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Besqab Annual Report 2008

Mar 13, 2009

3009_10-k_2009-03-13_04b2a964-bc3b-4f29-bae0-06d7e3f77adf.pdf

Annual Report

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RELATÓRIO E CONTAS 2008

BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.

Av. Columbano Bordalo Pinheiro, n.º 75 – 11.º - 1070-061 Lisboa Registada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa e NIPC 503024856 Capital Social: 250.000.000 €

Senhores Accionistas,

Nos termos da lei, o Conselho de Administração tem a honra de submeter à apreciação de V. Exas. o Relatório de Gestão e as Contas, de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS) da BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A. (adiante designada também por BES-Vida ou Companhia) relativos ao Exercício de 2008.

1. Relatório de Gestão

  • 1.1 Mensagem Conjunta do Presidente do Conselho de Administração e do Presidente da Comissão Executiva
  • 1.2 Principais indicadores da actividade
  • 1.3 Órgãos Sociais
  • 1.4 Enquadramento económico
  • 1.4.1 Enquadramento macro-económico
  • 1.4.2 Enquadramento do sector Segurador
  • 1.5 A actividade da BES-Vida
  • 1.6 Proposta de aplicação de resultados
  • 1.7 Nota Final
  • 1.8 Declaração a que se refere a alínea a) do nº1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários

2. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas

  • 2.1 Conta de ganhos e perdas
  • 2.2 Balanço
  • 2.3 Demonstração de alterações no Capital Próprio
  • 2.4 Demonstração dos fluxos de caixa
  • 2.5 Notas explicativas às Demonstrações Financeiras

3. Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria \ Relatório e Parecer do Conselho Fiscal

  • 3.1 Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria
  • 3.2 Relatório e Parecer do Conselho Fiscal
  • 4. Anexos

1.Índice

1.1 - Mensagem Conjunta do Presidente do Conselho de Administração e do Presidente da Comissão Executiva

Num ano marcado por uma forte perturbação dos mercados financeiros e da conjuntura económica, a BES-VIDA continuou a desenvolver a sua actividade procurando consolidar a sua posição no mercado dos seguros Vida, sobretudo no mercado da "reforma", onde renovou a posição de liderança pelo 12º ano consecutivo. A produção total obtida em Portugal, em 2008, foi de 1.860,3 milhões de euros, reflectindo um acréscimo de 19,0% face a 2007. No segmento dos PPR´s, com uma produção de 735,0 milhões de euros (+23.6%), alcançou uma quota de mercado de 29.8%, mantendo a liderança neste segmento. Os produtos de Capitalização, com uma produção de 1.063,3 milhões de euros (+16.9%), viram aumentar a sua quota de mercado para 14.0% (13.3% em 2007). O volume de prémios dos produtos Tradicionais totalizaram 62,0 milhões de euros (+4.1%), com uma quota de mercado nos 6.5% (7.1% em 2007).

Também as Provisões Matemáticas, no montante de cerca de 7.302,4 milhões de euros apresentam um acréscimo em relação a 2007 (+ 266,5 milhões de euros, que representam um crescimento de 3,8%).

No entanto, este bom desempenho no que se refere à produção e igualmente no controlo dos custos operacionais não foi suficiente para manter o resultado liquido ao nível do esperado devido ao comportamento da actividade financeira, decorrente do comportamento negativo verificado na generalidade dos mercados financeiros.

De facto, a crise de confiança generalizada, com reflexos no sistema financeiro e na actividade económica a nível global, teve impactos negativos no comportamento da actividade financeira da Companhia, reduzindo em mais de 95% os resultados desta face ao ano anterior. Importa referir, neste contexto, o registo de imparidades no valor de 54,5 milhões de euros.

Assim, o resultado líquido da BES-Vida em 2008 é de cerca de 12,2 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 76.7% em relação ao verificado em 2007.

O Capital Próprio atinge os 99,5 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 63,5% face a Dezembro de 2007. Esta diminuição é, sobretudo, consequência da redução da Reserva de Justo Valor, em resultado da queda registada nos mercados financeiros com impactos nas carteiras de obrigações e acções. No entanto, apesar destes fortes impactos negativos, a solvência apresenta um excesso de cerca de 19 milhões de euros, com o rácio de cobertura estimado a atingir os 110% e a situar-se acima do limite dos 100%.

Em 2009, a BES-Vida irá continuar a desenvolver a sua actividade com o objectivo de contribuir para a liderança do BES em soluções de protecção das famílias, em particular, consolidando a sua posição de líder no segmento da "reforma".

Paralelamente, a consolidação das estruturas de funcionamento, a optimização dos recursos e o desenvolvimento da gestão de risco são linhas orientadoras indispensáveis para responder, de uma forma cada vez mais eficiente e eficaz, às exigências actuais e futuras.

Tendo como referência o Banco Espirito Santo pela sua actuação nestas matérias, 2009 será também o ano onde a Companhia procurará desenvolver e enquadrar os valores associados à responsabilidade social, aprofundando o seu compromisso de contribuir para uma sociedade baseada no desenvolvimento sustentável.

As últimas palavras são de reconhecido agradecimento pelo apoio e confiança dos accionistas e clientes, pelo profissionalismo e dedicação dos colaboradores e pela cooperação e confiança que o Conselho Fiscal e as Autoridades de Supervisão dispensaram ao longo deste exercício.

Michel Joseph Paul Goutorbe Rui Manuel Leão Martinho

(Presidente da Comissão Executiva) (Presidente do Conselho de Administração)

1.2 - Principais Indicadores de Actividade

milhare s d e e uro s
2008 2007 Variação
08/07
Investimentos 7.577.719 7.601.167 -0,3%
Activo líquido 7.699.814 7.602.416 1,3%
Capital próprio 99.501 272.854 -63,5%
Passivos subordinados 100.224 90.219 11,1%
Provisões técnicas de seguro directo 3.275.702 3.591.406 -8,8%
Produção Total 1.866.813 1.614.830 15,6%
Prémios Brutos emitidos 570.639 493.331 15,7%
Ganhos Líquidos da Actividade Financeira 91.380 183.793 -50,3%
Provisões matemáticas liquidas de resseguro 302.831 158.180 91,4%
Participação para resultados liquida de resseguro 12.579 19.547 -35,6%
Custos com Sinistros liquidos de resseguro 926.236 709.952 30,5%
Resultado Líquido 12.170 52.218 -76,7%
Rendibilidade
Resultado Líquido/Produção Total 0,65% 3,23% - 0,80 pp
Resultado Líquido/Capital Próprio 12,23% 19,14% - 0,36 pp
Resultado Líquido/Activo líquido 0,16% 0,69% - 0,77 pp
Produtividade
Nº de apólices/Nº de empregados 12.834 12.851 -0,1%
Produção Total/Nº de empregados 22.224 19.936 11,5%
Provisão Matemática/Nº de empregados 40.214 56.188 -28,4%
Outros Dados
Nº de empregados 84 81 3,7%

1.3 - Órgãos Sociais

A composição actual dos Órgãos Sociais da BES-Vida, para o quadriénio 2008-2011 é a seguinte:

Conselho de Administração

Rui Manuel Leão Martinho (Presidente) Bernard Delas (Vice-Presidente) Pedro Guilherme Beauvillain de Brito e Cunha Michel Joseph Paul Goutorbe Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires Nuno Manuel da Silva Ribeiro David Dr. Michel Victor François Vilatte Thierry Philippe Adolph Langreney Olivier Ronan Melennec

O Conselho de Administração delega a gestão corrente da Companhia numa Comissão Executiva composta pelos seguintes Administradores:

Michel Joseph Paul Goutorbe (Presidente) Nuno Manuel da Silva Ribeiro David Olivier Ronan Melennec

Mesa da Assembleia Geral

Luis Frederico redondo Lopes (Presidente) Pedro Cassiano Santos (Vice-Presidente) Nuno Miguel Matos Silva Pires Pombo (Secretário)

Conselho Fiscal

José Manuel Ruivo da Pena (Presidente) Philippe Robin (Vogal efectivo) José Maria Ribeiro da Cunha (Vogal efectivo) Paulo Ribeiro da Silva (vogal suplente)

Revisores Oficiais de Contas

Ernst & Young Audit e Associados-SROC, S.A., representada por Ana Rosa Ribeiro Salcedas Montes Pinto (Revisor Oficial de Contas Efectivo) João Carlos Miguel Alves (Revisor Oficial de Contas Suplente)

Secretário da Sociedade

Sónia Maria Ferreira Guerra Torrão Paulo Alexandre Nunes Nogueira (Secretário suplente)

1.4 - Enquadramento económico

1.4.1.1 - Situação económica internacional

A crise financeira que eclodiu no Verão de 2007, decorrente do fenómeno do subprime, adquiriu novos contornos durante 2008, transformando-se gradualmente numa crise de confiança generalizada, com os problemas de liquidez e solvência no sistema financeiro a aumentar, e com reflexos na actividade económica a nível global.

A maior percepção dos riscos de liquidez e de solvabilidade (com a falência ou perda de independência de algumas instituições financeiras nos Estados Unidos e na Europa) resultou numa relutância quase total das instituições em se exporem entre si nos mercados monetário e de crédito, sendo particularmente visível entre o final do 3º trimestre e o início do 4º trimestre a indisponibilidade de cedência de liquidez por parte do sector privado, não obstante as intervenções das autoridades no sentido de assegurar o regular funcionamento dos mercados.

Na Zona Euro, a taxa de juro Euribor a 3 meses atingiu um máximo de 5.393% (observado no início de Outubro), terminando o ano em 2.892%, após as descidas das taxas de referência e as fortes injecções de liquidez no mercado monetário levadas a cabo pelo Banco Central Europeu (BCE). O clima de aversão ao risco foi igualmente visível no comportamento do spread da Euribor face às taxas dos Bilhetes do Tesouro a 3 meses, o qual atingiu um máximo de 350 pontos base (também em Outubro), antes de corrigir no final do ano, embora para valores ainda elevados (124, que compara com valores próximos de 20 pontos base no Verão de 2007). Neste contexto de maior procura por activos de refúgio, a yield dos títulos da dívida pública a 10 anos observou uma tendência de descida na segunda metade de 2008, atingindo 2.951% no final do ano (4.621% no final do 2º trimestre).

O aumento da incerteza (sobretudo associada ao sector financeiro) e as expectativas de desaceleração da actividade económica penalizaram fortemente os principais índices accionistas. Nos EUA, os índices Dow Jones, Nasdaq e S&P500 caíram 33.8%, 40.5% e 38.5%, respectivamente. Na Zona Euro, os índices DAX, CAC40, IBEX e PSI-20 caíram, respectivamente, 40.4%, 42.7%, 39.4% e 51.3%.

A elevada volatilidade foi também visível nos mercados de commodities. Na primeira metade do ano, o preço do petróleo exibiu uma forte tendência de subida, atingindo um valor próximo de USD 150/barril em Julho. Esta evolução ficou a dever-se à forte procura oriunda dos mercados emergentes, às dificuldades de expansão da oferta global e, em particular, a um aumento da procura de natureza especulativa.

A expectativa de abrandamento da procura e, mais tarde, a probabilidade crescente associada a um cenário de recessão global retiraram o suporte à procura especulativa e contribuíram para uma forte correcção em baixa do preço do barril, que fechou o ano em valores ligeiramente acima de USD 40.

A mesma tendência de correcção foi observada ao nível das matérias-primas não energéticas, contribuindo, assim, para uma descida significativa da inflação (e das expectativas de inflação) no final do ano.

O ambiente monetário e financeiro mais restritivo, a falta de liquidez nos mercados de capitais, a forte subida dos preços das commodities e da inflação na primeira metade do ano e uma deterioração significativa dos índices de confiança dos agentes económicos, alimentaram uma desaceleração, ou mesmo contracção, da actividade nas principais economias desenvolvidas. Embora mantendo perspectivas de crescimento mais favoráveis que a Europa e os Estados Unidos, os mercados emergentes foram também afectados pela deterioração global dos níveis de confiança, quer ao nível da actividade, quer, sobretudo, ao nível dos mercados financeiros.

Embora no conjunto de 2008 a economia dos Estados Unidos tenha alcançado um crescimento positivo (1.4%), o ano ficou marcado pela entrada da economia norte-americana em recessão, com uma contracção da actividade nos últimos dois trimestres. A deterioração do crescimento foi generalizada aos diferentes sectores de actividade e patente de forma muito significativa no mercado de trabalho. Esta deterioração no mercado de trabalho teve repercussões no comportamento das famílias, tendo o consumo privado registado uma contracção no 3º trimestre, pela primeira vez desde 1991. Também os riscos inflacionistas que se colocaram à economia norte-americana até meados do ano (a variação homóloga de preços chegou a elevar-se a 5.6% em Julho) se dissiparam nos meses seguintes, com a elevada degradação da conjuntura e a correcção do preço das matérias primas, tendo em Dezembro a variação homóloga de preços registado um valor próximo de zero (0.1%).

A Zona Euro sofreu, em 2008, um expressivo abrandamento, tendo o crescimento do PIB sido de 1%, após o registo de 2.6% observado em 2007. O desempenho da actividade foi sendo crescentemente influenciado por uma conjugação de factores, dos quais se destacam as maiores restrições das condições de financiamento, o efeito negativo da desvalorização ocorrida nos mercados accionista e de habitação e o agravamento acentuado da incerteza generalizada dos agentes. A deterioração do sentimento de empresários e consumidores foi evidente, com os respectivos índices a atingirem níveis historicamente baixos nos últimos meses do ano. Assim, foi essencialmente a procura interna que liderou a trajectória de abrandamento, crescendo apenas 0.8%, após 2.3% no ano de 2007. Também as exportações e as importações exibiram uma trajectória de desaceleração ao longo do ano, as primeiras penalizadas pela desaceleração do comércio a nível global e pela apreciação do euro verificada na primeira metade do ano e as segundas acompanhando a desaceleração da procura interna.

Apesar desta evolução da actividade, a taxa de desemprego manteve-se idêntica à registada em 2007, em 7.5% da população activa. A taxa de inflação média agravou-se de 2.1% para 3.4%, em consequência da subida acentuada do preço do petróleo nos mercados internacionais e dos alimentos não processados, sobretudo na primeira metade do ano. No entanto, a taxa de variação homóloga desceu significativamente no último trimestre, atingindo os 1.6% em Dezembro.

As perturbações nos mercados monetário e de crédito contribuíram para uma acentuada degradação da confiança, para um forte incremento da aversão ao risco e, consequentemente, para uma reduzida disponibilidade de cedência de liquidez, sobretudo no último trimestre do ano. Tal situação implicou que o financiamento das instituições financeiras e não financeiras tenha sido feito com spreads mais elevados, penalizando as empresas com maiores necessidades de financiamento. Da mesma forma, também o financiamento do consumo e do investimento das famílias se tornou mais escasso, contribuindo para o enfraquecimento da procura privada.

Neste ambiente monetário e financeiro mais restritivo, o BCE reduziu, entre Outubro e Dezembro, a taxa de juro de referência para 2.5%, depois de em Julho se ter situado nos 4.25%. Depois de na primeira metade do ano ter registado uma apreciação, no segundo semestre a cotação do euro efectuou uma correcção em baixa, tendo registado no conjunto do ano de 2008, uma depreciação de 4.3% relativamente ao dólar, encerrando o ano a EUR/USD 1.3953.

1.4.1.2 - Situação económica nacional

Embora sem exposição directa ao fenómeno do crédito subprime, a economia portuguesa sofreu, em 2008, os impactos da crise de confiança no sistema financeiro internacional, da subida dos preços das matérias-primas (na primeira metade do ano) e da desaceleração da procura externa. Neste contexto, o crescimento anual do PIB desceu de 1.9% para 0.4%, registando-se duas quedas trimestrais consecutivas da actividade económica na segunda metade do ano.

Para esta evolução contribuíram, sobretudo, a forte desaceleração das exportações, com o respectivo crescimento anual a descer de 7.5% para 0.8% e a estagnação do investimento, que registou uma variação de 0.1%, após um crescimento de 3.1% no ano anterior. O comportamento das exportações esteve associado, sobretudo, à evolução desfavorável da actividade económica nas economias de Espanha, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e França, com quem Portugal mantém relações comerciais privilegiadas. As três primeiras foram afectadas pelas crises financeira e imobiliária de uma forma particularmente rápida e intensa, o que se reflectiu num ajustamento mais pronunciado da respectiva procura interna. No caso da Alemanha, onde o consumo privado revelou uma maior resistência, sofreu um impacto negativo através do seu importante sector exportador. De referir, no entanto, que as exportações portuguesas para alguns destinos menos tradicionais mantiveram um dinamismo elevado, destacando-se as economias de Angola e do Magrebe e, em menor grau, algumas economias na Ásia e na América Latina.

A formação bruta de capital fixo foi, sobretudo, condicionada pelo ambiente monetário e financeiro mais restritivo (que se concretizou numa subida generalizada dos spreads de crédito para empresas e famílias) e pela deterioração das expectativas de evolução da procura, visível na tendência de queda, ao longo do ano, dos principais indicadores de confiança das empresas.

No conjunto de 2008, o consumo privado desacelerou ligeiramente, com o respectivo crescimento anual a descer de 1.6% para 1.4%, sugerindo uma redução da taxa de poupança das famílias, para um valor em torno de 5.5% do PIB. Não obstante a tendência negativa registada pelo índice de confiança dos consumidores, as despesas das famílias terão sido suportadas, na segunda metade do ano, pela desaceleração dos preços e pela descida das taxas de juro. A taxa de inflação média anual subiu de 2.5% para 2.6% em 2008, mas a variação homóloga dos preços terminou o ano com um registo de apenas 0.8%. A taxa média anual de desemprego desceu de 8% para 7.6% da população activa. De registar, no entanto, que o desemprego observou já uma subida pronunciada no último trimestre de 2008, em linha com a estagnação da actividade registada na segunda metade do ano.

A maior restrição dos critérios de financiamento contribuiu para uma moderação do crescimento anual dos empréstimos ao sector privado não financeiro, que desceu de 9.9% para um valor próximo de 7.5%. Na base desta evolução esteve a forte desaceleração dos empréstimos aos particulares, cujo crescimento baixou de 9% para cerca de 5%. Os empréstimos para aquisição de habitação desaceleraram de 8.5% para cerca de 4.5% e o crescimento dos empréstimos ao consumo e outros fins caiu de 11.3% para cerca de 7%. Os empréstimos às sociedades não financeiras mantiveram um crescimento relativamente estável, em torno de 11%, mas em desaceleração face aos registos mais fortes observados na primeira metade do ano.

O défice das Administrações Públicas voltou a reduzir-se em 2008, de 2.6% para 2.2% do PIB. Ao mesmo tempo, a desaceleração das exportações e a manutenção de um crescimento sustentado das importações contribuíram para um aumento do défice conjunto das balanças corrente e de capital de 8.2% para cerca de 8.9% do PIB.

1.4.2 - Enquadramento do sector Segurador

O volume de negócios do sector segurador registou em 2008 um acréscimo de 11.2% (4.8% em 2007), ultrapassando os 15 mil milhões de euros e representando cerca de 9% do PIB português.

Uma vez mais, este crescimento do mercado segurador foi impulsionado pela produção dos seguros do Ramo Vida, com um crescimento de 17,3% (17.5% em 2007), quase atingindo os 11 mil milhões de euros.

A evolução dos PPR, com um aumento de 44%,(12% em 2007), pesaram significativamente no crescimento do Ramo Vida. Este crescimento indicia uma preocupação crescente dos portugueses com as reformas da segurança social e em garantir um complemento de rendimento ao assegurado pelo Estado, apresentando-se os PPR como um instrumento ideal para a aplicação de poupanças.

De destacar ainda que, em 2008, os cinco maiores grupos seguradores a operarem no Ramo vida, detiveram cerca de 82.1 % do mercado (79.8% em 2007), confirmando a importância da Banca-Seguros neste ramo.

Em sentido inverso ao ramo Vida, o segmento Não Vida viu o volume de prémios decrescer na mesma percentagem que registou em 2007 (-2.1%), influenciado por dois dos seus maiores ramos: o Automóvel e o Acidentes de Trabalho, reflexo da conjuntura económica desfavorável.

A descida verificada no Ramo Automóvel (-7%) está ainda influenciada por uma alteração legislativa que afectou o modo de contabilização da contribuição que os tomadores de seguro fazem para o Fundo de Garantia Automóvel.

No segmento Não Vida continua a destacar-se, pela positiva, o ramo Doença, com um crescimento de cerca de 9%, influenciado pela crescente preocupação da população com o acesso aos cuidados de saúde, apresentando-se este tipo de seguros como um complemento ou alternativa versátil e abrangente aos sistemas de saúde públicos.

1.5 - A actividade da BES-VIDA

1.5.1 Produção

milhares de euros
Variação %
2008 % 2007 % %
Tradicionais 62.014 3,3% 59.590 3,8% 4,1%
Risco 61.600 3,3% 58.736 3,8% 4,9%
Mistos 9 0,0% 11 0,0% -20,5%
Rendas 406 0,0% 844 0,1% -51,9%
Capitalização 1.063.308 57,2% 909.776 58,2% 16,9%
Garantido
11,7%
12,7%
217.152
198.616
9,3%
Unit Linked 846.157 45,5% 711.160 45,5% 19,0%
PPR's 735.016 39,5% 594.504 38,0% 23,6%
Garantido 392.636 21,1% 256.453 16,4% 53,1%
Unit Linked 342.380 18,4% 338.052 21,6% 1,3%
Tota Portugal 1.860.339 100,0% 1.563.870 100,0% 19,0%
Resseguro Aceite 631 0,0% 15.392 1,0% -95,9%
Espanha 5.871 35.567 -83,5%
Total Geral 1.866.841 1.614.830 15,6%

O volume de negócios total da BES Vida, em 2008, ascendeu a 1.866,8 milhões de euros, o que correspondeu a um acréscimo de 15.6%. Para este montante contribuíram os 5,8 milhões de euros realizados através da sucursal de Madrid e 0,6 milhões de euros que respeitam a prémios de Resseguro Aceite.

A produção da BES Vida em 2008, em Portugal, foi de 1.860,3 milhões de euros, representativa de um crescimento de 19.0%, ocupando a terceira posição no mercado do Ramo Vida, com uma quota de mercado1 de 16,9% (16,7% em 2007).

Os produtos Tradicionais, com um volume de produção de 62,0 milhões de euros, apresentaram um crescimento de 4.1% e uma quota de mercado de 6.5%, enquanto que nos produtos de Capitalização, verificou-se um crescimento de 16.9%, para os 1.063,3 milhões de euros, o que permitiu à BES Vida, aumentar a sua quota de mercado1 de 13.3% em 2007, para 14.0% em 2008.

Nos PPR's, a produção alcançou os 735,0 milhões de euros e um acréscimo de 23.6%, a Companhia alcançou 29.8% de quota de mercado1 , mantendo a liderança neste segmento pelo décimo segundo ano

1 Fonte: ISP

consecutivo. A este crescimento não foi alheio, certamente, a crescente e generalizada preocupação sobre a reforma da Segurança Social assim como a confiança depositada neste tipo de produtos, o que leva os Portugueses a procurarem, de uma forma considerável, os produtos PPR como um complemento à reforma garantida pelo Estado. De destacar o crescimento significativo do PPR Garantido, reflexo não só de um crescimento do número de contratos mas também o incremento de reforços na carteira.

2008 % 2007 % milhares de euros
Variação
%
Tradicionais
Capitalização
61.953
109.252
11,0%
19,4%
59.454
141.808
13,4%
32,1%
4,2%
-23,0%
PPR's 392.933 69,7% 241.110 54,5% 63,0%
Total Portugal 564.137 100,0% 442.371 100,0% 27,5%
Resseguro Aceite
Espanha
631
5.871
0,1% 15.392
35.567
3,5% -95,9%
-83,5%
Total Geral 570.639 493.331 15,7%

Prémios Brutos Emitidos

De acordo com as regras contabilísticas em vigor, apenas a produção referente aos contratos de seguros com risco significativo e aos produtos com participação nos resultados é tratada como prémios emitidos (a referente aos Unit Linked e aos produtos sem participação nos resultados está considerada pelo seu valor liquido em "resultados de contratos de investimento").

Assim, os prémios brutos emitidos apresentaram um crescimento de 15,7%, relativamente ao registado a Dezembro de 2007. Com um destaque muito positivo apresentam-se os PPR's, com uma taxa de 63,0%, enquanto que, pela negativa, apresentam-se os Seguros de Capitalização, com um decréscimo de 23% face a 2007.

milhares de euros
Variação
2008 2007 %
Prémios brutos emitidos 570.639 493.331 15,7%
Prémios em cobrança 614 601 2,1%
Rácio prémios não cobrados 0,11% 0,12% - 0,01 pp

O saldo de Prémios em cobrança apresenta um acréscimo de 2,1%, tendo o rácio Prémios em cobrança/Prémios de seguro directo reflectido uma melhoria de 0.01pp.

1.5.2 Custos com Sinistros

milhares de euros
2008 % 2007 % Variação
Tradicionais 18.022 2,0% 14.426 2,2% 24,9%
Capitalização 595.409 64,5% 403.455 60,2% 47,6%
PPR's 309.687 33,5% 252.800 37,7% 22,5%
Tota Portugal 923.118 100,0% 670.680 100,0% 37,6%
Espanha 3.118 39.271 -92,1%
Total Geral 926.236 709.952 30,5%

Os custos com Sinistros relativos aos contratos de seguros com risco e produtos com participação nos resultados, cresceram 30,5% face a Dezembro de 2007. Com excepção de Espanha (decréscimo de 92,1%), todas as sub-rubricas apresentam aumentos, com particular destaque para os produtos Capitalização (47,6%), influenciados por um aumento do volume de resgates.

1.5.3 Provisões Técnicas

milhares de euros
Variação
2008 2007 ABS. %
Provisão Matemática do ramo vida 3.227.216 3.528.784 -301.568 -8,5%
Provisão Sinistros 37.519 35.144 2.374 6,8%
Provisão para Participação Resultados 7.541 12.921 -5.380 41,6%
Total 3.272.276 3.576.849 -304.573 8,5%

As provisões técnicas, considerando os produtos de contratos de seguros e os produtos sem participação nos resultados, apresentam um decréscimo de 8,5% relativamente ao ano anterior, devido à evolução da provisão matemática.

Contudo, considerando a totalidade dos produtos (contratos de seguros, Unit Linked e produtos com e sem participação nos resultados) as Provisões Matemáticas, no montante de cerca de 7.302,4 milhões de euros, apresentam um acréscimo em relação a 2007 de 266,5 milhões de euros (3,8%).

Esta evolução é particularmente relevante no segmento dos PPR, onde se verificou uma taxa de crescimento das provisões neste segmento de 7.6% face ao ano anterior. A quota de mercado detida pela BES Vida, no final de 2008, em termos de provisões matemáticas atingiu os 28,5% (28.9% em 2007) o que permitiu manter a liderança no mercado neste tipo de produtos, evidenciando uma fidelização dos clientes da Companhia num produto considerado estratégico face à elevada duração dos contratos.

1.5.4 Investimentos

milhares de euros
Variação
2008 % 2007 % ABS. %
Títulos de rendimento fixo 5.158.130 68,1% 6.010.563 79,1% -852.433 -14,2%
Acções 262.614 3,5% 438.044 5,8% -175.430 -40,0%
Fundos de investimento Mobiliario 1.574.427 20,8% 787.834 10,4% 786.593 99,8%
Fundos de investimento Imobiliario 160.616 2,1% 21.005 0,3% 139.611 664,7%
Depósitos em instituições de crédito 254.455 3,4% 240.102 3,2% 14.353 6,0%
Imóveis 73.667 1,0% 67.029 0,9% 6.638 9,9%
Outros 93.810 1,2% 36.590 0,5% 57.220 156,4%
Total 7.577.719 100,0% 7.601.167 100,0% -23.448 -0,3%

Continuando a privilegiar uma carteira de activos diversificada, mantendo presentes na gestão da sua carteira níveis de liquidez, segurança e rendibilidade de forma a garantir a cobertura das responsabilidades assumidas a médio e longo prazo, a Companhia não deixou de sentir os impactos negativos provocados pela forte perturbação dos mercados financeiros e da conjuntura económica, com a carteira global de investimentos da BES Vida a apresentar um decréscimo de 0.3%, o que corresponde a uma redução superior a 23 milhões de euros.

Estes efeitos fizeram-se sentir quer na Reserva de Reavaliação quer em Resultados, neste caso em particular com perdas de imparidades de activos disponíveis para venda no valor de 54,5 milhões de euros.

Variação milhares de euros
2008 2007 ABS. $\mathbf{v}_0$
Gastos com Pessoal 6.646 7.338 -692 $-9,4%$
Fornec Serv Externos 5.599 7.033 $-1.434$ $-20,4%$
Impostos e Taxas 864 730 134 18,3%
Amortizações 1.177 1.237 -60 $-4,8%$
Outros Gastos 782 1.198 $-415$ $-34,7%$
Gastos Gerais 15.069 17.536 $-2.467$ $-14,1%$

1.5.5 Gastos Gerais por natureza

Mantendo uma politica de rigor e controlo nos custos, os gastos gerais de funcionamento da BES Vida em Portugal, apresentam um decréscimo de 14,1%, com particular destaque para a diminuição verificada nas rubricas de Gastos com Pessoal e Fornecimentos e Serviços Externos.

1.5.6 Recursos Humanos

Em 31 de Dezembro de 2008, a Bes Vida tinha 84 colaboradores no seu quadro de pessoal, com uma média de idades de 40 anos (distribuição por escalão etário conforme quadro anexo) e com 57% desses colaboradores a terem formação e frequência académica de nível universitário.

1.5.7 Resultado do Exercício e Capital Próprio

milhares de euros
Variação
2008 % 2007 % %
Capital Social 250.000 251,3% 250.000 91,6% 0,0%
Reserva de Reavaliação -221.971 -223,1% -38.856 -14,2% -471,3%
Reserva por impostos Diferidos 54.890 55,2% 10.297 3,8% 433,1%
Outras Reservas 27.825 28,0% 22.387 8,2% 24,3%
Resultados Transitados -23.412 -23,5% -23.192 -8,5% -0,9%
Resultados Líquidos 12.170 12,2% 52.218 19,1% -76,7%
Total 99.501 100,0% 272.854 100,0% -63,5%

O resultado líquido da BES Vida atingiu os 12,2 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 76.7% em relação ao verificado em 2007. Para este resultado contribuiu também a perda de 1,5 milhões de euros resultante da Sucursal de Espanha.

O Capital Próprio atinge os 99,5 milhões de euros, que representa uma diminuição de 63,5% face a Dezembro de 2007. Esta diminuição no Capital Próprio é devida, fundamentalmente, à redução da Reserva de Reavaliação (-471.3%), em resultado da queda registada nos mercados financeiros, com impactos nas carteiras de obrigações e acções, sendo também influenciada pela distribuição de 47 milhões de euros de dividendos referente ao exercício de 2007, conforme decisão da Assembleia Geral de 28 de Março de 2008.

Constatando que o valor do capital próprio a 31 de Dezembro de 2008 se encontra inferior a metade do capital social, não obstante a Companhia cumprir com os requisitos de solvência tal como exigidos na legislação que regulamenta a actividade seguradora e nos normativos emanados pelo Instituto de Seguros de Portugal, o Conselho de Administração, no cumprimento da legislação, apresentará tal situação em Assembleia Geral de Accionistas de forma a estes tomarem as medidas julgadas convenientes.

1.5.8 Margem de Solvência

milhares de euros
Variação
2008* 2007** %
Margem de solvência disponível 207.147 294.153 -29,6%
Margem de solvência exigida 188.146 202.023 -6,9%
Excesso /(Insuficiência) 19.001 92.130 -79,4%
% cobertura 110,1% 145,6% - 36 pp

* Estimativa

** Para efeitos de comparabilidade, o exercício de 2007 foi recalculado de acordo com as regras aplicáveis a 2008

Apesar dos fortes impactos negativos provenientes do comportamento dos mercados financeiros, a margem de solvência apresenta um excesso de cerca de 19 milhões de euros, com o rácio de cobertura (estimado) a atingir os 110% e a situar-se acima do limite dos 100% previstos no normativo.

1.6 – Proposta de aplicação de resultados

O resultado líquido do exercício foi de 12 169 585 euros.

Assim, nos termos da alínea b) do artigo 376º do Código das Sociedades Comerciais, propõe-se a seguinte aplicação de resultados:

  • a) 10% do resultado liquido do exercício, no valor de 1 216 959 euros, para Reserva Legal
  • b) o restante, no valor de 10 952 626 euros, transite para a conta de resultados transitados

1.7 - Nota final

O conteúdo do presente relatório obedece às exigências normativas aplicáveis, sendo a sua elaboração da responsabilidade do Conselho de Administração da BES-Vida, Companhia de Seguros, SA.

O Conselho de Administração deseja expressar o seu reconhecimento pelo apoio e confiança dos accionistas e clientes, bem como pelo esforço, dedicação e profissionalismo demonstrados pelos colaboradores da Companhia.

Desejamos expressar também o nosso reconhecimento à imprescindível colaboração prestada pelo Crédit Agrícole, Banco Espírito Santo, Banco Espírito Santo dos Açores e Banco BEST.

Registamos igualmente, com elevado apreço, a acção do Conselho Fiscal e agradecemos a colaboração prestada pelo Instituto de Seguros de Portugal, pela Associação Portuguesa de Seguradores e pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários nos vários domínios das suas áreas de competência.

Lisboa, 20 de Fevereiro de 2009

1.8 - Declaração a que se refere a alínea a) do nº1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários

Dispõe a alínea a) do nº1 do artigo 245º do Código de Valores Mobiliários que cada uma das pessoas responsáveis dos emitentes deve fazer um conjunto de declarações aí previstas. No caso da BES-Vida foi adoptada uma declaração uniforme, com o seguinte teor:

Declaro, nos termos e para os efeitos previstos na alínea c) do nº 1 do artigo 245º do Código de Valores Mobiliários que, tanto quanto é do meu conhecimento, o relatório de gestão, as contas anuais, a certificação legal de contas e demais documentos de prestação de contas da BES-VIDA, Companhia de Seguros, S.A., todos relativos ao exercício de 2008, foram elaborados em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados daquela sociedade e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição daquela sociedade, contendo uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.

Considerando que os membros do Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas subscrevem uma declaração equivalente no âmbito dos documentos que são da sua responsabilidade, a declaração independente com aquele texto foi subscrita apenas pelos titulares do órgão de administração, pois só se considerou que estão compreendidos no conceito "responsáveis do emitente" os titulares do órgãos sociais. Nos termos da referida disposição legal, faz-se a indicação nominativa das pessoas subscritoras e das suas funções:

Nome Função
Rui Manuel Leão Martinho Presidente do Conselho de Administração
Bernard Delas Vice-presidente do Conselho de Administração
Pedro Guilherme Beauvillain de Brito e Cunha Vogal do Conselho de Administração
Michel Joseph Paul Goutorbe Vogal do Conselho de Administração
Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires Vogal do Conselho de Administração
Nuno Manuel da Silva Ribeiro David Vogal do Conselho de Administração
Michel Victor François Vilatte Vogal do Conselho de Administração
Thierry Philippe Adolph Langreney Vogal do Conselho de Administração
Olivier Ronan Melennec Vogal do Conselho de Administração

2. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas

2.1 – Conta de Ganhos e Perdas

BES - VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.

CONTA DE GANHOS E PERDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007

Notas
2008
do
Técnica
2007
Conta de Ganhos e Perdas
Não Técnica
Total
Anexo
Vida
5
Prémios adquiridos líquidos de resseguro
562.154.692
-
562.154.692
485.617.792
Prémios brutos emitidos
570.639.210
-
570.639.210
493.330.509
Prémios de resseguro cedido
(8.475.190)
-
(8.475.190)
(7.921.076)
Provisão para prémios não adquiridos (variação)
(9.328)
-
(9.328)
208.359
Comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento
6
ou como contratos de prestação de serviços
27.833.601
-
27.833.601
24.853.165
7
Custos com sinistros, líquidos de resseguro
(926.235.756)
-
(926.235.756)
(709.951.603)
Montantes pagos
(924.953.714)
-
(924.953.714)
(702.125.340)
Montantes brutos
(928.535.329)
-
(928.535.329)
(704.323.727)
Parte dos resseguradores
3.581.615
-
3.581.615
2.198.387
Provisão para sinistros (variação)
(1.282.042)
-
(1.282.042)
(7.826.263)
Montante bruto
(2.374.017)
-
(2.374.017)
(8.109.361)
Parte dos resseguradores
1.091.975
-
1.091.975
283.098
8
Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro
11.140.375
-
11.140.375
(5.249.470)
Provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro
302.827.397
-
302.827.397
158.192.862
9
Montante bruto
302.830.895
-
302.830.895
158.180.368
Parte dos resseguradores
(3.498)
-
(3.498)
12.494
10
Participação nos resultados, líquida de resseguro
(12.579.093)
-
(12.579.093)
(19.547.405)
11
Custos e gastos de exploração líquidos
(42.692.814)
-
(42.692.814)
(39.106.295)
Custos de aquisição
(39.575.026)
-
(39.575.026)
(37.942.136)
Custos de aquisição diferidos (variação)
(397)
-
(397)
(602)
Gastos administrativos
(5.933.784)
-
(5.933.784)
(5.360.536)
Comissões e participação nos resultados de resseguro
2.816.393
-
2.816.393
4.196.979
Rendimentos
344.161.343
4.286.894
348.448.237
274.800.000
12
De juros de activos financeiros não valorizados ao justo valor por via de ganhos e perdas
151.249.546
4.232.996
155.482.542
141.584.187
Outros
192.911.797
53.898
192.965.695
133.215.813
13
Gastos financeiros
(7.823.242)
(8.447.174)
(16.270.416)
(9.885.500)
Outros
(7.823.242)
(8.447.174)
(16.270.416)
(9.885.500)
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros não valorizados ao justo valor através ganhos e perdas
16
(64.794.969)
-
(64.794.969)
29.886.770
De activos disponíveis para venda
(22.768.653)
-
(22.768.653)
54.411.272
De empréstimos e contas a receber
-
-
-
779
De investimentos a deter até à maturidade
13.770
-
13.770
(24.972)
De passivos financeiros valorizados a custo amortizado
(42.040.086)
-
(42.040.086)
(24.500.309)
17
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros valorizados ao justo valor através ganhos e perdas
(206.947.683)
-
(206.947.683)
(101.648.846)
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros detidos para negociação
12.970.942
-
12.970.942
(710.184)
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de
ganhos e perdas
(219.918.625)
-
(219.918.625)
(100.938.662)
18
Diferenças de câmbio
69.132.076
-
69.132.076
(12.219.887)
Ganhos líquidos pela venda de activos não financeiros que não estejam classificados como activos não correntes
19
detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas
1.249.171
-
1.249.171
1.391.058
Perdas de imparidade (líquidas reversão)
(54.457.770)
-
(54.457.770)
(7.024.600)
20
De activos disponíveis para venda
(54.457.770)
-
(54.457.770)
(7.024.600)
Outros rendimentos/gastos técnicos, líquidos de resseguro
38.336
-
38.336
(103.993)
40
Outras provisões (variação)
-
4.587.021
4.587.021
(22.523.689)
21
Outros rendimentos/gastos
-
3.766.796
3.766.796
5.985.673
Ganhos e perdas de activos não correntes não correntes (ou grupos para alienação) classificados como detidos para
venda
-
-
-
79.610
RESULTADO LÍQUIDO ANTES DE IMPOSTOS
3.005.664
4.193.537
7.199.202
53.545.642
33
Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos correntes
-
(32.599)
(32.599)
(1.763.969)
Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos diferidos
-
5.002.983
5.002.983
436.451
33
RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
12.169.585
52.218.124
Valores em Euros
Resultados por acção básicos 0,24 1,04

2.2 – Balanço

BES - VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.

ACTIVO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007

Valores em Euros
2008
Notas
do
Anexo
Balanço Valor bruto Imparidade,
depreciações /
amortizações ou
ajustamentos
Valor Líquido 2007
ACTIVO
22 Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem 223.264.597 - 223.264.597 255.181.079
Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos 9.000 - 9.000 9.000
23 Activos financeiros detidos para negociação 84.170.403 - 84.170.403 12.961.556
24 Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e
perdas
4.268.301.614 - 4.268.301.614 3.739.883.406
25 Activos disponíveis para venda 2.892.759.758 (93.709.550) 2.799.050.208 3.255.708.866
26 Empréstimos e contas a receber 138.328.951 - 138.328.951 99.891.496
Outros depósitos 138.026.498 - 138.026.498 99.582.070
Empréstimos concedidos 193.154 - 193.154 284.173
Outros 109.299 - 109.299 25.253
27 Investimentos a deter até à maturidade - - - 81.033.589
28 Terrenos e edíficios 73.939.139 (271.989) 73.667.150 66.854.486
Terrenos e edíficios de uso próprio 8.743.326 (271.989) 8.471.337 7.443.444
Terrenos e edifícios de rendimento 65.195.813 - 65.195.813 59.411.042
29 Outros activos tangíveis 7.748.750 (5.416.471) 2.332.279 2.729.965
30 Outros activos intangíveis 8.209.367 (7.464.822) 744.545 754.148
31 Provisões técnicas de resseguro cedido 6.142.557 - 6.142.557 6.293.826
Provisão matemática do ramo vida 150.743 - 150.743 154.242
Provisão para sinistros 3.457.877 - 3.457.877 2.365.903
Provisão para participação nos resultados 2.533.937 - 2.533.937 3.773.681
15 Activos por benefícios pós-emprego e outros benefícios de longo prazo 562.682 - 562.682 -
32 Outros devedores por operações de seguros e outras operações 14.041.659 (39.788) 14.001.871 46.553.161
Contas a receber por operações de seguro directo 5.433.860 (39.788) 5.394.072 28.930.395
Contas a receber por outras operações de resseguro 297.573 - 297.573 810.441
Contas a receber por outras operações 8.310.226 - 8.310.226 16.812.325
33 Activos por impostos 83.868.585 - 83.868.585 29.179.996
Activos por impostos correntes 14.431.664 - 14.431.664 9.339.156
Activos por impostos diferidos 69.436.921 - 69.436.921 19.840.840
34 Acréscimos e diferimentos 5.369.339 - 5.369.339 5.381.766
TOTAL ACTIVO 7.806.716.401 (106.902.620) 7.699.813.781 7.602.416.340

BES - VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.

PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007

Valores em euros
Notas
do
Anexo
Balanço 2008 2007
PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO
PASSIVO
31 Provisões técnicas 3.275.701.552 3.591.406.007
Provisão para prémios não adquiridos 2.606.121 2.596.793
Provisão matemática do ramo vida 3.227.216.196 3.528.783.817
Provisão para sinistros
De vida 37.518.508 35.144.491
Provisão para participação nos resultados 7.541.000 12.920.805
Provisão para compromissos de taxa 819.727 -
Provisão para estabilização de carteira - 11.960.101
36 Passivos financeiros da componente de depósito de contratos de seguros e de contratos de seguro e operações
considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento 4.109.323.359 3.566.020.882
37 Outros passivos financeiros 157.080.435 118.348.861
Passivos subordinados 100.223.826 90.218.970
Depósitos recebidos de resseguradores 241.710 225.009
Outros 56.614.899 27.904.882
15 Passivos por benefícios pós-emprego e outros benefícios de longo prazo - 666.393
38 Outros credores por operações de seguros e outras operações 23.670.349 24.863.591
Contas a pagar por operações de seguro directo 19.204.667 21.032.981
Contas a pagar por outras operações de resseguro 2.338.360 2.244.718
Contas a pagar por outras operações 2.127.322 1.585.892
33 Passivos por impostos 8.901.952 1.732.606
Passivos por impostos correntes 8.901.952 1.732.606
39 Acréscimos e diferimentos 5.067.410 6.869.171
40 Outras Provisões 20.567.616 19.654.637
TOTAL PASSIVO 7.600.312.673 7.329.562.148
41 CAPITAL PRÓPRIO
Capital 250.000.000 250.000.000
Reservas de reavaliação -221.971.336 -38.855.569
Por ajustamentos no justo valor de activos financeiros -221.971.336 -38.855.569
Reserva por impostos diferidos 54.889.815 10.296.717
Outras reservas 27.825.346 22.387.040
Resultados transitados -23.412.302 -23.192.120
Resultado do exercício 12.169.585 52.218.124
TOTAL CAPITAL PRÓPRIO 99.501.108 272.854.192
TOTAL PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO 7.699.813.781 7.602.416.340

2.3 – Demonstração das alterações no Capital Próprio

BES - VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.

DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007

Reservas de
Reavaliação
Outras reservas
Capital Por ajustamentos no
justo valor de activos
financeiros disponíveis
para venda
Reserva por impostos
diferidos
Reserva legal Outras reservas Resultados transitados Resultado do exercício Total de Capital
Próprio
Balanço a 31 de Dezembro 2006 250.000.000 23.799.569 (4.809.213) 15.197.688 174.341 (70.124.686) 115.047.577 329.285.276
Ganhos líquidos por ajustamentos no justo valor de activos financeiros disponíveis para venda - (91.381.076) - - - - - (91.381.076)
Ajustamentos por reconhecimento de impostos diferidos - - 15.105.930 - - - - 15.105.930
Aumentos de reservas por aplicação de resultados - - - 7.015.011 - 46.932.566 (53.947.577) -
Distribuição de lucros/prejuízos - - - - - - (61.100.000) (61.100.000)
Outros ganhos/ perdas reconhecidos directamente no capital próprio - 28.725.938 - - - - - 28.725.938
Total das variações do capital próprio - (62.655.138) 15.105.930 7.015.011 - 46.932.566 (115.047.577) (108.649.208)
Resultado líquido do período - - - - - - 52.218.124 52.218.124
Balanço a 31 de Dezembro 2007 250.000.000 (38.855.569) 10.296.717 22.212.699 174.341 (23.192.120) 52.218.124 272.854.192
Ganhos líquidos por ajustamentos no justo valor de activos financeiros disponíveis para venda - (157.674.833) - - - - - (157.674.833)
Ajustamentos por reconhecimento de impostos diferidos - - 44.593.098 - - - - 44.593.098
Aumentos de reservas por aplicação de resultados - - - 5.438.306 - (220.182) (5.218.124) -
Distribuição de lucros/prejuízos - - - - - - (47.000.000) (47.000.000)
Outros ganhos/ perdas reconhecidos directamente no capital próprio - (25.440.934) - - - - - (25.440.934)
Total das variações do capital próprio - (183.115.767) 44.593.098 5.438.306 - (220.182) (52.218.124) (185.522.669)
Resultado líquido do período - - - - - - 12.169.585 12.169.585
Balanço a 31 de Dezembro 2008 250.000.000 (221.971.336) 54.889.815 27.651.005 174.341 (23.412.302) 12.169.585 99.501.108

As Notas explicativas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras

2.4 – Demonstração dos fluxos de caixa

BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 e 2007

2008 2007
FLUXOS DE ACTIVIDADE OPERACIONAL
Recebimentos
Operações de Seguro 554.120.053 495.977.443
Operações de Resseguro 1.530.569 15.347.713
Operações com contratos de investimento 1.296.965.570 1.109.975.321
Outras Actividades Operacionais 122 201
1.852.616.314 1.621.300.678
Pagamentos
Operações de Seguro (894.451.897) (708.349.856)
Operações de Resseguro (2.032.954) (3.791.363)
Operações com contratos de investimento (533.411.218) (242.790.178)
Comissões (31.630.456) (22.758.840)
Participação de Resultados (15.161.939) (13.443.115)
Outras Actividades Operacionais (90.397) (65.825)
(1.476.778.861) (991.199.177)
Pagamentos ao Pessoal (5.228.716) (6.631.531)
Pagamentos a Fornecedores (5.330.038) (8.756.967)
Outros pagamentos e recebimentos (7.968.295) 21.790.684
Impostos e Taxas (9.660.196) (11.662.016)
Impostos sobre o rendimento 3.911.511 (5.442.036)
Fluxos de Actividade Operacionais (1) 351.561.719 619.399.635
FLUXOS DE ACTIVIDADE DE INVESTIMENTO
Recebimentos
Alienação de Investimentos 49.719.338.401 32.955.536.511
Alienação de Imobilizado - 4.000
Dividendos 19.624.977 36.846.096
Juros 119.145.695 144.083.351
Outros Rendimentos 2.953.070 125.238.132
49.861.062.143 33.261.708.090
Pagamentos
Aquisição de Investimentos (50.197.624.848) (34.579.540.303)
Aquisição de Imobilizado (693.037) (1.834.728)
Despesas de gestão, manutenção e outras (2.595.858) (408.039)
Fluxos de Actividade de Investimento (2) (339.851.600) (1.320.074.980)
FLUXOS DE ACTIVIDADE DE FINANCIAMENTO
Recebimentos
Empréstimos Subordinados 10.000.000 -
Pagamentos
Dividendos (47.000.000) (61.100.000)
Juros sobre Empréstimos (6.626.601) (5.899.693)
(53.626.601) (66.999.693)
Fluxos de Actividade de Financiamento (3) (43.626.601) (66.999.693)
VARIAÇÃO DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES (4 ) = (1) + (2) + (3) (31.916.482) (767.675.038)
Caixa e seus equivalentes no inicio do período 255.181.079 1.022.856.117
Caixa e seus equivalentes no final do período 223.264.597 255.181.079

2.5 - Notas explicativas às Demonstrações Financeiras

(Montantes expressos em euros, excepto quando indicado)

NOTA 1 - ACTIVIDADE E ESTRUTURA

A Companhia foi constituída em 28 de Junho de 1993, e tem como objectivo desenvolver autonomamente a actividade do ramo vida, que se iniciou em 1 de Janeiro de 1994. A Sucursal de Espanha, com sede em Madrid, iniciou a sua actividade em Junho de 1996. Em Agosto de 2006, a Companhia anteriormente designada Companhia de Seguros Tranquilidade - Vida, S.A. como resultado da operação efectuada entre o Banco Espírito Santo, S.A. e a Companhia Crédit Agrícole, alterou a sua designação para BES-Vida, Companhia de Seguros S.A.("BES-Vida" ou "Companhia").

Em 2008, não ocorreram alterações ao nível da estrutura da Companhia, tendo a última ocorrido em 31 de Outubro de 2007, com a liquidação da Tranquilidade – Participações e Investimentos, S.G.P.S. Unipessoal Limitada.

NOTA 2 - PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

2.1. Bases de apresentação

Até 31 de Dezembro de 2007, inclusive, as demonstrações financeiras individuais da BES-Vida foram preparadas de acordo com Plano de Contas para as Empresas de Seguros ("PCES") de acordo com a Norma Regulamentar nº 7/94 emitida pelo Instituto de Seguros de Portugal.

A partir de 1 de Janeiro de 2008, no âmbito do disposto da Norma Regulamentar nº 4/07, as demonstrações financeiras da BES-Vida, Companhia de Seguros, S.A. são preparadas de acordo com um novo regime (Novo Plano de Contas para Empresas de Seguros ("PCES")), onde são de aplicação obrigatória as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS") adoptadas no âmbito do disposto no Regulamento (CE) n.º 1606/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho de 2002, com excepção do IFRS 4 em que apenas são adoptados os princípios de classificação do tipo de contratos celebrados pelas empresas de seguros.

No âmbito da transposição do Regulamento (CE) n.º 1606/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho de 2002, para a legislação Portuguesa através do Decreto-Lei n.º 35/2005, de 17 de Fevereiro, a BES-Vida já adopta os princípios de reconhecimento e mensuração estabelecidos pelos IFRS desde 1 de Janeiro de 2005, para efeitos de reporte aos accionistas.

Os IFRS incluem as normas contabilísticas emitidas pelo International Accounting Standards Board ("IASB") e as interpretações emitidas pelo Internacional Financial Reporting Interpretation Comitee ("IFRIC"), e pelos respectivos órgãos antecessores.

As demonstrações financeiras da BES-Vida agora apresentadas, reportam-se ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 e foram preparadas de acordo com o Plano de Contas para as Empresas de Seguros em vigor que acolhe o regime dos IFRS adoptados pela União Europeia até 31 de Dezembro de 2008, com excepção do IFRS 4 em que apenas são adoptados os princípios de classificação do tipo de contratos celebrados pelas empresas de seguros.

Adicionalmente, a Companhia adoptou apartir de 2008 o IAS 39 e IFRS 7 – Reclassificação de Instrumentos Financeiros e o IFRIC 14 e IAS 19 – Limite para activos de benefícios definido, requisitos mínimos de financiamento e sua interacção. A adopção destas interpretações não teve qualquer efeito nas demonstrações financeiras da Companhia.

As políticas contabilísticas utilizadas pela Companhia na preparação das suas demonstrações financeiras referentes a 31 de Dezembro de 2008, são consistentes com as utilizadas na preparação das demonstrações financeiras com referência a 31 de Dezembro de 2007.

As demonstrações financeiras estão expressas em euros. Estas foram preparadas de acordo com o princípio do custo histórico, com excepção dos activos e passivos registados ao seu justo valor, nomeadamente instrumentos financeiros derivados, activos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados, activos financeiros disponíveis para venda e imóveis de rendimento.

A preparação de demonstrações financeiras de acordo com o PCES 07 requer que a Companhia efectue julgamentos e estimativas e utilize pressupostos que afectam a aplicação das políticas contabilísticas e os montantes de proveitos, custos, activos e passivos. Alterações em tais pressupostos ou diferenças destes face à realidade poderão ter impactos sobre as actuais estimativas e julgamentos. As áreas que envolvem um maior nível de julgamento ou complexidade ou onde são utilizados pressupostos e estimativas significativos na preparação das demonstrações financeiras encontram-se analisadas na Nota 3.

Estas demonstrações financeiras foram aprovadas em reunião do Conselho de Administração em 20 de Fevereiro de 2009.

Transição para o PCES 07 definido pela Norma Regulamentar nº 4/07

Na preparação das demonstrações financeiras reportadas a 31 de Dezembro de 2008 e na determinação dos ajustamentos de transição, a Companhia decidiu adoptar certas regras de transição estabelecidas no IFRS 1 – Adopção pela Primeira Vez das Normas de Relato Financeiro, nomeadamente no que se refere à preparação de informação comparativa e à aplicação retrospectiva dos IFRS, tendo adoptado a data de transição, 1 de Janeiro de 2004, data de transição para efeitos de reporte aos seus accionistas de acordo com os IFRS.

Uma análise dos impactos da transição para o PCES estabelecido pela Norma Regulamentar nº 4/07, referente a 31 de Dezembro é apresentada na Nota 45.

2.2. Investimentos em subsidiárias

São classificadas como subsidiárias as empresas sobre as quais a Companhia exerce controlo. Controlo normalmente é presumido quando a Companhia detém o poder de exercer a maioria dos direitos de voto. Poderá ainda existir controlo quando a Companhia detém o poder, directa ou indirectamente, de gerir a política financeira e operacional de determinada empresa de forma a obter benefícios das suas actividades, mesmo que a percentagem que detém sobre os seus capitais próprios seja inferior a 50%. Nas demonstrações financeiras individuais da Companhia, as empresas subsidiárias são registadas ao custo de aquisição deduzidas de perdas por imparidade quando determinadas.

2.3. Operações em moeda estrangeira

As transacções em moeda estrangeira são convertidas à taxa de câmbio em vigor na data da transacção. Os activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos para euros à taxa de câmbio em vigor na data do balanço. As diferenças cambiais resultantes desta conversão são reconhecidas em resultados.

Os activos e passivos não monetários registados ao custo histórico, expressos em moeda estrangeira, são convertidos à taxa de câmbio à data da transacção. Activos e passivos não monetários expressos em moeda estrangeira registados ao justo valor são convertidos à taxa de câmbio em vigor na data em que o justo valor foi determinado. As diferenças cambiais resultantes são reconhecidas em resultados, excepto no que diz respeito às diferenças relacionadas com acções classificadas como activos financeiros disponíveis para venda, as quais são registadas em reservas.

2.4. Instrumentos financeiros derivados

Os instrumentos financeiros derivados são reconhecidos na data da sua negociação ("trade date"), pelo seu justo valor. Subsequentemente, o justo valor dos instrumentos financeiros derivados é reavaliado numa base regular, sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa reavaliação registados directamente em resultados do período.

O justo valor dos instrumentos financeiros derivados corresponde ao seu valor de mercado, quando disponível, ou é determinado tendo por base técnicas de valorização incluindo modelos de desconto de fluxos de caixa ("discounted cash flows") e modelos de avaliação de opções, conforme seja apropriado.

Derivados embutidos

Os derivados que estão embutidos em outros instrumentos financeiros são tratados separadamente quando as suas características económicas e os seus riscos não estão relacionados com o instrumento principal e o instrumento principal não está contabilizado ao seu justo valor através de resultados. Estes derivados embutidos são registados ao justo valor com as variações reconhecidas em resultados.

2.5. Outros activos financeiros

Classificação

A Companhia classifica os seus outros activos financeiros no momento da sua aquisição considerando a intenção que lhes está subjacente, de acordo com as seguintes categorias:

Activos financeiros ao justo valor através dos resultados

Esta categoria inclui: (i) os activos financeiros de negociação, que são aqueles adquiridos com o objectivo principal de serem transaccionados no curto prazo, e (ii) os activos financeiros designados no momento do seu reconhecimento inicial ao justo valor com variações reconhecidas em resultados.

A Companhia designa, no seu reconhecimento inicial, certos activos financeiros ao justo valor através de resultados quando:

  • Tais activos financeiros são geridos, avaliados e analisados internamente com base no seu justo valor;
  • Tal designação elimina uma inconsistência de reconhecimento e mensuração (accounting mismatch); ou
  • Tais activos financeiros contêm derivados embutidos.
  • Investimentos detidos até à maturidade

Estes investimentos são activos financeiros não derivados com pagamentos fixados ou determináveis e maturidades definidas, que a Companhia tem intenção e capacidade de deter até à maturidade e que não são designados, no momento do seu reconhecimento inicial, como ao justo valor através dos resultados ou como disponíveis para venda.

Investimentos disponíveis para venda

Os investimentos disponíveis para venda são activos financeiros não derivados que: (i) a Companhia tem intenção de manter por tempo indeterminado, (ii) que são designados como disponíveis para venda no momento do seu reconhecimento inicial ou (iii) que não se enquadrem nas categorias acima referidas.

Reconhecimento, mensuração inicial e desreconhecimento

Aquisições e alienações de: (i) activos financeiros ao justo valor através dos resultados, e (ii) activos financeiros disponíveis para venda, são reconhecidos na data da negociação ("trade date"), ou seja, na data em que a Companhia se compromete a adquirir ou alienar o activo.

Os activos financeiros são inicialmente reconhecidos ao seu justo valor adicionado dos custos de transacção, excepto nos casos de activos financeiros ao justo valor através de resultados, caso em que estes custos de transacção são directamente reconhecidos em resultados.

Estes activos são desreconhecidos quando (i) expiram os direitos contratuais da Companhia ao recebimento dos seus fluxos de caixa, (ii) a Companhia tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção ou (iii) não obstante retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, a Companhia tenha transferido o controlo sobre os activos.

Mensuração subsequente

Após o seu reconhecimento inicial, os activos financeiros ao justo valor com reconhecimento em resultados são valorizados ao justo valor, sendo as suas variações reconhecidas em resultados.

Os investimentos disponíveis para venda são igualmente registados ao justo valor sendo, no entanto, as respectivas variações reconhecidas em reservas, até que os investimentos sejam desreconhecidos ou seja identificada uma perda por imparidade, momento em que o valor acumulado dos ganhos e perdas potenciais registados em reservas é transferido para resultados. As variações cambiais associadas a estes investimentos são reconhecidas também em reservas, no caso de acções, e em resultados, no caso de instrumentos de dívida. Os juros, calculados à taxa de juro efectiva, e os dividendos são também reconhecidos na demonstração dos resultados.

Os investimentos detidos até à maturidade são valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa efectiva e são deduzidos de perdas de imparidade.

O justo valor dos activos financeiros cotados é o seu preço de compra corrente ("bid-price"). Na ausência de cotação, a Companhia estima o justo valor utilizando (i) metodologias de avaliação, tais como a utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado, técnicas de fluxos de caixa descontados e modelos de avaliação de opções customizados de modo a reflectir as particularidades e circunstâncias do instrumento, e (ii) pressupostos de avaliação baseados em informações de mercado.

Transferências entre categorias de activos financeiros

Em Outubro de 2008 o IASB emitiu a revisão da norma IAS 39 - Reclassificação de instrumentos financeiros (Amendements to IAS 39 Financial Instruments: Recognition and Measurement and IFRS 7: Financial Instruments Disclosures). Esta alteração veio permitir que uma entidade transfira de activos financeiros ao justo valor através de resultados - negociação para as carteiras de activos financeiros disponíveis para venda, "Loans and Receivables" ou para activos financeiros detidos até à maturidade ("Held-to-maturity"), desde que esses activos financeiros obedeçam às características de cada categoria. A Companhia não adoptou esta possibilidade.

As transferências de activos financeiros disponíveis para venda para as categorias de "Loans and receivables" e "Held-to-maturity" são também permitidas.

Imparidade

A Companhia avalia regularmente se existe evidência objectiva de que um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, apresenta sinais de imparidade. Para os activos financeiros que apresentam sinais de imparidade, é determinado o respectivo valor recuperável, sendo as perdas por imparidade registadas por contrapartida de resultados.

Um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, encontra-se em imparidade sempre que exista evidência objectiva de imparidade resultante de um ou mais eventos que ocorreram após o seu reconhecimento inicial, tais como: (i) para os instrumentos de capital cotados, uma desvalorização continuada ou de valor significativo na sua cotação, e (ii) para títulos de dívida, quando esse evento (ou eventos) tenha um impacto no valor estimado dos fluxos de caixa futuros do activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, que possa ser estimado com razoabilidade.

A Companhia elegeu como critérios de imparidade os seguintes:

  • Instrumentos de capital, o declínio de 60% do valor de mercado face ao valor de aquisição, ou uma desvalorização de 30% por um período superior a 6 meses;
  • Instrumentos de dívida, incumprimentos do emissor.

No que se refere aos investimentos detidos até à maturidade, as perdas por imparidade correspondem à diferença entre o valor contabilístico do activo e o valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados (considerando o período de recuperação) descontados à taxa de juro efectiva original do activo financeiro. Estes activos são apresentados no activo, líquidos de imparidade. Caso estejamos perante um activo com taxa de juro variável, a taxa de juro a utilizar para a determinação da respectiva perda de imparidade é a taxa de juro efectiva actual, determinada com base nas regras de cada contrato. Em relação aos investimentos detidos até à maturidade, se num período subsequente o montante de perda por imparidade diminui, e essa diminuição pode ser objectivamente relacionada com um evento que ocorreu após o reconhecimento da imparidade, esta é revertida por contrapartida de resultados do exercício.

Quando existe evidência de imparidade nos activos financeiros disponíveis para venda, a perda potencial acumulada em reservas, correspondente à diferença entre o custo de aquisição e o justo valor actual, deduzida de qualquer perda de imparidade no activo anteriormente reconhecida em resultados, é transferida para resultados. Se num período subsequente o montante da perda de imparidade diminui, a perda de imparidade anteriormente reconhecida é revertida por contrapartida de resultados do exercício até à reposição do custo de aquisição se o aumento for objectivamente relacionado com um evento ocorrido após o reconhecimento da perda de imparidade, excepto no que se refere a acções ou outros instrumentos de capital, caso em que a reversão da imparidade é reconhecida em reservas.

2.6. Passivos financeiros

Um instrumento é classificado como passivo financeiro quando existe uma obrigação contratual da sua liquidação ser efectuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro activo financeiro, independentemente da sua forma legal.

Os passivos financeiros não derivados incluem passivos de contratos de investimento, empréstimos, credores por operações de seguro directo e resseguro e outros passivos. Estes passivos financeiros são registados (i) inicialmente pelo seu justo valor deduzido dos custos de transacção incorridos e (ii) subsequentemente ao custo amortizado, com base no método da taxa efectiva, com a excepção dos passivos por contratos de investimento em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro, os quais são registados ao justo valor.

2.7. Activos tangíveis

Os activos tangíveis da Companhia encontram-se valorizados ao custo deduzido das respectivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade.

Os custos subsequentes com os activos tangíveis são capitalizados no activo apenas se for provável que deles resultarão benefícios económicos futuros para a Companhia. Todas as despesas com manutenção e reparação são reconhecidas como custo, de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.

Os terrenos não são amortizados. As amortizações dos activos tangíveis são calculadas segundo o método das quotas constantes, às seguintes taxas de amortização que reflectem a vida útil esperada dos bens:

Número de anos
Imóveis de serviço próprio 37 a 45
Equipamento informático 4
Mobiliário e material 8 a 10
Instalações interiores 10
Máquinas e ferramentas 5 a 8
Material de transporte 4
Outros 5

Quando existe indicação de que um activo possa estar em imparidade o seu valor recuperável é estimado, devendo ser reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor líquido de um activo exceda o seu valor recuperável. As perdas por imparidade são reconhecidas na demonstração dos resultados para os activos registados ao custo.

O valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o seu preço de venda líquido e o seu valor de uso, sendo este calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa estimados futuros que se esperam vir a obter do uso continuado do activo e da sua alienação no fim da sua vida útil.

2.8. Propriedades de investimento

A Companhia classifica como propriedades de investimento os imóveis detidos para arrendamento ou para valorização do capital ou ambos.

As propriedades de investimento são reconhecidas inicialmente ao custo de aquisição, incluindo os custos de transacção directamente relacionados, e subsequentemente ao seu justo valor. Variações de justo valor determinadas a cada data de balanço são reconhecidas em resultados. As propriedades de investimento não são amortizadas.

Dispêndios subsequentes relacionados são capitalizados quando for provável que a Companhia venha a obter benefícios económicos futuros em excesso do nível de desempenho inicialmente estimado.

2.9. Activos Intangíveis

Os custos incorridos com a aquisição de software são capitalizados, assim como as despesas adicionais suportadas pela Companhia necessárias à sua implementação. Estes custos são amortizados de forma linear ao longo da vida útil esperada destes activos (3 a 6 anos).

Os custos directamente relacionados com a produção de produtos informáticos desenvolvidos pela Companhia, sobre os quais seja expectável que estes venham a gerar benefícios económicos futuros para além de um exercício, são reconhecidos e registados como activos intangíveis.

Os custos com desenvolvimento de software informático, reconhecidos como activos são amortizados de forma linear ao longo da respectiva vida útil esperada, não excedendo na sua maioria 3 anos.

Os custos com a manutenção de programas informáticos são reconhecidos como custos quando incorridos.

2.10. Locações

A Companhia classifica as operações de locação como locações financeiras ou locações operacionais, em função da sua substância e não da sua forma legal cumprindo os critérios definidos no IAS 17 – Locações. São classificadas como locações financeiras as operações em que os riscos e benefícios inerentes à propriedade de um activo são transferidas para o locatário. Todas as restantes operações de locação são classificadas como locações operacionais.

Locações operacionais

Os pagamentos efectuados pela Companhia à luz dos contratos de locação operacional são registados em custos nos períodos a que dizem respeito.

Locações financeiras

Os contratos de locação financeira são registados na data do seu início, no activo e no passivo, pelo custo de aquisição da propriedade locada, que é equivalente ao valor actual das rendas de locação vincendas. As rendas são constituídas (i) pelo encargo financeiro que é debitado em resultados e (ii) pela amortização financeira do capital que é deduzida ao passivo. Os encargos financeiros são reconhecidos como custos ao longo do período da locação, a fim de produzirem uma taxa de juro periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo em cada período.

2.11. Benefícios aos empregados

Pensões

Face às responsabilidades assumidas pela Companhia no âmbito do Contrato Colectivo de Trabalho do Sector Segurador, foi constituído um Fundo de Pensões CCT, que se destina a cobrir as responsabilidades com pensões de reforma por velhice, invalidez e sobrevivência.

Para além destas, a Companhia tem ainda responsabilidades com os Administradores, segundo o Regulamento do Direito à Pensão ou Complemento de Pensões de Reforma estatuído no artigo 24º do Contrato de Sociedade aprovado em Conselho de Administração e em Assembleia Geral datada de 29 de Março de 2005.

O fundo de pensões é gerido pela ESAF – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.

Os planos de pensões existentes na Companhia correspondem a planos de benefícios definidos, uma vez que definem os critérios de determinação do valor da pensão que um empregado receberá durante a reforma, usualmente dependente de um ou mais factores como sejam a idade, anos de serviço e retribuição.

As responsabilidades da Companhia com pensões de reforma são calculadas anualmente, na data de fecho de contas, por peritos, individualmente para cada plano, com base no Método da Unidade de Crédito Projectada. A taxa de desconto utilizada neste calculo é determinada com base nas taxas de mercado associadas a obrigações de empresas de rating elevado, denominadas na moeda em que os benefícios serão pagos e com maturidade semelhante à data do termo das obrigações do plano.

Os ganhos e perdas actuariais determinados anualmente, resultantes (i) das diferenças entre os pressupostos actuariais e financeiros utilizados e os valores efectivamente verificados e (ii) das alterações de pressupostos actuariais, são reconhecidos como um activo ou um passivo e o seu valor acumulado é imputado a resultados com base no método do corredor.

Este método estabelece que os ganhos e perdas actuariais diferidos acumulados no início do ano que excedam 10% do maior de entre o total das responsabilidades e do valor do fundo, também reportados ao início do ano, sejam imputados a resultados durante um período que não pode exceder a vida de serviços remanescente dos trabalhadores abrangidos pelo plano. A Companhia determinou que os desvios actuariais são amortizados por um período de 15 anos. Os ganhos e perdas actuariais acumulados que se situem dentro do referido limite, não são reconhecidos em resultados.

O aumento de custos com serviços passados decorrente de reformas antes do empregado atingir os 65 anos de idade (reformas antecipadas) é reconhecido em resultados quando incorrido.

A Companhia efectua pagamentos ao fundo de forma a assegurar a solvência do mesmo, sendo os níveis mínimos fixados como segue: (i) financiamento integral no final de cada exercício das responsabilidades actuariais por pensões em pagamento e (ii) financiamento a um nível mínimo de 95% do valor actuarial das responsabilidades por serviços passados do pessoal no activo.

Benefícios de saúde

Adicionalmente a Companhia concedeu um benefício de assistência médica aos colaboradores no activo e aos pré-reformados até à idade da reforma.

O cálculo e registo das obrigações da Companhia com benefícios de saúde atribuíveis aos préreformados até à idade de reforma são efectuados de forma semelhante às responsabilidades com pensões.

Distribuição de resultados aos empregados

De acordo com as disposições estatutárias de algumas sociedades da Companhia, os accionistas destas sociedades aprovam anualmente em Assembleia-Geral uma percentagem dos lucros a ser distribuída aos trabalhadores (bónus), de acordo com proposta do Conselho de Administração.

Os resultados atribuídos pela Companhia aos seus trabalhadores são contabilizados em resultados no exercício a que respeitam.

Plano de Pagamento de Remuneração Variável

No primeiro semestre de 2008, na sequência da decisão do Conselho de Administração, a BES-Vida estabeleceu um sistema de incentivos denominado Plano de Pagamento de Remuneração Variável (PPRV – 2008/2010).

Ao abrigo deste plano de incentivos, os colaboradores da BES-Vida têm o direito a um recebimento em dinheiro, no futuro, correspondente à apreciação do valor das acções do Banco Espírito Santo, S.A. acima de um determinado preço pré-estabelecido (strike price). Para tal, os colaboradores têm de permanecer ao serviço da Companhia por um período mínimo de 3 anos.

Este plano de pagamentos de remuneração variável enquadra-se no âmbito do IFRS 2 e corresponde a um pagamento em dinheiro baseado em acções. O justo valor deste benefício, determinado na data da sua atribuição, é imputado a resultados como custo com pessoal ao longo do período de serviço definido como 3 anos. O passivo resultante é reavaliado à data de cada balanço, sendo a variação de justo valor reconhecida em resultados na rubrica de lucros/prejuízos de operações financeiras.

2.12. Impostos sobre lucros

Os impostos sobre lucros compreendem os impostos correntes e os impostos diferidos. Os impostos sobre lucros são reconhecidos em resultados, excepto quando estão relacionados com items que são reconhecidos directamente nos capitais próprios, caso em que são também registados por contrapartida dos capitais próprios. Os impostos diferidos reconhecidos nos capitais próprios decorrentes da reavaliação de investimentos disponíveis para venda são posteriormente reconhecidos em resultados no momento em que forem reconhecidos em resultados os ganhos e perdas que lhes deram origem.

Os impostos correntes são os que se esperam que sejam pagos com base no resultado tributável apurado de acordo com as regras fiscais em vigor e utilizando a taxa de imposto aprovada ou substancialmente aprovada em cada jurisdição.

Os impostos diferidos são calculados, de acordo com o método do passivo com base no balanço, sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos e a sua base fiscal, utilizando as taxas de imposto aprovadas ou substancialmente aprovadas à data de balanço em cada jurisdição e que se espera virem a ser aplicadas quando as diferenças temporárias se reverterem.

Os impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis, das diferenças resultantes do reconhecimento inicial de activos e passivos que não afectem quer o lucro contabilístico quer o fiscal, e de diferenças relacionadas com investimentos em subsidiárias na medida em que provavelmente não serão revertidas no futuro. Os impostos diferidos activos são reconhecidos apenas na medida em que seja expectável que existam lucros tributáveis no futuro capazes de absorver as diferenças temporárias dedutíveis.

2.13. Provisões

São reconhecidas provisões quando (i) a Companhia tem uma obrigação presente, legal ou construtiva, (ii) seja provável que o seu pagamento venha a ser exigido e (iii) quando possa ser feita uma estimativa fiável do valor dessa obrigação.

2.14. Reconhecimento de juros

Os resultados referentes a juros de instrumentos financeiros mensurados ao custo amortizado e dos activos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos nas rubricas de juros e proveitos similares utilizando o método da taxa efectiva. Os juros dos activos financeiros ao justo valor através dos resultados são também incluídos na rubrica de juros e proveitos similares.

A taxa de juro efectiva é a taxa que desconta exactamente os pagamentos ou recebimentos futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro ou, quando apropriado, um período mais curto, para o valor líquido actual de balanço do activo ou passivo financeiro.

Para o cálculo da taxa de juro efectiva são estimados os fluxos de caixa futuros considerando todos os termos contratuais do instrumento financeiro (por exemplo opções de pagamento antecipado), não considerando, no entanto, eventuais perdas de crédito futuras. O cálculo inclui as comissões que sejam parte integrante da taxa de juro efectiva, custos de transacção e todos os prémios e descontos directamente relacionados com a transacção.

No caso de activos financeiros ou grupos de activos financeiros semelhantes para os quais foram reconhecidas perdas por imparidade, os juros registados em resultados são determinados com base na taxa de juro utilizada na mensuração da perda por imparidade.

No que se refere aos instrumentos financeiros derivados, a componente de juro inerente à variação de justo valor não é separada e é classificada na rubrica de resultados de activos e passivos ao justo valor através de resultados.

2.15. Dividendos recebidos

Os rendimentos de instrumentos de capital (dividendos) são reconhecidos quando recebidos.

2.16. Contratos de seguro

A Companhia emite contratos que incluem risco seguro, risco financeiro ou uma combinação dos riscos seguro e financeiro. Um contrato em que a Companhia aceita um risco de seguro significativo de outra parte, aceitando compensar o segurado no caso de um acontecimento futuro incerto específico que possa afectar adversamente o segurado é classificado como um contrato de seguro.

Um contrato emitido pela Companhia cujo risco é essencialmente financeiros e em que o risco seguro assumido não é significativo, mas que exista uma participação nos resultados atribuída aos segurados discricionária, é considerado como um contrato de investimento e reconhecido e mensurado de acordo com as políticas contabilísticas aplicáveis aos contratos de seguro. Um contrato emitido pela Companhia que transfere apenas risco financeiro, sem participação nos resultados discricionária, é registado como um instrumento financeiro.

Os activos financeiros detidos pela Companhia para cobertura de responsabilidades decorrentes de contratos de seguro e de investimento são classificados e contabilizados da mesma forma que os restantes activos financeiros da Companhia.

Os contratos de seguro e os contratos de investimento com participação nos resultados, são reconhecidos e mensurados como segue:

Prémios

Os prémios brutos emitidos são registados como proveitos no exercício a que respeitam, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento.

Os prémios de resseguro cedido são registados como custos no exercício a que respeitam da mesma forma que os prémios brutos emitidos.

Custos de aquisição

Os custos de aquisição que estão directa ou indirectamente relacionados com a venda de contratos de seguro, são capitalizados e diferidos pelo período de vida dos contratos. Os custos de aquisição diferidos estão sujeitos a testes de recuperabilidade no momento da emissão dos contratos e sujeitos a testes de imparidade à data do balanço.

Provisão para sinistros

A provisão para sinistros corresponde aos custos com sinistros ocorridos e ainda por liquidar, bem como à responsabilidade estimada para os sinistros ocorridos e ainda não reportados (IBNR). A estimativa de sinistros ocorridos e não reportados é efectuada com base na experiência passada utilizando métodos estatísticos. As provisões para sinistros não são descontadas.

Provisão matemática

As provisões matemáticas, têm como objectivo registar o valor actual das responsabilidades futuras da Companhia relativamente aos contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária emitidos e são calculadas, com base em métodos actuariais reconhecidos nos termos da legislação em vigor aplicável.

Provisão para participação nos resultados atribuída

A provisão para participação nos resultados corresponde a montantes atribuídos aos segurados ou aos beneficiários dos contratos, sob a forma de participação nos resultados, que não tenham ainda sido distribuídos, nomeadamente mediante inclusão na provisão matemática dos contratos.

Provisão para participação nos resultados a atribuir ("Shadow accounting")

De acordo com o estabelecido no IFRS 4, os ganhos e perdas não realizados dos activos financeiros afectos a responsabilidades de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária, são atribuídos aos tomadores de seguro, tendo por base a expectativa de que estes irão participar nesses ganhos e perdas não realizadas quando se realizarem de acordo com as condições contratuais e regulamentares aplicáveis, através do reconhecimento de uma responsabilidade (ver nota 31).

Provisão para compromissos de taxa

À data do balanço, a Companhia procede à avaliação da adequação das responsabilidades decorrentes de contratos de seguro e de contratos de investimento com participação nos resultados discricionária. A avaliação da adequação das responsabilidades é efectuada tendo por base a projecção dos cash flows futuros associados a cada contrato, descontados à taxa de juro de mercado sem risco. Esta avaliação é efectuada produto a produto ou agregada quando os riscos dos produtos são similares ou geridos de forma conjunta. Na eventualidade de existir uma deficiência, esta é registada em resultados por contrapartida da rubrica provisão matemática.

2.17. Reporte por segmentos

Um segmento de negócio é um conjunto de activos e operações que estão sujeitos a riscos e proveitos específicos diferentes de outros segmentos de negócio.

Um segmento geográfico é um conjunto de activos e operações localizados num ambiente económico específico que está sujeito a riscos e proveitos que são diferentes de outros segmentos que operam em outros ambientes económicos.

2.18. Resultados por acção

Os resultados por acção básicos são calculados dividindo o lucro atribuível aos detentores de capital próprio ordinário da casa-mãe pelo número médio ponderado de acções ordinárias em circulação, excluindo o número médio de acções próprias detidas pela Companhia.

Durante os exercícios de 2008 e 2007, a Companhia não detinha acções próprias ou outros instrumentos de capital ou dívida susceptíveis de originar o efeito de diluição.

2.19. Caixa e equivalentes de caixa

Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a caixa e seus equivalentes englobam os valores registados no balanço com maturidade inferior a três meses a contar da data de balanço, onde se incluem a caixa e as disponibilidades em instituições de crédito.

2.20. Activos não correntes detidos para venda

Activos não correntes são classificados como detidos para venda quando o seu valor de balanço for recuperado principalmente através de uma transacção de venda (incluindo os adquiridos exclusivamente com o objectivo da sua venda) e a venda for altamente provável.

Imediatamente antes da classificação inicial do activo como detido para venda, a mensuração dos activos não correntes é efectuada de acordo com os IFRS aplicáveis. Subsequentemente, estes activos para alienação são remensurados ao menor valor entre o valor de reconhecimento inicial e o justo valor deduzido dos custos de venda.

NOTA 3 - PRINCIPAIS ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS UTILIZADOS NA ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Os IFRS estabelecem uma série de tratamentos contabilísticos e requerem que o Conselho de Administração utilize o julgamento e faça as estimativas necessárias de forma a decidir qual o tratamento contabilístico mais adequado. As principais estimativas contabilísticas e julgamentos utilizados na aplicação dos princípios contabilísticos pela Companhia são analisadas como segue, no sentido de melhorar o entendimento de como a sua aplicação afecta os resultados reportados da Companhia e a sua divulgação. Uma descrição alargada das principais políticas contabilísticas utilizadas pela Companhia é apresentada na Nota 2 às demonstrações financeiras.

Considerando que em muitas situações existem alternativas ao tratamento contabilístico adoptado pelo Conselho de Administração, os resultados reportados pela Companhia poderiam ser diferentes caso um tratamento diferente fosse escolhido. O Conselho de Administração considera que as escolhas efectuadas são apropriadas e que as demonstrações financeiras apresentam de forma adequada a posição financeira da Companhia e das suas operações em todos os aspectos materialmente relevantes.

Os resultados das alternativas analisadas de seguida são apresentados apenas para assistir o leitor no entendimento das demonstrações financeiras e não têm intenção de sugerir que outras alternativas ou estimativas são mais apropriadas.

3.1. Imparidade dos activos financeiros disponíveis para venda

A Companhia determina que existe imparidade nos seus activos disponíveis para venda quando existe uma desvalorização continuada ou de valor significativo no seu justo valor. A determinação de uma desvalorização continuada ou de valor significativo requer julgamento.

De acordo com as políticas contabilísticas da Companhia, os critérios de imparidade são o declínio de 60% do valor de mercado face ao valor de aquisição, ou uma desvalorização de 30% por um período superior a 6 meses, para instrumentos de capital e incumprimentos do emissor para instrumentos de dívida.

Adicionalmente, as avaliações são obtidas através de preços de mercado ou de modelos de avaliação os quais requerem a utilização de determinados pressupostos ou julgamento no estabelecimento de estimativas de justo valor.

Metodologias alternativas e a utilização de diferentes pressupostos e estimativas, poderá resultar num nível diferente de perdas por imparidade reconhecidas, com o consequente impacto nos resultados da Companhia.

3.2. Justo valor dos instrumentos financeiros derivados

O justo valor é baseado em preços de cotação em mercado, quando disponíveis, e quando na ausência de cotação é determinado com base na utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado ou com base em metodologias de avaliação, baseadas em técnicas de fluxos de caixa futuros descontados considerando as condições de mercado, o efeito do tempo, a curva de rentabilidade e factores de volatilidade. Estas metodologias podem requerer a utilização de pressupostos ou julgamentos na estimativa do justo valor.

Consequentemente, a utilização de diferentes metodologias ou de diferentes pressupostos ou julgamentos na aplicação de determinado modelo, poderia originar resultados financeiros diferentes daqueles reportados.

3.3. Impostos sobre os lucros

A Companhia encontra-se sujeito ao pagamento de impostos sobre lucros em diversas jurisdições. A determinação do montante global de impostos sobre os lucros requer determinadas interpretações e estimativas. Existem diversas transacções e cálculos para os quais a determinação do valor final de imposto a pagar é incerto durante o ciclo normal de negócios.

Outras interpretações e estimativas poderiam resultar num nível diferente de impostos sobre os lucros, correntes e diferidos, reconhecidos no período.

As Autoridades Fiscais têm a atribuição de rever o cálculo da matéria colectável efectuado pela Seguradora e pelas suas subsidiárias, durante um período de quatro ou seis anos, no caso de haver prejuízos reportáveis. Desta forma, é possível que haja correcções à matéria colectável, resultantes principalmente de diferenças na interpretação da legislação fiscal. No entanto, é convicção dos Conselhos de Administração da BES-Vida e das subsidiárias residentes em Portugal, de que não haverá correcções significativas aos impostos sobre lucros registados nas demonstrações financeiras.

