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CTT-Correios de Portugal

Annual Report Mar 17, 2010

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Annual Report

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Portugal Telecom Relatório Anual 2009

Portugal Telecom

Mensagem do Presidente do Conselho de Administração 4
Mensagem do Presidente Executivo 6
01 Enquadramento macroeconómico 10
02 Aspectos regulamentares 25
03 Perfil estratégico 31
04 Investigação e desenvolvimento 36
05 Análise dos resultados consolidados 43
06 Evolução dos negócios
Mercado doméstico
Mercado internacional
56
66
07 Recursos humanos 70
08 PT no mercado de capitais 71
09 Principais eventos 76
10 Principais riscos e incertezas 80
11 Perspectivas futuras 82
12 Declaração do Conselho de Administração 84
13 Actividades dos administradores não executivos 87
Demontrações financeiras consolidadas 89
Relatório e parecer da Comissão de Auditoria 196
Certificação legal das contas consolidadas 200
Relatório de auditoria 203
Relatório do governo e da sociedade 206
Glossário 308
Conselho de Administração 310
Indicadores-chave 311
Informação adicional aos accionistas 314

As designações "PT", "Grupo Portugal Telecom", "Grupo PT", "Grupo" e "Empresa" referem-se ao conjunto das empresas que constituem a Portugal Telecom ou a qualquer uma delas, consoante o contexto.

Portugal Telecom

Portugal

Receitas (milhões de euros)
Rede fixa > Retalho, voz e dados para grandes empresas, ISP e banda larga [PT Comunicações100%]
1.948 milhões de euros > Voz e dados para PME [PT Prime 100%]
Móvel > TMN 100%
1.518 milhões de euros

Principais activos internacionais

Receitas (milhões de euros)
Vivo 29.71% > Brasil > Móvel 3.138
Unitel 25% (*) > Angola > Móvel 1.120
CTM 28% > Macau > Fixo, móvel 219
MTC 34% (*) > Namíbia > Móvel 124
CVT 40% (*) > Cabo Verde > Fixo, móvel 71
Timor Telecom 41.12% > Timor > Fixo, móvel 35
CST 51% (*) > São Tomé e Príncipe > Fixo, móvel 12
UOL 28.78% > Brasil > ISP, conteúdos e internet n.d.

(*) Estas participações são detidas pela Africatel, a qual é controlada em 75% pela PT.

Empresas instrumentais

Serviços de sistemas e TI [PT Sistemas de Informação 100%]; Inovação, investigação e desenvolvimento [PT Inovação 100%]; Serviços administrativos e de gestão partilhada [PT PRO 100%]; Serviços de negociação [PT Compras 100%]; Call centers e serviços de telemarketing [PT Contact 100%]; Gestão de fundos de pensões [Previsão 82,05%]

Mensagem do Presidente Conselho Administração

Em 2009 a PT, consolidou a sua evolução estratégica iniciada durante o mandato do triénio 2006-08 com a implementação do plano que foi apresentado aos Accionistas e aprovado por larga maioria na mais participada Assembleia-Geral da história da PT, que teve lugar a 2 de Março de 2007. Este plano foi consolidado e ampliado, em Abril de 2008, com a aprovação do plano estratégico por parte do Conselho de Administração, o qual constrói a base para um rentável crescimento futuro.

Ainda durante o ano de 2009, a PT consolidou a sua presença nos mercados onde opera, continuando a lançar novos produtos e serviços, o que permitiu à Empresa a manutenção da sua posição competitiva de liderança em cada mercado.

Foi eleito um novo Conselho de Administração, para o período entre 2009 e 2011, na Assembleia-Geral que teve lugar em Abril de 2009. Este novo Conselho de Administração irá continuar a definir e implementar a estratégia da PT, centrada na inabalável procura de oportunidades para melhor consolidar e expandir a presença da PT nos mercados onde a Empresa opera.

Apesar do contexto económico adverso, em 2009, as receitas da PT aumentaram 0,9% face a 2008, para 6,8 mil milhões de euros e o EBITDA aumentou também 0,9% para 2,5 mil milhões de euros. Em resultado do forte enfoque da PT nos mercados internacionais, 51,5% das receitas e 44,0% do EBITDA da Empresa foram gerados pelos activos internacionais. A PT apresentou um resultado líquido de 684 milhões de euros, um aumento de 18,7% face a 2008, o que representa um resultado líquido por acção de 0.78 euros, mais 22,9% face a 2008. Estou perfeitamente convicto de que este desempenho reflecte a estratégia de crescimento definida pelo Conselho de Administração e implementada pela Empresa. A diversificação por diferentes áreas geográficas, possibilitou à PT ter um sólido perfil de crescimento e, ao mesmo tempo, de estável geração de cash flow, o que permitiu uma forte política de remuneração accionista e o investimento necessário para a sustentabilidade do negócio da PT.

A PT está comprometida em fazer de Portugal uma das mais avançadas nações em termos de desenvolvimento da sociedade de informação.

Durante o ano de 2009, a PT reforçou o seu empenho e investimento no desenvolvimento e implementação de novas tecnologias, produtos e serviços, para melhor promover a sociedade de informação e a info-inclusão de todos os cidadãos dos mercados onde opera.

Em Portugal, a PT anunciou um ambicioso projecto para cobrir um milhão de casas com fibra até casa do cliente (FTTH, fibre-to-the-home), assumindo desta forma um passo decisivo e sólido na melhoria da velocidade e qualidade do acesso banda larga, tornando Portugal uma referência no desenvolvimento de redes de acesso de nova geração. A PT também continuou a investir significativamente em redes móveis de nova geração, com o desenvolvimento das tecnologias 3G e 3,5G, tanto em termos de cobertura como de capacidade. A PT continuou ainda a promover a convergência das redes fixa e móvel e a convergência de telecoms, multimédia e serviços de informação como meio de desenvolvimento do acesso dos individuais à informação, em qualquer momento e em qualquer lugar, assim como o desenvolvimento das ofertas de serviços e preencher as necessidades de comunicação dos segmentos de grandes empresas, PMEs e SOHOs.

No Brasil, a PT também continuou a promover a cobertura das tecnologias 3G e 3,5G, através da Vivo. Nas outras áreas geográficas e operações internacionais a PT em conjunto com os seus parceiros, continuou empenhada em desenvolver esforços na cobertura e capacidade das suas redes móveis e fixas, contribuindo deste modo para o desenvolvimento da sociedade de informação em todos os países onde a PT opera.

Política de remuneração accionista

Em Maio de 2009, a PT anunciou uma nova política de remuneração accionista, que consiste na proposta de pagar três dividendos de 0,575 euros por acção para os anos fiscais de 2009-11, mandato deste novo Conselho de Administração. Com o anúncio desta política de remuneração, a PT pretende oferecer aos seus accionistas uma remuneração clara, visível, previsível e atractiva. Este programa é proposto no seguimento de uma aprofundada avaliação das perspectivas operacionais e financeiras da PT e pretende, adequando a remuneração aos seus accionistas, manter a flexibilidade operacional e financeira da PT, permitindo assim um contínuo investimento no desenvolvimento de novos produtos e serviços, assim como a capacidade de continuar a projectar e estabelecer um paradigma de crescimento nos mercados onde opera.

Este novo pacote de remuneração accionista surge no seguimento do que foi aprovado na Assembleia-Geral que decorreu em Março de 2007, e que foi totalmente concluído, com o pagamento em Abril de 2009, do dividendo relativo ao ano fiscal de 2008 e que representou um retorno para o accionista de 5,8 mil milhões de euros através de dividendos, compra de acções próprias e do spin-off da PT Multimédia. Esta nova política de remuneração accionista, irá ser iniciada, após a aprovação dos accionistas na próxima Assembleia-Geral, com o pagamento de um dividendo por acção de 0,575 euros relativo ao ano fiscal de 2009, como proposto pelo Conselho de Administração.

Ambição para o futuro

A PT continuará a desenvolver a sua agenda internacional, com o objectivo de continuar a ser um operador relevante nas áreas geográficas onde se fala Português assim como no panorama internacional. Paralelamente, a PT continuará a posicionar-se como um operador de tecnologia de ponta, com o objectivo de fornecer serviços avançados e convergentes, de acordo com as necessidades de todos os seus clientes e, assim promover o seu perfil de crescimento. A PT continuará também a estar enfocada em dar um retorno accionista atractivo e adequado, assim como, ao mesmo tempo oportunidades e compensação adequadas a todos os seus colaboradores e stakeholders em geral.

Gostaria de agradecer o apoio e a confiança que recebemos dos nossos accionistas e garantir que a Empresa continua empenhada em implementar a estratégia definida pelo Conselho de Administração, no melhor interesse de todos os accionistas.

Caros Accionistas,

Assente no processo transformacional iniciado em 2008, definimos um conjunto de cinco objectivos estratégicos no início do actual mandato para 2009-2011, nomeadamente:

    1. Atingir os 100 milhões de clientes até ao final de 2011;
    1. Aumentar a contribuição das receitas internacionais para dois terços das receitas totais;
    1. Reforçar a nossa liderança em todos os mercados em que estamos presentes;
    1. Atingir um desempenho operacional e financeiro no quartil superior entre os nossos pares Europeus, e
    1. Tornarmo-nos uma referência de sustentabilidade em todas as geografias onde estamos presentes.

É com imenso prazer que vos informo que os resultados de 2009 da Portugal Telecom nos deixaram um passo mais próximo da realização destes ambiciosos objectivos. Com base numa abordagem ao negócio claramente enfocada na inovação e execução, de maneira a construir uma vantagem competitiva estrutural sustentada, o desempenho operacional da PT em 2009 confirmou as tendências positivas que começámos a testemunhar no ano anterior, nomeadamente:

  • O sucesso contínuo da oferta triple-play Meo em Portugal está a suportar ganhos de quota de mercado em TV por subscrição e banda larga, assim como a permitir uma melhoria significativa nos desligamentos de linhas da rede fixa. Este desempenho tem suportado uma aceleração nas receitas de retalho da rede fixa e o crescimento positivo da margem bruta no quarto trimestre.
  • O crescimento de clientes pós-pago, impulsionado pelo sucesso da banda larga móvel, está a melhorar o mix de clientes em Portugal.
  • A liderança da Vivo nos serviços de voz e dados no Brasil foi reforçada, apesar de condições competitivas exigentes, e num contexto de melhoria da rentabilidade devido a uma maior escala e eficiência.
  • Os activos em África e Ásia continuam a apresentar um crescimento sólido em termos de clientes (+23%) e resultados financeiros.

Em resultado, a PT adicionou nove milhões de novos clientes na totalidade das nossas empresas, atingindo 72 milhões de clientes (+15%). Durante 2009, continuámos a aumentar a nossa exposição internacional. Com efeito, o nosso negócio internacional já representa 84% dos nossos clientes, sendo uma parte significativa vinda do Brasil, 51,5% das nossas receitas e 43% do nosso resultado líquido.

Mercado Doméstico

Apesar de um desafiante ambiente económico, regulatório e competitivo, a PT apresentou um forte desempenho em todos os seus segmentos de negócio, adoptando uma postura de "attacker" baseada na contínua inovação e no entendimento da mudança das preferências e comportamentos dos nossos clientes. No segmento residencial, a PT continuou a comercializar agressivamente o serviço de TV por subscrição Meo e lançou novas funcionalidades, com o objectivo de continuamente diferenciar a nossa oferta. Também adicionámos novos conteúdos, através de parcerias estabelecidas com fornecedores de conteúdos de

referência, em particular de conteúdos Portugueses. O Meo continuou a fornecer uma oferta de TV por subscrição disruptiva no mercado, oferecendo o acesso a uma ampla escolha de canais, alta definição, set-top boxes de última geração com gravação de vídeo (PVR), guia de programação electrónico e gravação remota. Durante 2009, também introduzimos várias novas funcionalidades, tais como o serviço de partilha de fotos, jogos e serviços de informação, alavancadas no portal de internet líder em Portugal ("Sapo"), o qual é detido pela PT.

No segmento pessoal, a PT continuou a procurar liderar várias iniciativas em termos de banda larga e TV móvel, lançando novos smartphones e outros telefones com acesso a dados. A PT lançou também novas aplicações com o objectivo de aumentar a utilização de dados e outros serviços de valor acrescentado, nomeadamente, novas aplicações interactivas de acesso a redes sociais e lançou, também, uma oferta de TV móvel, alavancando na marca Meo.

No segmento PME e SOHO, a PT continuou a reforçar as suas soluções convergentes fixo-móvel, com o objectivo de simplificar os serviços de comunicação oferecidos e, também, de permitir à PT oferecer cada vez mais soluções personalizadas para segmentos de mercado específicos. No segmento empresarial, continuámos a retirar vantagem competitiva do esbatimento das fronteiras entre as empresas de telecomunicações e as empresas de tecnologias de informação, oferecendo novos e mais sofisticados serviços de alto valor aos nossos clientes, essencialmente com o objectivo de aumentar, de forma rentável, o "share of wallet" da PT.

Globalmente, a PT continuou a reforçar a sua quota no mercado doméstico, quer através das plataformas de rede fixa como de rede móvel. Na rede fixa, continuámos a ganhar de forma significativa quota de mercado na TV por subscrição, aumentando a nossa quota de mercado de 13,6% para 23,0% no final do ano. O sucesso da nossa oferta triple-play suportou também a melhoria das tendências de banda larga na rede fixa, com um aumento de quota de mercado de 43,4% para 46,2%. Notavelmente, o nível de desligamentos líquidos da rede fixa também melhorou substancialmente passando de 173 mil em 2008 para 96 mil em 2009, dos quais apenas 31 mil no segundo semestre de 2009. No móvel, também reforçámos a nossa liderança no mercado, adicionando 319 mil novos cartões SIM e melhorando a quota de receitas de serviço em 0,5pp para 43,1%. Em termos de banda larga móvel e smartphones, a TMN é claramente líder de mercado com mais de 50% de quota em ambos os casos.

Mercado Internacional

A PT continuou a centrar a sua estratégia internacional essencialmente nos países de língua oficial Portuguesa e com uma visão distintiva de contínua inovação orientada para o cliente, através da partilha das melhores práticas entre todas as nossas operações. Especializámo-nos em duas principais geografias internacionais: Brasil e África Subsariana – mercados que irão continuar a apresentar um crescimento significativo da penetração de serviços móveis e com os quais temos uma ligação cultural estreita.

No Brasil, a Vivo continuou a construir as bases para um crescimento rentável futuro, assegurando a sustentabilidade da sua liderança no mercado móvel Brasileiro. A quota de mercado de clientes da Vivo

manteve-se nos 30% em 2009, suportada pela forte actividade comercial no quarto trimestre de 2009, onde a quota de mercado das adições líquidas atingiu 37%. Num contexto elevada competitividade, a Vivo melhorou também a rentabilidade das suas operações, aumentando a margem EBITDA para cerca de 30% em 2009. Como resultado, a Vivo mais do que duplicou o seu resultado líquido e anunciou o total pagamento desse resultado como dividendos, pelo segundo ano consecutivo.

É importante salientar a MTC na Namíbia, que obteve um desempenho sólido durante 2009, aumentando a sua base de clientes em 27% e o EBITDA em 25% em euros. Num contexto económico e regulatório adverso, a CVT, o operador de telecomunicações de Cabo Verde, continuou a investir na qualidade das suas infraestruturas e na diferenciação dos seus serviços.

O desempenho da Timor Telecom foi também merecedor de ser realçado. Em 2009, a empresa investiu significativamente na cobertura e qualidade dos seus serviços, e reposicionou a sua marca e aumentou os seus esforços comerciais. Como resultado, a Timor Telecom aumentou a sua base de clientes em 181%, o que impulsionou um crescimento de receitas e EBITDA, situado no intervalo dos 30%.

Em 2009, a PT vendeu a sua participação no capital da Médi Télécom, o que gerou um ganho de capital de 267 milhões de euros, em linha com o seu compromisso de se concentrar em três geografias principais e com uma forte disciplina estratégica e financeira.

Investimentos

É nossa convicção que podemos construir uma vantagem competitiva estrutural se conseguirmos potenciar os nossos investimentos em tecnologia de ponta para fornecer mais e melhores serviços de qualidade, o mais rapidamente possível aos nossos clientes. Acreditamos que estes investimentos podem ser um factor crítico para o crescimento num mercado em mutação e evolução contínua.

Em 2009, a PT desenvolveu um investimento ambicioso em redes de acesso de nova geração, tanto na rede fixa como na rede móvel, em linha com este objectivo. No final do ano, a PT tinha coberto 965 mil casas com fibra até casa do cliente (FTTH fibre-to-the-home), tornando assim Portugal num "case study" no desenvolvimento de redes de acesso de nova geração. É do nosso entendimento que uma rede FTTH é o investimento tecnológico certo para as empresas que acreditam que a rede não é uma "commodity" e que a arquitectura de rede pode tornar-se numa vantagem competitiva nos mercados residencial e empresarial. A PT continua também a investir significativamente no desenvolvimento das tecnologias 3G e 3,5G, em termos de cobertura e capacidade, tanto em Portugal como no Brasil.

Resultados financeiros e remuneração

Em termos de desempenho financeiro, a PT aumentou as receitas e o EBITDA em cerca de 1% em 2009, para 6,8 e 2,5 mil milhões de euros, respectivamente, enquanto o resultado líquido aumentou 19% para 684 milhões de euros e o resultado líquido por acção 23% para 0,78 euros. Do ponto de vista financeiro, os resultados de

2009 reforçaram a solidez do balanço da empresa, permitindo uma redução no endividamento total, apesar do nível de investimento em todas as operações.

Em termos de preço da acção, a PT apresentou um desempenho forte em 2009, permitindo um retorno accionista total de 55%, incluindo 0,575 euros de dividendos pagos, e que compara muito favoravelmente com os pares europeus que apresentaram um retorno accionista total de 19%.

Sustentabilidade

A sustentabilidade e a responsabilidade social continuaram a estar no centro da estratégia e das operações da PT. Como resultado do investimento contínuo na sustentabilidade do modelo de negócio, a PT continuou a fazer parte do índice FTSE4Good e foi premiada em Portugal com "Sustainable Development 2009 award" e "Citizenship of Corporations and Organizations 2009 award". A marca corporativa PT está entre as 50 marcas mais valiosas do Mundo do sector de telecomunicações, enquanto as suas duas principais marcas – Meo e TMN – são as marcas líderes em Portugal em termos de recordação da marca.

A nível ambiental, a PT continuou a certificar o desempenho energético dos seus edifícios e reforçou o programa de troca de iluminação e equipamentos de refrigeração por soluções novas e mais eficientes. A nível social, a PT desenvolveu várias iniciativas, das quais importa destacar o programa de suporte aos seus clientes desempregados, através de ofertas especiais, e a parceria com a AMI para suportar o tratamento médico da Dengue em Cabo Verde. A PT continuou também a investir na info inclusão das comunidades onde está presente, por exemplo, através da distribuição de "laptops" e "desktops" em países como Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor leste.

Perspectivas de futuro

Em 2009, definimos uma agenda de crescimento ambiciosa de acordo com os cinco objectivos estratégicos acima referidos. À luz da nossa visão do negócio, que assenta em investimentos de longo prazo por forma a construir uma vantagem competitiva estrutural nos nossos mercados, estamos a desafiar o status quo na nossa indústria, e a construir as bases que assegurarão um crescimento próspero e sustentável para a nossa empresa e a criação de valor para os nossos accionistas. Internacionalmente, pretendemos gerir a nossa presença, de acordo com as oportunidades e com o potencial de criação de valor, observando sempre uma forte disciplina estratégica e financeira.

A 14 de Maio de 2009, a PT anunciou um novo plano de dividendos a três anos, que propõe distribuir 0,575 euros de dividendo por acção por ano. Este plano oferece uma política de remuneração atractiva e previsível aos nossos accionistas, conjugada com perspectivas de crescimento acima da média, alavancadas no nosso portfólio internacional e na melhoria das operações domésticas.

Por último, gostaria de agradecer o apoio que recebemos dos nossos accionistas, o compromisso e profissionalismo dos nossos colaboradores e a confiança dos nossos clientes e fornecedores, sem os quais estes resultados não teriam sido possíveis.

O ano de 2009 ficou marcado por uma forte desaceleração da actividade nas principais áreas económicas, na sequência da crise financeira global iniciada em 2007. Esta evolução foi determinada, sobretudo, por uma deterioração significativa da confiança dos agentes económicos, que se traduziu numa quebra da procura e no colapso dos fluxos de comércio internacional na primeira metade do ano. A recessão foi vivida num cenário de menor disponibilidade de liquidez nos mercados financeiros e, em função disso, num ambiente de maior restritividade dos critérios de financiamento da actividade económica. As autoridades responderam através de redução dos juros de referência para níveis próximos de zero, da injecção massiva de liquidez no sistema financeiro e, ao nível da política orçamental, através de estímulos fiscais ao consumo de bens duradouros e de um aumento do investimento público em infraestruturas.

Crescimento do PIB (%)

Fonte: IMF, Institutos Nacionais de Estatistica.

Em função da agressividade destes estímulos, observaram-se, na segunda metade do ano e, sobretudo, no 4º trimestre, sinais claros de aceleração da actividade económica e de estabilização financeira. Esta última traduziu-se num estreitamento gradual dos spreads nos mercados monetário e de crédito, reflectindo um recuo da aversão ao risco e uma maior confiança dos agentes na normalização do sector financeiro. Na Zona Euro, com a principal taxa de juro directora a descer de 1,5% para 1%, a Euribor a 3 meses desceu, ao longo do ano, de 2,89% para 0,7%. Embora mantendo-se em níveis superiores aos observados antes da crise, os spreads de crédito exibiram uma tendência de estreitamento, com o índice iTraxx Financials, relativo aos Credit Default Swaps, a descer de um máximo de 206 pontos base, em Março, para 75 pontos base no final do ano.

Prémio de liquidez, Sector financeiro (Cash Bonds vs. CDS Spreads, base points)

Não obstante a forte subida do preço do petróleo em 2009 (de USD 42 para USD 77 por barril, no caso do Brent), a aceleração da produtividade observada nas principais economias permitiu que a recuperação do crescimento se fizesse num ambiente de inflação e taxas de juro baixas. Este facto beneficiou os mercados accionistas, sobretudo a partir do 2º trimestre do ano. Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones, Nasdaq e S&P500 registaram valorizações anuais de 18,8%, 43,9% e 23,5%, respectivamente. Na Zona Euro, os índices DAX, CAC40 e IBEX valorizaram-se, respectivamente, 23,9%, 22,3% e 29,8%. Reflectindo as perspectivas mais favoráveis para os mercados emergentes, os índices Bovespa (Brasil), Shanghai Composite (China) e Sensex (Índia) registaram ganhos de 82,7%, 79,9% e 81%, respectivamente.

Principais índices accionistas

Fonte: Bloomberg.

Enquadramento Económico Internacional

A economia dos Estados Unidos ficou marcada, em 2009, por elevados níveis de incerteza quanto à evolução da actividade económica e quanto à estabilidade do sistema financeiro, tendo o PIB registado uma forte queda na primeira metade do ano (-6,4% e -0,7%, em termos anualizados, no 1º e 2º trimestres, respectivamente). Perante este cenário, as autoridades reagiram de forma incisiva. Na vertente da política monetária, a Reserva Federal, após ter colocado a principal taxa de juro de referência entre 0% e 0,25% e adoptado várias medidas de aumento de liquidez em 2008, reforçou a utilização das medidas não convencionais em 2009. Estas incluíram, entre outros, um programa de aquisição de mortgage-backed securities (até um montante de USD 1 200 mil milhões) e um outro de aquisição de obrigações da dívida pública (até ao montante de USD 300 mil milhões). A actuação do Fed permitiu conter a subida das yields dos Treasuries a 10 anos (de 2,21% para 3,83%, durante o ano). Na vertente orçamental, foi igualmente patente o esforço de estímulo à conjuntura, com o American Recovery and Reinvestment Act, a envolver um montante de quase USD 800 mil milhões, contemplando redução de impostos, créditos fiscais à aquisição de habitação e de certos bens duradouros, apoios sociais e financeiros aos desempregados e um reforço do investimento público, sobretudo em infraestruturas e em energia.

Balanço da Reserva Federal dos EUA

Fonte: Reuters EcoWin Pro.

Em resultado dos estímulos orçamentais e monetários, a economia americana exibiu uma trajectória de recuperação na segunda metade do ano, registando um crescimento anualizado de cerca de 5% no 4º trimestre. Neste contexto, o PIB caiu apenas 2,6% em 2009. O consumo privado e o investimento registaram quedas anuais, mas com melhorias significativas no 2º semestre, sobretudo o consumo de bens duradouros e o investimento residencial. Para a melhoria da actividade contribuíram também decisivamente o início de um ciclo favorável no investimento em reposição de stocks, uma estabilização mais visível do sector da habitação e o impacto da depreciação do USD na competitividade das exportações americanas.

Fonte: Reuters EcoWin Pro.

O compromisso das autoridades para com a estabilização económica e financeira produziu um impacto importante na confiança dos agentes económicos, permitindo o regresso do optimismo aos mercados logo após o mês de Março. Este ficou expresso numa forte valorização dos principais índices accionistas e num estreitamento dos spreads de crédito. Para além da melhoria das perspectivas económicas, os mercados financeiros beneficiaram também da expectativa de uma inflação baixa (-0,3% em 2009), associada a uma elevada capacidade produtiva excedente (de que o desemprego, em 10% da população activa no final do ano, foi a expressão mais visível). A manutenção de um ambiente de baixas taxas de juro daqui resultante contribuiu para que o mercado tomasse o USD como instrumento principal de carry trade, financiando investimentos em activos de maior retorno, sobretudo em economias emergentes e exportadoras de commodities. Este facto sustentou a depreciação do USD, que superou uma queda de 16% em termos efectivos entre Março e Dezembro.

A economia da Zona Euro revelou um desempenho da actividade diferente entre a primeira e a segunda metade do ano. O 1º semestre ficou marcado por uma forte contracção da actividade (quedas de 2,4% e de 0,2% q-o-q nos dois primeiros trimestres, respectivamente), no seguimento da recessão iniciada no 2º trimestre de 2008, com fortes recuos das exportações e do investimento. Este desempenho deve ser analisado no contexto das consequências da crise financeira, cujo ponto máximo se registou em Setembro e Outubro de 2008. A contracção da liquidez e a forte deterioração da confiança ocorrida nos últimos meses de 2008 conduziram a um recuo generalizado da confiança e da procura que, por sua vez, se traduziu numa forte contracção da procura externa. Este efeito teve um impacto especialmente negativo na Alemanha, com uma quebra esperada do PIB próxima de 5% em 2009, o pior registo desde a 2ª Guerra Mundial. Diversas economias da Zona Euro continuaram a sofrer os efeitos de uma recessão no sector da habitação, a qual ampliou o ajustamento negativo da procura. No conjunto do ano, o PIB da Zona Euro registou uma queda próxima de 4%.

Os 3º e 4º trimestres de 2009 ficaram, contudo, marcados por um regresso ao crescimento positivo da actividade (variações de 0,4% e 0,6% face ao trimestre anterior, respectivamente), após cinco trimestres consecutivos de contracção. Esta melhoria do desempenho beneficiou de uma recuperação das exportações, de um efeito favorável do investimento em reposição de stocks (favorecendo a actividade industrial) e dos incentivos monetários e orçamentais levados a cabo pelas autoridades. A procura interna, contudo, revelou ainda um desempenho débil, marcado pelas restrições ao financiamento do consumo e do investimento privados, pela deterioração das condições do mercado de trabalho (de que se destaca a subida progressiva do desemprego até 10% da população activa no final do ano), e por um aumento da poupança por motivo de precaução.

No respeitante aos preços, registou-se uma inflação média anual marginalmente superior a 0% (após 3.3% em 2008), resultante da ausência de pressões ascendentes sobre os preços do lado da procura, bem como da evolução dos preços da energia, com o efeito estatístico decorrente da baixa do preço do petróleo face ao ano de 2008. Neste contexto, o Banco Central Europeu prosseguiu até Maio uma trajectória de redução das taxas de juro de referência. A autoridade monetária europeia procedeu a duas descidas da principal taxa de juro de referência de 50 pontos base em Janeiro e Março e a duas descidas de 25 pontos base em Abril e Maio. Desde Outubro de 2008, a taxa de juro de referência foi reduzida de 4,25% para 1% e foram reduzidas as taxas de juro de cedência de liquidez e de depósito em 125 e 175 pontos base, respectivamente. Para além disso, forneceu uma ampla liquidez ao sistema bancário, destacando-se três operações de cedência ilimitada de liquidez a 12 meses (que ascenderam a cerca de EUR 614 mil milhões), as duas primeiras a uma taxa fixa de 1% e a terceira a uma taxa indexada aos juros das operações de refinanciamento.

Zona Euro – Spreads das Yields dos títulos da dívida pública 10 anos (pontos base)

A condução de políticas orçamentais expansionistas por parte dos governos nacionais, visando estimular a procura interna, levou a uma deterioração considerável das contas públicas, tendo o défice orçamental da Zona Euro no seu conjunto aumentado de 2% para cerca de 6% do PIB. Destacaram-se, a este propósito, os défices públicos da Grécia, Irlanda e Espanha, ultrapassando 10% do PIB. Esta evolução traduziu-se numa deterioração do risco soberano (ampliação do diferencial das yields dos respectivos títulos da dívida pública relativamente aos títulos alemães), que penalizou particularmente a Grécia e a Irlanda, que sofreram downgradings dos respectivos ratings no final do ano mas, também, outras economias da "periferia" da Zona Euro, tais como, Itália, Espanha, e Portugal, com os dois últimos a sofrerem revisões em baixa no outlook para os respectivos ratings.

Fonte: Bloomberg.

Fonte: Reuters EcoWin Pro.

Desenvolvimentos Económicos na Geografia da PT

Portugal

Reflectindo os efeitos da recessão económica global, a economia portuguesa registou, em 2009, uma contracção do PIB de 2,7%. Este desempenho revelou-se, contudo, menos desfavorável do que o observado nos principais parceiros de Portugal na União Europeia (registaram-se quedas do PIB de 3,7% em Espanha, 2,8% em França e 4,5% no Reino Unido). Para além da menor intensidade da recessão, Portugal foi uma das primeiras economias da EU a abandonar o ciclo de variações negativas do PIB, logo após o 2º trimestre.

Este comportamento é explicado pelo facto da procura não ter sido afectada, como em outras economias, por fortes efeitos-riqueza negativos associados a correcções do mercado imobiliário, nem por situações de instabilidade no sistema financeiro. Neste sentido, a recessão sofrida pela economia portuguesa em 2009 resultou, sobretudo, da quebra da procura externa, bem como de uma natural deterioração da confiança das famílias e das empresas, com impacto negativo no consumo e, sobretudo, no investimento. Estes dois indicadores foram, também, afectados pela maior restritividade dos critérios de financiamento da actividade económica, fruto de uma liquidez menos disponível nos mercados financeiros internacionais. Assim, em 2009, as exportações registaram uma queda de 12,3%, após um recuo de 0,5% no ano anterior. Esta queda foi comum à generalidade dos bens e serviços, bem como a todos os principais destinos de exportação na União Europeia. Reflectindo a contracção da procura interna, as importações caíram 10,7% durante o ano, após um crescimento de 2,1% em 2008.

A deterioração das expectativas face à evolução da procura interna e externa, os elevados níveis de incerteza e a menor disponibilidade do crédito pesaram decisivamente na evolução do investimento, que

registou uma quebra real de 12,6%. Para além das despesas de capital fixo, esta evolução ficou, também, a dever-se a uma diminuição do nível de stocks, que acentuou o contributo negativo do investimento para o PIB. Assim, o investimento das empresas terá registado uma queda real próxima de 15%, que não foi compensada pelo forte aumento do investimento público (de cerca de 13%), a principal expressão dos estímulos orçamentais à actividade económica (o consumo público registou uma subida real de 2%). O investimento das famílias em habitação acentuou a tendência de queda observada no ano anterior, com um registo próximo de -12%.

A descida da confiança e o aumento da incerteza entre as famílias traduziu-se ainda numa quebra do consumo privado, em cerca de 0,8%. Esta evolução ocorreu apesar de um aumento do rendimento disponível das famílias, em consequência da descida dos juros e, sobretudo, do aumento das transferências do Estado, explicando-se, em grande medida, pela atitude de precaução adoptada pelas famílias. Assim, o ano de 2009 ficou marcado por um aumento significativo da taxa de poupança, para um valor ligeiramente acima de 8% do rendimento disponível. Esta subida interrompeu uma tendência de queda da poupança das famílias observada desde 2002. A evolução negativa do consumo privado é explicada pela forte quebra do consumo de bens duradouros, uma vez que as despesas em bens não duradouros registaram um crescimento marginalmente positivo. O poder de compra das famílias beneficiou, em 2009, de uma inflação negativa. Em termos médios anuais, a inflação caiu de 2,6% para -0,8%. Este facto contribuiu, em primeiro lugar, para uma forte subida dos preços das matérias-primas (em particular do petróleo) mas é, igualmente, reflexo da conjuntura recessiva de 2009, que terá restringido fortemente a capacidade de aumento de preços das empresas.

Taxas de crescimento real (%), excepto quando indicado. 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 E
PIB 0,8 -0,8 1,5 0,9 1,4 1,9 0 -2,7
Consumo Privado 1,3 -0,1 2,5 2 1,9 1,6 1,6 -0,8
Consumo Público 2,6 0,2 2,6 3,2 -1,4 0 0,5 2
Investimento -4,7 -8,3 2,5 -1,5 -0,3 3,2 -0,1 -12,6
Exportações 1,5 3,9 4 2 8,7 7,5 -0,5 -12,3
Importações -0,7 -0,8 6,7 3,5 5,1 5,6 2,1 -10,7
Inflação (IPC) 3,6 3,3 2,4 2,3 3,1 2,5 2,6 -0,8
Saldo Orçamental (% do PIB) -2,8 -2,9 -3,4 -6,1 -3,9 -2,6 -2,7 -9,3
Dívida Pública (% do PIB) 55,5 56,9 58,3 63,6 64,7 63,5 66,4 76,6
Desemprego (% da população activa) 5,1 6,4 6,7 7,6 7,7 8 7,6 9,2
Saldo Bal. Corrente e Capital (% do PIB) -6 -3,3 -5,7 -8,3 -9,3 -8,1 -10,5 -8,3

Principais Indicadores Económicos

Fontes: INE, Banco de Portugal, M inistério das Finanças, Comissão Europeia, OCDE, ES Research.

Não obstante a evolução negativa das exportações, 2009 fica marcado por uma correcção do défice conjunto das balanças corrente e de capital, ou défice externo, de 10,5% para um valor em torno de 8,3% do PIB. Este facto reflecte o processo de deleverage levado a cabo pelo sector privado em 2009, bem como uma diminuição do défice energético. À diminuição das necessidades de financiamento do sector privado correspondeu um aumento das necessidades de financiamento das Administrações Públicas, sobretudo em resultado dos estímulos orçamentais à actividade económica, mas reflectindo igualmente os efeitos da fase baixa do ciclo económico sobre as contas públicas. Neste contexto, o défice público subiu de 2,7% para 9,3% do PIB.

Mercados emergentes

Um dos factos mais marcantes em 2009 foi o relativo dinamismo das economias emergentes. Embora desacelerando face a 2008, o PIB do conjunto destas economias cresceu 2,1%, o que compara com registos de -3,2% nas economias desenvolvidas e de -0,8% na economia mundial. Este dinamismo é o resultado de uma menor exposição directa à crise financeira e, em algumas economias, de uma maior rapidez e agressividade nos estímulos à actividade. No entanto, mais do que meramente conjuntural, este desempenho favorável deve ser associado a uma tendência estrutural. Os fortes crescimentos das populações urbanas e do rendimento per capita nas economias emergentes exigem um esforço elevado de investimento em infraestruturas, incluindo os transportes, a energia, as comunicações e a informação. O investimento nas principais economias da Ásia, América Latina e África assume-se, desta forma, como um dos principais motores de crescimento económico mundial.

Em 2009, e no contexto dos mercados emergentes, destaca-se o caso da China. O forte crescimento económico chinês não só promove o dinamismo intra-asiático, como impulsiona os sectores exportadores das principais economias desenvolvidas e emergentes. O PIB chinês cresceu 9% em 2009, tendo acelarado ao longo do ano e com crescimentos de dois dígitos, que o aproximaram do dinamismo observado antes da crise financeira global. O desempenho da economia chinesa resultou, sobretudo, do forte crescimento do investimento e do consumo, De facto, a China reagiu rapidamente ao ciclo recessivo da actividade global, reorientando o padrão de crescimento no sentido da procura interna, a partir de uma forte aceleração do volume de crédito (beneficiando o consumo e o investimento em habitação) e de um esforço agressivo de investimentos em infraestruturas.

1T06 1T07 1T08 1T09 1T10 1T11

América Latina e Brasil

-12

No seu conjunto, as economias da América Latina sofreram o impacto da crise económica global devido à maior restritividade global das condições financeiras e, sobretudo, da quebra dos fluxos de comércio internacional na primeira metade do ano. Estes traduziram-se numa evolução menos favorável das

exportações, com impactos negativos no investimento. Neste contexto, o crescimento do PIB do conjunto das economias sul-americanas desceu de 4,2% para -2,7%. O desempenho desta região variou, no entanto, entre diferentes economias, destacando-se a economia do Brasil, com uma variação anual do PIB em torno de 0% e com uma recuperação muito visível na segunda metade do ano.

A resiliência da economia brasileira face à pior fase da recessão global em 2009 permitiu um processo de rápida retoma dos principais indicadores económicos e financeiros, em linha com seus pares BRICs, como a China e Índia. A implementação de uma política económica expansionista semelhante às adoptadas pelas principais economias globais não implicou uma deterioração significativa dos indicadores de sustentabilidade das contas públicas e externas, permitindo ao país manter uma perspectiva positiva de redução dos índices de risco de crédito a médio e longo prazo. Os ratings soberanos foram afirmados no primeiro grau de investment grade pela Standard & Poor's e Fitch (BBB-) e alinhados pela Moody's de Baa3 para Baa2, com outlook positivo em 2009.

A percepção dos mercados quanto à capacidade de retoma do Brasil permitiu que o prémio de risco soberano, expresso pelo spreads dos credit defaut swaps a 5 anos, fosse reduzido de 300,5 pontos base para 122,5 pontos base ao longo de 2009. Tal estreitamento da aversão ao risco reverteu a queda de fluxo financeiro de USD 48.900 milhões em 2008 para uma entrada líquida de USD 18.800 milhões em 2009, resultando no aumento das reservas internacionais do Banco Central para o maior volume histórico de USD 239.000 milhões (USD 207.000 milhões em 2008) e a valorização do BRL/USD em 25,5%, para USD/BRL1,74.

Fonte: Bloomberg.

A política monetária foi conduzida no sentido de conter os efeitos negativos da recessão que havia sido iniciada no final de 2008. Num ambiente de baixa inflação, a taxa SELIC (taxa de juro de referência) foi reduzida ao mínimo histórico de 8,75% em Julho e mantida inalterada até o final de 2009, após cortes

sucessivos (a partir de 13,75% em Dezembro de 2008). A taxa de inflação (IPCA) encerrou 2009 abaixo da meta central (4,5%) mas com uma variação de 4,3% face ao máximo de 5,9% de 2008.

Os indicadores orçamentais acompanharam a dinâmica de redução da actividade económica e da adopção de estímulos, que reduziram as receitas fiscais num ambiente de contenção da despesa, resultando numa elevação do défice nominal para 3,2% do PIB até Novembro de 2009 face ao défice de 1.9% observado em 2008. Apesar dos efeitos dos encargos dos juros sobre a dívida pública, o resultado orçamental primário registado até Novembro de 2009 correspondia a um superavit de 2,25% do PIB face ao resultado de 3,5% em 2008. A dívida líquida do sector público consolidado atingiu 43,4% do PIB até Novembro de 2009, face aos 37,3% de 2008, mas ainda assim não muito superior ao observado em 2007 (42,8% do PIB).

Neste contexto, o PIB brasileiro terá apresentado uma variação real em torno de 0% em 2009, após uma forte expansão de 5,1% em 2008. No entanto, entre o 1º e o 2º semestre do ano, os indicadores de actividade apresentaram uma evolução significantemente positiva, sobretudo a partir do dinamismo da procura interna (consumo e investimento). Tendo em conta o grau relativamente reduzido de abertura da economia brasileira, os factores domésticos assumem um peso mais significativo na evolução da actividade económica. No 4º trimestre de 2009, o PIB terá registado um crescimento homólogo em torno de 4%, perspectivando-se, para 2010, uma expansão da economia brasileira em torno de 5%.

Brasil – Vendas a retalho (taxa variação homóloga)

Fonte: Bloomberg.

O ambiente de recuperação dos indicadores económicos e de redução das taxas de juros de referência permitiram a ampliação do volume de crédito doméstico para 44,9% do PIB até Novembro de 2009 (face a 39,7% do PIB de 2008). Tal evolução resultou de um contributo maior por parte do crédito oferecido pelo sector público e uma deterioração limitada dos indicadores de crédito vencido no total da carteira de crédito do sistema financeiro, de 4,4% em 2008 para 5,8% em 2009. O sistema financeiro manteve sólidos índices de solvabilidade, com o Índice de Basileia mantido bem acima do mínimo exigido de 11% (18,4%, de acordo com dados disponíveis para o sistema bancário consolidado de Junho de 2009, o que compara com 17,7% em Dezembro de 2008).

Mais sensíveis à queda da actividade económica global e à consequente queda nos volumes e preços das commodities, as exportações brasileiras apresentaram uma quebra de 21,8% em 2009 (+23,2% em 2008), enquanto as importações recuaram 25,3% (+43,5% em 2008). Consequentemente, a balança comercial apresentou um fluxo positivo de USD 24.900 milhões em 2009, comparado com USD 25.300 milhões em 2008. O défice da balança corrente recuou para 1,4% do PIB, face a 1,8% em 2008. A queda global dos fluxos de investimento directo observada em 2009 afectou também o Brasil, onde a entrada de recursos financeiros até Novembro era de USD 21.000 milhões, comparados com USD 45.000 milhões em 2008.

