397 1.018.788 |
83.980 1.139.897 |
|||
| XS0100446268 | SOLAR FUND. 5,2916% /1999-04/08/2014 | 100.000 | 1,02 | 101.885 | 101.735 | |||
| XS0551556409 | SPAREBANK 3.5% - 2010 / 21-04-2016 | 5.000.000 | 0,99 | 5.020.041 | 4.946.541 | |||
| XS0416848520 XS0247802522 |
STATOILHYDRO ASA 5.625% /2009 - 11/03/2021 STMICROELEC FIN Float /2006 - 17/03/2013 |
2.475.000 2.024.000 |
1,20 1,00 |
2.856.601 2.023.749 |
2.970.625 2.013.909 |
| Ano: IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS |
2010 | Quantidade | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CÓDIGO XS0490111563 |
DESIGNAÇÃO SVENSKA HNDLSBKN 3.75% /2010 - 24/02/2017 |
valor nominal 4.420.000 |
nominal 1,05 |
de aquisição | de aquisição 4.537.304 |
unitário | Total 4.620.665 |
|
| XS0430527993 | SWEDISH EXPORT CREDIT 3.625 2009/27-05-2014 | 5.000.000 | 1,06 | 5.099.253 | 5.316.253 | |||
| XS0235246948 XS0436662828 |
SYDBANK A/S Float /2006 - 25/04/2049 (Call=25/04/2017) SYNGENTA FINANCE NV 4% /2009 - 30/06/2014 |
2.500.000 1.450.000 |
0,65 1,07 |
2.547.637 1.471.901 |
1.634.887 1.554.000 |
|||
| XS0335481254 XS0473999984 |
TAGST 2007 - ROSE 1 MTG - 2007 / 17-12-2012 TDCDC 5.875% 2009 - 16/12/2015 |
239.600 1.630.000 |
0,96 1,09 |
239.832 1.682.835 |
230.248 1.774.523 |
|||
| XS0418508924 | TELECOM ITALIA 8.25% /2009 - 21/03/2016 | 1.500.000 | 1,23 | 1.825.527 | 1.849.092 | |||
| XS0312208407 XS0410258833 |
TELECOM ITALIA Float /2007 - 19/07/2013 TELEFONICA 5.431% /2009 - 03/02/2014 |
8.000.000 700.000 |
0,98 1,11 |
7.968.329 734.476 |
7.808.329 776.238 |
|||
| XS0419264063 | TELEFONICA EMIS 5.496% /2009 - 01/04/2016 | 3.000.000 | 1,10 | 3.256.773 | 3.300.953 | |||
| XS0241946630 XS0284891297 |
TELEFONICA EMISIONES 4.375% / 2006 - 02/02/2016 TELEFONICA EMISIONES 4.674% 2007 - 07/02/2014 |
2.000.000 700.000 |
1,05 1,08 |
2.080.389 758.985 |
2.104.889 756.540 |
|||
| XS0289507997 XS0179909774 |
TELIASONERA AB 4.75% /2007 - 07/03/2017 TEMPO 1 A MTG /2003 - 15/11/2049 |
2.500.000 4.500.000 |
1,11 0,04 |
2.602.196 4.543.643 |
2.776.727 190.954 |
|||
| XS0295632847 | TEREOS EUROPE 6,375% / 2007 - 15/04/2014 | 2.000.000 | 1,05 | 1.976.563 | 2.106.563 | |||
| XS0414340074 XS0386772924 |
TESCO PLC 5.125% /2009 - 24/02/2015 TESCO PLC 5.625 % /2008 - 12/09/2012 |
125.000 2.500.000 |
1,14 1,08 |
129.805 2.607.660 |
142.892 2.706.305 |
|||
| XS0550634355 XS0220377906 |
THALES SA (HOFP ) 2.75% - 2010 / 19-10-2016 TMAN 1 A MTG /2005 - 21/01/2014 |
1.200.000 645.803 |
0,96 0,99 |
1.200.264 648.226 |
1.153.940 640.918 |
|||
| XS0267500592 | TOTAL CAPITAL Float /2006 - 12/09/2011 | 5.000.000 | 1,00 | 4.991.173 | 4.998.223 | |||
| XS0414313691 XS0410303647 |
TOTAL CAPITAL SA 3.5% /2009 - 27/02/2014 TOTAL CAPITAL SA 4.875% /2009 - 28/01/2019 |
1.000.000 4.000.000 |
1,07 1,15 |
1.024.938 4.473.161 |
1.070.548 4.580.201 |
|||
| XS0411606246 | TOYOTA MTR CRED 5.25% /2009 - 03/02/2012 | 7.000.000 | 1,09 | 7.654.262 | 7.598.077 | |||
| DE000A0D1KX0 XS0336744650 |
UBS AG JERSEY PERPETUAL 4.28% 2005 - 15/04/2015 UBS AS JERSEY PERPETUAL 7.152% 2007 - 21/12/2017 |
300.000 100.000 |
0,87 1,03 |
135.146 58.919 |
260.771 103.169 |
|||
| XS0357283257 XS0232989532 |
UBS CAPITAL SECS 8.836% TIER I 2008 / 2049 (Call: 11/04/2013) UNICREDITO CRDIT Float C/F 2005 - 02/11/2015 |
1.850.000 1.500.000 |
1,08 0,95 |
1.994.418 1.482.297 |
2.005.314 1.426.047 |
|||
| XS0241369577 | UNICREDITO ITALIANO 3.95% /2006 - 01/02/2016 | 3.900.000 | 0,96 | 4.027.347 | 3.747.966 | |||
| XS0267703352 XS0231436238 |
UNICREDITO ITALIANO Float /2006 - 20/09/2016 (Call=20/09/2011) UNICREDITO UCGIM PERPETUAL 4.028% 2005 - 27/10/2015 |
7.000.000 250.000 |
0,94 0,74 |
6.995.623 184.292 |
6.570.932 184.451 |
|||
| XS0497362748 XS0428149545 |
VALE SA 4.375% 2010 - 24/03/2018 VATTENFALL 4.25% - 2009 / 19-05-2014 |
500.000 300.000 |
1,04 1,09 |
514.721 306.545 |
520.416 325.712 |
|||
| XS0417208161 | VATTENFALL AB 5.25% /2009 - 17/03/2016 | 7.931.000 | 1,15 | 9.078.400 | 9.113.342 | |||
| XS0401892038 XS0401891733 |
VATTENFALL TREAS 5.75% /2008 - 05/12/2013 VATTENFALL TREASURY 6.75% /2008 - 31/01/2019 |
2.000.000 2.500.000 |
1,11 1,26 |
2.148.192 3.120.543 |
2.211.312 3.156.193 |
|||
| XS0439828269 | VERBUND INTL FIN 4.75% /2009 - 16/07/2019 | 2.500.000 | 1,07 | 2.530.733 | 2.667.433 | |||
| XS0424019437 XS0405876326 |
VERBUND INTL FIN 4.75% /2009 - 17/04/2015 VERIZON WIRELESS VZW 7.625% /2008 - 19/12/2011 |
7.000.000 1.000.000 |
1,10 1,06 |
7.782.527 1.071.119 |
7.729.787 1.056.877 |
|||
| XS0274098499 FR0010830042 |
VERSAILLES CLO ME PLC 1 MTG / 2006 - 12/01/2023 (Call=12/01/2011) VIVENDI 4,25% / 2009 - 01/12/2016 |
