AI assistant
Besqab — Annual Report 2008
Mar 13, 2009
3009_10-k_2009-03-13_04b2a964-bc3b-4f29-bae0-06d7e3f77adf.pdf
Annual Report
Open in viewerOpens in your device viewer
RELATÓRIO E CONTAS 2008
BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.
Av. Columbano Bordalo Pinheiro, n.º 75 – 11.º - 1070-061 Lisboa Registada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa e NIPC 503024856 Capital Social: 250.000.000 €
Senhores Accionistas,
Nos termos da lei, o Conselho de Administração tem a honra de submeter à apreciação de V. Exas. o Relatório de Gestão e as Contas, de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS) da BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A. (adiante designada também por BES-Vida ou Companhia) relativos ao Exercício de 2008.
1. Relatório de Gestão
- 1.1 Mensagem Conjunta do Presidente do Conselho de Administração e do Presidente da Comissão Executiva
- 1.2 Principais indicadores da actividade
- 1.3 Órgãos Sociais
- 1.4 Enquadramento económico
- 1.4.1 Enquadramento macro-económico
- 1.4.2 Enquadramento do sector Segurador
- 1.5 A actividade da BES-Vida
- 1.6 Proposta de aplicação de resultados
- 1.7 Nota Final
- 1.8 Declaração a que se refere a alínea a) do nº1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários
2. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
- 2.1 Conta de ganhos e perdas
- 2.2 Balanço
- 2.3 Demonstração de alterações no Capital Próprio
- 2.4 Demonstração dos fluxos de caixa
- 2.5 Notas explicativas às Demonstrações Financeiras
3. Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria \ Relatório e Parecer do Conselho Fiscal
- 3.1 Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria
- 3.2 Relatório e Parecer do Conselho Fiscal
- 4. Anexos
1.Índice
1.1 - Mensagem Conjunta do Presidente do Conselho de Administração e do Presidente da Comissão Executiva
Num ano marcado por uma forte perturbação dos mercados financeiros e da conjuntura económica, a BES-VIDA continuou a desenvolver a sua actividade procurando consolidar a sua posição no mercado dos seguros Vida, sobretudo no mercado da "reforma", onde renovou a posição de liderança pelo 12º ano consecutivo. A produção total obtida em Portugal, em 2008, foi de 1.860,3 milhões de euros, reflectindo um acréscimo de 19,0% face a 2007. No segmento dos PPR´s, com uma produção de 735,0 milhões de euros (+23.6%), alcançou uma quota de mercado de 29.8%, mantendo a liderança neste segmento. Os produtos de Capitalização, com uma produção de 1.063,3 milhões de euros (+16.9%), viram aumentar a sua quota de mercado para 14.0% (13.3% em 2007). O volume de prémios dos produtos Tradicionais totalizaram 62,0 milhões de euros (+4.1%), com uma quota de mercado nos 6.5% (7.1% em 2007).
Também as Provisões Matemáticas, no montante de cerca de 7.302,4 milhões de euros apresentam um acréscimo em relação a 2007 (+ 266,5 milhões de euros, que representam um crescimento de 3,8%).
No entanto, este bom desempenho no que se refere à produção e igualmente no controlo dos custos operacionais não foi suficiente para manter o resultado liquido ao nível do esperado devido ao comportamento da actividade financeira, decorrente do comportamento negativo verificado na generalidade dos mercados financeiros.
De facto, a crise de confiança generalizada, com reflexos no sistema financeiro e na actividade económica a nível global, teve impactos negativos no comportamento da actividade financeira da Companhia, reduzindo em mais de 95% os resultados desta face ao ano anterior. Importa referir, neste contexto, o registo de imparidades no valor de 54,5 milhões de euros.
Assim, o resultado líquido da BES-Vida em 2008 é de cerca de 12,2 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 76.7% em relação ao verificado em 2007.
O Capital Próprio atinge os 99,5 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 63,5% face a Dezembro de 2007. Esta diminuição é, sobretudo, consequência da redução da Reserva de Justo Valor, em resultado da queda registada nos mercados financeiros com impactos nas carteiras de obrigações e acções. No entanto, apesar destes fortes impactos negativos, a solvência apresenta um excesso de cerca de 19 milhões de euros, com o rácio de cobertura estimado a atingir os 110% e a situar-se acima do limite dos 100%.
Em 2009, a BES-Vida irá continuar a desenvolver a sua actividade com o objectivo de contribuir para a liderança do BES em soluções de protecção das famílias, em particular, consolidando a sua posição de líder no segmento da "reforma".
Paralelamente, a consolidação das estruturas de funcionamento, a optimização dos recursos e o desenvolvimento da gestão de risco são linhas orientadoras indispensáveis para responder, de uma forma cada vez mais eficiente e eficaz, às exigências actuais e futuras.
Tendo como referência o Banco Espirito Santo pela sua actuação nestas matérias, 2009 será também o ano onde a Companhia procurará desenvolver e enquadrar os valores associados à responsabilidade social, aprofundando o seu compromisso de contribuir para uma sociedade baseada no desenvolvimento sustentável.
As últimas palavras são de reconhecido agradecimento pelo apoio e confiança dos accionistas e clientes, pelo profissionalismo e dedicação dos colaboradores e pela cooperação e confiança que o Conselho Fiscal e as Autoridades de Supervisão dispensaram ao longo deste exercício.
Michel Joseph Paul Goutorbe Rui Manuel Leão Martinho
(Presidente da Comissão Executiva) (Presidente do Conselho de Administração)
1.2 - Principais Indicadores de Actividade
| milhare s d e e uro s | ||||
|---|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | Variação 08/07 |
||
| Investimentos | 7.577.719 | 7.601.167 | -0,3% | |
| Activo líquido | 7.699.814 | 7.602.416 | 1,3% | |
| Capital próprio | 99.501 | 272.854 | -63,5% | |
| Passivos subordinados | 100.224 | 90.219 | 11,1% | |
| Provisões técnicas de seguro directo | 3.275.702 | 3.591.406 | -8,8% | |
| Produção Total | 1.866.813 | 1.614.830 | 15,6% | |
| Prémios Brutos emitidos | 570.639 | 493.331 | 15,7% | |
| Ganhos Líquidos da Actividade Financeira | 91.380 | 183.793 | -50,3% | |
| Provisões matemáticas liquidas de resseguro | 302.831 | 158.180 | 91,4% | |
| Participação para resultados liquida de resseguro | 12.579 | 19.547 | -35,6% | |
| Custos com Sinistros liquidos de resseguro | 926.236 | 709.952 | 30,5% | |
| Resultado Líquido | 12.170 | 52.218 | -76,7% | |
| Rendibilidade | ||||
| Resultado Líquido/Produção Total | 0,65% | 3,23% | - 0,80 pp | |
| Resultado Líquido/Capital Próprio | 12,23% | 19,14% | - 0,36 pp | |
| Resultado Líquido/Activo líquido | 0,16% | 0,69% | - 0,77 pp | |
| Produtividade | ||||
| Nº de apólices/Nº de empregados | 12.834 | 12.851 | -0,1% | |
| Produção Total/Nº de empregados | 22.224 | 19.936 | 11,5% | |
| Provisão Matemática/Nº de empregados | 40.214 | 56.188 | -28,4% | |
| Outros Dados | ||||
| Nº de empregados | 84 | 81 | 3,7% |
1.3 - Órgãos Sociais
A composição actual dos Órgãos Sociais da BES-Vida, para o quadriénio 2008-2011 é a seguinte:
Conselho de Administração
Rui Manuel Leão Martinho (Presidente) Bernard Delas (Vice-Presidente) Pedro Guilherme Beauvillain de Brito e Cunha Michel Joseph Paul Goutorbe Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires Nuno Manuel da Silva Ribeiro David Dr. Michel Victor François Vilatte Thierry Philippe Adolph Langreney Olivier Ronan Melennec
O Conselho de Administração delega a gestão corrente da Companhia numa Comissão Executiva composta pelos seguintes Administradores:
Michel Joseph Paul Goutorbe (Presidente) Nuno Manuel da Silva Ribeiro David Olivier Ronan Melennec
Mesa da Assembleia Geral
Luis Frederico redondo Lopes (Presidente) Pedro Cassiano Santos (Vice-Presidente) Nuno Miguel Matos Silva Pires Pombo (Secretário)
Conselho Fiscal
José Manuel Ruivo da Pena (Presidente) Philippe Robin (Vogal efectivo) José Maria Ribeiro da Cunha (Vogal efectivo) Paulo Ribeiro da Silva (vogal suplente)
Revisores Oficiais de Contas
Ernst & Young Audit e Associados-SROC, S.A., representada por Ana Rosa Ribeiro Salcedas Montes Pinto (Revisor Oficial de Contas Efectivo) João Carlos Miguel Alves (Revisor Oficial de Contas Suplente)
Secretário da Sociedade
Sónia Maria Ferreira Guerra Torrão Paulo Alexandre Nunes Nogueira (Secretário suplente)
1.4 - Enquadramento económico
1.4.1.1 - Situação económica internacional
A crise financeira que eclodiu no Verão de 2007, decorrente do fenómeno do subprime, adquiriu novos contornos durante 2008, transformando-se gradualmente numa crise de confiança generalizada, com os problemas de liquidez e solvência no sistema financeiro a aumentar, e com reflexos na actividade económica a nível global.
A maior percepção dos riscos de liquidez e de solvabilidade (com a falência ou perda de independência de algumas instituições financeiras nos Estados Unidos e na Europa) resultou numa relutância quase total das instituições em se exporem entre si nos mercados monetário e de crédito, sendo particularmente visível entre o final do 3º trimestre e o início do 4º trimestre a indisponibilidade de cedência de liquidez por parte do sector privado, não obstante as intervenções das autoridades no sentido de assegurar o regular funcionamento dos mercados.
Na Zona Euro, a taxa de juro Euribor a 3 meses atingiu um máximo de 5.393% (observado no início de Outubro), terminando o ano em 2.892%, após as descidas das taxas de referência e as fortes injecções de liquidez no mercado monetário levadas a cabo pelo Banco Central Europeu (BCE). O clima de aversão ao risco foi igualmente visível no comportamento do spread da Euribor face às taxas dos Bilhetes do Tesouro a 3 meses, o qual atingiu um máximo de 350 pontos base (também em Outubro), antes de corrigir no final do ano, embora para valores ainda elevados (124, que compara com valores próximos de 20 pontos base no Verão de 2007). Neste contexto de maior procura por activos de refúgio, a yield dos títulos da dívida pública a 10 anos observou uma tendência de descida na segunda metade de 2008, atingindo 2.951% no final do ano (4.621% no final do 2º trimestre).
O aumento da incerteza (sobretudo associada ao sector financeiro) e as expectativas de desaceleração da actividade económica penalizaram fortemente os principais índices accionistas. Nos EUA, os índices Dow Jones, Nasdaq e S&P500 caíram 33.8%, 40.5% e 38.5%, respectivamente. Na Zona Euro, os índices DAX, CAC40, IBEX e PSI-20 caíram, respectivamente, 40.4%, 42.7%, 39.4% e 51.3%.
A elevada volatilidade foi também visível nos mercados de commodities. Na primeira metade do ano, o preço do petróleo exibiu uma forte tendência de subida, atingindo um valor próximo de USD 150/barril em Julho. Esta evolução ficou a dever-se à forte procura oriunda dos mercados emergentes, às dificuldades de expansão da oferta global e, em particular, a um aumento da procura de natureza especulativa.
A expectativa de abrandamento da procura e, mais tarde, a probabilidade crescente associada a um cenário de recessão global retiraram o suporte à procura especulativa e contribuíram para uma forte correcção em baixa do preço do barril, que fechou o ano em valores ligeiramente acima de USD 40.
A mesma tendência de correcção foi observada ao nível das matérias-primas não energéticas, contribuindo, assim, para uma descida significativa da inflação (e das expectativas de inflação) no final do ano.
O ambiente monetário e financeiro mais restritivo, a falta de liquidez nos mercados de capitais, a forte subida dos preços das commodities e da inflação na primeira metade do ano e uma deterioração significativa dos índices de confiança dos agentes económicos, alimentaram uma desaceleração, ou mesmo contracção, da actividade nas principais economias desenvolvidas. Embora mantendo perspectivas de crescimento mais favoráveis que a Europa e os Estados Unidos, os mercados emergentes foram também afectados pela deterioração global dos níveis de confiança, quer ao nível da actividade, quer, sobretudo, ao nível dos mercados financeiros.
Embora no conjunto de 2008 a economia dos Estados Unidos tenha alcançado um crescimento positivo (1.4%), o ano ficou marcado pela entrada da economia norte-americana em recessão, com uma contracção da actividade nos últimos dois trimestres. A deterioração do crescimento foi generalizada aos diferentes sectores de actividade e patente de forma muito significativa no mercado de trabalho. Esta deterioração no mercado de trabalho teve repercussões no comportamento das famílias, tendo o consumo privado registado uma contracção no 3º trimestre, pela primeira vez desde 1991. Também os riscos inflacionistas que se colocaram à economia norte-americana até meados do ano (a variação homóloga de preços chegou a elevar-se a 5.6% em Julho) se dissiparam nos meses seguintes, com a elevada degradação da conjuntura e a correcção do preço das matérias primas, tendo em Dezembro a variação homóloga de preços registado um valor próximo de zero (0.1%).
A Zona Euro sofreu, em 2008, um expressivo abrandamento, tendo o crescimento do PIB sido de 1%, após o registo de 2.6% observado em 2007. O desempenho da actividade foi sendo crescentemente influenciado por uma conjugação de factores, dos quais se destacam as maiores restrições das condições de financiamento, o efeito negativo da desvalorização ocorrida nos mercados accionista e de habitação e o agravamento acentuado da incerteza generalizada dos agentes. A deterioração do sentimento de empresários e consumidores foi evidente, com os respectivos índices a atingirem níveis historicamente baixos nos últimos meses do ano. Assim, foi essencialmente a procura interna que liderou a trajectória de abrandamento, crescendo apenas 0.8%, após 2.3% no ano de 2007. Também as exportações e as importações exibiram uma trajectória de desaceleração ao longo do ano, as primeiras penalizadas pela desaceleração do comércio a nível global e pela apreciação do euro verificada na primeira metade do ano e as segundas acompanhando a desaceleração da procura interna.
Apesar desta evolução da actividade, a taxa de desemprego manteve-se idêntica à registada em 2007, em 7.5% da população activa. A taxa de inflação média agravou-se de 2.1% para 3.4%, em consequência da subida acentuada do preço do petróleo nos mercados internacionais e dos alimentos não processados, sobretudo na primeira metade do ano. No entanto, a taxa de variação homóloga desceu significativamente no último trimestre, atingindo os 1.6% em Dezembro.
As perturbações nos mercados monetário e de crédito contribuíram para uma acentuada degradação da confiança, para um forte incremento da aversão ao risco e, consequentemente, para uma reduzida disponibilidade de cedência de liquidez, sobretudo no último trimestre do ano. Tal situação implicou que o financiamento das instituições financeiras e não financeiras tenha sido feito com spreads mais elevados, penalizando as empresas com maiores necessidades de financiamento. Da mesma forma, também o financiamento do consumo e do investimento das famílias se tornou mais escasso, contribuindo para o enfraquecimento da procura privada.
Neste ambiente monetário e financeiro mais restritivo, o BCE reduziu, entre Outubro e Dezembro, a taxa de juro de referência para 2.5%, depois de em Julho se ter situado nos 4.25%. Depois de na primeira metade do ano ter registado uma apreciação, no segundo semestre a cotação do euro efectuou uma correcção em baixa, tendo registado no conjunto do ano de 2008, uma depreciação de 4.3% relativamente ao dólar, encerrando o ano a EUR/USD 1.3953.
1.4.1.2 - Situação económica nacional
Embora sem exposição directa ao fenómeno do crédito subprime, a economia portuguesa sofreu, em 2008, os impactos da crise de confiança no sistema financeiro internacional, da subida dos preços das matérias-primas (na primeira metade do ano) e da desaceleração da procura externa. Neste contexto, o crescimento anual do PIB desceu de 1.9% para 0.4%, registando-se duas quedas trimestrais consecutivas da actividade económica na segunda metade do ano.
Para esta evolução contribuíram, sobretudo, a forte desaceleração das exportações, com o respectivo crescimento anual a descer de 7.5% para 0.8% e a estagnação do investimento, que registou uma variação de 0.1%, após um crescimento de 3.1% no ano anterior. O comportamento das exportações esteve associado, sobretudo, à evolução desfavorável da actividade económica nas economias de Espanha, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e França, com quem Portugal mantém relações comerciais privilegiadas. As três primeiras foram afectadas pelas crises financeira e imobiliária de uma forma particularmente rápida e intensa, o que se reflectiu num ajustamento mais pronunciado da respectiva procura interna. No caso da Alemanha, onde o consumo privado revelou uma maior resistência, sofreu um impacto negativo através do seu importante sector exportador. De referir, no entanto, que as exportações portuguesas para alguns destinos menos tradicionais mantiveram um dinamismo elevado, destacando-se as economias de Angola e do Magrebe e, em menor grau, algumas economias na Ásia e na América Latina.
A formação bruta de capital fixo foi, sobretudo, condicionada pelo ambiente monetário e financeiro mais restritivo (que se concretizou numa subida generalizada dos spreads de crédito para empresas e famílias) e pela deterioração das expectativas de evolução da procura, visível na tendência de queda, ao longo do ano, dos principais indicadores de confiança das empresas.
No conjunto de 2008, o consumo privado desacelerou ligeiramente, com o respectivo crescimento anual a descer de 1.6% para 1.4%, sugerindo uma redução da taxa de poupança das famílias, para um valor em torno de 5.5% do PIB. Não obstante a tendência negativa registada pelo índice de confiança dos consumidores, as despesas das famílias terão sido suportadas, na segunda metade do ano, pela desaceleração dos preços e pela descida das taxas de juro. A taxa de inflação média anual subiu de 2.5% para 2.6% em 2008, mas a variação homóloga dos preços terminou o ano com um registo de apenas 0.8%. A taxa média anual de desemprego desceu de 8% para 7.6% da população activa. De registar, no entanto, que o desemprego observou já uma subida pronunciada no último trimestre de 2008, em linha com a estagnação da actividade registada na segunda metade do ano.
A maior restrição dos critérios de financiamento contribuiu para uma moderação do crescimento anual dos empréstimos ao sector privado não financeiro, que desceu de 9.9% para um valor próximo de 7.5%. Na base desta evolução esteve a forte desaceleração dos empréstimos aos particulares, cujo crescimento baixou de 9% para cerca de 5%. Os empréstimos para aquisição de habitação desaceleraram de 8.5% para cerca de 4.5% e o crescimento dos empréstimos ao consumo e outros fins caiu de 11.3% para cerca de 7%. Os empréstimos às sociedades não financeiras mantiveram um crescimento relativamente estável, em torno de 11%, mas em desaceleração face aos registos mais fortes observados na primeira metade do ano.
O défice das Administrações Públicas voltou a reduzir-se em 2008, de 2.6% para 2.2% do PIB. Ao mesmo tempo, a desaceleração das exportações e a manutenção de um crescimento sustentado das importações contribuíram para um aumento do défice conjunto das balanças corrente e de capital de 8.2% para cerca de 8.9% do PIB.
1.4.2 - Enquadramento do sector Segurador
O volume de negócios do sector segurador registou em 2008 um acréscimo de 11.2% (4.8% em 2007), ultrapassando os 15 mil milhões de euros e representando cerca de 9% do PIB português.
Uma vez mais, este crescimento do mercado segurador foi impulsionado pela produção dos seguros do Ramo Vida, com um crescimento de 17,3% (17.5% em 2007), quase atingindo os 11 mil milhões de euros.
A evolução dos PPR, com um aumento de 44%,(12% em 2007), pesaram significativamente no crescimento do Ramo Vida. Este crescimento indicia uma preocupação crescente dos portugueses com as reformas da segurança social e em garantir um complemento de rendimento ao assegurado pelo Estado, apresentando-se os PPR como um instrumento ideal para a aplicação de poupanças.
De destacar ainda que, em 2008, os cinco maiores grupos seguradores a operarem no Ramo vida, detiveram cerca de 82.1 % do mercado (79.8% em 2007), confirmando a importância da Banca-Seguros neste ramo.
Em sentido inverso ao ramo Vida, o segmento Não Vida viu o volume de prémios decrescer na mesma percentagem que registou em 2007 (-2.1%), influenciado por dois dos seus maiores ramos: o Automóvel e o Acidentes de Trabalho, reflexo da conjuntura económica desfavorável.
A descida verificada no Ramo Automóvel (-7%) está ainda influenciada por uma alteração legislativa que afectou o modo de contabilização da contribuição que os tomadores de seguro fazem para o Fundo de Garantia Automóvel.
No segmento Não Vida continua a destacar-se, pela positiva, o ramo Doença, com um crescimento de cerca de 9%, influenciado pela crescente preocupação da população com o acesso aos cuidados de saúde, apresentando-se este tipo de seguros como um complemento ou alternativa versátil e abrangente aos sistemas de saúde públicos.
1.5 - A actividade da BES-VIDA
1.5.1 Produção
| milhares de euros | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Variação % | ||||||
| 2008 | % | 2007 | % | % | ||
| Tradicionais | 62.014 | 3,3% | 59.590 | 3,8% | 4,1% | |
| Risco | 61.600 | 3,3% | 58.736 | 3,8% | 4,9% | |
| Mistos | 9 | 0,0% | 11 | 0,0% | -20,5% | |
| Rendas | 406 | 0,0% | 844 | 0,1% | -51,9% | |
| Capitalização | 1.063.308 | 57,2% | 909.776 | 58,2% | 16,9% | |
| Garantido 11,7% 12,7% 217.152 198.616 |
9,3% | |||||
| Unit Linked | 846.157 | 45,5% | 711.160 | 45,5% | 19,0% | |
| PPR's | 735.016 | 39,5% | 594.504 | 38,0% | 23,6% | |
| Garantido | 392.636 | 21,1% | 256.453 | 16,4% | 53,1% | |
| Unit Linked | 342.380 | 18,4% | 338.052 | 21,6% | 1,3% | |
| Tota Portugal | 1.860.339 | 100,0% | 1.563.870 | 100,0% | 19,0% | |
| Resseguro Aceite | 631 | 0,0% | 15.392 | 1,0% | -95,9% | |
| Espanha | 5.871 | 35.567 | -83,5% | |||
| Total Geral | 1.866.841 | 1.614.830 | 15,6% |
O volume de negócios total da BES Vida, em 2008, ascendeu a 1.866,8 milhões de euros, o que correspondeu a um acréscimo de 15.6%. Para este montante contribuíram os 5,8 milhões de euros realizados através da sucursal de Madrid e 0,6 milhões de euros que respeitam a prémios de Resseguro Aceite.
A produção da BES Vida em 2008, em Portugal, foi de 1.860,3 milhões de euros, representativa de um crescimento de 19.0%, ocupando a terceira posição no mercado do Ramo Vida, com uma quota de mercado1 de 16,9% (16,7% em 2007).
Os produtos Tradicionais, com um volume de produção de 62,0 milhões de euros, apresentaram um crescimento de 4.1% e uma quota de mercado de 6.5%, enquanto que nos produtos de Capitalização, verificou-se um crescimento de 16.9%, para os 1.063,3 milhões de euros, o que permitiu à BES Vida, aumentar a sua quota de mercado1 de 13.3% em 2007, para 14.0% em 2008.
Nos PPR's, a produção alcançou os 735,0 milhões de euros e um acréscimo de 23.6%, a Companhia alcançou 29.8% de quota de mercado1 , mantendo a liderança neste segmento pelo décimo segundo ano
1 Fonte: ISP
consecutivo. A este crescimento não foi alheio, certamente, a crescente e generalizada preocupação sobre a reforma da Segurança Social assim como a confiança depositada neste tipo de produtos, o que leva os Portugueses a procurarem, de uma forma considerável, os produtos PPR como um complemento à reforma garantida pelo Estado. De destacar o crescimento significativo do PPR Garantido, reflexo não só de um crescimento do número de contratos mas também o incremento de reforços na carteira.
| 2008 | % | 2007 | % | milhares de euros Variação % |
|
|---|---|---|---|---|---|
| Tradicionais Capitalização |
61.953 109.252 |
11,0% 19,4% |
59.454 141.808 |
13,4% 32,1% |
4,2% -23,0% |
| PPR's | 392.933 | 69,7% | 241.110 | 54,5% | 63,0% |
| Total Portugal | 564.137 | 100,0% | 442.371 | 100,0% | 27,5% |
| Resseguro Aceite Espanha |
631 5.871 |
0,1% | 15.392 35.567 |
3,5% | -95,9% -83,5% |
| Total Geral | 570.639 | 493.331 | 15,7% |
Prémios Brutos Emitidos
De acordo com as regras contabilísticas em vigor, apenas a produção referente aos contratos de seguros com risco significativo e aos produtos com participação nos resultados é tratada como prémios emitidos (a referente aos Unit Linked e aos produtos sem participação nos resultados está considerada pelo seu valor liquido em "resultados de contratos de investimento").
Assim, os prémios brutos emitidos apresentaram um crescimento de 15,7%, relativamente ao registado a Dezembro de 2007. Com um destaque muito positivo apresentam-se os PPR's, com uma taxa de 63,0%, enquanto que, pela negativa, apresentam-se os Seguros de Capitalização, com um decréscimo de 23% face a 2007.
| milhares de euros | |||
|---|---|---|---|
| Variação | |||
| 2008 | 2007 | % | |
| Prémios brutos emitidos | 570.639 | 493.331 | 15,7% |
| Prémios em cobrança | 614 | 601 | 2,1% |
| Rácio prémios não cobrados | 0,11% | 0,12% | - 0,01 pp |
O saldo de Prémios em cobrança apresenta um acréscimo de 2,1%, tendo o rácio Prémios em cobrança/Prémios de seguro directo reflectido uma melhoria de 0.01pp.
1.5.2 Custos com Sinistros
| milhares de euros | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 2008 % | 2007 % | Variação | |||
| Tradicionais | 18.022 | 2,0% | 14.426 | 2,2% | 24,9% |
| Capitalização | 595.409 | 64,5% | 403.455 | 60,2% | 47,6% |
| PPR's | 309.687 | 33,5% | 252.800 | 37,7% | 22,5% |
| Tota Portugal | 923.118 | 100,0% | 670.680 | 100,0% | 37,6% |
| Espanha | 3.118 | 39.271 | -92,1% | ||
| Total Geral | 926.236 | 709.952 | 30,5% | ||
Os custos com Sinistros relativos aos contratos de seguros com risco e produtos com participação nos resultados, cresceram 30,5% face a Dezembro de 2007. Com excepção de Espanha (decréscimo de 92,1%), todas as sub-rubricas apresentam aumentos, com particular destaque para os produtos Capitalização (47,6%), influenciados por um aumento do volume de resgates.
1.5.3 Provisões Técnicas
| milhares de euros | ||||
|---|---|---|---|---|
| Variação | ||||
| 2008 | 2007 | ABS. | % | |
| Provisão Matemática do ramo vida | 3.227.216 | 3.528.784 | -301.568 | -8,5% |
| Provisão Sinistros | 37.519 | 35.144 | 2.374 | 6,8% |
| Provisão para Participação Resultados | 7.541 | 12.921 | -5.380 | 41,6% |
| Total | 3.272.276 | 3.576.849 | -304.573 | 8,5% |
As provisões técnicas, considerando os produtos de contratos de seguros e os produtos sem participação nos resultados, apresentam um decréscimo de 8,5% relativamente ao ano anterior, devido à evolução da provisão matemática.
Contudo, considerando a totalidade dos produtos (contratos de seguros, Unit Linked e produtos com e sem participação nos resultados) as Provisões Matemáticas, no montante de cerca de 7.302,4 milhões de euros, apresentam um acréscimo em relação a 2007 de 266,5 milhões de euros (3,8%).
Esta evolução é particularmente relevante no segmento dos PPR, onde se verificou uma taxa de crescimento das provisões neste segmento de 7.6% face ao ano anterior. A quota de mercado detida pela BES Vida, no final de 2008, em termos de provisões matemáticas atingiu os 28,5% (28.9% em 2007) o que permitiu manter a liderança no mercado neste tipo de produtos, evidenciando uma fidelização dos clientes da Companhia num produto considerado estratégico face à elevada duração dos contratos.
1.5.4 Investimentos
| milhares de euros | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Variação | ||||||
| 2008 | % | 2007 | % | ABS. | % | |
| Títulos de rendimento fixo | 5.158.130 | 68,1% | 6.010.563 | 79,1% | -852.433 | -14,2% |
| Acções | 262.614 | 3,5% | 438.044 | 5,8% | -175.430 | -40,0% |
| Fundos de investimento Mobiliario | 1.574.427 | 20,8% | 787.834 | 10,4% | 786.593 | 99,8% |
| Fundos de investimento Imobiliario | 160.616 | 2,1% | 21.005 | 0,3% | 139.611 | 664,7% |
| Depósitos em instituições de crédito | 254.455 | 3,4% | 240.102 | 3,2% | 14.353 | 6,0% |
| Imóveis | 73.667 | 1,0% | 67.029 | 0,9% | 6.638 | 9,9% |
| Outros | 93.810 | 1,2% | 36.590 | 0,5% | 57.220 | 156,4% |
| Total | 7.577.719 | 100,0% | 7.601.167 | 100,0% | -23.448 | -0,3% |
Continuando a privilegiar uma carteira de activos diversificada, mantendo presentes na gestão da sua carteira níveis de liquidez, segurança e rendibilidade de forma a garantir a cobertura das responsabilidades assumidas a médio e longo prazo, a Companhia não deixou de sentir os impactos negativos provocados pela forte perturbação dos mercados financeiros e da conjuntura económica, com a carteira global de investimentos da BES Vida a apresentar um decréscimo de 0.3%, o que corresponde a uma redução superior a 23 milhões de euros.
Estes efeitos fizeram-se sentir quer na Reserva de Reavaliação quer em Resultados, neste caso em particular com perdas de imparidades de activos disponíveis para venda no valor de 54,5 milhões de euros.
| Variação | milhares de euros | |||
|---|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | ABS. | $\mathbf{v}_0$ | |
| Gastos com Pessoal | 6.646 | 7.338 | -692 | $-9,4%$ |
| Fornec Serv Externos | 5.599 | 7.033 | $-1.434$ | $-20,4%$ |
| Impostos e Taxas | 864 | 730 | 134 | 18,3% |
| Amortizações | 1.177 | 1.237 | -60 | $-4,8%$ |
| Outros Gastos | 782 | 1.198 | $-415$ | $-34,7%$ |
| Gastos Gerais | 15.069 | 17.536 | $-2.467$ | $-14,1%$ |
1.5.5 Gastos Gerais por natureza
Mantendo uma politica de rigor e controlo nos custos, os gastos gerais de funcionamento da BES Vida em Portugal, apresentam um decréscimo de 14,1%, com particular destaque para a diminuição verificada nas rubricas de Gastos com Pessoal e Fornecimentos e Serviços Externos.
1.5.6 Recursos Humanos
Em 31 de Dezembro de 2008, a Bes Vida tinha 84 colaboradores no seu quadro de pessoal, com uma média de idades de 40 anos (distribuição por escalão etário conforme quadro anexo) e com 57% desses colaboradores a terem formação e frequência académica de nível universitário.
1.5.7 Resultado do Exercício e Capital Próprio
| milhares de euros Variação |
|||||
|---|---|---|---|---|---|
| 2008 | % | 2007 | % | % | |
| Capital Social | 250.000 | 251,3% | 250.000 | 91,6% | 0,0% |
| Reserva de Reavaliação | -221.971 | -223,1% | -38.856 | -14,2% | -471,3% |
| Reserva por impostos Diferidos | 54.890 | 55,2% | 10.297 | 3,8% | 433,1% |
| Outras Reservas | 27.825 | 28,0% | 22.387 | 8,2% | 24,3% |
| Resultados Transitados | -23.412 | -23,5% | -23.192 | -8,5% | -0,9% |
| Resultados Líquidos | 12.170 | 12,2% | 52.218 | 19,1% | -76,7% |
| Total | 99.501 | 100,0% | 272.854 | 100,0% | -63,5% |
O resultado líquido da BES Vida atingiu os 12,2 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 76.7% em relação ao verificado em 2007. Para este resultado contribuiu também a perda de 1,5 milhões de euros resultante da Sucursal de Espanha.
O Capital Próprio atinge os 99,5 milhões de euros, que representa uma diminuição de 63,5% face a Dezembro de 2007. Esta diminuição no Capital Próprio é devida, fundamentalmente, à redução da Reserva de Reavaliação (-471.3%), em resultado da queda registada nos mercados financeiros, com impactos nas carteiras de obrigações e acções, sendo também influenciada pela distribuição de 47 milhões de euros de dividendos referente ao exercício de 2007, conforme decisão da Assembleia Geral de 28 de Março de 2008.
Constatando que o valor do capital próprio a 31 de Dezembro de 2008 se encontra inferior a metade do capital social, não obstante a Companhia cumprir com os requisitos de solvência tal como exigidos na legislação que regulamenta a actividade seguradora e nos normativos emanados pelo Instituto de Seguros de Portugal, o Conselho de Administração, no cumprimento da legislação, apresentará tal situação em Assembleia Geral de Accionistas de forma a estes tomarem as medidas julgadas convenientes.
1.5.8 Margem de Solvência
| milhares de euros Variação |
|||
|---|---|---|---|
| 2008* | 2007** | % | |
| Margem de solvência disponível | 207.147 | 294.153 | -29,6% |
| Margem de solvência exigida | 188.146 | 202.023 | -6,9% |
| Excesso /(Insuficiência) | 19.001 | 92.130 | -79,4% |
| % cobertura | 110,1% | 145,6% | - 36 pp |
* Estimativa
** Para efeitos de comparabilidade, o exercício de 2007 foi recalculado de acordo com as regras aplicáveis a 2008
Apesar dos fortes impactos negativos provenientes do comportamento dos mercados financeiros, a margem de solvência apresenta um excesso de cerca de 19 milhões de euros, com o rácio de cobertura (estimado) a atingir os 110% e a situar-se acima do limite dos 100% previstos no normativo.
1.6 – Proposta de aplicação de resultados
O resultado líquido do exercício foi de 12 169 585 euros.
Assim, nos termos da alínea b) do artigo 376º do Código das Sociedades Comerciais, propõe-se a seguinte aplicação de resultados:
- a) 10% do resultado liquido do exercício, no valor de 1 216 959 euros, para Reserva Legal
- b) o restante, no valor de 10 952 626 euros, transite para a conta de resultados transitados
1.7 - Nota final
O conteúdo do presente relatório obedece às exigências normativas aplicáveis, sendo a sua elaboração da responsabilidade do Conselho de Administração da BES-Vida, Companhia de Seguros, SA.
O Conselho de Administração deseja expressar o seu reconhecimento pelo apoio e confiança dos accionistas e clientes, bem como pelo esforço, dedicação e profissionalismo demonstrados pelos colaboradores da Companhia.
Desejamos expressar também o nosso reconhecimento à imprescindível colaboração prestada pelo Crédit Agrícole, Banco Espírito Santo, Banco Espírito Santo dos Açores e Banco BEST.
Registamos igualmente, com elevado apreço, a acção do Conselho Fiscal e agradecemos a colaboração prestada pelo Instituto de Seguros de Portugal, pela Associação Portuguesa de Seguradores e pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários nos vários domínios das suas áreas de competência.
Lisboa, 20 de Fevereiro de 2009
1.8 - Declaração a que se refere a alínea a) do nº1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários
Dispõe a alínea a) do nº1 do artigo 245º do Código de Valores Mobiliários que cada uma das pessoas responsáveis dos emitentes deve fazer um conjunto de declarações aí previstas. No caso da BES-Vida foi adoptada uma declaração uniforme, com o seguinte teor:
Declaro, nos termos e para os efeitos previstos na alínea c) do nº 1 do artigo 245º do Código de Valores Mobiliários que, tanto quanto é do meu conhecimento, o relatório de gestão, as contas anuais, a certificação legal de contas e demais documentos de prestação de contas da BES-VIDA, Companhia de Seguros, S.A., todos relativos ao exercício de 2008, foram elaborados em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados daquela sociedade e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição daquela sociedade, contendo uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.
Considerando que os membros do Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas subscrevem uma declaração equivalente no âmbito dos documentos que são da sua responsabilidade, a declaração independente com aquele texto foi subscrita apenas pelos titulares do órgão de administração, pois só se considerou que estão compreendidos no conceito "responsáveis do emitente" os titulares do órgãos sociais. Nos termos da referida disposição legal, faz-se a indicação nominativa das pessoas subscritoras e das suas funções:
| Nome | Função |
|---|---|
| Rui Manuel Leão Martinho | Presidente do Conselho de Administração |
| Bernard Delas | Vice-presidente do Conselho de Administração |
| Pedro Guilherme Beauvillain de Brito e Cunha | Vogal do Conselho de Administração |
| Michel Joseph Paul Goutorbe | Vogal do Conselho de Administração |
| Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires | Vogal do Conselho de Administração |
| Nuno Manuel da Silva Ribeiro David | Vogal do Conselho de Administração |
| Michel Victor François Vilatte | Vogal do Conselho de Administração |
| Thierry Philippe Adolph Langreney | Vogal do Conselho de Administração |
| Olivier Ronan Melennec | Vogal do Conselho de Administração |
2. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
2.1 – Conta de Ganhos e Perdas
BES - VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.
CONTA DE GANHOS E PERDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007
| Notas 2008 do Técnica 2007 Conta de Ganhos e Perdas Não Técnica Total Anexo Vida 5 Prémios adquiridos líquidos de resseguro 562.154.692 - 562.154.692 485.617.792 Prémios brutos emitidos 570.639.210 - 570.639.210 493.330.509 Prémios de resseguro cedido (8.475.190) - (8.475.190) (7.921.076) Provisão para prémios não adquiridos (variação) (9.328) - (9.328) 208.359 Comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento 6 ou como contratos de prestação de serviços 27.833.601 - 27.833.601 24.853.165 7 Custos com sinistros, líquidos de resseguro (926.235.756) - (926.235.756) (709.951.603) Montantes pagos (924.953.714) - (924.953.714) (702.125.340) Montantes brutos (928.535.329) - (928.535.329) (704.323.727) Parte dos resseguradores 3.581.615 - 3.581.615 2.198.387 Provisão para sinistros (variação) (1.282.042) - (1.282.042) (7.826.263) Montante bruto (2.374.017) - (2.374.017) (8.109.361) Parte dos resseguradores 1.091.975 - 1.091.975 283.098 8 Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro 11.140.375 - 11.140.375 (5.249.470) Provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro 302.827.397 - 302.827.397 158.192.862 9 Montante bruto 302.830.895 - 302.830.895 158.180.368 Parte dos resseguradores (3.498) - (3.498) 12.494 10 Participação nos resultados, líquida de resseguro (12.579.093) - (12.579.093) (19.547.405) 11 Custos e gastos de exploração líquidos (42.692.814) - (42.692.814) (39.106.295) Custos de aquisição (39.575.026) - (39.575.026) (37.942.136) Custos de aquisição diferidos (variação) (397) - (397) (602) Gastos administrativos (5.933.784) - (5.933.784) (5.360.536) Comissões e participação nos resultados de resseguro 2.816.393 - 2.816.393 4.196.979 Rendimentos 344.161.343 4.286.894 348.448.237 274.800.000 12 De juros de activos financeiros não valorizados ao justo valor por via de ganhos e perdas 151.249.546 4.232.996 155.482.542 141.584.187 Outros 192.911.797 53.898 192.965.695 133.215.813 13 Gastos financeiros (7.823.242) (8.447.174) (16.270.416) (9.885.500) Outros (7.823.242) (8.447.174) (16.270.416) (9.885.500) Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros não valorizados ao justo valor através ganhos e perdas 16 (64.794.969) - (64.794.969) 29.886.770 De activos disponíveis para venda (22.768.653) - (22.768.653) 54.411.272 De empréstimos e contas a receber - - - 779 De investimentos a deter até à maturidade 13.770 - 13.770 (24.972) De passivos financeiros valorizados a custo amortizado (42.040.086) - (42.040.086) (24.500.309) 17 Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros valorizados ao justo valor através ganhos e perdas (206.947.683) - (206.947.683) (101.648.846) Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros detidos para negociação 12.970.942 - 12.970.942 (710.184) Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas (219.918.625) - (219.918.625) (100.938.662) 18 Diferenças de câmbio 69.132.076 - 69.132.076 (12.219.887) Ganhos líquidos pela venda de activos não financeiros que não estejam classificados como activos não correntes 19 detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas 1.249.171 - 1.249.171 1.391.058 Perdas de imparidade (líquidas reversão) (54.457.770) - (54.457.770) (7.024.600) 20 De activos disponíveis para venda (54.457.770) - (54.457.770) (7.024.600) Outros rendimentos/gastos técnicos, líquidos de resseguro 38.336 - 38.336 (103.993) 40 Outras provisões (variação) - 4.587.021 4.587.021 (22.523.689) 21 Outros rendimentos/gastos - 3.766.796 3.766.796 5.985.673 Ganhos e perdas de activos não correntes não correntes (ou grupos para alienação) classificados como detidos para venda - - - 79.610 RESULTADO LÍQUIDO ANTES DE IMPOSTOS 3.005.664 4.193.537 7.199.202 53.545.642 33 Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos correntes - (32.599) (32.599) (1.763.969) Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos diferidos - 5.002.983 5.002.983 436.451 33 RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 12.169.585 52.218.124 |
Valores em Euros | |||
|---|---|---|---|---|
| Resultados por acção básicos | 0,24 | 1,04 |
2.2 – Balanço
BES - VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.
ACTIVO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007
| Valores em Euros | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 2008 | |||||
| Notas do Anexo |
Balanço | Valor bruto | Imparidade, depreciações / amortizações ou ajustamentos |
Valor Líquido | 2007 |
| ACTIVO | |||||
| 22 | Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem | 223.264.597 | - | 223.264.597 | 255.181.079 |
| Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos | 9.000 | - | 9.000 | 9.000 | |
| 23 | Activos financeiros detidos para negociação | 84.170.403 | - | 84.170.403 | 12.961.556 |
| 24 | Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas |
4.268.301.614 | - | 4.268.301.614 | 3.739.883.406 |
| 25 | Activos disponíveis para venda | 2.892.759.758 | (93.709.550) | 2.799.050.208 | 3.255.708.866 |
| 26 | Empréstimos e contas a receber | 138.328.951 | - | 138.328.951 | 99.891.496 |
| Outros depósitos | 138.026.498 | - | 138.026.498 | 99.582.070 | |
| Empréstimos concedidos | 193.154 | - | 193.154 | 284.173 | |
| Outros | 109.299 | - | 109.299 | 25.253 | |
| 27 | Investimentos a deter até à maturidade | - | - | - | 81.033.589 |
| 28 | Terrenos e edíficios | 73.939.139 | (271.989) | 73.667.150 | 66.854.486 |
| Terrenos e edíficios de uso próprio | 8.743.326 | (271.989) | 8.471.337 | 7.443.444 | |
| Terrenos e edifícios de rendimento | 65.195.813 | - | 65.195.813 | 59.411.042 | |
| 29 | Outros activos tangíveis | 7.748.750 | (5.416.471) | 2.332.279 | 2.729.965 |
| 30 | Outros activos intangíveis | 8.209.367 | (7.464.822) | 744.545 | 754.148 |
| 31 | Provisões técnicas de resseguro cedido | 6.142.557 | - | 6.142.557 | 6.293.826 |
| Provisão matemática do ramo vida | 150.743 | - | 150.743 | 154.242 | |
| Provisão para sinistros | 3.457.877 | - | 3.457.877 | 2.365.903 | |
| Provisão para participação nos resultados | 2.533.937 | - | 2.533.937 | 3.773.681 | |
| 15 | Activos por benefícios pós-emprego e outros benefícios de longo prazo | 562.682 | - | 562.682 | - |
| 32 | Outros devedores por operações de seguros e outras operações | 14.041.659 | (39.788) | 14.001.871 | 46.553.161 |
| Contas a receber por operações de seguro directo | 5.433.860 | (39.788) | 5.394.072 | 28.930.395 | |
| Contas a receber por outras operações de resseguro | 297.573 | - | 297.573 | 810.441 | |
| Contas a receber por outras operações | 8.310.226 | - | 8.310.226 | 16.812.325 | |
| 33 | Activos por impostos | 83.868.585 | - | 83.868.585 | 29.179.996 |
| Activos por impostos correntes | 14.431.664 | - | 14.431.664 | 9.339.156 | |
| Activos por impostos diferidos | 69.436.921 | - | 69.436.921 | 19.840.840 | |
| 34 | Acréscimos e diferimentos | 5.369.339 | - | 5.369.339 | 5.381.766 |
| TOTAL ACTIVO | 7.806.716.401 | (106.902.620) | 7.699.813.781 | 7.602.416.340 |
BES - VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.
PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007
| Valores em euros | |||
|---|---|---|---|
| Notas do Anexo |
Balanço | 2008 | 2007 |
| PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO | |||
| PASSIVO | |||
| 31 | Provisões técnicas | 3.275.701.552 | 3.591.406.007 |
| Provisão para prémios não adquiridos | 2.606.121 | 2.596.793 | |
| Provisão matemática do ramo vida | 3.227.216.196 | 3.528.783.817 | |
| Provisão para sinistros | |||
| De vida | 37.518.508 | 35.144.491 | |
| Provisão para participação nos resultados | 7.541.000 | 12.920.805 | |
| Provisão para compromissos de taxa | 819.727 | - | |
| Provisão para estabilização de carteira | - | 11.960.101 | |
| 36 | Passivos financeiros da componente de depósito de contratos de seguros e de contratos de seguro e operações | ||
| considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento | 4.109.323.359 | 3.566.020.882 | |
| 37 | Outros passivos financeiros | 157.080.435 | 118.348.861 |
| Passivos subordinados | 100.223.826 | 90.218.970 | |
| Depósitos recebidos de resseguradores | 241.710 | 225.009 | |
| Outros | 56.614.899 | 27.904.882 | |
| 15 | Passivos por benefícios pós-emprego e outros benefícios de longo prazo | - | 666.393 |
| 38 | Outros credores por operações de seguros e outras operações | 23.670.349 | 24.863.591 |
| Contas a pagar por operações de seguro directo | 19.204.667 | 21.032.981 | |
| Contas a pagar por outras operações de resseguro | 2.338.360 | 2.244.718 | |
| Contas a pagar por outras operações | 2.127.322 | 1.585.892 | |
| 33 | Passivos por impostos | 8.901.952 | 1.732.606 |
| Passivos por impostos correntes | 8.901.952 | 1.732.606 | |
| 39 | Acréscimos e diferimentos | 5.067.410 | 6.869.171 |
| 40 | Outras Provisões | 20.567.616 | 19.654.637 |
| TOTAL PASSIVO | 7.600.312.673 | 7.329.562.148 | |
| 41 | CAPITAL PRÓPRIO | ||
| Capital | 250.000.000 | 250.000.000 | |
| Reservas de reavaliação | -221.971.336 | -38.855.569 | |
| Por ajustamentos no justo valor de activos financeiros | -221.971.336 | -38.855.569 | |
| Reserva por impostos diferidos | 54.889.815 | 10.296.717 | |
| Outras reservas | 27.825.346 | 22.387.040 | |
| Resultados transitados | -23.412.302 | -23.192.120 | |
| Resultado do exercício | 12.169.585 | 52.218.124 | |
| TOTAL CAPITAL PRÓPRIO | 99.501.108 | 272.854.192 | |
| TOTAL PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO | 7.699.813.781 | 7.602.416.340 |
2.3 – Demonstração das alterações no Capital Próprio
BES - VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007
| Reservas de Reavaliação |
Outras reservas | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Capital | Por ajustamentos no justo valor de activos financeiros disponíveis para venda |
Reserva por impostos diferidos |
Reserva legal | Outras reservas | Resultados transitados | Resultado do exercício | Total de Capital Próprio |
|
| Balanço a 31 de Dezembro 2006 | 250.000.000 | 23.799.569 | (4.809.213) | 15.197.688 | 174.341 | (70.124.686) | 115.047.577 | 329.285.276 |
| Ganhos líquidos por ajustamentos no justo valor de activos financeiros disponíveis para venda | - | (91.381.076) | - | - | - | - | - | (91.381.076) |
| Ajustamentos por reconhecimento de impostos diferidos | - | - | 15.105.930 | - | - | - | - | 15.105.930 |
| Aumentos de reservas por aplicação de resultados | - | - | - | 7.015.011 | - | 46.932.566 | (53.947.577) | - |
| Distribuição de lucros/prejuízos | - | - | - | - | - | - | (61.100.000) | (61.100.000) |
| Outros ganhos/ perdas reconhecidos directamente no capital próprio | - | 28.725.938 | - | - | - | - | - | 28.725.938 |
| Total das variações do capital próprio | - | (62.655.138) | 15.105.930 | 7.015.011 | - | 46.932.566 | (115.047.577) | (108.649.208) |
| Resultado líquido do período | - | - | - | - | - | - | 52.218.124 | 52.218.124 |
| Balanço a 31 de Dezembro 2007 | 250.000.000 | (38.855.569) | 10.296.717 | 22.212.699 | 174.341 | (23.192.120) | 52.218.124 | 272.854.192 |
| Ganhos líquidos por ajustamentos no justo valor de activos financeiros disponíveis para venda | - | (157.674.833) | - | - | - | - | - | (157.674.833) |
| Ajustamentos por reconhecimento de impostos diferidos | - | - | 44.593.098 | - | - | - | - | 44.593.098 |
| Aumentos de reservas por aplicação de resultados | - | - | - | 5.438.306 | - | (220.182) | (5.218.124) | - |
| Distribuição de lucros/prejuízos | - | - | - | - | - | - | (47.000.000) | (47.000.000) |
| Outros ganhos/ perdas reconhecidos directamente no capital próprio | - | (25.440.934) | - | - | - | - | - | (25.440.934) |
| Total das variações do capital próprio | - | (183.115.767) | 44.593.098 | 5.438.306 | - | (220.182) | (52.218.124) | (185.522.669) |
| Resultado líquido do período | - | - | - | - | - | - | 12.169.585 | 12.169.585 |
| Balanço a 31 de Dezembro 2008 | 250.000.000 | (221.971.336) | 54.889.815 | 27.651.005 | 174.341 | (23.412.302) | 12.169.585 | 99.501.108 |
As Notas explicativas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras
2.4 – Demonstração dos fluxos de caixa
BES-VIDA, COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 e 2007
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| FLUXOS DE ACTIVIDADE OPERACIONAL | ||
| Recebimentos | ||
| Operações de Seguro | 554.120.053 | 495.977.443 |
| Operações de Resseguro | 1.530.569 | 15.347.713 |
| Operações com contratos de investimento | 1.296.965.570 | 1.109.975.321 |
| Outras Actividades Operacionais | 122 | 201 |
| 1.852.616.314 | 1.621.300.678 | |
| Pagamentos | ||
| Operações de Seguro | (894.451.897) | (708.349.856) |
| Operações de Resseguro | (2.032.954) | (3.791.363) |
| Operações com contratos de investimento | (533.411.218) | (242.790.178) |
| Comissões | (31.630.456) | (22.758.840) |
| Participação de Resultados | (15.161.939) | (13.443.115) |
| Outras Actividades Operacionais | (90.397) | (65.825) |
| (1.476.778.861) | (991.199.177) | |
| Pagamentos ao Pessoal | (5.228.716) | (6.631.531) |
| Pagamentos a Fornecedores | (5.330.038) | (8.756.967) |
| Outros pagamentos e recebimentos | (7.968.295) | 21.790.684 |
| Impostos e Taxas | (9.660.196) | (11.662.016) |
| Impostos sobre o rendimento | 3.911.511 | (5.442.036) |
| Fluxos de Actividade Operacionais (1) | 351.561.719 | 619.399.635 |
| FLUXOS DE ACTIVIDADE DE INVESTIMENTO | ||
| Recebimentos | ||
| Alienação de Investimentos | 49.719.338.401 | 32.955.536.511 |
| Alienação de Imobilizado | - | 4.000 |
| Dividendos | 19.624.977 | 36.846.096 |
| Juros | 119.145.695 | 144.083.351 |
| Outros Rendimentos | 2.953.070 | 125.238.132 |
| 49.861.062.143 | 33.261.708.090 | |
| Pagamentos | ||
| Aquisição de Investimentos | (50.197.624.848) | (34.579.540.303) |
| Aquisição de Imobilizado | (693.037) | (1.834.728) |
| Despesas de gestão, manutenção e outras | (2.595.858) | (408.039) |
| Fluxos de Actividade de Investimento (2) | (339.851.600) | (1.320.074.980) |
| FLUXOS DE ACTIVIDADE DE FINANCIAMENTO | ||
| Recebimentos | ||
| Empréstimos Subordinados | 10.000.000 | - |
| Pagamentos | ||
| Dividendos | (47.000.000) | (61.100.000) |
| Juros sobre Empréstimos | (6.626.601) | (5.899.693) |
| (53.626.601) | (66.999.693) | |
| Fluxos de Actividade de Financiamento (3) | (43.626.601) | (66.999.693) |
| VARIAÇÃO DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES (4 ) = (1) + (2) + (3) | (31.916.482) | (767.675.038) |
| Caixa e seus equivalentes no inicio do período | 255.181.079 | 1.022.856.117 |
| Caixa e seus equivalentes no final do período | 223.264.597 | 255.181.079 |
2.5 - Notas explicativas às Demonstrações Financeiras
(Montantes expressos em euros, excepto quando indicado)
NOTA 1 - ACTIVIDADE E ESTRUTURA
A Companhia foi constituída em 28 de Junho de 1993, e tem como objectivo desenvolver autonomamente a actividade do ramo vida, que se iniciou em 1 de Janeiro de 1994. A Sucursal de Espanha, com sede em Madrid, iniciou a sua actividade em Junho de 1996. Em Agosto de 2006, a Companhia anteriormente designada Companhia de Seguros Tranquilidade - Vida, S.A. como resultado da operação efectuada entre o Banco Espírito Santo, S.A. e a Companhia Crédit Agrícole, alterou a sua designação para BES-Vida, Companhia de Seguros S.A.("BES-Vida" ou "Companhia").
Em 2008, não ocorreram alterações ao nível da estrutura da Companhia, tendo a última ocorrido em 31 de Outubro de 2007, com a liquidação da Tranquilidade – Participações e Investimentos, S.G.P.S. Unipessoal Limitada.
NOTA 2 - PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
2.1. Bases de apresentação
Até 31 de Dezembro de 2007, inclusive, as demonstrações financeiras individuais da BES-Vida foram preparadas de acordo com Plano de Contas para as Empresas de Seguros ("PCES") de acordo com a Norma Regulamentar nº 7/94 emitida pelo Instituto de Seguros de Portugal.
A partir de 1 de Janeiro de 2008, no âmbito do disposto da Norma Regulamentar nº 4/07, as demonstrações financeiras da BES-Vida, Companhia de Seguros, S.A. são preparadas de acordo com um novo regime (Novo Plano de Contas para Empresas de Seguros ("PCES")), onde são de aplicação obrigatória as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS") adoptadas no âmbito do disposto no Regulamento (CE) n.º 1606/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho de 2002, com excepção do IFRS 4 em que apenas são adoptados os princípios de classificação do tipo de contratos celebrados pelas empresas de seguros.
No âmbito da transposição do Regulamento (CE) n.º 1606/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho de 2002, para a legislação Portuguesa através do Decreto-Lei n.º 35/2005, de 17 de Fevereiro, a BES-Vida já adopta os princípios de reconhecimento e mensuração estabelecidos pelos IFRS desde 1 de Janeiro de 2005, para efeitos de reporte aos accionistas.
Os IFRS incluem as normas contabilísticas emitidas pelo International Accounting Standards Board ("IASB") e as interpretações emitidas pelo Internacional Financial Reporting Interpretation Comitee ("IFRIC"), e pelos respectivos órgãos antecessores.
As demonstrações financeiras da BES-Vida agora apresentadas, reportam-se ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 e foram preparadas de acordo com o Plano de Contas para as Empresas de Seguros em vigor que acolhe o regime dos IFRS adoptados pela União Europeia até 31 de Dezembro de 2008, com excepção do IFRS 4 em que apenas são adoptados os princípios de classificação do tipo de contratos celebrados pelas empresas de seguros.
Adicionalmente, a Companhia adoptou apartir de 2008 o IAS 39 e IFRS 7 – Reclassificação de Instrumentos Financeiros e o IFRIC 14 e IAS 19 – Limite para activos de benefícios definido, requisitos mínimos de financiamento e sua interacção. A adopção destas interpretações não teve qualquer efeito nas demonstrações financeiras da Companhia.
As políticas contabilísticas utilizadas pela Companhia na preparação das suas demonstrações financeiras referentes a 31 de Dezembro de 2008, são consistentes com as utilizadas na preparação das demonstrações financeiras com referência a 31 de Dezembro de 2007.
As demonstrações financeiras estão expressas em euros. Estas foram preparadas de acordo com o princípio do custo histórico, com excepção dos activos e passivos registados ao seu justo valor, nomeadamente instrumentos financeiros derivados, activos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados, activos financeiros disponíveis para venda e imóveis de rendimento.
A preparação de demonstrações financeiras de acordo com o PCES 07 requer que a Companhia efectue julgamentos e estimativas e utilize pressupostos que afectam a aplicação das políticas contabilísticas e os montantes de proveitos, custos, activos e passivos. Alterações em tais pressupostos ou diferenças destes face à realidade poderão ter impactos sobre as actuais estimativas e julgamentos. As áreas que envolvem um maior nível de julgamento ou complexidade ou onde são utilizados pressupostos e estimativas significativos na preparação das demonstrações financeiras encontram-se analisadas na Nota 3.
Estas demonstrações financeiras foram aprovadas em reunião do Conselho de Administração em 20 de Fevereiro de 2009.
Transição para o PCES 07 definido pela Norma Regulamentar nº 4/07
Na preparação das demonstrações financeiras reportadas a 31 de Dezembro de 2008 e na determinação dos ajustamentos de transição, a Companhia decidiu adoptar certas regras de transição estabelecidas no IFRS 1 – Adopção pela Primeira Vez das Normas de Relato Financeiro, nomeadamente no que se refere à preparação de informação comparativa e à aplicação retrospectiva dos IFRS, tendo adoptado a data de transição, 1 de Janeiro de 2004, data de transição para efeitos de reporte aos seus accionistas de acordo com os IFRS.
Uma análise dos impactos da transição para o PCES estabelecido pela Norma Regulamentar nº 4/07, referente a 31 de Dezembro é apresentada na Nota 45.
2.2. Investimentos em subsidiárias
São classificadas como subsidiárias as empresas sobre as quais a Companhia exerce controlo. Controlo normalmente é presumido quando a Companhia detém o poder de exercer a maioria dos direitos de voto. Poderá ainda existir controlo quando a Companhia detém o poder, directa ou indirectamente, de gerir a política financeira e operacional de determinada empresa de forma a obter benefícios das suas actividades, mesmo que a percentagem que detém sobre os seus capitais próprios seja inferior a 50%. Nas demonstrações financeiras individuais da Companhia, as empresas subsidiárias são registadas ao custo de aquisição deduzidas de perdas por imparidade quando determinadas.
2.3. Operações em moeda estrangeira
As transacções em moeda estrangeira são convertidas à taxa de câmbio em vigor na data da transacção. Os activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos para euros à taxa de câmbio em vigor na data do balanço. As diferenças cambiais resultantes desta conversão são reconhecidas em resultados.
Os activos e passivos não monetários registados ao custo histórico, expressos em moeda estrangeira, são convertidos à taxa de câmbio à data da transacção. Activos e passivos não monetários expressos em moeda estrangeira registados ao justo valor são convertidos à taxa de câmbio em vigor na data em que o justo valor foi determinado. As diferenças cambiais resultantes são reconhecidas em resultados, excepto no que diz respeito às diferenças relacionadas com acções classificadas como activos financeiros disponíveis para venda, as quais são registadas em reservas.
2.4. Instrumentos financeiros derivados
Os instrumentos financeiros derivados são reconhecidos na data da sua negociação ("trade date"), pelo seu justo valor. Subsequentemente, o justo valor dos instrumentos financeiros derivados é reavaliado numa base regular, sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa reavaliação registados directamente em resultados do período.
O justo valor dos instrumentos financeiros derivados corresponde ao seu valor de mercado, quando disponível, ou é determinado tendo por base técnicas de valorização incluindo modelos de desconto de fluxos de caixa ("discounted cash flows") e modelos de avaliação de opções, conforme seja apropriado.
Derivados embutidos
Os derivados que estão embutidos em outros instrumentos financeiros são tratados separadamente quando as suas características económicas e os seus riscos não estão relacionados com o instrumento principal e o instrumento principal não está contabilizado ao seu justo valor através de resultados. Estes derivados embutidos são registados ao justo valor com as variações reconhecidas em resultados.
2.5. Outros activos financeiros
Classificação
A Companhia classifica os seus outros activos financeiros no momento da sua aquisição considerando a intenção que lhes está subjacente, de acordo com as seguintes categorias:
• Activos financeiros ao justo valor através dos resultados
Esta categoria inclui: (i) os activos financeiros de negociação, que são aqueles adquiridos com o objectivo principal de serem transaccionados no curto prazo, e (ii) os activos financeiros designados no momento do seu reconhecimento inicial ao justo valor com variações reconhecidas em resultados.
A Companhia designa, no seu reconhecimento inicial, certos activos financeiros ao justo valor através de resultados quando:
- Tais activos financeiros são geridos, avaliados e analisados internamente com base no seu justo valor;
- Tal designação elimina uma inconsistência de reconhecimento e mensuração (accounting mismatch); ou
- Tais activos financeiros contêm derivados embutidos.
- Investimentos detidos até à maturidade
Estes investimentos são activos financeiros não derivados com pagamentos fixados ou determináveis e maturidades definidas, que a Companhia tem intenção e capacidade de deter até à maturidade e que não são designados, no momento do seu reconhecimento inicial, como ao justo valor através dos resultados ou como disponíveis para venda.
• Investimentos disponíveis para venda
Os investimentos disponíveis para venda são activos financeiros não derivados que: (i) a Companhia tem intenção de manter por tempo indeterminado, (ii) que são designados como disponíveis para venda no momento do seu reconhecimento inicial ou (iii) que não se enquadrem nas categorias acima referidas.
Reconhecimento, mensuração inicial e desreconhecimento
Aquisições e alienações de: (i) activos financeiros ao justo valor através dos resultados, e (ii) activos financeiros disponíveis para venda, são reconhecidos na data da negociação ("trade date"), ou seja, na data em que a Companhia se compromete a adquirir ou alienar o activo.
Os activos financeiros são inicialmente reconhecidos ao seu justo valor adicionado dos custos de transacção, excepto nos casos de activos financeiros ao justo valor através de resultados, caso em que estes custos de transacção são directamente reconhecidos em resultados.
Estes activos são desreconhecidos quando (i) expiram os direitos contratuais da Companhia ao recebimento dos seus fluxos de caixa, (ii) a Companhia tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção ou (iii) não obstante retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, a Companhia tenha transferido o controlo sobre os activos.
Mensuração subsequente
Após o seu reconhecimento inicial, os activos financeiros ao justo valor com reconhecimento em resultados são valorizados ao justo valor, sendo as suas variações reconhecidas em resultados.
Os investimentos disponíveis para venda são igualmente registados ao justo valor sendo, no entanto, as respectivas variações reconhecidas em reservas, até que os investimentos sejam desreconhecidos ou seja identificada uma perda por imparidade, momento em que o valor acumulado dos ganhos e perdas potenciais registados em reservas é transferido para resultados. As variações cambiais associadas a estes investimentos são reconhecidas também em reservas, no caso de acções, e em resultados, no caso de instrumentos de dívida. Os juros, calculados à taxa de juro efectiva, e os dividendos são também reconhecidos na demonstração dos resultados.
Os investimentos detidos até à maturidade são valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa efectiva e são deduzidos de perdas de imparidade.
O justo valor dos activos financeiros cotados é o seu preço de compra corrente ("bid-price"). Na ausência de cotação, a Companhia estima o justo valor utilizando (i) metodologias de avaliação, tais como a utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado, técnicas de fluxos de caixa descontados e modelos de avaliação de opções customizados de modo a reflectir as particularidades e circunstâncias do instrumento, e (ii) pressupostos de avaliação baseados em informações de mercado.
Transferências entre categorias de activos financeiros
Em Outubro de 2008 o IASB emitiu a revisão da norma IAS 39 - Reclassificação de instrumentos financeiros (Amendements to IAS 39 Financial Instruments: Recognition and Measurement and IFRS 7: Financial Instruments Disclosures). Esta alteração veio permitir que uma entidade transfira de activos financeiros ao justo valor através de resultados - negociação para as carteiras de activos financeiros disponíveis para venda, "Loans and Receivables" ou para activos financeiros detidos até à maturidade ("Held-to-maturity"), desde que esses activos financeiros obedeçam às características de cada categoria. A Companhia não adoptou esta possibilidade.
As transferências de activos financeiros disponíveis para venda para as categorias de "Loans and receivables" e "Held-to-maturity" são também permitidas.
Imparidade
A Companhia avalia regularmente se existe evidência objectiva de que um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, apresenta sinais de imparidade. Para os activos financeiros que apresentam sinais de imparidade, é determinado o respectivo valor recuperável, sendo as perdas por imparidade registadas por contrapartida de resultados.
Um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, encontra-se em imparidade sempre que exista evidência objectiva de imparidade resultante de um ou mais eventos que ocorreram após o seu reconhecimento inicial, tais como: (i) para os instrumentos de capital cotados, uma desvalorização continuada ou de valor significativo na sua cotação, e (ii) para títulos de dívida, quando esse evento (ou eventos) tenha um impacto no valor estimado dos fluxos de caixa futuros do activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, que possa ser estimado com razoabilidade.
A Companhia elegeu como critérios de imparidade os seguintes:
- Instrumentos de capital, o declínio de 60% do valor de mercado face ao valor de aquisição, ou uma desvalorização de 30% por um período superior a 6 meses;
- Instrumentos de dívida, incumprimentos do emissor.
No que se refere aos investimentos detidos até à maturidade, as perdas por imparidade correspondem à diferença entre o valor contabilístico do activo e o valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados (considerando o período de recuperação) descontados à taxa de juro efectiva original do activo financeiro. Estes activos são apresentados no activo, líquidos de imparidade. Caso estejamos perante um activo com taxa de juro variável, a taxa de juro a utilizar para a determinação da respectiva perda de imparidade é a taxa de juro efectiva actual, determinada com base nas regras de cada contrato. Em relação aos investimentos detidos até à maturidade, se num período subsequente o montante de perda por imparidade diminui, e essa diminuição pode ser objectivamente relacionada com um evento que ocorreu após o reconhecimento da imparidade, esta é revertida por contrapartida de resultados do exercício.
Quando existe evidência de imparidade nos activos financeiros disponíveis para venda, a perda potencial acumulada em reservas, correspondente à diferença entre o custo de aquisição e o justo valor actual, deduzida de qualquer perda de imparidade no activo anteriormente reconhecida em resultados, é transferida para resultados. Se num período subsequente o montante da perda de imparidade diminui, a perda de imparidade anteriormente reconhecida é revertida por contrapartida de resultados do exercício até à reposição do custo de aquisição se o aumento for objectivamente relacionado com um evento ocorrido após o reconhecimento da perda de imparidade, excepto no que se refere a acções ou outros instrumentos de capital, caso em que a reversão da imparidade é reconhecida em reservas.
2.6. Passivos financeiros
Um instrumento é classificado como passivo financeiro quando existe uma obrigação contratual da sua liquidação ser efectuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro activo financeiro, independentemente da sua forma legal.
Os passivos financeiros não derivados incluem passivos de contratos de investimento, empréstimos, credores por operações de seguro directo e resseguro e outros passivos. Estes passivos financeiros são registados (i) inicialmente pelo seu justo valor deduzido dos custos de transacção incorridos e (ii) subsequentemente ao custo amortizado, com base no método da taxa efectiva, com a excepção dos passivos por contratos de investimento em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro, os quais são registados ao justo valor.
2.7. Activos tangíveis
Os activos tangíveis da Companhia encontram-se valorizados ao custo deduzido das respectivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade.
Os custos subsequentes com os activos tangíveis são capitalizados no activo apenas se for provável que deles resultarão benefícios económicos futuros para a Companhia. Todas as despesas com manutenção e reparação são reconhecidas como custo, de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.
Os terrenos não são amortizados. As amortizações dos activos tangíveis são calculadas segundo o método das quotas constantes, às seguintes taxas de amortização que reflectem a vida útil esperada dos bens:
| Número de anos | |
|---|---|
| Imóveis de serviço próprio | 37 a 45 |
| Equipamento informático | 4 |
| Mobiliário e material | 8 a 10 |
| Instalações interiores | 10 |
| Máquinas e ferramentas | 5 a 8 |
| Material de transporte | 4 |
| Outros | 5 |
Quando existe indicação de que um activo possa estar em imparidade o seu valor recuperável é estimado, devendo ser reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor líquido de um activo exceda o seu valor recuperável. As perdas por imparidade são reconhecidas na demonstração dos resultados para os activos registados ao custo.
O valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o seu preço de venda líquido e o seu valor de uso, sendo este calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa estimados futuros que se esperam vir a obter do uso continuado do activo e da sua alienação no fim da sua vida útil.
2.8. Propriedades de investimento
A Companhia classifica como propriedades de investimento os imóveis detidos para arrendamento ou para valorização do capital ou ambos.
As propriedades de investimento são reconhecidas inicialmente ao custo de aquisição, incluindo os custos de transacção directamente relacionados, e subsequentemente ao seu justo valor. Variações de justo valor determinadas a cada data de balanço são reconhecidas em resultados. As propriedades de investimento não são amortizadas.
Dispêndios subsequentes relacionados são capitalizados quando for provável que a Companhia venha a obter benefícios económicos futuros em excesso do nível de desempenho inicialmente estimado.
2.9. Activos Intangíveis
Os custos incorridos com a aquisição de software são capitalizados, assim como as despesas adicionais suportadas pela Companhia necessárias à sua implementação. Estes custos são amortizados de forma linear ao longo da vida útil esperada destes activos (3 a 6 anos).
Os custos directamente relacionados com a produção de produtos informáticos desenvolvidos pela Companhia, sobre os quais seja expectável que estes venham a gerar benefícios económicos futuros para além de um exercício, são reconhecidos e registados como activos intangíveis.
Os custos com desenvolvimento de software informático, reconhecidos como activos são amortizados de forma linear ao longo da respectiva vida útil esperada, não excedendo na sua maioria 3 anos.
Os custos com a manutenção de programas informáticos são reconhecidos como custos quando incorridos.
2.10. Locações
A Companhia classifica as operações de locação como locações financeiras ou locações operacionais, em função da sua substância e não da sua forma legal cumprindo os critérios definidos no IAS 17 – Locações. São classificadas como locações financeiras as operações em que os riscos e benefícios inerentes à propriedade de um activo são transferidas para o locatário. Todas as restantes operações de locação são classificadas como locações operacionais.
Locações operacionais
Os pagamentos efectuados pela Companhia à luz dos contratos de locação operacional são registados em custos nos períodos a que dizem respeito.
Locações financeiras
Os contratos de locação financeira são registados na data do seu início, no activo e no passivo, pelo custo de aquisição da propriedade locada, que é equivalente ao valor actual das rendas de locação vincendas. As rendas são constituídas (i) pelo encargo financeiro que é debitado em resultados e (ii) pela amortização financeira do capital que é deduzida ao passivo. Os encargos financeiros são reconhecidos como custos ao longo do período da locação, a fim de produzirem uma taxa de juro periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo em cada período.
2.11. Benefícios aos empregados
Pensões
Face às responsabilidades assumidas pela Companhia no âmbito do Contrato Colectivo de Trabalho do Sector Segurador, foi constituído um Fundo de Pensões CCT, que se destina a cobrir as responsabilidades com pensões de reforma por velhice, invalidez e sobrevivência.
Para além destas, a Companhia tem ainda responsabilidades com os Administradores, segundo o Regulamento do Direito à Pensão ou Complemento de Pensões de Reforma estatuído no artigo 24º do Contrato de Sociedade aprovado em Conselho de Administração e em Assembleia Geral datada de 29 de Março de 2005.
O fundo de pensões é gerido pela ESAF – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.
Os planos de pensões existentes na Companhia correspondem a planos de benefícios definidos, uma vez que definem os critérios de determinação do valor da pensão que um empregado receberá durante a reforma, usualmente dependente de um ou mais factores como sejam a idade, anos de serviço e retribuição.
As responsabilidades da Companhia com pensões de reforma são calculadas anualmente, na data de fecho de contas, por peritos, individualmente para cada plano, com base no Método da Unidade de Crédito Projectada. A taxa de desconto utilizada neste calculo é determinada com base nas taxas de mercado associadas a obrigações de empresas de rating elevado, denominadas na moeda em que os benefícios serão pagos e com maturidade semelhante à data do termo das obrigações do plano.
Os ganhos e perdas actuariais determinados anualmente, resultantes (i) das diferenças entre os pressupostos actuariais e financeiros utilizados e os valores efectivamente verificados e (ii) das alterações de pressupostos actuariais, são reconhecidos como um activo ou um passivo e o seu valor acumulado é imputado a resultados com base no método do corredor.
Este método estabelece que os ganhos e perdas actuariais diferidos acumulados no início do ano que excedam 10% do maior de entre o total das responsabilidades e do valor do fundo, também reportados ao início do ano, sejam imputados a resultados durante um período que não pode exceder a vida de serviços remanescente dos trabalhadores abrangidos pelo plano. A Companhia determinou que os desvios actuariais são amortizados por um período de 15 anos. Os ganhos e perdas actuariais acumulados que se situem dentro do referido limite, não são reconhecidos em resultados.
O aumento de custos com serviços passados decorrente de reformas antes do empregado atingir os 65 anos de idade (reformas antecipadas) é reconhecido em resultados quando incorrido.
A Companhia efectua pagamentos ao fundo de forma a assegurar a solvência do mesmo, sendo os níveis mínimos fixados como segue: (i) financiamento integral no final de cada exercício das responsabilidades actuariais por pensões em pagamento e (ii) financiamento a um nível mínimo de 95% do valor actuarial das responsabilidades por serviços passados do pessoal no activo.
Benefícios de saúde
Adicionalmente a Companhia concedeu um benefício de assistência médica aos colaboradores no activo e aos pré-reformados até à idade da reforma.
O cálculo e registo das obrigações da Companhia com benefícios de saúde atribuíveis aos préreformados até à idade de reforma são efectuados de forma semelhante às responsabilidades com pensões.
Distribuição de resultados aos empregados
De acordo com as disposições estatutárias de algumas sociedades da Companhia, os accionistas destas sociedades aprovam anualmente em Assembleia-Geral uma percentagem dos lucros a ser distribuída aos trabalhadores (bónus), de acordo com proposta do Conselho de Administração.
Os resultados atribuídos pela Companhia aos seus trabalhadores são contabilizados em resultados no exercício a que respeitam.
Plano de Pagamento de Remuneração Variável
No primeiro semestre de 2008, na sequência da decisão do Conselho de Administração, a BES-Vida estabeleceu um sistema de incentivos denominado Plano de Pagamento de Remuneração Variável (PPRV – 2008/2010).
Ao abrigo deste plano de incentivos, os colaboradores da BES-Vida têm o direito a um recebimento em dinheiro, no futuro, correspondente à apreciação do valor das acções do Banco Espírito Santo, S.A. acima de um determinado preço pré-estabelecido (strike price). Para tal, os colaboradores têm de permanecer ao serviço da Companhia por um período mínimo de 3 anos.
Este plano de pagamentos de remuneração variável enquadra-se no âmbito do IFRS 2 e corresponde a um pagamento em dinheiro baseado em acções. O justo valor deste benefício, determinado na data da sua atribuição, é imputado a resultados como custo com pessoal ao longo do período de serviço definido como 3 anos. O passivo resultante é reavaliado à data de cada balanço, sendo a variação de justo valor reconhecida em resultados na rubrica de lucros/prejuízos de operações financeiras.
2.12. Impostos sobre lucros
Os impostos sobre lucros compreendem os impostos correntes e os impostos diferidos. Os impostos sobre lucros são reconhecidos em resultados, excepto quando estão relacionados com items que são reconhecidos directamente nos capitais próprios, caso em que são também registados por contrapartida dos capitais próprios. Os impostos diferidos reconhecidos nos capitais próprios decorrentes da reavaliação de investimentos disponíveis para venda são posteriormente reconhecidos em resultados no momento em que forem reconhecidos em resultados os ganhos e perdas que lhes deram origem.
Os impostos correntes são os que se esperam que sejam pagos com base no resultado tributável apurado de acordo com as regras fiscais em vigor e utilizando a taxa de imposto aprovada ou substancialmente aprovada em cada jurisdição.
Os impostos diferidos são calculados, de acordo com o método do passivo com base no balanço, sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos e a sua base fiscal, utilizando as taxas de imposto aprovadas ou substancialmente aprovadas à data de balanço em cada jurisdição e que se espera virem a ser aplicadas quando as diferenças temporárias se reverterem.
Os impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis, das diferenças resultantes do reconhecimento inicial de activos e passivos que não afectem quer o lucro contabilístico quer o fiscal, e de diferenças relacionadas com investimentos em subsidiárias na medida em que provavelmente não serão revertidas no futuro. Os impostos diferidos activos são reconhecidos apenas na medida em que seja expectável que existam lucros tributáveis no futuro capazes de absorver as diferenças temporárias dedutíveis.
2.13. Provisões
São reconhecidas provisões quando (i) a Companhia tem uma obrigação presente, legal ou construtiva, (ii) seja provável que o seu pagamento venha a ser exigido e (iii) quando possa ser feita uma estimativa fiável do valor dessa obrigação.
2.14. Reconhecimento de juros
Os resultados referentes a juros de instrumentos financeiros mensurados ao custo amortizado e dos activos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos nas rubricas de juros e proveitos similares utilizando o método da taxa efectiva. Os juros dos activos financeiros ao justo valor através dos resultados são também incluídos na rubrica de juros e proveitos similares.
A taxa de juro efectiva é a taxa que desconta exactamente os pagamentos ou recebimentos futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro ou, quando apropriado, um período mais curto, para o valor líquido actual de balanço do activo ou passivo financeiro.
Para o cálculo da taxa de juro efectiva são estimados os fluxos de caixa futuros considerando todos os termos contratuais do instrumento financeiro (por exemplo opções de pagamento antecipado), não considerando, no entanto, eventuais perdas de crédito futuras. O cálculo inclui as comissões que sejam parte integrante da taxa de juro efectiva, custos de transacção e todos os prémios e descontos directamente relacionados com a transacção.
No caso de activos financeiros ou grupos de activos financeiros semelhantes para os quais foram reconhecidas perdas por imparidade, os juros registados em resultados são determinados com base na taxa de juro utilizada na mensuração da perda por imparidade.
No que se refere aos instrumentos financeiros derivados, a componente de juro inerente à variação de justo valor não é separada e é classificada na rubrica de resultados de activos e passivos ao justo valor através de resultados.
2.15. Dividendos recebidos
Os rendimentos de instrumentos de capital (dividendos) são reconhecidos quando recebidos.
2.16. Contratos de seguro
A Companhia emite contratos que incluem risco seguro, risco financeiro ou uma combinação dos riscos seguro e financeiro. Um contrato em que a Companhia aceita um risco de seguro significativo de outra parte, aceitando compensar o segurado no caso de um acontecimento futuro incerto específico que possa afectar adversamente o segurado é classificado como um contrato de seguro.
Um contrato emitido pela Companhia cujo risco é essencialmente financeiros e em que o risco seguro assumido não é significativo, mas que exista uma participação nos resultados atribuída aos segurados discricionária, é considerado como um contrato de investimento e reconhecido e mensurado de acordo com as políticas contabilísticas aplicáveis aos contratos de seguro. Um contrato emitido pela Companhia que transfere apenas risco financeiro, sem participação nos resultados discricionária, é registado como um instrumento financeiro.
Os activos financeiros detidos pela Companhia para cobertura de responsabilidades decorrentes de contratos de seguro e de investimento são classificados e contabilizados da mesma forma que os restantes activos financeiros da Companhia.
Os contratos de seguro e os contratos de investimento com participação nos resultados, são reconhecidos e mensurados como segue:
Prémios
Os prémios brutos emitidos são registados como proveitos no exercício a que respeitam, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento.
Os prémios de resseguro cedido são registados como custos no exercício a que respeitam da mesma forma que os prémios brutos emitidos.
Custos de aquisição
Os custos de aquisição que estão directa ou indirectamente relacionados com a venda de contratos de seguro, são capitalizados e diferidos pelo período de vida dos contratos. Os custos de aquisição diferidos estão sujeitos a testes de recuperabilidade no momento da emissão dos contratos e sujeitos a testes de imparidade à data do balanço.
Provisão para sinistros
A provisão para sinistros corresponde aos custos com sinistros ocorridos e ainda por liquidar, bem como à responsabilidade estimada para os sinistros ocorridos e ainda não reportados (IBNR). A estimativa de sinistros ocorridos e não reportados é efectuada com base na experiência passada utilizando métodos estatísticos. As provisões para sinistros não são descontadas.
Provisão matemática
As provisões matemáticas, têm como objectivo registar o valor actual das responsabilidades futuras da Companhia relativamente aos contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária emitidos e são calculadas, com base em métodos actuariais reconhecidos nos termos da legislação em vigor aplicável.
Provisão para participação nos resultados atribuída
A provisão para participação nos resultados corresponde a montantes atribuídos aos segurados ou aos beneficiários dos contratos, sob a forma de participação nos resultados, que não tenham ainda sido distribuídos, nomeadamente mediante inclusão na provisão matemática dos contratos.
Provisão para participação nos resultados a atribuir ("Shadow accounting")
De acordo com o estabelecido no IFRS 4, os ganhos e perdas não realizados dos activos financeiros afectos a responsabilidades de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária, são atribuídos aos tomadores de seguro, tendo por base a expectativa de que estes irão participar nesses ganhos e perdas não realizadas quando se realizarem de acordo com as condições contratuais e regulamentares aplicáveis, através do reconhecimento de uma responsabilidade (ver nota 31).
Provisão para compromissos de taxa
À data do balanço, a Companhia procede à avaliação da adequação das responsabilidades decorrentes de contratos de seguro e de contratos de investimento com participação nos resultados discricionária. A avaliação da adequação das responsabilidades é efectuada tendo por base a projecção dos cash flows futuros associados a cada contrato, descontados à taxa de juro de mercado sem risco. Esta avaliação é efectuada produto a produto ou agregada quando os riscos dos produtos são similares ou geridos de forma conjunta. Na eventualidade de existir uma deficiência, esta é registada em resultados por contrapartida da rubrica provisão matemática.
2.17. Reporte por segmentos
Um segmento de negócio é um conjunto de activos e operações que estão sujeitos a riscos e proveitos específicos diferentes de outros segmentos de negócio.
Um segmento geográfico é um conjunto de activos e operações localizados num ambiente económico específico que está sujeito a riscos e proveitos que são diferentes de outros segmentos que operam em outros ambientes económicos.
2.18. Resultados por acção
Os resultados por acção básicos são calculados dividindo o lucro atribuível aos detentores de capital próprio ordinário da casa-mãe pelo número médio ponderado de acções ordinárias em circulação, excluindo o número médio de acções próprias detidas pela Companhia.
Durante os exercícios de 2008 e 2007, a Companhia não detinha acções próprias ou outros instrumentos de capital ou dívida susceptíveis de originar o efeito de diluição.
2.19. Caixa e equivalentes de caixa
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a caixa e seus equivalentes englobam os valores registados no balanço com maturidade inferior a três meses a contar da data de balanço, onde se incluem a caixa e as disponibilidades em instituições de crédito.
2.20. Activos não correntes detidos para venda
Activos não correntes são classificados como detidos para venda quando o seu valor de balanço for recuperado principalmente através de uma transacção de venda (incluindo os adquiridos exclusivamente com o objectivo da sua venda) e a venda for altamente provável.
Imediatamente antes da classificação inicial do activo como detido para venda, a mensuração dos activos não correntes é efectuada de acordo com os IFRS aplicáveis. Subsequentemente, estes activos para alienação são remensurados ao menor valor entre o valor de reconhecimento inicial e o justo valor deduzido dos custos de venda.
NOTA 3 - PRINCIPAIS ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS UTILIZADOS NA ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Os IFRS estabelecem uma série de tratamentos contabilísticos e requerem que o Conselho de Administração utilize o julgamento e faça as estimativas necessárias de forma a decidir qual o tratamento contabilístico mais adequado. As principais estimativas contabilísticas e julgamentos utilizados na aplicação dos princípios contabilísticos pela Companhia são analisadas como segue, no sentido de melhorar o entendimento de como a sua aplicação afecta os resultados reportados da Companhia e a sua divulgação. Uma descrição alargada das principais políticas contabilísticas utilizadas pela Companhia é apresentada na Nota 2 às demonstrações financeiras.
Considerando que em muitas situações existem alternativas ao tratamento contabilístico adoptado pelo Conselho de Administração, os resultados reportados pela Companhia poderiam ser diferentes caso um tratamento diferente fosse escolhido. O Conselho de Administração considera que as escolhas efectuadas são apropriadas e que as demonstrações financeiras apresentam de forma adequada a posição financeira da Companhia e das suas operações em todos os aspectos materialmente relevantes.
Os resultados das alternativas analisadas de seguida são apresentados apenas para assistir o leitor no entendimento das demonstrações financeiras e não têm intenção de sugerir que outras alternativas ou estimativas são mais apropriadas.
3.1. Imparidade dos activos financeiros disponíveis para venda
A Companhia determina que existe imparidade nos seus activos disponíveis para venda quando existe uma desvalorização continuada ou de valor significativo no seu justo valor. A determinação de uma desvalorização continuada ou de valor significativo requer julgamento.
De acordo com as políticas contabilísticas da Companhia, os critérios de imparidade são o declínio de 60% do valor de mercado face ao valor de aquisição, ou uma desvalorização de 30% por um período superior a 6 meses, para instrumentos de capital e incumprimentos do emissor para instrumentos de dívida.
Adicionalmente, as avaliações são obtidas através de preços de mercado ou de modelos de avaliação os quais requerem a utilização de determinados pressupostos ou julgamento no estabelecimento de estimativas de justo valor.
Metodologias alternativas e a utilização de diferentes pressupostos e estimativas, poderá resultar num nível diferente de perdas por imparidade reconhecidas, com o consequente impacto nos resultados da Companhia.
3.2. Justo valor dos instrumentos financeiros derivados
O justo valor é baseado em preços de cotação em mercado, quando disponíveis, e quando na ausência de cotação é determinado com base na utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado ou com base em metodologias de avaliação, baseadas em técnicas de fluxos de caixa futuros descontados considerando as condições de mercado, o efeito do tempo, a curva de rentabilidade e factores de volatilidade. Estas metodologias podem requerer a utilização de pressupostos ou julgamentos na estimativa do justo valor.
Consequentemente, a utilização de diferentes metodologias ou de diferentes pressupostos ou julgamentos na aplicação de determinado modelo, poderia originar resultados financeiros diferentes daqueles reportados.
3.3. Impostos sobre os lucros
A Companhia encontra-se sujeito ao pagamento de impostos sobre lucros em diversas jurisdições. A determinação do montante global de impostos sobre os lucros requer determinadas interpretações e estimativas. Existem diversas transacções e cálculos para os quais a determinação do valor final de imposto a pagar é incerto durante o ciclo normal de negócios.
Outras interpretações e estimativas poderiam resultar num nível diferente de impostos sobre os lucros, correntes e diferidos, reconhecidos no período.
As Autoridades Fiscais têm a atribuição de rever o cálculo da matéria colectável efectuado pela Seguradora e pelas suas subsidiárias, durante um período de quatro ou seis anos, no caso de haver prejuízos reportáveis. Desta forma, é possível que haja correcções à matéria colectável, resultantes principalmente de diferenças na interpretação da legislação fiscal. No entanto, é convicção dos Conselhos de Administração da BES-Vida e das subsidiárias residentes em Portugal, de que não haverá correcções significativas aos impostos sobre lucros registados nas demonstrações financeiras.
3.4. Pensões e outros benefícios a empregados
A determinação das responsabilidades por pensões de reforma requer a utilização de pressupostos e estimativas, incluindo a utilização de projecções actuariais, rentabilidade estimada dos investimentos e outros factores que podem ter impacto nos custos e nas responsabilidades do plano de pensões.
Alterações a estes pressupostos poderiam ter um impacto significativo nos valores determinados.
3.5. Provisões técnicas e responsabilidades relativas a contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária
As responsabilidades futuras decorrentes de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária são registadas na rubrica contabilística provisões técnicas. As provisões técnicas relativas aos produtos vida tradicionais foram determinadas tendo por base vários pressupostos nomeadamente mortalidade, longevidade e taxa de juro, aplicáveis a cada uma das coberturas. Os pressupostos utilizados foram baseados na experiência passada da Companhia e do mercado. Estes pressupostos poderão ser revistos se for determinado que a experiência futura venha a confirmar a sua desadequação. As provisões técnicas decorrentes de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária (produtos de capitalização) incluem (1) provisão matemática, (2) provisão para participação nos resultados, (3) provisão para sinistros. A provisão matemática inclui a deficiência resultante do teste de adequação das responsabilidades. A provisão para participação nos resultados inclui a responsabilidade apurada através do Shadow Accounting (Provisão para participação nos resultados a atribuir). A provisão para sinistros inclui a estimativa das responsabilidades dos sinistros ocorridos à data do balanço.
Quando existem sinistros provocados ou contra os tomadores de seguro, qualquer montante pago ou que se estima vir a ser pago pela Companhia é reconhecido como perda nos resultados. A Companhia estabelece provisões para pagamento de sinistros decorrentes dos contratos de seguro e de investimento.
Na determinação das provisões técnicas decorrentes de contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados, a Companhia avalia periodicamente as suas responsabilidades utilizando metodologias actuariais e tomando em consideração as coberturas de resseguro respectivas. As provisões são revistas periodicamente por actuários qualificados.
NOTA 4 - REPORTE POR SEGMENTOS
A actividade da Companhia encontra-se organizada de acordo com as seguintes linhas de negócio:
- (i) Produtos tradicionais produtos com o objectivo de cobrir o risco de morte e de longevidade;
- (ii) Produtos capitalização com participação nos resultados produtos de investimento, alguns dos quais comercializados ao abrigo da legislação de complementos de reforma (PPR). São produtos com uma taxa de rendimento garantida e com uma participação nos resultados atribuída aos clientes dependente, principalmente, da rendibilidade financeira dos activos;
- (iii) Produtos capitalização sem participação nos resultados produtos de investimento, alguns dos quais comercializados ao abrigo da legislação de complementos de reforma (PPR). Produtos que não têm taxa de rendimento garantida e/ou em que o risco do investimento é assumido pelo cliente;
- (iv) Outros produtos e serviços inclui os restantes segmentos que individualmente representam menos de 10% dos activos totais ou do resultado líquido do exercício, e que no conjunto não representam mais de 25% destes indicadores.
A Companhia desenvolve a sua actividade em Portugal e em Espanha através de uma sucursal. Considerando que a actividade desenvolvida em Espanha não é significativa e não cumpre os critérios de obrigatoriedade estabelecidos nos IAS 14, no que respeita à sua divulgação, a Companhia optou por não preparar reporte por segmento geográfico.
O reporte de segmentos primários é apresentado como segue:
| Tradicionais | Capitalização com participação nos resultados |
Capitalização sem participação nos resultados |
Outros | Total | |
|---|---|---|---|---|---|
| Prémios adquiridos líquidos de resseguro | 59.311.483 | 502.843.209 | - | - | 562.154.692 |
| Comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento ou como contratos de prestação de serviços |
- | - | 27.833.601 | - | 27.833.601 |
| Custos com sinistros, líquidos de resseguro | (20.549.901) | (905.685.855) | - | - | (926.235.756) |
| Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro | 11.960.101 | (819.726) | - | - | 11.140.375 |
| Provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro | (10.870.987) | 313.698.384 | - | - | 302.827.397 |
| Participação nos resultados, líquida de resseguro | (10.502.833) | (2.076.260) | - | - | (12.579.093) |
| Custos e gastos de exploração líquidos | (365.566) | (18.507.347) | (23.723.500) | (96.401) | (42.692.814) |
| Rendimentos | 12.652.300 | 152.069.663 | 179.439.379 | 4.286.895 | 348.448.237 |
| Gastos financeiros | (92.224) | (4.668.978) | (11.484.894) | (24.320) | (16.270.416) |
| Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros não valorizados ao justo valor através ganhos e perdas | 3.924.305 | (22.358.181) | (46.361.093) | - | (64.794.969) |
| Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros valorizados ao justo valor através ganhos e perdas | 440.347 | (27.859.130) | (179.528.900) | - | (206.947.683) |
| Diferenças de câmbio | (13.109) | 18.383.148 | 50.762.037 | - | 69.132.076 |
| Ganhos líquidos pela venda de activos não financeiros que não estejam classificados como activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas |
- | 1.249.938 | (767) | - | 1.249.171 |
| Perdas de imparidade (líquidas reversão) | (8.469.721) | (45.988.049) | - | - | (54.457.770) |
| Outros rendimentos/gastos técnicos, líquidos de resseguro | 38.336 | - | - | - | 38.336 |
| Outras provisões (variação) | - | - | - | 4.587.021 | 4.587.021 |
| Outros rendimentos/gastos | - | - | - | 3.766.796 | 3.766.796 |
| Ganhos e perdas de activos não correntes não correntes (ou grupos para alienação) classificados como detidos para venda | - | - | - | - | - |
| RESULTADO LÍQUIDO ANTES DE IMPOSTOS | 37.462.531 | (39.719.184) | (3.064.137) | 12.519.991 | 7.199.201 |
| Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos correntes | - | - | - | (32.599) | (32.599) |
| Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos diferidos | - | - | - | 5.002.983 | 5.002.983 |
| Resultado líquido do exercício | 37.462.531 | (39.719.184) | (3.064.137) | 17.490.375 | 12.169.585 |
| 2007 | |
|---|---|
| Tradicionais | Capitalização com participação nos resultados |
Capitalização sem participação nos resultados |
Outros | Total | |
|---|---|---|---|---|---|
| Prémios adquiridos líquidos de resseguro | 52.916.132 | 432.701.660 | - | - | 485.617.792 |
| Comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento ou como contratos de prestação de serviços |
- | - | 24.853.165 | - | 24.853.165 |
| Custos com sinistros, líquidos de resseguro | (45.939.890) | (664.011.713) | - | - | (709.951.603) |
| Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro | (6.873.635) | 1.624.165 | - | - | (5.249.470) |
| Provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro | 11.544.700 | 146.648.162 | - | - | 158.192.862 |
| Participação nos resultados, líquida de resseguro | (10.335.197) | (9.212.208) | - | - | (19.547.405) |
| Custos e gastos de exploração líquidos | (424.381) | (19.374.310) | (19.061.092) | (246.512) | (39.106.295) |
| Rendimentos | 8.534.885 | 134.055.753 | 128.074.325 | 4.135.037 | 274.800.000 |
| Gastos financeiros | (107.277) | (4.897.542) | (4.818.366) | (62.315) | (9.885.500) |
| Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros não valorizados ao justo valor através ganhos e perdas | 11.234.436 | 31.497.583 | (20.619.345) | 7.774.096 | 29.886.770 |
| Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros valorizados ao justo valor através ganhos e perdas | 691.741 | (12.165.589) | (90.174.998) | - | (101.648.846) |
| Diferenças de câmbio | (77.665) | (2.173.748) | (9.968.474) | - | (12.219.887) |
| Ganhos líquidos pela venda de activos não financeiros que não estejam classificados como activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas |
- | 1.391.058 | - | - | 1.391.058 |
| Perdas de imparidade (líquidas reversão) | - | (7.024.600) | - | - | (7.024.600) |
| Outros rendimentos/gastos técnicos, líquidos de resseguro | (103.993) | - | - | - | (103.993) |
| Outras provisões (variação) | - | - | (18.412.000) | (4.111.689) | (22.523.689) |
| Outros rendimentos/gastos | - | - | - | 5.985.673 | 5.985.673 |
| Ganhos e perdas de activos não correntes não correntes (ou grupos para alienação) classificados como detidos para venda | 864 | 39.441 | 38.803 | 502 | 79.610 |
| RESULTADO LÍQUIDO ANTES DE IMPOSTOS | 21.060.720 | 29.098.112 | (10.087.982) | 13.474.792 | 53.545.642 |
| Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos correntes | - | - | - | (1.763.969) | (1.763.969) |
| Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos diferidos | - | - | - | 436.451 | 436.451 |
| Resultado líquido do exercício | 21.060.720 | 29.098.112 | (10.087.982) | 12.147.274 | 52.218.124 |
NOTA 5 - PRÉMIOS LÍQUIDOS DE RESSEGURO
Os prémios líquidos de resseguro são analisados como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Prémios brutos emitidos Prémios de resseguro cedido |
570.639.210 (8.475.190) |
493.330.509 (7.921.076) |
| Prémios líquidos de resseguro | 562.164.020 | 485.409.433 |
| Variação da provisão para prémios não adquiridos, líquida de resseguro |
(9.328) | 208.359 |
| Prémios líquidos de resseguro | 562.154.692 | 485.617.792 |
Os prémios brutos emitidos por segmento são analisados como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Tradicionais Capitalização com participação nos resultados |
67.823.432 502.815.778 |
60.628.849 432.701.660 |
| 570.639.210 | 493.330.509 |
Os prémios de resseguro cedido respeitam à cobertura do risco de morte e longevidade de contratos realizados no segmento tradicionais.
De acordo com os princípios de classificação dos contratos estabelecidos pelas empresas de seguros definido pelo IFRS 4, os contratos de seguro emitidos pela Companhia relativamente aos quais existe apenas a transferência de um risco financeiro sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento e contabilizados como um passivo. Desta forma, os contratos para os quais o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro e contratos de taxa fixa sem participação nos resultados não são contabilizados como prémios.
