Annual Report • May 2, 2012
Annual Report
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Relatório Anual 2011
Proposta

| Principais indicadores | 3 |
|---|---|
| ‡rgãos Sociais | 4 |
| Factos relevantes e prémios obtidos em 2011 |
6 |
| Rating | 8 |
| Informação Corporativa | 9 |
| Responsabilidade Social Corporativa | 10 |
| Enquadramento da Actividade | 16 |
| Ÿreas de Negócio | 25 |
| Ÿreas de Suporte ao Negócio | 32 |
| Informação Económica e Financeira | 36 |
| Gestão de Risco | 44 |
| Proposta de Aplicação de Resultados | 51 |
| Informação Complementar e Anexos | 52 |
| Governo Societário | 61 |
| Demonstrações Financeiras Consolidadas | 82 |
| Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas |
88 |
| Relatórios e Pareceres Consolidados | 219 |
| Demonstrações Financeiras Individuais | 225 |
| Notas às Demonstrações Financeiras Individuais |
231 |
| Relatórios e Pareceres Individuais | 356 |
| m ilh õe s d e e ur os | De z-11 z-11 |
De z-10z-10 De z-10 |
Va r . |
|---|---|---|---|
| Ba la n ç o e Re s u lt a d o s | |||
| Activ o Líq uido | 40.115 | 46.078 | -12,9% |
| Crédito Líq uido | 28.372 | 29.774 | -4,7% |
| Recursos de Clientes | 27.922 | 28.069 | -0,5% |
| Cap ital Próp rio + Int. Minoritários + Pas. Sub ordinad os | 1.968 | 2.671 | -26,3% |
| Margem Financeira Estrita | 543,5 | 673,6 | -19,3% |
| Com issões Líquidas e Out.Result.Actividade Bancária | 328,8 | 344,5 | -4,5% |
| Produto Bancário | 882,0 | 1.075,8 | -18,0% |
| Resultado de Exp loração | 375,2 | 559,6 | -32,9% |
| Resultado Antes d e Im p ostos e I.M. | 120,9 | 412,3 | -70,7% |
| Resultado Consolidad o do Exercício (recorrente) | 128,0 | 323,9 | -60,5% |
| Resultado Consolidad o do Exercício | 47,1 | 399,2 | -88,2% |
| Rá c io s | |||
| ROE | 2,3% | 18,6% | -16,4 p.p. |
| ROA | 0,1% | 0,9% | -0,8 p.p. |
| Rácio de Eficiência | 57,5% | 48,0% | + 9,5 p.p. |
| Rácio de Adeq uação de Fundos Próp rios * | 10,3% | 10,1% | + 0,2 p.p. |
| Rácio de Adeq uação de Fundos Próp rios Base (Tier I) * | 10,3% | 10,2% | + 0,1 p.p. |
| Core Capital * | 9,1% | 8,8% | + 0,3 p.p. |
| Crédito Vencido a m ais d e 90 d ias / Créd ito Total | 2,16% | 1,43% | + 0,7 p.p. |
| Crédito com Incum prim ento / Crédito Total | 2,21% | 1,44% | + 0,8 p.p. |
| Crédito em Risco / Créd ito Total | 2,84% | 1,80% | + 1,0 p.p. |
| Cob ertura de Créd ito Vencid o a m ais de 90 dias | 107,1% | 115,1% | -8,0 p.p. |
| Cob ertura de Créd ito com Incum p rim ento | 104,5% | 113,8% | -9,4 p.p. |
| Cob ertura de Créd ito em Risco | 80,5% | 93,5% | -13,0 p.p. |
| Ou t r o s Da d o s | |||
| Colaborad ores | 5.774 | 5.859 | -85 |
| Colaborad ores em Portugal | 5.720 | 5.800 | -80 |
| Pontos de Atendim ento | 715 | 758 | -43 |
| Total de Agências e Centros Em presa em Portugal | 681 | 716 | -35 |
* Com resultado líq uid o d e div id end os a d istrib uir
| Mesa da Assembleia Geral | |
|---|---|
| Presidente | António Manuel de Carvalho Ferreira Vitorino |
| Vice √ Presidente | António de Macedo Vitorino |
| Secretário | António Miguel Leonetti Terra da Motta |
| Conselho de Administração | |
| Presidente | Matias Pedro Rodriguez Inciarte (1) |
| Vice √ Presidente | Nuno Manuel da Silva Amado (2) |
| Vogais | António José Sacadura Vieira Monteiro |
| Carlos Manuel Amaral de Pinho | |
| Eduardo José Stock da Cunha | |
| João Baptista Leite (3) | |
| José Carlos Brito Sítima | |
| José Urgel Moura Leite Maia | |
| José Manuel Alves Elias da Costa | |
| Luís Filipe Ferreira Bento dos Santos | |
| Miguel de Campos Pereira de Bragança (4) | |
| Pedro Aires Coruche Castro e Almeida | |
| Conselho Fiscal Fiscal | |
| Presidente | Luís Manuel Moreira de Campos e Cunha |
| Vogais | Mazars & Associados, S.R.O.C. |
| Ricardo Manuel Duarte Vidal Castro | |
| Suplente | Pedro Manuel Alves Ferreira Guerra |
| Revisor Oficial de Contas | |
| Deloitte & Associados, S.R.O.C., S.A. | |
| Comissão Executiva | |
| Presidente | Nuno Manuel da Silva Amado (2) |
| Vogais | António José Sacadura Vieira Monteiro (5) |
| José Carlos Brito Sítima | |
| José Manuel Alves Elias da Costa | |
| José Urgel Moura Leite Maia | |
| Luís Filipe Ferreira Bento dos Santos | |
| Miguel de Campos Pereira de Bragança (4) | |
| Pedro Aires Coruche Castro e Almeida | |
| Secretário da Sociedade da |
|
| Efectivo | António Miguel Leonetti Terra da Motta |
| Suplente | Luís Manuel Baptista Figueiredo |
| (1) Em 13/01/11 passou de Vice-Presidente a Presidente do Conselho de Administração |
(2) Renunciou ao cargo em 27/01/12
(3) Cooptado em 14/07/11
(4) Renunciou ao cargo em 11/02/12
(5) Em 31/01/12 passou de Vogal a Presidente da CE

(1) Renunciou ao cargo em 27/01/12
(2) Em 31/01/12 passou de Vogal a Presidente da CE
(3) Cooptado em 14/07/11
(4) Renunciou ao cargo em 11/02/12
(5) Director Agregado à Comissão Executiva.

O Santander Totta é objecto de notação de rating pela Fitch Ratings, Moody»s e Standard and Poor´s.
Ao longo do 1≥ semestre de 2011, as três agências efectuaram uma série de downgrades na notação de risco da República Portuguesa.
No dia 15 de Julho, a Moody»s baixou as notações de rating de um conjunto de bancos portugueses, mais uma vez em consequência da descida da notação do rating de Portugal em 4 níveis, para Ba2. A notação de rating da dívida de longo prazo do Banco baixou um nível, para Baa1.
Em 7 de Outubro, e de novo em sequência da descida do rating de Portugal, a Moodys efectuou o downgrade do rating da dívida de longo prazo do Banco para Baa2, mantendo-se o ratingde curto prazo em P-2.
No dia 12 de Outubro, a Fitch decide rever o rating do Banco após a revisão do rating do Banco Santander, passando a notação da dívida de longo prazo de AA para AA-. Em 6 de Dezembro, após a revisão em baixa das notações da República Portuguesa, aquela agência reviu também em baixa o rating de longo prazo de Banco de AA- para A e o de curto prazo de F1+ para F1.
No final do ano, as notações de rating da dívida de longo prazo do Banco Santander Totta em comparação com os níveis da República Portuguesa eram as seguintes: Fitch: A A itch: A (Portugal: BB+), Moody»s: Moody»s: Baa2 (Portugal: Ba2) e S&P: BBB- (Portugal: BBB-).
| Agência | Notações de Rating |
||
|---|---|---|---|
| FitchRatings | |||
| curto prazo | F1 | ||
| longo prazo | A | ||
| Moody»s Moody»s |
|||
| curto prazo | P-2 | ||
| longo prazo | Baa2 | ||
| Standard & Poor»s rd Poor»s |
|||
| curto prazo | A-3 | ||
| longo prazo | BBB- |
O Santander é um banco comercial com sede em Espanha e presença em 10 mercados principais. O Santander é o primeiro Banco da zona euro e um dos quinze maiores do mundo por capitalização bolsista. Fundado em 1857, tem 1.383 mil milhões de euros de fundos geridos. O Santander tem mais de 102 milhões de clientes, 14.760 balcões √ mais que qualquer outro banco internacional √ e 193.000 empregados. É o principal grupo financeiro em Espanha e na América Latina, com posições relevantes no Reino Unido, Portugal, Alemanha, Polónia e nordeste dos Estados Unidos da América. O Santander Consumer Finance, opera nos mercados principais do Grupo e nos países nórdicos. Em 2011, o Santander registou um resultado líquido recorrente de 7.021 milhões de euros.
O Santander Totta, em linha com o Grupo Santander, rege-se pelos seguintes valores corporativos:
| Dinamismo | Iniciativa e agilidade para descobrir e explorar as oportunidades de negócio antes dos seus concorrentes e flexibilidade de adaptação às mudanças de mercado |
|---|---|
| Solidez | A solidez de balanço e a prudência na gestão de riscos são as melhores garantias da capacidade de crescimento e de geração de valor para os accionistas a longo prazo |
| Liderança | Vocação de liderança com as melhores equipas e uma orientação constante para o cliente e para os resultados |
| Inovação | Procura constante de produtos e serviços que respondam às novas necessidades dos clientes permitindo obter aumentos de rendibilidade superiores aos dos nossos concorrentes |
Estratégia de melhoria contínua na captação, satisfação e vinculação de clientes através de uma oferta ampla de produtos e serviços e de uma melhor qualidade de serviço

O Santander Totta, alinhado com a política do Grupo, tem como eixo principal da sua política de Responsabilidade Social o apoio ao ensino e a promoção do conhecimento e mérito, em especial nas Universidades, uma vez que considera que este é um dos principais impulsionadores de desenvolvimento da sociedade. O Banco mantém também uma política activa nas áreas de solidariedade social e ambiente, dando destaque à cultura e à promoção da saúde e do desporto, consciente de que só o comprometimento com a sociedade onde está inserido pode aumentar a consciência social corporativa dos actores económicos, promovendo uma sociedade mais justa e solidária.
Em 2011, o investimento total em Portugal em actividades directamente relacionadas com responsabilidade social corporativa ascendeu a cerca de 6,6 milhões de euros, o que representa um incremento de 19,5% face ao ano anterior.
Actualmente, o Banco conta com 43 convénios estabelecidos com instituições do Ensino Superior. Em 2011, o investimento no Ensino Superior foi de mais de 4 milhões de euros em apoios directos através destes convénios. Os novos convénios assinados foram os seguintes: ISLA (Instituto Superior de Línguas e Administração); ISVOUGA (Instituto Superior de Entre Douro e Vouga); ISPGaya (Instituto Superior Politécnico de Gaia) e ESAI (Escola Superior de Actividades Imobiliárias).
Em 2008, o Banco Santander Totta, representado pelo presidente do Grupo Santander D. Emilio Botín, assinou um importante e inovador ≈Programa de Bolsas Luso-Brasileiras Santander Universidades∆, o maior programa de mobilidade luso-brasileira existente em Portugal.
No ano de 2011, o programa de mobilidade internacional, através do programa de bolsas lusobrasileiras e ibero-americanas, deu a oportunidade a cerca de 170 alunos de 12 instituições de ensino superior português privadas e públicas de poderem viver uma experiência de mobilidade no Brasil ou num país da América Latina.
Durante o ano de 2011, foram entregues cerca de 300 prémios científicos e de mérito dos quais se destacam os seguintes:
Por sua vez, na categoria de sustentabilidade empresarial foi distinguido o artigo ≈A vida nas grandes barragens∆, da jornalista Alexandra Correia, da revista Visão);
• Prémio Primus Inter Pares Inter Pares (o prémio Primus Inter Pares, lançado em 2003 pelo Banco Santander Totta e pelo jornal Expresso, e que conta desde 2010 com o apoio da Fundação Manuel Violante, através da Mckinsey, distinguiu mais uma vez os três melhores universitários do país em cursos de Economia, Gestão ou Engenharia. Os vencedores da 8≤ edição do prémio foram, em primeiro lugar, José Salgado, licenciado em Gestão pela Universidade Nova de Lisboa e mestre em Finanças pelo ISCTE; em 2≥ e 3≥ lugar, respectivamente, ficaram Maria Fernandes, licenciada em Economia pela Universidade Nova de Lisboa e com um mestrado também em Economia pela Universidade Católica Portuguesa, e José Alguém, licenciado e mestre em Gestão pela Universidade Nova de Lisboa. Os vencedores vão ter a possibilidade de realizar um MBA numa universidade de prestígio, como o INSEAD, o IESE, o IE Business School, o ISCTE, o ISEG e The Lisbon MBA. E em caso de frequência do MBA no estrangeiro ao prémio acresce uma bolsa de 7500€).

• Programa Universitário Santander Totta/Casa América Latina (o programa universitário Santander Totta/Casa da América Latina tem como objectivo premiar o mérito e estimular a formação de estudantes universitários latino-americanos em Portugal, contribuindo para o desenvolvimento de uma cultura de rigor e de excelência. É constituído por um prémio científico, com duas categorias, a de Ciências Sociais e Humanas e a de Tecnologias e Ciências Naturais, e por duas bolsas universitárias anuais. O prémio consiste na atribuição de 5 mil euros a cada um dos premiados em cada categoria. As bolsas consistem no pagamento do alojamento, por um ano, na residência universitária da Fundação Cidade de Lisboa a estudantes de mestrado oriundos de países da América Latina. A edição de 2011 teve a participação de cerca de 40 candidaturas, sendo os estudantes Marcus de Martini e Ricardo Pereira ambos de origem brasileira os vencedores do prémio na categoria de Ciências Sociais e Humanas e na categoria de Tecnologias e Ciências Naturais, respectivamente. O júri destacou ainda a tese de doutoramento da estudante brasileira Mariana Bay
Frydberg. Nesta edição, as bolsas foram atribuídas a Juliana de Souza Guimarães e Carolina da Costa Santos, também estudantes brasileiras).

Em 2011, a Universia actualizou as linhas estratégicas do seu Plano Director, orientando-se para a colaboração entre universidade e a empresa, o emprego para universitários, a difusão do conhecimento e o futuro da educação superior. O objectivo é o de constituir vínculos entre a universidade e as empresas, posicionando os professores como agentes de mudança empresarial e estimular uma relação directa entre talento e emprego, ajudando à procura do 1≥ emprego.
A rede Universia desenvolveu várias iniciativas de colaboração, entre as quais o apoio ao concurso ≈conta connosco∆ levado a cabo pelo Santander Totta com objectivo de premiar os melhores trabalhos nas áreas da música, escrita, vídeo e educação. No início do novo ano lectivo, apoiou a Divisão de Universidades em Portugal durante a campanha de matrículas na emissão do cartão TUI em 26 universidades. Assinou também um acordo com uma operadora móvel, o que permitiu aos estudantes terem um tarifário com condições mais vantajosas.
A Bolsa Virtual de Emprego e Empreendedorismo (BVEE) passou a estar aberta o ano todo e desde Novembro de 2010 até Novembro de 2011 ofereceu mais de 1.800 ofertas de emprego. A Bolsa abriu ainda um novo espaço dedicado ao voluntariado.
Em 2011, a Universia criou uma plataforma única de emprego, comum a todas as universidades, permitindo uma maior partilha de informação de forma eficaz e eficiente.
Através do projecto Netversia foram distribuídos 130 computadores portáteis por 65 bibliotecas universitárias que podem ser utilizados gratuitamente por alunos e professores.
Em 2011, a Universia lançou o Portal Innoversia em Portugal e foram feitos esforços para reunir investigadores nacionais. O portal foi criado para unir as empresas que precisam de soluções inovadoras para as suas necessidades de investigação e os investigadores, cientistas e pessoas qualificadas que as podem
desenvolver. Iniciou também um ciclo de formação dirigido a vice-reitores, administradores, directores e outros cargos das Universidades pertencentes à rede. A 1≤ edição destes seminários executivos decorreu em Maio, em Miami, cujo tema central foi a ≈Liderança e Desenvolvimento Institucional∆ e conseguiu reunir mais de 70 representantes universitários oriundos de 15 diferentes países.
A Universia Portugal desenvolveu a 2≤ edição do concurso Fotouniversia e a 3≤ edição do U>Rock Universia destinados a captar novos talentos e a fomentar actividades participativas e criativas entre os jovens universitários.
Em 2011, foram assinados protocolos de colaboração com o Instituto de Estudos Superiores Militares e com os Institutos Politécnicos de Setúbal e do Porto o que faz com que a Universia represente cerca de 70% do colectivo nacional português: 279.255 estudantes, 22.603 professores e 27 instituições de ensino superior.
O programa ≈Dar a Volta∆ é organizado pela Entreajuda (instituição de solidariedade social destinada a apoiar outras organizações ao nível da organização e gestão, com o objectivo de melhorar o seu desempenho e eficiência), em parceria com a Associação Portuguesa de Bancos e a Universidade Católica, tendo como objectivo tornar as organizações mais eficientes e com maior capacidade de responder às necessidades das famílias menos favorecidas.
O Santander Totta juntou-se ao programa ≈Dar a Volta∆ para capacitar as instituições de solidariedade social participantes no programa, no que diz respeito às linhas de financiamento do microcrédito, bem como ao atendimento e à comunicação com as famílias atendidas.
O Santander Totta disponibiliza microcrédito via protocolo com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), dentro da ≈Linha de Apoio ao Empreendedorismo∆, bem como nos protocolos que tem com algumas Câmaras Municipais no âmbito do Programa FINICIA, coordenado pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI).
Durante a semana ≈Santander És Tu∆, os colaboradores do Banco angariam verbas para levar um pouco de alegria às crianças hospitalizadas, através dos doutores palhaços. Numa manhã, foram vendidos 20.000 «narizes

vermelhos» pelos colaboradores dos serviços centrais e rede comercial, conseguindo-se verbas para financiar 2 doutores palhaços em vários hospitais portugueses durante um ano.
O Santander Totta em parceria com a CAIS (Associação de Apoio aos Sem Abrigo e à População Mais Carenciada) organizou pelo 8≥ ano consecutivo em Lisboa, e pelo 2≥ ano no Porto, este evento de solidariedade social que já é considerado uma tradição dos festejos natalícios nessas duas cidades e um projecto de voluntariado de sucesso promovido pelo Banco.
Sob o lema desta edição, ≈Partilhar o Pão de Todos não tem idade∆, inspirado no ≈ano europeu do envelhecimento e da solidariedade entre gerações∆, que se vai celebrar em 2012, mais de 400 colaboradores voluntários do Banco confeccionaram e distribuíram pão, juntamente com chocolate quente e boa disposição, a todos os transeuntes que visitaram a tenda do ≈Pão de Todos∆.

Campanha ≈Chama Solidária∆ Campanha ≈Chama Solidária∆
O Banco assinou um protocolo com a Liga Portuguesa Contra o Cancro, no âmbito das comemorações do 70≥ aniversário desta instituição, do qual resultou o lançamento da campanha ≈Chama Solidária∆.
Por cada novo utilizador da página do Banco no Facebook foi entregue uma ≈Chama Solidária∆ à Liga que correspondeu a 0,50€. No final da iniciativa o valor resultante de novos fãs ascendeu aos 10.389,50€, valor que o Banco aumentou, entregando um valor final à Liga de 20.000€.
Dado o renovado apelo do Banco Alimentar Contra a Fome, confrontado com uma procura cada vez maior de famílias carenciadas, elegeu-se novamente a recolha de alimentos como objectivo solidário. A área de Recursos Humanos do Banco propôs aos colaboradores que adquirissem vales no valor de 1€ ou cabazes no montante de 5€ para compra de bens alimentares básicos,
destinados às famílias carenciadas apoiadas pelo Banco Alimentar.

Dado o sucesso alcançado nas duas edições anteriores, foi lançada, pelo 3≥ ano consecutivo, a iniciativa solidária ≈Natal Numa Caixa de Sapatos∆.
O desafio lançado foi simples. Os colaboradores que participaram na iniciativa deram uma caixa de sapatos a cada um dos seus filhos e sugeriram-lhes que a enchessem com presentes que gostariam de dar a um menino ou menina da mesma idade o que permitiu de uma forma muito simples levar um pouco de felicidade a crianças e jovens que vivem em instituições de acolhimento.
As cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia acolheram a 5≤ meia maratona Sport Zone e mini maratona Santander Totta, que tiveram novamente o patrocínio do Banco. As provas contaram com a presença de cerca de 400 colaboradores do Banco e com mais de 8 mil participantes. Desde o seu início, a prova promove uma vertente social com o apoio a instituições de solidariedade social. Este ano, a Fundação Vítor Baía foi a instituição apoiada.

O Santander Totta e a Cruz Vermelha estabeleceram uma parceria, através da qual o Banco, por cada ≈Conta a Crescer∆ aberta (conta mesada destinada a crianças entre os 0 e os 13 anos), ofereceu um presente a uma criança em situação vulnerável, apoiada pela Cruz Vermelha. A campanha baseou-se no conceito da partilha e veio antecipar a quadra natalícia, procurando sensibilizar
crianças e famílias de que, para além da importância de poupar, é necessário saber partilhar, sobretudo com crianças mais carenciadas.
O Santander Totta é membro fundador do IES, que nasceu de uma parceria de um grupo de empreendedores sociais com o INSEAD e com a Câmara Municipal de Cascais. Pretende apoiar os empreendedores sociais potenciando o impacto das suas iniciativas para dar resposta aos crescentes desafios sociais e ambientais.
O Santander Totta e a Entreajuda assinaram um protocolo que prevê a entrega de quadros do património artístico do Banco à instituição para que, posteriormente, possam ser distribuídos por outras instituições de apoio social.
Os estudantes do ISA, com o apoio dos colaboradores voluntários do Santander Totta, colheram dois hectares de grão, plantados pelos alunos da Faculdade, para serem distribuídos no Banco Alimentar Contra a Fome, iniciativa que faz parte do projecto "SolidarISA".

Desde 1995 que o Santander Totta é membro fundador da Fundação CEBI e apoia esta instituição particular de solidariedade social, participando na sua Assembleia de Fundadores e mantendo um representante no Conselho de Administração. Esta instituição tem como principal actividade a promoção da educação, abrangendo 1.600 alunos, desde a creche ao 9≥ ano de escolaridade, sendo que destes, cerca de 400 beneficiam de bolsas de acção e promoção social.
O Santander Totta patrocinou a 4≤ edição do Green Festival, no âmbito do qual organizou a 3≤ conferência ≈Everything Is Connected - As Ciências, As Artes, Os Saberes, Complexidade e Cooperação∆, que sob o mote de que tudo está interligado juntou personalidades de renome da Ciência e Humanidades, entre elas o
psicólogo, consultor e especialista em inteligência emocional e liderança Martyn Newman.
Além do habitual stand, onde o Banco promove produtos e serviços relacionados com a protecção do ambiente e animação através de vários desafios, sorteios e passatempos, como forma de sensibilizar os visitantes para as questões ambientais, o Banco organizou o circuito ≈Santander Totta √ Prémio Eficiência∆ e convidou todos os visitantes a conduzir um carro eléctrico de forma eficiente, consciencializando, assim, para os desafios de eficiência energética que todos temos que ter.

No âmbito do seu plano de eficiência energética o Santander Totta lançou uma campanha interna sob o mote: ≈dê uma pausa ao planeta∆, que pretende ajudar a redução do consumo energético e da emissão de gases com efeito de estufa, relembrando o que cada um pode fazer para que este objectivo seja alcançado.
Actualmente, existem diversas medidas implementadas ou em curso. A instalação de detectores de presença para comando da iluminação, a instalação de sistemas de regulação que ajustam a luz interna consoante a luz solar externa e a instalação de uma película de vinil na fachada sul do edifício central são exemplos de medidas para redução de consumos.
Existem também operacionais nos Data-Center, sistemas de free cooling, que permitem, sobretudo no Inverno, a redução de consumos, e instaladas centrais fotovoltaicas em alguns balcões e projectos de novas instalações.
Os primeiros resultados na medição de consumos são bastante positivos, tendo havido reduções no consumo de energia em todos os edifícios do Banco, bem como na maioria dos balcões.
O Banco foi o principal patrocinador da 2≤ edição das Conferências do Estoril subordinadas ao tema ≈Desafios Globais, Respostas Locais∆, que tiveram como objectivo criar um pólo de reflexão internacional sobre os desafios da globalização, com principal destaque para o debate e a procura de soluções sobre as temáticas globais que afectam as dinâmicas locais.
Entre os oradores estiveram presentes nomes de reconhecimento internacional como Mohamed Elbaradei, Nouriel Roubini, Dominique de Villepin, Larry King ou Francis Fukuyama.
Mais de 150 clientes das várias áreas de negócio do Santander Totta foram convidados a participar nestas conferências, bem como nos eventos paralelos, como mesas redondas e workshops sobre sustentabilidade, ética e liderança.

O Santander Totta, através do Gabinete de Accionistas esteve presente na Infovalor 2011 √ III Feira de Poupança e Investimento.
Os objectivos da Feira foram promover a poupança, dar a conhecer as diversas opções de investimento, contribuir par uma maior consciencialização sobre os níveis de risco e retorno das diversas aplicações e aumentar a confiança e conhecimento entre cliente e instituição.
Com o apoio do Santander Totta, o departamento de Matemáticas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa organizou, durante o 1≥ semestre de 2011, um ciclo aberto de palestras de frequência quinzenal dirigidas ao grande público.
O objectivo principal das palestras, ≈Matemáticas Sem Limites∆, foi mostrar de uma forma apelativa mas sem prescindir de um certo rigor, como a Matemática é uma disciplina «sem limites», abrangendo áreas muito diferentes da ciência e da cultura, providenciando assim uma compreensão mais profunda do mundo que nos rodeia.
No âmbito da promoção da cultura, o Santander Totta apoiou, pelo 3≥ ano consecutivo, a Escola de Dança do Conservatório Nacional (EDCN), através do patrocínio do espectáculo de final de ano dos alunos desta escola.
Na 46≤ edição do Festival de Sintra, o Santander Totta voltou a patrocinar este evento de grande qualidade artística e de prestígio nacional e internacional, que constitui uma referência no panorama cultural português. O Banco patrocinou o espectáculo ≈Leslie Howard com o Coro da Gulbenkian∆ que se realizou numa das mais belas salas do Palácio Nacional de Queluz. Para assistirem ao concerto foram convidados clientes da área de Empresas e Institucionais e da Rede de Particulares e Negócios.
A Quinta das Lágrimas em Coimbra foi o palco do 3≥ Festival das Artes, organizado pela Fundação Inês de Castro, dedicado ao tema ≈paixão∆. O festival contou com inúmeras formas de expressão artística: música, pintura, teatro, literatura, cinema e fotografia. O Banco Santander Totta patrocinou o ciclo gastronómico, que teve a presença de vários chefs de renome, e o concerto da orquestra Gulbenkian com a maestrina Joana Carneiro, tendo convidado clientes para assistirem aos eventos.
A actividade económica, em 2011, desacelerou, de forma relativamente generalizada, numa tendência que se acentuou de especial modo no segundo semestre do ano, com o agravamento da crise da dívida soberana na zona euro, pelo que esta região económica terminou mesmo o ano de 2011 em situação recessiva.
A trajectória de desaceleração começou a evidenciar-se logo no início do ano, à medida que se dissipavam os impactos das medidas de estímulo adoptadas em 2009/10, durante a crise económica e financeira. Ainda assim, a economia mundial mantinha, nessa altura, um ritmo de crescimento bastante sólido, com taxas de variação homólogas acima da tendência de longo prazo.
No segundo trimestre do ano, os sinais de abrandamento acentuaram-se, em resultado, também, dos impactos adversos provocados pelo terrível terramoto no Japão, cujos danos materiais e humanos afectaram a produção de muitas empresas nipónicas e subsequente capacidade de exportação, com efeitos de contágio à economia mundial. Em consequência, o Japão voltou a entrar em recessão, com o PIB a contrair 2,7% no primeiro trimestre.
| Crescimento Económico Mundial | ||||
|---|---|---|---|---|
| 2009 2009 |
2010 2010 |
2011E | ||
| Mundo Mundo |
-0.7 -0.7 |
5.2 | 3.8 | |
| Países Avançados Avançados |
-3.7 -3.7 |
3.2 | 1.6 | |
| EUA | -3.5 | 3.0 | 1.8 | |
| UEM | -4.3 | 1.9 | 1.6 | |
| Reino Unido | -4.9 | 2.1 | 0.9 | |
| Japão | -6.3 | 4.4 | -0.9 | |
| Países em Desenvolvimento em Desenvolvimento |
2.8 2.8 |
7.3 | 6.2 | |
| Ÿfrica | 2.8 | 5.3 | 4.9 | |
| Ÿsia | 7.2 | 9.5 | 7.9 | |
| China | 9.2 | 10.4 | 9.2 | |
| Europa de Leste | -3.6 | 4.5 | 5.1 | |
| Médio Oriente | 2.6 | 4.3 | 3.2 | |
| América Latina | -1.7 | 6.1 | 4.6 | |
| Brasil | -0.6 | 7.5 | 2.9 |
Fonte: FMI (Janeiro de 2012)
A tendência viria a acentuar-se durante o terceiro trimestre do ano. Ainda que este abrandamento da actividade durante o Verão comece a ser já um movimento regular no ciclo anual, a profundidade da contracção alimentou receios mais profundos de que a economia mundial pudesse estar a entrar numa nova fase recessiva, um sentimento que foi mais forte ao nível dos EUA.
O mais reduzido ritmo de actividade económica prolongou-se por todo o quarto trimestre do ano, o que tem implicações para 2012, ao deixar como ponto de partida para a criação de riqueza um ponto mais fraco do que o anteriormente estimado.
A dinâmica intra-regional de crescimento económico não se afastou da tendência dos últimos anos. Os mercados emergentes continuaram a ser o motor da economia, embora em desaceleração face ao ano de 2010. Na América Latina, a economia terá crescido abaixo da sua tendência de médio prazo, com uma maior desaceleração no Brasil.
Na Ÿsia, apesar da desaceleração, a economia terá em grande medida convergido para a respectiva tendência de médio prazo, com destaque para a China, que em 2011 alcançou o posto de segunda maior economia mundial, ultrapassando a zona euro. A China manteve, durante o ano, taxas de crescimento relativamente sólidas, apesar de alguma volatilidade, e sem que fossem sentidos, de forma mais pronunciada, os choques adversos associados ao terramoto no Japão. No final do ano, alguns dos receios iniciais quanto à sustentabilidade do ritmo de crescimento reduziram-se, na medida em que a desaceleração da actividade económica foi menos pronunciada do que o esperado. Ainda assim, as autoridades chinesas adoptaram um conjunto de medidas destinadas a apoiar a actividade, incluindo a reversão de algumas das subidas do coeficiente de reservas de caixa implementadas no primeiro semestre do ano (de19,5% para 21,5% e depois para 21,0%)
Nos EUA, a actividade foi substancialmente mais fraca do que o esperado, no primeiro trimestre, uma evolução acentuada pela revisão em baixa das estimativas de crescimento relativas aos anos anteriores. Nos trimestres seguintes, o crescimento recuperaria e as revisões em alta dos dados relativos a 2011 afastaram o cenário prérecessivo que dominou o sentimento dos investidores durante o Verão, em especial porque também a taxa de desemprego estava a inverter tendência e a voltar a subir, uma vez dissipados os efeitos associados à contratação de trabalhadores temporários para a realização do Censo. Em resultado, as famílias mantiveram, durante esse período, níveis de despesa reduzidos, o que contrasta com fases de recuperação anteriores, e os níveis de confiança permaneceram também em níveis muito baixos.
Os dados económicos já relativos ao último trimestre de 2011 revelaram uma aceleração da actividade, particularmente mais pronunciada já no final do quarto trimestre, que foi acompanhada de uma descida da taxa de desemprego, para os níveis mais baixos desde 2008.
Neste quadro, a Reserva Federal manteve inalteradas as suas taxas de juro de referência, nos mínimos históricos fixados em 2008, e no âmbito da nova estratégia de comunicação, clarificou que essa situação se deve manter até meados de 2013 (anteriormente o compromisso era de que as taxas de juro permaneceriam em níveis mínimos por um período de tempo prolongado).
Esta alteração de comunicação, com o anúncio formal de um horizonte temporal, visou ancorar as expectativas dos investidores, e foi adoptada em alternativa a um novo programa de aquisição de dívida pública (≈Quantitative Easing∆), cuja segunda fase (≈QE2∆) foi concluída no final do 2≥ trimestre de 2011. Nessa data, atendendo aos sinais de abrandamento da actividade, que se materializaram numa revisão em baixa das projecções de crescimento pela autoridade monetária, surgiram expectativas de que pudesse haver uma extensão do programa ou o anúncio de um novo programa de medidas quantitativas, que a Reserva Federal afastou, devido aos menores riscos para a economia.
Na zona euro, o crescimento económico manteve ritmos elevados durante o primeiro trimestre, mas com uma significativa divergência entre países. A Alemanha permaneceu como a economia mais dinâmica, sendo que no 1≥ trimestre de 2011 cresceu mesmo ao ritmo mais forte desde 2000, sobretudo por via das exportações, beneficiando do dinamismo da economia mundial, em especial dos mercados emergentes. Apesar da descida da taxa de desemprego, o consumo privado permaneceu débil.
| PIB PIB |
Inflação Inflação |
|
|---|---|---|
| UEM UEM |
1.6 1.6 |
2.8 |
| Alemanha | 3.0 | 2.2 |
| França | 1.6 | 2.1 |
| Espanha | 0.7 | 2.9 |
| Itália | 0.4 | 2.6 |
Fonte: FMI (Janeiro de 2012)
A partir do segundo trimestre, devido ao agravamento da crise da divisa soberana, o crescimento viria a desacelerar, caracterizando-se por uma virtual estagnação no 3T2011 e com indicações de que o conjunto da União Monetária tenha terminado o ano em situação recessiva, a qual poderá estender-se, de acordo com as previsões mais recentes, durante os primeiros meses de 2012.
As tensões associadas à crise da dívida soberana, na zona euro, permaneceram bastante elevadas, com dois
momentos de destaque. O primeiro ocorreu em Março/Abril, com Portugal a pedir apoio financeiro no âmbito do Fundo Europeu de Estabilização Financeira, após a reprovação pelo Parlamento português da actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento. O segundo momento teve lugar já em Junho/Julho, com a avaliação do programa grego e a necessidade de actuação para evitar o risco de incumprimento a partir de 2013. O pico de incerteza culminou no ≈contágio∆ a Espanha e Itália, com uma subida pronunciada das taxas de juro de mercado, embora num quadro em que os soberanos e demais emitentes desses países mantiveram o acesso aos mercados financeiros. A França também seria afectada, com algumas agências de rating a ameaçarem a retirada da notação máxima de ≈AAA∆, o que seria concretizado pela Standard and Poors» já em Janeiro de 2012.
A Itália reagiu, apresentando um programa de redução da despesa pública, com o objectivo explícito de ter um saldo global equilibrado em 2014. Adicionalmente, sob forte pressão, o Primeiro-Ministro Berlusconi demitiu-se e foi substituído no lugar por Mario Monti, a liderar um Governo tecnocrático encarregue de implementar as medidas de ajustamento orçamental, mas que dispõe de amplo apoio nas duas câmaras do Parlamento. Em Espanha, o Governo de Rodriguez Zapatero anunciou novas medidas de contenção orçamental e antecipou a realização de eleições gerais para 20 de Novembro, as quais deram a maioria a um Governo liderado pelo PP. Após a tomada de posse, e já em 2012, o Governo anunciou um novo plano de redução do défice orçamental, cujo valor para 2011 foi revisto em alta, de 6% para 8% do PIB.
Os soberanos mantiveram o acesso a financiamento, ainda que a taxas de juro elevadas, com as yields italianas a ultrapassarem largamente os 7%, o que levou o BCE a iniciar uma nova vaga do seu Programa de Mercados de Dívida, no qual adquiriu sobretudo dívida pública italiana, mas também, e ainda que em menor grau, dívida pública espanhola.

Fonte: BCE
A resposta do BCE aos desenvolvimentos económicos e financeiros no segundo semestre do ano foi mais ampla. Nos dois meses finais do ano desceu a taxa de refinanciamento, recuperando o nível de 1%, e assim anulando as duas subidas ocorridas antes, durante o Verão. A deterioração da conjuntura económica, num quadro de inflação elevada, mas estável, e as revisões em baixa das previsões de crescimento para 2012 deram ao BCE a margem necessária para tomar estas decisões. Mais importantes foram as medidas destinadas a apoiar o funcionamento dos mercados financeiros na Europa, em especial do bancário. O agravamento da crise da dívida, no Verão, teve como consequência a perda de acesso a mercados de curto prazo, como o mercado de papel comercial nos EUA, por parte de bancos franceses e italianos, que, em resultado, passaram a financiar-se de forma mais activa junto do BCE.
Assim, o BCE anunciou, em Novembro, duas operações de cedência de liquidez a muito longo prazo (até 3 anos, com opção de amortização antecipada após o 1≥ ano). Na primeira operação, os bancos europeus recorreram amplamente a esses fundos, num montante de 489 mil milhões de euros, os quais, em grande medida, têm voltado a ser depositados junto do BCE. Na opinião do Presidente do BCE, Mario Draghi, estes fundos foram procurados especialmente pelos bancos com maiores amortizações de dívida em 2012, e que assim procuraram encontrar formas alternativas de financiamento, que evite a necessidade de uma maior desalavancagem e, em particular, os riscos de uma desalavancagem brusca, que poderia ter impactos económicos mais profundos.

Fonte: BCE
Adicionalmente, o BCE anunciou um alargamento do leque de activos elegíveis passíveis de utilização nas operações de cedência de liquidez, através da redução do rating mínimo aceite para securitizações, para A-. No início de 2012, o BCE deverá anunciar medidas adicionais, relacionadas com a utilização, como colateral, de direitos de crédito pelo sector bancário.
As autoridades europeias também reuniram várias vezes, em cimeiras do Euro, mas aos olhos do mercado as suas decisões foram mais de reacção do que de acção, o que aumentou a incerteza associada ao risco político, que passou a ser dos mais relevantes durante o período de maior tensão, no Outono de 2011.
A cimeira da zona euro, de 21 de Julho, concluiu pela aprovação de um novo plano de ajuda à Grécia, no montante de 109 mil milhões de euros, e que envolve também a participação do sector privado, numa base ≈voluntária∆, e cujo valor total estava inicialmente estimado em cerca de 50 mil milhões de euros. Essa participação consiste na troca, imediata ou na maturidade dos títulos actualmente detidos, por novas emissões de dívida, com maturidade de 30 anos, ao actual preço de mercado (o que pressupõe uma perda), e cujo nominal estará garantido por dívida pública com rating ≈AAA∆. O acordo final apenas foi alcançado em Fevereiro de 2012.
O Comité de Mercados do ICAP anunciou que esta troca voluntária de dívida não constituiria um ≈credit event∆, que activasse os contratos de credit default swaps, mas as agências de rating baixaram o rating da Grécia e anunciaram que colocariam o soberano no nível de ≈selective default∆/≈restrictive default∆, durante o período de troca de dívida.
Os líderes europeus aprovaram também uma extensão dos prazos dos empréstimos, até ao máximo de 30 anos, e a descida das taxas de juro praticadas, até 200pb. Estas últimas decisões já são também aplicadas a Portugal e Irlanda, o que auxilia no processo de consolidação orçamental, em especial através da dinâmica da dívida pública.
Na Cimeira do Euro de 9 de Dezembro, as autoridades agiram de forma mais veemente, com um acordo a 26 (o Reino Unido não acordou participar num quadro de maior cooperação orçamental), no âmbito do qual é estabelecido um Novo Pacto, através de um tratado intergovernamental, no qual os países reforçam a integração das políticas orçamentais. Adicionalmente, anteciparam para Julho de 2012 a entrada em funcionamento do Mecanismo de Estabilidade Financeira, anteriormente previsto entrar em vigor em Julho de 2013.
Os mercados financeiros permaneceram num quadro de elevada volatilidade, tendo os spreads de crédito atingido máximos históricos do período pós-euro no Outono, quando a incerteza sobre a sustentabilidade da zona euro atingiu o seu clímax. No final de Novembro, e em véspera da Cimeira decisiva, a imprensa especializada comentava o literal fim da zona euro, no seu actual formato.
Os spreads de Portugal face à Alemanha atingiram um pico durante o Verão, quando o tema da renegociação da dívida grega estava a iniciar-se, e Portugal não tinha ainda iniciado o seu programa de ajustamento, considerando-se que poderia também pedir uma reestruturação da dívida. A evolução dos spreads irlandeses foi muito semelhante, mas a partir do final do Verão viriam a descer de forma sustentada, com a economia a dar sinais de recuperação económica e o tema da resolução das instituições financeiras irlandesas insolventes a sair de debaixo dos holofotes.

As atenções dos investidores, como comentado, centraram-se na Itália e, em menor grau, em Espanha. Os desenvolvimentos políticos na terceira maior economia da zona euro, que culminaram com a saída do primeiroministro Berlusconi, acentuaram o movimento de subida dos spreads, ante receios de pedido de apoio financeiro formal, colocando o spread dos 10 anos em redor de 500pb face à Alemanha.
Os spreads espanhóis subiram de forma muito menos pronunciada, terminando o ano abaixo dos 400pb, ainda que no final do Novembro tenha testado o nível de 500pb, que poderia resultar no aumento dos ≈haircuts∆ aplicáveis à dívida espanhola no mercado de repos liquidado através da Clearnet.

Por seu lado, as yields alemãs, bem como norteamericanas, testaram novos mínimos, num quadro de aversão ao risco e fuga para a qualidade. A yield alemã a 10 anos fechou o ano em redor de 1,8% (implicando uma yieldreal negativa).
Nos EUA a evolução das taxas de juro de longo prazo não foi muito diferente. Apesar dos retrocessos no processo de redução do défice orçamental, sem um acordo no Congresso, e que resultou na perda do rating ≈AAA∆ atribuído pela S&P, as expectativas de que a Reserva Federal continuará a apoiar o mercado, através da aquisição de dívida pública em mercado secundário, e a procura por parte de investidores não residentes, as yields caíram também para mínimos de cerca de 1,8%.
As taxas de juro de curto prazo, por sua vez, subiram, embora terminando o ano com dinâmicas diferentes. Na zona euro, a remoção da subida das taxas de juro de referência pelo BCE no final do ano resultou numa descida da Euribor 3 Meses, para cerca de 1,3%, face aos máximos de 1,6% observados durante o Verão, quando ainda se antecipavam novas subidas da taxa refi até cerca de 2%.
Nos EUA, as taxas subiram, com os sinais de recuperação da actividade económica, já mais no final do ano, e apesar do compromisso da Reserva Federal de manter as taxas inalteradas até 2013.

A evolução das principais taxas de câmbio reflectiu em grande medida as dinâmicas de actuação dos bancos centrais e os movimentos associados aos desenvolvimentos relativos à crise da dívida na zona euro.
O euro cairia para mínimos de 2010, face ao dólar, abaixo dos 1,3 dólares por euro, depois de ter testado máximos acima de 1,48 dólares em Maio, quando o BCE estava em pleno ciclo de subida das taxas de juro de referência. A tendência seria revertida durante o Verão, com o agravamento da crise da dívida e os receios de desmantelamento da União Monetária. A aversão ao risco associada a estes desenvolvimentos resultou na desvalorização do euro também face ao iene e à libra
esterlina. Face ao iene, no final de Dezembro, o euro cotou num mínimo de mais de 10 anos, em redor dos 100 ienes por euro.

Os mercados accionistas desvalorizaram, fruto da maior aversão ao risco acentuada pelos desenvolvimentos na Europa, bem como pelos progressivos sinais de desaceleração da actividade económica. Apenas nos EUA os mercados fechariam em terreno positivo, replicando aliás a evolução de 2010, devido aos sinais de reanimação da actividade económica no decurso do segundo semestre do ano.
Na zona euro, o sector financeiro seria particularmente afectado, devido ao resultado dos testes de esforço realizados pela Agência Bancária Europeia √ EBA, no Verão, e que resultou em necessidades acrescidas de capital, além do objectivo de cumprir um rácio de core Tier 1 de 9% em Junho de 2012, devido à necessidade de criar uma almofada adicional para isolar o capital de perdas potenciais resultantes da exposição à dívida soberana1 pelos bancos.

1 A exposição a dívida soberana inclui, além da posição em dívida pública a 30 de Junho de 2011 (avaliada a preços de mercado de 30 de Setembro de 2011) a carteira de crédito a Administrações Públicas e a empresas públicas
Os bancos europeus necessitam, de acordo com a EBA, de 114,7 mil milhões de euros, dos quais 39,4 mil milhões se destinam a criar a almofada para a dívida soberana.
A evolução dos preços das matérias-primas reflectiu, em grande medida, a dinâmica de crescimento da economia mundial. Num primeiro momento, no início do ano, a generalidade das matérias-primas registou uma tendência de subida dos preços, para os níveis mais elevados desde 2008, como foi o caso do petróleo.
A aceleração da actividade económica alimentou as expectativas de maior crescimento da procura. Em resultado, o petróleo, por exemplo, registou uma subida dos preços até 120 dólares por barril, e o consenso antecipava que novos máximos pudessem ser testados. No entanto, a maior desaceleração da actividade, que se acentuou a partir do segundo trimestre, viria a reflectir-se numa descida dos preços, que fecharam o ano em redor dos 110 dólares por barril.

Fonte: Bloomberg
As demais matérias-primas seguiram uma tendência não muito diferenciada, fosse para os cereais, fosse para os metais de base. A tendência de descida foi mais pronunciada no segundo semestre do ano, em linha com a tendência global de desaceleração da actividade.
Apenas o ouro se destacou, novamente devido ao seu papel de activo refúgio num quadro de elevada aversão ao risco, que atingiu o auge no final do Outono, devido aos já mencionados receios quanto à sustentabilidade da zona euro. O ouro, nessa data, atingiu o máximo histórico de 1,921 dólares por onça. A intervenção mais activa das autoridades europeias, no final do ano, traria uma reversão deste movimento, com o ouro a recuar para 1,550 dólares por onça.
A envolvente financeira da República dominou as atenções durante todo o 1≥ semestre do ano. Apesar da divulgação de dados orçamentais que validaram a

tendência de redução do défice orçamental em linha com as metas traçadas, em Março o Governo apresentou uma actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento (≈PEC IV∆), com novas medidas do lado da despesa para o ano de 2011 e os detalhes das medidas para o cumprimento das metas orçamentais em 2012 e 2013 (ano em que o défice deveria cair para 2,0% do PIB).
Esta actualização do PEC foi rejeitada pela Assembleia da República, após o que o Primeiro-Ministro apresentou a sua demissão ao Presidente, que a aceitou e convocou eleições antecipadas para 5 de Junho. A percepção pelos investidores de que Portugal não estava totalmente comprometido com a redução do défice orçamental resultou numa dupla tendência: sucessivas descidas do rating da República pelas agências de notação de risco, para o limite da notação de ≈investment grade∆, que foi reflectida na notação de risco dos bancos; e uma subida das taxas de juro de longo prazo para os níveis mais elevados desde a criação do euro.
As eleições legislativas antecipadas de 5 de Junho permitiram a formação de um novo Governo, com uma maioria clara de apoio parlamentar. A coligação PSD/CDS detém 134 deputados. O PS, que passou a maior partido da oposição, também apoia as medidas de condicionalidade constantes do Memorando de Entendimento, que assinou enquanto Governo. Apesar da conclusão das negociações e da existência de uma clara maioria (mais de 80%) que apoia as medidas de ajustamento, o enquadramento financeiro para a República e para o sector financeiro permaneceu bastante tenso.
Em consequência, o acesso aos mercados financeiros, pela República e pelos bancos, registou uma significativa redução, após o que o Governo, em 6 de Abril, solicitou o apoio financeiro no âmbito do Fundo Europeu de Estabilização Financeira/FMI.
Em Maio, foram concluídas as negociações entre o Governo Português e as instituições internacionais (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu), e assinado o Memorando de Entendimento, no qual são especificadas as medidas de condicionalidade a cumprir, no âmbito do programa de assistência financeira.
O plano é abrangente e visa três grandes objectivos: (i) incrementar o potencial de crescimento da economia portuguesa, através de um ambicioso programa de reformas estruturais; (ii) restaurar a sustentabilidade das contas públicas, através da reforma do sector público e de um amplo processo de corte da despesa pública; e (iii) reforçar a resiliência do sector financeiro, através do reforço dos capitais próprios e dos colaterais de financiamento, no âmbito de um processo de
desalavancagem e financiamento a implementar até 2014.
Ao nível das reformas estruturais assumem especial destaque as reformas relativas ao mercado laboral, no que concerne à redução da indemnização por despedimento e à revisão do subsídio de desemprego.
A meta orçamental para 2011 foi revista em alta para 5,9% do PIB, em parte devido também ao alargamento do perímetro de consolidação das Administrações Públicas, que passa a incluir várias empresas públicas do sector de transportes e outras entidades públicas. No entanto, foram necessárias novas reduções da despesa, enquanto do lado da receita foi adoptada uma contribuição especial sobre o 13≥ mês, ao nível dos rendimentos das pessoas singulares, equivalente a 50% do rendimento líquido de IRS e Segurança Social em excesso de 485 euros (o salário mínimo nacional).

Fonte: Ministério das Finanças
O valor final do défice de 2011 ter-se-á situado ligeiramente acima de 4% do PIB, com a maior redução a resultar da transferência de parte dos fundos de pensões do sector bancário para a Segurança Social, num montante de cerca de 5 mil milhões de euros (3,3% do PIB).
Esta transferência foi necessária para cobrir novos custos não recorrentes, como os associados ao agravamento da situação orçamental na Região Autónoma da Madeira (com a literal falência de uma PPP rodoviária e a assunção de encargos passados do Serviço Regional de Saúde), bem como com a recapitalização do banco BPN que está em processo de privatização.
Excluindo os factores não-recorrentes do lado da receita, bem como da despesa, o saldo orçamental de base para a execução de 2012 é de cerca de 6,9% do PIB.
Para o cumprimento da nova meta orçamental de 4,5% do PIB definida para 2012, o Governo anunciou um conjunto adicional de medidas, com destaque para a eliminação de um a dois subsídios (de Natal e de férias)
para os funcionários públicos e pensionistas com rendimentos mensais superiores a 600 euros (os dois subsídios são cortados para rendimentos superiores a 1.100 euros mensais), e alterações nos impostos directos (redução das deduções e benefícios fiscais em sede de IRS) e indirectos (redução dos bens e serviços sujeitos às taxas reduzida e intermédia do IVA).
O sector financeiro beneficiou da criação de um fundo de recapitalização, no montante de 12 mil milhões de euros, e do aumento da linha de garantias estatais à emissão de dívida para 35 mil milhões de euros. Em contrapartida, teve que desenhar um plano de desalavancagem e financiamento, a implementar até 2014. Esses planos foram apresentados ao Banco de Portugal no final do mês de Julho e são alvo de actualizações trimestrais.
Os spreads de crédito alargaram para novos máximos, com as taxas de juro a 3 anos para a dívida pública portuguesa a ultrapassar pontualmente os 20%. Ainda assim, o Tesouro manteve as emissões de Bilhetes do Tesouro, a prazos de 3 meses, com taxas médias de colocação muito próximas dos 5%.
A agência de notação de crédito Moody»s reviu em baixa o rating da República para Ba2, no nível de ≈high yield∆, devido aos riscos de contágio da situação grega, já que o enquadramento local não sofreu alterações, antes resultou num programa de financiamento e numa maioria parlamentar.
O sector financeiro seria, também, alvo de revisões em baixa das notações de risco, com três instituições a terem um rating Ba2, ao nível da República, mas abaixo do ≈investment grade∆ e uma com um rating de Ba3. Apenas o Santander Totta manteve um rating acima do da República, com a notação de Baa2.

Fonte: BCE
Apesar do enquadramento mais adverso, na medida em que os downgrades e a desvalorização da dívida pública reduzem o valor dos activos elegíveis, o sector financeiro manteve o montante de financiamento obtido junto do
BCE, em redor de 47,5 mil milhões de euros (abaixo do máximo de 49 mil milhões de euros verificado em Abril/Maio).
Esta redução resultou de um maior crescimento dos depósitos, inclusive ao nível dos particulares, à medida que os bancos iniciaram o processo de desalavancagem, também pela transferência de recursos de clientes de fundos de investimento e seguros para depósitos. Esta estratégia de desalavancagem teve impactos sobre a evolução das taxas de juro praticadas pelo sector, que subiram rapidamente, para serem já das mais elevadas da zona euro. Para travar uma guerra de depósitos latente, o Banco de Portugal, no final do ano, publicou legislação a penalizar, em termos de capital regulatório, os depósitos com spreads acima de 300pb relativamente às respectivas taxas de referência Euribor.

Fonte: Banco de Portugal
O crédito continuou a desacelerar, por uma redução da procura, associada à conjuntura económica recessiva, bem como pela imposição de condições mais restritivas ao nível da oferta, com os spreads de crédito a reflectirem o agravamento das condições de acesso do sector bancário aos mercados wholesale e a subida das taxas de juro praticadas nos depósitos
Ainda assim, a desalavancagem permitiu uma redução do rácio crédito/depósitos para 139% já em Setembro, sem que o crédito tivesse uma redução muito pronunciada. O sector bancário procurou, neste processo, proteger os sectores produtivos da economia, com uma redução do crédito mais focada nos segmentos hipotecário e de consumo do que no de empresas.

Fonte: Banco de Portugal
A qualidade da carteira de crédito deteriorou-se, como patente na subida mais pronunciada dos rácios de incumprimento, em especial no segmento de empresas.
No âmbito das medidas do programa de ajustamento, os bancos tiveram que publicar um novo rácio de crédito em risco, mais abrangente e em linha com as práticas internacionais, ao incluir além do crédito vencido o crédito vincendo e ainda os créditos reestruturados, nos quais tenha ocorrido uma recapitalização dos juros sem reforço de garantias. Em Setembro de 2011, o rácio de crédito com incumprimento era de 4,5%, enquanto o rácio em risco era de 6,8%.
A economia portuguesa entrou em recessão no 1≥ trimestre de 2011, com a segunda variação negativa em cadeia, uma evolução que se aprofundaria nos trimestres seguintes, embora de forma menos pronunciada do que o inicialmente previsto.
Em 2011, o PIB contraiu 1,5%, de acordo com a informação mais recente, abaixo dos 2% estimados inicialmente, quando da publicação do Memorando de Entendimento, com a evolução menos adversa a originar nas exportações.
| Dados Macroeconómicos | |||
|---|---|---|---|
| 2009 2009 |
2010 2010 |
2011E | |
| PIB PIB |
-2.5 -2.5 |
1.3 | -1.5 |
| Consumo Privado | -1.1 | 2.3 | -3.6 |
| Consumo Público | 3.7 | 1.2 | -3.2 |
| Investimento | -11.3 | -4.9 | -11.2 |
| Exportações | -11.6 | 8.8 | 7.3 |
| Importações | -10.6 | 5.1 | -4.3 |
| Inflação média | 2.7 | -0.9 | 3.6 |
| Desemprego | 9.5 | 10.8 | 12.5 |
| Défice público (% do PIB) | 10.1 | 9.8 | 4.2 |
| Dívida pública (% do PIB) | 83.0 | 93.3 | 107.2 |
| BTC (% do PIB) | -10.9 | -10.0 | -3.7 |
Fonte: INE, Banco de Portugal, Ministério das Finanças, Santander Totta, FMI
As famílias continuaram a ajustar a sua despesa à redução do rendimento disponível e à subida do desemprego (que ascendeu a 14% no 4≥ trimestre de 2011), com as vendas a retalho a caírem 9.4%, em termos reais, no 4T2011. Os dados relativos ao período de compras de Natal apontam para uma redução de cerca de 3%, em valor, o que reflectirá sobretudo os descontos realizados pelos vendedores, já que o número de operações processadas pela SIBS ficou praticamente inalterado. O maior ajustamento da despesa pelas famílias teve lugar ao nível das vendas de automóveis, que caíram mais de 30% em termos homólogos.
A despesa pública continuou a reduzir-se, apesar de uma ligeira moderação no 2≥ trimestre, devido ao clima eleitoral.

Fonte: Ministério das Finanças
A informação disponível relativa ao défice orçamental de 2011, numa óptica de caixa, revela que a redução foi em grande medida explicada por uma diminuição da despesa corrente primária, enquanto a receita evoluiu favoravelmente, apesar da contracção da procura interna. No entanto, devido aos efeitos não recorrentes que penalizaram a execução orçamental no primeiro semestre, foi necessário recorrer à transferência de fundos de pensões do sector bancário para a segurança social enquanto mecanismo para assegurar o cumprimento das metas acordadas com as instituições internacionais.
O investimento terá acentuado a contracção, devido ao aumento da incerteza associado ao pedido de auxílio financeiro externo, e consequente impacto sobre a redução da procura, no quadro do ajustamento económico em curso. Por outro lado, a deterioração das condições nos mercados financeiros terá resultado em condições mais restritivas na concessão de crédito, que contribui adicionalmente para a redução da despesa de capital.
A procura externa continuou a evoluir muito favoravelmente, com as exportações a crescerem 16%, em termos nominais, nos primeiros dez meses do ano. As exportações registaram, como mencionado, um crescimento muito mais forte do que o previsto, em especial atendendo à desaceleração da economia europeia a partir do segundo trimestre do ano, numa melhoria generalizada entre grupos de produtos e mercados de exportação, o que confirma os benefícios obtidos pela reestruturação do sector empresarial nos últimos anos.
As importações caíram, reflectindo a maior contracção da procura interna, em especial do consumo privado.

Fonte: Banco de Portugal, INE
Um dos principais desequilíbrios externos da economia, o défice externo, reduziu-se mais pronunciadamente em 2011, uma tendência particularmente visível no segundo semestre do ano, ao nível da balança de bens e serviços. O défice da balança corrente e de capital caiu menos, devido à evolução adversa da balança de rendimentos, cujo défice se manteve elevado, devido à subida dos juros suportados pela economia portuguesa, num quadro de elevado endividamento externo.
Os riscos e incertezas que podem afectar a actividade em 2012 são de duas ordens, uma de origem internacional, outra doméstica.
A nível internacional, têm-se como factores de risco, as perspectivas económicas e financeiras na zona euro. A actividade económica deve permanecer em terreno recessivo até ao segundo trimestre, devido ao impacto das medidas de consolidação orçamental implementadas em alguns países (Itália, França e Espanha), e que devem ter também efeitos de contágio à Alemanha.
A execução orçamental nos primeiros meses do ano será determinante para afastar os receios de uma espiral de desvios orçamentais que exijam novas medidas e agravem o cenário recessivo.
Por outro lado, a incerteza sobre a estabilidade da zona euro deve permanecer elevada, pelo menos até à
clarificação das condições económicas e financeiras na Grécia. O acordo quanto à reestruturação da dívida deve estar implementado até ao final do primeiro trimestre e poderá ter algum contágio quanto a expectativas de mercado de que outro país em ajustamento tenha que adoptar idêntica medida.
A assinatura expedita do novo acordo intergovernamental acordado na Cimeira de 5 de Dezembro e a entrada em funcionamento do novo Mecanismo de Estabilidade Financeira, em Julho, poderão contribuir para a redução da incerteza institucional.
Ainda a nível internacional, a incerteza sobre a sustentabilidade das contas públicas estende-se a outros países, como os EUA. Apesar da recente decisão de elevação do limite da dívida, as perspectivas de lenta redução do défice serão um tema recorrente a afectar o sentimento de mercado. As previsões de crescimento mais sólido e baixas taxas de juro de longo prazo parecem insuficientes para impedir que a dinâmica da dívida pública continua insustentável, devido aos elevados défices primários. A situação orçamental dos Estados e municípios é um factor de risco adicional.
A nível doméstico, as principais incertezas estão relacionadas com o estrito cumprimento das medidas de condicionalidade previstas no Memorando de Entendimento, que serão alvo de avaliação trimestral por parte das instituições internacionais. O Governo reforçou as medidas visando cumprir a meta orçamental de 4,5% do PIB para 2012, devendo agir ao nível da despesa logo nos primeiros meses do ano, para precaver-se contra eventuais riscos associados ao impacto da contracção económica sobre a receita fiscal.
Ao nível do sector financeiro, os riscos prendem-se com o cumprimento das metas estabelecidas no programa de desalavancagem e financiamento. Em 2011, a desalavancagem foi realizada sobretudo através da captação de depósitos. Caso essa tendência não possa ser continuada, há riscos de maior contracção do crédito. Por outro lado, o ciclo económico terá impacto ao nível do incumprimento e, consequentemente, surge como factor de risco para o cumprimento da meta de 10% para o rácio de Core Tier 1, em 2012, sendo que os bancos nacionais terão também que cobrir as necessidades de capital encontradas no âmbito do exercício de testes de esforço realizados pela EBA.
O cumprimento de objectivos, pelo Estado e pelo sector bancário, é fundamental para recuperar a confiança dos investidores internacionais e permitir que o actual nível de financiamento nos mercados globais (que, de qualquer forma, é reduzido) se possa manter e, a prazo, ampliar.
2011 foi um ano de grande envolvimento da rede comercial com a implementação de um novo modelo de gestão comercial, denominado ≈READY∆. Este modelo permite criar uma dinâmica comercial capaz de responder a um novo contexto e que tem por base uma sistemática que visa um trabalho comercial proactivo orientado para as necessidades dos clientes actuais e potenciais.
As principais prioridades estratégicas do Santander Totta mantiveram-se focadas essencialmente na captação de depósitos, na adequação dos spreads do crédito e no controlo do gapcomercial.
Num cenário económico recessivo, o controlo do crédito vencido tornou-se um tema fundamental do dia-a-dia para as equipas comerciais.
Num enquadramento de forte competitividade no que respeita à captação de depósitos, o Santander Totta disponibilizou um conjunto de produtos e soluções diversificadas, materializado nas campanhas ≈Soluções Integradas∆, ≈Soluções Poupança Strategic∆ e ≈Poupança Crescimento Primavera∆.
A campanha ≈Soluções Integradas∆, lançada em 2010, assenta em produtos de poupança atractivos, como o ≈PPR Triunfo∆ e a conta ≈Super Poupança ‹dolos∆, produtos com base nos patrocínios do Banco a programas televisivos. Já em 2011, foram lançadas as ≈Soluções Poupança Strategic∆ (em euros e dólares), que correspondem a produtos de poupança tradicional com vários prazos e remunerações, destinados tanto à captação como à retenção de recursos.
Durante o 2≥ trimestre de 2011, foi lançada a campanha ≈Poupança Crescimento Primavera∆, constituída por um conjunto de produtos de poupança tradicional de médio/longo prazo, com diferentes características de liquidez e remuneração, da qual se destaca o ≈Depósito Rendimento Premium∆, um depósito a prazo de 3 anos e TANB mínima de 4%, podendo ter uma remuneração superior no 2≥ ano e 3≥ ano dependendo da evolução da Euribor.
No 3≥ trimestre, a ≈Super Poupança Protecção∆ veio dar continuidade à campanha ≈Super Poupança ‹dolos∆.
Trata-se de uma conta rendimento e poupança que dadas as suas características teve uma forte adesão por parte dos clientes.
No 4≥ trimestre, fruto das condições de mercado e das limitações impostas pelo Banco de Portugal, verificou-se uma ligeira quebra das taxas para a captação de recursos, mantendo-se contudo o foco em produtos de poupança tradicional.
No que se refere a campanhas e acções de captação e vinculação de clientes, foi lançada, em Janeiro, uma campanha de ≈Soluções Ordenado∆, para captação de ordenados/reformas, assente na isenção de comissões nos principais serviços do dia-a-dia e na oferta de um vasto leque de brindes de marcas reconhecidas. Em Abril, esta campanha teve forte apoio de uma campanha de comunicação nos media, incluindo televisão e exteriores.
Em Dezembro, foi lançada mais uma campanha para a captação de domiciliações de ordenado, com oferta de brinde. Foram igualmente lançadas campanhas e contas direccionadas especificamente para outros segmentos, nomeadamente Jovens/Júniores: campanhas ≈Conta a Crescer∆, ≈Já Ká Konta∆ e ≈DP Especial Jovem∆ e para residentes no estrangeiro.
Numa estratégia continuada de adequação da oferta e serviços dedicados ao segmento Premium, o Banco ajustou os critérios de segmentação destes clientes. Desta forma, a adequabilidade da oferta às características deste segmento é mais realista e potenciadora de um aumento do seu nível de satisfação.
No seguimento do referido anteriormente foi lançada a ≈Linha Premium∆, uma linha de atendimento estritamente dedicada aos clientes Premium. Foi ainda prolongado, até ao final de 2011, o prazo de adesão gratuita dos serviços não financeiros, clube Premium e Premium by Time Management, privilegiando desta forma o incremento da experiência global que um cliente Premium tem com o Santander Totta.
No que se refere ao crédito concedido, o esforço de desalavancagem do sector bancário, o aumento generalizado dos spreads e a queda dos níveis de confiança dos consumidores fez com que este período ficasse marcado por uma forte quebra nos volumes de produção de crédito à habitação.
Neste contexto foram realizados ao longo de 2011 vários ajustamentos à grelha de spreads, visando não só reflectir os maiores custos de financiamento como também aumentar a diferenciação de preço em função do risco associado a cada empréstimo.
O crédito à habitação diminuiu 2,6% em 2011 registando-se também uma quebra de 5,9% no crédito ao consumo.
No segmento de Negócios, foi mantida uma estratégia de grande foco na captação de novos clientes, na vinculação dos actuais e no aumento da transacionalidade.
O Banco dedicou especial atenção ao factoring e confirming, conquistando uma quota de mercado de cerca de 20%. Foi ainda lançada a campanha ≈Clientes Negócios 2011∆ com especial enfoque na ≈Super Conta Negócios Plus∆, na ≈Conta Corrente Negócios Plus∆, no ≈Pagamento de Ordenados por Lotes∆, POS e GPC (Gestor de Pagamentos e Cobranças), com oferta de um brinde aos clientes novos ou reactivados.
O Santander Totta reforçou o seu posicionamento como Banco de apoio às empresas, fruto de um grande dinamismo no segmento. Destaca-se a participação, já habitual, na Expofarma no sector da saúde.
Neste segmento de negócios e face ao contexto de dificuldades que a economia enfrenta, o banco procurou criar mecanismos de prevenção para minimizar os riscos do incumprimento.
Na área de Private Banking, à falta de confiança nos mercados, que já se fazia sentir em 2010, acresceu a profunda desconfiança sobre o futuro da situação económica e financeira portuguesa, o que, associado à falta de liquidez no sistema financeiro, aumentou, ainda mais, a apetência dos clientes por activos de baixo risco e com elevada liquidez.
A imagem de solidez do Santander Totta e a acção comercial de referenciação permitiu ao Private Banking um crescimento de 14% em novos clientes, sem pôr em causa o esforço de retenção alicerçado no compromisso de proporcionar um serviço baseado na confidencialidade, proximidade e confiança.
A oferta continuou a evoluir no sentido de disponibilizar uma gama variada de produtos e serviços, num modelo de arquitectura aberta, para a qual muito contribuiu a articulação com a Ÿrea Global do Grupo Santander. Como resultado, o Private Banking cresceu 10% em recursos de balanço e manteve o património sobre gestão, apesar do comportamento adverso dos mercados.
Em Fevereiro de 2012, o Banco foi distinguido pela revista Euromoney como o melhor banco em Portugal na área de Private Banking, no âmbito dos ≈Euromoney»s Private Banking Awards∆. A escolha decorre de ≈uma análise
qualitativa e quantitativa dos serviços de private banking por região e áreas de serviço∆, com base na rendibilidade, gestão de activos, relação com os clientes e serviços oferecidos.
A estratégia comercial da área deEmpresas passou por controlar e diminuir o gap comercial e, ainda assim, continuar a incrementar sustentadamente a rendibilidade da área. Manteve-se o programa de adequação do preço do crédito à escassez de liquidez monetária e intensificouse a captação racional de recursos. Refira-se ainda que continua a aposta de crescimento em novos clientes que cada vez mais valorizam a parceria com um banco da solidez do Santander Totta.
Nas ≈Linhas PME Investe∆, que têm assumido, nos últimos dois anos, uma importância crescente em virtude da crise económica mundial e das fortes restrições ao crédito por parte dos bancos, o Santander Totta tem mantido uma política de apoio ao sector empresarial português, o que se traduz na quota de mercado de concessão destas linhas (cerca de 18%) e na colocação de mais de 13 mil operações, num valor de 1,4 mil milhões de euros. De destacar ainda que, no 2≥ trimestre do ano, o Santander Totta lançou, em associação com as autoridades oficiais, a Linha Exporte Investe, destinada a apoiar o financiamento à exportação, nomeadamente para apoio à laboração de produtos com longos períodos de fabrico.
Estas operações estão isentas de todas as comissões usualmente cobradas pelos bancos na formalização de crédito, podem ser liquidadas a qualquer momento sem nenhum custo associado e têm prazos e condições muito apelativas para os empresários.
Na sequência do encerramento da Linha PME Investe VI, foi lançada pelas entidades oficiais a Linha PME Investe VI Aditamento (2≤ Tranche), a que o Banco também se associou, e em que o Santander Totta é líder, tendo atingido uma quota de mercado de 22% em montante de crédito concedido.
No 2≥ semestre foi possibilitado o alargamento de prazo de todas as operações contratadas ao abrigo das Linhas Investe e a introdução de um período de carência de 1 ano, o que, tendo em conta as restrições de crédito com que as empresas se estão a defrontar neste momento, permite a melhoria da sua liquidez.
Ao longo do ano, o Santander Totta promoveu a renegociação de linhas protocoladas com diferentes entidades com vista ao ajustamento dos spreads, de forma a reflectir as alterações verificadas no mercado financeiro.
Com o objectivo de rentabilizar os recursos e uniformizar metodologias de acompanhamento e de dinamização dos vários segmentos, foi efectuada uma reestruturação nas equipas comerciais que passaram a gerir em simultâneo Promotores Externos e Lojas de Promotor.
Foram reforçadas também as iniciativas que permitiram uma maior proximidade com os parceiros, nomeadamente através da entrega de prémios de desempenho e incentivos adicionais de campanhas nos road-shows trimestrais e de prémios de mérito aos melhores promotores externos que se distinguiram pelo seu compromisso com o Banco e pelo seu desempenho, ao longo do ano.
Por outro lado, manteve-se um foco permanente nas principais variáveis estratégicas de negócio do Banco, através de planos de incentivos e campanhas trimestrais que tiveram por objectivo incrementar a captação de clientes com contas ordenados e com recursos.
O Santander Totta marcou presença, uma vez mais, no SIL - Salão Imobiliário de Portugal, principal evento do sector imobiliário que este ano, pela primeira vez, decorreu em simultâneo com outra feira de cariz mais abrangente, o que permitiu envolver também os promotores externos e promover as soluções de poupança do Banco. Participou também nas convenções das principais redes de franchising de mediação imobiliária.
O ano de 2011 destacou-se pela preocupação constante na captação de clientes, na sua crescente fidelização e na excelência dos serviços fornecidos.
Ao longo do ano foram tomadas diversas iniciativas para rentabilizar o portfólio e promover a utilização de cartões. Através de campanhas de facturação e revolving foi premiada a utilização regular dos cartões Santander Totta com ofertas e descontos.
As medidas atrás descritas foram sempre acompanhadas de várias iniciativas de índole processual. Maior simplicidade e celeridade no envio de novo PIN, flexibilidade nos envios de cartões e disponibilização de uma solução mais conveniente para os clientes em caso de roubo ou perda - são alguns exemplos. Também a monitorização de fraude viu o seu espectro alargado, através de melhorias na relação com as entidades policiais, com a SIBS e a Paywatch.
Em 2011, destaca-se o lançamento do cartão de crédito Ferrari destinado ao segmento Affluent. Foram ainda desenvolvidos novos cartões, desenhados para perfis
específicos de clientes, como sejam os desenvolvidos para a Câmara Municipal do Porto ou os novos cartões universitários de marca Maestro. Também se procedeu a alterações a nível de características de alguns cartões, mantendo ou melhorando a sua competitividade em termos de mercado, como sejam o caso dos cartões Light, Business Negócios ou Premium Travel.
Efectivamente, a conjugação destas medidas permitiu aumentar o parque e a utilização de cartões, tendo a facturação homóloga crescido 2%, com valores sempre acima dos de mercado, e em simultâneo reduziu-se o total de cartões cancelados pelos clientes.
No que toca à aceitação, o Santander Totta continua a ter uma posição de player relevante no mercado, com uma quota de 16%, com presença nas principais cadeias de distribuição e em diversos sectores de actividade. Foram angariados novos clientes no mercado nacional, designadamente nos sectores do Estado, vestuário, transportes e petrolíferas e alargadas várias das parcerias já existentes.
Apesar da situação económica recessiva registou-se um aumento nos níveis de transaccionalidade dos clientes em 3%, acima dos valores de mercado. As várias campanhas lançadas ao longo do ano junto de clientes de vários sectores de actividade e de clientes inactivos e mesmo a renegociação de vários protocolos já existentes, em paralelo com a criação de novos instrumentos internos de gestão, como os simuladores de rentabilidade ou a plataforma de retenção, foram factores relevantes nos resultados alcançados.
No início de 2011, foram postos em prática os planos de dinamização de produtos para empresas e negócios, em conjunto com a área comercial, que passou a dispor de equipas de especialistas que, em colaboração com os gestores de cliente e de produto, desenvolveram programas específicos dirigidos à captação de clientes e à dinamização dos negócios. Foram delineadas campanhas e concursos no intuito do acompanhamento e controlo da actividade comercial.
Em paralelo, foi adoptada uma plataforma informática corporativa, no sentido de optimizar sinergias dentro do Grupo, aumentando a produtividade e reduzindo custos. Esta nova plataforma foi introduzida no tratamento das transferências internacionais e cheques sobre o estrangeiro, com melhorias significativas.
Em parceria com o Santander Espanha, Santander Hong Kong e com o Banco Caixa Geral Totta de Angola, efectuaram-se várias diligências, como visitas conjuntas, no sentido de angariar clientes que desenvolvam a sua actividade nesses países e com a finalidade de lhes proporcionar as melhores soluções de apoio aos seus negócios.
O Santander Totta é hoje reconhecido como um dos principais prestadores de serviços de negócio internacional em Portugal, tendo consolidado a sua presença nas empresas, nomeadamente com a ampliação da linha de confirmação de créditos documentários com origem em Angola.
Em meados do ano, com o objectivo de promover ou reactivar acordos e parcerias com outros bancos internacionais, as áreas de Bancos Correspondentes e de Negócio Internacional efectuaram diversas acções comerciais junto de uma rede internacional de bancos, que resultaram na obtenção de melhores ferramentas de apoio à actividade internacional das empresas.
Foi também utilizada a rede Santander na Europa (Espanha e Reino Unido) e noutros continentes, nomeadamente Ÿfrica e América Latina, para promover este tipo de acordos e acções comerciais, maximizando as vantagens competitivas do Santander Totta como parte de um Grupo com um forte posicionamento internacional e dimensão global.
No último semestre do ano, foi lançada a ≈Solução Exportação∆. Trata-se de um programa de apoio às empresas exportadoras nacionais que se baseia num conjunto de produtos e soluções, na sugestão de parceiros em áreas vitais da internacionalização, oferta de formação a clientes seleccionados e apoio de especialistas do Banco.
Durante 2011, foram levados a cabo os planos de dinamização de produtos para os segmentos de Empresas e Negócios. Estes planos contaram com o envolvimento das equipas de especialistas/ dinamizadores que, em conjunto com os gestores de cliente e produto, desenvolveram programas específicos dirigidos à captação de clientes e à dinamização dos negócios.
O Santander Totta continuou a oferecer produtos exclusivos tendo consolidado os lançamentos do GPC-Gestor de Pagamentos e Cobranças e do Home Deposit. Ambas as ferramentas destinam-se à gestão da tesouraria das empresas.
Actualmente uma das armas de diferenciação mais fortes do mercado é o pós-venda. Este importante elemento de fidelização é hoje tão importante como a qualidade do próprio produto. Foi consolidada a vertente comercial
desta área, tendo sido efectuadas visitas aos principais clientes em conjunto com a área comercial, apoiando e fortalecendo a relação comercial com as empresas.
Continuou a investir-se fortemente em novas formas de seguimento e controlo da resolução de incidentes, melhorando os tempos de resposta e satisfazendo as necessidades das empresas.
Na área de Selfbanking, a estratégia fundamentou-se na optimização do parque actual de ATM»s √ ao nível da Rede Multibanco - com a renegociação e a reinstalação destes equipamentos em locais de transaccionalidade mais elevada. Esta actividade permitiu ao Banco incrementar as suas quotas face ao ano anterior, reforçando a sua posição no mercado.
No âmbito da rede interna foi privilegiada a vertente qualidade de serviço ao cliente, através dos mecanismos automáticos de controlo e avaliação de disponibilidade dos equipamentos. A solução de automatização de depósitos, actualmente com uma cobertura de 70% da rede de balcões, tem vindo a permitir um reforço dos resultados da migração de transaccionalidade para Selfbanking.
Nos canais internet, NetBanco Particulares e Empresas, o ano de 2011 caracterizou-se pelo lançamento de novas funcionalidades, com destaque para o ≈Acesso Fácil∆ e para o confirming. Registaram-se melhorias na disponibilidade e performance dos sites e um crescimento do tráfego, com o número de visitantes únicos a aumentar 20%.
No NetBanco Particulares foram lançados uma série de depósitos a prazo com constituição online. Os utilizadores frequentes do Netbanco Particulares registaram um crescimento de 11%, em 2011.
No NetBanco Empresas foi efectuado um reforço na segurança, ao nível da assinatura de operações, para utilizadores que assinam individualmente, onde para algumas operações passa a ser necessária a utilização de 2 tipos distintos de códigos de assinatura: OTP por SMS e Cartão Matriz.
Foram incrementadas as funcionalidades de confirming, na óptica de cliente e fornecedor, passando a ser possível oferecer uma visão simultaneamente global e detalhada de todo o negócio. Passou a ser possível aos fornecedores de confirming efectuarem o adiantamento onlinede
facturas (mesmo para não clientes do Banco). Foi também lançado o SEPA DD - Lançamento em formato SEPA de cobranças online para clientes e passou a ser possível aos clientes do NetBanco Empresas efectuarem pagamentos ao Estado acima dos 100.000 euros. Os utilizadores frequentes do Netbanco Empresas registaram no ano um crescimento superior a 8%.
Durante o ano de 2011, o Contact Center do Santander Totta foi considerado, pelo 3≥ ano consecutivo, o melhor Contact Center de Portugal no sector financeiro, prémio atribuído pela Associação Portuguesa de Contact Centers.
O número total de contactos de clientes com operadores do Contact Center foi ligeiramente superior ao do ano anterior.
Foram efectuadas alterações na forma de acesso à Superlinha, que reforçam a segurança e tornam mais simples o acesso dos clientes às suas contas. O atendimento a clientes por Chat foi reforçado, existindo actualmente no site do Banco muitos mais pontos de pedido de contacto.
Foi lançado o ≈Apoio4U∆, um serviço de atendimento especializado para o segmento universitário, que dispõe de várias linhas telefónicas, chat, e-mail e atendimento nas redes sociais.
Foi ainda criada a ≈Linha Premium∆ que coloca ao dispor dos clientes um conjunto de números de telefone fixos e móveis para os clientes Premium, que são atendidos por operadores especialistas e com um conjunto de serviços ainda mais alargado que a Superlinha.
De salientar também que em Novembro foi colocado à disposição dos clientes que têm POS, um serviço de atendimento telefónico especializado.
Com o agravamento da conjuntura económica verificouse um movimento generalizado de alterações nos governos de países comunitários e a introdução de medidas de austeridade e de forte restrição ao endividamento. Constatou-se também uma significativa deterioração dos níveis de liquidez dos mercados assim como das notações de rating atribuídas à República Portuguesa e por contágio aos principais bancos. Tal, teve uma repercussão negativa na decisão de aplicar e investir em Portugal por parte dos clientes residentes no estrangeiro.
A actividade económica evidenciou crescimento negativo, com degradação dos níveis de emprego em Portugal e
nas principais economias onde a comunidade portuguesa reside e trabalha.
A estratégia prosseguida na actividade internacional centrou-se no reforço da proximidade com os clientes residentes no estrangeiro, transmitindo a segurança e solidez do Banco e do Grupo onde se insere, procurando consolidar a oferta de serviços e de soluções em estreita articulação com a rede comercial em Portugal. Com este objectivo, realizaram-se encontros com clientes e em Caracas e no Canadá realizaram-se eventos de maior dimensão dirigidos a particulares e empresários portugueses.
Manteve-se a oferta da ≈Super Conta Residentes no Estrangeiro∆ e de produtos de poupança diversificados, apesar da instabilidade e evolução dos mercados. Nos recursos assistiu-se a um crescimento de depósitos em detrimento de produtos mais complexos embora tenha sido possível manter algum volume de seguros financeiros e aplicações com níveis de risco e de rendibilidade interessantes, em USD e CAD. Na oferta em Euro foram ainda disponibilizados, com sucesso, produtos que pretenderam associar ao rendimento o reforço da fidelização e vinculação dos clientes.
A sucursal de Londres, tendo em conta a situação do mercado imobiliário, vem centrando a sua actividade no apoio da relação comercial com os portugueses residentes no Reino Unido e no seguimento da carteira de crédito. Na sequência de medidas já tomadas e tendo presente a conjuntura do mercado, foram reforçados os meios e mecanismos de controlo sobre essa carteira de crédito.
A filial de Porto Rico desenvolveu de forma estável a sua actividade num modelo de negócio de ≈Banca à Distância∆ oferecendo através de canais específicos oferta de aplicações muito diversificada e exclusivamente destinada a não residentes.
O volume de negócios, na área de residentes no estrangeiro cresceu 3% beneficiando essencialmente da fidelização e incremento de clientes residentes em países fora da Comunidade Europeia.
Numa conjuntura difícil, o produto bancário registou uma evolução positiva assim como se obteve um crescimento significativo de novos clientes. No que respeita à evolução da carteira de crédito verifica-se uma evolução ligeiramente positiva.
Apesar da perturbação provocada pelas revisões em baixa das notações de rating e pelo pedido de assistência internacional, ocorrido no primeiro semestre de 2011, verificou-se apenas uma ligeira redução em termos globais no valor de transferências para Portugal.
Apesar do agravamento da crise financeira e da incerteza nos mercados financeiros, a comercialização de produtos estruturados junto do segmento de retalho e private evoluiu favoravelmente ao longo do ano, através da emissão de depósitos a prazo e obrigações de caixa num montante total próximo dos 600 milhões de euros.
De destacar, em Setembro, a atribuição ao Banco pela Euromoney e www.StructuredRetailProducts.com, dos Euromoney Structured Retail Products Awards 2011 em Portugal nas categorias de melhor distribuidor e subcategoria de melhor distribuidor em performance de produtos estruturados.
A actividade de Cash Equities foi particularmente difícil em 2011. Os volumes e valorizações do mercado de acções estiveram em queda generalizada na Europa e em Portugal, com a aversão ao risco a aumentar substancialmente. Assistiu-se ainda a uma tendência de intermediação, com quedas significativas dos activos sob gestão nas sociedades gestoras de fundos, activos esses que tipicamente foram transferidos para depósitos bancários. Neste contexto, o Santander Totta conseguiu aumentar os volumes intermediados em acções em 6,8%, face a 2010, graças a um serviço dinâmico junto do segmento institucional nacional e internacional e que foi complementado por um maior foco junto do segmento de particulares.
Na área de Fixed Income Sales, o ano foi caracterizado pela dinâmica de adaptação das estratégias à elevada volatilidade do mercado, mantendo-se a apetência por estruturas de gestão de risco simples sendo dada especial atenção ao acompanhamento das estruturas em carteira.
Importa referir o lançamento de várias iniciativas que contribuíram para o reforço da oferta de produtos aos clientes, nomeadamente a reestruturação do negócio cambial, fortalecimento e melhor disponibilização de soluções de investimento e a preparação para a adopção preventiva de CVAs ("Counterparty Valuation Adjustment"). Em particular, no que diz respeito ao negócio de flow cambial, tanto o aumento do número de clientes e operações realizadas, como a atribuição do Prémio "Global Finance - Best Foreign Exchange Bank in Portugal" espelham o bom reconhecimento do serviço prestado
A área de Corporate Finance continuou a desenvolver durante 2011, uma intensa actividade. Destacam-se neste ano, a conclusão com sucesso da operação de assessoria financeira à Secil na aquisição da Lafarge Betões e a conclusão dos trabalhos de assessoria financeira ao Grupo Impresa na avaliação da SIC, Medipress e AEIOU.
De realçar também os trabalhos de assessoria à Eletrobrás na privatização da EDP e à Galp Energia na alienação de uma participação na Galp Gás Natural Distribuição, holding que detém as principais empresas reguladas de infra-estrutura de distribuição de gás natural em Portugal.
Durante este período, o portfólio de operações de Fusões e Aquisições foi também reforçado e estão em curso diversos processos de assessoria em transacções a concluir nos próximos meses.
A actividade da área de Custódia Institucional do Santander Totta, apesar de todas as condicionantes dos mercados financeiros e da situação económica de Portugal, mantém o 2≥ lugar no ranking nacional de Custodiantes, com cerca de 22,8% de quota em volume de activos sob custódia, segundo os últimos dados disponibilizados pela CMVM.
O ano de 2011 foi caracterizado por grande instabilidade nos mercados financeiros, agravando-se a situação já verificada em 2010, o que contribuiu para uma forte aversão ao risco por parte dos investidores com natural impacto na procura por instrumentos financeiros como os fundos de investimento. Este efeito foi empolado pela oferta de taxas de juro de depósitos a níveis muito atractivos.
Embora se tenha verificado uma redução dos activos sob gestão, a Santander Asset Management, ao nível de fundos de investimento mobiliário, terminou o ano de 2011 como a 4≤ maior sociedade gestora em Portugal com uma quota de 12,9%. De destacar o lançamento de agrupamentos de fundos ≈Santander Gestão Private∆ e ≈Santander Gestão Premium∆, para os segmentos mais elevados.
Em termos de performance é de realçar o melhor fundo do ano na classe de acções norte-americanas √ ≈Santander Acções América∆ com 5,7% √ e o melhor fundo na classe de obrigações taxa fixa Europa √ ≈Multitaxa Fixa∆ com 6,8%.
Nos fundos de investimento imobiliário, o ano de 2011 foi caracterizado pela gestão activa de património através da renegociação de muitos dos contratos de arrendamento de forma a minorar os impactos da recessão económica √ perder o menor número de arrendatários possível e da finalização de alguns projectos de promoção imobiliária.
As carteiras sob gestão da Sociedade Gestora de Patrimónios Santander Gest registaram uma diminuição de volume de cerca de 55%.
Para a Santander Pensões, os retornos foram negativos reflectindo a turbulência verificada nos mercados. Os volumes sob gestão, no final de 2011, eram de 760,3 milhões de euros.
O difícil e complexo enquadramento em que vivemos e a grande incerteza que ainda envolve as dinâmicas económicas e financeiras no ano de 2012, quer em Portugal, quer no conjunto da zona euro, irão condicionar a actividade do Santander Totta.
A economia portuguesa prossegue um programa de ajustamento dos desequilíbrios macroeconómicos, após a formalização do pedido de assistência económica e financeira às entidades internacionais (FMI/UE/BCE). Este programa visa incrementar o potencial de crescimento da economia portuguesa, através de reformas estruturais, restaurar a sustentabilidade das contas públicas e reforçar a resiliência do sector financeiro, através do reforço dos capitais próprios e dos colaterais de financiamento, no âmbito de um processo de desalavancagem e financiamento a implementar até 2014.
Este programa terá necessariamente um efeito contraccionista na economia portuguesa em 2012, perspectivando-se um decréscimo de 3,1% no PIB, (de acordo com os últimos dados disponíveis do Banco de Portugal). Em simultâneo, os bancos terão de cumprir as metas do referido programa, através da implementação de um processo de desalavancagem gradual, de modo a alcançar um rácio de crédito/depósitos de 120%, no final de 2014 e diminuindo também o financiamento junto do Eurosistema. A implementação do programa terá um impacto negativo nos volumes de negócio, na eficiência e rendibilidade do sector bancário.
Atendendo a que, para além da grande exigência dos objectivos traçados, permanece alguma incerteza em relação às políticas que serão prosseguidas na Zona Euro para combater a crise da dívida soberana dos países periféricos, o Santander Totta irá prosseguir uma política muito prudente e selectiva no que respeita à concessão de crédito, mantendo um grande foco na captação de depósitos e no controlo da qualidade do risco da carteira de crédito.
Esta gestão cuidadosa do balanço visa a conciliação da manutenção de níveis de rentabilidade que protejam o capital exigido pelos reguladores com o apoio ao sector produtivo nacional, o qual é entendido pelo Banco como fundamental para permitir que a economia portuguesa recupere o seu potencial de crescimento, através de um modelo baseado no sector de bens transaccionáveis, e retome uma trajectória de sustentabilidade das suas contas públicas.
O posicionamento de proximidade que o Santander Totta mantém com o negócio e com as tomadas de decisão estratégicas do Banco marcou o rumo da actividade de Recursos Humanos em 2011.
A complexidade associada ao difícil contexto económico e social que caracterizou o ano exigiu um acompanhamento mais individualizado dos colaboradores e uma resposta ágil e adequada às variáveis que foram surgindo e em que se procurou aliar a estratégia e o rumo definidos pela Comissão Executiva às aspirações e motivações dos colaboradores.
No âmbito da proximidade às áreas e ao negócio foi mantida a linha de actuação com um reforço do modelo de acompanhamento das equipas. Os gestores de Recursos Humanos assumiram um papel preponderante no apoio directo aos responsáveis das áreas e ao desenvolvimento das carreiras dos colaboradores. A sua actuação baseou-se no acompanhamento próximo aos colaboradores com consequente gestão das oportunidades que se colocavam aos mesmos.
Este modelo de actuação foi preponderante para garantir uma equipa estável e dar resposta rápida às necessidades das equipas e consequentemente com reflexo na qualidade do serviço prestado aos clientes.
Os mais de 1.000 colaboradores entrevistados pelos gestores de Recursos Humanos e as cerca de 300 visitas efectuadas a balcões dão nota do esforço desenvolvido no sentido de conhecer e gerir o potencial interno do Banco.
A política de mobilidade e carreiras que o Banco tem vindo a concretizar continuou a merecer especial atenção, tendo sido divulgados 65 recrutamentos internos, 35 para as redes comerciais e 30 para os serviços centrais, que envolveram trabalhar cerca de 400 candidaturas internas. Foram efectuados 25 movimentações de colaboradores dos serviços centrais para a rede comercial, o que revela a estratégia consistente de reforço das funções comerciais no Banco.
A importância dada ao reconhecimento do mérito e contributo individual dos colaboradores para o sucesso do Banco fica também expressa nos 364 novos níveis salariais atribuídos e ao facto de 96% dos colaboradores terem
recebido remuneração variável, com os ajustes que os resultados ditaram.
No domínio da proximidade com as necessidades do negócio, a área de Formação deu um contributo de relevo, com a concretização de cerca de 160.000 horas de formação. Registou-se uma dinâmica acentuada na formação on line, sobretudo nas áreas mais técnicas, através da plataforma de E-Learning e Gestão da Formação, comum a todos os profissionais do Banco - o Santander Learning - num total de 36.214 horas e 5.216 assistentes de acções de formação.
O desenvolvimento de competências comerciais e de produtos e o apoio na preparação das equipas de balcão no que se refere à utilização das ferramentas ≈Ready/Arte∆ merecem particular destaque totalizando mais de 96.000 horas de formação.
Foram criados ainda programas de desenvolvimento para gestores Premium e gestores de Empresas da rede P&N, com o objectivo de adequar acções formativas e de desenvolvimento às necessidades individuais identificadas.
No domínio do desenvolvimento, realizaram-se 2 edições do ≈Programa Santander Futuro∆, programa exclusivamente dedicado aos colaboradores com 2 anos de antiguidade, com o objectivo de desenvolver competências de estratégia, negociação e networking.
No âmbito da colaboração junto das Universidades, o Santander Totta participou em feiras de emprego, Jobpartys, apresentações do Banco e teve a colaboração de alguns Directores que visitaram as suas antigas universidades para contar o seu percurso profissional.
A obtenção da certificação ≈Empresa Familiarmente Responsável∆, em finais de 2010 constituiu uma responsabilidade acrescida que reforçou o compromisso no sentido de garantir a aplicação das medidas existentes e reforçar e desenvolver novas iniciativas que permitam uma conciliação mais equilibrada entre a vida profissional e a vida pessoal.
Desenvolveram-se, ainda, iniciativas que têm por objectivo reforçar as vantagens de trabalhar no Santander e promover o diálogo entre os directivos e as suas equipas, traços dominantes do Programa ≈Santander És Tu∆.
O reconhecimento interno deste programa, expresso através dos resultados obtidos no ≈Que Tal de Clima∆ e o reconhecimento externo evidenciado através dos sucessivos prémios que têm distinguido o Santander Totta, e destacado no panorama da Gestão das Pessoas em Portugal (Prémio APG/2008, RH Magazine/2009, Empresa Mais Familiarmente Responsável e Certificação EFR em 2010 e Prémio OCI Inovação em Comunicação em 2011), traduzem os resultados alcançados em termos de o Banco ser ≈uma boa casa onde trabalhar∆.
A realização de mais uma edição da ≈Semana Santander És Tu∆, que este ano se desenrolou sob o mote ≈A Peça Chave És Tu∆, constituiu o ponto alto deste programa, concentrando uma série de actividades que envolvem todos os colaboradores e sintetizam o espírito associado a esta ≈marca∆, merecendo particular destaque o ≈Dia do Colaborador∆, o ≈Contacto Directo∆ com a visita dos Administradores a balcões e serviços centrais dos diversos distritos do país, e o ≈Mega Intercâmbio∆ que permite que os colaboradores conheçam na prática outros serviços.
≈Resistir e Fortalecer∆ foi o tema central da 4≤ edição da conferência ≈Gestão no Feminino∆, que contou com a participação de cerca de 200 Directivas, uma iniciativa destinada ao colectivo de mulheres com responsabilidade de gestão em distintas áreas do Banco, que tem por objectivo discutir temas da actualidade relacionados com o negócio. As conferências ≈Gestão no Feminino∆ constituem um marco importante na política de diversidade de género e um momento de reforço do orgulho e do sentido de pertença ao Grupo Santander.
Os filhos dos colaboradores continuaram a ter uma atenção particular, mantendo-se o prémio ≈Melhores Alunos∆ que distinguiu 20 filhos de colaboradores que terminaram o 12≥ ano com média superior a 16 valores e concretizaram-se os já habituais programas de ocupação de férias, Páscoa e Natal, que contaram com a participação de 60 crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos.
De forma a permitir um acesso mais facilitado a melhores condições de vida familiar, o Banco decidiu, em linha com o que tem sido prática nos últimos anos, considerar favoravelmente todos os pedidos apresentados no âmbito do concurso de crédito à habitação à taxa ACT tendo para o efeito disponibilizado um montante total da ordem de 64 milhões de euros.
Como já foi referido no capítulo de Responsabilidade Social Corporativa, o lançamento de um ≈Programa de Voluntariado∆ em que os colaboradores dispõem de 2 horas por mês do seu horário laboral para poderem participar em projectos de voluntariado, a ≈Operação Nariz Vermelho∆, a participação no programa ≈Solidarisa∆, as reedições das iniciativas ≈Natal numa
Caixa de Sapatos∆ e a ≈Recolha de Alimentos para o Banco Alimentar∆ foram as acções realizadas em 2011 que deram corpo à solidariedade.
Mantendo a estratégia de medir os níveis de satisfação interna de 2 em 2 anos, foi efectuada, em 2011, a 4≤ medição, através do questionário ≈Que Tal de Clima∆ registando-se um índice de participação de 71% do universo dos colaboradores e em que 97% dos colaboradores manifestou sentir orgulho em trabalhar no Santander Totta.
Os resultados revelam uma melhoria consistente e contínua de ano para ano, como é sintetizado no quadro seguinte.
| DIMENSOES | 2011 | 2009 | 2007 | 2006 |
|---|---|---|---|---|
| Credibilidade | 85% | 83% | 78% | 74% |
| Dinamica | 64% | 59% | 56% | 52% |
| Espirito de Equipa | 81% | 76% | 69% | 59% |
| Imparcialidade | 65% | 63% | 57% | 49% |
| Inovaçao | 81% | 80% | 75% | 70% |
| Liderança | 30% | 77% | 73% | 71% |
| Orgulho | 92% | 89% | 71% | 64% |
| Qualidade | 35% | 82% | 75% | 68% |
| Respeito | 76% | 73% | 64% | 64% |
| Santander Es Tu | 89% | 87% | na | na |
| Conciliação | 66% | na | 103 | na |
Integrada na Divisão Corporativa de Tecnologia e Operações, a área de Tecnologia e Sistemas de Negócio do Santander Totta é responsável pela disponibilização e gestão da infra-estrutura tecnológica e de processos do Banco, garantindo em permanência a adequação das plataformas de tecnologia (hardware, software, comunicações, etc), de processos de negócio e controlo operativo para suportar de forma eficiente a actividade do banco, com níveis controlados de risco operativo e tecnológico.
O ano 2011 foi marcado pela conclusão do projecto de implementação da plataforma corporativa Partenón/ Alhambra, marco fundamental para a estratégia global do Grupo Santander de deter uma plataforma tecnologicamente uniformizada para todas as unidades do grupo. Para além da finalização da implementação da plataforma, mantiveram-se as equipas focadas e os esforços concentrados na estabilização da mesma, dada a complexidade e dimensão que uma transformação como esta implica.
Por outro lado, foi dada prioridade à qualidade do serviço de tecnologia, com esforços dirigidos à performance do sistema, com foco na redução de consumos e aumento da disponibilidade do onlinede sistemas e redução dos
índices de incidências quer de online quer de batch. Foram realizados diversos projectos nestas três vertentes com resultados quantificáveis muito positivos.
Orientaram-se igualmente esforços no sentido de alinhar a tecnologia com as necessidades de negócio, investindose em plataformas de suporte a produtos transaccionais em canais remotos, como são exemplo a reformulação da plataforma de suporte à operação factoring e confirming e sua disponibilização no Netb@anco, o Gestor de Pagamentos e Cobranças, o acesso fácil para acesso ao Netb@anco e o upgrade da plataforma de mobile banking com layouts ajustados a cada um dos sistemas operativos dos dispositivos móveis. Por outro lado, foi dado suporte a iniciativas regulamentares, como as auditorias do Banco de Portugal, adaptação dos sistemas de pagamentos ao novo enquadramento europeu SEPA e a projectos de compliance ligados à melhoria dos sistemas de controlo no âmbito do branqueamento de capitais.
O modelo de governo e controlo interno foi trabalhado e robustecido com controlos adicionais, tendo os resultados deste trabalho sido claramente positivos na auditoria da ≈troika∆ ao modelo e sistemas de informação do Santander Totta com uma auditoria sem recomendações.
Privilegiando as disciplinas de compliance, continuidade operacional e qualidade, desenvolveram-se e foram implementadas, durante o ano de 2011, um conjunto de medidas adicionais que visaram melhorar a gestão eficiente e sustentável das tecnologias de informação, com o objectivo de reduzir gradualmente os níveis de risco operacional da actividade e garantir a sustentabilidade e continuidade do negócio. Nesta linha destaca-se a realização de diversos testes de ≈Disaster Recovery∆, visando assegurar a reposição dos sistemas de informação em caso de desastre e montagem de infraestruturas para apoio ao ≈Plano de Continuidade de Negócios∆.
Na área de processos operativos foram lançados vários projectos que visam a melhoria dos processos e o aumento da eficiência, como são exemplo o projecto de optimização operativa e funcional da Rede Empresas e do Private Banking, a racionalização e automatização dos processos da área de Recuperações e a consequente optimização do seu modelo de funcionamento e diversos projectos de melhoria do controlo operativo e redução do risco operacional. Iniciou-se o projecto de cumprimento que decorre da regulamentação norte americana FATCA.
Lançou-se, na unidade de ≈Meios de Rede∆, um programa de visitas a balcões com o objectivo de identificar debilidades de controlo e funcionamento operativo dos balcões de Particulares e Negócios e Empresas, e estabelecer com estes um programa de formação e melhoria operativa, em paralelo com o lançamento de iniciativas de melhorias aos actuais
processos operativos e de controlo. Cerca de metade dos balcões da rede foram presencialmente visitados por esta equipa, na sequência dos quais foram lançadas várias iniciativas de formação, apoio e melhoria.
A qualidade de serviço é um dos pilares do modelo de gestão do Santander Totta.
Em 2011, foi criado o Departamento de Experiência do cliente no seguimento do projecto PEC de 2010. Dar seguimento ao plano de melhorias operativas e cimentar o "valor máximo na relação", interna e externamente são os dois principais objectivos deste Departamento.
Foi criado, com efeito nos objectivos comerciais, um indicador de medição da recomendação e relação com os clientes designado de CEM. Dentro do projecto de sistemática comercial que o Banco lançou em 2011, designado Ready implementou-se uma família para planeamento e execução de contactos comerciais semanais com clientes especificamente de relação e proximidade.
Para apoiar estas duas áreas de actuação foi lançado o portal ≈redecem∆, onde cada colaborador pode ter acesso a métricas, análise de reclamações, dar ideias e / ou sugestões de melhorias e ter acesso a várias notícias e consultar os normativos de uma forma mais dinâmica com respostas a passatempos didácticos.
Quanto ao projecto Radar, para revisões de processos, deu-se continuidade à sua acção de intervenções mais específicas tendo em conta a implementação de melhorias no serviço ao cliente, em particular a nível do segmento Premium, no qual foi efectuado uma análise de suporte ao segmento para o reforço da orientação de banca de relação com estes clientes.
A implementação do sistema de gestão da qualidade assumiu já uma fase de velocidade cruzeiro e é já prática corrente na gestão das mais diversas áreas do Banco. Continuaram a reforçar-se os mecanismos previstos na norma ISO 9001-2008 e a melhorar continuamente as práticas de gestão tendo sempre como orientação a satisfação dos clientes.
No que respeita a reclamações de clientes registou-se uma diminuição de 8,3% das reclamações formais recebidas apesar do clima desfavorável que se viveu ao longo do ano.
O Santander Totta assume nas reclamações uma importante fonte de detecção de potenciais problemas e reais oportunidades de melhorar a relação com os seus clientes.
2011 foi também um ano importante na detecção das várias incidências e da rápida actuação sobre as mesmas no sentido de, com essa actuação, evitar que pequenas incidências de fácil resolução se transformassem em situações de enorme impacto nos clientes. Nesse sentido, o banco tem actuado na celeridade de resposta a reclamações dos clientes.
Ao longo dos anos o Banco foi construindo um sistema de métricas de qualidade que permite uma visão muito clara do nível de satisfação do cliente e nesse sentido poder tomar medidas de melhoria muito focadas e dirigidas aos clientes e às suas necessidades, quer através de dados dos sistemas do banco, quer através de inquéritos a clientes (cerca de 90.000 este ano), quer ainda através de clientes mistério que ajudam a medir a qualidade efectivamente prestada.
Ao nível das redes comerciais, Particulares e Negócios e Rede de Empresas, mantém-se o funcionamento pleno do META 100, indicador que incorpora diferentes avaliações (métricas operativas e de satisfação).
A percentagem de Balcões que apresentam valores no Indicador META 100 considerados superiores (indicador ≥ a 90 pontos) cresceu, em 2011 para níveis de 25%, crescimento de 10% face ao ano anterior o que revela uma boa evolução. Ao nível dos Centros de Empresas houve uma duplicação de centros com indicador ≥ a 90 pontos no META 100.
O estudo de posicionamento iniciado em 2010 apresentou, em 2011, uma melhoria significativa da satisfação dos clientes com o Santander Totta. A segunda vaga deste estudo (Setembro a Outubro) posicionou o Banco em segundo lugar face aos seus principais concorrentes. Esta evolução positiva é ainda comprovada por outros estudos, também eles independentes, que evidenciam uma forte melhoria na satisfação dos clientes do Banco.
O ano de 2011 ficou marcado pela agudização da crise da dívida soberana que se veio a materializar nas fortes descidas da notação de risco de Portugal e dos principais bancos a operar no país.
As tensões de liquidez associadas à grande volatilidade dos mercados e a descida dos níveis de confiança dos investidores traduziram-se nas crescentes dificuldades de financiamento do sistema.
Em Maio de 2011, o Governo Português formalizou o pedido de assistência financeira a instituições internacionais (União Europeia, FMI e BCE), no valor de 78 mil milhões de euros.
No âmbito deste programa estão a ser implementadas um conjunto de medidas que visam restaurar a sustentabilidade das finanças públicas, potenciar o crescimento económico e reforçar a resiliência do sector financeiro. No que respeita ao sector financeiro, os bancos terão de proceder à ≈desalavancagem∆ dos seus balanços de modo a obter um rácio ≈crédito/depósitos∆ de 120%, no final de 2014, diminuir gradualmente o financiamento junto do Eurosistema e cumprir com um rácio Core Tier I de 10% no final de 2012.
Neste contexto, a actividade bancária desenvolveu-se mediante grandes constrangimentos que conduziram a uma gestão de activos e de passivos no sentido da redução das carteiras de crédito e de títulos a par do maior enfoque na captação de depósitos.
Em 1 de Abril de 2011 ocorreu a fusão por incorporação da Totta Crédito Especializado Instituição Financeira de Crédito, S.A. (Totta IFIC) no Banco Santander Totta, sendo para efeitos contabilísticos reportada àquela data.
O Banco integrou os activos e passivos da Totta IFIC pelo valor contabilístico que apresentavam nas demonstrações financeiras em 31 de Março de 2011. A diferença face ao custo de aquisição foi registada directamente por contrapartida de capital próprio, como reserva de fusão.
Consequentemente, uma vez que o balanço e a demonstração de resultados dos períodos anteriores não foram reexpressos, os activos, passivos, custos e proveitos do Banco em 2011 não são directamente comparáveis com os de 2010.
O Banco Santander Totta implementou uma estratégia que teve como prioridade a desalavancagem do balanço, com a diminuição do rácio de transformação dos depósitos em crédito que, no final de 2011, se fixou em 143,8% (de acordo com a instrução 23/2011 do Banco de Portugal). Os depósitos de clientes aumentaram 10,2% e o crédito bruto (incluindo garantias) registou uma diminuição de 4,5%. A evolução do crédito concedido reflectiu também a venda de créditos cujo valor, no final de 2011, ascendeu a 1,7 mil milhões de euros (2,5 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2011) e o facto de este ano o crédito especializado fazer parte do perímetro de consolidação, decorrente da fusão da Totta IFIC no Banco Santander Totta. Expurgando o efeito da venda de créditos e em perímetro constante, a redução do crédito teria sido de -8,1%.
A diminuição do activo foi também influenciada pela venda de títulos da carteira de investimento, ocorrida no primeiro semestre do ano, o que permitiu o reforço dos rácios de capital. Em Dezembro de 2011, o rácio de adequação de fundos próprios de base Tier I fixou-se em 10,3% e o rácio Core Capital atingiu 9,1%.
O Banco Santander Totta registou um resultado líquido consolidado recorrente de 128,0 milhões de euros, em comparação com 323,9 milhões de euros contabilizados no período homólogo do ano anterior.
O produto bancário (recorrente) reduziu-se 18,0% e os custos operacionais decresceram 1,8% face ao valor alcançado em 2010. A imparidade, provisões e outros resultados registaram um aumento de 72,7%. A venda de carteiras de crédito e de títulos e a constituição de uma provisão extraordinária relacionada com um erro de imputação ocorrido na actividade de gestão de activos, gerou menos valias líquidas no valor de 80,8 milhões de euros, o que conduziu a um resultado líquido consolidado de 47,1 milhões de euros.

| milhões de euros | Dez-11 Dez-11 |
Dez-10 Dez-10 |
Var. |
|---|---|---|---|
| Margem Financeira Estrita | 543,5 | 673,6 | -19,3% |
| Rendimento de Instrumentos de Capital | 1,3 | 4,3 | -70,3% |
| Margem Financeira | 544,8 544,8 |
677,9 677,9 |
-19,6% |
| Comissões Líquidas e Out.Result. Actividade Bancária | 328,8 | 344,5 | -4,5% |
| Margem Comercial | 873,6 873,6 |
1.022,3 1.022,3 |
-14,5% |
| Resultado de Operações Financeiras | 8,4 | 53,5 | -84,3% |
| Produto Bancário | 882,0 882,0 |
1.075,8 1.075,8 1.075,8 |
-18,0% |
| Custos Operacionais | (506,9) (506,9) |
(516,2) (516,2) |
-1,8% |
| Custos com Pessoal | (296,6) | (296,7) | -0,0% |
| Gastos Gerais | (146,9) | (153,2) | -4,1% |
| Amortizações | (63,4) | (66,3) | -4,5% |
| Resultado de Exploração | 375,2 375,2 |
559,6 559,6 |
-32,9% |
| Imparidade, Provisões e Outros Resultados | (254,3) | (147,2) | +72,7% |
| Resultado Antes de Impostos e I.M. | 120,9 120,9 |
412,3 412,3 |
-70,7% |
| Impostos | 7,0 | (84,3) | -108,3% |
| Resultado Após Impostos | 127,9 127,9 |
328,0 328,0 |
-61,0% |
| Interesses Minoritários | 0,1 | (4,1) | -101,3% |
| Resultado Consolidado do Exercício (recorrente) (recorrente) |
128,0 128, 0 |
323,9 323,9 |
-60,5% |
| Resultado de Activos | (80,8) | 75,3 | -207,4% |
| Resultado Consolidado do Exercício | 47,1 47,1 |
399,2 399,2 |
-88,2% |
No final 2011, o Banco Santander Totta obteve um resultado líquido consolidado recorrente de 128,0 milhões de euros, em comparação com 323,9 milhões de euros contabilizados no período homólogo do ano anterior, recuando 60,5%. O produto bancário diminuiu 18,0%, os custos operacionais decresceram 1,8% e a imparidade, provisões e outros resultados tiveram um aumento homólogo de 72,7%.
Decorrente do processo de desalavancagem do balanço, o Banco Santander Totta alienou carteiras de crédito e de títulos, gerando menos valias líquidas no valor de 55,0
milhões de euros, e efectuou uma provisão extraordinária de 25,8 milhões de euros relacionada com um erro de imputação ocorrido na actividade de gestão de activos, o que conduziu a um resultado líquido consolidado de 47,1 milhões de euros, que compara com 399,2 milhões de euros contabilizados no ano anterior.
A margem financeira estrita, principal componente das receitas, totalizou 543,5 milhões de euros, correspondendo a uma diminuição de 19,3%. Não obstante a prossecução de uma gestão prudente de spreads, a evolução da margem financeira reflectiu a
diminuição da carteira de crédito e de títulos e o aumento dos custos de financiamento, por maior pressão das margens de passivo.
As comissões líquidas e outros resultados da actividade bancária cifraram-se em 328,8 milhões de euros, valor que compara com 344,5 milhões de euros em igual período do ano transacto, decrescendo 4,5%. De salientar o desempenho favorável das comissões das grandes empresas e de meios de pagamento, embora minorado pelo pior comportamento das comissões de crédito (especialmente de hipotecário), de distribuição de fundos de investimento e de seguros, e pelo registo de custos com o Sistema de Indemnizações a Investidores para ressarcir os antigos clientes do Banco Privado Português.
O resultado de operações financeiras (excluindo as menos valias geradas pela venda de activos) ascendeu a 8,4 milhões de euros, equivalente a uma descida de 84,3% face ao período homólogo. Esta evolução foi influenciada pela valorização a mercado de títulos da dívida pública portuguesa registados na carteira de negociação.
O produto bancário recorrente atingiu 882,0 milhões de euros, com uma diminuição de 18,0% em relação a 2010.

Os custos operacionais que agregam os custos com pessoal, os gastos gerais e as amortizações, totalizaram 506,9 milhões de euros, uma variação de -1,8%, estabilizando nos custos com pessoal e diminuindo nas restantes componentes: -4,1% nos gastos gerais e -4,5% nas amortizações, revelando uma política de controlo rigoroso dos custos, fundamental num contexto de decréscimo do produto bancário.
| milhões de euros | Dez-11 Dez-11 |
Dez-10 Dez-10 |
Var. |
|---|---|---|---|
| Custos com Pessoal | (296,6) | (296,7) | -0,0% |
| Gastos Gerais | (146,9) | (153,2) | -4,1% |
| Custos de Transformação | (443,5) (443,5) |
(449,9)(449,9) (449,9) |
-1,4% |
| Amortizações | (63,4) | (66,3) | -4,5% |
| Custos Operacionais | (506,9) (506,9) |
(516,2)(516,2) (516,2) |
-1,8% |
| Rácio de Eficiência (exclui amortizações) de Eficiência |
50,3% 50,3% |
41,8% 41,8% |
+8,5 p.p. |
| Rácio de Eficiência | 57,5% 57,5% |
48,0% 48,0% |
+9,5 p.p. |
O rácio de eficiência, que representa os custos operacionais em percentagem do produto bancário, aumentou de 48,0% em 2010 para 57,5% em 2011, em consequência da conjugação da descida das receitas em 18,0% e dos custos operacionais em 1,8%.

O resultado de exploração recorrente de 375,2 milhões de euros foi inferior ao valor alcançado no final de 2010 em 32,9%.
Quanto a indicadores de produtividade, destaca-se a evolução dos recursos por ponto de atendimento.
| milhões de euros | Dez-11 Dez-11 |
Dez-10 Dez-10 |
Var. |
|---|---|---|---|
| Crédito(1) por Colaborador | 5,3 | 5,5 | -3,1% |
| Recursos por Colaborador | 4,8 | 4,8 | +0,9% |
| Crédito(1) por Ponto de Atendimento(2) | 42,7 | 42,2 | +1,2% |
| Recursos por Ponto de Atendimento(2) | 39,1 | 37,0 | +5,5% |
(1) Inclui garantias.
(2) Inclui agências, centros empresa, sucursais e escritórios de representação
O total de imparidade, provisões e outros resultados cifrou-se em 254,3 milhões de euros em comparação com 147,2 milhões de euros contabilizados no período homólogo, ou seja mais 72,7%. O Banco Santander Totta manteve uma política conservadora e prudente na gestão do risco, numa conjuntura de degradação dos indicadores da qualidade dos activos decorrente do enquadramento económico recessivo.
O resultado líquido consolidado (recorrente), no final de 2011, foi de 128,0 milhões de euros, equivalente a uma diminuição homóloga de 60,5%. Com o registo de menos valias líquidas no montante de 80,8 milhões de
euros, em 2011, o Banco Santander Totta contabilizou um resultado líquido consolidado de 47,1 milhões de euros, em comparação com 399,2 milhões de euros alcançados no ano anterior. Em 2010, foram registados resultados não recorrentes no valor de 75,3 milhões de euros, referentes à valorização da posição na Unicre (21,2 milhões de euros) e à redução da exposição ao Banco Caixa Geral Totta Angola (54,0 milhões de euros).
Perante as restrições de liquidez no acesso dos bancos aos mercados de financiamento internacional e o compromisso assumido no programa de ajustamento económico e financeiro, a desalavancagem do balanço foi a principal prioridade, através do aumento da captação
de recursos de clientes de balanço, da venda de activos e do abrandamento na concessão de novos créditos, determinando uma melhoria do rácio de transformação de depósitos em crédito.
| milhões de euros | Dez-11 Dez-11 |
Dez-10 Dez-10 |
Var. |
|---|---|---|---|
| Volume de Negócio (1) | 58.455 58.455 |
60.042 60.042 |
-2,6% |
| (2) Crédito Bruto (inclui garantias e avales) Crédito Bruto |
30.532 30.532 |
31.973 31.973 |
-4,5% |
| Crédito Bruto | 29.044 29.044 |
30.271 30.271 |
-4,1% |
| do qual | |||
| Banca Comercial | 27.170 27.170 |
26.001 26.001 |
+4,5% |
| Crédito a Empresas | 9.045 | 7.531 | +20,1% |
| Negócios | 3.603 | 3.044 | +18,4% |
| Rede Empresas | 5.442 | 4.487 | +21,3% |
| Crédito a Particulares | 18.126 | 18.470 | -1,9% |
| do qual | |||
| Habitação | 16.032 | 16.452 | -2,6% |
| Consumo | 1.516 | 1.610 | -5,9% |
| Grandes Empresas e Institucionais | 1.714 1.714 |
3.501 3.501 |
-51,0% |
| Recursos de Clientes | 27.922 27.922 |
28.069 28.069 |
-0,5% |
| Banca Comercial | 24.141 24.141 |
23.041 23.041 |
+4,8% |
| Recursos de Particulares e Negócios | 22.240 | 21.569 | +3,1% |
| Depósitos | 15.628 | 13.794 | +13,3% |
| Titulos coloc.em clientes, fundos inv., seg.cap.e outros | 6.613 | 7.775 | -15,0% |
| Recursos de Empresas | 1.900 | 1.472 | +29,1% |
| Recursos de Grandes Empresas, Institucionais e Outros os |
3.782 3.782 |
5.028 | -24,8% |
(1) Inclui securitização, papel comercial, garantias e avales
(2) Excluíndo a venda de créditos em 2011 e incluíndo o crédito da IFIC-Totta Crédito Especializado em 2010, a variação do crédito teria sido -8,1%
No final de 2011, o volume de negócio totalizou 58,5 mil milhões de euros, para o qual contribuiu o crédito (incluindo garantias), que desceu 4,5% para um total de 30,5 mil milhões de euros, o qual sem o efeito da venda de créditos e em perímetro constante, teria diminuído -8,1%. Por seu turno os recursos de clientes registaram um decréscimo de -0,5%, situando-se em 27,9 mil milhões de euros, com destaque para o crescimento de 10,2% dos depósitos.
A contracção do crédito enquadra-se na necessidade de desalavancagem do balanço, mediante a imposição de condições mais restritivas de oferta, como sejam o aumento dos spreads de crédito ou a exigência de garantias superiores, e pela redução da procura, relacionada com a forte deterioração da actividade
económica e com o decréscimo do rendimento disponível.
O crédito concedido a empresas cifrou-se em 9,0 mil milhões de euros, com um crescimento de 20,1%. Caso se considere o crédito especializado a fazer parte do perímetro de consolidação em 2010, teria havido um decréscimo de 13,2%.
O crédito concedido a particulares situou-se em 18,1 mil milhões de euros, apresentando uma descida de 1,9%, com variações de -2,6% no crédito à habitação e de -5,9% no crédito ao consumo.

Cr é d it o a c lie n t e s * (m il m ilhões d e euros)
* Inclui secur it ização, p ap el com ercial, garantias e avales
Não obstante um agravamento dos indicadores da qualidade do crédito, pela deterioração da situação económica, os rácios apresentados pelo Banco Santander Totta comparam favoravelmente com a média do sistema bancário nacional, de acordo com os últimos dados estatísticos publicados. No final de 2011, o rácio de crédito vencido a mais de 90 dias atingiu 2,16% (+0,7p.p. face ao período homólogo). A respectiva cobertura por provisões situou-se em 107,1% (115,1% em 2010). O rácio de crédito com incumprimento cifrouse em 2,21% no final de 2011, acima dos 1,44% apurados em 2010, com cobertura por provisões de 104,5% (113,8% em 2010). Por seu turno, o crédito em risco representou 2,84% do crédito total (1,80% no ano anterior), com cobertura por provisões de 80,5% (93,5% em 2010).
| Dez-11 Dez-11 |
Dez-10 | Var. | |
|---|---|---|---|
| Credito Vencido s/ Clientes / Crédito Total | 2,35% | 1,52% | +0,8 p.p. |
| Crédito Vencido + 90 dias / Crédito Total | 2,16% | 1,43% | +0,7 p.p. |
| Crédito com Incumprimento / Crédito Total | 2,21% | 1,44% | +0,8 p.p. |
| Crédito em Risco / Crédito Total | 2,84% | 1,80% | +1,0 p.p. |
| Cobertura de Crédito Vencido | 98,6% | 107,8% | -9,2 p.p. |
| Cobertura de Crédito Vencido + 90 dias | 107,1% | 115,1% | -8,0 p.p. |
| Cobertura de Crédito com Incumprimento | 104,5% | 113,8% | -9,4 p.p. |
| Cobertura de Crédito em Risco | 80,5% | 93,5% | -13,0 p.p. |
Nos recursos, destaca-se o total de depósitos captados que aumentaram 10,2%, face ao mesmo período do ano anterior.

