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Sporting Clube de Portugal - Futebol

Quarterly Report Mar 2, 2009

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Quarterly Report

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I RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

SPORTING – Sociedade Desportiva de Futebol, SAD Sede Social – Estádio José Alvalade – 1600 Lisboa NIPC 503 994 499 – Mat. C. R. C. Lisboa nº 07679 Capital Social – € 42 000 000 Capital Pr óprio (€2 595 000) (Sociedade aberta)

Relatório do Conselho de Administração

Senhores Accionistas,

Em cumprimento da legislação em vigor, vimos submeter à apreciação de V. Exas. o Relatório do Conselho de Administração, o Balanço e a Demonstração dos Resultados e respectivos anexos reportados ao primeiro semestre do exercício em curso, que compreende o período de 1 de Julho a 31 de Dezembro de 2008.

A actividade da Sociedade no primeiro semestre do exercício de 2008/09 foi marcada por um conjunto de aspectos, de natureza diversa e pluridisciplinar, que importa aqui relevar:

. A equipa conquistou pela segunda vez consecutiva a Super Taça Cândido Oliveira;

. Na Liga dos Campeões a equipa conseguiu pela primeira vez na sua história qualificar-se para os oitavos de final, tendo obtido quatro vitórias na fase de grupos desta competição;

. No Campeonato Nacional a equipa mantém-se nos lugares cimeiros, encontrando-se no final do semestre a 3 pontos do primeiro lugar da classificação;

. Na Taça de Portugal, título alcançado nas duas épocas anteriores, a equipa foi afastada da prova no desempate por penalidades num jogo em que foi superior à equipa adversária, Futebol Clube do Porto;

. A equipa mantém-se na Taça da Liga, prova em que no jogo da fase grupos, que foi antecipado para Dezembro, obteve a sua primeira vitória contra o Marítimo;

. Resultados operacionais e EBITDA positivos, respectivamente, em 454 e 5.872 e um resultado líquido negativo de 2.332

. O aumento de proveitos operacionais em 22,7% resultantes essencialmente da performance desportiva da equipa na Liga dos Campeões;

. O aumento de custos salariais que se prende essencialmente com o facto de se encontrarem reconhecidos no semestre, em virtude do ajustamento IFRS, os prémios de apuramento e participação na Liga dos Campeões e ainda os prémios de performance já alcançados, custos estes que não eram reflectidos no semestre homólogo do exercício anterior

. O investimento efectuado no plantel no montante de 7,8 M€ com reflexo directo no aumento de amortizações registado;

Actividade Desportiva

O primeiro semestre da presente época desportiva evidencia uma grande ambição desportiva, espírito ganhador e elevada qualidade técnica das equipas dos diversos escalões, profissional e de formação.

Tendo em vista a época de 2008/09 e a presença, uma vez mais, na Liga dos Campeões, o Conselho de Administração optou por não transferir jogadores ao mesmo tempo que reforçou o plantel com a contratação de jogadores de elevada qualidade técnica, experiência e cultura Sporting, como foram os casos dos jogadores Fábio Rochemback e Marco Caneira. Nessa mesma lógica, foi exercida a opção de aquisição dos direitos desportivos do jogador Marat Izmailov, acertada a transferência do jogador Leandro Grimi do ACMilan para a Sociedade e renovado o contrato com o jogador Derlei, jogadores que já haviam dado provas das suas qualidades técnicas e pessoais no decorrer da época desportiva anterior. Ainda numa perspectiva de reforço qualitativo do plantel, foram também contratados o avançado internacional Hélder Postiga ao Futebol Clube do Porto e o guarda-redes internacional sub-21, Ricardo Batista, ao Fulham Football Club.

Ainda no decorrer do semestre em análise foram prorrogados os contratos de trabalho desportivo com os jogadores Anderson Polga e Bruno Pereirinha.

O Conselho de Administração acredita que estas contratações reforçaram a competitividade da equipa, o que lhe permitirá lutar pelos lugares cimeiros das provas em que compete.

Dando continuidade à política de integração de jovens jogadores oriundos da formação, foi integrado na Equipa Principal o jogador Daniel Carriço. Desta forma, são actualmente oito os jogadores do plantel formados internamente: Marco Caneira, João Moutinho, Miguel Veloso, Yannick Djaló, Rui Patrício, Adrian Silva, Bruno Pereirinha e Daniel Carriço.

A manutenção da política de formação continua a permitir a integração e desenvolvimento de jovens jogadores oriundos das camadas jovens num plantel com jogadores experientes, sem prejuízo do elevado nível de competitividade que a Equipa apresenta.

Na Liga dos Campeões, a Equipa Principal conseguiu pela primeira vez na sua história apurar-se para os oitavos de final da prova, o que fez ao fim da 4ª jornada, fruto das vitórias alcançadas frente ao Basel, em casa, e ao Shakhtar Donetsk nas duas partidas realizadas, fora e em casa. Na fase de grupos a equipa logrou alcançar 12 pontos fruto das quatro vitórias conquistadas contra as referidas equipas em ambos os jogos disputados com as mesmas.

A equipa sofreu, no entanto, um revés ao ser eliminada da Taça de Portugal frente ao Futebol Clube do Porto, por desempate de grandes penalidades, apesar da excelente exibição e superioridade na qualidade de jogo que produziu durante a partida.

Na Taça da Liga, a equipa participa na fase de Grupos da prova, tendo alcançado uma vitória clara sobre o Marítimo, 3x0, no único jogo desta prova disputado durante o 1º semestre.

Por iniciativa conjunta do Sporting e do SLB, junto da Associação de Futebol de Lisboa, foi criada uma nova competição, em tudo similar à já existente na Zona Norte. É uma competição que permite aumentar o nível e as exigências competitivas dos jovens sub-18 e sub-19, bem como proporcionar uma melhoria da qualidade da competição para estes escalões. Complementarmente, é uma competição na qual os jogadores menos utilizados podem ganhar ritmo de jogo e manterem-se mais tempo em competição. Por último, esta prova permite a utilização de jogadores não inscritos pela Sociedade, o que nos proporciona uma forma mais efectiva para avaliar as suas reais potencialidades, antes de qualquer tomada de decisão. No Campeonato de Inverno (terminou a 3 de Dezembro) o Sporting ficou em 4º lugar com 5 pontos em 5 jogos. Nesta data, já terminou o Campeonato de Primavera, tendo o Sporting ficado em 1º lugar com 13 pontos em 5 jogos, o que lhe permitiu o apuramento para os quartos de final.

Relativamente aos escalões de formação, a 31 de Dezembro de 2008, decorriam as primeiras fases de apuramento dos respectivos Campeonatos Nacionais. Em todos eles as nossas equipas situam-se nos lugares cimeiros e em posição natural para serem apuradas para as fases seguintes. Nesta data, nos três campeonatos nacionais de Iniciados, Juvenis e Juniores, o Sporting lidera as respectivas séries.

Por último, não se pode deixar de referir o importante facto de a Sociedade ter celebrado um acordo com parceiros sul-africanos para a construção de uma Academia Sporting na África do Sul, da qual será detentora de 1/3 e cabendo-lhe em exclusivo a gestão desportiva da Academia. Este projecto assume especial relevância no plano desportivo por permitir o alargamento da base de recrutamento de jovens jogadores ao mesmo tempo que projecta fora de portas a excelência da formação Sporting. Releva-se que este projecto não implicará qualquer investimento financeiro por parte da Sociedade e poderá vir a ser, no médio/longo prazo, uma fonte considerável de receitas decorrentes de alienação de direitos desportivos, compensações de formação e mecanismo de solidariedade.

Análise económica e financeira

Nos primeiros seis meses da época desportiva de 2008/09, a sociedade obteve um resultado líquido negativo de Euros 2.332 milhares e um resultado operacional e EBITDA positivos de Euros 454 e 5.872 milhares, respectivamente.

Importa realçar o facto dos resultados operacionais e o EBITDA se manterem positivos e de o resultado líquido do período reflectir (i) o investimento de 7,8M€ feito no plantel, com um aumento em cerca de 1.8M€ em amortizações, (ii) o aumento do resultado financeiro negativo em perto de 0.9M€ e (iii) a constituição de uma provisão de 0.7M€ para cobrir o risco de crédito TBZ.

A Equipa participa na Liga do Campeões 2008/09 após se ter qualificado directamente na sequência do 2º lugar obtido no Campeonato Nacional, tendo passado a fase de grupos e garantido a presença nos oitavos finais. Em termos financeiros, a participação nesta competição foi extremamente positiva, tendo já gerado receitas directas (prémios, bilheteira e market pool) de 12,3 milhões de euros. Estas receitas encontram-se já totalmente reconhecidas nas contas semestrais.

Os proveitos do 1º semestre tiveram um crescimento de 22,7 % (5,5 M €) relativamente a igual período do ano transacto, como consequência dos êxitos desportivos e não obstante a redução registada nas receitas de bilheteira no 1º semestre (em cerca de 10%),

Foi igualmente reconhecido nas contas do 1º semestre, a totalidade da receita de compensação pela formação de atletas - "mecanismo de solidariedade" relativamente ao jogador Ricardo Quaresma, no montante de Euros 738 milhares, resultante da sua transferência do FC Porto para o Inter de Milão.

Na rubrica (Custos)/Proveitos com Transacções de Jogadores regista-se um resultado negativo de Euros 504 milhares quando no período homólogo do exercício anterior se registara um resultado positivo de 1 M€, o que se justifica, por uma lado, pela opção deliberada do Conselho em não alienar direitos desportivos de jogadores considerados relevantes do ponto de vista desportivo para a época em curso e, por outro, pela tomada de decisão de se rescindirem os contratos com os seguintes jogadores: Hans Farnerud, Marcelo Labarthe, Alison Almaida, Yannhick Puppo e Silvestre Varela.

No que respeita aos custos registados no 1º semestre, destaca-se o seguinte:

  • Fornecimentos e serviços externos Verificou-se um crescimento de aproximadamente 10% devido essencialmente ao aumento dos custos relativos à organização de jogos no Estádio de Alvalade decorrente do número de jogos particulares realizados na pré-época e às deslocações e estadias da equipa de futebol profissional em virtude do aumento dos preços dos bilhetes de avião e combustíveis.
  • Custos com o Pessoal o aumento registado de 54% deve-se essencialmente ao facto de, por um lado, ter sido reconhecido no

semestre, em remunerações variáveis, o prémio de apuramento e participação da Liga dos Campeões de acordo com a alteração dos critérios contabilísticos resultantes da adopção das norma IFRS e, por outro, de já terem sido igualmente reconhecidos todos os prémios de performance alcançados pela equipa nas diversas competições em que compete. No período homólogo do exercício anterior, não obstante o ajustamento contabilístico efectuado, o prémio de participação na Liga dos Campeões não fora considerado nas contas do 1º semestre devido ao facto de ter sido levado às contas POC do exercício de 2006/07.

Considerando o facto de na presente época inexistirem custos com cedências de jogadores de terceiros (rubrica Outros Custos Operacionais), o que implicou um custo no período comparativo do ano transacto de Euros 773 milhares, o aumento efectivo dos custos salariais fixos é de apenas 15% e é justificado pelo reforço qualitativo efectuado na equipa, através da contratação de jogadores de elevada qualidade e experiência, com o objectivo de se atingirem os mais elevados níveis competitivos nas provas em que a equipa participa.

O retorno financeiro resultante deste aumento de custos está em linha com o perspectivado pelo Conselho. Releva-se, ainda assim, que os custos salariais registados e o investimento efectuado se mantêm significativamente abaixo dos valores praticados pelos adversários directos.

  • Provisões e perdas por imparidade foi efectuado um reforço significativo na provisão da dívida da sociedade TBZ.
  • Custos e Perdas Financeiras: regista-se um aumento líquido na ordem dos 70% devido:
  • (i) ao aumento significativo das taxas de juros registado na primeira metade do 2º semestre do ano de 2008;

  • (ii) às diferenças de câmbio desfavoráveis

  • (iii) à reavaliação de derivados
  • (iv) ao aumento do valor do empréstimo obrigacionista e da taxa de juro do mesmo, de 5% para 7,3%

Em Julho de 2008 a Sociedade procedeu à liquidação do 6º cupão de juros e da totalidade do empréstimo obrigacionista contraído em meados de Julho de 2005.

Em Julho de 2008 a Sociedade procedeu à emissão, totalmente subscrita, de um empréstimo obrigacionista de 3.800.000 obrigações ordinárias com o valor nominal de 5 Euros, com pagamento semestral e postecipado de juros à taxa de 7,3% ao ano, com duração de 3 anos e reembolso ao valor nominal.

O nível médio de endividamento financeiro manteve-se praticamente inalterado. No entanto a subida das taxas de juro na 1ª metade do semestre, a emissão de um novo empréstimo obrigacionista a uma taxa fixa de 7,3%, superior ao entretanto vencido e liquidado (5%), resultaram num agravamento significativo dos encargos financeiros. Convém ainda realçar o custo suportado pela reavaliação de derivados contratados pela sociedade no montante de Euros 410 milhares e resultantes da queda abrupta das taxas de juro na 2ª metade do semestre.

Na sequência da celebração do Acordo de Reestruturação Financeira celebrado com os Bancos financiadores do Grupo SCP e a consequente redução do serviço de divida exigível, prevê-se para o segundo semestre uma melhoria significativa nesta rubrica. Por outro lado, não se prevê que venham a acorrer no segundo semestre perdas adicionais com diferenças cambiais ou reavaliação de derivados.

No primeiro semestre do exercício foram realizados investimentos em direitos desportivos de jogadores no montante total de 7,8 milhões de euros.

Em 31 de Dezembro de 2008, o valor patrimonial dos jogadores com contrato de trabalho profissional e contrato de formação desportiva ascende a 30,8 milhões de euros, para um total de aproximadamente 85 atletas.

Negócios entre a Sociedade e os seus administradores

Por deliberação do Conselho de Administração, com parecer favorável do Conselho Fiscal, foi aprovado não atribuir remuneração ao Administrador Executivo Pedro Mil-Homens e manter em vigor o contrato de prestação de serviços com a sociedade Pedro Mil-Homens, Lda, celebrado em 15 de Junho de 2001.

