Quarterly Report • Aug 29, 2008
Quarterly Report
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CAPITAL SOCIAL: 9.334.831 EUROS SEDE: CASAL DE SANTA LEOPOLDINA, QUELUZ DE BAIXO NÚMERO ÚNICO DE MATRÍCULA E PESSOA COLECTIVA - 500 166 587
Casal de Santa Leopoldina 2730-053 BARCARENA
Capital Social: 9.334.831 €
Número Único de Matrícula e Pessoa Colectiva 500166587
| Presidente: | Jorge Manuel Sénica Galamba Marques |
|---|---|
| Vice-Presidente: | Manuel Guilherme Pardal Monteiro Magalhães |
| Secretário: | João Paulo Malhadas Teixeira |
| Presidente: | Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão |
|---|---|
| Vice-Presidente: | Jaime Luciano Marques Baptista da Costa |
| Vogais: | António Pedro Marques Patrocínio |
| José Pedro Franco Brás Monteiro | |
| José Luis André Lavrador |
| Presidente: | Óscar Quinta, Canedo da Mota & Pires Fernandes, SROC, representada |
|---|---|
| por | |
| Óscar José Alçada da Quinta, (ROC nº 731) | |
| Vogais: | José Manuel Varandas Marques |
| Filipa Cordeiro | |
| Suplente: | Isabel Maria Soeiro Nazaré Camacho |
Deloitte & Associados, SROC, S.A., inscrita na CMVM sob o nº 231, representada por Paulo Jorge Duarte Galvão André, (ROC nº 979)
Nos termos da Lei, e, designadamente, no art. 246º do Código das Sociedades Comerciais e do Regulamento 00/11, com a redacção dada pelo Regulamento 00/24 da CMVM, submetemos à apreciação de V. Exas. o Relatório de Gestão, o Balanço e a Demonstração de Resultados Consolidados reportados a 30 de Junho de 2008.
Toda a informação constante deste Relatório e das Demonstrações Financeiras em que está suportado respeitam à actividade e resultados das Empresas do Grupo durante o primeiro semestre do exercício.
O "Grupo Lisgráfica" é constituído pela LISGRÁFICA - Impressão e Artes Gráficas, S.A. e Empresas Subsidiárias e tem como actividade principal a impressão de Revistas, Jornais e Publicações Similares.
As empresas incluídas na consolidação, a sua actividade, data de constituição, respectivas sedes e proporção do capital detido pelo Grupo, em 30/06/2008 são as seguintes:
| Empresa | Data de Constituição Actividade |
Sede | % Capital | ||
|---|---|---|---|---|---|
| Lisgráfica, S.A. | Impressão de Revistas e Jornais | 27-12-1973 | Queluz de Baixo | - | |
| Subsidiárias | |||||
| Grafilis, S.A. | Composição, Fotolito, Montagem | 18-10-1984 | Queluz de Baixo | 100,00% | |
| Gestigráfica, SGPS, SA | Gestão de Participações Sociais | 02-02-1993 | Queluz de Baixo | 100,00% |
As empresas subsidiárias, Grafilis - Reprodução e Artes Gráficas, S.A. e Gestigráfica – SGPS, S.A. foram incluídas na consolidação pelo método da integração global, de acordo com o estabelecido na alínea a) do artigo 1º do Dec – Lei 238/91, de 2 de Julho.
Apesar de a apresentação das Contas Consolidadas não concorrer com informação e dados relevantes para os Senhores Accionistas e para o Mercado, e a despeito da imaterialidade do impacto das Empresas Subsidiárias, vai a Empresa continuar a apresentar no semestre em apreço Contas Consolidadas à luz das Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS), dando assim satisfação às recomendações dimanadas da CMVM em ordem ao cumprimento da legislação em vigor.
a) Em finais de Dezembro de 2007 foi divulgado um Comunicado ao mercado informando ter sido aprovado pelos Conselhos de Administração da Lisgráfica e da Heska um projecto de fusão por incorporação, mediante transferência global do património da Heska para a Lisgráfica.
O Projecto, divulgado nos termos acima referidos, foi aprovado em Assembleias Gerais de Accionistas das duas Empresas em 15/02/08, sendo que a fusão projectada ficou condicionada à obtenção de autorizações das entidades de supervisão, designadamente, a obtenção de declaração pela CMVM da derrogação do dever de lançamento de oferta pública de aquisição que viesse a resultar da fusão para a sociedade incorporada, autorizações entretanto obtidas em 8 de Abril de 2008.
Como consequência, a fusão foi concretizada e o respectivo pedido de registo averbado na Conservatória do Registo Comercial, produzindo efeitos práticos a partir de 1 de Maio de 2008, seguindo-se o pedido de admissão à cotação em primeiro mercado das novas acções.
A incorporação da Heska na Lisgráfica implicou um aumento de capital da Lisgráfica no montante de 4.334.831 euros mediante a emissão de 86.696.620 novas acções, com o valor nominal de 0,05 euros por acção, considerando a relação de troca de 256,12 novas acções da Lisgráfica por cada acção representativa do capital social da Heska.
Em resultado de tal aumento de capital a Rasográfica, que entretanto adquirira fora de Bolsa 8,5 milhões de acções da Lisgráfica, passou a deter maioria qualificada, traduzida na posse de 95.196.620 acções representativas de 51% do capital da Lisgráfica.
No seguimento da operação foi tomado um conjunto de deliberações na Assembleia Geral de accionistas realizada em 20 de Maio de 2008, designadamente, alargar o Conselho de Administração com a inclusão de dois novos e manutenção dos restantes membros até ao final do mandato, alteração dos Estatutos da Sociedade e autorização ao Conselho de Administração para a aquisição e alienação de acções próprias dentro de determinadas condições.
Concretizada a fusão, foi extinta a sociedade Heska e nas respectivas instalações passou a operar a unidade de Campo Raso da Lisgráfica, tendo-se iniciado a deslocalização de equipamentos, efectivos e demais meios de Campo Raso para Queluz de Baixo no sentido de concentrar a totalidade da operação nas instalações da Lisgráfica em Queluz de Baixo e, assim, obter as economias de escala e concentrar sinergias, pressupostos assumidos no projecto de fusão.
Em resultado da operação de fusão por incorporação concretizada no início de Maio, transitaram para as contas da Lisgráfica os valores activos e passivos que à data de 30/04/08 constavam das contas da Heska e, em consequência, incrementados os Capitais Próprios da Lisgráfica em cerca de 1,223 milhões de Euros.
b) Na sequência da operação imobiliária concretizada com o ESAF em Julho de 2004, continua em desenvolvimento um projecto de desenvolvimento imobiliário visando as áreas não necessárias à operação industrial, cujo estudo prévio deu já entrada na Câmara Municipal de Oeiras, que aguarda decisão e que determinará a desafectação dos lotes não necessários à operação
industrial; a decisão que recair sobre tal projecto terá impacto no montante da renda face à comercialização dos lotes que vierem a ser autorizados, havendo manifestação de interesse de vários candidatos aos lotes que vierem a ser aprovados.
A pedido da Lisgráfica e tendo em consideração que a apreciação e decisão da CMO sobre o projecto imobiliário pode demorar ainda algum tempo a ESAF aceitou ajustar o valor da renda, com efeitos a partir da renda de Maio de 2008, o que implicou uma redução de custo de cerca de 200 mil Euros/ano.
c) No seguimento da celebração do Contrato entre a Lisgráfica e o Grupo Sojornal, envolvendo a impressão do Expresso (1º Caderno e Caderno de Economia), bem como Suplementos Comerciais, Courier Internacional e Jornal de Letras, contrato duradouro, renovável e que tem associada a obrigação de instalação de equipamento de impressão adequado por parte da Lisgráfica, foi iniciada a instalação de uma rotativa Goss de 64 páginas no parque de máquinas da Lisgráfica e estão em curso os testes de impressão, prevendo-se que a rotativa esteja em condições de operar no final do terceiro trimestre do corrente ano.
Este equipamento foi adquirido pela Gestprint, empresa com a qual a Lisgráfica celebrou um contrato de sublocação em Setembro de 2007.
d) Alargou-se a produção de Folhetos/Catálogos para o mercado espanhol nomeadamente para as cadeias Media Market e Mestre Maco.
Para melhor compreensão da actividade desenvolvida pelas empresas incluídas nestas Contas Consolidadas passamos a comentar.
A actividade do Departamento poderá ser ilustrada através dos quadros abaixo:
| 1º Semestre/2008 | 1º Semestre/2007 |
|---|---|
| 1.058.210 | 979.825 |
Produção das Rotativas (Mil Cadernos 16 Pág.)
Constatamos um acréscimo de produção das Rotativas de 78 milhões de cadernos, em relação a período homólogo de 2007, equivalente a cerca de 8%, compreendendo a impressão de Listas Telefónicas a quatro cores e contemplando a produção verificada em Maio e Junho da Unidade de Campo Raso.
A Linha de Produção de Ponto Arame registou um crescimento de cerca de 15 milhões de exemplares (10%), enquanto na Capa Colada a produção registou um crescimento de cerca de 3,5 milhões de cadernos, situando-se no semestre nos 12 milhões de cadernos.
Por seu turno, o acabamento de Listas Telefónicas representou, durante o semestre, cerca de 2 milhões de volumes, mantendo um nível semelhante ao ano anterior.
A produção comparada refere-se à produção de Listas até três cores e indicia uma redução de 39 milhões de cadernos (40%).
Verificou-se no semestre uma produção total de 2,9 milhões de volumes, para um plano editorial que comporta cerca de 6,5 milhões de livros/ano.
| 1º Semestre/2008 | 1º Semestre/2007 |
|---|---|
| 58.458 | 97.431 |
Produção de Listas ( Mil Cadernos 16 Pág. )
Em matéria de Listas Telefónicas, cumpre-se o programa de impressão fixado pelo Editor, tendo vindo a acentuar-se, em resultado da política editorial e de distribuição do Editor, a redução de tiragens e a consequente redução de facturação.
Estuda-se, em conjunto com o Editor, a melhor solução para uma eventual mudança de formato de algumas Listas Regionais, com vista a optimizar consumos de papel e custos de impressão.
Terminando no final do ano de 2009 o actual contrato de impressão a dez anos, celebrado com Páginas Amarelas, foi a Lisgráfica convidada a apresentar candidatura à impressão de Listas Telefónicas para o ano de 2010 e seguintes aguardando-se a tomada de posição do Editor face a tal proposta.
As Vendas comparadas do 1º semestre de 2008, versus período homólogo de 2007, ventiladas por grandes famílias de Produtos evoluíram então do seguinte modo:
| Famílias (Unid. Milhar de €) | 2008 | 2007 | Variação (+/-) |
|---|---|---|---|
| Revistas | 6.769,9 | 9.603,0 | (2.833,1) |
| Suplementos | 3.836,4 | 3.338,7 | 497,7 |
| Catálogos / Folhetos | 3.098,2 | 3.842,2 | (744,0) |
| Listas | 1.278,1 | 1.391,1 | (113,0) |
| Unidade de Campo Raso (Maio e Junho) | 3.149,0 | 0 | 3.149,0 |
| NOTA: valores em milhares de Euros. | 18.131,6 | 18.175,0 | (43,4) |
A análise por Famílias regista desvios favoráveis de 498 mil euros em "Suplementos" e de 3.149 mil euros na "Unidade de Campo Raso" e desvios desfavoráveis em "Revistas", "Catálogos/Folhetos" e "Listas Telefónicas" de, respectivamente, 2,8 milhões de euros, 744 mil euros e 113 mil euros.