4.000.000 150.000 |
0,39 1,02 |
1.544.049 149.651 |
1.544.049 153.323 |
|||
| XS0559800122 | VNESHECONOMBANK 5.45% 2010 - 22/11/2017 | 3.500.000 | 0,75 | 2.570.210 | 2.634.048 | |||
| XS0402707367 US92857WAU45 |
VODAFONE GROUP 6.875% /2008 - 04/12/2013 VODAFONE GROUP PLC 3.375% 2009 - 24/11/2015 |
500.000 850.000 |
1,13 0,76 |
547.052 569.064 |
567.113 648.161 |
|||
| XS0421105825 XS0246359532 |
VOLKSWAGEN 5.25% /2009 - 01/04/2011 VOLKSWAGEN BANK Float/ 2006 - 14/03/2016 |
2.400.000 5.000.000 |
1,05 0,93 |
2.559.650 5.007.344 |
2.517.026 4.649.872 |
|||
| XS0482656005 | VOLKSWAGEN FIN 3.375% /2010 - 28/07/2014 | 3.500.000 | 1,04 | 3.550.241 | 3.642.186 | |||
| XS0412447632 XS0505532134 |
VOLKSWAGEN INTL FIN 5.625% /2009 - 09/02/2012 VOTO-VOTORANTIM 5.25% /2010 - 28/04/2017 |
2.700.000 8.900.000 |
1,09 1,03 |
2.885.387 9.130.804 |
2.949.738 9.122.744 |
|||
| XS0365663961 XS0210908751 |
WACHOVIA BANK NA 6% /2008 - 23/05/2013 WESTLB Float C/F /2005 - 07/02/2012 |
1.600.000 1.402.000 |
1,11 0,99 |
1.657.989 1.358.294 |
1.782.197 1.390.119 |
|||
| US961214BR37 | WESTPAC 1.85% - 2010 / 09-12-2013 | 1.000.000 | 0,75 | 760.618 | 749.259 | |||
| XS0453410978 XS0352626443 |
WESTPAC BANKING 4.25% /2009 - 22/09/2016 WESTPAC BANKING 4.625% /2008 - 14/03/2011 |
11.730.000 5.200.000 |
1,05 1,04 |
11.964.608 5.380.630 |
12.348.451 5.424.016 |
|||
| XS0494870701 | WESTPAC SEC NZ 3.875% /2010 - 20/03/2017 | 1.000.000 | 1,03 | 1.026.019 | 1.029.199 | |||
| XS0423888824 | ZURICH FINANCE 4.875% /2009 - 14/04/2012 |
2.000.000 | 1,07 | 2.063.459 | 2.141.959 | |||
| sub-sub-total | sub-total 0 0 |
11.000.180.146 11.848.594.551 |
0,00 0,00 |
0,00 0,00 |
3.139.255.084 4.006.966.974 |
0,00 0,00 |
2.958.716.630 3.781.659.489 |
|
| 2.2.2 - Títulos de rendimento variável | ||||||||
| FR0000120404 | 2.2.2.1 - Acções ACCOR SA |
105.500 | 24,17 | 2.549.886 | 33,30 | 3.513.150 | ||
| FR0000031122 US0378331005 |
AIR FRANCE-KLM APPLE COMPUTER INC |
132.415 7.251 |
9,12 203,46 |
1.207.227 1.475.262 |
13,63 241,40 |
1.804.816 1.750.399 |
||
| GB0009895292 | ASTRAZENECA PLC | 79.870 | 32,27 | 2.577.290 | 33,95 | 2.711.358 | ||
| GB0000961622 US0594603039 |
BALFOUR BEATTY PLC BANCO BRADESCO SA ADR |
388.805 998.250 |
3,94 11,94 |
1.531.042 11.914.856 |
3,64 15,18 |
1.413.385 15.158.279 |
||
| DE000BASF111 | BASF AG | 58.360 | 38,64 | 2.255.160 | 59,70 | 3.484.092 | ||
| DE0005909006 DE0005190003 |
BILFINGER BERGER AG BMW AG |
20.900 79.235 |
50,45 45,72 |
1.054.491 3.622.402 |
63,20 58,85 |
1.320.880 4.662.980 |
||
| FR0000131104 FR0000120503 |
BNP PARIBAS BOUYGUES |
45.160 60.615 |
53,49 32,40 |
2.415.771 1.963.970 |
47,61 32,25 |
2.150.068 1.955.137 |
||
| GB0056794497 | BRITISH AIRWAYS 6.75% PERPETUAL | 76.000 | 24,74 | 1.880.409 | 17,60 | 1.337.600 | ||
| GB0002875804 ES0113900J37 |
BRITISH AMERICAN TOBACCO PLC BSCH - AM |
149.170 218.855 |
24,03 10,30 |
3.583.964 2.254.321 |
28,62 7,93 |
4.269.303 1.735.082 |
||
| GB0007365546 FR0000120172 |
CARILLION PLC CARREFOUR SA |
333.900 72.895 |
3,34 36,24 |
1.115.745 2.642.056 |
4,47 30,85 |
1.491.155 2.248.811 |
||
| FR0000125585 | CASINO GUICHARD PERRACHON | 16.315 | 66,00 | 1.076.711 | 72,95 | 1.190.179 | ||
| DE000CLS1001 US1729671016 |
CELESIO AG CITIGROUP INC |
65.165 107.996.152 |
18,79 3,49 |
1.224.295 376.908.166 |
18,60 3,54 |
1.212.069 382.294.416 |
||
| DE0008032004 DE0007100000 |
COMMERZBANK AG DAIMLERCHRYSLER AG |
250.385 41.820 |
6,74 36,53 |
1.686.704 1.527.757 |
5,55 50,73 |
1.390.638 2.121.529 |
||
| FR0000120644 | DANONE SA | 59.680 | 45,49 | 2.715.139 | 47,02 | 2.806.154 | ||
| BE0003562700 DE0008232125 |
DELHAIZE GROUP DEUTSCHE LUFTHANSA-REG |
20.940 132.120 |
48,52 9,63 |
1.016.003 1.271.731 |
55,27 16,36 |
1.157.354 2.160.823 |
||
| DE0005552004 GB0002374006 |
DEUTSCHE POST AG-REG DIAGEO PLC |
83.575 217.900 |
10,55 12,58 |
881.330 2.741.395 |
12,70 13,77 |
1.061.403 2.999.843 |
||
| LU0011904405 | E.S. Financial Group | 124.435 | 14,71 | 1.831.024 | 14,00 | 1.742.090 | ||
| FR0000130452 IT0001976403 |
EIFFAGE SA FIAT SPA |
28.565 146.785 |
41,40 9,14 |
1.182.724 1.341.685 |
33,01 15,43 |
942.788 2.264.893 |
||
| IT0003856405 | FINMECCANICA SPA | 6.155 | 11,41 | 70.235 | 8,51 | 52.348 | ||
| GB0003452173 ES0122060314 |
FIRSTGROUP PLC FOMENTO DE CONSTRUC Y CONTRA |
250.815 37.660 |
4,57 28,95 |
1.147.068 1.090.197 |
4,63 19,66 |
1.160.611 740.396 |
||
| US38259P5089 DE0006070006 |
GOOGLE INC HOCHTIEF AG |
4.125 20.842 |
451,66 55,03 |
1.863.117 1.146.974 |
444,52 63,54 |
1.833.652 1.324.301 |
||
| CH0012214059 GB00B19NKB76 |
HOLCIM LTD - REG HOME RETAIL GROUP |
48.580 365.320 |
48,21 3,14 |
2.342.170 1.147.135 |
