Annual Report • May 17, 2012
Annual Report
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RELATÓRIO E CONTAS DE 2011
O Banco Popular Portugal, S.A. foi constituído em 2 de Julho de 1991, estando matriculado na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o Número de Identificação de Pessoa Colectiva (NIPC) 502.607.084. Tem o capital social de 376.000.000 de euros. A sede social é na Rua Ramalho Ortigão, 51, em Lisboa. O Banco adoptou a actual denominação social em Setembro de 2005 em detrimento da anterior denominação BNC-Banco Nacional de Crédito, S.A.. O Banco Popular Portugal participa no Fundo de Garantia de Depósitos.
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A documentação financeira e estatística constante do relatório de gestão e das contas anuais foi elaborada com critérios analíticos da máxima objectividade, detalhe, transparência informativa e homogeneidade no tempo, a partir das situações financeiras enviadas periodicamente ao Banco de Portugal. As situações financeiras são apresentadas de acordo com as normas vigentes em 2011, em particular as estabelecidas pelo Banco de Portugal no que se refere à apresentação de informações de natureza contabilística.
O relatório de gestão, as contas anuais e os restantes documentos que os acompanham podem ser consultados na internet na página do Banco Popular Portugal: www.bancopopular.pt
| Índice de quadros e gráficos | 4 |
|---|---|
| Órgãos Sociais | 5 |
| O Banco Popular Portugal em números | 6 |
| RELATÓRIO DE GESTÃO | 7- 41 |
| Análise da actividade do Banco | 8 |
| Estratégia comercial | 8 |
| Resultados e rentabilidade | 9 |
| Recursos e aplicações | 19 |
| Perspectivas para 2011 | 27 |
| Gestão do risco | 28 |
| Proposta de aplicação dos resultados | 40 |
| Nota final | 40 |
| Anexos (artigos 447º e 448º do Código das Sociedades Comerciais) | 41 |
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| Balanço, Demonstração de Resultados, Demonstração do Rendimento Integral | |
|---|---|
| Demonstração dos Fluxos de Caixa e Demonstração dos movimentos nas contas | |
| de Capital Próprio individuais | 44-51 |
| Notas às Demonstrações Financeiras individuais | 52-109 |
| Certificação Legal de Contas individuais | 110 |
| Relatório e Parecer do Conselho Fiscal (individual) | 112 |
| 1 – Contas de resultados | 10 |
|---|---|
| 2 – Variação da margem financeira – Análise causal | 10 |
| 3 – Evolução de capitais e taxas médias anuais. Margens | 11 |
| 4 – Comissões líquidas | 14 |
| 5 – Custos operativos | 15 |
| 6 – Rentabilidade total | 18 |
| 7 – Balanços | 20 |
| 8 – Recursos de clientes | 22 |
| 9 – Carteira dos fundos de investimento | 23 |
| 10 – Crédito sobre clientes | 26 |
| 11 – Crédito vencido e crédito em incumprimento | 27 |
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| 1 – Margem com clientes | 12 |
|---|---|
| 2 – Margem financeira | 12 |
| 3 – Comissões líquidas | 13 |
| 4 – Eficiência operativa | 16 |
| 5 – Evolução dos resultados | 17 |
| 6 – ROA e ROE | 18 |
| 7 – Activos totais sob gestão | 19 |
| 8 – Recursos de clientes | 21 |
| 9 – Fundos de investimento | 23 |
| 10 – Seguros de reforma e de investimento | 24 |
| 11 – Crédito sobre clientes | 25 |
| 12 – Segmentação da Carteira de Crédito por sector de actividade | 32 |
Augusto Fernando Correia Aguiar-Branco - Presidente João Carlos de Albuquerque de Moura Navega - Secretário
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Rui Manuel Morganho Semedo - Presidente Jesús Santiago Martín Juárez Tomás Pereira Pena Jaime Jacobo González-Robatto Fernandez
Rui Manuel Ferreira de Oliveira - Presidente Telmo Francisco Salvador Vieira António José Marques Centúrio Monzelo Ana Cristina Freitas Rebelo Gouveia – Suplente
PricewaterhouseCoopers & Associados, Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda., representada por Aurélio Adriano Rangel Amado ou por José Manuel Henriques Bernardo
Jorge Manuel Santos Costa, Revisor Oficial de Contas.
(milhões de euros, salvo indicação em contrário)
| 2011 | Variação % / p.p. |
2010 | 2009 | 2008 | 2007 | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Volume de negócios | ||||||
| Activos totais sob gestão | 10 258 | -6,3% | 10 952 | 9 467 | 9 094 | 8 135 |
| Activos totais de balanço | 9 634 | -5,9% | 10 233 | 8 718 | 8 380 | 7 185 |
| Recursos próprios (a) | 496 | -14,3% | 579 | 652 | 635 | 414 |
| Recursos de clientes: | 4 778 | 11,7% | 4 277 | 4 275 | 3 194 | 3 958 |
| de balanço | 4 154 | 16,7% | 3 558 | 3 526 | 2 480 | 3 008 |
| outros recursos intermediados | 624 | -13,2% | 719 | 749 | 714 | 950 |
| Crédito concedido | 6 530 | -16,9% | 7 855 | 6 247 | 6 388 | 6 000 |
| Riscos contingentes | 655 | 47,6% | 444 | 395 | 454 | 399 |
| Solvência | ||||||
| Rácio de solvabilidade-BP | 9,3% | 0,7 | 8,6% | 9,1% | 9,0% | 8,6% |
| Tier 1 | 9,3% | 0,5 | 8,8% | 9,5% | 8,8% | 6,2% |
| Gestão do risco | ||||||
| Riscos totais | 7 185 | -13,4% | 8 298 | 6 641 | 6 842 | 6 399 |
| Crédito vencido | 169 | -12,9% | 194 | 300 | 306 | 99 |
| Crédito vencido há mais de 90 dias | 145 | -7,7% | 157 | 247 | 213 | 92 |
| Rácio de crédito vencido (%) | 2,59% | 0,12 | 2,47% | 4,80% | 4,80% | 1,66% |
| Rácio de cobertura de crédito vencido | 129,0% | 5,5 | 123,4% | 80,0% | 67,0% | 67,0% |
| Resultados | ||||||
| Margem financeira | 131,1 | 2,4% | 128,0 | 103,8 | 131,0 | 136,9 |
| Produto bancário | 166,9 | -17,1% | 201,3 | 248,1 | 234,4 | 193,0 |
| Resultado operacional | 47,1 | -47,4% | 89,6 | 142,3 | 134,3 | 100,9 |
| Resultados antes de impostos | 24,4 | 12,6% | 21,7 | 20,9 | 35,7 | 63,8 |
| Resultado líquido | 13,4 | -15,5% | 15,9 | 17,7 | 26,3 | 50,1 |
| Rentabilidade e eficiência | ||||||
| Activos líquidos médios | 10 411 | 14,0% | 9 132 | 8 770 | 7 657 | 6 811 |
| Recursos próprios médios | 515 | -14,7% | 604 | 635 | 438 | 401 |
| ROA (%) | 0,13% | -0,05 | 0,17% | 0,20% | 0,34% | 0,74% |
| ROE (%) | 2,61% | -0,02 | 2,63% | 2,79% | 5,99% | 12,48% |
| Eficiência operativa (Cost to income) (%) (sem amortizações) (%) |
71,8% 66,9% |
16,28 15,34 |
55,5% 51,6% |
42,7% 39,6% |
42,7% 39,3% |
47,7% 42,8% |
| Dados por acção | ||||||
| Número final de acções (milhões) | 451 | 19,9% | 376 | 376 | 376 | 176 |
| Número médio de acções (milhões) | 376 | 0,0% | 376 | 376 | 176 | 176 |
| Valor contabilístico da acção (€) | 1,101 | -28,5% | 1,540 | 1,733 | 1,688 | 2,350 |
| Resultado por acção (€) | 0,030 | -29,5% | 0,042 | 0,047 | 0,070 | 0,285 |
| Outros dados | ||||||
| Número de empregados | 1 329 | -1,0% | 1 343 | 1 283 | 1 276 | 1 241 |
| Número de agências | 213 | -8,2% | 232 | 232 | 232 | 218 |
| Empregados por agência | 6,2 | 7,8% | 5,8 | 5,5 | 5,5 | 5,7 |
| Número de caixas automáticas (ATM) | 348 | 3,0% | 338 | 337 | 326 | 315 |
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(a) Depois da aplicação dos resultados de cada exercício
No final de 2011, o Banco Popular Portugal, S.A. apresentava capitais próprios no montante de 496 milhões de euros, tinha uma rede de 213 agências e um quadro de pessoal de 1.329 empregados. Contava com cerca de 363 mil clientes e fazia a gestão de 10.258 milhões de euros de activos totais, incluindo 4.778 milhões de euros de recursos de clientes. O seu activo líquido ascendia a 9.634 milhões de euros. Em 2011, o Banco Popular Portugal obteve um resultado líquido de 13,4 milhões de euros, o qual se traduz numa rentabilidade dos capitais próprios de 2,61%.
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Em 30 de Dezembro de 2011, o Banco Popular Portugal incorporou por fusão a sociedade de carácter instrumental, Popular Gestão de Imóveis, Lda., cujo capital era por si detido a 100%.
A actividade do Banco tem sido desenvolvida com o apoio das seguintes sociedades financeiras pertencentes ao Grupo Banco Popular, que permitem disponibilizar aos clientes um leque completo de produtos e serviços bancários:
O ano de 2011 ficou marcado por um forte agravamento da crise financeira, económica e social, crise essa que se alastrou aos estados e iniciou uma nova fase, denominada crise da dívida soberana. As dívidas públicas de alguns estados atingiram valores preocupantemente elevados (e com tendência ascendente), estando fortemente dependentes do financiamento dos mercados financeiros.
Este desequilíbrio revelou-se extremamente prejudicial numa altura em que os agentes económicos diminuem fortemente os níveis de alavancagem, seja por imposições legais, gestão de risco ou expectativas.
Para Portugal, a forte restrição no acesso ao crédito, pelo menos em condições sustentáveis, teve como consequência o recurso a ajuda externa, através do FMI e União Europeia, consubstanciado na negociação de um Plano de Assistência Económica e Financeira, com medidas de ajustamento de forte impacto na economia que, embora tendo um efeito contraccionista, são indispensáveis para o seu potencial de crescimento e regresso aos mercados financeiros no médio prazo. O cenário descrito traduziu-se num decréscimo do PIB de 1,6% em 2011, segundo dados avançados pelo INE.
O Banco Popular Portugal, como agente económico a actuar no mercado portugês, não ficou imune a estas alterações. Em 2011, seguiu a sua estratégia muito assente na proximidade e no fortalecimento das relações com os seus clientes.
A diminuição do GAP comercial, consubstanciada na captação de recursos de particulares e na concessão de crédito às PME, o maior acompanhamento dos clientes e a eficiência da operação, foram, igualmente, prioridades neste ano. No geral, as rubricas de negócio com maior desempenho, foram os cartões bancários, TPA, tarifas planas, leasing, factoring e seguros.
No segmento de particulares, verificou-se um crescimento de cerca de 24 mil novos clientes, reflectindo a aposta do Banco Popular no alargamento da sua base de clientes. Neste ano, foi dado enfoque à oferta de valor para os diversos segmentos, com especial incidência para os Cliente Extra (clientes transaccionais), com vista ao aumento da vinculação e consequente fidelização.
A captação de recursos, mais concretamente os depósitos a prazo, foi um dos objectivos principais para os clientes particulares, associado à forte dinamização do negócio de seguros e à venda de cartões de débito e de crédito. As Tarifas Planas de particulares, conta base dos Clientes Extra, cresceram mais de 75%, para 15.234, no final de 2011. As operações de crédito a particulares, habitação e consumo, não foram consideradas prioridades em 2011.
No que se refere ao segmento de empresas, verificou-se um crescimento de cerca de 8 mil novos clientes, contribuindo para uma variação de 7% na base de clientes empresas. Na parte transaccional, e no mesmo período, contrataram-se mais de 4.000 novas contas de Tarifa Plana de empresas correspondendo a um aumento superior a 60% e mais de 2.200 novos contratos de TPA, sensivelmente o mesmo que em 2010.
O negócio de factoring e de leasing mobiliário foram, em 2011, os que apresentaram melhor desempenho, com variações, face a 2010, de 22% e 16%, respectivamente. O negócio internacional registou, igualmente, um desempenho muito positivo. A vertente de crédito directo a empresas, foi outra das grandes prioridades em 2011, em especial no primeiro semestre. Enquadram-se neste grupo as linhas de crédito BEI e PME Invest, entre outras.
As contas de resultados são apresentadas, de forma sintética, no quadro 1. Nas Contas Anuais, são apresentadas as demonstrações de resultados nos dois últimos anos, de acordo com as normas estabelecidas pelo Banco de Portugal.
| (milhares de euros) | ||||
|---|---|---|---|---|
| Variação | ||||
| 2011 | 2010 | Valor | % | |
| 1 Juros e rendimentos similares | 356 663 | 264 946 | 91 717 | 34,6 |
| 2 Juros e encargos similares | 225 576 | 136 961 | 88 615 | 64,7 |
| 3 Margem financeira (1-2) | 131 087 | 127 985 | 3 102 | 2,4 |
| 4 Rendimento de instrumentos de capital | 64 | 785 | - 721 | -91,8 |
| 5 Comissões líquidas | 48 683 | 45 788 | 2 895 | 6,3 |
| 6 Resultados de operações financeiras (líq) | - 4 525 | 13 085 | - 17 610 | -134,6 |
| 7 Resultados de alienação de outros activos | - 1 775 | 14 574 | - 16 349 | 112,2 |
| 8 Outros resultados de exploração | - 6 677 | - 896 | - 5 781 | < |
| 9 Produto bancário (3+4+5+6+7+8) | 166 857 | 201 321 | - 34 464 | -17,1 |
| 10 Custos com pessoal | 59 890 | 55 630 | 4 260 | 7,7 |
| 11 Gastos gerais administrativos | 51 797 | 48 238 | 3 558 | 7,4 |
| 12 Amortizações | 8 044 | 7 827 | 217 | 2,8 |
| 13 Resultado operacional (9-10-11-12) | 47 126 | 89 626 | - 42 500 | -47,4 |
| 14 Provisões para crédito líquidas | 2 104 | 52 241 | - 50 137 | -96,0 |
| 15 Imparidade e outras provisões líquidas | 20 595 | 15 686 | 4 909 | 31,3 |
| 16 Resultado antes de Impostos (13-14-15) | 24 427 | 21 699 | 2 728 | 12,6 |
| 17 Impostos | 10 995 | 5 806 | 5 189 | 89,4 |
| 18 Resultado Líquido do Exercício (16-17) | 13 432 | 15 893 | - 2 461 | -15,5 |
Em 2011, a margem financeira ascendeu a 131,1 milhões de euros, evidenciando um aumento de 3,1 milhões de euros, ou seja, mais 2,4% que no ano anterior. De acordo com o quadro 2, esta melhoria da margem financeira ficou a dever-se exclusivamente ao aumento do volume de actividade que suplantou o efeito negativo da redução das taxas de juro.
| Quadro 2 - Variação da margem financeira - Análise causal |
|||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| (milhares de euros) | |||||||
| Variação em: | Por variação do volume de actividade |
Por variação nas taxas de juro |
Variação total |
||||
| Crédito concedido | 26 303 | 50 582 | 76 885 | ||||
| Disponibilidades e Aplicações em OIC | - 2 160 | - 2 501 | - 4 661 | ||||
| Activos financeiros | 19 896 | - 402 | 19 494 | ||||
| Outros activos | 132 | - 133 | - 1 | ||||
| Total de aplicações | 44 170 | 47 547 | 91 717 | ||||
| Recursos de clientes | 858 | 55 060 | 55 918 | ||||
| Recursos de instituições de crédito | 16 448 | 14 888 | 31 336 | ||||
| Recursos próprios | 0 | 0 | 0 | ||||
| Outros passivos | - 566 | 1 926 | 1 360 | ||||
| Total de recursos | 16 740 | 71 874 | 88 615 | ||||
| Margem financeira | 27 430 | - 24 328 | 3 103 |
De acordo com o quadro 3, o activo médio foi, em 2011, financiado em 37% por recursos de clientes e em 56,4% por recursos de instituições de crédito, principalmente recursos do Grupo Banco Popular, tendo o crédito concedido a clientes continuado a ser a sua principal componente, representando 74,2% do total. Considerando a evolução das taxas de juro médias anuais das aplicações e recursos, salienta-se que o activo médio, que atingiu 10.411 milhões de euros, registou uma rentabilidade global em 3,43%, mais 53 pontos base que no ano anterior.
| (milhares de euros e %) | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2011 | Taxa | 2010 | Taxa | |||||
| Saldo | Dist. | Proveitos | Média | Saldo | Dist. | Proveitos | Média | |
| Médio | (%) | ou custos | (%) | Médio | (%) | ou custos | (%) | |
| Crédito concedido (a) | 7 727 749 | 74,2 | 288 929 | 3,74 | 6 928 862 | 75,9 | 212 044 | 3,06 |
| Disponibilidades e Aplicações em OIC | 418 699 | 4,0 | 1 530 | 0,37 | 762 257 | 8,3 | 6 191 | 0,81 |
| Activos financeiros | 1 310 546 | 12,6 | 65 978 | 5,03 | 915 410 | 10,0 | 46 483 | 5,08 |
| Outros activos | 954 364 | 9,2 | 227 | 0,02 | 525 776 | 5,8 | 228 | 0,04 |
| Total do Activo ( b ) | 10 411 358 | 100 | 356 663 | 3,43 | 9 132 306 | 100 | 264 945 | 2,90 |
| Recursos de clientes ( c ) | 3 838 646 | 36,9 | 131 338 | 3,42 | 3 795 936 | 41,6 | 75 420 | 1,99 |
| Recursos de Instituições de crédito | 5 871 988 | 56,4 | 80 442 | 1,37 | 4 538 168 | 49,7 | 49 105 | 1,08 |
| Contas de capital | 514 851 | 4,9 | 0 | 0,00 | 603 773 | 6,6 | 0 | |
| Outros passivos | 185 873 | 1,8 | 13 795 | 7,42 | 194 429 | 2,1 | 12 435 | 6,40 |
| Total do Passivo e Capitais Próprios (d) | 10 411 358 | 100 | 225 576 | 2,17 | 9 132 306 | 100 | 136 961 | 1,50 |
| Margem com clientes (a - c) | 0,32 | 1,07 |
Por sua vez, o custo médio do total dos recursos afectos ao financiamento do activo registou, igualmente, um aumento de 67 pontos base, atingindo 2,17%. Esta evolução implicou uma redução da margem financeira anual de 14 pontos base.
No entanto, esta evolução das taxas de juro não se repercutiu da mesma forma na actividade comercial. Enquanto, no crédito a clientes o aumento foi de 68 pontos base, passando de 3,06%, em 2010, para 3,74%, em 2011, o custo médio dos recursos de clientes aumentou 143 pontos base, passando de 1,99% para 3,42% no mesmo período.
Esta evolução deveu-se, essencialmente, ao maior esforço de captação de recursos de clientes com o objectivo de aumentar o financiamento do crédito com estes recursos e, assim, melhorar o gap comercial.
Pela análise da figura 1, verifica-se que a evolução da margem com clientes nos últimos cinco anos se tem pautado por uma tendência de forte redução com maior amplitude a partir de 2009, registando uma evolução de 2,62%, em 2008, para 0,32%, em 2011. Do mesmo modo, a margem financeira baixou de 1,98%, em 2007, para 1,26%, em 2011, conforme reflectido na figura 2.
As comissões líquidas cobradas aos clientes pela colocação de produtos e prestação de serviços atingiram 48,7 milhões de euros, apresentando um crescimento de 6,3%, relativamente ao ano anterior. Este valor inverte a tendência de redução verificada no ano anterior, conforme o demonstra a figura 3.
(milhões de euros)
O quadro 4 mostra que o crescimento verificado em 2011 se deveu, principalmente, às comissões de garantias, que aumentaram 28,8%, a comissões de manutenção de contas, com um aumento de 17,6%, e a outras comissões.
| Quadro 4 - Comissões líquidas | |||
|---|---|---|---|
| (milhares de euros) | 2 011 | 2 010 | variação % |
| Comissões de operações de crédito | 13 300 | 14 190 | -6,3 |
| Comissões de garantias | 6 555 | 5 089 | 28,8 |
| Comissões de meios de cobrança e pagamento (liq.) | 14 992 | 15 071 | -0,5 |
| Comissões de gestão de activos (liq.) | 1 273 | 1 598 | -20,3 |
| Comissões de venda de seguros | 1 753 | 2 019 | -13,2 |
| Comissões de manutenção de contas | 4 403 | 3 743 | 17,6 |
| Comissões de processamento | 2 108 | 2 197 | -4,1 |
| Outras (liq.) | 4 899 | 3 089 | 58,6 |
| Comissões pagas a promotores e angariadores | - 600 | - 1 208 | -50,3 |
| Total | 48 683 | 45 788 | 6,3 |
A redução, em termos homólogos, dos resultados de operações fianceiras em 17,6 milhões de euros, foi justificada, em grande parte, pela venda, em Dezembro de 2010, de um activo financeiro gerador de uma mais-valia de 14,7 milhões de euros, e também pelo pagamento da nova taxa de imposto sobre o passivo desde Maio de 2011, num total de 3,5 milhões de euros.
A evolução dos resultados de alienação de outros activos (- 16,3 milhões de euros) é justificada pelas vendas das participações no capital da Popular Factoring e da Popular Gestão de Activos em 2010, as quais geraram mais valias de 14,9 milhões de euros naquele ano.
Deste modo, o produto bancário, que se elevou a cerca de 167 milhões, registou uma redução de 17,1%, relativamente ao ano anterior. Sem considerar as mais valias obtidas em 2010, teria apresentado uma redução de 2,8%.
Os custos operativos totalizaram 119,7 milhões de euros, a que corresponde um crescimento de 7,2%, relativamente ao ano anterior.
De acordo com o quadro 5, os custos com pessoal ascenderam a 59,9 milhões de euros, apresentando um aumento de 7,7%. Esta evolução deveu-se, fundamentalmente, ao significativo aumento dos encargos sociais obrigatórios, com um crescimento de 77,8%. Os custos directos com remunerações cresceram apenas 0,9%, relativamente ao ano anterior.
Por sua vez, o total dos gastos gerais administrativos fixou-se em 51,8 milhões de euros, com um acréscimo de 7,4%, face ao ano anterior. Este crescimento deveu-se, essencialmente, ao aumento dos custos com conservação e reparação, com destaque para a manutenção de imóveis, preços de transferência, consultores e auditores externos, taxas de ligação de equipamento, rendas e alugueres e judiciais e contencioso. Registaram-se redução de custos ao nível dos transportes, dos avaliadores externos e das avenças e honorários.
As dotações para amortizações do imobilizado atingiram 8,044 milhões de euros, mais 2,8% que em 2010 como consequência do encerramento de agências arrendadas que implicaram uma antecipação das amortizações relativas a obras de adaptação.
| (milhares de euros) | |||
|---|---|---|---|
| variação | |||
| 2 011 | 2 010 | % | |
| Custos com pessoal (a) | 59 890 | 55 630 | 7,7 |
| Remunerações | 42 181 | 41 812 | 0,9 |
| Encargos sociais | 11 336 | 6 374 | 77,8 |
| Fundo de pensões | 5 418 | 6 169 | -12,2 |
| Outros custos | 955 | 1 275 | -25,1 |
| Gastos gerais administrativos (b) | 51 797 | 48 238 | 7,4 |
| Fornecimentos de terceiros | 3 053 | 2 719 | 12,3 |
| Rendas e alugueres | 5 347 | 4 756 | 12,4 |
| Comunicações | 4 048 | 3 711 | 9,1 |
| Deslocações, est. e representação | 1 307 | 1 555 | -15,9 |
| Publicidade e ed. de publicações | 2 586 | 2 887 | -10,4 |
| Conservação e reparação | 5 586 | 4 249 | 31,5 |
| Transportes | 1 194 | 2 104 | -43,3 |
| Avenças e honorários | 3 584 | 4 266 | -16,0 |
| Judiciais, contencioso e notariado | 1 746 | 1 211 | 44,2 |
| Informática | 4 982 | 4 650 | 7,1 |
| Segurança e vigilância e limpeza | 1 795 | 2 122 | -15,4 |
| Mão-de-obra eventual | 5 401 | 5 045 | 7,1 |
| Consultores e auditores externos | 2 239 | 1 274 | 75,7 |
| Avaliadores externos | 1 069 | 1 806 | -40,8 |
| Outros serviços | 7 860 | 5 883 | 33,6 |
| Custos de funcionamento (c=a+b) | 111 687 | 103 868 | 7,5 |
| Amortizações do exercício (d) | 8 044 | 7 827 | 2,8 |
| Total (c+d) | 119 731 | 111 695 | 7,2 |
O rácio de eficiência operativa, que corresponde à parte do produto bancário consumida pelos custos operativos, subiu, em 2011, para 71,8%, valor sensivelmente superior ao dos anos anteriores. Conforme pode ser observado na figura 4, o aumento deste rácio nos últimos dois anos deveu-se à redução do produto bancário devida, principalmente, à redução dos proveitos não recorrentes, nomeadamente, das mais valias obtidas nas vendas de participações em sociedades coligadas.
O peso dos custos com pessoal no produto bancário fixou-se em 35,8% no final de 2011, valor superior aos 27,6% verificados no ano anterior.
O resultado operacional ascendeu, deste modo, a 47,1 milhões de euros, valor que corresponde a uma redução de 47,4%, relativamente ao ano anterior.
A constituição de provisões no valor global de 22,7 milhões de euros, menos 66,6% do que no ano anterior, principalmente para fazer face ao aumento da imparidade dos imóveis recebidos em dação em pagamento, implicou que o resultado antes de impostos alcançado se fixasse em 24,4 milhões de euros, registando, em relação ao ano anterior, um aumento de 12,6%.
Após a dedução do imposto sobre os lucros, no valor de 11 milhões de euros, chegou-se a um resultado líquido de 13,4 milhões de euros, o que equivale a uma redução de 15,5%, relativamente ao ano anterior. Este valor corresponde a 0,03 euros por acção, ligeiramente
abaixo do valor de 2010. A figura 5 mostra a evolução, nos últimos cinco anos, do resultado antes de impostos e do resultado líquido.
A análise conjunta da conta de resultados e do balanço permite avaliar a rentabilidade da actividade financeira do Banco, comparando os proveitos e custos e respectivas margens com as aplicações e os recursos que lhes dão origem. No quadro 6, são apresentadas as contas de resultados dos anos de 2011 e 2010, com indicação das suas componentes em percentagem do activo médio total.
A rentabilidade de exploração atingiu, em 2011, 0,45%, menos 53 pontos base que no ano anterior. Esta redução deveu-se ao efeito conjunto das diminuições, de 46 pontos base, das comissões e outros resultados de exploração e da redução de 14 pontos base da margem financeira, as quais foram atenuadas por uma redução, de 7 pontos base, do peso dos custos de estrutura.
Por sua vez, a rentabilidade do activo (ROA), relação do resultado líquido com o activo líquido médio, fixou-se em 0,13%, inferior ao valor de 0,17% verificado no ano anterior.
| Quadro 6 - Rendibilidade Total | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| (valores em milhares de euros e em % dos activo líquido médio) | ||||||
| 2011 | 2010 | Variação | ||||
| valores | % | valores | % | em valor | % | |
| Proveitos das aplicações | 356 663 | 3,43 | 264 946 | 2,90 | 91 717 | 0,52 |
| Custos dos recursos | 225 576 | 2,17 | 136 961 | 1,50 | 88 615 | 0,67 |
| Margem Einanceira | 131 087 | 1,26 | 127 985 | 1,40 | 3 102 | -0,14 |
| Comissões líquidas | 48 683 | 0,47 | 45 788 | 0,50 | 2 895 | -0,03 |
| Outros resultados da actividade | - 12 913 | -0,12 | 27 548 | 0,30 | - 40 461 | -0,43 |
| Produto bancário | 166 857 | 1,60 | 201 321 | 2,20 | - 34 464 | -0,60 |
| Custos com pessoal | 59 890 | 0,58 | 55 630 | 0,61 | 4 260 | -0,03 |
| Gastos gerais administrativos | 51 797 | 0,50 | 48 238 | 0,53 | 3 558 | -0,03 |
| Amortizações | 8 044 | 0,08 | 7 827 | 0,09 | 217 | -0,01 |
| Rendibilidade de exploração | 47 126 | 0,45 | 89 626 | 0,98 | - 42 500 | -0,53 |
| Provisões para crédito líquidas | 2 104 | 0,02 | 52 241 | 0,57 | - 50 137 | -0,55 |
| Imparidade e outras provisões líquidas | 20 595 | 0,20 | 15 686 | 0,17 | 4 909 | 0,03 |
| Rendibilidade antes de impostos | 24 427 | 0,23 | 21 699 | 0,24 | 2 728 | 0,00 |
| Impostos | 10 995 | 0,11 | 5 806 | 0,06 | 5 189 | 0,04 |
| Rendibilidade após impostos | 13 432 | 0,13 | 15 893 | 0,17 | - 2 461 | -0,05 |
| Por memória: | ||||||
| Activo líquido médio ( € milhões ) | 10 411 | 9 132 | 1 279 | 14,0 | ||
| Recursos próprios médios (€ milhões) | 515 | 604 | - 89 | -14,7 | ||
| Rendibilidade líquida dos capitais próprios - ROE (%) (resultado líquido/capitais próprios médios) |
2,61 | 2,63 | -0,02 | -0,9 | ||
| Rendibilidade bruta dos capitais próprios (%) (resultado antes de impostos/capitais próprios médios) |
4,74 | 3,59 | 1,15 | 32,0 | ||
| Cost to income (%) | 66,9 | 51,6 | 15,3 | 29,7 |
A rentabilidade final dos recursos próprios (ROE), definida como a relação entre o resultado líquido e os recursos próprios médios, fixou-se em 2,61%, em 2011, valor muito próximo do alcançado em 2010. A figura 6 evidencia a evolução destes indicadores de rentabilidade nos últimos cinco anos.
Os balanços relativos a 31 de Dezembro de 2011 e 2010 são apresentados resumidamente no quadro 7. No capítulo Contas Anuais, os mesmos são apresentados de acordo com o modelo definido pelo Banco de Portugal.
No final de 2011, o activo líquido do Banco Popular ascendeu a 9.634 milhões de euros, menos 599 milhões de euros que no ano anterior, equivalente a um decréscimo de 5,9%. No entanto, em saldos médios anuais, o valor do activo atingiu 10.411 milhões de euros, mais 14% que no ano anterior.
O Banco faz também a gestão de outros recursos de clientes aplicados em instrumentos de investimento, poupança e reforma, fora de balanço, cujo montante ascendia, no final do ano, a 624 milhões de euros, os quais registaram uma redução de 13,1%, em relação ao ano anterior.
(milhões de euros)
Deste modo, os activos totais geridos pelo Banco atingiram, no final de 2011, um montante de 10.258 milhões de euros, registando uma redução, de 6,3%, relativamente ao ano transacto.
| (milhares de euros) | ||||
|---|---|---|---|---|
| 2 011 | 2 010 | Variação | ||
| Activo | Valor | % | ||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 138 221 | 123 775 | 14 446 | 11,7 |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 140 324 | 91 452 | 48 872 | 53,4 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 34 942 | 21 344 | 13 598 | 63,7 |
| Outros activos financ. justo valor através de resultados | 30 496 | 31 400 | - 904 | -2,9 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 1 503 439 | 1 392 094 | 111 345 | 8,0 |
| Aplicações em instituições de crédito | 148 835 | 167 141 | - 18 306 | -11,0 |
| Crédito a clientes | 6 530 474 | 7 854 587 | -1 324 113 | -16,9 |
| (-) Provisões para Crédito Vencido | - 162 610 | - 183 723 | 21 113 | 11,5 |
| Investimentos detidos até à maturidade | 545 326 | 176 345 | 368 981 | 209,2 |
| Outros activos tangíveis | 93 338 | 102 578 | - 9 240 | -9,0 |
| Activos intangíveis | 817 | 1 400 | - 583 | -41,6 |
| Investimento em filiais e associadas | 22 579 | 26 959 | - 4 380 | -16,2 |
| Activos por impostos diferidos | 121 839 | 67 052 | 54 787 | 81,7 |
| Outros activos | 486 015 | 360 562 | 125 453 | 34,8 |
| Total de Activo | 9 634 035 | 10 232 966 | - 598 931 | -5,9 |
| Passivo | ||||
| Recursos de bancos centrais | 495 137 | 500 111 | - 4 974 | -1,0 |
| Passivos financeiros detidos para negociação | 29 374 | 18 329 | 11 045 | 60,3 |
| Recursos de outras instituições de crédito | 3 648 429 | 5 210 299 | -1 561 870 | -30,0 |
| Recursos de clientes | 4 154 043 | 3 558 491 | 595 552 | 16,7 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 605 816 | 214 780 | 391 036 | 182,1 |
| Derivados de cobertura | 82 554 | 38 549 | 44 005 | 114,2 |
| Provisões | 61 134 | 59 428 | 1 706 | 2,9 |
| Passivos por impostos correntes | 2 063 | 2 825 | - 762 | -27,0 |
| Passivos por impostos diferidos | 9 530 | 9 617 | - 87 | -0,9 |
| Outros passivos | 49 628 | 41 488 | 8 140 | 19,6 |
| Total de Passivo | 9 137 708 | 9 653 917 | - 516 209 | -5,3 |
| Capital | ||||
| Capital | 451 000 | 376 000 | 75 000 | 19,9 |
| Prémios de emissão | 10 109 | 10 109 | 0 | 0,0 |
| Reservas de reavaliação | - 233 632 | - 85 197 | - 148 435 | -174,2 |
| Outras reservas e resultados transitados | 255 418 | 262 244 | - 6 826 | -2,6 |
| Resultado do exercício | 13 432 | 15 893 | - 2 461 | -15,5 |
| Total de Capital | 496 327 | 579 049 | - 82 722 | -14,3 |
O montante global de recursos de clientes dentro e fora de balanço atingiu 4.778 milhões de euros no final de 2011, valor que representa um crescimento, de 11,7%, relativamente ao do ano anterior. A figura 8 apresenta a evolução dos recursos totais de clientes nos últimos 5 anos.
Os recursos de balanço, essencialmente, depósitos de clientes, atingiram um total de 4.154 milhões de euros, a que corresponde um crescimento de 16,7%, relativamente ao ano anterior. Em saldos médios anuais, os recursos de clientes registaram um aumento de 2%, fixando-se em 3.839 milhões de euros.
Embora os depósitos à ordem tenham registado um crescimento de 11,5%, o seu peso relativo no total dos depósitos sofreu uma ligeira redução, fixando-se em 16,4%, em resultado do aumento, de 18%, dos depósitos a prazo.
| Quadro 8 . Recursos de clientes |
||||
|---|---|---|---|---|
| (milhares de euros) | 2 011 | 2 010 | Variação | |
| Valor | % | |||
| Recursos de balanço | ||||
| Depósitos | 4 105 860 | 3 529 739 | 576 121 | 16,3 |
| Depósitos à ordem | 671 127 | 601 704 | 69 423 | 11,5 |
| Depósitos a prazo | 3 424 715 | 2 901 882 | 522 833 | 18,0 |
| Depósitos poupança | 10 018 | 26 153 | - 16 135 | -61,7 |
| Cheques e ordens a pagar | 4 985 | 6 309 | - 1 324 | -21,0 |
| Juros a pagar e outros recursos | 43 198 | 22 443 | 20 755 | 92,5 |
| RECURSOS DE BALANÇO ( a ) | 4 154 043 | 3 558 491 | 595 552 | 16,7 |
| Recursos de desintermediação | ||||
| Fundos de investimento | 175 513 | 210 215 | - 34 702 | -16,5 |
| Seguros de investimento e capitalização | 257 605 | 266 781 | - 9 176 | -3,4 |
| Seguros de reforma | 97 804 | 112 855 | - 15 051 | -13,3 |
| Gestão de carteiras | 93 425 | 128 678 | - 35 253 | -27,4 |
| RECURSOS FORA DE BALANÇO ( b ) | 624 347 | 718 529 | - 94 182 | -13,1 |
| RECURSOS TOTAIS ( a + b ) | 4 778 390 | 4 277 020 | 501 370 | 11,7 |
Os recursos intermediados fora de balanço, que incluem as aplicações em fundos de investimento, os planos de poupança-reforma, os recursos captados através de seguros de investimento e os patrimónios geridos através do private banking, registaram um decréscimo de 13,1%, atingindo cerca de 624 milhões de euros no final do ano, em resultado das reduções verificadas em todas as componentes, mas em especial, na gestão de carteiras e nos fundos de investimento. A evolução destes recursos é apresentada no final do quadro 8.
O Banco Popular Portugal é o depositário de 21 fundos de investimento administrados pela Popular Gestão de Activos, cuja carteira total ascende a 175,5 milhões de euros, menos 17% do que o valor no final de 2010. No quadro 9, é apresentada a evolução, nos dois últimos anos, dos patrimónios de cada um dos fundos de investimento geridos.
| (em milhares de euros) | ||||
|---|---|---|---|---|
| 2 011 | 2 010 | Variação | ||
| Fundos | Valor | % | ||
| Valor | 3 521 | 6 785 | - 3 264 | -48,1 |
| Acções | 2 320 | 4 039 | - 1 719 | -42,6 |
| Euro Obrigações | 5 644 | 8 912 | - 3 268 | -36,7 |
| PPA Acções | 0 | 108 | - 108 | -100,0 |
| Global 25 | 7 415 | 13 786 | - 6 371 | -46,2 |
| Global 50 | 3 560 | 5 451 | - 1 891 | -34,7 |
| Global 75 | 1 904 | 3 351 | - 1 447 | -43,2 |
| Tesouraria | 3 321 | 9 890 | - 6 569 | -66,4 |
| Popular Imobiliário FEI | 11 072 | 22 822 | - 11 750 | -51,5 |
| Aquaagrícola | 0 | 7 486 | - 7 486 | -100,0 |
| Oportunidades Globais II | 0 | 12 227 | - 12 227 | -100,0 |
| Grandes Empresas | 5 349 | 5 410 | - 61 | -1,1 |
| Economias Emergentes I | 8 155 | 8 268 | - 113 | -1,4 |
| Economias Emergentes II | 9 698 | 0 | 9 698 | > |
| Multiactivos I | 1 673 | 0 | 1 673 | > |
| Multiactivos II | 1 229 | 0 | 1 229 | > |
| Multiactivos III | 1 205 | 0 | 1 205 | > |
| Obrig.Ind.Emp. Alemanha e EUA | 4 660 | 0 | 4 660 | > |
| Obrig.Ind.Ouro (Londres) | 3 743 | 0 | 3 743 | > |
| Fundurbe | 11 567 | 11 418 | 149 | 1,3 |
| Imourbe | 13 399 | 12 776 | 623 | 4,9 |
| Imopopular | 28 182 | 28 360 | - 178 | -0,6 |
| Imoportugal | 27 934 | 28 015 | - 81 | -0,3 |
| Predifundo | 19 962 | 22 423 | - 2 461 | -11,0 |
| Total | 175 513 | 211 527 | - 36 014 | -17,0 |
A figura 9 mostra a evolução, nos últimos 5 anos, do montante da carteira de fundos de investimentos, bem como a evolução da respectiva quota de mercado, a qual tem registado uma tendência de redução, fruto do decréscimo do valor da carteira em resultado da crise financeira sentida nestes anos.
O Banco Popular comercializa planos de poupança-reforma e seguros de investimento da Eurovida, da qual detém uma participação no capital. A captação de recursos de clientes através destes produtos registou reduções, de 13,3%, nos planos de poupança-reforma, e de 3,4%, nos seguros de investimento, conforme se pode verificar na parte final do quadro 8. Na figura 10 é apresentada a evolução que estes produtos têm tido nos últimos 5 anos.
(milhões de euros)
O crédito concedido a clientes representa a componente de maior peso no activo do Banco, correspondendo, no final de 2011, a 65,4 % do total do activo bruto. O saldo de crédito concedido ascendeu a 6.530 milhões de euros no final do ano, registando uma redução de 1.324 milhões de euros, o que equivale a um decréscimo de 16,9%, relativamente ao ano anterior.
Esta variação derivou, essencialmente, da redução do crédito titulado por cédulas hipotecárias concedido em 2010. Sem considerar as cédulas hipotecárias, o crédito registou uma redução de apenas 2,7%, ou seja, - 184 milhões de euros.
Pela análise da figura 11, verifica-se que a evolução do crédito total tem sido, exeptuando o ano de 2010, de um ligeiro crescimento nos últimos anos.
Em saldos médios, o total de crédito a clientes foi de 7.728 milhões de euros, registando um aumento de 11,5%.
A evolução anual dos depósitos e do crédito a clientes permitiu uma melhoria substancial do rácio de transformação, situando-se abaixo do fecho de 2010 em 30 pontos percentuais, o que corresponde a uma melhoria de 754 milhões de euros. Este rácio ficou, em Dezembro de 2011, nos 153,1%, correspondente a um "gap" absoluto de 2.207 milhões de euros.
(milhões de euros)
O quadro 10 apresenta a composição do crédito concedido a clientes nos finais de 2011 e 2010.
| (milhares de euros) | ||||
|---|---|---|---|---|
| 2 011 | 2 010 | Variação | ||
| Valor | % | |||
| Crédito concedido ( a ) | ||||
| Empresas e Administrações Públicas | 3 863 861 | 4 125 000 | - 261 139 | -6,3 |
| Particulares | 1 928 765 | 1 790 739 | 138 026 | 7,7 |
| Habitação | 1 442 411 | 1 260 464 | 181 947 | 14,4 |
| Consumo | 69 899 | 87 349 | - 17 450 | -20,0 |
| Outras finalidades | 416 455 | 442 926 | - 26 471 | -6,0 |
| Total ( a ) | 5 792 626 | 5 915 739 | - 123 113 | -2,1 |
| Outros créditos (Titulados) ( b ) | 555 850 | 1 726 209 | -1 170 359 | -67,8 |
| Juros e comissões a receber ( c ) | 12 715 | 18 382 | - 5 667 | -30,8 |
| Crédito e juros vencidos ( d ) | ||||
| Até 90 dias | 24 664 | 37 502 | - 12 838 | -34,2 |
| Mais de 90 dias | 144 619 | 156 755 | - 12 136 | -7,7 |
| Total ( d ) | 169 283 | 194 257 | - 24 974 | -12,9 |
| Total ( a + b + c + d ) | 6 530 474 | 7 854 587 | -1 324 113 | -16,9 |
Verifica-se que a redução do crédito concedido se deveu, fundamentalmente, a operações especiais de crédito titulado. Ao nível do retalho, o crédito a empresas e administrações públicas teve uma redução de 261 milhões de euros, menos 6,3% que no ano anterior. Já em relação ao crédito a particulares, o crédito à habitação registou um crescimento interanual de 14,4%, ou seja, 182 milhões de euros, atingindo 1.442 milhões de euros.
No final de 2011, o crédito a empresas e administrações representava 66,7% do total do crédito concedido no retalho, enquanto o crédito a particulares correspondia a 33,3% do total, o qual aumentou o seu peso relativo em 3 pontos percentuais.
O montante do crédito e juros vencidos atingiu, no final de 2011, um total de 169,3 milhões de euros, valor 12,9% inferior ao do ano anterior. De acordo com o observado no quadro 11, este crédito representava 2,59% do crédito total (2,47% em 2010). Considerando apenas o crédito vencido há mais de 90 dias, este indicador reduz para 2,21% (2,0% em 2010).
O total do crédito em incumprimento do Banco Popular Portugal ascendia, no final de 2011, a 235 milhões de euros, representando 3,60% do crédito total.
(milhares de euros)
| 2 011 | 2 010 | Variação valor % / p.p. |
||
|---|---|---|---|---|
| Crédito e juros vencidos | 169 284 | 194 257 | -24 973 | -12,9 |
| Crédito vencido há mais de 90 dias (a) | 144 620 | 156 755 | -12 135 | -7,7 |
| Crédito de cobrança duvidosa reclassificado como vencido (b) | 90 257 | 120 798 | -30 541 | -25,3 |
| Crédito em incumprimento (a+b) | 234 877 | 277 554 | -42 676 | -15,4 |
| Crédito vencido / crédito total (%) | 2,59 | 2,47 | 0,12 | |
| Crédito vencido há mais de 90 dias / crédito total (%) | 2,21 | 2,00 | 0,22 | |
| Crédito em incumprimento / crédito total (%) | 3,60 | 3,54 | 0,05 | |
| Crédito em incumprimento líquido / crédito total líquido (%) | 1,30 | 1,36 | -0,06 | |
| Provisões para riscos de crédito | 218 289 | 239 725 | -21 436 | -8,9 |
| Rácio de cobertura (%) | 128,9 | 123,4 | 5,5 | |
| por memória: Crédito total |
6 530 474 | 7 854 587 | -1324 113 | -16,9 |
No final de 2011, as provisões para riscos de crédito ascendiam a 218,3 milhões de euros, garantindo um rácio de cobertura de 128,9%, com uma melhoria de 5,5 pontos percentuais, relativamente ao ano anterior.
As perspectivas para 2012 são de um abrandamento do crescimento económico mundial, em particular na Zona Euro, como consequência da necessidade de consolidação orçamental, e uma forte contracção da actividade económica, pelo ajustamento dos desequilíbrios macroeconómicos e pela desaceleração das exportações. A economia portuguesa encontra-se envolta numa enorme incerteza resultante da desaceleração da economia mundial e da crise da dívida soberana na área do Euro.
Não obstante este cenário menos animador, o Banco Popular Portugal, reforçará a sua posição de banco dirigido para as PME, tendo como principal objectivo crescer neste segmento quer em número de clientes, quer na sua quota de crédito, apoiando as empresas no desenvolvimento da sua actividade em Portugal e na componente de internacionalização.
O segmento de particulares não será descorado, uma vez que este segmento será importantíssimo na captação de recursos para apoiar as PME, e desta forma, a economia portuguesa.
No decorrer do ano de 2011, o Banco manteve a orientação de desenvolver as actividades relativas à promoção e coordenação da gestão e controlo dos riscos, bem como os reportes relativos aos riscos que o Banco incorre, sendo de realçar como principais acções:
A implementação na gestão dos modelos de "scoring" e de "rating", com o desenvolvimento de mecanismos de delegação de poderes de crédito pela estrutura do Banco, tendo por base a utilização dos referidos modelos de risco de crédito;
Apresentação da candidatura, junto do Banco de Portugal, ao método "standard" do risco operacional;
Desenvolvimento de reportes internos relativos ao acompanhamento dos diferentes riscos.
