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Lisgrafica Impressao e Artes Graficas

Quarterly Report May 31, 2009

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RELATÓRIO E CONTAS 1º TRIMESTRE DE 2009 CONTAS CONSOLIDADAS

Sociedade Aberta

Sede: Estrada Consiglieri Pedroso, 90 – Queluz de Baixo

Capital Social: 9 334 831 Euros

Cons. Reg. Comercial de Cascais / Pessoa Colectiva 500 166 587

ÍNDICE

_______________________________________________________

INTRODUÇÃO ACTIVIDADE DO GRUPO ANÁLISE ECONÓMICO-FINANCEIRA GOVERNO DA SOCIEDADE CONSIDERAÇÕES FINAIS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

RELATÓRIO DE GESTÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

1º TRIMESTRE DE 2009

Senhores Accionistas,

De acordo a Lei, designadamente do que está contido no Art. 508-A do Código do Mercado de Valores Mobiliários e tendo em conta o disposto no Dec-Lei 238/91 de 02 de Julho, modificado pelo Dec-Lei nº 35/2005, de 17 de Fevereiro, submetemos à apreciação de V. Exas. o Relatório Consolidado de Gestão, o Balanço Consolidado e a Demonstração de Resultados Consolidada, a Demonstração Consolidada das Alterações no Capital Próprio reportados a 31 de Março de 2009 e o respectivo anexo.

INTRODUÇÃO

Com efeitos contabilísticos reportados a 2 de Maio de 2008 verificou-se a fusão por incorporação na Empresa, da Heska Portuguesa – Indústrias Tipográficas, S.A. ("Heska") mediante a transmissão global do património desta sociedade. Em resultado da operação de fusão, as participações dos accionistas Rasográfica e Gestprint eram, em 31 de Março de 2009, de 50,99% e 39,40% respectivamente.

Nos termos do IFRS 3, na aplicação do método de compra, a Heska foi considerada a entidade adquirente e a Lisgráfica a entidade adquirida, pelo que ainda que do ponto de vista formal e legal o património da Heska tenha sido incorporado na Lisgráfica e aquela tenha sido liquidada, do ponto de vista contabilístico o património da Lisgráfica foi incorporado na Heska.

Nestas circunstâncias as demonstrações financeiras consolidadas preparadas na sequência da fusão foram emitidas sob o nome da Lisgráfica, mas descritas nas notas como continuação das demonstrações financeiras da Heska, ou seja, a adquirente para efeitos contabilísticos, uma vez que as demonstrações financeiras consolidadas em 31 de Março de 2009, representam uma continuação das demonstrações financeiras da Heska. Nestes termos e visando satisfazer os requisitos do IFRS 3 são apresentadas com fins informativos as demonstrações financeiras individuais da Heska em 31 de Março de 2009, em virtude de aquela não ter apresentado nessa data demonstrações financeiras consolidadas, por não preencher os requisitos para o efeito.

Consequentemente, as demonstrações financeiras em 31 de Março de 2009 não são comparáveis com as demonstrações financeiras em 31 de Março de 2008.

De referir que nos termos do IFRS 3 foram identificados activos da Lisgráfica com justos valores reportados à data da fusão, superiores aos respectivos valores contabilísticos, no montante de 8.984.959 Euros, tendo sido determinado um goodwill de 17.628.753 Euros.

A incorporação da Heska na Lisgráfica implicou um aumento de capital da Lisgráfica no montante de 4 334 831 euros mediante a emissão de 86 696 620 novas acções, com

o valor nominal de 0,05 euros por acção, considerando a relação de troca de 256,12 novas acções da Lisgráfica por cada acção representativa do capital social da Heska.

O capital social da Lisgráfica passou para 9 334 831 euros, detido em 50,99% pela Rasográfica – Comércio e Serviços Gráficos SA e em 39,40% pela Gestprint, SA, estando o restante capital disperso em Bolsa.

A consolidação é efectuada pelo método integral e o Grupo é composto pelo seguinte universo de empresas.

EMPRESA Actividade Data de
Constituição
Sede % Capital
Detido
Lisgrá fica SA Impressão de Revista s e Jornais 27-Dez-1973 Queluz de Ba ixo -
Gestigráfica, SGPS SA Gestã o de Participações Socias 2-Fev-1993 Queluz de Ba ixo 100%
Grafilis, SA Composição e Montagem 18-Out-1984 Queluz de Ba ixo 100%

Para melhor compreender a actividade do grupo há que recordar que, neste período, a economia portuguesa recuou 3,7%, comparativamente com o mesmo período do ano anterior, apesar de se ter verificado uma desaceleração no ritmo de decréscimo face ao último trimestre de 2008. A contracção da economia nacional neste trimestre devese à continuada redução das exportações de bens e serviços, do investimento e do consumo das famílias.

O desempenho da nossa economia mantêm-se em linha com a tendência verificada na generalidade das economias europeias e restantes países fora da Europa, o que nos leva a questionar se de facto o pior da crise económica mundial já terá passado e se assim os ténues sinais de inversão da tendência de degradação se irão manter e consolidar.

A recessão ora referida teve um efeito impulsionador no aumento dos níveis de desemprego que agravaram ainda mais a retracção ao consumo. No sector onde a Lisgráfica se insere, os principais editores de publicações periódicas continuam a reduzir o número de páginas em consequência do continuado decréscimo do investimento publicitário e os clientes de grandes marcas comerciais mantêm a redução nas tiragens e no número de edições anuais em resultado do decréscimo do consumo. De salientar ainda a racionalização que alguns Editores de média dimensão estão a efectuar com a redução das tiragens e que em alguns casos está a levar ao cancelamento de parte das publicações do seu portfolio.

ACTIVIDADE DO GRUPO

No que se refere à actividade comercial da Lisgráfica, o primeiro trimestre reflecte os efeitos da sazonalidade deste sector com níveis de investimento publicitário mais baixos do que é normal face aos restantes meses do ano, agravada com o impacto da recessão económica.

A empresa manteve o seu processo de racionalização iniciado após a fusão, com várias acções que visam a redução de custos, nomeadamente, a entrada em

funcionamento do sistema de gestão integrada (BdoisB). Este sistema permite a elaboração integrada dos orçamentos e o posterior controlo de custos comparando o valor dos custos reais com os previstos e, simultaneamente, monitorizar os desperdícios em termos de consumos matérias-primas e a sua consequente redução.

Como atrás referimos, e por imposição das IAS e IFRS 3 a análise comparativa é efectuada entre os valores da Heska, SA, a 31 de Março de 2008, e as contas da Lisgráfica a 31 de Dezembro de 2008 e 31 de Março de 2009, no entendimento de que a Heska incorpora a Lisgráfica.

Neste cenário a facturação do Grupo mais do que duplica, com as vendas totais a atingir 8,2 milhões de euros, dos quais, aproximadamente, 5 milhões resultam do efeito da fusão. Apesar do impacto positivo do efeito da fusão, as vendas totais das duas unidades/empresas, quando comparadas, registam no trimestre um decréscimo global de cerca de 16%, consequência dos efeitos da recessão económica.

A decomposição de vendas por tipo de produto, comparativamente com o ano anterior, é a seguinte:

DESCRIÇÃO 2009 2008 Var. 08/09
Em €
Var. 08/09
Em %
Revistas 4.280 2.123 2.157 101,6%
Jornais/suplementos 1.903 54 1.849 3424,1%
Catálogos e Folhetos 1.595 1.347 248 18,4%
Listas 358 0 358 0,0%
Outros 129 159 -30 -18,9%
TOTAL 8.265 3.683 4.582 124,4%
(Valores em milhares de Euros)

Durante o primeiro trimestre de 2009 não há factos a referir respeitantes às empresas do grupo.