56,50 2,19 |
2.744.863 800.033 |
||
| GB00B61TVQ02 | INCHCAPE PLC | 444.610 | 3,49 | 1.552.685 | 4,14 | 1.841.974 | ||
| ES0177542018 GB0004764071 |
INTERNATIONAL CONSOLIDATESD AIRLINES GROUP SA JOHNSON MATTHEY PLC |
694.015 57.185 |
2,48 17,20 |
1.720.685 983.744 |
3,17 23,68 |
2.197.143 1.353.971 |
||
| FI0009000202 | KESKO OYJ-B SHS | 51.925 | 25,79 | 1.339.349 | 34,93 | 1.813.740 | ||
| DE000KC01000 NL0006033250 |
KLOECKNER & CO KONINKLIJKE AHOLD NV |
65.910 125.040 |
19,54 9,27 |
1.288.057 1.159.335 |
21,01 9,88 |
1.384.440 1.234.895 |
||
| GB0031192486 DE0007257503 |
LONMIN PLC METRO AG |
68.205 26.470 |
23,36 38,24 |
1.593.247 1.012.108 |
22,84 53,88 |
1.557.839 1.426.204 |
||
| GB0030232317 | MICHAEL PAGE INTERNATIONAL | 344.220 | 4,64 | 1.598.236 | 6,45 | 2.219.484 | ||
| DE0008430026 GB00B08SNH34 |
MUENCHENER RUECKVER AG-REG NATIONAL GRID PLC |
23.565 470.713 |
120,42 7,10 |
2.837.653 3.341.532 |
113,45 6,42 |
2.673.449 3.024.157 |
||
| FI0009013296 FR0000044448 |
NESTE OIL OYJ NEXANS SA |
119.260 20.850 |
11,28 58,18 |
1.344.869 1.212.959 |
11,95 58,86 |
1.425.157 1.227.231 |
||
| DE0006766504 | NORDDEUTSCHE AFFINERIE AG | 38.775 | 27,22 | 1.055.453 | 44,18 | 1.713.080 | ||
| NL0000375400 GRS419003009 |
NUTRECO HOLDING NV OPAP SA |
28.430 103.400 |
34,01 17,54 |
966.976 1.813.949 |
56,79 12,94 |
1.614.540 1.337.996 |
||
| FI0009002422 GB0006825383 |
OUTOKUMPU OYJ PERSIMMON PLC |
104.560 292.775 |
14,37 5,49 |
1.502.370 1.606.275 |
13,88 4,84 |
1.451.293 1.417.701 |
||
| CH0027752242 | PETROPLUS HOLDINGS AG | 115.025 | 14,41 | 1.657.470 | 9,85 | 1.133.324 | ||
| FR0000121501 AT0000606306 |
PEUGEOT SA RAIFFEISEN INTL BANK HOLDING |
62.770 36.970 |
24,15 41,53 |
1.515.666 1.535.503 |
28,41 41,00 |
1.783.296 1.515.770 |
||
| FI0009003552 FR0000131906 |
RAUTARUUKKI OYJ RENAULT SA |
89.985 39.810 |
16,90 33,48 |
1.521.088 1.332.785 |
17,51 43,50 |
1.575.637 1.731.735 |
||
| ES0173516115 | REPSOL YPF SA | 54.725 | 16,73 | 915.553 | 20,85 | 1.141.016 | ||
| FR0010479956 GB00B03MLX29 |
RHODIA SA - REGR ROYAL DUTCH SHELL |
53.015 100.050 |
13,52 23,08 |
716.762 2.308.667 |
24,75 24,73 |
1.312.121 2.474.237 |
||
| GB00B019KW72 | SAINSBURY (J) PLC | 333.095 | 3,66 | 1.220.239 | 4,37 | 1.456.214 | ||
| DE0006202005 SE0000113250 |
SALZGITTER AG SKANSKA AB-B SHS |
26.930 93.758 |
48,69 10,58 |
1.311.166 992.017 |
57,77 14,87 |
1.555.746 1.394.004 |
||
| IT0003153415 NL0000226223 |
SNAM RETE GAS SPA STMICROELECTRONICS NV |
718.750 229.670 |
3,12 6,50 |
2.240.739 1.492.662 |
3,72 7,74 |
2.673.750 1.777.416 |
||
| SE0000242455 | SWEDBANK AG | 215.390 | 7,13 | 1.536.087 | 10,46 | 2.253.481 | ||
| ES0178430E18 GB00B1VYCH82 |
TELEFONICA SA THOMAS COOK GRP PLC |
136.030 426.760 |
18,00 2,60 |
2.448.380 1.108.307 |
16,97 2,20 |
2.307.749 940.533 |
||
| DE0007500001 FR0000120271 |
THYSSENKRUPP AG TOTAL SA |
55.740 55.675 |
19,67 45,77 |
1.096.385 2.548.519 |
30,99 39,65 |
1.727.104 2.207.514 |
| Ano: IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS |
2010 | Quantidade | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | ||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CÓDIGO | DESIGNAÇÃO | valor nominal | nominal | de aquisição | de aquisição | unitário | Total | ||
| DE000TUAG000 GB0001500809 |
TUI AG TULLOW OIL PLC |
187.030 104.410 |
6,69 14,83 |
1.251.330 1.547.959 |
10,50 14,65 |
1.963.815 1.529.608 |
|||
| BE0003884047 | UMICORE | 47.975 | 21,75 | 1.043.272 | 38,92 | 1.867.187 | |||
| FR0000130338 FR0000124141 |
VALEO SA VEOLIA ENVIRONNEMEM |
58.522 49.965 |
20,10 24,38 |
1.176.253 1.218.135 |
42,47 21,87 |
2.485.137 1.092.735 |
|||
| DE0007664039 | VOLKSWAGEN AG-PFD | 19.260 | 71,36 | 1.374.312 | 121,40 | 2.338.164 | |||
| SE0000115446 JE00B3YWCQ29 |
VOLVO AB-B SHS WOLSELEY PLC |
236.665 78.965 |
9,91 12,80 |
2.345.102 1.010.592 |
13,22 23,77 |
3.128.080 1.876.996 |
|||
| 2.2.2.2 - Títulos de participação | sub-total | 119.451.363 | 0 | 0,00 | 0,00 | 514.649.844 | 0,00 | 541.163.537 | |
| 2.2.2.3 - Unidades de participação em fundos de investimento | sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | |
| ES0138517034 ES0158193039 |
ESPIRITO SANTO ESPAÑA BOLSA, FI ESPIRITO SANTO ESPAÑA 30, FI |
51.333,49 5.395,39 |
42.829,19 5.175,79 |
||||||
| ES0125240038 | E.S. CAPITAL PLUS, F.I. | 7.824,04 | 8.819,37 | ||||||
| ES0136097039 | E.S. BOLSA ESPAÑA SELECCIÓN, F.I. | 0,00 | 0,00 | ||||||
| ES0114917034 XS0307714864 |
E.S. VALOR EUROPA F.I. 5Y AUTOCANCELABLE TELEFONICA E IBERDROLA |
2.409,52 8.131.700,96 |
1.831,21 4.968.195,48 |
||||||
| XS0312463184 | AUTOCALLABLE NOTES LINKED TO THE SHARES OF BBVA | 1.146.340,63 | 139.606,49 | ||||||