Alguns indicadores relativos aos seguros de vida, podem ser analisados como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Prémios brutos de seguro directo | ||
| Relativos a contratos individuais Relativos a contratos de grupo |
502.289.960 67.717.831 |
432.832.039 60.498.470 |
| 570.007.791 | 493.330.509 | |
| Periódicos Não periódicos |
163.352.253 406.655.538 |
137.887.233 355.443.276 |
| 570.007.791 | 493.330.509 | |
| De contratos sem participação nos resultados De contratos com participação nos resultados |
5.265.102 564.742.689 570.007.791 |
657.539 492.672.970 493.330.509 |
| Prémios brutos de resseguro aceite | 631.419 | - |
| Prémios de resseguro cedido | 8.475.190 | 7.921.076 |
NOTA 6 - COMISSÕES DE CONTRATOS DE SEGURO E OPERAÇÕES CONSIDERADOS PARA EFEITOS CONTABILÍSTICOS COMO CONTRATOS DE INVESTIMENTO OU COMO CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
As comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento ou como contratos de prestação de serviços são analisadas como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Comissões de subscrição | 3.868.470 | 4.461.362 |
| Comissões de gestão | 22.840.458 | 17.999.818 |
| Comissões de resgate | 1.124.673 | 2.391.985 |
| 27.833.601 | 24.853.165 |
As comissões acima referidas são relativas às comissões de subscrição, resgate e de gestão dos produtos de capitalização sem participação nos resultados discricionária, nomeadamente produtos de capitalização com taxa de rendimento fixa e produtos em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro.
De acordo com os requisitos do IFRS 4, os contratos de seguro emitidos pela Companhia relativamente aos quais existe apenas a transferência de um risco financeiro sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento e contabilizados como um passivo. Desta forma, os contratos para os quais o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro e contratos de taxa fixa sem participação nos resultados deixaram de ser reconhecidos sob a forma de prémios passando apenas a ser registada a comissão de subscrição e de gestão dos mesmos como proveitos.
NOTA 7 - CUSTOS COM SINISTROS, LÍQUIDOS DE RESSEGURO
Os custos com sinistros líquidos de resseguro são analisados como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Seguro directo | ||
| Montantes pagos | (927.328.185) | (703.061.770) |
| Custos imputados à função sinistros (Nota 14) | (1.207.144) | (1.261.957) |
| Variação da provisão para sinistros | (2.374.017) | (8.109.361) |
| (930.909.346) | (712.433.088) | |
| Resseguro cedido | ||
| Montantes pagos | 3.581.615 | 2.198.387 |
| Variação da provisão para sinistros | 1.091.975 | 283.098 |
| 4.673.590 | 2.481.485 | |
| (926.235.756) | (709.951.603) |
NOTA 8 - OUTRAS PROVISÕES TÉCNICAS, LÍQUIDAS DE RESSEGURO
As outras provisões técnicas líquidas de resseguro são analisadas como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Provisão de estabilização de carteira Provisão para compromissos de taxa |
11.960.101 (819.726) |
(6.873.635) 1.624.165 |
| 11.140.375 | (5.249.470) |
NOTA 9 - PROVISÃO MATEMÁTICA DO RAMO VIDA, LÍQUIDA DE RESSEGURO
A rubrica provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro representa a variação das responsabilidades da Companhia com contratos de seguro do ramo vida e contratos de investimento com participação nos resultados.
NOTA 10 - PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS, LÍQUIDA DE RESSEGURO
A rubrica de participação nos resultados líquida de resseguro diz respeito ao acréscimo de responsabilidades da Companhia relativa aos montantes estimados atribuíveis aos tomadores de seguros em contratos de seguro do ramo vida e contratos de investimento com participação nos resultados (ver Nota 31).
NOTA 11 - CUSTOS E GASTOS DE EXPLORAÇÃO LÍQUIDOS
Os custos e gastos de exploração líquidos são analisados como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Custos de aquisição | ||
| Comissões de resgate | (979.196) | 815.026 |
| Comissões de subscrição | (9.126.162) | (10.557.130) |
| Comissões financeiras | (20.431.318) | (18.279.902) |
| Outros | (659.867) | (140.404) |
| Custos imputados à função aquisição (Nota 14) | (8.378.483) | (9.779.726) |
| (39.575.026) | (37.942.136) | |
| Custos de aquisição diferidos (variação) | (397) | (602) |
| Gastos administrativos Custos imputados à função administrativa (Nota 14) |
(5.933.784) | (5.360.536) |
| Comissões e participação nos resultados de resseguro | ||
| Comissões de resseguro cedido | 224.972 | 252.338 |
| Participação nos resultados de resseguro | 2.591.421 | 3.944.641 |
| 2.816.393 | 4.196.979 | |
| (42.692.814) | (39.106.295) |
NOTA 12 - RENDIMENTOS
Os rendimentos por categoria dos activos financeiros são analisados como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Rendimentos de juros de activos financeiros não valorizados | ||
| ao justo valor por via de ganhos e perdas | ||
| de activos disponíveis para venda | 133.219.689 | 128.128.158 |
| de activos detidos até à maturidade | 1.552.641 | 3.820.135 |
| de terrenos e edíficios | 2.852.357 | 2.490.849 |
| de empréstimos concedidos e contas a receber | 9.661.073 | 1.235.743 |
| de depósitos em instituições de crédito | 8.196.782 | 5.909.302 |
| 155.482.542 | 141.584.187 | |
| Rendimentos de outros activos | ||
| de activos detidos para negociação | 2.922.394 | (3.475.995) |
| de activos ao justo valor através de resultados | 190.043.301 | 136.691.808 |
| 192.965.695 | 133.215.813 | |
| 348.448.237 | 274.800.000 |
NOTA 13 - GASTOS FINANCEIROS
A rubrica de gastos financeiros diz respeito aos custos imputados à função investimentos, (ver Nota 14).
NOTA 14 - CUSTOS POR NATUREZA IMPUTADOS
Os custos por natureza imputados às funções sinistros, exploração, administrativa e gestão de investimentos resumem-se como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Custos com sinistros | (1.207.144) | (1.261.957) |
| Custos de aquisição | (8.378.483) | (9.779.726) |
| Custos de exploração | (5.933.784) | (5.360.536) |
| Custos de gestão de investimentos | (16.270.416) | (9.885.500) |
| (31.789.827) | (26.287.719) |
A sua desagregação por natureza é analisada como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Custos com o pessoal | 7.005.208 | 6.514.183 |
| Fornecimentos e serviços externos | 6.953.186 | 8.379.469 |
| Impostos e taxas | 991.975 | 856.781 |
| Amortizações do exercício | 1.349.540 | 1.375.752 |
| Outras provisões | 5.500.000 | - |
| Juros suportados | 6.635.572 | 5.941.589 |
| Comissões | 3.354.346 | 3.219.945 |
| 31.789.827 | 26.287.719 |
Os custos com o pessoal desagregam-se como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Remunerações dos órgãos sociais | 942.562 | 973.042 |
| Remunerações do pessoal | 2.920.475 | 2.761.614 |
| Encargos sobre remunerações | 694.322 | 688.866 |
| Benefícios pós emprego | 1.132.008 | 1.306.029 |
| Seguros obrigatórios | 56.062 | 63.577 |
| Custos de acção social | 211.030 | 152.099 |
| Outros custos com o pessoal | 114.092 | 101.287 |
| Estimativa de bonus a empregados | 934.657 | 467.669 |
| 7.005.208 | 6.514.183 |
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 não existiam créditos concedidos pela Companhia aos membros do Conselho de Administração. A remuneração do Conselho de Administração é desagregada da seguinte forma:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Conselho de Administração | ||
| Remunerações e outros benefícios a empregados | 910.162 | 961.661 |
| Benefícios pós emprego | 834.085 | 1.075.351 |
| Remunerações variáveis | 695.000 | 1.070.000 |
| 2.439.247 | 3.107.012 |
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, por categoria profissional, o número de colaboradores do quadro permanente da Companhia BES-Vida analisa-se como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Direcção | 9 | 9 |
| Quadro Técnico | 41 | 43 |
| Actuário | 1 | 2 |
| Chefe de Serviços | 1 | 2 |
| Sub-chefe de Secção | 2 | 2 |
| Escriturário | 26 | 19 |
| Apoio Geral | 4 | 4 |
| 84 | 81 |
Os fornecimentos e serviços externos são analisados como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Electricidade | 99.214 | 118.972 |
| Material escritório | 57.123 | 48.749 |
| Artigos para oferta | 535.044 | 532.482 |
| Conservação e reparação | 985.819 | 1.283.360 |
| Rendas e alugueres | 400.324 | 347.976 |
| Despesas de representação | 33.632 | 32.848 |
| Comunicação | 468.979 | 426.025 |
| Deslocações e estadas | 147.303 | 173.457 |
| Seguros | (5.008) | 121.839 |
| Publicidade e propaganda | 843.137 | 1.221.591 |
| Limpeza, higiene e conforto | 74.276 | 84.630 |
| Vigilancia e segurança | 49.177 | 144.315 |
| Trabalhos especializados | 2.324.220 | 2.613.135 |
| Serviços prestados pela Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A. | 264.154 | 209.662 |
| Call center | 125.103 | 194.426 |
| Outros | 550.689 | 826.002 |
| 6.953.186 | 8.379.469 |
A rubrica de outras provisões diz respeito ao aumento de provisões constituídas para fazer face a perdas associadas a activos financeiros, tendo este custo sido imputado na totalidade à função de gestão de investimentos.
Os juros suportados dizem respeito aos custos incorridos com os títulos de dívida emitidos pela Companhia.
A rubrica de comissões é referente a comissões de custódia de títulos e outros gastos associados à gestão de investimentos.
NOTA 15 - BENEFÍCIOS A EMPREGADOS
Pensões de reforma e benefícios de saúde
Conforme referido na Nota 2.11, a Companhia estabeleceu planos de benefícios definidos para os seus colaboradores, estando abrangidos quer por pré-reforma, por morte, velhice e invalidez. Existe também um plano que abrange um conjunto de benefícios de saúde para os colaboradores no activo e préreformados até à idade normal de reforma.
A avaliação actuarial dos benefícios por pensões de reforma e benefícios de saúde para as empresas da Companhia é efectuada anualmente, tendo a última sido efectuada com data de referência a 31 de Dezembro de 2008.
Os principais pressupostos considerados nos estudos actuariais, para 31 de Dezembro de 2008 e 2007, utilizados para determinar o valor actualizado das pensões e benefícios de saúde para os colaboradores são as seguintes:
| 2008 | 2007 | ||
|---|---|---|---|
| Pressupostos financeiros | |||
| Taxas de evolução salarial | 3,5% - 4%(*) | 3,5% - 4%(*) | |
| Taxa de crescimento das pensões | 1,25 % - 4% (*) | 1,25 % - 4% (*) | |
| Taxas de rendimento do fundo | 5,75% | 6%- 5,7% (*) | |
| Taxa de crescimento das reformas antecipadas | 2,5% - 4% (*) | 2,5% - n.a. (*) | |
| Taxa de desconto | 5,75% | 5,25% | |
| Pressupostos demográficos e métodos de avaliação | |||
| Tábua de mortalidade | GKF 95 | GKF 95 | |
| Tábua de invalidez | Suisse Re 2001 | Suisse Re 2001 | |
| Método de valorização actuarial | Project Unit Credit Method |
(*) Relativo a responsabilidades com Administradores
De acordo com a política contabilística descrita na Nota 2.11, a taxa de desconto utilizada para estimar as responsabilidades com pensões de reforma e com benefícios de saúde, corresponde às taxas de mercado à data do balanço, associadas a obrigações de empresas de rating elevado.
A 31 de Dezembro de 2008 e 2007, os participantes no Fundo são desagregados da seguinte forma:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Activos | 29 | 32 |
| Reformados | 12 | 12 |
| 41 | 44 |
A 31 de Dezembro de 2008 e 2007, os montantes reconhecidos em balanço podem ser analisados como segue:
| (milhares de euros) | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | |||||
| Pensões de | Benefícios | Pensões de | Benefícios | |||
| reforma | de saúde | Total | reforma | de saúde | Total | |
| Activos/ (responsabilidades) líquidas reconhecidas em balanço | ||||||
| Responsabilidades em 31 de Dezembro | ||||||
| Pensionistas | (12.000) | (17) | (12.017) | (5.950) | (24) | (5.974) |
| Activos | (3.217) | - | (3.217) | (6.727) | - | (6.727) |
| (15.217) | (17) | (15.234) | (12.677) | (24) | (12.701) | |
| Saldo do fundo em 31 de Dezembro | 14.151 | - | 14.151 | 9.384 | - | 9.384 |
| Activos/ (passivos) a receber/entregar ao fundo | (1.066) | (17) | (1.083) | (3.293) | (24) | (3.317) |
| Desvios actuariais diferidos em 31 de Dezembro | 1.653 | (7) | 1.646 | 2.649 | 2 | 2.651 |
| Activos/ (responsabilidades) líquidas em balanço em 31 de Dezembro | 587 | (24) | 563 | (644) | (22) | (666) |
A evolução das responsabilidades com pensões de reforma e benefícios de saúde pode ser analisada como segue:
| (milhares de euros) | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | |||||
| Pensões de | Benefícios | Pensões de | Benefícios | |||
| reforma | de saúde | Total | reforma | de saúde | Total | |
| Responsabilidades em 1 de Janeiro | 12.677 | 24 | 12.701 | 7.844 | 29 | 7.873 |
| Custo do serviço corrente | 974 | 1 | 975 | 460 | 1 | 461 |
| Custo dos juros | 632 | 1 | 633 | 370 | 1 | 371 |
| (Ganhos) e perdas actuariais nas responsabilidades | (2.117) | (5) | (2.122) | 1.161 | (3) | 1.158 |
| Pensões pagas pelo fundo | (678) | - | (678) | (204) | - | (204) |
| Benefícios pagos pela Companhia | - | - | - | - | (4) | (4) |
| Reformas antecipadas | - | - | - | 639 | - | 639 |
| Transferências de outros fundos | 3.725 | - | 3.725 | 2.407 | - | 2.407 |
| Responsabilidades em 31 de Dezembro | 15.213 | 21 | 15.234 | 12.677 | 24 | 12.701 |
A evolução do valor do fundo de pensões nos exercícios de 2008 e 2007 pode ser analisada como segue:
| (milhares de euros) | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | ||||
| Pensões de | Benefícios | Pensões de | Benefícios | ||
| Total | |||||
| 9.384 | - | 9.384 | 3.727 | - | 3.727 |
| 540 | - | 540 | 207 | - | 207 |
| (1.181) | - | (1.181) | (104) | - | (104) |
| 2.361 | - | 2.361 | 3.351 | - | 3.351 |
| (678) | - | (678) | (204) | - | (204) |
| - | - | - | - | - | - |
| 3.725 | - | 3.725 | 2.407 | - | 2.407 |
| 14.151 | - | 14.151 | 9.384 | - | 9.384 |
| reforma | de saúde | Total | reforma | de saúde |
A evolução dos desvios actuariais diferidos em balanço pode ser analisada como segue:
| (milhares de euros) | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | |||||
| Pensões de reforma |
Benefícios de saúde |
Total | Pensões de reforma |
Benefícios de saúde |
Total | |
| Desvios actuariais diferidos em 1 de Janeiro | 2.649 | 2 | 2.651 | 1.438 | 5 | 1.443 |
| (Ganhos) e perdas actuariais | ||||||
| - nas responsabilidades | (2.117) | (9) | (2.126) | 1.161 | (3) | 1.158 |
| - nos activos do plano | 1.181 | - | 1.181 | 104 | - | 104 |
| Amortização do exercício | (60) | - | (60) | (54) | - | (54) |
| Desvios actuariais diferidos em 31 de Dezembro | 1.653 | (7) | 1.646 | 2.649 | 2 | 2.651 |
| Dos quais: | ||||||
| Dentro do corredor | 1.500 | 2 | 1.502 | 1.268 | 1 | 1.269 |
| Fora do corredor | 153 | 1 | 154 | 1.381 | 1 | 1.382 |
A evolução dos activos a receber/passivos a entregar durante 2008 e 2007, pode ser analisada como segue:
| (milhares de euros) | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | |||||
| Pensões de | Benefícios | Pensões de | Benefícios | |||
| reforma | de saúde | Total | reforma | de saúde | Total | |
| (Activos)/ Passivos a receber ou entregar em 1 de Janeiro | 3.293 | 24 | 3.317 | 4.117 | 29 | 4.146 |
| Ganhos e perdas actuarias das responsabilidades | (2.117) | (9) | (2.126) | 1.161 | (3) | 1.158 |
| Ganhos e perdas actuariais dos fundos | 1.181 | - | 1.181 | 104 | - | 104 |
| Encargos do ano: | ||||||
| - Custo do serviço corrente | 974 | 1 | 975 | 460 | 1 | 461 |
| - Custo dos juros | 632 | 1 | 633 | 370 | 1 | 371 |
| - Rendimento esperado do fundo | (540) | - | (540) | (207) | - | (207) |
| - Reformas antecipadas | - | - | - | 639 | - | 639 |
| Contribuições efectuadas no ano e pensões pagas pela Companhia | (2.361) | - | (2.361) | (3.351) | (4) | (3.355) |
| (Activos)/ Passivos a receber ou entregar em 31 de Dezembro | 1.062 | 17 | 1.079 | 3.293 | 24 | 3.317 |
Os custos do exercício com pensões de reforma e com benefícios de saúde podem ser analisados como segue:
| (milhares de euros) | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | |||||
| Pensões de reforma |
Benefícios de saúde |
Total | Pensões de reforma |
Benefícios de saúde |
Total | |
| Custo do serviço corrente | 974 | 1 | 975 | 460 | 1 | 461 |
| Custo dos juros | 632 | 1 | 633 | 370 | 1 | 371 |
| Rendimento esperado do fundo | (540) | - | (540) | (207) | - | (207) |
| Amortização do exercício | 64 | - | 64 | 42 | - | 42 |
| Reformas antecipadas | - | - | - | 639 | - | 639 |
| Custos do exercício | 1.130 | 2 | 1.132 | 1.304 | 2 | 1.306 |
O custo relativo às reformas antecipadas inclui o efeito da amortização adicional dos desvios actuariais em balanço.
A evolução dos activos/(responsabilidades) em balanço pode ser analisada como segue:
| (milhares de euros) | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | ||||
| Pensões de | Benefícios | Total | Pensões de | Benefícios | Total |
| reforma | de saúde | reforma | de saúde | ||
| (644) | (22) | (666) | (2.691) | (24) | (2.715) |
| (1.130) | (2) | (1.132) | (1.304) | (2) | (1.306) |
| 2.361 | - | 2.361 | 3.351 | 4 | 3.355 |
| - | - | - | - | - | - |
| 587 | (24) | 563 | (644) | (22) | (666) |
Os activos do fundo de pensões podem ser analisados como segue:
| (milhares de euros) | |||
|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | ||
| Terrenos e edificios | 8.191 | 8.191 | |
| Acções e outros títulos de rendimento variável | 9.565 | 23.493 | |
| Títulos de rendimento fixo | 25.946 | 18.335 | |
| Depósitos em instituições de crédito | 8.983 | 8.425 | |
| Devedores e credores do fundo | 22 | 13 | |
| Juros a receber | 758 | 277 | |
| 53.465 | 58.734 |
Deve ser referido que os montantes acima divulgados são na totalidade relativos ao Fundo de Pensões Tranquilidade, do qual a BES-Vida representa apenas cerca de 26% do total do fundo.
A Companhia não utiliza activos do fundo de pensões. O fundo não detém títulos emitidos por entidades da Companhia.
A evolução das responsabilidades e saldos dos fundos nos últimos 5 anos é como segue:
| (milhares de euros) | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | 2006 | 2005 | 2004 | ||||||
| Pensões de | Benefícios | Pensões de | Benefícios | Pensões de | Benefícios | Pensões de | Benefícios | Pensões de | Benefícios | |
| reforma | de saúde | reforma | de saúde | reforma | de saúde | reforma | de saúde | reforma | de saúde | |
| Responsabilidades | (15.217) | (17) | (12.677) | (24) | (7.844) | (29) | (3.501) | (44) | (3.195) | (49) |
| Saldo dos fundos | 14.151 | - | 9.384 | - | 3.727 | - | 4.515 | - | 3.600 | - |
| Responsabilidades (sub)/sobre financiadas | (1.066) | (17) | (3.293) | (24) | (4.117) | (29) | 1.014 | (44) | 405 | (49) |
| (Ganhos)/perdas actuariais decorrentes das responsabilidades | (2.117) | (5) | 1.161 | (3) | 876 | 4 | (103) | - | (72) | - |
| (Ganhos)/perdas actuariais decorrentes dos fundos | 1.181 | - | 104 | - | (42) | - | (48) | - | 5 | - |
Plano de Pagamento de Remuneração Variável (PPRV)
No primeiro semestre de 2008, na sequência da decisão do Conselho de Administração, a BES-Vida estabeleceu um sistema de incentivos denominado Plano de Pagamento de Remuneração Variável (PPRV – 2008/2010).
Este novo programa de incentivos consiste na atribuição do direito a receber uma remuneração variável que se encontra indexada à eventual valorização das acções BES entre a "data inicial de referência" e a "data final de referência". Tal retribuição, em dinheiro, será apenas devida em caso de valorização das acções do BES. O PPRV não é um plano de atribuição de acções ou de opções sobre a aquisição de acções, não sendo atribuídos aos beneficiários quaisquer direitos inerentes a uma participação no capital social do BES.
O valor inicial do Plano foi calculado com base num modelo de valorização das opções, tendo por referência os seguintes pressupostos:
| Data inicial de referência | 02-06-2008 |
|---|---|
| Data final de referência | 02-06-2011 |
| Direitos atribuídos | 28.500 |
| Preço de referência | 11 |
| Taxa de juro | 5,22% |
| Volatilidade | 33,50% |
| Valor inicial do plano | 83.953 |
Conforme a politica contabilística descrita na nota 2.11, o justo valor inicial do PPRV, no valor de 84 milhares de euros, está a ser reconhecido em custos com pessoal durante o período que medeia entre a data inicial de referência e a data final de referência (3 anos). Nesta base a BES - Vida reconheceu em custos com pessoal no exercício o valor de 16 milhares de euros. A variação do justo valor do benefício ao longo do prazo do programa é reconhecida em resultados.
O valor do passivo reconhecido no âmbito do programa é avaliado ao justo valor com referência ao final de cada mês, sendo o valor em 31 de Dezembro de 2008 de 68 milhares de euros.
NOTA 16 - GANHOS LÍQUIDOS DE ACTIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS NÃO VALORIZADOS AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE GANHOS E PERDAS
Os ganhos líquidos de activos disponíveis para venda são analisados como segue:
| 2008 | 2007 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos | Custos | Total | Proveitos | Custos | Total | |
| Obrigações e outros títulos de rendimento fixo | ||||||
| De emissores públicos | 5.026.947 | (3.113.643) | 1.913.304 | 717.895 | (3.277.719) | (2.559.824) |
| De outros emissores | 36.210.258 | (46.441.310) | (10.231.052) | 9.764.917 | (10.647.753) | (882.836) |
| Acções | 34.227.681 | (36.742.430) | (2.514.749) | 39.309.031 | (14.863.533) | 24.445.498 |
| Outros títulos de rendimento variável | 1.967.879 | (13.904.035) | (11.936.156) | 34.031.283 | (622.849) | 33.408.434 |
| 77.432.765 | (100.201.418) | (22.768.653) | 83.823.126 | (29.411.854) | 54.411.272 |
Os ganhos líquidos de passivos valorizados a custo amortizado correspondem ao juro técnico atribuído aos contratos de capitalização sem participação nos resultados discricionária, para os quais as responsabilidades são valorizadas ao custo amortizado.
NOTA 17 - GANHOS LÍQUIDOS DE ACTIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS VALORIZADOS AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE GANHOS E PERDAS
Os ganhos líquidos de activos e passivos financeiros detidos para negociação são analisados como segue:
| 2008 | 2007 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos | Custos | Total | Proveitos | Custos | Total | ||
| Activos e passivos detidos para negociação | |||||||
| Instrumentos financeiros derivados | 331.887.622 | (318.916.680) | 12.970.942 | 47.334.695 | (48.044.879) | (710.184) | |
| 331.887.622 | (318.916.680) | 12.970.942 | 47.334.695 | (48.044.879) | (710.184) | ||
Os ganhos líquidos de activos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas são analisados como segue:
| 2008 | 2007 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos | Custos | Total | Proveitos | Custos | Total | |
| Activos financeiros ao justo valor através de ganhos e perdas Obrigações e outros títulos de rendimento fixo |
||||||
| De emissores públicos De outros emissores |
2.257.232 288.723.767 |
(462.526) (533.423.427) |
1.794.706 (244.699.660) |
314.221 48.036.816 |
(876.318) (94.867.500) |
(562.097) (46.830.684) |
| Acções | 12.298.367 | (101.595.001) | (89.296.634) | 38.745.685 | (21.576.211) | 17.169.474 |
| Outros títulos de rendimento variável | 2.598.891 | (101.192.953) | (98.594.062) | 23.276.865 | (8.074.867) | 15.201.998 |
| 305.878.257 | (736.673.907) | (430.795.650) | 110.373.587 | (125.394.896) | (15.021.309) | |
| Passivos financeiros ao justo valor através de ganhos e perdas |
538.684.875 | (327.807.850) | 210.877.025 | 109.820.209 | (195.737.562) | (85.917.353) |
| 637.765.879 | (1.055.590.587) | (219.918.625) | 157.708.282 | (173.439.775) | (100.938.662) |
NOTA 18 - DIFERENÇAS DE CÂMBIO
Esta rubrica inclui os resultados decorrentes da reavaliação cambial de activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira de acordo com a política contabilística descrita na Nota 2.3 e é analisada como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Diferenças de câmbio de activos financeiros não valorizados | ||
| ao justo valor por via de ganhos e perdas | ||
| de activos disponíveis para venda | 220.813 | (9.857.266) |
| de empréstimos concedidos e contas a receber | 1.059.723 | (393.744) |
| de depósitos em instituições de crédito | 41.111.298 | 16.443.705 |
| 42.391.834 | 6.192.695 | |
| Diferênças de câmbio de outros activos | ||
| de activos detidos para negociação | (18.035.398) | (769.116) |
| de activos ao justo valor através de resultados | 44.775.640 | (17.643.466) |
| 26.740.242 | (18.412.582) | |
| 69.132.076 | (12.219.887) |
NOTA 19 - GANHOS LÍQUIDOS PELA VENDA DE ACTIVOS NÃO FINANCEIROS QUE NÃO ESTEJAM CLASSIFICADOS COMO ACTIVOS NÃO CORRENTES DETIDOS PARA VENDA E UNIDADES OPERACIONAIS DESCONTINUADAS
Os ganhos líquidos pela venda de activos não financeiros que não estejam classificados como activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas correspondem a valias realizadas através da alienação e reavaliação de imóveis.
NOTA 20 - PERDAS DE IMPARIDADE LÍQUIDAS DE REVERSÃO
As perdas de imparidade líquidas de reversão de activos disponíveis para venda, são analisadas como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Obrigações e outros títulos de rendimento fixo | ||
| De outros emissores | (14.514.627) | - |
| Acções | (39.943.143) | (7.024.600) |
| (54.457.770) | (7.024.600) | |
NOTA 21 - OUTROS RENDIMENTOS/GASTOS
Os outros rendimentos e gastos são analisados como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Prestação de serviços | ||
| Outros proveitos/(custos) | 1.653.713 | 1.432.233 |
| 2.113.083 | 4.553.440 | |
| 3.766.796 | 5.985.673 |
A rubrica prestação de serviços diz respeito a proveitos gerados pela prestação de serviços de gestão de carteira e contabilidade à T-Vida, Companhia de Seguros, S.A.
Em 31 de Dezembro de 2008, a rubrica de outros proveitos inclui o montante de Euros 2.154.000 associado à notificação judicial favorável à Companhia relativa à contestação apresentada ao imposto sobre o rendimento do exercício de 1998, bem como juros compensatórios associados à contestação apresentada ao imposto sobre o rendimento do exercício de 1997.
Em 31 de Dezembro de 2007, a rubrica de outros proveitos inclui o montante de Euros 3.600.000, associado à notificação judicial favorável à Companhia relativa à contestação apresentada ao imposto sobre o rendimento do exercício de 1997. A Companhia aguarda o reembolso deste valor por parte da Direcção Geral de Contribuições e Impostos.
NOTA 22 - CAIXA E SEUS EQUIVALENTES E DEPÓSITOS À ORDEM
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Caixa e e seus equivalentes e depósitos à ordem | ||
| Caixa | 7.804 | 7.105 |
| Depósitos à ordem | 223.256.793 | 255.173.974 |
| 223.264.597 | 255.181.079 |
NOTA 23 - ACTIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS DETIDOS PARA NEGOCIAÇÃO
Os instrumentos financeiros derivados em 31 de Dezembro 2008 e 2007 são analisados como segue:
| 2008 | 2007 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Nocional | Activo | Passivo | Nocional | Justo Valor | ||
| Contratos sobre taxas de câmbio Forward |
||||||
| - compras | 46.767.645 | 299.403 | (1.413.650) | 8.079.617 | (37.349) | |
| - vendas | 584.716.207 | 40.782.939 | (3.257.906) | 383.240.719 | 3.168.409 | |
| Currency Futures | 12.750.000 | - | - | 3.000.000 | - | |
| 644.233.852 | 41.082.342 | (4.671.556) | 394.320.336 | 3.131.060 | ||
| Contratos sobre taxas de juro | ||||||
| Interest Rate Swaps | 1.255.746.860 | 44.499.859 | (61.769) | 554.709.122 | 10.548.446 | |
| 1.255.746.860 | 44.499.859 | (61.769) | 554.709.122 | 10.548.446 | ||
| Contratos sobre acções/índices | ||||||
| Equity / Index Swaps | 48.534.663 | 2.508.871 | - | 512.713.956 | (2.287.906) | |
| Equity / Index Options | 201.649.363 | 6.647.435 | (5.617.672) | 9.993.076 | 1.403.714 | |
| Equity / Index Futures | 80.613.520 | - | - | 46.922.300 | - | |
| 330.797.546 | 9.156.306 | (5.617.672) | 569.629.332 | (884.192) | ||
| Contratos sobre crédito | ||||||
| Credit Default Swaps | 298.436.416 | 2.574.724 | (2.791.831) | 73.850.000 | 166.242 | |
| 298.436.416 | 2.574.724 | (2.791.831) | 73.850.000 | 166.242 | ||
| 2.529.214.674 | 97.313.231 | (13.142.828) | 1.592.508.790 | 12.961.556 |
A 31 de Dezembro de 2008 e 2007, o escalonamento dos instrumentos derivados de negociação por prazos de vencimento é como segue:
| 2008 | 2007 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Nocional | Justo Valor | Nocional | Justo Valor | ||
| Até 3 meses | 942.093.762 | 38.151.479 | 993.232.503 | 3.341.345 | |
| De 3 meses a um ano | 100.673.500 | (529.811) | 24.168.700 | 1.083.776 | |
| De um a cinco anos | 1.454.597.576 | 44.788.082 | 367.530.466 | 14.393.247 | |
| Mais de cinco anos | 31.849.836 | 1.760.653 | 207.577.121 | (5.856.812) | |
| 2.529.214.674 | 84.170.403 | 1.592.508.790 | 12.961.556 |
NOTA 24 - ACTIVOS FINANCEIROS CLASSIFICADOS NO RECONHECIMENTO INICIAL AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE GANHOS E PERDAS
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Obrigações e outros títulos de rendimento fixo | ||
| De emissores públicos | 11.822.084 | 25.009.810 |
| De outros emissores | 2.632.642.756 | 3.111.135.501 |
| Acções | 120.692.199 | 106.369.345 |
| Outros títulos de rendimento variável | 1.503.144.575 | 497.368.750 |
| Valor de balanço | 4.268.301.614 | 3.739.883.406 |
| Valor de aquisição | 4.512.219.350 | 3.711.554.510 |
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, o escalonamento dos activos financeiros ao justo valor através de ganhos e perdas por prazos de vencimento é como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Até 3 meses | 95.749.032 | 190.801.052 |
| De 3 meses a um ano | 270.350.400 | 400.527.562 |
| De um a cinco anos | 1.319.074.080 | 1.015.279.455 |
| Mais de cinco anos | 1.059.194.985 | 1.529.568.070 |
| Duração indeterminada | 1.523.933.117 | 603.707.267 |
| 4.268.301.614 | 3.739.883.406 |
No que respeita a títulos cotados e não cotados, a rubrica de activos financeiros ao justo valor através dos resultados é analisada da seguinte forma:
| 2008 | 2007 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cotados | Não cotados | Total | Cotados | Não cotados | Total | |||
| Obrigações e outros títulos de rendimento fixo | - | |||||||
| De emissores públicos | 11.822.084 | - | 11.822.084 | 25.009.810 | - | 25.009.810 | ||
| De outros emissores | 2.364.898.680 | 267.744.076 | 2.632.642.756 | 2.249.854.462 | 861.281.039 | 3.111.135.501 | ||
| Acções | 91.117.835 | 29.574.364 | 120.692.199 | 95.405.921 | 10.963.424 | 106.369.345 | ||
| Outros títulos de rendimento variável | 70.520.578 | 1.432.623.997 | 1.503.144.575 | 105.924.825 | 391.443.925 | 497.368.750 | ||
| 2.538.359.177 | 1.729.942.437 | 4.268.301.614 | 2.476.195.018 | 1.263.688.388 | 3.739.883.406 |
NOTA 25 - ACTIVOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA VENDA
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:
| Custo Reserva de justo valor |
Valor de | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| amortizado (1) | Positiva | Negativa | Imparidade | balanço | |
| Obrigações e outros títulos de rendimento fixo | |||||
| De emissores públicos | 878.488.680 | 547.932 | (26.922.558) | - | 852.114.054 |
| De outros emissores | 1.876.688.202 | 1.064.029 | (73.198.583) | (43.558.348) | 1.760.995.300 |
| Acções | 317.133.263 | 35.934.403 | (12.031.495) | (10.275.592) | 330.760.579 |
| Outros títulos | 304.877.619 | 10.756.882 | (3.732.117) | (63.451) | 311.838.933 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2007 | 3.377.187.764 | 48.303.246 | (115.884.753) | (53.897.391) | 3.255.708.866 |
| Obrigações e outros títulos de rendimento fixo | |||||
| De emissores públicos | 889.361.994 | 23.988.816 | (8.652.052) | - | 904.698.758 |
| De outros emissores | 1.479.239.296 | 9.384.793 | (100.965.384) | (56.259.817) | 1.331.398.888 |
| Acções | 245.653.660 | 1.977.632 | (68.331.938) | (37.386.282) | 141.913.072 |
| Outros títulos | 503.761.147 | 161.343 | (82.819.549) | (63.451) | 421.039.490 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2008 | 3.118.016.097 | 35.512.584 | (260.768.923) | (93.709.550) | 2.799.050.208 |
(1) Ou custo de aquisição no caso de acções e outros títulos de rendimento variável.
Os movimentos ocorridos nas perdas por imparidade nos activos financeiros disponíveis para venda são apresentados como se segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Saldo em 1 de Janeiro | 53.897.391 | 47.046.548 |
| Dotações do exercício | 54.457.770 | 7.024.600 |
| Vendas no exercício | (14.645.611) | (173.757) |
| Saldo final em 31 de Dezembro | 93.709.550 | 53.897.391 |
O escalonamento dos activos financeiros disponíveis para a venda por prazos de vencimento é como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Até 3 meses | 112.722.804 | 88.708.020 |
| De 3 meses a um ano | 108.757.727 | 158.339.356 |
| De um a cinco anos | 988.499.241 | 1.140.318.708 |
| Mais de cinco anos | 1.112.675.887 | 1.225.707.686 |
| Duração indeterminada | 476.394.549 | 642.635.096 |
| 2.799.050.208 | 3.255.708.866 |
As principais contribuições para a reserva de justo valor com referência a 31 de Dezembro de 2008 podem ser analisadas como segue:
| Custo de | Reserva de justo valor | Valor de | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| aquisição | Positiva | Negativa | Imparidade | mercado | ||
| Semapa-SGPS,S.A. | 1.750.172 | 1.907.545 | - | - | 3.657.717 | |
| Galp Energia SGPS SA | 3.001.697 | - | (1.234.670) | - | 1.767.027 | |
| GLOBAL ACTIVE ALLOCATION - I CAP | 64.576.729 | - | (26.519.616) | - | 38.057.113 | |
| MERRILL LYNCH Float 2006 - 14/09/2018 | 6.934.749 | - | (342.681) | - | 6.592.068 | |
| EDP FINANCE 2002 - 23/12/2022 | 65.353.917 | 1.307.454 | - | - | 66.661.371 | |
| EMIDAG 2002 - 23/12/2022 | 83.089.230 | - | (468.980) | (32.689.824) | 49.930.426 | |
| 224.706.494 | 3.214.999 | (28.565.947) | (32.689.824) | 166.665.722 |
NOTA 26 - EMPRÉSTIMOS E CONTAS A RECEBER
A rubrica de outros depósitos é analisada como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Outros depósitos - Capital | 136.490.305 | 98.619.119 |
| Outros depósitos - Juro decorrido | 1.536.193 | 962.951 |
| 138.026.498 | 99.582.070 |
A maturidade dos outros depósitos é inferior a um ano.
NOTA 27 - INVESTIMENTOS A DETER ATÉ À MATURIDADE
Os investimentos detidos até à maturidade podem ser analisados como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Obrigações e outros títulos de rendimento fixo De emissores públicos |
- | 81.033.589 |
| Valor de balanço | - | 81.033.589 |
| Justo valor | - | 80.809.900 |
Os investimentos a deter até à maturidade em 31 de Dezembro de 2007 foram reembolsados durante o exercício de 2008.
NOTA 28 - TERRENOS E EDIFÍCIOS
| 2007 | Aquisições | Benfeitorias | Amortizações | Valias Potenciais |
2008 | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| De uso próprio De rendimento |
7.443.444 59.411.042 |
1.175.218 2.813.010 |
- 1.722.591 |
(147.325) - |
- 1.249.170 |
8.471.337 65.195.813 |
| 66.854.486 | 3.988.228 | 1.722.591 | (147.325) | 1.249.170 | 73.667.150 |
O movimento ocorrido no exercício de 2008 em terrenos e edifícios pode ser analisado como segue:
As propriedades de investimento são avaliadas de 2 em 2 anos por peritos independentes. Em 2008, o resultado das avaliações foi positivo no montante de 1.249 milhares de euros, tendo sido reconhecido nos resultados do exercício.
Em cada ano em que os imóveis não são avaliados é efectuada pela entidade gestora do parque imobiliário da Companhia, uma análise ao justo valor afim de determinar se ocorreram alterações significativas nos pressupostos de avaliação. Desta análise não resultaram variações de justo valor.
Os custos relativos a imóveis de rendimento ascenderam a 305 milhares de Euros.
NOTA 29 - OUTROS ACTIVOS TANGÍVEIS
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:
| 2008 | 2007 | ||
|---|---|---|---|
| Equipamento | |||
| Equipamento informático | 4.378.222 | 4.241.593 | |
| Mobiliário e material | 595.131 | 591.239 | |
| Instalações interiores | 1.989.100 | 1.989.100 | |
| Máquinas e ferramentas | 399.183 | 398.089 | |
| Material de transporte | 116.112 | 135.784 | |
| Outros | 271.002 | 252.706 | |
| 7.748.750 | 7.608.511 | ||
| Depreciação acumulada | (5.416.471) | (4.878.546) | |
| 2.332.279 | 2.729.965 |
Durante os exercícios de 2008 e 2007 não foram registadas quaisquer perdas por imparidade nos activos tangíveis.
O movimento ocorrido nas rubricas de activos tangíveis é analisado como segue:
| Equipamento | |
|---|---|
| Saldo líquido a 1 de Janeiro de 2007 | 3.084.492 |
| Adições | 245.610 |
| Amortizações do exercício | (533.918) |
| Abates / vendas | (66.219) |
| Transferências | - |
| Saldo líquido a 31 de Dezembro de 2007 | 2.729.965 |
| Adições | 160.974 |
| Amortizações do exercício | (558.660) |
| Saldo líquido a 31 de Dezembro de 2008 | 2.332.279 |
NOTA 30 - OUTROS ACTIVOS INTANGÍVEIS
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Software | 8.209.367 | 7.575.415 |
| Amortizações acumuladas | (7.464.822) | (6.821.267) |
| 744.545 | 754.148 |
O movimento ocorrido nas rubricas de activos intangíveis foi o seguinte:
| Software | |
|---|---|
| Saldo a 1 de Janeiro de 2007 Adições: Amortizações do exercício |
475.756 961.581 (683.189) |
| Abates / vendas | - |
| Saldo a 31 de Dezembro de 2007 | 754.148 |
| Adições: | |
| Adquiridas a terceiros | 633.952 |
| Amortizações do exercício | (643.555) |
| Saldo a 31 de Dezembro de 2008 | 744.545 |
NOTA 31 - PROVISÕES TÉCNICAS DE SEGURO DIRECTO E RESSEGURO CEDIDO
As provisões técnicas de seguro directo e resseguro cedido são analisadas como segue:
| 2008 | 2007 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Seguro | Resseguro | Seguro | Resseguro | ||||
| directo e RA | cedido | Total | directo e RA | cedido | Total | ||
| Provisão para prémios não adquiridos | 2.606.121 | - | 2.606.121 | 2.596.793 | - | 2.596.793 | |
| Provisão matemática do ramo vida | 3.227.216.196 | 150.743 | 3.227.065.453 | 3.528.783.817 | 154.242 | 3.528.629.575 | |
| Provisão para sinistros | 37.518.508 | 3.457.877 | 34.060.631 | 35.144.491 | 2.365.903 | 32.778.588 | |
| Provisão para participação nos resultados | 7.541.000 | 2.533.937 | 5.007.063 | 12.920.805 | 3.773.681 | 9.147.124 | |
| Provisão para compromissos de taxa | 819.727 | - | 819.727 | - | - | - | |
| Provisão para estabilização de carteira | - | - | - | 11.960.101 | - | 11.960.101 | |
| 3.275.701.552 | 6.142.557 | 3.269.558.995 | 3.591.406.007 | 6.293.826 | 3.585.112.181 |
A provisão matemática do ramo vida é analisada como segue:
| 2008 | 2007 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Seguro directo e RA |
Resseguro cedido |
Total | Seguro directo e RA |
Resseguro cedido |
Total | |
| Tradicionais | 47.796.292 | 150.743 | 47.645.549 | 46.886.060 | 154.242 | 46.731.818 |
| Capitalização com participação nos resultados | 3.179.417.757 | - | 3.179.417.757 | 3.481.895.213 | - | 3.481.895.213 |
| 3.227.214.049 | 150.743 | 3.227.063.306 | 3.528.781.273 | 154.242 | 3.528.627.031 | |
| Custos de aquisição diferidos | 2.147 | - | 2.147 | 2.544 | - | 2.544 |
| 3.227.216.196 | 150.743 | 3.227.065.453 | 3.528.783.817 | 154.242 | 3.528.629.575 |
De acordo com o IFRS 4, os contratos emitidos pela Companhia em que apenas existe transferência de risco financeiro, sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento. Nessa base em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, os contratos em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro e contratos financeiros de taxa fixa são classificados e registados na rubrica passivos por contratos de investimentos (ver Nota 36).
A maturidade da provisão matemática é analisada como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Até um ano | 536.604.921 | 586.748.035 |
| De um a três anos | 565.352.039 | 618.181.431 |
| De três a cinco anos | 537.991.146 | 588.263.796 |
| De cinco a quinze anos | 1.252.197.957 | 1.369.209.752 |
| Mais de quinze anos | 335.070.133 | 366.380.803 |
| 3.227.216.196 | 3.528.783.817 |
A provisão para sinistros por ramo de negócio é analisada como segue:
| 2008 | 2007 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Seguro | Resseguro | Seguro | Resseguro | |||
| directo e RA | cedido | Total | directo e RA | cedido | Total | |
| Tradicionais | 20.231.850 | 3.457.877 | 16.773.973 | 16.610.995 | 2.365.903 | 14.245.092 |
| Capitalização com participação nos resultados | 17.286.658 | - | 17.286.658 | 18.533.496 | - | 18.533.496 |
| 37.518.508 | 3.457.877 | 34.060.631 | 35.144.491 | 2.365.903 | 32.778.588 |
A provisão para sinistros corresponde aos sinistros ocorridos e ainda não pagos, à data do balanço, e inclui uma provisão estimada no montante de 558 milhares de euros (2007: 545 milhares de euros) relativo a sinistros ocorridos antes de 31 de Dezembro de 2008 e ainda não reportados (IBNR).
Os movimentos ocorridos no exercício na provisão para sinistros, são apresentados como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Saldo a 1 de Janeiro | 35.144.491 | 27.393.482 |
| Mais sinistros ocorridos: | ||
| Próprio ano | 936.040.861 | 715.999.954 |
| Anos anteriores | (5.131.515) | (3.925.218) |
| Menos montantes pagos | ||
| Próprio ano | (899.471.007) | (682.277.510) |
| Anos anteriores | (29.064.322) | (22.046.217) |
| Saldo em 31 de Dezembro | 37.518.508 | 35.144.491 |
A provisão para participação nos resultados corresponde a montantes atribuídos aos segurados ou aos beneficiários dos contratos de seguro, sob a forma de participação nos resultados, que não tenham ainda sido distribuídos ou incorporados na provisão matemática do ramo vida.
A movimentação na provisão para participação nos resultados para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisada como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Saldo a 1 de Janeiro | 12.920.805 | 18.574.483 |
| Montantes pagos | (17.958.898) | (25.201.083) |
| Montantes estimados atribuíveis | 12.579.093 | 19.547.405 |
| 7.541.000 | 12.920.805 |
A provisão para participação nos resultados deverá incluir o ajustamento relativo ao shadow accounting, o qual corresponde à estimativa dos ganhos e perdas potenciais nos activos afectos à cobertura de responsabilidades com contratos de seguro e contratos de investimento com participação nos resultados discricionária, até ao montante em que é expectável que os tomadores de seguro venham a participar nesses ganhos e perdas não realizadas, no momento em que as mesmas se tornem efectivas, de acordo com os respectivos termos contratuais e legislação aplicável. Em 31 Dezembro de 2008 e 2007, o montante total do ajustamento relativo ao shadow accounting é nulo.
Em 31 de Dezembro de 2008, a provisão para compromissos de taxa é referente ao resultado obtido no teste de adequação de responsabilidades. Este teste foi efectuado com base nas melhores estimativas à data de balanço. (ver Nota 2.16).
Em 31de Dezembro de 2008, no âmbito do cálculo do European Embedded Value, foi avaliada a carteira do Crédito à Habitação. Este estudo permitiu concluir que, para ambas as tarifas - tarifa média e tarifa individual - o valor actual dos lucros futuros apresentam um valor positivo para o Grupo. Nesta base a provisão existente foi anulada em 2008.
NOTA 32 - OUTROS DEVEDORES POR OPERAÇÕES DE SEGUROS E POR OUTRAS OPERAÇÕES
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Contas a receber por operações de seguro directo | ||
| Tomadores de seguros | 2.148.857 | 606.593 |
| Mediadores | 3.285.003 | 28.342.694 |
| 5.433.860 | 28.949.287 | |
| Contas a receber por operações de resseguro | ||
| Resseguradores | 297.573 | 810.441 |
| Contas a receber por outras operações | ||
| Empresas relacionadas | 51.535 | 38.664 |
| Outros devedores | 8.258.691 | 16.773.660 |
| 8.310.226 | 16.812.324 | |
| 14.041.659 | 46.572.052 | |
| Ajustamentos | (39.788) | (18.891) |
| 14.001.871 | 46.553.161 |
A rubrica Contas a receber por operações de seguro directo – mediadores corresponde a valias não realizadas relativas a títulos associados a contratos de seguro e de investimento para os quais, no âmbito dos acordos de distribuição e gestão operacional existentes com o Banco Espírito Santo, S.A, existe uma garantia de retorno sobre estes activos. Este montante foi reconhecido em contrapartida de reservas de justo valor.
A rubrica Contas a receber por outras operações – outros devedores inclui um montante a receber de 42 milhares de euros (2007: 42 milhares de euros) relativo a comissões de gestão referentes a contratos de investimento em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro.
Adicionalmente, a rubrica Contas a receber por outras operações – outros devedores inclui ainda o montante 6.842 milhares de euros (2007: 5.549 milhares de euros) relativos a valores a receber do Estado.
Em 2007, a rubrica de Contas a receber por outras operações, inclui igualmente o valor de 10.305 milhares de euros relativos à liquidação da subsidiária Tranquilidade, S.G.P.S, Lda.
A variação dos ajustamentos do exercício é analisada como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Saldo em 1 de Janeiro | 18.891 | 5.355 |
| Dotações/(utilizações) | 20.897 | 13.536 |
| Saldo final | 39.788 | 18.891 |
Os saldos de devedores por operações de seguro directo, resseguro cedido e outras têm uma maturidade inferior a 3 meses.