O balanço dos riscos comprova a sólida base de retoma da economia brasileira, que contribuiu, primeiro, para uma forte redução da aversão ao risco e, posteriormente, para uma propensão ao risco crescente ao longo de 2009. Esta traduziu-se, por sua vez, numa trajectória de apreciação dos activos expostos ao potencial de expansão económica a médio e longo prazo, cuja maior evidência se encontra no ganho de perto de 83% no índice accionista Bovespa.

No que respeita a outras economias da América Latina, refira-se os crescimentos negativos do PIB observados na Argentina (-2,5%), no México (-7,3%) e na Venezuela (-2%).

África e Angola

Em África, o impacto da recessão mundial foi, inicialmente, sentido junto das economias mais integradas nos mercados financeiros internacionais, como a África do Sul (com uma queda anual do PIB de 2,2%). Posteriormente, este impacto propagou-se aos países exportadores de petróleo, incluindo as economias de Angola, Argélia, Líbia e Nigéria, bem como a economias exportadoras de bens industriais, como Marrocos e Tunísia. No entanto, a forte recuperação dos fluxos de comércio internacional e a estabilização das condições financeiras na segunda metade do ano traduziram-se numa recuperação muito visível da actividade nas principais economias africanas e numa melhoria clara das perspectivas de crescimento para 2010 e 2011. Assim, durante 2009, o PIB de África registou um crescimento de 1,9%, bem acima da média mundial. Individualmente, destacam-se, no norte de África, os crescimentos de 2,1% na Argélia, 5% em Marrocos e 1,8% na Líbia. Na África de expressão portuguesa, Moçambique e Cabo Verde registaram crescimentos de 6,1% e 3,5%, respectivamente.

Em Angola, a actividade económica foi directamente afectada pela queda das exportações de petróleo. Por outro lado, a diminuição das receitas petrolíferas (e, consequentemente, das receitas fiscais) repercutiu-se negativamente sobre a liquidez na economia, penalizando o investimento nos sectores não petrolíferos. Neste contexto, o crescimento do PIB caiu de 13,2% para um valor próximo de 2% em 2009.

Angola – Produção de petróleo (mb/d)

No entanto, a recuperação da actividade económica a nível global e a subida do preço do petróleo observadas na segunda metade do ano contribuíram para que fossem visíveis, nesse período, sinais de aceleração do crescimento na economia angolana, tanto no sector petrolífero como nos sectores não petrolíferos. Em 2009, Angola registou um nível médio de produção de petróleo de 1,8 milhões de barris diários (mb/dia), recuperando face à quebra verificada durante os primeiros meses do ano. No final do ano, Angola era o sétimo exportador de petróleo para os Estados Unidos e o maior exportador para a China.

Os esforços das autoridades angolanas no sentido de promover a recuperação da produção nacional, a diminuição dos custos de funcionamento das actividades privadas e a melhoria das condições sociais da população, contribuíram para a melhoria da conjuntura no 2º semestre do ano, mantendo um ambiente de estabilidade macroeconómica. Neste contexto, perspectiva-se um crescimento próximo de 10% em 2010.

Fonte: OPEC.

Angola – AOA/USD e AOA/EUR

Fonte: Bloomberg.

O ano de 2009 continuou a ser marcado por pressões inflacionistas, fundamentalmente em virtude da depreciação do kwanza face às divisas dos principais parceiros comerciais angolanos, que contribui para o encarecimento das importações, sobretudo de bens alimentares. Este efeito foi acentuado pelos constrangimentos ao nível da capacidade logística e de distribuição. Neste contexto, a inflação anual subiu de 12,5% para um valor próximo de 14%. O comportamento em alta da inflação justificou a adopção de medidas restritivas ao nível da política monetária e reforçou a natureza prioritária dos investimentos em infraestruturas logísticas (armazenamento, transporte e distribuição), bem como no aumento da capacidade produtiva interna.

Portugal

Mercado Wholesale de banda larga. Em 5 de Janeiro, em carta enviada pela Comissão Europeia à ANACOM foi aprovada a desregulação do mercado grossista de acesso em banda larga nas áreas consideradas concorrenciais, cobrindo 184 Áreas de Central e 61% do parque de acessos em banda larga.

Por deliberação de 14 de Janeiro de 2009, e tendo em consideração os comentários remetidos pela Comissão Europeia, foi aprovada a decisão final relativa à definição dos mercados do produto e mercados geográficos, avaliações de PMS e imposição, manutenção, alteração ou supressão de obrigações regulamentares nos mercados de fornecimento grossista de acesso (físico) à infra-estrutura de rede num local fixo e de fornecimento grossista de acesso em banda larga.

Portabilidade. Em 4 de Fevereiro de 2009 foi aprovado o Regulamento de alteração ao Regulamento n.º 58/2005, de 18 de Agosto - Regulamento da Portabilidade, bem como o respectivo relatório final da consulta. O Novo Regulamento entrou parcialmente em vigor em 4 de Março de 2009, e em 20 de Julho de 2009 entraram em vigor as disposições de natureza técnica aplicáveis aos processos de portabilidade, bem como o novo prazo para a concretização da portabilidade no âmbito dos serviços telefónicos móveis. O Novo Regulamento sofreu ainda uma alteração introduzida pelo Regulamento n.º 302/2009, de 16 de Julho, que veio clarificar o modo de contagem dos prazos para transmissão do pedido electrónico de portabilidade e de resposta aos pedidos de portabilidade pelo Prestador Doador.

Novas Redes de Acesso. Em 18 de Fevereiro de 2009 foi aprovado o relatório da consulta pública sobre a abordagem regulatória às novas redes de acesso (NRA). Seguindo o princípio da proporcionalidade na imposição de obrigações, a ANACOM considerou uma abordagem "faseada":

  • Em áreas competitivas, é apenas imposto o acesso a condutas, com melhorias e equivalência de acesso, sendo impostas outras obrigações (acesso à própria fibra ou a fibra escura) apenas caso não haja espaço em condutas. Em último recurso, caso haja acordo entre as partes envolvidas, poderá optar-se, em alternativa ao acesso à própria fibra ou a fibra escura, por um acesso virtual à rede;
  • Em áreas não competitivas, em acréscimo ao acesso a condutas, é também imposto o acesso à própria fibra óptica ou a fibra escura e o acesso virtual à rede ("bitstream" avançado).

Por despachos do Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, publicados entre Maio e Julho foram aprovados aos programas e aos cadernos de encargos dos concursos públicos para a instalação, gestão, exploração e manutenção de redes de comunicações electrónicas de alta velocidade nas zonas Centro, Norte, Alentejo e Algarve de Portugal Continental.

O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações anunciou, a 6 de Fevereiro de 2010, as decisões de adjudicação dos concursos para instalação, gestão, exploração e manutenção de redes de

comunicações electrónicas de alta velocidade (redes de nova geração) nas zonas Norte, Centro e Alentejo/Algarve, bem como Açores e Madeira.

Televisão Digital Terrestre. A ANACOM, por deliberação de 9 de Junho de 2009, decidiu emitir à PT - Comunicações (PTC) os títulos de atribuição dos direitos de utilização de frequências para a prestação do serviço de Televisão Digital Terrestre, a que estão associados os Multiplexers B a F (MUX B a F).

A TDT começou a ser emitida em 29 de Abril de 2009, em 29 Concelhos de Portugal. Em Setembro, já estavam cobertos 60% dos lares portugueses, sendo que, no final do ano, a percentagem de cobertura estendia-se a cerca de 80% dos lares.

Em Dezembro, a plataforma pay-tv da TDT foi atribuída à PT Comunicações, em definitivo, pelo Tribunal Administrativo de Lisboa, resolvendo assim um litígio que opôs esta Empresa à Airplus.

Na sequência do requerimento da PT Comunicações, a ANACOM decidiu, por deliberação de 29 de Janeiro de 2010, aprovar o sentido provável de decisão de revogação do acto de atribuição dos direitos de utilização de frequências associados aos Multiplexers B a F e, consequentemente, os cinco títulos que consubstanciam os direitos de utilização atribuídos à PT Comunicações, S. A. (PTC), sem perda de caução. Foi igualmente determinado que a decisão de revogação retroagirá à data deste sentido provável de decisão.

O Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) decidiu em, 23 de Março de 2009, excluir as duas candidaturas apresentadas no âmbito do concurso público para o licenciamento de um serviço de programas de âmbito nacional, generalista, de acesso não condicionado livre (o 5.º Canal), por aquelas não reunirem os requisitos legais e regulamentares para admissão a concurso.

Os candidatos recorreram da decisão da ERC e, em Outubro de 2009, o Tribunal decidiu favoravelmente a providência cautelar interposta por um dos candidatos. A ERC afirmou que iria recorrer da decisão do Tribunal. Até à presente data a licença para o 5.º Canal não foi atribuída.

Infra-estruturas de comunicações electrónicas: Decreto-Lei n.º 123/2009. O Conselho de Ministros aprovou, em 26 de Fevereiro, uma proposta de Lei estabelecendo o regime aplicável à construção, acesso e instalação de redes e infra-estruturas de comunicações electrónicas, visando facilitar a remoção ou atenuação de barreiras à construção de infra-estruturas destinadas ao alojamento de redes de nova geração, a qual foi objecto de um procedimento alargado de consulta pública.

De acordo com o comunicado emitido, esta proposta «vem, assim, dar execução à necessidade clara de definição do enquadramento aplicável ao desenvolvimento e investimento por parte de investidores e/ou operadores de comunicações electrónicas em Redes de Nova Geração, mas também para o funcionamento de um mercado que se quer concorrencial. Todos são chamados a intervir, no sentido de levar mais longe o caminho do investimento na sociedade de informação.»

Na sequência da proposta aprovada pelo Conselho de Ministros e dos contributos das várias entidades interessadas, em 21 de Maio de 2009 foi publicado, em Diário da República, n.º 98, Iª série, o Decreto-Lei n.º 123/2009 que veio estabelecer o novo regime aplicável à construção de infra-estruturas aptas ao alojamento de redes de comunicações electrónicas, à instalação de redes de comunicações electrónicas e à construção de infra-estruturas de telecomunicações em loteamentos, urbanizações, conjuntos de edifícios e edifícios. Este diploma foi posteriormente alterado pelo Decreto-Lei n.º 258/2009, de 25 de Setembro, o qual veio

suprir algumas falhas do diploma inicial, bem como esclarecer outros aspectos relativamente à instalação de Infra-estruturas de Telecomunicações em Urbanizações (ITUR) e Infra-estruturas de Telecomunicações em Edifícios.

De destacar que o Decreto-Lei n.º 123/2009 impõe uma série de obrigações com o objectivo de permitir aos operadores de comunicações electrónicas planearem, em melhores condições, a construção e desenvolvimento de redes de comunicações electrónicas.

Para este efeito, o Decreto-Lei n.º 123/2009 prevê em especial um Sistema de Informação Centralizado (SIC), a ser gerido pela ANACOM e que tem por objectivo a disponibilização de informação relativa às infraestruturas aptas ao alojamento de redes de comunicações electrónicas e que deverá ser alimentado com base na informação disponibilizada pelas entidades sujeitas ao Decreto-Lei n.º 123/2009, como o Estado, Regiões Autónomas, empresas públicas e concessionárias, outras entidades que detenham ou explorem infra-estruturas que integrem o domínio público do Estado, das Regiões Autónomas e das autarquias locais e empresas de comunicações electrónicas.

Em 16 de Dezembro de 2009, a ANACOM aprovou o documento da consulta pública sobre o formato de disponibilização de elementos no Sistema de Informação Centralizado (SIC). O prazo para envio de comentários termina no dia 9 de Fevereiro de 2010.

Manual ITED (2.ª Edição) e Manual ITUR (1.º Edição). Em 25 de Novembro de 2009, a ANACOM aprovou as versões finais da 2ª edição do Manual de Infra-estruturas de Telecomunicações em Edifícios (ITED) e da 1ª Edição do Manual de Infra-estruturas de Telecomunicações em Loteamentos, Urbanizações e Conjuntos de Edifícios (ITUR), as quais entraram em vigor a 1 de Janeiro de 2010.

Foi ainda decidido estabelecer um período transitório para a 2ª edição do Manual ITED, até 31 de Março de 2010. Durante este período serão considerados válidos os projectos técnicos de infra-estruturas de telecomunicações em edifícios efectuados de acordo com as anteriores prescrições e especificações técnicas (Manual ITED – 1ª Edição), considerando-se, para tal, a data de entrada dos mesmos nas Câmaras Municipais, nos casos referidos no artigo 71º do Decreto-Lei n.º 123/2009, de 21 de Maio, ou a data de conclusão do projecto, expressamente referida no termo de responsabilidade, nos casos referidos no artigo 72º do citado diploma.

As alterações introduzidas nos Manuais ITED e ITUR destinam-se sobretudo a normalizar os procedimentos relativos à instalação de fibra óptica em edifícios e urbanizações, tendo em vista o desenvolvimento de redes de alto débito.

Níveis de desempenho das ofertas grossistas. Em 11 de Março de 2009, a ANACOM aprovou a decisão final relativa à publicação dos níveis de desempenho na qualidade de serviço (QoS) das ofertas grossistas ORALL (oferta de referência para acesso ao lacete local), ORCA (oferta de referência de circuitos alugados), ORAC (oferta de referência de acesso a condutas), ''Rede ADSL PT'' e ORLA (oferta de realuguer da linha de assinante.

Mercados grossistas de terminação de chamadas vocais em redes móveis individuais. A Comissão Europeia adoptou, no dia 7 de Maio, uma recomendação sobre o tratamento regulamentar das tarifas de terminação fixas e móveis na União Europeia. A Recomendação prevê, assim, que as autoridades reguladoras nacionais (ARN) deverão determinar as tarifas de terminação (nas redes fixas e nas redes móveis) nacionais com base

nos custos que um operador eficiente incorre para ''terminar'' chamadas na sua rede. Estabelece-se uma metodologia de custeio específica (modelo LRIC bottom-up) para o cálculo destas tarifas com o objectivo de permitir que os operadores recuperem apenas o que se considera serem os custos relevantes da prestação de serviços de terminação de chamadas a terceiros. As ARN deverão tomar em ''máxima conta'' a recomendação, assegurando que até ao final de 2012 as tarifas de terminação serão aplicadas a um nível simétrico e eficiente em termos de custos. Todavia, é ainda previsto que, em circunstâncias excepcionais, os reguladores nacionais possam utilizar abordagens alternativas até 1 de Julho de 2014, se estes métodos levarem a um resultado consistente com a Recomendação e com um mercado competitivo. A CE espera que a aplicação da Recomendação conduza, até final de 2012, as tarifas de terminação de chamadas nas redes móveis para o intervalo entre 1,5 e 3 cêntimos.

Em 14 de Janeiro de 2010, a ANACOM aprovou os sentidos prováveis de decisão relativos à definição dos mercados relevantes grossistas de terminação de chamadas vocais em redes móveis individuais, à avaliação de PMS nesses mercados e à imposição, manutenção, alteração ou supressão de obrigações regulamentares, bem como ao detalhe de implementação da obrigação de controlo de preços.

Espectro Radioeléctrico. Em 20 de Maio de 2009, a ANACOM aprovou o projecto de Regulamento do leilão para a atribuição de direitos de utilização de frequências para o acesso de banda larga via rádio (BWA).

Em 17 de Junho de 2009, a ANACOM aprovou o relatório da consulta pública sobre a atribuição de direitos de utilização na faixa de frequências 2500-2690 MHz (também conhecida por faixa dos 2,6 GHz).

Em 29 de Julho de 2009, a ANACOM aprovou o relatório da consulta pública sobre o dividendo digital. Tratase do espectro que se encontra, actualmente, atribuído ao serviço de radiodifusão televisiva nas faixas de VHF e UHF que será libertado em resultado da conversão dos serviços de programas televisivos analógicos terrestres em formato digital.

Em 20 de Outubro de 2009, foram publicadas no Jornal Oficial da União Europeia novas regras comunitárias que abrem a faixa do espectro radioeléctrico afecto ao GSM a outros serviços móveis, envolvendo os dispositivos de 3G e 4G, bem como a banda larga móvel. As novas regras vêm assim permitir a coexistência dos sistemas GSM (equipamento móveis 2G) e UMTS (equipamentos 3G que congregam a Internet móvel de elevado débito aos serviços tradicionais de telefonia) nas faixas de frequências GSM de 900 MHz e 1800 MHz. Estas medidas devem agora ser implementadas pelos 27 Estados-Membros, no prazo de seis meses no caso da directiva, para que as faixas de frequências atribuídas ao GSM possam efectivamente ser utilizadas, designadamente pelos serviços de 3ª geração.

Em 23 de Dezembro de 2009, a ANACOM aprovou o projecto de revisão do Quadro Nacional de Atribuição de Frequências (QNAF), edição 2009/2010, para ser submetido ao procedimento geral de consulta, nos termos do artigo 8º da Lei das Comunicações Electrónicas.

Regulamento de liquidação e cobrança de taxas. Em 1 de Julho de 2009, a ANACOM aprovou a decisão final sobre o Regulamento de lançamento, liquidação e cobrança de taxas devidas a esta Autoridade.

Serviço Universal. Em 11 de Março de 2009, a ANACOM decidiu não se opor à proposta de tarifário de Postos Públicos do Serviço Telefónico Fixo apresentada pela PT Comunicações a 11 de Fevereiro, e que entrou em vigor a 1 de Abril de 2009.

Em 3 de Novembro de 2009, a ANACOM decidiu não se opor à proposta de tarifário residencial do serviço telefónico num local fixo, no âmbito do serviço universal, apresentada pela PT Comunicações em 27 de Outubro de 2009, sem prejuízo do cumprimento das obrigações de transparência a que haja lugar.

No que toca ao financiamento do Serviço Universal, a ANACOM prosseguiu em 2009 a preparação de uma consulta pública através da qual o Regulador irá definir uma metodologia de cálculo dos Custos Líquidos do Serviço Universal e o conceito de encargo excessivo, e tomar uma decisão sobre a compensação dos CLSU relativos ao período 2001-2003. Durante o ano, a PT Comunicações e a ANACOM realizaram algumas reuniões sobre esta matéria, tal como previsto na decisão da ANACOM, de Dezembro de 2007.

Reanálise do mercado retalhista de circuitos alugados e dos mercados grossistas dos segmentos terminais e de trânsito de circuitos alugados. Em 16 de Dezembro de 2009, a ANACOM aprovou o projecto de decisão relativo à definição dos mercados do produto e mercados geográficos, avaliações de PMS e imposição, manutenção, alteração ou supressão de obrigações regulamentares no mercado de fornecimento retalhista de circuitos alugados e nos mercados de fornecimento grossista dos segmentos terminais e de trânsito de circuitos alugados.

Novo quadro regulamentar europeu das telecomunicações. Em 19 de Dezembro de 2009, entraram em vigor os diplomas legais que integram o novo quadro regulamentar das telecomunicações e que hoje foram publicados no Jornal Oficial da União Europeia (UE).

Este pacote legislativo, formado por duas directivas e um regulamento, deverá ser assinado, 25 de Novembro, pelos presidentes do Parlamento Europeu e do Conselho e entrará em vigor com a sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia, prevista para 18 de Dezembro 2009. Os Estados-Membros disporão depois de um prazo de 18 meses para a respectiva transposição para a legislação nacional.

Call Centres. O Governo aprovou o Decreto-Lei 134/2009, publicado em Junho, que veio impor várias obrigações quanto à operação de call centres, como seja a imposição de tempos máximos de resposta, obrigação de resposta a solicitações e o atendimento de chamadas de acordo com a respectiva ordem de entrada no call centre.

Serviços de valor acrescentado baseados no envio de mensagens. O Governo aprovou o Decreto-Lei 63/2009, publicado em Março, que veio impor várias obrigações relativamente aos serviços de valor acrescentado baseados no envio de mensagens, adoptando medidas de transparência tarifária, mecanismos de barramento (a pedido e sem custos para o utilizador) e a inclusão destes serviços no Plano Nacional de Numeração (com diferentes códigos de acesso de acordo com a natureza e conteúdo do serviço).

Brasil - Vivo

Principais factos que marcaram o ano de 2009. Continuação das acções de fiscalização da Anatel, intensificadas com a activação da portabilidade em todo o território brasileiro, e com a verificação, por parte do órgão regulador e dos órgãos de defesa do consumidor, da conformidade do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Vivo às disposições do Decreto nº 6523/2008 (normas gerais sobre o SAC por telefone), que entrou em vigor em 1 de Dezembro de 2008. Edição de Consultas Públicas e Resoluções da Agência, com alterações na Regulamentação focadas na ampliação da competição e dos direitos do consumidor.

Consultas Públicas realizadas pela Anatel. Nº 31/2009, com o objectivo de propor um novo regulamento da faixa de 2,5 GHz, incluindo, entre outros pontos, a destinação de 120 MHz ao SMP, em carácter primário, a partir de 2013, e de 140 MHz, a partir de 2016. O período para envio de manifestações terminou a 16 de Outubro de 2009.

Em Dezembro de 2009, a Anatel iniciou a Consulta Pública nº 51/2009 com a proposta de Edital de Licitação para a faixa de radiofrequência H, sobras das faixas A, D, E e M, faixa TDD e faixas de extensão em 900 MHz e 1.800 MHz.

Também em Dezembro, dando seguimento ao previsto na Resolução nº 516/2008 (Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações no Brasil - PGR), a Anatel iniciou a Consulta Pública nº 50/2009 com a proposta de criação de dois tipos de operação virtual: Credenciada e Autorizada de Rede Virtual.

Resoluções publicadas pela Anatel em 2009. Nº 535/2009, relativa à metodologia de cálculo do Custo Médio Ponderado de Capital.

Em 6 de Maio de 2009, foi publicada a Lei nº 11.934/2009, que estabelece limites para exposição humana a campos eléctricos, magnéticos e electromagnéticos gerados por estações transmissoras de radiocomunicação, por terminais de utilizador e por sistemas de energia elétrica que operem na faixa de até 300 GHz. A nova lei torna obrigatória a adopção, em todo o território Brasileiro, dos limites de exposição estabelecidos pela Comissão Internacional de Proteção da Radiação Não Ionizante (ICNIRP), preconizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e já adoptados por determinação da Resolução n° 303/2002- Anatel.

O Edital n° 002/2007/SPV-Anatel, "Leilão de 3G", realizado em Dezembro de 2007, estabeleceu metas de cobertura para municípios então sem cobertura móvel, bem como metas para atendimento com serviços de terceira geração nas radiofrequências licitadas. A etapa imediatamente subsequente ao atendimento dos municípios consiste no resgate, proporcional à quantidade de localidades já atendidas, das garantias para cumprimento das metas de cobertura, que foram apresentadas pela empresa em abril de 2008. A Anatel, por meio do Despacho n° 5.954/2009, atestou o atendimento das metas de cobertura e de atendimento com serviços de terceira geração relativas ao primeiro ano do compromisso assumido.

Não obstante a realização de acordo entre operadoras fixas e móveis, a Anatel decidiu não homologar o reajuste sobre os valores tarifários máximos dos Planos Básicos do STFC, modalidades de Serviço Local e Longa Distância Nacional, para chamadas envolvendo acessos do Serviço Móvel Pessoal (SMP), solicitado pelas prestadoras de serviços de telecomunicações. Em virtude disso, não houve reajuste para o VU-M relativamente ao período 2008-2009.

Ambiente de negócio

Sector global das telecomunicações

Desenvolvimento de novas tecnologias de acesso. O desenvolvimento de novas tecnologias de acesso e de redes continuou a acelerar, com os operadores a anunciarem planos, testes e investimentos em redes de acesso de nova geração ("NGAN"), nomeadamente fibre-to-the-Home (FTTH) e redes de cabo DOCSIS 3.0, no negócio fixo, e Long Term Evolution (LTE) no segmento móvel. Exemplos incluem o anúnio da KPN em levar FTTH a 1,3 milhões de casas na Holanda até final de 2012 e os planos da Verizon de fornecer o serviço LTE em 25 cidades nos EUA até final de 2010.

Reforço da tendência de convergência. A disponibilidade de novas tecnologias de acesso e equipamentos com funcionalidade de IP tem conduzido a uma maior convergência de conteúdos e serviços em várias plataformas. Os padrões de consumo estão a mudar, com a interface de cliente e a experiência deste a aparecerem como o critério chave de decisão. Em particular, a selecção do operador móvel é feita cada vez mais com base nos terminais disponíveis e cada vez menos com base na rede do operador (as vendas de smartphones aumentaram 22% em 2009 e já representam 16% das vendas globais de terminais) e as redes sociais estão a complementar a voz como veículo de comunicação. Este movimento tem conduzido ao aparecimento de novos modelos de negócio e de operadores no mercado genérico das comunicações e entretenimento, abrangendo não só os operadores de telecomunicações, mas também empresas de SI / TI, ISPs e fornecedores de conteúdos.

Mercados emergentes como um motor de crescimento. Em 2009, os mercados emergentes continuaram a ser uma das maiores fontes de crescimento no sector das telecomunicações. O valor acrescentado nos países BRIC cresceu 9.2% em 2009, o que compara com 1.7% na América do Norte e na Europa Ocidental. Nestes mercados, é importante salientar o fenómeno da migração fixo-móvel, que continuou a acelerar, nomeadamente em países que têm uma infra-estrutura de rede fixa relativamente limitada. Adicionalmente, o debate sobre se as empresas devem reinvestir em países desenvolvidos ou alocar capital aos mercados emergentes continuou ao longo de 2009. Exemplos deste movimento foram a OPA lançada com sucesso pela Vivendi ao operador de rede fixa, GVT, o quarto investimento da Telefónica na China, aumentando a sua participação na China Unicom de 5% a 8%, e investimento contínuo interesse manifestado pela France Telecom e pela Vodafone em África.

Telecomunicações em Portugal

Consolidação de ofertas agregadas. O ano de 2009 foi marcado por uma proliferação de ofertas agregadas pelos vários operadores no mercado, com ofertas triple-play (agregação de serviços de TV, voz e banda larga), a tornarem-se cada vez mais populares e atractivas. A maior transformação, iniciada em 2008, foi a consolidação da presença dos operadores de cabo no segmento de voz e o aumento da agressividade comercial dos operadores alternativos no fixo.

O aumento da competitividade nas áreas urbanas. Em 2009, houve uma mudança significativa no panorama do mercado de telecomunicações Português, com os operadores a investirem em fibra, nomeadamente a PT, que anunciou o investimento para cobrir um milhão de casas com FTTH, mas também os operadores de cabo e os operadores alternativos de rede fixa. Esta tendência beneficiou de uma maior visibilidade regulatória, com um conceito novo de regulação que utiliza uma abordagem de segmentação geográfica, retirando algumas restrições à oferta de banda larga da PT.

Posicionamento da PT

No mercado doméstico, a PT pretende: (1) consolidar a inversão da tendência histórica no negócio fixo, alavancando no sucesso da sua estratégia de TV, a qual permitiu atingir uma quota de mercado de 23% no mercado Português de TV por subscrição; (2) desenvolver produtos de dados e de acesso à Internet inovadores no negócio móvel, e (3) lançar novas soluções de produtos e serviços convergentes para os segmentos de empresas.

A nível internacional, o enfoque da PT está no desempenho operacional dos activos e na partilha das melhores práticas entre os vários negócios. A expansão das operações internacionais para várias geografias é um dos catalisadores mais importantes na criação de valor no sector das telecomunicações e a PT não é excepção. A PT tem vindo a construir um relevante portfólio de operações internacionais que, em 2009, já representa 51,5% das receitas, tendo aumentado 1,8pp face ao mesmo período do ano anterior, e 44,0% do EBITDA, tendo aumentado 5,0pp face ao mesmo período do ano anterior.

Operações domésticas

Reversão da tendência histórica no negócio de rede fixa. Durante 2009, o negócio de rede fixa consolidou a tendência de recuperação, iniciada no final de 2008. As unidades geradoras de receitas de retalho (RGUs) aumentaram 289 mil suportadas pela pelas adições líquidas de TV por subscrição e pelo ADSL de retalho, com 269 mil e 152 mil respectivamente. Este sucesso mais do que compensou a perda líquida de 96 mil linhas, o qual compara com 173 mil linhas perdidas em 2008 e 313 mil em 2007. O crescimento nos acessos de retalho sustentou o crescimento das receitas de retalho, que aumentaram 1,8% face a 2008 e o crescimento das receitas operacionais (0,8% face ao mesmo período do ano anterior). Durante 2009, a TV por subscrição continuou a ganhar escala atingindo 581 mil clientes, ainda abaixo do nível de massa crítica, o que levou a uma melhoria significativa das tendências de margem bruta, a qual diminuiu 0,4% face a 2008, mas no quarto trimestre de 2009 aumentou 0,4%. Esta recuperação sustentada dos negócios de rede fixa é baseada no desenvolvimento da oferta de TV por subscrição e pacotes triple-play, incluindo TV, banda larga e serviços de voz. A PT tornou-se um verdadeiro case-study a nível Europeu, conseguindo alcançar 23.0% de quota de mercado apenas 21 meses após o lançamento da oferta de TV por subscrição, implicando uma adição mensal de quota de 1.1pp (o desempenho mais próximo de um operador Europeu, apenas alcança 7.6% de quota de mercado em 21 meses, ou seja um ganho mensal de quota de 0.4pp).

Desenvolvimento de produtos inovadores de dados e internet. Num cenário de ambiente económico desafiante, a PT desenvolveu uma estratégia ambiciosa de crescimento nos dados, centrada no desenvolvimento de ofertas de banda larga móvel, ofertas competitivas de smartphones, promoção de serviços de valor acrescentado e desenvolvimento de ofertas convergentes para todos os segmentos de mercado. A PT continuou a investir na qualidade e na cobertura das redes 3G e 3.5G, atingindo mais de 90% da população e sendo reconhecida pelo regulador nacional e pelos consumidores como a melhor rede.

Durante o ano de 2009, a PT continuou a consolidar a sua posição de liderança no mercado móvel, com um crescimento de 4,6% face a 2008 em termos de clientes móveis, sustentado pelo aumento da popularidade das ofertas de banda larga móvel.

Produtos convergentes na vanguarda do sector. Em 2009, PT estrategicamente capturou o potencial de oportunidades da convergência fixo-móvel. Visando o segmento SoHo e PME, a PT continuou a comercializar o Office Box, uma referência nacional e Europeia no fornecimento de serviços integrados de telecomunicações fixas e móvel e de voz e dados. A PT manteve também a sua oferta de ferramentas de produtividade de software e hardware e soluções avançadas para o segmento empresarial. A PT continuou a oferecer a banda larga móvel em conjunto com as ofertas integradas residenciais para os clientes de TV e ADSL, com o objectivo de diferenciar ainda mais as suas ofertas, dando mobilidade aos seus clientes.

Operações internacionais

Liderança no mercado móvel brasileiro. Durante o ano de 2009, o enfoque da Vivo continuou a ser a consolidação da posição de liderança clara no mercado móvel brasileiro, com o desenvolvimento de novas e competitivas ofertas de voz e o lançamento de ofertas de banda larga móvel. A qualidade e a cobertura das redes 3G e 3.5G continuaram a ser fundamentais para a Vivo, com o objectivo de oferecer serviços ao cliente de elevada qualidade e uma destacada experiência de cliente, tanto em voz, como em dados, enquanto consolidava a sua estratégia GSM. Simultaneamente, a Vivo continuou a envolver-se em vários projectos com o objectivo de aumentar os seus níveis de produtividade e consolidar todas as anteriores empresas operacionais.

Partilha de melhores práticas. O enfoque contínuo na eficiência das operações internacionais e na partilha das melhores práticas, permitiu um crescimento significativo das receitas e o aumento da rentabilidade destas operações em 2009. Adicionalmente, a PT está também a fazer um esforço de modo a que a sua equipa de gestão de topo acompanhe presencialmente e pessoalmente as operações internacionais da PT de modo a melhor acompanhar os desenvolvimentos em cada gheografia.

Nova estrutura operacional e organizativa

Integração funcional do negócio móvel com o negócio fixo, com um enfoque mais forte nas necessidades específicas de cada segmento de cliente no mercado doméstico. A integração funcional da TMN com o negócio fixo representa um marco para a empresa, bem como um ponto de viragem ao nível da eficiência e eficácia do funcionamento das diversas as áreas de negócio. A nova organização é baseada em dois princípios:

  • Enfoque mais forte no cliente: a PT abandonou uma estrutura baseada nas áreas fixa e móvel, e passou a adoptar uma estrutura centrada nas necessidades específicas de cada segmento, implementando uma nova organização em torno de cinco segmentos de clientes: Residencial, Pessoal, PMEs e SoHo, Empresarial e Wholesale;
  • Elevada eficiência operacional: A PT eliminou vários níveis e processos de decisão, reduzindo o número de directores e transformando a PT em uma empresa mais simples e ágil para competir com num ambiente cada vez mais desafiante.

Estratégia

Consolidar a competitividade a nível nacional, definição de uma estratégia de crescimento internacional. A PT continua empenhada numa disciplina operacional, financeira, estratégica e de custos, com o objectivo de enfocar o desenvolvimento dos recursos nos negócios core e nas principais regiões, Portugal, Brasil e África subsaariana. A PT estabeleceu cinco objectivos ambiciosos para o triénio 2009-11: (1) crescimento da base de clientes para 100 milhões de clientes; (2) aumentar a exposição nos negócios internacionais até dois terços das receitas; (3) reforçar a liderança em todos os segmentos no mercado doméstico, (4) alcançar um desempenho no quartil superior em termos de remuneração accionista e resultados, e (5) tornar-se uma referência em termos de sustentabilidade.

Liderança em todos os segmentos nas operações domésticas

Reforçar a liderança em todos os segmentos de mercado onde a PT está presente. Com o negócio de pay-TV, a PT está a inverter a tendência no negócio doméstico residencial, a partir de uma posição de attacker, ao mesmo tempo que alavanca a sua posição de operador integrado, visando uma ampla oferta de produtos e serviços convergentes. Num mundo em convergência, no qual os indivíduos necessitam cada vez mais de contactar, comunicar e consumir serviços de dados em qualquer equipamento terminal - no seu local de trabalho, em casa ou na rua -, as capacidades únicas da PT para oferecer serviços integrados proporcionam uma verdadeira vantagem competitiva em Portugal.

"Para fazer a diferença", no serviço ao cliente. Num contexto de grande transformação do mercado e de incerteza económica, compreender as necessidades dos clientes ao longo do seu ciclo de vida e agir perante essas necessidades, com uma execução de excelência, é um factor distintivo. Através desta relação de confiança será possível incentivar com sucesso os clientes a contratualizarem pacotes de produtos e serviços cada vez mais completos e por períodos mais longos, permitindo à PT aumentar o seu share-ofwallet.

Expansão internacional

Maximizar o valor estratégico de activos internacionais da PT, reforçando o foco no Brasil e na África subsaariana. Dada a sua dimensão, perspectivas de crescimento e posição de partida da PT, o mercado brasileiro continua a ser uma prioridade. África continuará a ser um importante vector de crescimento, onde a PT irá prosseguir a aposta no reforço de parcerias e na procura de oportunidades de investimento criadoras de valor.

Enfoque na excelência operacional e comercial de todos os activos, assegurando a partilha de melhores práticas. Ao reforçar a excelência operacional e comercial em todas as operações, promovendo a partilha das melhores práticas, a PT deverá ser capaz de explorar todo o potencial de cada operação, tendo em conta o estado de desenvolvimento do mercado em todos os segmentos, bem como a sua posição competitiva.

Inovação

A PT como um operador especialista. A PT pretende ser um operador competitivo na área da inovação, assegurando assim o seu espaço próprio no sector global. Assim sendo, a PT está a concentrar a sua operação em torno das suas capacidades distintivas, eliminando actividades e operações onde a

organização não tem este factor diferenciador. Deste modo a PT acredita que pode construir uma vantagem competitiva estrutural se conseguir trazar para cima da mesa os seus investimentos em tecnologia de ponta de modo a poder fornecer aos seus clientes mais serviços e de melhor qualidade com menor tempo de desenvolvimento – um factor chave de crescimento num mercado em constante mudança e evolução.

Tendo isso em atenção, a PT está a estabelecer parcerias estratégicas abertas com os seus fornecedores chave e também a alavancar o seu programa de inovação – OPEN – para construir uma cultura de inovação e um portfolio de investimento ponderado no tempo (projectos estruturais de longo-prazo, desenvolvimento de negócios de médio-prazo e optimização de negócio de curto-prazo).

No que respeita a parcerias estratégicas, enquanto um inovador global com provas dadas, a PT tem sido capaz de atrair fornecedores globais e locais de modo a criar parcerias com o objectivo de acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias, serviços e produtos para os seus clientes. Durante 2009, a PT assinou acordos de colaboração cm seis empresas globais, líderes nos seus campos de actuação, e espera que estes possam vir a ser processos colaborativos ganhadores para as todas as partes, através dos quais a PT assegura o acesso a soluções tecnológicas state-of-the-art e dá o seu feedback e input ao processo de inovação dos seus parceiros.

Drivers de inovação

O ano de 2009 constitui uma referência para a Portugal Telecom em termos do desenvolvimento da área de Inovação sustentada em Investigação e Desenvolvimento.

A criação do programa Open e a implementação de práticas sistematizadas de pesquisa e processamento de informação, de envolvimento de especialistas internos e externos, e de concretização de projectos, não só enriqueceu o portfolio das várias vertentes de negócio, como criou na empresa um mindset orientado para a obtenção de resultados diferenciadores.

O contexto competitivo que atravessamos, associado ao impacto da recessão económica, incrementaram a procura de soluções disruptivas, a todos os níveis da organização. Este ano foi particularmente interessante, com as várias empresas do grupo a contribuírem, de forma significativa, para o aumento da competitividade face à concorrência.

Em 2009, a Portugal Telecom investiu 213 milhões de euros em Investigação e Desenvolvimento Aplicado, correspondendo um aumento de quase 42 por cento em comparação com o ano de 2008.

Numa lógica mais alargada, a organização apostou na inovação em várias frentes, para além das componentes tradicionais de negócio (produtos, serviços e tecnologias), pelo que foram endereçadas outras componentes como a eficiência operacional, a relação com o cliente, o desenvolvimento de novos modelos de negócio e a criação de uma cultura organizacional mais eficiente.

Operações domésticas

Nas operações domésticas, a PT tem implementado diversas actividades e projectos.

Desenvolvimento de produtos e serviços

Durante 2009 a aposta foi clara no que concerne o desenvolvimento de produtos e serviços. Os investimentos efectuados procuraram uma maior diferenciação face à concorrência, a aposta em serviços de valor acrescentado, promovendo a fidelização da base actual de clientes, e reforçando as funcionalidades e a qualidade do serviço prestado.

Devemos salientar a aposta na implementação massiva de FTTH, posicionando a Portugal Telecom como leader no número de lares com Fibra, e abrindo caminho para o lançamento de novas funcionalidades sobre o acesso a casa do cliente. Como reflexo, e segundo o Fiber To The Home European Council, Portugal entrou para o ranking dos países com maior taxa de penetração de acessos em Fibra.

Paralelamente, a empresa apostou de forma estruturada em novos serviços e funcionalidades em IPTV. O desenvolvimento de serviços inovadores na plataforma de serviço MEO (Meo Kids e Acesso Multiplataforma – TV, Internet e Mobile), a gravação remota multi-acesso, e a implementação de serviços MultiRoom e

overlay sobre RF sem necessidade de set top boxes em casa do cliente, contribuíram para que a base de clientes tenha crescido ao longo de 2009 de forma extremamente positiva.

Na componente Wireless, a PT foi pioneira em Portugal, criando ofertas comerciais específicas, ao nível dos equipamentos, de que são exemplo os terminais de marca própria BlueBelt e Siverbelt, sobre a plataforma Windows Mobile Phone. Desta forma, revolucionou o panorama nacional do mercado dos Smartphones, potenciando a adopção dos serviços "internet no móvel" e "meo mobile", um inovador serviço móvel de TV.

Ainda nesta vertente, foi o primeiro operador português a lançar o terminal móvel com Android, e efectuou a estreia mundial do Microsoft Mobile Phone.

Por outro lado, a aposta no desenvolvimento de Mobile Apps sobre as plataformas Android, Symbian e iphone constituem outra vertente de grande investimento em R&D, conseguindo, desta forma acompanhar as últimas tendências do mercado mobile e fornecendo serviços inovadores à base de clientes actual.

Por último, a continuação da aposta em novas ofertas empresariais segmentadas, suportadas em soluções convergentes tecnológicas e aplicacionais, permitiram satisfazer as necessidades de diferentes sectores de mercado de uma forma inovadora.

Referimo-nos aos serviços aplicacionais sobre o Framework Office Box, e numa lógica SaaS, bem como aos serviços de Webconferencing multiposto, sustentando soluções de trabalho remoto e de aumento de produtividade profissional.

Desenvolvimento de Soluções Web

Com a crescente tendência de um blend entre o mundo real e o mundo virtual, esta constitui uma área estratégica com grande evolução tecnológica e funcional.

Ao longo do ano, vários projectos ganharam forma, constituindo ferramentas de diferenciação e de conquista de novos espaços de oportunidade.

Devemos destacar o desenvolvimento do "Pond", um novo serviço que permite gerir e agregar os vários perfis online de um utilizador, numa única aplicação, integrando múltiplas plataformas web2.0 (de que é exemplo o acesso a blogging, a redes sociais e a conteúdos gerados pelos utilizadores - YouTube, Flickr, Sapo Vídeos ou Picasa), e com acesso através de PC, TV ou Mobile Handset.

No sentido de colmatar uma outra necessidade do mercado, o Sapo desenvolveu uma plataforma de Online Advertising designada de – Anúncios Sapo – uma solução de publicidade online, contextualizada que responde aos benchmarks internacionais do mercado Web.