Não se registaram quaisquer outros negócios entre a Sociedade e os seus administradores, nem foi emitida qualquer autorização para o efeito.

Evolução previsível da Sociedade

As linhas de orientação da Sociedade para o futuro mantêm-se inalteráveis, a saber:

  • a) Desenvolvimento de uma política desportiva assente na Formação de jovens jogadores, nomeadamente através de uma gestão profissional e de infra-estruturas de apoio como as existentes na Academia Sporting, com a consequente redução das necessidades de investimento na aquisição de direitos desportivos de jogadores.
  • b) Ter uma equipa altamente competitiva, através da manutenção dos jovens jogadores que têm vindo a ser progressivamente integrados na equipa principal de futebol.
  • c) Rigor financeiro na gestão da equipa de futebol, reflectido na contenção possível dos níveis salariais praticados, aspecto que se

espera vir a ser facilitado pelo incremento da incorporação na equipa principal de futebol de jogadores formados internamente.

  • d) Sustentação de um nível de sucesso desportivo elevado, traduzido em maior número de conquistas desportivas e maiores receitas originadas nas competições da UEFA.
  • e) Capacidade de penetração no mercado natural do Sporting, através do aumento dos royalties com as vendas de merchandising, de bilhetes e de níveis de conversão de simpatizantes em associados.
  • f) Franchisar a marca "Academia Sporting" com vista, ao alargamento da base de recrutamento do futebol de formação, à projecção da marca Sporting e captação de novos simpatizantes, à angariação de novos sócios e à potenciação de novas fontes de receitas.
  • g) Maior rentabilização da Academia Sporting, quer através da organização de diversas acções de formação desportivas direccionadas para o segmento jovem, quer através da realização de eventos diversos com envolvente desportiva.
  • h) Manutenção do futebol como veículo publicitário e mediático, originando assim a manutenção de níveis elevados de receitas de transmissões televisivas e a atracção de investimentos em patrocínios.

A Reestruturação Financeira e elevação dos Capitais Próprios da Sociedade (art. 35º do CSC)

O Conselho de Administração releva o facto de já ter sido assinado o Acordo de Reestruturação Financeira entre os Bancos Financiadores e o Grupo SCP, conforme Comunicado de Informação Privilegiada divulgado no dia 5 de Janeiro de 2009.

Os Acordos assinados pressupõem ainda a tomada de medidas que dependem de deliberações das Assembleias Gerais do Clube e da Sociedade, estando a realização destas Assembleias previstas acontecer em data posterior à realização do Congresso do Sporting, o qual terá lugar no final de Março próximo.

O atraso verificado no fecho da reestruturação financeira do Grupo SCP, fruto da crise financeira vivida no 4º trimestre do ano civil de 2008, implicou a assunção pela Sociedade de encargos financeiros bastante superiores aos que se encontravam orçamentados e, nessa medida, as contas ora divulgadas foram penalizadas, face às referidas projecções, em cerca de 1M€ na rubrica Custos e Perdas Financeiras.

Encontra-se também pendente a emissão de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC), medida que, a ser adoptada, servirá para repor os capitais próprios da Sociedade e, consequentemente, fazer com que a Sociedade deixe de estar abrangida pelo art. 35º do Código das Sociedade Comerciais.

A crise do sector financeiro e a instabilidade do mercado aconselharam prudência na definição das condições das medidas reestruturantes que a Sociedade planeia adoptar, designadamente as condições de emissão dos VMOC, razão pela qual esta questão será apenas sujeita aos escrutínio dos sócios do SCP e dos accionistas da Sociedade no próximo mês de Abril.

Na eventualidade de a emissão dos VMOC não ocorrer por falta de deliberação favorável dos sócios do SCP e/ou dos accionistas da Sociedade, o Grupo SCP e os Bancos financiadores deverão estudar uma solução alternativa e considerada adequada por parte dos primeiros até ao dia 30 de Junho de 2009 sob pena de, os Bancos, poderem declarar o vencimento antecipado do Acordo de Reestruturação Financeira celebrado.

O Conselho de Administração releva ainda a diminuição da exposição da Sociedade ao Grupo, que no Balanço a 31 de Dezembro de 2008 regista um decréscimo de 2,9% comparativamente a 30 de Junho de 2008, e que, nesta data, já regista um decréscimo na ordem dos 8% face ao final do exercício transacto.

Pese embora esta melhoria significativa registada nos últimos meses e uma vez concluído o processo de reestruturação financeira em curso, é prioridade do Conselho de Administração analisar conjuntamente com o Accionista de referência qual a melhor forma de se solucionar em definitivo a exposição existente.

Acções próprias

A Sporting SAD não detém acções próprias nem adquiriu ou alienou acções durante o exercício.

Governo da Sociedade

Nos termos do artigo 16º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos a lista de participações qualificadas, com informação sobre o número de acções detidas e a percentagem de direitos de voto correspondentes, à data de 20 de Fevereiro de 2008:

Participações Qualificadas Número % Direitos
de Acções de Voto
Sporting Clupe de Portugal:
Directamente - Acções da categoria A 3.430.010 16,333%
Através de:
Acções de categoria B 10.976.222 52,268%
Sporting SGPS 100 0,000%
Sporting - Património e Marketing, SA 772 0,004%
Filipe Soares Franco 822 0,004%
Miguel Maria Sousa Ribeiro Telles 150 0,001%
Mário A lberto Freire Moniz Pereira 200 0,001%
José Eduardo Fragoso Tavares de Bettencourt 92 0,000%
Rita Gago Silva Corrêa Figueira Pinto Cardoso 150 0,001%
Pedro Duarte de Almeida Teles Baltazar (através da Nova Expressão SGPS, SA) 2.411.996 11,486%
Agostinho Alberto Bento da Silva Abade 500 0,002%
Júlio Américo Sousa Rendeiro 144 0,001%
Total imputável 16.821.158 80,101%
Joaquim Francisco Alves Ferreira de Oliveira 2.134.770 10,166%
Através de Sportinveste SGPS, SA

As pessoas colectivas com participações superiores a 20% são:

% Detida

Sporting - Sociedade Gestora de participações Sociais, S.A. 52,27 %

As participações detidas pelos membros dos Corpos Sociais da Sociedade são:

Membros dos Corpos Sociais da Sociedade detentores de Acções Número
de Acções
Membros do Conselho de Administração:
Dr. Filipe Soares Franco 772
Dr. Miguel Maria Sousa Ribeiro Telles 822
Drª. Rita Gago Silva Corrêa Figueira Pinto Cardoso 150
Dr. Pedro Victor Mil-Homens Ferreira Santos -
Dr. Pedro Duarte de Almeida Teles Baltazar (através da Nova Expressão SGPS, SA) 2.411.996
Membros do Conselho Fiscal:
Agostinho Alberto Bento da Silva Abade 500
Julio Américo Sousa Rendeiro 144
Alberto Luis Laplaine Guimarães -
José Alexandre da Silva Baptista -
Sociedade de Revisões Oficiais de Contas:
BDO bdc & Associados, representada por Pedro Aleixo Dias -

Factos ocorridos após o dia 31 de Dezembro de 2008

No dia 8 de Janeiro de 2009, o Presidente da Sociedade, Dr. Filipe Soares Franco anunciou publicamente não ser candidato à presidência do Sporting Clube de Portugal nas eleições a realizar no final da presente época desportiva.

Na presente data, e fruto das boas exibições e resultados verificados já após o termo de semestre em análise, em jogos disputados contra o Paços de Ferreira, Rio Ave e Futebol Clube do Porto, a equipa qualificou-se uma vez mais para a final da Taça da Liga onde irá defrontar o Sport Lisboa e Benfica.

Declaração do Órgão de Gestão

Nos termos do disposto na alínea c) do nº 1 do art. 246º do Código dos Valores Mobiliários, o Conselho de Administração declara que, tanto quanto é do seu conhecimento, as informações financeiras referentes ao primeiro semestre do exercício 2008/2009 foram elaboradas em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da emitente, e que o Relatório de Gestão intercalar expõe fielmente as informações exigidas nos termos do nº 2 do mesmo artigo.

Mais declara que o Relatório de Gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho da emitente e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.

Informação não auditada

O Conselho de Administração optou, nos termos do disposto no Regulamento da CMVM nº 3/2006, por não sujeitar as demonstrações financeiras semestrais ao exame de auditor pelo que a informação semestral ora divulgada não se encontra auditada.

Lisboa, 27 de Fevereiro de 2009

O Conselho de Administração

_______________________________ Dr. Filipe Soares Franco

________________________________ Dr. Miguel Maria Sousa Ribeiro Telles

___________________________________________ Drª. Rita Gago Silva Corrêa Figueira Pinto Cardoso

______________________________________ Dr. Pedro Victor Mil-Homens Ferreira Santos

______________________________________ Dr. Pedro Duarte de Almeida Teles Baltazar

II DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 1º SEMESTRE 2008 / 09 (NÃO AUDITADO)

Balanço Semestral

ACTIVO Notas EUR'000
31.12.08
EUR'000
30.06.08
Activo Não Corrente
Imobili zações corpóreas 365 351
Valor do plantel 11 30.796 28.686
Outros activos não correntes 12 76.904 82.697
Activos por impostos diferidos 27 16.375 17.212
Total do Activo não corrente 124.440 128.946
Activo Corrente
Cli entes 13 6.410 11.964
Caixa e equivalentes de caixa 14 118 332
Outros devedores 15 910 1.001
Outros activos correntes 16 5.089 1.178
Total do Activo corrente 12.527 14.475
Total do Activo 136.967 143.421
Capital Próprio
Capital social 17 42.000 42.000
Prémios de emissão de acções 17 6.500 6.500
Reservas e resultados acumulados 17 (51.106) (51.692)
Resultado líquido do exercício 17 (2.332) 597
Total do Capital Próprio (4.938) (2.595)
Passivo Não corrente
Provisões 18 1.321 1.588
Empréstimos 19 40.500 15.000
Outros credores não correntes 20 15.884 16.017
Outros passivos não correntes
Passivos por impostos diferidos
21
27
61.057
-
64.950
62
Total do Passivo Não corrente 118.762 97.617
Passivo Corrente
Empréstimos 19 2.646 28.767
Fornecedores 22 6.262 5.178
Estado e outros entes públicos 23 632 636
Outros credores 24 2.482 3.876
Outros passivos correntes 25 11.121 9.942
Total Passivo corrente 23.143 48.399
Total do Passivo 141.905 146.016
Total do capital próprio e passivo 136.967 143.421

Para ser lido com as notas anexas às demonstrações financeiras intercalares

Demonstração de Resultados Semestral

Notas EUR'000
31.12.08
EUR'000
31.12.07
Proveitos operacionais
Prestações de serviços 2 17.946 16.371
Outros proveitos operacionais 3 11.934 7.981
Proveitos operacionais excluindo proveitos com transacções
de passes de jogadores 29.880 24.352
Custos operacionais
Fornecimentos e serviços externos 4 8.748 7.902
Custos com o pessoal 5 13.269 8.594
Amortizações excluindo depreciação de passes de jogadores 37 50
Provisões e perdas por imparidade excluindo direitos de
ins crição de jogadores 6 712 -
Outros custos operacionais 7 1.005 1.229
Custos operacionais excluindo custos com transacções
de passes de jogadores 23.771 17.775
Amortizações e perdas de imparidade com passes de jogadores 8 5.151 3.271
(Custos)/Proveitos com transacções d e passes de jogadores 9 (504) 1.098
(5.655) (2.173)
Resultado operacionais 454 4.404
Custos e perdas financeiros 10 (2.304) (1.683)
Proveitos e ganhos financeiros 297 508
Resultados relativos a investimentos - -
Resultados antes de impostos (1.553) 3.229
Impostos diferidos 775
Imposto sobre o ren dimento 4 -
Resultado líquido do exercício (2.332) 3.229
Resultado por acção ( Euros) (0,11) 0,15

Para ser lido com as notas anexas às demonstrações financeiras

Demonstração das Alterações no Capital Próprio para os seis meses findos em 31 de Dezembro de 2008 e 2007

(valores expressos em milhares de euros)

Total do
Capital
Pr óprio
Capi tal
Social
Pr émios de
Emissão de
Acções
Re serva
Legal
Outras
Reservas
Resultados
Ac umulados
Saldo em 30 de Junho de 2007 (3.170) 42.000 6.500
-
2.751 5 (54.426)
Aplicação do resultado de 30 de Junho de 2006:
Tra nsfe rência para re serva legal
Resultado líquido do período inte rcalar
-
3.229
-
-
-
-
725
-
-
-
(725)
3.229
Saldo em 31 de Dezembr o de 2007 59 42.000 6.500 3.476 5 (51.922)
Saldo em 30 de Junho de 2008 (2.595) 42.000 6.500 3.476 42 (54.613)
Aplicação do resultado de 30 de Junho de 2007:
Tra nsfe rência para re serva legal
Resultado líquido do período inte rcalar
(11)
(2.332)
(11) (2.332)
Saldo em 31 de Dezembr o de 2008 (4.938) 42.000 6.500 3.476 31 (56.945)

Demonstração dos Fluxos de Caixa para o período de doze meses findo em 31 de Dezembro de 2008 e 2007

EUR'000 EUR'000
31 .12.08 31.12.07
Actividades Operacionais:
Recebime ntos de Clientes e Empr esas do Grupo 34.938 38.628
Pagamentos a Fornecedores e Empresa s do Grupo 7.124 18.266
Pagamentos ao Estado 10.246 11.963
Pagamentos ao Pessoal 17.828 18.059
Fluxo Ge rado pe las Operações (260) (9.660)
Pagamento/Recebimento do Imposto s/Rendimento - -
Outros Rec./Pag. relativos à Actividade Operaciona l - -
Fluxos ger ados antes das rubricas Extra ordinárias (260) (9.660)
Recebime ntos relacionados com rubricas Extra ordinárias - -
Pagamentos relacionados com rubricas Extraordinárias - 1.079
Fluxos das Actividades Operacionais (1) (260) (10.739)
Actividades de Investimento:
Recebime ntos provenientes de:
Imobilizaçõe s Incorpóreas 6.000 23.421
Juros e Proveitos Similares - 56
6.000 23.477
Pagamentos respe itantes a:
Imobilizaçõe s Corpóreas - 83
Imobilizaçõe s Incorpóreas 10.700 12.419
10.700 12.502
Fluxos das Actividades de Investimento (2) (4.700) 10.975
Actividades de Financiamento:
Recebime ntos provenientes de:
Empréstimos Obtidos 32.250 1.700
32.250 1.700
Pagamentos respe itantes a:
Empréstimos Obtidos 26.096 -
Amortizações de Contratos de Locação Financeira 41 21
Juros e Custos Similares 1.709 1.837
27.846 1.858
Fluxos das Actividades de Financiamento (3) 4.404 (158)
Variação de Caixa e seus Equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) (556) 78
Caixa e seus equivalentes no início do período 674 596

Para ser lido com as notas anexas às demonstrações

1. POLÍTICAS CONTABILISTICAS

a) Introdução

A SPORTING – Sociedade Desportiva de Futebol, SAD (adiante designada apenas por Sporting, SAD ou Sociedade), com sede social no Estádio José de Alvalade em Lisboa, foi constituída por escritura pública de 28 de Outubro de 1997, com um capital de 34,9 milhões de euros, com apelo à subscrição pública, regendo-se pelo regime jurídico especial estabelecido no Decreto-Lei nº 67/97, de 3 de Abril.