Descrição e sistematização das politicas para as diferente tipologias de riscos existentes.
Nos documentos de prestação de contas existem várias referências ao processo de gestão de riscos no Banco Popular Portugal, em particular nas notas às contas e no relatório de disciplina de mercado. Neste relatório é feita uma sistematização da informação sobre esta matéria
Este risco nasce da possível perda causada pelo incumprimento das obrigações contratuais das contrapartes da entidade. No caso dos financiamentos produz-se como consequência da não recuperação do capital, juros e comissões, nos termos da dívida, prazos e demais condições estabelecidas nos contratos. No que se refere a riscos fora de balanço, deriva do incumprimento pela contraparte das suas obrigações perante terceiros, o que implica que a entidade os assuma como próprios em função do compromisso contraído.O risco de crédito do Banco é resultante essencialmente da sua actividade de banca comercial, a sua principal área de negócio.
A manutenção das dificuldades macroeconómicas, que se mantiveram durante todo o ano de 2011, continuou a estar na base do aumento do número de empresas em situação de insolvência, que totalizou cerca de 4.700 casos, correspondendo a um aumento de 14% em relação ao ano anterior.
No que toca ao número global de processos de insolvência, que incluem o das pessoas físicas, no ano passado registaram-se em Portugal cerca de 10.800 novos casos, o que traduz um crescimento de 65% em relação a 2010, destacando-se obviamente o elevado número de insolvências declaradas sobre particulares.
De referir ainda que, no quarto trimestre do ano passado, os níveis de insolvência superaram, pela primeira vez, desde o início da crise, a barreira dos 3.000 processos trimestrais, estando os sectores com a maior taxa de crescimento de insolvências directamente relacionados com a queda do consumo.
Devido à forte associação histórica do Banco ao sector da promoção imobiliária, continuou-se a constatar elevados níveis de crédito em situação de incumprimento, apresentando por isso o segmento de imparidade relativo à Promoção Imobiliária uma deterioração de 47,7% no final do ano, sendo este o segmento que maior deterioração apresenta ao nível do referido modelo de imparidade.
Em coordenação com o Grupo, o BAPOP encontra-se actualmente em fase de implementação na gestão dos modelos de scoring e de rating crédito do BPE, situação que tem implicado a reformulação e optimização de todas as fontes de informação internas e externas de clientes.
Esta optimização tem permitido ao Banco ter uma informação com maior qualidade e com uma estrutura que lhe permite o conhecimento mais atempado de eventuais situações de alerta sobre os clientes, nomeadamente de incidentes judiciais, de insolvências e de indicadores económico-financeiros. De forma a melhorar a qualidade de informação sobre os clientes, encontra-se em fase de projecto-piloto o carregamento central dos modelos fiscais de empresas.
A implementação na gestão dos modelos tem sido uma ferramenta fundamental de auxílio na decisão de crédito, tendo sido atribuídos poderes de crédito às Sucursais para operações de crédito à habitação, crédito ao consumo e cartões de crédito, tendo por base os níveis de risco atribuídos pelos modelos de scoring a particulares. Além disso, o processo de decisão de crédito a nível central já considera, de forma automática, uma diferenciação nos poderes de crédito pelos Analistas de Crédito e pelos Elementos de Direcção, em função do nível de risco atribuído pelos modelos de rating.
Por outro lado, além do auxílio na decisão de crédito, os modelos de scoring e de rating também estão a ser utilizados para o acompanhamento do risco de crédito e na elaboração de informação para a gestão sobre o perfil de risco da carteira de crédito, uma vez que, face à actualização mensal das respectivas notações de risco, é possível identificar os clientes com risco mais elevado ou com maior degradação em um determinado período de tempo, permitindo um acompanhamento mais próximo e rápido de eventuais situações de alerta.
Relativamente às grandes empresas, o BAPOP também tem implementado um modelo de rating estando previsto que, ao longo de 2012, toda a carteira de crédito concedido a Grandes Empresas seja objecto de análise e atribuição do nível de risco, com actualização pelo menos uma vez por ano.
Tendo por base os modelos referidos anteriormente, o BAPOP encontra-se a trabalhar no sentido de em breve poder diferenciar o preço das operações de crédito em função do respectivo nível de risco e consumo de capital.
Como referido, apesar do BAPOP não possuir ainda métodos internos avançados de medição do risco de crédito (BIS II), desenvolveu com o apoio de consultores externos um modelo de imparidade de crédito, que lhe permite dar resposta à necessidade de apresentação de contas consolidadas em formato NIC, elaborar os relatórios de imparidade, bem como aferir mensalmente da qualidade do crédito que concede e do acompanhamento do mesmo.
Este modelo é acompanhado pelo Departamento de Gestão de Risco e é semestralmente reportado ao BdP no âmbito do Relatório de Imparidade, onde é descrita de forma pormenorizada toda a metodologia deste modelo.
Durante 2012, novamente com o apoio de consultores externos, é objectivo proceder a uma nova revisão, a qual visa, essencialmente, reflectir ao nível do modelo o actual contexto macroeconómico.
Atendendo ao facto do modelo existente contemplar um excelente indicador da qualidade do crédito, optou-se por introduzir o conceito de PD na gestão corrente do Banco. Em rigor, poderemos afirmar que a PD incorpora dois aspectos fundamentais: a qualidade do crédito concedido e a qualidade do acompanhamento do cliente ao longo da vida das operações.
Assim, presentemente, o BAPOP analisa regularmente a evolução das PD's não só ao nível dos segmentos, mas também ao nível de zona geográfica e ao nível da sucursal. Durante o ano de 2011, o BAPOP recorreu ao histórico recente das PD's de imparidade para desenvolver um modelo interno de atribuição de poderes de crédito às sucursais.
O Banco dispõe de um sistema de vigilância baseado em alertas técnicos, em que através de indicadores pré-estabelecidos, se efectua um acompanhamento preventivo do risco, detectando desta forma possíveis desvios anómalos.
Com base no sistema de alertas, função de indicadores pré definidos de natureza comportamental e/ou do perfil do cliente (descobertos, incumprimentos, morosidade/falência no sistema bancário, etc.) obtém-se uma classificação para cada cliente e/ou respectivas operações (normal, vigiar, precaução), que constitui uma graduação dos eventos detectados, e a partir desta fixam-se políticas de condução dos riscos por entidade ou grupo (não incrementar o risco, reduzir o risco, extinguir o risco, ou política de condução não restritiva).
O modelo de imparidade per si, é uma fonte principal para o controlo do risco. Pretendendo estimar com periodicidade semestral as perdas latentes na carteira de crédito, serve para a identificação e a marcação de prioridades de actuação quanto aos clientes com riscos que revelam sinais de deterioração.
Em termos de segmentação sectorial, em 31 de Dezembro de 2011, a carteira de crédito concedido a empresas por sector económico era a seguinte:
Conforme se constata na figura 12, cerca de 33,2% do crédito concedido a empresas (23,7% do total do crédito concedido pelo BAPOP) refere-se ao sector da construção e actividades imobiliárias. Denotou-se, face a Dezembro de 2010 uma diminuição acentuada do peso que este sector de actividade tinha na carteira (cerca de 39,2% do crédito a empresas), a que não é alheia a venda de operações de crédito. O objectivo do BAPOP é o de continuar o processo de
crédito concedido a empresas.
Apesar de este sector ainda apresentar um peso considerável no total de crédito, saliente-se que, estas exposições encontram-se colateralizadas com garantias reais, que são monitorizadas periodicamente, uma vez que as libertações de capital são efectuadas mediante vistorias (efectuadas por empresas externas especializadas e verificadas internamente por engenheiros especializados) e monitorização da progressão dos respectivos projectos.
redução da exposição aos sectores da construção e actividades imobiliárias até aos 25% do
De forma a estimar o capital interno necessário para fazer face ao risco de concentração na carteira de crédito e na carteira de títulos, o Banco aplica a metodologia utilizada pelo Grupo que assenta no cálculo do Índice de "Herfindahl" e em tabelas que indicam valores de capital a alocar a este risco, tendo por base o referido índice. Neste exercício, excluem-se as operações com o GBP (Grupo Banco Popular), em virtude de se considerar que pretendemos medir os riscos de concentração externos ao Grupo e consideraram-se as 1.000 maiores exposições.
De acordo com a metodologia preconizada, é calculado um índice de concentração a exposições individuais (SNCI – Single Name Concentration Index) para as maiores 1.000 exposições directas, com base na seguinte fórmula:
$$
ICI = \frac{\sum x^2}{(\sum y)^2} \times 100
$$
Em que x representa a exposição a um indivíduo ou a um conjunto de indivíduos (grupo) e y representa a exposição total da carteira de crédito. Posteriormente, foi efectuada a correspondência entre o índice obtido e coeficientes de capital específicos, conforme especificado na tabela seguinte:
| SNCI | Coefficient |
|---|---|
| 0,1 | 0,0% |
| 0,15 | 1,7% |
| 0,3 | 7,4% |
| 0,6 | 15,4% |
| 1,2 | 26,6% |
| 2,4 | 60,2% |
| 4,8 | 129,0% |
| 9,6 | 247,9% |
| >= 42,80 | 1071,2% |
O requisito de capital para o risco de concentração relativo a exposições individuais é calculado multiplicando o requisito de capital para o risco de crédito (Pilar I) pelo coeficiente de capital específico obtido por interpolação linear dos valores da tabela anterior.
A metodologia adoptada é bastante semelhante à descrita para a concentração a exposições individuais, sendo agora aplicada a um conjunto de sectores de actividade, excluindo exposições ao sector financeiro e a particulares, com base na seguinte fórmula:
$$
ICS = \frac{\sum x^2}{(\sum x)^2} \times 100
$$
Em que x representa a exposição a cada sector de actividade. Posteriormente, foi efectuada a correspondência entre o índice obtido e coeficientes de capital específicos, conforme especificado na tabela abaixo:
| SCI | Coefficient |
|---|---|
| 0 < SCI <= 12 | 0,00% |
| 12 < ICS <= 15 | 2,00% |
| 15 < ICS <= 20 | 4,00% |
| 20 < ICS <= 25 | 6,00% |
| 25 < ICS <= 100 | 8,00% |
De referir que, o Banco tem apresentado uma tendência de descida do índice de concentração sectorial, que culminou, em 2011, com o nível mais baixo de sempre. Esta descida é essencialmente explicada pela diminuição da concentração nos sectores de construção e actividades imobiliárias.
O Grupo Banco Popular adoptou como definição de risco operacional a estabelecida no Novo Acordo de Capital (Basileia II) como risco de perdas resultantes da aplicação inadequada ou negligente de procedimentos internos, de comportamentos das pessoas e de inadequado funcionamento de sistemas ou de causas externas.
O GBP optou pelo método Standard, previsto em BIS II para o cálculo de capital por risco operacional, permanecendo o Banco Popular Portugal ainda no método do Indicador Básico.
Contudo, o Banco Popular Portugal considera estar a cumprir os requisitos necessários à utilização do método Standard e, por esse motivo, apresentou no dia 28 de Novembro de 2011 ao BdP a sua candidatura à utilização daquele método.
Esta candidatura decorre das seguintes motivações:
• Obtenção em Portugal de autorização para se utilizar o mesmo método que a casa-mãe, em virtude dos trabalhos de implementação de metodologias e ferramentas que o BAPOP tem vindo a desenvolver desde há alguns anos, serem similares às do Grupo;
Acresce ainda que, o BAPOP desde o início de 2004 que está a capturar os eventos de risco operacional ocorridos, sendo posteriormente integrados numa base de dados única do Grupo.
Em termos sumários, o processo de gestão do risco operacional, que se assemelha ao existente na casa-mãe, considerando particularidades específicas de Portugal, decorreu da realização de um processo integral de identificação de riscos operacionais e respectivos controlos.
Encontram-se em fase de conclusão os trabalhos do segundo ciclo de revisão dos requisitos qualitativos, envolvendo os diversos responsáveis de risco operacional, das diversas áreas funcionais do Banco. Estes responsáveis, nomeados pela gestão de topo do Banco, têm essencialmente as seguintes funções:
No decurso de 2010, foi constituído formalmente o Comité de Risco Operacional, integrando as reuniões regulares do agora denominado Comité de Controlo Interno e Risco Operacional que, acompanhado pela gestão de topo, reúne periodicamente no sentido de discutir os principais eventos ocorridos e avaliar da necessidade de se estabelecerem medidas de mitigação dos riscos ou alterações às existentes.
Mensalmente, o Departamento de Gestão de Risco apresenta à gestão de topo e divulga aos membros permanentes do Comité um relatório sobre as principais actividades no âmbito da gestão do Risco Operacional e análise quantitativa dos eventos ocorridos.
Regularmente são ainda promovidos e realizados Workshops sobre temas oportunos relacionados com frequências ou impactos relevantes que justifiquem um debate com os responsáveis de risco operacional das áreas funcionais envolvidas com o objectivo de promover a identificação de eventuais medidas mitigadoras a implementar.
De salientar que, os responsáveis pela gestão de risco operacional em Portugal fazem parte do Comité de Risco Operacional do GBP (que reúne trimestralmente) onde são discutidos todos os aspectos relevantes relativos a todo o Grupo. À semelhança do que já sucede igualmente em Espanha, a temática do Risco Operacional continuará a ser ainda objecto de acções de formação extensíveis a todos os colaboradores do Banco.
Presentemente, em virtude do Banco permanecer no método do Indicador Básico, ainda não são efectuados testes de esforço ao risco operacional.
Este risco define-se como o risco originado pelas flutuações das taxas de juro e é estimado através da análise aos vencimentos e reapreciações das operações de activo e passivo do balanço. O impacto estimado tem efeitos quer na margem financeira, quer no valor patrimonial do balanço do Banco através de:
O Banco tem vindo a procurar aproveitar as sinergias com o GBP (Grupo Banco Popular) e desenvolveu um trabalho específico de preparação da informação com vista à utilização da estrutura e metodologias adoptadas a nível do Grupo e, presentemente, já possui em Portugal esta ferramenta de análise.
O risco de taxa de juro do balanço é acompanhado mensalmente pelo Departamento de Gestão de Risco e medido por um modelo de repricing gap sobre os activos e passivos susceptíveis a variações de taxa de juro. De um modo sucinto, este modelo agrupa os activos e passivos sensíveis a variações em intervalos de tempo fixos (datas de vencimento ou de primeira revisão de taxa de juro, quando a mesma está indexada), a partir dos quais se calcula um impacto potencial sobre a margem de intermediação.
Contudo, como se pretende medir o impacto deste risco nos capitais próprios, no âmbito deste exercício utilizou-se a metodologia preconizada na Instrução 19/2005 do BdP que, em termos sumários consiste:
Com referência a 31 de Dezembro de 2011 os impactos estimados foram os seguintes:
| Impacto acumulado dos instrumentos sensíveis à taxa de juro |
10.222.353 |
|---|---|
| Fundos próprios | 668.313.541 |
| Impacto na situação líquida / Fundos próprios | 2% |
O risco de liquidez é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital decorrente da incapacidade da entidade cumprir com as suas obrigações financeiras à medida que as mesmas se vencem ou não conseguir assegurá-las em condições razoáveis de mercado.
O Banco está exposto a risco de liquidez decorrente da utilização das contas correntes, execução de garantias, levantamento de depósitos, etc.
O risco de liquidez é gerido ao nível do GBP pelo Comité de Activos e Passivos (ALCO) de forma centralizada para todas as entidades de crédito e sociedades financeiras consolidadas e monitorizado em paralelo pelo BAPOP. O sistema de gestão do risco de liquidez do GBP inclui procedimentos formais de acompanhamento da liquidez, sistema de alertas associado a situações de crise específicas e sistémicas, plano de contingência de liquidez, etc.
Em 31 de Dezembro de 2011, as necessidades de financiamento do Banco eram asseguradas essencialmente por depósitos de clientes, funding do GBP, por financiamento do BCE e por funding de outras instituições de crédito.
De salientar a importância crescente dos depósitos de clientes no financiamento do Banco como resultado do esforço de captação realizado ao longo do ano de 2011 permitindo uma descida significativa da dependência do funding disponibilizado pelo GBP. Apesar disto, os recursos do Grupo continuam a ter um peso significativo, razão pela qual se considera este passivo como estável. Na eventualidade de existência de gaps nas datas de vencimento das operações, as mesmas serão renovadas. Deste modo, o funding da casa-mãe é considerado um passivo estável, pela solidez do GBP, não havendo qualquer restrição em termos de montantes de financiamento, prazos ou taxas.
O Banco em Portugal, em linha com a política do GBP, tem reforçado a sua carteira de activos com elevada liquidez (obrigações de divida pública consideradas elegíveis como garantia na tomada de financiamento junto do BCE), constituindo assim uma 2ª linha de liquidez adicional.
38
Por fim, são estabelecidos ainda os mecanismos necessários com o objectivo do cumprimento no normativo legal relativo ao Coeficiente de Reservas Mínimas, que é gerido localmente, que acompanha ainda o cumprimento do coeficiente durante o período em curso.
O processo de gestão de liquidez no BAPOP assenta essencialmente:
Com referência a 31 de Dezembro de 2011, o Gap de liquidez o BAPOP por prazos residuais de vencimento das operações até 1 ano resume-se como segue:
| MISMATCHES (posições à data de referência) |
Até 1 mês | De 1 a 3 meses |
De 3 a 12 meses |
De 1 a 5 anos |
Mais de 5 anos |
|---|---|---|---|---|---|
| Mismatches por prazos | ‐2.385.992 | ‐486.106 | 548.431 | 482.532 | 1.997.320 |
| Mismatches acumulados | ‐2.385.992 | ‐2.872.098 | ‐2.323.667 | ‐1.841.134 | 156.186 |
Unidade: milhares de euro
Na eventualidade da existência de gaps de liquidez negativos nas datas de vencimento das operações de financiamento junto da casa-mãe em Espanha, as mesmas serão renovadas sem quaisquer restrições.
Comparativamente com Dezembro de 2010, destacamos uma evolução extremamente positiva ao nível dos mismatches, provocada pelo forte aumento dos recursos de clientes simultaneamente com uma diminuição do crédito concedido.
O Banco também tem mecanismos de acompanhamento dos outros riscos, designadamente: o risco cambial; o risco de mercado; o risco de reputação e o risco de negócio
Em conformidade com o Artigo 24º dos Estatutos e tendo em consideração a conveniência de maximizar o autofinanciamento dos capitais próprios, o Conselho de Administração propõe que o resultado líquido do exercício de 2011 do Banco Popular Portugal, S.A., no montante de Euros 13.432.065,61, tenha a seguinte aplicação:
| - Para Reserva Legal | euros | 1.343.807,33 |
|---|---|---|
| - Para Outras Reservas | euros 12.088.258,28 |
O Conselho de Administração expressa o seu reconhecimento às autoridades monetárias e de supervisão, ao accionista Banco Popular Español e ao Conselho Fiscal, pela valiosa cooperação no acompanhamento da actividade do Banco Popular Portugal.
O Conselho manifesta igualmente o seu agradecimento aos clientes pela confiança depositada e o seu apreço aos colaboradores pelo empenhamento profissional no exercício das suas funções e contribuição para o desenvolvimento do Banco.
Lisboa, 19 de Março de 2012
O Conselho de Administração
(Artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais)
Nada a reportar
(Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais e Artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários)
| Accionistas | Nº Acções | Participação no Capital social % |
Direitos de voto % |
|---|---|---|---|
| Banco Popular Español, SA | 451 000 000 | 100% | 100% |
| (milhares de euros) | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Ano | |||||
| Notas/ Quadros anexos |
Valor antes de provisões, imparidade e amortizações |
Provisões, imparidade e amortizações |
Valor líquido | Ano anterior | |
| 1 | 2 | 3 = 1 - 2 | |||
| Activo | |||||
| Caixa e disponibilidades em bancos centrais | 17 | 138 221 | 138 221 | 123 775 | |
| Disponibilidades em outras instituições de crédito | 18 | 140 324 | 140 324 | 91 452 | |
| Activos financeiros detidos para negociação | 19 | 34 942 | 34 942 | 21 344 | |
| Outros activos financ. justo valor através de resultados | 20 | 30 496 | 30 496 | 31 400 | |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 21 | 1 503 439 | 1 503 439 | 1 392 094 | |
| Aplicações em instituições de crédito | 22 | 148 835 | 148 835 | 167 141 | |
| Crédito a clientes | 23 | 6 530 474 | 162 610 | 6 367 864 | 7 670 864 |
| Investimentos detidos até à maturidade | 24 | 545 326 | 545 326 | 176 345 | |
| Outros activos tangíveis | 25 | 184 577 | 91 239 | 93 338 | 102 578 |
| Activos intangíveis | 26 | 20 767 | 19 950 | 817 | 1 400 |
| Investimento em filiais e associadas | 27 | 22 579 | 0 | 22 579 | 26 959 |
| Activos por impostos diferidos | 28 | 121 839 | 121 839 | 67 052 | |
| Outros activos | 29 | 560 813 | 74 798 | 486 015 | 360 562 |
| Total de Activo | 9 982 632 | 348 597 | 9 634 035 | 10 232 966 | |
| Passivo | |||||
| Recursos de bancos centrais | 495 137 | 495 137 | 500 111 | ||
| Passivos financeiros detidos para negociação | 19 | 29 374 | 29 374 | 18 329 | |
| Recursos de outras instituições de crédito | 30 | 3 648 429 | 3 648 429 | 5 210 299 | |
| Recursos de clientes | 31 | 4 154 043 | 4 154 043 | 3 558 491 | |
| Responsabilidades representadas por títulos | 32 | 605 816 | 605 816 | 214 780 | |
| Derivados de cobertura | 33 | 82 554 | 82 554 | 38 549 | |
| Provisões | 34 | 61 134 | 61 134 | 59 428 | |
| Passivos por impostos correntes | 2 063 | 2 063 | 2 825 | ||
| Passivos por impostos diferidos | 28 | 9 530 | 9 530 | 9 617 | |
| Outros passivos | 35 | 49 628 | 49 628 | 41 488 | |
| Total de Passivo | 9 137 708 | 0 | 9 137 708 | 9 653 917 | |
| Capital | |||||
| Capital | 38 | 451 000 | 451 000 | 376 000 | |
| Prémios de emissão | 38 | 10 109 | 10 109 | 10 109 | |
| Reservas de reavaliação | 39 | - 233 632 | - 233 632 | - 85 197 | |
| Outras reservas e resultados transitados | 40 | 255 418 | 255 418 | 262 244 | |
| Resultado do exercício | 13 432 | 13 432 | 15 893 | ||
| Total de capital | 496 327 | 0 | 496 327 | 579 049 | |
| Total de Passivo + Capital | 9 634 035 | 0 | 9 634 035 | 10 232 966 |
| (milhares de euros) | |||
|---|---|---|---|
| Notas/ Quadros anexos |
Ano | Ano anterior |
|
| Juros e rendimentos similares Juros e encargos similares Margem financeira |
6 6 |
356 663 225 576 131 087 |
264 946 136 961 127 985 |
| Rendimento de instrumentos de capital Rendimentos de serviços e comissões Encargos com serviços e comissões Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados (líquido) |
7 8 8 9 |
64 58 355 9 673 - 4 316 |
785 53 086 7 298 - 3 132 |
| Resultados de activos financeiros disponíveis para venda (líquido) Resultados de reavaliação cambial (líquido) Resultados de alienação de outros activos Outros resultados de exploração |
9 10 11 12 |
205 - 413 - 1 775 - 6 677 |
15 577 640 14 574 - 896 |
| Produto bancário | 166 857 | 201 321 | |
| Custos com pessoal Gastos gerais administrativos Depreciações e amortizações Provisões líquidas de reposições e anulações Correcções de valor associadas ao crédito a clientes e valores |
13 14 25/26 34 |
59 890 51 797 8 044 1 706 |
55 630 48 238 7 827 3 916 |
| a receber de outros devedores (líq. de reposições e anulações) Imparidade outros activos financ. líquida de reversões e recuperações Imparidades de outros activos líquida de reversões e recuperações |
23 29 |
398 1 771 18 824 |
48 325 - 15 686 |
| Resultado antes de impostos | 24 427 | 21 699 | |
| Impostos Correntes Diferidos |
15 15 |
10 995 8 217 2 778 |
5 806 3 164 2 642 |
| Resultado após impostos | 13 432 | 15 893 | |
| Do qual: Resultado após impostos de operações descontinuadas | 0 | 0 | |
| Resultado líquido do exercício | 13 432 | 15 893 | |
| Resultado por acção (euro) | 0,03 | 0,04 |
| (milhares de euros) | ||
|---|---|---|
| Reavaliação de activos financeiros disponíveis para venda | 31-12-2011 | 31-12-2010 |
| Resultado líquido | 13.432 | 15.893 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | ||
| -201.953 | -120.960 | |
| Impacto fiscal | 53.518 | 32.609 |
| Resultado não reconhecido na demonstração de resultados | -148.435 | -88.351 |
| Rendimento integral individual | -135.003 | -72.458 |
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
(milhares de euros)
Demonstração em base individual (NCA) dos movimentos nas contas de Capital Próprio
Capital Social Prémio de emissão Reservas de reavaliação Outras reservas Resultados transitados Resultado líquido Total Balanço em 01 de Janeiro de 2010 376 000 10 109 3 154 273 697 - 29 128 17 675 651 507 Transferência para resultados transitados 17 675 - 17 675 0 Responsabilidades pensões de reforma ( Transição IFRS ) 0 0 Transferência para reserva legal 1 768 - 1 768 0 Transferência para outras reservas 15 907 - 15 907 0 Resultado integral do exercício - 88 351 15 893 - 72 458 Saldo a 31 de Dezembro de 2010 376 000 10 109 - 85 197 291 372 - 29 128 15 893 579 049 Transferência para resultados transitados 15 893 - 15 893 0 Responsabilidades pensões de reforma ( Transição IFRS ) 0 0 Transferência para reserva legal 1 590 - 1 590 0 Transferência para outras reservas 14 303 - 14 303 0 Fusão por incorporação de Filial 7 - 22 726 - 22 719 Aumento do capital social 75 000 75 000 Resultado integral do exercício - 148 435 13 432 - 135 003 Saldo em 31 de Dezembro de 2011 451 000 10 109 - 233 632 307 272 - 51 854 13 432 496 327
(em milhares de euros)
| Notas | 2011 | 2010 | |
|---|---|---|---|
| Actividades Operacionais | |||
| Juros e comissões recebidos | 356 865 | 263 750 | |
| Juros e comissões pagos | - 194 710 | - 148 474 | |
| Recuperação de crédito e juros vencidos | 5 746 | 8 049 | |
| Pagamento a empregados e fornecedores | - 101 827 | - 94 965 | |
| Contribuições para o fundo de pensões | 36 | - 2 911 | - 6 909 |
| Resultados operacionais antes de alterações nos fundos operacionais | 63 163 | 21 451 | |
| (Aumentos)/diminuições dos activos operacionais | |||
| Créditos sobre instituições de crédito | - 9 987 | 512 562 | |
| Depósitos em bancos centrais | - 11 451 | - 3 763 | |
| Crédito sobre clientes | 1 068 324 | -1 712 483 | |
| Activos financeiros | 25 240 | 779 | |
| Outros activos operacionais | 465 | - 17 369 | |
| Aumentos/(diminuições) dos passivos operacionais | |||
| Débitos para com instituições de crédito | -1 564 949 | 1 445 356 | |
| Débitos para com clientes | 575 490 | 32 105 | |
| Passivos financeiros | 0 | 0 | |
| Outros passivos operacionais | - 22 106 | - 7 526 | |
| Fluxos de caixa líquidos das actividades operacionais antes de | |||
| impostos sobre lucros | 124 189 | 271 112 | |
| Impostos pagos sobre lucros | - 8 979 | 11 342 | |
| Fluxos de caixa líquidos das actividades operacionais | 115 210 | 282 454 | |
| Actividades de Investimento | |||
| Dividendos recebidos | 64 | 785 | |
| Venda de empresas filiais | 0 | 39 6 80 |
|
| Activos financeiros disponíveis para venda | - 260 067 | - 798 155 | |
| Activos/Passivos de cobertura | 30 222 | 12 724 | |
| Compra/Venda títulos ao vencimento | - 355 201 | - 46 498 | |
| Vendas de activos não correntes detidos para venda | 37 848 | 32 001 | |
| Compra de imobilizações | - 2 602 | - 4 149 | |
| Valores recebidos na venda de imobilizações | 5 | 0 | |
| Fluxos de caixa líquidos das actividades de investimento | - 549 731 | - 763 612 | |
| Actividades de Financiamento | |||
| Emissão de acções | 38 | 75 000 | 130 000 |
| Emissão de dívida obrigacionista | 32 | 390 850 | 130 000 |
| Juros e amortizações de dívida obrigacionista | 32 | - 7 484 | - 1 929 |
| Fluxos de caixa líquidos das actividades de financiamento | 458 366 | 258 071 | |
| Efeitos da alteração da taxa de câmbio em caixa e seus equivalentes | - 267 | 1 651 | |
| Aumento líquido em caixa e seus equivalentes | 23 578 | - 221 436 | |
| Caixa e seus equivalentes no início do período | 45 | 305 816 | 657 252 |
| Caixa e seus equivalentes no fim do período | 45 | 329 394 | 305 816 |
| 23 578 | - 351 436 |
| INVENTÁRIO DE TÍTULOS EM BASE INDIVIDUAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (em euros) | ||
|---|---|---|
| Natureza e espécie | Categoria de Activo Instrução nº 23/2004 |
Tipo de emitente |
País do emitente |
Cotado/ Não cotado |
Mercado organizado relevante |
Cotação |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Instrumentos de dívida | ||||||
| De dívida pública - Residentes | ||||||
| OT Junho 2003/2014 OT Junho 2019 - 4,75% |
Activos fin. justo valor através de result. Activos financeiros disponíveis para venda |
SPA SPA |
Portugal Portugal |
S S |
Portugal Portugal |
5.812.500,00 263.791.620,20 |
| OT Outubro 2015 - 3,35% | Investimentos detidos até à maturidade | SPA | Portugal | S | Portugal | 28.300.000,00 |
| OT Outubro 2017 - 4,35% | Investimentos detidos até à maturidade | SPA | Portugal | S | Portugal | 23.600.000,00 |
| OT Junho 2019 - 4,75% | Investimentos detidos até à maturidade | SPA | Portugal | S | Portugal | 22.069.200,00 |
| De dívida pública - Residentes Tesouro Espanhol |
Activos financeiros disponíveis para venda | SPA | Espanha | S | Espanha | 141.673.400,00 |
| Tesouro Espanhol | Activos financeiros disponíveis para venda | SPA | Espanha | S | Espanha | 258.009.600,00 |
| Tesouro Espanhol | Activos financeiros disponíveis para venda | SPA | Espanha | S | Espanha | 97.368.000,00 |
| Tesouro Espanhol | Investimentos detidos até à maturidade | SPA | Espanha | S | Espanha | 48.684.000,00 |
| Tesouro Espanhol | Investimentos detidos até à maturidade | SPA | Espanha | S | Espanha | 148.215.000,00 |
| SPGB 4.8 - 2024 | Investimentos detidos até à maturidade | SPA | Espanha | S | Espanha | 469.790,00 |
| De outros emissores | ||||||
| Dívida não subordinada | ||||||
| A.Rodrigues Correia Lopes, Bebidas e Alim., SA-14ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Acail Gás, SA - 3ª Acail-Industria Comer. Ferro e Aços, SA-3ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| Amorim Holding II, SGPS, SA-13ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Amorim Holding II, SGPS, SA-14ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Amorim Holding II, SGPS, SA-51ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Amorim Investimentos e Participações, SGPS, SA-19ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Amorim Investimentos e Participações, SGPS, SA-23ª Amorim Investimentos e Participações, SGPS, SA-24ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| Amorim Turismo, SGPS, SA-10ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Amorim Turismo, SGPS, SA-11ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Amorim Turismo, SGPS, SA-12ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Amorim Turismo, SGPS, SA-13ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Amorim Turismo, SGPS, SA-14ª Amorim Turismo, SGPS, SA-7ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| Amorim Turismo, SGPS, SA-8ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Amorim Turismo, SGPS, SA-9ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Auto Sueco, LDA - 5ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Aveleda-Soc. Agrícola e Com.Quinta da Aveleda, SA-2ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Avicasal - Soc. Avícola, SA-4ª Avicasal-Sociedade Avícola, SA-5ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| BA Vidro, SA- 14ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| BA Vidro, SA- 15ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Barraqueiro SGPS | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Barraqueiro Transportes | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| BI-Silque-Produtos Com. Visual, SA-5ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Brisa -Concessão Rodoviária, SA-12ª Brisa -Concessão Rodoviária, SA-13ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| Cerealis-Produtos Alimentares, SA-1ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Chamartín Imobiliária, SGPS, SA-11ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Ciclo Fapril - Indústrias Metalúrgicas, SA - 4ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Ciclo Fapril - Indústrias Metalúrgicas, SA - 5ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Colquímica-Ind. Nacional de Colas, SA-3ª EFACEC CAPITAL, SGPS, SA-2ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| EP-Estradas de Portugal, SA-4ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Eurocabos-SGPS, SA-2ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| EVA Transportes | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| F Ramada- Aços e Industria, SA-103ª F Ramada-Prod. Com. Est. Metalicas Arm., SA-104ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| FAF -PRODUTOS Sider+urgicos, SA-11ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| FAF -PRODUTOS Siderúrgicos, SA-12ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| FAF-Produtos Siderúrgicos, sa-10ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Ferneto-Máquinas e Art. para Ind. Alimentar, SA - 4ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Frulact-Indústria AGRO-Alimentar, SA-16ª Frulact-Indústria Agro-Alimentar, SA-17ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| Galp Energia, SGPS, SA -17ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Galp Energia, SGPS, SA-77ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| GRUPO SALVADOR CAETANO, SGPS, SA-1ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Grupo Visabeira, SGPS, SA-2ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Gupo Valouro, SGPS, SA-5ª Jerónimo Martins, SGPS, SA-6ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| José de Mello - Investimentos, SGPS, SA | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Lanidor-Comércio de Pronto a Vestir, SA-11ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Logoplaste-TECHNICAL Consultans BV-4ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Lusaveiro - Imp. & Exp. Máquinas e Acessórios Industrias- 4ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Lusavouga-Máquinas e Acessorios Industrias, SA - 4ª Martifer Energy Systems, SGPS, SA-4ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| Martifer Metallic Constructions, SGPS, SA-3ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Martins Ferreira-Comer. Produtos Siderúrg., SA-1ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Meglo Media Global, SGPS, SA-1ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Mundotêxtil-Indústrias Têxteis, SA-30ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Nabeirogest-Soc. Gestora de Part. Sociais, SA-4ª Nordesfer -Armazéns de Ferro, SA-58ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| Oliveira & Irmão, SA-1ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Opway-Engenharia, SA-5ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Oscacer-César Rola, Lda-87ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Pecol-Sistemas de Fixação, SA-42ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Probar-Indústria Alimentar, SA-6ª Procme-Gestão Global de Projectos, SA-34ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| Ramos Catarino, SA-9ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| RAR Imobiliária, SA-20ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Relvas II-Rolhas de Champanhe, SA-35ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Relvas II-Rolhas de Champanhe, SA-37ª REN-Redes Energéticas Nacionais, SGPS, SA-13ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| Revigrés-Indústria Cerâmica de Grés, Lda-29ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Riberalves, SGPS, SA-48ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Rodoviária Alentejo-3ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Rodoviária Lisboa-3ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Rodrigues de Amorim & Irmão, Lda-19ª Santogal-SGPS, SA-15ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
| INVENTÁRIO DE TÍTULOS EM BASE INDIVIDUAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (em euros) | |||
|---|---|---|---|
| Critério | Correcções de valor | % de participação | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Quantidade | Valor Nominal | Valorimétrico | Valor de balanço | Valias (+/-) | Imparidade | Outras | Capital | Direitos de voto |
| 750.000.000 | 7.500.000,00 | Justo valor | 5.990.496,57 | -1.512.093,95 | ||||
| 47.800.000.000 4.000.000.000 |
478.000.000,00 | Justo valor 40.000.000,00 Custo amortizado |
39.962.780,16 | 276.260.759,54 -232.987.109,13 | ||||
| 4.000.000.000 | 40.000.000,00 Custo amortizado | 40.957.577,29 | ||||||
| 4.000.000.000 | 40.000.000,00 Custo amortizado | 41.725.026,33 | ||||||
| 142.000 | 142.000.000,00 | Justo valor | 141.673.400,00 | 1.945.301,26 | ||||
| 256.000 | 256.000.000,00 | Justo valor | 259.707.886,85 | -817.750,00 | ||||
| 100.000 50.000 |
100.000.000,00 | Justo valor 50.000.000,00 Custo amortizado |
97.368.000,00 48.477.767,92 |
2.083.817,34 | ||||
| 150.000 500 |
150.000.000,00 Custo amortizado 500.000,00 Custo amortizado |
148.074.136,64 522.520,41 |
||||||
| 35 24 |
1.750.000,00 1.200.000,00 |
Justo valor Justo valor |
1.750.000,00 1.200.000,00 |
|||||
| 24 | 1.200.000,00 | Justo valor | 1.200.000,00 | |||||
| 150 350 |
7.500.000,00 17.500.000,00 |
Justo valor Justo valor |
7.500.000,00 17.500.000,00 |
|||||
| 295 200 |
14.750.000,00 10.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
14.750.000,00 10.000.000,00 |
|||||
| 100 | 5.000.000,00 | Justo valor | 5.000.000,00 | |||||
| 200 20 |
10.000.000,00 1.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
10.000.000,00 1.000.000,00 |
|||||
| 40 | 2.000.000,00 | Justo valor | 2.000.000,00 | |||||
| 110 30 |
5.500.000,00 1.500.000,00 |
Justo valor Justo valor |
5.500.000,00 1.500.000,00 |
|||||
| 20 20 |
1.000.000,00 1.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
1.000.000,00 1.000.000,00 |
|||||
| 10 | 500.000,00 | Justo valor | 500.000,00 | |||||
| 20 200 |
1.000.000,00 10.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
1.000.000,00 10.000.000,00 |
|||||
| 20 20 |
1.000.000,00 1.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
1.000.000,00 1.000.000,00 |
|||||
| 5 | 250.000,00 | Justo valor | 250.000,00 | |||||
| 40 30 |
2.000.000,00 1.500.000,00 |
Justo valor Justo valor |
2.000.000,00 1.500.000,00 |
|||||
| 10 25 |
500.000,00 1.250.000,00 |
Justo valor Justo valor |
500.000,00 1.250.000,00 |
|||||
| 32 | 1.600.000,00 | Justo valor | 1.600.000,00 | |||||
| 380 120 |
19.000.000,00 6.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
19.000.000,00 6.000.000,00 |
|||||
| 100 300 |
5.000.000,00 15.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
5.000.000,00 15.000.000,00 |
|||||
| 10 | 500.000,00 | Justo valor | 500.000,00 | |||||
| 5 15 |
250.000,00 750.000,00 |
Justo valor Justo valor |
250.000,00 750.000,00 |
|||||
| 100 500 |
5.000.000,00 25.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
5.000.000,00 25.000.000,00 |
|||||
| 20 | 1.000.000,00 | Justo valor | 1.000.000,00 | |||||
| 20 80 |
1.000.000,00 4.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
1.000.000,00 4.000.000,00 |
|||||
| 20 19 |
1.000.000,00 950.000,00 |
Justo valor Justo valor |
1.000.000,00 950.000,00 |
|||||
| 7 | 350.000,00 | Justo valor | 350.000,00 | |||||
| 14 10 |
700.000,00 500.000,00 |
Justo valor Justo valor |
700.000,00 500.000,00 |
|||||
| 10 | 500.000,00 | Justo valor | 500.000,00 | |||||
| 10 200 |
500.000,00 10.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
500.000,00 10.000.000,00 |
|||||
| 1.000 120 |
50.000.000,00 6.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
50.000.000,00 6.000.000,00 |
|||||
| 150 | 7.500.000,00 | Justo valor | 7.500.000,00 | |||||
| 150 200 |
7.500.000,00 10.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
7.500.000,00 10.000.000,00 |
|||||
| 200 40 |
10.000.000,00 2.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
10.000.000,00 2.000.000,00 |
|||||
| 100 | 5.000.000,00 | Justo valor | 5.000.000,00 | |||||
| 23 23 |
1.150.000,00 1.150.000,00 |
Justo valor Justo valor |
1.150.000,00 1.150.000,00 |
|||||
| 58 92 |
2.900.000,00 4.600.000,00 |
Justo valor Justo valor |
2.900.000,00 4.600.000,00 |
|||||
| 10 100 |
500.000,00 5.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
500.000,00 5.000.000,00 |
|||||
| 43 | 2.150.000,00 | Justo valor | 2.150.000,00 | |||||
| 200 7 |
10.000.000,00 350.000,00 |
Justo valor Justo valor |
10.000.000,00 350.000,00 |
|||||
| 40 | 2.000.000,00 | Justo valor | 2.000.000,00 | |||||
| 40 55 |
2.000.000,00 2.750.000,00 |
Justo valor Justo valor |
2.000.000,00 2.750.000,00 |
|||||
| 51 20 |
2.550.000,00 1.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
2.550.000,00 1.000.000,00 |
|||||
| 100 | 5.000.000,00 | Justo valor | 5.000.000,00 | |||||
| 20 100 |
1.000.000,00 5.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
1.000.000,00 5.000.000,00 |
|||||
| 10 5 |
500.000,00 250.000,00 |
Justo valor Justo valor |
500.000,00 250.000,00 |
|||||
| 2.000 60 |
100.000.000,00 3.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
100.000.000,00 3.000.000,00 |
|||||
| 140 | 7.000.000,00 | Justo valor | 7.000.000,00 | |||||
| 20 25 |
1.000.000,00 1.250.000,00 |
Justo valor Justo valor |
1.000.000,00 1.250.000,00 |
|||||
| 15 40 |
750.000,00 2.000.000,00 |
Justo valor Justo valor |
750.000,00 2.000.000,00 |
| Natureza e espécie | Categoria de Activo | Tipo de emitente |
País do emitente |
Cotado/ Não cotado |
Mercado organizado relevante |
Cotação |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Instrução nº 23/2004 | ||||||
| Santogal-SGPS, SA-16ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Savinor-Soc.Avícola do Norte, SA-5ª Semapa-Sociedade Inv. E Gestão, SGPS, SA-91ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| Semapa-Sociedade Inv. E Gestão, SGPS, SA-92ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Sociedade Comercial do Vouga, Lda-12ª Sociedade de Construções Soares da Costa, SA-2ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| Sogevinus Fine Wines, SA-6ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Solverde-Soc. De Invest.Tur. da Costa Verde, Sa.-15ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Sonae Capital, SGPS, SA, 2ª Sorgal-Soc. De Óleos e Rações, SA-8ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| Sovena Oilseeds Portugal, SA-59ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Sovena Portugal-Consumer Goods, SA-60ª Suigranja-Sociedade Agrícola, SA-7ª |
Créditos e outros valores a receber Créditos e outros valores a receber |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
||
| Unicer -Bebidas de Portugal, SGPS, SA-10ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Zon Multimédia, SGPS, SA-4ª | Créditos e outros valores a receber | Outras | Portugal | N | ||
| Kaupthing 6,25% C 10 Kaupthing 6,75% C 12 |
Activos financeiros detidos para negociação Activos financeiros detidos para negociação |
IC IC |
Islandia Islandia |
S S |
Islandia Islandia |
1,00 1,00 |
| Landsbanki C 24.2.11 | Activos financeiros detidos para negociação | IC | Islandia | S | Islandia | 1,00 |
| BTA IM Cédulas G.B.P. 4,25 02/14 | Activos fin. justo valor através de result. | OIF | Espanha | S | Espanha | 23.605.920,00 |
| Banco BPI Banco BPI - 2012 |
Activos financeiros disponíveis para venda Activos financeiros disponíveis para venda |
IC IC |
Portugal Portugal |
S S |
Portugal Portugal |
7.955.680,00 14.540.550,00 |
| Banco Espirito Santo | Activos financeiros disponíveis para venda | IC | Portugal | S | Portugal | 7.705.350,00 |
| Banco Espirito Santo -3,875 Banco Espirito Santo 5,625 06/2014 |
Activos financeiros disponíveis para venda Activos financeiros disponíveis para venda |
IC IC |
Portugal Portugal |
S S |
Portugal Portugal |
4.343.400,00 3.978.000,00 |
| Banco Popular | Activos financeiros disponíveis para venda | IC | Espanha | S | Espanha | 17.700.400,00 |
| Banco Popular | Activos financeiros disponíveis para venda | IC | Espanha | S | Espanha | 20.138.342,00 |
| BARCLAYS BK PLC BARCLAYS BK PLC |
Activos financeiros disponíveis para venda Activos financeiros disponíveis para venda |
IC IC |
Reino Unido Reino Unido |
S S |
Reino Unido Reino Unido |
17.874.180,00 16.848.020,00 |
| BARCLAYS BK PLC 4,75% PERPETUAL | Activos financeiros disponíveis para venda | IC | Reino Unido | S | Reino Unido | 246.707,40 |
| BCP-Banco Comercial Português | Activos financeiros disponíveis para venda | IC | Portugal | S | Portugal | 2.989.280,00 |
| BCP-Banco Comercial Português - 3,75 BCP-Banco Comercial Português - 5,625 |
Activos financeiros disponíveis para venda Activos financeiros disponíveis para venda |
IC IC |
Portugal Portugal |
S S |
Portugal Portugal |
13.699.600,00 11.059.452,50 |
| BESI -Obrig. Indexadas Ouro | Activos financeiros disponíveis para venda | IC | Portugal | N | Portugal | 841.596,00 |
| BNP PARIBAS - -MEDITEIS II | Activos financeiros disponíveis para venda | IC | Holanda | S | Holanda | 31.593,12 |
| CAIXA GERAL DEPOSITOS 3,625% 07-2014 Caixa Geral Depositos-2013 - 4,375% |
Activos financeiros disponíveis para venda Activos financeiros disponíveis para venda |
IC IC |
Portugal Portugal |
S S |
Portugal Portugal |
4.079.500,00 9.351.300,00 |
| Certificados Deposito Bpopular | Activos financeiros disponíveis para venda | IC | Espanha | N | Espanha | |
| Certificados Deposito Bpopular Certificados Deposito Bpopular |
Activos financeiros disponíveis para venda Activos financeiros disponíveis para venda |
IC IC |
Espanha Espanha |
N N |
Espanha Espanha |
|
| Citibank-Obrig. Indexadas Ouro CFI | Activos financeiros disponíveis para venda | IC | Reino Unido | N | Reino Unido | |