3.4. Pensões e outros benefícios a empregados

A determinação das responsabilidades por pensões de reforma requer a utilização de pressupostos e estimativas, incluindo a utilização de projecções actuariais, rentabilidade estimada dos investimentos e outros factores que podem ter impacto nos custos e nas responsabilidades do plano de pensões.

Alterações a estes pressupostos poderiam ter um impacto significativo nos valores determinados.

3.5. Provisões técnicas e responsabilidades relativas a contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária

As responsabilidades futuras decorrentes de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária são registadas na rubrica contabilística provisões técnicas. As provisões técnicas relativas aos produtos vida tradicionais foram determinadas tendo por base vários pressupostos nomeadamente mortalidade, longevidade e taxa de juro, aplicáveis a cada uma das coberturas. Os pressupostos utilizados foram baseados na experiência passada da Companhia e do mercado. Estes pressupostos poderão ser revistos se for determinado que a experiência futura venha a confirmar a sua desadequação. As provisões técnicas decorrentes de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária (produtos de capitalização) incluem (1) provisão matemática, (2) provisão para participação nos resultados, (3) provisão para sinistros. A provisão matemática inclui a deficiência resultante do teste de adequação das responsabilidades. A provisão para participação nos resultados inclui a responsabilidade apurada através do Shadow Accounting (Provisão para participação nos resultados a atribuir). A provisão para sinistros inclui a estimativa das responsabilidades dos sinistros ocorridos à data do balanço.

Quando existem sinistros provocados ou contra os tomadores de seguro, qualquer montante pago ou que se estima vir a ser pago pela Companhia é reconhecido como perda nos resultados. A Companhia estabelece provisões para pagamento de sinistros decorrentes dos contratos de seguro e de investimento.

Na determinação das provisões técnicas decorrentes de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados, a Companhia avalia periodicamente as suas responsabilidades utilizando metodologias actuariais e tomando em consideração as coberturas de resseguro respectivas. As provisões são revistas periodicamente por actuários qualificados.

NOTA 4 - REPORTE POR SEGMENTOS

A actividade da Companhia encontra-se organizada de acordo com as seguintes linhas de negócio:

  • (i) Produtos tradicionais produtos com o objectivo de cobrir o risco de morte e de longevidade;
  • (ii) Produtos capitalização com participação nos resultados produtos de investimento, alguns dos quais comercializados ao abrigo da legislação de complementos de reforma (PPR). São produtos com uma taxa de rendimento garantida e com uma participação nos resultados atribuída aos clientes dependente, principalmente, da rendibilidade financeira dos activos;
  • (iii) Produtos capitalização sem participação nos resultados produtos de investimento, alguns dos quais comercializados ao abrigo da legislação de complementos de reforma (PPR). Produtos que não têm taxa de rendimento garantida e/ou em que o risco do investimento é assumido pelo cliente;
  • (iv) Outros produtos e serviços inclui os restantes segmentos que individualmente representam menos de 10% dos activos totais ou do resultado líquido do exercício, e que no conjunto não representam mais de 25% destes indicadores.

A Companhia desenvolve a sua actividade em Portugal e em Espanha através de uma sucursal. Considerando que a actividade desenvolvida em Espanha não é significativa e não cumpre os critérios de obrigatoriedade estabelecidos nos IAS 14, no que respeita à sua divulgação, a Companhia optou por não preparar reporte por segmento geográfico.

O reporte de segmentos primários é apresentado como segue:

Tradicionais Capitalização
com participação
nos resultados
Capitalização
sem participação
nos resultados
Outros Total
Prémios adquiridos líquidos de resseguro 59.311.483 502.843.209 - - 562.154.692
Comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento ou
como contratos de prestação de serviços
- - 27.833.601 - 27.833.601
Custos com sinistros, líquidos de resseguro (20.549.901) (905.685.855) - - (926.235.756)
Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro 11.960.101 (819.726) - - 11.140.375
Provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro (10.870.987) 313.698.384 - - 302.827.397
Participação nos resultados, líquida de resseguro (10.502.833) (2.076.260) - - (12.579.093)
Custos e gastos de exploração líquidos (365.566) (18.507.347) (23.723.500) (96.401) (42.692.814)
Rendimentos 12.652.300 152.069.663 179.439.379 4.286.895 348.448.237
Gastos financeiros (92.224) (4.668.978) (11.484.894) (24.320) (16.270.416)
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros não valorizados ao justo valor através ganhos e perdas 3.924.305 (22.358.181) (46.361.093) - (64.794.969)
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros valorizados ao justo valor através ganhos e perdas 440.347 (27.859.130) (179.528.900) - (206.947.683)
Diferenças de câmbio (13.109) 18.383.148 50.762.037 - 69.132.076
Ganhos líquidos pela venda de activos não financeiros que não estejam classificados como activos não correntes detidos
para venda e unidades operacionais descontinuadas
- 1.249.938 (767) - 1.249.171
Perdas de imparidade (líquidas reversão) (8.469.721) (45.988.049) - - (54.457.770)
Outros rendimentos/gastos técnicos, líquidos de resseguro 38.336 - - - 38.336
Outras provisões (variação) - - - 4.587.021 4.587.021
Outros rendimentos/gastos - - - 3.766.796 3.766.796
Ganhos e perdas de activos não correntes não correntes (ou grupos para alienação) classificados como detidos para venda - - - - -
RESULTADO LÍQUIDO ANTES DE IMPOSTOS 37.462.531 (39.719.184) (3.064.137) 12.519.991 7.199.201
Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos correntes - - - (32.599) (32.599)
Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos diferidos - - - 5.002.983 5.002.983
Resultado líquido do exercício 37.462.531 (39.719.184) (3.064.137) 17.490.375 12.169.585
2007
Tradicionais Capitalização
com participação
nos resultados
Capitalização
sem participação
nos resultados
Outros Total
Prémios adquiridos líquidos de resseguro 52.916.132 432.701.660 - - 485.617.792
Comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento ou
como contratos de prestação de serviços
- - 24.853.165 - 24.853.165
Custos com sinistros, líquidos de resseguro (45.939.890) (664.011.713) - - (709.951.603)
Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro (6.873.635) 1.624.165 - - (5.249.470)
Provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro 11.544.700 146.648.162 - - 158.192.862
Participação nos resultados, líquida de resseguro (10.335.197) (9.212.208) - - (19.547.405)
Custos e gastos de exploração líquidos (424.381) (19.374.310) (19.061.092) (246.512) (39.106.295)
Rendimentos 8.534.885 134.055.753 128.074.325 4.135.037 274.800.000
Gastos financeiros (107.277) (4.897.542) (4.818.366) (62.315) (9.885.500)
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros não valorizados ao justo valor através ganhos e perdas 11.234.436 31.497.583 (20.619.345) 7.774.096 29.886.770
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros valorizados ao justo valor através ganhos e perdas 691.741 (12.165.589) (90.174.998) - (101.648.846)
Diferenças de câmbio (77.665) (2.173.748) (9.968.474) - (12.219.887)
Ganhos líquidos pela venda de activos não financeiros que não estejam classificados como activos não correntes detidos
para venda e unidades operacionais descontinuadas
- 1.391.058 - - 1.391.058
Perdas de imparidade (líquidas reversão) - (7.024.600) - - (7.024.600)
Outros rendimentos/gastos técnicos, líquidos de resseguro (103.993) - - - (103.993)
Outras provisões (variação) - - (18.412.000) (4.111.689) (22.523.689)
Outros rendimentos/gastos - - - 5.985.673 5.985.673
Ganhos e perdas de activos não correntes não correntes (ou grupos para alienação) classificados como detidos para venda 864 39.441 38.803 502 79.610
RESULTADO LÍQUIDO ANTES DE IMPOSTOS 21.060.720 29.098.112 (10.087.982) 13.474.792 53.545.642
Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos correntes - - - (1.763.969) (1.763.969)
Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos diferidos - - - 436.451 436.451
Resultado líquido do exercício 21.060.720 29.098.112 (10.087.982) 12.147.274 52.218.124

NOTA 5 - PRÉMIOS LÍQUIDOS DE RESSEGURO

Os prémios líquidos de resseguro são analisados como segue:

2008 2007
Prémios brutos emitidos
Prémios de resseguro cedido
570.639.210
(8.475.190)
493.330.509
(7.921.076)
Prémios líquidos de resseguro 562.164.020 485.409.433
Variação da provisão para prémios não adquiridos,
líquida de resseguro
(9.328) 208.359
Prémios líquidos de resseguro 562.154.692 485.617.792

Os prémios brutos emitidos por segmento são analisados como segue:

2008 2007
Tradicionais
Capitalização com participação nos resultados
67.823.432
502.815.778
60.628.849
432.701.660
570.639.210 493.330.509

Os prémios de resseguro cedido respeitam à cobertura do risco de morte e longevidade de contratos realizados no segmento tradicionais.

De acordo com os princípios de classificação dos contratos estabelecidos pelas empresas de seguros definido pelo IFRS 4, os contratos de seguro emitidos pela Companhia relativamente aos quais existe apenas a transferência de um risco financeiro sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento e contabilizados como um passivo. Desta forma, os contratos para os quais o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro e contratos de taxa fixa sem participação nos resultados não são contabilizados como prémios.

Alguns indicadores relativos aos seguros de vida, podem ser analisados como segue:

2008 2007
Prémios brutos de seguro directo
Relativos a contratos individuais
Relativos a contratos de grupo
502.289.960
67.717.831
432.832.039
60.498.470
570.007.791 493.330.509
Periódicos
Não periódicos
163.352.253
406.655.538
137.887.233
355.443.276
570.007.791 493.330.509
De contratos sem participação nos resultados
De contratos com participação nos resultados
5.265.102
564.742.689
570.007.791
657.539
492.672.970
493.330.509
Prémios brutos de resseguro aceite 631.419 -
Prémios de resseguro cedido 8.475.190 7.921.076

NOTA 6 - COMISSÕES DE CONTRATOS DE SEGURO E OPERAÇÕES CONSIDERADOS PARA EFEITOS CONTABILÍSTICOS COMO CONTRATOS DE INVESTIMENTO OU COMO CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

As comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento ou como contratos de prestação de serviços são analisadas como segue:

2008 2007
Comissões de subscrição 3.868.470 4.461.362
Comissões de gestão 22.840.458 17.999.818
Comissões de resgate 1.124.673 2.391.985
27.833.601 24.853.165

As comissões acima referidas são relativas às comissões de subscrição, resgate e de gestão dos produtos de capitalização sem participação nos resultados discricionária, nomeadamente produtos de capitalização com taxa de rendimento fixa e produtos em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro.

De acordo com os requisitos do IFRS 4, os contratos de seguro emitidos pela Companhia relativamente aos quais existe apenas a transferência de um risco financeiro sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento e contabilizados como um passivo. Desta forma, os contratos para os quais o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro e contratos de taxa fixa sem participação nos resultados deixaram de ser reconhecidos sob a forma de prémios passando apenas a ser registada a comissão de subscrição e de gestão dos mesmos como proveitos.

NOTA 7 - CUSTOS COM SINISTROS, LÍQUIDOS DE RESSEGURO

Os custos com sinistros líquidos de resseguro são analisados como segue:

2008 2007
Seguro directo
Montantes pagos (927.328.185) (703.061.770)
Custos imputados à função sinistros (Nota 14) (1.207.144) (1.261.957)
Variação da provisão para sinistros (2.374.017) (8.109.361)
(930.909.346) (712.433.088)
Resseguro cedido
Montantes pagos 3.581.615 2.198.387
Variação da provisão para sinistros 1.091.975 283.098
4.673.590 2.481.485
(926.235.756) (709.951.603)

NOTA 8 - OUTRAS PROVISÕES TÉCNICAS, LÍQUIDAS DE RESSEGURO

As outras provisões técnicas líquidas de resseguro são analisadas como segue:

2008 2007
Provisão de estabilização de carteira
Provisão para compromissos de taxa
11.960.101
(819.726)
(6.873.635)
1.624.165
11.140.375 (5.249.470)

NOTA 9 - PROVISÃO MATEMÁTICA DO RAMO VIDA, LÍQUIDA DE RESSEGURO

A rubrica provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro representa a variação das responsabilidades da Companhia com contratos de seguro do ramo vida e contratos de investimento com participação nos resultados.

NOTA 10 - PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS, LÍQUIDA DE RESSEGURO

A rubrica de participação nos resultados líquida de resseguro diz respeito ao acréscimo de responsabilidades da Companhia relativa aos montantes estimados atribuíveis aos tomadores de seguros em contratos de seguro do ramo vida e contratos de investimento com participação nos resultados (ver Nota 31).

NOTA 11 - CUSTOS E GASTOS DE EXPLORAÇÃO LÍQUIDOS

Os custos e gastos de exploração líquidos são analisados como segue:

2008 2007
Custos de aquisição
Comissões de resgate (979.196) 815.026
Comissões de subscrição (9.126.162) (10.557.130)
Comissões financeiras (20.431.318) (18.279.902)
Outros (659.867) (140.404)
Custos imputados à função aquisição (Nota 14) (8.378.483) (9.779.726)
(39.575.026) (37.942.136)
Custos de aquisição diferidos (variação) (397) (602)
Gastos administrativos
Custos imputados à função administrativa (Nota 14)
(5.933.784) (5.360.536)
Comissões e participação nos resultados de resseguro
Comissões de resseguro cedido 224.972 252.338
Participação nos resultados de resseguro 2.591.421 3.944.641
2.816.393 4.196.979
(42.692.814) (39.106.295)

NOTA 12 - RENDIMENTOS

Os rendimentos por categoria dos activos financeiros são analisados como segue:

2008 2007
Rendimentos de juros de activos financeiros não valorizados
ao justo valor por via de ganhos e perdas
de activos disponíveis para venda 133.219.689 128.128.158
de activos detidos até à maturidade 1.552.641 3.820.135
de terrenos e edíficios 2.852.357 2.490.849
de empréstimos concedidos e contas a receber 9.661.073 1.235.743
de depósitos em instituições de crédito 8.196.782 5.909.302
155.482.542 141.584.187
Rendimentos de outros activos
de activos detidos para negociação 2.922.394 (3.475.995)
de activos ao justo valor através de resultados 190.043.301 136.691.808
192.965.695 133.215.813
348.448.237 274.800.000

NOTA 13 - GASTOS FINANCEIROS

A rubrica de gastos financeiros diz respeito aos custos imputados à função investimentos, (ver Nota 14).

NOTA 14 - CUSTOS POR NATUREZA IMPUTADOS

Os custos por natureza imputados às funções sinistros, exploração, administrativa e gestão de investimentos resumem-se como segue:

2008 2007
Custos com sinistros (1.207.144) (1.261.957)
Custos de aquisição (8.378.483) (9.779.726)
Custos de exploração (5.933.784) (5.360.536)
Custos de gestão de investimentos (16.270.416) (9.885.500)
(31.789.827) (26.287.719)

A sua desagregação por natureza é analisada como segue:

2008 2007
Custos com o pessoal 7.005.208 6.514.183
Fornecimentos e serviços externos 6.953.186 8.379.469
Impostos e taxas 991.975 856.781
Amortizações do exercício 1.349.540 1.375.752
Outras provisões 5.500.000 -
Juros suportados 6.635.572 5.941.589
Comissões 3.354.346 3.219.945
31.789.827 26.287.719

Os custos com o pessoal desagregam-se como segue:

2008 2007
Remunerações dos órgãos sociais 942.562 973.042
Remunerações do pessoal 2.920.475 2.761.614
Encargos sobre remunerações 694.322 688.866
Benefícios pós emprego 1.132.008 1.306.029
Seguros obrigatórios 56.062 63.577
Custos de acção social 211.030 152.099
Outros custos com o pessoal 114.092 101.287
Estimativa de bonus a empregados 934.657 467.669
7.005.208 6.514.183

Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 não existiam créditos concedidos pela Companhia aos membros do Conselho de Administração. A remuneração do Conselho de Administração é desagregada da seguinte forma:

2008 2007
Conselho de Administração
Remunerações e outros benefícios a empregados 910.162 961.661
Benefícios pós emprego 834.085 1.075.351
Remunerações variáveis 695.000 1.070.000
2.439.247 3.107.012

Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, por categoria profissional, o número de colaboradores do quadro permanente da Companhia BES-Vida analisa-se como segue:

2008 2007
Direcção 9 9
Quadro Técnico 41 43
Actuário 1 2
Chefe de Serviços 1 2
Sub-chefe de Secção 2 2
Escriturário 26 19
Apoio Geral 4 4
84 81

Os fornecimentos e serviços externos são analisados como segue:

2008 2007
Electricidade 99.214 118.972
Material escritório 57.123 48.749
Artigos para oferta 535.044 532.482
Conservação e reparação 985.819 1.283.360
Rendas e alugueres 400.324 347.976
Despesas de representação 33.632 32.848
Comunicação 468.979 426.025
Deslocações e estadas 147.303 173.457
Seguros (5.008) 121.839
Publicidade e propaganda 843.137 1.221.591
Limpeza, higiene e conforto 74.276 84.630
Vigilancia e segurança 49.177 144.315
Trabalhos especializados 2.324.220 2.613.135
Serviços prestados pela Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A. 264.154 209.662
Call center 125.103 194.426
Outros 550.689 826.002
6.953.186 8.379.469

A rubrica de outras provisões diz respeito ao aumento de provisões constituídas para fazer face a perdas associadas a activos financeiros, tendo este custo sido imputado na totalidade à função de gestão de investimentos.

Os juros suportados dizem respeito aos custos incorridos com os títulos de dívida emitidos pela Companhia.

A rubrica de comissões é referente a comissões de custódia de títulos e outros gastos associados à gestão de investimentos.

NOTA 15 - BENEFÍCIOS A EMPREGADOS

Pensões de reforma e benefícios de saúde

Conforme referido na Nota 2.11, a Companhia estabeleceu planos de benefícios definidos para os seus colaboradores, estando abrangidos quer por pré-reforma, por morte, velhice e invalidez. Existe também um plano que abrange um conjunto de benefícios de saúde para os colaboradores no activo e préreformados até à idade normal de reforma.

A avaliação actuarial dos benefícios por pensões de reforma e benefícios de saúde para as empresas da Companhia é efectuada anualmente, tendo a última sido efectuada com data de referência a 31 de Dezembro de 2008.

Os principais pressupostos considerados nos estudos actuariais, para 31 de Dezembro de 2008 e 2007, utilizados para determinar o valor actualizado das pensões e benefícios de saúde para os colaboradores são as seguintes:

2008 2007
Pressupostos financeiros
Taxas de evolução salarial 3,5% - 4%(*) 3,5% - 4%(*)
Taxa de crescimento das pensões 1,25 % - 4% (*) 1,25 % - 4% (*)
Taxas de rendimento do fundo 5,75% 6%- 5,7% (*)
Taxa de crescimento das reformas antecipadas 2,5% - 4% (*) 2,5% - n.a. (*)
Taxa de desconto 5,75% 5,25%
Pressupostos demográficos e métodos de avaliação
Tábua de mortalidade GKF 95 GKF 95
Tábua de invalidez Suisse Re 2001 Suisse Re 2001
Método de valorização actuarial Project Unit Credit Method

(*) Relativo a responsabilidades com Administradores

De acordo com a política contabilística descrita na Nota 2.11, a taxa de desconto utilizada para estimar as responsabilidades com pensões de reforma e com benefícios de saúde, corresponde às taxas de mercado à data do balanço, associadas a obrigações de empresas de rating elevado.

A 31 de Dezembro de 2008 e 2007, os participantes no Fundo são desagregados da seguinte forma:

2008 2007
Activos 29 32
Reformados 12 12
41 44

A 31 de Dezembro de 2008 e 2007, os montantes reconhecidos em balanço podem ser analisados como segue:

(milhares de euros)
2008 2007
Pensões de Benefícios Pensões de Benefícios
reforma de saúde Total reforma de saúde Total
Activos/ (responsabilidades) líquidas reconhecidas em balanço
Responsabilidades em 31 de Dezembro
Pensionistas (12.000) (17) (12.017) (5.950) (24) (5.974)
Activos (3.217) - (3.217) (6.727) - (6.727)
(15.217) (17) (15.234) (12.677) (24) (12.701)
Saldo do fundo em 31 de Dezembro 14.151 - 14.151 9.384 - 9.384
Activos/ (passivos) a receber/entregar ao fundo (1.066) (17) (1.083) (3.293) (24) (3.317)
Desvios actuariais diferidos em 31 de Dezembro 1.653 (7) 1.646 2.649 2 2.651
Activos/ (responsabilidades) líquidas em balanço em 31 de Dezembro 587 (24) 563 (644) (22) (666)

A evolução das responsabilidades com pensões de reforma e benefícios de saúde pode ser analisada como segue:

(milhares de euros)
2008 2007
Pensões de Benefícios Pensões de Benefícios
reforma de saúde Total reforma de saúde Total
Responsabilidades em 1 de Janeiro 12.677 24 12.701 7.844 29 7.873
Custo do serviço corrente 974 1 975 460 1 461
Custo dos juros 632 1 633 370 1 371
(Ganhos) e perdas actuariais nas responsabilidades (2.117) (5) (2.122) 1.161 (3) 1.158
Pensões pagas pelo fundo (678) - (678) (204) - (204)
Benefícios pagos pela Companhia - - - - (4) (4)
Reformas antecipadas - - - 639 - 639
Transferências de outros fundos 3.725 - 3.725 2.407 - 2.407
Responsabilidades em 31 de Dezembro 15.213 21 15.234 12.677 24 12.701

A evolução do valor do fundo de pensões nos exercícios de 2008 e 2007 pode ser analisada como segue:

(milhares de euros)
2008 2007
Pensões de Benefícios Pensões de Benefícios
Total
9.384 - 9.384 3.727 - 3.727
540 - 540 207 - 207
(1.181) - (1.181) (104) - (104)
2.361 - 2.361 3.351 - 3.351
(678) - (678) (204) - (204)
- - - - - -
3.725 - 3.725 2.407 - 2.407
14.151 - 14.151 9.384 - 9.384
reforma de saúde Total reforma de saúde

A evolução dos desvios actuariais diferidos em balanço pode ser analisada como segue:

(milhares de euros)
2008 2007
Pensões de
reforma
Benefícios
de saúde
Total Pensões de
reforma
Benefícios
de saúde
Total
Desvios actuariais diferidos em 1 de Janeiro 2.649 2 2.651 1.438 5 1.443
(Ganhos) e perdas actuariais
- nas responsabilidades (2.117) (9) (2.126) 1.161 (3) 1.158
- nos activos do plano 1.181 - 1.181 104 - 104
Amortização do exercício (60) - (60) (54) - (54)
Desvios actuariais diferidos em 31 de Dezembro 1.653 (7) 1.646 2.649 2 2.651
Dos quais:
Dentro do corredor 1.500 2 1.502 1.268 1 1.269
Fora do corredor 153 1 154 1.381 1 1.382

A evolução dos activos a receber/passivos a entregar durante 2008 e 2007, pode ser analisada como segue:

(milhares de euros)
2008 2007
Pensões de Benefícios Pensões de Benefícios
reforma de saúde Total reforma de saúde Total
(Activos)/ Passivos a receber ou entregar em 1 de Janeiro 3.293 24 3.317 4.117 29 4.146
Ganhos e perdas actuarias das responsabilidades (2.117) (9) (2.126) 1.161 (3) 1.158
Ganhos e perdas actuariais dos fundos 1.181 - 1.181 104 - 104
Encargos do ano:
- Custo do serviço corrente 974 1 975 460 1 461
- Custo dos juros 632 1 633 370 1 371
- Rendimento esperado do fundo (540) - (540) (207) - (207)
- Reformas antecipadas - - - 639 - 639
Contribuições efectuadas no ano e pensões pagas pela Companhia (2.361) - (2.361) (3.351) (4) (3.355)
(Activos)/ Passivos a receber ou entregar em 31 de Dezembro 1.062 17 1.079 3.293 24 3.317

Os custos do exercício com pensões de reforma e com benefícios de saúde podem ser analisados como segue:

(milhares de euros)
2008 2007
Pensões de
reforma
Benefícios
de saúde
Total Pensões de
reforma
Benefícios
de saúde
Total
Custo do serviço corrente 974 1 975 460 1 461
Custo dos juros 632 1 633 370 1 371
Rendimento esperado do fundo (540) - (540) (207) - (207)
Amortização do exercício 64 - 64 42 - 42
Reformas antecipadas - - - 639 - 639
Custos do exercício 1.130 2 1.132 1.304 2 1.306

O custo relativo às reformas antecipadas inclui o efeito da amortização adicional dos desvios actuariais em balanço.

A evolução dos activos/(responsabilidades) em balanço pode ser analisada como segue:

(milhares de euros)
2008 2007
Pensões de Benefícios Total Pensões de Benefícios Total
reforma de saúde reforma de saúde
(644) (22) (666) (2.691) (24) (2.715)
(1.130) (2) (1.132) (1.304) (2) (1.306)
2.361 - 2.361 3.351 4 3.355
- - - - - -
587 (24) 563 (644) (22) (666)

Os activos do fundo de pensões podem ser analisados como segue:

(milhares de euros)
2008 2007
Terrenos e edificios 8.191 8.191
Acções e outros títulos de rendimento variável 9.565 23.493
Títulos de rendimento fixo 25.946 18.335
Depósitos em instituições de crédito 8.983 8.425
Devedores e credores do fundo 22 13
Juros a receber 758 277
53.465 58.734

Deve ser referido que os montantes acima divulgados são na totalidade relativos ao Fundo de Pensões Tranquilidade, do qual a BES-Vida representa apenas cerca de 26% do total do fundo.

A Companhia não utiliza activos do fundo de pensões. O fundo não detém títulos emitidos por entidades da Companhia.

A evolução das responsabilidades e saldos dos fundos nos últimos 5 anos é como segue:

(milhares de euros)
2008 2007 2006 2005 2004
Pensões de Benefícios Pensões de Benefícios Pensões de Benefícios Pensões de Benefícios Pensões de Benefícios
reforma de saúde reforma de saúde reforma de saúde reforma de saúde reforma de saúde
Responsabilidades (15.217) (17) (12.677) (24) (7.844) (29) (3.501) (44) (3.195) (49)
Saldo dos fundos 14.151 - 9.384 - 3.727 - 4.515 - 3.600 -
Responsabilidades (sub)/sobre financiadas (1.066) (17) (3.293) (24) (4.117) (29) 1.014 (44) 405 (49)
(Ganhos)/perdas actuariais decorrentes das responsabilidades (2.117) (5) 1.161 (3) 876 4 (103) - (72) -
(Ganhos)/perdas actuariais decorrentes dos fundos 1.181 - 104 - (42) - (48) - 5 -

Plano de Pagamento de Remuneração Variável (PPRV)

No primeiro semestre de 2008, na sequência da decisão do Conselho de Administração, a BES-Vida estabeleceu um sistema de incentivos denominado Plano de Pagamento de Remuneração Variável (PPRV – 2008/2010).

Este novo programa de incentivos consiste na atribuição do direito a receber uma remuneração variável que se encontra indexada à eventual valorização das acções BES entre a "data inicial de referência" e a "data final de referência". Tal retribuição, em dinheiro, será apenas devida em caso de valorização das acções do BES. O PPRV não é um plano de atribuição de acções ou de opções sobre a aquisição de acções, não sendo atribuídos aos beneficiários quaisquer direitos inerentes a uma participação no capital social do BES.

O valor inicial do Plano foi calculado com base num modelo de valorização das opções, tendo por referência os seguintes pressupostos:

Data inicial de referência 02-06-2008
Data final de referência 02-06-2011
Direitos atribuídos 28.500
Preço de referência 11
Taxa de juro 5,22%
Volatilidade 33,50%
Valor inicial do plano 83.953

Conforme a politica contabilística descrita na nota 2.11, o justo valor inicial do PPRV, no valor de 84 milhares de euros, está a ser reconhecido em custos com pessoal durante o período que medeia entre a data inicial de referência e a data final de referência (3 anos). Nesta base a BES - Vida reconheceu em custos com pessoal no exercício o valor de 16 milhares de euros. A variação do justo valor do benefício ao longo do prazo do programa é reconhecida em resultados.

O valor do passivo reconhecido no âmbito do programa é avaliado ao justo valor com referência ao final de cada mês, sendo o valor em 31 de Dezembro de 2008 de 68 milhares de euros.

NOTA 16 - GANHOS LÍQUIDOS DE ACTIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS NÃO VALORIZADOS AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE GANHOS E PERDAS

Os ganhos líquidos de activos disponíveis para venda são analisados como segue:

2008 2007
Proveitos Custos Total Proveitos Custos Total
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
De emissores públicos 5.026.947 (3.113.643) 1.913.304 717.895 (3.277.719) (2.559.824)
De outros emissores 36.210.258 (46.441.310) (10.231.052) 9.764.917 (10.647.753) (882.836)
Acções 34.227.681 (36.742.430) (2.514.749) 39.309.031 (14.863.533) 24.445.498
Outros títulos de rendimento variável 1.967.879 (13.904.035) (11.936.156) 34.031.283 (622.849) 33.408.434
77.432.765 (100.201.418) (22.768.653) 83.823.126 (29.411.854) 54.411.272

Os ganhos líquidos de passivos valorizados a custo amortizado correspondem ao juro técnico atribuído aos contratos de capitalização sem participação nos resultados discricionária, para os quais as responsabilidades são valorizadas ao custo amortizado.

NOTA 17 - GANHOS LÍQUIDOS DE ACTIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS VALORIZADOS AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE GANHOS E PERDAS

Os ganhos líquidos de activos e passivos financeiros detidos para negociação são analisados como segue:

2008 2007
Proveitos Custos Total Proveitos Custos Total
Activos e passivos detidos para negociação
Instrumentos financeiros derivados 331.887.622 (318.916.680) 12.970.942 47.334.695 (48.044.879) (710.184)
331.887.622 (318.916.680) 12.970.942 47.334.695 (48.044.879) (710.184)

Os ganhos líquidos de activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas são analisados como segue:

2008 2007
Proveitos Custos Total Proveitos Custos Total
Activos financeiros ao justo valor através de ganhos
e perdas
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
De emissores públicos
De outros emissores
2.257.232
288.723.767
(462.526)
(533.423.427)
1.794.706
(244.699.660)
314.221
48.036.816
(876.318)
(94.867.500)
(562.097)
(46.830.684)
Acções 12.298.367 (101.595.001) (89.296.634) 38.745.685 (21.576.211) 17.169.474
Outros títulos de rendimento variável 2.598.891 (101.192.953) (98.594.062) 23.276.865 (8.074.867) 15.201.998
305.878.257 (736.673.907) (430.795.650) 110.373.587 (125.394.896) (15.021.309)
Passivos financeiros ao justo valor através de ganhos
e perdas
538.684.875 (327.807.850) 210.877.025 109.820.209 (195.737.562) (85.917.353)
637.765.879 (1.055.590.587) (219.918.625) 157.708.282 (173.439.775) (100.938.662)

NOTA 18 - DIFERENÇAS DE CÂMBIO

Esta rubrica inclui os resultados decorrentes da reavaliação cambial de activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira de acordo com a política contabilística descrita na Nota 2.3 e é analisada como segue:

2008 2007
Diferenças de câmbio de activos financeiros não valorizados
ao justo valor por via de ganhos e perdas
de activos disponíveis para venda 220.813 (9.857.266)
de empréstimos concedidos e contas a receber 1.059.723 (393.744)
de depósitos em instituições de crédito 41.111.298 16.443.705
42.391.834 6.192.695
Diferênças de câmbio de outros activos
de activos detidos para negociação (18.035.398) (769.116)
de activos ao justo valor através de resultados 44.775.640 (17.643.466)
26.740.242 (18.412.582)
69.132.076 (12.219.887)

NOTA 19 - GANHOS LÍQUIDOS PELA VENDA DE ACTIVOS NÃO FINANCEIROS QUE NÃO ESTEJAM CLASSIFICADOS COMO ACTIVOS NÃO CORRENTES DETIDOS PARA VENDA E UNIDADES OPERACIONAIS DESCONTINUADAS

Os ganhos líquidos pela venda de activos não financeiros que não estejam classificados como activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas correspondem a valias realizadas através da alienação e reavaliação de imóveis.

NOTA 20 - PERDAS DE IMPARIDADE LÍQUIDAS DE REVERSÃO

As perdas de imparidade líquidas de reversão de activos disponíveis para venda, são analisadas como segue:

2008 2007
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
De outros emissores (14.514.627) -
Acções (39.943.143) (7.024.600)
(54.457.770) (7.024.600)

NOTA 21 - OUTROS RENDIMENTOS/GASTOS

Os outros rendimentos e gastos são analisados como segue:

2008 2007
Prestação de serviços
Outros proveitos/(custos) 1.653.713 1.432.233
2.113.083 4.553.440
3.766.796 5.985.673

A rubrica prestação de serviços diz respeito a proveitos gerados pela prestação de serviços de gestão de carteira e contabilidade à T-Vida, Companhia de Seguros, S.A.

Em 31 de Dezembro de 2008, a rubrica de outros proveitos inclui o montante de Euros 2.154.000 associado à notificação judicial favorável à Companhia relativa à contestação apresentada ao imposto sobre o rendimento do exercício de 1998, bem como juros compensatórios associados à contestação apresentada ao imposto sobre o rendimento do exercício de 1997.

Em 31 de Dezembro de 2007, a rubrica de outros proveitos inclui o montante de Euros 3.600.000, associado à notificação judicial favorável à Companhia relativa à contestação apresentada ao imposto sobre o rendimento do exercício de 1997. A Companhia aguarda o reembolso deste valor por parte da Direcção Geral de Contribuições e Impostos.

NOTA 22 - CAIXA E SEUS EQUIVALENTES E DEPÓSITOS À ORDEM

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:

2008 2007
Caixa e e seus equivalentes e depósitos à ordem
Caixa 7.804 7.105
Depósitos à ordem 223.256.793 255.173.974
223.264.597 255.181.079

NOTA 23 - ACTIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS DETIDOS PARA NEGOCIAÇÃO

Os instrumentos financeiros derivados em 31 de Dezembro 2008 e 2007 são analisados como segue:

2008 2007
Nocional Activo Passivo Nocional Justo Valor
Contratos sobre taxas de câmbio
Forward
- compras 46.767.645 299.403 (1.413.650) 8.079.617 (37.349)
- vendas 584.716.207 40.782.939 (3.257.906) 383.240.719 3.168.409
Currency Futures 12.750.000 - - 3.000.000 -
644.233.852 41.082.342 (4.671.556) 394.320.336 3.131.060
Contratos sobre taxas de juro
Interest Rate Swaps 1.255.746.860 44.499.859 (61.769) 554.709.122 10.548.446
1.255.746.860 44.499.859 (61.769) 554.709.122 10.548.446
Contratos sobre acções/índices
Equity / Index Swaps 48.534.663 2.508.871 - 512.713.956 (2.287.906)
Equity / Index Options 201.649.363 6.647.435 (5.617.672) 9.993.076 1.403.714
Equity / Index Futures 80.613.520 - - 46.922.300 -
330.797.546 9.156.306 (5.617.672) 569.629.332 (884.192)
Contratos sobre crédito
Credit Default Swaps 298.436.416 2.574.724 (2.791.831) 73.850.000 166.242
298.436.416 2.574.724 (2.791.831) 73.850.000 166.242
2.529.214.674 97.313.231 (13.142.828) 1.592.508.790 12.961.556

A 31 de Dezembro de 2008 e 2007, o escalonamento dos instrumentos derivados de negociação por prazos de vencimento é como segue:

2008 2007
Nocional Justo Valor Nocional Justo Valor
Até 3 meses 942.093.762 38.151.479 993.232.503 3.341.345
De 3 meses a um ano 100.673.500 (529.811) 24.168.700 1.083.776
De um a cinco anos 1.454.597.576 44.788.082 367.530.466 14.393.247
Mais de cinco anos 31.849.836 1.760.653 207.577.121 (5.856.812)
2.529.214.674 84.170.403 1.592.508.790 12.961.556

NOTA 24 - ACTIVOS FINANCEIROS CLASSIFICADOS NO RECONHECIMENTO INICIAL AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE GANHOS E PERDAS

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:

2008 2007
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
De emissores públicos 11.822.084 25.009.810
De outros emissores 2.632.642.756 3.111.135.501
Acções 120.692.199 106.369.345
Outros títulos de rendimento variável 1.503.144.575 497.368.750
Valor de balanço 4.268.301.614 3.739.883.406
Valor de aquisição 4.512.219.350 3.711.554.510

Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, o escalonamento dos activos financeiros ao justo valor através de ganhos e perdas por prazos de vencimento é como segue:

2008 2007
Até 3 meses 95.749.032 190.801.052
De 3 meses a um ano 270.350.400 400.527.562
De um a cinco anos 1.319.074.080 1.015.279.455
Mais de cinco anos 1.059.194.985 1.529.568.070
Duração indeterminada 1.523.933.117 603.707.267
4.268.301.614 3.739.883.406

No que respeita a títulos cotados e não cotados, a rubrica de activos financeiros ao justo valor através dos resultados é analisada da seguinte forma:

2008 2007
Cotados Não cotados Total Cotados Não cotados Total
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo -
De emissores públicos 11.822.084 - 11.822.084 25.009.810 - 25.009.810
De outros emissores 2.364.898.680 267.744.076 2.632.642.756 2.249.854.462 861.281.039 3.111.135.501
Acções 91.117.835 29.574.364 120.692.199 95.405.921 10.963.424 106.369.345
Outros títulos de rendimento variável 70.520.578 1.432.623.997 1.503.144.575 105.924.825 391.443.925 497.368.750
2.538.359.177 1.729.942.437 4.268.301.614 2.476.195.018 1.263.688.388 3.739.883.406

NOTA 25 - ACTIVOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA VENDA

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:

Custo
Reserva de justo valor
Valor de
amortizado (1) Positiva Negativa Imparidade balanço
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
De emissores públicos 878.488.680 547.932 (26.922.558) - 852.114.054
De outros emissores 1.876.688.202 1.064.029 (73.198.583) (43.558.348) 1.760.995.300
Acções 317.133.263 35.934.403 (12.031.495) (10.275.592) 330.760.579
Outros títulos 304.877.619 10.756.882 (3.732.117) (63.451) 311.838.933
Saldo em 31 de Dezembro de 2007 3.377.187.764 48.303.246 (115.884.753) (53.897.391) 3.255.708.866
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
De emissores públicos 889.361.994 23.988.816 (8.652.052) - 904.698.758
De outros emissores 1.479.239.296 9.384.793 (100.965.384) (56.259.817) 1.331.398.888
Acções 245.653.660 1.977.632 (68.331.938) (37.386.282) 141.913.072
Outros títulos 503.761.147 161.343 (82.819.549) (63.451) 421.039.490
Saldo em 31 de Dezembro de 2008 3.118.016.097 35.512.584 (260.768.923) (93.709.550) 2.799.050.208

(1) Ou custo de aquisição no caso de acções e outros títulos de rendimento variável.

Os movimentos ocorridos nas perdas por imparidade nos activos financeiros disponíveis para venda são apresentados como se segue:

2008 2007
Saldo em 1 de Janeiro 53.897.391 47.046.548
Dotações do exercício 54.457.770 7.024.600
Vendas no exercício (14.645.611) (173.757)
Saldo final em 31 de Dezembro 93.709.550 53.897.391

O escalonamento dos activos financeiros disponíveis para a venda por prazos de vencimento é como segue:

2008 2007
Até 3 meses 112.722.804 88.708.020
De 3 meses a um ano 108.757.727 158.339.356
De um a cinco anos 988.499.241 1.140.318.708
Mais de cinco anos 1.112.675.887 1.225.707.686
Duração indeterminada 476.394.549 642.635.096
2.799.050.208 3.255.708.866

As principais contribuições para a reserva de justo valor com referência a 31 de Dezembro de 2008 podem ser analisadas como segue:

Custo de Reserva de justo valor Valor de
aquisição Positiva Negativa Imparidade mercado
Semapa-SGPS,S.A. 1.750.172 1.907.545 - - 3.657.717
Galp Energia SGPS SA 3.001.697 - (1.234.670) - 1.767.027
GLOBAL ACTIVE ALLOCATION - I CAP 64.576.729 - (26.519.616) - 38.057.113
MERRILL LYNCH Float 2006 - 14/09/2018 6.934.749 - (342.681) - 6.592.068
EDP FINANCE 2002 - 23/12/2022 65.353.917 1.307.454 - - 66.661.371
EMIDAG 2002 - 23/12/2022 83.089.230 - (468.980) (32.689.824) 49.930.426
224.706.494 3.214.999 (28.565.947) (32.689.824) 166.665.722

NOTA 26 - EMPRÉSTIMOS E CONTAS A RECEBER

A rubrica de outros depósitos é analisada como segue:

2008 2007
Outros depósitos - Capital 136.490.305 98.619.119
Outros depósitos - Juro decorrido 1.536.193 962.951
138.026.498 99.582.070

A maturidade dos outros depósitos é inferior a um ano.

NOTA 27 - INVESTIMENTOS A DETER ATÉ À MATURIDADE

Os investimentos detidos até à maturidade podem ser analisados como segue:

2008 2007
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
De emissores públicos
- 81.033.589
Valor de balanço - 81.033.589
Justo valor - 80.809.900

Os investimentos a deter até à maturidade em 31 de Dezembro de 2007 foram reembolsados durante o exercício de 2008.

NOTA 28 - TERRENOS E EDIFÍCIOS

2007 Aquisições Benfeitorias Amortizações Valias
Potenciais
2008
De uso próprio
De rendimento
7.443.444
59.411.042
1.175.218
2.813.010
-
1.722.591
(147.325)
-
-
1.249.170
8.471.337
65.195.813
66.854.486 3.988.228 1.722.591 (147.325) 1.249.170 73.667.150

O movimento ocorrido no exercício de 2008 em terrenos e edifícios pode ser analisado como segue:

As propriedades de investimento são avaliadas de 2 em 2 anos por peritos independentes. Em 2008, o resultado das avaliações foi positivo no montante de 1.249 milhares de euros, tendo sido reconhecido nos resultados do exercício.

Em cada ano em que os imóveis não são avaliados é efectuada pela entidade gestora do parque imobiliário da Companhia, uma análise ao justo valor afim de determinar se ocorreram alterações significativas nos pressupostos de avaliação. Desta análise não resultaram variações de justo valor.