Na componente de IPTV foi ainda lançado o Portal "Sapo no Meo", permitindo os clientes aceder aos vídeos, notícias actualizadas, banca de jornais, serviços de meteorologia através do acesso TV e de uma forma seamless.

Infra-estruturas tecnológicas e de rede

Tratando-se de uma componente core do negócio da PT, e factor altamente diferenciador na abordagem aos mercados e na sustentação da posição competitiva, esta componente deteve particular relevância em termos de:

Soluções de Convergência:

  • Com a evolução da arquitectura de controlo de rede para uma solução baseada no standard IMS (IP Multimédia Subsystem) potenciando a oferta de serviços fixo-móvel de modo mais eficiente;
  • Na implementação do piloto e avaliação de soluções Femtocell, permitindo a expansão da cobertura móvel a zonas de sombra (casa ou empresa), com base na utilização de uma infraestrutura fixa.

Na vertente de melhoria da qualidade e das características dos serviços:

  • A evolução da tecnologia rádio com maior eficiência espectral nas redes móveis permitiu a implementação na rede de soluções de HSPA+ a 21 Mbps;
  • A implementação de maiores débitos na rede de transporte (Mobile Backhaul) para ambiente IP;
  • A oferta de soluções baseadas em fibra (GPON), durante o ano 2009, possibilitou uma maior flexibilidade face à oferta existente, melhorando as características dos serviços para além de potenciar uma maior qualidade de serviço. No âmbito deste projecto a PT estudou e desenvolveu técnicas de mass deployment desta tecnologia incluindo componentes de RF e de Home Networking optimizadas.

Eficiência Operacional

Durante 2009, a Portugal Telecom também fez uma aposta em áreas que produzem impacto em termos de eficiência operacional.

Neste contexto, e com o objectivo de aumentar a produtividade das equipas de operação e manutenção, foram implementados diversos projectos emblemáticos:

Implementação da Plataforma de Optimização de Rotas de Operação – Uma plataforma orientada para o negócio wireline, através da qual, as equipas de operação implementaram uma solução de optimização dos percursos de intervenção (equipas de instalação e manutenção). Esta solução correlaciona, a cada momento, as posições geográficas das equipas no terreno, com a localização das solicitações de cliente, permitindo identificar qual a mais bem posicionada para cada intervenção, minimizando assim os consumos e reduzindo tempos de intervenção.

Implementação de Ferramentas de Mobile Field Force – constituindo uma referência em termos de digitalização das equipas de operação, o projecto equipou as equipas de instalação e manutenção com HandHeld Devices aos quais associou uma aplicação de Field Force Management. As ordens de intervenção

são enviadas directamente para os equipamentos móveis das várias equipas, aumentando a produtividade, reduzindo a utilização de papel e minimizando as taxas de erro.

Implementação de Ferramentas de WorkForce Management em Contact Centers – conhecido internamente como Projecto TEFRA recorre a uma ferramenta informática que efectua a gestão de meios físicos e humanos (espaços e pessoas), dos custos associados, garantindo a optimização dos recursos disponíveis e melhorando as taxas de performance das equipas.

Implementação do "Centro Fibra" – no contexto do mass deployment de fibra óptica na rede de acesso, foi criado um centro de atendimento único e integrado para clientes de acesso em fibra, com impacto directo no aumento da eficiência das equipas envolvidas, e acelerando a sua curva de aprendizagem, com reflexos na redução do volume médio de incidências.

Relação com o Cliente

Sendo esta área um dos pilares estratégicos de desenvolvimento da organização, existem alguns projectos emblemáticos que devemos salientar, e que produziram efeitos positivos na melhoria da relação com o cliente:

Projecto ONE – implementação de uma única aplicação de gestão da relação com o cliente, numa perspectiva transversal a todo o portfolio de serviços, concentrando toda a informação do cliente. A adopção desta solução inovadora, teve impacto ao nível da produtividade das equipas de atendimento, melhorando todo o processo de interacção e da experiência do cliente, nos momentos de contacto com a empresa.

Projecto Heka – desenvolvimento de uma knowledge base de serviço ao cliente, onde reside toda a informação relevante, transversal aos vários negócios (procedimentos operacionais, planos de preços, instruções de activação de cliente, características dos equipamentos, portfolio de produtos, entre outros).

Criação do "Centro Táctico" – Este centro de operações, constitui um acelerador da resolução dos problemas identificados nos canais de contacto com o cliente, por análise sistemática de descontinuidades nos indicadores operacionais. Desta forma, tornou-se mais eficaz e garantida a resolução de constrangimentos de cliente.

Sociedade e Meio Envolvente

Neste capítulo, o posicionamento da Portugal Telecom sempre foi suportado em princípios fundamentais de crescimento, contribuição e Inovação, com vista a uma melhor integração e prosperidade da sociedade em que se insere. Um dos desideratos estratégicos da companhia é transformar as suas práticas em referência de Sustentabilidade no sector das telecomunicações.

Neste ponto, várias iniciativas contribuem de forma concorrencial, para uma melhoria continua. Um dos projectos transversais adoptados pela organização, consistiu na substituição dos tradicionais sistemas de iluminação, por sistemas de lâmpadas de elevada eficiência energética (LEEE), com impacto directo na redução de custos e de diminuição da pegada carbónica.

Nas operações diárias, foram adoptadas também algumas medidas para a redução dos custos associados ao printing, com a adopção de medidas de minimização do consumo de papel e de toners, por alteração dos parâmetros das impressoras e dos print-servers.

De referir também a implementação de novas soluções de Free Cooling em centrais telefónicas de pequena e média dimensão, reformulando o processo tradicional, e diminuindo significativamente os consumos de energia e consequente impacto ambiental.

Por último, e reflexo deste mind set de sustentabilidade de negócio, também a área de procurement adoptou novas políticas de actuação no relacionamento com os fornecedores. Neste sentido, os processos de análise das propostas de fornecimento consideram, entre os vários critérios de avaliação, factores como a menor dependência energética dos equipamentos a adquirir.

Numa outra perspectiva e de acordo com uma lógica de mercado, podemos destacar os seguintes projectos:

  • Soluções para a Administração Central de que é exemplo o Portal da Segurança. Uma solução desenvolvida para o Ministério da Administração Interna onde qualquer cidadão pode ter acesso a dados que lhe permitam estabelecer uma mais rápida ligação com as Forças de Segurança, com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e a Autoridade Nacional de Protecção Civil;
  • Soluções para a área da educação nas quais se integram os projectos e-Escolas e e-Escolinhas, uma referência no sentido de dotar os estudantes de um PC portátil (entre o primeiro ciclo e a universidade); o projecto de desenvolvimento das escolas com conteúdos pedagógicos, que transporta de forma integrada as tecnologias para o interior da sala de aula; e o projecto Scratch, focado no desenvolvimento de novos interfaces homem-máquina, em parceria com o MIT;
  • Soluções para a área da Saúde em particular na plataforma de gestão de atendimento em unidades de saúde, com impacto na optimização de recursos e processos, reflectindo-se na diminuição dos tempos de atendimento.

Ecossistema de Investigação e Desenvolvimento

Neste contexto, consideramos que o investimento estruturado e contínuo em Investigação e Desenvolvimento é fundamental para a evolução e aperfeiçoamento de produtos e tecnologias inovadoras.

A Portugal Telecom tem vindo a investir em capital intelectual e em metodologias com o objectivo de criar uma cultura de inovação, e de assegurar novas conquistas tecnológicas.

Em termos de propriedade intelectual, no que concerne os temas relacionados com comunicação óptica, e processos de optimização de comunicação electrónica, a PT Inovação efectuou dois pedidos provisórios de patentes, e converteu outros dois pedidos provisórios em pedidos definitivos, sendo que, um deles é um pedido internacional de patente.

Nesta área, a PT Inovação tem desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento de protótipos e soluções de suporte ao negócio de todo o Grupo, durante 2009, explorou as seguintes áreas de conhecimento:

  • Serviços e aplicações de Context Awareness para suporte aos futuros ambientes de Multimedia IP;
  • Participação na Future Internet Platform e nas suas vertentes de arquitectura, de novos modelos de negócio e de sistemas de virtualização;
  • Arquitectura para gestão de identidades, ao nível do transporte, rede e de serviço;
  • Promoção de soluções tecnológicas para apoio a comunidades com necessidade de cuidados de saúde;
  • Cloud computing;
  • Desenvolvimento de soluções de Content Delivery e Interactividade para plataformas de TV;
  • Sistemas multifuncionais de gestão de veículos e infra-estruturas rodoviárias;
  • Criação de soluções de formação em ambientes vituais 3D, num Framework de serviços de elearning;
  • Experimentação de soluções de evolução das comunicações ópticas, nomeadamente no aspecto de acesso óptico sem fios e elevadas larguras de banda;
  • Desenvolvimento de soluções de autenticação, segurança e privacidades em redes de telecomunicações de nova geração.

No âmbito do investimento em projectos que, pelas suas características, possam dar um importante contributo para a Inovação, a PT mantém também uma participação no INESC, com vista a dinamização de projectos universitários com potencial impacto no negócio da PT, bem como a dinamização dos – Sapo Labs – (uma parceria entre o Sapo e a Universidade de Aveiro), que deu origem ao desenvolvimento do – Sapo Campus – uma ferramenta de apoio aos alunos e professores no contexto da sala de aula (blogs, vídeos, fotos em ambiente de sala de aula).

  • Tecnologias WEB aplicadas a contextos educativos materializado no projecto SAPO CAMPUS uma ferramenta que aproxima os serviços da nova Web 2.0 (blogs, vídeos, fotos, wiki, Messenger, widgets) de conceitos de PLE – Personal Learning Envoirment;
  • Projecto WEONTV Social Networking em ambiente IPTV Procura explorar contextos sociais emergentes na utilização diária da televisão, tirando proveito de diversas dinâmicas de recomendação e partilha de conteúdos;
  • Projecto VERBATIM dedicado ao processamento de linguagem natural através do desenvolvimento de sistemas avançados de inteligência artificial no reconhecimento de textual de padrões;

  • Projecto SYLVESTER desenvolvimento de um analizador de tendências sociais, por recurso às ferramentas sociais (como Twitter e Facebook) na análise automática de sentimentos, potenciando a modelação mais precisa de sistemas de recomendação de conteúdo e análise de redes sociais;

  • Projecto MIR Dedicado ao processamento gráfico avançado através do desenvolvimento de sistemas avançados de inteligência artificial no reconhecimento de padrões em imagens e vídeo;
  • Projecto REACTION orientado para o Jornalismo Computacional com tecnologia de recuperação, extracção e agregação de Informação para integração e organização de notícias.

Paralelamente, e no âmbito do envolvimento activo no programa Carnegie Mellon University, a Portugal Telecom não só apoiou a participação de diversos alunos nos programas Professional Masters e Doutoral, como também recebeu os alunos que terminaram a 1ª edição do programa, reforçando a aposta na captação de jovens talentos em áreas Tecnológicas e de Investigação e Desenvolvimento.

Neste caso, a PT assume o estatuto de principal parceiro Industrial, com um profundo envolvimento neste projecto, envolvendo a componente de formação e dos projectos de investigação aplicada associados às teses de mestrado. Neste âmbito será em particular de referir:

  • A criação do projecto PT-SecurityLab, visando apoiar a consolidação de ofertas de soluções de segurança para redes e no âmbito do ciberespaço;
  • O Projecto Netóptima, que envolve investigadores da PT e Universitários, assim como alunos de Mestrado, visando criar uma ferramenta de modelação de redes corporativas, que suporte a validação interactiva e gráfica de políticas de QoS e de Segurança;
  • Estudo conceptual de usabilidade e de interacções de um portal para crianças (Sapo kids) no âmbito de uma tese do MHCI;
  • Proof of Concept de um engine de recomendação de conteúdos no âmbito de uma tese do MSE.

Resultados consolidados

Demonstração de resultados consolidados ⁽¹⁾ M ilhões de euros
4T09
4T08 /09
2009 2008 ∆08/09
Receitas operacionais
1.811,3
1.697,4 #
6.784,7 6.720,9 0,9%
Rede fixa ⁽²⁾
501,4
495,1 #
1.947,8 1.931,4 0,8%
M óvel Portugal • TM N ⁽²⁾
382,8
411,6 #
1.517,8 1.593,6 (4,8%)
M óvel Brasil • Vivo ⁽¹⁾
875,8
749,0 #
3.138,1 3.034,3 3,4%
Outros e eliminações
51,3
41,7 #
181,0 161,6 12,0%
C usto s o peracio nais, excluí ndo P R B s e amo rtizaçõ es
1.163,3
1.083,5 #
4.282,4 4.240,6 1,0%
Custos com pessoal
185,5
153,1 #
693,2 616,6 12,4%
Custos directos dos serviços prestados
308,6
279,9 #
1.135,1 1.086,9 4,4%
Custos comerciais
305,3
338,1 #
1.113,5 1.232,9 (9,7%)
Outros custos operacionais
363,9
312,4 #
1.340,6 1.304,2 2,8%
EBITDA ⁽ ³⁾
648,0
613,8 #
2.502,3 2.480,3 0,9%
Custos com benefícios de reforma (PRBs)
22,4
12,0 #
89,6 44,8 100,3%
Amortizações
420,0
324,6 #
1.437,9 1.268,3 13,4%
Resultado operacional ⁽⁴⁾
205,7
277,2 #
974,7 1.167,2 (16,5%)
Outros custos (receitas)
31,3
8,3 #
64,0 110,5 (42,0%)
Custos do programa de redução de efectivos, líquidos
10,7
7,0 #
14,8 100,0 (85,2%)
M enos (mais) valias líquidas na alienação de imobilizado
(0,6)
(7,0) #
(0,4) (19,5) (97,9%)
Outros custos (ganhos) líquidos
21,1
8,2 #
49,7 30,0 65,6%
Resultado antes de resultados financeiros e impostos
174,4
269,0 #
910,7 1.056,7 (13,8%)
Custos (ganhos) financeiros
(218,6)
48,1 .s.
(109,1) 129,5 n.s.
Juros suportados líquidos
82,8
80,8 #
302,3 272,4 11,0%
Perdas (ganhos) em empresas associadas
(297,7)
(52,3)n.s.
(456,0) (171,0) 166,7%
Outros custos (ganhos) financeiros líquidos
(3,7)
19,6 n.s.
44,7 28,1 59,1%
Resultado antes de impostos
393,0
220,9 #
1.019,7 927,2 10,0%
Imposto sobre o rendimento
(51,1)
(29,9) #
(233,2) (231,4) 0,8%
Resultado antes de interesses minoritários
342,0
191,0 #
786,5 695,8 13,0%
Prejuízos (lucros) atribuíveis a interesses minoritários
(30,0)
(48,4) #
(102,6) (119,7) (14,3%)
Resultado consolidado líquido
312,0
142,6 #
683,9 576,1 18,7%

(1) Considerando um câmbio médio euro / real de 2,7674 em 2009 e de 2,6737 em 2008. (2) As receitas operacionais dos negócios de rede fixa e móvel doméstico reflectem o impacto da decisão regulamentar de diminuição das tarifas de terminação móvel (MTRs). Na TMN, este impacto ascendeu a 62,1 milhões de euros em 2009 e 4,8 milhões de euros no 4T09. (3) EBITDA = resultado operacional + benefícios de reforma + amortizações. (4) Resultado operacional = resultado antes de resultados financeiros e impostos + custos com o programa de redução de efectivos + menos (mais) valias na alienação de imobilizado + outros custos (ganhos) líquidos.

Receitas operacionais consolidadas

Em 2009, as receitas operacionais consolidadas aumentaram 0,9% face ao ano anterior, para 6.785 milhões de euros, decorrente do crescimento das receitas na rede fixa e na Vivo ter mais do que compensado o decréscimo das receitas da TMN, explicado pelo impacto negativo da redução das MTRs em 41% entre 30 Junho de 2008 e 31 de Dezembro de 2009, e o impacto negativo da desvalorização do real. Excluindo os efeitos da consolidação da Telemig, da redução das MTRs e assumindo uma taxa de câmbio constante, as receitas operacionais consolidadas teriam aumentado 2,3% face ao mesmo período do ano anterior.

Em 2009, as receitas provenientes das operações domésticas diminuíram 1,9% face ao ano de 2008. O desempenho financeiro das operações domésticas foi negativamente impactado por menores vendas de equipamentos, que diminuiram 26 milhões de euros em 2009, e pelo impacto negativo de menores MTRs. Excluindo o impacto negativo das MTRs, as receitas das operações domésticas ter-se-iam mantido estáveis, apesar da redução nas vendas de equipamentos.

Em 2009, as receitas operacionais de rede fixa aumentaram 0,8% face a 2008, de 1.931 milhões de euros para 1.948 milhões de euros, suportadas na inflexão da evolução das receitas de retalho, que registaram um crescimento de 1,8% face ao ano anterior, de 953 milhões de euros para 971 milhões de euros. O crescimento das receitas de retalho foi conseguido num cenário de contínuo forte desempenho dos serviços triple-play do Meo (voz, dados e vídeo), que por sua vez mitigaram significativamente os desligamentos líquidos de linhas fixas, que se situaram em 96 mil em 2009, comparativamente a 173 mil em 2008 e a 313 mil em 2007. Adicionalmente, os desligamentos líquidos das linhas geradoras de tráfego foram de 56 mil em 2009, comparativamente a 110 mil em 2008, uma melhoria no desempenho de quase 50% face ao ano anterior.

As adições líquidas de retalho atingiram 325 mil em 2009, impulsionadas pelo sucesso da oferta triple-play do Meo da PT, desacelerando os desligamentos de linhas fixas e ganhando quota de mercado na banda larga. Em 2009, os clientes de ADSL de retalho aumentaram 21,5% face a 2008, atingindo 862 mil clientes. As adições líquidas de banda larga de retalho atingiram 152 mil em 2009, comparativamente a 73 mil em 2008, reflectindo uma clara e constante melhoria ao longo dos últimos cinco trimestres. A oferta Meo da PT continua a ter uma forte procura no mercado. As adições líquidas de clientes de TV por subscrição atingiram 269 mil em 2009 e o total de clientes de TV por subscrição ascendeu a 581 mil, o equivalente a 67,4% de penetração na base de clientes ADSL de retalho. As RGUs ("Revenues Generating Units") de retalho por acesso aumentaram 12,2% em 2009 face a 2008, de 1,36 para 1,53.

Em 2009, as receitas operacionais da TMN diminuíram 4,8% para 1.518 milhões de euros, principalmente devido aos impactos negativos de menores MTRs (62 milhões de euros) e menores vendas de equipamentos (15 milhões de euros), que mais do que compensaram o crescimento das receitas de serviço (+0,5% face a 2008), impulsionadas pelo crescimento dos clientes pós-pagos e pelas receitas de dados. As receitas de dados não-SMS continuam a ser uma importante fonte de crescimento, suportadas na crescente penetração dos smartphones e placas de dados. Excluindo o impacto de menores MTRs, as receitas operacionais da TMN teriam diminuído 0,9% em 2009 face a 2008, em resultado de menores vendas de equipamentos, enquanto as receitas de serviço teriam permanecido estáveis.

Em 2009, as receitas operacionais da Vivo aumentaram 3,4% em euros e 7,0% em reais, face a 2008, suportadas no contínuo crescimento de clientes (aumento de 15,1% da base de clientes face a 2008). Excluindo o impacto da consolidação da Telemig e assumindo uma taxa de câmbio constante, as receitas operacionais da Vivo teriam aumentado 4,4% em 2009 face a 2008, impulsionadas pelo crescimento das receitas de serviço (7,2% face a 2008).

Receitas por área geográfica M ilhões de euros
4T09
4T08
∆08/09
2009
2008 ∆08/09
Operações domésticas ⁽¹⁾
846,7
876,3
(3,4%)
3.320,9
3.386,6 (1,9%)
Brasil ⁽²⁾
905,3
766,9
18,0%
3.240,1
3.111,5 4,1%
Outros e eliminações ⁽³⁾
59,3
54,1
9,5%
223,7
222,8 0,4%
Total das receitas operacionais
1.811,3
1.697,4
6,7%
6.784,7
6.720,9 0,9%

(1) As operações domésticas incluem o segmento de rede fixa, segmento móvel, PT Inovação, PT SI, PT Pro, PT Contact e PT Sales. (2) Considerando um câmbio médio euro/real de 2,7674 em 2009 e de 2,6737 em 2008. Inclui a Vivo e a Dedic, o negócio de call centre da PT. (3) Inclui activos internacionais consolidados integralmente, nomeadamente a MTC, CVT, CST e Timor Telecom, e as empresas holdings.

As outras receitas, incluindo as eliminações intra-grupo, aumentaram 12,0% em 2009 face a 2008, principalmente devido à melhoria do desempenho das receitas das operações de call center da PT no Brasil, da MTC na Namíbia e da Timor Telecom, que mais do que compensou a perda de receitas resultante do fim do contrato de gestão com a Vivo em Agosto de 2008 e a contracção das receitas da CVT em Cabo Verde, em resultado, principalmente, de condições regulatórias e económicas adversas

Em 2009, o contributo para as receitas operacionais dos activos internacionais consolidados integral e proporcionalmente foi de 51,5% e o Brasil representou 47,8% das receitas operacionais consolidadas, um aumento de 1,5pp face a 2008, apesar da desvalorização do real face ao euro no período.

Custos operacionais consolidados, excluindo custos com benefícios de reforma e amortizações e depreciações

Os custos operacionais consolidados excluindo custos com benefícios de reforma e amortizações e depreciações aumentaram 1,0% para 4.282 milhões de euros em 2009, em comparação com 4.241 milhões de euros em 2008, essencialmente em resultado de contribuições mais elevadas por parte (1) do segmento de rede fixa (104 milhões de euros), devido ao aumento da actividade comercial, no seguimento do desenvolvimento do serviço de televisão por subscrição que por sua vez levou ao aumento nos custos de programação, e (2) do negócio de call centre da Portugal Telecom no Brasil (29 milhões de euros). Estes efeitos foram parcialmente compensados por reduções (1) na Vivo (11 milhões de euros), reflectindo os impactos líquidos da desvalorização do real (75 milhões de euros) e da consolidação da Telemig (58 milhões de euros), e (2) na TMN, devido principalmente ao impacto da redução das MTRs. Ajustando os efeitos da consolidação da Telemig e da redução das MTRs e assumindo uma taxa de câmbio constante, os custos operacionais excluindo custos com benefícios de reforma e amortizações e depreciações teriam aumentado 2,5% em 2009.

Os custos com pessoal aumentaram 12,4% em 2009 para 693 milhões de euros, essencialmente em resultado de contribuições mais elevadas por parte da Vivo e da operação de call centre da Portugal Telecom no Brasil. Os custos com pessoal representaram 10,2% das receitas operacionais consolidadas.

Os custos directos dos serviços prestados aumentaram 4,4% em 2009 para 1.135 milhões de euros e representaram 16,7% das receitas operacionais consolidadas. Este crescimento é explicado essencialmente por contribuições mais elevadas: (1) do segmento da rede fixa (18 milhões de euros), com o aumento nos custos de programação (50 milhões de euros), relacionado com o desenvolvimento dos serviços de TV por subscrição, a ser parcialmente compensado pelo impacto da redução das MTRs; e (2) da Vivo (47 milhões de euros), reflectindo o aumento nos custos de interligação e nos custos com alugueres relacionados com o desenvolvimento dos serviços 3G, e também o impacto da consolidação da Telemig (20 milhões de euros),

sendo que estes efeitos mais do que compensaram o efeito da desvalorização do Real (21 milhões de euros). O crescimento dos custos no segmento de rede fixa e na Vivo foi parcialmente compensado pela redução dos custos directos na TMN (20 milhões de euros), essencialmente em resultado do impacto da redução das MTRs (32 milhões de euros).

Os custos comerciais diminuíram 9,7% para 1.113 milhões de euros em 2009 e representaram 16,4% das receitas operacionais consolidadas. As diminuições na TMN (47 milhões de euros) e na Vivo (74 milhões de euros) são explicados essencialmente pela redução nas vendas, enquanto os custos comerciais da Vivo também foram impactados pelos efeitos líquidos da desvalorização do Real (25 milhões de euros) e da consolidação da Telemig (16 milhões de euros).

Os outros custos operacionais, que incluem basicamente os custos com serviços de suporte, fornecimentos e serviços externos, impostos indirectos e provisões, aumentaram 2,8% para 1.341 milhões de euros em 2009, em comparação com 1.304 milhões de euros em 2008. Ajustando os efeitos da consolidação da Telemig (16 milhões de euros) e assumindo uma taxa de câmbio constante (23 milhões de euros), os outros custos operacionais teriam aumentado 3,3% em 2009 para 1.347 milhões de euros, devido a uma contribuição mais elevada do segmento de rede fixa, em resultado do aumento da actividade comercial e de custos mais elevados com serviços de suporte e com o atendimento ao cliente, ambos relacionados com o forte desenvolvimento do serviço de televisão por subscrição. Relativamente à Vivo, e ajustando também os efeitos acima referidos, os outros custos operacionais teriam aumentado 0,9% em 2009, com a redução nas provisões para contas a receber e o impacto do fim do contrato de gestão com a Portugal Telecom em Agosto de 2008 a serem mais do que compensados pelos aumentos nos custos com electricidade, suporte comercial e despesas de facturação, em resultado do crescimento da actividade comercial e do desenvolvimento dos serviços GSM e 3G.

EBITDA

O EBITDA aumentou 0,9% em 2009 face a 2008, para 2.502 milhões de euros, equivalente a uma margem de 36,9%. Excluindo os efeitos da consolidação da Telemig, da redução das MTRs e assumindo uma taxa de câmbio constante, o EBITDA consolidado teria aumentado 2,0% face a 2008. O desempenho do EBITDA no período foi suportado pelo crescimento na Vivo e nos outros activos internacionais, tendo sido parcialmente compensado pela diminuição nas operações domésticas, em resultado de menores MTRs, dos investimentos na implementação das ofertas triple-play e do fim do contrato de gestão da Vivo.

EBITDA por segmento de negócio ⁽¹⁾⁽²⁾ M ilhões de euros
4T09
4T08
∆08/09
2009
2008 ∆08/09
Rede fixa
195,2
210,3
(7,2%)
799,6
887,1 (9,9%)
M óvel Portugal • TM N
166,7
164,3
1,5%
674,1
681,9 (1,1%)
M óvel Brasil • Vivo ⁽¹⁾
268,6
229,9
16,9%
947,2
832,5 13,8%
Outros e eliminações
17,5
9,4
85,9%
81,3
78,8 3,2%
EBITDA total ⁽ ²⁾
648,0
613,8
5,6%
2.502,3
2.480,3 0,9%
M argem EBITDA (%)
35,8
36,2
(0,4pp)
36,9
36,9 (0,0pp)
Operações domésticas ⁽³⁾
360,5
373,6
(3,5%)
1.467,5
1.563,1 (6,1%)
Brasil ⁽¹⁾⁽⁴⁾
269,8
230,3
17,2%
958,4
844,0 13,6%
Outros ⁽⁵⁾
17,8
9,9
79,5%
76,4
73,2 4,4%

(1) Considerando um câmbio médio euro/real de 2,7674 em 2009 e de 2,6737 em 2008. (2) EBITDA = resultado operacional + custos com benefícios de reforma + amortizações. (3) As operações domésticas incluem o segmento de rede fixa, segmento móvel, PT Inovação, PT SI, PT Pro, PT Contact e a PT Sales. (4) Inclui essencialmente a Vivo e a Dedic. (5) Inclui os activos internacionais consolidados integralmente, nomeadamente a MTC, CVT, CST e Timor Telecom, e as empresas holdings.

O EBITDA da rede fixa ascendeu a 800 milhões de euros em 2009, equivalente a uma margem de 41,1%. A margem EBITDA continuou a ser impactada, principalmente, por maiores custos de programação, de atendimento ao cliente e de suporte relacionados com a implementação das ofertas triple-play. A tendência de decréscimo do EBITDA tem vindo a melhorar no decorrer do ano. Em 2009, as despesas com pessoal no segmento de rede fixa aumentaram 2,9% face a 2008, em resultado de: (1) migração de efectivos do segmento móvel doméstico devido à reorganização dos negócios domésticos, fixo e móvel, por segmentos de cliente, e da (2) decisão de suspensão do programa de redução de efectivos e de foco no esforço de internalização de algumas funções chave. Como resultado da suspensão do programa de redução de efectivos, as responsabilidades com benefícios de reforma projectadas relativas a salários a pagar a préreformados e empregados suspensos foi reduzida em 116 milhões de euros e os respectivos pagamentos também reduziram em 12 milhões de euros no período.

Em 2009, o EBITDA da TMN diminuiu 1,1% face a 2008, para 674 milhões de euros, em resultado da diminuição das MTRs. Excluindo o impacto negativo de 30 milhões de euros, decorrente de menores MTRs, o EBITDA da TMN teria aumentado 3,2% em 2009 face a 2008. A margem EBITDA atingiu 44,4%, um aumento de 1,6 pp em relação a 2008, em resultado do contínuo crescimento de clientes pós-pagos, de receitas de dados e de redução de custos.

Em 2009, o EBITDA da Vivo aumentou 13,8% face a 2008, sustentado pelo crescimento da base de clientes. Excluindo a consolidação da Telemig e assumindo uma taxa de câmbio constante, o EBITDA da Vivo teria aumentado 15,3% face a 2008. A margem EBITDA da Vivo atingiu 30,2% em 2009, uma melhoria de 2,7pp face a 2008.

O EBITDA dos outros negócios aumentou 3,2% face a 2008 para 81 milhões de euros, principalmente em resultado de um melhor desempenho da Dedic, empresa de "Call Center" da PT no Brasil, da MTC na Namíbia e da Timor Telecom, apesar da perda de receitas resultante do fim do contrato de gestão com a Vivo a partir de Agosto de 2008 e do desempenho mais fraco da CVT devido a condições económicas e regulatórias adversas.

Os activos internacionais consolidados integral e proporcionalmente contribuíram com 44,0% do EBITDA consolidado da PT em 2009. Os negócios no Brasil representaram 38,3% do EBITDA em 2009. Os negócios em África consolidados integralmente contribuíram com 4,6% do EBITDA em 2009.

Resultado líquido

Os custos com benefícios de reforma totalizaram 90 milhões de euros em 2009, em comparação com 45 milhões de euros em 2008, em resultado de uma menor rentabilidade esperada dos activos em 2008 em comparação com o pressuposto actuarial de 6% (40 milhões de euros), no seguimento da desvalorização em 2008 do valor dos fundos de activos sob gestão.

As amortizações aumentaram 13,4% face a 2008 para 1.438 milhões de euros, reflectindo maiores contribuições: (1) da Vivo, que representou aproximadamente 60% do aumento das amortizações, em resultado da consolidação da Telemig, da amortização das licenças de 3G e de maiores taxas de amortização para a rede CDMA, na sequência da implementação da rede GSM, e (2) do negócio de rede fixa

em Portugal, resultante dos investimentos com a implementação do serviço de TV por subscrição e, também, da reavaliação de condutas e de certos activos imobiliários realizada no ano de 2008.

Os custos com o programa de redução de efectivos diminuiram para 15 milhões de euros em 2009, em comparação com 100 milhões de euros em 2008, em resultado da suspensão do programa referido.

Os ganhos com a alienação de activos fixos ascenderam a 0,4 milhões de euros em 2009 em comparação com 19 milhões de euros em 2008. Os ganhos registados em 2008 advieram, principalmente, da alienação de activos imobiliários.

Os juros líquidos suportados aumentaram 30 milhões de euros para 302 milhões de euros em 2009, em resultado do aumento da dívida líquida média da PT no período, devido à conclusão do programa de compra de acções próprias em 2008, e à aquisição da Telemig e das licenças 3G no Brasil. Em 2009, o custo médio da dívida consolidada permaneceu estável em 5,0% em relação a 2008. Excluindo o Brasil, o custo médio da dívida foi de 4,3%.

Os ganhos em empresas associadas incluem a participação da PT nos resultados líquidos da Unitel, CTM, Médi Télécom e UOL e ascenderam a 456 milhões de euros em 2009, o que compara com 171 milhões de euros em 2008. Em 2009, esta rubrica inclui o ganho de capital relacionado com a alienação da participação na Médi Télécom (267 milhões de euros), enquanto em 2008 inclui o ganho relacionado com a alienação da participação da PT no Banco Best (9 milhões de euros).

As outras perdas financeiras líquidas, que incluem ganhos com variações cambiais, ganhos líquidos em activos financeiros e outras despesas financeiras, ascenderam a 45 milhões de euros em 2009, face a 28 milhões de euros em 2008. Os ganhos líquidos com variações cambiais ascenderam a 20 milhões de euros em 2009, resultante de ganhos cambiais relativos a investimentos no Brasil, que comparam com perdas líquidas de 9 milhões de euros em 2008. Os ganhos líquidos em activos financeiros totalizaram 8 milhões de euros em 2009, que comparam com 19 milhões de euros em 2008, e estavam relacionados com a alteração no valor de mercado de instrumentos derivados cambiais. A alteração no valor de mercado é explicada pela apreciação do dólar face ao euro até Abril de 2009, quando esses derivados foram liquidados. Em 2008, os ganhos líquidos em activos financeiros incluíam principalmente: (1) a variação no valor de mercado de instrumentos financeiros relativos a derivados cambiais, que resultou em ganhos de 10 milhões de euros, devido à valorização do dólar face ao euro e ao real, e (2) a mais-valia decorrente da alienação de uma participação de 3% no capital da Africatel no 3T08 no montante de 9 milhões de euros. As outras despesas financeiras, que incluem serviços bancários, descontos financeiros e outros custos de financiamento, aumentaram para 73 milhões de euros em 2009 face a 39 milhões de euros em 2008. O aumento desta rubrica em 2009 é amplamente explicado pelo pagamento antecipado de alguns empréstimos, associados à aquisição das licenças 3G no Brasil.

A provisão para impostos sobre o rendimento aumentou de 231 milhões de euros em 2008 para 233 milhões de euros em 2009, o que corresponde a uma taxa efectiva de imposto de 25,0% em 2008 e 22,9% em 2009.

O lucro atribuível aos interesses minoritários diminuiu para 103 milhões de euros em 2009 face a 120 milhões de euros em 2008. A redução nesta rubrica é explicada, principalmente, pela diminuição dos lucros atribuíveis a interesses minoritários da Vivo, que ascenderam a 43 milhões em 2009 face a 52 milhões de euros em 2008, e da Africatel, que ascenderam a 52 milhões em 2009 face a 62 milhões de euros em 2008.

O resultado líquido aumentou 18,7% em 2009 para 684 milhões de euros face a 576 milhões de euros em 2008, com a mais-valia decorrente da alienação da Médi Télécom a ser parcialmente compensada pelo aumento dos custos relacionados com benefícios de reforma, amortizações e juros líquidos. Em 2008, o resultado líquido também incluiu 37 milhões de euros de ganhos extraordinários.

Resultados líquidos por acção

Em 2009, o resultado líquido básico por acção aumentou 22,9% para 78 cêntimos de euro em comparação com 64 cêntimos de euro em 2008. O número médio de acções em circulação diminuiu 3,4% para 876 milhões em 2009, enquanto o número médio diluído de acções em circulação para o mesmo período diminuiu 3,2% face a 2008 para 941 milhões.

Resultado líquido por acção milhõ es (acçõ es em circulação ); euro (valo r po r acção )
4T09
4T08
∆08/09
2009
2008 ∆08/09
Número médio de acções em circulação no mercado
Básico ⁽¹⁾ 875,9
875,9
0,0%
875,9
907,1 (3,4%)
Diluído ⁽²⁾ 940,5
940,5
(0,0%)
940,5
971,8 (3,2%)
Resultado líquido por acção
Básico 0,36
0,17
109,4%
0,78
0,64 22,9%
Diluído ⁽²⁾⁽³⁾ 0,34
0,17
104,4%
0,76
0,62 21,8%

(1) Ajustado por 20,6 milhões de acções próprias detidas através de equity swaps. (2) O número de acções diluídas foi calculado admitindo a conversão integral das obrigações convertíveis. (3) Os resultados diluídos foram calculados excluindo os custos com as obrigações convertíveis.

Capex

O capex aumentou 2,1% (26 milhões de euros) em 2009 face a 2008 para 1.268 milhões de euros, equivalente a 18,7% das receitas, em resultado do aumento do capex da rede fixa, que mais do que compensou a redução do capex da TMN e da Vivo.

Capex por segmento de negócio ⁽¹⁾ M ilhões de euros
4T09
4T08
∆08/09
2009 2008 ∆08/09
Rede fixa
207,4
175,7
18,1%
565,4 402,8 40,4%
M óvel Portugal • TM N ⁽²⁾
73,9
117,3
(37,0%)
180,1 244,6 (26,4%)
M óvel Brasil • Vivo ⁽¹⁾⁽³⁾
128,2
216,2
(40,7%)
420,9 510,3 (17,5%)
Outros
45,9
42,3
8,4%
101,9 84,6 20,5%
Capex total
455,5
551,5
(17,4%)
1.268,3 1.242,3 2,1%
Capex em % das receitas operacionais (%)
25,1
32,5
(7,3pp)
18,7 18,5 0,2pp

(1) Considerando um câmbio médio euro/real de 2,7674 em 2009 e 2,6737 em 2008. (2) Exclui os compromissos adicionais nos termos da licença UMTS (11,5 milhões de euros no 1T09). (3) Exclui a aquisição de licenças 3G no Brasil (227 milhões de euros no 2T08).

O capex da rede fixa aumentou de 403 milhões de euros em 2008 para 565 milhões de euros em 2009, principalmente em resultado da implementação da rede FTTH, de forma a proporcionar maior largura de banda aos clientes residenciais e empresariais, e do investimento em serviços IPTV, nomeadamente relacionado com o crescimento da base de clientes. No final de 2009, a PT tinha 965 mil casas em construção ou disponíveis com FTTH.

O capex da TMN diminuiu 26,4% em 2009 face a 2008 para 180 milhões de euros. O decréscimo no capex da TMN é explicado pelos investimentos efectuados na implementação das redes 3G/3,5G, quer em termos de capacidade como de cobertura, realizados durante 2008 e que resultaram na melhoria da qualidade do serviço de voz móvel e dados em Portugal. Como resultado, num recente estudo realizado pela entidade reguladora das telecomunicações portuguesa, a TMN foi considerada como tendo a rede com melhor desempenho em termos de fiabilidade e estabilidade em Portugal.

O capex da Vivo diminuiu 17,5% face a 2008 para 421 milhões de euros em 2009. Excluindo os impactos da consolidação da Telemig (8 milhões de euros) e da desvalorização do real face ao euro (14 milhões de euros), o capex da Vivo teria decrescido 16,2% face a 2008. O capex da Vivo foi principalmente direccionado para: (1) aumento da capacidade da rede, de forma a suportar o acelerado crescimento do tráfego de voz na rede 2G; (2) expansão da cobertura de rede 3G e 3,5G, e (3) melhoria da qualidade da rede de forma a continuar a ser a rede mais fiável e de melhor qualidade no Brasil.

Em 2009, o capex dos outros negócios aumentou para 102 milhões de euros, que compara com 85 milhões de euros em 2008, principalmente em resultado de maiores investimentos em África, nomeadamente na CVT e na MTC, e na Timor Telecom devido ao significativo crescimento da base de clientes.

Cash Flow

O cash flow operacional ascendeu a 1.162 milhões de euros em 2009, que compara com 1.374 milhões de euros em 2008, em resultado de um aumento do investimento em fundo de maneio (190 milhões de euros) devido a: (1) recebimentos extraordinários da ZON em 2008; (2) ao acordo com o Estado Português relacionado com descontos em serviços prestados a reformados em 2008; (3) maiores recebimentos da Vivo em 2008 relativos ao contrato de gestão, e (4) maior o nível de capex no 4T08 comparativamente ao 4T09, na Vivo e na TMN, levando assim ao aumento dos pagamentos a fornecedores de imobilizado principalmente no 1T09.

Free cash flow M ilhões de euros
4T09T08
∆08/09
2009 2008 ∆08/09
EBITDA menos Capex
192,6 #
208,9%
1.234,0 1.238,0 (0,3%)
Itens não monetários
30,5 #
0,8%
101,8 118,8 (14,3%)
Variação do fundo de maneio
129,7 #
(48,1%)
(173,4) 17,0 n.s.
C ash flo w o peracio nal
352,9 #
3,0%
1.162,4 1.373,7 (15,4%)
Aquisição da Telemig
0,0 #
n.s.
0,0 (517,0) n.s.
Alienação da participação na M édi Télécom
380,0 #
n.s.
400,0 0,0 n.s.
Juros
(45,7) #
6,6%
(355,1) (299,9) 18,4%
Contribuições relativas a PRBs
(60,1) #
n.s.
(75,2) (8,9) n.s.
Pagamentos a colaboradores pré-reformados, suspensos e outros
(48,5) #
(6,1%)
(175,9) (187,9) (6,4%)
Impostos sobre o rendimento
(63,6) #
8,6%
(162,9) (246,0) (33,8%)
Dividendos recebidos
102,7 #
68,3%
121,1 80,1 51,2%
Outros movimentos ⁽¹⁾
(11,2) #
n.s.
(44,8) 22,3 n.s.
Free cash flow
606,6 #
140,8%
869,5 216,5 n.s.

(1) Em 2008 inclui 13 milhões de euros relativos à alienação de uma participação de 3% na Africatel, 16 milhões de euros relativos à alienação do investimento no Banco Best e 23 milhões de euros provenientes da alienação de activos imobiliários.