NOTA 33 - ACTIVOS E PASSIVOS POR IMPOSTOS
O cálculo do imposto corrente dos exercícios de 2008 e 2007 foi apurado com base na taxa nominal de imposto e derrama de cerca de 26,5%, aplicável às actividades da Companhia. Esta taxa é a taxa que se encontrava aprovada às datas dos balanços.
As declarações de autoliquidação, da Seguradora, relativas aos exercícios de 2006 e seguintes ficam sujeitas a inspecção e eventual ajustamento pelas Autoridades Fiscais durante um período de quatro anos. Assim, poderão vir a ter lugar eventuais liquidações adicionais de impostos devido essencialmente a diferentes interpretações da legislação fiscal. No entanto, é convicção da Administração da BES-Vida que não ocorrerão liquidações adicionais de valor significativo no contexto das demonstrações financeiras.
Os movimentos da rubrica de impostos correntes são analisados como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Saldo em 1 de Janeiro | 9.339.156 | 2.943.163 |
| Montantes registados nos resultados | (32.599) | (1.763.969) |
| Pagamentos efectuados | 5.125.107 | 8.159.962 |
| Saldo em 31 de Dezembro | 14.431.664 | 9.339.156 |
Os passivos por impostos correntes dizem respeito a retenções na fonte efectuadas pela Companhia.
Os activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos em balanço em 2008 e 2007 podem ser analisados como segue:
| Activos | Passivos | Líquido | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | 2008 | 2007 | 2008 | 2007 | |
| Activos financeiros | 65.872.792 | 20.072.553 | - | - | 65.872.792 | 20.072.553 |
| Outros activos tangíveis | 103.247 | 103.247 | - | - | 103.247 | 103.247 |
| Propriedades de investimento | - | - | (69.869) | (69.869) | (69.869) | (69.869) |
| Pensões | 790.779 | - | - | (702.421) | 790.779 | (702.421) |
| Outros | 2.739.972 | 437.330 | - | - | 2.739.972 | 437.330 |
| Imposto diferido activo/(passivo) | 69.506.790 | 20.613.130 | (69.869) | (772.290) | 69.436.921 | 19.840.840 |
| Compensação de activos/passivos por impostos diferidos | (69.869) | (772.290) | 69.869 | 772.290 | - | - |
| Imposto diferido activo/(passivo) líquido | 69.436.921 | 19.840.840 | - | - | 69.436.921 | 19.840.840 |
A natureza dos activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos desagregam-se como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Diferenças temporárias | 24.072.727 | 19.840.840 |
| Prejuízos fiscais | 45.364.194 | - |
| 69.436.921 | 19.840.840 |
A maior parte dos activos reconhecidos por prejuízos fiscais tem origem no imposto calculado sobre a reserva de justo valor de títulos afectos a produtos de vida com participação nos resultados, que de acordo com a alteração das regras fiscais ocorrida no final do exercício de 2008, deverá ter eficácia fiscal.
A variação do imposto diferido foi reconhecida como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Reconhecido nos resultados | 5.002.983 | 436.451 |
| Reconhecido nas reservas de justo valor | 44.593.098 | 14.605.851 |
| 49.596.081 | 15.042.302 |
O movimento do imposto diferido de balanço em 2008 e 2007 explica-se como segue:
| 2008 | 2007 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Reconhecido em resultados |
Reconhecido em reservas |
Reconhecido em resultados |
Reconhecido em reservas |
|||
| Activos financeiros | 1.207.141 | 44.593.098 | 1.616.488 | 14.605.851 | ||
| Outros activos tangíveis | - | - | 280.948 | - | ||
| Propriedades de investimento | - | - | (8.772) | - | ||
| Provisões tecnicas de resseguro cedido e seguro directo | - | - | (991.770) | - | ||
| Pensões | 1.493.200 | - | (332.212) | - | ||
| Outros | 2.302.642 | - | (128.231) | - | ||
| 5.002.983 | 44.593.098 | 436.451 | 14.605.851 |
O imposto sobre o rendimento reportado nos resultados de 2008 e 2007 explica-se como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Imposto corrente | (32.599) | (1.763.969) |
| Imposto diferido | ||
| Origem e reversão de diferenças temporárias | 4.929.779 | 436.451 |
| Prejuízos fiscais reportáveis | 73.204 | - |
| 5.002.983 | 436.451 | |
| Total do imposto registado em resultados | 4.970.384 | (1.327.518) |
O imposto sobre o rendimento reportado em reservas nos anos de 2008 e 2007 explica-se como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Imposto corrente | - | - |
| Imposto diferido | ||
| Reserva de justo valor | 44.593.098 | 14.605.851 |
| Total do imposto registado em reservas | 44.593.098 | 14.605.851 |
A reconciliação da taxa de imposto pode ser analisada como segue:
| 2008 | 2007 | |||
|---|---|---|---|---|
| % | Valor | % | Valor | |
| Resultados antes de Impostos e Interesses Minoritários | 7.199.202 | 53.545.642 | ||
| Taxa de imposto estatutária | 26,5% | 26,5% | ||
| Imposto apurado com base na taxa de imposto estatutária | 1.907.789 | 14.189.595 | ||
| Dividendos excluídos de tributação | (3.306.447) | (12.088.590) | ||
| Mais-valias não tributadas | (670.410) | (5.272.498) | ||
| Tribuatação autónoma | 32.599 | 16.492 | ||
| Provisões não aceites | 241.940 | 5.208.480 | ||
| Imparidade em activos financeiros não aceite | 1.975.310 | - | ||
| Custos com pensões | 299.982 | 661.458 | ||
| Restituição de impostos | (525.760) | (954.071) | ||
| Prejuízos fiscais | 77.596 | - | ||
| Outros | - | 3.103 | ||
| 32.599 | 1.763.969 |
NOTA 34 - ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Outros acréscimos de proveitos | 1.063.621 | 859.834 |
| Gastos diferidos | 4.305.718 | 4.521.932 |
| Total | 5.369.339 | 5.381.766 |
A rubrica Outros acréscimos de proveitos corresponde a valores a receber da T-Vida, Companhia de Seguros, S.A, relativamente à prestação de serviços de gestão de carteira e contabilidade prestados pela BES-Vida.
NOTA 35 - AFECTAÇÃO DOS INVESTIMENTOS E OUTROS ACTIVOS
Em 31 de Dezembro de 2008, a afectação dos investimentos e outros activos é analisada como segue:
| Seguros de vida com participação nos resultados |
Seguros de vida e operações classificados como contractos de investimento |
Não afectos | Total | |
|---|---|---|---|---|
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem | 76.964.145 | 143.680.130 | 2.620.322 | 223.264.597 |
| Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos |
- | - | 9.000 | 9.000 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 53.563.467 | 30.602.309 | 4.627 | 84.170.403 |
| Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas |
472.925.485 | 3.795.376.129 | - | 4.268.301.614 |
| Activos financeiros disponiveis para venda | 2.638.778.237 | 153.313.398 | 6.958.573 | 2.799.050.208 |
| Empréstimos concedidos e contas a receber | 40.753.624 | 86.673.396 | 10.901.931 | 138.328.951 |
| Terrenos e edifícios | 69.923.623 | 959.498 | 2.784.029 | 73.667.150 |
| Total | 3.352.908.581 | 4.210.604.860 | 23.278.482 | 7.586.791.923 |
NOTA 36 - PASSIVOS FINANCEIROS DA COMPONENTE DE DEPÓSITO DE CONTRATOS DE SEGUROS E DE CONTRATOS DE SEGURO E OPERAÇÕES CONSIDERADOS PARA EFEITOS CONTABILÍSTICOS COMO CONTRATOS DE INVESTIMENTO
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, os passivos financeiros da componente de depósito de contratos de seguros e de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento são analisados como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Contratos de taxa fixa | 436.474.141 | 393.251.643 |
| Contratos de seguro em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro |
3.672.849.218 | 3.172.769.239 |
| 4.109.323.359 | 3.566.020.882 | |
De acordo com o IFRS 4, os contratos emitidos pela Companhia em que apenas existe transferência de risco financeiro, sem participação nos resultados discricionária, são classificados como contratos de investimento.
A movimentação no passivo relativa aos contratos de investimento com taxa fixa é analisada como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Saldo em 1 de Janeiro | 393.251.643 | 411.320.427 |
| Depositos recebidos | 107.961.444 | 56.944.688 |
| Benefícios pagos | (88.562.818) | (92.262.489) |
| Juro técnico do exercício | 23.823.872 | 17.249.017 |
| Saldo em 31 Dezembro | 436.474.141 | 393.251.643 |
A movimentação no passivo relativo aos contratos de investimento nos quais o risco financeiro é suportado pelo tomador de seguro é analisado como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Saldo em 1 de Janeiro | 3.172.769.239 | 2.201.811.805 |
| Depósitos recebidos | 1.150.982.440 | 1.068.876.738 |
| Benefícios pagos | (457.962.348) | (190.274.210) |
| Juro técnico do exercício | (192.940.113) | 92.354.906 |
| Saldo em 31 de Dezembro | 3.672.849.218 | 3.172.769.239 |
NOTA 37 - OUTROS PASSIVOS FINANCEIROS
As principais características dos passivos subordinados em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 são apresentadas como seguem:
| 2008 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Empresa emitente | Designação | Data de Emissão |
Valor de Emissão |
Valor de Balanço |
Taxa de juro actual | Maturidade |
| Tranquilidade-Vida | Empréstimos Subordinados | 2002 | 45.000.000 | 45.000.000 | 5,36% | 2022 |
| Tranquilidade-Vida | Empréstimos Subordinados | 2002 | 45.000.000 | 45.000.000 | 5,66% | 2012 |
| BES-Vida | Empréstimos Subordinados | 2008 | 10.000.000 | 10.000.000 | 6,40% | 2018 |
| Sub-total | 100.000.000 | 100.000.000 | ||||
| Juro Corrido | 223 826 | |||||
| 100.223.826 | ||||||
| 2007 | ||||||
| Empresa emitente | Designação | Data de Emissão |
Valor de Emissão |
Valor de Balanço |
Taxa de juro actual | Maturidade |
| Tranquilidade-Vida | Empréstimos Subordinados | 2002 | 45.000.000 | 45.000.000 | 7,15% | 2022 |
| Tranquilidade-Vida | Empréstimos Subordinados | 2002 | 45.000.000 | 45.000.000 | 7,45% | 2012 |
| Sub-total | 90.000.000 | 90.000.000 | ||||
| Juro Corrido | 218 970 | |||||
| 90.218.970 | ||||||
Em 2008, a BES-Vida procedeu à emissão de obrigações subordinadas no montante nominal de Euros 10.000.000.
A rubrica de outros diz respeito a passivos associados a contratos de investimento comercializados pela T-Vida, Companhia de Seguros, sendo os activos financeiros afectos a estes produtos geridos pela BES-Vida. A movimentação desta rubrica é analisada como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Saldo em 1 de Janeiro | 27.904.882 | 13.819.346 |
| Depósitos recebidos | 37.274.725 | 15.392.245 |
| Benefícios pagos | (8.841.009) | (2.223.568) |
| Juro técnico do exercício | 276.301 | 916.859 |
| Saldo em 31 de Dezembro | 56.614.899 | 27.904.882 |
NOTA 38 - OUTROS CREDORES POR OPERAÇÕES DE SEGUROS E OUTRAS OPERAÇÕES
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Contas a pagar por operações de seguro directo | ||
| Tomadores de seguros | 1.831.247 | 369.947 |
| Mediadores | 17.373.420 | 20.663.034 |
| 19.204.667 | 21.032.981 | |
| Contas a pagar por operações de resseguro | ||
| Resseguradores | 2.338.360 | 2.244.718 |
| Contas a pagar por outras operações | ||
| Outros credores | 2.127.322 | 1.585.892 |
| 23.670.349 | 24.863.591 |
A rubrica Contas a pagar por operações de seguro directo – mediadores é relativa a comissões a pagar pela comercialização dos produtos da BES-Vida ao Banco Espírito Santo, S.A., Banco Espírito Santo dos Açores, S.A., e Banco BEST, S.A.
A rubrica Contas a pagar por outras operações – outros credores inclui o montante de 524 milhares de euros (2007: 690 milhares de euros) relativos a valores a pagar à Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A. e 310 milhares de Euros (2007: 254 milhares de Euros) a pagar à T-Vida, Companhia de Seguros, S.A.
Os saldos de outros credores por operações de seguro e outras operações têm uma maturidade inferior a 3 meses.
NOTA 39 - ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
A rubrica acréscimos e diferimentos em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, é analisada como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Rendimentos diferidos | 33.278 | 39.475 |
| Benefícios a empregados - curto prazo | 1.795.230 | 2.216.784 |
| Outros acréscimos de gastos | 3.238.902 | 4.612.912 |
| 5.067.410 | 6.869.171 |
A rubrica benefícios a empregados de curto prazo inclui o montante de 600 milhares de euros (2007: 607 milhares de euros) e 1.195 milhares de euros (2007: 1.610 milhares de euros) relativos a férias e respectivos subsídios vencidos no exercício e a liquidar no ano seguinte e à estimativa do bónus referente ao exercício de 2008 a atribuir aos colaboradores mas cujo pagamento só será efectuado em 2009.
NOTA 40 - OUTRAS PROVISÕES
O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 é analisado como segue:
| Outras provisões |
|
|---|---|
| Saldo a 1 de Janeiro de 2007 | 479.100 |
| Dotações | 19.654.637 |
| Utilização | (479.100) |
| Saldo a 31 de Dezembro de 2007 | 19.654.637 |
| Dotações | 7.623.504 |
| Utilização | (6.710.525) |
| Saldo a 31 de Dezembro de 2008 | 20.567.616 |
Em 2008, a rubrica de outras provisões inclui o montante de 15.068 milhares de euros relativos a provisões para impostos associados a dividendos de activos em que o risco de investimento é do tomador do seguro e de dividendos a não residentes em Portugal.
Em 2007, para alem de provisões para impostos associados a dividendos de activos em que o risco de investimento é do tomador do seguro e de dividendos a não residentes em Portugal, encontravam-se igualmente provisionadas contingências fiscais relativas a retenções na fonte de fundos de investimento associados a activos em que o risco de investimento é do tomador do seguro.
As provisões para fazer face às contingências fiscais relativas a retenções na fonte de fundos de investimento associados a activos em que o risco de investimento é do tomador do seguro foram anuladas em 2008, em resultado da obtenção de pareceres favoráveis.
Da dotação total efectuada, 5.500 milhares de Euros diz respeito a custos com activos financeiros, ainda não completamente definidos no seu montante. O valor provisionado corresponde à melhor estimativa com base na informação disponível à data do balanço.
NOTA 41 - CAPITAL, PRÉMIOS, RESERVAS DE JUSTO VALOR E OUTRAS RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
Capital
Em 31 de Dezembro de 2008, o capital social autorizado da BES-Vida, Companhia de Seguros, S.A. encontrava-se representado por 50.000.000 milhões de acções, com um valor nominal de 5 euros cada, das quais encontravam-se subscritas e realizadas na totalidade por diferentes accionistas, dos quais se destacam as seguintes entidades:
| % Capital | ||
|---|---|---|
| 2008 | 2007 | |
| Credit Agricole Assurances, S.A. | 50,00000% | - |
| Credit Agricole, S.A. | - | 50,00000% |
| Banco Espírito Santo, S.A. | 49,99960% | 49,99940% |
| Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. | 0,00020% | 0,00020% |
| BES Leasing e Factoring - Instituição Financeira de Crédito, S.A. | - | 0,00020% |
| ESAF - Espírito Santo Activos Financeiros, S.G.P.S., S.A. | 0,00020% | 0,00020% |
| 100,0000% | 100,0000% |
Reserva legal
A reserva legal só pode ser utilizada para cobrir prejuízos acumulados ou para aumentar o capital. De acordo com a legislação Portuguesa, a reserva legal deve ser anualmente creditada com pelo menos 10% do lucro líquido anual, até à concorrência do capital emitido.
Reservas de reavaliação
As reservas de justo valor representam as mais e menos valias potenciais relativas à carteira de investimentos disponíveis para venda, líquidas da imparidade reconhecida em resultados no exercício e/ou em exercícios anteriores. O valor desta reserva é apresentado líquido de imposto diferido. Ao longo do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, a reserva de justo valor e outras reservas e resultados transitados líquidos de interesses minoritários podem ser analisados como segue:
| Reservas de reavaliação |
Reservas por impostos diferidos |
Outras reservas | Resultados transitados | |
|---|---|---|---|---|
| Saldo em 1 de Janeiro de 2007 | 23.799.569 | (4.809.213) | 15.372.029 | (70.124.687) |
| Transferência para reservas | - | - | 7.015.011 | 46.932.567 |
| Alterações de justo valor | (91.381.076) | 15.105.930 | - | - |
| Valias não realizadas de activos com garantia de retorno | 28.725.938 | - | - | - |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2007 | (38.855.569) | 10.296.717 | 22.387.040 | (23.192.120) |
| Transferência para reservas | - | - | 5.438.306 | (220.182) |
| Alterações de justo valor | (157.674.833) | 44.593.098 | - | - |
| Valias não realizadas de activos com garantia de retorno | (25.440.934) | - | - | - |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2008 | (221.971.336) | 54.889.815 | 27.825.346 | (23.412.302) |
A rubrica de valias não realizadas de activos com garantia de retorno corresponde a valias não realizadas relativas a títulos associados a contratos de seguro e de investimento para os quais, no âmbito dos acordos de distribuição e gestão operacional existentes com o Banco Espírito Santo, S.A, existe uma garantia de retorno sobre estes activos.
As reservas de reavaliação explicam-se, em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Custo amortizado dos activos financeiros disponíveis para venda Imparidade acumulada reconhecida |
3.118.016.097 (93.709.550) |
3.377.187.764 (53.897.391) |
| Custo amortizado dos activos financeiros disponíveis para venda líquido de imparidade | 3.024.306.547 | 3.323.290.373 |
| Justo valor dos activos financeiros disponíveis para venda | 2.799.050.208 | 3.255.708.866 |
| Ganhos potenciais na carteira de activos financeiros disponíveis para venda Valias não realizadas de activos com garantia de retorno |
(225.256.339) 3.285.003 |
(67.581.507) 28.725.938 |
| Ganhos potenciais reconhecidos na reserva de justo valor | (221.971.336) | (38.855.569) |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2008 | (221.971.336) | (38.855.569) |
NOTA 42- TRANSACÇÕES COM PARTES RELACIONADAS
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, o montante global dos activos e passivos da Companhia BES-Vida que se referem a operações realizadas com empresas associadas e relacionadas, resume-se como segue:
| (milhares de euros) | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | |||||||||
| ACTIVO | PASSIVO | CUSTOS | PROVEITOS | DIVIDENDOS | ACTIVO | PASSIVO | CUSTOS | PROVEITOS | DIVIDENDOS | |
| Banco Espírito Santo, S.A. | 404.985 | 18.284 | 41.876 | 5.240 | 23.500 | 325.769 | 33.917 | 55.205 | 2.489 | 30.550 |
| Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A. | - | 140 | 183 | 492 | - | - | 141 | 141 | 461 | - |
| T-Vida, Companhia de Seguros, S.A. | 1.374 | - | - | 1.454 | - | 860 | - | - | 1.432 | - |
| ESAF - Fundos de Pensões, S.G.F.P., S.A. | - | - | - | - | - | - | - | 84 | - | - |
| ESAF - Gestão de Partimónio, S.A. | - | 270 | 933 | - | - | - | - | 1.146 | - | - |
| ESEGUR, S.A. | - | 1 | - | - | - | - | 4 | 144 | - | - |
| ES Contact Center, S.A. | - | 3 | 125 | - | - | - | - | - | - | - |
| Quinta dos Cónegos | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - |
| Credibom, S.A. | - | - | - | 119 | - | - | - | - | 31 | - |
| BES, Companhia de Seguros, S.A. | - | 10.059 | - | 345 | - | - | - | - | 335 | - |
| Banco Espírito Santo, S.A., Sucursal em Espanha | 1.298 | - | - | - | - | 5.366 | - | - | - | - |
| Esumédica, S.A. | - | 1 | 403 | - | - | - | 56 | 650 | 103 | - |
| Multipessoal, S.A. | - | 4 | 54 | - | - | - | - | 12 | - | - |
| ES GEST, S.A. | - | 8 | 82 | - | - | - | 9 | 69 | - | - |
| Banco Electrónico de Serviço Total, S.A. | 948 | - | 5 | - | - | 53 | 1 | 2 | - | - |
| Predica, S.A. | - | 521 | - | - | - | - | 1.410 | 13 | 33 | - |
| Credit Agricole, S.A. | - | - | - | - | 23.500 | - | - | - | - | 30.550 |
| Credit Agricole RE, S.A. | - | 1.663 | - | - | - | - | - | 1.830 | 569 | - |
| 408.606 | 30.954 | 43.659 | 7.651 | 47.000 | 332.048 | 35.538 | 59.296 | 5.453 | 61.100 |
Todas as operações realizadas com empresas associadas e relacionadas foram efectuadas a preços de mercado, idênticos aos preços praticados em transacções semelhantes com outras entidades.
Durante os exercícios de 31 de Dezembro de 2008 e 2007, não se registaram quaisquer transacções adicionais com partes relacionadas entre a Companhia e os seus accionistas.
NOTA 43- GESTÃO DOS RISCOS DE ACTIVIDADE
Em termos de política de gestão dos riscos, é apresentada a seguinte informação qualitativa da Companhia.
No ano de 2007, dando não só resposta à Norma do ISP (Norma 14/2005 R), mas também às exigências do Grupo em que se insere, foi constituído um departamento, a Direcção de Gestão de Risco, Compliance e Controlo, cujas incumbências reportam às três seguintes áreas de actuação: Gestão de Risco, Compliance e Controlo Interno.
O controlo e a gestão dos riscos, pelo papel que têm vindo a desempenhar no apoio activo à gestão, apresentam-se como um dos principais eixos estratégicos de suporte ao desenvolvimento sustentado das empresas do sector financeiro em Portugal. Neste sentido, a gestão dos riscos é uma das funções acometidas ao Presidente da Comissão Executiva, constituindo-se este como um dos elementos difusores e impulsionadores da cultura de gestão de risco na BES-Vida, constituindo como principais objectivos os que se seguem:
- identificação, quantificação e controlo dos diferentes tipos de risco assumidos, adoptando progressivamente princípios e metodologias uniformes e coerentes em todas as entidades da Companhia;
- contribuição contínua para o aperfeiçoamento de ferramentas de apoio à estruturação de operações e do desenvolvimento de técnicas internas de avaliação de performance e de optimização da base de capital;
- gestão pró activa de situações de atraso significativo e incumprimentos de obrigações contratuais.
Risco de crédito
O Risco de Crédito resulta da possibilidade de ocorrência de perdas financeiras decorrentes do incumprimento do cliente ou contraparte relativamente às obrigações contratuais. O risco de crédito está essencialmente presente na carteira de investimentos e em produtos derivados – swaps, forwards e opções (risco de contraparte).
É efectuada uma gestão permanente das carteiras de títulos e de produtos derivados que privilegia a interacção entre as várias equipas envolvidas na gestão de risco: Direcções de Investimentos e Técnica e gestores dos activos financeiros. Esta abordagem é complementada pela introdução de melhorias contínuas tanto no plano das metodologias e ferramentas de avaliação e controlo dos riscos, como ao nível dos procedimentos e circuitos de decisão.
Relativamente ao risco de crédito a 31 de Dezembro de 2008 e 2007, é analisado como segue:
| 2008 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Aaa | Aa | A | Baa | Not Rated | Total | |
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem | ||||||
| depósitos à ordem | - | 223.264.597 | - | - | - | 223.264.597 |
| Activos detidos para negociação | - | 47.777.624 | 36.392.779 | - | - | 84.170.403 |
| Títulos de dívida | 727.668.369 | 998.583.458 | 2.185.988.661 | 270.595.864 | 697.726.134 | 4.880.562.486 |
| Empréstimos e contas a receber | ||||||
| outros depósitos | - | 138.026.498 | - | - | - | 138.026.498 |
| Activos por operações de resseguro | - | 1.209.197 | 4.974.023 | - | 256.910 | 6.440.130 |
| Outros activos financeiros e não financeiros | - | 3.285.003 | 10.721.748 | 14.006.751 | ||
| Total | 727.668.369 | 1.141.104.156 | 2.190.962.684 | 270.595.864 | 708.704.792 | 5.346.470.865 |
| 2007 | ||||||
| Aaa | Aa | A | Baa | Not Rated | Total | |
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem | ||||||
| depósitos à ordem | - | 255.181.079 | - | - | - | 255.181.079 |
| Activos detidos para negociação Empréstimos e contas a receber |
- | 7.838.054 | 4.226.510 | - | - | 12.064.564 |
| outros depósitos | - | 99.582.070 | - | - | 99.582.070 | |
| Títulos de dívida | 789.571.293 | 1.492.255.930 | 2.637.882.993 | 517.038.778 | 393.539.260 | 5.830.288.254 |
| Activos por operações de resseguro Outros activos financeiros e não financeiros |
- - |
4.074.031 28.342.694 |
1.348.778 | - | 1.681.458 17.709.452 |
7.104.267 46.052.146 |
| Total | 789.571.293 | 1.887.273.858 | 2.643.458.281 | 517.038.778 | 412.930.170 | 6.250.272.380 |
Risco de taxa de juro
As operações da Companhia encontram-se sujeitas ao risco de flutuações nas taxas de juro na medida em que os activos geradores de juros (incluindo os investimentos) e os passivos geradores de juros apresentam maturidades desfasadas no tempo ou de diferentes montantes. As actividades de gestão do risco têm como objectivo a optimização da margem financeira, tendo em consideração os níveis das taxas de juro do mercado e a sua consistência com os objectivos estratégicos da Companhia.
A gestão e risco da taxa de juro encontra-se integrada na gestão da Companhia pelo Comité Financeiro.
Risco de mercado
O Risco de Mercado representa genericamente a eventual perda resultante de uma alteração adversa do valor de um instrumento financeiro como consequência da variação de taxas de juro, taxas de câmbio e preços de acções.
A gestão de risco de mercado é integrada com a gestão do balanço através do Comité Financeiro. Este órgão, composto por membros da Comissão Executiva, directores responsáveis pela área financeira e gestores de activos, tem como competências principais:
-
Propor a definição da estratégia de investimentos da Companhia e subsequente monitorização;
-
Análise de todos os aspectos relevantes associados à gestão do portfolio de valores mobiliários e imobiliários;
-
Análise das situações de mercado e efectuar propostas de mitigação de risco;
Adicionalmente, a política de investimentos da Companhia segue uma orientação prudente no que diz respeito aos riscos assumidos, impondo regras objectivas relativamente à composição e diversificação da carteira. A política de investimentos da Companhia exige uma selecção criteriosa das aplicações em função do seu risco intrínseco e risco de mercado, bem como das informações credíveis disponíveis, designadamente notações de risco de crédito.
A monitorização do cumprimento da política de investimentos é efectuada permanentemente pelo departamento de gestão de risco da Companhia e pelo regulador da actividade seguradora.
Risco cambial
Relativamente ao risco cambial, a repartição dos activos e dos passivos, a 31 de Dezembro de 2008 e 2007, por moeda, é analisado como segue:
| 2008 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Doláres Norte Americanos |
Libras Estrelinas |
Francos Suiços |
Ienes Japoneses |
Outras Moedas Estrangeiras |
Euros | Total | |
| Activo | |||||||
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem | 5.101.246 | 632.228 | 506.578 | 251 | 11.476 | 217.012.818 | 223.264.597 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 4.372.321 | 4.745.164 | (151.245) | (13.924) | 29.981.726 | 45.236.361 | 84.170.403 |
| Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor | |||||||
| através de ganhos e perdas | 543.097.795 | 3.794.770 | 70.029 | 6.025.052 | 235.297 | 3.715.078.671 | 4.268.301.614 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 27.977.358 | 28.514.280 | 3.590.866 | - | 8.636.705 | 2.730.330.999 | 2.799.050.208 |
| Empréstimos e contas a receber | 7.019.565 | 2.108.232 | - | - | - | 129.201.154 | 138.328.951 |
| Outros activos financeiros e não financeiros | - | - | - | - | - | 186.698.008 | 186.698.008 |
| Total do Activo | 587.568.285 | 39.794.674 | 4.016.228 | 6.011.379 | 38.865.204 | 7.023.558.011 | 7.699.813.781 |
| Passivo | |||||||
| Outros passivos financeiros e não financeiros | - | - | - | - | - | (7.600.312.673) | (7.600.312.673) |
| Total do Passivo | - | - | - | - | - | (7.600.312.673) | (7.600.312.673) |
| Exposição Líquida | 587.568.285 | 39.794.674 | 4.016.228 | 6.011.379 | 38.865.204 | (576.754.662) | 99.501.108 |
| 2007 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Doláres Norte Americanos |
Libras Estrelinas |
Francos Suiços |
Ienes Japoneses |
Outras Moedas Estrangeiras |
Euros | Total | |
| Activo | |||||||
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem | 4.757.784 | 895.515 | 14.723 | 11.055 | 11.207 | 249.490.795 | 255.181.079 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.043.625 | 1.877.100 | 99.429 | 3.590 | 70.872 | 9.866.940 | 12.961.556 |
| Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor | |||||||
| através de ganhos e perdas | 313.368.593 | 3.066.761 | - | 328.300 | - | 3.423.119.752 | 3.739.883.406 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 77.591.022 | 52.559.982 | 11.245.486 | - | 18.365.260 | 3.095.947.116 | 3.255.708.866 |
| Empréstimos e contas a receber | (527.266) | - | - | - | - | 100.418.762 | 99.891.496 |
| Investimentos a deter até maturidade | - | - | - | - | - | 81.033.589 | 81.033.589 |
| Outros activos financeiros e não financeiros | - | - | - | - | - | 157.756.348 | 157.756.348 |
| Total do Activo | 396.233.758 | 58.399.358 | 11.359.638 | 342.945 | 18.447.339 | 7.117.633.302 | 7.602.416.340 |
| Passivo | |||||||
| Outros passivos financeiros e não financeiros | - | - | - | - | - | (7.329.562.148) | (7.329.562.148) |
| Total do Passivo | - | - | - | - | - | (7.329.562.148) | (7.329.562.148) |
| Exposição Líquida | 396.233.758 | 58.399.358 | 11.359.638 | 342.945 | 18.447.339 | (211.928.846) | 272.854.192 |
Risco de liquidez
O Risco de Liquidez advém da incapacidade potencial de financiar o activo satisfazendo as responsabilidades exigidas nas datas devidas e da existência de potenciais dificuldades de liquidação de posições em carteira sem incorrer em perdas exageradas.
A gestão da liquidez tem como objectivo manter um nível satisfatório de disponibilidades para fazer face às suas necessidades financeiras no curto, médio e longo prazo. Para avaliar a exposição global a este tipo de risco são elaborados relatórios que permitem não só identificar os gap liquidity, como efectuar a cobertura dinâmica dos mesmos.
O risco de liquidez é analisado tendo em consideração duas perspectivas, uma perspectiva interna da empresa e uma perspectiva regulamentar.
Risco operacional
O Risco Operacional traduz-se, genericamente, na eventualidade de perdas originadas por falhas na prossecução de procedimentos internos, pelos comportamentos das pessoas ou dos sistemas informáticos, ou ainda, por eventos externos à organização. Quando os controlos falham, os riscos operacionais podem causar problemas reputacionais, legais, implicações com o regulador, e por vezes conduzir mesmo a perdas financeiras. A Companhia não espera poder eliminar todos os riscos operacionais, mas com base no trabalho rigoroso já iniciado, com a implementação de um sistema que visa assegurar a identificação, monitorização, controlo e mitigação deste risco, será possível dar uma resposta cabal e eficaz aos riscos potenciais.
Controlos incluindo segregação de funções, controlo de acessos, procedimentos, formação de colaboradores, processos de "assessment", bem como a utilização da Auditoria Interna, consubstanciam o sistema que se pretende em pleno funcionamento.
Risco de seguro
O risco específico da actividade seguradora reflecte no momento da subscrição da apólice, não ser possível estimar com certeza o custo real efectivo dos sinistros futuros. Este risco específico pode ser decomposto em risco de longevidade, risco de mortalidade e risco de invalidez.
A Companhia gere o risco específico dos seguros através da combinação de políticas de subscrição (underwriting), de pricing, de provisionamento e de resseguro.
A Companhia tem como objectivo definir prémios que proporcionem lucros adequados depois de coberta todas as suas responsabilidades, que incluem sinistros a pagar, custos e custo do capital. Os produtos antes do seu lançamento são analisados e discutidos no Comité de Produtos, onde se encontram representados todas as direcções da empresa, e os quais procedem a recomendações ao Presidente da Comissão Executiva, para posterior aprovação em sede de Comissão Executiva. Os preços são testados recorrendo a técnicas de profit testing no momento do seu lançamento.
Para cada linha de negócio, a Companhia constitui provisões no âmbito dos seus passivos para sinistros futuros nas apólices e segrega activos para representar estas provisões. A constituição de provisões obriga à elaboração de estimativas e ao recurso a pressupostos que podem afectar os valores reportados para os activos e passivos em exercícios futuros.
Tais estimativas e pressupostos são avaliados regularmente, nomeadamente através de análises estatísticas de dados históricos internos e/ou externos. São efectuadas análises semelhantes para verificar a adequação da política de preços em vigor.
A adequação da estimativa das responsabilidades da actividade seguradora é revista anualmente. Se as provisões técnicas não forem suficientes para cobrir o valor actual dos cash-flows futuros esperados (sinistros, custos e comissões), esta insuficiência é imediatamente reconhecida através da criação de provisões adicionais.
A Direcção Técnica é responsável por avaliar e gerir o risco específico de seguros no contexto das políticas e directrizes definidas ao nível da Companhia, bem como por partilhar responsabilidades com outros departamentos no que respeita às políticas de investimento, subscrição e pricing dos produtos.
A Companhia celebra tratados de resseguro para limitar a sua exposição ao risco. O resseguro pode ser feito apólice a apólice (resseguro facultativo), nomeadamente quando o nível de cobertura exigido pelo segurado excede os limites internos de subscrição, ou com base na carteira (resseguro por tratado), em que as exposições individuais dos segurados estão dentro dos limites internos, mas em que existe um risco inaceitável de acumulação de sinistros.
O principal objectivo do resseguro é mitigar grandes sinistros individuais em que os limites das indemnizações são elevados, bem como o impacto de múltiplos sinistros desencadeados por uma única ocorrência.
A exposição máxima ao risco por ocorrência após resseguro e franquias por linha de negócio é resumida como segue:
| (milhares de euros) | ||
|---|---|---|
| Tipo de Resseguro | ||
| Crédito Habitação | Quota parte (20%) | |
| Excedente de pleno | 75 000 | |
| Outros | Excedente de pleno | 75 000 |
Para mitigar este risco, a Companhia recorre a critérios de selecção e politicas de subscrição baseadas na experiência histórica de perdas por tipo de clientes/sector e segmento de negócio, refinados pelo conhecimento ou expectativas da evolução futura da frequência e gravidade dos sinistros.
Os eventuais ajustamentos resultantes de alterações nas estimativas das provisões são reflectidos nos resultados correntes de exploração. No entanto, devido ao facto da constituição das provisões para sinistros ser um processo necessariamente incerto, não pode haver garantias de que as perdas efectivas não sejam superiores às estimadas, estando este risco coberto pelo capital suplementar de solvência.
O risco de longevidade cobre a incerteza das perdas efectivas resultantes das pessoas seguras viverem mais anos que o esperado e pode ser mais relevante, por exemplo, nas rendas vitalícias.
O risco de longevidade é gerido através do preço, da política de subscrição e duma revisão regular das tabelas de mortalidade usadas para definir os preços e constituir as provisões em conformidade.
Os principais pressupostos utilizados por tipo de contrato são como segue:
| Tábua de mortalidade | Taxa técnica | |
|---|---|---|
| Planos de poupança reforma e produtos de capitalização | ||
| Até Dezembro de 1997 | GKM 80 | 4% |
| De Janeiro de 1998 a Junho de 1999 | GKM 80 | 3,25% |
| De 1 de Julho de 1999 a Fevereiro de 2003 | GKM 80 | 2,25% e 3% |
| De 1 de Março de 2003 a Dezembro de 2003 | GKM 80 | 2,75% |
| Após 1 de Janeiro de 2004 | GKM 80 | Fixadas por ano civil (*) |
| Seguros em caso de vida | ||
| Rendas | ||
| Até Julho de 2002 | TV 73/77 | 4% |
| De 1 de Julho de 2002 a Dezembro de 2003 | TV 73/77 | 3% |
| De 1 de Janeiro de 2004 a Setembro de 2006 | GKF 95 | 3% |
| Após Setembro de 2006 | GKF - 3 anos | 2% |
| Outros seguros | ||
| Seguros em caso de morte | ||
| Até Dezembro de 2004 | GKM 80 | 4% |
| Após 1 de Janeiro de 2005 | GKM 80 | 0% a 2% |
| Seguros mistos | ||
| Até Setembro de 1998 | GKM 80 | 4% |
| Após 1 de Outubro de 1998 | GKM 80 | 3% |
(*) No ano de 2008 a taxa técnica foi de 3%
Para efeitos de análise da adequação das responsabilidades os pressupostos relativos à mortalidade baseiam-se nas melhores estimativas decorrentes de análises de experiência à carteira existente. Os cash-flows futuros são avaliados através do modelo interno de embedded value e foram descontados à taxa de juro sem risco.
Os pressupostos de mortalidade utilizados são como segue:
Tábua de mortalidade
Rendas GRM 95 Poupança e outros contratos 40% GKM 80
Concentração de riscos
A repartição de outros activos financeiros por sectores de actividade, para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, encontra-se apresentada conforme segue:
| 2008 | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Activos financeiros detidos para negociação |
Outros activos fin. ao justo valor através de resultados |
Activos financeiros detidos para venda | Activos financeiros detidos até à maturidade |
||||||
| Valor bruto | Imparidade | Valor bruto | Imparidade | Valor bruto | Imparidade | Valor bruto | Imparidade | ||
| Indústrias Extractivas | - | - | 1.173.144 | - | 2.844.268 | (1 756 786) | - | - | |
| Indústrias Alimentares, das Bebidas e Tabaco | - | - | 22.028.600 | - | 14.595.443 | - | - | - | |
| Madeira e Cortiça | - | - | 31.677.620 | - | 8.529.732 | - | - | - | |
| Papel e Indústrias Gráficas | - | - | 255.549 | - | - | - | - | - | |
| Refinação de Petróleo | - | - | 217.514 | - | 9.475.206 | - | - | - | |
| Produtos Quimicos e de Borracha | - | - | 34.903.884 | - | 19.084.639 | ( 617 868) | - | - | |
| Produtos Minerais não Metálicos | - | - | 506.799 | - | - | - | - | - | |
| Indústrias Metalurgicas de Base e p. metálicos | - | - | - | - | 3.511.501 | (1 388 116) | - | - | |
| Fabricação de Máquinas, Eq. e Ap. Eléctricos | - | - | 16.269.356 | - | 19.226.406 | (2 210 430) | - | - | |
| Fabricação de Material de Transporte | - | - | 6.660.010 | - | 31.434.614 | (7 619 590) | - | - | |
| Outras Industrias Transformadoras | - | - | 1.578.142 | - | 36.501.336 | - | - | - | |
| Electricidade, Gás e Água | - | - | 1.915.540 | - | 177.284.122 | - | - | - | |
| Construção e Obras Públicas | - | - | 43.698.356 | - | 13.190.527 | (1 671 236) | - | - | |
| Comércio por Grosso e a Retalho | - | - | 14.812.547 | - | 24.168.810 | (1 916 780) | - | - | |
| Turismo | - | - | 3.370.898 | - | 7.506.943 | - | - | - | |
| Transportes e Comunicações | - | - | 26.065.773 | - | 89.417.723 | (6 509 582) | - | - | |
| Actividades Financeiras | 84 170 403 | - | 3.918.265.558 | - | 1.444.784.849 | (66 573 513) | - | - | |
| Actividades Imobiliárias | - | - | 120.707.266 | - | 44.852.000 | - | - | - | |
| Serviços Prestados às Empresas | - | - | 52.329 | - | 574.187 | - | - | - | |
| Administração e Serviços Públicos | - | - | 20.273.475 | - | 930.453.923 | - | - | - | |
| Outras actividades de serviços colectivos | - | - | 3.869.254 | - | 15.323.529 | (3 445 649) | - | - | |
| TOTAL | 84. 170.403 | - | 4.268. 301.614 | - | 2.892. 759.758 | (93. 709.550) | - | - |
| 2007 | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Activos financeiros detidos para negociação |
Outros activos fin. ao justo valor através de resultados |
Activos financeiros detidos para venda | Activos financeiros detidos até à maturidade |
||||||
| Valor bruto | Imparidade | Valor bruto | Imparidade | Valor bruto | Imparidade | Valor bruto | Imparidade | ||
| Agricultura, Silvicultura e Pesca | - | - | 157.700 | - | - | - | - | - | |
| Indústrias Extractivas | - | - | 10. 694.794 | - | 2. 000.474 | - | - | - | |
| Indústrias Alimentares, das Bebidas e Tabaco | - | - | 1. 580.703 | - | 44. 331.371 | - | - | - | |
| Madeira e Cortiça | - | - | - | - | - | - | - | - | |
| Papel e Indústrias Gráficas | - | - | 872.784 | - | 13. 266.557 | ( 315 286) | - | - | |
| Refinação de Petróleo | - | - | 2. 567.567 | - | 23. 724.549 | ( 582 695) | - | - | |
| Produtos Quimicos e de Borracha | - | - | 2. 446.976 | - | 32. 852.611 | ( 973 112) | - | - | |
| Produtos Minerais não Metálicos | - | - | - | - | - | - | - | - | |
| Indústrias Metalurgicas de Base e p. metálicos | - | - | - | - | - | - | - | - | |
| Fabricação de Máquinas, Eq. e Ap. Eléctricos | - | - | 3. 577.221 | - | 18. 844.896 | - | - | - | |
| Fabricação de Material de Transporte | - | - | 203.247 | - | 40. 554.824 | - | - | - | |
| Outras Industrias Transformadoras | - | - | - | - | - | - | - | - | |
| Electricidade, Gás e Água | - | - | 39. 603.819 | - | 141. 120.450 | - | - | - | |
| Construção e Obras Públicas | - | - | 13. 254.262 | - | 50. 406.600 | ( 477 157) | - | - | |
| Comércio por Grosso e a Retalho | - | - | 5. 634.483 | - | 47. 742.833 | (1 787 755) | - | - | |
| Turismo | - | - | - | - | 1. 778.444 | - | - | - | |
| Transportes e Comunicações | - | - | 41. 752.932 | - | 175. 000.421 | ( 409 187) | - | - | |
| Actividades Financeiras | 12 961 556 | - | 3.497. 943.180 | - | 1.744. 613.254 | (48 730 784) | - | - | |
| Actividades Imobiliárias | - | - | 506.510 | - | 9. 234.941 | - | - | - | |
| Serviços Prestados às Empresas | - | - | - | - | 3. 328.953 | - | - | - | |
| Administração e Serviços Públicos | - | - | 32. 383.228 | - | 853. 717.754 | - | 81 033 589 | - | |
| Outras actividades de serviços colectivos | - | - | 86. 704.000 | - | 107. 087.324 | ( 621 414) | - | - | |
| TOTAL | 12. 961.556 | - | 3.739. 883.406 | - | 3.309. 606.256 | (53. 897.390) | 81. 033.589 | - |
Análise de sensibilidade
No quadro seguinte apresentam-se as análises de sensibilidade no European Embedded Value da Companhia, que inclui os capitais próprios e os proveitos futuros associados aos contratos existentes:
| (milhões de euros) | |||
|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | ||
| Crescimento de 100bp na taxa de juro sem risco | 23,4 | 28,9 | |
| Decréscimo de 100 bp na taxa de juro sem risco | (35,3) | (43,6) | |
| Desvalorização de 10% no valor de mercado das acções | (32,9) | (41,0) | |
| Valorização de 10% no valor de mercado das acções | 31,3 | 38,6 | |
| Crescimento de 10% nas despesas | (4,8) | (6,1) | |
| Crescimento de 10% nos resgates | (6,0) | (7,4) | |
| Decréscimo de 10% nos resgates | 7,0 | 9,3 | |
| Crescimento de 5% na taxa de mortalidade (vida excepto rendas) | (2,4) | (3,2) | |
| Decréscimo de 5% na taxa de mortalidade (vida excepto rendas) | 3,6 | 4,2 |
Justo valor de activos e passivos financeiros registados ao custo amortizado
O justo valor dos activos e passivos financeiros que estão registados ao custo amortizado, para a Companhia, é analisado como segue:
| 2008 | 2007 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Valor de balanço |
Justo valor | Valor de balanço |
Justo valor | ||
| Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem | 255.754.411 | 255.754.411 | 260.164.592 | 260.164.592 | |
| Empréstimos e contas a receber | 105.839.137 | 105.839.137 | 79.247.586 | 79.247.586 | |
| Terrenos e edíficios de serviço próprio | 8.471.337 | 8.939.257 | 7.443.444 | 8.935.308 | |
| Outros devedores por operações de seguros e outras operações | 14.001.871 | 14.001.871 | 62.215.655 | 62.215.655 | |
| Investimentos a deter até à maturidade | - | - | 81.033.589 | 80.809.111 | |
| Activos financeiros ao justo valor | 384.066.756 | 384.534.676 | 490.104.866 | 491.372.252 | |
| Outros credores por operações de seguros e outras operações | 23.670.349 | 23.670.349 | 24.863.591 | 24.863.591 | |
| Passivos por contratos de investimento | 4.109.323.359 | 4.051.666.132 | 3.538.116.000 | 3.529.552.548 | |
| Passivos subordinados | 100.223.826 | 97.879.326 | 90.218.970 | 93.760.321 | |
| Outros passivos financeiros | 56.614.899 | 56.614.899 | 27.904.882 | 27.904.882 | |
| Passivos financeiros ao justo valor | 4.289.832.433 | 4.229.830.706 | 3.681.103.443 | 3.676.081.342 |
As principais metodologias e pressupostos utilizados na estimativa do justo valor dos activos e passivos financeiros acima referidos são analisados como segue:
Caixa, Disponibilidades em instituições de crédito
Considerando os prazos curtos associados a estes instrumentos financeiros, considera-se que o seu valor de balanço é uma estimativa razoável do respectivo justo valor.
Passivos subordinados
O justo valor é baseado em cotações de mercado quando disponíveis, caso não existam é estimado com base na actualização dos fluxos de caixa esperados de capital e juros no futuro para estes instrumentos.
Contratos de Investimento
O justo valor é estimado contrato a contrato utilizando a melhor estimativa dos pressupostos para a projecção dos fluxos de caixa esperados futuros e a taxa de juro sem risco à data do cálculo. Na estimativa do justo valor foi considerada a taxa garantida.
Empréstimos e contas a receber / Devedores e credores por operações seguro directo, de resseguro e outros
Tendo em conta que se tratam normalmente de activos e passivos de curto prazo, considera-se como uma estimativa razoável para o seu justo valor o saldo de balanço das várias rubricas, à data do balanço.
NOTA 44 – SOLVÊNCIA
A Companhia está sujeita aos requisitos de solvência definidos pela Norma 2/2005-R emitida pelo Instituto de Seguros de Portugal. Os requisitos de solvência são determinados de acordo com as demonstrações financeiras estatutárias da Companhia, as quais são preparadas de acordo com as normas do Instituto de Seguros de Portugal. Conforme referido na nota 2.1, em 1 de Janeiro de 2008 as políticas contabilísticas foram alteradas e dessa forma a margem de solvência relativa ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 foi preparada de acordo com o anterior Plano de Contas para Empresas de Seguros.
Os objectivos da Companhia são claros no que se refere aos requisitos de capital, em que estabeleceu a manutenção de rácios de solvabilidade fortes e saudáveis, como indicadores de uma situação financeira estável.
A Companhia gere os requisitos de capital numa base regular, encontrando-se atento às alterações das condicionantes económicas, bem como às características de risco da Companhia.
A Companhia no exercício em análise apresentou uma margem de solvência em consonância com as regras estabelecidas, não tendo sido efectuada quaisquer alterações ao Capital Social, objectivos, politicas e procedimentos face ao ano anterior.
Apresenta-se um breve resumo da margem de solvência exigida:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Capital | 250.000.000 | 250.000.000 |
| Reservas | (141.670.652) | 42.395.571 |
| Resultados transitados | (23.412.302) | 1.114.363 |
| Resultados do exercício | 12.169.586 | 54.383.067 |
| Dividendos distribuídos | - | (48.660.000) |
| Empréstimos subordinados com prazo fixo | 45.000.000 | 45.000.000 |
| Empréstimos subordinados sem prazo fixo | 49.000.000 | 45.000.000 |
| Parte dos lucros futuros da empresa relativos à actividade VIDA | 18.814.603 | - |
| Total | 209.901.235 | 389.233.001 |
| Outros ajustamentos incluindo o justo valor de títulos de dívida | (2 754 000) | (157 310 585) |
| Margem de solvência disponível | 207.147.235 | 231.922.416 |
| Margem de solvência necessária | 188.146.027 | 201.905.000 |
| Rácio de solvência | 110% | 115% |
NOTA 45 - AJUSTAMENTOS DE TRANSIÇÃO PARA O NOVO PLANO DE CONTAS PARA AS EMPRESAS DE SEGUROS
Conforme referido na Nota 2.1, estas são as primeiras demonstrações financeiras preparadas pela Companhia de acordo com o Novo Plano de Contas para as Empresas de Seguros ("PCES 07").