O desvio desfavorável registado em "Revistas" resulta da perda de alguns títulos periódicos e da redução de actividade por parte dos editores face à conjuntura e à quebra do investimento publicitário, a par do efeito de pressão sobre os preços que os editores vêm utilizando como forma de contrariar as suas dificuldades naturais.
O desvio favorável registado em "Suplementos" reflecte o crescimento da produção deste tipo de produto, incorporando o efeito do contrato celebrado com a Sojornal.
O desvio desfavorável registado em "Folhetos/Catálogos", traduz as alterações verificadas no mercado da Grande Distribuição.
Tendo em conta as tiragens de tais trabalhos e ainda que as margens líquidas desta operação sejam esmagadas, e impliquem na generalidade dos casos investimento antecipado em papel, esta Família determina ocupação significativa de capacidade e volumes de facturação interessantes, pelo que continua a ser um nicho ao qual se dedica particular atenção.
Na Família "Listas Telefónicas" o desvio desfavorável de cerca de 113 mil Euros não é significativo e deriva apenas de um ajustamento do plano editorial de Páginas Amarelas, ainda que se venha assistindo nos últimos anos a uma política de distribuição mais selectiva a que corresponde uma redução de tiragens.
No caso da performance originada na "Unidade de Campo Raso" a comparação torna-se inútil uma vez que não constava do perímetro de Consolidação no ano anterior.
| LISGRÁFICA | ||||
|---|---|---|---|---|
| (Unid. – Euros) | Jun/07 | Jun/08 | ||
| Activo Total | 63.712.948 | 74.157.707 | ||
| Passivo Total | 59.641.040 | 76.634.034 | ||
| Capital Próprio | 4.071.908 | (2.476.327) | ||
| Resultados Líquidos | (1.253.021) | (2.116.245) | ||
| Vendas Líquidas | 17.161.188 | 17.566.583 | ||
| EBITDA - € | 1.768.871 | 2.618.472 | ||
| EBITDA - % | 10 % | 15% |
A sociedade Grafilis tem por objecto a actividade de pré-impressão compreendendo as fases de composição, fotografia, selecção de cores e preparação de fotolitos para posterior impressão.
A actividade da Grafilis terminou em 2005.
Esta empresa Holding entrou no Universo do "Grupo" em meados do exercício de 1999, operação levada a cabo por razões estratégicas, e não desenvolveu qualquer actividade neste semestre.
| GESTIGRÁFICA | ||||
|---|---|---|---|---|
| (Unid. – Euros) | Jun/07 | Jun/08 | ||
| Activo Total | 13.430.604 | 12.421.563 | ||
| Passivo Total | 55.547 | 47.876 | ||
| Capital Próprio | 13.375.057 | 12.373.687 | ||
| Resultados Líquidos | (228) | (85) | ||
| Vendas Líquidas | 0 | 0 |
Em anexo juntam-se o Balanço e a Demonstração de Resultados Consolidados em 30 de Junho de 2008, bem como o Anexo a tais Demonstrações Financeiras.
De salientar que as contas de Junho de 2008 incluem 2 meses de custos e proveitos da unidade fabril de Campo Raso, pelo que a comparação entre 2008 e 2007 deverá ter em conta este facto.
Operando no 1º semestre em conjuntura económica desfavorável os Proveitos Operacionais Consolidados aumentaram 669 mil euros, situando-se nos 18.481 mil euros.
A nível de Vendas verificou-se um desvio global de cerca de 43 mil Euros (0,23%). No entanto, se considerarmos o efeito da dedução de rappel - que representou 565 mil euros no 1º semestre de 2008 contra 1.014 mil euros no semestre homólogo de 2007- as Vendas Líquidas de rappel do 1º semestre de 2008 atingem 17.567 mil euros, contra 17.161 mil euros no 1º semestre de 2007, ou seja, um crescimento positivo de 406 mil euros (+2,4%).
Aos valores de Vendas acima assinalados haverá que adicionar os Proveitos Suplementares/Operacionais relevados no período, que representaram cerca de 914 mil Euros, contra 651 mil Euros em semestre homólogo de 2007.
Da consolidação de todo o tipo de Proveitos Operacionais (Vendas de Produtos e Serviços/Proveitos Suplementares/Outros proveitos Operacionais) resulta que no primeiro semestre de 2008 estes atingiram 18.481 mil Euros, contra 17.812 mil Euros em semestre homólogo de 2007.
Apesar do reforço de aplicação de medidas tendentes ao controlo rigoroso dos custos e à sua adequação às novas condições de laboração, observou-se um agravamento de Custos Operacionais, face a período homólogo.
Os Custos Operacionais cresceram cerca de 1.319 mil euros. As rubricas em que o impacto é mais evidente são o Custo das Mercadorias Vendidas e Consumidas – 688 mil euros (matérias primas e subsidiárias), reflectindo a maior incorporação de papel, em especial no núcleo de Campo Raso, Fornecimentos e Serviços Externos – 465 mil euros (subcontratos e outros FSE´s) e Custos com Pessoal – 341 mil euros.
Os Proveitos Financeiros registam um decréscimo de 185 mil euros face a Junho de 2007; esta variação resulta de, no ano transacto, ter ocorrido um proveito com a reversão do ajustamento (provisão) em Participações Financeiras, facto que não se repetiu em 2008.
Os custos financeiros registam um agravamento de €47 mil resultante do aumento gradual das taxas de juro em cerca de 1 ponto percentual.
Face ao desempenho dos proveitos e custos, os Resultados Líquidos Consolidados no final do semestre são negativos de € 2.116.245, contra € 1.253.021, também negativos, no período homólogo anterior. Para este facto contribuiu o comportamento dos Resultados Operacionais que se agravaram em 650 mil euros, mantendo-se assim negativos em € 726.873 contra os € 76.785 negativos em igual período do ano anterior. A recessão da facturação nos 3 primeiros meses de 2008 é a principal responsável por este resultado, uma vez que no segundo trimestre se inverteu a tendência de resultados negativos, tendo em Maio e Junho sido positivos.
Os Resultados Financeiros apresentam também uma redução de 232 mil euros devido ao aumento dos custos financeiros e à redução dos Proveitos Financeiros em 185 mil euros.
A Autonomia Financeira, já influenciada do efeito tributário e da operação de fusão ocorrida no semestre, é de (3,3%) contra o valor registado em Dezembro de 2007 de (2,8%) e 6,4% em Junho do ano anterior.
A fusão determinou um incremento dos Activos Líquidos em cerca de 15.489 mil euros, conjugado com um aumento do passivo de 14.266 mil euros e com o impacto positivo do valor dos Capitais Próprios em 1.223 mil euros.
O cash-flow consolidado gerado no semestre é de 380 mil euros que compara com os 1.442 mil euros no período homólogo como consequência da degradação dos resultados líquidos em 863 mil euros e da redução das Amortizações/Perdas por Imparidade em 200 mil euros.
Durante o semestre em análise, o desinvestimento efectuado atingiu 126 mil Euros e o investimento 2.098 mil Euros, ressaltando como variações mais significativas as seguintes:
Desinvestimento (Valor liquido de Reintegrações)
| Equipamento Básico Equipamento Administrativo |
99 mil Euros 22 mil Euros |
|---|---|
| Investimento | |
| Fusão por Incorporação da Heska (Valor Líquido de Reintegrações) |
1.203 mil Euros |
| Imobilizações em Curso | 796 mil Euros |
O desinvestimento ocorrido no mesmo período, resulta de regularizações (abates/alienações) de cerca de 6,267 milhões de Euros, cujas reintegrações acumuladas representam 6,140 milhões de Euros.
Os acréscimos mais significativos, ocorridos no período, estão ligados a despesas incorridas com a instalação da Rotativa 10, com a montagem do Sistema de Corte em Linha Gammerler, com uma grande reparação no Incinerador Épsilon e com alterações à Rede Informática (Imobilizações em Curso).
As reintegrações praticadas no semestre, no tocante a Imobilizações Técnicas, representaram cerca de 2.232 mil Euros.
Tais variações implicaram que o Activo Imobilizado Bruto Técnico se tenha fixado, em 30 de Junho de 2008, em 124,7 milhões de Euros.
Foram cumpridos os Serviços da Dívida inerentes aos Empréstimos de financiamento com plano de reembolso contratado o que implicou um esforço financeiro, em termos de amortização de capital, de cerca de 2,6 milhões de Euros e 438 mil Euros de juros, ao mesmo tempo que foram liquidadas emissões de Papel Comercial representativas em termos de capital de cerca de 92 milhares de Euros e, a título de juros cerca de 226 mil Euros.
No quadro do Acordo PEC assinado com o IAPMEI foram satisfeitas pela Empresa, durante o primeiro semestre do exercício, prestações representativas de 665 mil Euros, repartidos por 578 mil Euros de capital e 87 mil Euros de juros de mora/compensatórios.
O valor do esforço ligado a regularização de Passivo Financeiro representou, em consequência, no semestre, cerca de 4 milhões de Euros.
No âmbito da operação de arrendamento das instalações à ESAF a Lisgráfica suportou, no semestre, um valor de rendas rondando 1,5 milhões de Euros.
Tendo em consideração as responsabilidades contratadas com a Banca, decorrentes de investimentos realizados nos exercícios anteriores e ainda no quadro decorrente da operação de fusão recentemente concretizada, dos pressupostos em que a
mesma assentou e da projecção dos resultados esperados de tal iniciativa, decidiu a gestão prosseguir os contactos com as Instituições Financeiras (Bancos e Locadoras) no sentido de reescalonar o calendário de serviço da dívida exigível nos anos 2008/2011, com vista a ajustar o esforço financeiro de tais exercícios, aos meios libertos esperados nesse período decorrendo negociações tendentes ao reescalonamento dos Programas de Papel Comercial, Contratos de Empréstimo e/ou Contas Correntes Caucionadas e Contratos de Locação Financeira, vistos agora numa perspectiva consolidada.
No 2º semestre do exercício completar-se-á a deslocalização da Unidade de Campo Raso com a transferência de meios de produção para Queluz e a tomada de medidas tendentes à absorção de meios sobrantes estimando-se que, no final do exercício, estará concluída a fusão operacional e criadas as condições para que a "nova unidade" esteja a funcionar nas condições ideais de forma a serem atingidos os objectivos estratégicos que estiveram na base da operação.
Paralelamente, o desenvolvimento do projecto imobiliário permitirá a venda/arrendamento dos lotes aprovados com reflexo directo na redução da renda actual e partilha das mais-valias que se estimam vir a ocorrer, admitindo-se que a situação evolua até ao final do exercício.
Instalada e testada a nova Rotativa existe forte convicção de que no 2º semestre estará a mesma em condições de operar com performances ao nível esperado, garantindo produtividades que satisfaçam todas as partes envolvidas.
Mesmo tendo em conta o habitual crescimento da actividade na segunda metade do exercício, admitimos que a continuidade da presente conjuntura económica não permitirá mais do que a redução progressiva dos resultados negativos.
As políticas de redução de custos e desperdícios que estão a ser implementadas, associadas a um aumento de produtividade da capacidade instalada, deverão conduzir, no próximo exercício à inversão da situação negativa.
Tendo em conta as recomendações constantes do Regulamento da CMVM 07/2001 de 20 de Dezembro, bem como todas as recomendações constantes de documentos posteriores e as regras sobre governance dimanadas entretanto da CMVM a LISGRÁFICA dá conta, nas alíneas seguintes, dos seus procedimentos nos aspectos mais relevantes.