O ano de 2011 caracterizou-se pela maior apetência dos aforradores por depósitos bancários, em detrimento dos produtos de maior risco. A banca melhorou a respectiva remuneração, visto os depósitos representarem uma fonte de financiamento privilegiada num enquadramento de escassez de liquidez nos mercados de financiamento internacional. Os depósitos de particulares e negócios registaram um aumento de 13,3% e os recursos da rede de empresas subiram 29,1%, em relação ao período homólogo de 2010. Este crescimento foi obtido pela captação da poupança e pela conversão de activos financeiros fora do balanço, como fundos de investimento e seguros financeiros.
Os recursos de balanço somaram 20,3 mil milhões de euros, representando 72,8% do total de recursos captados de clientes, e registando um crescimento de 9,4%, enquanto os recursos fora do balanço ascenderam a 7,6 mil milhões de euros, tendo decrescido 19,9% face ao registado em 2010. Esta evolução reflectiu uma maior instabilidade verificada nos mercados de obrigações e de acções, levando a uma maior aversão ao risco por parte dos investidores, bem como pela necessidade de desalavancagem, com o enfoque nos recursos de balanço. Os fundos de investimento decresceram 38,0%, ao atingirem 2,8 mil milhões de euros. Os seguros de capitalização e outros recursos cifraram-se em 4,8 mil milhões de euros, evidenciando uma regressão de 3,6% em relação ao ano transacto.
O rácio de transformação dos depósitos em crédito, no final de 2011, fixou-se em 143,8%, diminuindo 22,5p.p. em relação aos 166,3% de 2010, de acordo com a instrução 23/2011 do Banco de Portugal.
| m ilh õ e s d e e u r os | De z-11 De z-11 |
De De z -10 -10 |
Va r . |
|---|---|---|---|
| Re cu r s o s d e Clie n t e s | 27 922 | 28 069 | -0,5% |
| Recursos d e Balanço | 20 315 | 18 566 | + 9,4% |
| Depósitos | 19 844 | 18 006 | + 10,2% |
| Débitos rep res.p or títulos colocad os junto d e clientes | 471 | 559 | -15,8% |
| Recursos fora d o Balanço | 7 607 | 9 503 | -19,9% |
| Fund os d e inv estim ento | 2 807 | 4 524 | -38,0% |
| Seguros e outros recursos | 4 800 | 4 979 | -3,6% |
Em 2011, o rácio de adequação de fundos próprios de base Tier I fixou-se em 10,3% e o rácio Core Capital atingiu 9,1%, acima dos 9% exigidos pelo Banco de Portugal, incluindo a retenção do resultado gerado
(10,2% e 8,8% em 2010). Excluindo os resultados gerados, os rácios de fundos próprios de base Tier I e Core Capital atingiram 10,3% e 9,1%, respectivamente.
| m i lh õ es d e e u r o s | De z -11 -11 |
De z -10 -10 |
V a r . V |
|---|---|---|---|
| To ta l d e F un d os Pró p rio s | 2.135 | 2.248 | -5,0% |
| Fu n do s Próp ri os d e B ase Fu n do s Próp ri os Com p le m e ntare s e De d uçõ e s |
2.141 -6 |
2.257 -9 |
-5,2% -33,6% |
| Activ o s e Ext rap at rim on ia is p on d erad o s p e lo r isco | 20.783 | 22.232 | -6,5% |
| R ác io Co r e Ca p it a l | 9,1% 9,1% |
8,8% 8,8% = |
+ 0 ,3 p .p . + 0 ,3 p .p . |
| R ác io d e A d e q u aç ão d e F u n d o s P r óp ri o s d e B a s e (T ie r I ) ) |
1 0,3% 1 0,3% |
1 0,2% 0,2% | + 0 ,1 p .p . + 0 ,1 p .p |
| R ác io d e A d e q u aç ão d e F u n d o s P r óp ri o s ác q u aç ão d F u n d o s P óp ri o s |
1 0,3% 0,3% |
1 0,1% 0,1% | + 0 ,2 p .p . 0 ,2 |
O Banco Santander Totta registou um resultado líquido recorrente, em termos de contas individuais, de 44,3 milhões de euros no final do exercício de 2011, traduzindo um decréscimo de 84,3% em relação aos 282,0 milhões de euros contabilizados em 2010.
Desenvolvendo a sua actividade num contexto económico e financeiro difícil, o Banco obteve um produto bancário (recorrente) de 810,2 milhões de euros em 2011, que compara com 938,5 milhões em 2010, com um decréscimo de 13,7%. Esta evolução resultou principalmente da descida da margem financeira.
Os custos operacionais cifraram-se em 500,8 milhões de euros, descendo 0,8% em relação ao período homólogo. O rácio de eficiência recorrente aumentou 8,0 p.p. passando de 53,8% em 2010 para 61,8% em 2011.
A evolução conjunta das receitas e dos custos conduziu a um resultado de exploração de 309,4 milhões de euros, 28,6% inferior ao valor obtido no ano anterior.
A imparidade e outras provisões registaram um aumento de 213,7%, ao revelarem um valor de 291,3 milhões de euros em 2011. A venda de carteiras de crédito e de títulos gerou menos valias líquidas no valor de 22,0 milhões de euros, levando a um resultado líquido de 22,3 milhões de euros no exercício de 2011, inferior em 92,1% ao do ano anterior.
No final de 2011, o volume de negócio ascendeu a 55,0 mil milhões de euros, representando uma subida face ao período homólogo de 5,7%, para o qual contribuiu o
crédito (incluindo garantias), que aumentou 9,8% ao atingir 27,7 mil milhões de euros, e os recursos de clientes com um incremento de 1,8%, totalizando 27,3 mil milhões de euros.
| milhões de euros | Dez-11 Dez-11 |
Dez-10 Dez-10 |
Var. |
|---|---|---|---|
| Volume de Negócio (1) | 55.033 55.033 |
52.082 52.082 |
+5,7% |
| Crédito Bruto (inclui garantias e avales) | 27.694 27.694 |
25.233 25.233 |
+9,8% |
| Crédito Bruto | 26.205 26.205 |
23.529 23.529 |
+11,4% |
| Recursos de Clientes | 27.339 27.339 |
26.849 26.849 |
+1,8% |
| Banca Comercial | 24.141 24.141 |
23.041 23.041 |
+4,8% |
| Recursos de Particulares e Negócios | 22.240 | 21.569 | +3,1% |
| Depósitos | 15.628 | 13.794 | +13,3% |
| Titulos coloc. em clientes, fundos inv., seg.cap.e outros | 6.613 | 7.775 | -15,0% |
| Recursos de Empresas | 1.900 | 1.472 | +29,1% |
| Recursos de Grandes Empresas, Institucionais e Outros tros |
3.198 3.198 |
3.808 | -16,0% |
(1) Inclui securitização, papel comercial, garantias e avales
O crescimento homólogo de 1,8% dos recursos de clientes foi suportado pelos recursos de balanço, os quais revelaram um incremento de 9,3%, salientando-se a subida de 10,1% nos depósitos que representam 73,5% dos recursos totais, enquanto os recursos fora do balanço decresceram 15,7%, reflectindo uma maior instabilidade verificada nos mercados de obrigações e de acções,
levando a uma maior aversão ao risco por parte dos investidores, bem como pela necessidade de desalavancagem, com o enfoque nos recursos de balanço.
| milhões de euros | Dez-11 Dez-11 |
Dez-10 Dez-10 |
Var. |
|---|---|---|---|
| Recursos de Clientes | 27.339 27.339 |
26.849 26.849 |
+1,8% |
| Recursos de Balanço | 20.569 | 18.822 | +9,3% |
| Depósitos | 20.099 | 18.262 | +10,1% |
| Débitos representados por títulos colocados em clientes | 471 | 559 | -15,8% |
| Recursos fora do Balanço | 6.770 | 8.028 | -15,7% |
| Fundos de investimento | 2.029 | 3.179 | -36,2% |
| Seguros e outros recursos | 4.741 | 4.848 | -2,2% |
Em 2011, os rácios Core Capital e Tier I situaram-se em 8,0% e 9,4%.
| m i lh õe s d e e ur os | D e z-11 D z-11 |
D e z -10 e -10 |
V a r . a |
|---|---|---|---|
| To ta l d e F un d os P ró p rio s | 2.340 | 2.344 | -0,2% |
| Fu n do s P róp ri os d e B ase Fu n do s P róp ri os Com p le m enta res e De d uçõ e s |
1.935 405 |
1.963 381 |
-1,4% + 6,4% |
| Activ o s e Ext rap at rim on ia is p on d erad o s p e lo r isco | 20.485 | 22.189 | -7,7% |
| R á c io Co r e Ca p it al | 8 ,0 % % 8 % |
7 ,5 % % % |
+ + 0,5 p .p . .p |
| R á c io d e A d e q u a ç ã o d e F u n d o s P r óp ri o s d e B a s e (T ie r I ) I ) |
9 ,4 % 9 % 9 ,4 % |
8 ,8 % % | + 0,6 p .p . + 0,6 p .p . |
| R á c io d e A d e q u a ç ã o d e F u n d o s P r óp ri o s c A q ç o e u s P óp s |
11 ,4 % % 11 ,4 % |
10 ,6 % 10 ,6 % 10 % | + 0,8 p .p . + 0,8 p .p . |
Na linha da política corporativa do Grupo em que se insere, a qualidade na gestão do risco no Santander Totta constitui um eixo fundamental de actuação. A prudência na gestão do risco aliada à utilização de técnicas avançadas de gestão tem sido um factor decisivo, particularmente numa conjuntura de grande volatilidade nos mercados financeiros.
No exercício de 2011, a actividade da área de Riscos de Crédito teve como vectores principais os seguintes:
adaptar os encargos dos clientes à sua capacidade de reembolso face ao novo enquadramento macroeconómico. Para o efeito, procedeu-se à adequação das estratégias de admissão nos sistemas de decisão do Banco e à utilização dos sistemas comportamentais para a identificação de medidas de prevenção a oferecer junto dos clientes;

Nota: os dados de mercado em 2011 referem-se a Junho (Rel. Estabilidade Financeira)
O risco de crédito é originado pela possibilidade de perdas derivadas do incumprimento, total ou parcial, das obrigações financeiras contraídas para com o Banco por parte dos seus clientes.
A organização da função de riscos de crédito no Santander Totta está especializada em função da tipologia de clientes, diferenciando-se, ao longo de todo o processo de gestão do risco, entre clientes encarteirados e clientes standardizados (não encarteirados).
O Santander Totta utiliza modelos próprios de atribuição de classificação em solvência ou ratings internos, para os diferentes segmentos de clientes, os quais utiliza para medir a qualidade creditícia de um cliente ou operação
correspondendo cada rating a uma probabilidade de incumprimento.
As ferramentas de classificação globais são aplicadas aos segmentos de risco país, entidades financeiras e Banca Maiorista Global, tanto na determinação do seu rating como no acompanhamento dos riscos assumidos. Estas ferramentas atribuem um rating a cada cliente em resultado de um módulo quantitativo, ou automático, baseado em dados/rácios de balanço ou variáveis macroeconómicas complementado pela análise efectuada pelo analista de riscos que acompanha o cliente.
No caso das empresas e instituições de banca minorista, a atribuição de um rating está baseada nos mesmos módulos que os acima referidos, neste caso quantitativo ou automático (analisando o comportamento creditício de uma amostra de clientes e a sua correlação com um conjunto de dados e rácios contabilísticos) e qualitativo, a cargo da análise do analista de riscos, o qual tem a obrigação de efectuar uma revisão final do rating atribuído.
Os ratings atribuídos são revistos periodicamente, incorporando a nova informação financeira que entretanto tenha ficado disponível bem como, ao nível qualitativo, a experiência decorrente da avaliação da relação creditícia existente. Esta periodicidade aumenta no caso dos clientes em que os sistemas internos de alerta e classificação de risco assim o exijam.
Para as carteiras de riscos standardizados, tanto de particulares como de negócios não encarteirados, estão implementadas ferramentas de scoring que atribuem automaticamente uma valoração/decisão das operações apresentadas. Estas ferramentas de decisão são complementadas com um modelo de scoring comportamental, instrumento que permite uma maior preditibilidade dos riscos assumidos e que são utilizados tanto para pré-venda como para venda.
A valoração do cliente e/ou operação, mediante rating ou scoring, constitui uma avaliação da capacidade creditícia, a qual se quantifica através da probabilidade de incumprimento (probability of default ou PD). Para além da valoração efectuada do cliente, a análise quantitativa do risco considera outros aspectos como o prazo da operação, o tipo de produto e as garantias existentes. Desta maneira não só se tem em conta a probabilidade de que o cliente incumpra nas suas obrigações contratuais (PD) como também se estima o montante do incumprimento (exposure at default ou EAD) e a percentagem do EAD que não poderá ser recuperado (loss given defaultou LGD).
São estes os factores (PD, LGD e EAD) que constituem os principais parâmetros de risco de crédito, permitindo com a sua combinação o cálculo da perda esperada e da perda inesperada. A perda esperada (ou perda provável) é considerada como mais um custo de actividade (reflectindo o prémio de risco), sendo este custo convenientemente repercutido no preço das operações. A perda inesperada, que é a base do cálculo do capital regulatório segundo as normas do acordo de capital de Basileia (BIS II), reporta-se a um nível de perda muito elevado, contudo pouco provável, o qual atendendo à sua natureza não se considera como recorrente pelo que deve ser devidamente coberto pelos capitais próprios.
Nas empresas de média e pequena dimensão, a informação de balanço serve não só para a atribuição do rating, mas também para a obtenção de factores explicativos da probabilidade de incumprimento. Nas carteiras de retalho, a PD calcula-se observando as entradas em morosidade correlacionando-as com o scoring atribuído às operações. Exceptuam-se as carteiras em que, derivado da menor experiência interna de incumprimentos, tais como instituições financeiras, risco país ou Banca Maiorista Global, o cálculo destes parâmetros é efectuado com base em fontes alternativas de informação, como preços de mercado ou estudos de agências de reconhecida experiência e competência com um portefólio de um número suficiente de entidades (estas carteiras são designadas de low default portfolio).
O cálculo da LGD baseia-se na observação do processo de recuperação das operações em incumprimento, tendo em conta não só as receitas e custos associados a este processo, mas também o momento em que os mesmos se produzem e os custos indirectos que decorrem da actividade de recuperação.
A estimação da EAD assenta na comparação do uso das linhas comprometidas no momento do incumprimento e numa situação normal, de modo a identificar o consumo real das linhas no momento em que se verifica o incumprimento.
Os parâmetros estimados são logo adstritos a operações que se encontram em situação normal sendo diferenciada para as carteiras low defaulte para as restantes.
O processo de gestão de riscos consiste em identificar, medir, analisar, controlar, negociar e decidir relativamente aos riscos incorridos pela operativa do Banco.
Este processo inicia-se nas áreas de negócio, que propõem uma dada propensão ao risco. Estes riscos são analisados e decididos em comités próprios, os quais actuam por competências delegadas pela Comissão
Executiva no Conselho Superior de Crédito (CSC). É o CSC que estabelece as políticas e procedimentos de riscos e estabelece os limites e delegações de faculdades.
O estabelecimento de limites de riscos é concebido como um processo dinâmico que identifica o perfil de riscos que o Banco está na disposição de assumir, mediante a avaliação das propostas de negócio e a opinião da área de Riscos.
Ao nível dos grandes grupos corporativos utiliza-se um modelo de pré-classificações baseado num sistema de medição e seguimento de capital económico.
Ao nível dos riscos encarteirados, o nível mais básico é o de cliente e quando concorrem determinadas características √ geralmente um nível de importância relativa √ é objecto de um limite individual, habitualmente designado de pré-classificação, através de um sistema mais simplificado e normalmente para aqueles clientes que cumprem determinados requisitos (bom conhecimento, rating, etc.).
Ao nível dos riscos standardizados, o processo de planificação e estabelecimento de limites realiza-se mediante a elaboração conjunta, pela área de Riscos e de Negócio, de programas de gestão de crédito (PGC) onde se reflectem os resultados esperados do negócio em termos de risco e rendibilidade, assim como os limites a que se deve sujeitar a actividade e a gestão de riscos associada.
O estudo do risco é um requisito prévio à autorização de qualquer operação de crédito no Banco Santander Totta. Este estudo consiste em analisar a capacidade do cliente em fazer face aos compromissos contratuais para com o Banco, o que implica analisar a qualidade creditícia do cliente, as suas operações de crédito, a sua solvência e sua rendibilidade. Adicionalmente, também se efectua um estudo e revisão do rating atribuído sempre que se verifique um alerta ou evento que afecte o cliente/operação.
O processo de decisão de operações tem por objecto a análise e decisão das mesmas, tomando em consideração o perfil dos riscos e os elementos relevantes da operação na definição de um equilíbrio entre o risco e a rendibilidade.
De modo a manter um adequado controlo da qualidade creditícia da carteira, para além das acções desenvolvidas pela Auditoria Interna, encontra-se estabelecida dentro da área de Riscos a função específica de seguimento,
composta por equipas e responsáveis próprios. Esta função está também especializada em função da segmentação de clientes e assenta fundamentalmente num processo contínuo de observação que permite detectar antecipadamente as incidências que possam vir a ocorrer na evolução do risco, das operações e do cliente, com a finalidade de empreender, por antecipação, acções destinadas a mitigá-los.
A gestão de recuperações no Santander Totta é uma actividade estratégica, integral e de negócio. Os objectivos específicos do processo de recuperações são os seguintes:
A actividade de recuperações está estruturada de acordo com a segmentação comercial dos clientes: Particulares & Negócios e Empresas, com modelos de gestão específicos. A gestão de recuperações, assim segmentada, respeita ainda as distintas fases de gestão: gestão preventiva, gestão de irregulares e gestão de morosidade e falidos, as quais contam com modelos, estratégias e circuitos específicos. Toda esta actividade é partilhada com as áreas de negócio.
O risco de contraparte, latente em contratos realizados em mercados financeiros √ mercados organizados ou o chamado mercado de balcão (OTC) √ corresponde à possibilidade de incumprimento pelas contrapartes dos termos contratados e subsequente ocorrência de perdas financeiras para a instituição.
Os tipos de transacções abrangidos incluem a compra e venda de valores mobiliários, operações de mercado monetário interbancário, a contratação de ≈repos∆, empréstimos de valores mobiliários e instrumentos derivados.
O controlo destes riscos é efectuado através de um sistema integrado que permite o registo dos limites aprovados e providencia a informação de disponibilidade dos mesmos para os diferentes produtos e maturidades. O mesmo sistema permite ainda que seja controlada de forma transversal a concentração de riscos para determinados grupos de clientes/contrapartes.
O risco em posições de derivados, denominado Risco Equivalente de Crédito (REC), é calculado como sendo a soma do valor presente de cada contrato (ou custo actual de substituição) com o respectivo risco potencial, componente que reflecte uma estimativa do valor máximo esperado até ao vencimento, consoante as volatilidades dos factores de mercado subjacentes e a estrutura de fluxos contratada.
Durante o ano de 2011, verificou-se uma redução significativa da actividade em derivados, com uma diminuição acentuada do número de clientes e de operações em curso. Quanto às famílias de produtos e segmentos que mais contribuíram para a referida tendência, destacaram-se os contratos sobre taxa de juro bem como os contratos em curso com instituições financeiras. Em paralelo verificou-se um aumento generalizado do valor presente dos contratos em curso (Mark-to-Market) devido à evolução dos níveis e volatilidade das taxas de juro, em particular das taxas Euribor.
| l ota | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| <1 Ano | 1-5 Anos | 5-10 Anos | >10 Anos | ota | |
| Derivados Taxa de Juro | 91 979 | 228 251 | 546 306 | 1 166 415 | 2 032 951 |
| Derivados Taxa de Câmbio | 7 372 | 7 888 | 65 888 | 80 949 | |
| Derivados Equity | 675 | 5 653 | 7 329 | ||
| Total | 101 026 | 241 793 | 611 995 | 1 166 415 | 2 121 229 |
O segmento de medição, controlo e acompanhamento de riscos financeiros engloba as operações onde se assume risco patrimonial. O risco provém da variação dos factores de risco - taxa de juro, taxa de câmbio, rendimento variável e volatilidade destes - bem como do risco de solvência e risco de liquidez dos diversos produtos e mercados em que o Santander Totta opera.
Em função da finalidade do risco, as actividades são segmentadas do seguinte modo:
A metodologia padrão, aplicada no âmbito da actividade bancária do Santander Totta, para a actividade de negociação, é o Valor em Risco (VaR). Utiliza-se como base o padrão de simulação histórica, com um nível de confiança de 99% e um horizonte temporal de um dia, tendo sido aplicados ajustes estatísticos que permitiram incluir de forma rápida e eficaz os acontecimentos mais recentes e que condicionam os níveis de riscos assumidos.
Complementarmente, utiliza-se a análise de cenários (stress testing), que consiste em definir cenários do comportamento de diferentes variáveis financeiras e obter o respectivo impacto nos resultados ao aplicá-los sobre as actividades. Estes cenários podem replicar o comportamento de variáveis financeiras perante factos ocorridos no passado (como crises) ou, pelo contrário, podem-se determinar cenários plausíveis que não correspondem a eventos passados. Em suma, a análise de cenários busca identificar o risco potencial sobre
condições de mercado extremas e nas franjas de probabilidade de ocorrência não cobertas pelo VaR.
São calculadas também várias medidas de sensibilidade (BPV e gregos) e volumes equivalentes.
Paralelamente, é efectuado um acompanhamento diário das posições, realizando um controlo exaustivo das mudanças que ocorrem nas carteiras, com vista a detectar alterações de perfil ou eventuais incidências para a sua correcção. A elaboração diária da conta de resultados é um indicador de riscos, na medida em que permite identificar o impacto das variações nas variáveis financeiras ou da alteração de composição das carteiras.
A fiabilidade do modelo de VaR é aferida periodicamente através de uma análise ao back-testing. O back-testing consiste numa análise comparativa entre os cálculos do Valor em Risco (VaR) e os resultados diários ≈limpos∆ (clean P&L - resultado associado à reavaliação das carteiras de fecho do dia anterior aos preços de fecho do dia seguinte), onde são analisados os desvios pontuais/esporádicos dos resultados verificados face às medidas estimadas.
As análises de back-testing que são realizadas no Santander Totta, para a actividade bancária, cumprem as recomendações do BIS, em matéria de comparação dos sistemas internos utilizados na medição e gestão dos riscos financeiros. Adicionalmente, noback-testing são efectuados testes de hipóteses: testes de excessos, testes de normalidade, medidas de excesso médio, etc.
Para as carteiras de negociação, utilizam-se limites quantitativos que se classificam em dois grupos, sendo estabelecidos em função dos seguintes objectivos:
A evolução do risco relativo à actividade de negociação nos mercados financeiros durante o ano de 2011, quantificado através do VaR, é a seguinte:
O VaR manteve-se em níveis reduzidos, variando entre os 30 mil euros e os 131 mil euros.
A gestão do risco estrutural é assegurada por um órgão de primeiro nível da estrutura sendo as decisões tomadas pelo Comité de Activos e Passivos (ALCO), presidido pelo Presidente da Comissão Executiva, que integra os administradores responsáveis pelas áreas Financeira, Riscos, Comercial e Marketing. O comité reúne mensalmente.
O risco de taxa de juro do balanço consolidado é medido através de um modelo de análise dinâmica do risco de mercado do balanço, modelando a evolução no tempo dos factores de risco e das posições do Banco sobre os activos e passivos sensíveis a variações da taxa de juro. O modelo utilizado permite medir e controlar todos os factores de risco associados ao risco de mercado do balanço, nomeadamente o risco originado directamente pelo movimento da curva de rendimentos, dada a estrutura de indexantes e repreciação existente, que determinam a exposição ao risco de taxa de juro dos agregados que constituem o balanço.
Face à incerteza na evolução dos níveis das taxas de juro para o ano de 2011, foi seguida uma política de manutenção da sensibilidade a níveis adequados.
O risco de câmbio da actividade comercial é medido e controlado pela posição cambial global, tendo o Grupo como estratégia a sua cobertura na totalidade.
A política de liquidez seguida pelo Grupo assenta num risco de liquidez baixo e na diversificação contínua das fontes de financiamento, perspectivando o volume e natureza dos instrumentos de financiamento, a utilizar para permitir a consecução e bom desenvolvimento do plano de negócio estabelecido.
Ao manter um perfil de risco conservador o Banco está mais protegido relativamente a potenciais crises que afectem o meio envolvente, o que dará mais tempo para preparar uma reacção adequada, com maior qualidade.
A política do mix de financiamento tem sempre por base um nível de risco de liquidez adequado, de acordo com os limites estabelecidos, e será alvo de apreciação mensal em ALCO. Os limites para o risco de liquidez são estabelecidos por um órgão independente da gestão que de entre outros indicadores exige um volume razoável de activos líquidos disponíveis para funcionar como uma almofada de liquidez.
Todos os processos de gestão de liquidez centram-se na prevenção de crises e não na reacção às mesmas. Esta ideia é subjacente ao plano de contingência que se centra em modelar potenciais crises através da análise de diversos cenários, na identificação do tipo de crises, na definição das comunicações internas e externas, assim como das responsabilidades de cada uma das áreas envolvidas no processo.
A gestão de liquidez é efectuada ao nível consolidado. A política de financiamento do Grupo toma em consideração a evolução dos agregados do balanço, a situação estrutural dos prazos de vencimento de activos e passivos, o nível de endividamento líquido interbancário face às linhas disponíveis, a dispersão dos vencimentos e a minimização dos custos associados à actividade de funding.
A situação estrutural de liquidez é equilibrada. Em Dezembro de 2011, o Banco apresentou uma posição activa no mercado monetário de curto prazo de cerca de 300 milhões de euros.
Ao longo do ano, o mercado de capitais funcionou de forma irregular. Neste contexto o BCE através da condução de política monetária assumiu-se como contraparte do sistema através das operações de cedência e absorção de liquidez. Para participar nestas operações é necessário deter activos considerados elegíveis pelo BCE para colateral dessas operações. Em Dezembro de 2011, o Banco tinha 14,3 mil milhões de euros de activos elegíveis que constituem uma almofada de liquidez bastante confortável.
O Santander Totta define o risco operacional como ∆o risco de perda resultante de deficiências ou falhas nos processos internos, recursos humanos ou sistemas, ou derivado de circunstâncias externas∆. Trata-se em geral de um risco que se encontra presente nos processos gerados internamente (pessoas, sistemas, etc.) ou como consequência de riscos externos como por exemplo catástrofes naturais.
O objectivo em matéria de gestão e controlo do risco operacional fundamenta-se na identificação, medição, avaliação, controlo, mitigação e informação do respectivo risco.
A Alta Direcção deve estar activamente implicada no processo de gestão do risco operacional aprovando e acompanhando todas as políticas de risco para que se alcancem os objectivos definidos, que são entre outros:
O modelo de gestão e controlo do risco operacional está baseado na gestão directa e activa por parte de todas as áreas na totalidade das fases do ciclo operacional e que se consubstancia na descentralização de funções e responsabilidade, existindo uma área central que controla e supervisiona, sendo responsável pela implementação do projecto corporativo. Este modelo, no seu conjunto, cumpre os requisitos estabelecidos por Basileia II, bem como os estabelecidos pelo Banco de Portugal.
De uma forma global, o modelo implementado tem as seguintes vantagens:
A medição e avaliação do risco operacional é efectuada através da utilização de ferramentas quantitativas e qualitativas que permitem identificar o potencial risco subjacente às áreas e processos. Nestas ferramentas estão enquadras a base de dados de eventos, indicadores de risco operacional, questionários de auto-avaliação e sistemas de alertas.
Quando se produzem indícios de ≈alertas∆ nos dados obtidos através de qualquer das ferramentas, são analisadas e acompanhadas no sentido de tomar as medidas adequadas à situação.
As diferentes etapas do modelo de Risco Operacional (RO) permitem:
Entende-se por risco de reputação a probabilidade da ocorrência de impactos financeiros negativos para a Instituição, com reflexo nos resultados ou no próprio capital, resultantes de uma percepção desfavorável da sua imagem pública, fundamentada ou não, por parte de clientes, fornecedores, analistas, colaboradores, investidores, órgãos de comunicação e quaisquer outras entidades com as quais a Instituição se relacione, ou pela opinião pública em geral.
A política de risco reputacional tem por finalidade a gestão do mesmo, tal como definido na alínea anterior, determinando os mecanismos e procedimentos que permitam i) minimizar a probabilidade de que se concretize; ii) identificar, reportar à administração e superar as situações que eventualmente se tenham verificado; iii) assegurar o seguimento e controlo; iv) evidenciar, sendo necessário, que o Banco tem o risco reputacional entre as suas preocupações essenciais e dispõe de organização e meios vocacionados para a sua prevenção, detecção e, sendo o caso, superação.
Sem prejuízo de todos os demais aspectos que decorrem do que fica exposto, a política global relativa ao risco reputacional abrange, designadamente, os instrumentos abaixo identificados que se referem pelo seu particular impacto na prevenção e gestão do risco:
• Valores corporativos;
O resultado líquido do exercício, em termos individuais, e referente ao ano de 2011, foi de € 22.288.647,63 (vinte e dois milhões duzentos e oitenta e oito mil seiscentos e quarenta e sete euros e sessenta e três cêntimos) e o resultado consolidado, em 2011, foi de € 47.120.995 (quarenta e sete milhões cento e vinte mil novecentos e noventa e cinco euros).
O Conselho de Administração vem, nos termos do artigo 19≥ dos Estatutos, propor a seguinte distribuição de resultados:
Lisboa, 29 de Fevereiro de 2012
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇøO
O Santander Totta identifica-se com a sociedade e as autoridades dos diferentes países em que opera ao reconhecer a importância da prevenção e combate contra o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, dado serem fenómenos que afectam aspectos essenciais da vida em sociedade e podem pôr em risco o Estado de Direito.
Deste modo, o Banco considera que a melhor forma de cumprir com o seu compromisso passa por aplicar normas e procedimentos internos eficazes, desenvolver a actividade bancária de acordo com rigorosas regras deontológicas, implantar padrões de actuação, sistemas de controlo e de comunicação, a fim de prevenir que as suas unidades sejam utilizadas no branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo e garantir que todos os colaboradores do Banco observam as políticas e procedimentos instituídos.
O Banco dispõe de regulamentos, tem uma estrutura orgânica dedicada à prevenção e controlo do branqueamento de capitais, integrada na Direcção de Coordenação de Cumprimento e Assuntos Institucionais, tem o quadro de pessoal formado nesta matéria o qual é regularmente actualizado de maneira a estar preparado para detectar situações de potencial risco, utiliza procedimentos automatizados de detecção de operações com determinadas tipologias de risco e dispõe de um sistema de comunicação interna de operações de eventual risco.
Relativamente às unidades sedeadas no exterior, estas foram objecto de visita e/ou de controlo centralizado para verificar e seguir o efectivo funcionamento dos sistemas de prevenção e controlo de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. Estas unidades vêm aplicando os procedimentos instituídos no Banco ou o normativo legal do país onde se encontram, caso este seja mais exigente.
O sistema de prevenção e controlo interno do branqueamento de capitais é auditado anualmente, tendo em vista certificar a integridade e verificar o cumprimento das obrigações legais e dos critérios e procedimentos do Banco.
| Accionista | Nº acções (31/12/11) |
% |
|---|---|---|
| Santander Totta, S.G.P.S., S.A. | 641.269.620 | 97,65 |
| TaxaGest - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. |
14.593.315 | 2,22 |
Para dar cumprimento à recomendação do Banco de Portugal através de carta circular n≥ 97/08/DSBDR de 3 de Dezembro de 2009, apresenta-se de seguida a resposta ao questionário solicitado.
| I. | Modelo de Negócio Modelo de Negócio |
|
|---|---|---|
| 1. | Descrição do modelo de negócio (i.e., razões para o desenvolvimento das actividades/negócios e respectiva contribuição para o processo de criação de valor) e, se aplicável, das alterações efectuadas (por exemplo, em resultado do período de turbulência); |
Ver Relatório e Contas √ Capítulo: - Ÿreas de negócio. |
| 2. | Descrição das estratégias e objectivos (incluindo as estratégias e objectivos especificamente relacionados com a realização de operações de titularização e com produtos estruturados); |
Ver Relatório e Contas √ Capítulos: - Ÿreas de negócio; - Gestão de risco. Ver Anexo às DF»s Consolidadas -Notas 11, 21 e 44. |
| 3. | Descrição da importância das actividades desenvolvidas e respectiva contribuição para o negócio (incluindo abordagem em termos quantitativos); |
Ver Relatório e Contas √ Capítulos: - Ÿreas de negócio; - Ÿreas de suporte ao negócio; - Informação económica e financeira. Ver Anexo às DF»s Consolidadas -Notas 3 e 26. |
| 4. | Descrição do tipo de actividades desenvolvidas, incluindo a descrição dos instrumentos utilizados, o seu funcionamento e critérios de qualificação que os produtos/investimentos devem cumprir; |
Ver Relatório e Contas √ Capítulo: - Ÿreas de negócio. Ver Anexo às DF»s Consolidadas - Notas 1.3 e) e f). |
| 5. | Descrição do objectivo e da amplitude do envolvimento da instituição (i.e. compromissos e obrigações assumidos), relativamente a cada actividade desenvolvida; |
Ver Relatório e Contas √ Capítulo: - Ÿreas de negócio. |
| II. | Riscos e Gestão de Riscos Riscos Gestão de Riscos |
|
| 6. | Descrição da natureza e amplitude dos riscos incorridos em relação a actividades desenvolvidas e instrumentos utilizados |
Ver Relatório e Contas √ Capítulo: - Gestão de risco. Ver Anexo às DF»s Consolidadas - Nota 47 √ divulgação das políticas de gestão dos riscos financeiros inerentes à actividade do Grupo e sua monitorização. |
| 7 | Descrição das práticas de gestão de risco (incluindo, em particular, na actual conjuntura, o risco de liquidez) relevantes para as actividades, descrição de quaisquer fragilidades/fraquezas identificadas e das medidas correctivas adoptadas; |
Ver ponto 6 supra. |
| III. | Impacto do Período de Turbulência Financeira nos Re do Período Turbulência Financeira nos Resultados bulência Financeira |
Resultados sultados |
|---|---|---|
| 8. | Descrição qualitativa e quantitativa dos resultados com ênfase nas perdas (quando aplicável) e impacto dos "write-downs" nos resultados; |
N.A |
| 9. | Decomposição dos "write-downs"/perdas por tipos de produtos e instrumentos afectados pelo período de turbulência, designadamente, dos seguintes: commercial mortgage backed securities (CMBS), residential mortgage backed securities (RMBS), colateralised debt obligations (CDO), asset-backed securities (ABS); |
N.A. |
| 10. | Descrição dos motivos e factores responsáveis pelo impacto sofrido; |
N.A. |
| 11. | Comparação de i) impactos entre períodos (relevantes) e de ii) demonstrações financeiras antes e depois do impacto do período de turbulência; |
N.A. |
| 12. | Decomposição dos "write-downs" entre montantes realizados e não realizados; |
N.A. |
| 13. | Descrição da influência da turbulência financeira na cotação das acções da entidade; |
N.A. |
| 14. | Divulgação do risco de perda máxima e descrição de como a situação da instituição poderá ser afectada pelo prolongamento ou agravamento do período de turbulência ou pela recuperação do mercado; |
Ver Relatório e Contas √ Capítulos: - Informação económica e financeira; - Gestão de risco. Ver Anexo às DF»s Consolidadas - Nota 47. |
| 15. | Divulgação do impacto que a evolução dos "spreads" associados às responsabilidades da própria instituição teve em resultados, bem como dos métodos utilizados para determinar este impacto; |
Ver Relatório e Contas √ Capítulo: - Informação económica e financeira. Os passivos emitidos pelo Grupo Santander Totta encontram-se registados ao custo amortizado. |
| IV. | Níveis e Tipos das Exposições Afectadas pelo Período de Turbulência o Turbulência |
|||
|---|---|---|---|---|
| 16. | Valor nominal (ou custo amortizado) e justo valor das exposições "vivas"; |
Ver Relatório e Contas √ Capítulo: - Gestão de risco. Ver Anexo às DF»s Consolidadas √ Notas 1.3 e) e f) e 47. |
||
| 17. | Informação sobre mitigantes do risco de crédito (e.g. através de credit default swaps) e o respectivo efeito nas exposições existentes |
Ver Anexo às DF»s Consolidadas √ Notas 1.3 f), 7, 12 e 47. |
||
| 18. | Divulgação detalhada sobre as exposições, com decomposição por: - Nível de senioridade das exposições/tranches detidas; - Nível da qualidade de crédito (e.g ratings, vintages) - Ÿreas geográficas de origem; - Sector de actividade; - Origem das exposições (emitidas, retidas ou adquiridas); - Características do produto: e.g. ratings, peso/parcela de activos sub-prime associados, taxas de desconto, spreads, financiamento; - Características dos activos subjacentes: e.g. vintages, rácio "loan-to-value", privilégios creditórios, vida média ponderada do activo subjacente, pressupostos de evolução das situações de pré-pagamento, perdas esperadas. |
Ver Anexo às DF»s Consolidadas √ Notas 3, 11, e 47. |
||
| 19. | Movimentos ocorridos nas exposições entre períodos relevantes de reporte e as razões subjacentes a essas variações (vendas, "write-downs", compras, etc.) |
N.A. | ||
| 20. | Explicações acerca das exposições (incluindo "veículos" e, neste caso, as respectivas actividades) que não tenham sido consolidadas (ou que tenham sido reconhecidas durante a crise) e as razões associadas; |
N.A. | ||
| 21. | Exposição a seguradoras de tipo "monoline" e qualidade dos activos segurados: - Valor nominal (ou custo amortizado) das exposições seguradas bem como o montante de protecção de crédito adquirido; - Justo valor das exposições "vivas", bem como a respectiva protecção de crédito; - Valor dos "write-downs" e das perdas, diferenciado entre montantes realizados e não realizados; - Decomposição das exposições por rating ou contraparte; |
O Grupo Santander Totta não tem exposição a seguradoras tipo ≈monoline∆. |
Dir. Com. Especialistas-Dinamizadores Norte Dir. Com. Empresas Júlio Dinis - Porto 1
Dir. Coord. Imóveis, Serviços Gerais e Segurança Dir. Coord. Gerais e Segurança√ Pedro Rodrigues Gab. Segurança Gab. Controlo Financeiro Dep. Obras e Manutenção Dep. Gestão de Espaços e Património Dep. Serviços Gerais Dir. Coord. Operações Dir. Coord. Operações√ Elsa Graça Dep. de Middle Office, Activo e Passivo Dep. de Transaccionalidade Dep. Custódia, Mercados e Activos Financeiros Dep. de Leasing Dep. de Entidades Oficiais e Apoio Contratual Dep. de Sistemas de Controlo, Inovação e Eficiência Dep. de Controlo de Contas Dep. de Expedição e Arquivo Dir. de Organização √ Otília Casquilho Dir. de Gab. de Estruturas Gab. de Planeamento e Controlo Dir. de Gestão Integral do Gasto √ Mário Paulino Dir. de Gab. de Gestão de Compras Gab. de Optimização e Controlo de Gastos Dir. de Risco Tecnológico e Operacional Dir. de Risco Tecnológico e Operacional√ Esther Casillas Gab. de Risco Operacional Gab. de Risco Operacional de Tesouraria e Intermediação Gab. de Segurança Informática e Risco Tecnológico Dir. Coord.Canais Complementares √ Joaquim Calça e Dir. Coord.Canais Pina Gab. Contact Center Dep. Self-Banking Dep. NetB@nco
Dir. Coord. Assessoria Jurídica do Negócio Dir. Coord. do Negócio√ António Terra da Mota Dep. de Assessoria Corporativa Dep. de Assessoria da Rede Gab. De Assessoria à Banca Maiorista Global
Dir. Coord. Assuntos Institucionais e Cumprimento Dir. Coord. Cumprimento√ João Labareda
Gab. de Cumprimento Unid. Prevenção de Branqueamento de Capitais Gab. de Inspecção de Inspecção√ João Pedro Mendes
Dir. Coord. Particulares e Negócios √ Dir. Coord. √ Norte√ Manuel
Cerejeira Castro
Dir. Com. Particulares e Negócios Norte 5 Dir. Com. Particulares e Negócios Norte 6 Dir. Com. Particulares e Negócios Norte 7 Dir. Com. Particulares e Negócios Norte 8 Dir. Com. Particulares e Negócios Norte 9 Dir. Com. Particulares e Negócios Norte 10 Dir. Com. Particulares e Negócios Norte 11 Dir. Com. Particulares e Negócios Norte 12 Dir. Com. Particulares e Negócios Norte 13 Dir. Com. Particulares e Negócios Norte 14 Dir. Com. Particulares e Negócios Norte 15 Dir. Coord. Particulares e Negócios √ e √ Sul√ Sofia Frère Dir. de Empresas - Sul Dir. de Particulares - Sul Dir. Apoio ao Negócio - Sul Dir. Controlo de Irregulares √ Sul Gab. de Decisão de Preço - Sul Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 1 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 2 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 3 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 4 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 5 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 6 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 7 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 8 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 9 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 10 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 11 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 12 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 13 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 14 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 15 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 16 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 17 Dir. Com. Particulares e Negócios Sul 18 Dir. Coord. Private Banking Sul Banking Sul √ Luís Henrique S. Santos Dir. Com. Private Banking Sul 1 Dir. Com. Private Banking Sul 2 Dep. Apoio ao Negócio Private ao Negócio Private o √ Miguel Cordovil Gab. Gestão de Activos Private de Dir. Coord. Private Banking Norte √ Luís Coimbra Banking Norte Dir. Coord. Premium Premium√ António Lourenço Dir. Dinamização Premium Norte
Banco Santander Totta, SA
Joaquim Filipe Dep. Planeamento e Controlo de Gestão da Rede Dep. Marketing Operacional da Rede Dep. Gestão e Dinamização Comercial da Rede Gab. de Apoio a Projectos da Rede e Mediação Seguros Dir. Coord. Promotores e Mediadores Imobiliários Dir. Coord. Promotores e Mediadores Imobiliários√ José Alberto Moura Gab. Apoio à Gestão Dir. Com. PMI Norte Dir. Com. PMI Sul Dir. Com. Lojas de Promotores Dir. Coord. Internacional Dir. Coord. Internacional√ António Carneiro Gab. Apoio e Dinamização da Rede Dep. Sucursais e de Controlo de Gestão Gab. Europa Gab. América e Ÿfrica Gab. de Apoio à Rede de Particulares e Negócios de Apoio Negócios√ Pedro
Louceiro
Dir. Coord. Qualidade Dir. Coord. Qualidade√ Abel Bernardes Dep. Atenção ao Cliente Dep. Controlo e Avaliação Dep. Gestão da Experiência do Cliente Gab. Imagem Imagem eComunicação Interna Comunicação Interna Interna√ Rui Santos
Gab. Comunicação Externa √ Cristina Neves Externa
Dir. Coord. Contabilidade e Controlo de Gestão Dir. Coord. Gestão√ Marco Silva
Dep. Finanças Corporativas Dep. Participações Financeiras e Fiscalidade Dep. Gestão Activos e Passivos Dep. Mercados de Curto Prazo Gab. Planeamento Estratégico e Relações com Investidores Gab. de Economic Research
Dep. Planeamento de Marketing e Segmentos Dep. Publicidade e Comunicação
Dir. Produtos e Serviços de Particulares e Particulares√ Alexandra Brandão
Gab. Passivo e Preçário Gab. Crédito ao Consumo Gab. Crédito Hipotecário
Dir. Produtos e Serviços de Empresas e Empresas Empresas√ Inês Oom de
Dep. Produtos Crédito, Recursos e Parcerias Gab. Banca Transacional Gab. Negócio Internacional Div. Customer Service Gab. Bancos Correspondentes Dir. Meios de Pagamento de Pagamento√ Inês Gouveia
Gab. Técnico e de Controlo Gab. de POS Gab. Risco de Cartões Div. Operacional de Meios de Pagamento Dep. de Cartões
Dir. Estudos e CRM Estudos e CRM√ Sara Fonseca
Gab. Técnico e de Suporte Gab. Analítico e de Estudos
Gab. Customer Service Support
Gab. Controlo de Negócio Controlo Negócio√ José Viegas Gab. Financial Institutions Group Institutions Group√ Carlos Ramalho
As principais actividades que os membros do Conselho de Administração do BANCO SANTANDER TOTTA, SA, desempenham fora das sociedades, significativas em relação às mesmas, traduzem-se no exercício das seguintes funções, nas seguintes sociedades:
| Nome | Sociedade Sociedade | Função exercida Função exercida |
|---|---|---|
| Banco Santander, S.A (Espanha) | Director Geral Membro do Comité de Direcção |
|
| Nuno Manuel Silva Amado1 | Santander Totta, SGPS, S.A. | Vice-Presidente do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva |
| Portal Universia Portugal, S.A. | Vice-Presidente do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva |
|
| Câmara de Comércio e Indústria Luso Espanhola |
Vice-Presidente da Junta Directiva | |
| Banco Santander, S.A (Espanha). | Vice-Presidente Terceiro do Conselho de Administração |
|
| Santander Totta, SGPS, S.A. Banco Espanhol de Crédito, S.A. |
Presidente do Conselho de Administração Membro do Conselho de Administração |
|
| Matias Rodrigues Inciarte | Financeira Ponferrada, S.A. SCH Seguros e Reseguros, S.A. |
Membro do Conselho de Administração Membro do Conselho de Administração |
| União de Crédito Imobiliário, S.A. Operador do Mercado Ibérico de Energia |
Presidente do Conselho de Administração | |
| Pólo Espanhol, S.A. | Membro do Conselho de Administração | |
| Sanitas, S.A. | Consejero Vogal do Conselho de Administração e |
|
| Santander Totta, SGPS, S.A. Taxagest - Sociedade Gestora de |
da Comissão Executiva Presidente do Conselho de Administração |
|
| Miguel de Campos Pereira de | Participações Sociais, S.A. Partang, SGPS, S.A. |
Vogal do Conselho de Administração |
| Bragança2 | Unicre √ Instituição Financeira de Crédito, S.A. |
Vogal do Conselho de Administração |
| SIBS √ Sociedade Interbancária de Serviços, S.A. |
Vogal do Conselho de Administração | |
| Santander Totta, SGPS, S.A. | Vogal do Conselho de Administração e da Comissão Executiva |
|
| António José Sacadura Vieira Monteiro3 |
Portal Universia Portugal, S.A. | Vogal do Conselho de Administração e da Comissão Executiva |
| Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Vieira Monteiro, Lda. |
Membro do Conselho Geral Gerente |
|
| Santander Totta, SGPS, S.A. | Vogal do Conselho de Administração e da Comissão Executiva |
|
| José Carlos Brito Sítima | Portal Universia Portugal, S.A. | Presidente da Mesa da Assembleia Geral |
| Partang, SGPS, S.A. Tottaurbe √ Empresa de Administração e |
Vogal do Conselho de Administração Presidente do Conselho de Administração |
|
| Construções, S.A. Santander Totta, SGPS, S.A. |
Vogal do Conselho de Administração e | |
| Luís Filipe Ferreira Bento dos Santos |
Portal Universia Portugal, S.A. | da Comissão Executiva Vogal do Conselho de Administração e |
| Carlos Manuel Amaral de | Banco Caixa Geral Totta de Angola, S.A. | da Comissão Executiva Vogal do Conselho de Administração e |
| Pinho | da Comissão Executiva Managing Director, Membro do |
|
| Eduardo José Stock da Cunha | Sovereign Bank | Management Executive Committee e Head of Manufacturing |
| José Urgel Moura Leite Maia | Totta √ Crédito Especializado, Instituição Financeira de Crédito, S.A.4 |
Vogal do Conselho de Administração |
| Associação do Amigos de Recife | Presidente do Conselho Fiscal | |
| José Manuel Alves Elias da Costa |
Santander Totta, SGPS, S.A. | Vogal do Conselho de Administração e da Comissão Executiva |
1 Renunciou ao cargo em 27/01/12 2
Renunciou ao cargo em 11/02/12 3 Em 31/01/12 passou de Vogal a Presidente da CE
4 Cessação de funções em 01/04/11 (a sociedade foi incorporada por fusão no Banco Santander Totta, S.A.)
| Pedro Aires Coruche Castro e Almeida |
Santander Totta Seguros √ Companhia de Seguros de Vida, S.A. |
Presidente do Conselho de Administração |
|---|---|---|
| Trem √ Aluguer de Material Circulante, ACE |
Vogal do Conselho de Administração | |
| Trem II √ Aluguer de Material Circulante, ACE |
Vogal do Conselho de Administração | |
| Nortrem √ Aluguer de Material Ferroviário, ACE |
Presidente do Conselho de Administração | |
| Luís Manuel Moreira de Campos e Cunha |
Santander Totta, SGPS, S.A. | Presidente do Conselho Fiscal |
| Fundação de Serralves | Vice-Presidente | |
| SEDES √ Associação para o Desenvolvimento Económico e Social |
Presidente | |
| Universidade Nova de Lisboa | Professor | |
| Ricardo Manuel Duarte Vidal | Santander Totta, SGPS, S.A. | Vogal do Conselho Fiscal |
| de Castro | Banco Rural Europa, S.A. | 1 Vogal do Conselho Fiscal |
| Clube do Autor, S.A. | Administrador | |
| Pedro Manuel Alves Ferreira Guerra |
Santander Totta, SGPS, S.A. | Vogal Suplente do Conselho Fiscal |
Nos termos e para os efeitos do disposto no Artigo 447≥ do Código das Sociedades Comerciais e do Regulamento 5/2008 da CMVM, informa-se que os movimentos de acções e obrigações efectuados pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização, com referência ao ano de 2011, foram os seguintes:
| Títulos | Posição 31/12/10 |
Movimentos em 2011 | Posição | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Nome | Data | Aquisições | Alienações | Preço unitário (€) |
31/12/11 | ||
| Nuno Manuel Silva Amado2 |
Obrig. BST-Inv. Premium 2011-8,25% Cx |
100 | 28-03 | 100 (*) | 50 | 0 | |
| Miguel de | Acções BST, SA | 6.053 | 6.053 | ||||
| Campos Pereira de Bragança3 |
Obrig. BTA-Rendimento Certo Cx. 05/2013 |
300 | 31-01 | 300 (*) | 50 | 0 | |
| António José Sacadura Vieira Monteiro4 |
Obrig BST √ Euro Banca 7% - 7/2011 CX |
100 | 30-05 | 100 (*) | 50 | 0 | |
| Obrig. BTA-Rend. Certo Cx.05/2013 |
300 | 31-01 | 300 (*) | 50 | 0 | ||
| Luís Filipe Ferreira Bento dos Santos |
Obrig. BTA √ Rendimento Certo Cx. 05/2013 C·NJUGE |
200 | 31-02 | 200 (*) | 50 | 0 | |
| Obrig. BSP Rendimento Crescente 6% Cx 08/2011 C·NJUGE |
500 | 25-08 | 500 (*) | 50 | 0 | ||
| Obrig. BST √ Rendimento China 8% 07/2011 C·NJUGE |
400 | 24-01 | 400 (*) | 50 | 0 | ||
| José Urgel Moura Leite Maia |
BST √ Aqua rendimento 22/08/2011-CX |
300 | 22-08 | 300 (*) | 50 | 0 | |
| BST √ Rendimento China Premium 10%-07/2011-CX |
500 | 10-01 | 500 | 54,76 | 0 | ||
| BST √ Valor Premium 07/2011 CX |
500 | 27-06 | 500 (*) | 50 | 0 | ||
| João Baptista Leite |
Obrigações BST √ Caixa EUA - Cx |
820 | 30-06 | 50 | 820 | ||
| Obrigações BST √ Caixa Rendimento América latina Top 3 |
400 | 01-08 | 50 | 400 |
(*) reembolso
1 Cessação de funções em 05/09/11 (destituído em Assembleia Geral)
2 Renunciou ao cargo em 27/01/12
3 Renunciou ao cargo em 11/02/12
4 Em 31/01/12 passou de Vogal a Presidente da CE
O presente relatório é elaborado nos termos do art. 70≥, n≥ 2, al. b) do Código das Sociedades Comerciais.
Por sua vez a Sociedade Santusa é totalmente dominada pelo Banco Santander SA que, assim, é, indirectamente dominante do Banco Santander Totta, SA.
Do restante capital do Banco há ainda uma percentagem de 2,222% que pertence a uma Sociedade igualmente sob domínio integral, directo ou indirecto das Sociedades Santander Totta, SGPS, Santusa e Banco Santander.
O capital remanescente correspondente a 0,131% do total, encontra-se disperso por diversos accionistas.
Não há, consequentemente, acções privilegiadas de nenhum tipo. Do mesmo modo, inexistem restrições de qualquer natureza à transmissibilidade das acções, que é totalmente livre.
Não está consagrado nenhum sistema de participação dos trabalhadores no capital da Sociedade.
Para que os accionistas tenham direito a participar na Assembleia Geral devem comprovar o registo ou depósito das acções em intermediários financeiro desde o décimo quinto dia anterior à data de realização da mesma.
São órgãos sociais: a Assembleia Geral, o Conselho de Administração e o Conselho Fiscal, existindo ainda um revisor Oficial de Contas autónomo do Conselho Fiscal, em cumprimento do disposto no art. 413≥, n≥ 1 al. b e n≥ 2c do CSC.
Os mandatos dos órgãos sociais têm a duração ordinária de três anos.
O Conselho de Administração integra uma Comissão Executiva na qual estão delegados todos os poderes permitidos pelo art. 407≥, n≥ 4, do CSC.
O Conselho de Administração reúne, pelo menos, uma vez por trimestre e sempre que for convocado pelo respectivo Presidente ou por dois Administradores.
Não estão conferidos ao Conselho de Administração poderes para deliberar aumentos do capital social da sociedade.
Não estão também definidos regras especiais relativas à nomeação e substituição dos Administradores, bem como quanto a alterações estatutárias, aplicando-se a Lei Geral nestas matérias.
Tem-se como objectivo permanente a racionalização e uniformização dos serviços operacionais e técnicos de suporte à Rede Comercial.
No âmbito do normal exercício da actividade bancária, nas suas diversas componentes, há, contudo, contratos que conferem à contraparte o direito de os resolver na eventualidade de ocorrer a mudança de controlo accionista do Banco, em linha com o que é corrente e comum na prática bancária.
Doutra parte, não existem acordos que confiram aos titulares da Administração ou a trabalhadores direito à indemnização quando a cessação do vínculo que os liga à Instituição resulte da sua própria iniciativa, de destituição ou despedimento com justa causa ou ocorra na sequência de uma oferta pública de aquisição.
Destacam-se múltiplos Comités de base interdisciplinar que fazem o seguimento e controlo de toda a actividade da instituição.
Indicam-se seguidamente os principais com a síntese das correspondentes funções.
‡rgão máximo de decisão da estrutura de Riscos e exerce os poderes delegados pela Comissão Executiva.
Analisar a informação de ≈governance∆ da área de Riscos; analisar e controlar os diversos riscos; aprovar procedimentos e controlos para prevenir ou mitigar os riscos existentes.
Gerir o Risco Estrutural de mercado e liquidez, estabelecer planos de contingência, promover estratégias de hedging, decidir posicionamentos estratégicos, de modo a optimizar a margem financeira e a rendibilidade dos capitais próprios.
Prevenir o Branqueamento de Capitais e efectuar as comunicações estabelecidas na Lei.
Aprovar produtos e serviços e fazer o respectivo seguimento, com especial destaque para as incidências que ocorram e o risco reputacional que possam gerar.
Avaliar, decidir, seguir e controlar o gasto e o investimento.
Fazer o seguimento da actividade do segmento Massivo de Particulares, assegurando, em cada momento, a adequabilidade das estratégias e acções comerciais e Produtos aos clientes de forma a maximizar a eficácia comercial neste segmento.
Fazer o seguimento da evolução da actividade comercial do segmento de Empresas, assegurando que a sua evolução decorre dentro dos objectivos marcados no âmbito do projecto STEP e que as várias iniciativas lançadas ao abrigo deste projecto estão de facto a ser implementadas no ritmo previsto.
Fazer o seguimento da evolução da actividade comercial do segmento de Negócios (tanto de Encarteirados como de Não-Encarteirados), assegurando que a sua evolução decorre dentro dos objectivos marcados no âmbito do projecto STEP2n, a adequabilidade das estratégias e acções comerciais e dos Produtos aos Clientes e ainda que as várias iniciativas lançadas ao abrigo deste projecto estão de facto a ser implementadas no ritmo previsto e com a efectividade esperada.
Fazer o seguimento da evolução da actividade comercial do segmento de Premium e assegurar a implementação integrada da abordagem ao segmento Premium dentro dos objectivos do projecto lançado.
Repensar o modelo de Captação e vinculação de Clientes para desenvolvimento de um modelo sustentado e sustentável de captação de clientes que suporte as necessidades de crescimento do Banco.
Repensar o modelo de Distribuição e adaptá-lo às necessidades do novo modelo comercial.
Repensar o posicionamento da marca e a sua estratégia de Comunicação face às alterações previstas para o modelo comercial de captação e relação com os Clientes.
Definição de objectivos e revisão do sistema de Qualidade, controlo dos níveis de serviço, definir e fazer seguimento dos planos de melhoria implementados nas Redes e Serviços Centrais, acompanhar o número e resolução de reclamações de Clientes.
Seguir e fiscalizar as políticas de Cumprimento e promover um ambiente de controlo interno, nomeadamente através da aplicação efectiva do sistema de Gestão de Riscos.
Estabelecer e acompanhar a implementação de medidas de controlo e mitigação do risco tecnológico e operacional.
Apreciar as alterações legais e regulamentação tributária com impacto nas instituições do Grupo e determinar as medidas que se mostrem apropriadas ao cumprimento das determinações e obrigações constantes do normativo jurídico-tributário.
Neste quadro, o Banco pratica um sistema de identificação e gestão de riscos em conformidade com os arts. 11≥ e 12≥ do referido Aviso e está organizado em ordem a potenciar um apropriado ambiente de controlo e um sólido sistema de gestão de riscos.
Estão especificamente definidos e são praticados políticas e procedimentos respeitantes a todos os riscos referenciados no citado art. 11≥ do Aviso 5/2008.
Tais políticas e procedimentos estão disponíveis e são facilmente acessíveis por todos os colaboradores da instituição por via da sua divulgação em espaço próprio do sistema de Intranet do Banco.
Dá-se seguidamente conta das linhas gerais a que obedece a organização e funcionamento das três funções.
A função está corporizada no Gabinete de Controlo / Função Gestão de Riscos √ GCFGR, dirigido pelo Dr. Manuel Osório de Aragão.
Tem por missão geral assegurar o funcionamento eficiente e adequado do modelo de controlo interno, visando avaliar a relevância dos riscos incorridos e o grau de eficácia das medidas adoptadas para o seu controlo, mitigação e superação.
A FGR foi criada com o mais alto nível de independência, ou seja, sem responsabilidade directa sobre qualquer função de execução ou de controlo de primeira ou segunda linha sobre as actividades a avaliar, ficando assim com capacidade para efectuar os seus próprios testes com o objectivo de assegurar a aplicação efectiva do sistema de gestão de riscos.
A Comissão Executiva (CE) conferiu a este órgão, os mais amplos poderes na sua aplicação, baseando a sua actividade na lei e na aplicação dos seguintes princípios e deveres:
Em absoluta concordância com estas competências, o GCFGR foi criado na dependência directa da CE, o que lhe assegura também maior autonomia e liberdade no exercício das suas funções.
Devido à elevada interligação entre sociedades do Grupo, com parte significativa das funções de medição e controlo de Riscos asseguradas por serviços centrais de âmbito transversal, procedeu-se à adopção de uma óptica transversal e de serviço comum pela FGR a todas as Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras directa ou indirectamente dominadas pela Santander Totta, SGPS, SA.
A actividade desenvolvida consta no Relatório da FGR, de Maio de 2010. Trata-se de um documento destinado a servir de apoio ao Sistema de Controlo Interno do Santander Totta, sendo que as principais acções
centraram-se no acompanhamento dos controlos e promoção do controlo interno, nomeadamente através de diversas acções que constam do referido Relatório.
Foi já parcialmente aplicada a metodologia própria desenvolvida para avaliar o alcance e efectividade dos controlos e dos processos de mitigação do perfil de Riscos, que se materializou num conjunto de testes ou verificações de requisitos formulados de forma específica para cada tipo de risco. Estes testes e requisitos foram inspirados nas recomendações efectuadas pelo Comité de Basileia e do Comité de Autoridades Europeias de Supervisão Bancária (CEBS), Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Comission (COSO), Federal Reserve System (FED), Lei Sarbanes-Oxley (SOX), Financial Services Authority (FSA) e outras entidades normativas e reguladores. Teve-se ainda presente o caso português, em especial a regulamentação sobre aspectos de Controlo Interno constante no Regime Geral das instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (RGICSF) e documentação conexa como o Aviso n.≥ 05/2008 do BdP, o Aviso Regulamentar n≥3/2008 da CMVM e em particular no Modelo de Avaliação de Riscos (MAR).
Da aplicação desta metodologia resultaram algumas melhorias de controlos e revisão de procedimentos, contribuindo assim para o reforço de um ambiente de Controlo Interno. Neste enquadramento são de salientar a revisão da metodologia associada ao Risco de Concentração, o estabelecimento de uma maior evidência documental na fixação do Perfil de Risco, e, sobretudo o reforço do ambiente de controlo interno induzido pelo próprio processo de reflexão e revisão estimulado às áreas.
O relatório da FGR evidencia que o Santander Totta está empenhado na contínua adequação dos seus processos e mitigação de deficiências, que as políticas actualmente praticadas são globalmente adequadas e eficazes. Revelador desta situação, é o facto do Santander Totta, mesmo num enquadramento macro-económico de forte crise financeira com significativo aumento da morosidade no sistema financeiro nacional e com períodos de quase total ausência de liquidez no mercado, revelar um desempenho sustentado.
O responsável da FGR é da opinião que ≈existe de modo geral na organização um ambiente de controlo interno, favorável ao controlo e mitigação dos riscos, estando o modelo de Governo Interno direccionado de modo a que a Alta Direcção acompanhe, em todas as matérias relevantes e decida sobre a actividade (º) não existindo situações de riscos que possam vir a ter impacto material nas sociedades e que não estejam a ser acompanhadas, com vista à tomada de medidas atempadamente para a sua eliminação ou mitigação.∆
O Banco privilegia, de há muito, a autonomização, seguimento e controlo dos riscos que se traduzem na contingência de incorrer em sanções de carácter legal ou regulamentar, bem como em prejuízos financeiros ou de ordem reputacional, em resultado do incumprimento de quaisquer disposições normativas que lhe sejam aplicáveis, quer de índole legal, regulamentar ou regulatória, e ainda por decorrência da infracção de Códigos de Conduta ou procedimentos em desconformidade com padrões éticos ou boas práticas exigíveis.
A função de cumprimento está corporizada na Direcção de Coordenação de Assuntos Institucionais e Cumprimento (DCAIC). O responsável máximo é o Director de Cumprimento, Dr. João António Cunha Labareda, com as atribuições que lhe são próprias:
Está instituído um procedimento específico para aprovação de Novos Produtos, que visa garantir a verificação prévia de todos os requisitos necessários para que a comercialização opere sem riscos legais, reputacionais e de cumprimento. Do mesmo modo e no quadro dos procedimentos estabelecidos, procede-se também ao seguimento das incidências relevantes detectadas na comercialização dos produtos, em ordem a avaliar o seu significado e, sendo o caso, introduzir medidas de superação ou mesmo decidir a suspensão ou termo da comercialização se as circunstâncias o justificarem. Neste contexto, assume especial importância a avaliação e seguimento do risco reputacional inerente aos produtos ou que se possa gerar em sua vigência pela ocorrência de vicissitudes pontuais não previamente estimadas;
• Embora com o apoio e condução executiva das unidades locais, a política de cumprimento é extensível, em toda a sua amplitude, às filiais e sucursais no exterior. Algumas destas dispõem de responsáveis locais de cumprimento que aí exercem as funções correspondentes. Nos demais casos, em que o tipo e modo de exercício da actividade não justifica essa opção, o próprio responsável operativo da unidade assegura o procedimento em conformidade com as leis e regulamentos aplicáveis, tanto os locais como os que devam ser cumpridos por via das imposições a que o Banco se acha sujeito em Portugal. A DCAIC, no quadro das suas funções, controla o desempenho da função pelos responsáveis a quem a execução está confiada.
Noutro plano, e com vista a assegurar de modo mais eficiente e eficaz a sua missão, a Direcção promoveu a institucionalização de comités específicos de cumprimento especialmente vocacionados para as áreas consideradas mais sensíveis, nomeadamente as mais directamente relacionadas com mercados financeiros, de funcionamento periódico √ em regra, de base mensal √ que permitem apreciar as práticas instituídas, aferir da sua conformidade com as normas legais e regulamentares aplicáveis, manter as áreas informadas acerca das inovações ocorridas e garantir a sua execução, controlar o cumprimento de obrigações informativas e outras aplicáveis, identificar eventuais incidências e, sendo o caso, equacionar e implementar as medidas apropriadas para as mitigar e prevenir. Esses Comités são dirigidos e coordenados pela DCAIC, neles tendo participação os responsáveis das áreas envolvidas.
Destaca-se ainda, neste quadro, a articulação institucionalizada com a área de Qualidade - responsável pelo seguimento e tratamento das reclamações de clientes - em ordem a, por um lado, acompanhar a evolução da situação nesse domínio e, principalmente, escrutinar, a partir da tipologia das reclamações
eventuais omissões ou práticas inadequadas que possam indiciar, com vista a providenciar os ajustamentos ou correcções apropriados.
Sem prejuízo dos contactos constantes e sistemáticos com a Comissão Executiva do Banco, e principalmente com o administrador especialmente encarregado do pelouro, a actividade desenvolvida no âmbito da função de cumprimento é objecto de relatório anual.
Em consonância, o Director de Cumprimento apresentou à Administração o relatório da actividade de compliance desenvolvida no período decorrente entre o último relatório (Maio de 2010) e o final de Maio de 2011.
Em linha com o que fica exposto, o Director de Cumprimento é de opinião que o Banco procede em conformidade com o enquadramento regulamentar da função de compliance, constante do Aviso n≥5/2008.
A função de Auditoria Interna está corporizada na Direcção de Auditoria.
A Auditoria Interna tem como missão supervisionar o cumprimento, eficácia e eficiência dos sistemas de controlo interno do Grupo, bem como a fiabilidade e qualidade da informação contabilística, actuando com independência e de forma permanente.
Os estatutos orgânicos de Auditoria Interna encontramse aprovados pela Comissão Executiva do Banco e publicados, conferindo a autoridade ao desempenho da função de auditoria, salvaguardando a necessária objectividade e independência relativamente às restantes áreas funcionais.
Mantém a Administração regularmente informada das conclusões do seu trabalho, proporcionando informação sobre os principais aspectos detectados que, de algum modo, possam pôr em causa o sistema de controlo interno existente, com detalhe das principais recomendações e seu adequado seguimento.
A política e funções da Auditoria Interna englobam-se numa perspectiva conjunta para todo o Grupo.
As funções básicas da Auditoria Interna são:
• Supervisionar o cumprimento, eficácia e eficiência dos sistemas de controlo interno do Grupo, assim como a fiabilidade e qualidade da informação contabilística. Para tal, verifica que os riscos inerentes à actividade do Grupo estão adequadamente cobertos, em particular, os riscos contabilístico, de mercado (que inclui risco de taxa de juro e de câmbio), estrutural de balanço (que inclui o risco de liquidez), de crédito, operativo, (incluindo o adequado arranque dos produtos), de branqueamento de capitais, regulatório e reputacional;
O responsável pela função de auditoria interna é o Dr. Javier Pliego, nomeado pela Administração, que lhe conferiu todos os poderes necessários ao desempenho das suas funções de um modo independente, com livre acesso a toda a informação relevante.
O quadro de Auditoria está composto por 28 pessoas, distribuídas pelas áreas de Riscos Financeiros, Riscos de Crédito e Riscos Operativos, sendo que todos os elementos possuem formação académica superior.
A Matriz de Risco prioriza as unidades do universo de Auditoria, em função do grau de risco que sobre elas recai. Nesta matriz são avaliados os riscos de negócio implícitos às unidades durante o último exercício e outros factores (dimensão da Unidade, último ≈rating∆ obtido, grau de implementação das recomendações).
Com base na avaliação de todos estes factores, as Unidades do Universo são classificadas em Prioritárias, Preocupantes, A Vigiar, Normais e Não Preocupantes. Entre os requisitos Regulatórios, realizar revisões do projecto Basileia II e DMIF, e seguimentos mensais das sociedades off-shore. Adicionalmente as revisões das unidades incluem a análise e verificação dos processos SOX.
O objectivo do ambiente de controlo interno é o de estabelecer e promover uma atitude colectiva de forma a atingir um efectivo controlo interno dos estados
financeiros e a elaboração de demonstrações financeiras credíveis.
A Direcção de Coordenação de Contabilidade e Controlo de Gestão é responsável pela preparação e divulgação da informação financeira. Esta direcção acompanha o lançamento de novos produtos, as alterações dos normativos financeiros e contabilísticos e a publicação de novas normas.
Na preparação da informação financeira esta direcção tem implementado diversos procedimentos de controlo, nomeadamente, controlos de carteiras diários, processos de reconciliação de contas manuais, parametrização de produtos e operações e análise da informação financeira e de gestão.
São preparados reportes de informação financeira que servem de base para a elaboração de relatórios internos que são analisados pela Comissão Executiva, relatórios oficiais e relatórios anuais e semestrais.
Por proposta da comissão de vencimentos, a Assembleia Geral, na sua reunião de 27 de Maio de 2011 aprovou a declaração de política de remunerações que a seguir se transcreve.
Nos termos estatutários, compete à Comissão de Vencimentos do Banco Santander Totta, S.A. S.A. (o ≈Banco∆) deliberar sobre as remunerações dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização.
A actual Comissão de Vencimentos foi eleita, para um mandato de três anos, na reunião da Assembleia Geral de 28 de Maio de 2010, com a seguinte composição:
D. Alfredo Saenz Abad , representante da Santander Totta SGPS
D. José Luis Gómez Alciturri
A Política remuneratória do Banco Santander Totta enquadra-se na política do Grupo Santander, Grupo esse que detém mais de 99% do respectivo capital do Banco.
Estando a política remuneratória a seguir necessária e fortemente integrada na política do Grupo Santander, importa referir o contexto extremamente competitivo em que se desenvolve a actividade deste e a circunstância de a concretização dos seus objectivos depender, em larga medida, da qualidade, da capacidade de trabalho, da dedicação, da responsabilidade, do conhecimento do negócio e do compromisso face à instituição, por parte de quem desempenha funções chave e que lidera a organização.
Estas são as premissas que determinam, de forma geral, a política de remuneração do Grupo, em especial dos administradores executivos, e que permitem atrair e reter os talentos na organização, tendo presente o âmbito global do mercado em que opera.
Consequentemente, a política de remuneração dos administradores tem, como já no passado tinha quanto aos administradores executivos, os seguintes objectivos:
No caso da remuneração referente ao desempenho de funções não executivas, a política de remuneração visa igualmente compensar a dedicação, qualificação e a responsabilidade exigidas para o desempenho da função.
Já em 2010, foi criado, ao nível do Grupo, o Comité de Avaliação de Riscos nas Retribuições, cujos membros são pessoas de reconhecida competência e imparcialidade, com vista a avaliar a qualidade dos resultados, riscos incorridos e cumprimento de objectivos.
Assim, o Grupo, prosseguindo o que tem vindo a ser a sua prática, continuará a alinhar a sua política de remuneração com as melhores práticas do mercado, antecipando, em termos gerais e na medida adequada, as preocupações manifestadas na nova regulamentação portuguesa.
Em conformidade com o exposto, os princípios gerais orientadores da política de remuneração têm sido e devem ser os seguintes:
De acordo com os princípios antecedentes, assume-se o seguinte:
• A remuneração dos membros da Comissão Executiva comporta igualmente uma componente Variável, a qual tem, por sua vez, uma dimensão
Anual e uma Plurianual, visando o equilíbrio entre o curto e o médio prazo;
A remuneração variável será objecto de um plano de diferimento que se fixa entre 40% e 50% do seu valor total.
Relativamente à parte diferida, 50% do montante converte-se em acções pagas em três parcelas nos três anos seguintes, podendo o respectivo pagamento ficar dependente do preenchimento de determinadas condições em linha com o que vier a ser aprovado para a generalidade do Grupo Santander. Os restantes 50% da parcela diferida serão pagos em dinheiro também em três parcelas nos três anos seguintes.
Na parcela não diferida 50% é atribuído em dinheiro e 50% em acções.
Todos os valores entregues em acções estão sujeitos a um ano de retenção.
O valor da Remuneração Variável Anual Total deve corresponder, em 2011, a 67,6% da Remuneração Total Anual (cujo valor não inclui a parcela diferida da Remuneração Variável).
Os montantes pagos aos administradores executivos, por outras sociedades em relação de domínio ou relação de grupo com o Banco, totalizam um valor global de 1,3 milhões de euros (excluída a parcela diferida da Remuneração Variável), valor que se espera manter em 2011.
Não foi posta em prática em 2010 nem se prevê para 2011, a atribuição de planos de opções.
Atento o disposto no número 5. do artigo 403.≥ do Código das Sociedades Comerciais, não estão definidas nem se propõe introduzir limitações estatutárias à indemnização por cessação antecipada de funções dos titulares de órgãos sociais.
No ano 2010, não foram pagas quaisquer indemnizações por cessação antecipada de funções dos titulares de órgão sociais, não sendo previsível à data que venham a ocorrer em 2011.
A política de remuneração dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização do Banco está na sua globalidade em linha com os princípios ínsitos no capítulo I da Carta Circular n≥ 2/2010/DSB emitida pelo Banco de Portugal, pautando-se pela simplicidade, transparência e adequação aos objectivos de médio e longo prazo do Banco.
Desta forma, a determinação da remuneração total dos membros daqueles órgãos, composta por uma parte fixa e uma parte variável, bem como a articulação destas duas componentes, tal como explicitado na presente Declaração, permitem concluir pela adopção, na generalidade, das recomendações constantes do Capítulo IV. da referida carta, a qual constitui manifestamente o seu núcleo base.
A circunstância do Banco estar integrado no Grupo Santander, que dele detém mais de 99% do capital, implica a necessária coerência das respectivas políticas corporativas, as quais por sua vez, atenta a natureza global do Grupo, respeitam as regulamentações internacionais na matéria. Com esta contextualização, a adopção das demais recomendações da Carta Circular implicaria uma redundância processual e uma artificial execução regulamentar desprovida de efeitos práticos. Daí que a política do Banco Santander Totta em matéria de remunerações dos membros dos órgãos da Administração e Fiscalização se contenha nos presentes limites, sem prejuízo do cumprimento, na globalidade, e no momento da fixação das directrizes do Grupo de que são tributárias, de regras de sentido idêntico emanadas das autoridade nacionais competentes.∆
A presente informação é prestada para dar cumprimento ao disposto no artigo 3.≥ da Lei 28/2009, de 19 de Junho, e no artigo 17.≥ do Aviso do Banco de Portugal n.≥ 10/2011, de 29 de Dezembro (Diário da República, 2.≤ Série, de 9 de Janeiro de 2012), na parte que se refere à divulgação do montante anual de remuneração auferida pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização.
As remunerações fixas e variáveis, em termos agregados de 2011 no conjunto dos membros do Conselho de
Administração e do Conselho Fiscal, foram, respectivamente de mEuros 2.399 para as fixas e de mEuros 2.123 para as variáveis.
A remuneração individual paga e diferida relativa a 2011 constam do quadro abaixo.
Em 31 de Dezembro de 2011 o conjunto cumulado e vigente de créditos concedidos aos membros do Conselho de Administração ao abrigo do artigo 85 do regime geral das instituições de crédito e sociedades financeiras era de mEuros 1.289.
| Remuneração | ||
|---|---|---|
| Nome | Cargo | fixa |
| Matias Pedro Rodriguez Inciarte | Presidente | - |
| Nuno Manuel da Silva Amado * | Vice - Presidente | 530 |
| António José Sacadura Vieira Monteiro | Vogal | 247 |
| Carlos Manuel Amaral de Pinho | Vogal | - |
| Eduardo José Stock da Cunha | Vogal | - |
| João Baptista Leite *** | Vogal | 92 |
| José Carlos Brito Sítima | Vogal | 273 |
| José Urgel Moura Leite Maia | Vogal | 190 |
| José Manuel Alves Elias da Costa | Vogal | 258 |
| Luís Filipe Ferreira Bento dos Santos | Vogal | 231 |
| Miguel de Campos Pereira de Bragança ** | Vogal | 293 |
| Pedro Aires Coruche Castro e Almeida | Vogal | 210 |
| 2.324 |
* Renunciou ao cargo em 27 de Janeiro de 2012
** Renunciou ao cargo em 11 de Fevereiro de 2012
*** Cooptado em 14 de Julho de 2011
| Remuneração | ||
|---|---|---|
| Nome | Cargo | fixa |
| Luís Campos e Cunha | Presidente | 36 |
| Mazars & Associados, SROC | Vogal | 15 |
| Ricardo Castro | Vogal | 24 |
| 75 |
Parcela pecuniária:
| Conselho de Administração | Prémio desempenho |
|
|---|---|---|
| Nome | Cargo | 2011 |
| Nuno Manuel da Silva Amado * | Vice - Presidente | 250 |
| António José Sacadura Vieira Monteiro | Vogal | 44 |
| João Baptista Leite *** | Vogal | 28 |
| José Carlos Brito Sítima | Vogal | 44 |
| José Urgel Moura Leite Maia | Vogal | 44 |
| José Manuel Alves Elias da Costa | Vogal | 62 |
| Luís Filipe Ferreira Bento dos Santos | Vogal | 55 |
| Miguel de Campos Pereira de Bragança ** | Vogal | 89 |
| Pedro Aires Coruche Castro e Almeida | Vogal | 115 |
| 728 |
* Renunciou ao cargo em 27 de Janeiro de 2012
** Renunciou ao cargo em 11 de Fevereiro de 2012
*** Cooptado em 14 de Julho de 2011
Parcela acções:
| Prémio desempenho 2011 retido |
||
|---|---|---|
| Nome | Cargo | por um ano |
| Nuno Manuel da Silva Amado * | Vice - Presidente | 288 |
| António José Sacadura Vieira Monteiro | Vogal | 50 |
| João Baptista Leite *** | Vogal | 32 |
| José Carlos Brito Sítima | Vogal | 50 |
| José Urgel Moura Leite Maia | Vogal | 50 |
| José Manuel Alves Elias da Costa | Vogal | 71 |
| Luís Filipe Ferreira Bento dos Santos | Vogal | 63 |
| Miguel de Campos Pereira de Bragança ** | Vogal | 102 |
| Pedro Aires Coruche Castro e Almeida | Vogal | 132 |
| 838 |
* Renunciou ao cargo em 27 de Janeiro de 2012
** Renunciou ao cargo em 11 de Fevereiro de 2012
*** Cooptado em 14 de Julho de 2011
Este montante corresponde a 128.223 acções do Banco Santander, S.A., ao valor por acção de 6,53 Euros, por ser este o valor de mercado (cotação em bolsa) na data da respectiva atribuição.
O Grupo Santander, no qual está inserido o Banco, tem também um plano de incentivos a longo prazo a nível mundial, que está dividido em ciclos.
Em 11 de Julho de 2011, foi finalizado o terceiro ciclo do plano de acções vinculado a objectivos. Nesse âmbito, o número total de acções atribuídas a membros do Conselho de Administração foi de 133.727, ao valor por acção de 7,511 Euros (valor de cotação à data). O valor individual atribuído a cada membro do Conselho de Administração, que corresponde às acções atribuídas do I11, foi o seguinte:
| Nome | Cargo | Plano acções I11 montante exercído |
|---|---|---|
| Nuno Manuel da Silva Amado António José Sacadura Vieira Monteiro João Baptista Leite José Carlos Brito Sítima José Urgel Moura Leite Maia José Manuel Alves Elias da Costa Luís Filipe Ferreira Bento dos Santos Miguel de Campos Pereira de Bragança Pedro Aires Coruche Castro e Almeida |
Vice - Presidente Vogal Vogal Vogal Vogal Vogal Vogal Vogal Vogal |
232 81 39 78 48 100 104 194 129 |
| 1.004 |
* Renunciou ao cargo em 27 de Janeiro de 2012
** Renunciou ao cargo em 11 de Fevereiro de 2012
*** Cooptado em 14 de Julho de 2011
A parcela pecuniária da remuneração referente ao exercício de 2011 diferida é a seguinte:
| Prémio desempenho 2011 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Nome | Cargo | 2013 | 2014 | 2015 |
| António José Sacadura Vieira Monteiro | Vogal | 10 | 10 | 10 |
| João Baptista Leite *** | Vogal | 6 | 6 | 6 |
| José Carlos Brito Sítima | Vogal | 10 | 10 | 10 |
| José Urgel Moura Leite Maia | Vogal | 10 | 10 | 10 |
| José Manuel Alves Elias da Costa | Vogal | 14 | 14 | 14 |
| Luís Filipe Ferreira Bento dos Santos | Vogal | 12 | 12 | 12 |
| Pedro Aires Coruche Castro e Almeida | Vogal | 26 | 26 | 26 |
| 86 | 86 | 86 |
*** Cooptado em 14 de Julho de 2011
A parcela em acções da remuneração referente ao exercício de 2011 diferida é a seguinte:
| Prémio desempenho de 2011 | ||||
|---|---|---|---|---|
| 2013 | 2014 | 2015 | ||
| Nome | Cargo | acções | acções | acções |
| António José Sacadura Vieira Monteiro | Vogal | 1.703 | 1.703 | 1.704 |
| João Baptista Leite *** | Vogal | 1.087 | 1.087 | 1.086 |
| José Carlos Brito Sítima | Vogal | 1.703 | 1.703 | 1.704 |
| José Urgel Moura Leite Maia | Vogal | 1.703 | 1.703 | 1.704 |
| José Manuel Alves Elias da Costa | Vogal | 2.408 | 2.408 | 2.408 |
| Luís Filipe Ferreira Bento dos Santos | Vogal | 2.138 | 2.138 | 2.138 |
| Pedro Aires Coruche Castro e Almeida | Vogal | 4.496 | 4.496 | 4.495 |
| 15.238 | 15.238 | 15.239 |
*** Cooptado em 14 de Julho de 2011
Na presente data, encontram-se diferidos dois terços da remuneração variável diferida relativa a 2010, tendo sido pago um terço dessa Remuneração no corrente exercício.
| Prémio desempenho de 2010 pago | |||
|---|---|---|---|
| Nome | Cargo | Dividendo | Acções |
| Nuno Manuel da Silva Amado * | Vice - Presidente | 7 | 69 |
| José Manuel Alves Elias da Costa | Vogal | 0 | 4 |
| Miguel de Campos Pereira de Bragança ** | Vogal | 2 | 23 |
| Pedro Aires Coruche Castro e Almeida | Vogal | 2 | 20 |
| 11 | 116 | ||
| Prémio desempenho de 2010 | |||
| 2013 | 2014 | ||
| Nome | Cargo | Acções | Acções |
| José Manuel Alves Elias da Costa | Vogal | 588 | 588 |
| Pedro Aires Coruche Castro e Almeida | Vogal | 3.137 | 3.137 |
| 3.725 | 3.725 |
* Renunciou ao cargo em 27 de Janeiro de 2012
** Renunciou ao cargo em 11 de Fevereiro de 2012
*** Cooptado em 14 de Julho de 2011
Relativamente aos benefícios pós-emprego, os membros do Conselho de Administração que têm vínculo laboral ao BST e que não estão inseridos no plano abaixo, estão integrados no plano de pensões do Acordo Colectivo de Trabalho para o sector bancário subscrito pelo Banco.
No exercício de 2010, o Grupo constituiu um plano de contribuição definida para todos os seus quadros directivos. Este plano integra também os membros do Conselho de Administração que não estão inseridos no plano abaixo.
Os administradores executivos que à data da fusão eram administradores do Banco Totta & Açores beneficiam de plano complementar de reforma, por velhice ou invalidez, cujos termos e condições foram fixados de acordo com o regulamento que foi aprovado pela Assembleia Geral em 30 de Maio de 2007, conforme o disposto no número 7 do artigo 11.≥ do Contrato de Sociedade do Banco e que adopta, globalmente o constante no regulamento que fora originalmente aprovado na Assembleia Geral do Banco Totta & Açores de 30 de Outubro de 1989. Este plano tem como requisitos, nomeadamente, o exercício do cargo por período mínimo, variando o valor da prestação
complementar em função da antiguidade do administrador.
Em 31 de Dezembro de 2011, as responsabilidades com este plano ascendiam a mEuros 9.686 e encontravam-se cobertas por provisão registada no balanço do Banco.
Não houve, durante o ano 2011, quaisquer pagamentos de indemnizações por cessação antecipada de funções dos titulares de órgão sociais.
Por decisão do Conselho de Administração de 20 de Junho de 2011 foi aprovada a política de remunerações que a seguir se transcreve.
Nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 3.≥ do Aviso do Banco de Portugal n.≥ 1/2010, de 26 de Janeiro (Diário da República, 2≤ Série, de 9 de Fevereiro de 2010), é divulgada a política de remuneração dos trabalhadores que, não sendo membros dos órgãos de administração ou de fiscalização do Banco Santander Totta, S.A., auferem Remuneração Variável e exercem a sua actividade profissional no âmbito das funções de controlo previstas no Aviso do Banco de Portugal n.≥ 5/2008 de 1 de Julho, ou exercem actividade que pode ter impacto material no perfil de risco do Banco.
São assim considerados para este efeito: i) os Directores Agregados à Comissão Executiva; ii) os Directores Coordenadores de todas as áreas do Banco; iii) os Directores de primeira linha de todas as áreas do Banco com reporte directo à Comissão Executiva (todos adiante designados por Dirigentes); e iv) os Quadros Directivos (Directores, Directores Adjuntos e Subdirectores) que exercem funções nas áreas de Auditoria, de Riscos e Compliance.
A Política de Remuneração dos Dirigentes e Quadros Directivos segue os princípios vigentes para os restantes trabalhadores do Banco, estando o respectivo detalhe operacional previsto no Modelo de Controlo Interno, aprovado pela Comissão Executiva em 17 de Dezembro de 2008, em cumprimento do Aviso n.≥ 5/2008 do Banco de Portugal.
O referido Modelo de Controlo Interno contém, nomeadamente, as políticas de recrutamento,
compensação e incentivos, bem como a política de formação e avaliação da estrutura organizativa, que decorrem das directrizes definidas pelo accionista de referência do Banco para todo o Grupo Santander e formuladas de acordo com as melhores práticas existente no sector. O Grupo Santander detém mais de 99% do capital do Banco Santander Totta.
Estando a política remuneratória a seguir necessária e fortemente integrada na política do Grupo Santander, importa referir o contexto extremamente competitivo em que se desenvolve a actividade deste e a circunstância da concretização dos seus objectivos depender, em larga medida, da qualidade, da capacidade de trabalho, da dedicação, da responsabilidade, do conhecimento do negócio e do compromisso face à instituição, por parte de quem desempenha funções chave na organização.
Estas são as premissas que determinam, de forma geral, a política de remuneração do Grupo Santander e que permitem atrair e reter os talentos na organização, tendo presente o âmbito global do mercado em que opera.
Consequentemente, a política de remuneração destes grupos de trabalhadores tem, como já no passado tinha, os seguintes objectivos:
Em 2010, foi criado ao nível do Grupo o Comité de Avaliação de Riscos nas Retribuições, cujos membros são pessoas de reconhecida competência e imparcialidade, com vista a avaliar a qualidade dos resultados, riscos incorridos e cumprimento de objectivos, aspectos com impacto nas retribuições.
Assim, o Grupo, prosseguindo o que tem vindo a ser a sua prática, continuará a alinhar a sua política de remuneração com as melhores práticas do mercado, antecipando, em termos gerais e na medida adequada, as preocupações manifestadas na regulamentação portuguesa.
Em conformidade com o exposto, os princípios gerais orientadores da política de remuneração têm sido e devem ser os seguintes:
atribuídas a todos os trabalhadores do Banco, como diuturnidades ou outros subsídios, devidos nos termos legais ou contratuais;
Grupo Santander durante o triénio de referência; iii) não ocorrência de actos de má gestão; iv) cumprimento da norma interna de riscos aprovada anualmente pelo Grupo.
referência constituído por conjunto de entidades internacionais do sector, podendo, no limite, não haver lugar a atribuição de quaisquer acções;
Sem prejuízo de atribuições de âmbito casuístico e residual, resultantes de medidas tomadas no passado pelos primitivos empregadores (Crédito Predial Português, Banco Totta & Açores, Banco Santander Portugal e Banco Santander de Negócios Portugal), todos os Dirigentes e Quadros Directivos gozam dos seguintes benefícios:
A política de remuneração dos Dirigentes e Quadros Directivos do Banco está na sua globalidade em linha com os princípios ínsitos no capítulo V da Carta Circular n≥ 2/2010/DSB emitida pelo Banco de Portugal, pautando-se pela simplicidade, transparência e adequação aos objectivos de médio e longo prazo do Banco.
Desta forma, a determinação da Remuneração Total destes grupos de trabalhadores, composta por Retribuição Fixa Anual e Remuneração Variável, bem como a articulação destas duas componentes, tal como explicitado na presente Declaração, permitem concluir pela adopção, na generalidade, das recomendações constantes do Capítulo IV. da referida carta, a qual constitui manifestamente o seu núcleo base.
A circunstância do Banco estar integrado no Grupo Santander, que dele detém mais de 99% do capital, implica a necessária coerência das respectivas políticas corporativas, as quais por sua vez, atenta a natureza global do Grupo, respeitam as regulamentações internacionais na matéria. Com esta contextualização, a adopção das demais recomendações da Carta Circular implicaria uma redundância processual e uma artificial execução regulamentar desprovida de efeitos práticos. Daí que a política do Banco Santander Totta em matéria de remunerações dos seus Dirigentes e Quadros Directivos se contenha nos presentes limites sem prejuízo do cumprimento, na globalidade, e no momento da fixação das directrizes do Grupo de que são tributárias, de regras de sentido idêntico emanadas das autoridades nacionais competentes.∆
A presente informação é prestada em cumprimento do disposto no artigo 17.≥ do Aviso do Banco de Portugal n.≥ 10/2011, de 29 de Dezembro (Diário da República, 2.≤ Série, de 9 de Janeiro de 2012), na parte que refere a divulgação, em termos agregados, do montante anual da remuneração auferida pelos trabalhadores que, não sendo membros dos órgãos de administração ou de fiscalização do Banco Santander Totta, S.A., exercem a sua actividade profissional no âmbito das funções de controlo previstas no Aviso do Banco de Portugal n.≥ 5/2008, de 1 de Julho, ou desempenham funções com responsabilidade na assunção de riscos por conta do Banco ou dos seus clientes, com impacto material no perfil de risco do Banco (doravante, os ≈Dirigentes∆).
| _________ ___ __ ____________ Remuneração Anual Remuneração |
___ ___ |
|---|---|
| Montante da retribuição fixa: | mEuros 849 |
| Montante da retribuição variável (parcela pecuniária): | mEuros 449 |
| Número de beneficiários: | 6 |
Estes dirigentes estão também inseridos no plano de incentivos a longo prazo a nível mundial, que está dividido em ciclos. Em 11 de Julho de 2011, foi finalizado o terceiro ciclo do plano de acções vinculado a objectivos. Nesse âmbito, o número total de acções atribuídas a estes dirigentes foi de 17.256, ao valor por acção de 7,511 Euros, o que corresponde a um montante de mEuros 130.
Nenhum dos Dirigentes abrangidos pela presente Declaração conheceu em 2011 diferimento de parte da respectiva remuneração.
Os Dirigentes gozam dos benefícios de seguro de saúde complementar ao Serviço de Assistência Médico-Social (SAMS) previsto na regulamentação colectiva do sector bancário e de seguro de acidentes pessoais, de acordo com o definido na regulamentação colectiva do sector bancário.
Alguns Dirigentes beneficiam de seguro de vida, em resultado de ligação contratual ao extinto Banco Santander Portugal ou ao Banco Santander, S.A..
Alguns Dirigentes beneficiam de plano complementar de reforma, nos termos da deliberação do Conselho de Administração do Banco de 25 de Fevereiro de 2010.
Em 2011, não foram contratados trabalhadores para o exercício das funções de controlo previstas no Aviso do Banco de Portugal n.≥ 5/2008, de 1 de Julho, ou com responsabilidade na assunção de riscos por conta do Banco ou dos seus clientes, com impacto material no perfil de risco do Banco.
Em 2011, não cessaram contratos de trabalho com Dirigentes.
.

A alínea c) do n≥.1 do artigo 245≥ do Código de Valores Mobiliários determina que cada uma das pessoas responsáveis da sociedade emita declaração cujo teor é aí definido.
Os membros do Conselho de Administração do Banco Santander Totta, S.A, aqui identificados nominativamente subscreveram individualmente a declaração que a seguir se transcreve:
≈Declaro, nos termos e para os efeitos previstos na alínea c) do n≥.1 do artigo 245≥ do Código de Valores Mobiliários que, tanto quanto é do meu conhecimento, o relatório de gestão, as contas anuais, a certificação legal das contas e demais documentos de prestação de contas do Banco Santander Totta, S.A., todas relativas ao exercício de 2011, foram elaboradas em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados daquela sociedade e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição daquela sociedade e das empresas incluídas no perímetro de consolidação, contendo uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam∆.
Matias Pedro Rodriguez Inciarte Presidente
Nuno Manuel da Silva Amado1 Vice-Presidente
António José Sacadura Vieira Monteiro2 Vogal Vogal
Carlos Manuel Amaral de Pinho
Eduardo José Stock da Cunha José Carlos Brito Sítima Vogal Vogal
José Urgel Moura Leite Maia José Manuel Alves Elias da Costa Vogal Vogal
Luís Filipe Ferreira Bento dos Santos Miguel de Campos Pereira de Bragança3 Vogal Vogal
Pedro Aires Coruche Castro e Almeida João Baptista Leite4 Vogal Vogal
1 Renunciou ao cargo em 27/01/12
2 Em 31/01/12 passou de Vogal a Presidente da CE 3
Renunciou ao cargo em 11/02/12 4
Cooptado em 14/07/11
A alínea c) do n≥.1 do artigo 245≥ do Código de Valores Mobiliários determina que cada uma das pessoas responsáveis da sociedade emita declaração cujo teor é aí definido.
Os membros do Conselho Fiscal do Banco Santander Totta, S.A., aqui identificado nominativamente subscreveram individualmente a declaração que a seguir se transcreve:
≈Declaro nos termos e para os efeitos previstos na alínea c) do n≥.1 do artigo 245≥ do Código de Valores Mobiliários que, tanto quanto é do meu conhecimento, o relatório de gestão, as contas anuais, a certificação legal das contas e demais documentos de prestação de contas do Banco Santander Totta, S.A., todas relativas ao exercício de 2011, foram elaboradas em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados daquela sociedade e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição daquela sociedade e das empresas incluídas no perímetro de consolidação, contendo uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam∆.
Presidente: Luís Manuel Moreira de Campos e Cunha
Vogais: Vogais: Mazars & Associados, SROC, representada por Fernando Vieira
Ricardo Manuel Duarte Vidal Castro
Lisboa, 16 de Março de 2012