O free cash flow ascendeu a 869 milhões de euros em 2009, que compara com 217 milhões de euros em 2008. A melhoria do desempenho é explicada principalmente por: (1) investimento na aquisição da Telemig

realizado em 2008; (2) alienação da participação na Médi Télécom em 2009; (3) diminuição dos impostos sobre o rendimento pagos (83 milhões de euros), em resultado de os pagamentos por conta efectuados em 2008 terem sido superiores ao imposto a pagar e de menores rendimentos tributáveis em 2009; (4) aumento dos dividendos recebidos de associadas (41 milhões de euros), e (5) redução no pagamento de salários a pré-reformados e empregados suspensos (12 milhões de euros), que resultou da suspensão do programa de redução de efectivos. Estes efeitos mais do que compensaram: (1) a redução de 211 milhões de euros no cash flow operacional, devido principalmente a investimentos em fundo de maneio, em resultado de pagamentos a fornecedores de imobilizado, (2) o aumento de 66 milhões de euros relacionado com uma exigida contribuição extraordinária para os fundos de pensões, em resultado do seu fraco desempenho em 2008; (3) o aumento nos juros pagos, no montante de 55 milhões de euros, devido ao aumento da dívida líquida média, ao aumento no custo médio da dívida no Brasil e à reestruturação da dívida relacionada com a aquisição das licenças 3G no Brasil que se traduziu no pagamento antecipado de alguns desses empréstimos, e (4) a alienação, em 2008, de imóveis (23 milhões de euros), da participação no Banco Best (16 milhões de euros) e da participação de 3% na Africatel (13 milhões de euros).

Dívida líquida consolidada

A dívida líquida consolidada ascendeu a 5.528 milhões de euros em 31 de Dezembro de 2009, o que compara com 5.571 milhões de euros em 31 de Dezembro de 2008, um decréscimo de 43 milhões de euros, principalmente em resultado do cash flow gerado no período, no montante de 869 milhões de euros, que mais do que compensou os dividendos pagos pela PT (504 milhões de euros) e o impacto negativo da conversão para euros da dívida denominada em reais (190 milhões de euros).

Variação da dívida líquida M ilhões de euros
4T09
4T08
2009 2008
Dívida líquida (balanço inicial)
6.084,9
5.923,4
5.571,3 4.381,8
Free cash flow (a subtrair)
606,6
251,9
869,5 216,5
Dividendos pagos pela PT
0,0
0,0
503,6 533,2
Aquisição de acções próprias ⁽¹⁾
0,0
(5,6)
0,0 904,6
Impacto da consolidação da Telemig
0,0
0,0
0,0 (128,9)
Compromissos relacionados com activos fixos ⁽²⁾
0,0
0,0
11,5 227,2
Outros ⁽³⁾
29,6
46,2
121,0 68,0
Dívida líquida (balanço final excl. efeito cambial)
5.507,8
5.712,1
5.337,9 5.769,5
Efeitos de conversão cambial da dívida
20,2
(140,8)
190,1 (198,2)
Dívida líquida (balanço final)
5.528,0
5.571,3
5.528,0 5.571,3
Variação da dívida líquida
(556,8)
(352,2)
(43,2) 1.189,4
Variação da dívida líquida (%)
(9,2%)
(5,9%)
(0,8%) 27,1%

(1) Em 2008, a PT celebrou contratos de equity swap sobre 114,7 milhões de acções próprias no âmbito do programa de compra de acções próprias concluído em Dezembro de 2008. (2) Esta rubrica inclui: (i) o impacto de 227 milhões de euros relativos à aquisição de licenças 3G no Brasil no 2T08, e (ii) os compromissos adicionais nos termos da licença UMTS no montante de 12 milhões de euros realizados no 1T09. (3) Esta rubrica inclui essencialmente: (i) 85 milhões de euros relativos a dividendos pagos pelas subsidiárias consolidadas integralmente pela PT a interesses minoritários (41 milhões de euros em 2008); (ii) 13 milhões de euros relativos à participação de accionistas minoritários no aumento de capital da Vivo Participações, e (iii) a liquidação de um instrumento derivado cambial Euro-Dolar, em 7 de Abril de 2009, que resultou no pagamento de 38 milhões de euros, pelo que a PT deixou de deter qualquer instrumento financeiro derivado cambial nos seus negócios domésticos.

Em 31 de Dezembro de 2009, a dívida bruta consolidada ascendeu a 7.046 milhões de euros, dos quais 93,0% correspondiam a médio/longo prazo e 79,8% venciam juros a taxas fixas. Em 31 de Dezembro de 2009, 85,7% da dívida total estava denominada em euros e 14,3% em reais. A dívida da Vivo está denominada em reais ou convertida para reais através de contratos de derivados. Em Abril de 2009, a PT reembolsou 880 milhões de euros de uma obrigação existente. Durante 2009, a PT emitiu 2.450 milhões de euros de dívida, que incluem: (1) um tap do Eurobond de 2012 no montante de 300 milhões de euros, (2)

obrigações convertíveis a 4 anos no montante de mil milhões de euros; (3) obrigações convertíveis a 10 anos no montante de 750 milhões de euros, e (4) novas linhas de crédito bilaterais e colocações privadas no valor de 400 milhões de euros.

As disponibilidades de caixa e equivalentes das operações domésticas, mais o montante total disponível em linhas de crédito e papel comercial não utilizados ascenderam a 2.864 milhões de euros no final de Dezembro de 2009, dos quais 1.840 milhões de euros eram relativos a linhas de crédito e papel comercial não utilizados. Nas operações domésticas, as disponibilidades de caixa e equivalentes acrescidas do montante não utilizado em linhas de crédito e papel comercial não utilizadas representavam uma cobertura de 9,0 vezes as maturidades a vencer em 2010. Em termos consolidados, as maturidades a vencer em 2010 estão cobertas 6,8 vezes.

O custo médio da dívida da PT foi de 5,0% em 2009, com uma maturidade de 6,6 anos em 31 de Dezembro de 2009. Excluindo o Brasil, o custo médio da dívida da PT era de 4,3% em 2009, com uma maturidade de 6,7 anos em 31 de Dezembro de 2009. Em 2009, o indicador de cobertura da dívida líquida pelo EBITDA era de 2,2 vezes e o rácio de cobertura dos encargos financeiros pelo EBITDA era de 8,3 vezes.

Responsabilidades com benefícios de reforma

Em 31 de dezembro de 2009, as responsabilidades projectadas com benefícios de reforma (PBO) relativas a pensões e cuidados de saúde ascenderam a 3.045 milhões de euros e o valor de mercado dos activos sob gestão ascendeu a 2.370 milhões de euros. Adicionalmente, a PT tinha responsabilidades sob a forma de salários devidos a empregados suspensos e pré-reformados no montante de 791 milhões de euros que não estão sujeitos a qualquer requisito legal para efeitos de financiamento. Estes salários são pagos mensalmente pela PT directamente aos beneficiários até à idade de reforma. Assim, as responsabilidades não financiadas brutas ascenderam a 1.467 milhões de euros, que inclui uma posição de sobrefinanciamento de 79 milhões de euros no plano de saúde. As responsabilidades não financiadas líquidas de impostos ascendiam a 1.079 milhões de euros. Os planos de benefícios de reforma da PT relativos a pensões e cuidados de saúde estão fechados à entrada de novos participantes.

Responsabilidades com benefícios de reforma M ilhões de euros
31 de Dezembro de 2009 31 de Dezembro de 2008
Responsabilidades com pensões 2.710,2 2.607,5
Responsabilidades com cuidados de saúde 335,3 426,3
Respons. projectadas com benefícios de reforma (P BO) 3.045,5 3.033,8
Valor de mercado dos fundos ⁽¹⁾ (2.369,5) (2.131,6)
R espo ns. não financ. co m pensõ es e cuidado s de saúde 675,9 902,1
Salários pagos a empregados suspensos e pré-reformados 791,4 907,7
Responsabilidades não financiadas brutas 1.467,4 1.809,9
R espo ns. não financiadas lí quidas do efeito fiscal 1.078,5 1.330,2
Ganhos com serviços passados não reconhecidos 23,4 25,4
P ro visão para benefí cio s de refo rma 1.490,8 1.835,3

(1) A alteração no valor de mercado dos fundos resultou do desempenho positivo dos activos sob gestão no montante de 310,3 milhões de euros (equivalente a 15% em 2009) e das contribuições efectuadas pelos beneficiários e pela PT no total de 120,1 milhões de euros, cujos efeitos foram parcialmente compensados pelos pagamentos de pensões e suplementos no montante de 166,2 milhões de euros e de cuidados de saúde no montante de 26,2 milhões de euros. (2) Em 31 de Dezembro de 2009, as responsabilidades não financiadas com pensões e cuidados de saúde estão liquidas de um activo no valor de 84 milhões de euros essencialmente relacionado com o sobrefinanciamento do plano de cuidados de saúde.

O PBO foi calculado com base em pressupostos actuariais consistentes com as informações demográficas e financeiras dos nossos planos e em conformidade com os requisitos definidos pela IAS 19. Na sequência das

alterações ocorridas em 2009 nos mercados financeiros e nas tendências económicas, a taxa de desconto foi ajustada de 5,75% no final de 2008 para 5,50% no final de 2009, em linha com a diminuição dos spreads das obrigações. A expectativa para a taxa de inflação foi ajustada de 1,75% para 2,00%. Com base na informação demográfica dos beneficiários, a partir de 31 de dezembro de 2009, os pressupostos demográficos sobre o plano de cuidados de saúde também foi ajustado. O impacto líquido das alterações acima mencionadas nos pressupostos actuariais representou um ganho de 2 milhões de euros.

O total das responsabilidades não financiadas brutas diminuiu 342 milhões de euros para 1.467 milhões de euros em 31 de Dezembro de 2009, em resultado de menores responsabilidades com os salários a pagar a empregados suspensos e pré-reformados, devido principalmente à suspensão do programa de redução de efectivos, e de menores responsabilidades com pensões e cuidados de saúde na sequência do desempenho positivo dos activos sob gestão (15% de retorno em 2009), que mais do que compensou o efeito temporal sobre as reponsabilidades não financiadas em balanço.

Variação nas responsabilidades não financiadas brutas M ilhões de euros
31 December 2009 31 December 2008
Responsabilidades não financiadas brutas (saldo inicial) 1.809,9 1.304,0
Custos com benefícios de reforma (PRBs) 91,6 46,7
Ganhos com serviços passados não reconhecidos no resultado líquido 0,0 (2,1)
Custos do programa de redução de efectivos 14,9 100,5
Contribuições para os fundos de pensões ⁽¹⁾ (108,3) (46,2)
Pagamentos a colaboradores pré-reformados, suspensos e outros (175,9) (187,9)
Ganhos líquidos actuariais ⁽²⁾ (164,8) 594,8
Responsabilidades não financiadas brutas (saldo final) 1.467,4 1.809,9
Responsabilidades não financiadas líquidas de impostos 1.078,5 1.330,2

(1) Em 2009, esta rubrica inclui: (i) pagamentos por acordo de rescisão contratual no montante de 2,7 milhões de euros, (ii) reembolso de despesas de saúde efectuadas pela PT no montante de 3,2 milhões de euros, e (iii) contribuições para os fundos de pensões de 108,8 milhões de euros, dos quais 33 milhões de euros correspondem a transferência de activos imobiliários. (2) Em 2009, esta rubrica é, sobretudo, explicada pela diferença entre a rentabilidade real (310,3 milhões de euros ou 15% em 2009) e a rentabilidade esperada dos activos (6% numa base anual).

Custos com benefícios de reforma M ilhões de euros
2009 2008
Serviço do ano 6,8 10,0
Custo financeiro 216,4 208,7
Rentabilidade esperada dos fundos ⁽¹⁾ (131,6) (172,0)
Sub-total 91,6 46,7
Amortização de ganhos com serviços passados (2,0) (2,0)
Custos com benefícios de reforma (P RBs) 89,6 44,8

(1) O decréscimo da rentabilidade esperada dos activos é explicado pela desvalorização dos fundos de activos ocorrida durante 2008.

Capital próprio

Em 31 de Dezembro de 2009, a situação líquida excluindo interesses minoritários ascendeu a 1.318 milhões de euros. O aumento de 1.085 milhões de euros em 2009 é explicado pelo: (1) resultado líquido gerado no período no montante de 684 milhões de euros; (2) ganhos actuariais, líquidos de impostos, relativos a benefícios de reforma no montante de 121 milhões de euros, e pelos (3) ajustes de conversão cambial positivos no montante de 673 milhões de euros, principalmente relacionados com a valorização do real face ao euro. Estes efeitos mais do que compensaram o pagamento de dividendos no montante de 504 milhões de euros, em Abril de 2009, pela PT aos accionistas.

Variação no capital próprio (excluindo interesses minoritários) M ilhões de euros
2009
Capital próprio antes de interesses minoritários (saldo inicial) 232,0
Resultado líquido 683,9
Ajustamentos de conversão cambial 673,0
Dividentos atribuídos ⁽¹⁾ (503,6)
Ganhos (perdas) actuariais líquidos, líquidos do efeito fiscal 121,1
Outros ⁽²⁾ 111,1
C apital pró prio antes de interesses mino ritário s (saldo final) 1.317,5
Variação no capital pró prio antes de interesses mino ritário s 1.085,5
Variação no capital pró prio antes de interesses mino ritário s (%) 467,8%

(1) Dividendos pagos em 24 de Abril de 2009. (2) Inclui um ganho de 104 milhões de euros decorrente da troca de acções da Telemig por acções da Vivo em resultado da reestruturação societária realizada pela Vivo no 3T09.

Nos termos da legislação portuguesa, o montante de reservas distribuíveis é determinado de acordo com as demonstrações financeiras individuais da empresa preparadas de acordo com o POC. As reservas distribuíveis aumentaram 77 milhões de euros para 845 milhões de euros em 31 de Dezembro de 2009, na medida em que os dividendos pagos aos accionistas (504 milhões de euros) foram mais do que compensados pelos 530 milhões de euros de resultado líquido gerado em 2009, calculado de acordo com o POC.

Variação nas reservas distribuíveis M ilhões de euros
2009
Reservas distribuíveis (saldo inicial) 768,0
Dividentos atribuídos (503,6)
Resultado líquido do exercício determinado de acordo com o POC ⁽¹⁾ 529,8
Outros ⁽²⁾ 50,6
Reservas distribuíveis (saldo final) 844,7
Variação nas reservas distribuíveis no período 76,7
Variação nas reservas distribuí veis no perí o do (%) 10,0%

(1) As principais diferenças entre o resultado líquido determinado de acordo com o POC e com as IFRS estão relacionadas com o reconhecimento dos custos com benefícios de reforma, a amortização do goodwill e o reconhecimento do valor de mercado dos instrumentos financeiros e derivados. (2) Esta rubrica inclui ganhos de 56,3 milhões de euros relativas a reestruturações societárias de algumas subsidiárias.

Demonstração da posição financeira consolidada

Em 31 de Dezembro de 2009, a exposição líquida (activo menos passivo) ao Brasil ascendeu a 3.136 milhões de euros. Os activos denominados em reais na demonstração da posição financeira da PT, em 31 de Dezembro de 2009, ascenderam a 6.432 milhões de euros, equivalente a 43,4% do total do activo.

O aumento no total dos activos em 2009 é explicado, principalmente, pelo impacto da valorização do real face ao euro, enquanto o aumento no total do passivo é explicado, principalmente, pelo aumento da dívida bruta, que foi parcialmente compensado pela redução nas responsabilidades com benefícios de reforma.

Demonstração da posição financeira consolidada ⁽¹⁾ M ilhões de euros
31 de Dezembro de 2009 31 de Dezembro de 2008
Disponibilidades e títulos negociáveis ⁽²⁾ 1.518,0 1.124,6
Contas a receber 1.538,4 1.393,7
Existências 239,9 297,4
Investimentos financeiros 614,1 634,3
Activos intangíveis 4.046,7 3.463,0
Activos tangíveis 4.862,2 4.637,8
Activos com planos de benefícios de reforma 67,6 1,6
Outros activos 783,7 973,1
Impostos diferidos e custos diferidos 1.160,7 1.188,8
Total do activo 14.831,2 13.714,4
Contas a pagar 1.338,6 1.373,6
Dívida bruta 7.046,0 6.695,9
Responsabilidades com planos de benefícios de reforma 1.558,3 1.836,9
Outros passivos 1.597,2 1.777,4
Impostos diferidos e proveitos diferidos 906,3 834,5
Total do passivo 12.446,4 12.518,2
Capital, excluindo interesses minoritários 1.317,5 232,0
Interesses minoritários 1.067,3 964,2
Total do capital próprio 2.384,8 1.196,2
Total do capital próprio e do passivo 14.831,2 13.714,4

(1) Considerando um câmbio euro / real de 2,5113 no final do ano de 2009 e de 3,2436 no final de 2008. (2) Esta rubrica inclui 42 milhões de euros relacionados com dividendos pagos pela Unitel à Portugal Telecom, os quais nas demonstrações financeiras consolidadas foram incluídos na rubrica "Contas a receber – outros".

Operações domésticas

As receitas das operações domésticas, que incluem a rede fixa e a TMN, decresceram 1,9% em 2009 face a 2008, em resultado de menores vendas de equipamentos na TMN (15 milhões de euros) e de menores MTRs, que tiveram um impacto negativo no montante de 62,1 milhões de euros, apesar do sólido desempenho das: (1) receitas de retalho da rede fixa, que aumentaram 1,8% face a 2008; (2) receitas de dados e soluções empresariais, que aumentaram 5,0% face ao ano anterior, e (3) receitas de clientes na TMN, que aumentaram 0,5% face a 2008.

As receitas da rede fixa aumentaram 0,8% em 2009 face a 2008, resultado de um desempenho robusto nas receitas de retalho (+1,8% face ao ano anterior). A melhoria nas receitas de retalho é explicada pela forte aceitação dos serviços de TV por subscrição, de banda larga pós-paga, e pela desaceleração da perda de linhas, apesar da contínua pressão nos preços dos segmentos empresarial e PME/SOHO e da diminuição nas receitas de listas telefónicas, devido a condições económicas desafiantes. Desta forma, as RGUs de retalho aumentaram 325 mil em 2009, comparando a 191 mil em 2008. O contínuo sucesso da oferta de TV por subscrição Meo está a impulsionar o desempenho do segmento de rede fixa, mesmo tendo sido lançada, a nível nacional, apenas em Abril de 2008, e de ainda não ter atingido massa crítica.

No que respeita ao segmento móvel, as receitas de serviço diminuíram 4,6% em 2009 face a 2008, resultado de condições económicas adversas e apesar do crescimento dos clientes pós-pago e de uma maior contribuição dos serviços de dados. Como resultado do impacto de menores receitas de cliente, cortes nas MTRs, nas receitas de roaming e menores vendas de equipamentos, as receitas operacionais da TMN diminuíram 4,8% em 2009 face a 2008.

Demonstração de resultados • operações domésticas ⁽¹⁾ M ilhões de euros
4T09
4T08
∆08/09
2009 2008 ∆08/09
Receitas operacionais
846,7
876,3
(3,4%)
3.320,9 3.386,6 (1,9%)
Rede fixa
501,4
495,1
1,3%
1.947,8 1.931,4 0,8%
M óvel Portugal • TM N
382,8
411,6
(7,0%)
1.517,8 1.593,6 (4,8%)
Outros e eliminações
(37,5)
(30,4)
23,5%
(144,7) (138,4) 4,6%
EBITDA ⁽ ²⁾
360,5
373,6
(3,5%)
1.467,5 1.563,1 (6,1%)
Custos com benefícios de reforma (PRBs)
22,4
12,0
86,2%
89,6 44,8 100,3%
Amortizações
212,9
168,2
26,6%
675,0 611,4 10,4%
Resultado operacional ⁽ ³⁾
125,1
193,4
(35,3%)
702,9 907,0 (22,5%)
M argem EBITDA
42,6%
42,6%
(0,1pp)
44,2% 46,2% (2,0pp)
Capex ⁽⁴⁾
299,6
300,3
(0,2%)
770,8 661,2 16,6%
Capex em % das receitas operacionais
35,4%
34,3%
1,1pp
23,2% 19,5% 3,7pp
EBITDA menos Capex
60,9
73,3
(17,0%)
696,7 901,9 (22,8%)

(1) As operações domésticas incluem os segmentos de rede fixa e móvel doméstico e a PT Inovação, PT SI, PT Pro, PT Contact e PT Sales. (2) EBITDA = resultado operacional + custos com benefícios de reforma + amortizações. (3) Resultado operacional = resultado antes de resultados financeiros e impostos + custos com o programa de redução de efectivos + menos (mais) valias na alienação de imobilizado + outros custos líquidos. (4) Exclui os compromissos adicionais nos termos da licença UMTS (11,5 milhões de euros em primeiro trimestre de 2009).

O EBITDA diminuiu 6,1% em 2009 face a 2008, para 1.467 milhões de euros, o equivalente a uma margem de 44,2%. Este desempenho foi alcançado num contexto de: (1) forte crescimento no serviço de TV por subscrição, o que resultou em maiores custos comerciais e de programação; (2) maiores custos de apoio ao cliente e de suporte, devido à evolução da TV por subscrição e da banda larga móvel, (3) menores MTRs, e (4) suspensão do programa de redução de efectivos com foco na internalização. O decréscimo do EBITDA, apesar da suspensão do programa de redução de efectivos, na rede fixa tem vindo a melhorar de trimestre para trimeste. A margem EBITDA da TMN atingiu os 44,4% em 2009, um aumento de 1,6pp face ao ano anterior, devido ao rigoroso controlo de custos.

Rede fixa

Em 2009, as adições líquidas de retalho atingiram 325 mil, resultado do crescimento significativo do serviço de TV por subscrição, que contabilizou 269 mil adições líquidas, elevando o total de clientes de TV por subscrição para 581 mil, e demonstrando uma sequencial aceleração das adições líquidas. As adições líquidas de ADSL em 2009 atingiram 152 mil, enquanto as linhas geradoras de tráfego caíram 56 mil. Em 2009, os desligamentos líquidos de linhas de voz foram 96 mil, incluindo 40 mil desligamentos líquidos de linhas em pré-selecção. Este desempenho marca uma clara melhoria em relação ao mesmo período do ano anterior que atingiu 173 mil desligamentos líquidos, consolidando assim a melhoria dos principais indicadores de desempenho operacional observada durante 2009. A taxa de penetração de clientes de TV por subscrição situa-se em 22,2% das linhas geradoras de tráfego e em 67,4% da base de clientes ADSL, um desempenho sólido tendo em conta que o serviço de TV por subscrição foi lançado, a nível nacional, apenas em Abril de 2008.

O número de RGUs de retalho por acesso, medido pelo número de acessos de retalho por linha PSTN/RDIS, continuou a aumentar com a implementação da oferta de TV por subscrição, tendo atingido 1,53 em 2009, comparado com 1,36 em 2008.

Os acessos de empresas concorrentes, que incluem os acessos wholesale e em pré-selecção, cairam 76 mil em 2009, reflectindo a diminuição dos acessos em pré-selecção (menos 40 mil) e dos acessos de lacete local desagregado (menos 12 mil).

Em 2009, o ARPU cresceu 3,1% face ao ano anterior, para 30,1 euros, em resultado da maior penetração tanto de TV como de ADSL e a margem bruta ficou estável, apesar do forte crescimento nas adições líquidas de retalho.

O Meo tem continuamente reforçado a sua posição como a mais inovadora oferta de TV por subscrição no mercado Português ao lançar várias funcionalidades para melhor diferenciar a sua oferta, nomeadamente: (1) vídeo-on-demand (VoD) real, com funcionalidades semelhantes às do DVD e um catálogo de mais de 2.000 filmes, incluindo em alta definição ("HD"); (2) catch-up TV; (3) guia electrónico de programação, acessível remotamente através da Internet e do telemóvel, (4) gravação de canais de TV, programável remotamente através da Internet e do telemóvel; (5) jogos, karaoke e variados conteúdos interactivos e áreas de serviço; (6) acesso a arquivos pessoais de fotografia, e (7) ofertas customizadas para crianças, continuamente melhoradas com novos conteúdos. Além disso, a PT lançou também o Meo@PC, permitindo aos clientes o acesso on-line ao serviço de TV do Meo através do PC, fortalecendo os atributos de

mobilidade e convergência da oferta Meo e reforçando, ainda mais, a sua diferenciação no mercado de televisão.

O Meo permite o acesso a uma oferta de conteúdos abrangente, com mais de 120 canais de televisão e mais de 2.000 títulos VoD. A oferta de VoD, que inclui blockbusters de cinco estúdios de Hollywood continua a ser uma funcionalidade bastante diferenciadora do serviço, o que é comprovado pelo facto de mais de 50% dos clientes de IPTV do Meo já o terem utilizado a pagar (mais 0,8pp em relação a 2008), consumindo em média 2,7 filmes por mês. No quarto trimestre de 2009, integrado na campanha de Natal e pensando no aumento da utilização do VoD, a PT lançou um Voucher Presente com 20 euros de consumo VoD a um preço de 15 euros.

Dados operacionais • rede fixa
4T09 4T08
∆08/09
2009
2008 ∆08/09
Acessos ('000)
4.587
4.298
6,7%
4.587
4.298 6,7%
Acessos de retalho
4.189
3.864
8,4%
4.189
3.864 8,4%
PSTN/RDIS
2.746
2.843
(3,4%)
2.746
2.843 (3,4%)
Linhas geradoras de tráfego
2.612
2.668
(2,1%)
2.612
2.668 (2,1%)
Pré-selecção
134
174
(23,2%)
134
174 (23,2%)
ADSL retalho
862
710
21,5%
862
710 21,5%
Clientes de TV
581
312
86,2%
581
312 86,2%
Acessos de wholesale
398
434
(8,3%)
398
434 (8,3%)
Lacetes locais desagregados
281
305
(8,1%)
281
305 (8,1%)
Acessos ORLA
63
76
(16,2%)
63
76 (16,2%)
ADSL wholesale
54
53
2,0%
54
53 2,0%
Adições líquidas ('000)
93
75
24,1%
289
132 118,9%
Acessos de retalho
109
100
8,5%
325
191 70,2%
PSTN/RDIS
(17)
(31)
(45,7%)
(96)
(173) (44,4%)
Linhas geradoras de tráfego
(7)
(21)
(64,0%)
(56)
(110) (49,1%)
Pré-selecção
(9)
(10)
(7,6%)
(40)
(63) (36,2%)
ADSL retalho
50
31
63,0%
152
73 108,9%
Clientes de TV
76
101
(24,6%)
269
291 (7,7%)
Acessos de wholesale
(16)
(25)
(37,9%)
(36)
(59) (39,0%)
Lacetes locais desagregados
(16)
(13)
22,6%
(25)
14 n.s.
Acessos ORLA
1
(10)
n.s.
(12)
(65) (81,0%)
ADSL wholesale
(1)
(2)
(72,3%)
1
(8) n.s.
RGU de retalho por acesso ⁽¹⁾
1,53
1,36
12,2%
1,53
1,36 12,2%
ARPU (euros)
30,4
29,1
4,8%
30,1
29,2 3,1%
Tráfego total (milhões de minutos)
2.826
2.991
(5,5%)
11.225
11.888 (5,6%)
Tráfego de retalho
1.201
1.241
(3,2%)
4.713
4.990 (5,5%)
Tráfego de wholesale
1.625
1.750
(7,2%)
6.512
6.898 (5,6%)
Trabalhadores
6.450
6.183
4,3%
6.450
6.183 4,3%

(1) Acessos de retalho por linha PSTN/RDIS.

A PT tem continuamente reforçado a sua oferta Meo com novas funcionalidades e conteúdos, nomeadamente através do desenvolvimento de parcerias com os principais produtores e fornecedores de conteúdos. A 2 de Abril de 2009, a PT lançou o Meo Kids, um novo serviço interactivo para crianças e com conteúdos únicos, karaoke, vídeos e notícias. O Meo Kids está disponível para todos os clientes de TV por subscrição da PT, com um interface desenhado para dois grupos distintos: crianças dos 5 aos 7 anos e

crianças dos 7 aos 10 anos de idade, fornecendo-lhes uma melhor e mais direccionada experiência de TV de próxima geração. A 6 de Abril de 2009, a PT lançou o canal AXN em HD, disponível através de IPTV e Satélite. A 24 de Julho, a PT anunciou uma parceria com o canal generalista SIC, que reforça a sua posição competitiva tanto no serviço de TV por subscrição como em Internet. A 31 de Julho de 2009, a PT lançou o canal FOX em HD, disponível através de IPTV. Portugal foi o terceiro mercado do Mundo a lançar o FOX HD. A 15 de Outubro, a PT anunciou o lançamento do canal FOX Life, disponível através de IPTV, a partir de 1 de Janeiro de 2010. A 18 de Dezembro de 2009, a PT reforçou a sua oferta para o segmento jovem, ao lançar um novo canal exclusivo dedicado a adolescentes, SIC K, em parceria com o canal generalista SIC. Além disso, em Dezembro de 2009, a PT reforçou também a sua oferta de VoD com conteúdos exclusivos de teatro musical Português.

As campanhas de marketing do Meo continuam a beneficiar de uma elevada notoriedade no mercado Português de TV por subscrição. Com efeito, em 2009, o indicador de recordação comprovada por anúncio foi acima de 60% e a recordação espontânea de anúncios ficou acima de 40%, bem à frente de qualquer outra marca concorrente do sector. Em Maio de 2009, o Meo foi eleito "marca de 2008" pela revista especializada "Meios & Publicidade", que realiza uma iniciativa anual destinada a premiar empresas, projectos, personalidades e agências de publicidade, pelos seus feitos. Em Setembro de 2009, num estudo realizado pelo regulador das telecomunicações, o Meo foi considerado o melhor operador em termos de satisfação do cliente no sector, com a melhor pontuação no que diz respeito a melhor imagem, melhor atendimento ao cliente e a melhor relação preço/qualidade. Em Outubro de 2009, o Meo foi considerado pela Marketeer, uma revista especializada de marketing, como a melhor marca de telecomunicações em 2009. Também em 2009, a marca Meo foi também considerada "top of mind" entre todas as marcas portuguesas.

Na sequência do anúncio do investimento da PT na rede de fibra óptica FTTH (fibre-to-the-home), a PT anunciou uma parceria com a Corning, um líder mundial no fornecimento de fibra óptica. A rede de FTTH deverá permitir à PT fornecer serviços de elevada velocidade e elevada qualidade e satisfazer as necessidades e requesitos dos seus clientes. Este investimento estratégico permite à PT atingir o seu objectivo de liderança em todas as áreas de actividade no mercado doméstico e garantir um crescimento futuro rentável. Além disso, a nova rede irá suportar serviços inovadores, o que diferenciará ainda mais as ofertas da PT e desempenhará um papel importante na consolidação da tendência de crescimento da rede fixa e na redução de custos associados com manutenção e apoio ao cliente. Nesta fase inicial, a PTatingiu 965 mil casas passadas com fibra até casa do cliente. A PT anunciou, também, uma parceria com a Cisco, com o objectivo de desenvolver soluções de valor acrescentado para os segmentos residencial e empresarial, a qual deverá permitir à PT manter uma vantagem competitiva nas soluções mais avançadas de telecomunicações nestes segmentos. Como parte desta aliança, a PT lançou o serviço de TelePresença, disponibilizando-o em Lisboa, Porto, Madeira e Açores.

Em 2009, as receitas operacionais da rede fixa aumentaram 0,8% face a 2008, para 1.948 milhões de euros, apesar do aumento de pressão nos preços nos segmentos empresarial e PME/SOHO e da diminuição das receitas no negócio de listas telefónicas (-11,2% face ao ano anterior), em vendas de equipamento (-15,2% face ao ano anterior) e em MTRs. Apesar da contínua pressão no negócio tradicional de voz, as receitas de TV por subscrição e ADSL de retalho têm vindo a aumentar (+55,1% face ao ano anterior) em linha com a estratégia anunciada de abordar o mercado residencial através da oferta de serviços triple-play e doubleplay.

As receitas de retalho aumentaram 1,8% em 2009 face a 2008, para 971 milhões de euros, impulsionadas pelo crescimento das RGUs de retalho de 325 mil, nomeadamente pelos clientes de TV por subscrição (+269 mil adições líquidas em 2009), pelos clientes de banda larga de elevada qualidade (+162 mil adições líquidas pós-pagas) e pela resiliência das linhas geradoras de tráfego que decresceram 56 mil no período. O crescimento do número de RGUs por cliente contribuiu para o aumento do ARPU de retalho em 3,1% face a 2008, que chegou a 30,1 euros. O desempenho das receitas de retalho, que aumentaram pelo quarto trimestre consecutivo no quarto trimestre de 2009, revela uma aceleração sequencial contínua, apesar da forte concorrência de outros operadores fixos e de cabo, bem como de outros operadores móveis, tanto em voz como em banda larga, e num contexto de condições económicas desafiantes.

As receitas de Wholesale aumentaram 1,4% face a 2008 em 2009 para 495 milhões de euros, resultado do aumento de circuitos alugados (+15,5% face ao ano anterior) que mais do que compensou o decréscimo das receitas de tráfego (-6,0% face ao ano anterior), que foram impactadas negativamente por menores MTRs.

As receitas de dados e soluções empresariais aumentaram 5,0% em 2009 face a 2008, resultado do forte aumento das receitas de gestão de redes, outsourcing e TI (29,5% face ao ano anterior) que mais do que compensou a diminuição das receitas de VPN e circuitos alugados (-2,4% face ao ano anterior). Este desempenho foi alcançado apesar de alguma granularidade em relação à execução de alguns grandes contratos e pressão nos preços.

As outras receitas diminuiram 11,0% em 2009 face a 2008, resultado do decréscimo no negócio de listas telefónicas, que diminuiu 11,2% em 2009 face a 2008, e nas vendas de equipamentos, que diminuíram 15,2% em 2009 face ao ano anterior, na medida em que a actividade comercial, em 2009 continuou a priveligiar o marketing dos serviços triple-play e de TV por subscrição, com base no aluguer de set-top boxes.

Demonstração de resultados • rede fixa ⁽¹⁾ M ilhões de euros
4T09
4T08
∆08/09
2009
2008 ∆08/09
Receitas operacionais
501,4
495,1
1,3%
1.947,8
1.931,4 0,8%
Retalho
243,9
234,6
3,9%
971,0
953,5 1,8%
Serviços a operadores (wholesale)
125,6
122,8
2,3%
495,4
488,5 1,4%
Dados e soluções empresariais
80,0
78,8
1,5%
300,7
286,5 5,0%
Outras receitas de rede fixa
52,0
58,9
(11,8%)
180,6
203,0 (11,0%)
Custos operacionais, excluindo amortizações
306,2
284,8
7,5%
1.148,2
1.044,3 9,9%
Custos com pessoal
60,5
58,4
3,7%
233,3
226,7 2,9%
Custos directos dos serviços prestados
106,8
111,7
(4,3%)
409,0
390,9 4,6%
Custos comerciais
37,3
28,2
32,3%
118,0
112,5 4,8%
Outros custos operacionais
101,5
86,6
17,2%
387,9
314,1 23,5%
EBITDA ⁽ ²⁾
195,2
210,3
(7,2%)
799,6
887,1 (9,9%)
Custos com benefícios de reforma
22,4
12,0
86,5%
89,6
44,7 100,5%
Amortizações
139,4
107,0
30,3%
434,7
365,7 18,9%
Resultado operacional ⁽ ³⁾
33,5
91,3
(63,4%)
275,4
476,7 (42,2%)
M argem EBITDA
38,9%
42,5%
(3,5pp)
41,1%
45,9% (4,9pp)
Capex
207,4
175,7
18,1%
565,4
402,8 40,4%
Capex em % das receitas operacionais
41,4%
35,5%
5,9pp
29,0%
20,9% 8,2pp
EBITDA menos Capex
(12,2)
34,6
n.s.
234,2
484,3 (51,6%)

(1) Inclui transacções intragrupo. (2) EBITDA = resultado operacional + custos com benefícios de reforma + amortizações. (3) Resultado operacional = resultado antes de resultados financeiros e impostos + custos com o programa de redução de efectivos + menos (mais) valias na alienação de imobilizado + outros custos líquidos.

O EBITDA diminuiu 9,9% em 2009 face a 2008, demonstrando uma melhoria sequencial da tendência observada durante o ano: primeiro trimestre de 2009 (-11,0% face ao mesmo período do ano anterior), segundo trimestre de 2009 (-11,2% face ao mesmo período do ano anterior), terceiro trimestre de 2009 (- 9,9% face ao mesmo período do ano anterior) e quarto trimestre de 2009 (-7,2% face ao mesmo período do ano anterior). Os custos operacionais aumentaram 9,9% face a 2008, impulsionados principalmente pelo aumento nos outros custos operacionais (+23,5% face ao ano anterior), nomeadamente pelos custos de atendimento ao cliente e suporte, relacionados com o contínuo aumento dos clientes de TV por subscrição. Os custos directos aumentaram 4,6% face a 2008 para 409 milhões de euros, reflectindo maiores custos de programação de aproximadamente 77 milhões de euros, apesar da descida dos custos de tráfego (-15,0% face ao ano anterior). Os custos com pessoal aumentaram 2,9% face a 2008 para 233 milhões de euros, em resultado de: 1) migração de efectivos do segmento móvel doméstico, devido à reorganização dos negócios domésticos, fixo e móvel, por segmentos de cliente, e (2) suspensão do programa de redução de efectivos e foco na internalização de actividades que, anteriormente, eram terciarizadas, reduzindo assim os custos. Os custos comerciais, que aumentaram 4,8% face a 2008 para 118 milhões de euros, reflectem o aumento do custo das mercadorias vendidas (+11,3% face ao ano anterior).

Em 2009, a margem bruta diminuiu 0,4% face ao mesmo período no ano anterior, demonstrando uma melhoria significativa quando comparada com a diminuição de 4,5% em 2008. É importante salientar que no quarto trimestre de 2009, a margem bruta aumentou 0,4% face ao mesmo período no ano anterior, o melhor desempenho dos últimos dezanove trimestres, acelerando a tendência observada no terceiro trimestre de 2009 (-0,1% face ao mesmo período do ano anterior), confirmando assim o sucesso do Meo enquanto factor chave para a inversão da tendência do negócio de rede fixa. A margem EBITDA foi de 41,1% em 2009.

O Capex aumentou de 403 milhões de euros em 2008 para 565 milhões de euros em 2009. O capex foi direccionado, principalmente, para investimentos em: (1) construção da rede FTTH, que permite maior largura de banda tanto para clientes residenciais como corporate, e (2) implementação de serviços de IPTV, em resultado do aumento de clientes de TV por subscrição, que representam cerca de um terço do total do capex da rede fixa. No final de 2009, a PT tinha 965 mil casas, em construção ou disponíveis com FTTH.

Móvel Portugal

Em 2009, o total de clientes da TMN aumentou 4,6% face a 2008, para 7.252 mil e as adições líquidas atingiram 319 mil. O aumento de base de clientes na TMN continuou a ser impulsionado pelas adições líquidas de banda larga móvel. No final de 2009, os clientes pós-pagos representavam 30,8% da base total de clientes, um aumento de 2,9pp face ao ano anterior.

Em 2009, a TMN investiu significativamente na diferenciação do seu portfólio de equipamentos e serviços. A TMN disponibiliza aos seus clientes serviços de valor acrescentado e de dados, tais como: (1) "internetnotelemóvel", um serviço de internet e um portal inovador, desenvolvido exclusivamente para a TMN, que permite o acesso à internet através de telefones móveis em qualquer lugar e a qualquer momento; (2) "musicbox", o primeiro serviço de download ilimitado de músicas, quer para telefones móveis como para PCs; (3) "meo mobile", um serviço móvel de TV, disponível através da marca Meo, acessível em qualquer lugar, com acesso a 38 canais, incluindo conteúdos ao vivo; (4) "App Store", uma loja de aplicações móveis, com centenas de aplicações, tanto gratuitas como pagas, e com uma grande variedade de áreas de interesse, nomeadamente desporto, notícias, viagens, etc, e (5) "pond", um agregador online de aplicações de média e redes sociais com três áreas principais: conteúdos gerados pelo utilizador, tais como fotos e vídeos, em parceria com o portal Sapo,Flickr, Picasa e Youtube; redes sociais, nomeadamente Facebook, e blogging através do Twitter, Sapo blogs e Blogger, e (6) MMS Face Fun, um serviço exclusivo e inovador que permite a transformação de fotografias dos clientes através da fusão com outra fotografia.

Dados operacionais • móvel Portugal ⁽¹⁾
4T09
4T08
∆08/09
2009 2008 ∆08/09
Clientes ('000)
7.252
6.933
4,6%
7.252
6.933 4,6%
Adições líquidas ('000)
180
212
(15,1%)
319 680 (53,1%)
Tráfego total (milhões de minutos)
2.595
2.316
12,0%
9.848 9.047 8,9%
M OU (minutos)
121
113
7,1%
117
115 1,8%
ARPU (euros)
15,9
17,5
(8,8%)
16,2 18,1 (10,6%)
Cliente
13,8
14,9
(6,9%)
14,0 14,9 (5,8%)
Interligação
1,8
2,3
(20,8%)
1,9 2,9 (34,7%)
Dados em % das receitas de serviço (%)
23,7
22,9
0,8pp
23,1 20,4 2,6pp
SARC (euros)
36,7
43,3
(15,1%)
36,0 38,0 (5,3%)
Trabalhadores
1.004
1.082
(7,2%)
1.004 1.082 (7,2%)

(1) Inclui subscritores MVNO.

Adicionalmente, a TMN possui também um amplo portfólio de equipamentos, que é continuamente actualizado de maneira a suportar uma oferta de serviços inovadora e a sustentar o carácter diferenciador da TMN no mercado. No segundo trimestre de 2009, a TMN lançou o Bluebelt, o primeiro smartphone da marca TMN, um equipamento high-end com tecnologia 3,5G para banda larga móvel, com velocidades até 7,2Mbps, e-mail em tempo real, câmera de 3,2 Mpx e foco automático, flash e zoom, câmera de vídeo, leitor de MP3, Windows Live Messenger, aplicação Meo Mobile e acesso directo a conteúdos. No terceiro trimestre de 2009, a TMN lançou o HTC Magic, o primeiro smartphone disponibilizado em Portugal a utilizar a plataforma de acesso livre Android, permitindo uma experiência única em banda larga móvel e em serviços interactivos e conteúdos. A TMN continuou a liderar o desenvolvimento do mercado de smartphones em Portugal, através do lançamento, em estreia mundial, do Microsoft Windows Phone, com base na plataforma Windows Mobile 6,5, que permite uma nova e integrada gestão de aplicações, tarefas, e-mails, mensagens e navegação por GPS. Este sistema operativo foi disponibilizado em vários equipamentos terminais: TMN Bluebelt, TMN Silverbelt, Samsung Omnia II i8000 e Samsung lite B7300. No quarto trimestre de 2009, a TMN, mantendo um forte ritmo de inovação, lançou, em parceria com a SonyEricsson, o modelo AINO, que permite o acesso remoto à PlayStation 3 e que pode ser adquirido individualmente ou num pacote com uma playstation e um jogo.

