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Sporting Clube de Portugal - Futebol

Quarterly Report Mar 1, 2012

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Quarterly Report

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FUTEBOL CLUBE DO PORTO – FUTEBOL, SAD

Sociedade Aberta

Capital Social: 75.000.000 euros Capital Próprio: 23.319.103 euros (aprovado em Assembleia Geral de 25 de Novembro de 2011) Sede Social – Estádio do Dragão, Via FC Porto, Entrada Poente Piso 3 Matricula na 1ª Conservatória do Registo Comercial do Porto e Pessoa Coletiva n.º 504 076 574

RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO

1º SEMESTRE 2011/2012

Relatório de Gestão

Mensagem do Presidente Órgãos Sociais Destaques Atividade Desportiva Atividade Económica Consolidada Performance Individual das empresas do perímetro de consolidação Evolução da cotação das ações da sociedade Outros Factos Ocorridos Durante o Semestre Factos Relevantes Ocorridos após o Termo do Período Perspetivas Futuras Governo da Sociedade Informação sobre Ações Próprias Declaração do Órgão de Gestão

Demonstrações Financeiras Consolidadas Condensadas e Anexos

Demonstrações Consolidadas Condensadas da Posição Financeira Demonstrações Consolidadas Condensadas dos Resultados por Naturezas Demonstrações Consolidadas Condensadas do Rendimento Integral Demonstrações Consolidadas Condensadas de Alterações no Capital Próprio Demonstrações Consolidadas Condensadas dos Fluxos de Caixa Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas Condensadas Relatório de Revisão Limitada do Auditor

Relatório de Gestão

Mensagem do Presidente

Cumprido o primeiro semestre do exercício o FC Porto continua na vanguarda do futebol português, na luta por revalidar o título nacional, o primeiro e principal objetivo de todas as épocas. Estamos a entrar na fase em que tudo se decide e mantemos a confiança na nossa equipa, que tantas alegrias nos têm dado.

É verdade que nesta temporada não conseguimos manter o nível nas provas a eliminar, mas no futebol, como em todas as outras coisas, não há ninguém que consiga sempre vencer.

Importante é o FC Porto manter a robustez que lhe permita minimizar os danos de uma conjuntura económica muito adversa e que naturalmente se reflete também nesta atividade.

Estamos certos que trilhamos o caminho certo e que trabalhamos para que o FC Porto continue a ser a locomotiva do futebol português.

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Jorge Nuno Pinto da Costa

Órgãos Sociais

Mesa da Assembleia Geral
Presidente: – José Manuel de Matos Fernandes
Secretário – Rui Miguel de Sousa Simões Fernandes Marrana
Conselho de Administração
Presidente: – Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa
Administradores: – Adelino Sá e Melo Caldeira
– Angelino Cândido de Sousa Ferreira
– Reinaldo da Costa Teles Pinheiro
– Rui Ferreira Vieira de Sá (não executivo)
Conselho Fiscal
Presidente: – José Paulo Sá Fernandes Nunes de Almeida
Membros: – Armando Luís Vieira de Magalhães
– Filipe Carlos Ferreira Avides Moreira
Membro Suplente: – José Manuel Taveira dos Santos

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas

Deloitte & Associados, SROC SA, representada por António Manuel Martins Amaral

Secretário da Sociedade

Secretário: – Daniel Lorenz Rodrigues Pereira
Suplente: – Raul Filipe Pais da Costa Figueiredo

Conselho Consultivo

Presidente: – Alípio Dias

  • Membros: Álvaro Jose Pereira Pinto Júnior
  • Álvaro Rola
  • António Fernando Maia Moreira de Sá
  • António Manuel Gonçalves
  • Artur Santos Silva
  • Fernando Alberto Pires Póvoas
  • Fernando José Guimarães Freire de Sousa
  • Fernando Manuel dos Santos Gomes
  • Ilídio Costa Leite Pinho
  • Ilídio Pinto
  • Jaime Eduardo Lamego Lopes
  • João Espregueira Mendes
  • Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa
  • Joaquim Manuel Machado Faria e Almeida
  • José Alexandre de Oliveira
  • José Paulo Sá Fernandes Nunes de Almeida
  • Jorge Alberto Carvalho Martins
  • Luís Portela
  • Rui de Carvalho de Araújo Moreira

Comissão de Vencimentos

Presidente: – Alípio Dias
Membros: – Fernando José Guimarães Freire de Sousa

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– Joaquim Manuel Machado Faria e Almeida

Destaques

  • Resultado Líquido Consolidado do 1º Semestre de 2011/2012 negativo em 8.884m€, bastante inferior ao resultado positivo obtido no período homólogo anterior, principalmente devido à diminuição dos resultados com transações de passes de jogadores;
  • Resultados Operacionais excluindo resultados com passes de jogadores diminuem 1.031m€ comparativamente a igual período de 2010/2011, verificando-se um aumento ao nível nos custos mas também dos proveitos;
  • Com a incorporação das rubricas relacionadas com passes, os Resultados Operacionais atingem os 4.869m€ negativos neste período de seis meses, o que representa uma quebra de 14.303m€ relativamente ao anterior;
  • Capitais próprios consolidados atingem os 14.325m€ em 31 de Dezembro de 2011, penalizados pela incorporação do resultado líquido apresentado;
  • Ativo Total cresce 1.189m€, face a 30 de Junho de 2011, atingindo um montante global de 226.512m€, onde o valor contabilístico do plantel representa uma parcela cada vez maior;
  • Aumento do passivo em 5%, que apresenta um total de212.187m€, com maior incidência no passivo de curto prazo da sociedade.

A FC Porto – Futebol, SAD vem cumprir os seus deveres de prestação de informação de natureza económica e financeira, relativa ao primeiro semestre do exercício 2011/2012, período compreendido entre 1 de Julho e 31 de Dezembro de 2011.

Este documento foi elaborado de acordo com o quadro normativo vigente, nomeadamente o disposto no Código das Sociedades Comerciais, Código dos Valores Mobiliários e nos Regulamentos da CMVM.

Conforme estipulado no Regulamento do Parlamento Europeu, as sociedades com valores mobiliários admitidos em mercados regulamentados sediados na União Europeia devem utilizar nas suas demonstrações financeiras consolidadas, as normas internacionais de contabilidade (IAS/IFRS) adotadas no seio da União, para todos os exercícios financeiros com início em ou após 1 de Janeiro de 2005.

No caso da FC Porto – Futebol, SAD, estas normas entraram em vigor no exercício 2005/2006. As contas incluídas neste relatório foram apresentadas de acordo com as disposições constantes da IAS 34 – "Relato financeiro intercalar", e em conformidade com as restantes Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS).

Atividade Desportiva

Depois da época gloriosa de 2010/2011, o primeiro semestre da presente temporada teve altos e baixos. Logo no arranque, no primeiro jogo oficial da temporada, o FC Porto conquistou a Supertaça, ao bater o Vitória de Guimarães por 2- 1. Com esta vitória o FC Porto cimentou a liderança em número de títulos no futebol português e a vantagem como clube europeu com mais troféus no século XXI. Logo a seguir, o FC Porto disputou a Supertaça europeia, frente ao Barcelona, acabando derrotado apesar do comportamento positivo da equipa.

Paralelamente, o clube manteve a política de investir em jovens valores, que garantam progressão e um contributo importante no desempenho da equipa, como também possam ser ativos importantes no mercado de jogadores. Assim, chegaram esta época ao FC Porto atletas como Iturbe, Bracali, Djalma, Defour, Mangala, Kléber e Alex Sandro.

Como já tantas vezes aconteceu na última década, o FC Porto procura oferecer as melhores condições para que os jogadores recém-chegados possam adaptar-se ao clube, à cidade e à equipa, de forma a que possam proporcionar bons espetáculos desportivos e garantir a continuação da conquista de títulos.

Também no arranque da época o FC Porto contratou o jogador brasileiro Danilo, mas por acordo com o Santos, do Brasil, a transferência só se tornou efetiva a partir de Janeiro de 2012. Trata-se de um jovem jogador internacional brasileiro e em que o FC Porto deposita fundadas esperanças, como ficou demonstrado nos jogos que já realizou.

Em Janeiro, o FC Porto aproveitou a reabertura do mercado de transferências para fazer acertos no plantel. Ao clube chegaram Lucho González e Marc Janko, dois atletas experientes e que desde logo começaram a ajudar a equipa. Lucho González regressou ao FC Porto dois anos e meio depois de ter saído para o Marselha, numa demonstração de reconhecimento pela forma de trabalhar do nosso clube.

Desportivamente, o FC Porto encontra-se em primeiro lugar no campeonato nacional, com fundadas esperanças de revalidar o título no final da temporada, afinal o grande objetivo da época.

Nas provas a eliminar e depois dos sucessos do ano passado, as coisas esta época não correram tão bem. Na Taça de Portugal, o FC Porto foi afastado pela Académica, enquanto na Liga dos Campeões o terceiro lugar na fase de grupos significou a transição para a Liga Europa. Nesta competição um sorteio adverso colocou pela frente o Manchester City, provavelmente o clube mais rico do momento, acabando o FC Porto por ser afastado.

Atividade Económica Consolidada

Observando a situação económico-financeira da sociedade, serão analisados neste relatório o resultado consolidado, ou seja, o obtido através da participação individual das empresas do grupo incluídas na consolidação, líquidas das transações efetuadas entre elas. No entanto, é o resultado individual da FC Porto – Futebol, SAD que contribui de maneira decisiva para o resultado consolidado.

O exercício em análise conta, pela primeira vez, com a participação da atividade de exploração da Dragon Tour, Agência de Viagens, SA, detida direta e indiretamente em 70 e 93,5% respetivamente pela FC Porto – Futebol, SAD. No entanto, o volume de negócios gerados por esta empresa não tem expressão no total dos resultados consolidados.

Chama-se especial atenção para o facto de aqui se apresentarem os resultados intermédios, pelo que, devido à grande sazonalidade em diversos custos e proveitos desta sociedade, e de outras do mesmo sector de atividade, principalmente os relacionados com transações de passes de jogadores, não se poder daqui retirar ilações conclusivas sobre a evolução do comportamento económico-financeiro da FC Porto – Futebol, SAD, ou da estimativa de fecho das contas anuais.

A par da performance desportiva, também a situação económico-financeira da FC Porto – Futebol, SAD ficou aquém da obtida no mesmo período do exercício anterior. O resultado líquido obtido pela sociedade no 1º semestre do exercício 2011/2012 foi negativo em 8.884m€, destoando dos resultados positivos obtidos no 1º trimestre e no período homólogo anterior, como se pode ver no gráfico seguinte:

Este resultado é repartido por 3 partes: operacional, relacionada com transações de passes e financeira. Comecemos pelos resultados operacionais excluindo transações de passes de jogadores, a componente mais constante ao longo dos exercícios.

Os proveitos operacionais excluindo proveitos com passes de jogadores aumentaram 33%, comparativamente ao mesmo período do ano anterior, perfazendo um total de 35.688m€ no 1º semestre do atual exercício económico, que se decompõe da seguinte forma:

Proveitos Operacionais excluindo proveitos com passes 1511 % 1S10 %
Merchandising 2.243 6% 1.922 7%
Bilheteira 6.447 18% 6.294 23%
Provas UEFA 5.717 16% 2.646 10%
Outras Receitas Desportivas 599 2% 848 3%
Direitos de transmissão televisiva 5.984 17% 4.499 17%
Publicidade e Sponsorização 6.568 18% 7.534 28%
Corporate Hospitality 5.160 14% 1.668 6%
Outras Prestações de Serviços 2.688 8% 1.231 5%
Outros Proveitos 280 1% 199 1%
TOTAL 35.688 100% 26,842 100%

No entanto, uma grande parte deste acréscimo nos proveitos está relacionada com o aumento das receitas do Corporate Hospitality, que consiste na cedência de um conjunto de produtos e serviços destinados a empresas e que incluem os direitos de utilização de camarotes e lugares para empresas no Estádio do Dragão para assistir a jogos do FC Porto. A receita deste negócio é direcionada para a sociedade EuroAntas, a detentora do Estádio, que a utiliza para fazer face ao serviço da dívida para a construção do estádio. O excedente deste negócio, depois de cumprido o project finance, é proveito da sociedade desportiva. Uma vez que a PortoComercial adquire o direito e assume a responsabilidade de comercialização dos conceitos deste segmento, os proveitos gerados passaram a ser também aqui englobados, o que não acontecia na 1º semestre de 2010/2011, e que levou ao aumento desta rubrica em 3.492m€. Este montante tem igual contrapartida nos custos do exercício, pela transferência desses proveitos para a EuroAntas.

Deste quadro destaca-se o aumento das receitas obtidas pela participação nas competições europeias. O FC Porto, que participa regularmente na UEFA Champions League, disputou na época anterior a UEFA Europa League, prova que dedica remunerações substancialmente inferiores aos seus participantes. Apesar de o FC Porto

não ter sido apurado para os 1/8F da UEFA Champions League, os prémios de performance desportiva e o market pool obtidos somaram um total de 5.717m€.

As outras receitas desportivas sofreram uma diminuição, principalmente devido à diminuição dos proveitos obtidos pela participação na Taça de Portugal, prova em que o FC Porto foi eliminado nos 1/16F.

O aumento das receitas televisivas, na ordem dos 33%, deve-se aos rendimentos progressivos garantidos pelo contrato entre a FC Porto – Futebol, SAD e a PPTV – Publicidade de Portugal e Televisão S.A. (sociedade integrada no Grupo Controlinveste, que assume a posição contratual da Olivedesportos – Publicidade, Televisão e Media, S.A.) para a cedência, em regime de exclusividade, dos direitos de comunicação audiovisual, nacionais e internacionais, dos jogos do FC Porto disputados para a competição principal da Liga Portuguesa de Futebol Profissional na qualidade de equipa visitada.

Os proveitos inerentes aos contratos de publicidade e sponsorização, que advêm, na sua maioria, da publicidade feita no equipamento oficial do FC Porto, pelos seus principais patrocinadores, que no exercício em análise são a Portugal Telecom, a Nike, e a Unicer, quase não sofreram alterações relativamente ao período homólogo. No entanto, uma diminuição da comercialização dos suportes publicitários pela PortoComercial levou a um decréscimo desta rubrica na ordem dos 0,9M€.

Os proveitos de bilheteira, constituídos pela comercialização dos Dragon Seats (lugares anuais), dos bilhetes vendidos jogo a jogo e a parte das quotizações pagas pelos associados do FC Porto que são proveito da sociedade desportiva, cresceram, ainda que ligeiramente, no período em análise. Este aumento deveu-se, exclusivamente, ao acréscimo da receita obtida com o pagamento dos sócios, pelo aumento do valor da quota.

A receita de merchandising, ao contrário do que seria expectável, devido à performance desportiva, aumentou 17% relativamente ao período homólogo, o que é de assinalar.

Os restantes proveitos operacionais, ainda não referidos, que assentam principalmente nas prestações de serviços prestadas pelas sociedades participadas, excetuando os proveitos, já referidos, de Publicidade e Sponsorização da PortoComercial, cresceram 1.458m€. Grande parte deste valor é explicado pela facto da PortoEstádio ter cedido a exploração das suas áreas de negócio a outras empresas do Grupo FC Porto, e passado a adotar um modelo de prestação de serviços às restantes empresas, incluindo as que estão fora do perímetro de consolidação.

No que diz respeito aos custos operacionais, ainda excluindo os relacionados com passes de jogadores, verificou-se um aumento de 29%, que se traduz em 9.877m€ relativamente ao 1º semestre de 2010/2011. Observando o quadro apresentado em baixo, constata-se que o aumento global foi diluído por cada uma das rubricas, à exceção das amortizações, que sofreram uma ligeira diminuição.

valores em milhares de euros
Custos Operacionais excluindo custos com passes 1S11 % 1S10 %
CMV 1.287 3% 1.188 3%
Fornecimentos e serviços externos 18.226 41% 10.635 31%
Custos com Pessoal 21.815 49% 20.669 60%
Amortizações excluindo depreciações de passes 438 1% 466 1%
Provisões e perdas de imparidade excluindo passes 392 1% 381 1%
Outros Custos 2.096 5% 1.037 3%
TOTAL 44.253 100% 34.376 100%

Os custos com as mercadorias vendidas, acompanhando o incremento das receitas de merchandising, cresceram no período em análise, ainda que em menor proporção, o que levou a um aumento da margem bruta das vendas.

A subida dos custos com os fornecimentos e serviços externos, responsável por 77% do acréscimo global, explica-se pela contabilização como custo e proveito, a partir do exercício em análise, da atividade de comercialização do negócio do Corporate

Hospitality com a Euroantas, tal como referido acima. Adicionalmente, o pagamento dos serviços prestados pela FC Porto – Serviços Partilhados, SA, empresa participada integralmente pelas empresas do universo FC Porto, que tem como objeto a prestação de serviços de assessoria empresarial, administração e recursos humanos a todas as empresas do Grupo, contribuiu também para o aumento desta rubrica.

Ainda que parte dos funcionários, que estavam alocados às várias empresas do consolidado da FC Porto – Futebol, SAD, terem transitado para a FC Porto – Serviços Partilhados, SA (criada em 1 de Março de 2011), verificou-se um aumento de 6% nos custos com o pessoal. Esta subida deve-se exclusivamente ao acréscimo dos custos para fazer face aos compromissos contratuais com os atletas.