A Sociedade tem por objecto social "a participação em competições profissionais de futebol, a promoção e organização de espectáculos desportivos e o fomento ou desenvolvimento de actividades relacionadas com a prática desportiva profissionalizada da modalidade de futebol".

Actualmente, o capital social da SAD é de 42,0 milhões de euros, representado por 21 milhões de acções com o valor nominal de 2 euros.

b) Bases de apresentação

As demonstrações financeiras apresentadas foram aprovadas em reunião do Conselho de Administração realizada em 20 de Fevereiro de 2009.

No âmbito do regulamento nº11/2005 emitido pela CMVM, a Sporting SAD a partir de 1 de Julho de 2007 (data de referência do primeiro exercício económico após 31 de Dezembro de 2006) apresenta as suas demonstrações financeiras de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ('IFRS').

Considerando que as demonstrações financeiras da Sporting SAD até 30 de Junho de 2007 foram preparadas em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal (POC), as demonstrações financeiras para o exercício findo naquela data, apresentadas neste relatório, foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standard Board e adoptadas pela União Europeia e obedecendo às disposições da norma IAS 34 - Relato Financeiro Intercalar, para efeitos meramente comparativos.

Os IFRS incluem as normas contabilísticas emitidas pelo International Accounting Standards Board ("lASB") e as interpretações emitidas pelo 'International Financial Reporting Interpretation Committeé (" IFRIC"), e pelos respectivos órgãos antecessores.

As demonstrações financeiras intercalares agora apresentadas, reportam-se ao período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2008 e foram preparadas de acordo com os IFRS que estão em vigor e que foram adoptados pela União Europeia, tomando também em consideração as expectativas de aprovação de alterações de normas que possam vir a ser adoptadas até 30 de Junho de 2009.

Na preparação das suas demonstrações financeiras referentes a 31 de Dezembro de 2008, a Sporting SAD adoptou o IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Divulgações bem como a IAS 1 (alterada) Apresentação das demonstrações financeiras – Requisitos de divulgação de capital regulamentar. Estas normas, de aplicação obrigatória com referência a 1 de Janeiro de 2007, não tiveram impacto ao nível das divulgações apresentadas, não tendo tido qualquer efeito nos capitais próprios da Sporting SAD. Adicionalmente, adoptou ainda em 2008 a IAS 39 e IFRS 7 – Reclassificação de Instrumentos financeiros, IFRIC 11 e IFRS 2 – Transacções com treasury shares e Grupo e o IFRIC 14 IAS 19 – Limite de benefícios definidos e requisitos de financiamento mínimo e sua interacção. A adopção destas interpretações não teve qualquer efeito nas demonstrações financeiras.

Os IFRS que serão aplicáveis ou estarão disponíveis para adopção antecipada relativamente às demonstrações financeiras para o exercício findo a 30 de Junho de 2009, encontram-se ainda sujeitos a alterações, à emissão de interpretações adicionais e ao processo de adopção pela União Europeia não podendo por isso ser determinados a esta data. Desta forma, as políticas contabilísticas utilizadas na preparação das demonstrações financeiras anuais, relevantes para as demonstrações financeiras agora apresentadas, só serão determinadas aquando da preparação das demonstrações financeiras anuais em 30 de Junho de 2009.

As demonstrações financeiras interinas agora apresentadas foram preparadas em conformidade com o IAS 34 - Relato Financeiro Intercalar e não incluem toda a informação requerida para as demonstrações financeiras completas do exercício que serão apresentadas com referência a 30 de Junho de 2009.

As demonstrações financeiras estão expressas em milhares de euros, arredondado ao milhar mais próximo. Estas foram preparadas de acordo com o princípio do custo histórico, com excepção dos activos e passivos registados ao seu justo valor, nomeadamente instrumentos financeiros derivados, activos financeiros ao justo valor através dos resultados, investimentos disponíveis para venda e activos e passivos cobertos, na sua componente que está a ser objecto de cobertura, quando aplicável.

A preparação de demonstrações financeiras interinas requer que a Sporting SAD efectue julgamentos e estimativas e utilize pressupostos que afectam a aplicação das políticas contabilísticas e os montantes de proveitos, custos, activos e passivos. Os resultados actuais no futuro poderão não corresponder a tais estimativas.

c) Activos intangíveis e valor do plantel

Esta rubrica compreende os custos incorridos com a aquisição dos direitos desportivos dos jogadores profissionais de futebol (Valor do Plantel), e demais despesas relacionadas, tais como comissões de intermediação e prémios de assinatura, líquidos de amortizações acumuladas e perdas por imparidade.

Nas situações em que a Sporting, SAD tem jogadores cedidos temporariamente a outras entidades, estes jogadores fazem parte do valor do plantel, desde que não se verifique uma venda efectiva dos mesmos.

Os direitos desportivos dos jogadores são amortizados por duodécimos, em quotas constantes, durante o período de vigência dos contratos.

A Sporting SAD procede a testes de imparidade sempre que eventos ou circunstâncias indiciem que o valor contabilístico excede o valor realizável, sendo a diferença, caso exista, reconhecida em resultados do exercício.

As despesas de constituição são consideradas como custo do exercício.

d) Activos tangíveis

As Imobilizações Corpóreas estão registadas ao custo de aquisição deduzidas das amortizações acumuladas e líquidas de perdas por imparidade.

As amortizações são reconhecidas em resultados do exercício por duodécimos, em quotas constantes, durante o período de vida útil dos bens.

e) Locações

As operações de locação são classificadas como locações financeiras ou locações operacionais, em função da sua substância e não da sua forma legal cumprindo os critérios definidos no IAS 17 - Locações. São classificadas como locações financeiras as operações em que os riscos e benefícios inerentes à propriedade de um activo são transferidas para o locatário. Todas as restantes operações de locação são classificadas como locações operacionais.

Locações operacionais

Os pagamentos efectuados à luz dos contratos de locação operacional são registados em custos nos períodos a que dizem respeito.

Locações financeiras

Os contratos de locação financeira são registados na data do seu início, no activo e no passivo, pelo custo de aquisição da propriedade locada, que é equivalente ao valor actual das rendas de locação vincendas. As rendas são constituídas (i) pelo encargo financeiro que é debitado em resultados e (ii) pela amortização financeira do capital que é deduzida ao passivo. Os encargos financeiros são reconhecidos como custos ao longo do período da locação, a fim de produzirem uma taxa de juro periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo em cada período.

f) Acréscimos e Diferimentos

Os custos e proveitos são reconhecidos de acordo com o princípio da especialização dos exercícios, sendo registados nas rubricas de acréscimos e diferimentos os custos e proveitos que respeitam a vários exercícios e que são imputados aos resultados de cada um desses exercícios pelo valor que lhes corresponde.

g) Férias, Subsídio de Férias e Subsídio de Natal

As Férias, Subsídio de Férias e Subsídio de Natal são registados como custo do ano em que os colaboradores da Sporting SAD adquirem o direito ao seu recebimento.

Consequentemente, o valor de férias e de subsídio de férias vencido e não liquidado à data de 31 de Dezembro de 2008, foi estimado e incluído na rubrica Acréscimos de Custos.

h) Saldos e Transacções em Moeda Estrangeira

As transacções em moeda estrangeira são convertidas à taxa de câmbio da data da transacção. Os activos ou passivos monetários denominados em moeda estrangeira, que estão contabilizados ao custo histórico, são convertidos à taxa de câmbio da data de balanço. As diferenças de câmbio resultantes da conversão são reconhecidas como custos ou proveitos do exercício.

Activos ou passivos não monetários registados ao justo valor são convertidos à taxa de câmbio da data em que o justo valor foi determinado.

Os activos ou passivos não monetários denominados em moeda estrangeira, registados ao custo histórico, são convertidos à taxa de câmbio da data da transacção

i) Reconhecimento de Proveitos

Os ganhos ou perdas com a alienação de jogadores corresponde à diferença entre o valor de venda, deduzido de custos associados, e o valor líquido contabilístico à data da venda.

As receitas de bilheteira são reconhecidas como proveitos no momento em que os respectivos jogos se realizam.

As receitas decorrentes de reserva de Bilhetes de Época são reconhecidas ao longo da época desportiva em que o direito se vence.

Os proveitos com patrocínios, publicidade, direitos de transmissão televisiva de jogos de futebol e concessão de espaços, são reconhecidos de acordo com o período de duração dos respectivos contratos.

Por acordo celebrado com o Sporting Clube de Portugal, a Sociedade recebe 75% da quotização cobrada aos Sócios do Clube.

Os proveitos com participações em competições europeias são reconhecidos com a participação efectiva nessas mesmas competições.

Os proveitos decorrentes de compensações recebidas por cedência de jogadores a terceiros são reconhecidos com o respectivo compromisso contratual.

Os proveitos associados ao mecanismo de solidariedade, mediante o qual a entidade que formou o jogador tem direito ao ressarcimento em caso de transferência do mesmo, são reconhecidos no momento em que a Sporting, SAD adquire o direito a receber a compensação.

j) Reconhecimento de Custos

Os custos com cedência de jogadores de terceiros à Sporting, SAD são reconhecidos de acordo com o respectivo compromisso contratual assumido.

k) Impostos sobre lucros

Os impostos sobre lucros registados em resultados, incluem o efeito dos impostos correntes e impostos diferidos. O imposto é reconhecido na demonstração de resultados, excepto quando relacionado com itens que sejam movimentados em capitais próprios, o que implica o seu reconhecimento em capitais próprios. Estes impostos diferidos são posteriormente reconhecidos em resultados no momento em que forem reconhecidos em resultados os ganhos ou perdas que lhes deram origem.

Os impostos correntes correspondem ao valor esperado a pagar sobre o rendimento tributável do período, utilizando a taxa de imposto em vigor ou substancialmente aprovada pelas autoridades à data de balanço e quaisquer ajustamentos aos impostos de períodos anteriores.

Os impostos diferidos são calculados de acordo com o método do passivo com base no balanço, sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e

passivos e a sua base fiscal, utilizando as taxas de imposto aprovadas ou substancialmente aprovadas à data do balanço e que se espera que venham a ser aplicadas quando as diferenças temporárias se reverterem.

Os activos por impostos diferidos são reconhecidos quando é provável a existência de lucros tributáveis futuros que absorvam as diferenças temporárias dedutíveis para efeitos fiscais (incluindo prejuízos fiscais reportáveis).

l) Provisões

São constituídas provisões quando 1) existe uma obrigação presente, legal ou construtiva, 2) seja provável que o seu pagamento venha a ser exigido, 3) quando possa ser feita uma estimativa fiável do valor dessa obrigação.

m) Responsabilidades com complementos de pensões de reforma

Em resultado do Contrato Colectivo de Trabalho entre a Liga Portuguesa de Futebol Profissional e a FEPCES, o Sporting Clube de Portugal assumiu responsabilidades com complementos de pensões de reforma por velhice ou invalidez. Com a formação do Grupo Empresarial do Sporting Clube de Portugal, no qual se insere a Sporting SAD, os colaboradores que transitaram do Clube para esta mantiveram-se abrangidos pelo referido contrato, pelo que a Sporting SAD assumiu, também ela, as respectivas responsabilidades.

Estas responsabilidades configuram um plano de benefícios definidos, uma vez que o Plano garante aos colaboradores abrangidos uma pensão suplementar fixa, a acrescer à pensão que lhe venha a ser concedida pela Segurança Social.

Estas responsabilidades encontram-se provisionadas nas demonstrações financeiras, em conformidade com o previsto pela IAS 19.

n) Relato por segmentos

A Sporting SAD decidiu não apresentar informação por segmentos pelo facto de não identificar mais do que um segmento na sua actividade, de acordo com os requisitos da IFRS 8, pelo que a informação financeira disponibilizada coincide com o reporte por segmentos. Estimativas contabilísticas na aplicação das políticas contabilísticas

o) Estimativas contabilísticas na aplicação das políticas contabilísticas

As IFRS estabelecem um conjunto de tratamentos contabilísticos que requerem que o Conselho de Administração utilize o julgamento e faça as estimativas necessárias de forma a decidir qual o tratamento mais adequado. As principais estimativas contabilísticas e julgamentos utilizados na aplicação dos princípios contabilísticos pela Sporting SAD são analisadas como segue , no sentido de melhorar o entendimento de como a sua aplicação afecta os resultados reportados e a sua divulgação.

Considerando que em algumas situações as normas contabilísticas permitem um tratamento alternativo em relação ao adoptado pelo Conselho de Administração, os resultados reportados poderiam ser diferentes caso um tratamento tivesse sido escolhido. O Conselho de Administração considera que os critérios adoptados são apropriados e que as demonstrações financeiras apresentam de forma adequada a posição financeira da Sporting SAD e das suas operações em todos os aspectos materialmente relevantes.