ANÁLISE ECONÓMICO-FINANCEIRA

Como consequência da actividade do Grupo, os Proveitos Operacionais atingem no final do ano o valor de aproximadamente 8,5 milhões de euros dos quais 97% provêm directamente das vendas e 3% de serviços prestados que não têm ligação directa com a actividade operacional.

DESCRIÇÃO 2009 2008 Var. 08/09Var. 08/09
em € em %
Vendas 8.264 97% 3.683 97% 4.581 124,4%
Out. Proveitos Operacionais 268 3% 121 3% 147 121,5%
TOTAL PROVEITOS OPERACIONAIS 8.532 3.804 4.728 124,3%
Custo Merc. Vendidase Consum. 2.996 35% 1.796 47% 1.200 66,8%
Fornecimentos e Serv. Externos 2.265 27% 996 26% 1.269 127,4%
Custos Com Pessoal 2.727 32% 823 22% 1.904 231,3%
Amortizações 1.823 21% 153 4% 1.670 1091,5%
Perdas de Imparidade 0 0% 0 0% 0 #DIV/0!
Provisões 0 0% 0 0% 0 #DIV/0!
Outros Custos Operacionais 70 1% 19 0% 51 268,4%
TOTAL CUSTOS OPERACIONAIS 9.881 3.787 51 1,3%
RESULTADO OPERACIONAL - € -1.349 17 -1.366 -8035,3%
RESULTADO OPERACIONAL - % -15,8% 0,4%
EBITDA - € 474 170 304 178,8%
EBITDA - € 5,6% 4,5%

ACTIVIDADE OPERACIONAL 1º TRIMESTRE 2009/2008

Em relação aos custos operacionais a generalidade das rubricas apresenta uma variação significativa pelo facto da comparação estar a ser efectuada com as contas da Heska. São de mencionar, como factores de explicação complementares, a diferente estrutura de custos dos trabalhos transitados da Heska, onde existia um maior número de trabalhos em que além da impressão era também fornecido o papel; desta forma ao agregar as duas empresas o CMVC apresenta uma percentagem inferior face ao ano anterior.

De igual modo a estrutura de custos de pessoal da Lisgráfica é substancialmente diferente, ou seja, tem um peso maior na actividade da empresa, pelo que, após a fusão, o peso destes custos sobe para 32%. Em 1 de Maio de 2008 e após a junção das duas empresas, o número total de trabalhadores era de cerca de 510; no final do primeiro trimestre de 2009 esse número tinha descido para 407.

As amortizações e ajustamentos registam um aumento significativo pelo facto de a Lisgráfica ter um valor de activos tangíveis muito superior à Heska antes da fusão, com um efeito directo nas Amortizações. O Resultado Operacional Consolidado apurado no trimestre é assim negativo de 1,3 milhões, justificado em especial pelo impacto da crise económica que não permitiu aumentar a facturação e obter no

período o efeito das sinergias que se previam com a fusão das duas empresas e respectivas actividades.

A aplicação estrita das IAS e IFRS já mencionadas implica o reconhecimento de que a fusão foi efectuada com base nos valores de avaliação das 2 empresas aprovados pelos Conselhos de Administração e pelas Assembleias Gerais das 2 empresas, antes da fusão.

O Cash Flow Operacional Consolidado melhora significativamente e mantém-se positivo em aproximadamente 0,5 milhões de euros.

DESCRIÇÃO 2009 2008 Var. 08/09 Var. 08/09
em € em %
Resultados Operacionais -1.349 17 -1.366 8035%
Resultados Financeiros -780 -119 -661 -555%
Imposto S/ Rendimento -20 0 -20 #DIV/0!
Resultados Liquidos -2.149 -102 -2.047 -2007%
(Valores em milhar de euros)

COMPARAÇÃO RESULTADOS CONSOLIDADOS 2009/2008

Os resultados financeiros registam um valor significativamente acima do ano anterior justificado pelo aumento do endividamento. Em 2009 estamos a considerar o endividamento pós fusão, ou seja, após junção das duas empresas quando em 2008 estão referidos apenas os custos financeiros decorrentes do endividamento registado na Heska. De salientar ainda um ligeiro aumento do endividamento bancário ocorrido no trimestre para dar continuidade à reestruturação subjacente ao processo de fusão.

BALANÇO CONSOLIDADO COMPARAÇÃO 2009/08

DESCRIÇÃO 2009 2008 Var. 08/09 Var. 08/09
31-Mar 31-Dez em € em %
Activos não Correntes 53.009 54.403 -1.394 -3%
Activos Correntes 21.910 20.512 1.398 7%
TOTAL ACTIVO 74.919 74.915 4 0%
Capital Próprio -3.076 -927 -2.149 232%
Passivo não Corrente 20.843 22.446 -1.603 -7%
Passivo Corrente 57.152 53.396 3.756 7%
TOTAL PASSIVO + SIT. LIQUIDA 74.919 74.915 4 0%

(Valores em milhares de Euros)

As principais variações ocorridas no Activo Liquido face ao exercício anterior verificamse nos Activos não Correntes, devido ao efeito da contabilização das amortizações do trimestre uma vez que não houve aumento do Imobilizado Bruto.

O Capital Próprio, fixa-se no final do ano em 3.076 mil euros negativos para o que contribuiu o Resultado Líquido negativo apurado no trimestre.

O Passivo Corrente regista um aumento de cerca de 3,8 milhões de euros devido ao aumento do endividamento bancário de curto prazo, via descoberto bancário, e pelo aumento do financiamento do valor nas operações de factoring.

Apesar das condições adversas a Lisgráfica cumpriu na íntegra a liquidação dos impostos correntes devidos no exercício, assim como o plano de reembolso de dívidas à DGI e Segurança Social previsto para este primeiro trimestre de 2009 e que rondou os 370 milhares de euros. No exercício a empresa cumpriu também na íntegra o plano de amortização de divida bancária quer em termos empréstimos quer em termos de operações de Papel Comercial.

No sentido de auxiliar a análise do impacto na consolidação das contas individuais das empresas integradas no perímetro de consolidação apresentamos um resumo dos principais indicadores. De salientar que os principais valores constantes nas rubricas do Activo e Passivo se referem a saldos intra-grupo (transitados de exercícios anteriores) que se anulam aquando do exercício de consolidação.

DESCRIÇÃO 2009 2008 Var. 08/09
Activo Total Liquido 11.705 11.705 0
Passivo Total 1.318 1.298 20
Capital Próprio 10.387 10.407 -20
Capital Social 52 52 0
Resultado Liquido -20 -56 36
Vendas Liquidas 0 0 0
(Valores em Milhares de Euros)

GESTIGRÁFICA SGPS SA

GRAFILIS SA

DESCRIÇÃO 2009 2008 Var. 08/09
Activo Total Liquido 182 201 -19
Passivo Total 1.500 1.499 1
Capital Próprio -1.318 -1.298 -20
Capital Social 350 350 0
Resultado Liquido -20 -103 83
Vendas Liquidas 0 0 0
(Valores em Milhares de Euros)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Conselho de Administração agradece aos Trabalhadores e Conselho Fiscal toda a colaboração prestada durante o exercício findo em 31 de Março de 2009.

O Conselho de Administração agradece, também a todas as Instituições Bancárias, Clientes, Fornecedores e demais entidades pela colaboração prestada neste exercício.