Os custos relativos a imóveis de rendimento ascenderam a 305 milhares de Euros.

NOTA 29 - OUTROS ACTIVOS TANGÍVEIS

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:

2008 2007
Equipamento
Equipamento informático 4.378.222 4.241.593
Mobiliário e material 595.131 591.239
Instalações interiores 1.989.100 1.989.100
Máquinas e ferramentas 399.183 398.089
Material de transporte 116.112 135.784
Outros 271.002 252.706
7.748.750 7.608.511
Depreciação acumulada (5.416.471) (4.878.546)
2.332.279 2.729.965

Durante os exercícios de 2008 e 2007 não foram registadas quaisquer perdas por imparidade nos activos tangíveis.

O movimento ocorrido nas rubricas de activos tangíveis é analisado como segue:

Equipamento
Saldo líquido a 1 de Janeiro de 2007 3.084.492
Adições 245.610
Amortizações do exercício (533.918)
Abates / vendas (66.219)
Transferências -
Saldo líquido a 31 de Dezembro de 2007 2.729.965
Adições 160.974
Amortizações do exercício (558.660)
Saldo líquido a 31 de Dezembro de 2008 2.332.279

NOTA 30 - OUTROS ACTIVOS INTANGÍVEIS

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:

2008 2007
Software 8.209.367 7.575.415
Amortizações acumuladas (7.464.822) (6.821.267)
744.545 754.148

O movimento ocorrido nas rubricas de activos intangíveis foi o seguinte:

Software
Saldo a 1 de Janeiro de 2007
Adições:
Amortizações do exercício
475.756
961.581
(683.189)
Abates / vendas -
Saldo a 31 de Dezembro de 2007 754.148
Adições:
Adquiridas a terceiros 633.952
Amortizações do exercício (643.555)
Saldo a 31 de Dezembro de 2008 744.545

NOTA 31 - PROVISÕES TÉCNICAS DE SEGURO DIRECTO E RESSEGURO CEDIDO

As provisões técnicas de seguro directo e resseguro cedido são analisadas como segue:

2008 2007
Seguro Resseguro Seguro Resseguro
directo e RA cedido Total directo e RA cedido Total
Provisão para prémios não adquiridos 2.606.121 - 2.606.121 2.596.793 - 2.596.793
Provisão matemática do ramo vida 3.227.216.196 150.743 3.227.065.453 3.528.783.817 154.242 3.528.629.575
Provisão para sinistros 37.518.508 3.457.877 34.060.631 35.144.491 2.365.903 32.778.588
Provisão para participação nos resultados 7.541.000 2.533.937 5.007.063 12.920.805 3.773.681 9.147.124
Provisão para compromissos de taxa 819.727 - 819.727 - - -
Provisão para estabilização de carteira - - - 11.960.101 - 11.960.101
3.275.701.552 6.142.557 3.269.558.995 3.591.406.007 6.293.826 3.585.112.181

A provisão matemática do ramo vida é analisada como segue:

2008 2007
Seguro
directo e RA
Resseguro
cedido
Total Seguro
directo e RA
Resseguro
cedido
Total
Tradicionais 47.796.292 150.743 47.645.549 46.886.060 154.242 46.731.818
Capitalização com participação nos resultados 3.179.417.757 - 3.179.417.757 3.481.895.213 - 3.481.895.213
3.227.214.049 150.743 3.227.063.306 3.528.781.273 154.242 3.528.627.031
Custos de aquisição diferidos 2.147 - 2.147 2.544 - 2.544
3.227.216.196 150.743 3.227.065.453 3.528.783.817 154.242 3.528.629.575

De acordo com o IFRS 4, os contratos emitidos pela Companhia em que apenas existe transferência de risco financeiro, sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento. Nessa base em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, os contratos em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro e contratos financeiros de taxa fixa são classificados e registados na rubrica passivos por contratos de investimentos (ver Nota 36).

A maturidade da provisão matemática é analisada como segue:

2008 2007
Até um ano 536.604.921 586.748.035
De um a três anos 565.352.039 618.181.431
De três a cinco anos 537.991.146 588.263.796
De cinco a quinze anos 1.252.197.957 1.369.209.752
Mais de quinze anos 335.070.133 366.380.803
3.227.216.196 3.528.783.817

A provisão para sinistros por ramo de negócio é analisada como segue:

2008 2007
Seguro Resseguro Seguro Resseguro
directo e RA cedido Total directo e RA cedido Total
Tradicionais 20.231.850 3.457.877 16.773.973 16.610.995 2.365.903 14.245.092
Capitalização com participação nos resultados 17.286.658 - 17.286.658 18.533.496 - 18.533.496
37.518.508 3.457.877 34.060.631 35.144.491 2.365.903 32.778.588

A provisão para sinistros corresponde aos sinistros ocorridos e ainda não pagos, à data do balanço, e inclui uma provisão estimada no montante de 558 milhares de euros (2007: 545 milhares de euros) relativo a sinistros ocorridos antes de 31 de Dezembro de 2008 e ainda não reportados (IBNR).

Os movimentos ocorridos no exercício na provisão para sinistros, são apresentados como segue:

2008 2007
Saldo a 1 de Janeiro 35.144.491 27.393.482
Mais sinistros ocorridos:
Próprio ano 936.040.861 715.999.954
Anos anteriores (5.131.515) (3.925.218)
Menos montantes pagos
Próprio ano (899.471.007) (682.277.510)
Anos anteriores (29.064.322) (22.046.217)
Saldo em 31 de Dezembro 37.518.508 35.144.491

A provisão para participação nos resultados corresponde a montantes atribuídos aos segurados ou aos beneficiários dos contratos de seguro, sob a forma de participação nos resultados, que não tenham ainda sido distribuídos ou incorporados na provisão matemática do ramo vida.

A movimentação na provisão para participação nos resultados para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisada como segue:

2008 2007
Saldo a 1 de Janeiro 12.920.805 18.574.483
Montantes pagos (17.958.898) (25.201.083)
Montantes estimados atribuíveis 12.579.093 19.547.405
7.541.000 12.920.805

A provisão para participação nos resultados deverá incluir o ajustamento relativo ao shadow accounting, o qual corresponde à estimativa dos ganhos e perdas potenciais nos activos afectos à cobertura de responsabilidades com contratos de seguro e contratos de investimento com participação nos resultados discricionária, até ao montante em que é expectável que os tomadores de seguro venham a participar nesses ganhos e perdas não realizadas, no momento em que as mesmas se tornem efectivas, de acordo com os respectivos termos contratuais e legislação aplicável. Em 31 Dezembro de 2008 e 2007, o montante total do ajustamento relativo ao shadow accounting é nulo.

Em 31 de Dezembro de 2008, a provisão para compromissos de taxa é referente ao resultado obtido no teste de adequação de responsabilidades. Este teste foi efectuado com base nas melhores estimativas à data de balanço. (ver Nota 2.16).

Em 31de Dezembro de 2008, no âmbito do cálculo do European Embedded Value, foi avaliada a carteira do Crédito à Habitação. Este estudo permitiu concluir que, para ambas as tarifas - tarifa média e tarifa individual - o valor actual dos lucros futuros apresentam um valor positivo para o Grupo. Nesta base a provisão existente foi anulada em 2008.

NOTA 32 - OUTROS DEVEDORES POR OPERAÇÕES DE SEGUROS E POR OUTRAS OPERAÇÕES

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:

2008 2007
Contas a receber por operações de seguro directo
Tomadores de seguros 2.148.857 606.593
Mediadores 3.285.003 28.342.694
5.433.860 28.949.287
Contas a receber por operações de resseguro
Resseguradores 297.573 810.441
Contas a receber por outras operações
Empresas relacionadas 51.535 38.664
Outros devedores 8.258.691 16.773.660
8.310.226 16.812.324
14.041.659 46.572.052
Ajustamentos (39.788) (18.891)
14.001.871 46.553.161

A rubrica Contas a receber por operações de seguro directo – mediadores corresponde a valias não realizadas relativas a títulos associados a contratos de seguro e de investimento para os quais, no âmbito dos acordos de distribuição e gestão operacional existentes com o Banco Espírito Santo, S.A, existe uma garantia de retorno sobre estes activos. Este montante foi reconhecido em contrapartida de reservas de justo valor.

A rubrica Contas a receber por outras operações – outros devedores inclui um montante a receber de 42 milhares de euros (2007: 42 milhares de euros) relativo a comissões de gestão referentes a contratos de investimento em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro.

Adicionalmente, a rubrica Contas a receber por outras operações – outros devedores inclui ainda o montante 6.842 milhares de euros (2007: 5.549 milhares de euros) relativos a valores a receber do Estado.

Em 2007, a rubrica de Contas a receber por outras operações, inclui igualmente o valor de 10.305 milhares de euros relativos à liquidação da subsidiária Tranquilidade, S.G.P.S, Lda.

A variação dos ajustamentos do exercício é analisada como segue:

2008 2007
Saldo em 1 de Janeiro 18.891 5.355
Dotações/(utilizações) 20.897 13.536
Saldo final 39.788 18.891

Os saldos de devedores por operações de seguro directo, resseguro cedido e outras têm uma maturidade inferior a 3 meses.

NOTA 33 - ACTIVOS E PASSIVOS POR IMPOSTOS

O cálculo do imposto corrente dos exercícios de 2008 e 2007 foi apurado com base na taxa nominal de imposto e derrama de cerca de 26,5%, aplicável às actividades da Companhia. Esta taxa é a taxa que se encontrava aprovada às datas dos balanços.

As declarações de autoliquidação, da Seguradora, relativas aos exercícios de 2006 e seguintes ficam sujeitas a inspecção e eventual ajustamento pelas Autoridades Fiscais durante um período de quatro anos. Assim, poderão vir a ter lugar eventuais liquidações adicionais de impostos devido essencialmente a diferentes interpretações da legislação fiscal. No entanto, é convicção da Administração da BES-Vida que não ocorrerão liquidações adicionais de valor significativo no contexto das demonstrações financeiras.

Os movimentos da rubrica de impostos correntes são analisados como segue:

2008 2007
Saldo em 1 de Janeiro 9.339.156 2.943.163
Montantes registados nos resultados (32.599) (1.763.969)
Pagamentos efectuados 5.125.107 8.159.962
Saldo em 31 de Dezembro 14.431.664 9.339.156

Os passivos por impostos correntes dizem respeito a retenções na fonte efectuadas pela Companhia.

Os activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos em balanço em 2008 e 2007 podem ser analisados como segue:

Activos Passivos Líquido
2008 2007 2008 2007 2008 2007
Activos financeiros 65.872.792 20.072.553 - - 65.872.792 20.072.553
Outros activos tangíveis 103.247 103.247 - - 103.247 103.247
Propriedades de investimento - - (69.869) (69.869) (69.869) (69.869)
Pensões 790.779 - - (702.421) 790.779 (702.421)
Outros 2.739.972 437.330 - - 2.739.972 437.330
Imposto diferido activo/(passivo) 69.506.790 20.613.130 (69.869) (772.290) 69.436.921 19.840.840
Compensação de activos/passivos por impostos diferidos (69.869) (772.290) 69.869 772.290 - -
Imposto diferido activo/(passivo) líquido 69.436.921 19.840.840 - - 69.436.921 19.840.840

A natureza dos activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos desagregam-se como segue:

2008 2007
Diferenças temporárias 24.072.727 19.840.840
Prejuízos fiscais 45.364.194 -
69.436.921 19.840.840

A maior parte dos activos reconhecidos por prejuízos fiscais tem origem no imposto calculado sobre a reserva de justo valor de títulos afectos a produtos de vida com participação nos resultados, que de acordo com a alteração das regras fiscais ocorrida no final do exercício de 2008, deverá ter eficácia fiscal.

A variação do imposto diferido foi reconhecida como segue:

2008 2007
Reconhecido nos resultados 5.002.983 436.451
Reconhecido nas reservas de justo valor 44.593.098 14.605.851
49.596.081 15.042.302

O movimento do imposto diferido de balanço em 2008 e 2007 explica-se como segue:

2008 2007
Reconhecido em
resultados
Reconhecido em
reservas
Reconhecido em
resultados
Reconhecido em
reservas
Activos financeiros 1.207.141 44.593.098 1.616.488 14.605.851
Outros activos tangíveis - - 280.948 -
Propriedades de investimento - - (8.772) -
Provisões tecnicas de resseguro cedido e seguro directo - - (991.770) -
Pensões 1.493.200 - (332.212) -
Outros 2.302.642 - (128.231) -
5.002.983 44.593.098 436.451 14.605.851

O imposto sobre o rendimento reportado nos resultados de 2008 e 2007 explica-se como segue:

2008 2007
Imposto corrente (32.599) (1.763.969)
Imposto diferido
Origem e reversão de diferenças temporárias 4.929.779 436.451
Prejuízos fiscais reportáveis 73.204 -
5.002.983 436.451
Total do imposto registado em resultados 4.970.384 (1.327.518)

O imposto sobre o rendimento reportado em reservas nos anos de 2008 e 2007 explica-se como segue:

2008 2007
Imposto corrente - -
Imposto diferido
Reserva de justo valor 44.593.098 14.605.851
Total do imposto registado em reservas 44.593.098 14.605.851

A reconciliação da taxa de imposto pode ser analisada como segue:

2008 2007
% Valor % Valor
Resultados antes de Impostos e Interesses Minoritários 7.199.202 53.545.642
Taxa de imposto estatutária 26,5% 26,5%
Imposto apurado com base na taxa de imposto estatutária 1.907.789 14.189.595
Dividendos excluídos de tributação (3.306.447) (12.088.590)
Mais-valias não tributadas (670.410) (5.272.498)
Tribuatação autónoma 32.599 16.492
Provisões não aceites 241.940 5.208.480
Imparidade em activos financeiros não aceite 1.975.310 -
Custos com pensões 299.982 661.458
Restituição de impostos (525.760) (954.071)
Prejuízos fiscais 77.596 -
Outros - 3.103
32.599 1.763.969

NOTA 34 - ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:

2008 2007
Outros acréscimos de proveitos 1.063.621 859.834
Gastos diferidos 4.305.718 4.521.932
Total 5.369.339 5.381.766

A rubrica Outros acréscimos de proveitos corresponde a valores a receber da T-Vida, Companhia de Seguros, S.A, relativamente à prestação de serviços de gestão de carteira e contabilidade prestados pela BES-Vida.

NOTA 35 - AFECTAÇÃO DOS INVESTIMENTOS E OUTROS ACTIVOS

Em 31 de Dezembro de 2008, a afectação dos investimentos e outros activos é analisada como segue:

Seguros de vida com participação
nos resultados
Seguros de vida e operações
classificados como contractos de
investimento
Não afectos Total
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem 76.964.145 143.680.130 2.620.322 223.264.597
Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos
conjuntos
- - 9.000 9.000
Activos financeiros detidos para negociação 53.563.467 30.602.309 4.627 84.170.403
Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial
ao justo valor através de ganhos e perdas
472.925.485 3.795.376.129 - 4.268.301.614
Activos financeiros disponiveis para venda 2.638.778.237 153.313.398 6.958.573 2.799.050.208
Empréstimos concedidos e contas a receber 40.753.624 86.673.396 10.901.931 138.328.951
Terrenos e edifícios 69.923.623 959.498 2.784.029 73.667.150
Total 3.352.908.581 4.210.604.860 23.278.482 7.586.791.923

NOTA 36 - PASSIVOS FINANCEIROS DA COMPONENTE DE DEPÓSITO DE CONTRATOS DE SEGUROS E DE CONTRATOS DE SEGURO E OPERAÇÕES CONSIDERADOS PARA EFEITOS CONTABILÍSTICOS COMO CONTRATOS DE INVESTIMENTO

Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, os passivos financeiros da componente de depósito de contratos de seguros e de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento são analisados como segue:

2008 2007
Contratos de taxa fixa 436.474.141 393.251.643
Contratos de seguro em que o risco de investimento
é suportado pelo tomador de seguro
3.672.849.218 3.172.769.239
4.109.323.359 3.566.020.882

De acordo com o IFRS 4, os contratos emitidos pela Companhia em que apenas existe transferência de risco financeiro, sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento.

A movimentação no passivo relativa aos contratos de investimento com taxa fixa é analisada como segue:

2008 2007
Saldo em 1 de Janeiro 393.251.643 411.320.427
Depositos recebidos 107.961.444 56.944.688
Benefícios pagos (88.562.818) (92.262.489)
Juro técnico do exercício 23.823.872 17.249.017
Saldo em 31 Dezembro 436.474.141 393.251.643

A movimentação no passivo relativo aos contratos de investimento nos quais o risco financeiro é suportado pelo tomador de seguro é analisado como segue:

2008 2007
Saldo em 1 de Janeiro 3.172.769.239 2.201.811.805
Depósitos recebidos 1.150.982.440 1.068.876.738
Benefícios pagos (457.962.348) (190.274.210)
Juro técnico do exercício (192.940.113) 92.354.906
Saldo em 31 de Dezembro 3.672.849.218 3.172.769.239

NOTA 37 - OUTROS PASSIVOS FINANCEIROS

As principais características dos passivos subordinados em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 são apresentadas como seguem:

2008
Empresa emitente Designação Data de
Emissão
Valor de
Emissão
Valor de
Balanço
Taxa de juro actual Maturidade
Tranquilidade-Vida Empréstimos Subordinados 2002 45.000.000 45.000.000 5,36% 2022
Tranquilidade-Vida Empréstimos Subordinados 2002 45.000.000 45.000.000 5,66% 2012
BES-Vida Empréstimos Subordinados 2008 10.000.000 10.000.000 6,40% 2018
Sub-total 100.000.000 100.000.000
Juro Corrido 223 826
100.223.826
2007
Empresa emitente Designação Data de
Emissão
Valor de
Emissão
Valor de
Balanço
Taxa de juro actual Maturidade
Tranquilidade-Vida Empréstimos Subordinados 2002 45.000.000 45.000.000 7,15% 2022
Tranquilidade-Vida Empréstimos Subordinados 2002 45.000.000 45.000.000 7,45% 2012
Sub-total 90.000.000 90.000.000
Juro Corrido 218 970
90.218.970

Em 2008, a BES-Vida procedeu à emissão de obrigações subordinadas no montante nominal de Euros 10.000.000.

A rubrica de outros diz respeito a passivos associados a contratos de investimento comercializados pela T-Vida, Companhia de Seguros, sendo os activos financeiros afectos a estes produtos geridos pela BES-Vida. A movimentação desta rubrica é analisada como segue:

2008 2007
Saldo em 1 de Janeiro 27.904.882 13.819.346
Depósitos recebidos 37.274.725 15.392.245
Benefícios pagos (8.841.009) (2.223.568)
Juro técnico do exercício 276.301 916.859
Saldo em 31 de Dezembro 56.614.899 27.904.882

NOTA 38 - OUTROS CREDORES POR OPERAÇÕES DE SEGUROS E OUTRAS OPERAÇÕES

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:

2008 2007
Contas a pagar por operações de seguro directo
Tomadores de seguros 1.831.247 369.947
Mediadores 17.373.420 20.663.034
19.204.667 21.032.981
Contas a pagar por operações de resseguro
Resseguradores 2.338.360 2.244.718
Contas a pagar por outras operações
Outros credores 2.127.322 1.585.892
23.670.349 24.863.591

A rubrica Contas a pagar por operações de seguro directo – mediadores é relativa a comissões a pagar pela comercialização dos produtos da BES-Vida ao Banco Espírito Santo, S.A., Banco Espírito Santo dos Açores, S.A., e Banco BEST, S.A.

A rubrica Contas a pagar por outras operações – outros credores inclui o montante de 524 milhares de euros (2007: 690 milhares de euros) relativos a valores a pagar à Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A. e 310 milhares de Euros (2007: 254 milhares de Euros) a pagar à T-Vida, Companhia de Seguros, S.A.

Os saldos de outros credores por operações de seguro e outras operações têm uma maturidade inferior a 3 meses.

NOTA 39 - ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

A rubrica acréscimos e diferimentos em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, é analisada como segue:

2008 2007
Rendimentos diferidos 33.278 39.475
Benefícios a empregados - curto prazo 1.795.230 2.216.784
Outros acréscimos de gastos 3.238.902 4.612.912
5.067.410 6.869.171

A rubrica benefícios a empregados de curto prazo inclui o montante de 600 milhares de euros (2007: 607 milhares de euros) e 1.195 milhares de euros (2007: 1.610 milhares de euros) relativos a férias e respectivos subsídios vencidos no exercício e a liquidar no ano seguinte e à estimativa do bónus referente ao exercício de 2008 a atribuir aos colaboradores mas cujo pagamento só será efectuado em 2009.

NOTA 40 - OUTRAS PROVISÕES

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:

Outras
provisões
Saldo a 1 de Janeiro de 2007 479.100
Dotações 19.654.637
Utilização (479.100)
Saldo a 31 de Dezembro de 2007 19.654.637
Dotações 7.623.504
Utilização (6.710.525)
Saldo a 31 de Dezembro de 2008 20.567.616

Em 2008, a rubrica de outras provisões inclui o montante de 15.068 milhares de euros relativos a provisões para impostos associados a dividendos de activos em que o risco de investimento é do tomador do seguro e de dividendos a não residentes em Portugal.

Em 2007, para alem de provisões para impostos associados a dividendos de activos em que o risco de investimento é do tomador do seguro e de dividendos a não residentes em Portugal, encontravam-se igualmente provisionadas contingências fiscais relativas a retenções na fonte de fundos de investimento associados a activos em que o risco de investimento é do tomador do seguro.

As provisões para fazer face às contingências fiscais relativas a retenções na fonte de fundos de investimento associados a activos em que o risco de investimento é do tomador do seguro foram anuladas em 2008, em resultado da obtenção de pareceres favoráveis.

Da dotação total efectuada, 5.500 milhares de Euros diz respeito a custos com activos financeiros, ainda não completamente definidos no seu montante. O valor provisionado corresponde à melhor estimativa com base na informação disponível à data do balanço.

NOTA 41 - CAPITAL, PRÉMIOS, RESERVAS DE JUSTO VALOR E OUTRAS RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS

Capital

Em 31 de Dezembro de 2008, o capital social autorizado da BES-Vida, Companhia de Seguros, S.A. encontrava-se representado por 50.000.000 milhões de acções, com um valor nominal de 5 euros cada, das quais encontravam-se subscritas e realizadas na totalidade por diferentes accionistas, dos quais se destacam as seguintes entidades:

% Capital
2008 2007
Credit Agricole Assurances, S.A. 50,00000% -
Credit Agricole, S.A. - 50,00000%
Banco Espírito Santo, S.A. 49,99960% 49,99940%
Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. 0,00020% 0,00020%
BES Leasing e Factoring - Instituição Financeira de Crédito, S.A. - 0,00020%
ESAF - Espírito Santo Activos Financeiros, S.G.P.S., S.A. 0,00020% 0,00020%
100,0000% 100,0000%

Reserva legal

A reserva legal só pode ser utilizada para cobrir prejuízos acumulados ou para aumentar o capital. De acordo com a legislação Portuguesa, a reserva legal deve ser anualmente creditada com pelo menos 10% do lucro líquido anual, até à concorrência do capital emitido.

Reservas de reavaliação

As reservas de justo valor representam as mais e menos valias potenciais relativas à carteira de investimentos disponíveis para venda, líquidas da imparidade reconhecida em resultados no exercício e/ou em exercícios anteriores. O valor desta reserva é apresentado líquido de imposto diferido. Ao longo do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, a reserva de justo valor e outras reservas e resultados transitados líquidos de interesses minoritários podem ser analisados como segue:

Reservas de
reavaliação
Reservas por impostos
diferidos
Outras reservas Resultados transitados
Saldo em 1 de Janeiro de 2007 23.799.569 (4.809.213) 15.372.029 (70.124.687)
Transferência para reservas - - 7.015.011 46.932.567
Alterações de justo valor (91.381.076) 15.105.930 - -
Valias não realizadas de activos com garantia de retorno 28.725.938 - - -
Saldo em 31 de Dezembro de 2007 (38.855.569) 10.296.717 22.387.040 (23.192.120)
Transferência para reservas - - 5.438.306 (220.182)
Alterações de justo valor (157.674.833) 44.593.098 - -
Valias não realizadas de activos com garantia de retorno (25.440.934) - - -
Saldo em 31 de Dezembro de 2008 (221.971.336) 54.889.815 27.825.346 (23.412.302)

A rubrica de valias não realizadas de activos com garantia de retorno corresponde a valias não realizadas relativas a títulos associados a contratos de seguro e de investimento para os quais, no âmbito dos acordos de distribuição e gestão operacional existentes com o Banco Espírito Santo, S.A, existe uma garantia de retorno sobre estes activos.

As reservas de reavaliação explicam-se, em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, como segue:

2008 2007
Custo amortizado dos activos financeiros disponíveis para venda
Imparidade acumulada reconhecida
3.118.016.097
(93.709.550)
3.377.187.764
(53.897.391)
Custo amortizado dos activos financeiros disponíveis para venda líquido de imparidade 3.024.306.547 3.323.290.373
Justo valor dos activos financeiros disponíveis para venda 2.799.050.208 3.255.708.866
Ganhos potenciais na carteira de activos financeiros disponíveis para venda
Valias não realizadas de activos com garantia de retorno
(225.256.339)
3.285.003
(67.581.507)
28.725.938
Ganhos potenciais reconhecidos na reserva de justo valor (221.971.336) (38.855.569)
Saldo em 31 de Dezembro de 2008 (221.971.336) (38.855.569)

NOTA 42- TRANSACÇÕES COM PARTES RELACIONADAS

Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, o montante global dos activos e passivos da Companhia BES-Vida que se referem a operações realizadas com empresas associadas e relacionadas, resume-se como segue:

(milhares de euros)
2008 2007
ACTIVO PASSIVO CUSTOS PROVEITOS DIVIDENDOS ACTIVO PASSIVO CUSTOS PROVEITOS DIVIDENDOS
Banco Espírito Santo, S.A. 404.985 18.284 41.876 5.240 23.500 325.769 33.917 55.205 2.489 30.550
Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A. - 140 183 492 - - 141 141 461 -
T-Vida, Companhia de Seguros, S.A. 1.374 - - 1.454 - 860 - - 1.432 -
ESAF - Fundos de Pensões, S.G.F.P., S.A. - - - - - - - 84 - -
ESAF - Gestão de Partimónio, S.A. - 270 933 - - - - 1.146 - -
ESEGUR, S.A. - 1 - - - - 4 144 - -
ES Contact Center, S.A. - 3 125 - - - - - - -
Quinta dos Cónegos - - - - - - - - - -
Credibom, S.A. - - - 119 - - - - 31 -
BES, Companhia de Seguros, S.A. - 10.059 - 345 - - - - 335 -
Banco Espírito Santo, S.A., Sucursal em Espanha 1.298 - - - - 5.366 - - - -
Esumédica, S.A. - 1 403 - - - 56 650 103 -
Multipessoal, S.A. - 4 54 - - - - 12 - -
ES GEST, S.A. - 8 82 - - - 9 69 - -
Banco Electrónico de Serviço Total, S.A. 948 - 5 - - 53 1 2 - -
Predica, S.A. - 521 - - - - 1.410 13 33 -
Credit Agricole, S.A. - - - - 23.500 - - - - 30.550
Credit Agricole RE, S.A. - 1.663 - - - - - 1.830 569 -
408.606 30.954 43.659 7.651 47.000 332.048 35.538 59.296 5.453 61.100

Todas as operações realizadas com empresas associadas e relacionadas foram efectuadas a preços de mercado, idênticos aos preços praticados em transacções semelhantes com outras entidades.

Durante os exercícios de 31 de Dezembro de 2008 e 2007, não se registaram quaisquer transacções adicionais com partes relacionadas entre a Companhia e os seus accionistas.

NOTA 43- GESTÃO DOS RISCOS DE ACTIVIDADE

Em termos de política de gestão dos riscos, é apresentada a seguinte informação qualitativa da Companhia.

No ano de 2007, dando não só resposta à Norma do ISP (Norma 14/2005 R), mas também às exigências do Grupo em que se insere, foi constituído um departamento, a Direcção de Gestão de Risco, Compliance e Controlo, cujas incumbências reportam às três seguintes áreas de actuação: Gestão de Risco, Compliance e Controlo Interno.

O controlo e a gestão dos riscos, pelo papel que têm vindo a desempenhar no apoio activo à gestão, apresentam-se como um dos principais eixos estratégicos de suporte ao desenvolvimento sustentado das empresas do sector financeiro em Portugal. Neste sentido, a gestão dos riscos é uma das funções acometidas ao Presidente da Comissão Executiva, constituindo-se este como um dos elementos difusores e impulsionadores da cultura de gestão de risco na BES-Vida, constituindo como principais objectivos os que se seguem:

  • identificação, quantificação e controlo dos diferentes tipos de risco assumidos, adoptando progressivamente princípios e metodologias uniformes e coerentes em todas as entidades da Companhia;
  • contribuição contínua para o aperfeiçoamento de ferramentas de apoio à estruturação de operações e do desenvolvimento de técnicas internas de avaliação de performance e de optimização da base de capital;
  • gestão pró activa de situações de atraso significativo e incumprimentos de obrigações contratuais.

Risco de crédito

O Risco de Crédito resulta da possibilidade de ocorrência de perdas financeiras decorrentes do incumprimento do cliente ou contraparte relativamente às obrigações contratuais. O risco de crédito está essencialmente presente na carteira de investimentos e em produtos derivados – swaps, forwards e opções (risco de contraparte).

É efectuada uma gestão permanente das carteiras de títulos e de produtos derivados que privilegia a interacção entre as várias equipas envolvidas na gestão de risco: Direcções de Investimentos e Técnica e gestores dos activos financeiros. Esta abordagem é complementada pela introdução de melhorias contínuas tanto no plano das metodologias e ferramentas de avaliação e controlo dos riscos, como ao nível dos procedimentos e circuitos de decisão.

Relativamente ao risco de crédito a 31 de Dezembro de 2008 e 2007, é analisado como segue:

2008
Aaa Aa A Baa Not Rated Total
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem
depósitos à ordem - 223.264.597 - - - 223.264.597
Activos detidos para negociação - 47.777.624 36.392.779 - - 84.170.403
Títulos de dívida 727.668.369 998.583.458 2.185.988.661 270.595.864 697.726.134 4.880.562.486
Empréstimos e contas a receber
outros depósitos - 138.026.498 - - - 138.026.498
Activos por operações de resseguro - 1.209.197 4.974.023 - 256.910 6.440.130
Outros activos financeiros e não financeiros - 3.285.003 10.721.748 14.006.751
Total 727.668.369 1.141.104.156 2.190.962.684 270.595.864 708.704.792 5.346.470.865
2007
Aaa Aa A Baa Not Rated Total
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem
depósitos à ordem - 255.181.079 - - - 255.181.079
Activos detidos para negociação
Empréstimos e contas a receber
- 7.838.054 4.226.510 - - 12.064.564
outros depósitos - 99.582.070 - - 99.582.070
Títulos de dívida 789.571.293 1.492.255.930 2.637.882.993 517.038.778 393.539.260 5.830.288.254
Activos por operações de resseguro
Outros activos financeiros e não financeiros
-
-
4.074.031
28.342.694
1.348.778 - 1.681.458
17.709.452
7.104.267
46.052.146
Total 789.571.293 1.887.273.858 2.643.458.281 517.038.778 412.930.170 6.250.272.380

Risco de taxa de juro

As operações da Companhia encontram-se sujeitas ao risco de flutuações nas taxas de juro na medida em que os activos geradores de juros (incluindo os investimentos) e os passivos geradores de juros apresentam maturidades desfasadas no tempo ou de diferentes montantes. As actividades de gestão do risco têm como objectivo a optimização da margem financeira, tendo em consideração os níveis das taxas de juro do mercado e a sua consistência com os objectivos estratégicos da Companhia.

A gestão e risco da taxa de juro encontra-se integrada na gestão da Companhia pelo Comité Financeiro.

Risco de mercado

O Risco de Mercado representa genericamente a eventual perda resultante de uma alteração adversa do valor de um instrumento financeiro como consequência da variação de taxas de juro, taxas de câmbio e preços de acções.

A gestão de risco de mercado é integrada com a gestão do balanço através do Comité Financeiro. Este órgão, composto por membros da Comissão Executiva, directores responsáveis pela área financeira e gestores de activos, tem como competências principais:

  • Propor a definição da estratégia de investimentos da Companhia e subsequente monitorização;

  • Análise de todos os aspectos relevantes associados à gestão do portfolio de valores mobiliários e imobiliários;

  • Análise das situações de mercado e efectuar propostas de mitigação de risco;

Adicionalmente, a política de investimentos da Companhia segue uma orientação prudente no que diz respeito aos riscos assumidos, impondo regras objectivas relativamente à composição e diversificação da carteira. A política de investimentos da Companhia exige uma selecção criteriosa das aplicações em função do seu risco intrínseco e risco de mercado, bem como das informações credíveis disponíveis, designadamente notações de risco de crédito.

A monitorização do cumprimento da política de investimentos é efectuada permanentemente pelo departamento de gestão de risco da Companhia e pelo regulador da actividade seguradora.

Risco cambial

Relativamente ao risco cambial, a repartição dos activos e dos passivos, a 31 de Dezembro de 2008 e 2007, por moeda, é analisado como segue:

2008
Doláres Norte
Americanos
Libras
Estrelinas
Francos
Suiços
Ienes
Japoneses
Outras Moedas
Estrangeiras
Euros Total
Activo
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem 5.101.246 632.228 506.578 251 11.476 217.012.818 223.264.597
Activos financeiros detidos para negociação 4.372.321 4.745.164 (151.245) (13.924) 29.981.726 45.236.361 84.170.403
Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor
através de ganhos e perdas 543.097.795 3.794.770 70.029 6.025.052 235.297 3.715.078.671 4.268.301.614
Activos financeiros disponíveis para venda 27.977.358 28.514.280 3.590.866 - 8.636.705 2.730.330.999 2.799.050.208
Empréstimos e contas a receber 7.019.565 2.108.232 - - - 129.201.154 138.328.951
Outros activos financeiros e não financeiros - - - - - 186.698.008 186.698.008
Total do Activo 587.568.285 39.794.674 4.016.228 6.011.379 38.865.204 7.023.558.011 7.699.813.781
Passivo
Outros passivos financeiros e não financeiros - - - - - (7.600.312.673) (7.600.312.673)
Total do Passivo - - - - - (7.600.312.673) (7.600.312.673)
Exposição Líquida 587.568.285 39.794.674 4.016.228 6.011.379 38.865.204 (576.754.662) 99.501.108
2007
Doláres Norte
Americanos
Libras
Estrelinas
Francos
Suiços
Ienes
Japoneses
Outras Moedas
Estrangeiras
Euros Total
Activo
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem 4.757.784 895.515 14.723 11.055 11.207 249.490.795 255.181.079
Activos financeiros detidos para negociação 1.043.625 1.877.100 99.429 3.590 70.872 9.866.940 12.961.556
Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor
através de ganhos e perdas 313.368.593 3.066.761 - 328.300 - 3.423.119.752 3.739.883.406
Activos financeiros disponíveis para venda 77.591.022 52.559.982 11.245.486 - 18.365.260 3.095.947.116 3.255.708.866
Empréstimos e contas a receber (527.266) - - - - 100.418.762 99.891.496
Investimentos a deter até maturidade - - - - - 81.033.589 81.033.589
Outros activos financeiros e não financeiros - - - - - 157.756.348 157.756.348
Total do Activo 396.233.758 58.399.358 11.359.638 342.945 18.447.339 7.117.633.302 7.602.416.340
Passivo
Outros passivos financeiros e não financeiros - - - - - (7.329.562.148) (7.329.562.148)
Total do Passivo - - - - - (7.329.562.148) (7.329.562.148)
Exposição Líquida 396.233.758 58.399.358 11.359.638 342.945 18.447.339 (211.928.846) 272.854.192

Risco de liquidez

O Risco de Liquidez advém da incapacidade potencial de financiar o activo satisfazendo as responsabilidades exigidas nas datas devidas e da existência de potenciais dificuldades de liquidação de posições em carteira sem incorrer em perdas exageradas.

A gestão da liquidez tem como objectivo manter um nível satisfatório de disponibilidades para fazer face às suas necessidades financeiras no curto, médio e longo prazo. Para avaliar a exposição global a este tipo de risco são elaborados relatórios que permitem não só identificar os gap liquidity, como efectuar a cobertura dinâmica dos mesmos.

O risco de liquidez é analisado tendo em consideração duas perspectivas, uma perspectiva interna da empresa e uma perspectiva regulamentar.

Risco operacional

O Risco Operacional traduz-se, genericamente, na eventualidade de perdas originadas por falhas na prossecução de procedimentos internos, pelos comportamentos das pessoas ou dos sistemas informáticos, ou ainda, por eventos externos à organização. Quando os controlos falham, os riscos operacionais podem causar problemas reputacionais, legais, implicações com o regulador, e por vezes conduzir mesmo a perdas financeiras. A Companhia não espera poder eliminar todos os riscos operacionais, mas com base no trabalho rigoroso já iniciado, com a implementação de um sistema que visa assegurar a identificação, monitorização, controlo e mitigação deste risco, será possível dar uma resposta cabal e eficaz aos riscos potenciais.

Controlos incluindo segregação de funções, controlo de acessos, procedimentos, formação de colaboradores, processos de "assessment", bem como a utilização da Auditoria Interna, consubstanciam o sistema que se pretende em pleno funcionamento.

Risco de seguro

O risco específico da actividade seguradora reflecte no momento da subscrição da apólice, não ser possível estimar com certeza o custo real efectivo dos sinistros futuros. Este risco específico pode ser decomposto em risco de longevidade, risco de mortalidade e risco de invalidez.

A Companhia gere o risco específico dos seguros através da combinação de políticas de subscrição (underwriting), de pricing, de provisionamento e de resseguro.

A Companhia tem como objectivo definir prémios que proporcionem lucros adequados depois de coberta todas as suas responsabilidades, que incluem sinistros a pagar, custos e custo do capital. Os produtos antes do seu lançamento são analisados e discutidos no Comité de Produtos, onde se encontram representados todas as direcções da empresa, e os quais procedem a recomendações ao Presidente da Comissão Executiva, para posterior aprovação em sede de Comissão Executiva. Os preços são testados recorrendo a técnicas de profit testing no momento do seu lançamento.

Para cada linha de negócio, a Companhia constitui provisões no âmbito dos seus passivos para sinistros futuros nas apólices e segrega activos para representar estas provisões. A constituição de provisões obriga à elaboração de estimativas e ao recurso a pressupostos que podem afectar os valores reportados para os activos e passivos em exercícios futuros.

Tais estimativas e pressupostos são avaliados regularmente, nomeadamente através de análises estatísticas de dados históricos internos e/ou externos. São efectuadas análises semelhantes para verificar a adequação da política de preços em vigor.

A adequação da estimativa das responsabilidades da actividade seguradora é revista anualmente. Se as provisões técnicas não forem suficientes para cobrir o valor actual dos cash-flows futuros esperados (sinistros, custos e comissões), esta insuficiência é imediatamente reconhecida através da criação de provisões adicionais.

A Direcção Técnica é responsável por avaliar e gerir o risco específico de seguros no contexto das políticas e directrizes definidas ao nível da Companhia, bem como por partilhar responsabilidades com outros departamentos no que respeita às políticas de investimento, subscrição e pricing dos produtos.

A Companhia celebra tratados de resseguro para limitar a sua exposição ao risco. O resseguro pode ser feito apólice a apólice (resseguro facultativo), nomeadamente quando o nível de cobertura exigido pelo segurado excede os limites internos de subscrição, ou com base na carteira (resseguro por tratado), em que as exposições individuais dos segurados estão dentro dos limites internos, mas em que existe um risco inaceitável de acumulação de sinistros.

O principal objectivo do resseguro é mitigar grandes sinistros individuais em que os limites das indemnizações são elevados, bem como o impacto de múltiplos sinistros desencadeados por uma única ocorrência.

A exposição máxima ao risco por ocorrência após resseguro e franquias por linha de negócio é resumida como segue:

(milhares de euros)
Tipo de Resseguro
Crédito Habitação Quota parte (20%)
Excedente de pleno 75 000
Outros Excedente de pleno 75 000

Para mitigar este risco, a Companhia recorre a critérios de selecção e politicas de subscrição baseadas na experiência histórica de perdas por tipo de clientes/sector e segmento de negócio, refinados pelo conhecimento ou expectativas da evolução futura da frequência e gravidade dos sinistros.

Os eventuais ajustamentos resultantes de alterações nas estimativas das provisões são reflectidos nos resultados correntes de exploração. No entanto, devido ao facto da constituição das provisões para sinistros ser um processo necessariamente incerto, não pode haver garantias de que as perdas efectivas não sejam superiores às estimadas, estando este risco coberto pelo capital suplementar de solvência.

O risco de longevidade cobre a incerteza das perdas efectivas resultantes das pessoas seguras viverem mais anos que o esperado e pode ser mais relevante, por exemplo, nas rendas vitalícias.

O risco de longevidade é gerido através do preço, da política de subscrição e duma revisão regular das tabelas de mortalidade usadas para definir os preços e constituir as provisões em conformidade.

Os principais pressupostos utilizados por tipo de contrato são como segue:

Tábua de mortalidade Taxa técnica
Planos de poupança reforma e produtos de capitalização
Até Dezembro de 1997 GKM 80 4%
De Janeiro de 1998 a Junho de 1999 GKM 80 3,25%
De 1 de Julho de 1999 a Fevereiro de 2003 GKM 80 2,25% e 3%
De 1 de Março de 2003 a Dezembro de 2003 GKM 80 2,75%
Após 1 de Janeiro de 2004 GKM 80 Fixadas por ano civil (*)
Seguros em caso de vida
Rendas
Até Julho de 2002 TV 73/77 4%
De 1 de Julho de 2002 a Dezembro de 2003 TV 73/77 3%
De 1 de Janeiro de 2004 a Setembro de 2006 GKF 95 3%
Após Setembro de 2006 GKF - 3 anos 2%
Outros seguros
Seguros em caso de morte
Até Dezembro de 2004 GKM 80 4%
Após 1 de Janeiro de 2005 GKM 80 0% a 2%
Seguros mistos
Até Setembro de 1998 GKM 80 4%
Após 1 de Outubro de 1998 GKM 80 3%

(*) No ano de 2008 a taxa técnica foi de 3%

Para efeitos de análise da adequação das responsabilidades os pressupostos relativos à mortalidade baseiam-se nas melhores estimativas decorrentes de análises de experiência à carteira existente. Os cash-flows futuros são avaliados através do modelo interno de embedded value e foram descontados à taxa de juro sem risco.