Os resultados das alternativas analisadas de seguida são apresentados apenas para assistir o leitor no entendimento das demonstrações financeiras e não têm intenção de sugerir que outras alternativas ou estimativas são as mais apropriadas.

Perdas por imparidade dos activos intangíveis

A Sporting SAD efectua uma revisão periódica do seu plantel de forma a validar a existência de perdas por imparidade, conforme referido na nota 1 alínea c).

O processo de avaliação do plantel de forma a determinar se uma perda por imparidade deve ser reconhecida é sujeito a diversas estimativas e julgamentos. Este processo inclui factores como por exemplo surgimento de uma lesão, castigo, não convocatória continuada para os jogos, cedência temporária para outros clubes, idade.

Metodologias alternativas e a utilização de outros pressupostos e estimativas poderiam resultar em níveis diferentes das perdas por imparidade reconhecidas, com o consequente impacto em resultados do exercício.

Justo valor dos derivados

O justo valor é baseado em cotações de mercado, quando disponíveis, e na ausência de cotação é determinado com base na utilização de preços de transacções recentes,

semelhantes e realizadas em condições de mercado ou com base em metodologias de avaliação, suportados em técnicas de fluxos de caixa futuros descontados considerando as Condições de mercado, o valor temporal, a curva de rentabilidade e factores de volatilidade.

Estas metodologias podem requerer a utilização de pressupostos ou julgamentos na estimativa do justo valor. Consequentemente, a utilização de diferentes metodologias ou de diferentes pressupostos ou julgamentos na aplicação de determinado modelo, poderia originar resultados financeiros diferentes daqueles reportados.

Complementos de reforma e benefícios aos empregados

A determinação das responsabilidades por pensões de reforma e outros benefícios aos empregados requer a utilização de pressupostos e estimativas, incluindo a utilização de projecções actuariais, taxas de rentabilidade estimada dos investimentos, taxas de desconto e de crescimento das pensões e salários e outros factores que podem ter impacto nos custos e nas responsabilidades dos planos de pensões e dos planos de cuidados médicos. As alterações a estes pressupostos poderiam ter um impacto significativo nos valores determinados.

Perdas por imparidade

As perdas por imparidade relativas a clientes são baseadas na avaliação efectuada pelo Conselho de Administração da probabilidade de recuperação dos saldos das contas a receber, antiguidade de saldos, anulação de dívidas e outros factores. Existem determinadas circunstâncias e factos que podem alterar a estimativa das perdas por imparidade dos saldos das contas a receber face aos pressupostos considerados, incluindo alterações da conjuntura económica, das tendências sectoriais, da deterioração da situação creditícia dos principais clientes e de incumprimentos significativos. Este processo de avaliação está sujeito a diversas estimativas e julgamentos. As alterações destas estimativas podem implicar a determinação de diferentes níveis de imparidade e, consequentemente, diferentes impactos nos resultados.

Provisões

As estimativas consideradas pelo Conselho de Administração para a constituição das provisões reconhecidas têm por base a melhor informação disponível à data de aprovação das Demonstrações Financeiras. Quaisquer alterações nos pressupostos considerados poderão resultar em estimativas diferentes.

p) Normas contabilísticas recentemente emitidas

As normas contabilísticas e interpretações recentemente emitidas, mas que ainda não entraram em vigor e que a Sporting SAD ainda não aplicou na elaboração das suas demonstrações financeiras, podem ser analisadas como segue:

IAS 1 (Alterada) - Apresentação das Demonstrações Financeiras

O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em Setembro de 2007, a IAS 1 - Apresentação das Demonstrações Financeiras alterada com data efectiva de aplicação obrigatória em 1 de Janeiro de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.

Alterações face ao actual texto da IAS 1:

  • A apresentação da demonstração da posição financeira (formalmente balanço) é requerida para o período corrente e comparativo. De acordo com a IAS 1 alterada, a demonstração da posição financeira deverá ser também apresentada para o início do período comparativo sempre que uma entidade reexpresse os comparativos decorrente de uma alteração de política contabilística, de uma correcção de um erro, ou a de uma reclassificação de um item nas demonstrações financeiras. Nestes casos, três demonstrações da posição financeira serão apresentadas, comparativamente às outras duas demonstrações requeridas.

  • Na sequência das alterações impostas por esta norma os utilizadores das demonstrações financeiras poderão mais facilmente distinguir as variações nos capitais próprios da Sporting SAD decorrentes de transacções com accionistas, enquanto accionistas (ex. dividendos, transacções com acções próprias) e transacções com terceiras partes, ficando estas resumidas na demonstração de " comprehensive income".

Face à natureza destas alterações (divulgações) o impacto previsto pela Sporting SAD será exclusivamente ao nível da apresentação, não tendo no entanto, a 31 de Dezembro de 2008, sido ainda determinado o exacto teor de tais alterações.

IAS 23 (Alterada) - Custos de Empréstimos Obtidos

O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Março de 2007, a IAS - 23 Custos de Empréstimos Obtidos alterada, com data efectiva de aplicação obrigatória em 1 de Janeiro de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.

Esta norma define que os custos de empréstimos obtidos directamente atribuíveis ao custo de aquisição, construção ou produção de um activo (activo elegível) é parte integrante do seu custo. Assim, a opção de registar tais custos directamente nos resultados é eliminada.

AS 32 (Revista) – Instrumentos Financeiros: Apresentação – Instrumentos financeiros remíveis e obrigações resultantes de liquidação

O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em Fevereiro de 2008 a IAS 32 (Revista) – Instrumentos Financeiros: Apresentação – Instrumentos financeiros com opção de venda ("puttable instruments") e obrigações resultantes de liquidação, que é de aplicação obrigatória a partir de 1 de Janeiro de 2009.

De acordo com os requisitos actuais da IAS 32, se puder ser exigido a um emissor o pagamento em dinheiro ou outro activo financeiro em troca pela remissão ou recompra do instrumento financeiro, o instrumento é classificado como um passivo financeiro. Como resultado desta revisão alguns instrumentos financeiros que cumprem actualmente com os requisitos da definição de passivo financeiro serão classificados como instrumentos de

capital se (i) representarem um interesse residual nos activos líquidos de uma entidade, (ii) fizerem parte de uma classe de instrumentos subordinados a qualquer outra classe de instrumentos emitidos pela entidade, e (iii) caso todos os instrumentos desta classe tenham os mesmos termos e condições. Foi também efectuada uma alteração à IAS 1 Apresentação das Demonstrações Financeiras para adicionar um novo requisito de apresentação dos instrumentos financeiros remíveis e das obrigações resultantes da liquidação.

A Sporting SAD não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta norma.

IAS 39 (Alterada) – Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração – activos e passivos elegíveis para cobertura

O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu uma alteração ao IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração – activos e passivos elegíveis para cobertura a qual é de aplicação obrigatória a partir de 1 de Julho de 2009.

Esta alteração clarifica a aplicação dos princípios existentes que determinam quais os riscos ou quais os cash flows elegíveis de serem incluídos numa operação de cobertura.

A Sporting SAD encontra-se a avaliar o impacto da adopção desta norma ao nível das suas demonstrações financeiras.

IFRS 1 (alterada) – Adopção pela primeira das normas internacionais de relato financeiro vez e IAS 27 – Demonstrações Financeiras consolidadas e separadas

As alterações ao IFRS 1 Adopção pela primeira vez das normas internacionais de relato financeiro e ao IAS 27 Demonstrações financeiras consolidadas e separadas são efectivas a partir de 1 de Janeiro de 2009.

Estas alterações vieram permitir que as entidades que estão a adoptar as IFRS pela primeira vez na preparação das suas contas individuais, adoptem como custo contabilístico (deemed cost) dos seus investimentos em subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas, o respectivo justo valor na data da transição para os IFRS ou o valor de balanço determinado com base no referencial contabilístico anterior .

A Sporting SAD não espera quaisquer impactos decorrentes da adopção desta norma.

IFRS 2 (Alterada) - Pagamento em Acções: Condições de aquisição

O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Janeiro de 2008, a IFRS 2 (Alterada) - Pagamento em Acções: Condições de aquisição, com data efectiva de aplicação obrigatória em 1 de Janeiro de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.

Esta alteração ao IFRS 2 permitiu clarificar que (i) as condições de aquisição dos direitos inerentes a um plano de pagamentos com base em acções limitam-se a condições de serviço ou de performance e que (ii) qualquer cancelamento de tais programas, quer pela entidade quer por terceiras partes, têm o mesmo tratamento contabilístico.

A Sporting SAD, com referência a 31 de Dezembro de 2008, não tem qualquer plano de remuneração com acções, pelo que a entrada em vigor desta norma não terá qualquer impacto ao nível das demonstrações financeiras.

IFRS 3 (revista) – Concentrações de actividades empresariais e IAS 27 (alterada) Demonstrações financeiras consolidadas e separadas

O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Janeiro de 2008, a IFRS 3 (Revista) - Concentrações de Actividades empresariais, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios com início a partir de 1 de Julho de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.

Os principais impactos das alterações a estas normas correspondem: (i) ao tratamento de aquisições parciais, em que os interesses sem controlo (antes denominados de interesses minoritários) poderão ser mensurados ao justo valor (o que implica também o reconhecimento do goodwill atribuível aos interesses sem controlo) ou como parcela atribuível aos interesses sem controlo do justo valor dos activos líquidos adquiridos (tal como actualmente requerido); (ii) aos step acquisition em que as novas regras obrigam, aquando do cálculo do goodwill, à reavaliação, por contrapartida de resultados, do justo valor de qualquer interesse sem controlo detido previamente à aquisição tendente à obtenção de controlo; (iii) ao registo dos custos directamente relacionados com uma aquisição de uma subsidiária que passam a ser directamente imputados a resultados; (iv) aos preços contingentes cuja alteração de estimativa ao longo do tempo passa a ser registada em resultados e não afecta o goodwill e (v) às alterações das percentagens de subsidiárias detidas que não resultam na perda de controlo as quais passam a ser registadas como movimentos de capitais próprios.

Adicionalmente, das alterações ao IAS 27 resulta ainda que as perdas acumuladas numa subsidiária passarão a ser atribuídas aos interesses sem controlo (reconhecimento de interesses sem controlo negativos) e que, aquando da alienação de uma subsidiária, tendente à perda de controlo qualquer interesse sem controlo retido é mensurado ao justo valor determinado na data da alienação.

A Sporting SAD não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta norma.

IFRS 8 – Segmentos Operacionais

O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em 30 de Novembro de 2006 a IFRS 8 - Segmentos operacionais, tendo sido aprovada pela Comissão Europeia em 21 de Novembro de 2007. Esta norma é de aplicação obrigatória para exercícios a começar ou a partir de 1 de Janeiro de 2009.

A IFRS 8 - Segmentos Operacionais define a apresentação da informação sobre segmentos operacionais de uma entidade e também sobre serviços e produtos, áreas geográficas onde a entidade opera e os seus maiores clientes. Esta norma especifica como uma entidade deverá reportar a sua informação nas demonstrações financeiras anuais, e como consequência alterará a IAS 34 - Reporte financeiro interino, no que respeita à informação a ser seleccionada para reporte financeiro interino. Uma entidade terá também que fazer uma descrição sobre a informação apresentada por segmento nomeadamente

resultados e operações, assim como uma breve descrição de como os segmentos são construídos.

Face à natureza destas alterações (divulgações) o impacto previsto pela Sporting SAD será exclusivamente ao nível da apresentação, não tendo no entanto, a 31 de Dezembro de 2008, sido ainda determinado o exacto impacto de tais alterações.

IFRIC 12 Contratos de Concessão de Serviços

O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC) emitiu em Julho de 2007, a IFRIC 12 - Contratos de Concessão de Serviços, com data efectiva de aplicação obrigatória em 1 de Janeiro de 2008, sendo a sua adopção antecipada permitida. O endorsement por parte da União europeia ainda se aguarda, estando previsto para o primeiro trimestre de 2009. O IFRIC 12 aplica-se a contratos de concessão de serviços público-privados. Esta norma aplicar-se-á apenas a situações onde o concedente a) controla ou regula os serviços prestados pelo operador, e b) controla os interesses residuais das infra-estruturas, na maturidade do contrato.

Face à natureza dos contratos abrangidos por esta Norma não se estima qualquer impacto ao nível da Sporting SAD.

IFRIC 13 Programas de Fidelização de Clientes

O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), emitiu em Julho de 2007, a IFRIC 13 Programas de Fidelização de Clientes, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Julho de 2008, sendo a sua adopção antecipada permitida.

Esta interpretação aplica-se a a programas de fidelização de clientes, onde são adjudicados créditos aos clientes como parte integrante de uma venda ou prestação de serviços e estes poderão trocar esses créditos, no futuro, por serviços ou mercadorias gratuitamente ou com desconto. Dado que a informação disponível ainda não permite determinar com rigor o impacto desta norma, nenhuma estimativa é apresentada. Contudo o Grupo encontra-se a recolher a informação que permita determinar com rigor os eventuais impactos.

Dado que a informação disponível ainda não permite determinar com rigor o impacto desta norma, nenhuma estimativa é apresentada. Contudo a Sporting SAD encontra-se a recolher a informação que permita determinar com rigor os eventuais impactos.

IFRIC 15 – Acordos para construção de imóveis

O IFRIC 15 Acordos para construção de imóveis, entra em vigor para exercícios iniciados a partir de 1 de Janeiro de 2009.

Esta interpretação contém orientações que permitem determinar se um contracto para a construção de imóveis se encontra no âmbito do IAS 18 Reconhecimento de proveitos ou do IAS 11 Contratos de construção, sendo expectável que a IAS 18 seja aplicável a um número mais abrangente de transacções.

A Sporting SAD não espera que esta interpretação tenha um impacto significativo nas suas demonstrações financeiras.

FRIC 16 – Cobertura de um investimento numa operação em moeda estrangeira

O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), emitiu em Julho de 2008, a IFRIC 16 – Cobertura de um investimento numa operação em moeda estrangeira, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Outubro de 2008, sendo a sua adopção antecipada permitida.