| Class D Note Purchase Agreement | Activos financeiros disponíveis para venda | OIF | Irlanda | N | Irlanda | |
| COMMERZBANK AG Fortis Nederland |
Activos financeiros disponíveis para venda Activos financeiros disponíveis para venda |
IC IC |
Alemanha Holanda |
S S |
Alemanha Holanda |
39.542.400,00 35.255.500,00 |
| IM GRUPO BANCO POPULAR EMP 1 | Activos financeiros disponíveis para venda | OIF | Espanha | S | Espanha | 2.632.550,10 |
| IM GRUPO BANCO POPULAR EMPRESAS | Activos financeiros disponíveis para venda | OIF | Espanha | S | Espanha | 556.591,70 |
| Ing Bank, BV KBC-obrig. Indexadas Ouro KBC 1,4 |
Activos financeiros disponíveis para venda Activos financeiros disponíveis para venda |
IC IC |
Holanda Reino Unido |
S N |
Holanda Reino Unido |
30.117.300,00 |
| KBC-obrig. Indexadas Ouro KBC 1,5 | Activos financeiros disponíveis para venda | IC | Reino Unido | N | Reino Unido | |
| LLOYDS TSB Bank | Activos financeiros disponíveis para venda | IC | Reino Unido | S | Reino Unido | 15.223.200,00 |
| Lloyds-Obrig. Indexadas Ouro Lloyds NAVIGATOR MORTAGE FINANCE EUR FL.R 02-2035 |
Activos financeiros disponíveis para venda Activos financeiros disponíveis para venda |
IC OIF |
Reino Unido Irlanda |
N N |
Reino Unido Irlanda |
149.735,48 |
| UBI BANCA, SPCA | Activos financeiros disponíveis para venda | IC | Itália | S | Itália | 25.181.570,00 |
| Banco Popular BBVA |
Investimentos detidos até à maturidade Investimentos detidos até à maturidade |
IC IC |
Espanha Espanha |
S S |
Espanha Espanha |
18.759.678,00 34.968.150,00 |
| IM GBP Empresas 4FT | Investimentos detidos até à maturidade | IC | Espanha | S | Espanha | 109.452.359,43 |
| Dívida Subordinada Banco Finantia 2001/2012 - Obrig. Subordinadas |
Activos financeiros disponíveis para venda | IC | Portugal | N | Portugal | |
| Total | ||||||
| Instrumentos de Capital | ||||||
| ACT-C-Indústria de Cortiças, SA | Activos financeiros disponíveis para venda | Outras | Portugal | N | ||
| Fernando Oliveira - Cortiças, SA Finangeste - Emp. Fin. Gestão e Desenv., SA |
Activos financeiros disponíveis para venda Activos financeiros disponíveis para venda |
Outras OIF |
Portugal Portugal |
N N |
Portugal | |
| Prebesan-Pré Fabricados de Betão de Santarém, Lda | Activos financeiros disponíveis para venda | Outras | Portugal | N | ||
| Sibs - Soc. interb. de Serviços, SA | Activos financeiros disponíveis para venda | OIF | Portugal | N | Portugal | |
| SpPM- Soc. Portuguesa TAEM-PROCESSAMENTO ALIMENTAR, SGPS, SA |
Activos financeiros disponíveis para venda Activos financeiros disponíveis para venda |
Outras Outras |
Portugal Portugal |
N N |
Portugal | |
| Unicre - Cartão Intern. de Crédito, SA | Activos financeiros disponíveis para venda | OIF | Portugal | N | Portugal | |
| Visa Europe Limited Visa Inc. Class C series I Commom Stock |
Activos financeiros disponíveis para venda Activos financeiros disponíveis para venda |
OIF OIF |
Reino Unido USA |
N N |
Reino Unido USA |
|
| Eurovida - Comp. de Seguros de Vida, S.A. | Investimentos em filiais | S | Portugal | N | Portugal | |
| Total | ||||||
| Outros | ||||||
| DEGI Internacional | Activos financeiros detidos para negociação | OIF | Alemanha | S | Alemanha | 215.991,82 |
| Imopular FEI Fechado KanAm Grundinvest |
Activos financeiros detidos para negociação Activos financeiros detidos para negociação |
OIF OIF |
Portugal Alemanha |
S S |
Portugal Alemanha |
2.819.405,61 42.737,01 |
| OPC Preff Class D | Activos financeiros detidos para negociação | OIF | Irlanda | S | Irlanda | 9.948,00 |
| Popular Acções - Fundo de Investimento Mobiliário | Activos financeiros detidos para negociação | OIF | Portugal | S | Portugal | 76.068,15 |
| Popular Euro Obrigações- Fundo Invest. Mobiliário Popular Global 25 - Fundo de Fundos |
Activos financeiros detidos para negociação Activos financeiros detidos para negociação |
OIF OIF |
Portugal Portugal |
S S |
Portugal Portugal |
79.422,48 910.162,23 |
| Popular Global 50 - Fundo de Fundos | Activos financeiros detidos para negociação | OIF | Portugal | S | Portugal | 289.157,65 |
| Popular Global 75 - Fundo de Fundos | Activos financeiros detidos para negociação | OIF | Portugal | S | Portugal | 294.271,60 |
| Popular Grandes Empresas - FEI Fechado Popular Imobiliário-FEI |
Activos financeiros detidos para negociação Activos financeiros detidos para negociação |
OIF OIF |
Portugal Portugal |
S S |
Portugal Portugal |
6.857,00 55.788,54 |
| Popular obrigações indexadas a empresas Alemanha/EUA | Activos financeiros detidos para negociação | OIF | Portugal | S | Portugal | 23.535,11 |
| Popular obrigações indexadas ao Ouro (Londres) FEI Popular Predifundo |
Activos financeiros detidos para negociação Activos financeiros detidos para negociação |
OIF OIF |
Portugal Portugal |
S S |
Portugal Portugal |
123.701,74 2.709.441,08 |
| Popular Valor-FIMAM | Activos financeiros detidos para negociação | OIF | Portugal | S | Portugal | 17.049,54 |
| SEB iMMOiNVEST | Activos financeiros detidos para negociação | OIF | Alemanha | S | Alemanha | 75.071,56 |
| Total |
| Correcções de valor | % de participação | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Quantidade | Valor Nominal | Critério Valorimétrico |
Valor de balanço | Valias (+/-) | ||||
| Direitos de | ||||||||
| Imparidade | Outras | Capital | voto | |||||
| 60 | 3.000.000,00 | Justo valor | 3.000.000,00 | |||||
| 10 | 500.000,00 | Justo valor | 500.000,00 | |||||
| 72 | 3.600.000,00 | Justo valor | 3.600.000,00 | |||||
| 29 | 1.450.000,00 | Justo valor | 1.450.000,00 | |||||
| 14 | 700.000,00 | Justo valor | 700.000,00 | |||||
| 150 | 7.500.000,00 | Justo valor | 7.500.000,00 | |||||
| 55 | 2.750.000,00 | Justo valor | 2.750.000,00 | |||||
| 100 | 5.000.000,00 | Justo valor | 5.000.000,00 | |||||
| 245 | 12.250.000,00 | Justo valor | 12.250.000,00 | |||||
| 35 | 1.750.000,00 | Justo valor | 1.750.000,00 | |||||
| 100 | 5.000.000,00 | Justo valor | 5.000.000,00 | |||||
| 100 | 5.000.000,00 | Justo valor | 5.000.000,00 | |||||
| 20 | 1.000.000,00 | Justo valor | 1.000.000,00 | |||||
| 300 | 15.000.000,00 | Justo valor | 15.000.000,00 | |||||
| 600 | 30.000.000,00 | Justo valor | 30.000.000,00 | |||||
| 582 | 582.000,00 | Justo valor | 1,00 | |||||
| 3.445 | 3.445.000,00 | Justo valor | 1,00 | |||||
| 310 | 310.000,00 | Justo valor | 1,00 | |||||
| 240 | 24.000.000,00 | Justo valor | 24.505.755,65 | -394.080,00 | ||||
| 160 | 8.000.000,00 | Justo valor | 7.991.190,00 | -36.320,00 | ||||
| 300 | 15.000.000,00 | Justo valor | 14.746.440,41 | -413.700,00 | ||||
| 180 | 9.000.000,00 | Justo valor | 7.727.589,00 | -1.280.250,00 | ||||
| 120 | 6.000.000,00 | Justo valor | 4.562.523,32 | -1.641.060,00 | ||||
| 100 | 5.000.000,00 | Justo valor | 4.139.044,54 | -998.650,00 | ||||
| 380 | 19.000.000,00 | Justo valor | 18.273.718,51 | -615.600,00 | ||||
| 400 | 20.450.000,00 | Justo valor | 20.352.086,53 | -280.258,00 | ||||
| 18.000 | 18.000.000,00 | Justo valor | 18.594.179,96 | -47.160,00 | ||||
| 17.000 | 17.000.000,00 | Justo valor | 17.319.129,64 | -125.120,00 | ||||
| 51 | 510.000,00 | Justo valor | 266.021,03 | -42.972,60 | ||||
| 80 | 4.000.000,00 | Justo valor | 2.998.776,00 | -1.001.800,00 | ||||
| 400 | 20.000.000,00 | Justo valor | 13.874.258,14 | -6.200.200,00 | ||||
| 305 | 15.250.000,00 | Justo valor | 11.651.695,67 | -5.205.897,50 | ||||
| 860 | 860.000,00 | Justo valor | 846.747,66 | |||||
| 200 | 200.000,00 | Justo valor | 31.593,12 | -131.341,38 | ||||
| 100 | 5.000.000,00 | Justo valor | 4.161.565,98 | -910.600,00 | ||||
| 200 | 10.000.000,00 | Justo valor | 9.629.382,16 | -610.200,00 | ||||
| 150.000.000 | 150.000.000,00 | Justo valor | 149.979.195,70 | |||||
| 100.000.000 | 100.000.000,00 | Justo valor | 99.830.770,00 | |||||
| 150.000.000 | 150.000.000,00 | Justo valor | 149.920.029,00 | |||||
| 860 | 860.000,00 | Justo valor | 873.328,95 | |||||
| 1 | 4.630.000,00 | Custo Histórico | 4.380.000,00 | |||||
| 40.000 | 40.000.000,00 | Justo valor | 40.752.674,48 | -176.400,00 | ||||
| 35.000 | 35.000.000,00 | Justo valor | 36.536.595,88 | 325.500,00 | ||||
| 69 | 6.900.000,00 | Justo valor | 2.636.699,61 | 1.116.050,10 | ||||
| 7.000 | 700.000,00 | Justo valor | 556.871,35 | 140.091,70 | ||||
| 30.000 | 30.000.000,00 | Justo valor | 31.051.204,12 | 279.000,00 | ||||
| 688 | 688.000,00 | Justo valor | 686.119,41 | |||||
| 172 | 172.000,00 | Justo valor | 172.108,09 | |||||
| 15.000 | 15.000.000,00 | Justo valor | 15.625.425,05 | 240.900,00 | ||||
| 860 | 860.000,00 | Justo valor | 873.842,21 | |||||
| 18 | 164.454,12 | Justo valor | 150.130,96 | 18.855,43 | ||||
| 29.000 381 |
29.000.000,00 | Justo valor 19.050.000,00 Custo amortizado |
25.229.241,23 18.785.806,02 |
-3.579.760,00 | ||||
| 700 | 35.000.000,00 Custo amortizado | 35.054.534,03 | ||||||
| 2.500 | 168.386.950,00 Custo amortizado | 168.386.950,00 | ||||||
| 200.000 | 10.000.000,00 | Justo valor | 10.047.540,36 | -78.040,00 | ||||
| 2.629.771.118,48 | ||||||||
| 354.153 | 1.770.765,00 | Custo Histórico | 0,00 | 0,00 | 1.770.765,00 | 9,88% | 9,88% | |
| 116.066 | 580.330,00 | Custo Histórico | 580.330,00 | 0,00 | 6,42% | 6,42% | ||
| 100 | 500,00 | Justo valor Custo Histórico |
372,00 12.500,00 |
-1.623,19 0,00 |
90.833,00 | 0,002% 2,01% |
0,002% 2,01% |
|
| 25.680 | 128.400,00 | Justo valor | 829.207,20 | -391.930,31 | 0,521% | 0,521% | ||
| 18.007 | 18.007,00 | Custo Histórico | 18.007,00 | 0,00 | 9,01% | 9,01% | ||
| 125 | 125,0000 | Custo Histórico | 125,00 | 0,00 | 0,25% | 0,25% | ||
| 7.207 | 36.035,00 | Justo valor | 468.455,00 | 8.231,58 | 0,36% | 0,36% | ||
| 1 | 10,0000 | Justo valor | 10,00 | 0,00 | 0% | 0% | ||
| 1.854 USD 0,1854 | Justo valor | 51.745,80 | 0,00 | 0% | 0% | |||
| 239.022 | 1.195.110,00 | Justo valor | 22.578.974,21 | 20.427.776,21 | 15,9348% | 15,9348% | ||
| 24.539.726,21 | ||||||||
| 4.985 | 1,00 | Justo valor | 215.991,82 | -3.888,15 | ||||
| 269.759 | 10,00 | Justo valor | 2.819.405,61 | -2.187,73 | ||||
| 982 | 1,00 | Justo valor | 42.737,01 | -11.956,54 | ||||
| 120 | 100,00 | Justo valor | 9.948,00 | 100,80 | ||||
| 30.597 | 5,00 | Justo valor | 76.068,15 | -53.732,92 | ||||
| 14.056 | 5,00 | Justo valor | 79.422,48 | -636,20 | ||||
| 180.563 | 5,00 | Justo valor | 910.162,23 | 11.225,42 | ||||
| 72.124 | 5,00 | Justo valor | 289.157,65 | -62.337,63 | ||||
| 92.544 | 5,00 | Justo valor | 294.271,60 | -113.247,39 | ||||
| 705 | 10,00 | Justo valor | 6.857,00 | -205,69 | ||||
| 10.156 | 5,00 | Justo valor | 55.788,54 | -1.714,49 | ||||
| 2.525 | 10,00 | Justo valor | 23.535,11 | -1.466,41 | ||||
| 13.418 | 10,00 | Justo valor | 123.701,74 | -10.473,54 | ||||
| 225.704 | 4,99 | Justo valor | 2.709.441,08 | 361.499,52 | ||||
| 6.389 | 5,00 | Justo valor | 17.049,54 | -3.403,47 | ||||
| 1.382 | 1,00 | Justo valor | 75.071,56 | -2.459,55 | ||||
7.748.609,11
(Valores expressos em milhares de euros)
O Banco, sob a designação de BNC – Banco Nacional de Crédito Imobiliário, foi constituído em 2 de Julho de 1991, na sequência de autorização concedida pela Portaria do Ministério das Finanças n.º 155/91, de 26 de Abril. Em 12 de Setembro de 2005, alterou a sua designação para Banco Popular Portugal, S.A..
O Banco está autorizado a operar de acordo com as directrizes reguladoras da actividade bancária, vigentes em Portugal, tendo por objecto a obtenção de recursos de terceiros, sob a forma de depósitos ou outros, os quais aplica, conjuntamente com os seus recursos próprios, na concessão de crédito ou em outros activos, prestando ainda outros serviços bancários no País e no estrangeiro.
As contas do Banco são consolidadas ao nível da empresa mãe, Banco Popular Español, S.A., ("BPE") com sede em Madrid, na Calle Velázquez nº 34, Espanha.
As contas do BPE estão disponíveis na respectiva sede social e na página do BPE na internet (www.bancopopular.es).
O Banco não está cotado em bolsa.
Em corolário do processo de reestruturação iniciado em exercícios anteriores, o Banco procedeu à fusão da sua filial Populargest, Gestão de Imóveis, Lda ("Populargest") no final do mês de Dezembro de 2011, tendo esta fusão sido registada contabilisticamente com referência a 1 de Janeiro de 2011. Esta fusão foi aprovada em Assembleia Geral do Banco no dia 26 de Dezembro de 2011 e registada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa no dia 30 de Dezembro de 2011. As demonstrações financeiras da Populargest objecto de fusão apresentam-se como segue:
| Caixa e disponib. em bancos centrais | 759 | Recursos de Outras inst. de crédito | 107.320 |
|---|---|---|---|
| Activos financ.detidos para negociação | 27.952 | Outros passivos | 58 |
| Outros activos tangíveis | 11 | TOTAL DO PASSIVO | 107.378 |
| Activos por impostos correntes | 66 | ||
| Outros activos - Imóveis em dação | 94.759 | Capital social | 12.000 |
| Provisões para imóveis em dação | -18.509 | Prestações suplementares e equiparadas | 33.194 |
| Outros activos - Devedores diversos | 130 | Reserva legal | 7 |
| Resultados transitados | -40.054 | ||
| Reultado líquido | -7.357 | ||
| TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO | -2.210 | ||
| TOTAL DO ACTIVO LÍQUIDO | 105.168 | TOTAL DO PASSIVO + CAPITAL PRÓPRIO | 105.168 |
Na sequência do projecto de fusão acima referido, o Banco deixou de deter qualquer participação financeira em entidades subsidiárias.
O Banco decidiu proceder à reclassificação das obrigações subordinadas "Class D Notes", emitidas pelo Navigator Mortgage Finance Nº 1 Plc ("Navigator"), para a carteira de Activos financeiros disponíveis para venda.
Tendo por base o facto de o Banco ter considerado imaterial o investimento no Navigator e os potenciais impactos nas suas demonstrações financeiras, o Banco, em conformidade com o disposto na IAS 1 revised, decidiu não preparar demonstrações consolidadas a partir do exercício de 2011, na medida em que essa informação não é materialmente relevante para efeitos da apresentação de contas do Banco nem influencia a decisão dos leitores das mesmas.
Os dados financeiros mais significativos extraídos das demonstrações financeiras não auditadas do Navigator são como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Activo líquido | 73 882 | 82 942 |
| Passivo | 76 734 | 84 544 |
| Capital próprio | -2 852 | -1 602 |
| Resultado do exercício | -1 250 | - 386 |
Em 31 de Dezembro de 2011, o Banco detém apenas uma participação financeira na empresa associada – Companhia de Seguros de Vida, S.A. (ver Nota 27).
As principais políticas contabilísticas e critérios valorimétricos aplicados na preparação destas demonstrações financeiras são indicados abaixo. Estas políticas foram aplicadas, consistentemente, a todos os anos apresentados, excepto nos casos devidamente assinalados.
As demonstrações financeiras individuais do Banco Popular Portugal foram preparadas de acordo com as Normas de Contabilidade Ajustadas (NCA) estabelecidas pelo Banco de Portugal no Aviso nº 1/2005, de 21 de Fevereiro e definidas nas instruções nº 9/2005 e nº 23/2004.
As NCA correspondem em geral às Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adoptadas pela União Europeia (EU) no âmbito do disposto no Regulamento (CE) n.º 1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho, excepto quanto às seguintes matérias:
• Activos tangíveis – Na data do reconhecimento inicial são registados ao custo de aquisição, mantendo-se subsequentemente ao custo histórico, salvo quando se verifiquem reavaliações legalmente autorizadas; e,
As IFRS são as normas e interpretações adoptadas pelo International Accounting Standards Board (IASB) que compreendem as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS), as Normas Internacionais de Contabilidade (IAS) e as Interpretações emitidas pelo Internacional Financial Reporting Interpretation Committee (IFRIC) ou pelo anterior Standard Interpretation Committee (SIC).
Normas contabilísticas, alterações e interpretações com aplicação obrigatória em 2011 mas não relevantes para o Banco:
As seguintes normas, alterações e interpretações são obrigatórias para períodos contabilísticos com início a partir de 1 de Janeiro de 2011 mas que não são relevantes para a actividade do Banco:
IAS 24 (alteração) – Partes relacionadas; IAS 32 (alteração) – Instrumentos financeiros: Apresentação – classificação de direitos emitidos; IFRS 1 (alteração) – Adopção pela primeira vez das IFRS; IFRIC 14 – (alteração) – IAS 19 – Limitação aos activos decorrentes de planos de benefícios definidos e a sua interacção com requisitos de contribuições mínimas; IFRIC 19 – Regularização de passivos financeiros com instrumentos de capital; Melhoria anual das normas em 2010, a aplicar maioritariamente para os exercícios iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2011. O processo de melhoria anual de 2010 afectou as normas: IFRS1, IFRS 3, IFRS 7, IAS 1, IAS 27, IAS 34 e IFRIC 13.
A aplicação destas novas normas e interpretações não terão um impacto material nas demonstrações financeiras do Banco.
Normas contabilísticas, alterações a normas existentes e interpretações, que apesar de já estarem publicadas, a sua aplicação apenas é obrigatória para períodos anuais que se iniciem a partir de 1 de Julho de 2011 ou em data posterior.
O Banco optou por não aplicar antecipadamente as normas contabilísticas, alterações a normas existentes e interpretações recentemente emitidas, mas sem aplicação obrigatória no exercício de 2011:
IAS 1 (alteração) – Apresentação de demonstrações financeiras;
IAS 12 (alteração) – Instrumentos financeiros: Apresentação;
IAS 19 (revisão 2011) – Benefícios aos empregados;
IAS 27 (revisão 2011) – Demonstrações financeiras separadas;
IAS 28 (revisão 2011) – Investimentos em associadas e empreendimentos conjuntos;
IAS 32 (alteração) – Compensação de activos e passivos financeiros;
IFRS 1 (alteração) – Adopção pela primeira vez das IFRS;
IFRS 7 (alteração) – Instrumentos financeiros: Divulgações – Transferência de activos financeiros;
IFRS 7 (alteração) – Divulgações – Compensação de activos e passivos financeiros,
IFRS 9 (novo) - Instrumentos financeiros: Classificação e mensuração;
IFRS 10 (novo) – Demonstrações financeiras consolidadas;
IFRS 11 (novo) – Acordos conjuntos; IFRS 12 (novo) – Divulgação de interesses em outras entidades; IFRS 13 (novo) – Justo valor: Mensuração e divulgação;
A aplicação destas novas normas e interpretações não terão um impacto material nas demonstrações financeiras do Banco.
Devido à fusão da Populargest registada no mês de Dezembro de 2011, as contas individuais do Banco no exercício de 2011, incluem os saldos do activo, do passivo e capital próprio desta empresa à data da fusão (ver Nota 1.2).
Desde 1 de Janeiro de 2009 o Banco adoptou o IFRS 8 – Segmentos Operacionais para efeitos de divulgação da informação financeira por segmentos operacionais (ver Nota 5).
Um segmento operacional de negócio é um grupo de activos e operações utilizados para providenciar produtos ou serviços, sujeitos a riscos e a benefícios, diferentes dos verificados noutros segmentos.
O Banco determina e apresenta segmentos operacionais baseados na informação de gestão produzida internamente.
Empresas associadas são aquelas em que o Banco exerce, directa ou indirectamente, uma influência significativa sobre a sua gestão e a sua política financeira mas não detém o controlo da empresa. Presume-se que o Banco exerce influência significativa quando detém o poder de exercer mais de 20% dos direitos de voto da associada. Mesmo quando os direitos de voto sejam inferiores a 20%, o Banco pode exercer influência significativa através da participação na gestão ou na composição dos Conselhos de Administração com poderes executivos.
Nas demonstrações financeiras individuais do Banco, as empresas associadas são valorizadas ao custo histórico. Os dividendos de empresas associadas são reconhecidos nos resultados individuais do Banco na data em que são atribuídos ou recebidos.
Em caso de evidência objectiva de imparidade, a perda por imparidade é reconhecida em resultados.
As demonstrações financeiras são apresentadas em euros, sendo esta a moeda funcional e de apresentação do Banco.
Transacções em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional com base nas taxas de câmbio indicativas à data das transacções. Ganhos e perdas resultantes da conversão de transacções em moeda estrangeira, resultantes da sua liquidação e da conversão de activos e passivos monetários denominados em moedas estrangeiras à taxa de câmbio do final de cada exercício, são reconhecidos na demonstração de resultados, excepto quando façam parte de relações de cobertura de fluxos de caixa ou investimento líquido em moeda estrangeira, que são diferidas em capital.
As diferenças de conversão em itens não monetários, tais como instrumentos de capital mensurados ao justo valor com variações reconhecidas em resultados, são registadas como ganhos e perdas de justo valor. Em itens não monetários como sejam instrumentos de capital, classificados como disponíveis para venda, as diferenças de conversão são registadas em capital, na reserva de justo valor.
Os Instrumentos financeiros derivados são registados ao justo valor, na data em que o Banco negoceia os contratos e subsequentemente são remensurados ao justo valor. Os justos valores são obtidos através de preços de mercados cotados em mercado activos, incluindo transacções de mercado recentes, e modelos de avaliação, nomeadamente: modelos de fluxos de caixa descontados e modelos de valorização de opções. Os derivados são considerados como activos quando o seu justo valor é positivo e como passivos quando o seu justo valor é negativo.
Certos derivados embutidos em outros instrumentos financeiros, como seja a indexação da rendibilidade de instrumentos de dívida ao valor das acções ou índices de acções, são bifurcados e tratados como derivados, quando o seu risco e características económicas não sejam íntima e claramente relacionadas com os do contrato hospedeiro e este não for mensurado ao justo valor com variações reconhecidas em resultados. Estes derivados embutidos são mensurados ao justo valor, com as variações subsequentes reconhecidas na demonstração de resultados.
O Banco possui: (i) derivados de negociação, os quais são mensurados ao justo valor, sendo as alterações no seu valor reconhecidas imediatamente em resultados e, (ii) derivados de cobertura de justo valor contabilizados em conformidade com o descrito na nota 3.1. a).
Os proveitos e custos relacionados com juros são reconhecidos na demonstração de resultados para todos os instrumentos mensurados ao custo amortizado, de acordo com o princípio dos acréscimos, utilizando o método de pro rata temporis.
Quando for identificada imparidade num activo ou num conjunto de activos financeiros, os juros recebidos desse activo, ou conjunto de activos, devem ser reconhecidos usando a taxa de juro utilizada para descontar os fluxos de caixa futuros, aquando da mensuração da perda de imparidade.
As comissões são geralmente reconhecidas de acordo com o princípio dos acréscimos, à medida em que os serviços vão sendo prestados. As comissões das linhas de crédito concedidas, em que é provável que o crédito seja originado, são diferidas (conjuntamente com quaisquer custos directamente relacionados) e reconhecidas como um ajustamento à taxa de juro efectiva. As comissões resultantes de negociações, ou participações na negociação de uma transacção por uma terceira parte – tais como a compra de acções ou venda ou compra de um negócio – são reconhecidas quando a transacção subjacente se encontra finalizada. As comissões de gestão de carteiras e outros aconselhamentos de gestão são reconhecidas de acordo com os serviços contratados – normalmente são reconhecidas numa base proporcional de acordo com o tempo decorrido. As comissões de gestão de activos relacionados com os fundos e investimento são especializados durante o período em que o serviço é prestado.
Os activos financeiros são reconhecidos no balanço do Banco na data de negociação ou contratação, que é a data em que o Banco se compromete a adquirir ou a alienar o activo. No momento inicial, os activos financeiros são reconhecidos pelo justo valor acrescido de custos de transacção directamente atribuíveis, excepto para os activos ao justo valor através de resultados em que os custos de transacção são imediatamente reconhecidos em resultados. Estes activos são desreconhecidos quando (i) expiram os direitos contratuais do Banco ao recebimento dos seus fluxos de caixa, (ii) o Banco tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção ou (iii) não obstante retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, o Banco tenha transferido o controlo sobre os activos.
Os activos e passivos financeiros são compensados e apresentados pelo valor líquido, quando e só quando, o Banco tem o direito a compensar os montantes reconhecidos e tem a intenção de liquidar pelo valor líquido.
O Banco classifica os seus activos financeiros nas seguintes categorias: activos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados, créditos e contas a receber, investimentos detidos até à maturidade e activos financeiros disponíveis para venda. A gestão determina a classificação dos seus investimentos no reconhecimento inicial.
Esta categoria está subdividida em duas categorias: Activos financeiros detidos para negociação e Activos financeiros designados na opção de justo valor. Um activo financeiro é classificado nesta categoria, se o principal objectivo associado à sua aquisição for a venda no curto prazo ou se for designado na opção de justo valor pela gestão. Os instrumentos financeiros derivados também são classificados nesta categoria, como activos financeiros detidos para negociação, excepto quando fazem parte de uma relação de cobertura.
Apenas podem ser considerados na opção de justo valor, os Activos e Passivos financeiros que cumpram um dos seguintes requisitos:
A avaliação destes activos é efectuada diariamente ou em cada data de reporte, com base no justo valor. No caso das obrigações e outros títulos de rendimento fixo, o valor de balanço inclui o montante de juros corridos e não pagos.
Os ganhos e perdas resultantes da alteração de justo valor são reconhecidos em resultados, onde se incluem os montantes de rendimentos de juros e o recebimento de dividendos para os activos de negociação e para os passivos ao justo valor. Os rendimentos de juros de activos financeiros ao justo valor através de resultados estão registados na margem financeira.
Os ganhos e perdas resultantes de alterações no justo valor dos derivados que são geridos em conjunto com os activos e passivos financeiros designados são incluídos na rubrica "Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados".
O crédito e valores a receber abrange os créditos concedidos pelo Banco a Clientes e a Instituições de Crédito, operações de locação financeira, operações de factoring, participações em empréstimos sindicados e créditos titulados (papel comercial e obrigações emitidas por Empresas) que não sejam transaccionadas num mercado activo e para os quais não haja intenção de venda.
Os empréstimos e créditos titulados transaccionados num mercado activo são classificados como activos financeiros disponíveis para venda.
No momento inicial os créditos e valores a receber são registados ao justo valor. Em geral, o justo valor no momento inicial corresponde ao valor de transacção e inclui comissões, taxas ou outros custos e proveitos associados às operações de crédito.
Posteriormente, os empréstimos e contas a receber são valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa de juro efectiva e sujeitos a testes de imparidade.
Os juros, comissões e outros custos e proveitos associados a operações de crédito são periodificados ao longo da vida das operações, independentemente do momento em que são cobrados ou pagos. As comissões recebidas por compromissos de crédito são reconhecidas de forma diferida e linear durante a vida do compromisso.
O Banco classifica em crédito vencido as prestações vencidas de capital ou juros decorridos que sejam, no máximo, trinta dias após o seu vencimento. Nos créditos em contencioso são consideradas vencidas todas as prestações de capital (vincendas e vencidas).
O crédito a clientes inclui os adiantamentos efectuados nas operações de factoring com recurso e o valor das facturas cedidas para cobrança sem recurso, cuja intenção não é a venda no curto prazo, sendo registado na data de aceitação das facturas cedidas pelos Aderentes.
As facturas ou outros documentos cedidos pelos Aderentes para cobrança sem recurso bem como a parte adiantada das facturas tomadas com recurso, são registadas no activo, na rubrica de Créditos sobre clientes. Como contrapartida, é movimentada a rubrica de Outros passivos.
As tomadas de facturas com recurso em que o adiantamento de fundos por conta dos respectivos contratos ainda não se verificou, são registadas nas contas extrapatrimoniais pelo valor das facturas tomadas. A conta extrapatrimonial vai sendo regularizada à medida que o adiantamento das facturas for realizado.
Os compromissos resultantes de linhas de créditos concedidas a aderentes e ainda não utilizadas são registados nas contas extrapatrimoniais.
As responsabilidades por garantias prestadas e compromissos irrevogáveis são registadas em contas extrapatrimoniais pelo valor em risco, sendo os fluxos de juros, comissões ou outros proveitos registados em contas de resultados ao longo da vida das operações. Estas operações são sujeitas a testes de imparidade.
Esta rubrica inclui activos financeiros, não derivados, com pagamentos fixados, ou determináveis, e maturidades definidas, que o Banco tem intenção e capacidade de deter até à maturidade.
No reconhecimento inicial estes activos são registados pelo justo valor, deduzido de eventuais comissões incluídas na taxa efectiva, e acrescido de todos os custos incrementais directamente atribuíveis à transacção. Subsequentemente, estes investimentos são valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa de juro efectiva e sujeitos a testes de imparidade. Se num período subsequente o montante da perda de imparidade diminui, e essa diminuição pode ser objectivamente relacionada com um evento que ocorreu após o reconhecimento da imparidade, esta é revertida por contrapartida de resultados do exercício.
Os activos financeiros disponíveis para venda são activos financeiros não derivados que: (i) o Banco tem intenção de manter por tempo indeterminado, (ii) são designados como disponíveis para venda no momento do seu reconhecimento inicial ou (iii) não se enquadram nas categorias acima referidas.
Esta rubrica inclui:
Os activos classificados como disponíveis para venda são avaliados ao justo valor, excepto no caso de instrumentos de capital próprio não cotados num mercado activo e cujo justo valor não pode ser fiavelmente mensurado ou estimado, que permanecem registados ao custo.
Os ganhos e perdas resultantes de alterações ao justo valor de activos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos directamente nos capitais próprios na rubrica "Reservas de reavaliação de justo valor", excepto no caso de perdas por imparidade e de ganhos e perdas cambiais de activos monetários, até que o activo seja vendido, no momento em que o ganho ou perda anteriormente reconhecido no capital próprio é registado em resultados.
Os juros corridos de obrigações e outros títulos de rendimento fixo e as diferenças entre o custo de aquisição e o valor nominal (prémio ou desconto), são registados em resultados, de acordo com o método da taxa efectiva.
Os rendimentos de títulos de rendimento variável (dividendos no caso de acções) são registados em resultados, na data em que são atribuídos ou recebidos. De acordo com este critério, os dividendos antecipados são registados como proveitos no exercício em que é deliberada a sua distribuição.
Em caso de evidência objectiva de imparidade, resultante de diminuição significativa e prolongada do justo valor do título ou de dificuldade financeira do emitente, a perda acumulada na reserva de reavaliação de justo valor é removida do capital próprio e reconhecida nos resultados.
As perdas por imparidade registadas em títulos de rendimento fixo podem ser revertidas através de resultados, se houver uma alteração positiva no justo valor do título resultante de um evento ocorrido após a determinação da imparidade. As perdas por imparidades relativas a títulos de rendimento variável não podem ser revertidas. No caso de títulos para os quais tenha sido reconhecida imparidade, posteriores variações negativas de justo valor são sempre reconhecidas em resultados.
As variações cambiais de activos não monetários (instrumentos de capital próprio) classificados na carteira de disponíveis para venda são registadas em reservas de justo valor. As variações cambiais dos restantes títulos são registadas em resultados.
O Banco avalia a cada data de balanço, se existe evidência objectiva de imparidade num activo ou grupo de activos financeiros. Um activo ou grupo de activos financeiros encontra-se em imparidade e as perdas de imparidade já foram incorridas, se e só se, existir evidência objectiva de imparidade em resultado de um ou mais eventos ocorridos após a mensuração inicial do activo, e esse evento (ou eventos) tem impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do activo ou grupo de activos financeiros e estes podem ser estimados com fiabilidade. Evidência objectiva que um activo ou grupo de activos financeiros se encontra em imparidade, inclui dados observáveis, que o Banco tenha conhecimento, sobre os seguintes eventos de perda:
Inicialmente, o Banco avalia se existe evidência objectiva de imparidade, para activos financeiros que individualmente sejam significativos, e individualmente ou em grupo para activos financeiros que não são individualmente significativos. Se o Banco determinar que não existe evidência objectiva de imparidade para um activo financeiro analisado individualmente, seja este significativo ou não, inclui esse activo num grupo de activos financeiros com risco de crédito similar e analisa em grupo a existência de imparidade.
Se existir evidência objectiva de que o Banco incorreu numa perda de imparidade em créditos e contas a receber, ou investimentos detidos até à maturidade, o montante das perdas é determinado através da diferença entre o valor de balanço desses activos e o valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo perdas de imparidade futuras que ainda não tenham sido incorridas), descontados à taxa de juro efectiva original do activo financeiro. O valor de balanço do activo é reduzido através da utilização de uma conta de provisões e o montante da perda é reconhecido na demonstração de resultados. O Banco pode ainda determinar as perdas de imparidade, através do justo valor dos instrumentos, recorrendo a preços de mercado observáveis.
Na análise da existência de imparidade em base de portfólio, o Banco estima a probabilidade de uma operação ou cliente em situação regular entrar em incumprimento durante o período emergente (período estimado entre a ocorrência da perda e a sua identificação). Em geral, o período emergente utilizado pelo Banco é de cerca de 12 meses.
Para a análise de existência de imparidade em grupos de activos, os activos financeiros são agrupados tendo por base características de risco de crédito similares (ie, tendo por base o processo de classificação do Banco que considera o tipo de activos, localização geográfica, tipo de garantia recebida, incumprimento e outros factores considerados relevantes). Essas características são relevantes para a estimativa dos fluxos de caixa futuros de grupos de activos financeiros, uma vez que são indicativos da capacidade do devedor fazer face aos montantes a pagar, de acordo com os termos contratuais dos activos a serem avaliados.
Os fluxos de caixa futuros de um grupo de activos financeiros, avaliados em conjunto para efeitos de imparidade, são estimados tendo por base os fluxos de caixa contratuais dos activos do grupo e dados históricos relativos a perdas em activos com características de risco de crédito similares aos que integram o grupo. Os dados históricos são ajustados tendo por base dados correntes observáveis, afim destes reflectirem os efeitos das condições correntes que não afectaram o período em que os dados históricos foram recolhidos e para remover os efeitos de condições que existiam quando os dados históricos foram recolhidos, mas que não existem correntemente.
Se, num período subsequente, o montante das perdas de imparidade diminuir e essa diminuição possa ser atribuída a um evento que tenha ocorrido depois de ter sido registada a imparidade (como por exemplo uma melhoria no rating de crédito do devedor), o montante previamente reconhecido é revertido através do ajustamento da conta de provisões. O montante da reversão é reconhecido directamente na demonstração de resultados.
Os créditos concedidos a clientes cujos termos tenham sido renegociados, deixam de ser considerados como vencidos e passam a ser tratados como novos créditos. Os procedimentos de reestruturação incluem: alargamento das condições de pagamento, planos de gestão aprovados, alteração e diferimento de pagamentos. As práticas e políticas de reestruturação são baseadas em critérios que, do ponto de vista da gestão do Banco, indiciam que os pagamentos têm elevada probabilidade de continuar a ocorrer.
O Banco avalia, a cada data de balanço, se existe evidência objectiva de que um activo financeiro ou um grupo de activos está em imparidade. No caso dos investimentos em instrumentos de capital classificados como disponíveis para venda, um declínio no justo valor, abaixo do seu custo de aquisição, significativo ou prolongado é tido em consideração para determinar se os mesmos se encontram em imparidade. Se existir evidência de imparidade em activos classificados como disponíveis para venda, as perdas acumuladas – determinadas através da diferença entre o custo de aquisição e o justo valor, menos qualquer perda de imparidade nesse activo financeiro, que tenha sido reconhecida anteriormente em resultados – é transferida de capitais próprios para a demonstração de resultados.
Perdas de imparidade em instrumentos de capital próprio, que tenham sido reconhecidas na demonstração de resultados, não são reversíveis. Se num período posterior, o justo valor de um instrumento de dívida classificado como disponível para venda, aumentar e esse acréscimo estiver objectivamente relacionado com um evento ocorrido depois da perda de imparidade ter sido reconhecida em resultados, a perda de imparidade é revertida através do seu registo na demonstração de resultados.
As licenças de software adquiridas são capitalizadas de acordo com os custos incorridos para a sua aquisição e para a sua entrada em funcionamento. Estes custos são amortizados segundo a vida útil esperada.
Os custos associados ao desenvolvimento ou manutenção de software são reconhecidos como custos do exercício quando incorridos. Os custos directamente associados à produção de produtos de software únicos e identificáveis, controlados pelo Banco e que provavelmente irão gerar benefícios económicos futuros, por mais de um ano e que excedem os custos, são reconhecidos como activos intangíveis.
Os custos de desenvolvimento de software reconhecidos como activos são amortizados durante a sua vida útil, utilizando o método das quotas constantes.
Os imóveis são compostos essencialmente por escritórios e balcões do Banco. Todos os activos tangíveis são mensurados ao custo histórico menos amortizações. O custo histórico inclui despesas directamente atribuíveis à aquisição dos activos.
Os custos subsequentes são incluídos no valor de balanço do activo ou reconhecidos como outro activo, apenas se for provável que associado à detenção desse activo, o Banco tenha benefícios económicos futuros e ainda que o custo do activo possa ser mensurado com fiabilidade. Todos os restantes custos associados a operações de manutenção e reparação são imputados à demonstração de resultados, no período em que são incorridos.
Os terrenos não são amortizados. A amortização dos restantes activos tangíveis é calculada seguindo o método das quotas constantes, durante a sua vida útil estimada, de modo a reduzir o seu custo até ao seu valor residual, como segue:
| Anos de vida útil | |
|---|---|
| Edifícios de uso próprio | 50 |
| Obras em edifícios arrendados | 10, ou durante o período de arrendamento se este for inferior a 10 anos |
| Mobiliário e material | 5 a 8 |
| Equipamento informático | 3 e 4 |
| Equipamento de transporte | 4 |
| Outro equipamento | 4 a 10 |
Os activos tangíveis sujeitos a amortização são submetidos a testes de imparidade sempre que eventos ou alterações em certas circunstâncias indiquem que o seu valor de balanço poderá não ser recuperável. O valor de balanço de um activo é imediatamente ajustado para o seu valor recuperável, se o seu valor de balanço for superior ao valor estimado de recuperação. O montante recuperável é o maior entre o valor de uso e o justo valor do activo, menos os custos de venda.
Os ganhos e perdas resultantes de alienações resultam da comparação do valor de realização e o valor de balanço. Estes ganhos e perdas são registados na demonstração de resultados.
Os activos (imóveis, equipamentos e outros bens) recebidos em dação em cumprimento de operações de crédito são registados na rubrica "Activos tangíveis detidos para venda" pelo valor acordado no contrato de dação, o qual corresponde ao menor dos valores da dívida existente ou da avaliação do imóvel, à data da dação.
A política do Banco para este tipo de activos é de proceder à sua alienação, no prazo mais curto em que tal seja praticável.
Estes imóveis são objecto de avaliações periódicas que dão lugar a perdas por imparidade sempre que o valor decorrente dessas avaliações seja inferior ao valor por que se encontram contabilizados (ver nota 29).
As mais-valias potenciais em activos não correntes detidos para venda não são reconhecidas no balanço.
As locações efectuadas pelo Banco são essencialmente realizadas sobre equipamentos de transporte, sendo que existem contratos classificados como locações financeiras e outros como locações operacionais.
Os pagamentos efectuados nas locações operacionais são registados na demonstração de resultados.
Quando uma locação operacional é cessada antes que o período de locação tenha expirado, qualquer pagamento requerido pelo locador, a título de indemnização, é reconhecido como um custo no período em que a operação seja cessada.
Os contratos de locação financeira são registados nas datas do seu início, na respectiva rubrica de activos tangíveis ou intangíveis, por contrapartida da rubrica de Outros passivos, pelo mínimo entre (i) o justo valor do activo e (ii) valor actual dos pagamentos mínimos da locação financeira. Os custos incrementais pagos na locação são adicionados ao activo reconhecido. Os activos tangíveis são amortizados de acordo com o definido na Nota 2.11. As rendas são constituídas (i) pelo encargo financeiro que é debitado em custos e (ii) pela amortização financeira do capital que é deduzido à rubrica Outros passivos. Os encargos financeiros são reconhecidos como custos ao longo do período de locação, a fim de produzir uma taxa de juro periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo para cada período. No entanto, se não houver certeza razoável de que o Banco obterá a posse no fim do prazo da locação, o activo deve ser totalmente depreciado durante o prazo da locação ou da sua vida útil, o que for mais curto.
Os activos detidos sob locação financeira são registados como créditos concedidos, pelo valor actual dos pagamentos a efectuar na locação. A diferença entre o valor bruto a receber e o valor actual do saldo a receber é reconhecido como um proveito financeiro a receber.
Os juros incluídos nas rendas debitadas aos clientes são registados em proveitos, enquanto que as amortizações de capital, também incluídas nas rendas, são deduzidas ao valor global do crédito inicialmente concedido. O reconhecimento do resultado financeiro reflecte uma taxa de retorno periódica constante sobre o investimento líquido remanescente do locador.
As provisões para custos de reestruturação e processos legais, são reconhecidas sempre que: o Banco tenha uma obrigação legal ou construtiva resultante de acontecimentos passados; sempre que for mais provável existir uma saída de recursos (do que não existir essa saída de recursos), para liquidar uma obrigação; e o montante possa ser estimado com fiabilidade.
Nas demonstrações financeiras, a carteira de crédito e garantias está sujeita à constituição de provisões nos termos do Aviso do Banco de Portugal nº 3/95, nomeadamente para:
Estas provisões incluem:
(i) uma provisão específica para crédito e juros vencidos apresentada no activo como dedução à rubrica Créditos a clientes, calculada mediante a aplicação de taxas que variam entre 0,5% e 100% sobre os saldos de crédito e juros vencidos, em função da classe de risco e da existência ou não de garantias (ver nota 23);
(ii) uma provisão específica para créditos de cobrança duvidosa, apresentada no activo a deduzir à rubrica Créditos a clientes, que corresponde à aplicação das taxas previstas para as classes de incumprimento, às prestações reclassificadas como vencidas de uma mesma operação de crédito, assim como a aplicação, aos créditos vincendos de um mesmo cliente em que se verifique que as prestações em mora de capital e juros excedem 25% do capital em dívida acrescido dos juros vencidos, de metade das taxas de provisionamento aplicáveis aos créditos vencidos (ver nota 23);
(iii) uma provisão genérica para riscos gerais de crédito, evidenciada no passivo, na rubrica provisões para riscos e encargos, correspondente a um mínimo de 1% do total do crédito não vencido pelo Banco, incluindo o representado por garantias e avales prestados, excepto para o crédito ao consumo em que a taxa de provisão ascende a um mínimo de 1,5% do referido crédito e para o crédito garantido por hipoteca sobre imóvel destinado à habitação do mutuário, em que se aplica a taxa mínima de 0,5% (ver nota 34); e
(iv) uma provisão para risco-país, constituída para fazer face ao risco imputado aos activos financeiro e elementos extra patrimoniais sobre residentes de países considerados de risco, conforme Instrução do Banco de Portugal nº 94/96 (ver nota 23 e 34).