As políticas contabilísticas descritas na Nota 2 foram utilizadas na preparação destas demonstrações financeiras com referência ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, na preparação da informação financeira comparativa para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, assim como na preparação do balanço de abertura de acordo com o Novo Plano de Contas em 1 de Janeiro de 2007.
Na preparação do balanço de abertura, da informação comparativa para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 e 31 de Dezembro de 2006, a Companhia ajustou os montantes anteriormente reportados os quais haviam sido preparados de acordo com os princípios contabilísticos estabelecidos no anterior Plano de Contas para as Empresas de Seguros ("PCES 94") e outras disposições emitidas pelo Instituto de Seguros de Portugal.
Os principais impactos, no capital próprio, da transição em 31 de Dezembro de 2007, são analisados como segue:
| 31 de Dezembro de 2007 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Capitais próprios determinados de acordo com PCES 94 |
Ajustamentos | Capitais próprios determinados de acordo com PCES 07 |
|||
| Capital | 250.000.000 | - | 250.000.000 | ||
| Reserva de reavaliação líquida de impostos | 20.008.531 | (48.567.383) | (28.558.852) | ||
| Outras reservas | 22.387.040 | - | 22.387.040 | ||
| Resultados transitados | 1.114.363 | (24.306.483) | (23.192.120) | ||
| Resultados do exercício | 54.383.067 | (2.164.943) | 52.218.124 | ||
| 347.893.001 | (75.038.809) | 272.854.192 |
Uma análise detalhada dos ajustamentos decorrentes da adopção do Novo Plano de Contas em 1 de Janeiro de 2007, em 31 de Dezembro de 2007 é apresentada como segue:
| 1-Jan-07 | 31-Dez-07 | ||
|---|---|---|---|
| Capitais próprios determinados de acordo com PCES 94 | 369.896.963 | 347.893.001 | |
| Bónus a empregados | a | (2.096.740) | (1.610.000) |
| Pensões de reforma | b | 1.397.301 | 2.650.647 |
| Activos tangíveis | c | (1.449.792) | (389.613) |
| Propriedades de investimento | d | 286.971 | 257.317 |
| Instrumentos financeiros | e | (49.649.223) | (102.085.281) |
| Investimentos em subsidiárias | f | - | - |
| Provisões técnicas - Teste de adequação das responsabilidades | g | (1.624.165) | - |
| Provisões técnicas - Provisão para participação nos resultados a atribuir | h | (2.118.364) | - |
| Impostos diferidos | i | 14.642.315 | 26.138.121 |
| Capitais próprios determinados de acordo com PCES 07 | 329.285.266 | 272.854.192 |
A adopção do Novo Plano de Contas para as Empresas de Seguros ("PCES 07") teve o seguinte impacto no resultado líquido do exercício findo em 31 de Dezembro de 2007:
| 31-Dez-07 | ||
|---|---|---|
| Resultado do exercício de acordo com PCES 94 | 54.383.067 | |
| Bónus a empregados | a | (467.669) |
| Pensões de reforma | b | 1.253.346 |
| Activos tangíveis | c | 1.060.179 |
| Propriedades de investimento | d | 3.446 |
| Instrumentos financeiros | e | (9.931.543) |
| Investimentos em subsidiárias | f | 2.750.483 |
| Provisões técnicas - Teste de adequação das responsabilidades | g | 1.624.165 |
| Provisões técnicas - Provisão para participação nos resultados a atribuir | h | 1.106.199 |
| Impostos diferidos | i | 436.451 |
| Resultado do exercício de acordo com PCES 07 | 52.218.124 |
Análise dos principais ajustamentos de transição efectuados
a) Bónus aos empregados
De acordo com as anteriores políticas contabilísticas da Companhia, os bónus atribuídos aos empregados eram registados como uma dedução ao capital próprio no ano em que eram pagos, uma vez que eram considerados como uma transferência do direito aos dividendos dos accionistas para os empregados. De acordo com os IFRS, os bónus atribuídos aos empregados são registados directamente em resultados, como um custo do exercício a que respeitam.
O impacto da adopção desta política traduziu-se numa diminuição do capital próprio de 1.610 milhares de euros em 31 de Dezembro de 2007 (1 de Janeiro de 2007: 2.086 milhares de euros) e numa diminuição do resultado líquido do ano findo em 31 de Dezembro de 2007 de 468 milhares de euros.
b) Pensões de reforma e outros benefícios aos empregados
Conforme política contabilística descrita na nota 2.11, a Companhia optou à luz do IFRS 1 por aplicar retrospectivamente, na data da transição, o IAS 19, tendo efectuado o recalculo dos ganhos e perdas actuariais que podem ser diferidos em balanço de acordo com o método do corredor preconizado nesta norma.
As anteriores políticas contabilísticas requeriam que fosse reconhecida em resultados, em cada exercício, a totalidade do incremento das responsabilidades, líquida do rendimento obtido pelos fundos existentes. O excesso do valor do fundo não era reconhecido. De acordo com o IAS 19, a parcela relativa aos desvios actuarias é diferida de acordo com o método do corredor e o excesso do fundo é contabilizado como um activo.
O impacto da adopção do IAS 19 traduziu-se num aumento do capital próprio de 2.651 milhares de euros em 31 de Dezembro de 2007 (1 de Janeiro de 2007: 1.397 milhares de euros) e num aumento do resultado líquido consolidado do ano findo em 31 de Dezembro de 2004 de 1.254 milhares de euros.
c) Activos tangíveis
De acordo com a opção permitida pelo IFRS 1, a Companhia optou por considerar como custo dos imóveis na data da transição (1 de Janeiro de 2004), o respectivo justo valor determinado com base em avaliações efectuadas por entidades independentes.
Adicionalmente, de acordo com as anteriores políticas contabilísticas da Companhia, os imóveis não eram amortizados. De acordo com o IAS 16, tais activos são amortizados ao longo da sua vida útil esperada.
O efeito conjugado destas situações traduziu-se numa diminuição do capital próprio da Companhia em 31 de Dezembro de 2007 de 390 milhares de euros (1 de Janeiro de 2007: 1.490 milhares de euros) e um aumento do resultado do findo exercício de 1.060 milhares de euros.
d) Propriedades de investimento
De acordo com as anteriores políticas contabilísticas da Companhia, os imóveis de rendimento, eram valorizados ao seu valor actual, valor este que correspondia ao valor de mercado determinado com base numa avaliação efectuada pelo menos nos últimos cinco anos.
De acordo com o IAS 40, estes imóveis são valorizados ao seu justo valor, determinado anualmente à data do balanço. As variações de justo valor são reconhecidas em resultados.
A aplicação do IAS 40 pela Companhia implicou o reconhecimento de mais valias potenciais que em 31 de Dezembro de 2007 atingiram o montante de 257 milhares de euros (1 de Janeiro de 2007: 287 milhares de euros).
e) Instrumentos financeiros
De acordo com o IAS 39, os instrumentos financeiros derivados são reconhecidos no balanço pelo seu justo valor. De acordo com as anteriores políticas contabilísticas adoptadas pela Companhia, os derivados de cobertura eram registados em contas extrapatrimoniais pelo seu valor nocional, sendo apenas periodificado o respectivo juro corrido.
De acordo com o IAS 39, os activos financeiros foram classificados nas categorias de activos financeiros disponíveis para venda e na categoria de justo valor através dos resultados.
Os activos financeiros disponíveis para venda são registados ao valor de mercado sendo as mais e menos valias potenciais existentes registadas em reservas, excepto quando se verifique existir uma perda de imparidade, a qual é registada por contrapartida de resultados. As perdas de imparidade reconhecidas em acções não podem ser revertidas por resultados, contrariamente ao procedimento a seguir para os restantes títulos.
Os activos financeiros na categoria de justo valor através de resultados são registados a valor de mercado sendo as mais e menos valias potenciais registadas nos resultados do exercício.
De acordo com o PCES 94, os títulos de rendimento fixo eram registados ao custo de aquisição, com excepção dos títulos afectos à carteira de investimentos relativos a seguros de vida em que o risco é suportado pelo tomador de seguro. A periodificação dos juros era feita com base no valor nominal e na taxa de juro aplicável ao período. O prémio ou desconto era periodificado por contrapartida de resultados ao longo do período até ao seu vencimento.
Os títulos de rendimento variável eram valorizados ao seu justo valor à data do balanço. As mais e menos valias potenciais determinadas à data do balanço, eram registadas no capital próprio na reserva de reavaliação regulamentar ou, no fundo para dotações futuras no caso de activos a cobrir responsabilidades decorrentes de contratos do ramo vida com participação nos resultados. As menos valias potenciais não cobertas pela reserva de reavaliação ou pelo fundo para dotações futuras eram registadas nos resultados.
Por outro lado, de acordo com o IAS 39, na data da transição a Companhia designou alguns passivos decorrentes de contratos de investimento sem participação nos resultados ao justo valor através dos resultados.
Com a adopção do IAS 39, em 31 de Dezembro de 2007, o efeito líquido do reconhecimento das mais e menos valias potenciais na carteira de títulos, bem como o reconhecimento do justo valor dos derivados originou uma diminuição no capital próprio no montante de 102.085 milhares de euros (1 de Janeiro de 2007: 49.649 milhares de euros).
f) Investimentos em subsidiárias
De acordo com as anteriores políticas contabilísticas da Companhia, os investimentos em subsidiárias eram valorizadas de acordo com a proporção detida dos capitais próprios das subsidiárias.
De acordo com o IAS 27, os investimentos em subsidiárias são registados ao custo de aquisição sujeitos a testes de imparidade.
g) Provisões técnicas
O IFRS 4 determina que a Companhia pode continuar a aplicar as suas políticas contabilísticas aplicáveis aos contratos de seguro e contratos de investimento com participação nos resultados discricionária de acordo com o Plano de Contas das Empresas de Seguros, desde que garanta que o teste da adequação das responsabilidades é efectuado.
À data da transição, apesar de não ser exigido pelo Novo Plano de Contas ("PCES 07") procedeu à avaliação da adequação das responsabilidades decorrentes de contratos de seguro e de contratos de investimentos com participação nos resultados discricionária. A avaliação da adequação das responsabilidades foi efectuada tendo por base a projecção dos fluxos de caixa futuros associados a cada contrato, descontados à taxa de juro de mercado sem risco.
A aplicação do IFRS 4 em 31 de Dezembro de 2007 implicou uma diminuição no capital próprio de 1.624 milhares de euros.
h) Provisão para participação nos resultados a atribuir (shadow accounting)
De acordo com o estabelecido no Novo Plano de Contas para as Empresas de Seguros, a provisão para participação nos resultados a atribuir é determinada com base nos ganhos e perdas não realizados da carteira de investimentos afectos a produtos vida com participação nos resultados, tendo por base a expectativa de que os segurados irão participar nesses ganhos e perdas potenciais quando se realizarem de acordo com as condições contratuais e regulamentares aplicáveis.
A aplicação desta política em 31 de Dezembro de 2007 implicou uma redução no capital próprio de 2.118 milhares de euros.
i) Impostos diferidos
A Companhia já reconhecia impostos diferidos sobre as diferenças temporárias entre o balanço contabilístico preparado com base nessas políticas contabilísticas e o balanço fiscal. Nesta base, na data da transição foram adicionalmente reconhecidos os impostos diferidos determinados sobre os ajustamentos IFRS relevantes calculados a essa data.
NOTA 46 – NORMAS CONTABILÍSTICAS E INTERPRETAÇÕES RECENTEMENTE EMITIDAS
As normas contabilísticas e interpretações recentemente emitidas, mas que ainda não entraram em vigor e que a Companhia ainda não aplicou na elaboração das suas demonstrações financeiras, podem ser analisadas como segue:
IAS 1 (Alterada) - Apresentação das Demonstrações Financeiras
O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em Setembro de 2007, a IAS 1 - Apresentação das Demonstrações Financeiras alterada com data efectiva de aplicação obrigatória em 1 de Janeiro de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.
Alterações face ao actual texto da IAS 1:
- A apresentação da demonstração da posição financeira (formalmente balanço) é requerida para o período corrente e comparativo. De acordo com a IAS 1 alterada, a demonstração da posição financeira deverá ser também apresentada para o início do período comparativo sempre que uma entidade reexpresse os comparativos decorrente de uma alteração de política contabilística, de uma correcção de um erro, ou a de uma reclassificação de um item nas demonstrações financeiras. Nestes casos, três demonstrações da posição financeira serão apresentadas, comparativamente às outras duas demonstrações requeridas.
- Na sequência das alterações impostas por esta norma os utilizadores das demonstrações financeiras poderão mais facilmente distinguir as variações nos capitais próprios do Grupo decorrentes de transacções com accionistas, enquanto accionistas (ex. dividendos, transacções com acções próprias) e transacções com terceiras partes, ficando estas resumidas na demonstração de "comprehensive income".
Face à natureza destas alterações (divulgações) o impacto previsto pela Companhia será exclusivamente ao nível da apresentação, não tendo no entanto, a 31 de Dezembro de 2008, sido ainda determinado o exacto teor de tais alterações.
IAS 23 (Alterada) - Custos de Empréstimos Obtidos
O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Março de 2007, a IAS - 23 Custos de Empréstimos Obtidos alterada, com data efectiva de aplicação obrigatória em 1 de Janeiro de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.
Esta norma define que os custos de empréstimos obtidos directamente atribuíveis ao custo de aquisição, construção ou produção de um activo (activo elegível) é parte integrante do seu custo. Assim, a opção de registar tais custos directamente nos resultados é eliminada. A Companhia não espera qualquer impacto da introdução desta alteração.
IAS 32 (Revista) – Instrumentos Financeiros: Apresentação – Instrumentos financeiros remíveis e obrigações resultantes de liquidação
O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em Fevereiro de 2008 a IAS 32 (Revista) – Instrumentos Financeiros: Apresentação – Instrumentos financeiros com opção de venda ("puttable instruments") e obrigações resultantes de liquidação, que é de aplicação obrigatória a partir de 1 de Janeiro de 2009.
De acordo com os requisitos actuais da IAS 32, se puder ser exigido a um emissor o pagamento em dinheiro ou outro activo financeiro em troca pela remissão ou recompra do instrumento financeiro, o instrumento é classificado como um passivo financeiro. Como resultado desta revisão alguns instrumentos financeiros que cumprem actualmente com os requisitos da definição de passivo financeiro serão classificados como instrumentos de capital se (i) representarem um interesse residual nos activos líquidos de uma entidade, (ii) fizerem parte de uma classe de instrumentos subordinados a qualquer outra classe de instrumentos emitidos pela entidade, e (iii) caso todos os instrumentos desta classe tenham os mesmos termos e condições. Foi também efectuada uma alteração à IAS 1 Apresentação das Demonstrações Financeiras para adicionar um novo requisito de apresentação dos instrumentos financeiros remíveis e das obrigações resultantes da liquidação.
A Companhia não espera quaisquer impactos decorrentes da adopção desta norma.
IAS 39 (Alterada) – Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração – activos e passivos elegíveis para cobertura
O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu uma alteração ao IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração – activos e passivos elegíveis para cobertura a qual é de aplicação obrigatória a partir de 1 de Julho de 2009.
Esta alteração clarifica a aplicação dos princípios existentes que determinam quais os riscos ou quais os cash flows elegíveis de serem incluídos numa operação de cobertura.
A Companhia não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta norma.
IFRS 1 (alterada) – Adopção pela primeira das normas internacionais de relato financeiro vez e IAS 27 – Demonstrações Financeiras consolidadas e separadas
As alterações ao IFRS 1 Adopção pela primeira vez das normas internacionais de relato financeiro e ao IAS 27 Demonstrações financeiras consolidadas e separadas são efectivas a partir de 1 de Janeiro de 2009.
Estas alterações vieram permitir que as entidades que estão a adoptar as IFRS pela primeira vez na preparação das suas contas individuais, adoptem como custo contabilístico (deemed cost) dos seus investimentos em subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas, o respectivo justo valor na data da transição para os IFRS ou o valor de balanço determinado com base no referencial contabilístico anterior .
A Companhia não espera quaisquer impactos decorrentes da adopção desta norma.
IFRS 2 (Alterada) - Pagamento em Acções: Condições de aquisição
Esta alteração ao IFRS 2 permitiu clarificar que (i) as condições de aquisição dos direitos inerentes a um plano de pagamentos com base em acções limitam-se a condições de serviço ou de performance e que (ii) qualquer cancelamento de tais programas, quer pela entidade quer por terceiras partes, têm o mesmo tratamento contabilístico.
A Companhia não espera quaisquer impactos da introdução da alteração desta norma.
IFRS 3 (revista) – Concentrações de actividades empresariais e IAS 27 (alterada) Demonstrações financeiras consolidadas e separadas
O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Janeiro de 2008, a IFRS 3 (Revista) - Concentrações de Actividades empresariais, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios com início a partir de 1 de Julho de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.
Os principais impactos das alterações a estas normas correspondem: (i) ao tratamento de aquisições parciais, em que os interesses sem controlo (antes denominados de interesses minoritários) poderão ser mensurados ao justo valor (o que implica também o reconhecimento do goodwill atribuível aos interesses sem controlo) ou como parcela atribuível aos interesses sem controlo do justo valor dos activos líquidos adquiridos (tal como actualmente requerido); (ii) aos step acquisition em que as novas regras obrigam, aquando do cálculo do goodwill, à reavaliação, por contrapartida de resultados, do justo valor de qualquer interesse sem controlo detido previamente à aquisição tendente à obtenção de controlo; (iii) ao registo dos custos directamente relacionados com uma aquisição de uma subsidiária que passam a ser directamente imputados a resultados; (iv) aos preços contingentes cuja alteração de estimativa ao longo do tempo passa a ser registada em resultados e não afecta o goodwill e (v) às alterações das percentagens de subsidiárias detidas que não resultam na perda de controlo as quais passam a ser registadas como movimentos de capitais próprios.
Adicionalmente, das alterações ao IAS 27 resulta ainda que as perdas acumuladas numa subsidiária passarão a ser atribuídas aos interesses sem controlo (reconhecimento de interesses sem controlo negativos) e que, aquando da alienação de uma subsidiária, tendente à perda de controlo qualquer interesse sem controlo retido é mensurado ao justo valor determinado na data da alienação.
A Companhia não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta norma.
IFRS 8 – Segmentos Operacionais
O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em 30 de Novembro de 2006 a IFRS 8 - Segmentos operacionais, tendo sido aprovada pela Comissão Europeia em 21 de Novembro de 2007. Esta norma é de aplicação obrigatória para exercícios a começar ou a partir de 1 de Janeiro de 2009.
A IFRS 8 - Segmentos Operacionais define a apresentação da informação sobre segmentos operacionais de uma entidade e também sobre serviços e produtos, áreas geográficas onde a entidade opera e os seus maiores clientes. Esta norma especifica como uma entidade deverá reportar a sua informação nas demonstrações financeiras anuais, e como consequência alterará a IAS 34 - Reporte financeiro interino, no que respeita à informação a ser seleccionada para reporte financeiro interino. Uma entidade terá também que fazer uma descrição sobre a informação apresentada por segmento nomeadamente resultados e operações, assim como uma breve descrição de como os segmentos são construídos.
Face à natureza destas alterações (divulgações) o impacto previsto pela Companhia será exclusivamente ao nível da apresentação, não tendo no entanto, a 31 de Dezembro de 2008, sido ainda determinado o exacto impacto de tais alterações.
IFRIC 12 Contratos de Concessão de Serviços
O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC) emitiu em Julho de 2007, a IFRIC 12 - Contratos de Concessão de Serviços, com data efectiva de aplicação obrigatória em 1 de Janeiro de 2008, sendo a sua adopção antecipada permitida. O endorsement por parte da União europeia ainda se aguarda, estando previsto para o primeiro trimestre de 2009. O IFRIC 12 aplica-se a contratos de concessão de serviços público-privados. Esta norma aplicar-se-á apenas a situações onde o concedente a) controla ou regula os serviços prestados pelo operador, e b) controla os interesses residuais das infra-estruturas, na maturidade do contrato.
Face à natureza dos contratos abrangidos por esta Interpretação não se estima qualquer impacto ao nível da Companhia.
IFRIC 13 Programas de Fidelização de Clientes
O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), emitiu em Julho de 2007, a IFRIC 13 Programas de Fidelização de Clientes, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Julho de 2008, sendo a sua adopção antecipada permitida.
Esta interpretação aplica-se a programas de fidelização de clientes, onde são adjudicados créditos aos clientes como parte integrante de uma venda ou prestação de serviços e estes poderão trocar esses créditos, no futuro, por serviços ou mercadorias gratuitamente ou com desconto.
Face à natureza dos contratos abrangidos por esta Norma não se estima qualquer impacto ao nível da Companhia.
IFRIC 15 – Acordos para construção de imóveis
O IFRIC 15 Acordos para construção de imóveis, entra em vigor para exercícios iniciados a partir de 1 de Janeiro de 2009.
Esta interpretação contém orientações que permitem determinar se um contracto para a construção de imóveis se encontra no âmbito do IAS 18 Reconhecimento de proveitos ou do IAS 11 Contratos de construção, sendo expectável que a IAS 18 seja aplicável a um número mais abrangente de transacções.
IFRIC 16 – Cobertura de um investimento numa operação em moeda estrangeira
O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), emitiu em Julho de 2008, a IFRIC 16 – Cobertura de um investimento numa operação em moeda estrangeira, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Outubro de 2008, sendo a sua adopção antecipada permitida.
Esta interpretação visa clarificar que:
- a cobertura de um investimento numa operação em moeda estrangeira poder ser aplicada apenas a diferenças cambiais decorrentes da conversão das demonstrações financeiras das subsidiárias na sua moeda funcional para a moeda funcional da casa-mãe e apenas por um montante igual ou inferior ao activo líquido da subsidiária;
- o instrumento de cobertura pode ser contratado por qualquer entidade do Grupo, excepto pela entidade que está a ser objecto de cobertura; e
- aquando da venda da subsidiária objecto de cobertura, o ganho ou perda acumulado referente à componente efectiva da cobertura é reclassificado para resultados.
Esta interpretação permite que uma entidade que utiliza o método de consolidação em escada, escolha uma política contabilística que permita a determinação do ajustamento de conversão cambial acumulado que é reclassificado para resultados na venda da subsidiária, tal como faria se o método de consolidação adoptado fosse o método directo. Esta interpretação é de aplicação prospectiva.
A Companhia não espera que esta interpretação tenha um impacto nas suas demonstrações financeiras.
IFRIC 17 – Distribuições em espécie a accionistas
O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), emitiu em Novembro de 2008, a IFRIC 17 – Distribuições em espécie a accionistas, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Julho de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.
Esta interpretação visa clarificar o tratamento contabilístico das distribuições em espécie a accionistas. Assim, estabelece que as distribuições em espécie devem ser registadas ao justo valor sendo a diferença para o valor de balanço dos activos distribuídos reconhecida em resultados aquando da distribuição.
A Companhia não espera que esta interpretação tenha um impacto nas suas demonstrações financeiras.
IFRIC 18 – Transferências de activos de clientes
O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), emitiu em Novembro de 2008, a IFRIC 18 – Transferências de activos de clientes, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Julho de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.
Esta interpretação visa clarificar o tratamento contabilístico de acordos celebrados mediante os quais uma entidade recebe activos de clientes para sua própria utilização e com vista a estabelecer posteriormente uma ligação dos clientes a uma rede ou conceder aos clientes acesso contínuo ao fornecimento de bens ou serviços.
A Interpretação clarifica:
- as condições em que um activo se encontra no âmbito desta interpretação;
- o reconhecimento do activo e a sua mensuração inicial;
- a identificação dos serviços identificáveis (um ou mais serviços em troca do activo transferido);
- o reconhecimento de proveitos;
- a contabilização da transferência de dinheiro por parte de clientes.
A Companhia não espera que esta interpretação tenha um impacto nas suas demonstrações financeiras.
Annual Improvement Project
Em Maio de 2008, o IASB publicou o Annual Improvement Project o qual alterou certas normas então em vigor. A data de efectividade das alterações varia consoante a norma em causa sendo a maioria de aplicação obrigatória para a Companhia em 2009.
As principais alterações decorrentes do Annual Improvement Project apresentam-se em seguida:
- Alteração à IFRS 5 Activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais em descontinuação, efectiva para exercícios com início a partir de 1 de Julho de 2009. Esta alteração veio esclarecer que a totalidade dos activos e passivos de uma subsidiária devem ser classificados como activos não correntes detidos para venda de acordo com o IFRS 5 se existir um plano de venda parcial da subsidiária tendente à perda de controlo. Esta norma será adoptada prospectivamente pela Companhia.
- Alteração à IAS 1 Apresentação das demonstrações financeiras, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. A alteração clarifica que apenas alguns instrumentos financeiros classificados na categoria de negociação, e não todos, são exemplos de activos e passivos correntes. A Companhia não espera quaisquer impactos decorrentes da adopção desta alteração.
- Alteração à IAS 16 Activos fixos tangíveis, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. A alteração efectuada estabelece regras de classificação (i) das receitas provenientes da alienação de activos detidos para arrendamento subsequentemente vendidos e (ii) destes activos durante o tempo que
medeia entre a data da cessão do arrendamento e a data da sua alienação. A Companhia não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração.
- Alteração à IAS 19 Benefícios dos empregados, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. As alterações efectuadas permitiram clarificar (i) o conceito de custos com serviços passados negativos decorrentes da alteração do plano de benefícios definidos, (ii) a interacção entre o retorno esperado dos activos e os custos de administração do plano, e (iii) a distinção entre benefícios de curto e de médio e longo prazo. As alterações do IAS 19 serão adoptadas pela Companhia em 2009, embora não seja expectável que as mesmas tenham um impacto significativo nas suas demonstrações financeiras
- Alteração à IAS 20 Contabilização dos subsídios do governo e divulgação de apoios do governo, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Esta alteração estabelece que o benefício decorrente da obtenção de um empréstimo do governo com taxas inferiores às praticadas no mercado, deve ser mensurado como a diferença entre o justo valor do passivo na data da sua contratação, determinado de acordo com o IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração e o valor recebido. Tal benefício deverá ser subsequentemente registado de acordo com o IAS 20. A Companhia não espera quaisquer impactos decorrentes da adopção desta alteração.
- Alteração à IAS 23 Custos de empréstimos obtidos, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. O conceito de custos de empréstimos obtidos foi alterado de forma a clarificar que os mesmos devem ser determinados de acordo com o método da taxa efectiva preconizado no IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração, eliminando assim a inconsistência existente entre o IAS 23 e o IAS 39. A Companhia não espera quaisquer impactos decorrentes da adopção desta alteração.
- Alteração à IAS 27 Demonstrações financeiras consolidadas e separadas, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. A alteração efectuada a esta norma determina que nos casos em que um investimento numa subsidiária esteja registado pelo seu justo valor nas contas individuais, de acordo com o IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração, e tal investimento qualifique para classificação como activo não corrente detido para venda de acordo com o IFRS 5 Activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais em descontinuação, o mesmo deverá continuar a ser mensurado no âmbito do IAS 39. Esta alteração não terá impacto nas demonstrações financeiras da Companhia.
- Alteração à IAS 28 Investimentos em associadas, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. As alterações introduzidas ao IAS 28 tiveram como objectivo esclarecer (i) que um investimento numa associada deve ser tratado como um activo único para efeitos dos testes de imparidade a efectuar à luz do IAS 36 Imparidade de activos, (ii) que qualquer perda por imparidade a reconhecer não deverá ser alocada a activos específicos nomeadamente ao goodwill e (iii) que as reversões de imparidade são registadas como um ajustamento ao valor de balanço da associada desde que, e na medida em que, o valor recuperável do investimento aumente. A Companhia não espera quaisquer impactos decorrentes da adopção desta alteração.
- Alteração à IAS 38 Activos intangíveis, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Esta alteração veio determinar que uma despesa com custo diferido, incorrida no contexto de actividades promocionais ou publicitárias, só pode ser reconhecida em balanço quando tenha sido efectuado um pagamento adiantado em relação a bens ou serviços que serão recebidos numa data futura. O reconhecimento em resultados deverá ocorrer aquando a entidade tenha o direito ao acesso aos bens
e os serviços sejam recebidos. Não se espera que esta alteração tenha impactos significativos nas contas da Companhia.
- Alteração à IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Estas alterações consistiram fundamentalmente em (i) esclarecer que é possível efectuar transferências de e para a categoria de justo valor através de resultados relativamente a derivados sempre que os mesmos iniciam ou terminam uma relação de cobertura em modelos de cobertura de fluxos de caixa ou de um investimento líquido numa associada ou subsidiária, (ii) alterar a definição de instrumentos financeiros ao justo valor através de resultados no que se refere à categoria de negociação, de forma a estabelecer que no caso de carteiras de instrumentos financeiros geridos em conjunto e relativamente aos quais exista evidência de actividades recentes tendentes a realização de ganhos de curto prazo, as mesmas devem ser classificadas como de negociação no seu reconhecimento inicial, (iii) alterar os requisitos de documentação e testes de efectividade nas relações de cobertura estabelecidas ao nível dos segmentos operacionais determinados no âmbito da aplicação do IFRS 8 Segmentos operacionais, e (iv) esclarecer que a mensuração de um passivo financeiro ao custo amortizado, após a interrupção da respectiva cobertura de justo valor, deve ser efectuada com base na nova taxa efectiva calculada na data da interrupção da relação de cobertura. A Companhia não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração.
- Alteração à IAS 40 Propriedades de investimento, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Na sequência desta alteração, as propriedades em construção ou desenvolvimento com vista ao seu uso subsequente como propriedades de investimento passam a estar incluídas no âmbito do IAS 40 (antes abrangidas pelo IAS 16 Activos fixos tangíveis). Tais propriedades em construção poderão ser registadas ao justo valor excepto se o mesmo não puder ser medido com fiabilidade, caso em que deverão ser registadas ao custo de aquisição. A Companhia não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração.
3. Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria \ Relatório e Parecer do Conselho Fiscal
Ernst &Young Audit &Associados ‐ SROC, S.A. Avenida da República, 90-6º 1600-206 Lisboa Portugal Tel: +351 217 912 000 Fax: +351 217 957 586 www.ey.com
Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria
Introdução
- Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre a informação financeira contida no Relatório de gestão e nas demonstrações financeiras anexas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, da BES-Vida, Companhia de Seguros, S.A., as quais compreendem: o Balanço em 31 de Dezembro de 2008, (que evidencia um total de 7.699.813.781 euros e um total de capital próprio de 99.501.108 euros, incluindo um resultado líquido de 12.169.585 euros), a Conta de Ganhos e Perdas, a Demonstração de Alterações no Capital Próprio e a Demonstração dos Fluxos de Caixa do exercício findo naquela data e as correspondentes Notas explicativas.
Responsabilidades
-
- É da responsabilidade do Conselho de Administração:
- a) a preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira da Companhia, o resultado das suas operações e os fluxos de caixa;
- b) a informação financeira histórica, que seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários;
- c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados;
- d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e
- e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
-
- A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.
Âmbito
- O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável
sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu:
- a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações constantes das demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação;
- a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias;
- a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade;
- a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras; e
- a apreciação se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
-
- O nosso exame abrangeu também a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos de prestação de contas.
-
- Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.
Opinião
- Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira da BES-Vida Companhia de Seguros, S.A. em 31 de Dezembro de 2008, o resultado das suas operações e os fluxos de caixa no exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal para o sector Segurador, estabelecidos na Norma Regulamentar nº 4/2007 de 27 de Abril, com as alterações introduzidas pela Norma Regulamentar nº 20/2007 de 31 de Dezembro, ambas do Instituto de Seguros de Portugal, e a informação nelas constante é completa, verdadeira, actual, objectiva e lícita.
Ênfases
-
- Sem afectar a opinião expressa no parágrafo anterior, chamamos a atenção para as seguintes situações:
- 8.1 Conforme evidenciado no Balanço e referido nos últimos parágrafos do capítulo 1.5.7 do Relatório de Gestão, em 31 de Dezembro de 2008 o valor do Capital Próprio da Companhia era inferior a metade do Capital Social, essencialmente devido aos impactos negativos registados no exercício decorrentes da queda nos mercados financeiros. Não obstante, encontravam-se cumpridos naquela data os requisitos mínimos de solvência exigidos na regulamentação do Instituto de Seguros de Portugal (Nota 44). Em cumprimento do previsto no artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais, o Conselho de Administração apresentará esta situação em Assembleia Geral de Accionistas de forma a estes tomarem as medidas julgadas convenientes. Para o efeito deverão ser tomados em consideração os efeitos subsequentes no valor do Capital Próprio e na Margem de Solvência da Companhia, decorrentes da manutenção nos primeiros meses de 2009 da tendência negativa nos mercados financeiros.
8.1 Nas Notas 2.1 e 45 encontram-se divulgados os efeitos relativos à aplicação pela primeira vez, no exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, do novo regime contabilístico aplicável às empresas de seguros (Normas Regulamentares nº 4/2007 e 20/2007 do Instituto de Seguros de Portugal), o qual acolheu as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas pela União Europeia, com as excepções indicadas na Nota 2.1.
Lisboa, 11 de Março de 2009
Ernst & Young Audit & Associados – SROC, S.A. Sociedade de Revisores Oficiais de Contas (nº 178) Representada por:
Ana Rosa Ribeiro Salcedas Montes Pinto (ROC nº 1230)
Ano: 2008
Empresa de SegurosBES VIDA Ident. do resp. pela João Borralho
Nº de identificação:503024856 Valores em euros
| Anexo 1 | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS | Quantidade | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | |||
| CÓDIGO | DESIGNAÇÃO | valor nominal | nominal | de aquisição | de aquisição | unitário | Total | ||
| 1 - TÍTULOS DE EMPRESAS DO GRUPO E ASSOCIADAS | |||||||||
| 1.1 - Nacionais 1.1.1 - Partes de capital em empresas do grupo |
|||||||||
| ANADYR - 680004 ANADYR OVERSEAS - CONSULTADORIA E PROJECTOS LDA | 1 | 4.500,00 | 4.500 | 4.500,00 | 4.500 | ||||
| WHYALA - 690004 WHYALA BUSINESS - CONSULTADORIA E PROJECTOS LDA | 1 | 4.500,00 | 4.500 | 4.500,00 | 4.500 | ||||
| sub-total | 2 | 0 | 0,00 | 0,00 | 9.000 | 0,00 | 9.000 | ||
| 1.1.2 - Obrigações de empresas do grupo | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.1.3 - Outros títulos de empresas do grupo | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.1.4 - Partes de capital em empresas associadas |
|||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.1.5 - Obrigações de empresas associadas | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.1.6 - Outros títulos de empresas associadas | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| sub-sub-total | 2 | 0 | 0,00 | 0,00 | 9.000 | 0,00 | 9.000 | ||
| 1.2 - Estrangeiras 1.2.1 - Partes de capital em empresas do grupo |
|||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.2.2 - Obrigações de empresas do grupo | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.2.3 - Outros títulos de empresas do grupo | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.2.4 - Partes de capital em empresas associadas | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.2.5 - Obrigações de empresas associadas | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 1.2.6 - Outros títulos de empresas associadas | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| sub-sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| total | 2 | 0 | 0,00 | 0,00 | 9.000 | 0,00 | 9.000 | ||
| 2 - OUTROS TÍTULOS | |||||||||
| 2.1 - Nacionais 2.1.1 - Títulos de rendimento fixo |
|||||||||
| 2.1.1.1 - De dívida pública | |||||||||
| PTOTE4OE0040 | PGB 3.2% /2005 - 15/04/2011 | 30.000.000 | 1,03 | 29.518.836 | 30.821.836 | ||||
| PTOTE5OE0007 | PGB 4.1% /2006 - 15/04/2037 | 20.100.000 | 1,01 | 19.569.133 | 20.393.570 | ||||
| PTOTE6OE0006 | PGB 4.2% /2006 - 15/10/2016 | 50.000.000 | 1,03 | 50.440.014 | 51.625.514 | ||||
| PTOTE1OE0019 | PGB 4.375% /2003 - 16/06/2014 | 5.000.000 | 5.241.164 | 5.305.414 | |||||
| PTOTEHOE0008 | PGB 5.85% /2000 - 20/05/2010 | 10.000.000 | 1,08 | 10.553.416 | 10.794.616 | ||||
| sub-total | 0 | 115.100.000 | 0 | 0 | 115.322.563 | 0,00 | 118.940.950 | ||
| 2.1.1.2 - De outros emissores públicos | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 2.1.1.3 - De outros emissores | |||||||||
| BILHETES DO TESOURO | 0 | 0 | |||||||
| PTBSABXE0003 | B.E.S. AÇORES OUT./2006 - 30/10/2009 | 20.129.100 | 1,01 | 20.312.141 | 20.312.141 | ||||
| PTBPM9OM0001 | BANCO BPI Float 2007 - 16/04/2017 (Call: 16/04/2012) | 2.000.000 | 0,69 | 1.763.497 | 1.378.297 | ||||
| PTBERKOM0018 | BANCO ESPIRITO SANTO Float - 2007 / 29-03-2010 | 2.500.000 | 0,97 | 2.467.337 | 2.415.265 | ||||
| PTBERLOM0017 | BANCO ESPÍRITO SANTO Float /2007 - 08/05/2013 | 4.000.000 | 0,92 | 3.854.730 | 3.664.730 | ||||
| PTTCCKXE0008 | BANCO MAIS SA Float /2007 - 10/05/2010 | 37.000.000 | 1,01 | 37.269.998 | 37.269.998 | ||||
| PTBCLAOE0000 | BCP LEASING PERPETUA - 2001 / 28-12-2049 (Call: 28/12/2011) | 4.900.000 | 1,00 | 4.901.936 | 4.901.936 | ||||
| PTBCT3OM0000 | BCPN Float - 2007 / 09-05-2014 | 2.065.000 | 0,97 | 1.975.622 | 1.993.423 | ||||
| PTBCV1OM0008 | BCPPL Float /2008 - 28/05/2010 | 9.300.000 | 1,00 | 9.278.973 | 9.277.898 | ||||
| PTBSADXE0001 | BES AÇORES AGOSTO /2007 - 10/08/2010 | 23.092.200 | 1,02 | 23.594.721 | 23.594.721 | ||||
| PTBSACXE0002 | BES AÇORES DEZEMBRO /2006 - 28/12/2009 | 27.910.150 | 1,00 | 27.915.549 | 27.915.549 | ||||
| PTBSAFOE0000 PTBERRXE0010 |
BES AÇORES DEZEMBRO /2008 - 16/12/2011 BES INFRA-ESTRUTURAS 03/08/2007- 03/08/2009 |
30.000.000 1.925.800 |
1,03 1,00 |
30.372.097 1.959.665 |
30.860.427 1.929.196 |
||||
| PTBERSXE0027 | BES INFRA-ESTRUTURAS 07/09/2007 - 07/09/2009 | 2.903.050 | 1,01 | 2.942.410 | 2.930.823 | ||||
| PTBEMCXE0012 | BES SUB. 1ªS /2008 - 20/02/2019 (Call=20/02/2014) | 4.861.000 | 1,00 | 4.970.542 | 4.880.248 | ||||
| PTBEMDXE0011 | BES SUB. 2ªS 2008 - 20/02/2019 | 3.476.000 | 1,00 | 3.489.762 | 3.486.170 | ||||
| PTBEMEXE0010 | BES SUB. 3ªS 2008 - 20/02/2019 | 4.429.000 | 1,00 | 4.448.548 | 4.438.978 | ||||
| PTBEMMOE0029 | BES SUB. 4ªS 2008 - 20/02/2019 | 75.964.000 | 1,00 | 76.680.769 | 76.110.442 | ||||
| PTBEMNOE0010 | BES SUB. 5ªS 2008 - 20/02/2019 | 118.547.000 | 1,00 | 119.088.753 | 118.664.806 | ||||
| PTBEMOOE0019 | BES SUB. 6ªs / 2008 / 20-02-2019 | 53.939.000 | 1,00 | 53.948.177 | 53.948.177 | ||||
| PTBELHXE0000 | BESLEASING FACT SUBORD 22/10/2014 | 2.480.000 | 1,01 | 2.510.443 | 2.510.443 | ||||
| PTBELMOE0004 | BESLEASING FACTORING 2005 - 2049 (Call: 22/09/2015) | 15.000.000 | 1,00 | 15.020.156 | 15.020.156 | ||||
| PTBELKXE0005 | BESLEASING FACTORING 2005 / 22-08-2011 | 2.405.550 | 1,00 | 2.417.359 | 2.417.395 | ||||
| PTBELLXE0004 | BESLEASING FACTORING 2005 / 22-08-2012 | 3.223.100 | 1,00 | 3.239.021 | 3.239.021 | ||||
| PTBELNXE0002 | BESLEASING FACTORING 2005 / 22-11-2010 | 15.762.700 | 1,00 | 15.840.738 | 15.840.738 | ||||
| PTBELGXE0001 PTBELQXE0009 |
BESLEASING FACTORING Float 2004 - 22/09/2014 (Call: 22/09/2009) BESLEASING FACTORING Float 2008 -22/07/2011 |
4.162.000 111.000.000 |
1,02 1,03 |
4.231.055 114.065.931 |
4.231.055 114.065.931 |
||||
| PTBELPXE0000 | BESLEASING FACTORING Float 2008 / 22-06-2010 | 40.330.000 | 1,00 | 40.371.560 | 40.371.560 | ||||
| PTBELOXE0001 | BESLEASING FACTORING Float 2008/22-12-2010 | 7.080.000 | 1,00 | 7.087.296 | 7.087.296 | ||||
| PTBELDXE0004 | BESLEASING IMOBILIARIO - 2001 / 04-05-2011 | 500.000 | 1,01 | 507.484 | 505.020 |
Ano: 2008
| Empresa de SegurosBES VIDA Nº de identificação:503024856 |
Valores em euros | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ident. do resp. pela João Borralho | |||||||||
| IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS | Quantidade | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | Anexo 1 | ||
| CÓDIGO PTBELCXE0005 |
DESIGNAÇÃO BESLEASING MOBILIARIO - 2000 / 22-11-2010 |
valor nominal 1.000.000 |
nominal 0,99 |
de aquisição | de aquisição 1.004.853 |
unitário | Total 994.172 |
||
| PTBERPOM0013 | BESNN Float/ 2007 - 26/06/2014 | 32.350.000 | 0,85 | 31.580.930 | 27.352.125 | ||||
| PTBEROOM0022 | BESPL Float /2008 - 14/05/2010 | 11.950.000 | 0,98 | 11.998.529 | 11.769.436 | ||||
| PTBSMFOE0006 PTCGHSOM0001 |
BPSM - TOPS PERPETUAS 1997/2049 (Call = 04/06/2009) CAIXA GERAL DEPO Float /2007 - 19/05/2009 |
1 2.100.000 |
0,66 1,00 |
1 2.099.232 |
1 2.102.342 |
||||
| PTCGG2OM0007 | CGD Sub.Lower Tier II /2007 - 28/12/2017 (Call=28/12/2012) | 43.288.000 | 1,00 | 43.303.007 | 43.302.209 | ||||
| PTJMRHOE0007 PTMOCGOE0008 |
JMTPL Float /2007 - 11/12/2012 (Call=30/09/2010) MODELO CONTINENTE Var. /2004 - 18/03/2009 |
1.000.000 913.000 |
1,02 1,02 |
1.015.052 929.270 |
1.015.052 928.814 |
||||
| PTMOCIOE0006 | MODELO E CONTINENTE Float - 2005 / 03-08-2010 | 403.025 | 1,02 | 413.241 | 412.859 | ||||
| PTMOCJOE0005 | MODELO E CONTINENTE Float /2007 - 30/04/2012 | 7.750.000 | 1,00 | 7.829.496 | 7.720.950 | ||||
| PTMOCHOE0007 PTCMHXOM0006 |
MODELO e CONTINENTE Float 2005/02-08-2012 (Call 02/08/2010) MONTEPIO GERAL Float - 2007 / 29-05-2013 |
1.142.000 3.400.000 |
1,02 0,94 |
1.171.690 3.230.449 |
1.169.817 3.208.719 |
||||
| PTPTICOE0008 | PORTUCEL Float /2005 - 27/10/2012 | 1.516.000 | 1,01 | 1.537.681 | 1.530.856 | ||||
| PTPTIAOE0000 PTSEMCOE0006 |
PORTUCEL Tx.Var. /2005 - 29/03/2010 SEMAPA Float / 2006 - 20/04/2016 |
5.919.500 22.300.000 |
1,00 0,99 |
5.993.866 22.711.415 |
5.926.986 22.030.750 |
||||
| PTSONFOE0000 | SONAE INVESTIMENTOS Float /2006 - 10/05/2011 (Call=10/05/2009) | 28.500.000 | 1,01 | 28.885.028 | 28.648.478 | ||||
| PTSONBOE0004 | SONAE INVESTIMENTOS Float /2007 - 11/04/2014 (Call: 11/04/2012) | 9.050.000 | 1,01 | 9.192.698 | 9.170.112 | ||||
| PTSMLBOE0008 PTBERQXE0003 |
SUMOLIS Float 2006 - 03/02/2011 B.E.S. EURO RENDA /2001-31/08/2009 |
9.451.200 15.000.000 |
1,01 1,03 |
9.577.672 16.674.739 |
9.577.672 15.512.502 |
||||
| PTBEQCXE0000 | B.E.S. EURO RENDA 2002 / 29-04-2010 | 22.305.750 | 1,04 | 24.617.726 | 23.275.880 | ||||
| PTBBQO1E0024 PTESSEYE0006 |
BANCO BPI 5.75% /2008 - 05/08/2010 BES DUAL REND FIXO + EUROSTOXX 2006 / 26-08-2014 |
5.000.000 3.012.000 |
1,04 0,95 |
5.137.075 3.047.459 |
5.224.675 2.851.679 |
||||
| PTBERAXE0019 | BES FEVEREIRO 2006 - 06/02/2009 | 4.140.000 | 1,04 | 4.288.835 | 4.293.526 | ||||
| PTESSBXE0000 | BES INV Rendimento Step Up 2006 - 01/04/2014 | 3.500.000 | 1,03 | 3.591.350 | 3.607.100 | ||||
| PTBERU1E0015 PTBEMB1E0016 |
BESNN 4.375% /2008 - 25/01/2011 BESPL 5.5% /2008 - 21/07/2010 |
7.350.000 5.000.000 |
1,04 1,05 |
7.524.527 5.115.431 |
7.675.176 5.246.558 |
||||
| PTBICYXE0006 | BIC EURO RENDA 4% 2005 - 16/04/2013 | 2.920.250 | 0,99 | 2.881.789 | 2.886.782 | ||||
| PTCG1HOM0003 PTFCPCOM0000 |
C.G.D. 3.875% /2008 - 12/12/2011 Futebol Clube Porto 6% 2006/15-12-2009 |
10.800.000 300.610 |
1,00 0,95 |
10.836.721 301.363 |
10.839.065 286.361 |
||||
| PTPETGCM0002 | PARPUBLICA 3.25% Conv. E.D.P. /2007 - 18/12/2014 | 2.000.000 | 0,96 | 1.837.167 | 1.929.767 | ||||
| PTCPEDOM0000 | REFER 4.25% - 2006 / 13-12-2021 | 600.000 | 0,97 | 562.189 | 579.058 | ||||
| PTRELAOM0000 PTBER4XE0008 |
REN REDES ENERGETICAS 6.375 % /2008 - 10/12/2013 B.E.S. EURO RENDA 4% - Mar/2005 - 16/04/2013 |
3.000.000 6.684.150 |
1,02 0,99 |
2.998.913 6.691.224 |
3.060.803 6.607.517 |
||||
| PTBER6XE0006 | B.E.S. EURO RENDA 4% ABRIL 2005 - 2ª SÉRIE | 2.329.250 | 1,03 | 2.330.378 | 2.403.880 | ||||
| PTESSVXE0006 | BANCO ESSI 5.5 % - 2003 / 13-10-2033 | 2.871.000 | 1,01 | 2.941.770 | 2.896.161 | ||||
| PTBER7XE0005 PTBER8XE0004 |
BES EURO RENDA - 2005 / 14-10-2013 BES Commodities 2005 - 13/01/2014 |
2.500.000 1.863.550 |
0,96 0,93 |
2.032.313 1.830.833 |
2.400.465 1.734.126 |
||||
| sub-total sub-sub-total |
0 0 |
914.093.936 1.029.193.936 |
0,00 0,00 |
0,00 0,00 |
924.242.178 1.039.564.741 |
0,00 0,00 |
915.434.267 1.034.375.218 |
||
| 2.1.2 - Títulos de rendimento variável | |||||||||
| 2.1.2.1 - Acções | |||||||||
| PTPTC0AM0009 PTSEM0AM0004 |
Portugal Telecom, SGPS Semapa-SGPS,S.A. |
3.112.920 571.429 |
9,04 3,06 |
28.154.867 1.750.172 |
6,07 6,40 |
18.895.424 3.657.717 |
|||
| PTEDP0AM0009 | EDP - Nom. | 911.330 | 3,56 | 3.245.194 | 2,70 | 2.456.034 | |||
| ES0127797019 12168000418 |
EDP Renováveis SA ESPÍRITO SANTO SAÚDE, SGPS, S.A. |
1.679.235 4.425.000 |
8,00 4,07 |
13.433.880 18.000.002 |
5,00 4,07 |
8.401.213 18.000.015 |
|||
| PTGAL0AM0009 | Galp Energia SGPS SA | 246.104 | 12,20 | 3.001.697 | 7,18 | 1.767.027 | |||
| PTPAD0AM0007 | Glintt-Global Intelligent Technologies | 1.291.773 | 0,76 | 983.328 | 0,64 | 826.735 | |||
| PTREL0AM0008 PTSON0AM0001 |
REN - Redes Energéticas Nacionais Sonae - SGPS |
265.000 596.998 |
2,81 0,41 |
745.885 244.269 |
2,84 0,44 |
751.275 260.888 |
|||
| PTBCP0AM0007 | B.C.P.-Nom.e Port.Reg. | 7.310.126 | 0,81 | 5.932.697 | 0,82 | 5.957.753 | |||
| PTBRI0AM0000 | Brisa-Nom (Priv) | 444.713 | 7,95 | 3.536.058 | 5,35 | 2.379.659 | |||
| PTZON0AM0006 | ZON Multimédia, SGPS |
1.101.297 | 3,90 | 4.297.128 | 3,71 | 4.085.812 | |||
| sub-total | 21.955.925 | 0 | 0,00 | 0,00 | 83.325.177 | 0,00 | 67.439.552 | ||
| 2.1.2.2 - Títulos de participação |
|||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| 2.1.2.3 - Unidades de participação em fundos de investimento | |||||||||
| PTYESCLM0005 PTYESGLM0001 |
ES - ACÇÕES AMERICA ES - ACÇÕES EUROPA |
20.554 16.606 |
7,41 11,43 |
152.247 189.740 |
5,42 7,63 |
111.438 126.750 |
|||
| PTYEVALM0002 | ES - ALPHA 3 | 4.940 | 5,21 | 25.759 | 5,14 | 25.371 | |||
| PTYES1LM0005 PTYEVBLM0001 |
ES - BRASIL ES - MOMENTUM |
1.687.591 27.023 |
6,10 3,93 |
10.291.673 106.303 |
3,38 2,83 |
5.698.488 76.561 |
|||
| PTYEVFLM0007 | ES - PLANO DINÂMICO | 133.192.901 | 3,73 | 497.130.113 | 3,78 | 502.843.160 | |||
| PTYESYLM0009 | ES - PORTUGAL ACÇÕES | 233.366 | 8,18 | 1.908.677 | 4,77 | 1.114.183 | |||
| PTYEVIHM0000 PTYEVJHM0009 |
ES - PREMIUM FEI ES - RENDIMENTO DINÂMICO |
61.672.726 26.116.333 |
5,03 4,98 |
309.999.998 130.000.000 |
4,67 4,75 |
288.258.322 124.083.921 |
|||
| PTFIMDHN0004 | FUNGEPI FII | 10.000.000 | 3,60 | 35.987.000 | 3,58 | 35.795.000 | |||
| PTYESILM0009 PTYETXLM0009 |
ES - CAPITALIZAÇÃO ES - CAPITALIZAÇÃO DINÂMICA |
1.110.297 4.268.555 |
9,21 5,24 |
10.222.123 22.360.575 |
9,47 5,30 |
10.517.292 22.605.838 |
|||
| PTYESRLM0008 | ES - OBRIGAÇÕES EUROPA | 161.160 | 10,06 | 1.620.651 | 10,62 | 1.711.084 | |||
| PTYESSLM0007 | ES - OBRIGAÇÕES GLOBAL | 89.740 | 9,29 | 833.694 | 10,03 | 900.442 | |||
| PTYEVDLM0009 PTYEVHHM0001 |
ES - RENDIMENTO FEI ES - RENDIMENTO PLUS |
40.268 4.043.454 |
5,07 5,00 |
204.128 20.218.500 |
5,14 5,04 |
207.058 20.380.221 |
|||
| PTYESPLM0000 | ES - MONETÁRIO | 2.127.384 | 6,55 | 13.925.804 | 6,68 | 14.209.223 | |||
| PTYEIXHM0008 PTFIMEHN0003 |
ES - LOGISTICA FUNGERE - Fd G. Pat. Imobiliário |
2.862.081 20.000.000 |
5,09 4,54 |
14.563.413 90.789.860 |
5,11 4,49 |
14.626.951 89.704.000 |
|||
| PTYEIAHM0005 | GESPATRIMONIO RENDIMENTO | 817.472 | 10,76 | 8.793.303 | 12,01 | 9.819.802 | |||
| PTNOFCIE0006 | NORFIN IMOBILIARIO (Logística e Distribuição) | 1.000.000 | 5,26 | 5.264.300 | 6,38 | 6.380.000 | |||
| PTORGBIM0010 | OREY REABILITAÇÃO LISBOA |
750.458 | 5,33 | 3.999.996 | 5,72 | 4.289.918 | |||
| sub-total | 270.242.909 | 0 | 0,00 | 0,00 | 1.178.587.856 | 0,00 | 1.153.485.024 | ||
| 2.1.2.4 - Outros | |||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | ||
| sub-sub-total | 292.198.834 | 0 | 0,00 | 0,00 | 1.261.913.033 | 0,00 | 1.220.924.576 | ||
| 2.2 - Estrangeiros | total | 292.198.834 | 1.029.193.936 | 0,00 | 0,00 | 2.301.477.774 | 0,00 | 2.255.299.794 | |
| 2.2.1 - Títulos de rendimento fixo | |||||||||
| 2.2.1.1 - De dívida pública | |||||||||
| FR0114683842 | BTNS 4.5% /2008 - 12/07/2013 | 15.000.000 | 1,09 | 16.435.582 | 16.414.582 | ||||
| IT0004009673 | BTPS 3,75% /2006 - 01/08/2021 | 31.500.000 | 0,93 | 29.541.674 | 29.391.593 | ||||
| IT0004273493 IT0001174611 |
BTPS 4.5 % /2007 - 01/02/2018 BTPS 6.5% /1997 - 01/11/2027 |
9.050.000 39.000.000 |
1,03 1,17 |
8.794.154 50.246.825 |
9.363.037 45.672.072 |
||||
| DE0001135283 | DBR 3.25% - 2005 / 04-07-2015 | 17.000.000 | 1,05 | 16.790.490 | 17.862.366 | ||||
| DE0001135374 DE0001135341 |
DBR 3.75% /2008 - 04/01/2019 DBR 4% /2007 - 04/01/2018 |
35.000.000 26.750.000 |
1,07 1,13 |
37.329.857 27.606.257 |
37.550.757 30.210.595 |
Ano: 2008
| Empresa de SegurosBES VIDA | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Nº de identificação:503024856 Ident. do resp. pela João Borralho |
Valores em euros | |||||||
| Anexo 1 | ||||||||
| IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | |||
| CÓDIGO | DESIGNAÇÃO | Quantidade | valor nominal | nominal | de aquisição | de aquisição | unitário | Total |
| DE0001135333 | DBR 4,25 % /2007 - 04/07/2017 | 16.000.000 | 1,12 | 16.431.749 | 17.908.142 | |||
| DE0001135325 | DBR 4.25% /2007 - 04/07/2039 | 8.000.000 | 1,15 | 8.878.947 | 9.205.751 | |||
| DE0001135358 DE0001135176 |
DBR 4.25% /2008 - 04/07/2018 DBR 5,5 % /2000 - 04/01/2031 |
50.150.000 22.000.000 |
1,13 1,29 |
53.012.832 27.367.827 |
56.748.950 28.441.576 |
|||
| DE0001135044 | DBR 6.5% /1997 - 04/07/2027 | 39.000.000 | 1,39 | 52.491.520 | 54.278.437 | |||
| FR0010192997 | FRTR 3,75% /2005 - 25/04/2021 | 10.000.000 | 1,04 | 9.491.449 | 10.389.349 | |||
| FR0000187635 | FRTR 5.75% /2000 - 25/10/2032 | 24.000.000 | 1,29 | 29.640.218 | 30.921.715 | |||
| GR0124026601 | GGB 3.7% /2005 - 20/07/2015 | 7.500.000 | 0,95 | 7.382.350 | 7.144.675 | |||
| GR0124024580 | GGB 4,5% /2004 - 20/05/2014 | 48.500.000 | 1,01 | 50.854.411 | 48.868.102 | |||
| GR0114021463 | GGB 4.0% /2008 - 20/08/2013 | 30.000.000 | 0,99 | 30.480.248 | 29.764.048 | |||
| GR0114020457 GR0124030645 |
GGB 4.1% /2007 - 20/08/2012 GGB 4.6% /2008 - 20/07/2018 |
5.500.000 9.100.000 |
0,99 0,98 |
5.472.113 8.860.928 |
5.459.518 8.937.914 |
|||
| DE0001141521 | OBL 3.5% /2008 - 12/04/2013 | 4.200.000 | 1,07 | 4.333.508 | 4.503.692 | |||
| DE0001141539 | OBL 4.0% /2008 - 11/10/2013 | 70.000.000 | 1,09 | 73.348.335 | 75.972.438 | |||
| AT0000383864 | RAGB 6.25% /1997 - 15/07/2027 | 39.500.000 | 1,30 | 51.423.730 | 51.260.665 | |||
| XS0205537581 | REP. ARGENTINA 1.2% /2003 - 31/12/2038 | 849.836 | 0,15 | 308.256 | 127.475 | |||
| GR0124021552 | REP. GREECE 4.6 % / 2003 - 20/05/2013 | 11.000.000 | 1,02 | 11.486.121 | 11.203.568 | |||
| US912828JE19 | TII 1.375% TSY Infl 2008 - 15/07/2018 | 6.060.000 | 0,68 | 4.449.164 | 4.135.050 | |||
| XS0365663961 XS0298931287 |
WACHOVIA BANK NA 6% /2008 - 23/05/2013 HSBK EUROPE 7.25% 2007 - 03/05/2017 |
2.000.000 5.000.000 |
1,00 0,42 |
2.072.486 2.391.478 |
2.001.346 2.089.097 |
|||
| ES0000011876 | SPGB c/z - 98 / 01-2029 | 28.247.569 | 0,41 | 9.502.332 | 11.658.619 | |||
| XS0224713254 | AUSTRIA REP. 2005 / 28-07-2025 | 6.500.000 | 0,63 | 5.845.332 | 4.106.531 | |||
| XS0220101744 | REP. AUSTRIA Float /2005 - 15/06/2015 | 3.000.000 | 0,93 | 2.992.552 | 2.775.000 | |||
| FR0108664055 | BTNS 1.25% + Inflação - 2006/ 25-07-2010 | 6.400.000 | 1,08 | 6.390.390 | 6.884.822 | |||
| IT0003805998 | BTPS 0.95% + Inflação - 2004 / 15-09-2010 | 20.192.000 | 1,08 | 19.790.056 | 21.723.588 | |||
| DE0001030500 | DBR 1.5% Inflação 2006 - 15/04/2016 | 63.658.000 | 1,08 | 64.067.769 | 68.975.075 | |||
| FR0010235176 | FRTR 1% + Inflação - 2005/ 25-07-2017 | 39.538.000 | 1,00 | 37.346.610 | 39.720.189 | |||
sub-total |
0 | 749.195.405 | 0,00 | 0,00 | 782.857.548 | 0,00 | 801.670.334 | |
| 2.2.1.2 - De outros emissores públicos | ||||||||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | |
| 2.2.1.3 - De outros emissores | ||||||||
| XS0140546853 | NOTA BOATS INVESTMENTS (NETHERLANDS) B.V.SERIE-36 | 590.738 | 590.738 | |||||
| CERTIFICADOS DE DEPÓSITO (BNP PARIBAS) | 1.200.905 | 1.200.905 | ||||||
| CERTIFICADOS DE DEPÓSITO (JP MORGAN) | 1.464.404 | 1.464.404 | ||||||
| CERTIFICADOS DE DEPÓSITO (JP MORGAN) | 703.742 | 703.742 | ||||||
| XS0346776973 | Amortising Secured Repackaged Notes due 2020 | 4.083.951 | 4.083.951 | |||||
| CERTIFICADOS DE DEPÓSITO | 6.011.533 | 6.011.533 | ||||||
| PAPEL COMERCIAL | 182.955.679 | 182.955.679 | ||||||
| XS0283183084 XS0092676625 |
ABANKA VIPA Float 2007/2049 (Call:03-02-2017) ABBEY NATIONAL PLC 1998 - 07/01/2009 |
2.000.000 9.203.255 |
0,75 1,05 |
1.571.570 9.613.056 |
1.501.570 9.651.514 |
|||
| XS0329074826 | ABN AMRO BRIC Infrastructure Index Capital 2007 - 23/11/2010 | 65.000 | 0,91 | 65.000 | 59.033 | |||
| NL0000122505 | ABN AMRO CMS /1999 - 10/06/2019 | 5.000.000 | 1,06 | 5.310.683 | 5.306.342 | |||
| XS0201884300 | AIREM 2004-1X 3B2 MTG /2004 - 20/09/2066 | 4.500.000 | 0,53 | 4.514.301 | 2.396.773 | |||
| XS0200533726 | ALLIANCE & LEIC Float - 2004 / 14-09-2009 | 300.000 | 0,98 | 295.849 | 292.807 | |||
| XS0229757736 | ALLIANCE & LEICESTER SANTANDER Float /2005 - 21/09/2010 | 2.000.000 | 0,96 | 1.907.400 | 1.920.320 | |||
| XS0222205600 | ALPHA CREDIT Float /2005 - 21/06/2010 | 2.500.000 | 0,98 | 2.505.859 | 2.456.359 | |||
| XS0253574007 XS0257752013 |
ALPHA CREDIT Float /2006 - 08/05/2009 ANGLO IRISH BANK Float 2006 - 21/06/2016 (Call: 21/06/2011) |
400.000 2.000.000 |
1,01 0,58 |
400.687 1.991.054 |
402.687 1.161.713 |
|||
| XS0207513127 | ANZ CAP.TRUST III Float /2004 - 15/12/2053 (Call=15/12/2014) | 500.000 | 0,76 | 505.336 | 378.386 | |||
| IT0003694137 | ARGOM 2 B MTG /2004 - 27/10/2043 | 4.300.000 | 0,66 | 4.352.743 | 2.824.941 | |||
| XS0131006594 | ATAR INV. (JERSEY) LTD - 2001 / 14-02-2011 | 1.100.000 | 1,02 | 1.120.706 | 1.124.985 | |||
| XS0211870547 | ATHLON SEC. BV Float MTG /2005 - 26/12/2014 | 2.216.425 | 0,99 | 2.220.499 | 2.186.225 | |||
| XS0289568437 | AVOCA VII-X F MTG 2007 - 16/05/2024 | 1.500.000 | 0,67 | 817.525 | 1.006.105 | |||
| XS0278107999 | BANCA LOMBARDA Float /2006 - 19/12/2016 (Call=19/12/2011) | 1.000.000 | 0,94 | 1.001.185 | 941.185 | |||
| XS0284945135 IT0001433322 |
BANCA POP VERONA Float /2007 - 08/02/2017 (Call=08/02/2012) BANCA POPOLARE LODI Float 2000 - 30/06/2010 |
1.000.000 1.500.000 |
0,76 0,95 |
1.005.801 1.573.182 |
763.101 1.426.878 |
|||
| XS0210380753 | BANCO BPI (CI) Float 2005 - 27/01/2010 | 189.000 | 1,00 | 189.332 | 189.368 | |||
| XS0218220191 | BANCO FINANTIA Float - 2005 - 04/05/2015 (Call: 04/05/2010) | 6.841.000 | 1,00 | 6.897.086 | 6.856.489 | |||
| XS0313254046 | BANCO FINANTIA INTL Float /2007 - 26/07/2017 (Call=26/07/2012) | 7.000.000 | 1,01 | 7.078.080 | 7.077.995 | |||
| ES0170234001 | BANCO GALLEGO 2006 - 30/10/2049 (Call: 30/10/2016) | 1.000.000 | 0,31 | 261.556 | 311.556 | |||
| XS0239063414 | BANCO ITAU EUROPA - 2005 / 22-12-2015 (Call: 22/12/2010) | 9.570.000 | 0,70 | 9.382.803 | 6.707.792 | |||
| XS0222353202 | BANCO ITAU EUROPA Float 2005 - 22/06/2010 | 3.500.000 | 0,97 | 3.410.663 | 3.410.663 | |||
| ES0213770011 | BANCO PASTOR pp - 2004 / 11-06-2014 | 5.000.000 | 0,30 | 3.762.022 | 1.512.022 | |||
| XS0235012951 ES0213860036 |
BANCO POPOLARE C/F Float /2005 - 18/11/2015 BANCO SABADELL Float 2006 - 25/05/2016 (Call:25/05/2011) |
1.000.000 1.000.000 |
0,96 0,77 |
973.016 1.006.683 |
960.616 772.081 |
|||
| XS0208508845 | BANIF FINANCE 2004 - 2049 (Call = 22/12/2014) | 2.053.000 | 0,98 | 2.077.199 | 2.014.519 | |||
| XS0208463306 | BANIF FINANCE Float /2004 - 29/12/2014 (Call=29/12/2009) | 3.698.000 | 0,96 | 3.680.795 | 3.561.966 | |||
| XS0280064204 | BANIF FINANCE LTD Float 2006/22-12-2049 (Call:22/12/2016) | 11.000.000 | 0,65 | 10.412.892 | 7.162.192 | |||
| XS0239804445 | BANIF Float /2005 - 30/12/2015 (Call=30/12/2010) | 3.211.000 | 0,99 | 3.179.211 | 3.178.890 | |||
| XS0273479914 | BANIF Float /2006 - 03/11/2010 | 5.991.000 | 0,99 | 5.962.483 | 5.950.786 | |||
| XS0203173298 | BANK NAT OF GREECE PERPETUAL 2004 (Call: 03/11/2014) | 315.000 | 0,34 | 193.791 | 105.716 | |||
| XS0285100391 XS0307782945 |
BANK OF AMERICA Float - 2007 / 05-02-2014 BANK OF CYPTRUS Float /2007 - 28/06/2010 |
1.600.000 3.500.000 |
0,84 0,98 |
1.533.003 3.497.651 |
1.336.765 3.441.826 |
|||
| XS0362349465 | BANK OF MONTREAL Float 2008 - 07/05/2010 | 1.300.000 | 0,97 | 1.311.725 | 1.266.563 | |||
| XS0221500811 | BANK OF SCOTLAND (Hbos) Float - 2005 / 14-06-2012 | 1.000.000 | 0,96 | 957.024 | 959.024 | |||
| XS0233885531 | BARCLAYS BANK Float - 2005 / 23-11-2015 | 4.800.000 | 0,93 | 4.777.470 | 4.445.652 | |||
| XS0096198956 | BARCLAYS BANK PLC /1999 - 06/04/2009 | 1.000.000 | 1,03 | 1.026.481 | 1.025.833 | |||
| XS0274213346 | BARCLAYS BANK PLC 2006 - 09/11/2009 | 2.500.000 | 1,02 | 2.524.232 | 2.549.447 | |||
| XS0225160786 XS0254619165 |
BARCLAYS Float / 2005 - 31/07/2013 BAT HOLDINGS BV Float 2006 - 16/05/2010 |
10.000.000 300.000 |
0,60 1,00 |
10.000.103 294.069 |
5.991.000 300.060 |
|||
| XS0097441264 | BAYER HYPO - VEREINSBANK Float - 1999 / 20-05-2009 | 4.100.000 | 1,00 | 4.120.567 | 4.111.337 | |||
| XS0097084726 | BAYER HYPO CMS 99-05/05/2014 | 4.761.000 | 0,92 | 4.763.755 | 4.389.697 | |||
| XS0097995590 | BAYER.HYPO CMS 99-02/06/2014 | 4.000.000 | 0,93 | 3.944.337 | 3.701.895 | |||
| XS0097994940 | BAYER.HYPO CMS 99-16/06/2014 | 3.000.000 | 0,99 | 2.994.831 | 2.957.128 | |||
| XS0202111992 | BCP FINANCE (BCPN) Float 2004 - 14/10/2009 | 1.333.000 | 1,01 | 1.335.844 | 1.343.349 | |||
| XS0216793728 | BCP FINANCE BANK Float /2005 - 20/04/2010 | 263.000 | 0,98 | 264.013 | 258.171 | |||
| XS0270563421 | BCP FINANCE BANK Float 2006 - 20/10/2009 | 3.150.000 | 1,01 | 3.133.317 | 3.169.310 | |||
| XS0220057581 XS0284019659 |
BCP FINANCE Float - 2005 / 15-06-2015 BCP FINANCE Float /2007 - 02/06/2012 |
10.400.000 4.950.000 |
0,86 0,98 |
10.369.099 4.807.884 |
8.949.045 4.863.531 |
|||
| XS0210022249 | BCPN Float /2005 - 28/01/2010 | 4.100.000 | 1,00 | 4.081.780 | 4.101.680 | |||
| XS0278435226 | BCPN Float /2006 - 21/12/2016 (Call=21/12/2011) | 6.537.000 | 0,78 | 6.409.311 | 5.104.457 | |||
| XS0269056056 | BEAR STEARNS CO Float 2006 - 26/09/2013 | 5.000.000 | 0,87 | 4.981.460 | 4.326.908 | |||
| XS0203695233 | BEAR STEARNS Float - 2004 / 20-10-2009 | 1.850.000 | 0,98 | 1.799.923 | 1.809.633 | |||
| XS0185342408 | BES FINANCE Float - 2004 / 12-02-2009 | 615.000 | 1,00 | 618.506 | 617.399 | |||
| XS0273746114 | BES FINANCE Float - 2006 / 12-11-2009 | 2.200.000 | 0,99 | 2.191.128 | 2.177.569 | |||
| XS0217754794 | BES FINANCE Float /2005 - 27/04/2010 | 949.000 | 1,00 | 950.458 | 948.982 | |||
| XS0261040173 | BES FINANCE Float 2006 - 18/07/2011 | 1.810.000 | 0,96 | 1.787.468 | 1.729.365 |
| Nº de identificação:503024856 | Valores em euros | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ident. do resp. pela João Borralho | Anexo 1 | |||||||
| IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | |||
| CÓDIGO | DESIGNAÇÃO | Quantidade | valor nominal | nominal | de aquisição | de aquisição | unitário | Total |
| XS0211566475 | BES FINANCE Float/ 2005 - 09/02/2010 | 1.000.000 | 0,98 | 977.418 | 984.218 | |||
| XS0242314291 | BES FINANCE Float/ 2006 - 08/02/2011 | 3.000.000 | 0,99 | 2.939.566 | 2.964.376 | |||
| XS0195738348 XS0190583012 |
BES FINANCE LTD Float /2004 - 08/10/2009 BESNN Float /2004 - 21/04/2011 |
3.390.000 10.000.000 |
1,01 0,99 |
3.368.679 9.936.793 |
3.407.001 9.893.643 |
|||
| IT0003685846 | BIPIELLE RESIDENTIAL SRL Float MTG /2004 - 30/12/2040 | 2.800.000 | 0,64 | 2.806.728 | 1.792.816 | |||
| XS0107588823 | BNP PARIBAS Var. /2000 - 23/02/2015 | 1.750.000 | 1,01 | 1.774.438 | 1.772.343 | |||
| XS0243345203 | BOIRO FINANCE BV Float/ 2006 - 29/03/2011 | 8.500.000 | 0,99 | 8.515.229 | 8.391.912 | |||
| XS0244531207 | BOIRO FINANCE Float 2006/20-03-2011 | 10.000.000 | 0,72 | 7.809.288 | 7.209.288 | |||
| XS0235648408 | BOYNE 1X E MTG 2005 - 12/02/2022 | 3.000.000 | 0,86 | 2.463.903 | 2.588.880 | |||
| XS0174443449 XS0268649760 |
BPI CAPITAL FINANCE Float /2003 - 12/08/2049 (Call: 12/08/2013) BPN CAYMAN Float /2006 - 25/09/2009 |
16.003.000 2.200.000 |
0,73 1,00 |
14.313.416 2.195.195 |
11.651.893 2.200.412 |
|||
| XS0198770199 | BRUCK IX A2-1 MTG / 2004 - 29/12/2084 | 700.000 | 0,95 | 690.833 | 666.081 | |||
| XS0127276235 | BSCH ISSUANCES Float/ 2001 - 28/03/2011 | 2.500.000 | 0,91 | 2.446.760 | 2.276.985 | |||
| ES0115006001 | BVA PREFERENTES TIER I 2006/2049 (Call:15/12/2016) | 4.000.000 | 0,25 | 2.200.000 | 1.000.000 | |||
| ES0214843148 | CAIXA GALICIA Float /2007 - 20/06/2017 | 5.000.000 | 0,92 | 5.005.006 | 4.601.556 | |||
| XS0218038809 | CAIXA GERAL DE DEPOSITOS - 2005 / 27-04-2015 (call=27-04-2010) | 5.800.000 | 0,80 | 5.778.242 | 4.636.152 | |||
| XS0219062634 | CAIXA GERAL DE DEPOSITOS Var - 2005 - 12-05-2020 | 1.340.000 | 0,68 | 1.195.612 | 904.500 | |||
| XS0160043328 XS0230957424 |
CAIXA GERAL DEPO Float / 2002 - 18/12/2049 (Call 18/12/2012) CAIXA GERAL DEPO Float 2005 - 29/09/2049 (Call: 30/09/2015) |
13.100.000 18.080.000 |
0,75 0,68 |
12.104.396 15.925.707 |
9.846.306 12.287.074 |
|||
| XS0277713433 | CAIXA GERAL DEPOSITOS Float - 2006 / 20-12-2016 (call=-20-12-2011) | 5.000.000 | 0,65 | 2.921.307 | 3.235.050 | |||
| XS0195376925 | CAIXA GERAL FIN Float /2004 - 28/06/2049 (Call=28/06/2014) | 16.134.000 | 0,76 | 14.308.212 | 12.195.903 | |||
| XS0160043757 | CAIXA GERAL FIN. Float /2002 - 18/12/2049 (Call=18/12/2012) | 2.993.000 | 0,77 | 3.138.666 | 2.309.478 | |||
| XS0257959113 | CAIXA PENEDES Float /2006 - 21/06/2049 (Call=21/06/2016) | 3.100.000 | 0,62 | 3.111.435 | 1.925.375 | |||
| ES0214974075 | CAIXA TERRASSA Perp Float /2007 - 01/03/2049 (Call=01/03/2027) | 4.000.000 | 0,71 | 2.857.263 | 2.857.263 | |||
| XS0225115566 ES0314950363 |
CAIXA TERRASSA SOCIETAT 2005 - 10/08/2049 (Call 08/10/2011) CAJA AHORRO MONTE MADRID Float - 2008 - 25/06/2010 |
800.000 3.000.000 |
0,58 0,98 |
337.689 2.997.767 |
460.089 2.943.947 |
|||
| ES0215424120 | CAJA CASTIL-MAN Float /2004 - 20/12/2014 (Call=20/12/2009) | 2.000.000 | 0,81 | 1.602.388 | 1.621.808 | |||
| XS0182864081 | CAJA DUERO CAP Float pp /2003 - 29/12/2049 (Call=29/06/2009) | 6.000.000 | 0,97 | 6.035.079 | 5.815.624 | |||
| XS0363171678 | CALYON FIN GUERNSEY (BASKET) 2008/30-06-2009 | 5.000.000 | 0,83 | 4.999.576 | 4.140.886 | |||
| XS0243424339 | CALYON Step Cpn 2006 - 28/02/2016 (Call: 28/02/2009) | 10.000.000 | 1,01 | 9.998.761 | 10.126.761 | |||
| XS0218540853 | CANDI 05 C Mtg 2005 / 20-04-2050 | 2.000.000 | 0,97 | 1.932.480 | 1.932.480 | |||
| FR0000495665 XS0231275552 |
CCAMA Float /1999-22/07/2029 CEMG Float 2005 - 30/09/2010 |
1.000.000 2.000.000 |
0,82 0,97 |
1.021.569 1.998.445 |
821.569 1.936.577 |
|||
| XS0204284490 | CEMG-CAYMAN ISLA Float /2004 - 04/11/2009 | 6.500.000 | 0,98 | 6.526.509 | 6.389.061 | |||
| XS0217992030 | CEMG-CAYMAN ISLA Float /2005 - 03/05/2012 | 2.500.000 | 0,96 | 2.395.316 | 2.404.566 | |||
| XS0250907218 | CEMG-CAYMAN ISLA Float /2006 - 18/04/2016 (Call=18/04/2011) | 1.800.000 | 0,63 | 1.818.157 | 1.135.944 | |||
| XS0267837473 | CEMG-CAYMAN ISLA Float/ 2006 - 19/09/2011 | 8.200.000 | 0,96 | 8.018.812 | 7.899.347 | |||
| XS0236162383 | CHEYNE CREDIT 2005 - 30/09/2013 | 5.000.000 | 0,89 | 4.729.000 | 4.443.000 | |||
| FR0010096826 XS0277974076 |
CIE FIN CREDIT CMS - 2004 / 05-07-2049 (Call: 05/07/2014) CITIGROUP INC Float /2006 - 12/01/2012 |
2.000.000 4.000.000 |
0,43 0,97 |
1.780.520 3.874.092 |
850.637 3.876.216 |
|||
| XS0126723732 | CLASS LIMITED (CREDIT LNKD) /2001 - 06/04/2009 | 4.000.000 | 1,02 | 4.063.934 | 4.086.174 | |||
| XS0130260176 | CLASSIC I (CAYMAN) /2001 - 17/05/2012 | 86.320.000 | 1,01 | 86.627.426 | 86.868.722 | |||
| XS0127566072 | CLASSIC I (CAYMAN) /2001-03/04/2009 | 500.000 | 1,00 | 484.555 | 502.410 | |||
| XS0159019420 | CLASSIC III /2002 - 04/12/2009 | 31.280.000 | 1,01 | 31.434.591 | 31.486.714 | |||
| XS0097155765 | COMMERZBANK /99-2014 | 1.850.000 | 0,97 | 1.976.983 | 1.785.313 | |||
| XS0100221349 XS0294547525 |
COMMERZBANK AG CMS 1999 - 30/08/2019 COMPAGNIE ST GOBAIN Float /2007 - 11/04/2012 |
1.000.000 300.000 |
1,00 0,81 |
1.035.989 292.270 |
1.000.336 243.406 |
|||
| XS0232192806 | CORSAIR CAYMAN Float 2005 - 20/09/2010 (Call: 20/03/2009) | 900.000 | 0,00 | 787.345 | 9 | |||
| XS0358018710 | CREDIT AGRICOLE (ACAPF) Float /2008 - 15/04/2010 | 5.500.000 | 0,99 | 5.496.163 | 5.469.593 | |||
| FR0010161026 | CREDIT AGRICOLE CMS /2005 - 04/02/2049 (Call=04/02/2015) | 1.250.000 | 0,53 | 1.090.460 | 662.525 | |||
| XS0386666571 | CREDIT AGRICOLE Float - 2008 / 09-09-2010 | 14.600.000 | 0,99 | 14.568.722 | 14.391.742 | |||
| XS0204450174 | CREDIT AGRICOLE Float C/F /2004 - 15/11/2010 | 7.000.000 | 0,98 | 6.877.307 | 6.849.107 | |||
| XS0099472994 XS0255675794 |
CREDIT SUISSE CMS 99 - 29/07/2019 CYPRUS POPULAR Float /2006 - 26/05/2016 (Call=26/05/2011) |
4.000.000 2.750.000 |
0,94 1,00 |
3.820.812 2.763.228 |
3.770.689 2.748.869 |
|||
| US23383FBS39 | DAIMLER FINANCE Float 2006 - 03/08/2009 | 2.450.000 | 0,69 | 1.768.897 | 1.682.746 | |||
| XS0255691056 | DALRA 1-X A2 Float MTG /2006 - 15/06/2022 (Call=15/06/2011) | 3.000.000 | 0,84 | 3.005.296 | 2.526.496 | |||
| XS0157629691 | DANSKE BANK VAR /2002 - 11/12/2012 (Call=12/11/2009) | 1.295.000 | 0,91 | 1.252.110 | 1.184.705 | |||
| XS0226406238 | DEKANIA EUROPE MTG 2005 - 07-09-2035 (CALL= 07-09-2010) | 5.000.000 | 0,50 | 3.669.500 | 2.500.000 | |||
| XS0165885046 | DELPH 2003-I B MTG /2003 - 25/04/2093 (Call=25/10/2009) | 4.000.000 | 0,94 | 4.085.487 | 3.752.235 | |||
| XS0206650847 DE000A0E5U85 |
DELPH 2004 II C MTG / 2004 - 25/11/2090 ( Call: 25/11/2009) DEPFA FUNDING CMS -2005 08-06-2049 (call=08-06-2011) |
2.000.000 3.000.000 |
0,90 0,15 |
1.973.342 2.955.298 |
1.795.975 443.422 |
|||
| DE0002294832 | DEPFA Float 1999 - 28/05/2019 | 2.000.000 | 0,95 | 1.956.983 | 1.908.583 | |||
| XS0301328661 | DEUTSCHE BANK AG Float 2007 / 07-06.2009 | 2.600.000 | 0,99 | 2.609.926 | 2.562.866 | |||
| DE000DB5S568 | DEUTSCHE BANK AG Float/ 2007 - 18/10/2010 | 5.000.000 | 0,97 | 5.044.450 | 4.856.150 | |||
| XS0366494960 | DEUTSCHE BANK AG Var /2008 - 05/06/2013 | 5.000.000 | 0,92 | 5.000.000 | 4.621.500 | |||
| DE0003933685 XS0346919086 |
DEUTSCHE BANK Float - 2004 / 20-09-2016 (Call: 20/09/2011) DEUTSCHE BANK Float - 2008 / 14-02-2011 |
1.737.000 2.500.000 |
0,75 0,98 |
1.731.107 2.512.217 |
1.304.237 2.457.742 |
|||
| XS0309982279 | DEUTSCHE BK LOND DB Float 2007 / 20-09-2017 | 4.000.000 | 0,90 | 3.845.625 | 3.596.249 | |||
| DE0003083358 | DEUTSCHE FIN. CMS 99 - 04/06/2019 | 3.000.000 | 0,82 | 2.848.361 | 2.469.791 | |||
| XS0276898417 | DEUTSCHE TELEKOM Float /2006 - 23/05/2012 | 8.500.000 | 1,00 | 8.577.299 | 8.489.302 | |||
| FR0010125823 | DEXIA MUNICIPAL AGENCY Float C/F 2004 - 05/11/2010 | 1.500.000 | 1,00 | 1.464.274 | 1.501.174 | |||
| XS0356088772 | DNBNOR Float /2008 - 07/04/2011 | 2.000.000 | 0,97 | 2.022.958 | 1.935.898 | |||
| XS0269341680 XS0236179270 |
DOURM 2 A2 MTG - 2006 / 21-04-2059 DOURO MORTGAGES 1A MTG /2005 - 21/06/2056 (Call=21/09/2014) |
774.477 469.450 |
0,88 0,85 |
754.516 447.581 |
684.191 400.319 |
|||
| XS0290421105 | DRESDNER BANK Var 2007 - 07/05/2012 | 5.000.000 | 0,83 | 5.010.000 | 4.134.000 | |||
| DE0001254712 | DRESDNER BANK AG CMS 99 - 31/05/2019 | 7.000.000 | 1,03 | 6.835.923 | 7.192.150 | |||
| DE0001254621 | DRESDNER BANK CMS 99 - 01/04/2009 | 3.000.000 | 1,01 | 3.090.396 | 3.029.667 | |||