Os pressupostos de mortalidade utilizados são como segue:

Tábua de mortalidade

Rendas GRM 95 Poupança e outros contratos 40% GKM 80

Concentração de riscos

A repartição de outros activos financeiros por sectores de actividade, para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, encontra-se apresentada conforme segue:

2008
Activos financeiros detidos para
negociação
Outros activos fin. ao justo valor através
de resultados
Activos financeiros detidos para venda Activos financeiros detidos até à
maturidade
Valor bruto Imparidade Valor bruto Imparidade Valor bruto Imparidade Valor bruto Imparidade
Indústrias Extractivas - - 1.173.144 - 2.844.268 (1 756 786) - -
Indústrias Alimentares, das Bebidas e Tabaco - - 22.028.600 - 14.595.443 - - -
Madeira e Cortiça - - 31.677.620 - 8.529.732 - - -
Papel e Indústrias Gráficas - - 255.549 - - - - -
Refinação de Petróleo - - 217.514 - 9.475.206 - - -
Produtos Quimicos e de Borracha - - 34.903.884 - 19.084.639 ( 617 868) - -
Produtos Minerais não Metálicos - - 506.799 - - - - -
Indústrias Metalurgicas de Base e p. metálicos - - - - 3.511.501 (1 388 116) - -
Fabricação de Máquinas, Eq. e Ap. Eléctricos - - 16.269.356 - 19.226.406 (2 210 430) - -
Fabricação de Material de Transporte - - 6.660.010 - 31.434.614 (7 619 590) - -
Outras Industrias Transformadoras - - 1.578.142 - 36.501.336 - - -
Electricidade, Gás e Água - - 1.915.540 - 177.284.122 - - -
Construção e Obras Públicas - - 43.698.356 - 13.190.527 (1 671 236) - -
Comércio por Grosso e a Retalho - - 14.812.547 - 24.168.810 (1 916 780) - -
Turismo - - 3.370.898 - 7.506.943 - - -
Transportes e Comunicações - - 26.065.773 - 89.417.723 (6 509 582) - -
Actividades Financeiras 84 170 403 - 3.918.265.558 - 1.444.784.849 (66 573 513) - -
Actividades Imobiliárias - - 120.707.266 - 44.852.000 - - -
Serviços Prestados às Empresas - - 52.329 - 574.187 - - -
Administração e Serviços Públicos - - 20.273.475 - 930.453.923 - - -
Outras actividades de serviços colectivos - - 3.869.254 - 15.323.529 (3 445 649) - -
TOTAL 84. 170.403 - 4.268. 301.614 - 2.892. 759.758 (93. 709.550) - -
2007
Activos financeiros detidos para
negociação
Outros activos fin. ao justo valor através
de resultados
Activos financeiros detidos para venda Activos financeiros detidos até à
maturidade
Valor bruto Imparidade Valor bruto Imparidade Valor bruto Imparidade Valor bruto Imparidade
Agricultura, Silvicultura e Pesca - - 157.700 - - - - -
Indústrias Extractivas - - 10. 694.794 - 2. 000.474 - - -
Indústrias Alimentares, das Bebidas e Tabaco - - 1. 580.703 - 44. 331.371 - - -
Madeira e Cortiça - - - - - - - -
Papel e Indústrias Gráficas - - 872.784 - 13. 266.557 ( 315 286) - -
Refinação de Petróleo - - 2. 567.567 - 23. 724.549 ( 582 695) - -
Produtos Quimicos e de Borracha - - 2. 446.976 - 32. 852.611 ( 973 112) - -
Produtos Minerais não Metálicos - - - - - - - -
Indústrias Metalurgicas de Base e p. metálicos - - - - - - - -
Fabricação de Máquinas, Eq. e Ap. Eléctricos - - 3. 577.221 - 18. 844.896 - - -
Fabricação de Material de Transporte - - 203.247 - 40. 554.824 - - -
Outras Industrias Transformadoras - - - - - - - -
Electricidade, Gás e Água - - 39. 603.819 - 141. 120.450 - - -
Construção e Obras Públicas - - 13. 254.262 - 50. 406.600 ( 477 157) - -
Comércio por Grosso e a Retalho - - 5. 634.483 - 47. 742.833 (1 787 755) - -
Turismo - - - - 1. 778.444 - - -
Transportes e Comunicações - - 41. 752.932 - 175. 000.421 ( 409 187) - -
Actividades Financeiras 12 961 556 - 3.497. 943.180 - 1.744. 613.254 (48 730 784) - -
Actividades Imobiliárias - - 506.510 - 9. 234.941 - - -
Serviços Prestados às Empresas - - - - 3. 328.953 - - -
Administração e Serviços Públicos - - 32. 383.228 - 853. 717.754 - 81 033 589 -
Outras actividades de serviços colectivos - - 86. 704.000 - 107. 087.324 ( 621 414) - -
TOTAL 12. 961.556 - 3.739. 883.406 - 3.309. 606.256 (53. 897.390) 81. 033.589 -

Análise de sensibilidade

No quadro seguinte apresentam-se as análises de sensibilidade no European Embedded Value da Companhia, que inclui os capitais próprios e os proveitos futuros associados aos contratos existentes:

(milhões de euros)
2008 2007
Crescimento de 100bp na taxa de juro sem risco 23,4 28,9
Decréscimo de 100 bp na taxa de juro sem risco (35,3) (43,6)
Desvalorização de 10% no valor de mercado das acções (32,9) (41,0)
Valorização de 10% no valor de mercado das acções 31,3 38,6
Crescimento de 10% nas despesas (4,8) (6,1)
Crescimento de 10% nos resgates (6,0) (7,4)
Decréscimo de 10% nos resgates 7,0 9,3
Crescimento de 5% na taxa de mortalidade (vida excepto rendas) (2,4) (3,2)
Decréscimo de 5% na taxa de mortalidade (vida excepto rendas) 3,6 4,2

Justo valor de activos e passivos financeiros registados ao custo amortizado

O justo valor dos activos e passivos financeiros que estão registados ao custo amortizado, para a Companhia, é analisado como segue:

2008 2007
Valor de
balanço
Justo valor Valor de
balanço
Justo valor
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem 255.754.411 255.754.411 260.164.592 260.164.592
Empréstimos e contas a receber 105.839.137 105.839.137 79.247.586 79.247.586
Terrenos e edíficios de serviço próprio 8.471.337 8.939.257 7.443.444 8.935.308
Outros devedores por operações de seguros e outras operações 14.001.871 14.001.871 62.215.655 62.215.655
Investimentos a deter até à maturidade - - 81.033.589 80.809.111
Activos financeiros ao justo valor 384.066.756 384.534.676 490.104.866 491.372.252
Outros credores por operações de seguros e outras operações 23.670.349 23.670.349 24.863.591 24.863.591
Passivos por contratos de investimento 4.109.323.359 4.051.666.132 3.538.116.000 3.529.552.548
Passivos subordinados 100.223.826 97.879.326 90.218.970 93.760.321
Outros passivos financeiros 56.614.899 56.614.899 27.904.882 27.904.882
Passivos financeiros ao justo valor 4.289.832.433 4.229.830.706 3.681.103.443 3.676.081.342

As principais metodologias e pressupostos utilizados na estimativa do justo valor dos activos e passivos financeiros acima referidos são analisados como segue:

Caixa, Disponibilidades em instituições de crédito

Considerando os prazos curtos associados a estes instrumentos financeiros, considera-se que o seu valor de balanço é uma estimativa razoável do respectivo justo valor.

Passivos subordinados

O justo valor é baseado em cotações de mercado quando disponíveis, caso não existam é estimado com base na actualização dos fluxos de caixa esperados de capital e juros no futuro para estes instrumentos.

Contratos de Investimento

O justo valor é estimado contrato a contrato utilizando a melhor estimativa dos pressupostos para a projecção dos fluxos de caixa esperados futuros e a taxa de juro sem risco à data do cálculo. Na estimativa do justo valor foi considerada a taxa garantida.

Empréstimos e contas a receber / Devedores e credores por operações seguro directo, de resseguro e outros

Tendo em conta que se tratam normalmente de activos e passivos de curto prazo, considera-se como uma estimativa razoável para o seu justo valor o saldo de balanço das várias rubricas, à data do balanço.

NOTA 44 – SOLVÊNCIA

A Companhia está sujeita aos requisitos de solvência definidos pela Norma 2/2005-R emitida pelo Instituto de Seguros de Portugal. Os requisitos de solvência são determinados de acordo com as demonstrações financeiras estatutárias da Companhia, as quais são preparadas de acordo com as normas do Instituto de Seguros de Portugal. Conforme referido na nota 2.1, em 1 de Janeiro de 2008 as políticas contabilísticas foram alteradas e dessa forma a margem de solvência relativa ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 foi preparada de acordo com o anterior Plano de Contas para Empresas de Seguros.

Os objectivos da Companhia são claros no que se refere aos requisitos de capital, em que estabeleceu a manutenção de rácios de solvabilidade fortes e saudáveis, como indicadores de uma situação financeira estável.

A Companhia gere os requisitos de capital numa base regular, encontrando-se atento às alterações das condicionantes económicas, bem como às características de risco da Companhia.

A Companhia no exercício em análise apresentou uma margem de solvência em consonância com as regras estabelecidas, não tendo sido efectuada quaisquer alterações ao Capital Social, objectivos, politicas e procedimentos face ao ano anterior.

Apresenta-se um breve resumo da margem de solvência exigida:

2008 2007
Capital 250.000.000 250.000.000
Reservas (141.670.652) 42.395.571
Resultados transitados (23.412.302) 1.114.363
Resultados do exercício 12.169.586 54.383.067
Dividendos distribuídos - (48.660.000)
Empréstimos subordinados com prazo fixo 45.000.000 45.000.000
Empréstimos subordinados sem prazo fixo 49.000.000 45.000.000
Parte dos lucros futuros da empresa relativos à actividade VIDA 18.814.603 -
Total 209.901.235 389.233.001
Outros ajustamentos incluindo o justo valor de títulos de dívida (2 754 000) (157 310 585)
Margem de solvência disponível 207.147.235 231.922.416
Margem de solvência necessária 188.146.027 201.905.000
Rácio de solvência 110% 115%

NOTA 45 - AJUSTAMENTOS DE TRANSIÇÃO PARA O NOVO PLANO DE CONTAS PARA AS EMPRESAS DE SEGUROS

Conforme referido na Nota 2.1, estas são as primeiras demonstrações financeiras preparadas pela Companhia de acordo com o Novo Plano de Contas para as Empresas de Seguros ("PCES 07").

As políticas contabilísticas descritas na Nota 2 foram utilizadas na preparação destas demonstrações financeiras com referência ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, na preparação da informação financeira comparativa para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, assim como na preparação do balanço de abertura de acordo com o Novo Plano de Contas em 1 de Janeiro de 2007.

Na preparação do balanço de abertura, da informação comparativa para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 e 31 de Dezembro de 2006, a Companhia ajustou os montantes anteriormente reportados os quais haviam sido preparados de acordo com os princípios contabilísticos estabelecidos no anterior Plano de Contas para as Empresas de Seguros ("PCES 94") e outras disposições emitidas pelo Instituto de Seguros de Portugal.

Os principais impactos, no capital próprio, da transição em 31 de Dezembro de 2007, são analisados como segue:

31 de Dezembro de 2007
Capitais próprios
determinados de
acordo com PCES 94
Ajustamentos Capitais próprios
determinados de
acordo com PCES 07
Capital 250.000.000 - 250.000.000
Reserva de reavaliação líquida de impostos 20.008.531 (48.567.383) (28.558.852)
Outras reservas 22.387.040 - 22.387.040
Resultados transitados 1.114.363 (24.306.483) (23.192.120)
Resultados do exercício 54.383.067 (2.164.943) 52.218.124
347.893.001 (75.038.809) 272.854.192

Uma análise detalhada dos ajustamentos decorrentes da adopção do Novo Plano de Contas em 1 de Janeiro de 2007, em 31 de Dezembro de 2007 é apresentada como segue:

1-Jan-07 31-Dez-07
Capitais próprios determinados de acordo com PCES 94 369.896.963 347.893.001
Bónus a empregados a (2.096.740) (1.610.000)
Pensões de reforma b 1.397.301 2.650.647
Activos tangíveis c (1.449.792) (389.613)
Propriedades de investimento d 286.971 257.317
Instrumentos financeiros e (49.649.223) (102.085.281)
Investimentos em subsidiárias f - -
Provisões técnicas - Teste de adequação das responsabilidades g (1.624.165) -
Provisões técnicas - Provisão para participação nos resultados a atribuir h (2.118.364) -
Impostos diferidos i 14.642.315 26.138.121
Capitais próprios determinados de acordo com PCES 07 329.285.266 272.854.192

A adopção do Novo Plano de Contas para as Empresas de Seguros ("PCES 07") teve o seguinte impacto no resultado líquido do exercício findo em 31 de Dezembro de 2007:

31-Dez-07
Resultado do exercício de acordo com PCES 94 54.383.067
Bónus a empregados a (467.669)
Pensões de reforma b 1.253.346
Activos tangíveis c 1.060.179
Propriedades de investimento d 3.446
Instrumentos financeiros e (9.931.543)
Investimentos em subsidiárias f 2.750.483
Provisões técnicas - Teste de adequação das responsabilidades g 1.624.165
Provisões técnicas - Provisão para participação nos resultados a atribuir h 1.106.199
Impostos diferidos i 436.451
Resultado do exercício de acordo com PCES 07 52.218.124

Análise dos principais ajustamentos de transição efectuados

a) Bónus aos empregados

De acordo com as anteriores políticas contabilísticas da Companhia, os bónus atribuídos aos empregados eram registados como uma dedução ao capital próprio no ano em que eram pagos, uma vez que eram considerados como uma transferência do direito aos dividendos dos accionistas para os empregados. De acordo com os IFRS, os bónus atribuídos aos empregados são registados directamente em resultados, como um custo do exercício a que respeitam.

O impacto da adopção desta política traduziu-se numa diminuição do capital próprio de 1.610 milhares de euros em 31 de Dezembro de 2007 (1 de Janeiro de 2007: 2.086 milhares de euros) e numa diminuição do resultado líquido do ano findo em 31 de Dezembro de 2007 de 468 milhares de euros.

b) Pensões de reforma e outros benefícios aos empregados

Conforme política contabilística descrita na nota 2.11, a Companhia optou à luz do IFRS 1 por aplicar retrospectivamente, na data da transição, o IAS 19, tendo efectuado o recalculo dos ganhos e perdas actuariais que podem ser diferidos em balanço de acordo com o método do corredor preconizado nesta norma.

As anteriores políticas contabilísticas requeriam que fosse reconhecida em resultados, em cada exercício, a totalidade do incremento das responsabilidades, líquida do rendimento obtido pelos fundos existentes. O excesso do valor do fundo não era reconhecido. De acordo com o IAS 19, a parcela relativa aos desvios actuarias é diferida de acordo com o método do corredor e o excesso do fundo é contabilizado como um activo.

O impacto da adopção do IAS 19 traduziu-se num aumento do capital próprio de 2.651 milhares de euros em 31 de Dezembro de 2007 (1 de Janeiro de 2007: 1.397 milhares de euros) e num aumento do resultado líquido consolidado do ano findo em 31 de Dezembro de 2004 de 1.254 milhares de euros.

c) Activos tangíveis

De acordo com a opção permitida pelo IFRS 1, a Companhia optou por considerar como custo dos imóveis na data da transição (1 de Janeiro de 2004), o respectivo justo valor determinado com base em avaliações efectuadas por entidades independentes.

Adicionalmente, de acordo com as anteriores políticas contabilísticas da Companhia, os imóveis não eram amortizados. De acordo com o IAS 16, tais activos são amortizados ao longo da sua vida útil esperada.

O efeito conjugado destas situações traduziu-se numa diminuição do capital próprio da Companhia em 31 de Dezembro de 2007 de 390 milhares de euros (1 de Janeiro de 2007: 1.490 milhares de euros) e um aumento do resultado do findo exercício de 1.060 milhares de euros.

d) Propriedades de investimento

De acordo com as anteriores políticas contabilísticas da Companhia, os imóveis de rendimento, eram valorizados ao seu valor actual, valor este que correspondia ao valor de mercado determinado com base numa avaliação efectuada pelo menos nos últimos cinco anos.

De acordo com o IAS 40, estes imóveis são valorizados ao seu justo valor, determinado anualmente à data do balanço. As variações de justo valor são reconhecidas em resultados.

A aplicação do IAS 40 pela Companhia implicou o reconhecimento de mais valias potenciais que em 31 de Dezembro de 2007 atingiram o montante de 257 milhares de euros (1 de Janeiro de 2007: 287 milhares de euros).

e) Instrumentos financeiros

De acordo com o IAS 39, os instrumentos financeiros derivados são reconhecidos no balanço pelo seu justo valor. De acordo com as anteriores políticas contabilísticas adoptadas pela Companhia, os derivados de cobertura eram registados em contas extrapatrimoniais pelo seu valor nocional, sendo apenas periodificado o respectivo juro corrido.

De acordo com o IAS 39, os activos financeiros foram classificados nas categorias de activos financeiros disponíveis para venda e na categoria de justo valor através dos resultados.

Os activos financeiros disponíveis para venda são registados ao valor de mercado sendo as mais e menos valias potenciais existentes registadas em reservas, excepto quando se verifique existir uma perda de imparidade, a qual é registada por contrapartida de resultados. As perdas de imparidade reconhecidas em acções não podem ser revertidas por resultados, contrariamente ao procedimento a seguir para os restantes títulos.

Os activos financeiros na categoria de justo valor através de resultados são registados a valor de mercado sendo as mais e menos valias potenciais registadas nos resultados do exercício.

De acordo com o PCES 94, os títulos de rendimento fixo eram registados ao custo de aquisição, com excepção dos títulos afectos à carteira de investimentos relativos a seguros de vida em que o risco é suportado pelo tomador de seguro. A periodificação dos juros era feita com base no valor nominal e na taxa de juro aplicável ao período. O prémio ou desconto era periodificado por contrapartida de resultados ao longo do período até ao seu vencimento.

Os títulos de rendimento variável eram valorizados ao seu justo valor à data do balanço. As mais e menos valias potenciais determinadas à data do balanço, eram registadas no capital próprio na reserva de reavaliação regulamentar ou, no fundo para dotações futuras no caso de activos a cobrir responsabilidades decorrentes de contratos do ramo vida com participação nos resultados. As menos valias potenciais não cobertas pela reserva de reavaliação ou pelo fundo para dotações futuras eram registadas nos resultados.

Por outro lado, de acordo com o IAS 39, na data da transição a Companhia designou alguns passivos decorrentes de contratos de investimento sem participação nos resultados ao justo valor através dos resultados.

Com a adopção do IAS 39, em 31 de Dezembro de 2007, o efeito líquido do reconhecimento das mais e menos valias potenciais na carteira de títulos, bem como o reconhecimento do justo valor dos derivados originou uma diminuição no capital próprio no montante de 102.085 milhares de euros (1 de Janeiro de 2007: 49.649 milhares de euros).

f) Investimentos em subsidiárias

De acordo com as anteriores políticas contabilísticas da Companhia, os investimentos em subsidiárias eram valorizadas de acordo com a proporção detida dos capitais próprios das subsidiárias.

De acordo com o IAS 27, os investimentos em subsidiárias são registados ao custo de aquisição sujeitos a testes de imparidade.

g) Provisões técnicas

O IFRS 4 determina que a Companhia pode continuar a aplicar as suas políticas contabilísticas aplicáveis aos contratos de seguro e contratos de investimento com participação nos resultados discricionária de acordo com o Plano de Contas das Empresas de Seguros, desde que garanta que o teste da adequação das responsabilidades é efectuado.

À data da transição, apesar de não ser exigido pelo Novo Plano de Contas ("PCES 07") procedeu à avaliação da adequação das responsabilidades decorrentes de contratos de seguro e de contratos de investimentos com participação nos resultados discricionária. A avaliação da adequação das responsabilidades foi efectuada tendo por base a projecção dos fluxos de caixa futuros associados a cada contrato, descontados à taxa de juro de mercado sem risco.

A aplicação do IFRS 4 em 31 de Dezembro de 2007 implicou uma diminuição no capital próprio de 1.624 milhares de euros.

h) Provisão para participação nos resultados a atribuir (shadow accounting)

De acordo com o estabelecido no Novo Plano de Contas para as Empresas de Seguros, a provisão para participação nos resultados a atribuir é determinada com base nos ganhos e perdas não realizados da carteira de investimentos afectos a produtos vida com participação nos resultados, tendo por base a expectativa de que os segurados irão participar nesses ganhos e perdas potenciais quando se realizarem de acordo com as condições contratuais e regulamentares aplicáveis.

A aplicação desta política em 31 de Dezembro de 2007 implicou uma redução no capital próprio de 2.118 milhares de euros.

i) Impostos diferidos

A Companhia já reconhecia impostos diferidos sobre as diferenças temporárias entre o balanço contabilístico preparado com base nessas políticas contabilísticas e o balanço fiscal. Nesta base, na data da transição foram adicionalmente reconhecidos os impostos diferidos determinados sobre os ajustamentos IFRS relevantes calculados a essa data.

NOTA 46 – NORMAS CONTABILÍSTICAS E INTERPRETAÇÕES RECENTEMENTE EMITIDAS

As normas contabilísticas e interpretações recentemente emitidas, mas que ainda não entraram em vigor e que a Companhia ainda não aplicou na elaboração das suas demonstrações financeiras, podem ser analisadas como segue:

IAS 1 (Alterada) - Apresentação das Demonstrações Financeiras

O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em Setembro de 2007, a IAS 1 - Apresentação das Demonstrações Financeiras alterada com data efectiva de aplicação obrigatória em 1 de Janeiro de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.

Alterações face ao actual texto da IAS 1:

  • A apresentação da demonstração da posição financeira (formalmente balanço) é requerida para o período corrente e comparativo. De acordo com a IAS 1 alterada, a demonstração da posição financeira deverá ser também apresentada para o início do período comparativo sempre que uma entidade reexpresse os comparativos decorrente de uma alteração de política contabilística, de uma correcção de um erro, ou a de uma reclassificação de um item nas demonstrações financeiras. Nestes casos, três demonstrações da posição financeira serão apresentadas, comparativamente às outras duas demonstrações requeridas.
  • Na sequência das alterações impostas por esta norma os utilizadores das demonstrações financeiras poderão mais facilmente distinguir as variações nos capitais próprios do Grupo decorrentes de transacções com accionistas, enquanto accionistas (ex. dividendos, transacções com acções próprias) e transacções com terceiras partes, ficando estas resumidas na demonstração de "comprehensive income".

Face à natureza destas alterações (divulgações) o impacto previsto pela Companhia será exclusivamente ao nível da apresentação, não tendo no entanto, a 31 de Dezembro de 2008, sido ainda determinado o exacto teor de tais alterações.

IAS 23 (Alterada) - Custos de Empréstimos Obtidos

O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Março de 2007, a IAS - 23 Custos de Empréstimos Obtidos alterada, com data efectiva de aplicação obrigatória em 1 de Janeiro de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.

Esta norma define que os custos de empréstimos obtidos directamente atribuíveis ao custo de aquisição, construção ou produção de um activo (activo elegível) é parte integrante do seu custo. Assim, a opção de registar tais custos directamente nos resultados é eliminada. A Companhia não espera qualquer impacto da introdução desta alteração.

IAS 32 (Revista) – Instrumentos Financeiros: Apresentação – Instrumentos financeiros remíveis e obrigações resultantes de liquidação

O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em Fevereiro de 2008 a IAS 32 (Revista) – Instrumentos Financeiros: Apresentação – Instrumentos financeiros com opção de venda ("puttable instruments") e obrigações resultantes de liquidação, que é de aplicação obrigatória a partir de 1 de Janeiro de 2009.

De acordo com os requisitos actuais da IAS 32, se puder ser exigido a um emissor o pagamento em dinheiro ou outro activo financeiro em troca pela remissão ou recompra do instrumento financeiro, o instrumento é classificado como um passivo financeiro. Como resultado desta revisão alguns instrumentos financeiros que cumprem actualmente com os requisitos da definição de passivo financeiro serão classificados como instrumentos de capital se (i) representarem um interesse residual nos activos líquidos de uma entidade, (ii) fizerem parte de uma classe de instrumentos subordinados a qualquer outra classe de instrumentos emitidos pela entidade, e (iii) caso todos os instrumentos desta classe tenham os mesmos termos e condições. Foi também efectuada uma alteração à IAS 1 Apresentação das Demonstrações Financeiras para adicionar um novo requisito de apresentação dos instrumentos financeiros remíveis e das obrigações resultantes da liquidação.

A Companhia não espera quaisquer impactos decorrentes da adopção desta norma.

IAS 39 (Alterada) – Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração – activos e passivos elegíveis para cobertura

O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu uma alteração ao IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração – activos e passivos elegíveis para cobertura a qual é de aplicação obrigatória a partir de 1 de Julho de 2009.

Esta alteração clarifica a aplicação dos princípios existentes que determinam quais os riscos ou quais os cash flows elegíveis de serem incluídos numa operação de cobertura.

A Companhia não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta norma.

IFRS 1 (alterada) – Adopção pela primeira das normas internacionais de relato financeiro vez e IAS 27 – Demonstrações Financeiras consolidadas e separadas

As alterações ao IFRS 1 Adopção pela primeira vez das normas internacionais de relato financeiro e ao IAS 27 Demonstrações financeiras consolidadas e separadas são efectivas a partir de 1 de Janeiro de 2009.

Estas alterações vieram permitir que as entidades que estão a adoptar as IFRS pela primeira vez na preparação das suas contas individuais, adoptem como custo contabilístico (deemed cost) dos seus investimentos em subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas, o respectivo justo valor na data da transição para os IFRS ou o valor de balanço determinado com base no referencial contabilístico anterior .

A Companhia não espera quaisquer impactos decorrentes da adopção desta norma.

IFRS 2 (Alterada) - Pagamento em Acções: Condições de aquisição

Esta alteração ao IFRS 2 permitiu clarificar que (i) as condições de aquisição dos direitos inerentes a um plano de pagamentos com base em acções limitam-se a condições de serviço ou de performance e que (ii) qualquer cancelamento de tais programas, quer pela entidade quer por terceiras partes, têm o mesmo tratamento contabilístico.

A Companhia não espera quaisquer impactos da introdução da alteração desta norma.

IFRS 3 (revista) – Concentrações de actividades empresariais e IAS 27 (alterada) Demonstrações financeiras consolidadas e separadas

O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Janeiro de 2008, a IFRS 3 (Revista) - Concentrações de Actividades empresariais, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios com início a partir de 1 de Julho de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.

Os principais impactos das alterações a estas normas correspondem: (i) ao tratamento de aquisições parciais, em que os interesses sem controlo (antes denominados de interesses minoritários) poderão ser mensurados ao justo valor (o que implica também o reconhecimento do goodwill atribuível aos interesses sem controlo) ou como parcela atribuível aos interesses sem controlo do justo valor dos activos líquidos adquiridos (tal como actualmente requerido); (ii) aos step acquisition em que as novas regras obrigam, aquando do cálculo do goodwill, à reavaliação, por contrapartida de resultados, do justo valor de qualquer interesse sem controlo detido previamente à aquisição tendente à obtenção de controlo; (iii) ao registo dos custos directamente relacionados com uma aquisição de uma subsidiária que passam a ser directamente imputados a resultados; (iv) aos preços contingentes cuja alteração de estimativa ao longo do tempo passa a ser registada em resultados e não afecta o goodwill e (v) às alterações das percentagens de subsidiárias detidas que não resultam na perda de controlo as quais passam a ser registadas como movimentos de capitais próprios.

Adicionalmente, das alterações ao IAS 27 resulta ainda que as perdas acumuladas numa subsidiária passarão a ser atribuídas aos interesses sem controlo (reconhecimento de interesses sem controlo negativos) e que, aquando da alienação de uma subsidiária, tendente à perda de controlo qualquer interesse sem controlo retido é mensurado ao justo valor determinado na data da alienação.

A Companhia não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta norma.

IFRS 8 – Segmentos Operacionais

O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em 30 de Novembro de 2006 a IFRS 8 - Segmentos operacionais, tendo sido aprovada pela Comissão Europeia em 21 de Novembro de 2007. Esta norma é de aplicação obrigatória para exercícios a começar ou a partir de 1 de Janeiro de 2009.

A IFRS 8 - Segmentos Operacionais define a apresentação da informação sobre segmentos operacionais de uma entidade e também sobre serviços e produtos, áreas geográficas onde a entidade opera e os seus maiores clientes. Esta norma especifica como uma entidade deverá reportar a sua informação nas demonstrações financeiras anuais, e como consequência alterará a IAS 34 - Reporte financeiro interino, no que respeita à informação a ser seleccionada para reporte financeiro interino. Uma entidade terá também que fazer uma descrição sobre a informação apresentada por segmento nomeadamente resultados e operações, assim como uma breve descrição de como os segmentos são construídos.

Face à natureza destas alterações (divulgações) o impacto previsto pela Companhia será exclusivamente ao nível da apresentação, não tendo no entanto, a 31 de Dezembro de 2008, sido ainda determinado o exacto impacto de tais alterações.

IFRIC 12 Contratos de Concessão de Serviços

O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC) emitiu em Julho de 2007, a IFRIC 12 - Contratos de Concessão de Serviços, com data efectiva de aplicação obrigatória em 1 de Janeiro de 2008, sendo a sua adopção antecipada permitida. O endorsement por parte da União europeia ainda se aguarda, estando previsto para o primeiro trimestre de 2009. O IFRIC 12 aplica-se a contratos de concessão de serviços público-privados. Esta norma aplicar-se-á apenas a situações onde o concedente a) controla ou regula os serviços prestados pelo operador, e b) controla os interesses residuais das infra-estruturas, na maturidade do contrato.

Face à natureza dos contratos abrangidos por esta Interpretação não se estima qualquer impacto ao nível da Companhia.

IFRIC 13 Programas de Fidelização de Clientes

O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), emitiu em Julho de 2007, a IFRIC 13 Programas de Fidelização de Clientes, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Julho de 2008, sendo a sua adopção antecipada permitida.

Esta interpretação aplica-se a programas de fidelização de clientes, onde são adjudicados créditos aos clientes como parte integrante de uma venda ou prestação de serviços e estes poderão trocar esses créditos, no futuro, por serviços ou mercadorias gratuitamente ou com desconto.

Face à natureza dos contratos abrangidos por esta Norma não se estima qualquer impacto ao nível da Companhia.

IFRIC 15 – Acordos para construção de imóveis

O IFRIC 15 Acordos para construção de imóveis, entra em vigor para exercícios iniciados a partir de 1 de Janeiro de 2009.

Esta interpretação contém orientações que permitem determinar se um contracto para a construção de imóveis se encontra no âmbito do IAS 18 Reconhecimento de proveitos ou do IAS 11 Contratos de construção, sendo expectável que a IAS 18 seja aplicável a um número mais abrangente de transacções.

IFRIC 16 – Cobertura de um investimento numa operação em moeda estrangeira

O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), emitiu em Julho de 2008, a IFRIC 16 – Cobertura de um investimento numa operação em moeda estrangeira, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Outubro de 2008, sendo a sua adopção antecipada permitida.

Esta interpretação visa clarificar que:

  • a cobertura de um investimento numa operação em moeda estrangeira poder ser aplicada apenas a diferenças cambiais decorrentes da conversão das demonstrações financeiras das subsidiárias na sua moeda funcional para a moeda funcional da casa-mãe e apenas por um montante igual ou inferior ao activo líquido da subsidiária;
  • o instrumento de cobertura pode ser contratado por qualquer entidade do Grupo, excepto pela entidade que está a ser objecto de cobertura; e
  • aquando da venda da subsidiária objecto de cobertura, o ganho ou perda acumulado referente à componente efectiva da cobertura é reclassificado para resultados.

Esta interpretação permite que uma entidade que utiliza o método de consolidação em escada, escolha uma política contabilística que permita a determinação do ajustamento de conversão cambial acumulado que é reclassificado para resultados na venda da subsidiária, tal como faria se o método de consolidação adoptado fosse o método directo. Esta interpretação é de aplicação prospectiva.

A Companhia não espera que esta interpretação tenha um impacto nas suas demonstrações financeiras.

IFRIC 17 – Distribuições em espécie a accionistas

O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), emitiu em Novembro de 2008, a IFRIC 17 – Distribuições em espécie a accionistas, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Julho de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.

Esta interpretação visa clarificar o tratamento contabilístico das distribuições em espécie a accionistas. Assim, estabelece que as distribuições em espécie devem ser registadas ao justo valor sendo a diferença para o valor de balanço dos activos distribuídos reconhecida em resultados aquando da distribuição.

A Companhia não espera que esta interpretação tenha um impacto nas suas demonstrações financeiras.

IFRIC 18 – Transferências de activos de clientes

O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), emitiu em Novembro de 2008, a IFRIC 18 – Transferências de activos de clientes, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Julho de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.

Esta interpretação visa clarificar o tratamento contabilístico de acordos celebrados mediante os quais uma entidade recebe activos de clientes para sua própria utilização e com vista a estabelecer posteriormente uma ligação dos clientes a uma rede ou conceder aos clientes acesso contínuo ao fornecimento de bens ou serviços.

A Interpretação clarifica:

  • as condições em que um activo se encontra no âmbito desta interpretação;
  • o reconhecimento do activo e a sua mensuração inicial;
  • a identificação dos serviços identificáveis (um ou mais serviços em troca do activo transferido);
  • o reconhecimento de proveitos;
  • a contabilização da transferência de dinheiro por parte de clientes.

A Companhia não espera que esta interpretação tenha um impacto nas suas demonstrações financeiras.

Annual Improvement Project

Em Maio de 2008, o IASB publicou o Annual Improvement Project o qual alterou certas normas então em vigor. A data de efectividade das alterações varia consoante a norma em causa sendo a maioria de aplicação obrigatória para a Companhia em 2009.

As principais alterações decorrentes do Annual Improvement Project apresentam-se em seguida:

  • Alteração à IFRS 5 Activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais em descontinuação, efectiva para exercícios com início a partir de 1 de Julho de 2009. Esta alteração veio esclarecer que a totalidade dos activos e passivos de uma subsidiária devem ser classificados como activos não correntes detidos para venda de acordo com o IFRS 5 se existir um plano de venda parcial da subsidiária tendente à perda de controlo. Esta norma será adoptada prospectivamente pela Companhia.
  • Alteração à IAS 1 Apresentação das demonstrações financeiras, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. A alteração clarifica que apenas alguns instrumentos financeiros classificados na categoria de negociação, e não todos, são exemplos de activos e passivos correntes. A Companhia não espera quaisquer impactos decorrentes da adopção desta alteração.
  • Alteração à IAS 16 Activos fixos tangíveis, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. A alteração efectuada estabelece regras de classificação (i) das receitas provenientes da alienação de activos detidos para arrendamento subsequentemente vendidos e (ii) destes activos durante o tempo que

medeia entre a data da cessão do arrendamento e a data da sua alienação. A Companhia não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração.

  • Alteração à IAS 19 Benefícios dos empregados, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. As alterações efectuadas permitiram clarificar (i) o conceito de custos com serviços passados negativos decorrentes da alteração do plano de benefícios definidos, (ii) a interacção entre o retorno esperado dos activos e os custos de administração do plano, e (iii) a distinção entre benefícios de curto e de médio e longo prazo. As alterações do IAS 19 serão adoptadas pela Companhia em 2009, embora não seja expectável que as mesmas tenham um impacto significativo nas suas demonstrações financeiras
  • Alteração à IAS 20 Contabilização dos subsídios do governo e divulgação de apoios do governo, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Esta alteração estabelece que o benefício decorrente da obtenção de um empréstimo do governo com taxas inferiores às praticadas no mercado, deve ser mensurado como a diferença entre o justo valor do passivo na data da sua contratação, determinado de acordo com o IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração e o valor recebido. Tal benefício deverá ser subsequentemente registado de acordo com o IAS 20. A Companhia não espera quaisquer impactos decorrentes da adopção desta alteração.
  • Alteração à IAS 23 Custos de empréstimos obtidos, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. O conceito de custos de empréstimos obtidos foi alterado de forma a clarificar que os mesmos devem ser determinados de acordo com o método da taxa efectiva preconizado no IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração, eliminando assim a inconsistência existente entre o IAS 23 e o IAS 39. A Companhia não espera quaisquer impactos decorrentes da adopção desta alteração.
  • Alteração à IAS 27 Demonstrações financeiras consolidadas e separadas, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. A alteração efectuada a esta norma determina que nos casos em que um investimento numa subsidiária esteja registado pelo seu justo valor nas contas individuais, de acordo com o IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração, e tal investimento qualifique para classificação como activo não corrente detido para venda de acordo com o IFRS 5 Activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais em descontinuação, o mesmo deverá continuar a ser mensurado no âmbito do IAS 39. Esta alteração não terá impacto nas demonstrações financeiras da Companhia.
  • Alteração à IAS 28 Investimentos em associadas, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. As alterações introduzidas ao IAS 28 tiveram como objectivo esclarecer (i) que um investimento numa associada deve ser tratado como um activo único para efeitos dos testes de imparidade a efectuar à luz do IAS 36 Imparidade de activos, (ii) que qualquer perda por imparidade a reconhecer não deverá ser alocada a activos específicos nomeadamente ao goodwill e (iii) que as reversões de imparidade são registadas como um ajustamento ao valor de balanço da associada desde que, e na medida em que, o valor recuperável do investimento aumente. A Companhia não espera quaisquer impactos decorrentes da adopção desta alteração.
  • Alteração à IAS 38 Activos intangíveis, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Esta alteração veio determinar que uma despesa com custo diferido, incorrida no contexto de actividades promocionais ou publicitárias, só pode ser reconhecida em balanço quando tenha sido efectuado um pagamento adiantado em relação a bens ou serviços que serão recebidos numa data futura. O reconhecimento em resultados deverá ocorrer aquando a entidade tenha o direito ao acesso aos bens

e os serviços sejam recebidos. Não se espera que esta alteração tenha impactos significativos nas contas da Companhia.

  • Alteração à IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Estas alterações consistiram fundamentalmente em (i) esclarecer que é possível efectuar transferências de e para a categoria de justo valor através de resultados relativamente a derivados sempre que os mesmos iniciam ou terminam uma relação de cobertura em modelos de cobertura de fluxos de caixa ou de um investimento líquido numa associada ou subsidiária, (ii) alterar a definição de instrumentos financeiros ao justo valor através de resultados no que se refere à categoria de negociação, de forma a estabelecer que no caso de carteiras de instrumentos financeiros geridos em conjunto e relativamente aos quais exista evidência de actividades recentes tendentes a realização de ganhos de curto prazo, as mesmas devem ser classificadas como de negociação no seu reconhecimento inicial, (iii) alterar os requisitos de documentação e testes de efectividade nas relações de cobertura estabelecidas ao nível dos segmentos operacionais determinados no âmbito da aplicação do IFRS 8 Segmentos operacionais, e (iv) esclarecer que a mensuração de um passivo financeiro ao custo amortizado, após a interrupção da respectiva cobertura de justo valor, deve ser efectuada com base na nova taxa efectiva calculada na data da interrupção da relação de cobertura. A Companhia não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração.
  • Alteração à IAS 40 Propriedades de investimento, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Na sequência desta alteração, as propriedades em construção ou desenvolvimento com vista ao seu uso subsequente como propriedades de investimento passam a estar incluídas no âmbito do IAS 40 (antes abrangidas pelo IAS 16 Activos fixos tangíveis). Tais propriedades em construção poderão ser registadas ao justo valor excepto se o mesmo não puder ser medido com fiabilidade, caso em que deverão ser registadas ao custo de aquisição. A Companhia não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração.

3. Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria \ Relatório e Parecer do Conselho Fiscal

Ernst &Young Audit &Associados ‐ SROC, S.A. Avenida da República, 90-6º 1600-206 Lisboa Portugal Tel: +351 217 912 000 Fax: +351 217 957 586 www.ey.com

Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria

Introdução

  1. Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre a informação financeira contida no Relatório de gestão e nas demonstrações financeiras anexas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, da BES-Vida, Companhia de Seguros, S.A., as quais compreendem: o Balanço em 31 de Dezembro de 2008, (que evidencia um total de 7.699.813.781 euros e um total de capital próprio de 99.501.108 euros, incluindo um resultado líquido de 12.169.585 euros), a Conta de Ganhos e Perdas, a Demonstração de Alterações no Capital Próprio e a Demonstração dos Fluxos de Caixa do exercício findo naquela data e as correspondentes Notas explicativas.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração:
  • a) a preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira da Companhia, o resultado das suas operações e os fluxos de caixa;
  • b) a informação financeira histórica, que seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários;
  • c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados;
  • d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e
  • e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.

Âmbito

  1. O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável

sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu:

  • a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações constantes das demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação;
  • a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias;
  • a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade;
  • a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras; e
  • a apreciação se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
    1. O nosso exame abrangeu também a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos de prestação de contas.
    1. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.

Opinião

  1. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira da BES-Vida Companhia de Seguros, S.A. em 31 de Dezembro de 2008, o resultado das suas operações e os fluxos de caixa no exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal para o sector Segurador, estabelecidos na Norma Regulamentar nº 4/2007 de 27 de Abril, com as alterações introduzidas pela Norma Regulamentar nº 20/2007 de 31 de Dezembro, ambas do Instituto de Seguros de Portugal, e a informação nelas constante é completa, verdadeira, actual, objectiva e lícita.