Face às responsabilidades assumidas no âmbito do Acordo Colectivo de Trabalho do Sector Bancário, o Banco constituiu um Fundo de Pensões destinado a cobrir as responsabilidades com pensões de reforma por velhice, invalidez e sobrevivência, relativamente à totalidade do pessoal, calculadas em função dos salários projectados do pessoal no activo. O fundo de pensões é suportado através de contribuições efectuadas, com base nos montantes determinados por cálculos actuariais periódicos. Um plano de pensões de benefícios definidos é um plano de pensões que define o montante de benefícios com pensões que um empregado irá receber quando se reformar, estando normalmente dependente de um ou mais factores nomeadamente, idade, anos de serviço e compensações.
O Banco determina anualmente o valor das responsabilidades com serviços passados através de cálculos actuariais pelo método "Projected Unit Credit" para as responsabilidades com serviços passados por velhice e método de "Prémios Únicos Sucessivos" para o cálculo dos benefícios de invalidez e sobrevivência. Os pressupostos actuariais (financeiros e demográficos) têm por base expectativas à data de balanço para o crescimento dos salários e das pensões e baseiam-se em tábuas de mortalidade adaptadas à população do Banco. A taxa de desconto é determinada com base em taxas de mercado de obrigações de empresas de baixo risco, de prazo semelhante ao da liquidação das responsabilidades. Os pressupostos são mutuamente compatíveis. O valor das responsabilidades inclui, para além dos benefícios com pensões de reforma, os benefícios com cuidados médicos pós-emprego (SAMS) e com subsídio de morte na reforma.
O Banco reconhece o valor acumulado líquido (após 1 de Janeiro de 2004) dos ganhos e perdas actuariais resultantes de alterações nos pressupostos actuariais e financeiros e de diferenças entre os pressupostos actuariais e financeiros utilizados e os valores efectivamente verificados, na rubrica "Outros activos ou Outros passivos – Desvios actuariais".
São enquadráveis no corredor, os ganhos ou perdas actuariais acumuladas que não excedam 10% do valor das responsabilidades com serviços passados ou 10% do valor do fundo de pensões, dos dois o maior. Os valores que excedam o corredor são amortizados em resultados pelo período de tempo médio até à idade esperada de reforma dos trabalhadores abrangidos pelo plano.
Os acréscimos de responsabilidades por serviços passados decorrente da passagem de trabalhadores à situação de reforma antecipada são integralmente reconhecidos como custo nos resultados do exercício em que se verificam.
Os acréscimos de responsabilidades por serviços passados decorrentes de alterações das condições dos Planos de Pensões são integralmente reconhecidos como custo no caso de benefícios adquiridos, ou amortizados durante o período que decorre até os benefícios se tornarem adquiridos. O saldo dos acréscimos de responsabilidades ainda não relevados como custo está registado na rubrica de "Outros activos".
A cobertura das responsabilidades com serviços passados (benefícios pós-emprego) é assegurada por um fundo de pensões. O valor dos fundos de pensões corresponde ao justo valor dos seus activos à data do balanço.
O regime de financiamento pelo fundo de pensões está definido no Aviso n.º 4/2005, do Banco de Portugal, que determina:
Nas demonstrações financeiras do Banco, o valor das responsabilidades com serviços passados por pensões de reforma, líquido do valor do fundo de pensões, está registado na rubrica "Outros passivos".
Os resultados do Banco incluem os seguintes custos relativos a pensões de reforma e sobrevivência:
Na data da transição, o Banco adoptou a possibilidade permitida pela IFRS 1 de não recalcular os ganhos e perdas actuariais diferidos desde o início dos planos (opção designada por reset). Deste modo, os ganhos e perdas actuariais diferidos registados nas contas do Banco em 31 de Dezembro de 2003, foram integralmente anulados por contrapartida de resultados transitados na data da transição – 1 de Janeiro de 2004.
O Banco ao aderir ao Acordo Colectivo de Trabalho para o Sector Bancário Português assume o compromisso de atribuir aos trabalhadores no activo que completem quinze, vinte e cinco e trinta anos de bom e efectivo serviço, um prémio de antiguidade de valor igual, respectivamente, a um, dois ou três meses da sua retribuição mensal efectiva no ano da atribuição.
O Banco determina anualmente o valor actual dos benefícios com prémios de antiguidade através de cálculos actuariais pelo método "Projected Unit Credit". Os pressupostos actuariais (financeiros e demográficos) têm por base expectativas à data de balanço para o crescimento dos salários e baseiam-se em tábuas de mortalidade adaptadas à população do Banco. A taxa de desconto é determinada com base em taxas de mercado de obrigações de empresas de baixo risco, de prazo semelhante ao da liquidação das responsabilidades. Os pressupostos são mutuamente compatíveis.
As responsabilidades por prémios de antiguidade são registadas na rubrica "Outros passivos".
Os resultados do Banco incluem os seguintes custos relativos a responsabilidades por prémios de antiguidade:
Os impostos diferidos são registados utilizando o método da dívida de balanço, baseado nas diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos para preparação de demonstrações financeiras e os montantes apurados para tributação. Os impostos diferidos são calculados utilizando a taxa efectiva de imposto sobre os lucros apurada à data de balanço e que é expectável que venha a ser aplicada quando os referidos impostos diferidos activos sejam realizados ou os impostos diferidos passivos sejam liquidados.
São reconhecidos impostos diferidos activos, se for provável que no futuro existam impostos sobre lucros suficientes para que possam ser utilizados.
Os impostos sobre os lucros, baseados na aplicação das taxas legais em cada jurisdição são reconhecidos como custo no período em que os lucros sejam originados. Os efeitos fiscais dos prejuízos fiscais reportáveis são reconhecidos como um activo quando é provável que os futuros lucros tributáveis sejam suficientes para que os prejuízos fiscais reportáveis sejam utilizados.
Os impostos diferidos relacionados com a reavaliação do justo valor de um investimento disponível para venda, que é debitado ou creditado directamente em capital próprio, também são creditados ou debitados directamente em capital próprio e subsequentemente são reconhecidos na demonstração de resultados juntamente com os ganhos ou perdas diferidos.
O Banco classifica os seus passivos financeiros nas seguintes categorias: passivos financeiros detidos para negociação, outros passivos financeiros ao justo valor através de resultados, recursos de bancos centrais, recursos de outras instituições de crédito, recurso de clientes, responsabilidades representadas por títulos e outros passivos subordinados. A gestão determina a classificação dos seus investimentos no reconhecimento inicial.
Esta rubrica inclui essencialmente depósitos com rendimento indexado a cabazes de acções ou índices e o justo valor negativo dos contratos de derivados. A avaliação destes passivos é efectuada com base no justo valor. O valor de balanço dos depósitos inclui o montante dos juros corridos e não pagos.
Após o reconhecimento inicial, os depósitos e recursos financeiros de clientes, de bancos centrais e de instituições de crédito são valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa de juro efectiva.
Estes passivos são reconhecidos inicialmente ao justo valor, sendo este o seu montante de emissão líquido de custos de transacção incorridos. Estes passivos são subsequentemente mensurados ao custo amortizado e qualquer diferença entre o montante líquido recebido na transacção e o valor de reembolso é reconhecido na demonstração de resultados durante o período do passivo utilizando o método da taxa de juro efectiva.
Se o Banco adquirir a sua própria dívida, esse montante é retirado ao valor do balanço e a diferença entre o valor de balanço do passivo e o montante dispendido na aquisição é registado em resultados.
Face à actividade que desenvolve, o Banco capta recursos essencialmente através de depósitos de clientes e de operações de mercado monetário indexadas à taxa Euribor.
Para além da actividade de concessão de crédito, o Banco aplica ainda os recursos captados em investimentos financeiros, em particular, num conjunto de instrumentos que compõem a actual carteira de títulos do Banco.
Em 31 de Dezembro de 2011, a carteira de títulos do Banco era composta essencialmente por obrigações de taxa variável e taxa fixa e por cédulas hipotecárias. Para fazer face ao risco de taxa de juro, o Banco efectuou operações de swap de taxa de juro e operações de mercado monetário, procurando assim controlar a variabilidade do risco de taxa de juro e dos fluxos gerados por estes activos.
Os ganhos e perdas resultantes da reavaliação de derivados de cobertura são registados em resultados. Os ganhos e perdas na variação do justo valor de activos e passivos financeiros cobertos, correspondentes ao risco coberto, são também reconhecidos em resultados, por contrapartida do valor de balanço dos activos ou passivos cobertos, no caso de operações ao custo amortizado ou por contrapartida da reserva de reavaliação de justo valor, no caso de activos disponíveis para venda.
Os testes de eficácia de cobertura são devidamente documentados numa base regular, assegurandose a existência de comprovativos durante a vida das operações cobertas. Se a cobertura deixar de cumprir com os critérios exigidos pela contabilidade de cobertura, esta deverá ser descontinuada prospectivamente.
Numa operação de cobertura da exposição à variabilidade de fluxos de caixa futuros de elevada probabilidade (cash-flow hedge), a parte efectiva das variações de justo valor do derivado de cobertura são reconhecidas em reservas, sendo transferidas para resultados nos períodos em que o respectivo item coberto afectar resultados. Se for previsível que a operação coberta não se efectuará, os montantes ainda registados em capital próprio são imediatamente reconhecidos em resultados e o instrumento de cobertura é transferido para a carteira de negociação.
O Banco possui algum risco de cash-flow no que se refere a posições em aberto em moeda estrangeira. No entanto, face à escassa materialidade da posição global normalmente existente, não são efectuadas quaisquer operações de cobertura da mesma.
A Administração do Banco considera que à data de 31 de Dezembro de 2011, o justo valor dos activos e passivos financeiros ao custo amortizado não difere significativamente do correspondente valor de balanço.
Na determinação do justo valor de um activo ou passivo financeiro, se existir um mercado activo, o preço de mercado é aplicado. No caso de não existir um mercado activo, o que é o caso para alguns dos activos e passivos financeiros, são utilizadas técnicas de valorização geralmente aceites no mercado, baseadas em pressupostos de mercado.
A rubrica de resultados financeiros líquidos – valorização ao justo valor de instrumentos financeiros não qualificados como de cobertura, inclui um valor de – 2 459 milhares de euros (2010: -1 387 milhares de euros).
Assim, a variação de justo valor reconhecida em resultados no período analisa-se como segue:
| 2011 | 2010 | |||
|---|---|---|---|---|
| Justo Valor | Variação | Justo Valor | Variação | |
| Activos financeiros ao justo valor através de resultados | ||||
| Derivados de negociação | ||||
| Swaps de taxa de juro | 27 071 | 10 700 | 15 696 | 10 017 |
| Swaps de cotações | - | 860 | 714 | 481 |
| Futuros | 79 | 313 | - | - |
| Opções | 43 | 300 | - | - |
| Activos financeiros disponíveis para venda | ||||
| Instrumentos de dívida emitidos por residentes | 368 638 | - | 539 587 | 813 |
| Instrumentos de capital emitidos por residentes | 1 909 | - | 849 357 | 14 765 |
| Instrumentos de dívida emitidos por não residentes | 1 132 840 | 205 | 3 099 | - |
| Instrumentos de capital emitidos por não residentes | 52 | - | 50 | - |
| Passivos financeiros ao justo valor através de resultados | ||||
| Derivados de negociação | ||||
| Swaps de taxa de juro | 29 033 | - 14 293 | 17 446 | - 11 478 |
| Swaps de cotações | - | - | 642 | - 407 |
| Futuros | 68 | - 175 | - | - |
| Opções | 273 | - 164 | - | - |
| - 2 254 | 14 191 | |||
O quadro seguinte classifica as mensurações do justo valor dos activos e passivos financeiros do Banco, baseando-se numa hierarquia do justo valor que reflecte o significado dos inputs utilizados na mensuração, conforme os seguintes níveis:
| 2011 | 2010 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Activos e Passivos mensurados ao justo valor |
Nível 1 | Nível 2 | Nível 3 | Total | Nível 1 | Nível 2 | Nível 3 | Total |
| Activos financeiros detidos para negociação |
||||||||
| Títulos de rendimento fixo | - | - | - | 0 | - | - | - | 0 |
| Títulos de rendimento variável | 7 749 | - | - | 7 749 | 4 683 | - | - | 4 683 |
| Derivados | - | 27 193 | 27 193 | - | 16 661 | 16 661 | ||
| Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados |
||||||||
| Títulos de rendimento fixo | 30 496 | - | - | 30 496 | 31 400 | - | - | 31 400 |
| Activos financeiros disponíveis para venda |
||||||||
| Títulos de dívida | 1 080 643 | 420 835 | - | 1 501 478 | 803 180 | 585 765 | - | 1 388 945 |
| Títulos de capital | - | - | 1 350 | 1 350 | - | - | 3 149 | 3 149 |
| Total dos Activos mensurados ao justo valor |
1 118 888 | 448 028 | 1 350 | 1 568 266 | 839 263 | 602 426 | 3 149 | 1 444 838 |
| Passivos financeiros detidos para negociação (Derivados) |
- | 29 374 | - | 29 374 | - | 18 329 | - | 18 329 |
| Derivados de cobertura | - | 82 554 | - | 82 554 | - | 38 549 | - | 38 549 |
| Total dos Passivos mensurados ao justo valor |
0 | 111 928 | 0 | 111 928 | 0 | 56 878 | 0 | 56 878 |
O Banco assume exposições de risco de crédito, que é o risco de uma contraparte não ser capaz de pagar a totalidade dos montantes quando devidos. O Banco estrutura os níveis de risco de crédito que assume através de limites estabelecidos de montantes de risco aceitável em relação ao mutuário ou grupo de mutuários e a segmentos geográficos e industriais.
A exposição ao risco de crédito é gerida através de uma análise regular da capacidade de mutuários e potenciais mutuários de satisfazer obrigações de pagamento de capital e juros, e por alterar estes limites de empréstimos quando apropriado. Exposições a risco de crédito são também geridas em parte pela obtenção de colaterais e garantias pessoais ou empresariais.
O Banco utiliza uma diversidade de políticas e práticas de forma a mitigar o risco de crédito. A mais tradicional é a obtenção de garantias colaterais aquando do adiantamento de fundos. O Banco implementa orientações em relação à aceitabilidade de classes específicas de colateral ou de mitigação do risco de crédito. Os principais tipos de colateral para créditos e valores a receber são:
Financiamentos de longo prazo a entidades empresariais e individuais, são geralmente garantidos; créditos individuais de baixo valor e recorrentes geralmente não têm garantia. Adicionalmente, com o intuito de minimizar a perda, no momento em que existem indicadores de imparidade para os créditos e valores a receber, o Banco procura colaterais adicionais das contrapartes relevantes.
O colateral detido para activos financeiros, que não empréstimos e adiantamentos, é determinado pela natureza do instrumento. Instrumentos de dívida, tesouro e outros títulos geralmente não se encontram colaterizados.
O objectivo principal destes instrumentos é assegurar que os fundos são disponibilizados a um cliente à medida que este os requisite. Compromissos de extensão de crédito representam partes não utilizadas de autorizações para estender o crédito na forma de empréstimos, garantias ou letras de crédito. Relativamente ao risco de crédito em compromissos de extensão de crédito, o Banco está potencialmente exposto a uma perda no montante igual ao total dos seus compromissos não utilizados. Contudo, o montante provável de perda é muito menor que a soma dos compromissos não utilizados em virtude dos compromissos de extensão de crédito serem revogáveis e estarem dependentes dos clientes manterem uma qualidade de crédito específica. O Banco monitoriza o prazo de vencimento de compromissos de crédito pois os compromissos de longo-prazo têm geralmente um maior grau de risco de crédito do que compromissos a curto-prazo.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a exposição máxima ao risco de crédito analisa-se como segue:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Balanço | ||
| Disponib. em outras instit. de crédito | 140 324 | 91 452 |
| Activos financeiros detidos para negociação | 27 193 | 16 661 |
| Outros activos fin. justo valor através resultados | 30 496 | 31 400 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 1 501 478 | 1 388 944 |
| Aplicações em instituições de crédito | 148 835 | 167 141 |
| Crédito a clientes | 6 367 864 | 7 670 864 |
| Investimentos detidos até à maturidade | 545 326 | 176 345 |
| Outros activos | 89 143 | 74 713 |
| 8 850 659 | 9 617 520 | |
| Fora de Balanço | ||
| Garantias financeiras | 528 333 | 370 783 |
| Outras garantias | 92 017 | 45 664 |
| Compromissos de concessão de crédito | 861 883 | 832 660 |
| Créditos documentários | 34 177 | 27 119 |
| 1 516 410 | 1 276 226 | |
| Total | 10 367 069 | 10 893 746 |
O quadro acima representa o pior cenário a nível de exposição do Banco a risco de crédito a 31 de Dezembro de 2011 e 2010, sem ter em consideração qualquer colateral detido ou outras melhorias de crédito. Para activos no balanço, a exposição acima é baseada na sua quantia escriturada como reportada na face do Balanço.
Tal como se pode verificar no quadro acima, 69,7% do total da exposição máxima resulta de crédito a clientes (2010: 78,1%).
A gestão está confiante na sua capacidade de continuar a controlar e manter uma exposição mínima ao risco de crédito do Banco, que resulta maioritariamente da sua carteira de crédito a clientes, baseando-se no seguinte:
Os quadros abaixo apresentam a exposição do Banco de acordo com os valores de balanço dos activos, discriminados por sector de actividade:
| Instituições | Sector | Construção | Outras | Particulares | |||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 31-12-2011 | Financeiras | Público | e Act. Imob. | Indústrias | Serviços | Habitação | O. Créditos |
| Disponib. em outras instit. de crédito | 140 324 | ||||||
| Activos financeiros detidos p/ negociação | 10 936 | 7 910 | 5 180 | 10 916 | |||
| Out. act. fin. justo valor através resultados | 24 506 | 5 990 | |||||
| Activos financeiros disponíveis para venda | 727 818 | 775 010 | 611 | ||||
| Aplicações em instituições de crédito | 148 835 | ||||||
| Crédito a clientes | 29 095 | 1 542 937 | 772 755 | 2 307 193 | 1 450 851 | 414 929 | |
| Investimentos detidos até à maturidade | 223 897 | 321 429 | |||||
| Outros activos | 1 165 | 69 314 | 78 | 1 722 | 3 517 | ||
| 1 277 481 | 1 200 838 | 1 550 925 | 780 268 | 2 318 109 | 1 450 851 | 418 446 |
| Instituições | Sector | Construção | Outras | Particulares | |||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 31-12-2010 | Financeiras | Público | e Act. Imob. | Indústrias | Serviços | Habitação | O. Créditos |
| Disponib. em outras instit. de crédito | 91 452 | ||||||
| Activos financeiros detidos p/ negociação | 7 779 | 168 | 45 | 13 352 | |||
| Out. act. fin. justo valor através resultados | 24 380 | 7 020 | |||||
| Activos financeiros disponíveis para venda | 954 217 | 436 076 | 1 801 | ||||
| Aplicações em instituições de crédito | 167 141 | ||||||
| Crédito a clientes | 1 140 000 | 26 680 | 1 964 211 | 767 697 | 2 202 733 | 1 270 392 | 464 491 |
| Investimentos detidos até à maturidade | 176 345 | ||||||
| Outros activos | 836 | 46 731 | 1 244 | 608 | 2 448 | ||
| 2 385 805 | 692 852 | 1 964 379 | 770 787 | 2 216 693 | 1 270 392 | 466 939 |
O Banco opera na sua totalidade no mercado nacional, não sendo relevante a apresentação por segmento geográfico, visto que não existe uma componente identificável dentro de um ambiente económico específico e que esteja sujeito a riscos ou benefícios diferenciáveis de outros.
O risco de mercado é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido a movimentos desfavoráveis no preço de mercado dos instrumentos da carteira de negociação, provocados por flutuações em cotações de acções, taxas de juro e taxas de câmbio.
Em 31 de Dezembro de 2011, a carteira de títulos do Banco ascendia a 2 662 milhões de euros, dos quais apenas cerca de 38,2 milhões de euros classificados como activos financeiros detidos para negociação e outros activos financeiros ao justo valor através de resultados (cerca de 0,4%do total do activo do Banco).
O Banco não tem acções na carteira de negociação, tendo apenas um montante reduzido de unidades de participação de fundos de investimento mais expostos aos mercados bolsistas, que no final de 2011 ascendiam a cerca de 1,5 milhões de euros, pelo que o impacto do risco de mercado na conta de exploração do Banco é reduzido.
No entanto, o ano de 2011 foi caracterizado pelas grandes dificuldades de liquidez nos mercados internacionais, com o consequente aumento nos prémios de risco exigidos pelos investidores para emissões de dívida soberana e dívida sénior. Assim, o Banco Popular Portugal também foi afectado por este contexto, pelo que, não obstante grande parte destes títulos se encontrarem contabilizados como activos financeiros disponíveis para venda e investimentos detidos até à maturidade, logo sem impacto na conta de resultados do Banco, as reservas de reavaliação evoluíram de forma negativa, embora sem impacto nos indicadores de solvabilidade.
O contravalor, em milhares de euros, dos elementos à vista do activo e do passivo expressos em moeda estrangeira decompõe-se como segue:
| 31 de Dezembro de 2011 | USD | GBP | CHF | CAD | Outros |
|---|---|---|---|---|---|
| Activos | |||||
| Caixa | 473 | 130 | 110 | 61 | 60 |
| Disponib. em O.I.C.'s | 30 078 | 3 312 | 329 | 14 642 | 930 |
| Activos financ. dispon. p/ venda | 52 | - | - | - | - |
| Crédito a clientes | 2 712 | - | 23 | - | 59 |
| Outros activos | 5 938 | 22 | 151 | 9 | 1 |
| 39 253 | 3 464 | 613 | 14 712 | 1 050 | |
| Passivos | |||||
| Recursos de O.I.C.'s | 461 | - | - | - | 145 |
| Recursos de clientes | 46 713 | 3 480 | 469 | 781 | 948 |
| Outros passivos | 5 653 | 20 | 110 | 3 | - |
| 52 827 | 3 500 | 579 | 784 | 1 093 | |
| Cambiais a prazo | - 37 | - | - | - | - |
| Posições de balanço líquidas | - 13 611 | - 36 | 34 | 13 928 | - 43 |
| 31 de Dezembro de 2010 | |||||
| Total de activos | 30 810 | 3 287 | 333 | 171 | 169 |
| Total de passivos | 30 925 | 3 230 | 205 | 121 | 105 |
| Posições de balanço líquidas | - 115 | 57 | 128 | 50 | 64 |
A actividade do Banco Popular Portugal em moeda estrangeira consiste em efectuar transacções tendo por base operações com clientes. Neste quadro, a posição cambial global do Banco é tendencialmente nula.
Assim, como se pode constatar, qualquer que seja o impacto em termos cambiais nos preços das moedas, o impacto em termos de resultados para o Banco é financeiramente imaterial.
O risco de taxa de juro associado aos fluxos de caixa, é o risco de alterações nos fluxos de caixa futuros dos instrumentos financeiros devido a variações no justo valor de um instrumento financeiro decorrentes de variações nas taxas de juro do mercado. O Banco encontra-se exposto ao risco de flutuações das taxas de juro de mercado para os riscos de fluxos de caixa e justo valor.
O risco de taxa de juro do balanço é medido por um modelo de repricing gap sobre os activos e passivos susceptíveis a variações de taxa de juro. De um modo sucinto, este modelo agrupa os activos e passivos sensíveis a variações em intervalos de tempo fixos (datas de vencimento ou de primeira revisão de taxa de juro, quando a mesma está indexada), a partir dos quais se calcula um impacto potencial sobre a margem de intermediação.
| Até 1 mês | De 1 a 3 meses |
De 3 a 12 meses |
de 1 a 5 anos |
Insensível | Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Caixa e Disponib. em B.Centrais e OIC's | - | - | - | - | 142 352 | 142 352 |
| Mercado monetário | 285 028 | - | - | - | - | 285 028 |
| Crédito a clientes | 1 591 702 | 2 603 094 | 1 818 027 | 281 055 | 73 986 | 6 367 864 |
| Mercado de títulos | 220 803 | 1 006 651 | 594 717 | 247 370 | 67 241 | 2 136 782 |
| Outros activos | - | - | - | - | 327 289 | 327 289 |
| Total do Activo | 2 097 533 | 3 609 745 | 2 412 744 | 528 425 | 610 868 | 9 259 315 |
| Mercado monetário | 2 958 150 | 270 935 | 415 000 | 495 000 | 4 482 | 4 143 567 |
| Mercado de depósitos | 1 078 655 | 1 265 709 | 1 147 866 | 612 507 | 49 305 | 4 154 042 |
| Mercado de títulos | 533 797 | 21 050 | - | 50 000 | 969 | 605 816 |
| Outros passivos | - | - | - | - | 234 283 | 234 283 |
| Total do Passivo | 4 570 602 | 1 557 694 | 1 562 866 | 1 157 507 | 289 039 | 9 137 708 |
| Gap | -2 473 069 | 2 052 051 | 849 878 | - 629 082 | 321 829 | |
| Gap Acumulado | -2 473 069 | - 421 018 | 428 860 | - 200 222 | 121 607 | |
| Gap de vencimentos e reapreciações em 31 de Dezembro de 2010 | ||||||
| Gap | -2 265 926 | 1 066 417 | 1209 497 | 112 896 | 501 633 | |
| Gap Acumulado | -2 265 926 | -1 199 509 | 9 988 | 122 884 | 624 517 |
No Banco, o risco de taxa de juro do balanço é medido por um modelo que considera os activos e passivos susceptíveis de variações de taxa de juro. De um modo sucinto, este modelo agrupa aqueles activos e passivos em intervalos de tempo fixos (datas de vencimento ou de primeira revisão de taxa de juro, quando indexada), a partir dos quais calcula um impacto potencial sobre a margem financeira.
No quadro seguinte, este modelo considera um cenário em que existe um impacto imediato de 1% nas taxas de juro, pelo que, na data de revisão das taxas de juro, quer das operações activas quer das operações passivas, as novas taxas passam a incorporar este efeito.
| Até 1 mês | De 1 a 3 meses |
De 3 a 12 meses |
Mais de 12 meses |
Insensível | Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Caixa e Disponib. em B.Centrais e OIC's | - | - | - | - | 142 352 | 142 352 |
| Mercado monetário | 285 028 | - | - | - | - | 285 028 |
| Crédito a clientes | 1 591 702 | 2 603 094 | 1 818 027 | 281 055 | 73 986 | 6 367 864 |
| Mercado de títulos | 220 803 | 1 006 651 | 594 717 | 247 370 | 67 241 | 2 136 782 |
| Outros activos | - | - | - | - | 327 289 | 327 289 |
| Total do Activo | 2 097 533 | 3 609 745 | 2 412 744 | 528 425 | 610 868 | 9 259 315 |
| Mercado monetário | 2 958 150 | 270 935 | 415 000 | 495 000 | 4 482 | 4 143 567 |
| Mercado de depósitos | 1 078 655 | 1 265 709 | 1 147 866 | 612 507 | 49 305 | 4 154 042 |
| Mercado de títulos | 533 797 | 21 050 | - | 50 000 | 969 | 605 816 |
| Outros passivos | - | - | - | - | 234 283 | 234 283 |
| Total do Passivo | 4 570 602 | 1 557 694 | 1 562 866 | 1 157 507 | 289 039 | 9 137 708 |
| Gap | -2 473 069 | 2 052 051 | 849 878 | - 629 082 | 321 829 | |
| Gap acumulado | -2 473 069 | - 421 018 | 428 860 | - 200 222 | 121 607 | |
| Impacto com Aumento de 1% | - 1 030 | - 2 778 | 125 | |||
| Impacto Acumulado | - 1 030 | - 3 808 | - 3 683 | |||
| Efeito Acumulado | -3.683 | |||||
| Margem Financeira | 131 087 | |||||
| Gap Acumulado | -2,81% |
Este conceito pressupõe a possibilidade de uma instituição de crédito dispor de fundos líquidos para fazer face, a cada momento, às suas obrigações de pagamento. O Banco está exposto a pedidos diários de recursos monetários disponíveis de contas correntes, empréstimos e garantias, necessidades de contas margem e outras relacionadas com derivados liquidados em dinheiro. O Banco não detém recursos monetários para satisfazer todas estas necessidades, pois a sua experiência revela que a proporção de fundos que irão ser reinvestidos na maturidade pode ser previsto com um elevado nível de certeza. A Gestão define limites para a proporção mínima de fundos disponíveis para satisfazer os pedidos e para o nível mínimo de facilidades interbancárias e outros empréstimos que devem estar disponíveis para cobrir os levantamentos e níveis inesperados de procura.
O processo de gestão de liquidez, como efectuado no Banco, inclui:
A monitorização e relato assumem a forma de mensuração de fluxos de caixa e projecções para o dia, semana e mês seguinte, uma vez que estes são períodos importantes na gestão de liquidez. O ponto de partida para estas projecções é uma análise da maturidade contratual dos passivos financeiros e da data expectável dos fluxos de caixa dos activos. A tesouraria também monitoriza o grau de compromissos de concessão de crédito não utilizados, o uso de facilidades de descoberto e o impacto de passivos contingentes como cartas de crédito e garantias.
No que diz respeito à análise ao risco de liquidez, para além das obrigações a que está sujeito para com o Banco de Portugal, nos termos da instrução nº 13/2009, o Banco ainda recorre ao conceito de Gap de liquidez, ou seja, a partir do balanço do Banco, em 31 de Dezembro de 2011, tendo por base os vencimentos das operações activas e passivas, obtém-se um diferencial entre os vencimentos referidos (positivo ou negativo) segundo os prazos residuais de vencimento das operações que se denominam GAP's de Liquidez.
O Quadro seguinte apresenta o balanço do Banco, no final do mês de Dezembro de 2011, com as principais classes agrupadas por prazos de vencimento:
| Até 1 mês | De 1 a 3 meses |
De 3 a 12 meses |
de 1 a 5 anos |
Mais de 5 anos |
|
|---|---|---|---|---|---|
| Caixa e saldos em bancos centrais | 138 221 | - | - | - | - |
| Disponibilidades em outras I.C.'s | 85 856 | - | - | - | - |
| Activos financeiros detidos p/ negociação | 121 | 62 | 9 535 | 15 565 | 15 787 |
| Outros activos fin.ao justo valor | - | - | 1 367 | 30 496 | - |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 319 363 | 247 079 | 411 107 | 187 461 | 382 720 |
| Aplicações em I.C.'s | 3 459 | 134 355 | 10 788 | - | 1 100 |
| Crédito a clientes | 978 449 | 659 068 | 1 437 509 | 1 972 442 | 1 424 331 |
| Investimentos detidos até à maturidade | 1 488 | 1 021 | 205 339 | 18 786 | 326 609 |
| Outros activos | 57 191 | 286 | 26 026 | 47 827 | 214 |
| Total do Activo | 1 584 148 | 1 041 871 | 2 101 671 | 2 272 577 | 2 150 761 |
| Passivos financeiros detidos p/ negociação | 118 | 618 | 1 915 | 17 176 | 15 456 |
| Recursos de outras I.C.'s | 2 881 728 | 221 626 | 371 131 | 552 772 | 131 250 |
| Recursos de clientes | 1 073 170 | 1 278 954 | 1 142 902 | 654 021 | - |
| Responsabilidades represent. por títulos | 1 386 | 23 182 | 31 489 | 565 000 | - |
| Outros passivos | 13 737 | 3 597 | 5 803 | 1 076 | 6 735 |
| Total do Passivo | 3 970 139 | 1 527 977 | 1 553 240 | 1 790 045 | 153 441 |
| Gap | -2 385 991 | - 486 106 | 548 431 | 482 532 | 1 997 320 |
| Gap Acumulado | -2 385 991 | -2 872 097 | -2 323 666 | -1 841 134 | 156 186 |
| Gap de liquidez a 31 de Dezembro de 2010 | |||||
| Gap | -3 668 046 | -1 420 675 | 971 323 | 1 717 179 | 2 711 523 |
| Gap Acumulado | -3 668 046 | -5 088 721 | -4 117 398 | -2 400 219 | 311 304 |
Com referência a 31 de Dezembro de 2011, os prazos dos montantes contratuais dos instrumentos financeiros fora de Balanço do Banco que o comprometem a estender o crédito a clientes e outras facilidades, analisam-se como segue:
| Individual | Até 1 mês | De 1 a 3 meses |
De 3 a 12 meses |
de 1 a 5 anos |
Mais de 5 anos |
|---|---|---|---|---|---|
| Passivos eventuais: Garantias e avales |
54 056 | 6 757 | 9 439 | 167 012 | 44 985 |
| Compromissos: Créditos revogáveis |
33 908 | 214 455 | 235 887 | 26 514 | 146 899 |
| Total | 87 964 | 221 212 | 245 326 | 193 526 | 191 884 |
O Banco tem vindo a implementar o modelo integrado de gestão de risco operacional que, entre outros objectivos, pretende assegurar a futura utilização do método standard. Presentemente, encontram-se concluídas todas as fases do plano de implementação do modelo para aferição do risco operacional, encontrando-se apenas pendente a aprovação do Banco de Portugal à candidatura efectuada a 28 de Novembro de 2011, para a utilização do método standard, para efeitos de apuramento do requisito de capital.
Foram definidas pela casa mãe em Espanha (e assumidas pelo Banco em Portugal), políticas e procedimentos para a gestão do risco operacional e desenvolvidas ferramentas qualitativas que permitem elaborar mapas de risco com o objectivo de medir o impacto e frequência de cada um dos riscos identificados, bem como de analisar a capacidade de mitigação dos controlos associados, etc.
Com efeito, desde 2004, que o Banco tem integrado no seu sistema informático, uma base de dados de eventos de risco operacional, que é alimentada de forma automática ou manual de acordo com a sua tipologia ou frequência. A captura de eventos está integrada na base de dados única da casa mãe em Espanha. Esta informação está disponível, para Portugal, para a análise e tomada de decisões.
Para o cálculo das necessidades de capital para risco operacional foi utilizado o método do indicador básico (BIA), considerando os resultados da actividade corrente dos últimos 3 anos. De salientar que o risco de compliance e sistemas de informação é incluído na definição de risco operacional e como tal considerado coberto pelos requisitos de capital para o risco operacional.
Em 31 de Dezembro de 2011, os requisitos de capital para risco operacional ascendem a 27 850 milhares de euros, correspondendo a cerca 4,8% do total dos requisitos de capital.
O Banco fornece custódias, garantias, serviços de administração empresarial, gestão de investimentos e serviços de aconselhamento a terceiras partes. Estas actividades exigem a alocação de activos e transacções de compra e venda em relação a uma vasta gama de instrumentos financeiros. Esses activos, que são mantidos em capacidade fiduciária, não são incluídos nestas demonstrações financeiras. À data de 31 de Dezembro de 2011, o Banco mantinha custódia de contas de investimento no montante de 6 181 308 milhares de euros (2010: 7 917 156 milhares de euros) e activos financeiros administrados, estimados em 161 654 milhares de euros (2010: 213 028 milhares de euros).
Os principais objectivos da gestão de capital no Banco são cumprir os requisitos mínimos definidos pelas entidades de supervisão em termos de adequação de capital e assegurar o cumprimento dos objectivos estratégicos do Banco em matéria de adequação de capital.
A definição da estratégia a adoptar em termos de gestão de capital é da competência do Conselho de Administração do Banco.
Em termos prudenciais, o Banco está sujeito à supervisão do Banco de Portugal, que estabelece as regras que a este nível deverão ser observadas pelas diversas instituições sob a sua supervisão. Estas regras determinam um rácio mínimo de fundos próprios totais em relação aos requisitos exigidos pelos riscos assumidos, que as instituições deverão cumprir.
O quadro seguinte explicita assim a composição do capital regulamentar e dos rácios de fundos próprios do Banco para os períodos em questão no dia 31 de Dezembro. Durante estes dois períodos, o Banco cumpriu com todos os requisitos de capital a que está sujeito.
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Tier 1 Capital | ||
| Acções | 451.000 | 376.000 |
| Reservas bancárias gerais | 231.920 | 240.343 |
| Reserva legal | 33.607 | 32.010 |
| Resultado do exercício | 13.432 | 15.893 |
| Menos: Intangíveis | -1.264 | -2.525 |
| Diferenças de reavaliação elegíveis | -23.924 | -12.264 |
| Deduções nos termos da Instrução 28/2011 | -1.642 | 0 |
| Impostos diferidos activos não aceites | -5.217 | -10.401 |
| Deduções participações empresas seguros | -2.000 | -2.000 |
| Deduções nos termos da Instrução 120/96 | -15.312 | -6.902 |
| Tier 1 Capital total | 680.600 | 630.154 |
| Tier 2 Capital | ||
| Ganhos não realizados de | ||
| invest. disponíveis para venda | 3 | 3 |
| Reservas de reavaliação de | ||
| activos tangíveis | 3.143 | 3.143 |
| Deduções participações empresas seguros | -2.000 | -2.000 |
| Tier 2 Capital total | 1.146 | 1.146 |
| Fundos próprios elegíveis | 681.746 | 631.300 |
| Activos ponderados pelo risco | 7.267.078 | 7.183.730 |
| Rácio de requisitos de fundos próprios | 9,4% | 8,8% |
| Core tier I | 9,6% | 8,9% |
| Tier I | 9,4% | 8,8% |
| Tier II | 0,0% | 0,0% |
O Banco efectua estimativas e assumpções que têm impacto nos valores reportados de activos e passivos durante o próximo exercício financeiro. Estas estimativas e julgamentos são avaliados continuadamente e concebidos com base em dados históricos e outros factores, como expectativas de eventos futuros.
O Banco analisa, numa base mensal, a sua carteira de crédito para avaliar eventuais perdas de imparidade. Na determinação do registo, ou não, de perdas de imparidade em resultados, o Banco analisa dados observáveis que indiquem um decréscimo mensurável nos futuros cash flows estimados quer da carteira de empréstimos, quer individualmente para casos específicos dessa mesma carteira. A análise pode indicar, por exemplo, um evento adverso na capacidade do cliente cumprir o pagamento do empréstimo, ou deterioração das condições e indicadores macroeconómicos correlacionados. A gestão usa estimativas baseadas em dados históricos de activos com riscos de crédito semelhantes e possíveis perdas de imparidade, nesses mesmos activos. A metodologia e assumpções utilizadas nestas estimativas são revistas regularmente para se reduzir quaisquer diferenças entre perdas estimadas e perdas realizadas.
O justo valor dos derivados e activos financeiros não cotados foi determinado com base em métodos de avaliação e teorias financeiras, cujos resultados dependem dos pressupostos utilizados.
O Banco determina que existe imparidade em investimentos em capital de activos financeiros disponíveis para venda, quando se tenha verificado um decréscimo significativo ou prolongado do justo valor, abaixo do seu custo. A quantificação necessária das expressões, significativa e prolongado, exigem juízo profissional. Na realização deste juízo, o Banco avalia entre outros factores, a volatilidade normal no preço da acção. Em complemento, deve ser considerada imparidade quando se verificarem eventos que evidenciem a deterioração da viabilidade do investimento, a performance da indústria e do sector, alterações tecnológicas e cash flows operacionais e financeiros.
As responsabilidades com pensões de reforma e sobrevivência são estimadas com base em tábuas actuariais e pressupostos de crescimento das pensões e dos salários. Estes pressupostos são baseados nas expectativas do Banco para o período durante o qual irão ser liquidadas as responsabilidades.
O reconhecimento de impostos diferidos activos pressupõe a existência de resultados e matéria colectável futura. Os impostos diferidos activos e passivos foram determinados com base na legislação fiscal actualmente em vigor ou em legislação já publicada para aplicação futura. Alterações na interpretação da legislação fiscal podem influenciar o valor dos impostos diferidos reconhecidos.
O Banco desenvolve a sua actividade essencialmente do sector financeiro e direccionada para as empresas, institucionais e clientes particulares.
Os produtos e serviços prestados incluem a captação de depósitos, a concessão de crédito a empresas e particulares, serviços de corretagem e custódia, serviços de banca de investimento e ainda a comercialização de fundos de investimento e de seguros de vida e não vida. Adicionalmente, o Banco realiza investimentos de curto, médio e longo prazo nos mercados financeiro e cambial como forma de tirar vantagens das oscilações de preços ou como meio para rendibilizar os recursos financeiros disponíveis.
O Banco Popular apresenta a sua actividade através dos seguintes segmentos operacionais:
Em termos geográficos o Banco Popular apenas exerce a sua actividade em Portugal.
O reporte por segmentos apresenta-se como segue:
| 31-12-2011 | Banca de Retalho |
Banca Comercial |
Outros Segmentos |
Total |
|---|---|---|---|---|
| Juros e rendimentos similares | 126 239 | 131 256 | 99 168 | 356 663 |
| Juros e encargos similares | 78 991 | 55 406 | 91 179 | 225 576 |
| Rendimento de instrumentos de capital | - | - | 64 | 64 |
| Rendimentos de serviços e comissões | 25 104 | 13 589 | 19 662 | 58 355 |
| Encargos com serviços e comissões | 784 | 162 | 8 727 | 9 673 |
| Resultados de Op.Financeiras (líq.) | 2 054 | - 6 578 | - 4 524 | |
| Resultados alienação outros activos | - | - | - 1 775 | - 1 775 |
| Outros Result. de Exploração (líq.) | 541 | 665 | - 7 883 | - 6 677 |
| Activo líquido | 3 338 166 | 3 179 122 | 3 116 747 | 9 634 035 |
| Passivo | 2 468 621 | 1 905 571 | 4 763 516 | 9 137 708 |
| 31-12-2010 | Banca de Retalho |
Banca Comercial |
Outros Segmentos |
Total |
|---|---|---|---|---|
| Juros e rendimentos similares | 105 936 | 87 103 | 71 907 | 264 946 |
| Juros e encargos similares | 40 420 | 34 878 | 61 663 | 136 961 |
| Rendimento de instrumentos de capital | - | - | 785 | 785 |
| Rendimentos de serviços e comissões | 26 535 | 10 252 | 16 299 | 53 086 |
| Encargos com serviços e comissões | 1 272 | 404 | 5 622 | 7 298 |
| Resultados de Op.Financeiras (líq.) | 1 654 | - | 11 431 | 13 085 |
| Resultados alienação outros activos | - | - | 14 574 | 14 574 |
| Outros Result. de Exploração (líq.) | 394 | 241 | - 1 531 | - 896 |
| Activo líquido | 3 288 094 | 3 187 640 | 3 757 232 | 10 232 966 |
| Passivo | 2 173 943 | 1 540 756 | 5 939 217 | 9 653 916 |
Esta rubrica decompõe-se como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Juros e rendimentos similares de : | ||
| Disponibilidades | 1 088 | 845 |
| Aplicações em IC'S | 442 | 5 346 |
| Crédito a clientes | 287 006 | 207 727 |
| Activos detidos para negociação | 2 203 | 1 237 |
| Outros activos fin. ao justo valor | 1 348 | 1 336 |
| Outros activos fin. disp.para venda | 48 646 | 39 170 |
| Investimentos detidos até à maturidade | 13 780 | 4 740 |
| Outros | 2 150 | 4 545 |
| 356 663 | 264 946 | |
| Juros e encargos similares de : | ||
| Recursos de OIC'S | 80 442 | 49 105 |
| Recursos de clientes | 123 669 | 73 702 |
| Responsabilidades representadas por títulos | 7 670 | 1 719 |
| Outros | 13 795 | 12 435 |
| 225 576 | 136 961 | |
| Margem Financeira | 131 087 | 127 985 |
O saldo desta rubrica é composto como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Activos financeiros disponíveis para venda | 64 | 72 |
| Investimentos em filiais | - | 713 |
| 64 | 785 |
Estas rubricas decompõem-se como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Rendimentos de serviços e Comissões | ||
| Comissões e serviços relac. c/ crédito | 13 300 | 14 190 |
| Comissões de garantias e avales | 6 555 | 5 089 |
| Comissões de meios de cob. e pagamento | 21 589 | 18 727 |
| Comissões de gestão de activos | 3 323 | 3 501 |
| Comissões de angariação de seguros | 1 753 | 2 019 |
| Comissões de manutenção de contas | 4 403 | 3 743 |
| Comissões de processamento | 2 108 | 2 197 |
| Outros | 5 324 | 3 620 |
| 58 355 | 53 086 | |
| Encargos com serviços e Comissões | ||
| Comissões de meios de cob. e pagamento | 6 597 | 3 656 |
| Comissões de gestão de activos | 2 050 | 1 903 |
| Comissões a promotores e angariadores | 601 | 1 208 |
| Outros | 425 | 531 |
| 9 673 | 7 298 |
Esta rubrica é analisada como segue:
| 31-12-2011 | 31-12-2010 | |||
|---|---|---|---|---|
| Ganhos | Perdas | Ganhos | Perdas | |
| Activos e passivos financeiros detidos para negociação | ||||
| Títulos de rendimento fixo | - | 185 | - | 361 |
| Títulos de rendimento variável | 259 | 542 | 270 | 138 |
| Instrumentos financeiros derivados | 40 492 | 42 951 | 41 589 | 42 975 |
| 40 751 | 43 678 | 41 859 | 43 474 | |
| Activos e passivos financ. ao justo valor através de resultados | ||||
| Títulos de rendimento fixo | 1 503 | 2 892 | 1 665 | 3 182 |
| 1 503 | 2 892 | 1 665 | 3 182 | |
| Derivados de cobertura ao justo valor | 129 670 | 129 670 | 114 129 | 114 129 |
| Activos e passivos financ. disponíveis para venda | ||||
| Títulos de rendimento fixo | 205 | - | 15 577 | - |
| 205 | 0 | 15 577 | 0 | |
| Resultados de activos e passivos financeiros de | ||||
| negociação e ao justo valor através de resultados | 172 129 | 176 240 | 173 230 | 160 785 |
Em 2011 o Banco recebeu 7,7 mil euros de dividendos em activos financeiros detidos para negociação (2010: 0 milhares de euros). Em 2011 e 2010 o Banco não recebeu quaisquer dividendos de activos financeiros designados ao justo valor através de resultados.
O efeito registado na rubrica de Derivados de cobertura ao justo valor resulta da variação do justo valor dos instrumentos de cobertura (swap de taxa de juro) e das variações de justo valor dos activos cobertos, decorrentes do risco coberto (taxa de juro). Na medida em que o instrumento coberto se encontra contabilizado na carteira de Activos financeiros disponíveis para venda, essa variação de justo valor é transferida da Reserva de reavaliação de justo valor para resultados.