Esta interpretação visa clarificar que:

• a cobertura de um investimento numa operação em moeda estrangeira poder ser aplicada apenas a diferenças cambiais decorrentes da conversão das demonstrações financeiras das subsidiárias na sua moeda funcional para a moeda funcional da casa-mãe e apenas por um montante igual ou inferior ao activo líquido da subsidiária;

• o instrumento de cobertura pode ser contratado por qualquer entidade do Grupo, excepto pela entidade que está a ser objecto de cobertura; e

• aquando da venda da subsidiária objecto de cobertura, o ganho ou perda acumulado referente à componente efectiva da cobertura é reclassificado para resultados.

Esta interpretação permite que uma entidade que utiliza o método de consolidação em escada, escolha uma política contabilística que permita a determinação do ajustamento de conversão cambial acumulado que é reclassificado para resultados na venda da subsidiária, tal como faria se o método de consolidação adoptado fosse o directo. Esta interpretação é de aplicação prospectiva.

A Sporting SAD encontra-se a avaliar o impacto da adopção desta interpretação ao nível das suas demonstrações financeiras.

IFRIC 17 – Distribuições em espécie a accionistas

O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), emitiu em Novembro de 2008, a IFRIC 17 – Distribuições em espécie a accionistas, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Julho de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.

Esta interpretação visa clarificar o tratamento contabilístico das distribuições em espécie a accionistas. Assim, estabelece que as distribuições em espécie devem ser registadas ao justo valor sendo a diferença para o valor de balanço dos activos distribuídos reconhecida em resultados aquando da distribuição.

A Sporting SAD não espera que esta interpretação tenha um impacto significativo nas suas demonstrações financeiras.

IFRIC 18 – Transferências de activos de clientes

O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), emitiu em Novembro de 2008, a IFRIC 18 – Transferências de activos de clientes, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Julho de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida.

Esta interpretação visa clarificar o tratamento contabilístico de acordos celebrados mediante os quais uma entidade recebe activos de clientes para sua própria utilização e com vista a estabelecer posteriormente uma ligação dos clientes a uma rede ou conceder aos clientes acesso contínuo ao fornecimento de bens ou serviços.

A Interpretação clarifica:

• as condições em que um activo se encontra no âmbito desta interpretação;

• o reconhecimento do activo e a sua mensuração inicial;

• a identificação dos serviços identificáveis (um ou mais serviços em troca do activo transferido);

• o reconhecimento de proveitos;

• a contabilização da transferência de dinheiro por parte de clientes.

A Sporting SAD não espera que esta interpretação tenha um impacto significativo nas suas demonstrações financeiras.

Annual Improvement Project

Em Maio de 2008, o IASB publicou o Annual Improvement Project o qual alterou certas normas então em vigor. A data de efectividade das alterações varia consoante a norma em causa sendo a maioria de aplicação obrigatória para o Grupo em 2009.

As principais alterações decorrentes do Annual Improvement Project apresentam-se em seguida:

• Alteração à IFRS 5 Activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais em descontinuação, efectiva para exercícios com início a partir de 1 de Julho de 2009. Esta alteração veio esclarecer que a totalidade dos activos e passivos de uma subsidiária devem ser classificados como activos não correntes detidos para venda de acordo com o IFRS 5 se existir um plano de venda parcial da subsidiária tendente à perda de controlo.

Esta norma será adoptada prospectivamente pela Sporting SAD.

• Alteração à IAS 1 Apresentação das demonstrações financeiras, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. A alteração clarifica que apenas alguns instrumentos financeiros classificados na categoria de negociação, e não todos, são exemplos de activos e passivos correntes.

A Sporting SAD não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração.

• Alteração à IAS 16 Activos fixos tangíveis, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. A alteração efectuada estabelece regras de classificação (i) das receitas provenientes da alienação de activos detidos para arrendamento subsequentemente vendidos e (ii) destes activos durante o tempo que medeia entre a data da cessão do arrendamento e a data da sua alienação.

A Sporting SAD não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração.

• Alteração à IAS 19 Benefícios dos empregados, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. As alterações efectuadas permitiram clarificar (i) o conceito de custos com serviços passados negativos decorrentes da alteração do plano de benefícios definidos, (ii) a interacção entre o retorno esperado dos activos e os custos de administração do plano, e (iii) a distinção entre benefícios de curto e de médio e longo prazo.

As alterações do IAS 19 serão adoptadas pelo Grupo em 2009, embora não seja expectável que as mesmas tenham um impacto significativo nas suas demonstrações financeiras consolidadas;

• Alteração à IAS 20 Contabilização dos subsídios do governo e divulgação de apoios do governo, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Esta alteração estabelece que o benefício decorrente da obtenção de um empréstimo do governo com taxas inferiores às praticadas no mercado, deve ser mensurado como a diferença entre o justo valor do passivo na data da sua contratação, determinado de acordo com o IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração e o valor recebido. Tal benefício deverá ser subsequentemente registado de acordo com o IAS 20.

A Sporting SAD não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração.

• Alteração à IAS 23 Custos de empréstimos obtidos, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. O conceito de custos de empréstimos obtidos foi alterado de forma a clarificar que os mesmos devem ser determinados de acordo com o método da taxa efectiva preconizado no IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração, eliminando assim a inconsistência existente entre o IAS 23 e o IAS 39.

A Sporting SAD não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração.

• Alteração à IAS 27 Demonstrações financeiras consolidadas e separadas, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. A alteração efectuada a esta norma determina que nos casos em que um investimento numa subsidiária esteja registado pelo seu justo valor nas contas individuais, de acordo com o IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração, e tal investimento qualifique para classificação como activo não corrente detido para venda de acordo com o IFRS 5 Activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais em descontinuação, o mesmo deverá continuar a ser mensurado no âmbito do IAS 39.

Esta alteração não terá impacto nas demonstrações financeiras das entidades do Grupo na medida em que, nas respectivas contas individuais, os investimentos em subsidiárias são registados ao custo de aquisição de acordo com o IAS 27;

• Alteração à IAS 28 Investimentos em associadas, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. As alterações introduzidas ao IAS 28 tiveram como objectivo esclarecer (i) que um investimento numa associada deve ser tratado como um activo único para efeitos dos testes de imparidade a efectuar à luz do IAS 36 Imparidade de activos, (ii) que qualquer perda por imparidade a reconhecer não deverá ser alocada a activos específicos nomeadamente ao goodwill e (iii) que as reversões de imparidade são registadas como um ajustamento ao valor de balanço da associada desde que, e na medida em que, o valor recuperável do investimento aumente.

A Sporting SAD não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração.

• Alteração à IAS 38 Activos intangíveis, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Esta alteração veio determinar que uma despesa com custo diferido, incorrida no contexto de actividades promocionais ou publicitárias, só pode ser reconhecida em balanço quando tenha sido efectuado um pagamento adiantado em relação a bens ou serviços que serão recebidos numa data futura. O reconhecimento em resultados deverá ocorrer aquando a entidade tenha o direito ao acesso aos bens e os serviços sejam recebidos.

Não se espera que esta alteração tenha impactos significativos nas contas da Sporting SAD;

• Alteração à IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Estas alterações consistiram fundamentalmente em (i) esclarecer que é possível efectuar transferências de e para a categoria de justo valor através de resultados relativamente a derivados sempre que os mesmos iniciam ou terminam uma relação de cobertura em modelos de cobertura de fluxos de caixa ou de um investimento líquido numa associada ou subsidiária, (ii) alterar a definição de instrumentos financeiros ao justo valor através de resultados no que se refere à categoria de negociação, de forma a estabelecer que no caso de carteiras de instrumentos financeiros geridos em conjunto e relativamente aos quais exista evidência de actividades recentes tendentes a realização de ganhos de curto prazo, as mesmas devem ser classificadas como de negociação no seu reconhecimento inicial, (iii) alterar os requisitos de documentação e testes de efectividade nas relações de cobertura estabelecidas ao nível dos segmentos operacionais determinados no âmbito da aplicação do IFRS 8 Segmentos operacionais, e (iv) esclarecer que a mensuração de um passivo financeiro ao custo amortizado, após a interrupção da respectiva cobertura de justo valor, deve ser efectuada com base na nova taxa efectiva calculada na data da interrupção da relação de cobertura.

A Sporting SAD não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração.

• Alteração à IAS 40 Propriedades de investimento, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Na sequência desta alteração, as propriedades em construção ou desenvolvimento com vista ao seu uso subsequente como propriedades de investimento passam a estar incluídas no âmbito do IAS 40 (antes abrangidas pelo IAS 16 Activos fixos tangíveis). Tais propriedades em construção poderão ser registadas ao justo valor excepto se o mesmo não puder ser medido com fiabilidade, caso em que deverão ser registadas ao custo de aquisição.

A Sporting SAD encontra-se a avaliar o impacto da adopção desta interpretação ao nível das suas demonstrações financeiras.

2. PRESTAÇÕES DE SERVIÇO

Pre st ação de serviços Euros'000
31.Dez.08
Euros'000
31.Dez.07
Quotizações 2.181 1.656
Direitos Televisivos 6.496 4.798
Bilheteira 1.819 2.042
Bilhetes de Época 3.410 3.921
Patrocinios e Publicidade 3.219 3.202
Serviços Directos 412 298
Outras 409 454
Total 17.946 16.371

As prestações de serviços com entidades relacionadas totalizam Euros 2.216 milhares, em 31 de Dezembro de 2008 e Euros 4.717 milhares em 31 de Dezembro de 2007. (ver Nota 26)

Os direitos televisivos incluem, em 31 de Dezembro de 2008, Euros 1.200 milhares (31 Dez 07 - Euros 3.840 milhares) respeitante ao contrato com a Olivedesportos e Euros 1.648 milhares (31 Dez 07 - Euros 900 milhares) relativos ao Market Pool das competições europeias e o reconhecimento no exercício do rédito resultante da alienação da participação financeira de 100%, detida pela Sporting SAD, na sociedade Desporto e Espectáculo, SA (Euros 3.248 milhares).

Os critérios de reconhecimento das prestações de serviços encontram-se descritos na nota 1 i) das políticas contabilísticas.

3. OUTROS PROVEITOS OPERACIONAIS

Outr os proveitos operacionais Euros'000
31.Dez.08
Euros'000
31.Dez.07
Participações na s Competições Europeias 10.000 6.901
Cedência de Jogadores a terceiros - 16
Benefícios contratuais 1.482 820
Outras 452 244
Total 11.934 7.981

O proveito relativo à participação nas competições europeias refere-se a Euros 5.400 milhares (31 Dez 07 - Euros 4.401 milhares) de prémio de participação na Liga dos Campeões, e Euros 2.400 milhares (31 Dez 07 - Euros 1.500 milhares) de prémio de performance (4 vitórias na fase de Grupos) e Euros 2.200 Milhares de prémio de passagem aos 8ºs de da Liga dos Campeões (31 Dez 07 - Euros 300 milhares de passagem aos 4ºs Final da Taça UEFA).

Os benefícios contratuais em 31 de Dezembro de 2008 respeitam essencialmente:

  • o Ao mecanismo de solidariedade, recebendo a Sporting SAD compensações pela formação dos atletas nas escolas do Sporting, sempre que os mesmos se transfiram de clube, nomeadamente Ricardo Quaresma (Euros 738 milhares);
  • o Reembolsos de seguros (Euros 219 milhares);
  • o Outros benefícios obtidos na venda de direitos desportivos e económicos de jogadores (Euros 525 milhares).

4. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

Fornec imentos e serviços ext ernos Euros'000
31.Dez.08
Euros'000
31.Dez.07
Subcontratos 5.333 5.098
Tra balhos especializados 390 488
Organização de jogos 691 302
Deslocações e Estadas 487 380
Honorários 823 877
Seguros 113 141
Equipamentos Desportivos 307 244
Publicidade e Propaganda 225 189
Outros FSE 379 183
Total 8.748 7.902

A rubrica subcontratos inclui transacções com entidades relacionadas que totalizam um montante de Euros 4.774 milhares em 31 de Dezembro de 2008 e Euros 4.604 milhares, em 31 de Dezembro 2007. (ver Nota 26)

A rubrica trabalhos especializados inclui as remunerações do Revisor Oficial de Contas no valor de Euros 24 milhares (9 milhares dos quais relativos a Revisão Legal das Contas e o remanescente a outros serviços), em 31 de Dezembro de 2008, e Euros 7 milhares em 31 de Dezembro de 2007 (todo relativo a Revisão Legal das Contas).

Os custos com Honorários incluem, principalmente, avenças com equipas técnicas, preparadores físicos e enfermeiros.

A rubrica Outros FSE inclui os custos com: Combustíveis e Outros Fluidos, Comunicações, Rendas e Alugueres e Conservação e Reparação.

5. CUSTOS COM PESSOAL

Custos com o Pessoal Euros'000
31.Dez.08
Euros'000
31.Dez.07
Remunerações Orgãos Sociais 99 194
Remuneração do Pessoal 11.776 7.391
Encargos com remunerações 496 430
Seguros 428 389
Outros 470 190
Total 13.269 8.594

A rubrica Remunerações do Pessoal inclui remunerações variáveis que dizem respeito a prémios atribuídos aos atletas e equipa técnica pelo desempenho obtido (em especial o prémio de acesso à Liga dos Campeões) e prémios de performance, incluídos em alguns contratos de trabalho, determinados em função do número de participações como titular da equipa nas diversas competições. Estas remunerações totalizam o montante Euros 3.231 milhares (31 Dez 08) e Euros 579 milhares (31 Dez 07). Inclui igualmente à data, custos com complementos de reforma no montante de Euros 26 milhares (Euros 25 milhares em 31 Dez 07).

A rubrica Outros inclui indemnizações a atletas no montante de Euros 763 milhares (31 Dez 08) e Euros 94 milhares (31 Dez 07).