Ênfases

    1. Sem afectar a opinião expressa no parágrafo anterior, chamamos a atenção para as seguintes situações:
  • 8.1 Conforme evidenciado no Balanço e referido nos últimos parágrafos do capítulo 1.5.7 do Relatório de Gestão, em 31 de Dezembro de 2008 o valor do Capital Próprio da Companhia era inferior a metade do Capital Social, essencialmente devido aos impactos negativos registados no exercício decorrentes da queda nos mercados financeiros. Não obstante, encontravam-se cumpridos naquela data os requisitos mínimos de solvência exigidos na regulamentação do Instituto de Seguros de Portugal (Nota 44). Em cumprimento do previsto no artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais, o Conselho de Administração apresentará esta situação em Assembleia Geral de Accionistas de forma a estes tomarem as medidas julgadas convenientes. Para o efeito deverão ser tomados em consideração os efeitos subsequentes no valor do Capital Próprio e na Margem de Solvência da Companhia, decorrentes da manutenção nos primeiros meses de 2009 da tendência negativa nos mercados financeiros.

8.1 Nas Notas 2.1 e 45 encontram-se divulgados os efeitos relativos à aplicação pela primeira vez, no exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, do novo regime contabilístico aplicável às empresas de seguros (Normas Regulamentares nº 4/2007 e 20/2007 do Instituto de Seguros de Portugal), o qual acolheu as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas pela União Europeia, com as excepções indicadas na Nota 2.1.

Lisboa, 11 de Março de 2009

Ernst & Young Audit & Associados – SROC, S.A. Sociedade de Revisores Oficiais de Contas (nº 178) Representada por:

Ana Rosa Ribeiro Salcedas Montes Pinto (ROC nº 1230)

Ano: 2008

Empresa de SegurosBES VIDA Ident. do resp. pela João Borralho

Nº de identificação:503024856 Valores em euros

Anexo 1
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS Quantidade Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO DESIGNAÇÃO valor nominal nominal de aquisição de aquisição unitário Total
1 - TÍTULOS DE EMPRESAS DO GRUPO E ASSOCIADAS
1.1 - Nacionais
1.1.1 - Partes de capital em empresas do grupo
ANADYR - 680004 ANADYR OVERSEAS - CONSULTADORIA E PROJECTOS LDA 1 4.500,00 4.500 4.500,00 4.500
WHYALA - 690004 WHYALA BUSINESS - CONSULTADORIA E PROJECTOS LDA 1 4.500,00 4.500 4.500,00 4.500
sub-total 2 0 0,00 0,00 9.000 0,00 9.000
1.1.2 - Obrigações de empresas do grupo
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.1.3 - Outros títulos de empresas do grupo
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.1.4 - Partes de capital em empresas associadas
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.1.5 - Obrigações de empresas associadas
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.1.6 - Outros títulos de empresas associadas
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
sub-sub-total 2 0 0,00 0,00 9.000 0,00 9.000
1.2 - Estrangeiras
1.2.1 - Partes de capital em empresas do grupo
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.2.2 - Obrigações de empresas do grupo
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.2.3 - Outros títulos de empresas do grupo
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.2.4 - Partes de capital em empresas associadas
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.2.5 - Obrigações de empresas associadas
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
1.2.6 - Outros títulos de empresas associadas
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
sub-sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
total 2 0 0,00 0,00 9.000 0,00 9.000
2 - OUTROS TÍTULOS
2.1 - Nacionais
2.1.1 - Títulos de rendimento fixo
2.1.1.1 - De dívida pública
PTOTE4OE0040 PGB 3.2% /2005 - 15/04/2011 30.000.000 1,03 29.518.836 30.821.836
PTOTE5OE0007 PGB 4.1% /2006 - 15/04/2037 20.100.000 1,01 19.569.133 20.393.570
PTOTE6OE0006 PGB 4.2% /2006 - 15/10/2016 50.000.000 1,03 50.440.014 51.625.514
PTOTE1OE0019 PGB 4.375% /2003 - 16/06/2014 5.000.000 5.241.164 5.305.414
PTOTEHOE0008 PGB 5.85% /2000 - 20/05/2010 10.000.000 1,08 10.553.416 10.794.616
sub-total 0 115.100.000 0 0 115.322.563 0,00 118.940.950
2.1.1.2 - De outros emissores públicos
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
2.1.1.3 - De outros emissores
BILHETES DO TESOURO 0 0
PTBSABXE0003 B.E.S. AÇORES OUT./2006 - 30/10/2009 20.129.100 1,01 20.312.141 20.312.141
PTBPM9OM0001 BANCO BPI Float 2007 - 16/04/2017 (Call: 16/04/2012) 2.000.000 0,69 1.763.497 1.378.297
PTBERKOM0018 BANCO ESPIRITO SANTO Float - 2007 / 29-03-2010 2.500.000 0,97 2.467.337 2.415.265
PTBERLOM0017 BANCO ESPÍRITO SANTO Float /2007 - 08/05/2013 4.000.000 0,92 3.854.730 3.664.730
PTTCCKXE0008 BANCO MAIS SA Float /2007 - 10/05/2010 37.000.000 1,01 37.269.998 37.269.998
PTBCLAOE0000 BCP LEASING PERPETUA - 2001 / 28-12-2049 (Call: 28/12/2011) 4.900.000 1,00 4.901.936 4.901.936
PTBCT3OM0000 BCPN Float - 2007 / 09-05-2014 2.065.000 0,97 1.975.622 1.993.423
PTBCV1OM0008 BCPPL Float /2008 - 28/05/2010 9.300.000 1,00 9.278.973 9.277.898
PTBSADXE0001 BES AÇORES AGOSTO /2007 - 10/08/2010 23.092.200 1,02 23.594.721 23.594.721
PTBSACXE0002 BES AÇORES DEZEMBRO /2006 - 28/12/2009 27.910.150 1,00 27.915.549 27.915.549
PTBSAFOE0000
PTBERRXE0010
BES AÇORES DEZEMBRO /2008 - 16/12/2011
BES INFRA-ESTRUTURAS 03/08/2007- 03/08/2009
30.000.000
1.925.800
1,03
1,00
30.372.097
1.959.665
30.860.427
1.929.196
PTBERSXE0027 BES INFRA-ESTRUTURAS 07/09/2007 - 07/09/2009 2.903.050 1,01 2.942.410 2.930.823
PTBEMCXE0012 BES SUB. 1ªS /2008 - 20/02/2019 (Call=20/02/2014) 4.861.000 1,00 4.970.542 4.880.248
PTBEMDXE0011 BES SUB. 2ªS 2008 - 20/02/2019 3.476.000 1,00 3.489.762 3.486.170
PTBEMEXE0010 BES SUB. 3ªS 2008 - 20/02/2019 4.429.000 1,00 4.448.548 4.438.978
PTBEMMOE0029 BES SUB. 4ªS 2008 - 20/02/2019 75.964.000 1,00 76.680.769 76.110.442
PTBEMNOE0010 BES SUB. 5ªS 2008 - 20/02/2019 118.547.000 1,00 119.088.753 118.664.806
PTBEMOOE0019 BES SUB. 6ªs / 2008 / 20-02-2019 53.939.000 1,00 53.948.177 53.948.177
PTBELHXE0000 BESLEASING FACT SUBORD 22/10/2014 2.480.000 1,01 2.510.443 2.510.443
PTBELMOE0004 BESLEASING FACTORING 2005 - 2049 (Call: 22/09/2015) 15.000.000 1,00 15.020.156 15.020.156
PTBELKXE0005 BESLEASING FACTORING 2005 / 22-08-2011 2.405.550 1,00 2.417.359 2.417.395
PTBELLXE0004 BESLEASING FACTORING 2005 / 22-08-2012 3.223.100 1,00 3.239.021 3.239.021
PTBELNXE0002 BESLEASING FACTORING 2005 / 22-11-2010 15.762.700 1,00 15.840.738 15.840.738
PTBELGXE0001
PTBELQXE0009
BESLEASING FACTORING Float 2004 - 22/09/2014 (Call: 22/09/2009)
BESLEASING FACTORING Float 2008 -22/07/2011
4.162.000
111.000.000
1,02
1,03
4.231.055
114.065.931
4.231.055
114.065.931
PTBELPXE0000 BESLEASING FACTORING Float 2008 / 22-06-2010 40.330.000 1,00 40.371.560 40.371.560
PTBELOXE0001 BESLEASING FACTORING Float 2008/22-12-2010 7.080.000 1,00 7.087.296 7.087.296
PTBELDXE0004 BESLEASING IMOBILIARIO - 2001 / 04-05-2011 500.000 1,01 507.484 505.020

Ano: 2008

Empresa de SegurosBES VIDA
Nº de identificação:503024856
Valores em euros
Ident. do resp. pela João Borralho
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS Quantidade Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço Anexo 1
CÓDIGO
PTBELCXE0005
DESIGNAÇÃO
BESLEASING MOBILIARIO - 2000 / 22-11-2010
valor nominal
1.000.000
nominal
0,99
de aquisição de aquisição
1.004.853
unitário Total
994.172
PTBERPOM0013 BESNN Float/ 2007 - 26/06/2014 32.350.000 0,85 31.580.930 27.352.125
PTBEROOM0022 BESPL Float /2008 - 14/05/2010 11.950.000 0,98 11.998.529 11.769.436
PTBSMFOE0006
PTCGHSOM0001
BPSM - TOPS PERPETUAS 1997/2049 (Call = 04/06/2009)
CAIXA GERAL DEPO Float /2007 - 19/05/2009
1
2.100.000
0,66
1,00
1
2.099.232
1
2.102.342
PTCGG2OM0007 CGD Sub.Lower Tier II /2007 - 28/12/2017 (Call=28/12/2012) 43.288.000 1,00 43.303.007 43.302.209
PTJMRHOE0007
PTMOCGOE0008
JMTPL Float /2007 - 11/12/2012 (Call=30/09/2010)
MODELO CONTINENTE Var. /2004 - 18/03/2009
1.000.000
913.000
1,02
1,02
1.015.052
929.270
1.015.052
928.814
PTMOCIOE0006 MODELO E CONTINENTE Float - 2005 / 03-08-2010 403.025 1,02 413.241 412.859
PTMOCJOE0005 MODELO E CONTINENTE Float /2007 - 30/04/2012 7.750.000 1,00 7.829.496 7.720.950
PTMOCHOE0007
PTCMHXOM0006
MODELO e CONTINENTE Float 2005/02-08-2012 (Call 02/08/2010)
MONTEPIO GERAL Float - 2007 / 29-05-2013
1.142.000
3.400.000
1,02
0,94
1.171.690
3.230.449
1.169.817
3.208.719
PTPTICOE0008 PORTUCEL Float /2005 - 27/10/2012 1.516.000 1,01 1.537.681 1.530.856
PTPTIAOE0000
PTSEMCOE0006
PORTUCEL Tx.Var. /2005 - 29/03/2010
SEMAPA Float / 2006 - 20/04/2016
5.919.500
22.300.000
1,00
0,99
5.993.866
22.711.415
5.926.986
22.030.750
PTSONFOE0000 SONAE INVESTIMENTOS Float /2006 - 10/05/2011 (Call=10/05/2009) 28.500.000 1,01 28.885.028 28.648.478
PTSONBOE0004 SONAE INVESTIMENTOS Float /2007 - 11/04/2014 (Call: 11/04/2012) 9.050.000 1,01 9.192.698 9.170.112
PTSMLBOE0008
PTBERQXE0003
SUMOLIS Float 2006 - 03/02/2011
B.E.S. EURO RENDA /2001-31/08/2009
9.451.200
15.000.000
1,01
1,03
9.577.672
16.674.739
9.577.672
15.512.502
PTBEQCXE0000 B.E.S. EURO RENDA 2002 / 29-04-2010 22.305.750 1,04 24.617.726 23.275.880
PTBBQO1E0024
PTESSEYE0006
BANCO BPI 5.75% /2008 - 05/08/2010
BES DUAL REND FIXO + EUROSTOXX 2006 / 26-08-2014
5.000.000
3.012.000
1,04
0,95
5.137.075
3.047.459
5.224.675
2.851.679
PTBERAXE0019 BES FEVEREIRO 2006 - 06/02/2009 4.140.000 1,04 4.288.835 4.293.526
PTESSBXE0000 BES INV Rendimento Step Up 2006 - 01/04/2014 3.500.000 1,03 3.591.350 3.607.100
PTBERU1E0015
PTBEMB1E0016
BESNN 4.375% /2008 - 25/01/2011
BESPL 5.5% /2008 - 21/07/2010
7.350.000
5.000.000
1,04
1,05
7.524.527
5.115.431
7.675.176
5.246.558
PTBICYXE0006 BIC EURO RENDA 4% 2005 - 16/04/2013 2.920.250 0,99 2.881.789 2.886.782
PTCG1HOM0003
PTFCPCOM0000
C.G.D. 3.875% /2008 - 12/12/2011
Futebol Clube Porto 6% 2006/15-12-2009
10.800.000
300.610
1,00
0,95
10.836.721
301.363
10.839.065
286.361
PTPETGCM0002 PARPUBLICA 3.25% Conv. E.D.P. /2007 - 18/12/2014 2.000.000 0,96 1.837.167 1.929.767
PTCPEDOM0000 REFER 4.25% - 2006 / 13-12-2021 600.000 0,97 562.189 579.058
PTRELAOM0000
PTBER4XE0008
REN REDES ENERGETICAS 6.375 % /2008 - 10/12/2013
B.E.S. EURO RENDA 4% - Mar/2005 - 16/04/2013
3.000.000
6.684.150
1,02
0,99
2.998.913
6.691.224
3.060.803
6.607.517
PTBER6XE0006 B.E.S. EURO RENDA 4% ABRIL 2005 - 2ª SÉRIE 2.329.250 1,03 2.330.378 2.403.880
PTESSVXE0006 BANCO ESSI 5.5 % - 2003 / 13-10-2033 2.871.000 1,01 2.941.770 2.896.161
PTBER7XE0005
PTBER8XE0004
BES EURO RENDA - 2005 / 14-10-2013
BES Commodities 2005 - 13/01/2014
2.500.000
1.863.550
0,96
0,93
2.032.313
1.830.833
2.400.465
1.734.126
sub-total
sub-sub-total
0
0
914.093.936
1.029.193.936
0,00
0,00
0,00
0,00
924.242.178
1.039.564.741
0,00
0,00
915.434.267
1.034.375.218
2.1.2 - Títulos de rendimento variável
2.1.2.1 - Acções
PTPTC0AM0009
PTSEM0AM0004
Portugal Telecom, SGPS
Semapa-SGPS,S.A.
3.112.920
571.429
9,04
3,06
28.154.867
1.750.172
6,07
6,40
18.895.424
3.657.717
PTEDP0AM0009 EDP - Nom. 911.330 3,56 3.245.194 2,70 2.456.034
ES0127797019
12168000418
EDP Renováveis SA
ESPÍRITO SANTO SAÚDE, SGPS, S.A.
1.679.235
4.425.000
8,00
4,07
13.433.880
18.000.002
5,00
4,07
8.401.213
18.000.015
PTGAL0AM0009 Galp Energia SGPS SA 246.104 12,20 3.001.697 7,18 1.767.027
PTPAD0AM0007 Glintt-Global Intelligent Technologies 1.291.773 0,76 983.328 0,64 826.735
PTREL0AM0008
PTSON0AM0001
REN - Redes Energéticas Nacionais
Sonae - SGPS
265.000
596.998
2,81
0,41
745.885
244.269
2,84
0,44
751.275
260.888
PTBCP0AM0007 B.C.P.-Nom.e Port.Reg. 7.310.126 0,81 5.932.697 0,82 5.957.753
PTBRI0AM0000 Brisa-Nom (Priv) 444.713 7,95 3.536.058 5,35 2.379.659
PTZON0AM0006 ZON Multimédia, SGPS
1.101.297 3,90 4.297.128 3,71 4.085.812
sub-total 21.955.925 0 0,00 0,00 83.325.177 0,00 67.439.552
2.1.2.2 - Títulos de participação
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
2.1.2.3 - Unidades de participação em fundos de investimento
PTYESCLM0005
PTYESGLM0001
ES - ACÇÕES AMERICA
ES - ACÇÕES EUROPA
20.554
16.606
7,41
11,43
152.247
189.740
5,42
7,63
111.438
126.750
PTYEVALM0002 ES - ALPHA 3 4.940 5,21 25.759 5,14 25.371
PTYES1LM0005
PTYEVBLM0001
ES - BRASIL
ES - MOMENTUM
1.687.591
27.023
6,10
3,93
10.291.673
106.303
3,38
2,83
5.698.488
76.561
PTYEVFLM0007 ES - PLANO DINÂMICO 133.192.901 3,73 497.130.113 3,78 502.843.160
PTYESYLM0009 ES - PORTUGAL ACÇÕES 233.366 8,18 1.908.677 4,77 1.114.183
PTYEVIHM0000
PTYEVJHM0009
ES - PREMIUM FEI
ES - RENDIMENTO DINÂMICO
61.672.726
26.116.333
5,03
4,98
309.999.998
130.000.000
4,67
4,75
288.258.322
124.083.921
PTFIMDHN0004 FUNGEPI FII 10.000.000 3,60 35.987.000 3,58 35.795.000
PTYESILM0009
PTYETXLM0009
ES - CAPITALIZAÇÃO
ES - CAPITALIZAÇÃO DINÂMICA
1.110.297
4.268.555
9,21
5,24
10.222.123
22.360.575
9,47
5,30
10.517.292
22.605.838
PTYESRLM0008 ES - OBRIGAÇÕES EUROPA 161.160 10,06 1.620.651 10,62 1.711.084
PTYESSLM0007 ES - OBRIGAÇÕES GLOBAL 89.740 9,29 833.694 10,03 900.442
PTYEVDLM0009
PTYEVHHM0001
ES - RENDIMENTO FEI
ES - RENDIMENTO PLUS
40.268
4.043.454
5,07
5,00
204.128
20.218.500
5,14
5,04
207.058
20.380.221
PTYESPLM0000 ES - MONETÁRIO 2.127.384 6,55 13.925.804 6,68 14.209.223
PTYEIXHM0008
PTFIMEHN0003
ES - LOGISTICA
FUNGERE - Fd G. Pat. Imobiliário
2.862.081
20.000.000
5,09
4,54
14.563.413
90.789.860
5,11
4,49
14.626.951
89.704.000
PTYEIAHM0005 GESPATRIMONIO RENDIMENTO 817.472 10,76 8.793.303 12,01 9.819.802
PTNOFCIE0006 NORFIN IMOBILIARIO (Logística e Distribuição) 1.000.000 5,26 5.264.300 6,38 6.380.000
PTORGBIM0010 OREY REABILITAÇÃO LISBOA
750.458 5,33 3.999.996 5,72 4.289.918
sub-total 270.242.909 0 0,00 0,00 1.178.587.856 0,00 1.153.485.024
2.1.2.4 - Outros
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
sub-sub-total 292.198.834 0 0,00 0,00 1.261.913.033 0,00 1.220.924.576
2.2 - Estrangeiros total 292.198.834 1.029.193.936 0,00 0,00 2.301.477.774 0,00 2.255.299.794
2.2.1 - Títulos de rendimento fixo
2.2.1.1 - De dívida pública
FR0114683842 BTNS 4.5% /2008 - 12/07/2013 15.000.000 1,09 16.435.582 16.414.582
IT0004009673 BTPS 3,75% /2006 - 01/08/2021 31.500.000 0,93 29.541.674 29.391.593
IT0004273493
IT0001174611
BTPS 4.5 % /2007 - 01/02/2018
BTPS 6.5% /1997 - 01/11/2027
9.050.000
39.000.000
1,03
1,17
8.794.154
50.246.825
9.363.037
45.672.072
DE0001135283 DBR 3.25% - 2005 / 04-07-2015 17.000.000 1,05 16.790.490 17.862.366
DE0001135374
DE0001135341
DBR 3.75% /2008 - 04/01/2019
DBR 4% /2007 - 04/01/2018
35.000.000
26.750.000
1,07
1,13
37.329.857
27.606.257
37.550.757
30.210.595

Ano: 2008

Empresa de SegurosBES VIDA
Nº de identificação:503024856
Ident. do resp. pela João Borralho
Valores em euros
Anexo 1
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO DESIGNAÇÃO Quantidade valor nominal nominal de aquisição de aquisição unitário Total
DE0001135333 DBR 4,25 % /2007 - 04/07/2017 16.000.000 1,12 16.431.749 17.908.142
DE0001135325 DBR 4.25% /2007 - 04/07/2039 8.000.000 1,15 8.878.947 9.205.751
DE0001135358
DE0001135176
DBR 4.25% /2008 - 04/07/2018
DBR 5,5 % /2000 - 04/01/2031
50.150.000
22.000.000
1,13
1,29
53.012.832
27.367.827
56.748.950
28.441.576
DE0001135044 DBR 6.5% /1997 - 04/07/2027 39.000.000 1,39 52.491.520 54.278.437
FR0010192997 FRTR 3,75% /2005 - 25/04/2021 10.000.000 1,04 9.491.449 10.389.349
FR0000187635 FRTR 5.75% /2000 - 25/10/2032 24.000.000 1,29 29.640.218 30.921.715
GR0124026601 GGB 3.7% /2005 - 20/07/2015 7.500.000 0,95 7.382.350 7.144.675
GR0124024580 GGB 4,5% /2004 - 20/05/2014 48.500.000 1,01 50.854.411 48.868.102
GR0114021463 GGB 4.0% /2008 - 20/08/2013 30.000.000 0,99 30.480.248 29.764.048
GR0114020457
GR0124030645
GGB 4.1% /2007 - 20/08/2012
GGB 4.6% /2008 - 20/07/2018
5.500.000
9.100.000
0,99
0,98
5.472.113
8.860.928
5.459.518
8.937.914
DE0001141521 OBL 3.5% /2008 - 12/04/2013 4.200.000 1,07 4.333.508 4.503.692
DE0001141539 OBL 4.0% /2008 - 11/10/2013 70.000.000 1,09 73.348.335 75.972.438
AT0000383864 RAGB 6.25% /1997 - 15/07/2027 39.500.000 1,30 51.423.730 51.260.665
XS0205537581 REP. ARGENTINA 1.2% /2003 - 31/12/2038 849.836 0,15 308.256 127.475
GR0124021552 REP. GREECE 4.6 % / 2003 - 20/05/2013 11.000.000 1,02 11.486.121 11.203.568
US912828JE19 TII 1.375% TSY Infl 2008 - 15/07/2018 6.060.000 0,68 4.449.164 4.135.050
XS0365663961
XS0298931287
WACHOVIA BANK NA 6% /2008 - 23/05/2013
HSBK EUROPE 7.25% 2007 - 03/05/2017
2.000.000
5.000.000
1,00
0,42
2.072.486
2.391.478
2.001.346
2.089.097
ES0000011876 SPGB c/z - 98 / 01-2029 28.247.569 0,41 9.502.332 11.658.619
XS0224713254 AUSTRIA REP. 2005 / 28-07-2025 6.500.000 0,63 5.845.332 4.106.531
XS0220101744 REP. AUSTRIA Float /2005 - 15/06/2015 3.000.000 0,93 2.992.552 2.775.000
FR0108664055 BTNS 1.25% + Inflação - 2006/ 25-07-2010 6.400.000 1,08 6.390.390 6.884.822
IT0003805998 BTPS 0.95% + Inflação - 2004 / 15-09-2010 20.192.000 1,08 19.790.056 21.723.588
DE0001030500 DBR 1.5% Inflação 2006 - 15/04/2016 63.658.000 1,08 64.067.769 68.975.075
FR0010235176 FRTR 1% + Inflação - 2005/ 25-07-2017 39.538.000 1,00 37.346.610 39.720.189