Estas rubricas decompõem-se como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Ganhos em diferenças cambiais | ||
| Na posição à vista | 98 | 177 |
| Na posição a prazo | - | 5 637 |
| 98 | 5 814 | |
| Perdas em diferenças cambiais | ||
| Na posição a prazo | 511 | 5 174 |
| 511 | 5 174 | |
| Resultados de reavaliação cambial (liq.) | - 413 | 640 |
Esta rubrica é analisada como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Ganhos na alienação de activos tangíveis detidos para venda Ganhos na alienação de investimentos em filiais |
435 - |
1 081 14 827 |
| 435 | 15 908 | |
| Perdas na alienação de activos tangíveis detidos para venda Perdas em outros activos tangíveis |
2 202 8 |
1 334 - |
| 2 210 | 1 334 | |
| - 1 775 | 14 574 |
Os ganhos obtidos na alienação de investimentos em filiais no exercício de 2010 resultaram da venda das duas subsidiárias abaixo indicadas:
Esta rubrica é analisada como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Contribuições para o FGD | - 906 | - 786 |
| Contribuições para o SII | - 1 576 | 0 |
| Outros encargos operacionais | - 1 463 | - 1 064 |
| Outros impostos | - 2 738 | - 1 394 |
| Contribuição sobre o sector bancário | - 3 423 | 0 |
| Remunerações por cedência de pessoal | 1 168 | 962 |
| Rendimento de imóveis | 576 | 552 |
| Outros rendimentos e receitas operacionais | 1 685 | 834 |
| - 6 677 | - 896 |
Esta rubrica é analisada como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Remunerações | 42 181 | 41 812 |
| Encargos sociais obrigatórios: | ||
| - Encargos relativos a remunerações | 11 336 | 6 374 |
| - Fundo de Pensões | 5 418 | 6 169 |
| - Outros encargos sociais obrigatórios | 286 | 286 |
| Outros custos | 669 | 989 |
| 59 890 | 55 630 |
Esta rubrica é analisada como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Com fornecimentos | ||
| Água energia e combustíveis | 1 861 | 1 693 |
| Material de consumo corrente | 458 | 477 |
| Outros fornecimentos de terceiros | 734 | 549 |
| Com serviços | ||
| Rendas e alugueres | 5 347 | 4 756 |
| Comunicações | 4 048 | 3 711 |
| Deslocações, estadas e representação | 1 307 | 1 555 |
| Publicidade e edição de publicações | 2 586 | 2 887 |
| Conservação e reparação | 5 586 | 4 249 |
| Transportes | 1 194 | 2 104 |
| Avenças e honorários | 3 584 | 4 266 |
| Judiciais, contencioso e notariado | 1 746 | 1 211 |
| Informática | 4 982 | 4 650 |
| Segurança e vigilância | 919 | 1 189 |
| Limpeza | 876 | 933 |
| Mão-de-obra eventual | 5 401 | 5 045 |
| Consultores e auditores externos | 2 239 | 1 274 |
| SIBS | 1 915 | 1 303 |
| Avaliadores externos | 1 069 | 1 806 |
| Outros serviços de terceiros | 5 945 | 4 580 |
| 51 797 | 48 238 |
O cálculo do IRC dos exercícios de 2011 e 2010 foi apurado com base numa taxa nominal de imposto de 25% calculada sobre a matéria colectável, a que acresce a taxa da derrama de 1,5%, que incide sobre o lucro tributável e uma taxa de derrama estadual de 2,5%, que incide sobre o valor da matéria colectável que exceda o montante de 2 milhões de euros.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o custo com impostos sobre os lucros reconhecidos em resultados, bem como a carga fiscal, medida pela relação entre a dotação para impostos e o lucro do exercício antes daquela dotação, podem ser resumidos como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Impostos correntes sobre os lucros | ||
| Do exercício | 5 423 | 2 921 |
| Correcção de exercícios anteriores | 2 794 | 243 |
| 8 217 | 3 164 | |
| Impostos diferidos | ||
| Registo e reversão de diferenças temporárias | 2 778 | 2 642 |
| Total do imposto registado em resultados | 10 995 | 5 806 |
| Resultado antes de impostos | 24 427 | 21 699 |
| Carga fiscal | 45,0% | 26,8% |
A reconciliação entre a taxa nominal de imposto e a carga fiscal registada nos exercícios de 2011 e 2010, bem como a reconciliação entre o custo / proveito de imposto e o produto do lucro contabilístico pela taxa nominal de imposto, após dedução dos impostos diferidos, analisam-se como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |||
|---|---|---|---|---|
| Taxa de imposto | Valor | Taxa de imposto | Valor | |
| Resultado antes de impostos | 24 427 | 21 699 | ||
| Imposto calculado à taxa nominal | 25,0% | 6 107 | 25,0% | 5 425 |
| Derrama após efeito dos impostos diferidos | 2,6% | 643 | 3,5% | 756 |
| Tributações autónomas | 1,4% | 340 | 0,7% | 154 |
| Variações patrimoniais negativas | 13,5% | 3 298 | 0,0% | 0 |
| Benefícios Fiscais | -1,0% | - 249 | -1,2% | - 262 |
| Dividendos | 0,0% | 0 | -0,9% | - 187 |
| Efeito das provisões não aceites como custo | 3,9% | 946 | 2,5% | 532 |
| Mais-valias / Menos valias | 0,0% | 0 | -1,5% | - 330 |
| Outras correcções líquidas | -5,3% | - 1 285 | -2,4% | - 525 |
| Contribuição sobre o sector bancário | 3,5% | 855 | 0,0% | 0 |
| Impostos de exercícios anteriores | 1,4% | 340 | 1,1% | 243 |
| 45,0% | 10 995 | 26,8% | 5 806 |
Informação adicional sobre impostos diferidos activos e passivos é apresentada na nota 27.
A classificação dos activos e passivos financeiros de acordo com as categorias da IAS 39 apresenta a seguinte estrutura:
| 31-12-2011 | Registados justo valor | Créditos | Act. Financ. | Inv. detidos | Activos | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Negoc. | Op. jº valor | a receber | disp. venda | maturidade | não financ. | |
| Activos | ||||||
| Caixa e disponi. em bancos centrais | 138 221 | |||||
| Disponib. em outras inst. de crédito | 140 324 | |||||
| Activos financ. detidos p/ negociação | 34 942 | |||||
| Out. act. fin. justo valor atr. result. | 30 496 | |||||
| Activos financ. disponíveis p/ venda | 1 503 439 | |||||
| Aplicações em instit. de crédito | 148 835 | |||||
| Crédito a clientes | 6 367 864 | |||||
| Invest. detidos até à maturidade | 545.326 | |||||
| Outros activos | 77 204 | 483.322 | ||||
| 34 942 | 30 496 | 6 872 448 | 1 503 439 | 545 326 | 483 322 |
| 31-12-2011 | Reg. a justo valor | Out. Passivos | Derivados | Passivos |
|---|---|---|---|---|
| Negociação | Financeiros | cobertura | não financ. | |
| Passivos | ||||
| Recursos de bancos centrais | 495 138 | |||
| Recursos de outras inst. crédito | 3 648 429 | |||
| Passivos financ. det. p/ negociação | 29 374 | |||
| Recursos de clientes | 4 154 043 | |||
| Responsabilidades repres. por títulos | 605 816 | |||
| Derivados de cobertura | 82 554 | |||
| Outros passivos | 26 757 | 22 870 | ||
| 29 374 | 8 930 183 | 82 554 | 22 870 |
| 31-12-2010 | Registados justo valor | Créditos | Act. Financ. | Inv. detidos | Activos | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Negoc. | Op. jº valor | a receber | disp. venda | maturidade | não financ. | |
| Activos | ||||||
| Caixa e disponi. em bancos centrais | 123 775 | |||||
| Disponib. em outras inst. de crédito | 91 452 | |||||
| Activos financ. detidos p/ negociação | 21 344 | |||||
| Out. act. fin. justo valor atr. result. | 31 400 | |||||
| Activos financ. disponíveis p/ venda | 1 392 094 | |||||
| Aplicações em instit. de crédito | 167 141 | |||||
| Crédito a clientes | 7 670 864 | |||||
| Invest. detidos até à maturidade | 176.345 | |||||
| Outros activos | 52 353 | 308.209 | ||||
| 21 344 | 31 400 | 8 105 585 | 1 392 094 | 176 345 | 308 209 |
| 31-12-2010 | Reg. a justo valor | Out. Passivos | Derivados | Passivos |
|---|---|---|---|---|
| Negociação | Financeiros | cobertura | não financ. | |
| Passivos | ||||
| Recursos de bancos centrais | 500 111 | |||
| Recursos de outras inst. crédito | 5 210 299 | |||
| Passivos financ. det. p/ negociação | 18 329 | |||
| Recursos de clientes | 3 558 491 | |||
| Responsabilidades repres. por títulos | 214 780 | |||
| Derivados de cobertura | 38 549 | |||
| Outros passivos | 22 946 | 18 541 | ||
| 18 329 | 9 506 627 | 38 549 | 18 541 |
O saldo desta rubrica analisa-se como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Caixa | 51 512 | 48 517 |
| Depósitos à ordem no Banco de Portugal | 86 709 | 75 258 |
| 138 221 | 123 775 |
Os depósitos à ordem no Banco de Portugal, de carácter obrigatório, têm por objectivo satisfazer os requisitos legais de constituição de disponibilidades mínimas de caixa.
O saldo desta rubrica é composto como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Disponib. sobre instit. de crédito no país | ||
| Depósitos à ordem | 714 | 612 |
| Cheques a cobrar | 52 709 | 47 651 |
| Outras disponibilidades | 1 222 | 1 725 |
| 54 645 | 49 988 | |
| Disponib. sobre instit. de crédito no estrang. | ||
| Depósitos à ordem | 83 919 | 39 215 |
| Cheques a cobrar | 1 760 | 2 249 |
| 85 679 | 41 464 | |
| 140 324 | 91 452 | |
Os cheques a cobrar sobre instituições de crédito no País e no estrangeiro foram enviados para cobrança nos primeiros dias úteis subsequentes às datas em referência.
O Banco utiliza, essencialmente, os seguintes instrumentos derivados:
Forward cambial ou câmbio a prazo representa um contrato realizado entre duas partes para a compra ou venda de uma moeda contra outra, a uma determinada taxa de câmbio estabelecida no momento de realização do contrato (preço forward) para uma data futura determinada. A sua finalidade é a de cobertura/gestão do risco cambial, através da eliminação da incerteza quanto ao valor futuro de determinada taxa de câmbio, que através do forward é imediatamente fixada.
Swap de taxa de juro em termos conceptuais pode ser perspectivado como um acordo pelo qual duas partes se obrigam a trocar um diferencial de taxas de juro, sobre um montante nocional, durante um determinado período de tempo. Envolve uma única moeda e consiste na troca de cash flows fixos por cash flows variáveis ou vice-versa. A sua finalidade é a de cobertura/gestão do risco de taxa de juro, relativamente ao rendimento de uma aplicação financeira ou ao custo de um financiamento que uma determinada entidade pretenda realizar num determinado momento futuro.
O justo valor de instrumentos derivados detidos são discriminados como segue:
| 31 de Dezembro de 2011 | |||
|---|---|---|---|
| Valor contrato | Justo Valor | ||
| (Valor nocional) | Activos | Passivos | |
| Derivados de negociação | |||
| a) Derivados de moedas estrangeiras | |||
| Forwards cambiais | 7 117 | 79 | 68 |
| b) Derivados de taxas de juro | |||
| Swaps de taxa de juro | 572 159 | 27 071 | 29 033 |
| c) Derivados - outros | |||
| Swaps cotações | - | - | - |
| Opções | 19 602 | 43 | 273 |
| Total derivados negociação (activos/passivos) | 27 193 | 29 374 |
| 31 de Dezembro de 2010 | |||
|---|---|---|---|
| Valor contrato | Justo Valor | ||
| (Valor nocional) | Activos | Passivos | |
| Derivados de negociação | |||
| a) Derivados de moedas estrangeiras | |||
| Forwards cambiais | 12 801 | 250 | 241 |
| b) Derivados de taxas de juro | |||
| Swaps de taxa de juro | 495 838 | 15 697 | 17 446 |
| c) Derivados - outros | |||
| Swaps cotações | 19 150 | 714 | 642 |
| Opções | 20 | - | - |
| Total derivados negociação (activos/passivos) | 16 661 | 18 329 |
Em 31 de Dezembro de 2011, o justo valor dos outros activos e passivos financeiros detidos para negociação são apresentados como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Outros activos financeiros | ||
| Títulos de rendimento variável | ||
| Unidades de participação | 7 749 | 4 683 |
| 7 749 | 4 683 | |
| Total | 7 749 | 4 683 |
| Total activos financeiros para negociação | 34 942 | 21 344 |
| Total passivos financeiros para negociação | 29 374 | 18 329 |
Estas rubricas têm a seguinte composição:
| Activos | 31-12-11 | 31-12-10 |
|---|---|---|
| Títulos de rendimento fixo | ||
| Títulos de dívida pública portuguesa | 5 990 | 7 019 |
| Outros títulos de dívida estrangeiros | 24 506 | 24 381 |
| 30 496 | 31 400 |
A rubrica de outros títulos de dívida estrangeiros refere-se a cédulas hipotecárias emitidas pelo Grupo Popular Español.
Os títulos de dívida pública bem como as cédulas hipotecárias, são geridos, e a sua performance é avaliada, tendo em consideração o seu justo valor em conformidade com as estratégias de políticas de risco e, a informação sobre os referidos activos é reportada à Administração nessas bases.
O Banco não possui passivos financeiros designados ao justo valor.
Em 31 de Dezembro de 2011, o Banco possuía 611 milhares de euros de instrumentos de capital não cotados classificados como activos financeiros disponíveis para venda que, pelo facto do justo valor não ser mensurado com fiabilidade, estão reconhecidos ao custo (2010: 13 milhares de euros).
O saldo desta rubrica analisa-se como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Títulos emitidos por residentes | ||
| Títulos de dívida pública - ao justo valor | 276 261 | 436 076 |
| Títulos de dívida de outras entidades - ao justo valor | 92 377 | 103 511 |
| Títulos de capital - ao justo valor | 1 298 | 3 087 |
| Títulos de capital - ao custo histórico | 611 | 13 |
| 370 547 | 542 687 | |
| Títulos emitidos por não residentes | ||
| Títulos de dívida pública - ao justo valor | 498 749 | - |
| Títulos de dívida de outras entidades - ao justo valor | 629 711 | 849 357 |
| Títulos de dívida de outras entidades - ao custo histórico | 4 380 | - |
| Outros títulos | 52 | 50 |
| 1 132 892 | 849 407 | |
| Total | 1 503 439 | 1 392 094 |
O Banco possui na carteira de activos financeiros disponíveis para venda um investimento de 4 380 milhares de euros relativo às obrigações subordinadas (Class D Notes) adquiridas em Junho de 2002, aquando da realização pelo Banco de uma operação de titularização de crédito à habitação, no valor de 250 milhões de euros, denominada Navigator Mortgage Finance Number 1.
No âmbito da referida titularização, os activos foram adquiridos por um fundo de titularização de créditos, denominado Navigator Mortgage Finance nº 1 Fundo, que, em simultâneo, emitiu unidades de titularização totalmente subscritas pelo Navigator Mortgage Finance Nº 1 Plc, o qual, também emitiu obrigações, cujas características são as seguintes:
| Valor nominal | Rating | Taxa de juro | ||
|---|---|---|---|---|
| mi l euros | Standard & Poors |
Moody's | (até Maio de 2035) | |
| Class A Notes (Senior) | 230 000 | AAA | Aaa | Euribor 3 meses+0,21% |
| Class B Notes (Senior) | 10 000 | AA | Aa2 | Euribor 3 meses+0,38% |
| Class C Notes (Senior) | 10 000 | A | A2 | Euribor 3 meses+0,55% |
| Class D notes (Subordinada) | 4 630 | n.a. | n.a. | n.a. |
O Banco, nos termos dos contratos assinados, não assumiu qualquer compromisso respeitante a disponibilidades de caixa do emitente, assim como linhas de liquidez, financiamentos, garantias, direitos e proveitos residuais ou quaisquer outros riscos, para além das obrigações subordinadas (Class D Notes).
Em 31 de Dezembro de 2011, encontram-se constituídas provisões no montante de 3 321 milhares de euros (2010: 3 321 milhares de euros) (ver Nota 23), de acordo com o estabelecido na Instrução nº 27/2000 do Banco de Portugal. Esta instrução foi entretanto revogada pela instrução nº 2/2008, publicada em 17 de Março de 2008.
Entidades intervenientes:
Quanto à sua natureza, os créditos sobre instituições de crédito analisam-se como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Aplicações em instit. de crédito no país | ||
| Depósitos a prazo | 3 162 | 75 |
| Empréstimos | 10 000 | 10 000 |
| Outras aplicações | 134 370 | 148 046 |
| Juros a receber | 91 | 91 |
| 147 623 | 158 212 | |
| Aplicações em instit. de crédito no estrang. | ||
| Depósitos a prazo | 1 100 | 2 030 |
| Outras aplicações | 88 | 6 871 |
| Juros a receber | 24 | 28 |
| 1 212 | 8 929 | |
| 148 835 | 167 141 | |
O escalonamento destes créditos por prazos de vencimento é o seguinte:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Até 3 meses | 137 558 | 165 847 |
| De 3 meses a 1 ano | 10 000 | - |
| Mais de 5 anos | 1 162 | 1 175 |
| Juros a receber | 115 | 119 |
| 148 835 | 167 141 |
O crédito é concedido mediante contratos de empréstimo, incluindo descobertos em depósitos à ordem, e através do desconto de efeitos. O total em balanço é composto, quanto à sua natureza, como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Crédito interno | ||
| Empresas e administrações públicas | 3 717 295 | 3 933 176 |
| Particulares | 1 909 471 | 1 762 878 |
| Habitação | 1 427 632 | 1 237 755 |
| Consumo | 69 784 | 87 185 |
| Outras finalidades | 412 055 | 437 938 |
| 5 626 766 | 5 696 054 | |
| Crédito ao exterior | ||
| Empresas e administrações públicas | 146 566 | 191 824 |
| Particulares | 19 294 | 27 861 |
| Habitação | 14 779 | 22 709 |
| Consumo | 115 | 164 |
| Outras finalidades | 4 400 | 4 988 |
| 165 860 | 219 685 | |
| Outros créditos (Titulados) | 555 850 | 1 726 209 |
| Juros e comissões a receber | 12 715 | 18 382 |
| Crédito e juros vencidos | ||
| Até 90 dias | 24 664 | 37 502 |
| Mais de 90 dias | 144 619 | 156 755 |
| 169 283 | 194 257 | |
| Total Bruto | 6 530 474 | 7 854 587 |
| Menos: | ||
| Provisão para créditos de cob. Duvidosa | 52 662 | 81 732 |
| Provisão para crédito e juros vencidos | 106 539 | 98 582 |
| Provisão para risco país | 88 | 88 |
| Provisão para crédito titularizado | 3 321 | 3 321 |
| Imparidade sobre crédito a clientes | - | - |
| 162 610 | 183 723 | |
| Total Líquido | 6 367 864 | 7 670 864 |
Em 31 de Dezembro de 2011, o crédito inclui 807 585 milhares de euros de créditos com garantia hipotecária afectos à emissão de obrigações hipotecárias 32).
O escalonamento dos créditos sobre clientes por prazos de vencimento é o seguinte:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Até 3 meses | 1 563 085 | 1 592 254 |
| De 3 meses a 1 ano | 1 187 253 | 1 434 699 |
| De 1 a 5 anos | 2 173 807 | 2 455 126 |
| Mais de 5 anos | 1 424 331 | 2 159 869 |
| Duração indeterminada (vencidos) | 169 283 | 194 257 |
| Juros e comissões a receber | 12 715 | 18 382 |
| 6 530 474 | 7 854 587 |
No exercício de 2010, Banco realizou quatro cessões de créditos com a empresa Consulteam (subsidiária do BPE e na qual o Banco não possui qualquer participação), no montante bruto global de 234,6 milhões de euros pelo valor total de 182,2 milhões de euros. Nestas operações foi obtido um resultado positivo no montante de 94,1 milhões de euros devido à anulação de provisões já constituídas.
Em 30 de Março de 2011, o Banco realizou uma cessão de créditos com a empresa Consulteam (subsidiária do BPE e na qual o Banco não possui qualquer participação), no montante bruto de 35,6 milhões de euros pelo valor de 30,1 milhões de euros. Nesta operação foi obtido um resultado positivo no montante de 12,3 milhões de euros devido à anulação de provisões já constituídas.
Em 24 de Junho de 2011, o Banco realizou uma cessão de créditos com a empresa Consulteam (subsidiária do BPE e na qual o Banco não possui qualquer participação), no montante bruto de 35,9 milhões de euros pelo valor de 28,7 milhões de euros. Nesta operação foi obtido um resultado positivo no montante de 13,8 milhões de euros devido à anulação de provisões já constituídas.
Em 30 de Setembro de 2011, o Banco realizou uma cessão de créditos com a empresa Consulteam (subsidiária do BPE e na qual o Banco não possui qualquer participação), no montante bruto de 19,6 milhões de euros pelo valor de 16,3 milhões de euros. Nesta operação foi obtido um resultado positivo no montante de 7,4 milhões de euros devido à anulação de provisões já constituídas.
Em 28 de Dezembro de 2011, o Banco realizou uma cessão de créditos com a empresa Consulteam (subsidiária do BPE e na qual o Banco não possui qualquer participação), no montante bruto de 15,8 milhões de euros pelo valor de 13,9 milhões de euros. Nesta operação foi obtido um resultado positivo no montante de 7,1 milhões de euros devido à anulação de provisões já constituídas.
Os saldos e movimentos das contas de provisões para riscos específicos de crédito, decompõem-se como segue:
| 2011 | 2010 | |
|---|---|---|
| Saldo em 1 de Janeiro | 183 723 | 187 678 |
| Dotações | 201 411 | 308 464 |
| Utilizações | 27 257 | 60 328 |
| Anulações | 195 267 | 252 091 |
| Saldo em 31 de Dezembro | 162 610 | 183 723 |
| Dotações para provisões | 201 411 | 308 464 |
| Reposição e anulações | - 195 267 | - 252 091 |
| Recuperações de crédito | - 5 746 | - 8 048 |
| Provisões líquidas de anulações e recuperações | 398 | 48 325 |
O quadro abaixo foi elaborado com base nos seguintes pressupostos:
Considerou-se como sinal de incumprimento o facto de o cliente apresentar "sinais de imparidade";
Considerou-se o saldo vencido e vincendo das operações que registam incumprimento nos prazos nas datas de referência;
| Clientes sem incumprimento | Clientes com incumprimento | |||
|---|---|---|---|---|
| 31-12-11 | 31-12-10 | 31-12-11 | 31-12-10 | |
| Particulares | ||||
| Habitação | 1 448 392 | 1 350 145 | 140 636 | 121 159 |
| Consumo | 69 838 | 79 188 | 21 553 | 19 827 |
| Outros | 122 284 | 133 007 | 50 049 | 33 991 |
| 1 640 514 | 1 562 340 | 212 238 | 174 977 | |
| Empresas | ||||
| Empréstimos | 1 903 178 | 2 055 239 | 609 202 | 471 341 |
| Conta corrente | 810 008 | 1 198 526 | 92 150 | 115 757 |
| Outros | 1 146 102 | 2 166 308 | 117 082 | 110 099 |
| 3 859 288 | 5 420 073 | 818 434 | 697 197 | |
| 5 499 802 | 6 982 413 | 1 030 672 | 872 174 |
Na elaboração deste quadro considerou-se o saldo vencido e vincendo das operações que registam incumprimento nos prazos indicados.
| 31-12-11 | 31-12-10 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| até 30 dias | de 31 a 60 dias | de 61 a 90 dias | Total | Total | |
| Particulares | |||||
| Habitação | 61 534 | 7 599 | 2 337 | 71 470 | 51 202 |
| Consumo | 4 171 | 830 | 369 | 5 370 | 5 105 |
| Outros | 7 750 | 880 | 173 | 8 803 | 9 517 |
| 73 455 | 9 309 | 2 879 | 85 643 | 65 824 | |
| Empresas | |||||
| Empréstimos | 68 814 | 4 068 | 1 310 | 74 192 | 101 303 |
| Conta corrente | 865 | 791 | 100 | 1 756 | 3 306 |
| Outros | 5 988 | 716 | 141 | 6 845 | 4 355 |
| 75 667 | 5 575 | 1 551 | 82 793 | 108 964 | |
| Total | 149 122 | 14 884 | 4 430 | 168 436 | 174 788 |
A divisão do montante bruto de créditos a clientes individualmente considerados em imparidade é o seguinte:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Particulares | ||
| Habitação | 9 434 | 4 636 |
| Consumo | 27 | 76 |
| Outros | 4 463 | 3 618 |
| 13 924 | 8 330 | |
| Empresas | ||
| Empréstimos | 463 382 | 366 389 |
| Conta corrente | 64 449 | 76 500 |
| Outros | 61 660 | 59 602 |
| 589 491 | 502 491 | |
| Total | 603 415 | 510 821 |
Esta rubrica é analisada como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 |
|---|---|
| 123 032 | |
| 1 687 | 1 686 |
| 124 332 | 124 718 |
| 197 075 | 51 148 |
| 222 227 | - |
| 1 692 | 479 |
| 420 994 | 51 627 |
| 545 326 | 176 345 |
| 122 645 |
Em 31 de Dezembro de 2011, esta rubrica apresenta o seguinte detalhe:
| Quantidade | Valor de Balanço |
|---|---|
| 4.000.000.000 | 41.324 |
| 4.000.000.000 | 40.242 |
| 4.000.000.000 | 42.766 |
| 124 332 | |
| 500 | 544 |
| 50.000 | 48.478 |
| 150.000 | 148.074 |
| 381 | 18.985 |
| 2.500 | 168.466 |
| 700 | 36.447 |
| 420.994 | |
| 545.326 | |
Esta rubrica é analisada como segue:
| 2011 | 2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Património | Imobiliz. | |||||
| Imóveis | Equipam. | artístico | em curso | Total | Total | |
| Saldo em 01 de Janeiro | ||||||
| Custo de aquisição | 140 497 | 47 538 | 149 | 727 | 188 911 | 185.455 |
| Amortizações acumuladas | - 39 191 | - 40 547 | - 79 738 | -72.887 | ||
| Imparidade acumulada | - 6 595 | - | - 6 595 | -6.595 | ||
| Aquisições | 1 826 | 501 | 2 327 | 3.738 | ||
| Transferências | ||||||
| Custo de aquisição | - 6 077 | 174 | - 725 | - 6 628 | -109 | |
| Amortizações acumuladas | 2 308 | 2 308 | 10 | |||
| Alienações / Abates | ||||||
| Custo de aquisição | - 33 | - 33 | -173 | |||
| Amortizações acumuladas | 20 | 20 | 173 | |||
| Amortizações do exercício | - 3 798 | - 3 436 | - 7 234 | -7.034 | ||
| Saldo em 31 de Dezembro | ||||||
| Custo de aquisição | 134 387 | 49 538 | 149 | 503 | 184 577 | 188.911 |
| Amortizações acumuladas | - 40 661 | - 43 983 | - 84 644 | -79.738 | ||
| Imparidade acumulada | - 6 595 | - 6 595 | -6.595 | |||
| Valor líquido | 87 131 | 5 555 | 149 | 503 | 93 338 | 102.578 |
Esta rubrica é analisada como segue:
| 2011 | 2010 | |||
|---|---|---|---|---|
| Software | Diversos | Total | Total | |
| Saldo em 01 de Janeiro | ||||
| Custo de aquisição | 18 395 | 2 145 | 20 540 | 20 333 |
| Amortizações acumuladas | - 17 112 | - 2 028 | - 19 140 | - 18 348 |
| Aquisições Transferências |
275 | - 48 | 227 | 411 |
| Custo de aquisição | 0 | - 204 | ||
| Amortizações do exercício | - 781 | - 29 | - 810 | - 792 |
| Saldo em 31 de Dezembro | ||||
| Custo de aquisição | 18 670 | 2 097 | 20 767 | 20 540 |
| Amortizações acumuladas | - 17 893 | - 2 057 | - 19 950 | - 19 140 |
| Valor líquido | 777 | 40 | 817 | 1 400 |
| 31-12-10 | 31-12-09 | |
|---|---|---|
| Investimento em Filiais | ||
| Navigator Mortgage Finance (SPE) | - | 4 380 |
| Populargest-Gestão de Imóveis, Lda | - | 13 194 |
| Investimento em Associadas | ||
| Eurovida-Comp. Seguros de Vida, SA | 22 579 | 22 579 |
| 22 579 | 40 153 | |
| Provisões para imparidade acumulada | - | 13 194 |
| 22 579 | 26 959 |
No exercício de 2009 o Banco procedeu à venda de 675.000 acções representativas de 45% do capital social da empresa Eurovida – Companhia de Seguros de Vida, SA ao BPE, tendo apurado uma mais valia de 64,8 milhões de euros.
Em resultado desta venda o Banco passou a deter apenas cerca de 15,94% do capital da empresa Eurovida, tendo perdido o controlo societário da mesma. Assim, em 31.12.2009 a empresa passou de filial a associada, e consequentemente, foi reavaliada a participação social remanescente pelo justo valor na data de perda de controlo (30-06-2009).
Os dados financeiros mais significativos extraídos das demonstrações financeiras consolidadas da Eurovida, preparadas segundo as normas IFRS, bem como o impacto da aplicação do método da equivalência patrimonial em 31 de Dezembro de 2011, apresentam-se como segue:
| Dados financeiros consolidados | Impacto da aplicação do método | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| da Eurovida em 31-12-2011 | da equivalência patrimonial | |||||
| Participação efectiva (%) |
Activo líquido |
Capital próprio |
Resultado líquido |
Em reservas de consolidação |
No resultado líquido |
|
| 2011 | 15,9348% | 606 342 | 43 745 | 9 101 | -17 059 | 1 450 |
Os impostos diferidos são calculados sobre todas as diferenças temporais usando uma taxa efectiva de 26,5% (2010: 26,5%).
Os saldos destas rubricas decompõem-se como segue:
| Activos | Passivos | |||
|---|---|---|---|---|
| 31-12-11 | 31-12-10 | 31-12-11 | 31-12-10 | |
| Títulos disponíveis para venda | 85 777 | 32 341 | 410 | 491 |
| Activos tangíveis | 6 273 | 1 396 | - | - |
| Provisões - Artº 35º IRC | 12 087 | 20 790 | - | - |
| Comissões | 195 | 202 | - | - |
| Pensões de reforma | - | - | 3 515 | 3 515 |
| Provisões RGC | 6 507 | 5 217 | - | - |
| Reavaliação de imóveis | - | - | 192 | 198 |
| Participações financeiras | - | - | 5 413 | 5 413 |
| Outros activos/passivos | 9 116 | 7 106 | - | - |
| Prejuízo fiscal | 1 884 | - | - | - |
| 121 839 | 67 052 | 9 530 | 9 617 |
Com excepção do reporte de prejuízos fiscais, com caducidade em 2015, as restantes diferenças temporárias não apresentam prazos de caducidade.
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Bonificações a receber do Estado | 1 928 | 1 813 |
| Impostos a recuperar | 19 474 | 4 674 |
| Contas caução | 1 129 | 836 |
| Suprimentos | 815 | 481 |
| Outros devedores diversos | 52 451 | 44 062 |
| Outros rendimentos a receber | 1 565 | 459 |
| Despesas com encargo diferido | 5 167 | 4 706 |
| Operações activas a regularizar - Diversos | 11 652 | 22 388 |
| Activos tangíveis detidos para venda | 448 950 | 306 216 |
| Responsabilidades c/ pensões | 16 063 | 18 570 |
| Operações de bolsa a regularizar | 996 | - |
| Outras operações a regularizar | 623 | 419 |
| 560 813 | 404 624 | |
| Imparidade para Activos recebidos por recuperação de crédito | - 74 510 | - 43 957 |
| Provisões para outros activos | - 288 | - 105 |
| 486 015 | 360 562 |
Os saldos e movimentos das contas de provisões para outros activos decompõem-se como segue:
| Provisões para outros activos | 31-12-11 | 31-12-10 |
|---|---|---|
| Saldo em 1 de Janeiro | 105 | 105 |
| Dotações | 260 | - |
| Utilizações | 70 | - |
| Anulações | 7 | - |
| Saldo em 31 de Dezembro | 288 | 105 |
O movimento ocorrido nos Activos recebidos por recuperação de crédito durante os anos de 2011 e 2010 foi o seguinte:
| 2011 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Imóveis | Equipam. | Total | Total | |
| Saldo em 01 de Janeiro | ||||
| Valor bruto | 305 876 | 340 | 306 216 | 289 235 |
| Imparidade acumulada | - 43 957 | 0 | - 43 957 | - 37 835 |
| Valor líquido | 261 919 | 340 | 262 259 | 251 400 |
| Adições | ||||
| Aquisições | 83 264 | - | 83 264 | 53 742 |
| Outras | 5 444 | - | 5 444 | 4 835 |
| Alienações | ||||
| Valor bruto | - 45 511 | - | - 45 511 | - 41 806 |
| Fusão Populargest | 94 760 | - | 94 760 | 210 |
| Desafectação Imob. próprio | 5 117 | - | 5 117 | - |
| Perdas de imparidade | - 21 529 | - | - 21 529 | - 17 891 |
| Utilizações | 4 851 | - | 4 851 | 9 551 |
| Imparidade-Fusão Populargest | - 16 833 | - | - 16 833 | - |
| Reversões | 2 958 | - | 2 958 | 2 218 |
| Saldo em 31 de Dezembro | ||||
| Valor bruto | 448 950 | 340 | 449 290 | 306 216 |
| Imparidade acumulada | - 74 510 | 0 | - 74 510 | - 43 957 |
| Valor líquido | 374 440 | 340 | 374 780 | 262 259 |
O saldo desta rubrica, à vista e a prazo, é composto quanto à natureza, como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Recursos de instituições de crédito no país | ||
| Depósitos | 162 956 | 102 596 |
| Juros a pagar | 1 131 | 533 |
| 164 087 | 103 129 | |
| Recursos de instituições de crédito no estrangeiro | ||
| Empréstimos | 131 250 | 87 500 |
| Depósitos | 2 665 921 | 4 080 905 |
| Oper. venda com acordo recompra | 685 252 | 934 283 |
| Outros recursos | 62 | 107 |
| Juros a pagar | 1 857 | 4 375 |
| 3 484 342 | 5 107 170 | |
| 3 648 429 | 5 210 299 |
A rubrica de Instituições de crédito no estrangeiro – Depósitos inclui essencialmente aplicações efectuadas pelo accionista BPE.
Quanto à sua duração residual estes recursos decompõem-se como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Exigível à vista | 38 072 | 38 072 |
| Exigível a prazo | ||
| Até 3 meses | 3 443 119 | 5 020 987 |
| De 3 meses a 1 ano | 3 000 | 25 832 |
| De 1 a 5 anos | 30 000 | 33 000 |
| Mais de 5 anos | 131 250 | 87 500 |
| Juros a pagar | 2 988 | 4 908 |
| 3 610 357 | 5 172 227 | |
| 3 648 429 | 5 210 299 | |
O saldo desta rubrica é composto, quanto à sua natureza, como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Recursos de residentes | ||
| Depósitos à ordem | 652 471 | 579 916 |
| Depósitos a prazo | 3 134 458 | 2 834 703 |
| Depósitos de poupança | 10 018 | 26 153 |
| Cheques e ordens a pagar | 4 770 | 4 737 |
| Outros recursos | 11 | 78 |
| 3 801 728 | 3 445 587 | |
| Recursos de não residentes | ||
| Depósitos à ordem | 18 656 | 21 788 |
| Depósitos a prazo | 290 257 | 67 179 |
| Cheques e ordens a pagar | 215 | 1 572 |
| 309 128 | 90 539 | |
| Juros a pagar | 43 187 | 22 365 |
| 4 154 043 | 3 558 491 |
Quanto à sua duração residual estes recursos decompõem-se como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Exigível à vista | 671 127 | 601 704 |
| Exigível a prazo | ||
| Até 3 meses | 2 245 536 | 1 966 932 |
| De 3 meses a 1 ano | 1 128 567 | 925 627 |
| De 1 a 5 anos | 65 626 | 41 863 |
| Juros a pagar | 43 187 | 22 365 |
| 3 482 916 | 2 956 787 | |
| 4 154 043 | 3 558 491 | |
O saldo desta rubrica decompõe-se como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Obrigações de caixa | 39 855 | 84 005 |
| Obrigações hipotecárias | 515 000 | 130 000 |
| Euro Medium Term Note | 50 000 | - |
| Juros a pagar | 961 | 775 |
| 605 816 | 214 780 |
Em 03 de Março de 2009, o Banco efectuou uma emissão de Obrigações de caixa Popular Aforro 2009 – 1ª Emissão, no montante de 21 058 050 euros, representadas por 421 161 títulos com o valor nominal de 50 euros cada.
O reembolso destes empréstimos será efectuado em 05 de Março de 2012.
A taxa de juro do 1º cupão é de 6% (TANB), aplicada desde o dia 03/03/2009 até ao dia 03/09/2009. A taxa do 2º cupão é de 6% (TANB), aplicada desde o dia 03/09/2009 até ao dia 03/03/2010. Do 3º ao último cupão, a taxa de juro nominal anual aplicável a cada um dos períodos de contagem de juros será variável e igual à taxa EURIBOR para o prazo de 6 meses, do segundo "dia útil TARGET" anterior à data de início de cada um dos períodos de contagem de juros, adicionada de 0,5%.
Os juros são pagos semestralmente e postecipadamente em 03 de Setembro e 03 de Março de cada ano, com excepção do último cupão que será pago a 05 de Março de 2012.
Em 03 de Julho de 2009, o Banco efectuou uma emissão de Obrigações de caixa Popular Aforro 2009 – 2ª Emissão, no montante de 18 796 650 euros, representadas por 375 933 títulos com o valor nominal de 50 euros cada.
O reembolso deste empréstimo será efectuado em 05 de Julho de 2012.
A taxa de juro do 1º cupão é de 4% (TANB), aplicada desde o dia 03/07/2009 até ao dia 03/01/2010. A taxa do 2º cupão é de 4% (TANB), aplicada desde o dia 03/01/2010 até ao dia 03/07/2010. Do 3º ao último cupão, a taxa de juro nominal anual aplicável a cada um dos períodos de contagem de juros será variável e igual à taxa EURIBOR para o prazo de 6 meses, do segundo "dia útil TARGET" anterior à data de início de cada um dos períodos de contagem de juros, adicionada de 0,5%.
Os juros são pagos semestralmente e postecipadamente em 03 de Janeiro e 03 de Julho de cada ano, com excepção do último cupão que será pago a 05 de Julho de 2012.
Em 2 de Janeiro de 2011, o Banco procedeu ao reembolso total da emissão de Obrigações de caixa Popular Aforro 2008, emitidas em 30 de Dezembro de 2008, no montante de 25 000 milhares de euros.
Em 29 de Agosto de 2011, o Banco procedeu ao reembolso total das 5 emissões de Obrigações de caixa Popular Oportunidades Globais II emitidas em 29 de Agosto de 2008, no montante de 11 650 milhares de euros.
Em 7 de Dezembro de 2011, o Banco procedeu ao reembolso total das 5 emissões de Obrigações de caixa Popular AquaAgrícola emitidas em 28 de Maio de 2008, no montante de 7 500 milhares de euros.
Durante o exercício de 2010, o Banco Popular Portugal constituiu um Programa de Emissão de Obrigações Hipotecárias cujo montante máximo é de 1 500 milhões de euros. No âmbito deste programa, o Banco em 20 de Dezembro de 2010, procedeu à primeira emissão de obrigações hipotecárias no valor de 130 milhões de euros, em 30 de Junho de 2011, à segunda emissão de obrigações hipotecárias no valor de 225 milhões de euros e em 30 de Dezembro de 2011, à terceira emissão de obrigações hipotecárias no valor de 160 milhões de euros.
Estas obrigações são garantidas por um conjunto de créditos à habitação e outros activos que se encontram segregados como património autónomo nas contas do Banco, conferindo assim privilégios creditórios especiais aos detentores destes títulos sobre quaisquer outros credores. As condições da referida emissão enquadram-se no Decreto-Lei nº 59/2006, e nos Avisos nºs 5/2006, 6/2006, 7/2006 e 8/2006 e na Instrução nº 13/2006 do Banco de Portugal.
Em 31 de Dezembro de 2011, as características destas emissões eram as seguintes:
| Designaç ão | Valor Nominal |
Valor de Balanço |
Data de Emiss ão |
Data de Reembolso |
Pe riodicidade do pagº de juros |
Taxa de juro | Rating |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BAPOP Obrgs hipotecárias 20/12/2013 | 130 000 | 130 087 | 20-12-2010 | 20-12-2013 | Mensal | Euribor 1M+1,20% | A |
| BAPOP Obrgs hipotecárias 30/06/2014 | 225 000 | 225 449 | 30-06-2011 | 30-06-2014 | Mensal | Euribor 1M+1,20% | A |
| BAPOP Obrgs hipotecárias 30/12/2014 | 160 000 | 160 020 | 30-12-2011 | 30-12-2014 | Mensal | Euribor 1M+1,20% | A |
Em 31 de Dezembro de 2011, o património autónomo afecto a estas emissões ascendia a 813 367 milhares de euros (ver Nota 23).
Em 29 de Dezembro de 2011, procedeu à emissão do 1º programa de Euro Medium Term Notes, no montante de 50 milhões de euros, representadas por 500 títulos com o valor nominal de 100 000 euros cada. O reembolso deste empréstimo será efectuado em 29 de Dezembro de 2014.
A rubrica de derivados detidos para cobertura tem a seguinte composição:
| 31-12-2011 | 31-12-2010 | |||
|---|---|---|---|---|
| Valor nocional |
Passivos | Valor nocional |
Passivos | |
| Contratos de taxas de juro | ||||
| Swaps | 706 250 | 82 554 | 512 250 | 38 549 |
| 82 554 | 38 549 |
Como referido anteriormente, o Banco cobre parte do seu risco de taxa de juro, resultante de qualquer potencial decréscimo no justo valor de activos de taxa de juro fixa, usando swaps de taxa de juro. Em 31 de Dezembro de 2011, o justo valor líquido dos swaps de taxa de juro de cobertura (ver acima) e de negociação (ver Nota 29) era negativo, no montante de -84 516 milhares de euros (2010: -40 298 milhares de euros).
As variações de justo valor associadas aos activos cobertos e aos respectivos derivados de cobertura encontram-se registadas em resultados do exercício na rubrica de Resultados líquidos em operações financeiras (ver Nota 9).
Os saldos e movimentos das contas de provisões, decompõem-se como segue:
| Outras Provisões (Passivo) - Movimentos | 31-12-11 | 31-12-10 |
|---|---|---|
| Saldo em 1 de Janeiro | 59 428 | 55 511 |
| Dotações | 5 763 | 4 224 |
| Transferências | - | - |
| Utilizações | - | - |
| Anulações | 4 057 | 307 |
| Saldo em 31 de Dezembro | 61 134 | 59 428 |
| Outras Provisões (Passivo) - Saldos | 31-12-11 | 31-12-10 |
| Outras provisões | 17 | 17 |
| Provisões para riscos gerais de crédito | 59 087 | 59 411 |
| Outras provisões | 2 030 | - |
| 61 134 | 59 428 |
Esta rubrica tem a seguinte composição:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Credores por fornecimento de bens | 3 454 | 5 096 |
| Retenção de impostos na fonte | 4 494 | 3 282 |
| Encargos a pagar com o pessoal | 11 607 | 11 244 |
| Outros encargos a pagar | 7 203 | 3 324 |
| Outras receitas com rendimento diferido | 2 334 | 2 042 |
| Operações cambiais | 99 | 2 |
| Operações de bolsa a regularizar | - | 595 |
| Instruções de débito cobradas | 5 802 | 1 840 |
| Operações passivas a regularizar | 7 320 | 8 700 |
| Outras contas de regularização | 7 315 | 5 363 |
| 49 628 | 41 488 |
O Plano de Pensões do Banco Popular Portugal é um plano de benefício definido que contempla os benefícios previstos no ACT que regulamenta a actividade bancária em Portugal.
O fundo assume as responsabilidades com serviços passados dos ex-colaboradores, na proporção do tempo em que tenham estado ao serviço do Banco Popular Portugal. Em contrapartida, é abatido, ao valor das responsabilidades, o valor das responsabilidades com serviços passados dos actuais colaboradores, respeitante ao tempo de serviço prestado noutras instituições do sector bancário.
Constitui objectivo do Plano de Pensões dos Membros Executivos do Conselho de Administração assegurar o pagamento de pensões de velhice, invalidez e sobrevivência para os membros Executivos do Conselho de Administração do Banco.
Com a publicação do Decreto-Lei nº. 1-A/2011, de 3 de Janeiro, os colaboradores abrangidos pelo ACT que se encontravam em idade activa em 4 de Janeiro de 2011, passaram a estar abrangidos pelo Regime Geral da Segurança Social (RGSS), no que se refere ao benefício de reforma de velhice. Assim, a partir dessa data, o plano de benefícios definido para os colaboradores abrangidos pelo ACT, no que se refere ao benefício de reforma de velhice, passa a ser financiado pelo Fundo de Pensões e pela Segurança Social. No entanto, mantém-se como responsabilidade do Fundo de Pensões após 4 de Janeiro de 2011, a cobertura das responsabilidades por morte, invalidez e sobrevivência, bem como o complemento de velhice de modo a equiparar a reforma dos participantes no Fundo de Pensões aos valores do actual plano de pensões.
Seguindo a orientação da nota emitida em 26 de Janeiro de 2011, pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, o Banco manteve com referência a 31 de Dezembro de 2010, a metodologia de mensuração e reconhecimento das responsabilidades por serviços passados dos colaboradores no activo, relativas às eventualidades transferidas para o RGSS, utilizada nos anos anteriores.
De acordo com o disposto no Decreto-Lei nº. 127/2011, de 31 de Dezembro, o Banco Popular Portugal transferiu para a Segurança Social as responsabilidades pelas pensões em pagamento à data de 31 de Dezembro de 2011.