| XS0333757606 | AUTOREDEEMER NOTES LINKED TO THE SHARES OF ENI S.P.A. | 168.009,88 | 36.617,99 | ||||||
| XS0337388382 XS0287521131 |
AUTOREDEEMER NOTES LINKED TO THE SHARES OF ENI S.P.A. 3 YEARS AUTOCALLABLE CERTIFICATE ON DJEUROSTOXX 50 INDEX |
479.308,60 135.505,60 |
103.956,75 26.447,09 |
||||||
| XS0291503463 | AUTOCALL SAN 5Y 12% | 974.761,34 | 706.512,41 | ||||||
| XS0300460721 | 5 YEAR AUTO-CALLABLE NOTE ON BBVA SM | 521.416,79 | 65.639,67 | ||||||
| XS0296916140 XS0401832729 |
AUTOCALLABLE SANTANDER 5 YEAR 12% EUR ENI Notes due 22nd December 2012 (the "Notes") |
579.576,07 2.695.389,84 |
108.426,51 3.669.323,58 |
||||||
| XS0401835748 | EUR ENI Notes due 02nd December 2012 (the "Notes") | 653.024,58 | 906.006,32 | ||||||
| XS0483713706 | EUR Auto Callable DJ Euro Stoxx 50 Notes due 23rd February 2013 (the "Notes") | 2.140.784,98 | 2.198.468,27 | ||||||
| XS0401835318 XS0401768535 |
EUR BBVA Notes due 18th May 2012 (the "Notes") EUR BBVA Notes due 09th August 2012 (the "Notes") |
2.471.543,14 4.334.116,08 |
3.562.207,04 6.024.103,65 |
||||||
| XS0401807291 | EUR SAN Notes due 31st May 2012 (the "Notes") | 3.387.625,90 | 5.470.638,04 | ||||||
| XS0307714864 | 5Y AUTOCANCELABLE TELEFONICA E IBERDROLA | 13.715,34 | 8.379,62 | ||||||
| XS0312463184 XS0333757606 |
AUTOCALLABLE NOTES LINKED TO THE SHARES OF BBVA AUTOREDEEMER NOTES LINKED TO THE SHARES OF ENI S.P.A. |
224.697,99 989,72 |
27.364,71 215,71 |
||||||
| XS0337388382 | AUTOREDEEMER NOTES LINKED TO THE SHARES OF ENI S.P.A. | 51.963,20 | 11.270,26 | ||||||
| XS0287521131 | 3 YEARS AUTOCALLABLE CERTIFICATE ON DJEUROSTOXX 50 INDEX | 267.632,44 | 52.234,73 | ||||||
| XS0291503463 XS0300460721 |
AUTOCALL SAN 5Y 12% 5 YEAR AUTO-CALLABLE NOTE ON BBVA SM |
2.560,85 202.075,70 |
1.856,09 25.438,73 |
||||||
| XS0296916140 | AUTOCALLABLE SANTANDER 5 YEAR 12% | 12.174,88 | 2.277,69 | ||||||
| XS0401832729 | EUR ENI Notes due 22nd December 2012 (the "Notes") | 5.780,66 | 8.263,32 | ||||||
| XS0401835748 XS0483713706 |
EUR ENI Notes due 02nd December 2012 (the "Notes") EUR Auto Callable DJ Euro Stoxx 50 Notes due 23rd February 2013 (the "Notes") |
475,42 2.316,43 |
659,58 2.378,83 |
||||||
| XS0401835318 | EUR BBVA Notes due 18th May 2012 (the "Notes") | 6.077,06 | 8.891,26 | ||||||
| XS0401768535 | EUR BBVA Notes due 09th August 2012 (the "Notes") | 9.638,52 | 13.571,55 | ||||||
| XS0401807291 ES0138517034 |
EUR SAN Notes due 31st May 2012 (the "Notes") ESPIRITO SANTO ESPAÑA BOLSA, FI |
4.065,60 2.856,80 |
6.565,46 2.570,47 |
||||||
| ES0158193039 | ESPIRITO SANTO ESPAÑA 30, FI | 302,13 | 295,27 | ||||||
| ES0125240038 | E.S. CAPITAL PLUS, F.I. | 6.020,51 | 6.275,83 | ||||||
| ES0136097039 ES0114917034 |
E.S. BOLSA ESPAÑA SELECCIÓN, F.I. E.S. VALOR EUROPA F.I. |
0,00 294,95 |
0,00 262,34 |
||||||
| LU0256839860 | ALLIANZ RCM EURO EQ GROWTH | 9.890 | 111,24 | 1.100.185 | 127,11 | 1.257.139 | |||
| LU0256881128 | ALLIANZ RCM EURP EQ GROWTH - IT | 5.526 | 1.218,15 | 6.731.125 | 1.398,36 | 7.726.898 | |||
| LU0248702945 LU0210819818 |
AMUNDI FUNDS CLEAN PLANET S AMUNDI FUNDS DYNARBITRAGE VAR 4 EUR S ACC |
63 482 |
80,57 110,78 |
5.074 53.414 |
78,91 111,88 |
4.970 53.944 |
|||
| LU0272942433 | AMUNDI FUNDS VOLATILLITY EQUITIES S ACC | 21.219 | 147,62 | 3.132.474 | 148,64 | 3.154.053 | |||
| FR0007038708 LU0272941112 |
AMUNDI GLOBAL EMERG AMUNDI-VOL EURO EQUITIES-IC |
58 327 |
34.137,06 1.543,32 |
1.979.949 505.019 |
33.942,25 1.542,70 |
1.968.651 504.815 |
|||
| LU0248273566 | BGF - INDIA FUND E 2 | 1.072 | 19,52 | 20.925 | 20,34 | 21.804 | |||
| LU0326423224 LU0172157363 |
BGF - WORLD GOLD FD HEDGED E 2 BGF - WORLD MINING FUND E2 |
4.332 2.583 |
9,60 47,21 |
41.602 121.943 |
11,87 61,90 |
51.421 159.885 |
|||
| LU0093504115 | BGF EUR SHORT DUR BOND - E2 | 17.549 | 13,30 | 233.378 | 13,31 | 233.574 | |||
| LU0200685070 LU0326423067 |
BGF US FLEXIBLE EQUITY H E2 BGF WORLD GOLD |
8.629 61.881 |
10,07 8,08 |
86.896 500.000 |
10,47 12,38 |
90.350 766.089 |
|||
| LU0090830497 | BGF-EMERGING EUROPE FUND - EUR E2 | 653 | 76,81 | 50.138 | 98,82 | 64.508 | |||
| LU0171290074 LU0171304552 |
BGF-NEW ENERGY FUND-EURO-E2 BGF-WORLD ENERGY FUND-E Acc |
3.269 5.281 |
5,81 15,61 |
18.998 82.415 |
5,59 19,10 |
18.274 100.866 |
|||
| LU0171306680 | BGF-WORLD GOLD FUND - EUR E2 | 7.039 | 40,82 | 287.337 | 47,69 | 335.690 | |||
| LU0271024688 LU0238483688 |
BLUEBAY - EM MKT SELECT B I BLUEBAY - EMER MK LO |
63.638 756 |
84,22 103,09 |
5.359.309 77.889 |
84,82 121,10 |
5.397.956 91.493 |
|||
| LU0240775436 | BLUEBAY - EMERGING MK LO C | 16.509 | 118,40 | 1.954.652 | 118,51 | 1.956.477 | |||