O crescimento na rubrica de 'Outros Custos' espelha a menos valia que resultou da recompra de 22,5% do passe do João Moutinho à Soccer Invest Fund, fundo ao qual a Mamers B.V. cedeu a sua posição contratual relativamente aos direitos económicos sobre que tinha adquirido anteriormente.

O valor líquido resultante da soma dos proveitos e custos operacionais, excluindo transações com passes de jogadores, atingiu o valor global negativo de 8.565m€, uma queda de 14% relativamente ao período anterior.

Passamos agora à segunda componente do resultado líquido, a relacionada com transações de passes de jogadores, que é constituída pelas Amortizações e perdas de imparidade com passes de jogadores e o Resultado das Transações de Passes de jogadores.

Contribuindo negativamente para o resultado da sociedade, as Amortizações e perdas de imparidade com passes de jogadores registaram um valor de 15.075m€, o que representa um aumento de 1.250m€ relativamente ao período anterior, e que reflete o investimento na equipa, uma vez que estas amortizações resultam da aquisição de direitos desportivos e económicos. Não se verificaram perdas de imparidade com passes de jogadores no exercício em análise.

O Resultado das transações de passes de jogadores, que engloba os custos e os proveitos resultantes da venda e empréstimo dos direitos desportivos e económicos de jogadores, perfez os 18.771m€, bastante aquém dos 30.793m€ obtidos no período homólogo anterior. No período em análise estão registadas, essencialmente, as mais valias resultantes da transferência do jogador Radamel Falcao para o Atlético de Madrid, enquanto que no período homólogo anterior, estão a do Bruno Alves e Raul Meireles

para o Zenit e Liverpool, respetivamente. As receitas obtidas nesta rubrica, que têm representado uma parte substancial dos proveitos da FC Porto – Futebol, SAD e de muitas sociedades deste sector de atividade, são fundamentais para equilibrar o seu orçamento. São as oscilações aqui verificadas as grandes responsáveis pela obtenção de resultados positivos / negativos da sociedade.

A contribuição negativa das Amortizações e perdas de imparidade com passes de jogadores, adicionada aos Resultados com transações de passes de jogadores, resultou num saldo, ainda assim positivo, de 3.696m€, que levou à obtenção de resultados operacionais (resultados antes de custos e proveitos financeiros, resultados relativos a investimentos e impostos sobre o rendimento) de 4.869m€ negativos, o que representa uma quebra de 14.303m€ relativamente à época anterior.

Por último, a terceira componente, a financeira.

Apesar do aumento dos proveitos financeiros, resultantes da contabilização dos juros previstos no plano de pagamento da dívida de médio / longo prazo do Futebol Clube do Porto à sociedade desportiva, o crescimento dos encargos financeiros, decorrentes de

maiores dificuldades no acesso ao crédito, levou a um agravamento dos resultados financeiros em 1.283m€, no período em análise.

Como conclusão da análise efetuada, e depois de considerarmos os resultados negativos relativos a investimentos, de 519m€ e o cálculo do imposto do período, de 253m€, o Resultado Líquido consolidado da sociedade foi, como já referido, negativo em 8.940m€.

Analisando o balanço da sociedade, verifica-se uma deterioração da situação patrimonial pela incorporação do resultado líquido apresentado. Os capitais próprios da sociedade, em 31 de Dezembro de 2011, atingem os 14.336m€.

Do lado do Ativo, verificou-se um ligeiro aumento, de 1.189m€, face a 30 de Junho. Este aumento é sustentado por um acréscimo no valor contabilístico dos direitos desportivos dos jogadores, devido ao investimento realizado no reforço do plantel. No entanto, realça-se o facto de o ativo corrente representar uma parcela menor no total, o que vem dificultar a transformação em capital disponível, que seria usado para fazer face aos compromissos de curto prazo da sociedade.

Relativamente ao passivo, verifica-se um crescimento no seu total, mas também na representatividade do passivo de curto prazo, o que agravado pela diminuição do ativo corrente, dificultará a capacidade da empresa liquidar as suas dívidas mais imediatas, aumentando a pressão de tesouraria.

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Relatório e Contas Consolidado 1S11 18

Performance Individual das empresas do perímetro de consolidação

As contas até agora apresentadas expõem a situação económico-financeira da FC Porto – Futebol, SAD de forma consolidada, ou seja, agregando as contas das seis empresas que constituem o perímetro de consolidação, líquido das transações efetuadas entre elas.

Abaixo apresenta-se o desempenho individual de cada uma delas, antes de serem feitos os ajustamentos de consolidação:

valores em milhares de euros
Empresas do perímetro de consolidação FC Porto
Futebol, SAD
Porto
Comercial
Porto
Estádio
Porto
Multimédia
Porto
Seguro
Dragon
Tour
Proveitos operacionais excluindo Transações de Passes 23,860 10.842 2.623 185 351 3
Custos operacionais excluindo Transações de Passes (31.816) (11.404) (2.619) (246) (339) (5)
Resultados operacionais excluindo Transações Passes (7.956) (562) 4 (61) 11 $\left( 1\right)$
Amortizações e perdas de imparidade com passes (15.075) ٠
(Custos)/proveitos com transacções de passes 18.771 ٠ ٠ ۰ ٠
Resultados operacionais (4.260) (562) 4 (61) 11 (1)
Resultados Financeiros (3.309) (2) (0) 12
Resultados relativos a investimentos (519) ٠ ۰
Imposto sobre o rendimento (198) (31) (14) ٠ (9) ۰
Resultado Líquido do Exercício (8.285) (595) (10) (61) 14 (1)

O quadro demonstra que, apesar de o resultado alcançado pela FC Porto – Futebol, SAD de forma consolidada ter sido obtido quase exclusivamente pelo resultado individual da sociedade, as restantes empresas do perímetro de consolidação, à exceção da PortoSeguro, vieram agravar o resultado negativo.

Evolução da cotação das ações da sociedade

A cotação das ações da F.C. Porto – Futebol, SAD tem vindo a diminuir progressivamente desde 2003/2004. Nem mesmo nos momentos de divulgação de resultados, e/ou de informação privilegiada, se verificaram oscilações relevantes, como vem sendo norma. O período em análise não é exceção, tendo-se verificado uma queda ainda mais acentuada, de 37%, no preço das ações da sociedade, tendo fechado o período, em 31 de Dezembro, a cotar nos 0,48 Euros, com uma capitalização bolsista de 7,2 milhões de euros.

No entanto, a queda verificada nas ações da sociedade torna-se menos relevante, uma vez que foi acompanhada pelos principais títulos da bolsa portuguesa, assim como pelo principal índice internacional do sector do futebol.

O índice de referência do mercado nacional de ações, o PSI-20, que espelha a realidade bolsista portuguesa, caiu 25% no período em análise, contrariando a tendência mais recente, em que parecia começa a recuperar da crise no mercado de capitais. Já o Dow Jones EuroStoxx Football, do qual a F.C. Porto – Futebol, SAD é parte integrante, caiu 31% em relação a 1 de Julho de 2011, uma queda mais expressiva que a da bolsa portuguesa, mas mais contida que a das ações da sociedade, comparando com o seu valor nominal. Obviamente, em valores absolutos, a queda neste índice é a mais expressiva.

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Estes comportamentos são visíveis no gráfico seguinte:

O quadro abaixo apresentado ilustra o comportamento bolsista no primeiro semestre dos três últimos exercícios, quer no que respeita à evolução do preço da ação, quer quanto à liquidez dos títulos.

1S09 1S10 1S11
Número de negócios (Qtd) 554 535 442
Acções transaccionadas (Qtd) 281.955 276.646 176.044
Qtd. Média acções transaccionadas por negócio 509 517 398
Liquidez (Eur) 397.743 275.802 110.486
Máximo do período (Eur) 1,75 1,10 0,80
Mínimo do período (Eur) 1,25 0,84 0,45
Cotação no Início do Período 1,37 1,06 0,76
Cotação no Fim do Período 1,32 0,90 0,48
Variação na Época -4% -15% -37%
Capitalização Bolsista 19.800.000 13.500.000 7.200.000

Os dados apresentados no quadro indicam que neste período, em comparação com os dois períodos homólogos anteriores, as ações da FC Porto – Futebol, SAD tiveram menos liquidez, tanto pela diminuição do número de negócios efetuados, como do número de ações transacionadas. Paralelamente, os valores máximo e mínimo apresentados são substancialmente inferiores aos de igual período do exercício anterior. A variação entre o valor máximo e o mínimo registados no período foi bastante acentuada, com o mínimo a representar apenas 56% do valor máximo de fecho.

Outros Factos Ocorridos Durante o Semestre

No dia 7 de Agosto, o Estádio Municipal de Aveiro foi palco de mais uma Supertaça Cândido de Oliveira, que o FC Porto disputou como campeão nacional 2010/2011, frente Vitória de Guimarães, finalista da Taça de Portugal. Este clássico do futebol nacional acabou com a festa do FC Porto, numa vitória sobre o seu adversário por 2-1, conquistando assim o primeiro troféu da época 2010/2011. Esta é a 18ª Supertaça Cândido Oliveira conquistada pelo FC Porto.

Três semanas mais tarde, a 26 de Agosto, o FC Porto voltou a visitar o Mónaco para disputar uma outra Supertaça, a Europeia, no Estádio Louis II com o Barcelona. A equipa catalã saiu vencedora do encontro, derrotando o FC Porto por 2-0, impossibilitando a vinda do troféu para o clube que o ganhou em 1987.

No âmbito da emissão de obrigações pela sociedade, procedeu-se ao pagamento dos juros do cupão n.º 1 das obrigações "FC PORTO SAD 2011-2014", a 3 de Dezembro de 2011. O reembolso da operação ocorrerá a 3 de Junho de 2014, conforme foi definido no prospeto da oferta pública.

No âmbito da emissão de obrigações pela sociedade, procedeu-se ao pagamento dos juros do cupão n.º 4 das obrigações "FUTEBOL CLUBE DO PORTO SAD 2009-2012", a 18 de Dezembro de 2011. O reembolso da operação ocorrerá a 18 de Dezembro de 2012, conforme foi definido no prospeto da oferta pública.

Factos Relevantes Ocorridos após o Termo do Período

Na janela de transferências de Janeiro, que decorreu entre o dia 1 e 31 desse mês, a FC Porto – Futebol, SAD decidiu emprestar, até ao final da corrente época desportiva, os seus atletas Belluschi ao Génova e Guarin ao Inter Milão, tendo estes clubes ficado com a opção de compra definitiva dos direitos de inscrição desportiva por 3,5M€ e 13,5M€, respetivamente.

Perspetivas Futuras

Desportivamente, a primeira metade da época 2011/2012 ficou aquém de épocas anteriores. Depois da conquista da Supertaça frente ao Vitória de Guimarães por 2-1, e após um início de campeonato em que foi líder na classificação, o FC Porto perdeu o comando do campeonato nacional, tendo voltado a recuperá-lo, estando, à data deste relatório, no 1º lugar.

Também nas competições europeias as coisas não correram de feição, tendo a equipa sido eliminada da UEFA Champions League na fase de grupos e transitado para a UEFA Europa League onde foi eliminada nos 1/16F da prova pelo líder do campeonato inglês, Manchester City.

O FC Porto está e irá sempre lutar para ser campeão nacional, troféu que habitualmente tem vindo parar ao museu do FC Porto (o FC Porto foi campeão nacional por 10 vezes nos último 15 anos). Para além da glória desportiva, o garante do acesso à UEFA Champions League é um prémio bastante importante para o reconhecimento mas também para o orçamento da sociedade. No próximo ano, o acesso direto de duas equipas portuguesas à "prova milionária", vem garantir uma maior fonte de receitas ao futebol nacional.

Economicamente, com base nos resultados obtidos no primeiro semestre, perspetiva-se a necessidade de efetuar um valor considerável de mais valias de transferências, para que a sociedade consiga atingir um resultado positivo no final da época. Dado o histórico da FC Porto – Futebol, SAD nesta área de negócio, e os valiosos e cobiçados ativos que pertencem ao seu plantel, esta parece ser uma tarefa ao seu alcance, que dará uma maior solidez e consistência à estrutura patrimonial da sociedade.

No entanto, e dado que os capitais próprios individuais da Sociedade ascendem em 31 de Dezembro de 2011 a menos de metade do capital social, a FC Porto – Futebol, SAD encontra-se no âmbito do disposto no artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais.

O Conselho de Administração da Sociedade considera que, em função dos resultados consequentemente positivos apresentados nos últimos cinco exercícios, das estimativas orçamentais à data para o fecho deste exercício económico, e da melhoria dos resultados económicos e financeiros que se perspetivam para os próximos exercícios, a estrutura de capitais da sociedade sairá naturalmente reforçada.

Ainda assim, e no pressuposto de mais rapidamente dar cumprimento a esta obrigação, o Conselho de Administração, poderá ainda convocar uma Assembleia Geral Extraordinária, para discussão e aprovação das propostas que vierem a ser apresentadas, as quais poderão passar pelas seguintes alternativas:

  • Redução do capital social para montante não inferior ao capital próprio da sociedade;
  • Realização pelos sócios de entradas para reforço da cobertura do capital; e

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• A conjugação das duas alternativas.

Governo da Sociedade

Lista dos titulares de participações qualificadas:

Conforme estipula o artigo 16º do Código dos Valores Mobiliários, as sociedades que atinjam, ultrapassem ou reduzam a sua participação de 2%, 5%, 10%, 20%, um terço, dois terços, e 90% dos direitos de voto correspondentes ao capital social de uma sociedade aberta devem informar a CMVM, a sociedade participada e as entidades gestoras de mercados regulamentados. Apresentamos a lista de participações qualificadas, com indicação do número de ações detidas e a percentagem de direitos de voto correspondentes, calculada nos termos do artigo 20º do mesmo Código e tendo em consideração as alterações introduzidas pelo artigo 2.º do DL n.º 357-A/2007, de 31 de Outubro, que são do conhecimento da FC Porto – Futebol, SAD, em 31 de Dezembro de 2011:

Futebol Clube do Porto $N9$ de Accões % Direitos de voto
Directamente 6.000.000 40,00%
Através de Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa 183.025 1,22%
Através de Reinaldo da Costa Teles Pinheiro 9.850 0,07%
Total imputável 6.192.875 41,29%
Inmobiliária Sacyr Vallehermoso, S.A. N.º de Acções % Direitos de voto
Através da sociedade Somague Imobiliária 1.359.093 9,06%
Através da sociedade Somague Engenharia 1.359.092 9,06%
Através da sociedade Somague Investimentos Gestão e
Servicos, S.A.
100.000 0,67%
Total imputável 2.818.185 18,79%

Nota: A sociedade Somague Imobiliária é detida a 100% pela Vallehermoso, que por sua vez é detida a 100% pela Sacyr Vallehermoso, S.A..

A sociedade Somague Investimentos Gestão e Serviços, S.A. é integralmente detida pela Somague Engenharia, que é detida a 100% pela Somague, S.G.P.S., S.A., que por sua vez é detida a 100% pela Sacyr SAU, a qual é por sua vez detida a 100% pela Sacyr Vallehermoso, S.A..

A sociedade Somague Engenharia é detida a 100% pela Somague, S.G.P.S., S.A., que por sua vez é detida a 100% pela Sacyr SAU, a qual é detida a 100% pela Sacyr Vallehermoso, S.A..

António Luís Alves Oliveira $N9$ de Accões % Direitos de voto
Directamente 1.650.750 11,01%
Através de Francisco António de Oliveira 980 0,01%
Total imputável 1.651.730 11,01%
Joaquim Francisco Alves Ferreira de Oliveira N.º de Accões % Direitos de voto
Através da sociedade Sportinveste - SGPS, SA 1.502.188 10,01%

Nenhum acionista da FC Porto – Futebol, SAD detém, direta ou indiretamente, mais de 50% do capital social da sociedade, apesar do F.C. Porto ser titular de ações da categoria A, que têm direitos especiais.