6. PROVISÕES E PERDAS POR IMPARIDADE (EXCLUINDO CUSTOS COM TRANSACÇÕES DE PASSES DE JOGADORES)

Provisões e per das por imparidade e xcluindo custos com
transac ções de passes de j ogadores
Euros'000
31.Dez.08
Euros'000
31.Dez.07
Ajustamentos de dívidas a rece ber 700 -
Provisão para Pensõe s de Reforma 12 -
Total 712 -

O ajustamento de dívidas a receber respeita na totalidade ao reforço da provisão da dívida da sociedade TBZ.

A provisão para Pensões de reforma foi efectuada com base no custo para o ano seguinte do Relatório Actuarial reportado a 30 de Junho de 2008.

7. OUTROS CUSTOS OPERACIONAIS

Outr os custos operacionais Euros'000
31.Dez.08
Euros'000
31.Dez.07
Cedência de Jogadores de terceir os 8 733
Quotizações 68 93
Imposto de Selo 63 67
Multas e outras penalidades 205 104
Correção relativa a Inspecção Fiscal 2005 346 -
Outros 315 232
Total 1.005 1.229

8. AMORTIZAÇÕES E PERDAS DE IMPARIDADE DO PLANTEL

Amortizações e perdas de imparidade do plantel Euros'000
31.Dez.08
Euros'000
31.Dez.07
Amortizações do exercíc io - Futebol profissional 5.151 3.271
Total 5.151 3.271

A política contabilística adoptada está mencionada na nota 1 c).

9. (CUSTOS) / PROVEITOS COM TRANSACÇÕES DE JOGADORES

(Custos)/Proveitos com transac ções de jogador es Euros'000
31.Dez.08
Euros'000
31.Dez.07
Abate de direitos despor tivos (504) -
Venda de dir eitos desportivos - 1.098
Total (504) 1.098

Não se verificaram vendas de direitos desportivos ou económicos de jogadores durante este período.

O custo com transacções de jogadores, diz respeito ao valor líquido contabilístico à data da rescisão com os seguintes jogadores:

Jogador Abatido Euros'000
Valor de Abate
Hans Farnerud 100
Marcelo Labarthe 126
Alison Almeida 27
Yannick Pupo 240
Silvestre Varela 11
Total
504

10. CUSTOS E PROVEITOS FINANCEIROS

Cust os e proveitos financeiros Euros'000
31.Dez.08
Euros'000
31.Dez.07
Cust os e perdas financeiros:
Juros suporta dos
Empréstimos bancários 919 494
Empréstimos obrigacionistas 625 450
Outr os 51 44
Diferenças de câmbio desfavor áveis 260 648
Reavaliação de de rivados 410 -
Outros custos e perdas financeiras 39 47
Total 2.304 1.683
Proveitos e ganhos f inanceiros:
Juros obtidos 63 268
Diferenças de câmbio favor áveis 234 195
Reavaliação de de rivados -
Descontos de pronto pagamento 45
Total 297 508
Resultado Financeiro (2.007) (1.175)

O novo empréstimo obrigacionista no montante de 19.000 milhares de Euros (em 31 Dez 2008 - 18.000. milhares de Euros) foi emitido a uma taxa de juro fixa de 7,3% (5 % em 31 Dez 07).

11. VALOR DO PLANTEL

Valor do Plantel Euros'000
31.Dez.08
Eu ros'000
30.Jun.08
Futebol Prof issional (Valor Bruto) 44.636 38.223
Futebol Prof issional (Amortizações Acumuladas) (13.840) (9.537)
30.796 28.686
31.Dezembro.08 Eur os'000
30.Jun.08
Euros'000
Aumentos
Euros'000
Alienaç õe s
Euros'000
Abate s
Euros'000
Regulariz.
Euros'000
31.Dez.08
Fute bol Profissional (Valor Bruto) 38.223 7.840 - (1.427) - 44.636
Fute bol Profissional (Amortizações Acumulada s) (9.537) (5.137) - 834 - (13.840)
28.686 2.703 - (593) - 30.796

O plantel foi reforçado com a contratação dos jogadores Fábio Rochemback e Marco Caneira. Foi ainda exercida a opção de aquisição dos direitos desportivos do jogador Marat Izmailov, acertada a transferência do jogador Leandro Grimi do ACMilan. Foram igualmente contratados o avançado internacional Hélder Postiga ao Futebol Clube do Porto e o guarda-redes internacional sub-21, Ricardo Batista, ao Fulham Football Club.

Ainda no decorrer do semestre em análise foram prorrogados os contratos de trabalho desportivo com os jogadores Anderson Polga e Bruno Pereirinha.

Os valores líquidos contabilísticos dos direitos desportivos e prémios de assinatura dos jogadores são agrupados da seguinte forma:

Valor l íquido contabilistico dos Dire itos Desportivos e Pr émios de Assanatura 31.Dez.08 30.Jun.08
de Jogadores Nrº
Jogadores
Euros'000
Valor Total
Nrº
Jogadores
Euros'000
Valor Total
Inferior a 450 000 Euros 12 1.473 12 3.526
Entre 450 000 e 1 000 000 de Euros 8 2.071 2 1.071
Superior a 1 000 000 de Euros 14 27.252 11 24.089
Totais 34 30.796 25 28.686

Em 31 de Dezembro de 2008, o plantel da equipa de futebol profissional é composto por 34 jogadores, dos quais 9 (26,5%) foram formados pela sociedade e 24 (71%) são jogadores internacionais que competem nas respectivas selecções nacionais.

12. OUTROS ACTIVOS NÃO CORRENTES

Outros activos não correntes Euros'000
31.Dez.08
Euros'000
30.Jun.08
Instrumentos financeiros derivados 189 234
Valores a receber de entidades relacionadas (ve r nota 26) 76.715 82.463
Total 76.904 82.697

A rubrica Instrumentos financeira diz respeito ao justo valor de uma carteira de IRS, que a Sociedade contratou para fixar a taxa de juro dos empréstimos a taxa variável. Estes contratos são considerados de cobertura, na óptica de gestão, no entanto contabilisticamente são considerados de negociação. (Ver nota 19).

13. CLIENTES

Clientes Euros'000
31.Dez.08
Euros'000
30.Jun.08
Clientes Conta Corrente 6.410 11.964
Clientes cobrança duvidosa 2.801 1.869
Perdas por imparidade (2.801) (1.869)
Total 6.410 11.964

Em 31 de Dezembro de 2008, o saldo de Clientes inclui um valor a receber de Euros 1.500 milhares, devido pela transferência do atleta Nani, o qual se vence em Janeiro de 2009 e que à data já se encontra recebido.

Os movimentos ocorridos em perdas por imparidade são os seguintes:
-- -- -- -- -- -- -- --------------------------------------------------------------------
31.Dezembro.08 Euros'000
30.Jun .08
Euros'000
Aumentos
Euros' 000
Redução
Euros'000
Dif.Cambial
Euros'000
31.Dez.08
P erdas por imparidade 1. 869 700 - 232 2.801
Total 1. 869 700 - 232 2.801
30.Junho.08 Euros'000
30.Jun .08
Euros'000
Aumentos
Euros' 000
Redução
Euros'000
Dif.Cambial
Euros'000
31.Dez.08
P erdas por imparidade Total 2. 161
2. 161
-
-
-
-
(292)
(292)
1.869
1.869

e resultam do reforço da provisão para a dívida da sociedade TBZ e do ajustamento cambial de saldos de cobrança duvidosa em moeda estrangeira.

14. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

Caixa e equivalentes de caixa Eur os'000
31.Dez.08
Euros'000
30.Jun.08
Caixa - -
Depósitos ba ncários à ordem 118 322
Total 118 322

15. OUTROS DEVEDORES

Outros deve dores Eur os'000
31.Dez.08
Euros'000
30.Jun.08
Estado e Outros Entes públicos 598 721
Adiantamentos a fornecedores 11 17
Outros devedores 301 263
Total 910 1.001

A rubrica Estado e outros entres públicos corresponde na sua quase totalidade a pagamentos especiais efectuados por conta de IRC.

16. OUTROS ACTIVOS CORRENTES

Outros activos correntes Eur os'000
31.Dez.08
Euros'000
30.Jun.08
Acré scimos de proveitos
Royalties 22 65
Patrocínio e publicidade 111 -
Market Pool 824 -
Prémios Participação Liga Campeões 2.200 -
Outr os 669 535
Sub-tota l 3.826 600
Custos diferidos
Ce dência de jogadores - 544
Patrocínio e publicidade 281 -
Comissões com Assessoria 512 -
Seguros 64 -
Outr os 406 34
Sub-tota l 1.263 578
Total 5.089 1.178

17. CAPITAL PRÓPRIO

Capital próprio Eur os'000
31.Dez.08
Euros'000
30.Jun.08
Capita l Social 42.000 42.000
Prémios de emissão de acções 6.500 6.500
Reservas 3.481 3.481
Reserva de cash flow hedge ( liq. de imposto diferido) 26 37
Resultados acumulados ( 54.613) (55.210)
Resultado líquido do e xercício (2.332) 597
Total (4.938) (2.595)

A SPORTING – Sociedade Desportiva de Futebol, SAD (adiante designado apenas por Sporting, SAD ou Empresa) foi constituída por escritura pública de 28 de Outubro de 1997, com um capital de 34,9 milhões de euros, com apelo à subscrição pública, regendose pelo regime jurídico especial estabelecido no Decreto-Lei nº 67/97, de 3 de Abril.

Por escritura pública realizada em 31 de Julho de 2001, o capital social da sociedade foi elevado de 34,9 milhões de euros para 54,9 milhões de euros. Este aumento foi concretizado por conversão de créditos detidos pelo Sporting Clube de Portugal e SPORTING – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, nos montantes parciais de 3,05 milhões de euros e 16,95 milhões de euros, respectivamente.

Foi por escritura pública realizada em 31 de Julho de 2001 redenominado o capital social para Euros, mediante a aplicação do método padrão, convertendo o valor nominal de cada acção de mil escudos para 4,99 euros, com arredondamento para o cêntimo de euro mais

próximo e consequente aumento de capital de 22,23 mil euros (Esc. 4 456 980), por contrapartida de resultados transitados, ascendendo o capital social da Empresa a 54,9 Milhões de euros. A operacionalização da redenominação do capital foi concretizada em 11 de Outubro de 2001. Em 2 de Setembro de 2002 foram admitidas à negociação no Segundo Mercado as 4 milhões de acções correspondentes ao aumento do capital social atrás mencionado.

Por escritura pública realizada em 30 de Junho de 2004 o capital social foi reduzido de 54,9 milhões de euros para 22 milhões de euros, sendo a importância da redução de 32,9 milhões de euros destinada a cobertura de prejuízos da Sociedade verificados nos exercícios anteriores, e efectuada de forma proporcional, mediante a redução do valor nominal das acções de 4,99 euros para 2 euros.

Por escritura pública realizada em 31 de Março de 2005 o capital social foi elevado de 22 milhões de euros para 42 milhões de euros. O aumento de capital foi efectuado mediante a emissão de 10 milhões de novas acções escriturais nominativas, com o valor nominal de 2 euros e um ágio de 0,65 euros cada.

De acordo com artigo 295º do Código das Sociedades Comerciais foi dotado 5% dos lucros do exercício anterior para reserva legal.

As pessoas colectivas com participações superiores a 20% são:

% Detida Sporting - Sociedade Gestora de participações Sociais, S.A. 52,27 %

A participação de capital detida pelo Sporting Clube de Portugal, inicialmente de 21,4%, tem vindo a ser reduzida por efeito da atribuição aos Sócios do Clube de acções da Empresa, por troca dos valores por estes entregues a título de quota extraordinária, conforme deliberação da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal, de 17 de Maio de 1997. Em 31 de Dezembro de 2008 e após aumento do capital social para 42 milhões de euros o Sporting Clube de Portugal detém uma participação de aproximadamente de 16,33%.

O capital é composto por:

Cat egor ia das Ac ções Núme ro %
Categor ia A 3.430.010 16,33
Cate goria B 17.569.990 83,67
Total 21.000.000 100,00

O Sporting Clube de Portugal é titular da totalidade das acções da Categoria A (3 430 010 acções), auferindo dos seguintes direitos especiais:

(a) A Assembleia Geral não poderá funcionar nem deliberar, em primeira convocatória, sem que esteja representada a totalidade das acções da Categoria A;

(b) É necessária a unanimidade dos votos correspondentes às acções da Categoria A para se considerarem aprovadas as deliberações da Assembleia Geral sobre temas como:

  • Alienação ou oneração, a qualquer título, de bens que integrem o património imobiliário da Empresa;

  • Criação de novas categorias de acções;

  • Cisão, fusão, transformação ou dissolução da sociedade, aumento ou redução do capital social, outras alterações dos estatutos e supressão ou limitação do direito de preferência dos accionistas;

  • Distribuição de bens aos accionistas que não consista em distribuição de dividendos;

  • Eleição dos membros dos órgãos sociais, salvo o disposto no nº8 do artigo 392 do Código das Sociedades Comerciais;

  • Emissão de obrigações ou outros valores mobiliários, ou autorização para a mesma, remição de acções preferenciais e amortização de acções;

  • Mudança da localização da sede da sociedade ou consentimento para a mesma;

(c) O titular destas acções terá o direito de designar um dos membros do Conselho de Administração, o qual terá direito de veto sobre as matérias referidas no ponto anterior;

(d) As acções da categoria A só são susceptíveis de apreensão judicial ou oneração a favor de pessoas colectivas de direito público.

Quando as acções da categoria A mudarem de titular passarão a ser acções da Categoria B. Não existem acordos parassociais.

Conforme já divulgado anteriormente, os ajustamentos de transição, reportados a 1 de Julho de 2006, determinaram a redução do capital próprio da Sporting SAD em 30 Junho de 2007 em 52 715 milhares de Euros, dos quais 47 738 milhares de Euros correspondem ao ajustamento de transição pelo diferimento da mais-valia obtida na alienação de uma participação financeira, reconhecida em exercícios anteriores em base POC, líquido do respectivo efeito fiscal.

Na medida que esteja perdida metade do capital, ficará a Sociedade enquadrada no âmbito do Artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais, sendo as demonstrações financeiras IFRS relevantes para efeitos legais a partir do exercício 2007/2008.