Queluz de Baixo, 31 de Maio de 2009

O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão

______________________________

Jaime Luciano Marques Baptista da Costa

________________________________

António Pedro Marques Patrocínio

___________________________

ANEXO

GOVERNO DA SOCIEDADE

A empresa Lisgráfica – Impressão e Artes Gráficas SA (doravante designada por "Lisgráfica" ou "Sociedade") optou por incluir em separado ao Relatório e Contas do exercício de 2008 um anexo exclusivamente dedicado ao Governo da Sociedade, nos termos do determinado pelo Artigo 245º-A do Código dos Valores Mobiliários e no Regulamento da CMVM nº 1/2007 sobre o Governo das Sociedades Cotadas.

A Lisgráfica reconhece que é fundamental a existência de um bom governo da Sociedade no estabelecimento e fortalecimento de uma relação aberta entre os seus accionistas e a administração da Sociedade.

Os nossos princípios em relação ao governo da Sociedade pautam-se pela responsabilidade perante os accionistas, pelo fornecimento de informação clara e transparente a todos os detentores de capital e pelo desejo da Administração em cumprir as suas obrigações perante os mesmos.

A nossa missão é a de valorizar o investimento dos accionistas através de uma gestão prudente dos riscos inerentes aos negócios.

A Lisgráfica, enquanto sociedade aberta sujeita à lei portuguesa, emitente de acções admitidas à negociação no mercado regulamentado Eurolist by Euronext Lisbon, está abrangida pelas disposições legais regulamentares vigentes em Portugal em matéria de governo das sociedades, designadamente quanto ao disposto no artigo 245º - A do Código dos Valores Mobiliários, e no Regulamento da CMVM nº 1/2007 sobre o Governo das Sociedades Cotadas.

A Administração funciona de forma colegial, reportando-lhe directamente 7 Direcções: Produção, Comercial, Financeira, Recursos Humanos, Qualidade Ambiente e Segurança, Aprovisionamento e Serviços de Suporte, com os diversos Serviços que estão ilustrados no Organigrama que figura abaixo e está em vigor desde Junho de 2008.

1) Órgão de Administração

O Conselho de Administração, através da Comissão Executiva, exerce um controlo efectivo na orientação da vida da sociedade, como é sua obrigação e competência, e só por ele são tomadas decisões sobre matérias com determinada importância.

O Conselho de Administração, cujo limite de membros, conforme recente alteração do pacto social é de sete, é actualmente composto pelas seguintes pessoas, com mandato conferido nas Assembleias Gerais Anuais 2007 e 2008, não existindo, de momento Administradores não-executivos, recomendação que a sociedade procurará, de futuro, respeitar:

Presidente: Dr. Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão

Vice-Presidente: Dr. Jaime Luciano Marques Baptista da Costa

Vogal: Eng.º António Pedro Marques Patrocínio

A Comissão Executiva tem como objectivo o planeamento, gestão e a coordenação da sociedade, bem como a informação aos seus Accionistas. Esta define também os vectores de concretização da acção estratégica global, que visa a criação de mais valor da empresa através da prestação de serviços de qualidade, de prazos curtos, preços competitivos, grande atenção aos clientes e às suas necessidades, e, por outro lado, a utilização de tecnologia moderna e capaz de aumentar a produtividade própria, tendo sempre presente que os recursos humanos são um importante capital e que são sempre seguidos critérios éticos e morais, com respeito pelo ambiente e pela segurança.

A Comissão Executiva reúne com regularidade, uma vez por semana, e, com a mesma regularidade, realizam-se Reuniões de Quadros da empresa com a presença de todos os Administradores e Directores.

A Comissão Executiva é composta pelos três membros do órgão de gestão acima identificados.

Os membros do Conselho de Administração desempenham igualmente funções em outras empresas do mesmo Grupo:

• O Senhor Dr. Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão é também administrador da "GRAFILIS – Reprodução e Artes Gráficas, S.A." e "Gestigráfica – Soc. Gestora de Participações Sociais SA"

• O Senhor Dr. Jaime Baptista Marques da Costa é também administrador da "GRAFILIS – Reprodução e Artes Gráficas, S.A." e "Gestigráfica – Soc. Gestora de Participações Sociais SA"

• O Senhor Engº António Pedro Marques Patrocínio é também administrador da "GRAFILIS – Reprodução e Artes Gráficas, S.A." e "Gestigráfica – Soc. Gestora de Participações Sociais SA".

2) Organograma

3) Estrutura de capital

O capital social é actualmente de 9.334.831 euros, sendo representado por um total de 186.696.620 acções escriturais com o valor nominal de 0,05 euros cada.

A sociedade tem acções admitidas à negociação na bolsa de valores portuguesa desde 1998.

Em 28 de Julho de 2008 a empresa apresentou à CMVM e à Euronext o pedido de admissão à negociação no Eurolist by Euronext Lisbon das 86.696.620 acções emitidas na sequência do aumento de capital resultante do processo de fusão entre a Lisgráfica e a sociedade Heska concluído em 2008.

A evolução da cotação das acções ao longo do último ano pode ser ilustrada no gráfico abaixo, que evidencia o comportamento do mercado bolsista em especial no segundo semestre em que se agravou a crise de confiança dos investidores, reflexo directo da crise internacional na generalidade dos mercados de capitais.

Não existe plano de atribuição de acções ou de exercício de opções.

Não houve qualquer negócio ou operação entre a sociedade e os membros dos seus Órgãos Sociais e/ou titulares de participações qualificadas ou sociedades que se encontrem em relações de domínio ou de grupo.

4) Gabinete de Apoio ao Investidor

O Serviço de apoio ao Investidor é realizado pelo administrador designado Representante para as relações com o Mercado, cabendo-lhe atender todos os Accionistas interessados em informações sobre a Sociedade e dispõe do endereço email [email protected].

Dentro do cumprimento das obrigações e recomendações vigentes no que diz respeito à informação a prestar ao Mercado, a Lisgráfica tem a preocupação de comunicar todos os factos relevantes da sua actividade ao longo do ano, quer em Comunicados para a CMVM, quer através de contactos com a Comunicação Social

O referido Representante é o Senhor Dr. Jaime Luciano Marques Baptista da Costa. A Lisgráfica tem um sítio na Internet que contém as informações obrigatórias sobre a Sociedade, designadamente as de carácter financeiro (Relatórios e Contas, Convocatórias, Notas Informativas, Factos Relevantes, Pacto Social, Órgãos Sociais, etc.) bem como as Normas sobre o Governo da Sociedade.

O endereço electrónico do sítio é www.lisgrafica.pt

5) Comissão de Vencimentos

No decurso do exercício de 2008 foi criada a Comissão de Vencimentos. A fixação das actuais remunerações foi assim determinada por esta comissão e lavrada em acta da reunião da Comissão de Vencimentos onde tal deliberação foi tomada.

A seguir indicamos os montantes pagos ou atribuídos no 1ºtrimestre:

• Remuneração do Conselho de Administração Euros 71.844
• Remunerações ao Conselho Fiscal Euros 6.250
• Remunerações ao Auditor Externo Euros 17.818

A remuneração colectiva do órgão de administração tem apenas componente fixa, ainda que os estatutos prevejam no nº1 do artigo 10º a possibilidade de atribuição de percentagem sobre os lucros, circunstância que os resultados da empresa têm impossibilitado.

Por outro lado, a qualificação do desempenho, quer do órgão de administração, quer do órgão de fiscalização é anualmente feita em assembleia-geral não estando regulamentada qualquer ligação entre a remuneração e o desempenho.

Não estão contemplados quaisquer prémios e/ou incentivos não pecuniários ligados ao desempenho ou performances alcançadas, atribuíveis ao órgão de administração. Não ocorreram quaisquer pagamentos por outras sociedades em relação de domínio ou grupo.