As responsabilidades transferidas ascenderam a 6,3 milhões de euros, tendo já sido pago 55% deste valor. Os restantes 45% terão de ser pagos até ao final do 1º semestre de 2012, após o valor das responsabilidades transferidas ser certificado por uma entidade independente.
Esta transferência originou o registo na conta de resultados do montante de 795 mil euros devido à afectação da parte proporcional dos desvios actuariais acumulados e dos desvios actuariais originados pela diferença de pressupostos actuariais utilizados no cálculo das responsabilidades transferidas.
Este valor será dedutível para efeitos de apuramento do lucro tributável, em partes iguais, a partir do exercício iniciado em 1 de Janeiro de 2012, em função da média do número de anos de esperança de vida dos pensionistas cujas responsabilidades foram transferidas, tendo sido registados, no exercício de 2011, impostos diferidos.
Em 31 de Dezembro de 2011, o número de participantes no fundo era de 1 176 (2010: 1 194). A esta data existiam 25 reformados e 11 pensionistas.
As responsabilidades assumidas por pensões de reforma e de sobrevivência apresentam-se como segue:
| Serviços Passados | 31-12-11 | 31-12-10 |
|---|---|---|
| Responsabilidades no início do exercício | 102 746 | 105 838 |
| Custo do serviço corrente: | ||
| Banco | 4 528 | 5 456 |
| Trabalhadores | 733 | 721 |
| Custo dos juros | 5 107 | 5 857 |
| Pensões pagas | - 1 113 | - 941 |
| Pensões transferidas SS | - 3 505 | 0 |
| Responsabilidades transferidas SS | - 10 070 | 0 |
| Desvios actuariais | - 3 718 | - 14 185 |
| Responsabilidades no final do exercício | 94 708 | 102 746 |
| Valor actual das responsabilidades | 31-12-11 | 31-12-10 |
| Serviços Passados - Velhice |
83 951 | 86 442 |
| - Invalidez | 0 | 832 |
| - Pensões em pagamento | 10 292 | 13 949 |
| - Ex -participantes | 465 | 1 523 |
| 94 708 | 102 746 | |
| Serviços Futuros | ||
| - Velhice | 35 370 | 114 482 |
| - Invalidez | 0 | 0 |
| - Sobrevivência | 0 | 0 |
| 35 370 | 114 482 |
As responsabilidades por serviços passados foram determinadas para os activos na cobertura de velhice pelo método "Projected Unit Credit".
As responsabilidades de sobrevivência e invalidez, previstas no ACT e seguráveis, estão cobertas através da subscrição de um seguro de vida "Multiprotecção" para o universo populacional, à excepção daqueles cuja premência de invalidez ou sobrevivência seja considerada imprópria para segurar.
Trata-se de um contrato temporário anual renovável em que a Seguradora garante ao Fundo de Pensões do Banco Popular Portugal, SA, em caso de morte ou invalidez de grau igual ou superior a 66%, de acordo com a Tabela Nacional de Incapacidade, verificadas em qualquer das pessoas aderentes constantes do grupo seguro, o pagamento dos capitais contratados.
O contrato de seguro foi celebrado com a seguradora Eurovida – Companhia de Seguros de Vida S.A., que é uma entidade relacionada com o Banco Popular Portugal, SA.
Os movimentos ocorridos no valor patrimonial do fundo de pensões foram os seguintes:
| Valor Patrimonial do Fundo | 31-12-11 | 31-12-10 |
|---|---|---|
| Valor no início do exercício | 118 246 | 110 346 |
| Contribuições entregues: | ||
| Entidade Patronal | 0 | 6 878 |
| Trabalhadores | 733 | 721 |
| Rendimento do Fundo | 131 | 2 078 |
| Pensões pagas | - 4 618 | - 941 |
| Outras variações líquidas | - 789 | - 836 |
| Valor no final do exercício | 113 703 | 118 246 |
| Responsabilidades por serviços passados actuais | 94 708 | 102 746 |
| Nível de Cobertura | 120,1% | 115,1% |
Em 31 de Dezembro de 2011, o Fundo possuía 50 obrigações Euro Medium Term Notes emitidas em 29 de Dezembro de 2011, pelo Banco Popular Portugal, no montante de 5 002 mil euros.
Em 31 de Dezembro de 2011, o montante dos ganhos e perdas actuariais não reconhecidas decompõe-se como segue:
| Ganhos e Perdas Actuariais | 31-12-11 | 31-12-10 |
|---|---|---|
| Perdas actuariais não reconhecidas a 1 de Janeiro | - 3 070 | - 13 323 |
| Limite do corredor a 1 de Janeiro | - 11 825 | - 11 035 |
| Excesso | 8 755 | - 2 288 |
| Número médio de anos esperado remanescente dos activos | 29 | 29 |
| Perdas actuariais não reconhecidas a 1 de Janeiro | - 3 070 | - 13 323 |
| Ganhos actuariais do ano - responsabilidades | 3 718 | 14 185 |
| Ganhos / Perdas actuariais do ano - Fundo | - 5 713 | - 4 015 |
| Perdas actuarias reconhecidas no ano | 795 | 83 |
| Transferência responsabilidades SS | 7 201 | 0 |
| Ganhos / Perdas actuariais não reconhecidas a 31 de Dezembro | 2 931 | - 3 070 |
Os montantes reconhecidos como custos do exercício decompõem-se como segue:
| Custos do exercício | 31-12-11 | 31-12-10 |
|---|---|---|
| Custo do serviço corrente | 5 261 | 6 176 |
| Custo dos juros | 5 107 | 5 857 |
| Rendimento esperado do Fundo | - 5 844 | - 6 093 |
| Amortização de perdas actuariais | 795 | 83 |
| Outros | 56 | 115 |
| Total | 5 375 | 6 138 |
Os principais pressupostos actuariais e financeiros utilizados, bem como os valores efectivamente verificados no exercício apresentam-se como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |||
|---|---|---|---|---|
| Pressup. | Real | Pressup. | Real | |
| Taxa de desconto | 4,75% | 4,75% | 4,75% | 4,75% |
| Taxa de rendimento esperado dos activos do Fundo | 4,75% | 0,13% | 4,75% | 1,32% |
| Taxa de crescimento dos salários e outros benefícios | 2,0% | 0,0% | 2,0% | 1,0% |
| Taxa de crescimento das pensões | 1,0% | 0,0% | 1,0% | 1,0% |
| Tábua de mortalidade | TV 88/90 | TV 88/90 | ||
| Tábua de invalidez | ERC Frankona | ERC Frankona | ||
| Turnover | 0,0% | 0,0% | 0,0% | 0,0% |
O quadro seguinte indica o montante contratual dos instrumentos financeiros extrapatrimoniais do Banco, que obriga à concessão de crédito a clientes.
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Passivos eventuais | ||
| Garantias e avales prestados | 620 350 | 416 447 |
| Créditos documentários | 34 177 | 27 119 |
| Compromissos | ||
| Créditos irrevogáveis | 217 635 | 203 938 |
| Créditos revogáveis | 861 855 | 832 632 |
| 1 734 017 | 1 480 136 | |
Em 31 de Dezembro de 2011, a rubrica de Créditos irrevogáveis inclui o montante de 9 244 milhares de euros (2010: 8 244 milhares de euros), referente a responsabilidades a prazo para com o Fundo de Garantia de Depósitos em relação à parte das contribuições anuais que, de acordo com as deliberações do Fundo, não foram pagas em numerário.
O montante da rubrica de Activos dados em garantia é integralmente constituído por títulos da carteira própria do Banco destinados, na sua quase totalidade a colaterizar uma linha de crédito irrevogável junto do Banco de Portugal, no âmbito do Sistema de Pagamentos de Grandes Transacções (SPGT) e do Mercado de Operações de Intervenção (MOI).
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Activos dados em garantia | 1 145 637 | 1 163 614 |
Adicionalmente existiam em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 os seguintes saldos relativos a contas extra patrimoniais:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Depósito e guarda de valores | 6 181 308 | 7 917 156 |
| Valores recebidos para cobrança | 109 558 | 95 857 |
| 6 290 866 | 8 013 013 |
Conforme deliberação da Assembleia Geral de 12 de Dezembro de 2011, o capital social do Banco foi aumentado de 376 milhões de euros para 451 milhões de euros.
O aumento, no valor de 75 milhões de euros, correspondente à emissão de 75 000 milhares de novas acções, com o valor nominal de 1 euro, foi integralmente subscrito pelo Banco Popular Español.
Assim, em 31 de Dezembro de 2011, o capital do Banco era representado por 451 000 milhares de acções com o valor nominal de 1 euro cada, integralmente detidas pelo Banco Popular Español, SA, estando totalmente subscrito e realizado.
O montante registado na rubrica Prémios de emissão tem origem nos prémios pagos pelos accionistas nos aumentos de capital social efectuados nos exercícios de 2000, 2003 e 2005.
Os movimentos ocorridos na rubrica de reservas de reavaliação foram os seguintes:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Reservas de reavaliação e Justo Valor | ||
| Investimentos disponíveis p/ venda | ||
| Saldo líq. em 1 de Janeiro | - 88 340 | 11 |
| Reaval. ao justo valor | - 201 953 | - 120 205 |
| Impostos diferidos | 53 518 | 31 854 |
| Saldo em 31 de Dezembro | - 236 775 | - 88 340 |
| Reservas de reavaliação ( Diplomas legais ) | 3 143 | 3 143 |
| Saldo em 31 de Dezembro | - 233 632 | - 85 197 |
A reserva de reavaliação relativa aos títulos disponíveis para venda resulta da adequação ao justo valor dos títulos em carteira. Estes saldos serão movimentados por contrapartida de resultados no momento da alienação dos títulos que lhes deram origem ou caso se verifique imparidade.
A reserva de reavaliação referente à adequação ao justo valor de activos tangíveis de uso próprio está relacionada com o imóvel da Rua Ramalho Ortigão (Nota 25).
A reserva de reavaliação do imobilizado corpóreo apurada de acordo com o Decreto-Lei nº 31/98, apenas poderá ser movimentada quando se considerar realizada, total ou parcialmente, e de acordo com a seguinte ordem de prioridades:
Os saldos das contas de reservas e resultados transitados, decompõem-se como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Reserva legal | 33 607 | 32 010 |
| Outras reservas | 273 665 | 259 362 |
| Resultados transitados | - 51 854 | - 29 128 |
| 255 418 | 262 244 |
Os movimentos ocorridos nas rubricas de reservas e resultados transitados foram os seguintes:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Reserva legal | ||
| Saldo em 1 de Janeiro | 32 010 | 30 242 |
| Transf. Resultados Transitados | 1 590 | 1 768 |
| Pela fusão de Filial | 7 | - |
| Saldo em 31 de Dezembro | 33 607 | 32 010 |
| Outras reservas | ||
| Saldo em 1 de Janeiro | 259 362 | 243 455 |
| Transf. Resultados Transitados | 14 303 | 15 907 |
| Saldo em 31 de Dezembro | 273 665 | 259 362 |
| Resultados transitados | ||
| Saldo em 1 de Janeiro | - 29 128 | - 29 128 |
| Resultado líquido ano anterior | 15 893 | 17 675 |
| Pela fusão de Filial | - 22 726 | - |
| Transf. p/ reserva legal | - 1 590 | - 1 768 |
| Transf. p/ outras reservas | - 14 303 | - 15 907 |
| - 51 854 | - 29 128 | |
| 255 418 | 262 244 |
A reserva legal só pode ser utilizada para cobrir prejuízos acumulados ou para aumentar o capital. A legislação portuguesa aplicável ao sector bancário (Artigo 97.º do Decreto-Lei nº 298/92, de 31 de Dezembro) exige que a reserva legal seja anualmente creditada com pelo menos 10% do lucro líquido anual, até à concorrência do capital social.
O número de colaboradores ao serviço do Banco, distribuído por grandes categorias profissionais, analisa-se como segue:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Funções directivas | 95 | 90 |
| Funções de enquadramento | 429 | 449 |
| Funções técnicas e específicas | 487 | 444 |
| Funções administrativas e auxiliares | 318 | 360 |
| 1 329 | 1 343 |
Os montantes anuais das remunerações auferidas pelos membros dos órgãos de gestão e de fiscalização, encontram-se discriminados, de forma individual e agregada no quadro em seguida transcrito:
| Remun. Fixa |
Rem. Variável - Pecuniária |
Remun. Total |
|
|---|---|---|---|
| Conselho de Administração | |||
| Rui Manuel Morganho Semedo - Presidente | 380 | 100 | 480 |
| Jesús Santiago Martín Juárez - Vice-Presidente | 90 | 50 | 140 |
| Carlos Miguel de Paula Martins Roballo - Vogal | 135 | 25 | 160 |
| 605 | 175 | 780 | |
| Conselho Fiscal | |||
| Rui Manuel Ferreira de Oliveira - Presidente | 10 | 0 | 10 |
| António José Marques Centúrio Monzelo - Vogal | 6 | 0 | 6 |
| Telmo Francisco Salvador Vieira - Vogal | 6 | 0 | 6 |
| 22 | 0 | 22 |
As remunerações auferidas e o número de beneficiários dos colaboradores que desempenham funções com responsabilidade na assunção de riscos por conta do Banco ou dos seus clientes e bem assim aqueles que exercem as funções de controlo previstas no Aviso nº 5/2008 do Banco de Portugal apresentam-se como segue:
| Número Benef. |
Remun. Fixa |
Rem. Var. Pecuniária |
Remun. Total |
|
|---|---|---|---|---|
| Comité Executivo | 6 | 771 | 88 | 859 |
| Gestão do Risco | 1 | 61 | 5 | 66 |
| Compliance | 1 | 70 | 11 | 81 |
| Gestão de Activos | 1 | 106 | 9 | 115 |
| Auditoria | 1 | 58 | 11 | 69 |
| 10 | 1 066 | 124 | 1 190 |
No decorrer do exercício de 2011, foi admitido foi um colaborador para estas funções (Comité executivo) e não se verificou nenhuma rescisão antecipada do contrato de trabalho com colaboradores.
Os montantes pagos à sociedade de revisores oficiais de contas, PricewaterhouseCoopers, durante os exercícios de 2011 e 2010, foram os seguintes:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Revisão legal de contas | 140 | 138 |
| Outros serviços de garantia e fiabilidade | 194 | 363 |
| 334 | 501 |
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o montante dos créditos e débitos e dos resultados do Banco relativos a entidades relacionadas é o seguinte:
| Créditos | Débitos | Proveitos | Custos | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 31-12-11 | 31-12-10 | 31-12-11 | 31-12-10 | 31-12-11 | 31-12-10 | 31-12-11 | 31-12-10 | |
| Eurovida, SA | 4 014 | 4 011 | 78 245 | 61 881 | 2 106 | 2 291 | 2 177 | 993 |
| Popular Gestão de Activos, SA | - | - | 2 492 | 2 896 | 1 418 | 426 | 36 | 16 |
| Popular Factoring, SA | 138 411 | 148 048 | - | - | 3 801 | 1 956 | 341 | - |
| Imopopular Fundo Especial I.I. | 1 105 | 1 101 | 36 | 197 | 37 | - | - | - |
| Populargest-Gestão Imóveis, Lda | - | 134 657 | - | 10 | - | 2 108 | - | - |
| Popular Seguros, SA | - | - | 2 791 | 4 017 | 544 | 565 | 108 | 42 |
| SPE-Special Pourpuse Entities | 4 530 | 4 559 | - | - | 1 121 | 77 | - | - |
| 148 060 | 292 376 | 83 564 | 69 001 | 9 027 | 7 423 | 2 662 | 1 051 | |
| Banco Popular Español, SA | 725 345 | 1 834 720 | 3 980 899 | 5 451 315 | 190 066 | 183 436 | 254 040 | 202 910 |
Em 31 de Dezembro de 2011, as Garantias Prestadas pelo Banco a entidades relacionadas ascendia ao montante de 11 030 milhares de euros (2010: 10 563 milhares de euros).
Em 31 de Dezembro de 2011 o Banco recebeu depósitos do BPE a garantir o risco de crédito de operações concedidas pelo Banco no montante de 41 435 milhares de euros.
As operações com entidades relacionadas são efectuadas a condições normais de mercado.
Para efeitos de demonstrações de fluxos de caixa, caixa e equivalentes de caixa compreendem os seguintes saldos com menos de 90 dias de maturidade:
| 31-12-11 | 31-12-10 | |
|---|---|---|
| Caixa (Nota 17) | 51 512 | 48 517 |
| Disponib. à vista em outros bancos (Nota 18) | 140 324 | 91 452 |
| Aplicações em I.C.'s com prazo inferior a 3 meses | 137 558 | 165 847 |
| 329 394 | 305 816 |
Este documento refere-se ao exercício de 2011, foi elaborado de acordo com o disposto no Aviso do Banco de Portugal nº 10/2007, e o seu conteúdo tem subjacente uma óptica predominantemente prudencial.
As notas respeitam a ordem estabelecido no Aviso nº 10/2007, pelo que os números não mencionados neste documento não têm aplicação por inexistência de situações a reportar ou porque a informação não foi considerada relevante em termos de materialidade.
O Conselho de Administração compromete-se a divulgar, tempestivamente, quaisquer alterações significativas que ocorram no decorrer do exercício subsequente a este.
O Banco, sob a designação de BNC – Banco Nacional de Crédito Imobiliário, foi constituído em 2 de Julho de 1991, na sequência de autorização concedida pela Portaria do Ministério das Finanças n.º 155/91, de 26 de Abril. Em 12 de Setembro de 2005, alterou a sua designação para Banco Popular Portugal, S.A.
O Banco está autorizado a operar de acordo com as directrizes reguladoras da actividade bancária, vigentes em Portugal, tendo por objecto a obtenção de recursos de terceiros, sob a forma de depósitos ou outros, os quais aplica, conjuntamente com os seus recursos próprios, na concessão de crédito ou em outros activos, prestando ainda outros serviços bancários no País e no estrangeiro.
As contas do Banco são consolidadas ao nível da empresa mãe, Banco Popular Español, S.A., com sede em Madrid, na Calle Velázquez nº 34, Espanha.
As contas do BPE estão disponíveis na respectiva sede social e na página do BPE na internet (www.bancopopular.es).
O Banco não está cotado em bolsa.
Em corolário do processo de reestruturação iniciado em exercícios anteriores, o Banco procedeu à fusão da sua filial Populargest, Gestão de Imóveis, Lda, no final do mês de Dezembro de 2011, tendo esta fusão sido registada contabilisticamente com referência a 1 de Janeiro de 2011. Esta fusão foi aprovada em Assembleia Geral do Banco no dia 26 de Dezembro de 2011 e registada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa no dia 30 de Dezembro de 2011.
Na sequência do projecto de fusão acima referido, o Banco deixou de deter qualquer participação financeira em entidades subsidiárias.
O Banco decidiu proceder à reclassificação das obrigações subordinadas "Class D Notes", emitidas pelo Navigator Mortgage Finance Nº 1 Plc ("Navigator"), para a carteira de Activos financeiros disponíveis para venda.
Tendo por base o facto de o Banco ter considerado imaterial o investimento no Navigator e os potenciais impactos nas suas demonstrações financeiras, o Banco, em conformidade com o disposto na IAS 1 revised, decidiu não preparar demonstrações consolidadas a partir do exercício de 2011, na medida em que essa informação não é materialmente relevante para efeitos da apresentação de contas do Banco nem influencia a decisão dos leitores das mesmas.
Em 31 de Dezembro de 2011, o Banco detém apenas uma participação financeira minoritária, de 15,93%, na empresa associada Eurovida – Companhia de Seguros de Vida, S.A.
Não aplicável.
O Banco Popular Portugal e o Grupo Popular dispõem de sistemas adequados para a gestão e controle dos diferentes riscos, possuindo metodologias de medição, processos e procedimentos de gestão e controle dos diferentes riscos assumidos.
Os objectivos primordiais do esforço de gestão de risco são:
Construção de "soluções à medida", negociando com os clientes as condições financeiras em função da vinculação existente com a entidade, o risco assumido e a rentabilidade subjacente.
Agilidade de resposta na decisão de crédito, como instrumento básico e diferenciador de concorrência, sem menosprezo do rigor na análise.
Investimento rentável e de qualidade, opção pelo crescimento rentável, equilibrado e sustentado em nível global e pela rentabilidade ajustada ao risco;
Estes objectivos estão alinhados com os princípios de gestão do risco definidos para o Banco, tais como:
O objectivo de desenvolver processos de gestão do risco é permitir ao Banco atingir com sucesso a sua missão, por via do controlo dos riscos inerentes à actividade bancária. A eficiente gestão do risco permite a tomada de decisões mais bem suportadas e com melhores níveis de informação.
A actual estrutura organizativa permite uma adequada segregação das diferentes funções (concessão, informação e controle, gestão global, auditoria, etc.). Além disso, o Banco dispõe de um sistema formal de atribuições, mediante o qual as propostas são analisadas no nível mais adequado, em função do seu risco.
A estrutura de gestão de risco está organizada da seguinte forma:
• Propor políticas e sistemas de gestão de risco, sendo de referir em particular a integração na gestão de modelos de "scoring" e de "rating";
• Desenvolver análises de cenário de recessão ou crise sobre o plano de negócio base, com o objectivo de estimar os respectivos requisitos de capital e níveis de solvabilidade, reportando os respectivos resultados ao Conselho de Administração e funções de controlo;
• Elaboração dos relatórios sobre riscos para as entidades de supervisão.
• Colaborar na definição, transmissão e acompanhamento das políticas de assunção de risco de crédito estabelecidas pelo Conselho de Administração;
• Decidir as operações no seu nível de delegação de poderes, bem como informar, veicular e apresentar aquelas que são decididas em níveis superiores.
• Exercer acção preventiva sobre a carteira de crédito do Banco, que não esteja afecta à RNE (Rede de negocio Especializado) tendo em vista minorar o risco de incumprimento no crédito, com base em alertas gerados pelo sistema informático e/ou em outros indícios e informações de origem interna e externa;
• Analisar e acompanhar clientes ou grupos económicos sob a sua esfera de actuação que registem quaisquer incumprimentos, independentemente do prazo e montante e desde o respectivo vencimento;
• Encontrar soluções para a regularização das situações de incumprimento em articulação com a rede comercial, colaborando na negociação de reestruturações de crédito e de reforço de garantias, mediante condições a acordar com o cliente através das agências ou por contacto directo com os mesmos, zelando pelo cumprimento dos planos de acção que sejam determinados.
Rede criada para acompanhar clientes que necessitam de um acompanhamento especializado em termos de risco.
Em termos de riscos acompanhados são de referir os seguintes:
Este risco nasce da possível perda causada pelo incumprimento das obrigações contratuais das contrapartes da entidade. No caso dos financiamentos produz-se como consequência da não recuperação do capital, juros e comissões, nos termos da dívida, prazos e demais condições estabelecidas nos contratos. No que se refere a riscos fora de balanço, deriva do incumprimento pela contraparte das suas obrigações perante terceiros, o que implica que a entidade os assuma como próprios em função do compromisso contraído. O risco de crédito do Banco, em termos consolidados, é resultante essencialmente da sua actividade de banca comercial, a sua principal área de negócio.
O Banco está actualmente empenhado em implementar na gestão, e em linha com o Grupo Banco Popular, metodologias de "scoring" e de "rating" para classificação do risco das operações e dos clientes.
O acompanhamento das operações concedidas permite conhecer a evolução da capacidade de reembolso do titular e actuar de modo a evitar situações de incumprimento. Neste sentido, o Banco tem implantado um sistema de vigilância baseado em "alertas técnicos", que permite antecipar eventuais situações de dificuldade através de medidas preventivas dos riscos em curso. Este sistema baseia-se, fundamentalmente, na análise de um conjunto de variáveis relativas a operações e a clientes, que permite detectar possíveis desvios anómalos do seu comportamento e alerta de situações como:
O acompanhamento dos alertas técnicos no Banco Popular Portugal é realizado pelo Departamento de Gestão de Risco.
Este sistema de alertas gera uma política de classificação de clientes que irá condicionar a actuação dos agentes comerciais com os referidos clientes.
O Banco também desenvolve metodologias de acompanhamento do risco de concentração que está em linha com a Instrução n.º 2/2010, que assenta no cálculo do Índice de "Herfindahl". Este cálculo é feito em duas vertentes:
Adicionalmente, o Banco tem implementado um sistema de mensuração de risco de crédito (vulgo imparidade), através do qual avalia a exposição ao risco de crédito em modelo de perda esperada para um conjunto de segmentos homogéneos, utilizando o mesmo para efeitos de cálculo das provisões económicas da Instituição.
O risco de mercado é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido a movimentos desfavoráveis no preço de mercado dos instrumentos da carteira de negociação, provocados por flutuações em cotações de acções, taxas de juro e taxas de câmbio.
Tendo em consideração que a medição e gestão do impacto da variação das taxas de juro no balanço do Banco é realizada de forma separada, através do Risco de Taxa de Juro Estrutural do Balanço, e dada a actividade do Banco e estrutura do seu balanço, o risco de mercado limita-se ao efeito da variação do preço dos títulos que compõem a sua carteira.
O risco cambial é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido a movimentos adversos nas taxas de câmbio, provocados por alterações no preço de instrumentos que correspondam a posições abertas em moeda estrangeira ou pela alteração da posição competitiva da instituição devido a variações significativas das taxas de câmbio.
O Grupo Banco Popular adoptou como definição de risco operacional a estabelecida no Novo Acordo de Capital (Basileia II) como "risco de perdas resultantes da aplicação inadequada ou negligente de procedimentos internos, de comportamentos das pessoas e de inadequado funcionamento de sistemas ou de causas externas".
O GBP optou pelo método Standard, previsto em BIS II para o cálculo de capital por risco operacional, estando previsto futuramente a aplicação do método Avançado. O Banco Popular Portugal ainda permanece no método do Indicador Básico, embora importa referir que o Banco Popular Portugal irá apresentar, a curto prazo, ao Banco de Portugal a candidatura à adopção do método Standard.
No decurso de 2010, foi constituído formalmente o Comité de Risco Operacional, integrando as reuniões regulares do Comité de Controlo Interno e Risco Operacional que, acompanhado pela gestão de topo, reúne mensalmente no sentido de discutir os principais eventos ocorridos e avaliar da necessidade de se estabelecerem medidas de mitigação dos riscos ou alterações às existentes.
Os responsáveis pela gestão de risco operacional em Portugal fazem parte do Comité de Risco Operacional do GBP, onde são discutidos todos os aspectos relevantes relativos a todo o Grupo.
Em Novembro de 2011, o Banco apresentou a sua candidatura ao método "standard" de risco operacional junto do Banco de Portugal.
Este risco define-se como o risco originado pelas flutuações das taxas de juro e é estimado através da análise aos vencimentos e reapreciações das operações de activo e passivo do balanço. O impacto estimado tem efeitos quer na margem financeira, quer no valor patrimonial do balanço do Banco através de:
Para gerir adequadamente este risco, o GBP dispõe do seguinte conjunto de instrumentos: simulações estáticas e dinâmicas do balanço e da conta de resultados em diferentes cenários, simulações das curvas de taxa de juro nas diferentes divisas relevantes para a actividade do Grupo e análise do GAP de vencimentos e reapreciações.
O BAPOP tem vindo a procurar aproveitar as sinergias com o GBP e desenvolveu um trabalho específico de preparação da informação com vista à utilização da estrutura e metodologias adoptadas a nível do Grupo e, presentemente, já possui em Portugal esta ferramenta de análise.
O risco de liquidez é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital decorrente da incapacidade da entidade cumprir com as suas obrigações financeiras à medida que as mesmas se vencem ou não conseguir assegurá-las em condições razoáveis de mercado. O Grupo em Portugal, em particular o Banco (entidade mais significativa), está exposto a risco de liquidez decorrente da utilização das contas correntes, execução de garantias, levantamento de depósitos, etc.
O risco de liquidez é gerido ao nível do GBP pelo Comité de Activos e Passivos (ALCO) de forma centralizada para todas as entidades de crédito e sociedades financeiras consolidadas e monitorizado em paralelo pelo BAPOP. O sistema de gestão do risco de liquidez do GBP inclui procedimentos formais de acompanhamento da liquidez, sistema de alertas associado a situações de crise específicas e sistémicas, plano de contingência de liquidez, etc.
O risco de reputação é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, decorrente duma percepção negativa da imagem pública da instituição, fundamentada ou não, por parte de clientes, fornecedores, analistas financeiros, colaboradores, investidores ou pela opinião pública em geral.
O GBP controla o risco de reputação de forma global, incluindo todas as entidades integradas no Grupo. O risco de reputação é analisado e gerido numa perspectiva qualitativa, dadas as dificuldades de quantificar de forma fiável as perdas potenciais por risco de reputação.
Potenciais impactos negativos na reputação do Grupo poderão advir de falhas na gestão e controlo dos riscos explicitados anteriormente. Neste âmbito, o Grupo considera que o sistema de governo interno instituído, as politicas e procedimentos em vigor são adequadas e permitem prevenir e minimizar o risco de reputação nas suas diversas vertentes.
A principal fonte e mais facilmente identificável, deste tipo de risco, é o risco legal. Neste âmbito, no Banco Popular Portugal, o Departamento Jurídico, em articulação com o Controlo Interno preocupa-se pelo cumprimento do normativo legal vigente, avaliando e procurando prevenir os possíveis riscos de incumprimento relevantes, desde o ponto de vista económico ou de reputação. Além disso, é ainda promovida a formação regular dos colaboradores relativamente a estes temas.
O risco de estratégia é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, decorrentes de decisões estratégicas inadequadas, da deficiente implementação das decisões ou da incapacidade de resposta a alterações do meio envolvente, bem como a alterações no ambiente de negócios do Grupo.
Na monitorização do risco de estratégia são utilizadas as seguintes técnicas:
Geração de cenários – para o crescimento dos distintos itens do balanço, considerando várias possibilidades:
Cálculo dos elementos do balanço cálculo dos resultados líquidos de juros para cada cenário de crescimento do balanço, gerando cenários para a taxa de rendimento e os resultados operacionais brutos em comparação com os custos fixos;
O risco de estratégia é medido regularmente, sendo de referir:
Encontra-se implantado um sistema formal de poderes para a concessão de crédito, segundo o qual os diferentes níveis hierárquicos do Banco têm poderes delegados para a autorização de operações, em função de diversos factores como:
No que se refere ao processo de decisão das operações de crédito, o Banco tem implementado um circuito de análise e avaliação do risco, concordante com os poderes que detém cada nível da organização.
Deste modo, as áreas com competências no processo de decisão de crédito são as seguintes:
As operações que excedem os poderes atribuídos são, num último patamar, apresentadas à Comissão de Crédito, em Madrid, do Grupo Banco Popular Español.
Qualquer nova operação deve ter origem numa agência, na qual é tomada uma decisão final – colegial – caso a operação se enquadre nos poderes da agência ou elaborada a sua fundamentação e submissão ao escalão superior, caso não tenha cabimento. Esta mesma regra aplica-se nos níveis seguintes, de modo que as operações de maior dimensão tenham sido avaliadas ao longo da cadeia de poderes.
Dependendo do nível de poderes delegados, estes são reduzidos ou anulados para os clientes sob políticas restritivas.
A Direcção do Departamento de Análise de Risco apresenta as operações perante o Conselho de Administração, reunindo com periodicidade semanal, se bem que, caso seja necessário, poderá acontecer com maior frequência.
Em suma, o Banco tem estabelecido um sistema formal de delegações de poderes para a concessão de riscos, segundo o qual os distintos níveis hierárquicos da organização têm atribuídas faculdades para a autorização de operações, as quais variam em função da classificação do cliente, assim como da natureza e montante do risco, sendo obrigatória a submissão das propostas ao patamar superior quando as operações não tenham cabimento nesses poderes.
Uma adequada política de delegações de poderes permite dar resposta no nível mais adequado à proposta de acordo com a complexidade ou risco, agilizando o processo. Os limites estão desenhados para controlar a exposição ao risco de crédito em cada escalão de decisão, adequando ao mesmo a organização e os meios humanos e materiais necessários para tal.
A atribuição de limites de crédito e a concessão casuística de operações de crédito, bem como a sua renovação ou prorrogação do prazo de operações ou reforma de efeitos e a aplicação de taxas de juro e comissões, de nível inferior ao previsto nas tabelas aprovadas, apenas poderá verificar-se por decisão dos órgãos ou escalões de competência regulamentarmente estabelecidos e mediante poderes expressamente delegados pelo Conselho de Administração.
A renovação de qualquer operação de crédito deverá sempre ser apresentada a decisão, como se de uma operação nova se tratasse. Este aspecto e outras regras estão estipulados em Regulamento Geral de Crédito.
A função de gestão de risco encontra-se autonomamente no Departamento de Gestão de Risco, o qual depende directamente do Conselho de Administração, tendo como objectivos principais, obter uma visão de conjunto do sistema de gestão de riscos, supervisionar o processo de gestão dos riscos, coordenar os diversos departamentos implicados, coligir informação e introduzir modificações ao sistema de acordo com a evolução do negócio, ambiente e estratégia determinada pelo grupo. As suas principais funções são:
Constatação regular da validade dos modelos e processos. A política de riscos compreende todos os aspectos da sua gestão, desde a comprovação da fiabilidade dos modelos de análise a sua correcta interpretação e utilização, estabelecendo uma política de seguimento que permita antecipar as situações de dificuldade assim como contrastar as análises efectuadas, constituindo um processo dinâmico que permita ir validando os resultados dos modelos e introduzindo as mudanças que a comparação com a realidade do dia a dia aconselhe realizar.
Elaboração de uma informação detalhada da natureza e composição dos riscos, junto com medidas de qualidade, coberturas estabelecidas e tendências, informação que permite arbitrar medidas para orientar a actividade na direcção desejada.
O Banco em Portugal encontra-se num processo de implementação na gestão de modelos internos de scoring e de rating, sendo de referir que actualmente estes instrumentos já servem de suporte à gestão do risco de crédito no Banco.
No entanto, este processo ainda necessita de alguns ajustamentos em termos de informação, pelo que a quantificação do capital interno para o risco de crédito é efectuada de acordo com o estabelecido no método padrão.
Adicionalmente, o Banco já tem montado desde 2005 um modelo de imparidade que é utilizado para efeito de avaliação das provisões económicas. Este modelo é acompanhado pelo Departamento de Gestão de Risco, sendo a sua metodologia descrita sucintamente no ponto 1.1 do Anexo V-A.
No que respeita ao risco de concentração, a forma de estimar o capital interno necessário para fazer face ao risco de concentração na carteira de crédito e na carteira de títulos, o Banco aplica a metodologia utilizada pelo Grupo que assenta no cálculo do Índice de "Herfindahl" e em tabelas que indicam valores de capital a alocar a este risco, tendo por base o referido índice. Neste exercício, excluem-se as operações com o GBP (Grupo Banco Popular), em virtude de se considerar que pretendemos medir os riscos de concentração externos ao Grupo. Neste estudo optou-se por considerar as 1.000 maiores exposições.
Em relação a exercícios anteriores, foram ainda considerados dados relativos à composição de grupos económicos (apenas participação de primeiro nível), com referência à posição de fecho de contas de 2010.
De acordo com a metodologia preconizada, foi calculado um índice de concentração a exposições individuais (SNCI – Single Name Concentration Index) para as maiores 1.000 exposições directas, com base na seguinte fórmula:
$$
ICI = \frac{\sum x^2}{(\sum y)^2} \times 100
$$
Em que x representa a exposição a um indivíduo ou a um conjunto de indivíduos (grupo) e y representa a exposição total da carteira de crédito. Posteriormente, foi efectuada a
| SNCI | Coefficient |
|---|---|
| 0,1 | 0,0% |
| 0,15 | 1,7% |
| 0,3 | 7,4% |
| 0,6 | 15,4% |
| 1,2 | 26,6% |
| 2,4 | 60,2% |
| 4,8 | 129,0% |
| 9,6 | 247,9% |
| >=42,80 | 1071,2% |
correspondência entre o índice obtido e coeficientes de capital específicos, conforme especificado na tabela seguinte:
O requisito de capital para o risco de concentração relativo a exposições individuais é calculado multiplicando o requisito de capital para o risco de crédito (Pilar I) pelo coeficiente de capital específico obtido por interpolação linear dos valores da tabela anterior.
A metodologia adoptada é bastante semelhante à descrita para a concentração a exposições individuais, sendo agora aplicada a um conjunto de sectores de actividade, excluindo exposições ao sector financeiro e a particulares, com base na seguinte fórmula:
$$
ICS = \frac{\sum x^2}{\left(\sum x\right)^2} \times 100
$$
Em que x representa a exposição a cada sector de actividade. Posteriormente, foi efectuada a correspondência entre o índice obtido e coeficientes de capital específicos, conforme especificado na tabela abaixo:
| SCI | Coefficient |
|---|---|
| 0 < SCI <= 12 | 0,0% |
| 12 < SCI <= 15 | 2,0% |
| 15 < SCI <= 20 | 4,0% |
| 20 < SCI <= 25 | 6,0% |
| 25 < SCI <= 100 | 8,0% |
O Banco Popular Portugal adoptou o método do indicador básico para medir o risco operacional, embora em 28 de Novembro de 2011 tenha apresentado, junto do Banco de Portugal, uma candidatura ao método standard.
O Banco conta já com uma ferramenta de gestão qualitativa (GIRO) estruturada em quatro módulos e que serve de suporte ao desenvolvimento das fases de identificação, acompanhamento, mitigação / controle, bem como para a implementação dos indicadores chave do risco. Para as tarefas relacionadas com a captura, registo histórico e gestão de eventos, o Banco conta com uma ferramenta informática integrada na plataforma informática global.
Para a fase de medição, o Grupo desenvolveu um processo automático que permite obter a segmentação dos proveitos relevantes pelas linhas de negócio estabelecidas por Basileia II.
Seguidamente descreve-se de um modo sucinto a informação recolhida nesta ferramenta (GIRO) e os aspectos que ainda estão a ser incorporados na mesma:
O registo dos eventos de Risco Operacional é processado com recurso à aplicação bancária corporativa TPNet, numa base de dados de eventos comum a todo o Grupo BPE.
Em termos metodológicos, o Banco dispõe, de diversos instrumentos que utiliza quer para a gestão, quer para a avaliação do capital:
Para suporte à metodologia utilizada, o Banco dispõe de uma ferramenta desenvolvida à sua medida e denominada ALCO ("Aplicación Gestión Activos y Pasivos") que, por intermédio de uma vasta gama de parametrizações para ajustamentos às tarefas necessárias, permite realizar todas as simulações necessárias dos fluxos do balanço e conta de resultados, bem como das diversas curvas de taxa de juro. Com esta aplicação são produzidos relatórios com os resultados obtidos das simulações de balanço, conta de resultados, curvas de taxa de juro, bem como análise ao GAP de vencimentos e reapreciações.
Para tal, mensalmente, são elaborados os seguintes relatórios:
O risco de liquidez é medido numa perspectiva de Grupo, pelo que o sistema de medição em vigor no Grupo combina uma série de medidas de liquidez em conjunto com o estabelecimento de um sistema de alertas associados a situações de crise, tanto específicas, como sistémicas, de distinta densidade que poderão culminar na adopção de medidas incluídas no Plano de Contingência de Liquidez.
O Banco utiliza duas técnicas complementares para a gestão deste risco:
A nível do Grupo, a robustez do sistema de gestão do risco de liquidez é consumado com um adequado Plano de Contingência de Liquidez, que avalia a liquidez dos diversos activos e propõe instruções claras sobre aspectos organizativos e de comunicação, sistema de alertas e medidas a adoptar.
Refira-se adicionalmente que sempre que a actividade corrente do Banco Popular Portugal proporcione excessos de liquidez, a mesma é aplicada junto do Grupo, pelo que este risco não é considerado numa óptica local.
No que respeita ao risco de mercado, em 31 de Dezembro de 2011, a carteira de títulos do Banco ascendia a cerca de 2.106 milhões de euros, dos quais apenas 38,2 milhões de euros classificados como activos financeiros detidos para negociação e outros activos financeiros ao justo valor através de resultados (cerca de 0,4% do total do activo do Banco).
O Banco não tem acções na carteira de negociação, tendo apenas um montante reduzido de unidades de participação em fundos de investimento mais expostos aos mercados bolsistas, que no final de 2011, ascendiam a cerca de 1,5 milhões de euros, pelo que o impacto do risco de mercado na conta de exploração do Banco é reduzido.
No entanto, o ano de 2011 foi caracterizado pelas grandes dificuldades de liquidez nos mercados internacionais, com o consequente aumento nos prémios de risco exigidos pelos investidores para emissões de dívida soberana e dívida sénior. Assim, o Banco Popular Portugal também foi afectado por este contexto, pelo que, não obstante grande parte destes títulos se encontrarem contabilizados como activos financeiros disponíveis para venda e investimentos detidos até à maturidade, logo sem impacto na conta de resultados do Banco, as reservas de reavaliação evoluíram de forma negativa, embora sem impacto nos indicadores de solvabilidade.
A estratégia do Banco é reduzir o risco de crédito ao mínimo aceitável, procurando em todas as operações reunir o melhor conjunto de garantias possíveis. Neste sentido e nas operações que envolvam crédito por desembolso, busca primeiro a obtenção de garantias reais, sobre as quais procede a avaliações independentes quando se trata de imóveis, e em segundo lugar à obtenção de garantias pessoais. No que concerne às operações onde presta garantia, o Banco procura, sempre que possível, deter uma contra-garantia real.
Existem referências de assumpção de risco, em termos dos denominados ratios "Loan to Value" nas operações que envolvem crédito hipotecário, e de "taxa de esforço" nas operações de segmento de particulares. Estes referenciais são regularmente revistos para serem adequados à conjuntura económica existente e à política de risco definida.
No âmbito do processo de cálculo de imparidade da carteira de crédito, genericamente o Banco segmenta a sua carteira em segmentos com garantia real e segmentos sem garantia real, conseguindo assim medir o efeito que as garantias reais têm na determinação das PD e LGD, que resultam do modelo de imparidade e no futuro dos modelos de "scoring" e "rating".
Os fundos próprios totais para efeitos de solvabilidade são compostos pelos fundos próprios de base, pelos fundos próprios complementares e pelas deduções aos fundos próprios.
As principais rubricas que compõem os fundos próprios de base são o capital social, as reservas e resultados transitados.
Os fundos próprios complementares são compostos quase exclusivamente pela reserva de reavaliação do activo imobilizado.
No que se refere às principais deduções estas são essencialmente compostas por reservas de reavaliação elegíveis e por imóveis adquiridos em reembolso de crédito próprio não alienados nos prazos regulamentares.
O Banco Popular Portugal utiliza as exigências emitidas pelo Banco de Portugal como metodologia para o Processo de Auto-avaliação da Adequação do Capital Interno (ICAAP). Assim, anualmente, tendo por base informação preparada para efeito da Instrução nº 15/2007 e Instrução nº 32/2010, e utilizando os pressupostos de crescimento do Banco a médio prazo são feitas análises sobre as necessidades que o Banco tem para efeito de capital. Esta análise é complementada, semestralmente, com os denominados testes de esforço (stress-test), de acordo com a Instrução n.º 4/2011.
Para efeitos da avaliação da adequação do capital interno, o Banco avalia todos os riscos a que se encontra exposto, tendo em consideração a natureza e complexidade das actividades desenvolvidas. Os riscos são classificados como de nível Reduzido, Moderado, Material ou Elevado, correspondendo aos níveis de risco de acordo com o explicitado no âmbito do Modelo de Avaliação de Risco.
Para os riscos considerados materiais ou moderados, o Banco procede à quantificação dos requisitos de capital interno por tipo de risco (para os riscos quantificáveis e em que o capital é considerado um elemento mitigador apropriado), bem como efectua uma análise qualitativa aos mesmos, nomeadamente, em termos da sua importância e procedimentos de gestão de risco instituídos de forma a prevenir a sua ocorrência (identificação, medição, controlo, monitorização e reporte).
Adicionalmente efectua uma análise prospectiva do planeamento de capital num horizonte de médio e longo prazo para o triénio seguinte com o objectivo de estimar futuras necessidades de capital tendo em consideração a evolução prevista da actividade, inclusive num cenário de recessão ou crise.
Os resultados desta auto-avaliação estão suportados numa projecção a 3 anos do Balanço e Demonstração de Resultados do Banco, decorrentes do plano estratégico aprovado. Sobre esta projecção de demonstrações financeiras, foram desenvolvidos os anteriormente referidos stress tests, verificando o impacto dos mesmos sobre os principais riscos a que o Banco está exposto, sendo de referir o risco de crédito, o risco de concentração, o risco de taxa de juro e o risco operacional.
O Banco utiliza o modelo de imparidade de crédito para efectuar previsões de sinistralidade futura.
Em resultado destes testes, no cenário base, foi possível ao Banco auto-avaliar que a sua dotação de capital permite, em função do consumo de capital calculado pelos segmentos definidos pelo método padrão (Standart Method Basel II), garantir um ratio TIER I acima dos mínimos exigidos entre 2012 e 2014. Adicionalmente, em termos do Pilar II, também permanece sempre com excesso de fundos próprios para fazer face aos principais riscos medidos nesta vertente, em que o risco de concentração é o de maior expressão.