| LU0271024506 LU0225310266 |
BLUEBAY EM MKT SLT BD - \$ BS R BLUEBAY INV GRADE BOND FUND |
21.817 27.191 |
83,67 110,33 |
1.825.522 3.000.000 |
84,69 129,70 |
1.847.636 3.526.693 |
|||
| IE00B23S7K36 | BNY MELLON GL - BRAZIL EQ A | 122.047 | 1,25 | 152.540 | 1,41 | 171.672 | |||
| IE0003952342 IE0003921727 |
BNY MELLON GL - EMRG MKTS BNY MELLON GL - GLOBAL BOND A |
155.165 27.926 |
2,81 1,38 |
435.407 38.558 |
3,25 1,41 |
504.163 39.417 |
|||
| IE00B23S7N66 | BNY MELLON GL-BRAZIL EQ-C\$ | 459.629 | 1,00 | 458.502 | 1,05 | 482.125 | |||
| IE0004084889 IE00B23Z8X43 |
BNY MELLON GLOBAL OPPORTUNITIES - A EUR BRANDYWINE GL. OP. BOND - CLASS A |
42.737 10.024 |
0,92 95,39 |
39.156 956.270 |
1,15 116,40 |
49.062 1.166.845 |
|||
| LU0319686829 | CAAM - VOLATIL WORLD | 220 | 985,37 | 216.327 | 1.069,56 | 234.809 | |||
| FR0007052782 LU0124811109 |
CAC 40 MAST CARAVELA AGGRESSIVE FUND |
170.879 148.155 |
37,74 116,71 |
6.449.315 17.290.794 |
38,29 121,91 |
6.542.957 18.061.545 |
|||
| LU0124811018 | CARAVELA BALANCED FUND | 187.417 | 113,77 | 21.322.433 | 113,77 | 21.322.433 | |||
| LU0124810986 IE00B2QMND75 |
CARAVELA DEFENSIVE FUND CITI - GLB INT RATE EUR INX - I |
142.501 3.980 |
108,40 1.138,33 |
15.446.839 4.529.999 |
103,06 1.091,53 |
14.686.195 4.343.765 |
|||
| 00ZZZZZ9792490 | COLCHESTER GLOBAL BOND FUND - CLASS D | 19.505 | 102,54 | 2.000.000 | 113,06 | 2.205.260 | |||
| 00ZZZZZ9795394 LU0351344501 |
COLCHESTER GLOBAL RETURN BOND FUND - CLASS D CS CUST M GLB ALPHA F/I - I1C1 |
332.949 52.681 |
10,51 102,32 |
3.500.000 5.390.500 |
11,68 102,03 |
3.887.386 5.375.021 |
|||
| LU0351344337 | CS CUST M GLB ALPHA F/I - R1C1 | 49.189 | 101,23 | 4.979.593 | 100,62 | 4.949.381 | |||
| LU0445305468 LU0267479375 |
DB PLAT CURRENCY RET PL R1C DB PLAT IV - BAL CUR HVS |
704 44 |
1.002,92 10.435,27 |
705.863 457.705 |
998,44 11.485,25 |
702.712 503.759 |
|||
| LU0255187485 | DB PLAT IV - BAL CUR HVS R2C | 2.494 | 106,25 | 264.990 | 105,00 | 261.866 | |||
| LU0462954479 LU0229883953 |
DB PLAT IV DBX SYS ALPH - I1CU DB PLAT-COMMODITY EURO |
25.176 862 |
76,73 162,74 |
1.931.718 140.316 |
79,93 165,14 |
2.012.249 142.389 |
|||
| LU0445305625 | DB PLAT-CURRENCY RET | 36.925 | 100,81 | 3.722.260 | 101,81 | 3.759.342 | |||
| LU0338690372 LU0419225080 |
DB PLATINUM - AGRIC EURO DB PLATINUM CROCI SECTOR - I2C |
9 64.297 |
6.348,59 144,89 |
59.169 9.316.033 |
8.147,23 167,49 |
75.932 10.769.057 |
|||
| LU0189063844 | DB PLATINUM IV-DYN ALT-R2C | 91 | 125,70 | 11.388 | 109,07 | 9.881 | |||
| LU0173942318 LU0383378311 |
DB PLATINUM IV-SOV PLUS-R1C DB PLATINUM SALSA EURO |
135 34.582 |
132,87 108,35 |
17.964 3.746.912 |
137,23 116,51 |
18.553 4.029.149 |
|||
| LU0383378824 | DB PLATINUM SALSA EURO I1C | 507 | 11.095,99 | 5.627.209 | 11.968,07 | 6.069.475 | |||
| LU0290358497 LU0292097234 |
DB X - TR II EONIA DB X TRACKERS FTSE 100 ETF |
64.664 746.947 |
137,37 7,09 |
8.883.141 5.297.414 |
138,61 7,13 |
8.962.883 5.325.732 |
|||
| IE00B5MTWH09 | DJ STOXX 600 OPT OIL & GAS ETF | 31.810 | 132,30 | 4.208.567 | 145,97 | 4.643.306 | |||
| IE00B5MJYC95 LU0239322612 |
DJ STOXX 600 OPT TRV & LEIS DWS BRAZIL Acc |
23.048 4.172 |
99,11 139,30 |
2.284.192 581.137 |
98,72 166,10 |
2.275.299 692.942 |
|||
| LU0210302286 | DWS INVEST BRIC PLUS-NC Acc | 994 | 189,20 | 187.985 | 215,76 | 214.379 | |||
| LU0273146190 LU0179220412 |
DWS INVEST CHINESE EQUITY-FC DWS INVEST CONVERTIBLES FC |
5.492 25.817 |
164,59 130,72 |
903.884 3.374.859 |
168,81 141,98 |
927.065 3.665.508 |
|||
| LU0179220255 | DWS INVEST CONVERTIBLES NC | 14.369 | 124,76 | 1.792.657 | 131,77 | 1.893.340 | |||
| LU0145635123 LU0273147594 |
DWS INVEST EURO EQUITIES-NC DWS INVEST GLOBAL AGRIBUSN - NC |
220 856 |
100,66 104,91 |
22.123 89.778 |
116,75 119,52 |
25.660 102.279 |
|||
| LU0146864797 | DWS RUSSIA Acc | 234 | 193,98 | 45.299 | 233,85 | 54.609 | |||
| SE0001599622 LU0091444124 |
East Capital Explorer Fund AB ES - AMERICA G.F.(USD) |
134 37.452 |
51.625,40 88,71 |
6.917.803 3.322.289 |
53.746,00 101,17 |
7.201.964 3.788.957 |
|||
| LU0058466250 | ES - EMERGING MARKETS | 67.526 | 135,97 | 9.181.770 | 149,13 | 10.070.166 | |||
| LU0062574610 LU0091443829 |
ES - EURO BOND ES - EUROPEAN EQUITY |
1.559 986 |
1.110,12 64,01 |
1.730.122 63.114 |
1.095,10 85,69 |
1.706.713 84.490 |
|||
| LU0058464123 | ES - GLOBAL BOND | 315.986 | 167,44 | 52.907.471 | 162,10 | 51.221.389 | |||
| LU0079837604 LU0362094459 |
ES - GLOBAL ENHANC ES - SHORT BOND |
2.713 1.158 |
663,04 500,00 |
1.798.569 579.155 |
609,63 518,56 |
1.653.688 600.653 |
|||
| LU0447918896 | ESPIRITO SANTO AFRICA R INC | 3.767 | 101,79 | 383.403 | 108,38 | 408.213 | |||