5.1.1. O Conselho de Administração, alargado a cinco membros por deliberação tomada em Assembleia Geral de accionistas realizada em 20 de Maio de 2008, funciona de forma colegial, reportando a ele, através da Comissão Executiva criada em 20 de Maio de 2008, sete Direcções de Serviços: Comercial, Produção, Financeira, Recursos Humanos, Aprovisionamento, Qualidade, Ambiente e Segurança e Serviços de Suporte, conforme ilustrado no Organigrama que figura abaixo e está em vigor desde aquela data.
Através da delegação de competências na Comissão Executiva, o Conselho define os vectores de concretização da acção estratégica global, que visa a criação de mais valor da empresa pela prestação de serviços de qualidade, de prazos curtos, preços competitivos, grande atenção aos clientes e às suas necessidades, e, por outro lado, a utilização de tecnologia moderna e capaz de aumentar a produtividade.
O Conselho reúne mensalmente, com carácter formal.
5.1.3. A Comissão Executiva recebeu, por delegação do Conselho de Administração, um conjunto de competências relacionadas com a gestão corrente da sociedade, nele se compreendendo todos os poderes necessários ou convenientes à prossecução do objecto social e ao exercício da actividade da sociedade.
Tais competências estão elencadas no Anexo ao Regulamento da Comissão Executiva, aprovado em reunião de Conselho de Administração de 20/05/08.
A composição da Comissão Executiva, cujo mandato decorre entre 20/05/08 e 31/12/2010, é composta pelos administradores:
A Comissão Executiva reúne, por convocação do seu Presidente, por sua iniciativa ou a requerimento de quaisquer dois dos seus membros, sempre que o exijam os interesses da Sociedade e, pelo menos, uma vez por mês.
5.1.4. Evolução da cotação das acções
A evolução da cotação das acções ao longo do 1º semestre do exercício de 2008 tendo em conta, designadamente, a emissão de acções ou de outros valores mobiliários que dêem direito à subscrição ou aquisição de acções e o anúncio de resultados está ilustrada no gráfico abaixo, que evidencia crescimento no 1º trimestre do ano - variação entre 31/12/07 cotando a 0,10/acção e 31/03/08, cotando a 0,15/acção - para regresso aos 0,10/acção em 30/06/08, passando sucessivamente por valores de 0,14 em 30/04/08 e 0,13 em 30/05/08.
É nosso entendimento que a evolução das cotações ao longo do tempo estará mais ligada às características do mercado accionista periférico e à baixa liquidez do mesmo do que à política de distribuição de dividendos e ao valor da empresa.
Como política de princípio pode dizer-se que existe a intenção de distribuir lucros quando e sempre que for possível sem com isso afectar a segurança económicofinanceira da empresa.
A Lisgráfica não adquiriu, no período, quaisquer acções próprias mantendo, na sua carteira, as 52.213 acções próprias que detinha no final do exercício anterior.
Em finais de Dezembro de 2007 foi divulgado um Comunicado ao mercado informando ter sido aprovado pelos respectivos Conselhos de Administração um projecto de fusão por incorporação, mediante transferência global do património da Heska para a Lisgráfica.
A incorporação da Heska na Lisgráfica implicou um aumento de capital da Lisgráfica no montante de 4.334.831 euros mediante a emissão de 86.696.620 novas acções, com o valor nominal de 0,05 euros por acção, considerando a relação de troca de 256,12 novas acções da Lisgráfica por cada acção representativa do capital social da Heska.
5.1.5. Não existe plano de atribuição de acções ou de exercício de opções.
Não houve qualquer negócio ou operação entre a sociedade e os membros dos seus Órgãos Sociais e/ou titulares de participações qualificadas ou sociedades que se encontrem em relações de domínio ou de grupo.
5.1.6. Gabinete de Apoio ao Investidor: O serviço de apoio ao Investidor é realizado pelo administrador designado Representante para as relações com o Mercado, ao qual cabe atender os Accionistas.
O acesso é efectuado através de marcação prévia por telefone ou através do endereço electrónico [email protected], especialmente criado para o efeito.
Por outro lado, no cumprimento das obrigações e recomendações vigentes quanto à informação a prestar ao Mercado, a Lisgráfica tem a preocupação de comunicar todos os factos relevantes da sua actividade ao longo do ano, em Comunicados para a CMVM.
O Representante para o Mercado é o Senhor Dr. José Luís André Lavrador.
A Lisgráfica tem um sítio na Internet que contém as informações obrigatórias sobre a Sociedade, designadamente as de carácter financeiro (Relatórios e Contas, Convocatórias, Notas Informativas, Pacto Social, Órgãos Sociais, etc.) bem como as Normas sobre o Governo da Sociedades.
O endereço electrónico do sítio é www.lisgrafica.pt
5.1.7. Os Estatutos da Sociedade prevêem no seu Artigo 12º que a remuneração dos corpos sociais seja fixada pela Assembleia Geral, podendo assumir a forma de ordenado fixo, percentagem nos lucros ou outros benefícios, em conjunto ou apenas em algumas dessas modalidades.
A Assembleia Geral poderá delegar os poderes acima referidos numa Comissão de Vencimentos por ela própria eleita para exercer funções durante um período de quatro anos.
Nesse sentido se pronunciou a Assembleia Geral realizada em 20/05/08, delegando a competência para a atribuição de remunerações aos corpos sociais até ao final do quadriénio 2007/2010 numa Comissão de Vencimentos composta pelos Senhores Dr. António Pedro Pinto de Ruella Ramos e Dr. Manuel Luís Lemos Ribeiro.
As remunerações pagas/atribuídas no semestre foram:
| Remuneração do Conselho de Administração | Euros 132.319 |
|---|---|
| ------------------------------------------ | --------------- |
Remunerações ao Conselho Fiscal Euros 15.000
A remuneração colectiva do órgão de administração foi de Euros 132.319, tendo apenas componente fixa.
A qualificação do desempenho, quer do órgão de administração, quer do órgão de fiscalização é feita anualmente em Assembleia Geral não estando regulamentada qualquer ligação entre a remuneração e o desempenho.
5.1.8. Não ocorreram quaisquer pagamentos por outras sociedades em relação de domínio ou grupo.
Os estatutos da LISGRÁFICA são simples e deixam à lei em vigor uma eficácia quase total não havendo qualquer regra estatuária que afaste ou dificulte o voto, nomeadamente o exercício do direito de voto por correspondência.
O voto por correspondência está previsto no artigo 10º dos estatutos, recentemente alterados, e o seu exercício consta expressamente na convocatória das Assembleias Gerais, passando a reger-se nos seguintes termos:
" Os Senhores accionistas terão direito a um voto por cada 2.500 acções que detenham, e podem votar por correspondência devendo, neste caso, a declaração de voto (que deve indicar os pontos da ordem de trabalhos a que respeita) ser enviada para a sede social em sobrescrito fechado e dirigido ao presidente da mesa da assembleia-geral, de forma a ser recebido até às 17 horas do dia anterior ao da reunião. O escrutínio dos votos recebidos por correspondência será feito no início da reunião, devendo os mesmos ser apresentados pelo Secretário da Sociedade, que assegurará a sua confidencialidade, seguindo-se em tudo o mais o prescrito nas Recomendações de 26 de Fevereiro de 2001 pela CMVM".
Estabelece o nº 2 do artigo 10º que" os votos exercidos por correspondência valem como votos negativos relativamente a propostas de deliberação apresentadas ulteriormente à emissão do voto";
E prevê o nº 3 do mesmo artigo que "poderá, porém, excepcionalmente, a Assembleia Geral deliberar autorizar a emissão de votos até ao máximo de cinco dias seguintes ao da realização da assembleia, caso em que o cômputo definitivo dos votos é feito até ao oitavo dia posterior ao da realização da assembleia assegurando-se a divulgação imediata do resultado da votação."
Não existe um modelo para o exercício do direito de voto por correspondência, mas também não foi ainda necessário, isto é, nenhum Accionista o solicitou até à data, e não existe ainda possibilidade de exercício de voto por meios electrónicos.
A antecedência exigida para o depósito ou bloqueio das acções para a participação na assembleia-geral está estabelecida nos estatutos, e é dois dias, após a recente alteração, dando eco às recomendações da CMVM. No que diz respeito ao voto por correspondência, o prazo exigido para a sua recepção está incluído na convocatória atrás reproduzida: o voto deve ser enviado de forma a ser recebido até às 17 horas do dia anterior ao da reunião, estando portanto este prazo dentro das recomendações da CMVM.
A cada 2.500 acções cabe um voto (nº 3 do artigo 9º do Pacto Social )
5.3.1. Não existe qualquer código de conduta específico para a Lisgráfica ou outros regulamentos internos.
5.3.2. O controlo é efectuado periodicamente por auditorias externas (actualmente e para o quadriénio 2007/2010 o Auditor Externo, entidade que acumula funções com as de Revisor Oficial de Contas externo ao Conselho Fiscal, é a Delloite & Associados, SROC, S.A., entidade inscrita na CMVM) e, mensalmente, pelo Conselho Fiscal, que revê, controla e fiscaliza os documentos, procedimentos e circuitos, realizando reuniões mensais com a Administração, a quem reporta os resultados das suas acções.
Para além disto, e em mais detalhe e frequência, a Administração, no exercício das suas funções, controla o cumprimento de indicadores sectoriais que hajam sido estabelecidos como referências/metas indicativas de eficiência dos vários Serviços.
5.3.3. Não há limites ao exercício do direito de voto, nem direitos especiais de qualquer accionista, salvo os previstos expressamente nos Estatutos da Empresa.
5.3.4. Existe um contrato de gestão entre a accionista Gestprint, S.A. e a Lisgráfica, contemplando a forma de remuneração pelos serviços de gestão, cujas cláusulas têm sido ratificadas nas sucessivas Assembleias Gerais da Lisgráfica
5.4.1. O Conselho de Administração, cujo limite de membros é de sete, conforme recente alteração do pacto social, é actualmente composto pelos seguintes elementos, com mandato conferido em Assembleia Geral de accionistas de 20/05/08 para o quadriénio de 2007/2010:
Presidente: Dr. Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão
Vice-Presidente: Dr. Jaime Luciano Marques Baptista da Costa
Vogais: Eng.º António Pedro Marques Patrocínio
Dr. José Pedro Franco Brás Monteiro
Dr. José Luís André Lavrador
Existe, desde 20/05/08, uma Comissão Executiva com atribuições delegadas e definidas pelo Conselho de Administração em Regulamento próprio.
Do elenco acima são administradores não executivos os Senhores Dr. José Pedro Franco Brás Monteiro e Dr. José Luís André Lavrados.
Não existem administradores independentes. Os vogais do Conselho de Administração Eng.º António Pedro Marques Patrocínio e Dr. José Luís André Lavrador não têm interesse, participação ou relações especiais com os accionistas que detêm posição maioritária na sociedade.
Apenas o vogal Dr José Pedro Braz Monteiro desempenha funções de administrador não executivo e é accionista da Gestprint, enquanto os administradores Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão e Jaime Luciano Marques Baptista da Costa sejam accionistas da Rasográfica empresa que detém maioria qualificada na sociedade.
5.4.2. Outras funções em Empresas relacionadas:
5.4.4. O Conselho de Administração reúne, regularmente, 1 vez por mês e a Comissão executiva reúne, formalmente, pelo menos uma vez por mês.
A Lisgráfica cumpre, de uma maneira geral, as recomendações da CMVM, com excepção, salvo erro e/ou omissão, os seguintes pontos:
-RECOMENDAÇÃO II-2: Não há qualquer limitação ao exercício do direito de voto, mas os estatutos da sociedade estabelecem um prazo de 2 dias de antecedência do depósito ou bloqueio das acções para a participação em assembleia-geral.