O montante da remuneração indicada para o Auditor Externo respeita, integralmente, à prestação de serviços de auditoria e de revisão legal de contas.

6) Exercício de Direito de Voto e Representação de Accionistas

Os estatutos da LISGRÁFICA são simples e deixam à lei em vigor uma eficácia total não havendo qualquer regra estatuária que afaste ou dificulte o voto, nomeadamente o exercício do direito de voto por correspondência. O voto por correspondência está previsto no artigo 10º dos estatutos constando a regulamentação do modo do seu exercício expressamente nas convocatórias das Assembleias Gerais.

Dos estatutos não consta expressamente a possibilidade de exercício de voto por meios electrónicos.

A antecedência exigida para o depósito ou bloqueio das acções para a participação na assembleia-geral está estabelecida nos estatutos, e é dois dias. No que diz respeito ao voto por correspondência, o prazo exigido para a sua recepção tem sido determinado nas convocatórias das assembleias-gerais da Sociedade, devendo o voto ser enviado de forma a ser recebido até às 17 horas do dia anterior ao da reunião, estando portanto este prazo dentro das recomendações da CMVM.

A cada 2.500 acções cabe um voto (nº 2 do artigo 8º do Pacto Social).

7) Regras Societárias

O Conselho de Administração da Sociedade aprovou um regulamento de funcionamento da Comissão Executiva que está à disposição dos Senhores Accionistas no sítio da Sociedade na Internet.

Não existe código de conduta específico para a Lisgráfica nem outros regulamentos internos.

O controlo é efectuado periodicamente por auditorias externas (actualmente o Auditor Externo, entidade que acumula funções com as de Revisor Oficial de Contas externo ao Conselho Fiscal, é a Delloite & Associados, SROC, S.A., entidade inscrita na CMVM) e, mensalmente, pelo Presidente do Conselho Fiscal, que revê, controla e fiscaliza os documentos, procedimentos e circuitos, realizando reuniões mensais com a Administração, a quem reporta os resultados das suas acções.

Periodicamente realizam-se reuniões do Conselho Fiscal, que acompanham a evolução da Empresa.

Não há limites ao exercício do direito de voto, nem direitos especiais de qualquer accionista, salvo os previstos expressamente nos Estatutos da Empresa.

Os actuais membros do Conselho Fiscal são:

Presidente: Óscar Quinta, Canedo da Mota & Pires Fernandes, SROC, representada por Óscar José Alçada da Quinta, (ROC nº 731) Vogais: José Manuel Varandas Marques Filipa Cordeiro

Suplente: Isabel Maria Soeiro Nazaré Camacho

Revisor Oficial de Contas: Deloitte & Associados, SROC, S.A., inscrita na CMVM sob o nº 231, representada por Paulo Jorge Duarte Galvão André, (ROC nº 979)

8) Assembleia Geral

Os membros da mesa da Assembleia Geral são:

Presidente: Jorge Manuel Sénica Galamba Marques Vice-Presidente: Manuel Guilherme Pardal Monteiro Magalhães Secretário: João Paulo Malhadas Teixeira

O mandato dos membros da mesa da Assembleia Geral e do Conselho Fiscal iniciou-se em 2007 e termina em 2010.

O Presidente da mesa da Assembleia Geral não é remunerado.

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E RESPECTVO ANEXO ÀS CONTAS

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DOS RENDIMENTOS INTEGRAIS

DOS TRIMESTRES FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2009 E 2008

(Montantes expressos em Euros)

31 de Março de
31 de Março de 2008
Notas 2009 (Contas individuais)
PROVEITOS OPERACIONAIS:
Vendas 5 8.264.416 3.683.587
Outros proveitos operacionais 268.202 121.300
Total de proveitos operacionais 8.532.618 3.804.887
CUSTOS OPERACIONAIS:
Custo das mercadorias vendidas 6 (2.996.418) (1.795.661)
Fornecimentos e serviços externos (2.264.609) (996.191)
Custos com o pessoal (2.727.531) (823.241)
Amortizações (1.823.535) (153.314)
Outros custos operacionais (69.982) (19.112)
Total de custos operacionais (9.882.075) (3.787.519)
Resultados operacionais (1.349.457) 17.368
RESULTADOS FINANCEIROS:
Custos e proveitos financeiros, líquidos 7 (779.881) (119.466)
Resultados antes de impostos (2.129.338) (102.098)
Imposto sobre o rendimento do período (19.814) -
Resultado consolidado líquido do período (2.149.152) (102.098)
Atribuível a:
Accionistas da empresa-mãe (2.149.152) (102.098)
Resultado por acção
Básico 8 (2,9483) (0,3016)
Diluído 8 (2,9483) (0,3016)

do trimestre findo em 31 de Março de 2009. O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos rendimentos integrais

O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Manuel Ramos Gaspar Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão - Presidente

Jaime Luciano Marques Baptista da Costa

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DA POSIÇÃO FINANCEIRA

EM 31 DE MARÇO DE 2009 E 31 DE DEZEMBRO DE 2008

(Montantes expressos em Euros)

31 de Março de 31 de Dezembro
ACTIVO Notas 2009 de 2008
ACTIVOS NÃO CORRENTES:
Activos intangíveis 9 9.735.170 10.286.752
Activos tangíveis 10 31.616.841 32.798.605
Investimentos financeiros 2.000 2.000
Outros activos não correntes 11 11.436.185 11.080.254
Activos disponiveis para venda 33.692 33.692
Activos por impostos diferidos 185.066 201.714
Total de activos não correntes 53.008.954 54.403.017
ACTIVOS CORRENTES:
Existências 1.335.948 1.571.606
Clientes e contas a receber 15.936.864 13.985.827
Outros activos correntes 3.849.242 4.268.812
Caixa e seus equivalentes 12 787.542 686.239
Total de activos correntes 21.909.596 20.512.484
TOTAL DO ACTIVO 74.918.550 74.915.501
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital
13 3.644.709 3.644.709
Reservas 21.493.770 21.493.770
Resultados transitados (26.065.735) (165.727)
Resultado líquido consolidado do período (2.149.152) (25.900.008)
Total do capital próprio (3.076.408) (927.256)
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos obtidos 14 10.402.701 11.134.758
Fornecedores e contas a pagar 15 3.742.868 4.227.574
Provisões 303.575 310.034
Outros passivos não correntes 6.208.540 6.571.948
Passivos por impostos diferidos 185.066 201.714
20.842.750 22.446.028
PASSIVO CORRENTE:
Empréstimos obtidos 14 28.748.559 23.454.385
Fornecedores e contas a pagar 15 25.612.396 26.752.931
Outros passivos correntes 2.791.253 3.189.413
57.152.208 53.396.729
Total do passivo 77.994.958 75.842.757
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO 74.918.550 74.915.501

O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada da posição financeira em 31 de Março de 2009.

O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Manuel Ramos Gaspar Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão - Presidente

Jaime Luciano Marques Baptista da Costa

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO

DOS TRIMESTRES FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2009 E 2008

(Montantes expressos em Euros)

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O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada de alterações no capital próprio do trimestre findo em 31 de Março de 2009.