Demonstrações Financeiras Consolidadas
| Val s d nte or a e ões (Pro -for ) (Pro -for ) Imp arid ade Am orti Val Val Val e zaç or or or ma ma ÓP AC TIV O Not Am orti ões e Im idad líqu ido líqu ido líqu ido PAS SIV O E CA PIT AL PR RIO Not 201 1 31. 12.2 010 01. 01. 201 0 as zaç par e as Cai e d ispo nib ilida des ba ntra is 5 387 .83 7 387 .83 7 316 .87 2 756 .40 0 Pas siv xa em nco s ce o - ões cré Dis ibili dad tras ins titu iç de dito 6 356 .96 2 356 .96 2 236 .21 9 217 .00 0 Rec de ban ntra is 18 4.9 13.2 34 4.8 07. 162 2.0 26. pon es em ou urs os cos ce - Act ivos fin eiro s d etid ciaç ão 1.9 95. 784 1.9 95. 784 1.64 9.2 96 1.94 9.1 02 Pas sivo s fin eiro s d etid ciaç ão 1.6 63. 299 1.3 12. 988 1.5 08. 7 7 anc os par a n ego anc os par a n ego - Out ivos fin eiro o ju valo és d sult ado 8 80. 121 80. 121 93. 286 599 .89 4 Out sivo s fin eiro o ju valo és d sult ado 502 .63 act sto r at sto r at ros anc s a rav e re s ros pas anc s a rav e re s - - - fin níve ões cré Act ivos eiro s d ispo is p nda 9 4.5 04. 275 64. 670 4.4 39. 605 6.9 25. 123 5.5 72. 900 Rec de out inst ituiç de dito 19 3.6 11.5 32 9.6 14. 681 7.6 95. anc ara ve urs os ras Apl icaç ões ins titu iç ões de cré dito 10 2.6 92. 911 2.6 92. 911 5.2 09. 821 5.4 65. 940 Rec de clie ést imo 20 19. 844 .10 4 18. 006 .43 6 15.2 80. nte out em urs os s e ros em pr s - Cré dito lien 11 29. 043 .94 0 671 .91 3 28. 372 .02 7 29. 773 .73 2 29. 557 .04 6 Res sab ilida des ada ítulo 21 7.3 93. 865 8.8 80. 346 14. 833 .49 1 tes ent or t a c pon rep res s p s Der ivad de cob ertu 12 167 .30 2 167 .30 2 131 .51 2 271 .26 9 Der ivad de cob ertu 12 282 .88 9 189 .42 3 244 .44 1 os ra os ra - Act ivos nã s d etid end 13 208 .34 4 67. 181 141 .16 3 89. 123 97. 779 Pro visõ 22 482 104 .19 3 81. nte 75. o c orre os par a v a es Out ivos íve is 14 846 .42 1 481 .00 6 365 .41 5 391 .32 3 402 .84 7 Pas sivo or i 16 6.5 45 6.6 08 22. act tan ost tes ros g s p mp os cor ren íve dife Act ivos int is 14 321 .09 6 246 .86 6 74. 230 74. 375 70. 264 Pas sivo or i ost rido 16 66. 972 47. 885 31. 771 ang s p mp os s Inve stim iada 15 133 2 500 133 .05 2 158 .84 6 21. 717 Pas sivo bor din ado 23 4.3 28 32. 316 346 .38 ent .55 os em as soc s s su s Act ivos r im 16 17. 632 17. 632 21. 985 3.8 25 Out sivo 24 289 .58 9 446 .06 6 375 .88 tos tes po pos cor ren ros pas s - dife Act ivos r im tos rido 16 714 .81 7 714 .81 7 477 .69 0 297 .60 1 Tot al d o P ivo 38. 151 .83 9 43. 448 .10 4 42. 949 .94 po pos s ass - Out ivos 17 198 .10 9 21. 653 176 .45 6 293 .92 8 207 .56 3 act ros ópr Cap ital Pr io Cap ital 25 656 .72 3 620 .10 5 589 .81 1 Pré mio s d mis são 25 193 .39 0 163 .70 3 163 .70 e e Out inst de ital 25 135 .00 0 135 .00 0 135 .00 ent ros rum os cap ão (1.0 ) (58 56) (19 Res de val iaç 25 08. 461 8.3 5.0 erv as rea Out sult ado itad 25 1.4 04. 582 1.13 8.7 00 786 .49 s tr ras res erv as e re ans os (Ac ões ópr ias) (42 .40 0) (42 .11 3) (23 0) ç pr cíci uíve BST Res ulta do soli dad o d trib l ao ccio nist do 26 47. 121 399 .19 6 472 .99 con o e xer o a s a as Cap ital ópr io a trib uíve l ao ccio nist do BST 1.3 85. 955 1.82 6.2 35 1.95 2.7 pr s a as Inte mi itár ios 27 577 .52 0 568 .79 2 588 .45 res ses nor Ca ópr T ota l do pita l Pr io 1.9 63. 475 2.3 95. 027 2.5 41. Ca ópr T ota l do Ac tivo 41. 669 .10 3 1.55 3.7 89 40. 115 .31 4 45. 843 .13 1 45. 491 .14 7 T ota l do Pa ssiv do pita l Pr io 40. 115 .31 4 45. 843 .13 1 45. 491 .14 o e |
201 1 |
(Pro -for ) ma 31. 12.2 010 |
(Pro -for ) ma 01. 01. 201 0 |
||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 830 | |||||||
| 334 | |||||||
| 9 | |||||||
| 715 | |||||||
| 787 | |||||||
| 510 | |||||||
| 157 | |||||||
| 0 | |||||||
| 9 | |||||||
| 4 | |||||||
| 3 | |||||||
| 0 | |||||||
| 22) | |||||||
| 2 | |||||||
| 6 | |||||||
| 50 | |||||||
| 3 | |||||||
| 203 | |||||||
| 7 |
O Anexo faz parte integrante destes balanços.
| Notas | 2011 | (Pro-forma) 2010 |
|
|---|---|---|---|
| Juros e rendimentos similares | 29 | 1.692.694 | 2.012.084 |
| Juros e encargos similares | 30 | (1.149.161) | (1.338.512) |
| Margem financeira | 543.533 | 673.572 | |
| Rendimentos de instrumentos de capital | 31 | 1.278 | 4.307 |
| Rendimentos de serviços e comissões | 32 | 397.185 | 405.951 |
| Encargos com serviços e comissões | 33 | (54.326) | (53.220) |
| Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados | 34 | 1.895 | (26.879) |
| Resultados de activos financeiros disponíveis para venda | 35 | (77.237) | (217.352) |
| Resultados de reavaliação cambial | 36 | 5.295 | 10.984 |
| Resultados de alienação de outros activos | 37 | 1.006 | 362.032 |
| Outros resultados de exploração | 38 | (14.044) | (8.274) |
| Produto bancário | 804.585 | 1.151.121 | |
| Custos com o pessoal | 39 | (296.634) | (296.729) |
| Gastos gerais administrativos | 40 | (146.857) | (153.186) |
| Amortizações do exercício | 14 | (63.362) | (66.324) |
| Provisões líquidas de anulações | 22 | (14.297) | (10.178) |
| Imparidade do crédito líquida de reversões e recuperações | 22 | (227.826) | (105.679) |
| Imparidade de outros activos financeiros líquida de reversões e recuperações | 22 | (10.439) | (15.561) |
| Imparidade de outros activos líquida de reversões e recuperações | 22 | (40.478) | (24.573) |
| Resultados de associadas | 41 | 12.893 | 8.760 |
| Resultado antes de impostos e de interesses minoritários | 17.585 | 487.651 | |
| Impostos | |||
| Correntes | 16 | (11.201) | (79.187) |
| Diferidos | 16 | 40.684 | (5.121) |
| Resultado após impostos e antes de interesses minoritários | 47.068 | 403.343 | |
| Interesses minoritários | 27 | 53 | (4.147) |
| Resultado consolidado do exercício atribuível aos accionistas do BST | 26 | 47.121 | 399.196 |
| Acções em circulação | 641.943.023 | 605.370.892 | |
| Resultado por acção (em Euros) | 0,07 | 0,65 |
(Montantes expressos em milhares de Euros)
| 31 de De |
mb de 20 11 ze ro |
( ) 31 de De mb de 20 10 Pro -fo ze ro rm a |
||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| íve At rib l a u os |
íve At rib l a u |
íve At rib l a u os |
íve At rib l a u |
|||
| cio nis do BS T tas ac |
Int M ino rit ári ere ss es os |
cio nis do BS T tas ac |
Int M ino rit ári ere ss es os |
|||
| Re ltad lida do do ício su o c on so ex erc |
47 .12 1 |
( 53 ) |
39 9.1 96 |
4.1 47 |
||
| Re ltad ão nh ido de ão do ulta do lida da nst su o n re co ec na mo raç s r es s c on so |
||||||
| . V ari õe bia is e filia is n eir str aç s c am m o e an g o |
( 2.7 49 ) |
8.8 08 |
2.1 92 |
25 .05 8 |
||
| . T fer ên cia ltad de s d flu ão mb ial alie ão de icip ad tua art ran s p ara re su os re se rva e ç ca p or na ç p as |
- | - | 1.9 82 |
- | ||
| . T fer ên cia ltad de s d flu ão mb ial de di vid do s d istr ibu ído tua ran s p ara re su os re se rva e ç ca en s |
- | - | 50 3 |
- | ||
| ão ên Re s d liaç de cie da de uiv al cia atr imo nia l se rva e r ea va so s e m eq p |
||||||
| . J ust alo o v r |
( 1) 36 |
- | 84 | - | ||
| Im fisc al act p o |
24 5 |
- | ( ) 56 |
- | ||
| De svi ria is e fin iro ela tivo sõ tór ias ( No 1.5 .) act ta os ua an ce s r s a p en es rem un era |
||||||
| . J alo ust o v r |
( 21 3.7 65 ) |
- | ( 73 .15 6 ) |
- | ||
| Im fisc al act p o |
61 .99 2 |
- | 19 .71 6 |
- | ||
| . V ari õe o j alo r d lem imo nia is d isp íve is p nd ust tos atr aç s n o v e e en p on ara ve a |
||||||
| . J alo ust o v r |
( 42 6.0 27 ) |
- | ( 47 5.6 63 ) |
- | ||
| Im fisc al act p o |
123 .56 3 |
- | 144 .74 5 |
- | ||
| . V ari õe o j alo r d e d eri do s d ob de flu s d aix ust ert aç s n o v va e c ura xo e c a |
||||||
| . J alo ust o v r |
52 .08 3 |
- | ( ) 19 .41 0 |
- | ||
| fisc Im act al p o |
( 4) 15 .10 |
- | 4.9 82 |
- | ||
| Re nd ime in ral lida do do ício nto teg co nso ex erc |
( 37 3.0 02 ) |
8.7 55 |
5.1 15 |
29 .20 5 |
| Out ros |
açã Res s de vali erva rea o |
|||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cap ital |
Pré mio s de e mis são |
Inst ento rum s de C apit al |
De r alia çõe eav s lega is |
De j usto valo r |
De f açã lutu o bial cam |
Por imp osto s dife rido s |
Res erva lega l |
Out ras rese rvas |
Res ulta dos sita dos tran |
Acç ões pró pria s |
Res ulta do do e ício xerc |
Inte ress es min orit ário s |
Tot al |
|
| Sald m 3 1 de De bro de 2 009 os e zem |
589 .811 |
163 .703 |
135 .000 |
23.2 45 |
(12. 390 ) |
(8.8 11) |
(7.2 50) |
171 .928 |
673 .524 |
(58. 960 ) |
(230 ) |
472 .996 |
588 .453 |
2.73 1.01 9 |
| Imp da alte raçã o da pol ítica tabi lístic lativ sõe s (N 1.5. ) acto ota con a re a a pen |
- | - | - | - | (267 .346 ) |
- | 77.5 30 |
- | - | - | - | - | - | (189 .816 ) |
| Sald m 1 de Jan eiro de 201 0 (p ro-f a) os e orm |
589 .811 |
163 .703 |
135 .000 |
23.2 45 |
(279 .736 ) |
(8.8 11) |
70.2 80 |
171 .928 |
673 .524 |
(58. 960 ) |
(230 ) |
472 .996 |
588 .453 |
2.54 1.20 3 |
| Apli ão d ltad caç os r esu os |
||||||||||||||
| . Tra nsfe rênc ia p ara rese rvas |
- | - | - | - | - | - | 158 | 43.9 04 |
35.7 96 |
153 .137 |
- | (232 .996 ) |
- | (1) |
| . Dis tribu ição de divid end os |
- | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | (240 .000 ) |
(2.9 95) |
(242 .995 ) |
| efer . Ac çõe iais s pr enc |
- | - | - | - | - | 589 | - | - | (29. ) 343 |
- | - | - | (1.4 32) |
(30. ) 186 |
| Fus ão p or in ão d o BS N corp oraç |
30.2 94 |
- | - | - | - | - | - | - | 147 .042 |
- | (41. ) 883 |
- | 642 | 136 .095 |
| Ince ntivo s de lon go p razo |
- | - | - | - | - | - | - | - | 1.92 2 |
- | - | - | - | 1.92 2 |
| Ven da d rticip ada inte inor itári e pa s a ress es m os |
- | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | (45. 073 ) |
(45. 073 ) |
| Out ros |
- | - | - | - | - | - | - | - | (250 ) |
- | - | - | (8) | (258 ) |
| Ren dim ento inte gral solid ado do rcíc io d e 20 10 con exe |
- | - | - | - | (568 .145 ) |
4.67 7 |
169 .387 |
- | - | - | - | 399 .196 |
29.2 05 |
34.3 20 |
| Sald m 3 1 de De bro de 2 010 (pr o-fo ) os e zem rma |
620 .105 |
163 .703 |
135 .000 |
23.2 45 |
(847 .881 ) |
(3.5 45) |
239 .825 |
215 .832 |
828 .691 |
94.1 77 |
(42. 113 ) |
399 .196 |
568 .792 |
2.39 5.02 7 |
| Apli ão d ltad caç os r esu os |
||||||||||||||
| . Tra nsfe rênc ia p ara rese rvas |
- | - | - | - | - | - | (416 ) |
27.8 01 |
68.4 19 |
132 .307 |
- | (228 .111 ) |
- | - |
| . Dis tribu ição de divid end os |
- | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | (171 ) .085 |
- | (171 ) .085 |
| çõe efer . Ac iais s pr enc |
- | - | - | - | - | 179 | - | - | (30. ) 213 |
- | - | - | (28) | (30. ) 062 |
| Fus ão p or in ão d a To tta I FIC corp oraç |
36.6 18 |
29.6 87 |
- | - | - | - | - | - | 67.6 11 |
- | - | - | - | 133 .916 |
| Ince ntivo s de lon go p razo |
- | - | - | - | - | - | - | - | (47) | - | - | - | - | (47) |
| Aqu isiçã o de ões pró pria acç s |
- | - | - | - | - | - | - | - | - | - | (287 ) |
- | - | (287 ) |
| Out ros |
- | - | - | - | - | (1) | 256 | - | 4 | - | - | - | 1 | 260 |
| Ren dim ento inte gral solid ado do rcíc io d e 20 11 con exe |
- | - | - | - | (588 .070 ) |
(2.7 49) |
170 .696 |
- | - | - | - | 47.1 21 |
8.75 5 |
(364 .247 ) |
| Sald m 3 1 de De bro de 2 011 os e zem |
656 .723 |
193 .390 |
135 .000 |
23.2 45 |
(1.4 51) 35.9 |
(6.1 16) |
410 .361 |
243 .633 |
934 .465 |
226 .484 |
(42. ) 400 |
47.1 21 |
577 .520 |
1.96 3.47 5 |
| (Pro-forma) | ||
|---|---|---|
| 2011 | 2010 | |
| FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES OPERACIONAIS: | ||
| Juros e comissões recebidas | 1.932.731 | 2.148.215 |
| Pagamento de juros e comissões | (1.024.562) | (1.200.098) |
| Pagamentos ao pessoal e fornecedores | (435.372) | (470.573) |
| Contribuições para o fundo de pensões | (245.000) | (22.000) |
| Resultados cambiais e outros resultados operacionais | (269) | 23.470 |
| Recuperação de créditos incobráveis | 15.371 | 10.717 |
| Resultados operacionais antes das alterações nos activos e passivos operacionais | 242.899 | 489.731 |
| (Aumentos) diminuições de activos operacionais: | ||
| Aplicações em instituições de crédito | 447.588 | 672.073 |
| Activos financeiros detidos para negociação | (12.084) | 399.578 |
| Créditos a clientes | 3.135.205 | (315.701) |
| Activos e passivos ao justo valor através de resultados | 43.916 | 212.705 |
| Activos não correntes detidos para venda | (60.074) | (8.370) |
| Outros activos | 61.480 | (68.815) |
| 3.616.031 | 891.470 | |
| Aumentos (diminuições) de passivos operacionais: | ||
| Recursos de instituições de crédito | (4.862.303) | 4.658.964 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 1.742.489 | 2.302.942 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 350.311 | (290.570) |
| Outros passivos | (238.461) | 30.413 |
| (3.007.964) | 6.701.749 | |
| Caixa líquida das actividades operacionais antes dos impostos sobre o rendimento | 850.966 | 8.082.950 |
| Impostos pagos | (33.949) | (94.889) |
| Caixa líquida das actividades operacionais | 817.017 | 7.988.061 |
| FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO: | ||
| Dividendos recebidos | 1.278 | 4.307 |
| Aquisição de activos disponíveis para venda | (1.038.768) | (3.357.772) |
| Alienação de activos disponíveis para venda | 2.128.008 | 1.267.076 |
| Rendimentos adquiridos nos activos disponíveis para venda | 200.383 | 199.208 |
| Aquisições de activos tangíveis e intangíveis | (43.325) | (64.720) |
| Vendas de activos tangíveis | 716 | 1.010 |
| Investimentos em empresas filiais e associadas | - | (2.555) |
| Caixa líquida das actividades de investimento | 1.248.292 | (1.953.446) |
| FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO: | ||
| Dividendos pagos | (171.085) | (240.000) |
| Emissão (reembolso) de dívida titulada | (1.553.544) | (6.023.933) |
| Remuneração paga relativa às obrigações de caixa e outros | (148.730) | (160.855) |
| Remuneração paga relativa a passivos subordinados | (244) | (5.270) |
| Caixa líquida das actividades de financiamento | (1.873.603) | (6.430.058) |
| Aumento líquido de caixa e seus equivalentes | 191.706 | (395.443) |
| Caixa e seus equivalentes no início do período | 553.091 | 973.400 |
| Saída do perímetro de consolidação | 2 | (58.605) |
| Entrada no perímetro de consolidação | - | 33.739 |
| Caixa e seus equivalentes no fim do período | 744.799 | 553.091 |
Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas
O Banco Santander Totta, S.A. (adiante igualmente designado por "Banco", "BST" ou "Grupo") foi constituído em 1864, assumia anteriormente a denominação de Companhia Geral de Crédito Predial Português, S.A. (CPP) e encontra-se sedeado em Portugal na Rua do Ouro, nº 88, Lisboa. O Banco foi nacionalizado em 1975 e transformado em sociedade anónima de capitais públicos em 1990. Em 2 de Dezembro de 1992 o seu capital foi reprivatizado, mediante uma oferta pública de acções efectuada em sessão especial da Bolsa de Valores de Lisboa.
A partir de Dezembro de 2000, o Banco integrou o Grupo Santander, na sequência da aquisição do Banco Totta & Açores, S.A. (totta) pelo Grupo Santander. Os principais saldos e transacções mantidos com empresas do Grupo Santander durante os exercícios de 2011 e de 2010 encontram-se detalhados na Nota 45.
No dia 16 de Dezembro de 2004 foi registada a operação de cisão/fusão do totta, ao abrigo da qual foram destacadas as participações financeiras detidas por este na Foggia, SGPS, S.A. e na Totta Seguros – Companhia de Seguros de Vida, S.A., tendo o remanescente da sua actividade, em conjunto com o Banco Santander Portugal, S.A. (BSP), sido incorporados por fusão no CPP que alterou a sua designação para a actual.
Em 3 de Maio de 2010, o Banco procedeu à fusão por incorporação do Banco Santander de Negócios Portugal, S.A. (BSN). A operação foi registada contabilisticamente com referência a 1 de Janeiro de 2010.
Em 1 de Abril de 2011 o Banco procedeu à fusão por incorporação da Totta Crédito Especializado – Instituição Financeira de Crédito, S.A. (Totta IFIC). Para efeitos contabilísticos e fiscais, a fusão foi efectuada em 1 de Abril de 2011, data do respectivo registo.
O BST dedica-se à obtenção de recursos de terceiros, sob a forma de depósitos ou outros, os quais aplica, juntamente com os seus recursos próprios, em todos os sectores da economia, na sua maior parte sob a forma de concessão de empréstimos ou em títulos, prestando ainda outros serviços bancários no País e no estrangeiro.
O Banco dispõe de uma rede nacional de 659 balcões (694 balcões em 31 de Dezembro de 2010) e mantém igualmente uma sucursal em Londres, assim como uma Sucursal Financeira Exterior e uma Sucursal Financeira Internacional na Região Autónoma da Madeira. Tem ainda algumas filiais e escritórios de representação no estrangeiro e participações em empresas subsidiárias e associadas.
As demonstrações financeiras consolidadas do BST foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, com base nos livros e registos contabilísticos mantidos de acordo com os princípios consagrados nas Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS), conforme adoptadas pela União Europeia, de acordo com o Regulamento (CE) nº 1606/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho, transposto para o ordenamento nacional pelo Decreto-Lei nº 35/2005, de 17 de Fevereiro e pelo Aviso nº 1/2005, de 21 de Fevereiro, do Banco de Portugal. No que se refere às empresas do Grupo que utilizam normativos contabilísticos diferentes, são preparados ajustamentos de conversão para IAS/IFRS.
No exercício de 2011, o Banco adoptou as alterações às IAS 24 – "Entidades relacionadas", IAS 32 – "Instrumentos financeiros: apresentação", IFRIC 14 – "O limite sobre o activo de benefícios definidos, requisitos de financiamento mínimo e respectiva interacção" e IFRIC 19 – "Extinção de passivos financeiros através de instrumentos de capital próprio", mas a adopção destas normas não teve impacto nas suas demonstrações financeiras.
No exercício de 2010, o Banco adoptou as alterações à IFRS 3 – "Concentrações de actividades empresariais"/ IAS 27 – "Demonstrações financeiras consolidadas e separadas", o que lhe permitiu reconhecer um ganho no montante de mEuros 21.201 em resultado da alteração de controlo verificada na participação na Unicre (Nota 35) e um ganho no montante de mEuros 54.045 como resultado da perda de controlo conjunto na participada Partang (Nota 4).
O Banco analisou ainda as alterações à IAS 39 – "Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração", sobre a identificação da inflação como risco coberto e a cobertura através de opções, mas estas não tiveram impacto nas suas demonstrações financeiras. As alterações à IFRS 2 - "Pagamento com base em acções", a IFRIC 16 – "Cobertura de um investimento líquido numa filial no estrangeiro", a IFRIC 17 – "Distribuição de dividendos em espécie" e a IFRIC 18 – "Transferências de activos provenientes de clientes", não tiveram igualmente impacto nas suas demonstrações financeiras.
Em 31 de Dezembro de 2011, encontravam-se disponíveis para adopção antecipada as seguintes normas (novas e revistas) e interpretações, já adoptadas pela União Europeia:
Esta norma apesar de aprovada ("endorsed") pela União Europeia, não foi adoptada pelo Banco em 31 de Dezembro de 2011, em virtude de a sua aplicação não ser ainda obrigatória. O Conselho de Administração entende que a sua aplicação não terá um impacto materialmente relevante nas demonstrações financeiras.
Adicionalmente, até à data de aprovação das demonstrações financeiras anexas, foram também emitidas as seguintes normas e interpretações, ainda não endossadas pela União Europeia:
IFRS 13 "Fair Value Measurement" A norma define o que é justo valor e estabelece uma estrutura para a sua determinação. É ainda estabelecida uma hierarquia para o justo valor, de acordo com os inputs utilizados nos modelos de valorização. A norma estabelece ainda requisitos de divulgação relacionados com a determinação do justo valor. É de aplicação obrigatória em exercícios iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2013.
IAS 27 "Separate Financial Statements" A norma estabelece princípios a aplicar na contabilização de investimentos em subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas quando uma entidade opte, ou seja exigido pelos reguladores locais, por apresentar demonstrações financeiras em separado (não-consolidadas). É de aplicação obrigatória em exercícios iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2013.
As demonstrações financeiras do Banco relativas ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2011 estão pendentes de aprovação pela Assembleia Geral de Accionistas. No entanto, o Conselho de Administração do Banco admite que venham a ser aprovadas sem alterações significativas.
1.2. Princípios de consolidação e registo de empresas associadas
As demonstrações financeiras consolidadas incluem as contas do Banco e as das entidades controladas directamente e indirectamente pelo Banco (Nota 4), incluindo entidades de propósito especial.
Empresas subsidiárias são aquelas em que o Banco exerce um controlo efectivo sobre a gestão corrente de modo a obter benefícios económicos das suas actividades. Normalmente, o controlo é evidenciado pela detenção de mais de 50% do capital ou dos direitos de voto. Adicionalmente, em resultado da aplicação da IAS 27 – "Demonstrações financeiras consolidadas e separadas", o Grupo inclui no perímetro de consolidação entidades de propósito especial, nomeadamente veículos e fundos criados no âmbito de operações de titularização, quando exerce sobre as mesmas um controlo financeiro e operacional efectivo e nas quais o Banco detém a maioria dos riscos e benefícios associados à respectiva actividade.
As demonstrações financeiras das empresas subsidiárias são consolidadas pelo método da integração global, a partir do momento em que o BST assume o controlo sobre as suas actividades até ao momento em que o controlo cessa. As transacções e os saldos significativos entre as empresas objecto de consolidação foram eliminados. Adicionalmente, quando aplicável, são efectuados ajustamentos de consolidação de forma a assegurar a consistência na aplicação dos princípios contabilísticos. O valor correspondente à participação de terceiros nas empresas subsidiárias que foram consolidadas pelo método da integração global é apresentado na rubrica "Interesses Minoritários" (Nota 27).
As empresas associadas são entidades nas quais o Banco exerce influência significativa, mas não detém o seu controlo. Entende-se existir influência significativa quando se detém uma participação financeira (directa ou indirecta) superior a 20% ou o poder de participar nas decisões sobre as políticas financeiras e operacionais da entidade, mas sem haver controlo nem controlo conjunto sobre a mesma. São também classificadas como associadas as empresas nas quais a percentagem de participação do Banco seja inferior a 20%, mas que sejam detidas maioritariamente pelo Grupo Santander Totta SGPS. As participações financeiras em empresas associadas são registadas pelo método da equivalência patrimonial, a partir do momento em que o Banco passa a deter influência significativa até ao momento em que a mesma termina.
De acordo com o método da equivalência patrimonial, as demonstrações financeiras consolidadas incluem a parte atribuível ao Banco do total do capital próprio e dos lucros e prejuízos reconhecidos pelas empresas associadas.
O goodwill corresponde à diferença positiva entre o custo de aquisição e a percentagem efectiva equivalente no justo valor dos activos, passivos e passivos contingentes das empresas subsidiárias e associadas. Com uma periodicidade mínima anual, o Banco realiza testes de imparidade ao goodwill registado em balanço, de acordo com os requisitos da IAS 36 – "Imparidade de activos". Para este efeito, o "goodwill" é alocado a unidades geradoras de fluxos de caixa, sendo apurado o respectivo valor recuperável com base em estimativas dos "cashflows" futuros, actualizadas com base em taxas de desconto consideradas apropriadas pelo Banco. As perdas por imparidade associadas ao "goodwill" são registadas em resultados do exercício e não podem ser revertidas.
O Banco decidiu não aplicar retrospectivamente a IFRS 3 – Concentrações de actividades empresariais. Neste sentido, o goodwill resultante de aquisições até 1 de Janeiro de 2004, encontra-se deduzido ao capital próprio de acordo com a anterior política contabilística seguida. Por outro lado, as diferenças de consolidação negativas anteriormente registadas foram acrescidas ao capital próprio, tal como permitido pela IFRS 1.
As aquisições de empresas subsidiárias e associadas ocorridas após 1 de Janeiro de 2004, são registadas pelo método da compra. O custo de aquisição equivale ao justo valor, determinado à data da compra, dos activos adquiridos e dos passivos incorridos ou assumidos. O goodwill é registado no activo e é sujeito a testes de imparidade de acordo com a IAS 36, não sendo amortizado. Adicionalmente, sempre que se identifique que o justo valor é superior ao custo de aquisição (goodwill negativo), o diferencial é reconhecido na demonstração dos resultados.
Com a aplicação das alterações às IFRS 3 e IAS 27, o Banco definiu como política contabilística a valorização ao justo valor por resultados nos casos em que existe alteração de controlo por aquisição em diferentes fases de participadas. Nesses casos, a participação adquirida previamente ao momento de alteração de controlo é reavaliada ao justo valor por resultados (Nota 15). O goodwill é apurado numa data como a diferença entre o custo total de aquisição e a proporção do justo valor dos activos e passivos da associada. Do mesmo modo, da aplicação das alterações às referidas Normas o Banco reavalia por resultados as participações nas quais existe perda de controlo conjunto (Nota 4).
As empresas sob controlo conjunto do Banco e de outras entidades são consolidadas pelo método de consolidação proporcional, sendo integradas nas demonstrações financeiras consolidadas os seus activos, passivos e resultados na proporção da participação de capital detida pelo Grupo.
O Banco decidiu anular na data de transição (1 de Janeiro de 2004) a reserva decorrente das flutuações cambiais originadas pela conversão das demonstrações financeiras de empresas subsidiárias com moeda funcional diferente do Euro. A partir dessa data e de acordo com a IAS 21, as demonstrações financeiras de empresas subsidiárias e associadas expressas em moeda estrangeira são convertidas para Euros segundo a seguinte metodologia:
As diferenças cambiais apuradas na conversão para Euros são registadas nos capitais próprios do Banco, na rubrica de "Reservas de flutuação cambial".
As políticas contabilísticas mais significativas, utilizadas na preparação das demonstrações financeiras foram as seguintes:
O Banco adopta o princípio contabilístico da especialização de exercícios em relação à generalidade das rubricas das demonstrações financeiras. Assim, os custos e proveitos são registados à medida que são gerados, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento.
As contas do Banco são preparadas na divisa do ambiente económico em que opera ("moeda funcional"), sendo expressas em Euros.
As transacções em moeda distinta da moeda funcional, e os correspondentes proveitos e custos, são registadas ao câmbio da data em que ocorrem. Em cada data de balanço, os activos e passivos expressos em moeda distinta da moeda funcional são convertidos à taxa de câmbio de fecho ("fixing" do Banco de Portugal).
Esta categoria de activos financeiros inclui o crédito concedido a clientes e aplicações em instituições de crédito.
O crédito a clientes abrange os créditos concedidos a clientes e outras operações de empréstimo tituladas (papel comercial) cuja intenção não é a de venda no curto prazo, sendo registados inicialmente pelo seu valor nominal.
Posteriormente, o crédito e outros valores a receber são registados ao custo amortizado, sendo igualmente submetidos a análises periódicas de imparidade.
As comissões e custos externos imputáveis à contratação das operações subjacentes aos activos incluídos nesta categoria, bem como os juros associados aos créditos concedidos, são periodificados ao longo do período de vigência dos créditos, segundo o método da taxa de juro efectiva, sendo reconhecidos independentemente do momento em que são cobrados ou pagos. O Banco optou por diferir as comissões recebidas e pagas associadas aos créditos concedidos a partir de 1 de Janeiro de 2004.
O Banco classifica como crédito vencido as prestações vencidas de capital ou juros decorridos que sejam 30 dias após o seu vencimento. Os créditos com prestações vencidas são denunciados nos termos definidos no manual de crédito aprovado, sendo nesse momento considerada vencida toda a dívida.
Periodicamente, o Banco analisa os créditos para os quais já foi exigido o pagamento da totalidade da dívida e cujos esforços de cobrança não produziram efeitos. Caso as expectativas de recuperação do crédito sejam reduzidas, os créditos são considerados incobráveis e reconhecidas perdas de imparidade para a totalidade. Para estes, o Banco procede ao seu abate. No caso de eventual recuperação posterior, esta é reconhecida na demonstração dos resultados, na rubrica de "Imparidade do crédito líquida de reversões e recuperações".
Periodicamente, o Grupo analisa o crédito concedido a clientes e outros valores a receber com o objectivo de identificar evidências de imparidade. Considera-se que um activo financeiro se encontra em imparidade se, e só se, existir evidência de que a ocorrência de um evento (ou eventos) tenha um impacto mensurável nos fluxos de caixa futuros esperados desse activo ou grupo de activos.
Para efeitos de apuramento da imparidade do crédito concedido, o Grupo segmentou a sua carteira da seguinte forma:
Relativamente ao segmento de crédito concedido a empresas, o Grupo efectua uma análise individual dos clientes que apresentem:
Os clientes analisados individualmente para os quais não sejam apuradas perdas por imparidade são posteriormente avaliados no âmbito de uma análise colectiva, sendo diferenciados entre clientes com responsabilidades superiores ou inferiores a mEuros 300.
Para os restantes segmentos da carteira de crédito, o Grupo efectua uma análise colectiva para apuramento das perdas por imparidade.
A evidência de imparidade de um activo ou grupo de activos definida pelo Grupo está relacionada com a observação de diversos eventos de perda, de entre os quais se destacam:
As perdas por imparidade para os clientes sem incumprimento correspondem ao produto entre a probabilidade de incumprimento (PI) e o montante correspondente à diferença entre o valor de balanço dos respectivos créditos e o valor actualizado dos cash-flows estimados dessas operações. A PI corresponde à probabilidade de uma operação ou cliente entrar em situação de incumprimento durante um determinado período de emergência. Este período equivale ao tempo que decorre entre a ocorrência de um evento originador de perdas e o momento em que a existência desse evento é percepcionada pelo Grupo ("Incurred but not reported"). Para todos os segmentos da carteira, o Grupo considerou um período de emergência de 6 meses.
Se existir evidência que o Grupo incorreu numa perda por imparidade em crédito e outros valores a receber, o montante da perda é determinado pela diferença entre o valor de balanço desses activos e o valor actual dos seus fluxos de caixa futuros estimados, descontados à taxa de juro do activo ou activos financeiros. O valor de balanço do activo ou dos activos financeiros é reduzido do saldo da conta de perdas por imparidade. Para créditos com taxa de juro variável, a taxa de desconto utilizada para determinar qualquer perda por imparidade consiste na taxa de juro corrente, determinada pelo contrato. As perdas por imparidade são registadas por contrapartida da demonstração dos resultados.
De acordo com o modelo de imparidade em vigor no Grupo para a carteira de crédito a clientes, a existência de perdas por imparidade é analisada em termos individuais, através de uma análise casuística, bem como em termos colectivos. Quando um grupo de activos financeiros é avaliado em conjunto, os fluxos de caixa futuros desse grupo são estimados tendo por base os fluxos contratuais dos activos desse grupo e os dados históricos relativos a perdas em activos com características de risco de crédito similares. Sempre que o Grupo entende necessário, a informação histórica é actualizada com base nos dados correntes observáveis, por forma a que esta reflicta os efeitos das condições actuais.
Quando num período subsequente se registe uma diminuição do montante das perdas por imparidade atribuídas a um evento, o montante previamente reconhecido é revertido, sendo ajustada a conta de perdas por imparidade. O montante da reversão é reconhecido directamente na demonstração dos resultados.
De acordo com as políticas em vigor no Banco, os juros de créditos vencidos sem garantia real são anulados percorridos três meses após a data de vencimento da operação ou da primeira prestação em atraso. Os juros não registados, sobre os créditos acima referidos, apenas são reconhecidos no exercício em que venham a ser cobrados.
Os juros de crédito vencido relativamente a créditos garantidos por hipoteca ou com outras garantias reais não são anulados desde que o valor acumulado do capital em dívida e dos juros vencidos seja inferior ao valor atribuído à garantia.
Os ganhos e perdas obtidos na venda de créditos a título definitivo são registados em resultados na rubrica "Resultados de alienação de outros activos" (Nota 37). Estes ganhos ou perdas correspondem à diferença entre o valor de venda fixado e o valor de balanço desses activos, líquido de perdas por imparidade. Na determinação do valor de venda fixado, não foram considerados eventuais recebimentos contingentes futuros.
As operações de locação são classificadas como de locação financeira sempre que os respectivos termos façam com que sejam transferidos substancialmente todos os riscos e benefícios associados à detenção dos bens locados para o locatário. Estas operações são registadas de acordo com os seguintes critérios:
i) Como locatário
Os activos em regime de locação financeira são registados, pelo seu justo valor, nos activos tangíveis e no passivo, processando-se as correspondentes amortizações. As rendas relativas a contratos de locação financeira são desdobradas de acordo com o respectivo plano financeiro, reduzindo-se o passivo pela parte correspondente à amortização do capital. Os juros suportados são registados na rubrica de "Juros e encargos similares".
Os activos em regime de locação financeira são registados no balanço como crédito concedido, o qual é reembolsado através das amortizações de capital constantes do plano financeiro dos contratos. Os juros incluídos nas rendas são registados na rubrica de "Juros e rendimentos similares".
As responsabilidades por garantias prestadas e compromissos irrevogáveis são registadas em rubricas extrapatrimoniais pelo valor em risco, sendo os fluxos de juros, comissões ou outros proveitos registados em resultados ao longo do período de vida das operações.
Os rendimentos de serviços e comissões obtidos na execução de um acto significativo, como por exemplo comissões na sindicação de empréstimos, são reconhecidos em resultados quando o acto significativo tiver sido concluído.
Os rendimentos de serviços e comissões obtidos à medida que os serviços são prestados são reconhecidos em resultados no período a que se referem.
Os rendimentos de serviços e comissões que integram a remuneração de instrumentos financeiros são registados em resultados pelo método da taxa de juro efectiva.
O reconhecimento dos custos com serviços e comissões é efectuado de acordo com os mesmos critérios adoptados para os proveitos.
Os seguintes activos e passivos financeiros são reconhecidos e valorizados de acordo com as IAS 32 e IAS 39 e compreendem as categorias específicas abaixo indicadas:
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA)
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
i) Activos e passivos financeiros detidos para negociação e activos e passivos financeiros ao justo valor através de resultados
Os activos financeiros detidos para negociação incluem títulos de rendimento variável transaccionados em mercados activos, adquiridos com o objectivo de venda ou recompra no curto prazo. Os derivados de negociação com valor líquido a receber (justo valor positivo), bem como as opções compradas são incluídos na rubrica activos financeiros detidos para negociação. Os derivados de negociação com valor líquido a pagar (justo valor negativo), bem como as opções vendidas são incluídos na rubrica passivos financeiros detidos para negociação.
Os activos ao justo valor através de resultados incluem títulos de rendimento fixo.
Os activos e passivos financeiros detidos para negociação e os activos e passivos financeiros ao justo valor através de resultados são reconhecidos inicialmente ao justo valor. Os ganhos e perdas decorrentes da valorização subsequente ao justo valor são reconhecidos na demonstração dos resultados.
Os juros inerentes aos activos financeiros e as diferenças entre o custo de aquisição e o valor nominal (prémio ou desconto) são calculados de acordo com o método da taxa efectiva e reconhecidos em resultados na rubrica de "Juros e rendimentos similares". A taxa efectiva é aquela que, sendo utilizada para descontar os fluxos de caixa futuros estimados associados ao instrumento financeiro, permite igualar o seu valor actual ao valor do instrumento financeiro na data do reconhecimento inicial.
Os juros associados a instrumentos financeiros derivados de negociação são classificados na rubrica "Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados".
Os activos financeiros disponíveis para venda incluem instrumentos de capital e dívida que não se encontrem classificados como activos financeiros detidos para negociação, ao justo valor através de resultados, como investimentos a deter até à maturidade ou como empréstimos e contas a receber.
Os activos financeiros disponíveis para venda são registados ao justo valor, com excepção dos instrumentos de capital não cotados num mercado activo e cujo justo valor não possa ser mensurado com fiabilidade, os quais permanecem registados ao custo. Os ganhos e perdas relativos à variação subsequente do justo valor são reflectidos em rubrica específica do capital próprio denominada "Reserva de justo valor" até à sua venda (ou até ao reconhecimento de perdas por imparidade), momento em que são transferidos para resultados. Os ganhos ou perdas cambiais de activos monetários são reconhecidos directamente na demonstração dos resultados.
Os juros inerentes aos activos financeiros e o reconhecimento das diferenças entre o custo de aquisição e o valor nominal (prémio ou desconto) são calculados de acordo com o método da taxa de juro efectiva e registados na rubrica de "Juros e rendimentos similares" da demonstração dos resultados.
Os rendimentos de títulos de rendimento variável são reconhecidos em resultados na data em que são atribuídos. De acordo com este critério, os dividendos antecipados são registados como proveitos no exercício em que é deliberada a sua distribuição.
Os títulos vendidos com acordo de recompra são mantidos na carteira onde estavam originalmente registados. Os fundos recebidos são registados, na data de liquidação, em conta própria do passivo, sendo periodificados os respectivos juros.
Quando existe evidência de imparidade num activo ou grupo de activos financeiros, as perdas por imparidade são registadas por contrapartida da demonstração dos resultados.
Para títulos cotados, considera-se que existe evidência de imparidade numa situação de desvalorização continuada ou de valor significativo na cotação dos títulos. Para títulos não cotados, é considerado evidência de imparidade a existência de impacto negativo no valor estimado dos fluxos de caixa futuros do activo financeiro, desde que possa ser estimado com fiabilidade.
O Grupo considera a natureza e características específicas dos activos em avaliação nas análises periódicas de existência de perdas por imparidade. Relativamente aos critérios objectivos de imparidade, o Grupo considera adequado um prazo de 24 meses para efeitos do critério de desvalorização prolongada em instrumentos financeiros face ao seu custo de aquisição. Adicionalmente, no que se refere ao critério de desvalorização significativa, o Grupo considera a existência de menos valias potenciais superiores a 50% do custo de aquisição do instrumento financeiro.
Excepto conforme descrito no parágrafo seguinte, caso num período subsequente se registe uma diminuição no montante das perdas por imparidade atribuídas a um evento, o valor previamente reconhecido é revertido através de ajustamento à conta de perdas por imparidade. O montante da reversão é reconhecido directamente na demonstração dos resultados.
Relativamente a activos financeiros disponíveis para venda, em caso de evidência objectiva de imparidade, resultante de diminuição significativa ou prolongada do justo valor do título ou de dificuldades financeiras do emitente, a perda acumulada na reserva de reavaliação de justo valor é removida do capital próprio e reconhecida nos resultados. As perdas por imparidade registadas em títulos de rendimento fixo podem ser revertidas através de resultados, caso se verifique uma alteração positiva no justo valor do título resultante de um evento ocorrido após a determinação da imparidade. As perdas por imparidade relativas a títulos de rendimento variável não podem ser revertidas, pelo que eventuais mais valias potenciais originadas após o reconhecimento de perdas por imparidade são reflectidas na reserva de justo valor. Quanto a títulos de rendimento variável para os quais tenha sido registada imparidade, posteriores variações negativas no justo valor são sempre reconhecidas em resultados.
Relativamente a activos financeiros registados ao custo, nomeadamente instrumentos de capital não cotados e cujo o justo valor não possa ser mensurado com fiabilidade, o Banco efectua igualmente análises periódicas de imparidade. Neste âmbito, o valor recuperável corresponde à melhor estimativa dos fluxos futuros a receber do activo, descontados a uma taxa que reflicta de forma adequada o risco associado à sua detenção.
Os outros passivos financeiros correspondem essencialmente a recursos de instituições de crédito, depósitos de clientes e dívida emitida. Estes passivos são valorizados inicialmente ao justo valor, o qual normalmente corresponde à contraprestação recebida, líquida dos custos de transacção, e são posteriormente valorizados ao custo amortizado de acordo com o método da taxa de juro efectiva. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA)
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
As emissões de obrigações encontram-se registadas nas rubricas "Outros passivos subordinados" e "Responsabilidades representadas por títulos".
Na data de emissão as obrigações são relevadas pelo justo valor (valor de emissão), sendo posteriormente valorizadas ao custo amortizado de acordo com o método da taxa de juro efectiva.
Os derivados embutidos em obrigações emitidas são registados separadamente e reavaliados ao justo valor através de resultados.
Conforme referido anteriormente, os activos financeiros registados nas categorias de Activos financeiros detidos para negociação e ao justo valor através de resultados e Activos financeiros disponíveis para venda são valorizados pelo justo valor.
O justo valor de um instrumento financeiro corresponde ao montante pelo qual um activo ou passivo financeiro pode ser vendido ou liquidado entre partes independentes, informadas e interessadas na concretização da transacção em condições normais de mercado.
O justo valor de activos financeiros é determinado por um órgão do Banco independente da função de negociação, com base em:
Os instrumentos financeiros mantidos ao custo amortizado são inicialmente registados pelo justo valor acrescido ou deduzido de proveitos ou custos directamente atribuíveis à transacção. O reconhecimento dos juros é efectuado pelo método da taxa efectiva.
Sempre que a estimativa de pagamentos ou cobranças associadas a instrumentos financeiros valorizados pelo seu custo amortizado seja revista, o respectivo valor de balanço é ajustado para reflectir os cash flows revistos. O novo custo amortizado é apurado calculando o valor presente dos cash flows futuros revistos à taxa de juro efectiva original do instrumento financeiro. O ajustamento no custo amortizado é reconhecido na demonstração de resultados.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA)
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
f) Valorização de instrumentos derivados e contabilidade de cobertura
Os instrumentos derivados transaccionados pelo Grupo são sempre reconhecidos em balanço pelo seu justo valor.
Os derivados embutidos noutros instrumentos financeiros (nomeadamente em dívida emitida) são separados do instrumento de acolhimento sempre que os seus riscos e características não estejam intimamente relacionados com os do contrato de acolhimento e a totalidade do instrumento não seja registada ao justo valor por contrapartida de resultados.
O BST utiliza instrumentos financeiros derivados para cobertura dos riscos de taxa de juro e taxa de câmbio resultantes de actividades de financiamento e de investimento. Os derivados que não se qualificam para aplicação da contabilidade de cobertura são registados como instrumentos financeiros de negociação, nas rubricas de activos ou passivos financeiros detidos para negociação, e todas as variações no seu justo valor são reflectidas em resultados.
Os derivados que se qualificam para aplicação de contabilidade de cobertura são registados ao seu justo valor e os ganhos ou perdas são reconhecidos de acordo com o modelo de contabilidade de cobertura adoptado pelo BST.
Nos termos previstos na IAS 39.88 é aplicada a contabilidade de cobertura quando se verificam cumulativamente os seguintes requisitos:
A metodologia da contabilidade de cobertura apenas é aplicada a partir do momento em que todos estes requisitos são cumpridos. Do mesmo modo, se em algum momento a eficácia de cobertura deixar de se situar no intervalo entre 80% e 125%, a contabilidade de cobertura é descontinuada.
Os ganhos ou perdas na reavaliação de um instrumento de cobertura são reconhecidos em resultados. Caso a cobertura seja eficaz os ganhos ou perdas resultantes da variação no justo valor do elemento coberto relativo ao risco que está a ser objecto de cobertura são igualmente reconhecidos em resultados.
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Se um instrumento de cobertura se vence ou é terminado antecipadamente, os ganhos ou perdas reconhecidos na valorização do risco coberto como correcções de valor dos elementos cobertos, são amortizados ao longo do período remanescente. Se o activo ou passivo coberto é vendido ou liquidado, todos os valores reconhecidos na valorização do risco coberto são reconhecidos em resultados do exercício e o instrumento derivado passa a pertencer à carteira de negociação. Se a cobertura deixar de ser eficaz, os ganhos ou perdas reconhecidos como correcções de valor dos elementos cobertos são amortizados por resultados durante o período remanescente.
No caso de coberturas de risco de taxa de câmbio de elementos monetários, não é aplicada contabilidade de cobertura, sendo o ganho ou perda associado ao derivado reconhecido na demonstração dos resultados, assim como as variações cambiais dos elementos monetários.
Como cobertura de fluxos de caixa entende-se a cobertura de uma exposição relativa à variabilidade de fluxos futuros, que pode ser atribuída a um risco específico associado a um activo ou passivo reconhecido, ou ainda a uma transacção futura altamente provável, e que possa afectar os resultados.
O BST tem instrumentos financeiros derivados contratados para cobertura dos fluxos futuros de juros de parte da sua carteira de crédito à habitação remunerada a taxa variável. Adicionalmente, o Banco tem instrumentos financeiros derivados para cobertura dos fluxos futuros de juros a pagar em passivos emitidos.
A aplicação da contabilidade de cobertura de fluxos de caixa está sujeita aos requisitos genéricos anteriormente referidos para a contabilidade de cobertura e implica os seguintes registos:
Adicionalmente, o ganho ou perda no instrumento de cobertura reconhecido em capitais próprios corresponde ao menor dos seguintes valores:
Nesse sentido, e se aplicável, a parte não reconhecida em capitais próprios do ganho ou perda no instrumento de cobertura é reflectida em resultados.
A contabilidade de cobertura de fluxos de caixa deve ser descontinuada se o instrumento de cobertura se vencer ou terminar antecipadamente, se a cobertura deixar de ser eficaz ou se for decidido terminar a designação da relação de cobertura. Nestes casos, o ganho ou perda acumulado resultante do instrumento de cobertura deve permanecer reconhecido separadamente no capital próprio, sendo reflectido em resultados no mesmo período de tempo do reconhecimento em resultados dos ganhos ou perdas no elemento coberto.
Os activos tangíveis utilizados pelo Banco para o desenvolvimento da sua actividade são contabilisticamente relevados pelo custo de aquisição (incluindo custos directamente atribuíveis), deduzido de amortizações acumuladas, bem como de perdas por imparidade, quando aplicável.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
A depreciação dos activos tangíveis é registada numa base sistemática ao longo do período de vida útil estimado do bem:
| Anos de vida útil |
|
|---|---|
| Imóveis de serviço próprio | 50 |
| Equipamento | 4 a 10 |
As despesas de investimento em obras não passíveis de recuperação realizadas em edifícios que não sejam propriedade do Banco (arrendados) são amortizadas ao longo de um prazo compatível com o da sua vida útil esperada ou do contrato de arrendamento, caso este seja inferior. Em média corresponde a um período de dez anos.
Conforme previsto na IFRS 1, os activos tangíveis adquiridos até 1 de Janeiro de 2004 foram registados pelo valor contabilístico na data de transição para os IAS/IFRS, que correspondeu ao custo ajustado por reavaliações efectuadas nos termos da legislação em vigor, decorrentes da evolução de índices gerais de preços. Uma parcela correspondente a 40% do aumento das amortizações que resultam dessas reavaliações não é aceite como custo para efeitos fiscais, sendo registados os correspondentes impostos diferidos passivos.
Periodicamente são efectuados testes de imparidade. Para este efeito, os balcões são considerados unidades geradoras de fluxos de caixa, sendo registadas perdas por imparidade nas situações em que o valor recuperável do imóvel através do seu uso nas operações ou pela venda é inferior ao valor líquido contabilístico.
Os critérios seguidos nas avaliações dos imóveis consideram normalmente o método de comparação de mercado, e o valor constante da avaliação corresponde ao valor de mercado do bem no estado actual.
O Banco regista nesta rubrica as despesas incorridas na fase de desenvolvimento de projectos relativos a tecnologias de informação implementados e em fase de implementação, bem como o custo de software adquirido, em qualquer dos casos quando o impacto esperado se reflecte para além do exercício em que são realizados. Anualmente é efectuada uma análise para apuramento de eventuais perdas por imparidade.
Os activos intangíveis são amortizados por duodécimos, ao longo do seu período de vida útil estimado o qual, em média, corresponde a três anos. Para a plataforma informática (Paternon), a vida útil estimada corresponde no máximo a cinco anos.
O Grupo regista na rubrica de "Activos não correntes detidos para venda"os imóveis, equipamentos e outros bens recebidos em dação ou arrematação para pagamento de operações de crédito vencido, sendo registados pelo valor acordado por via negocial ou judicial, quando estes se encontram disponíveis para venda imediata na sua condição presente e existe a probabilidade de alienação no período de um ano. Caso não cumpram estes critérios, são registados na rubrica "Outros activos" (Nota 17).
Os imóveis são objecto de avaliações periódicas efectuadas por avaliadores independentes que dão lugar ao registo de perdas por imparidade, sempre que o valor decorrente dessas avaliações (líquido de custos de venda) seja inferior ao valor por que se encontram contabilizados.
Os bens recuperados na sequência da rescisão de contratos de locação financeira são registados no activo pelo valor do capital em dívida à data da rescisão.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA)
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Adicionalmente, são registados nesta rubrica os imóveis de serviço próprio do Banco que se encontram em processo de venda. Estes activos são transferidos pelo seu valor contabilístico de acordo com a IAS 16 (custo de aquisição, líquido de amortizações e imparidades acumuladas) e são igualmente objecto de avaliações periódicas para apuramento de eventuais perdas por imparidade.
De acordo com o preconizado pela IFRS 5 - Activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas, o Banco não reconhece mais-valias potenciais nestes activos.
O Conselho de Administração do Banco considera que os métodos adoptados são adequados e reflectem a realidade de mercado.
Uma provisão é constituída quando existe uma obrigação presente (legal ou construtiva) resultante de eventos passados relativamente à qual seja provável o futuro dispêndio de recursos, e este possa ser determinado com fiabilidade. O montante da provisão corresponde à melhor estimativa do valor a desembolsar para liquidar a responsabilidade na data do balanço.
Caso não seja provável o futuro dispêndio de recursos, trata-se de um passivo contingente. Os passivos contingentes são apenas objecto de divulgação, a menos que a possibilidade da sua concretização seja remota.
Esta rubrica do passivo inclui as provisões constituídas para fazer face, nomeadamente, a benefícios pós emprego específicos de membros do Conselho de Administração, ao plano de reestruturação, a riscos fiscais, a processos judiciais e a outros riscos específicos decorrentes da actividade do BST, de acordo com a IAS 37 (Nota 22).
O Banco subscreveu o Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) para o sector bancário, pelo que os seus empregados ou as suas famílias têm direito a pensões de reforma, invalidez e sobrevivência.
Para os colaboradores admitidos no Banco até 31 de Dezembro de 2008, o plano de pensões existente no BST correspondia a um plano de benefícios definidos, uma vez que estabelece os critérios de determinação do valor da pensão que um empregado receberá durante a reforma em função do tempo de serviço prestado e da respectiva retribuição à data da reforma, sendo as pensões actualizadas anualmente com base nas remunerações previstas no ACT para o pessoal no activo. Para estes trabalhadores, o Banco tem sido responsável pelo pagamento integral das pensões previstas no ACT. Para cobertura das responsabilidades com o plano de benefícios definidos o Banco dispõe de um Fundo de Pensões.
A partir de 1 de Janeiro de 2009, os colaboradores admitidos no Banco passaram a estar inscritos na Segurança Social, estando abrangidos por um plano de pensões complementar de contribuição definida e direitos adquiridos ao abrigo do artigo 137º – C do ACT. O referido plano é financiado através de contribuições dos colaboradores (1,5%) e do Banco (1,5%) sobre o valor da retribuição mensal efectiva. Para este efeito, cada colaborador pode optar por um fundo de pensões aberto à sua escolha.
Os empregados do ex – totta já estavam inscritos na Segurança Social, pelo que a responsabilidade do Banco com o plano de benefício definido relativamente a estes colaboradores tem consistido no pagamento de complementos.
Em Outubro de 2010 foi celebrado um acordo entre o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, a Associação Portuguesa de Bancos e a Federação do Sector Financeiro (FEBASE), para integração dos trabalhadores do sector bancário no Regime Geral da Segurança Social. Na sequência deste acordo, foi publicado em 2011 o Decreto-Lei nº 1-A/2011, de 3 de Janeiro, que define que os trabalhadores do sector bancário que estejam no activo na data da sua entrada em vigor (4 de Janeiro de 2011), passam a estar abrangidos pelo Regime Geral da Segurança Social, no que diz respeito à pensão de reforma por velhice e nas eventualidades de maternidade, paternidade e adopção. Face ao carácter de complementaridade previsto nas regras do Acordo Colectivo de Trabalho do Sector Bancário, o Banco continuará a garantir a diferença entre o valor dos benefícios que sejam pagos ao abrigo do Regime Geral da Segurança Social para as eventualidades integradas e os previstos nos termos do referido Acordo.
Na sequência das instruções do Conselho Nacional dos Supervisores Financeiros, as responsabilidades por serviços passados reconhecidas a 31 de Dezembro de 2010 não sofrem alterações com a publicação do referido Decreto-Lei, uma vez que a redução do valor das pensões a cargo do Banco relativa aos trabalhadores no activo é aplicável aos serviços futuros dos colaboradores, com início em 1 de Janeiro de 2011. Desta forma, o custo do serviço corrente reduziu-se a partir desta data, mas o Banco passou a suportar Taxa Social Única (TSU) de 23,6%. O Banco mantém a seu cargo as responsabilidades pelo pagamento das pensões de invalidez e sobrevivência e os subsídios de doença.
Em Dezembro de 2011 foi celebrado um acordo tripartido entre o Ministério das Finanças, a Associação Portuguesa de Bancos e a Federação do Sector Financeiro (FEBASE), com vista à transferência para o âmbito da Segurança Social de parte das responsabilidades com reformados e pensionistas que em 31 de Dezembro de 2011 se encontravam abrangidos pelo regime de segurança social substitutivo constante de instrumento de regulamentação colectiva de trabalho vigente no sector bancário (ACT).
Na sequência deste acordo, foi publicado ainda em 2011 o Decreto-Lei nº 127/2011, de 31 de Dezembro, que define que a Segurança Social é responsável, a partir de 1 de Janeiro de 2012, pelas pensões acima referidas, no valor correspondente ao pensionamento da remuneração à data de 31 de Dezembro de 2011, nos termos e condições previstos nos instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho do sector bancário aplicáveis, incluindo os valores relativos ao subsídio de Natal e ao 14.º mês.
De acordo com este Decreto-Lei, o Banco, através do respectivo fundo de pensões, apenas mantém a responsabilidade pelo pagamento:
No âmbito da transferência das responsabilidades assumidas pela Segurança Social foram ainda transferidos os activos do Fundo de Pensões do Banco, na parte correspondente a essas responsabilidades. O valor dos activos dos fundos de pensões a transmitir para o Estado corresponde ao valor das responsabilidades assumidas pela Segurança Social de acordo com o decreto-lei, as quais foram determinadas, tendo em conta os seguintes pressupostos:
Tábua de mortalidade população masculina TV 73/77 menos 1 ano Tábua de mortalidade população feminina TV 88/90 Taxa técnica actuarial (desconto) 4%
Os activos a transmitir deverão ser constituídos por numerário e, até 50% do valor dos activos a transmitir, por títulos da dívida pública portuguesa, neste caso valorizados pelo respectivo valor de mercado.
A transmissão da titularidade dos activos será realizada pelo Banco nos seguintes termos:
Neste sentido, e antes de proceder à transferência para a Segurança Social, o Banco obteve estudos actuariais que permitiram apurar o valor da transferência.
Na sequência do acordo de transferência para o âmbito da Segurança Social dos reformados e pensionistas, e para efeitos da determinação do valor das responsabilidades a transferir de acordo com o estabelecido no Decreto-Lei nº 127/2011, de 31 de Dezembro, o Banco efectuou o cálculo das responsabilidades separadamente para empregados no activo e para reformados, tendo definido pressupostos específicos para cada uma das realidades (Nota 43).
A diferença entre o valor das responsabilidades a transmitir para o Estado, determinadas com base nos pressupostos acima referidos, e determinadas com base nos pressupostos actuariais actualizados adoptados pelo Grupo foi registada na rubrica de resultados "Custos com o pessoal" (Nota 39 e 43).
Adicionalmente, os colaboradores da Sucursal de Londres do Banco estão abrangidos por um plano de pensões de benefício definido, para o qual a Sucursal dispõe de um fundo de pensões separado (Nota 43).
Em Fevereiro de 2010 foi aprovado um plano complementar de reforma de contribuição definida para um conjunto de directivos do Banco, tendo para o efeito sido contratado um seguro no montante de mEuros 4.430 (Nota 39).
As responsabilidades do BST com pensões de reforma são calculadas por peritos externos, a Towers Watson International Limited, Sucursal em Portugal (ex-Watson Wyatt), com base no método "Projected Unit Credit". A taxa de desconto utilizada nos estudos actuariais é determinada com base nas taxas de mercado relativas a obrigações de empresas de rating elevado, denominadas na moeda em que os benefícios serão pagos (Euros) e com maturidade semelhante à data do termo das obrigações do plano. Os benefícios pósemprego dos colaboradores incluem ainda os cuidados médicos (SAMS), bem como o subsídio por morte na reforma.
O Banco Santander Negócios Portugal, S.A. (BSN) não subscreveu o Acordo Colectivo de Trabalho em vigor para o sector bancário. No exercício de 2006 o BSN constituiu um fundo de pensões de contribuição definida, em que os colaboradores podiam efectuar contribuições voluntárias. A contribuição do BSN dependia dos resultados e correspondia a uma percentagem do salário dos colaboradores, com o mínimo anual de 1.000 Euros por participante. Na sequência da fusão por incorporação do BSN no BST, os colaboradores do ex-BSN foram integrados no ACT e no plano de pensões de benefício definido do BST a partir de Maio de 2010. Foi reconhecida antiguidade para os colaboradores admitidos antes de 1 de Julho de 1997. O aumento das responsabilidades por serviços passados com os colaboradores do BSN foi reconhecido na rubrica "Custos com o pessoal".
A Totta IFIC não dispunha de fundo de pensões. Na sequência da fusão por incorporação da Totta IFIC no BST, os colaboradores da ex-Totta IFIC foram integrados no ACT e no plano de pensões de benefício definido do BST a partir de Abril de 2011. Foi reconhecida antiguidade para os colaboradores admitidos antes de 1 de Julho de 1997. O aumento das responsabilidades por serviços passados com os colaboradores da Totta IFIC foi reconhecido na rubrica "Custos com o pessoal".
Em 2011 e 2010 o BST assumiu um acréscimo de responsabilidades de mEuros 1.044 e mEuros 778, relativo aos colaboradores da Totta IFIC e do BSN, respectivamente (Nota 43).
Em 1 de Janeiro de 2004, o BST optou por não aplicar retrospectivamente a IAS 19, não tendo então efectuado o recalculo dos ganhos e perdas actuariais que seriam diferidos em balanço caso tivesse adoptado esta Norma desde o início dos planos de pensões. Deste modo, os ganhos e perdas actuariais já existentes em 1 de Janeiro de 2004, bem como os decorrentes da adopção da IAS 19, foram anulados/registados por contrapartida de resultados transitados nessa data.
Em 2011 o Banco decidiu alterar a política contabilística de reconhecimento dos ganhos e perdas actuariais, deixando de adoptar o método do corredor e passando a reconhecer os ganhos e perdas actuarias directamente em capitais próprios, conforme permitido pela IAS 19. A Administração entende que esta alteração traduz de forma mais apropriada a posição económica e financeira do Banco relativamente às responsabilidades com pensões.
Esta alteração de política contabilística foi aplicada retrospectivamente, conforme requerido pela IAS 8 (Nota 1.5.).
O BST regista em "Custos com o pessoal" da demonstração dos resultados as seguintes componentes:
As responsabilidades com pensões de reforma, deduzidas do justo valor dos activos do Fundo de Pensões são registadas na rubrica de "Outros activos" (Nota 17).
O Aviso do Banco de Portugal nº 4/2005 determina a obrigatoriedade de financiamento integral pelo Fundo de Pensões das responsabilidades por pensões em pagamento e de um nível mínimo de financiamento de 95% das responsabilidades com serviços passados do pessoal no activo. No entanto, estabelece um período transitório entre 5 e 7 anos relativamente à cobertura do aumento de responsabilidades decorrente da adopção da IAS 19.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA)
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
O Banco dotou em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 o Fundo de Pensões de forma a proceder à cobertura da totalidade das suas responsabilidades com benefícios de empregados, incluindo o SAMS.
Nos termos do ACT, o BST assumiu o compromisso de atribuir aos colaboradores no activo que completem quinze, vinte e cinco e trinta anos de bom e efectivo serviço, um prémio de antiguidade de valor igual, respectivamente, a um, dois ou três meses da sua retribuição mensal efectiva (no ano da atribuição), respectivamente.
O BST determina o valor actual das responsabilidades com prémios de antiguidade através de cálculos actuariais pelo método "Projected Unit Credit". Os pressupostos actuariais (financeiros e demográficos) têm por base expectativas para o crescimento dos salários e baseiam-se em tábuas de mortalidade adaptadas à população do BST. A taxa de desconto é determinada com base em taxas de mercado de obrigações de empresas de rating elevado e prazo semelhante ao da liquidação das responsabilidades.
As responsabilidades por prémios de antiguidade são registadas na rubrica de "Outros passivos – prémio de antiguidade" (Nota 25).
O BST e as empresas do Grupo estão sujeitas ao regime fiscal consignado no Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (Código do IRC). As contas das sucursais são integradas nas contas do Banco para efeitos fiscais. Para além da sujeição a IRC nestes termos, os resultados das sucursais são ainda sujeitos a impostos locais nos países/territórios onde estão estabelecidas. Os impostos locais são dedutíveis à colecta de IRC em Portugal nos termos do Artigo 91º do respectivo Código e dos Acordos de Dupla Tributação celebrados por Portugal.
A Sucursal Financeira Exterior na Região Autónoma da Madeira beneficia, ao abrigo do Artigo 33º do Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF), de isenção de IRC até 31 de Dezembro de 2011. Para efeitos da aplicação desta isenção, de acordo com o disposto no Artigo 34.º do EBF, considera-se que pelo menos 85% do lucro tributável da actividade global do Banco é resultante de actividades exercidas fora do âmbito institucional da zona franca da Madeira.
De acordo com o Artigo 92º do Código do IRC, o imposto liquidado nos termos do nº 1 do Artigo 90º, líquido das deduções correspondentes à dupla tributação internacional e a benefícios fiscais, não pode ser inferior a 90% do montante que seria apurado se o sujeito passivo não usufruísse de benefícios fiscais e dos regimes previstos no nº 13 do Artigo 43º e no Artigo 75º, ambos do Código do IRC.
A partir de 1 de Janeiro de 2007, os municípios podem deliberar uma derrama anual até ao limite máximo de 1,5% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de IRC. Esta disposição implicou que a taxa fiscal utilizada nos exercícios de 2010 e 2011 no cálculo de impostos diferidos sobre eventuais prejuízos fiscais reportáveis fosse de 25% e que se aplicasse 26,5% para as demais diferenças temporárias geradas no reconhecimento do imposto sobre lucros do exercício.
Com a publicação da Lei nº 12–A/2010, de 30 de Junho, foi introduzida a derrama estadual, que é paga por todos os sujeitos passivos que apurem um lucro tributável sujeito e não isento de IRC superior a mEuros 2.000. A derrama estadual corresponde a 2,5% da parte do lucro tributável superior ao referido limite. Esta disposição implicou que a taxa fiscal utilizada no cálculo dos impostos diferidos, com excepção de eventuais prejuízos fiscais reportáveis, e no reconhecimento do imposto sobre lucros do período, fosse de 29%.
Com a publicação da Lei do Orçamento do Estado para 2012 (Lei nº 64–B/2011, de 30 de Dezembro) , as empresas que apresentem nesse exercício e nos seguintes lucros tributáveis mais elevados são sujeitas a taxas agravadas em sede de derrama estadual. Nesse sentido, as empresas com lucros tributáveis compreendidos entre mEuros 1.500 e mEuros 10.000 passam as estar sujeitas a uma taxa de derrama estadual de 3% e as empresas com lucros tributáveis superiores a mEuros 10.000 ficam sujeitas a uma taxa de 5%. Assim, sempre que o lucro tributável apurado exceda os mEuros 10.000, aplicar-se-á uma taxa de 3% ao montante de mEuros 8.500, aplicando-se uma taxa de 5% ao lucro tributável remanescente. Esta disposição implicou que a taxa fiscal utilizada no exercício de 2011 no reconhecimento do imposto sobre lucros do período fosse de 26,5% para mEuros 1.500 do lucro tributável, 29,5% para mEuros 8.500 do lucro tributável e 31,5% para o remanescente. De referir que o Banco apurou prejuízo fiscal no exercício de 2011.
Os prejuízos apurados no exercício de 2011 poderão ser utilizados nos quatro exercícios subsequentes, contudo, a sua dedução será limitada nos termos previstos na Lei do Orçamento do Estado para 2012, acima mencionada, a qual veio estabelecer que a dedução dos prejuízos a efectuar em cada exercício não pode exceder 75% do respectivo lucro tributável, podendo o remanescente (restantes 25%) ser utilizado até ao final do prazo de reporte.
De salientar que os prejuízos gerados a partir do exercício de 2012, inclusive, são reportáveis nos cinco períodos de tributação posteriores.
Com a publicação da Lei n.º 55 - A/2010, de 31 de Dezembro, o Banco passou a estar abrangido pelo regime de contribuição sobre o sector bancário. A contribuição sobre o sector bancário incide sobre:
As taxas aplicáveis às bases de incidência definidas pelas alíneas a) e b) anteriores variam entre 0,01% e 0,05% e 0,00010% e 0,00020%, respectivamente, em função do valor apurado.
Os impostos diferidos activos e passivos correspondem ao valor do imposto a recuperar e a pagar em períodos futuros resultante de diferenças temporárias entre o valor de um activo ou passivo no balanço e a sua base de tributação. Os créditos fiscais são igualmente registados como impostos diferidos activos.
Os impostos diferidos activos são reconhecidos quando se estimam que sejam recuperáveis e até ao montante em que seja provável a existência de lucros tributáveis futuros que acomodem as diferenças temporárias dedutíveis.
Os impostos diferidos activos e passivos foram calculados com base nas taxas fiscais decretadas para o período em que se prevê que seja realizado o activo ou incorrido o passivo.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA)
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Os impostos correntes e os impostos diferidos são reflectidos em resultados, com excepção dos impostos relativos a transacções directamente registadas em capitais próprios, nomeadamente, ganhos e perdas potenciais em títulos disponíveis para venda e em derivados de cobertura de fluxos de caixa, e os desvios actuariais relativos a responsabilidades com pensões na sequência da alteração da política contabilística (Nota 1.3. k)).
O Grupo tem planos de incentivos a longo prazo sobre acções e opções sobre acções do Banco Santander, S.A., empresa mãe do Grupo Santander. Face às suas características, estes planos consistem em "equity settled share-based payment transactions", conforme definido na IFRS 2 e na IFRIC 11. A gestão, cobertura e execução destes planos de incentivos a longo prazo é assegurada directamente pelo Banco Santander S.A.. O Grupo paga anualmente ao Banco Santander, S.A. o montante relativo a estes planos.
O registo dos referidos planos consiste em reconhecer o direito dos colaboradores do Grupo a estes instrumentos na rubrica de "Outras reservas", por contrapartida da rubrica de "Custos com pessoal", na medida em que correspondem a uma remuneração pela prestação de serviços.
A descrição dos planos de incentivos de longo prazo sobre acções e opções sobre acções do Banco Santander S.A. em vigor nos exercícios de 2011 e 2010 está incluída na Nota 46.
o) Prestação de serviços de mediação de seguros
O Banco adopta o princípio contabilístico da especialização de exercícios em relação aos proveitos com a prestação do serviço de mediação de seguros - comissões. Assim, estes proveitos são registados à medida que são gerados, independentemente do momento do seu recebimento. Os valores a receber são submetidos a análise de perdas por imparidade.
Conforme referido na Nota Introdutória, a 1 de Abril de 2011 ocorreu a fusão por incorporação da Totta IFIC no Banco. A fusão para efeitos contabilísticos foi reportada àquela data. O Banco integrou os activos e passivos da Totta IFIC pelo valor contabilístico que apresentavam nas demonstrações financeiras em 31 de Março de 2011. A diferença entre o valor contabilístico e o custo de aquisição foi registado nas rubricas de capital, prémios de emissão e reserva de fusão. O impacto desta fusão nos capitais próprios do Banco pode ser demonstrado como segue:
| Situação líquida da Totta IFIC à data da fusão Transferência das reservas de reavaliação Outras correcções – plano de incentivos |
175.019 ( 7.606 ) ( 32 ) |
|---|---|
| Capitais próprios ajustados da Totta IFIC em 31 de Março de 2011 | ----------- 167.381 |
| Custo de aquisição da participação na Totta IFIC em 31 de Março de 2011 Aumento de capital do Banco Prémio de emissão |
----------- 10.556 36.618 29.687 |
| ---------- 76.861 |
|
| Reserva de fusão | ---------- 90.520 |
| ===== |
Consequentemente, uma vez que o balanço e a demonstração de resultados dos períodos anteriores não foram reexpressos, os activos, passivos, custos e proveitos do Banco em 31 de Dezembro de 2011 não são directamente comparáveis com os de 31 de Dezembro de 2010.
Apresenta-se de seguida um resumo por rubrica do balanço individual da Totta IFIC em 31 de Março de 2011 que foi incorporado no BST nos termos atrás descritos:
| Balanço | 31-03-2011 |
|---|---|
| Activo Caixa e disponibilidades em bancos centrais |
2 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 339.881 |
| Aplicações em instituições de crédito | 657.856 |
| Crédito a clientes | 2.843.921 |
| Activos não correntes detidos para venda | 6.605 |
| Outros activos tangíveis | 3.724 |
| Activos intangíveis | 458 |
| Activos por impostos correntes | 3 |
| Activos por impostos diferidos | 10.838 |
| Outros activos | 12.004 |
| Total do Activo | 3.875.292 |
| Passivo | |
| Recursos de outras instituições de crédito | 2.660.427 |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | 859.523 |
| Provisões | 26.670 |
| Passivos por impostos correntes | 9.573 |
| Passivos por impostos diferidos | 6.708 |
| Outros passivos subordinados | 63.049 |
| Outros passivos | 74.323 |
| Total do Passivo | 3.700.273 |
| Capitais Próprios | |
| Capital subscrito | 34.563 |
| Reservas de reavaliação | 7.606 |
| Outras reservas e resultados transitados | 124.662 |
| Resultado do período | 8.188 |
| Total dos Capitais Próprios | 175.019 |
| Total do Passivo e dos Capitais Próprios | 3.875.292 |
| Outras reservas e resultados transitados | 55.080 |
| Resultado do exercício | 18.122 |
| Total dos Capitais Próprios | 4.123.513 |
| Total do Passivo e dos Capitais Próprios | 4.131.119 |
Tal como referido na Nota 1.3.k), no exercício de 2011, o Conselho de Administração do Banco decidiu alterar a política contabilística, deixando de utilizar o método do corredor e passando a reconhecer os ganhos e perdas actuariais em capitais próprios, conforme permitido pela IAS 19.
De acordo com a Lei nº 64 – B/2011, relativa ao Orçamento de Estado para 2012, o impacto desta alteração será aceite em termos fiscais durante um período de 10 anos. Por conseguinte, o Banco registou impostos diferidos activos no montante de mEuros 159.239 (Nota 16), decorrentes desta alteração de política contabilística.
Conforme requerido pela IAS 8, são apresentados em seguida os efeitos da alteração da política contabilística no capital próprio em 1 de Janeiro de 2010, no resultado líquido do exercício de 2010 e no capital próprio de 31 de Dezembro de 2010:
| 31-12-2010 | 31-12-2009 | |||
|---|---|---|---|---|
| Capital próprio sem resultado líquido do exercício |
Resultado líquido do exercício |
Capital próprio total |
Capital próprio |
|
| Saldos antes da aplicação retrospectiva | 2.239.084 | 394.028 | 2.633.112 | 2.731.019 |
| Impacto da aplicação retrospectiva em 01 de Janeiro de 2010 | ||||
| Desvios actuariais acumulados em 01 de Janeiro de 2010 | (267.346) | - | (267.346) | (267.346) |
| Desvios actuariais reconhecidos em 2010 | (73.156) | - | (73.156) | - |
| Desvios actuariais amortizados em 2010 (excesso do corredor) | - | 5.168 | 5.168 | - |
| Efeito fiscal | 97.247 | - | 97.247 | 77.530 |
| (243.255) | 5.168 | (238.087) | (189.816) | |
| Saldos após aplicação retrospectiva | 1.995.829 | 399.196 | 2.395.025 | 2.541.203 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
A preparação das demonstrações financeiras requer a elaboração de estimativas e a adopção de pressupostos por parte do Conselho de Administração do Banco. Estas estimativas são subjectivas por natureza e podem afectar o valor dos activos e passivos, proveitos e custos, assim como de passivos contingentes divulgados.
As responsabilidades com pensões de reforma e sobrevivência são estimadas tendo por base avaliações actuariais efectuadas por peritos externos certificados na Comissão dos Mercados de Valores Mobiliários (CMVM). Estas estimativas incorporam um conjunto de pressupostos financeiros e actuariais, nomeadamente a taxa de desconto, rendibilidade esperada dos activos do Fundo de pensões, tábuas de mortalidade, invalidez, crescimento das pensões e dos salários, entre outros. De referir que o rendimento esperado do Fundo de Pensões tem impacto no custo anual com pensões.
Os pressupostos adoptados correspondem à melhor estimativa do Banco e dos actuários do comportamento futuro das respectivas variáveis.
Na valorização de instrumentos financeiros não negociados em mercados activos são utilizados modelos ou técnicas de valorização, tal como descrito nas Notas 1.3. e) e f) supra. Consequentemente, as valorizações obtidas correspondem à melhor estimativa do justo valor dos referidos instrumentos na data do balanço. Conforme referido na Nota 1.3. e), de modo a assegurar uma adequada segregação de funções, a valorização destes instrumentos financeiros é determinada por um órgão independente da função de negociação.
As perdas por imparidade em crédito concedido são calculadas conforme indicado na Nota 1.3. c) supra. Deste modo, a determinação da imparidade através de análise individual corresponde ao julgamento do Banco quanto à situação económica e financeira dos clientes e à sua estimativa do valor das garantias associadas aos respectivos créditos, com o consequente impacto nos fluxos futuros de caixa esperados. A determinação da imparidade através de análise colectiva é efectuada com base em parâmetros históricos para tipologias de operações comparáveis, tendo em consideração estimativas de entrada em incumprimento e de recuperação.
Conforme descrito na Nota 1.3. e), as menos-valias resultantes da valorização destes activos são reconhecidas por contrapartida da Reserva de reavaliação. Sempre que exista evidência objectiva de imparidade, as menos valias acumuladas que tenham sido reconhecidas devem ser transferidas para custos do exercício.
No caso de instrumentos de capital, a determinação da existência de perdas por imparidade pode revestir-se de alguma subjectividade. O Banco determina a existência ou não de imparidade nestes activos através de uma análise específica em cada data de balanço e tendo em consideração os indícios definidos na IAS 39 (ver Nota 1.3. e)).
No caso de instrumentos de dívida classificados nesta categoria, as menos-valias são transferidas da Reserva de reavaliação para resultados sempre que existam indícios de que possa vir a ocorrer incumprimento dos fluxos de caixa contratuais, nomeadamente, por dificuldades financeiras do emitente, existência de incumprimento de outras responsabilidades financeiras, ou uma degradação significativa do rating do emitente.
O reconhecimento de impostos diferidos activos pressupõe a existência de resultados e de matéria colectável futura. Adicionalmente, os impostos diferidos activos e passivos foram determinados com base na interpretação da legislação fiscal actual. Deste modo, alterações na legislação fiscal ou na sua interpretação por parte das autoridades competentes podem ter impacto no valor dos impostos diferidos.
O Banco enquanto entidade sujeita à supervisão do Banco de Portugal e que está obrigada a elaborar as suas demonstrações financeiras individuais em conformidade com as Normas de Contabilidade Ajustadas (NCA), definidas no Aviso nº 1/2005 do Banco de Portugal de 21 de Fevereiro, tem de utilizar estas contas para apuramento do lucro tributável.
Com o objectivo de adaptação do Código do IRC às Normas Internacionais de Contabilidade adoptadas pela União Europeia e ao Sistema de Normalização Contabilística (SNC), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de Julho, foi aprovado o Decreto-Lei n.º 159/2009, de 13 de Julho.
O referido Decreto-Lei n.º 159/2009, de 13 de Julho, procedeu a alterações a alguns dos artigos do Código do IRC, tendo, adicionalmente, procedido à revogação do n.º 2 do artigo 57.º da Lei do Orçamento do Estado para 2007. Estas disposições entraram em vigor a 1 de Janeiro de 2010.
Neste sentido, estas novas regras foram observadas para efeitos do apuramento do lucro tributável do exercício de 2011 e 2010, de acordo com a interpretação das mesmas por parte do Banco.
Nos termos requeridos pela IFRS 8, as divulgações por segmentos operacionais do Banco são apresentadas de seguida, de acordo com a informação analisada pelos órgãos de gerência:
Inclui essencialmente a actividade do Banco nos mercados financeiros e com grandes empresas, sendo prestados serviços de assessoria financeira, nomeadamente de Corporate e Project Finance, assim como serviços de intermediação, guarda e liquidação de valores.
Refere-se essencialmente a operações de concessão de crédito e à captação de recursos relacionadas com clientes particulares e negócios com facturação inferior a cinco milhões de Euros, canalizadas pela rede de balcões e serviços disponibilizados por telefone e Internet.
São consideradas nesta área as empresas com facturação entre 5 e 125 milhões de Euros. Esta actividade é suportada pela rede de balcões, centro de empresas e serviços especializados, incluindo diversos produtos, nomeadamente empréstimos, financiamento de projectos, de comércio e às exportações e imobiliário.
Decorre da actividade de Gestão de Fundos de Investimento mobiliário e imobiliário, a qual inclui o lançamento de fundos que têm por objectivo criar valor acrescentado para os clientes do Grupo.
Nesta área é considerada toda a actividade desenvolvida no Grupo e que dá suporte às actividades principais mas que não está directamente relacionada com as áreas de negócio de clientes, incluindo também a gestão de liquidez, coberturas de balanço e financiamento estrutural do Grupo.
A demonstração dos resultados por segmento em 31 de Dezembro de 2011 apresenta o seguinte detalhe:
| Global | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Banking | Banca de | Banca | Gestão de | Actividades | Total | |
| & Markets | Retalho | de Empresas | Activos | Corporativas | Consolidado | |
| Margem Financeira Estrita | 42.146 | 418.179 | 122.785 | - | (39.577) | 543.533 |
| Rendimento de Instrumentos de Capital | - | - | - | - | 1.278 | 1.278 |
| Margem Financeira Alargada | 42.146 | 418.179 | 122.785 | - | (38.299) | 544.811 |
| Comissões líquidas | 65.932 | 255.333 | 18.177 | 9.414 | (5.997) | 342.859 |
| Outros Resultados da Actividade Bancária | (6) | 6.675 | - | (84) | (20.629) | (14.044) |
| Margem Comercial | 108.072 | 680.187 | 140.962 | 9.330 | (64.925) | 873.626 |
| Resultado de Operações Financeiras | 16.116 | (1.074) | 519 | - | (84.602) | (69.041) |
| Produto Bancário | 124.188 | 679.113 | 141.481 | 9.330 | (149.527) | 804.585 |
| Custos de transformação | (20.313) | (372.780) | (45.602) | (4.796) | - | (443.491) |
| Amortizações do exercício | (2.748) | (56.641) | (3.613) | (360) | - | (63.362) |
| Margem de Exploração | 101.127 | 249.692 | 92.266 | 4.174 | (149.527) | 297.732 |
| Imparidade e Provisões, líquidas de anulações | (4.918) | (153.932) | (21.694) | (25.846) | (86.650) | (293.040) |
| Resultados de associadas | - | - | 9.409 | - | 3.484 | 12.893 |
| Resultado antes de Impostos | 96.209 | 95.760 | 79.981 | (21.672) | (232.693) | 17.585 |
| Impostos | (27.901) | (27.656) | (20.466) | 6.285 | 99.221 | 29.483 |
| Interesses minoritários | - | - | - | - | 53 | 53 |
| Resultado líquido do exercício | 68.308 | 68.104 | 59.515 | (15.387) | (133.419) | 47.121 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Os activos e passivos sob gestão de cada segmento de negócio em 31 de Dezembro de 2011, conforme informação utilizada pela Gestão do Grupo para a tomada de decisões, apresentam o seguinte detalhe:
| Global Banking |
Banca de | Banca | Gestão de | Actividades | Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| & Markets | Retalho | de Empresas | Activos | Corporativas | Consolidado | |
| Activo | ||||||
| Crédito a Clientes | ||||||
| Crédito Hipotecário | - | 16.033.835 | - | - | - | 16.033.835 |
| Crédito ao Consumo | - | 1.537.078 | - | - | - | 1.537.078 |
| Outros Créditos | 1.674.615 | 3.816.266 | 5.310.233 | - | - | 10.801.114 |
| 1.674.615 | 21.387.179 | 5.310.233 | - | - | 28.372.027 | |
| Total de activos afectos Activos não afectos Total do Activo |
1.674.615 | 21.387.179 | 5.310.233 | - | - | 28.372.027 11.743.287 40.115.314 |
| Passivo | ||||||
| Recursos em Balanço | ||||||
| Recursos de Clientes e outros empréstimos | 576.672 | 16.580.506 | 2.686.926 | - | - | 19.844.104 |
| Responsabilidades Representadas por Títulos | - | 467.810 | 387.979 | - | 6.538.076 | 7.393.865 |
| 576.672 | 17.048.316 | 3.074.905 | - | 6.538.076 | 27.237.969 | |
| Garantias e Avales | 336.364 | 198.533 | 953.558 | - | - | 1.488.455 |
| Fundos de Investimento | - | 1.448.516 | 580.001 | 778.619 | - | 2.807.136 |
A demonstração dos resultados por segmento em 31 de Dezembro de 2010 (Pro-forma) apresenta o seguinte detalhe:
| Global Banking & Markets |
Banca de Retalho |
Banca de Empresas |
Gestão de Activos |
Actividades Corporativas |
Total Consolidado |
|
|---|---|---|---|---|---|---|
| Margem Financeira Estrita | 58.115 | 471.407 | 86.732 | - | 57.318 | 673.572 |
| Rendimento de Instrumentos de Capital | - | - | - | - | 4.307 | 4.307 |
| Margem Financeira Alargada | 58.115 | 471.407 | 86.732 | - | 61.625 | 677.879 |
| Comissões líquidas | 50.862 | 269.840 | 20.848 | 15.491 | (4.310) | 352.731 |
| Outros Resultados da Actividade Bancária | (4) | 4.953 | 198 | (34) | (13.387) | (8.274) |
| Margem Comercial | 108.973 | 746.200 | 107.778 | 15.457 | 43.928 | 1.022.336 |
| Resultado de Operações Financeiras | 16.613 | (2.358) | 10.547 | 312 | 103.671 | 128.785 |
| Produto Bancário | 125.586 | 743.842 | 118.325 | 15.769 | 147.599 | 1.151.121 |
| Custos de transformação | (22.027) | (386.479) | (31.942) | (5.505) | (3.962) | (449.915) |
| Amortizações do exercício | (3.588) | (59.805) | (3.998) | (401) | 1.468 | (66.324) |
| Margem de Exploração | 99.971 | 297.558 | 82.385 | 9.863 | 145.105 | 634.882 |
| Imparidade e Provisões, líquidas de anulações | 260 | (109.877) | (30.514) | 3 | (15.863) | (155.991) |
| Resultados de associadas | - | - | 3.457 | - | 5.303 | 8.760 |
| Resultado antes de Impostos | 100.231 | 187.681 | 55.328 | 9.866 | 134.545 | 487.651 |
| Impostos | (17.329) | (32.448) | (9.565) | (1.706) | (23.260) | (84.308) |
| Interesses minoritários | - | - | - | - | (4.147) | (4.147) |
| Resultado líquido do exercício | 82.902 | 155.233 | 45.763 | 8.160 | 107.138 | 399.196 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Os activos e passivos sob gestão de cada segmento de negócio em 31 de Dezembro de 2010 (Proforma), conforme informação utilizada pela Gestão do Grupo para a tomada de decisões, apresentam o seguinte detalhe:
| Global Banking |
Banca de | Banca | Gestão de | Actividades | Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| & Markets | Retalho | de Empresas | Activos | Corporativas | Consolidado | |
| Activo | ||||||
| Crédito a Clientes | ||||||
| Crédito Hipotecário | - | 16.454.458 | - | - | - | 16.454.458 |
| Crédito ao Consumo | - | 1.633.797 | - | - | - | 1.633.797 |
| Outros Créditos | 3.443.506 | 3.834.240 | 4.407.731 | - | - | 11.685.477 |
| 3.443.506 | 21.922.495 | 4.407.731 | - | - | 29.773.732 | |
| Total de activos afectos Activos não afectos |
3.443.506 | 21.922.495 | 4.407.731 | - | - | 29.773.732 16.069.399 |
| Total do Activo | 45.843.131 | |||||
| Passivo | ||||||
| Recursos em Balanço | ||||||
| Recursos de Clientes e outros empréstimos | 818.057 | 14.795.397 | 2.392.982 | - | - | 18.006.436 |
| Responsabilidades Representadas por Títulos | - | 547.698 | 818.084 | - | 7.514.564 | 8.880.346 |
| 818.057 | 15.343.095 | 3.211.066 | - | 7.514.564 | 26.886.782 | |
| Garantias e Avales | 327.137 | 221.890 | 1.153.320 | - | - | 1.702.347 |
| Fundos de Investimento | - | 2.439.449 | 739.808 | 1.344.848 | - | 4.524.105 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
De seguida é apresentada a informação geográfica da actividade consolidada, nomeadamente o balanço e a demonstração dos resultados. Em 31 de Dezembro de 2011, o balanço por segmentos geográficos era como segue:
| ést Ac tivi dad e d ica om |
Ac tivi dad e in ter ion al nac |
||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Po l rtu ga |
Irla nda |
An la go |
Po Ric rto o |
Ou tro s |
To tal |
To tal sol ida do con |
|
| tiv Ac o |
|||||||
| Ca ixa dis nib ilid ade m b is tra e po s e anc os cen |
387 .83 7 |
- | - | - | - | - | 387 .83 7 |
| Dis nib ilid ade ins titu iç ões de éd ito utr po s e m o as cr |
356 .24 9 |
24 | - | 79 | 610 | 713 | 356 .96 2 |
| Ac tivo s fi cei de tido iaç ão nan ros s p ara ne goc |
1.9 95 .78 4 |
- | - | - | - | - | 1.9 95 .78 4 |
| Ou ctiv fina iros jus alo és de ulta dos tro to v r at s a os nce ao rav res |
80 .12 1 |
- | - | - | - | - | 80 .12 1 |
| Ac tivo s fi cei dis íve is p nda nan ros pon ara ve |
4.4 39 .60 5 |
- | - | - | - | - | 4.4 39 .60 5 |
| Ap lica ões ins titu iç ões de éd ito ç em cr |
2.6 89 .95 6 |
2.7 20 |
- | 235 | - | 2.9 55 |
2.6 92 .91 1 |
| Cré dito clie nte a s |
28 .37 2.0 27 |
- | - | - | - | - | 28 .37 2.0 27 |
| De riva dos de be rtu co ra |
167 .30 2 |
- | - | - | - | - | 167 .30 2 |
| Ac tivo ão de tido nda tes s n cor ren s p ara ve |
141 .16 3 |
- | - | - | - | - | 141 .16 3 |
| Ou íve tro ctiv tan is s a os g |
365 .33 4 |
- | - | - | 81 | 81 | 365 .41 5 |
| íve Ac tivo s in tan is g |
74 .23 0 |
- | - | - | - | - | 74 .23 0 |
| Inv ime cia das est nto s e m a sso |
( 25 .91 8) |
- | 158 .97 0 |
- | - | 158 .97 0 |
133 .05 2 |
| Ac tivo imp ost tes s p or os cor ren |
17. 632 |
- | - | - | - | - | 17. 632 |
| dife Ac tivo imp ost rido s p or os s |
714 .81 7 |
- | - | - | - | - | 714 .81 7 |
| Ou ctiv tro s a os |
175 .32 6 |
2 | - | 4 | 1.1 24 |
1.1 30 |
176 .45 6 |
| To tal do Ac tiv o L íqu ido |
39 .95 1.4 65 |
2.7 46 |
158 .97 0 |
318 | 1.8 15 |
163 .84 9 |
40 .11 5.3 14 |
| Pa ivo ss |
|||||||
| Re de ba rais ent cur sos nco s c |
4.9 13. 234 |
- | - | - | - | - | 4.9 13. 234 |
| fin Pa ssi eiro s d etid oci ão vos anc os pa ra neg aç |
1.6 63 .24 6 |
- | - | 53 | - | 53 | 1.6 63 .29 9 |
| Re de tra s in stit uiç ões de éd ito cur sos ou cr |
3.4 55 .96 4 |
155 .56 8 |
- | - | - | 155 .56 8 |
3.6 11. 532 |
| Re de cli ést imo ent utr cur sos es e o os em pr s |
19. 706 .99 2 |
- | - | 137 .11 2 |
- | 137 .11 2 |
19. 844 .10 4 |
| Re bili dad ada títu los ent spo nsa es rep res s p or |
7.3 93 .86 5 |
- | - | - | - | - | 7.3 93 .86 5 |
| De riva dos de be rtu co ra |
282 .88 9 |
- | - | - | - | - | 282 .88 9 |
| Pro vis ões |
75 .48 2 |
- | - | - | - | - | 75 .48 2 |
| Pa ssi r im tos nte vos po pos co rre s |
4.6 73 |
957 | - | 915 | - | 1.8 72 |
6.5 45 |
| Pa ssi r im dif erid tos vos po pos os |
64 .03 7 |
2.9 35 |
- | - | - | 2.9 35 |
66 .97 2 |
| Pa ssi bo rdin ado vos su s |
4.3 28 |
- | - | - | - | - | 4.3 28 |
| Ou ivo tro s p ass s |
28 9.1 16 |
98 | - | 133 | 242 | 473 | 28 9.5 89 |
| To tal do Pa ivo ss |
37 .85 3.8 26 |
159 8 .55 |
- | 138 .21 3 |
242 | 29 8.0 13 |
38 .15 1.8 39 |
| Ca róp ita l p rio p |
1.3 87 .31 9 |
( 11. 44 1) |
6.8 83 |
275 .59 5 |
305 .11 9 |
576 .15 6 |
1.9 63 .47 5 |
| To tal do ivo do ita l p róp rio pa ss e ca p |
39 .24 1.1 45 |
148 .11 7 |
6.8 83 |
413 .80 8 |
305 .36 1 |
874 .16 9 |
40 .11 5.3 14 |
Em 31 de Dezembro de 2010 (Pro-forma), o balanço por segmentos geográficos era como segue:
| Act ivid ade do mé stic a |
|||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Po al rtug |
Irla nda |
Ang ola |
Po Ric rto o |
Ou tros |
Tot al |
Tot al sol ida do con |
|
| Ac tivo |
|||||||
| Ca ixa e d isp oni bili dad ba rais ent es em nco s c |
316 .87 2 |
- | - | - | - | - | 316 .87 2 |
| cré Dis ibil ida des tras ins titu iç ões de dito pon em ou |
235 .63 7 |
30 | - | 54 | 498 | 582 | 236 .21 9 |
| Act ivos fin eiro s d etid cia ão anc os par a n ego ç |
1.6 49 .28 8 |
- | - | 8 | - | 8 | 1.6 49 .29 6 |
| Ou tivo s fi cei jus alo és de ulta dos tros to v r at ac nan ros ao rav res |
93. 286 |
- | - | - | - | - | 93. 286 |
| Act ivos fin eiro s d isp oní vei nda anc s p ara ve |
6.9 24 .52 4 |
599 | - | - | - | 599 | 6.9 25 .12 3 |
| cré Ap lica ões ins titu iç ões de dito ç em |
5.1 59. 59 1 |
50. 002 |
- | 228 | - | 50. 230 |
5.2 09. 82 1 |
| Cré dito lien tes a c |
29 .77 3.7 32 |
- | - | - | - | - | 29 .77 3.7 32 |
| De riva dos de ber tura co |
131 .51 2 |
- | - | - | - | - | 131 .51 2 |
| Act ivos nã ent det ido nda o c orr es s p ara ve |
89. 123 |
- | - | - | - | - | 89. 123 |
| Ou tivo íve is tros s ta ac ng |
39 1.2 42 |
- | - | - | 81 | 81 | 39 1.3 23 |
| Act ivos int íve is ang |
74. 375 |
- | - | - | - | - | 74. 375 |
| Inve stim iad ent os em as soc as |
54 .92 4 |
- | 103 .92 2 |
- | - | 103 .92 2 |
158 .84 6 |
| Act ivos r im tos nte po pos co rre s |
21 .98 5 |
- | - | - | - | - | 21 .98 5 |
| Act ivos r im dif erid tos po pos os |
477 .69 0 |
- | - | - | - | - | 477 .69 0 |
| Ou tivo tros ac s |
292 .67 5 |
2 | - | 6 | 1.2 45 |
1.2 53 |
293 .92 8 |
| Tot al d o A ctiv o L íqu ido |
45 .68 6.4 56 |
50. 633 |
103 .92 2 |
296 | 1.8 24 |
156 .67 5 |
45 .84 3.1 31 |
| Pas siv o |
|||||||
| Re de ba rais ent cur sos nco s c |
4.8 07. 162 |
- | - | - | - | - | 4.8 07. 162 |
| Pas siv fina iros de tido iaç ão os nce s p ara ne goc |
1.3 12. 845 |
- | - | 143 | - | 143 | 1.3 12. 988 |
| Re de ins titu iç ões de cré dito tras cur sos ou |
9.6 14. 68 1 |
- | - | - | - | - | 9.6 14. 68 1 |
| rés Re de cli ent utro tim cur sos es e o s e mp os |
17. 855 .23 3 |
- | - | 150 .96 2 |
24 1 |
151 .20 3 |
18. 006 .43 6 |
| Re bili dad ada ítul ent or t spo nsa es rep res s p os |
8.7 67. 554 |
112 .79 2 |
- | - | - | 112 .79 2 |
8.8 80. 346 |
| De riva dos de ber tura co |
189 .42 3 |
- | - | - | - | - | 189 .42 3 |
| Pro vis ões |
104 .19 3 |
- | - | - | - | - | 104 .19 3 |
| Pas siv im tos nte os por pos co rre s |
3.7 39 |
1.9 19 |
- | 950 | - | 2.8 69 |
6.6 08 |
| Pas siv im dif erid tos os por pos os |
47 .22 1 |
664 | - | - | - | 664 | 47 .88 5 |
| Pas siv sub ord ina dos os |
32. 316 |
- | - | - | - | - | 32. 316 |
| Ou tros ssi pa vos |
445 .73 7 |
67 | - | 103 | 159 | 329 | 446 .06 6 |
| Tot al d o P ivo ass |
43 .18 0.1 04 |
115 .44 2 |
- | 152 .15 8 |
400 | 268 .00 0 |
43 .44 8.1 04 |
| Ca ital ópr io p pr |
1.2 57. 575 |
( 1.7 20) |
1.9 45 |
533 .38 1 |
603 .84 6 |
1.1 37. 452 |
2.3 95. 027 |
| ópr Tot al d ivo e d ital io o p ass o c ap pr |
44 .43 7.6 79 |
113 .72 2 |
1.9 45 |
685 .53 9 |
604 .24 6 |
1.4 05. 452 |
45 .84 3.1 31 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
No exercício de 2011, a demonstração dos resultados por segmentos geográficos era como segue:
| Act ivid ade do mé stic a |
Act ivid ade int aci l ern ona |
||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Tot al |
|||||||
| Por tug al |
Irla nda |
Ang ola |
Por to R ico |
Ou tros |
Tot al |
sol ida do con |
|
| Jur ndi imi lare nto os e re me s s s |
1.6 92. 164 |
292 | - | 238 | - | 530 | 1.6 92. 694 |
| Jur imi lare os e e nca rgo s s s |
( 1.1 40. 920 ) |
( 4.4 91) |
- | ( 3.7 50) |
- | ( 8.2 41) |
( 1.1 49. 161 ) |
| Ma m f ina ira rge nce |
551 .24 4 |
( 4.1 99) |
- | ( 3.5 12) |
- | ( 11) 7.7 |
543 .53 3 |
| Ren dim de inst de ital ent ent os rum os cap |
1.2 78 |
- | - | - | - | - | 1.2 78 |
| Ren dim de viç issõ ent os ser os e c om es |
397 .18 5 |
- | - | - | - | - | 397 .18 5 |
| Enc rviç issõ arg os com se os e c om es |
( ) 54. 090 |
( 1) |
- | - | ( ) 235 |
( ) 236 |
( ) 54. 326 |
| és Res ulta dos de tivo ssiv liad jus to v alo r at de ulta dos ac s e pa os ava os ao rav res |
1.9 15 |
- | - | ( 20) |
- | ( 20) |
1.8 95 |
| Res ulta dos de tivo s fi cei dis íve is p nda ac nan ros pon ara ve |
( ) 77. 237 |
- | - | - | - | - | ( ) 77. 237 |
| Res ulta dos de val iaç ão bia l rea cam |
5.2 36 |
- | - | 59 | - | 59 | 5.2 95 |
| Res ulta dos de ali ão de tivo out ena ç ros ac s |
999 | - | - | - | 7 | 7 | 1.0 06 |
| Ou ulta dos de lora ão tros res ex p ç |
( 13. 937 ) |
- | - | ( 4) |
( 103 ) |
( 107 ) |
( 14. 044 ) |
| ário Pro dut o b anc |
812 .59 3 |
( 4.2 00) |
- | ( 3.4 77) |
( 331 ) |
( 8.0 08) |
804 .58 5 |
| Cu oal sto s c om o p ess |
( 295 .59 5) |
( 178 ) |
- | ( 193 ) |
( 668 ) |
( 1.0 39) |
( 296 .63 4) |
| Ga sto is a dm inis trat ivos s g era |
( 9) 146 .00 |
( ) 404 |
- | ( ) 105 |
( ) 339 |
( ) 848 |
( 7) 146 .85 |
| Am orti ões do ício zaç ex erc |
( ) 63. 327 |
- | - | - | ( 35) |
( 35) |
( ) 63. 362 |
| Pro vis ões líq uid de laç ões as anu |
( ) 14. 297 |
- | - | - | - | - | ( ) 14. 297 |
| Imp arid ade do cré dito líq uid a d sõe ões e re ver s e rec upe raç |
( 227 .82 6) |
- | - | - | - | - | ( 227 .82 6) |
| Imp arid ade de tivo s fi cei líq uid a d sõe ões tros ou ac nan ros e re ver s e rec upe raç |
( 10. 439 ) |
- | - | - | - | - | ( 10. 439 ) |
| Imp arid ade de tivo s lí ida de ões ões tros ou ac qu rev ers e r ecu per aç |
( 40. 478 ) |
- | - | - | - | - | ( 40. 478 ) |
| Res ulta dos de iad as soc as |
3.5 46 |
- | 9.3 47 |
- | - | 9.3 47 |
12. 893 |
| im e in min ori tár ios Res ulta dos tes de tos e d ter an pos ess es |
18. 168 |
( 82) 4.7 |
9.3 47 |
( 75) 3.7 |
( 73) 1.3 |
( ) 583 |
17. 585 |
| Imp ost tes os cor ren |
3.3 42 |
( ) 13. 674 |
- | ( ) 852 |
( 17) |
( ) 14. 543 |
( ) 11. 201 |
| Imp dife rido ost os s |
42. 962 |
( 71) 2.2 |
- | - | ( 7) |
( 78) 2.2 |
40. 684 |
| Res ulta do ós imp s d e in min ori tár ios ost nte ter ap os e a ess es |
64. 472 |
( 20. 727 ) |
9.3 47 |
( 4.6 27) |
( 1.3 97) |
( 17. 404 ) |
47. 068 |
| Inte mi itár ios res ses nor |
53 | - | - | - | - | - | 53 |
| Res ulta do sol ida do do rcíc io a trib uív el a ion ista s d o B ST con exe os acc |
64. 419 |
( ) 20. 727 |
9.3 47 |
( 27) 4.6 |
( 97) 1.3 |
( ) 17. 404 |
47. 121 |
No exercício de 2010 (Pro-forma), a demonstração dos resultados por segmentos geográficos era como segue:
| Ac tivi dad e d ést ica om |
Ac tivi dad e in ion al ter nac |
||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Tot al |
|||||||
| Por tug al |
Irla nda |
An la go |
Por to Ric o |
Ou tro s |
Tot al |
sol ida do con |
|
| Jur end ime imil nto os e r s s are s |
2.0 02. 362 |
9.6 91 |
- | 31 | - | 9.7 22 |
2.0 12. 084 |
| Jur imil os e e nca rgo s s are s |
( 1.3 21. 935 ) |
( 12. 987 ) |
- | ( 3.5 90) |
- | ( 16. 577 ) |
( 1.3 38. 512 ) |
| fin Ma ira rge m an ce |
680 .42 7 |
( 3.2 96) |
- | ( 3.5 59) |
- | ( 6.8 55) |
673 2 .57 |
| Re ndi s d e in de ital nto str ent me um os cap |
4.3 07 |
- | - | - | - | - | 4.3 07 |
| Re ndi s d iço mis sõe nto me e s erv s e co s |
405 .95 0 |
- | - | - | 1 | 1 | 405 .95 1 |
| ões Enc rviç iss arg os com se os e c om |
( ) 52. 975 |
( 1) |
- | - | ( ) 244 |
( ) 245 |
( ) 53. 220 |
| és Res ulta dos de tivo ssi alia dos jus to v alo r at de ulta do ac s e pa vos av ao rav res |
( 1) 27. 08 |
- | - | 202 | - | 202 | ( 9) 26 .87 |
| Res ulta dos de tivo s f ina iros dis íve is p nda ac nce pon ara ve |
( 5.9 00) |
( 21 1.4 52) |
- | - | - | ( 21 1.4 52) |
( 217 .35 2) |
| Res ulta dos de liaç ão bia l re ava cam |
10. 944 |
- | - | 38 | 2 | 40 | 10. 984 |
| Res ulta dos de ali ão de tivo out ena ç ros ac s |
153 .28 4 |
208 .74 8 |
- | - | 208 .74 8 |
362 .03 2 |
|
| Ou ltad de lora ão tro s r esu os exp ç |
( 8.1 74) |
- | - | ( 4) |
( 96) |
( 100 ) |
( 8.2 74) |
| ncá Pro du ba rio to |
1.1 60. 782 |
( 01) 6.0 |
- | ( 23) 3.3 |
( ) 337 |
( 61) 9.6 |
1.1 51. 121 |
| Cu sto oal s c om o p ess |
( 4) 295 .55 |
( ) 177 |
- | ( ) 204 |
( ) 794 |
( 75) 1.1 |
( 9) 296 .72 |
| Ga sto is a dm inis tra tivo s g era s |
( 6) 152 .32 |
( ) 403 |
- | ( ) 101 |
( ) 356 |
( ) 860 |
( 6) 153 .18 |
| Am iza ões do ício ort ç ex erc |
( 66. 287 ) |
- | - | - | ( 37) |
( 37) |
( 66. 324 ) |
| Pro vis ões líq uid de laç ões as anu |
( 10. 178 ) |
- | - | - | - | - | ( 10. 178 ) |
| Imp arid ade do édi to l íqu ida de rsõ ões cr re ve es e r ecu per aç |
( 106 .01 5) |
336 | - | - | - | 336 | ( 105 .67 9) |
| Imp arid ade de ctiv fina iros líq uid a d rsõ ões tro ou s a os nce e r eve es e r ecu per aç |
( 15. 56 1) |
- | - | - | - | - | ( 15. 561 ) |
| Imp arid ade de ctiv líqu ida de rsõ ões tro ou s a os re ve es e r ecu per aç |
( ) 24. 573 |
- | - | - | - | - | ( 3) 24 .57 |
| Res ulta dos de iad as soc as |
5.3 03 |
- | 3.4 57 |
- | - | 3.4 57 |
8.7 60 |
| Re ltad de im de in ino ritá rio tes sto ter su os an po s e es se s m s |
495 .59 1 |
( 45) 6.2 |
3.4 57 |
( 28) 3.6 |
( 24) 1.5 |
( 40) 7.9 |
487 .65 1 |
| Imp ost tes os cor ren |
( 69. 030 ) |
( 9.1 34) |
- | ( 976 ) |
( 47) |
( 10. 157 ) |
( 79. 187 ) |
| Imp dife rido ost os s |
( 5.2 02) |
81 | - | - | - | 81 | ( 5.1 21) |
| ós ritá Re ltad im sto tes de in ter ino rio su o a p po s e an es se s m s |
42 1.3 59 |
( 15. 298 ) |
3.4 57 |
( 4.6 04) |
( 1.5 71) |
( 18. 016 ) |
403 .34 3 |
| Inte mi itár ios res ses nor |
( 4.1 47) |
- | - | - | - | - | ( 4.1 47) |
| ício uív Re ltad lida do do rib el cci ist do BS T at su o c on so ex erc ao s a on as |
425 .50 6 |
( ) 15. 298 |
3.4 57 |
( 04) 4.6 |
( 71) 1.5 |
( ) 18. 016 |
399 .19 6 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as empresas subsidiárias e associadas e os seus dados financeiros mais significativos, retirados das respectivas demonstrações financeiras individuais, excluindo ajustamentos de conversão para IAS/IFRS, podem ser resumidos da seguinte forma:
| Participação (%) directa |
Participação (%) efectiva |
Activo líquido |
Capitais Próprios |
Resultado do exercício |
||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Empresa | 2011 | 2010 | 2011 | 2010 | 2011 | 2010 | 2011 | 2010 | 2011 | 2010 |
| BANCO SANTANDER TOTTA, S.A. | - | - | 100,00 | 100,00 | 45.639.291 | 48.696.964 | 746.961 | 1.753.362 | 22.289 | 282.071 |
| BANCO CAIXA GERAL TOTTA DE ANGOLA (3) | - | - | 24,99 | 24,99 | 1.507.229 | 814.340 | 159.186 | 158.703 | 36.842 | 30.895 |
| TOTTA & AÇORES FINANCING (1) (5) | 100,00 | 100,00 | 100,00 | 100,00 | 311.790 | 311.788 | 299.430 | 311.788 | 12.360 | 12.360 |
| SERFIN INTERNATIONAL BANK & TRUST | - | - | 100,00 | 100,00 | 33.994 | 32.923 | 33.973 | 32.665 | 240 | 204 |
| TOTTA & AÇORES, INC. - NEWARK | 100,00 | 100,00 | 100,00 | 100,00 | 1.344 | 1.113 | 1.121 | 968 | 113 | 56 |
| TOTTA IRELAND, PLC (4) | 100,00 | 100,00 | 100,00 | 100,00 | 625.866 | 2.133.547 | 463.700 | 280.234 | 6.700 | 4.639 |
| SANTOTTA-INTERNACIONAL, SGPS | 100,00 | 100,00 | 100,00 | 100,00 | 102.948 | 90.723 | 75.827 | 64.473 | 5.693 | 149 |
| TOTTA URBE - Emp.Admin. e Construções, S.A. (2) | 100,00 | 100,00 | 100,00 | 100,00 | 121.003 | 193.293 | 117.281 | 114.784 | 2.166 | (1.195) |
| BENIM - Sociedade Imobiliária, S.A. (3) | - | - | 25,81 | 25,81 | n.d. | 11.720 | n.d. | 9.012 | n.d. | 213 |
| TOTTA CRÉDITO ESPECIALIZADO, IFIC,S.A. (3) (7) | - | 16,12 | - | 16,81 | n.d. | 4.528.812 | n.d. | 166.818 | n.d. | 24.958 |
| SANTANDER - GESTÃO DE ACTIVOS,SGPS, S.A. | 100,00 | 100,00 | 100,00 | 100,00 | 50.308 | 14.307 | 49.732 | 14.304 | 9.582 | 23 |
| SANTANDER, ASSET MANAGEMENT, SGFIM, SA | - | - | 100,00 | 100,00 | 25.258 | 33.628 | 22.294 | 26.689 | (20.266) | 6.331 |
| BST INTERNATIONAL BANK, INC. - PORTO RICO (1) (6) | 100,00 | 100,00 | 100,00 | 100,00 | 440.831 | 451.724 | 300.596 | 291.841 | 16.204 | 18.150 |
| TAXAGEST, SGPS, S.A. | 99,00 | 99,00 | 99,00 | 99,00 | 55.004 | 60.374 | 55.000 | 60.363 | (5.307) | (2.435) |
| PARTANG, SGPS (3) | 0,49 | 0,49 | 49,00 | 49,00 | 113.535 | 94.771 | 112.384 | 92.427 | 16.653 | 4.944 |
| SANTANDER PENSÕES | - | - | 100,00 | 100,00 | 4.064 | 6.204 | 3.862 | 5.847 | 1.000 | 1.137 |
| UNICRE - INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE CRÉDITO, S.A. (3) | 21,50 | 21,50 | 21,50 | 21,50 | 307.856 | 310.155 | 73.375 | 73.102 | 8.745 | 11.270 |
| HIPOTOTTA nº 1 PLC | - | - | - | - | 238.832 | 282.445 | (2.923) | (2.881) | (1.800) | (1.124) |
| HIPOTOTTA nº 2 PLC (8) | - | - | - | - | - | 909.493 | - | (10.705) | - | (1.983) |
| HIPOTOTTA nº 3 PLC (8) | - | - | - | - | - | 1.581.593 | - | (17.363) | - | (3.618) |
| HIPOTOTTA nº 4 PLC | - | - | - | - | 1.299.458 | 1.464.881 | (17.616) | (17.578) | (5.633) | (2.912) |
| HIPOTOTTA nº 5 PLC | - | - | - | - | 1.076.745 | 1.255.211 | (8.857) | (8.127) | (4.382) | (1.318) |
| HIPOTOTTA nº 7 Ltd | - | - | - | - | 1.319.559 | 1.641.785 | (12.110) | (9.781) | (6.067) | (1.729) |
| HIPOTOTTA nº 8 Ltd (8) | - | - | - | - | - | 1.040.297 | - | (5.454) | - | (151) |
| HIPOTOTTA nº 10 Ltd (8) | - | - | - | - | - | 825.853 | - | (2.785) | - | (394) |
| HIPOTOTTA nº 1 FTC | - | - | - | - | 228.332 | 272.269 | 226.181 | 269.705 | (2.145) | (1.651) |
| HIPOTOTTA nº 2 FTC (8) | - | - | - | - | - | 895.884 | - | 885.025 | - | (4.803) |
| HIPOTOTTA nº 3 FTC (8) | - | - | - | - | - | 1.575.344 | - | 1.556.184 | - | (6.529) |
| HIPOTOTTA nº 4 FTC | - | - | - | - | 1.276.937 | 1.447.882 | 1.263.330 | 1.431.778 | (9.746) | (7.264) |
| HIPOTOTTA nº 5 FTC | - | - | - | - | 1.068.126 | 1.249.022 | 1.059.767 | 1.240.708 | (5.927) | (4.939) |
| HIPOTOTTA nº 7 FTC | - | - | - | - | 1.303.213 | 1.625.006 | 1.291.479 | 1.614.575 | (8.257) | (7.071) |
| HIPOTOTTA nº 8 FTC (8) | - | - | - | - | - | 1.020.165 | - | 1.011.190 | - | (3.483) |
| HIPOTOTTA nº 10 FTC (8) | - | - | - | - | - | 808.389 | - | 803.778 | - | (613) |
| TAGUS - Soc. Titularização de Créditos, S.A. (HIPOTOTTA nº 11) | - | - | - | - | 1.881.452 | 3.861.233 | 100.452 | 38.412 | - | - |
| TAGUS - Soc. Titularização de Créditos, S.A. (HIPOTOTTA nº 12) | - | - | - | - | 1.253.838 | n.d. | 75.254 | n.d. | - | n.d. |
| LEASETOTTA nº 1 Ltd | - | - | - | - | 724.957 | n.d. | 709.099 | n.d. | - | n.d. |
| TAGUS - Soc. Titularização de Créditos, S.A. (BST SME nº 1) | - | - | - | - | 2.028.717 | n.d. | 98.179 | n.d. | - | n.d. |
| TAGUS - Soc. Titularização de Créditos, S.A. (TOTTA CONSUMER nº 1) | - | - | - | - | 962.218 | n.d. | 111.278 | n.d. | - | n.d. |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| Método de | |||
|---|---|---|---|
| Empresa | Actividade | Sede | consolidação |
| BANCO SANTANDER TOTTA, S.A. | Bancária | Portugal | Matriz |
| BANCO CAIXA GERAL TOTTA DE ANGOLA (3) | Bancária | Angola | Excluída de consolidação |
| TOTTA & AÇORES FINANCING (1) (5) | Bancária | Ilhas Cayman | Integral |
| SERFIN INTERNATIONAL BANK & TRUST | Bancária | Ilhas Cayman | Integral |
| TOTTA & AÇORES, INC. - NEWARK | Captação de fundos | EUA | Integral |
| TOTTA IRELAND, PLC | Gestão de investimentos | Irlanda | Integral |
| SANTOTTA-INTERNACIONAL, SGPS | Gestão de participações sociais | Madeira | Integral |
| TOTTA URBE - Emp.Admin. e Construções, S.A. (2) | Gestão de propriedades | Portugal | Integral |
| BENIM - Sociedade Imobiliária, S.A. (3) | Promoção imobiliária | Portugal | Excluída de consolidação |
| TOTTA CRÉDITO ESPECIALIZADO, IFIC, S.A. | Leasing, Factoring, Consumo e ALD | Portugal | Excluída de consolidação |
| SANTANDER - GESTÃO DE ACTIVOS,SGPS, S.A. | Gestão de participações sociais | Portugal | Integral |
| SANTANDER, ASSET MANAGEMENT, SGFIM, SA | Gestão de fundos | Portugal | Integral |
| BST INTERNATIONAL BANK, INC. - PORTO RICO (1) (6) | Bancária | Porto Rico | Integral |
| TAXAGEST, SGPS, S.A. | Gestão de participações sociais | Portugal | Integral |
| SANTANDER PENSÕES - SOCIEDADE GESTORES DE FUNDOS DE PENSÕES, S.A. | Gestão de fundos de pensões | Portugal | Integral |
| PARTANG, SGPS (3) | Gestão de participações sociais | Portugal | Excluída de consolidação |
| UNICRE - INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE CRÉDITO, S.A. (3) | Gestão de cartões de crédito | Portugal | Equivalência patrimonial |
| HIPOTOTTA nº 1 PLC | Gestão de Investimentos | Irlanda | Integral |
| HIPOTOTTA nº 2 PLC (8) | Gestão de Investimentos | Irlanda | Integral |
| HIPOTOTTA nº 3 PLC (8) | Gestão de Investimentos | Irlanda | Integral |
| HIPOTOTTA nº 4 PLC | Gestão de Investimentos | Irlanda | Integral |
| HIPOTOTTA nº 5 PLC | Gestão de Investimentos | Irlanda | Integral |
| HIPOTOTTA nº 7 Ltd | Gestão de Investimentos | Irlanda | Integral |
| HIPOTOTTA nº 8 Ltd (8) | Gestão de Investimentos | Irlanda | Integral |
| HIPOTOTTA nº 10 Ltd (8) | Gestão de Investimentos | Irlanda | Integral |
| HIPOTOTTA nº 1 FTC | Fundo de titularização de créditos | Portugal | Integral |
| HIPOTOTTA nº 2 FTC (8) | Fundo de titularização de créditos | Portugal | Integral |
| HIPOTOTTA nº 3 FTC (8) | Fundo de titularização de créditos | Portugal | Integral |
| HIPOTOTTA nº 4 FTC | Fundo de titularização de créditos | Portugal | Integral |
| HIPOTOTTA nº 5 FTC | Fundo de titularização de créditos | Portugal | Integral |
| HIPOTOTTA nº 7 FTC | Fundo de titularização de créditos | Portugal | Integral |
| HIPOTOTTA nº 8 FTC (8) | Fundo de titularização de créditos | Portugal | Integral |
| HIPOTOTTA nº 10 FTC (8) | Fundo de titularização de créditos | Portugal | Integral |
| TAGUS - Soc. Titularização de Créditos, S.A. (HIPOTOTTA nº 11) | Sociedade de titularização de créditos | Portugal | Integral |
| TAGUS - Soc. Titularização de Créditos, S.A. (HIPOTOTTA nº 12) | Sociedade de titularização de créditos | Portugal | Integral |
| LEASETOTTA nº 1 Ltd | Fundo de titularização de créditos | Portugal | Integral |
| TAGUS - Soc. Titularização de Créditos, S.A. (BST SME nº 1) | Sociedade de titularização de créditos | Portugal | Integral |
| TAGUS - Soc. Titularização de Créditos, S.A. (TOTTA CONSUMER nº 1) | Sociedade de titularização de créditos | Portugal | Integral |
De acordo com a IAS 27 e a SIC 12, o Grupo inclui nas suas demonstrações financeiras consolidadas as entidades de propósito especial (SPE) criadas no âmbito de operações de titularização, dado que detém a maior parte dos riscos e benefícios associados à respectiva actividade. Tal deve-se ao facto de ter na sua carteira as obrigações emitidas com maior grau de subordinação (Nota 44). Estas entidades estão acima indicadas como Leasetotta Ltd, Hipotottas FTC (fundos de titularização de créditos) e Hipotottas PLC ou Ltd. (entidades que subscreveram as unidades de participação dos fundos de titularização). No caso dos Hipotottas nº 11 e 12, BST SME n.º 1 e Totta Consumer n.º 1, o Grupo inclui nas suas contas consolidadas a parcela correspondente das demonstrações financeiras da Tagus – Sociedade de Titularização de Créditos, S.A., dado que pelo mesmo motivo detém também a maior parte dos riscos e benefícios associados a esta operação de securitização.
Nos termos do acordo assinado entre o BST e a CGD, em 5 de Julho de 2010 a CGD exerceu a opção de compra de 1% do capital social da Partang, que é detentora de 51% do capital social do BCGTA. Na sequência desta operação, o Grupo BST passou a deter 49% do capital social da Partang, deixando de ter controlo conjunto sobre o BCGTA. De acordo com a IAS 27, o Banco valorizou ao justo valor a participação que passou a deter na data de perda de controlo conjunto, tendo registado um ganho nas suas contas consolidadas no montante de mEuros 54.045 (Notas 26, 36 e 37). Na sequência desta operação a participação passou a ser reconhecida pelo método de equivalência patrimonial.
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Caixa Depósitos à ordem em bancos centrais: |
186.707 | 217.798 |
| Banco Central Europeu | 201.130 ----------- |
99.074 ---------- |
| 387.837 | 316.872 | |
| ====== | ====== |
De acordo com o Regulamento nº 2.818/98, de 1 de Dezembro, emitido pelo Banco Central Europeu, a partir de 1 de Janeiro de 1999 as instituições de crédito estabelecidas nos Estados-Membros participantes estão sujeitas à constituição de reservas mínimas em contas junto dos Bancos Centrais Nacionais participantes. A base de incidência compreende todos os depósitos em bancos centrais e em instituições financeiras e monetárias que se situem fora da zona Euro e todos os depósitos de clientes com maturidades inferiores a dois anos. A esta base é aplicado um coeficiente de 2% e abatido um montante de 100.000 Euros. As reservas mínimas exigidas são remuneradas à média das taxas das operações principais de refinanciamento do Sistema Europeu de Bancos Centrais.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
||
|---|---|---|---|
| Disponibilidades sobre instituições de crédito no País Depósitos à ordem Cheques a cobrar Juros a receber |
332 80.789 3 |
1.462 110.056 - |
|
| Disponibilidades sobre instituições de crédito no estrangeiro Depósitos à ordem Cheques a cobrar |
273.985 1.853 ----------- 356.962 ====== |
123.456 1.245 ---------- 236.219 ====== |
|
| 7. | ACTIVOS / PASSIVOS FINANCEIROS DETIDOS PARA NEGOCIAÇÃO |
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| Títulos | 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|---|---|---|
| Unidades de Participação | 287.032 | 406.281 |
| Derivados Instrumentos financeiros derivados com justo valor positivo |
1.708.752 | 1.243.015 |
| ------------- 1.995.784 |
------------ 1.649.296 |
|
| ======= | ======== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica Unidades de Participação refere-se essencialmente a fundos mobiliários e imobiliários geridos por entidades do Grupo Santander.
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Fundos especiais de investimento | 23 | 127.258 |
| Fundos de investimento mobiliário | 221.036 | 226.162 |
| Fundos de investimento imobiliário | 65.973 | 52.861 |
| ----------- | ----------- | |
| 287.032 | 406.281 | |
| ====== | ====== |
Os Fundos especiais de investimento que estavam em carteira em 31 de Dezembro de 2010 foram liquidados durante o exercício de 2011, tendo o Banco recebido os respectivos valores.
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
A rubrica de instrumentos financeiros derivados tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Activo | Passivo | Líquido | Activo | Passivo | Líquido | |||
| (Nota 12) | (Nota 12) | |||||||
| FRA's | 109 | - | 109 | - | - | - | ||
| Forwards | 544 | 9 | 535 | - | 197 | (197) | ||
| Swaps | ||||||||
| Contratos de taxa de câmbio (currency swaps) | 28.998 | - | 28.998 | - | 8.279 | (8.279) | ||
| Contratos de taxa de juro (interest rate swaps) | 722.934 | 703.704 | 19.230 | 485.098 | 537.722 | (52.624) | ||
| Contratos sobre cotações (equity swaps) | 1.232 | 3.836 | (2.604) | 4 | 2.751 | (2.747) | ||
| Opções | 80.637 | 80.644 | (7) | 108.435 | 112.963 | (4.528) | ||
| Contratos de garantia de taxa de juro (Caps & Floors) | 874.298 | 875.106 | (808) | 649.478 | 651.076 | (1.598) | ||
| 1.708.752 | 1.663.299 | 45.453 | 1.243.015 | 1.312.988 | (69.973) |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 o saldo desta rubrica corresponde exclusivamente a divida pública portuguesa, nomeadamente obrigações do tesouro.
Os juros e os resultados da valorização destas operações ao seu justo valor são reflectidos em "Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados" (Nota 34).
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Correcções de | |||||||||||
| valor por | |||||||||||
| Custo de | Juros a | operações de | Reserva de justo valor | Valor | |||||||
| aquisição | receber | cobertura | Positiva | Negativa | Total | Imparidade | de balanço | ||||
| (Nota 25) | (Nota 22) | ||||||||||
| Instrumentos de dívida | |||||||||||
| Emitidos por residentes | |||||||||||
| Obrigações do Tesouro | 2.131.053 | 25.352 | 110.949 | - | (688.358) | (688.358) | (373) | 1.578.623 | |||
| Outros emissores públicos nacionais | 132.004 | 988 | - | - | (9.366) | (9.366) | - | 123.626 | |||
| Outros residentes | |||||||||||
| Adquiridos no âmbito de operações de titularização | 134.096 | 197 | - | - | (22.798) | (22.798) | - | 111.495 | |||
| Dívida não subordinada | 949.321 | 9.650 | - | 1.495 | (62.587) | (61.092) | (231) | 897.648 | |||
| Dívida subordinada | 16.759 | 8 | - | - | (2.108) | (2.108) | - | 14.659 | |||
| Emitidos por não residentes | |||||||||||
| De emissores públicos estrangeiros | 1.638.666 | 47.306 | 99.192 | 523 | (157.187) | (156.664) | - | 1.628.500 | |||
| Outros não residentes | |||||||||||
| Outros | 16.500 | 130 | - | 102 | - | 102 | - | 16.732 | |||
| Instrumentos de capital | |||||||||||
| Emitidos por residentes | |||||||||||
| Valorizados ao justo valor | 108.246 | - | - | - | - | - | (57.373) | 50.873 | |||
| Valorizados ao custo histórico | 21.648 | - | - | - | - | - | (5.947) | 15.701 | |||
| Emitidos por não residentes | |||||||||||
| Valorizados ao justo valor | 1.016 | - | - | 328 | - | 328 | - | 1.344 | |||
| Valorizados ao custo histórico | 1.150 | - | - | - | - | - | (746) | 404 | |||
| 5.150.459 | 83.631 | 210.141 | 2.448 | (942.404) | (939.956) | (64.670) | 4.439.605 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| 2010 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Custo de | Juros a | operações de | Reserva de justo valor | Valor | ||||
| aquisição | receber | cobertura | Positiva | Negativa | Total | Imparidade | de balanço | |
| (Nota 25) | (Nota 22) | |||||||
| Instrumentos de dívida | ||||||||
| Emitidos por residentes | ||||||||
| Obrigações do Tesouro | 2.092.165 | 29.241 | 49.489 | - | (237.844) | (237.844) | (231) | 1.932.820 |
| Outros emissores públicos nacionais | 133.505 | 987 | - | - | (8.496) | (8.496) | - | 125.996 |
| Outros residentes | ||||||||
| Adquiridos no âmbito de operações de titularização | 175.199 | 207 | - | - | (19.431) | (19.431) | - | 155.975 |
| Dívida não subordinada | 640.948 | 8.682 | - | 4.788 | (22.301) | (17.513) | (231) | 631.886 |
| Dívida subordinada | 19.748 | 8 | - | - | (2.558) | (2.558) | - | 17.198 |
| Emitidos por não residentes | ||||||||
| De emissores públicos estrangeiros | 3.088.305 | 75.112 | 23.548 | 341 | (184.775) | (184.434) | - | 3.002.531 |
| Outros não residentes | ||||||||
| Adquiridos no âmbito de operações de titularização | 1.040.000 | 2.895 | - | - | (43.875) | (43.875) | - | 999.020 |
| Instrumentos de capital | ||||||||
| Emitidos por residentes | ||||||||
| Valorizados ao justo valor | 90.139 | - | - | - | (93) | (93) | (50.859) | 39.187 |
| Valorizados ao custo histórico | 24.347 | - | - | - | - | - | (5.547) | 18.800 |
| Emitidos por não residentes | ||||||||
| Valorizados ao justo valor | 2.523 | - | - | 318 | - | 318 | (1.535) | 1.306 |
| Valorizados ao custo histórico | 1.149 | - | - | - | - | - | (745) | 404 |
| 7.308.028 | 117.132 | 73.037 | 5.447 | (519.373) | (513.926) | (59.148) | 6.925.123 |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as rubricas de obrigações do tesouro e de emissores públicos estrangeiros incluem valias reconhecidas em resultados nos montantes de mEuros 210.141 e mEuros 73.037, respectivamente, relativas a correcções de valor por operações de cobertura de risco de taxa de juro. Estes títulos apresentam as seguintes características:
| 2011 | 2010 (Proforma) | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valias | Valis | Valias | Valis | |||||||||
| Valor de | Juros | em operações | reflectidas | Valor de | Valor de | Juros | em operações | reflectidas | Valor de | |||
| Descrição | aquisição | a receber | de cobertura | em reservas | Imparidade | balanço | aquisição | a receber | de cobertura | em reservas | Imparidade | balanço |
| Obrigações do Tesouro - Portugal | ||||||||||||
| . Com vencimento a um ano | 5.617 | 24 | - | (2) | - | 5.639 | - | - | - | - | - | - |
| . Com vencimento entre um e três anos | 825.852 | 6.635 | 28.427 | (244.873) | - | 616.041 | 105.085 | 1.493 | - | (3.399) | - | 103.179 |
| . Com vencimento entre três e cinco anos | - | - | - | - | - | - | 1.184.490 | 9.001 | 15.428 | (99.743) | - | 1.109.176 |
| . Com vencimento entre cinco e dez anos | 790.657 | 18.687 | 82.522 | (443.167) | - | 448.699 | 791.634 | 18.737 | 34.061 | (134.634) | - | 709.798 |
| Bilhetes do Tesouro - Portugal | 508.440 | - | - | (316) | - | 508.124 | 10.222 | - | - | (52) | - | 10.170 |
| Outros | 487 | 6 | - | - | (373) | 120 | 734 | 10 | - | (16) | (231) | 497 |
| 2.131.053 | 25.352 | 110.949 | (688.358) | (373) | 1.578.623 | 2.092.165 | 29.241 | 49.489 | (237.844) | (231) | 1.932.820 | |
| Obrigações do Tesouro - Espanha | ||||||||||||
| . Com vencimento a um ano | 5.596 | 23 | - | 62 | - | 5.681 | - | - | - | - | - | - |
| . Com vencimento entre um e três anos | - | - | - | - | - | - | 1.447.264 | 27.772 | (2.077) | (36.537) | - | 1.436.422 |
| . Com vencimento entre três e cinco anos | 625.354 | 24.231 | - | (10.774) | - | 638.811 | 633.573 | 24.230 | - | (29.973) | - | 627.830 |
| . Com vencimento entre cinco e dez anos | 1.000.000 | 22.966 | 99.192 | (146.412) | - | 975.746 | 1.000.000 | 23.028 | 25.625 | (118.265) | - | 930.388 |
| Outros | 7.716 | 86 | - | 460 | - | 8.262 | 7.468 | 82 | - | 341 | - | 7.891 |
| 1.638.666 | 47.306 | 99.192 | (156.664) | - | 1.628.500 | 3.088.305 | 75.112 | 23.548 | (184.434) | - | 3.002.531 | |
| 3.769.719 | 72.658 | 210.141 | (845.022) | (373) | 3.207.123 | 5.180.470 | 104.353 | 73.037 | (422.278) | (231) | 4.935.351 | |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o Grupo detém na sua carteira Obrigações do Tesouro de Portugal e Espanha no valor de mEuros 1.558.315 e mEuros 4.725.398, respectivamente, utilizados como colaterais em operações de financiamento (Nota 19).
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de instrumentos de dívida – outros residentes inclui os seguintes títulos:
| 2011 | 2010 (Proforma) | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valias | Valias | |||||||||||
| Valor de | Juros | reflectidas | Valor de | Valor de | Juros | reflectidas | Valor de | |||||
| Descrição | aquisição | a receber | em reservas | Imparidade | balanço | aquisição | a receber | em reservas | Imparidade | balanço | ||
| Adquiridos no âmbito de operações de titularização | ||||||||||||
| ENERGYON NO.2 CLASS A NOTES MAY | 99.111 | 154 | (22.227) | - | 77.038 | 105.283 | 134 | (17.471) | - | 87.946 | ||
| TAGUS ROSE-07 1 SEC NOTES DEC/12 | 34.935 | 43 | (571) | - | 34.407 | 69.867 | 72 | (1.953) | - | 67.986 | ||
| Outros | 50 | - | - | - | 50 | 49 | 1 | (7) | - | 43 | ||
| 134.096 | 197 | (22.798) | - | 111.495 | 175.199 | 207 | (19.431) | - | 155.975 | |||
| Dívida não subordinada | ||||||||||||
| PARPUBLICA 3.5 07-2013 | 139.863 | 2.370 | (37.663) | - | 104.570 | 139.772 | 2.376 | 2.209 | - | 144.357 | ||
| BANCO ESPIRITO SANTO 3.75% 01/12 | 77.171 | 2.750 | (480) | - | 79.441 | 77.586 | 2.750 | (2.148) | - | 78.188 | ||
| SONAE DISTRIBUICAO SET 2007/2015 | 70.000 | 501 | (10.701) | - | 59.800 | 70.000 | 370 | (10.115) | - | 60.255 | ||
| BANCO INTL DO FUNCHAL SA 3.25 5/ | 59.994 | 1.268 | (1.713) | - | 59.549 | 59.976 | 1.272 | (2.141) | - | 59.107 | ||
| IBERWIND II P- CONSULTORIA SENIO A | 33.967 | 59 | 170 | - | 34.196 | 35.903 | 52 | 1.189 | - | 37.144 | ||
| OBRIGAÇÕES ZON MULTIMÉDIA 2010/2 | 24.300 | 63 | (1.195) | - | 23.168 | 24.300 | 63 | - | - | 24.363 | ||
| BANCO COMERC PORTUGUES 3.625% 01 | 23.605 | 813 | (142) | - | 24.276 | 23.708 | 813 | (654) | - | 23.867 | ||
| EDIA 2010/2030 | 19.250 | 336 | (8.627) | - | 10.959 | 19.250 | 291 | (4.289) | - | 15.252 | ||
| AUTO SUECO 2009/2014 | 15.000 | 5 | (1.552) | - | 13.453 | 15.000 | 4 | (1.454) | - | 13.550 | ||
| GALP ENERGIA 05-2013 | - | - | - | - | - | 90.000 | 514 | 1.341 | - | 91.855 | ||
| CAIXA GERAL DEPOSITOS 3.875% 12/ | - | - | - | - | - | 74.176 | 156 | (1.492) | - | 72.840 | ||
| Papel Comercial | 475.961 | 1.460 | 769 | - | 478.190 | - | - | - | - | - | ||
| Outros | 10.210 | 25 | 42 | (231) | 10.046 | 11.277 | 21 | 41 | (231) | 11.108 | ||
| 949.321 | 9.650 | (61.092) | (231) | 897.648 | 640.948 | 8.682 | (17.513) | (231) | 631.886 | |||
| Dívida subordinada | ||||||||||||
| TOTTA SEGUROS - OBRIG. SUB. 2002 | 14.000 | 2 | (785) | - | 13.217 | 14.000 | 2 | (892) | - | 13.110 | ||
| Outros | 2.759 | 6 | (1.323) | - | 1.442 | 5.748 | 6 | (1.666) | - | 4.088 | ||
| 16.759 | 8 | (2.108) | - | 14.659 | 19.748 | 8 | (2.558) | - | 17.198 |
As operações de papel comercial contratadas no exercício de 2011 no montante de mEuros 492.462 foram registadas nesta rubrica, enquanto que as operações contratadas em 2010 foram registadas na rubrica "crédito a clientes".
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de instrumentos de dívida – outros não residentes inclui os seguintes títulos:
| 2011 | 2010 (Proforma) | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valias | Valias | |||||||||
| Valor de | Juros | reflectidas | Valor de | Valor de | Juros | reflectidas | Valor de | |||
| Descrição | aquisição | a receber | em reservas | balanço | aquisição | a receber | em reservas | balanço | ||
| Adquiridos no âmbito de operações de titularização | ||||||||||
| Papel comercial | 16.500 | 130 | 102 | 16.732 | - | - | - | - | ||
| LEASETOTTA NO.1 LTD CL A VAR | - | - | - | - | 1.040.000 | 2.895 | (43.875) | 999.020 | ||
| 16.500 | 130 | 102 | 16.732 | 1.040.000 | 2.895 | (43.875) | 999.020 |
No exercício de 2010 o Grupo vendeu os títulos de securitização do Grupo Santander, tendo registado uma menos valia de mEuros 211.452 (Nota 35).
Com referência a 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de activos financeiros disponíveis para venda – instrumentos de capital inclui os seguintes títulos:
| 2011 | 2010 (Proforma) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valias | Valias | |||||||
| Valor de | reflectidas | Valor de | Valor de | reflectidas | Valor de | |||
| Descrição | aquisição | em reservas | Imparidade | balanço | aquisição | em reservas | Imparidade | balanço |
| Valorizados ao Justo Valor | ||||||||
| BPI | 27.782 | - | (22.031) | 5.751 | 33.418 | - | (15.219) | 18.199 |
| F.I.I. FECHADO IMORENDIMENTO II | 18.663 | - | - | 18.663 | - | - | - | - |
| FUNDO RECUPERAÇÃO FCR | 18.356 | - | - | 18.356 | 11.816 | - | - | 11.816 |
| GARVAL - SOC.DE GARANTIA MUTUA S.A. | 2.506 | - | - | 2.506 | 3.154 | - | - | 3.154 |
| Outros | 9.905 | 328 | (3.292) | 6.941 | 10.100 | 225 | (3.001) | 7.324 |
| Títulos com imparidade a 100% | 32.050 | - | (32.050) | - | 34.174 | - | (34.174) | - |
| 109.262 | 328 | (57.373) | 52.217 | 92.662 | 225 | (52.394) | 40.493 | |
| Valorizados ao custo histórico | ||||||||
| ASCENDI NORTE - AUTO ESTRADAS DO NORTE S.A. (ex-AENOR) | 3.749 | - | (404) | 3.345 | 3.749 | - | (4) | 3.745 |
| ASCENDI NORTE - AUTO ESTRADAS DO NORTE S.A. (Prestações Suplementares) (ex-AENOR) | 3.749 | - | - | 3.749 | 3.749 | - | - | 3.749 |
| SIBS - SOC.INTERBANCÁRIA DE SERVIÇOS SARL | 3.461 | - | - | 3.461 | 3.461 | - | - | 3.461 |
| Outros | 6.812 | - | (1.262) | 5.550 | 9.510 | - | (1.261) | 8.249 |
| Títulos com imparidade a 100% | 5.027 | - | (5.027) | - | 5.027 | - | (5.027) | - |
| 22.798 | - | (6.693) | 16.105 | 25.496 | - | (6.292) | 19.204 |
Durante o primeiro semestre de 2011 o Grupo vendeu 2.360.640 acções do Banco BPI, pelo montante global de mEuros 2.870, te ndo realizado uma mais-valia de mEuros 26 e utilizado a imparidade registada para o efeito (Nota 22).
Em 17 de Maio de 2011 o Grupo recebeu 1.177.461 acções do Banco BPI, no âmbito do aumento de capital deste Banco por incorporação de reservas.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o Grupo detinha 11.956.434 acções e 13.139.614 acções do Banco BPI, S.A. com um custo de aquisição de mEuros 27.882 e mEuros 33.418, respectivamente. Nos exercícios de 2011 e 2010 o Banco reforçou imparidade para estes títulos nos montantes de mEuros 9.604 e mEuros 15.219, respectivamente.
Durante o exercício de 2011 o Banco respondeu às chamadas de capital do Fundo Recuperação, FCR, no montante total de mEuros 6.540. Neste âmbito, subscreveu 30.000 unidades de participação deste Fundo, tendo realizado até 31 de Dezembro de 2011 cerca de 61,2%.
No exercício de 2011, o Banco adquiriu 2.748.238 unidades de participação do Fundo Fechado de Investimento Imobiliário - Imorendimento II por um montante de mEuros 18.663, na sequência de um acordo de regularização de uma dívida a receber referente a crédito concedido.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as reservas de reavaliação negativas resultantes da valorização ao justo valor apresentavam as seguintes percentagens face aos respectivos custos de aquisição:
| 2011 | 2010 (Proforma) p |
|||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Custo de aquisição |
Juros a receber |
Valias por operações de cobertura |
Reserva negativa |
Valor de balanço |
Custo de aquisição |
Juros a receber |
operações de cobertura |
Reserva negativa |
Valor de balanço |
|
| Instrumentos de Dívida | ||||||||||
| . entre 0% e 25% | 2.940.006 | 54.486 | 99.192 | (214.661) | 2.879.023 | 5.838.401 | 11.121 | 73.037 | (517.975) | 5.404.584 |
| . entre 25% e 50% | 1.051.519 | 9.603 | 28.427 | (335.379) | 754.170 | 2.756 | 5 | - | (1.305) | 1.456 |
| . superior a 50% | 675.000 | 17.680 | 82.522 | (392.364) | 382.838 | - | - | - | - | - |
| 4.666.525 | 81.769 | 210.141 | (942.404) | 4.016.031 | 5.841.157 | 11.126 | 73.037 | (519.280) | 5.406.040 | |
| Instrumentos de Capital | ||||||||||
| . entre 0% e 25% | - | - | - | - | - | 500 | - | - | (93) | 407 |
| - | - | - | - | - | 500 | - | - | (93) | 407 | |
| 4.666.525 | 81.769 | 210.141 | (942.404) | 4.016.031 | 5.841.657 | 11.126 | 73.037 | (519.373) | 5.406.447 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| Aplicações no Banco de Portugal 1.150.000 |
2010 (Pro-forma) 500.000 |
|---|---|
| ------------- | ----------- |
| Aplicações em instituições de crédito no País | |
| Empréstimos 57.428 |
3.370.561 |
| Operações de compra com acordo de revenda 368.711 |
- |
| Aplicações subordinadas - |
50.000 |
| Receitas com rendimento diferido ( 150 ) |
- |
| Juros a receber 953 |
6.624 |
| ----------- | ------------ |
| 426.942 | 3.927.185 |
| ----------- | ------------ |
| Aplicações em instituições de crédito no estrangeiro | |
| Aplicações a muito curto prazo 65.215 |
564 |
| Depósitos 918.705 |
1.106.000 |
| Outras aplicações 102.345 |
141.787 |
| Juros a receber 29.704 |
34.285 |
| ------------- | ------------ |
| 1.115.969 | 1.282.636 |
| ------------- 2.692.911 |
------------ 5.209.821 |
| ======== | ======== |
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Crédito geral | (Pro-forma) | |
| Crédito interno | ||
| A empresas | ||
| Crédito em conta corrente | 1.334.775 | 1.594.663 |
| Empréstimos | 3.325.033 | 5.100.288 |
| Locação financeira | 526.117 | 1.052 |
| Descontos e outros créditos titulados por efeitos | 184.867 | 254.255 |
| Descobertos | 438.299 | 429.993 |
| Créditos tomados - factoring | 1.231.364 | - |
| Outros créditos | 39.165 | 10.554 |
| A particulares | ||
| Habitação | 9.141.345 | 5.781.267 |
| Consumo e outros | 1.255.346 | 2.072.693 |
| Crédito ao exterior | ||
| A empresas | ||
| Crédito em conta corrente | 12.240 | 244.631 |
| Empréstimos | 82.077 | 548.047 |
| Locação financeira | 4.239 | - |
| Descontos e outros créditos titulados por efeitos | 49 | 92 |
| Descobertos | 5.294 | 4.622 |
| Créditos tomados - factoring | 91.558 | - |
| Outros créditos | 3.432 | 3.077 |
| A particulares | ||
| Habitação | 397.570 | 387.392 |
| Consumo e outros | 22.035 | 44.472 |
| --------------- 18.094.805 |
---------------- 16.477.098 |
|
| --------------- | ---------------- | |
| Crédito titulado | ||
| Títulos de dívida não subordinada emitidos | ||
| Papel comercial | 40.000 --------- |
2.633.386 --------------- |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA)
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Activos titularizados não desreconhecidos (Nota 44) | ||
| Empresas | ||
| Empréstimos | ||
| . BST SME nº 1 | 1.327.390 | - |
| . Totta Consumer nº 1 | 36.331 | - |
| Locação Financeira | - | |
| . Leasetotta nº 1 | 652.910 | - |
| Crédito titulado – Papel Comercial | ||
| . BST SME nº 1 | 615.200 | - |
| Particulares | ||
| Empréstimos | ||
| Crédito à habitação | ||
| . Hipototta nº 1 | 225.469 | 268.027 |
| . Hipototta nº 2 | - | 876.988 |
| . Hipototta nº 3 | - | 1.543.260 |
| . Hipototta nº 4 | 1.255.543 | 1.422.287 |
| . Hipototta nº 5 | 1.049.819 | 1.231.046 |
| . Hipototta nº 7 | 1.275.981 | 1.601.178 |
| . Hipototta nº 8 | - | 978.832 |
| . Hipototta nº 10 | - | 802.442 |
| . Hipototta nº 11 | 1.736.471 | 1.873.515 |
| . Hipototta nº 12 | 1.216.021 | - |
| Crédito ao consumo . Totta Consumer nº1 |
747.758 | - |
| Locação Financeira | ||
| . Leasetotta nº 1 | 1.803 | |
| --------------- | --------------- | |
| 10.140.696 --------------- |
10.597.575 --------------- |
|
| Crédito e juros vencidos | ||
| Até 90 dias | 47.748 | 26.912 |
| Há mais de 90 dias | 539.251 | 335.099 |
| Activos titularizados não desreconhecidos | 94.737 | 99.369 |
| ----------- | ------------ | |
| 681.736 --------------- |
461.380 ---------------- |
|
| 28.957.237 | 30.169.439 | |
| Juros a receber | --------------- | ---------------- |
| Crédito não titulado | 58.914 | 59.291 |
| Crédito titulado | 1.541 | 5.510 |
| Activos titularizados não desreconhecidos | 31.981 | 23.953 |
| Despesas com encargo diferido | 100.227 | 113.753 |
| Comissões associadas ao custo amortizado (líquidas) | ( 111.287 ) | ( 105.363 ) |
| Correcções de valor de activos objecto de cobertura | 5.327 | 4.306 |
| ----------- 86.703 |
------------ 101.450 |
|
| --------------- 29.043.940 |
--------------- 30.270.889 |
|
| Imparidade em crédito a clientes (Nota 22) | ( 671.913 ) | ( 497.157 ) |
| --------------- 28.372.027 |
---------------- 29.773.732 |
|
| ========= | ========= |
Em 2011 e 2010 foram vendidas carteiras de crédito à habitação e a empresas. Como resultado destas operações foram registados em 2011 e 2010, ganhos no valor de mEuros 1 e mEuros 78, respectivamente (Nota 37).
O movimento ocorrido na imparidade em crédito a clientes durante os exercícios de 2011 e 2010 é apresentado na Nota 22.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o crédito e juros vencidos por prazo de incumprimento apresentava o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Até três meses | 54.267 | 29.437 |
| Entre três e seis meses | 97.880 | 34.921 |
| Entre seis meses e um ano | 176.115 | 119.452 |
| Entre um ano e três anos | 258.491 | 229.202 |
| Mais de três anos | 94.983 | 48.368 |
| ----------- | ---------- | |
| 681.736 | 461.380 | |
| ====== | ====== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a composição da carteira de crédito concedido a clientes por sectores de actividade é a seguinte:
| 2011 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Vivo | Vencido | Total | % | ||
| Agricultura e silvicultura | 246.502 | 6.808 | 253.310 | 0,87% | |
| Pescas | 29.425 | 425 | 29.850 | 0,10% | |
| Indústrias extractivas | 94.724 | 1.842 | 96.566 | 0,33% | |
| Indústrias transformadoras: | |||||
| Alimentação, bebidas e tabaco | 378.800 | 5.074 | 383.874 | 1,33% | |
| Têxteis, vestuário e couro | 442.721 | 8.796 | 451.517 | 1,56% | |
| Madeira e cortiça | 109.911 | 3.446 | 113.357 | 0,39% | |
| Papel, gráficas e editoriais | 157.400 | 2.890 | 160.290 | 0,55% | |
| Indústria química | 107.122 | 582 | 107.704 | 0,37% | |
| Indústrias Cerâmicas, do vidro e do cimento | 185.302 | 2.174 | 187.476 | 0,65% | |
| Metalurgia | 150.166 | 4.006 | 154.172 | 0,53% | |
| Máquinas e material de transporte | 221.242 | 6.774 | 228.016 | 0,79% | |
| Electricidade, água e gás | 289.613 | 1.665 | 291.278 | 1,01% | |
| Construção e obras públicas | 2.000.621 | 119.107 | 2.119.728 | 7,32% | |
| Comércio e hotelaria: | |||||
| Comércio por grosso | 720.013 | 23.497 | 743.510 | 2,57% | |
| Comércio de retalho | 780.496 | 27.081 | 807.577 | 2,79% | |
| Restaurantes e hotéis | 435.822 | 11.809 | 447.631 | 1,55% | |
| Transportes e comunicações | 575.057 | 7.031 | 582.088 | 2,01% | |
| Instituições financeiras não monetárias | 265.207 | 12 | 265.219 | 0,92% | |
| Sector público administrativo | 858.269 | 3.977 | 862.246 | 2,98% | |
| Outras empresas de serviços | 1.631.742 | 71.580 | 1.703.322 | 5,88% | |
| Crédito a particulares | 17.648.536 | 363.747 | 18.012.283 | 62,20% | |
| Crédito ao exterior | 378.485 | 2.592 | 381.077 | 1,32% | |
| Outros créditos | 568.325 | 6.821 | 575.146 | 1,98% | |
| 28.275.501 | 681.736 | 28.957.237 | 100,00% |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| 2010 (Proforma) | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Vivo | Vencido | Total | % | ||
| Agricultura e silvicultura | 171.299 | 3.291 | 174.590 | 0,58% | |
| Pescas | 3.718 | 19 | 3.737 | 0,01% | |
| Indústrias extractivas | 329.969 | 684 | 330.653 | 1,10% | |
| Indústrias transformadoras: | |||||
| Alimentação, bebidas e tabaco | 286.035 | 880 | 286.915 | 0,95% | |
| Têxteis, vestuário e couro | 176.428 | 2.434 | 178.862 | 0,59% | |
| Madeira e cortiça | 71.656 | 1.626 | 73.282 | 0,24% | |
| Papel, gráficas e editoriais | 67.828 | 744 | 68.572 | 0,23% | |
| Indústria química | 180.391 | 556 | 180.947 | 0,60% | |
| Indústrias Cerâmicas, do vidro e do cimento | 178.153 | 1.409 | 179.562 | 0,60% | |
| Metalurgia | 131.054 | 3.482 | 134.536 | 0,45% | |
| Máquinas e material de transporte | 274.422 | 4.686 | 279.108 | 0,93% | |
| Electricidade, água e gás | 229.109 | 709 | 229.818 | 0,76% | |
| Construção e obras públicas | 1.963.417 | 70.429 | 2.033.846 | 6,74% | |
| Comércio e hotelaria: | |||||
| Comércio por grosso | 699.826 | 10.079 | 709.905 | 2,35% | |
| Comércio de retalho | 747.852 | 14.286 | 762.138 | 2,53% | |
| Restaurantes e hotéis | 347.584 | 5.023 | 352.607 | 1,17% | |
| Transportes e comunicações | 1.031.387 | 2.771 | 1.034.158 | 3,43% | |
| Instituições financeiras não monetárias | 1.147.539 | 11 | 1.147.550 | 3,80% | |
| Sector público administrativo | 486.162 | 2.434 | 488.596 | 1,62% | |
| Outras empresas de serviços | 2.146.915 | 35.973 | 2.182.888 | 7,24% | |
| Crédito a particulares | 7.718.688 | 186.309 | 7.904.997 | 26,20% | |
| Activos titularizados não desreconhecidos | 10.597.575 | 99.369 | 10.696.944 | 35,46% | |
| Crédito ao exterior | 272.812 | 2.454 | 275.266 | 0,91% | |
| Outros créditos | 448.240 | 11.722 | 459.962 | 1,51% | |
| 29.708.059 | 461.380 | 30.169.439 | 100,00% |
Em 31 de Dezembro de 2011, o crédito vencido e o crédito vivo, com e sem indícios de imparidade, apresentam o seguinte detalhe:
| Crédito vencido |
Crédito vivo |
Crédito total |
|
|---|---|---|---|
| Crédito concedido a empresas | |||
| Sem indícios de imparidade | - | 9.670.386 | 9.670.386 |
| Com indícios de imparidade | 302.396 | 409.940 | 712.336 |
| ----------- 302.396 |
--------------- 10.080.326 |
--------------- 10.382.722 |
|
| ----------- | --------------- | --------------- | |
| Crédito à habitação | |||
| Sem indícios de imparidade | - | 15.384.875 | 15.384.875 |
| Com indícios de imparidade | 249.306 | 779.278 | 1.028.584 |
| ----------- 249.306 |
--------------- 16.164.153 |
--------------- 16.413.459 |
|
| ----------- | --------------- | --------------- | |
| Crédito ao consumo | |||
| Sem indícios de imparidade | - | 1.111.840 | 1.111.840 |
| Com indícios de imparidade | 31.771 | 88.956 | 120.727 |
| --------- 31.771 |
-------------- 1.200.796 |
-------------- 1.232.567 |
|
| --------- | -------------- | -------------- |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| Crédito vencido |
Crédito vivo |
Crédito total |
|
|---|---|---|---|
| Crédito concedido através de cartões de crédito | |||
| Sem indícios de imparidade | - | 262.819 | 262.819 |
| Com indícios de imparidade | 25.535 | 11.696 | 37.231 |
| --------- | ----------- | ----------- | |
| 25.535 | 274.515 | 300.050 | |
| --------- | ----------- | ----------- | |
| Outros créditos a particulares | |||
| Sem indícios de imparidade | - | 435.914 | 435.914 |
| Com indícios de imparidade | 72.728 | 119.797 | 192.525 |
| --------- | ----------- | ----------- | |
| 72.728 | 555.711 | 628.439 | |
| ----------- 681.736 |
--------------- 28.275.501 |
---------------- 28.957.237 |
|
| ====== | ========= | ========= |
Em 31 de Dezembro de 2010 (Proforma), o crédito vencido e o crédito vivo, com e sem indícios de imparidade, apresentam o seguinte detalhe:
| Crédito vencido |
Crédito vivo |
Crédito total |
|
|---|---|---|---|
| Crédito concedido a empresas | |||
| Sem indícios de imparidade | - | 10.998.831 | 10.998.831 |
| Com indícios de imparidade | 166.921 | 149.891 | 316.812 |
| ----------- 166.921 |
--------------- 11.148.722 |
--------------- 11.315.643 |
|
| Crédito à habitação | ----------- | --------------- | --------------- |
| Sem indícios de imparidade | - | 15.360.671 | 15.360.671 |
| Com indícios de imparidade | 202.461 | 1.263.315 | 1.465.776 |
| ----------- 202.461 |
--------------- 16.623.986 |
--------------- 16.826.447 |
|
| Crédito ao consumo | ----------- | --------------- | --------------- |
| Sem indícios de imparidade | - | 1.156.902 | 1.156.902 |
| Com indícios de imparidade | 20.505 --------- |
127.372 -------------- |
147.877 -------------- |
| 20.505 | 1.284.274 | 1.304.779 | |
| Crédito concedido através de cartões de crédito | --------- | -------------- | -------------- |
| Sem indícios de imparidade | - | 258.758 | 258.758 |
| Com indícios de imparidade | 18.338 | 24.366 | 42.704 |
| -------- 18.338 |
----------- 283.124 |
----------- 301.462 |
|
| -------- | ----------- | ----------- | |
| Outros créditos a particulares | |||
| Sem indícios de imparidade | - | 244.496 | 244.496 |
| Com indícios de imparidade | 53.155 --------- |
123.457 ----------- |
176.612 ----------- |
| 53.155 | 367.953 | 421.108 | |
| ----------- 461.380 |
--------------- 29.708.059 |
---------------- 30.169.439 |
|
| ====== | ========= | ========= |
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Proforma) | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Activo | Passivo | Líquido | Activo | Passivo | Líquido | |
| Cobertura de justo valor | ||||||
| "Swaps" de taxa de juro | 63.427 | 253.052 | (189.625) | 59.310 | 119.988 | (60.678) |
| "Equity swaps" | 13.286 | 21.039 | (7.753) | 16.769 | 48.112 | (31.343) |
| Opções AutoCallable | 3.897 | 8.798 | (4.901) | 14.637 | 21.161 | (6.524) |
| Cobertura de fluxos de caixa | ||||||
| "Swaps" de taxa de juro | 86.692 | - | 86.692 | 40.796 | 162 | 40.634 |
| 167.302 | 282.889 | (115.587) | 131.512 | 189.423 | (57.911) |
Em 31 de Dezembro de 2011, o detalhe dos instrumentos financeiros derivados era o seguinte:
| Valor de | Até 3 | Entre 3 e | Entre 6 e | Entre 1 | Mais de | Valor nocional | |||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Tipo de instrumento financeiro | balanço | meses | 6 meses | 12 meses | e 3 anos | 3 anos | Total | EUR | Outros |
| 1. Instrumentos derivados de negociação (Nota 7) | |||||||||
| Forwards | |||||||||
| . Compras | 535 | 24.970 | 13.224 | 65.692 | - | - | 103.886 | 41.739 | 62.147 |
| . Vendas Swaps de divisas (currency swaps) |
24.771 | 13.095 | 65.429 | - | - | 103.295 | 58.873 | 44.422 | |
| . Compras | 1.299.485 | - | - | - | - | 1.299.485 | - | 1.299.485 | |
| 28.998 | |||||||||
| . Vendas | 1.270.008 | - | - | - | - | 1.270.008 | 1.270.008 | - | |
| Swaps de taxa de juro | |||||||||
| Outros | 19.230 | 807.700 | 328.943 | 1.588.220 | 4.284.187 | 4.544.329 | 11.553.379 | 11.306.226 | 247.153 |
| Swaps sobre cotações (equity swaps) | (2.604) | 171.581 | 205.402 | 246.615 | 2.526.267 | 1.782.833 | 4.932.698 | 4.924.443 | 8.255 |
| FRA's | 109 | 130.000 | 120.000 | 60.000 | 25.000 | - | 335.000 | 335.000 | - |
| Opções de moeda | |||||||||
| . Compras | 34 | 26.929 | 46.255 | 60.430 | 10.796 | - | 144.410 | 155 | 144.255 |
| . Vendas | 26.929 | 46.255 | 60.430 | 10.796 | - | 144.410 | 155 | 144.255 | |
| Opções sobre cotações | |||||||||
| . Compras | (34) | 100 | 9.409 | - | - | - | 9.509 | 9.509 | - |
| . Vendas | 100 | 9.409 | - | - | - | 9.509 | 9.509 | - | |
| Opções de taxa de juro | |||||||||
| . Compras | (7) | 1.522 | 1.657 | 2.289 | 2.662 | 885.631 | 893.761 | 887.684 | 6.077 |
| . Vendas | 1.522 | 1.657 | 1.991 | 2.428 | - | 7.598 | 1.522 | 6.076 | |
| Caps | 148 | 155.791 | 241.410 | 180.691 | 410.265 | 1.540.644 | 2.528.801 | 2.528.801 | - |
| Floors | (956) | - | - | 2.500 | 161.878 | 548.237 | 712.615 | 677.373 | 35.242 |
| 45.453 | 3.941.408 | 1.036.716 | 2.334.287 | 7.434.279 | 9.301.674 | 24.048.364 | 22.050.997 | 1.997.367 | |
| 2. Instrumentos derivados de cobertura | |||||||||
| Cobertura de Justo valor | |||||||||
| Swaps de taxa de juro (interest rate swaps) | |||||||||
| . Passivos e crédito | 56.347 | 3.200 | 38.550 | 305.230 | 2.218.571 | 435.287 | 3.000.838 | 2.993.032 | 7.806 |
| . Activos financeiros disponíveis para vend (245.972) | - | - | - | 400.000 | 1.675.000 | 2.075.000 | 2.075.000 | - | |
| Opções AutoCallable | (4.901) | 5.690 | 16.204 | 229.792 | 250.940 | - | 502.626 | 502.626 | - |
| Swaps sobre cotações (equity swaps) | (7.753) | 50.856 | 45.809 | 120.943 | 1.370.021 | 526.245 | 2.113.874 | 1.969.989 | 143.885 |
| Cobertura de Fluxos de Caixa | |||||||||
| Swaps de taxa de juro (interest rate swaps) | |||||||||
| . Fluxos de caixa | 86.692 | - | - | - | 1.550.000 | 1.050.000 | 2.600.000 | 2.600.000 | - |
| (115.587) | 59.746 | 100.563 | 655.965 | 5.789.532 | 3.686.532 | 10.292.338 | 10.140.647 | 151.691 | |
Em 31 de Dezembro de 2010, o detalhe dos instrumentos financeiros derivados era o seguinte:
| Valor nocional | ||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor de | Até 3 | Entre 3 e | Entre 6 e | Entre 1 | Mais de | Valor nocional | ||||||
| Tipo de instrumento financeiro | balanço | meses | 6 meses | 12 meses | e 3 anos | 3 anos | Total | EUR | Outros | |||
| 1. Instrumentos derivados de negociação (Nota 7) | ||||||||||||
| Forwards | ||||||||||||
| . Compras | (197) | 23.830 | 41.881 | 11.296 | 17.463 | - | 94.470 | 50.536 | 43.934 | |||
| . Vendas Swaps de divisas (currency swaps) |
23.977 | 41.910 | 11.337 | 17.463 | - | 94.687 | 45.935 | 48.752 | ||||
| . Compras | 1.069.669 | - | 22.742 | - | - | 1.092.411 | - | 1.092.411 | ||||
| . Vendas | (8.279) | 1.077.758 | - | 23.055 | - | - | 1.100.813 | 1.100.813 | - | |||
| Swaps de taxa de juro | ||||||||||||
| Outros | (52.624) | 234.117 | 1.198.751 | 1.161.421 | 5.614.127 | 5.510.785 | 13.719.201 | 13.476.659 | 242.542 | |||
| Swaps sobre cotações (equity swaps) | (2.747) | 196.679 | 202.148 | 576.881 | 3.072.435 | 1.727.162 | 5.775.305 | 5.747.949 | 27.356 | |||
| FRA's | - | 75.000 | 50.000 | - | - | - | 125.000 | 125.000 | - | |||
| Opções de moeda | ||||||||||||
| . Compras | 52.435 | 20.076 | 11.529 | 20.284 | - | 104.324 | - | 104.324 | ||||
| . Vendas | 711 | 52.435 | 20.076 | 11.529 | 20.284 | - | 104.324 | - | 104.324 | |||
| Opções sobre cotações | ||||||||||||
| . Compras | 2.212 | 13.726 | 306 | 168 | - | 16.412 | 16.412 | - | ||||
| . Vendas | (5.227) | 2.212 | 12.881 | 306 | 168 | - | 15.567 | 15.567 | - | |||
| Opções de taxa de juro | ||||||||||||
| . Compras | 2.320 | - | - | 2.103 | 916.074 | 920.497 | 918.176 | 2.321 | ||||
| . Vendas | (12) | 2.320 | - | - | 1.522 | - | 3.842 | 1.522 | 2.320 | |||
| Caps | 10 | 111.712 | 16.868 | 68.512 | 850.613 | 1.730.064 | 2.777.769 | 2.777.769 | - | |||
| Floors | (1.608) | 104.000 | - | 16.000 | 97.754 | 608.001 | 825.755 | 791.628 | 34.127 | |||
| (69.973) | 3.030.676 | 1.618.317 | 1.914.914 | 9.714.384 | 10.492.086 | 26.770.377 | 25.067.966 | 1.702.411 | ||||
| 2. Instrumentos derivados de cobertura | ||||||||||||
| Cobertura de Justo valor | ||||||||||||
| Swaps de taxa de juro (interest rate swaps) | ||||||||||||
| . Passivos e crédito | (170.388) | 421 | 42.844 | 51.736 | 2.518.592 | 1.245.164 | 3.858.757 | 3.784.511 | 74.246 | |||
| . Activos financeiros disponíveis para vend | 109.710 | - | - | - | 700.000 | 2.075.000 | 2.775.000 | 2.775.000 | - | |||
| Opções AutoCallable | (6.524) | 70.938 | 179.905 | 284.547 | 541.686 | - | 1.077.076 | 1.076.695 | 381 | |||
| Swaps sobre cotações (equity swaps) | (31.343) | 248.000 | 229.060 | 164.080 | 458.849 | 728.597 | 1.828.586 | 1.706.983 | 121.603 | |||
| Cobertura de Fluxos de Caixa | ||||||||||||
| Swaps de taxa de juro (interest rate swaps) | ||||||||||||
| . Fluxos de caixa | 40.634 | 1.918.200 | 1.000.000 | - | 550.000 | 200.000 | 3.668.200 | 3.668.200 | - | |||
| (57.911) | 2.237.559 | 1.451.809 | 500.363 | 4.769.127 | 4.248.761 | 13.207.619 | 13.011.389 | 196.230 | ||||
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|---|---|
| 177.737 | 114.013 |
| 26.525 | 20.788 |
| - | |
| 100 | - |
| ---------- | |
| 208.344 | 134.801 |
| ---------- | |
| ( 67.181 ) | ( 45.678 ) |
| ---------- | |
| 89.123 | |
| ===== | |
| 3.982 ----------- ---------- ----------- 141.163 ====== |
O movimento nestas rubricas durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, pode ser apresentado como segue:
| 2011 | ||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 31 de Dezembro de 2010 | Fusão Totta IFIC | Transferências | 31 de Dezembro de 2011 | |||||||||||||
| Valor Imparidade |
Valor | de activos fixos | Imparidade | Valor | Imparidade | Valor | ||||||||||
| Bruto | acumulada | Bruto | Imparidade | Entradas | Alienações | tangíveis | Dotações | Reposições | Utilizações | Bruto | acumulada | líquido | ||||
| (Nota 14) | ||||||||||||||||
| Imóveis recebidos em dação em pagamento | 114.013 | (36.052) | 16.866 | (4.424) | 132.419 | (85.506) | (39) | (28.705) | 2.314 | 13.228 | 177.737 | (53.639) | 124.098 | |||
| Imóveis de serviço próprio para venda | 20.788 (9.626) |
- | - | 90 | (4.291) | 10.038 | (7.259) | 4.823 | 1.305 | 26.625 | (10.757) | 15.868 | ||||
| Equipamento | - | - | 2.564 | (1.670) | 3.019 | (1.601) | - | (1.519) | 310 | 94 | 3.982 | (2.785) | 1.197 | |||
| 134.801 | (45.678) | 19.430 | (6.094) | 135.528 | (91.398) | 9.999 | (37.483) | 7.447 | 14.627 | 208.344 | (67.181) | 141.163 |
| 2010 (Proforma) | |||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 31 de Dezembro de 2009 | 31 de Dezembro de 2010 | ||||||||||||||
| Valor Imparidade |
Aumentos | Reversões de | Utilização | Valor | Imparidade | Valor | |||||||||
| Bruto acumulada Entradas |
Entradas | Alienações | tangíveis | de imparidade | imparidade | de imparidade | Bruto | acumulada | líquido | ||||||
| (Nota 14) | |||||||||||||||
| Imóveis recebidos em dação em pagamento | 119.343 | (37.919) | 85.486 | 85.486 | (90.816) | (23.457) | 11.787 | 13.537 | 114.013 | (36.052) | 77.961 | ||||
| Imóveis de serviço próprio para venda | 20.048 | (3.693) | 83 | 83 | - | 657 | (6.398) | 465 | - | 20.788 | (9.626) | 11.162 | |||
| 139.391 | (41.612) | 85.569 | 85.569 | (90.816) | 657 | (29.855) | 12.252 | 13.537 | 134.801 | (45.678) | 89.123 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| Tran sferê ncias |
|||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Entra da e/ ída d e ent idade ou sa s |
De/P ara a |
ctivo s det idos |
|||||||||||||||||||||
| 31-12 -2010 rímet ro de olida ção no pe cons |
Abat es |
vend a (No ta 13) Entre activ os fix para os |
Amo rtizaç ões Difer s de câmb io ença |
31-12 -2011 |
|||||||||||||||||||
| Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
do | Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
||||||||
| Bruto | Acum ulada s |
Impa ridad e |
Bruto | Acum ulada s |
Impa ridad e |
Aqui siçõe s |
Bruto | Acum ulada s |
Impa ridad e |
Bruto | Acum ulada s |
Bruto | Acum ulada s |
ício exerc |
Impa ridad e |
Bruto | Acum ulada s |
Impa ridad e |
Bruto | Acum ulada s |
Impa ridad e |
líquid o |
|
| (Nota 22) |
(Nota 22) |
(Nota 22) |
(Nota 22) |
(Nota 22) |
(Nota 22) |
||||||||||||||||||
| Activ os ta ngíve is |
|||||||||||||||||||||||
| Imóv eis |
|||||||||||||||||||||||
| . Imó veis de se rviço próp rio |
423.2 63 |
115.79 1 |
2.486 | 4.076 | 477 | - | 1.179 | - | - | - | (13.42 6) |
(3.53 1) |
380 | - | 7.977 | - | - | - | - | 415.4 72 |
120.7 14 |
2.486 | 292.2 72 |
| . Des edifí cios dado pesa s em arren s |
133.3 93 |
99.18 7 |
- | - | - | - | 1.379 | - | - | - | (549) | (549) | 1 | - | 6.574 | - | 6 | 5 | - | 134.2 30 |
105.2 17 |
- | 29.01 3 |
| . Outr os im óveis |
1.542 | 295 | 697 | - | - | - | 1 | 654 | 40 | 654 | (315) | (255) | (227) | - | 1 | - | - | - | - | 347 | 1 | 43 | 303 |
| Activ ngíve is em os ta curs o |
|||||||||||||||||||||||
| . Imó veis de se rviço próp rio |
3 | - | - | - | - | - | 392 | - | - | - | - | - | (155) | - | - | - | - | - | - | 240 | - | - | 240 |
| . Des edifí cios dado pesa s em arren s |
1 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 1 | - | - | 1 |
| 558.2 02 |
215.2 73 |
3.183 | 4.076 | 477 | - | 2.951 | 654 | 40 | 654 | (14.29 0) |
(4.33 5) |
(1) | - | 14.55 2 |
- | 6 | 5 | - | 550.2 90 |
225.9 32 |
2.529 | 321.8 29 |
|
| Equip to amen |
|||||||||||||||||||||||
| . M obiliá rio e rial mate |
22.90 8 |
15.617 | - | 107 | 107 | - | 380 | 236 | 237 | - | - | - | - | - | 2.201 | - | 1 | 1 | - | 23.16 0 |
17.68 9 |
- | 5.471 |
| . M áquin as e f entas erram |
4.028 | 3.864 | - | 18 | 18 | - | 27 | 152 | 152 | - | - | - | - | - | 86 | - | 1 | 1 | - | 3.922 | 3.817 | - | 105 |
| . Equ ipam ento inform ático |
119.88 4 |
99.70 3 |
- | 371 | 351 | - | 4.829 | 1.029 | 902 | - | - | - | (40) | - | 7.963 | - | - | - | - | 124.0 15 |
107.11 5 |
- | 16.90 0 |
| . Insta laçõe s inte riores |
89.48 2 |
79.61 9 |
- | 115 | 114 | - | 1.968 | 35 | 35 | - | (262) | (218) | - | - | 3.065 | - | - | - | - | 91.26 8 |
82.54 5 |
- | 8.723 |
| . M ateria l de t orte ransp |
18.38 9 |
10.139 | - | 428 | 334 | - | 3.064 | 3.403 | 3.290 | - | - | - | - | - | 3.815 | - | 4 | 4 | - | 18.48 2 |
11.002 | - | 7.480 |
| . Equ ipam ento de se guran ça |
27.77 7 |
26.34 3 |
- | 2 | 2 | - | 188 | 162 | 160 | - | - | - | - | - | 552 | - | - | - | - | 27.80 5 |
26.73 7 |
- | 1.068 |
| . Outr ipam ento o equ |
5.486 | 2.617 | - | - | - | - | 179 | 2 | 2 | - | - | - | - | - | 744 | - | - | - | - | 5.663 | 3.359 | - | 2.304 |
| 287.9 54 |
237.9 02 |
- | 1.041 | 926 | - | 10.63 5 |
5.019 | 4.778 | - | (262) | (218) | (40) | - | 18.42 6 |
- | 6 | 6 | - | 294.3 15 |
252.2 64 |
- | 42.05 1 |
|
| Outro ivos veis |
|||||||||||||||||||||||
| s act tangí em lo o fina nceir |
281 | 281 | 281 | 281 | |||||||||||||||||||
| . Equ ipam caçã ento a . Patr imón io art ístico |
1.525 | - | - 10 |
- | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 1.535 | - | - 1.535 |
||
| . Outr | 39 | - 39 |
- | - | - | - | - 39 |
- 39 |
- | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | |||
| os | 1.845 | 320 | - | - 10 |
- | - | - | 39 | 39 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - 1.816 |
- 281 |
- | - 1.535 |
| 848.0 01 |
453.4 95 |
- 3.183 |
5.127 | - 1.403 |
- | - 13.58 6 |
5.712 | 4.857 | - 654 |
- | - | - | - | - 32.97 8 |
- | - 12 |
- 11 |
- | 846.4 21 |
478.4 77 |
- 2.529 |
365.4 15 |
|
| - | (14.55 2) |
(4.55 3) |
(41) | - | - | - | |||||||||||||||||
| tangí Activ os in veis |
|||||||||||||||||||||||
| Softw dquir ido a terce iros are a |
286.8 49 |
213.9 18 |
- | 2.153 | 1.695 | - | 31.185 | 2.745 | 2.745 | - | - | - | 40 | - | 30.38 4 |
- | - | - | - | 317.4 82 |
243.2 52 |
- | 74.23 0 |
| Activ os in tangí veis em c urso |
1.444 | - | - | - | - | - | (1.444 ) |
- | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - |
| Tres pass es |
3.585 | 3.585 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 3.585 | 3.585 | - | - |
| Outro s |
29 | 29 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 29 | 29 | - | - |
| 291.9 07 |
217.5 32 |
- | 2.153 | 1.695 | - | 29.74 1 |
2.745 | 2.745 | - | - | - | 40 | - | 30.38 4 |
- | - | - | - | 321.0 96 |
246.8 66 |
- | 74.23 0 |
O movimento nestas rubricas durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2010 (Proforma) pode ser apresentado da seguinte forma:
| Tran sferê ncias |
|||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| da e/ ída d Entra e ent idade ou sa s |
De/P ctivo s det idos ara a |
||||||||||||||||||||||
| 31-12 -2009 rímet ro de olida ção no pe cons |
Abat es |
vend a (No ta 13) Entre activ os fix para os |
Amo rtizaç ões Difer s de câmb io ença |
31-12 -2010 |
|||||||||||||||||||
| Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
do | Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
||||||||
| Bruto | Acum ulada s |
Impa ridad e |
Bruto | Acum ulada s |
Impa ridad e |
Aqui siçõe s |
Bruto | Acum ulada s |
Impa ridad e |
Bruto | Acum ulada s |
Bruto | Acum ulada s |
ício exerc |
Impa ridad e |
Bruto | Acum ulada s |
Impa ridad e |
Bruto | Acum ulada s |
Impa ridad e |
líquid o |
|
| (Nota 22) |
(Nota 22) |
(Nota 22) |
(Nota 22) |
(Nota 22) |
|||||||||||||||||||
| Activ ngíve is os ta |
|||||||||||||||||||||||
| Imóv eis |
|||||||||||||||||||||||
| . Imó veis de se rviço próp rio |
413.5 76 |
107.7 03 |
2.386 | (2.67 3) |
(276) | (20) | 11.115 | 80 | 16 | - | (533) | 111 | 1.549 | 309 | 7.931 | 108 | 309 | 29 | 12 | 423.2 63 |
115.79 1 |
2.486 | 304.9 86 |
| . Des edifí cios dado pesa s em arren s |
126.3 19 |
90.53 0 |
- | 4.061 | 2.965 | - | 4.557 | - | - | - | (15) | (5) | (1.550 ) |
(313) | 5.997 | - | 21 | 13 | - | 133.3 93 |
99.18 7 |
- | 34.20 6 |
| . Outr os im óveis |
1.538 | 274 | 707 | - | - | - | 4 | - | - | - | - | - | - | - | 21 | - | - | - | (10) | 1.542 | 295 | 697 | 550 |
| Activ os ta ngíve is em curs o |
|||||||||||||||||||||||
| . Imó veis de se rviço próp rio |
5.418 | - | - | (6.126 ) |
- | - | 3 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 708 | - | - | 3 | - | - | 3 |
| . Des edifí cios dado pesa s em arren s |
1 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 1 | - | - | 1 |
| 546.8 52 |
198.5 07 |
3.093 | (4.73 8) |
2.689 | (20) | 15.67 9 |
80 | 16 | - | (548) | 106 | (1) | (4) | 13.94 9 |
108 | 1.038 | 42 | 2 | 558.2 02 |
215.2 73 |
3.183 | 339.7 46 |
|
| to | |||||||||||||||||||||||
| Equip amen . M obiliá rio e mate rial |
20.76 2 |
12.33 6 |
967 | 1.103 | 1.146 | 1 | 2.165 | 32 | 13 | 22.90 8 |
15.617 | 7.291 | |||||||||||
| . M as e f |
3.013 | 2.759 | - | 960 | 963 | - | 38 | - 2 |
- 2 |
- | - | - | - | 135 | - | 19 | 10 | - | 4.028 | 3.864 | - | 164 | |
| áquin entas erram inform ático |
- | - | - | - | - | - | (1) | - | - | 4 | - | 1 | |||||||||||
| . Equ ipam ento |
109.7 20 |
87.06 5 |
- | 3.405 | 3.404 | - | 7.027 | 321 | 310 | - | (3) | (3) | - | - | 9.519 | - | 56 | 28 | - | 119.88 | 99.70 3 |
- | 20.18 |
| . Insta laçõe s inte riores |
88.54 7 |
76.29 8 |
- | 95 | 241 | - | 847 | 34 | 27 | - | (4) | (1) | 2 | 3 | 3.095 | - | 29 | 10 | - | 89.48 2 |
79.61 9 |
- | 9.863 |
| . M ateria l de t orte ransp |
17.26 3 |
9.606 | - | 379 | 112 | - | 4.189 | 3.515 | 3.396 | - | - | - | - | - | 3.767 | - | 73 | 50 | - | 18.38 9 |
10.139 | - | 8.250 |
| . Equ ipam ento de se guran ça |
27.34 5 |
25.64 0 |
- | 36 | 77 | - | 390 | - | - | - | (1) | (1) | - | 1 | 622 | - | 7 | 4 | - | 27.77 7 |
26.34 3 |
- | 1.434 |
| . Outr ipam ento o equ |
5.105 | 1.979 | - | (1) | (1) | - | 384 | - | - | - | - | - | (2) | 1 | 638 | - | - | - | - | 5.486 | 2.617 | - | 2.869 |
| . Acti angív eis e vos t m cu rso |
- | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - |
| 271.7 55 |
215.6 83 |
- | 5.841 | 5.899 | - | 14.02 1 |
3.872 | 3.735 | - | (8) | (5) | 1 | 4 | 19.94 1 |
- | 216 | 115 | - | 287.9 54 |
237.9 02 |
- | 50.05 2 |
|
| Outro tangí s act ivos veis |
|||||||||||||||||||||||
| . Equ ipam ento em lo caçã o fina nceir a |
281 | 281 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 281 | 281 | - | - |
| . Patr imón io art ístico |
1.523 | - | - | 1 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 1 | - | - | 1.525 | - | - | 1.525 |
| . Outr os |
39 | 39 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 39 | 39 | - | - |
| 1.843 | 320 | - | 1 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 1 | - | - | 1.845 | 320 | - | 1.525 | |
| 820.4 50 |
414.5 10 |
3.093 | 1.104 | 8.588 | (20) | 29.70 0 |
3.952 | 3.751 | - | (556) | 101 | - | - | 33.89 0 |
108 | 1.255 | 157 | 2 | 848.0 01 |
453.4 95 |
3.183 | 391.3 23 |
|
| Activ os in tangí veis |
|||||||||||||||||||||||
| Softw dquir ido a terce iros are a |
249.5 80 |
179.3 16 |
- | 10.188 | 8.675 | - | 25.87 2 |
6.560 | 6.560 | - | 7.704 | - | - | - | 32.43 3 |
- | 65 | 54 | - | 286.8 49 |
213.9 18 |
- | 72.93 1 |
| Activ os in tangí veis em c urso |
- | - | - | - | - | - | 9.148 | - | - | - | (7.70 4) |
- | - | - | - | - | - | - | - | 1.444 | - | - | 1.444 |
| Tres pass es |
3.585 | 3.585 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 3.585 | 3.585 | - | - |
| Outro s |
- | - | - | 29 | 28 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 1 | - | - | - | - | 29 | 29 | - | - |
| 253.1 65 |
182.9 01 |
- | 10.217 | 8.703 | - | 35.02 0 |
6.560 | 6.560 | - | - | - | - | - | 32.43 4 |
- | 65 | 54 | - | 291.9 07 |
217.5 32 |
- | 74.37 5 |
Parte da imparidade reconhecida em activos tangíveis – outros imóveis com referência a 31 de Dezembro de 2010, no montante de mEuros 653, corresponde à perda potencial num imóvel denominado "Centro Comercial Gemini", que se encontra reflectido nos livros da participada Totta Urbe – Empresa de Administração e Construções, S.A..
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, encontram-se registados mEuros 72.054 e mEuros 61.241, respectivamente, relativos a software, líquido de depreciação, que foi adquirido à Santander Tecnologia y Operaciones A.E.I.E., um agrupamento europeu de interesse económico, pertencente ao Grupo Santander.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Proforma) | |||
|---|---|---|---|---|
| Participação efectiva (%) |
Valor de balanço |
Participação Valor de efectiva (%) |
balanço | |
| Investimentos em associadas No país |
||||
| Benim - Sociedade Imobiliária, S.A | 25,81 | 2.326 | 25,81 | 2.221 |
| Totta Crédito Especializado, IFIC, S.A. | - | - | 16,81 | 25.506 |
| Partang, SGPS, S.A. | 49,00 | 103.470 | 49,00 | 103.922 |
| Unicre - Instituição Financeira de Crédito, S.A. 21,50 | 27.756 ----------- |
21,50 | 27.697 ---------- |
|
| 133.552 | 159.346 | |||
| ---------- | ---------- | |||
| Imparidade em investimentos em associadas (Nota 22) | ||||
| Benim – Sociedade Imobiliária, S.A. | ( 500 ) ---------- |
( 500 ) ---------- |
||
| 133.052 | 158.846 | |||
| ====== | ====== |
A participação na Benim – Sociedade Imobiliária, S.A. é detida indirectamente pelo Banco por via da Totta Urbe – Empresa de Administração e Construções, S.A. (Totta Urbe).
Em 31 de Dezembro de 2010, em termos de participação efectiva, a Totta Crédito Especializado, IFIC, S.A. é detida a 99,98% pela Santander Totta, SGPS, S.A. que detém uma participação efectiva no Banco de 99,86%. Em 2011 esta sociedade foi incorporada por fusão no Banco.
Conforme descrito na Nota 4 a Partang, SGPS, S.A. detém 51% do Banco Caixa Geral Totta de Angola. O Grupo tem uma opção de venda à Caixa Geral de Depósitos, S.A. da sua participação na Partang, a exercer no prazo de 4 anos a partir de 2 de Julho de 2011. Adicionalmente, a CGD detém uma segunda opção de compra sobre a participação do Grupo na Partang, com um limite de 80% do capital social e direitos de voto, a exercer no primeiro mês do quinto aniversário da data de aumento de capital da Partang (2 de Julho de 2009).
Em Março de 2010 foi apresentado um projecto para uma nova estrutura e um novo modelo de governação da Unicre – Instituição Financeira de Crédito, S.A.. Na sequência deste projecto, a Caixa Geral de Depósitos, S.A., o BNP Paribas, o Banco Português de Negócios, S.A. e a própria Unicre venderam as suas acções ao Banco Comercial Português, S.A. (BCP), o qual funcionou como veículo de distribuição. Posteriormente o BCP vendeu parte das acções compradas aos restantes accionistas, que assim aumentaram as suas participações.
Com a concretização desta operação, em 30 de Junho de 2010 o BST aumentou a sua participação de 361.729 acções (18,08% do capital social da Unicre) para 430.000 acções (21,50%). Neste sentido, a participação na Unicre foi reclassificada para a rubrica de Investimentos em associadas, uma vez que o Banco passou a deter uma participação superior a 20%. Em resultado desta operação, ao abrigo do IAS 27 o Banco valorizou ao justo valor a participação anteriormente detida, tendo reconhecido um proveito no montante de mEuros 21.201 (Nota 35).
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, estas rubricas têm a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Activos por impostos correntes: | ||
| . IRC a recuperar | 17.613 | 22.159 |
| . Outros | 19 | (174 ) |
| --------- | --------- | |
| 17.632 | 21.985 | |
| ===== | ====== | |
| Passivos por impostos correntes: | ||
| . IRC a pagar | 1.501 | 1.703 |
| . Outros | 5.044 | 4.905 |
| --------- | -------- | |
| 6.545 | 6.608 | |
| ===== | ==== | |
| Activos por impostos diferidos | ||
| . Relativos a diferenças temporárias | 701.127 | 477.690 |
| . Prejuízos fiscais reportáveis | 13.690 | - |
| ----------- | ---------- | |
| 714.817 | 477.690 | |
| ====== | ====== | |
| Passivos por impostos diferidos | ||
| . Relativos a diferenças temporárias | 62.863 | 43.573 |
| . Por créditos fiscais | 4.109 | 4.312 |
| --------- | ---------- | |
| 66.972 | 47.885 | |
| ===== | ===== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os impostos na demonstração dos resultados têm a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Impostos correntes Do exercício |
( 17.777 ) | ( 58.605 ) |
| Contribuição especial sobre o sector bancário | ( 13.303 ) | - |
| Agrupamentos Complementares de Empresas (ACE's) | ( 1.624 ) | ( 1.771 ) |
| Outros | 21.503 | ( 18.811 ) |
| --------- ( 11.201 ) |
--------- ( 79.187 ) |
|
| Impostos diferidos | --------- | --------- |
| Registo e reversão de diferenças temporárias | 26.997 | ( 5.121 ) |
| (Encargos)/ Rendimentos por créditos fiscais | 13.687 | - |
| --------- | --------- | |
| 40.684 | ( 5.121 ) | |
| ---------- 29.483 |
--------- ( 84.308 ) |
|
| ====== | ===== |
Na sequência da alteração da política contabilística mencionada na Nota 1.5., e da consequente aplicação retrospectiva às demonstrações financeiras de 31 de Dezembro de 2010, o Banco registou, em 2011 e 2010, impostos diferidos activos no montante de mEuros 61.992 e mEuros 97.247, respectivamente, relativos ao impacto da referida alteração de política.
O movimento nos impostos diferidos activos e passivos durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 pode ser apresentado da seguinte forma:
| Saldos em | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 31-12-2010 | Fusão | Saldos em | |||
| (Pro-forma) | Totta IFIC | Capitais próprios | Resultados | 31-12-2011 | |
| Pensões de reforma | 44.427 | - | - | (9.813) | 34.614 |
| Transferências de responsabilidades com pensões para a segurança social | - | - | - | 6.047 | 6.047 |
| Alteração da política contabilística relativa a pensões (Nota 1.5.) | 97.247 | - | 61.992 | - | 159.239 |
| Activos tangíveis | 153 | - | - | (69) | 84 |
| Activos intangíveis | 562 | - | - | (561) | 1 |
| Diferimento de comissões | 5.855 | - | - | (3.192) | 2.663 |
| Prémio de antiguidade | 7.894 | - | - | (423) | 7.471 |
| Reformas antecipadas | 19.841 | - | - | (298) | 19.543 |
| Activos por provisões/imparidade temporariamente não aceites como custo fiscal | 143.243 | 7.235 | 387 | 31.634 | 182.499 |
| Passivos por provisões/imparidade temporariamente não aceites como custo fiscal | - | - | - | (8.324) | (8.324) |
| Prejuízos fiscais reportáveis | - | - | - | 12.503 | 12.503 |
| Valias fiscais não contabilísticas | (1.892) | - | - | 38 | (1.854) |
| Reavaliação de activos tangíveis | (4.339) | - | - | 229 | (4.110) |
| Aplicação do método de equivalência patrimonial na | |||||
| valorização de investimentos em associadas | (401) | - | - | (1) | (402) |
| Fundo de Pensões - Sucursal de Londres | 386 | - | - | (193) | 193 |
| Incentivos de longo prazo | 2.316 | - | - | 782 | 3.098 |
| Operações de titularização: | |||||
| . Prémio/desconto em dívida emitida | (496) | - | - | 57 | (439) |
| . Reconhecimento da periodificação de juros das notes de maior subordinação | (6.897) | (717) | - | (1.008) | (8.622) |
| . Resultados em compras de títulos intragrupo | (30.406) | - | - | 13.276 | (17.130) |
| Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos | 5.809 | - | - | - | 5.809 |
| Derivados de Cobertura - Fluxos de caixa | (1.874) | - | (15.104) | - | (16.978) |
| Activos financeiros disponíveis para venda: | |||||
| . Impostos diferidos activos | 149.957 | - | 131.096 | - | 281.053 |
| . Impostos diferidos passivos | (1.580) | - | (7.533) | - | (9.113) |
| 429.805 | 6.518 | 170.838 | 40.684 | 647.845 | |
| Activo por impostos diferidos | 477.690 | 714.817 | |||
| Passivo por impostos diferidos | (47.885) | (66.972) | |||
| 429.805 | 647.845 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| Saídas de | Saldos em | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Saldos em | entidades de | 31-12-2010 | ||||
| 31-12-2009 | Outros | Capitais próprios | Resultados | perímetro | (Pro-forma) | |
| Pensões de reforma | 49.735 | - | - | (5.308) | - | 44.427 |
| Alteração da política contabilística relativa a pensões (Nota 1.5.) | 77.530 | 1 | 19.716 | - | - | 97.247 |
| Activos tangíveis | 208 | (1) | - | (54) | - | 153 |
| Activos intangíveis | - | 174 | - | 388 | - | 562 |
| Diferimento de comissões | 2.079 | - | - | 3.776 | - | 5.855 |
| Prémio de antiguidade | 6.917 | - | - | 977 | - | 7.894 |
| Reformas antecipadas | 22.970 | - | - | (3.129) | - | 19.841 |
| Provisões temporariamente não aceites como custo fiscal | 112.650 | 700 | - | 29.254 | 639 | 143.243 |
| Prejuízos fiscais reportáveis da Totta Urbe | 2.634 | - | - | (2.634) | - | - |
| Valias fiscais não contabilísticas | 1.761 | (94) | - | (3.559) | - | (1.892) |
| Reavaliação de activos tangíveis | (4.155) | - | - | (184) | - | (4.339) |
| Aplicação do método de equivalência patrimonial na | ||||||
| valorização de investimentos em associadas | (441) | - | - | 40 | - | (401) |
| Fundo de Pensões - Sucursal de Londres | 579 | - | - | (193) | - | 386 |
| Incentivos de longo prazo | - | - | - | 2.316 | - | 2.316 |
| Diferenças temporárias em derivados de negociação | (2.010) | (1.120) | - | 3.130 | - | - |
| Operações de titularização: | ||||||
| . Prémio/desconto em dívida emitida | 368 | - | - | (864) | - | (496) |
| . Reconhecimento da periodificação de juros das notes de maior subordinação | (4.076) | - | - | (2.821) | - | (6.897) |
| . Resultados em compras de títulos intragrupo | (3.382) | - | - | (27.024) | - | (30.406) |
| Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos | 5.308 | - | - | 501 | - | 5.809 |
| Derivados de cobertura: | ||||||
| . Fluxos de caixa | (6.856) | - | 4.982 | - | - | (1.874) |
| . Justo valor de activos | 3.648 | (3.814) | - | 166 | - | - |
| . Justo valor de passivos | (3.814) | 3.814 | - | - | - | - |
| Activos financeiros disponíveis para venda: | ||||||
| . Impostos diferidos passivos | (6.936) | - | 5.356 | - | - | (1.580) |
| . Impostos diferidos activos | 11.214 | - | 139.389 | - | (646) | 149.957 |
| Valias das Unidades de Participação | (101) | - | - | 101 | - | - |
| 265.830 | (340) | 169.443 | (5.121) | (7) | 429.805 | |
| Activo por impostos diferidos | 297.601 | 477.690 | ||||
| Passivo por impostos diferidos | (31.771) | (47.885) | ||||
| 265.830 | 429.805 | |||||
A reconciliação entre a taxa normal de imposto e a taxa efectiva, nos exercícios de 2011 e 2010, é como segue:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) | |||
|---|---|---|---|---|
| Taxa de | Taxa de | |||
| imposto | Montante | imposto | Montante | |
| Resultado antes de impostos | 17.585 | 487.651 | ||
| Imposto apurado com base na taxa de imposto corrente vigente | ||||
| em Portugal e nos países onde estão estabelecidas as subsidiárias | -113,67% | (19.989) | 23,47% | 114.437 |
| Reformas antecipadas | 0,00% | - | -1,19% | (5.800) |
| Lucros isentos de impostos (SFE) | 0,00% | - | 0,00% | 3 |
| Prejuízos fiscais dedutíveis | -2,78% | (489) | -0,24% | (1.176) |
| Dividendos não tributáveis | ||||
| líquidos de impostos pagos no estrangeiro | 0,00% | - | -3,02% | (14.726) |
| Provisões | 5,73% | 1.008 | 0,70% | 3.424 |
| Benefícios fiscais | -1,63% | (287) | -0,04% | (218) |
| Custos não dedutíveis | 8,13% | 1.430 | 0,66% | 3.226 |
| Insuficiência/(Excesso) de estimativa | -45,10% | (7.931) | 0,24% | 1.178 |
| Diferenças na taxa de tributação utilizada para efeitos | ||||
| da determinação de imposto corrente e diferido | -27,56% | (4.846) | 0,00% | - |
| Liquidações adicionais | 0,00% | - | 0,26% | 1.256 |
| Alienação de participações | 0,00% | - | 0,67% | 3.251 |
| Impacto da taxa de derrama estadual nos impostos diferidos | 0,00% | - | -3,20% | (15.619) |
| Imposto extraordinário sobre sector bancário | 75,65% | 13.303 | 0,00% | - |
| Tributação autónoma | 14,59% | 2.566 | 0,62% | 3.000 |
| Valorizações de participadas | 0,00% | - | -5,25% | (25.578) |
| Outros | -81,02% | (14.248) | 3,62% | 17.650 |
| Imposto sobre os lucros do exercício | -167,66% | (29.483) | 17,29% | 84.308 |
As autoridades fiscais têm a possibilidade de rever a situação fiscal do Banco durante um período de quatro anos, excepto nos casos de prejuízos fiscais reportáveis, em que o prazo de caducidade do direito à liquidação é de seis anos. Desse facto poderão resultar, devido a diferentes interpretações da legislação fiscal, eventuais liquidações adicionais relativamente aos anos em aberto.
O Banco foi objecto de inspecção fiscal até ao exercício de 2009, inclusive, com excepção do ano de 2006.
Como resultado das referidas inspecções foi sujeito a liquidações adicionais, essencialmente em sede de IRC. As correcções efectuadas são relativas a diversas matérias, incluindo custos com reformas antecipadas, provisões acima dos limites mínimos exigidos pelo Aviso nº 3/95 do Banco de Portugal, questões relacionadas com a isenção dos rendimentos obtidos pela Sucursal Financeira Exterior da Madeira, impostos de outras Sucursais e variações patrimoniais positivas, valor de venda de imóveis, entre outras. Parte destas correcções são meramente temporárias, nomeadamente no que se refere a custos com reformas antecipadas e provisões constituídas acima dos limites mínimos requeridos pela autoridade de supervisão.
O Banco procedeu ao pagamento total ou parcial dos valores liquidados ou quando aplicável à prestação de garantia bancária. Não obstante, as liquidações adicionais foram na sua maioria objecto de reclamação graciosa.
O Banco tem por procedimento registar na rubrica de "Provisões" do passivo o montante que considera adequado para fazer face às liquidações adicionais de que foi objecto e relativamente às quais não procedeu ao respectivo pagamento e às contingências referentes aos exercícios ainda não revistos pela Administração Fiscal (Nota 22).
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Proveitos a receber: | ||
| de comissões de gestão de fundos mobiliários | 2.113 | 5.855 |
| de depósito e guarda de valores | 808 | - |
| de operações de crédito | - | 1.041 |
| de comissões de colocação de fundos mobiliários | - | 953 |
| de outros serviços prestados | 23.816 | 24.655 |
| de outros juros e rendimentos similares | 18.523 | 32.417 |
| outros | 7.066 | 2.033 |
| Despesas com custo diferido | 5.760 | 6.960 |
| Devedores diversos | 25.081 | 25.878 |
| Promessas de dação, arrematações e outros activos recebidos em | ||
| dação em pagamento | 89.888 | 38.835 |
| Ouro, outros metais preciosos, numismática e medalhística | 2.459 | 2.540 |
| Bonificações a receber do Estado Português | 8.345 | 9.063 |
| Devedores por operações sobre futuros | 2.580 | 82.226 |
| Outras disponibilidades | 353 | 348 |
| Responsabilidades com pensões e outros benefícios (Nota 43) | 3.297 | - |
| Contratos de suprimentos: | ||
| Propaço – Sociedade Imobiliária de Paço de Arcos, Lda. (Propaço) | 2.443 | 2.443 |
| Fafer – Empreendimentos Urbanísticos Construção, S.A. (Fafer) Gestínsua – Aquisições e Alienações de Património Imobiliário |
364 | 513 |
| e Mobiliário, S.A. | 126 | 126 |
| Outras imobilizações financeiras: | ||
| Nortrem – Aluguer de Material Ferroviário, A.C.E. (Nortrem) | 2.281 | 3.487 |
| Trem II – Aluguer de Material Circulante (Trem II) | 682 | 936 |
| Trem I - Aluguer de Material Circulante, A.C.E. (Trem I) | 220 | 355 |
| Operações fora de bolsa a regularizar | - | 62.035 |
| Outros | 1.904 ----------- |
2.456 ---------- |
| 198.109 | 305.155 | |
| ----------- | ---------- | |
| Imparidade (Nota 22): | ||
| Contratos de suprimentos | ( 2.042 ) | ( 2.192 ) |
| Outros | ( 19.611 ) ---------- |
( 9.035 ) ---------- |
| ( 21.653 ) | ( 11.227 ) | |
| ----------- 176.456 |
---------- 293.928 |
|
| ====== | ====== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 a rubrica "Proveitos a receber – de outros serviços prestados" inclui essencialmente comissões a receber da Santander Totta Seguros – Companhia de Seguros de Vida, S.A. pela comercialização dos seus produtos.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 a rubrica "Proveitos a receber – outros juros e rendimentos similares" refere-se ao valor a receber de "Swap Agreements" celebrados entre o Banco e o Grupo Santander e entre o Grupo Santander e as Sociedades de Titularização. O valor a pagar relativo a estas operações está registado na rubrica "Outros passivos – outros juros e encargos similares" (Nota 24).
A rubrica "Devedores por operações sobre futuros" refere-se às contas correntes mantidas pelo Banco junto de instituições financeiras internacionais relativamente à actividade de "trading" de futuros. As contas margem dos futuros estão registadas na rubrica "Outros passivos – credores por operações sobre futuros" (Nota 24).
Em 31 de Dezembro de 2010 a rubrica "Operações fora de bolsa a regularizar" refere-se ao valor a receber por uma operação de venda de Notes Classe C do Hipototta nº 4 PLC, cuja liquidação ocorreu posteriormente à data de balanço.
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Recursos do Banco Central Europeu Operações de venda com acordo de recompra |
4.913.227 | 4.802.150 |
| Recursos de outros Bancos Centrais | ||
| Depósitos | 7 | 5.011 |
| Juros a pagar | - | 1 |
| ------------- | ------------ | |
| 4.913.234 | 4.807.162 | |
| ======== | ======== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de "Recursos do Banco Central Europeu" corresponde à tomada de fundos do Eurosistema, estando o BST a utilizar para o efeito uma parcela da sua carteira de activos elegíveis. Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, do total da sua carteira de activos elegíveis, estavam afectos aos Recursos do Banco Central Europeu os seguintes:
| 2011 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Tipo de activo | Capital | Juros totais | Despesas com custo diferido |
Total | Vencimento |
| Obrigações emitidas em operações de securitização | 2.500.000 | 17.830 | (5.270) | 2.512.560 | Março 2012 |
| Obrigações emitidas em operações de securitização | 2.400.000 | 27.000 | (26.333) | 2.400.667 | Janeiro 2013 |
| 4.900.000 | 44.830 | (31.603) | 4.913.227 | ||
| 2010 (Proforma) | |||||
| Despesas com custo |
|||||
| Tipo de activo | Capital | Juros totais | diferido | Total | Vencimento |
| Obrigações emitidas em operações de securitização | 4.590.000 | 3.605 | (1.595) | 4.592.010 | Janeiro 2011 |
| Papel comercial | 210.000 | 245 | (105) | 210.140 | Janeiro 2011 |
| 4.800.000 | 3.850 | (1.700) | 4.802.150 |
As obrigações emitidas em operações de securitização incluem mEuros 780.000 de obrigações detidas na carteira de activos disponíveis para venda e passivos emitidos pelos Hipotottas PLC/Ltd (Nota 21).
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Recursos de instituições de crédito no País | ||
| Depósitos | 191.740 | 1.348.862 |
| Empréstimos | - | - |
| Operações de venda com acordo de recompra | 368.899 | - |
| Recursos de muito curto prazo | - | 70.000 |
| Outros recursos | 2.762 | - |
| Juros a pagar | 999 | 4.151 |
| Despesas com encargos diferidos | ( 250 ) | - |
| ----------- 564.150 |
------------ 1.423.013 |
|
| Recursos de instituições de crédito no estrangeiro | ----------- | ------------ |
| Recursos consignados | 339.000 | 489.000 |
| Operações de venda com acordo de recompra | 1.880.953 | 4.979.144 |
| Recursos a muito curto prazo | 41.168 | 252.188 |
| Depósitos | 777.401 | 2.452.332 |
| Outros recursos | 8.402 | 15.851 |
| Juros a pagar | 458 ------------- |
3.153 ------------ |
| 3.047.382 | 8.191.668 | |
| ------------- 3.611.532 |
------------ 9.614.681 |
|
| ======== | ======== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica "Recursos consignados" refere-se a empréstimos obtidos junto do Banco Europeu de Investimento (BEI), destinados exclusivamente ao financiamento de projectos de pequena e média dimensão, os quais são previamente submetidos ao BEI para aprovação.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o detalhe dos recursos consignados por prazo residual de vencimento é o seguinte:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Reembolso a menos de um ano | - | 150.000 |
| Reembolso entre três e cinco anos | 250.000 | 250.000 |
| Reembolso entre cinco e dez anos | 29.000 | 29.000 |
| Reembolso a mais de dez anos | 60.000 | 60.000 |
| 339.000 | 489.000 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de "Recursos de instituições de crédito no estrangeiro – operações de venda com acordo de recompra", tem a seguinte composição, por tipo de activo subjacente às operações de reporte, as quais têm prazo residual até 3 meses:
| Descrição | 2011 Despesas com |
||||
|---|---|---|---|---|---|
| Obrigações do Tesouro - Portugal | 88.026 | 76 | (39) | 88.063 | |
| Obrigações do Tesouro - Espanha | 1.470.289 | 8.857 | (3.220) | 1.475.926 | |
| Obrigações emitidas pelo Grupo BST | 316.217 | 858 | (111) | 316.964 | |
| 1.874.532 | 9.791 | (3.370) | 1.880.953 |
| Descrição | 2010 (Pro-forma) Despesas com |
|||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Capital | Juros | custo diferido | Total | |||
| Obrigações do Tesouro - Portugal | 1.840.871 | 2.246 | (738) | 1.842.379 | ||
| Obrigações do Tesouro - Espanha | 2.884.527 | 5.040 | (3.228) | 2.886.339 | ||
| Obrigações emitidas pelo Grupo BST | 250.314 | 942 | (830) | 250.426 | ||
| 4.975.712 | 8.228 | (4.796) | 4.979.144 |
As obrigações emitidas pelo Grupo BST em operações de securitização correspondem a passivos emitidos pelos Hipotottas PLC/Ltd (Nota 21).
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Depósitos à ordem | 5.034.181 | 6.088.004 |
| Depósitos a prazo | 12.758.347 | 10.280.732 |
| Depósitos estruturados | 1.668.085 | 1.237.251 |
| Depósitos de poupança | 116.103 | 198.054 |
| Depósitos com pré-aviso | 25.609 | 33.600 |
| Cheques e ordens a pagar | 99.636 | 105.940 |
| Juros e custos a pagar | 141.682 | 75.413 |
| Correcções de valor por operações de cobertura | 461 | ( 12.558 ) |
| -------------- | --------------- | |
| 19.844.104 | 18.006.436 |
======== ========
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Obrigações em circulação | (Pro-forma) | |
| Obrigações hipotecárias | ||
| Emitidas | 5.630.000 | 3.000.000 |
| Readquiridas | ( 3.580.750 ) | ( 39.000 ) |
| Juros a pagar | 21.666 | 51.318 |
| Obrigações emitidas no âmbito de | ||
| operações de securitização | ||
| Emitidas | 2.942.534 | 2.779.937 |
| Readquiridas | ( 717.679 ) | ( 822.334 ) |
| Juros a pagar | 2.882 | 614 |
| Despesas com encargo diferido | - | ( 2.488 ) |
| Obrigações de caixa | ||
| Emitidas | 740.376 | 1.423.859 |
| Readquiridas | ( 10.691 ) | ( 155.069 ) |
| Juros a pagar | 4.348 | 17.913 |
| ------------- 5.032.685 |
------------- 6.254.750 |
|
| Outros | ------------- | ------------- |
| Programa EMTN | 2.289.570 | 2.470.420 |
| Readquiridas | ( 22.920 ) | - |
| Euro Commercial Paper | - | 112.493 |
| Juros a pagar | 31.661 | 24.671 |
| -------------- 2.298.311 |
------------ 2.607.584 |
|
| -------------- | ------------ | |
| Correcção de valor por operações de cobertura | 62.868 | 18.012 |
| ------------- 7.393.865 |
------------- 8.880.346 |
|
| ======== | ======== |
As condições das obrigações hipotecárias e das obrigações da caixa encontram-se descritas no Anexo I.
Em 2011 e 2010, o Grupo readquiriu obrigações emitidas no âmbito de operações de securitização, registando mais valias de mEuros 2.103 e mEuros 305.665, respectivamente (Nota 37).
Entre Maio de 2008 e Novembro de 2011, o BST procedeu a sete emissões de Obrigações Hipotecárias ao abrigo do programa "€ 12.500.000 Covered Bonds Programme". Durante o ano de 2011, ocorreu o vencimento da primeira emissão. Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as obrigações hipotecárias têm um património afecto constituído por:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Aplicações em instituições de crédito Juros de aplicações |
355.804 647 |
720.708 987 |
| ------------ 356.451 ------------ |
------------ 721.695 ------------ |
|
| Crédito a clientes Juros de crédito Comissões Despesas com encargo diferido |
7.567.003 15.150 ( 37.605 ) 18.364 -------------- |
3.168.738 4.918 ( 19.915 ) 10.574 -------------- |
| 7.562.912 | 3.164.315 | |
| Derivados de cobertura | -------------- 47.423 |
-------------- 39.945 |
| -------------- 7.966.786 ======== |
-------------- 3.925.955 ======= |
| Em 31 de Dezembro de 2011, o Banco procedeu à emissão das seguintes obrigações, ao abrigo do | |||
|---|---|---|---|
| programa Euro Medium Term Notes: |
| Emissão | Data de vencimento | Remuneração | Montante |
|---|---|---|---|
| 25 ª | 27 de Junho de 2016 | Euribor a 6 meses mais 0,5% | 1.250 |
| 26 ª | 27 de Junho de 2016 | Euribor a 6 meses mais 0,5% | 31.050 |
| 29 ª | 7 de Maio de 2014 | Indexada a cabaz de acções | 51.280 |
| 30 ª | 26 de Fevereiro de 2014 | Indexada a cabaz de acções | 32.860 |
| 31 ª | 2 de Abril de 2014 | Indexada a cabaz de acções | 26.170 |
| 32 ª | 26 de Abril de 2014 | Indexada a cabaz de acções | 2.600 |
| 33 ª | 20 de Março de 2012 | Indexada a cabaz de acções | 3.200 |
| 34 ª | 25 de Janeiro de 2012 | Indexada a cabaz de acções | 3.050 |
| 35 ª | 12 de Junho de 2012 | Taxa fixa de 3,75% Taxa fixa de 4,206%(1) |
1.000.000 |
| 37 ª | 26 de Outubro de 2017 | Taxa fixa de 4,207%(2) | 20.000 |
| 38 ª | 30 de Novembro de 2017 | Taxa fixa de 4,04%(3) | 40.600 |
| 39 ª | 31 de Dezembro de 2017 | 28.350 | |
| 40 ª | 22 de Janeiro de 2018 | Taxa fixa de 3,700% (4) | 41.100 |
| 41 ª | 21 de Maio de 2013 | Taxa fixa de 2,527% | 4.050 |
| 42 ª | 21 de Maio de 2013 | Taxa fixa de 2,527% | 4.050 |
| 43 ª | 21 de Maio de 2013 | Taxa fixa de 2,527% | 4.050 |
| 44 ª | 21 de Maio de 2013 | Taxa fixa de 2,527% | 4.050 |
| 45 ª | 21 de Maio de 2013 | Taxa fixa de 2,527% | 4.150 |
| 50 ª | 25 de Junho de 2015 | Taxa fixa de 3,11% | 16.875 |
| 51 ª | 25 de Junho de 2020 | Taxa fixa de 3,410% (5) | 21.100 |
| 52 ª | 27 de Julho de 2012 | Taxa fixa de 2,9231% | 39.500 |
| 53 ª | 27 de Julho de 2015 | Taxa fixa de 3,1% | 8.650 |
| 54 ª | 27 de Julho de 2020 | Taxa fixa de 3,4180% (6) | 9.850 |
| 56 ª | 3 de Setembro de 2012 | Taxa fixa de 2,8973% | 88.000 |
| 57 ª | 3 de Setembro de 2015 | Taxa fixa de 3,62375% | 13.600 |
| 58 ª | 3 de Setembro de 2020 | Taxa fixa de 3,90% (7) | 16.900 |
| 59 ª | 28 de Setembro de 2012 | Taxa fixa de 2,8280% | 47.800 |
| 60 ª | 29 de Setembro de 2015 | Taxa fixa de 3,4140% | 8.850 |
| 61 ª | 29 de Setembro de 2018 | Taxa fixa de 3,35% (8) | 10.050 |
| 62 ª | 26 de Outubro de 2015 | Taxa fixa de 3,488% | 4.950 |
| 63 ª | 26 de Outubro de 2012 | Taxa fixa de 2,947% | 43.450 |
| 64 ª | 26 de Outubro de 2018 | Taxa: 3,4% (9) | 5.910 |
| 66 ª | 18 de Novembro de 2012 | Taxa fixa de 2,975% | 38.800 |
| 67 ª | 18 de Novembro de 2015 | Taxa fixa de 3,7% | 6.000 |
| 68 ª | 18 de Novembro de 2018 | Taxa fixa de 3,55% (10) | 4.900 |
| 69 ª | 27 de Setembro de 2013 | Taxa fixa 3,225% | 27.750 |
| 70 ª | 23 de Dezembro de 2015 | Taxa fixa 3,88% | 5.025 |
| 71 ª | 21 de Dezembro de 2018 | Taxa fixa de 3,9% (11) | 6.150 |
| 73 ª | 26 de Setembro de 2013 | Taxa fixa de 3,14% | 31.350 |
| 74 ª | 26 de Janeiro de 2016 | Taxa fixa de 4,019% | 4.950 |
| 75 ª | 28 de Junho de 2019 | Taxa fixa de 3,85% (12) | 12.100 |
| 76 ª | 26 de Setembro de 2013 | Taxa fixa de 3,592% | 31.550 |
| 77 ª | 28 de Junho de 2019 | Taxa fixa de 4,05% (13) | 10.550 |
| 78 ª | 11 de Outubro de 2013 | Taxa fixa de 4,186% | 35.050 |
| 79 ª | 12 de Julho de 2019 | Taxa fixa de 4,25% (14) | 27.400 |
| 80 ª | 8 de Novembro de 2013 | Taxa fixa de 4,885% | 33.200 |
| 81 ª | 26 de Julho de 2019 | Taxa fixa de 5% (15) | 28.900 |
| 82 ª | 30 de Abril de 2012 | Taxa fixa de 3,67% | 13.150 |
| 83 ª | 21 de Maio de 2012 | Taxa fixa de 3,7% | 11.050 |
| 84 ª | 28 de Maio de 2012 | Taxa fixa de 3,97% | 1.550 |
| 85 ª | 11 de Junho de 2012 | Taxa fixa de 3,76% | 5.000 |
| 86 ª | 24 de Junho de 2012 | Taxa fixa de 3,71% | 4.000 |
| 87 ª | 30 de Julho de 2012 | Taxa fixa de 3,74% | 11.350 |
| 88 ª | 7 de Setembro de 2012 | Taxa fixa de 3,78% | 6.900 |
| 89 ª | 28 de Setembro de 2012 | Taxa fixa de 3,8% | 3.100 |
| 90 ª | 5 de Novembro de 2012 | Taxa fixa de 4,61% | 900 |
| 91 ª | 21 de Outubro de 2013 | Taxa fixa de 5,18% | 3.750 |
| 92 ª | 27 de Fevereiro de 2014 | Taxa fixa de 5,29% | 4.250 |
| 93 ª | 13 de Novembro de 2013 | Taxa fixa de 5,2% | 4.150 |
| 94 ª | 27 de Maio de 2014 | Taxa fixa de 5,4% | 12.950 |
| 95 ª | 25 de Junho de 2014 | Taxa fixa de 5,37% | 4.500 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| Emissão | Data de vencimento | Remuneração | Montante | |
|---|---|---|---|---|
| 96 ª | 28 de Agosto de 2015 | Taxa fixa de 5,74% | 3.250 | |
| 97 ª | 29 de Dezembro de 2015 | Taxa fixa de 5,8% | 11.800 | |
| 98 ª | 8 de Fevereiro de 2016 | Taxa fixa de 5,82% | 15.100 | |
| 99 ª | 4 de Abril de 2016 | Taxa fixa de 5,85% | 11.200 | |
| 100 ª | 8 de Junho de 2016 | Taxa fixa de 5,88% | 3.250 | |
| 101 ª | 27 de Junho de 2016 | Taxa fixa de 5,88% | 8.800 | |
| 102 ª | 4 de Setembro de 2016 | Taxa fixa de 5,91% | 9.000 | |
| 103 ª | 8 de Novembro de 2016 | Taxa fixa de 5,93% | 5.700 | |
| 104 ª | 12 de Dezembro de 2016 | Taxa fixa de 5,95% | 2.850 | |
| 105 ª | 21 de Setembro de 2012 | Taxa fixa de 4,84% | 2.500 | |
| 106 ª | 30 de Setembro de 2012 | Taxa fixa de 4,7% | 12.600 | |
| 107 ª | 8 de Novembro de 2012 | Taxa fixa de 4,71% | 6.500 | |
| 108 ª | 9 de Dezembro de 2012 | Taxa fixa de 4,72% | 7.600 | |
| 109 ª | 21 de Janeiro de 2013 | Taxa fixa de 4,74% | 1.650 | |
| 110 ª | 12 de Fevereiro de 2013 | Taxa fixa de 4,75% | 4.400 | |
| 111 ª | 28 de Abril de 2013 | Taxa fixa de 4,77% | 4.950 | |
| 112 ª | 26 de Maio de 2013 | Taxa fixa de 4,79% | 1.100 | |
| 113 ª | 18 de Junho de 2013 | Taxa fixa de 4,8% | 2.900 | |
| 114 ª | 20 de Outubro de 2013 | Taxa fixa de 4,89% | 6.550 | |
| 115 ª | 24 de Novembro de 2013 | Taxa fixa de 4,91% | 10.800 | |
| 116 ª | 23 de Dezembro de 2013 | Taxa fixa de 5,14% | 10.800 | |
| 117 ª | 26 de Janeiro de 2014 | Taxa fixa de 5,16% | 13.700 | |
| 118 ª | 26 de Fevereiro de 2014 | Taxa fixa de 5,19% | 9.450 | |
| 119 ª | 30 de Março de 2014 | Taxa fixa de 5,21% | 15.400 | |
| 120 ª | 27 de Abril de 2014 | Taxa fixa de 5,23% | 15.250 | |
| 121 ª | 26 de Maio de 2014 | Taxa fixa de 5,25% | 6.450 | |
| 122 ª | 10 de Junho de 2014 | Taxa fixa de 5,26% | 4.400 | |
| 123 ª | 7 de Julho de 2014 | Taxa fixa de 5,27% | 3.500 | |
| 124 ª | 11 de Agosto de 2014 | Taxa fixa de 5,29% | 5.550 | |
| 125 ª | 5 de Outubro de 2014 | Taxa fixa de 5,33% | 1.500 | |
| 126 ª | 26 de Abril de 2015 | Taxa fixa de 5,52% | 6.100 | |
| 127 ª | 28 de Junho de 2015 | Taxa fixa de 5,55% | 4.200 | |
| 128 ª | 29 de Novembro de 2015 | Taxa fixa de 5,62% | 16.200 | |
| 129 ª | 28 de Dezembro de 2015 | Taxa fixa de 5,69% | 4.150 | |
| 130 ª | 7 de Fevereiro de 2016 | Taxa fixa de 5,71% | 2.050 | |
| 131 ª | 29 de Maio de 2016 | Taxa fixa de 5,76% | 10.750 | |
| 2.289.570 |
(1) Remuneração aplicável até 26 de Outubro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes.
(2) Remuneração aplicável até 30 de Novembro de 2013. A taxa aumenta nos períodos subsequentes.
(3) Remuneração aplicável até 28 de Dezembro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes.
(4) Remuneração aplicável até 22 de Janeiro de 2013. A taxa aumenta nos períodos subsequentes.
(5) Remuneração aplicável até 25 de Junho de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes.
(6) Remuneração aplicável até 27 de Julho de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes.
(7) Remuneração aplicável até 03 de Setembro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes.
(8) Remuneração aplicável até 28 de Setembro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes.
(9) Remuneração aplicável até 26 de Outubro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes.
(10) Remuneração aplicável até 18 de Novembro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes.
(11) Remuneração aplicável até 21 de Dezembro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes.
(12) Remuneração aplicável até 26 de Janeiro de 2012. Ataxa aumenta nos períodos subsequentes.
(13) Remuneração aplicável até 25 de Fevereiro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes.
(14) Remuneração aplicável até 25 de Março de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes.
(15) Remuneração aplicável até 28 de Abril de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes.
| 2011 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Entrada e/ou saída | ||||||||
| de entidades no | Diferenças | |||||||
| 31-12-2010 perímetro de consolidação | Dotações | Reversões | Utilizações | Outros | de câmbio | 31-12-2011 | ||
| Provisões para contingências fiscais (Nota 16) | 32.982 | - | 1.169 | - | (2.468) | (15.000) | - | 16.683 |
| Provisão para pensões e outros encargos | 9.565 | - | 20.392 | - | - | - | - | 29.957 |
| Imparidade e provisões para garantias | ||||||||
| e compromissos assumidos | 32.993 | - | 2.880 | (27.619) | - | - | - | 8.254 |
| Outras provisões | 28.653 | 3.380 | 31.875 | (14.400) | (28.920) | - | - | 20.588 |
| 104.193 | 3.380 | 56.316 | (42.019) | (31.388) | (15.000) | - | 75.482 |
| 2010 (Proforma) | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Entrada e/ou saída | ||||||||
| de entidades no | Diferenças | |||||||
| 31-12-2009 perímetro de consolidação | Dotações | Reversões | Utilizações | Outros | de câmbio | 31-12-2010 | ||
| Provisões para contingências fiscais (Nota 16) | 16.864 | 1.057 | 2.356 | (2.270) | (125) | 15.100 | - | 32.982 |
| Provisão para pensões e outros encargos | 9.402 | (631) | 1.086 | (71) | (301) | - | 80 | 9.565 |
| Imparidade e provisões para garantias | ||||||||
| e compromissos assumidos | 29.413 | (633) | 14.132 | (9.972) | - | - | 53 | 32.993 |
| Outras provisões | 25.831 | (821) | 7.269 | (2.352) | (1.373) | - | 99 | 28.653 |
| 81.510 | (1.028) | 24.843 | (14.665) | (1.799) | 15.100 | 232 | 104.193 |
| 2011 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Entrada e/ou saída | Reversões | |||||||
| 31-12-2010 | de entidades no | Perdas por | de perdas por | Recuperações | ||||
| Proforma perímetro de consolidação imparidade | imparidade | Utilizações | Outros | 31-12-2011 | de imparidade | |||
| Imparidade para crédito a clientes (Nota 11): | ||||||||
| Crédito interno | 162.074 | 19.252 | 110.529 | (67.406) | (4.619) | - | 219.830 | - |
| Crédito ao exterior | 1.860 | - | 240 | (1.231) | - | - | 869 | - |
| Créditos titularizados não desreconhecidos | 53.894 | 8.322 | 42.321 | (36.582) | - | - | 67.955 | - |
| Outros créditos e valores a receber titulados | 7.680 | - | - | (4.586) | - | - | 3.094 | - |
| Imparidade para crédito e juros vencidos (Nota 11): | ||||||||
| . Crédito interno | 215.928 | 6.592 | 217.266 | (13.638) | (100.332) | - | 325.816 | (15.180) |
| . Crédito ao exterior | 5.277 | - | 6.299 | (851) | (630) | - | 10.095 | (191) |
| . Créditos titularizados não desreconhecidos | 49.665 | 5.124 | 37.914 | (46.350) | (2.150) | - | 44.203 | - |
| Outros créditos e valores a receber titulados | 779 | - | - | (728) | - | - | 51 | - |
| 497.157 | 39.290 | 414.569 | (171.372) | (107.731) | - | 671.913 | (15.371) | |
| Imparidade de outros activos financeiros: | ||||||||
| Imparidade em activos financeiros | ||||||||
| disponíveis para venda (Nota 9) | 59.148 | - | 10.547 | (108) | (4.917) | - | 64.670 | - |
| Imparidade em investimentos em associadas (Nota 15) | 500 | - | - | - | - | - | 500 | - |
| 59.648 | - | 10.547 | (108) | (4.917) | - | 65.170 | - | |
| Imparidade em activos não financeiros: | ||||||||
| Activos não correntes detidos para venda (Nota 13) | 45.678 | 6.094 | 37.483 | (7.431) | (14.627) | (16) | 67.181 | - |
| Activos tangíveis (Nota 14) | 3.183 | - | - | - | (654) | - | 2.529 | - |
| Outros activos (Nota 17) | 11.227 | - | 12.486 | (2.060) | - | - | 21.653 | - |
| 60.088 | 6.094 | 49.969 | (9.491) | (15.281) | (16) | 91.363 | - | |
| 616.893 | 45.384 | 475.085 | (180.971) | (127.929) | (16) | 828.446 | (15.371) |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| 2010 (Proforma) | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Entrada e/ou saída | Reversões | |||||||
| de entidades no | Perdas por | de perdas por | Diferenças | Recuperações | ||||
| 31-12-2009 perímetro de consolidação imparidade | imparidade | Utilizações | de câmbio | 31-12-2010 | de imparidade | |||
| Imparidade para crédito a clientes (Nota 11): | ||||||||
| Crédito interno | 197.350 | 190 | 42.994 | (78.460) | - | - | 162.074 | - |
| Crédito ao exterior | 2.627 | (1.486) | 1.017 | (481) | - | 183 | 1.860 | - |
| Créditos titularizados não desreconhecidos | 57.538 | - | 9.970 | (13.614) | - | - | 53.894 | - |
| Outros créditos e valores a receber titulados | - | - | 7.680 | - | - | - | 7.680 | - |
| Imparidade para crédito e juros vencidos (Nota 11): | ||||||||
| . Crédito interno | 146.476 | - | 137.032 | (4.045) | (63.535) | - | 215.928 | (10.698) |
| . Crédito ao exterior | 5.987 | (979) | 5.210 | (1.384) | (3.996) | 439 | 5.277 | (19) |
| . Créditos titularizados não desreconhecidos | 43.453 | - | 13.072 | (3.374) | (3.486) | - | 49.665 | - |
| Outros créditos e valores a receber titulados | - | - | 779 | - | - | - | 779 | - |
| 453.431 | (2.275) | 217.754 | (101.358) | (71.017) | 622 | 497.157 | (10.717) | |
| Imparidade de outros activos financeiros: | ||||||||
| Imparidade em activos financeiros | ||||||||
| disponíveis para venda (Nota 9) | 43.587 | 1 | 15.591 | (30) | (1) | - | 59.148 | - |
| Imparidade em investimentos em associadas (Nota 1 | 500 | - | - | - | - | - | 500 | - |
| 44.087 | 1 | 15.591 | (30) | (1) | - | 59.648 | - | |
| Imparidade em activos não financeiros: | ||||||||
| Activos não correntes detidos para venda (Nota 13 | 41.612 | - | 29.855 | (12.252) | (13.537) | - | 45.678 | - |
| Activos tangíveis (Nota 14) | 3.093 | (20) | 108 | - | - | 2 | 3.183 | - |
| Outros activos (Nota 17) | 4.841 | 1 | 8.030 | (1.168) | (477) | - | 11.227 | - |
| 49.546 | (19) | 37.993 | (13.420) | (14.014) | 2 | 60.088 | - | |
| 547.064 | (2.293) | 271.338 | (114.808) | (85.032) | 624 | 616.893 | (10.717) | |
Em 31 de Dezembro de 2011 a provisão para pensões e outros encargos refere-se essencialmente a uma provisão para um plano de reestruturação no montante de mEuros 20.271 e para um plano complementar de pensões do Conselho de Administração. Em 31 de Dezembro de 2010 esta rubrica refere-se ao plano complementar de pensões do Conselho de Administração (Nota 45).
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica outras provisões inclui:
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Obrigações Perpétuas Subordinadas Totta 2000 Obrigações Perpétuas Subordinadas BSP 2001 |
270.447 13.818 |
270.447 41.541 |
| Obrigações Perpétuas Subordinadas CPP 2001 | 4.275 | 4.275 |
| ------------- 288.540 |
---------- 316.263 |
|
| Títulos readquiridos | ( 284.265 ) | ( 284.265 ) |
| Juros a pagar | 53 | 318 |
| -------- | ---------- | |
| 4.328 | 32.316 | |
| ==== | ===== | |
As condições dos passivos subordinados encontram-se detalhadas no Anexo II.
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Fornecedores | 1.914 | 1.486 |
| Facturas em recepção e conferência | 36.650 | 38.763 |
| Retenção de impostos na fonte | 17.344 | 29.737 |
| Contribuições para a Segurança Social | 3.886 | 2.892 |
| Contribuições para outros sistemas de saúde | 1.534 | 1.529 |
| IVA a pagar | 8.455 | 4.864 |
| Encargos com o pessoal: | ||
| Prémio de antiguidade | 25.762 | 27.221 |
| Férias e subsídio de férias | 30.846 | 28.915 |
| Outras remunerações variáveis | 26.336 | 31.820 |
| Outros custos com pessoal | 859 | 12.806 |
| Recursos cativos | 28.026 | 25.493 |
| Outros recursos | 1.365 | 1.330 |
| Credores por valores a liquidar | 9.147 | 14.781 |
| Credores por contratos de factoring | 38.249 | - |
| Dividendos | 191 | 184 |
| Valores a regularizar com bancos e clientes | 10.970 | 85.687 |
| Valor a pagar na aquisição de títulos para a carteira própria | - | 118 |
| Credores por operações sobre futuros (Nota 17) | 2.580 | 82.226 |
| Outros juros e encargos a pagar (Nota 17) | 18.283 | 32.398 |
| Operações passivas a regularizar | 4.548 | 20.571 |
| Insuficiência na cobertura do fundo de pensões (Nota 43) | - | 2.947 |
| Outros | 22.644 | 298 |
| ----------- 289.589 |
----------- 446.066 |
|
| ====== | ====== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os valores a regularizar com bancos e clientes correspondem essencialmente a transferências electrónicas interbancárias que são compensadas nos primeiros dias do exercício subsequente.
Em 31 de Dezembro de 2010 o capital social do Banco estava representado por 620.104.983 acções, com o valor nominal de 1 Euro cada, integralmente subscritas e realizadas pelos seguintes accionistas:
| 31 -12- 2010 | |||
|---|---|---|---|
| Número | % de | ||
| de acções | participação | Montante | |
| Santander Totta, SGPS, S.A. | 604.651.319 | 97,51 | 604.651 |
| Taxagest, SGPS, S.A. | 14.593.315 | 2,35 | 14.593 |
| Outros | 807.584 | 0,13 | 808 |
| Acções próprias | 52.765 | 0,01 | 53 |
| ---------------- | --------- | ----------- | |
| 620.104.983 | 100,00 | 620.105 | |
| ========== | ===== | ====== |
Conforme indicado na Nota Introdutória e na Nota 1.3., no dia 1 de Abril de 2011 foi registada a operação de fusão por incorporação da Totta IFIC, tendo os seus activos e passivos sido incorporados no BST. Os termos de troca foram determinados com base numa avaliação independente do capital de cada uma das entidades à data de 31 de Maio de 2010, os quais conduziram aos seguintes valores:
| Totta IFIC | BST | |
|---|---|---|
| Capital social (excluindo acções próprias) | 34.562.675 | 620.052.218 |
| Valor nominal por acção (em Euros) | 5 | 1 |
| Número de acções | 6.912.535 | 620.052.218 |
| Valor do capital próprio com base na avaliação independente (em Euros) | 318.666.145 | 4.488.702.452 |
| Valor por acção (em Euros) | 46,10 | 7,24 |
| Relação de troca | 6,3680 | |
| Acções da Totta IFIC detidas pela Santander Totta SGPS | 5.750.322 | |
| Aumento de capital do BST (em Euros) | 36.618.301 | |
| Valor atribuído às acções da Totta IFIC detidas pela Santander Totta SGPS (em Euros) | 66.304.974 | |
| Aumento dos prémios de emissão (em Euros) | 29.686.673 |
Desta forma em 18 de Março de 2011, o capital social do BST foi aumentado em 36.618.301 Euros, correspondendo a 36.618.301 acções de valor nominal de 1 Euro cada, tendo sido realizado pela Santander Totta, SGPS, S.A. através da transmissão das 5.750.322 acções representativas do capital da Totta IFIC detidas por esta entidade e às quais foi atribuído o valor global de 66.304.974 Euros. Este valor corresponde a um prémio de emissão de 0,8107059066 Euros por acção.
O diferencial entre o valor do aumento de capital e a situação líquida da Totta IFIC à data da fusão foi registado na reserva de fusão a qual foi determinada conforme descrito na Nota 1.3..
Desta forma, em 31 de Dezembro de 2011 o capital do Banco estava representado por 656.723.284 acções, com o valor nominal de 1 Euro cada, integralmente subscritas e realizadas pelos seguintes accionistas:
| 31 -12- 2011 | |||
|---|---|---|---|
| Número de acções |
% de participação |
Montante | |
| Santander Totta, SGPS, S.A. | 641.269.620 | 97,65 | 641.270 |
| Taxagest, SGPS, S.A. | 14.593.315 | 2,22 | 14.593 |
| Outros | 761.414 | 0,11 | 761 |
| Acções próprias | 98.930 | 0,02 | 99 |
| ---------------- | --------- | ----------- | |
| 656.723.284 | 100,00 | 656.723 | |
| ========== | ===== | ====== |
Nos termos da Portaria nº 408/99, de 4 de Junho, publicada no Diário da República – I Série B, nº 129, os prémios de emissão, que ascendem a mEuros 193.390, não podem ser utilizados para a atribuição de dividendos nem para a aquisição de acções próprias.
Os outros instrumentos de capital referem-se a prestações acessórias de capital concedidas pelo accionista Santander Totta, SGPS, S.A., as quais não vencem juros nem têm prazo de reembolso definido. Poderão ser reembolsadas apenas por deliberação do Conselho de Administração do Banco, mediante prévia autorização do Banco de Portugal.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as reservas de reavaliação tinham a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Reservas de reavaliação - | ||
| Reservas resultantes da valorização ao justo valor: | ||
| De activos financeiros disponíveis para venda (Nota 9) De instrumentos de cobertura no âmbito de coberturas |
( 939.956 ) | ( 513.926 ) |
| de fluxos de caixa | 58.546 | 6.463 |
| Reservas de reavaliação de sociedades em | ||
| equivalência patrimonial | ( 274 ) | 84 |
| Reservas de reavaliação legais à data de transição para IFRS | 23.245 | 23.245 |
| Desvios actuariais de responsabilidades com pensões (Nota 1.5.) | ( 554.267 ) | ( 340.502 ) |
| Diferenças de câmbio na consolidação | ( 6.116 ) | ( 3.545 ) |
| ------------- ( 1.418.822 ) ------------- |
---------- ( 828.181 ) ---------- |
|
| Reservas por impostos diferidos - | ||
| Por diferenças temporárias: | ||
| Relativas a activos financeiros disponíveis para venda | 272.376 | 148.969 |
| Relativas a instrumentos de cobertura | ( 16.578 ) | ( 1.874 ) |
| Por reavaliação de imobilizado corpóreo | ( 4.675 ) | ( 4.515 ) |
| Por desvios actuariais (Nota 1.5.) | 159.238 | 97.247 |
| ----------- | ----------- | |
| 410.361 -------------- |
239.825 ----------- |
|
| ( 1.008.461 ) ( 588.356 ) | ||
| ======== | ====== |
Durante o exercício de 1998, ao abrigo do Decreto-Lei nº 31/98, de 11 de Fevereiro, o Banco reavaliou o seu imobilizado corpóreo, tendo aumentado o respectivo valor, líquido de amortizações acumuladas, em aproximadamente mEuros 23.245, o qual foi registado em reservas de reavaliação. O valor líquido resultante da reavaliação efectuada só poderá ser utilizado para aumentos de capital ou cobertura de prejuízos, à medida do seu uso (amortização) ou alienação dos bens a que respeita.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de "Outras reservas e resultados transitados" tinha a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Reserva legal | 243.633 | 215.832 |
| Outras reservas | ---------- | ---------- |
| Reservas de sociedades consolidadas | 194.447 | 171.006 |
| Reservas de sociedades em equivalência patrimonial | 70.463 | 78.577 |
| Reserva de fusão | ||
| Por incorporação do totta e BSP | 541.334 | 541.334 |
| Por incorporação do BSN | 35.405 | 35.405 |
| Por incorporação da Totta IFIC | 90.520 | - |
| Outras | 2.296 | 2.369 |
| ----------- | ----------- | |
| 934.465 | 828.691 | |
| Resultados transitados | ----------- 226.484 |
----------- 94.177 |
| ------------- 1.404.582 |
-------------- 1.138.700 |
|
| ======== | ======== |
Em conformidade com o disposto no Decreto-Lei nº 298/92, de 31 de Dezembro, alterado pelo Decreto-Lei nº 201/2002, de 26 de Setembro, o Banco constitui um fundo de reserva até à concorrência do capital ou do somatório das reservas livres constituídas e dos resultados transitados, se superior. Para tal, é anualmente transferido para esta reserva uma fracção não inferior a 10% do resultado líquido do exercício da actividade individual, até perfazer o referido montante.
Esta reserva só pode ser utilizada para a cobertura de prejuízos acumulados ou para aumentar o capital.
Nos termos da legislação em vigor, a reserva de fusão é equiparada à reserva legal, podendo apenas ser utilizada para cobertura de prejuízos acumulados ou para aumentar o capital.
Nos exercícios de 2011 e 2010, a determinação do lucro consolidado pode ser resumida como segue:
| 2010 | ||||
|---|---|---|---|---|
| 2011 | (Pro-forma) | |||
| Contribuição | Contribuição | |||
| Resultado | para o | Resultado | para o | |
| líquido do | resultado | líquido do | resultado | |
| exercício | consolidado | exercício | consolidado | |
| Resultado do exercício do BST (actividade individual) Impacto da alteração da política contabilística (Nota 1.5.) |
22.289 | 22.289 | 278.010 5.168 |
278.010 5.168 |
| Resultado líquido das restantes empresas do Grupo: | ||||
| Serfin International Bank & Trust (SIBT) | 240 | 240 | 204 | 204 |
| Totta Ireland, Plc. | 95.713 | 95.713 | 63.971 | 63.971 |
| Santotta - Internacional, SGPS | 5.693 | 5.693 | 149 | 149 |
| Partang, SGPS | 16.653 | 8.160 | 4.944 | 2.423 |
| Banco Caixa Geral Totta de Angola | 36.842 | 9.207 | 30.895 | 7.721 |
| Totta Urbe | 2.166 | 2.166 | (1.195) | (1.195) |
| Totta Crédito Especializado - IFIC | - | - | 24.958 | 4.196 |
| Santander Gestão de Activos, SGPS, S.A. | 9.582 | 9.582 | 23 | 23 |
| Santander Asset Management, SGFIM, S.A. | (20.266) | (20.266) | 6.331 | 6.331 |
| Santander Pensões | 1.000 | 1.000 | 1.137 | 1.137 |
| Totta & Açores, Inc. - New ark | 113 | 113 | 56 | 56 |
| Totta & Açores, Financing, Ltd (TAF) | 12.360 | 12.360 | 12.360 | 12.360 |
| Taxagest | (5.307) | (5.254) | (2.435) | (2.411) |
| BST International Bank, Inc | 16.204 | 16.204 | 18.150 | 18.150 |
| Unicre | 8.745 | 1.880 | 11.270 | 2.423 |
| 179.738 | 136.798 | 170.818 | 115.538 | |
| Anulação de dividendos: | ||||
| Totta Ireland, Plc. | (93.651) | (67.642) | ||
| Totta Crédito Especializado - IFIC | - | (5.592) | ||
| Taxagest | - | (8.366) | ||
| Santander Gestão de Activos, SGPS, S.A. | - | (21.000) | ||
| Santander Asset Management, SGFIM, S.A. e Santander Pensões | (13.000) | - | ||
| Santotta - Internacional, SGPS | (4.800) | (4.800) | ||
| Partang, SGPS | (5.390) | - | ||
| Banco Caixa Geral Totta Angola | (3.879) | (4.545) | ||
| Unicre | (1.574) | - | ||
| (122.294) | (111.945) | |||
| Anulação das comissões diferidas em balanço na Totta Crédito Especializado | 7.868 | - | ||
| Transferência de imóveis arrendados para imóveis de serviço próprio | 772 | 747 | ||
| Transferência de reservas - fusão BSN | - | 4.161 | ||
| Transferência de reservas - fusão Totta IFIC | (996) | - | ||
| Reconhecimento dos resultados da ex-Totta IFIC realizados até à data da fusão | 1.359 | - | ||
| Anulação da valia realizada pela Santander Gestão de Activos, SGPS, S.A. na venda | ||||
| ao Banco da participação na ex-Totta IFIC | (2.072) | - | ||
| Venda de 1% da Partang e consequente perda do controlo conjunto em 2010: | ||||
| . Anulação dos resultados individuais | - | (855) | ||
| . Anulação da flutuação cambial à data da venda | - | (1.982) | ||
| . Reconhecimento do justo valor na data de perda de controlo conjunto (Nota 4) | - | 56.027 | ||
| . Proporção dos resultados do primeiro semestre de 2010 da Partang e do Banco Caixa Geral Totta de Angola | - | 152 | ||
| Compra da Unicre e respectiva aplicação da equivalência patrimonial: | ||||
| . Anulação dos resultados do primeiro semestre de 2010 da Unicre | - | (1.183) | ||
| . Valorização ao justo valor na data da aquisição de influência significativa | - | 21.201 | ||
| Anulação da menos valia realizada pelo BST na venda de obrigações hipotecárias | 5.998 | - | ||
| Ajustamentos relacionados com as operações de titularização (Hipotottas): | ||||
| . Valias realizadas com a recompra de Notes | - | 65.061 | ||
| . Anulação das valias realizadas com a recompra de Notes | (32.506) | - | ||
| . Anulação dos efeitos das liquidações e do desreconhecimento de créditos securitizados pelo Banco | 26.227 | - | ||
| . Anulação da valia do BST na venda das Notes | - | 7.482 | ||
| . Anulação da provisão do BST para os empréstimos subordinados | (822) | - | ||
| . Reconhecimento da periodificação de juros das Notes de maior grau de subordinação | 771 | 19.780 | ||
| . Reforço de imparidade e comissões de crédito securitizado | - | (61.123) | ||
| Anulação da equivalência patrimonial da Santotta Internacional sobre a SIBT | - | 601 | ||
| Anulação da provisão da Santander Gestão de Activos, SGPS | ||||
| para as prestações acessórias à Santander Asset Management, SGFIM | 5.000 | - | ||
| Aplicação dos IAS/IFRS - Pensões de reforma | 4.427 | 8.018 | ||
| Constituição (reversão) de provisões para titulos registados na Totta Urbe que não correspondem a imparidade | - | (2.936) | ||
| Anulação do método de equivalência patrimonial aplicado sobre o Banco Caixa Geral Totta de Angola | (5.094) | - | ||
| Outros | (604) | (2.726) | ||
| Resultado consolidado do exercício | 47.121 | 399.196 |
160
O valor das participações de terceiros em empresas do Grupo, em 2011 e 2010, tem a seguinte distribuição por entidade:
| 2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 2011 | (Pro-forma) | ||||
| Demonstração | Demonstração | ||||
| Balanço | dos resultados | Balanço | dos resultados | ||
| Acções preferenciais BST | |||||
| International Bank, Inc | 278.229 | - | 269.421 | - | |
| Acções preferenciais TAF | 300.000 | - | 300.000 | - | |
| Dividendos antecipados | ( 1.459 ) | - | ( 1.432 ) | - | |
| Banco Caixa Geral Totta | |||||
| de Angola (ex- Banco Totta de Angola) | - | - | - | 4.185 | |
| Taxagest | 550 | ( 54 ) | 604 | ( 39 ) | |
| Outros | 200 | 1 | 199 | 1 | |
| ----------- | ---- | ----------- | -------- | ||
| 577.520 | ( 53 ) | 568.792 | 4.147 | ||
| ====== | == | ====== | ==== |
Em 30 de Junho de 2006, o BST International Bank, Inc (BST Porto Rico) procedeu à emissão de 3.600 acções preferenciais sem direito de voto com um valor unitário de 100.000 Dólares Norte Americanos cada, integralmente subscritas e realizadas pelo Banco Santander, S.A.. Aos titulares destas acções, o Banco garante um dividendo não cumulativo correspondente a uma remuneração anual nominal de 6,56%, pago se e quando declarado pelos Directores do BST Porto Rico no início de Janeiro de cada ano. O BST Porto Rico pode proceder ao reembolso, parcial ou total, das acções preferenciais a partir de 30 de Junho de 2016 ao preço de 100.000 Dólares Norte Americanos por acção, acrescido do dividendo mensualizado desde o último pagamento efectuado.
Em 29 de Junho de 2005, o TAF procedeu à emissão de 300.000 acções preferenciais sem direito de voto com um valor unitário de 1.000 Euros cada, integralmente subscritas e realizadas pelo Banco Santander, S.A.. Aos titulares destas acções, o Banco garante um dividendo não cumulativo correspondente a uma remuneração anual nominal de 4,12%, pago se e quando declarado pelos Directores do TAF no início de Janeiro de cada ano. O TAF pode proceder ao reembolso, parcial ou total, das acções preferenciais a partir de 30 de Junho de 2015 ao preço de 1.000 Euros por acção, acrescido do dividendo mensualizado desde o último pagamento efectuado.
As supra referidas emissões foram classificadas como capitais próprios dos emitentes nos termos da IAS 32. De acordo com esta Norma, as acções preferenciais emitidas são classificadas como capital próprio se:
Conforme referido na Nota 4, o Banco deixou de consolidar o Banco Caixa Geral Totta de Angola no segundo semestre de 2010 na sequência da venda de 1% do capital social da Partang à CGD. O resultado apresentado em interesses minoritários foi apurado no primeiro semestre de 2010.
As responsabilidades extrapatrimoniais têm a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Garantias prestadas e outros passivos eventuais | ||
| Garantias e avales | 1.488.455 | 1.702.347 |
| Créditos documentários abertos | 570.363 | 588.817 |
| Activos dados em garantia | ||
| Banco de Portugal | 121.723 | 150.000 |
| Fundo de Garantia de Depósitos | 70.345 | 62.175 |
| Sistema de Indemnização aos Investidores | 4.079 | 4.739 |
| Outros | - | 15.253 |
| Outros passivos eventuais | 6 | 6 |
| -------------- 2.254.971 |
------------ 2.523.337 |
|
| ======== | ======== | |
| Compromissos | ||
| Por linhas de crédito | ||
| Revogáveis | 4.792.257 | 4.781.211 |
| Irrevogáveis | 1.217.742 | 1.982.317 |
| Contratos a prazo de depósitos | 85.933 | 31.978 |
| Responsabilidades por pensões de reforma | ||
| e sobrevivência ainda não reconhecidas | - | 378 |
| Fundo de Garantia de Depósitos | 54.092 | 53.656 |
| Sistema de Indemnização aos Investidores | 3.119 | 3.254 |
| Outros compromissos irrevogáveis | 16.141 | 31.141 |
| Outros compromissos revogáveis | 27.751 | 115 |
| -------------- 6.197.035 |
------------ 6.884.050 |
|
| Responsabilidades por prestação de serviços | ======== | ======== |
| Depósito e guarda de valores | 55.382.093 | 77.601.150 |
| Valores recebidos para cobrança | 130.762 | 146.661 |
| Valores administrados pela instituição Outros valores |
7.264.208 | 9.358.257 |
| --------------- ---------------- | ||
| 62.777.063 | 87.106.068 | |
| ========= | ======== |
Conforme previsto no Decreto-Lei nº 298/92, de 31 de Dezembro, foi criado em Novembro de 1994 o Fundo de Garantia de Depósitos, com o objectivo de garantir os depósitos constituídos nas instituições de crédito, de acordo com os limites estabelecidos no Regime Geral das Instituições de Crédito. A contribuição inicial para o Fundo, fixada por Portaria do Ministério das Finanças, foi efectuada através da entrega de numerário e títulos de depósito, tendo sido amortizada em 60 meses a partir de Janeiro de 1995. Excepto conforme referido no parágrafo seguinte, as contribuições anuais regulares para o Fundo são reconhecidas como custo no exercício a que dizem respeito.
Nos exercícios de 2011 e 2010, conforme permitido pelo Banco de Portugal, o Banco procedeu ao pagamento de 90% da contribuição anual para o Fundo de Garantia de Depósitos, nos montantes de mEuros 3.918 e mEuros 3.620, respectivamente (Nota 38). Nestes exercícios, o Banco assumiu o compromisso irrevogável para com o Fundo de Garantia de Depósitos de liquidação da parcela correspondente a 10% da contribuição anual, se e quando for solicitado. O valor total não pago acumulado com referência a 31 de Dezembro de 2011 relativamente ao qual foi assumido este compromisso ascende a mEuros 54.092 (mEuros 53.656 em 31 de Dezembro de 2010). Os activos dados em penhor ao Banco de Portugal encontram-se reflectidos nas rubricas extrapatrimoniais pelo seu valor de mercado.
As responsabilidades para com o Sistema de Indemnização aos Investidores não são reconhecidas como custo. Estas responsabilidades são cobertas através da aceitação de um compromisso irrevogável de proceder ao seu pagamento, caso tal venha a ser exigido, estando uma parte (50%) garantida por penhor de títulos do Tesouro Português. Em 31 de Dezembro de 2011 estas responsabilidades ascendem a mEuros 3.119 (mEuros 3.254 em 31 de Dezembro de 2010).
Em 2011 foi efectuado um pagamento extraordinário ao SII no montante de mEuros 4.163 referente à contribuição do Banco, conforme regulamento da CMVM, relativamente ao processo do Banco Privado Português (Nota 38).
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Juros de disponibilidades | (Pro-forma) | |
| Em Bancos Centrais | ||
| No Banco de Portugal | 4.522 | 4.021 |
| Em instituições de crédito | 821 | 65 |
| Juros de aplicações | ||
| Em instituições de crédito no País | ||
| No Banco de Portugal | 2.595 | 305 |
| Em outras instituições de crédito | 21.756 | 40.048 |
| Em instituições de crédito no estrangeiro | 59.716 | 38.955 |
| Juros de crédito a clientes | ||
| Crédito interno | 679.304 | 509.699 |
| Crédito ao exterior | 21.024 | 35.822 |
| Outros créditos e valores a receber (titulados – papel comercial) | 26.026 | 45.895 |
| Comissões recebidas associadas ao custo amortizado | 40.772 | 34.575 |
| Juros de activos titularizados não desreconhecidos | 291.147 | 221.572 |
| Juros de crédito vencido (Nota 47) | 8.521 | 2.741 |
| Juros e rendimentos similares de outros activos financeiros | ||
| Activos financeiros detidos para negociação | ||
| Títulos | 2 | 979 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | ||
| Títulos | 162.624 | 252.080 |
| Adquiridos no âmbito de operações de titularização | - | 8.933 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 4.206 | 4.210 |
| Derivados de cobertura | 255.370 | 598.653 |
| Devedores e outras aplicações | 6 | 147 |
| Outros juros e rendimentos similares | ||
| Swap agreements | 112.519 | 211.881 |
| Outros | 1.763 | 1.503 |
| -------------- 1.692.694 |
-------------- 2.012.084 |
|
| ======== | ======== |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Juros de depósitos de clientes | (Pro-forma) | |
| Sector público administrativo | 16.139 | 5.098 |
| De emigrantes | 17.695 | 11.356 |
| De outros residentes | 344.376 | 151.981 |
| Não residentes | 20.799 | 14.564 |
| ----------- 399.009 |
---------- 182.999 |
|
| ----------- | ---------- | |
| Juros de outros recursos de clientes | 2.305 | 4.610 |
| Juros de recursos de Bancos Centrais | ||
| Banco de Portugal | 46.667 | 42.589 |
| Outros Bancos Centrais | 13 | 32 |
| Juros de recursos de instituições de crédito | ||
| No País | 24.557 | 23.602 |
| No estrangeiro | 112.408 | 61.900 |
| Juros de responsabilidades representadas por títulos | ||
| Sem carácter subordinado | ||
| Obrigações | 115.110 | 165.631 |
| Comissões | 1.161 | 496 |
| Euro Commercial Paper | 208 | 12.987 |
| EMTN | 96.803 | 79.889 |
| Juros de derivados de cobertura | 234.116 | 543.898 |
| Juros e comissões de passivos subordinados | 316 | 4.944 |
| Comissões pagas associadas ao custo amortizado do crédito Outros juros e encargos similares |
1.862 | 111 |
| Swap agreements | 114.626 | 214.824 |
| ------------ 750.152 |
------------ 1.155.513 |
|
| ------------- 1.149.161 |
-------------- 1.338.512 |
|
| ======== | ======== |
Esta rubrica refere-se a dividendos recebidos e tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Activos financeiros disponíveis para venda: | ||
| Unicre | - | 2.080 |
| Banco BPI | - | 946 |
| SIBS | 1.072 | 1.086 |
| Outros | 206 | 195 |
| ------- | ------- | |
| 1.278 | 4.307 | |
| ==== | ==== |
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Por garantias prestadas | ||
| Garantias e avales | 15.317 | 17.062 |
| Créditos documentários abertos | 3.450 | 1.972 |
| Por compromissos assumidos perante terceiros | ||
| Irrevogáveis | 2.200 | 4.307 |
| Revogáveis | 3.268 | 1.648 |
| Por serviços prestados | ||
| Cobrança e administração de valores | 13.843 | 16.250 |
| Gestão de fundos mobiliários e imobiliários | 31.517 | 45.762 |
| Por transacções de cartões | 67.945 | 66.725 |
| Anuidades | 14.289 | 14.285 |
| Operações de crédito | 56.424 | 52.005 |
| Outros | 9.544 | 9.538 |
| Por operações realizadas por conta de terceiros | ||
| Sobre títulos | 27.657 | 18.837 |
| Outras | 490 | 192 |
| Outras comissões recebidas | ||
| Seguradoras | 101.923 | 110.152 |
| Crédito especializado | 721 | 5.134 |
| Depósitos à ordem | 15.789 | 15.858 |
| Cheques | 14.934 | 15.136 |
| Cadernetas | 16.498 | 10.512 |
| Outras | 1.376 | 576 |
| ----------- | ----------- | |
| 397.185 | 405.951 | |
| ====== | ====== |
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Por garantias recebidas | ||
| Garantias e avales | 1.275 | 1.357 |
| Por serviços bancários prestados por terceiros | ||
| Cobrança e administração de valores | 4.872 | 5.574 |
| Operações de crédito | 14.345 | 12.629 |
| Transacções de clientes | 24.557 | 26.331 |
| Outros | 3.297 | 2.950 |
| Por operações realizadas por terceiros | ||
| Títulos | 2.912 | 2.143 |
| Outras | 1.862 | 1.854 |
| Outras comissões pagas | 1.206 | 382 |
| --------- | --------- | |
| 54.326 | 53.220 | |
| ===== | ===== |
Estas rubricas têm a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Proforma) | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Ganhos | Perdas | Líquido | Ganhos | Perdas | Líquido | |
| Activos financeiros detidos para negociação: | ||||||
| Instrumentos de dívida | 227 | (44) | 183 | 672.454 | (671.030) | 1.424 |
| Instrumentos de capital | 14.269 | (19.931) | (5.662) | 22.440 | (17.646) | 4.794 |
| Instrumentos derivados: | ||||||
| "FRA's" | 333 | (369) | (36) | 100 | (150) | (50) |
| "Swaps" | ||||||
| . Contratos de taxa de câmbio | 115.713 | (115.500) | 213 | 48.233 | (49.006) | (773) |
| . Contratos de taxa de juro | 2.018.302 | (1.997.615) | 20.687 | 6.814.982 | (6.911.345) | (96.363) |
| . Contratos sobre cotações | 43.596 | (43.254) | 342 | 73.038 | (77.410) | (4.372) |
| . Outros | 144.604 | (144.478) | 126 | 192.441 | (136.813) | 55.628 |
| Opções: | ||||||
| . Contratos de taxa de câmbio | 56.526 | (56.379) | 147 | 176.220 | (173.541) | 2.679 |
| . Contratos de taxa de juro | 403 | (400) | 3 | - | - | - |
| . Contratos sobre cotações | 558.673 | (559.098) | (425) | 1.592.395 | (1.556.721) | 35.674 |
| . Outros | 10.366 | (10.367) | (1) | 1.003.316 | (1.033.153) | (29.837) |
| Contratos de garantia de taxa de juro | 1.141.733 | (1.141.358) | 375 | 2.506.227 | (2.503.887) | 2.340 |
| Activos e Passivos financeiros ao justo valor | ||||||
| através de resultados | - | (12.466) | (12.466) | 108.583 | (107.572) | 1.011 |
| 4.104.745 | (4.101.259) | 3.486 | 13.210.429 | (13.238.274) | (27.845) | |
| Derivados de cobertura de justo valor: | ||||||
| "Swaps" | ||||||
| . Contratos de taxa de juro | 192.352 | (323.913) | (131.561) | 41.782 | (71.947) | (30.165) |
| . Contratos sobre cotações | 24.311 | (50.493) | (26.182) | 8.015 | (46.972) | (38.957) |
| Opções | ||||||
| . "Auto-callable" | 233.056 | (230.342) | 2.714 | 574.027 | (568.577) | 5.450 |
| Correcções de valor de Activos e Passivos | ||||||
| objecto de cobertura | 240.848 | (87.410) | 153.438 | 143.905 | (79.267) | 64.638 |
| 690.567 | (692.158) | (1.591) | 767.729 | (766.763) | 966 | |
| Resultados em activos e passivos avaliados ao justo valor | ||||||
| através de resultados | 4.795.312 | (4.793.417) | 1.895 | 13.978.158 | (14.005.037) | (26.879) |
Esta rubrica apresenta a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ganhos | Perdas | Líquido | Ganhos | Perdas | Líquido | ||
| Instrumentos de dívida | |||||||
| Emitidos por residentes De emissores públicos nacionais |
- | (57.487) | (57.487) | 9 | (19.524) | (19.515) | |
| De outros residentes | - | - | - | - | (2.970) | (2.970) | |
| Emitidos por não residentes De emissores públicos estrangeiros |
- | (25.858) | (25.858) | 2.493 | (656) | 1.837 | |
| De outros não residentes | - | - | - | - | (211.452) | (211.452) | |
| Instrumentos de capital | |||||||
| Valorizados ao justo valor | 792 | (52) | 740 | - | - | - | |
| Valorizados ao custo histórico | - | - | - | 25.851 | - | 25.851 | |
| Outros | 6.337 | (969) | 5.368 | - | (11.103) | (11.103) | |
| 7.129 | (84.366) | (77.237) | 28.353 | (245.705) | (217.352) |
Em 2011 esta rubrica refere-se essencialmente a perdas realizadas na venda de obrigações do Tesouro Português e Espanhol no montante de mEuros 83.331.
Em 2010, a rubrica "Instrumentos de dívida – De outros não residentes" refere-se a perdas na venda de obrigações emitidas em operações de securitização do Grupo Santander (Nota 9). As obrigações foram alienadas pela Totta Ireland em Outubro de 2010 a uma empresa do Grupo Santander, pelo valor de venda de mEuros 952.254.
Em 2010, a rubrica "Instrumentos de capital – Valorizados ao custo histórico" inclui o ganho resultante da reavaliação da participação na Unicre no montante de mEuros 21.201 (Nota 15).
Esta rubrica apresenta a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Ganhos na reavaliação da posição cambial Perdas na reavaliação da posição cambial |
64.946 | 45.356 |
| Alienação do Banco Totta Caixa Geral Totta de Angola | - | ( 1.982 ) |
| Dividendos pagos pelo Banco Caixa Geral Totta de Angola | - | ( 503 ) |
| Outras | ( 59.651 ) | ( 31.887 ) |
| --------- | ---------- | |
| 5.295 | 10.984 | |
| ===== | ===== |
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Ganho na alienação/reavaliação ao justo valor da participação no | ||
| Banco Caixa Geral Totta de Angola | - | 56.027 |
| Ganhos na alienação de créditos a clientes (Nota 11) | 1 | 78 |
| Ganhos em activos não correntes detidos para venda | 1.064 | 1.333 |
| Ganhos em activos tangíveis | 763 | 829 |
| Valias na recompra pelo Grupo de obrigações | ||
| emitidas em operações de securitização de crédito à habitação (Nota 21) 2.103 | 305.879 | |
| Outros | 34 | 23 |
| -------- 3.965 |
----------- 364.169 |
|
| -------- | ----------- | |
| Perdas em activos não correntes detidos para venda | ( 2.380 ) | ( 1.410 ) |
| Perdas em activos tangíveis | ( 169 ) | ( 20 ) |
| Valias na recompra pelo Grupo de obrigações | ||
| emitidas em operações de securitização de crédito à habitação (Nota 21) | - | ( 214 ) |
| Outras | ( 410 ) | ( 493 ) |
| ------- ( 2.959 ) |
------- ( 2.137 ) |
|
| -------- | --------- | |
| 1.006 | 362.032 | |
| ==== | ====== |
Em 2010, a rubrica "Valias na recompra pelo Grupo de obrigações emitidas em operações de securitização de crédito à habitação" inclui ganhos de mEuros 282.069 e perdas de mEuros 214 resultantes da recompra de obrigações a entidades do Grupo Santander.
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Outros rendimentos e receitas de exploração | ||
| Rendas de locação operacional | 331 | 333 |
| Reembolso de despesas Rendimentos da prestação de serviços diversos |
4.744 6.112 |
4.936 2.787 |
| Outros | 17.985 | 19.278 |
| --------- 29.172 |
--------- 27.334 |
|
| --------- | --------- | |
| Outros encargos de exploração | ||
| Quotizações e donativos | ( 3.621 ) | ( 3.071 ) |
| Contribuições para o Fundo de Garantia de Depósitos (Nota 28) Pagamento extraordinário no âmbito do |
( 3.918 ) | ( 3.620 ) |
| o Sistema de Indemnizações aos Investidores (Nota 28) | ( 4.163 ) | - |
| Outros encargos e gastos operacionais | ( 27.824 ) | ( 26.250 ) |
| Outros impostos | ||
| Directos | ( 2.788 ) | ( 1.649 ) |
| Indirectos | ( 902 ) --------- |
( 1.018 ) -------- |
| ( 43.216 ) | ( 35.608 ) | |
| --------- ( 14.044 ) |
-------- ( 8.274 ) |
|
| ===== | ==== |
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Salários e vencimentos | ||
| Órgãos de direcção e fiscalização (Nota 45) | 4.522 | 6.171 |
| Empregados | 185.723 | 190.306 |
| Outras remunerações variáveis | 16.994 | 33.521 |
| ----------- | ----------- | |
| 207.239 | 229.998 | |
| ----------- | ----------- | |
| Encargos sociais obrigatórios | ||
| Encargos relativos a remunerações | 52.747 | 37.902 |
| Encargos com pensões e outros benefícios (Nota 43) | 591 | 10.392 |
| Reformas antecipadas (Nota 43) | 3.763 | 3.539 |
| Efeito da transferência de responsabilidades com pensões | ||
| para a Segurança Social (Nota 43) | 20.851 | - |
| Outros encargos sociais obrigatórios | 3.421 | 1.881 |
| --------- | --------- | |
| 81.373 | 53.714 | |
| --------- | --------- | |
| Outros custos com pessoal | ||
| Indemnizações por reformas antecipadas (Nota 43) | 2.455 | 1.283 |
| Transferências de pessoal | 587 | 675 |
| Plano complementar de reforma (Nota 43) | 583 | 4.430 |
| Outros | 4.397 | 6.629 |
| -------- | --------- | |
| 8.022 | 13.017 | |
| ----------- 296.634 |
----------- 296.729 |
|
| ====== | ====== | |
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Serviços especializados | 43.713 | 43.727 |
| Comunicações | 16.040 | 16.933 |
| Manutenção de software e equipamento informático | 33.307 | 34.222 |
| Conservação e reparação | 2.972 | 3.256 |
| Publicidade e edição de publicações | 13.352 | 14.137 |
| Rendas e alugueres | 11.779 | 12.048 |
| Fornecimentos externos | ||
| Água, energia e combustíveis | 8.198 | 7.972 |
| Material de consumo corrente | 2.554 | 2.985 |
| Outros | 299 | 433 |
| Deslocações, estadas e representação | 5.453 | 7.133 |
| Transportes | 2.499 | 2.356 |
| Formação de pessoal | 2.027 | 2.444 |
| Seguros | 744 | 725 |
| Outros | 3.920 | 4.815 |
| ---------- 146.857 |
----------- 153.186 |
|
| ====== | ====== | |
Esta rubrica apresenta a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Totta Crédito Especializado, IFIC, S.A. (Nota 1.4.) | 1.360 | 4.211 |
| Banco Caixa Geral Totta de Angola | 9.407 | 3.477 |
| Unicre - Instituição Financeira de Crédito, S.A. | 1.880 | 1.240 |
| Partang, SGPS, S.A. | ( 62 ) | ( 18 ) |
| Benim - Sociedade Imobiliária, S.A. | 105 | ( 150 ) |
| Leasetotta Nº 1 Limited | 203 | - |
| --------- | -------- | |
| 12.893 | 8.760 | |
| ===== | ==== |
Os proveitos com a prestação de serviços de mediação de seguros referem-se essencialmente às comissões cobradas à Santander Totta Seguros – Companhia de Seguros de Vida, S.A. e a outras companhias de seguros pela comercialização dos seus produtos (Nota 32), como segue:
| 2010 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2011 | (Pro-forma) | |||||
| Ramo | Ramo | Ramo | Ramo | |||
| Vida | Não Vida | Total | Vida | Não Vida | Total | |
| Santander Totta Seguros | 91.376 | 257 | 91.633 | 101.524 | 250 | 101.774 |
| Outros | - | 9.783 | 9.783 | - | 8.378 | 8.378 |
| ---------- | --------- | ---------- | ---------- | ------- | ----------- | |
| 91.376 | 10.040 101.416 | 101.524 | 8.628 | 110.152 | ||
| ====== | ===== | ====== | ====== | ==== | ====== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica "Outros activos – rendimentos a receber de outros serviços prestados" (Nota 17) inclui comissões a receber de seguradoras, de acordo com o seguinte detalhe:
| ====== | ===== | |
|---|---|---|
| 20.867 | 22.772 | |
| ---------- | -------- | |
| Outros | 1.309 | 299 |
| Santander Totta Seguros | 19.558 | 22.473 |
| 2011 | 2010 |
Estes montantes referem-se essencialmente às comissões apuradas relativamente aos prémios de seguros comercializados durante o último trimestre de 2011 e último semestre de 2010, respectivamente, os quais foram recebidos posteriormente à data de balanço.
Para determinação das responsabilidades por serviços passados do BST relativas a empregados no activo e aos já reformados, foram efectuados estudos actuariais em 2011 e 2010 pela Towers Watson International Limited, Sucursal em Portugal. O valor actual das responsabilidades com serviços passados, bem como os correspondentes custos com serviços correntes, foram apurados com base no método "Projected Unit Credit".
As responsabilidades com pensões de reforma, cuidados de saúde e subsídio por morte em 31 de Dezembro de 2011 e nos quatro exercícios anteriores, assim como a respectiva cobertura, apresentam o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | 2009 | 2008 | 2007 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Estimativa das responsabilidades | |||||
| por serviços passados: | |||||
| - Pensões | |||||
| . Empregados no activo | 210.669 | 275.580 | 255.009 | 231.114 | 241.071 |
| . Pensionistas | 18.455 | 36.406 | 34.692 | 34.895 | 35.054 |
| . Reformados e reformados antecipadamente | 387.608 | 855.952 | 896.251 | 973.904 | 1.045.467 |
| 616.732 | 1.167.938 | 1.185.952 | 1.239.913 | 1.321.592 | |
| - Cuidados de saúde (SAMS) | 117.422 | 127.822 | 127.877 | 132.522 | 139.806 |
| - Subsídio por morte | 16.973 | 18.184 | 17.728 | 17.994 | 18.767 |
| 751.127 | 1.313.944 | 1.331.557 | 1.390.429 | 1.480.165 | |
| Cobertura das responsabilidades: | |||||
| - Valor patrimonial do Fundo | 758.244 | 1.312.888 | 1.395.849 | 1.391.585 | 1.486.078 |
| Valor financiado em excesso / (não financiado) | 7.117 | (1.056) | 64.292 | 1.156 | 5.913 |
| Desvios actuariais e financeiros gerados no ano | |||||
| - Alteração de pressupostos | (103.831) | - | (51.086) | (100.674) | (54.502) |
| - Ajustamentos de experiência: | |||||
| . Outros (Ganhos)/ Perdas actuariais | (23.708) | (29.458) | (21.172) | (4.100) | 76.028 |
| . (Ganhos)/ Perdas financeiras | 339.627 | 103.392 | 61.639 | 306.680 | 4.221 |
| 315.919 | 73.934 | 40.467 | 302.580 | 80.249 | |
| 212.088 | 73.934 | (10.619) | 201.906 | 25.747 |
Tal como referido na Nota 1.3.k), foi efectuado um acordo tripartido entre o Ministério das Finanças, a Associação Portuguesa de Bancos e a Federação do Sector Financeiro (FEBASE), no âmbito do qual o Banco transferiu para a Segurança Social as responsabilidades com reformados e pensionistas que em 31 de Dezembro de 2011 se encontravam abrangidos pelo regime de segurança social substitutivo constante do instrumento de regulamentação colectiva de trabalho vigente no sector bancário (ACTV). Em consequência foram transferidos os activos do Fundo de Pensões do Banco, na parte correspondente a essas responsabilidades. De acordo com o disposto no Decreto-Lei nº 127/2011, de 31 de Dezembro, o valor das responsabilidades com pensões transferidas para o Estado foi determinado tendo em conta os seguintes pressupostos:
| Tábua de mortalidade população masculina | TV 73/77 menos 1 ano |
|---|---|
| Tábua de mortalidade população feminina | TV 88/90 |
| Taxa técnica actuarial (taxa de desconto) | 4% |
O valor das responsabilidades de transferidas para a Segurança Social apurado com base nos pressupostos acima descritos ascendeu a mEuros 456.111.
O valor das responsabilidades a transferir calculado pelo Banco no momento imediatamente anterior à transferência, de acordo com os pressupostos actuariais e financeiros actualizados por si adoptados, ascendia a mEuros 435.260.
A diferença entre o valor das responsabilidades transferidas para a Segurança Social calculadas utilizando os pressupostos estabelecidos no Decreto-Lei nº 127/2011 de 31 de Dezembro (mEuros 456.111) e os adoptados pelo Banco (mEuros 435.260), no montante de mEuros 20.851, foi registada na rubrica de "Custos com o pessoal" da demonstração dos resultados (Nota 39).
Os pressupostos utilizados pelo Banco para a determinação das responsabilidades no momento imediatamente anterior à transferência para a Segurança Social foram os seguintes:
| Activos | Reformados |
|---|---|
| TV 88/90 | TV 88/90 |
| 5,00% | |
| - | |
| 1,35% | 1,35% |
| 5,92% 2,35% |
O valor das responsabilidades apurado com base nos pressupostos acima totalizou mEuros 1.186.387, dos quais mEuros 435.260 correspondentes às responsabilidades transferidas, conforme referido anteriormente.
Os principais pressupostos utilizados em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 foram os seguintes:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Tábua de mortalidade | TV 88/90 | TV 88/90 |
| Taxa de rendimento dos activos do fundo de pensões | 5,50% | 5,50% |
| Taxa técnica actuarial (taxa de desconto) | ||
| - Activos | 5,92% | 5,25% |
| - Inactivos | 5,00% | 5,25% |
| Taxa de crescimento salarial | 2,35% | 3,20% |
| Taxa de crescimento das pensões | 1,35% | 1,75% |
| Taxa de inflação | 1,75% | 1,75% |
As taxas de desconto dos activos de 5,00% e de 5,92% para os inactivos corresponde a uma taxa média de 5,5%, ou seja, a utilização de taxas diferenciadas para diferentes populações conduz ao mesmo valor de responsabilidades que seria determinado caso fosse usada uma taxa de 5,5% para a totalidade da população.
Para efeitos de apuramento do valor da pensão da segurança social que, nos termos do ACT do sector bancário, deverá abater à pensão prevista no referido ACT, foram utilizados os seguintes pressupostos:
| Taxa de crescimento salarial para cálculo da pensão dedutível | 2,35% |
|---|---|
| Inflação (n.º1 do Artigo 27.º) | 1,75% |
| Inflação (n.º1 do Artigo 27.º) | 2,00% |
| Factor de sustentabilidade acumulado até 2011 | Redução de 3,14% |