A votação por correspondência é possível mas nunca foram solicitados boletins de voto para o exercício por correspondência; quando tal acontecer o exercício do direito de voto não será prejudicado.
-RECOMENDAÇÃO II-7: Não existem comissões de controlo internas com a atribuição de competências na avaliação da estrutura e governo societários, mas esta avaliação é feita permanentemente pelo próprio Conselho de Administração.
-RECOMENDAÇÃO II-9: A remuneração dos membros do Conselho de Administração é indicada de forma agregada. Na verdade, por um lado, a informação da remuneração individual não diz respeito ao grande público e, quanto aos accionistas, essa informação é do seu conhecimento pois as remunerações são fixadas em Assembleia Geral ou por delegação na Comissão de Vencimentos, devendo acrescentar-se, ainda, a sua disponibilidade para acatar no tocante a tais recomendações designadamente os seguintes pontos:
(i) Tomando boa nota da recomendação respeitante à inclusão de administradores não executivos, a que passou a ser dada satisfação após o alargamento do Conselho de Administração a sete membros, e criação da Comissão Executiva, a partir de 20 de Maio de 2008.
(ii) Registamos a recomendação relativa ao dever de inclusão de membros independentes;
(iii) Já na assembleia-geral realizada em 30/05/07 foi aprovada a alteração de estatutos da sociedade de forma a cumprir a recomendação sobre política de remunerações e na assembleia-geral de 20/05/08 foi tal recomendação levada à prática com a designação de uma comissão de vencimentos encarregada de fixar as remunerações dos corpos sociais.
(iv) Não existem nos estatutos, nem noutra área da sociedade, quaisquer regras diferentes das legais sobre a nomeação e substituição dos membros do órgão de administração e a alteração dos estatutos da sociedade
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 4), e no cumprimento expresso e sem reservas de todas as "IAS/IFRS".
Devem entender-se como fazendo parte daquelas normas quer as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS") emitidas pelo International Accounting Standards Board ("IASB"), quer as Normas Internacionais de contabilidade ("IAS") emitidas pelo International Accounting Standards Committee ("IASC") e respectivas interpretações – SIC e IFRIC, emitidas pelos "International Financial Reporting Interpretation Commitee" ("IFRIC") e Standing Interpretation Committee. De ora em diante, o conjunto daquelas normas e interpretações será designado genericamente por "IFRS"
O método de consolidação adoptado pelo Grupo foi o seguinte:
As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo detenha, directa ou indirectamente a maioria dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais, foram incluídas nestas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas são apresentados separadamente no balanço consolidado e na demonstração consolidada dos resultados, na rubrica "Interesses minoritários".
Quando os prejuízos atribuíveis aos interesses minoritários excedem o seu no capital próprio da subsidiária, o Grupo absorve esse excesso e quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os accionistas minoritários tenham a obrigação de cobrir esses prejuízos. Se a subsidiária subsequentemente reportar lucros, o Grupo apropria todos os lucros até que a parte minoritária dos prejuízos absorvidos pelo Grupo tenha sido recuperada.
Os activos e passivos de uma subsidiária são mensurados pelo respectivo justo valor na data de aquisição. Qualquer excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos activos líquidos identificáveis é registado como Diferença de consolidação. Nos casos em que o custo de aquisição seja inferior ao justo valor dos activos líquidos identificados, a diferença apurada é registada como ganho na demonstração dos resultados do exercício em que ocorre a aquisição. Os interesses de accionistas minoritários nas empresas controladas são apresentados pela respectiva proporção do justo valor dos activos e passivos identificados.
Os resultados das subsidiárias adquiridas ou vendidas durante o exercício estão incluídos nas demonstrações dos resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua alienação.
As transacções e saldos significativos entre as empresas incluídas na consolidação foram eliminados no processo de consolidação. As mais-valias decorrentes da alienação de empresas participadas, efectuadas dentro do Grupo, são igualmente anuladas.
Sempre que necessário são efectuados ajustamentos às demonstrações financeiras das empresas subsidiárias tendo em vista a uniformização das respectivas políticas contabilísticas com as do Grupo.
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação, organizados e elaborados segundo as disposições do normativo contabilístico vigente em Portugal (Plano Oficial de Contabilidade e Directrizes Contabilísticas da Comissão de Normalização Contabilística), ajustados para dar cumprimento às Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IAS/IFRS") efectivas para os exercícios iniciados em 1 de Janeiro de 2005.
Os princípios de consolidação estão em linha com os IFRS e encontram-se detalhados pormenorizadamente na Nota 2 do Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas em 30 de Junho de 2008.
O Grupo adoptou as Normas Internacionais de relato Financeiro pela primeira vez em 2005, aplicando para o efeito o IFRS1, sendo a data de transição para efeitos da apresentação destas demonstrações financeiras 1 de Janeiro de 2004.
Os principais ajustamentos efectuados nas demonstrações financeiras do semestre em análise em resultado da conversão para as IFRS são, como segue.
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2008 não ocorreram alterações de políticas contabilísticas, face àquelas consideradas na preparação da informação financeira comparativa apresentada.
As estimativas efectuadas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data de preparação das demonstrações financeiras consolidadas. No entanto, em resultado de incertezas inerentes à actividade, a base dos valores estimados é baseada na última informação fiável disponível. Consequentemente a revisão de uma estimativa de um período anterior não é considerada como um erro. As alterações de estimativas apenas são reconhecidas prospectivamente em resultados e são alvo de divulgação quando o impacto é materialmente relevante.
Quando são identificados erros materiais relativos a períodos anteriores, de acordo com os IFRS, procede-se à correcção retrospectiva da informação comparativa apresentada nas demonstrações financeiras do período em que são identificados.
Nos termos do artigo 245º nº 1 alínea c) do Código dos Valores Mobiliários vem o Conselho de Administração da Lisgráfica, S.A. declarar que as Demonstrações Financeiras Consolidadas correspondentes à prestação de contas da Empresa relativas ao 1º semestre do exercício de 2008 foram elaboradas em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da sociedade e que o Relatório de Gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, o desempenho e a posição financeira da mesma e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defronta.
Queluz de Baixo, 14 de Agosto de 2008
O Conselho de Administração
Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão – Presidente
Jaime Luciano Marques Baptista da Costa - Vice-Presidente
António Pedro Marques Patrocínio
José Luís André Lavrador
José Pedro Franco Brás Monteiro
| ACTIVO | Notas | 30 de Junho de 2008 |
31 de Dezembro de 2007 |
30 de Junho de 2007 |
|---|---|---|---|---|
| ACTIVOS NÃO CORRENTES: | ||||
| Activos tangíveis | 11 | 35.642.770 | 35.903.882 | 30.095.465 |
| Investimentos em associadas | 35.692 | - | - | |
| Outros activos não correntes | 12 | 16.418.555 | 3.364.533 | 862.148 |
| - | - | 1.986.425 | ||
| 52.097.017 | 39.268.415 | 32.944.038 | ||
| ACTIVOS CORRENTES: | ||||
| Existências | 13 | 2.438.220 | 1.304.728 | 2.549.015 |
| Clientes e contas a receber | 14 | 13.992.915 | 10.735.137 | 17.844.795 |
| Outros activos correntes | 15 | 5.154.159 | 4.640.532 | 7.962.293 |
| Caixa e seus equivalentes | 16 | 168.793 | 159.833 | 2.123.458 |
| Impostos diferidos | 10 | 306.603 | 268.307 | 289.349 |
| 22.060.690 | 17.108.537 | 30.768.910 | ||
| TOTAL DO ACTIVO | 74.157.707 | 56.376.952 | 63.712.948 | |
| CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO | ||||
| CAPITAL PRÓPRIO: | ||||
| Capital | 17 | 9.055.455 | 4.720.624 | 5.000.000 |
| Acções próprias | 17 | (474.121) | (474.121) | (474.121) |
| Diferenças de consolidação | 17 | 67.223 | 67.223 | 67.223 |
| Reservas | 17 | 9.316.599 | 1.071.783 | 1.110.142 |
| Resultados transitados | 17 | (18.325.238) | (221.178) | (378.315) |
| Resultado líquido consolidado do exercício | 17 | (2.116.245) | (6.747.813) | (1.253.021) |
| Total do capital próprio | (2.476.327) | (1.583.482) | 4.071.908 | |
| PASSIVO: | ||||
| PASSIVO NÃO CORRENTE: | ||||
| Empréstimos obtidos | 18 | 8.845.246 | 9.305.179 | 8.024.745 |
| Fornecedores e contas a pagar | 21 | 10.162.546 | 7.301.836 | 5.170.245 |
| Provisões | 19 | 141.252 | 169.069 | 2.200.287 |
| Outros passivos não correntes | 20 | 5.487.811 | 5.282.475 | 5.593.347 |
| Impostos diferidos | 10 | 217.086 | 268.307 | 289.349 |
| 24.853.941 | 22.326.866 | 21.277.973 | ||
| PASSIVO CORRENTE: | ||||
| Empréstimos obtidos | 18 | 22.730.333 | 14.687.331 | 14.893.862 |
| Fornecedores e contas a pagar | 21 | 24.685.096 | 16.642.696 | 18.297.361 |
| Outros passivos correntes | 22 | 4.364.664 | 4.303.541 | 5.171.844 |
| 51.780.093 | 35.633.568 | 38.363.067 | ||
| Total do passivo | 76.634.034 | 57.960.434 | 59.641.040 | |
| TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO | 74.157.707 | 56.376.952 | 63.712.948 |
O anexo faz parte integrante do balanço consolidado em 30 de Junho de 2008.