O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS

O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Manuel Ramos Gaspar

Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão - Presidente

Jaime Luciano Marques Baptista da Costa

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DOS FLUXOS DE CAIXA

DOS TRIMESTRES FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2009 E 2008

(Montantes expressos em Euros)

31 de Março 31 de Março de 2008
ACTIVIDADES OPERACIONAIS: Nota de 2009 (Contas individuais)
Recebimentos de clientes 7.131.171 4.392.677
Pagamentos a fornecedores (6.886.268) (2.992.171)
Pagamentos ao pessoal (2.727.531) (840.054)
Fluxos gerados pelas operações (2.482.628) 560.452
Outros recebimentos/(pagamentos) relativos à actividade operacional (704.388) (893.903)
Fluxos das actividades operacionais (1) (3.187.016) (333.451)
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Activos tangíveis 22.500 -
Pagamentos respeitantes a:
Activos tangíveis - (59.939)
Accionistas (373.892) -
Fluxos das actividades de investimento (2) (351.392) (59.939)
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO:
Recebimentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos
1.263.141 902.795
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos (426.313) (232.417)
Amortizações de contratos de locação financeira (142.525) (81.038)
Juros e custos similares (779.881) (153.585)
(1.348.719) (467.040)
Fluxos das actividades de financiamento (3) (85.578) 435.755
Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) (3.623.986) 42.365
Caixa e seus equivalentes no início do período 12 (2.722.125) 62.661
Caixa e seus equivalentes no fim do período 12 (6.346.111) 105.026

findo em 31 de Março de 2009. O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos fluxos de caixa do trimestre

O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Manuel Ramos Gaspar Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão - Presidente

Jaime Luciano Marques Baptista da Costa

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 31 DE MARÇO DE 2009 (Montantes expressos em Euros)

1. NOTA INTRODUTÓRIA

A Lisgráfica - Impressão e Artes Gráficas, S.A. ("Empresa" ou "Lisgráfica") tem sede em Queluz de Baixo, foi constituída em 27 de Dezembro de 1973 e tem como actividade principal a impressão de revistas, boletins e listas telefónicas.

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 verificou-se a fusão por incorporação na Empresa da Heska Portuguesa – Indústrias Tipográficas, S.A. ("Heska") mediante a transmissão global do património desta sociedade, com efeitos contabilísticos reportados a 2 de Maio de 2008. Adicionalmente, em Fevereiro de 2008, a Rasográfica – Comércio e Serviços Gráficos, S.A. ("Rasográfica"), accionista único da Heska, adquiriu, em transacção fora de bolsa, um total de 8.500.000 acções da Lisgráfica, correspondendo a 8,5% do capital social e de direitos de voto desta.

Em resultado destas operações a estrutura accionista da Empresa foi alterada, passando a Rasográfica a deter 50,99% do capital social da Lisgráfica (Nota 13).

Nos termos definidos no IFRS 3, na aplicação do método de compra, a Heska foi considerada a entidade adquirente e a Lisgráfica a entidade adquirida, ou seja, do ponto de vista contabilístico o património da Lisgráfica foi incorporado na Heska. Nestas circunstâncias as demonstrações financeiras consolidadas preparadas na sequência da fusão foram emitidas sob o nome da Lisgráfica. Nestes termos e visando satisfazer os requisitos do IFRS 3, são apresentados com fins informativos, a demonstração dos rendimentos integrais, a demonstração dos fluxos de caixa, e a demonstração de alterações no capital próprio da Heska do trimestre findo em 31 de Março de 2008, em virtude de aquela não ter apresentado naquela data demonstrações financeiras consolidadas, por não preencher os requisitos para o efeito. Consequentemente, aquelas demonstrações do trimestre findo em 31 de Março de 2009, não são comparáveis com as demonstrações do trimestre findo em 31 de Março de 2008.

O universo empresarial da Lisgráfica ("Grupo") é formado pelas empresas subsidiárias indicadas na Nota 4. As principais actividades do Grupo englobam a impressão de revistas, boletins e listas telefónicas.

As presentes demonstrações financeiras foram autorizadas para publicação em 31 de Maio de 2009 pelo Conselho de Administração da Lisgráfica.

2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

2.1 Bases de apresentação

As demonstrações financeiras consolidadas condensadas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 4), e foram preparadas utilizando políticas contabilísticas consistentes com os International Financial Reporting Standards ("IFRS"), tal como adoptadas pela União Europeia e de acordo com as disposições do IAS 34 – Relato Financeiro Intercalar.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 31 DE MARÇO DE 2009 (Montantes expressos em Euros)

2.2 Políticas Contabilísticas

As políticas contabilísticas adoptadas são consistentes com as seguidas na preparação das demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 e referidas no respectivo anexo.

Em 1 de Janeiro de 2009, o IFRS 8 – Segmentos operacionais entrou em vigor, no entanto, a sua adopção nas políticas contabilísticas do Grupo, não acarretou qualquer impacto sobre os resultados por segmento reportados, na medida em que no entendimento do Conselho de Administração da Empresa, não existem segmentos operacionais a reportar, em virtude da gestão operacional da actividade, assim como a tomada de decisões, estarem direccionadas para os produtos, os quais evidenciam o mesmo processo produtivo, assim como características económicas semelhantes. Adicionalmente, a revisão do IAS 1 – Apresentação de demonstrações financeiras, em vigor também a partir daquela data, introduziu alterações de terminologia e na apresentação e divulgação da informação financeira. No entanto, a revisão da norma não teve qualquer impacto sobre os resultados reportados pelo Grupo.

3. ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS, ESTIMATIVAS E ERROS FUNDAMENTAIS

Durante o primeiro trimestre de 2009 não ocorreram alterações de políticas contabilísticas relativamente às utilizadas na preparação e apresentação das demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, nem foram reconhecidos erros materiais relativos a períodos anteriores.

4. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais e proporção do capital efectivamente detido em 31 de Março de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, são as seguintes:

Percentagem efectiva
do capital alheio
31 de Março 31 de Dezembro
Denominação social Sede de 2009 de 2008
Lisgráfica Barcarena Mãe Mãe
Gestigráfica- Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. Barcarena 100 100
Grafilis - Reprodução e Artes Gráficas, S.A. Barcarena 100 100

5. VENDAS POR NATUREZA

Nos trimestres findos em 31 de Março de 2009 e 2008, as vendas detalham-se como segue:

31 de Março de
2008
31 de Março de
2009
(Contas
individuais)
Revistas 4.280.159 2.123.197
Jornais e suplementos 1.903.123 54.085
Catálogos e folhetos 1.594.640 1.347.029
Listas 357.633 -
Outros 128.861 159.276
8.264.416 3.683.587

Durante os trimestres findos em 31 de Março de 2009 e 2008, as vendas realizaram-se essencialmente no mercado nacional.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 31 DE MARÇO DE 2009 (Montantes expressos em Euros)

6. CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS

Nos trimestres findos em 31 de Março de 2009 e 2008, esta rubrica apresenta o seguinte detalhe:

31 de Março de
2008
31 de Março de (Contas
2009 individuais)
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 2.991.175 1.726.500
Mercadorias vendidas 5.243 69.161
2.996.418 1.795.661

7. RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos trimestres findos em 31 de Março de 2009 e 2008, têm a seguinte composição:

31 de Março de
2008
31 de Março de (Contas
2009 individuais)
Custos financeiros:
Juros suportados (a) 676.945 96.777
Descontos de pronto pagamento concedidos 2.318 270
Outros custos financeiros (b) 171.617 22.454
850.880 119.501
Proveitos financeiros:
Juros obtidos (c) 70.122 35
Outros proveitos financeiros 877 -
70.999 35
Resultados Financeiros 779.881 119.466

(a) Em 31 de Março de 2009, esta rubrica inclui essencialmente custos suportados com empréstimos obtidos e leasings.

(b) Em 31 de Março de 2009, esta rubrica inclui essencialmente custos suportados com garantias bancárias e comissões de gestão bancária.

(c) Em 31 de Março de 2009, esta rubrica inclui 70.086 Euros obtidos de entidades relacionadas (Nota 16).