Participações detidas pelos membros do Conselho de Administração e Conselho Fiscal:

Conselho de Administração

Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa

Detinha a 30 de Junho de 2011 165.670 ações. Neste período comprou 17.355 ações, detendo em 31 de Dezembro de 2011 183.025 ações. De acordo com o nº 7 do Art. 14.º do Regulamento 5/2008 da CMVM informamos das operações realizadas entre 1 de Julho de 2011 e 31 de Dezembro de 2011:

Hora Data de Operação Qtd. Preço Montante Saldo
Bolsa (Euros)
15:30 04-07-2011 Compra 10 0,7600 7,60 165.680
15:30 04-07-2011 Compra 290
10
0,7600 220,40 165.970
10:30
15:30
05-07-2011
05-07-2011
Compra
Compra
86 0,7200
0,7700
7,20
66,22
165.980
166.066
15:30 05-07-2011 Compra 104 0,7700 80,08 166.170
10:30 07-07-2011 Compra 10 0,8000 8,00 166.180
10:30 07-07-2011 Compra 290 0,8000 232,00 166.470
15:30 07-07-2011 Compra 290 0,8000 232,00 166.760
15:30 07-07-2011 Compra 10 0,8000 8,00 166.770
15:30 08-07-2011 Compra 20 0,7900 15,80 166.790
15:30 08-07-2011 Compra 20 0,7900 15,80 166.810
15:30 08-07-2011 Compra 90 0,7900 71.10 166.900
15:30 11-07-2011 Compra 50 0,7500 37,50 166.950
15:30 18-07-2011 Compra 10 0,7900 7,90 166,960
15:30
15:30
18-07-2011 Compra 130
10
0,7900 102.70
7,90
167.090
15:30 18-07-2011
21-07-2011
Compra
Compra
1.000 0,7900
0,6500
650,00 167.100
168.100
15:30 21-07-2011 Compra 2.000 0,6500 1.300,00 170.100
15:30 26-07-2011 Compra 175 0,7300 127,75 170.275
15:30 26-07-2011 Compra 25 0,7300 18,25 170.300
15:30 27-07-2011 Compra 50 0,7300 36,50 170.350
15:30 27-07-2011 Compra 149 0,7300 108,77 170.499
15:30 27-07-2011 Compra 1 0,7300 0,73 170.500
15:30 02-08-2011 Compra 2.045 0,6600 1.349,70 172.545
15:30 11-08-2011 Compra 149 0,7000 104,30 172.694
15:30 11-08-2011 Compra 1 0,7000 0,70 172.695
15:30 12-08-2011 Compra 200 0,6400 128,00 172.895
15:30 24-08-2011 Compra 2.500 0,6200 1.550,00 175.395
15:30
15:30
24-08-2011
01-09-2011
Compra 817
12
0,6200
0,6400
506.54
7,68
176.212
176.224
15:30 13-09-2011 Compra
Compra
100 0,6000 60,00 176.324
15:30 14-09-2011 Compra 10 0,6000 6,00 176.334
15:30 14-09-2011 Compra 68 0,6000 40.80 176.402
15:30 14-09-2011 Compra 22 0,6000 13,20 176.424
15:30 14-09-2011 Compra 100 0,6000 60,00 176.524
15:30 16-09-2011 Compra 50 0,5600 28,00 176.574
15:30 16-09-2011 Compra 200 0,5600 112,00 176.774
15:30 19-09-2011 Compra 100 0,5000 50,00 176.874
15:30 19-09-2011 Compra 1.000 0,5000 500,00 177.874
15:30 19-09-2011 Compra 2.300 0,5000 1.150,00 180.174
15:30
15:30
22-09-2011 Compra 10
285
0,5500 5,50
156,75
180.184
180.469
15:30 22-09-2011
22-09-2011
Compra
Compra
5 0,5500
0,5500
2,75 180.474
15:30 29-09-2011 Compra 100 0,5200 52,00 180.574
15:30 20-10-2011 Compra 100 0,5800 58,00 180.674
15:30 20-10-2011 Compra 57 0,5800 33,06 180.731
15:30 20-10-2011 Compra 50 0,5800 29,00 180.781
15:30 20-10-2011 Compra 43 0,5800 24,94 180.824
15:30 27-10-2011 Compra 200 0,5500 110,00 181.024
15:30 28-10-2011 Compra 50 0,5500 27,50 181.074
15:30 28-10-2011 Compra 250 0,5500 137,50 181.324
15:30 03-11-2011 Compra 1 0,4900 0,49 181.325
10:30 08-11-2011 Compra 10 0,5500 5,50 181.335
10:30
10:30
08-11-2011
08-11-2011
Compra 20
40
0,5500 11,00
22.00
181.355
15:30 08-11-2011 Compra
Compra
80 0,5500
0,5500
44,00 181.395
181.475
10:30 11-11-2011 Compra 20 0,5500 11,00 181.495
10:30 11-11-2011 Compra 20 0,5500 11,00 181.515
10:30 11-11-2011 Compra 160 0,5500 88,00 181.675
15:30 11-11-2011 Compra 300 0,5400 162,00 181.975
15:30 21-11-2011 Compra 100 0,5000 50,00 182.075
15:30 28-11-2011 Compra 10 0,5000 5,00 182.085
15:30 28-11-2011 Compra 1 0,5000 0,50 182.086
15:30 28-11-2011 Compra 189 0,5000 94,50 182.275
15:30 06-12-2011 Compra 145 0,5000 72,50 182.420
15:30 06-12-2011 Compra 5 0,5000 2,50 182.425
15:30 16-12-2011
16-12-2011
Compra 75
25
0,5000 37,50 182.500
15:30
15:30
19-12-2011 Compra
Compra
1 0,5000
0,5000
12,50
0,50
182.525
182.526
15:30 19-12-2011 Compra 10 0,5000 5,00 182.536
15:30 19-12-2011 Compra 139 0,5000 69,50 182.675
15:30 20-12-2011 Compra 20 0,5000 10,00 182.695
15:30 20-12-2011 Compra 1 0,5000 0,50 182.696
15:30 20-12-2011 Compra 129 0,5000 64,50 182.825
15:30 22-12-2011 Compra 1 0,5000 0,50 182.826
15:30 22-12-2011 Compra 20 0,5000 10,00 182.846
15:30 22-12-2011 Compra 179 0,5000 89,50 183.025

O Futebol Clube do Porto, do qual é Presidente da Direção, detinha em 31 de Dezembro de 2011, 6.000.000 ações.

Angelino Cândido Sousa Ferreira

Não tem ações. O Futebol Clube do Porto, do qual é Vice-Presidente da Direção, detinha em 31 de Dezembro de 2011, 6.000.000 ações.

Adelino Sá e Melo Caldeira

Não tem ações. O Futebol Clube do Porto, do qual é Vice-Presidente da Direção, detinha em 31 de Dezembro de 2011, 6.000.000 ações.

Reinaldo da Costa Teles Pinheiro

Detinha a 30 de Junho de 20101 9.850 ações. Não adquiriu nem alienou no decorrer deste período quaisquer ações, detendo em 31 de Dezembro de 2010, 9.850 ações. O Futebol Clube do Porto, do qual é Vice-Presidente da Direção, detinha em 31 de Dezembro de 2011, 6.000.000 ações.

Rui Ferreira Vieira de Sá

Não tem ações. A Somague Engenharia S.A., da qual é membro do Conselho de Administração, detinha em 31 de Dezembro de 2011, 1.359.092 ações.

Conselho Fiscal

José Paulo Sá Fernandes Nunes de Almeida

Detinha a 30 de Junho de 2011 100 ações. Não adquiriu nem alienou no decorrer deste período quaisquer ações, detendo em 31 de Dezembro de 2011, 100 ações.

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Armando Luís Vieira de Magalhães Não tem ações.

Filipe Carlos Ferreira Avides Moreira

Detinha a 30 de Junho de 2011 10 ações. Não adquiriu nem alienou no decorrer deste período quaisquer ações, detendo em 31 de Dezembro de 2011, 10 ações.

José Manuel Taveira dos Santos (Suplente) Não tem ações.

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas

Deloitte & Associados, SROC S.A. representada por António Manuel Martins Amaral. Não tem ações.

Serviços aos acionistas e investidores

A informação económica e financeira relativa à atividade da sociedade, nomeadamente os estatutos, relatórios e contas dos últimos exercícios, informação privilegiada e participações qualificadas, estão disponíveis no sítio do FC Porto na internet www.fcporto.pt - na secção "Investor Relations".

Informações sobre as ações da FC Porto – Futebol, SAD

Atualmente o Capital Social da FC Porto – Futebol, SAD é representado por 15.000.000 de ações ordinárias, nominativas e escriturais, com o valor nominal de 5 Euros cada.

Informação sobre ações próprias

A FC Porto – Futebol, SAD detém, em termos de consolidado, 100 ações próprias, no valor de 500€. Estas ações, com uma pequeníssima representação no capital social da sociedade, são detidas pela PortoSeguro, sociedade no perímetro de consolidação, detida em 90% pela FC Porto – Futebol, SAD.

A PortoSeguro adquiriu as 100 ações no momento da constituição da SAD, em 1997, e desde aí não alienou nem adquiriu mais nenhuma ação. Assim, a FC Porto – Futebol, SAD detinha em termos de consolidado, tanto no início como no final do período em análise, 100 ações próprias, com o custo de aquisição de 500€.

Declaração do Órgão de Gestão

Nos termos do disposto na alínea c) do nº 1 do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, os administradores da FC Porto – Futebol, SAD, como responsáveis pela sociedade, afirmam que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação constante no relatório de gestão, nas contas semestrais e nos demais documentos de prestação de contas exigidos por lei ou regulamento, ainda que não tenham sido submetidos a aprovação em assembleia geral, foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas internacionais de relato financeiro aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, quando for o caso, e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.

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Porto, 27 de Fevereiro de 2012

O Conselho de Administração,

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Jorge Nuno Lima Pinto da Costa

Adelino Sá e Melo Caldeira

Angelino Cândido Sousa Ferreira

Reinaldo da Costa Teles Pinheiro

Rui Ferreira Vieira de Sá

Relatório e Contas Consolidado 1S11 34

Demonstrações Financeiras Consolidadas Condensadas e Anexo

Demonstrações Consolidadas Condensadas da Posição Financeira

(montantes expressos em euros)

ACTIVO 31.12.2011 30.06.2011 31.12.2010
Notas (Não auditado) (Não auditado)
ACTIVOS NÃO CORRENTES
Activos tangíveis 2.154.286 2.219.872 2.684.755
Activos intangíveis - Valor do plantel 5 116.680.361 89.773.921 74.061.704
Outros activos intangíveis 1.883.213 1.882.180 1.728.461
Outros activos financeiros 6 3.644.275 3.998.006 3.370.159
Diferenças de consolidação 7 717.647 717.647 717.647
Clientes 8 26.854.674 12.817.056 21.255.666
Outros activos não correntes ٩ 15.307.310 15.325.383 15.343.455
Total de activos não correntes 167.241.766 126.734.065 119.161.847
ACTIVOS CORRENTES
Inventários 757.318 606.826 581.688
Clientes 8 45.299.061 59.314.588 55.125.899
Outros activos correntes 9 10.029.263 16.128.276 13.704.976
Caixa e equivalentes de caixa 10 3.184.648 22.538.822 1.767.917
Total de activos correntes 59.270.290 98.588.512 71.180.480
TOTAL DO ACTIVO 226.512.056 225.322.577 190.342.327
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
11 75.000.000 75.000.000 75.000.000
Capital social
Acções próprias
(499)
Prémios de emissão de accões (499)
259.675
259.675 (499)
259.675
Reserva legal 132.753 132.753 132.753
Outras reservas 652.307 652.307 652.307
Resultados acumulados (52.824.084) (53.334.861) (53.334.861)
Resultado líquido atribuído aos accionistas da Empresa-Mãe (8.884.131) 534.427 6.471.303
Total do capital próprio atribuído aos accionistas da Empresa-Mãe 14.336.021 23.243.802 29.180.678
Interesses sem controlo (10.625) 49.049 118.903
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO
14.325.396 23.292.851 29.299.581
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE
Empréstimos bancários 12 18.707.124 22.372.649 25.457.542
Empréstimos obrigacionistas 12 9.711.000 27.106.149 17.598.881
Outros credores 13 3.486.250
Fornecedores 14 5.424.357 2.780.240 7.438.661
Outros passivos não correntes 15 16.620.836 8.899.678 7.113.563
Total de passivos não correntes 50.463.317 61.158.716 61.094.897
PASSIVO CORRENTE
Empréstimos bancários 12 37.721.510 49.470.351 43.101.270
Empréstimos obrigacionistas 12 17.700.640
Outros credores 13 10.652.221 3.531.452
Fornecedores 14 52.357.523 39.680.446 31.143.587
Outros passivos correntes 15 41.366.800 46.264.112 23.778.343
Provisões 16 1.924.649 1.924.649 1.924.649
Total de passivos correntes 161.723.343 140.871.010 99.947.849
TOTAL DO PASSIVO 212.186.660 202.029.726 161.042.746
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO 226.512.056 225.322.577 190.342.327

Demonstrações Consolidadas Condensadas dos Resultados por Naturezas

(montantes expressos em euros)

2 ° trimestre 11/12 2 ° trimestre 10/11 31.12.2011 31.12.2010
Notas (Não auditado) (Não auditado) (Não auditado) (Não auditado)
Vendas 881.914 960.729 2 243 483 1.921.641
Prestações de serviços 18 17.410.130 11.947.052 33.163.899 24.720.477
Outros proveitos 229.116 62.304 280.469 199.486
Custo das vendas (513.651) (564.343) (1.286.561) (1.187.651)
Fornecimentos e servicos externos 19 (9.068.700) (5.103.672) (18.226.430) (10.635.166)
Custos com o pessoal 20 (12.704.364) (10.506.666) (21.814.615) (20.669.273)
Amortizações excluindo depreciações de passes de jogadores (224.691) (236.977) (437.543) (466.323)
Provisões e perdas por imparidade excluindo passes de jogadores 16 (396.449) (380.684) (391.663) (380.684)
Outros custos 13 (278.014) (496.437) (2.096.422) (1.036.906)
Resultados operacionais excluindo resultados com passes de jogadores (4.664.709) (4.318.694) (8.565.383) (7.534.399)
Amortizações e perdas de imparidade com passes de jogadores 5 (7.530.094) (7.107.625) (15.075.057) (13.824.861)
(Custos)/proveitos com transaccões de passes de jogadores 5 (527.745) 1.519.726 18.771.172 30.792.921
(8.057.839) (5.587.899) 3.696.115 16,968,060
Resultados operacionais (12.722.548) (9.906.593) (4.869.268) 9.433.661
Custos e perdas financeiras (2.343.526) (1.303.036) (5.127.932) (3.164.776)
Proveitos e ganhos financeiros 728.953 380.789 1.829.061 1.149.124
Resultados relativos a investimentos 6 (518.681) (809.450) (518.681) (809.450)
Resultado antes de impostos (14.855.802) (11.638.290) (8.686.820) 6.608.559
Imposto sobre o rendimento (191.602) 376.813 (252.981) (130.526)
Resultado líquido consolidado do exercício (15.047.404) (11.261.477) (8.939.801) 6.478.033
Atribuível a:
Detentores de capital próprio da Empresa-Mãe (15.020.614) (11.262.888) (8.884.131) 6.471.303
Interesses sem controlo (26.790) 1.411 (55.670) 6.730
22 (1.00) (0.75) (0.59) 0,43
Resultados por acção
Básico (1.00) (0.75) (0.60) 0.43
Diluído (1,00) (0,75) (0.60) 0.43

Demonstrações Consolidadas Condensadas do Rendimento Integral

(montantes expressos em euros)

(Não auditado) $2°$ trimestre $11/12$ $2°$ trimestre $10/11$
(Não auditado)
31.12.2011 31.12.2010
Resultado líquido consolidado do período (15.047.404) (11.261.477) (8.939.801) 6.478.033
Outro rendimento integral do período
Total rendimento integral consolidado do período (15.047.404) (11.261.477) (8.939.801) 6.478.033
Atribuível a:
Accionistas da Empresa-Mãe (15.020.614) (11.262.888) (8.884.131) 6.471.303
Interesses sem controlo (26.790) 1.411 (55.670) 6.730
Prémios de Atribuírel aos Accionistas da Empresa-Mãe
Capital Acções emissão de Reserva Outras Resultados Resultado Interesses Total do
50C propries acções 689 reservas transitados liquido Total sem controlo Capital proprio
aldo em 1 de Julho de 2010 75.000.000 (495) 259.675 132.753 652.307 (53.409.805) 82.786 22.717.217 112.173 22.829.390
Aplicação do resultado consolidado de 2009:
Transferência para reserva legal
Transferência para outras reservas
Transferência para resultados transitados 82.786 82.780)
Variação nas reservas (7.842) (7.842) (7.842)
Rendimento integral consolidado do período 6.471.303 6.471.303 6.730 6.478.033
aldo em 31 de Dezembro de 2010 75.000.000 (264) 259.675 132.753 652.307 (53.334.861) 6.471.303 29.180.678 118,903 29.299.581
aldo em 1 de Julho de 2011 75.000.000 (495) 259.675 132.753 652.307 (53.334.861) 534,427 23.243.802 49.049 28.292.851
Aplicação do resultado consolidado de 2010:
Transferência para reserva legal
Transferência para outras reservas
Transferência para resultados transitados 534,427 (534,427
Variação nas reservas (23.650) (23.650) (4.004) (27.654)
endimento integral consolidado do período (8.884.131) (8.884.131) [55.670] 8,939,801)
aldo em 31 de Dezembro de 2011 75.000.000 (56b) 219.675 132.753 652.307 (52.824.084) (8.884.131 14.336.021 (10.625) 14.325.396

________________________________________________________________________

Demonstrações Consolidadas Condensadas de Alterações no Capital Próprio

Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD ________________________________________________________________________

(montantes expressos em euros)

/ tumestre ////////////////////////////////////
(Não auditado)
2º trimestre 2010/2011
(Não auditado)
31.12.2011 31,12,2010
Fluxos gerados pelos actividades operacionais (1)
ctividades operacionais:
5.901.037 (11.752.724) 2.847.880 (12625.462)
Allenação de "passes" de jogadores
Recebimentos provenientes de:
crividades de investimento:
Actives largivels
21,500
8,928.274
13,500
4,850140
26.900
43.002.182
18,500
40,987,586
Juros e proveitos similares
Pagamentos relativos a:
Dividendos
525.707 9,475,481 g
S
4.874.583 552.490 43,581,572 3.056 41.009.092
Aquisição de "passes" de jogadores
Investimentos financeiros
Empréstimos concedidos
Activos tangiveis
17.018.184)
(295.244)
17.313.428 (7.333, 427)
(384.315)
7.717.742) 52.274.402
(358,540)
52.632.942) (29.060.121)
(484.931)
(29.545.052)
Fluxos gerados pelas actividades de investimento (2)
ctividades de financiamento
(7.63/347) (2.843.159) (9.051.370) 11.464.040
Empréstimos obtidos de investidores
Empréstimos bancários obtidos
Recebimentos provenientes de:
Pagamentos respeitantes a:
17.661.500
7.000.000
24.561.500 31.829.038 51.829.038 27.661.500
7.000.000
34.661.500 80,830,723 80.830.723
Juros e custos similares
Empréstimos obtidos
Diwidendos
(24 839 458)
(2.107.359)
26.946.817) (13398315)
1.461.994
(TH.850300) (47 682 458)
4,330,207
52.012.665 (80.070.166)
2.225.304
(82295,470)
Fluxos gerados pelas actividades de financiamento (3) (2.285.317) 31829038 16.968.729 17.351.165 (1.464.747)
iodo
Caixa e seus equivalentes no início do perí
treito de variação de perímetro
3.206.394 1.756.232 22.538.822 4,393,997
Caixa e seus equivalentes no fim do período (Nota 10)
Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3)
(1.015.833)
(4.22227)
4.129.078
2.372.846
(1.015.833)
23.554.655)
1.767.828
(2.626.169)

________________________________________________________________________

________________________________________________________________________

Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD

Demonstrações Consolidadas Condensadas dos Fluxos de Caixa

(montantes expressos em euros)

Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas Condensadas

1. NOTA INTRODUTÓRIA

A Futebol Clube do Porto – Futebol, S.A.D. ("FCPorto, SAD" ou "Sociedade"), com sede no Estádio do Dragão, Via F.C. Porto, Entrada Poente, Piso 3, 4350-451 Porto, foi constituída em 30 de Julho de 1997, sendo a Empresa-mãe de um conjunto de empresas conforme indicado na Nota 4 como Grupo FCP ("Grupo"). A sua actividade principal consiste na participação na modalidade de futebol, em competições desportivas de carácter profissional, promoção e organização de espectáculos desportivos.