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
| Notas | 30 de Junho de 2008 |
30 de Junho de 2007 |
|
|---|---|---|---|
| PROVEITOS OPERACIONAIS: | |||
| Vendas | 5 | 17.566.583 | 17.161.188 |
| Outros proveitos operacionais | 6 | 914.242 | 650.884 |
| Total de proveitos operacionais | 18.480.825 | 17.812.072 | |
| CUSTOS OPERACIONAIS: | |||
| Custo das mercadorias vendidas | 7 | (6.387.058) | (5.698.795) |
| Fornecimentos e serviços externos | (4.956.101) | (4.490.489) | |
| Custos com pessoal | 8 | (5.242.187) | (4.900.962) |
| Amortizações | 11 | (2.232.499) | (2.695.257) |
| Provisões e perdas por imparidade | 19 | (263.245) | - |
| Outros custos operacionais | (126.608) | (103.354) | |
| Total de custos operacionais | (19.207.698) | (17.888.857) | |
| Resultados operacionais | (726.873) | (76.785) | |
| RESULTADOS FINANCEIROS: | |||
| Custos e proveitos financeiros, líquidos | 9 | (1.359.999) | (1.127.836) |
| Resultados antes de impostos | (2.086.872) | (1.204.621) | |
| Imposto sobre o rendimento do exercício | 10 | (29.373) | (48.400) |
| Resultado consolidado líquido do exercício | (2.116.245) | (1.253.021) | |
| Atribuível a: | |||
| Accionistas da empresa-mãe | (2.116.245) | (1.253.021) | |
| Resultado por acção | |||
| Básico | 26 | (0,011) | (0,013) |
| Diluído | 26 | (0,011) | (0,013) |
do semestre findo em 30 de Junho de 2008. O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos resultados
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
| Ca ital óp rio ibu íve l ao cci ista s d a E atr p pr s a on mp res a |
|||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ca ital p |
Ac õe ç s óp rias pr |
Dif s d ere nça e lida ão co nso ç |
Re se rva s |
Re sul tad os tra nsi tad os |
Re sul tad o líq uid o |
To tal do ital ca p óp rio pr |
|
| Sa ldo 30 de Ju nho de 20 07 em |
5.0 00 .00 0 |
( 47 4.1 21 ) |
67 .22 3 |
1.1 10 .14 2 |
( 37 8.3 15) |
( 1.2 53 .02 1) |
4.0 71 .90 8 |
| nsf erê Tra nci as |
- | - | - | ( 9) 38 .35 |
38 .35 9 |
- | - |
| De do de ital nto spe sas au me ca p |
( 27 9.3 76 ) |
- | - | - | - | - | ( 27 9.3 76 ) |
| Re sul tad o lí ido lida do do río do qu co nso pe |
- | - | - | - | - | ( 5.4 94 .79 2) |
( 5.4 94 .79 2) |
| Ou ula riza õe tra s r eg ç s |
- | - | - | - | 11 8.7 78 |
- | 11 8.7 78 |
| Sa ldo 31 de De bro de 20 07 em zem |
4.7 20 .62 4 |
( ) 47 4.1 21 |
67 .22 3 |
1.0 71 .78 3 |
( ) 22 1.1 78 |
( 3) 6.7 47 .81 |
( 2) 1.5 83 .48 |
| Mo vim de fus ão r in ão He ska ent os po cor po raç |
4.3 34 .83 1 |
- | - | 8.4 20 .32 8 |
( 11 .53 1.7 59 ) |
- | 1.2 23 .40 0 |
| Tra nsf erê nci as Ap lica ão do ulta do sol ida do do rcíc io ç res con exe |
- | - | - | ( 2) 175 .51 |
17 5.5 12 |
- | - |
| fi ndo 31 de De bro de 20 07 em zem |
- | - | - | - | ( 3) 6.7 47 .81 |
6.7 47 .81 3 |
- |
| Re sul tad o lí ido lida do do río do qu co nso pe |
- | - | - | - | - | ( 2.1 16 .24 5) |
( 2.1 16 .24 5) |
| Sa ldo 30 de Ju nho de 20 08 em |
9.0 .45 55 5 |
( 47 4.1 21 ) |
67 .22 3 |
9.3 16 .59 9 |
( 18 .32 5.2 38 ) |
( 2.1 16 .24 5) |
( 2.4 76 .32 7) |
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada das alterações no capital próprio do semestre findo em 30 de Junho de 2008.
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
A Lisgráfica - Impressão e Artes Gráficas, S.A. ("Empresa" ou "Lisgráfica") tem sede em Queluz de Baixo, foi constituída em 27 de Dezembro de 1973 e tem como actividade principal a impressão de revistas, boletins e listas telefónicas.
Em 21 de Dezembro de 2007, foi aprovada pelo Conselho de Administração e em 15 de Fevereiro de 2008 pela Assembleia Geral de Accionistas, a fusão por incorporação na Empresa, da Heska Portuguesa – Indústrias Tipográficas, S.A. ("Heska") mediante a transmissão global do património desta sociedade, concretizada em 2 de Maio de 2008. A incorporação do património da Heska na Empresa originou um aumento de capital de 4.334.831 Euros, mediante a emissão de 86.696.620 novas acções, com o valor nominal de 0,05 Euros cada, considerando a relação de troca de 256,12 novas acções da Lisgráfica por cada acção representativa do capital social da Heska e um aumento do capital próprio de 1.223.401 Euros (Nota 2).
Adicionalmente, em Fevereiro de 2008, a Rasográfica – Comércio e Serviços Gráficos, S.A. ("Rasográfica"), accionista único da Heska, adquiriu, em transacção fora de bolsa, um total de 8.500.000 acções da Lisgráfica, o que se traduziu em 8,5% do capital social e de direitos de voto desta.
Em resultado destas operações a estrutura accionista da Empresa foi alterada, detendo a Rasográfica 50,99% do capital social da Lisgráfica (Nota 17), pelo que as demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2008 não são comparáveis com as demonstrações financeiras reportadas a 31 de Dezembro de 2007.
O universo empresarial da Lisgráfica ("Grupo") é formado pelas empresas subsidiárias indicadas na Nota 4. As principais actividades do Grupo englobam a impressão de revistas, folhetos e listas telefónicas.
As presentes demonstrações financeiras foram autorizadas para publicação em 14 de Agosto de 2008 pelo Conselho de Administração da Lisgráfica.
As demonstrações financeiras consolidadas condensadas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 4), e foram preparadas utilizando políticas contabilísticas consistentes com os International Financial Reporting Standards ("IFRS") e de acordo com as disposições do IAS 34 – Relato Financeiro Intercalar.
As políticas contabilísticas adoptadas são consistentes com as seguidas na preparação das demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 e referidas no respectivo anexo.
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2008 não ocorreram alterações de políticas contabilísticas, face àquelas consideradas na preparação da informação financeira do exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, nem foram reconhecidos erros materiais relativos a períodos anteriores.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais e proporção do capital efectivamente detido em 30 de Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2007, são as seguintes:
| Percentagem efectiva | |||
|---|---|---|---|
| do capital detido | |||
| 30 de Junho | 31 de Dezembro | ||
| Denominação social | Sede | de 2008 | de 2007 |
| Lisgráfica | Barcarena | Mãe | Mãe |
| GESTIGRÁFICA- Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Gestigráfica") (a) | Barcarena | 100 | 100 |
| GRÁFILIS - Reprodução e Artes Gráficas, S.A. ("Grafilis") | Barcarena | 100 | 100 |
Estas empresas foram incluídas na consolidação pelo método de consolidação integral.
As vendas consolidadas, em 30 de Junho de 2008 e 2007, são como segue:
| 2008 | 2007 | ||
|---|---|---|---|
| Revistas semanais | 3.166.994 | 4.018.171 | |
| Revistas mensais | 5.731.161 | 4.644.560 | |
| Folhetos | 3.244.204 | 3.842.220 | |
| Suplementos | 3.836.376 | 2.782.142 | |
| Listas | 1.279.319 | 1.391.131 | |
| Desperdicios | 308.529 | 482.964 | |
| 17.566.583 | 17.161.188 |
Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2008 e 2007, as vendas realizaram-se essencialmente no mercado nacional.
Nos semestres findos em 30 de Junho de 2008 e 2007, esta rubrica apresenta o seguinte detalhe:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Aluguer de instalações e imputações de custos (a) | 323.325 | 305.135 |
| Trabalhos para a própria empresa (b) | 245.636 | - |
| Imputações de custos (c) | 194.966 | 192.654 |
| Serviços de manutenção (d) | 99.760 | 149.639 |
| Subsidios ao investimento | 41.202 | 41.202 |
| Ganhos em imobilizações corpóreas | 33.656 | - |
| Variação da produção (e) | (141.509) | (37.967) |
| Outros proveitos operacionais | 117.206 | 221 |
| 914.242 | 650.884 |
(a) Nesta rubrica são registados os sub-arrendamentos de parte das suas instalações que estão a ser utilizadas por outras entidades.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Existências finais de produtos e trabalhos em curso (Nota 13) | 194.705 | 94.758 |
| Fusão por incorporação da Heska | 124.382 | - |
| Existências iniciais de produtos e trabalhos em curso (Nota 13) | 211.832 | 132.725 |
| (141.509) | (37.967) |
Nos semestres findos em 30 de Junho de 2008 e 2007, esta rubrica apresenta o seguinte detalhe:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Matérias-primas, subsidiárias e de consumo | 6.374.250 | 5.684.085 |
| Mercadorias vendidas | 12.808 | 14.710 |
| 6.387.058 | 5.698.795 |
O custo das matérias consumidas no semestre findo em 30 de Junho de 2008, foi determinado como segue:
| Mercadorias | Matérias-primas, subsidiárias e de consumo |
Total |
|---|---|---|
| 1.097.526 | ||
| 1.041.072 | ||
| - | 6.498.322 | 6.498.322 |
| 12.808 | (14.525) | (1.717) |
| - | (2.248.145) | (2.248.145) |
| 12.808 | 6.374.250 | 6.387.058 |
| - - |
1.097.526 1.041.072 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
Nos semestres findos em 30 de Junho de 2008 e 2007, os custos com pessoal foram como segue:
| 2008 | 2007 | ||
|---|---|---|---|
| Salários e outras remunerações | 3.856.439 | 3.916.717 | |
| Encargos sobre remunerações | 1.046.572 | 966.745 | |
| Outros | 339.176 | 17.500 | |
| 5.242.187 | 4.900.962 |
Nos semestres findos em 30 de Junho de 2008 e 2007, o número médio de pessoal ao serviço da Empresa foi de 386 e 368 empregados, respectivamente, sendo que no final do semestre findo em 30 de Junho de 2008 o número de pessoal ao serviço era de 476 empregados. A variação resulta essencialmente da operação de fusão ocorrida em 2 de Maio de 2008 com a Heska (Nota Introdutória).
Os outros custos com pessoal incorridos no decorrer do semeste findo em 30 de Junho de 2008 respeitam a indemnizações suportadas com rescisões de contratos de trabalho com 13 colaboradores do Grupo, derivado, essencialmente, do processo de fusão supra referido. Em 30 de Junho de 2008, não existe nenhum plano formal de redução de quadros de pessoal, nem ocorreu a sua divulgação, sendo entendimento do Conselho de Administração que não é necessário registar nenhuma provisão em 30 de Junho de 2008.
Em 30 de Junho de 2008, não existem quaisquer prémios a pagar aos empregados e colaboradores do Grupo relativos ao semestre findo naquela data.
Os custos e proveitos financeiros dos semestres findos em 30 de Junho de 2008 e 2007, têm a seguinte composição:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Custos financeiros: | ||
| Juros suportados | (1.204.348) | (1.192.909) |
| Descontos de pronto pagamento concedidos | (21.288) | (34.170) |
| Diferenças de câmbio desfavoráveis | (549) | (216) |
| Outros custos financeiros (a) | (181.489) | (132.757) |
| (1.407.674) | (1.360.052) | |
| Proveitos financeiros: | ||
| Juros obtidos | 46.385 | 76.578 |
| Diferenças de câmbio favoráveis | - | 342 |
| Rendimentos em participações financeiras | 1.272 | 5.314 |
| Descontos de pronto pagamento obtidos | 18 | 1.627 |
| Reversões de perdas por imparidade de aplicações de tesouraria | - | 148.355 |
| 47.675 | 232.216 | |
| Custos financeiros, líquidos | (1.359.999) | (1.127.836) |
(a) Esta rubrica inclui essencialmente custos suportados com garantias bancárias e comissões de gestão bancárias.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
As empresas incluídas na consolidação encontram-se sujeitas a Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas - IRC à taxa normal de 25%, que pode ser incrementada pela Derrama até à taxa máxima de 1,5% sobre o lucro tributável, resultando numa taxa de imposto agregada de 26,5%.
Nos termos de artigo n.º 81º do Código do IRC a Empresa e as suas participadas encontram-se sujeitas a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000, inclusive, e cinco anos a partir de 2001). Deste modo, as declarações fiscais dos anos de 2005 a 2008, poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2008.
No exercício de 2006 a Empresa foi alvo de liquidações adicionais efectuadas pela Administração Fiscal, essencialmente em sede de IRC, Imposto sobre o Valor Acrescentado ("IVA") e Imposto Municipal sobre Transmissões referentes ao exercício de 2004 de, aproximadamente, 1.195.000 Euros, tendo sido entregues garantias bancárias de 1.207.971 Euros (Nota 25). Durante o primeiro semestre de 2008, foi dado pela Administração Fiscal parecer favorável à reclamação da Empresa relativamente a 249.000 euros incluidos naquele montante, encontrando-se as restantes situações ainda em curso. É convicção do Conselho de Administração de que as restantes liquidações adicionais não têm fundamento, pelo que foram objecto de reclamação.