Os membros do Conselho de Administração e Conselho Fiscal da Sporting SAD detêm acções da própria sociedade, assim distribuídas:

Membros dos Corpos Sociais da Sociedade detentores de Acções Número
de Acções
Membros do Cons elho de Administração:
Dr. Filipe Soares Franco 772
Dr. Miguel Maria Sousa Ribeiro Telles 822
Drª. Rita Gago Silva Corr êa Figueira Pinto Cardoso 150
Dr. Pedro Victor Mil-Homens Ferreira Santos -
Dr. Pedro Duarte de Almeida Teles Baltazar (através da Nova Expressão SGPS, SA) 2.411.996
Membros do Cons elho Fiscal:
Agostinho Alberto Bento da Silva Abade 500
Julio Américo Sousa Rendeiro 144
Alberto Luis Laplaine Guimarães -
José Alexandre da Silva Baptista -
Sociedade de Revisões Oficiais de Contas:
BDO bdc & Associados, representada por Pedro Aleixo Dias
-
Par ticipações Quali ficadas Número
de Acções
% Dire itos
de Voto
Sporting Clupe de P ortugal:
Directamente - Acções da categoria A 3.430.010 16,333%
Através de:
Acç ões de categoria B 10.976.222 52,268%
Sporting SGPS 100 0,000%
Sporting - Património e Marketing, SA 772 0,004%
Filipe Soares Franco 822 0,004%
Miguel Maria Sousa Ribeiro Telles 150 0,001%
Mário Alberto Freire Moniz Pereira 200 0,001%
José Eduardo Fra goso Tavares de Bettencourt 92 0,000%
Rita Gago Silva Corrêa Figueira Pinto Ca rdoso 150 0,001%
Pedro Duarte de Almeida Te les Baltazar (através da Nova Expressão SGPS, SA) 2.411.996 11,486%
Agostinho Alberto Bento da Silva Abade 500 0,002%
Julio Américo Sousa Rendeiro 144 0,001%
Total imputável 16.821.158 80,101%
Joaquim Fr ancisco Alves Ferre ir a de Oliveira
Atra vés de Sportinveste SGP S, SA
2.134.770 10,166%

18. PROVISÕES

Provisões Eur os'000
31.Dez.08
Euros'000
30.Jun.08
Provisão para Complementos de Pensões de Refor ma 769 757
Provisão para outros riscos e encargos 552 831
Total 1.321 1.588
31.Deze mbro.2008 Euros'000
30.Jun.08
Euros'000
Aumentos
Euros'000
Redução
Euros'000
Utilização
Euros'000
31.Dez.08
Provisão par a Complementos de Pen sões de Reforma 757 12 - - 769
Provisão par a outros riscos e encargos 831 - - 279 552
Tot al 1.588 12 - 279 1.321
30.Junho.2008 Euros'000
30.Jun.07
Euros'000
Aumentos
Euros'000
Redução
Euros'000
Utilização
Euros'000
30.Jun.08
Provisão par a Complementos de Pen sões de Reforma
568 189 - - 757
Provisão par a outros riscos e encargos 1.432 - 435 166 831

A provisão para outros riscos e encargos foi constituída para fazer face a contingências contratuais e outros riscos.

19. EMPRÉSTIMOS

Empréstimos Eur os'000
31.Dez.08
Euros'000
30.Jun.08
Medio e Longo Prazo
Empréstimo Obrigacionista 19.000 -
Empréstimo Bancário 21.500 15.000
40.500 15.000
Curto Pr azo
Empréstimo Bancário 1.500 10.000
Empréstimo Obrigacionista - 18.000
Descoberto bancá rio 1.146 767
2.646 28.767
Total 43.146 43.767
Bancos Euros'000
31.Dez.08
Taxa de Juro Maturid ade
Medio e Longo Prazo
Empréstimos Bancários
BES 5.000 Euribor a 3 meses + 2% 10 Abril 2010
BES 6.500 Euribor a 3 meses + 3% 30 Jun 2010
BCP 10.000 Euribor a 3 meses + 2% 10 Abril 2010
Empréstimo Obri gacionista 19.000 7,3% 15 Jul 2011
40.500
Curto Prazo
Empréstimos Bancários
BES 1.500 Euribor a 3 meses + 2,5% 15 Jan 2009
1.500

No âmbito do contrato de abertura de crédito em conta corrente com o BES e Millenium bcp foram prestadas garantias de créditos de bilheteira, créditos de garantia e créditos de passe. Em relação aos créditos de passe, estão incluídos os direitos desportivos detidos ou a deter pela Sporting, SAD relativos aos jogadores de futebol que tenham com ela celebrado um contrato de trabalho, sujeitos à regulamentação especifica da FPF, LPFP, UEFA e FIFA, e que não estejam ou sejam dados em penhor ao abrigo do contrato de associação em Participação.

Total 42.000

A Sociedade contratou 3 swaps de taxa de juro em que recebe taxa variável Euribor a 3 meses e paga a taxa fixa de 3,42%. Estes swaps de taxa de incidem sobre 50% do nominal dos empréstimos de médio e longo prazo concedidos por BCP e BES (Euros 10.000 e 5.000 milhares, respectivamente.

20. OUTROS CREDORES NÃO CORRENTES

Outr os credores não correntes Eur os'000
31.Dez.08
Euros'000
30.Jun.08
Valores a pagar a entidades relacionadas (ver nota 26) 6.105 9.737
Valores a pagar de aquisiçõe de jogadores 4.193 1.500
Outras operações com o pesssoal 5.586 4.780
Total 15.884 16.017

A rubrica Fornecedores diz respeito exclusivamente a prestações vincendas relacionadas com a aquisição de direitos desportivos de jogadores.

O saldo incluído na rubrica outras operações com pessoal diz respeito a valores de prémios de assinatura a pagar a jogadores.

21. OUTROS PASSIVOS NÃO CORRENTES

Outros passivos não corre nte s Eur os'000
31.Dez.08
Euros'000
30.Jun.08
Proveitos a diferir 61.057 64.950
Totais 61.057 64.950

Esta rubrica resulta da operação de alienação da participação financeira de 100% detida pela Sporting, SAD na Desporto e Espectáculo, SA, (DE) à sociedade Sporting Comércio e Serviços, SA pelo valor de Euros 65.000.000. Este valor de venda foi atribuído atendendo ao justo valor dos direitos de transmissão televisiva detidos pela DE, que lhe haviam sido anteriormente cedidos pela Sporting SAD.

Assim, a mais-valia apurada, no montante de Euros 64.950.000 (à qual deve ser deduzido o respectivo imposto diferido activo), será reconhecida no respectivo período de vigor contratual dos referidos direitos televisivos (10 anos).

No período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2008, iniciou-se esse reconhecimento, tendo originado um proveito de Euros 3.863.000.

22. FORNECEDORES

Fornecedores Euros'000
31.Dez.08
E uros'000
30.Jun.08
Fornecedores conta corrente 1.870 5.028
Valores a pagar de aquisiçõe de jogadores 4.310 -
Fornecedores conta letras a pagar 82 150
Total 6.262 5.178

Os principais saldos em dívida apresentados referem-se fundamentalmente a comissões de intermediação, aquisição de direitos desportivos e direitos de imagem de atletas, entre outros.

Os principais saldos a pagar de Fornecedores são:

Euros'000 E uros'000
Fornecedores 31.Dez.08 30.Jun.08
A. C. Milan 7 50 -
Rigscreen Ltd 4 70 -
L & M Global Rights BV 2 53 -
Gondry Financial Services Limited 1 75 -
Tacuary FBC - 71
Gol Football Limited 1 00 -
Cosmos Viagens e Turismo 3 08 121
Strong - Serv. Seg. Privada, Lda 2 14 298
Maritimo da Madeira Futebol, SAD 49 -
F.C. Porto Futebol, SAD 1.000 1.828
Gestifute 5 00 500
Outros 2.444 2.360
Total 6.262 5.178

23. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

Estado e outros entes públicos Euros'000 E uros'000
31.Dez.08 30.Jun.08
Retenção na fon te de IRS efectuada a terceiros 4 97 470
Imposto sobre o valor acrescentado - 38
Taxa social unica 1 24 106
Imposto sobre o rendimento 11 22
Total 6 32 636

24. OUTROS CREDORES

Outros credores Euros'000
31.Dez.08
E uros'000
30.Jun.08
Outras operações com o pesssoal 2.045 3.455
Outros credores 4 37 421
Total 2.482 3.876

A rubrica outras operações com pessoal inclui o valor de prémios de assinatura a pagar a jogadores ainda não vencidos.

25. OUTROS PASSIVOS CORRENTES

Outros passivos correntes Euros'000
31.Dez.08
E uros'000
30.Jun.08
Acréscimos de custos
Férias e Subsídio de férias e Subsídio de natal 1 41 93
Indemin izações - 70
Prémios a pag ar 1.943 3.214
Patrocín ios e publicidade - -
Comissões UEFA - -
Juros de Empréstimos 8 29 507
Outros 95 374
Subtotal 3.008 4.258
Proveitos diferidos
Quotizações - 362
Bilhetes de época 2.933 -
Royalties 2.662 -
Patrocín ios e publicidade 1.885 4.950
Outros 6 33 372
Subtotal 8.113 5.684
Total 11.121 9.942

Os proveitos diferidos incluem transacções com entidades relacionadas no montante de Euros 3.274 milhares, em 31 de Dezembro de 2008 e Euros 2.587 milhares em 30 de Junho de 2008 (ver Nota 26).

A rubrica de prémios a pagar inclui o valor de prémios a pagar a jogadores e treinadores. (ver nota 5)

26. OPERAÇÕES COM ENTIDADES RELACIONADAS

Operações com entidades relac iona das Euros'00 0
31.Dez.08
SCP SPM SGPS MM SCS Outras Total
Fornecimentos e serviços Externo s (Nota 4 )
Ren da Estádio - 2.500 - - - 2.50 0
Ren da Acade mia 510 - - - - 51 0
Patrocínios + Pub licid ade 101 672 - - - 77 3
Roy altie s - - - - - -
Fee Gestão - 302 - - - 30 2
Gab .Impreensa 37 - - - - 3 7
Rel. Públicas 64 - - - - 6 4
Red ébito Custos 432 75 - - - 50 7
Operaçã o/Man utenção 80 - - - - 8 0
Tot al 1 .224 3.549 - - - - 4.77 3
Presta ção de serviç os ( Nota 2)
Direitos Televisivos - - - - 1.200 1.20 0
Patrocinios + Pub licid ade 23 361 - - - 38 4
Roy altie s - - - 62 75 13 7
Bilhetes de Época - 477 - - - 47 7
Red ébito Custos 7 11 - - - 1 8
Tot al 30 849 - 62 1.275 - 2.21 6
Outros Activos não correntes (Nota 12 )
Valo res a Receber 30 .351 2 5.504 48 1 168 19 .329 882 7 6.71 5
Outros Passiv os não corre ntes (Nota 20)
Valo res a Pagar (1.418 ) ( 4.41 4) - - - (273 ) (6.10 5)
Operações co m entida des re lacionada s Eur os'000
31.Dez.07
SCP SPM SGPS MM SCS Outra s Total
Fornecimentos e serv iços Externos (No ta 4)
Ren da Estád io - 2.500 - - - 2.50 0
Ren da Acade mia 510 - - - - 51 0
Patrocínios + Publicidade 79 666 - - - 74 5
Roy alties 149 - - - - 14 9
Fee Gestão - 302 - - - 30 2
Gab .Impreensa 30 - - - - 3 0
Rel. Públicas 21 - - - - 2 1
Red ébito Cu sto s 112 118 22 - - 25 2
Operação/Manutenção 95 - - - - 9 5
Tot al 996 3.586 22 - - - 4.60 4
Presta ção de serviços (Nota 2 )
Direitos Televisivos - 3.840 - - - 3.84 0
Patrocinios + Publicidade 15 223 - - - 23 8
Roy alties - - - 94 - 9 4
Bilhetes de Época - 512 - - - 51 2
Red ébito Cu sto s 2 31 - - - 3 3
Tot al 17 4.606 - 94 - - 4.71 7
Outros Activos não co rrentes (No ta 11)
Valores a Receber - 30.Jun.08 29.148 32.749 1 .284 1 9.28 2 8 2.46 3
Outros Passivos não corrente s (Nota 19)
Valores a Pagar - 30.Jun.08
(2.424) (7.018) - - - (29 5) (9.73 7)

Legenda:

SCP (Sporting Clube de Portugal)

SPM (Sporting Património e Marketing, SA)

MM (Sporting Multimedia, SA)

Outras (Sporting, SGPS, Sporting Comércio e Serviços, SA; Estádio José Alvalde, SA; Sporting - Gestão e Consult. Emp, SA; Sporting - Emp. de Comunicação, SA).

Fornecimentos e Serviços Externos:

Renda do Estádio - Foi celebrado com a Sporting Património e Marketing, SA (SPM) um contrato de cessão do direito de utilização do novo estádio, o qual garante `Sporting, SAD o direito de utilização do estádio por 25 anos. Decorrente deste contrato é debitado pela SPM à Sporting, SAD uma renda anual de Euros 5.000 milhares, com início em 01/JAN/2007.

Renda da Academia - O Sporting Clube de Portugal (SCP) cedeu à Sporting, SAD o direito de exploração da Academia de Alcochete, tendo esta sociedade como objectivo a rentabilidade deste espaço, através de diversas iniciativas, cabendo à Sporting, SAD reconhecer todos os proveitos assim obtidos. O SCP debita à Sporting, SAD uma renda anual pelo direito de exploração, no montante de Euros 1.020 milhares.

Patrocínios e Publicidade - Os contratos de patrocínio e publicidade celebrados com a Portugal Telecom, BES, outros contêm contrapartidas para o SCP e para a SPM. Estas sociedades debitam à Sporting, SAD as contrapartidas contratualmente definidas.

Royalties - Foi cedido à TBZ um contrato de cedência de exploração comercial, em regime de exclusividade da marca Sporting. O SCP tem direito a receber da Sporting SAD 25% dos royalties relacionados com as vendas. Este contrato foi rescindido com a TBZ em Dezembro de 2008.