Com referência a 31 de Dezembro de 2011, os requisitos de capital de Pilar I para os riscos considerados materialmente relevantes, resumem-se como segue:
| Avaliação do capital interno | 31-12-2011 |
|---|---|
| Risco de crédito | 551 093 |
| Risco Operacional | 27 850 |
| Risco de Mercado | 2 423 |
| Requisitos de Fundos Próprios | 581 366 |
| Fundos próprios totais para efeito de solvabi lidade / capital interno | 668 313 |
| Excesso (+) / Insuficiência (-) de fundos próprios / capital interno | 86 947 |
| Rácio de Solvabilidade | 9,20% |
Unidade: mil euros
Não aplicável.
| ADEQUAÇÃO DE CAPITAIS - PARTE I | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 31-12-2011 | 31-12-2010 | ||||
| 1. Fundos próprios totais para efeitos de solvabilidade | 668.313 | 615.407 | |||
| 1.1. Fundos próprios de base | 684.479 | 623.164 | |||
| 1.1.1. Capital elegível | 461.109 | 386.109 | |||
| 1.1.1.1. Capital realizado | 451.000 | 376.000 | |||
| 1.1.1.2. (-) Acções próprias | 0 | 0 | |||
| 1.1.1.3. Prémios de emissão | 10.109 | 10.109 | |||
| 1.1.2. Reservas e Resultados elegíveis | 231.493 | 249.980 | |||
| 1.1.2.1. Reservas | 231.493 | 262.244 | |||
| 1.1.2.7. Diferenças de reavaliação elegíveis para fundos próprios de base | 0 | -12.264 | |||
| 1.1.3. Fundo para riscos bancários gerais | 0 | 0 | |||
| 1.1.4. Outros elementos elegíveis para os fundos próprios de base | 0 | 0 | |||
| 1.1.4.1. Impacto na transição para as NIC/NCA (impacto negativo) | 0 | 0 | |||
| 1.1.4.2. Outros elementos elegíveis para os fundos próprios de base | 0 | 0 | |||
| 1.1.5. (-) Outros elementos dedutíveis aos fundos próprios de base | -8.124 | -12.925 | |||
| 1.1.5.1. (-) Imobilizações incorpóreas/Activos intangíveis | -1.264 | -2.525 | |||
| 1.1.5.3. (-) Outros elementos dedutíveis aos fundos próprios de base | -6.860 | -10.401 | |||
| 1.2. Fundos próprios complementares | 3.146 | 3.146 | |||
| 1.2.1. Fundos próprios complementares - Upper Tier 2 | 3.146 | 3.146 | |||
| 1.2.2. Fundos próprios complementares - Lower Tier 2 | 0 | 0 | |||
| 1.3. (-) Deduções aos fundos próprios de base e complementares | -4.000 | -4.000 | |||
| 1.3.a. Das quais: (-) Aos fundos próprios de base | -2.000 | -2.000 | |||
| 1.3.b.Das quais: (-) Aos fundos próprios complementares | -2.000 | -2.000 | |||
| 1.5. (-) Deduções aos fundos próprios totais | -15.312 | -6.903 | |||
| 1.4. FP suplementares totais disponíveis para cobertura de riscos de mercado | 0 | 0 | |||
| 1.6. Por memória: | |||||
| 1.6.2. Valor nominal emprést. Subord. reconhecidos c/ elemento positivo dos FP | 0 | 0 | |||
| 1.6.3. Requisito mínimo de capital social | 17.458 | 17.458 | |||
| 1.6.4. FP de referência para efeito dos limites relativos aos grandes riscos | 668.313 | 615.407 | |||
| Unidade: | mil euros |
| ADEQUAÇÃO DE CAPITAIS - PARTE 2 | ||
|---|---|---|
| 31-12-2011 | 31-12-2010 | |
| 2. Requisitos de fundos próprios | 581.366 | 574.698 |
| 2.1. Para risco de crédito, risco de crédito de contraparte e transacções incompletas | 551.093 | 545.461 |
| 2.1.1. Metodo Padrão | 551.093 | 545.461 |
| 2.1.1.1. Classes de risco no Método Padrão excluindo posições de titularização | 552.906 | 544.466 |
| 2.1.1.1.2. Créd. ou créd. condic. sobre Administ. Reg. ou autoridades locais | 4 | 7 |
| 2.1.1.1.3.Créd. ou créd. condic. s/ Org. Administ. e emp. sem fins lucrativos | 4.627 | 1.684 |
| 2.1.1.1.6. Créditos ou créditos condicionados sobre Instituições | 40.919 | 29.719 |
| 2.1.1.1.7. Créditos ou créditos condicionados sobre Empresas | 176.478 | 162.673 |
| 2.1.1.1.8. Créditos ou créditos condicionados sobre Carteira de retalho | 84.879 | 93.820 |
| 2.1.1.1.9. Créditos ou créd. condicionados sobre Pos. Gar. por bens imóveis | 189.217 | 197.872 |
| 2.1.1.1.10. Elementos vencidos | 9.200 | 11.035 |
| 2.1.1.1.12. Créditos ou créditos condicionados sobre Obrigações hipotecárias | 0 | 8.000 |
| 2.1.1.1.13. Créditos ou créd. condic. sobre Posições em risco sobre OIC | 3.420 | 4.023 |
| 2.1.1.1.14. Créditos ou créditos condicionados sobre Outros elementos | 44.162 | 35.634 |
| 2.1.1.2. Posições de titularização no Método Padrão | 2.914 | 5.748 |
| 2.1.1.3. (-) Provisões para riscos gerais de crédito | -4.727 | -4.753 |
| 2.2. Risco de liquidação | 0 | 0 |
| 2.3. Requisitos de FP para riscos de posição, riscos cambiais e riscos de mercadorias | 2.423 | 1.367 |
| 2.3.1. Riscos de posição, riscos cambiais e riscos de mercadorias - Método Padrão | 2.423 | 1.367 |
| 2.3.1.1. Instrumentos de dívida | 1.301 | 1.367 |
| 2.3.1.3. Riscos Cambiais | 1.122 | |
| 2.4. Requisitos de fundos próprios para risco operacional | 27.850 | 27.871 |
| 2.4.1. Método do Indicador Básico | 27.850 | 27.871 |
| 2.4.2 Método Padrão | 0 | 0 |
| 2.5. Requisitos de fundos próprios - Despesas gerais fixas | 0 | 0 |
| 2.6.Requisitos transitórios de fundos próprios ou outros requisitos de fundos próprios | 0 | 0 |
| Unidade: | mil euros |
2.3. Para efeitos de adequação de capitais:
| 31-12-2011 | 31-12-2010 | |
|---|---|---|
| Excesso (+) / Insuficiência (-) de fundos próprios | 86.947 | 40.708 |
| Rácio de Solvabilidade (%) | 9,2% | 8,6% |
Esta tipologia de risco não é gerida ao nível do Banco Popular Portugal, mas sim a nível de Grupo. O Grupo dispõe de um sistema de medição desta tipologia de risco que assenta em torno da qualidade creditícia da contraparte ou emissor e da avaliação da exposição em risco.
O sistema de controlo e gestão do risco de crédito da actividade de Tesouraria assenta num sistema de limites que permite controlar o risco, bem como agilizar o processo de aprovação imediata de operações, caso as operações se enquadrem dentro dos limites estabelecidos.
É política da Tesouraria do Banco que as contrapartes disponham de linhas aprovadas à priori, procurando alcançar com isto uma maior rapidez da realização da operação. Desta forma, não será possível operar com nenhuma contraparte que não tenha sido previamente analisada e para a qual não tenham sido atribuídos limites de risco de crédito.
O limite de contraparte é determinado em função da qualidade creditícia da contraparte. Com o objectivo de avaliar a qualidade creditícia de cada uma das instituições com que opera ou pretende operar, o Banco dispõe de um modelo de atribuição de rating, que foi adquirido à agência Standard & Poor's.
Com o objectivo de avaliar a qualidade creditícia de cada uma das instituições com as quais opera, a Tesouraria do Grupo dispõe de um modelo de atribuição de rating, com estimativa de probabilidade de incumprimento associada.
Tendo em consideração as variáveis que influem no risco de contraparte, o Grupo emprega a metodologia de risco potencial para medir as exposições ao risco de crédito de contraparte resultantes da actividade corrente de tesouraria. O modelo estima a exposição ao risco de crédito através do valor Mark-to-Market (MtM) de cada posição associando-lhe o seu movimento potencial ou variação futura. A estimativa das variações futuras do MtM baseia-se num hipotético worst case scenario.
É política da instituição diminuir o seu risco de crédito através de técnicas de cobertura que produzam resultados juridicamente vinculativos. A instituição procura que a correlação entre a qualidade do crédito e o valor da sua caução seja o mais baixa possível. O banco efectua contratos de forma a assegurar que as cauções tenham carácter vinculativo e cumprem todos os requisitos legais.
O Banco utiliza o método de avaliação Mark-to-Market para os produtos derivados, onde são calculados os custos de substituição de todos os contratos de valor positivo através da determinação do respectivo valor de mercado actual.
| RISCO DE CRÉDITO DE CONTRAPARTE (MÉTODO PADRÃO) | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Posição em risco original |
Técnicas de redução Valor da posição de risco de crédito com em risco efeito de substituição totalmente na posição em risco ajustado original líquida |
ponderada pelo risco | Montante da posição | ||
| 31-12-2011 | 31-12-2010 | ||||
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | |
| Instrumentos derivados | 43.781 | 0 | 43.781 | 32.221 | 20.527 |
| Unidade: Data de Referência: |
mil euros 31-12-2011 |
Secção A – Informação Qualitativa
O conceito de crédito vencido é aplicado às contas contabilísticas individuais do Banco tal como se encontra definido na Instrução nº 6/2005 do Banco de Portugal:
"São transferidos para a conta "15 – Crédito e juros vencidos" todos os créditos (capital), qualquer que seja a sua titulação, que se encontrem por regularizar decorridos que sejam, no máximo, trinta dias sobre o seu vencimento, sem prejuízo de ser efectuada a sua transferência logo que se entenda que estão esgotadas as possibilidades de uma regularização imediata. Igual enquadramento é dado às prestações de capital contratualmente previstas para períodos futuros mas que, por razões de não cumprimento de uma das prestações (de capital ou de juros) possam, nos termos legais, considerar-se vencidas, e, em relação às quais, existam dúvidas quanto à sua cobrabilidade."
Os juros vencidos são transferidos para a conta "158 – Juros vencidos a regularizar", na data em que a cobrança se deveria ter efectivado.
O conceito de imparidade de crédito é aplicado para o cálculo de provisões económicas do Banco Popular Portugal, e visa essencialmente reflectir a cada momento o justo valor da carteira de crédito do Banco, independentemente dos prazos decorridos desde a entrada em incumprimento de uma operação.
Mensalmente o crédito é sujeito a testes de imparidade, sendo que um activo está em imparidade quando a quantia escriturada supera o seu valor recuperável.
A imparidade do crédito assenta em métodos de discounted cash-flow (DCF) e em estimativas de valor recuperável. Os activos que não são sujeitos a análise de imparidade individual são analisados em termos colectivos, com base em modelos estatísticos.
Presentemente, o Banco utiliza a metodologia do modelo de imparidade de crédito para cálculo das Provisões Económicas e consequente reporte periódico ao Banco de Portugal.
A metodologia seguida baseou-se na análise da carteira global de crédito em dois grupos principais: clientes não deteriorados e deteriorados.
A evidência de incumprimento, factor que separa os dois referidos grupos decorre da observação de um ou mais eventos.
Assim, foi necessária a definição de indicadores objectivos e subjectivos de imparidade:
No que respeita à segmentação da carteira para posterior análise, a mesma assenta no agrupamento das operações de crédito em quatro grupos distintos, consoante a classificação da contraparte: exposições deterioradas significativas (de entidades com responsabilidades globais acima de 500 milhares de euros); exposições deterioradas homogéneas (relativas aos restantes clientes com sinais de deterioração); exposições não deterioradas significativas (de entidades com responsabilidades globais acima de 2 500 milhares de euros); e exposições não deterioradas homogéneas.
O conceito de crédito em incumprimento no Banco tem o tratamento que é conferido pelo Aviso 3/95 do Banco de Portugal. Assim, um crédito está em incumprimento quando está por regularizar e:
O Banco Popular utiliza os métodos de cálculo definidos pelo Aviso 3/95 do Banco de Portugal na determinação do cálculo das provisões para risco específico de crédito (para crédito vencido e para outros créditos de cobrança duvidosas) e para riscos gerais de crédito.
Para efeitos da constituição das provisões, as prestações vencidas e não cobradas relativas a um mesmo contrato, são incluídas na classe de risco em que se enquadre a que esteja por cobrar há mais tempo.
São considerados outros créditos de cobrança duvidosa:
Ocorrendo uma das situações descritas, a parte vincenda dos créditos em apreço, é reclassificada apenas para efeitos de provisionamento como crédito vencido, sendo que no caso de a), aplica-se as taxas de provisão definidas para os créditos vencidos e no caso de b), aplica-se uma taxa de provisão de metade das taxas aplicáveis aos créditos vencidos.
As provisões para riscos gerais de crédito são constituídas pela aplicação de uma taxa de 1% ao risco de crédito vincendo que constitui a sua base de incidência, excepto quanto a:
a) Operações de crédito ao consumo, relativamente às quais as provisões a constituir devem corresponder a 1,5% dos respectivos valores;
b) Operações de crédito garantidas por hipoteca sobre imóvel, ou operações de locação financeira imobiliária, em ambos os casos quando o imóvel se destine a habitação do mutuário, relativamente às quais as provisões a constituir devem corresponder a 0,5 % dos respectivos valores.
Com a metodologia já descrita, o Banco procede mensalmente à correcção de valor dos seus activos de crédito. Assim, e em função do cálculo da imparidade da carteira de crédito, ajusta os activos ao seu justo valor, ou seja corrige o valor dos activos, pelo montante da perda esperada calculada pelo modelo de imparidade em vigor.
Presentemente, o Banco Popular Portugal também utiliza a metodologia do modelo de imparidade de crédito para cálculo das Provisões Económicas e consequente reporte periódico ao Banco de Portugal.
Dotações para Provisões de crédito: 201 412 mil euros (2010: 308 464 mil euros);
Montantes recuperados: 202 936 mil euros (2010: 260 140 mil euros)
a) O Banco Popular Portugal tem como politica de risco de concentração os limites definidos pelo Aviso 6/2007 do Banco de Portugal, ou seja tem como limite à concentração de risco numa só entidade ou grupo, 25% dos seus fundos próprios elegíveis. Adicionalmente, no âmbito dos stress tests e ICAAP utiliza para estimar o capital interno necessário para fazer face ao risco de concentração na carteira de crédito e na carteira de títulos, o Banco aplica a metodologia utilizada pelo Grupo que assenta no cálculo do Índice de "Herfindahl" e em tabelas que indicam valores de capital a alocar a este risco, tendo por base o referido índice. Neste exercício, excluem-se as operações com o GBP (Grupo Banco Popular), em virtude de se considerar que pretendemos medir os riscos de concentração externos ao Grupo. Neste estudo optou-se por considerar as 1.000 maiores exposições.
Adicionalmente, ainda cumpre anualmente a Instrução nº 5/2011 relativa ao relatório de risco de concentração.
Em consequência da sua estratégia de dispersão de riscos, redução à exposição ao sector imobiliário e dinamização da carteira de retalho como politica estratégica, o Banco apenas possui um pequeno número de clientes que, embora ultrapassando o montante estabelecido como grande risco (10% dos fundos próprios elegíveis), se mantêm dentro do limite estabelecido pelo Banco de Portugal a uma só entidade.
São realizadas análises sectoriais regulares à concentração dos riscos, com o objectivo de supervisionar e dirigir os esforços comerciais para os sectores considerados estratégicos.
Em termos geográficos o Banco em Portugal tem a sua rede comercial maioritariamente concentrada no Litoral com especial incidência na zona metropolitana de Lisboa e Porto, o mesmo acontecendo à sua carteira de crédito.
b) São consideradas as relações e correlações entre os titulares do crédito singulares ou colectivos, de forma a se apurar se constituem uma única entidade perante o risco assumido pelo banco. Considera-se, nomeadamente, se existem relações de domínio entre as entidades, se existem accionistas ou associados comuns, garantias cruzadas ou qualquer circunstância que possa evidenciar interdependência entre as partes.
O Grupo definiu ainda uma estrutura de limites internos com o objectivo de manter um nível de exposição alinhado com o perfil de risco e uma adequada diversificação da carteira. O actual sistema de limites instituído resume-se como segue:
| POSIÇÕES EM RISCO | ||||
|---|---|---|---|---|
| Classes de Risco | Posição em risco original | (média ao longo do período) | Posição em risco original | |
| 31-12-2011 | 31-12-2010 | 2011 | 2010 | |
| CL I - Administrações centrais ou bancos centrais | 1.334.049 | 793.237 | 1.167.382 | 748.396 |
| CL II - Administrações regionais ou autoridades locais | 256 | 221 | 285 | 151 |
| CL III - Organismos administ. e empresas sem fins lucrativos | 63.887 | 24.901 | 42.965 | 16.361 |
| CL VI - Instituições | 1.353.328 | 1.340.615 | 1.163.730 | 1.093.348 |
| CL VII - Empresas | 2.453.625 | 2.347.303 | 2.480.206 | 2.193.666 |
| CL VIII - Carteira de retalho | 1.925.756 | 2.054.353 | 1.918.097 | 1.740.899 |
| CL IX - Posições com garantia de bens imóveis | 3.257.728 | 3.232.624 | 3.251.129 | 3.216.886 |
| CL X - Elementos vencidos | 259.286 | 300.853 | 283.642 | 210.586 |
| CL XI - Obrigações hipotecárias | 0 | 1.000.000 | 916.667 | 583.333 |
| CL XII - Posições em risco sobre org. de invest. colectivo | 67.422 | 87.001 | 75.852 | 107.707 |
| CL XIII - Outros elementos | 647.454 | 534.203 | 561.556 | 563.910 |
| Total | 11.362.791 | 11.715.311 | 11.861.510 | 10.475.242 |
| Unidade: | mil euros |
O Banco desenvolve a sua actividade exclusivamente em Portugal pelo que não existem posições de risco a reportar em relação a países terceiros.
| DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DAS POSIÇÕES EM RISCO (em % da posição em risco original) |
||||
|---|---|---|---|---|
| Classes de Risco | Portugal | Outros | ||
| 31-12-2011 | 31-12-2010 | 31-12-2010 | 31-12-2009 | |
| CL I - Administrações centrais ou bancos centrais | 11,74% | 6,77% | ||
| CL II - Administrações regionais ou autoridades locais | 0,00% | 0,00% | ||
| CL III - Organismos administ. e empresas sem fins lucrativos | 0,56% | 0,21% | ||
| CL VI - Instituições | 11,91% | 11,44% | ||
| CL VII - Empresas | 21,59% | 20,04% | ||
| CL VIII - Carteira de retalho | 16,95% | 17,54% | ||
| CL IX - Posições com garantia de bens imóveis | 28,67% | 27,59% | ||
| CL X - Elementos vencidos | 2,28% | 2,57% | ||
| CL XI - Obrigações hipotecárias | 0,00% | 8,54% | ||
| CL XII - Posições em risco sobre org. de invest. colectivo | 0,59% | 0,74% | ||
| CL XIII - Outros elementos | 5,70% | 4,56% | ||
| % do total da posição em risco original | 100% | 100% | 0% | 0% |
| DISTRIBUIÇÃO SECTORIAL DAS POSIÇÕES EM RISCO | (em % da posição em risco original) | 31-12-11 | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Classes de Risco | Instituições financeiras monetárias |
Instituições financeiras não monetárias |
Administ. públicas |
Sector não financeiro Empresas |
Sector não financeiro Particulares |
Sectoriz. não relevante |
| CL I - Administ. centrais ou bancos centrais | 0,76% | 10,98% | ||||
| CL II - Administ. reg. ou autoridades locais | 0,00% | |||||
| CL III - Org. admin. e emp. s/ fins lucrativos | 0,22% | 0,34% | ||||
| CL VI - Instituições | 7,88% | 4,03% | ||||
| CL VII - Empresas | 0,01% | 21,59% | ||||
| CL VIII - Carteira de retalho | 14,06% | 2,89% | ||||
| CL IX - Posições c/ gar. de bens imóveis | 12,62% | 16,05% | ||||
| CL X - Elementos vencidos | 1,60% | 0,69% | ||||
| CL XII - Posições em risco sobre OIC | 0,59% | |||||
| CL XIII - Outros elementos | 0,93% | 0,21% | 0,01% | 4,55% | ||
| % do total da posição em risco original | 9,57% | 4,84% | 11,20% | 49,87% | 19,97% | 4,55% |
| DISTRIBUIÇÃO SECTORIAL DAS POSIÇÕES EM RISCO (em % da posição em risco original) |
31-12-10 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Classes de Risco | Instituições financeiras monetárias |
Instituições financeiras não monetárias |
Administ. públicas |
Sector não financeiro Empresas |
Sector não financeiro Particulares |
Sectoriz. não relevante |
| CL I - Administ. centrais ou bancos centrais | 0,64% | 6,14% | ||||
| CL II - Administ. reg. ou autoridades locais | ||||||
| CL III - Org. admin. e emp. s/ fins lucrativos | 0,21% | |||||
| CL VI - Instituições | 10,03% | 1,43% | ||||
| CL VII - Empresas | 0,01% | 18,89% | ||||
| CL VIII - Carteira de retalho | 13,57% | 3,98% | ||||
| CL IX - Posições c/ gar. de bens imóveis | 14,88% | 12,78% | ||||
| CL X - Elementos vencidos | 0,96% | 1,61% | ||||
| CL XI - Obrigações hipotecárias | 8,54% | |||||
| CL XII - Posições em risco sobre OIC | 0,21% | 0,53% | ||||
| CL XIII - Outros elementos | 0,84% | 0,22% | 0,02% | 4,50% | ||
| % do total da posição em risco original | 20,27% | 2,19% | 6,14% | 48,31% | 18,59% | 4,50% |
| 5. Modelo "Repartição das Posições em Risco Vencidas e Objecto de Imparidade" | ||||
|---|---|---|---|---|
| -- | -- | -- | ------------------------------------------------------------------------------- | -- |
| vencidas | Posições em risco | Posições em risco objecto de imparidade |
Correcções de valor e | Provisões | ||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 31-12-11 | 31-12-10 | 31-12-11 | 31-12-10 | 31-12-11 | 31-12-10 | |
| Total das posições: | 169.284 | 194.257 | 1.081.009 | 922.731 | 106.539 | 98.582 |
| Decomposição pelos principais Sectores Económicos: | ||||||
| Agricultura, Silvicultura e Pesca | 1.402 | 1.483 | 26.398 | 4.600 | 428 | 427 |
| Indústrias alimentares | 2.050 | 1.628 | 9.310 | 11.592 | 569 | 585 |
| Indústrias da madeira e da cortiça | 3.737 | 6.092 | 16.218 | 14.926 | 1.905 | 2.960 |
| Fabricação de mobiliário | 2.844 | 2.876 | 10.668 | 9.323 | 1.262 | 1.906 |
| Fabricação de produtos metálicos | 2.244 | 2.772 | 11.779 | 10.020 | 777 | 1.605 |
| Outras indústrias transformadoras | 8.809 | 7.837 | 42.957 | 47.350 | 2.751 | 4.970 |
| Construção | 42.958 | 70.571 | 357.210 | 331.016 | 15.290 | 30.388 |
| Comércio por grosso e a retalho | 34.089 | 35.084 | 127.758 | 125.124 | 11.795 | 18.804 |
| Transportes e armazenagem | 3.278 | 2.861 | 10.881 | 5.563 | 1.124 | 2.075 |
| Alojamento e restauração | 4.308 | 5.394 | 51.089 | 27.707 | 2.699 | 2.427 |
| Actividade de informação e de comunicação | 928 | 1.090 | 6.379 | 6.516 | 743 | 642 |
| Actividades financeiras e de seguros | 1.270 | 1.040 | 30.340 | 11.223 | 6.116 | 727 |
| Actividades imobiliárias | 8.287 | 19.592 | 141.214 | 101.226 | 3.608 | 6.286 |
| Actividades de consultoria, científicas e técnicas | 2.712 | 2.634 | 20.013 | 13.569 | 1.089 | 1.362 |
| Actividades administrativas e de apoio | 1.972 | 1.607 | 10.483 | 4.243 | 681 | 713 |
| Outras actividades | 3.723 | 2.198 | 28.027 | 18.633 | 812 | 959 |
| Crédito à Habitação | 8.440 | 9.153 | 135.149 | 101.982 | 5.048 | 4.246 |
| Outros e Particulares | 36.233 | 20.345 | 45.136 | 78.118 | 49.842 | 17.500 |
| Decomposição pelos principais Zonas Geográficas: | ||||||
| Portugal | 169.284 | 194.257 | 1.081.009 | 922.731 | 106.539 | 98.582 |
| CORRECÇÕES DE VALOR E PROVISÕES | ||
|---|---|---|
| Correcções de valor e provisões | 31-12-2011 | 31-12-2010 |
| Saldo inicial | 183.723 | 187.678 |
| Dotações | 201.412 | 308.464 |
| Utilizações | 27.257 | 60.328 |
| Reposições/Anulações | 195.267 | 252.091 |
| Saldo final | 162.610 | 183.723 |
| Unidade: | mil euros |
| PRAZO DE VENCIMENTO RESIDUAL (em % da posição em risco original) |
||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Classes de Risco | VR < 1 ano | 1 ano < VR < 5 anos | 5 anos <vr< 10="" anos<="" th=""> | VR > 10 anos | </vr<>VR > 10 anos | |||||
| 31-12-11 | 31-12-10 | 31-12-11 | 31-12-10 | 31-12-11 | 31-12-10 | 31-12-11 | 31-12-10 | |||
| CL I - Adm centrais ou bancos centrais | 7,10% | 1,38% | 0,40% | 0,49% | 4,23% | 4,68% | 0,00% | 0,24% | ||
| CL II - Adm. reg. ou autoridades locais | 0,00% | 0,00% | 0,00% | 0,00% | ||||||
| CL III - Org. admin. emp. s/fins lucrativos | 0,41% | 0,11% | 0,11% | 0,06% | 0,04% | 0,01% | 0,04% | |||
| CL VI - Instituições | 7,45% | 7,13% | 2,10% | 2,14% | 1,00% | 1,13% | 1,35% | 1,06% | ||
| CL VII - Empresas | 12,37% | 10,96% | 4,03% | 3,32% | 2,17% | 1,72% | 3,02% | 2,90% | ||
| CL VIII - Carteira de retalho | 10,33% | 11,15% | 4,04% | 3,79% | 1,44% | 1,44% | 1,13% | 1,18% | ||
| CL IX - Posições c/ gar. de bens imóveis | 4,45% | 3,92% | 2,97% | 3,52% | 2,54% | 2,59% | 18,71% | 17,64% | ||
| CL X - Elementos vencidos | 1,56% | 1,77% | 0,26% | 0,35% | 0,18% | 0,12% | 0,28% | 0,34% | ||
| CL XI - Obrigações hipotecárias | 8,54% | |||||||||
| CL XII - Posições em risco sobre OIC | 0,36% | 0,52% | 0,23% | 0,21% | 0,01% | 0,00% | ||||
| CL XIII - Outros elementos | 1,05% | 0,93% | 3,57% | 3,39% | 1,08% | 1,25% | ||||
| % do total da posição em risco original | 45,09% | 37,87% | 17,71% | 25,81% | 11,61% | 11,68% | 25,58% | 24,64% | ||
As agências de notação externa utilizadas são as seguintes:
A determinação do valor das posições em risco de elementos do activo e de elementos extrapatrimoniais é estabelecida por aviso do Banco de Portugal. Os elementos do activo são classificados segundo as categorias de classes de risco constantes do Decreto-Lei nº 104/2007, a seguir discriminadas:
Classe X Elementos vencidos;
Classe XI Obrigações hipotecárias;
Na carteira de retalho são incluídos pessoas singulares e pequenas e médias empresas, e uma das condições que têm de cumprir é a de que o total devido pelo cliente, para todo o tipo de crédito, ou pelo grupo de clientes ligados entre si, excluindo as posições garantidas por imóveis de habitação, não pode exceder um milhão de euros.
Os valores mobiliários não são incluídos na carteira de retalho.
Posteriormente, aos montantes apurados por classe de risco são aplicados os coeficientes de ponderação definidos pelo Banco de Portugal, através do Aviso nº 5/2007.
A aplicação desses coeficientes de ponderação tem por base não só a classe de risco como a qualidade do crédito.
A qualidade do crédito é determinada com base em avaliações de crédito de agências de notação externa, quando existentes.
Na posição em risco sobre instituições é aplicado um ponderador em função do grau da qualidade de crédito atribuído às posições em risco sobre a administração central do país em que a instituição se encontra estabelecida.
As posições em risco sobre instituições com prazo de vencimento inicial não superior a três meses são ponderadas a 20%.
Nas posições em risco sobre empresas, caso haja avaliação de crédito estabelecida por uma agência de notação, é utilizado o coeficiente correspondente a esse ponderador. Caso não exista essa avaliação é aplicado o maior dos seguintes ponderadores: 100%, ou o ponderador aplicado às posições sobre a sua administração central.
O ponderador aplicado sobre os riscos da carteira de retalho é de 75%, desde que satisfeitos os critérios acima mencionados na definição de carteira de retalho.
Nas posições em risco plenamente garantidas por bens imóveis, é aplicado um ponderador de 100%. No entanto, se essas posições forem integralmente garantidas por hipoteca sobre imóveis destinados à habitação do mutuário, ou que por este seja arrendado, até ao montante de 75% do valor de mercado dos bens é aplicada uma ponderação de 35%, sendo que o remanescente é aplicado o ponderador da respectiva contraparte.
Para ser aplicado o ponderador de 35%, o valor do bem imóvel não pode depender significativamente da qualidade de crédito do mutuário; o reembolso do empréstimo não pode depender significativamente dos fluxos de rendimento gerados pelo bem imóvel ou pelo projecto a ele associado; e a instituição tem de ter a certeza jurídica da hipoteca ser juridicamente vinculativa e legal, e fazer a avaliação do valor do imóvel pelo menos de três em três anos, entre outras.
Em relação aos elementos vencidos o ponderador é aplicado às posições em risco cuja data de vencimento tenha ocorrido há mais de 90 dias. É aplicado um ponderador de 150% se as correcções de valor forem inferiores a 20% da fracção não garantida da posição em risco, calculada antes de efectuar as referidas correcções, 100% se as correcções de valor não forem inferiores a 20% da fracção não garantida da posição em risco calculada antes de efectuar as referidas correcções.
À classe de risco "Outros elementos" é aplicado uma ponderação de 100% aos activos corpóreos e às contas de regularização, de 20% aos valores à cobrança, 0% aos valores em caixa e elementos equivalentes. Se as acções e outras participações de capital não forem deduzidas aos fundos próprios, aplica-se um ponderador de 100%.
| MÉTODO PADRÃO | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ponderadores de Risco | ||||||||
| 0% | 20% | 50% | 75% | 100% | 150% | Outros | TOTAL | |
| 1. Posição em risco original por classe de risco | ||||||||
| CL I - Administrações centrais ou bancos centrais | 1.334.049 | |||||||
| CL II - Administrações regionais ou autoridades locais | 256 | |||||||
| CL III - Org. administrativos e emp. sem fins lucrativos | 63.887 | |||||||
| CL VI - Instituições | 914.124 25.229 | 413.975 | ||||||
| CL VII - Empresas | 2.453.625 | |||||||
| CL VIII - Carteira de retalho | 1.925.756 | |||||||
| CL IX - Posições com garantia de bens imóveis | 2.003.744 | 1.253.985 | ||||||
| CL X - Elementos vencidos | 216.982 42.304 | |||||||
| CL XI - Obrigações hipotecárias | ||||||||
| CL XII - Posições em risco sobre OIC | 24.506 | 42.916 | ||||||
| CL XIII - Outros elementos | 51.855 | 54.469 | 541.130 | |||||
| Total posições em risco original | 1.385.904 | 993.354 25.229 1.925.756 5.736.259 42.304 1.253.985 11.362.791 | ||||||
| 2. Posição em risco por classe de risco (base de incidência dos ponderadores) | ||||||||
| CL I - Administrações centrais ou bancos centrais | 1.334.049 | |||||||
| CL II - Administrações regionais ou autoridades locais | 252 | |||||||
| CL III - Org. administrativos e emp. sem fins lucrativos | 57.837 | |||||||
| CL VI - Instituições | 914.124 25.229 | 316.053 | ||||||
| CL VII - Empresas | 2.205.975 | |||||||
| CL VIII - Carteira de retalho | 1.414.647 | |||||||
| CL IX - Posições com garantia de bens imóveis | 1.929.173 | 1.245.837 | ||||||
| CL X - Elementos vencidos | 61.009 35.997 | |||||||
| CL XI - Obrigações hipotecárias | ||||||||
| CL XII - Posições em risco sobre OIC | 24.506 | 37.844 | ||||||
| CL XIII - Outros elementos | 262.985 | 54.469 | 541.130 | |||||
| Total posições em risco | 1.597.034 | 993.350 25.229 1.414.647 5.149.019 35.997 1.245.837 10.461.114 | ||||||
| 3. Total posições ponderadas pelo risco (posições deduzidas aos FP) | ||||||||
| CL I - Administrações centrais ou bancos centrais | ||||||||
| CL II - Administrações regionais ou autoridades locais | 50 | |||||||
| CL III - Org. administrativos e emp. sem fins lucrativos | 57.837 | |||||||
| CL VI - Instituições | 182.825 12.615 | 316.053 | ||||||
| CL VII - Empresas | 2.205.975 | |||||||
| CL VIII - Carteira de retalho | 1.060.986 | |||||||
| CL IX - Posições com garantia de bens imóveis | 1.929.173 | 436.043 | ||||||
| CL X - Elementos vencidos | 61.009 53.995 | |||||||
| CL XI - Obrigações hipotecárias | ||||||||
| CL XII - Posições em risco sobre OIC | 4.901 | 37.844 | ||||||
| CL XIII - Outros elementos | 10.894 | 541.130 | ||||||
| Total posições em risco deduzidas aos fundos proprios | 0 | 198.670 12.615 1.060.986 5.149.019 53.995 | 436.043 | 6.911.327 | ||||
| Unidade: | mil euros | |||||||
| Data de referência: 31-12-2011 |
Não aplicável.
A instituição utiliza o método simples sobre "cauções financeiras" tal como definido no Anexo VI do Aviso do Banco de Portugal nº 5/2007, para redução de risco de crédito no processo de cálculo dos requisitos de fundos próprios para cobertura do risco de crédito, não utilizando neste cálculo qualquer compensação entre elementos patrimoniais e extrapatrimoniais.
No decorrer do processo de concessão de crédito, é definido, pelo órgão competente, o nível e o tipo de garantias adequados à operação, sendo a sua monitorização efectuada periodicamente pela área competente.
Os principais instrumentos utilizados como garantias são os seguintes: hipotecas sobre imóveis para habitação própria dos mutuários, hipotecas sobre outros imóveis, penhor de depósitos, penhor de títulos, fianças e avales.
Em 31 de Dezembro de 2011, 36,05% do crédito concedido a clientes possuía garantias reais (2010: 49,7%).
| TÉCNICAS DE REDUÇÃO DO RISCO DE CRÉDITO- MÉTODO PADRÃO | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Técnicas de redução do risco de crédito com efeito de substituição na posição em risco líquida |
Técnicas de redução do risco de crédito com efeito no montante da posição em risco:protecção real de crédito |
||||||||
| Posição em risco líquida |
Protecção pessoal de crédito: valor de protecção totalmente ajustado (GA) |
Protecção real do crédito | Efeito de substituiçã o na posição em |
Ajustamento de volatividade |
Caução financeira: valor ajustado pela |
||||
| Garantias | Derivados de crédito |
Método simples: cauções financeiras |
Outras formas de protecção real de crédito |
risco (líquido de saida e entradas) |
ao valor da posição em risco |
volatividade e por qualquer desfasamento entre prazos de vencimento (Cvam) (-) |
|||
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | ||
| Total das posições | 11.200.180 | 135.483 | 75.648 | 0 | |||||
| Decomposição Classe de Risco I | 1.334.049 | ||||||||
| do total | Classe de Risco II | 256 | |||||||
| das posições | Classe de Risco III | 63.886 | 455 | -455 | |||||
| por classe | Classe de Risco VI | 1.353.328 | 14 | -14 | |||||
| de risco | Classe de Risco VII | 2.453.490 | 16.043 | 6.688 | -22.731 | ||||
| Classe de Risco VIII | 1.925.563 | 63.151 | 68.505 | -131.656 | |||||
| Classe de Risco IX | 3.257.728 | 56.275 | -56.275 | ||||||
| Classe de Risco X | 97.005 | ||||||||
| Classe de Risco XI | |||||||||
| Classe de Risco XII | 67.421 | ||||||||
| Classe de Risco XIII | 647.454 | 211.130 | |||||||
| Unidade: | mil euros | ||||||||
| Data de referência: 31-12-2011 |
Em Junho de 2002, o Banco realizou uma operação de titularização de crédito à habitação, no valor de 250 milhões de euros, denominada Navigator Mortgage Finance Number 1.
Os activos foram adquiridos por um fundo de titularização de créditos, denominado Navigator Mortgage Finance nº 1 Fundo, que, em simultâneo, emitiu unidades de titularização totalmente subscritas pelo Navigator Mortgage Finance Nº 1 Plc, o qual, também emitiu obrigações, cujas características são as seguintes:
| Valor nominal | Rating | Taxa de juro | ||
|---|---|---|---|---|
| mil euros | Standard & Poors |
Moody's | (até Maio de 2035) | |
| Class A Notes (Senior) | 230 000 | AAA | Aaa | Euribor 3 meses+0,21% |
| Class B Notes (Senior) | 10 000 | AA | Aa2 | Euribor 3 meses+0,38% |
| Class C Notes (Senior) | 10 000 | A | A2 | Euribor 3 meses+0,55% |
| Class D notes (Subordinada) | 4 630 | n.a. | n.a. | n.a. |
O Banco, nos termos dos contratos assinados, não assumiu qualquer compromisso respeitante a disponibilidades de caixa do emitente, assim como linhas de liquidez, financiamentos, garantias, direitos e proveitos residuais ou quaisquer outros riscos, para além das obrigações subordinadas (Class D Notes) identificadas no quadro acima que integram o saldo da rubrica de títulos de investimento de rendimento variável.
Em 31 de Dezembro de 2011, o valor contabilístico, das Class D Notes ascende a 4 380 milhares de euros.
Em 31 de Dezembro de 2011, encontram-se constituídas provisões no montante de 3 321 milhares de euros, (2010: 3 321 milhares de euros), de acordo com o estabelecido na Instrução nº 27/2000 do Banco de Portugal. Esta instrução foi entretanto revogada pela instrução nº 2/2008, publicada em 17 de Março de 2008.
Entidades intervenientes:
O Banco Popular Portugal apresenta uma carteira de negociação bastante reduzida, cerca de 0,4% do total do activo da instituição, pelo que o Banco considera este risco residual. Neste quadro, o Banco não aplica métodos de avaliação de risco específicos para estes activos.
| Riscos da Carteira de Negociação | Requisitos de Fundos Próprios | ||
|---|---|---|---|
| 31-12-2011 | 31-12-2010 | ||
| TOTAL Riscos da Carteira de Negociação | 3.879 | 3.009 | |
| 1. Risco de Posição | 1.301 | 1.367 | |
| 1.1. | Método Padrão sobre a Carteira de Negociação | 1.301 | 1.367 |
| 1.1.1. | Instrumento de Dívida | 1.301 | 1.367 |
| 1.1.1.1. Risco Específico |
|||
| 1.1.1.2. Risco Geral |
1.301 | 1.367 | |
| 1.1.2. | Títulos de Capital | ||
| 1.1.1.1. | |||
| 1.1.1.2. | |||
| 1.1.3. | Organismos de Investimento Colectivo | ||
| 1.1.4. | Futuros e Opções Negociados em Bolsa | ||
| 1.1.5. | Futuros e Opções do mercado de Balcão - OTC | ||
| 1.1.6. | Outros | ||
| 1.2. | Método de Modelos internos sobre a Carteira de Negociação | ||
| 2. Risco de Crédito de Contraparte | 2.578 | 1.642 | |
| 2.1. | Vendas/compras com acordo de recompra/revenda, concessão/contratação | ||
| de emprést. de valores mobiliários ou de mercadorias, operações de | |||
| empréstimo com imposição margem e operações de liquidação longa | |||
| 2.2. | Instrumentos derivados | 2.578 | 1.642 |
| 2.3 | Contratos de compensação multiprodutos | ||
| 3. Risco de Liquidação | 0 |
Secção A – Informação Qualitativa
1.1. Indicação do método adoptado pela instituição para calcular os requisitos mínimos de fundos próprios para cobertura do risco cambial e de mercadorias.
| Riscos Cambial e de Mercadorias | Requisitos de Fundos Próprios | |
|---|---|---|
| 31-12-2011 | 31-12-2010 | |
| 1. Risco Cambial | ||
| 1.1. Método Padrão | 14.022 | 1.651 |
| 1.2. Método dos Modelos internos | ||
| 2. Risco de Mercadorias | ||
| 2.1. Método Padrão | ||
| 2.1.1. Método da Escala de Prazos de Vencimento ou Método simplificado | ||
| 2.1.2. Futuros e opções sobre mercadorias negociadas em bolsa | ||
| 2.1.3. Futuros e Opções sobre mercadorias do mercado de balcão - OTC | ||
| 2.1.4. Outros | ||
| 2.2. Método dos Modelos internos |
Secção A – Informação Qualitativa
O Banco não tem posições em acções na sua carteira de negociação. No entanto, tem algumas participações financeiras que pelo facto de serem minoritárias são avaliadas ao justo valor.
No que respeita às avaliações efectuadas ao justo valor e referidas em 1.1. utiliza-se a metodologia de "discount cash-flow", tendo por base informação histórica da empresa e assumindo alguns pressupostos de evolução futura, com base na envolvente macroeconómica e de mercado.
| POSIÇÕES EM RISCO SOBRE ACÇÕES (CARTEIRA BANCÁRIA) | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Acções Não Cotadas | TOTAL | |||||
| Private Equity | Outros | |||||
| 31-12-11 | 31-12-10 | 31-12-11 | 31-12-10 | 31-12-11 | 31-12-10 | |
| Custo de Aquisição / Valor Nominal | 4.206 | 3.626 | 4.206 | 1.660 | ||
| Justo Valor | 1.961 | 3.149 | 1.961 | 1.360 | ||
| Preço de mercado | ||||||
| Resultado exercício decorrente de vendas e liquidações | ||||||
| Total de ganhos ou perdas não realizadas | -385 | -385 | ||||
| Total ganhos ou perdas inerentes a reavaliações latentes | -91 | -91 | ||||
| Unidade: | mil euros |
Secção A – Informação Qualitativa
O Banco calcula o risco operacional pela metodologia do Indicador Básico. Neste método os requisitos de fundos próprios para cobertura do risco operacional correspondem a 15% da média dos últimos três anos do indicador relevante anual positivo, sendo o indicador relevante o resultado da soma da margem líquida de juros com outras receitas líquidas numa base anual.
Os elementos contabilísticos considerados para cálculo do Indicador básico são os seguintes:
| Actividades | Indicador relevante | Por memória: Método de Medição Avançada - Redução de requisitos de fundos próprios |
||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2009 | 2010 | 2011 | Perdas esperdas consideradas no quadro das práticas internas |
Mecanismos de transferência de risco |
||
| 173.047 | 198.694 | 185.255 | ||||
| - Financiamento das empresas - Negociação e vendas - Intermediação relativa à carteira de retalho - Pagamento e liquidação - Serviços de agência |
||||||
O risco de taxa de juro na carteira bancária resulta do risco resultante de variações de taxa de juro no mercado e respectivos efeitos na margem financeira.
O risco de taxa de juro do balanço consolidado é medido mensalmente por um modelo de repricing gap sobre os activos e passivos susceptíveis a variações de taxa de juro. De um modo sucinto, este modelo agrupa os activos e passivos sensíveis a variações em intervalos de tempo fixos (datas de vencimento ou de primeira revisão de taxa de juro, quando a mesma está indexada), a partir dos quais se calcula um impacto potencial sobre a margem de intermediação.
Adicionalmente, utiliza-se a metodologia indicada na Instrução 19/2005 do Banco de Portugal para medir impactos na situação líquida da Instituição.
A metodologia GAP utilizada para medir o risco de taxa de juro consiste em medir as exposições, por prazos desfasados de vencimento e reapreciações entre os fluxos de caixa de activo e de passivo. De um modo sucinto, este modelo agrupa aqueles activos e passivos em intervalos de tempo fixos (datas de vencimento ou de próxima revisão de taxa de juro, quando indexada), a partir dos quais calcula um impacto potencial sobre a margem financeira.
Neste quadro, este modelo considera um cenário em que existe um impacto imediato nas taxas de juro, pelo que, na data de revisão das taxas de juro, quer das operações activas quer das operações passivas, as novas taxas passam a incorporar esse efeito.
Permite calcular o impacto de deslocamentos paralelos da curva.
Para a realização deste tipo de análise são seguidos os seguintes passos:
$$
GAP_{SIMPLE, i} = FC (Activos)i - FC (Passivos)i
$$
Sendo:
FC = Fluxos de Caixa
i = Período de vencimento
$$
GAP_{ACUMULADO i} = \sum_{t=1} (FCC (Active){i} - FC (Passivos){t})
$$
Sendo:
FC = Fluxos de Caixa;
i = Período de vencimento.
O somatório indica que se considera os fluxos desde o início até ao período em questão.
Variações da margem financeira: GAP * Variações de Taxas de Juro
Impacto do GAP na Margem Financeira
De seguida, apresentam-se os principais pressupostos considerados:
O saldo dos depósitos à ordem encontra-se a mais de um ano, em virtude do saldo de depósitos à ordem médio anual apresentar uma estabilidade significativa, pelo que a sua concentração se verificou no prazo de mais de um ano;
Os produtos financeiros com taxa fixa ou estruturados, mas que têm uma cobertura do risco de taxa de juro ou de mercado através de operações de cobertura foram consideradas as datas de revisão das taxas de juro ou as datas de exercício das operações de cobertura;
O Banco não desenvolve estudos de identificação das correlações materiais entre o risco de taxa de juro na carteira bancária e outros tipos de risco.
O Banco Popular Portugal efectua semestralmente testes de esforço a 3 anos, de acordo com a Instrução n.º 4/2011, do Banco de Portugal, incidindo os mesmos sobre os riscos do Banco, procurando medir a adequação do seu capital aos impactos resultantes de alterações substanciais nas condições de mercado.
Este risco nasce da possível perda causada pelo incumprimento das obrigações contratuais das contrapartes da entidade. No caso dos financiamentos produz-se como consequência da não recuperação do capital, juros e comissões, nos termos da dívida, prazos e demais condições estabelecidas nos contratos. No que se refere a riscos fora de balanço, deriva do incumprimento pela contraparte das suas obrigações perante terceiros, o que implica que a entidade os assuma como próprios em função do compromisso contraído.
O risco de mercado é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido a movimentos desfavoráveis no preço de mercado dos instrumentos da carteira de negociação, provocados por flutuações em cotações de acções, taxas de juro e taxas de câmbio.
Tendo em consideração que a medição e gestão do impacto da variação das taxas de juro no balanço do Banco é realizada de forma separada, através do Risco de Taxa de Juro Estrutural do Balanço e dada a actividade do Banco e estrutura do seu balanço, o risco de mercado limita-se ao efeito da variação do preço dos títulos que compõem a sua carteira.