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 31 DE MARÇO DE 2009 (Montantes expressos em Euros)

8. RESULTADOS POR ACÇÃO

O resultado consolidado líquido negativo básico e diluído por acção em 31 de Março de 2009 e 2008 foi de 2,9483 e 0,3016, respectivamente.

31 de Março de
2009
31 de Março de
2008
(Contas
individuais)
Resultado:
Resultado atribuível a accionistas maioritários para efeito de cálculo
do resultado líquido por acção básico e diluido (resultado líquido do período) (2.149.152) (102.098)
Número de acções:
Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo
do resultado líquido por acção básico e díluido 728.942 338.500
Resultado por acção:
Básico (2,9483) (0,3016)
Díluido (2,9483) (0,3016)

9. ACTIVOS INTANGÍVEIS

As variações na rubrica de activos intangíveis resultam do efeito das amortizações do período findo em 31 de Março de 2009.

10. ACTIVOS TANGÍVEIS

As variações na rubrica de activos tangíveis resultam, essencialmente, do efeito das amortizações do período findo em 31 de Março de 2009.

11. OUTROS ACTIVOS NÃO CORRENTES

Em 31 de Março de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tinha a seguinte composição:

31 de Março de 2009 31 de Dezembro de 2008
Valor
nominal
Perdas de
imparidade
Valor
líquido
Valor
nominal
Perdas de
imparidade
Valor
líquido
Rasográfica (Nota 16)
Gestprint - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A.
8.876.627 - 8.876.627 8.503.260 - 8.503.260
("Gestprint") (Nota 16) 2.424.847 - 2.424.847 2.424.322 - 2.424.322
Depósitos a prazo (a) 134.711 - 134.711 152.672 - 152.672
Títulos e outras aplicações financeiras 99.760 (99.760) - 99.760 (99.760) -
11.535.945 (99.760) 11.436.185 11.180.014 (99.760) 11.080.254

(a) Em 31 de Março de 2009, os depósitos a prazo encontravam-se condicionados, essencialmente, à libertação das garantias bancárias solicitadas no âmbito do procedimento extrajudicial de conciliação.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 31 DE MARÇO DE 2009 (Montantes expressos em Euros)

12. CAIXA E SEUS EQUIVALENTES

Em 31 de Março de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, a discriminação de caixa e seus equivalentes constantes na demonstração de fluxos de caixa, e a reconciliação entre o seu valor e o montante de disponibilidade constante no balanço naquelas datas, é como segue:

31 de Março de
2009
31 de Dezembro de
2008
Numerário 6.200 6.349
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 781.342 679.890
787.542 686.239
Descobertos bancários (Nota 14) (7.133.653) (3.408.364)
(6.346.111) (2.722.125)

A rubrica de caixa e equivalentes a caixa compreende os valores de caixa, depósitos imediatamente mobilizáveis e depósitos a prazo com vencimento a menos de três meses, para os quais o risco de alteração de valor é insignificante.

13. CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL A ACCIONISTAS

Composição de capital: Em 31 de Março de 2009, o capital social da Empresa, no valor de 3.644.709 Euros, encontra-se totalmente subscrito e realizado, sendo composto por 728.942 de acções com o valor nominal de cinco cêntimos de Euros cada.

Em 31 de Março de 2009, o capital social da Empresa era detido pelos seguintes accionistas:

Contas individuais (POC) Contas consolidadas (IFRS)
Nº de acções Percentagem Nº de acções Percentagem
Rasográfica 95.196.607 50,99% 371.688 50,99%
Gesprint 73.558.468 39,40% 287.203 39,40%
Outros, inferiores a 10% do capital 17.491.545 9,61% 70.051 9,61%
186.246.620 100,00% 728.942 100,00%

O número de acções considerado nas contas consolidadas (728.942) foi determinado de forma a atingir as mesmas percentagens de participação detidas pelos accionistas no capital social da Empresa, conforme reflectido nas demonstrações financeiras individuais.

Reserva legal: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal, até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

Reserva de reavaliação: Esta rubrica resulta da reavaliação do imobilizado corpóreo efectuada nos termos da legislação aplicável. De acordo com a legislação vigente e as práticas contabilísticas seguidas em Portugal, estas reservas não são distribuíveis aos accionistas podendo apenas, em determinadas circunstâncias, ser utilizadas em futuros aumentos do capital e cobertura de resultados transitados negativos.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 31 DE MARÇO DE 2009 (Montantes expressos em Euros)

14. EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

Em 31 de Março de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tinha a seguinte composição:

31 de Março de 2009 31 de Dezembro de 2008
Não Não
Correntes correntes Correntes correntes
Empréstimos bancários (a) 7.490.147 5.955.694 7.204.403 6.308.404
Outros empréstimos (b) 2.111.144 4.447.007 2.091.144 4.826.354
Descobertos bancários (c) 7.133.653 - 3.408.364 -
Factoring (d) 8.413.669 - 7.391.068 -
Letras descontadas (e) 2.693.188 - 2.667.331 -
Cheques pré-datados (f) 906.758 - 692.075 -
28.748.559 10.402.701 23.454.385 11.134.758

(a) Em 31 de Março de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, o detalhe dos empréstimos bancários era como se segue:

31 de Março de 2009 31 de Dezembro de 2008
Não Não
Correntes correntes Correntes correntes
Banco Comercial Português, S.A. ("BCP") (i) 360.367 2.265.189 617.778 2.007.778
Banco Espírito Santo, S.A. ("BES") (ii) - 1.098.557 - 1.098.557
Banco Português do Investimento, S.A. ("BPI") (iii) 125.004 20.818 125.004 52.069
BCP (iv) 78.870 2.571.130 - 2.650.000
BCP (v) 500.000 - - 500.000
BCP (vi) 1.169.596 - 1.169.596 -
BCP (vii) 1.040.505 - 1.040.505 -
Barclays Bank, S.A. (viii) 1.000.000 - 1.000.000 -
Caixa Geral de Depósitos, S.A. (ix) 748.600 - 748.600 -
BES (x) 491.240 - 496.240 -
Banco Internacional do Funchal, S.A. ("Banif") (xi) 16.277 - 65.806 -
Caixa Económica Montepio Geral, S.A. (xii) 500.000 - 450.000 -
Banif (xiii) 446.103 - 450.000 -
Contas correntes caucionadas (xiv) 1.013.585 - 1.040.874 -
7.490.147 5.955.694 7.204.403 6.308.404
  • (i) Financiamento concedido pelo BCP no montante de 2.780.00 Euros, amortizável em 54 prestações mensais de 51.481 Euros, com início em 19 de Setembro de 2009 e términos em 19 de Dezembro de 2012. Em 31 de Março de 2009 foi renegociado um prazo de carência de seis meses com inicio nesta data. Em 31 de Março de 2009, o montante em dívida ascendia a 2.625.556 Euros, dos quais 2.265.189 Euros se vencem a médio e longo prazo. Vence juros à taxa Euribor a 1 mês acrescida de 1,5%.
  • (ii) Empréstimo que corresponde a duas linhas de conta-corrente caucionada com o BES sem plano de amortização contratado no valor de 1.098.557 Euros com as seguintes particularidades:
  • Linha de 596.257 Euros taxa de referência: Euribor a 30 dias acrescida de 4,25%
  • Linha de 502.300 Euros taxa de referência: Euribor a 90 dias acrescida de 4,75%

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 31 DE MARÇO DE 2009 (Montantes expressos em Euros)