| LU0114074718 LU0090980383 |
EURIZON EASYFUND - BND HI YL R EURIZON EASYFUND-EQ CHINA-R |
1.224 820 |
139,92 83,64 |
171.239 68.578 |
151,76 93,45 |
185.729 76.625 |
|||
| LU0130323198 EXPLORERIII |
EURIZON EASYFUND-EQ JAPAN-RH EXPLORER INVESTMENTS III |
572 200 |
72,75 4.867,50 |
41.612 973.500 |
69,61 4.867,50 |
39.814 973.500 |
| Ano: IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS |
2010 | Quantidade | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | ||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CÓDIGO | DESIGNAÇÃO | valor nominal | nominal | de aquisição | de aquisição | unitário | Total | ||
| LU0348529875 LU0115767708 |
FAST - EUROPE FUND Y ACC FIDELITY FDS - EUROPEAN AGGR - E |
31.653 2.822 |
100,83 11,33 |
3.191.460 31.959 |
121,50 12,51 |
3.845.858 35.302 |
|||
| LU0115764192 LU0115768185 |
FIDELITY FDS - EUROPEAN GROWTH E Acc FIDELITY FDS - SOUTH E ASIA - E |
648 13.364 |
21,06 30,05 |
13.640 401.531 |
24,69 37,90 |
15.991 506.490 |
|||
| LU0251130554 | FIDELITY FDS-POR SL M-A Acc EUR | 4.033 | 9,93 | 40.068 | 10,19 | 41.100 | |||
| LU0318939179 LU0114722738 |
FIDELITY FUNDS-AMERICA-Y ACC FIDELITY FUNDS-GLOBAL FIN SVC-E |
17.716 3.078 |
5,89 15,25 |
104.323 46.948 |
7,03 16,92 |
124.575 52.080 |
|||
| LU0115767021 | FIDELITY FUNDS-LATIN AMERICA-E Acc | 6.024 | 54,33 | 327.312 | 60,06 | 361.814 | |||
| KYG3482H1065 KYG3482H1149 |
FIRST PORTUGUESE OPPORT.FUND-A FIRST PORTUGUESE OPPORT.FUND-B |
13.067 78.064 |
169,06 136,45 |
2.209.150 10.651.503 |
212,60 157,75 |
2.778.066 12.314.604 |
|||
| LU0188151095 LU0181996454 |
FRANK TE INV FRK E SMC - N AC FRANK TEMP ASIA - I - AC |
6.189 1.573 |
19,12 11,94 |
118.314 18.783 |
20,71 25,90 |
128.166 40.755 |
|||
| LU0366765237 | FRANK TEMP INV ASIA GR-I EUR H1 | 99.327 | 16,83 | 1.671.476 | 20,95 | 2.080.907 | |||
| LU0231205856 LU0211333298 |
FRANK TEMP INV FR INDIA-NAC EUR FRANK TEMP INV FR MU DIS - NA |
29.555 8.690 |
20,85 10,30 |
616.233 89.529 |
24,58 11,66 |
726.465 101.331 |
|||
| LU0300742037 | FRANK TP - NAT RES N ACC € | 1.569 | 7,62 | 11.956 | 7,92 | 12.427 | |||
| 94165001229 ZZZZZZZZZZ31 |
GARNHAM FOUNDERS FUND GESFIMO FII CORPUS CHRISTI |
752 4.500 |
0,00 998,63 |
0 4.493.835 |
0,00 998,63 |
0 4.493.835 |
|||
| ZZZZZZZZZZ32 | GESFIMO FII IMOCRESCENTE | 5.500 | 980,12 | 5.390.660 | 980,12 | 5.390.660 | |||
| ZZZZZZZZZZ33 IE00B29Z0C19 |
GESFIMO FII IMOPRIME GLG GLBL CONVERTIBLE UCITS-S |
2.500 7.760 |
954,90 90,40 |
2.387.250 701.460 |
954,90 97,63 |
2.387.250 757.566 |
|||
| IE00B3VHWQ03 | GLG PURE ALPHA - C | 54.905 | 105,56 | 5.795.703 | 108,54 | 5.959.424 | |||
| IE00B4YLN521 IE00B3VY5J52 |
GLG PURE ALPHA - D GLG VI PLC - EMERG MKT |
15.211 16.698 |
104,89 104,15 |
1.595.452 1.739.100 |
107,43 105,27 |
1.634.106 1.757.842 |
|||
| IE00B3VY5173 LU0209317873 |
GLG VI PLC - EMERG MKT UC 3 C GLOBAL ACTIVE ALLOCATION - I CAP |
32.916 2.540.679 |
104,07 4,99 |
3.425.515 12.674.218 |
105,41 5,30 |
3.469.667 13.474.137 |
|||
| LU0234683448 | GOLD SACHS BRICS PORTF-E | 13.593 | 13,48 | 183.250 | 15,48 | 210.422 | |||
| LU0234687605 LU0298501601 |
GOLDMAN SACHS US EQ PORT - EA HSBC GIF - GLB MACR L C |
21.626 536 |
9,57 117,63 |
206.859 63.000 |
10,24 117,92 |
221.449 63.156 |
|||
| LU0298502328 | HSBC GIF - GLB MACR M C | 21.476 | 115,62 | 2.483.122 | 116,15 | 2.494.403 | |||
| LU0283739885 LU0283740032 |
HSBC GIF - NEW WLD INC HSBC GIF - NEW WLD INC M \$ |
347.942 678.129 |
9,74 9,11 |
3.388.634 6.177.881 |
9,79 9,13 |
3.406.245 6.192.582 |
|||
| 00XD0025506649 | IMPERATRIZ GF FUND | 110.992 | 100,00 | 11.099.174 | 93,20 | 10.344.430 | |||
| ZZZZZ9791237 LU0110816229 |
INFRASTRUCTURE ANDGROWTH FUND LP ING IL PROTECTED MIX FD 80 P |
20.000.000 997 |
0,76 27,02 |
15.297.886 26.926 |
0,75 26,38 |
15.087.562 26.290 |
|||
| LU0121181712 | INV EURO FD & BEV XC | 88 | 324,75 | 28.632 | 355,17 | 31.315 | |||
| LU0243956348 LU0243958047 |
INVESCO ASIA INFRASTRUCT - E INVESCO EURO CORP BOND - C |
14.868 403.848 |
9,20 12,68 |
136.731 5.121.438 |
11,34 13,26 |
168.607 5.356.724 |
|||
| LU0243958393 | INVESCO EURO CORP BOND E | 27.664 | 12,14 | 335.919 | 12,92 | 357.344 | |||
| LU0115143165 US4642871846 |
INVESCO GRTER CHINA EQTY - E ISHARES FTSE / XINHUA CHINA 25 INDEX |
9.346 70.637 |
22,11 32,43 |
206.592 2.290.521 |
26,28 32,25 |
245.603 2.277.914 |
|||
| US4642864007 | ISHARES INC MSCI BRAZIL | 54.229 | 56,49 | 3.063.192 | 57,93 | 3.141.240 | |||
| IE00B42Z5J44 US4642866655 |
ISHARES MSCI JPN MONTH €HED ISHARES MSCI PACIFIC EX JPN |
193.679 73.060 |
25,37 31,92 |
4.914.526 2.331.810 |
26,80 35,16 |
5.190.597 2.568.746 |