2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS E BASES DE APRESENTAÇÃO

As demonstrações financeiras consolidadas intercalares em 31 de Dezembro de 2011 são apresentadas de acordo com as disposições constantes da IAS 34 – "Relato financeiro intercalar". Assim, estas demonstrações financeiras consolidadas condensadas não incluem toda a informação requerida pelas Normas Internacionais de Relato Financeiro ("International Financial Reporting Standards" – "IFRS" – anteriormente designadas "Normas Internacionais de Contabilidade – IAS"), pelo que devem ser lidas em conjunto com as demonstrações financeiras consolidadas de 30 de Junho de 2011, sendo as políticas contabilísticas adoptadas consistentes com as que foram utilizadas nas demonstrações financeiras consolidadas apresentadas para o referido exercício.

As demonstrações financeiras consolidadas condensadas anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 4) em conformidade com os princípios de mensuração e reconhecimento das IFRS emitidas pelo International Accounting Standards Board ("IASB"), em vigor em 1 de Julho de 2011 conforme adoptadas pela União Europeia.

Adopção de normas e interpretações novas, emendadas ou revistas

As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões aprovadas ("endorsed") pela União Europeia e com aplicação obrigatória nos exercícios económicos iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2011, foram adoptadas pela primeira vez no período findo em 31 de Dezembro de 2011:

Norma Data de entrada
em vigor
Observações
Alterações à IAS 24 - Divulgações de Partes
Relacionadas e alterações à IFRS 8 - Segmentos
Operacionais
Após 31-12-2010 Esta revisão vem simplificar a definição de «parte relacionada», eliminando
simultaneamente certas incoerências internas, e prever isenções para entidades
ligadas à administração pública no respeitante à quantidade de informação que
essas entidades devem prestar em matéria de transacções com partes
relacionadas.
As alterações à IFRS 8 decorrem das alterações na IAS 24 atrás referidas.
Alterações à IFRIC 14 - Pré-pagamento de um requisito
de financiamento mínimo
Após 31-12-2010 Estas alterações eliminam uma consequência não intencional da IFRIC 14 nos
casos em que uma entidade sujeita a um requisito de financiamento mínimo
procede ao pagamento antecipado de contribuições quando, em certas
circunstâncias, a entidade que procede a esse pré-pagamento seria obrigada a
reconhecer um dispêndio. Se um determinado plano de benefícios definidos estiver
sujeito a um requisito de financiamento mínimo, a emenda à IFRIC 14 determina
que o pagamento seja tratado, como qualquer outro pré-pagamento, como se fosse
um activo.
IFRIC 19 - Extinção de passivos financeiros através de
instrumentos de capital próprio e alterações à IFRS 1 -
Adopção pela Primeira Vez das Normas Internacionais
de Relato Financeiro
Após 30-06-2010 Esta interpretação aborda as seguintes questões:
(a) os instrumentos de capital próprio emitidos com vista à extinção total ou parcial
de um passivo financeiro são «retribuições pagas» de acordo com o parágrafo 41
da IAS 39?
(b) como deve uma entidade mensurar inicialmente os instrumentos de capital
próprio emitidos com vista à extinção desse passivo financeiro?
(c) como deve uma entidade contabilizar qualquer diferença entre a quantia
escriturada do passivo financeiro extinto e a quantia inicial mensurada dos
instrumentos de capital próprio emitidos?
As sociedades que adoptem pelas primeira vez as IFRS podem aplicar as
disposições transitórias constantes da IFRIC 19.
Alterações à IFRS 1 - Adopção Pela Primeira Vez das
Normas Internacionais de Relato Financeiro e à IFRS 7 -
Instrumentos Financeiros: Divulgações
Após 30-06-2010 Isenção limitada da obrigação de apresentar divulgações comparativas de acordo
com a IFRS 7 para os adoptantes pela primeira vez.
Melhoramentos de várias IFRS: IFRS 1, IFRS 3 e IFRS 7
IAS 1, 32, 34, 39 e IFRIC 13
IFRS 1, 3 e IAS
32, 39: Após 30-
06-2010 e IFRS 7,
IAS 1, 34 e IFRIC
13: Após 31-12-
2010
Melhoramentos introduzidos nas normas internacionais de relato financeiro, que
visa simplificar e clarificar as normas internacionais de contabilidade.
IAS 32 - Instrumentos Financeiros Após 31-01-2010 Apresentação é alterada nos termos do anexo ao presente regulamento.

Normas e interpretações novas, emendadas ou revistas não adoptadas

As seguintes alterações, com aplicação obrigatória após 1 de Julho de 2011, foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, aprovadas ("endorsed") pela União Europeia:

Norma Data de entrada
em vigor
Observações
Alterações à IFRS 7 - Instrumentos Financeiros:
Divulgações
Após 1-07-2011 Esta revisão vem aumentar os requisitos de divulgação relativamente a
transacções que envolvam a transferência de activos financeiros. Pretende
garantir maior transparência em relação à exposição a riscos quando activos
financeiros são transferidos e a entidade que os transfere mantém algum
envolvimento (exposição) nos mesmos.

Estas alterações, apesar de aprovadas ("endorsed") pela União Europeia, não foram adoptadas pelo Grupo no período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2011, em virtude de a sua aplicação não ser ainda obrigatória. Não são estimados impactos significativos nas demonstrações financeiras decorrentes da adopção das mesmas.

3. ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS, ESTIMATIVAS E ERROS

Durante o período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2011 não ocorreram alterações de políticas contabilísticas, julgamentos ou estimativas relativos a exercícios anteriores, nem se verificaram correcções de erros materiais.

4. EMPRESAS FILIAIS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

As empresas incluídas na consolidação pelo método integral, respectivas sedes e proporção do capital detido em 31 de Dezembro de 2011 e em 30 de Junho de 2011 são as seguintes:

Denominação social Sede
social
Actividade desenvolvida % capital
detido
31.12.2011
% capital
detido
30.06.2011
Futebol Clube do Porto –
Futebol, S.A.D.
Porto Participação na modalidade de futebol
em competições desportivas de carácter
profissional, promoção e organização de
espectáculos desportivos
Empresa
mãe
Empresa
mãe
PortoComercial – Sociedade
de Comercialização,
Licenciamento e
Sponsorização, S.A.
("PortoComercial")
Porto Comercialização de direitos de imagem,
sponsorização, merchandising e
licenciamento de produtos.
93,5% 93,5%
F.C.PortoMultimédia -
Edições Multimédia, S.A.
("PortoMultimédia")
Porto Edição, produção e comercialização de
material multimédia e para a internet,
publicações periódicas e não periódicas.
70% 70%
PortoEstádio – Gestão e
Exploração de
Equipamentos Desportivos,
S.A. ("PortoEstádio")
Porto Gestão e exploração de equipamento
desportivo.
100% 100%
PortoSeguro - Sociedade
Mediadora de Seguros do
Porto Intermediação de seguros. 90% 90%
Porto, Lda. ("PortoSeguro")
Dragon Tour, Agência de
Viagens, S.A. (a)
Porto Organização e venda de viagens e
pacotes turísticos; bilheteria e reserva de
lugares; representação de outras
agências de viagens e turismo.
93,5% 0%

(a) Entidade constituída em 13 de Setembro de 2011 e cuja actividade no período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2011 é reduzida pelo que não afectou a comparabilidade das demonstrações financeiras deste período face a períodos homólogos anteriores.

5. ACTIVOS INTANGÍVEIS - VALOR DO PLANTEL

Durante os períodos de seis meses findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 assim como no exercício findo em 30 de Junho de 2011, o movimento ocorrido na rubrica "Activos intangíveis - Valor do plantel" bem como nas respectivas amortizações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:

Activos intangíveis
- Valor do plantel
31.12.2011 30.06.2011 31.12.2010
Valor bruto:
Saldo inicial 132.662.263 106.151.894 106.151.894
Aquisições 59.162.247 59.271.824 27.791.234
Alienações (23.623.292) (12.894.183) (12.894.183)
Transferências (Nota 6) (1.773.200) (10.345.819) (6.381.262)
Abates (3.300.000) (9.231.122) (1.979.872)
Regularizações 197.791 (290.331) (290.330)
Saldo final 163.325.809 132.662.263 112.397.481
Amortizações e perdas de
imparidade acumuladas:
Saldo inicial 42.888.343 38.324.151 38.324.151
Amortização do período 15.075.057 25.236.823 13.082.409
Perdas de imparidade no período - 3.129.049 -
Alienações (7.128.068) (7.843.426) (7.843.426)
Transferências (Nota 6) (1.108.250) (6.727.133) (3.989.937)
Abates (3.300.000) (9.231.122) (1.237.420)
Regularizações 218.366 - -
Saldo final 46.645.448 42.888.342 38.335.777
Valor líquido 116.680.361 89.773.921 74.061.704

Aquisições

As principais aquisições realizadas no período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2011, em valor, podem ser resumidas como segue:

Valor Valor total de
Jogador % direitos
económicos
Data de
aquisição
Vendedor Final do
contrato
aquisição
passe
Encargos
adicionais
aquisição do
passe
Danilo 100% Jul-11 Santos Futebol Clube
Santos Futebol Clube, Deportivo
Jun-16 13.000.000 4.839.131 17.839.131
Alex Sandro 100% Jul-11 Maldonado e Clube Atlético Paraná Jun-16 9.600.000 700.000 10.300.000
Defour 90% Ago-11 Standard de Liége Jun-16 6.000.000 1.850.339 7.850.339
Mangala 90% Ago-11 Standard de Liége Jun-16 6.500.000 1.020.000 7.520.000
Kléber 70% Jul-11 Club Atlético Mineiro/Onsoccer Jun-16 3.560.000 665.400 4.225.400
Otamendi 50% Set-11 Velez Sarsfield Jun-15 4.000.000 - 4.000.000
Fucile 20% Dez-11 Soccer Invest Fund Jun-14 1.000.000 - 1.000.000
Outras aquisições 998.871
53.733.741
Efeito de atualização financeira (2.130.198)

________________________________________________________________________

Valro líquido 51.603.543

A rubrica "Encargos adicionais" refere-se a gastos relacionados com as aquisições de direitos económicos, nomeadamente encargos com serviços de intermediação, serviços legais, prémios de assinatura de contratos, etc.

De referir que nas situações em que a percentagem do passe adquirida é inferior a 100%, significa que apesar da Sociedade deter integralmente o direito de inscrição desportiva, mantém com entidade terceira uma associação de interesses económicos que consubstancia uma parceria de investimento, resultando na partilha proporcional dos resultados inerentes à futura transacção daqueles direitos, caso ocorra.

Para além do acima evidenciado, no período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2011 foram renegociados os contratos com os jogadores Radamel Falcao e Álvaro Pereira, com reflexo ao nível do valor das respectivas cláusulas de rescisão, prazos de duração do contrato de trabalho e remunerações associadas, que foram aumentados. Estas renegociações significaram encargos com assinatura de contrato e serviços de intermediação nos montantes de 6.585.150 Euros relativos ao jogador Radamel Falcao e 973.554 Euros relativos ao jogador Álvaro Pereira, os quais estão reflectidos na rubrica "Aquisições" acima evidenciada.

Relativamente ao período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2010, o valor de aquisição dos "passes" dos jogadores João Moutinho, Walter da Silva, Otamendi e Maicon representaram, aproximadamente, 90% dos encargos totais com aquisições realizadas naquele período, que totalizaram 27.791.000 Euros e incluem, aproximadamente, 2.160.000 Euros de serviços de intermediação.

No período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2011 os serviços de intermediação foram prestados pelas entidades DIS - Esportes e Organização de Eventos, GT Sports Assessoria Esportiva, B2F Marketing Esportivo Ltda, Robi Plus Ltd, FK Sport Managment SRL, Soccer Player Agenciamento Esportivo Ltda, Prestige Sports Management Limited, Idoloasis - Soc. Unipessoal Lda, Orel B.V., Gol Football Limited e pelos agentes Leopoldo Stefani e Carlos Meinberg Neto.

No período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2010, os serviços de intermediação foram prestados, essencialmente, pelas entidades For Gool Limited, Gol Football Limited, S. Bass Limited, B&C Consultoria e Assessoria Esportiva, Ltda., Onsoccer Internacional, Gestão de Carreiras Desportivas, S.A., Continental General Services B.V., Maxtex, S.A. e pelo agente António Teixeira da Silva.

O montante das aquisições dos passes dos jogadores realizadas nos períodos de seis meses findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, considera os efeitos da actualização financeira, quando aplicável, referente à parcela que se vence a médio prazo das contas a pagar referentes à aquisição de passes de jogadores.

Alienações

As alienações no período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2011, que geraram mais-valias no montante de 21.121.144 Euros, resultam, essencialmente, da alienação dos direitos de inscrição desportiva do jogador Falcao ao Atlético de Madrid, pelo montante de 40.000.000 de Euros, que gerou uma mais-valia de, aproximadamente, 20.170.000 Euros, após dedução de: (i) custos com serviços de intermediação no montante de 3.705.000 Euros prestados pelas entidades Gestifute e Orel B.V.; (ii) de responsabilidades com o mecanismo de solidariedade no montante aproximado de 2.000.000 Euros; (iii) da proporção no valor de venda do passe detido pela Natland Financieringsmaatschappij B.V., no montante de 1.805.000 Euros; (iv) do efeito da actualização financeira das contas a receber e a pagar a médio prazo originadas por estas transacções, no montante de, aproximadamente, 1.690.000 Euros; e (v) do valor líquido contabilístico do passe à data da alienação, no montante de, aproximadamente, 10.629.000 Euros, que incluía os encargos com os prémios de assinatura acima referidos e respectivas comissões de intermediação.

A alienação dos direitos desportivos e económicos sobre os jogadores Rúben Micael, Djalma (25% dos direitos económicos) e Iturbe (11% dos direitos económicos), que ocorreram igualmente neste semestre, não geraram resultados significativos.

As alienações no período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2010 geraram mais-valias de 30.428.455 Euros (líquidas de: (i) custos de intermediação no montante de 3.500.000 Euros; (ii) das responsabilidades com o mecanismo de solidariedade no montante aproximado de 1.391.000 Euros; (iii) da proporção no valor de venda dos "passes" detidos por entidades terceiras no montante de 650.000 Euros, e (iv) do efeito da actualização financeira das contas a receber e a pagar a médio prazo originadas por estas transacções, no montante de, aproximadamente, 1.176.000 Euros), que resultaram, essencialmente, da alienação dos direitos de inscrição desportiva do jogador Bruno Alves ao FC Zenit St. Petersburg, do jogador Raúl Meireles ao Liverpool Football Club, de 50% dos direitos económicos do jogador Nuno André Coelho à Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD e de 50% dos direitos económicos do jogador James Rodriguez à entidade Gol Football, S.A.R.L.