Re-débito de Custos Partilhados - No exercício da sua actividade a Sporting, SAD recorre aos serviços de suporte partilhados e disponibilizados pela estrutura da SPM, sendo debitado em valores mensais.

Serviços de operação e manutenção - No decurso da sua actividade o SCP incorre em custos com a operacionalidade e manutenção da Academia que são re-debitados à Sporting, SAD no âmbito do contrato de cedência do direito de exploração.

Prestações de Serviços:

Direitos Televisivos - Foi celebrado em 2001 com a Olivedesportos, SA, em regime de exclusividade, um contrato sobre os direitos de transmissão televisiva para as épocas de 2001/2002 a 2007/2008. Até ao exercício transacto, o pagamento dos direitos televisivos,

por parte da Olivedesportos, é efectuado directamente à SPM, a Sporting, SAD debita a SPM por esse mesmo montante. A partir do presente exercício, a SCS debita directamente os direitos à Olivedesportos, e a SAD recupera junto da SCS 30% dos mesmos a título de recuperação de despesas.

Patrocínios e Publicidade - A EDP é o patrocinador oficial da porta 4 através de um contrato por 4 épocas. Ficou estabelecido, nesse contrato, que a Sporting, SAD tem Direito a uma parte desse patrocínio, pelo que debita a SPM por esse valor.

Royalties - Foi celebrado um contrato entre a Sporting Multimédia, o SCP e a Sporting, SAD de cedência, por 30 anos, de um conjunto de direitos a serem explorados através do site do Sporting. Como contrapartida desses direitos o SCP e a Sporting, SAD terão direito a receber, conjuntamente, 52,5% das receitas anualmente obtidas pela Multimédia, sendo que destes 15% são devidos ao SCP e 85% à Sporting, SAD.

Bilhetes de Época - Uma das componentes do preço definido para os Camarotes e Business Seats é o Bilhete de Época, sendo esta receita da Sporting, SAD. Assim, é efectuado um débito pela Sporting, SAD à SPM, correspondente ao valor de Bilhete de Época incluído nas vendas Lugares Especiais.

Outros Activos Não Correntes :

Valores a Receber - Os saldos a receber do SCP, da SPM e da MM resultam das diversas operações correntes desenvolvidas entre a SAD e estas empresas e também de operações pontuais de apoio de tesouraria. O saldo a receber da SCS corresponde ao remanescente ainda não pago relativo à venda das acções da DE pela SAD a esta sociedade.

Negócios entre a Sociedade e os seus administradores:

Por deliberação do Conselho de Administração, com parecer favorável do Conselho Fiscal, foi aprovado não atribuir remuneração ao Administrador Executivo Pedro Mil-Homens e manter em vigor o contrato de prestação de serviços com a sociedade Pedro Mil-Homens, Lda., celebrado em 15 de Junho de 2001.

Não se registaram quaisquer outros negócios entre a Sociedade e os seus administradores, nem foi emitida qualquer autorização para o efeito.

27. IMPOSTOS

A empresa está sujeita a impostos sobre lucros em sede de Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas à taxa de 25%, acrescida de Derrama.

Exercicio Fiscal Euros'000
Prejuizo Fiscal
Gerado
Euros'000
Utilizaçoes
Efectuadas
Euros'000
Saldo por
Utilizar
Data de
Vencimento
2002/03 (24.839) 17.951 (6.888) 30-Jun-09
2003/04 (8.921) - (8.921) 30-Jun-10
2007/08 (3.527) - (3.527) 30-Jun-14
2008/09(6 meses) (3.924) - - 30-Jun-15
Total
(41.211)
17.951 (19.336)

Uma vez que não se encontram disponíveis planos de negócio que permitam sustentar a recuperabilidade destes prejuízos fiscais, por questões de prudência, o Conselho de Administração entendeu não proceder ao registo de impostos diferidos activos desta natureza.

Contudo, a Sociedade reconheceu em 30 de Junho de 2007 um activo por impostos diferido no montante de Euros 17 212 milhares relativo ao reconhecimento do proveito diferido - Operação DE - no âmbito da adopção das IFRS, e imposto diferido passivo no montante de Euros 61 milhares relativo ao reconhecimento do justo valor da carteira de derivados.

Em resultados foram reconhecidos impostos diferidos no montante de Euros 7,9 milhares referentes à transferência de reserva de cash flow hedge e Euros 32 milhares relativos à variação de justo valor da carteira de derivados.

A reconciliação da taxa efectiva de imposto, é como segue:

Reconciliação da taxa efectiva de
imposto
Euros'000
31.Dez.08
Euros'000
30.Jun.08
Valor Taxa % Valor Taxa %
Resultado antes de imposto 4.585 26,50% 200 26,50%
Ajustamentos IFRS (2.059) -605,00% (4.566) -605,00%
2.526 -578,50% (4.366) -578,50%
Correcções Fiscais
Multas, coimas e juros compensatorios 243 42,40% 320 42,40%
Ajudas de custo e deslocações 37 13,65% 103 13,65%
Custos não aceites fiscalmente 347 42,00% 317 42,00%
Outras correcções fiscais 246 13,12% 99 13,12%
873 111,17% 839 111,17%
(Lucro)/Prejuízo Fiscal 3.399 -467,33% (3.527) -467,33%
Prejuizos Fiscais Deduzidos - 467,33% 3.527 467,33%
Imposto apurado - 0,00% - 0,00%
Tributações autonomas 4 11,00% 22 11,00%
IRC a pagar 4 11,00% 22 11,00%

28. GARANTIAS PRESTADAS

A Sociedade prestou ao BES e Millenniumbcp, em partes iguais, uma garantia que consiste na cessão com escopo de garantia de todas as receitas presentes e futuras detidas ou a deter pela SAD até ao montante máximo de 3.240.000, emergentes da cedência ou transferência dos direitos desportivos e de imagem dos jogadores do seu plantel J. Moutinho e M. Veloso, e como penhor em substituição das acções da SAD utilizadas para pagamento ao Fundo. (ver Nota 11)

No âmbito do contrato de abertura de crédito em conta corrente com o BES e Millenium bcp foram prestadas garantias de créditos de bilheteira, créditos de garantia e créditos de passe.

Em relação aos créditos de passe, estão incluídos os direitos desportivos detidos ou a deter pela Sporting, SAD relativos aos jogadores de futebol que tenham com ela celebrado um contrato de trabalho, sujeitos à regulamentação especifica da FPF, LPFP, UEFA e FIFA, e que não estejam ou sejam dados em penhor ao abrigo do contrato de associação em Participação.

29. EVENTOS SUBSEQUENTES

Em 30 de Dezembro de 2008, o Grupo SCP assinou com os bancos financiadores, Banco Milleniumbcp e Banco Espírito Santo, um acordo de reestruturação financeira, o qual só produzirá efeitos a partir do 2 semestre do presente exercício.

No âmbito deste acordo, foram celebrados novos contratos de financiamento que permitirão ao Grupo SCP:

  • o Rever os pressupostos do Banking Case para valores realistas e, no caso da Sociedade, a revisão em alta do compromisso com os custos salariais para 25 M€ / ano;
  • o Prolongar os prazos de reembolso da dívida de 2019 para 2025, adequando-os à capacidade efectiva de cumprimento do Grupo SCP;
  • o Rever em baixa os spreads existentes, os quais são estabilizados num spread médio de 1,5%;
  • o Prever mecanismos que permitam reduzir a dívida e o respectivo serviço da dívida para níveis comportáveis para o Grupo SCP, designadamente através da emissão de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC) em termos e condições a definir.

Prevê-se que a emissão de VMOC possa vir a ser realizada no prazo de cinco meses, devendo para o efeito a sua emissão ser objecto de deliberação prévia da Assembleia Geral do SCP, bem como da Sporting SAD.

Na eventualidade de não ser possível emitir VMOC, deverão os Bancos e o Grupo SCP encontrar uma alternativa a esta, para redução da dívida, o que deverão fazer até ao dia 30 de Junho de 2009, sob pena de os contratos de financiamento agora celebrados poderem ser declarados vencidos antecipada e imediatamente por parte dos Bancos.

A reestruturação financeira permite ao Grupo SCP uma poupança significativa comparadamente com as condições contratuais até agora existentes e permitirá a todas as entidades do Grupo cumprirem pontualmente as suas obrigações contratuais sem recurso a receitas decorrentes da venda de direitos desportivos como até à data vinha acontecendo.

Em Janeiro de 2009, o Presidente do Conselho de Administração da Sociedade informou da sua decisão de não se recandidatar à presidência do Sporting Clube de Portugal.

Em Janeiro de 2009, a Sociedade procedeu á liquidação do 1º cupão de juros e do empréstimo obrigacionista contraído em Julho de 2008.

Em Fevereiro de 2009, a Sociedade constituiu uma Joint Venture para a construção e implementação de uma Academia Sporting na África do Sul, nos seguintes moldes:

  • Os parceiros da Sociedade na Joint Venture (DMN Investments CC e Extra Dimensioons) asseguram o investimento necessário à construção da Academia, bem como todo o financiamento da própria actividade da Academia Sporting África (ASA);
  • A Extra Dimension adquirirá ao Sporting Clube de Portugal ou a empresa participada por este indicada, acções da Sporting SAD no montante de Euros 1.000 milhares;
  • A contribuição da Sporting SAD no negócio consubstancia-se exclusivamente na cedência da marca "Academia Sporting" no continente africano e no seu knowhow na área da formação desportiva, sendo-lhe assegurada a integral gestão desportiva da Academia Sporting África;
  • A Sporting SAD passará a deter, em partes iguais com os seus parceiros, o direito de receber os lucros da sociedade e beneficiará de um direito de opção sobre todos os jogadores formados na Academia Sporting África em moldes prédefinidos pelas partes;
  • Prevê-se que a academia esteja concluída e a funcionar em Janeiro de 2010.

30. JUSTO VALOR

Os activos e passivos financeiros existentes no balanço da Sporting SAD que não se encontram reconhecidos ao justo valor, apresentam-se no quadro seguinte:

Valor
contabilisti co
31.Dez.08
Euros'000
Valor de
mercado
31.Dez.08
Euros'000
Di ferença
31.Dez.08
Euros'000
Valor
contab ili stico
30.Jun.08
Euros'000
Valor de
mercado
30.Jun.08
Eu ros' 000
Diferen ça
30.Jun.08
Euros'000
Activo
Outros activos não correntes 76.904 76.904 - 82. 697 82.697 -
C lientes 6.410 6.410 - 11. 964 11.964 -
Outros devedores 817 817 - 1. 001 1.001 -
Total do activo 84.131 84.131 - 95. 662 95.662 -
Passivo
Emissão obrigacionista 19.000 20.074 1.074 18. 000 18.406 406
F acilidade de Credito Revolving
BES 1.500 1.500 - 5. 500 5.529 29
BES 6.500 6.522 22 4. 500 4.500 -
Emprestimo a medio e longo prazo 15.000 15.000 - 15. 000 15.000 -
Descobert os bancarios 1.146 1.146 - 767 767 -
43.146 44.242 1.096 43. 767 44.202 435
Despesas bancarias - - - - - -
Total do passivo 43.146 44.242 1.096 43. 767 44.202 435

O justo valor apurado foram determinados com base em técnicas de avaliação aceites pelo mercado, tais como discount cash flows, tendo sido utilizados curvas de mercado nos referidos modelos.

Os pressupostos utilizados na valoração do empréstimo obrigacionista foram:

  • Curvas Mid-Swap a 31/12/2008 e 30/06/2008, adicionadas de um spread de 2%;

  • Aplicação dos Discounted Cash-Flows

31. POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS FINANCEIROS

Risco de taxa de juro

À data do presente relatório, a Sporting SAD apresenta os seguintes passivos financeiros com exposição ao risco de taxa de juro:

Euros'000
31.Dez.08
Euros'000
30.Jun.08
Taxa de juro fixa
Emissão obrigacionista 19.000 18.000
19.000 18.000
Taxa de juro variavel
Emprestimo curto prazo 5.000 10.000
Emprestimo a medio e longo prazo 18.000 15.000
23.000 25.000
Total 42.000 43.000

A Sporting SAD não tem vindo a seguir qualquer política de cobertura risco de taxa de juro. As suas operações são contratadas com base nas suas necessidades de financiamento da actividade.

Análise de sensibilidade à variação da taxa de juro

Na sequência da reestruturação financeira assinada com a Banca em 30 de Dezembro de 2008, na qual se prevêem, exceptuando para o empréstimo obrigacionista de taxa fixa, novas condições e/ou prazos para os financiamentos existentes, a entrar em vigor nas primeiras semanas de Janeiro de 2009, é a seguinte a análise de sensibilidade À variação da taxa de juro:

31.Dez.08
No minal
Euros'00 0
Subida de 1%
da taxa de j uro
Eur os'000
Subida de
0 ,5% da t axa
de juro
Euros'00 0
Descida de 1 %
da taxa de juro
Eur os'000
Descida de
0,5% da t axa
de jur o
Euros'000
Emprestimos
Facilid ade de Cr ed ito Revolvin g 15.00 0 - - - -
MLP 3.00 0 208 19 3 148 163
Total 18.00 0 208 19 3 148 163
30.Jun.08
Subida de Descida de
No minal
Euros'00 0
Subida de 1%
da taxa de j uro
Eur os'000
0 ,5% da t axa
de juro
Euros'00 0
Descida de 1 %
da taxa de juro
Eur os'000
0,5% da t axa
de jur o
Euros'000
Emprestimos
Facilid ade de Cr ed ito Revolvin g 10.00 0 - - - -
MLP 15.00 0 1.209 1.13 3 905 980
Total 25.00 0 1.209 1.13 3 905 980

Risco de crédito

A máxima exposição ao risco de crédito está representada pelo valor contabilístico dos saldos das rubricas de balanço Outros activos não correntes, clientes e outros devedores.

A Sporting SAD avalia os riscos de recuperação dos saldos em aberto através da análise da situação financeira e outra relevante, registando perdas de imparidade que apure serem necessárias.

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