O risco cambial é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido a movimentos adversos nas taxas de câmbio, provocados por alterações no preço de instrumentos que correspondam a posições abertas em moeda estrangeira ou pela alteração da posição competitiva da instituição devido a variações significativas das taxas de câmbio.
O grupo Banco Popular adoptou como definição de risco operacional a estabelecida no Novo Acordo de Capital (Basileia II) como "risco de perdas resultantes da aplicação inadequada ou negligente de procedimentos internos, de comportamento das pessoas e de inadequado funcionamento de sistemas ou de causas externas".
Este risco define-se como o risco originado pelas flutuações das taxas de juro e é estimado através da análise aos vencimentos e reapreciações das operações de activo e passivo do balanço. O impacto estimado tem efeitos quer na margem financeira, quer no valor patrimonial do balanço do Banco através de:
O risco de liquidez é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital decorrente da incapacidade da entidade cumprir com as suas obrigações financeiras à medida que as mesmas se vencem ou não conseguir assegurá-las em condições razoáveis de mercado.
O risco de reputação é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, decorrente duma percepção negativa da imagem pública da instituição, fundamentada ou não, por parte de clientes, fornecedores, analistas financeiros, colaboradores, investidores ou pela opinião pública em geral.
O risco imobiliário é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido a eventuais contingências sobre os activos imobiliários registados na carteira própria e inerente volatilidade do mercado imobiliário.
Nos termos da Instrução nº 4/2011, o Banco Popular Portugal efectua semestralmente testes de esforço procurando medir a adequação do seu capital aos impactos resultantes de alterações substanciais nas condições de mercado. Anualmente, em Dezembro, efectua análises de cenários de esforço, tendo por base os indicadores macroeconómicos apresentados pelo Banco de Portugal e semestralmente efectua análises de sensibilidade aos seus principais riscos.
O banco desenvolveu um conjunto de regressões estatísticas que permitem efectuar uma previsão da evolução das principais rubricas de balanço, que têm por variáveis explicativas um conjunto de indicadores macroeconómicos.
Como ponto de partida para a realização dos testes de esforço utilizou-se o plano de negócio do Banco para o período 2012-2014, que assenta essencialmente nos seguintes crescimentos e pressupostos:
| Pressupostos | Dez-12 | Dez-13 | Dez-14 | Fontes |
|---|---|---|---|---|
| Crescimento crédito | 0,30% | 1,76% | 2,04% | Plano de negócio |
| Crescimento comissões | -2,75% | 10,00% | 15,00% | Plano de negócio |
| Taxa juro média crédito | 5,71% | 6,36% | 6,84% | Plano de negócio |
| Taxa juro média depósitos | 3,24% | 3,43% | 4,14% | Plano de negócio |
| Deterioração carteira de crédito | 15,08% | 15,76% | 17,17% | Regressões modelo imparidade |
| Taxa inflação | 3,00% | 1,50% | 1,50% | Comissão Europeia |
| Taxa crescimento PIB | -3,00% | 1,10% | 1,50% | Comissão Europeia |
| Taxa desemprego | 13,60% | 13,70% | 13,70% | Comissão Europeia |
| Preços Imobi liário | -9,00% | -9,00% | -9,00% | Estimativa BAPOP |
| Euribor - 1ano | 1,80% | 2,00% | 2,25% | Curva ALCO |
| Euribor - 6 meses | 1,56% | 1,53% | 1,94% | Curva ALCO |
| Euribor - 3 meses | 0,93% | 1,27% | 1,71% | Curva ALCO |
Para o cenário stress, contemplando o cenário macroeconómico projectado na Carta Circular 235/12/DSPDR de 17 de Janeiro de 2012 do BdP, criou-se um segundo cenário considerado substancialmente mais adverso, que assenta essencialmente nos seguintes crescimentos e pressupostos:
| Pressupostos | Dez-12 | Dez-13 | Dez-14 | Fontes |
|---|---|---|---|---|
| Crescimento crédito | -3,67% | 2,09% | 2,77% | Regressões crescimento carteira |
| Crescimento comissões | -9,71% | 2,37% | 11,11% | Plano de negócio stressado |
| Taxa juro média crédito | 5,74% | 6,43% | 6,90% | Plano de negócio stressado |
| Taxa juro média depósitos | 3,28% | 3,51% | 4,20% | Plano de negócio stressado |
| Deterioração carteira de crédito | 16,44% | 17,43% | 19,21% | Regressões modelo imparidade |
| Taxa inflação | 0,00% | 0,00% | 0,00% | Carta BdP |
| Taxa crescimento PIB | -5,30% | -1,10% | 1,70% | Carta BdP |
| Taxa desemprego | 15,10% | 16,20% | 16,00% | Carta BdP |
| Preços Imobi liário | -11,00% | -11,00% | 0,00% | Carta BdP |
| Preços Imobi liário - Residencial | -5,50% | -5,50% | 0,00% | Carta BdP |
| Euribor - 1ano | 1,53% | 1,23% | 1,23% | Carta BdP |
| Euribor - 6 meses | 1,20% | 0,90% | 0,90% | Carta BdP |
| Euribor - 3 meses | 1,00% | 0,70% | 0,70% | Carta BdP |
Deslocamentos paralelos da curva de rendimentos em 100 pontos base.
Efectuou-se a deslocação paralela da curva de rendimentos e projectaram-se dois tipos de impacto:
Redução do preço dos imóveis em 10%.
Considerou-se uma descida imediata de 10% sempre que qualquer imóvel pertencente à carteira de imóveis recebidos no âmbito da recuperação de crédito seja reavaliado, permanecendo constantes os valores assumidos para vendas de imóveis.
Apenas se optou por efectuar a análise de sensibilidade de descida de preço, em virtude de ser o cenário mais expectável para os dois próximos anos e por ser o cenário considerado como mais conservador.
| Impacto | ||||
|---|---|---|---|---|
| 31-12-2011 | 31-12-2010 | |||
| Valor | +1 | 10.222 | -35.400 | |
| Efeito na Situação Líquida de um choque | -2 | -10.222 | 35.400 | |
| de 200 p.b. na taxa de juro: | % da situação Líquida | +1 | 2% | -5% |
| -2 | -2% | 5% | ||
| 1"+" = choque na taxa de juro, no sentido ascendente |
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
(Nos termos da alínea b), do nº 2, do artigo 70º do Código das Sociedades Comerciais)
O Banco Popular Portugal, S.A. (também designado por Banco Popular ou BAPOP) é detido, a 100%, por um único accionista, o Banco Popular Español, S.A. com sede em Madrid, Espanha. As acções do Banco Popular, não estão admitidas à negociação em mercado regulamentado situado ou a funcionar em Portugal.
Os órgãos que compõem o governo da Sociedade são a Mesa da Assembleia Geral, o Conselho de Administração, o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas.
Constituição da Mesa da Assembleia Geral
Augusto Fernando Correia Aguiar-Branco - Presidente João Carlos de Albuquerque de Moura Navega - Secretário
Os actuais membros da Mesa da Assembleia Geral foram eleitos pela primeira vez em 7 de Maio de 2007 e reeleitos para o quadriénio de 2011 – 2014, em 30 de Maio de 2011, terminando os seus mandatos em 31 de Dezembro de 2014.
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral auferiu uma retribuição mensal de 500,00, num total anual de 6.000,00 euros; o Secretário auferiu uma retribuição mensal de 300,00, num total anual de 3.600,00 euros.
A cada 500 acções corresponde um voto.
O Banco Popular não tem accionistas titulares de direitos especiais.
Os Estatutos do Banco Popular, no seu artigo 11º, estipulam que só tem direito a voto os accionistas detentores de 500 ou mais acções, não havendo outras limitações aos direitos de voto nem é estipulado qualquer prazo para o exercício do direito de voto.
De acordo com o artigo 14º, as deliberações serão tomadas por maioria absoluta de votos, salvo no caso da dissolução do Banco, em que a deliberação da Assembleia Geral deve ser tomada por uma maioria de três quartas partes do capital social, e naqueles em que a lei exija maioria qualificada.
Não existem quaisquer restrições estatutárias nem regras definidas para o exercício do direito de voto por correspondência.
A Assembleia Geral aprova anualmente a declaração sobre a política de remuneração dos órgãos de administrações e fiscalização apresentada pelo Conselho de Administração nos termos do nº 1, do art. 2º, da Lei nº 28/2009, de 19 de Junho de 2009.
De igual modo, a Assembleia Geral procede anualmente à apreciação geral da Administração com base na avaliação sobre a evolução da actividade do Banco no exercício anterior.
Os órgãos de administração e fiscalização da Sociedade são o Conselho de Administração, o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas ou Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, órgãos estes eleitos para o quadriénio de 2011 – 2014, em 30 de Maio de 2011.
Rui Manuel Morganho Semedo - Presidente Jesús Santiago Martín Juárez - Vice-Presidente Tomás Pereira Pena – Vogal Jaime Jacobo González-Robatto Fernández - Vogal
Rui Manuel Ferreira de Oliveira – Presidente
Telmo Francisco Salvador Vieira – Vogal
António José Marques Centúrio Monzelo – Vogal
Ana Cristina Freitas Rebelo Gouveia - Suplente
PricewaterhouseCoopers & Associados, SROC, Lda. Representada por Aurélio Adriano Rangel Amado ou José Manuel Henriques Bernardo Revisor Oficial de Contas suplente Jorge Manuel Santos Costa
O Conselho de Administração delegou a gestão corrente de todos os negócios do Banco Popular no seu Presidente, Rui Manuel Morganho Semedo, e no Administrador, Jesús Santiago Martin Juárez, nos termos e com os poderes para deliberarem e praticarem, com respeito dos limites legais, todos os actos compreendidos no seu objecto social, designadamente os seguintes:
a) Aquisição, alienação ou oneração de bens móveis ou imóveis, bem como constituição e alteração da propriedade horizontal de imóveis propriedade do Banco;
b) Abertura ou encerramento de estabelecimentos;
c) Extensões ou reduções importantes da actividade do Banco;
d) Modificações importantes na organização do Banco;
e) Estabelecimento ou cessação de cooperação duradoura com outra empresa;
f) Gestão de participações do Banco noutras sociedades, nomeadamente designando os representantes do Banco nos respectivos órgãos sociais e definindo orientações para a actuação desses representantes;
g) Contratação, celebração, alteração e rescisão de contratos de trabalho e exercício dos correspondentes poderes directivo e disciplinar;
h) Aprovação das nomeações de funcionários e alterações de condições salariais com excepção de nomeações que respeitem ao ultimo nível da tabela do ACTV;
l) Contratação, celebração, alteração e rescisão de contratos de seguro, de empreitada e outros de prestação de serviços;
j) Contratação, celebração, alteração e rescisão de contratos de arrendamento e locação financeira, imobiliária ou mobiliária;
l) Representação do Banco em juízo e em litígios extra-judiciais, apresentando queixas-crime, comprometendo-se em arbitragens, propondo pleitos judiciais ou defendendo-se deles, podendo confessar, desistir ou transigir em quaisquer processos;
m) Constituição de mandatários do Banco para a prática de determinados actos, ou categorias de actos definindo a extensão dos respectivos mandatos;
n) Aquisição, alienação e oneração de participações noutras sociedades, desde que as operações em causa estejam incluídas nos planos de negócios aprovados;
o) Delineação da organização e os métodos de trabalho do Banco, incluindo elaboração de regulamentos e determinação das instruções que julguem convenientes.
Os poderes delegados acima referidos devem ser exercidos, pelo Presidente do Conselho de Administração, Rui Manuel Morganho Semedo, conjuntamente com o Administrador Jesus Santiago Martin Juárez. Sempre que entenda ou se justifique, durante o ano, o Presidente, Rui Manuel Morganho Semedo, informará o Conselho de Administração das decisões, actos ou contratos estabelecidos ao abrigo da delegação de poderes.
A nível do Governo do Banco Popular, foi criado em 1 de Janeiro de 2011, o Comité Executivo no quadro do processo de aperfeiçoamento permanente do modelo de gestão do Banco enquanto unidade do Grupo Banco Popular.
A criação deste Comité, que reúne semanalmente, visa agilizar o processo de formação das decisões e tornar mais efectiva a sua execução e seguimento, para responder com maior eficácia às muito exigentes circunstâncias em que o Banco actua.
Sem prejuízo do papel reservado ao Conselho de Administração como órgão de gestão estatutário, o Comité Executivo, órgão não estatutário, assegurará, enquadrado pelas grandes orientações do Grupo e do Conselho de Administração, a gestão quotidiana do Banco.
O Comité Executivo é constituído por Rui Manuel Morganho Semedo, Presidente do Conselho de Administração, que coordena, Carlos Manuel Sobral Cid da costa Álvares, Director Geral de Negócio, José António Matos dos Santos Coutinho, Carla Maria da Luz Gouveia, Jorge Miguel Santos Roldão Gomes, Pedro Miguel da Gama Cunha e Carlos Miguel de Paula Martins Roballo, todos Directores Centrais.
A actual distrubuição dos pelouros pelos membros do Comité Executivo é efectuada conforme o Organograma da Sociedade a seguir apresentado:
Para além da criação do Comité Executivo, que apoia o Conselho de Administração na gestão corrente, foram constituídos diversos comités especializados de acompanhamento da actividade do Banco Popular, designadamente:
O Comité de Controlo Interno e Risco Operacional é um órgão de natureza consultiva, sendo constituído pelos responsáveis dos órgãos de Auditoria, Gestão do Risco, Organização e Tecnologia, Provedoria do Cliente, Assessoria Jurídica, Recursos Humanos e Compliance/Controlo Interno, sendo coordenado pelo Presidente do Conselho de Administração.
Este Comité, reúne, no mínimo, mensalmente, e tem como principais funções:
proteger a reputação do Banco e minimizar o respectivo risco;
identificar e analisar sistematicamente a legislação relevante de aplicação à actividade corrente do Banco, detectando as deficiências existentes e o modo de as ultrapassar;
analisar e propor políticas, planeamento e estratégias de actuação, de forma a serem rigorosamente cumpridos os regulamentos e Instruções do Banco de Portugal, CMVM e ISP, para evitar que seja alvo de sanções;
propor e apreciar políticas e procedimentos, concretos, eficazes e adequados, para a identificação, avaliação, acompanhamento e controlo dos riscos a que o Banco está exposto;
identificar, apreciar e validar as deficiências a incluir no relatório anual, individual e de grupo, a enviar ao Banco de Portugal e à CMVM;
analisar e apreciar os relatórios anuais das funções de Compliance, Auditoria Interna e Gestão de Riscos, os quais constituem obrigações legais de reporte, bem como os relatórios mensais e anuais sobre a Prevenção de Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo e da Provedoria do Cliente.
Este Comité, de natureza consultiva, é constituído pelos responsáveis dos órgãos de Recursos Humanos, Organização e Tecnologia, Operacional, Gestão de Risco e Compliance, sendo coordenado pelo Presidente do Conselho de Administração, reunindo, no mínimo, trimestralmente, podendo reunir excepcionalmente, sempre que se torne necessário. Tem como funções zelar por um conjunto de boas práticas genéricas que devem ser implementadas e aprofundadas pelo Banco, de acordo com as características em termos de perfil de risco, tendo em consideração a natureza, a dimensão, a complexidade de negócio e o modelo organizativo, as quais estão reflectidas nas "Recomendações prudenciais sobre Gestão da Continuidade de Negócio", aprovadas pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros.
O Comité de Gestão da Procura é um órgão de natureza consultiva, sendo constituído pelos responsáveis dos órgãos de Organização e Tecnologia, Gestão de Risco, Operações, Assessoria Jurídica, Comerciais, Contabilidade e Marketing, que reúne, no mínimo, trimestralmente, podendo reunir excepcionalmente, sempre que se torne necessário.
Este Comité tem como função fazer a gestão do modelo de governo de procura dos Sistemas de Informação do Banco em função das necessidades comerciais, internas ou de cumprimento normativo, fazendo o acompanhamento dos projectos, definindo as prioridades e antecipando os impactos na implementação dos mesmos.
O Relatório e Parecer do Conselho Fiscal elaborado anualmente faz uma breve descrição sobre a actividade de fiscalização desenvolvida relativamente à prestação de contas anual. Este Relatório é divulgado no sítio da internet da Sociedade conjuntamente com os documentos de prestação de contas.
O sistema de controlo interno do Banco Popular é um processo tornado efectivo pelo Conselho de Administração, demais órgãos de gestão e colaboradores, parte integrante de um planeamento estratégico, sustentável a longo prazo e concebido para proporcionar uma garantia razoável de que se atinjam objectivos nas seguintes categorias:
O sistema de controlo interno do Banco Popular, em consonância com a legislação e regulamentação aplicáveis, está descrito em normativo interno, designadamente em relação às responsabilidades que no seu âmbito estão acometidas ao Conselho de Administração e aos demais órgãos de estrutura de controlo.
Ao Conselho de Administração compete, nomeadamente, aprovar a estratégia do Banco e zelar pela sua adequada implementação, assim como definir, aprovar e rever a estrutura organizacional e assegurar a sua adequada implementação e manutenção. Compete sobretudo ao Conselho de Administração, a promoção de uma cultura de controlo interno sustentada em elevados padrões de ética e de integridade, mediante a definição e aprovação de códigos de conduta apropriados, assegurando-se de que todos os colaboradores compreendem o seu papel no sistema e de que podem contribuir de forma efectiva para o mesmo.
A responsabilidade do Conselho Fiscal consiste em assegurar a realização dos procedimentos considerados necessários para verificar se existiu aderência, nos aspectos materialmente relevantes, do sistema de controlo interno do Banco aos requisitos descritos no Aviso do Banco de Portugal n.º 5/2008, assentes designadamente nos princípios da existência de um adequado ambiente de controlo, de um sólido sistema de gestão de riscos, de um eficiente sistema de informação e comunicação e de um efectivo processo de monitorização, que garanta o cumprimento dos objectivos estabelecidos nas categorias supra indicadas.
Designadamente em relação à fiabilidade do relato financeiro, o sistema de controlo interno proporciona uma garantia razoável de que a preparação dos correspondentes relatórios obedece a princípios contabilísticos reconhecidamente aceites e cumpre os preceitos legais e regulamentares aplicáveis, que a informação neles contida reflecte as transacções e eventos subjacentes por forma a apresentar uma posição patrimonial e financeira fiável e verdadeira, e que os mesmos são claros e informativos nas questões que possam influenciar a sua utilização, compreensão e interpretação.
O sistema de gestão de riscos, parte integrante do sistema de controlo interno, corresponde a um conjunto integrado de processos de carácter permanente que asseguram uma compreensão apropriada da natureza e da magnitude dos riscos subjacentes à actividade desenvolvida.
A função de gestão de risco procura identificar, avaliar, acompanhar e controlar todos os riscos materialmente relevantes a que o Banco se encontra exposto, tanto de forma interna como por forma externa, de modo a que não afectem negativamente a situação financeira da instituição. Trata-se de uma área que contribui igualmente para a criação de valor através do aperfeiçoamento de ferramentas de apoio: (i) à decisão de crédito, (ii) à definição de "pricing" ajustado ao risco das operações e (iii) à alocação de capital.
No final de 2011, foi decidido proceder a alguns ajustamentos no modelo corporativo de gestão de risco no Banco Popular Portugal, que irá estar organizado da seguinte forma:
• Propor políticas e sistemas de gestão de risco, sendo de referir em particular a integração na gestão de modelos de "scoring" e de "rating";
• Desenvolver análises de cenário de recessão ou crise sobre o plano de negócio base, com o objectivo de estimar os respectivos requisitos de capital e níveis de solvabilidade, reportando os respectivos resultados ao Conselho de Administração e funções de controlo;
• Elaboração dos relatórios sobre riscos para as entidades de supervisão.
• Colaborar na definição, transmissão e acompanhamento das políticas de assunção de risco de crédito estabelecidas pelo Conselho de Administração;
• Decidir as operações no seu nível de delegação de poderes, bem como informar, veicular e apresentar aquelas que são decididas em níveis superiores.
• Exercer acção preventiva sobre a carteira de crédito do Banco, que não esteja afecta à RNE (Rede de negocio Especializado) tendo em vista minorar o risco de incumprimento no crédito, com base em alertas gerados pelo sistema informático e/ou em outros indícios e informações de origem interna e externa;
• Analisar e acompanhar clientes ou grupos económicos sob a sua esfera de actuação que registem quaisquer incumprimentos, independentemente do prazo e montante e desde o respectivo vencimento;
• Encontrar soluções para a regularização das situações de incumprimento em articulação com a rede comercial, colaborando na negociação de reestruturações de crédito e de reforço de garantias, mediante condições a acordar com o cliente através das agências ou por contacto directo com os mesmos, zelando pelo cumprimento dos planos de acção que sejam determinados.
Rede criada para acompanhar clientes que necessitam de um acompanhamento especializado em termos de risco.
O Banco Popular Portugal, no exercício da sua actividade, está exposto aos seguintes riscos:
Este risco nasce da possível perda causada pelo incumprimento das obrigações contratuais das contrapartes da entidade. No caso dos financiamentos produz-se como consequência da não recuperação do capital, juros e comissões, nos termos da dívida, prazos e demais condições estabelecidas nos contratos. No que se refere a riscos fora de balanço, deriva do incumprimento pela contraparte das suas obrigações perante terceiros, o que implica que a entidade os assuma como próprios em função do compromisso contraído. O risco de crédito do Banco é resultante essencialmente da sua actividade de banca comercial, a sua principal área de negócio.
O Banco está actualmente empenhado em implementar na gestão, e em linha com o Grupo Banco Popular, metodologias de "scoring" e de "rating" para classificação do risco das operações e dos clientes.
O Banco também desenvolve metodologias de acompanhamento do risco de concentração que está em linha com a Instrução n.º 2/2010, que assenta no cálculo do Índice de "Herfindahl". Este cálculo é feito em duas vertentes:
Concentração a exposições individuais;
Concentração por sectores de actividade.
Adicionalmente, o Banco tem implementado um sistema de mensuração de risco de crédito (vulgo imparidade) através do qual avalia a exposição ao risco de crédito em modelo de perda esperada para um conjunto de segmentos homogéneos, utilizando o mesmo para efeitos de calculo das provisões económicas da Instituição.
O risco de mercado é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido a movimentos desfavoráveis no preço de mercado dos instrumentos da carteira de negociação, provocados por flutuações em cotações de acções, taxas de juro e taxas de câmbio.
Tendo em consideração que a medição e gestão do impacto da variação das taxas de juro no balanço do Banco é realizada de forma separada, através do Risco de Taxa de Juro Estrutural do Balanço, e dada a actividade do Banco e estrutura do seu balanço, o risco de mercado limita-se ao efeito da variação do preço dos títulos que compõem a sua carteira.
O risco cambial é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido a movimentos adversos nas taxas de câmbio, provocados por alterações no preço de instrumentos que correspondam a posições abertas em moeda estrangeira ou pela alteração da posição competitiva da instituição devido a variações significativas das taxas de câmbio.
O Grupo Banco Popular adoptou como definição de risco operacional a estabelecida no Novo Acordo de Capital (Basileia II) como "risco de perdas resultantes da aplicação inadequada ou negligente de procedimentos internos, de comportamentos das pessoas e de inadequado funcionamento de sistemas ou de causas externas".
O GBP optou pelo método Standard, previsto em BIS II para o cálculo de capital por risco operacional, estando previsto futuramente a aplicação do método Avançado. O Banco Popular Portugal ainda permanece no método do Indicador Básico.
No decurso de 2010, foi constituído formalmente o Comité de Risco Operacional, integrando as reuniões regulares do Comité de Controlo Interno e Risco Operacional que, acompanhado pela gestão de topo, reúne mensalmente no sentido de discutir os principais eventos ocorridos e avaliar da necessidade de se estabelecerem medidas de mitigação dos riscos ou alterações às existentes.
Os responsáveis pela gestão de risco operacional em Portugal fazem parte do Comité de Risco Operacional do GBP, onde são discutidos todos os aspectos relevantes relativos a todo o Grupo.
Em Novembro de 2011, o Banco apresentou a sua candidatura ao método "standard" de risco operacional junto do Banco de Portugal.
Este risco define-se como o risco originado pelas flutuações das taxas de juro e é estimado através da análise aos vencimentos e reapreciações das operações de activo e passivo do balanço. O impacto estimado tem efeitos quer na margem financeira, quer no valor patrimonial do balanço do Banco através de:
Risco de reinvestimento/refinanciamento devido à incerteza associada ao nível das taxas de juro no futuro;
Risco de curva associado a alterações na forma da curva das taxas de juro;
Risco de base associado a uma correlação imperfeita entre as variações das distintas curvas de referência;
Risco de opcionalidade associado às opções de taxa de juro, à existência de opções implícitas em alguns produtos bancários (p.e. caps de taxa de juro em alguns contratos) e a instrumentos com vencimentos incertos (p.e. depósitos à ordem).
Para gerir adequadamente este risco, o GBP dispõe do seguinte conjunto de instrumentos: simulações estáticas e dinâmicas do balanço e da conta de resultados em diferentes cenários, simulações das curvas de taxa de juro nas diferentes divisas relevantes para a actividade do Grupo e análise do GAP de vencimentos e reapreciações.
O BAPOP tem vindo a procurar aproveitar as sinergias com o GBP e desenvolveu um trabalho específico de preparação da informação com vista à utilização da estrutura e metodologias adoptadas a nível do Grupo e, presentemente, já possui em Portugal esta ferramenta de análise.
O risco de liquidez é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital decorrente da incapacidade da entidade cumprir com as suas obrigações financeiras à medida que as mesmas se vencem ou não conseguir assegurá-las em condições razoáveis de mercado. O Grupo em Portugal, em particular o Banco (entidade mais significativa), está exposto a risco de liquidez decorrente da utilização das contas correntes, execução de garantias, levantamento de depósitos, etc.
O risco de liquidez é gerido ao nível do GBP pelo Comité de Activos e Passivos (ALCO) de forma centralizada para todas as entidades de crédito e sociedades financeiras consolidadas e monitorizado em paralelo pelo BAPOP. O sistema de gestão do risco de liquidez do GBP inclui procedimentos formais de acompanhamento da liquidez, sistema de alertas associado a situações de crise específicas e sistémicas, plano de contingência de liquidez, etc.
O risco de reputação é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, decorrente duma percepção negativa da imagem pública da instituição, fundamentada ou não, por parte de clientes, fornecedores, analistas financeiros, colaboradores, investidores ou pela opinião pública em geral.
O GBP controla o risco de reputação de forma global, incluindo todas as entidades integradas no Grupo. O risco de reputação é analisado e gerido numa perspectiva qualitativa, dadas as dificuldades de quantificar de forma fiável as perdas potenciais por risco de reputação.
Potenciais impactos negativos na reputação do Grupo poderão advir de falhas na gestão e controlo dos riscos explicitados anteriormente. Neste âmbito, o Grupo considera que o sistema de governo interno instituído, as politicas e procedimentos em vigor são adequadas e permitem prevenir e minimizar o risco de reputação nas suas diversas vertentes.
A principal fonte e mais facilmente identificável, deste tipo de risco, é o risco legal. Neste âmbito, no Banco Popular Portugal, o Departamento Jurídico, em articulação com o Controlo Interno preocupa-se pelo cumprimento do normativo legal vigente, avaliando e procurando prevenir os possíveis riscos de incumprimento relevantes, desde o ponto de vista económico ou de reputação. Além disso, é ainda promovida a formação regular dos colaboradores relativamente a estes temas.
O risco de estratégia é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, decorrentes de decisões estratégicas inadequadas, da deficiente implementação das decisões ou da incapacidade de resposta a alterações do meio envolvente, bem como a alterações no ambiente de negócios do Grupo.
Na monitorização do risco de estratégia são utilizadas as seguintes técnicas:
Geração de cenários – para o crescimento dos distintos itens do balanço, considerando várias possibilidades:
Cálculo dos elementos do balanço – cálculo dos resultados líquidos de juros para cada cenário de crescimento do balanço, gerando cenários para a taxa de rendimento e os resultados operacionais brutos em comparação com os custos fixos;
Construção da demonstração de resultados – através da estimativa da receita operacional bruta e determinação da sua adequação para cobrir os custos fixos.
Testes de esforço.
O risco de estratégia é medido regularmente, sendo de referir:
mensalmente, o Plano Estratégico é acompanhado e analisado o desvio face aos objectivos propostos;
semestralmente, o Conselho de Administração acompanha a elaboração dos testes de esforço;
pontualmente, reportes periódicos sempre que o desvio verificado face à estratégia for superior ao desvio previamente concedido, no sentido de corrigir um eventual erro ou desenvolver procedimentos de forma a entrar dentro da estratégia definida.
O Conselho de Administração não tem poderes para deliberar sobre aumentos de capital.
Qualquer aumento de capital necessita de aprovação em Assembleia Geral, por proposta do Conselho de Administração.
Embora não esteja formalizada uma política, há uma prática de rotação periódica dos pelouros no Comité Executivo que apoia o Conselho de Administração na gestão corrente.
Os membros do Conselho de Administração são eleitos pela assembleia geral por períodos de quatro anos, podendo ser reeleitos. Os administradores perderão o mandato se, durante a sua vigência, derem 5 faltas seguidas ou 7 interpoladas a reuniões do Conselho de Administração sem justificação aceite por este. A substituição de administradores é efectuada por cooptação nos termos legais, devendo esta ser submetida a ratificação na primeira assembleia geral seguinte.
Os membros do Conselho Fiscal são eleitos pela assembleia geral por períodos de quatro anos, podendo ser reeleitos. Cabe ao Presidente verificar o impedimento dos membros efectivos e promover a sua substituição pelo membro suplente.
O Revisor Oficial de Contas ou Sociedade de Revisores Oficiais de Contas é nomeado pela Assembleia Geral por um período de quatro anos, que nomeia, igualmente, um ROC, ou SROC, suplente.
O Conselho de Administração reúne ordinariamente uma vez por mês e extraordinariamente sempre que for convocado pelo presidente ou por outros dois administradores. São elaboradas actas contendo todas as deliberações tomadas nestas reuniões. Durante o ano de 2011, o Conselho de Administração reuniu 14 vezes.
O Conselho Fiscal reúne ordinariamente, pelo menos, uma vez em cada três meses e extraordinariamente sempre que o seu Presidente ou algum dos membros o solicite. São elaboradas actas contendo todas as deliberações tomadas nestas reuniões. Durante o ano de 2011, o Conselho Fiscal reuniu 5 vezes.
Rui Manuel Morganho Semedo - Presidente
Data da primeira designação – 5 de Novembro de 2007
Data do termo do mandato – 31 de Dezembro de 2014
Qualificações profissionais: - Licenciatura em Economia
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos: - Barclays Bank , Portugal – CEO; Barclays Bank,
Espanha – CEO.
Não é titular de quaisquer acções da Sociedade
Exercício de funções noutras sociedades do Grupo Banco Popular: - Presidente do Conselho de Administração da Popular Gestão de Activos - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, S.A.; Administrador da Popular Factoring, S.A., Eurovida – Companhia de Seguros de Vida, S.A. e Popular Seguros – Companhia de Seguros, S.A.; Gerente da Consulteam – Consultores de Gestão, Lda.
Jesús Santiago Martín Juárez - Vogal
Data da primeira designação – 27 de Janeiro de 2010
Data do termo do mandato – 31 de Dezembro de 2014
Qualificações profissionais: - Diploma em Ciências Económicas; Licenciado em Geografia;
Diplomado Magistério
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos: - Banco Popular Español, S.A. – Director
de Tecnologias de Informação
Não é titular de quaisquer acções da Sociedade
Exercício de funções noutras sociedades do Grupo Banco Popular: - Funções de Direcção no Banco Popular Español, S.A.
Tomás Pereira Pena - Vogal
Data da primeira designação – 27 de Maio de 2009
Data do termo do mandato – 31 de Dezembro de 2014
Qualificações profissionais: - Licenciatura em Direito
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos: - Banco Popular Español, S.A. – Director dos Serviços Jurídicos
Não é titular de quaisquer acções da Sociedade
Exercício de funções noutras sociedades do Grupo Banco Popular: - Director dos Serviços Jurídicos e Cumprimento no Banco Popular Español, S.A..
Data da primeira designação – 27 de Janeiro de 2010
Data do termo do mandato – 31 de Dezembro de 2014
Qualificações profissionais: - Licenciatura em Direito e Gestão
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos: - Banco Popular Español, S.A. – Director Geral;
Corte Fiel – Presidente; Barclays Bank, España – Administrador delegado
Não é titular de quaisquer acções da Sociedade
Exercício de funções noutras sociedades do Grupo Banco Popular: - Director Geral no Banco Popular Español, S.A.; Presidente no Murgados, SICAV
Rui Manuel Ferreira de Oliveira – Presidente Telmo Francisco Salvador Vieira – Vogal António José Marques Centúrio Monzelo – Vogal Ana Cristina Freitas Rebelo Gouveia – Suplente
Segundo a própria auto-avaliação, os membros efectivos do Conselho Fiscal cumprem as regras de incompatibilidade previstas no nº 1 do artigo 414º - A e os critérios de independência previstos no nº 5 do artigo 414º, ambos do Código das Sociedades Comerciais.
Rui Manuel Ferreira de Oliveira Data da primeira designação – 7 de Maio de 2007 Data do termo do mandato – 31 de Dezembro de 2014 Qualificações profissionais: - Licenciatura em Organização e Gestão de Empresas Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos: - Consultoria avulsa a título individual Não é titular de quaisquer acções da Sociedade Não exerce funções noutras sociedades do Grupo Banco Popular.
Telmo Francisco Salvador Vieira
Data da primeira designação – 7 de Maio de 2007
Data do termo do mandato – 31 de Dezembro de 2014
Qualificações profissionais: - Licenciatura e mestrado em Gestão; Revisor Oficial de Contas;
Doutorando em Gestão no ISEG
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos: - Docente no Instituto Superior de
Economia e Gestão; consultoria como sócio na Premivalor Consulting
Não é titular de quaisquer acções da Sociedade
Não exerce funções noutras sociedades do Grupo Banco Popular.
António José Marques Centúrio Monzelo
Data da primeira designação – 7 de Maio de 2007
Data do termo do mandato – 31 de Dezembro de 2014
Qualificações profissionais: - Licenciatura em Contabilidade e Administração; Revisor Oficial de Contas
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos: - Revisor Oficial de Contas em diversas sociedades
Não é titular de quaisquer acções da Sociedade
Não exerce funções noutras sociedades do Grupo Banco Popular.
Ana Cristina Freitas Rebelo Gouveia
Data da primeira designação – 7 de Maio de 2007
Data do termo do mandato – 31 de Dezembro de 2014
Qualificações profissionais: - Licenciatura em Auditoria; Bacharelato em Contabilidade e
Administração
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos: - Sub-Directora na empresa financeira ENERSIS;
Não é titular de quaisquer acções da Sociedade
Não exerce funções noutras sociedades do Grupo Banco Popular.
A remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização é determina pelo accionista único. Com vista, por um lado, a cumprir com o disposto na Lei nº28/2009, de 19 de Junho, e, por outro, a reforçar a transparência no processo de fixação de remunerações, para o ano de 2011, foi aprovada em Assembleia Geral, realizada em 30 de Maio de 2011, a seguinte política de remuneração dos membros dos órgãos sociais do Banco Popular Portugal, S.A..
O Banco Popular Portugal, S.A. é detido integralmente pelo Banco Popular Español, S.A., estando, portanto inserido no Grupo Banco Popular, o qual tem definidas políticas de gestão, incluindo as políticas de remuneração, uniformes e transversais a todas as sociedades que o compõem.
Assim, a política de remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização é definida directamente pelo seu accionista único segundo critérios uniformes, consistentes, justos e equilibrados adoptados pelo Grupo. A existência, ou não, de uma remuneração variável está directamente associada ao grau de cumprimento dos principais objectivos fixados, em cada ano, para o Grupo Banco Popular e para o Banco Popular Portugal.
Os membros do Conselho Fiscal recebem uma remuneração mensal fixa paga doze vezes por ano. As remunerações são fixadas no início dos mandatos e válidas para todo o período.
As remunerações da Sociedade de Revisores Oficiais de Contas são estipuladas, no início de cada mandato, por contratos de prestação de serviços de acordo com as práticas e condições remuneratórias normais para serviços similares.
Os membros não executivos do Conselho de Administração não auferem qualquer remuneração do Banco Popular Portugal.
A remuneração dos membros executivos do Conselho de Administração é fixada anualmente pelo accionista único com base na avaliação do desempenho do exercício anterior do Grupo a que o Banco Popular Portugal pertence.
A remuneração é composta por uma parte fixa, paga em numerário catorze vezes por ano, e por uma parte variável.
A remuneração variável será paga em numerário, não estando previsto o diferimento do pagamento de nenhuma parte da componente variável.
A parte fixa terá os limites que forem fixados pelo accionista.
A parte variável oscilará, em cada ano, para cada membro, sendo, em qualquer caso, determinado pelo accionista único.
A componente variável é fixada segundo os critérios utilizados para os membros dos órgãos de administração do Grupo Banco Popular em matéria de remunerações, em função do grau de cumprimento dos principais objectivos do Grupo.
Não existem outras formas de remuneração para além da remuneração fixa e variável supra referidas.
Não estão previstos quaisquer acordos que determinem valores a pagar aos membros executivos em caso de destituição sem justa causa, além do previsto na lei geral.
A proposta da política de remuneração para 2012, que será apresentada à Assembleia Geral anual de aprovação de contas consta do Anexo I ao presente Relatório.
Os membros do Conselho de Administração auferiram, durante o exercício de 2011, uma remuneração global de € 779.708,61, relativa às componentes fixa e variável, a qual foi paga na totalidade em numerário.
Individualmente, foram as seguintes as remunerações auferidas:
| (euros) | |||
|---|---|---|---|
| Remuneração anual | |||
| fixa | variável pecuniária | total | |
| Rui Manuel Morganho Semedo | 380.002,00 | 100.000,00 | 480.002,00 |
| Carlos Miguel de Paula Martins Roballo | 134.706,61 | 25.000,00 | 159.706,61 |
| Jesús Santiago Martin Juárez | 90.000,00 | 50.000,00 | 140.000,00 |
| Tomás Pereira Pena | 0,00 | 0,00 | 0,00 |
| Jaime Jacobo González-Robatto Fernández | 0,00 | 0,00 | 0,00 |
| Total | 604.708,61 | 175.000,00 | 779.708,61 |
Os membros do Conselho Fiscal auferiram, durante o exercício de 2011, uma remuneração fixa global de € 21.600,00. Individualmente, auferiram os seguintes montantes:
| (eur os ) | |
|---|---|
| Remuneração | |
| anual | |
| Rui Manuel Ferreira Oliveira | 9.600,00 |
| Telm oFrancisco Salvador Vieira | 6.000,00 |
| António José Marques Centúrio M onzelo | 6.000,00 |
| Total | 21.600,00 |
Capital social – € 451.000.000,00, representado por 451.000.000 acções ordinárias, com o valor nominal de € 1,00 cada, não admitidas à negociação em mercado regulamentado situado ou a funcionar em Portugal.
Banco Popular Español, S.A. - detém, directamente, 100% do capital e dos direitos de voto do Banco Popular Portugal.
Os estatutos da Sociedade podem ser alterados por deliberação da Assembleia Geral tomada por maioria absoluta de votos.
Os relatórios e pareceres anuais do Conselho Fiscal sobre a actividade desenvolvida encontram-se disponíveis, juntamente com os documentos de prestação de contas anuais, no sítio da internet da Sociedade, www.bancopopular.pt.
Os montantes pagos à sociedade de revisores oficiais de contas, PricewaterhouseCoopers, durante o exercício de 2011, foram os seguintes:
| (euros) | |
|---|---|
| Honorários | |
| pagos | |
| Revisão legal de contas | 140.000,00 |
| Outros serviços de garantia e fiabilidade | 194.000,00 |
| Total | 334.000,00 |
Lisboa, 20 de Março de 2012
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
O Banco Popular Portugal, S.A. é detido integralmente pelo Banco Popular Español, S.A., estando, portanto inserido no Grupo Banco Popular, o qual tem definidas políticas de gestão, incluindo as políticas de remuneração, uniformes e transversais a todas as sociedades que o compõem.
Assim, a política de remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização é definida directamente pelo seu accionista único segundo critérios uniformes, consistentes, justos e equilibrados adoptados pelo Grupo. A existência, ou não, de uma remuneração variável está directamente associada ao grau de cumprimento dos principais objectivos fixados, em cada ano, para o Grupo Banco Popular e para o Banco Popular Portugal.
Os membros do Conselho Fiscal recebem uma remuneração mensal fixa paga doze vezes por ano. As remunerações são fixadas no início dos mandatos e válidas para todo o período.
As remunerações da Sociedade de Revisores Oficiais de Contas são estipuladas, no início de cada mandato, por contratos de prestação de serviços de acordo com as práticas e condições remuneratórias normais para serviços similares.
Os membros não executivos do Conselho de Administração não auferem qualquer remuneração do Banco Popular Portugal.
A remuneração dos membros executivos do Conselho de Administração é fixada anualmente pelo accionista único com base na avaliação do desempenho do exercício anterior do Grupo a que o Banco Popular Portugal pertence.
A remuneração é composta por uma parte fixa, paga em numerário catorze vezes por ano, e por uma parte variável.
A remuneração variável será paga em numerário, não estando previsto o diferimento do pagamento de nenhuma parte da componente variável.
A parte fixa terá os limites que forem fixados pelo accionista.
A parte variável oscilará, em cada ano, para cada membro, sendo, em qualquer caso, determinado pelo accionista único.
A componente variável é fixada segundo os critérios utilizados para os membros dos órgãos de administração do Grupo Banco Popular em matéria de remunerações, em função do grau de cumprimento dos principais objectivos do Grupo.
Não existem outras formas de remuneração para além da remuneração fixa e variável supra referidas.
Aos membros do Conselho de Administração que exercem funções executivas no Banco Popular Portugal em regime de exclusividade, é reconhecido o direito à atribuição de pensões de reforma e de sobrevivência, de acordo com as seguintes normas:
1 – Direito a uma pensão mensal de reforma, paga 14 vezes por ano, correspondente a uma percentagem da remuneração mensal que lhe estiver estabelecida, no caso do Presidente do Conselho de Administração, ou a uma percentagem do nível 18 do ACT do sector bancário, no caso dos restantes Administradores, por cada ano decorrido no exercício das funções;
2 – Direito a uma pensão mensal de sobrevivência a favor do cônjuge sobrevivo, correspondente a 80% do valor da pensão devida nos termos do número 1;
3 – Os direitos à pensão de reforma e de sobrevivência apenas se tornarão efectivos se e quando o membro do Conselho de Administração for nomeado para um segundo mandato e tiver completado, pelo menos, quatro anos de exercício dessas funções;
4 – O direito à pensão de reforma adquire-se na data em que o membro do Conselho de Administração cessar as suas funções, devendo a pensão ser calculada e fixada em relação a essa data. Todavia, o efectivo pagamento da pensão somente terá início a partir do mês seguinte àquele em que complete 65 anos de idade;
O Plano de pensões dos membros executivos do Conselho de Administração foi aprovado em Assembleia Geral.
Não estão previstos quaisquer acordos que determinem valores a pagar aos membros executivos em caso de destituição sem justa causa, além do previsto na lei geral.
Lisboa, 20 de Março de 2012
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Nos termos e para os efeitos do disposto no número 4 do artigo 16º do Aviso do Banco de Portugal nº 10/2011, de 29 de Dezembro, é divulgada a política de remuneração dos trabalhadores que, não sendo membros dos órgãos de administração ou de fiscalização do Banco Popular Portugal, S.A., auferem Remuneração Variável e exercem a sua actividade profissional no âmbito das funções de controlo previstas no Aviso do Banco de Portugal nº 5/2008 1 de Julho, ou exercem actividade que pode ter impacto material no perfil de risco do Banco.
O Banco Popular Portugal tem definida uma política de remuneração de todos os seus colaboradores que abrange, naturalmente, aqueles que exercem a sua actividade profissional no âmbito das funções de compliance, gestão de riscos e auditoria interna ou exercem uma outra actividade profissional que possa ter impacto material no perfil de risco da Instituição.
A política de remuneração dos colaboradores é definida pela Administração, sob proposta dos Recursos Humanos, e obedece ao consagrado nos instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho, bem como aos critérios e práticas do Grupo Banco Popular. Esta remuneração é composta, na sua generalidade, por uma componente fixa, a qual é acordada por contrato de trabalho, individual ou colectivo, celebrado com os colaboradores.
Poderá existir uma componente variável, que terá sempre um peso relativo muito baixo e que é decidida anualmente pelo accionista único, tendo em conta o cumprimento dos objectivos do Grupo e do Banco Popular Portugal, bem como do desempenho individual de cada colaborador.
A política de remuneração global do Banco é anualmente revista pelo Conselho de Administração, até ao final do 1º semestre. Em consequência, a remuneração fixa é revista todos os anos de acordo com a taxa de aumento do ACTV bancário, sendo igualmente definida uma componente variável, com base na avaliação do desempenho do exercício anterior.
O montante exacto da parte variável oscilará, em cada ano, em função do grau de cumprimento dos principais objectivos anuais (quantitativos e qualitativos) e do colectivo da respectiva unidade em que os colaboradores abrangidos se integram, de acordo com o modelo de avaliação de desempenho do Banco, tal como aprovado pelo Conselho de Administração.
Para além da remuneração fixa e variável descritas na presente política de remuneração, os dirigentes auferem os seguintes benefícios:
*Seguro de Vida, de acordo com o definido no artigo 142.º do ACTV Bancário (SAMS); *Seguro de Saúde, de acordo com o definido no artigo 144.º do ACTV Bancário (SAMS); *Seguro de Acidentes Pessoais, de acordo com o definido no artigo 38.º do ACTV Bancário (SAMS).
A remuneração variável, se existir, será paga, na sua totalidade, em numerário, não estando previsto o diferimento, no tempo, do seu pagamento.
Não existem outras formas de remuneração para além da remuneração fixa e variável supra referidas.
A remuneração a atribuir aos colaboradores que exercem as funções de controlo previstas no Aviso do Banco de Portugal nº 5/2008, assentam, principalmente, na componente de remuneração fixa.
A haver uma remuneração variável, ela terá um peso relativo reduzido e depende, exclusivamente, do desempenho individual do colaborador, tendo em conta os objectivos específicos relacionados com as funções por si exercidas.
Lisboa, 20 de Março de 2012
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