Em face do exposto, os resultados com transacções de passes de jogadores nos períodos de seis meses findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, podem ser detalhados como segue:

31.12.2011 31.12.2010
Amortizações e perdas de imparidade com passes de jogadores
Amortizações de passes de jogadores 15.075.057 13.082.409
Perdas de imparidade com passes de jogadores - 742.452
15.075.057 13.824.861
(Custos)/proveitos com transacções de passes de jogadores
Menos-valias de alienações de passes de jogadores (1.771.299) -
Custos com empréstimos de jogadores (80.000) (135.050)
Outros custos com jogadores (1.090.323) (582.404)
(2.941.622) (717.454)
Mais-valias de alienações de passes de jogadores 21.121.144 30.428.455
Proveitos com empréstimos de jogadores 550.000 368.850
Outros proveitos com jogadores 41.650 713.070
21.712.794 31.510.375
18.771.172 30.792.921
3.696.115 16.968.060

Valor do plantel

Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 e em 30 de Junho de 2011, a agregação dos atletas por classe de valor líquido contabilístico dos respectivos passes é como segue:

31.12.2011 30.06.2011 31.12.2010
Valor líquido
contabilístico do passe
Nº de
atletas
Valor
acumulado
Nº de
atletas
Valor
acumulado
Nº de
atletas
Valor
acumulado
Superior a 2.000 mEuros 16 102.893.536 17 80.157.821 16 63.455.328
Entre 1.000 mEuros e 2.000 mEuros 6 8.308.320 2 2.722.157 3 4.488.350
Inferior a 1.000 mEuros 20 5.478.505 17 6.893.943 16 6.118.026
116.680.361 89.773.921 74.061.704

Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 e 30 de Junho de 2011, no valor líquido global do plantel estão inseridos os seguintes atletas:

31.12.2011 30.06.2011 31.12.2010
Fim do Fim do Fim do
Jogador % Passe contrato % Passe contrato % "Passe" contrato
Hulk (a) 85,0% Jun-16 85,0% Jun-16 45,0% Jun-14
Danilo 100,0% Jun-16 - - - -
Alex Sandro 100,0% Jun-16 - - - -
João Moutinho (b) 85,0% Jun-15 62,5% Jun-15 62,5% Jun-15
Otamendi 100,0% Jun-15 50,0% Jun-15 50,0% Jun-15
Defour (b) 56,7% Jun-16 - - - -
Mangala (b) 56,7% Jun-16 - - - -
Walter da Silva (b) (g) 40,0% Jun-15 50,0% Jun-15 50,0% Jun-15
James Rodriguez 55,0% Jun-14 55,0% Jun-14 25,0% Jun-14
Kléber 70,0% Jun-16 - - - -
Alvaro Pereira 75,0% Jun-16 75,0% Jun-15 75,0% Jun-15
Iturbe 49,0% Jun-16 60,0% Jun-16 - -
Kelvin (c) 75,0% Jun-16 90,0% Jun-16 - -
Souza (g) 70,0% Jun-15 70,0% Jun-15 70,0% Jun-15
Sapunaru 100,0% Jun-13 100,0% Jun-13 50,0% Jun-13
Belluschi (c) 50,0% Jun-13 50,0% Jun-13 50,0% Jun-13
Fernando 80,0% Jun-14 80,0% Jun-14 80,0% Jun-14
Maicon 100,0% Jun-14 100,0% Jun-14 100,0% Jun-14
Fredy Guarin (c) 100,0% Jun-14 100,0% Jun-14 100,0% Jun-14
Fucile (g) 70,0% Jun-14 50,0% Jun-14 50,0% Jun-14
Rolando 85,0% Jun-14 85,0% Jun-14 85,0% Jun-14
Cristian Rodriguez 70,0% Jun-12 70,0% Jun-12 70,0% Jun-12
Prediger (f) - - 90,0% Jun-13 90,0% Jun-13
Falcao (d) - - 95,0% Jun-13 95,0% Jun-13
Rúben Micael (d) - - 80,0% Jun-15 70,0% Jun-14
Tomás Costa (e) - - - - 100,0% Jun-12
Orlando Sá (e) - - - - 60,0% Jun-13

(a) Para além da percentagem de passe do jogador detida por terceiros, a FCP SAD comprometeu-se ainda a entregar o montante equivalente a 5% de uma receita líquida futura ao agente do jogador.

(b) Jogadores cuja percentagem dos direitos económicos evidenciada está deduzida, em 30 de Dezembro de 2011, da parcela de 15% (João Moutinho), 50% (Walter da Silva) e 33,33% (Mangala e Defour) cedida, em regime de associação económica, a terceiros.

(c) Jogador emprestado a outro Clube ou Sociedade Anónima Desportiva na época desportiva 2011/12, cujo período de empréstimo contratado não ultrapassa 30 de Junho de 2012. No caso dos jogadores Belluschi e Fredy Guarin, este empréstimo foi efectuado após 31 de Dezembro de 2011.

(d) Jogador cujo passe (ou parte do mesmo) foi alienado no início da época desportiva 2011/12.

(e) Jogador cujos direitos desportivos foram alienados no exercício findo em 30 de Junho de 2011, tendo a Sociedade mantido uma parte dos direitos económicos reflectidos na rubrica da demonstração da posição financeira de "Outros activos financeiros".

(f) Jogador cujos direitos desportivos foram alienados durante o período de seis meses findo em 30 de Dezembro de 2011, tendo a Sociedade mantido uma parte dos direitos económicos reflectidos na rubrica da demonstração da posição financeira de "Outros activos financeiros".

(g) Jogador emprestado a outro Clube ou Sociedade Anónima Desportiva na época desportiva 2011/12, cujo período de empréstimo contratado ultrapassa 30 de Junho de 2012.

As percentagens de "passe" acima evidenciadas têm em consideração a partilha dos direitos económicos efectuada na data de aquisição dos direitos desportivos de cada jogador, ou alienados em data posterior, bem como as percentagens atribuídas pela FCP SAD a terceiras entidades relativas à partilha do valor resultante de alienações futuras daqueles passes.

O contrato de aquisição do passe do jogador João Moutinho prevê que a Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD ("Sporting SAD") mantenha o direito a receber 25% da maisvalia que se venha a verificar numa futura cedência do jogador da FCPorto SAD para outro Clube, por um valor superior a 11.000.000 Euros. Adicionalmente, e relativamente ao passe do jogador Walter da Silva, a sociedade For Gool Co. Ltd., no âmbito do acordo celebrado entre as partes (Nota 13), retém o direito a receber 10% de uma eventual mais-valia originada numa futura transferência do jogador.

No período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2011, a Sociedade celebrou com a Doyen Sports Investments, Limited dois contratos tendo em vista a cedência de parte dos direitos económicos (33,33% de ambos os jogadores), em regime de associação económica, dos jogadores Defour e Mangala pelo montante de 2.352.941 Euros e 2.647.059 Euros, respectivamente. Dado que, de acordo com os referidos contratos, não foram transferidos os riscos e benefícios significativos associados à detenção daqueles direitos, aquela transacção não foi registada como alienação, não tendo, por conseguinte, sido desreconhecido do activo intangível aquela parcela de direitos económicos, mas antes sido reconhecida, na rubrica de "Outros credores", a correspondente conta a pagar à mencionada entidade (Nota 13). A percentagem detida do passe dos jogadores Defour e Mangala referida no quadro acima considera a partilha com aquela entidade do valor resultante de alienação futura, bem como 10% da receita líquida de uma eventual transferência atribuída à sociedade Robi Plus.

6. OUTROS ACTIVOS FINANCEIROS

Durante os períodos de seis meses findos em 30 de Dezembro de 2011 e 2010, assim como no exercício findo em 30 de Junho de 2011, o movimento ocorrido na rubrica "Outros activos financeiros" bem como nas respectivas perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:

Outros activos financeiros
31.12.2011 30.06.2011 31.12.2010
Valor bruto:
Saldo inicial 5.395.661 2.110.489 2.110.489
Aquisições - 69.400 66.000
Transferências (Nota 5) 664.950 3.618.687 2.391.325
Alienações (888.205) (232.359) -
Abates - (170.556) -
Saldo final 5.172.406 5.395.661 4.567.814
Perdas de imparidade
acumuladas
Saldo inicial 1.397.655 388.205 388.205
Perdas de imparidade no período 518.681 1.009.450 809.450
Transferências - - -
Alienações (388.205) - -
Saldo final 1.528.131 1.397.655 1.197.655
Valor líquido 3.644.275 3.998.006 3.370.159

O detalhe da rubrica de "Outros activos financeiros" a 31 de Dezembro de 2011 e 2010, assim como em 30 de Junho de 2011, é como segue:

31.12.2011 30.06.2011 31.12.2010
Descrição % particip Custo de
aquisição
% particip Custo de
aquisição
% particip Custo de
aquisição
Outras empresas: 17.119 17.119 13.719
Outros investimentos:
Direitos económicos do jogador
Valeri 27% 1.528.131 27% 1.528.131 27% 1.528.131
Tomás Costa 50% 861.465 50% 861.465 - -
Stepanov 50% 818.750 50% 818.750 50% 818.750
Pelé 30% 680.020 30% 680.020 30% 680.020
Prediger 50% 664.950 - - - -
Orlando Sá 25% 355.183 25% 355.183 - -
Hélder Postiga - - 50% 888.205 50% 888.205
Outros jogadores 246.788 246.788 638.989
5.155.287 5.378.542 4.554.095
Perdas de imparidade acumuladas (Nota 16) (1.528.131) (1.397.655) (1.197.655)
3.644.275 3.998.006 3.370.159

Em 31 de Agosto de 2011, a Sporting Clube de Portugal – Futebol, S.A.D. alienou os direitos desportivos e económicos do jogador Hélder Postiga, pelo montante de 1.000.000 Euros, pelo que a Sociedade irá receber 500.000 Euros pela participação acima referida. Esta operação não gerou qualquer impacto na demonstração de resultados consolidada no período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2011.

A rubrica "Outros investimentos", acima detalhada, considera direitos económicos sobre diversos jogadores, relativamente aos quais a FCPorto, SAD alienou os direitos de inscrição desportiva, tendo mantido parte dos direitos económicos.

Durante o período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2011 foi registada uma imparidade adicional no montante de 518.681 Euros relativa aos direitos económicos do jogador Diego Valeri dado que o contrato de trabalho que o vincula ao clube que representa actualmente termina no final da corrente época desportiva, extinguindo-se, deste modo, os direitos económicos detidos pela FCPorto SAD. A 31 de Dezembro de 2011 o valor líquido deste investimento é nulo.

7. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO

Durante o período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2011 não se verificou qualquer movimento no saldo da rubrica "Diferenças de consolidação".

O saldo desta rubrica em 31 de Dezembro de 2011, no montante de 717.647 Euros, respeita às diferenças de consolidação ("Goodwill") apuradas no exercício findo em 30 de Junho de 2007, na aquisição de 90% do capital da PortoSeguro, Lda..

O Grupo efectua testes anuais de imparidade sobre o "Goodwill" e sempre que existam indicações que o mesmo possa estar em imparidade. Durante os exercícios findos em 30 de Junho de 2011 e 30 de Junho de 2010, o Grupo procedeu à análise de imparidade de diferenças de consolidação, não tendo estimado qualquer perda de imparidade relevante.

Para efeitos da análise de imparidade, entendeu-se que o "Goodwill" estava afecto, apenas, à Unidade Geradora de Caixa do segmento de mediação de seguros. A quantia recuperável da Unidade Geradora de Caixa foi determinada com base no valor de uso, de acordo com o método dos fluxos de caixa descontados, tendo por base o business plan desenvolvido pelo responsável desta empresa e devidamente aprovado pelo Conselho de Administração do Grupo.

Os pressupostos fundamentais utilizados no referido business plan em 30 de Junho de 2011 são como segue:

Período utilizado Projecções de cash-flows para 7 anos
Taxa de crescimento (g)(1) 2,2%
Taxa de desconto utilizada (2) 12,5%

(1) Taxa de crescimento usada para extrapolar os cash-flows para além do período considerado no business plan

________________________________________________________________________

(2) Taxa de desconto aplicada aos cash-flows projectados

O Conselho de Administração, suportado no valor dos fluxos de caixa previsionais da unidade geradora de caixa deste segmento, descontados à taxa de 12,5%, concluiu que, em 30 de Junho de 2011, o valor contabilístico dos activos líquidos, incluindo "Goodwill", não excede o seu valor recuperável, sendo seu entendimento que essas conclusões se mantêm válidas a 31 de Dezembro de 2011 uma vez que a performance operacional do segmento mediação de seguros está em linha com o projectado em 30 de Junho de 2011.

As projecções dos fluxos de caixa basearam-se no desempenho histórico e nas expectativas de desenvolvimento do negócio. Os responsáveis do Grupo acreditam que uma possível alteração nos principais pressupostos utilizados no cálculo do valor recuperável não irá originar perdas de imparidade.

8. CLIENTES

O detalhe dos saldos das rubricas de "Clientes" em 31 de Dezembro de 2011 e 30 de Junho de 2011 é o seguinte:

31.12.2011 30.06.2011
Clientes - conta não corrente:
Transacções de passes de jogadores 16.000.000 -
Futebol Clube do Porto 12.727.243 12.817.056
Actualização de dívidas de terceiros (1.872.569) -
26.854.674 12.817.056
31.12.2011 30.06.2011
Clientes - conta corrente:
Transacções de passes de jogadores 26.929.343 37.113.569
Futebol Clube do Porto 4.088.790 1.215.603
Operações correntes 11.748.835 12.385.373
42.766.968 50.714.545
Clientes - títulos a receber:
Transacções de passes de jogadores 400.000 1.375.000
Operações correntes 2.625.000 8.000.000
3.025.000 9.375.000
Clientes de cobrança duvidosa 4.982.101 4.590.438
50.774.069 64.679.983
Actualização de dívidas de terceiros (492.907) (774.957)
Perdas de imparidade acumuladas (Nota 16) (4.982.101) (4.590.438)
45.299.061 59.314.588

O saldo da rubrica "Clientes - conta não corrente – Futebol Clube do Porto" refere-se à parcela de médio e longo prazo da conta a receber do Futebol Clube do Porto.

O Conselho de Administração da FCPorto, SAD em conjunto com a Direcção do Clube, definiu um plano de acções para reduzir progressivamente a dívida, tendo o mesmo sido contratualizado em 30 de Junho de 2011. Este plano de pagamentos pressupõe a dotação do Clube de capacidade financeira através de um conjunto de medidas de diferentes naturezas, das quais: (i) alteração do actual modelo operativo do Grupo Futebol Clube do Porto, baseado na transferência de proveitos relacionados com as rendas de espaços inseridos no Estádio Dragão para o Clube; (ii) revisão da política de preços e redistribuição interna das receitas de quotização dos associados entre o Clube e a FCPorto, SAD; e (iii) racionalização orçamental a médio prazo das modalidades sob a gestão do Clube. Algumas destas medidas dependem ainda da aprovação de instituições financeiras, processo que se encontra em curso.

O mencionado plano, que estima a realização daquele montante ao longo de quinze anos, até ao exercício 2025/26, considera o vencimento de juros a uma taxa Euribor a 6 meses, acrescida de um spread de 6%.

O plano de pagamento pressupõe a liquidação de prestações semestrais (capital e juros), com vencimento em 31 de Dezembro e 30 de Junho de cada ano, de montante crescente, vencendo-se no exercício de 2011/2012 o montante de 177.312 Euros de capital e 1.022.688 Euros de juros, à taxa acima indicada. A médio e longo prazo, o vencimento daquelas prestações pode ser resumido da seguinte forma:

Vencimento Capital Juro
01.01.2013 a 31.12.2014 720.164 1.979.836
01.01.2015 a 31.12.2018 2.626.740 3.463.931
01.01.2019 a 30.06.2026 9.380.339 3.229.718
12.727.243 8.673.485

À data da posição da demonstração financeira, as contas a receber não correntes não se encontram vencidas e não foram registadas quaisquer perdas por imparidade sobre as mesmas.

Em 31 de Dezembro de 2011 e 30 de Junho de 2011, o saldo das rubricas corrente e não corrente de "Clientes – Transacções de passes de jogadores" inclui, essencialmente, as seguintes contas a receber:

Entidade Jogadores Dez-11 Jun-11
Corrente Não corrente Corrente Não corrente
Atlético de Madrid Falcao e Ruben Micael 12.600.000 16.000.000 - -
Zenit St Petersburg Bruno Alves 6.000.000 - 6.000.000 -
Liverpool Raúl Meireles 2.850.000 - 9.217.105 -
Olympique Lyon Lisandro e Cissokho 1.661.788 - 12.415.683 -
Olympique Marseille Lucho Gonzalez 1.000.000
Inter Milão Ricardo Quaresma - - 6.409.750 -
Outros 2.817.555 - 3.071.031 -
26.929.343 16.000.000 37.113.569 -

O saldo da rubrica do activo corrente "Clientes – Operações correntes" inclui saldos resultantes de operações diversas, com destaque para os montantes a receber:

  • (i) da Euroantas, Promoção e Gestão de Empreendimentos Imobiliários S.A. ("Euroantas") (5.886.665 Euros em 31 de Dezembro de 2011 e 3.482.834 Euros em 30 de Junho de 2011);
  • (ii) da PPTV Olivedesportos ("PPTV") (419.499 Euros em 31 de Dezembro de 2011).