| XS0275882800 | DUCHESS VII-X MTG 2006/28-02-2023 | 4.900.000 | 0,81 | 3.965.903 | 3.965.903 | |||
| DE0009078337 | DZ BANK Float pp /2003 - 11/11/2049 (Call=11/05/2009) | 3.974.000 | 1,00 | 4.043.378 | 3.989.904 | |||
| DE000A0DCXA0 XS0284443545 |
DZBK Pp Float /2004 - 22/11/2049 (Call=22/11/2011) E.S. Autocallable 10Y 2007 - 24/01/2017 |
5.000.000 55.000 |
0,76 0,39 |
5.094.168 46.112 |
3.779.168 21.637 |
|||
| XS0302971568 | E.S. INVESTMENT PLC Cabaz 2012 2007 - 01/06/2012 | 870.000 | 0,91 | 874.478 | 795.482 | |||
| XS0256997932 | EDP FINANCE Float /2006 - 14/06/2010 | 4.500.000 | 0,96 | 4.427.758 | 4.317.373 | |||
| XS0302804744 | EFG HELLAS Float /2007 - 08/06/2017 (Call=08/06/2012) | 9.000.000 | 0,89 | 9.015.182 | 8.032.822 | |||
| XS0195016711 | EFG HELLAS PLC Float /2004 - 30/06/2014 (Call: 30/06/2009) | 1.200.000 | 0,98 | 1.201.068 | 1.177.316 | |||
| XS0127078946 XS0231422790 |
EIRLES LIMITED /2001-18/04/2010 EIRLES THREE Float #195 2005 - 02/04/2024 |
15.500.000 1.224.587 |
1,01 0,66 |
15.676.913 1.188.009 |
15.694.138 810.677 |
|||
| EG6026561 | EIRLES THREE var - 2007 - 14-06-2014 | 1.250.000 | 1,00 | 1.272.800 | 1.250.000 | |||
| XS0210695077 | EIRLES TWO 157 Float /2005 - 20/03/2010 | 800.000 | 0,47 | 814.137 | 379.205 | |||
| XS0222588187 | EIRLES TWO 195 PERP. Float /2005 - 01/07/2049 (Call=01/01/2010) | 5.000.000 | 1,02 | 5.081.988 | 5.081.988 | |||
| ES0330991003 | ENDESA CAPITAL Float /2007 - 05/07/2012 | 900.000 | 0,97 | 882.622 | 869.464 | |||
| XS0307504034 | ERICSSON LM Float /2007 - 27/06/2014 | 3.000.000 | 0,86 | 2.995.099 | 2.594.329 | |||
| XS0260783005 XS0360792666 |
ERSTBK Float /2006 - 19/07/2017 (Call=19/07/2012) ES INVESTMENT ASIA 80% CG 2008- 28/04/2011 |
3.000.000 1.376.000 |
0,73 0,80 |
3.031.005 1.376.000 |
2.192.940 1.098.736 |
|||
| XS0360792237 | ES INVESTMENT ASIA 90% CG 2008- 28/04/2011 | 5.000.000 | 0,88 | 5.000.000 | 4.385.500 | |||
| XS0360816788 | ES INVESTMENT EUROPA 80% CG 2008- 15/04/2011 | 5.000.000 | 0,84 | 5.000.000 | 4.194.000 | |||
| XS0360816432 | ES INVESTMENT EUROPA 90% CG 2008- 15/04/2011 | 5.000.000 | 0,77 | 5.000.000 | 3.830.000 | |||
| XS0219988937 | ESPIRITO SANTO INV. Float Racc 2005 - 25/05/2015 | 230.000 | 0,76 | 230.093 | 174.755 | |||
| XS0286377055 XS0238493646 |
ESPIRITO SANTO INV. Float/ 2007 - 27/05/2011 ESPIRITO SANTO INVEST 2005 - 20/12/2015 (Call: 20/12/2010) |
1.810.000 5.849.000 |
0,90 0,98 |
1.687.229 5.797.422 |
1.627.785 5.748.946 |
| Nº de identificação:503024856 | Valores em euros | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ident. do resp. pela João Borralho | Anexo 1 | |||||||
| IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | |||
| CÓDIGO | DESIGNAÇÃO | Quantidade | valor nominal | nominal | de aquisição | de aquisição | unitário | Total |
| XS0263448085 | ESPSAN Float - 2006 / 26-03-2012 | 504.000 | 0,91 | 485.872 | 458.826 | |||
| XS0220978737 | ESTIA 1 A MTG /2005 - 27/04/2040 (Call=27/10/2014) | 743.182 | 0,98 | 750.698 | 728.921 | |||
| XS0190180918 XS0363961300 |
EXPLO 2004-1 M MTG /2004 - 25/09/2012 Espírito Santo Investment PLC 2008 - 26/05/2011 |
6.000.000 55.000 |
1,00 1,04 |
6.101.845 55.000 |
5.997.324 57.294 |
|||
| XS0353274367 | Espírito Santo Investment PLC Float 2008 - 20/03/2016 | 1.507.000 | 0,93 | 1.509.006 | 1.406.681 | |||
| BE0932317507 | FORTIS BK Float - 2007 / 17-01-2017 (call=17-01-2012) | 1.000.000 | 0,81 | 929.688 | 808.033 | |||
| USU3456R1006 | FORTIS CAP. FUND FLOAT 1999 - 26/04/2049 (Call: 26/04/2009) | 5.000.000 | 0,99 | 4.980.514 | 4.936.162 | |||
| XS0191082105 | FRANCE TELECOM Float C/F 2004 - 11/05/2009 | 2.000.000 | 1,00 | 2.006.264 | 1.997.106 | |||
| XS0182973882 | GAMA 1 S MTG / 2003 - 26/12/2011 | 1.000.000 | 0,95 | 983.289 | 949.689 | |||
| XS0133036904 | GLOBAL ASSET (GAP LIMITED) /2001 - 04/06/2013 | 38.250.000 | 1,01 | 38.465.542 | 38.749.545 | |||
| XS0193291514 XS0284728465 |
GMAC CANADA LTD Float C/F 2004 - 11/06/2009 GOLDMAN SACHS GP Float /2007 - 30/01/2017 |
2.000.000 1.000.000 |
0,46 0,65 |
2.013.251 925.373 |
929.771 654.983 |
|||
| XS0201483657 | GRAN 2004-3 2B MTG /2004 - 20/09/2044 (Call=20/09/2011) | 613.952 | 0,93 | 615.768 | 567.937 | |||
| XS0216229319 | HARVEST II-X MTG 2005/21-05-2020 | 3.000.000 | 0,48 | 2.400.000 | 1.425.000 | |||
| XS0247638975 | HARVEST III-X MTG 2006/08-06-2021 | 3.000.000 | 0,45 | 2.325.000 | 1.350.000 | |||
| XS0216229079 | HARVT II - XE1 MTG Float 2005-21/05/2020 | 1.000.000 | 0,92 | 807.044 | 924.844 | |||
| XS0254058034 | HARVT IV F MTG /2006 - 29/07/2021 (Call=29/07/2011) | 7.900.000 | 0,50 | 6.320.790 | 3.950.000 | |||
| XS0189774606 XS0188201619 |
HARVT IX B2 Float MTG /2004 - 29/03/2017 HBOS Float - 2004 / 13-03-2049 (Call=13-03-2014) |
2.000.000 5.000.000 |
0,93 0,42 |
2.070.017 2.260.492 |
1.863.317 2.112.742 |
|||
| XS0249026682 | HBOS Float /2006 - 29/03/2016 (Call=29/03/2011) | 1.500.000 | 0,80 | 1.417.616 | 1.202.801 | |||
| XS0244627229 | HBOS TSY Float 2006 - 23/02/2016 | 10.000.000 | 0,90 | 7.572.474 | 9.044.304 | |||
| XS0293697800 | HEC 3X E MTG/ 2007 - 01/05/2023 (Call: 03/05/2010) | 4.000.000 | 0,79 | 3.174.808 | 3.174.792 | |||
| XS0231411751 | HELLAS TELECOM Float /2005 - 15/10/2012 | 250.000 | 0,58 | 261.278 | 145.965 | |||
| XS0349039726 XS0299973577 |
HSBC BANK Float - 2008 / 20-03-2011 HSBC BANK PLC 2007/15-05-2012 |
2.550.000 4.000.000 |
0,78 1,04 |
2.503.160 4.013.600 |
1.978.370 4.148.000 |
|||
| XS0228550421 | HSBC FINANCE Float - 2005 / 14-09-2010 | 4.500.000 | 0,86 | 4.508.122 | 3.877.058 | |||
| DE0003045803 | HVB Float/ 1999 - 07/06/2011 | 5.495.000 | 0,87 | 5.662.148 | 4.760.330 | |||
| XS0285097746 | HYPO REAL ESTATE Float /2007 - 09/02/2010 | 2.000.000 | 1,00 | 2.009.136 | 1.993.265 | |||
| XS0237539282 | HYPOREAL INTL AG Float /2007 - 06/12/2010 | 5.000.000 | 0,99 | 5.008.501 | 4.926.200 | |||
| ES0214954150 | IBERCAJA Float /2007 - 25/04/2019 (Call=25/04/2014) | 2.543.000 | 0,99 | 2.527.307 | 2.516.388 | |||
| XS0258938165 | IBERDROLA FIN. Float /2006 - 28/06/2010 | 3.400.000 | 0,99 | 3.393.705 | 3.378.503 | |||
| DE0008592759 XS0301457718 |
IKB FUNDING TRST # 1 Float /2002 - 31/12/2049 (Call=31/03/2009) IMMEO 2 D Mtg 2007 / 15-12-2016 |
789.700 957.668 |
0,07 0,92 |
434.414 912.447 |
55.279 884.100 |
|||
| XS0384169446 | ING BANK (INTNED) Float /2008 - 22/08/2011 | 5.000.000 | 0,99 | 5.017.850 | 4.970.000 | |||
| XS0267516911 | ING VERZEKERING Float /2006 - 18/09/2013 | 3.000.000 | 0,88 | 2.823.661 | 2.645.761 | |||
| XS0371711663 | INTESA SANPAOLO ISPIM 8.047% TIER I 2008 - 2049 (Call: 20/06/2018) | 6.800.000 | 0,53 | 6.805.259 | 3.636.776 | |||
| XS0236183207 | INTL LEASE FIN 2005 - 15/08/2011 | 1.500.000 | 0,71 | 1.508.428 | 1.064.770 | |||
| XS0195721708 | INTL LEASE Float - 2004 / 06-07-2010 | 50.000 | 0,77 | 38.230 | 38.524 | |||
| XS0097222466 XS0297861279 |
INTNED CMS 99 - 19/05/2019 INVITEL HOLDINGS Float 2007 - 01/02/2013 |
2.000.000 500.000 |
0,97 1,03 |
1.942.134 406.279 |
1.937.534 512.579 |
|||
| XS0284839882 | JP MORGAN CHASE Float /2007 - 30/01/2014 | 500.000 | 0,91 | 414.464 | 454.739 | |||
| XS0231555672 | JP MORGAN Float 2005 - 12/10/2015 | 7.000.000 | 0,74 | 6.474.067 | 5.198.987 | |||
| XS0293774054 | JP MORGAN INTL DERIVATIV - 2007 / 20-06-2012 (call= 20-06-2010) | 4.610.000 | 0,88 | 4.595.302 | 4.077.459 | |||
| XS0292634267 | JUBIL I-RX E MTG 2007 - 30/07/2024 (Call: 30/07/2013) | 2.500.000 | 0,46 | 1.889.752 | 1.154.297 | |||
| XS0219823266 | KAUPTHING BANK HF Float /2005 - 25/05/2010 | 10.000.000 | 0,05 | 450.000 | 500.000 | |||
| XS0327159074 XS0185905816 |
KBC Float /2007 - 26/10/2012 KOMMUNALKREDIT Float C/F 2004 / 13-02-2009 |
5.000.000 110.000 |
0,96 1,02 |
5.047.585 111.681 |
4.775.085 111.670 |
|||
| XS0196776727 | KPN Float - 2004 / 21-07-2009 | 300.000 | 1,01 | 301.422 | 304.302 | |||
| XS0301055595 | LANDSBANKI ISLANDS Float /2007 - 18/05/2012 | 4.300.000 | 0,05 | 3.974.318 | 215.000 | |||
| XS0187674816 | LANDSBANKI ISLND Float /2004 - 10/03/2009 | 3.000.000 | 0,05 | 3.001.758 | 150.000 | |||
| XS0208211911 | LANDSBANKI ISLND Float /2004 - 21/12/2009 | 4.000.000 | 0,05 | 2.542.795 | 200.000 | |||
| XS0231945386 | LANDSBANKI ISLND Float /2005 - 19/10/2010 | 4.300.000 | 0,05 | 2.580.000 | 215.000 | |||
| XS0243637757 XS0285604863 |
LB BADEN-WUERTT Float - 2006 / 21-03-2016 LECTA SA Float - 2007 / 13-02-2007 |
8.000.000 250.000 |
0,71 1,02 |
6.831.569 252.099 |
5.677.350 255.549 |
|||
| XS0189741001 | LEHMAN BROS FLOAT 2004 / 05-04-2011 | 10.000.000 | 0,10 | 1.305.000 | 1.000.000 | |||
| XS0224346592 | LEHMAN BROS Float - 2005 / 20-07-2012 | 2.280.000 | 0,10 | 228.000 | 228.000 | |||
| XS0215349357 | LEHMAN BROS Float 2005/2049 (Call: 30/03/2010) | 2.000.000 | 0,00 | 620.000 | 1.000 | |||
| JP584117A3C0 | LEHMAN BROS HLDG (JPY)/2003 - 19/12/2008 | 500.000.000 | 0,00 | 3.757.703 | 396.385 | |||
| JP584117A5A9 | LEHMAN BROS HLDG (JPY)/2005 - 26/10/2010 | 4.800.000.000 | 0,00 | 27.055.464 | 3.805.296 | |||
| JP584117B760 US52517PL336 |
LEHMAN BROS HLDG (JPY)/2007 - 05/06/2017 LEHMAN BROS HLDG (USD)/2006 - 24/11/2008 |
2.300.000.000 385.000 |
0,00 0,07 |
17.285.435 300.265 |
1.823.371 27.664 |
|||
| XS0138439616 | LEHMAN BROS HLDG Float /2004 - 02/11/2011 | 5.300.000 | 0,10 | 530.000 | 530.000 | |||
| XS0252835110 | LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 04/05/2011 | 4.615.000 | 0,10 | 1.011.646 | 461.500 | |||
| XS0257022714 | LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 12/06/2013 | 5.902.000 | 0,10 | 712.200 | 590.200 | |||
| XS0254171191 | LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 19/05/2016 | 5.050.000 | 0,10 | 0 | 505.000 | |||
| XS0272543900 | LEHMAN BROS HLDG Float /2006 - 25/10/2011 | 4.000.000 | 0,10 | 522.000 | 400.000 | |||
| XS0282937985 XS0300055547 |
LEHMAN BROS HLDG Float /2007 - 05/02/2014 LEHMAN BROS HLDG Float /2007 - 10/05/2012 |
12.500.000 11.400.000 |
0,10 0,10 |
12.008.950 8.790.000 |
1.250.000 1.140.000 |
|||
| XS0289069519 | LEHMAN BROS TSY Float /2007 - 20/12/2015 | 15.000.000 | 0,10 | 7.982.000 | 1.500.000 | |||
| XS0294628366 | LHB INTERNATIONAL HANDEL 2007 - 10/04/2012 | 1.000.000 | 1,02 | 1.015.318 | 1.015.318 | |||
| XS0099509316 | LLOYDS BANK Float /1999 - 19/07/2049 (Call=19/07/2009) | 3.500.000 | 1,01 | 3.555.735 | 3.543.876 | |||
| XS0272317990 | LSME 1 A Float MTG /2006 - 21/08/2028 | 5.000.000 | 0,89 | 5.023.800 | 4.448.722 | |||
| XS0230695552 XS0178547393 |
LUSI 4 C MTG /2005 - 15/09/2048 LUSITANO 2D MTG /2003 - 16/11/2046 (Call=16/11/2012) |
3.500.000 4.000.000 |
0,58 0,91 |
3.506.016 4.023.581 |
2.042.640 3.628.220 |
|||
| XS0268642161 | LUSITANO 5 A MTG /2006 - 15/07/2059 | 7.221.986 | 0,89 | 7.029.400 | 6.427.987 | |||
| XS0388760406 | LUSITANO 7 A MTG / 2008 - 21/10/2064 | 2.000.000 | 1,01 | 2.028.719 | 2.028.719 | |||
| XS0177945077 | MAGEL 2 B MTG / 2003 - 18/07/2036 (Call: 18/10/2010) | 2.140.000 | 0,87 | 2.060.041 | 1.855.878 | |||
| XS0378418890 | MAGNOLIA FINANCE VI 2008/20-12-2038 | 18.150.000 | 1,16 | 21.127.794 | 21.125.979 | |||
| XS0303201403 XS0193657789 |
MARFIN POPULAR Float /2007 - 31/05/2010 MARLIN 1 B MTG /2004 - 23/12/2012 |
7.700.000 524.953 |
0,97 0,95 |
7.662.358 525.910 |
7.498.299 501.276 |
|||
| XS0186951629 | MARS2 2 A1B Float MTG /2004 - 20/03/2036 (Call=20/03/2009) | 234.808 | 0,93 | 235.426 | 217.905 | |||
| XS0267046851 | MARSB 2006 D MTG /2006 - 28/08/2014 (Call=28/08/2012) | 3.700.000 | 0,96 | 3.715.857 | 3.535.245 | |||
| XS0189018970 | MAX ONE Float C/F 2004 - 20/03/2009 | 1.080.000 | 1,01 | 1.089.343 | 1.085.524 | |||
| XS0305384553 | MERMAID 1D MTG 2007 - 30/01/2040 (Call: 30/01/2010) | 2.500.000 | 0,84 | 2.462.298 | 2.099.128 | |||
| XS0250578134 | MERRILL LYNCH C/F Float /2006 - 06/04/2016 | 3.000.000 | 0,77 | 3.003.572 | 2.308.333 | |||
| XS0185391447 XS0267827169 |
MERRILL LYNCH Float /2004 - 09/02/2009 MERRILL LYNCH Float 2006 - 14/09/2018 |
500.000 7.000.000 |
1,00 0,94 |
501.340 6.929.935 |
499.200 6.592.068 |
|||
| XS0281902550 | MERRILL LYNCH LUX CMS 2007 - 30/01/2017 | 5.000.000 | 0,80 | 5.200.939 | 4.000.888 | |||
| DE000A0KPS94 | METRO AG Float - 2006 / 08-09-2010 | 1.000.000 | 0,99 | 1.003.030 | 987.510 | |||
| DE000A0DLWM8 | METRO AG Float /2004 - 07/10/2009 | 300.000 | 1,01 | 304.275 | 302.565 | |||
| XS0190302611 | MIDGA 1 A1 Float MTG /2004 - 23/04/2011 | 1.611.290 | 0,91 | 1.786.678 | 1.464.360 | |||
| XS0190303189 | MIDGA 1 A2 Float MTG /2004 - 23/04/2029 | 5.000.000 | 0,98 | 5.169.736 | 4.878.168 | |||
| XS0193513602 XS0236480322 |
MONTE DEI PASCHI Float /2004 - 01/06/2014 (Call=01/06/2009) MONTE PASHI SIEN Float 2005 - 30/11/2017 (Call: 30/11/2012) |
400.000 3.700.000 |
0,90 0,71 |
399.303 3.694.474 |
359.851 2.632.745 |
|||
| XS0241903821 | MONTPI Float 2006 - 31/01/2011 | 16.400.000 | 0,98 | 16.415.904 | 16.031.295 | |||
| XS0210110291 | MORGAN STANLEY Float /2005 - 08/02/2010 | 1.980.000 | 0,95 | 1.946.197 | 1.882.837 | |||
| XS0250971222 | MORGAN STANLEY Float /2006 - 13/04/2016 | 4.055.000 | 0,68 | 3.910.520 | 2.748.017 | |||
| XS0276891594 | MORGAN STANLEY Float /2006 - 29/11/2013 | 5.000.000 | 0,74 | 5.010.155 | 3.708.755 | |||
| XS0225152411 XS0245836431 |
MORGAN STANLEY Float 2005 - 20/07/2012 MORGAN STANLEY Float 2006 - 01/03/2013 |
292.000 1.900.000 |
0,74 0,73 |
295.315 1.848.199 |
215.315 1.393.474 |
| Nº de identificação:503024856 | Valores em euros | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ident. do resp. pela João Borralho | Anexo 1 | |||||||
| IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | |||
| CÓDIGO | DESIGNAÇÃO | Quantidade | valor nominal | nominal | de aquisição | de aquisição | unitário | Total |
| XS0185150082 | MORGAN STANLEY Float C/F - 2004 / 16-02-2010 | 833.000 | 0,91 | 813.959 | 759.309 | |||
| DE000MS8FQR5 | MORGAN STANLEY Var /2008 - 14/05/2011 | 1.500.000 | 1,03 | 1.532.642 | 1.545.217 | |||
| XS0203171755 | NATGRE CMS 2004/03-11-2049 (Call=03/11/2014) | 700.000 | 0,43 | 654.518 | 300.738 | |||
| FR0010369595 FR0010239400 |
NATIXIS BANQUES Float 2006 - 26/01/2017 (Call: 26/01/2012) NATL BANQUES POP CCBP Float 2005 - 21/01/2016 (Call: 21/01/2011) |
1.500.000 1.550.000 |
0,78 0,80 |
1.514.755 1.566.433 |
1.171.555 1.246.362 |
|||
| XS0269714464 | NATL CAPITAL INS Float 2006/29-09-2049 (Call 29-09-2016) | 8.200.000 | 0,40 | 6.253.345 | 3.281.815 | |||
| XS0129477716 | NAVIO CO - 2001 / 02-05-2011 | 18.000.000 | 0,98 | 18.007.372 | 17.722.572 | |||
| XS0129619010 | NAVIO CO - 2001 / 26-04-2010 | 25.500.000 | 0,92 | 23.583.788 | 23.583.788 | |||
| XS0172122904 | NBOG FUND pp - 2003 / 22-07-2049 (Call = 11/07/2013) | 3.484.000 | 0,67 | 3.571.857 | 2.320.594 | |||
| XS0234404159 | NIB CAPITAL BANK Float RAcc 1ª-4ª Tranche 2005 / 15/11/2015 (Call 15 | 10.000.000 | 0,61 | 8.743.202 | 6.115.702 | |||
| XS0094800132 XS0187633200 |
NIBCAP Float /1999 - 16/02/2009 NORDEA BANK Float - 2004 / 25-03-2014 (Call= 25-03-2009) |
700.000 3.000.000 |
1,03 1,00 |
711.877 2.993.849 |
718.037 2.993.849 |
|||
| XS0200688256 | NORDEA BANK PERPETUAL 2004 - 17/09/2009 | 689.000 | 0,38 | 651.574 | 261.655 | |||
| XS0300349379 | OHECP 2007-1X MTG 2007/15-08-2023 | 5.000.000 | 0,64 | 3.324.198 | 3.209.483 | |||
| XS0218487436 | OPERA UNI A MTG /2005 - 15/02/2012 | 3.401.587 | 0,93 | 3.422.144 | 3.167.794 | |||
| XS0275776101 | OTE Float /2006 - 21/11/2009 | 3.000.000 | 1,00 | 3.014.708 | 3.011.367 | |||
| XS0095156401 | PACIFIC L.F. CMS 99 - 12/03/2019 | 2.000.000 | 0,79 | 2.055.818 | 1.586.200 | |||
| XS0159862472 | PELIC 1C MTG / 2002 - 15(09/2037 | 2.000.000 | 0,98 | 1.951.759 | 1.951.759 | |||
| XS0159861078 XS0187596167 |
PELICAN 1A MTG - 2002 / 15-019-2037 PERMA 4 4B MTG / 204 - 10/06/2042 (Call=10/03/2011) |
687.590 1.000.000 |
0,91 0,93 |
676.247 991.598 |
627.417 929.149 |
|||
| FR0010398263 | PERNOD RICARD Float /2006 - 06/06/2011 | 1.300.000 | 0,99 | 1.275.842 | 1.283.963 | |||
| XS0201573051 | PIRAEUS GROUP Float - 2004 / 29-09-2014 (Call=29-09-2009) | 4.200.000 | 0,90 | 4.233.509 | 3.780.844 | |||
| XS0204397425 | PIRAEUS GRP CAP Float /2004 - 27/10/2049 - (Call=27/10/2014) | 2.667.000 | 0,66 | 2.573.391 | 1.763.266 | |||
| XS0238184260 | PIRAEUS GRP FIN Float /2005 - 20/12/2010 | 400.000 | 0,92 | 393.183 | 366.502 | |||
| XS0149762139 | POLO SECURITIES Float /2002-26/06/2014 | 3.000.000 | 0,99 | 3.030.887 | 2.960.390 | |||
| DE000A0BDW10 XS0288613119 |
POPULAR CAPITAL PERPETUAL 2004 - 30/06/2009 POPULAR CAPITAL PERPETUAL 4.907% 2007 - 06/03/2017 |
996.000 250.000 |
0,39 0,31 |
1.000.806 130.359 |
389.799 77.583 |
|||
| XS0205677320 | PREPS 2004 - 2 B1 MTG /2004 - 10/12/2012 | 4.500.000 | 0,97 | 4.545.136 | 4.350.503 | |||
| XS0213035008 | PROLO 4 B Float MTG /2005 - 05/05/2013 | 2.000.000 | 0,95 | 2.015.317 | 1.891.481 | |||
| XS0205776650 | PROMS CARA A Float MTG /2005 - 05/10/2019 | 2.000.000 | 1,01 | 2.026.906 | 2.025.331 | |||
| XS0277606272 | PROMS XXS6 1-B MTG 2006 / 12-05-2024 | 3.342.399 | 0,89 | 2.979.557 | 2.979.557 | |||
| DE0009106732 | PROVI AO3-1 A MTG /2003 - 28/07/2055 (Call=28/10/2009) | 2.000.000 | 1,01 | 2.020.457 | 2.014.282 | |||
| DE000A0AUQ34 | PROVI AO4 1 C MTG / 2004 - 27/11/2045 (Call: 27/02/2010) | 2.000.000 | 0,98 | 1.962.248 | 1.962.148 | |||
| XS0110207478 XS0278111165 |
QBEAU Float - 2000 / 03-08-2020 (Call: 03/08/2010) RAMPER INV 2006 / 21-10-2013 |
2.000.000 43.880.000 |
1,02 1,01 |
2.108.847 44.363.505 |
2.041.247 44.363.505 |
|||
| XS0233447936 | RBS Float - 2005 / 16-11-2015 | 7.500.000 | 0,93 | 7.482.400 | 6.972.718 | |||
| XS0195231526 | RBS Float /2004 - 03/07/2049 (Call=03/07/2014) | 9.500.000 | 1,02 | 8.802.540 | 9.697.257 | |||
| XS0289088659 | RBS Float 2007 - 28/10/2026 | 15.000.000 | 1,01 | 15.158.068 | 15.158.068 | |||
| XS0196987266 | RBS Float C/F 2004 - 10/08/2010 | 2.150.000 | 0,94 | 2.178.817 | 2.026.652 | |||
| XS0192506870 | RCI BANQUE Float / 2004 - 26-05-2009 | 447.000 | 0,96 | 450.637 | 427.868 | |||
| XS0230514860 | RENAUL Float/ 2005 - 06/10/2010 | 1.000.000 | 1,00 | 975.663 | 998.513 | |||
| FR0010060368 XS0305719758 |
RENAULT Float C/F 2004 - 26/02/2009 REVE 2007-1 A MTG 2007/20-06-2014 |
1.200.000 5.600.000 |
1,01 0,97 |
1.210.616 5.611.481 |
1.207.338 5.406.711 |
|||
| XS0270326308 | SAG DO BRASIL SA 8,375% /2006 - 06/10/2009 | 200.000 | 0,73 | 139.216 | 146.517 | |||
| XS0243399556 | SANPAOLO Float - 2006 / 20-02-2018 (call=20-02-2013) | 5.000.000 | 0,94 | 5.026.788 | 4.700.073 | |||
| XS0366134673 | SANTANDER INTL Float /2008 - 03/06/2010 | 300.000 | 0,98 | 300.900 | 294.147 | |||
| XS0359776944 | SANTANDER INTL Float 2008 - 28/04/2010 | 850.000 | 0,99 | 858.565 | 845.108 | |||
| XS0245339485 | SANTANDER ISSUAN Float /2006 - 03/03/2016 (Call=03/03/2011) | 15.000.000 | 0,94 | 15.001.853 | 14.063.903 | |||
| ES0213495007 XS0202197694 |
SANTCF Float /2006 - 28/09/2016 (Call=28/09/2011) SCH FINANCE CMS 2004/ 30-09-2049 (Call=30-09-2009) |
7.100.000 4.000.000 |
0,80 0,63 |
6.531.171 3.061.832 |
5.682.013 2.508.880 |
|||
| XS0159094399 | SHERLOCK LTD Float - 2002 / 24-07-2015 | 63.249.690 | 1,00 | 63.012.298 | 63.222.982 | |||
| XS0238073356 | SHIELD 1C MTG 2005 / 20-01-2014 | 1.500.000 | 0,99 | 1.481.790 | 1.481.790 | |||
| XS0131685801 | SIGNUM LTD - 2001 / 14-05-2012 | 2.898.100 | 1,01 | 2.914.649 | 2.929.757 | |||
| XS0131686361 | SIGNUM LTD - 2001 / 21-05-2012 | 7.480.000 | 1,01 | 7.525.918 | 7.571.173 | |||
| XS0134200418 | SIGNUM LTD - 2001 / 30-05-2013 | 48.741.200 | 1,04 | 50.474.656 | 50.475.574 | |||
| XS0099359167 XS0382730272 |
SNS BANK Float /1999 - 02/07/2009 SOCIETE GENERALE Float /2008 - 18/08/2011 |
2.000.000 6.500.000 |
1,01 0,98 |
2.023.335 6.483.970 |
2.029.335 6.361.095 |
|||
| XS0176092624 | SOLAR FUNDING Float - 2003 / 19-09-2013 | 51.000.000 | 1,02 | 51.913.367 | 52.049.751 | |||
| XS0247802522 | STM Float /2006 - 17/03/2013 | 2.024.000 | 0,92 | 2.025.495 | 1.852.945 | |||
| XS0292434684 | SVENSKA HNDLSBKN Float /2007 - 23/03/2049 (Call=23/03/2012) | 2.000.000 | 0,75 | 1.790.867 | 1.493.023 | |||
| XS0235246948 | SYDBANK A/S Float /2006 - 25/04/2049 (Call=25/04/2017) | 2.500.000 | 0,61 | 2.564.928 | 1.527.178 | |||
| XS0335481254 | TAGST 2007 - ROSE 1 MTG - 2007 / 17-12-2012 | 479.200 | 1,00 | 480.019 | 480.019 | |||
| XS0304292062 XS0312208407 |
TELECOM ITALIA Float /2007 - 07/06/2010 TELECOM ITALIA Float /2007 - 19/07/2013 |
5.000.000 5.000.000 |
0,99 0,86 |
4.997.359 5.057.200 |
4.936.209 4.320.350 |
|||
| XS0237303598 | TELECOM ITALIA Float 2005 - 06/12/2012 (Call: 06/12/2010) | 1.500.000 | 0,85 | 1.507.101 | 1.279.024 | |||
| US87938WAD56 | TELEFONICA EMIS Float 2006 - 10/06/2009 | 1.500.000 | 0,70 | 1.130.932 | 1.047.248 | |||
| XS0269251855 | TELENOR ASA Float/ 2006 - 28/09/2011 | 250.000 | 0,94 | 226.298 | 234.520 | |||
| XS0179909774 | TEMPO 1 A MTG /2003 - 15/11/2049 | 4.500.000 | 0,93 | 4.559.854 | 4.170.765 | |||
| XS0296702185 | TLE Float - 2007 / 25-04-2012 | 5.700.000 | 0,30 | 5.309.964 | 1.715.250 | |||
| XS0220377906 XS0160338553 |
TMAN 1 A MTG /2005 - 21/01/2014 TRIPLAS I A Float MTG /2003 - 30/04/2012 |
770.614 1.500.000 |
0,96 0,93 |
779.676 1.515.548 |
737.547 1.397.648 |
|||
| XS0259653292 | UBI BANCA SPCA 2006 / 30-06-2016 (Call 30-06-2011) | 1.000.000 | 0,95 | 952.748 | 952.748 | |||
| XS0384383104 | UBS AG LONDON Float /2008 - 26/08/2010 | 500.000 | 0,96 | 489.142 | 479.092 | |||
| XS0366249570 | UNICREDIT SPA Float /2008 - 28/05/2010 | 800.000 | 0,98 | 802.862 | 783.550 | |||
| XS0232989532 | UNICREDITO CRDIT Float C/F 2005 - 02/11/2015 | 1.500.000 | 0,87 | 1.490.168 | 1.298.168 | |||
| XS0267703352 | UNICREDITO ITALIANO Float 2006 - 20/09/2016 (Call: 20/09/2011) | 7.000.000 | 0,96 | 6.998.785 | 6.730.754 | |||
| FR0010369637 XS0304458564 |
VIVENDI Float /2006 - 03/10/2011 VODAFONE GROUP Float /2007 - 06/06/2014 |
2.700.000 1.600.000 |
0,99 0,86 |
2.739.753 1.530.103 |
2.661.435 1.371.692 |
|||
| XS0257808500 | VODAFONE GROUP Float 2006 - 13/01/2012 | 300.000 | 0,97 | 300.520 | 289.585 | |||
| XS0237497002 | VOLKSWAGEN BANK Float /2005 - 21/12/2015 (Call=21/12/2010) | 10.000.000 | 1,00 | 9.884.188 | 10.008.688 | |||
| XS0257806801 | VOLKSWAGEN BANK Float /2006 - 07/07/2010 | 995.000 | 0,98 | 933.270 | 978.045 | |||
| XS0246359532 | VOLKSWAGEN BANK Float/ 2006 - 14/03/2016 | 5.000.000 | 1,00 | 5.012.259 | 5.024.031 | |||
| XS0187584742 | VOLKSWAGEN FIN Float C/F 2004 - 12/03/2009 | 1.890.000 | 1,02 | 1.919.181 | 1.926.872 | |||
| XS0262914020 XS0096995112 |
WACHOVIA CORP Float /2006 - 01/08/2011 WESTFALISCHE HYPOT. - 99 / 14-05-2014 |
3.000.000 2.000.000 |
0,88 1,00 |
2.864.579 2.050.222 |
2.648.744 2.000.022 |
|||
| XS0252732499 | WINDM VII X D MTG 2006 / 22-04-2016 | 438.821 | 0,98 | 430.323 | 430.323 | |||
| XS0280515221 | WOOD STREET IV-X MTG 2007/25-09-2022 (Call: 25/03/2010) | 7.000.000 | 0,90 | 4.197.595 | 6.270.239 | |||
| XS0145116520 | XENON Float 2002 - 15/03/2012 | 21.900.000 | 1,02 | 21.601.122 | 22.317.414 | |||
| USG0158NAA03 | ALESC 7X INC MTG /2005 - 23/07/2035 (Call=23/03/2009) | 1.000.000 | 0,00 | 0 | 0 | |||
| XS0172358342 | ARLO II LIMITED - 2003 / 15-07-2013 | 37.988.000 | 0,73 | 27.261.298 | 27.784.600 | |||
| XS0242284874 XS0138977193 |
BANCO FIBRA - 2006 / 10-02-2009 EARLS FOUR 596 Float - 2001 / 22-11-2011 |
200.000 25.500.000 |
0,73 0,71 |
133.159 16.813.132 |
146.973 18.182.483 |
|||
| XS0197502999 | EIRLES THREE Var. 2004 / 21-07-2014 | 51.000.000 | 0,73 | 36.169.535 | 37.332.209 | |||
| XS0164569344 | ELAN Float - 2003 / 12-02-2015 | 38.250.000 | 0,72 | 25.763.711 | 27.621.492 | |||
| XS0138977276 | ROCK LTD Float - 2001 / 28-11-2011 | 25.500.000 | 0,72 | 17.876.860 | 18.339.287 | |||
| XS0305318171 | ROYAL BANK OF SCOTLAND 2007 / 05-06-2017 | 5.000.000 | 0,57 | 3.711.987 | 2.844.722 | |||
| XS0174700517 | SB FINANCE Float - 2003 / 18-02-2015 | 31.155.250 | 0,72 | 19.959.497 | 22.496.281 | |||
| XS0174150424 XS0172770900 |
SEALS FINANCE Float - 2003 / 06-02-2013 SEALS FINANCE Float - 2003 / 13-03-2018 |
38.000.000 38.000.000 |
0,70 0,71 |
25.070.987 25.574.641 |
26.716.594 26.812.355 |
|||
| XS0186528542 | SEALS FINANCE Float - 2004 / 03-02-2017 | 26.706.000 | 0,72 | 20.246.715 | 19.348.900 |
| Nº de identificação:503024856 | Valores em euros | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ident. do resp. pela João Borralho | Anexo 1 | |||||||
| IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | |||
| CÓDIGO | DESIGNAÇÃO | Quantidade | valor nominal | nominal | de aquisição | de aquisição | unitário | Total |
| XS0209026631 XS0209026987 |
SOLAR CDX NA Float 2005 - 04/02/2017 SOLAR CDX NA Float 2005 - 23/02/2019 |
26.096.000 28.907.000 |
0,73 0,73 |
19.834.779 20.437.067 |
19.033.266 21.058.320 |
|||
| XS0209026128 | SOLAR FUNDING - 2005 / 23-07-2014 | 38.340.000 | 0,73 | 28.081.008 | 27.963.497 | |||
| XS0187309108 | SOLAR Float - 2004 / 13-02-2019 | 15.648.000 | 0,72 | 11.029.721 | 11.308.358 | |||
| XS0161594097 | XENON CAPITAL Float 2003 - 28/01/2013 | 38.000.000 | 0,72 | 25.767.471 | 27.541.522 | |||
| XS0208105055 FR0010690925 |
AIB UK PERPETUAL 4.781% 2004 - 17/12/2014 AIFP 6,125% /2008 - 28/11/2012 |
190.000 1.500.000 |
0,24 1,05 |
88.576 1.529.607 |
44.998 1.581.087 |
|||
| XS0404765710 | AKZO NOBEL 7.75 % 2008/31-01-2014 | 500.000 | 1,06 | 499.777 | 528.002 | |||
| XS0268814125 | ANGLO IRISH PERPETUAL 5.219% 2006 - 29/09/2016 | 50.000 | 0,14 | 18.409 | 7.185 | |||
| XS0329335052 | ANZ 4.625% /2007 - 08/11/2010 | 1.000.000 | 0,98 | 975.816 | 980.766 | |||
| XS0291950722 XS0127011798 |
AT & T INC. 4,375% /2007 - 15/03/2013 B.C.P. FINANCE 6,25% /2001-29/03/2011 |
4.000.000 500.000 |
0,94 1,03 |
4.132.132 522.816 |
3.772.361 514.436 |
|||
| XS0365747806 | BANCO BMG 7.25% /2008 - 23/05/2011 | 3.400.000 | 0,50 | 2.064.794 | 1.704.404 | |||
| XS0343915137 | BANCO IND. COMERCIO 7% 2008 - 23/04/2010 | 2.150.000 | 0,70 | 1.399.371 | 1.513.240 | |||
| XS0328448047 | BANCO MERCANTIL DO BRASIL 8.5% 2007 - 11/08/2010 | 850.000 | 0,63 | 554.232 | 537.222 | |||
| ES0413770050 | BANCO PASTOR 6% /2008 - 21/06/2010 | 2.500.000 | 1,05 | 2.579.076 | 2.631.376 | |||
| ES0413860109 XS0374076155 |
BANCO SABADELL 5%/ 2008 - 09/05/2010 BANCO SOFISA 7.25% 2008 - 07/07/2011 |
3.000.000 100.000 |
1,03 0,69 |
3.093.656 66.628 |
3.101.966 69.413 |
|||
| XS0107515198 | BANK OF IRELAND 6.45% 2000 - 10/02/2010 | 1.495.000 | 1,06 | 1.588.585 | 1.578.762 | |||
| ES0413679020 | BANKINTER SA 5% /2008 - 14/05/2010 | 4.000.000 | 1,05 | 4.123.455 | 4.183.535 | |||
| XS0377710669 | BARCLAYS BANK PLC 7% (Crd Lnk Basket) 2008 - 28/09/2009 | 4.400.000 | 0,83 | 4.094.567 | 3.649.463 | |||
| XS0125133644 XS0214398199 |
BARCLAYS BK PLC 5.75% /2001 - 08/03/2011 BARCLAYS BK PLC PERPETUAL 4.75% 2005 - 15/03/2020 |
3.495.000 200.000 |
1,05 0,34 |
3.653.079 104.586 |
3.669.541 67.522 |
|||
| XS0189727869 | BAT HLDG BV 4,375 /2004 - 15/06/2011 | 1.900.000 | 1,01 | 1.905.697 | 1.927.992 | |||
| XS0307791698 | BAT INTL FINANCE 5,375% /2007 - 29/06/2017 | 2.000.000 | 0,96 | 2.081.612 | 1.925.752 | |||
| XS0300999744 | BBVA BANCOMER 4.799% /2007 - 17/05/2017 (Call=17/05/2012) | 5.000.000 | 0,80 | 5.149.887 | 4.005.912 | |||
| XS0366482957 XS0231958520 |
BCO PANAMERICANO 7.25% /2008 - 29/05/2010 BCP FINANCE pp - 2005 / 13-10-2049 (call=12-10-2015) |
3.000.000 3.000.000 |
0,70 0,54 |
1.912.686 3.027.037 |
2.104.319 1.631.024 |
|||
| XS0069971710 | BEI 8% 1996 - 10/11/2016 | 952.591 | 1,32 | 1.262.133 | 1.253.269 | |||
| XS0129239454 | BES FINANCE 6.25% /2001-17/05/2011 | 19.160.000 | 1,08 | 19.826.764 | 20.766.802 | |||
| XS0108274340 | BES FINANCE 6.625% /2000 - 01/03/2010 | 7.084.000 | 1,09 | 7.556.573 | 7.695.771 | |||
| XS0147275829 | BES FINANCE 6.625% pp /2002 - 08/05/2049 (Call = 08/05/2012) | 16.497.000 | 0,92 | 17.746.721 | 15.220.415 | |||
| XS0207754754 XS0171467854 |
BES FINANCE LTD /2004-16/03/2049 (Call=16/03/2015) BES FINANCE pp /2003 - 02/07/2049 (Call = 02/07/2014) |
5.000.000 12.505.000 |
0,55 0,65 |
5.001.305 13.382.661 |
2.751.276 8.185.275 |
|||
| XS0355879346 | BNP PARIBAS 4.75% 2008 - 04/04/2011 | 4.000.000 | 1,05 | 4.131.108 | 4.212.956 | |||
| XS0360299357 | BOIRO FINANCE 5,6% 2008 - 21/06/2010 | 410.000 | 1,06 | 427.043 | 433.570 | |||
| XS0132052563 | BPIN Var. /2001 - 20/07/2011 | 9.835.800 | 1,01 | 10.418.727 | 9.968.737 | |||
| XS0307321207 XS0177256889 |
BRADFORD&BIN BLD 4.625% /2007-28/06/2010 BRISA FINANCE BV 4.797% /2003 - 26/09/2013 |
200.000 1.866.000 |
0,99 0,95 |
198.714 1.744.691 |
198.553 1.766.387 |
|||
| XS0102762688 | C.G.D. 6.25% /1999 - 12/10/2009 | 5.694.000 | 1,03 | 5.751.652 | 5.864.976 | |||
| ES0414843179 | CAIXA GALICIA 5.25% /2008 - 26/05/2010 | 5.000.000 | 1,05 | 5.156.100 | 5.228.500 | |||
| XS0377896153 | CALYON FINANCE GUERNSEY 3% ( Lkd Peugeot) 2008 - 05/10/2009 | 1.000.000 | 0,99 | 979.917 | 986.437 | |||
| XS0243284063 FR0010602920 |
CALYON Step Up - 2006 / 28-02-2036 (Call=28-02-2009) CASINO GUICHARD (COFP) 6.375% - 2008 / 04-04-2013 |
20.000.000 250.000 |
0,91 0,96 |
20.697.061 261.613 |
18.237.244 239.511 |
|||
| XS0289333048 | CEMEX 4.75% - 2007 - 05-03-2014 | 1.000.000 | 0,82 | 919.171 | 821.517 | |||
| FR0010635979 | CFCM 5.875% /2008 - 02/07/2010 | 1.000.000 | 1,03 | 1.017.995 | 1.033.915 | |||
| XS0192377538 | CIMPOR FIN OPS 4,5% 2004 - 27/05/2011 | 11.160.000 | 0,99 | 10.990.343 | 11.028.833 | |||
| XS0355738799 DE000A0GPYR7 |
CITIGROUP INC 7,625% - 2008 / 03-04-2018 COMMERZBANK CAP /2006 - 30/03/2049 (Call=12/04/2016) |
2.800.000 50.000 |
1,14 0,34 |
3.769.427 30.792 |
3.185.744 16.879 |
|||
| XS0229097034 | CRDSUI Float 2005-14/09/2020 (Call = 14/09/2015) | 1.800.000 | 0,73 | 1.821.252 | 1.309.961 | |||
| XS0356838523 | CREDIT AGRICOLE 4.875% /2008 - 08/04/2011 | 21.000.000 | 1,05 | 21.759.380 | 22.067.240 | |||
| FR0000187320 | CREDIT AGRICOLE 5.1% /2001 - 30/01/2012 | 1.200.000 | 1,02 | 1.230.196 | 1.229.956 | |||
| XS0343877451 XS0372104710 |
CREDIT AGRICOLE 5.971% - 2008 / 01-02-2018 CREDIT AGRICOLE 6.0% /2008 - 24/06/2013 |
20.000.000 5.000.000 |
1,07 1,08 |
21.413.889 5.397.164 |
21.470.189 5.402.064 |
|||
| FR0010603159 | CREDIT AGRICOLE 8.2% TIER I 2008/2049 (Call: 31/03/2018) | 8.000.000 | 0,91 | 7.570.247 | 7.310.903 | |||
| XS0236545983 | CREDIT SUISSE FBI /2005 - 25/05/2009 | 71.571.638 | 1,13 | 82.665.726 | 80.563.183 | |||
| XS0356550425 | CREDIT SUISSE LD 5.125% /2008 - 04/04/2011 | 4.000.000 | 1,04 | 4.085.567 | 4.165.167 | |||
| XS0099177726 XS0118485670 |
CREDIT SUISSE pp /1999 - 09/07/2049 (Call=09/07/2009) CS GRP FIN (US) 6.625% /2000 - 05-10-2010 |
3.700.000 3.505.000 |
1,05 1,04 |
3.791.999 3.628.714 |
3.869.333 3.658.763 |
|||
| XS0371090027 | DAIMLER NA CORP 5.75% /2008 - 18/06/2010 | 4.500.000 | 1,02 | 4.631.596 | 4.591.380 | |||
| XS0346728065 | DANSKE BANK 5.375% Var. 2008 - 18/08/2014 (Call: 18/08/2011) | 1.000.000 | 0,92 | 995.980 | 921.647 | |||
| XS0126467553 | DCX 7.0% /2001 - 21/03/2011 | 1.500.000 | 1,06 | 1.618.336 | 1.590.016 | |||
| DE000DB5S6X0 | DEUTSCHE BANK 4,5% /2008 - 07/03/2011 | 7.000.000 | 1,04 | 7.236.761 | 7.248.171 | |||
| XS0212910722 XS0371409292 |
DEXIA CREDIOP /2005 - 25/02/2015 (Call=25/02/2009) DNB NOR BANK ASA 5.875% /2008 - 20/06/2013 |
3.000.000 3.000.000 |
0,83 1,05 |
3.030.066 3.081.648 |
2.491.475 3.149.328 |
|||
| XS0330848622 | DNB NOR BOLIGKREDITT 4.375% /2007 - 15/11/2010 | 2.000.000 | 1,02 | 2.030.548 | 2.049.848 | |||
| XS0097773427 | DRESDNER FNDG. /99-2011 | 2.483.000 | 0,93 | 2.481.978 | 2.307.174 | |||
| XS0126990778 | E.D.P. 5.875% /2001 - 28/03/2011 | 2.500.000 | 1,07 | 2.633.116 | 2.673.541 | |||
| XS0361244402 XS0400467121 |
E.ON INTL 5.125% /2008 - 07/05/2013 E.ON INTL FIN 4.75 /2008 - 25/11/2010 |
3.000.000 500.000 |
1,08 1,03 |
3.094.823 501.607 |
3.233.723 514.482 |
|||
| XS0160258280 | EDP FINANCE 2002 - 23/12/2022 | 46.723.600 | 1,43 | 56.151.589 | 66.661.372 | |||
| XS0405567883 | EEEKGA 7.875% /2008 - 15/01/2014 | 1.600.000 | 1,06 | 1.603.618 | 1.699.377 | |||
| XS0327177134 | EIB 4.375% /2007 - 15/04/2013 | 11.800.000 | 1,08 | 12.109.802 | 12.700.864 | |||
| XS0367001574 XS0400736475 |
ELEC DE FRANCE 5% /2008 - 30/05/2014 ELEC DE FRANCE 5.625% /2008 - 23/01/2013 |
1.000.000 200.000 |
1,05 1,06 |
1.027.372 200.355 |
1.051.002 211.939 |
|||
| XS0103383286 | ELEPOR 6.4% /1999 - 29/10/2009 | 2.000.000 | 1,04 | 2.095.693 | 2.079.013 | |||
| AT0000274527 | ERSTBK 6.25% /2001 - 12/03/2021 (Call=12/03/2011) | 5.000.000 | 0,95 | 5.500.329 | 4.770.000 | |||
| XS0335544606 | EURO RENDA 2015 5.20% 2007/20-12-2015 | 4.500.000 | 1,00 | 4.506.500 | 4.507.400 | |||
| XS0359381331 XS0353273807 |
EVRAZ GOUP 9.5% - 2008 / 24-04-2018 Espírito Santo Investment PLC 6,3% 2008 - 20/03/2016 |
2.500.000 4.690.000 |
0,37 1,05 |
1.644.888 4.922.272 |
929.943 4.931.652 |
|||
| XS0299967413 | FORD CRED EUROPE 7,125% 2007 - 15/01/2013 | 100.000 | 0,57 | 106.933 | 56.833 | |||
| XS0176164803 | FORD MOTOR CREDIT F 5,75% 2003 - 12/01/2009 | 800.000 | 1,02 | 824.640 | 812.276 | |||
| XS0372523281 | GAZPRU 7.933 % - 2008 / 28-06-2013 | 6.950.000 | 0,48 | 4.478.356 | 3.369.129 | |||
| XS0350465422 | GE 4,875% /2008 - 06/03/2013 | 11.750.000 | 1,02 | 12.243.230 | 11.944.900 | |||
| XS0340179307 XS0323621416 |
GE CAPITAL 4.75% /2008 - 18/01/2011 GE CAPITAL EUR FUND 4.75 /2007 - 28/09/2012 |
5.000.000 91.000 |
1,04 1,00 |
5.216.167 90.355 |
5.199.967 91.415 |
|||
| XS0188853526 | HSBC CAP FUNDING Float/ 2004 - 29/12/2049 (Call=29/03/2016) | 750.000 | 0,74 | 824.625 | 553.509 | |||
| XS0400002670 | IBERDROLA FIN SA 6,375 /2008 - 25/11/2011 | 250.000 | 1,06 | 251.419 | 265.232 | |||
| XS0163023848 | IBERDROLA INTL. 4.875% 2003 - 18/02/2013 | 800.000 | 1,03 | 878.305 | 824.891 | |||
| XS0310678981 DE000A0AMCG6 |
ICO Step /2007 - 27/07/2015 (Call=27/07/2009) IKB 6.625% /2004 - 20/02/2049 (Call=15/07/2014) |
1.700.000 5.000.000 |
1,03 0,12 |
1.750.839 5.182.552 |
1.750.639 600.000 |
|||
| XS0229593529 | ING BANK 3,5% 2005-16/09/2020 (Call=16/09/2015) | 3.500.000 | 0,77 | 3.425.847 | 2.682.625 | |||
| NL0000119592 | ING BANK 5.5% - 2001 / 04-01-2012 | 5.000.000 | 1,12 | 5.615.694 | 5.605.995 | |||
| XS0359384947 | INTESA SANPAOLO 5% /2008 - 28/04/2011 | 7.000.000 | 1,04 | 7.223.899 | 7.291.099 | |||
| XS0209715845 | IXIS CIB /2005 - 28/01/2010 | 630.000 | 1,01 | 638.911 | 638.140 | |||
| XS0342144846 DE000A0E8229 |
JP MORGAN 4.625% /2008 - 31/01/2011 KFW 3% /2005 - 16/09/2012 |
1.900.000 4.100.000 |
1,03 0,96 |
1.969.744 4.135.825 |
1.962.819 3.930.533 |
|||
| XS0220366453 | KFW Step Cpn /2005 - 16/06/2009 | 3.390.000 | 0,96 | 3.280.607 | 3.252.131 | |||
| XS0326006540 | LEHMAN BROS HLDG 5.375% 2007 - 17/10/2012 | 1.500.000 | 0,10 | 1.500.000 | 150.000 | |||
| XS0364497643 | LLOYDS TSB 7.875& TIER I 2008 / 2049 (Call:: 29/11/2013) | 500.000 | 0,58 | 495.000 | 290.000 |
| Nº de identificação:503024856 | Valores em euros | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ident. do resp. pela João Borralho | Anexo 1 | |||||||
| IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | |||
| CÓDIGO | DESIGNAÇÃO | Quantidade | valor nominal | nominal | de aquisição | de aquisição | unitário | Total |
| XS0218638236 | LLOYDS TSB BANK PERPETUAL 4.385% 2005 - 12/05/2017 | 45.000 | 0,61 | 30.340 | 27.466 | |||
| XS0180047127 | MERRILL LYNCH 3% /2003 - 29/12/2009 | 745.000 | 0,97 | 702.285 | 721.160 | |||
| XS0166710888 US61746BAL09 |
MERRILL LYNCH 3.4% /2003 - 30/06/2009 MORGAN STANLEY 3.875% 2004 - 15/01/2009 |
1.175.000 2.500.000 |
0,98 0,72 |
1.102.620 1.678.820 |
1.152.342 1.810.498 |
|||
| DE000A0EY1T9 | MUNCHEN HYPOBANK 2.75% 2005 - 17/10/2013 (Call: 17/10/2009) | 5.000.000 | 0,97 | 4.935.615 | 4.841.606 | |||
| XS0350485453 | NATL AUSTRALIABK (NAB) 4,75% /2008 - 04/03/2011 | 3.750.000 | 1,03 | 3.893.105 | 3.870.534 | |||
| XS0247626962 | NGGLN 4,125% /2006 - 21/03/2013 | 4.500.000 | 0,95 | 4.589.466 | 4.266.526 | |||
| XS0331640093 | OREY 7% BV CLASS A 2007/28-12-2012 | 5.000.000 | 1,00 | 5.001.944 | 5.001.944 | |||