sub-total
0 749.195.405 0,00 0,00 782.857.548 0,00 801.670.334
2.2.1.2 - De outros emissores públicos
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
2.2.1.3 - De outros emissores
XS0140546853 NOTA BOATS INVESTMENTS (NETHERLANDS) B.V.SERIE-36 590.738 590.738
CERTIFICADOS DE DEPÓSITO (BNP PARIBAS) 1.200.905 1.200.905
CERTIFICADOS DE DEPÓSITO (JP MORGAN) 1.464.404 1.464.404
CERTIFICADOS DE DEPÓSITO (JP MORGAN) 703.742 703.742
XS0346776973 Amortising Secured Repackaged Notes due 2020 4.083.951 4.083.951
CERTIFICADOS DE DEPÓSITO 6.011.533 6.011.533
PAPEL COMERCIAL 182.955.679 182.955.679
XS0283183084
XS0092676625
ABANKA VIPA Float 2007/2049 (Call:03-02-2017)
ABBEY NATIONAL PLC 1998 - 07/01/2009
2.000.000
9.203.255
0,75
1,05
1.571.570
9.613.056
1.501.570
9.651.514
XS0329074826 ABN AMRO BRIC Infrastructure Index Capital 2007 - 23/11/2010 65.000 0,91 65.000 59.033
NL0000122505 ABN AMRO CMS /1999 - 10/06/2019 5.000.000 1,06 5.310.683 5.306.342
XS0201884300 AIREM 2004-1X 3B2 MTG /2004 - 20/09/2066 4.500.000 0,53 4.514.301 2.396.773
XS0200533726 ALLIANCE & LEIC Float - 2004 / 14-09-2009 300.000 0,98 295.849 292.807
XS0229757736 ALLIANCE & LEICESTER SANTANDER Float /2005 - 21/09/2010 2.000.000 0,96 1.907.400 1.920.320
XS0222205600 ALPHA CREDIT Float /2005 - 21/06/2010 2.500.000 0,98 2.505.859 2.456.359
XS0253574007
XS0257752013
ALPHA CREDIT Float /2006 - 08/05/2009
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XS0235012951
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XS0203173298 BANK NAT OF GREECE PERPETUAL 2004 (Call: 03/11/2014) 315.000 0,34 193.791 105.716
XS0285100391
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XS0362349465 BANK OF MONTREAL Float 2008 - 07/05/2010 1.300.000 0,97 1.311.725 1.266.563
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XS0096198956 BARCLAYS BANK PLC /1999 - 06/04/2009 1.000.000 1,03 1.026.481 1.025.833
XS0274213346 BARCLAYS BANK PLC 2006 - 09/11/2009 2.500.000 1,02 2.524.232 2.549.447
XS0225160786
XS0254619165
BARCLAYS Float / 2005 - 31/07/2013
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300.060
XS0097441264 BAYER HYPO - VEREINSBANK Float - 1999 / 20-05-2009 4.100.000 1,00 4.120.567 4.111.337
XS0097084726 BAYER HYPO CMS 99-05/05/2014 4.761.000 0,92 4.763.755 4.389.697
XS0097995590 BAYER.HYPO CMS 99-02/06/2014 4.000.000 0,93 3.944.337 3.701.895
XS0097994940 BAYER.HYPO CMS 99-16/06/2014 3.000.000 0,99 2.994.831 2.957.128
XS0202111992 BCP FINANCE (BCPN) Float 2004 - 14/10/2009 1.333.000 1,01 1.335.844 1.343.349
XS0216793728 BCP FINANCE BANK Float /2005 - 20/04/2010 263.000 0,98 264.013 258.171
XS0270563421 BCP FINANCE BANK Float 2006 - 20/10/2009 3.150.000 1,01 3.133.317 3.169.310
XS0220057581
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BCP FINANCE Float - 2005 / 15-06-2015
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XS0203695233 BEAR STEARNS Float - 2004 / 20-10-2009 1.850.000 0,98 1.799.923 1.809.633
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XS0273746114 BES FINANCE Float - 2006 / 12-11-2009 2.200.000 0,99 2.191.128 2.177.569
XS0217754794 BES FINANCE Float /2005 - 27/04/2010 949.000 1,00 950.458 948.982
XS0261040173 BES FINANCE Float 2006 - 18/07/2011 1.810.000 0,96 1.787.468 1.729.365
Nº de identificação:503024856 Valores em euros
Ident. do resp. pela João Borralho Anexo 1
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO DESIGNAÇÃO Quantidade valor nominal nominal de aquisição de aquisição unitário Total
XS0211566475 BES FINANCE Float/ 2005 - 09/02/2010 1.000.000 0,98 977.418 984.218
XS0242314291 BES FINANCE Float/ 2006 - 08/02/2011 3.000.000 0,99 2.939.566 2.964.376
XS0195738348
XS0190583012
BES FINANCE LTD Float /2004 - 08/10/2009
BESNN Float /2004 - 21/04/2011
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10.000.000
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0,99
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9.936.793
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9.893.643
IT0003685846 BIPIELLE RESIDENTIAL SRL Float MTG /2004 - 30/12/2040 2.800.000 0,64 2.806.728 1.792.816
XS0107588823 BNP PARIBAS Var. /2000 - 23/02/2015 1.750.000 1,01 1.774.438 1.772.343
XS0243345203 BOIRO FINANCE BV Float/ 2006 - 29/03/2011 8.500.000 0,99 8.515.229 8.391.912
XS0244531207 BOIRO FINANCE Float 2006/20-03-2011 10.000.000 0,72 7.809.288 7.209.288
XS0235648408 BOYNE 1X E MTG 2005 - 12/02/2022 3.000.000 0,86 2.463.903 2.588.880
XS0174443449
XS0268649760
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XS0198770199 BRUCK IX A2-1 MTG / 2004 - 29/12/2084 700.000 0,95 690.833 666.081
XS0127276235 BSCH ISSUANCES Float/ 2001 - 28/03/2011 2.500.000 0,91 2.446.760 2.276.985
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CAIXA GERAL DEPO Float 2005 - 29/09/2049 (Call: 30/09/2015)
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XS0257959113 CAIXA PENEDES Float /2006 - 21/06/2049 (Call=21/06/2016) 3.100.000 0,62 3.111.435 1.925.375
ES0214974075 CAIXA TERRASSA Perp Float /2007 - 01/03/2049 (Call=01/03/2027) 4.000.000 0,71 2.857.263 2.857.263
XS0225115566
ES0314950363
CAIXA TERRASSA SOCIETAT 2005 - 10/08/2049 (Call 08/10/2011)
CAJA AHORRO MONTE MADRID Float - 2008 - 25/06/2010
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2.943.947
ES0215424120 CAJA CASTIL-MAN Float /2004 - 20/12/2014 (Call=20/12/2009) 2.000.000 0,81 1.602.388 1.621.808
XS0182864081 CAJA DUERO CAP Float pp /2003 - 29/12/2049 (Call=29/06/2009) 6.000.000 0,97 6.035.079 5.815.624
XS0363171678 CALYON FIN GUERNSEY (BASKET) 2008/30-06-2009 5.000.000 0,83 4.999.576 4.140.886
XS0243424339 CALYON Step Cpn 2006 - 28/02/2016 (Call: 28/02/2009) 10.000.000 1,01 9.998.761 10.126.761
XS0218540853 CANDI 05 C Mtg 2005 / 20-04-2050 2.000.000 0,97 1.932.480 1.932.480
FR0000495665
XS0231275552
CCAMA Float /1999-22/07/2029
CEMG Float 2005 - 30/09/2010
1.000.000
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1.021.569
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XS0204284490 CEMG-CAYMAN ISLA Float /2004 - 04/11/2009 6.500.000 0,98 6.526.509 6.389.061
XS0217992030 CEMG-CAYMAN ISLA Float /2005 - 03/05/2012 2.500.000 0,96 2.395.316 2.404.566
XS0250907218 CEMG-CAYMAN ISLA Float /2006 - 18/04/2016 (Call=18/04/2011) 1.800.000 0,63 1.818.157 1.135.944
XS0267837473 CEMG-CAYMAN ISLA Float/ 2006 - 19/09/2011 8.200.000 0,96 8.018.812 7.899.347
XS0236162383 CHEYNE CREDIT 2005 - 30/09/2013 5.000.000 0,89 4.729.000 4.443.000
FR0010096826
XS0277974076
CIE FIN CREDIT CMS - 2004 / 05-07-2049 (Call: 05/07/2014)
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CREDIT SUISSE CMS 99 - 29/07/2019
CYPRUS POPULAR Float /2006 - 26/05/2016 (Call=26/05/2011)
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3.770.689
2.748.869
US23383FBS39 DAIMLER FINANCE Float 2006 - 03/08/2009 2.450.000 0,69 1.768.897 1.682.746
XS0255691056 DALRA 1-X A2 Float MTG /2006 - 15/06/2022 (Call=15/06/2011) 3.000.000 0,84 3.005.296 2.526.496
XS0157629691 DANSKE BANK VAR /2002 - 11/12/2012 (Call=12/11/2009) 1.295.000 0,91 1.252.110 1.184.705
XS0226406238 DEKANIA EUROPE MTG 2005 - 07-09-2035 (CALL= 07-09-2010) 5.000.000 0,50 3.669.500 2.500.000
XS0165885046 DELPH 2003-I B MTG /2003 - 25/04/2093 (Call=25/10/2009) 4.000.000 0,94 4.085.487 3.752.235
XS0206650847
DE000A0E5U85
DELPH 2004 II C MTG / 2004 - 25/11/2090 ( Call: 25/11/2009)
DEPFA FUNDING CMS -2005 08-06-2049 (call=08-06-2011)
2.000.000
3.000.000
0,90
0,15
1.973.342
2.955.298
1.795.975
443.422
DE0002294832 DEPFA Float 1999 - 28/05/2019 2.000.000 0,95 1.956.983 1.908.583
XS0301328661 DEUTSCHE BANK AG Float 2007 / 07-06.2009 2.600.000 0,99 2.609.926 2.562.866
DE000DB5S568 DEUTSCHE BANK AG Float/ 2007 - 18/10/2010 5.000.000 0,97 5.044.450 4.856.150
XS0366494960 DEUTSCHE BANK AG Var /2008 - 05/06/2013 5.000.000 0,92 5.000.000 4.621.500
DE0003933685
XS0346919086
DEUTSCHE BANK Float - 2004 / 20-09-2016 (Call: 20/09/2011)
DEUTSCHE BANK Float - 2008 / 14-02-2011
1.737.000
2.500.000
0,75
0,98
1.731.107
2.512.217
1.304.237
2.457.742
XS0309982279 DEUTSCHE BK LOND DB Float 2007 / 20-09-2017 4.000.000 0,90 3.845.625 3.596.249
DE0003083358 DEUTSCHE FIN. CMS 99 - 04/06/2019 3.000.000 0,82 2.848.361 2.469.791
XS0276898417 DEUTSCHE TELEKOM Float /2006 - 23/05/2012 8.500.000 1,00 8.577.299 8.489.302
FR0010125823 DEXIA MUNICIPAL AGENCY Float C/F 2004 - 05/11/2010 1.500.000 1,00 1.464.274 1.501.174
XS0356088772 DNBNOR Float /2008 - 07/04/2011 2.000.000 0,97 2.022.958 1.935.898
XS0269341680
XS0236179270
DOURM 2 A2 MTG - 2006 / 21-04-2059
DOURO MORTGAGES 1A MTG /2005 - 21/06/2056 (Call=21/09/2014)
774.477
469.450
0,88
0,85
754.516
447.581
684.191
400.319
XS0290421105 DRESDNER BANK Var 2007 - 07/05/2012 5.000.000 0,83 5.010.000 4.134.000
DE0001254712 DRESDNER BANK AG CMS 99 - 31/05/2019 7.000.000 1,03 6.835.923 7.192.150
DE0001254621 DRESDNER BANK CMS 99 - 01/04/2009 3.000.000 1,01 3.090.396 3.029.667
XS0275882800 DUCHESS VII-X MTG 2006/28-02-2023 4.900.000 0,81 3.965.903 3.965.903
DE0009078337 DZ BANK Float pp /2003 - 11/11/2049 (Call=11/05/2009) 3.974.000 1,00 4.043.378 3.989.904
DE000A0DCXA0
XS0284443545
DZBK Pp Float /2004 - 22/11/2049 (Call=22/11/2011)
E.S. Autocallable 10Y 2007 - 24/01/2017
5.000.000
55.000
0,76
0,39
5.094.168
46.112
3.779.168
21.637
XS0302971568 E.S. INVESTMENT PLC Cabaz 2012 2007 - 01/06/2012 870.000 0,91 874.478 795.482
XS0256997932 EDP FINANCE Float /2006 - 14/06/2010 4.500.000 0,96 4.427.758 4.317.373
XS0302804744 EFG HELLAS Float /2007 - 08/06/2017 (Call=08/06/2012) 9.000.000 0,89 9.015.182 8.032.822
XS0195016711 EFG HELLAS PLC Float /2004 - 30/06/2014 (Call: 30/06/2009) 1.200.000 0,98 1.201.068 1.177.316
XS0127078946
XS0231422790
EIRLES LIMITED /2001-18/04/2010
EIRLES THREE Float #195 2005 - 02/04/2024
15.500.000
1.224.587
1,01
0,66
15.676.913
1.188.009
15.694.138
810.677
EG6026561 EIRLES THREE var - 2007 - 14-06-2014 1.250.000 1,00 1.272.800 1.250.000
XS0210695077 EIRLES TWO 157 Float /2005 - 20/03/2010 800.000 0,47 814.137 379.205
XS0222588187 EIRLES TWO 195 PERP. Float /2005 - 01/07/2049 (Call=01/01/2010) 5.000.000 1,02 5.081.988 5.081.988
ES0330991003 ENDESA CAPITAL Float /2007 - 05/07/2012 900.000 0,97 882.622 869.464
XS0307504034 ERICSSON LM Float /2007 - 27/06/2014 3.000.000 0,86 2.995.099 2.594.329
XS0260783005
XS0360792666
ERSTBK Float /2006 - 19/07/2017 (Call=19/07/2012)
ES INVESTMENT ASIA 80% CG 2008- 28/04/2011
3.000.000
1.376.000
0,73
0,80
3.031.005
1.376.000
2.192.940
1.098.736
XS0360792237 ES INVESTMENT ASIA 90% CG 2008- 28/04/2011 5.000.000 0,88 5.000.000 4.385.500
XS0360816788 ES INVESTMENT EUROPA 80% CG 2008- 15/04/2011 5.000.000 0,84 5.000.000 4.194.000
XS0360816432 ES INVESTMENT EUROPA 90% CG 2008- 15/04/2011 5.000.000 0,77 5.000.000 3.830.000
XS0219988937 ESPIRITO SANTO INV. Float Racc 2005 - 25/05/2015 230.000 0,76 230.093 174.755
XS0286377055
XS0238493646
ESPIRITO SANTO INV. Float/ 2007 - 27/05/2011
ESPIRITO SANTO INVEST 2005 - 20/12/2015 (Call: 20/12/2010)
1.810.000
5.849.000
0,90
0,98
1.687.229
5.797.422
1.627.785
5.748.946
Nº de identificação:503024856 Valores em euros
Ident. do resp. pela João Borralho Anexo 1
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO DESIGNAÇÃO Quantidade valor nominal nominal de aquisição de aquisição unitário Total
XS0263448085 ESPSAN Float - 2006 / 26-03-2012 504.000 0,91 485.872 458.826
XS0220978737 ESTIA 1 A MTG /2005 - 27/04/2040 (Call=27/10/2014) 743.182 0,98 750.698 728.921
XS0190180918
XS0363961300
EXPLO 2004-1 M MTG /2004 - 25/09/2012
Espírito Santo Investment PLC 2008 - 26/05/2011
6.000.000
55.000
1,00
1,04
6.101.845
55.000
5.997.324
57.294
XS0353274367 Espírito Santo Investment PLC Float 2008 - 20/03/2016 1.507.000 0,93 1.509.006 1.406.681
BE0932317507 FORTIS BK Float - 2007 / 17-01-2017 (call=17-01-2012) 1.000.000 0,81 929.688 808.033
USU3456R1006 FORTIS CAP. FUND FLOAT 1999 - 26/04/2049 (Call: 26/04/2009) 5.000.000 0,99 4.980.514 4.936.162
XS0191082105 FRANCE TELECOM Float C/F 2004 - 11/05/2009 2.000.000 1,00 2.006.264 1.997.106
XS0182973882 GAMA 1 S MTG / 2003 - 26/12/2011 1.000.000 0,95 983.289 949.689
XS0133036904 GLOBAL ASSET (GAP LIMITED) /2001 - 04/06/2013 38.250.000 1,01 38.465.542 38.749.545
XS0193291514
XS0284728465
GMAC CANADA LTD Float C/F 2004 - 11/06/2009
GOLDMAN SACHS GP Float /2007 - 30/01/2017
2.000.000
1.000.000
0,46
0,65
2.013.251
925.373
929.771
654.983
XS0201483657 GRAN 2004-3 2B MTG /2004 - 20/09/2044 (Call=20/09/2011) 613.952 0,93 615.768 567.937
XS0216229319 HARVEST II-X MTG 2005/21-05-2020 3.000.000 0,48 2.400.000 1.425.000
XS0247638975 HARVEST III-X MTG 2006/08-06-2021 3.000.000 0,45 2.325.000 1.350.000
XS0216229079 HARVT II - XE1 MTG Float 2005-21/05/2020 1.000.000 0,92 807.044 924.844
XS0254058034 HARVT IV F MTG /2006 - 29/07/2021 (Call=29/07/2011) 7.900.000 0,50 6.320.790 3.950.000
XS0189774606
XS0188201619
HARVT IX B2 Float MTG /2004 - 29/03/2017
HBOS Float - 2004 / 13-03-2049 (Call=13-03-2014)
2.000.000
5.000.000
0,93
0,42
2.070.017
2.260.492
1.863.317
2.112.742
XS0249026682 HBOS Float /2006 - 29/03/2016 (Call=29/03/2011) 1.500.000 0,80 1.417.616 1.202.801
XS0244627229 HBOS TSY Float 2006 - 23/02/2016 10.000.000 0,90 7.572.474 9.044.304
XS0293697800 HEC 3X E MTG/ 2007 - 01/05/2023 (Call: 03/05/2010) 4.000.000 0,79 3.174.808 3.174.792
XS0231411751 HELLAS TELECOM Float /2005 - 15/10/2012 250.000 0,58 261.278 145.965
XS0349039726
XS0299973577
HSBC BANK Float - 2008 / 20-03-2011
HSBC BANK PLC 2007/15-05-2012
2.550.000
4.000.000
0,78
1,04
2.503.160
4.013.600
1.978.370
4.148.000
XS0228550421 HSBC FINANCE Float - 2005 / 14-09-2010 4.500.000 0,86 4.508.122 3.877.058
DE0003045803 HVB Float/ 1999 - 07/06/2011 5.495.000 0,87 5.662.148 4.760.330
XS0285097746 HYPO REAL ESTATE Float /2007 - 09/02/2010 2.000.000 1,00 2.009.136 1.993.265
XS0237539282 HYPOREAL INTL AG Float /2007 - 06/12/2010 5.000.000 0,99 5.008.501 4.926.200
ES0214954150 IBERCAJA Float /2007 - 25/04/2019 (Call=25/04/2014) 2.543.000 0,99 2.527.307 2.516.388
XS0258938165 IBERDROLA FIN. Float /2006 - 28/06/2010 3.400.000 0,99 3.393.705 3.378.503
DE0008592759
XS0301457718
IKB FUNDING TRST # 1 Float /2002 - 31/12/2049 (Call=31/03/2009)
IMMEO 2 D Mtg 2007 / 15-12-2016
789.700
957.668
0,07
0,92
434.414
912.447
55.279
884.100
XS0384169446 ING BANK (INTNED) Float /2008 - 22/08/2011 5.000.000 0,99 5.017.850 4.970.000
XS0267516911 ING VERZEKERING Float /2006 - 18/09/2013 3.000.000 0,88 2.823.661 2.645.761
XS0371711663 INTESA SANPAOLO ISPIM 8.047% TIER I 2008 - 2049 (Call: 20/06/2018) 6.800.000 0,53 6.805.259 3.636.776
XS0236183207 INTL LEASE FIN 2005 - 15/08/2011 1.500.000 0,71 1.508.428 1.064.770
XS0195721708 INTL LEASE Float - 2004 / 06-07-2010 50.000 0,77 38.230 38.524
XS0097222466
XS0297861279
INTNED CMS 99 - 19/05/2019
INVITEL HOLDINGS Float 2007 - 01/02/2013
2.000.000
500.000
0,97
1,03
1.942.134
406.279
1.937.534
512.579
XS0284839882 JP MORGAN CHASE Float /2007 - 30/01/2014 500.000 0,91 414.464 454.739
XS0231555672 JP MORGAN Float 2005 - 12/10/2015 7.000.000 0,74 6.474.067 5.198.987
XS0293774054 JP MORGAN INTL DERIVATIV - 2007 / 20-06-2012 (call= 20-06-2010) 4.610.000 0,88 4.595.302 4.077.459
XS0292634267 JUBIL I-RX E MTG 2007 - 30/07/2024 (Call: 30/07/2013) 2.500.000 0,46 1.889.752 1.154.297
XS0219823266 KAUPTHING BANK HF Float /2005 - 25/05/2010 10.000.000 0,05 450.000 500.000
XS0327159074
XS0185905816
KBC Float /2007 - 26/10/2012
KOMMUNALKREDIT Float C/F 2004 / 13-02-2009
5.000.000
110.000
0,96
1,02
5.047.585
111.681
4.775.085
111.670
XS0196776727 KPN Float - 2004 / 21-07-2009 300.000 1,01 301.422 304.302
XS0301055595 LANDSBANKI ISLANDS Float /2007 - 18/05/2012 4.300.000 0,05 3.974.318 215.000
XS0187674816 LANDSBANKI ISLND Float /2004 - 10/03/2009 3.000.000 0,05 3.001.758 150.000
XS0208211911 LANDSBANKI ISLND Float /2004 - 21/12/2009 4.000.000 0,05 2.542.795 200.000
XS0231945386 LANDSBANKI ISLND Float /2005 - 19/10/2010 4.300.000 0,05 2.580.000 215.000
XS0243637757
XS0285604863
LB BADEN-WUERTT Float - 2006 / 21-03-2016
LECTA SA Float - 2007 / 13-02-2007
8.000.000
250.000
0,71
1,02
6.831.569
252.099
5.677.350
255.549
XS0189741001 LEHMAN BROS FLOAT 2004 / 05-04-2011 10.000.000 0,10 1.305.000 1.000.000
XS0224346592 LEHMAN BROS Float - 2005 / 20-07-2012 2.280.000 0,10 228.000 228.000
XS0215349357 LEHMAN BROS Float 2005/2049 (Call: 30/03/2010) 2.000.000 0,00 620.000 1.000
JP584117A3C0 LEHMAN BROS HLDG (JPY)/2003 - 19/12/2008 500.000.000 0,00 3.757.703 396.385
JP584117A5A9 LEHMAN BROS HLDG (JPY)/2005 - 26/10/2010 4.800.000.000 0,00 27.055.464 3.805.296
JP584117B760
US52517PL336
LEHMAN BROS HLDG (JPY)/2007 - 05/06/2017
LEHMAN BROS HLDG (USD)/2006 - 24/11/2008
2.300.000.000
385.000
0,00
0,07
17.285.435
300.265
1.823.371
27.664
XS0138439616 LEHMAN BROS HLDG Float /2004 - 02/11/2011 5.300.000 0,10 530.000 530.000
XS0252835110 LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 04/05/2011 4.615.000 0,10 1.011.646 461.500
XS0257022714 LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 12/06/2013 5.902.000 0,10 712.200 590.200
XS0254171191 LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 19/05/2016 5.050.000 0,10 0 505.000
XS0272543900 LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 25/10/2011 4.000.000 0,10 522.000 400.000
XS0282937985
XS0300055547
LEHMAN BROS HLDG Float /2007 - 05/02/2014
LEHMAN BROS HLDG Float /2007 - 10/05/2012
12.500.000
11.400.000
0,10
0,10
12.008.950
8.790.000
1.250.000
1.140.000
XS0289069519 LEHMAN BROS TSY Float /2007 - 20/12/2015 15.000.000 0,10 7.982.000 1.500.000
XS0294628366 LHB INTERNATIONAL HANDEL 2007 - 10/04/2012 1.000.000 1,02 1.015.318 1.015.318
XS0099509316 LLOYDS BANK Float /1999 - 19/07/2049 (Call=19/07/2009) 3.500.000 1,01 3.555.735 3.543.876
XS0272317990 LSME 1 A Float MTG /2006 - 21/08/2028 5.000.000 0,89 5.023.800 4.448.722
XS0230695552
XS0178547393
LUSI 4 C MTG /2005 - 15/09/2048
LUSITANO 2D MTG /2003 - 16/11/2046 (Call=16/11/2012)
3.500.000
4.000.000
0,58
0,91
3.506.016
4.023.581
2.042.640
3.628.220
XS0268642161 LUSITANO 5 A MTG /2006 - 15/07/2059 7.221.986 0,89 7.029.400 6.427.987
XS0388760406 LUSITANO 7 A MTG / 2008 - 21/10/2064 2.000.000 1,01 2.028.719 2.028.719
XS0177945077 MAGEL 2 B MTG / 2003 - 18/07/2036 (Call: 18/10/2010) 2.140.000 0,87 2.060.041 1.855.878
XS0378418890 MAGNOLIA FINANCE VI 2008/20-12-2038 18.150.000 1,16 21.127.794 21.125.979
XS0303201403
XS0193657789
MARFIN POPULAR Float /2007 - 31/05/2010
MARLIN 1 B MTG /2004 - 23/12/2012
7.700.000
524.953
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0,95
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525.910
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501.276
XS0186951629 MARS2 2 A1B Float MTG /2004 - 20/03/2036 (Call=20/03/2009) 234.808 0,93 235.426 217.905
XS0267046851 MARSB 2006 D MTG /2006 - 28/08/2014 (Call=28/08/2012) 3.700.000 0,96 3.715.857 3.535.245
XS0189018970 MAX ONE Float C/F 2004 - 20/03/2009 1.080.000 1,01 1.089.343 1.085.524
XS0305384553 MERMAID 1D MTG 2007 - 30/01/2040 (Call: 30/01/2010) 2.500.000 0,84 2.462.298 2.099.128
XS0250578134 MERRILL LYNCH C/F Float /2006 - 06/04/2016 3.000.000 0,77 3.003.572 2.308.333
XS0185391447
XS0267827169
MERRILL LYNCH Float /2004 - 09/02/2009
MERRILL LYNCH Float 2006 - 14/09/2018
500.000
7.000.000
1,00
0,94
501.340
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499.200
6.592.068
XS0281902550 MERRILL LYNCH LUX CMS 2007 - 30/01/2017 5.000.000 0,80 5.200.939 4.000.888
DE000A0KPS94 METRO AG Float - 2006 / 08-09-2010 1.000.000 0,99 1.003.030 987.510
DE000A0DLWM8 METRO AG Float /2004 - 07/10/2009 300.000 1,01 304.275 302.565
XS0190302611 MIDGA 1 A1 Float MTG /2004 - 23/04/2011 1.611.290 0,91 1.786.678 1.464.360
XS0190303189 MIDGA 1 A2 Float MTG /2004 - 23/04/2029 5.000.000 0,98 5.169.736 4.878.168
XS0193513602
XS0236480322
MONTE DEI PASCHI Float /2004 - 01/06/2014 (Call=01/06/2009)
MONTE PASHI SIEN Float 2005 - 30/11/2017 (Call: 30/11/2012)
400.000
3.700.000
0,90
0,71
399.303
3.694.474
359.851
2.632.745
XS0241903821 MONTPI Float 2006 - 31/01/2011 16.400.000 0,98 16.415.904 16.031.295
XS0210110291 MORGAN STANLEY Float /2005 - 08/02/2010 1.980.000 0,95 1.946.197 1.882.837
XS0250971222 MORGAN STANLEY Float /2006 - 13/04/2016 4.055.000 0,68 3.910.520 2.748.017
XS0276891594 MORGAN STANLEY Float /2006 - 29/11/2013 5.000.000 0,74 5.010.155 3.708.755
XS0225152411
XS0245836431
MORGAN STANLEY Float 2005 - 20/07/2012
MORGAN STANLEY Float 2006 - 01/03/2013
292.000
1.900.000
0,74
0,73
295.315
1.848.199
215.315
1.393.474
Nº de identificação:503024856 Valores em euros
Ident. do resp. pela João Borralho Anexo 1
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO DESIGNAÇÃO Quantidade valor nominal nominal de aquisição de aquisição unitário Total
XS0185150082 MORGAN STANLEY Float C/F - 2004 / 16-02-2010 833.000 0,91 813.959 759.309
DE000MS8FQR5 MORGAN STANLEY Var /2008 - 14/05/2011 1.500.000 1,03 1.532.642 1.545.217
XS0203171755 NATGRE CMS 2004/03-11-2049 (Call=03/11/2014) 700.000 0,43 654.518 300.738
FR0010369595
FR0010239400
NATIXIS BANQUES Float 2006 - 26/01/2017 (Call: 26/01/2012)
NATL BANQUES POP CCBP Float 2005 - 21/01/2016 (Call: 21/01/2011)
1.500.000
1.550.000
0,78
0,80
1.514.755
1.566.433
1.171.555
1.246.362
XS0269714464 NATL CAPITAL INS Float 2006/29-09-2049 (Call 29-09-2016) 8.200.000 0,40 6.253.345 3.281.815
XS0129477716 NAVIO CO - 2001 / 02-05-2011 18.000.000 0,98 18.007.372 17.722.572
XS0129619010 NAVIO CO - 2001 / 26-04-2010 25.500.000 0,92 23.583.788 23.583.788
XS0172122904 NBOG FUND pp - 2003 / 22-07-2049 (Call = 11/07/2013) 3.484.000 0,67 3.571.857 2.320.594
XS0234404159 NIB CAPITAL BANK Float RAcc 1ª-4ª Tranche 2005 / 15/11/2015 (Call 15 10.000.000 0,61 8.743.202 6.115.702
XS0094800132
XS0187633200
NIBCAP Float /1999 - 16/02/2009
NORDEA BANK Float - 2004 / 25-03-2014 (Call= 25-03-2009)
700.000
3.000.000
1,03
1,00
711.877
2.993.849
718.037
2.993.849
XS0200688256 NORDEA BANK PERPETUAL 2004 - 17/09/2009 689.000 0,38 651.574 261.655
XS0300349379 OHECP 2007-1X MTG 2007/15-08-2023 5.000.000 0,64 3.324.198 3.209.483
XS0218487436 OPERA UNI A MTG /2005 - 15/02/2012 3.401.587 0,93 3.422.144 3.167.794
XS0275776101 OTE Float /2006 - 21/11/2009 3.000.000 1,00 3.014.708 3.011.367
XS0095156401 PACIFIC L.F. CMS 99 - 12/03/2019 2.000.000 0,79 2.055.818 1.586.200
XS0159862472 PELIC 1C MTG / 2002 - 15(09/2037 2.000.000 0,98 1.951.759 1.951.759
XS0159861078
XS0187596167
PELICAN 1A MTG - 2002 / 15-019-2037
PERMA 4 4B MTG / 204 - 10/06/2042 (Call=10/03/2011)
687.590
1.000.000
0,91
0,93
676.247
991.598
627.417
929.149
FR0010398263 PERNOD RICARD Float /2006 - 06/06/2011 1.300.000 0,99 1.275.842 1.283.963
XS0201573051 PIRAEUS GROUP Float - 2004 / 29-09-2014 (Call=29-09-2009) 4.200.000 0,90 4.233.509 3.780.844
XS0204397425 PIRAEUS GRP CAP Float /2004 - 27/10/2049 - (Call=27/10/2014) 2.667.000 0,66 2.573.391 1.763.266
XS0238184260 PIRAEUS GRP FIN Float /2005 - 20/12/2010 400.000 0,92 393.183 366.502
XS0149762139 POLO SECURITIES Float /2002-26/06/2014 3.000.000 0,99 3.030.887 2.960.390
DE000A0BDW10
XS0288613119
POPULAR CAPITAL PERPETUAL 2004 - 30/06/2009
POPULAR CAPITAL PERPETUAL 4.907% 2007 - 06/03/2017
996.000
250.000
0,39
0,31
1.000.806
130.359
389.799
77.583
XS0205677320 PREPS 2004 - 2 B1 MTG /2004 - 10/12/2012 4.500.000 0,97 4.545.136 4.350.503
XS0213035008 PROLO 4 B Float MTG /2005 - 05/05/2013 2.000.000 0,95 2.015.317 1.891.481
XS0205776650 PROMS CARA A Float MTG /2005 - 05/10/2019 2.000.000 1,01 2.026.906 2.025.331
XS0277606272 PROMS XXS6 1-B MTG 2006 / 12-05-2024 3.342.399 0,89 2.979.557 2.979.557
DE0009106732 PROVI AO3-1 A MTG /2003 - 28/07/2055 (Call=28/10/2009) 2.000.000 1,01 2.020.457 2.014.282
DE000A0AUQ34 PROVI AO4 1 C MTG / 2004 - 27/11/2045 (Call: 27/02/2010) 2.000.000 0,98 1.962.248 1.962.148
XS0110207478
XS0278111165
QBEAU Float - 2000 / 03-08-2020 (Call: 03/08/2010)
RAMPER INV 2006 / 21-10-2013
2.000.000
43.880.000
1,02
1,01
2.108.847
44.363.505
2.041.247
44.363.505
XS0233447936 RBS Float - 2005 / 16-11-2015 7.500.000 0,93 7.482.400 6.972.718
XS0195231526 RBS Float /2004 - 03/07/2049 (Call=03/07/2014) 9.500.000 1,02 8.802.540 9.697.257
XS0289088659 RBS Float 2007 - 28/10/2026 15.000.000 1,01 15.158.068 15.158.068
XS0196987266 RBS Float C/F 2004 - 10/08/2010 2.150.000 0,94 2.178.817 2.026.652
XS0192506870 RCI BANQUE Float / 2004 - 26-05-2009 447.000 0,96 450.637 427.868
XS0230514860 RENAUL Float/ 2005 - 06/10/2010 1.000.000 1,00 975.663 998.513
FR0010060368
XS0305719758
RENAULT Float C/F 2004 - 26/02/2009
REVE 2007-1 A MTG 2007/20-06-2014
1.200.000
5.600.000
1,01
0,97
1.210.616
5.611.481
1.207.338
5.406.711
XS0270326308 SAG DO BRASIL SA 8,375% /2006 - 06/10/2009 200.000 0,73 139.216 146.517
XS0243399556 SANPAOLO Float - 2006 / 20-02-2018 (call=20-02-2013) 5.000.000 0,94 5.026.788 4.700.073
XS0366134673 SANTANDER INTL Float /2008 - 03/06/2010 300.000 0,98 300.900 294.147
XS0359776944 SANTANDER INTL Float 2008 - 28/04/2010 850.000 0,99 858.565 845.108
XS0245339485 SANTANDER ISSUAN Float /2006 - 03/03/2016 (Call=03/03/2011) 15.000.000 0,94 15.001.853 14.063.903
ES0213495007
XS0202197694
SANTCF Float /2006 - 28/09/2016 (Call=28/09/2011)
SCH FINANCE CMS 2004/ 30-09-2049 (Call=30-09-2009)
7.100.000
4.000.000
0,80
0,63
6.531.171
3.061.832
5.682.013
2.508.880
XS0159094399 SHERLOCK LTD Float - 2002 / 24-07-2015 63.249.690 1,00 63.012.298 63.222.982
XS0238073356 SHIELD 1C MTG 2005 / 20-01-2014 1.500.000 0,99 1.481.790 1.481.790
XS0131685801 SIGNUM LTD - 2001 / 14-05-2012 2.898.100 1,01 2.914.649 2.929.757
XS0131686361 SIGNUM LTD - 2001 / 21-05-2012 7.480.000 1,01 7.525.918 7.571.173
XS0134200418 SIGNUM LTD - 2001 / 30-05-2013 48.741.200 1,04 50.474.656 50.475.574
XS0099359167
XS0382730272
SNS BANK Float /1999 - 02/07/2009
SOCIETE GENERALE Float /2008 - 18/08/2011
2.000.000
6.500.000
1,01
0,98
2.023.335
6.483.970
2.029.335
6.361.095
XS0176092624 SOLAR FUNDING Float - 2003 / 19-09-2013 51.000.000 1,02 51.913.367 52.049.751
XS0247802522 STM Float /2006 - 17/03/2013 2.024.000 0,92 2.025.495 1.852.945
XS0292434684 SVENSKA HNDLSBKN Float /2007 - 23/03/2049 (Call=23/03/2012) 2.000.000 0,75 1.790.867 1.493.023
XS0235246948 SYDBANK A/S Float /2006 - 25/04/2049 (Call=25/04/2017) 2.500.000 0,61 2.564.928 1.527.178
XS0335481254 TAGST 2007 - ROSE 1 MTG - 2007 / 17-12-2012 479.200 1,00 480.019 480.019
XS0304292062
XS0312208407
TELECOM ITALIA Float /2007 - 07/06/2010
TELECOM ITALIA Float /2007 - 19/07/2013
5.000.000
5.000.000
0,99
0,86
4.997.359
5.057.200
4.936.209
4.320.350
XS0237303598 TELECOM ITALIA Float 2005 - 06/12/2012 (Call: 06/12/2010) 1.500.000 0,85 1.507.101 1.279.024
US87938WAD56 TELEFONICA EMIS Float 2006 - 10/06/2009 1.500.000 0,70 1.130.932 1.047.248
XS0269251855 TELENOR ASA Float/ 2006 - 28/09/2011 250.000 0,94 226.298 234.520
XS0179909774 TEMPO 1 A MTG /2003 - 15/11/2049 4.500.000 0,93 4.559.854 4.170.765
XS0296702185 TLE Float - 2007 / 25-04-2012 5.700.000 0,30 5.309.964 1.715.250
XS0220377906
XS0160338553
TMAN 1 A MTG /2005 - 21/01/2014
TRIPLAS I A Float MTG /2003 - 30/04/2012
770.614
1.500.000
0,96
0,93
779.676
1.515.548
737.547
1.397.648
XS0259653292 UBI BANCA SPCA 2006 / 30-06-2016 (Call 30-06-2011) 1.000.000 0,95 952.748 952.748
XS0384383104 UBS AG LONDON Float /2008 - 26/08/2010 500.000 0,96 489.142 479.092
XS0366249570 UNICREDIT SPA Float /2008 - 28/05/2010 800.000 0,98 802.862 783.550
XS0232989532 UNICREDITO CRDIT Float C/F 2005 - 02/11/2015 1.500.000 0,87 1.490.168 1.298.168
XS0267703352 UNICREDITO ITALIANO Float 2006 - 20/09/2016 (Call: 20/09/2011) 7.000.000 0,96 6.998.785 6.730.754
FR0010369637
XS0304458564
VIVENDI Float /2006 - 03/10/2011
VODAFONE GROUP Float /2007 - 06/06/2014
2.700.000
1.600.000
0,99
0,86
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1.530.103
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1.371.692
XS0257808500 VODAFONE GROUP Float 2006 - 13/01/2012 300.000 0,97 300.520 289.585
XS0237497002 VOLKSWAGEN BANK Float /2005 - 21/12/2015 (Call=21/12/2010) 10.000.000 1,00 9.884.188 10.008.688
XS0257806801 VOLKSWAGEN BANK Float /2006 - 07/07/2010 995.000 0,98 933.270 978.045
XS0246359532 VOLKSWAGEN BANK Float/ 2006 - 14/03/2016 5.000.000 1,00 5.012.259 5.024.031
XS0187584742 VOLKSWAGEN FIN Float C/F 2004 - 12/03/2009 1.890.000 1,02 1.919.181 1.926.872
XS0262914020
XS0096995112
WACHOVIA CORP Float /2006 - 01/08/2011
WESTFALISCHE HYPOT. - 99 / 14-05-2014
3.000.000
2.000.000
0,88
1,00
2.864.579
2.050.222
2.648.744
2.000.022
XS0252732499 WINDM VII X D MTG 2006 / 22-04-2016 438.821 0,98 430.323 430.323
XS0280515221 WOOD STREET IV-X MTG 2007/25-09-2022 (Call: 25/03/2010) 7.000.000 0,90 4.197.595 6.270.239
XS0145116520 XENON Float 2002 - 15/03/2012 21.900.000 1,02 21.601.122 22.317.414
USG0158NAA03 ALESC 7X INC MTG /2005 - 23/07/2035 (Call=23/03/2009) 1.000.000 0,00 0 0
XS0172358342 ARLO II LIMITED - 2003 / 15-07-2013 37.988.000 0,73 27.261.298 27.784.600
XS0242284874
XS0138977193
BANCO FIBRA - 2006 / 10-02-2009
EARLS FOUR 596 Float - 2001 / 22-11-2011
200.000
25.500.000
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0,71
133.159
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XS0197502999 EIRLES THREE Var. 2004 / 21-07-2014 51.000.000 0,73 36.169.535 37.332.209
XS0164569344 ELAN Float - 2003 / 12-02-2015 38.250.000 0,72 25.763.711 27.621.492
XS0138977276 ROCK LTD Float - 2001 / 28-11-2011 25.500.000 0,72 17.876.860 18.339.287
XS0305318171 ROYAL BANK OF SCOTLAND 2007 / 05-06-2017 5.000.000 0,57 3.711.987 2.844.722
XS0174700517 SB FINANCE Float - 2003 / 18-02-2015 31.155.250 0,72 19.959.497 22.496.281
XS0174150424
XS0172770900
SEALS FINANCE Float - 2003 / 06-02-2013
SEALS FINANCE Float - 2003 / 13-03-2018
38.000.000
38.000.000
0,70
0,71
25.070.987
25.574.641
26.716.594
26.812.355
XS0186528542 SEALS FINANCE Float - 2004 / 03-02-2017 26.706.000 0,72 20.246.715 19.348.900
Nº de identificação:503024856 Valores em euros
Ident. do resp. pela João Borralho Anexo 1
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO DESIGNAÇÃO Quantidade valor nominal nominal de aquisição de aquisição unitário Total
XS0209026631
XS0209026987
SOLAR CDX NA Float 2005 - 04/02/2017
SOLAR CDX NA Float 2005 - 23/02/2019
26.096.000
28.907.000
0,73
0,73
19.834.779
20.437.067
19.033.266
21.058.320
XS0209026128 SOLAR FUNDING - 2005 / 23-07-2014 38.340.000 0,73 28.081.008 27.963.497
XS0187309108 SOLAR Float - 2004 / 13-02-2019 15.648.000 0,72 11.029.721 11.308.358
XS0161594097 XENON CAPITAL Float 2003 - 28/01/2013 38.000.000 0,72 25.767.471 27.541.522
XS0208105055
FR0010690925
AIB UK PERPETUAL 4.781% 2004 - 17/12/2014
AIFP 6,125% /2008 - 28/11/2012
190.000
1.500.000
0,24
1,05
88.576
1.529.607
44.998
1.581.087
XS0404765710 AKZO NOBEL 7.75 % 2008/31-01-2014 500.000 1,06 499.777 528.002
XS0268814125 ANGLO IRISH PERPETUAL 5.219% 2006 - 29/09/2016 50.000 0,14 18.409 7.185
XS0329335052 ANZ 4.625% /2007 - 08/11/2010 1.000.000 0,98 975.816 980.766
XS0291950722
XS0127011798
AT & T INC. 4,375% /2007 - 15/03/2013
B.C.P. FINANCE 6,25% /2001-29/03/2011
4.000.000
500.000
0,94
1,03
4.132.132
522.816
3.772.361
514.436
XS0365747806 BANCO BMG 7.25% /2008 - 23/05/2011 3.400.000 0,50 2.064.794 1.704.404
XS0343915137 BANCO IND. COMERCIO 7% 2008 - 23/04/2010 2.150.000 0,70 1.399.371 1.513.240
XS0328448047 BANCO MERCANTIL DO BRASIL 8.5% 2007 - 11/08/2010 850.000 0,63 554.232 537.222
ES0413770050 BANCO PASTOR 6% /2008 - 21/06/2010 2.500.000 1,05 2.579.076 2.631.376
ES0413860109
XS0374076155
BANCO SABADELL 5%/ 2008 - 09/05/2010
BANCO SOFISA 7.25% 2008 - 07/07/2011
3.000.000
100.000
1,03
0,69
3.093.656
66.628
3.101.966
69.413
XS0107515198 BANK OF IRELAND 6.45% 2000 - 10/02/2010 1.495.000 1,06 1.588.585 1.578.762
ES0413679020 BANKINTER SA 5% /2008 - 14/05/2010 4.000.000 1,05 4.123.455 4.183.535
XS0377710669 BARCLAYS BANK PLC 7% (Crd Lnk Basket) 2008 - 28/09/2009 4.400.000 0,83 4.094.567 3.649.463
XS0125133644
XS0214398199
BARCLAYS BK PLC 5.75% /2001 - 08/03/2011
BARCLAYS BK PLC PERPETUAL 4.75% 2005 - 15/03/2020
3.495.000
200.000
1,05
0,34
3.653.079
104.586
3.669.541
67.522
XS0189727869 BAT HLDG BV 4,375 /2004 - 15/06/2011 1.900.000 1,01 1.905.697 1.927.992
XS0307791698 BAT INTL FINANCE 5,375% /2007 - 29/06/2017 2.000.000 0,96 2.081.612 1.925.752
XS0300999744 BBVA BANCOMER 4.799% /2007 - 17/05/2017 (Call=17/05/2012) 5.000.000 0,80 5.149.887 4.005.912
XS0366482957
XS0231958520
BCO PANAMERICANO 7.25% /2008 - 29/05/2010
BCP FINANCE pp - 2005 / 13-10-2049 (call=12-10-2015)
3.000.000
3.000.000
0,70
0,54
1.912.686
3.027.037
2.104.319
1.631.024
XS0069971710 BEI 8% 1996 - 10/11/2016 952.591 1,32 1.262.133 1.253.269
XS0129239454 BES FINANCE 6.25% /2001-17/05/2011 19.160.000 1,08 19.826.764 20.766.802
XS0108274340 BES FINANCE 6.625% /2000 - 01/03/2010 7.084.000 1,09 7.556.573 7.695.771
XS0147275829 BES FINANCE 6.625% pp /2002 - 08/05/2049 (Call = 08/05/2012) 16.497.000 0,92 17.746.721 15.220.415
XS0207754754
XS0171467854
BES FINANCE LTD /2004-16/03/2049 (Call=16/03/2015)
BES FINANCE pp /2003 - 02/07/2049 (Call = 02/07/2014)
5.000.000
12.505.000
0,55
0,65
5.001.305
13.382.661
2.751.276
8.185.275
XS0355879346 BNP PARIBAS 4.75% 2008 - 04/04/2011 4.000.000 1,05 4.131.108 4.212.956
XS0360299357 BOIRO FINANCE 5,6% 2008 - 21/06/2010 410.000 1,06 427.043 433.570
XS0132052563 BPIN Var. /2001 - 20/07/2011 9.835.800 1,01 10.418.727 9.968.737
XS0307321207
XS0177256889
BRADFORD&BIN BLD 4.625% /2007-28/06/2010
BRISA FINANCE BV 4.797% /2003 - 26/09/2013
200.000
1.866.000
0,99
0,95
198.714
1.744.691
198.553
1.766.387
XS0102762688 C.G.D. 6.25% /1999 - 12/10/2009 5.694.000 1,03 5.751.652 5.864.976
ES0414843179 CAIXA GALICIA 5.25% /2008 - 26/05/2010 5.000.000 1,05 5.156.100 5.228.500
XS0377896153 CALYON FINANCE GUERNSEY 3% ( Lkd Peugeot) 2008 - 05/10/2009 1.000.000 0,99 979.917 986.437
XS0243284063
FR0010602920
CALYON Step Up - 2006 / 28-02-2036 (Call=28-02-2009)
CASINO GUICHARD (COFP) 6.375% - 2008 / 04-04-2013
20.000.000
250.000
0,91
0,96
20.697.061
261.613
18.237.244
239.511
XS0289333048 CEMEX 4.75% - 2007 - 05-03-2014 1.000.000 0,82 919.171 821.517
FR0010635979 CFCM 5.875% /2008 - 02/07/2010 1.000.000 1,03 1.017.995 1.033.915
XS0192377538 CIMPOR FIN OPS 4,5% 2004 - 27/05/2011 11.160.000 0,99 10.990.343 11.028.833
XS0355738799
DE000A0GPYR7
CITIGROUP INC 7,625% - 2008 / 03-04-2018
COMMERZBANK CAP /2006 - 30/03/2049 (Call=12/04/2016)
2.800.000
50.000
1,14
0,34
3.769.427
30.792
3.185.744
16.879
XS0229097034 CRDSUI Float 2005-14/09/2020 (Call = 14/09/2015) 1.800.000 0,73 1.821.252 1.309.961
XS0356838523 CREDIT AGRICOLE 4.875% /2008 - 08/04/2011 21.000.000 1,05 21.759.380 22.067.240
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XS0343877451
XS0372104710
CREDIT AGRICOLE 5.971% - 2008 / 01-02-2018
CREDIT AGRICOLE 6.0% /2008 - 24/06/2013
20.000.000
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1,07
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5.402.064
FR0010603159 CREDIT AGRICOLE 8.2% TIER I 2008/2049 (Call: 31/03/2018) 8.000.000 0,91 7.570.247 7.310.903
XS0236545983 CREDIT SUISSE FBI /2005 - 25/05/2009 71.571.638 1,13 82.665.726 80.563.183
XS0356550425 CREDIT SUISSE LD 5.125% /2008 - 04/04/2011 4.000.000 1,04 4.085.567 4.165.167
XS0099177726
XS0118485670
CREDIT SUISSE pp /1999 - 09/07/2049 (Call=09/07/2009)
CS GRP FIN (US) 6.625% /2000 - 05-10-2010
3.700.000
3.505.000
1,05
1,04
3.791.999
3.628.714
3.869.333
3.658.763
XS0371090027 DAIMLER NA CORP 5.75% /2008 - 18/06/2010 4.500.000 1,02 4.631.596 4.591.380
XS0346728065 DANSKE BANK 5.375% Var. 2008 - 18/08/2014 (Call: 18/08/2011) 1.000.000 0,92 995.980 921.647
XS0126467553 DCX 7.0% /2001 - 21/03/2011 1.500.000 1,06 1.618.336 1.590.016
DE000DB5S6X0 DEUTSCHE BANK 4,5% /2008 - 07/03/2011 7.000.000 1,04 7.236.761 7.248.171
XS0212910722
XS0371409292
DEXIA CREDIOP /2005 - 25/02/2015 (Call=25/02/2009)
DNB NOR BANK ASA 5.875% /2008 - 20/06/2013
3.000.000
3.000.000
0,83
1,05
3.030.066
3.081.648
2.491.475
3.149.328
XS0330848622 DNB NOR BOLIGKREDITT 4.375% /2007 - 15/11/2010 2.000.000 1,02 2.030.548 2.049.848
XS0097773427 DRESDNER FNDG. /99-2011 2.483.000 0,93 2.481.978 2.307.174
XS0126990778 E.D.P. 5.875% /2001 - 28/03/2011 2.500.000 1,07 2.633.116 2.673.541
XS0361244402
XS0400467121
E.ON INTL 5.125% /2008 - 07/05/2013
E.ON INTL FIN 4.75 /2008 - 25/11/2010
3.000.000
500.000
1,08
1,03
3.094.823
501.607
3.233.723
514.482
XS0160258280 EDP FINANCE 2002 - 23/12/2022 46.723.600 1,43 56.151.589 66.661.372
XS0405567883 EEEKGA 7.875% /2008 - 15/01/2014 1.600.000 1,06 1.603.618 1.699.377
XS0327177134 EIB 4.375% /2007 - 15/04/2013 11.800.000 1,08 12.109.802 12.700.864
XS0367001574
XS0400736475
ELEC DE FRANCE 5% /2008 - 30/05/2014
ELEC DE FRANCE 5.625% /2008 - 23/01/2013
1.000.000
200.000
1,05
1,06
1.027.372
200.355
1.051.002
211.939
XS0103383286 ELEPOR 6.4% /1999 - 29/10/2009 2.000.000 1,04 2.095.693 2.079.013
AT0000274527 ERSTBK 6.25% /2001 - 12/03/2021 (Call=12/03/2011) 5.000.000 0,95 5.500.329 4.770.000
XS0335544606 EURO RENDA 2015 5.20% 2007/20-12-2015 4.500.000 1,00 4.506.500 4.507.400
XS0359381331
XS0353273807
EVRAZ GOUP 9.5% - 2008 / 24-04-2018
Espírito Santo Investment PLC 6,3% 2008 - 20/03/2016
2.500.000
4.690.000
0,37
1,05
1.644.888
4.922.272
929.943
4.931.652
XS0299967413 FORD CRED EUROPE 7,125% 2007 - 15/01/2013 100.000 0,57 106.933 56.833
XS0176164803 FORD MOTOR CREDIT F 5,75% 2003 - 12/01/2009 800.000 1,02 824.640 812.276
XS0372523281 GAZPRU 7.933 % - 2008 / 28-06-2013 6.950.000 0,48 4.478.356 3.369.129
XS0350465422 GE 4,875% /2008 - 06/03/2013 11.750.000 1,02 12.243.230 11.944.900
XS0340179307
XS0323621416
GE CAPITAL 4.75% /2008 - 18/01/2011
GE CAPITAL EUR FUND 4.75 /2007 - 28/09/2012
5.000.000
91.000
1,04
1,00
5.216.167
90.355
5.199.967
91.415
XS0188853526 HSBC CAP FUNDING Float/ 2004 - 29/12/2049 (Call=29/03/2016) 750.000 0,74 824.625 553.509
XS0400002670 IBERDROLA FIN SA 6,375 /2008 - 25/11/2011 250.000 1,06 251.419 265.232
XS0163023848 IBERDROLA INTL. 4.875% 2003 - 18/02/2013 800.000 1,03 878.305 824.891
XS0310678981
DE000A0AMCG6
ICO Step /2007 - 27/07/2015 (Call=27/07/2009)
IKB 6.625% /2004 - 20/02/2049 (Call=15/07/2014)
1.700.000
5.000.000
1,03
0,12
1.750.839
5.182.552
1.750.639
600.000
XS0229593529 ING BANK 3,5% 2005-16/09/2020 (Call=16/09/2015) 3.500.000 0,77 3.425.847 2.682.625
NL0000119592 ING BANK 5.5% - 2001 / 04-01-2012 5.000.000 1,12 5.615.694 5.605.995
XS0359384947 INTESA SANPAOLO 5% /2008 - 28/04/2011 7.000.000 1,04 7.223.899 7.291.099
XS0209715845 IXIS CIB /2005 - 28/01/2010 630.000 1,01 638.911 638.140
XS0342144846
DE000A0E8229
JP MORGAN 4.625% /2008 - 31/01/2011
KFW 3% /2005 - 16/09/2012
1.900.000
4.100.000
1,03
0,96
1.969.744
4.135.825
1.962.819
3.930.533
XS0220366453 KFW Step Cpn /2005 - 16/06/2009 3.390.000 0,96 3.280.607 3.252.131
XS0326006540 LEHMAN BROS HLDG 5.375% 2007 - 17/10/2012 1.500.000 0,10 1.500.000 150.000
XS0364497643 LLOYDS TSB 7.875& TIER I 2008 / 2049 (Call:: 29/11/2013) 500.000 0,58 495.000 290.000
Nº de identificação:503024856 Valores em euros
Ident. do resp. pela João Borralho Anexo 1
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO DESIGNAÇÃO Quantidade valor nominal nominal de aquisição de aquisição unitário Total
XS0218638236 LLOYDS TSB BANK PERPETUAL 4.385% 2005 - 12/05/2017 45.000 0,61 30.340 27.466
XS0180047127 MERRILL LYNCH 3% /2003 - 29/12/2009 745.000 0,97 702.285 721.160
XS0166710888
US61746BAL09
MERRILL LYNCH 3.4% /2003 - 30/06/2009
MORGAN STANLEY 3.875% 2004 - 15/01/2009
1.175.000
2.500.000
0,98
0,72
1.102.620
1.678.820
1.152.342
1.810.498
DE000A0EY1T9 MUNCHEN HYPOBANK 2.75% 2005 - 17/10/2013 (Call: 17/10/2009) 5.000.000 0,97 4.935.615 4.841.606
XS0350485453 NATL AUSTRALIABK (NAB) 4,75% /2008 - 04/03/2011 3.750.000 1,03 3.893.105 3.870.534
XS0247626962 NGGLN 4,125% /2006 - 21/03/2013 4.500.000 0,95 4.589.466 4.266.526
XS0331640093 OREY 7% BV CLASS A 2007/28-12-2012 5.000.000 1,00 5.001.944 5.001.944
XS0346402547 OTE PLC 5,375% /2008 - 14/02/2011 1.000.000 1,03 1.031.445 1.026.454
XS0225590362
XS0336018832
PASTOR PREF PERPETUAL 4.564% 2005 - 27/07/2015
PFIZER INC 4.75% /2007 - 15/12/2014
100.000
4.500.000
0,27
1,02
50.545
4.503.565
27.451
4.610.710
XS0385770853 PHILIP MORRIS 5.625% /2008 - 06/09/2011 2.900.000 1,04 2.945.603 3.020.848
DE0009190702 POPULAR CAPITAL 6% / 2003 - 29/10/2049 (Call=20/04/2009) 529.000 0,61 515.953 321.016
XS0215828830 PORTUGAL TEL FIN 3.75% /2005 - 26/03/2012 7.216.000 0,93 6.980.797 6.731.569
XS0096141337 PORTUGAL TELECOM 4,625% /1999 - 07/04/2009 5.147.000 1,04 5.270.816 5.328.478
XS0188938277 PREPS 2004-1 A MTG /2004 - 12/05/2012 7.720.613 0,88 8.155.384 6.827.145
XS0225229813
XS0339454851
PREPS 2005-1 B2 MTG /2005 - 04/08/2014
RABOBANK 4.75% /2008 - 15/01/2018
3.000.000
5.000.000
0,64
1,06
2.867.982
5.222.316
1.920.423
5.285.716
XS0326967832 RAIFF ZENTRALBK 5.77% 2007 - 29/10/2015 (Call: 29/10/2012) 2.500.000 0,70 1.825.628 1.741.023
DE000A0E6C37 RBS 5.25% 2005 - 29/06/2049 (Call = 30/06/2010) 4.000.000 0,48 1.865.000 1.905.000
FR0000474843 RENAULT 4.625% - 2003 / 28-05-2010 500.000 1,00 487.748 500.443
XS0128842571 ROYAL BK SCOTLND 6% /2001 - 10/05/2013 5.000.000 1,03 5.351.507 5.133.507
XS0366630902 RSHB 7.75% 2008 - 29/05/2018 3.000.000 0,47 1.954.508 1.416.014
XS0173287862
XS0327533617
RZB FINANCE LTD Pp /2003 - 31/07/2049 (Call=31/07/2013)
SANTANDER 5,435% /2007 - 24/10/2017 (Call=24/10/2012)
5.000.000
3.500.000
0,43
0,91
5.357.553
3.535.439
2.126.053
3.173.539
XS0356944636 SANTANDER INTL 5.125% /2008 - 11/04/2011 10.000.000 1,05 10.363.285 10.475.485
XS0381817005 SANTANDER INTL 5.625% /2008 - 14/02/2012 7.000.000 1,04 7.139.799 7.304.509
XS0100446268 SOLAR FUND. 5,2916% /1999-04/08/2014 800.000 1,00 816.177 802.197
XS0130773715 STINGRAY LIMITED 6.31% /2001 - 26/05/2012 51.240.000 1,05 53.492.267 53.866.861
XS0098876286
XS0241945236
SWEDBANK Float /1999 - 29/06/2009
TELEFONICA 3.75% /2006 - 02/02/2011
3.500.000
1.400.000
1,00
1,01
3.479.720
1.402.246
3.483.220
1.413.194
XS0241946630 TELEFONICA EMISIONES 4.375% / 2006 - 02/02/2016 5.000.000 0,89 4.987.944 4.457.831
XS0158765064 TELENOR 5.875% /2002-05/12/2012 469.000 1,01 467.211 473.045
XS0386772924 TESCO PLC 5.625 % /2008 - 12/09/2012 2.500.000 1,02 2.540.730 2.552.630
XS0184374063 TITIM 4.5 % /2004 - 28/01/2011 3.900.000 0,98 3.896.346 3.841.437
XS0357891620 UBS 5.375% /2008 - 11/04/2011 7.500.000 1,04 7.772.375 7.763.300
XS0304032237
XS0357283257
UBS AG JERSEY 4.625 % /2007 - 07/06/2010
UBS CAPITAL SECS 8.836% TIER I 2008 / 2049 (Call: 11/04/2013)
3.000.000
1.500.000
1,01
0,69
3.104.848
1.556.894
3.020.818
1.028.265
XS0241369577 UNICREDITO ITALIANO 3.95% /2006 - 01/02/2016 3.900.000 0,79 4.027.384 3.080.526
XS0405876326 VERIZON WIRELESS VZW 7.625 / 2008 - 19/12/2011 2.450.000 1,02 2.452.832 2.505.286
XS0402707367 VODAFONE GROUP 6.875% /2008 - 04/12/2013 500.000 1,03 501.288 513.726
XS0371347245 VODAFONE GROUP PLC 5.875% 2008 - 18/06/2010 1.500.000 1,05 1.544.652 1.568.182
XS0352626443 WESTPAC BANKING 4.625% /2008 - 14/03/2011 9.000.000 1,03 9.303.120 9.244.844
DE000A0HCJF9
US032479AC19
WLBANK Var /2005 - 08/12/2015 (Call=08/12/2009)
ANADARKO FINANCE 6.75% 2001 - 01/05/2011
1.949.000
5.000.000
0,97
0,71
1.873.738
3.865.126
1.897.755
3.566.816
US079860AB83 BELLSOUTH CORP 6% /2001 - 15/10/2011 5.000.000 0,75 3.822.796 3.748.174
US091797AN09 BLACK & DECKER 5.75% 2006 - 15/11/2016 5.000.000 0,68 3.365.421 3.418.436
US091797AJ96 BLACK & DECKER 7.125% /2001 - 01/06/2011 5.000.000 0,74 3.788.138 3.719.327
XS0090298695 CRED SUIS ASS MAN 10.5% MTG 1998 - 02/09/2018 986.638 0,67 702.400 662.449
USP3710MAA73
US345370CA64
ENDESA CHILE 8.5% /99-01/04/2009
FORD MOTOR CO 7,45% 1999 - 16/07/2031
1.000.000
250.000
0,75
0,17
680.668
143.605
751.778
42.024
US370334AS36 GEN MILLS INC 6% 2002 - 15/02/2012 5.000.000 0,76 3.726.918 3.778.472
US370442AZ85 GENERAL MOTORS 6,75% 1998 - 01/05/2028 200.000 0,08 118.521 15.907
US42307TAC27 HEINZ FINANCE CO 6.625% /2003 - 15/07/2011 5.000.000 0,76 3.726.141 3.810.622
US5150X0AA94 LANDSBANKI ISLAN 6.1% /2006 - 25/08/2011 5.000.000 0,04 2.839.275 179.636
US532716AH08
XS0156372343
LIMITED BRANDS INC 6.125% 2002 - 01/12/2012
LLOYDS TSB BANK 6.9% 2002 - 22/11/2008
5.000.000
355.000
0,66
0,38
3.509.540
295.343
3.283.132
135.679
US571903AE36 MARRIOTT INTL 4,625% /2005 - 15/06/2012 5.000.000 0,65 3.568.564 3.258.840
US583334AA59 MEADWESTVACO CORP 6.85% 2002 - 01/04/2012 5.000.000 0,74 3.885.014 3.714.503
US785905AA83 SABRE HOLDINGS TSG 7,35% /2001 - 01/08/2011 5.000.000 0,21 3.102.451 1.048.807
US78387GAD51 SBC COMMUNICATIONS 6.25% 2001 - 15/03/2011 5.000.000 0,74 3.808.788 3.695.226
XS0264823567
US00184AAB17
SIEMENS FINANCE 5.75% 2006 - 17/10/2016
TIME WARNER 6.75% 2001 - 15/04/2011
7.000.000
5.000.000
0,73
0,72
4.807.633
3.810.579
5.122.669
3.582.893
US92344RAA05 VERIZON 6.5% 2001 - 15/09/2011 5.000.000 0,72 3.765.222 3.609.464
US92857TAG22 VODAFONE GROUP PLC 7.75% 2000 - 15/02/2010 250.000 0,80 207.809 200.665
US962166BP84 WEYERHAEUSER CO 6.75% 2002 - 15/03/2012 5.000.000 0,65 3.708.724 3.225.539
US963320AM89 WHIRLPOOL CORP 6.125% 2006 - 15/06/2011 5.000.000 0,64 3.646.684 3.181.189
XS0380124791
XS0183226090
CBA 5.875% /2008 - 29/07/2011
BANCO ESPIRITO SANTO c/z - 2003 / 23-12-2013
2.000.000
30.000.000
1,03
0,75
2.054.242
22.469.433
2.065.217
22.469.433
XS0186834585 BANCO ESPIRITO SANTO c/z - 2004 / 20-02-2014 14.143.800 0,84 11.311.722 11.863.552
XS0188566896 BESCY c/z - 2004 / 17-03-2014 35.000.000 0,74 25.951.023 25.949.563
XS0189273906 BESCY c/z - 2004 / 24-03-2014 7.000.000 0,74 5.177.238 5.177.238
XS0188818966 BESCY c/z- 2004 / 24-03-2014 8.400.000 0,74 6.213.026 6.213.026
XS0343866330
XS0330420190
CALYON C/Z (DJ Eurostoxx 50 Index) 2008 - 05/02/2010
CREDIT SUISSE BASKET COMMODITIES c/z 2007 - 21/11/2010
3.200.000
1.118.000
1,00
0,95
3.200.000
1.197.893
3.200.000
1.064.448
XS0089370521 DRESDNER BANK c/z /98 - 31/07/2028 30.000.000 0,34 8.550.522 10.200.000
XS0353248874 Espírito Santo Investment PLC c/z 2008 - 20/03/2016 3.657.000 0,55 2.151.231 2.023.784
XS0165501080 HLDGS c/z /2003 - 02/05/2009 1.100.000 0,99 1.054.130 1.088.120
XS0372042266 INTESA SANPAOLO C/Z 2008/13-08-2014 3.000.000 0,78 2.178.000 2.345.100
XS0289321118 JP MORGAN INTL DERIVAT c/z 2007 - 05/03/2012 7.000.000 0,89 6.637.400 6.242.600
XS0289210477
XS0345331135
JP MORGAN INTL DERIVAT c/z 2007 - 06/03/2012
MORGAN STANLEY C/Z (COMMODITIES) 2008-15/02/2011
3.000.000
1.060.000
0,56
0,95
2.450.100
1.063.286
1.671.000
1.002.760
XS0346073033 MORGAN STANLEY Commodity Agriculture Performance Float 2008 - 28/02/ 1.795.000 0,87 1.795.000 1.567.753
XS0326667523 MORGAN STANLEY c/z 2007 - 25/10/2010 154.000 0,89 157.095 136.290
XS0130684029 NAVIO CO HERZOG c/z - 2001 - 10/05/2011 14.199.950 1,28 18.061.665 18.228.794
XS0130683997 NAVIO CO ITAMI c/z - 2001/ 10-05-2011 7.190.350 1,28 9.198.425 9.230.413
XS0130684292
XS0236074927
NAVIO CO KAHN c/z 2001 / 10-05-2011
ABBEY TREASURY 5.125% RAcc 2005 - 14/12/2015
11.000.000
10.000.000
1,28
0,91
14.057.108
8.923.354
14.120.946
9.133.354
XS0203496970 ABN AMRO BANK Float /2004 - 05/11/2012 1.500.000 0,97 1.345.660 1.457.550
DE000A0DX3M2 ALPHA GROUP JERSEY PERP 2005/18/02/2049 (call:18-02-2015 ) 900.000 0,45 605.130 406.950
XS0210434782 AXA Float 2005 - 29/01/2049 (Call: 25/01/2010) 2.000.000 0,62 1.679.156 1.231.803
XS0232972645 BANK OF IRELAND 4.25% RAcc - 2005 / 02-11-2015 (Call: 02-05-2009) 5.000.000 0,84 5.017.511 4.187.708
XS0220423783
XS0242864360
BEAR STEARNS /2005 - 13/06/2017
BEAR STEARNS /2006 - 23/02/2021 (Call=23/02/2009)
5.000.000
3.000.000
0,92
0,68
4.831.084
3.080.504
4.577.361
2.052.158
XS0206444357 BEAR STEARNS Float /2004 - 01/12/2014 5.000.000 0,77 4.992.694 3.852.500
XS0250980991 BEAR STEARNS Float /2006 - 02/05/2016 5.000.000 0,81 5.018.734 4.029.683
XS0233689602 BEAR STEARNS Var 2005 - 02/11/2015 2.000.000 0,66 1.980.052 1.320.400
AT0000248620 BK AUSTRIA CREDITANSTALT /2005 - 30/06/2035 (Call=30/06/2010) 1.000.000 1,02 907.948 1.023.102
XS0197609877
XS0284723078
CALYON RAcc /2004 - 02/08/2019 (Call=02/08/2014)
CALYON Var /2007 - 26/01/2017
1.700.000
5.000.000
0,97
1,05
1.761.051
5.000.103
1.650.640
5.250.500
Nº de identificação:503024856 Valores em euros
Ident. do resp. pela João Borralho
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço Anexo 1
CÓDIGO DESIGNAÇÃO Quantidade valor nominal nominal de aquisição de aquisição unitário Total
XS0225758563 DEPFA BANK PLC 4.25% RAcc 2005 - 17/08/2015 800.000 0,45 800.568 360.277
DE000A0D60P6 DEPFA Var RAcc /2005 - 21/04/2010 1.420.000 0,98 1.365.629 1.394.319
DE000A0E5JD4 DEUTSCHE BANK pp - 2005 / 27-06-2049 (call=27-06-2015) 2.500.000 0,47 2.452.853 1.164.658
XS0212549595 DEXGRP Float RAcc 2005 - 02/03/2015 2.500.000 0,74 2.388.855 1.844.639
XS0213303968 DEXIA 4.5% Var 2005 / 15-03-2016 6.000.000 0,89 5.781.052 5.325.000
XS0213348120 DEXIA CREDIOP Float RAcc 2005 - 18/03/2010 1.500.000 0,99 1.399.126 1.480.250
XS0250255121 EFG HELLAS PLC Float /2006 - 19/04/2016 3.000.000 0,96 3.033.535 2.892.483
XS0211020085 EIB Var. /2005 - 04/02/2020 (Call=04/02/2010) 3.000.000 0,86 2.682.776 2.567.270
XS0172950718 ES INV PLC (Rend. Cresc. Bes 01) - 2003 / 26-07-2011 12.500.000 0,88 12.467.841 11.023.403
XS0180208158
XS0183002814
ES INV PLC (Rend. Cresc. Bes 02) - 2003 / 27-11-2011
ES INV PLC (Rend. Cresc. Bes 03) - 2003 / 30-12-2011
5.000.000
6.500.000
0,91
0,92
5.035.066
6.604.597
4.545.438
5.950.750
XS0195714596 ES INV PLC (Rend. Cresc. Bes 04) - 2004 / 10-07-2012 5.500.000 0,98 5.652.939 5.411.702
XS0156886532 ES INVESTMENT /2002 - 22/10/2017 7.500.000 0,94 7.419.542 7.050.000
XS0221524670 ES INVESTMENT 4.75% 2005 - 16/08/2013 4.500.000 0,92 4.518.281 4.151.407
XS0230875022 ESPIRITO SANTO INV Var. 2005 - 30/09/2015 500.000 0,88 420.050 441.500
XS0194703855 EUROPEAN CREDIT Float /2004 - 24/06/2009 2.609.000 0,54 2.552.489 1.399.213
XS0213499410 HBOS TSY Float /2005 - 16/03/2020 10.000.000 0,82 10.175.254 8.150.203
DE0007846248 HVB Float /2005 - 13/10/2010 4.000.000 0,97 3.619.703 3.861.200
DE0007846198 HVB Float /2005 - 16/08/2010 1.273.000 0,97 1.137.883 1.235.319
DE000A0E8294 KFW Float /2006 - 23/02/2016 3.000.000 0,94 3.057.968 2.817.917
XS0243207585
XS0215088021
KFW Var /2006 - 21/02/2011
LB BADEN 4.10% RAcc /2005 - 22/03/2010
2.485.000
2.700.000
0,99
0,97
2.344.739
2.619.872
2.448.538
2.613.070
XS0206444191 LEHMAN BROS Var /2004 - 06/12/2011 5.000.000 0,10 4.590.052 500.000
XS0231748046 LLOYDS TSB BANK - 2005 / 26-10-2015 (Call=26-04-2009) 5.000.000 0,76 4.962.603 3.808.500
XS0242696804 MEDIOBANCA Float - 2006 / 10-02-2021 10.920.000 0,99 10.954.622 10.833.448
XS0234023942 NIB CAPITAL BANK 1ª/2ª/3ª/4ª Tranche 2005 - 28/11/2015 10.000.000 0,67 10.008.940 6.653.889
XS0234564515 NIBCAP Float RAcc 2005 - 30/11/2015 5.000.000 0,95 5.012.413 4.731.227
XS0207714022 RABOBANK Float /2004 - 21/12/2012 1.000.000 1,00 884.256 1.000.505
XS0229789341 RABOBANK Float RAcc /2005 - 30/09/2012 4.500.000 0,87 4.091.115 3.909.600
XS0211216659 RABOBK Float RAcc 2005 - 07/02/2012 1.900.000 0,96 1.755.648 1.818.221
XS0218924917
XS0372970110
RBOS 6.5% RAcc 2005 - 19/05/2020
SOC GEN ACCEPT 2008 - 10/07/2009
5.974.000
4.400.000
0,90
0,95
5.419.432
4.341.990
5.374.980
4.161.986
XS0210908751 WESTLB Float C/F /2005 - 07/02/2012 1.402.000 0,99 1.371.902 1.381.856
XS0160306519 BTAR INVESTMENTS (JERSEY) 2002 - 23/12/2022 25.800.000 0,64 15.875.617 16.600.580
XS0160312590 EMIDAG 2002 - 23/12/2022 77.600.000 0,64 47.749.918 49.930.427
XS0163578635 SGA NV 2003 - 28/02/2018 96.881.000 0,95 99.581.088 91.682.258
XS0096276182 SOC.GENERALE 15/04/1999-2012 880.000 0,89 741.583 780.648
XS0212225188 BEAR STEARNS Float 2005-21/02/2017 7.000.000 0,72 6.694.627 5.054.722
XS0144571352 BIC 4.65% /2002-19/03/2012 5.000.000 1,19 5.004.155 5.932.750
XS0163648198 E.I.B. Float /2003 - 11/03/2011 2.009.000 1,01 2.028.700 2.024.660
XS0161880264 E.I.B. Float /2003 - 24/02/2011 2.040.000 1,03 2.093.495 2.098.289
XS0175913044
XS0220692924
EIB var - 2003 / 01-10-2010
ES INV 2005 - 25/05/2015
3.300.000
7.000.000
1,00
0,96
3.306.939
6.719.317
3.289.659
6.729.061
XS0364493576 MERRIL LYNCH Var (Lnk CPTFEMU) 2008/27-05-2011 5.000.000 0,99 4.615.000 4.927.500
XS0362629403 MORGAN STANLEY Var (Lnk CPTFEMUY) /2008 - 14/05/2011 5.000.000 1,00 5.194.641 4.986.611
XS0234505005 ABN AMRO BANK NV 1.875% (Conv Fortis) /2005 - 27/10/2010 1.000.000 0,99 913.381 985.781
XS0125953959 CABRAL FRN /2001 - 2014 (Call=06/09/2009) 11.196.006 0,73 9.434.988 8.131.659
XS0132694836 LUSITANO GLOBAL MTG /2001 - 05/12/2015 (Call=05/12/2008) 26.990.596 1,10 28.688.603 29.753.893
XS0125957604 WHT RESERVE Float 01/2009 1.988.913 1,00 1.988.913 1.988.913
KYG693261094 PARMALAT CAP.FIN.-98 5.000.000 0,00 500 5
sub-total
sub-sub-total
0
0
11.137.252.681
11.886.448.085
0,00
0,00
0,00
0,00
3.455.385.121
4.238.242.669
0,00
0,00
3.219.963.478
4.021.633.812
2.2.2 - Títulos de rendimento variável
GB0056794497 BRITISH AIRWAYS 6.75% PERPETUAL 176.000 14,16 2.492.909 10,13 1.782.000
SE0001599622 EAST CAPITAL EXPLORER FUND AB (Acc Preferenc) 14.181.738 1,19 16.939.254 0,76 10.746.481
USU3456P1040 FORTIS CAP FUND 6.25% (PREFERENCIAL) 2.000.000 0,77 1.540.000 0,59 1.189.600
92565068869 CANYON PREF SHARES 6.000.000 0,04 215.564 0,04 215.564
BPG BANCO PORTUGUÊS DE GESTÃO 137.978 6,00 827.868 6,00 827.868
LU0011904405 E.S. Financial Group 215.712 21,86 4.716.015 10,95 2.362.046
US0594603039
US1729671016
BANCO BRADESCO SA ADR
CITIGROUP INC
825.000
15.000.000
13,84
5,09
11.420.313
76.342.162
7,09
4,82
5.850.938
72.321.621
DE000DB3ZUG9 DEUTSCHE BANK AG DB 17/09/2018 Certificates 43.786 73,95 3.238.074 77,75 3.404.214
US5893311077 MERCK & CO INC 10.000 21,15 211.472 21,84 218.438
US6516391066 NEWMONT MINING CORP 5.000 27,75 138.727 29,24 146.224
ES0111845014 ABERTIS SA 41.125 12,92 531.222 12,60 518.175
FR0000120404 ACCOR SA 79.790 58,86 4.696.372 35,11 2.801.427
CH0012138605 ADECCO SA-REG 1.106 33,19 36.703 24,09 26.648
FR0000031122 AIR FRANCE-KLM 2.075 17,66 36.649 9,17 19.028
GB0009895292
FR0000051732
ASTRAZENECA PLC
ATOS ORIGIN SA
93.580
41.743
28,76
36,23
2.691.176
1.512.548
29,47
17,92
2.757.785
747.826
GB0055007982 AUTONOMY CORP PLC 120.200 12,21 1.467.149 9,98 1.200.107
GB0000961622 BALFOUR BEATTY PLC 328.757 6,23 2.049.662 3,46 1.136.412
DE0005151005 BASF AG 86.439 38,65 3.341.000 27,73 2.396.953
DE0005909006 BILFINGER BERGER AG 43.056 54,83 2.360.778 37,32 1.606.850
DE0005190003 BMW AG 92.716 21,87 2.027.668 21,61 2.003.593
FR0000131104 BNP PARIBAS 58.851 54,90 3.230.682 30,25 1.780.243
GB0007980591 BP PLC 515.131 8,10 4.172.453 5,52 2.844.713
GB0001290575
GB0002875804
BRITISH AIRWAYS PLC
BRITISH AMERICAN TOBACCO PLC
474.814
234.964
4,06
23,90
1.925.735
5.616.130
1,89
18,90
895.791
4.440.265
ES0113900J37 BSCH - AM 326.163 12,86 4.194.730 6,75 2.201.600
GB0001625572 CABLE & WIRELESS PLC 1.060.922 2,57 2.731.260 1,64 1.743.142
GB00B1RZDL64 CAIRN ENERGY PLC 71.010 38,62 2.742.473 21,15 1.502.206
GB0007365546 CARILLION PLC 10.515 3,75 39.397 2,60 27.378
FR0000120172 CARREFOUR SA 80.812 27,79 2.246.024 27,52 2.223.946
FR0000125585 CASINO GUICHARD PERRACHON 29.390 70,06 2.059.032 54,30 1.595.877
DE000CLS1001 CELESIO AG 47.850 42,75 2.045.616 19,40 928.290
CH0012142631 CLARIANT AG 341.336 5,91 2.018.988 4,80 1.638.873
FR0000120644
BE0003562700
DANONE GROUPE
DELHAIZE GROUP
75.526
36.598
55,23
63,87
4.171.399
2.337.506
43,18
44,20
3.261.213
1.617.632
DE0008232125 DEUTSCHE LUFTHANSA-REG 119.307 19,49 2.325.647 11,19 1.335.045
DE0005552004 DEUTSCHE POST AG-REG 3.982 9,20 36.654 11,91 47.426
GB0002374006 DIAGEO PLC 302.212 15,55 4.698.543 10,09 3.049.089
FR0000130452 EIFFAGE 965 40,71 39.288 37,37 36.062
SE0000103814 ELECTROLUX AB-SER B 176.986 12,27 2.171.458 6,14 1.086.828
SE0000718017 ENIRO AB 1.008.298 0,98 992.529 0,98 992.529
XS0327008297 ESPIRITO SANTO INV Certificates (DJ Euro Stoxx 50) 23/10/2008 501.000 0,93 463.467 0,57 284.067
IT0001976403 FIAT SPA 125.521 4,77 598.924 4,59 576.141
DE0005785638
ES0143416115
FRESENIUS SE-PFD
GAMESA CORP
36.150
91.543
55,05
29,60
1.990.184
2.709.451
41,59
12,74
1.503.479
1.166.258