De acordo com a legislação em vigor, os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. Em 30 de Junho de 2008, os prejuízos fiscais reportáveis ascendiam a, aproximadamente, 17.297.000 Euros, os quais caducam conforme segue:
| 2008 | 6.187.000 |
|---|---|
| 2011 | 939.000 |
| 2012 | 4.440.000 |
| 2013 | 3.241.000 |
| 2014 | 2.490.000 |
| 17.297.000 |
Face à alteração da titularidade em mais de 50% do capital ocorrida no semestre findo em 30 de Junho de 2008, foram solicitadas as devidas autorizações às autoridades competentes para utilização dos prejuízos fiscais reportáveis, não tendo sido ainda obtida resposta.
Os impostos diferidos são calculados com base nas diferenças temporárias entre o montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação. Os impostos diferidos activos e passivos são calculados e periodicamente avaliados às taxas de tributação em vigor, ou anunciadas estarem em vigor, à data expectável da reversão das diferenças temporárias.
Os impostos diferidos activos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que existam diferenças temporárias tributáveis que compensem as diferenças temporárias dedutíveis no período da sua reversão.
No final de cada período é efectuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua utilização futura.
Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do período, excepto se resultarem de valores registados directamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma rubrica.
Em 30 de Junho de 2008 os passivos por impostos diferidos de 217.086 Euros, estão essencialmente relacionadas com mais valias não tributadas deduzidas da parte reinvestida, tendo a Empresa optado por registar activos por impostos diferidos até à concorrência daquele montante. No decorrer do semestre findo em 30 de Junho de 2008, foram reconhecidos activos e passivos por impostos diferidos como segue:
| Activos por impostos diferidos |
Passivos por impostos diferidos |
|
|---|---|---|
| Prejuízos fiscais reportáveis |
Mais valias não tributadas |
|
| Saldo em 31 de Dezembro de 2006 | - | - |
| Aumento | 268.307 | 268.307 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2007 | 268.307 | 268.307 |
O detalhe do Imposto sobre o Rendimento dos semestre findos em 30 de Junho de 2008 e 2007, é o seguinte:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Imposto corrente Imposto diferido so semestre |
29.373 - |
48.400 - |
| 29.373 | 48.400 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2008 e 2007, os movimentos ocorridos nos activos tangíveis, bem como nas respectivas depreciações acumuladas e perdas de imparidade, foram como segue:
| Terrenos, | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| edíficios e | Outras | |||||||
| outras | Equipamento | Equipamento de | Ferramentas e | Equipamento | imobilizações | Imobilizações | ||
| construções | básico | transporte | utensílios | administrativo | corpóreas | em curso | Total | |
| Activo Bruto | ||||||||
| Saldo em 31 de Dezembro de 2007 | 508.261 | 99.926.502 | 1.377.707 | 60.702 | 1.227.868 | 786.780 | 8.869.501 | 112.757.321 |
| Aquisições | - | 79.436 | - | - | 17.461 | 1.940 | 795.772 | 894.609 |
| Efeito da fusão (Nota 2) | 124.111 | 15.924.620 | 821.071 | 51.265 | 365.675 | - | 11.033 | 17.297.775 |
| Alienações e abates | - | (5.939.694) | (262.463) | - | (59.598) | - | (5.231) | (6.266.986) |
| Transferências | - | 3.000 | - | - | - | - | (3.000) | - |
| Saldo em 30 de Junho de 2008 | 632.372 | 109.993.864 | 1.936.315 | 111.967 | 1.551.406 | 788.720 | 9.668.075 | 124.682.719 |
| Depreciações acumuladas e perdas de | ||||||||
| imparidade | ||||||||
| Saldo em 31 de Dezembro de 2007 | (322.370) | (74.137.070) | (1.049.766) | (58.073) | (977.833) | (308.327) | - | (76.853.439) |
| Reforço do exercício | (2.069) | (2.132.520) | (67.172) | (1.594) | (20.944) | (8.200) | - | (2.232.499) |
| Efeito da fusão (Nota 2) | (49.710) | (15.050.667) | (630.225) | (42.445) | (321.559) | - | - | (16.094.606) |
| Reduções por alienações e abates | - | 5.840.264 | 262.463 | - | 37.868 | - | - | 6.140.595 |
| Saldo em 30 de Junho de 2008 | (374.149) | (85.479.993) | (1.484.700) | (102.112) | (1.282.468) | (316.527) | - | (89.039.949) |
| Valor líquido em 30 de Junho de 2008 | 258.223 | 24.513.871 | 451.615 | 9.855 | 268.938 | 472.193 | 9.668.075 | 35.642.770 |
| Terrenos, | Adiantamentos | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| edíficios e | Outras | por conta de | |||||||
| outras | Equipamento | Equipamento de | Ferramentas e | Equipamento | imobilizações | Imobilizações | imobilizações | ||
| construções | básico | transporte | utensílios | administrativo | corpóreas | em curso | corpóreas | Total | |
| Activo Bruto | |||||||||
| Saldo em 31 de Dezembro de 2006 | 508.261 | 102.079.147 | 1.319.839 | 60.282 | 1.311.811 | 789.174 | 134.797 | 41.000 | 106.244.311 |
| Aquisições | - | - | 74.250 | 419 | 2.782 | - | 47.355 | 15.620 | 140.426 |
| Outras regularizações | - | - | (101.071) | - | - | - | - | - | (101.071) |
| Saldo em 30 de Junho de 2007 | 508.261 | 102.079.147 | 1.293.018 | 60.701 | 1.314.593 | 789.174 | 182.152 | 56.620 | 106.283.666 |
| Depreciações acumuladas e perdas de imparidade |
|||||||||
| Saldo em 31 de Dezembro de 2006 | (322.370) | (69.407.633) | (895.224) | (52.276) | (1.018.439) | (294.197) | - | - | (71.990.139) |
| Reforço do exercício | - | (2.564.775) | (93.671) | (2.916) | (25.624) | (8.271) | - | - | (2.695.257) |
| Outras regularizações | - | - | 25.268 | - | - | - | - | - | 25.268 |
| Saldo em 30 de Junho de 2007 | (322.370) | (71.972.408) | (963.627) | (55.192) | (1.044.063) | (302.468) | - | - | (74.660.128) |
| Valor líquido | 185.891 | 30.106.739 | 329.391 | 5.509 | 270.530 | 486.706 | 182.152 | 56.620 | 31.623.538 |
| Activos detidos para venda | 1.528.073 | 1.528.073 | |||||||
| Valor líquido em 30 de Junho de 2007 | 185.891 | 28.578.666 | 329.391 | 5.509 | 270.530 | 486.706 | 182.152 | 56.620 | 30.095.465 |
Em 30 de Junho de 2008, o equipamento básico incluía custos de empréstimos obtidos de 1.586.606 Euros, incorridos em exercícios anteriores, por serem directamente atribuíveis à aquisição de activos tangíveis, essencialmente equipamentos básicos, os quais estão a ser amortizados no período de vida útil dos respectivos activos.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
Em 30 de Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2007, o Grupo mantém os seguintes bens em regime de locação financeira:
| 30 de Junho de 2008 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor | Depreciações | Valor | ||||
| bruto | acumuladas | líquido | ||||
| Equipamento básico | 25.885.241 | (15.330.592) | 10.554.649 | |||
| Equipamento de transporte | 879.685 | (598.328) | 281.357 | |||
| Imobilizações em curso | 8.679.434 | - | 8.679.434 | |||
| 35.444.360 | (15.928.920) | 19.515.440 | ||||
| 31 de Dezembro de 2007 | ||||||
| Valor | Depreciações | Valor | ||||
| bruto | acumuladas | líquido | ||||
| Equipamento básico | 60.686.171 | (45.177.377) | 15.508.794 | |||
| Imobilizações em curso | 8.679.434 | - | 8.679.434 | |||
| Equipamento de transporte | 1.029.539 | (780.742) | 248.797 | |||
| Equipamento administrativo | 79.745 | (73.164) | 6.581 | |||
| Ferramentas e utensilios | 36.617 | (35.854) | 763 | |||
| 70.511.506 | (46.067.137) | 24.444.369 | ||||
O Grupo regista estes bens pelo método financeiro.
Para além dos bens em regime de locação financeira e os referidos na Nota 25, não existem restrições à titularidade de activos tangíveis.
Em 30 de Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2007, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 30 de Junho de 2008 | 31 de Dezembro de 2007 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Perdas de | Perdas de | |||||
| Valor nominal |
valor (Nota 19) |
Valor líquido |
Valor nominal |
valor (Nota 19) |
Valor líquido |
|
| Rasográfica (a) | 7.877.708 | - | 7.877.708 | - | - | - |
| Gestprint - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Gestprint") (Nota 24) (b) |
8.355.245 | - | 8.355.245 | 3.178.931 | - | 3.178.931 |
| Depósitos a prazo (c) | 185.602 | - | 185.602 | 185.602 | - | 185.602 |
| Títulos e outras aplicações financeiras | 99.760 | (99.760) | - | 99.760 | (99.760) | - |
| 16.518.315 | (99.760) | 16.418.555 | 3.464.293 | (99.760) | 3.364.533 |
(a) É convicção do Conselho de Administração de que não decorrerão perdas de realização da conta a receber do accionista maioritário do Grupo, em 30 de Junho de 2008, de 7.877.708 Euros. Esta conta a receber não vence juros nem tem prazo de reembolso definido.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
Em 30 de Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2007, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 30 de Junho de 2008 Perdas de |
31 de Dezembro de 2007 Perdas de |
||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor bruto |
valor (Nota 19) |
Valor líquido |
Valor bruto |
valor (Nota 19) |
Valor líquido |
||
| Matérias primas, subsidiárias e de consumo | 2.248.145 | (4.630) | 2.243.515 | 1.097.526 | (4.630) | 1.092.896 | |
| Produtos e trabalhos em curso | 194.705 2.442.850 |
- (4.630) |
194.705 2.438.220 |
211.832 1.309.358 |
- (4.630) |
211.832 1.304.728 |
|
Em 30 de Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2007, o Grupo não possui inventários dados como garantia pelo cumprimento de passivos.
Em 30 de Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2007, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 30 de Junho de 2008 | 31 de Dezembro de 2007 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Perdas de | Perdas de | |||||
| Valor nominal |
valor (Nota 19) |
Valor líquido |
Valor nominal |
valor (Nota 19) |
Valor líquido |
|
| Clientes | 28.068.868 | (14.075.953) | 13.992.915 | 22.967.468 | (12.232.331) | 10.735.137 |
Em 30 de Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2007, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 30 de Junho de 2008 | 31 de Dezembro de 2007 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Perdas de | Perdas de | |||||
| Valor | valor | Valor | Valor | valor | Valor | |
| nominal | (Nota 19) | líquido | nominal | (Nota 19) | líquido | |
| Devedores diversos | 4.401.193 | (238.036) | 4.163.157 | 5.060.406 | (1.190.922) | 3.869.484 |
| Contas a receber de partes relacionadas (Nota 24) | 9.922 | - | 9.922 | - | - | - |
| Acréscimos e diferimentos | 523.190 | - | 523.190 | 501.539 | - | 501.539 |
| Estado e outros Entes Públicos (Nota 23) | 335.583 | - | 335.583 | 234.076 | - | 234.076 |
| Adiantamentos a fornecedores | 102.307 | - | 102.307 | - | - | - |
| Adiantamentos a fornecedores de imobilizado | 20.000 | 20.000 | 35.433 | 35.433 | ||
| 5.392.195 | (238.036) | 5.154.159 | 5.831.454 | (1.190.922) | 4.640.532 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
Em 30 de Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2007, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 30 de Junho de 2008 | 31 de Dezembro de 2007 | ||
|---|---|---|---|
| Numerário | 35.912 | 15.690 | |
| Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis | 132.881 | 29.256 | |
| Depósitos a prazo (Nota 12) | - | 114.887 | |
| 168.793 | 159.833 | ||
| Descobertos bancários (Nota 18) | (3.553.987) | (3.980.428) | |
| (3.385.194) | (3.820.595) |
A rubrica de caixa e equivalentes a caixa compreende os valores de caixa, depósitos imediatamente mobilizáveis e depósitos a prazo com vencimento a menos de três meses, para os quais o risco de alteração de valor é insignificante.