O saldo da rubrica de "Clientes – títulos a receber", em 31 de Dezembro de 2011, corresponde a dívidas de clientes tituladas por letras não vencidas naquela data, parte das quais tinham sido descontadas (1.275.000 Euros e 4.875.000 Euros em 31 de Dezembro de 2011 e 30 de Junho de 2011, respectivamente). Em 31 de Dezembro de 2011, estas letras são relativas a contas a receber resultantes da indemnização relativa à transferência do jogador Paulo Assunção para o Atlético de Madrid no montante de 400.000 Euros e da alienação de direitos de transmissões televisivas no montante de 2.625.000 Euros (1.375.000 Euros e 8.000.000 Euros respectivamente em 30 de Junho de 2011).

9. OUTROS ACTIVOS NÃO CORRENTES E CORRENTES

O detalhe dos saldos da rubrica de Outros activos não correntes e correntes em 31 de Dezembro e 30 de Junho de 2011 é o seguinte:

31.12.2011 30.06.2011
Adiantamento renda "Estádio do Dragão" (Nota 23) 14.963.937 14.963.937
Adiantamento renda do Centro de Treinos do Olival 343.373 361.446
15.307.310 15.325.383
Estado e outros entes públicos 1.808.512 452.339
Outros devedores 2.157.714 4.131.464
3.966.226 4.583.803
Acréscimos de Rendimentos
Receitas publicitárias não facturadas 2.083.799 -
Prémio de participação na Liga dos Campeões a receber 1.782.338 7.200.000
Direitos de transmissões televisivas por faturar 1.007.895 -
Outros acréscimos de rendimentos 128.591 237.917
Comissões não facturadas 86.014 86.014
Prémio de participação na Supertaça Europeia a receber - 2.000.000
Receitas a facturar relativas a transações de jogadores - 1.000.000
Juros a receber relativos a transacções de "passes" de jogadores - 599.290
Gastos diferidos
Seguros 742.199 162.137
Rendas e alugueres 117.346 -
Adiantamentos por conta de despesas relativas à época seguinte - 186.775
Outros gastos diferidos 114.855 72.340
6.063.037 11.544.473
10.029.263 16.128.276

10. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, e 30 de Junho de 2011 o detalhe de "Caixa e equivalentes de caixa" é o seguinte:

31.12.2011 30.06.2011 31.12.2010
Numerário 41.590 47.701 146.775
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 2.708.058 11.056.121 1.606.142
Aplicações de tesouraria 435.000 11.435.000 15.000
Caixa e equivalentes de caixa 3.184.648 22.538.822 1.767.917
Descobertos bancários (Nota 12) (4.200.481) - (89)
(1.015.833) 22.538.822 1.767.828

11. CAPITAL SOCIAL

Em 31 de Dezembro de 2011, o capital social da FCPorto, SAD encontrava-se totalmente subscrito e realizado e era composto por 15.000.000 acções nominativas de 5 Euros cada.

Em 31 de Dezembro de 2011 as seguintes pessoas colectivas detinham uma participação no capital subscrito de, pelo menos, 20%:

  • Futebol Clube do Porto – 40%

As demonstrações financeiras individuais da Sociedade apresentam em 31 de Dezembro de 2011 um capital próprio inferior a metade do capital social da Sociedade, no montante de 15.033.710 Euros face a um capital social de 75.000.000 Euros, pelo que são aplicáveis as disposições dos artigos 35º e 171º do Código das Sociedades Comerciais ("CSC").

Conforme mencionado no Relatório de Gestão, o Conselho de Administração da FC Porto, SAD considera que, em função dos resultados positivos apresentados nos últimos cinco exercícios, das estimativas orçamentais à data para o fecho deste exercício económico, e da melhoria dos resultados económicos e financeiros que se perspectivam para os próximos exercícios, pese o facto de os resultados líquidos do semestre serem negativos, a estrutura de capitais da Sociedade sairá naturalmente reforçada.

Ainda assim e no pressuposto de mais rapidamente dar cumprimento a esta obrigação, o Conselho de Administração tem vindo a estudar outras soluções que possibilitem o reforço dos capitais próprios da Sociedade conforme referido no Relatório de Gestão.

O Conselho de Administração poderá também convocar uma Assembleia Geral Extraordinária, para discussão e aprovação das propostas que vierem a ser apresentadas, as quais poderão passar pelas seguintes alternativas:

  • Redução do capital social para montante não inferior ao capital próprio da Sociedade;
  • Realização pelos accionistas de entradas para reforço da cobertura do capital; e
  • A conjugação das duas alternativas.

De acordo com o artigo 171º do CSC, as sociedades cujo capital próprio foi inferior a metade do capital social devem indicar o capital social, o montante do capital realizado e o montante do capital próprio segundo o último balanço aprovado em todos os contratos, correspondência, publicações, anúncios, sítios na Internet e de um modo geral em toda a actividade externa.

12. EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS E OBRIGACIONISTAS

Em 31 de Dezembro de 2011 e 30 de Junho de 2011, o detalhe das rubricas "Empréstimos bancários" e "Empréstimo obrigacionista" é como segue:

31.12.2011
Custo amortizado Valor nominal
Natureza Corrente Não corrente Corrente Não corrente
Empréstimos bancários 24.001.279 15.462.374 23.595.167 15.462.374
Factoring 3.244.750 3.244.750 3.244.750 3.244.750
Contas caucionadas 5.000.000 - 5.000.000 -
Letras descontadas (Nota 8) 1.275.000 - 1.275.000 -
Descobertos bancários (Nota 10) 4.200.481 - 4.200.481 -
37.721.510 18.707.124 37.315.398 18.707.124
Empréstimo obrigacionista 17.700.640 9.711.000 18.000.000 10.000.000
55.422.150 28.418.124 55.315.398 28.707.124
30.06.2011
Custo amortizado Valor nominal
Natureza Corrente Não corrente Corrente Não corrente
Empréstimos bancários 32.595.351 22.372.649 32.595.351 22.372.649
Contas caucionadas 12.000.000 - 12.000.000 -
Letras descontadas (Nota 8) 4.875.000 - 4.875.000 -
49.470.351 22.372.649 49.470.351 22.372.649
Empréstimo obrigacionista - 27.106.149 - 28.000.000
49.470.351 49.478.798 49.470.351 50.372.649

Em 31 de Dezembro de 2011, o valor nominal em dívida destes empréstimos, registado no passivo não corrente, é reembolsável como segue:

31.12.2011
2012/2013 4.307.124
2013/2014 13.600.000
2014/2015 3.600.000
2015/2016 3.600.000
2016/2017 3.600.000
28.707.124

Dos empréstimos classificados no passivo em 31 de Dezembro de 2011, destaque para:

i) Em 31 de Dezembro de 2011, a rubrica de empréstimos bancários inclui o montante de 18.000.000 Euros (14.400.000 Euros com vencimento no médio e longo prazo), relativo a um contrato de abertura de crédito celebrado em 4 de Agosto de 2010 e aditado em 10 de Agosto de 2011 com um incremento de 5.000.000 Euros. Este empréstimo vence juros anuais à taxa Euribor a 12M acrescida de um "spread" e é reembolsável em 5 prestações anuais, iguais e sucessivas até Agosto de 2016. Este empréstimo tem como garantia as receitas relativas aos bilhetes de época, bilheteira e quotas dos associados até à época de 2015/2016.

  • ii) Em 31 de Dezembro de 2011, a rubrica de empréstimos bancários inclui o montante de 9.000.000 Euros, com vencimento no curto prazo, relativo a um contrato de abertura de crédito celebrado em 7 de Outubro de 2010. Este empréstimo vence juros mensais a uma taxa fixa de mercado e é reembolsável em 4 prestações iguais (a Outubro de 2011, Fevereiro, Maio e Outubro de 2012). Este empréstimo tem como garantia as receitas de transmissões televisivas a receber da Olivedesportos relativas às épocas de 2011/2012 e 2012/2013.
  • iii) Em 31 de Dezembro de 2011, a rubrica de empréstimos bancários inclui o montante de 3.000.000 Euros, com vencimento no curto prazo, relativo a um contrato de abertura de crédito celebrado em 17 de Dezembro de 2010. Este empréstimo vence juros anuais a uma taxa fixa de mercado e o saldo actual é reembolsável em Fevereiro de 2012. Este empréstimo tem como garantia a conta a receber do Liverpool relativamente à alienação do passe do jogador Raul Meireles.
  • iv) Em 31 de Dezembro de 2011, a rubrica de empréstimos bancários inclui o montante de 6.000.000 Euros, com vencimento no curto prazo, relativo a um contrato de abertura de crédito celebrado em 2 de Março de 2011. Este empréstimo vence juros anuais à taxa Euribor a 3M acrescida de um "spread" e tem vencimento em 15 de Julho de 2012. Este empréstimo tem como garantia o passe do jogador João Moutinho e a última tranche do valor a receber do F.C. Zenit St. Petersbourg relativamente à alienação do passe do jogador Bruno Alves.
  • v) Em 31 de Dezembro de 2011, a rubrica de empréstimos bancários inclui o montante de 3.057.542 Euros (1.062.374 Euros com vencimento no médio e longo prazo), relativo a um contrato de abertura de crédito celebrado em 28 de Junho de 2010. Este empréstimo vence juros semestrais a taxa fixa de mercado e é reembolsável em quatro prestações semestrais sucessivas, de valor semelhante, tendo vencido a primeira em Dezembro de 2011. Este empréstimo tem como garantia o passe do jogador Souza.
  • vi) Em Junho de 2011, foi concluída a Oferta Pública de Subscrição de 2.000.000 obrigações representativas do empréstimo obrigacionista "FC Porto SAD 2011- 2014", no montante global de 10.000.000 Euros. Os juros das obrigações vencem-se semestral e postecipadamente, com pagamento a 3 de Junho e 3 de Dezembro de cada ano de vida das obrigações, ocorrendo o primeiro pagamento a 3 de Dezembro de 2011. A taxa de juro das obrigações é fixa e de 8% ao ano, sendo os juros calculados tendo por base a convenção de meses de 30 dias cada, num ano de 360 dias. O empréstimo tem a duração de três anos, sendo o reembolso efectuado ao valor nominal, de uma só vez, em 3 de Junho de 2014.
  • vii) Em Dezembro de 2009, foi concluída a Oferta Pública de Subscrição de 3.600.000 obrigações representativas do empréstimo obrigacionista "F.C.Porto – Futebol, SAD 2009-2012", no montante global de 18.000.000 Euros. Os juros das obrigações vencem-se semestral e postecipadamente, com pagamento a 18 de Junho e 18 de Dezembro de cada ano de vida das obrigações, tendo sido efectuado o primeiro pagamento a 18 de Junho de 2010. A taxa de juro das obrigações é fixa e de 6% ao ano, sendo os juros calculados tendo por base meses de 30 dias cada, num ano de

360 dias. O empréstimo tem a duração de três anos, sendo o reembolso efectuado ao valor nominal, de uma só vez, em 18 de Dezembro de 2012.

  • viii) Em 31 de Dezembro de 2011, a rubrica de contas caucionadas inclui o montante de 5.000.000 Euros, relativo a um contrato de abertura de crédito (conta corrente), celebrado em 17 de Maio de 1999 cujo limite máximo ascende a 5.000.000 Euros. Este empréstimo vence juros trimestrais à taxa Euribor a 1M acrescida de um "spread". Este empréstimo tem como garantia o passe de vários jogadores.
  • ix) Em 31 de Dezembro de 2011, a rubrica de factoring inclui o montante de 2.000.000 Euros (1.000.000 Euros com vencimento no médio e longo prazo), relativo a um contrato de factoring celebrado em 21 de Dezembro de 2011 tendo como colateral o valor a receber relativo ao contrato de patrocínio da Nike para a época 2012/2013. Este empréstimo venceu juros antecipados a taxa fixa de mercado e irá ser reembolsado directamente pela Nike à instituição financeira de acordo com o plano de pagamentos original (quatro prestações trimestrais sucessivas, de igual valor, vencendo-se a primeira em 31 de Julho de 2012).
  • x) Em 31 de Dezembro de 2011, a rubrica de factoring inclui o montante de 4.489.500 Euros (2.244.750 Euros com vencimento no médio e longo prazo), relativo a um contrato de factoring celebrado em 6 de Dezembro de 2011 tendo como colateral o valor a receber relativo ao contrato de patrocínio da Portugal Telecom para a época 2012/2013. Este empréstimo venceu juros antecipados a taxa fixa de mercado e irá ser reembolsado directamente pela Portugal Telecom à instituição financeira de acordo com o plano de pagamentos original (duas prestações semestrais sucessivas, de igual valor, vencendo-se a primeira em 1 de Julho de 2012).

A taxa média anual dos empréstimos bancários à data de 31 de Dezembro de 2011 é de 7,01%.

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13. OUTROS CREDORES

Em 31 de Dezembro de 2011, a rubrica de "Outros credores" é como segue:

Entidade Atleta Valor
Soccer Invest Fund João Moutinho 1.650.000
Soccer Invest Fund Ukra 300.000
Soccer Invest Fund Castro 300.000
Pearl Design Walter 2.125.000
For Gool Ltd. Walter 2.000.000
Doyen Sports Investments Ltd. Defour 2.352.941
Doyen Sports Investments Ltd. Mangala 2.647.059
11.375.000
Juros corridos (722.779)
10.652.221

No exercício findo em 30 de Junho de 2011, a Sociedade celebrou contratos tendo em vista a cedência de parte dos direitos económicos, em regime de associação económica, dos jogadores acima mencionados: (i) 37,5% dos direitos económicos do jogador João Moutinho por 4.125.000 Euros à Mamers B.V. (que entretanto cedeu a sua posição contratual à Soccer Invest Fund – Fundo Especial de Investimento Mobiliário Fechado registado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ("CMVM"), o qual é gerido e representado pela MNF Gestão de Activos – SGFIM, SA); e (ii) 25% dos direitos económicos do jogador Walter por 2.125.000 Euros à Pearl Design Holding, Ltd.. Dado que, de acordo com os referidos contratos, não foram transferidos os principais riscos e benefícios associados à detenção daqueles direitos, aquelas transacções não foram registadas como alienações, não tendo, por conseguinte, sido desreconhecido do activo intangível aquela parcela de direitos económicos, encontrando-se os montantes recebidos daquelas entidades registados na rubrica da demonstração da posição financeira "Outros credores".

Em 22 de Julho de 2011, a FCP, SAD pagou ao Soccer Invest Fund 22,5% dos direitos económicos afectos ao João Moutinho inicialmente abrangidos pelo contrato de cedência de direitos económicos acima referido. O diferencial entre o valor de cedência inicial e o montante agora pago, no montante de 1.525.000 Euros, foi registado na rubrica de "Outros custos".

Na sequência da aquisição dos direitos desportivos e económicos do jogador Walter, realizada em Julho de 2011, a Sociedade celebrou um contrato com a For Gool Co. Ltd., no âmbito do qual esta entidade adianta o pagamento de parte do valor em dívida para com o clube vendedor, no montante de 2.000.000 Euros, a ser reembolsado pela Sociedade em Julho de 2012. Como remuneração deste acordo, aquela entidade auferirá 10% de uma eventual mais-valia numa futura transacção do jogador.

A 14 de Dezembro de 2011, a Sociedade celebrou com a Doyen Sports Investments Limited, dois contratos tendo em vista a cedência de parte dos direitos económicos, em regime de associação económica, dos jogadores Defour e Mangala pelos montantes de 2.352.941 Euros e 2.647.059 Euros, respectivamente. Dado que, de acordo com os referidos contratos, não foram transferidos os riscos e benefícios significativos associados à detenção daqueles direitos, aquela transacção não foi registada como

alienação, não tendo, por conseguinte, sido desreconhecido do activo intangível aquela parcela de direitos económicos.

Deste modo, as percentagens referidas na Nota 5, relativas às percentagens detidas dos passes dos jogadores, consideram a partilha com aquelas entidades do valor resultante de alienações futuras dos passes dos jogadores João Moutinho, Walter, Defour e Mangala.

14. FORNECEDORES

Em 31 de Dezembro de 2011 e 30 de Junho de 2011 os saldos de fornecedores, não correntes e correntes, podem ser detalhados como segue:

31.12.2011 30.06.2011
Fornecedores - não corrente
Fornecedores de activos tangíveis e intangíveis:
Transacções com "passes" de jogadores 5.834.800 2.600.000
Credores por locações financeiras 206.006 271.551
Actualização de dívidas a terceiros (616.449) (91.311)
5.424.357 2.780.240
Fornecedores - corrente
Fornecedores, conta corrente 10.902.241 8.282.268
Fornecedores de activos tangíveis e intangíveis:
Transacções com "passes" de jogadores 41.788.707 31.369.257
Credores por locações financeiras 130.022 145.785
Outros fornecedores de activos tangíveis e intangíveis 149.270 160.951
42.067.999 31.675.993
Actualização de dívidas a terceiros (612.717) (277.815)
52.357.523 39.680.446

Em 31 de Dezembro de 2011, os principais saldos incluídos nas rubricas, não corrente e corrente, "Fornecedores de activos tangíveis e intangíveis – Transacções de passes de jogadores" respeitam a saldos a pagar às entidades Standard de Liége, Deportivo Maldonado, Club Atlético Rentistas, Sporting SAD, Play International, B.V., Club Atletico Velez Sarsfield, Gestifute e Orel B.V. associados às aquisições dos passes dos jogadores Defour e Mangala, Alex Sandro, Hulk e Walter, João Moutinho, Cristian Rodriguez, Otamendi e às comissões de intermediação na alienação dos passes de Falcao e Ruben Micael, respectivamente e que totalizam, aproximadamente, 66% do total.