A TMN está concentrada no aumento da penetração, assim como da utilização, de smartphones, não só através do lançamento de equipamentos de marca própria a baixo preço mas também por disponibilizar smartphones em planos pré-pagos. Como evidência deste esforço, em Outubro de 2009, a TMN iniciou a comercialização do BlackBerry Curve 8520 com um tarifário pré-pago e a sua campanha de Natal foi centrada na promoção de smartphones e equipamentos com ecrã sensível ao toque.

Em 2009, a banda larga móvel continuou a ser uma prioridade chave, com a TMN a lançar, na sequência do primeiro projecto-piloto a nível mundial, um novo serviço de banda larga móvel com base em HSPA+ que disponibiliza velocidades até 21Mbps. A TMN lançou também uma nova oferta pré-paga de banda larga móvel com velocidade de download de 1 Mbps, que permite a navegação por um período de dez horas não consecutivas, num intervalo de 180 dias, com downloads ilimitados, pelo preço de 10 euros. Em Fevereiro de

2009, num estudo realizado pelo regulador das telecomunicações, a TMN foi considerada como o operador com a melhor cobertura e o melhor serviço 3G em todo o país. A TMN cobre actualmente todas as capitais de distrito também com 3,5G. Adicionalmente, em Abril de 2009, também num estudo realizado pelo regulador das telecomunicações, a TMN foi considerada o operador de banda larga móvel com o melhor desempenho e fiabilidade. A TMN foi, também, eleita pelos leitores da "PC Guia", uma revista especializada, como o melhor fornecedor de banda larga móvel em Portugal pelo segundo ano consecutivo.

A TMN continuou a investir na diferenciação e reconhecimento da sua marca em 2009. Em Outubro de 2009, a TMN lançou uma inovadora campanha de marketing para celebrar ter atingido o importante objectivo de 7 milhões de clientes. Ainda em Outubro de 2009, a TMN, de maneira a chegar ao segmento mais jovem, patrocinou a nona etapa do campeonato de surf, o ASP World Tour 2009, que se realizou pela primeira vez em Portugal. Como resultado deste contínuo investimento, a TMN é a marca mais reconhecida entre os operadores móveis e a segunda em termos de "top of mind" de todas as marcas Portuguesas, logo atrás da marca Meo da PT.

Em 2009, os serviços de dados não SMS e de valor acrescentado continuaram a contribuir para o crescimento das receitas, aumentando em 27,3% face a 2008 e representando 59,0% do total de receitas de dados, que cresceram 9.0pp face ao ano anterior. Este crescimento dos serviços de dados não SMS continuou a ser suportado pelo crescimento sustentável do desempenho e da utilização da banda larga móvel, em particular dos smartphones e outros equipamentos móveis com acesso a dados. Durante o ano, o total de receitas de dados representou 23,1% das receitas de serviços, aumentando 2,6pp em relação ao ano anterior.

O ARPU da TMN decresceu 10,6% em 2009 face a 2008 para 16,2 euros, em resultado de: (1) forte aumento de clientes; (2) aumento da penetração dos serviços em segmentos de menor rendimento, e (3) descida das MTRs. Com efeito, o ARPU de interligação diminuiu 34,7% face ao ano anterior. Em 2009, o tráfego total cresceu 8,9% face a 2008 para 9.848 milhões de minutos, impulsionado, principalmente, pelo tráfego de saída que cresceu 11,5%. O crescimento da base de clientes (+4,6% que no final do ano anterior) juntamente com o aumento da penetração de tarifas flat para comunicações on-net tem impulsionado o crescimento do tráfego no período.

Em 2009, as receitas operacionais da TMN ascenderam a 1.518 milhões de euros, um decréscimo de 4,8% face ao ano anterior (-76 milhões de euros), principalmente devido ao impacto negativo de 62,1 milhões de euros, em resultado de menores MTRs, e da descida em 9,6% face a 2008 na venda de equipamentos (-15 milhões de euros). As receitas de serviço diminuiram 4,6% face ao ano anterior (-65 milhões de euros), com o aumento de 0,5% face a 2008 das receitas de cliente a não ser suficiente para compensar a diminuição das receitas de interligação (-30,3% face ao ano anterior) devido aos cortes regulamentados das MTRs e à diminuição das receitas de roaming. Excluindo as menores MTRs, as receitas operacionais e de serviços teriam aumentado, respectivamente, 0,9% e 0,2% face ao mesmo período no ano anterior.

Demonstração de resultados • móvel Portugal ⁽¹⁾ M ilhões de euros
4T09
4T08
∆08/09
2009 2008 ∆08/09
Receitas operacionais
382,8
411,6
(7,0%)
1.517,8 1.593,6 (4,8%)
Prestação de serviços
340,4
357,2
(4,7%)
1.360,0 1.424,9 (4,6%)
Cliente
295,8
303,8
(2,6%)
1.173,4 1.167,3 0,5%
Interligação
39,5
47,7
(17,2%)
161,0 231,2 (30,3%)
Roamers
5,1
5,7
(10,2%)
25,5 26,4 (3,5%)
Vendas
39,4
52,2
(24,6%)
144,1 159,4 (9,6%)
Outras receitas operacionais
3,1
2,2
38,2%
13,7 9,3 47,3%
C usto s o peracio nais, excluindo amo rtizaçõ es
216,1
247,2
(12,6%)
843,7 911,7 (7,5%)
Custos com pessoal
10,9
12,3
(11,4%)
48,3 51,9 (6,8%)
Custos directos dos serviços prestados
63,6
63,6
(0,1%)
259,4
279,3 (7,1%)
Custos comerciais
75,5
100,4
(24,8%)
276,6 323,9 (14,6%)
Outros custos operacionais
66,1
71,0
(6,9%)
259,3 256,6 1,0%
EBITDA ⁽ ²⁾
166,7
164,3
1,5%
674,1 681,9 (1,1%)
Amortizações
63,6
59,5
6,8%
220,9
231,7 (4,6%)
Resultado operacional ⁽ ³⁾
103,2
104,8
(1,6%)
453,2 450,2 0,7%
M argem EBITDA
43,6%
39,9%
3,6pp
44,4%
42,8% 1,6pp
Capex ⁽⁴⁾
73,9
117,3
(37,0%)
180,1 244,6 (26,4%)
Capex em % das receitas operacionais
19,3%
28,5%
(9,2pp)
11,9% 15,3% (3,5pp)
EBITDA menos Capex
92,8
47,0
97,4%
494,1 437,3 13,0%

(1) Inclui transacções intragrupo. (2) EBITDA = resultado operacional + amortizações. (3) Resultado operacional = resultado antes de resultados financeiros e impostos + custos com o programa de redução de efectivos + menos (mais) valias na alienação de imobilizado + outros custos líquidos. (4) Exclui os compromissos adicionais no âmbito os termos da licença UMTS (11,5 milhões de euros no primeiro trimestre de 2009).

As receitas de cliente aumentaram 0,5% face a 2008, para 1.173 milhões de euros (-6 milhões de euros), suportadas pelo aumento de clientes, nomeadamente de banda larga móvel, apesar das condições económicas adversas terem afectado o segmento empresarial e PME/SOHO. As receitas de interligação decresceram 30,3% em 2009 face a 2008, para 161 milhões de euros (-70 milhões de euros), em resultado do decréscimo das MTRs, de 11 cêntimos de euro por minuto no início de 2008 para 6,5 cêntimos de euro a partir de 1 de Abril de 2009, data em que a TMN implementou integralmente a descida de taxas impostas pelo regulador. As vendas de equipamentos diminuíram 9,6% face a 2008 (-15 milhões de euros) devido, principalmente, a menores preços dos equipamentos terminais móveis.

O EBITDA diminuiu 1,1% em 2009 face a 2008 para 674 milhões de euros, em resultado do decréscimo das MTRs, o que teve um impacto negativo de 29,8 milhões de euros. Ajustado por este impacto negativo, o EBITDA teria aumentado 3,2%. Os custos operacionais, excluindo as amortizações, decresceram 7,5% em 2009 face a 2008, para 844 milhões de euros, suportados por uma rigorosa disciplina de custos: (1) as despesas com pessoal decresceram 6,8% em 2009 face ao ano anterior, reflectindo os ganhos de eficiência em resultado da reorganização das operações domésticas da PT por segmentos de cliente e integração fixomóvel, (2) os custos comerciais diminuiram 14,6% face a 2008, para 277 milhões de euros, resultado do contínuo enfoque na redução da variedade de equipamentos que integram o portfólio da TMN e do aumento do número de equipamentos exclusivos e também de menor SARC, e (3) os custos directos, que incluem principalmente custos de telecomunicações, decresceram 7,1% face ao ano anterior para 259 milhões de euros, devido ao impacto positivo de menores MTRs. O SARC unitário, que inclui custos de marketing, subsídios a equipamentos e comissões, diminuiu 5,3% em 2009 face a 2008. A margem EBITDA foi de 44,4% em 2009, aumentando 1,6pp quando comparada com 42,8% em 2008.

O capex decresceu 26,4% face a 2008, para 180 milhões de euros. A diminuição do capex da TMN em 2009 é explicada, principalmente, pelos contínuos investimentos na implementação das redes 3G/3,5G, tanto em termos de capacidade como de cobertura, realizados em 2008, o que resultou numa melhoria da qualidade dos serviços de voz e dados da TMN. O capex continuou a ser dirigido, principalmente, para a expansão da capacidade e cobertura de rede, em resultado do aumento da utilização e da melhoria dos serviços móveis de voz e dados prestados a clientes. Aproximadamente 70% do capex de rede está a ser direccionado para as redes 3G e 3,5G. Como resultado de um rigoroso controlo de custos e de capex, o EBITDA menos capex da TMN aumentou 13,0% para 494 milhões de euros em 2009.

Negócios Internacionais

Móvel Brasil - Vivo

Em 2009, a base de clientes da Vivo aumentou 15,1% para 51.744 mil face a 2008, superando a marca dos 50 milhões de clientes em Dezembro. As redes GSM e 3G representavam 43.504 mil clientes no final de Dezembro de 2009, o equivalente a 84,1% do total de clientes (+14,9pp face ao ano anterior). Em 2009, as adições líquidas atingiram 6.799 mil, decrescendo 9,0%, o que se explica pela tendência de desaceleração observada no mercado em 2009 comparativamente a 2008, pela intensa proliferação de cartões SIM e pelo enfoque da Vivo em reter e manter a sua base de clientes, nomeadamente clientes de maior valor, não obstante o facto de no quarto trimestre de 2009 as adições líquidas terem aumentado 8,6% face ao mesmo período do ano anterior, atingindo 2.897 mil e impulsionadas por: (1) a mais abrangente e diferenciada oferta, nomeadamente em termos de planos pós-pago e equipamentos; (2) fortes campanhas de marketing, nomeadamente durante o Natal, com o objectivo de aumentar a utilização e de retenção e manutenção da base de clientes da Vivo, e pela (3) liderança em qualidade e cobertura 3G. O aumento das adições líquidas no quarto trimestre de 2009, permitiu à Vivo apresentar 37,0% de quota de mercado de adições líquidas, valor muito superior a qualquer um dos seus concorrentes, reforçando assim a sua liderança pelo segundo trimestre consecutivo. Em Novembro de 2009, com o objectivo de reforçar a sua oferta pós-paga, a Vivo lançou um novo plano de preços, "Vivo Você", que inclui mais serviços e que tem sido muito bem sucedido em termos de angariação de novos clientes. Em resultado da qualidade e equilíbrio da sua oferta, a Vivo é a operadora que mais clientes ganhou em termos de portabilidade de números, desde a sua implementação no Brasil.

O total de minutos transportado pela Vivo aumentou 27,6% face a 2008, suportado pelo crescimento do tráfego de rede, resultado do sucesso das recentes campanhas de marketing centradas no aumento da utilização. Num cenário de forte crescimento de utilização, nomeadamente no segundo semestre de 2009, o tráfego de entrada aumentou ligeiramente em 0,9% face a 2008, em resultado da aceleração da migração fixo-móvel. O MOU total da Vivo aumentou 6,3% em 2009 face a 2008, atingindo os 92 minutos, impulsionado pelo MOU de saída (+18,5% face ao ano anterior).

Dados operacionais • móvel Brasil ⁽¹⁾
4T09 4T08
∆08/09
2009
2008 ∆08/09
Clientes ('000)
51.744
44.945
15,1%
51.744
44.945 15,1%
Quota de mercado (%)
29,7
29,8
(0,1pp)
29,7
29,8 (0,1pp)
Adições líquidas ('000)
2.897
2.668
8,6%
6.799
7.475 (9,0%)
Tráfego total (milhões de minutos)
17.858
11.078
61,2%
52.106
40.843 27,6%
M OU (minutos)
119
85
39,8%
92
86 6,3%
ARPU (reais)
26,1
29,1
(10,4%)
26,4
29,2 (9,5%)
Cliente
16,0
17,2
(7,2%)
15,9
16,8 (5,8%)
Interligação
9,9
11,6
(14,7%)
10,3
12,1 (14,8%)
Dados em % das receitas de serviço (%)
16,0
10,0
5,9pp
13,6
10,2 3,4pp
SARC (reais)
54,2
74,1
(26,8%)
75,6
82,5 (8,4%)
Trabalhadores
10.598
8.386
26,4%
10.598
8.386 26,4%

(1) Dados operacionais calculados utilizando os princípios contabilísticos brasileiros.

O ARPU total da Vivo atingiu 26,4 reais em 2009, um decréscimo de 9,5% face a 2008, resultado do crescimento da base de clientes, da maior penetração dos serviços móveis nos segmentos de baixos

rendimentos e das campanhas destinadas a estimular a utilização. O ARPU de cliente diminuiu 5,8% face a 2008, para 15,9 reais, devido a ofertas com promoções e bónus incluídos num cenário de intensa competitividade e penetração de múltiplos cartões SIM. O ARPU de interligação diminuiu 14,8% face ao ano anterior, resultado da migração fixo-móvel. O ARPU foi positivamente impactado pelo crescimento do ARPU de dados, que por sua vez foi impulsionado por conectividade e aplicações de dados.

As receitas operacionais da Vivo, apresentadas em reais e em conformidade com as IFRS, aumentaram 7,0% em 2009 face a 2008, para 17.369 milhões de reais, resultado do crescimento das receitas de serviço (+9,8% face ao mesmo período no ano anterior), impulsionado pelo forte crescimento em clientes e serviços de dados, suportado principalmente pela banda larga móvel. As receitas de dados aumentaram 44,0% em 2009 face a 2008, e representam já 13,6% (+3,4pp face ao ano anterior) das receitas de serviço. Os factores de crescimento dos serviços de dados foram: (1) conectividade da banda larga móvel, devido ao forte crescimento da base de clientes, (2) o aumento da utilização SMS/MMS de pessoa para pessoa, em resultado de maiores recargas e activações de planos pós-pagos com benefícios em dados; (3) promoções para a utilização de conteúdos SMS (interactividade com acções na TV ou outro dispositivo de média), e (4) o lançamento de novos serviços, nomeadamente "Vivo Avisa" e "Vivo Informa". Para aumentar a penetração de smartphones e a utilização de dados, a Vivo lançou várias iniciativas de marketing em 2009, tais como: (1) "Motocubo", um smartphone destinado ao segmento jovem com acesso simplificado aos sites de redes sociais, e (2) "O meu primeiro Smartphone" campanha que oferece o smartphone após o estabelecimento de um contrato pós-pago com banda larga incluída. As receitas de serviço foram negativamente impactadas pela desaceleração das receitas de interligação, na medida em que o mercado tem estado mais focado em campanhas de tráfego na rede, o que motiva uma redução no tráfego de entrada e a substituição de tráfego fixo-móvel. As vendas de equipamentos diminuíram 17,2% em 2009 face a 2008 para 1.299 milhões de reais, em resultado um maior enfoque em ofertas assentes apenas em cartões SIM.

Demonstração de resultados • móvel Brasil ⁽¹⁾ M ilhões de reais
4T09
4T08
∆08/09
2009
2008 ∆08/09
Receitas operacionais
4.543,8
4.517,4
0,6%
17.368,6
16.225,6 7,0%
Prestação de serviços
4.069,0
3.944,9
3,1%
15.680,6
14.280,5 9,8%
Vendas
383,8
461,2
(16,8%)
1.299,2
1.568,5 (17,2%)
Outras receitas operacionais
91,1
111,3
(18,2%)
388,8
376,6 3,3%
C usto s o peracio nais, excluindo amo rtizaçõ es
3.148,1
3.153,1
(0,2%)
12.125,9
11.774,0 3,0%
Custos com pessoal
250,1
212,0
18,0%
890,9
770,6 15,6%
Custos directos de serviços prestados
887,4
833,3
6,5%
3.395,3
3.028,1 12,1%
Custos comerciais
1.028,7
1.199,3
(14,2%)
3.994,3
4.252,4 (6,1%)
Outros custos operacionais
982,0
908,5
8,1%
3.845,4
3.722,9 3,3%
EBITDA ⁽ ²⁾
1.395,7
1.364,2
2,3%
5.242,7
4.451,6 17,8%
Amortizações
1.008,1
898,2
12,2%
3.981,4
3.320,1 19,9%
Resultado operacional ⁽ ³⁾
387,6
466,1
(16,8%)
1.261,4
1.131,5 11,5%
M argem EBITDA
30,7%
30,2%
0,5pp
30,2%
27,4% 2,7pp
Capex ⁽⁴⁾
670,4
1.221,9
(45,1%)
2.329,5
2.728,8 (14,6%)
Capex em % das receitas operacionais
14,8%
27,0%
(12,3pp)
13,4%
16,8% (3,4pp)
EBITDA menos Capex
725,3
142,3
n.s.
2.913,2
1.722,9 69,1%

(1) Informação preparada de acordo com as IFRS. (2) EBITDA = resultado operacional + amortizações. (3) Resultado operacional = Resultado antes de resultados financeiros e impostos + menos (mais) valias na alienação de imobilizado + outros custos líquidos. (4) Exclui a aquisição de licenças 3G no Brasil (227 milhões de euros no segundo trimestre de 2009).

O EBITDA aumentou 17,8% para 5.243 milhões de reais em 2009 face ao ano anterior, suportado pelo crescimento das receitas de serviço e pelo controlo de custos. Os custos comerciais decresceram 6,1% face

a 2008 enquanto o SARC unitário, que inclui custos de marketing, subsídios de equipamentos e comissões, decresceu 8,4% em 2009 face a 2008. Este desempenho dos custos comerciais é explicado por: (1) diminuição da subsidiação, devido à maior comercialização de equipamentos GSM e de cartões SIM; (2) diminuição do custo das mercadorias vendidas, devido ao impacto da valorização do real, e (3) enfoque da Vivo na retenção dos melhores clientes e no up-selling de serviços com o objectivo de aumentar o share of wallet. Num cenário de intensa concorrência e de campanhas agressivas, a margem EBITDA aumentou 2,7pp para 30,2% em 2009.

O capex decresceu 14,6% em 2009 face ao ano anterior, para 2.329 milhões de reais, e foi essencialmente direccionado para: (1) aumento de capacidade da rede de forma a suportar o crescimento acelerado da base de clientes observado na Vivo, nomeadamente na rede 2G; (2) expansão da cobertura das redes 3G e 3,5G; (3) contínua expansão da cobertura nos estados do nordeste no seguimento do lançamento do serviço em Outubro de 2008 e do pré-pago em Setembro de 2009, (4) melhoria da qualidade da rede de forma a continuar a ter a melhor qualidade e a ser a mais fiável rede no Brasil, e (5) investimentos nos serviços de atendimento ao cliente e sistemas de informação. No final de Dezembro, a rede 3G assegurava a cobertura de 579 municípios, atingindo mais de 60% do total da população Brasileira.

Outros investimentos internacionais

Em 2009, os activos internacionais excluindo a Vivo, numa base pro-forma, aumentaram a sua contribuição para as receitas e EBITDA proporcionais em 23,0%, para 513 milhões de euros, e em 31,2%, para 221 milhões de euros, respectivamente. Este desempenho foi alcançado em resultado de um forte crescimento de clientes e de rentabilidade, impulsionado pelo controlo de custos.

Demonstração de resultados proporcional dos activos internacionais ⁽¹⁾ M ilhões de euros
4T09
4T08
∆08/09
2009 2008 ∆08/09
Receitas operacionais
134,2
114,1
17,7%
512,9 416,9 23,0%
EBITDA ⁽ ²⁾
55,5
48,1
15,3%
221,5 168,8 31,2%
Amortizações
11,8
8,7
36,4%
43,3 32,3 34,3%
Resultado operacional ⁽ ³⁾
43,7
39,5
10,7%
178,2 136,5 30,5%
M argem EBITDA
41,4%
42,2%
(0,8pp)
43,2% 40,5% 2,7pp

(1) Consolidação pro-forma dos activos internacionais, considerando as participações detidas pela PT. Exclui investimentos na Vivo e na Médi Télécom, que foi alienada. (2) EBITDA = resultado operacional + amortizações. (3) Resultado operacional = resultado antes de resultados financeiros e impostos + menos (mais) valias na alienação de imobilizado + outros custos líquidos.

Tabela 23 _ Dest. dos princ. activos em África e na Ásia (2009) ⁽ ¹⁾ milhares ( client es) , milhõ es ( f inanceiros)
Posição Clientes Rec. local ∆08/09 EBITDA local ∆08/09 M argem Rec. euro EBITDA euro
Unitel ⁽²⁾ ⁽⁴⁾ 25,00% 5.700 1.562 23,0% 1.030 33,7% 65,9% 1.120 738
MTC ⁽³⁾ ⁽⁴⁾ 34,00% 1.363 1.444 10,8% 772 21,1% 53,5% 124 66
CVT ⁽³⁾ ⁽⁴⁾ 40,00% 374 7.775 (3,5%) 4.561 (6,8%) 58,7% 71 41
CTM ⁽²⁾ 28,00% 833 2.439 (0,1%) 1.133 4,2% 46,5% 219 102
CST ⁽³⁾ ⁽⁴⁾ 51,00% 89 269.216 36,9% 75.119 14,3% 27,9% 12 3
Timor Telecom ⁽³⁾ 41,12% 355 49 26,3% 25 21,2% 51,4% 35 18

(1) Referente a 100% das empresas. A PT tem contratos de gestão na CVT, CST e Timor Telecom. (2) Método de equivalência patrimonial (3) Método de consolidação integral. (4) Estas participações são detidas pela Africatel, a qual é controlada em 75% pela PT.

Em 2009, as receitas operacionais e o EBITDA da Unitel aumentaram 23,0% e 33,7%, face a 2008, para 1.562 milhões de dólares e 1.030 milhões de dólares, respectivamente, sustentados por um forte crescimento

de clientes, não obstante a desvalorização do kuanza que foi mais acentuada no 4T09. As adições líquidas totalizaram 1.128 mil em 2009, com a base total de clientes a atingir 5.700 mil clientes no final de Dezembro de 2009, um aumento de 24,7% face ao mesmo período do ano anterior. Em 2009, o ARPU foi de 25,0 dólares, um decréscimo de 5,7% em relação a 2008, devido principalmente à desvalorização do kwanza.

Em 2009, as receitas e o EBITDA da MTC aumentaram 10,8% e 21,1% face a 2008, respectivamente. A margem EBITDA aumentou para 53,5% em 2009. A base de clientes atingiu 1.363 mil no final de Dezembro de 2009, um aumento de 26,5% face ao mesmo período do ano anterior, com adições líquidas de 285 mil. Os clientes pós-pagos aumentaram 13,3%, correspondendo a 7,0% da base total de clientes. O ARPU foi de 95,3 dólares namibianos, um decréscimo de 16,9% face a 2008, em resultado do aumento de clientes no período.

As receitas da CVT decresceram 3,5% em 2009 face ao mesmo período do ano anterior, para 7.775 milhões de escudos cabo-verdianos, enquanto o EBITDA diminuiu 6,8% face a 2008, para 4.561 milhões de escudos cabo-verdianos. A margem EBITDA foi de 58,7% em 2009. Os clientes do segmento móvel aumentaram 15,2% para 291 mil. O ARPU foi de 1.369 escudos cabo-verdianos, diminuindo 32,2% no período, em resultado do crescimento de clientes e da diminuição das receitas de roaming.

As receitas da CTM decresceram 0,1% em 2009 face a 2008, para 2.439 milhões de patacas, beneficiando de uma melhoria na tendência num cenário de recuperação económica verificado no 4T09. O EBITDA aumentou 4,2%, para 1.133 milhões de patacas, com o forte controle de custos a mais do que compensar a pressão económica sobre as receitas. A margem EBITDA aumentou para 46,5% em 2009. No segmento móvel, os clientes aumentaram 19,5% face a 2008, atingindo 525 mil no final de Dezembro de 2009. Em 2009, o ARPU do segmento móvel da CTM diminuiu 26,0% para 104,3 patacas, em resultado do crescimento de clientes no período.

Em 2009, as receitas operacionais e o EBITDA da CST aumentaram, face a 2008, 36,9% para 269,2 mil milhões de dobras e 14,3% para 75,1 mil milhões de dobras, respectivamente. A margem EBITDA foi de 27,9%. No segmento móvel, a CST tinha 81 mil clientes no final de Dezembro de 2009, um aumento de 59,9% face a 2008. O ARPU do segmento móvel ascendeu a 208 dobras em 2009, um decréscimo de 21,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em 2009, as receitas e o EBITDA da Timor Telecom aumentaram, face a 2008, 26,3% e 21,2%, para 49 milhões de dólares e 25 milhões de dolares, respectivamente, em resultado principalmente do forte aumento do número de clientes do segmento móvel. A margem EBITDA foi de 51,4%. Na Timor Telecom, as adições líquidas do segmento móvel foram 226 mil, trazendo a base total de clientes para 351 mil no final de Dezembro de 2009, um aumento de 180,7% face a 2008. Este crescimento significativo da base de clientes foi conseguido em consequência do lançamento de novas ofertas comerciais e do investimento na cobertura da rede. O ARPU do segmento móvel ascendeu, em 2009, a 17,9 dólares, um decréscimo de 31,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, em resultado do forte aumento de clientes no período.

07 Recursos humanos

Núm ero de trabalhadores e rácios de produtividade
2009 2008 Variação ∆ 09/08
Operações domésticas 10,978 10,440 538 5.2%
Rede fixa 6,450 6,183 267 4.3%
Móvel Portugal • TMN 1,004 1,082 (78) (7.2%)
Outros 3,524 3,175 349 11.0%
Negócios internacionais 26,043 21,530 4,513 21.0%
Móvel Brasil • Vivo (1) 5,299 4,193 1,106 26.4%
Outros 20,744 17,337 3,407 19.7%
Trabalhadores do Grupo 37,021 31,970 5,051 15.8%
Acessos fixos por trabalhador 711 696 15 2.2%
Cartões móveis por trabalhador
TMN 7,223 6,418 805 12.5%
Vivo 4,882 5,360 -478 (8.9%)

No final de 2009, o número de trabalhadores da PT era 37.021, dos quais 29,7% estavam alocados às operações domésticas. No negócio de rede fixa, o número total de empregados aumentou 4,3 %, como resultado da reorganização da gestão no negócio doméstico por segmento de clientes e da gestão integrada dos negócios fixo e móvel, com o número de acessos por empregado, a atingir os 711. Na TMN, o número de empregados diminuiu 7,2% face a 2008, enquanto o número de cartões por trabalhador aumentou 12,5% para 7.223 cartões. Em 31 de dezembro de 2009, o número total de trabalhadores da Vivo aumentou 26,4% face ao ano anterior, para 10.598 (100% da Vivo). O número de cartões por trabalhador diminuiu 8,9% para 4.882 cartões.

Remuneração accionista

Em termos de remuneração accionista, a PT distribuiu aproximadamente 504 milhões de euros aos seus accionistas em 2009, através do pagamento de um dividendo de 57,5 cêntimos de euro por acção pagos em abril de 2009, relativos ao ano fiscal de 2008.

Em 14 de Maio de 2009, a PT anunciou que o Conselho de Administração aprovou a intenção de submeter à aprovação dos accionistas na Assembleia Geral Anual de Accionistas, o pagamento de um dividendo de 0,575 euros por acção relativo ao ano fiscal encerrado em 31 de dezembro de 2009, dependente das condições de mercado da situação financeira da PT. O pagamento deste dividendo deverá ter lugar após aprovação na próxima Assembleia Geral, que se realizará em 16 de abril de 2010.

O Conselho de Administração aprovou também, em 14 de maio de 2009, a intenção de apresentar à Assembleia Geral o dividendo de 0,575 euros por acção para o ano encerrado de 2010 e 2011, sujeito às condições de mercado, à situação financeira da PT e outros factores considerados relevantes pela Administração. Como tal, a PT reforça o seu compromisso de proporcionar um retorno atractivo para os seus accionistas, mantendo a flexibilidade financeira que permita investir em novos produtos e serviços, mantendo a sua posição competitiva de longo prazo.

Em 31 de Dezembro de 2009 e à data de publicação deste relatório, a PT detinha contratos de equity swap relativos a 20.640.000 acções, adquiridos ao abrigo do programa de share buyback. O número total de acções em circulação, excluindo as acções próprias, registados em balanço ascende a 875.872.500

Estrutura accionista

A PT tem uma estrutura accionista diversificada, com cerca de dois terços do seu capital social detido por acionistas estrangeiros, estando essencialemente repartidos entre os Estados Unidos e a Europa. O mercado português e o Reino Unido têm vindo a aumentar seu peso no capital da PT, representando 36% e 21%, respectivamente da base accionista. A Europa e os EUA representam aproximadamente 19% e 23%, respectivamente, do capital da empresa.

No final de 2009, as participações dos accionistas qualificados representavam mais de 50% do capital social da PT, conforme se verifica na tabela seguinte:

Data da informação
Entidades
Nº de Acções
% do capital % dos direitos de voto
17/Dez/08
Telefónica
89.651.250
10,00%
31/Dez/08
Brandes Investments Partners
84.975.020
9,48%
31/Dez/09
Grupo Espirito Santo
71.660.806
7,99%
31/Dez/09
Grupo Caixa Geral de Depósitos
65.410.185
7,30%
31/Dez/09
Ongoing Strategy Investments
60.404.969
6,74%
Participações qualificadas
10,00%
7,52%
7,99%
7,30%
6,74%
15/Dez/08 Grupo Barclays (1) 23.924.243 2,54% 2,54%
05/Jun/07
Grupo Visabeira
22.667.473
2,01%
2,01%
07/Dez/09
BlackRock Inc.
21.025.118
2,35%
2,35%
Controlinveste Comunicações (2)
04/Abr/08
20.421.247
2,17%
2,17%
09/Jun/09
Norges Bank
17.991.955
2,01%
2,01%

(1) A PT divulgou ainda, no dia 19 de Janeiro de 2010, que o Barclays Plc passou a det er uma part icipação inf erior a 2% dos direit os de vot o correspondent es ao capit al social da PT. (2) A PT divulgou ainda, no dia 3 de Fevereiro de 2010, que (i) em 27 de Janeiro de 2010, a Cont rolinvest e Comunicações, SGPS, S.A. t ransf eriu, no âmbit o de operação de aument o de capit al social por ent radas em espécie, a t it ularidade sobre 20.419.325 acções da PT, correspondent es a 2,28% do respect ivo capit al social para a Cont rolinvest e Int ernat ional, S.À.R.L.; e (ii) em 28 de Janeiro de 2010, a Cont rolinvest e Int ernat ional, S.À.R.L. alienou em operação f ora de mercado regulament ado à Cont rolinvest e Int ernat ional Finance, S.A. 20.419.325 acções da PT, correspondent es a 2,28% do respect ivo capit al social.

Performance bolsista

Em 2009, as acções da PT ultrapassaram o desempenho do sector das telecomunicações europeu. As acções da PT fecharam o ano de 2009 a 8,52 euros, representando um aumento de 40,4% face ao ano

anterior. O índice DJ Stoxx Telecom Europe, em 2009, aumentou de 11,3% e o índice PSI-20 registou um aumento de 33,5%, no mesmo período.

Em termos de retorno total para o acionista, a PT registou um aumento de 54,9% em 2009, o que compara com 18,8% registrados pelo índice DJ Stoxx Telecom Europa durante o mesmo período, superando assim o sector.

Evolução das cotações das congéneres europeias em 2009

Entre os principais mercados financeiros, a Bovespa registrou o melhor desempenho em 2009 (+82,7%), seguido pelo Nasdaq (+43,9%). O índice PSI-20 também apresentou um desempenho positivo em 2009, tendo registado o segundo maior aumento (+33,5%) entre os mercados europeus.

Em 2009, a PT negociou um total de aproximadamente 800 milhões de acções, equivalente a uma média diária de 3,0 milhões de acções.

Em 2009, os ADRs da PT aumentaram 41,5%, tendo fechado o ano a 12,14 dólares. Em termos de transacções, negociaram-se em média aproximadamente 150 mil ADRs por dia, em 2009, na Bolsa de Nova Iorque. No final de 2009, o número de ADRs em circulação ascendia a 36,6 milhões, dos quais 78,8% eram detidas por 5 accionistas institucionais. De salientar que o programa de ADRs da PT continua a ser um dos mais activos entre os das congéneres europeias.

Desempenho obrigacionista

No que respeita à qualidade do crédito, a principal característica da PT em 2009, continuou a ser a sua capacidade de gerar, de forma sustentada, cash flows operacionais elevados, em resultado das posições de liderança nos mercados de rede fixa e móvel em Portugal e no mercado de rede móvel no Brasil, bem como da implementação contínua de iniciativas de redução de custos. Em 2009, a PT manteve uma sólida liquidez, evidenciada pelo valor significativo das disponibilidades, a que acresce a flexibilidade adicional proporcionada por linhas de crédito e de papel comercial com tomada firme disponíveis e por uma dívida que se vence ao longo de um período alargado, dada a maturidade média superior a 6 anos (em 31 de Dezembro de 2009).

Rating

Em 21 de Abril de 2009, a Standard & Poor's anunciou a revisão do rating de crédito atribuído à Portugal Telecom, elevando o rating de longo prazo de BBB- para BBB e o rating de curto prazo para de A-3 para A-2, com outlook estável. De acordo com a S&P, o upgrade reconhece a melhoria na dinâmica do negócio de rede fixa da PT, o fortalecimento do desempenho no Brasil, permitindo o pagamento de dividendos, e o desempenho robusto e consistente das operações móveis domésticas.

A Moody's confirmou o rating de Baa2 atribuído à PT, com outlook estável, enquanto a Fitch manteve o rating de BBB, melhorando o outlook de negativo para estável em 6 de Fevereiro de 2009.

Obrigações

Em 2009, a Portugal Telecom executou 3 emissões públicas de obrigações, designadamente: em 5 de Fevereiro, o aumento em €300 milhões do montante da Eurobond com vencimento em 2012, emitida em 2005; em 30 de Abril, a emissão de Eurobond no montante de €1.000 milhões com vencimento em 2013; e em 2 de Novembro, a emissão de Eurobond no montante de €750 milhões com vencimento em 2019. Adicionalmente, a PT emitiu obrigações de taxa fixa no montante de €250 milhões, com vencimento em 2017, através de colocação particular.

Em 2009, a evolução dos spreads das Eurobonds da PT foi determinada fundamentalmente pela crise global no mercado de crédito durante o primeiro trimestre e a estabilização progressiva dos mercados financeiros até ao final do ano. Até Abril, os spreads mantiveram-se em níveis relativamente próximos dos verificados no final de 2008, tendo posteriormente descido substancialmente, em consequência também da melhoria do rating de crédito anunciada pela S&P em Abril. A descida dos spreads foi especialmente significativa entre Abril e Agosto, período em que as preocupações com a situação das instituições financeiras diminuíram gradualmente e a liquidez no mercado de crédito aumentou consideravelmente.

Fonte: Bloomberg

.

A crise nos mercados financeiros e a melhoria progressiva das condições de mercado a partir do primeiro trimestre de 2009 foram também os principais factores que influenciaram o desempenho no mercado das obrigações permutáveis por acções da PT, emitidas em Agosto de 2007. Até Março, o preço de mercado destas obrigações desceu, atingindo um mínimo de 92,5% do par. A partir de meio de Março, o preço subiu significativamente em resultado do aumento do preço das acções da PT e da descida dos spreads de crédito da PT, terminando o ano a 109% do par.

Actividades de relação com investidores

A PT tem como política fornecer informação clara e transparente, numa base regular, aos seus acionistas e outros membros da comunidade financeira internacional.

Durante o ano de 2009, a PT participou em diversos eventos com investidores, nomeadamente roadshows, apresentações a analistas e investidores, reuniões e conference calls, bem como conferências para investidores na Europa e nos E.U.A.

Ao longo de 2009, a PT realizou mais de 235 reuniões com analistas e investidores. Adicionalmente, a PT realizou reuniões e conference calls na sede da empresa com analistas e investidores.

Em 2009, a PT realizou dois roadshows na Europa e dois roadshows os E.U.A. Os mais relevantes realizaram-se em Junho na Europa e em Novembro nos E.U.A, após a divulgação dos resultados dos primeiros nove meses do ano

Eventos do ano

Remuneração accionista

27.Mar.09 | No dia 27 de Março realizou-se a Assembleia Geral Anual de Accionistas da Portugal Telecom, SGPS. A aplicação do resultado líquido do exercício de 2008, no montante de 488.717.970,00 euros, acrescido de 26.776.717,50 euros constantes da rubrica de reservas livres, num total de 515.494.687,50 euros, para distribuição aos accionistas a título de dividendo, correspondendo a 0,575 euros por acção.

14.Maio.09 | A PT anunciou que o Conselho de Administração aprovou a intenção de submeter à aprovação por parte dos accionistas na próxima Assembleia Geral Anual o pagamento de um dividendo em dinheiro de 0,575 euros por acção, relativo ao ano fiscal que termina a 31 de Dezembro de 2009. Esta proposta está sujeita às condições de mercado e à condição financeira da PT prevalecentes na altura. O Conselho de Administração aprovou também a intenção de submeter à AG correspondentes o mesmo nível de dividendos por acção (0,575 euros) para os anos que terminam a 31 de Dezembro de 2010 e 2011. Esta proposta está sujeita às condições de mercado e à condição financeira da PT prevalecentes na altura e a outros factores considerados relevantes pelo Conselho de Administração.

Vivo

23.Mar.09 | A Vivo Participações S.A. ("Vivo"), a Telemig Celular Participações S.A. ("TCP") e a Telemig Celular S.A. ("TC") anunciaram a aprovação, pelos seus respectivos Conselhos de Administração, da proposta, a ser submetida aos accionistas das três empresas anteriormente referidas, de uma reestruturação societária que tem como objectivo a incorporação das acções da TC pela TCP e da TCP pela Vivo, de modo a converter a TC em subsidiária integral da TCP e a TCP em subsidiária integral da Vivo. Esta reestruturação societária pretende simplificar a estrutura organizativa actual da Vivo e suas subsidiárias, reduzindo o número de empresas cotadas na Bolsa de Valores de São Paulo ("BOVESPA") e na New York Stock Exchange ("NYSE"), e assim reduzindo os custos associados à sua cotação em mercado. Esta reestruturação deverá também traduzir-se numa maior liquidez das acções da sociedade que se manterá cotada, ou seja, da Vivo, beneficiando assim todos os accionistas da TCP, TC e Vivo, e numa maior integração e racionalização da administração das respectivas empresas.

29.Maio.09 | A Vivo Participações S.A. ("Vivo"), a Telemig Celular Participações S.A. ("TCP") e a Telemig Celular S.A. ("TC") anunciaram a aprovação, pelos seus respectivos Conselhos de Administração, dos termos e condições da reestruturação societária que tem como objectivo a incorporação das acções da TC pela TCP e da TCP pela Vivo, de modo a converter a TC em subsidiária integral da TCP e a TCP em subsidiária integral da Vivo. Na eventualidade de aprovação, pelos seus accionistas, da incorporação das acções da TC pela TCP, o capital social da TCP será aumentado no valor de R\$461.368.861,48, para R\$1.084.719.438,71, resultando da emissão de 17,40 acções preferenciais ou ordinárias da TCP por cada

09 Principais eventos

acção preferencial ou ordinária, respectivamente, da TC. Adicionalmente, na eventualidade de aprovação, pelos seus accionistas, da incorporação das acções da TCP pela Vivo, o capital social da Vivo será aumentado no valor de R\$1.879.727.592,70, para R\$8.780.150.322,86, resultando da emissão de 1,37 acções preferenciais ou ordinárias da Vivo por cada acção preferencial ou ordinária, respectivamente, da TCP.

TMN

29.Set.09 | A TMN anunciou que ultrapassou os 7 milhões de clientes, reforçando a liderança no sector das comunicações móveis em Portugal.

Estrutura corporativa

27.Mar.09 | A PT anunciou que Zeinal Bava foi nomeado para o cargo de Presidente da Comissão Executiva ("Presidente Executivo"), para o triénio 2009/2011, na reunião do seu Conselho de Administração, que teve lugar no seguimento da Assembleia Geral Anual de Accionistas e que também foi nomeada a Comissão Executiva.

Financiamento

21.Abr.09 | A S&P anunciou a revisão do rating de crédito atribuído à PT, elevando o rating de longo prazo para BBB de BBB- e o rating de curto prazo para A-2 de A-3. O Outlook é estável.