Composição de capital: Em resultado da operação de fusão ocorrida com a Heska em 2 de Maio de 2008, o capital social da Empresa aumentou em 4.334.831 Euros, mediante a emissão de 86.696.620 novas acções. Assim, em 30 de Junho de 2008, o capital social da Empresa, no valor de 9.334.831 Euros, encontra-se totalmente subscrito e realizado, sendo composto por 186.696.620 de acções com o valor nominal de cinco cêntimos de Euros cada.
Em 30 de Junho de 2008, o capital da Empresa era detido pelos seguintes accionistas:
| Nº de acções | Percentagem | ||
|---|---|---|---|
| Rasográfica | 95.196.620 | 50,99% | |
| Gestprint | 73.558.262 | 39,40% | |
| Outros, inferiores a 10% do capital | 17.941.738 | 9,61% | |
| 186.696.620 | 100,00% |
Em resultado da operação de fusão ocorrida com a Heska no primeiro semestre de 2008, mediante a emissão de 86.696.620 novas acções, a participação da Gestprint reduziu de 82,06% para 43,95% e a Rasográfica passou a deter 46,45% do capital social da Empresa. Adicionalmente, em virtude da venda de 8.500.000 acções operada no decorrer do semestre, por parte da Gestprint à Rasográfica, as partipações destes accionistas, em 30 de Junho de 2008, eram de 39,40% e 50,99% respectivamente.
Reserva legal: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal, até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.
Reserva de reavaliação: Esta rubrica resulta da reavaliação do imobilizado corpóreo efectuada nos termos da legislação aplicável. De acordo com a legislação vigente e as práticas contabilísticas seguidas em Portugal, estas reservas não são distribuíveis aos accionistas podendo apenas, em determinadas circunstâncias, ser utilizadas em futuros aumentos do capital e cobertura de resultados transitados negativos.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
Aplicação de resultados: Conforme deliberado em Assembleia Geral de Accionistas realizada em 20 de Maio de 2008, o prejuízo apurado nas contas individuais do exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, preparadas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que ascendia a 6.843.836 Euros foi aplicado, na sua totalidade, em resultados transitados.
Em 30 de Junho de 2008 o capital próprio da Empresa é negativo em 2.476.327 Euros, sendo-lhe aplicáveis as disposições do artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais. Conforme mencionado no Relatório de Gestão de 30 de Junho de 2008, o Conselho de Administração empreendeu diversas medidas de saneamento financeiro, encontrando-se outras em curso.
Em 30 de Junho de 2008 e 2007, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 30 de Junho de 2008 | 31 de Dezembro de 2007 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Não | Não | ||||
| Correntes | correntes | Correntes | correntes | ||
| Empréstimos bancários (a) | 7.276.511 | 3.275.201 | 2.112.892 | 3.016.443 | |
| Outros empréstimos (b) | 2.093.018 | 5.570.045 | 1.609.883 | 6.288.736 | |
| Descobertos bancários (c) | 3.553.987 | - | 3.980.428 | - | |
| Factoring (d) | 6.117.426 | - | 4.877.439 | - | |
| Letras descontadas (e) | 2.975.312 | - | 2.106.689 | - | |
| Cheques pré-datados (f) | 714.079 | - | - | - | |
| 22.730.333 | 8.845.246 | 14.687.331 | 9.305.179 | ||
(a) Em 30 de Junho de 2008 e 2007, o detalhe dos empréstimos bancários era como segue:
| 30 de Junho de 2008 | 31 de Dezembro de 2007 | |||
|---|---|---|---|---|
| Correntes | Não correntes |
Correntes | Não correntes |
|
| Banco Comercial Português, S.A. ("BCP") (i) | 617.778 | 2.162.222 | - | - |
| Banco Espírito Santo, S.A. ("BES") (ii) | 1.098.557 | - | 1.094.855 | - |
| BCP (iii) | 1.049.596 | - | - | - |
| BCP (iv) | 28.903 | 1.011.602 | 308.889 | 2.471.111 |
| Barclays Bank S.A. ("Barclays") (v) | 1.000.000 | - | - | - |
| Caixa Geral de Depósitos, S.A. (vi) | 748.600 | - | - | - |
| Banco Espírito Santo, S.A. ("BES") (vii) | 505.055 | - | - | - |
| Banco Internacional do Funchal, S.A. ("Banif") (viii) | 434.688 | - | - | - |
| Caixa Económica Montepio Geral, S.A. ("Montepio") (ix) | 350.000 | - | - | - |
| Banif (x) | 290.372 | - | - | - |
| Banco Português de Investimento, S.A. ("BPI") | - | - | 633.812 | 496.550 |
| Outros (xi) | 1.152.962 | 101.377 | 75.336 | 48.782 |
| 7.276.511 | 3.275.201 | 2.112.892 | 3.016.443 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
Em 30 de Junho de 2008, o plano de reembolso dos empréstimos bancários é conforme segue:
| 2008 | 7.276.511 |
|---|---|
| 2009 | 834.766 |
| 2010 | 733.389 |
| 2011 | 733.389 |
| 2012 | 424.500 |
| 2013 | 115.612 |
| 2014 | 115.612 |
| 2015 | 115.612 |
| 2016 | 115.612 |
| 2017 | 86.709 |
| 3.275.201 | |
| 10.551.712 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
(b) Em 30 de Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2007, estes empréstimos tinham a seguinte composição:
| 30 de Junho de 2008 | 31 de Dezembro de 2007 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Correntes | Não correntes | Correntes | Não correntes | ||
| Papel comercial (i) | 1.805.635 | 4.660.000 | 1.322.500 | 5.235.000 | |
| IAPMEI (ii) | 287.383 | 910.045 | 287.383 | 1.053.736 | |
| 2.093.018 | 5.570.045 | 1.609.883 | 6.288.736 |
(i) O papel comercial vence juros a taxas normais de mercado. O plano de reembolso do papel comercial é o seguinte:
| 2008 | 1.805.635 |
|---|---|
| 2009 | 840.000 |
| 2010 | 2.350.000 |
| 2011 | 540.000 |
| 2012 | 605.000 |
| 2013 | 325.000 |
| 4.660.000 | |
| 6.465.635 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
O movimento na conta de provisões nos semestres findos em 30 de Junho de 2008 e 2007, é conforme segue:
| Saldo em 31 de Dezembro de 2006 | 2.230.851 |
|---|---|
| Utilizações | (30.564) |
| Saldo em 30 de Junho de 2007 | 2.200.287 |
| Utilizações | (2.031.218) |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2007 | 169.069 |
| Utilizações | (27.817) |
| Saldo em 30 de Junho de 2008 | 141.252 |
Em 30 de Junho de 2008, as "Provisões" dizem essencialmente respeito a responsabilidades decorrentes de contratos de rescisão de contratos de trabalho.
As reduções verificadas nas provisões correspondem à utilização directa do seu saldo para fazer face a responsabilidades relacionadas com a actividade operacional do Grupo.
O movimento nas contas de perdas por imparidade e de valor no semestre findo em 30 de Junho de 2008, é conforme segue:
| Outros activos não correntes (Nota 12) |
Existências (Nota 13) |
Clientes e contas a receber (Nota 14) |
Outros activos corrrentes (Nota 15) |
Aplicações Tesouraria (Notas 9 e 16) |
Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Saldo em 31 de Dezembro de 2006 | 9.597.730 | 4.630 | 11.523.672 | 148.730 | 319.975 | 21.594.737 |
| Aumentos | - | - | 709.356 | 1.042.192 | - | 1.751.548 |
| Reduções | (100) | - | (697) | - | - | (797) |
| Utilizações | (9.497.870) | - | - | - | (319.975) | (9.817.845) |
| Reclassificações | - | - | - | - | - | - |
| Outras variações | - | - | - | - | - | - |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2007 | 99.760 | 4.630 | 12.232.331 | 1.190.922 | - | 13.527.643 |
| Aumentos | - | - | 216.131 | 47.114 | - | 263.245 |
| Reduções | - | - | - | - | - | |
| Utilizações | - | - | - | (1.000.000) | - | (1.000.000) |
| Outras variações | - | - | 1.627.491 | - | - | 1.627.491 |
| Saldo em 30 de Junho de 2008 | 99.760 | 4.630 | 14.075.953 | 238.036 | - | 14.418.379 |
A variação ocorrida no semestre findo em 30 de Junho de 2008 na rubrica de "Contas a receber", de 1.627.491 Euros, refere-se à incorporação dos ajustamentos da Heska, como consequência da fusão ocorrida em 2 de Maio de 2008 e ao reforço do ajustamento de "contas a receber de clientes" no valor de 216.331 Euros.
A utilização de 1.000.000 Euros ocorrida na rúbrica "Outros activos correntes" resulta da concretização da redução do preço de venda da Heska à Razográfica, realizada em 2004.