| Factor de sustentabilidade futuro | Redução de 0,5% por ano |
Na determinação do custo com pensões para o exercício de 2011 foram utilizados os pressupostos usados no cálculo das responsabilidades em 31 de Dezembro de 2010.
A base para a taxa esperada de retorno dos activos do Fundo de Pensões é a estimativa de retorno dos activos que compõem a carteira do Fundo a 31 de Dezembro de 2011 efectuada pelos actuários responsáveis.
As taxas de desconto utilizadas nos estudos actuariais são determinadas com base nas taxas de mercado relativas a obrigações de empresas privadas de rating elevado, denominadas em Euros e com maturidade semelhante à data de termo das obrigações do Plano, para com activos e inactivos, respectivamente.
Mais concretamente foram consideradas, entre outras fontes, as taxas de rendimento de uma amostra de obrigações de empresas privadas em Euros com qualidade de crédito Aa- (notação de risco de crédito, com base em quatro agências de rating – Moody's, Standard & Poor's, Fitch e Dominion Bond Rating Service). Esta informação foi retirada da Bloomberg.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o valor das responsabilidades com cuidados de saúde decorrente de uma variação de 1% na taxa de contribuição pode ser apresentado como segue:
| 2011 | 2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Número de beneficiários |
Taxa de contribuição -1% |
Taxa de contribuição + 1% |
Número de beneficiários |
Taxa de contribuição -1% |
Taxa de contribuição + 1% |
|
| Empregados no activo (Plano de Benefício Definido) | 5.451 | 20.811 | 28.379 | 5.431 | 25.930 | 35.630 |
| Empregados no activo (Plano de Contribuição Definida) | 157 | 25 | 33 | 175 | 24 | 32 |
| Pensionistas | 926 | 4.183 | 5.705 | 912 | 4.165 | 5.679 |
| Reformados e reformados antecipadamente | 5.338 | 74.338 | 101.370 | 5.381 | 78.038 | 106.416 |
| 11.872 | 99.357 | 135.487 | 11.899 | 108.157 | 147.757 |
O movimento nas responsabilidades por serviços passados nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 pode ser detalhado como segue, no que respeita ao plano de pensões do Banco:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Responsabilidades no início do período | 1.313.944 | 1.331.557 |
| Custo dos serviços correntes | 2.237 | 15.389 |
| Custo dos juros | 66.962 | 68.280 |
| (Ganhos)/Perdas actuariais | ( 127.539 ) | ( 29.458 ) |
| Reformas antecipadas | 3.763 | 3.539 |
| Valores pagos | ( 76.337 ) | ( 78.567 ) |
| Contribuições dos empregados | 2.313 | 2.426 |
| Transferência de responsabilidades para a Segurança Social | ( 435.260 ) | - |
| Responsabilidades da IFIC decorrentes da fusão | 1.044 | - |
| Responsabilidades decorrentes da fusão do BSN | - | 778 |
| ----------- | ------------ | |
| Responsabilidades no fim do período | 751.127 | 1.313.944 |
| ====== | ======== |
O custo do exercício relativo a pensões inclui o encargo com os serviços correntes e o custo dos juros, deduzido do rendimento esperado dos activos do Fundo. Nos exercícios de 2011 e 2010, os custos com pensões têm a seguinte composição e foram reconhecidos na rubrica de "Custos com o pessoal" (Nota 39):
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Custo dos serviços correntes Custo dos juros |
2.237 66.962 |
15.389 68.280 |
| Rendimento esperado | ( 70.118 ) | ( 74.572 ) |
| Custo do exercício – Plano de benefício definido | -------- ( 919 ) |
--------- 9.097 |
| Custo do exercício – Plano de contribuição definida | 37 | 32 |
| Custo do exercício – Plano da Sucursal de Londres | 429 | 485 |
| Custo do exercício – acréscimo de responsabilidades com a IFIC | 1.044 | - |
| Custo do exercício – acréscimo de responsabilidades com o BSN | - | 778 |
| ----- | --------- | |
| 591 | 10.392 | |
| === | ===== |
A diminuição no custo dos serviços correntes resulta da passagem para o Regime Geral da Segurança Social dos trabalhadores bancários que se encontravam no activo, inscritos no CAFEB e admitidos no sector antes de 3 de Março de 2009, conforme estabelecido no Decreto-Lei nº1-A/11, de 3 de Janeiro. Dada esta alteração, após a data de transição a pensão de reforma considerada é uma pensão complementar que resulta da diferença entre a pensão ACT e a pensão da Segurança Social.
O movimento nos desvios actuariais em 2010 e 2011 foi o seguinte:
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 265.033 ----------- |
|---|---|
| . Ganhos actuariais com pensões gerados em 2010 | ( 26.243 ) |
| . Perdas financeiras com pensões geradas em 2010 | 92.075 |
| . Ganhos actuariais com cuidados de saúde e subsídio por morte em 2010 |
( 3.215 ) |
| . Perdas financeiras com cuidados de saúde e subsídio por morte em 2010 |
11.317 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2010 – Pro-Forma (Nota 25) | ----------- 338.967 ----------- |
| Ganhos actuariais com pensões gerados em 2011 | |
| . Ganhos actuariais com pensões gerados em 2011 | ( 112.771 ) |
| . Perdas financeiras com pensões geradas em 2011 | 301.625 |
| . Ganhos actuariais com cuidados de saúde e subsídio por morte em 2011 |
( 14.768 ) |
| . Perdas financeiras com cuidados de saúde e subsídio por morte em 2011 |
38.002 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2011 (Nota 25) | ----------- 551.055 ====== |
Com a alteração da política contabilística referida na Nota 1.3.k), os desvios actuariais acumulados em 31 de Dezembro de 2011 encontram-se deduzidos na rubrica de "Reservas de reavaliação".
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o saldo em balanço relacionado com o plano de pensões pode
ser detalhado como segue (Nota 17 e Nota 24):
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| (Insuficiência)/Excesso de financiamento Insuficiência de financiamento (Sucursal de Londres) |
7.117 ( 3.820 ) |
( 1.056 ) ( 1.891 ) |
| -------- 3.297 ===== |
---------- ( 2.947 ) ==== |
Os desvios actuariais com pensões em 2011 e 2010 podem ser explicados como segue:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Alteração de pressupostos actuariais Alteração da tabela salarial em 2011/ 2010 |
( 92.234 ) | - |
| com impacto em pensões e salários | ( 15.957 ) | ( 18.601 ) |
| Alterações na população | 1.336 | ( 735 ) |
| Desvios de mortalidade | ||
| . Por saídas | ( 9.700 ) | ( 9.721 ) |
| . Por permanência | 6.720 | 6.947 |
| Passagem de reformados antecipadamente a reformados | ( 2.936 ) | ( 4.133 ) |
| ----------- | --------- | |
| ( 112.771 ) | ( 26.243 ) | |
| ====== | ===== |
Em 2011 a alteração de pressupostos actuariais inclui o efeito da alteração da taxa de desconto de 5,25% para 5,5% e das alterações da taxa de crescimento das pensões e de crescimento salarial de 1,75% para 1,35% e de 3,2% para 2,35%, respectivamente.
Os desvios actuariais com cuidados de saúde e subsídio por morte ocorridos em 2011 e 2010 são explicados como se segue:
| ===== | ==== | |
|---|---|---|
| ( 14.768 ) | ( 3.215 ) | |
| --------- | -------- | |
| Outros | ( 573 ) | ( 734 ) |
| Alterações salariais e de nível | ( 2.598 ) | ( 2.481 ) |
| Alteração da taxa de desconto | ( 11.597 ) | - |
| (Pro-forma) | ||
| 2011 | 2010 |
O aumento das responsabilidades com reformas antecipadas realizadas nos exercícios de 2011 e 2010 relativas a 24 e 20 colaboradores, nos montantes de mEuros 3.763 e mEuros 3.539 (Nota 39), respectivamente, bem como as indemnizações pagas pela passagem à situação de reforma antecipada, nos montantes de mEuros 2.455 e mEuros 1.283, respectivamente, foram registadas por resultados (Nota 39).
O crescimento salarial efectivamente verificado nos exercícios de 2011 e 2010 para efeito das contribuições para a Segurança Social relativas aos colaboradores do ex-totta foi de 1,18% e 5,8%, respectivamente.
O aumento efectivo das pensões e da tabela salarial foi de 0% em 2011 e 1% em 2010.
A Santander Pensões - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. é a entidade que gere o Fundo de Pensões do BST. Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o número de participantes do Fundo tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Empregados no activo(1) | 5.608 | 5.606 |
| Pensionistas | 926 | 912 |
| Reformados e reformados antecipadamente | 5.338 | 5.381 |
| --------- | --------- | |
| 11.872 | 11.899 | |
| ===== | ===== |
(1) Dos quais 157 e 175 empregados pertencem ao novo plano de contribuição definida, em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, respectivamente.
As principais alterações demográficas em 2010 e 2011 foram as seguintes:
| Reformados e | |||
|---|---|---|---|
| Activos | reformados antecipadamente |
Pensionistas | |
| Número total em 31-12-2009 | 5.548 | 5.430 | 879 |
| Saídas: | |||
| . De activos | (110) | - | - |
| . Por mortalidade | - | (80) | (21) |
| . Outras | - | - | (12) |
| Transferências | (21) | 21 | - |
| Entrada de colaboradores do BSN | 84 | - | - |
| Entradas | 105 | 10 | 66 |
| Número total em 31-12-2010 | 5.606 | 5.381 | 912 |
| Saídas: | |||
| . De activos | (111) | - | - |
| . Por mortalidade | - | (86) | (19) |
| . Outras | - | - | (25) |
| Transferências | (36) | 36 | - |
| Entrada de colaboradores da Totta IFIC | 99 | - | - |
| Entradas | 50 | 7 | 58 |
| Número total em 31-12-2011 | 5.608 | 5.338 | 926 |
O movimento no Fundo de Pensões do BST durante os exercícios de 2010 e 2011 foi o seguinte:
| Valor patrimonial em 31 de Dezembro de 2009 | 1.395.849 |
|---|---|
| Contribuições do Banco (monetárias) Contribuições dos empregados Rendimento líquido do Fundo Valores pagos |
------------- 22.000 2.426 ( 28.820 ) ( 78.567 ) |
| Valor patrimonial em 31 de Dezembro de 2010 | -------------- 1.312.888 -------------- |
| Contribuições do Banco (monetárias) Contribuições dos empregados Rendimento líquido do Fundo Valores pagos Transferência para a Segurança Social |
245.000 2.313 ( 269.509 ) ( 76.337 ) ( 456.111 ) |
| Valor patrimonial em 31 de Dezembro de 2011 | ------------ 758.244 ====== |
As taxas de rendimento do Fundo de Pensões em 2011 e 2010 foram negativas em 20,53% e 2,1%, respectivamente.
Face à evolução negativa dos mercados accionistas e de Crédito durante o exercício de 2011 tendo em conta a exposição existente, a rentabilidade do Fundo de Pensões foi afectada negativamente.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a carteira do Fundo de Pensões do BST incluía os seguintes activos:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Instrumentos de dívida | 385.693 | 632.370 |
| Fundos de Investimento imobiliário | 222.339 | 229.267 |
| Fundos de Investimento mobiliário | 139.059 | 130.708 |
| Instrumentos de capital | 152 | 2.221 |
| Imóveis | 87.215 | 88.155 |
| Depósitos | 125.255 | 223.664 |
| Outros activos | ( 201.470 ) | 6.503 |
| ----------- | -------------- | |
| 758.244 | 1.312.888 | |
| ======= | ======= |
Em 31 de Dezembro de 2011 os "Pendentes de Liquidação" incluem valores a entregar ao Estado no montante de mEuros 201.575, referentes à transferência de parte do fundo de pensões Banco para a Segurança Social, tal como estabelecido no Decreto-Lei nº127/2011.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as carteiras do Fundo de Pensões incluíam os seguintes activos com empresas do Grupo Santander:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Imóveis arrendados Títulos (incluindo unidades de participação em fundos) |
22.966 | 23.839 |
| 154.464 ----------- |
209.548 ---------- |
|
| 177.430 | 233.387 | |
| ====== | ====== |
Em 2010 foi contratado um seguro para fazer face às responsabilidades de um novo plano complementar de reforma de contribuição definida para directivos do Banco. A contribuição inicial para o novo plano foi de mEuros 4.430. Em 2011, o prémio pago pelo Banco ascendeu a mEuros 583 (Nota 39).
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os principais pressupostos utilizados no cálculo das responsabilidades com pensões de reforma relativos ao plano de pensões que abrange os colaboradores da Sucursal de Londres foram os seguintes:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Tábua de mortalidade | AMC00/AFC00 | AM92/AF92 |
| Taxa de rendimento dos activos do fundo de pensões | 5,02% | 5,50% |
| Taxa técnica actuarial (taxa de desconto) | 4,90% | 5,70% |
| Taxa de crescimento salarial | 2,70% | 3,50% |
| Taxa de crescimento das pensões | 1,90% | 3,20% |
| Taxa de inflação | 2,70% | 3,50% |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as responsabilidades com o plano de pensões de benefício definido da Sucursal de Londres e a sua cobertura apresentavam o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Estimativa de responsabilidades por serviços passados Cobertura – valor patrimonial do fundo |
29.260 25.440 |
25.003 23.112 |
| Valor não financiado – Sucursal de Londres | -------- ( 3.820 ) |
--------- ( 1.891 ) |
| ==== | ==== |
Relativamente ao plano de pensões específico da Sucursal de Londres, o movimento nas responsabilidades por serviços passados nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2011 pode ser detalhado como segue:
| Responsabilidades a 31 de Dezembro de 2009 | 24.012 |
|---|---|
| --------- | |
| Custo dos serviços correntes | 239 |
| Custo dos juros | 1.395 |
| Ganhos actuariais | ( 817 ) |
| Valores pagos | ( 589 ) |
| Variações cambiais | 763 |
| Responsabilidades a 31 de Dezembro de 2010 | ---------- 25.003 |
| Custo dos serviços correntes | ---------- 174 |
| Custo dos juros | 1.450 |
| Perdas actuariais | 2.551 |
| Valores pagos | ( 680 ) |
| Variações cambiais | 762 |
| Responsabilidades a 31 de Dezembro de 2011 | ---------- 29.260 |
| ===== | |
O movimento no Fundo de Pensões da Sucursal de Londres durante os exercícios de 2010 e 2011 foi o seguinte:
| Valor patrimonial em 31 de Dezembro de 2009 | 21.457 |
|---|---|
| Rendimento líquido do fundo | --------- 1.378 |
| Contribuição do Banco | 184 |
| Valores pagos | ( 589 ) |
| Variações cambiais | 682 |
| Valor patrimonial em 31 de Dezembro de 2010 | ---------- 23.112 |
| Rendimento líquido do fundo | ---------- 2.125 |
| Contribuição do Banco | 179 |
| Valores pagos | ( 680 ) |
| Variações cambiais | 704 |
| Valor patrimonial em 31 de Dezembro de 2011 | ---------- 25.440 |
| ===== |
Os custos dos exercícios de 2011 e 2010 da Sucursal de Londres apresentavam o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Contribuição do Banco – financiamento do fundo | - | 184 |
| Custo dos serviços correntes | 174 | 239 |
| Custo dos juros | 1.450 | 1.395 |
| Rendimento esperado | ( 1.195 ) | ( 1.333 ) |
| ----- | ----- | |
| 429 | 485 | |
| === | === |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os desvios actuariais da Sucursal de Londres apresentava o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Perdas actuariais com pensões em 2009 | 3.630 | 3.630 |
| Ganhos financeiros com pensões em 2009 | ( 1.315 ) | ( 1.315 ) |
| Ganhos actuariais com pensões em 2010 | ( 817 ) | ( 817 ) |
| Ganhos financeiros com pensões em 2010 | ( 45 ) | ( 45 ) |
| Ganhos actuariais com pensões em 2011 | 2.551 | - |
| Ganhos financeiros com pensões em 2011 | ( 930 ) | - |
| Variações cambiais | 138 | 82 |
| ------- | -------- | |
| Desvios actuariais (Nota 25) | 3.212 | 1.535 |
| ==== | ==== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a carteira do Fundo de Pensões da Sucursal de Londres incluía os seguintes activos:
| 23.112 ===== |
|---|
| -------- |
| 100 |
| 3.758 |
| 19.254 |
| (Pro-forma) |
| 2010 |
Entre Julho de 2003 e Fevereiro de 2011 o BST procedeu à titularização de parte da sua carteira de crédito hipotecário, através de doze operações, cujo montante inicial total ascendeu a mEuros 23.250.000. Os créditos foram vendidos pelo seu valor nominal (contabilístico) a fundos de titularização de créditos denominados Fundos Hipototta FTC, à excepção das duas últimas operações de titularização (Hipototta nº 11 e Hipototta nº 12), em que os créditos foram vendidos à Tagus – Sociedade de Titularização de Créditos, S.A. (Tagus).
Em Abril de 2009, a Totta IFIC procedeu à titularização de parte da sua carteira de leasing e aluguer de longa duração através de uma operação, cujo montante inicial total ascendeu a mEuros 1.300.000. Os créditos foram vendidos pelo seu valor nominal (contabilístico) a um fundo de titularização de créditos denominado LeaseTotta No. 1 FTC.
Em Outubro de 2009, o BST procedeu à liquidação do Hipototta nº 9 Ltd, criado no âmbito da operação de securitização de Novembro de 2008, cujo montante inicial dos créditos ascendeu a mEuros 1.550.000. A referida liquidação ocorreu após um "Mortgage Retransfer Agreement", mediante o qual o Banco voltou a adquirir os créditos inicialmente securitizados por mEuros 1.462.000.
Em Abril de 2010, o BST procedeu à liquidação do Hipototta nº 6 Ltd, criado no âmbito da operação de securitização de Outubro de 2007, cujo montante inicial dos créditos ascendeu a mEuros 2.200.000. A referida liquidação ocorreu após um "Mortgage Retransfer Agreement", mediante o qual o Banco voltou a adquirir os créditos inicialmente securitizados por mEuros 1.752.357.
Em Janeiro e Fevereiro de 2011, o BST celebrou Mortgage Retransfer Agreements com o Hipototta nº 2 PLC, Hipototta nº 3 PLC e Hipototta nº 10 Ltd. Ao abrigo dos referidos acordos o BST recomprou os créditos previamente securitizados, nos montantes de mEuros 880.636, mEuros 1.548.396 e mEuros 803.494, respectivamente, e foi reembolsado relativamente às Notes que detinha em carteira associadas a estas securitizações pelo respectivo valor nominal.
Em Março de 2011 o BST procedeu à titularização de parte da sua carteira de crédito a empresas e de papel comercial através de uma operação designada BST SME nº 1, cujo montante inicial total ascendeu a mEuros 2.000.000. Adicionalmente em Junho de 2011 titularizou parte da sua carteira de crédito ao consumo através de uma operação designada Totta Consumer nº 1, cujo montante inicial total ascendeu a mEuros 1.100.000. Os créditos destas operações foram vendidos pelo seu valor nominal à Tagus.
Parte dos Fundos Hipototta e o Leasetotta são geridos pela Navegator – Sociedade Gestora de Fundos de Titularização de Créditos, S.A., (Navegator). O BST continua a efectuar a gestão dos contratos de crédito, entregando aos Fundos Hipototta e Leasetotta e à Tagus todos os montantes recebidos ao abrigo dos contratos de crédito.
Como forma de financiamento, os Fundos Hipototta e LeaseTotta FTC emitiram unidades de participação, de montante idêntico às carteiras de crédito adquiridas, as quais foram integralmente subscritas pelos Hipototta e LeaseTotta, com sede na Irlanda.
Os Fundos Hipototta e LeaseTotta FTC entregam todos os montantes recebidos do BST e da Direcção Geral do Tesouro aos Hipototta e Leasetotta PLC/Ltd, efectuando a separação das prestações entre capital e juros.
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Como forma de financiamento, os Hipototta e LeaseTotta PLC/Ltd, e a Tagus emitiram obrigações com diferentes níveis de subordinação e de rating e, consequentemente, de remuneração. Em 31 de Dezembro de 2011, as obrigações emitidas e ainda vivas apresentam as seguintes características:
| Hipottta nº 1 PLC | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Data do | Remuneração | |||||||||
| Dívida emitida | Montante Inicial |
Actual | S&P | Rating Moody's |
Data de reembolso |
reembolso antecipado |
Até ao reembolso antecipado |
Após o reembolso antecipado |
||
| Classe A | 1.053.200 | 206.222 | AAA | Aaa | Novembro de 2034 | Agosto de 2012 | Euribor 3 m + 0,27% | Euribor 3 m + 0,54% | ||
| Classe B | 32.500 | 14.448 | A+ | A1 | Novembro de 2034 Agosto de 2012 |
Euribor 3 m + 0,65% | Euribor 3 m + 0,95% | |||
| Classe C | 14.300 1.100.000 |
6.367 227.037 |
BBB+ | Baa1 | Novembro de 2034 | Agosto de 2012 | Euribor 3 m + 1,45% | Euribor 3 m + 1,65% | ||
| Classe D | 17.600 | 11.000 | Novembro de 2034 | Agosto de 2012 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | |||||
| 1.117.600 | 238.037 | |||||||||
| Hipottta nº 4 PLC Data do |
Remuneração | |||||||||
| Montante | Data de | reembolso | Até ao reembolso | Após o reembolso | ||||||
| Dívida emitida | Inicial | Actual | Rating Fitch | reembolso | antecipado | antecipado | antecipado | |||
| Classe A | 2.616.040 | 1.097.946 | AAA | Dezembro de 2048 | Dezembro de 2014 | Euribor 3 m + 0,12% | Euribor 3 m + 0,24% | |||
| Classe B | 44.240 | 41.450 | AA- | Dezembro de 2048 | Dezembro de 2014 | Euribor 3 m + 0,19% | Euribor 3 m + 0,40% | |||
| Classe C | 139.720 2.800.000 |
130.908 1.270.304 |
A | Dezembro de 2048 | Dezembro de 2014 | Euribor 3 m + 0,29% | Euribor 3 m + 0,58% | |||
| Classe D | 14.000 | 14.000 | Dezembro de 2048 | Dezembro de 2014 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | |||||
| 2.814.000 | 1.284.304 | |||||||||
| Hipottta nº 5 PLC | Data do | Remuneração | ||||||||
| Dívida emitida | Montante Inicial |
Actual | S&P | Rating Moody's |
Data de reembolso |
reembolso antecipado |
Até ao reembolso antecipado |
Após o reembolso antecipado |
||
| Classe A1 | 200.000 | - | AAA | Aaa | Fevereiro de 2060 | Fevereiro de 2014 | Euribor 3 m + 0,05% | Euribor 3 m + 0,10% | ||
| Classe A2 | 1.693.000 | 955.362 | AAA | Aaa | Fevereiro de 2060 | Fevereiro de 2014 | Euribor 3 m + 0,13% | Euribor 3 m + 0,26% | ||
| Classe B | 26.000 | 26.000 | AA | Aa2 | Fevereiro de 2060 | Fevereiro de 2014 | Euribor 3 m + 0,17% | Euribor 3 m + 0,34% | ||
| Classe C | 24.000 | 24.000 | A | A1 | Fevereiro de 2060 | Fevereiro de 2014 | Euribor 3 m + 0,24% | Euribor 3 m + 0,48% | ||
| Classe D | 26.000 | 26.000 | BBB | Baa2 | Fevereiro de 2060 | Fevereiro de 2014 | Euribor 3 m + 0,50% | Euribor 3 m + 1,00% | ||
| Classe E | 31.000 2.000.000 |
31.000 1.062.362 |
BB | Ba3 | Fevereiro de 2060 | Fevereiro de 2014 | Euribor 3 m + 1,75% | Euribor 3 m + 3,50% | ||
| Classe F | 10.000 | 10.000 | CCC- | Ca | Fevereiro de 2060 | Fevereiro de 2014 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | |||
| 2.010.000 | 1.072.362 | Hipototta nº 7 Ltd | ||||||||
| Montante | Rating | Data de | ||||||||
| Dívida emitida | Inicial | Actual | S&P | Moody's | reembolso | Remuneração | ||||
| Classe A1 | - AAA |
Aaa | Fevereiro de 2061 | Euribor 3 m + 0,20% | ||||||
| Classe A2 | 200.000 | 1.090.545 | AAA | Aaa | Fevereiro de 2061 | Euribor 3 m + 0,30% | ||||
| Classe B | 1.596.000 60.000 |
60.000 | AA | Aa2 | Fevereiro de 2061 | |||||
| Classe C | 50.000 | 50.000 | A | A2 | Fevereiro de 2061 | Euribor 3 m + 0,60% Euribor 3 m + 1,2% |
||||
| Classe D | 44.000 | 44.000 | BBB | Baa2 | Euribor 3 m + 2,75% | |||||
| Classe E | BB | Fevereiro de 2061 | Euribor 3 m + 4,75% | |||||||
| 50.000 2.000.000 |
50.000 1.294.545 |
B1 | Fevereiro de 2061 | |||||||
| Classe F | 20.000 2.020.000 |
20.000 1.314.545 |
CCC- | Ca | Fevereiro de 2061 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | ||||
| Hipototta nº 11 | ||||||||||
| Dívida emitida | Inicial | Montante | Actual | Rating S&P |
Data de reembolso |
Remuneração | ||||
| Classe A | 1.760.000 | 1.514.633 | AAA | 2063 | Euribor 3 m + 0,20% | |||||
| Classe B | 240.000 | 240.000 | BBB+ | 2063 | Euribor 3 m + 0,60% | |||||
Classe C 40.000 40.000 2063 Rendimento residual gerado pela carteira titularizada
2.000.000 1.754.633
2.040.000 1.794.633
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| Hipototta nº 12 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Dívida emitida | Montante Inicial |
Actual | Rating S&P |
Data de reembolso |
Remuneração | ||
| Classe A | 1.079.000 | 1.000.650 | AAA | 2065 | Euribor 3 m + 0,20% | ||
| Classe B | 221.000 | 221.000 | 2065 | Euribor 3 m + 0,60% | |||
| 1.300.000 | 1.221.650 | ||||||
| Classe C | 39.800 1.339.800 |
39.800 1.261.450 |
2065 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | |||
| BST SME nº 1 | |||||||
| Dívida emitida | Montante Inicial Actual |
Rating DBRS |
Data de reembolso |
Remuneração | |||
| Classe A | 1.020.000 | 1.020.000 | AAA | 2041 | Euribor 3 m + 0,20% | ||
| Classe B | 980.000 | 980.000 | 2041 | Euribor 3 m + 0,60% | |||
| 2.000.000 | 2.000.000 | ||||||
| Classe C | 40.800 2.040.800 |
40.800 2.040.800 |
2041 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | |||
| Totta Consumer nº 1 | |||||||
| Dívida emitida | Montante Inicial Actual |
Rating DBRS |
Data de reembolso |
Remuneração | |||
| Classe A | 700.000 | 552.096 | AA | 2038 | Euribor 3 m + 3% | ||
| Classe B | 300.000 | 300.000 | 2038 | Euribor 3 m + 3,25% | |||
| 1.000.000 | 852.096 | ||||||
| Classe C | 100.400 1.100.400 |
100.400 952.496 |
2038 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | |||
| Leasetotta nº 1 Ltd | |||||||
| Montante | Rating | Data de | |||||
| Dívida emitida | Inicial | Actual | DBRS | reembolso | Remuneração | ||
| Classe A | 1.040.000 | 460.139 | AAA | 2042 | Euribor 3 m + 0,30% | ||
| Classe B | 260.000 | 260.000 | 2042 | Euribor 3 m + 4,75% | |||
| 1.300.000 | 720.139 | ||||||
| Classe C | 65.000 | 65.000 | 2042 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | |||
| 1.365.000 | 785.139 |
As obrigações emitidas pelos Hipototta nº 1 PLC, Hipototta nº 4 PLC, Hipototta nº 12 e BST SME nº 1 vencem juros trimestralmente em 30 de Março, Junho, Setembro e Dezembro de cada ano. As obrigações emitidas pelo Hipototta nº 5 PLC e Hipototta nº 7 Ltd vencem juros trimestralmente em 28 de Fevereiro, 30 de Maio, Agosto e Novembro de cada ano. As obrigações emitidas pelo Hipototta nº 11 (Tagus) e Totta Consumer nº 1 vencem juros trimestralmente em 30 de Janeiro, Abril, Julho e Outubro de cada ano. As obrigações emitidas pelo LeaseTotta No. 1 Limited vencem juros trimestralmente em 15 de Janeiro, 15 de Abril, 15 de Julho e 15 de Outubro de cada ano.
O BST tem a opção de reembolsar antecipadamente as obrigações nas datas acima indicadas. Para todos os Hipotottas, para o BST SME nº 1 e para o Totta Consumer nº 1, o BST tem a possibilidade de recomprar antecipadamente as carteiras de crédito ao valor nominal quando estas forem iguais ou inferiores a 10% do montante inicial das operações.
Adicionalmente, até 5 dias antes das datas de pagamento de juros em cada trimestre, os Hipotottas e Leasetotta têm a faculdade de efectuar amortizações parciais das obrigações emitidas das classes A, B e C, bem como das classes D e E no caso do Hipototta nº 5 PLC e do Hipototta nº 7 Ltd, por forma a ajustar o valor do passivo ao dos activos (carteira de crédito).
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
As obrigações da classe D, no caso dos Hipotottas nº1 e 4, as obrigações da classe F, no que se refere aos Hipototta nº 5, Hipototta nº 7 e as obrigações da classe C, para o Hipototta nº 11, Hipototta nº12, LeaseTotta No. 1 Limited, Totta Consumer nº 1 e BST SME nº 1 constituem o último passivo a liquidar.
A remuneração das obrigações dessas classes corresponde à diferença entre o rendimento das carteiras de crédito securitizado e o somatório de todos os custos das operações, nomeadamente:
Na data em que as securitizações foram contratadas, o rendimento estimado das carteiras de crédito securitizado incluído no cálculo da remuneração das obrigações da classe D dos Hipototta nº 1 e 4 PLC, correspondia a uma taxa média anual de 1,1% e 0,9%, respectivamente. Nas obrigações da classe F do Hipototta nº 5 PLC, correspondeu a uma taxa média anual de 0,9%, sobre o valor total de cada carteira de crédito. Para as obrigações da classe F do Hipototta nº 7 e para as obrigações da classe C do Hipototta nº 11 e do LeaseTotta nº 1, correspondeu a uma taxa média anual de 0,7% sobre o valor de cada carteira de crédito. Para as obrigações da classe C dos Hipototta nº 12, BST SME e Totta Consumer correspondeu a uma taxa média anual de 1%, 1,23% e 5,25%, respectivamente sobre o valor de cada carteira de crédito.
O Grupo detém a maior parte das obrigações emitidas em operações de titularização. As obrigações detidas por outras entidades, no montante de mEuros 2.224.855, estão registadas na rubrica de "Responsabilidades representadas por títulos" e detalhadas no Anexo I.
Na data em que as securitizações foram contratadas, celebraram-se empréstimos subordinados entre o BST e os Hipotottas, que correspondem a facilidades/ linhas de crédito em caso de necessidade de liquidez por parte dos Hipotottas. Foram igualmente celebrados "Swap Agreements" entre o Grupo Santander e os primeiros Hipotottas emitidos e entre o BST e os restantes veículos de securitizações destinados a cobertura do risco de taxa de juro.
De acordo com a IAS 27 e a SIC 12, para efeitos de preparação das demonstrações financeiras consolidadas, os Fundos Hipototta FTC e os Hipototta PLC/Ltd foram incluídos no perímetro de consolidação (Nota 4), dado que o Banco detém a maior parte dos riscos e benefícios associados à actividade destas entidades. Nesse sentido, os créditos à habitação relativos às operações de titularização foram registados no balanço, e as obrigações emitidas pelos Hipototta PLC/Ltd, Leasetotta No.1 Limited e pela Tagus que são detidas pelo BST e suas subsidiárias foram anuladas no processo de consolidação.
As entidades relacionadas do Banco com as quais mantém saldos ou transacções nos exercícios de 2011 e 2010 são as seguintes:
| Nome da entidade relacionada | Sede |
|---|---|
| Empresas que directa ou indirectamente controlam o Grupo | |
| Santander Totta, SGPS, S.A. | Portugal |
| Santusa Holding, S.L. | Espanha |
| Banco Santander, S.A. | Espanha |
| Empresas que directa ou indirectamente são controladas pelo Grupo | |
| Totta & Açores Financing, Ltd | Ilhas Cayman |
| Serfin International Bank & Trust | Ilhas Cayman |
| Totta & Açores, Inc. - Newark | EUA |
| Totta Ireland, PLC | Irlanda |
| Santotta Internacional, SGPS, Sociedade Unipessoal, LDA | Portugal |
| TottaUrbe - Empresa de Administração e Construções, S.A. | Portugal |
| BST International Bank, Inc. | Porto Rico |
| Taxagest, SGPS, S.A. | Portugal |
| Santander, Asset Management, SGFIM, S.A. | Portugal |
| Santander - Gestão de Activos, SGPS, S.A. | Portugal |
| Santander Pensões - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. | Portugal |
| Empresas significativamente influenciadas pelo Grupo | |
| Benim - Sociedade Imobiliária, S.A. | Portugal |
| Totta Crédito Especializado, IFIC, S.A. | Portugal |
| Partang, SGPS, S.A. | Portugal |
| Banco Caixa Geral Totta De Angola | Angola |
| Unicre - Instituição Financeira de Crédito, S.A. | Portugal |
| Empresas que directa ou indirectamente se encontram sobre controlo comum pelo Grupo | |
| Open Bank Santander Consumer S.A. | Espanha |
| Santander Totta Seguros - Companhia de Seguros de Vida, S.A. | Portugal |
| ISBANP - Engenharia e Software Bancário, S.A. | Portugal |
| Banco Santander de Puerto Rico | Porto Rico |
| Banco Santander Consumer Portugal, S.A. | Portugal |
| Banco Santander Negócios Portugal, S.A. | Portugal |
| Banco Santander Internacional Miami | EUA |
| Santander Bank & Trust Ltd. | Espanha |
| Banco Santander Brasil, S.A. | Brasil |
| Banco Santander Chile, S.A. | Chile |
| Produban Servicios Informaticos Generales, S.L. | Espanha |
| Portal Universia Portugal - Prestação de Serviços de Informática, S.A. | Portugal |
| Multi-Rent, Aluguer e Comércio de Automóveis, S.A. | Portugal |
| Ingeniería de Software Bancário, S.L. | Espanha |
| HBF Aluguer e Comércio de Viaturas, S.A. | Portugal |
| Ibérica de Compras Corporativas | Espanha |
| Grupo Banesto | Espanha |
| Transolver Finance EFC, S.A. | Espanha |
| Union de Créditos Inmobiliários, S.A. | Espanha |
| Capital Grupo Santander, S.A. S.G.E.C.R. | Espanha |
| Abbey National Treasury Services, PLC | Reino Unido |
| Santander Consumer Spain Auto 07-1 | Espanha |
| Santander Global Facilities | Espanha |
| Fondo de Titulización de Activos Santander Empresas 1 | Espanha |
| Fondo de Titulización de Activos Santander Empresas 2 | Espanha |
| Fondo de Titulización de Activos Santander Empresas 3 | Espanha |
| Fondo de Titulización Santander Financiación 1 | Espanha |
| FTPYME Santander 2 Fondo de Titulización de Activos | Espanha |
| Santander Hipotecario 1 Fondo de Titulización de Activos | Espanha |
| Santander Hipotecario 2 Fondo de Titulización de Activos | Espanha |
| Santander Hipotecario 3 Fondo de Titulización de Activos | Espanha |
| Geoban, S.A. | Espanha |
| Gesban Servicios Administrativos Globais | Espanha |
| Grupo Alliance & Leicester | Reino Unido |
| Catter Allen International LTD | Reino Unido |
| Banco Banif, S.A. | Espanha |
| All Funds Bank, S.A. | Espanha |
| Santander Consumer, EFC, S.A. | Espanha |
| Santander Back-Office Globales Mayorista | Espanha |
| Santander Consumer Finance S.A. | Espanha |
| Santander Seguros y Reaseguros, Compañía Aseguradora, S.A. | Espanha |
| Santander Tecnologia y Operaciones AEIE | Espanha |
| Santander de Titulizacion SGFT | Espanha |
| Santander Investment, S.A. | Espanha |
| Santander Investment Securities,Inc | Espanha |
| Banco Santander (México), S.A., Institución de Banca Múltiple, Grupo Financiero Santander | México |
| Konecta Portugal, Lda. | Portugal |
| Santander UK PLC | Reino Unido |
| Sovereign Bank | EUA |
| Optimal Strategic Us Equity Irl Euro Fnd | Irlanda |
| Banco Santander (Suisse), S.A. | Suiça |
| Nome da entidade relacionada | ||||
|---|---|---|---|---|
| Entidades de Propósito Especial que, directa ou indirectamente, são controladas pelo Grupo | ||||
| HIPOTOTTA NO. 1 PLC HIPOTOTTA NO. 4 PLC HIPOTOTTA NO. 5 PLC HIPOTOTTA NO. 7 Ltd LEASETOTTA NO. 1 Ltd HIPOTOTTA NO. 1 FTC HIPOTOTTA NO. 4 FTC HIPOTOTTA NO. 5 FTC HIPOTOTTA NO. 7 FTC LEASETOTTA NO.1 FTC TAGUS - Soc. Titularização de Créditos, S.A. (HIPOTOTTA nº 11) TAGUS - Soc. Titularização de Créditos, S.A. (HIPOTOTTA nº 12) TAGUS (BST SME NO. 1) |
Irlanda Irlanda Irlanda Irlanda Irlanda Portugal Portugal Portugal Portugal Portugal Portugal Portugal Portugal |
|||
| TAGUS (TOTTA CONSUMER NO. 1) | Portugal |
Em 31 de Dezembro de 2011, os saldos com entidades relacionadas apresentam a seguinte composição:
| Empresa que directa ou indirectamente |
Empresas significativamente |
Empresas que directa ou indirectamente se encontram sobre |
|
|---|---|---|---|
| Activos: | controlam o Grupo | influenciadas pelo Grupo | controlo comum pelo Grupo |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 9.444 | - | 18.537 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 297.417 | - | 5.948 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | - | - | 13.668 |
| Aplicações em instituições de crédito | 1.011.381 | - | 371.170 |
| Crédito a clientes | - | - | 32.502 |
| Derivados de cobertura | 136.090 | - | - |
| Investimentos em associadas e filiais excluídas da consolidação | - | 134.050 | - |
| Outros activos | 21.016 | 5.395 | 23.014 |
| Passivos: | |||
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.440.410 | - | 68.602 |
| Recursos de outras instituições de crédito | 668.304 | 103.227 | 391.231 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 108.163 | 11.004 | 711.466 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 699.812 | - | 1.658.447 |
| Derivados de cobertura | 277.632 | - | - |
| Passivos subordinados | - | - | 4.328 |
| Outros passivos | 18.430 | - | 1.547 |
| Custos: | |||
| Juros e encargos similares | 326.109 | 234 | 83.914 |
| Encargos com serviços e comissões | 1.118 | - | 269 |
| Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados |
2.901.332 | - | 200.887 |
| Resultados de activos financeiros disponíveis para venda | 75.247 | - | - |
| Resultados de reavaliação cambial | 2.418 | - | - |
| Gastos gerais administrativos | - | 16 | 35.203 |
| Resultados de alienação de outros activos | 2.817 | - | - |
| Outros resultados de exploração | - | - | 1 |
| Proveitos: | |||
| Juros e rendimentos similares | 321.961 | 26 | 8.494 |
| Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados |
2.281.194 | - | 162.403 |
| Resultados de activos financeiros disponíveis para venda | - | - | 715 |
| Rendimentos de serviços e comissões | 588 | 721 | 96.663 |
| Resultados de participações em associadas e empreendimentos conjuntos | - | 11.330 | - |
| Outros resultados de exploração | - | - | 176 |
| Extrapatrimoniais: | |||
| Garantias prestadas e outros passivos eventuais | 475.879 | - | 32.935 |
| Garantias recebidas Compromissos perante terceiros |
715 1.946 |
- 389 |
1.400 116.684 |
| Operações cambiais e instrumentos derivados | 24.154.065 | - | 1.200.737 |
| Responsabilidades por prestação de serviços | 3.532.924 | 35.717 | 8.511.057 |
Em 31 de Dezembro de 2010, os saldos com entidades relacionadas apresentam a seguinte composição:
| Empresa que directa ou indirectamente |
Empresas significativamente |
Empresas que directa ou indirectamente se encontram sobre |
Entidades de Propósito Especial significativamente |
|
|---|---|---|---|---|
| Activos: | controlam o Grupo | influenciadas pelo Grupo | controlo comum pelo Grupo | influenciadas pelo Grupo |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 13.517 | - | 9.928 | - |
| Activos financeiros detidos para negociação | 199.977 | - | 10.172 | - |
| Activos financeiros disponíveis para venda | - | 2.632 | 46.978 | 999.020 |
| Aplicações em instituições de crédito | 1.140.625 | 3.295.230 | 68 | 3 |
| Crédito a clientes | - | - | 159.428 | - |
| Derivados de cobertura | 122.826 | - | - | - |
| Investimentos em associadas e filiais excluídas da consolidação | - | 159.203 | - | - |
| Outros activos | 173.492 | 2.931 | 24.838 | 2.385 |
| Passivos: | ||||
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.102.372 | - | 51.568 | - |
| Recursos de outras instituições de crédito | 2.669.914 | 1.120.825 | 843.713 | - |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 184.386 | 7.776 | 410.446 | 432.392 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 131.946 | - | 1.210.138 | - |
| Derivados de cobertura | 164.490 | - | - | - |
| Passivos subordinados | - | - | 32.316 | - |
| Outros passivos | 29.227 | 1.301 | 549 | 1.909 |
| Custos: | ||||
| Juros e encargos similares | 642.116 | 11.394 | 52.763 | 15.139 |
| Encargos com serviços e comissões | 1.160 | - | 92 | - |
| Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados |
8.626.735 | 382 | 421.221 | - |
| Resultados de activos financeiros disponiveis | - | - | - | - |
| para venda | 214.422 | - | - | - |
| Resultados de alienação de outros activos | 214 | - | - | - |
| Gastos gerais administrativos | - | 62 | 35.552 | - |
| Proveitos: | ||||
| Juros e rendimentos similares | 688.037 | 41.297 | 19.421 | 11.388 |
| Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados |
7.931.819 | 382 | 421.387 | - |
| Resultados de reavaliação cambial | 4.705 | - | - | - |
| Rendimentos de instrumentos de capital | - | - | 552 | - |
| Rendimentos de serviços e comissões | 56 | 5.317 | 104.578 | 273 |
| Resultados de alienação de outros activos | 282.069 | - | - | - |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os adiantamentos ou créditos concedidos aos membros dos órgãos sociais, considerados o pessoal chave da gerência do Banco, ascendiam a mEuros 1.289 e mEuros 1.228, respectivamente. As remunerações fixas e variáveis totalizaram nestas datas mEuros 4.522 e mEuros 6.171, respectivamente (Nota 39).
O Grupo Santander, no qual está inserido o BST, tem também um plano de incentivos a longo prazo a nível mundial, o qual se encontra descrito na Nota 46 e que está dividido em ciclos. Para os membros do Conselho de Administração, o valor registado na rubrica de custos com o pessoal nos exercícios de 2011 e 2010 é apresentado de seguida:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Segundo ciclo – PI10 - atribuídas em 2007 e a exercer em Julho de 2010 | - | 148 |
| Terceiro ciclo – PI11 - atribuídas em 2008 e a exercer em Julho de 2011 | 168 | 355 |
| Quarto ciclo – PI12 - atribuídas em 2009 a exercer em Julho de 2012 | 286 | 304 |
| Quinto ciclo – PI13 - atribuídas em 2010 a exercer em Julho de 2013 | 366 | 158 |
| Sexto ciclo – PI14 - atribuídas em 2011 a exercer em Julho de 2014 | 8 | - |
| ------ | ----- | |
| 828 | 965 | |
| === | === |
Em 6 de Julho de 2009, foi finalizado o primeiro ciclo do plano de acções vinculado a objectivos. Nesse âmbito, o número total de acções atribuídas a membros do Conselho de Administração foi de 97.676, ao valor por acção de 8,49 Euros.
Em 8 de Julho de 2010, foi finalizado o segundo ciclo do plano de acções vinculado a objectivos. Nesse âmbito, o número total de acções atribuídas a membros do Conselho de Administração foi de 136.719, ao valor por acção de 8,77 euros.
Em 11 de Julho de 2011, foi finalizado o terceiro ciclo do plano de acções vinculado a objectivos. Nesse âmbito, o número total de acções atribuídas a membros do Conselho de Administração foi de 133.727, ao valor por acção de 7,51 euros.
Relativamente aos benefícios pós-emprego, os membros do Conselho de Administração que têm vínculo laboral ao BST estão integrados no plano de pensões do Acordo Colectivo de Trabalho para o sector bancário subscrito pelo Banco. As condições gerais deste plano encontram-se descritas na Nota 1.3. k).
Em Assembleia Geral de accionistas do BST de 30 de Maio de 2007 foi aprovado o "Regulamento de atribuição complementar de reforma, por velhice ou invalidez", aos membros executivos do Conselho de Administração do ex - BTA que transitaram para membros executivos (comissão executiva) do Conselho de Administração do BST em linha com o previamente definido no regulamento do ex-BTA. Os membros do Conselho de Administração cujo tempo de desempenho no cargo seja de pelo menos quinze anos consecutivos ou interpolados, terão direito a um complemento de reforma correspondente a 80% do vencimento anual bruto. A fixação do montante do complemento da pensão de reforma será definida pela comissão de vencimentos quando o desempenho do cargo for inferior a quinze anos. Para este universo está definido que o complemento de pensão de reforma será de 65% do vencimento bruto anual, para desempenhos iguais ou superiores a dez anos e 75% do vencimento bruto anual, para desempenhos iguais ou superiores a doze anos. Este plano de pensões de benefício definido é um plano complementar e dependente do regime geral de Segurança Social.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 as responsabilidades com este plano ascendiam a mEuros 9.686, e encontravam-se cobertas por uma provisão do mesmo montante registada na rubrica "Provisão para pensões e outros encargos" (Nota 22).
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 2010, no novo plano complementar de reforma para directivos do Banco, estão incluídos os membros do Conselho de Administração que não estão inseridos no plano específico de benefício definido acima referido.
No que se refere aos benefícios de cessação de emprego, conforme o Código das Sociedades Comerciais, sempre que, por vontade do BST, o mandato de um membro dos órgãos sociais seja cessado antecipadamente, o BST reembolsará o membro do órgão social pelas remunerações futuras a que o mesmo tinha direito até ao fim do seu mandato.
A remuneração da sociedade de revisores oficiais de contas do Banco e empresas subsidiárias em 2011, excluindo IVA, foi a seguinte:
| Serviços de Revisão Legal de Contas e Auditor Externo | 717 |
|---|---|
| Outros Serviços de Garantia de Fiabilidade | 976 |
| Consultoria Fiscal | 196 |
| ------- | |
| 1.889 | |
| ==== |
Por decisão da Assembleia Geral de Accionistas do Banco Santander, S.A. foi aprovado o "Plano de Acções Vinculado a Objectivos do Grupo Santander". Este plano está dividido em ciclos, tendo sido aprovado até ao momento seis ciclos. O BST está também inserido neste plano.
Cada beneficiário do Plano tem direito a receber um número máximo de acções do Banco Santander. O número final atribuído é determinado multiplicando o número máximo de acções definido inicialmente pela soma de coeficientes indexados à evolução do Banco Santander comparativamente a outras entidades incluídas num grupo pré-definido. Esta comparação é medida em dois parâmetros: o retorno total para o accionista e o crescimento do lucro por acção, para os primeiros três ciclos, para os restantes ciclos a comparação e medida só para o retorno total para o accionista.
As datas de finalização dos ciclos do plano de acções vinculados a objectivos, o número total de acções atribuídas e o valor por acção, apresentam o seguinte detalhe:
| Número total de | |||
|---|---|---|---|
| Ciclo | Data de finalização | acções atribuídas | Valor por acção |
| Primeiro | 6 de Julho de 2009 | 326.681 | 8,49 |
| Segundo | 8 de Julho de 2010 | 540.822 | 8,77 |
| Terceiro | 11 de Julho de 2011 | 571.640 | 7,51 |
Conforme descrito na Nota 1.3. n), o registo dos planos de incentivos de acções consiste em reconhecer o direito dos colaboradores do Banco a estes instrumentos na demonstração dos resultados do ano, na rubrica de "Custos com pessoal", na medida em que correspondem a uma contrapartida pela prestação de serviços. A gestão, cobertura e execução dos planos é assegurada pelo Banco Santander, S.A. para todos os colaboradores abrangidos pelo Plano a nível mundial.
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 2011 e 2010, o custo total do plano para todos os colaboradores do BST abrangidos pelo mesmo pode ser apresentado como segue:
| Plano de Acções vinculado a objectivos do Grupo Santander | 2011 | 2010 |
|---|---|---|
| Segundo ciclo – PI10 - atribuídas em 2007 e a exercer em Julho de 2010 Terceiro ciclo – PI11 - atribuídas em 2008 e a exercer em Julho de 2011 Quarto ciclo – PI12 - atribuídas em 2009 a exercer em Julho de 2012 Quinto ciclo – PI13 - atribuídas em 2010 a exercer em Julho de 2013 Sexto ciclo – PI14 - atribuídas em 2011 a exercer em Julho de 2014 |
- 633 1.150 1.473 532 |
607 1.253 1.137 723 - |
| ------- 3.788 |
-------- 3.720 |
|
| ==== | ==== |
A disponibilização das acções está condicionada à permanência dos colaboradores no Grupo Santander. O custo por acção, bem como a data de disponibilização das acções encontram-se resumidos no quadro seguinte:
| Número de | Valor do custo por acção |
Data prevista de entrega das |
Número de | Data de atribuição |
|
|---|---|---|---|---|---|
| Planos de acções | acções | (Euros) | acções | colaboradores | do direito |
| Planos em vigor em 31 de Dezembro de 2009: | |||||
| PI10 | 536.223 | 5,6936 | Jul-2010 | 269 | 2007 |
| PI11 | 609.081 | 5,4419 | Jul-2011 | 280 | 2008 |
| PI12 | 660.497 | 4,5112 | Jul-2012 | 277 | 2009 |
| Movimento em 2010: | |||||
| PI10 - Anulações (*) | (22.850) | - | - | -2 | - |
| PI10 - Acções disponibilizadas | (540.822) | - | Jul-2010 | -306 | - |
| PI10 - Acções não disponibilizadas (**) | (56.591) | - | - | - | - |
| PI11 - Anulações (*) | (28.890) | - | - | -7 | - |
| PI12 - Anulações (*) | (2.030) | - | - | -3 | - |
| PI10 - Integração de colaboradores por entrada de empresas (***) | 84.040 | - | - | 39 | - |
| PI11 - Integração de colaboradores por entrada de empresas (***) | 81.830 | - | - | 38 | - |
| PI12 - Integração de colaboradores por entrada de empresas (***) | 95.872 | - | - | 37 | - |
| PI13 - Atribuição do direito | 778.723 | 5,5707 | Jul-2013 | 310 | 2010 |
| Planos em vigor em 31 de Dezembro de 2010: | |||||
| PI11 | 662.021 | 5,4419 | Jul-2011 | 311 | 2008 |
| PI12 | 754.339 | 4,5112 | Jul-2012 | 311 | 2009 |
| PI13 | 778.723 | 5,5707 | Jul-2013 | 310 | 2010 |
| Movimento em 2011: | |||||
| PI11 - Anulações (*) | (1.750) | - | - | -1 | - |
| PI11 - Acções disponibilizadas | (571.640) | - | Jul-2011 | -321 | - |
| PI11 - Acções não disponibilizadas (**) | (95.001) | - | - | - | - |
| PI12 - Anulações (*) | (15.250) | - | - | -5 | - |
| PI13 - Anulações (*) | (13.870) | - | - | -4 | - |
| PI11 - Integração de colaboradores por entrada de empresas (****) | 6.370 | - | - | 11 | - |
| PI12 - Integração de colaboradores por entrada de empresas (****) | 7.970 | - | - | 12 | - |
| PI13 - Integração de colaboradores por entrada de empresas (****) | 10.590 | - | - | 13 | - |
| PI13 - Correcções (*) | 3.769 | - | - | 1 | - |
| PI14 - Atribuição do direito | 565.953 | 4,5254 | Jul-2014 | 290 | 2011 |
| Planos em vigor em 31 de Dezembro de 2011: | |||||
| PI12 | 747.059 | 4,5112 | Jul-2012 | 318 | 2009 |
| PI13 | 779.212 | 5,5707 | Jul-2013 | 320 | 2010 |
| PI14 | 565.953 | 4,5254 | Jul-2014 | 290 | 2011 |
Notas:
(*) Anulação dos direitos atribuídos a beneficiários que não cumpriram os requisitos de permanência no Grupo Santander
estabelecidos no Regulamento do Plano.
(**) Diferença entre o número máximo de acções atribuídas e o número de acções efectivamente entregues. O número de acções entregues resulta da aplicação de um coeficiente calculado em função do desempenho do Grupo Santander aplicado sobre o número máximo de acções atribuídas.
(***) Corresponde aos colaboradores provenientes do BSN e integrados no BST na sequência da fusão destas entidades ocorrida no primeiro semestre de 2010 e aos colaboradores das filiais do BSN que passaram a ser consolidadas.
(****) Corresponde aos colaboradores provenientes da Totta IFIC e integrados no BST na sequência da fusão destas entidades ocorrida no primeiro semestre de 2011.
(*****) Diferença entre os valores indicados pelo Santander Espanha em Dezembro de 2010 (Estimativa) e Março de 2011 (Real).
Adicionalmente, o Grupo Santander, no qual está inserido o BST, teve um plano de incentivos a longo prazo a nível mundial (PI06), abrangendo 2.601 colaboradores, e que consistiu em opções sobre acções do Banco Santander, S.A. (Banco Santander) condicionadas à valorização relativa da cotação da respectiva acção e ao crescimento do resultado líquido por acção em relação a um grupo de bancos comparáveis. As datas de início e de conclusão do direito verificaram-se entre 15 de Janeiro de 2008 e 15 de Janeiro de 2009.
No caso do BST, estiveram abrangidos por este plano 157 colaboradores, incluindo o pessoal chave da gerência. As condições do plano foram cumpridas o que permitiu o exercício das opções durante o exercício de 2008 a 9,09 Euros.
Para os planos de acções vinculados a objectivos em vigor a 31 de Dezembro de 2011 (4º, 5º e 6º ciclos), o justo valor foi determinado de acordo com a seguinte metodologia:
| PI12 | PI13 | PI14 | |
|---|---|---|---|
| Volatilidade (*) | 42,36% | 49,65% | 51,35% |
| Rentabilidade anual do | |||
| dividendo nos últimos anos | 4,88% | 6,34% | 6,06% |
| Taxa de juro sem risco | 2,040% | 3,330% | 4,073% |
(*) Volatilidade histórica do período correspondente (2 ou 3 anos)
O resultado da aplicação do modelo de simulação assume um valor percentual de 55,42% para o PI12 e 62,62% para o PI13 e de 55,39% para o PI 14, aos quais se aplica 50% do valor atribuído para determinar o custo contabilístico do incentivo de RTA. Esta valorização, por se referir a uma condição de mercado, não é susceptível de ajustamento a partir da data de atribuição.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os instrumentos financeiros apresentavam o seguinte valor de balanço:
| 2011 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Valorizados ao | Valorizados ao | Valorizados ao | Valor | |||
| justo valor | custo amortizado | custo histórico | Imparidade | líquido | ||
| Activo | ||||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | - | 201.130 | 186.707 | - | 387.837 | |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | - | 274.320 | 82.642 | - | 356.962 | |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.995.784 | - | - | - | 1.995.784 | |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 80.121 | - | - | - | 80.121 | |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 4.481.477 | - | 22.798 | (64.670) | 4.439.605 | |
| Aplicações em instituições de crédito | - | 2.692.911 | - | - | 2.692.911 | |
| Crédito a clientes | 53.573 | 28.990.367 | - | (671.913) | 28.372.027 | |
| Derivados de cobertura | 167.302 | - | - | - | 167.302 | |
| 6.778.257 | 32.158.728 | 292.147 | (736.583) | 38.492.549 | ||
| Passivo | ||||||
| Recursos de bancos centrais | - | 4.913.234 | - | - | 4.913.234 | |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.663.299 | - | - | - | 1.663.299 | |
| Recursos de outras instituições de crédito | - | 3.611.532 | - | - | 3.611.532 | |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 1.832.184 | 18.011.920 | - | - | 19.844.104 | |
| Responsabilidades representadas por títulos | 4.816.609 | 2.577.256 | - | - | 7.393.865 | |
| Derivados de cobertura | 282.889 | - | - | - | 282.889 | |
| Passivos subordinados | - | 4.328 | - | - | 4.328 | |
| 8.594.981 | 29.118.270 | - | - | 37.713.251 | ||
| 2010 | ||||||
| Valorizados ao justo valor |
Valorizados ao custo amortizado |
Valorizados ao custo histórico |
Imparidade | Valor líquido |
||
| Activo | ||||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | - | 99.074 | 217.798 | - | 316.872 | |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | - | 124.918 | 111.301 | - | 236.219 | |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.649.296 | - | - | - | 1.649.296 | |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 93.286 | - | - | - | 93.286 | |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 6.958.775 | - | 25.496 | (59.148) | 6.925.123 | |
| Aplicações em instituições de crédito | - | 5.209.821 | - | - | 5.209.821 | |
| Crédito a clientes | 65.072 | 30.205.817 | - | (497.157) | 29.773.732 | |
| Derivados de cobertura | 131.512 | - | - | - | 131.512 | |
| 8.897.941 | 35.639.630 | 354.595 | (556.305) | 44.335.861 | ||
| Passivo | ||||||
| Recursos de bancos centrais | - | 4.807.162 | - | - | 4.807.162 | |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.312.988 | - | - | - | 1.312.988 | |
| Recursos de outras instituições de crédito | - | 9.614.681 | - | - | 9.614.681 | |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 1.358.148 | 16.648.288 | - | - | 18.006.436 | |
| Responsabilidades representadas por títulos | 4.862.204 | 4.018.142 | - | - | 8.880.346 | |
| Derivados de cobertura | 189.423 | - | - | - | 189.423 | |
| Passivos subordinados | - | 32.316 | - | - | 32.316 | |
| 7.722.763 | 35.120.589 | - | - | 42.843.352 |
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, não ocorreram quaisquer movimentos de reclassificação de activos financeiros, excepto a reclassificação de papel comercial conforme referido na Nota 9.
Os activos e passivos financeiros relativamente aos quais foi aplicada a contabilidade de cobertura de justo valor são incluídos como valorizados ao justo valor, embora apenas tenham sido objecto de correcção relativamente ao risco coberto.
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os ganhos e perdas líquidas em instrumentos financeiros apresentam o seguinte detalhe:
| 2011 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Por contrapartida de resultados | Por contrapartida de capitais próprios | |||||
| Ganhos | Perdas | Líquido | Ganhos | Perdas | Líquido | |
| Activos e passivos financeiros detidos para negociação | 4.104.748 | (4.088.794) | 15.954 | - | - | - |
| Outros activos e passivos financeiros ao justo valor através de resultados | 4.206 | (12.466) | (8.260) | - | - | - |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 312.449 | (94.913) | 217.536 | - | (426.027) | (426.027) |
| Disponibilidades em bancos centrais e em outras instituições de crédito | 89.410 | - | 89.410 | - | - | - |
| Crédito a clientes | 1.318.659 | (432.638) | 886.021 | - | - | - |
| Derivados de cobertura | 700.882 | (838.865) | (137.983) | 52.083 | - | 52.083 |
| Recursos em bancos centrais e em outras instituições de crédito | - | (183.645) | (183.645) | - | - | - |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 40.281 | (415.074) | (374.793) | - | - | - |
| Responsabilidades representadas por títulos | 103.676 | (286.933) | (183.257) | - | - | - |
| Passivos subordinados | - | (316) | (316) | - | - | - |
| 6.674.311 | (6.353.644) | 320.667 | 52.083 | (426.027) | (373.944) | |
| Garantias prestadas | 28.990 | (197) | 28.793 | |||
| Linhas de crédito | 22.864 | (2.683) | 20.181 | |||
| 2010 |
| Por contrapartida de resultados | Por contrapartida de capitais próprios | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Ganhos | Perdas | Líquido | Ganhos | Perdas | Líquido | |
| Activos e passivos financeiros detidos para negociação | 13.107.150 | (13.130.701) | (23.551) | - | - | - |
| Outros activos e passivos financeiros ao justo valor através de resultado | 112.793 | (105.058) | 7.735 | - | - | - |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 358.973 | (261.296) | 97.677 | - | (475.663) | (475.663) |
| Disponibilidades em bancos centrais e em outras instituições de crédito | 83.394 | - | 83.394 | - | - | - |
| Crédito a clientes | 1.006.922 | (232.347) | 774.575 | - | - | - |
| Derivados de cobertura | 1.430.034 | (1.446.219) | (16.185) | - | (19.410) | (19.410) |
| Outros passivos financeiros ao justo valor através de resultados | - | (2.514) | (2.514) | - | - | - |
| Recursos em bancos centrais e em outras instituições de crédito | 2.771 | (128.123) | (125.352) | - | - | - |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 76.138 | (208.166) | (132.028) | - | - | - |
| Responsabilidades representadas por títulos | 359.949 | (317.713) | 42.236 | - | - | - |
| Passivos subordinados | - | (4.944) | (4.944) | - | - | - |
| 16.538.124 | (15.837.081) | 701.043 | - | (495.073) | (495.073) | |
| Garantias prestadas | 19.858 | (896) | 18.962 | |||
| Linhas de crédito | 15.101 | (13.236) | 1.865 | |||
Os montantes referidos acima não incluem ganhos e perdas decorrentes da reavaliação cambial dos respectivos instrumentos financeiros que, em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, correspondiam a ganhos líquidos nos montantes de mEuros 5.295 e mEuros 10.984, respectivamente.
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os proveitos e custos com juros, apurados de acordo com o método da taxa efectiva referentes a activos e passivos financeiros não registados ao justo valor através de resultados, apresentam o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos | Custos | Líquido | Proveitos | Custos | Líquido | |
| Activo | ||||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 4.522 | - | 4.522 | 4.021 | - | 4.021 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 821 | - | 821 | 65 | - | 65 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 162.624 | - | 162.624 | 261.013 | - | 261.013 |
| Aplicações em instituições de crédito | 84.067 | - | 84.067 | 79.308 | - | 79.308 |
| Crédito a clientes | 1.072.711 | (1.862) | 1.070.849 | 856.189 | (111) | 856.078 |
| 1.324.745 | (1.862) | 1.322.883 | 1.200.596 | (111) | 1.200.485 | |
| Passivo | ||||||
| Recursos de bancos centrais | - | (46.680) | (46.680) | - | (42.621) | (42.621) |
| Recursos de outras instituições de crédito | - | (136.965) | (136.965) | - | (85.502) | (85.502) |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 8.373 | (401.314) | (392.941) | 8.400 | (187.609) | (179.209) |
| Responsabilidades representadas por títulos | - | (213.282) | (213.282) | - | (259.003) | (259.003) |
| Passivos subordinados | - | (316) | (316) | - | (4.944) | (4.944) |
| 8.373 | (798.557) | (790.184) | 8.400 | (579.679) | (571.279) | |
| Garantias prestadas | 18.767 | - | 18.767 | 19.034 | - | 19.034 |
| Linhas de crédito | 5.468 | - | 5.468 | 5.953 | - | 5.953 |
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os proveitos e custos com comissões, não incluídas no cálculo da taxa efectiva, de activos e passivos financeiros não registados ao justo valor através de resultados, apresentam o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos | Custos | Líquido | Proveitos | Custos | Líquido | |
| Activo | ||||||
| Crédito a clientes | 56.424 | (16.207) | 40.217 | 36.853 | (14.483) | 22.370 |
| Passivo | ||||||
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 30.723 | - | 30.723 | (46.146) | - | (46.146) |
O Banco reconheceu durante os exercícios de 2011 e 2010 proveitos financeiros referentes a "Juros e rendimentos similares" com operações de crédito vencido ou em situação de imparidade, nos montantes de mEuros 8.521 e mEuros 2.741, respectivamente (Nota 29).
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os derivados de cobertura e os instrumentos financeiros designados como elementos cobertos, apresentam o seguinte detalhe:
| 2011 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Elemento coberto | Instrumento de cobertura | |||||
| Valor | Valor líquido Correcções |
Valor de | Valor | Justo | ||
| nominal | de imparidade | de justo valor | balanço | nominal | valor | |
| Cobertura de justo valor: | ||||||
| Crédito a clientes | 47.809 | 48.242 | 5.327 | 53.569 | 47.811 | (5.567) |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 2.075.000 | 2.118.714 | 210.141 | 2.328.855 | 2.075.000 | (245.972) |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | (1.822.365) | (1.831.722) | (461) | (1.832.183) | 1.811.861 | 2.600 |
| Responsabilidades representadas por títulos | (4.696.585) | 4.637.506 | (62.868) | 4.574.638 | 3.780.998 | 46.660 |
| Cobertura de fluxos de caixa: | ||||||
| Crédito a clientes | 3.496.486 | 3.496.486 | - | 3.496.486 | 2.600.000 | 86.692 |
| (899.655) | 8.469.226 | 152.139 | 8.621.365 | 10.315.670 | (115.587) |
| 2010 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Elemento coberto | Instrumento de cobertura | |||||
| Valor | Valor líquido | Correcções | Valor de | Valor | Justo | |
| nominal | de imparidade | de justo valor | balanço | nominal | valor | |
| Cobertura de justo valor: | ||||||
| Crédito a clientes | 60.277 | 60.561 | 4.306 | 64.867 | 60.279 | (4.639) |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 2.799.668 | 2.866.636 | 73.037 | 2.939.673 | 2.775.000 | (109.711) |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | (1.362.918) | (1.370.706) | 12.558 | (1.358.148) | 1.492.218 | (24.096) |
| Responsabilidades representadas por títulos | (4.782.508) | (4.844.192) | (18.012) | (4.862.204) | 5.211.922 | 39.901 |
| Cobertura de fluxos de caixa: | ||||||
| Crédito a clientes | 3.061.904 | 3.061.904 | - | 3.061.904 | 2.709.100 | 55.600 |
| Recursos de outras instituições de crédito | (959.100) | (959.100) | - | (959.100) | 959.100 | (14.966) |
| (1.182.677) | (1.184.897) | 71.889 | (1.113.008) | 13.207.619 | (57.911) |
Os períodos esperados para ocorrência de cash flows que venham a afectar os resultados do exercício apresentam o seguinte detalhe:
| 2011 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Até 3 | De 3 meses | De 6 meses | Entre 1 e | Mais de | ||
| meses | a seis meses | a 1 ano | 3 anos | 3 anos | Total | |
| Cobertura de fluxos de caixa | ||||||
| Sw aps taxa de juro (interest rate sw ap) | 18.568 | 5.780 | (8.270) | 56.938 | 13.676 | 86.692 |
| 2010 | ||||||
| Até 3 | De 3 meses | De 6 meses | Entre 1 e | Mais de | ||
| meses | a seis meses | a 1 ano | 3 anos | 3 anos | Total | |
| Cobertura de fluxos de caixa | ||||||
| Swaps taxa de juro (interest rate swap) | 7.519 | 29.107 | (3.842) | 5.992 | 1.858 | 40.634 |
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as ineficiências de cobertura não tiveram impacto ao nível da demonstração dos resultados.
Os ganhos e perdas reconhecidos nas demonstrações dos resultados dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, com operações de cobertura de justo valor, apresentam o seguinte detalhe:
| Resultados em activos e passivos ao justo valor através de resultados | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2011 | 2010 | |||||
| Elemento | Instrumento | Elemento | Instrumento | |||
| Coberto | de cobertura | Líquido | Coberto | de cobertura | Líquido | |
| Crédito a clientes | 1.020 | (1.020) | - | 224 | (224) | - |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 137.104 | (137.104) | - | 65.270 | (66.420) | (1.150) |
| Recursos de bancos centrais | - | - | - | 2.771 | (2.771) | - |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | (12.575) | 12.448 | (127) | 1.035 | (1.046) | (11) |
| Responsabilidades representadas por títulos | 27.889 | (29.353) | (1.464) | (4.662) | 6.789 | 2.127 |
| 153.438 | (155.029) | (1.591) | 64.638 | (63.672) | 966 |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os instrumentos financeiros apresentavam o seguinte detalhe:
| 2011 | |||
|---|---|---|---|
| Valorizados ao | Não valorizados | ||
| justo valor | ao justo valor | Total | |
| Activo | |||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | - | 387.837 | 387.837 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | - | 356.962 | 356.962 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.995.784 | - | 1.995.784 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 80.121 | - | 80.121 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 4.423.499 | 16.106 | 4.439.605 |
| Aplicações em instituições de crédito | - | 2.692.911 | 2.692.911 |
| Crédito a clientes | 53.568 | 28.318.459 | 28.372.027 |
| Derivados de cobertura | 167.302 | - | 167.302 |
| 6.720.274 | 31.772.275 | 38.492.549 | |
| Passivo | |||
| Recursos de bancos centrais | - | 4.913.234 | 4.913.234 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.663.299 | - | 1.663.299 |
| Recursos de outras instituições de crédito | - | 3.611.532 | 3.611.532 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 1.832.184 | 18.011.920 | 19.844.104 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 4.816.609 | 2.577.256 | 7.393.865 |
| Derivados de cobertura | 282.889 | - | 282.889 |
| Passivos subordinados | - | 4.328 | 4.328 |
| 8.594.981 | 29.118.270 | 37.713.251 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| 2010 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Valorizados ao | Não valorizados | |||
| justo valor | ao justo valor | Total | ||
| Activo | ||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | - | 316.872 | 316.872 | |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | - | 236.219 | 236.219 | |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.649.296 | - | 1.649.296 | |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 93.286 | - | 93.286 | |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 6.905.919 | 19.204 | 6.925.123 | |
| Aplicações em instituições de crédito | - | 5.209.821 | 5.209.821 | |
| Crédito a clientes | 64.867 | 29.708.865 | 29.773.732 | |
| Derivados de cobertura | 131.512 | - | 131.512 | |
| 8.844.880 | 35.490.981 | 44.335.861 | ||
| Passivo | ||||
| Recursos de bancos centrais | - | 4.807.162 | 4.807.162 | |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.312.988 | - | 1.312.988 | |
| Recursos de outras instituições de crédito | - | 9.614.681 | 9.614.681 | |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 1.358.148 | 16.648.288 | 18.006.436 | |
| Responsabilidades representadas por títulos | 4.862.204 | 4.018.142 | 8.880.346 | |
| Derivados de cobertura | 189.423 | - | 189.423 | |
| Passivos subordinados | - | 32.316 | 32.316 | |
| 7.722.763 | 35.120.589 | 42.843.352 |
Os activos e passivos financeiros relativamente aos quais foi aplicada a contabilidade de cobertura são incluídos como valorizados ao justo valor, embora apenas tenham sido objecto de correcção de valor relativamente ao risco coberto.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o justo valor de activos e passivos financeiros valorizados ao justo valor, ou sujeitos a correcções de justo valor de acordo com a aplicação da contabilidade de cobertura, apresentava o seguinte detalhe:
| 2011 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Custo de | Periodi- | Correcções de valor por operações |
Imparidade e | Valor líquido |
||
| aquisição | ficações | Valorização | de cobertura | amortizações | contabilístico | |
| Activo | ||||||
| Activos financeiros detidos para negociação | 286.984 | - | 1.708.800 | - | - | 1.995.784 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 91.202 | 1.340 | (12.421) | - | - | 80.121 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 5.127.670 | 83.579 | (939.913) | 210.141 | (57.978) | 4.423.499 |
| Crédito a clientes | 47.809 | 437 | - | 5.327 | (5) | 53.568 |
| Derivados de cobertura | - 5.553.665 |
- 85.356 |
167.302 923.768 |
- 215.468 |
- (57.983) |
167.302 6.720.274 |
| Passivo | ||||||
| Passivos financeiros detidos para negociação | - | - | 1.663.299 | - | - | 1.663.299 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 1.822.365 | 9.357 | - | 462 | - | 1.832.184 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 4.696.585 | 57.156 | - | 62.868 | - | 4.816.609 |
| Derivados de cobertura | - | - | 282.889 | - | - | 282.889 |
| 6.518.950 | 66.513 | 1.946.188 | 63.330 | - | 8.594.981 | |
| 2010 | Correcções de valor | Valor | ||||
| Custo de | Periodi- | por operações | Imparidade e | líquido | ||
| aquisição | ficações | Valorização | de cobertura | amortizações | contabilístico | |
| Activo | ||||||
| Activos financeiros detidos para negociação | 406.355 | - | 1.242.941 | - | - | 1.649.296 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 91.898 | 1.343 | 45 | - | - | 93.286 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 7.282.532 | 117.132 | (513.926) | 73.037 | (52.856) | 6.905.919 |
| Crédito a clientes | 60.277 | 489 | 4.306 | - | (205) | 64.867 |
| Derivados de cobertura | - | - | 131.512 | - | - | 131.512 |
| 7.841.062 | 118.964 | 864.878 | 73.037 | (53.061) | 8.844.880 | |
| Passivo | ||||||
| Passivos financeiros detidos para negociação | - | - | 1.312.988 | - | - | 1.312.988 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 1.362.918 | 7.788 | - | (12.558) | - | 1.358.148 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 4.782.508 | 61.684 | - | 18.012 | - | 4.862.204 |
| Derivados de cobertura | - | - | 189.423 | - | - | 189.423 |
| 6.145.426 | 69.472 | 1.502.411 | 5.454 | - | 7.722.763 |
Para apuramento do justo valor, os métodos de valorização utilizados consistiram na obtenção de cotações em mercados activos dos instrumentos financeiros ou em outras técnicas de valorização, nomeadamente através de actualização de fluxos de caixa futuros. Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o valor contabilístico dos instrumentos financeiros valorizados ao justo valor ou sujeitos a correcções de valor por operações de cobertura, apresenta o seguinte detalhe por metodologia de valorização:
| 2011 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Metodologia de apuramento do justo valor | ||||
| Cotações em | Outras técnicas | |||
| mercado activo | de valorização | |||
| (Nível 1) | (Nível 2) | (Nível 3) | Total | |
| Activo | ||||
| Activos financeiros detidos para negociação | 287.010 | 1.708.774 | - | 1.995.784 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 80.121 | - | - | 80.121 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 3.615.429 | 804.088 | 3.982 | 4.423.499 |
| Crédito a clientes | - | 53.568 | - | 53.568 |
| Derivados de cobertura | - | 167.302 | - | 167.302 |
| 3.982.560 | 2.733.732 | 3.982 | 6.720.274 | |
| Passivo | ||||
| Passivos financeiros detidos para negociação | - | 1.663.299 | - | 1.663.299 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | - | 1.832.184 | - | 1.832.184 |
| Responsabilidades representadas por títulos | - | 4.816.609 | - | 4.816.609 |
| Derivados de cobertura | - | 282.889 | - | 282.889 |
| - | 8.594.981 | - | 8.594.981 | |
| 2010 | ||||
| Metodologia de apuramento do justo valor | ||||
| Cotações em | Outras técnicas | |||
| mercado activo (Nível 1) |
de valorização (Nível 2) |
(Nível 3) | Total | |
| Activo | ||||
| Activos financeiros detidos para negociação | 406.281 | 1.243.015 | - | 1.649.296 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 93.286 | - | - | 93.286 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 5.448.530 | 454.015 | 1.003.374 | 6.905.919 |
| Crédito a clientes | - | 64.867 | - | 64.867 |
| Derivados de cobertura | - | 131.512 | - | 131.512 |
| 5.948.097 | 1.893.409 | 1.003.374 | 8.844.880 | |
| Passivo | ||||
| Passivos financeiros detidos para negociação | - | 1.312.988 | - | 1.312.988 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | - | 1.358.148 | - | 1.358.148 |
| Responsabilidades representadas por títulos | - | 4.862.204 | - | 4.862.204 |
| Derivados de cobertura | - | 189.423 | - | 189.423 |
| - | 7.722.763 | - | 7.722.763 |
A valorização dos activos e passivos financeiros do Banco compreendem três níveis nos termos da IFRS 7:
Para os instrumentos financeiros derivados, são apresentadas de seguida as principais técnicas de valorização:
| Instrumento financeiro derivado | Principais técnicas de valorização | ||
|---|---|---|---|
| Forwards | Método do valor presente | ||
| Swaps de taxa de juro | Método do valor presente | ||
| Swaps de divisas | Método do valor presente | ||
| Swaps sobre cotações | Método do valor presente | ||
| FRA's | Método do valor presente | ||
| Opções de moeda | Modelo Black-Scholes, Modelo Monte Carlo | ||
| Opções sobre cotações | Modelo Black-Scholes, Modelo Heston | ||
| Opções de taxa de juro | Modelo Black-Scholes, Modelo Heath-Jarrow-Morton | ||
| Opções - outras | Modelo Black-Scholes, Modelo Monte Carlo, Modelo Heath-Jarrow-Morton | ||
| Caps/Floors | Modelo Black-Scholes, Modelo Monte Carlo, Modelo Heath-Jarrow-Morton |
A curva de taxa de juro para os prazos e moedas mais representativas são as seguintes:
| 31-12-2011 | 31-12-2010 | |||
|---|---|---|---|---|
| EUR | USD | EUR | USD | |
| Overnight | 1,00% | 0,30% | 0,38% | 0,17% |
| 1 mês | 1,10% | 1,55% | 0,80% | 0,60% |
| 3 meses | 1,40% | 1,85% | 1,02% | 1,02% |
| 6 meses | 1,65% | 2,15% | 1,10% | 0,85% |
| 9 meses | 1,83% | 2,25% | 1,18% | 0,90% |
| 1 ano | 1,98% | 2,40% | 1,27% | 0,95% |
| 3 anos | 1,39% | 0,88% | 1,92% | 1,35% |
| 5 anos | 1,74% | 1,28% | 2,50% | 2,25% |
| 7 anos | 2,07% | 1,69% | 2,90% | 2,90% |
| 10 anos | 2,38% | 2,06% | 3,29% | 3,46% |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o valor de balanço e o justo valor dos instrumentos financeiros valorizados ao custo amortizado ou custo histórico era o seguinte:
| 2011 | |||
|---|---|---|---|
| Valor de | Justo | ||
| Balanço | Valor | Diferença | |
| Activo | |||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 387.837 | 387.837 | - |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 356.962 | 356.962 | - |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 16.106 | 16.106 | - |
| Aplicações em instituições de crédito | 2.692.911 | 2.889.517 | 196.606 |
| Crédito a clientes | 28.318.459 | 26.139.361 | (2.179.098) |
| 31.772.275 | 29.789.783 | (1.982.492) | |
| Passivo | |||
| Recursos de bancos centrais | 4.913.234 | 4.883.949 | 29.285 |
| Recursos de outras instituições de crédito | 3.611.532 | 3.534.077 | 77.455 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 18.011.920 | 18.070.005 | (58.085) |
| Responsabilidades representadas por títulos | 2.577.256 | 1.740.447 | 836.809 |
| Passivos subordinados | 4.328 | 4.263 | 65 |
| 29.118.270 | 28.232.741 | 885.529 | |
| 2010 | |||
| Valor de | Justo | ||
| Balanço | Valor | Diferença | |
| Activo | |||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 316.872 | 316.872 | - |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 236.219 | 236.219 | - |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 19.204 | 19.204 | - |
| Aplicações em instituições de crédito | 5.209.821 | 5.309.782 | 99.961 |
| Crédito a clientes | 29.708.865 | 29.020.351 | (688.514) |
| 35.490.981 | 34.902.428 | (588.553) | |
| Passivo | |||
| Recursos de bancos centrais | 4.807.162 | 4.807.714 | (552) |
| Recursos de outras instituições de crédito | 9.614.681 | 9.638.308 | (23.627) |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 16.648.288 | 16.728.440 | (80.152) |
| Responsabilidades representadas por títulos | 4.018.142 | 3.917.327 | 100.815 |
| Passivos subordinados | 32.316 | 32.166 | 150 |
| 35.120.589 | 35.123.955 | (3.366) |
Em 31 de Dezembro de 2011, caso fosse calculado o justo valor da maior parte dos passivos emitidos sujeitos a operações de cobertura incluídos na rubrica de responsabilidades representadas por títulos, nomeadamente para a segunda e terceira emissão das obrigações hipotecárias e para a 35ª emissão de EMTN, o mesmo seria inferior ao respectivo valor de balanço por aproximadamente mEuros 596.042.
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(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Os principais pressupostos utilizados no cálculo do justo valor, por tipo de instrumento financeiro, foram os seguintes:
O Banco regista em balanço os ganhos iniciais em instrumentos financeiros valorizados ao justo valor através de outras técnicas de valorização, nomeadamente em operações de derivados com clientes classificados internamente como "Clientes de Retalho".
Tal procedimento foi levado a cabo na sequência da segmentação de clientes efectuada e, nos termos da IAS 39, atendendo ao facto de na utilização de outras técnicas de valorização para apuramento do justo valor destas operações realizadas com "Clientes de Retalho", nem todos os dados utilizados na valorização poderem, inequivocamente, ser considerados como observáveis de mercado.
O Grupo classifica internamente os clientes de acordo com os seguintes critérios:
Em 31 de Dezembro de 2011, os ganhos a reconhecer relativamente a estas operações ascendem a mEuros 8.503 e encontram-se reflectidos na rubrica de "Passivos financeiros detidos para negociação" (mEuros 15.088 em 31 de Dezembro de 2010).
A gestão do risco de crédito no Banco abrange a identificação, medição, integração e avaliação das diferentes exposições creditícias e a análise da sua rendibilidade ajustada ao risco respectivo, tanto numa perspectiva global, como dentro de cada área de actividade.
A gestão de riscos de crédito é assegurada por um órgão independente, a Área de Riscos do Grupo, que é responsável nomeadamente pela gestão do sistema de vigilância especial de clientes, pela segmentação do risco de crédito em função das características dos clientes e dos produtos, e pelos sistemas de scoring (aplicáveis a operações de crédito à habitação, crédito ao consumo e cartões de crédito) e rating utilizados no Banco.
O risco de contraparte consiste no risco de crédito latente em transacções nos mercados financeiros, correspondendo à possibilidade de incumprimento pelas contrapartes dos termos contratados e subsequente ocorrência de perdas financeiras para o Banco. Os tipos de transacções abrangidas incluem a compra e venda de títulos, a contratação de operações de venda com acordo de recompra, empréstimos de títulos e instrumentos derivados. Tendo em conta a elevada complexidade e volume de transacções, bem como os requisitos necessários para um adequado controlo dos riscos consolidados em determinados segmentos de clientes, o perímetro de controlo é definido de acordo com os segmentos abrangidos.
O controlo destes riscos é efectuado numa base diária de acordo com um sistema integrado que permite o registo dos limites aprovados, a actualização de posições em tempo real, e que providencia a informação de disponibilidade de limites e exposição agregada, também em tempo real, para os diferentes produtos e maturidades. O sistema permite ainda que seja controlada de forma transversal (a diversos níveis) a concentração de riscos por grupos de clientes/contrapartes.
O risco em posições de derivados (denominado Risco Equivalente de Crédito) é calculado como correspondendo à soma do valor presente de cada contrato (ou custo actual de substituição) com o respectivo Risco Potencial, componente que reflecte uma estimativa do valor máximo esperado até ao vencimento, consoante as volatilidades dos factores de mercado subjacentes e a estrutura de fluxos contratada.
Para determinados segmentos de clientes (nomeadamente clientes corporativos globais) destaca-se a implementação de limites por capital económico, incorporando no controlo quantitativo as variáveis associadas à qualidade creditícia de cada contraparte.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a exposição máxima a risco de crédito e o respectivo valor de balanço dos instrumentos financeiros apresenta o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Valor de | Exposição | Valor de | Exposição | ||
| balanço | máxima | balanço | máxima | ||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 387.837 | 387.837 | 316.872 | 316.872 | |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 356.962 | 356.962 | 236.219 | 236.727 | |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.995.784 | 1.995.784 | 1.649.296 | 1.649.296 | |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 80.121 | 80.121 | 93.286 | 93.286 | |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 4.439.605 | 4.439.605 | 6.925.123 | 6.925.123 | |
| Aplicações em instituições de crédito | 2.692.911 | 2.692.911 | 5.209.821 | 5.209.821 | |
| Crédito a clientes | 28.372.027 | 34.382.026 | 29.773.732 | 36.537.260 | |
| Derivados de cobertura | 167.302 | 167.302 | 131.512 | 131.512 | |
| 38.492.549 | 44.502.548 | 44.335.861 | 51.099.897 | ||
| Garantias prestadas | 2.058.818 | 2.058.818 | 2.291.164 | 2.291.164 |
A exposição máxima em "Crédito a clientes" em 31 de Dezembro de 2011, inclui mEuros 1.217.742 e mEuros 4.792.257 referente a linhas de crédito irrevogáveis e linhas de crédito revogáveis, respectivamente (mEuros 1.982.317 e mEuros 4.781.211 em 31 de Dezembro de 2010, respectivamente).
Periodicamente, o Banco analisa o crédito a clientes e outros valores a receber para identificar evidências de imparidade. Para efeitos de análise colectiva de perdas por imparidade, efectua a segmentação da carteira de crédito de acordo com o tipo de produto e tipo de cliente associado às operações (Nota 11). Neste âmbito, em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o crédito concedido a clientes sem indícios de imparidade, apresenta o seguinte detalhe:
| Crédito ao consumo 1.111.840 1.156.902 Crédito à habitação 15.384.875 15.360.671 Outros créditos concedidos a particulares 435.914 244.496 |
|---|
| Cartões de crédito de particulares 250.675 247.990 |
| Total de crédito a particulares sem indícios de imparidade 17.183.304 17.010.059 |
| Crédito concedido a grandes empresas 1.361.928 2.001.596 |
| Crédito concedido a médias empresas 4.684.117 5.582.281 |
| Crédito concedido a pequenas empresas 652.240 781.568 |
| Leasing 1.045.821 |
| Factoring 1.271.079 |
| Cartões de crédito de empresas 12.144 10.768 |
| Crédito concedido a instituições financeiras 1 - |
| Papel comercial 655.200 2.633.386 |
| Total de crédito a empresas sem indícios de imparidade 9.682.530 11.009.599 |
| Garantias prestadas 1.988.824 2.258.311 |
| Total de crédito concedido sem indícios de imparidade 28.854.658 30.277.969 |
As análises de risco para clientes ou grupos económicos onde o Banco tem uma exposição superior a 500.000 euros são efectuadas por analistas de riscos que acompanham os clientes e suportadas por modelos de rating desenvolvido pelo Banco e aprovados pelas entidades reguladoras. Estes modelos são de elaboração obrigatória. A atribuição de vários níveis de rating interno, que variam de 1 a 9, tem subjacente o grau de risco inerente ao cliente, uma probabilidade de default a um ano que o banco monitoriza e calibra de forma constante e regular. Em termos concretos o rating vem determinado pela análise dos seguintes factores:
. Procura/Mercado;
A estes factores é atribuída uma classificação de 1 (mínimo) a 9 (máximo), de acordo com a seguinte ponderação:
| Ponderadores empresas Empresas Procura/Mercado 20% Sócios/Gestão 15% |
Grandes | Pequenas e médias |
|---|---|---|
| 20% | ||
| 15% | ||
| Acesso ao crédito 10% |
10% | |
| Rentabilidade 15% |
||
| 55% Geração de fluxos 25% |
||
| Solvência 15% |
O rating é calculado pelos analistas, tendo como suporte informação fornecida pelo cliente, informação geral sobre o sector e bases de dados externas. O rating final por área parcial de valoração é posteriormente introduzido no sistema informático do Banco.
Genericamente, a classificação de rating interno do Banco pode ser descrito e classificado da seguinte forma:
Rating 1 – 3: Cliente com risco de crédito elevado;
Rating 4 – 6: Cliente com risco de crédito moderado;
Rating 7 – 9: Cliente com risco de crédito reduzido.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o crédito concedido a empresas sem indícios de imparidade, apresenta o seguinte detalhe por rating interno:
| 2011 | 2010 | |||
|---|---|---|---|---|
| Crédito concedido |
Garantias prestadas |
Crédito concedido |
Garantias prestadas |
|
| Rating 7 - 9 | 369.368 | 41.815 | 779.894 | 80.141 |
| Rating 4 - 6 | 6.142.092 | 1.214.133 | 6.251.377 | 1.341.733 |
| Rating 1 - 3 | 697.212 | 85.918 | 583.937 | 83.130 |
| 7.208.672 | 1.341.866 | 7.615.208 | 1.505.004 | |
| Sem Rating | 1.806.513 | 160.073 | 750.237 | 115.476 |
| 9.015.185 | 1.501.939 | 8.365.445 | 1.620.480 | |
| Cartões de crédito de empresas | 12.144 | - | 10.768 | - |
| Instituições Financeiras | 1 | 486.885 | - | 637.831 |
| Papel comercial | 655.200 | - | 2.633.386 | - |
| 9.682.530 | 1.988.824 | 11.009.599 | 2.258.311 |
Relativamente ao crédito concedido a particulares sem indícios de imparidade, as provisões obtidas a partir do modelo de imparidade em vigor no Banco em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 ascendem a mEuros 37.437 e mEuros 46.504, respectivamente, correspondentes a percentagens nas mesmas datas de 0,22% e 0,27%, respectivamente.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o crédito concedido a clientes com indícios de imparidade, apresenta o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Vincendo Vencido |
1.409.667 | 1.688.401 |
| . Até 90 dias | 54.267 | 29.437 |
| . Entre 90 e 180 dias | 97.880 | 34.921 |
| . Mais de 180 dias | 529.589 ------------- |
397.022 -------------- |
| 2.091.403 | 2.149.781 | |
| ======== | ======= | |
| Garantias prestadas | 70.559 | 32.853 |
| ===== | ===== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o montante de crédito vencido ou com imparidade apurada através de análise específica que se encontra colaterizado por garantia hipotecária, por penhor de depósitos no Banco, por títulos de dívida emitidos pela própria instituição ou sem garantia, apresenta a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |||
|---|---|---|---|---|
| Capital em dívida |
Valorização da garantia/colateral |
Capital em dívida |
Valorização da garantia/colateral |
|
| Crédito vencido ou em imparidade apurado através de análise individual: | ||||
| Garantia superior ao capital em dívida | 464.167 | 972.751 | 379.023 | 887.542 |
| Garantia inferior ao capital em dívida | 554.772 | 215.718 | 100.417 | 40.136 |
| Sem garantia | 1.474.172 | - | 604.622 | - |
| 2.493.111 | 1.188.469 | 1.084.062 | 927.678 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o valor de balanço das garantias ou outros colaterais executados no âmbito de operações de crédito concedido ascende a mEuros 215.389 e mEuros 109.332, respectivamente, e apresenta o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Activos recebidos em dação em pagamento (Nota 13) | ||
| . Imóveis | 177.737 | 114.013 |
| . Equipamento | 3.982 | - |
| Outros activos recebidos em dação em pagamento | 89.887 | 38.835 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 40.784 | 22.122 |
| 312.390 | 174.970 | |
| Imparidade de activos recebidos em dação em pagamento (Nota 13) | ||
| . Imóveis | (53.639) | (36.052) |
| . Equipamento | (2.785) | - |
| Imparidade de outros activos recebidos em dação em pagamento | (18.456) | (7.464) |
| Imparidade de activos financeiros disponíveis para venda | (22.121) | (22.122) |
| (97.001) | (65.638) | |
| 215.389 | 109.332 |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o valor de balanço referente a instrumentos de dívida apresenta o seguinte detalhe, por rating externo:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados Rating S&P |
||
| A+/ A / A - | - | 93.286 |
| BBB+ / BBB / BBB- | 80.121 | - |
| 80.121 | 93.286 | |
| Activos financeiros disponíveis para venda Rating S&P |
||
| AAA+ / AAA / AAA- | - | 1.006.911 |
| AA+ / AA / AA- | 1.628.499 | 2.994.639 |
| A+ / A / A- | - | 2.083.849 |
| BBB+ / BBB / BBB- | 1.578.621 | 169.680 |
| BB+ / BB / BB- | 209.729 | - |
| Sem rating externo | 954.434 | 610.347 |
| 4.371.283 | 6.865.426 | |
| 4.451.404 | 6.958.712 |
A política de gestão de liquidez do balanço é decidida no órgão de 1º nível da estrutura organizacional responsável pelo Asset and Liability Management (ALM), o Comité de Activos e Passivos (ALCO), presidido pelo Presidente da Comissão Executiva, que integra os administradores responsáveis pelas áreas Financeira, Tesouraria, Comercial, Marketing e Internacional. As reuniões do Comité têm periodicidade mensal e nelas são analisados os riscos do balanço e decididas as opções estratégicas.
Para a área de ALM são definidos os seguintes limites de gestão de balanço:
A política de financiamento do Grupo considera a evolução dos agregados do Balanço, a situação estrutural dos prazos de vencimento de activos e passivos, o nível de endividamento líquido interbancário face às linhas disponíveis, a dispersão dos vencimentos e a minimização dos custos associados à actividade de funding. Nesse sentido, contribui para a adequação estrutural a emissão de obrigações de médio prazo colocadas junto dos clientes de retalho.
No âmbito da sua política de liquidez, em 31 de Dezembro de 2011, o Banco tem um programa de Euro Medium Term Notes (EMTN), do qual estão utilizados mEuros 2.289.570.
De referir que não é realizada pelo Banco qualquer análise de risco de liquidez para os instrumentos financeiros de negociação (trading).
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os cashflows previsionais (não descontados) dos instrumentos financeiros, de acordo com a respectiva maturidade contratual, apresentam o seguinte detalhe:
| 2011 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Até 3 | De 3 meses | Entre 1 e | Entre 3 e | Mais de | ||||
| À vista | meses | a um ano | 3 anos | 5 anos | 5 anos | Indeterminado | Total | |
| Activo | ||||||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 186.840 | 508 | 1.535 | 4.076 | 4.081 | 290.803 | - | 487.843 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 356.962 | - | - | - | - | - | - | 356.962 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.995.784 | - | - | - | - | - | - | 1.995.784 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | - | - | 4.909 | 94.901 | - | - | - | 99.810 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 34.652 | 1.095.018 | 239.605 | 1.439.120 | 881.861 | 2.317.414 | 132.061 | 6.139.731 |
| Aplicações em instituições de crédito | 1.318.976 | 587.418 | 6.965 | 79.838 | 659.418 | 364.647 | - | 3.017.262 |
| Crédito a clientes | 320.687 | 3.160.729 | 5.293.895 | 6.481.685 | 4.245.405 | 14.734.212 | - | 34.236.613 |
| Derivados de cobertura | 167.302 | - | - | - | - | - | - | 167.302 |
| Investimentos em associadas | - | - | - | - | - | - | 133.552 | 133.552 |
| 4.381.203 | 4.843.673 | 5.546.909 | 8.099.620 | 5.790.765 | 17.707.076 | 265.613 | 46.634.859 | |
| Passivo | ||||||||
| Recursos de bancos centrais | - | 2.517.830 | - | - | 2.475.600 | - | - | 4.993.430 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.663.299 | - | - | - | - | - | - | 1.663.299 |
| Recursos de outras instituições de crédito | 898.441 | 1.767.346 | 52.556 | 196.904 | 700.795 | 95.203 | - | 3.711.245 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 5.659.027 | 5.445.875 | 4.596.317 | 2.387.104 | 2.141.908 | 199.668 | - | 20.429.899 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 62.919 | 100.261 | 1.825.804 | 3.692.185 | 693.491 | 1.655.971 | - | 8.030.631 |
| Derivados de cobertura | 282.889 | - | - | - | - | - | - | 282.889 |
| Passivos subordinados | - | 4.350 | - | - | - | - | - | 4.350 |
| 8.566.575 | 9.835.662 | 6.474.677 | 6.276.193 | 6.011.794 | 1.950.842 | - | 39.115.743 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| 2010 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Até 3 | De 3 meses | Entre 1 e | Entre 3 e | Mais de | ||||
| À vista | meses | a um ano | 3 anos | 5 anos | 5 anos | Indeterminado | Total | |
| Activo | ||||||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 251.029 | 161 | 503 | 1.328 | 1.328 | 63.958 | - | 318.307 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 236.219 | - | - | - | - | - | - | 236.219 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.649.296 | - | - | - | - | - | - | 1.649.296 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | - | - | 4.831 | 98.302 | - | - | - | 103.133 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 2 | 116.397 | 430.242 | 2.774.724 | 2.724.861 | 2.485.731 | 118.384 | 8.650.341 |
| Aplicações em instituições de crédito | 558.787 | 1.177.348 | 2.794.610 | 130.396 | 381.511 | 403.707 | - | 5.446.359 |
| Crédito a clientes | 577.860 | 3.220.865 | 3.753.021 | 8.858.311 | 4.135.549 | 13.934.168 | - | 34.479.774 |
| Derivados de cobertura | 131.512 | - | - | - | - | - | - | 131.512 |
| 3.404.705 | 4.514.771 | 6.983.207 | 11.863.061 | 7.243.249 | 16.887.564 | 118.384 | 51.014.941 | |
| Passivo | ||||||||
| Recursos de bancos centrais | 1.800.011 | 3.008.855 | - | - | - | - | - | 4.808.866 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.312.988 | - | - | - | - | - | - | 1.312.988 |
| Recursos de outras instituições de crédito | 2.171.566 | 5.560.418 | 918.333 | 55.120 | 628.076 | 405.527 | - | 9.739.040 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 6.781.450 | 4.025.061 | 4.113.239 | 1.487.046 | 1.768.794 | 21.884 | - | 18.197.474 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 105.000 | 982.924 | 2.005.721 | 3.024.114 | 1.722.867 | 1.670.444 | - | 9.511.070 |
| Derivados de cobertura | 189.423 | - | - | - | - | - | - | 189.423 |
| Passivos subordinados | - | 32.444 | - | - | - | - | - | 32.444 |
| 12.360.438 | 13.609.702 | 7.037.293 | 4.566.280 | 4.119.737 | 2.097.855 | - | 43.791.305 |
O apuramento dos cash-flows previsionais dos instrumentos financeiros teve como base os princípios e pressupostos utilizados pelo Grupo na gestão e controlo da liquidez decorrente da sua actividade, nomeadamente os seguintes:
O risco de mercado consiste genericamente na variação potencial do valor de um activo financeiro em virtude de variações não antecipadas de variáveis de mercado, tais como taxas de juro, taxas de câmbio, spreads de crédito, preços de instrumentos de capital, metais preciosos e mercadorias.
A metodologia padrão aplicada para a actividade de negociação do Grupo Santander Totta, consiste no Valor em Risco (VaR). Utiliza-se como base o padrão de Simulação Histórica com um nível de confiança de 99% e um horizonte temporal de um dia, sendo aplicados ajustes estatísticos que permitam incluir os acontecimentos mais recentes, e que condicionam os níveis de riscos assumidos. Esta medida é apenas utilizada na gestão de tesouraria ao nível do Grupo, uma vez que o Banco usa medidas de sensibilidade específicas.
O VaR calculado representa uma estimativa diária da perda potencial máxima em condições normais de mercado (individualmente por carteiras/áreas de negócio e para a globalidade das posições), dentro dos pressupostos definidos na construção do modelo.
Simultaneamente estão implementadas outras medidas que permitem um controlo adicional dos riscos. Para condições anormais de mercado procede-se à Análise de Cenários (Stress Testing), que consiste em definir cenários extremos para o comportamento de diferentes variáveis financeiras e obter o respectivo impacto potencial nos resultados. Em suma, a análise de cenários procura identificar o risco potencial sobre condições de mercado extremas e nas franjas de probabilidade de ocorrência não cobertas pelo VaR.
Paralelamente, é efectuado um acompanhamento diário das posições, sendo realizado um controlo exaustivo das mudanças que ocorrem nas carteiras, com vista a detectar as eventuais incidências que possam existir para a sua correcção. A elaboração diária da conta de resultados tem assim como objectivo identificar o impacto das variações nas variáveis financeiras ou da alteração de composição das carteiras.
O Banco utiliza medidas de sensibilidade e posições equivalentes. No caso da taxa de juro utiliza-se o BPV – impacto estimado em resultados por movimentos paralelos nas curvas de taxa de juro. Para o controlo das actividades de derivados, devido ao seu carácter atípico, são realizadas diariamente medidas de sensibilidade específicas, nomeadamente o cálculo e análise de sensibilidades aos movimentos de preço do subjacente (delta e gamma), da volatilidade (vega) e do tempo (theta).
Existem limites quantitativos utilizados para as carteiras de negociação, que se classificam em dois grupos, em função dos seguintes objectivos:
No que se refere ao risco estrutural de taxa de juro, o modelo utilizado na análise permite medir e controlar todos os factores associados ao risco de mercado do balanço, nomeadamente o risco originado directamente pelo movimento da curva de rendimentos, dada a estrutura de indexantes e repreciação existente, que determinam a sensibilidade da margem financeira e a sensibilidade do valor patrimonial dos instrumentos do balanço.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o detalhe dos instrumentos financeiros por exposição ao risco de taxa de juro apresenta o seguinte detalhe:
| 2011 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Exposição a | Não sujeito a risco | Total | |||
| Taxa fixa | Taxa variável | de taxa de juro | Derivados | ||
| Activo | |||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | - | 201.130 | 186.707 | - | 387.837 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | - | - | 356.962 | - | 356.962 |
| Activos financeiros detidos para negociação | - | - | 287.032 | 1.708.752 | 1.995.784 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 91.202 | - | (11.081) | - | 80.121 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 4.190.407 | 828.000 | (578.802) | - | 4.439.605 |
| Aplicações em instituições de crédito | 2.248.983 | 305.621 | 138.307 | - | 2.692.911 |
| Crédito a clientes | 2.141.904 | 26.135.221 | 94.902 | - | 28.372.027 |
| Derivados de cobertura | - | - | - | 167.302 | 167.302 |
| 8.672.496 | 27.469.972 | 474.027 | 1.876.054 | 38.492.549 | |
| Passivo | |||||
| Recursos de bancos centrais | - | 4.900.007 | 13.227 | - | 4.913.234 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | - | - | - | 1.663.299 | 1.663.299 |
| Recursos de outras instituições de crédito | 2.850.564 | 617.229 | 143.739 | - | 3.611.532 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 14.403.256 | 5.177.142 | 263.706 | - | 19.844.104 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 4.838.253 | 2.432.154 | 123.458 | - | 7.393.865 |
| Derivados de cobertura | - | - | - | 282.889 | 282.889 |
| Passivos subordinados | - | 4.274 | - | 54 | 4.328 |
| 22.092.073 | 13.130.806 | 544.130 | 1.946.242 | 37.713.251 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| 2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Exposição a | Não sujeito a risco | ||||
| Taxa fixa Taxa variável |
de taxa de juro | Derivados | Total | ||
| Activo | |||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | - | 99.074 | 217.798 | - | 316.872 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | - | - | 236.219 | - | 236.219 |
| Activos financeiros detidos para negociação | - | - | 406.281 | 1.243.015 | 1.649.296 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 91.898 | - | 1.388 | - | 93.286 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 5.675.738 | 1.514.132 | (264.747) | - | 6.925.123 |
| Aplicações em instituições de crédito | 1.738.203 | 3.288.917 | 182.701 | - | 5.209.821 |
| Crédito a clientes | 1.904.624 | 27.802.537 | 66.571 | - | 29.773.732 |
| Derivados de cobertura | - | - | - | 131.512 | 131.512 |
| 9.410.463 | 32.704.660 | 846.211 | 1.374.527 | 44.335.861 | |
| Passivo | |||||
| Recursos de bancos centrais | 4.805.011 | - | 2.151 | - | 4.807.162 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | - | - | - | 1.312.988 | 1.312.988 |
| Recursos de outras instituições de crédito | 6.952.145 | 2.534.824 | 127.712 | - | 9.614.681 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 11.715.609 | 6.121.934 | 168.893 | - | 18.006.436 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 6.048.202 | 2.722.103 | 110.041 | - | 8.880.346 |
| Derivados de cobertura | - | - | - | 189.423 | 189.423 |
| Passivos subordinados | - | 31.998 | 318 | - | 32.316 |
| 29.520.967 | 11.410.859 | 409.115 | 1.502.411 | 42.843.352 |
A metodologia de cálculo da sensibilidade do valor patrimonial é realizada através da simulação da variação do valor de mercado dos activos e passivos, com base em deslocamentos de 100 basis points (bp's) na curva de taxa de juro forward. Esta metodologia assume os seguintes parâmetros e pressupostos:
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
O gap de taxa de juro permite fazer uma aproximação da sensibilidade do valor patrimonial e da margem financeira face a variações das taxas de mercado. Esta aproximação tem os seguintes pressupostos:
Na perspectiva da variação do Valor Patrimonial, as subidas das taxas de juro implicam uma diminuição de valor nos intervalos com gaps positivos e um incremento de valor nos gaps negativos. As descidas das taxas de juro têm um efeito contrário.
Pressupostos genéricos desta análise de sensibilidade de taxa de juro
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a sensibilidade do valor patrimonial destes instrumentos financeiros a variações de 100 basis points (bp's) corresponde a:
| 2011 | 2010 | |||
|---|---|---|---|---|
| Variação | Variação | Variação | Variação | |
| Activo | + 100 bp's | - 100 bp's | + 100 bp's | - 100 bp's |
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 1.954 | (1.954) | 658 | (649) |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 2.503 | (2.499) | 12.496 | (12.452) |
| Aplicações em instituições de crédito | 3.076 | (3.077) | 37.848 | (37.752) |
| Crédito a clientes | 203.667 | (203.378) | 210.700 | (210.334) |
| 211.200 | (210.908) | 261.702 | (261.187) | |
| Derivados de cobertura | (37.970) | 37.966 | (28.918) | 28.900 |
| Passivo | ||||
| Recursos de bancos centrais | 47.278 | (47.278) | - | - |
| Recursos de outras instituições de crédito | 11.853 | (11.844) | (150.815) | 150.658 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 88.286 | (84.198) | (71.561) | 67.813 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 18.692 | (18.654) | (15.678) | 15.645 |
| 166.109 | (161.974) | (238.054) | 234.116 |
Instrumentos financeiros - negociação
Os parâmetros básicos para o cálculo do VaR aplicáveis de forma geral são, além da própria metodologia de cálculo, os seguintes:
De qualquer forma, os valores do VaR são os que forem maiores quando se realiza o cálculo com o factor de decaimento em vigor e o cálculo com pesos uniformes.
O cálculo do VaR Percentil atribui a mesma ponderação ao conjunto das 520 observações consideradas. O Var Weighted Percentil atribui uma ponderação significativamente superior às observações mais recentes relativamente à data de referência da análise.
A simulação histórica consiste em usar as variações históricas como modelo da distribuição de possíveis variações nos factores de risco. Por esta razão, o período escolhido é suficientemente longo e significativo, de forma a que todas as interacções entre os factores de mercado, as suas volatilidades e correlações entre si, fiquem bem espelhadas no período histórico seleccionado.
Por outro lado, a reavaliação completa da carteira exige uma avaliação de cada um dos instrumentos, utilizando a respectiva expressão matemática para se obter o valor de mercado de cada posição individual. Ao serem utilizadas formas de reavaliação são calculados, e ficam recolhidos nos valores do VaR, os efeitos não lineares implícitos em certos produtos financeiros em consequência de alterações nos factores de mercado.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o VAR associado ao risco de taxa de juro corresponde a:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| VaR Percentil 99% | (34) | (70) |
| VaR Weighted Percentil 99% | (25) | (47) |
O perfil definido para o risco cambial é bastante conservador e é consubstanciado na política de cobertura seguida. A sua implementação é da responsabilidade da área de Tesouraria, de modo a que os riscos envolvidos sejam pouco relevantes e é efectuada recorrendo sobretudo a swaps de divisa. Existem limites de risco estipulados para o risco cambial que são controlados pela área de Riscos de Mercado.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os instrumentos financeiros apresentam o seguinte detalhe por moeda:
| 2011 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Dólares | Outras | |||
| Euros | Norte-Americanos | moedas | Total | |
| Activo | ||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 382.103 | 3.631 | 2.103 | 387.837 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 320.314 | 23.126 | 13.522 | 356.962 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.988.164 | 7.472 | 148 | 1.995.784 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 80.121 | - | - | 80.121 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 4.429.999 | 9.606 | - | 4.439.605 |
| Aplicações em instituições de crédito | 2.295.560 | 378.576 | 18.775 | 2.692.911 |
| Crédito a clientes | 28.281.995 | 51.966 | 38.066 | 28.372.027 |
| Derivados de cobertura | 166.846 | 456 | - | 167.302 |
| 37.945.102 | 474.833 | 72.614 | 38.492.549 | |
| Passivo | ||||
| Recursos de bancos centrais | 4.913.234 | - | - | 4.913.234 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.655.678 | 7.473 | 148 | 1.663.299 |
| Recursos de outras instituições de crédito | 3.126.454 | 475.918 | 9.160 | 3.611.532 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 18.794.630 | 891.766 | 157.708 | 19.844.104 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 7.393.865 | - | - | 7.393.865 |
| Derivados de cobertura | 282.079 | 810 | - | 282.889 |
| Passivos subordinados | 4.328 | - | - | 4.328 |
| 36.170.268 | 1.375.967 | 167.016 | 37.713.251 | |
| 2010 | ||||
| Euros | Dólares Norte-Americanos |
Outras moedas |
Total | |
| Activo | ||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 311.869 | 2.699 | 2.304 | 316.872 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 211.007 | 14.069 | 11.143 | 236.219 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.635.132 | 13.140 | 1.024 | 1.649.296 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 93.286 | - | - | 93.286 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 6.915.931 | 9.192 | - | 6.925.123 |
| Aplicações em instituições de crédito | 4.755.267 | 417.406 | 37.148 | 5.209.821 |
| Crédito a clientes | 29.604.869 | 133.558 | 35.305 | 29.773.732 |
| Derivados de cobertura | 131.177 | 335 | - | 131.512 |
| 43.658.538 | 590.399 | 86.924 | 44.335.861 | |
| Passivo | ||||
| Recursos de bancos centrais | 4.807.157 | - | 5 | 4.807.162 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.298.847 | 13.117 | 1.024 | 1.312.988 |
|---|---|---|---|---|
| Recursos de outras instituições de crédito | 9.175.318 | 417.355 | 22.008 | 9.614.681 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 17.030.175 | 816.220 | 160.041 | 18.006.436 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 8.880.346 | - | - | 8.880.346 |
| Derivados de cobertura | 188.024 | 1.399 | - | 189.423 |
| Passivos subordinados | 32.316 | - | - | 32.316 |
| 41.412.183 | 1.248.091 | 183.078 | 42.843.352 |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o VaR associado ao risco cambial corresponde a:
| 2011 | ||
|---|---|---|
| VaR Percentil 99% | (16) | (14) |
| VaR Weighted Percentil 99% | (9) | (9) |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o Banco não tinha risco associado a cotações de activos no que se refere aos seus instrumentos financeiros de negociação, pelo que o VaR associado a este risco é zero.
O Banco Santander Totta consolidado procura uma elevada solidez financeira consubstanciada na manutenção de um rácio de adequação de fundos próprios – relação entre os Fundos Próprios Elegíveis e os activos ponderados pelo risco – acima de 8%, correspondente ao mínimo legal estabelecido no Aviso n.º 5/2007 do Banco de Portugal.
A política de distribuição de resultados está condicionada pela manutenção de níveis de capital que permitam ao Banco sustentar o desenvolvimento das suas operações dentro da sua política de riscos. Relativamente ao exercício de 2011, o Conselho de Administração do Banco propôs não distribuir dividendos.
A partir de Junho de 2009, o Banco Santander Totta consolidado utilizou o método misto para o risco de crédito, nomeadamente o método avançado (IRB) para algumas carteiras e o método standard para outras (risco soberano, cartões e pequenos negócios). Por sua vez, em Dezembro de 2010, passou a utilizar o método misto para o risco de mercado, nomeadamente modelos internos para a maioria dos derivados de negociação e FEIs (IRB) e o método standard para o resto da carteira de negociação. O Banco Santander Totta consolidado tem utilizado o método do indicador básico para o risco operacional.
No quadro seguinte resume-se a composição do capital regulamentar e rácios prudenciais do Banco Santander Totta consolidado nos finais de 2010 e 2011 (montantes expressos em milhões de Euros):
Valores em milhões de Euros
| Dez11 (*) | Dez10 | |
|---|---|---|
| A - FUNDOS PRÓPRIOS BASE (TIER I) | 2.141 | 2.258 |
| Capital Elegível | 943 | 877 |
| Reservas e Resultados Elegíveis (excluindo Interesses Minoritários) | 976 | 1.088 |
| Interesses Minoritários Elegíveis | 475 | 489 |
| Impactos de transição IAS (regime transitório) | 57 | 85 |
| Deduções aos Fundos Próprios de Base | -310 | -281 |
| B - FUNDOS PRÓP. Complementares (TIER II) | 0 | 0 |
| Passivos subordinados com vencimento indeterminado | 4 | 32 |
| Passivos subordinados com vencimento determinado | 0 | 0 |
| Reservas de Reavaliação | 23 | 23 |
| Outros Elementos / Deduções Fundos Próprios Complementares | -27 | -55 |
| C - DEDUÇÕES AOS FUNDOS PRÓPRIOS TOTAIS | -6 | -9 |
| D - TOTAL DE FUNDOS PRÓPRIOS ELEGÍVEIS (A+B+C) | 2.135 | 2.248 |
| E - POSIÇÕES DE RISCOS PONDERADAS | 20.783 | 22.232 |
| RÁCIOS | Dez11 (*) | Dez10 |
|---|---|---|
| TIER I (A/E) | 10,3% | 10,2% |
| CORE CAPITAL | 9,1% | 8,8% |
| TIER II (B/E) | 0,0% | 0,0% |
| RÁCIO DE ADEQUAÇÃO DE FUNDOS PRÓPRIOS (D/E) | 10,3% | 10,1% |
(*) De acordo com a Instrução 16/2004 do BdP, excluindo os resultados gerados em 2011, o rácio de adequação de fundos próprios é 10,3%, o rácio Tier I é 10,3% e o Core Tier I é 9,1%.
Embora num contexto macroeconómico difícil, os rácios de solvabilidade do Banco Santander Totta consolidado aumentaram durante o ano de 2011. Os rácios core capital e Tier I subiram de 8,8% e 10,2% em Dezembro de 2010 para, respectivamente, 9,1% e 10,3% em Dezembro de 2011. Por sua vez, o rácio de adequação de fundos próprios atingiu 10,3% em Dezembro de 2011.
Para esta melhoria, contribuiu a fusão por incorporação com a Totta IFIC, a incorporação de resultados de 2011, bem como o processo de desalavancagem acordado com o Banco de Portugal e algumas medidas que decorreram do programa especial de inspecções.
| Val or d a E mis são |
Cor ões de Val recç or |
Tot al |
|||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Tot al |
Sub scri to |
Bala nço |
raçõ por ope es |
Bala nço |
Tax a |
Dat a de |
Dat a de |
||||
| Títu los emi tido s |
Moe da |
pelo Gr upo |
Con soli dad o |
Per iodi fica ção |
de c obe rtur a |
Con soli dad o |
de J uro |
Em issã o |
Ven cim ento |
Inde te xan |
|
| Obr igaç ões Cir cul açã em o |
|||||||||||
| Obr igaç ões de Cai xa |
|||||||||||
| Am éric a La tina |
EUR | 2.17 5 |
- | 2.17 5 |
13 | 7 | 2.19 5 |
Var iáve l |
Mai 20- -20 11 |
Mai 20- -20 14 |
Cab az d e F und os |
| Am eric a La tina To p 3 |
EUR | 99.9 97 |
- | 99.9 97 |
625 | (540 ) |
100 .082 |
Var iáve l |
1-A go-2 011 |
31- Out -20 14 |
Índi ce d e A cçõ es F TSE Lat ibex To p |
| Aut oCa llab le 8 0-2 0 |
EUR | 1.61 1 |
- | 1.61 1 |
- | (16 1) |
1.45 0 |
Var iáve l |
7-Ju n-20 10 |
7-Ju n-20 11 |
Cab az d e A cçõ es |
| oCa 0 2ª Aut llab le 8 0-2 ie ser |
EUR | 2.95 0 |
- | 2.95 0 |
- | (192 ) |
2.75 8 |
iáve Var l |
30-A go-2 010 |
30-A go-2 013 |
Cab az d e A cçõ es |
| Aut oCa llab le 8 5-1 5 |
EUR | 3.23 0 |
- | 3.23 0 |
- | (307 ) |
2.92 3 |
Var iáve l |
1-A go-2 011 |
31- Out -20 14 |
Índi ce d e A cçõ es F TSE Lat ibex To p |
| Aut oCa llab le 8 5-1 5a |
EUR | 570 | - | 570 | - | - | 570 | Var iáve l |
1-A go-2 011 |
Out 31- -20 14 |
Índi ce d e A cçõ es F TSE Lat ibex To p |
| Cab az M und ial O utub ro 2 012 |
EUR | 7.05 0 |
- | 7.05 0 |
- | (3.0 25) |
4.02 5 |
Var iáve l |
12-O ut-2 009 |
12-O ut-2 012 |
e Ín Cab az d dice s |
| EUA | EUR | 74.6 07 |
- | 74.6 07 |
567 | (360 ) |
74.8 14 |
Var iáve l |
30-J un-2 011 |
30-J un-2 014 |
Índi ce d e A cçõ es S tand ard & P 's 5 00 oor |
| Eur 155 opa |
EUR | 1.92 0 |
- | 1.92 0 |
1 | (13) | 1.90 8 |
iáve Var l |
28- Jun -20 10 |
28- Jun -20 14 |
Indi ioni stas ces acc |
| Eur 5 opa |
EUR | 7.42 4 |
- | 7.42 4 |
- | (144 ) |
7.28 0 |
Var iáve l |
8-M ar-2 010 |
8-M ar-2 013 |
Cab az d çõe e ac s |
| ªse Eur 5 2 rie opa |
EUR | 3.09 4 |
- | 3.09 4 |
- | (54) | 3.04 0 |
iáve Var l |
25- Mai -20 10 |
25- Mai -20 13 |
Cab çõe az d e ac s |
| Obr igaç Eu 2ªS erie oes ropa |
EUR | 1.21 0 |
- | 1.21 0 |
- | (21) | 1.18 9 |
Var iáve l |
9-N ov-2 009 |
9-N ov-2 012 |
Cab az d çõe e ac s |
| Per form e M ais anc |
EUR | 63.0 96 |
- | 63.0 96 |
67 | 1.48 9 |
64.6 52 |
Var iáve l |
Nov 24- -20 09 |
Nov 24- -20 14 |
Cab az d e ín dice s |
| Per form e M ais II anc |
EUR | 13.7 31 |
- | 13.7 31 |
4 | 215 | 13.9 50 |
Var iáve l |
22- Dez -20 09 |
15-J 201 5 an- |
Cab az d e ín dice s |
| Ren dim Eu ento rope u |
EUR | 99.7 96 |
- | 99.7 96 |
469 | 3.05 2 |
103 .317 |
Var iáve l |
6-A go-2 009 |
6-A go-2 014 |
Indi ccio nist ce a a |
| Glo Ren dim ento bal |
EUR | 3.76 7 |
- | 3.76 7 |
- | (57) | 3.7 10 |
iáve Var l |
18-J 201 0 an- |
18-J 201 3 an- |
Cab az d çõe e ac s |
| Ren dim Pre miu m 7 ,5% 2ª Ser ie C lien ento tes |
EUR | 9.02 0 |
918 | 8.10 2 |
- | (13) | 8.08 9 |
Var iáve l |
1-Ju n-20 06 |
1-Ju n-20 12 |
Cab az d e ín dice s |
| ST Dive rsifi Inve º am ortiz açã o C lien st 2 tes caç ao |
EUR | 23.9 13 |
786 | 23. 127 |
835 | 883 | 24.8 45 |
Var iáve l |
17-M ar-2 009 |
Mar 28- -20 13 |
EUR /US D |
| ST Dive rsifi Inve st 3 º am ortiz açã o C lien tes caç ao |
EUR | 23.9 13 |
786 | 23. 127 |
- | - | 23. 127 |
Var iáve l |
17-M ar-2 009 |
28- Mar -20 15 |
Cab az d e ín dice s |
| ST Dive rsifi Inve st 4 º am ortiz açã o C lien tes caç ao |
EUR | 23.9 13 |
786 | 23. 127 |
- | - | 23. 127 |
Var iáve l |
17-M ar-2 009 |
28- Mar -20 17 |
Cab az d e ín dice s |
| Sup Cam o C er R end ime nto peã lien tes |
EUR | 58.9 07 |
7.4 15 |
51.4 92 |
- | 80 | 51.5 72 |
iáve Var l |
23- Ago -20 07 |
23- Nov -20 12 |
Cab az d e 5 ões acç |
| Top Ale ha man |
EUR | 65.0 42 |
- | 65.0 42 |
572 | 738 | 66.3 52 |
Var iáve l |
14-F ev-2 011 |
13-F ev-2 015 |
Cab az d çõe e ac s |
| Top Ale ha F reiro 20 11 man eve |
EUR | 57.8 92 |
- | 57.8 92 |
590 | 274 | 58.7 56 |
Var iáve l |
9-M ar-2 011 |
9-M ar-2 015 |
Cab az d çõe e ac s |
| Val oriz açã o C hina |
EUR | 56.3 79 |
- | 56.3 79 |
412 | (49) | 56.7 42 |
Var iáve l |
11-A br-2 011 |
2-A br-2 015 |
Índi ce F TSE Ch ina 25 |
| Val oriz açã o D olar |
EUR | 3.64 5 |
- | 3.64 5 |
- | (61) | 3.58 4 |
Var iáve l |
12-A br-2 010 |
12-A br-2 013 |
Tax a de câm bio EUR /US D |
| Val oriz o P erfo 5 a rma nce nos |
EUR | 21.5 33 |
- | 21.5 33 |
135 | (398 ) |
21.2 70 |
iáve Var l |
Set 30- -20 10 |
Set 30- -20 15 |
Cab e ín az d dice s |
| açã Val oriz o P erfo 5 a OU TUB RO 201 0 |
EUR | 9.99 1 |
9.99 1 |
58 | 9.78 9 |
Var iáve l |
2-N ov-2 010 |
2-N ov-2 015 |
Cab az d e ín dice |
||
| açã rma nce nos |
- | (260 ) |
s | ||||||||
| 740 .376 |
10.6 91 |
729 .685 |
4.34 8 |
1.08 3 |
735 .116 |
||||||
| Obr igaç ões de Ca ixa - Hi ecá rias pot |
|||||||||||
| Cov ecá 2ª d B ond s H ipot rias Em issã ere o |
EUR | 1.00 0.00 0 |
125 .750 |
874 .250 |
4.62 6 |
33. 173 |
912 .049 |
3,25 % |
Out 21- -20 09 |
Out 21- -20 14 |
Tax a F ixa |
| Cov d B ond s H ipot ecá rias 3ª Em issã ere o |
EUR | 1.00 0.00 0 |
- | 1.00 0.00 0 |
18.1 63 |
5.24 3 |
1.02 3.40 6 |
2,62 5% |
15-A br-2 010 |
15-A br-2 013 |
Tax a F ixa até à m rida de, iáve l se ão d atu ext var ens e pr azo |
| ª Tr Hip otec aria s IV - 1 |
EUR | 750 .000 |
750 .000 |
- | - | - | - | 4,00 6% |
12-J 201 1 an- |
12-J 201 4 an- |
Tax a F ixa |
| Hip aria s IV - 2 ª Tr otec |
EUR | 600 .000 |
600 .000 |
- | - | - | - | 4,33 1% |
21- Jan -20 11 |
12-J 201 4 an- |
Tax a F ixa |
| Hip aria s IV ª Tr otec - 4 |
EUR | 225 .000 |
225 .000 |
- | - | - | - | 3,70 1% |
16-F ev-2 011 |
12-J 201 4 an- |
Tax a F ixa |
| Hip otec aria s IV - 5 ª Tr |
EUR | 175 .000 |
- | 175 .000 |
(1.1 23) |
- | 173 .877 |
1,81 2% |
30- Mar -20 11 |
30- Mar -20 14 |
Tax a F ixa |
| Hip aria s V otec |
EUR | 1.25 0.00 0 |
1.25 0.00 0 |
- | - | - | - | 3,96 7% |
23- Mai -20 11 |
23- Mai -20 14 |
Tax a F ixa |
| ª tra Hip otec aria s V I - 1 nch e |
EUR | 250 .000 |
250 .000 |
- | - | - | - | 4,08 4% |
4-N ov-2 011 |
4-N ov-2 014 |
Tax a F ixa |
| Hip aria s V II - 1ª t he otec ranc |
EUR | 380 .000 |
380 .000 |
- | - | - | - | 4,08 4% |
4-N ov-2 011 |
4-N ov-2 014 |
Tax a F ixa |
| 5.63 0.00 0 |
3.58 0.75 0 |
2.04 9.25 0 |
21.6 66 |
38.4 16 |
2.10 9.33 2 |
||||||
| Obr igaç ões itid o â mb ito de ões de urit izaç ão em as n ope raç sec |
|||||||||||
| Hip ta 1 - C lass e A - N otot otes |
EUR | 206 .222 |
141 .528 |
64.6 94 |
182 | - | 64.8 76 |
Var iáve l |
25- Jul- 200 3 |
25- Nov -20 34 |
Eur ibor 3m +0,2 7% (até mbo lso cipa do a Ag de ante osto ao ree 201 2); Eur ibor 3m +0,5 4% (apó s da ta d emb olso ecip ado ) ant e re |
| Hip otot ta 4 - C lass e A - N otes |
EUR | 1.09 7.94 6 |
304 .717 |
793 .229 |
(2.0 98) |
- | 791 .131 |
Var iáve l |
9-D ez-2 005 |
30- Dez -204 8 |
Eur ibor 3m +0, 12% (at é ao mbo lso ante cipa do a De bro de ree zem 201 4); Eur ibor 3m +0,2 4% (apó s da ta d emb olso ecip ado ) ant e re |
| Val or d a E mis são |
Cor ões de Val recç or |
Tot al |
|||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Títu los emi tido Moe s |
Tot al |
Sub scri to pelo Gr upo |
Bala nço Con soli dad o |
Per iodi fica ção |
raçõ por ope es de c obe rtur a |
Bala nço Con soli dad o |
Tax a de J uro |
Dat a de Em issã o |
Dat a de Ven cim ento |
Inde te xan |
|
| Hip ta 4 - C lass e C - N otot otes |
EUR | 130 .908 |
70.0 07 |
60.9 01 |
6 | - | 60.9 07 |
Var iáve l |
9-D ez-2 005 |
30- Dez -204 8 |
Eur ibor 3m +0,2 9% (até mbo lso cipa do a De bro de ante ao ree zem 4); (apó ) 201 Eur ibor 3m +0,5 8% s da ta d emb olso ant ecip ado e re |
| Hip - C lass e A 2 - Not otot ta 5 es |
EUR | 955 .362 |
201 .427 |
753 .935 |
428 | - | 754 .363 |
Var iáve l |
22- Mar -20 07 |
28- Fev -20 60 |
Eur ibor 3m +0, 13% (at é ao mbo lso cipa do a Fe iro d ante ree vere e 4); (apó ) 201 Eur ibor 3m +0,2 6% s da ta d emb olso ant ecip ado e re |
| Con er 1 - C lass e A - N otes sum |
EUR | 552 .096 |
- | 552 .096 |
4.36 4 |
- | 556 .460 |
Var iáve l |
24- Jun -20 11 |
24- Jun -20 38 |
Eur ibor 3m +0,3 % |
| 2.94 2.53 4 |
717 .679 |
2.22 4.85 5 |
2.88 2 |
- | 2.22 7.73 7 |
||||||
| Out ros |
|||||||||||
| EMT N's |
EUR | 2.28 9.57 0 |
22.9 20 |
2.26 6.65 0 |
31.6 61 |
23.3 69 |
2.32 1.68 0 |
||||
| 2.28 9.57 0 |
22.9 20 |
2.26 6.65 0 |
31.6 61 |
23.3 69 |
2.32 1.68 0 |
||||||
| RES NSA DES SEN AS LOS TOT AL DE PO BIL IDA RE PRE TAD PO R T ITU |
11.6 02.4 80 |
4.33 2.04 0 |
7.27 0.44 0 |
60.5 57 |
62.8 68 |
7.39 3.86 5 |
| Val or d mis são e e |
Per iod ifica ões ç |
Tot al |
|||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Títu los itido em s |
Mo eda |
Tot al |
Sub ito scr Gr pelo upo |
Bal anç o Con soli dad o |
Tot al |
Sub ito scr Gr pelo upo |
Bal anç o Con soli dad o |
Bal anç o Con soli dad o |
Tax a d e ju ro |
Ma turi dad e |
Ree mb olso tec ipad rtir de: an o a pa |
| Ob riga ões Pe étu Sub ord inad 200 0 ç rp as as |
EU R |
270 .44 7 |
270 .44 7 |
- | 255 | 255 | - | - | 3,4 4% |
Per étu p as |
de Jun ho de 22 201 0 |
| Ob riga ões Pe étu Sub ord inad CP P 2 001 ç rp as as |
EU R |
4.2 75 |
- | 4.2 75 |
53 | - | 53 | 4.3 28 |
3,5 0% |
Per étu p as |
23 de Fev iro de 201 1 ere |
| Ob riga ões Pe étu sub ord inad BS P 2 001 ç rp as as |
EU R |
13. 818 |
13. 818 |
- | 174 | 174 | - | - | 3,5 0% |
Per étu p as |
de Fev iro de 23 201 1 ere |
| 288 .54 0 |
284 .26 5 |
4.2 75 |
482 | 429 | 53 | 4.3 28 |
ANEXO II Relatórios e Pareceres Consolidados