Em 30 de Junho de 2011, os principais saldos incluídos nas rubricas, corrente e não corrente, "Fornecedores de activos tangíveis e intangíveis – Transacções com passes de jogadores" respeitam a saldos a pagar às entidades: (i) Club Atlético Rentistas, Sporting Clube de Portugal, Play International B.V., Club Atlético Banfield e S.C. Football Club Rapid S.A. relativas à aquisição dos "passes" dos jogadores Hulk e Walter, João

Moutinho, Cristian Rodriguez, James Rodriguez e Sapunaru, respectivamente e (ii) Reina BVBA referente a comissões na venda dos direitos económicos do jogador Bruno Alves e que totalizam, aproximadamente, 64% do total.

15. OUTROS PASSIVOS NÃO CORRENTES E CORRENTES

Em 31 de Dezembro de 2011 e 30 de Junho de 2011 as rubricas "Outros passivos não correntes" e "Outros passivos correntes" podem ser detalhadas como segue:

31.12.2011 30.06.2011
Outros passivos não correntes
Acréscimo de gastos:
Custos com transacções de "passes" de jogadores,
pendentes de facturação 6.806.283 5.914.933
Rendimentos a reconhecer:
Adiantamento de receitas relativas a direitos de
transmissões televisivas 2.475.000 3.200.000
Facturação emitida relativa a direitos de transmissões
televisivas 8.000.000 -
Actualização de responsabilidades com terceiros (660.447) (215.255)
16.620.836 8.899.678
Outros passivos correntes
Estado e outros entes públicos 5.062.365 4.795.488
Outros credores 10.539.366 6.427.981
15.601.731 11.223.469
Acréscimo de gastos:
Remunerações a liquidar 912.048 674.185
Juros a liquidar - 1.222.745
Custos com transacções de "passes" de jogadores,
pendentes de facturação 17.482.761 12.525.256
Prémios de competições pendentes de processamento 414.282 7.291.901
Outros custos a acrescer 948.661 628.070
19.757.752 22.342.157
Rendimentos a reconhecer:
Adiantamento de receitas relativas a direitos de
transmissões televisivas 725.000 1.150.000
Facturação emitida relativa a direitos de transmissões
televisivas - 8.000.000
Receitas relativas a reservas de lugares cativos a
diferir
Adiantamentos relativo a receitas publicitárias
1.842.458 736.759
Receitas relativas a empréstimos de jogadores a diferir 2.705.612
550.000
2.796.252
-
Lugares Eurontas (Nota 23) 299.292 -
Outros proveitos a diferir - 85.206
6.122.362 12.768.217
Actualização de responsabilidades com terceiros (115.045) (69.731)
41.366.800 46.264.112

A rubrica do passivo, não corrente e corrente, "Custos com transacções de passes de jogadores, pendentes de facturação" inclui os compromissos assumidos em transacções relativas aos direitos de inscrição desportiva de jogadores e pendentes de facturação à data de demonstração da posição financeira, incluindo em 31 de Dezembro de 2011, nomeadamente: (i) os custos de intermediação relativos à aquisição do passes do jogador Danilo (3.100.000 Euros); (ii) custos de intermediação relativa à alienação do passe do jogador Falcao e respectiva conta a pagar relacionada com o mecanismo de solidariedade (aproximadamente 5.500.000 Euros); (iii) os encargos com a renovação do contrato de trabalho dos atletas Hulk, Falcao e Álvaro Pereira (aproximadamente 5.900.000 Euros); (iv) os encargos com a assinatura do contrato de trabalho dos jogadores João Moutinho, Danilo e Defour (aproximadamente 3.200.000 Euros); e (v) os custos com mecanismos de solidariedade por liquidar na compra e venda de diversos jogadores (aproximadamente 500.000 Euros). Na classificação do saldo desta rubrica como não corrente foram consideradas as datas acordadas de pagamento.

Em 30 de Junho de 2011 inclui, nomeadamente, valores a pagar relativos: (i) à aquisição dos "passes" dos jogadores Iturbe, Kelvin, James Rodriguez e Rúben Micael a clubes e outras entidades detentoras de direitos económicos (aproximadamente 6.310.000 Euros); (ii) à celebração e/ou renegociação de contratos de trabalho com os jogadores Hulk, João Moutinho, Otamendi, Djalma, Kelvin e Helton, nomeadamente no que se refere a prémios de assinatura e de fidelização (aproximadamente 3.104.000 Euros); (iii) a encargos com serviços de intermediação relativas à alienação do "passe" de Raul Meireles e renegociação dos contratos de trabalho de Hulk e João Moutinho (aproximadamente 1.788.000 Euros); e (iv) ao mecanismo de solidariedade (aproximadamente 1.002.000 Euros).

A rubrica "Outros credores", em 31 de Dezembro de 2011, considera: (i) o montante de, aproximadamente, 2.000.000 Euros relativo a remunerações do último mês do período, as quais foram liquidadas no início do mês seguinte e (ii) prémios a pagar aos jogadores, no montante de, aproximadamente, 4.500.000 os quais têm prazo de pagamento diferido no curto prazo.

16. PROVISÕES E PERDAS POR IMPARIDADE ACUMULADAS

O movimento ocorrido nas perdas por imparidade acumuladas durante os períodos de seis meses findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, foi como segue:

Rubricas Saldo
inicial
30.06.2011
Reforço Utilização Redução Saldo
final
31.12.2011
Perdas de imparidade acumuladas em investimentos (Nota 6) 1.397.655 518.681 388.205 - 1.528.131
Perdas por imparidade acumuladas em contas a receber (Nota 8) 4.590.438 475.482 - 83.819 4.982.101
Perdas de imparidade acumuladas em existências 122.835 - - - 122.835
Provisões 1.924.649 - - - 1.924.649
8.035.577 994.163 388.205 83.819 8.557.716
Rubricas Saldo
inicial
30.06.2010
Reforço Utilização Redução Saldo
final
31.12.2010
Perdas de imparidade acumuladas em investimentos (Nota 6) 388.205 809.450 - - 1.197.655
Perdas por imparidade acumuladas em contas a receber (Nota 8) 4.031.971 474.922 163.697 94.238 4.248.958
Perdas de imparidade acumuladas em existências 63.468 - - - 63.468
Provisões 1.924.649 - - - 1.924.649
6.408.293 1.284.372 163.697 94.238 7.434.730

Provisões

Processos fiscais

A FCPorto, SAD, no seguimento de uma inspecção fiscal ao exercício findo em 30 de Junho de 2004, recebeu em Novembro de 2007 uma liquidação adicional, em sede de IVA, no montante de 819.098 Euros e, em Janeiro de 2008, uma liquidação adicional em sede de IRC (a qual se refere essencialmente a tributação autónoma sobre encargos desreconhecidos como custo pela Administração Fiscal), no montante de 2.486.972 Euros (e que incluem juros compensatórios), relativamente às quais a Sociedade: (i) liquidou e aceitou o montante de 148.641 Euros; e (ii) reclamou o montante de 2.338.331 Euros. O montante liquidado foi registado como custo na demonstração dos resultados do exercício em que o pagamento foi efectuado (2007/2008). Em finais de 2011 a FCPorto SAD recebeu a decisão final da reclamação graciosa interposta tendo-lhe sido deferido o valor de 443.201 Euros relativamente a IRC. Relativamente aos restantes valores constantes da referida liquidação a FCPorto, SAD interpôs impugnação judicial.

A FCPorto, SAD recebeu no início de 2009, no seguimento de uma inspecção fiscal aos exercícios findos em 30 de Junho de 2006 e 30 de Junho de 2007, liquidações adicionais em sede de IRC, no montante de 595.450 Euros (e que incluem juros compensatórios) e relativamente às quais a Sociedade: (i) liquidou e aceitou o montante de 220.261 Euros; (ii) liquidou e reclamou o montante de 93.529 Euros; e (iii) reclamou o montante de 281.660 Euros. Os montantes liquidados foram registados como custo na demonstração dos resultados do exercício em que os respectivos pagamentos foram efectuados (2008/2009).

A Sociedade recebeu, em finais de 2009, no seguimento de uma inspecção fiscal ao exercício findo em 30 de Junho de 2008, liquidações adicionais em sede de IRC e IVA, no montante de 444.371 Euros (e que incluem juros compensatórios) e relativamente às quais a Sociedade: (i) liquidou e aceitou o montante de 99.379 Euros; (ii) liquidou e reclamou o montante de 18.105 Euros; e (iii) reclamou o montante de 326.887 Euros. Os montantes liquidados foram registados como custos na demonstração dos resultados do exercício findo em 30 de Junho de 2010.

A FCPorto, SAD recebeu, em finais de 2010, no seguimento de uma inspecção fiscal ao exercício findo em 30 de Junho de 2009, a Sociedade recebeu um relatório de inspecção tributária que considera correcções de imposto em sede de IRC e IVA, no montante de 823.732 Euros e relativamente às quais a Sociedade: (i) liquidou e reclamou o montante de 53.232 Euros; e (ii) reclamou o montante de 765.123 Euros. O montante a liquidar foi registado como custo na demonstração dos resultados do exercício findo em 30 de Junho de 2011 na rubrica "Outros custos".

Por último, em finais de 2011, no seguimento de uma inspecção fiscal ao exercício findo em 30 de Junho de 2010, a Sociedade recebeu um relatório de inspecção tributária que considera correcções de imposto em sede de IRC, no montante de 480.909 Euros e relativamente às quais a Sociedade reclamou o montante total através de impugnação judicial.

As liquidações adicionais acima referidas, e reclamadas pela FCPorto, SAD, relativas aos exercícios de 2005/2006 a 2008/2009 referem-se, essencialmente, a retenções na fonte relativas a pagamentos efectuados a entidades não residentes.

As reclamações graciosas acima referidas, foram efectuadas pelo facto do Conselho de Administração, e os seus consultores legais e fiscais, considerarem que a fundamentação apresentada pela Administração Tributária relativamente aos assuntos referidos não está de acordo com a legislação portuguesa.

A 31 de Dezembro de 2011, a FCPorto, SAD tinha solicitado a emissão de garantias bancárias prestadas a favor da Administração Tributária, no montante de 5.417.041 Euros, relativamente às liquidações adicionais dos exercícios findos em 30 de Junho de 2004, 2008 e 2009.

Para as situações acima mencionadas a Sociedade mantém, em 31 de Dezembro de 2011, registada uma provisão no montante de 1.514.094 Euros, a qual é considerada como suficiente para fazer face ao risco de desfecho desfavorável daquelas liquidações.

Outros processos

Durante o exercício findo em 30 de Junho de 2008 foi intentado por terceiro, contra a subsidiária PortoEstádio, um processo judicial, tendo sido proferida sentença pela 7ª Vara Cível do Tribunal Judicial do Porto, em Maio de 2009, que condenou a PortoEstádio a pagar uma indemnização no montante de 404.241 Euros, acrescida de juros moratórios. Apesar da PortoEstádio ter recorrido da referida sentença, a 30 de Junho de 2011 a rubrica "Provisões" considera o montante de, aproximadamente, 410.000 Euros para fazer face um eventual desfecho desfavorável deste processo.

Perdas por imparidade

Durante o período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2011 foram registadas perdas por imparidade relativas a contas a receber de clientes, no montante de 475.482 Euros, das quais, aproximadamente, 301.000 Euros se referem a contas a receber de clubes e/ou sociedades anónimas desportivas que evidenciam dificuldades na liquidação

dos seus compromissos. Foram também revertidas perdas de imparidade relativas a contas a receber de clientes no montante de 83.819 Euros, das quais, aproximadamente, 75.000 Euros se referem a clubes e/ou sociedades anónimas desportivas.

17. IMPOSTOS

O Grupo não registou nas suas demonstrações financeiras impostos diferidos, por não existirem diferenças temporais materialmente relevantes entre o reconhecimento de despesas e receitas para fins contabilísticos e de tributação, excepto para os activos por impostos diferidos relativos a prejuízos fiscais reportáveis e a provisões e perdas de imparidade não aceites fiscalmente que, numa base de prudência, não foram registados.

Os prejuízos fiscais reportáveis, com referência ao último exercício completo findo em 30 de Junho de 2011, conforme declarações de rendimentos apresentadas pelas sociedades que integram o perímetro de consolidação, corrigidas pelas correcções à matéria colectável efectuadas pela Administração fiscal fruto de liquidações adicionais referidas na Nota 16, ascendiam a, aproximadamente, 62.630.000 Euros e vencem-se como segue:

Montante Caducidade
Gerados no exercício findo em:
30 de Junho de 2006 26.004.394 30 de Junho de 2012
30 de Junho de 2007 27.100 30 de Junho de 2013
30 de Junho de 2008 44.231 30 de Junho de 2014
30 de Junho de 2009 11.305.975 30 de Junho de 2015
30 de Junho de 2010 12.185.182 30 de Junho de 2016
30 de Junho de 2011 13.063.599 30 de Junho de 2015
62.630.481

18. PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS

O saldo da rubrica de prestações de serviços relativos aos semestres findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, pode ser detalhado como segue:

31.12.2011 31.12.2010
Receitas desportivas 12.763.005 9.788.444
Publicidade 6.568.181 7.534.421
Direitos de transmissões 5.984.211 4.498.811
Corporate Hospitality 5.160.122 1.668.129
Outros 2.688.381 1.230.672
33.163.899 24.720.477

O saldo da rubrica "Receitas desportivas" inclui, essencialmente: (i) o montante de 5.717.332 Euros (2.645.872 Euros em 31 de Dezembro de 2010) relativo a prémios das competições europeias (UEFA Champions League e UEFA Euro League, em 31 Dezembro de 2011 e 2010, respectivamente); e (ii) o montante de 6.446.761 Euros (6.294.201 Euros em 31 de Dezembro de 2010) relativo a vendas de bilhetes para jogos realizados no Estádio do Dragão e de lugares anuais, o qual inclui o montante de 2.329.626 Euros (1.883.692 Euros em 31 de Dezembro de 2010) relativos à proporção da Sociedade nas receitas do Futebol Clube do Porto com quotas dos seus associados.

O aumento da rubrica "Corporate Hospitality" no período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2011 em relação ao período homólogo anterior deve-se, essencialmente, ao facto de, devido à evolução dos contratos de comercialização dos camarotes e business seats do Estádio do Dragão ("Lugares Euroantas"), a Porto Comercial assumiu uma gestão mais activa na comercialização dos denominados Lugares Euroantas (Nota 24), reconhecendo a totalidade dos proveitos e custos associados aos mesmos. Até ao período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2010 eram apenas reconhecidas nesta rubrica as comissões cobradas pela PortoComercial à Euroantas pela comercialização deste segmento corporate. Similar incremento ocorreu na rubrica dos Fornecimentos e serviços externos "Corporate Hospitality" pelos motivos acima referidos (Nota 19).

Adicionalmente, a referida rubrica "Corporate Hospitality" inclui: (i) o montante de 299.292 Euros (580.892 Euros em 31 de Dezembro de 2010) relativo ao proveito com os "Lugares Euroantas" (execedente apurado conforme descrito na Nota 24); e (ii) o montante de 645.830 Euros (635.887 Euros em 31 de Dezembro de 2010) relativo ao valor da comissão sobre o segmento corporate cobrado à Euroantas pela PortoComercial no âmbito do contrato de mandato comercial existente entre as duas entidades.

19. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

O saldo da rubrica de fornecimentos e serviços externos relativos aos semestres findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, pode ser detalhado como segue:

31.12.2011 31.12.2010
Corporate Hospitality 4.215.000 -
Trabalhos especializados 3.123.059 1.149.064
Publicidade e propaganda 2.433.168 1.568.098
Rendas e alugueres 1.581.436 797.450
Subcontratos 997.146 1.080.851
Deslocações e estadas 973.219 1.146.661
Despesas de organização 568.906 521.032
Vigilância e segurança 544.159 693.215
Seguros 470.340 514.038
Despesas de representação 432.384 141.197
Honorários 389.151 667.653
Material desportivo 362.671 245.559
Comunicação 293.821 320.171
Limpeza, higiene e conforto 234.315 202.469
Contencioso e notariado 221.376 22.921
Comissões 72.233 178.437
Outros custos 1.314.046 1.386.350
18.226.430 10.635.166

O montante verificado na rubrica "Corporate Hospitality" refere-se à contabilização pela participada Porto Comercial dos encargos afectos aos Lugares Euroantas facturados pela empresa relacionada Euroantas, tal como descrito na Nota 18 acima.

Na rubrica de "Trabalhos especializados" são registados custos de naturezas diversas associados à actividade do Grupo, nomeadamente: (i) custos com serviços de prospecção de mercado; (ii) custos com serviços de consultadoria jurídica; (iiI) custos com serviços de auditoria; e (iv) custos com serviços de consultadoria financeira, nomeadamente os prestados pela FC Porto – Serviços Partilhados, S.A. (Nota 20).