23.Abr.09 | A PT anunciou a emissão com sucesso de uma Eurobond no montante de 1.000 milhões de Euros, com uma maturidade de 4 anos, através da sua subsidiária detida a 100%, PT International Finance BV, com um spread de 345pb sobre os mid swaps de maturidade semelhante. O cupão da emissão agora concluída será de 6,0%.

26.Out.09 | A PT anunciou a emissão com sucesso de uma Eurobond no montante de 750 milhões de Euros, com uma maturidade de 10 anos, através da sua subsidiária detida a 100%, PT International Finance BV, com um spread de 145pb sobre os mid swaps de maturidade semelhante. O cupão da emissão foi de 5,0%.

Redes de nova geração

14.Maio.09 | A PT anunciou o investimento na rede de fibra óptica, também conhecida por Rede de Nova Geração ("RNG"), a qual permite serviços de alto débito e de elevada qualidade, que respondem às necessidades e exigências dos consumidores e que vão permitir à PT atingir os seus objectivos de liderança em todas as áreas de actuação no mercado doméstico e de crescimento futuro rentável. A PT propõe-se a cobrir um milhão de casas com fibra até ao final de 2009.

Estratégia de televisão

21.Out.09 | A PT anunciou que o Meo, o seu serviço de televisão por subscrição, superou 500 mil clientes, representando cerca de 64% dos clientes ADSL da PT e 19% das suas linhas geradoras de tráfego.

09 Principais eventos

Venda da Méditel

01.Set.09 | A Portugal Telecom, SGPS, S.A. (Portugal Telecom) anunciou ter celebrado, juntamente com a Telefónica, S.A. ("Telefónica"), um acordo definitivo para a venda conjunta das participações sociais por estas detidas de 32,18% cada no capital da Médi Telecom S.A. (Méditel), e dos suprimentos por si efectuados na sociedade, aos accionistas locais da Méditel, FinanceCom, S.A., RMA Watanya, S.A. e Fipar Holding. O valor de venda foi de 400 milhões de euros.

Notificação da decisão da AdC

02.Set.09 | A Portugal Telecom, SGPS, S.A. (Portugal Telecom, PT) anuncia que a PT e a PT Comunicações, S.A. (PTC) foram notificadas da Decisão da Autoridade da Concorrência no processo de contra-ordenação nº05/03, que as condena no pagamento de uma coima de 45.015.524 euros por alegado abuso de posição dominante relacionado com a aplicação, entre 22 de Maio de 2002 e 30 de Junho de 2003, das versões 11 a 15.9 da oferta grossista "Rede ADSL PT". A Autoridade da Concorrência considerou que os preços retalhistas de acesso à Internet em banda larga, praticados no referido período pela Telepac e pela TV Cabo, então empresas do Grupo PT, não permitiram aos demais concorrentes que utilizavam a oferta grossista "Rede ADSL PT" da PTC gerar uma margem de lucro suficiente. A PT e a PTC lamentam que tenha sido este o desfecho da investigação conduzida pela Autoridade da Concorrência durante 6 anos, discordam da Decisão que foi tomada, consideram infundada e injusta a censura que lhes é feita, e entendem que, ainda que uma sanção se justificasse, o que não acontece, a coima infligida ultrapassa de forma absolutamente incompreensível o limite máximo permitido pela moldura legal aplicável.

Eventos subsequentes

Órgãos sociais

17.Fev.10 | A PT anunciou que Rui Pedro Soares comunicou a sua renúncia ao cargo de membro não executivo do Conselho de Administração da Empresa.

22.Fev.10 | A PT anunciou que Fernando Soares Carneiro comunicou a sua renúncia ao cargo de membro não executivo do Conselho de Administração da Empresa.

Televisão Digital Terrestre

22.Jan.10 | A PT confirmou que a PT Comunicações, S.A. requereu ao ICP-ANACOM e à ERC a revogação dos títulos habilitantes associados aos Multiplexers B a F por entender já não se encontrarem reunidas as condições para o desenvolvimento daquele projecto.

Aquisição da GPTI

8.Fev.10 | A PT anunciou a aquisição de uma participação de 100% no capital da GPTI, SA (GPTI). A aquisição será levada a cabo através da emissão de acções pela Dedic, subsidiária detida a 100% pela PT que actua no mercado de contact centre no Brasil. Na sequência da aquisição, os accionistas actuais da

09 Principais eventos

GPTI deterão uma posição de 12.5% no capital da Dedic. Esta posição poderá variar, de acordo com o desempenho operacional e financeiro da empresa adquirida em 2010 e 2011, entre 5% e 20%.

Notificação da decisão da AdC

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2.Mar.10 | A PT anunciou que o Tribunal de Comércio de Lisboa julgou hoje totalmente procedente o recurso interposto pela PT Comunicações contra a decisão da Autoridade da Concorrência (AdC) que no dia 1 de Agosto de 2007 a condenou no pagamento de uma coima de 38 milhões de euros por ter alegadamente recusado, sem justificação objectiva, o acesso da TV Tel e da Cabovisão a determinados troços das suas condutas. A PT Comunicações foi consequentemente absolvida, decisão passível de recurso, da acusação de violação das regras de concorrência, em concreto, de abuso de posição dominante. O Tribunal de Comércio de Lisboa concluiu que não foi feita prova de que as condutas da PT fossem infra-estruturas essenciais, sem o acesso às quais não fosse possível a prestação dos serviços de televisão por subscrição, de acesso à Internet e de voz fixa por parte de operadores concorrentes. O Tribunal de Comércio de Lisboa entendeu também que, mesmo que as condutas pudessem ser consideradas infra-estruturas essenciais, não ficou provado que as recusas de acesso tivessem sido injustificadas ou discriminatórias. O Tribunal concluiu ainda que não se provou, consequentemente, que a recusa de acesso às condutas, no limitado número de troços em causa, tenha impedido ilegitimamente outros operadores, designadamente a TV Tel e a Cabovisão, de desenvolverem as suas próprias redes e de prestarem serviços de telecomunicações.

10 Principais riscos e incertezas

A gestão de riscos de negócio assume cada vez maior importância, não só pelo actual contexto de globalização, como pelo elevado dinamismo que caracteriza o meio em que se desenvolvem as actividades das várias áreas de negócio do Grupo PT. Nesse sentido, a gestão de riscos pretende assegurar a mitigação dos factores de risco que possam ter um eventual impacto ao nível da empresa e dos seus stakeholders, possibilitando adicionalmente identificar oportunidades de melhoria ou de negócio.

Tendo por base este compromisso, o Grupo PT tem estendido o trabalho e vindo a investir num Sistema de Gestão de Riscos estruturado que permite efectuar uma identificação de riscos estratégicos e operacionais e implementar e adequar os controlos que permitam reduzir para um nível aceitável os riscos incorridos. O Grupo PT dispõe de um equipa dedicada à avaliação e monitorização dos processos de gestão de risco instituídos e à introdução dos melhoramentos e adaptações que se venham a identificar, utilizando metodologias que estejam conforme as melhores práticas e que cumpram, no que diz respeito a temas de controlo interno, como a metodologia COSO.

A gestão de riscos é promovida pela Comissão Executiva com o apoio directo das equipas de gestão dos vários negócios, a nível nacional e internacional, permitindo assegurar a identificação e prioritização prévia de riscos críticos, desenvolvendo estratégias de gestão de risco, com vista à implementação dos controlos considerados adequados e que assegurem a redução do risco para um nível aceitável. Importa igualmente referir que todo o processo é acompanhado e supervisionado pela Comissão de Auditoria, órgão de fiscalização autónomo composto por membros não executivos do Conselho de Administração.

Os principais riscos e incertezas que foram identificados relativamente ao segundo semestre do exercício de 2009 pelo sistema de gestão de riscos implementado pela PT são os seguintes:

Regulação: O Grupo PT está sujeito ao risco de ocorrerem alterações regulatórias ou acções das entidades reguladoras nacionais, internacionais ou comunitárias que possam originar pressões competitivas crescentes e afectar a sua capacidade para conduzir eficazmente o seu negócio. Para informação adicional sobre esta matéria pode ser encontrada nas notas às demonstrações financeiras consolidadas de 31 de Dezembro de 2009.

Concorrência: Existe a possibilidade de ocorrer uma redução das receitas do Grupo PT em virtude do aumento da concorrência por parte de outros operadores ou novos protagonistas no mercado, nomeadamente através de (i) desenvolvimento de novos produtos e serviços; (ii) políticas de marketing e vendas agressivas; (iii) introdução de melhorias na qualidade dos produtos ou serviços; (iv) aumento da produtividade e redução de custos; e (v) reconfiguração da cadeia de valor do ponto de vista do cliente.

Evolução tecnológica: Face ao histórico de mudanças tecnológicas rápidas, o Grupo PT está sujeito ao risco de não alavancar os avanços e desenvolvimentos tecnológicos no seu modelo de negócio, com vista à obtenção ou manutenção de vantagens competitivas. A PT criou um programa transversal a toda a organização, e desenvolveu metodologias e processos específicos no sentido de identificar tendências futuras, antecipar oportunidades de negócio de forma sistemática em todas as vertentes da empresa,

10 Principais riscos e incertezas

envolvendo os especialistas intenos no processo de inovação de novos produtos e serviços, desenvolvimento de conceitos de negócio e eficiência operacional.

Envolvente económica: A crise financeira internacional poderá conduzir a uma recessão ao nível da economia portuguesa e mundial, o que poderá ter um impacto ao nível da procura de produtos e serviços, e consequentemente ao nível da performance operacional e financeira do Grupo PT. Nesse sentido, a gestão monitoriza de forma contínua os impactos ao nível da performance operacional e financeira da Sociedade.

Mercados financeiros: Eventos recentes aumentaram a incerteza e volatilidade dos mercados financeiros. Os prémios de riscos nos mercados em geral aumentaram significativamente. Nesse sentido, as condições actuais dos mercados financeiros poderão impactar negativamente na capacidade de acesso ao capital que o Grupo PT necessita para suportar o seu crescimento, as suas estratégias, e gerar retornos financeiros futuros. A gestão do risco de mercados financeiros é assegurada pela Direcção de Finanças Corporativa. A Portugal Telecom contrata um conjunto de instrumentos financeiros derivados, com o intuito de minimizar os riscos de exposição a variações de taxa de juro e câmbio. A contratação de instrumentos financeiros é efectuada após a análise cuidada dos riscos, benefícios inerentes a este tipo de operações e consulta a diversas instituições intervenientes neste mercado. Estas operações são sujeitas à aprovação prévia da Comissão Executiva e implicam o acompanhamento permanente da evolução dos mercados financeiros e das posições detidas pela empresa.

Exposição cambial: A Portugal Telecom detém investimentos estratégicos em países estrangeiros cuja moeda funcional não é o euro, nomeadamente o Brasil e alguns países Africanos. Eventuais variações cambiais ocorridas nas moedas desses países face ao euro afectam a conversão dos resultados atribuídos à Portugal Telecom e deste modo os resultados e situação patrimonial do Grupo PT. A Portugal Telecom não tem como política fazer a cobertura do valor do investimento; no entanto, a Comissão Executiva pondera a realização da cobertura do fluxo financeiro de dividendos ou outros rendimentos de capital entre o momento da atribuição e o efectivo recebimento.

Parcerias estratégicas: A estratégia de crescimento a nível internacional está assente num conjunto de alianças, joint-ventures e parcerias que afectem de modo positivo a capacidade de competir do Grupo PT. A Comissão Executiva e as restantes empresas participadas têm assumido um papel central na gestão deste risco, potenciando as oportunidades existentes.

Informação adicional sobre o Sistema de Controlo Interno e Gestão de Risco encontra-se disponível no Relatório do Governo da Sociedade que é parte integrante deste Relatório e Contas Anual.

11 Perspectivas futuras

A PT irá continuar a ser uma empresa orientada para o crescimento, visando a exploração de todo o potencial do seu portfolio de activos, tirando vantagem das oportunidades existentes e futuras nos mercados de telecomunicações, multimédia e serviços de tecnologias de informação. A PT pretende continuar a retirar vantagem de oportunidades de convergência, ao agregar os tradicionais serviços de voz e dados com novos e sofisticados serviços de multimédia e de tecnologias de informação.

No seguimento da reestruturação do seu negócio doméstico por segmentos de clientes, a PT irá continuar a centrar os seus esforços no desenvolvimento de produtos convergentes fixo-móvel e serviços integrados destinados à aquisição de novos clientes, aumentar o share of wallet, melhorar a fidelidade do cliente e diminuir os custos de retenção de clientes. A PT irá continuar a investir em inovação, investigação e desenvolvimento com o objectivo de reforçar os seus serviços com características novas, distintivas e personalizadas, funcionalidades e conteúdos ajustados às necessidades dos clientes. A PT irá continuar a potenciar parcerias com os seus fornecedores de modo a reduzir o tempo de introdução no mercado e a melhor diferenciar a sua proposta de valor destinada aos seus clientes. A PT irá continuar a investir para desenvolver novos e mais eficientes accessos, bem como novas plataformas e redes core, tanto na rede fixa como na rede móvel, visando oferecer maior largura de banda aos seus clientes. Além disso, a PT irá continuar a racionalizar a sua estrutura de custos através de aumentos de produtividade e reengenharia de processos de negócio.

A PT pretende explorar ainda mais o potencial de crescimento da Vivo, o seu activo móvel Brasileiro, tirando partido da situação demográfica favorável do Brasil, do potencial de crescimento de penetração, da migração fixo-móvel e da banda larga móvel. Para continuar a explorar o segmento de dados, a PT irá continuar a investir no desenvolvimento de serviços 3G e 3,5G. Adicionalmente, a PT também pretende aumentar a sua exposição a mercados de grande crescimento em África ao selectivamente considerar oportunidades de criação de valor e retirar o máximo partido do seu actual portfolio de activos e parcerias. A PT irá continuar a promover a partilha das melhores práticas entre todos os seus activos, visando assegurar uma sustentável posição competitiva em todos os mercados.

A PT irá continuar a operar num ambiente fortemente competitivo e regulado, que irá apresentar continuamente riscos e ameaças aos seus negócios actuais, colocando a rentabilidade dos seus activos sob pressão.

A PT irá continuar a contribuir para o desenvolvimento da sociedade de informação, para promover a infoinclusão dos cidadãos em todos os países em que está presente. A PT também espera ser uma referência em termos de sustentabilidade e irá continuar a investir no desenvolvimento de um modelo de negócio sustentável, adoptando políticas e desenvolvendo práticas que visam o respeito pela sociedade e pelo meio ambiente.

11 Perspectivas futuras

Em linha com a política de remuneração anunciada, a PT irá proporcionar um dos mais atractivos pacotes de remuneração accionista do sector, que pretende aliar a perspectivas de crescimento acima da média, alavancadas no seu portfolio internacional.

12 Declaração do Conselho de Administração

Para efeitos do disposto no número 1, alínea c) do artigo 245.º do Código dos Valores Mobiliários, os membros do Conselho de Administração da Portugal Telecom, SGPS, SA, abaixo identificados declaram, na qualidade e no âmbito das funções que lhe competem tal como aí referidas, que, tanto quanto é do seu conhecimento e tendo por base a informação a que tiveram acesso no seio do conselho de Administração e/ou da Comissão Executiva, consoante aplicável, no exercício das suas funções:

  • A informação constante do relatório de gestão, das contas anuais, da certificação legal de contas e dos demais documentos de prestação de contas exigidos por lei ou regulamento relativamente ao exercício social findo em 31 de Dezembro de 2009 foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da Portugal Telecom, SGPS, SA e das empresas incluídas no respectivo perímetro de consolidação;
  • O relatório de gestão relativo àquele exercício social expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Portugal Telecom, SGPS, SA e das empresas incluídas no respectivo perímetro de consolidação, contendo nomeadamente uma descrição correcta dos principais riscos e incertezas com que tais entidades se defrontam.

Lisboa, 3 de Março de 2010

Henrique Granadeiro, Presidente do Conselho de Administração

Zeinal Bava, Presidente Executivo

Luís Pacheco de Melo, Administrador executivo, Chief Financial Officer

Carlos Alves Duarte, Administrador executivo

Rui Pedro Soares, Administrador executivo

12 Declaração do Conselho de Administração

Manuel Rosa da Silva, Administrador executivo

Fernando Soares Carneiro, Administrador executivo

Shakhaf Wine, Administrador executivo

José Maria Alvarez-Pallete Lopéz, Administrador não-executivo

Francisco Manuel Marques Bandeira, Administrador não-executivo

José Guilherme Xavier de Basto, Administrador não-executivo

Santiago Fernández Valbuena, Administrador não-executivo

João Manuel de Mello Franco, Administrador não-executivo

Joaquim Anibal Brito Freixial de Goes, Administrador não-executivo

Mário João de Matos Gomes, Administrador não-executivo

12 Declaração do Conselho de Administração

Gerald Stephen McGowan, Administrador não-executivo

Rafael Luís Mora Funes, Administrador não-executivo

Maria Helena Nazaré, Administrador não-executivo

Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires, Administrador não-executivo

António Manuel Palma Ramalho, Administrador não-executivo

Francisco Teixeira Pereira Soares, Administrador não-executivo

Jorge Humberto Correia Tomé, Administrador não-executivo

Paulo José Lopes Varela, Administrador não-executivo

Milton Almicar Silva Vargas, Administrador não-executivo

Nuno Rocha dos Santos de Almeida e Vasconcellos, Administrador não-executivo

De acordo com o Artigo Sexto do Regulamento do Conselho de Administração, aprovado a 3 de Outubro de 2008, o Conselho de Administração da PT reafirmou o compromisso de conferir aos seus membros não executivos uma efectiva capacidade de acompanhar, avaliar e supervisionar a gestão executiva da Sociedade.

Durante o ano de 2009, os administradores não executivos da PT puderam desenvolver as suas funções, de forma efectiva e sem que se tenham deparado com constrangimentos de qualquer índole. Neste sentido, destacam-se as seguintes actividades:

  • Para além do exercício das respectivas competências não delegadas na Comissão Executiva, os administradores não executivos da PT desempenharam a sua função de supervisão da actuação da gestão executiva, nos termos e para os efeitos do disposto no n.º 8 do Artigo 407.º do Código das Sociedades Comerciais e no n.º 1 de Artigo Sexto do Regulamento do Conselho de Administração. Com efeito, ao abrigo daquelas regras, a delegação de poderes na Comissão Executiva não exclui o dever legal de vigilância geral dos administradores não executivos;
  • Tal como previsto nos Artigos Quinto e Sexto do Regulamento do Conselho de Administração, os administradores não executivos da PT exerceram, ainda, a sua função de supervisão no seio das comissões internas deste órgão, isto é:
  • No âmbito da Comissão de Governo Societário, exclusivamente constituída por administradores não executivos e cujos poderes e actividades em 2009 se encontram descritos no capítulo II.3., ponto C) do Relatório de Governo da Sociedade;
  • No âmbito da Comissão de Avaliação, maioritariamente constituída por administradores não executivos e cujos poderes e actividades em 2009 se encontram descritos no capítulo II.3., ponto C) do Relatório de Governo da Sociedade.
  • Por sua vez, de acordo com o modelo anglo-saxónico adoptado pela Sociedade, os membros da Comissão de Auditoria, órgão de fiscalização composto exclusivamente por administradores não executivos, desempenharam, ao longo do ano de 2009, as suas funções legais, estatutárias e regulamentares melhor descritas no capítulo II.3. ponto B) do Relatório de Governo da Sociedade.

O efectivo exercício das funções pelos administradores não executivos da PT foi também potenciado pelo papel assumido pelo presidente do Conselho de Administração, o qual, desde 28 de Março de 2008, assumiu exclusivamente as funções de chairman, deixando de exercer funções executivas.

Este papel assumido pelo chairman encontra-se, aliás, vertido no Artigo Quarto do Regulamento do Conselho de Administração e tem-se concretizado pelas seguintes vias:

Acompanhamento da actuação da Comissão Executiva no sentido de manter o Conselho de Administração informado sobre o desempenho das competências delegadas naquela Comissão;

13 Actividades dos Administradores nao executivos

  • Contributo para o efectivo desempenho das funções e deveres dos administradores não executivos, assegurando os mecanismos necessários para que estes pudessem tomar decisões de forma independente e esclarecida, em particular na sua competência de coordenação das reuniões do Conselho de Administração;
  • Dinamização dos trabalhos das comissões especializadas do Conselho de Administração.

Durante o ano de 2009, os administradores não executivos da PT puderam desempenhar as referidas funções e actividades, em particular, através das seguintes práticas:

  • Apresentações sumárias pela Comissão Executiva, nas reuniões do Conselho de Administração, dos aspectos considerados relevantes da actividade desenvolvida, facultando aos administradores não executivos as informações e clarificações solicitadas;
  • Envio pelo Presidente da Comissão Executiva ao Presidente do Conselho de Administração das convocatórias e das actas das suas reuniões;
  • Presença assídua dos administradores não executivos nas reuniões do Conselho de Administração (os quais correspondem à maioria dos membros deste órgão em exercício);
  • Obtenção, conjunta ou isoladamente, por parte dos administradores não executivos, de informação necessária ou conveniente ao exercício das suas funções por solicitação ao Presidente do Conselho de Administração e/ou ao Presidente da Comissão Executiva, permitindo-se, deste modo, que a resposta seja prestada em tempo útil e de forma adequada.

Por último e sem prejuízo dos casos de reconhecida urgência, a convocação das reuniões do Conselho de Administração é feita com uma antecedência mínima de 5 dias e a ordem de trabalhos e documentação de suporte às deliberações são disponibilizadas com uma antecedência mínima de 3 dias.

Demonstrações financeiras consolidadas

PORTUGAL TELECOM, SGPS, SA
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS
EXERCICIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E 2008
euros
Notas 2009 2008 (reexpressa)
RECEITAS
Prestações de serviços 6 6.253.723.858 6.102.100.602
Vendas 6 422.894.805 508.662.301
Outras receitas 6 108.061.947 110.123.957
6.784.680.610 6.720.886.860
CUSTOS, PERDAS E (GANHOS)
Custos com o pessoal 8 693.234.578 616.597.308
Custos directos dos serviços prestados 10 1.135.108.895 1.086.931.322
Custo das mercadorias vendidas 11 648.784.657 778.460.559
Marketing e publicidade 165.761.900 176.292.202
Fornecimentos e serviços externos 12 1.294.090.787 1.229.948.221
Impostos indirectos 14 243.624.838 233.600.026
Provisões e ajustamentos 38 101.807.099 118.782.268
Amortizações 32 e 33 1.437.928.144 1.268.342.092
Custos com benefícios de reforma, líquidos 9.6 89.630.520 44.759.000
Custos de curtailment, líquidos 9.6 14.804.659 99.955.165
Ganhos com a alienação de activos fixos, líquidos (408.534) (19.466.353)
Outros custos, líquidos 49.653.374 29.986.839
5.874.020.917 5.664.188.649
Resultado antes de resultados financeiros e impostos 910.659.693 1.056.698.211
CUSTOS E (GANHOS) FINANCEIROS
Juros, líquidos 15 302.279.680 272.372.217
Perdas (ganhos) com variações cambiais, líquidas 16 (20.155.129) 8.505.581
Ganhos em activos financeiros e outros investimentos, líquidos 17 (8.067.568) (19.297.574)
Ganhos em empresas participadas, líquidos 30 (456.043.545) (170.975.397)
Outros custos financeiros, líquidos 18 72.928.007 38.891.868
(109.058.555) 129.496.695
Resultado antes de impostos 1.019.718.248 927.201.516
Imposto sobre o rendimento 19 233.209.153 231.379.762
RESULTADO LÍQUIDO 786.509.095 695.821.754
Atribuível a interesses minoritários 20 102.578.076 119.721.635
Atribuível a accionistas da Portugal Telecom 22 683.931.019 576.100.119
Resultado líquido por acção
Básico 22 0,78 0,64
Diluído 22 0,76 0,62
PORTUGAL TELECOM, SGPS, SA
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DO RENDIMENTO INTEGRAL
EXERCICIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E 2008
euros
Notas 2009 (Nota 40.5) 2008 (reexpressa)
Resultados consolidados reconhecidos directamente no capital próprio
Ajustamentos de conversão cambial (i) 920.584.173 (764.998.457)
Benefícios de reforma
Ganhos (perdas) actuariais líquidos 9.7 164.773.415 (594.809.172)
Efeito fiscal 19 (43.664.955) 157.624.431
Instrumentos financeiros
Derivados de cobertura
Variação no valor de mercado (2.407.036) (1.238.300)
Transferências para resultados 41 1.633.364 (44.656)
Efeito fiscal 19 205.023 339.983
Outros custos reconhecidos directamente no capital próprio, líquidos (5.901.102) (3.943.124)
1.035.222.882 (1.207.069.295)
Reservas reconhecidas directamente no capital próprio
Reservas de reavaliação de activos tangíveis
Reavaliação de imóveis e da rede de condutas da rede fixa 33 - 1.075.033.022
Efeito fiscal 19 12.116.738 (284.346.234)
12.116.738 790.686.788
Total de resultados e reservas reconhecidos directamente
no capital próprio 1.047.339.620 (416.382.507)
Resultados reconhecidos na demonstração dos resultados 786.509.095 695.821.754
Total de resultados reconhecidos 1.833.848.715 279.439.247
Atribuível a interesses minoritários 348.381.799 (50.376.301)
Atribuível aos accionistas da Portugal Telecom 1.485.466.916 329.815.548

(i) O ganho registado em 2009 está relacionado essencialmente com a valorização do Real face ao Euro de 3,2436 em 31 de Dezembro de 2008 para 2,5113 em 31 de Dezembro de 200 enquanto a perda registada em 2008 decorre basicamente da desvalorização do Real face ao Euro de 2,5963 em 31 de Dezembro de 2007 para 3,2436 em 31 de Dezembro de 2008.

PORTUGAL TELECOM, SGPS, SA

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DA POSIÇÃO FINANCEIRA

31 DE DEZEMBRO DE 2009 E 2008 E 1 DE JANEIRO DE 2008

euros
31 Dez 2008 1 Jan 2008
Notas 31 Dez 2009 (reexpressa) (reexpressa)
ACTIVO
Activo corrente
Caixa e equivalentes de caixa 1.449.516.549 1.010.655.198 664.642.854
Investimentos de curto prazo 23 26.867.252 52.933.160 1.170.293.202
Contas a receber - clientes 24 1.398.864.344 1.244.602.525 1.307.429.771
Contas a receber - outros 25 169.707.724 201.884.374 128.745.389
Existências 26 239.877.325 297.382.098 160.592.407
Impostos a recuperar 27 254.765.524 317.865.624 239.111.584
Custos diferidos 28 137.262.528 131.470.086 106.526.815
Outros activos correntes 29 22.191.369 60.188.716 38.979.994
Total do activo corrente 3.699.052.615 3.316.981.781 3.816.322.016
Activo não corrente
Contas a receber - clientes 2.594.779 3.384.632 1.289.741
Contas a receber - outros 25 8.845.235 4.856.624 4.352.233
Impostos a recuperar 27 196.429.460 140.771.497 148.340.234
Investimentos em empresas participadas 30 597.210.048 613.179.099 538.080.641
Outros investimentos 31 16.885.925 21.111.478 27.235.420
Activos intangíveis 32 4.046.670.219 3.463.038.116 3.383.123.427
Activos tangíveis 33 4.862.214.772 4.637.837.013 3.585.397.171
Benefícios de reforma 9.4 67.588.596 1.557.026 134.060.599
Activos por impostos diferidos 19 1.019.511.128 1.032.723.979 992.221.139
Outros activos não correntes 29 314.203.554 478.954.057 491.089.047
Total do activo não corrente 11.132.153.716 10.397.413.521 9.305.189.652
Total do activo 14.831.206.331 13.714.395.302 13.121.511.668
PASSIVO
Passivo corrente 34
Dívida de curto prazo 35 494.531.900 2.254.666.256 1.256.085.485
Contas a pagar 36 1.335.127.377 1.372.302.781 1.108.882.163
Acréscimos de custos 37 636.891.386 647.156.746 641.050.928
Proveitos diferidos 417.777.933 362.622.368 331.950.552
Impostos a pagar 27 293.891.365 337.641.837 381.956.714
Provisões 38 77.815.865 72.214.080 74.958.499
Outros passivos correntes 39 142.370.844 107.020.445 67.308.947
Total do passivo corrente 3.398.406.670 5.153.624.513 3.862.193.288
Passivo não corrente
Dívida de médio e longo prazo 34 6.551.516.128 4.441.190.114 4.960.675.814
Impostos a pagar 27 59.217.420 38.730.319 31.172.618
Provisões 38 102.629.790 96.806.426 111.833.374
Benefícios de reforma 9.4 1.558.341.521 1.836.850.906 1.463.932.239
Passivos por impostos diferidos 19 482.219.973 462.192.770 84.880.140
Outros passivos não correntes 39 294.105.452 488.763.432 523.185.609
Total do passivo não corrente 9.048.030.284 7.364.533.967 7.175.679.794
Total do passivo 12.446.436.954 12.518.158.480 11.037.873.082
CAP ITAL PRÓPRIO
Capital social 40 26.895.375 26.895.375 30.774.000
Acções próprias 40 (178.071.827) (178.071.827) (323.178.913)
Reserva legal 40 6.773.139 6.773.139 6.773.139
Reserva de acções próprias 40 6.970.320 6.970.320 3.091.695
Outras reservas e resultados acumulados 40 1.454.941.115 369.459.420 1.622.590.374
Capital próprio excluindo interesses minoritários 1.317.508.122 232.026.427 1.340.050.295
Interesses minoritários 20 1.067.261.255 964.210.395 743.588.291
Total do capital próprio 2.384.769.377 1.196.236.822 2.083.638.586
Total do capital próprio e do passivo 14.831.206.331 13.714.395.302 13.121.511.668

PORTUGAL TELECOM, SGPS, SA

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DAS ALTERAÇÕES NOS CAPITAIS PRÓPRIOS

EXERCICIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2009

euros
Capital próprio,
Reserva Outras reservas excluindo Interesses Total do
Capital Acções Reserva de acções e resultados interesses minoritários capital
social próprias legal próprias acumulados minoritários (Nota 20) próprio
Saldo em 31 de Dezembro de 2007 30.774.000 (323.178.913) 6.773.139 3.091.695 1.620.761.976 1.338.221.897 743.588.291 2.081.810.188
Alteração de política contabilística (Nota 4) - - - - 1.828.398 1.828.398 - 1.828.398
Saldo em 1 de Janeiro de 2008, reexpresso 30.774.000 (323.178.913) 6.773.139 3.091.695 1.622.590.374 1.340.050.295 743.588.291 2.083.638.586
Aquisição de acções próprias através de equity swaps - (904.638.532) - - - (904.638.532) - (904.638.532)
Reserva de acções próprias - - - 1.049.745.618 (1.049.745.618) - - -
Cancelamento de acções próprias ocorrido em Março (Nota 40) (2.496.145) 711.917.017 - (709.420.872) - - - -
Cancelamento de acções próprias ocorrido em Dezembro (Nota 40) (1.382.480) 337.828.601 - (336.446.121) - - - -
Dividendos (Nota 21) - - - - (533.200.884) (533.200.884) (43.599.140) (576.800.024)
Alterações no perímetro de consolidação - - - - - - 302.769.121 302.769.121
Aquisições, alienações e aumentos de capital - - - - - - 11.828.424 11.828.424
Reavaliação de activos tangíveis - - - - 790.686.788 790.686.788 - 790.686.788
Resultado reconhecido directamente no capital próprio - - - - (1.036.971.359) (1.036.971.359) (170.097.936) (1.207.069.295)
Resultado reconhecido na demonstração dos resultados - - - - 576.100.119 576.100.119 119.721.635 695.821.754
Saldo em 31 de Dezembro de 2008, reexpresso 26.895.375 (178.071.827) 6.773.139 6.970.320 369.459.420 232.026.427 964.210.395 1.196.236.822
Dividendos (Nota 21) - - - - (503.626.688) (503.626.688) (154.046.696) (657.673.384)
Reestruturação societária na Vivo (Nota 2) - - - - 103.641.467 103.641.467 (103.641.467) -
Aquisições, alienações e aumentos de capital - - - - - - 12.357.224 12.357.224
Remensuração do imposto diferido passivo relativo
a reservas de reavaliação de activos (Nota 19) - - - - 12.116.738 12.116.738 - 12.116.738
Resultados reconhecidos directamente no capital próprio - - - - 789.419.159 789.419.159 245.803.723 1.035.222.882
Resultados reconhecidos na demonstração dos resultados - - - - 683.931.019 683.931.019 102.578.076 786.509.095
Saldo em 31 de Dezembro de 2009 26.895.375 (178.071.827) 6.773.139 6.970.320 1.454.941.115 1.317.508.122 1.067.261.255 2.384.769.377
PORTUGAL TELECOM SGPS, SA
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA
EXERCICIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E 2008
Notas 2009 euros
2008
ACTIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos de clientes 7.783.167.222 7.779.372.079
Pagamentos a fornecedores (4.298.265.954) (4.304.337.083)
Pagamentos ao pessoal (736.268.577) (654.930.966)
Pagamentos relacionados com o imposto sobre o rendimento 43.a (161.179.339) (245.970.058)
Pagamentos relacionados com benefícios de reforma 9.5 (251.165.791) (196.801.097)
Pagamentos relativos a impostos indirectos, taxas e outros 43.b (408.674.451) (548.446.669)
Fluxos das actividades operacionais (1) 1.927.613.110 1.828.886.206
ACTIVIDADES DE INVESTIM ENTO
Recebimentos provenientes de:
Aplicações financeiras de curto prazo 43.c 27.827.287 3.780.376.156
Investimentos financeiros 43.d 401.660.387 32.380.948
Activos tangíveis e intangíveis 11.705.679 40.785.288
Juros e proveitos similares 59.205.383 281.228.219
Dividendos 43.e 140.164.156 19.175.607
Outras actividades de investimento 876.528 2.177.393
641.439.420 4.156.123.611
Pagamentos respeitantes a:
Aplicações financeiras de curto prazo 43.c (1.761.381) (2.663.016.114)
Investimentos financeiros 43.f (10.614.560) (348.600.843)
Activos tangíveis e intangíveis (1.296.585.044) (1.056.927.189)
Outras actividades de investimento (3.766.717) (7.508.185)
(1.312.727.702) (4.076.052.331)
Fluxos das actividades de investimento (2) (671.288.282) 80.071.280
ACTIVIDADES DE FINANCIAM ENTO
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 43.g 28.152.064.374 37.882.851.516
Aumentos de capital e prémios de emissão 43.h 13.455.882 685.193
Subsídios 949.426 1.044.517
Outras actividades de financiamento 43.i 30.332.926 7.151.102
28.196.802.608 37.891.732.328
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos 43.g (28.055.009.263) (37.092.659.729)
Amortizações de contratos de locação financeira (17.047.074) (22.011.222)
Juros e custos similares (421.635.937) (580.044.224)
Dividendos/distribuição de resultados 43.j (588.516.153) (574.613.933)
Aquisição de acções próprias 40.2 - (1.049.745.618)
Outras actividades de financiamento 43.i (38.584.894) (45.270.637)
(29.120.793.321) (39.364.345.363)
Fluxos das actividades de financiamento (3) (923.990.713) (1.472.613.035)
Caixa e seus equivalentes no início do período 1.010.655.198 664.642.854
Variação de caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) 332.334.115 436.344.451
Efeito das diferenças de câmbio 106.527.236 (90.332.107)

Caixa e seus equivalentes no fim do período 1.449.516.549 1.010.655.198

Portugal Telecom, SGPS, SA

Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas

Em 31 de Dezembro de 2009

(Montantes expressos em euros, excepto quando indicado)

1. Nota introdutória

a) Empresa-mãe

A Portugal Telecom, SGPS, SA ("Portugal Telecom", empresa anteriormente denominada Portugal Telecom, SA) e as suas empresas participadas que integram o seu universo empresarial ("Grupo", "Grupo Portugal Telecom" ou "Empresa") operam essencialmente no sector das telecomunicações e multimédia, em Portugal e no estrangeiro, incluindo o Brasil e alguns países africanos.

A empresa-mãe do Grupo é a Portugal Telecom, empresa constituída em 23 de Junho de 1994 nos termos do Decreto-Lei n.º 122/94, por fusão das empresas Telecom Portugal, SA ("Telecom Portugal"), Telefones de Lisboa e Porto, SA (TLP) ("TLP") e Teledifusora de Portugal, SA ("TDP") com referência a 1 de Janeiro de 1994. Por escritura pública realizada em 12 de Dezembro de 2000, a Portugal Telecom, SA alterou a sua denominação social para Portugal Telecom, SGPS, SA, tendo modificado o seu objecto social para sociedade gestora de participações sociais.

Em resultado do processo de privatização iniciado em 1 de Junho de 1995 e terminado em 4 de Dezembro de 2000, o capital da Portugal Telecom é detido maioritariamente por accionistas privados. Em 31 de Dezembro de 2009, o Estado Português e as entidades por si controladas, directa ou indirectamente, detêm 9,72% do capital da Portugal Telecom e todas as acções da Categoria A (Nota 40.1).

As acções da Portugal Telecom encontram-se cotadas na eurosnext e na NYSE New York Stock Exchange.

b) Actividade

O Grupo opera essencialmente nos sectores de telecomunicações e multimédia em Portugal e no estrangeiro, incluindo o Brasil e alguns países africanos.

Em Portugal, a prestação do serviço fixo de telefone é efectuada pela PT Comunicações, SA ("PT Comunicações"), no âmbito do Contrato de Concessão do Serviço Público de Telecomunicações celebrado em 20 de Março de 1995, de acordo com o Decreto-Lei n.º 40/95, por um período inicial de 30 anos, sujeito a renovações subsequentes por períodos de 15 anos. Este contrato foi modificado de acordo com a Resolução do Conselho de Ministros de 11 de Dezembro de 2002, que incorpora o Acordo Modificativo do Contrato de Concessão, em resultado da PT Comunicações ter celebrado com o Estado Português um contrato de compra e venda da Rede Básica de Telecomunicações e Telex ("Rede Básica"). Adicionalmente, a PT Comunicações presta igualmente serviços de internet a clientes residenciais e pequenas e médias empresas, e lançou em 2007 um serviço de televisão por subscrição com a marca MEO, através de IPTV e plataformas DTH.

A prestação do serviço de transmissão de dados é assegurada pela PT Prime Soluções Empresariais de Telecomunicações e Sistemas, SA ("PT Prime"), que desenvolve igualmente a prestação do serviço de Internet Service Provider ("ISP") a grandes clientes.

Os serviços de telecomunicações móveis são prestados pela TMN Telecomunicações Móveis Nacionais, SA ("TMN"), através do sistema global de comunicações móveis ("GSM"), cuja licença foi concedida pelo Estado Português em 1992 (por um período inicial de 15 anos), renovada em 2007 até 16 de Março de 2022, e do sistema de telecomunicações móveis universais ("UMTS"), cuja licença foi obtida em 19 de Dezembro de 2000 (por um período inicial de 15 anos).

No Brasil, o Grupo presta o serviço móvel terrestre de telecomunicações através da sua participação na Brasilcel NV ("Brasilcel" ou "Vivo"), a joint-venture constituída no final de 2002 entre o Grupo Portugal Telecom (através da PT Móveis, SGPS, SA – "PT Móveis") e o Grupo Telefónica (através da Telefónica Móviles, SA) para agregar as operações de telecomunicações móveis dos dois grupos no Brasil. Em Abril de 2008, após autorização da ANATEL, a Vivo concluiu o acordo celebrado com a Telepart Participações SA para a aquisição do controlo da Telemig Celular Participações SA, empresa que presta serviços de telecomunicações móveis no estado de Minas Gerais, através da Telemig Celular (Nota 2). Actualmente, a Brasilcel, através das empresas Vivo, SA e Telemig Celular desenvolve a sua actividade nos Estados brasileiros de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e outros onze estados nas regiões Norte e Centro-Oeste.

Em África, o Grupo presta o serviço fixo e móvel e outros serviços de telecomunicações relacionados através da Africatel Holding BV ("Africatel"). Actualmente, os serviços são prestados em Angola, Namíbia, Moçambique, Kenya, Cabo Verde e São Tomé, entre outros países.

Em 1 de Setembro de 2009, a Portugal Telecom celebrou, juntamente com a Telefónica S.A., um acordo definitivo para a venda conjunta das participações sociais de 32,18% cada por estas detidas no capital da Médi Telecom S.A. (Médi Telecom), e dos suprimentos concedidos a esta mesma participada, aos accionistas locais da Médi Telecom. No seguimento da aprovação pelo regulador de telecomunicações marroquino, Agence Nationale de Règlementation des Télécommunications, a venda foi concluída em Dezembro de 2009 quando a Portugal Telecom recebeu o montante de 380 milhões de euros, a adicionar ao adiantamento recebido em Setembro de 2009 de 20 milhões de euros, totalizando o montante de 400 milhões de euros (Nota 43.d).

As demonstrações financeiras consolidadas para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão em 3 de Março de 2010.

2. Bases de apresentação

As demonstrações financeiras consolidadas são apresentadas em euros, por esta ser a moeda principal das operações do Grupo. As demonstrações financeiras das empresas participadas denominadas em moeda estrangeira foram convertidas para euros de acordo com as políticas contabilísticas descritas na Nota 3.q).

As demonstrações financeiras consolidadas da Portugal Telecom foram elaboradas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS"), tal como adoptadas pela União eurospeia, incluindo todas as interpretações do International Financial Reporting Interpretation Committee ("IFRIC") que estavam em vigor em 31 de Dezembro de 2009, aprovadas pela UE. No caso da Portugal Telecom, não existem diferenças entre os IFRS adoptados pela União eurospeia e os IFRS publicados pelo International Accounting Standards Board.

As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações.

Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, em conformidade com os IFRS, o Conselho de Administração adoptou certos pressupostos e estimativas que afectam os activos e passivos reportados, bem como os proveitos e custos relativos aos períodos reportados (Nota 3).

a) Princípios de consolidação

Empresas controladas

A Portugal Telecom consolidou integralmente as demonstrações financeiras de todas as empresas controladas. Considerase existir controlo quando o Grupo detém, directa ou indirectamente, a maioria dos direitos de voto em Assembleia Geral da empresa subsidiária ou tem o poder de determinar as políticas financeiras e operacionais dessa empresa. Nas situações em que o Grupo detenha, em substância, o controlo de outras entidades constituídas com um fim específico, ainda que não possua a maioria dos direitos de voto, as mesmas são consolidadas pelo método de consolidação integral (Ver Anexo I).

A participação de terceiros no capital próprio e no resultado líquido das empresas incluídas na consolidação é apresentada separadamente na Demonstração Consolidada da Posição Financeira e na Demonstração Consolidada dos Resultados, respectivamente, na rubrica de "Interesses minoritários" (Nota 20).

Quando os prejuízos atribuíveis aos accionistas minoritários excedem o interesse minoritário no capital próprio da empresa subsidiária, o Grupo absorve esse excesso e quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os accionistas minoritários tenham a obrigação e tenham capacidade financeira de cobrir esses prejuízos. Se a empresa subsidiária subsequentemente reportar lucros, o Grupo apropria-se de todos os lucros até que a parte dos prejuízos atribuível aos accionistas minoritários e que foram absorvidos pelo Grupo tenha sido recuperada.

Os activos, passivos e passivos contingentes de uma subsidiária são mensurados pelo respectivo justo valor na data de aquisição. Qualquer excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos activos líquidos identificáveis é registado como goodwill. Nos casos em que o custo de aquisição seja inferior ao justo valor dos activos líquidos identificados, a diferença apurada é registada como ganho na Demonstração Consolidada dos Resultados do exercício em que ocorre a aquisição. Os interesses de accionistas minoritários são apresentados pela respectiva proporção do justo valor dos activos e passivos identificados.

Os resultados das empresas subsidiárias adquiridas ou vendidas durante o período estão incluídos na Demonstração Consolidada dos Resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua alienação, respectivamente.

As transacções e saldos entre as empresas controladas são eliminados no processo de consolidação. As mais-valias decorrentes das transacções entre empresas do Grupo são igualmente anuladas.

Sempre que necessário, são efectuados ajustamentos às demonstrações financeiras das empresas controladas e empresas associadas tendo em vista a uniformização das respectivas políticas contabilísticas com as do Grupo.

Empresas controladas conjuntamente

As participações financeiras em empresas controladas conjuntamente são consolidadas pelo método de consolidação proporcional, desde a data em que o controlo conjunto é adquirido. De acordo com este método, os activos, passivos, proveitos e custos destas empresas foram integrados nas demonstrações financeiras consolidadas anexas, rubrica a rubrica, na proporção da percentagem de controlo atribuível ao Grupo. A classificação dos investimentos financeiros em empresas controladas conjuntamente é determinada com base na existência de acordos parassociais que demonstrem e regulem o controlo conjunto.

Todos os saldos e transacções entre empresas são eliminados, na proporção da percentagem de controlo atribuível ao Grupo.

As empresas controladas conjuntamente encontram-se indicadas no Anexo II.

Empresas associadas

Uma empresa associada é uma entidade na qual o Grupo exerce influência significativa, através da participação nas decisões relativas às suas políticas financeiras e operacionais, mas não detém controlo ou controlo conjunto sobre essas políticas.

Os investimentos financeiros em empresas associadas encontram-se registados pelo método da equivalência patrimonial, ajustado, quando aplicável, para respeitar as políticas contabilísticas da Portugal Telecom (Anexo III). De acordo com este método, as participações financeiras em empresas associadas são reconhecidas na Demonstração Consolidada da Posição Financeira ao custo e são ajustadas periodicamente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das mesmas, por contrapartida de resultados financeiros na rubrica de "Ganhos em empresas participadas, líquidos" (Nota 30). Adicionalmente, as participações financeiras poderão igualmente ser ajustadas pelo reconhecimento de perdas por imparidade.

As perdas em empresas associadas em excesso ao investimento nessas entidades não são reconhecidas, excepto quando o Grupo tenha assumido compromissos de cobrir essas perdas.

Qualquer excesso do custo de aquisição de um investimento financeiro sobre a participação do Grupo no justo valor dos activos líquidos adquiridos e passivos contingentes da empresa associada à data de aquisição é reconhecido como goodwill. O goodwill é adicionado ao valor do respectivo investimento financeiro e a sua recuperação é analisada anualmente como parte integrante do investimento financeiro. Nos casos em que o custo de aquisição seja inferior ao justo valor dos activos líquidos identificados, a diferença apurada é registada como ganho na Demonstração Consolidada dos Resultados do período em que ocorre a aquisição.

Os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor respectivo dos investimentos financeiros.

Goodwill

O goodwill representa o excesso do custo de aquisição sobre o justo valor líquido dos activos, passivos e passivos contingentes identificáveis de uma subsidiária, entidade controlada conjuntamente, ou associada, na respectiva data de aquisição, em conformidade com o estabelecido na IFRS 3 Concentrações Empresariais. Atendendo à excepção prevista na IFRS 1 Primeira Adopção das IFRS, o Grupo aplicou as disposições da IFRS 3 apenas às aquisições ocorridas posteriormente a 1 de Janeiro de 2004. Os valores de goodwill correspondentes a aquisições anteriores a 1 de Janeiro de 2004 foram mantidos, sendo sujeitos anualmente a testes de imparidade desde aquela data.

O goodwill relativo a investimentos em empresas sedeadas no estrangeiro encontra-se registado na moeda de reporte dessas filiais, sendo convertido para a moeda de reporte do Grupo (euros) à taxa de câmbio em vigor na data da demonstração da posição financeira. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral na rubrica "Ajustamentos de conversão cambial".

O goodwill relativo a empresas associadas é incluído na rubrica "Investimentos em empresas participadas" (Nota 30) e o relativo a empresas subsidiárias é incluído na rubrica "Activos intangíveis" (Nota 32). O goodwill não é amortizado, sendo sujeito a testes anuais de imparidade ou sempre que ocorram indícios de uma eventual perda de valor. Qualquer perda por imparidade é registada de imediato como custo na Demonstração Consolidada dos Resultados do período e não é susceptível de reversão posterior.

Na alienação de uma empresa controlada, controlada conjuntamente ou associada, o correspondente goodwill é incluído na determinação da mais ou menos-valia.

b) Alterações ocorridas no Grupo

Durante o exercício de 2009 não ocorreram alterações significativas no perímetro de consolidação.

A principal alteração no perímetro de consolidação ocorrida em 2008 respeita à consolidação da Telemig Celular Participações e da Telemig Celular (juntas "Telemig") a partir de 1 de Abril de 2008, no seguimento da conclusão do processo de aquisição do controlo accionista da Telemig Celular Participações ("TCP") no dia 4 de Abril de 2008, a qual nesta data detinha uma participação de 83,25% na Telemig Celular ("TC"). Além da aquisição do controlo accionista concluída no dia 4 de Abril de 2008, a Vivo adquiriu acções da TCP e TC no seguimento das ofertas voluntária e obrigatória concluídas em 15 de Maio de 2008 e 15 de Agosto de 2008, respectivamente. Em resultado destas operaçõe, em 31 de Dezembro de 2008, a Vivo tinha uma participação de 58,8% da TCP e 56,3% da TC, equivalente a 97,0% e 95,7% dos direitos de voto, respectivamente.

Em 1 de Abril 2008, o detalhe dos activos consolidados líquidos da Telemig, que foram adquiridos pela Portugal Telecom através da Vivo, e do goodwill apurado em resultado das transacções acima referidas, é como segue (valores referentes aos 50% da Portugal Telecom):

Euro
Ajustamentos
Valor contabilístico para o justo valor Justo valor
ACTIVOS LÍQUIDOS ADQUIRIDOS
Activos intangíveis (Nota 32) 24.562.683 546.274.017 570.836.700
Activos tangíveis (Nota 33) 127.428.217 56.808.920 184.237.137
Caixa e equivalentes de caixa (Nota 43.f) 170.803.876 - 170.803.876
Contas a receber 39.476.039 - 39.476.039
Impostos diferidos activos (Nota 19) 30.530.408 - 30.530.408
Custos diferidos 18.301.988 - 18.301.988
Impostos a recuperar 16.291.914 - 16.291.914
Existências 9.827.699 879.001 10.706.700
Outros activos não correntes 24.263.331 - 24.263.331
Impostos diferidos passivos (Nota 19) - (105.139.836) (105.139.836)
Dívida de curto prazo (35.357.298) (628.039) (35.985.337)
Contas a pagar (33.995.607) - (33.995.607)
Acréscimos de custos (30.606.302) - (30.606.302)
Dívida de médio e longo prazo (8.228.972) 2.308.921 (5.920.051)
Provisões não correntes (Nota 38) (7.120.477) - (7.120.477)
Outros passivos correntes (53.020.675) - (53.020.675)
Outros passivos não correntes (3.012.736) - (3.012.736)
Total dos activos líquidos adquiridos 290.144.088 500.502.984 790.647.072
Interesses minoritários (Nota 20) (304.038.052)
Goodwill (Nota 32) 30.397.905
Preço de compra (Nota 43.f) (incluindo 3 milhões de euros de despesas directamente atribuíveis à compra) 517.006.925

Os ajustamentos para o justo valor dos activos e passivos adquiridos foram avaliados por uma entidade independente. Os ajustamentos para o justo valor relativos aos activos intangíveis consistem maioritariamente nas licenças atribuídas pela Anatel (regulador brasileiro) à Telemig para a prestação de serviços de telecomunicações móveis. Estas licenças foram avaliadas pelo método do rendimento, baseado em previsões detalhadas de fluxos de caixa fornecidos pela gestão. Estas licenças estão a ser amortizadas pelos respectivos prazos, com um período de renovação (30 anos no total).

Em resultado da aquisição do controlo accionista da Telemig em 3 de Abril de 2008, a Demonstração Consolidada dos Resultados da Portugal Telecom para o exercício findo em 31 de Dezembro 2009 inclui os resultados da Telemig, enquanto para o exercício findo em 31 de Dezembro 2008 inclui os resultados da Telemig desde 1 de Abril de 2008. A contribuição da Telemig para os resultados consolidados da Portugal Telecom no trimestre findo em 31 de Março de 2009 foi de 0,3 milhões de euros ao nível do resultado líquido antes de interesses minoritários. Considerando a Telemig consolidada desde 1 de Janeiro de 2008, os valores pro-forma das receitas operacionais e do resultado líquido antes de interesses minoritários da Portugal Telecom, para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, são como segue (valores em milhões de euros):

euros
Resultados da
Valores Telemig no Informação
reportados 1T08 pro-forma
Receitas operacionais 6.721 71 6.792
Resultado líquido (antes de interesses minoritários) 696 38 734

Em 27 de Julho de 2009, foi aprovada em Assembleia Geral de Accionistas da Vivo Participações, da Telemig Celular Participações ("TCP") e da Telemig Celular ("TC") uma reestruturação societária que consistiu na incorporação das acções da TC na TCP e na incorporação das acções da TCP na Vivo Participações. No seguimento destas operações, os antigos accionistas da TC e da TCP adquiriram o direito a receber acções emitidas pela TCP e pela Vivo Participações, respectivamente, e a TC e a TCP tornaram-se subsidiárias integrais da TCP e da Vivo Participações, respectivamente. Esta reestruturação resultou numa redução dos interesses minoritários no montante de 103.641.467 euros (Nota 20). Este efeito decorre essencialmente do maior valor de mercado da Vivo Participações comparativamente ao valor contabilístico, enquanto o valor contabilístico da Telemig é similar ao valor de mercado como resultado do processo de alocação do preço de compra ocorrido em 2008.

A reestruturação mencionada acima não envolveu a aquisição ou perda de controlo de nenhuma das empresas, uma vez que a Vivo Participações já detinha o controlo da Telemig Celular a 31 de Dezembro de 2008 e a Brasicel mantêm o controlo da Vivo Participações, não obstante a diminuição da sua participação nesta empresa de 63,6% para 59,4%. Assim, a redução dos interesses minoritários no montante de 103.641.467 euros foi registada como um ganho directamente nos capitais próprios, uma vez que desta transacção não resultou uma perda de controlo e foi uma transacção celebrada entre accionistas na sua qualidade enquanto detentores de capital. Desta forma, esta operação foi registada como uma transacção dentro do capital próprio.

3. Principais políticas contabilísticas, julgamentos e estimativas

a) Classificação da Demonstração Consolidada da Posição Financeira

Os activos realizáveis e os passivos exigíveis a menos de um ano da data da Demonstração Consolidada da Posição Financeira são classificados, respectivamente, no activo e no passivo como correntes.

b) Existências

As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo encontram-se valorizadas ao custo médio de aquisição. As existências são ajustadas por motivos de obsolescência tecnológica ou baixa rotação de determinadas existências.

c) Activos tangíveis

Em 2008, a Portugal Telecom alterou a política contabilística de valorização dos imóveis e da rede de condutas, deixando de utilizar o modelo do custo e passando a adoptar o modelo de reavaliação, uma vez que a Empresa entende que este último reflecte de melhor forma o valor económico destas classes de activos, tendo em conta a natureza dos activos reavaliados, os quais não estão sujeitos a obsolescência tecnológica. O acréscimo de valor dos activos tangíveis resultante destas reservas de reavaliação, não distribuíveis, está a ser amortizado de acordo com o critério utilizado na amortização dos bens reavaliados.

Os restantes activos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição ou de produção, deduzido de amortizações acumuladas, subsídios ao investimento e perdas por imparidade, quando aplicável. O custo de aquisição inclui: (1) o preço de compra do activo; (2) as despesas directamente imputáveis à compra; e (3) os custos estimados de desmantelamento, remoção dos activos e requalificação do local (Notas 3.g e 38). Decorrente da excepção prevista na IFRS 1, as reavaliações efectuadas aos activos tangíveis, em exercícios anteriores a 1 de Janeiro de 2004, de acordo com os índices de actualização monetária previstos na legislação portuguesa, foram mantidas, designando-se esse valor reavaliado como valor de custo para efeitos de IFRS.

A amortização dos activos tangíveis, deduzidos do seu valor residual, é realizada de acordo com o método das quotas constantes, a partir do mês em que se encontram disponíveis para utilização, durante a vida útil dos activos, a qual é determinada em função da utilidade esperada.

As taxas de amortização praticadas correspondem, em média, às seguintes vidas úteis estimadas:

Anos
Edifícios e outras construções 3 - 50
Equipamento básico
Instalações e equipamento de rede 7 - 20
Rede de condutas 40
Equipamento terminal 5 - 10
Cabos submarinos 15 - 20
Estações, equipamento e instalações de satélites 5 - 7
Outros equipamentos de telecomunicações 3 - 10
Outro equipamento básico 4 - 20
Equipamento de transporte 4 - 8
Ferramentas e utensílios 4 - 10
Equipamento administrativo 3 - 10
Outras imobilizações corpóreas 3 - 10

As perdas estimadas decorrentes da substituição de equipamentos antes do fim da sua vida útil, por motivos de obsolescência tecnológica, bem como as perdas por imparidade, são reconhecidas como uma dedução ao valor do activo respectivo por contrapartida de resultados do período. Os encargos com manutenção e reparações de natureza corrente são registados como custo, quando incorridos. Os custos significativos incorridos com renovações ou melhorias significativas nos activos tangíveis são capitalizados e amortizados no correspondente período estimado de recuperação desses investimentos, quando os mesmos possam ser mensurados de uma forma fiável.

Os ganhos e perdas nas alienações de activos tangíveis, determinados pela diferença entre o valor de venda e o respectivo valor contabilístico, são contabilizados em resultados na rubrica "Ganhos com a alienação de activos fixos, líquidos".

d) Activos intangíveis

Os activos intangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações acumuladas e das perdas por imparidade, quando aplicável. Os activos intangíveis apenas são reconhecidos quando for provável que deles advenham benefícios económicos futuros para o Grupo e que os mesmos possam ser mensurados com fiabilidade.

Os activos intangíveis são constituídos basicamente por goodwill (Nota 2.a), licenças de telecomunicações e outros direitos conexos e licenças de utilização de software.

Os activos intangíveis gerados internamente, nomeadamente as despesas com investigação e desenvolvimento, são registados como custo quando incorridas. As despesas de desenvolvimento apenas são reconhecidas como activo intangível na medida em que se demonstre a capacidade técnica para completar o activo, a fim de o mesmo estar disponível para uso ou comercialização.

Os activos intangíveis, excluindo o goodwill, são amortizados pelo método das quotas constantes, por duodécimos, a partir do início do mês em que se encontram disponíveis para utilização, durante o período de vida útil ou, se inferior, o período dos contratos (incluindo os períodos de renovação adicional se aplicável), como segue:

Licenças de telecomunicações:
- Licenças de telecomunicações detidas pela Vivo Período das licenças com período de renovação
- Propriedade da rede básica detida pela PT Comunicações Período da concessão (até 2025)
- Licença UMTS detida pela TMN Período da licença com período de renovação (até 2030)
Direitos de aquisição de capacidade de satélite Período do contrato (até 2015)
Licenças de utilização de software 3 – 6 anos
Outros activos intangíveis 3 – 8 anos

e) Propriedades de investimento

As propriedades de investimento (Nota 31) compreendem essencialmente imóveis e terrenos detidos para auferir rendimento ou valorização do capital, ou ambos, e não para utilização no decurso da actividade corrente dos negócios.

As propriedades de investimento são registadas ao custo de aquisição acrescido das despesas de compra e registo de propriedade, deduzidos de amortizações acumuladas e de perdas por imparidade acumuladas, quando aplicável. Os custos incorridos (manutenções, reparações, seguros e impostos sobre propriedades), a par dos rendimentos e rendas obtidos com propriedades de investimento, são reconhecidos na Demonstração Consolidada dos Resultados do período a que se referem.

As propriedades de investimentos são amortizadas durante o período de vida expectável pelo método de amortização linear. As taxas de depreciação correspondem à média das vidas úteis estimadas, como detalhadas na Nota 3.c.

f) Imparidade de activos tangíveis e intangíveis, excluindo goodwill

As empresas do Grupo efectuam avaliações de imparidade dos seus activos tangíveis e intangíveis sempre que ocorra algum evento ou alteração que indiquem que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperado. Em caso de existência de tais indícios, o Grupo procede à determinação do valor recuperável do activo, de modo a determinar a extensão da perda por imparidade.

O valor recuperável é estimado para cada activo individualmente ou, no caso de tal não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o activo pertence. As principais unidades geradoras de caixa do Grupo correspondem aos negócios de rede fixa e móvel em Portugal, e ao negócio móvel no Brasil. O valor recuperável é determinado pelo valor mais alto entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo numa transacção entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso decorre dos fluxos de caixa futuros actualizados com base em taxas de desconto que reflictam o valor actual do capital e o risco específico do activo.

Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade na Demonstração Consolidada dos Resultados do período a que se refere.

Quando uma perda por imparidade é subsequentemente revertida, o valor contabilístico do activo é actualizado para o seu valor estimado. Contudo, a reversão da perda por imparidade só pode ser efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização) caso a perda por imparidade não tivesse sido registada em exercícios anteriores. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida de imediato na Demonstração Consolidada dos Resultados.

Os activos tangíveis registados de acordo com o modelo de reavaliação são periodicamente mensurados, sendo que a Portugal Telecom pretende proceder a uma nova reavaliação destes activos pelo menos de três em três anos. Qualquer perda por imparidade nestes activos é reconhecida como uma diminuição à reserva de reavaliação reconhecida inicialmente no capital próprio. As perdas por imparidade superiores no montante da reserva de reavaliação inicial são reconhecidas na Demonstração Consolidada dos Resultados.

g) Provisões e passivos contingentes

As provisões são reconhecidas pelo Grupo quando existe uma obrigação presente resultante de eventos passados, sendo provável que na liquidação dessa obrigação seja necessário um dispêndio de recursos internos e o montante da referida obrigação seja razoavelmente estimável. Quando alguma destas condições não é preenchida, o Grupo procede à divulgação dos eventos como passivo contingente, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos seja remota.

As provisões para reestruturação apenas são reconhecidas quando o Grupo tem um plano detalhado, formalizado, e após terem sido comunicados esses factos às entidades envolvidas.

As provisões para os custos de desmantelamento, remoção de activos e restauração do local são reconhecidas quando os bens começam a ser utilizados e se for possível estimar a respectiva obrigação com fiabilidade (Notas 3.c) e 38). O montante da provisão reconhecida corresponde ao valor presente da obrigação, sendo a actualização financeira registada em resultados como custo financeiro na rubrica de "Juros, líquidos".

As provisões são revistas e actualizadas na data da Demonstração Consolidade da Posição Financeira, de modo a reflectir a melhor estimativa, nesse momento, da obrigação em causa.

h) Responsabilidades com pensões e complementos de reforma

A PT Comunicações e a PT Sistemas de Informação, SA ("PT SI") têm o compromisso de conceder a alguns dos seus empregados prestações pecuniárias a título de pensão e complemento de pensão de reforma, os quais configuram um plano de benefícios definidos, tendo sido constituídos pela PT Comunicações fundos de pensões autónomos para o efeito (Nota 9.1).

A fim de estimar as suas responsabilidades com o pagamento das referidas prestações, o Grupo obtém periodicamente cálculos actuariais das responsabilidades determinados de acordo com o "Projected Unit Credit Method". O Grupo decidiu adoptar o tratamento alternativo previsto no IAS 19 de reconhecimento dos ganhos e perdas actuariais directamente na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral.

As alterações aos planos relativas a reduções ou aumentos de benefícios concedidos aos empregados são registadas como ganhos e perdas com serviços passados. Os ganhos e perdas com serviços passados relativos a direitos vencidos são reconhecidos na rubrica "Custo com benefícios de reforma, líquidos", quando incorridos. Os ganhos e perdas de serviços passados relativos a direitos não vencidos, são reconhecidos proporcionalmente em quotas constantes durante o período estimado que decorre até à data em que os direitos sejam adquiridos pelos colaboradores (na maioria dos casos, na data de reforma). Os ganhos obtidos com a liquidação de um plano são reconhecidos, quando incorridos, na rubrica "Custos de curtailment, líquidos".

As responsabilidades com pensões e complementos de reforma, reconhecidas na Demonstração Consolidada da Posição Financeira, representam o valor actual das obrigações com os planos de benefícios definidos de pensões, deduzido do justo valor dos activos dos fundos de pensões e dos ganhos ou perdas com serviços passados ainda não reconhecidos.

As contribuições efectuadas pelo Grupo para planos de pensões de contribuição definida são registadas como custo na Demonstração Consolidada dos Resultados na data em que as mesmas são devidas.

i) Responsabilidades com cuidados de saúde

A PT Comunicações e a PT SI têm o compromisso de conceder a alguns dos seus empregados, bem como aos respectivos familiares elegíveis, cuidados de saúde a prestar após a idade da reforma, os quais configuram um plano de benefícios definidos. O Plano de Saúde é gerido pela Portugal Telecom – Associação de Cuidados de Saúde ("PT ACS"), tendo em 2004 sido constituído um fundo autónomo para financiar estas responsabilidades (Nota 9.2), gerido pela PT Prestações – Mandatária de Aquisições e Gestão de Bens, SA ("PT Prestações").

A fim de estimar as suas responsabilidades com o pagamento das referidas prestações após a data de reforma, o Grupo obtém periodicamente cálculos actuariais das responsabilidades, determinados de acordo com o "Projected Unit Credit Method". O Grupo decidiu adoptar o tratamento alternativo previsto no IAS 19 de reconhecimento dos ganhos e perdas actuariais directamente na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral.

As alterações aos planos relativas a reduções ou aumentos de benefícios concedidos aos empregados são registadas como ganhos e perdas com serviços passados. Os ganhos e perdas com serviços passados relativos a direitos vencidos são reconhecidos na rubrica "Custo com benefícios de reforma, líquidos", quando incorridos. Os ganhos e perdas de serviços passados relativos a direitos não vencidos, são reconhecidos proporcionalmente em quotas constantes durante o período estimado que decorre até à data em que os direitos sejam adquiridos pelos colaboradores (na maioria dos casos, na data de reforma). Os ganhos obtidos com a liquidação de um plano são reconhecidos quando incorridos na rubrica "Custos de curtailment, líquidos".

As responsabilidades com cuidados de saúde reconhecidas na Demonstração Consolidada da Posição Financeira representam o valor presente das obrigações com os planos de benefícios definidos, deduzidas do justo valor dos activos do fundo constituído e dos ganhos ou perdas de serviços passados ainda não reconhecidos.

j) Pré-reforma e suspensões do contrato de trabalho

No âmbito dos programas de pré-reforma ou suspensão do contrato de trabalho, é reconhecido na Demonstração Consolidada da Posição Financeira um passivo, correspondente ao valor presente dos salários a pagar até à idade da reforma. O respectivo custo é registado na Demonstração Consolidada dos Resultados na rubrica "Custos de curtailment, líquidos", adicionado de encargos com pensões ou complementos de pensões a pagar e com cuidados de saúde a prestar após aquela data, quando os empregados passam para suspensão ou pré-reforma, e é determinado com base em estudos actuariais (Nota 9.3).

k) Subsídios

Os subsídios recebidos do Governo português e da União eurospeia são reconhecidos de acordo com o seu justo valor quando existe uma garantia razoável que irão ser recebidos e que as empresas do Grupo irão cumprir com as condições exigidas para a sua concessão.

Os subsídios à exploração para formação de colaboradores são reconhecidos na Demonstração Consolidada dos Resultados de acordo com os custos correspondentes incorridos.

Os subsídios ao investimento, relacionados com a aquisição de activos, são deduzidos ao valor dos respectivos activos (Nota 3.c).

l) Activos e passivos financeiros

Os activos e passivos financeiros são reconhecidos na Demonstração Consolidada da Posição Financeira quando o Grupo se torna parte na respectiva relação contratual.

(i) Contas a receber (Notas 24 e 25)

Contas a receber, empréstimos atribuídos e outras contas a receber que tenham pagamentos fixos ou definidos que não se encontrem cotados em mercados activos são classificados como valores a receber ou empréstimos atribuídos.

As contas a receber não têm implícito juro e são apresentadas pelo respectivo valor nominal, deduzidas de perdas de realização estimadas, calculadas essencialmente com base na antiguidade do saldo a receber e no perfil de crédito do devedor específico.

(ii) Investimentos disponíveis para venda

Os investimentos disponíveis para venda são os relacionados com títulos cotados detidos pelo Grupo, que sejam transaccionáveis num mercado activo e para os quais a Empresa não possui um interesse estratégico. Os investimentos disponíveis para venda são classificados na rubrica de "Outros investimentos".

Todas as compras e vendas destes investimentos são reconhecidas à data da assinatura dos respectivos contratos, independentemente da data de liquidação financeira. Os investimentos são inicialmente registados pelo seu valor de aquisição, incluindo eventuais despesas inerentes à transacção.

Após o reconhecimento inicial, os investimentos disponíveis para venda são reavaliados pelo seu justo valor, com reconhecimento das alterações de justo valor no capital próprio. Nas situações em que os investimentos sejam instrumentos de capital próprio não admitidos à cotação em mercados regulamentados e para os quais não é possível estimar com fiabilidade o seu justo valor, os mesmos são mantidos ao seu custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade. Na data de alienação ou imparidade dos investimentos classificados como disponíveis para venda, o valor acumulado das alterações de justo valor, registadas directamente no capital próprio, passa a ser reconhecido na Demonstração Consolidada dos Resultados do período.

(iii) Passivos financeiros e instrumentos de capital próprio

Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio emitidos pelo Grupo são classificados de acordo com a substância contratual da transacção e com a definição do passivo financeiro e instrumento de capital próprio. Os instrumentos de capital próprio são contratos que evidenciam um interesse residual nos activos do Grupo após dedução dos passivos.

Os instrumentos de capital próprio emitidos pelas empresas do Grupo são registados pelo valor recebido, líquido dos custos suportados com a sua emissão.

As obrigações convertíveis emitidas pela Portugal Telecom foram reconhecidas inicialmente em duas componentes: (i) o valor actual da dívida, estimado com base em taxas de juro de mercado para empréstimos não convertíveis com características semelhantes, reconhecido no passivo; e (ii) o valor de mercado da opção de conversão da obrigação em acções, por parte do detentor da obrigação, reconhecido directamente no capital próprio. À data da Demonstração Consolidada da Posição Financeira, o passivo é registado pelo seu custo amortizado.

(iv) Empréstimos bancários (Nota 34)

Os empréstimos bancários são registados no passivo pelo valor nominal recebido, líquido das respectivas despesas com a emissão desses empréstimos. Os encargos financeiros, calculados de acordo com a taxa de juro efectiva, bem como prémios pagos antecipadamente, são contabilizados de acordo com o princípio de especialização dos exercícios.

(v) Contas a pagar (Nota 35)

As contas a pagar são registadas pelo seu valor nominal, que é substancialmente equivalente ao seu justo valor.

(vi) Instrumentos financeiros derivados e contabilidade de cobertura (Nota 41)

As actividades do Grupo estão essencialmente expostas a riscos financeiros, decorrentes de variações nas taxas de câmbio e nas taxas de juro. O Grupo tem como política recorrer a instrumentos financeiros derivados com o objectivo de efectuar cobertura daqueles riscos financeiros sujeitos à análise económica detalhada e aprovação por parte da Comissão Executiva.

Os instrumentos financeiros derivados são inicialmente mensurados ao seu justo valor na data de contratação, sendo reavaliados subsequentemente pelo respectivo justo valor na data de cada Demonstração Consolidada da Posição Financeira.

Contabilidade de cobertura

A designação de um instrumento financeiro derivado como sendo um instrumento de cobertura obedece às disposições do IAS 39. Actualmente, para efeitos contabilísticos, a Portugal Telecom classifica os seus instrumentos financeiros derivados como de cobertura de justo valor e de fluxos de caixa.

As variações no justo valor dos instrumentos derivados designados como de cobertura de justo valor, bem como as alterações no justo valor do activo ou passivo sujeito àquele risco, são reconhecidas como resultado financeiro do período.

As variações no justo valor dos instrumentos financeiros derivados designados como cobertura de fluxos de caixa são registadas directamente no capital próprio, na sua componente efectiva, e em resultados financeiros, na sua componente não efectiva. Os valores registados no capital próprio são transferidos para resultados financeiros no período em que o item coberto tiver igualmente efeito em resultados.

No que se refere aos instrumentos financeiros derivados que, embora contratados com o objectivo de efectuar cobertura económica de acordo com as políticas de gestão de risco do Grupo, não cumpram todas as disposições do IAS 39 no que respeita à possibilidade de qualificação como contabilidade de cobertura, são classificados como "derivados detidos para negociação" e as respectivas variações no justo valor são registadas na Demonstração Consolidada dos Resultados do período em que ocorrem.

(vii) Acções próprias (Nota 40)

As acções próprias são contabilizadas pelo seu valor de aquisição como uma redução do capital próprio na rubrica "Acções próprias", e os ganhos ou perdas inerentes à alienação das acções próprias são registados em "Resultados acumulados".

Os equity swaps sobre acções próprias, que incluam uma opção de exercício físico executável pela PT, são reconhecidos como um passivo financeiro por contrapartida da redução de capital próprio, e registados de forma similar a uma aquisição de acções próprias, na data de celebração do contrato.

(viii) Caixa e equivalentes de caixa e investimentos de curto prazo (Nota 23)

Os montantes incluídos na rubrica "Caixa e equivalentes de caixa" correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários, depósitos a prazo e outros, vencíveis em ou a menos de três meses e que possam ser imediatamente mobilizáveis e com risco insignificante de alteração de valor. A rubrica "Caixa e equivalentes de caixa" inclui também depósitos de clientes e outras entidades que ainda não foram compensados.

Para efeitos da Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa, a rubrica de "Caixa e equivalentes de caixa" compreende também os descobertos bancários incluídos no Demonstração Consolidada da Posição Financeira na rubrica de "Dívida de curto prazo".

Os investimentos de curto prazo compreendem investimentos com objectivo de gerar rendimento, razão pela qual não foram classificados como equivalentes de caixa.

(ix) Operações de "Qualified Technological Equipment"

O Grupo celebrou em exercícios anteriores operações de "Qualified Technological Equipment" ("QTE"), pelas quais alienou a determinados investidores estrangeiros um conjunto de equipamentos de telecomunicações. Em simultâneo, estes investidores celebraram contratos de locação dos equipamentos com entidades constituídas especificamente para o efeito, as quais celebraram com o Grupo contratos de venda condicional dos mesmos equipamentos. O Grupo mantém legalmente a posse dos equipamentos envolvidos.

Estas operações configuram um sale and lease back, mantendo-se os equipamentos registados na Demonstração Consolidada da Posição Financeira. As empresas constituídas no âmbito destas operações foram consolidadas integralmente nas demonstrações financeiras, dado o Grupo ter obtido a maioria dos benefícios económicos gerados por estas entidades no decorrer das suas actividades e, consequentemente, estar exposto ao risco resultante das actividades dessas entidades. Assim, a Portugal Telecom registou um activo corrente e não corrente pelo montante da venda do equipamento (Nota 29) e um passivo corrente e não corrente pelo montante das rendas vincendas (Nota 39).

Os prémios recebidos pelo Grupo no início daquelas operações são reconhecidos linearmente em resultados no período das mesmas.

m) Trabalhos para a própria empresa

Os custos internos (materiais, mão-de-obra e transportes) incorridos na produção de activos tangíveis são objecto de capitalização, apenas quando sejam preenchidos os seguintes requisitos:

  • Os activos tangíveis desenvolvidos são identificáveis;
  • Existe forte probabilidade de que os activos tangíveis venham a gerar benefícios económicos futuros; e
  • Os custos de desenvolvimento são mensuráveis de forma fiável.

A contrapartida na Demonstração Consolidada dos Resultados é registada através da redução dos correspondentes custos operacionais, não sendo reconhecidas quaisquer margens geradas internamente. Quando não são preenchidas as condições acima descritas, os valores incorridos são contabilizados na Demonstração Consolidada dos Resultados como custos no período em que ocorrem.

Os custos incorridos na fase de pesquisa são reconhecidos em resultados como custo, no período em que ocorrem.

n) Locações (a empresa como locatária)

Os contratos de locação são classificados como locações financeiras se, através deles, forem transferidos para o locatário substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse dos activos correspondentes. Os restantes contratos de locação são classificados como locações operacionais (Nota 13). A classificação das locações é feita em função da substância e não da forma do contrato.

Os activos adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades para com o locador, são contabilizados pelo método financeiro, de acordo com o plano financeiro contratual (Nota 34). Adicionalmente, os juros incluídos no valor das rendas e as amortizações do activo fixo tangível são reconhecidos na Demonstração Consolidada dos Resultados do período a que respeitam.

Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas são reconhecidas como custo na Demonstração Consolidada dos Resultados numa base linear durante o período do contrato de locação (Nota 13).

o) Imposto sobre o rendimento

O imposto sobre o rendimento do período é composto por imposto corrente e imposto diferido, sendo reconhecido de acordo com o preconizado pelo IAS 12.

A Portugal Telecom encontra-se abrangida pelo regime de tributação pelo lucro consolidado (actualmente designado por regime especial de tributação dos grupos de sociedades), que abrange todas as empresas em que a Portugal Telecom participa, directa ou indirectamente, em pelo menos 90% do respectivo capital social e que, simultaneamente, sejam residentes em Portugal e tributadas em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC). As restantes empresas participadas, não abrangidas pelo regime especial de tributação do Grupo Portugal Telecom, são tributadas individualmente, com base nas respectivas matérias colectáveis e nas taxas de imposto aplicáveis.

Na mensuração do custo relativo ao imposto sobre o rendimento do período, para além do imposto corrente é ainda considerado o efeito do imposto diferido, calculado com base na diferença entre o valor contabilístico dos activos e passivos em determinado momento e o correspondente valor para efeitos fiscais.

Tal como está estabelecido na referida norma, são reconhecidos passivos por impostos diferidos para todas as diferenças temporárias tributáveis e activos por impostos diferidos apenas quando exista razoável segurança de que estes poderão vir a ser utilizados na redução do resultado tributável futuro, ou quando existam impostos diferidos passivos cuja reversão seja expectável ocorrer no mesmo período em que os impostos diferidos activos sejam revertidos. Na data da Demonstração Consolidada da Posição Financeira, é efectuada uma revisão desses impostos diferidos activos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua utilização futura.

O montante de imposto a incluir quer no imposto corrente, quer no imposto diferido, que resulte de transacções ou eventos reconhecidos directamente no capital próprio, é registado directamente nestas mesmas rubricas, não afectando o resultado do período.

p) Rédito

As receitas da actividade de telecomunicações fixas são registadas pelo seu valor bruto no momento da prestação do serviço e facturadas numa base mensal ao longo do mês. Os valores não facturados a clientes ou não facturados por outros operadores, mas vencidos ou incorridos à data das demonstrações financeiras consolidadas, são registados com base em estimativas. As diferenças entre os valores estimados e os reais, que normalmente não são significativas, são registadas no período subsequente.

A repartição de receitas dos serviços de telecomunicações internacionais é efectuada com base nos registos de tráfego do país de origem e nas taxas de repartição fixadas mediante acordos celebrados com os vários operadores de telecomunicações. Compete ao operador de origem do tráfego a apresentação do crédito ao operador do país de destino e, se aplicável, aos operadores dos países de trânsito.

As receitas de aluguer de equipamento terminal são registadas como locação operacional no período a que respeitam, na rubrica "Outras receitas".

As receitas dos serviços de ISP resultam fundamentalmente de assinaturas mensais pela disponibilização do acesso à Internet e do tráfego telefónico gerado pelos clientes quando utilizam o serviço. Estas receitas são reconhecidas no período em que o serviço é prestado.

As receitas de publicidade relativas a listas telefónicas, bem como os respectivos custos, são registadas durante o período de vigência das listas. A PT Comunicações tem um contrato com a empresa Páginas Amarelas, SA através do qual esta última é responsável pela produção, publicação e distribuição das listas telefónicas, bem como da comercialização do espaço publicitário incluído nas listas. O custo total pago pela PT Comunicações por estes serviços é uma percentagem fixa de 72% das receitas brutas resultantes da venda do espaço publicitário. Os custos de espaço publicitário são fixos, não contingentes, e baseados no volume expectável de listas telefónicas (aproximadamente uma por número de telefone). As receitas da venda do espaço publicitário são facturadas directamente pela PT Comunicações aos seus clientes durante o período de vigência de cada lista. Estas receitas são registadas em resultados, mensalmente, durante o referido período.

As receitas da actividade de telecomunicações móveis resultam, essencialmente, da utilização da rede móvel pelos clientes e operadores de telecomunicações. O momento do reconhecimento das receitas geradas no âmbito da actividade de telecomunicações móveis, bem como as rubricas onde se encontram reconhecidas, pode ser resumido da seguinte forma:

Origem do proveito Classificação Reconhecimento
Utilização da rede Prestações de serviços No mês da prestação do serviço
Tráfego de interligação Prestações de serviços No mês da prestação do serviço
Roaming Prestações de serviços No mês da prestação do serviço
Cartões pré-pagos Prestações de serviços No momento da prestação do serviço
Banda larga móvel Prestações de serviços No momento da prestação do serviço
Equipamentos terminais e acessórios Vendas de mercadorias No momento da venda
Penalidades impostas aos clientes Outras receitas No momento do recebimento

As receitas provenientes da venda de determinados produtos/serviços compostos são imputadas a cada um dos seus componentes de acordo com o seu respectivo valor de mercado e reconhecidas separadamente, de acordo com os critérios definidos para cada um desses componentes.

O Grupo opera programas de fidelização para alguns dos seus clientes, ao abrigo dos quais, em função do consumo, os clientes têm direito a pontos de fidelização que podem ser trocados por equipamentos, acessórios e descontos em subsequentes aquisições de serviços de telecomunicações móveis. No seguimento da adopção da IFRIC 13 Programas de Fidelização de Clientes, conforme explicado em detalhe na Nota 4, a Portugal Telecom contabiliza estas transacções como transacções contendo múltiplos elementos, pelo que o montante recebido inicialmente é alocado entre a receita relativa ao tráfego consumido e os pontos que o cliente obteve. Desta forma, a receita diferida é reconhecida quando os pontos são consumidos ou perdem a validade.

As receitas do serviço de televisão através de IPTV e satélite resultam essencialmente de e são reconhecidas como segue:

Origem do proveito Classificação Reconhecimento
Assinatura mensal pela utilização do serviço Prestação de serviços No momento da prestação de serviços
Aluguer de equipamento Prestação de serviços No periodo do aluguer
Venda de equipamento Vendas de mercadorias No momento da venda
Penalidades impostas aos clientes Outras receitas No momento do recebimento

q) Saldos e transacções em moeda estrangeira

As transacções em moeda estrangeira são convertidas para euros à taxa de câmbio da data da transacção. Na data da Demonstração Consolidada da Posição Financeira, é efectuada a actualização cambial de activos e passivos, aplicando a taxa de fecho. As diferenças cambiais daí resultantes são reconhecidas na Demonstração Consolidada dos Resultados do período em que foram determinadas. As variações cambiais geradas em itens não monetários, incluindo o goodwill, e em itens monetários que constituam extensão do investimento e cujo reembolso não seja previsível num futuro próximo, são

reconhecidos directamente no capital próprio na rubrica "Ajustamentos de conversão cambial", sendo apresentadas na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral.