  • (iii) Financiamento concedido pelo BPI no montante inicial de 500.000 Euros, amortizável em 48 prestações mensais, sendo as primeiras 47 no montante de 10.417 Euros e a última de 10.401 Euros, com início em 1 de Junho de 2006 e términos em 1 de Maio de 2010. Em 31 de Março de 2009 o montante em dívida ascendia a 145.822 Euros dos quais 20.818 Euros se vencem a médio e longo prazo.
  • (iv) Financiamento concedido pelo BCP no montante de 2.650.000 Euros, com carência de capital de um ano e após esse período, o capital será amortizável em 168 prestações mensais com inicio em 15 de Novembro de 2009 e termino em 15 de Novembro de 2023. Em 31 de Março de 2008 o montante em dívida ascendia a 2.650.000 euros, dos quais 2.571.130 Euros se vencem a médio e longo prazo. Vence juros à taxa Euribor a 1 mês acrescida de 2%.
  • (v) Financiamento concedido pelo BCP em 12 de Dezembro de 2008, no montante de 500.000 Euros, com vencimento em 12 de Dezembro de 2009. Vence juros à taxa Euribor a 1 mês acrescida de 2%.
  • (vi) Este empréstimo, vence juros à taxa Euribor a 3 meses acrescida de 1,75% e destina-se a apoio de tesouraria.
  • (vii) Este empréstimo, vence juros à taxa Euribor a 1 mês acrescida de 2% e resulta da reestruturação de parte do passivo bancário.
  • (viii)Este empréstimo vence juros à taxa Euribor a 1 mês acrescida de 1,5% e destina-se a apoio à tesouraria.
  • (ix) Este empréstimo vence juros à taxa Euribor a 3 meses acrescida de 1,75% e destina-se a apoio de tesouraria.
  • (x) Este empréstimo vence juros à taxa Euribor a 6 meses acrescida de 1,625% e destina-se a financiar fornecimentos obtidos do estrangeiro.
  • (xi) Este empréstimo vence juros à taxa Euribor a 3 meses acrescida de 2% e destina-se a apoio de tesouraria.
  • (xii) Este empréstimo vence juros à taxa Euribor a 3 meses acrescida de 2% e destina-se a apoio de tesouraria.
  • (xiii)Este empréstimo vence juros à taxa Euribor a 3 meses acrescida de 1,25% e destina-se a financiar fornecimentos obtidos do estrangeiro.
  • (xiv)Estes montantes correspondem a contas correntes caucionadas que vencem juros a taxas normais de mercado, tendo sido classificados consoante o seu prazo de vencimento.

Em 31 de Março de 2009, o plano de reembolso dos empréstimos bancários é conforme segue:

2009 7.490.147
2010 638.596
2011 617.778
2012 617.778
2013 e seguintes 4.081.542
13.445.841

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 31 DE MARÇO DE 2009 (Montantes expressos em Euros)

(b) Em 31 de Março de 2009, estes empréstimos tinham a seguinte composição:

31 de Março de 2009
Correntes Não correntes
Papel comercial (i) 1.823.761 3.752.500
IAPMEI (ii) 287.383 694.507
2.111.144 4.447.007

(i) O papel comercial vence juros a taxas normais de mercado. O plano de reembolso do papel comercial é o seguinte:

2009 1.703.761
2010 2.142.500
2011 520.000
2012 560.000
2013 650.000
5.576.261
  • (ii)Esta rubrica corresponde a um subsídio reembolsável obtido no âmbito do Pedip II (Contrato nº S/95/703) recebido nos exercícios de 1996 e 1998 no total de 5.167.207 Euros e corresponde a 94,72% do incentivo contratado e o respectivo contrato tem um plano de reembolso de nove prestações semestrais, iniciando-se 24 meses após cada utilização. Até 31 de Julho de 2005, a Empresa amortizou 3.155.529 Euros e encontrava-se em dívida 2.011.678 Euros, o qual foi objecto de uma garantia bancária de 610.688 Euros (Nota 17). A Empresa mantém também um depósito a prazo de 185.602 Euros cuja movimentação está condicionada à redução da referida garantia. Em 31 de Julho de 2005, a Empresa obteve aprovação do IAPMEI para o pedido formulado de inclusão da dívida no procedimento extrajudicial de conciliação, tendente ao seu pagamento num plano de oitenta e quatro prestações mensais e iguais de 23.948 Euros, sem juros vencidos e com juros vincendos à taxa de 2,5% por ano, o qual foi iniciado em Setembro de 2005. Em 31 de Março de 2009, o valor em dívida ascendia a 981.890 Euros dos quais 694.507 Euros se vencem a médio e longo prazo.
  • (c) Os descobertos bancários são facilidades concedidas por diversas instituições bancárias destinadas a suprir necessidades pontuais de tesouraria e vencem juros a taxas correntes de mercado (Nota 12).
  • (d) O saldo desta rubrica corresponde a financiamentos em regime de factoring com recurso, que vencem juros a taxas normais de mercado para operações similares.
  • (e) O saldo desta rubrica corresponde a saques sobre terceiros descontados e não vencidos, que vencem juros a taxas normais de mercado para operações similares.
  • (f) A rubrica de cheques pré-datados no valor de 906.758 Euros inclui cheques de clientes para liquidação de facturas, os quais foram objecto de desconto junto da banca. Em 31 de Março de 2009, a Empresa tinha contratadas duas linhas de descontos de cheques, as quais se detalham:
  • Banco Português de Negócios, plafond de 400.000 Euros, vence juros à taxa Euribor a 3 meses acrescida de 2%;
  • Banco Comercial Português, plafond de 600.000 Euros, vence juros à taxa Euribor a 1 mês acrescida de 1,375%.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 31 DE MARÇO DE 2009 (Montantes expressos em Euros)

15. FORNECEDORES E CONTAS A PAGAR

Em 31 de Março de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tinha a seguinte composição:

31 de Março de 2009 31 de Dezembro de 2008
Passivos
correntes
Passivos
não correntes
Passivos
correntes
Passivos
não correntes
Fornecedores, conta corrente 14.931.319 576.447 15.413.657 765.448
Fornecedores, titulos a pagar 2.544.273 - 2.607.662 -
Fornecedores, facturas em recepção e conferência 22.377 - 179.377 -
Fornecedores de imobilizado, titulos a pagar 311.395 - 670.104 -
Credores por locações (a) 4.490.298 3.166.421 4.869.135 3.462.126
Contas a pagar:
Rappel a liquidar 540.745 - 507.944 -
Remunerações a liquidar 1.601.246 - 1.228.114 -
Juros a liquidar 762.031 - 710.376 -
Fornecimentos e serviços externos 325.596 - 458.207 -
Outros custos e perdas 83.116 - 108.355 -
25.612.396 3.742.868 26.752.931 4.227.574

(a) Em 31 de Março de 2009, a Empresa tinha contas a pagar por locações financeiras de 12.756.725 Euros, deduzidos de adiantamentos já pagos por conta no montante de 5.942.023 Euros, dos quais 9.108.444 Euros estão classificados a médio e longo prazo por se vencerem a mais de um ano. O valor das rendas vincendas de contratos de locação financeira tem o seguinte detalhe:

2009 e primeiro trimestre 2010 3.648.281
2010 e primeiro trimestre 2011 2.253.388
2011 e primeiro trimestre 2012 643.212
2012 e primeiro trimestre 2013 672.033
2013 e primeiro trimestre 2014 700.967
2014 e seguintes 4.838.844
9.108.444
Adiantamentos (a) (5.942.023)
Total médio e longo prazo 3.166.421