| XS0346402547 | OTE PLC 5,375% /2008 - 14/02/2011 | 1.000.000 | 1,03 | 1.031.445 | 1.026.454 | |||
| XS0225590362 XS0336018832 |
PASTOR PREF PERPETUAL 4.564% 2005 - 27/07/2015 PFIZER INC 4.75% /2007 - 15/12/2014 |
100.000 4.500.000 |
0,27 1,02 |
50.545 4.503.565 |
27.451 4.610.710 |
|||
| XS0385770853 | PHILIP MORRIS 5.625% /2008 - 06/09/2011 | 2.900.000 | 1,04 | 2.945.603 | 3.020.848 | |||
| DE0009190702 | POPULAR CAPITAL 6% / 2003 - 29/10/2049 (Call=20/04/2009) | 529.000 | 0,61 | 515.953 | 321.016 | |||
| XS0215828830 | PORTUGAL TEL FIN 3.75% /2005 - 26/03/2012 | 7.216.000 | 0,93 | 6.980.797 | 6.731.569 | |||
| XS0096141337 | PORTUGAL TELECOM 4,625% /1999 - 07/04/2009 | 5.147.000 | 1,04 | 5.270.816 | 5.328.478 | |||
| XS0188938277 | PREPS 2004-1 A MTG /2004 - 12/05/2012 | 7.720.613 | 0,88 | 8.155.384 | 6.827.145 | |||
| XS0225229813 XS0339454851 |
PREPS 2005-1 B2 MTG /2005 - 04/08/2014 RABOBANK 4.75% /2008 - 15/01/2018 |
3.000.000 5.000.000 |
0,64 1,06 |
2.867.982 5.222.316 |
1.920.423 5.285.716 |
|||
| XS0326967832 | RAIFF ZENTRALBK 5.77% 2007 - 29/10/2015 (Call: 29/10/2012) | 2.500.000 | 0,70 | 1.825.628 | 1.741.023 | |||
| DE000A0E6C37 | RBS 5.25% 2005 - 29/06/2049 (Call = 30/06/2010) | 4.000.000 | 0,48 | 1.865.000 | 1.905.000 | |||
| FR0000474843 | RENAULT 4.625% - 2003 / 28-05-2010 | 500.000 | 1,00 | 487.748 | 500.443 | |||
| XS0128842571 | ROYAL BK SCOTLND 6% /2001 - 10/05/2013 | 5.000.000 | 1,03 | 5.351.507 | 5.133.507 | |||
| XS0366630902 | RSHB 7.75% 2008 - 29/05/2018 | 3.000.000 | 0,47 | 1.954.508 | 1.416.014 | |||
| XS0173287862 XS0327533617 |
RZB FINANCE LTD Pp /2003 - 31/07/2049 (Call=31/07/2013) SANTANDER 5,435% /2007 - 24/10/2017 (Call=24/10/2012) |
5.000.000 3.500.000 |
0,43 0,91 |
5.357.553 3.535.439 |
2.126.053 3.173.539 |
|||
| XS0356944636 | SANTANDER INTL 5.125% /2008 - 11/04/2011 | 10.000.000 | 1,05 | 10.363.285 | 10.475.485 | |||
| XS0381817005 | SANTANDER INTL 5.625% /2008 - 14/02/2012 | 7.000.000 | 1,04 | 7.139.799 | 7.304.509 | |||
| XS0100446268 | SOLAR FUND. 5,2916% /1999-04/08/2014 | 800.000 | 1,00 | 816.177 | 802.197 | |||
| XS0130773715 | STINGRAY LIMITED 6.31% /2001 - 26/05/2012 | 51.240.000 | 1,05 | 53.492.267 | 53.866.861 | |||
| XS0098876286 XS0241945236 |
SWEDBANK Float /1999 - 29/06/2009 TELEFONICA 3.75% /2006 - 02/02/2011 |
3.500.000 1.400.000 |
1,00 1,01 |
3.479.720 1.402.246 |
3.483.220 1.413.194 |
|||
| XS0241946630 | TELEFONICA EMISIONES 4.375% / 2006 - 02/02/2016 | 5.000.000 | 0,89 | 4.987.944 | 4.457.831 | |||
| XS0158765064 | TELENOR 5.875% /2002-05/12/2012 | 469.000 | 1,01 | 467.211 | 473.045 | |||
| XS0386772924 | TESCO PLC 5.625 % /2008 - 12/09/2012 | 2.500.000 | 1,02 | 2.540.730 | 2.552.630 | |||
| XS0184374063 | TITIM 4.5 % /2004 - 28/01/2011 | 3.900.000 | 0,98 | 3.896.346 | 3.841.437 | |||
| XS0357891620 | UBS 5.375% /2008 - 11/04/2011 | 7.500.000 | 1,04 | 7.772.375 | 7.763.300 | |||
| XS0304032237 XS0357283257 |
UBS AG JERSEY 4.625 % /2007 - 07/06/2010 UBS CAPITAL SECS 8.836% TIER I 2008 / 2049 (Call: 11/04/2013) |
3.000.000 1.500.000 |
1,01 0,69 |
3.104.848 1.556.894 |
3.020.818 1.028.265 |
|||
| XS0241369577 | UNICREDITO ITALIANO 3.95% /2006 - 01/02/2016 | 3.900.000 | 0,79 | 4.027.384 | 3.080.526 | |||
| XS0405876326 | VERIZON WIRELESS VZW 7.625 / 2008 - 19/12/2011 | 2.450.000 | 1,02 | 2.452.832 | 2.505.286 | |||
| XS0402707367 | VODAFONE GROUP 6.875% /2008 - 04/12/2013 | 500.000 | 1,03 | 501.288 | 513.726 | |||
| XS0371347245 | VODAFONE GROUP PLC 5.875% 2008 - 18/06/2010 | 1.500.000 | 1,05 | 1.544.652 | 1.568.182 | |||
| XS0352626443 | WESTPAC BANKING 4.625% /2008 - 14/03/2011 | 9.000.000 | 1,03 | 9.303.120 | 9.244.844 | |||
| DE000A0HCJF9 US032479AC19 |
WLBANK Var /2005 - 08/12/2015 (Call=08/12/2009) ANADARKO FINANCE 6.75% 2001 - 01/05/2011 |
1.949.000 5.000.000 |
0,97 0,71 |
1.873.738 3.865.126 |
1.897.755 3.566.816 |
|||
| US079860AB83 | BELLSOUTH CORP 6% /2001 - 15/10/2011 | 5.000.000 | 0,75 | 3.822.796 | 3.748.174 | |||
| US091797AN09 | BLACK & DECKER 5.75% 2006 - 15/11/2016 | 5.000.000 | 0,68 | 3.365.421 | 3.418.436 | |||
| US091797AJ96 | BLACK & DECKER 7.125% /2001 - 01/06/2011 | 5.000.000 | 0,74 | 3.788.138 | 3.719.327 | |||
| XS0090298695 | CRED SUIS ASS MAN 10.5% MTG 1998 - 02/09/2018 | 986.638 | 0,67 | 702.400 | 662.449 | |||
| USP3710MAA73 US345370CA64 |
ENDESA CHILE 8.5% /99-01/04/2009 FORD MOTOR CO 7,45% 1999 - 16/07/2031 |
1.000.000 250.000 |
0,75 0,17 |
680.668 143.605 |
751.778 42.024 |
|||
| US370334AS36 | GEN MILLS INC 6% 2002 - 15/02/2012 | 5.000.000 | 0,76 | 3.726.918 | 3.778.472 | |||
| US370442AZ85 | GENERAL MOTORS 6,75% 1998 - 01/05/2028 | 200.000 | 0,08 | 118.521 | 15.907 | |||
| US42307TAC27 | HEINZ FINANCE CO 6.625% /2003 - 15/07/2011 | 5.000.000 | 0,76 | 3.726.141 | 3.810.622 | |||
| US5150X0AA94 | LANDSBANKI ISLAN 6.1% /2006 - 25/08/2011 | 5.000.000 | 0,04 | 2.839.275 | 179.636 | |||
| US532716AH08 XS0156372343 |
LIMITED BRANDS INC 6.125% 2002 - 01/12/2012 LLOYDS TSB BANK 6.9% 2002 - 22/11/2008 |
5.000.000 355.000 |
0,66 0,38 |
3.509.540 295.343 |
3.283.132 135.679 |
|||
| US571903AE36 | MARRIOTT INTL 4,625% /2005 - 15/06/2012 | 5.000.000 | 0,65 | 3.568.564 | 3.258.840 | |||
| US583334AA59 | MEADWESTVACO CORP 6.85% 2002 - 01/04/2012 | 5.000.000 | 0,74 | 3.885.014 | 3.714.503 | |||
| US785905AA83 | SABRE HOLDINGS TSG 7,35% /2001 - 01/08/2011 | 5.000.000 | 0,21 | 3.102.451 | 1.048.807 | |||
| US78387GAD51 | SBC COMMUNICATIONS 6.25% 2001 - 15/03/2011 | 5.000.000 | 0,74 | 3.808.788 | 3.695.226 | |||
| XS0264823567 US00184AAB17 |
SIEMENS FINANCE 5.75% 2006 - 17/10/2016 TIME WARNER 6.75% 2001 - 15/04/2011 |
7.000.000 5.000.000 |
0,73 0,72 |
4.807.633 3.810.579 |
5.122.669 3.582.893 |
|||
| US92344RAA05 | VERIZON 6.5% 2001 - 15/09/2011 | 5.000.000 | 0,72 | 3.765.222 | 3.609.464 | |||
| US92857TAG22 | VODAFONE GROUP PLC 7.75% 2000 - 15/02/2010 | 250.000 | 0,80 | 207.809 | 200.665 | |||
| US962166BP84 | WEYERHAEUSER CO 6.75% 2002 - 15/03/2012 | 5.000.000 | 0,65 | 3.708.724 | 3.225.539 | |||
| US963320AM89 | WHIRLPOOL CORP 6.125% 2006 - 15/06/2011 | 5.000.000 | 0,64 | 3.646.684 | 3.181.189 | |||
| XS0380124791 XS0183226090 |
CBA 5.875% /2008 - 29/07/2011 BANCO ESPIRITO SANTO c/z - 2003 / 23-12-2013 |
2.000.000 30.000.000 |
1,03 0,75 |
2.054.242 22.469.433 |
2.065.217 22.469.433 |
|||
| XS0186834585 | BANCO ESPIRITO SANTO c/z - 2004 / 20-02-2014 | 14.143.800 | 0,84 | 11.311.722 | 11.863.552 | |||
| XS0188566896 | BESCY c/z - 2004 / 17-03-2014 | 35.000.000 | 0,74 | 25.951.023 | 25.949.563 | |||
| XS0189273906 | BESCY c/z - 2004 / 24-03-2014 | 7.000.000 | 0,74 | 5.177.238 | 5.177.238 | |||
| XS0188818966 | BESCY c/z- 2004 / 24-03-2014 | 8.400.000 | 0,74 | 6.213.026 | 6.213.026 | |||
| XS0343866330 XS0330420190 |
CALYON C/Z (DJ Eurostoxx 50 Index) 2008 - 05/02/2010 CREDIT SUISSE BASKET COMMODITIES c/z 2007 - 21/11/2010 |
3.200.000 1.118.000 |
1,00 0,95 |
3.200.000 1.197.893 |
3.200.000 1.064.448 |
|||
| XS0089370521 | DRESDNER BANK c/z /98 - 31/07/2028 | 30.000.000 | 0,34 | 8.550.522 | 10.200.000 | |||
| XS0353248874 | Espírito Santo Investment PLC c/z 2008 - 20/03/2016 | 3.657.000 | 0,55 | 2.151.231 | 2.023.784 | |||
| XS0165501080 | HLDGS c/z /2003 - 02/05/2009 | 1.100.000 | 0,99 | 1.054.130 | 1.088.120 | |||
| XS0372042266 | INTESA SANPAOLO C/Z 2008/13-08-2014 | 3.000.000 | 0,78 | 2.178.000 | 2.345.100 | |||
| XS0289321118 | JP MORGAN INTL DERIVAT c/z 2007 - 05/03/2012 | 7.000.000 | 0,89 | 6.637.400 | 6.242.600 | |||
| XS0289210477 XS0345331135 |
JP MORGAN INTL DERIVAT c/z 2007 - 06/03/2012 MORGAN STANLEY C/Z (COMMODITIES) 2008-15/02/2011 |
3.000.000 1.060.000 |
0,56 0,95 |
2.450.100 1.063.286 |
1.671.000 1.002.760 |
|||
| XS0346073033 | MORGAN STANLEY Commodity Agriculture Performance Float 2008 - 28/02/ | 1.795.000 | 0,87 | 1.795.000 | 1.567.753 | |||
| XS0326667523 | MORGAN STANLEY c/z 2007 - 25/10/2010 | 154.000 | 0,89 | 157.095 | 136.290 | |||
| XS0130684029 | NAVIO CO HERZOG c/z - 2001 - 10/05/2011 | 14.199.950 | 1,28 | 18.061.665 | 18.228.794 | |||
| XS0130683997 | NAVIO CO ITAMI c/z - 2001/ 10-05-2011 | 7.190.350 | 1,28 | 9.198.425 | 9.230.413 | |||
| XS0130684292 XS0236074927 |
NAVIO CO KAHN c/z 2001 / 10-05-2011 ABBEY TREASURY 5.125% RAcc 2005 - 14/12/2015 |
11.000.000 10.000.000 |
1,28 0,91 |
14.057.108 8.923.354 |
14.120.946 9.133.354 |
|||
| XS0203496970 | ABN AMRO BANK Float /2004 - 05/11/2012 | 1.500.000 | 0,97 | 1.345.660 | 1.457.550 | |||
| DE000A0DX3M2 | ALPHA GROUP JERSEY PERP 2005/18/02/2049 (call:18-02-2015 ) | 900.000 | 0,45 | 605.130 | 406.950 | |||
| XS0210434782 | AXA Float 2005 - 29/01/2049 (Call: 25/01/2010) | 2.000.000 | 0,62 | 1.679.156 | 1.231.803 | |||
| XS0232972645 | BANK OF IRELAND 4.25% RAcc - 2005 / 02-11-2015 (Call: 02-05-2009) | 5.000.000 | 0,84 | 5.017.511 | 4.187.708 | |||
| XS0220423783 XS0242864360 |
BEAR STEARNS /2005 - 13/06/2017 BEAR STEARNS /2006 - 23/02/2021 (Call=23/02/2009) |
5.000.000 3.000.000 |
0,92 0,68 |
4.831.084 3.080.504 |
4.577.361 2.052.158 |
|||
| XS0206444357 | BEAR STEARNS Float /2004 - 01/12/2014 | 5.000.000 | 0,77 | 4.992.694 | 3.852.500 | |||
| XS0250980991 | BEAR STEARNS Float /2006 - 02/05/2016 | 5.000.000 | 0,81 | 5.018.734 | 4.029.683 | |||
| XS0233689602 | BEAR STEARNS Var 2005 - 02/11/2015 | 2.000.000 | 0,66 | 1.980.052 | 1.320.400 | |||
| AT0000248620 | BK AUSTRIA CREDITANSTALT /2005 - 30/06/2035 (Call=30/06/2010) | 1.000.000 | 1,02 | 907.948 | 1.023.102 | |||
| XS0197609877 XS0284723078 |
CALYON RAcc /2004 - 02/08/2019 (Call=02/08/2014) CALYON Var /2007 - 26/01/2017 |
1.700.000 5.000.000 |
0,97 1,05 |
1.761.051 5.000.103 |
1.650.640 5.250.500 |
| Nº de identificação:503024856 | Valores em euros | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ident. do resp. pela João Borralho | ||||||||
| IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | Anexo 1 | ||
| CÓDIGO | DESIGNAÇÃO | Quantidade | valor nominal | nominal | de aquisição | de aquisição | unitário | Total |
| XS0225758563 | DEPFA BANK PLC 4.25% RAcc 2005 - 17/08/2015 | 800.000 | 0,45 | 800.568 | 360.277 | |||
| DE000A0D60P6 | DEPFA Var RAcc /2005 - 21/04/2010 | 1.420.000 | 0,98 | 1.365.629 | 1.394.319 | |||
| DE000A0E5JD4 | DEUTSCHE BANK pp - 2005 / 27-06-2049 (call=27-06-2015) | 2.500.000 | 0,47 | 2.452.853 | 1.164.658 | |||
| XS0212549595 | DEXGRP Float RAcc 2005 - 02/03/2015 | 2.500.000 | 0,74 | 2.388.855 | 1.844.639 | |||
| XS0213303968 | DEXIA 4.5% Var 2005 / 15-03-2016 | 6.000.000 | 0,89 | 5.781.052 | 5.325.000 | |||
| XS0213348120 | DEXIA CREDIOP Float RAcc 2005 - 18/03/2010 | 1.500.000 | 0,99 | 1.399.126 | 1.480.250 | |||
| XS0250255121 | EFG HELLAS PLC Float /2006 - 19/04/2016 | 3.000.000 | 0,96 | 3.033.535 | 2.892.483 | |||
| XS0211020085 | EIB Var. /2005 - 04/02/2020 (Call=04/02/2010) | 3.000.000 | 0,86 | 2.682.776 | 2.567.270 | |||
| XS0172950718 | ES INV PLC (Rend. Cresc. Bes 01) - 2003 / 26-07-2011 | 12.500.000 | 0,88 | 12.467.841 | 11.023.403 | |||
| XS0180208158 XS0183002814 |
ES INV PLC (Rend. Cresc. Bes 02) - 2003 / 27-11-2011 ES INV PLC (Rend. Cresc. Bes 03) - 2003 / 30-12-2011 |
5.000.000 6.500.000 |
0,91 0,92 |
5.035.066 6.604.597 |
4.545.438 5.950.750 |
|||
| XS0195714596 | ES INV PLC (Rend. Cresc. Bes 04) - 2004 / 10-07-2012 | 5.500.000 | 0,98 | 5.652.939 | 5.411.702 | |||
| XS0156886532 | ES INVESTMENT /2002 - 22/10/2017 | 7.500.000 | 0,94 | 7.419.542 | 7.050.000 | |||
| XS0221524670 | ES INVESTMENT 4.75% 2005 - 16/08/2013 | 4.500.000 | 0,92 | 4.518.281 | 4.151.407 | |||
| XS0230875022 | ESPIRITO SANTO INV Var. 2005 - 30/09/2015 | 500.000 | 0,88 | 420.050 | 441.500 | |||
| XS0194703855 | EUROPEAN CREDIT Float /2004 - 24/06/2009 | 2.609.000 | 0,54 | 2.552.489 | 1.399.213 | |||
| XS0213499410 | HBOS TSY Float /2005 - 16/03/2020 | 10.000.000 | 0,82 | 10.175.254 | 8.150.203 | |||
| DE0007846248 | HVB Float /2005 - 13/10/2010 | 4.000.000 | 0,97 | 3.619.703 | 3.861.200 | |||
| DE0007846198 | HVB Float /2005 - 16/08/2010 | 1.273.000 | 0,97 | 1.137.883 | 1.235.319 | |||
| DE000A0E8294 | KFW Float /2006 - 23/02/2016 | 3.000.000 | 0,94 | 3.057.968 | 2.817.917 | |||
| XS0243207585 XS0215088021 |
KFW Var /2006 - 21/02/2011 LB BADEN 4.10% RAcc /2005 - 22/03/2010 |
2.485.000 2.700.000 |
0,99 0,97 |
2.344.739 2.619.872 |
2.448.538 2.613.070 |
|||
| XS0206444191 | LEHMAN BROS Var /2004 - 06/12/2011 | 5.000.000 | 0,10 | 4.590.052 | 500.000 | |||
| XS0231748046 | LLOYDS TSB BANK - 2005 / 26-10-2015 (Call=26-04-2009) | 5.000.000 | 0,76 | 4.962.603 | 3.808.500 | |||
| XS0242696804 | MEDIOBANCA Float - 2006 / 10-02-2021 | 10.920.000 | 0,99 | 10.954.622 | 10.833.448 | |||
| XS0234023942 | NIB CAPITAL BANK 1ª/2ª/3ª/4ª Tranche 2005 - 28/11/2015 | 10.000.000 | 0,67 | 10.008.940 | 6.653.889 | |||
| XS0234564515 | NIBCAP Float RAcc 2005 - 30/11/2015 | 5.000.000 | 0,95 | 5.012.413 | 4.731.227 | |||
| XS0207714022 | RABOBANK Float /2004 - 21/12/2012 | 1.000.000 | 1,00 | 884.256 | 1.000.505 | |||
| XS0229789341 | RABOBANK Float RAcc /2005 - 30/09/2012 | 4.500.000 | 0,87 | 4.091.115 | 3.909.600 | |||
| XS0211216659 | RABOBK Float RAcc 2005 - 07/02/2012 | 1.900.000 | 0,96 | 1.755.648 | 1.818.221 | |||
| XS0218924917 XS0372970110 |
RBOS 6.5% RAcc 2005 - 19/05/2020 SOC GEN ACCEPT 2008 - 10/07/2009 |
5.974.000 4.400.000 |
0,90 0,95 |
5.419.432 4.341.990 |
5.374.980 4.161.986 |
|||
| XS0210908751 | WESTLB Float C/F /2005 - 07/02/2012 | 1.402.000 | 0,99 | 1.371.902 | 1.381.856 | |||
| XS0160306519 | BTAR INVESTMENTS (JERSEY) 2002 - 23/12/2022 | 25.800.000 | 0,64 | 15.875.617 | 16.600.580 | |||
| XS0160312590 | EMIDAG 2002 - 23/12/2022 | 77.600.000 | 0,64 | 47.749.918 | 49.930.427 | |||
| XS0163578635 | SGA NV 2003 - 28/02/2018 | 96.881.000 | 0,95 | 99.581.088 | 91.682.258 | |||
| XS0096276182 | SOC.GENERALE 15/04/1999-2012 | 880.000 | 0,89 | 741.583 | 780.648 | |||
| XS0212225188 | BEAR STEARNS Float 2005-21/02/2017 | 7.000.000 | 0,72 | 6.694.627 | 5.054.722 | |||
| XS0144571352 | BIC 4.65% /2002-19/03/2012 | 5.000.000 | 1,19 | 5.004.155 | 5.932.750 | |||
| XS0163648198 | E.I.B. Float /2003 - 11/03/2011 | 2.009.000 | 1,01 | 2.028.700 | 2.024.660 | |||
| XS0161880264 | E.I.B. Float /2003 - 24/02/2011 | 2.040.000 | 1,03 | 2.093.495 | 2.098.289 | |||
| XS0175913044 XS0220692924 |
EIB var - 2003 / 01-10-2010 ES INV 2005 - 25/05/2015 |
3.300.000 7.000.000 |
1,00 0,96 |
3.306.939 6.719.317 |
3.289.659 6.729.061 |
|||
| XS0364493576 | MERRIL LYNCH Var (Lnk CPTFEMU) 2008/27-05-2011 | 5.000.000 | 0,99 | 4.615.000 | 4.927.500 | |||
| XS0362629403 | MORGAN STANLEY Var (Lnk CPTFEMUY) /2008 - 14/05/2011 | 5.000.000 | 1,00 | 5.194.641 | 4.986.611 | |||
| XS0234505005 | ABN AMRO BANK NV 1.875% (Conv Fortis) /2005 - 27/10/2010 | 1.000.000 | 0,99 | 913.381 | 985.781 | |||
| XS0125953959 | CABRAL FRN /2001 - 2014 (Call=06/09/2009) | 11.196.006 | 0,73 | 9.434.988 | 8.131.659 | |||
| XS0132694836 | LUSITANO GLOBAL MTG /2001 - 05/12/2015 (Call=05/12/2008) | 26.990.596 | 1,10 | 28.688.603 | 29.753.893 | |||
| XS0125957604 | WHT RESERVE Float 01/2009 | 1.988.913 | 1,00 | 1.988.913 | 1.988.913 | |||
| KYG693261094 | PARMALAT CAP.FIN.-98 | 5.000.000 | 0,00 | 500 | 5 | |||
| sub-total sub-sub-total |
0 0 |
11.137.252.681 11.886.448.085 |
0,00 0,00 |
0,00 0,00 |
3.455.385.121 4.238.242.669 |
0,00 0,00 |
3.219.963.478 4.021.633.812 |
|
| 2.2.2 - Títulos de rendimento variável | ||||||||
| GB0056794497 | BRITISH AIRWAYS 6.75% PERPETUAL | 176.000 | 14,16 | 2.492.909 | 10,13 | 1.782.000 | ||
| SE0001599622 | EAST CAPITAL EXPLORER FUND AB (Acc Preferenc) | 14.181.738 | 1,19 | 16.939.254 | 0,76 | 10.746.481 | ||
| USU3456P1040 | FORTIS CAP FUND 6.25% (PREFERENCIAL) | 2.000.000 | 0,77 | 1.540.000 | 0,59 | 1.189.600 | ||
| 92565068869 | CANYON PREF SHARES | 6.000.000 | 0,04 | 215.564 | 0,04 | 215.564 | ||
| BPG | BANCO PORTUGUÊS DE GESTÃO | 137.978 | 6,00 | 827.868 | 6,00 | 827.868 | ||
| LU0011904405 | E.S. Financial Group | 215.712 | 21,86 | 4.716.015 | 10,95 | 2.362.046 | ||
| US0594603039 US1729671016 |
BANCO BRADESCO SA ADR CITIGROUP INC |
825.000 15.000.000 |
13,84 5,09 |
11.420.313 76.342.162 |
7,09 4,82 |
5.850.938 72.321.621 |
||
| DE000DB3ZUG9 | DEUTSCHE BANK AG DB 17/09/2018 Certificates | 43.786 | 73,95 | 3.238.074 | 77,75 | 3.404.214 | ||
| US5893311077 | MERCK & CO INC | 10.000 | 21,15 | 211.472 | 21,84 | 218.438 | ||
| US6516391066 | NEWMONT MINING CORP | 5.000 | 27,75 | 138.727 | 29,24 | 146.224 | ||
| ES0111845014 | ABERTIS SA | 41.125 | 12,92 | 531.222 | 12,60 | 518.175 | ||
| FR0000120404 | ACCOR SA | 79.790 | 58,86 | 4.696.372 | 35,11 | 2.801.427 | ||
| CH0012138605 | ADECCO SA-REG | 1.106 | 33,19 | 36.703 | 24,09 | 26.648 | ||
| FR0000031122 | AIR FRANCE-KLM | 2.075 | 17,66 | 36.649 | 9,17 | 19.028 | ||
| GB0009895292 FR0000051732 |
ASTRAZENECA PLC ATOS ORIGIN SA |
93.580 41.743 |
28,76 36,23 |
2.691.176 1.512.548 |
29,47 17,92 |
2.757.785 747.826 |
||
| GB0055007982 | AUTONOMY CORP PLC | 120.200 | 12,21 | 1.467.149 | 9,98 | 1.200.107 | ||
| GB0000961622 | BALFOUR BEATTY PLC | 328.757 | 6,23 | 2.049.662 | 3,46 | 1.136.412 | ||
| DE0005151005 | BASF AG | 86.439 | 38,65 | 3.341.000 | 27,73 | 2.396.953 | ||
| DE0005909006 | BILFINGER BERGER AG | 43.056 | 54,83 | 2.360.778 | 37,32 | 1.606.850 | ||
| DE0005190003 | BMW AG | 92.716 | 21,87 | 2.027.668 | 21,61 | 2.003.593 | ||
| FR0000131104 | BNP PARIBAS | 58.851 | 54,90 | 3.230.682 | 30,25 | 1.780.243 | ||
| GB0007980591 | BP PLC | 515.131 | 8,10 | 4.172.453 | 5,52 | 2.844.713 | ||
| GB0001290575 GB0002875804 |
BRITISH AIRWAYS PLC BRITISH AMERICAN TOBACCO PLC |
474.814 234.964 |
4,06 23,90 |
1.925.735 5.616.130 |
1,89 18,90 |
895.791 4.440.265 |
||
| ES0113900J37 | BSCH - AM | 326.163 | 12,86 | 4.194.730 | 6,75 | 2.201.600 | ||
| GB0001625572 | CABLE & WIRELESS PLC | 1.060.922 | 2,57 | 2.731.260 | 1,64 | 1.743.142 | ||
| GB00B1RZDL64 | CAIRN ENERGY PLC | 71.010 | 38,62 | 2.742.473 | 21,15 | 1.502.206 | ||
| GB0007365546 | CARILLION PLC | 10.515 | 3,75 | 39.397 | 2,60 | 27.378 | ||
| FR0000120172 | CARREFOUR SA | 80.812 | 27,79 | 2.246.024 | 27,52 | 2.223.946 | ||
| FR0000125585 | CASINO GUICHARD PERRACHON | 29.390 | 70,06 | 2.059.032 | 54,30 | 1.595.877 | ||
| DE000CLS1001 | CELESIO AG | 47.850 | 42,75 | 2.045.616 | 19,40 | 928.290 | ||
| CH0012142631 | CLARIANT AG | 341.336 | 5,91 | 2.018.988 | 4,80 | 1.638.873 | ||
| FR0000120644 BE0003562700 |
DANONE GROUPE DELHAIZE GROUP |
75.526 36.598 |
55,23 63,87 |
4.171.399 2.337.506 |
43,18 44,20 |
3.261.213 1.617.632 |
||
| DE0008232125 | DEUTSCHE LUFTHANSA-REG | 119.307 | 19,49 | 2.325.647 | 11,19 | 1.335.045 | ||
| DE0005552004 | DEUTSCHE POST AG-REG | 3.982 | 9,20 | 36.654 | 11,91 | 47.426 | ||
| GB0002374006 | DIAGEO PLC | 302.212 | 15,55 | 4.698.543 | 10,09 | 3.049.089 | ||
| FR0000130452 | EIFFAGE | 965 | 40,71 | 39.288 | 37,37 | 36.062 | ||
| SE0000103814 | ELECTROLUX AB-SER B | 176.986 | 12,27 | 2.171.458 | 6,14 | 1.086.828 | ||
| SE0000718017 | ENIRO AB | 1.008.298 | 0,98 | 992.529 | 0,98 | 992.529 | ||
| XS0327008297 | ESPIRITO SANTO INV Certificates (DJ Euro Stoxx 50) 23/10/2008 | 501.000 | 0,93 | 463.467 | 0,57 | 284.067 | ||
| IT0001976403 | FIAT SPA | 125.521 | 4,77 | 598.924 | 4,59 | 576.141 | ||
| DE0005785638 ES0143416115 |
FRESENIUS SE-PFD GAMESA CORP |
36.150 91.543 |
55,05 29,60 |
1.990.184 2.709.451 |
41,59 12,74 |
1.503.479 1.166.258 |
Ano: 2008 Empresa de SegurosBES VIDA
Nº de identificação:503024856 Valores em euros
| Ident. do resp. pela João Borralho Anexo 1 |
||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS | Quantidade | Montante do | % do valor | Preço médio | Valor total | Valor de balanço | ||||
| CÓDIGO GB0009252882 |
GLAXOSMITHKLINE PLC | DESIGNAÇÃO | 141.000 | valor nominal | nominal | de aquisição 19,37 |
de aquisição 2.731.154 |
unitário 13,49 |
Total 1.901.465 |
|
| DK0010272632 | GN STORE NORD A/S | 544.030 | 3,36 | 1.828.394 | 1,37 | 744.786 | ||||
| ES0171996012 | GRIFOLS SA | 117.658 | 14,75 | 1.735.507 | 12,31 | 1.448.370 | ||||
| DE0006070006 IT0000072618 |
HOCHTIEF AG INTESA SANPAOLO SPA |
22.509 210.000 |
68,98 4,78 |
1.552.695 1.002.831 |
35,74 2,54 |
804.472 532.875 |
||||
| FI0009000202 | KESKO OYJ-B SHS | 1.585 | 22,52 | 35.697 | 17,80 | 28.213 | ||||
| GB0033195214 | KINGFISHER PLC | 1.091.223 | 1,77 | 1.935.520 | 1,42 | 1.546.615 | ||||
| DE000KC01000 NL0006033250 |
KLOECKNER & CO KONINKLIJKE AHOLD NV |
1.154 1.670 |
32,36 9,70 |
37.346 16.207 |
12,29 8,79 |
14.183 14.679 |
||||
| NL0000337319 | KONINKLIJKE BAM GROEP NV | 2.925 | 12,63 | 36.938 | 6,41 | 18.749 | ||||
| FR0000120537 | LAFARGE SA | 34.731 | 80,59 | 2.798.942 | 43,35 | 1.505.589 | ||||
| DE0005470405 | LANXESS AG | 2.660 | 13,72 | 36.506 | 13,73 | 36.522 | ||||
| GB0008706128 GB00B3DVPK51 |
LLOYDS TSB GROUP PLC LLOYDS TSB GROUP PLC RIGHTS 2008 |
354.000 153.883 |
1,32 0,00 |
468.283 0 |
1,32 0,00 |
468.283 0 |
||||
| SE0000825820 | LUNDIN PETROLEUM AB | 202.988 | 7,17 | 1.456.264 | 3,77 | 765.640 | ||||
| DE0007257503 | METRO AG | 37.525 | 55,88 | 2.097.005 | 28,57 | 1.072.089 | ||||
| GB00B1CRLC47 DE0008430026 |
MONDI PLC MUENCHENER RUECKVER AG-REG |
8.888 32.263 |
4,08 125,99 |
36.258 4.064.831 |
2,14 111,00 |
19.012 3.581.193 |
||||
| GB00B08SNH34 | NATIONAL GRID PLC | 390.751 | 10,79 | 4.217.545 | 7,18 | 2.806.023 | ||||
| FI0009013296 | NESTE OIL OYJ | 2.545 | 15,39 | 39.170 | 10,58 | 26.926 | ||||
| DE0006766504 NO0004135633 |
NORDDEUTSCHE AFFINERIE AG NORSKE SKOGINDUSTRIER ASA |
1.095 6.285 |
30,10 2,97 |
32.956 18.649 |
28,00 1,38 |
30.660 8.702 |
||||
| GRS419003009 | OPAP SA | 103.400 | 28,91 | 2.988.824 | 20,68 | 2.138.312 | ||||
| FI0009014575 | OUTOTEC OYJ | 68.418 | 11,30 | 773.036 | 10,80 | 738.914 | ||||
| CH0002168083 | PANALPINA WELTTRANSP | 13.200 | 50,07 | 660.914 | 39,73 | 524.444 | ||||
| CH0027752242 FR0000121501 |
PETROPLUS HOLDINGS AG PEUGEOT SA |
1.093 55.386 |
33,62 12,76 |
36.748 706.575 |
14,11 12,15 |
15.427 672.940 |
||||
| FR0000121485 | PINAULT PRINTEMPS REDOUT | 26.000 | 104,56 | 2.718.506 | 46,60 | 1.211.600 | ||||
| CY0100470919 | PROSAFE SE | 241.023 | 2,81 | 678.057 | 2,67 | 642.728 | ||||
| GRS434003000 DE0005558662 |
PUBLIC POWER CORP Q-CELLS AG |
78.864 29.316 |
19,87 26,28 |
1.567.390 770.387 |
11,54 25,30 |
910.091 741.695 |
||||
| AT0000606306 | RAIFFEISEN INTL BANK HOLDING | 27.795 | 20,61 | 572.786 | 19,30 | 536.444 | ||||
| NL0000379121 | RANDSTAD HOLDING NV | 41.228 | 27,67 | 1.140.876 | 14,55 | 599.867 | ||||
| FR0000131906 | RENAULT SA | 1.522 | 23,54 | 35.833 | 18,55 | 28.233 | ||||
| NO0010112675 FR0010479956 |
RENEWABLE ENERGY CORP AS RHODIA SA - REGR |
84.519 120.940 |
6,98 10,08 |
589.881 1.219.584 |
6,62 4,50 |
559.126 544.714 |
||||
| GB00B019KW72 | SAINSBURY (J) PLC | 377.026 | 5,55 | 2.091.296 | 3,45 | 1.300.294 | ||||
| CH0024638196 | SCHINDLER HOLDING-PART CERT | 44.936 | 47,62 | 2.139.866 | 32,39 | 1.455.503 | ||||
| BMG7945E1057 SE0000113250 |
SEADRILL LTD SKANSKA AB-B SHS |
85.231 3.625 |
6,05 10,04 |
515.243 36.405 |
5,65 7,13 |
481.664 25.845 |
||||
| IT0003153415 | SNAM RETE GAS SPA | 375.000 | 4,00 | 1.501.676 | 3,96 | 1.485.000 | ||||
| DE0005108401 | SOLARWORLD AG | 69.623 | 33,82 | 2.354.994 | 15,10 | 1.051.307 | ||||
| NL0000226223 NO0005620856 |
STMICROELECTRONICS NV TANDBERG ASA |
295.616 103.045 |
9,18 9,98 |
2.714.108 1.028.781 |
4,78 7,73 |
1.413.044 796.881 |
||||
| SE0000314312 | TELE2 AB-B SHS | 205.549 | 13,59 | 2.794.188 | 6,35 | 1.304.773 | ||||
| ES0178430E18 | TELEFONICA SA | 196.986 | 17,95 | 3.535.115 | 15,85 | 3.122.228 | ||||
| GB00B1VYCH82 | THOMAS COOK GRP PLC | 774.423 | 3,98 | 3.080.652 | 1,86 | 1.439.898 | ||||
| DE0007500001 FR0000120271 |
THYSSENKRUPP AG TOTAL SA |
1.551 71.210 |
21,03 60,08 |
32.611 4.278.251 |
18,96 38,91 |
29.407 2.770.781 |
||||
| GB0007739609 | TRAVIS PERKINS PLC | 5.010 | 7,73 | 38.737 | 3,57 | 17.883 | ||||
| SE0000114837 | TRELLEBORG AB-B SHS | 150.620 | 4,43 | 667.883 | 4,43 | 667.883 | ||||
| DE000TUAG000 BE0003884047 |
TUI AG UMICORE |
154.054 3.170 |
19,20 12,54 |
2.957.310 39.751 |
8,05 14,07 |
1.239.364 44.602 |
||||
| FR0000130338 | VALEO SA | 102.554 | 10,87 | 1.115.139 | 10,62 | 1.088.611 | ||||
| DK0010268606 | VESTAS WIND SYSTEMS A/S | 19.507 | 49,93 | 974.000 | 40,73 | 794.617 | ||||
| GB0009764027 | WOLSELEY PLC | 6.683 | 5,45 | 36.442 | 4,03 | 26.943 | ||||
| 2.2.2.1 - Acções | ||||||||||
| 2.2.2.2 - Títulos de participação | sub-total | 52.555.138 | 0 | 0,00 | 0,00 | 266.961.395 | 0,00 | 198.854.001 | ||
| sub-total | 0 | 0 | 0,00 | 0,00 | 0 | 0,00 | 0 | |||
| 2.2.2.3 - Unidades de participação em fundos de investimento | ||||||||||
| ES0145871036 | ESPIRITO SANTO MULTIFONDO JAPÓN, FI | 1.249 | 3,63 | 4.528 | 2,52 | 3.148 | ||||
| ES0138517034 | ESPIRITO SANTO ESPAÑA BOLSA, FI | 4.284 | 11,03 | 47.264 | 10,82 | 46.366 | ||||
| ES0158193039 | ESPIRITO SANTO ESPAÑA 30, FI | 1.745 | 10,29 | 17.947 | 10,12 | 17.650 | ||||
| ES0125240038 | E.S. DINERO PLUS, F.I. | 27 | 1.447,13 | 39.470 | 1.513,66 | 41.285 | ||||
| ES0136097039 ALCENTRA0699 |
E.S. BOLSA ESPAÑA SELECCIÓN, F.I. ALCENTRA EUROPEAN CREDIT FUND |
7.987 200.000 |
10,24 69,87 |
81.809 13.973.320 |
7,17 30,88 |
57.241 6.176.000 |
||||
| HHHHHH | ALTERNATIVE INVEST. EURO (Series 1007) | 5.599 | 1.000,00 | 5.598.898 | 830,01 | 4.647.128 | ||||
| PPPPPPP | ALTERNATIVE INVEST. EURO (Series 1107) | 759 | 1.000,00 | 758.621 | 802,91 | 609.107 | ||||
| ES0105336038 LU0171304552 |
BBVA - ACION IBEX ETF BGF-WORLD ENERGY FUND-E Acc |
12.681 128 |
12,97 19,46 |
164.469 2.500 |
9,33 11,52 |
118.314 1.480 |
||||
| GG00B2QQPS89 | BH GLOBAL LTD-USD SHRS | 1.000.000 | 6,54 | 6.539.054 | 4,94 | 4.943.594 | ||||
| LU0171276081 | BLACK ROCK EMERGING MARKETS | 28.032 | 15,69 | 439.949 | 10,38 | 290.970 | ||||
| LU0171289225 | BLACK ROCK JAPAN OPPORTUNITIES | 9.120 | 36,26 | 330.661 | 20,14 | 183.684 | ||||
| FR0007052782 DE0005933931 |
CAC 40 MAST DAXEX GR - INDEX FUND |
37.445 3.795 |
31,87 63,60 |
1.193.361 241.378 |
32,66 45,44 |
1.222.954 172.462 |
||||
| LU0292106753 | DB X - TRACKERS DJ ES 50 SHORT | 5.229 | 46,57 | 243.530 | 49,28 | 257.685 | ||||
| LU0274211217 | DB X - TRACKERS DJ EURO STX 50 | 50.667 | 24,06 | 1.219.243 | 24,56 | 1.244.382 | ||||
| FR0007054358 DE0006289374 |
DJ EUROSTOXX 50 MASTER UNIT DJ STOXX 600 HEALTHCARE EX 1 |
68.032 14.090 |
26,38 33,79 |
1.794.378 476.147 |
24,61 32,80 |
1.674.268 462.152 |
||||
| DE0006344765 | DJ STOXX 600 OIL & GAS EX | 4.045 | 40,71 | 164.691 | 27,05 | 109.412 | ||||
| DE0006289358 | DJ STOXX 600 TELECOM ETF | 7.464 | 29,04 | 216.759 | 23,81 | 177.700 | ||||
| LU0210302286 LU0058466250 |
DWS INVEST BRIC PLUS-NC Acc ES - EMERGING MARKETS |
25 165.780 |
154,35 169,17 |
3.836 28.045.629 |
103,53 69,42 |
2.573 11.508.475 |
||||
| LU0091443829 | ES - EUROPEAN EQUITY | 44.260 | 85,77 | 3.796.342 | 59,27 | 2.623.304 | ||||
| ESINFRA | ESPIRITO SANTO INFRAST. FUND - I | 809 | 1.003,92 | 812.172 | 1.000,00 | 809.000 | ||||
| XXXXXXX LU0083291335 |
FEDERAL STREET FUND - CLASS E FIDELITY EUROPEAN AGGRESSIVE - A |
6.000 43.148 |
1.000,00 20,46 |
6.000.000 882.701 |
763,83 8,03 |
4.582.990 346.394 |
||||
| LU0115767708 | FIDELITY FDS - EUROPEAN AGGR - E | 334 | 14,56 | 4.860 | 8,01 | 2.672 | ||||
| LU0346388373 | FIDELITY FDS-EUR GR | 10.222 | 9,77 | 99.850 | 6,78 | 69.282 | ||||
| LU0114722738 LU0115767021 |
FIDELITY FUNDS-GLOBAL FIN SVC-E FIDELITY FUNDS-LATIN AMERICA-E Acc |
405 56 |
15,65 45,02 |
6.336 2.500 |
11,32 22,77 |
4.584 1.264 |
||||
| PPESVAEM0009 | FIQ ES VENTURES II | 113.941.540 | 0,01 | 694.491 | 0,01 | 698.576 | ||||
| LU0229940001 | FRANK TEMP INV ASIA GR - A AC | 21.930 | 18,16 | 398.322 | 9,62 | 210.969 | ||||
| LU0122612764 LU0209317873 |
FRANKLIN EUROPEAN GROWTH BX GLOBAL ACTIVE ALLOCATION - I CAP |
17.780 10.959.906 |
7,41 6,41 |
131.830 70.198.341 |
5,21 3,80 |
92.635 41.647.643 |
| Ident. do resp. pela João Borralho Anexo 1 IDENTIFICAÇÃO DOS TÍTULOS Montante do % do valor Preço médio Valor total Valor de balanço Quantidade CÓDIGO DESIGNAÇÃO valor nominal nominal de aquisição de aquisição unitário Total IE0003561788 INVESCO GT GLOBAL HIGH INCOME 491 9,32 4.578 6,20 3.046 LU0117858596 JP MORGAN EUROPE EQUITY D 5.165 11,29 58.336 5,65 29.184 LU0336377055 JP MORGAN GLOBAL (INTERNATIONAL) EQUITY 27.031 6,81 184.005 4,36 117.854 LU0273795244 JPM INV-HIGH STAT MARK 33.658 110,15 3.707.519 113,26 3.812.120 DBJARFLEB01 JUBILEE ABSOLUTE RETURN LMT - CLASS B 49.144 101,74 5.000.000 115,13 5.658.006 LU0225434587 LUX INVEST FD - US EQTY PLUS - D 4.398 1.285,00 5.651.604 652,41 2.869.406 US57060U1007 MARKET VECTORS Gold Miners ETF 588.039 34,90 20.522.853 24,34 14.315.414 IE0031687019 MELLON US LARGE CAP VALUE 79.102 1,09 86.020 0,74 58.693 LU0125951151 MFS EUROPEAN VALUE A1 11.441 22,25 254.503 13,63 155.939 LU0219424644 MFS MERIDIAN FUNDS - GLOBAL EQUITY 46.348 107,88 5.000.009 78,44 3.635.521 LU0200684693 MLIIF US FLEXIBLE HEDGED A2 502 0,00 0 8,61 4.322 NAUFUNDOCA32 NAU FUND LP - CLASS A 250.000 99,95 24.988.515 96,42 24.103.925 ONGOING MKTS ONGOING INT. CAPITAL MARKETS 15.000 1.000,00 15.000.000 1.000,00 15.000.000 ONGOING EQT ONGOING INT. PRIVATE EQUITY 100.000 1.000,00 100.000.000 1.000,00 100.000.000 LU0104885248 PICTET F-WATER-R ACC 38 99,87 3.750 98,07 3.682 US25154H7567 PWRSHS DB GOLD DOUBLE SHORT 64.100 31,21 2.000.573 17,87 1.145.482 LU0106235376 SCHRODER ISF EURO EQUITY (B) 236.697 20,08 4.752.008 14,57 3.448.675 LU0146288435 SGAM FD-MONEY MARKET EUR F Acc 128 116,58 14.970 117,77 15.122 IE00B03HD316 VANGUARD GLOBAL STOCK INDEX EURO CLASS 430.908 12,15 5.236.699 7,43 3.200.695 LU0091444124 ES - AMERICA G.F.(USD) 188.083 102,26 19.232.801 64,54 12.138.823 94165001229 GARNHAM FOUNDERS FUND 752 0,00 0 0,00 0 US4642864007 ISHARES INC MSCI BRAZIL 2.838 53,82 152.738 25,14 71.353 LU0117895366 JP MORGAN EMERGING MARKETS EQ 33.761 22,55 761.453 13,53 456.799 LU0219445649 MERIDIAN US VALUE FUND 1.706 68,14 116.260 62,98 107.455 US73935A1043 NASDAQ 100 11.925 29,56 352.453 21,47 256.031 IE0030772507 POLAR CAPITAL JAPAN 30.852 14,34 442.447 10,56 325.655 94165001230 PRIMO CAPITAL GROWTH FUND 1/00P 43 0,00 0 0,00 0 94165001231 PRIMO CAPITAL GROWTH FUND 12/00P 12 0,00 0 0,00 0 US78462F1030 SPY STANDARD & POORS TRUST Index Fund 103.623 72,27 7.488.689 64,84 6.719.077 LU0171290074 BGF-NEW ENERGY FUND-EURO-E2 228 8,76 2.000 5,10 1.164 IE00B23Z8X43 BRANDYWINE GL. OP. BOND - CLASS A 26.804 97,00 2.600.000 92,34 2.475.057 LU0272942433 CAAM-VOLATILITY EURO EQU-S 52 117,87 6.125 131,57 6.837 LU0229883953 DB PLAT-COMMODITY EURO 63 234,87 14.825 119,86 7.566 LU0173942318 DB PLATINUM IV-SOV PLUS-R1C 85 135,22 11.530 132,35 11.285 LU0290357176 DB X - TR IBX EUR SOV EZ 5-7 489 156,76 76.655 161,13 78.793 LU0099730524 DWS INSTITUTION MONEY PLUS 413 13.543,35 5.594.622 13.646,27 5.637.138 LU0145659149 DWS INVEST EURO RESERVE-NC 28 114,11 3.223 109,15 3.083 DE0006289473 EB REXX GOVT GERMANY 1.5 - 2.5 22.075 99,28 2.191.634 102,57 2.264.233 LU0062574610 ES - EURO BOND 5.524 905,16 4.999.986 1.001,39 5.531.548 LU0058464123 ES - GLOBAL BOND 386 140,46 54.218 157,79 60.907 LU0079837604 ES - GLOBAL ENHANC 15.086 663,04 10.002.625 653,76 9.862.650 IE0005322577 GLG GLOBAL CONVERTIBLE UCITS FUND 12.925 150,84 1.949.530 111,13 1.436.324 IE00B01D9K08 GLG NORTH AMERICAN FUND 9.538 119,72 1.141.921 60,72 579.177 LU0115102302 JP MORGAN EUROPE BOND 12.103 121,93 1.475.726 99,46 1.203.785 LU0115105586 JP MORGAN GLOBAL ENHANCED BOND 28.555 123,94 3.539.122 91,59 2.615.312 FR0010510800 LYXOR ETF EURO CASH EONIA IN 37.690 102,86 3.876.933 104,00 3.919.760 LU0247079626 PICTET L-ABSOLU RE GLO-R 18 109,14 2.000 108,22 1.983 IE0002460867 PIMCO TOTAL - R - INS AC 6.780 13,11 88.912 13,89 94.177 IE00B11XZB05 PIMCO-TOTAL RTN BD-E-EURO-HD-ACC 739 14,26 10.542 14,56 10.767 INFRA INFRASTRUCTURE ANDGROWTH FUND LP 20.000.000 0,76 15.297.886 0,82 16.469.067 LU0362094459 ES - SHORT BOND 22.850 500,55 11.437.560 507,81 11.603.499 IE00B04NL018 PR. GLOBAL LIQ. FUND ACUM. CLASS 426.422 15,24 6.500.000 15,49 6.605.270 LU0124811109 CARAVELA AGGRESSIVE FUND 262.781 134,66 35.386.726 108,31 28.461.764 LU0124811018 CARAVELA BALANCED FUND 425.813 143,90 61.273.671 124,48 53.005.157 LU0124810986 CARAVELA DEFENSIVE FUND 483.351 126,32 61.058.518 115,98 56.059.025 LU0189063844 DB PLATINUM IV-DYN ALT-R2C 67 132,51 8.888 96,59 6.478 LU0377350276 DB PLATINUMCOMM HARVEST I1CE 147 10.168,90 1.496.455 10.353,77 1.523.661 LU0290358497 DB X - TR II EONIA 28.814 132,81 3.826.805 137,41 3.959.361 LU0256571018 ES-ABS OPPORTUNITY FD 104.018 107,48 11.180.290 113,63 11.819.536 LU0363263525 FAST OPT MARKET NEUT 22.321 98,17 2.191.216 93,78 2.093.229 LU0363263442 FAST OPT MKT NEUTRAL - E - EUR - ACC 9.719 91,97 893.903 93,26 906.407 KYG3482H1065 FIRST PORTUGUESE OPPORT.FUND-A 13.067 160,00 2.090.665 166,64 2.177.532 KYG3482H1149 FIRST PORTUGUESE OPPORT.FUND-B 78.064 139,95 10.925.439 128,07 9.997.859 LU0273799238 JPM INV-HIGH STAT MAR N-D-A 21.919 108,35 2.374.791 112,10 2.457.130 GG00B23HJ047 MAN INV - IRIS LOW VOL 2.715 675,36 1.833.635 785,67 2.133.125 IE00B2QMNB51 CITI - GLB INT RATE EUR INX - A 104 1.000,00 104.000 1.032,94 107.426 IE00B2QMND75 CITI - GLB INT RATE EUR INX - I 1.105 995,17 1.100.000 1.031,11 1.139.727 QT0025506640 IMPERATRIZ GF FUND 122.000 100,00 12.200.000 100,77 12.293.940 QT0025065936 NORTH WIND GF FUND 250.000 100,00 25.000.000 103,22 25.805.000 LU0363509208 PARVEST-AGRICULTURE-CLASSIC Acc 33 134,81 4.500 87,96 2.936 QT0025506913 RED RUBY GF FUND 140.000 100,00 14.000.000 101,96 14.274.400 US78463V1070 SPDR GOLD TRUST 5.000 60,41 302.036 62,17 310.843 sub-total 151.590.250 0 0,00 0,00 683.767.082 0,00 581.723.534 2.2.2.4 - Outros XS0287521131 3 YEARS AUTOCALLABLE CERTIFICATE ON DJEUROSTOXX 50 INDEX 8.810 969,08 8.537.611 70,00 616.700 XS0291503463 AUTOCALL SAN 5Y 12% 1.032 962,88 993.691 464,00 478.848 XS0300460721 5 YEAR AUTO-CALLABLE NOTE ON BBVA SM 9.428 965,94 9.106.926 70,00 659.960 XS0296916140 AUTOCALLABLE SANTANDER 5 YEAR 12% 9.809 963,76 9.453.559 10,00 98.090 XS0307714864 AUTO-CALLABLE TEL E IBE 5 YEAR 20 % 8.663 959,30 8.310.416 597,90 5.179.608 XS0312463184 AUTOCALLABLE NOTES TO THE SHARES OF BBVA 17.032 957,43 16.306.934 70,00 1.192.240 XS0333757606 AUTOREDEEMER NOTES LINKED TO THE SHARES OF ENI S.P.A. 1.502 954,80 1.434.110 70,00 105.140 XS0337388382 AUTOREDEEMER NOTES LINKED TO THE SHARES OF ENI S.P.A. 5.881 952,10 5.599.300 70,00 411.670 sub-total 62.157 0 0,00 0,00 59.742.546 0,00 8.742.256 sub-sub-total 204.207.545 0 0,00 0,00 1.010.471.023 0,00 789.319.790 total 204.207.545 11.886.448.085 0,00 0,00 5.248.713.692 0,00 4.810.953.603 3 - TOTAL GERAL 496.406.382 12.915.642.021 0,00 0,00 7.550.200.466 0,00 7.066.262.397 |
Nº de identificação:503024856 | Valores em euros | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
DESENVOLVIMENTO DA PROVISÃO PARA SINISTROS RELATIVA A SINISTROS OCORRIDOS EM EXERCÍCIOS ANTERIORES E DOS SEUS REAJUSTAMENTOS (CORREC
Ano: 2.008
Empresa de Seguros: BES-VIDA, Companhia de Seguros, S. A. Nº de identificação: 503.024.856 Valores em euros Ident. do resp. pela informação: Jorge Rosa
| Provisão para sinistros | Custos com sinistros * | Provisão para sinistros * | Reajustamentos | |
|---|---|---|---|---|
| RAMOS/GRUPOS DE RAMOS | em 31/12/N-1 | montantes pagos no exercício | em 31/12/N | |
| (1) | (2) | (3) | (3)+(2)-(1) | |
| VIDA | 15.781.095 | 5.463.352 | 9.435.127 | (882.616) |
| NÃO VIDA | ||||
| ACIDENTES E DOENÇA | - | - | - | - |
| INCÊNDIO E OUTROS DANOS | - | - | - | - |
| AUTOMÓVEL | - | - | - | - |
| -RESPONSABILIDADE CIVIL | - | - | - | - |
| -OUTRAS COBERTURAS | - | - | - | - |
| MARÍTIMO, AÉREO E TRANSPORTES | - | - | - | - |
| RESPONSABILIDADE CIVIL GERAL | - | - | - | - |
| CRÉDITO E CAUÇÃO | - | - | - | - |
| PROTECÇÃO JURÍDICA | - | - | - | - |
| ASSISTÊNCIA | - | - | - | - |
| DIVERSOS | - | - | - | - |
| TOTAL | - | - | - | - |
| TOTAL GERAL | 15.781.095 | 5.463.352 | 9.435.127 | (882.616) |
NOTAS:
* Sinistros ocorridos no ano N-1 e anteriores