Demonstrações Financeiras Individuais

(Montantes expressos em milhares de Euros)
| 201 1 |
(Pro -for ) ma 31. 12.2 010 |
(Pro -for ) ma 01. 01. 201 0 |
|||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| AC TIV O |
Not as |
Val nte s d or a e Imp arid ade e A rtiza ões mo ç |
ões Am orti zaç , Pro visõ es e Im idad par e |
Val or líqu ido |
Val or líqu ido |
Val or líqu ido |
ÓP PAS SIV O E CA PIT AL PR RIO |
Not as |
201 1 |
(Pro -for ) ma 31. 12.2 010 |
(Pro -for ) ma 01. 01. 201 0 |
| Cai e d ispo nib ilida des ba ntra is xa em nco s ce |
4 | 387 .70 3 |
- | 387 .70 3 |
283 .64 0 |
699 .50 9 |
siv Pas o |
||||
| Dis ibili dad ins titu iç ões de cré dito tras pon es em ou |
5 | 275 .44 0 |
- | 275 .44 0 |
223 .11 5 |
170 .69 4 |
Rec de ban is ntra urs os cos ce |
17 | 4.9 13.2 34 |
4.8 07. 162 |
2.0 26. 812 |
| Act ivos fin eiro s d etid ciaç ão anc os par a n ego |
6 | 1.9 95. 785 |
- | 1.9 95. 785 |
1.6 90. 217 |
1.7 10.5 43 |
Pas sivo s fin eiro s d etid ciaç ão anc os par a n ego |
6 | 1.6 63. 292 |
1.35 3.7 74 |
1.2 76. 727 |
| Out fin és d act ivos eiro o ju sto valo r at sult ado ros anc s a rav e re s |
7 | 80. 121 |
- | 80. 121 |
93. 286 |
599 .89 4 |
Out s fin és d sivo eiro o ju sto valo r at sult ado ros pas anc s a rav e re s |
- | - | 502 .63 9 |
|
| Act ivos fin eiro s d ispo níve is p nda anc ara ve |
8 | 11. 816 .22 6 |
48. 710 |
11. 767 .51 6 |
13. 622 .07 6 |
10.5 69. 622 |
Rec de inst ituiç ões de cré dito out urs os ras |
18 | 3.5 53. 816 |
9.9 52. 531 |
11.3 39. 497 |
| Apl icaç ões ins titu iç ões de cré dito em |
9 | 2.7 73. 676 |
- | 2.7 73. 676 |
7.1 77. 663 |
7.5 75. 665 |
Rec de clie ést imo nte out urs os s e ros em pr s |
19 | 20. 098 .56 5 |
18.2 62. 476 |
15.2 53. 588 |
| Cré dito lien tes a c |
10 | 26. 204 .83 7 |
431 .29 3 |
25. 773 .54 4 |
23. 274 .27 1 |
28. 106 .15 5 |
ítulo Res sab ilida des ent ada or t pon rep res s p s |
20 | 5.4 19. 882 |
6.8 11. 825 |
6.7 21. 419 |
| Der ivad de cob ertu os ra |
11 | 167 .30 5 |
- | 167 .30 5 |
131 .52 6 |
246 .13 3 |
Pas sivo s fin eiro ciad ctiv sfe rido os t anc s a sso os a a ran s |
21 | 7.4 23. 128 |
3.9 41. 746 |
10. 170 .90 4 |
| Act ivos nã s d etid end nte o c orre os par a v a |
12 | 206 .01 2 |
66. 253 |
139 .75 9 |
88. 076 |
95. 619 |
Der ivad de cob ertu os ra |
11 | 282 .91 7 |
189 .58 2 |
219 .09 3 |
| Out íve act ivos tan is ros g |
13 | 803 .95 7 |
468 .84 8 |
335 .10 9 |
359 .66 2 |
364 .41 3 |
visõ Pro es |
22 | 281 .16 6 |
288 .65 8 |
288 .42 5 |
| Act ivos int íve is ang |
13 | 319 .08 7 |
245 .03 2 |
74. 055 |
74. 050 |
70. 141 |
Pas sivo or i ost tes s p mp os cor ren |
15 | 1.1 01 |
961 | 12.4 85 |
| Inve stim filia is, a ciad ndi nju ent nto nto os em sso as e e mp ree me s co s |
14 | 606 .53 8 |
- | 606 .53 8 |
471 .83 4 |
458 .18 2 |
Pas sivo or i dife rido ost s p mp os s |
15 | 36. 370 |
31. 890 |
24. 212 |
| Act ivos r im tos tes po pos cor ren |
15 | 11. 691 |
- | 11. 691 |
17.4 75 |
2.6 89 |
Out sivo bor din ado ros pas s su s |
23 | 915 .43 5 |
883 .79 0 |
1.1 78. 253 |
| Act ivos r im dife rido tos po pos s |
15 | 846 .47 9 |
- | 846 .47 9 |
476 .14 4 |
260 .70 4 |
Out sivo ros pas s |
24 | 303 .42 4 |
419 .20 7 |
371 .90 8 |
| Out ivos act ros |
16 | 428 .63 9 |
24. 069 |
404 .57 0 |
494 .18 1 |
387 .50 7 |
Tot al d o P ivo ass |
44. 892 .33 0 |
46. 943 .60 2 |
49. 385 .96 2 |
|
| Cap ital Pr ópr io |
|||||||||||
| Cap ital |
25 | 656 .72 3 |
620 .10 5 |
589 .81 1 |
|||||||
| Pré mio s d mis são e e |
25 | 193 .39 0 |
163 .70 3 |
163 .70 3 |
|||||||
| Out inst de ital ent ros rum os cap |
25 | 135 .00 0 |
135 .00 0 |
135 .00 0 |
|||||||
| Res de val iaç ão erv as rea |
25 | (1.3 88. 744 ) |
(62 3.3 38) |
(14 9.4 75) |
|||||||
| Out sult ado itad s tr ras res erv as e re ans os |
25 | 1.12 8.8 21 |
956 .30 3 |
753 .65 1 |
|||||||
| (Ac ões ópr ias) ç pr |
25 | (51 8) |
(23 0) |
(23 0) |
|||||||
| Res ulta do líqu ido do rcíc io exe |
22. 289 |
282 .07 1 |
439 .04 8 |
||||||||
| Tot al d o C apit al P róp rio |
746 .96 1 |
1.53 3.6 14 |
1.93 1.5 08 |
||||||||
| Tot al d o A ctiv o |
46. 923 .49 6 |
1.2 84. 205 |
45. 639 .29 1 |
48. 477 .21 6 |
51. 317 .47 0 |
Tot al d o P ivo e d o C apit al P róp rio ass |
45. 639 .29 1 |
48. 477 .21 6 |
51. 317 .47 0 |
||
O Anexo faz parte integrante destes balanços
226
| Notas | 2011 | (Pro-forma) 2010 |
||
|---|---|---|---|---|
| Juros e rendimentos similares | 27 | 1.902.423 | 1.963.331 | |
| Juros e encargos similares | 28 | (1.525.434) | (1.410.427) | |
| Margem financeira | 376.989 | 552.904 | ||
| Rendimentos de instrumentos de capital | 29 | 101.293 | 105.407 | |
| Rendimentos de serviços e comissões | 30 | 388.668 | 390.846 | |
| Encargos com serviços e comissões | 31 | (53.254) | (55.525) | |
| Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados | 32 | 1.891 | (26.912) | |
| Resultados de activos financeiros disponíveis para venda | 33 | (39.701) | (36.085) | |
| Resultados de reavaliação cambial | 33 | 5.236 | 5.985 | |
| Resultados de alienação de outros activos | 33 | 2.495 | 1.703 | |
| Outros resultados de exploração | 34 | (4.499) | 277 | |
| Produto bancário | 779.118 | 938.600 | ||
| Custos com o pessoal | 35 | (292.578) | (289.441) | |
| Gastos gerais administrativos | 36 | (145.225) | (150.045) | |
| Amortizações do exercício | 13 | (62.965) | (65.565) | |
| Provisões líquidas de reposições e anulações | 22 | 9.002 | 14.245 | |
| Correcções de valor associadas ao crédito a clientes e valores a receber | ||||
| de outros devedores (líquidas de reposições e anulações) | 22 | (257.227) | (76.159) | |
| Imparidade de outros activos financeiros líquida de reversões e recuperações | 22 | (3.555) | (6.322) | |
| Imparidade de outros activos líquida de reversões e recuperações | 22 | (39.490) | (24.609) | |
| Resultado antes de impostos | (12.920) | 340.704 | ||
| Impostos | ||||
| Correntes | 15 | 1.224 | (78.931) | |
| Diferidos | 15 | 33.985 | 20.298 | |
| Resultado líquido do exercício | 22.289 | 282.071 | ||
| Acções médias em circulação Resultado por acção (em Euros) |
639.917.462 0,03 |
611.005.376 0,46 |
||
(Montantes expressos em milhares de Euros)
| ( Pr for ) o- ma |
|
|---|---|
| 2 0 1 1 |
2 0 1 0 |
| íq íc Re l ta do l i do do io 2 2. 2 su u ex erc |
8 9 2 8 2. 0 7 1 |
| Re l do ão he i do de ão do l do ta tra ta su n re co n c na mo ns ç s r es u s |
|
| Va iaç õe j lor de lem im ia is d isp íve is da ( to tos tr 9 1 5. 7 6 r s n o us va e en p a on on p ara ve n |
) ( ) 8 5 7 3. 7 2 0 |
| Im f isc l to 2 6 5. 5 p ac a |
7 3 1 6 7. 2 4 3 |
| õe f Va iaç j to lor de de iva do de be tur de lux de ixa 5 2. 0 r s n o us va r s co r a os ca |
( ) 8 3 1 9. 4 1 1 |
| f ( Im isc l 1 5. 1 0 to p ac a |
) 4 4. 9 8 2 |
| ( ) ( De ios ia is f ina iro la ivo õe No 1. 4. 2 1 3. 7 6 tua t ta sv ac r e nc e s r e s a en ca rg os co m p en s s |
) ( ) 6 7 3. 1 5 3 |
| Im f isc l 6 1. 9 to p ac a |
9 2 2 0. 0 3 7 |
| ( 7 6 4. 9 9 |
0 ) ( 4 7 4. 0 2 2 ) |
| Re d im in l do íc io ( 4 2. 0 to teg 7 7 n en ra ex erc |
1 ) ( 1 9 1. 9 1 ) 5 |
(Montantes expressos em milhares de Euros)
| Ou tro s |
Re de Re liaç ão ser vas ava |
Ou ulta dos nsi tad tra tra s re ser vas e res os |
Re sul tad o |
|||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ca ital |
Pré mio s de iss ão em |
ins tru nto me s de ital |
Re liaç ão ava |
Po r imp ost os |
Tot al |
Ou tra s res erv as |
Re sul tad os nsi tad tra os |
Tot al |
Ac ões ç ópr ias |
líqu ido do rcíc io exe |
Ca ital p ópr io |
|
| p | cap | pr | pr | |||||||||
| Sa ldo m 3 1 d e D mb de 200 9 s e eze ro |
589 .81 1 |
163 .70 3 |
135 .00 0 |
26. 732 |
( 14) 5.5 |
21. 218 |
713 .79 2 |
39. 859 |
753 .65 1 |
( ) 230 |
439 .04 8 |
2.1 02. 201 |
| Imp o d lter ão da lític abi líst ica lati ões ( No 1.4 .) act ont ta a a aç po a c re va a p ens |
- | - | - | ( 240 .41 2) |
69. 719 |
( 170 .69 3) |
- | - | - | - | - | ( 170 .69 3) |
| Sa ldo 1 d e J iro de (pr o-f a) 20 10 s e m ane orm |
589 .81 1 |
163 .70 3 |
135 .00 0 |
( 0) 213 .68 |
205 64. |
( 5) 149 .47 |
713 .79 2 |
859 39. |
753 .65 1 |
( ) 230 |
439 .04 8 |
508 1.9 31. |
| Tra nsf erê nci lica ão do ulta do de 200 9 a p ara re ser vas po r ap ç res |
- | - | - | - | 159 | 159 | 43 .90 4 |
154 .98 5 |
198 .88 9 |
- | ( 199 .04 8) |
- |
| Dis trib uiç ão de div ide ndo s |
- | - | - | - | - | - | - | - | - | - | ( 240 .00 0) |
( 240 .00 0) |
| Dif S 1 9 ( nº 4/2 ) erim ent o d o im to d a IA Av iso 005 pac |
- | - | - | - | - | - | - | ( 1) 33. 48 |
( 1) 33. 48 |
- | - | ( 1) 33. 48 |
| Fus ão inc ão do BS N por orp ora ç |
30. 294 |
- | - | - | - | - | 35. 405 |
- | 35. 405 |
- | - | 65. 699 |
| Inc ivo s d e lo ent ngo pr azo |
- | - | - | - | - | - | 1.8 39 |
- | 1.8 39 |
- | - | 1.8 39 |
| Re ndi int al d cíc io nto me egr o e xer |
- | - | - | ( 4) 666 .28 |
192 .26 2 |
( 2) 474 .02 |
- | - | - | - | 282 .07 1 |
( 1) 191 .95 |
| Sa ldo 1 d e D mb de 0 ( -fo a) m 3 201 s e eze ro pro rm |
5 620 .10 |
163 .70 3 |
135 .00 0 |
( 4) 879 .96 |
256 .62 6 |
( 8) 623 .33 |
794 .94 0 |
161 .36 3 |
956 .30 3 |
( ) 230 |
282 .07 1 |
1.5 33. 614 |
| Tra nsf erê nci lica ão do ulta do de 20 10 a p ara re ser vas po r ap ç res |
- | - | - | - | ( 416 ) |
( 416 ) |
27 .80 1 |
79. 686 |
107 .48 7 |
- | ( 107 .07 1) |
- |
| Dis trib uiç ão de div ide ndo s |
- | - | - | - | - | - | - | - | - | - | ( 175 .00 0) |
( 175 .00 0) |
| Div ide ndo ond ões ópr ias ent s c orr esp es a a cç pr |
- | - | - | - | - | - | - | 3.9 15 |
3.9 15 |
- | - | 3.9 15 |
| Dif erim o d o im to d a IA S 1 9 ( Av iso nº 4/2 005 ) ent pac |
- | - | - | - | - | - | - | ( 40 .33 0) |
( 40 .33 0) |
- | - | ( 40 .33 0) |
| Pre ju ízo s fi is d s d o d ifer ime do im to d a IA S 1 9 nte nto sca eco rre pac |
- | - | - | - | - | - | - | 11. 000 |
11. 000 |
- | - | 11. 000 |
| Fus ão inc ão da Tot IFIC ta por orp ora ç |
36. 618 |
29 .68 7 |
- | - | - | - | 90. 520 |
- | 90. 520 |
- | - | 156 .82 5 |
| Inc ivo s d e lo ent ngo pr azo |
- | - | - | - | - | - | ( 74) |
- | ( 74) |
- | - | ( 74) |
| Aq uis iç ão de ões ópr ias acç pr |
- | - | - | - | - | - | - | - | - | ( 288 ) |
- | ( 288 ) |
| Re ndi int al d cíc io nto me egr o e xer |
- | - | - | ( 1.0 77. 45 1) |
312 .46 1 |
( 764 .99 0) |
- | - | - | - | 22 .28 9 |
( 742 .70 1) |
| Sa ldo m 3 1 d e D mb de 201 1 s e eze ro |
656 .72 3 |
193 .39 0 |
135 .00 0 |
( 1.9 57. 415 ) |
568 .67 1 |
( 1.3 88. 744 ) |
913 .18 7 |
215 .63 4 |
1.1 28. 821 |
( 518 ) |
22. 289 |
746 .96 1 |
| 2011 | (Pro-forma) 2010 |
|
|---|---|---|
| FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES OPERACIONAIS: | ||
| Juros e comissões recebidas | 1.984.139 | 2.112.258 |
| Pagamento de juros e comissões | (1.383.121) | (1.267.517) |
| Pagamentos ao pessoal e fornecedores | (412.785) | (458.747) |
| Contribuições para o fundo de pensões | (245.000) | (22.000) |
| Resultados cambiais e outros resultados operacionais | (14.630) | (4.448) |
| Recuperação de créditos incobráveis | 15.369 | 10.709 |
| Resultados operacionais antes das alterações nos activos e passivos operacionais | (56.028) | 370.255 |
| (Aumentos) diminuições de activos operacionais: | ||
| Aplicações em instituições de crédito | 5.049.082 | 868.130 |
| Activos financeiros detidos para negociação | (311.229) | 131.440 |
| Créditos a clientes | 85.992 | 4.854.605 |
| Activos e passivos ao justo valor através de resultados | 48.141 | 1.440 |
| Activos não correntes detidos para venda | (67.730) | (10.921) |
| Outros activos | 26.978 | (141.719) |
| 4.831.234 | 5.702.975 | |
| Aumentos (diminuições) de passivos operacionais: Recursos de instituições de crédito |
(8.951.164) | 1.359.829 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 1.739.093 | 2.334.011 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 309.519 | (18.158) |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | 2.619.326 | (6.226.388) |
| Outros passivos | (186.133) | 6.694 |
| (4.469.359) | (2.544.012) | |
| Caixa líquida das actividades operacionais antes dos impostos sobre o rendimento | 305.847 | 3.529.218 |
| Impostos pagos | (17.094) | (76.294) |
| Caixa líquida das actividades operacionais | 288.753 | 3.452.924 |
| FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO: | ||
| Dividendos recebidos | 101.293 | 105.407 |
| Aquisição de activos disponíveis para venda | (4.592.220) | (6.330.786) |
| Alienação/reembolso de activos disponíveis para venda | 5.944.562 | 2.795.312 |
| Rendimentos adquiridos nos activos disponíveis para venda | 346.893 | 163.904 |
| Aquisições de activos tangíveis e intangíveis | (43.130) | (61.275) |
| Vendas de activos tangíveis | 9.393 | 128 |
| Efeito Fusão | (2.202) | - |
| Investimentos em empresas filiais e associadas | (134.704) | (6.184) |
| Caixa líquida das actividades de investimento | 1.629.885 | (3.333.494) |
| FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO: | ||
| Dividendos pagos | (171.085) | (276.110) |
| Emissão/(reembolso) de dívida titulada e subordinada | (1.433.950) | (65.678) |
| Remuneração paga relativa às obrigações de caixa e outros | (115.138) | (126.787) |
| Remuneração paga relativa a passivos subordinados | (42.079) | (44.788) |
| Caixa líquida das actividades de financiamento | (1.762.252) | (513.363) |
| Aumento/(Diminuição) líquida de caixa e seus equivalentes | 156.386 | (393.933) |
| Caixa e seus equivalentes no início do período | 506.755 | 870.203 |
| Caixa e seus equivalentes das empresas incorporadas | 2 | 30.485 |
| Caixa e seus equivalentes no fim do período | 663.143 | 506.755 |
Notas às Demonstrações Financeiras Individuais
O Banco Santander Totta, S.A. (adiante igualmente designado por "Banco" ou "BST") foi constituído em 1864, assumia anteriormente a denominação de Companhia Geral de Crédito Predial Português, S.A. (CPP) e encontra-se sedeado em Portugal, na Rua do Ouro, nº 88, Lisboa. O Banco foi nacionalizado em 1975 e transformado em sociedade anónima de capitais públicos em 1990. Em 2 de Dezembro de 1992 o seu capital foi reprivatizado, mediante uma oferta pública de acções efectuada em sessão especial da Bolsa de Valores de Lisboa.
A partir de Dezembro de 2000, o Banco integrou o Grupo Santander, na sequência da aquisição do Banco Totta & Açores, S.A. (totta) pelo Grupo Santander. Os principais saldos e transacções mantidos com empresas do Grupo Santander durante os exercícios de 2011 e de 2010 encontram-se detalhados na Nota 40.
No dia 16 de Dezembro de 2004 foi registada a operação de cisão/fusão do totta, ao abrigo da qual foram destacadas as participações financeiras detidas por este na Foggia, SGPS, S.A. e na Totta Seguros – Companhia de Seguros de Vida, S.A., tendo o remanescente da sua actividade, em conjunto com o Banco Santander Portugal, S.A. (BSP), sido incorporado por fusão no CPP que alterou a sua designação para a actual.
Em 3 de Maio de 2010 o Banco procedeu à fusão por incorporação do Banco Santander de Negócios Portugal, S.A. (BSN). A operação foi registada contabilisticamente com referência a 1 de Janeiro de 2010.
Em 1 de Abril de 2011 o Banco procedeu à fusão por incorporação da Totta Crédito Especializado – Instituição Financeira de Crédito, S.A. (Totta IFIC). Para efeitos contabilísticos e fiscais, a fusão foi efectuada em 1 de Abril de 2011, data do respectivo registo.
O BST dedica-se à obtenção de recursos de terceiros, sob a forma de depósitos ou outros, os quais aplica, juntamente com os seus recursos próprios, em todos os sectores da economia, na sua maior parte sob a forma de concessão de empréstimos ou em títulos, prestando ainda outros serviços bancários no País e no estrangeiro.
O Banco dispõe de uma rede nacional de 659 balcões (694 balcões em 31 de Dezembro de 2010) e mantém igualmente uma sucursal em Londres, assim como uma Sucursal Financeira Exterior e uma Sucursal Financeira Internacional na Região Autónoma da Madeira. Tem ainda algumas filiais e escritórios de representação no estrangeiro e participações em empresas subsidiárias e associadas.
As demonstrações financeiras do BST foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, com base nos livros e registos contabilísticos mantidos de acordo com os princípios consagrados nas Normas de Contabilidade Ajustadas (NCA), nos termos do Aviso nº 1/2005, de 21 de Fevereiro e das Instruções nº 23/2004 e nº 9/2005, do Banco de Portugal, na sequência da competência que lhe é conferida pelo Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras.
As NCA correspondem genericamente às Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS), conforme adoptadas pela União Europeia, de acordo com o Regulamento (CE) nº 1606/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho, transposto para o ordenamento nacional pelo Decreto-Lei nº 35/2005, de 17 de Fevereiro e pelo Aviso nº 1/2005, de 21 de Fevereiro, do Banco de Portugal, excepto no que se refere aos seguintes aspectos:
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Até Junho de 2008 inclusive, de acordo com os Avisos do Banco de Portugal nº 4/2005 de 21 de Fevereiro e nº 12/2005 de 30 de Dezembro, o reconhecimento em resultados transitados do impacto decorrente da transição para os IAS/IFRS relativo a benefícios aos empregados, apurado com referência a 31 de Dezembro de 2004, podia ser atingido através da aplicação de um plano de amortização de prestações uniformes até 31 de Dezembro de 2009, com excepção da parte referente ao impacto da alteração da tábua de mortalidade e às responsabilidades relativas a cuidados médicos pós-emprego, cujo plano de amortização podia ir até 31 de Dezembro de 2011 (Nota 38). A partir de Junho de 2008, de acordo com o Aviso nº 7/2008 do Banco de Portugal de 14 de Outubro, o reconhecimento em resultados transitados do impacto ainda por reconhecer em 30 de Junho de 2008, passou a poder ser atingido através da aplicação de um plano de amortização de prestações uniformes com a duração adicional de três anos face à prevista nos avisos anteriores, isto é, até 31 de Dezembro de 2014 para a parte referente aos impactos da alteração da tábua de mortalidade e das responsabilidades relativas a cuidados médicos pós-emprego e 31 de Dezembro de 2012 para os restantes impactos.
iii) Os activos tangíveis são obrigatoriamente mantidos ao custo de aquisição, não sendo deste modo possível o seu registo pelo justo valor, conforme permitido pela IAS 16 – Activos fixos tangíveis. Como excepção, é permitido o registo de reavaliações extraordinárias, legalmente autorizadas, caso em que as mais - valias resultantes são registadas na rubrica de "Reservas de reavaliação".
No exercício de 2011, o Banco adoptou as alterações às IAS 24 – "Entidades relacionadas", IAS 32 – "Instrumentos financeiros: apresentação", IFRIC 14 – "O limite sobre o activo de benefícios definidos, requisitos de financiamento mínimo e respectiva interacção" e IFRIC 19 – "Extinção de passivos financeiros através de instrumentos de capital próprio", mas a adopção destas normas não teve impacto nas suas demonstrações financeiras individuais.
No exercício de 2010, o Banco adoptou as alterações às IFRS 3 – "Concentrações de actividades empresariais"/ IAS 27 – "Demonstrações financeiras consolidadas e separadas", mas a adopção destas normas não teve impacto nas suas demonstrações financeiras individuais.
O Banco analisou ainda as alterações à IAS 39 – "Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração", sobre a identificação da inflação como risco coberto e a cobertura através de opções, mas estas não tiveram impacto nas suas demonstrações financeiras. As alterações à IFRS 2 - "Pagamento com base em acções",IFRIC 16 – "Cobertura de um investimento líquido numa filial no estrangeiro", IFRIC 17 – "Distribuição de dividendos em espécie" e IFRIC 18 – "Transferências de activos provenientes de clientes", não tiveram igualmente impacto nas suas demonstrações financeiras.
Em 31 de Dezembro de 2011, encontravam-se disponíveis para adopção antecipada as seguintes normas (novas e revistas) e interpretações, já adoptadas pela União Europeia:
Esta norma apesar de aprovada ("endorsed") pela União Europeia, não foi adoptada pelo Banco em 31 de Dezembro de 2011, em virtude de a sua aplicação não ser ainda obrigatória. O Conselho de Administração entende que a sua aplicação não terá um impacto materialmente relevante nas demonstrações financeiras.
Adicionalmente, até à data de aprovação das demonstrações financeiras anexas, foram também emitidas as seguintes normas e interpretações, ainda não endossadas pela União Europeia:
As demonstrações financeiras do BST relativas ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2011 estão pendentes de aprovação pela Assembleia Geral de Accionistas. No entanto, o Conselho de Administração do Banco admite que venham a ser aprovadas sem alterações significativas.
As políticas contabilísticas mais significativas, utilizadas na preparação das demonstrações financeiras foram as seguintes:
O Banco adopta o princípio contabilístico da especialização de exercícios em relação à generalidade das rubricas das demonstrações financeiras. Assim, os custos e proveitos são registados à medida que são gerados, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento.
As contas do Banco são preparadas na divisa do ambiente económico em que o mesmo opera ("moeda funcional"), sendo expressas em Euros.
As transacções em moeda distinta da moeda funcional, e os correspondentes proveitos e custos, são registadas ao câmbio da data em que ocorrem. Em cada data de balanço, os activos e passivos expressos em moeda distinta da moeda funcional são convertidos à taxa de câmbio de fecho ("fixing" do Banco de Portugal).
As empresas filiais são entidades nas quais o Banco exerce controlo sobre a sua gestão. As empresas associadas são entidades em que o Banco exerce influência significativa, mas não detém o controlo. Como influência significativa entende-se uma participação financeira (directa ou indirecta) superior a 20% ou o poder de participar nas decisões sobre as políticas financeiras e operacionais da entidade, mas sem existir controlo nem controlo conjunto sobre a mesma.
As empresas filiais e associadas são valorizadas ao custo de aquisição, sendo objecto de análise de perdas por imparidade.
As participações em empresas filiais e associadas em moeda estrangeira (activos não monetários valorizados ao custo histórico) são convertidas à taxa de câmbio histórica da data da transacção, conforme previsto na IAS 21.
O crédito a clientes abrange os créditos concedidos a clientes e empréstimos titulados (papel comercial) cuja intenção não é a de venda no curto prazo, sendo registados ao valor nominal, de acordo com o Aviso nº 1/2005 do Banco de Portugal.
A componente de juros, incluindo a referente a eventuais prémios/descontos, é objecto de relevação contabilística autónoma nas respectivas contas de resultados. Os proveitos são reconhecidos quando obtidos e distribuídos por períodos mensais, segundo a regra pro rata temporis, quando se trate de operações que produzam fluxos redituais ao longo de um período superior a um mês. Sempre que aplicável, as comissões e custos externos imputáveis à contratação das operações subjacentes aos activos incluídos nesta categoria são, igualmente, periodificados ao longo do período de vigência dos créditos, segundo o método da taxa efectiva.
Posteriormente, o crédito e outros valores a receber são submetidos à constituição de provisões, nos termos descritos abaixo.
O Banco classifica nas rubricas de crédito vencido as prestações vencidas de capital ou juros decorridos que sejam 30 dias após o seu vencimento. Os créditos com prestações vencidas são denunciados nos termos definidos no manual de crédito aprovado, sendo nesse momento considerada vencida toda a dívida.
Periodicamente, o Banco analisa os créditos para os quais já foi exigido o pagamento da totalidade da dívida e cujos esforços de cobrança não produziram efeitos. Caso as expectativas de recuperação do crédito sejam reduzidas, os créditos são considerados incobráveis e reconhecidas perdas de imparidade para a totalidade. Para estes, o Banco procede ao seu abate. No caso de eventual recuperação posterior, esta é reconhecida na demonstração dos resultados, na rubrica de "Outros resultados de exploração".
O BST não desreconheceu do activo os créditos à habitação titularizados nas operações de securitização realizadas após 1 de Janeiro de 2004 (Nota 39), dado que reteve a maior parte dos riscos e benefícios associados à posse dos créditos. As operações de titularização realizadas anteriormente a 1 de Janeiro de 2004 foram desreconhecidas.
Os créditos vendidos e não desreconhecidos são registados em conta própria "Activos titularizados não desreconhecidos" (Nota 10) e sujeitos a critérios contabilísticos idênticos às restantes operações de crédito. Os juros e comissões associados à carteira de crédito titularizada são periodificados de acordo com o prazo das operações de crédito.
Os fundos recebidos pelas operações de titularização são registados, na data de recebimento, na rubrica de "Passivos financeiros associados a activos transferidos" (Nota 21).
Em 31 de Dezembro de 2010, na sequência da venda de parte das Notes relacionadas com estas operações de securitização, o Banco transferiu parte dos riscos/ benefícios associados aos créditos e desreconheceu proporcionalmente os activos titularizados não desreconhecidos anteriormente por contrapartida da rubrica de "Passivos financeiros associados a activos transferidos" (Notas 10 e 21). Durante 2011 foi actualizada a proporção dos activos desreconhecidos àquela data.
Os créditos titularizados nas operações de securitização realizadas após 31 de Dezembro de 2010 não foram desreconhecidos do activo do Banco, estando registados na rubrica "Activos titularizados não desreconhecidos" (Nota 10).
As operações de locação são classificadas como de locação financeira sempre que os respectivos termos façam com que sejam transferidos substancialmente todos os riscos e benefícios associados à detenção dos bens locados para o locatário. Estas operações são registadas de acordo com os seguintes critérios:
Os activos em regime de locação financeira são registados, pelo seu justo valor, nos activos tangíveis e no passivo, processando-se as correspondentes amortizações. As rendas relativas a contratos de locação financeira são desdobradas de acordo com o respectivo plano financeiro, reduzindo-se o passivo pela parte correspondente à amortização do capital. Os juros suportados são registados na rubrica de "Juros e encargos similares".
Os activos em regime de locação financeira são registados no balanço como crédito concedido, o qual é reembolsado através das amortizações de capital constantes do plano financeiro dos contratos. Os juros incluídos nas rendas são registados na rubrica de "Juros e rendimentos similares".
As responsabilidades por garantias prestadas e compromissos irrevogáveis são registadas em rubricas extrapatrimoniais pelo valor em risco, sendo os fluxos de juros, comissões ou outros proveitos registados em resultados ao longo do período de vida das operações.
Estas provisões são constituídas de acordo com o Aviso do Banco de Portugal nº 3/95, de 30 de Junho (com as alterações introduzidas subsequentemente, nomeadamente pelo Aviso nº 3/2005, de 21 de Fevereiro) e demais instruções e normas aplicáveis emitidas pelo Banco de Portugal.
Destina-se a fazer face aos riscos de realização de créditos concedidos que apresentem prestações vencidas e não pagas de capital ou juros. As percentagens provisionadas do crédito e juros vencidos dependem do tipo de garantias existentes e são função crescente do período decorrido desde a data de incumprimento.
A partir do exercício de 2007, os reforços das provisões para crédito e juros vencidos, créditos de cobrança duvidosa e risco país, relativamente ao crédito que se encontre garantido por direitos reais sobre bens imóveis, deixaram de ser aceites como custo para efeitos do cálculo dos impostos correntes.
Destina-se à cobertura dos riscos de realização do capital vincendo relativo a créditos concedidos que apresentem prestações vencidas e não pagas de capital ou juros, ou que estejam afectos a clientes que tenham outras responsabilidades vencidas. Nos termos do Aviso nº 3/95, são considerados créditos de cobrança duvidosa, os seguintes:
Os créditos nestas condições são considerados vencidos apenas para efeitos da constituição de provisões, sendo provisionados com base nas taxas aplicáveis ao crédito vencido dessas operações.
- Os créditos vincendos sobre um mesmo cliente se, de acordo com a classificação acima definida, o crédito e juros vencidos de todas as operações relativas a esse cliente excederem 25% do crédito total, acrescido de juros. Os créditos nestas condições são provisionados com base em metade das taxas aplicáveis aos créditos vencidos.
É ainda constituída uma provisão adicional para créditos de cobrança duvidosa, como resultado de uma análise do seu valor estimado de realização. Esta provisão não é aceite como custo para efeitos do cálculo dos impostos correntes.
Destina-se a fazer face aos problemas de realização dos activos financeiros e extrapatrimoniais sobre residentes de países considerados de risco pelo Banco de Portugal, qualquer que seja o instrumento utilizado ou a natureza da contraparte, com excepção:
As necessidades de provisões são determinadas por aplicação das percentagens fixadas em Instruções e Cartas Circulares do Banco de Portugal, que classificam os países e territórios segundo grupos de risco.
Encontra-se registada no passivo, na rubrica "Provisões", e destina-se a fazer face aos riscos associados à realização da carteira de crédito concedido e garantias e avales prestados, não identificados especificamente.
Esta provisão é calculada por aplicação das seguintes percentagens genéricas à totalidade do crédito não vencido, incluindo as garantias e avales:
Nos exercícios de 2001 e 2002 foram aceites como custo fiscal 50% dos reforços da provisão para riscos gerais de crédito. A partir de 1 de Janeiro de 2003, os reforços desta provisão deixaram de ser aceites para efeitos de cálculo dos impostos correntes. Em 2008 e 2009, não foram aceites como custo fiscal o líquido entre constituições e reposições da provisão para riscos gerais de crédito.
Adicionalmente, nos termos da legislação em vigor, a partir de 1 de Janeiro de 2001 quando se verifique a reposição de provisões para riscos gerais de crédito, são considerados proveitos do exercício em primeiro lugar aquelas que tenham sido custo fiscal do exercício da respectiva constituição.
Periodicamente, o Banco abate ao activo os créditos considerados incobráveis por utilização das provisões constituídas, após análise específica por parte dos órgãos de estrutura que têm a seu cargo o acompanhamento e recuperação dos créditos e aprovação do Conselho de Administração. Eventuais recuperações de créditos abatidos ao activo são reflectidas na demonstração de resultados na rubrica "Outros resultados de exploração".
De acordo com as políticas em vigor no Banco, os juros de créditos vencidos sem garantia real são anulados percorridos três meses após a data de vencimento da operação ou da primeira prestação em atraso. Os juros não registados, sobre os créditos acima referidos, apenas são reconhecidos no exercício em que venham a ser cobrados.
Os juros de crédito vencido relativamente a créditos garantidos por hipoteca ou com outras garantias reais não são anulados desde que o valor acumulado do capital em dívida e dos juros vencidos seja inferior ao valor atribuído à garantia, sendo provisionados de acordo com as percentagens previstas no Aviso nº 3/2005 do Banco de Portugal.
Os ganhos e perdas obtidos na venda de créditos a título definitivo são registados em resultados na rubrica "Resultados de alienação de outros activos" (Nota 33). Estes ganhos ou perdas correspondem à diferença entre o valor de venda fixado e o valor de balanço desses créditos, líquido de provisões. Na determinação do valor de venda fixado, não foram considerados eventuais recebimentos contingentes futuros.
Os outros activos e passivos financeiros são reconhecidos e valorizados de acordo com o preconizado nas IAS 32 e IAS 39, sendo registados na data de contratação pelo justo valor.
i) Activos e pasivos financeiros detidos para negociação e ao justo valor através de resultados
Os activos financeiros detidos para negociação incluem títulos de rendimento variável transaccionados em mercados activos, adquiridos com o objectivo de venda ou recompra no curto prazo, bem como instrumentos financeiros derivados. Os derivados de negociação com valor líquido a receber (justo valor positivo) são incluídos na rubrica activos financeiros detidos para negociação. Os derivados de negociação com valor líquido a pagar (justo valor negativo), são incluídos na rubrica passivos financeiros detidos para negociação.
Os activos ao justo valor através de resultados incluem títulos de rendimento fixo.
Os activos e passivos financeiros detidos para negociação e os activos e passivos financeiros ao justo valor através de resultados são reconhecidos inicialmente ao justo valor. Os ganhos e perdas decorrentes da valorização subsequente ao justo valor são reconhecidos na demonstração dos resultados.
Os juros inerentes aos activos financeiros e as diferenças entre o custo de aquisição e o valor nominal (prémio ou desconto) são calculados de acordo com o método da taxa efectiva e reconhecidos em resultados na rubrica de "Juros e rendimentos similares". A taxa efectiva é aquela que, sendo utilizada para descontar os fluxos de caixa futuros estimados associados ao instrumento financeiro, permite igualar o seu valor actual ao valor do instrumento financeiro na data do reconhecimento inicial.
Os juros associados a instrumentos financeiros derivados de negociação são classificados na rubrica "Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados".
O justo valor dos activos financeiros detidos para negociação e transaccionados em mercados activos é o seu "bid-price" ou a sua cotação de fecho à data do balanço. Se um preço de mercado não estiver disponível, o justo valor do instrumento é estimado com base em técnicas de valorização, que incluem modelos de avaliação de preços ou técnicas de "discounted cash-flows".
Quando são utilizadas técnicas de "discounted cash-flows", os fluxos financeiros futuros são estimados de acordo com as expectativas da gestão e a taxa de desconto utilizada corresponde à taxa de mercado para instrumentos financeiros com características semelhantes. Nos modelos de avaliação de preços, os dados utilizados correspondem a informações sobre preços de mercado.
O justo valor dos derivados que não são transaccionados em bolsa é estimado com base no montante que seria recebido ou pago para liquidar o contrato na data em análise, considerando as condições de mercado vigentes bem como a qualidade creditícia das contrapartes.
Os activos financeiros disponíveis para venda incluem instrumentos de capital e dívida que não se encontrem classificados como activos financeiros detidos para negociação, ao justo valor através de resultados, como investimentos a deter até à maturidade, como crédito ou como empréstimos e contas a receber.
Os activos financeiros disponíveis para venda são registados ao justo valor, com excepção dos instrumentos de capital não cotados num mercado activo e cujo justo valor não possa ser mensurado com fiabilidade, os quais permanecem registados ao custo. Os ganhos e perdas relativos à variação subsequente do justo valor são reflectidos em rubrica específica do capital próprio denominada "Reserva de justo valor" até à sua venda (ou até ao reconhecimento de perdas por imparidade), momento em que são transferidos para resultados. Os ganhos ou perdas cambiais de activos monetários são reconhecidas directamente na demonstração dos resultados.
Os juros inerentes aos activos financeiros disponíveis para venda são calculados de acordo com o método da taxa efectiva e registados em resultados na rubrica de "Juros e rendimentos similares".
Os rendimentos de títulos de rendimento variável são reconhecidos em resultados na data em que são atribuídos. De acordo com este critério, os dividendos antecipados são registados como proveitos no exercício em que é deliberada a sua distribuição.
De acordo com a restrição estabelecida pelo Aviso nº 1/2005, nesta rubrica são registados apenas os valores a receber de outras instituições de crédito.
Correspondem a activos financeiros com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados num mercado activo e não incluídos em qualquer uma das restantes categorias de activos financeiros.
No momento do reconhecimento inicial, estes activos são valorizados pelo justo valor, deduzido de eventuais comissões incluídas na taxa efectiva, e acrescido de todos os custos incrementais directamente atribuíveis à transacção. Subsequentemente, estes activos são reconhecidos em balanço ao custo amortizado, deduzido de perdas por imparidade e provisões para risco país, quando aplicável.
Os juros são reconhecidos com base no método da taxa efectiva ao longo do período de vida das operações.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Os títulos vendidos com acordo de recompra são mantidos na carteira onde estavam originalmente registados. Os fundos recebidos são registados, na data de liquidação, em conta própria do passivo, sendo periodificados os respectivos juros.
Os outros passivos financeiros correspondem essencialmente a recursos de instituições de crédito, depósitos de clientes e dívida emitida. Estes passivos são valorizados inicialmente ao justo valor, o qual normalmente corresponderá à contraprestação recebida, líquida dos custos de transacção e são posteriormente valorizados ao custo amortizado.
As emissões de obrigações encontram-se registadas nas rubricas "Outros passivos subordinados" e "Responsabilidades representadas por títulos".
Na data de emissão as obrigações são relevadas pelo justo valor (valor de emissão), sendo posteriormente valorizadas ao custo amortizado, com base no método da taxa de juro efectiva.
Os derivados embutidos em obrigações emitidas são registados separadamente e reavaliados ao justo valor através de resultados.
Esta rubrica inclui o passivo reconhecido relativamente a operações de titularização de crédito (Nota 21).
Estes passivos são inicialmente registados pelo valor recebido na cessão de créditos, sendo posteriormente valorizados pelo custo amortizado, de forma coerente com a valorização dos correspondentes activos e as condições definidas na operação de titularização.
O Banco efectua análises periódicas de imparidade dos seus activos financeiros, sem prejuízo do referido na alínea d) para o crédito concedido a clientes e outros valores a receber.
Quando existe evidência de imparidade num activo ou grupo de activos financeiros, as perdas por imparidade são registadas por contrapartida da demonstração dos resultados.
Para títulos cotados, considera-se que existe evidência de imparidade numa situação de desvalorização continuada ou de valor significativo na cotação dos títulos. Para títulos não cotados, é considerado evidência de imparidade a existência de impacto negativo no valor estimado dos fluxos de caixa futuros do activo financeiro, desde que possa ser estimado com fiabilidade.
O Banco considera a natureza e características específicas dos activos em avaliação nas análises periódicas de existência de perdas por imparidade. Relativamente a estes critérios objectivos de imparidade, o BST considera adequado um prazo de 24 meses para efeitos do critério de desvalorização prolongada em instrumentos financeiros face ao seu custo de aquisição. Adicionalmente, no que se refere ao critério de desvalorização significativa, o Banco considera a existência de menos-valias potenciais superiores a 50% do custo de aquisição do instrumento financeiro.
Caso num período subsequente se registe uma diminuição no montante das perdas por imparidade atribuídas a um evento, o valor previamente reconhecido é revertido através de ajustamento à conta de perdas por imparidade. O montante da reversão é reconhecido directamente na demonstração dos resultados.
Relativamente a activos financeiros disponíveis para venda, em caso de evidência objectiva de imparidade, resultante de diminuição significativa ou prolongada do justo valor do título ou de dificuldades financeiras do emitente, a perda acumulada na reserva de reavaliação de justo valor é removida do capital próprio e reconhecida nos resultados. As perdas por imparidade registadas em títulos de rendimento fixo podem ser revertidas através de resultados, caso se verifique uma alteração positiva no justo valor do título resultante de um evento ocorrido após a determinação da imparidade. As perdas por imparidade relativas a títulos de rendimento variável não podem ser revertidas, pelo que eventuais mais valias potenciais originadas após o reconhecimento de perdas por imparidade são reflectidas na reserva de justo valor. Quanto a títulos de rendimento variável para os quais tenha sido registada imparidade, posteriores variações negativas no justo valor são sempre reconhecidas em resultados.
Relativamente a activos financeiros registados ao custo, nomeadamente instrumentos de capital não cotados e cujo o justo valor não possa ser mensurado com fiabilidade, o Banco efectua igualmente análises periódicas de imparidade. Neste âmbito, o valor recuperável corresponde à melhor estimativa dos fluxos futuros a receber do activo, descontados a uma taxa que reflicta de forma adequada o risco associado à sua detenção.
Conforme referido anteriormente, os activos financeiros registados nas categorias de Activos financeiros detidos para negociação e ao justo valor através de resultados e Activos financeiros disponíveis para venda são valorizados pelo justo valor.
O justo valor de um instrumento financeiro corresponde ao montante pelo qual um activo ou passivo financeiro pode ser vendido ou liquidado entre partes independentes, informadas e interessadas na concretização da transacção em condições normais de mercado.
O justo valor de activos financeiros é determinado por um órgão do Banco independente da função de negociação, com base em:
Os instrumentos financeiros mantidos ao custo amortizado são inicialmente registados pelo justo valor acrescido ou deduzido de proveitos ou custos directamente atribuíveis à transacção. O reconhecimento dos juros é efectuado pelo método da taxa efectiva.
Sempre que a estimativa de pagamentos ou cobranças associadas a instrumentos financeiros valorizados pelo seu custo amortizado seja revista, o respectivo valor de balanço é ajustado para reflectir os cash flows revistos. O novo custo amortizado é apurado calculando o valor presente dos cash flows futuros revistos à taxa de juro efectiva original do instrumento financeiro. O ajustamento no custo amortizado é reconhecido na demonstração de resultados.
f) Valorização de instrumentos derivados e contabilidade de cobertura
Os instrumentos derivados transaccionados pelo Banco são sempre reconhecidos em balanço pelo seu justo valor.
Os derivados embutidos noutros instrumentos financeiros (nomeadamente em dívida emitida) são separados do instrumento de acolhimento, sempre que os seus riscos e características não estejam intimamente relacionados com os do contrato de acolhimento e a totalidade do instrumento não seja registada ao justo valor por contrapartida de resultados.
O BST utiliza instrumentos financeiros derivados para cobertura dos riscos de taxa de juro e taxa de câmbio resultantes de actividades de financiamento e de investimento. Os derivados que não se qualificam para aplicação da contabilidade de cobertura são registados como instrumentos financeiros de negociação, nas rubricas de activos ou passivos financeiros detidos para negociação, e todas as variações no seu justo valor são reflectidas em resultados.
Os derivados que se qualificam para aplicação de contabilidade de cobertura são registados ao seu justo valor e os ganhos ou perdas são reconhecidos de acordo com o modelo de contabilidade de cobertura adoptado pelo BST.
Nos termos previstos na IAS 39.88, é aplicada a contabilidade de cobertura quando se verificam cumulativamente os seguintes requisitos:
A metodologia da contabilidade de cobertura apenas é aplicada a partir do momento em que todos estes requisitos são cumpridos. Do mesmo modo, se em algum momento a eficácia de cobertura deixar de se situar no intervalo entre 80% e 125%, a contabilidade de cobertura é descontinuada.
Cobertura de justo valor
Os ganhos ou perdas na reavaliação de um instrumento de cobertura são reconhecidos em resultados. Caso a cobertura seja eficaz, os ganhos ou perdas resultantes da variação do justo valor do elemento coberto relativo ao risco que está a ser objecto de cobertura são igualmente reconhecidos em resultados.
Se um instrumento de cobertura se vence ou é terminado antecipadamente, os ganhos ou perdas reconhecidos na valorização do risco coberto como correcções de valor dos elementos cobertos, são amortizados ao longo do período remanescente. Se o activo ou passivo coberto é vendido ou liquidado, todos os valores reconhecidos na valorização do risco coberto são reconhecidos em resultados do exercício e o instrumento derivado passa a pertencer à carteira de negociação. Se a cobertura deixar de ser eficaz, os ganhos ou perdas reconhecidos como correcções de valor dos elementos cobertos são amortizados por resultados durante o período remanescente.
No caso de coberturas de risco de taxa de câmbio de elementos monetários, não é aplicada contabilidade de cobertura, sendo o ganho ou perda associado ao derivado reconhecido na demonstração dos resultados, assim como as variações cambiais dos elementos monetários.
Como cobertura de fluxos de caixa entende-se a cobertura a uma exposição relativa à variabilidade de fluxos futuros, que pode ser atribuída a um risco específico associado a um activo ou passivo reconhecido, ou ainda a uma transacção futura altamente provável, e que possa afectar os resultados.
O BST tem instrumentos financeiros derivados contratados para cobertura dos fluxos futuros de juros de parte da sua carteira de crédito à habitação remunerada a taxa variável. Adicionalmente, o Banco tem instrumentos financeiros derivados para cobertura dos fluxos futuros de juros a pagar em passivos emitidos.
A aplicação da contabilidade de cobertura de fluxos de caixa está sujeita aos requisitos genéricos anteriormente referidos para a contabilidade de cobertura e implica os seguintes registos:
Adicionalmente, o ganho ou perda no instrumento de cobertura reconhecido em capitais próprios corresponde ao menor dos seguintes valores:
Nesse sentido, e se aplicável, a parte não reconhecida em capitais próprios do ganho ou perda no instrumento de cobertura será reflectida em resultados.
A contabilidade de cobertura de fluxos de caixa deve ser descontinuada se o instrumento de cobertura se vencer ou terminar antecipadamente, se a cobertura deixar de ser eficaz ou se for decidido terminar a designação da relação de cobertura. Nestes casos, o ganho ou perda acumulado resultante do instrumento de cobertura deve permanecer reconhecido separadamente no capital próprio, sendo reflectido em resultados no mesmo período de tempo do reconhecimento em resultados dos ganhos ou perdas no elemento coberto.
Os activos tangíveis utilizados pelo Banco para o desenvolvimento da sua actividade são contabilisticamente relevados pelo custo de aquisição (incluindo custos directamente atribuíveis) deduzido das amortizações acumuladas, bem como de perdas por imparidade, quando aplicável.
A depreciação dos activos tangíveis é registada numa base sistemática ao longo do período de vida útil estimado do bem:
| Anos de vida útil | |
|---|---|
| Imóveis de serviço próprio | 50 |
| Equipamento | 4 a 10 |
As despesas de investimento em obras não passíveis de recuperação, realizadas em edifícios que não sejam propriedade do Banco (arrendados) são amortizadas ao longo de um prazo compatível com o da sua vida útil esperada ou do contrato de arrendamento, caso este seja inferior. Em média corresponde a um período de dez anos.
Conforme previsto na IFRS 1, os activos tangíveis adquiridos até 1 de Janeiro de 2004 foram registados pelo valor contabilístico na data de transição para os IAS/IFRS, que correspondeu ao custo ajustado por reavaliações efectuadas nos termos da legislação em vigor, decorrentes da evolução de índices gerais de preços. Uma parcela correspondente a 40% do aumento das amortizações que resultam dessas reavaliações não é aceite como custo para efeitos fiscais, sendo registados os correspondentes impostos diferidos passivos.
Periodicamente são efectuados testes de imparidade. Para este efeito, os balcões são considerados unidades geradoras de fluxos de caixa, sendo registadas perdas por imparidade nas situações em que o valor recuperável do imóvel através do seu uso nas operações ou pela venda é inferior ao valor líquido contabilístico.
Os critérios seguidos nas avaliações dos imóveis consideram normalmente o método de comparação de mercado, e o valor constante da avaliação corresponde ao valor de mercado do bem no estado actual.
O Banco regista nesta rubrica as despesas incorridas na fase de desenvolvimento de projectos relativos a tecnologias de informação implementados e em fase de implementação, bem como o custo de software adquirido, em qualquer dos casos quando o impacto esperado se reflecte para além do exercício em que são realizados. Anualmente é efectuada uma análise para apuramento de eventuais perdas por imparidade.
Os activos intangíveis são amortizados por duodécimos, ao longo do seu período de vida útil estimado o qual, em média, corresponde a três anos. Para a plataforma informática (Parténon), a vida útil esperada corresponde no máximo a cinco anos.
O Banco regista na rubrica de "Activos não correntes detidos para venda"os imóveis, equipamentos e outros bens recebidos em dação ou arrematação para pagamento de operações de crédito vencido, sendo registados pelo valor acordado por via negocial ou judicial, quando estes se encontram disponíveis para venda imediata na sua condição presente e existe a probabilidade de alienação no período de um ano. Caso não cumpram estes critérios, são registados na rubrica "Outros activos" (Nota 16).
Os imóveis são objecto de avaliações periódicas efectuadas por avaliadores independentes que dão lugar ao registo de perdas por imparidade, sempre que o valor decorrente dessas avaliações (líquido de custos de venda) seja inferior ao valor por que se encontram contabilizados.
Os bens recuperados na sequência da rescisão de contratos de locação financeira são registados no activo pelo valor do capital em dívida à data da rescisão.
Adicionalmente, são registados nesta rubrica os imóveis de serviço próprio do Banco que se encontram em processo de venda. Estes activos são transferidos pelo seu valor contabilístico de acordo com a IAS 16 (custo de aquisição, líquido de amortizações e imparidades acumuladas) e são igualmente objecto de avaliações periódicas para apuramento de eventuais perdas por imparidade.
De acordo com o preconizado pela IFRS 5 - Activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas, o Banco não reconhece mais-valias potenciais nestes activos.
O Conselho de Administração do Banco considera que os métodos adoptados são adequados e reflectem a realidade de mercado.
Uma provisão é constituída quando existe uma obrigação presente (legal ou construtiva) resultante de eventos passados relativamente à qual seja provável o futuro dispêndio de recursos, e este possa ser determinado com fiabilidade. O montante da provisão corresponde à melhor estimativa do valor a desembolsar para liquidar a responsabilidade na data do balanço.
Caso não seja provável o futuro dispêndio de recursos, trata-se de um passivo contingente. Os passivos contingentes são apenas objecto de divulgação, a menos que a possibilidade da sua concretização seja remota.
Esta rubrica do passivo inclui as provisões constituídas para fazer face, nomeadamente, a benefícios pós emprego específicos de membros do Conselho de Administração, ao plano de reestruturação, a riscos fiscais, a processos judiciais e a outros riscos específicos decorrentes da actividade do BST, de acordo com a IAS 37 (Nota 22).
O Banco subscreveu o Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) para o sector bancário, pelo que os seus empregados ou as suas famílias têm direito a pensões de reforma, invalidez e sobrevivência.
Para os colaboradores admitidos no Banco até 31 de Dezembro de 2008, o plano de pensões existente no BST correspondia a um plano de benefícios definidos, uma vez que estabelece os critérios de determinação do valor da pensão que um empregado receberá durante a reforma em função do tempo de serviço prestado e da respectiva retribuição à data da reforma, sendo as pensões actualizadas anualmente com base nas remunerações previstas no ACT para o pessoal no activo. Para estes trabalhadores, o Banco tem sido responsável pelo pagamento integral das pensões previstas no ACT. Para cobertura das responsabilidades com o plano de benefícios definidos o Banco dispõe de um Fundo de Pensões.
A partir de 1 de Janeiro de 2009, os colaboradores admitidos no Banco passaram a estar inscritos na Segurança Social, estando abrangidos por um plano de pensões complementar de contribuição definida e direitos adquiridos ao abrigo do artigo 137º – C do ACT. O referido plano é financiado através de contribuições dos colaboradores (1,5%) e do Banco (1,5%) sobre o valor da retribuição mensal efectiva. Para este efeito, cada colaborador pode optar por um fundo de pensões aberto à sua escolha.
Os empregados do ex – totta já estavam inscritos na Segurança Social, pelo que a responsabilidade do Banco com o plano de benefício definido relativamente a estes colaboradores tem consistido no pagamento de complementos.
Em Outubro de 2010 foi celebrado um acordo entre o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, a Associação Portuguesa de Bancos e a Federação do Sector Financeiro (FEBASE), para integração dos trabalhadores do sector bancário no Regime Geral da Segurança Social. Na sequência deste acordo, foi publicado em 2011 o Decreto-Lei nº 1-A/2011, de 3 de Janeiro, que define que os trabalhadores do sector bancário que estejam no activo na data da sua entrada em vigor (4 de Janeiro de 2011), passam a estar abrangidos pelo Regime Geral da Segurança Social, no que diz respeito à pensão de reforma por velhice e nas eventualidades de maternidade, paternidade e adopção. Face ao carácter de complementaridade previsto nas regras do Acordo Colectivo de Trabalho do Sector Bancário, o Banco continuará a garantir a diferença entre o valor dos benefícios que sejam pagos ao abrigo do Regime Geral da Segurança Social para as eventualidades integradas e os previstos nos termos do referido Acordo.
Na sequência das instruções do Conselho Nacional dos Supervisores Financeiros, as responsabilidades por serviços passados reconhecidas a 31 de Dezembro de 2010 não sofrem alterações com a publicação do referido Decreto-Lei, uma vez que a redução do valor das pensões a cargo do Banco relativa aos trabalhadores no activo é aplicável aos serviços futuros dos colaboradores, com início em 1 de Janeiro de 2011. Desta forma, o custo do serviço corrente reduziu-se a partir desta data, mas o Banco passou a suportar Taxa Social Única (TSU) de 23,6%. O Banco mantém a seu cargo as responsabilidades pelo pagamento das pensões de invalidez e sobrevivência e os subsídios de doença.
Em Dezembro de 2011 foi celebrado um acordo tripartido entre o Ministério das Finanças, a Associação Portuguesa de Bancos e a Federação do Sector Financeiro (FEBASE), com vista à transferência para o âmbito da Segurança Social de parte das responsabilidades com reformados e pensionistas que em 31 de Dezembro de 2011 se encontravam abrangidos pelo regime de segurança social substitutivo constante de instrumento de regulamentação colectiva de trabalho vigente no sector bancário (ACT).
Na sequência deste acordo, foi publicado ainda em 2011 o Decreto-Lei nº 127/2011, de 31 de Dezembro, que define que a Segurança Social é responsável, a partir de 1 de Janeiro de 2012, pelas pensões acima referidas, no valor correspondente ao pensionamento da remuneração à data de 31 de Dezembro de 2011, nos termos e condições previstos nos instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho do sector bancário aplicáveis, incluindo os valores relativos ao subsídio de Natal e ao 14.º mês.
De acordo com este Decreto-Lei, o Banco, através do respectivo fundo de pensões, apenas mantém a responsabilidade pelo pagamento:
No âmbito da transferência das responsabilidades assumidas pela Segurança Social foram ainda transferidos os activos do Fundo de Pensões do Banco, na parte correspondente a essas responsabilidades. O valor dos activos dos fundos de pensões a transmitir para o Estado corresponde ao valor das responsabilidades assumidas pela Segurança Social de acordo com o decreto-lei, as quais foram determinadas tendo em conta os seguintes pressupostos:
Tábua de mortalidade população masculina TV 73/77 menos 1 ano Tábua de mortalidade população feminina TV 88/90 Taxa técnica actuarial (desconto) 4%
Os activos a transmitir deverão ser constituídos por numerário e, até 50% do valor dos activos a transmitir, por títulos da dívida pública portuguesa, neste caso valorizados pelo respectivo valor de mercado.
A transmissão da titularidade dos activos será realizada pelo Banco nos seguintes termos:
Neste sentido, e antes de proceder à transferência para a Segurança Social, o Banco obteve estudos actuariais que permitiram apurar o valor da transferência.
Na sequência do acordo de transferência para o âmbito da Segurança Social dos reformados e pensionistas, e para efeitos da determinação do valor das responsabilidades a transferir de acordo com o estabelecido no Decreto-Lei nº 127/2011, de 31 de Dezembro, o Banco efectuou o cálculo das responsabilidades separadamente para empregados no activo e para reformados, tendo definido pressupostos específicos para cada uma das realidades (Nota 38).
A diferença entre o valor das responsabilidades a transmitir para o Estado, determinadas com base nos pressupostos acima referidos, e determinadas com base em pressupostos actuariais actualizados adoptados pelo Banco foi registada na rubrica de resultados "Custos com o pessoal" (Notas 35 e 38).
Adicionalmente, os colaboradores da Sucursal de Londres do Banco estão abrangidos por um plano de pensões de benefício definido, para o qual a Sucursal dispõe de um fundo de pensões separado (Nota 38).
Em Fevereiro de 2010 foi aprovado um plano complementar de reforma de contribuição definida para um conjunto de directivos do Banco, tendo para o efeito sido contratado um seguro no montante de mEuros 4.430 (Nota 35).
As responsabilidades do BST com pensões de reforma são calculadas por peritos externos, a Towers Watson International Limited, Sucursal em Portugal (ex-Watson Wyatt), com base no método "Projected Unit Credit". A taxa de desconto utilizada nos estudos actuariais é determinada com base nas taxas de mercado relativas a obrigações de empresas de rating elevado, denominadas na moeda em que os benefícios serão pagos (Euros) e com maturidade semelhante à data do termo das obrigações do plano. Os benefícios pósemprego dos colaboradores incluem ainda os cuidados médicos (SAMS), bem como o subsídio por morte na reforma.
O Banco Santander Negócios Portugal, S.A. (BSN) não subscreveu o Acordo Colectivo de Trabalho em vigor para o sector bancário. No exercício de 2006 o BSN constituiu um fundo de pensões de contribuição definida, em que os colaboradores podiam efectuar contribuições voluntárias. A contribuição do BSN dependia dos resultados e correspondia a uma percentagem do salário dos colaboradores, com o mínimo anual de 1.000 Euros por participante. Na sequência da fusão por incorporação do BSN no BST, os colaboradores do ex-BSN foram integrados no ACT e no plano de pensões de benefício definido do BST a partir de Maio de 2010. Foi reconhecida antiguidade para os colaboradores admitidos antes de 1 de Julho de 1997. O aumento das responsabilidades por serviços passados com os colaboradores do BSN foi reconhecido na rubrica "Custos com o pessoal".
A Totta IFIC não dispunha de fundo de pensões. Na sequência da fusão por incorporação da Totta IFIC no BST, os colaboradores da ex-Totta IFIC foram integrados no ACT e no plano de pensões de benefício definido do BST a partir de Abril de 2011. Foi reconhecida antiguidade para os colaboradores admitidos antes de 1 de Julho de 1997. O aumento das responsabilidades por serviços passados com os colaboradores da Totta IFIC foi reconhecido na rubrica "Custos com o pessoal".
Em 2011 e 2010 o BST assumiu um acréscimo de responsabilidades de mEuros 1.044 e mEuros 778, relativo aos colaboradores da Totta IFIC e do BSN, respectivamente (Nota 38).
Em 1 de Janeiro de 2005, o BST optou por não aplicar retrospectivamente a Norma IAS 19, não tendo então efectuado o recalculo dos ganhos e perdas actuariais que seriam diferidos em balanço caso tivesse adoptado esta Norma desde o início dos planos de pensões. Deste modo, os ganhos e perdas actuariais já existentes em 1 de Janeiro de 2005, bem como os decorrentes da adopção da IAS 19 estão a ser amortizados por contrapartida de resultados transitados durante o período transitório estabelecido pelo Banco de Portugal.
Em 2011 o Banco decidiu alterar a política contabilística de reconhecimento dos ganhos e perdas actuariais, deixando de adoptar o método do corredor e passando a reconhecer os ganhos e perdas actuariais directamente em capitais próprios, conforme permitido pela IAS 19. A Administração entende que esta alteração traduz de forma mais apropriada a posição económica e financeira do Banco relativamente às responsabilidades com pensões.
Esta alteração de política contabilística foi aplicada retrospectivamente, conforme requerido pela IAS 8 (Nota 1.4.).
O BST regista em "Custos com o pessoal" da demonstração dos resultados as seguintes componentes:
Nos termos dos Avisos nº 7/2008 e nº 4/2005, o acréscimo de responsabilidades resultante da aplicação da IAS 19 em 1 de Janeiro de 2005 (no montante de mEuros 636.659) foi reconhecido na rubrica de "Outros activos" e está a ser amortizado por contrapartida de resultados transitados de acordo com um plano de amortização de prestações uniformes até 31 de Dezembro de 2012, com excepção da parte referente a responsabilidades relativas a cuidados médicos pós-emprego e à alteração da tábua de mortalidade, cuja amortização será efectuada até 31 de Dezembro de 2014 (Nota 38). De notar que este plano de amortização de prestações uniformes até 30 de Junho de 2008 tinha como datas limite 31 de Dezembro de 2009 e 31 de Dezembro de 2011, respectivamente.
O Aviso do Banco de Portugal nº 4/2005 determina a obrigatoriedade de financiamento integral pelo Fundo de Pensões das responsabilidades por pensões em pagamento e de um nível mínimo de financiamento de 95% das responsabilidades com serviços passados do pessoal no activo. No entanto, estabelece um período transitório entre 5 e 7 anos relativamente à cobertura do aumento de responsabilidades decorrente da adopção da IAS 19.
O Banco dotou em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 o Fundo de Pensões de forma a proceder à cobertura da totalidade das suas responsabilidades com benefícios de empregados, incluindo o SAMS.
Nos termos do ACT, o BST assumiu o compromisso de atribuir aos colaboradores no activo que completem quinze, vinte e cinco e trinta anos de bom e efectivo serviço, um prémio de antiguidade de valor igual, respectivamente, a um, dois ou três meses da sua retribuição mensal efectiva (no ano da atribuição), respectivamente.
O BST determina o valor actual das responsabilidades com prémios de antiguidade através de cálculos actuariais pelo método "Projected Unit Credit". Os pressupostos actuariais (financeiros e demográficos) têm por base expectativas para o crescimento dos salários e baseiam-se em tábuas de mortalidade adaptadas à população do BST. A taxa de desconto é determinada com base em taxas de mercado de obrigações de empresas de rating elevado e prazo semelhante ao da liquidação das responsabilidades.
As responsabilidades por prémios de antiguidade são registadas na rubrica de "Outros passivos – prémios de antiguidade" (Nota 24).
O BST está sujeito ao regime fiscal consignado no Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (Código do IRC). As contas das sucursais são integradas nas contas do Banco para efeitos fiscais. Para além da sujeição a IRC nestes termos, os resultados das sucursais são ainda sujeitos a impostos locais nos países/territórios onde estão estabelecidas. Os impostos locais são dedutíveis à colecta de IRC em Portugal nos termos do Artigo 91º do respectivo Código e dos Acordos de Dupla Tributação celebrados por Portugal.
A Sucursal Financeira Exterior na Região Autónoma da Madeira beneficia, ao abrigo do Artigo 33º do Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF), de isenção de IRC até 31 de Dezembro de 2011. Para efeitos da aplicação desta isenção, de acordo com o disposto no Artigo 34º-A do EBF, considera-se que pelo menos 85% do lucro tributável da actividade global do Banco é resultante de actividades exercidas fora do âmbito institucional da zona franca da Madeira.
De acordo com o Artigo 92º do Código do IRC, o imposto liquidado nos termos do nº 1 do Artigo 90º, líquido das deduções correspondentes à dupla tributação internacional e a benefícios fiscais, não pode ser inferior a 90% do montante que seria apurado se o sujeito passivo não usufruísse de benefícios fiscais e dos regimes previstos no nº 13 do Artigo 43º e no Artigo 75º, ambos do Código do IRC.
A partir de 1 de Janeiro de 2007, os municípios podem deliberar uma derrama anual até ao limite máximo de 1,5% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de IRC. Esta disposição implicou que a taxa fiscal utilizada nos exercícios de 2010 e 2011 no cálculo de impostos diferidos sobre eventuais prejuízos fiscais reportáveis fosse de 25% e que se aplique 26,5% para as demais diferenças temporárias geradas no reconhecimento do imposto sobre lucros do exercício.
Com a publicação da Lei nº 12–A/2010, de 30 de Junho, foi introduzida a derrama estadual, que é paga por todos os sujeitos passivos que apurem um lucro tributável sujeito e não isento de IRC superior a mEuros 2.000. A derrama estadual corresponde a 2,5% da parte do lucro tributável superior ao referido limite. Esta disposição implicou que a taxa fiscal utilizada no cálculo dos impostos diferidos, com excepção de eventuais prejuízos fiscais reportáveis, e no reconhecimento do imposto sobre lucros do período, fosse de 29%.
Com a publicação da Lei do Orçamento do Estado para 2012 (Lei nº 64–B/2011, de 30 de Dezembro) , as empresas que apresentem nesse exercício e nos seguintes lucros tributáveis mais elevados são sujeitas a taxas agravadas em sede de derrama estadual. Nesse sentido, as empresas com lucros tributáveis compreendidos entre mEuros 1.500 e mEuros 10.000 passam as estar sujeitas a uma taxa de derrama estadual de 3% e as empresas com lucros tributáveis superiores a mEuros 10.000 ficam sujeitas a uma taxa de 5%. Assim, sempre que o lucro tributável apurado exceda os mEuros 10.000, aplicar-se-á uma taxa de 3% ao montante de mEuros 8.500, aplicando-se uma taxa de 5% ao lucro tributável remanescente. Esta disposição implicou que a taxa fiscal utilizada no exercício de 2011 no reconhecimento do imposto sobre lucros do período fosse de 26,5% para mEuros 1.500 do lucro tributável, 29,5% para mEuros 8.500 do lucro tributável e 31,5% para o remanescente. De referir que o Banco apurou prejuízo fiscal no exercício de 2011.
Os prejuízos apurados no exercício de 2011 poderão ser utilizados nos quatro exercícios subsequentes, contudo, a sua dedução será limitada nos termos previstos na Lei do Orçamento do Estado para 2012, acima mencionada, a qual veio estabelecer que a dedução dos prejuízos a efectuar em cada exercício não pode exceder 75% do respectivo lucro tributável, podendo o remanescente (restantes 25%) ser utilizado até ao final do prazo de reporte.
De salientar que os prejuízos gerados a partir do exercício de 2012, inclusive, são reportáveis nos cinco períodos de tributação posteriores.
Com a publicação da Lei n.º 55 - A/2010, de 31 de Dezembro, o Banco passou a estar abrangido pelo regime de contribuição sobre o sector bancário. A contribuição sobre o sector bancário incide sobre:
As taxas aplicáveis às bases de incidência definidas pelas alíneas a) e b) anteriores variam entre 0,01% e 0,05% e 0,00010% e 0,00020%, respectivamente, em função do valor apurado.
Os impostos diferidos activos e passivos correspondem ao valor do imposto a recuperar e a pagar em períodos futuros resultante de diferenças temporárias entre o valor de um activo ou passivo no balanço e a sua base de tributação. Os créditos fiscais são igualmente registados como impostos diferidos activos.
Os impostos diferidos activos são reconhecidos quando se estimam que sejam recuperáveis e até ao montante em que seja provável a existência de lucros tributáveis futuros que acomodem as diferenças temporárias dedutíveis.
Os impostos diferidos activos e passivos foram calculados com base nas taxas fiscais decretadas para o período em que se prevê que seja realizado o activo ou incorrido o passivo.
Os impostos correntes e os impostos diferidos são reflectidos em resultados, com excepção dos impostos referentes a transacções directamente registadas em capitais próprios, nomeadamente, a amortização das responsabilidades relativas a benefícios a empregados registadas na rubrica de "Outros activos" em 1 de Janeiro de 2005, bem como os ganhos e perdas potenciais em títulos disponíveis para venda e em derivados de cobertura de fluxos de caixa, e os desvios actuariais relativos a responsabilidades com pensões na sequência da alteração da política contabilística (Nota 1.2. k)).
O Banco tem planos de incentivos a longo prazo sobre acções e opções sobre acções do Banco Santander, S.A., empresa mãe do Grupo Santander. Face às suas características, estes planos consistem em "equity settled share-based payment transactions", conforme definido na IFRS 2 e na IFRIC 11. A gestão, cobertura e execução destes planos de incentivos a longo prazo é assegurada directamente pelo Banco Santander S.A.. O BST paga anualmente ao Banco Santander, S.A. o montante relativo a estes planos.
O registo dos referidos planos consiste em reconhecer o direito dos colaboradores do Banco a estes instrumentos na rubrica de "Outras reservas", por contrapartida da rubrica de "Custos com pessoal", na medida em que correspondem a uma remuneração pela prestação de serviços.
A descrição dos planos de incentivos de longo prazo sobre acções e opções sobre acções do Banco Santander S.A. em vigor em 2011 e 2010 está incluída na Nota 41.
O Banco adopta o princípio contabilístico da especialização de exercícios em relação aos proveitos com a prestação do serviço de mediação de seguros - comissões. Assim, estes proveitos são registados à medida que são gerados, independentemente do momento do seu recebimento. Os valores a receber são submetidos a análises de perdas por imparidade.
Conforme referido na Nota Introdutória, a 1 de Abril de 2011 ocorreu a fusão por incorporação da Totta IFIC no Banco. A fusão para efeitos contabilísticos foi reportada àquela data. O Banco integrou os activos e passivos da Totta IFIC pelo valor contabilístico que apresentavam nas demonstrações financeiras em 31 de Março de 2011. A diferença entre o valor contabilístico e o custo de aquisição foi registado nas rubricas de capital, prémios de emissão e reserva de fusão. O impacto desta fusão nos capitais próprios do Banco pode ser demonstrado como segue:
| Capitais próprios ajustados 167.381 ---------- Custo de aquisição da participação na Totta IFIC em 31 de Março de 2011 10.556 Aumento de capital do Banco 36.618 Prémio de emissão 29.687 --------- 76.861 --------- Reserva de fusão 90.520 ===== |
Situação líquida da Totta IFIC à data da fusão Transferência das reservas de reavaliação Outras correcções – plano de incentivos |
175.019 ( 7.606 ) ( 32 ) |
|---|---|---|
| ---------- | ||
Consequentemente, uma vez que o balanço e a demonstração de resultados dos períodos anteriores não foram reexpressos, os activos, passivos, custos e proveitos do Banco em 31 de Dezembro de 2011 não são directamente comparáveis com os de 31 de Dezembro de 2010.
Apresenta-se de seguida um resumo por rubrica do balanço individual da Totta IFIC em 31 de Março de 2011 que foi incorporado no BST nos termos atrás descritos:
| Balanço | 31-03-2011 |
|---|---|
| Activo | |
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 2 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 339.881 |
| Aplicações em instituições de crédito | 657.856 |
| Crédito a clientes | 2.843.921 |
| Activos não correntes detidos para venda | 6.605 |
| Outros activos tangíveis | 3.726 |
| Activos intangíveis | 459 |
| Activos por impostos correntes | 3 |
| Activos por impostos diferidos | 10.838 |
| Outros activos | 12.001 |
| Total do Activo | 3.875.292 |
| Passivo | |
| Recursos de outras instituições de crédito | 2.660.427 |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | 859.523 |
| Provisões | 26.670 |
| Passivos por impostos correntes | 9.573 |
| Passivos por impostos diferidos | 6.708 |
| Outros passivos subordinados | 63.049 |
| Outros passivos | 74.323 |
| Total do Passivo | 3.700.273 |
| Capitais Próprios | |
| Capital subscrito | 34.563 |
| Reservas de reavaliação | 7.606 |
| Outras reservas e resultados transitados | 124.662 |
| Resultado do período | 8.188 |
| Total dos Capitais Próprios | 175.019 |
| Total do Passivo e dos Capitais Próprios | 3.875.292 |
Tal como referido na Nota 1.2.k), no exercício de 2011, o Conselho de Administração do Banco decidiu alterar a política contabilística, deixando de utilizar o método do corredor e passando a reconhecer os ganhos e perdas actuariais em capitais próprios, conforme permitido pela IAS 19.
De acordo com a Lei nº 64 – B/2011, relativa ao Orçamento de Estado para 2012, o impacto desta alteração será aceite em termos fiscais durante um período de 10 anos. Por conseguinte, o Banco registou impostos diferidos activos no montante de mEuros 151.748 (Nota 15), decorrentes desta alteração de política contabilística.
Conforme requerido pela IAS 8, são apresentados em seguida os efeitos da alteração da política contabilística no capital próprio em 1 de Janeiro de 2010, no resultado líquido do exercício de 2010 e no capital próprio de 31 de Dezembro de 2010:
| 31-12-2010 | 31-12-2009 | |||
|---|---|---|---|---|
| Capital próprio sem resultado líquido do exercício |
Resultado líquido do exercício |
Capital próprio total |
Capital próprio |
|
| Saldos antes da aplicação retrospectiva | 1.475.352 | 278.010 | 1.753.362 | 2.102.201 |
| Impacto da aplicação retrospectiva em 01 de Janeiro de 2010 | ||||
| Desvios actuariais acumulados em 01 de Janeiro de 2010 | (240.412) | - | (240.412) | (240.412) |
| Desvios actuariais reconhecidos em 2010 | (73.153) | - | (73.153) | - |
| Desvios actuariais amortizados em 2010 (excesso do corredor) | - | 4.061 | 4.061 | - |
| Efeito fiscal | 89.756 | - | 89.756 | 69.719 |
| (223.809) | 4.061 | (219.748) | (170.693) | |
| Saldos após aplicação retrospectiva | 1.251.543 | 282.071 | 1.533.614 | 1.931.508 |
A preparação das demonstrações financeiras requer a elaboração de estimativas e a adopção de pressupostos por parte do Conselho de Administração do Banco. Estas estimativas são subjectivas por natureza e podem afectar o valor dos activos e passivos, proveitos e custos, assim como de passivos contingentes divulgados.
No que respeita às provisões para crédito a clientes, contas a receber e garantias e avales prestados, o Banco cumpre os limites mínimos definidos pelo Banco de Portugal (Nota 1.2. d)). No entanto, sempre que considera necessário estas provisões são reforçadas de forma a reflectir a estimativa do Banco sobre o risco de incobrabilidade associado aos clientes.
Conforme descrito na Nota 1.2. e), as menos-valias resultantes da valorização destes activos são reconhecidas por contrapartida da rubrica "Reserva de reavaliação". Sempre que exista evidência objectiva de imparidade, as menos valias acumuladas que tenham sido reconhecidas devem ser transferidas para custos do exercício.
No caso de instrumentos de capital, a determinação da existência de perdas por imparidade pode revestir-se de alguma subjectividade. O Banco determina a existência ou não de imparidade nestes activos através de uma análise específica em cada data de balanço e tendo em consideração os indícios definidos na IAS 39 (Nota 1.2. e)).
No caso de instrumentos de dívida classificados nesta categoria, as menos-valias são transferidas da Reserva de reavaliação para resultados sempre que existam indícios de que possa vir a ocorrer incumprimento dos fluxos de caixa contratuais, nomeadamente, por dificuldades financeiras do emitente, existência de incumprimento de outras responsabilidades financeiras, ou uma degradação significativa do rating do emitente.
De acordo com a IAS 39, o Banco valoriza ao justo valor todos os instrumentos financeiros, com excepção dos registados ao custo amortizado. Na valorização de instrumentos financeiros não negociados em mercados líquidos, são utilizados modelos e técnicas de valorização tal como descrito na Nota 1.2. e). As valorizações obtidas correspondem à melhor estimativa do justo valor dos referidos instrumentos na data do balanço. Conforme referido na Nota 1.2. e), de modo a assegurar uma adequada segregação de funções, a valorização destes instrumentos financeiros é determinada por um órgão independente da função de negociação.
As responsabilidades com pensões de reforma e sobrevivência são estimadas tendo por base avaliações actuariais efectuadas por peritos externos certificados na Comissão dos Mercados de Valores Mobiliários (CMVM). Estas estimativas incorporam um conjunto de pressupostos financeiros e actuariais, nomeadamente a taxa de desconto, rendibilidade esperada dos activos do Fundo de pensões, tábuas de mortalidade, invalidez, crescimento das pensões e dos salários, entre outros. De referir que o rendimento esperado do Fundo de Pensões tem impacto no custo anual com pensões.
Os pressupostos adoptados correspondem à melhor estimativa do Banco e dos actuários do comportamento futuro das respectivas variáveis.
O reconhecimento de impostos diferidos activos pressupõe a existência de resultados e de matéria colectável futura. Adicionalmente, os impostos diferidos activos e passivos foram determinados com base na interpretação da legislação fiscal actual. Deste modo, alterações na legislação fiscal ou na sua interpretação por parte das autoridades competentes podem ter impacto no valor dos impostos diferidos.
O Banco enquanto entidade sujeita à supervisão do Banco de Portugal e que está obrigada a elaborar as suas demonstrações financeiras individuais em conformidade com as NCA, tem de utilizar estas contas para apuramento do lucro tributável.
Com o objectivo de adaptação do Código do IRC às Normas Internacionais de Contabilidade adoptadas pela União Europeia e ao Sistema de Normalização Contabilística (SNC), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de Julho, foi aprovado o Decreto-Lei n.º 159/2009, de 13 de Julho.
O referido Decreto-Lei n.º 159/2009, de 13 de Julho, procedeu a alterações a alguns dos artigos do Código do IRC, tendo, adicionalmente, procedido à revogação do n.º 2 do artigo 57.º da Lei do Orçamento do Estado para 2007. Estas disposições entraram em vigor a 1 de Janeiro de 2010.
Neste sentido, estas novas regras foram observadas para efeitos do apuramento do lucro tributável do exercício de 2011 e 2010, de acordo com a interpretação das mesmas por parte do Banco.
Nos termos requeridos pela IFRS 8, as divulgações por segmentos operacionais do Banco são apresentadas de seguida, de acordo com a informação analisada pelos órgãos de gerência:
Inclui essencialmente a actividade do Banco nos mercados financeiros e com grandes empresas, sendo prestados serviços de assessoria financeira, nomeadamente de Corporate e Project Finance, assim como serviços de intermediação, guarda e liquidação de valores.
Refere-se essencialmente a operações de concessão de crédito e à captação de recursos relacionadas com clientes particulares e negócios com facturação inferior a cinco milhões de Euros, canalizadas pela rede de balcões e serviços disponibilizados por telefone e Internet.
São consideradas nesta área as empresas com facturação entre 5 e 125 milhões de Euros. Esta actividade é suportada pela rede de balcões, centro de empresas e serviços especializados, incluindo diversos produtos, nomeadamente empréstimos, financiamento de projectos, de comércio e às exportações e imobiliário.
Nesta área é considerada toda a actividade desenvolvida no Banco e que dá suporte às actividades principais mas que não está directamente relacionada com as áreas de negócio de clientes, incluindo também a gestão de liquidez, coberturas de balanço e financiamento estrutural do Banco.
A demonstração dos resultados por segmento em 31 de Dezembro de 2011 apresenta o seguinte detalhe:
| Global | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Banking & | Banca de | Banca de | Actividades | ||
| Markets | Retalho | Empresas | Corporativas | Total | |
| Margem financeira estrita | 42.146 | 418.179 | 122.785 | (206.121) | 376.989 |
| Rendimento de instrumentos de capital | - | - | - | 101.293 | 101.293 |
| Margem financeira alargada | 42.146 | 418.179 | 122.785 | (104.828) | 478.282 |
| Comissões líquidas | 65.932 | 256.211 | 18.177 | (4.906) | 335.414 |
| Outros resultados da actividade bancária | (6) | 20.314 | 852 | (25.659) | (4.499) |
| Margem comercial | 108.072 | 694.704 | 141.814 | (135.393) | 809.197 |
| Resultado de operações financeiras | 16.116 | (1.074) | 519 | (45.640) | (30.079) |
| Produto bancário | 124.188 | 693.630 | 142.333 | (181.033) | 779.118 |
| Custos de transformação | (20.313) | (371.987) | (45.503) | - | (437.803) |
| Amortizações | (2.748) | (56.607) | (3.610) | - | (62.965) |
| Margem de exploração | 101.127 | 265.036 | 93.220 | (181.033) | 278.350 |
| Imparidade e provisões, líquidas de anulações | (4.918) | (168.566) | (22.553) | (95.233) | (291.270) |
| Resultado antes de impostos | 96.209 | 96.470 | 70.667 | (276.266) | (12.920) |
| Impostos | (27.901) | (27.909) | (20.499) | 111.518 | 35.209 |
| Resultado líquido do exercício | 68.308 | 68.561 | 50.168 | (164.748) | 22.289 |
Os activos e passivos sob gestão de cada segmento de negócio em 31 de Dezembro de 2011, conforme informação utilizada pela Gestão do Banco para a tomada de decisões, apresentam o seguinte detalhe:
| Global Banking & |
Banca de | Banca de | Actividades | ||
|---|---|---|---|---|---|
| Markets | Retalho | Empresas | Corporativas | Total | |
| Activo | |||||
| Crédito a clientes | |||||
| Crédito hipotecário | - | 12.898.792 | - | - | 12.898.792 |
| Crédito ao consumo | - | 1.537.078 | - | - | 1.537.078 |
| Outros créditos | 1.686.060 | 4.305.091 | 5.346.523 | - | 11.337.674 |
| 1.686.060 | 18.740.961 | 5.346.523 | - | 25.773.544 | |
| Total de activos afectos Activos não afectos Total do activo |
1.686.060 | 18.740.961 | 5.346.523 | - | 25.773.544 19.865.747 45.639.291 |
| Passivo | |||||
| Recursos em Balanço | |||||
| Recursos de clientes e outros empréstimos Responsabilidades representadas por títulos |
588.130 - |
16.909.955 467.810 |
2.600.480 285.599 |
- 4.666.473 |
20.098.565 5.419.882 |
| 588.130 | 17.377.765 | 2.886.079 | 4.666.473 | 25.518.447 | |
| Garantias e Avales | 336.364 | 198.532 | 954.123 | - | 1.489.019 |
| Fundos de investimento | - | 1.448.516 | 580.001 | - | 2.028.517 |
A demonstração dos resultados por segmento em 31 de Dezembro de 2010 (Pro-forma) apresenta o seguinte detalhe:
| Global | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Banking & | Banca de | Banca de | Actividades | ||
| Markets | Retalho | Empresas | Corporativas | Total | |
| Margem financeira estrita | 58.115 | 471.407 | 81.295 | (57.913) | 552.904 |
| Rendimento de instrumentos de capital | - | - | - | 105.407 | 105.407 |
| Margem financeira alargada | 58.115 | 471.407 | 81.295 | 47.494 | 658.311 |
| Comissões líquidas | 50.862 | 270.040 | 18.889 | (4.470) | 335.321 |
| Outros resultados da actividade bancária | (4) | 13.690 | 1.772 | (15.181) | 277 |
| Margem comercial | 108.973 | 755.137 | 101.956 | 27.843 | 993.909 |
| Resultado de operações financeiras | 16.613 | (2.358) | 1.268 | (70.832) | (55.309) |
| Produto bancário | 125.586 | 752.779 | 103.224 | (42.989) | 938.600 |
| Custos de transformação | (22.027) | (387.173) | (27.277) | (3.009) | (439.486) |
| Amortizações | (3.588) | (59.805) | (3.745) | 1.573 | (65.565) |
| Margem de exploração | 99.971 | 305.801 | 72.202 | (44.425) | 433.549 |
| Imparidade e provisões, líquidas de anulações | 260 | (74.129) | (19.392) | 416 | (92.845) |
| Resultado antes de impostos | 100.231 | 231.672 | 52.810 | (44.009) | 340.704 |
| Impostos | (17.249) | (39.869) | (9.088) | 7.573 | (58.633) |
| Resultado líquido do exercício | 82.982 | 191.803 | 43.722 | (36.436) | 282.071 |
Os activos e passivos sob gestão de cada segmento de negócio em 31 de Dezembro de 2010 (Proforma), conforme informação utilizada pela Gestão do Banco para a tomada de decisões, apresentam o seguinte detalhe:
| Global | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Banking & Markets |
Banca de Retalho |
Banca de Empresas |
Actividades Corporativas |
Total | |
| Activo | |||||
| Crédito a clientes | |||||
| Crédito hipotecário | - | 9.711.389 | - | - | 9.711.389 |
| Crédito ao consumo | - | 1.633.798 | - | - | 1.633.798 |
| Outros créditos | 3.463.103 | 4.033.166 | 4.432.815 | - | 11.929.084 |
| 3.463.103 | 15.378.353 | 4.432.815 | - | 23.274.271 | |
| Total de activos afectos | 3.463.103 | 15.378.353 | 4.432.815 | - | 23.274.271 |
| Activos não afectos | 25.202.945 | ||||
| Total do activo | 48.477.216 | ||||
| Passivo | |||||
| Recursos em Balanço | |||||
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 836.702 | 15.132.614 | 2.293.160 | - | 18.262.476 |
| Responsabilidades representadas por títulos | - | 547.698 | 753.078 | 5.511.049 | 6.811.825 |
| 836.702 | 15.680.312 | 3.046.238 | 5.511.049 | 25.074.301 | |
| Garantias e Avales | 327.137 | 221.889 | 1.154.762 | - | 1.703.788 |
| Fundos de investimento | - | 2.439.449 | 739.808 | - | 3.179.257 |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, toda a actividade do Banco foi desenvolvida em Portugal.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Caixa Depósitos à ordem em bancos centrais |
186.707 | 217.797 |
| Banco Central Europeu | 200.996 ----------- |
65.843 ----------- |
| 387.703 ====== |
283.640 ====== |
|
De acordo com o Regulamento nº 2.818/98, de 1 de Dezembro, emitido pelo Banco Central Europeu, a partir de 1 de Janeiro de 1999 as instituições de crédito estabelecidas nos Estados-Membros participantes estão sujeitas à constituição de reservas mínimas em contas junto dos Bancos Centrais Nacionais participantes. A base de incidência compreende todos os depósitos em bancos centrais e em instituições financeiras e monetárias que se situem fora da zona Euro e todos os depósitos de clientes com maturidades inferiores a dois anos. A esta base é aplicado um coeficiente de 2% e abatido um montante de 100.000 Euros. As reservas mínimas exigidas são remuneradas à média das taxas das operações principais de refinanciamento do Sistema Europeu de Bancos Centrais.
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Disponibilidades sobre instituições de crédito no País | ||
| Depósitos à ordem | 229 | 1.378 |
| Cheques a cobrar | 80.789 | 110.056 |
| Disponibilidades sobre instituições de crédito no estrangeiro | ||
| Depósitos à ordem | 192.569 | 110.436 |
| Cheques a cobrar | 1.853 | 1.245 |
| ----------- | ----------- | |
| 275.440 | 223.115 | |
| ====== | ====== |
Em 31 de Dezembro de 2011 a rubrica "Disponibilidades sobre instituições de crédito no estrangeiro – Depósitos à ordem" inclui um montante de mEuros 118.600 referente a depósitos caução que se encontram cativos, conforme previsto nos "Reserve Loans Agreements" relativos aos Hipototta n.º 12 e ao BST SME n.º 1.
As rubricas de activos e passivos financeiros detidos para negociação têm a seguinte composição:
| Activos financeiros detidos para negociação | 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|---|---|---|
| Títulos Unidades de Participação |
287.032 | 406.281 |
| Derivados Instrumentos financeiros derivados com justo valor positivo |
1.708.753 -------------- |
1.283.936 -------------- |
| 1.995.785 ------------- |
1.690.217 -------------- |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| Derivados Instrumentos financeiros derivados com justo valor negativo |
1.663.292 | 1.353.774 |
|---|---|---|
| Saldo líquido do justo valor dos instrumentos financeiros derivados | ------------- 45.461 |
-------------- ( 69.838 ) ===== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica Unidades de Participação refere-se essencialmente a fundos mobiliários e imobiliários geridos por entidades do Grupo Santander.
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Fundos especiais de investimento Fundos de investimento mobiliário Fundos de investimento imobiliário |
23 221.036 65.973 |
127.258 226.162 52.861 |
| ------------ 287.032 ======= |
------------ 406.281 ====== |
Os Fundos especiais de investimento que estavam em carteira em 31 de Dezembro de 2010 foram liquidados durante o exercício de 2011, tendo o Banco recebido os respectivos valores.
A rubrica de instrumentos financeiros derivados, tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Activo | Passivo Líquido |
Activo | Passivo | Líquido | |||
| (Nota 11) | (Nota 11) | ||||||
| FRA's | 109 | - | 109 | - | - | - | |
| Forwards | 544 | 9 | 535 | - | 197 | (197) | |
| Swaps | |||||||
| Contratos de taxa de câmbio | 28.998 | - | 28.998 | - | 8.279 | (8.279) | |
| Contratos de taxa de juro | 722.933 | 703.704 | 19.229 | 526.023 | 578.642 | (52.619) | |
| Contratos sobre cotações ("Equity Swaps") | 1.233 | 3.836 | (2.603) | - | 2.751 | (2.751) | |
| Opções | |||||||
| Contratos de taxa de câmbio | 39.488 | 39.493 | (5) | 6.461 | 6.859 | (398) | |
| Contratos sobre cotações ("Equity Swaps") | 41.004 | 40.999 | 5 | 100.825 | 104.821 | (3.996) | |
| Contratos de taxa de juro | 146 | 146 | - | 1.148 | 1.148 | - | |
| Contratos de garantia de taxa de juro ("Caps & Floors") | 874.298 | 875.105 | (807) | 649.479 | 651.077 | (1.598) | |
| 1.708.753 | 1.663.292 | 45.461 | 1.283.936 | 1.353.774 | (69.838) |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 o saldo desta rubrica corresponde exclusivamente a dívida pública portuguesa, nomeadamente obrigações do tesouro.
Os juros e os resultados da valorização destas obrigações ao seu justo valor são reflectidos em "Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados" (Nota 32).
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Correcção | ||||||||
| Custo de | Juros a | Reserva de justo valor | contabilidade | Valor | ||||
| aquisição | receber | Positiva | Negativa | Total | de cobertura | Imparidade | de balanço | |
| Instrumentos de dívida | (Nota 25) | (Nota 22) | ||||||
| Emitidos por residentes | ||||||||
| Obrigações do Tesouro | 2.125.185 | 25.321 | - | (688.287) | (688.287) | 110.948 | (373) | 1.572.794 |
| Outros emissores públicos nacionais | 132.005 | 988 | - | (9.366) | (9.366) | - | - | 123.627 |
| Outros residentes | ||||||||
| Adquiridos no âmbito de operações de titularização | 5.276.283 | 8.386 | - | (418.366) | (418.366) | - | - | 4.866.303 |
| Outras titularizações | 134.097 | 196 | - | (22.798) | (22.798) | - | - | 111.495 |
| Dívida não subordinada | 949.322 | 9.650 | 1.675 | (62.767) | (61.092) | - | (231) | 897.649 |
| Dívida subordinada | 16.759 | 8 | - | (2.108) | (2.108) | - | - | 14.659 |
| Emitidos por não residentes | ||||||||
| Emissores públicos estrangeiros | 1.633.071 | 47.280 | 461 | (157.186) | (156.725) | 99.192 | - | 1.622.818 |
| Outros não residentes | ||||||||
| Adquiridos no âmbito de operações de titularização | 2.622.567 | 8.266 | 21.522 | (175.083) | (153.561) | - | - | 2.477.272 |
| Outros | 16.500 | 131 | 101 | - | 101 | - | - | 16.732 |
| Instrumentos de capital | ||||||||
| Emitidos por residentes | ||||||||
| Valorizados ao justo valor | 88.023 | - | - | - | - | - | (41.413) | 46.610 |
| Valorizados ao custo histórico | 21.756 | - | - | - | - | - | (5.947) | 15.809 |
| Emitidos por não residentes | ||||||||
| Valorizados ao justo valor | 1.016 | - | 328 | - | 328 | - | - | 1.344 |
| Valorizados ao custo histórico | 1.150 | - | - | - | - | - | (746) | 404 |
| 13.017.734 | 100.226 | 24.087 | (1.535.961) | (1.511.874) | 210.140 | (48.710) | 11.767.516 |
| 2010 (Pro-forma) | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Correcção | ||||||||
| Custo de aquisição |
Juros a receber |
Positiva | Reserva de justo valor Negativa |
Total | contabilidade de cobertura |
Imparidade | Valor de balanço |
|
| Instrumentos de dívida | (Nota 25) | (Nota 22) | ||||||
| Emitidos por residentes | ||||||||
| Obrigações do Tesouro | 2.091.917 | 29.235 | - | (237.828) | (237.828) | 49.488 | (231) | 1.932.581 |
| Outros emissores públicos nacionais | 133.505 | 985 | - | (8.496) | (8.496) | - | - | 125.994 |
| Outros residentes | ||||||||
| Adquiridos no âmbito de operações de titularização | 1.886.835 | 4.340 | - | - | - | - | - | 1.891.175 |
| Outras titularizações | 175.200 | 207 | - | (19.431) | (19.431) | - | - | 155.976 |
| Dívida não subordinada | 640.947 | 8.683 | 4.788 | (22.301) | (17.513) | - | (231) | 631.886 |
| Dívida subordinada | 19.150 | 8 | - | (2.558) | (2.558) | - | - | 16.600 |
| Emitidos por não residentes | ||||||||
| Emissores públicos estrangeiros | 3.088.305 | 75.112 | 340 | (184.775) | (184.435) | 23.549 | - | 3.002.531 |
| Adquiridos no âmbito de operações de titularização | 5.927.778 | 7.172 | 83.187 | (209.351) | (126.164) | - | - | 5.808.786 |
| Instrumentos de capital | ||||||||
| Emitidos por residentes | ||||||||
| Valorizados ao justo valor | 68.952 | - | - | - | - | - | (41.377) | 27.575 |
| Valorizados ao custo histórico | 32.808 | - | - | - | - | - | (5.547) | 27.261 |
| Emitidos por não residentes | ||||||||
| Valorizados ao justo valor | 2.523 | - | 318 | - | 318 | - | (1.534) | 1.307 |
| Valorizados ao custo histórico | 1.150 | - | - | - | - | - | (746) | 404 |
| 14.069.070 | 125.742 | 88.633 | (684.740) | (596.107) | 73.037 | (49.666) | 13.622.076 |
Os instrumentos de dívida emitidos na sequência das operações de titularização de créditos efectuadas pelo Banco e por outra sociedade do Grupo que foram mantidos em carteira ou adquiridos, apresentam o seguinte detalhe:
| 2010 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor | Custo | 2011 | Valias reflectidas | Valor de | (Pro-forma) Valor de |
|
| nominal | aquisição | Juros | em reservas | balanço | balanço | |
| Residentes | ||||||
| Hipototta nº 11 (Tagus) | 1.754.633 | 1.754.633 | 5.574 | (182.335) | 1.577.872 | 1.891.175 |
| Hipototta nº 12 (Tagus) | 1.221.650 | 1.221.650 | 113 | (120.869) | 1.100.894 | - |
| BST SME | 2.000.000 | 2.000.000 | 198 | (93.142) | 1.907.056 | - |
| Totta Consumer | 300.000 | 300.000 | 2.501 | (22.020) | 280.481 | - |
| 5.276.283 | 5.276.283 | 8.386 | (418.366) | 4.866.303 | 1.891.175 | |
| Não residentes | ||||||
| Hipototta nº 1 PLC | 162.343 | 162.345 | 15 | (5.462) | 156.898 | 189.710 |
| Hipototta nº 2 PLC | - | - | - | - | - | 776.942 |
| Hipototta nº 3 PLC | - | - | - | - | - | 244.930 |
| Hipototta nº 4 PLC | 416.174 | 385.333 | 36 | (7.617) | 377.752 | 439.176 |
| Hipototta nº 5 PLC | 227.427 | 199.205 | 326 | 9.481 | 209.012 | 256.620 |
| Hipototta nº 7 Ltd | 1.090.545 | 1.090.545 | 1.723 | (97.976) | 994.292 | 1.318.147 |
| Hipototta nº 8 Ltd | - | - | - | - | - | 850.822 |
| Hipototta nº 10 Ltd | - | - | - | - | - | 733.419 |
| Leasetotta nº 1 Ltd | 785.139 | 785.139 | 6.166 | (51.987) | 739.318 | 999.020 |
| 2.681.628 | 2.622.567 | 8.266 | (153.561) | 2.477.272 | 5.808.786 | |
| 7.957.911 | 7.898.850 | 16.652 | (571.927) | 7.343.575 | 7.699.961 |
Em 2011 foram liquidados o Hipototta nº 2 PLC, o Hipototta nº 3 PLC, o Hipototta nº 8 Ltd e o Hipototta nº 10 Ltd (Nota 10 e 39).
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 31 de Dezembro de 2011, as obrigações emitidas em operações de securitização e que eram detidas pelo Banco, por filiais suas, pela Santander Totta SGPS e por entidades fora do Grupo em Portugal, apresentam o seguinte detalhe:
| Valor nominal | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Filiais | Santander Totta | Fora do Grupo | |||
| BST | do BST | SGPS e filiais | em Portugal | Total | |
| Hipototta nº 11 (Tagus) | |||||
| . Classe A | 1.514.633 | - | - | - | 1.514.633 |
| . Classe B | 240.000 | - | - | - | 240.000 |
| . Classe C | - | 40.000 | - | - | 40.000 |
| 1.754.633 | 40.000 | - | - | 1.794.633 | |
| Hipototta nº 12 (Tagus) | |||||
| . Classe A | 1.000.650 | - | - | - | 1.000.650 |
| . Classe B | 221.000 | - | - | - | 221.000 |
| . Classe C | - | 39.800 | - | - | 39.800 |
| 1.221.650 | 39.800 | - | - | 1.261.450 | |
| BTS SME | |||||
| . Classe A | 1.020.000 | - | - | - | 1.020.000 |
| . Classe B | 980.000 | - | - | - | 980.000 |
| . Classe C | - | 40.800 | - | - | 40.800 |
| 2.000.000 | 40.800 | - | - | 2.040.800 | |
| Totta Consumer | |||||
| . Classe A | - | - | - | 552.096 | 552.096 |
| . Classe B | 300.000 | - | - | - | 300.000 |
| . Classe C | - | 100.400 | - | - | 100.400 |
| 300.000 | 100.400 | - | 552.096 | 952.496 | |
| Hipototta nº 1 PLC | |||||
| . Classe A | 141.528 | - | - | 64.694 | 206.222 |
| . Classe B | 14.448 | - | - | - | 14.448 |
| . Classe C | 6.367 | - | - | - | 6.367 |
| . Classe D | - | 11.000 | - | - | 11.000 |
| 162.343 | 11.000 | - | 64.694 | 238.037 | |
| Hipototta nº 4 PLC | |||||
| . Classe A | 304.717 | - | - | 793.229 | 1.097.946 |
| . Classe B | 41.450 | - | - | - | 41.450 |
| . Classe C | 70.007 | - | 60.901 | - | 130.908 |
| . Classe D | - | 14.000 | - | - | 14.000 |
| 416.174 | 14.000 | 60.901 | 793.229 | 1.284.304 | |
| Hipototta nº 5 PLC | |||||
| . Classe A2 | 201.427 | - | - | 753.935 | 955.362 |
| . Classe B | 26.000 | - | - | - | 26.000 |
| . Classe C | - | 24.000 | - | - | 24.000 |
| . Classe D | - | 26.000 | - | - | 26.000 |
| . Classe E | - | 31.000 | - | - | 31.000 |
| . Classe F | - | 10.000 | - | - | 10.000 |
| 227.427 | 91.000 | - | 753.935 | 1.072.362 | |
| Hipototta nº 7 Ltd | |||||
| . Classe A2 | 1.090.545 | - | - | - | 1.090.545 |
| . Classe B | - | 60.000 | - | - | 60.000 |
| . Classe C | - | 50.000 | - | - | 50.000 |
| . Classe D | - | 44.000 | - | - | 44.000 |
| . Classe E | - | 50.000 | - | - | 50.000 |
| . Classe F | - | 20.000 | - | - | 20.000 |
| 1.090.545 | 224.000 | - | - | 1.314.545 | |
| Leasetotta | |||||
| . Classe A | 460.139 | - | - | - | 460.139 |
| . Classe B | 260.000 | - | - | - | 260.000 |
| . Classe C | 65.000 | - | - | - | 65.000 |
| 785.139 | - | - | - | 785.139 | |
| Total | 7.957.911 | 561.000 | 60.901 | 2.163.954 | 10.743.766 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as rubricas de obrigações do tesouro e de emissores públicos estrangeiros incluem valias reconhecidas em resultados nos montantes de mEuros 210.140 e mEuros 73.037, respectivamente, relativos a correcções de valor por operações de cobertura de risco de taxa de juro. Estes títulos apresentam as seguintes características:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valias | Valias | |||||||||||
| Valor de | Juros | em operações Valias reflectidas | Valor de | Valor de | Juros | em operações Valias reflectidas | Valor de | |||||
| Descrição | aquisição | a receber | de cobertura | em reservas | Imparidade | balanço | aquisição | a receber | de cobertura | em reservas | Imparidade | balanço |
| Obrigações do Tesouro - Portugal | ||||||||||||
| . Com vencimento entre um e três anos | 825.601 | 6.629 | 28.427 | (244.805) | - | 615.852 | 105.085 | 1.493 | - | (3.399) | - | 103.179 |
| . Com vencimento entre três e cinco anos | - | - | - | - | - | - | 1.184.490 | 9.001 | 15.428 | (99.743) | - | 1.109.176 |
| . Com vencimento entre cinco e dez anos | 790.657 | 18.686 | 82.521 | (443.166) | - | 448.698 | 791.634 | 18.737 | 34.061 | (134.634) | - | 709.798 |
| Bilhetes do Tesouro - Portugal | 508.440 | - | - | (316) | - | 508.124 | 10.222 | - | - | (52) | - | 10.170 |
| Outros | 487 | 6 | - | - | (373) | 120 | 486 | 4 | (1) | - | (231) | 258 |
| 2.125.185 | 25.321 | 110.948 | (688.287) | (373) | 1.572.794 | 2.091.917 | 29.235 | 49.488 | (237.828) | (231) | 1.932.581 | |
| Obrigações do Tesouro - Espanha | ||||||||||||
| . Com vencimento entre um e três anos | - | - | - | - | - | - | 1.447.264 | 27.772 | (2.077) | (36.537) | - | 1.436.422 |
| . Com vencimento entre três e cinco anos | 625.354 | 24.230 | - | (10.774) | - | 638.810 | 633.573 | 24.230 | - | (29.973) | - | 627.830 |
| . Com vencimento entre cinco e dez anos | 1.000.000 | 22.965 | 99.192 | (146.412) | - | 975.745 | 1.000.000 | 23.028 | 25.625 | (118.265) | - | 930.388 |
| Outros | 7.717 | 85 | - | 461 | - | 8.263 | 7.468 | 82 | 1 | 340 | - | 7.891 |
| 1.633.071 | 47.280 | 99.192 | (156.725) | - | 1.622.818 | 3.088.305 | 75.112 | 23.549 | (184.435) | - | 3.002.531 | |
| 3.758.256 | 72.601 | 210.140 | (845.012) | (373) | 3.195.612 | 5.180.222 | 104.347 | 73.037 | (422.263) | (231) | 4.935.112 |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 o Banco detém na sua carteira obrigações emitidas no âmbito de operações de securitização e Obrigações do Tesouro de Portugal e Espanha utilizadas como colaterais em operações de financiamento (Notas 17 e 18).
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de instrumentos de dívida – outros residentes inclui entre outros os seguintes títulos:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) | ||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor de | Juros | Valias reflectidas | Valor de | Valor de | Juros | Valias reflectidas | Valor de | ||||||
| Descrição | aquisição | a receber | em reservas | Imparidade | balanço | aquisição | a receber | em reservas | Imparidade | balanço | |||
| Outras titularizações | |||||||||||||
| ENERGYON NO.2 CLASS A NOTES MAY/ | 99.111 | 154 | (22.227) | - | 77.038 | 105.283 | 135 | (17.471) | - | 87.947 | |||
| TAGUS ROSE-07 1 SEC NOTES DEC/12 | 34.936 | 42 | (571) | - | 34.407 | 69.867 | 72 | (1.952) | - | 67.987 | |||
| Outros (energion B) | 50 | - | - | - | 50 | 50 | - | (8) | - | 42 | |||
| 134.097 | 196 | (22.798) | - | 111.495 | 175.200 | 207 | (19.431) | - | 155.976 | ||||
| Dívida não subordinada | |||||||||||||
| PARPUBLICA 3.5 07-2013 | 139.863 | 2.370 | (37.663) | - | 104.570 | 139.772 | 2.376 | 2.209 | - | 144.357 | |||
| BANCO ESPIRITO SANTO 3.75% 01/12 | 77.171 | 2.750 | (480) | - | 79.441 | 77.586 | 2.750 | (2.149) | - | 78.187 | |||
| SONAE DISTRIBUICAO SET 2007/2015 | 70.000 | 501 | (10.701) | - | 59.800 | 70.000 | 370 | (10.115) | - | 60.255 | |||
| BANCO INTL DO FUNCHAL SA 3.25 5/ | 59.994 | 1.268 | (1.713) | - | 59.549 | 59.976 | 1.272 | (2.142) | - | 59.106 | |||
| IBERWIND II P- CONSULTORIA SENIOA | 33.967 | 59 | 170 | - | 34.196 | 35.903 | 52 | 1.189 | - | 37.144 | |||
| OBRIGAÇÕES ZON MULTIMÉDIA 2010/2 | 24.300 | 63 | (1.195) | - | 23.168 | 24.300 | 63 | - | - | 24.363 | |||
| BANCO COMERC PORTUGUES 3.625% 01 | 23.605 | 813 | (142) | - | 24.276 | 23.708 | 813 | (654) | - | 23.867 | |||
| EDIA 2010/2030 | 19.250 | 336 | (8.627) | - | 10.959 | 19.250 | 291 | (4.289) | - | 15.252 | |||
| AUTO SUECO 2009/2014 | 15.000 | 5 | (1.552) | - | 13.453 | 15.000 | 4 | (1.454) | - | 13.550 | |||
| GALP ENERGIA 05-2013 | - | - | - | - | - | 90.000 | 514 | 1.341 | - | 91.855 | |||
| CAIXA GERAL DEPOSITOS 3.875% 12/ | - | - | - | - | - | 74.176 | 156 | (1.492) | - | 72.840 | |||
| Papel Comercial | 475.962 | 1.459 | 769 | - | 478.190 | - | - | - | - | - | |||
| Outros | 10.210 | 26 | 42 | (231) | 10.047 | 11.276 | 22 | 43 | (231) | 11.110 | |||
| 949.322 | 9.650 | (61.092) | (231) | 897.649 | 640.947 | 8.683 | (17.513) | (231) | 631.886 | ||||
| Dívida subordinada | |||||||||||||
| TOTTA SEGUROS - OBRIG. SUB. 2002 | 14.000 | 2 | (784) | - | 13.218 | 14.000 | 3 | (892) | - | 13.111 | |||
| MC FACTOR/98 - PERP SUBORDINADAS | - | - | - | - | - | 2.394 | - | (361) | - | 2.033 | |||
| BPSM/97-TOP'S-OB.PERP.SUB.-1./2. | 2.759 | 6 | (1.324) | - | 1.441 | 2.756 | 5 | (1.305) | - | 1.456 | |||
| 16.759 | 8 | (2.108) | - | 14.659 | 19.150 | 8 | (2.558) | - | 16.600 | ||||
As operações de papel comercial contratadas no exercício de 2011 no montante de mEuros 492.462 foram registadas nesta rubrica, enquanto que as operações contratadas em 2010 foram registadas na rubrica "crédito a clientes".
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Com referência a 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de activos financeiros disponíveis para venda – instrumentos de capital inclui os seguintes títulos:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor de | Valias reflectidas | Valor de | Valor de | Valias reflectidas | Valor de | ||||
| Descrição | aquisição | em reservas | Imparidade | balanço | aquisição | em reservas | Imparidade | balanço | |
| Valorizados ao justo valor | |||||||||
| BANCO BPI SA | 8.365 | - | (6.645) | 1.720 | 13.037 | - | (6.020) | 7.017 | |
| FUNDO RECUPERAÇÃO FCR | 18.356 | - | - | 18.356 | 11.816 | - | - | 11.816 | |
| GARVAL - SOC.DE GARANTIA MUTUA S | 2.506 | - | - | 2.506 | 3.154 | - | - | 3.154 | |
| F.I.I. FECHADO IMORENDIMENTO II | 18.663 | - | - | 18.663 | - | - | - | - | |
| Outros | 9.100 | 328 | (2.719) | 6.709 | 10.829 | 318 | (4.252) | 6.895 | |
| Títulos com imparidade a 100% | 32.049 | - | (32.049) | - | 32.639 | - | (32.639) | - | |
| 89.039 | 328 | (41.413) | 47.954 | 71.475 | 318 | (42.911) | 28.882 | ||
| Valorizados ao custo histórico | |||||||||
| TOTTA - CRÉDITO ESPECIALIZADO | - | - | - | - | 8.354 | - | - | 8.354 | |
| NORGARANTE - SOC. GARANTIA MUTUA S.A. | 1.012 | - | (5) | 1.007 | 2.121 | - | (5) | 2.116 | |
| ASCENDI NORTE ‐ AUTO ESTRADAS DO NORT | 3.749 | - | (404) | 3.345 | 3.749 | - | (4) | 3.745 | |
| ASCENDI NORTE ‐ AUTO ESTRADAS DO NORT | 3.749 | - | - | 3.749 | 3.749 | - | - | 3.749 | |
| SIBS - SOC.INTERBANCÁRIA DE SERVIÇOS SAR | 3.461 | - | - | 3.461 | 3.461 | - | - | 3.461 | |
| Outros | 5.908 | - | (1.257) | 4.651 | 7.497 | - | (1.257) | 6.240 | |
| Títulos com imparidade a 100% | 5.027 | - | (5.027) | - | 5.027 | - | (5.027) | - | |
| 22.906 | - | (6.693) | 16.213 | 33.958 | - | (6.293) | 27.665 |
Durante o primeiro semestre de 2011 o Banco vendeu 1.860.640 acções do Banco BPI, pelo montante global de mEuros 2.288. No âmbito desta operação realizou uma menos-valia de mEuros 2.384, tendo utilizado a imparidade registada para o efeito (Nota 22).
Em 17 de Maio de 2011 o Banco recebeu 370.134 acções do Banco BPI, no âmbito do aumento de capital deste Banco por incorporação de reservas.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o BST detinha 3.575.837 acções e 5.066.343 acções do Banco BPI, S.A. com um custo de aquisição de mEuros 8.365 e mEuros 13.037, respectivamente. Nos exercícios de 2011 e 2010 o Banco registou imparidade para estes títulos nos montantes de mEuros 625 e mEuros 6.020, respectivamente.
Durante o exercício de 2011 o Banco respondeu às chamadas de capital do Fundo Recuperação, FCR, no montante total de mEuros 6.540. Neste âmbito e até 31 de Dezembro de 2011, o Banco subscreveu 30.000 unidades de participação deste Fundo, tendo realizado cerca de 61,2%.
No exercício de 2011 o Banco adquiriu 2.748.238 unidades de participação do Fundo Fechado de Investimento Imobiliário - Imorendimento II por um montante de mEuros 18.663, na sequência de um acordo de regularização de uma dívida a receber referente a crédito concedido.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Aplicações no Banco de Portugal | 1.150.000 | 500.000 |
| Aplicações em outras instituições de crédito no país Empréstimos Operações de compra com acordo de revenda Juros a receber |
------------ 57.428 368.711 946 |
----------- 3.370.560 - 6.622 |
| ------------- 427.085 ------------- |
-------------- 3.377.182 -------------- |
|
| Aplicações em outras instituições de crédito no estrangeiro | ||
| Aplicações a muito curto prazo Depósitos Outras aplicações Juros a receber Comissões associadas ao custo amortizado |
65.215 1.001.515 99.625 30.385 ( 149 ) ------------- |
564 3.122.457 141.787 35.673 - -------------- |
| 1.196.591 ------------- 2.773.676 ======== |
3.300.481 -------------- 7.177.663 ======== |
|
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Crédito geral | ||
| Crédito interno | ||
| A empresas | ||
| Crédito em conta corrente | 1.334.775 | 1.594.663 |
| Empréstimos | 3.325.033 | 5.100.288 |
| Locação financeira | 526.117 | 1.052 |
| Descontos e outros créditos titulados por efeitos | 184.867 | 254.255 |
| Descobertos | 438.299 | 429.994 |
| Créditos tomados - factoring | 1.231.364 | - |
| Outros créditos | 39.165 | 10.554 |
| A particulares | ||
| Habitação | 9.141.345 | 5.781.267 |
| Consumo e outros | 1.255.347 | 2.072.693 |
| Crédito ao exterior | ||
| A empresas | ||
| Crédito em conta corrente | 12.240 | 244.631 |
| Empréstimos | 82.077 | 548.047 |
| Descontos e outros créditos titulados por efeitos | 49 | 92 |
| Descobertos | 5.294 | 4.622 |
| Créditos tomados – factoring | 91.558 | - |
| Operações de locação financeira | 4.239 | - |
| Outros créditos | 3.432 | 3.077 |
| A particulares | ||
| Habitação | 397.570 | 387.392 |
| Consumo e outros | 22.035 | 44.472 |
| --------------- 18.094.806 |
--------------- 16.477.099 |
|
| --------------- | --------------- | |
| Crédito titulado | ||
| Títulos de dívida não subordinada emitidos por residentes | ||
| Papel comercial | 40.000 | 2.633.386 |
| -------------- | -------------- | |
| Activos titularizados não desreconhecidos | ||
| Empresas | ||
| BST SME | ||
| Operações de crédito | 1.327.380 | - |
| Papel comercial | 615.200 | - |
| Leasetotta | 652.520 | - |
| Particulares | ||
| Crédito à habitação | ||
| . Hipototta nº 3 | - | 1.543.260 |
| . Hipototta nº 4 | 1.255.543 | 1.422.287 |
| . Hipototta nº 5 | 1.049.819 | 1.231.046 |
| . Hipototta nº 7 | 1.275.981 | 1.601.178 |