(a) A Empresa celebrou um contrato de sublocação com a Gestprint para a aquisição do equipamento de impressão "Rotativa 10", pelo valor inicial de 7.928.073 Euros (Nota 16), com o prazo de 8 anos, vencendo juros à taxa anual de 6,816% e tendo sido definido um valor residual de 2.400.000 Euros. Adicionalmente, decorrente deste contrato de sublocação, a Empresa procedeu ao pagamento à Gestprint de 1.528.073 Euros e 4.413.950 Euros, correspondente ao adiantamento do valor de retoma e a cauções, respectivamente (Nota 16). Estes adiantamentos vencem juros à taxa média de financiamento da Empresa.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 31 DE MARÇO DE 2009 (Montantes expressos em Euros)

16. SALDOS E TRANSACÇÕES COM EMPRESAS RELACIONADAS

Os saldos em 31 de Março de 2009 e 31 de Dezembro de 2008 e as transacções efectuadas com empresas relacionadas excluídas da consolidação, nos exercícios findos naquelas datas, são os seguintes:

31 de Março de 2009
Saldos Transacções
Outros activos
não correntes
(Nota 11)
Credores por
locação financeira
(Nota 15)
Fornecimentos
e serviços externos
Proveitos e
ganhos financeiros
(Nota 7)
Rasográfica (a)
Gestprint (b)
8.876.627
2.424.847
-
(1.986.050)
167.832
-
70.086
-
11.301.474 (1.986.050) 167.832 70.086
31 de Dezembro de 2008
Saldos Transacções
Outros activos
não correntes
(Nota 11)
Credores por
locação financeira
(Nota 15)
Fornecimentos
e serviços externos
Custos e
perdas financeiras
Proveitos e
ganhos financeiros
Rasográfica (a) 8.503.620 - 447.552 - 102.069
Gestprint (b) 2.424.322 (1.986.050) 25.000 44.000 85.260
10.927.942 (1.986.050) 472.552 44.000 187.329

Os termos ou condições praticados com a Rasográfica e Gestprint são substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis.

  • (a) Em 31 de Março de 2009, a Lisgráfica tem contas a receber da Rasográfica, de 8.876.627 Euros, das quais 1.509.200 Euros estão titulados por uma letra descontada numa instituição financeira e 1.405.000 Euros decorre de cauções prestadas ao abrigo do contrato de arrendamento das instalações de Campo Raso, propriedade da Rasográfica. O saldo remanescente de 5.962.427 Euros vence juros à taxa média de financiamento da Lisgráfica e será reembolsado entre Julho de 2010 e Junho de 2015, através do reembolso em prestações trimestrais. Os 167.832 Euros correspondem a rendas das instalações de Campo Raso. A rubrica de proveitos e ganhos financeiros corresponde aos juros a receber relativos aos saldos a receber desta entidade.
  • (b) Em 31 de Março de 2009, a Lisgráfica tem um saldo a receber da Gestprint, de 2.424.847 Euros, que vence juros à taxa média de financiamento da Empresa, encontrando-se em curso a definição de um plano de reembolso pelo que foi registado a médio e longo prazo. Adicionalmente, a Empresa possui um contrato de sublocação com a Gestprint no valor de 7.928.073 Euros para a aquisição de equipamento de impressão (Nota 15), tendo já efectuado adiantamentos ao abrigo daquele contrato de 5.942.023 Euros. A rubrica de proveitos e ganhos financeiros corresponde aos juros a receber relativos aos saldos a receber desta entidade.

Os saldos e transacções entre empresas incluídas no perímetro de consolidação foram anulados no processo de consolidação (Nota 4).

Atendendo à estrutura de governação do Grupo e ao processo de tomada de decisão, o Grupo apenas considera "pessoal chave da gerência" o Conselho de Administração da Lisgráfica, uma vez que as principais decisões relacionadas com a sua actividade são tomadas por este.

Durante o trimestre findo em 31 de Março de 2009, não foram atribuídos benefícios de longo prazo ou pagamentos em acções aos membros do Conselho de Administração. Adicionalmente, foram pagas indemnizações por rescisões contratuais a estes de 32.138 Euros.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 31 DE MARÇO DE 2009 (Montantes expressos em Euros)

17. ACTIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES

Em 31 de Março de 2009, o Grupo tinha prestado diversas garantias, nomeadamente garantias bancárias a terceiros, de acordo com o seguinte detalhe:

Garantia bancária - Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (a) 3.397.244
Garantia bancária - ESAF - Espírito Santo Activos Financeiros (b) 2.795.456
Garantia bancária - Direcção Geral de Impostos (a) 1.648.394
Garantia bancária - Direcção Geral de Impostos (c) 1.207.971
Garantia bancária - IAPMEI (d) 610.688
Garantia bancária - EDP Serviço Universal (e) 180.767
Garantia Bancária - Câmara Municipal de Almada (f) 7.320
9.847.840
  • (a) Garantia prestada no âmbito do procedimento extrajudicial de conciliação.
  • (b) Garantia prestada no âmbito do aluguer das instalações da Empresa.
  • (c) Garantia prestada no âmbito da dívida relativa a liquidação adicional efectuada pela Administração Fiscal referente ao exercício de 2004.
  • (d) Garantia prestada no âmbito do subsídio reembolsável obtido junto do IAPMEI (Nota 14).
  • (e) Garantia prestada no âmbito do contrato de fornecimento de electricidade por garantia bancária.
  • (f) Garantia prestada a cliente no âmbito de acordo comercial.

Em 31 de Março de 2009, existiam empréstimos bancários, contratos de locação financeira, dívidas com fornecedores e dívidas ao Estado, garantidos por penhor mercantil sobre alguns equipamentos até 1.500.000 Euros, 3.870.423 Euros, 270.767 Euros e 3.000.000 Euros, respectivamente.

18. COMPROMISSOS ASSUMIDOS

18.1. Compromissos para a aquisição de imobilizações fixas

Em 31 de Março de 2009 não existem compromissos assumidos com a compra de activos tangíveis.

18.2. Locações operacionais

Em 31 de Março de 2009, as locações operacionais existentes respeitam essencialmente a viaturas cujos prazos de locação são de 4 anos e à locação das instalações, cujo contrato foi celebrado em 20 de Julho de 2004 com o Espírito Santo Activos Financeiros, SGPS, S.A. ("ESAF") pelo prazo inicial de 15 anos, com opção de renovação, bem como de revisão da área locada. Sublinha-se que as responsabilidades futuras poderão ser significativamente reduzidas, caso as áreas objecto do contrato em apreço venham a ser parcialmente desafectadas, no quadro de um projecto imobiliário conduzido pelo ESAF em apreciação na Câmara Municipal de Oeiras.

No trimestre findo em 31 de Março de 2009, os custos incorridos incluídos na rubrica "Fornecimentos e serviços externos" relativos a contratos de locação operacional ascenderam a, aproximadamente, 656.000 Euros.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 31 DE MARÇO DE 2009 (Montantes expressos em Euros)

Em 31 de Março de 2009, as responsabilidades futuras do Grupo com contratos de locação operacional vencem-se como segue:

2009 e primeiro trimestre 2010 1.458.231
2010 e primeiro trimestre 2011 1.843.026
2011 e primeiro trimestre 2012 1.809.549
2012 e primeiro trimestre 2013 1.800.000
2013 e primeiro trimestre 2014 1.759.839
2014 e seguintes 8.118.580
16.789.225

Em 31 de Março de 2009, as responsabilidades da Empresa a fornecedores de imobilizado provenientes de contratos de locação operacional com vencimento superior a 5 anos ascendiam a 8.118.580 Euros.

Adicionalmente, a Empresa suporta custos anuais no montante de 671.328 Euros referentes ao contrato de arrendamento das instalações de Campo Raso cujo término ocorre em finais de 2012.

Queluz de Baixo, 31 de Maio de 2009

O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Manuel Ramos Gaspar Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão – Presidente

Jaime Luciano Marques Baptista da Costa

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