|||
| US46429B6065 LU0426101357 |
ISHARES MSCI POLAND INVESTAB IVA GLOBAL SICAV CLASS I (EUR) |
122.234 49.700 |
24,80 100,60 |
3.031.744 5.000.000 |
25,14 118,00 |
3.072.774 5.864.646 |
|||
| IE0001426232 | JANUS CAP US STRA V | 7.653 | 9,58 | 73.336 | 12,36 | 94.620 | |||
| IE0004444828 LU0256048223 |
JANUS CAPITAL US A/C GR - A\$AC JB ABSO RET BND PLUS - B |
104.893 38.089 |
9,42 121,93 |
988.003 4.644.094 |
11,02 123,45 |
1.156.323 4.702.073 |
|||
| LU0256049627 | JB ABSO RET BND PLUS - C | 45.211 | 124,55 | 5.630.806 | 125,31 | 5.665.356 | |||
| IE0009514872 LU0129412937 |
JCF US All Cap Growth JP MORGAN F - GL CONVERT EU |
440.840 7.221 |
10,72 10,07 |
4.727.535 72.701 |
12,04 10,61 |
5.308.420 76.616 |
|||
| LU0208853944 | JP MORGAN F - GLB NAT RE - D ACC | 3.275 | 12,88 | 42.190 | 17,86 | 58.490 | |||
| LU0278564033 LU0273799238 |
JPM INV - JPM US EQUITY D HD A JPM INV-HIGH STAT MAR N-D-A |
338 342 |
59,29 110,06 |
20.033 37.661 |
63,75 104,27 |
21.538 35.680 |
|||
| LU0273793462 | JPM INV-HIGH.STAT. MKT NEUTRAL (B) EUR | 291 | 106,42 | 31.000 | 107,46 | 31.303 | |||
| LU0168342979 LU0260086037 |
JPMORGAN F-GLOBAL FOCUS-B€ JUPITER GLOBAL FD EURO GRO I |
10.388 464.729 |
15,19 15,45 |
157.800 7.179.087 |
16,31 18,95 |
169.427 8.806.612 |
|||
| LU0260085492 | JUPITER GLOBAL FD EURO GRO L | 135.832 | 12,39 | 1.682.995 | 15,38 | 2.089.091 | |||
| LU0225434587 FR0010510800 |
LUX INVEST FD - US EQTY PLUS - D LYXOR ETF EURO CASH EONIA IN |
4.359 84.914 |
1.284,82 105,97 |
5.600.000 8.998.563 |
128,40 106,00 |
559.642 9.001.054 |
|||
| FR0010344853 | LYXOR ETF STOXX 600 UTILIT | 72.259 | 31,96 | 2.309.079 | 31,72 | 2.292.055 | |||
| GG00B23HJ047 US57060U1007 |
MAN INV - IRIS LOW VOL MARKET VECTORS Gold Miners ETF |
2.717 375.490 |
681,61 38,48 |
1.851.750 14.449.688 |
911,49 46,00 |
2.476.259 17.273.889 |
|||
| LU0125951151 LU0219424487 |
MFS EUROPEAN VALUE A1 MFS MER-EUROPEAN VAL |
62.375 51.191 |
18,43 117,35 |
1.149.649 6.007.320 |
20,10 129,86 |
1.253.743 6.647.681 |
|||
| LU0219424644 | MFS MERIDIAN FUNDS - GLOBAL EQUITY | 34.087 | 107,88 | 3.677.300 | 124,26 | 4.235.636 | |||
| LU0200685666 LU0452168619 |
MLIIF US BASIC VALUE - E MLIS GLG EUR OPPTY - B ACC |
12.367 64.407 |
28,11 102,40 |
347.626 6.595.000 |
30,47 102,50 |
376.822 6.601.760 |
|||
| LU0225744001 | MORGAN ST - US ADVANTAGE B \$ | 97.494 | 20,89 | 2.037.006 | 22,14 | 2.158.263 | |||
| LU0299413608 LU0360491038 |
MORGAN ST DIV ALPLA PLUS - A MORGAN ST DIV ALPLA PLUS - Z |
87.033 250.697 |
26,67 27,09 |
2.321.316 6.791.800 |
27,45 28,11 |
2.389.067 7.047.083 |
|||
| LU0118140697 | MORGAN ST INV F-EM EUR&ME-B | 1.585 | 52,61 | 83.408 | 62,79 | 99.540 | |||
| LU0360484686 LU0360481153 |
MORGAN ST-US ADVANTA MS Euro Currencies H |
263.769 88.298 |
21,96 31,76 |
5.792.346 2.804.200 |
22,88 34,78 |
6.034.587 3.070.999 |
|||
| US73935A1043 | NASDAQ 100 | 93.912 | 35,60 | 3.343.127 | 40,76 | 3.827.606 | |||
| ZZZZZ9789959 LU0390857125 |
NAU FUND LP - CLASS A NORDEA 1 AFRICAN EQUITY E |
221.187 3.321 |
99,95 13,10 |
22.107.245 43.502 |
96,62 15,01 |
21.371.073 49.841 |
|||
| LU0375726162 LU0410958143 |
NORDEA 1-HRC L/S MI - BI - EUR NORDEA 1-HRC L/S MI-E-EUR |
94.803 47.583 |
55,80 54,30 |
5.290.408 2.583.555 |
56,05 55,48 |
5.313.692 2.639.896 |
|||
| 00XD0025065935 | NORTH WIND GF FUND | 172.758 | 100,00 | 17.275.758 | 99,33 | 17.160.011 | |||
| FICTIF557889 LU0394083843 |
ONGOING INT. CAPITAL MARKETS ONGOING INT. PRIVATE EQUITY |
15.093 100.000 |
993,81 990,57 |
15.000.000 99.056.850 |
1.026,22 839,90 |
15.489.157 83.990.000 |
|||
| LU0154361405 | PARVEST FLOOR 90 EURO - CLS C | 89 | 1.297,01 | 115.688 | 1.263,69 | 112.716 | |||
| LU0265294255 LU0363509208 |
PARVEST TURKEY-LC PARVEST-AGRICULTURE-CLASSIC Acc |
1.832 264 |
135,15 97,71 |
247.604 25.752 |
161,40 113,78 |
295.706 29.986 |
|||
| LU0247079626 | PICTET - ABSOLU RE GLO-R | 75 | 106,84 | 8.000 | 111,18 | 8.325 | |||
| LU0255797390 LU0255797713 |
PICTET - ASIAN CCY I PICTET - ASIAN CCY R |
63.913 28.145 |
98,77 93,85 |
6.312.792 2.641.494 |
105,58 99,93 |
6.748.115 2.812.599 |
|||
| LU0280437830 | PICTET - EMERG CCY R | 5.733 | 123,01 | 705.258 | 130,60 | 748.757 | |||
| LU0104885248 LU0255798364 |
PICTET - WATER-R ACC PICTET FUND LUX - EMERG CCY |
649 3.893 |
116,36 132,92 |
75.487 517.494 |
142,24 129,82 |
92.274 505.420 |
|||
| LU0255798018 IE00B11XZ541 |
PICTET-EMERG LOCAL CCY-I\$ PIMCO - GL REAL RTN - E-EURO-HD-ACC |
14.129 64.397 |
135,43 13,36 |
1.913.463 860.038 |
137,17 13,61 |
1.937.971 876.447 |
|||
| IE00B11XZ327 | PIMCO - GLB H/Y BD E HGD ACC | 17.421 | 15,19 | 264.563 | 16,15 | 281.350 | |||