| . Hipototta nº 8 | - | 978.832 |
| . Hipototta nº 10 | - | 802.442 |
| . Hipototta nº 11 | 1.736.472 | 1.873.515 |
| . Hipototta nº 12 | 1.216.021 | - |
| Risco/ benefício transferido | ( 2.567.814 ) ( 5.546.087 ) | |
| Crédito ao consumo | ||
| Totta Consumer | 783.907 | - |
| Crédito para outras finalidades | 1.803 | - |
| ------------- | -------------- | |
| 7.346.832 | 3.906.473 | |
| ------------- | -------------- |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
||
|---|---|---|---|
| Crédito e juros vencidos | |||
| Até 90 dias | 52.398 | 29.069 | |
| Há mais de 90 dias | 624.752 | 413.609 | |
| Risco/ benefício transferido | ( 39.482 ) | (58.129 ) | |
| ----------- 637.668 |
----------- 384.549 |
||
| Sub-total | 26.119.306 | --------------- ---------------- 23.401.507 --------------- ---------------- |
|
| Juros a receber | |||
| Crédito não titulado | 58.914 | 59.291 | |
| Crédito titulado | 1.541 | 5.510 | |
| Activos titularizados não desreconhecidos | 21.778 | 32.492 | |
| Correcções de valor de activos objecto de cobertura | 5.327 | 4.306 | |
| Despesas com encargo diferido | 100.227 | 111.067 | |
| Comissões associadas ao custo amortizado (líquidas) | ( 102.256 ) ---------- |
( 85.176 ) ----------- |
|
| 85.531 --------------- |
127.490 --------------- |
||
| 26.204.837 | 23.528.997 | ||
| Provisões para crédito (Nota 22) | ( 431.293 ) --------------- |
( 254.726 ) ---------------- |
|
| 25.773.544 ========= |
23.274.271 ========= |
O Banco tem desreconhecida parte da sua carteira de activos titularizados na sequência da venda de parte das Notes associadas a estas operações, que detinha na carteira de activos financeiros disponíveis para venda em 31 de Dezembro de 2010. Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o detalhe da carteira dos activos titularizados que foram desreconhecidos, na medida do risco/ benefício transferido, é o seguinte:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Crédito | Crédito e | Crédito | Crédito e | ||
| Vivo | juros vencidos | Vivo | juros vencidos | ||
| . Hipototta nº 3 | - | - | 1.543.260 | 24.608 | |
| . Hipototta nº 4 | 809.826 | 15.432 | 792.214 | 12.703 | |
| . Hipototta nº 5 | 1.049.819 | 13.011 | 1.231.046 | 9.937 | |
| . Hipototta nº 7 | 708.169 | 11.039 | 678.900 | 5.325 | |
| . Hipototta nº 8 | - | - | 498.225 | 3.662 | |
| . Hipototta nº 10 | - | - | 802.442 | 1.894 | |
| -------------- | ---------- | -------------- | ---------- | ||
| 2.567.814 | 39.482 | 5.546.087 | 58.129 | ||
| ======== | ===== | ======== | ===== |
Em resultado do desreconhecimento das carteiras de activos titularizados identificadas acima, o Banco registou em 2011 um proveito de 1.085 mEuros pelo desreconhecimento das comissões diferidas associadas a estas operações. Adicionalmente, foram anuladas provisões para crédito vencido e cobrança duvidosa e para riscos gerais de crédito nos montantes de mEuros 20.509 e mEuros 12.805, respectivamente.
Durante o exercício de 2011 foram liquidados os Hipotottas n.º 2, n.º 3, n.º 8 e n.º 10. Em resultado da liquidação destes Hipotottas o Banco reconheceu em balanço crédito no montante de mEuros 3.724.615, provisões para crédito no montante de mEuros 42.572 e comissões a diferir pela taxa efectiva no montante de mEuros 8.335. O impacto em resultados destas liquidações ascendeu a mEuros 50.907 negativo.
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 2010 o Banco registou um proveito de mEuros 20.188 pelo reconhecimento das comissões diferidas associadas a estas operações. Adicionalmente, foram anuladas provisões para crédito vencido e cobrança duvidosa e para riscos gerais de crédito nos montantes de mEuros 29.210 e mEuros 27.671, respectivamente.
Em 2011 e 2010 foram vendidas carteiras de crédito à habitação e a empresas. Como resultado destas operações foram registados em 2011 e 2010, ganhos no valor de mEuros 3.257 e mEuros 991, respectivamente (Nota 33).
O movimento ocorrido nas provisões para crédito durante os exercícios de 2011 e 2010 é apresentado na Nota 22.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o crédito e juros vencidos por prazo de incumprimento apresentava o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Até três meses | 52.398 | 29.069 |
| Entre três e seis meses | 98.593 | 34.682 |
| Entre seis meses e um ano | 175.660 | 117.500 |
| Entre um ano e três anos | 257.636 | 220.838 |
| Mais de três anos | 92.863 | 40.589 |
| Risco/ benefício transferido | ( 39.482 ) | ( 58.129 ) |
| ----------- | ----------- | |
| 637.668 | 384.549 | |
| ====== | ====== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a composição da carteira de crédito concedido a clientes por sectores de actividade é a seguinte:
| 2011 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Vivo | Vencido | Total | % | |
| Agricultura e silvicultura | 246.503 | 6.809 | 253.312 | 0,97 |
| Pescas | 29.425 | 425 | 29.850 | 0,11 |
| Indústrias extractivas | 94.724 | 1.842 | 96.566 | 0,37 |
| Indústrias transformadoras: | ||||
| Alimentação, bebidas e tabaco | 378.800 | 5.074 | 383.874 | 1,47 |
| Têxteis, vestuário e couro | 442.721 | 8.796 | 451.517 | 1,73 |
| Madeira e cortiça | 109.911 | 3.446 | 113.357 | 0,43 |
| Papel, gráficas e editoriais | 157.400 | 2.890 | 160.290 | 0,61 |
| Indústria química | 107.122 | 582 | 107.704 | 0,41 |
| Produtos minerais não metálicos | 185.302 | 2.174 | 187.476 | 0,72 |
| Metalurgia | 150.166 | 4.006 | 154.172 | 0,59 |
| Máquinas e material de transporte | 221.242 | 6.774 | 228.016 | 0,87 |
| Electricidade, água e gás | 289.613 | 1.665 | 291.278 | 1,12 |
| Construção e obras públicas | 2.000.621 | 119.107 | 2.119.728 | 8,12 |
| Comércio e hotelaria: | ||||
| Comércio por grosso | 720.013 | 23.497 | 743.510 | 2,85 |
| Comércio de retalho | 780.496 | 27.081 | 807.577 | 3,09 |
| Restaurantes e hotéis | 435.822 | 11.809 | 447.631 | 1,71 |
| Transportes e comunicações | 575.057 | 7.031 | 582.088 | 2,23 |
| Instituições financeiras não monetárias | 265.207 | 12 | 265.219 | 1,02 |
| Sector público administrativo | 858.269 | 3.977 | 862.246 | 3,30 |
| Outras empresas de serviços | 1.631.342 | 70.011 | 1.701.353 | 6,51 |
| Crédito a particulares, incluindo activos titularizados | ||||
| não desreconhecidos | 14.855.072 | 321.248 | 15.176.320 | 58,10 |
| Crédito ao exterior | 378.485 | 2.592 | 381.077 | 1,46 |
| Outros créditos | 568.325 | 6.820 | 575.145 | 2,21 |
| 25.481.638 | 637.668 | 26.119.306 | 100,00 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| 2010 (Pro-forma) | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Vivo | Vencido | Total | % | ||||||
| Agricultura e silvicultura | 171.299 | 3.291 | 174.590 | 0,75 | |||||
| Pescas | 3.718 | 19 | 3.737 | 0,02 | |||||
| Indústrias extractivas | 329.969 | 684 | 330.653 | 1,41 | |||||
| Indústrias transformadoras: | |||||||||
| Alimentação, bebidas e tabaco | 286.035 | 880 | 286.915 | 1,23 | |||||
| Têxteis, vestuário e couro | 176.428 | 2.434 | 178.862 | 0,76 | |||||
| Madeira e cortiça | 71.656 | 1.626 | 73.282 | 0,31 | |||||
| Papel, gráficas e editoriais | 67.828 | 744 | 68.572 | 0,29 | |||||
| Indústria química | 180.391 | 556 | 180.947 | 0,77 | |||||
| Produtos minerais não metálicos | 178.153 | 1.409 | 179.562 | 0,77 | |||||
| Metalurgia | 131.054 | 3.482 | 134.536 | 0,57 | |||||
| Máquinas e material de transporte | 164.422 | 4.686 | 169.108 | 0,72 | |||||
| Electricidade, água e gás | 339.109 | 709 | 339.818 | 1,45 | |||||
| Construção e obras públicas | 1.963.418 | 70.429 | 2.033.847 | 8,69 | |||||
| Comércio e hotelaria: | |||||||||
| Comércio por grosso | 699.826 | 10.079 | 709.905 | 3,03 | |||||
| Comércio de retalho | 747.852 | 14.286 | 762.138 | 3,26 | |||||
| Restaurantes e hotéis | 347.584 | 5.023 | 352.607 | 1,51 | |||||
| Transportes e comunicações | 1.031.387 | 2.771 | 1.034.158 | 4,42 | |||||
| Instituições financeiras não monetárias | 1.147.539 | 11 | 1.147.550 | 4,90 | |||||
| Sector público administrativo | 486.162 | 2.434 | 488.596 | 2,09 | |||||
| Outras empresas de serviços | 2.146.915 | 35.973 | 2.182.888 | 9,33 | |||||
| Crédito a particulares, incluindo activos titularizados | |||||||||
| não desreconhecidos | 11.620.856 | 208.847 | 11.829.703 | 50,55 | |||||
| Crédito ao exterior | 272.812 | 2.454 | 275.266 | 1,18 | |||||
| Outros créditos | 452.545 | 11.722 | 464.267 | 1,99 | |||||
| 23.016.958 | 384.549 | 23.401.507 | 100,00 |
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Activo | Passivo | Líquido | Activo | Passivo | Líquido | |||
| Cobertura de justo valor | ||||||||
| "Swaps" de taxa de juro | 63.427 | 253.257 | (189.830) | 59.310 | 120.167 | (60.857) | ||
| "Equity swaps" | 13.289 | 20.858 | (7.569) | 16.781 | 48.143 | (31.362) | ||
| Opções AutoCallable | 3.898 | 8.802 | (4.904) | 14.640 | 21.111 | (6.471) | ||
| Cobertura de fluxos de caixa | ||||||||
| "Swaps" de taxa de juro | 86.691 | - | 86.691 | 40.795 | 161 | 40.634 | ||
| 167.305 | 282.917 | (115.612) | 131.526 | 189.582 | (58.056) |
| Valor nocional | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor de | Até 3 | Entre 3 e | Entre 6 e | Entre 1 | Mais de | Valor nocional | |||
| Tipo de instrumento financeiro | balanço | meses | 6 meses | 12 meses | e 3 anos | 3 anos | Total | EUR | Outros |
| 1. Instrumentos derivados de negociação (Nota 6) | |||||||||
| Forwards | |||||||||
| . Compras | 535 | 24.970 | 13.224 | 65.691 | - | - | 103.885 | 44.139 | 59.746 |
| . Vendas | (24.771) | (13.095) | (65.429) | - | - | (103.295) | (56.402) | (46.893) | |
| Swaps de divisas (currency swaps) | |||||||||
| . Compras | 28.998 | 1.299.485 | - | - | - | - | 1.299.485 | - | 1.299.485 |
| . Vendas | (1.270.008) | - | - | - | - | (1.270.008) | (1.270.008) | - | |
| Swaps de taxa de juro | |||||||||
| Swaps divisas (cross currency swaps) | |||||||||
| . Compras . Vendas |
- | 9.386 | - | - | - | 81.353 | 90.739 | 90.739 | - |
| (9.386) | - | - | - | (81.353) | (90.739) | - | (90.739) | ||
| Outros | 19.229 | 788.927 | 328.944 | 1.588.220 | 8.284.187 | 4.381.623 | 15.371.901 | 15.157.083 | 214.818 |
| Swaps sobre cotações (equity swaps) FRA's |
(2.603) 109 |
171.581 130.000 |
205.402 120.000 |
246.615 60.000 |
2.526.267 25.000 |
1.782.833 - |
4.932.698 335.000 |
4.924.443 335.000 |
8.255 - |
| Opções de moeda | |||||||||
| . Compras | 26.929 | 47.912 | 62.422 | 13.224 | - | 150.487 | 155 | 150.332 | |
| . Vendas | (5) | 26.929 | 47.912 | 62.422 | 13.224 | - | 150.487 | 155 | 150.332 |
| Opções sobre cotações | |||||||||
| . Compras | 100 | 9.409 | - | - | - | 9.509 | 9.509 | - | |
| . Vendas | 5 | 100 | 9.409 | - | - | - | 9.509 | 9.509 | - |
| Opções - Outras | |||||||||
| . Compras | 1.522 | - | - | - | - | 1.522 | 1.522 | - | |
| . Vendas | - | 1.522 | - | - | - | - | 1.522 | 1.522 | - |
| Caps | 149 | 155.791 | 241.410 | 180.691 | 410.265 | 1.540.645 | 2.528.802 | 2.528.802 | - |
| Floors | (956) | - | - | 2.500 | 161.878 | 548.237 | 712.615 | 677.373 | 35.242 |
| 45.461 | 1.333.077 | 1.010.527 | 2.203.132 | 11.434.045 | 8.253.338 | 24.234.119 | 22.453.541 | 1.780.578 | |
| 2. Instrumentos derivados de cobertura | |||||||||
| Cobertura de Justo valor | |||||||||
| Swaps de taxa de juro (interest rate swaps) | |||||||||
| . Passivos e crédito | 56.329 | 3.200 | 38.550 | 305.230 | 2.218.571 | 435.287 | 3.000.838 | 2.993.032 | 7.806 |
| . Activos financeiros disponíveis para venda | (245.972) | - | - | - | 400.000 | 1.675.000 | 2.075.000 | 2.075.000 | - |
| Opções AutoCallable | (4.904) | 5.690 | 16.204 | 230.090 | 251.173 | - | 503.157 | 503.157 | - |
| Swaps sobre cotações (equity swaps) | (7.569) | 50.947 | 46.160 | 122.143 | 1.370.071 | 526.245 | 2.115.566 | 1.970.762 | 144.804 |
| Swaps Autocollable | (187) | - | - | - | 28.132 | - | 28.132 | 28.132 | - |
| Cobertura de Fluxos de Caixa | |||||||||
| Swaps de taxa de juro (interest rate swaps) | |||||||||
| . Fluxos de caixa | 86.691 | - | - | - | 1.550.000 | 1.050.000 | 2.600.000 | 2.600.000 | - |
| (115.612) | 59.837 | 100.914 | 657.463 | 5.817.947 | 3.686.532 | 10.322.693 | 10.170.083 | 152.610 |
| Valor nocional | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor de | Até 3 | Entre 3 e | Entre 6 e | Entre 1 | Mais de | Valor nocional | |||
| Tipo de instrumento financeiro | balanço | meses | 6 meses | 12 meses | e 3 anos | 3 anos | Total | EUR | Outros |
| 1. Instrumentos derivados de negociação (Nota 6) | |||||||||
| Forwards | |||||||||
| . Compras | 22.030 | 42.481 | 12.496 | 17.463 | - | 94.470 | 50.536 | 43.934 | |
| . Vendas | (197) | (22.127) | (42.527) | (12.569) | (17.463) | - | (94.686) | (43.349) | (51.337) |
| Swaps de divisas (currency swaps) | |||||||||
| . Compras | (8.279) | 1.069.669 | - | 22.742 | - | - | 1.092.411 | - | 1.092.411 |
| . Vendas | (1.077.758) | - | (23.055) | - | - | (1.100.813) | (1.100.813) | - | |
| Swaps de taxa de juro | |||||||||
| Swaps divisas (cross currency swaps) | |||||||||
| . Compras | (1.732) | - | 14.924 | - | - | 87.315 | 102.239 | 102.239 | - |
| . Vendas | - | (19.674) | - | - | (87.315) | (106.989) | - | (106.989) | |
| Outros | (50.887) | 234.117 | 3.164.153 | 1.160.160 | 7.614.127 | 7.336.156 | 19.508.713 | 19.289.094 | 219.619 |
| Swaps sobre cotações (equity swaps) | (2.751) | 196.679 | 202.148 | 576.881 | 3.072.435 | 1.727.162 | 5.775.305 | 5.747.949 | 27.356 |
| FRA's | - | 75.000 | 50.000 | - | - | - | 125.000 | 125.000 | - |
| Opções de moeda | |||||||||
| . Compras | (398) | 52.435 | 20.076 | 11.529 | 20.285 | - | 104.325 | - | 104.325 |
| . Vendas | 52.435 | 20.076 | 11.529 | 20.285 | - | 104.325 | - | 104.325 | |
| Opções sobre cotações | |||||||||
| . Compras | 2.213 | 13.726 | 306 | 168 | - | 16.413 | 16.413 | - | |
| . Vendas | (3.996) | 2.213 | 12.881 | 306 | 168 | - | 15.568 | 15.568 | - |
| Opções - Outras | |||||||||
| . Compras | 2.320 | - | - | 1.522 | - | 3.842 | 1.522 | 2.320 | |
| . Vendas | - | 2.320 | - | - | 1.522 | - | 3.842 | 1.522 | 2.320 |
| Caps | 11 | 111.712 | 16.868 | 68.512 | 850.613 | 1.730.064 | 2.777.769 | 2.777.769 | - |
| Floors | (1.609) | 104.000 | - | 16.000 | 97.754 | 608.001 | 825.755 | 791.628 | 34.127 |
| (69.838) | 827.258 | 3.495.132 | 1.844.837 | 11.678.879 | 11.401.383 | 29.247.489 | 27.775.078 | 1.472.411 | |
| 2. Instrumentos derivados de cobertura | |||||||||
| Cobertura de Justo valor | |||||||||
| Swaps de taxa de juro (interest rate swaps) | |||||||||
| . Passivos e crédito | (170.567) | 421 | 43.225 | 52.497 | 2.520.192 | 1.245.164 | 3.861.499 | 3.786.992 | 74.507 |
| . Activos financeiros disponíveis para venda | 109.710 | - | - | - | 700.000 | 2.075.000 | 2.775.000 | 2.775.000 | - |
| Opções AutoCallable | (6.471) | 70.938 | 179.905 | 284.547 | 542.268 | - | 1.077.658 | 1.077.277 | 381 |
| Swaps sobre cotações (equity swaps) | (31.362) | 248.000 | 231.485 | 164.080 | 460.513 | 728.597 | 1.832.675 | 1.710.182 | 122.493 |
| Cobertura de Fluxos de Caixa | |||||||||
| Swaps de taxa de juro (interest rate swaps) | |||||||||
| . Fluxos de caixa | 40.634 | 1.918.200 | 1.000.000 | - | 550.000 | 200.000 | 3.668.200 | 3.668.200 | - |
| (58.056) | 2.237.559 | 1.454.615 | 501.124 | 4.772.973 | 4.248.761 | 13.215.032 | 13.017.651 | 197.381 | |
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Imóveis recebidos em dação em pagamento | 177.737 | 114.013 |
| Imóveis de serviço próprio para venda | 24.293 | 18.995 |
| Equipamento | 3.982 | - |
| ----------- | ----------- | |
| 206.012 | 133.008 | |
| ----------- | ----------- | |
| Imparidade (Nota 22) | ( 66.253 ) | ( 44.932 ) |
| ----------- | ---------- | |
| 139.759 | 88.076 | |
| ====== | ===== |
O movimento nos activos não correntes detidos para venda nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 foi o seguinte:
| 2011 | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 31 de Dezembro de 2010 | Fusão Totta IFIC | Transferências | 31 de Dezembro de 2011 | ||||||||||
| Valor | Valor | de activos fixos | Imparidade (Nota 22) | Valor | Valor | ||||||||
| Bruto | Imparidade | Bruto | Imparidade | Entradas | Alienações | tangíveis | Dotações | Reposições | Utilizações | Bruto | Imparidade | líquido | |
| (Nota 13) | |||||||||||||
| Imóveis recebidos em dação em pagamento | 114.013 | (36.050) | 6.738 | (4.424) | 139.459 | (82.473) | - | (29.694) | 3.865 | 13.236 | 177.737 | (53.067) | 124.670 |
| Imóveis de serviço próprio para venda | 18.995 | (8.882) | - | - | 90 | (3.476) | 8.684 | (6.600) | 3.557 | 827 | 24.293 | (11.098) | 13.195 |
| Equipamentos | - | - | 2.887 | (1.670) | 3.707 | (2.612) | - | (521) | 9 | 94 | 3.982 | (2.088) | 1.894 |
| 133.008 | (44.932) | 9.625 | (6.094) | 143.256 | (88.561) | 8.684 | (36.815) | 7.431 | 14.157 | 206.012 | (66.253) | 139.759 | |
| 2010 (Pro-forma) | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 31 de Dezembro de 2009 | Transferências | 31 de Dezembro de 2010 | |||||||||||
| Valor | de activos fixos | Imparidade (Nota 22) | Valor | Valor | |||||||||
| Bruto | Imparidade | Entradas | Alienações | tangíveis | Dotações | Reposições | Utilizações | Bruto | Imparidade | líquido | |||
| (Nota 13) | |||||||||||||
| Imóveis recebidos em dação em pagamento | 119.342 | (37.920) | 85.485 | (90.814) | - | (23.457) | 11.787 | 13.540 | 114.013 | (36.050) | 77.963 | ||
| Imóveis de serviço próprio para venda | 16.757 | (2.560) | 83 | - | 2.155 | (6.400) | 78 | - | 18.995 | (8.882) | 10.113 | ||
| 136.099 | (40.480) | 85.568 | (90.814) | 2.155 | (29.857) | 11.865 | 13.540 | 133.008 | (44.932) | 88.076 |
| 2011 | ||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Tran sferê |
ncia s |
|||||||||||||||||
| De/P ara a |
ctivo s de tidos |
|||||||||||||||||
| 31-1 2-20 10 |
Fusã o To tta IF IC |
Abat es e |
lariza ções regu |
vend a (N ota 1 2) para |
Entre activ |
os fi xos |
Amo rtizaç ões |
31-1 | 2-20 11 |
|||||||||
| Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
do | Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
|||||
| Bruto | Acum ulad as |
Impa ridad e |
Bruto | Acum ulad as |
Aqui siçõ es |
Bruto | Acum ulad as |
Impa ridad e |
Bruto | Acum ulad as |
Bruto | Acum ulad as |
cício exer |
Bruto | Acum ulad as |
Impa ridad e |
líquid o |
|
| (Nota 22) |
(Nota 22) |
(Not a 22 ) |
||||||||||||||||
| Activ ngíve is os ta |
||||||||||||||||||
| Imóv eis |
||||||||||||||||||
| . Imó veis de s erviç o pró prio |
371. 178 |
101. 593 |
2.48 6 |
4.07 6 |
476 | 1.10 8 |
- | - | - | (11.7 28) |
(3.08 7) |
152 | - | 6.64 8 |
364. 786 |
105. 630 |
2.48 6 |
256. 670 |
| . Des edif ícios ndad pesa s em arre os |
144. 791 |
103. 639 |
- | - | - | 1.45 0 |
- | - | - | (549 ) |
(549 ) |
1 | - | 7.86 5 |
145. 693 |
110. 955 |
- | 34.7 38 |
| . Out ros i móv eis |
167 | 7 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 1 | 167 | 8 | - | 159 |
| Activ ngíve is em os ta curs o |
- | |||||||||||||||||
| . Imó veis de s erviç o pró prio |
1 | - | - | - | - | 392 | - | - | - | - | - | (155 ) |
- | - | 238 | - | - | 238 |
| 516. 137 |
205. 239 |
2.48 6 |
4.07 6 |
476 | 2.95 0 |
- | - | - | (12.2 77) |
(3.63 6) |
(2) | - | 14.5 14 |
510. 884 |
216. 593 |
2.48 6 |
291. 805 |
|
| Equi ento pam |
||||||||||||||||||
| . Mob iliári ateri al o e m |
21.9 66 |
14.6 77 |
- | 107 | 107 | 380 | (2) | (2) | - | - | - | - | - | 2.19 9 |
22.4 51 |
16.9 81 |
- | 5.47 0 |
| . Máq uina s e f enta erram s |
3.71 7 |
3.55 2 |
- | 18 | 18 | 26 | (68) | (68) | - | - | - | - | - | 86 | 3.69 3 |
3.58 8 |
- | 105 |
| rmát . Equ ipam ento info ico |
118. 497 |
98.3 96 |
- | 371 | 350 | 4.82 6 |
(1.03 0) |
(902 ) |
- | - | - | (40) | - | 7.94 6 |
122. 624 |
105. 790 |
- | 16.8 34 |
| . Inst alaç ões inter iores |
89.1 93 |
79.3 27 |
- | 115 | 114 | 1.96 8 |
- | - | - | (262 ) |
(219 ) |
- | - | 3.06 5 |
91.0 14 |
82.2 87 |
- | 8.72 7 |
| . Mat erial de t porte rans |
17.8 79 |
9.88 0 |
- | 428 | 334 | 2.94 9 |
(3.25 3) |
(3.16 8) |
- | - | - | - | - | 3.70 1 |
18.0 03 |
10.7 47 |
- | 7.25 6 |
| . Equ ipam ento de s egur ança |
27.7 78 |
26.3 43 |
- | 2 | 2 | 188 | (162 ) |
(160 ) |
- | - | - | - | - | 553 | 27.8 06 |
26.7 38 |
- | 1.06 8 |
| . Out uipa to ro eq men |
5.48 4 |
2.61 4 |
- | - | - | 181 | - | - | - | - | - | 1 | - | 743 | 5.66 6 |
3.35 7 |
- | 2.30 9 |
| 284. 514 |
234. 789 |
- | 1.04 1 |
925 | 10.5 18 |
(4.51 5) |
(4.30 0) |
- | (262 ) |
(219 ) |
(39) | - | 18.2 93 |
291. 257 |
249. 488 |
- | 41.7 69 |
|
| Outr ctivo s tan gívei os a s |
||||||||||||||||||
| Equi ento locaç ão fi eira pam em nanc |
281 | 281 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 281 | 281 | - | - |
| Patri món io ar tístic o |
1.52 5 |
- | - | 10 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 1.53 5 |
- | - | 1.53 5 |
| 1.80 6 |
281 | - | 10 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 1.81 6 |
281 | - | 1.53 5 |
|
| 802. 457 |
440. 309 |
2.48 6 |
5.12 7 |
1.40 1 |
13.4 68 |
(4.51 5) |
(4.30 0) |
- | (12.5 39) |
(3.85 5) |
(41) | - | 32.8 07 |
803. 957 |
466. 362 |
2.48 6 |
335. 109 |
|
| Activ os in tang íveis |
||||||||||||||||||
| Softw are |
||||||||||||||||||
| . Adq uirid iros o a t erce |
284. 945 |
212. 339 |
- | 2.15 4 |
1.69 5 |
31.1 07 |
(2.74 5) |
(2.74 5) |
- | - | - | 41 | - | 30.1 58 |
315. 502 |
241. 447 |
- | 74.0 55 |
| Outr ctivo s int angí veis os a |
||||||||||||||||||
| . Tre spas ses |
3.58 5 |
3.58 5 |
- | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 3.58 5 |
3.58 5 |
- | - |
| Activ os in íveis tang em curs o |
1.44 4 |
- | - | - | - | - | (1.44 4) |
- | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - |
| 289. 974 |
215. 924 |
- | 2.15 4 |
1.69 5 |
31.1 07 |
(4.18 9) |
(2.74 5) |
- | - | - | 41 | - | 30.1 58 |
319. 087 |
245. 032 |
- | 74.0 55 |
|
| (Pro 2010 |
-form a) |
|||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Tran sferê |
ncias | |||||||||||||||||
| De/P ara a |
ctivo s det idos |
|||||||||||||||||
| 31-1 2-20 09 |
Fusã | o BS N |
Abat es e |
lariza ções regu |
vend a (No ta 12 ) para |
Entre activ os fix os |
Amo rtizaç ões |
31-1 | 2-20 10 |
|||||||||
| Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
Amo rtizaç ões |
do | Valo r |
Amo rtizaç ões |
Valo r |
|||||
| Bruto | Acum ulada s |
Impa ridad e |
Bruto | Acum ulada s |
Aqui siçõe s |
Bruto | Acum ulada s |
Impa ridad e |
Bruto | Acum ulada s |
Bruto | Acum ulada s |
ício exerc |
Bruto | Acum ulada s |
Impa ridad e |
líquid o |
|
| (Nota 22) |
(Nota 22) |
(Nota 22) |
||||||||||||||||
| Activ os ta ngíve is |
||||||||||||||||||
| Imóv eis |
||||||||||||||||||
| . Imó veis de se rviço próp rio |
362.8 07 |
95.43 8 |
2.379 | - | - | 9.894 | (72) | (16) | 107 | (2.99 2) |
(850) | 1.541 | 309 | 6.712 | 371. 178 |
101.5 93 |
2.486 | 267.0 99 |
| . Des edifí cios dado pesa s em arren s |
136.7 03 |
94.15 8 |
- | 3.88 1 |
2.734 | 5.772 | (8) | - | - | (15) | (5) | (1.54 2) |
(313) | 7.065 | 144.7 91 |
103.6 39 |
- | 41.15 2 |
| . Out óveis ros im |
167 | 6 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 1 | 167 | 7 | - | 160 |
| Activ ngíve is em os ta curs o |
||||||||||||||||||
| . Imó veis de se rviço próp rio |
- | - | - | - | - | 1 | - | - | - | - | - | - | - | - | 1 | - | - | 1 |
| 499.6 77 |
189.6 02 |
2.379 | 3.88 1 |
2.734 | 15.66 7 |
(80) | (16) | 107 | (3.00 7) |
(855) | (1) | (4) | 13.77 8 |
516. 137 |
205.2 39 |
2.486 | 308.4 12 |
|
| Equip to amen |
||||||||||||||||||
| . Mob iliário ateria l e m |
20.26 2 |
11.98 7 |
- | 556 | 538 | 1.147 | - | - | - | - | - | 1 | - | 2.152 | 21.96 6 |
14.67 7 |
- | 7.289 |
| . Máq uinas e fe entas rram |
2.766 | 2.586 | - | 925 | 847 | 28 | (2) | (2) | - | - | - | - | (1) | 122 | 3.717 | 3.552 | - | 165 |
| . Equ ipam inform ático ento |
109.1 91 |
86.75 8 |
- | 2.608 | 2.480 | 7.022 | (321) | (310) | - | (3) | (3) | - | - | 9.47 1 |
118.4 97 |
98.39 6 |
- | 20.10 1 |
| . Inst alaçõ es in terio res |
88.28 7 |
76.19 3 |
- | 98 | 76 | 844 | (34) | (27) | - | (4) | (1) | 2 | 3 | 3.083 | 89.19 3 |
79.32 7 |
- | 9.866 |
| . Mat erial de tr orte ansp |
16.54 4 |
9.120 | - | 604 | 335 | 3.997 | (3.26 6) |
(3.15 1) |
- | - | - | - | - | 3.576 | 17.87 9 |
9.880 | - | 7.999 |
| . Equ ipam de se ento gura nça |
27.29 2 |
25.62 7 |
- | 98 | 96 | 389 | - | - | - | (1) | (1) | - | 1 | 620 | 27.77 8 |
26.34 3 |
- | 1.435 |
| . Out uipam ento ro eq |
5.10 1 |
1.975 | - | 2 | 1 | 383 | - | - | - | - | - | (2) | 1 | 637 | 5.484 | 2.614 | - | 2.870 |
| 269.4 43 |
214.2 46 |
- | 4.89 1 |
4.373 | 13.81 0 |
(3.62 3) |
(3.49 0) |
- | (8) | (5) | 1 | 4 | 19.66 1 |
284.5 14 |
234.7 89 |
- | 49.72 5 |
|
| Outro ivos íveis s act tang |
||||||||||||||||||
| Equip to em loca ção f inanc eira amen |
281 | 281 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 281 | 281 | - | - |
| Patri móni o art ístico |
1.520 | - | - | 5 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 1.525 | - | - | 1.525 |
| 1.801 | 281 | - | 5 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 1.806 | 281 | - | 1.525 | |
| 770.9 21 |
404. 129 |
2.379 | 8.777 | 7.107 | 29.47 7 |
(3.70 3) |
(3.50 6) |
107 | (3.01 5) |
(860) | - | - | 33.43 9 |
802.4 57 |
440.3 09 |
2.486 | 359.6 62 |
|
| Activ os in íveis tang |
||||||||||||||||||
| Softw are |
||||||||||||||||||
| . Adq uirido a te rceiro s |
249.0 58 |
178.9 17 |
- | 9.080 | 7.856 | 25.66 3 |
(6.56 0) |
(6.56 0) |
- | - | - | 7.704 | - | 32.12 6 |
284.9 45 |
212.3 39 |
- | 72.60 6 |
| Outro ivos intan gívei s act s |
||||||||||||||||||
| . Tre spas ses |
3.585 | 3.585 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | 3.585 | 3.585 | - | - |
| íveis Activ os in tang em curso |
- | - | - | - | - | 9.148 | - | - | - | - | - | (7.70 4) |
- | - | 1.444 | - | - | 1.444 |
| 252.6 43 |
182.5 02 |
- | 9.080 | 7.856 | 34.8 11 |
(6.56 0) |
(6.56 0) |
- | - | - | - | - | 32.12 6 |
289.9 74 |
215.9 24 |
- | 74.05 0 |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, encontram-se registados mEuros 72.054 e mEuros 61.241, respectivamente, relativos a software, líquido de depreciação, que foi adquirido à Santander Tecnologia y Operaciones A.E.I.E., um agrupamento europeu de interesse económico, pertencente ao Grupo Santander.
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) | |||
|---|---|---|---|---|
| Participação directa (%) |
Valor de balanço |
Participação directa (%) |
Valor de balanço |
|
| Investimentos em filiais | ||||
| No país | ||||
| Totta Urbe - Empresa de Administração e Construções, S.A. | 100,00 | 203 | 100,00 | 203 |
| Santotta Internacional, SGPS, S.A. (ex-Madeisisa) | 100,00 | 12.408 | 100,00 | 12.408 |
| Santander - Gestão de Activos, SGPS, S.A. | 100,00 | 7.418 | 100,00 | 7.418 |
| Taxagest, SGPS, S.A. | 99,00 | 50 | 99,00 | 50 |
| Unicre – Instituição Financeira de Crédito, S.A. | 21,50 | 5.469 | 21,50 | 5.469 |
| No estrangeiro | ||||
| Totta Ireland, PLC | 100,00 | 285.691 | 100,00 | 285.691 |
| BST Internacional Bank, Inc. | 100,00 | 4.147 | 100,00 | 4.147 |
| Totta & Açores, Inc - Newark | 100,00 | 75 | 100,00 | 75 |
| Totta & Açores Financing, Ltd. | 100,00 | 45 | 100,00 | 45 |
| 315.506 | 315.506 | |||
| Prestações suplementares de capital | ||||
| Totta Ireland, PLC | 164.973 | 56.115 | ||
| Totta Urbe - Empresa de Administração e Construções, S.A. | 99.760 | 99.760 | ||
| Santander - Gestão de Activos, SGPS, S.A. | 25.846 | - | ||
| Totta & Açores, Inc - Newark | 453 | 453 | ||
| 291.032 | 156.328 | |||
| 606.538 | 471.834 |
Em 31 de Dezembro de 2011, a estrutura do Grupo BST era a seguinte:
| Participação (%) | ||||
|---|---|---|---|---|
| Directa | Indirecta | Efectiva | ||
| Banco Santander Totta, S.A. | ||||
| Filiais | ||||
| Totta Ireland, PLC | 100% | - | 100% | |
| Totta & Açores Financing | 100% | - | 100% | |
| Totta & Açores, Inc. - Newark | 100% | - | 100% | |
| Santotta Internacional, SGPS (Ex-Madeisisa) | 100% | - | 100% | |
| Partang, SGPS | 0,49% | 48,51% | 49% | |
| Banco Caixa Geral Totta de Angola | - | - | 24,99% | |
| Serfin International Bank & Trust | - | 100,00% | 100% | |
| Totta Urbe - Emp.Admin. e Construções, S.A. | 100% | - | 100% | |
| Benim - Sociedade Imobiliária, S.A. | - | 25,81% | 25,81% | |
| Santander - Gestão de Activos, SGPS, S.A. | 100% | - | 100% | |
| Santander, Asset Management, Sgfim, S.A. | - | 100,00% | 100% | |
| Santander Pensões, S.A. | - | 100,00% | 100% | |
| BST International Bank, Inc. | 100% | - | 100% | |
| Taxagest, SGPS, S.A. | 99% | - | 99% | |
| Associadas | ||||
| Unicre - Instituição Financeira de Crédito, S.A. | 21,50% | - | 21,50% |
Em Agosto de 2011, o Banco aprovou em Comissão Executiva o aumento das "capital contributions" da sua filial Totta Ireland, Plc no montante de mEur 108.858, mediante a conversão dos empréstimos de curto prazo concedidos pelo Banco.
Em Setembro de 2011 foi aprovado pela Assembleia Geral da Santander Gestão de Activos a realização de prestações acessórias de capital pelo seu accionista único, o Banco Santander Totta, S.A., ao abrigo do artigo 287º do Código das Sociedades Comerciais.
Nos termos do acordo assinado entre o BST e a CGD, em 5 de Julho de 2010 a CGD exerceu a opção de compra de 1% do capital social da Partang, que é detentora de 51% do capital social do BCGTA. Na sequência desta operação, o Grupo BST passou a deter 49% do capital social da Partang, deixando de ter controlo conjunto sobre o BCGTA.
Em Março de 2010 foi apresentado um projecto para uma nova estrutura e um novo modelo de governação da Unicre – Instituição Financeira de Crédito, S.A.. Na sequência deste projecto, a Caixa Geral de Depósitos, S.A., o BNP Paribas, o Banco Português de Negócios, S.A. e a própria Unicre venderam as suas acções ao Banco Comercial Português, S.A. (BCP), o qual funcionou como veículo de distribuição. Posteriormente o BCP vendeu parte das acções compradas aos restantes accionistas, que assim aumentaram as suas participações.
Com a concretização desta operação, em 30 de Junho de 2010 o BST aumentou a sua participação de 361.729 acções (18,08% do capital social da Unicre) para 430.000 acções (21,50%). Neste sentido, a participação na Unicre foi reclassificada para Investimentos em associadas, uma vez que o Banco passou a deter uma participação superior a 20%.
Com a incorporação do BSN por fusão em 2010, o BST passou a deter as participações na Taxagest, SGPS, S.A. e na Santander Gestão de Activos, SGPS, S.A., a qual por sua vez detém 100% do capital da Santander Asset Management, SGFIM, S.A. e da Santander Pensões - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A..
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, estas rubricas têm a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|---|---|
| 43 ( 940 ) 9.268 2.175 1.145 |
43 ( 23.646 ) 37.325 2.608 1.145 |
| 11.691 | ---------- 17.475 ===== |
| 1.101 | 961 === |
| 835.479 11.000 |
476.144 - |
| 846.479 | ------------ 476.144 ====== |
| 23.964 12.406 --------- 36.370 |
27.578 4.312 ---------- 31.890 ===== |
| --------- ===== ==== ----------- ====== ===== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os impostos na demonstração de resultados têm a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Impostos correntes | ||
| Do exercício | ( 5.363 ) | ( 56.763 ) |
| Agrupamentos Complementares de Empresas | ( 1.624 ) | ( 1.771 ) |
| Contribuição especial sobre o sector bancário | ( 13.303 ) | - |
| Outros | 21.514 | ( 20.397 ) |
| -------- 1.224 |
---------- ( 78.931 ) |
|
| -------- | ---------- | |
| Impostos diferidos | ||
| Registo e reversão de diferenças temporárias, líquido | 33.985 | 20.298 |
| --------- | ---------- | |
| 35.209 | ( 58.633 ) | |
| ===== | ====== |
Na sequência da alteração da política contabilística mencionada na Nota 1.4., e da consequente aplicação retrospectiva, o Banco registou, em 2011 e 2010, impostos diferidos activos no montante de mEuros 61.992 e mEuros 89.756, respectivamente.
O movimento nos impostos diferidos activos e passivos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 foi o seguinte:
| Saldo em | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 31-12-2010 | Fusão | Capitais | Saldo em | ||
| (Pro-forma) | Totta IFIC | próprios | Resultados | 31-12-2011 | |
| Provisões/Imparidade temporariamente não aceites para efeitos fiscais | |||||
| Outros riscos e encargos | 3.815 | 640 | - | 5.574 | 10.029 |
| Imparidade de crédito concedido | 113.297 | 6.191 | - | 24.644 | 144.132 |
| Activos recebidos em dação em pagamento | 9.889 | 389 | - | 6.926 | 17.204 |
| Imparidade de activos financeiros disponíveis para venda | 2.922 | - | - | 94 | 3.016 |
| Imparidade de instrumentos de capital | - | - | - | (8.324) | (8.324) |
| Reavaliação de imobilizado | |||||
| Amortizações futuras não aceites em resultado de reavaliações legais | (4.310) | - | - | 229 | (4.081) |
| Valorizações temporariamente não aceites para efeitos fiscais | |||||
| Imobilizado incorpóreo | 561 | - | - | (561) | - |
| Imobilizado corpóreo | 144 | - | - | (69) | 75 |
| Cobertura de fluxos de caixa | (1.874) | - | (15.104) | - | (16.978) |
| Activos financeiros disponíveis para venda | |||||
| . Impostos diferidos activos | 198.577 | 3.602 | 243.252 | - | 445.431 |
| . Impostos diferidos passivos | (25.706) | (6.708) | 25.427 | - | (6.987) |
| Reformas antecipadas | 28.036 | - | 887 | (298) | 28.625 |
| Pensões de reforma | 12.742 | - | 286 | (443) | 12.585 |
| Alteração da política contabilística relativa a pensões (Nota 1.4.) | 89.756 | - | 61.992 | - | 151.748 |
| Transferência de responsabilidades com pensões para a Segurança Social | - | - | - | 6.047 | 6.047 |
| Prémio de antiguidade | 7.894 | - | - | (423) | 7.471 |
| Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos | 5.809 | - | - | - | 5.809 |
| Fundo de Pensões - Sucursal de Londres | 386 | - | - | (193) | 193 |
| Incentivos de Longo Prazo | 2.316 | 16 | - | 782 | 3.114 |
| Prejuízos fiscais decorrentes do diferimento do impacto da IAS 19 | - | - | 11.000 | - | 11.000 |
| 444.254 | 4.130 | 327.740 | 33.985 | 810.109 | |
| Activos | 476.144 | 846.479 | |||
| Passivos | (31.890) | (28.046) | |||
| 444.254 | 818.433 | ||||
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| Saldo em | Saldo em | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| 01-01-2010 | Fusão | Capitais | 31-12-2010 | ||
| (Pro-forma) | BSN | próprios | Resultados | (Pro-forma) | |
| Provisões/Imparidade temporariamente não aceites para efeitos fiscais | |||||
| Outros riscos e encargos | 1.038 | 57 | - | 2.720 | 3.815 |
| Imparidade de crédito concedido | 104.114 | - | - | 9.183 | 113.297 |
| Activos recebidos em dação em pagamento | 5.693 | - | - | 4.196 | 9.889 |
| Imparidade de activos financeiros disponíveis para venda | 971 | - | - | 1.951 | 2.922 |
| Reavaliação de imobilizado | |||||
| Amortizações futuras não aceites em resultado de reavaliações legais | (4.127) | - | - | (183) | (4.310) |
| Valorizações temporariamente não aceites para efeitos fiscais | |||||
| Imobilizado incorpóreo | - | 174 | - | 387 | 561 |
| Imobilizado corpóreo | 198 | - | - | (54) | 144 |
| Cobertura de fluxos de caixa | (6.856) | 4.982 | - | (1.874) | |
| Diferenças temporárias em derivados de negociação | (2.007) | (1.120) | - | 3.127 | - |
| Activos financeiros disponíveis para venda | |||||
| . Impostos diferidos activos | 12.933 | - | 185.644 | - | 198.577 |
| . Impostos diferidos passivos | (7.305) | - | (18.401) | - | (25.706) |
| Contabilidade de cobertura - Derivados e Instrumentos Cobertos | |||||
| . Impostos diferidos activos | 3.631 | - | - | (3.631) | - |
| . Impostos diferidos passivos | (3.816) | - | - | 3.816 | - |
| Unidades de participação | (101) | - | - | 101 | - |
| Reformas antecipadas | 35.710 | - | (4.545) | (3.129) | 28.036 |
| Pensões de reforma | 11.814 | - | 636 | 292 | 12.742 |
| Alteração da política contabilística relativa a pensões (Nota 1.4.) | 69.719 | - | 20.037 | - | 89.756 |
| Prémio de antiguidade | 6.917 | - | - | 977 | 7.894 |
| Comissões | 2.079 | - | - | (2.079) | - |
| Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos | 5.308 | - | - | 501 | 5.809 |
| Fundo de Pensões - Sucursal de Londres | 579 | - | - | (193) | 386 |
| Incentivos de Longo Prazo | - | - | - | 2.316 | 2.316 |
| 236.492 | (889) | 188.353 | 20.298 | 444.254 | |
| Activos | 260.704 | 476.144 | |||
| Passivos | (24.212) | (31.890) | |||
| 236.492 | 444.254 | ||||
Em 31 de Dezembro de 2011 o Banco registou, por contrapartida de resultados transitados, mEur 11.000 de impostos diferidos activos para prejuízos fiscais reportáveis. Este activo refere-se ao efeito fiscal decorrente da amortização em resultados transitados do impacto global das responsabilidades com pensões e outros benefícios dos empregados apurados com referência a 1 de Janeiro de 2005 no âmbito da adopção das NCA's.
A reconciliação entre a taxa normal de imposto e a taxa efectiva, nos exercícios de 2011 e 2010, é como segue:
| 2010 | ||||
|---|---|---|---|---|
| 2011 | (Pro-forma) | |||
| Taxa de | Taxa de | |||
| Imposto | Montante | Imposto | Montante | |
| Resultado antes de impostos | (12.920) | 340.704 | ||
| Imposto apurado com base na taxa de imposto corrente | -25,00% | (3.230) | 29,00% | 98.804 |
| Lucros isentos de impostos (SFE) | 0,00% | - | 0,00% | 3 |
| Prejuízos fiscais dedutíveis (ACE's) | -3,78% | (489) | -0,35% | (1.176) |
| Dividendos não tributáveis, | -195,74% | (25.289) | -13,09% | (44.070) |
| Diferenças na taxa de tributação utilizada para efeitos | ||||
| da determinação de imposto corrente e diferido | -44,41% | (5.738) | 0,00% | - |
| Constituição/(reversão) de provisões tributadas | 0,00% | - | -0,69% | (2.329) |
| Benefícios fiscais | -2,22% | (287) | -0,06% | (218) |
| Custos não dedutíveis fiscalmente | 11,07% | 1.430 | 0,96% | 3.226 |
| (Excesso)/Insuficiência de estimativa de imposto do ano anterior | -61,02% | (7.884) | 0,94% | 3.159 |
| Tributação autónoma | 19,86% | 2.566 | 0,89% | 3.000 |
| Liquidações adicionais/ (reembolsos) | -2,20% | (284) | 0,37% | 1.256 |
| Reformas antecipadas | 0,00% | - | -0,77% | (2.598) |
| Impacto da derrama estadual nos impostos diferidos | 0,00% | - | -3,47% | (11.676) |
| Contribuição especial sobre o sector bancário | 102,96% | 13.303 | 0,00% | - |
| Outros | -72,04% | (9.307) | 3,69% | 11.252 |
| Impostos sobre os lucros do exercício | -272,52% | (35.209) | 17,42% | 58.633 |
As autoridades fiscais têm a possibilidade de rever a situação fiscal do Banco durante um período de quatro anos, excepto nos casos de prejuízos fiscais reportáveis, em que o prazo de caducidade do direito à liquidação é de seis anos. Desse facto poderão resultar, devido a diferentes interpretações da legislação fiscal, eventuais liquidações adicionais relativamente aos anos em aberto.
O Banco foi objecto de inspecção fiscal até ao exercício de 2009, inclusive, com excepção do ano de 2006.
Como resultado das referidas inspecções foi sujeito a liquidações adicionais, essencialmente em sede de IRC. As correcções efectuadas são relativas a diversas matérias, incluindo custos com reformas antecipadas, provisões acima dos limites mínimos exigidos pelo Aviso nº 3/95 do Banco de Portugal, questões relacionadas com a isenção dos rendimentos obtidos pela Sucursal Financeira Exterior da Madeira, impostos de outras Sucursais e variações patrimoniais positivas, valor de venda de imóveis, entre outras. Parte destas correcções são meramente temporárias, nomeadamente no que se refere a custos com reformas antecipadas e provisões constituídas acima dos limites mínimos requeridos pela autoridade de supervisão.
O Banco procedeu ao pagamento total ou parcial dos valores liquidados ou quando aplicável à prestação de garantia bancária. Não obstante, as liquidações adicionais foram na sua maioria objecto de reclamação graciosa.
O BST tem por procedimento registar na rubrica de "Provisões" do passivo o montante que considera adequado para fazer face às liquidações adicionais de que foi objecto e relativamente às quais não procedeu ao respectivo pagamento e às contingências referentes aos exercícios ainda não revistos pela Administração Fiscal (Nota 22).
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Proveitos a receber: | (Pro-forma) | |
| De colocação de fundos mobiliários geridos | ||
| pela Santander Asset Management SGFIM | 1.385 | 4.692 |
| De operações de crédito | - | 1.041 |
| De outros serviços prestados | 22.188 | 23.634 |
| Outros juros e rendimentos similares | 71.542 | 24.702 |
| Outros | 1.614 | 2.032 |
| Despesas com custo diferido | 4.406 | 5.315 |
| Outras imobilizações financeiras | ||
| Nortrem – Aluguer de Material Ferroviário, A.C.E. (Nortrem) | 2.281 | 3.487 |
| Trem II – Aluguer de Material Circulante (Trem II) | 682 | 936 |
| Trem - Aluguer de Material Circulante, A.C.E. (Trem) | 220 | 355 |
| Outras | 17 | 17 |
| Devedores diversos | 112.893 | 27.758 |
| Promessas de dação, arrematações e outros activos | ||
| recebidos em dação em pagamento | 89.887 | 38.835 |
| Ouro, outros metais preciosos, numismática e medalhística | 2.459 | 2.540 |
| Bonificações a receber do Estado Português | 8.345 | 9.063 |
| Devedores por operações sobre futuros (Nota 24) | 2.580 | 82.226 |
| Outras disponibilidades | 353 | 348 |
| Contratos de suprimentos: | ||
| Santotta – Internacional, SGPS, S.A. | 27.108 | 26.250 |
| Propaço – Sociedade Imobiliária de | ||
| Paço de Arcos, Lda. (Propaço) | 2.443 | 2.443 |
| Fafer – Empreendimentos Urbanísticos Construção, S.A. (Fafer) | 273 | 386 |
| Gestínsua – Aquisições e Alienações de Património Imobiliário | ||
| e Mobiliário, S.A. | 126 | 126 |
| Responsabilidades com pensões e outros benefícios (Nota 38) | 75.430 | 113.486 |
| Operações fora de bolsa a regularizar | - | 136.034 |
| Outros | 2.407 | 2.438 |
| ----------- | ----------- | |
| 428.639 | 508.144 | |
| ----------- | ----------- | |
| Imparidade em activos não financeiros (Nota 22): | ||
| Contratos de suprimentos | ( 1.952 ) | ( 2.065 ) |
| Activos recebidos em dação em pagamento | ( 18.456 ) | ( 7.464 ) |
| Devedores e outras aplicações | ( 3.662 ) | ( 4.434 ) |
| ---------- | ----------- | |
| ( 24.069 ) | ( 13.963 ) | |
| ----------- | ----------- | |
| 404.570 | 494.181 | |
| ====== | ====== |
Em 31 de Dezembro de 2011, o saldo da rubrica "Devedores diversos" inclui o valor do depósito de caução previsto no "Reserve Loan Facility Agreement" relativo ao Hipototta nº 11 no montante de mEur 87.000.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 a rubrica "Proveitos a receber – de outros serviços prestados" inclui essencialmente comissões a receber da Santander Totta Seguros – Companhia de Seguros de Vida, S.A. pela comercialização dos seus produtos.
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 a rubrica "Proveitos a receber – outros juros e rendimentos similares" refere-se ao valor a receber de "Swap Agreements" celebrados entre o Banco e o Grupo Santander e entre o Grupo Santander e as Sociedades de Titularização. O valor a pagar relativo a estas operações está registado na rubrica "Outros passivos – outros juros e encargos a pagar" (Nota 24).
A rubrica "Devedores por operações sobre futuros" refere-se às contas correntes mantidas pelo Banco junto de instituições financeiras internacionais relativamente à actividade de "trading" de futuros. As contas margem dos futuros estão registadas na rubrica "Outros passivos – credores por operações sobre futuros" (Nota 24).
Em 31 de Dezembro de 2010 a rubrica "Operações fora de bolsa a regularizar" refere-se ao valor a receber pelas operações de venda de Notes Classe C do Hipototta nº 4 PLC e de Notes da Classe C, D e E do Hipototta nº 5 PLC, cujas liquidações ocorreram posteriormente à data de balanço.
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Recursos do Banco Central Europeu Operações de venda com acordo de recompra |
4.913.227 | 4.802.150 |
| Recursos de outros Bancos Centrais | ||
| Depósitos | 7 | 5.011 |
| Juros a pagar | - | 1 |
| ------------- | ------------- | |
| 4.913.234 | 4.807.162 | |
| ======== | ======= |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de "Recursos do Banco Central Europeu" corresponde à tomada de fundos do Eurosistema, estando o BST a utilizar para o efeito uma parcela da sua carteira de activos elegíveis. Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, do total da sua carteira de activos elegíveis estavam afectos aos Recursos do Banco Central Europeu os seguintes:
| 2011 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Tipo de activo | Capital | Juros totais | Despesas com custo diferido |
Total | Vencimento |
| Obrigações emitidas em operações de securitização Obrigações emitidas em operações de securitização |
2.500.000 2.400.000 |
17.830 27.000 |
(5.270) (26.333) |
2.512.560 2.400.667 |
Março 2012 Janeiro 2013 |
| 4.900.000 | 44.830 | (31.603) | 4.913.227 | ||
| 2010 (Pro-forma) | |||||
| Tipo de activo | Capital | Juros totais | Despesas com custo diferido |
Total | Vencimento |
| Obrigações emitidas em operações de securitização | 4.590.000 | 3.605 | (1.595) | 4.592.010 | Janeiro 2011 |
| Papel comercial | 210.000 | 245 | (105) | 210.140 | Janeiro 2011 |
| 4.800.000 | 3.850 | (1.700) | 4.802.150 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Recursos de instituições de crédito no País | ||
| Depósitos | 186.124 | 1.348.862 |
| Recursos a muito curto prazo | - | 70.000 |
| Operações de venda com acordo de recompra | 368.649 | - |
| Outros recursos | 2.762 | - |
| Juros a pagar | 999 | 4.151 |
| ------------- 558.534 |
-------------- 1.423.013 |
|
| Recursos de instituições de crédito no estrangeiro | ------------- | -------------- |
| Recursos consignados | 339.000 | 489.000 |
| Recursos a muito curto prazo | 41.121 | 252.151 |
| Operações de venda com acordo de recompra | 1.725.386 | 4.979.144 |
| Depósitos | 880.625 | 2.785.861 |
| Outros recursos | 8.449 | 18.130 |
| Juros a pagar | 701 | 5.232 |
| -------------- 2.995.282 |
--------------- 8.529.518 |
|
| -------------- 3.553.816 |
--------------- 9.952.531 |
|
| ======== | ======== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica "Recursos consignados" refere-se a empréstimos obtidos junto do Banco Europeu de Investimento (BEI), destinados exclusivamente ao financiamento de projectos de pequena e média dimensão, os quais são previamente submetidos ao BEI para aprovação.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o detalhe dos recursos consignados por prazo residual de vencimento é o seguinte:
| (Pro-forma) | ||
|---|---|---|
| 2011 | 2010 | |
| Reembolso a menos de um ano | - | 150.000 |
| Reembolso entre três e cinco anos | 250.000 | 250.000 |
| Reembolso entre cinco e dez anos | 29.000 | 29.000 |
| Reembolso a mais de dez anos | 60.000 | 60.000 |
| 339.000 | 489.000 |
Em 31 de Dezembro de 2011, a rubrica de "Recursos de instituições de crédito no País – operações de venda com acordo de recompra", tem como activos subjacentes obrigações emitidas no âmbito de operações de securitização do Banco que estão na sua carteira.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de "Recursos de instituições de crédito no estrangeiro – operações de venda com acordo de recompra", tem a seguinte composição, por tipo de activo subjacente às operações de reporte, as quais têm prazo residual até 3 meses:
| 2011 Despesas com |
|||||
|---|---|---|---|---|---|
| Descrição | |||||
| Capital | Juros | custo diferido | Total | ||
| Obrigações do Tesouro - Portugal | 88.026 | 76 | (39) | 88.063 | |
| Obrigações do Tesouro - Espanha | 1.470.289 | 8.857 | (3.220) | 1.475.926 | |
| Obrigações emitidas pelo Grupo BST em operações de securitização |
161.016 | 437 | (56) | 161.397 | |
| 1.719.331 | 9.370 | (3.315) | 1.725.386 |
| 2010 (Pro-forma) | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Descrição | Despesas com | ||||
| Capital | Juros | custo diferido | Total | ||
| Obrigações do Tesouro - Portugal | 1.840.871 | 2.246 | (738) | 1.842.379 | |
| Obrigações do Tesouro - Espanha | 2.884.527 | 5.040 | (3.228) | 2.886.339 | |
| Obrigações emitidas pelo Grupo BST em operações de securitização |
250.314 | 942 | (830) | 250.426 | |
| 4.975.712 | 8.228 | (4.796) | 4.979.144 |
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Depósitos à ordem | 5.338.394 | 6.387.896 |
| Depósitos a prazo | 12.694.300 | 10.250.843 |
| Depósitos estruturados | 1.658.328 | 1.223.364 |
| Depósitos de poupança | 116.103 | 198.054 |
| Depósitos com pré-aviso | 25.609 | 33.600 |
| Cheques e ordens a pagar | 124.253 | 105.940 |
| Juros a pagar | 141.119 | 75.302 |
| Correcções de valor por operações de cobertura | 459 | ( 12.523 ) |
| --------------- ---------------- | ||
| 20.098.565 | 18.262.476 | |
| ========= | ======== |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Obrigações em circulação | ||
| Obrigações hipotecárias | ||
| Emitidas | 5.630.000 | 3.000.000 |
| Readquiridas | ( 3.330.750 ) | ( 39.000 ) |
| Juros de obrigações hipotecárias | 27.008 | 53.953 |
| Obrigações de caixa | ||
| Emitidas | 740.376 | 1.423.858 |
| Readquiridas | ( 10.691 ) ( 155.069 ) | |
| Juros a pagar | 4.348 | 17.913 |
| ------------- 3.060.291 |
-------------- 4.301.655 |
|
| Outros | ------------- | -------------- |
| Programa EMTN | 2.289.570 | 2.470.420 |
| Readquiridas | ( 22.920 ) | - |
| Juros a pagar | 32.091 | 25.676 |
| ------------- 2.298.741 |
------------- 2.496.096 |
|
| Despesas com encargo diferido | ------------- ( 2.018 ) |
------------- ( 3.938 ) |
| Correcção de valor por operações de cobertura | 62.868 | 18.012 |
| -------------- 5.419.882 |
------------- 6.811.825 |
|
| ======== | ======= |
As condições das obrigações hipotecárias e das obrigações de caixa encontram-se descritas no Anexo I.
Entre Maio de 2008 e Novembro de 2011, o BST procedeu a sete emissões de Obrigações Hipotecárias ao abrigo do programa "€ 12.500.000 Covered Bonds Programme". Durante o ano de 2011, ocorreu o vencimento da primeira emissão. Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as obrigações hipotecárias têm um património afecto constituído por:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Aplicações em instituições de crédito Juros de aplicações |
355.804 647 |
720.708 987 |
| ------------ 356.451 |
------------ 721.695 |
|
| Crédito a clientes Juros de crédito Comissões Despesas com encargo diferido |
------------ 7.567.003 15.150 ( 37.605 ) 18.364 -------------- |
------------ 3.168.738 4.918 ( 19.915 ) 10.574 -------------- |
| 7.562.912 | 3.164.315 | |
| Derivados de cobertura | -------------- 47.423 |
-------------- 39.945 |
| -------------- 7.966.786 ======== |
------------- 3.925.955 ======= |
| Em 31 de Dezembro de 2011, o Banco mantinha as seguintes obrigações emitidas ao abrigo do | ||
|---|---|---|
| programa Euro Medium Term Notes: |
| Emissão | Data de vencimento | Remuneração | Montante |
|---|---|---|---|
| 25 ª | 27 de Junho de 2016 | Euribor a 6 meses mais 0,5% | 1.250 |
| 26 ª | 27 de Junho de 2016 | Euribor a 6 meses mais 0,5% | 31.050 |
| 29 ª | 7 de Maio de 2014 | Indexada a cabaz de acções | 51.280 |
| 30 ª | 26 de Fevereiro de 2014 | Indexada a cabaz de acções | 32.860 |
| 31 ª | 2 de Abril de 2014 | Indexada a cabaz de acções | 26.170 |
| 32 ª | 26 de Abril de 2014 | Indexada a cabaz de acções | 2.600 |
| 33 ª | 20 de Março de 2012 | Indexada a cabaz de acções | 3.200 |
| 34 ª | 25 de Janeiro de 2012 | Indexada a cabaz de acções | 3.050 |
| 35 ª | 12 de Junho de 2012 | Taxa fixa de 3,75% | 1.000.000 |
| 37 ª | 26 de Outubro de 2017 | Taxa fixa de 4,206%(1) | 20.000 |
| 38 ª | 30 de Novembro de 2017 | Taxa fixa de 4,207%(2) | 40.600 |
| 39 ª | 31 de Dezembro de 2017 | Taxa fixa de 4,04%(3) | 28.350 |
| 40 ª | 22 de Janeiro de 2018 | Taxa fixa de 3,700% (4) | 41.100 |
| 41 ª | 21 de Maio de 2013 | Taxa fixa de 2,527% | 4.050 |
| 42 ª | 21 de Maio de 2013 | Taxa fixa de 2,527% | 4.050 |
| 43 ª | 21 de Maio de 2013 | Taxa fixa de 2,527% | 4.050 |
| 44 ª | 21 de Maio de 2013 | Taxa fixa de 2,527% | 4.050 |
| 45 ª | 21 de Maio de 2013 | Taxa fixa de 2,527% | 4.150 |
| 50 ª | 25 de Junho de 2015 | Taxa fixa de 3,11% | 16.875 |
| 51 ª | 25 de Junho de 2020 | Taxa fixa de 3,410% (5) | 21.100 |
| 52 ª | 27 de Julho de 2012 | Taxa fixa de 2,9231% | 39.500 |
| 53 ª | 27 de Julho de 2015 | Taxa fixa de 3,1% | 8.650 |
| 54 ª | 27 de Julho de 2020 | Taxa fixa de 3,4180% (6) | 9.850 |
| 56 ª | 3 de Setembro de 2012 | Taxa fixa de 2,8973% | 88.000 |
| 57 ª | 3 de Setembro de 2015 | Taxa fixa de 3,62375% | 13.600 |
| 58 ª | 3 de Setembro de 2020 | Taxa fixa de 3,90% (7) | 16.900 |
| 59 ª | 28 de Setembro de 2012 | Taxa fixa de 2,8280% | 47.800 |
| 60 ª | 29 de Setembro de 2015 | Taxa fixa de 3,4140% | 8.850 |
| 61 ª | 29 de Setembro de 2018 | Taxa fixa de 3,35% (8) | 10.050 |
| 62 ª | 26 de Outubro de 2015 | Taxa fixa de 3,488% | 4.950 |
| 63 ª | 26 de Outubro de 2012 | Taxa fixa de 2,947% | 43.450 |
| 64 ª | 26 de Outubro de 2018 | Taxa: 3,4% (9) | 5.910 |
| 66 ª | 18 de Novembro de 2012 | Taxa fixa de 2,975% | 38.800 |
| 67 ª | 18 de Novembro de 2015 | Taxa fixa de 3,7% | 6.000 |
| 68 ª | 18 de Novembro de 2018 | Taxa fixa de 3,55% (10) | 4.900 |
| 69 ª | 27 de Setembro de 2013 | Taxa fixa 3,225% | 27.750 |
| 70 ª | 23 de Dezembro de 2015 | Taxa fixa 3,88% | 5.025 |
| 71 ª | 21 de Dezembro de 2018 | Taxa fixa de 3,9% (11) | 6.150 |
| 73 ª | 26 de Setembro de 2013 | Taxa fixa de 3,14% | 31.350 |
| 74 ª | 26 de Janeiro de 2016 | Taxa fixa de 4,019% | 4.950 |
| 75 ª | 28 de Junho de 2019 | Taxa fixa de 3,85% (12) | 12.100 |
| 76 ª | 26 de Setembro de 2013 | Taxa fixa de 3,592% | 31.550 |
| 77 ª | 28 de Junho de 2019 | Taxa fixa de 4,05% (13) | 10.550 |
| 78 ª | 11 de Outubro de 2013 | Taxa fixa de 4,186% | 35.050 |
| 79 ª | 12 de Julho de 2019 | Taxa fixa de 4,25% (14) | 27.400 |
| 80 ª | 8 de Novembro de 2013 | Taxa fixa de 4,885% | 33.200 |
| 81 ª | 26 de Julho de 2019 | Taxa fixa de 5% (15) | 28.900 |
| 82 ª | 30 de Abril de 2012 | Taxa fixa de 3,67% | 13.150 |
| 83 ª | 21 de Maio de 2012 | Taxa fixa de 3,7% | 11.050 |
| 84 ª | 28 de Maio de 2012 | Taxa fixa de 3,97% | 1.550 |
| 85 ª | 11 de Junho de 2012 | Taxa fixa de 3,76% | 5.000 |
| 86 ª | 24 de Junho de 2012 | Taxa fixa de 3,71% | 4.000 |
| 87 ª | 30 de Julho de 2012 | Taxa fixa de 3,74% | 11.350 |
| 88 ª | 7 de Setembro de 2012 | Taxa fixa de 3,78% | 6.900 |
| 89 ª | 28 de Setembro de 2012 | Taxa fixa de 3,8% | 3.100 |
| 90 ª | 5 de Novembro de 2012 | Taxa fixa de 4,61% | 900 |
| 91 ª | 21 de Outubro de 2013 | Taxa fixa de 5,18% | 3.750 |
| 92 ª | 27 de Fevereiro de 2014 | Taxa fixa de 5,29% | 4.250 |
| 93 ª | 13 de Novembro de 2013 | Taxa fixa de 5,2% | 4.150 |
| 94 ª | 27 de Maio de 2014 | Taxa fixa de 5,4% | 12.950 |
| 95 ª | 25 de Junho de 2014 | Taxa fixa de 5,37% | 4.500 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| Emissão | Data de vencimento | Remuneração | Montante |
|---|---|---|---|
| 96 ª | 28 de Agosto de 2015 | Taxa fixa de 5,74% | 3.250 |
| 97 ª | 29 de Dezembro de 2015 | Taxa fixa de 5,8% | 11.800 |
| 98 ª | 8 de Fevereiro de 2016 | Taxa fixa de 5,82% | 15.100 |
| 99 ª | 4 de Abril de 2016 | Taxa fixa de 5,85% | 11.200 |
| 100 ª | 8 de Junho de 2016 | Taxa fixa de 5,88% | 3.250 |
| 101 ª | 27 de Junho de 2016 | Taxa fixa de 5,88% | 8.800 |
| 102 ª | 4 de Setembro de 2016 | Taxa fixa de 5,91% | 9.000 |
| 103 ª | 8 de Novembro de 2016 | Taxa fixa de 5,93% | 5.700 |
| 104 ª | 12 de Dezembro de 2016 | Taxa fixa de 5,95% | 2.850 |
| 105 ª | 21 de Setembro de 2012 | Taxa fixa de 4,84% | 2.500 |
| 106 ª | 30 de Setembro de 2012 | Taxa fixa de 4,7% | 12.600 |
| 107 ª | 8 de Novembro de 2012 | Taxa fixa de 4,71% | 6.500 |
| 108 ª | 9 de Dezembro de 2012 | Taxa fixa de 4,72% | 7.600 |
| 109 ª | 21 de Janeiro de 2013 | Taxa fixa de 4,74% | 1.650 |
| 110 ª | 12 de Fevereiro de 2013 | Taxa fixa de 4,75% | 4.400 |
| 111 ª | 28 de Abril de 2013 | Taxa fixa de 4,77% | 4.950 |
| 112 ª | 26 de Maio de 2013 | Taxa fixa de 4,79% | 1.100 |
| 113 ª | 18 de Junho de 2013 | Taxa fixa de 4,8% | 2.900 |
| 114 ª | 20 de Outubro de 2013 | Taxa fixa de 4,89% | 6.550 |
| 115 ª | 24 de Novembro de 2013 | Taxa fixa de 4,91% | 10.800 |
| 116 ª | 23 de Dezembro de 2013 | Taxa fixa de 5,14% | 10.800 |
| 117 ª | 26 de Janeiro de 2014 | Taxa fixa de 5,16% | 13.700 |
| 118 ª | 26 de Fevereiro de 2014 | Taxa fixa de 5,19% | 9.450 |
| 119 ª | 30 de Março de 2014 | Taxa fixa de 5,21% | 15.400 |
| 120 ª | 27 de Abril de 2014 | Taxa fixa de 5,23% | 15.250 |
| 121 ª | 26 de Maio de 2014 | Taxa fixa de 5,25% | 6.450 |
| 122 ª | 10 de Junho de 2014 | Taxa fixa de 5,26% | 4.400 |
| 123 ª | 7 de Julho de 2014 | Taxa fixa de 5,27% | 3.500 |
| 124 ª | 11 de Agosto de 2014 | Taxa fixa de 5,29% | 5.550 |
| 125 ª | 5 de Outubro de 2014 | Taxa fixa de 5,33% | 1.500 |
| 126 ª | 26 de Abril de 2015 | Taxa fixa de 5,52% | 6.100 |
| 127 ª | 28 de Junho de 2015 | Taxa fixa de 5,55% | 4.200 |
| 128 ª | 29 de Novembro de 2015 | Taxa fixa de 5,62% | 16.200 |
| 129 ª | 28 de Dezembro de 2015 | Taxa fixa de 5,69% | 4.150 |
| 130 ª | 7 de Fevereiro de 2016 | Taxa fixa de 5,71% | 2.050 |
| 131 ª | 29 de Maio de 2016 | Taxa fixa de 5,76% | 10.750 |
| 2.289.570 |
(1) Remuneração aplicável até 26 de Outubro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes. (2) Remuneração aplicável até 30 de Novembro de 2013. A taxa aumenta nos períodos subsequentes. (3) Remuneração aplicável até 28 de Dezembro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes. (4) Remuneração aplicável até 22 de Janeiro de 2013. A taxa aumenta nos períodos subsequentes. (5) Remuneração aplicável até 25 de Junho de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes. (6) Remuneração aplicável até 27 de Julho de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes. (7) Remuneração aplicável até 03 de Setembro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes. (8) Remuneração aplicável até 28 de Setembro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes. (9) Remuneração aplicável até 26 de Outubro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes. (10) Remuneração aplicável até 18 de Novembro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes. (11) Remuneração aplicável até 21 de Dezembro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes. (12) Remuneração aplicável até 26 de Janeiro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes. (13) Remuneração aplicável até 25 de Fevereiro de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes. (14) Remuneração aplicável até 25 de Março de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes. (15) Remuneração aplicável até 28 de Abril de 2012. A taxa aumenta nos períodos subsequentes.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o saldo desta rubrica corresponde ao montante recebido pelas titularizações de crédito efectuadas após 1 de Janeiro de 2004, com o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Passivos por activos não desreconhecidos | ||
| em operações de titularização: | ||
| - Crédito a clientes |
||
| . Crédito à habitação | 3.999.968 | 3.928.467 |
| . Crédito ao consumo | 786.064 | - |
| . Crédito a empresas | 2.615.123 | - |
| Juros de passivos financeiros associados a activos transferidos | ||
| . Crédito à habitação | 9.240 | 13.279 |
| . Crédito ao consumo | 3.083 | - |
| . Crédito a empresas | 9.650 | - |
| ------------- | -------------- | |
| 7.423.128 | 3.941.746 | |
| ======== | ======== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o saldo da rubrica "Passivos por activos não desreconhecido sem operações de titularização" corresponde ao montante recebido pelas titularizações de crédito efectuadas após 1 de Janeiro de 2004, com o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Hipototta nº 3 | ||
| Capital vivo | - | 1.543.260 |
| Capital em incumprimento | - | 269 |
| Capital em contencioso | - | 23.388 |
| Juros | - | 196 |
| --- | ------------- | |
| - | 1.567.113 | |
| --- | ------------- | |
| Hipototta nº 4 | ||
| Capital vivo | 1.255.543 | 1.422.287 |
| Capital em incumprimento | 164 | 185 |
| Capital em contencioso | 22.992 | 21.703 |
| Juros | 1.917 | 165 |
| ------------- | ------------- | |
| 1.280.616 | 1.444.340 | |
| ------------- | ------------- | |
| Hipototta nº 5 | ||
| Capital vivo | 1.049.819 | 1.231.046 |
| Capital em incumprimento | 67 | 62 |
| Capital em contencioso | 12.555 | 9.488 |
| Juros | 389 | 2.342 |
| ------------- 1.062.830 |
------------- 1.242.938 |
|
| ------------- | ------------- | |
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Hipototta nº 7 | ||
| Capital vivo Capital em incumprimento |
1.275.981 81 |
1.601.178 77 |
| Capital em contencioso | 19.180 | 11.977 |
| Juros | 1.987 | 3.278 |
| ------------- 1.297.229 |
--------------- 1.616.510 |
|
| ------------- | ------------- | |
| Hipototta nº 8 | ||
| Capital vivo Capital em incumprimento |
- - |
978.832 79 |
| Capital em contencioso | - | 6.763 |
| Juros | - | 4.009 |
| --- | ------------- | |
| - --- |
989.683 ------------- |
|
| Hipototta nº 10 | ||
| Capital vivo | - | 802.442 |
| Capital em incumprimento | - | 53 |
| Capital em contencioso Juros |
- - |
1.658 94 |
| --- | -------------- | |
| - | 804.247 | |
| --- | -------------- | |
| Hipototta nº 11 Capital vivo |
1.737.537 | 1.874.046 |
| Capital em incumprimento | 59 | 27 |
| Capital em contencioso | 9.673 | 1.437 |
| Juros | 4.645 | 3.527 |
| -------------- 1.751.914 |
-------------- 1.879.037 |
|
| -------------- | -------------- | |
| Hipototta nº 12 | ||
| Capital vivo Capital em incumprimento |
1.216.199 74 |
- - |
| Capital em contencioso | 4.416 | - |
| Juros | 3.225 | - |
| -------------- | -------------- | |
| 1.223.914 -------------- |
- -------------- |
|
| BST SME nº1 | ||
| Capital vivo | 1.942.580 | - |
| Capital em incumprimento | 1.878 | - |
| Capital em contencioso Juros |
2.080 7.862 |
- - |
| -------------- | -------------- | |
| 1.954.400 | - | |
| Totta Consumer nº1 | -------------- | -------------- |
| Capital vivo | 783.961 | - |
| Capital em incumprimento | 686 | - |
| Capital em contencioso | 1.106 | - |
| Juros | 3.394 -------------- |
- -------------- |
| 789.147 | - |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Leasetotta nº1 | ||
| Capital vivo | 654.265 | - |
| Capital em incumprimento | 11.369 | - |
| Capital em contencioso | 2.721 | - |
| Juros | 2.019 | - |
| ----------- | --- | |
| 670.374 | - | |
| ----------- | --- | |
| Risco/ benefício transferido (Nota 10) | ( 2.607.296 ) | ( 5.602.122 ) |
| -------------- 7.423.128 |
--------------- 3.941.746 |
|
| ======== | ======== |
O montante anulado na rubrica "Passivos financeiros associados a activos transferidos" na sequência da operação de desreconhecimento de parte da carteira de activos titularizados não desreconhecidos descrita na Nota 10, pode ser apresentado como segue:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Hipototta nº 3 | ||
| Capital vivo | - | 1.543.260 |
| Capital e juros em incumprimento | - | 23.752 |
| Hipototta nº 4 | ||
| Capital vivo | 809.826 | 792.214 |
| Capital e juros em incumprimento | 15.432 | 12.236 |
| Hipototta nº 5 | ||
| Capital vivo | 1.049.819 | 1.231.046 |
| Capital e juros em incumprimento | 13.011 | 9.623 |
| Hipototta nº 7 | ||
| Capital vivo | 708.169 | 678.900 |
| Capital e juros em incumprimento | 11.039 | 5.155 |
| Hipototta nº 8 | ||
| Capital vivo | - | 498.225 |
| Capital e juros em incumprimento | - | 3.514 |
| Hipototta nº 10 | ||
| Capital vivo | - | 802.442 |
| Capital e juros em incumprimento | - | 1.755 |
| -------------- 2.607.296 |
-------------- 5.602.122 |
|
| ======== | ======== |
O movimento nas provisões durante os exercícios de 2011 e 2010 é como segue:
| 2011 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Fusão | |||||||
| 31-12-2010 | Totta IFIC | Dotações | Reversões | Utilizações | Outros | 31-12-2011 | |
| Provisões para crédito (Nota 10) | |||||||
| Crédito de cobrança duvidosa . Crédito a clientes - interno |
42.225 | 4.284 | 65.637 | (14.593) | - | - | 97.553 |
| Crédito vencido | 210.639 | 11.716 | 258.854 | (51.680) | (96.660) | - | 332.869 |
| Risco País | 1.862 | - | 240 | (1.231) | - | - | 871 |
| 254.726 | 16.000 | 324.731 | (67.504) | (96.660) | - | 431.293 | |
| Imparidade em activos financeiros | |||||||
| disponíveis para venda (Nota 8) | 49.666 | - | 3.664 | (109) | (4.511) | - | 48.710 |
| Imparidade em activos não financeiros | |||||||
| Imparidade em activos não correntes detidos para venda (Nota 12) | 44.932 | 6.094 | 36.815 | (7.431) | (14.157) | - | 66.253 |
| Imparidade em outros activos tangíveis (Nota 13) | 2.486 | - | - | - | - | - | 2.486 |
| Imparidade em outros activos (Nota 16) | 13.963 | - | 12.446 | (2.340) | - | - | 24.069 |
| 61.381 | 6.094 | 49.261 | (9.771) | (14.157) | - | 92.808 | |
| Risco País - Outras Aplicações | 127 | - | 1 | (4) | - | - | 124 |
| Riscos Gerais de Crédito | |||||||
| Crédito a clientes | |||||||
| . Crédito interno | 149.375 | 14.968 | 26.386 | (54.103) | (4.619) | - | 132.007 |
| . Crédito por assinatura | 32.868 | - | 2.879 | (8.817) | - | - | 26.930 |
| . Crédito a clientes - titularizados e não desreconhecidos | 19.505 | 8.322 | 55.627 | (30.461) | - | - | 52.993 |
| Provisões para riscos fiscais (Nota 15) | 31.934 | - | 596 | - | (2.468) | (15.000) | 15.062 |
| Provisão para pensões e outros encargos | 9.565 | - | 20.392 | - | - | - | 29.957 |
| Outras provisões | 45.284 | 3.380 | 6.858 | (28.356) | (3.073) | - | 24.093 |
| 288.658 | 26.670 | 112.739 | (121.741) | (10.160) | (15.000) | 281.166 | |
| 654.431 | 48.764 | 490.395 | (199.125) | (125.488) | (15.000) | 853.977 | |
| 2010 | |||||||
| Fusão | |||||||
| 31-12-2009 | BSN | Dotações | Reversões | Utilizações | Outros | 31-12-2010 | |
| Provisões para crédito (Nota 10) | |||||||
| Crédito de cobrança duvidosa | |||||||
| . Crédito a clientes - interno | 76.250 | - | 22.167 | (56.192) | - | - | 42.225 |
| Crédito vencido | 162.220 | - | 146.478 | (37.026) | (61.033) | - | 210.639 |
| Risco País | 1.130 | - | 894 | (162) | - | - | 1.862 |
| 239.600 | - | 169.539 | (93.380) | (61.033) | - | 254.726 | |
| Imparidade em activos financeiros | |||||||
| disponíveis para venda (Nota 8) | 43.344 | - | 6.352 | (30) | - | - | 49.666 |
| Imparidade em activos não financeiros | |||||||
| Imparidade em activos não correntes detidos para venda (Nota 12) | 40.480 | - | 29.857 | (11.865) | (13.540) | - | 44.932 |
| Imparidade em outros activos tangíveis (Nota 13) | 2.379 | - | 107 | - | - | - | 2.486 |
| Imparidade em outros activos (Nota 16) | 7.926 | - | 8.425 | (1.915) | (473) | - | 13.963 |
| 50.785 | - | 38.389 | (13.780) | (14.013) | - | 61.381 | |
| Risco País - Outras Aplicações | 143 | - | 3 | (19) | - | - | 127 |
| Riscos Gerais de Crédito | |||||||
| Crédito a clientes | |||||||
| . Crédito interno | 142.085 | 190 | 29.815 | (22.715) | - | - | 149.375 |
| . Crédito por assinatura | 29.027 | - | 13.780 | (9.939) | - | - | 32.868 |
| . Crédito a clientes - titularizados e não desreconhecidos | 50.293 | - | 9.547 | (40.335) | - | - | 19.505 |
| Provisões para riscos fiscais (Nota 15) | 16.321 | 638 | 2.213 | (2.213) | (125) | 15.100 | 31.934 |
| Provisão para pensões e outros encargos | 8.816 | - | 1.036 | (65) | (222) | - | 9.565 |
| Outras provisões | 41.740 | 28 | 7.780 | (3.133) | (1.131) | - | 45.284 |
| 288.425 | 856 | 64.174 | (78.419) | (1.478) | 15.100 | 288.658 |
Em 31 de Dezembro de 2011 a provisão para pensões e outros encargos refere-se essencialmente a uma provisão para um plano de reestruturação no montante de mEuros 20.271 e para um plano complementar de pensões do Conselho de Administração (Nota 40). Em 31 de Dezembro de 2010 esta rubrica refere-se ao plano complementar de pensões do Conselho de Administração.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 a rubrica outras provisões inclui:
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Recursos do Totta & Açores Financing (TAF) Recursos do BST International Bank, Inc. Recursos da Totta Ireland |
297.750 278.229 50.000 ----------- |
297.750 269.421 - ----------- |
| 625.979 | 567.171 | |
| Obrigações Perpétuas Subordinadas Totta 2000 Obrigações Perpétuas Subordinadas BSP 2001 Obrigações Perpétuas Subordinadas CPP 2001 Obrigações Não Perpétuas Subordinadas MC Factor 2008 |
284.315 172.833 54.359 2.993 ------------- |
284.315 172.833 54.359 - ------------- |
| 1.140.479 | 1.078.678 | |
| Títulos readquiridos Despesas com custo diferido Juros a pagar |
( 348 ) 666 ----------- |
( 225.362 ) ( 195.244 ) ( 412 ) 768 ------------ |
| 915.435 ====== |
883.790 ====== |
As condições dos passivos subordinados encontram-se detalhadas no Anexo II.
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Fornecedores | 1.808 | 1.479 |
| Facturas em recepção e conferência | 32.978 | 35.243 |
| Retenção de impostos na fonte | 20.945 | 32.529 |
| Contribuições para outros sistemas de saúde | 1.534 | 1.529 |
| IVA a pagar | 8.394 | 4.776 |
| Encargos a pagar relativos ao pessoal: | ||
| Prémio de antiguidade | 25.762 | 27.221 |
| Férias e subsídio de férias | 30.798 | 28.765 |
| Outras remunerações variáveis | 25.750 | 29.914 |
| Outros custos com pessoal | 616 | 13.473 |
| Recursos cativos | 28.986 | 26.408 |
| Outros recursos | 1.365 | 1.330 |
| Credores por valores a liquidar | 10.823 | 15.847 |
| Valores a regularizar com bancos e clientes | 46.613 | 85.687 |
| Valor a pagar na aquisição de títulos para a carteira própria | 150 | - |
| Adiantamentos por alienação de imóveis recebidos em dação | 1.085 | 1.242 |
| Receitas com proveito diferido | 1.519 | 2.031 |
| Credores por operações sobre futuros (Nota 16) | 2.580 | 82.226 |
| Outros juros e encargos a pagar | 35.062 | 12.472 |
| Outros | 26.656 | 17.035 |
| ----------- | ----------- | |
| 303.424 | 419.207 | |
| ====== | ====== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os valores a regularizar com bancos e clientes correspondem essencialmente a transferências electrónicas interbancárias que são compensadas nos primeiros dias do exercício subsequente.
Conforme indicado na Nota Introdutória e na Nota 1.3., no dia 1 de Abril de 2011 foi registada a operação de fusão por incorporação daTotta IFIC, tendo os seus activos e passivos sido incorporados no BST. Os termos de troca foram determinados com base numa avaliação independente do capital de cada uma das entidades realizada com referência à data de 31 de Maio de 2010, os quais conduziram aos seguintes valores:
| Totta IFIC | BST | |
|---|---|---|
| Capital social (excluindo acções próprias) | 34.562.675 | 620.052.218 |
| Valor nominal por acção (em Euros) | 5 | 1 |
| Número de acções | 6.912.535 | 620.052.218 |
| Valor do capital próprio com base na avaliação independente (em Euros) | 318.666.145 | 4.488.702.452 |
| Valor por acção (em Euros) | 46,10 | 7,24 |
| Relação de troca | 6,3680 | |
| Acções da Totta IFIC detidas pela Santander Totta SGPS | 5.750.322 | |
| Aumento de capital do BST (em Euros) | 36.618.301 | |
| Valor atribuído às acções da Totta IFIC detidas pela Santander Totta SGPS (em Euros) | 66.304.974 | |
| Aumento dos prémios de emissão (em Euros) | 29.686.673 |
Desta forma em 18 de Março de 2011, o capital social do BST foi aumentado em 36.618.301 Euros, correspondendo a 36.618.301 acções de valor nominal de 1 Euro cada, tendo sido realizado pela Santander Totta, SGPS, S.A. através da transmissão das 5.750.322 acções representativas do capital da Totta IFIC detidas por esta entidade e às quais foi atribuído o valor global de 66.304.974 Euros. Este valor corresponde a um prémio de emissão de 0,8107059066 Euros por acção.
O diferencial entre o valor do aumento de capital e a situação líquida da Totta IFIC à data da fusão foi registado na reserva de fusão, a qual foi determinada conforme descrito na Nota 1.3..
Consequentemente, em 31 de Dezembro de 2011 e 31 de Dezembro de 2010 o capital do Banco estava representado por 656.723.284 e 620.104.983 acções, respectivamente, com o valor nominal de 1 Euro cada, integralmente subscritas e realizadas pelos seguintes accionistas:
| 31-12-2011 | |||
|---|---|---|---|
| Número | % de | ||
| de acções | participação | Montante | |
| Santander Totta, SGPS, S.A. | 641.269.620 | 97,65 | 641.270 |
| Taxagest, SGPS, S.A. | 14.593.315 | 2,22 | 14.593 |
| Outros | 761.419 | 0,11 | 761 |
| Acções próprias | 98.930 | 0,02 | 99 |
| ----------------- 656.723.284 |
--------- 100,00 |
----------- 656.723 |
|
| ========== | ===== | ====== | |
| 31 -12- 2010 (Pro-forma) | |||
| Número de acções |
% de participação |
Montante | |
| Santander Totta, SGPS, S.A. | 604.651.319 | 97,51 | 604.651 |
| Taxagest, SGPS, S.A. | 14.593.315 | 2,35 | 14.593 |
| Outros Acções próprias |
807.584 52.765 |
0,13 0,01 |
808 53 |
| ----------------- 620.104.983 |
--------- 100,00 |
----------- 620.105 |
Em 27 e 28 de Maio de 2010 e 2011, respectivamente, a Assembleia Geral de Accionistas aprovou a distribuição de dividendos no montante de mEuros 240.000 e mEuros 175.000, respectivamente.
Nos termos da Portaria nº 408/99, de 4 de Junho, publicada no Diário da República – I Série B, nº 129, os prémios de emissão não podem ser utilizados para a atribuição de dividendos nem para a aquisição de acções próprias.
Os outros instrumentos de capital referem-se a prestações acessórias de capital concedidas pelo accionista Santander Totta, SGPS, S.A., as quais não vencem juros nem têm prazo de reembolso definido. Poderão ser reembolsadas apenas por deliberação do Conselho de Administração do Banco, mediante prévia autorização do Banco de Portugal.
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as reservas de reavaliação tinham a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Reservas de reavaliação | ||
| Reservas resultantes da valorização ao justo valor | ||
| De activos financeiros disponíveis para venda (Nota 8) De instrumentos de cobertura no âmbito de coberturas |
( 1.511.874 ) ( 596.107 ) | |
| de fluxos de caixa | 58.546 | 6.463 |
| Desvios actuariais de responsabilidades com pensões | ( 527.331 ) ( 313.565 ) | |
| Reservas de reavaliação legais à data de transição para NCA's | 23.245 ------------- |
23.245 ------------ |
| ( 1.957.415 ) ( 879.964 ) | ||
| Reservas por impostos diferidos | ------------- | ------------ |
| Por diferenças temporárias | ||
| resultantes da valorização ao justo valor (Nota 15) | 421.466 | 170.997 |
| Por desvios actuariais e financeiros (Nota 1.4.) | 151.748 | 89.756 |
| Por reavaliação de imobilizado corpóreo | ( 4.543 ) ---------- |
( 4.127 ) ------------ |
| 568.671 --------------- |
256.626 ------------ |
|
| ( 1.388.744 ) ( 623.338 ) | ||
| ======== | ====== |
Durante o exercício de 1998, ao abrigo do Decreto-Lei nº 31/98, de 11 de Fevereiro, o Banco reavaliou o seu imobilizado corpóreo, tendo aumentado o respectivo valor, líquido de amortizações acumuladas, em aproximadamente mEuros 23.245, o qual foi registado em reservas de reavaliação. O valor líquido resultante da reavaliação efectuada ao abrigo do Decreto-Lei nº 31/98, de 11 de Fevereiro, só poderá ser utilizado para aumentos de capital ou cobertura de prejuízos, à medida do seu uso (amortização) ou alienação dos bens a que respeita.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 a rubrica de "Outras reservas e resultados transitados" apresenta a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Outras reservas | ||
| Reserva legal | 243.633 | 215.832 |
| Reserva de fusão | ||
| Por incorporação do totta e do BSP | 541.334 | 541.334 |
| Por incorporação do BSN | 35.405 | 35.405 |
| Por incorporação da Totta IFIC | 90.520 | - |
| Outras reservas | 2.295 | 2.369 |
| Resultados transitados | 215.634 | 161.363 |
| -------------- | ----------- | |
| 1.128.821 | 956.303 | |
| ======== | ====== |
Em conformidade com o disposto no Decreto-Lei nº 298/92, de 31 de Dezembro, alterado pelo Decreto-Lei nº 201/2002, de 26 de Setembro, o Banco constitui um fundo de reserva até à concorrência do capital ou do somatório das reservas livres constituídas e dos resultados transitados, se superior. Para tal, é anualmente transferido para esta reserva uma fracção não inferior a 10% do resultado líquido do exercício da actividade individual, até perfazer o referido montante.
Esta reserva só pode ser utilizada para a cobertura de prejuízos acumulados ou para aumentar o capital.
Nos termos da legislação em vigor, a reserva de fusão é equiparada à reserva legal, podendo apenas ser utilizada para cobertura de prejuízos acumulados ou para aumentar o capital.
Estas rubricas têm a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Garantias prestadas e outros passivos eventuais | ||
| Garantias e avales | 1.489.019 | 1.703.788 |
| Créditos documentários abertos | 570.363 | 588.818 |
| Activos dados em garantia | ||
| Banco de Portugal | 121.723 | 150.000 |
| Fundo de Garantia de Depósitos | 70.345 | 62.175 |
| Sistema de Indemnização aos Investidores | 4.079 | 4.739 |
| Outros activos dados em garantia | - | 15.252 |
| Outros passivos eventuais | 6 -------------- |
6 -------------- |
| 2.255.535 | 2.524.778 | |
| ======== | ======== | |
| Compromissos | ||
| Por linhas de crédito | ||
| Revogáveis | 4.834.527 | 4.822.226 |
| Irrevogáveis | 1.217.742 | 1.982.317 |
| Contratos a prazo de depósitos | 85.933 | 31.978 |
| Fundo de Garantia de Depósitos | 54.092 | 53.657 |
| Sistema de Indemnização aos Investidores | 3.008 | 3.143 |
| Outros compromissos irrevogáveis | 16.141 | 31.141 |
| Outros compromissos revogáveis | 54.535 -------------- |
27.000 -------------- |
| 6.265.978 | 6.951.462 | |
| ======== | ======== | |
| Responsabilidades por prestação de serviços | ||
| Depósito e guarda de valores | 60.945.908 | 91.041.922 |
| Valores recebidos para cobrança | 130.762 | 146.661 |
| Valores administrados pela instituição | ||
| Activos cedidos em operações de titularização | ||
| Capital | 228.912 | 1.163.078 |
| Juros | 538 | 1.734 |
| Juros a reclamar à DGT | 400 | 1.758 |
| Outros | 16.122.274 --------------- |
15.811.032 --------------- |
| 77.428.794 108.166.185 | ||
| ========= ========= |
Conforme previsto no Decreto-Lei nº 298/92, de 31 de Dezembro, foi criado em Novembro de 1994 o Fundo de Garantia de Depósitos, com o objectivo de garantir os depósitos constituídos nas instituições de crédito, de acordo com os limites estabelecidos no Regime Geral das Instituições de Crédito. A contribuição inicial para o Fundo, fixada por Portaria do Ministério das Finanças, foi efectuada através da entrega de numerário e títulos de depósito e foi amortizada em 60 meses a partir de Janeiro de 1995. Excepto conforme referido no parágrafo seguinte, as contribuições anuais regulares para o Fundo são reconhecidas como custo no exercício a que dizem respeito.
Nos exercícios de 2011 e 2010, conforme permitido pelo Banco de Portugal, o Banco procedeu ao pagamento de 90% da contribuição anual para o Fundo de Garantia de Depósitos, nos montantes de mEuros 3.918 e mEuros 3.620, respectivamente (Nota 34). Nestes exercícios, o Banco assumiu o compromisso irrevogável para com o Fundo de Garantia de Depósitos de liquidação da parcela correspondente a 10% da contribuição anual, se e quando for solicitado. O valor total não pago com referência a 31 de Dezembro de 2011 relativamente ao qual foi assumido este compromisso ascende a mEuros 54.092 (mEuros 53.657 em 31 de Dezembro de 2010). Os activos dados em penhor ao Banco de Portugal encontram-se reflectidos nas rubricas extrapatrimoniais pelo seu valor de mercado.
As responsabilidades para com o Sistema de Indemnização aos Investidores não são reconhecidas como custo. Estas responsabilidades são cobertas através da aceitação de um compromisso irrevogável de proceder ao seu pagamento, caso tal venha a ser exigido, estando uma parte (50%) garantida por penhor de títulos do Tesouro Português. Em 31 de Dezembro de 2011 estas responsabilidades ascendem a mEuros 3.008 (mEuros 3.143 em 31 de Dezembro de 2010).
Em 2011 foi efectuado um pagamento extraordinário ao SII no montante de mEuros 4.082 referente à contribuição do Banco, conforme regulamento da CMVM, relativamente ao processo do Banco Privado Português (Nota 34).
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Juros de disponibilidades | ||
| Em Bancos Centrais - Banco de Portugal | 4.522 | 4.021 |
| Em outras instituições de crédito | 689 | 52 |
| Juros de aplicações | ||
| Em instituições de crédito no País | 24.140 | 39.646 |
| Em instituições de crédito no estrangeiro | 67.105 | 50.377 |
| Juros de crédito a clientes | ||
| Crédito interno | 710.334 | 573.230 |
| Crédito ao exterior | 21.024 | 33.982 |
| Outros créditos e valores a receber (titulados) | 26.026 | 45.864 |
| Activos titularizados não desreconhecidos | 215.887 | 191.317 |
| -------------- 1.069.727 |
------------ 938.489 |
|
| -------------- | ------------ |
<-- PDF CHUNK SEPARATOR -->
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Juros de crédito vencido (Nota 42) Juros de outros activos financeiros |
8.521 | 2.724 |
| Activos financeiros detidos para negociação - Títulos |
- | 5 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados |
4.206 | 4.210 |
| Activos financeiros disponíveis para venda - Títulos | 321.377 | 319.272 |
| Derivados de cobertura | 225.399 | 594.561 |
| Devedores e outras aplicações | 113 | 250 |
| Outros juros e rendimentos similares – swap agreements | 273.080 -------------- |
103.820 ------------- |
| 1.902.423 ======== |
1.963.331 ======== |
|
| 28. JUROS E ENCARGOS SIMILARES | ||
| Esta rubrica tem a seguinte composição: | ||
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
| Juros de depósitos de clientes Sector público administrativo |
16.139 | 5.098 |
| De emigrantes | 17.694 | 11.356 |
| De outros residentes | 347.076 | 154.477 |
| Não residentes | 18.088 | 10.347 |
| Juros de outros recursos de clientes | 2.293 | 4.541 |
| ----------- 401.290 |
----------- 185.819 |
|
| Juros de recursos de Bancos Centrais | ----------- | ----------- |
| Banco de Portugal | 46.667 | 42.589 |
| Outros Bancos Centrais | 13 | 32 |
| Juros de recursos de instituições de crédito | ||
| No País | 24.557 | 23.602 |
| No estrangeiro | 110.214 | 78.777 |
| Juros de responsabilidades representadas por títulos sem carácter subordinado |
||
| Obrigações | 81.043 | 134.011 |
| Outras | 96.804 | 79.889 |
| Juros de derivados de cobertura | 208.502 | 544.350 |
| Juros de passivos por activos não desreconhecidos | ||
| em operações de titularização | 206.861 | 179.400 |
| Juros de passivos subordinados | 42.219 | 45.089 |
| Outros juros e encargos similares – swap agreements | 299.019 | 96.869 |
| Outros | 8.245 -------------- |
- -------------- |
| 1.124.144 | 1.224.608 | |
| -------------- 1.525.434 |
-------------- 1.410.427 |
|
| ======== | ======== |
Esta rubrica refere-se a dividendos recebidos e tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Activos financeiros disponíveis para venda | ||
| Unicre | 1.574 | 2.080 |
| SIBS | 1.072 | 1.086 |
| Banco BPI | - | 316 |
| Finangest | 57 | 36 |
| Visa | 9 | 6 |
| Outras | 129 | 75 |
| --------- | --------- | |
| 2.841 | 3.599 | |
| Investimentos em associadas | ||
| Totta Ireland, PLC | 93.652 | 67.642 |
| Santander Gestão Activos | - | 21.000 |
| Taxagest | - | 8.366 |
| Santotta International, SGPS | 4.800 | 4.800 |
| ----------- | ----------- | |
| 101.293 | 105.407 | |
| ====== | ====== |
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| Por garantias prestadas | (Pro-forma) | |
|---|---|---|
| Garantias e avales | 16.092 | 16.223 |
| Créditos documentários abertos | 3.450 | 1.629 |
| Por compromissos irrevogáveis assumidos perante terceiros | 2.200 | 4.208 |
| Por compromissos revogáveis assumidos perante terceiros | 3.268 | 1.646 |
| Por serviços prestados | ||
| Depósito e guarda de valores | 8.058 | 8.548 |
| Cobrança de valores | 12.612 | 14.941 |
| Administração de valores | 239 | 912 |
| Organismos de investimento colectivo em valores mobiliários | 23.062 | 31.347 |
| Transferência de valores | 1.665 | 1.515 |
| Gestão de cartões | 67.959 | 66.725 |
| Anuidades | 14.289 | 14.285 |
| Montagem de operações | 8 | - |
| Operações de crédito | 56.397 | 52.009 |
| Manutenção de contas | 10.550 | 9.470 |
| Cadernetas | 4.222 | 4.591 |
| Cheques | 10.712 | 10.546 |
| Outras | 1.361 | 491 |
| Por operações realizadas por conta de terceiros | ||
| Sobre títulos | 27.657 | 18.825 |
| Outras | 490 | 192 |
| Comercialização de seguros (Nota 37) | 101.416 | 110.152 |
| Crédito especializado | 721 | 5.134 |
| Outras comissões recebidas | 22.240 | 17.457 |
| ---------- 388.668 |
----------- 390.846 |
|
| ====== | ====== |
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Por serviços bancários prestados por terceiros | ||
| Cobrança de valores | 4.817 | 5.893 |
| Operações de crédito | 14.337 | 12.603 |
| Outros | 29.077 | 30.445 |
| Por operações realizadas por terceiros | ||
| Títulos | 2.671 | 1.889 |
| Outras | 1.862 | 1.868 |
| Outras comissões pagas | 490 | 2.827 |
| --------- | --------- | |
| 53.254 | 55.525 | |
| ===== | ===== |
Estas rubricas têm a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ganhos | Perdas | Líquido | Ganhos | Perdas | Líquido | ||
| Activos financeiros detidos para negociação: | |||||||
| Instrumentos de capital | 14.269 | (19.931) | (5.662) | 22.440 | (17.646) | 4.794 | |
| Instrumentos de dívida | 227 | (44) | 183 | 672.454 | (671.030) | 1.424 | |
| Instrumentos derivados: | |||||||
| "FRA's" | 333 | (369) | (36) | 100 | (150) | (50) | |
| "Sw aps" | |||||||
| . Contratos de taxa de câmbio | 115.713 | (115.500) | 213 | 48.233 | (49.006) | (773) | |
| . Contratos de taxa de juro | 2.071.043 | (2.050.357) | 20.686 | 6.927.130 | (7.023.232) | (96.102) | |
| . Contratos sobre cotações | 43.596 | (43.254) | 342 | 73.236 | (77.408) | (4.172) | |
| . Outros | 144.604 | (144.477) | 127 | 192.441 | (136.889) | 55.552 | |
| Opções: | |||||||
| . Contratos de taxa de câmbio | 56.526 | (56.379) | 147 | 176.220 | (173.541) | 2.679 | |
| . Contratos de taxa de juro | 403 | (400) | 3 | - | - | - | |
| . Contratos sobre cotações | 558.335 | (558.952) | (617) | 1.593.013 | (1.557.443) | 35.570 | |
| . Outros | 10.367 | (10.367) | - | 1.003.315 | (1.033.152) | (29.837) | |
| Contratos de garantia de taxa de juro | 1.141.733 | (1.141.358) | 375 | 2.506.320 | (2.504.139) | 2.181 | |
| Activos e Passivos ao justo valor | |||||||
| através de resultados | - | (12.465) | (12.465) | 108.583 | (107.572) | 1.011 | |
| 4.157.149 | (4.153.853) | 3.296 | 13.323.485 | (13.351.208) | (27.723) | ||
| Derivados de cobertura: | |||||||
| "Sw aps" | |||||||
| . Contratos de taxa de juro | 23.993 | (153.555) | (129.562) | 40.083 | (72.204) | (32.121) | |
| . Contratos sobre cotações | 24.311 | (50.493) | (26.182) | 8.015 | (46.972) | (38.957) | |
| Opções: | |||||||
| . "Auto-callable" | 231.277 | (230.389) | 888 | 574.836 | (567.429) | 7.407 | |
| Correcções de valor de Activos e Passivos | |||||||
| objecto de cobertura | 240.737 | (87.286) | 153.451 | 143.634 | (79.152) | 64.482 | |
| 520.318 | (521.723) | (1.405) | 766.568 | (765.757) | 811 | ||
| Resultados em activos e passivos avaliados ao | |||||||
| justo valor através de resultados | 4.677.467 | (4.675.576) | 1.891 | 14.090.053 | (14.116.965) | (26.912) |
Estas rubricas têm a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Ganhos | Perdas | Líquido | Ganhos | Perdas | Líquido | |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 53.511 | (93.212) | (39.701) | 4.650 | (40.735) | (36.085) |
| Reavaliação cambial | 64.886 | (59.650) | 5.236 | 37.760 | (31.775) | 5.985 |
| Resultado de alienação de outros activos | ||||||
| Activos não correntes detidos para venda | 1.050 | (2.390) | (1.340) | 1.333 | (1.410) | (77) |
| Outros activos tangíveis | 747 | (73) | 674 | 809 | (20) | 789 |
| Investimentos em filiais e associadas | - | (96) | (96) | - | - | - |
| Alienação de crédito concedido a clientes (Nota 10) | 4.306 | (1.049) | 3.257 | 991 | - | 991 |
| 6.103 | (3.608) | 2.495 | 3.133 | (1.430) | 1.703 | |
| 124.500 | (156.470) | (31.970) | 45.543 | (73.940) | (28.397) |
Em Março de 2011, o Banco vendeu à Totta Ireland PLC obrigações emitidas, tendo registado na rubrica de "Resultados de activos financeiros disponíveis para venda" uma menos-valia de mEur 8.850. Parte destas obrigações foram recompradas no primeiro trimestre do ano ao Banco Santander S.A., tendo sido registado um ganho de mEuros 6.172. Esta rubrica inclui ainda perdas de mEuros 83.331 reconhecidas na venda de obrigações do Tesouro Português e Espanhol e ganhos de mEuros 46.406 decorrentes da liquidação das obrigações do Hipototta nº 2.
Em 2010 os resultados de activos financeiros disponíveis para venda incluem perdas no montante de mEuros 10.110 relativos a vendas de obrigações emitidas em operações de securitização (Nota 8). Esta rubrica inclui ainda perdas de mEuros 19.522 reconhecidas na venda de obrigações do Tesouro Português e perdas de mEuros 11.103 decorrentes da recompra de obrigações de caixa do Banco, anteriormente detidas pelo BSN.
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Outros rendimentos de exploração | ||
| Rendas de locação operacional | 347 | 333 |
| Reembolso de despesas | 4.744 | 4.830 |
| Recuperação de créditos incobráveis | 15.369 | 10.709 |
| Recuperação de juros e despesas de crédito vencido | 1.762 | 1.503 |
| Rendimentos da prestação de serviços diversos | 6.112 | 2.692 |
| Aluguer de terminais de pagamento automático | 16.451 | 16.338 |
| Outros | 1.277 | 2.619 |
| --------- | --------- | |
| 46.062 | 39.024 | |
| --------- | --------- | |
| Outros encargos de exploração | ||
| Quotizações e donativos | ( 3.577 ) | ( 2.952 ) |
| Contribuições para o FGD (Nota 26) | ( 3.918 ) | ( 3.620 ) |
| Pagamento extraordinário no âmbito do | ||
| sistema de indemnização aos investidores (Nota 26) | ( 4.082 ) | - |
| Outros encargos e gastos operacionais | ( 35.467 ) | ( 30.139 ) |
| Outros impostos | ||
| Directos | ( 2.788 ) | (1.244 ) |
| Indirectos | ( 729 ) | ( 792 ) |
| ---------- | --------- | |
| ( 50.561 ) | ( 38.747 ) | |
| --------- | --------- | |
| ( 4.499 ) | 277 | |
| ===== | ==== |
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Salários e vencimentos | ||
| Órgãos de direcção e fiscalização | 4.522 | 5.357 |
| Empregados | 183.573 | 185.279 |
| Remunerações variáveis | 16.198 | 33.196 |
| ----------- | ------------ | |
| 204.293 | 223.832 | |
| ----------- | ------------ | |
| Encargos sociais obrigatórios | ||
| Encargos relativos a remunerações | 52.268 | 37.302 |
| Encargos com pensões e outros benefícios (Nota 38) | 591 | 10.392 |
| Outros encargos sociais obrigatórios | 889 | 1.731 |
| Reformas antecipadas (Nota 38) | 3.763 | 3.539 |
| Efeito da transferência de responsabilidades com pensões | ||
| para a Segurança Social (Nota 38) | 20.851 | - |
| --------- | --------- | |
| 78.362 | 52.964 | |
| --------- | --------- | |
| Outros custos com pessoal | ||
| Indemnizações contratuais (Nota 38) | 2.455 | 1.283 |
| Transferências de pessoal | 587 | 675 |
| Plano complementar de reforma (Nota 38) | 583 | 4.430 |
| Outros | 6.298 | 6.257 |
| --------- | -------- | |
| 9.923 | 12.645 | |
| ----------- | ----------- | |
| 292.578 | 289.441 | |
| ====== | ====== | |
| 36. GASTOS GERAIS ADMINISTRATIVOS | ||
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Serviços especializados | 41.859 | 43.347 |
| Manutenção de software e equipamento informático | 31.580 | 32.195 |
| Comunicações | 15.970 | 16.697 |
| Rendas e alugueres | 14.274 | 14.483 |
| Publicidade e edição de publicações | 13.331 | 13.953 |
| Fornecimentos | 10.995 | 10.998 |
| Deslocações, estadas e representação | 5.334 | 6.203 |
| Conservação e reparação | 2.961 | 3.153 |
| Formação de pessoal | 2.022 | 2.387 |
| Transportes | 2.471 | 2.257 |
| Seguros | 708 | 633 |
| Outros | 3.720 | 3.739 |
| ----------- | ----------- | |
| 145.225 | 150.045 | |
| ====== | ====== |
Os proveitos com a prestação de serviços de mediação de seguros referem-se essencialmente às comissões cobradas à Santander Totta Seguros – Companhia de Seguros de Vida, S.A. e a outras companhias de seguros pela comercialização dos seus produtos (Nota 30), como segue:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ramo Vida |
Ramo Não Vida |
Total | Ramo Vida |
Ramo Não Vida |
Total | ||
| Santander Totta Seguros Outros |
91.376 - |
257 9.783 |
91.633 9.783 |
101.524 - |
250 8.378 |
101.774 8.378 |
|
| ---------- 91.376 |
-------- | ---------- 10.040 101.416 |
----------- 101.524 |
--------- 8.628 |
----------- 110.152 |
||
| ====== | ===== | ====== | ====== | ===== | ====== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica "Outros activos – Proveitos a receber de outros serviços prestados" (Nota 16) inclui comissões a receber de seguradoras de acordo com o seguinte detalhe:
| --------- 20.867 ===== |
---------- 22.772 ===== |
|
|---|---|---|
| Santander Totta Seguros Outros |
19.558 1.309 |
22.473 299 |
| 2011 | 2010 |
Estes montantes referem-se essencialmente às comissões apuradas relativamente aos prémios de seguros comercializados durante o último trimestre de 2011 e último semestre de 2010, respectivamente, os quais foram recebidos posteriormente à data de balanço.
Para determinação das responsabilidades por serviços passados do BST relativas a empregados no activo e aos já reformados, foram efectuados estudos actuariais em 2011 e 2010 pela Towers Watson International Limited, Sucursal em Portugal. O valor actual das responsabilidades com serviços passados, bem como os correspondentes custos com serviços correntes, foram apurados com base no método "Projected Unit Credit".
As responsabilidades com pensões de reforma, cuidados de saúde e subsídio por morte em 31 de Dezembro de 2011 e nos quatro exercícios anteriores, assim como a respectiva cobertura, apresentam o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | 2009 | 2008 | 2007 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Estimativa das responsabilidades por serviços passados: |
|||||
| - Pensões | |||||
| . Empregados no activo | 210.669 | 275.580 | 255.009 | 231.114 | 241.071 |
| . Pensionistas | 18.455 | 36.406 | 34.692 | 34.895 | 35.054 |
| . Reformados e reformados antecipadamente | 387.608 | 855.952 | 896.251 | 973.904 | 1.045.467 |
| 616.732 | 1.167.938 | 1.185.952 | 1.239.913 | 1.321.592 | |
| - Cuidados de saúde (SAMS) | 117.422 | 127.822 | 127.877 | 132.522 | 139.806 |
| - Subsídio por morte | 16.973 | 18.184 | 17.728 | 17.994 | 18.767 |
| 751.127 | 1.313.944 | 1.331.557 | 1.390.429 | 1.480.165 | |
| Cobertura das responsabilidades: | |||||
| - Valor patrimonial do Fundo | 758.244 | 1.312.888 | 1.395.849 | 1.391.585 | 1.486.078 |
| Valor financiado em excesso / (não financiado) | 7.117 | (1.056) | 64.292 | 1.156 | 5.913 |
| Desvios actuariais e financeiros gerados no ano | |||||
| - Alteração de pressupostos | (103.831) | - | (51.086) | (100.674) | (54.502) |
| - Ajustamentos de experiência: | |||||
| . Outros (Ganhos)/ Perdas actuariais | (23.708) | (29.458) | (21.172) | (4.100) | 76.028 |
| . (Ganhos)/ Perdas financeiras | 339.627 | 103.392 | 61.639 | 306.680 | 4.221 |
| 315.919 | 73.934 | 40.467 | 302.580 | 80.249 | |
| 212.088 | 73.934 | (10.619) | 201.906 | 25.747 |
Tal como referido na Nota 1.2.k) foi efectuado um acordo tripartido entre o Ministério das Finanças, a Associação Portuguesa de Bancos e a Federação do Sector Financeiro (FEBASE), no âmbito do qual o Banco transferiu para a Segurança Social as responsabilidades com reformados e pensionistas que em 31 de Dezembro de 2011 se encontravam abrangidos pelo regime de segurança social substitutivo constante do instrumento de regulamentação colectiva de trabalho vigente no sector bancário (ACTV). Em consequência foram transferidos os activos do Fundo de Pensões do Banco, na parte correspondente a essas responsabilidades. De acordo com o disposto no Decreto-Lei nº 127/2011, de 31 de Dezembro, o valor das responsabilidades com pensões transferidas para o Estado foi determinado tendo em conta os seguintes pressupostos:
| Tábua de mortalidade população masculina | TV 73/77 menos 1 ano |
|---|---|
| Tábua de mortalidade população feminina | TV 88/90 |
| Taxa técnica actuarial (taxa de desconto) | 4% |
O valor das responsabilidades transferidas para a Segurança Social apurado com base nos pressupostos acima descritos ascendeu a mEuros 456.111.
O valor das responsabilidades a transferir calculado pelo Banco no momento imediatamente anterior à transferência, de acordo com os pressupostos actuariais e financeiros actualizados por si adoptados, ascendia a mEuros 435.260.
A diferença entre o valor das responsabilidades transferidas para a Segurança Social calculadas utilizando os pressupostos estabelecidos no Decreto-Lei nº 127/2011 de 31 de Dezembro (mEuros 456.111) e os adoptados pelo Banco (mEuros 435.260), no montante de mEuros 20.851, foi registada na rubrica de "Custos com o pessoal" da demonstração dos resultados (Nota 35).
Os pressupostos utilizados pelo Banco para a determinação das responsabilidades no momento imediatamente anterior à transferência para a Segurança Social foram os seguintes:
| Activos | Reformados |
|---|---|
| TV 88/90 | TV 88/90 |
| 5,00% | |
| - | |
| 1,35% | 1,35% |
| 5,92% 2,35% |
O valor das responsabilidades apurado com base nos pressupostos acima totalizou mEuros 1.186.387, dos quais mEuros 435.260 correspondentes às responsabilidades transferidas, conforme referido anteriormente.
Os principais pressupostos utilizados em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 foram os seguintes:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Tábua de mortalidade | TV 88/90 | TV 88/90 |
| Taxa de rendimento dos activos do fundo de pensões | 5,50% | 5,50% |
| Taxa técnica actuarial (taxa de desconto) | ||
| - Activos | 5,92% | 5,25% |
| - Inactivos | 5,00% | 5,25% |
| Taxa de crescimento salarial | 2,35% | 3,20% |
| Taxa de crescimento das pensões | 1,35% | 1,75% |
| Taxa de inflação | 1,75% | 1,75% |
As taxas de desconto dos activos de 5,00% e de 5,92% para os inactivos corresponde a uma taxa média de 5,5%, ou seja, a utilização de taxas diferenciadas para diferentes populações conduz ao mesmo valor de responsabilidades que seria determinado caso fosse usada uma taxa de 5,5% para a totalidade da população.
Para efeitos de apuramento do valor da pensão da segurança social que, nos termos do ACT do sector bancário, deverá abater à pensão prevista no referido ACT, foram utilizados os seguintes pressupostos:
| Taxa de crescimento salarial para cálculo da pensão dedutível | 2,35% |
|---|---|
| Inflação (n.º1 do Artigo 27.º) | 1,75% |
| Inflação (n.º1 do Artigo 27.º) | 2,00% |
| Factor de sustentabilidade acumulado até 2011 | Redução de 3,14% |
| Factor de sustentabilidade futuro | Redução de 0,5% por ano |
Na determinação do custo com pensões para o exercício de 2011 foram utilizados os pressupostos usados no cálculo das responsabilidades em 31 de Dezembro de 2010.
A base para a taxa esperada de rendimento dos activos do Fundo de Pensões é a estimativa de retorno dos activos que compõem a carteira do Fundo a 31 de Dezembro de 2011 efectuada pelos actuários responsáveis.
As taxas de desconto utilizadas nos estudos actuariais são determinadas com base nas taxas de mercado relativas a obrigações de empresas de rating elevado, denominadas em Euros e com maturidade semelhante à data de termo das obrigações do Plano, para com activos e inactivos, respectivamente.
Mais concretamente foram consideradas, entre outras fontes, as taxas de rendimento de uma amostra de obrigações de empresas privadas em Euros com qualidade de crédito Aa- (notação de risco de crédito, com base em quatro agências de rating – Moody's, Standard & Poor's, Fitch e Dominion Bond Rating Service). Esta informação foi retirada da Bloomberg.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o valor das responsabilidades com cuidados de saúde decorrente de uma variação de 1% na taxa de contribuição pode ser apresentado como segue:
| 2011 | 2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Número de beneficiários |
Taxa de contribuição -1% |
Taxa de contribuição + 1% |
Número de beneficiários |
Taxa de contribuição -1% |
Taxa de contribuição + 1% |
|
| Empregados no activo (Plano de Benefício Definido) | 5.451 | 20.811 | 28.379 | 5.431 | 25.930 | 35.630 |
| Empregados no activo (Plano de Contribuição Definida) | 157 | 25 | 33 | 175 | 24 | 32 |
| Pensionistas | 926 | 4.183 | 5.705 | 912 | 4.165 | 5.679 |
| Reformados e reformados antecipadamente | 5.338 | 74.338 | 101.370 | 5.381 | 78.038 | 106.416 |
| 11.872 | 99.357 | 135.487 | 11.899 | 108.157 | 147.757 |
O movimento nas responsabilidades por serviços passados nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 pode ser detalhado como segue, no que respeita ao plano de pensões do Banco:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Responsabilidades no início do período | 1.313.944 | 1.331.557 |
| Custo dos serviços correntes | 2.237 | 15.389 |
| Custo dos juros | 66.962 | 68.280 |
| (Ganhos)/Perdas actuariais | (127.539 ) | ( 29.458 ) |
| Reformas antecipadas | 3.763 | 3.539 |
| Valores pagos | ( 76.337 ) | ( 78.567 ) |
| Contribuições dos empregados | 2.313 | 2.426 |
| Transferência de responsabilidades para a Segurança Social | (435.260 ) | - |
| Responsabilidades da IFIC decorrentes da fusão | 1.044 | - |
| Responsabilidades decorrentes da fusão do BSN | - | 778 |
| ----------- | -------------- | |
| Responsabilidades no fim do período | 751.127 | 1.313.944 |
| ====== | ======= |
O custo do exercício relativo a pensões inclui o encargo com os serviços correntes e o custo dos juros, deduzido do rendimento esperado dos activos do Fundo. Nos exercícios de 2011 e 2010, os custos com pensões têm a seguinte composição e foram reconhecidos na rubrica de "Custos com o pessoal" (Nota 35):
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Custo dos serviços correntes | 2.237 | 15.389 |
| Custo dos juros | 66.962 | 68.280 |
| Rendimento esperado | ( 70.118 ) | ( 74.572 ) |
| --------- | -------- | |
| Custo do exercício – Plano de benefício definido | ( 919 ) | 9.097 |
| Custo do exercício – Plano de contribuição definida | 37 | 32 |
| Custo do exercício – Plano da Sucursal de Londres | 429 | 485 |
| Custo do exercício – acréscimo de responsabilidades com a IFIC | 1.044 | - |
| Custo do exercício – acréscimo de responsabilidades com o BSN | - | 778 |
| ----- | --------- | |
| 591 | 10.392 | |
| === | ===== |
A diminuição no custo dos serviços correntes resulta da passagem para o Regime Geral da Segurança Social dos trabalhadores bancários que se encontravam no activo, inscritos no CAFEB e admitidos no sector antes de 3 de Março de 2009, conforme estabelecido no Decreto-Lei nº1-A/11, de 3 de Janeiro. Dada esta alteração, após a data de transição a pensão de reforma considerada é uma pensão complementar que resulta da diferença entre a pensão ACT e a pensão da Segurança Social.
O movimento nos desvios actuariais em 2010 e 2011 foi o seguinte:
| Saldo em em 31 de Dezembro de 2009 | 238.097 ----------- |
|---|---|
| . Ganhos actuariais com pensões gerados em 2010 | ( 26.243 ) |
| . Perdas financeiras com pensões geradas em 2010 | 92.075 |
| . Ganhos actuariais com cuidados de saúde e subsídio por morte em 2010 |
( 3.215 ) |
| . Perdas financeiras com cuidados de saúde e subsídio por morte em 2010 |
11.317 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2010 – Pro-forma (Nota 25) | ----------- 312.031 ----------- |
| . Ganhos actuariais com pensões gerados em 2011 | (112.771 ) |
| . Perdas financeiras com pensões geradas em 2011 | 301.625 |
| . Ganhos actuariais com cuidados de saúde e subsídio por morte em 2011 |
( 14.768 ) |
| . Perdas financeiras com cuidados de saúde e subsídio por morte em 2011 |
38.002 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2011 (Nota 25) | ----------- 524.119 ====== |
Com a alteração da política contabilística referida na Nota 1.2.k), os desvios actuariais acumulados em 31 de Dezembro de 2011 encontram-se deduzidos na rubrica de "Reservas de reavaliação".
Os desvios actuariais com pensões em 2011 e 2010 podem ser explicados como segue:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Alteração de pressupostos actuariais Alteração da tabela salarial em 2011/ 2010 |
( 92.234 ) | - |
| com impacto em pensões e salários | ( 15.957 ) | ( 18.601 ) |
| Alterações na população | 1.336 | ( 735 ) |
| Desvios de mortalidade | ||
| . Por saídas | ( 9.700 ) | ( 9.721 ) |
| . Por permanência | 6.720 | 6.947 |
| Passagem de reformados antecipadamente a reformados | ( 2.936 ) | ( 4.133 ) |
| ----------- | --------- | |
| ( 112.771 ) | ( 26.243 ) | |
| ====== | ===== |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 2011 a alteração de pressupostos actuariais inclui o efeito da alteração da taxa de desconto de 5,25% para 5,5% e das alterações da taxa de crescimento das pensões e de crescimento salarial de 1,75% para 1,35% e de 3,2% para 2,35%, respectivamente.
Os desvios actuariais com cuidados de saúde e subsídio por morte ocorridos em 2011 e 2010 são explicados como se segue:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Alteração de pressupostos | ( 11.597 ) | - |
| Alterações salariais e de nível | ( 2.598 ) | ( 2.481 ) |
| Outros | ( 573 ) | ( 734 ) |
| -------- | -------- | |
| ( 14.768 ) | ( 3.215 ) | |
| ===== | ==== |
O aumento das responsabilidades com reformas antecipadas realizadas nos exercícios de 2011 e 2010 relativas a 24 e 20 colaboradores, nos montantes de mEuros 3.763 e mEuros 3.539 (Nota 35), respectivamente, bem como as indemnizações pagas pela passagem à situação de reforma antecipada, nos montantes de mEuros 2.455 e mEuros 1.283 (Nota 35), respectivamente, foram registadas por resultados.
O impacto global das alterações nas responsabilidades com pensões e outros benefícios dos empregados com referência a 1 de Janeiro de 2005, quando da transição para as NCA's, foi o seguinte:
| Impacto global |
Amortização anual (2010 e 2011) |
|
|---|---|---|
| Responsabilidades relativas a cuidados de saúde (SAMS) | 117.988 | 9.076 |
| Subsídio por morte | 14.788 | 986 |
| Reformas antecipadas diferidas no activo em 31.12.04 | 196.126 | 13.075 |
| Aumento de responsabilidades relativo à alteração das taxas de desconto, de aumento de salários e de pensões |
136.279 | 9.085 |
| Aumento de responsabilidades relativo à alteração da tábua de mortalidade |
62.940 | 4.842 |
| Flutuação de valores, líquida de provisões em 1 de Janeiro de 2004 |
44.991 | 2.999 |
| Aumento de responsabilidades com reformas | ||
| antecipadas, por alteração de pressupostos | 21.755 | 1.450 |
| Flutuação de valores no exercício de 2004 | 18.013 | 1.201 |
| Alteração de pressupostos financeiros em 2004 | 10.038 | 669 |
| Aumento do custo do exercício de 2004 | 13.741 | 917 |
| ----------- 636.659 |
--------- 44.300 |
|
| ====== | ===== |
De acordo com o Aviso nº 4/2005, foi definido que o reconhecimento em resultados transitados seria efectuado de forma faseada, consoante fosse relativo à alteração da tábua de mortalidade, à alteração de outros pressupostos relativos a responsabilidades com pensões e a cuidados médicos pós emprego. Em 2008, na sequência do Aviso nº 7/2008, o reconhecimento em resultados transitados do montante por reconhecer em 30 de Junho de 2008 foi prolongado por mais três anos face à data inicial, terminando em 31 de Dezembro de 2014.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Responsabilidades a reconhecer em resultados transitados | 636.659 | 636.659 |
| Amortização em 2005 | ( 116.993 ) | ( 116.993 ) |
| Amortização em 2006 | ( 116.993 ) | ( 116.993 ) |
| Amortização em 2007 | ( 116.993 ) | ( 116.993 ) |
| Amortização até 30 de Junho de 2008 | ( 58.497 ) | ( 58.497 ) |
| Amortização de Julho a Dezembro de 2008 | ( 22.150 ) | ( 22.150 ) |
| Amortização em 2009 | ( 44.300 ) | ( 44.300 ) |
| Amortização em 2010 | ( 44.300 ) | ( 44.300 ) |
| Amortização em 2011 | ( 44.300 ) | - |
| (Insuficiência)/Excesso de financiamento | 7.117 | ( 1.056 ) |
| Insuficiência de financiamento (Sucursal de Londres) | ( 3.820 ) | ( 1.891 ) |
| --------- | ----------- | |
| Valor reflectido no activo (Nota 16) | 75.430 | 113.486 |
| ===== | ====== |
O crescimento salarial efectivamente verificado nos exercícios de 2011 e 2010 para efeito das contribuições para a Segurança Social relativas aos colaboradores do ex-totta foi de 1,18% e 5,8%, respectivamente.
O aumento efectivo das pensões e da tabela salarial foi de 0% em 2011 e 1% em 2010.
A Santander Pensões - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. é a entidade que gere o Fundo de Pensões do BST. Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o número de participantes do Fundo tem a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Empregados no activo(1) | 5.608 | 5.606 |
| Pensionistas | 926 | 912 |
| Reformados e reformados antecipadamente | 5.338 | 5.381 |
| --------- | --------- | |
| 11.872 | 11.899 | |
===== ===== (1) Dos quais 157 e 175 empregados pertencem ao novo plano de contribuição definida, em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, respectivamente.
As principais alterações demográficas em 2010 e 2011 foram as seguintes:
| Reformados e | |||
|---|---|---|---|
| reformados | |||
| Activos | antecipadamente | Pensionistas | |
| Número total em 31-12-2009 | 5.548 | 5.430 | 879 |
| Saídas: | |||
| . De activos | (110) | - | - |
| . Por mortalidade | - | (80) | (21) |
| . Outras | - | - | (12) |
| Transferências | (21) | 21 | - |
| Entrada de colaboradores do BSN | 84 | - | - |
| Entradas | 105 | 10 | 66 |
| Número total em 31-12-2010 | 5.606 | 5.381 | 912 |
| Saídas: | |||
| . De activos | (111) | - | - |
| . Por mortalidade | - | (86) | (19) |
| . Outras | - | - | (25) |
| Transferências | (36) | 36 | - |
| Entrada de colaboradores da Totta IFIC | 99 | - | - |
| Entradas | 50 | 7 | 58 |
| Número total em 31-12-2011 | 5.608 | 5.338 | 926 |
O movimento no Fundo de Pensões do BST durante os exercícios de 2010 e 2011 foi o seguinte:
| Valor patrimonial em 31 de Dezembro de 2009 | 1.395.849 |
|---|---|
| Contribuições do Banco (monetárias) Contribuições dos empregados |
------------- 22.000 2.426 |
| Rendimento líquido do Fundo | ( 28.820 ) |
| Valores pagos | ( 78.567 ) |
| Valor patrimonial em 31 de Dezembro de 2010 | ------------- 1.312.888 |
| Contribuições do Banco (monetárias) | ------------- 245.000 |
| Contribuições dos empregados | 2.313 |
| Rendimento líquido do Fundo | ( 269.509 ) |
| Valores pagos | ( 76.337 ) |
| Transferência para a Segurança Social | ( 456.111 ) |
| Valor patrimonial em 31 de Dezembro de 2011 | ----------- 758.244 |
| ======= |
As taxas de rendimento do Fundo de Pensões em 2011 e 2010 foram negativas em 20,53% e 2,1%, respectivamente.
Face à evolução negativa dos mercados accionistas e de Crédito durante o exercício de 2011 tendo em conta a exposição existente, a rentabilidade do Fundo de Pensões foi afectada negativamente.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a carteira do Fundo de Pensões do BST incluía os seguintes activos:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Instrumentos de dívida | 385.693 | 632.370 |