Ano: 2008 Empresa de SegurosBES VIDA

Nº de identificação:503024856 Valores em euros

Ident. do resp. pela João Borralho
Anexo 1
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS Quantidade Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço
CÓDIGO
GB0009252882
GLAXOSMITHKLINE PLC DESIGNAÇÃO 141.000 valor nominal nominal de aquisição
19,37
de aquisição
2.731.154
unitário
13,49
Total
1.901.465
DK0010272632 GN STORE NORD A/S 544.030 3,36 1.828.394 1,37 744.786
ES0171996012 GRIFOLS SA 117.658 14,75 1.735.507 12,31 1.448.370
DE0006070006
IT0000072618
HOCHTIEF AG
INTESA SANPAOLO SPA
22.509
210.000
68,98
4,78
1.552.695
1.002.831
35,74
2,54
804.472
532.875
FI0009000202 KESKO OYJ-B SHS 1.585 22,52 35.697 17,80 28.213
GB0033195214 KINGFISHER PLC 1.091.223 1,77 1.935.520 1,42 1.546.615
DE000KC01000
NL0006033250
KLOECKNER & CO
KONINKLIJKE AHOLD NV
1.154
1.670
32,36
9,70
37.346
16.207
12,29
8,79
14.183
14.679
NL0000337319 KONINKLIJKE BAM GROEP NV 2.925 12,63 36.938 6,41 18.749
FR0000120537 LAFARGE SA 34.731 80,59 2.798.942 43,35 1.505.589
DE0005470405 LANXESS AG 2.660 13,72 36.506 13,73 36.522
GB0008706128
GB00B3DVPK51
LLOYDS TSB GROUP PLC
LLOYDS TSB GROUP PLC RIGHTS 2008
354.000
153.883
1,32
0,00
468.283
0
1,32
0,00
468.283
0
SE0000825820 LUNDIN PETROLEUM AB 202.988 7,17 1.456.264 3,77 765.640
DE0007257503 METRO AG 37.525 55,88 2.097.005 28,57 1.072.089
GB00B1CRLC47
DE0008430026
MONDI PLC
MUENCHENER RUECKVER AG-REG
8.888
32.263
4,08
125,99
36.258
4.064.831
2,14
111,00
19.012
3.581.193
GB00B08SNH34 NATIONAL GRID PLC 390.751 10,79 4.217.545 7,18 2.806.023
FI0009013296 NESTE OIL OYJ 2.545 15,39 39.170 10,58 26.926
DE0006766504
NO0004135633
NORDDEUTSCHE AFFINERIE AG
NORSKE SKOGINDUSTRIER ASA
1.095
6.285
30,10
2,97
32.956
18.649
28,00
1,38
30.660
8.702
GRS419003009 OPAP SA 103.400 28,91 2.988.824 20,68 2.138.312
FI0009014575 OUTOTEC OYJ 68.418 11,30 773.036 10,80 738.914
CH0002168083 PANALPINA WELTTRANSP 13.200 50,07 660.914 39,73 524.444
CH0027752242
FR0000121501
PETROPLUS HOLDINGS AG
PEUGEOT SA
1.093
55.386
33,62
12,76
36.748
706.575
14,11
12,15
15.427
672.940
FR0000121485 PINAULT PRINTEMPS REDOUT 26.000 104,56 2.718.506 46,60 1.211.600
CY0100470919 PROSAFE SE 241.023 2,81 678.057 2,67 642.728
GRS434003000
DE0005558662
PUBLIC POWER CORP
Q-CELLS AG
78.864
29.316
19,87
26,28
1.567.390
770.387
11,54
25,30
910.091
741.695
AT0000606306 RAIFFEISEN INTL BANK HOLDING 27.795 20,61 572.786 19,30 536.444
NL0000379121 RANDSTAD HOLDING NV 41.228 27,67 1.140.876 14,55 599.867
FR0000131906 RENAULT SA 1.522 23,54 35.833 18,55 28.233
NO0010112675
FR0010479956
RENEWABLE ENERGY CORP AS
RHODIA SA - REGR
84.519
120.940
6,98
10,08
589.881
1.219.584
6,62
4,50
559.126
544.714
GB00B019KW72 SAINSBURY (J) PLC 377.026 5,55 2.091.296 3,45 1.300.294
CH0024638196 SCHINDLER HOLDING-PART CERT 44.936 47,62 2.139.866 32,39 1.455.503
BMG7945E1057
SE0000113250
SEADRILL LTD
SKANSKA AB-B SHS
85.231
3.625
6,05
10,04
515.243
36.405
5,65
7,13
481.664
25.845
IT0003153415 SNAM RETE GAS SPA 375.000 4,00 1.501.676 3,96 1.485.000
DE0005108401 SOLARWORLD AG 69.623 33,82 2.354.994 15,10 1.051.307
NL0000226223
NO0005620856
STMICROELECTRONICS NV
TANDBERG ASA
295.616
103.045
9,18
9,98
2.714.108
1.028.781
4,78
7,73
1.413.044
796.881
SE0000314312 TELE2 AB-B SHS 205.549 13,59 2.794.188 6,35 1.304.773
ES0178430E18 TELEFONICA SA 196.986 17,95 3.535.115 15,85 3.122.228
GB00B1VYCH82 THOMAS COOK GRP PLC 774.423 3,98 3.080.652 1,86 1.439.898
DE0007500001
FR0000120271
THYSSENKRUPP AG
TOTAL SA
1.551
71.210
21,03
60,08
32.611
4.278.251
18,96
38,91
29.407
2.770.781
GB0007739609 TRAVIS PERKINS PLC 5.010 7,73 38.737 3,57 17.883
SE0000114837 TRELLEBORG AB-B SHS 150.620 4,43 667.883 4,43 667.883
DE000TUAG000
BE0003884047
TUI AG
UMICORE
154.054
3.170
19,20
12,54
2.957.310
39.751
8,05
14,07
1.239.364
44.602
FR0000130338 VALEO SA 102.554 10,87 1.115.139 10,62 1.088.611
DK0010268606 VESTAS WIND SYSTEMS A/S 19.507 49,93 974.000 40,73 794.617
GB0009764027 WOLSELEY PLC 6.683 5,45 36.442 4,03 26.943
2.2.2.1 - Acções
2.2.2.2 - Títulos de participação sub-total 52.555.138 0 0,00 0,00 266.961.395 0,00 198.854.001
sub-total 0 0 0,00 0,00 0 0,00 0
2.2.2.3 - Unidades de participação em fundos de investimento
ES0145871036 ESPIRITO SANTO MULTIFONDO JAPÓN, FI 1.249 3,63 4.528 2,52 3.148
ES0138517034 ESPIRITO SANTO ESPAÑA BOLSA, FI 4.284 11,03 47.264 10,82 46.366
ES0158193039 ESPIRITO SANTO ESPAÑA 30, FI 1.745 10,29 17.947 10,12 17.650
ES0125240038 E.S. DINERO PLUS, F.I. 27 1.447,13 39.470 1.513,66 41.285
ES0136097039
ALCENTRA0699
E.S. BOLSA ESPAÑA SELECCIÓN, F.I.
ALCENTRA EUROPEAN CREDIT FUND
7.987
200.000
10,24
69,87
81.809
13.973.320
7,17
30,88
57.241
6.176.000
HHHHHH ALTERNATIVE INVEST. EURO (Series 1007) 5.599 1.000,00 5.598.898 830,01 4.647.128
PPPPPPP ALTERNATIVE INVEST. EURO (Series 1107) 759 1.000,00 758.621 802,91 609.107
ES0105336038
LU0171304552
BBVA - ACION IBEX ETF
BGF-WORLD ENERGY FUND-E Acc
12.681
128
12,97
19,46
164.469
2.500
9,33
11,52
118.314
1.480
GG00B2QQPS89 BH GLOBAL LTD-USD SHRS 1.000.000 6,54 6.539.054 4,94 4.943.594
LU0171276081 BLACK ROCK EMERGING MARKETS 28.032 15,69 439.949 10,38 290.970
LU0171289225 BLACK ROCK JAPAN OPPORTUNITIES 9.120 36,26 330.661 20,14 183.684
FR0007052782
DE0005933931
CAC 40 MAST
DAXEX GR - INDEX FUND
37.445
3.795
31,87
63,60
1.193.361
241.378
32,66
45,44
1.222.954
172.462
LU0292106753 DB X - TRACKERS DJ ES 50 SHORT 5.229 46,57 243.530 49,28 257.685
LU0274211217 DB X - TRACKERS DJ EURO STX 50 50.667 24,06 1.219.243 24,56 1.244.382
FR0007054358
DE0006289374
DJ EUROSTOXX 50 MASTER UNIT
DJ STOXX 600 HEALTHCARE EX 1
68.032
14.090
26,38
33,79
1.794.378
476.147
24,61
32,80
1.674.268
462.152
DE0006344765 DJ STOXX 600 OIL & GAS EX 4.045 40,71 164.691 27,05 109.412
DE0006289358 DJ STOXX 600 TELECOM ETF 7.464 29,04 216.759 23,81 177.700
LU0210302286
LU0058466250
DWS INVEST BRIC PLUS-NC Acc
ES - EMERGING MARKETS
25
165.780
154,35
169,17
3.836
28.045.629
103,53
69,42
2.573
11.508.475
LU0091443829 ES - EUROPEAN EQUITY 44.260 85,77 3.796.342 59,27 2.623.304
ESINFRA ESPIRITO SANTO INFRAST. FUND - I 809 1.003,92 812.172 1.000,00 809.000
XXXXXXX
LU0083291335
FEDERAL STREET FUND - CLASS E
FIDELITY EUROPEAN AGGRESSIVE - A
6.000
43.148
1.000,00
20,46
6.000.000
882.701
763,83
8,03
4.582.990
346.394
LU0115767708 FIDELITY FDS - EUROPEAN AGGR - E 334 14,56 4.860 8,01 2.672
LU0346388373 FIDELITY FDS-EUR GR 10.222 9,77 99.850 6,78 69.282
LU0114722738
LU0115767021
FIDELITY FUNDS-GLOBAL FIN SVC-E
FIDELITY FUNDS-LATIN AMERICA-E Acc
405
56
15,65
45,02
6.336
2.500
11,32
22,77
4.584
1.264
PPESVAEM0009 FIQ ES VENTURES II 113.941.540 0,01 694.491 0,01 698.576
LU0229940001 FRANK TEMP INV ASIA GR - A AC 21.930 18,16 398.322 9,62 210.969
LU0122612764
LU0209317873
FRANKLIN EUROPEAN GROWTH BX
GLOBAL ACTIVE ALLOCATION - I CAP
17.780
10.959.906
7,41
6,41
131.830
70.198.341
5,21
3,80
92.635
41.647.643
Ident. do resp. pela João Borralho
Anexo 1
IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS
Montante do
% do valor
Preço médio
Valor total
Valor de balanço
Quantidade
CÓDIGO
DESIGNAÇÃO
valor nominal
nominal
de aquisição
de aquisição
unitário
Total
IE0003561788
INVESCO GT GLOBAL HIGH INCOME
491
9,32
4.578
6,20
3.046
LU0117858596
JP MORGAN EUROPE EQUITY D
5.165
11,29
58.336
5,65
29.184
LU0336377055
JP MORGAN GLOBAL (INTERNATIONAL) EQUITY
27.031
6,81
184.005
4,36
117.854
LU0273795244
JPM INV-HIGH STAT MARK
33.658
110,15
3.707.519
113,26
3.812.120
DBJARFLEB01
JUBILEE ABSOLUTE RETURN LMT - CLASS B
49.144
101,74
5.000.000
115,13
5.658.006
LU0225434587
LUX INVEST FD - US EQTY PLUS - D
4.398
1.285,00
5.651.604
652,41
2.869.406
US57060U1007
MARKET VECTORS Gold Miners ETF
588.039
34,90
20.522.853
24,34
14.315.414
IE0031687019
MELLON US LARGE CAP VALUE
79.102
1,09
86.020
0,74
58.693
LU0125951151
MFS EUROPEAN VALUE A1
11.441
22,25
254.503
13,63
155.939
LU0219424644
MFS MERIDIAN FUNDS - GLOBAL EQUITY
46.348
107,88
5.000.009
78,44
3.635.521
LU0200684693
MLIIF US FLEXIBLE HEDGED A2
502
0,00
0
8,61
4.322
NAUFUNDOCA32
NAU FUND LP - CLASS A
250.000
99,95
24.988.515
96,42
24.103.925
ONGOING MKTS
ONGOING INT. CAPITAL MARKETS
15.000
1.000,00
15.000.000
1.000,00
15.000.000
ONGOING EQT
ONGOING INT. PRIVATE EQUITY
100.000
1.000,00
100.000.000
1.000,00
100.000.000
LU0104885248
PICTET F-WATER-R ACC
38
99,87
3.750
98,07
3.682
US25154H7567
PWRSHS DB GOLD DOUBLE SHORT
64.100
31,21
2.000.573
17,87
1.145.482
LU0106235376
SCHRODER ISF EURO EQUITY (B)
236.697
20,08
4.752.008
14,57
3.448.675
LU0146288435
SGAM FD-MONEY MARKET EUR F Acc
128
116,58
14.970
117,77
15.122
IE00B03HD316
VANGUARD GLOBAL STOCK INDEX EURO CLASS
430.908
12,15
5.236.699
7,43
3.200.695
LU0091444124
ES - AMERICA G.F.(USD)
188.083
102,26
19.232.801
64,54
12.138.823
94165001229
GARNHAM FOUNDERS FUND
752
0,00
0
0,00
0
US4642864007
ISHARES INC MSCI BRAZIL
2.838
53,82
152.738
25,14
71.353
LU0117895366
JP MORGAN EMERGING MARKETS EQ
33.761
22,55
761.453
13,53
456.799
LU0219445649
MERIDIAN US VALUE FUND
1.706
68,14
116.260
62,98
107.455
US73935A1043
NASDAQ 100
11.925
29,56
352.453
21,47
256.031
IE0030772507
POLAR CAPITAL JAPAN
30.852
14,34
442.447
10,56
325.655
94165001230
PRIMO CAPITAL GROWTH FUND 1/00P
43
0,00
0
0,00
0
94165001231
PRIMO CAPITAL GROWTH FUND 12/00P
12
0,00
0
0,00
0
US78462F1030
SPY STANDARD & POORS TRUST Index Fund
103.623
72,27
7.488.689
64,84
6.719.077
LU0171290074
BGF-NEW ENERGY FUND-EURO-E2
228
8,76
2.000
5,10
1.164
IE00B23Z8X43
BRANDYWINE GL. OP. BOND - CLASS A
26.804
97,00
2.600.000
92,34
2.475.057
LU0272942433
CAAM-VOLATILITY EURO EQU-S
52
117,87
6.125
131,57
6.837
LU0229883953
DB PLAT-COMMODITY EURO
63
234,87
14.825
119,86
7.566
LU0173942318
DB PLATINUM IV-SOV PLUS-R1C
85
135,22
11.530
132,35
11.285
LU0290357176
DB X - TR IBX EUR SOV EZ 5-7
489
156,76
76.655
161,13
78.793
LU0099730524
DWS INSTITUTION MONEY PLUS
413
13.543,35
5.594.622
13.646,27
5.637.138
LU0145659149
DWS INVEST EURO RESERVE-NC
28
114,11
3.223
109,15
3.083
DE0006289473
EB REXX GOVT GERMANY 1.5 - 2.5
22.075
99,28
2.191.634
102,57
2.264.233
LU0062574610
ES - EURO BOND
5.524
905,16
4.999.986
1.001,39
5.531.548
LU0058464123
ES - GLOBAL BOND
386
140,46
54.218
157,79
60.907
LU0079837604
ES - GLOBAL ENHANC
15.086
663,04
10.002.625
653,76
9.862.650
IE0005322577
GLG GLOBAL CONVERTIBLE UCITS FUND
12.925
150,84
1.949.530
111,13
1.436.324
IE00B01D9K08
GLG NORTH AMERICAN FUND
9.538
119,72
1.141.921
60,72
579.177
LU0115102302
JP MORGAN EUROPE BOND
12.103
121,93
1.475.726
99,46
1.203.785
LU0115105586
JP MORGAN GLOBAL ENHANCED BOND
28.555
123,94
3.539.122
91,59
2.615.312
FR0010510800
LYXOR ETF EURO CASH EONIA IN
37.690
102,86
3.876.933
104,00
3.919.760
LU0247079626
PICTET L-ABSOLU RE GLO-R
18
109,14
2.000
108,22
1.983
IE0002460867
PIMCO TOTAL - R - INS AC
6.780
13,11
88.912
13,89
94.177
IE00B11XZB05
PIMCO-TOTAL RTN BD-E-EURO-HD-ACC
739
14,26
10.542
14,56
10.767
INFRA
INFRASTRUCTURE ANDGROWTH FUND LP
20.000.000
0,76
15.297.886
0,82
16.469.067
LU0362094459
ES - SHORT BOND
22.850
500,55
11.437.560
507,81
11.603.499
IE00B04NL018
PR. GLOBAL LIQ. FUND ACUM. CLASS
426.422
15,24
6.500.000
15,49
6.605.270
LU0124811109
CARAVELA AGGRESSIVE FUND
262.781
134,66
35.386.726
108,31
28.461.764
LU0124811018
CARAVELA BALANCED FUND
425.813
143,90
61.273.671
124,48
53.005.157
LU0124810986
CARAVELA DEFENSIVE FUND
483.351
126,32
61.058.518
115,98
56.059.025
LU0189063844
DB PLATINUM IV-DYN ALT-R2C
67
132,51
8.888
96,59
6.478
LU0377350276
DB PLATINUMCOMM HARVEST I1CE
147
10.168,90
1.496.455
10.353,77
1.523.661
LU0290358497
DB X - TR II EONIA
28.814
132,81
3.826.805
137,41
3.959.361
LU0256571018
ES-ABS OPPORTUNITY FD
104.018
107,48
11.180.290
113,63
11.819.536
LU0363263525
FAST OPT MARKET NEUT
22.321
98,17
2.191.216
93,78
2.093.229
LU0363263442
FAST OPT MKT NEUTRAL - E - EUR - ACC
9.719
91,97
893.903
93,26
906.407
KYG3482H1065
FIRST PORTUGUESE OPPORT.FUND-A
13.067
160,00
2.090.665
166,64
2.177.532
KYG3482H1149
FIRST PORTUGUESE OPPORT.FUND-B
78.064
139,95
10.925.439
128,07
9.997.859
LU0273799238
JPM INV-HIGH STAT MAR N-D-A
21.919
108,35
2.374.791
112,10
2.457.130
GG00B23HJ047
MAN INV - IRIS LOW VOL
2.715
675,36
1.833.635
785,67
2.133.125
IE00B2QMNB51
CITI - GLB INT RATE EUR INX - A
104
1.000,00
104.000
1.032,94
107.426
IE00B2QMND75
CITI - GLB INT RATE EUR INX - I
1.105
995,17
1.100.000
1.031,11
1.139.727
QT0025506640
IMPERATRIZ GF FUND
122.000
100,00
12.200.000
100,77
12.293.940
QT0025065936
NORTH WIND GF FUND
250.000
100,00
25.000.000
103,22
25.805.000
LU0363509208
PARVEST-AGRICULTURE-CLASSIC Acc
33
134,81
4.500
87,96
2.936
QT0025506913
RED RUBY GF FUND
140.000
100,00
14.000.000
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US78463V1070
SPDR GOLD TRUST
5.000
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0
0,00
0,00
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0,00
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2.2.2.4 - Outros
XS0287521131
3 YEARS AUTOCALLABLE CERTIFICATE ON DJEUROSTOXX 50 INDEX
8.810
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8.537.611
70,00
616.700
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AUTOCALL SAN 5Y 12%
1.032
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478.848
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XS0296916140
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AUTOREDEEMER NOTES LINKED TO THE SHARES OF ENI S.P.A.
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AUTOREDEEMER NOTES LINKED TO THE SHARES OF ENI S.P.A.
5.881
952,10
5.599.300
70,00
411.670

sub-total
62.157
0
0,00
0,00
59.742.546
0,00
8.742.256
sub-sub-total
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0
0,00
0,00
1.010.471.023
0,00
789.319.790
total
204.207.545
11.886.448.085
0,00
0,00
5.248.713.692
0,00
4.810.953.603
3 - TOTAL GERAL
496.406.382
12.915.642.021
0,00
0,00
7.550.200.466
0,00
7.066.262.397
Nº de identificação:503024856 Valores em euros

DESENVOLVIMENTO DA PROVISÃO PARA SINISTROS RELATIVA A SINISTROS OCORRIDOS EM EXERCÍCIOS ANTERIORES E DOS SEUS REAJUSTAMENTOS (CORREC

Ano: 2.008

Empresa de Seguros: BES-VIDA, Companhia de Seguros, S. A. Nº de identificação: 503.024.856 Valores em euros Ident. do resp. pela informação: Jorge Rosa

Provisão para sinistros Custos com sinistros * Provisão para sinistros * Reajustamentos
RAMOS/GRUPOS DE RAMOS em 31/12/N-1 montantes pagos no exercício em 31/12/N
(1) (2) (3) (3)+(2)-(1)
VIDA 15.781.095 5.463.352 9.435.127 (882.616)
NÃO VIDA
ACIDENTES E DOENÇA - - - -
INCÊNDIO E OUTROS DANOS - - - -
AUTOMÓVEL - - - -
-RESPONSABILIDADE CIVIL - - - -
-OUTRAS COBERTURAS - - - -
MARÍTIMO, AÉREO E TRANSPORTES - - - -
RESPONSABILIDADE CIVIL GERAL - - - -
CRÉDITO E CAUÇÃO - - - -
PROTECÇÃO JURÍDICA - - - -
ASSISTÊNCIA - - - -
DIVERSOS - - - -
TOTAL - - - -
TOTAL GERAL 15.781.095 5.463.352 9.435.127 (882.616)

NOTAS:

* Sinistros ocorridos no ano N-1 e anteriores