20. CUSTOS COM O PESSOAL

Os saldos relativos a custos com pessoal nos períodos de seis meses findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 da Sociedade e empresas subsidiárias, podem ser detalhados como segue:

31.12.2011 31.12.2010
Orgãos sociais
Jogadores, técnicos e médicos
948.210
16.490.321
898.612
14.120.091
Administrativos 2.133.993 2.595.386
Encargos sobre remunerações 1.323.381 1.111.531
Seguros 680.212 626.846
Gastos de acção social 201.735 147.452
Outros custos 36.763 1.169.354
21.814.615 20.669.273

Na sequência da constituição da FC Porto – Serviços Partilhados, S.A., entidade relacionada (Nota 21), foram transferidos para aquela entidade diversos funcionários dos serviços administrativos da Sociedade e suas subsidiárias, com reflexos ao nível da diminuição dos custos com o pessoal inscritos na rubrica "Administrativos" e consequente incremento na rubrica de fornecimentos e serviços externos ("Trabalhos Especializados") (Nota 19).

21. ENTIDADES RELACIONADAS

Os saldos e transacções entre a Sociedade e as suas subsidiárias, as quais são partes relacionadas desta, foram eliminados no processo de consolidação e, consequentemente, não são relevados nesta nota. Os principais saldos com outras entidades relacionadas, identificadas abaixo, em 31 de Dezembro e 30 de Junho de 2011 e as principais transacções realizadas com essas entidades durante os períodos de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, podem ser detalhados como segue:

31.12.2011
Vendas e prestação Fornecimentos e Juros e rendimentos
Transacções de serviços serviços externos similares
Futebol Clube do Porto 3.110.244 3.158.914 514.434
Euroantas 1.987.559 4.542.788 -
FCP Serviços Partilhados 177.132 1.844.152 -
FCP Basquet 52.767 831.367 -
Olivedesportos/PPTV 6.457.895 - -
Sportinveste 216.924 57.706 -
12.002.521 10.434.927 514.434
31.12.2010
Vendas e prestação Fornecimentos e
Transacções de serviços serviços externos
Futebol Clube do Porto 2.358.218 2.064.507
Euroantas 2.680.121 237.258
FCP Serviços Partilhados - -
FCP Basquet - -
Olivedesportos/PPTV 4.924.757 -
Sportinveste 209.693 34.261

10.172.789 2.336.026

31.12.2011
Saldos Contas a
receber
Contas a
pagar
Outros activos
correntes
Outros passivos correntes
e não correntes
Futebol Clube do Porto 16.816.033 3.063.859 - -
Euroantas 5.886.665 2.632.898 - 299.292
FCP Serviços Partilhados 600.358 829.561 - -
FCP Basquet 374.046 - 445.085 -
Olivedesportos/PPTV 3.044.499 - 1.007.895 11.200.000
Sportinveste 57.341 4.720 - -
26.778.942 6.531.038 1.452.980 11.499.292
30.06.2011
Saldos Contas a
receber
Contas a
pagar
Outros activos
correntes
Outros passivos correntes
e não correntes
Futebol Clube do Porto 14.032.659 1.361.367 8.296 -
Euroantas 3.482.834 723.307 63.867 -
FCP Serviços Partilhados 383.979 412.675 - -
FCP Basquet 306.504 413.671 -
Olivedesportos/PPTV 8.000.000 - - 12.350.000
Sportinveste 266.436 13.677 - 170.129
26.472.412 2.511.026 485.834 12.520.129

O Futebol Clube do Porto é o principal accionista da FCPorto, SAD (Nota 11), sendo a Euroantas detida em 99,99% e a FC Porto Serviços Partilhados, S.A. detido em 96% por esta entidade. Adicionalmente, é apresentada acima informação dos saldos e transacções do Grupo com as empresas Sportinveste - Multimédia, S.A. ("Sportinveste") e Olivedesportos - Publicidade Televisão e Media, S.A. ("Olivedesportos"), dado que o Presidente do Conselho de Administração destas entidades é accionista de referência da FCPorto, SAD.

Os passivos com as empresas relacionadas considerados, no detalhe acima, na rubrica "Outros passivos correntes e não correntes" dizem respeito, na sua maioria, a proveitos facturados antecipadamente a reconhecer em períodos futuros.

22. RESULTADOS POR ACÇÃO

Os resultados por acção dos períodos de seis meses findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 foram calculados em função dos seguintes montantes:

31.12.2011 31.12.2010
Resultado
Resultado para efeito de cálculo dos resultado líquido por acção
básico (resultado líquido do exercício)
(8.884.131) 6.471.303
Resultados para efeito do cálculo do resultado líquido por acção
diluídos
(8.884.131) 6.471.303
Número de acções
Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do
resultado líquido por acção básico
15.000.000 15.000.000
Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do
resultado líquido por acção diluído
15.000.000 15.000.000
Resultado por acção (básico e diluído) (0,59) 0,43

23. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS

Em termos operacionais, o Grupo encontra-se organizado em dois segmentos principais:

  • Segmento A: actividade relacionada com a participação na modalidade de futebol em competições desportivas de carácter profissional, promoção e organização de espectáculos desportivos, representada pela FCPorto, SAD
  • Segmento B: actividade relacionada com a comercialização de direitos de imagem, sponsorização, merchandising e licenciamento de produtos, representada pela PortoComercial
  • Outros serviços: engloba as actividades das subsidiárias PortoMultimédia, PortoEstádio e PortoSeguro.

Os proveitos operacionais, com a indicação dos relativos a transacções com outros segmentos e aqueles resultantes de transacções com entidades externas, podem ser apresentados como segue:

31.12.2011
Segm. A Segm. B Outros serviços Total
Proveitos operacionais excluindo proveitos com passes de jogadores
Resultantes de operações com clientes externos 23.596.561 10.069.920 2.021.370 35.687.851
Resultantes de operações com outros segmentos 263.867 771.734 1.140.996 2.176.597
31.12.2010
Segm. A Segm. B Outros serviços Total
Proveitos operacionais excluindo proveitos com passes de jogadores
Resultantes de operações com clientes externos 19.040.539 6.567.004 1.234.061 26.841.604
Resultantes de operações com outros segmentos 1.193.650 875.974 2.869.511 4.939.135
31.12.2011
Segm. A Segm. B Outros serviços Intragrupo Total
Resultado operacional (4.259.694) (562.470) (47.104) - (4.869.268)
Cash-flow operacional - EBITDA (a) 11.312.593 (360.536) 82.938 - 11.034.995
Cash-flow (b) 7.286.894 (393.560) 71.128 - 6.964.462
31.12.2010
Segm. A Segm. B Outros serviços Intragrupo Total
Resultado operacional 9.223.539 3.158 206.964 - 9.433.661
Cash-flow operacional - EBITDA (a) 23.612.399 152.548 340.582 - 24.105.529
Cash-flow (b) 20.702.703 143.185 304.013 - 21.149.901

Os valores relativos aos resultados operacionais, cash-flow operacional e cash-flow, por segmento de negócio, podem ser apresentados como segue:

(a) - Resultado antes de impostos, deduzido de resultados financeiros, amortizações, provisões e perdas de imparidade

(b) - Resultado líquido do período + amortizações, provisões e perdas de imparidade

Dado o Grupo FCP desenvolver actualmente a sua actividade exclusivamente no mercado interno, não são relatados segmentos geográficos.

24. ESTÁDIO DO DRAGÃO

Em 7 de Julho de 2003 foi celebrado um Acordo de Cooperação entre a PortoEstádio, Euroantas, Futebol Clube do Porto e Futebol Clube do Porto – Futebol, S.A.D. relativo à construção, financiamento, exploração e utilização do Estádio do Dragão ("Estádio"), o qual configura um contrato de locação operacional.

No âmbito deste acordo, a Euroantas, actual proprietária do Estádio, cedeu à FCPorto, SAD a exploração de certas actividades do Espaço Desportivo do Estádio por um período de 30 anos em contrapartida de um encargo global anual, o qual se aproxima de uma "renda linear" ao longo do referido período de 30 anos, suportada pela FCPorto, SAD, através de duas componentes:

  • i) Um montante equivalente ao valor anual do serviço da dívida que a Euroantas suporta durante os primeiros quinze anos com o Contrato de Financiamento celebrado para a construção do Estádio e, nos segundos quinze anos, um montante inferior, indexado ao valor do serviço da dívida do último ano (2018) daquele Contrato de Financiamento; e
  • ii) O montante de 14.963.937 Euros, liquidado no exercício findo em 30 de Junho de 2003 e registado na rubrica "Outros activos não correntes" (Nota 9), como forma de retribuição do valor de rendas vincendas no período de 15 anos, determinado a partir de 2018. Este montante será reconhecido como custo linearmente ao longo do referido período de 15 anos a partir de 2018.

Nos termos do acordo celebrado, a FCPorto, SAD retém ainda o direito de receber da Euroantas, qualquer excesso, apurado anualmente, entre a receita, líquida das inerentes

despesas de exploração, de comercialização dos Camarotes e Business Seats do Estádio do Dragão ("Lugares Euroantas") e o montante da "renda" apurado acima mencionado. O excedente apurado no período findo em 31 de Dezembro de 2011 ascendeu a 299.292 Euros (Nota 18).

25. ACTIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES

Em 30 de Junho de 2010, existia um processo judicial ordinário contra a Sociedade, intentado por um accionista que requer que sejam declaradas nulas e anuladas as deliberações que, em Assembleia Geral de Accionistas de 28 de Outubro de 2005, aprovaram:

    1. O Relatório e Contas Individuais referentes ao exercício findo em 30 de Junho de 2005;
    1. O Relatório e Contas Consolidadas referentes ao exercício findo em 30 de Junho de 2005;
    1. A proposta de aplicação dos resultados relativos ao exercício findo em 30 de Junho de 2005.

Em Setembro de 2010, foi proferida sentença favorável ao FC Porto SAD relativamente a este processo, tendo sido, ainda em 2010, interposto recurso pela contraparte.

O Conselho de Administração da Sociedade, bem como os seus consultores legais, entendem que a fundamentação incluída por aquele accionista na acção de processo ordinário apresentada, e no acima referido recurso, não está de acordo com a legislação portuguesa, não estimando que do desfecho deste processo resultem quaisquer impactos sobre as demonstrações financeiras consolidadas anexas.

Em 14 de Outubro de 2010, a Marítimo da Madeira – Futebol, SAD ("Marítimo") intentou uma acção declarativa contra a FCPorto, SAD junto da Comissão Arbitral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional reclamando um acerto no montante que lhe seria devido pela transferência do jogador Pepe para o Real Madrid no montante de, aproximadamente, 840.000 Euros, o qual inclui juros de mora. O Conselho de Administração da Sociedade, bem como os seus consultores legais, entendem que a fundamentação considerada pelo Marítimo não é correcta, pelo que foi apresentada contestação, não estimando que do desfecho deste processo resultem quaisquer impactos materiais sobre as demonstrações financeiras consolidadas anexas.

Em 18 de Outubro de 2011, a Marítimo da Madeira – Futebol, SAD ("Marítimo") intentou uma acção declarativa contra a FCPorto, SAD junto da Comissão Arbitral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional reclamando um montante a título de "compensação por promoção ou valorização" do atleta Kléber Laube Pinheiro. O Conselho de Administração da Sociedade, bem como os seus consultores legais, entendem que a fundamentação considerada pelo Marítimo não é correcta, pelo que foi apresentada contestação, não estimando que do desfecho deste processo resultem quaisquer impactos materiais sobre as demonstrações financeiras consolidadas anexas.

26. EVENTOS SUBSEQUENTES

Subsequentemente à data das demonstrações financeiras ocorreram os seguintes factos que, pela sua relevância, são apresentados como segue:

  • i) Aquisição dos direitos económicos e desportivos de Mark Janko ao Twente por 3.000.000 Euros e celebração de um contrato de trabalho desportivo até 30 de Junho de 2015;
  • ii) Aquisição dos direitos económicos e desportivos de Lucho Gonzalez ao Olympique de Marseille e celebração de um contrato de trabalho desportivo até 30 de Junho de 2014;
  • iii) Cedência temporária dos direitos de inscrição desportiva do jogador Fedy Guarin ao FC Internazionale Milano (Inter Milão), até ao final da corrente época desportiva pelo valor de 1.500.000 Euros, contrato esse que inclui uma opção de compra definitiva dos direitos desportivos e económicos pelo montante de 13.500.000 Euros;
  • iv) Cedência temporária dos direitos de inscrição desportiva do jogador Fernando Belluschi ao Genoa Cricket and Football Club (Génova) até ao final da corrente época desportiva, contrato esse que inclui uma opção de compra definitiva dos direitos desportivos e económicos pelo montante de 3.500.000 Euros. Este valor pode atingir os 5.000.000 Euros dependendo da performance desportiva do Génova;
  • v) Cedência temporária dos direitos de inscrição desportiva do jogador Souza ao Grêmio Foo-Ball Porto Alegrense (Grêmio) até 31 de Dezembro de 2012, contrato esse que inclui uma opção de compra definitiva dos direitos desportivos e económicos pelo montante de 10.000.000 Euros;
  • vi) Cedência temporária dos direitos de inscrição desportiva do jogador Fucile ao FC Santos (Santos) até 31 de Dezembro de 2012, contrato esse que inclui direito de preferência na compra definitiva dos direitos desportivos e económicos;
  • vii) Cedência temporária dos direitos de inscrição desportiva do jogador Walter ao Cruzeiro Esporte Clube (Cruzeiro) até 31 de Dezembro de 2012, contrato esse que inclui uma opção de compra definitiva de 50% dos direitos económicos pelo montante de 5.000.000 Euros.

27. APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

As demonstrações financeiras consolidadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 27 de Fevereiro de 2011.

Relatório de Revisão Limitada elaborado por Auditor Registado na CMVM sobre Informação Semestral Consolidada

Introdução

    1. Nos termos do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação financeira consolidada condensada do semestre findo em 31 de Dezembro de 2011 da Futebol Clube do Porto – Futebol, S.A.D. ("Sociedade") e subsidiárias, incluída: no Relatório de Gestão, na Demonstração da Posição Financeira Consolidada Condensada (que evidencia um activo total de 226.512.056 Euros e um capital próprio de 14.325.396 Euros, incluindo um resultado líquido consolidado negativo atribuível aos accionistas da Sociedade de 8.884.131 Euros, nas Demonstrações Consolidadas Condensadas dos Resultados por Naturezas, do Rendimento Integral, de Alterações no Capital Próprio e dos Fluxos de Caixa do semestre findo naquela data e no correspondente Anexo.
    1. As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação, de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas na União Europeia.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Sociedade: (i) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação, o resultado consolidado e o rendimento integral consolidado das suas operações, as alterações no seu capital próprio consolidado e os seus fluxos de caixa consolidados; (ii) que a informação financeira histórica seja preparada de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas na União Europeia, para efeitos de relato financeiro intercalar (IAS 34) e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iv) a manutenção de sistemas de controlo interno apropriados; e (v) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade e a actividade do conjunto das empresas incluídas na consolidação, a sua posição financeira, o seu resultado, ou o seu rendimento integral.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita e em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindonos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira consolidada condensada, baseado no nosso trabalho.

Âmbito

    1. O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira consolidada condensada anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira consolidada condensada; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira consolidada condensada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.
    1. O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada condensada constante do Relatório de Gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
    1. Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente Relatório de Revisão Limitada sobre a informação semestral consolidada condensada.

Parecer

  1. Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada condensada do semestre findo em 31 de Dezembro de 2011, referida no parágrafo 1 acima da Futebol Clube do Porto – Futebol, S.A.D., não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas na União Europeia, para efeitos de relato financeiro intercalar (IAS 34), e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Ênfase

  1. As demonstrações financeiras individuais da Sociedade, em 31 de Dezembro de 2011, apresentam um capital próprio de 15.033.710 Euros, evidenciando estar perdida mais de metade do seu capital social, pelo que se mantêm aplicáveis as disposições dos artigos 35º e 171º do Código das Sociedades Comerciais. Conforme referido no Relatório de Gestão e na Nota 10 do anexo às demonstrações financeiras, o Conselho de Administração entende que esta situação deverá ser analisada e decidida em Assembleia Geral de Accionistas tendo em vista a adequação do capital próprio às disposições legais. Adicionalmente, as demonstrações financeiras consolidadas anexas evidenciam um fundo de maneio negativo, para além das contas a receber que a Sociedade e subsidiárias têm do Futebol Clube do Porto perspectivarem um prazo de recuperação em quinze anos, conforme expresso na Nota 7 do Anexo às demonstrações financeiras. As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram elaboradas no pressuposto da continuidade das operações que assumem a manutenção do apoio financeiro das instituições financeiras (Nota 11), bem como o sucesso futuro das operações, incluindo o resultado da alienação de direitos de inscrição desportiva de jogadores, tal como previsto nos orçamentos de exploração e tesouraria, essencial para o equilíbrio e cumprimento dos compromissos financeiros assumidos.

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Porto, 29 de Fevereiro de 2012

Deloitte & Associados, SROC S.A. Representada por António Manuel Martins Amaral

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