| Fundos de Investimento imobiliário | 222.339 | 229.267 |
| Fundos de Investimento mobiliário | 139.059 | 130.708 |
| Instrumentos de capital | 152 | 2.221 |
| Imóveis | 87.215 | 88.155 |
| Depósitos | 125.255 | 223.664 |
| Pendentes de liquidação | ( 201.470 ) | 6.503 |
| ----------- | ------------- | |
| 758.244 | 1.312.888 | |
| ====== | ======= |
Em 31 de Dezembro de 2011 os "Pendentes de Liquidação" incluem valores a entregar ao Estado no montante de mEuros 201.575, referentes à transferência de parte do fundo de pensões do Banco para a Segurança Social, tal como estabelecido no Decreto-Lei nº127/2011.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as carteiras do Fundo de Pensões incluíam os seguintes activos com empresas do Grupo Santander:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Imóveis arrendados Títulos (incluindo unidades |
22.966 | 23.839 |
| de participação em fundos) | 154.464 ----------- |
209.548 ----------- |
| 177.430 | 233.387 | |
| ====== | ====== |
Em 2010 foi contratado um seguro para fazer face às responsabilidades de um novo plano complementar de reforma de contribuição definida para directivos do Banco. A contribuição inicial para o novo plano foi de mEuros 4.430. Em 2011, o prémio pago pelo Banco ascendeu a mEuros 583 (Nota 35).
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os principais pressupostos utilizados no cálculo das responsabilidades com pensões de reforma relativos ao plano de pensões que abrange os colaboradores da Sucursal de Londres foram os seguintes:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Tábua de mortalidade | AMC00/AFC00 | AM92/AF92 |
| Taxa de rendimento dos activos do fundo de pensões | 5,02% | 5,50% |
| Taxa técnica actuarial (taxa de desconto) | 4,90% | 5,70% |
| Taxa de crescimento salarial | 2,70% | 3,50% |
| Taxa de crescimento das pensões | 1,90% | 3,20% |
| Taxa de inflação | 2,70% | 3,50% |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as responsabilidades com o plano de pensões de benefício definido da Sucursal de Londres e a sua cobertura apresentavam o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Estimativa de responsabilidades por serviços passados Cobertura – valor patrimonial do fundo |
29.260 25.440 |
25.003 23.112 |
| Valor não financiado – Sucursal de Londres | ------- ( 3.820 ) ==== |
-------- ( 1.891 ) ==== |
Relativamente ao plano de pensões específico da Sucursal de Londres, o movimento nas responsabilidades por serviços passados nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2011 pode ser detalhado como segue:
| Responsabilidades a 31 de Dezembro de 2009 | 24.012 |
|---|---|
| Custo dos serviços correntes | --------- 239 |
| Custo dos juros | 1.395 |
| Ganhos actuariais | ( 817 ) |
| Valores pagos | ( 589 ) |
| Variações cambiais | 763 |
| --------- | |
| Responsabilidades a 31 de Dezembro de 2010 | 25.003 --------- |
| Custo dos serviços correntes | 174 |
| Custo dos juros | 1.450 |
| Perdas actuariais | 2.551 |
| Valores pagos | ( 680 ) |
| Variações cambiais | 762 |
| --------- | |
| Responsabilidades a 31 de Dezembro de 2011 | 29.260 |
| ===== |
O movimento no Fundo de Pensões da Sucursal de Londres durante os exercícios de 2010 e 2011 foi o seguinte:
| Valor patrimonial em 31 de Dezembro de 2009 | 21.457 |
|---|---|
| Rendimento líquido do fundo | --------- 1.378 |
| Contribuição do Banco | 184 |
| Valores pagos | ( 589 ) |
| Variações cambiais | 682 |
| --------- | |
| Valor patrimonial em 31 de Dezembro de 2010 | 23.112 --------- |
| Rendimento líquido do fundo | 2.125 |
| Contribuição do Banco | 179 |
| Valores pagos | ( 680 ) |
| Variações cambiais | 704 |
| --------- | |
| Valor patrimonial em 31 de Dezembro de 2011 | 25.440 |
| ===== |
Os custos dos exercícios de 2011 e 2010 da Sucursal de Londres apresentavam o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Contribuição do Banco – financiamento do fundo | - | 184 |
| Custo dos serviços correntes | 174 | 239 |
| Custo dos juros | 1.450 | 1.395 |
| Rendimento esperado | ( 1.195 ) | ( 1.333 ) |
| ----- | ------ | |
| 429 | 485 | |
| === | === |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o movimento nos desvios actuariais da Sucursal de Londres apresentava o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 (Pro-forma) |
|
|---|---|---|
| Perdas actuariais com pensões em 2009 | 3.630 | 3.630 |
| Ganhos financeiros com pensões em 2009 | ( 1.315 ) | ( 1.315 ) |
| Ganhos actuariais com pensões em 2010 | ( 817 ) | ( 817 ) |
| Ganhos financeiros com pensões em 2010 | ( 45 ) | ( 45 ) |
| Perdas actuariais com pensões em 2011 | 2.551 | - |
| Ganhos financeiros com pensões em 2011 | ( 930 ) | - |
| Variações cambiais | 138 | 81 |
| ------- | ------- | |
| Saldo dos desvios actuariais (Nota 25) | 3.212 | 1.534 |
| ==== | ==== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a carteira do Fundo de Pensões da Sucursal de Londres incluía os seguintes activos:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| (Pro-forma) | ||
| Instrumentos de dívida | 21.763 | 19.254 |
| Instrumentos de capital | 3.608 | 3.758 |
| Depósitos | 69 | 100 |
| --------- | --------- | |
| Valor do fundo | 25.440 | 23.112 |
| ===== | ===== |
Entre Julho de 2003 e Fevereiro de 2011 o BST procedeu à titularização de parte da sua carteira de crédito hipotecário, através de doze operações, cujo montante inicial total ascendeu a mEuros 23.250.000. Os créditos foram vendidos pelo seu valor nominal (contabilístico) a fundos de titularização de créditos denominados Fundos Hipototta FTC, à excepção das duas últimas operações de titularização (Hipototta nº 11 e Hipototta nº 12), em que os créditos foram vendidos à Tagus – Sociedade de Titularização de Créditos, S.A. (Tagus).
Em Abril de 2009, a Totta IFIC procedeu à titularização de parte da sua carteira de leasing e aluguer de longa duração, através de uma operação, cujo montante inicial total ascendeu a mEuros 1.300.000. Os créditos foram vendidos pelo seu valor nominal (contabilístico) a um fundo de titularização de créditos denominado LeaseTotta No. 1 FTC.
Em Outubro de 2009, o BST procedeu à liquidação do Hipototta nº 9 Ltd, criado no âmbito da operação de securitização de Novembro de 2008, cujo montante inicial dos créditos ascendeu a mEuros 1.550.000. A referida liquidação ocorreu após um "Mortgage Retransfer Agreement", mediante o qual o Banco voltou a adquirir os créditos inicialmente securitizados por mEuros 1.462.000.
Em Abril de 2010, o BST procedeu à liquidação do Hipototta nº 6 Ltd, criado no âmbito da operação de securitização de Outubro de 2007, cujo montante inicial dos créditos ascendeu a mEuros 2.200.000. A referida liquidação ocorreu após um "Mortgage Retransfer Agreement", mediante o qual o Banco voltou a adquirir os créditos inicialmente securitizados por mEuros 1.752.357.
Em Julho de 2010, o BST realizou uma operação de titularização de parte da sua carteira de crédito hipotecário, que denominou de Hipototta nº 11, pelo montante inicial total de mEuros 2.000.000. Os créditos foram vendidos pelo seu valor nominal (contabilístico) à Tagus – Sociedade de Titularização de Créditos, S.A. (Tagus).
Em Janeiro e Fevereiro de 2011, o BST celebrou Mortgage Retransfer Agreements com o Hipototta nº 2 PLC, Hipototta nº 3 PLC e Hipototta nº 10 Ltd. Ao abrigo dos referidos acordos o BST recomprou os créditos previamente securitizados, nos montantes de mEuros 880.636, mEuros 1.548.396 e mEuros 803.494, respectivamente, e foi reembolsado relativamente às Notes que detinha em carteira associadas a estas securitizações pelo respectivo valor nominal.
Em Março de 2011 o BST procedeu à titularização de parte da sua carteira de crédito a empresas e de papel comercial através de uma operação designada BST SME nº 1, cujo montante inicial total ascendeu a mEuros 2.000.000. Adicionalmente, em Junho de 2011 titularizou parte da sua carteira de crédito ao consumo através de uma operação designada Totta Consumer nº 1, cujo montante inicial total ascendeu a mEuros 1.000.000. Os créditos destas operações foram vendidos pelo seu valor nominal à Tagus.
Parte dos Fundos Hipototta e o Leasetotta são geridos pela Navegator – Sociedade Gestora de Fundos de Titularização de Créditos, S.A. (Navegator). O BST continua a efectuar a gestão dos contratos de crédito, entregando aos Fundos Hipototta e LeaseTotta FTC e à Tagus todos os montantes recebidos ao abrigo dos contratos de crédito. O Grupo não detém qualquer participação directa ou indirecta na Navegator ou na Tagus.
Como forma de financiamento, os Fundos Hipototta e LeaseTotta FTC emitiram unidades de participação, de montante idêntico às carteiras de crédito adquiridas, as quais foram integralmente subscritas pelos Fundos Hipototta e LeaseTotta PLC/Ltd, com sede na Irlanda.
Os Fundos Hipototta e LeaseTotta FTC entregam todos os montantes recebidos do BST e da Direcção Geral do Tesouro aos Hipototta e LeaseTotta PLC/Ltd efectuando a separação das prestações entre capital e juros.
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Como forma de financiamento, os Hipototta e LeaseTotta PLC/Ltd, e a Tagus emitiram obrigações com diferentes níveis de subordinação e de rating e, consequentemente, de remuneração. Em 31 de Dezembro de 2011, as obrigações emitidas e ainda vivas apresentam as seguintes características:
| Hipottta nº 1 PLC | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Data do | Remuneração | ||||||||||
| Montante | Rating | Data de | reembolso | Até ao reembolso | Após o reembolso | ||||||
| Dívida emitida | Inicial | Actual | S&P | Moody's | reembolso | antecipado | antecipado | antecipado | |||
| Classe A | 1.053.200 | 206.222 | AA- | A2 | Novembro de 2034 | Agosto de 2012 | Euribor 3 m + 0,27% | Euribor 3 m + 0,54% | |||
| Classe B | 32.500 | 14.448 | AA- | Baa2 | Novembro de 2034 | Agosto de 2012 | Euribor 3 m + 0,65% | Euribor 3 m + 0,95% | |||
| Classe C | 14.300 | 6.367 | A | Ba1 | Novembro de 2034 | Agosto de 2012 | Euribor 3 m + 1,45% | Euribor 3 m + 1,65% | |||
| 1.100.000 | 227.037 | ||||||||||
| Classe D | 17.600 | 11.000 | Novembro de 2034 | Agosto de 2012 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | ||||||
| 1.117.600 | 238.037 |
| Hipottta nº 4 PLC | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Data do | Remuneração | |||||||||
| Dívida emitida | Inicial | Montante Actual |
Rating Fitch | Data de reembolso |
reembolso antecipado |
Até ao reembolso antecipado |
Após o reembolso antecipado |
|||
| Classe A | 2.616.040 | 1.097.946 | A | Dezembro de 2048 | Dezembro de 2014 | Euribor 3 m + 0,12% | Euribor 3 m + 0,24% | |||
| Classe B | 44.240 | 41.450 | A | Dezembro de 2048 | Dezembro de 2014 | Euribor 3 m + 0,19% | Euribor 3 m + 0,40% | |||
| Classe C | 139.720 2.800.000 |
130.908 1.270.304 |
BB | Dezembro de 2048 | Dezembro de 2014 | Euribor 3 m + 0,29% | Euribor 3 m + 0,58% | |||
| Classe D | 14.000 | 14.000 | Dezembro de 2048 | Dezembro de 2014 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | |||||
| 2.814.000 | 1.284.304 |
| Hipottta nº 5 PLC | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Data do | Remuneração | ||||||||||
| Montante | Rating | Data de | reembolso | Até ao reembolso | Após o reembolso | ||||||
| Dívida emitida | Inicial | Actual | S&P | Moody's | reembolso | antecipado | antecipado | antecipado | |||
| Classe A1 | 200.000 | - | Fevereiro de 2060 | Fevereiro de 2014 | Euribor 3 m + 0,05% | Euribor 3 m + 0,10% | |||||
| Classe A2 | 1.693.000 | 955.362 | AA- | A3 | Fevereiro de 2060 | Fevereiro de 2014 | Euribor 3 m + 0,13% | Euribor 3 m + 0,26% | |||
| Classe B | 26.000 | 26.000 | AA- | Baa3 | Fevereiro de 2060 | Fevereiro de 2014 | Euribor 3 m + 0,17% | Euribor 3 m + 0,34% | |||
| Classe C | 24.000 | 24.000 | A | Ba2 | Fevereiro de 2060 | Fevereiro de 2014 | Euribor 3 m + 0,24% | Euribor 3 m + 0,48% | |||
| Classe D | 26.000 | 26.000 | BBB | B3 | Fevereiro de 2060 | Fevereiro de 2014 | Euribor 3 m + 0,50% | Euribor 3 m + 1,00% | |||
| Classe E | 31.000 2.000.000 |
31.000 1.062.362 |
BB | Caa2 | Fevereiro de 2060 | Fevereiro de 2014 | Euribor 3 m + 1,75% | Euribor 3 m + 3,50% | |||
| Classe F | 10.000 | 10.000 CCC- | Ca | Fevereiro de 2060 | Fevereiro de 2014 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | |||||
| 2.010.000 | 1.072.362 |
| Hipototta nº 7 Ltd | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Dívida emitida | Montante Inicial Actual |
Rating S&P Moody's |
Data de reembolso |
Remuneração | ||||||
| Classe A1 | 200.000 | - | Fevereiro de 2061 | Euribor 3 m + 0,20% | ||||||
| Classe A2 | 1.596.000 | 1.090.545 | AA- | A2 | Fevereiro de 2061 | Euribor 3 m + 0,30% | ||||
| Classe B | 60.000 | 60.000 | A | A3 | Fevereiro de 2061 | Euribor 3 m + 0,60% | ||||
| Classe C | 50.000 | 50.000 | BBB | Baa2 | Fevereiro de 2061 | Euribor 3 m + 1,2% | ||||
| Classe D | 44.000 | 44.000 | BB | Ba3 | Fevereiro de 2061 | Euribor 3 m + 2,75% | ||||
| Classe E | 50.000 2.000.000 |
50.000 1.294.545 |
B | Caa1 | Fevereiro de 2061 | Euribor 3 m + 4,75% | ||||
| Classe F | 20.000 2.020.000 |
20.000 1.314.545 |
CCC- | Ca | Fevereiro de 2061 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada |
Hipototta nº 11
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| Dívida emitida | Montante Inicial |
Actual | Rating S&P |
Data de reembolso |
Remuneração |
|---|---|---|---|---|---|
| Classe A | 1.760.000 | 1.514.633 | AA- | 2063 | Euribor 3 m + 0,20% |
| Classe B | 240.000 | 240.000 | BBB+ | 2063 | Euribor 3 m + 0,60% |
| 2.000.000 | 1.754.633 | ||||
| Classe C | 40.000 | 40.000 | 2063 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | |
| 2.040.000 | 1.794.633 | ||||
| Hipototta nº 12 | |||||
| Montante | Rating | Data de | |||
| Dívida emitida | Inicial | Actual | S&P | reembolso | Remuneração |
| Classe A | 1.079.000 | 1.000.650 | AA- | 2065 | Euribor 3 m + 0,20% |
| Classe B | 221.000 | 221.000 | 2065 | Euribor 3 m + 0,60% | |
| 1.300.000 | 1.221.650 | ||||
| Classe C | 39.800 | 39.800 | 2065 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | |
| 1.339.800 | 1.261.450 | ||||
| BST SME nº 1 | |||||
| Montante | Rating | Data de | |||
| Dívida emitida | Inicial | Actual | DBRS | reembolso | Remuneração |
| Classe A | 1.020.000 | 1.020.000 | AA | 2041 | Euribor 3 m + 0,20% |
| Classe B | 980.000 | 980.000 | 2041 | Euribor 3 m + 0,60% | |
| 2.000.000 | 2.000.000 | ||||
| Classe C | 40.800 | 40.800 | 2041 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | |
| 2.040.800 | 2.040.800 | ||||
| Totta Consumer nº 1 | |||||
| Montante | Rating | Data de | |||
| Dívida emitida | Inicial | Actual | DBRS | reembolso | Remuneração |
| Classe A | 700.000 | 552.096 | AAH | 2038 | Euribor 3 m + 3% |
| Classe B | 300.000 | 300.000 | 2038 | Euribor 3 m + 3,25% | |
| 1.000.000 | 852.096 | ||||
| Classe C | 100.400 | 100.400 | 2038 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | |
| 1.100.400 | 952.496 | ||||
| Leasetotta nº 1 Ltd | |||||
| Montante | Rating | Data de | |||
| Dívida emitida | Inicial | Actual | DBRS | reembolso | Remuneração |
| Classe A | 1.040.000 | 460.139 | AAH | 2042 | Euribor 3 m + 0,30% |
| Classe B | 260.000 | 260.000 | 2042 | Euribor 3 m + 4,75% | |
| 1.300.000 | 720.139 | ||||
| Classe C | 65.000 | 65.000 | 2042 | Rendimento residual gerado pela carteira titularizada | |
| 1.365.000 | 785.139 | ||||
As obrigações emitidas pelos Hipototta nº 1 PLC, Hipototta nº 4 PLC, Hipototta nº 12 e BST SME nº 1 vencem juros trimestralmente em 30 de Março, Junho, Setembro e Dezembro de cada ano. As obrigações emitidas pelo Hipototta nº 5 PLC e Hipototta nº 7 Ltd vencem juros trimestralmente em 28 de Fevereiro, 30 de Maio, Agosto e Novembro de cada ano. As obrigações emitidas pelos Hipototta nº 11 (Tagus) e Consumer nº1 vencem juros trimestralmente em 30 de Janeiro, Abril, Julho e Outubro de cada ano. As obrigações emitidas pelo LeaseTotta No. 1 Limited vencem juros trimestralmente em 15 de Janeiro, 15 de Abril, 15 de Julho e 15 de Outubro de cada ano.
O BST tem a opção de reembolsar antecipadamente as obrigações nas datas acima indicadas. Para todos os Hipotottas e LeaseTotta, para o BST SME nº 1 e para o Totta Consumer nº1, o BST tem a possibilidade de recomprar antecipadamente as carteiras de crédito ao valor nominal quando estas forem iguais ou inferiores a 10% do montante inicial das operações.
Adicionalmente, até 5 dias antes das datas de pagamento de juros em cada trimestre, os Hipotottas e LeaseTotta PLC/Ltd têm a faculdade de efectuar amortizações parciais das obrigações emitidas das classes A, B e C, bem como das classes D e E no caso do Hipototta nº 5 PLC e do Hipototta nº 7 Ltd, por forma a ajustar o valor do passivo ao dos activos (carteira de crédito).
As obrigações da classe D, no caso dos Hipotottas nº 1 e 4, as obrigações da classe F, no que se refere aos Hipototta nº 5 e Hipototta nº 7 e as obrigações da classe C, para o Hipototta nº 11, Hipototta nº12, LeaseTotta No. 1 Limited, Totta Consumer nº 1 e BST SME nº1, constituem o último passivo a liquidar.
A remuneração das obrigações dessas classes corresponde à diferença entre o rendimento das carteiras de crédito securitizado e o somatório de todos os custos das operações, nomeadamente:
Na data em que as securitizações foram contratadas, o rendimento estimado das carteiras de crédito securitizado incluído no cálculo da remuneração das obrigações da classe D dos Hipototta nº 1 e 4 PLC, correspondia a uma taxa média anual de 1,1% e 0,9%, respectivamente. Nas obrigações da classe F do Hipototta nº 5 PLC, correspondeu a uma taxa média anual de 0,9%, sobre o valor total de cada carteira de crédito. Para as obrigações da classe F do Hipototta nº 7 e para as obrigações da classe C do Hipototta nº 11 e do LeaseTotta nº 1, correspondeu a uma taxa média anual de 0,7% sobre o valor de cada carteira de crédito. Para as obrigações da classe C dos Hipototta nº 12, BST SME e Totta Consumer correspondeu a uma taxa média anual de 1%, 1,23% e 5,25%, respectivamente sobre o valor de cada carteira de crédito.
Em 2010, o Banco recomprou obrigações classe A do Hipototta nº 4 PLC, obrigações classe A2 do Hipototta nº 5 PLC e obrigações classe A do Hipototta nº 2 PLC. Conforme referido anteriormente, o Hipototta nº 9 Ltd e o Hipototta nº 6 Ltd foram liquidados em Outubro de 2009 e em Abril de 2010, respectivamente. O Hipototta nº 2 PLC, o Hipototta nº 3 PLC e o Hipototta nº 10 Ltd foram liquidados em Janeiro e Fevereiro de 2011.
Em 2010 o Banco vendeu parte das Notes que detinha em carteira (Nota 8).
Na data em que as securitizações foram contratadas, celebraram-se empréstimos subordinados entre o BST e os Hipotottas, que correspondem a facilidades/ linhas de crédito em caso de necessidade de liquidez por parte dos Hipotottas. Foram igualmente celebrados "Swap Agreements" entre o Grupo Santander e os primeiros Hipotottas emitidos e entre o BST e os restantes veículos de securitizações destinados a cobertura do risco de taxa de juro.
Para as operações de securitização efectuadas anteriormente a 1 de Janeiro de 2004, o Banco registou a venda dos créditos cedidos, mantendo um registo em contas extrapatrimoniais, por contrato securitizado, dos valores em dívida (capital vincendo e vencido), dos juros periodificados relativos a cada contrato e dos montantes de bonificações a receber da Direcção Geral do Tesouro (Nota 26).
Os créditos à habitação relativos às operações de titularização que ocorreram após 1 de Janeiro de 2004 não foram desreconhecidos de balanço, tendo o Banco mantido registados no activo os créditos concedidos e no passivo o valor recebido equivalente aos créditos titularizados (Nota 10 e 21).
Em 31 de Dezembro de 2010, após a venda de parte das Notes relacionadas com operações de securitização que detinha na carteira de activos financeiros disponíveis para venda, o Banco considerou a transferência de parte do risco/ benefício dos créditos e desreconheceu na mesma medida parte dos activos titularizados (Nota 10).
O Banco mantém registadas as provisões calculadas para a totalidade dos créditos cedidos não desreconhecidos de acordo com o Aviso nº 3/2005, de 21 de Fevereiro do Banco de Portugal, que alterou o Aviso nº 3/95, de 30 de Junho. Para os créditos desreconhecidos em Dezembro de 2010 (Nota 10), o Banco mantém apenas a proporção das provisões correspondentes à parte não desreconhecida.
As entidades relacionadas do Banco com as quais mantém saldos ou transacções nos exercícios de 2011 e 2010 são as seguintes:
| Nome da entidade relacionada | Sede |
|---|---|
| Empresas que directa ou indirectamente controlam o Grupo | |
| Santander Totta, SGPS, S.A. Santusa Holding, S.L. |
Portugal Espanha |
| Banco Santander, S.A. | Espanha |
| Empresas que directa ou indirectamente são controladas pelo Grupo | |
| Totta & Açores Financing, Ltd | Ilhas Cayman |
| Serfin International Bank & Trust Totta & Açores, Inc. - Newark |
Ilhas Cayman EUA |
| Totta Ireland, PLC | Irlanda |
| Santotta Internacional, SGPS, Sociedade Unipessoal, LDA | Portugal |
| TottaUrbe - Empresa de Administração e Construções, S.A. | Portugal |
| BST International Bank, Inc. | Porto Rico |
| Taxagest, SGPS, S.A. Santander, Asset Management, SGFIM, S.A. |
Portugal Portugal |
| Santander - Gestão de Activos, SGPS, S.A. | Portugal |
| Santander Pensões - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. | Portugal |
| Empresas significativamente influenciadas pelo Grupo | |
| Benim - Sociedade Imobiliária, S.A. | Portugal |
| Totta Crédito Especializado, IFIC, S.A. | Portugal |
| Partang, SGPS, S.A. | Portugal |
| Banco Caixa Geral Totta De Angola Unicre - Instituição Financeira de Crédito, S.A. |
Angola Portugal |
| Empresas que directa ou indirectamente se encontram sobre controlo comum pelo Grupo | |
| Open Bank Santander Consumer S.A. | Espanha |
| Santander Totta Seguros - Companhia de Seguros de Vida, S.A. ISBANP - Engenharia e Software Bancário, S.A. |
Portugal Portugal |
| Banco Santander de Puerto Rico | Porto Rico |
| Banco Santander Consumer Portugal, S.A. | Portugal |
| Banco Santander Internacional Miami | EUA |
| Santander Bank & Trust Ltd. | Espanha |
| Banco Santander Brasil, S.A. Banco Santander Chile, S.A. |
Brasil Chile |
| Produban Servicios Informaticos Generales, S.L. | Espanha |
| Portal Universia Portugal - Prestação de Serviços de Informática, S.A. | Portugal |
| Multi-Rent, Aluguer e Comércio de Automóveis, S.A. | Portugal |
| Ingeniería de Software Bancário, S.L. HBF Aluguer e Comércio de Viaturas, S.A. |
Espanha Portugal |
| Ibérica de Compras Corporativas | Espanha |
| Grupo Banesto | Espanha |
| Transolver Finance EFC, S.A. | Espanha |
| Union de Créditos Inmobiliários, S.A. Capital Grupo Santander, S.A. S.G.E.C.R. |
Espanha Espanha |
| Abbey National Treasury Services, PLC | Reino Unido |
| Santander Consumer Spain Auto 07-1 | Espanha |
| Santander Global Facilities | Espanha |
| Fondo de Titulización de Activos Santander Empresas 1 Fondo de Titulización de Activos Santander Empresas 2 |
Espanha Espanha |
| Fondo de Titulización de Activos Santander Empresas 3 | Espanha |
| Fondo de Titulización Santander Financiación 1 | Espanha |
| FTPYME Santander 2 Fondo de Titulización de Activos | Espanha |
| Santander Hipotecario 1 Fondo de Titulización de Activos | Espanha |
| Santander Hipotecario 2 Fondo de Titulización de Activos Santander Hipotecario 3 Fondo de Titulización de Activos |
Espanha Espanha |
| Geoban, S.A. | Espanha |
| Gesban Servicios Administrativos Globais | Espanha |
| Grupo Alliance & Leicester | Reino Unido |
| Catter Allen International LTD Banco Banif, S.A. |
Reino Unido Espanha |
| All Funds Bank, S.A. | Espanha |
| Santander Consumer, EFC, S.A. | Espanha |
| Santander Back-Office Globales Mayorista | Espanha |
| Santander Consumer Finance S.A. | Espanha |
| Santander Seguros y Reaseguros, Compañía Aseguradora, S.A. Santander Tecnologia y Operaciones AEIE |
Espanha Espanha |
| Santander de Titulizacion SGFT | Espanha |
| Santander Investment, S.A. | Espanha |
| Santander Investment Securities,Inc | Espanha |
| Banco Santander (México), S.A., Institución de Banca Múltiple, Grupo Financiero Santander Konecta Portugal, Lda. |
México Portugal |
| Santander UK PLC | Reino Unido |
| Sovereign Bank | EUA |
| Optimal Strategic Us Equity Irl Euro Fnd | Irlanda |
| Banco Santander (Suisse), S.A. | Suiça |
| Nome da entidade relacionada | Sede | ||
|---|---|---|---|
| Entidades de Propósito Especial que, directa ou indirectamente, são controladas pelo Grupo | |||
| HIPOTOTTA NO. 1 PLC | Irlanda | ||
| HIPOTOTTA NO. 4 PLC | Irlanda | ||
| HIPOTOTTA NO. 5 PLC | Irlanda | ||
| HIPOTOTTA NO. 7 Ltd | Irlanda | ||
| LEASETOTTA NO. 1 Ltd | Irlanda | ||
| HIPOTOTTA NO. 1 FTC | Portugal | ||
| HIPOTOTTA NO. 4 FTC | Portugal | ||
| HIPOTOTTA NO. 5 FTC | Portugal | ||
| HIPOTOTTA NO. 7 FTC | Portugal | ||
| LEASETOTTA NO.1 FTC | Portugal | ||
| TAGUS - Sociedade de Titularização de Créditos, S.A. (HIPOTOTTA NO. 11) | Portugal | ||
| TAGUS - Sociedade de Titularização de Créditos, S.A. (HIPOTOTTA NO. 12) | Portugal | ||
| TAGUS - Sociedade de Titularização de Créditos, S.A. (BST SME NO. 1) | Portugal | ||
| TAGUS - Sociedade de Titularização de Créditos, S.A. (TOTTA CONSUMER NO.1) | Portugal |
Em 31 de Dezembro de 2011, os saldos com entidades relacionadas apresentam a seguinte composição:
| Activos: | Empresas que directa ou indirectamente controlam o Grupo |
Empresas que directa ou indirectamente são controladas pelo Grupo e controladas conjuntamente pelo Grupo |
Empresas significativamente influenciadas pelo Grupo |
Empresas que directa ou indirectamente se encontram sobre controlo comum pelo Grupo |
|---|---|---|---|---|
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 9.444 | - | - | 17.849 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 267.718 | - | - | 5.948 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | - | - | 107 | 13.618 |
| Aplicações em instituições de crédito | 743.283 | 353.842 | - | 371.170 |
| Crédito a clientes | - | - | - | 32.502 |
| Derivados de cobertura | 136.090 | 4 | - | - |
| Outros activos | 21.016 | 33.274 | 59 | 22.790 |
| Passivos: | ||||
| Passivos financeiros detidos para negociação | (1.410.712) | (82) | - | (68.602) |
| Recursos de outras instituições de crédito | (668.304) | (103.468) | (103.227) | (391.231) |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | (108.366) | (58.026) | (11.004) | (711.466) |
| Responsabilidades representadas por títulos | (47.564) | (253.754) | - | (1.641.025) |
| Derivados de cobertura | (277.632) | (28) | - | - |
| Passivos subordinados | - | (911.454) | - | (4.328) |
| Outros passivos | (5.879) | (1.463) | - | (1.544) |
| Demonstração de Resultados | ||||
| Juros e rendimentos similares | (306.967) | (7.498) | (26) | (8.568) |
| Juros e encargos similares | 308.209 | 52.383 | 234 | 83.654 |
| Rendimentos de instrumentos de capital | - | (98.451) | (1.628) | - |
| Rendimentos de serviços e comissões | (588) | (21.309) | (721) | (95.726) |
| Encargos com serviços e comissões | 1.118 | 1.177 | - | 36 |
| Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados | 620.137 | (981) | - | 38.086 |
| Resultados de activos financeiros disponíveis para venda | 75.247 | 8.850 | - | (715) |
| Resultados de reavaliação cambial | 2.418 | - | - | - |
| Resultados de alienação de outros activos | (1.332) | - | - | - |
| Outros resultados de exploração | - | - | - | 206 |
| Gastos gerais administrativos | - | 3.736 | 16 | 34.754 |
| Extrapatrimoniais: | ||||
| Garantias prestadas e outros passivos eventuais | 475.879 | 564 | - | 32.935 |
| Garantias recebidas | 715 | - | - | 1.400 |
| Compromissos perante terceiros | 1.946 | 42.270 | 389 | 116.684 |
| Operações cambiais e instrumentos derivados Responsabilidades por prestações de serviços |
24.154.065 7.419.072 |
4.003.824 7.124.742 |
- 35.717 |
1.200.737 4.122.280 |
Em 31 de Dezembro de 2010, os saldos com entidades relacionadas apresentam a seguinte composição:
| Activos: | Empresas que directa ou indirectamente controlam o Grupo |
Empresas que directa ou indirectamente são controladas pelo Grupo e controladas conjuntamente pelo Grupo |
Empresas significativamente influenciadas pelo Grupo |
Empresas que directa ou indirectamente se encontram sobre controlo comum pelo Grupo |
|---|---|---|---|---|
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 13.517 | - | - | 9.872 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 199.977 | 40.928 | - | 10.172 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | - | - | 10.495 | 13.510 |
| Aplicações em instituições de crédito | 1.140.625 | 2.018.076 | 3.245.186 | 68 |
| Crédito a clientes | - | - | - | 159.428 |
| Derivados de cobertura | 122.826 | 14 | - | - |
| Outros activos | 149.764 | 103.991 | 5.548 | 24.592 |
| Passivos: | ||||
| Passivos financeiros detidos para negociação | (1.102.372) | (41.090) | - | (51.568) |
| Recursos de outras instituições de crédito | (2.669.914) | (335.608) | (1.120.825) | (843.713) |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | (184.386) | (137.769) | (7.776) | (403.577) |
| Responsabilidades representadas por títulos | (50.295) | - | - | (1.192.245) |
| Derivados de cobertura | (164.490) | (159) | - | - |
| Passivos subordinados | - | (851.885) | - | (32.316) |
| Outros passivos | (19) | (1.238) | (1.302) | (549) |
| Demonstração de Resultados | ||||
| Juros e rendimentos similares | (553.457) | (12.986) | (41.110) | (11.324) |
| Juros e encargos similares | 502.229 | 59.289 | 11.435 | 44.130 |
| Rendimentos de instrumentos de capital | - | (101.808) | - | - |
| Rendimentos de serviços e comissões | (56) | (30.890) | (5.134) | (103.582) |
| Encargos com serviços e comissões | 1.160 | 4.052 | - | 92 |
| Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados | 694.914 | (51) | - | (485) |
| Resultados de reavaliação cambial | (4.705) | - | - | - |
| Outros resultados de exploração | - | - | - | 133 |
| Gastos gerais administrativos | - | 3.865 | 62 | 35.011 |
| Extrapatrimoniais: | ||||
| Garantias prestadas e outros passivos eventuais | 463.746 | 1.441 | 154.163 | 878 |
| Garantias recebidas | 715 | - | 1.247 | 1.400 |
| Compromissos perante terceiros | 3.851 | 41.016 | 4.979 | 50.790 |
| Operações cambiais e instrumentos derivados | 28.544.177 | 4.007.412 | - | 1.586.871 |
| Responsabilidades por prestações de serviços | 9.858.247 | 6.348.128 | 1.291.141 | 4.591.584 |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os adiantamentos ou créditos concedidos aos membros dos órgãos sociais, considerados o pessoal chave da gerência do Banco, ascendiam a mEuros 1.289 e mEuros 1.228, respectivamente. As remunerações fixas e variáveis totalizaram nestas datas mEuros 4.522 e mEuros 5.375, respectivamente (Nota 35).
O Grupo Santander, no qual está inserido o BST, tem também um plano de incentivos a longo prazo a nível mundial, o qual se encontra descrito na Nota 41 e que está dividido em ciclos. Para os membros do Conselho de Administração, o valor registado na rubrica de custos com o pessoal em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 é apresentado de seguida:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Segundo ciclo – PI10 - atribuídas em 2007 e a exercer em Julho de 2010 | - | 139 |
| Terceiro ciclo – PI11 - atribuídas em 2008 e a exercer em Julho de 2011 | 165 | 329 |
| Quarto ciclo – PI12 - atribuídas em 2009 a exercer em Julho de 2012 | 280 | 280 |
| Quinto ciclo – PI13 - atribuídas em 2010 a exercer em Julho de 2013 | 359 | 179 |
| Sexto ciclo – PI14 - atribuídas em 2011 a exercer em Julho de 2014 | 6 | - |
| ------ | ------ | |
| 810 | 927 | |
| === | === |
Em 6 de Julho de 2009, foi finalizado o primeiro ciclo do plano de acções vinculado a objectivos. Nesse âmbito, o número total de acções atribuídas a membros do Conselho de Administração foi de 97.676, ao valor por acção de 8,49 Euros.
Em 8 de Julho de 2010, foi finalizado o segundo ciclo do plano de acções vinculado a objectivos. Nesse âmbito, o número total de acções atribuídas a membros do Conselho de Administração foi de 133.024 ao valor por acção de 8,77 Euros.
Em 11 de Julho de 2011, foi finalizado o terceiro ciclo do plano de acções vinculado a objectivos. Nesse âmbito, o número total de acções atribuídas a membros do Conselho de Administração foi de 133.727 ao valor por acção de 7,511 Euros.
Relativamente aos benefícios pós-emprego, os membros do Conselho de Administração que têm vínculo laboral ao BST estão integrados no plano de pensões do Acordo Colectivo de Trabalho para o sector bancário subscrito pelo Banco. As condições gerais deste plano encontram-se descritas na Nota 1.2. k).
Em Assembleia Geral de accionistas do BST de 30 de Maio de 2007 foi aprovado o "Regulamento de atribuição complementar de reforma, por velhice ou invalidez", aos membros executivos do Conselho de Administração do ex - BTA que transitaram para membros executivos (comissão executiva) do Conselho de Administração do BST em linha com o previamente definido no regulamento do ex-BTA. Os membros do Conselho de Administração cujo tempo de desempenho no cargo seja de pelo menos quinze anos consecutivos ou interpolados, terão direito a um complemento de reforma correspondente a 80% do vencimento anual bruto. A fixação do montante do complemento da pensão de reforma será definida pela comissão de vencimentos quando o desempenho do cargo for inferior a quinze anos. Para este universo está definido que o complemento de pensão de reforma será de 65% do vencimento bruto anual, para desempenhos iguais ou superiores a dez anos e 75% do vencimento bruto anual, para desempenhos iguais ou superiores a doze anos. Este plano de pensões de benefício definido é um plano complementar e dependente do regime geral de Segurança Social.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 as responsabilidades com este plano ascendiam a mEuros 9.686, e encontravam-se cobertas por uma provisão do mesmo montante registada na rubrica "Provisões para pensões e outros encargos" (Nota 22).
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 2010, no novo plano complementar de reforma para directivos do Banco, estão incluídos os membros do Conselho de Administração que não estão inseridos no plano específico de benefício definido acima referido.
No que se refere aos benefícios de cessação de emprego, conforme o Código das Sociedades Comerciais, sempre que, por vontade do BST, o mandato de um membro dos órgãos sociais seja cessado antecipadamente, o BST reembolsará o membro do órgão social pelas remunerações futuras a que o mesmo tinha direito até ao fim do seu mandato.
A remuneração da sociedade de revisores oficiais de contas do Banco em 2011, excluindo IVA, foi a seguinte:
| Serviços de Revisão Legal de Contas e Auditor Externo | 590 |
|---|---|
| Outros Serviços de Garantia de Fiabilidade | 912 |
| Consultoria Fiscal | 196 |
| ------- | |
| 1.698 | |
| ==== |
Por decisão da Assembleia Geral de Accionistas do Banco Santander, S.A. foi aprovado o "Plano de Acções Vinculado a Objectivos do Grupo Santander". Este plano está dividido em ciclos, tendo sido aprovado até ao momento seis ciclos. O BST está também inserido neste plano.
Cada beneficiário do Plano tem direito a receber um número máximo de acções do Banco Santander. O número final atribuído é determinado multiplicando o número máximo de acções definido inicialmente pela soma de coeficientes indexados à evolução do Banco Santander comparativamente a outras entidades incluídas num grupo pré-definido. Esta comparação é medida em dois parâmetros: o retorno total para o accionista e o crescimento do lucro por acção, para os primeiros três ciclos, para os restantes ciclos a comparação é medida só para o retorno total para o accionista.
As datas de finalização dos ciclos do plano de acções vinculados a objectivos, o número total de acções atribuídas e o valor por acção, apresentam o seguinte detalhe:
| Número total de | |||
|---|---|---|---|
| Ciclo | Data de finalização | acções atribuídas | Valor por acção |
| Primeiro | 6 de Julho de 2009 | 326.681 | 8,49 |
| Segundo | 8 de Julho de 2010 | 519.471 | 8,77 |
| Terceiro | 11 de Julho de 2011 | 552.436 | 7,51 |
Conforme descrito na Nota 1.2. m), o registo dos planos de incentivos de acções consiste em reconhecer o direito dos colaboradores do Banco a estes instrumentos na demonstração dos resultados do ano, na rubrica de "Custos com pessoal", na medida em que correspondem a uma contrapartida pela prestação de serviços. A gestão, cobertura e execução dos planos é assegurada pelo Banco Santander, S.A. para todos os colaboradores abrangidos pelo Plano a nível mundial.
Em 2011 e 2010, o custo total do plano para todos os colaboradores do BST abrangidos pelo mesmo pode ser apresentado como segue:
| Plano de Acções Vinculado a Objectivos do Grupo Santander | 2011 | 2010 |
|---|---|---|
| Segundo ciclo – PI10 - atribuídas em 2007 e a exercer em Julho de 2010 Terceiro ciclo – PI11 - atribuídas em 2008 e a exercer em Julho de 2011 |
- 610 |
584 1.208 |
| Quarto ciclo – PI12 - atribuídas em 2009 a exercer em Julho de 2012 Quinto ciclo – PI13 - atribuídas em 2010 a exercer em Julho de 2013 Sexto ciclo – PI14 - atribuídas em 2011 a exercer em Julho de 2014 |
1.094 1.420 508 |
1.082 693 - |
| ------- | ------- | |
| 3.632 | 3.567 | |
| ==== | ==== |
A disponibilização das acções está condicionada à permanência dos colaboradores no Grupo Santander. O custo por acção, bem como a data de disponibilização das acções encontram-se resumidos no quadro seguinte:
| Valor do | Data prevista | Data de | |||
|---|---|---|---|---|---|
| Número de | custo por | de entrega | Número de | atribuição do | |
| Planos de acções | acções | acção (Euros) | das acções | colaboradores | direito |
| Planos em vigor em 31 de Dezembro de 2009: | |||||
| PI10 | 536.223 | 5,6936 | Jul-2010 | 269 | 2007 |
| PI11 | 609.081 | 5,4419 | Jul-2011 | 280 | 2008 |
| PI12 | 660.497 | 4,5112 | Jul-2012 | 277 | 2009 |
| Movimento em 2010: | |||||
| PI 10 - Acções Disponibilizadas | (519.741) | - | Jul-2010 | -292 | - |
| PI 10 - Acções não Disponibilizadas (**) | (54.452) | - | - | - | - |
| PI11 - Anulações (*) | (27.980) | - | - | -6 | - |
| PI12 - Anulações (*) | (950) | - | - | -2 | - |
| PI10 - Integração de colaboradores por entrada de empresas (***) | 37.970 | - | - | 23 | - |
| PI11 - Integração de colaboradores por entrada de empresas (***) | 56.840 | - | - | 25 | - |
| PI12 - Integração de colaboradores por entrada de empresas (***) | 59.272 | - | - | 23 | - |
| PI13 - Atribuição do direito | 746.640 | 5,5707 | Jul-2013 | 298 | 2010 |
| Planos em vigor em 31 de Dezembro de 2010: | |||||
| PI11 | 637.941 | 5,4419 | Jul-2011 | 299 | 2008 |
| PI12 | 718.819 | 4,5112 | Jul-2012 | 298 | 2009 |
| PI13 | 746.640 | 5,5707 | Jul-2013 | 298 | 2010 |
| Movimento em 2011: | |||||
| PI 11 - Acções Disponibilizadas | (552.436) | - | Jul-2011 | -310 | - |
| PI 11 - Acções não Disponibilizadas (**) | (91.875) | - | - | - | - |
| PI12 - Anulações (*) | (1.150) | - | - | -1 | - |
| PI13 - Anulações (*) | (1.000) | - | - | -1 | - |
| PI13 - Correcções (*) | 7.334 | - | - | 1 | - |
| PI11 - Integração de colaboradores por entrada de empresas (****) | 6.370 | - | - | 11 | - |
| PI12 - Integração de colaboradores por entrada de empresas (****) | 7.970 | - | - | 12 | - |
| PI13 - Integração de colaboradores por entrada de empresas (****) | 10.590 | - | - | 13 | - |
| PI14 - Atribuição do direito | 549.873 | 4,5254 | Jul-2014 | 281 | 2011 |
| Planos em vigor em 31 de Dezembro de 2011: | |||||
| PI12 | 725.639 | 4,5112 | Jul-2012 | 309 | 2009 |
| PI13 | 763.564 | 5,5707 | Jul-2013 | 311 | 2010 |
| PI14 | 549.873 | 4,5254 | Jul-2014 | 281 | 2011 |
Notas:
(*) Anulação dos direitos atribuídos a beneficiários que não cumpriram os requisitos de permanência no Grupo Santander estabelecidos no Regulamento do Plano.
(**) Diferença entre o número máximo de acções atribuídas e o número de acções efectivamente entregues. O número de acções entregues resulta da aplicação de um coeficiente calculado em função do desempenho do Grupo Santander aplicado sobre o número máximo de acções atribuídas.
(***) Corresponde aos colaboradores provenientes do BSN e integrados no BST na sequência da fusão destas entidades ocorrida no primeiro semestre de 2010, e aos colaboradores das filiais do BSN que passaram a ser consolidadas.
(****) Corresponde aos colaboradores provenientes da Totta IFIC e integrados no BST na sequência da fusão destas entidades ocorrida no primeiro semestre de 2011.
(*****) Diferença entre os valores indicados pelo Grupo Santander em Dezembro de 2010 (Estimativa) e Março de 2011 (Real).
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Para os planos de acções vinculados a objectivos em vigor a 31 de Dezembro de 2011 (4º, 5º e 6º ciclos), o justo valor foi determinado de acordo com a seguinte metodologia:
| PI12 | PI13 | PI14 | |
|---|---|---|---|
| Volatilidade (*) | 42,36% | 49,65% | 51,35% |
| Rentabilidade anual do | |||
| dividendo nos últimos anos | 4,88% | 6,34% | 6,06% |
| Taxa de juro sem risco | 2,040% | 3,330% | 4,073% |
(*) Volatilidade histórica do período correspondente (2 ou 3 anos)
O resultado da aplicação do modelo de simulação assume um valor percentual de 55,42% para o PI12, de 62,62% para o PI13 e de 55,39% para o PI14, aos quais se aplica 50% do valor atribuído para determinar o custo contabilístico do incentivo de RTA. Esta valorização, por se referir a uma condição de mercado, não é susceptível de ajustamento a partir da data de atribuição.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (PRO-FORMA) (Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os instrumentos financeiros apresentavam o seguinte valor de balanço:
| 2011 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Valorizados ao | Valorizados ao | Valorizados ao | Valor | ||
| justo valor | custo amortizado | custo histórico | Imparidade | líquido | |
| Activo | |||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | - | 200.996 | 186.707 | - | 387.703 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | - | 192.798 | 82.642 | - | 275.440 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.995.785 | - | - | - | 1.995.785 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 80.121 | - | - | - | 80.121 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 11.793.320 | - | 22.906 | (48.710) | 11.767.516 |
| Aplicações em instituições de crédito | - | 2.773.676 | - | - | 2.773.676 |
| Crédito a clientes | 53.573 | 26.151.264 | - | (431.293) | 25.773.544 |
| Derivados de cobertura | 167.305 | - | - | - | 167.305 |
| 14.090.104 | 29.318.734 | 292.255 | (480.003) | 43.221.090 | |
| Passivo | |||||
| Recursos de bancos centrais | - | 4.913.234 | - | - | 4.913.234 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.663.292 | - | - | - | 1.663.292 |
| Recursos de outras instituições de crédito | - | 3.553.816 | - | - | 3.553.816 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 1.828.736 | 18.269.829 | - | - | 20.098.565 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 4.943.165 | 476.717 | - | - | 5.419.882 |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | - | 7.423.128 | - | - | 7.423.128 |
| Derivados de cobertura | 282.917 | - | - | - | 282.917 |
| Outros passivos subordinados | - | 915.435 | - | - | 915.435 |
| 8.718.110 | 35.552.159 | - | - | 44.270.269 | |
| 2010 | |||||
| Valorizados ao | Valorizados ao | Valorizados ao | Valor | ||
| justo valor | custo amortizado | custo histórico | Imparidade | líquido | |
| Activo | |||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | - | 65.843 | 217.797 | - | 283.640 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | - | 111.814 | 111.301 | - | 223.115 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.690.217 | - | - - |
1.690.217 | |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 93.286 | - | - - |
93.286 | |
| Activos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito |
13.637.784 - |
- 7.177.663 |
33.958 | (49.666) - - |
13.622.076 7.177.663 |
| Crédito a clientes | 65.072 | 23.463.925 | - (254.726) |
23.274.271 | |
| Derivados de cobertura | 131.526 | - | - - |
131.526 | |
| 15.617.885 | 30.819.245 | 363.056 | (304.392) | 46.495.794 | |
| Passivo | |||||
| Recursos de bancos centrais | - | 4.807.162 | - - |
4.807.162 | |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.353.774 | - | - - |
1.353.774 | |
| Recursos de outras instituições de crédito | - | 9.952.531 | - - |
9.952.531 | |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 1.350.809 | 16.911.667 | - - |
18.262.476 | |
| Responsabilidades representadas por títulos | 4.862.204 | 1.949.621 | - - |
6.811.825 | |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | - | 3.941.746 | - - |
3.941.746 | |
| Derivados de cobertura | 189.582 | - | - - |
189.582 | |
| Outros passivos subordinados | - 7.756.369 |
883.790 38.446.517 |
- - - - |
883.790 46.202.886 |
|
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, não ocorreram quaisquer movimentos de reclassificação de activos financeiros, excepto a reclassificação de papel comercial conforme referido na Nota 8.
Os activos e passivos financeiros relativamente aos quais foi aplicada a contabilidade de cobertura de justo valor são incluídos como valorizados ao justo valor, embora apenas tenham sido objecto de correcção de valor relativamente ao risco coberto.
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os ganhos e perdas líquidas em instrumentos financeiros apresentam o seguinte detalhe:
| 2011 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Por contrapartida de resultados | Por contrapartida de capitais próprios | |||||
| Ganhos | Perdas | Líquido | Ganhos | Perdas | Líquido | |
| Disponibilidades em bancos centrais e em outras instituições de crédito | 96.456 | - | 96.456 | - | - | - |
| Activos e passivos financeiros detidos para negociação | 4.157.206 | (4.141.389) | 15.817 | - | - | - |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 4.206 | (12.465) | (8.259) | - | - | - |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 514.887 | (96.876) | 418.011 | - | (915.768) | (915.768) |
| Crédito a clientes | 1.219.178 | (432.236) | 786.942 | - | - | - |
| Derivados de cobertura | 504.979 | (642.939) | (137.960) | 52.083 | - | 52.083 |
| Recursos em bancos centrais e em outras instituições de crédito | - | (181.451) | (181.451) | - | - | - |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 40.170 | (414.926) | (374.756) | - | - | - |
| Responsabilidades representadas por títulos | 101.539 | (251.496) | (149.957) | - | - | - |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | - | (206.861) | (206.861) | - | - | - |
| Outros passivos subordinados | - | (42.219) | (42.219) | - | - | - |
| 6.638.621 | (6.422.858) | 215.763 | 52.083 | (915.768) | (863.685) | |
| Garantias prestadas | 20.594 | (196) | 20.398 | |||
| Linhas de crédito | 13.233 | (2.683) | 10.549 |
| 2010 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Por contrapartida de resultados | Por contrapartida de capitais próprios | |||||
| Ganhos | Perdas | Líquido | Ganhos | Perdas | Líquido | |
| Disponibilidades em bancos centrais e em outras instituições de crédito | 94.096 | - | 94.096 | - | - | - |
| Activos e passivos financeiros detidos para negociação | 13.214.902 | (13.243.636) | (28.734) | - | - | - |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 112.798 | (105.058) | 7.740 | - | - | - |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 392.821 | (47.087) | 345.734 | - | (573.720) | (573.720) |
| Crédito a clientes | 1.075.322 | (223.689) | 851.633 | - | - | - |
| Derivados de cobertura | 1.217.495 | (1.230.955) | (13.460) | - | (19.411) | (19.411) |
| Outros passivos financeiros ao justo valor através de resultados | - | (2.514) | (2.514) | - | - | - |
| Recursos em bancos centrais e em outras instituições de crédito | 2.771 | (145.000) | (142.229) | - | - | - |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 60.727 | (206.262) | (145.535) | - | - | - |
| Responsabilidades representadas por títulos | 54.048 | (272.611) | (218.563) | - | - | - |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | - | (179.400) | (179.400) | - | - | - |
| Outros passivos subordinados | - | (45.089) | (45.089) | - | - | - |
| 16.224.980 | (15.701.301) | 523.679 | - | (593.131) | (593.131) | |
| Garantias prestadas | 18.643 | (544) | 18.099 | |||
| Linhas de crédito | 14.988 | (13.236) | 1.752 |
Os montantes referidos acima não incluem ganhos e perdas decorrentes da reavaliação cambial dos respectivos instrumentos financeiros que, em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, correspondiam a ganhos líquidos de mEuros 5.236 e de mEuros 5.985, respectivamente.
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os proveitos e custos com juros, apurados de acordo com o método da taxa efectiva, referentes a activos e passivos financeiros não registados ao justo valor através de resultados, apresentam o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos | Custos | Líquido | Proveitos | Custos | Líquido | ||
| Activo | |||||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 4.522 | - | 4.522 | 4.021 | - | 4.021 | |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 689 | - | 689 | 52 | - | 52 | |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 4.206 | - | 4.206 | 4.210 | - | 4.210 | |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 321.377 | - | 321.377 | 322.870 | - | 322.870 | |
| Aplicações em instituições de crédito | 91.245 | - | 91.245 | 90.022 | - | 90.022 | |
| Crédito a clientes | 987.709 | (8.245) | 979.464 | 853.002 | - | 853.002 | |
| 1.409.748 | (8.245) | 1.401.503 | 1.274.177 | - | 1.274.177 | ||
| Passivo | |||||||
| Recursos de bancos centrais | - | (46.680) | (46.680) | - | (42.621) | (42.621) | |
| Recursos de outras instituições de crédito | - | (134.771) | (134.771) | - | (102.379) | (102.379) | |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 8.373 | (401.290) | (392.917) | 8.400 | (185.819) | (177.419) | |
| Responsabilidades representadas por títulos | - | (177.847) | (177.847) | - | (213.900) | (213.900) | |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | - | (206.861) | (206.861) | - | (179.400) | (179.400) | |
| Outros passivos subordinados | - | (42.219) | (42.219) | - | (45.089) | (45.089) | |
| 8.373 | (1.009.668) | (1.001.295) | 8.400 | (769.208) | (760.808) | ||
| Garantias prestadas | 19.542 | - | 19.542 | 17.852 | - | 17.852 | |
| Linhas de credito | 5.468 | - | 5.468 | 5.840 | - | 5.840 | |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os proveitos e custos com comissões, não incluídas no cálculo da taxa efectiva de activos e passivos financeiros não registados ao justo valor através de resultados, apresentam o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos | Custos | Líquido | Proveitos | Custos | Líquido | ||
| Activo | |||||||
| Crédito a clientes | 56.945 | (16.199) | 40.746 | 52.465 | (14.457) | 38.008 | |
| Passivo | |||||||
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 30.723 | - | 30.723 | 31.006 | - | 31.006 |
O Banco reconheceu durante os exercícios de 2011 e 2010 proveitos financeiros referentes a "Juros e rendimentos similares" com operações de crédito vencido nos montantes de mEuros 8.521 e mEuros 2.724, respectivamente (Nota 27).
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os derivados de cobertura e os instrumentos financeiros designados como elementos cobertos, apresentam o seguinte detalhe:
| 2011 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Elemento coberto | Instrumento de cobertura | |||||||
| Valor nominal |
Valor líquido de imparidade |
Correcções de justo valor |
Valor de balanço |
Valor nominal |
Justo valor |
|||
| Cobertura de justo valor: | ||||||||
| Crédito a clientes | 47.809 | 48.242 | 5.327 | 53.569 | 47.811 | (5.567) | ||
| Activos disponíveis para venda | 2.075.000 | 2.118.714 | 210.140 | 2.328.854 | 2.075.000 | (245.972) | ||
| Recursos de clientes e outros empréstimos | (1.818.949) | (1.828.277) | (459) | (1.828.736) | 1.815.685 | 2.576 | ||
| Responsabilidades representadas por títulos | (4.822.335) | (4.880.297) | (62.868) | (4.943.165) | 3.780.998 | 46.660 | ||
| Cobertura de fluxos de caixa: | ||||||||
| Crédito a clientes | 3.496.486 | 3.496.486 | - | 3.496.486 | 2.600.000 | 86.691 | ||
| (1.021.989) | (1.045.132) | 152.140 | (892.992) | 10.319.494 | (115.612) | |||
| 2010 | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Elemento coberto | |||||||||
| Valor nominal |
Valor líquido de imparidade |
Correcções de justo valor |
Valor de balanço |
Valor nominal |
Justo valor |
||||
| Cobertura de justo valor: | |||||||||
| Crédito a clientes | 60.277 | 60.561 | 4.306 | 64.867 | 60.279 | (4.639) | |||
| Activos disponíveis para venda | 2.799.668 | 2.866.636 | 73.037 | 2.939.673 | 2.775.000 | (109.710) | |||
| Recursos de clientes e outros empréstimos | (1.355.606) | (1.363.332) | 12.523 | (1.350.809) | 1.424.052 | (24.154) | |||
| Responsabilidades representadas por títulos | (4.782.508) | (4.844.192) | (18.012) | (4.862.204) | 5.211.922 | 39.813 | |||
| Cobertura de fluxos de caixa: | |||||||||
| Crédito a clientes | 3.061.904 | 3.061.904 | - | 3.061.904 | 2.709.100 | 55.600 | |||
| Recursos de outras instituições de crédito | (959.100) | (959.100) | - | (959.100) | 959.100 | (14.966) | |||
| (1.175.365) | (1.177.523) | 71.854 | (1.105.669) | 13.139.453 | (58.056) |
Os períodos esperados para ocorrência de cash flows que venham a afectar os resultados do exercício apresentam o seguinte detalhe:
| 2011 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Até 3 meses |
De 3 meses a seis meses |
De 6 meses a 1 ano |
Entre 1 e 3 anos |
Mais de 3 anos |
Total | |||
| Cobertura de fluxos de caixa Swaps taxa de juro (interest rate swap) |
18.568 | 5.780 | (8.270) | 56.938 | 13.675 | 86.691 | ||
| 2010 | ||||||||
| Até 3 meses |
De 3 meses a seis meses |
De 6 meses a 1 ano |
Entre 1 e 3 anos |
Mais de 3 anos |
Total | |||
| Cobertura de fluxos de caixa Swaps taxa de juro (interest rate swap) |
7.519 | 29.107 | (3.842) | 5.992 | 1.858 | 40.634 |
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as ineficácias de cobertura não tiveram impacto ao nível da demonstração dos resultados.
Os ganhos e perdas financeiras reconhecidas nas demonstrações dos resultados dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, com operações de cobertura de justo valor, apresentam o seguinte detalhe:
Resultados em activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados
| 2011 | 2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Elemento Coberto |
Instrumento de cobertura |
Líquido | Elemento Coberto |
Instrumento de cobertura |
Líquido | |
| Crédito a clientes | 1.020 | (1.020) | - | 224 | (224) | - |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 137.104 | (137.104) | - | 65.270 | (66.420) | (1.150) |
| Recursos de bancos centrais | - | - | - | 2.771 | (2.771) | - |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | (12.562) | 12.446 | (116) | 879 | (1.043) | (164) |
| Responsabilidades representadas por títulos | 27.889 | (29.178) | (1.289) | (4.662) | 6.787 | 2.125 |
| 153.451 | (154.856) | (1.405) | 64.482 | (63.671) | 811 |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os instrumentos financeiros apresentavam o seguinte detalhe:
| 2011 | |||
|---|---|---|---|
| Valorizados ao | Não valorizados | ||
| justo valor | ao justo valor | Total | |
| Activo | |||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | - | 387.703 | 387.703 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | - | 275.440 | 275.440 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.995.785 | - | 1.995.785 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 80.121 | - | 80.121 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 11.751.303 | 16.213 | 11.767.516 |
| Aplicações em instituições de crédito | - | 2.773.676 | 2.773.676 |
| Crédito a clientes Derivados de cobertura |
53.569 167.305 |
25.719.975 - |
25.773.544 167.305 |
| 14.048.083 | 29.173.007 | 43.221.090 | |
| Passivo | |||
| Recursos de bancos centrais | - | 4.913.234 | 4.913.234 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.663.292 | - | 1.663.292 |
| Recursos de outras instituições de crédito | - | 3.553.816 | 3.553.816 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 1.828.736 | 18.269.829 | 20.098.565 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 4.943.165 | 476.717 | 5.419.882 |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | - | 7.423.128 | 7.423.128 |
| Derivados de cobertura | 282.917 | - | 282.917 |
| Outros passivos subordinados | - | 915.435 | 915.435 |
| 8.718.110 | 35.552.159 | 44.270.269 | |
| 2010 | |||
| Valorizados ao | Não valorizados | ||
| justo valor | ao justo valor | Total | |
| Activo | |||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | - | 283.640 | 283.640 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | - | 223.115 | 223.115 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.690.217 | - | 1.690.217 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 93.286 | - | 93.286 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 13.594.411 | 27.665 | 13.622.076 |
| Aplicações em instituições de crédito | - | 7.177.663 | 7.177.663 |
| Crédito a clientes | 64.867 | 23.209.404 | 23.274.271 |
| Derivados de cobertura | 131.526 | - | 131.526 |
| 15.574.307 | 30.921.487 | 46.495.794 | |
| Passivo | |||
| Recursos de bancos centrais | - | 4.807.162 | 4.807.162 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.353.774 | - | 1.353.774 |
| Recursos de outras instituições de crédito | - | 9.952.531 | 9.952.531 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 1.350.809 | 16.911.667 | 18.262.476 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 4.862.204 | 1.949.621 | 6.811.825 |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | - | 3.941.746 | 3.941.746 |
| Derivados de cobertura | 189.582 | - | 189.582 |
| Outros passivos subordinados | - | 883.790 | 883.790 |
| 7.756.369 | 38.446.517 | 46.202.886 |
Os activos e passivos financeiros relativamente aos quais foi aplicada a contabilidade de cobertura são incluídos como valorizados ao justo valor, embora apenas tenham sido objecto de correcção de valor relativamente ao risco coberto.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o justo valor de activos e passivos financeiros valorizados ao justo valor, ou sujeitos a correcções de justo valor de acordo com a aplicação da contabilidade de cobertura, apresentava o seguinte detalhe:
| 2011 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Correcções de valor | Valor | |||||
| Custo de | Juros | por operações | Imparidade e | líquido | ||
| aquisição | corridos | Valorização | de cobertura | amortizações | contabilístico | |
| Activo | ||||||
| Activos financeiros detidos para negociação | 286.985 | - | 1.708.800 | - | - | 1.995.785 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 91.202 | 1.340 | (12.421) | - | - | 80.121 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 12.994.828 | 100.225 | (1.511.874) | 210.141 | (42.017) | 11.751.303 |
| Crédito a clientes | 47.809 | 438 | - | 5.327 | (5) | 53.569 |
| Derivados de cobertura | - | - | 167.305 | - | - | 167.305 |
| 13.420.824 | 102.003 | 351.810 | 215.468 | (42.022) | 14.048.083 | |
| Passivo | ||||||
| Passivos financeiros detidos para negociação | - | - | 1.663.292 | - | - | 1.663.292 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 1.818.949 | 9.328 | - | 459 | - | 1.828.736 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 4.822.335 | 57.962 | - | 62.868 | - | 4.943.165 |
| Derivados de cobertura | - | - | 282.917 | - | - | 282.917 |
| 6.641.284 | 67.290 | 1.946.209 | 63.327 | - | 8.718.110 | |
| 2010 | ||||||
| Correcções de valor | Valor | |||||
| Custo de aquisição |
Juros corridos |
Valorização | por operações de cobertura |
Imparidade e amortizações |
líquido contabilístico |
|
| Activo | ||||||
| Activos financeiros detidos para negociação | 406.355 | - | 1.283.862 | - | - | 1.690.217 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados Activos financeiros disponíveis para venda |
91.898 14.035.112 |
1.344 125.742 |
44 (596.107) |
- 73.037 |
- (43.373) |
93.286 13.594.411 |
| Crédito a clientes | 60.277 | 489 | - | 4.306 | (205) | 64.867 |
| Derivados de cobertura | - | - | 131.526 | - | - | 131.526 |
| 14.593.642 | 127.575 | 819.325 | 77.343 | (43.578) | 15.574.307 | |
| Passivo | ||||||
| Passivos financeiros detidos para negociação | - | - | 1.353.774 | - | - | 1.353.774 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 1.355.605 | 7.727 | - | (12.523) | - | 1.350.809 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 4.782.508 | 61.684 | - | 18.012 | - | 4.862.204 |
| Derivados de cobertura | - | - | 189.582 | - | - | 189.582 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Para apuramento do justo valor, os métodos de valorização utilizados consistiram na obtenção de cotações em mercados activos dos instrumentos financeiros ou em outras técnicas de valorização, nomeadamente através de actualização de fluxos de caixa futuros. Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o valor contabilístico dos instrumentos financeiros valorizados ao justo valor ou sujeitos a correcções de valor por operações de cobertura, apresenta o seguinte detalhe por metodologia de valorização:
| 2011 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Metodologia de apuramento do justo valor | ||||
| Cotações em | Outras técnicas | |||
| mercado activo | de valorização | |||
| (Nível 1) | (Nível 2) | (Nível 3) | Total | |
| Activo | ||||
| Activos financeiros detidos para negociação | 287.032 | 1.708.753 | - | 1.995.785 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 80.121 | ‐ | - | 80.121 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 3.599.656 | 787.356 | 7.364.291 | 11.751.303 |
| Crédito a clientes | - | 53.569 | - | 53.569 |
| Derivados de cobertura | - | 167.305 | - | 167.305 |
| 3.966.809 | 2.716.983 | 7.364.291 | 14.048.083 | |
| Passivo | ||||
| Passivos financeiros detidos para negociação | - | 1.663.292 | - | 1.663.292 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | - | 1.828.736 | - | 1.828.736 |
| Responsabilidades representadas por títulos | - | 4.943.165 | - | 4.943.165 |
| Derivados de cobertura | - | 282.917 | - | 282.917 |
| - | 8.718.110 | - | 8.718.110 | |
| 2010 | ||||
| Metodologia de apuramento do justo valor | ||||
| Cotações em | Outras técnicas | |||
| mercado activo | de valorização | |||
| (Nível 1) | (Nível 2) | (Nível 3) | Total | |
| Activo | ||||
| Activos financeiros detidos para negociação | 406.281 | 1.283.936 | - | 1.690.217 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 93.286 | ‐ | - | 93.286 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 5.436.681 | 453.417 | 7.704.313 | 13.594.411 |
| Crédito a clientes | - | 64.867 | - | 64.867 |
| Derivados de cobertura | - | 131.526 | - | 131.526 |
| 5.936.248 | 1.933.746 | 7.704.313 | 15.574.307 | |
| Passivo | ||||
| Passivos financeiros detidos para negociação | - | 1.353.774 | - | 1.353.774 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | - | 1.350.809 | - | 1.350.809 |
| Responsabilidades representadas por títulos | - | 4.862.204 | - | 4.862.204 |
Derivados de cobertura - 189.582 - 189.582
A valorização dos activos e passivos financeiros do Banco compreendem três níveis nos termos da IFRS 7:
Nível 1 – Instrumentos financeiros registados a justo valor com base em cotações publicadas em mercados activos, compreendendo maioritariamente dívida pública, dívida privada e acções.
Nível 2 – Instrumentos financeiros registados a justo valor mediante a utilização de modelos internos de valorização que utilizam como inputs significativos dados observáveis de mercado. Nesta categoria estão incluídos alguns títulos da carteira de activos financeiros disponíveis para venda e os instrumentos financeiros derivados de cobertura e de negociação. De salientar que os modelos de valorização internos utilizados correspondem maioritariamente a modelos de actualização de cash flows futuros e a modelos de valorização baseados no modelo "Black-Scholes" para as opções e produtos estruturados. Os modelos de actualização de cash flows futuros ("método do valor presente") actualizam os fluxos contratuais futuros utilizando as curvas de taxa de juro de cada moeda observáveis em mercado.
Para os instrumentos financeiros derivados, são apresentadas de seguida as principais técnicas de valorização:
| Instrumento financeiro derivado | Principais técnicas de valorização | ||
|---|---|---|---|
| Forwards | Método do valor presente | ||
| Swaps de taxa de juro | Método do valor presente | ||
| Swaps de divisas | Método do valor presente | ||
| Swaps sobre cotações | Método do valor presente | ||
| FRA's | Método do valor presente | ||
| Opções de moeda | Modelo Black-Scholes, Modelo Monte Carlo | ||
| Opções sobre cotações | Modelo Black-Scholes, Modelo Heston | ||
| Opções de taxa de juro | Modelo Black-Scholes, Modelo Heath-Jarrow-Morton | ||
| Opções - outras | Modelo Black-Scholes, Modelo Monte Carlo, Modelo Heath-Jarrow-Morton | ||
| Caps/Floors | Modelo Black-Scholes, Modelo Monte Carlo, Modelo Heath-Jarrow-Morton | ||
As curvas de taxa de juro para os prazos e moedas mais representativas são as seguintes:
| 31-12-2011 | 31-12-2010 | |||
|---|---|---|---|---|
| EUR | USD | EUR | USD | |
| Overnight | 1,00% | 0,30% | 0,38% | 0,17% |
| 1 mês | 1,10% | 1,55% | 0,80% | 0,60% |
| 3 meses | 1,40% | 1,85% | 1,02% | 1,02% |
| 6 meses | 1,65% | 2,15% | 1,10% | 0,85% |
| 9 meses | 1,83% | 2,25% | 1,18% | 0,90% |
| 1 ano | 1,98% | 2,40% | 1,27% | 0,95% |
| 3 anos | 1,39% | 0,88% | 1,92% | 1,35% |
| 5 anos | 1,74% | 1,28% | 2,50% | 2,25% |
| 7 anos | 2,07% | 1,69% | 2,90% | 2,90% |
| 10 anos | 2,38% | 2,06% | 3,29% | 3,46% |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o valor de balanço e o justo valor dos instrumentos financeiros valorizados ao custo amortizado ou custo histórico era o seguinte:
| 2011 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Valor de | Justo | |||
| Balanço | Valor | Diferença | ||
| Activo | ||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 387.703 | 387.703 | - | |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 275.440 | 275.440 | - | |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 16.213 | 16.213 | - | |
| Aplicações em instituições de crédito | 2.773.676 | 2.865.823 | 92.147 | |
| Crédito a clientes | 25.719.975 | 23.547.252 | (2.172.723) | |
| 29.173.007 | 27.092.431 | (2.080.576) | ||
| Passivo | ||||
| Recursos de bancos centrais | 4.913.234 | 4.942.519 | (29.285) | |
| Recursos de outras instituições de crédito | 3.553.816 | 3.631.354 | (77.538) | |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 18.269.829 | 18.246.101 | 23.728 | |
| Responsabilidades representadas por títulos | 476.717 | 582.780 | (106.063) | |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | 7.423.128 | 8.232.718 | (809.590) | |
| Outros passivos subordinados | 915.435 | 919.414 | (3.979) | |
| 35.552.159 | 36.554.886 | (1.002.727) | ||
| 2010 | ||||
| Valor de | Justo | |||
| Balanço | Valor | Diferença | ||
| Activo | ||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 283.640 | 283.640 | - | |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 223.115 | 223.115 | - | |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 27.665 | 27.665 | - | |
| Aplicações em instituições de crédito | 7.177.663 | 7.278.416 | 100.753 | |
| Crédito a clientes | 23.209.404 | 22.544.423 | (664.981) | |
| 30.921.487 | 30.357.259 | (564.228) | ||
| Passivo | ||||
| Recursos de bancos centrais | 4.807.162 | 4.806.610 | 552 | |
| Recursos de outras instituições de crédito | 9.952.531 | 9.925.127 | 27.404 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 16.911.667 | 16.900.579 | 11.088 |
|---|---|---|---|
| Responsabilidades representadas por títulos | 1.949.621 | 1.919.661 | 29.960 |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | 3.941.746 | 4.312.304 | (370.558) |
| Outros passivos subordinados | 883.790 | 879.691 | 4.099 |
| 38.446.517 | 38.743.972 | (297.455) |
Em 31 de Dezembro de 2011, caso fosse calculado o justo valor da maior parte dos passivos emitidos sujeitos a operações de cobertura incluídos na rubrica de responsabilidades representadas por títulos, nomeadamente para a segunda e terceira emissão das obrigações hipotecárias e para a 35ª emissão de EMTN, o mesmo seria inferior ao respectivo valor de balanço por aproximadamente mEuros 619.410 (em 31 de Dezembro de 2010, era de mEuros 196.000).
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Os principais pressupostos utilizados no cálculo do justo valor, por tipo de instrumento financeiro, foram os seguintes:
O Banco regista em balanço os ganhos iniciais em instrumentos financeiros valorizados ao justo valor através de outras técnicas de valorização, nomeadamente em operações de derivados com clientes classificados internamente como "Clientes de Retalho".
Tal procedimento foi levado a cabo na sequência da segmentação de clientes efectuada e, nos termos da IAS 39, atendendo ao facto de na utilização de outras técnicas de valorização para apuramento do justo valor destas operações realizadas com "Clientes de Retalho", nem todos os dados utilizados na valorização poderem, inequivocamente, ser considerados como observáveis de mercado.
O Grupo classifica internamente os clientes de acordo com os seguintes critérios:
Em 31 de Dezembro de 2011, os ganhos a reconhecer relativamente a estas operações ascendem a mEuros 8.503 e encontram-se reflectidos na rubrica de "Passivos financeiros detidos para negociação" (mEuros 15.088 em 31 de Dezembro de 2010).
A gestão do risco de crédito no Banco abrange a identificação, medição, integração e avaliação das diferentes exposições creditícias e a análise da sua rendibilidade ajustada ao risco respectivo, tanto numa perspectiva global, como dentro de cada área de actividade.
A gestão de riscos de crédito é assegurada por um órgão independente, a Área de Riscos do Grupo, que é responsável nomeadamente pela gestão do sistema de vigilância especial de clientes, pela segmentação do risco de crédito em função das características dos clientes e dos produtos, e pelos sistemas de scoring (aplicáveis a operações de crédito à habitação, crédito ao consumo e cartões de crédito) e rating utilizados no Banco.
O risco de contraparte consiste no risco de crédito latente em transacções nos mercados financeiros, correspondendo à possibilidade de incumprimento pelas contrapartes dos termos contratados e subsequente ocorrência de perdas financeiras para o Banco. Os tipos de transacções abrangidas incluem a compra e venda de títulos, a contratação de operações de venda com acordo de recompra, empréstimos de títulos e instrumentos derivados. Tendo em conta a elevada complexidade e volume de transacções, bem como os requisitos necessários para um adequado controlo dos riscos consolidados em determinados segmentos de clientes, o perímetro de controlo é definido de acordo com os segmentos abrangidos.
O controlo destes riscos é efectuado numa base diária de acordo com um sistema integrado que permite o registo dos limites aprovados, a actualização de posições em tempo real, e que providencia a informação de disponibilidade de limites e exposição agregada, também em tempo real, para os diferentes produtos e maturidades. O sistema permite ainda que seja controlada de forma transversal (a diversos níveis) a concentração de riscos por grupos de clientes/contrapartes.
O risco em posições de derivados (denominado Risco Equivalente de Crédito) é calculado como correspondendo à soma do valor presente de cada contrato (ou custo actual de substituição) com o respectivo Risco Potencial, componente que reflecte uma estimativa do valor máximo esperado até ao vencimento, consoante as volatilidades dos factores de mercado subjacentes e a estrutura de fluxos contratada.
Para determinados segmentos de clientes (nomeadamente clientes corporativos globais) destaca-se a implementação de limites por capital económico, incorporando no controlo quantitativo as variáveis associadas à qualidade creditícia de cada contraparte.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a exposição máxima a risco de crédito e o respectivo valor de balanço dos instrumentos financeiros apresenta o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | |||
|---|---|---|---|---|
| Valor de balanço |
Exposição máxima |
Valor de balanço |
Exposição máxima |
|
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 387.703 | 387.703 | 283.640 | 283.640 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 275.440 | 275.440 | 223.115 | 223.623 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.995.785 | 1.995.785 | 1.690.217 | 1.690.217 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 80.121 | 80.121 | 93.286 | 93.286 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 11.767.516 | 11.767.516 | 13.622.076 | 13.622.076 |
| Aplicações em instituições de crédito | 2.773.676 | 2.773.676 | 7.177.663 | 7.177.663 |
| Crédito a clientes | 25.773.544 | 31.825.813 | 23.274.271 | 30.078.814 |
| Derivados de cobertura | 167.305 | 167.305 | 131.526 | 131.526 |
| 43.221.090 | 49.273.359 | 46.495.794 | 53.300.845 | |
| Garantias prestadas | 2.059.382 | 2.059.382 | 2.292.606 | 2.292.606 |
A exposição máxima em "Crédito a clientes" em 31 de Dezembro de 2011, inclui mEuros 1.217.742 e mEuros 4.834.527 referente a linhas de crédito irrevogáveis e linhas de crédito revogáveis, respectivamente (mEuros 1.982.317 e mEuros 4.822.226 em 31 de Dezembro de 2010, respectivamente) (Nota 26).
Paralelamente ao processo de constituição de provisões, nos termos preconizados pelo Banco de Portugal (Nota 1.2. d)), o Banco analisa periodicamente o crédito a clientes e outros valores a receber para identificar evidências de imparidade. Para efeitos de análise colectiva de perdas por imparidade, efectua a segmentação da carteira de crédito de acordo com o tipo de produto e tipo de cliente associado às operações (Nota 10). Neste âmbito, em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o crédito concedido a clientes sem indícios de imparidade, apresenta o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Crédito ao consumo | 1.111.662 | 1.156.902 |
| Crédito à habitação | 12.707.241 | 9.174.944 |
| Outros créditos concedidos a particulares | 435.913 | 244.496 |
| Cartões de crédito de particulares | 250.675 | 247.990 |
| Total de crédito a particulares sem indícios de imparidade | 14.505.491 | 10.824.332 |
| Crédito concedido a grandes empresas | 1.361.928 | 2.001.596 |
| Crédito concedido a médias empresas | 4.683.710 | 5.582.281 |
| Crédito concedido a pequenas empresas | 652.240 | 781.568 |
| Leasing | 1.045.821 | - |
| Factoring | 1.271.079 | - |
| Cartões de crédito de empresas | 12.144 | 10.769 |
| Crédito concedido a instituições financeiras | 1 | - |
| Papel comercial | 655.200 | 2.633.386 |
| Total de crédito a empresas sem indícios de imparidade | 9.682.123 | 11.009.600 |
| Garantias prestadas | 1.988.824 | 2.259.753 |
| Total de crédito concedido sem indícios de imparidade | 26.176.438 | 24.093.685 |
As análises de risco são suportadas por um modelo de rating desenvolvido pelo Banco, de elaboração obrigatória, excepto no que se refere a clientes particulares e a empresários em nome individual. A atribuição de vários níveis de rating interno, que variam de 1 a 9, tem subjacente o grau de risco inerente ao cliente, determinado com base nos seguintes factores:
A estes factores é atribuída uma classificação de 1 (mínimo) a 9 (máximo), de acordo com a seguinte ponderação:
| Grandes | Pequenas e médias | ||
|---|---|---|---|
| Ponderadores | empresas | Empresas | |
| Procura/Mercado | 20% | 20% | |
| Sócios/Gestão | 15% | 15% | |
| Acesso ao crédito | 10% | 10% | |
| Rentabilidade | 15% | ||
| Geração de fluxos | 25% | 55% | |
| Solvência | 15% |
O rating é calculado pelos analistas, tendo como suporte informação fornecida pelo cliente, informação geral sobre o sector e bases de dados externas. O rating final por área parcial de valoração é posteriormente introduzido no sistema informático do Banco.
Desta forma, o sistema de rating interno do Banco pode ser descrito da seguinte forma:
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o crédito concedido a empresas sem indícios de imparidade, apresenta o seguinte detalhe por rating interno:
| 2011 | 2010 | |||
|---|---|---|---|---|
| Crédito | Garantias | Crédito | Garantias | |
| concedido | prestadas | concedido | prestadas | |
| Rating 7 - 9 | 369.368 | 41.815 | 1.012.261 | 84.362 |
| Rating 4 - 6 | 6.141.685 | 1.214.133 | 5.417.964 | 1.285.255 |
| Rating 1 - 3 | 697.212 | 85.918 | 548.470 | 71.570 |
| 7.208.265 | 1.341.866 | 6.978.695 | 1.441.187 | |
| Sem Rating | 1.806.513 | 160.073 | 1.386.750 | 180.736 |
| 9.014.778 | 1.501.939 | 8.365.445 | 1.621.923 | |
| Cartões de crédito de empresas | 12.144 | - | 10.769 | - |
| Instituições Financeiras | 1 | 486.885 | - | 637.831 |
| Papel comercial | 655.200 | - | 2.633.386 | - |
| 9.682.123 | 1.988.824 | 11.009.600 | 2.259.754 |
Relativamente ao crédito concedido a particulares sem indícios de imparidade, as provisões obtidas a partir do modelo de imparidade em vigor no Banco em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 ascendem a mEuros 33.754 e mEuros 36.113, respectivamente, correspondentes a percentagens nas mesmas datas de 0,23% e 0,33%, respectivamente.
O crédito concedido a clientes com indícios de imparidade, apresenta o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Vincendo Vencido |
1.294.024 | 1.183.025 |
| Até 90 dias Entre 90 e 180 dias Mais de 180 dias |
51.573 95.326 490.769 ------------- |
27.590 31.009 325.951 -------------- |
| 1.931.692 ======== |
1.567.575 ======== |
|
| Garantias prestadas | 70.559 ===== |
32.853 ===== |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o montante de crédito vencido ou em imparidade apurada através de análise específica que se encontra colaterizado por garantia hipotecária e por penhor de depósitos no Banco, por títulos de dívida emitidos pela própria instituição ou sem garantia, apresenta a seguinte composição:
| 2011 | 2010 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Capital em | Valorização da | Capital em | Valorização da | ||
| dívida | garantia/colateral | dívida | garantia/colateral | ||
| Crédito vencido ou em imparidade apurado através de análise individual: | |||||
| Garantia superior ao capital em dívida | 384.913 | 805.546 | 212.772 | 495.434 | |
| Garantia inferior ao capital em dívida | 550.451 | 212.421 | 98.701 | 38.866 | |
| Sem garantia | 1.474.172 | - | 604.622 | - | |
| 2.409.536 | 1.017.967 | 916.095 | 534.300 |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o valor de balanço das garantias ou outros colaterais executados no âmbito de operações de crédito concedido ascende a mEuros 216.658 e mEuros 109.334, respectivamente, e apresenta o seguinte detalhe:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Imóveis recebidos em dação em pagamento (Nota 12) | 177.737 | 114.013 |
| Equipamento (Nota 12) | 3.982 | - |
| Outros activos recebidos em dação em pagamento | 89.887 | 38.835 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 40.784 | 22.121 |
| 312.390 | 174.969 | |
| Imparidade de imóveis recebidos em dação em pagamento (Nota 12) | (53.067) | (36.050) |
| Imparidade de equipamento (Nota 12) | (2.088) | - |
| Imparidade de outros activos recebidos em dação em pagamento | (18.456) | (7.464) |
| Imparidade de activos financeiros disponíveis para venda | (22.121) | (22.121) |
| (95.732) | (65.635) | |
| 216.658 | 109.334 |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o valor de balanço referente a instrumentos de dívida apresenta o seguinte detalhe, por rating externo:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados Rating S&P |
||
| A | - | 93.286 |
| BBB | 80.121 | - |
| Activos financeiros disponíveis para venda | ||
| Rating S&P e outros | ||
| AAA | - | 7.392.788 |
| AA | 6.025.550 | 3.077.900 |
| A | 1.319.695 | 2.173.659 |
| BA | 68.671 | 59.106 |
| BBB | 1.767.376 | 410.381 |
| BB | 270.722 | - |
| Sem rating externo | 2.251.335 | 451.695 |
| 11.703.349 | 13.565.529 | |
| 11.783.470 | 13.658.815 |
Para os casos em que o rating da agência Standard & Poor's não estava disponível, estão apresentados os ratings das agências Moody's ou Fitch.
A política de gestão de liquidez do balanço é decidida no órgão de 1º nível da estrutura organizacional responsável pelo Asset and Liability Management (ALM), o Comité de Activos e Passivos (ALCO), presidido pelo Presidente da Comissão Executiva, que integra os administradores responsáveis pelas áreas Financeira, Tesouraria, Comercial, Marketing e Internacional. As reuniões do Comité têm periodicidade mensal e nelas são analisados os riscos do balanço e decididas as opções estratégicas.
Para a área de ALM são definidos os seguintes limites de gestão de balanço:
A política de financiamento do Grupo considera a evolução dos agregados do Balanço, a situação estrutural dos prazos de vencimento de activos e passivos, o nível de endividamento líquido interbancário face às linhas disponíveis, a dispersão dos vencimentos e a minimização dos custos associados à actividade de funding. Nesse sentido, contribui para a adequação estrutural a emissão de obrigações de médio prazo colocadas junto dos clientes de retalho.
No âmbito da sua política de liquidez, em 31 de Dezembro de 2011 o Banco tem um programa de Euro Medium Term Notes (EMTN) no montante global de mEuros 12.500.000, do qual estão utilizados mEuros 2.289.570.
De referir que não é realizada pelo Banco qualquer análise de risco de liquidez para os instrumentos financeiros de negociação (trading).
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os cash-flows previsionais (não descontados) dos instrumentos financeiros, de acordo com a respectiva maturidade contratual, apresentam o seguinte detalhe:
| 2011 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Até 3 | De 3 meses | Entre 1 e | Entre 3 e | Mais de | ||||
| À vista | meses | a um ano | 3 anos | 5 anos | 5 anos | Indeterminado | Total | |
| Activo | ||||||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 186.707 | 508 | 1.535 | 4.076 | 4.081 | 290.803 | - | 487.710 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 275.440 | - | - | - | - | - | - | 275.440 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.995.785 | - | - | - | - | - | - | 1.995.785 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | - | - | - | 80.121 | - | - | - | 80.121 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 2 | 795.904 | 571.870 | 2.753.256 | 1.727.230 | 10.336.060 | 64.168 | 16.248.490 |
| Aplicações em instituições de crédito | 1.870.310 | 652.031 | - | 61.307 | 640.863 | 3.888 | - | 3.228.399 |
| Crédito a clientes | 346.770 | 3.527.725 | 5.139.886 | 6.027.375 | 3.856.895 | 12.995.834 | - | 31.894.485 |
| Derivados de cobertura | 167.305 | - | - | - | - | - | - | 167.305 |
| 4.842.319 | 4.976.168 | 5.713.291 | 8.926.135 | 6.229.069 | 23.626.585 | 64.168 | 54.377.735 | |
| Passivo | ||||||||
| Recursos de bancos centrais | 5 | 2.517.830 | - | - | 2.475.600 | - | - | 4.993.435 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.663.292 | - | - | - | - | - | - | 1.663.292 |
| Recursos de outras instituições de crédito | 762.014 | 1.809.394 | 86.540 | 196.904 | 700.795 | 95.203 | - | 3.650.850 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 5.925.052 | 5.443.365 | 4.534.959 | 2.359.844 | 2.127.643 | 200.211 | - | 20.591.074 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 51 | 20.419 | 1.584.082 | 3.272.376 | 448.106 | 361.936 | - | 5.686.970 |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | 20.169 | 756.403 | 922.386 | 1.630.420 | 984.246 | 3.256.771 | - | 7.570.395 |
| Derivados de cobertura | 282.917 | - | - | - | - | - | - | 282.917 |
| Outros passivos subordinados | - | 423.504 | 275.927 | 38.756 | 325.035 | 75.874 | - | 1.139.096 |
| 8.653.500 | 10.970.915 | 7.403.894 | 7.498.300 | 7.061.425 | 3.989.995 | - | 45.578.029 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| 2010 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Até 3 | De 3 meses | Entre 1 e | Entre 3 e | Mais de | ||||
| À vista | meses | a um ano | 3 anos | 5 anos | 5 anos | Indeterminado | Total | |
| Activo | ||||||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 217.797 | 161 | 503 | 1.328 | 1.328 | 63.958 | - | 285.075 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 223.115 | - | - | - | - | - | - | 223.115 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.690.217 | - | - | - | - | - | - | 1.690.217 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | - | - | - | 93.286 | - | - | - | 93.286 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 2 | 265.696 | 787.738 | 3.672.106 | 3.556.689 | 8.097.697 | 56.546 | 16.436.474 |
| Aplicações em instituições de crédito | 2.355.338 | 1.415.278 | 2.777.088 | 128.833 | 379.950 | 326.627 | - | 7.383.114 |
| Crédito a clientes | 577.635 | 3.870.834 | 5.256.264 | 6.486.682 | 3.974.933 | 7.622.714 | - | 27.789.062 |
| Derivados de cobertura | 131.526 | - | - | - | - | - | - | 131.526 |
| 5.195.630 | 5.551.969 | 8.821.593 | 10.382.235 | 7.912.900 | 16.110.996 | 56.546 | 54.031.869 | |
| Passivo | ||||||||
| Recursos de bancos centrais | 1.800.011 | 3.008.855 | - | - | - | - | - | 4.808.866 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.353.774 | - | - | - | - | - | - | 1.353.774 |
| Recursos de outras instituições de crédito | 2.197.095 | 5.805.161 | 923.898 | 60.062 | 696.004 | 405.527 | - | 10.087.747 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 7.112.407 | 3.974.410 | 4.149.603 | 1.470.147 | 1.743.420 | 21.884 | - | 18.471.871 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 100.000 | 820.058 | 1.840.084 | 2.663.417 | 1.408.714 | 321.477 | - | 7.153.750 |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | 3.487 | 284.150 | 828.130 | 1.961.511 | 1.636.600 | 1.454.581 | - | 6.168.459 |
| Derivados de cobertura | 189.582 | - | - | - | - | - | - | 189.582 |
| Outros passivos subordinados | - | 63.307 | 274.261 | 61.003 | 364.148 | 282.081 | - | 1.044.800 |
| 12.756.356 | 13.955.941 | 8.015.976 | 6.216.140 | 5.848.886 | 2.485.550 | - | 49.278.849 |
O apuramento dos cash-flows previsionais dos instrumentos financeiros teve como base os princípios e pressupostos utilizados pelo Grupo na gestão e controlo da liquidez decorrente da sua actividade, nomeadamente:
O risco de mercado consiste genericamente na variação potencial do valor de um activo financeiro em virtude de variações não antecipadas de variáveis de mercado, tais como taxas de juro, taxas de câmbio, spreads de crédito, preços de instrumentos de capital, metais preciosos e mercadorias.
A metodologia padrão aplicada para a actividade de negociação do Grupo Santander Totta, consiste no Valor em Risco (VaR). Utiliza-se como base o padrão de Simulação Histórica com um nível de confiança de 99% e um horizonte temporal de um dia, sendo aplicados ajustes estatísticos que permitam incluir os acontecimentos mais recentes, e que condicionam os níveis de riscos assumidos.
O VaR calculado representa uma estimativa diária da perda potencial máxima em condições normais de mercado (individualmente por carteiras/áreas de negócio e para a globalidade das posições), dentro dos pressupostos definidos na construção do modelo.
Simultaneamente estão implementadas outras medidas que permitem um controlo adicional do risco de mercado. Para condições anormais de mercado procede-se à Análise de Cenários (Stress Testing), que consiste em definir cenários extremos para o comportamento de diferentes variáveis financeiras e obter o respectivo impacto potencial nos resultados. Em suma, a análise de cenários procura identificar o risco potencial sobre condições de mercado extremas e nas franjas de probabilidade de ocorrência não cobertas pelo VaR.
Paralelamente, é efectuado um acompanhamento diário das posições, sendo realizado um controlo exaustivo das mudanças que ocorrem nas carteiras, com vista a detectar as eventuais incidências que possam existir para a sua correcção. A elaboração diária da conta de resultados tem assim como objectivo identificar o impacto das variações nas variáveis financeiras ou da alteração de composição das carteiras.
O Banco utiliza igualmente medidas de sensibilidade e posições equivalentes. No caso da taxa de juro utiliza-se o BPV – impacto estimado em resultados por movimentos paralelos nas curvas de taxa de juro. Para o controlo das actividades de derivados, devido ao seu carácter atípico, são realizadas diariamente medidas de sensibilidade específicas, nomeadamente o cálculo e análise de sensibilidades aos movimentos de preço do subjacente (delta e gamma), da volatilidade (vega) e do tempo (theta).
Existem limites quantitativos utilizados para as carteiras de negociação, que se classificam em dois grupos, em função dos seguintes objectivos:
No que se refere ao risco estrutural de taxa de juro, o modelo utilizado na análise permite medir e controlar todos os factores associados ao risco de mercado do balanço, nomeadamente o risco originado directamente pelo movimento da curva de rendimentos, dada a estrutura de indexantes e repreciação existente, que determinam a sensibilidade da margem financeira e a sensibilidade do valor patrimonial dos instrumentos do balanço.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o detalhe dos instrumentos financeiros por exposição ao risco de taxa de juro apresenta o seguinte detalhe:
| 2011 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Exposição a | Não sujeito a | ||||
| risco de taxa | |||||
| Taxa fixa | Taxa variável | de juro | Derivados | Total | |
| Activo | |||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | - | 200.996 | 186.707 | - | 387.703 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | - | - | 275.440 | - | 275.440 |
| Activos financeiros detidos para negociação | - | - | 287.032 | 1.708.753 | 1.995.785 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 91.202 | - | (11.081) | - | 80.121 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 4.178.938 | 8.726.195 | (1.137.617) | - | 11.767.516 |
| Aplicações em instituições de crédito | 2.601.906 | 140.588 | 31.182 | - | 2.773.676 |
| Crédito a clientes | 2.139.778 | 23.979.528 | (345.762) | - | 25.773.544 |
| Derivados de cobertura | - | - | - | 167.305 | 167.305 |
| 9.011.824 | 33.047.307 | (714.099) | 1.876.058 | 43.221.090 | |
| Passivo | |||||
| Recursos de bancos centrais | 4.900.007 | - | 13.227 | - | 4.913.234 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | - | - | - | 1.663.292 | 1.663.292 |
| Recursos de outras instituições de crédito | 2.771.014 | 781.102 | 1.700 | - | 3.553.816 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 14.330.859 | 5.626.128 | 141.578 | - | 20.098.565 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 4.938.252 | 357.333 | 124.297 | - | 5.419.882 |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | 2.126 | 7.397.363 | 23.639 | - | 7.423.128 |
| Derivados de cobertura | - | - | - | 282.917 | 282.917 |
| Outros passivos subordinados | 575.979 | 339.138 | 318 | - | 915.435 |
| 27.518.237 | 14.501.064 | 304.759 | 1.946.209 | 44.270.269 | |
| 2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Exposição a | Não sujeito a | ||||
| risco de taxa de | |||||
| Taxa fixa | Taxa variável | juro | Derivados | Total | |
| Activo | |||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | - | 65.843 | 217.797 | - | 283.640 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | - | - | 223.115 | - | 223.115 |
| Activos financeiros detidos para negociação | - | - | 406.281 | 1.283.936 | 1.690.217 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 91.898 | - | 1.388 | - | 93.286 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 5.675.491 | 8.287.915 | (341.330) | - | 13.622.076 |
| Aplicações em instituições de crédito | 3.754.659 | 3.380.709 | 42.295 | - | 7.177.663 |
| Crédito a clientes | 1.904.207 | 21.497.300 | (127.236) | - | 23.274.271 |
| Derivados de cobertura | - | - | - | 131.526 | 131.526 |
| 11.426.255 | 33.231.767 | 422.310 | 1.415.462 | 46.495.794 | |
| Passivo | |||||
| Recursos de bancos centrais | 4.805.011 | - | 2.151 | - | 4.807.162 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | - | - | - | 1.353.774 | 1.353.774 |
| Recursos de outras instituições de crédito | 7.272.038 | 2.671.110 | 9.383 | - | 9.952.531 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 11.679.591 | 6.520.106 | 62.779 | - | 18.262.476 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 5.974.543 | 725.665 | 111.617 | - | 6.811.825 |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | 20.324 | 3.908.143 | 13.279 | - | 3.941.746 |
| Derivados de cobertura | - | - | - | 189.582 | 189.582 |
| Outros passivos subordinados | 567.171 | 316.263 | 356 | - | 883.790 |
| 30.318.678 | 14.141.287 | 199.565 | 1.543.356 | 46.202.886 |
A metodologia de cálculo da sensibilidade do valor patrimonial é realizada através da simulação da variação do valor de mercado dos activos e passivos, com base em deslocamentos de 100 basis points (bp's) na curva de taxa de juro forward. Esta metodologia assume os seguintes parâmetros e pressupostos:
O gap de taxa de juro permite fazer uma aproximação da sensibilidade do valor patrimonial e da margem financeira face a variações das taxas de mercado. Esta aproximação tem os seguintes pressupostos:
Na perspectiva da variação do Valor Patrimonial, as subidas das taxas de juro implicam uma diminuição de valor nos intervalos com gaps positivos e um incremento de valor nos gaps negativos. As descidas das taxas de juro têm um efeito contrário.
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a sensibilidade do valor patrimonial destes instrumentos financeiros a variações positivas e negativas de 100 basis points (bp's) para o horizonte temporal de um ano corresponde a:
| 2011 | 2010 | |||
|---|---|---|---|---|
| Variação + 100 bp's |
Variação - 100 bp's |
Variação + 100 bp's |
Variação - 100 bp's |
|
| Activo | ||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 1.954 | (1.954) | 658 | (649) |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 67.790 | (67.675) | 69.096 | (68.923) |
| Aplicações em instituições de crédito | 2.147 | (2.147) | 57.413 | (57.317) |
| Crédito a clientes | 184.316 | (184.068) | 190.992 | (190.678) |
| 256.207 | (255.844) | 318.159 | (317.567) | |
| Derivados de cobertura | (37.970) | 37.966 | (28.918) | 28.900 |
| Passivo | ||||
| Recursos de bancos centrais | (47.278) | 47.278 | - | |
| Recursos de outras instituições de crédito | (12.792) | 12.783 | (154.161) | 154.004 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | (90.625) | 86.540 | (74.896) | 70.330 |
| Responsabilidades representadas por títulos | (2.826) | 2.826 | (152) | 152 |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | (26.602) | 26.554 | (49.368) | 49.249 |
| Outros passivos subordinados | (378) | 378 | - | - |
| (180.501) | 176.359 | (278.577) | 273.735 |
Os parâmetros básicos para o cálculo do VaR aplicáveis de forma geral são, além da própria metodologia de cálculo, os seguintes:
De qualquer forma, os valores do VaR são os que forem maiores quando se realiza o cálculo com o factor de decaimento em vigor e o cálculo com pesos uniformes.
O cálculo do VaR Percentil atribui a mesma ponderação ao conjunto das 520 observações consideradas. O Var Weighted Percentil atribui uma ponderação significativamente superior às observações mais recentes relativamente à data de referência da análise.
A simulação histórica consiste em usar as variações históricas como modelo da distribuição de possíveis variações nos factores de risco. Por esta razão, o período escolhido é suficientemente longo e significativo, de forma a que todas as interacções entre os factores de mercado, as suas volatilidades e correlações entre si, fiquem bem espelhadas no período histórico seleccionado.
Por outro lado, a reavaliação completa da carteira exige uma avaliação de cada um dos instrumentos, utilizando a respectiva expressão matemática para se obter o valor de mercado de cada posição individual. Ao serem utilizadas formas de reavaliação são calculados, e ficam recolhidos nos valores do VaR, os efeitos não lineares implícitos em certos produtos financeiros em consequência de alterações nos factores de mercado.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o VAR associado ao risco de taxa de juro corresponde a:
| 2011 | 2010 | ||
|---|---|---|---|
| VaR Percentil 99% | ( 34 ) | ( 70 ) | |
| VaR Wei. Percentil 99% | ( 25 ) | ( 47 ) |
O perfil definido para o risco cambial é bastante conservador e é consubstanciado na política de cobertura seguida. A sua implementação é da responsabilidade da área de Tesouraria, de modo a que os riscos envolvidos sejam pouco relevantes e é efectuada recorrendo sobretudo a swaps de divisa. Existem limites de risco estipulados para o risco cambial que são controlados pela área de Riscos de Mercado.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os instrumentos financeiros apresentam o seguinte detalhe por moeda:
| 2011 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Dólares | Outras | |||
| Euros | Norte-Americanos | moedas | Total | |
| Activo | ||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 381.900 | 3.632 | 2.171 | 387.703 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 242.861 | 17.529 | 15.050 | 275.440 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.983.537 | 12.100 | 148 | 1.995.785 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 80.121 | - | - | 80.121 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 11.690.349 | 77.167 | - | 11.767.516 |
| Aplicações em instituições de crédito | 2.392.984 | 361.929 | 18.763 | 2.773.676 |
| Crédito a clientes | 25.683.912 | 51.798 | 37.834 | 25.773.544 |
| Derivados de cobertura | 166.849 | 456 | - | 167.305 |
| 42.622.513 | 524.611 | 73.966 | 43.221.090 | |
| Passivo | ||||
| Recursos de bancos centrais | 4.913.229 | - | 5 | 4.913.234 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.651.044 | 12.100 | 148 | 1.663.292 |
| Recursos de outras instituições de crédito | 3.005.713 | 535.465 | 12.638 | 3.553.816 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 19.045.002 | 871.963 | 181.600 | 20.098.565 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 5.419.882 | - | - | 5.419.882 |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | 7.423.128 | - | - | 7.423.128 |
| Derivados de cobertura | 282.103 | 814 | - | 282.917 |
| Outros passivos subordinados | 637.206 | 278.229 | - | 915.435 |
| 42.377.307 | 1.698.571 | 194.391 | 44.270.269 |
(Montantes em milhares de Euros - mEuros, excepto quando expressamente indicado)
| 2010 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Dólares | Outras | |||
| Euros | Norte-Americanos | moedas | Total | |
| Activo | ||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 278.601 | 2.701 | 2.338 | 283.640 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 200.267 | 10.734 | 12.114 | 223.115 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 1.674.798 | 14.379 | 1.040 | 1.690.217 |
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados | 93.286 | - | - | 93.286 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 13.612.884 | 9.192 | - | 13.622.076 |
| Aplicações em instituições de crédito | 6.736.839 | 399.360 | 41.464 | 7.177.663 |
| Crédito a clientes | 23.105.656 | 133.392 | 35.223 | 23.274.271 |
| Derivados de cobertura | 131.187 | 339 | - | 131.526 |
| 45.833.518 | 570.097 | 92.179 | 46.495.794 | |
| Passivo | ||||
| Recursos de bancos centrais | 4.807.156 | - | 6 | 4.807.162 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 1.338.631 | 14.102 | 1.041 | 1.353.774 |
| Recursos de outras instituições de crédito | 9.450.473 | 470.064 | 31.994 | 9.952.531 |
| Recursos de clientes e outros empréstimos | 17.324.349 | 788.018 | 150.109 | 18.262.476 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 6.811.825 | - | - | 6.811.825 |
| Passivos financeiros associados a activos transferidos | 3.941.746 | - | - | 3.941.746 |
| Derivados de cobertura | 188.155 | 1.427 | - | 189.582 |
| Outros passivos subordinados | 614.728 | 269.062 | - | 883.790 |
| 44.477.063 | 1.542.673 | 183.150 | 46.202.886 |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o VaR associado ao risco cambial corresponde a:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| VaR Percentil 99% | (10) | (13) |
| VaR Wei. Percentil 99% | (6) | (9) |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o Banco não tinha risco associado a cotações de activos no que se refere aos seus instrumentos financeiros de negociação, pelo que o VaR associado a este risco é zero.
O Banco Santander Totta procura uma elevada solidez financeira consubstanciada na manutenção de um rácio de adequação de fundos próprios – relação entre os Fundos Próprios Elegíveis e os activos ponderados pelo risco – acima de 8%, correspondente ao mínimo legal estabelecido no Aviso n.º 5/2007 do Banco de Portugal.
A política de distribuição de resultados está condicionada pela manutenção de níveis de capital que permitam ao Banco sustentar o desenvolvimento das suas operações dentro da sua política de riscos. Relativamente ao exercício de 2011, o Conselho de Administração do Banco propôs não distribuir dividendos.
A partir de Junho de 2009, o BST utilizou o método misto para o risco de crédito, nomeadamente o método avançado (IRB) para algumas carteiras e o método standard para outras (risco soberano, cartões e pequenos negócios). Por sua vez, em Dezembro de 2010, passou a utilizar o método misto para o risco de mercado, nomeadamente modelos internos para a maioria dos derivados de negociação e FEIs (IRB) e o método standard para o resto da carteira de negociação. O BST tem utilizado o método do indicador básico para o risco operacional.
No quadro seguinte resume-se a composição do capital regulamentar e rácios prudenciais do Banco em Dezembro de 2011 e Dezembro de 2010 (montantes expressos em milhões de Euros):
| 2011 | 2010 | ||
|---|---|---|---|
| 1.935 | 1.963 | ||
| 985 | 919 | ||
| 678 | 724 | ||
| 410 | 413 | ||
| 59 | 89 | ||
| (197) | (182) | ||
| 411 | 390 | ||
| 286 | 316 | ||
| 53 | - | ||
| 23 | 23 | ||
| 49 | 51 | ||
| (6) | (9) | ||
| 2.340 | 2.344 | ||
| 20.485 | 22.189 | ||
| Valores em milhões de Euros |
| RÁCIOS | 2011 | 2010 |
|---|---|---|
| TIER I (A/E) | 9,4% | 8,8% |
| CORE CAPITAL | 8,0% | 7,5% |
| TIER II (B/E) | 2,0% | 1,8% |
| RÁCIO DE ADEQUAÇÃO DE FUNDOS PRÓPRIOS (D/E) | 11,4% | 10,6% |
Nota: As acções preferenciais estão incluídas nos "Outros Elementos / Deduções F.P. Complementares" e os títulos próprios abatidos aos passivos subordinados c/ venc. indeterminado.
Embora num contexto macroeconómico difícil, os rácios de solvabilidade do Banco aumentaram durante o ano de 2011. Em particular, o rácio Tier I subiu de 8,8% em Dezembro de 2010 para 9,4% em Dezembro de 2011, e o rácio de adequação de fundos próprios subiu de 10,6% em Dezembro de 2010 para 11,4% em Dezembro de 2011.
Para esta melhoria, contribuiu a fusão por incorporação com a Totta IFIC, a incorporação de resultados de 2010 líquida de dividendos, bem como o processo de desalavancagem acordado com o Banco de Portugal e algumas medidas que decorreram do programa especial de inspecções.
| Valo r da Em issã o |
iodif Per icaç ão |
Tota l |
Tax a |
Data de |
Data de |
|||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Títu los emi tido s |
Moe da |
Tota l |
Rea dqu irido |
Bala nço |
Tota l |
Bala nço |
de J uro |
Emi ssã o |
Ven cim ento |
Inde te xan |
| Ren dim Pre miu 2ª Ser ie ento m 7 ,5% |
EUR | 9.02 0 |
918 | 8.10 2 |
- | 8.10 2 |
0,00 % |
1-Ju n-06 |
1-Ju n-12 |
Tax a fix a |
| Sup er R end ime Cam peã nto o |
EUR | 58.9 05 |
7.41 5 |
51.4 90 |
- | 51.4 90 |
0,00 % |
23-A go-0 7 |
23-N ov-1 2 |
Cab az d e 5 ões acç |
| ST t 2º Dive rsific o In rtiza ção aça ves amo |
EUR | 23.9 13 |
786 | 23.1 27 |
835 | 23.9 62 |
4,76 % |
17-M ar-0 9 |
28-M ar-1 3 |
/US EUR D |
| ST Dive rsific o In t 3º rtiza ção aça ves amo |
EUR | 23.9 13 |
786 | 23.1 27 |
- | 23.1 27 |
0,00 % |
17-M ar-0 9 |
28-M ar-1 5 |
Cab az d e in dice s |
| ST Dive rsific o In t 4º rtiza ção aça ves amo |
EUR | 23.9 13 |
786 | 23.1 27 |
- | 23.1 27 |
0,00 % |
17-M ar-0 9 |
28-M ar-1 7 |
Cab az d e in dice s |
| Ren dim ento Eu rope u |
EUR | 99.7 96 |
- | 99.7 96 |
469 | 100 .265 |
1,17 % |
6-A go-0 9 |
6-A go-1 4 |
Indi ccio nist ce a a |
| Cab az M und ial O utub ro 2 012 |
EUR | 7.05 0 |
- | 7.05 0 |
- | 7.05 0 |
0,00 % |
12-O ut-0 9 |
12-O ut-1 2 |
Cab az d e in dice s |
| Obr igaç Eu 2ªS erie oes ropa |
EUR | 1.21 0 |
- | 1.21 0 |
- | 1.21 0 |
0,00 % |
9-N ov-0 9 |
9-N ov-1 2 |
Cab az d çõe e ac s |
| Perf e M ais orm anc |
EUR | 63.0 96 |
- | 63.0 96 |
67 | 63.1 63 |
1,04 % |
24-N ov-0 9 |
24-N ov-1 4 |
Cab az d e in dice s |
| Perf e M ais II orm anc |
EUR | 13.7 31 |
- | 13.7 31 |
4 | 13.7 35 |
1,04 % |
22-D ez-0 9 |
15-J an-1 5 |
Cab az d e in dice s |
| Glo Ren dim ento bal |
EUR | 3.76 7 |
- | 3.76 7 |
- | 3.76 7 |
0,00 % |
18-J an-1 0 |
18-J an-1 3 |
Cab az d çõe e ac s |
| Euro pa 5 |
EUR | 7.42 4 |
- | 7.42 4 |
- | 7.42 4 |
0,00 % |
8-M ar-1 0 |
8-M ar-1 3 |
Cab az d çõe e ac s |
| Valo riza ção Do lar |
EUR | 3.64 5 |
- | 3.64 5 |
- | 3.64 5 |
0,00 % |
12-A br-1 0 |
12-A br-1 3 |
taxa de bio EUR /US D cam |
| 2ªs Euro pa 5 erie |
EUR | 3.09 4 |
- | 3.09 4 |
- | 3.09 4 |
0,00 % |
25-M ai-1 0 |
25-M ai-1 3 |
Cab çõe az d e ac s |
| Auto Call able 80- 20 |
EUR | 1.61 1 |
- | 1.61 1 |
- | 1.61 1 |
0,00 % |
7-Ju n-11 |
7-Ju n-13 |
Cab az d çõe e ac s |
| Euro pa 1 55 |
EUR | 1.92 0 |
- | 1.92 0 |
1 | 1.92 1 |
3,16 % |
28-J un-1 0 |
28-J un-1 4 |
Indi ce |
| Auto Call able ª se rie 80- 20 2 |
EUR | 2.95 0 |
- | 2.95 0 |
- | 2.95 0 |
0,00 % |
30-A go-1 0 |
30-A go-1 3 |
Cab az d çõe e ac s |
| Valo riza ção Pe rform e 5 anc ano s |
EUR | 21.5 33 |
- | 21.5 33 |
135 | 21.6 68 |
0,49 % |
30-S et-1 0 |
30-S et-1 5 |
Cab az d e in dice s |
| rform s O BRO Valo riza ção Pe e 5 UTU 201 0 anc ano |
EUR | 9.99 3 |
- | 9.99 3 |
58 | 10.0 51 |
0,49 % |
2-N ov-1 0 |
2-N ov-1 5 |
Cab az d e in dice s |
| Top Ale ha man |
EUR | 65.0 42 |
- | 65.0 42 |
572 | 65.6 14 |
0,99 % |
14-F ev-1 1 |
13-F ev-1 5 |
Cab az d çõe e ac s |
| Top Ale ha F reiro 201 1 man eve |
EUR | 57.8 92 |
- | 57.8 92 |
590 | 58.4 82 |
1,23 % |
9-M ar-1 1 |
9-M ar-1 5 |
cab az d çõe s/ca baz de indi e ac ces |
| Valo riza ção Ch ina |
EUR | 56.3 79 |
- | 56.3 79 |
412 | 56.7 91 |
0,99 % |
11-A br-1 1 |
2-A br-1 5 |
Indi ce |
| Am éric a La tina |
EUR | 2.17 5 |
- | 2.17 5 |
13 | 2.18 8 |
0,99 % |
20-M ai-1 1 |
20-M ai-1 4 |
Cab az d e fu ndo s |
| EUA | EUR | 74.6 07 |
- | 74.6 07 |
567 | 75.1 74 |
1,48 % |
30-J un-1 1 |
30-J un-1 4 |
Cab az d çõe e ac s |
| Am eric a La tina Top 3 |
EUR | 99.9 97 |
- | 99.9 97 |
625 | 100 .622 |
1,47 % |
1-Ag o-11 |
31-O ut-1 4 |
Indi ce d çõe e ac s |
| Auto Call able 85- 15 |
EUR | 3.80 0 |
- | 3.80 0 |
- | 3.80 0 |
0,00 % |
29-S et-1 1 |
29-S et-1 4 |
Cab az d çõe e ac s |
| Obr igaç ões Hip otec aria s II |
EUR | 1.00 0.00 0 |
25.7 50 |
974 .250 |
6.24 6 |
980 .496 |
3,25 % |
21-O ut-0 9 |
21-O ut-1 4 |
Fixa |
| Obr igaç ões Hip aria s III otec |
EUR | 1.00 0.00 0 |
- | 1.00 0.00 0 |
18.7 71 |
1.01 8.77 1 |
2,63 % |
15-A br-1 0 |
15-A br-1 3 |
Fixa até à m idad ariá vel são de atur xten e, v se e praz o |
| Obr igaç ões Hip aria s IV - 1ª Tra nch otec e |
EUR | 750 .000 |
700 .000 |
50.0 00 |
1.97 0 |
51.9 70 |
4,01 % |
12-J an-1 1 |
12-J an-1 2 |
Eur ibor 12 mes es |
| Obr - 2ª igaç ões Hip otec aria s IV Tra nch e |
EUR | 600 .000 |
550 .000 |
50.0 00 |
1.04 1 |
51.0 41 |
4,33 % |
12-J ul-1 1 |
12-J an-1 2 |
Eur ibor 6 m ese s |
| Obr igaç ões Hip aria s IV - 4ª Tra nch otec e |
EUR | 225 .000 |
175 .000 |
50.0 00 |
103 | 50.1 03 |
3,70 % |
12-D ez-1 1 |
12-J an-1 2 |
Eur ibor 1 m ês |
| Obr igaç ões Hip otec aria s IV - 5ª Tra nch e |
EUR | 175 .000 |
- | 175 .000 |
(1.1 23) |
173 .877 |
1,81 % |
30-D ez-1 1 |
30-M ar-1 2 |
Eur ibor 3 m ese s |
| Obr igaç ões Hip aria s V otec |
EUR | 1.25 0.00 0 |
1.25 0.00 0 |
- | - | - | 3,97 % |
23-M ai-1 1 |
23-M ai-1 4 |
Eur ibor 3 m ese s |
| Obr igaç ões Hip aria s VI otec |
EUR | 250 .000 |
250 .000 |
- | - | - | 4,08 % |
4-N ov-1 1 |
4-N ov-1 4 |
Eur ibor 3 m ese s |
| Obr igaç ões Hip otec aria s VI I |
EUR | 380 .000 |
380 .000 |
- | - | - | 4,08 % |
4-N ov-1 1 |
4-N ov-1 4 |
Eur ibor 3 m ese s |
| 6.37 0.37 6 |
3.34 1.44 1 |
3.02 8.93 5 |
31.3 56 |
3.06 0.29 1 |
||||||
| EMT N |
2.28 9.57 0 |
22.9 20 |
2.26 6.65 0 |
32.0 91 |
2.29 8.74 1 |
|||||
| dife Des rido pes as c om enc argo |
(2.0 18) |
- | (2.0 18) |
- | (2.0 18) |
|||||
| Cor ões de valo ões de cob ertu recç r po r op eraç ra |
62.8 68 |
- | 62.8 68 |
- | 62.8 68 |
|||||
| 8.72 0.79 6 |
3.36 4.36 1 |
5.35 6.43 5 |
63.4 47 |
5.41 9.88 2 |
| Mo nta nte |
To tal de |
|||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Tít ulo mit ido s e s |
Mo ed a |
Em itid o |
Re ad irid qu o |
Líq uid o |
Pe rio di fica õe ç s |
Ba lan ç o |
Ta xa |
de ju ro |
Ma ida de tur |
Re bo lso ip ad ir d tec art em an o a p e: |
| Re s d o T a & Aç s F ina ing ( TA F) ott cu rso ore nc |
EU R |
29 50 7.7 |
- | 29 50 7.7 |
72 | 29 7.8 22 |
Fix a |
4, 35 5% |
Pe étu rp as |
|
| Re s d o B ST In tio l B k, Inc ter cu rso na na an |
EU R |
27 8.2 29 |
- | 27 8.2 29 |
( 24 0 ) |
27 7.9 89 |
Fix a |
01 0% 7, |
Pe étu rp as |
|
| Re s d o T a I rel d ott cu rso an |
EU R |
50 .00 0 |
- | 50 .00 0 |
- | 50 .00 0 |
Fix a |
2, 135 % |
Pe étu rp as |
|
| Ob rig õe s P étu Su bo rdi da s T a 2 00 0 ott aç erp as na |
EU R |
28 4.3 15 |
13 .86 8 |
27 0.4 47 |
25 6 |
27 0.7 03 |
Va riáv el |
3, 44 0% |
Pe étu rp as |
22 de Ju nh o d e 2 01 0 |
| Ob rig õe s P étu Su bo rdi da s B SP 20 01 aç erp as na |
EU R |
172 .83 3 |
15 9.0 16 |
13 .81 7 |
175 | 13 .99 2 |
Va riáv el |
3, 50 4% |
Pe étu rp as |
23 de Fe rei de 20 11 ve ro |
| Ob rig õe s P étu Su bo rdi da CP P 2 00 1 aç erp as na s |
EU R |
54 .35 9 |
50 .08 4 |
4.2 75 |
55 | 4.3 30 |
Va riáv el |
3, 50 4% |
Pe étu rp as |
23 de Fe rei de 20 11 ve ro |
| Ob rig õe Su bo rdi da s M C F 08 act aç s na or |
EU R |
2.9 93 |
2.3 94 |
59 9 |
- | 59 9 |
Va riáv el |
4, 18 8% |
Pe étu rp as |
|
| 1.1 40 .47 9 |
5.3 22 62 |
5.1 91 17 |
31 8 |
5.4 35 91 |
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