| IE00B1D7YM41 IE0032876397 |
PIMCO - GLB H/Y BOND E ACC PIMCO - GLB INV GRADE I HD ACC |
186.701 362.851 |
10,06 13,26 |
1.878.001 4.812.775 |
10,78 13,54 |
2.013.438 4.913.003 |
|||
| IE00B11XZ103 | PIMCO - GLOBAL BOND E ACC | 75.443 | 18,15 | 1.369.145 | 18,48 | 1.394.182 | |||
| IE0033989843 IE00B11XZ434 |
PIMCO - TOTAL RTRN H IAC PIMCO GBL INV GRADE |
549.107 159.238 |
17,99 12,17 |
9.879.204 1.938.018 |
18,09 12,97 |
9.933.354 2.065.313 |
|||
| IE0002460867 | PIMCO TOTAL RET BOND- R - INS AC | 8.161 | 13,79 | 112.524 | 17,42 | 142.191 | |||
| IE0002420739 IE00B11XZB05 |
PIMCO-GLB H/Y I ACC PIMCO-TOTAL RTN BD-E-EURO-HD-ACC |
504.468 441.953 |
10,48 16,48 |
5.284.389 7.283.193 |
11,20 17,27 |
5.651.764 7.632.526 |
|||
| IE00B3FH9T88 | POLAR CAPITAL-JPN-I\$ | 18.917 | 9,51 | 179.837 | 10,71 | 202.594 | |||
| IE00B04NL018 00XD0025506912 |
PR. GLOBAL LIQ. FUND ACUM. CLASS RED RUBY GF FUND |
219.191 122.731 |
15,41 100,00 |
3.378.264 12.273.071 |
15,90 94,52 |
3.485.386 11.600.506 |
|||
| LU0271484411 | SCHROD INTL US LG CAP BH | 822 | 80,88 | 66.512 | 89,21 | 73.364 | |||
| LU0279459704 LU0248173006 |
SCHRODER INT - GL EM M OP B A SCHRODER INT EME ASIA - B ACC |
18.467 1.977 |
13,53 16,87 |
249.819 33.358 |
14,47 18,07 |
267.216 35.724 |
|||
| LU0113258742 | SCHRODER INTL EURO C | 21.264 | 16,71 | 355.380 | 16,82 | 357.663 | |||
| LU0113257934 LU0106258741 |
SCHRODER INTL EURO CORP - BAC SCHRODER INTL GL CORP BD - CAC |
28.036 456.716 |
14,68 6,15 |
411.505 2.810.983 |
15,17 6,82 |
425.310 3.113.817 |
|||
| LU0203348601 LU0224509215 |
SCHRODER INTL GL CRP BD-BAC EUR SCHRODER INTL GL PR SC B A |
12.374 1.190 |
115,23 94,68 |
1.425.949 112.669 |
121,37 105,36 |
1.501.875 125.381 |
|||
| LU0189895229 | SCHRODER INTL GLB HI YD | 1.492 | 24,52 | 36.596 | 28,14 | 41.992 | |||
| LU0316459568 LU0106235376 |
SCHRODER INTL MIDD EAST B € A SCHRODER ISF EURO EQUITY (B) |
10.377 10.649 |
8,72 18,38 |
90.449 195.681 |
9,17 18,98 |
95.153 202.117 |
|||
| LU0146288435 | SGAM FD-MONEY MARKET EUR FC Acc | 5.900 | 118,89 | 701.376 | 119,01 | 702.103 | |||
| US78463V1070 US78464A7972 |
SPDR GOLD TRUST - ETF SPDR KBW BANK - ETF |
6.950 119.282 |
70,19 18,35 |
487.839 2.188.431 |
103,82 19,39 |
721.527 2.312.975 |
|||
| US78462F1030 | SPY STANDARD & POORS 500 ETF TRUST Index Fund | 199.354 | 87,55 | 17.453.268 | 94,11 | 18.761.237 | |||
| LU0272423913 00ZZZZZ9795360 |
T. ROWE PRICE GLB EQUITY TAPM FUND CLASS EUR |
252.507 2.773 |
6,87 450,71 |
1.734.868 1.250.000 |
9,58 526,25 |
2.418.870 1.459.509 |
|||
| GB00B28CN800 | THREADNEEDLE AM EX ALPHA - RNA | 3.569 | 1,37 | 4.899 | 1,54 | 5.513 | |||
| GB0002363447 GB00B104JG71 |
THREADNEEDLE EURO HI YLD 3 THREADNEEDLE TARGET RETURN FUND Net 1 Acc |
170.802 47.085 |
1,36 1,19 |
233.120 55.907 |
1,51 1,18 |
257.912 55.358 |
|||
| US9220428588 IE00B03HD316 |
VANGUARD EMERGING MARKET ETF VANGUARD GLOBAL STOCK INDEX EURO CLASS |
178.150 608.820 |
30,24 11,07 |
5.386.518 6.736.699 |
36,03 10,11 |
6.419.106 6.157.360 |
|||
| sub-total 2.2.2.4 - Outros |
37.505.407 | 0 | 0,00 | 0,00 | 758.922.205 | 0,00 | 764.110.440 |
| Ano: | 2010 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS | Quantidade | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | ||
| CÓDIGO | DESIGNAÇÃO | valor nominal | nominal | de aquisição | de aquisição | unitário | Total | |
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | |
| sub-sub-total 156.956.770 | 0 | 0,00 | 0,00 | 1.273.572.048 | 0,00 | 1.305.273.977 | ||
| total 156.956.770 | 11.848.594.551 | 0,00 | 0,00 | 5.280.539.023 | 0,00 | 5.086.933.466 | ||
| 3 - TOTAL GERAL | 606.071.255 | 12.862.499.902 | 0,00 | 0,00 | 7.633.681.937 | 0,00 | 7.375.102.678 |
DESENVOLVIMENTO DA PROVISÃO PARA SINISTROS RELATIVA A SINISTROS OCORRIDOS EM EXERCÍCIOS ANTERIORES E DOS SEUS REAJUSTAMENTOS (CORRECÇÕES)
| RAMOS/GRUPOS DE RAMOS | Provisão para sinistros em 31/12/N-1 |
Custos com sinistros * montantes pagos no exercício |
Provisão para sinistros * em 31/12/N |
Reajustamentos | |
|---|---|---|---|---|---|
| (1) | (2) | (3) | (3)+(2)-(1) | ||
| VIDA | 20.862.794 | 5.395.353 | 12.650.301 | -2.817.140 | |
| NÃO VIDA ACIDENTES E DOENÇA |
0 | ||||
| INCÊNDIO E OUTROS DANOS AUTOMÓVEL -RESPONSABILIDADE CIVIL |
0 0 |
||||
| -OUTRAS COBERTURAS | 0 | ||||
| MARÍTIMO, AÉREO E TRANSPORTES | 0 | ||||
| RESPONSABILIDADE CIVIL GERAL | 0 | ||||
| CRÉDITO E CAUÇÃO | 0 | ||||
| PROTECÇÃO JURÍDICA | 0 | ||||
| ASSISTÊNCIA | 0 | ||||
| DIVERSOS | 0 | ||||
| TOTAL | 0 | 0 | 0 | 0 | |
| TOTAL GERAL | 20.862.794 | 5.395.353 | 12.650.301 | -2.817.140 |
NOTAS:
* Sinistros ocorridos no ano N-1 e anteriores