As perdas de imparidade estão deduzidas aos valores dos activos.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
Em 30 de Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2007, esta rubrica tinha a seguinte composição e respectivo plano de pagamentos:
| 30 de Junho de 2008 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2011 e | ||||||
| 2009 | 2010 | seguintes | Total | |||
| Estado e outros Entes Públicos - dívidas | ||||||
| integradas em planos de pagamento (Nota 23) | 869.196 | 440.279 | 2.333.759 | 3.643.234 | ||
| Dívida à Sun Chemical | 360.000 | 214.988 | - | 574.988 | ||
| Dívida à Siegwerk | 360.000 | 160.459 | - | 520.459 | ||
| Francisco Baptista | 375.000 | 218.750 | - | 593.750 | ||
| Outros passivos não correntes | 155.380 | - | - | 155.380 | ||
| 2.119.576 | 1.034.476 | 2.333.759 | 5.487.811 | |||
| 31 de Dezembro de 2007 | ||||||
| 2010 e | ||||||
| 2008 | 2009 | seguintes | Total | |||
| Estado e outros Entes Públicos - dívidas | ||||||
| integradas em planos de pagamento (Nota 23) | 869.197 | 869.197 | 2.429.834 | 4.168.228 | ||
| Dívida à Sun Chemical | 311.806 | - | - | 311.806 | ||
| Francisco Baptista | 344.520 | 362.072 | 30.864 | 737.456 | ||
| Outros passivos não correntes | 64.985 | - | - | 64.985 | ||
| 1.590.508 | 1.231.269 | 2.460.698 | 5.282.475 |
No exercício de 2003, a Empresa solicitou ao IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento ("IAPMEI"), Segurança Social e Direcção Geral de Impostos, a instauração de um procedimento extrajudicial de conciliação nos termos do Decreto-Lei nº 316/98, de 20 de Outubro conducente à regularização dos valores vencidos, tendo proposto a regularização das dívidas vencidas à Segurança Social em cento e cinquenta prestações mensais de 29.541 Euros e a regularização das dívidas vencidas de IRS e de IVA em sessenta prestações mensais de 42.892 Euros, e juros vincendos calculados à taxa de 2,5%. O acordo final para a regularização nos termos propostos foi subscrito pelas partes envolvidas em 31 de Julho de 2005, o qual aprova o não pagamento de juros vencidos, dele sendo lavrada acta final nessa data, tendo o seu início ocorrido em Setembro de 2005, ao abrigo do qual a Empresa prestou garantias bancárias ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social e Direcção Geral de Impostos de 3.574.492 Euros e 1.965.393 Euros, respectivamente (Nota 25). O referido procedimento extrajudicial de conciliação tem como pressuposto a consolidação financeira da Empresa, tendo sido acordado um conjunto de obrigações até ao final da execução das medidas.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
Em 30 de Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2007, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 30 de Junho de 2008 | 31 de Dezembro de 2007 | |||
|---|---|---|---|---|
| Passivos | Passivos | Passivos | Passivos | |
| correntes | não correntes | correntes | não correntes | |
| Fornecedores, conta corrente | 14.995.692 | - | 9.639.885 | - |
| Credores por locações financeiras (a) | 5.701.737 | 10.162.546 | 3.537.534 | 7.301.836 |
| Contas a pagar: | ||||
| Rappel a liquidar | 1.227.249 | - | 1.329.769 | - |
| Remunerações a liquidar | 1.782.787 | - | 1.361.577 | - |
| Juros a liquidar | 338.062 | - | 287.273 | - |
| Fornecimentos e serviços externos | 639.569 | - | 486.658 | - |
| 24.685.096 | 10.162.546 | 16.642.696 | 7.301.836 |
(a) O valor das rendas vincendas de contratos de locação financeira tem o seguinte detalhe:
| 30 de Junho de 2008 |
31 de Dezembro de 2007 |
|
|---|---|---|
| 2008 | 5.701.737 | 3.537.534 |
| 2009 | 3.803.608 | 2.356.239 |
| 2010 | 1.703.774 | 1.682.712 |
| 2011 e seguintes | 4.655.164 | 3.262.885 |
| 10.162.546 | 7.301.836 | |
| 15.864.283 | 10.839.370 |
Em 30 de Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2007, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 30 de Junho de 2008 |
31 de Dezembro de 2007 |
|
|---|---|---|
| 1.156.294 | 708.178 | |
| 375.000 | 418.794 | |
| 339.945 | 537.395 | |
| 2.010.556 | 2.107.903 | |
| 482.869 | 531.271 | |
| 4.364.664 | 4.303.541 | |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
Em 30 de Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2007, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 30 de Junho de 2008 | 31 de Dezembro de 2007 | |||
|---|---|---|---|---|
| Saldos | Saldos | Saldos | Saldos | |
| devedores | credores | devedores | credores | |
| (Nota 15) | (Notas 20 e 22) | (Nota 15) | (Notas 20 e 22) | |
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (a) | 328.611 | (26.363) | 231.340 | (76.946) |
| IVA | 6.972 | (335.066) | 2.736 | (348.737) |
| Contribuições para a Segurança Social | - | (642.185) | - | (642.340) |
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares | - | (199.316) | - | (202.219) |
| Dívidas integradas em planos de pagamento (b) | - | (4.512.431) | - | (4.947.028) |
| Outros | - | (28.824) | - | (58.861) |
| 335.583 | (5.744.185) | 234.076 | (6.276.131) |
(a) Os saldos credores de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas apresentam o seguinte detalhe:
| 30 de Junho de 2008 |
31 de Dezembro de 2007 |
|
|---|---|---|
| Estimativa do imposto sobre o rendimento | ||
| do exercício (Nota 10) | (29.373) | (93.671) |
| Retenções efectudas por terceiros | 3.010 | 16.725 |
| (26.363) | (76.946) |
(b) Em 30 de Junho de 2008, as dívidas integradas em planos de pagamento respeitam às incluídas no procedimento extrajudicial de conciliação, das quais 869.197 Euros estão classificadas como correntes (Nota 22), sendo o restante, 3.643.234 Euros, considerado como não correntes (Nota 20).
Os saldos em 30 de Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2007 e as transacções, efectuadas com empresas relacionadas excluídas da consolidação, nos semestres findos em 30 de Junho de 2008 e 2007, são os seguintes:
| 30 de Junho de 2008 | 31 de Dezembro de 2007 | ||
|---|---|---|---|
| Saldos | Saldos | ||
| Outros activos não correntes (Nota 12) |
Outros activos correntes (Nota 15) |
Outros activos não correntes (Nota 12) |
|
| Gestprint | 8.355.245 | 9.922 | 3.178.931 |
| Rasográfica | 7.877.708 | - | - |
| 16.232.953 | 9.922 | 3.178.931 |
| 30 de Junho de 2008 | 30 de Junho de 2007 | |
|---|---|---|
| Transacções | Transacções | |
| Fornecimentos e | Fornecimentos e | |
| serviços externos | serviços externos | |
| Gestprint | 125.000 | 150.000 |
| Rasográfica | 111.888 | - |
| 236.888 | 150.000 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
Os termos ou condições praticados entre a Gestprint são substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis.
A transacção realizada com a Gestprint de 125.000 Euros, corresponde a "fees" de gestão do exercício de 2008 debitados por aquela entidade.
Os saldos e transacções entre empresas incluídas no perímetro de consolidação foram anuladas no processo de consolidação.
Atendendo à estrutura de governação do Grupo e ao processo de tomada de decisão, o Grupo apenas considera "pessoal chave da gerência" o Conselho de Administração da Lisgráfica, uma vez que as principais decisões relacionadas com a sua actividade são tomadas por este.
Em 30 de Junho de 2008, o Grupo tinha prestado diversas garantias, nomeadamente garantias bancárias a terceiros, de acordo com o seguinte detalhe:
| Dívida ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (a) | 3.574.492 |
|---|---|
| Caução a favor da ESAF - Espírito Santo Activos Financeiros (b) | 2.795.456 |
| Dívida à Direcção Geral de Impostos (a) | 1.965.393 |
| Dívida à Direcção Geral de Impostos (c) | 1.207.971 |
| Dívida do subsídio reembolsável obtido junto do IAPMEI (d) | 742.405 |
| Caução a favor da EDP Serviço Universal (e) | 180.767 |
| 10.466.484 |
Em 30 de Junho de 2008, existiam empréstimos bancários, contratos de locação financeira, dívidas ao Estado e dívidas a fornecedores de existências, garantidos por penhor mercantil sobre alguns equipamentos até 1.500.000 Euros, 3.870.423 Euros, 3.000.000 Euros e 270.767 Euros, respectivamente.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
O Resultado consolidado líquido negativo básico e diluído por acção em 30 de Junho de 2008 e 2007 foi de 0,011 e 0, 013 Euros, respectivamente.
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Resultado | ||
| Resultado atribuível a accionistas maioritários para efeito de cálculo do resultado líquido por acção (resultado líquido do exercício) |
(2.116.245) | (1.253.021) |
| Número de acções | ||
| Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do resultado líquido por acção básico e díluido |
186.696.620 | 100.000.000 |
| Resultado por acção Básico |
(0,011) | (0,013) |
| Díluido | (0,011) | (0,013) |
Foram utilizadas em 30 de Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2007, as seguintes taxas de câmbio para converter para Euros os activos e passivos expressos em moeda estrangeira:
| 30 de Junho de 2008 |
31 de Dezembro de 2007 |
|
|---|---|---|
| Dólar Americano | 1,57640 | 1,47211 |
| Libra Inglesa | 0,79225 | 0,73335 |
| Franco Suiço | 1,60560 | 1,65871 |
No semestre findo em 30 de Junho de 2008, foram atribuídas remunerações aos membros do Conselho de Administração e Conselho Fiscal da Lisgráfica de 132.319 Euros e 15.000 Euros, respectivamente.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
Em 30 de Junho de 2008 não existem compromissos assumidos com a compra de activos tangíveis.
Em 30 de Junho de 2008 e 2007, as locações operacionais existentes respeitam essencialmente a viaturas cujos prazos de locação são de 4 anos e à locação das instalações, cujo contrato foi celebrado em 20 de Julho de 2004 com o Espírito Santo Activos Financeiros, SGPS, S.A. ("ESAF") pelo prazo inicial de 15 anos, com opção de renovação, bem como de revisão da área locada e faculdade de retoma a partir do 8º ano. Sublinha-se que as responsabilidades futuras poderão ser significativamente reduzidas, caso as áreas objecto do contrato em apreço venham a ser parcialmente desafectadas, no quadro de um projecto imobiliário conduzido pelo ESAF em apreciação na Câmara Municipal de Oeiras.
Nos semestres findos em 30 de Junho de 2008 e 2007, os custos incorridos incluídos na rubrica "Fornecimentos e serviços externos" relativos àqueles contratos de locação operacional são conforme segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Fornecimentos e serviços externos | 1.704.061 | 1.609.774 |
Em 30 de Junho de 2008, as responsabilidades futuras do Grupo com contratos de locação operacional vencem-se como segue:
| 2008 | 2.997.876 |
|---|---|
| 2009 | 2.931.245 |
| 2010 | 2.882.252 |
| 2011 | 2.856.681 |
| 2012 | 2.852.659 |
| 2013 e seguintes | 17.269.324 |
| 31.790.037 |
Queluz de Baixo, 14 de Agosto de 2008
| 30 de Junho de | 30 de Junho de | ||
|---|---|---|---|
| Nota | 2008 | 2007 | |
| ACTIVIDADES OPERACIONAIS: | |||
| Recebimentos de clientes | 19.355.339 | 20.645.330 | |
| Pagamentos a fornecedores | (10.878.416) | (11.935.747) | |
| Pagamentos ao pessoal | (3.673.091) | (3.130.323) | |
| Fluxos gerados pelas operações | 4.803.832 | 5.579.260 | |
| Pagamento do imposto sobre o rendimento | (116.326) | (110.234) | |
| Outros recebimentos/(pagamentos) relativos à actividade operacional | (1.580.455) | (2.602.397) | |
| Fluxos das actividades operacionais (1) | 3.107.051 | 2.866.629 | |
| ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO: | |||
| Recebimentos provenientes de: | |||
| Vendas de activos tangíveis | 1.000 | 6.000 | |
| Juros e proveitos similares | 3.528 | 5.314 | |
| 4.528 | 11.314 | ||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Investimentos financeiros | - | (311.759) | |
| Activos tangíveis | (273.474) | (405.062) | |
| (273.474) | (716.821) | ||
| Fluxos das actividades de investimento (2) | (268.946) | (705.507) | |
| ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO: | |||
| Recebimentos respeitantes a: | |||
| Empréstimos obtidos de instituições financeiras | 40.468.675 | 38.213.557 | |
| Aumento de capital | - | 4.800.000 | |
| 40.468.675 | 43.013.557 | ||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Empréstimos obtidos de instituições financeiras | (40.909.079) | (45.440.871) | |
| Amortizações de contratos de locação financeira | (734.629) | (780.084) | |
| Juros e custos similares | (1.227.671) | (1.193.938) | |
| (42.871.379) | (47.414.893) | ||
| Fluxos das actividades de financiamento (3) | (2.402.704) | (4.401.336) | |
| Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) | 435.401 | (2.240.214) | |
| Caixa e seus equivalentes no início do período | 16 | (3.820.595) | 2.728.471 |
| Caixa e seus equivalentes no fim do período | 16 | (3.385.194) | 488.257 |
findo em 30 de Junho de 2008. O anexo faz parte integrante da demonstração dos fluxos de caixa do semestre
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
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