A conversão para euros de demonstrações financeiras de empresas participadas denominadas em moeda estrangeira é efectuada considerando as seguintes taxas de câmbio:

  • Taxa de câmbio vigente à data da Demonstração Consolidada da Posição Financeira, para a conversão dos activos e passivos;
  • Taxa de câmbio média do período, para a conversão das rubricas da Demonstração Consolidada dos Resultados;
  • Taxa de câmbio média do período, para a conversão dos fluxos de caixa (nos casos em que essa taxa de câmbio se aproxime da taxa real, sendo que para os restantes fluxos de caixa é utilizada a taxa de câmbio da data das operações); e
  • Taxa de câmbio histórica, para a conversão das rubricas do capital próprio.

As diferenças de câmbio originadas na conversão são incluídas no capital próprio, na rubrica "Ajustamentos de conversão cambial", e são apresentadas na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral. De acordo com a IAS 21, quando ocorre uma redução no investimento da Portugal Telecom numa entidade estrangeira, através da venda ou reembolso de capital, o efeito acumulado dos ajustamentos de conversão cambial é transferido para a Demonstração Consolidada de Resultados, de forma proporcional à redução ocorrida no investimento.

O Grupo optou por utilizar a excepção prevista no IFRS 1, transferindo o montante relativo a variações cambiais acumuladas até à data da transição, contabilizado na rubrica de "Ajustamentos de conversão cambial" em 1 de Janeiro de 2004, para a rubrica de "Resultados transitados". A partir de 1 de Janeiro de 2004, o Grupo começou a registar directamente no capital próprio as variações cambiais permitidas pelos IFRS, passando as variações cambiais geradas após a data de transição a ser reconhecidas na Demonstração Consolidada dos Resultados apenas na data da alienação dos respectivos investimentos financeiros.

r) Encargos financeiros com empréstimos

Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são reconhecidos como custo quando incorridos. O Grupo não capitaliza os encargos financeiros, ainda que relacionados com empréstimos incorridos na aquisição, construção ou produção de um activo, uma vez que o período de construção dos activos tangíveis e intangíveis é relativamente curto (Nota 4).

s) Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa

A Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa é preparada de acordo com o IAS 7, através do método directo. O Grupo classifica na rubrica de caixa e equivalentes de caixa os investimentos vencíveis a menos de três meses e para os quais o risco de alteração de valor é insignificante. Para efeitos da Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa, a rubrica de caixa e equivalentes de caixa compreende também os descobertos bancários incluídos na Demonstração Consolidada da Posição Financeira na rubrica de "Dívida de curto prazo".

Os fluxos de caixa são classificados na Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa, dependendo da sua natureza, em (1) actividades operacionais; (2) actividades de financiamento; e (3) actividades de investimento. As actividades operacionais englobam essencialmente os recebimentos de clientes, e os pagamentos a fornecedores, ao pessoal, de benefícios de reforma, de imposto sobre o rendimento e de impostos indirectos líquidos. Os fluxos de caixa abrangidos nas actividades de investimento incluem, nomeadamente, aquisições e alienações de investimentos, dividendos recebidos de empresas associadas e recebimentos e pagamentos decorrentes da compra e venda de activos imobilizados. Os fluxos de caixa abrangidos nas actividades de financiamento incluem, designadamente, os pagamentos e recebimentos referentes a empréstimos obtidos, contratos de locação financeira, pagamento de rendas de locações e pagamentos relacionados com juros e despesas relacionadas, compra e venda de acções próprias e pagamento de dividendos.

t) Eventos subsequentes (Nota 46)

Os eventos ocorridos após a data da Demonstração Consolidada da Posição Financeira que afectem o valor dos activos e passivos existentes à data da referida demonstração são considerados na preparação das demonstrações financeiras do período. Esses eventos, se significativos, são divulgados nas notas às demonstrações financeiras consolidadas.

Julgamentos e estimativas

Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com os IFRS, o Conselho de Administração da Portugal Telecom utiliza estimativas e pressupostos que afectam a aplicação de políticas e montantes reportados. As estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência de eventos passados e outros factores, incluindo expectativas relativas a eventos futuros considerados prováveis face às circunstâncias em que as estimativas são baseadas ou resultado de uma informação ou experiência adquirida. As estimativas contabilísticas mais significativas reflectidas nas demonstrações financeiras consolidadas são como segue:

  • (a) Benefícios de reforma O valor presente das responsabilidades com benefícios de reforma é calculado com base em metodologias actuariais, as quais utilizam determinados pressupostos actuariais. Quaisquer alterações desses pressupostos terão impacto no valor contabilístico das responsabilidades. Os principais pressupostos actuariais utilizados no cálculo das responsabilidades com benefícios de reforma estão descritos na Nota 9. A Empresa tem como política rever periodicamente os principais pressupostos actuariais, caso o seu impacto seja material nas demonstrações financeiras.
  • (b) Análise de imparidade do goodwill A Portugal Telecom testa anualmente o goodwill com o objectivo de verificar se o mesmo está em imparidade. Os valores recuperáveis das unidades geradoras de caixa foram determinados com base na metodologia do valor em uso. A utilização deste método requer a estimativa de fluxos de caixa futuros provenientes das operações de cada unidade geradora de caixa, a escolha de uma taxa de crescimento para extrapolar as projecções de fluxos de caixa esperados e a estimativa de uma taxa de desconto apropriada para cada unidade geradora de caixa.
  • (c) Valorização e vida útil de activos intangíveis e tangíveis A Portugal Telecom utilizou diversos pressupostos na estimativa dos fluxos de caixa futuros provenientes dos activos intangíveis adquiridos como parte de processos de aquisição de empresas, entre os quais a estimativa de receitas futuras, taxas de desconto e vida útil dos referidos activos. A Portugal Telecom também utilizou estimativas de forma a calcular a vida útil dos activos tangíveis.
  • (d) Reconhecimento de provisões e ajustamentos A Portugal Telecom é parte em diversos processos judiciais em curso para os quais, com base na opinião dos seus advogados, efectuou um julgamento para determinar o reconhecimento de eventual provisão para fazer face a essas contingências (Nota 45). Os ajustamentos para contas a receber são calculados essencialmente com base na antiguidade das contas a receber, o perfil de risco dos clientes

e a situação financeira dos mesmos. As estimativas relacionadas com os ajustamentos para contas a receber diferem de negócio para negócio.

  • (e) Determinação do valor de mercado dos instrumentos financeiros A Portugal Telecom escolhe o método de avaliação que considera apropriado para os instrumentos financeiros não cotados num mercado activo com base no seu melhor conhecimento do mercado e dos activos, aplicando as técnicas de avaliação usualmente utilizadas no mercado e usando pressupostos com base em taxas de mercado.
  • (f) Determinação do valor de mercado dos activos reconhecidos de acordo com o modelo de reavaliação A Portugal Telecom utilizou o modelo da reavaliação para mensurar o valor contabilístico de determinadas classes de activos. Para determinar o valor reavaliado desses activos, a Empresa utilizou o método do custo de reposição no caso da rede de condutas e o valor de mercado no caso dos imóveis. Estes métodos implicaram a utilização de determinados pressupostos relativos ao custo de construção das condutas e de indicadores específicos relacionados com o mercado imobiliário, conforme explicado em maior detalhe na Nota 33.

As estimativas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das demonstrações financeiras consolidadas, no entanto, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo previsíveis à data, não foram consideradas nessas estimativas. Conforme disposto pelo IAS 8, alterações a estas estimativas, que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras consolidadas, são corrigidas em resultados de forma prospectiva.

4. Alterações de políticas e estimativas

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, entraram em vigor as seguintes normas, normas revistas e interpretações aplicáveis à Portugal Telecom:

  • A norma IAS 1 Apresentação de Demonstrações Financeiras foi revista em Setembro de 2007 e é aplicável para exercícios iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2009. Além de determinados requisitos, com os quais a Portugal Telecom já cumpria no último relatório anual, uma vez que os mesmos eram permitidos ao abrigo da versão anterior desta norma, a revisão desta norma implicou as seguintes alterações que a Portugal Telecom efectuou nestas demonstrações financeiras consolidadas: (1) incluir uma demonstração financeira adicional divulgando todas as variações no capital próprio, informação que era apresentada no último relatório anual nas notas às demonstrações financeiras consolidadas; e (2) alterações de certos títulos das demonstrações financeiras, nomeadamente de "Balanço Consolidado" para "Demonstração Consolidada da Posição financeira" e de "Demonstração dos Ganhos e Perdas Reconhecidos" para " Demonstração Consolidada do Rendimento Integral".
  • A norma IAS 23 Custos de Financiamento foi revista em Março de 2007 e é aplicável para exercícios iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2009. A revisão desta norma removeu a opção de reconhecer imediatamente como despesa os custos de financiamento decorrentes da construção ou aquisição de activos que necessitem de um prazo significativo para ficarem disponíveis para uso ou alienação. A adopção desta norma não teve qualquer impacto nas demonstrações financeiras da Empresa, uma vez que o período de construção dos seus activos tangíveis e intangíveis é relativamente curto.
  • A norma IFRS 8 Segmentos Operacionais foi emitida em Novembro de 2006 e é aplicável para exercícios iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2009, substituindo a norma IAS 14 anteriormente em vigor. Esta nova norma requer a identificação de segmentos operacionais com base em relatórios internos revistos regularmente pela gestão com o intuito de alocar recursos ao segmento e avaliar a sua performance. O reporte por segmentos no último relatório

anual da Portugal Telecom já era consistente com esta nova norma, pelo que a adopção da mesma não teve qualquer impacto nos resultados e posição financeira dos segmentos.

A interpretação IFRIC 13 Programas de Fidelização de Clientes foi emitida em Junho de 2007 e é aplicável para exercícios iniciados em ou após 1 de Julho de 2008. O Grupo opera programas de fidelização para alguns dos seus clientes, ao abrigo dos quais, em função do consumo, os clientes têm direito a pontos de fidelização que podem ser trocados por equipamentos, acessórios e descontos em subsequentes aquisições de serviços de telecomunicações móveis. Até 31 de Dezembro de 2008, a Portugal Telecom contabilizava estas transacções reconhecendo como receita o montante total recebido pelo tráfego consumido e registando um passivo para fazer face ao custo estimado decorrente da utilização dos pontos atribuídos. Esta interpretação requer que estas transacções sejam contabilizadas como transacções contendo múltiplos elementos, pelo que o montante recebido inicialmente deve ser alocado entre a receita relativa ao tráfego consumido e os pontos que o cliente obteve. Desta forma, no seguimento da adopção desta interpretação em 1 de Janeiro de 2009, a Portugal Telecom reconheceu uma receita diferida a valor de mercado, em vez de registar uma provisão como anteriormente. Conforme previsto na norma IAS 8 Políticas Contabilísticas, Alterações em Estimativas Contabilísticas e Erros, esta interpretação foi aplicada de forma retrospectiva, pelo que foram efectuadas as seguintes alterações às demonstrações da posição financeira consolidada em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 e à Demonstração Consolidada dos Resultados consolidados para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, anteriormente divulgadas:

euros
Antes da adopção Impactos da adopção Demonstração
Demonstração Consolidada da Posição Financeira em 1 de Janeiro de 2008 do IFRIC 13 do IFRIC 13 reexpressa
Activo
Activos por impostos diferidos 992.880.357 (659.218) 992.221.139
Outros activos 12.129.290.529 - 12.129.290.529
Total do activo 13.122.170.886 (659.218) 13.121.511.668
Passivo
Proveitos diferidos correntes 286.056.467 45.894.085 331.950.552
Provisões correntes 123.340.200 (48.381.701) 74.958.499
Outros passivos 10.630.964.031 - 10.630.964.031
Total do passivo 11.040.360.698 (2.487.616) 11.037.873.082
Capital próprio excluindo interesses minoritários 1.338.221.897 1.828.398 1.340.050.295
Interesses minoritários 743.588.291 - 743.588.291
Total do capital próprio 2.081.810.188 1.828.398 2.083.638.586
Total do capital próprio e do passivo 13.122.170.886 (659.218) 13.121.511.668
euros
Antes da adopção Impactos da adopção Demonstração
do IFRIC 13 do IFRIC 13 reexpressa
1.031.431.805 1.292.174 1.032.723.979
12.681.671.323 - 12.681.671.323
13.713.103.128 1.292.174 13.714.395.302
305.392.739 57.229.629 362.622.368
124.567.576 (52.353.496) 72.214.080
12.083.322.032 - 12.083.322.032
12.513.282.347 4.876.133 12.518.158.480
235.610.386 (3.583.959) 232.026.427
964.210.395 - 964.210.395
1.199.820.781 (3.583.959) 1.196.236.822
13.713.103.128 1.292.174 13.714.395.302

(i) O efeito nos capitais próprios excluindo interesses minoritários em 31 de Dezembro de 2008 inclui um impacto positivo de 1.828.397 euros reportado a 1 de Janeiro de 2008 e um impacto negativo no resultado líquido do exercício de 2008 no montante de 5.412.357 euros.

euros
Antes da adopção Impactos da adopção Demonstração
Demonstração Consolidada dos Resultados para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 do IFRIC 13 do IFRIC 13 reexpressa
Receitas (redução nas prestações de serviços) 6.734.307.435 (13.420.575) 6.720.886.860
Custos operacionais (redução nas provisões e ajustamentos) 5.670.245.473 (6.056.824) 5.664.188.649
Resultado antes de resultados financeiros e impostos 1.064.061.962 (7.363.751) 1.056.698.211
Resultados financeiros (129.496.695) - (129.496.695)
Imposto sobre o rendimento (233.331.156) 1.951.394 (231.379.762)
Resultado líquido 701.234.111 (5.412.357) 695.821.754
Atribuível a interesses minoritários 119.721.635 - 119.721.635
Atribuível a accionistas da Portugal Telecom 581.512.476 (5.412.357) 576.100.119
Resultado líquido por acção
Básico 0,64 (0,01) 0,64
Diluído 0,63 (0,01) 0,62

De acordo com a norma IAS 1 Apresentação de Demonstrações Financeiras revista, e no seguimento da adopção desta nova política contabilística de forma retrospectiva, a Portugal Telecom divulgou uma demonstração adicional da posição financeira consolidada em 1 de Janeiro de 2008, reexpressando os impactos da adopção desta política contabilística. Adicionalmente, a Portugal Telecom divulgou as notas àquela data que foram alteradas decorrente da adopção desta nova política contabilística.

Além das normas acima referidas, outras normas e interpretações, bem como algumas alterações pouco significativas em diversas normas, entraram em vigor no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, mas não são aplicáveis à Empresa ou não tiveram impacto material nas suas demonstrações financeiras.

Adicionalmente, à data de aprovação destas demonstrações financeiras pelo Conselho de Administração, as seguintes normas e interpretações, ainda não adoptadas pela Portugal Telecom, tinham sido emitidas pelo IASB e pelo IFRIC (algumas das quais ainda não aprovadas pela União eurospeia), mas a sua aplicação é apenas obrigatória em exercícios futuros:

  • IAS 27 (revista) Demonstrações financeiras consolidadas e individuais, IAS 28 (revista) Investimentos em associadas, IFRS 3 (revista) Concentrações de actividades empresariais e IAS 31 (revista) Interesses em joint ventures foram emitidas em Janeiro de 2008 e são aplicáveis para exercícios iniciados em ou após 1 de Julho de 2009. O impacto da adopção destas normas ainda não foi completamente avaliado pela Empresa, mas, de acordo com as normas de transição, não existe impacto nos activos e passivos a 31 de Dezembro de 2009 decorrente de transacções já ocorridas no passado.
  • IAS 39 (revista) Instrumentos financeiros foi emitida em Julho de 2008 e é aplicável para exercícios iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2010. Esta norma foi revista em relação ao reconhecimento e mensuração de itens de cobertura. O impacto da adopção desta norma revista ainda não foi completamente avaliado pela Portugal Telecom.
  • IFRIC 17 Distribuição de activos não monetários aos accionistas foi emitida em Novembro de 2008 e é aplicável para exercícios iniciados em ou após 1 de Julho de 2009. A Empresa não estima qualquer impacto nas suas demonstrações financeiras em resultado da adopção desta interpretação.
  • IFRS 1 (revista) Adopção pela primeira vez das IFRS foi revista em Novembro de 2008 e em Julho de 2009 e é aplicável para exercícios iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2010. A Empresa não estima qualquer impacto nas suas demonstrações financeiras em resultado da adopção desta norma.
  • IFRIC 9 (revista) Reavaliação dos derivados embutidos e IAS 39 (revista) Instrumentos financeiros foram emitidas em Março de 2009 e são aplicáveis para exercícios iniciados em ou após 30 de Junho de 2009. Esta interpretação e esta norma foram revistas em relação ao tratamento contabilístico dos derivados embutidos aquando da reclassificação de instrumentos financeiros. O impacto da adopção desta interpretação e desta norma revista ainda não foi completamente avaliado pela Portugal Telecom.

  • IFRS 2 (revista) Pagamentos com base em acções foi emitida em Junho de 2009 e é aplicável para exercícios iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2010. A Empresa não estima qualquer impacto nas suas demonstrações financeiras em resultado da adopção desta norma revista.

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 e tendo por base a melhor informação disponível, a Portugal Telecom reviu algumas estimativas relativas a vidas úteis económicas de determinados equipamentos terminais e activos de infra-estrutura, ajustamentos para dívidas de cobrança duvidosa e custos com o desmantelamento de activos de infraestrutura. O impacto desta revisão de estimativas foi reconhecido de forma prospectiva, tendo o resultado líquido do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 sido positivamente impactado em 20,2 milhões de euros.

5. Cotações utilizadas para conversão de transacções em moeda estrangeira

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para euros com base nas seguintes taxas de câmbio relativamente ao euros:

2009 2008
7,4418 7,4506
8,3000 9,7500
10,252 10,87
11,348 11,2665
24.108,6 21.468,6
1,6008 2,0274
1,5128 1,6998
10,666 13,0667
11,1709 10,7858
1,4406 1,3917
110,2650 110,2650
270,4200 266,7000
655,9570 655,9570
1,4836 1,485
133,1600 126,1400
0,8881 0,9525
44,1500 35,2500
11,506 11,1094
5,4695 4,8065
9,5721 10,4639
10,666 13,0667
2,5113 3,2436
109,3415 108,8309
2.758,8 2.703,4
9,835 9,4956

Nos exercícios de 2009 e 2008, as demonstrações dos resultados das empresas controladas expressas em moeda estrangeira foram convertidas para euros com base nas seguintes taxas de câmbio médias relativamente ao euros:

M oeda 2009 2008
Dirham marroquino 11,2674 11,3652
Dólar namibiano 11,6737 12,0590
Dobra de S. Tomé e Príncipe 22.589,9 21.697,5
Dólar dos EUA 1,3948 1,4708
Escudo de Cabo Verde 110,2650 110,2650
Forint húngaro 280,33 251,51
Franco CFA 655,9570 655,9570
Franco suíço 1,51 1,5874
Metical de Moçambique 38,6638 35,6554
Pataca de Macau 11,1291 11,8018
Peso argentino 5,209 4,6655
Pula de Botsuana 9,8529 9,9043
Real do Brasil 2,7674 2,6737
Xelim queniano 107,8317 101,5914
Xelim ugandês 2.817,9 2.537,8
Yuan Renmimbi da China 9,4496 10,2236

6. Receitas operacionais

As receitas operacionais consolidadas nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 repartem-se da seguinte forma:

euros
2009 2008
Rede fixa (Nota 7.a) 1.796.502.317 1.805.554.846
Prestações de serviços (Nota 3.p) (i) 1.733.800.680 1.726.999.775
Retalho 970.135.390 952.250.863
Serviços a operadores (wholesale) 371.385.586 386.758.739
Dados e soluções empresariais 295.094.607 279.492.290
Outras 97.185.097 108.497.883
Vendas (ii) 42.531.397 50.529.449
Outras receitas (iii) 20.170.240 28.025.622
M óvel Portugal - TM N (Nota 7.b) 1.460.211.966 1.512.399.511
Prestações de serviços (Nota 3.p) (iv) 1.313.541.732 1.355.901.064
Facturação 1.195.642.923 1.188.194.775
Interligação 117.898.809 167.706.289
Vendas (ii) 134.378.318 148.515.391
Outras receitas (iii) 12.291.916 7.983.056
M óvel Brasil - Vivo (Nota 7.c) 3.137.292.213 3.033.774.411
Prestações de serviços (Nota 3.p) (v) 2.832.352.313 2.670.442.921
Vendas (ii) 234.733.675 293.315.323
Outras receitas (iii) 70.206.225 70.016.167
Outros (vi) 390.674.114 369.158.092
Prestações de serviços 374.029.133 348.756.842
Vendas 11.251.415 16.302.138
Outras receitas 5.393.566 4.099.112
6.784.680.610 6.720.886.860
  • (i) O aumento da contribuição do segmento de Rede Fixa para as receitas consolidadas é essencialmente explicado pelo crescimento das receitas do retalho, em resultado do forte crescimento da performance do triple-play e da boa performance dos serviços de dados e soluções empresariais, o que mais que compensou a redução das receitas com os serviços a operadores, com o decréscimo das receitas de tráfego a ser parcialmente compensado pelo crescimento do aluguer das linhas.
  • (ii) Estas rubricas incluem essencialmente vendas de equipamentos terminais (telefones fixos, modems e tv boxes) da rede fixa e equipamentos terminais móveis na TMN e na Vivo.
  • (iii) As outras receitas operacionais incluem essencialmente receitas de publicidade dos portais e das listas telefónicas, no negócio de rede fixa; benefícios de penalidades contratuais aplicadas a clientes, aluguer de equipamento, de espaços e de outras infra-estruturas próprias e receitas provenientes de estudos, projectos e assistência técnica.
  • (iv) A redução na contribuição do segmento móvel doméstico para as receitas consolidadas é explicada essencialmente pelo decréscimo das receitas de interligação, devido à diminuição das taxas de terminação móvel, o que mais que compensou o contínuo crescimento das receitas de cliente.
  • (v) O aumento desta rubrica é explicado essencialmente pelo contínuo crescimento do número de clientes da Vivo e, a uma menor escala, pelo impacto da consolidação da Telemig, a qual em 2008 foi consolidada a partir de 1 de Abril. Estes efeitos foram parcialmente compensados pelo impacto da desvalorização do Real face ao euros.
  • (vi) Esta rubrica respeita às prestações de serviços efectuadas essencialmente pelas empresas MTC (operador móvel na Namíbia), Dedic (operador de call center no Brasil), Cabo Verde Telecom e Timor Telecom (operador de telecomunicações).

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, as receitas operacionais por mercado geográfico são conforme segue:

euros
2009 2008
Operações domésticas 3.320.861.777 3.386.605.817
Brasil 3.240.149.190 3.111.496.955
Outros países e eliminações 223.669.643 222.784.088
6.784.680.610 6.720.886.860

7. Composição do resultado líquido por segmentos de negócio

Como divulgado na Nota 4, a Portugal Telecom adoptou a IFRS 8 Segmentos Operacionais desde 1 de Janeiro de 2009. A identificação dos segmentos operacionais com base nesta nova norma é consistente com o reporte por segmentos efectuado nas demonstrações financeiras anuais de 31 de Dezembro de 2008.

A forma de segmentação de negócios utilizada pelo Grupo PT é a natureza dos serviços prestados e o tipo de tecnologia utilizada nas diversas empresas operacionais do Grupo. Esta é a forma como o Conselho de Administração analisa e controla os seus negócios, sendo também a forma como a informação é organizada e comunicada. Desta forma, foram identificados os seguintes segmentos de negócio em 31 de Dezembro de 2009 e 2008:

  • a. Rede fixa (incluindo retalho, serviços a operadores e dados e soluções empresariais);
  • b. Móvel Portugal (TMN);
  • c. Móvel Brasil (Vivo);

No que se refere aos negócios móveis, o Grupo PT estabeleceu dois segmentos distintos, "Móvel – Portugal" e "Móvel – Brasil", devido às diferenças existentes relacionadas com as licenças, regulação e com as condições dos mercados. Os mercados de telecomunicações em Portugal e no Brasil apresentam diferenças significativas em termos de ambiente económico e regulatório, classes de clientes, fornecedores e estratégias de marketing, o que vem reforçar ainda mais a decisão da Portugal Telecom de estabelecer estes dois negócios separadamente.

No seguimento da adopção da IFRIC 13 Programa de Fidelização de Clientes, as demonstrações dos resultados e demonstrações de posição financeira anteriormente divulgadas para o negócio móvel doméstico e para o negócio móvel no Brasil foram reapresentadas para reflectir os impactos da adopção da IFRIC 13 a partir de 1 de Janeiro de 2009, conforme explicado na Nota 4.

A informação financeira dos principais segmentos de negócio do Grupo, relativa aos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, é conforme segue:

a) Rede Fixa

A Demonstração Consolidada dos Resultados para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 para este segmento de negócio, é como segue:

euros
2009 2008
RECEITAS
Prestações de serviços - clientes externos (Nota 6) 1.733.800.680 1.726.999.775
Prestações de serviços - intragrupo 132.892.095 114.112.005
Vendas - clientes externos (Nota 6) 42.531.397 50.529.449
Vendas - intragrupo 708.860 438.888
Outras receitas - clientes externos (Nota 6) 20.170.240 28.025.622
Outras receitas - intragrupo 17.686.520 11.316.331
1.947.789.792 1.931.422.070
CUSTOS, DESPESAS, PERDAS E (GANHOS)
Custos com o pessoal 233.288.774 226.740.890
Custos com benefícios de reforma, líquidos (i) 89.562.000 44.674.000
Custos directos dos serviços prestados 409.025.928 390.866.407
Custos comerciais (ii) 117.986.621 112.534.990
Fornecimentos e serviços externos e outras despesas (iii) 387.872.724 314.139.899
Amortizações (iv) 434.675.795 365.727.038
Custos com o programa de redução de efectivos (v) 13.682.630 98.216.329
Ganhos com a alienação de activos fixos, líquidos (905.203) (12.393.382)
Outros custos, líquidos 32.760.380 15.416.433
1.717.949.649 1.555.922.604
Resultado antes de resultados financeiros e impostos 229.840.143 375.499.466
Juros suportados, líquidos 8.117.700 7.272.413
Perdas com variações cambiais, líquidas (494.887) 976.687
Ganhos em activos financeiros e outros investimentos, líquidos (1.250.982) (2.217.071)
Outros custos financeiros, líquidos 4.977.599 1.847.561
11.349.430 7.879.590
Resultado antes de impostos 218.490.713 367.619.876
Menos: Imposto sobre o rendimento 46.952.357 93.016.774
RESULTADO LÍQUIDO 171.538.356 274.603.102

(i) O aumento dos custos com benefícios de reforma é essencialmente explicado pela redução na rentabilidade esperada dos activos dos planos, basicamente devido à diminuição no valor de mercado dos activos dos fundos ocorrida em 2008, conforme detalhado na Nota 9.

(ii) Esta rubrica inclui os custos das mercadorias vendidas, comissões e despesas com marketing e publicidade.

(iii) O aumento nesta rubrica é explicado basicamente pelo crescimento dos custos com call center e outros serviços de suporte relacionados com o serviço IPTV.

(iv) O aumento das amortizações é explicado essencialmente pelo impacto da reavaliação das condutas e de alguns bens imobiliários realizada em 2008 e pelo aumento dos investimentos em activos tangíveis e intangíveis em 2009.

(v) Os custos com o programa de redução de efectivos em 2009 e 2008 correspondem a uma redução de 60 e 357 empregados, respectivamente.

O activo e passivo deste segmento de negócio apresentam os seguintes valores em 31 de Dezembro de 2009 e 2008:

euros
2009 2008
Activo 4.818.565.262 4.861.279.389
Passivo 3.285.095.374 3.397.827.879

O investimento em activos tangíveis e intangíveis deste segmento de negócio nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foi de 565 milhões de euros e 403 milhões de euros, respectivamente. Este aumento está relacionado essencialmente com o desenvolvimento do FTTH, que permite maior largura de banda tanto para os clientes residenciais como para os empresariais, e com o investimento nos serviços de IPTV.

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o número de empregados afectos a este segmento era de 6.450 e de 6.183, respectivamente.

b) Móvel – Portugal

A Demonstração Consolidada dos Resultados para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 para este segmento de negócio, é como segue:

euros
2009 2008
RECEITAS
Prestações de serviços - clientes externos (Nota 6) (i) 1.313.541.732 1.355.901.064
Prestações de serviços - intragrupo (i) 46.442.424 68.984.766
Vendas - clientes externos (Nota 6) 134.378.318 148.515.391
Vendas - intragrupo 9.736.620 10.852.890
Outras receitas - clientes externos (Nota 6) 12.291.916 7.983.056
Outras receitas - intragrupo 1.406.928 1.319.616
1.517.797.938 1.593.556.783
CUSTOS, DESPESAS, PERDAS E (GANHOS)
Custos com o pessoal 48.344.596 51.872.515
Custos directos dos serviços prestados (i) 259.446.232 279.283.764
Custos comerciais (ii) 276.588.055 323.899.826
Fornecimentos e serviços externos e outras despesas 259.309.842 256.617.923
Amortizações 220.937.464 231.710.488
Custos com a redução de efectivos - 155.411
Perdas (ganhos) com a alienação de activos fixos, líquidas (463.559) 1.055.927
Outros custos, líquidos 8.919.558 4.806.480
1.073.082.188 1.149.402.334
Resultado antes de resultados financeiros e impostos 444.715.750 444.154.449
Juros suportados, líquidos 9.723.462 15.040.940
Perdas (ganhos) com variações cambiais, líquidos (111.026) (670.145)
Ganhos em empresas participadas, líquidos (1.043) (1.824)
Outros custos financeiros, líquidos 829.594 816.573
10.440.987 15.185.544
Resultado antes de impostos 434.274.763 428.968.905
Menos: Imposto sobre o rendimento 113.545.234 114.151.043
Resultado líquido 320.729.529 314.817.862

(i) A redução das prestações de serviços e dos custos directos é essencialmente explicada pela diminuição das tarifas de interligação.

(ii) Esta rubrica inclui os custos das mercadorias vendidas, comissões e despesas com marketing e publicidade. A redução ocorrida em 2009 é essencialmente explicada pela diminuição dos custos com mercadorias vendidas, em linha com a diminuição nas vendas.

O activo e passivo deste segmento de negócio apresentam os seguintes valores em 31 de Dezembro de 2009 e 2008:

euros
2009 2008
Activo
Passivo
2.614.282.536
1.413.215.127
2.641.730.305
1.533.406.772

O investimento em activos tangíveis e intangíveis deste segmento de negócio nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foi de 180 milhões de euros e 245 milhões de euros, respectivamente. A diminuição no investimento da TMN é essencialmente explicado pelo investimento ocorrido em 2008 no continuo desenvolvimento da rede 3G/3,5G, quer em termos de capacidade quer em termos de cobertura, que resultou na melhoria da qualidade dos serviços móveis de voz e dados em Portugal.

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o número de empregados afectos a este segmento é de 1.004 e de 1.082, respectivamente.

c) Móvel – Brasil

A Demonstração Consolidada dos Resultados para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 para este segmento de negócio, que inclui os resultados da Telemig apenas a partir de 1 de Abril de 2008 (Nota 2), é como segue:

euros
2009 2008
RECEITAS
Prestações de serviços - clientes externos (Nota 6) 2.832.352.313 2.670.442.921
Prestações de serviços - intra-grupo 731.315 114.084
Vendas - clientes externos (Nota 6) 234.733.675 293.315.323
Vendas - intra-grupo 3.039 1.907
Outras receitas - clientes externos (Nota 6) 70.206.225 70.016.167
Outros receitas - intra-grupo 48.527 410.362
3.138.075.094 3.034.300.764
CUSTOS, DESPESAS, PERDAS E (GANHOS)
Custos com o pessoal 160.957.440 144.112.660
Custos directos dos serviços prestados (i) 613.445.841 566.273.589
Custos comerciais (ii) 721.675.466 795.225.308
Fornecimentos e serviços externos e outras despesas 694.762.670 696.200.699
Amortizações (iii) 719.336.520 620.883.409
Perdas (ganhos) com a alienação de activos fixos 1.547.269 (1.206.634)
Outros custos, líquidos 4.043.389 7.426.882
2.915.768.595 2.828.915.913
Resultado antes de resultados financeiros e impostos 222.306.499 205.384.851
Juros suportados, líquidos 74.788.525 66.951.080
Perdas com variações cambiais, líquidos 1.235.862 12.101.326
Ganhos em activos financeiros e outros investimentos, líquidos - (7.195.447)
Outros custos financeiros, líquidos 37.212.456 25.221.682
113.236.843 97.078.641
Resultado antes de impostos 109.069.656 108.306.210
Menos: Imposto sobre o rendimento (iv) 48.211.356 26.620.135
Resultados líquido do exercício 60.858.300 81.686.075
  • (i) O crescimento nos custos directos reflecte o aumento nos custos de interligação e nos custos de aluguer relacionados com 3G, e também o impacto da consolidação da Telemig (20 milhões de euros), cujos efeitos mais que compensaram o impacto da desvalorização do Real (21 milhões de euros).
  • (ii) A diminuição nesta rubrica, que inclui os custos das mercadorias vendidas, comissões e despesas com marketing e publicidade, está basicamente relacionada com a redução dos custos com as mercadorias vendidas, situação que está em linha com a diminuição ocorrida nas vendas.
  • (iii) O aumento nas amortizações é essencialmente explicado pela aquisição da Telemig e por taxas mais elevadas de amortização da rede CDMA, no seguimento do desenvolvimento dos serviços GSM, cujos efeitos mais que compensaram o impacto da desvalorização do Real.
  • (iv) Em 2009, esta rubrica inclui a reversão de um imposto diferido activo no montante de 13.441.476 euros (Nota 19) relativo a prejuízos fiscais de anos anteriores, os quais já não podem vir a ser utilizados em resultado da operação de fusão da Telemig Celular Participações por incorporação dos seus activos e passivos na Vivo Participações.

O investimento em activos tangíveis e intangíveis deste segmento de negócio nos exercícios de 2009 e 2008 foi de 421 milhões de euros e 510 milhões de euros, respectivamente. Em 2009, o investimento da Vivo foi direccionado para: (1) o aumento da cobertura e capacidade da rede para fazer face ao crescimento sentido pela Vivo, nomeadamente nas redes GSM / EDGE, (2) o aumento da capacidade das redes WCDMA / HSUPA, (3) a expansão da capacidade da rede nos estados do Nordeste no seguimento do serviço lançado em Outubro de 2008, e (4) a contínua melhoria da qualidade da rede para cumprir com os requisitos estabelecidos pelo regulador local. Adicionalmente, em Abril de 2008, a Vivo adquiriu licenças 3G pelo montante total de 227 milhões de euros (Nota 32).

O detalhe do activo e passivo da Vivo, que foi consolidado proporcionalmente (50%), apresenta os seguintes valores em 31 de Dezembro de 2009 e 2008:

euros
2009 2008
Activos correntes 1.215.622.389 1.200.612.709
Activos intangíveis 2.973.562.598 2.434.650.902
Activos tangíveis 1.305.840.206 1.134.912.418
Activos por impostos diferidos 418.299.379 319.922.814
Outros activos não correntes 236.379.670 178.345.766
Total do activo 6.149.704.241 5.268.444.609
Passivos correntes 1.273.655.294 1.329.437.637
Dívida de médio e longo prazo 831.134.229 697.031.576
Outros passivos não correntes 239.581.308 206.519.305
Total do passivo 2.344.370.830 2.232.988.518

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o número de empregados afectos a este segmento (50% da Vivo) é de 5.299 e de 4.193, respectivamente, sendo o aumento essencialmente explicado pela inclusão da Telemig.

d) Reconciliação das receitas, do resultado líquido, dos activos e dos passivos

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a reconciliação entre o total das receitas por segmento e o total das receitas consolidadas é como segue:

euros
2009 2008
Relativas aos segmentos reportados 6.603.662.824 6.559.279.617
Relativas a outras operações (i) 913.316.203 794.664.150
Eliminação das operações intragrupo (732.298.417) (633.056.907)
Total das receitas consolidadas 6.784.680.610 6.720.886.860

(i) O aumento das receitas relativo a outras operações está essencialmente relacionado com a MTC (operador móvel na Namíbia), Dedic (operador de call center no Brasil), Cabo Verde Telecom e Timor Telecom (operador de telecomunicações).

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a reconciliação entre o resultado líquido dos segmentos e o resultado líquido consolidado é como segue:

euros
2009 2008
Relativo aos segmentos reportados 553.126.185 671.107.039
Relativo a outras operações (i) 13.797.301 31.659.445
Outros itens não incluídos nos segmentos reportados:
Juros líquidos suportados com empréstimos a nível corporativo (ii) (209.649.993) (183.107.784)
Ganhos em activos financeiros e outros investimentos, líquidos 6.816.586 9.885.056
Ganhos em empresas associadas, líquidos (iii) 456.042.502 170.973.573
Outros custos financeiros, líquidos (9.123.280) (7.103.765)
Imposto sobre o rendimento não incluído nos segmentos reportados (iv) (24.500.206) 2.408.190
Resultado líquido (antes de interesses minoritários) 786.509.095 695.821.754

(i) A diminuição desta rubrica é essencialmente explicada pelo fim dos fees de gestão da Vivo desde Agosto de 2008.

(ii) Conforme explicado em maior detalhe na Nota 15, o aumento dos juros líquidos suportados relacionados com os empréstimos obtidos a nível corporativo é basicamente explicado pelo aumento da dívida líquida das operações domésticas, no seguimento da conclusão em 2008 do programa de compra de acções próprias.

(iii) O aumento nesta rubrica está principalmente relacionado com o ganho de 266.975.632 euros (Nota 30) registado em 2009 no seguimento da alienação do investimento na Médi Telecom.

(iv) A alteração desta rubrica é principalmente explicada pela melhoria dos resultados da Unitel, conforme referido na Nota 30, e pelo aumento nos ajustamentos à provisão para impostos sobre o rendimento de anos anteriores, conforme mencionado na Nota 19.

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a reconciliação entre o activo dos segmentos e o total do activo consolidado é como segue:

euros
2009 2008
Activos relativos aos segmentos reportados 13.582.552.039 12.771.454.303
Activos relativos a outras operações e eliminações (i) 567.628.967 282.836.443
Outros itens não incluídos nos segmentos reportados:
Investimentos em empresas associadas e outros (i) 600.121.453 615.422.383
Goodwill (Nota 32) 80.903.872 44.682.173
Total dos activos consolidados 14.831.206.331 13.714.395.302

(i) O aumento dos activos relativos a outros segmentos é explicado principalmente pelo recebimento de 400 milhões de euros pela PT Móveis (Nota.43.d) em resultado da alienação do investimento na Médi Télécom. A redução dos investimentos em empresas associadas é principalmente explicado pelo impacto da alienação deste investimento, parcialmente compensado pelo aumento no valor contabilístico da Unitel.

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a reconciliação entre o passivo dos segmentos e o total do passivo consolidado é como segue:

Total dos passivos consolidados 12.446.436.954 12.518.158.480
Empréstimos obtidos a nível corporativo 5.946.253.972 5.410.616.881
Outros itens não incluídos nos segmentos reportados:
Passivos relativos a outras operações e eliminações (542.498.349) (56.681.570)
Passivos relativos aos segmentos reportados 7.042.681.331 7.164.223.169
2009 2008
euros

O total do activo, passivo, activos tangíveis e intangíveis por mercados geográficos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, e o investimento em activos tangíveis e intangíveis nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 apresentam os seguintes valores:

euros
2009
Total
do activo
Total
do passivo
Activos
tangíveis
(Nota 33)
Activos
intangíveis
(Nota 32)
Investimento em
activos tangíveis e
intangíveis (ii)
Operações domésticas 7.572.669.425 9.812.169.068 3.364.025.037 971.717.936 770.797.561
Brasil (i) 6.431.529.888 2.388.647.021 1.342.322.233 2.983.072.436 440.200.617
Outros 827.007.018 245.620.865 155.867.502 91.879.847 57.297.727
14.831.206.331 12.446.436.954 4.862.214.772 4.046.670.219 1.268.295.905
euros
2008
Total
do activo
Total
do passivo
Activos
tangíveis
(Nota 33)
Activos
intangíveis
(Nota 32)
Investimento em
activos tangíveis e
intangíveis (ii)
Operações domésticas 7.543.638.865 10.147.535.551 3.360.408.961 900.063.080 661.199.609
Brasil (i) 5.468.730.139 2.284.361.199 1.157.043.722 2.440.894.078 531.713.077
Outros 702.026.298 86.261.730 120.384.330 122.080.958 49.383.898
13.714.395.302 12.518.158.480 4.637.837.013 3.463.038.116 1.242.296.584

(i) O aumento nos activos, passivos e activos tangíveis e intangíveis resulta essencialmente do impacto da valorização do Real face ao euros em 2009.

(ii) Além dos investimentos em activos tangíveis e intangíveis reportados, a TMN reconheceu em 2009 compromissos adicionais relacionados com a licença de UMTS no montante de 11.500.000 euros (Nota 32) e, em 2008, a Vivo adquiriu licenças 3G pelo montante de 227.247.163 euros (Nota 32).

8. Custos com o pessoal

Os custos com o pessoal nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 repartem-se da seguinte forma:

euros
2009 2008
Remunerações 529.667.516 470.706.968
Encargos sociais 123.427.138 107.634.961
Cuidados de saúde 14.078.602 12.979.075
Formação 8.522.737 9.082.267
Outros 17.538.585 16.194.037
693.234.578 616.597.308

O aumento nos custos com pessoal é principalmente explicado pela maior contribuição da Vivo e da Dedic, operação de call center da Portugal Telecom no Brasil.

9. Custos com benefícios de reforma

Conforme referido na Nota 3, a PT Comunicações e a PT SI são responsáveis por benefícios de reforma no âmbito de planos de benefícios definidos, que incluem o pagamento de pensões de reforma e complementos de pensões a empregados reformados e activos, o pagamento de cuidados de saúde após a idade da reforma e o pagamento de salários a empregados suspensos e pré-reformados.

Os estudos actuariais destes planos de benefícios de reforma, com referência a 31 de Dezembro de 2009, 2008 e 2007, foram elaborados com base no "Projected Unit Credit Method" e utilizando essencialmente os seguintes pressupostos financeiros e demográficos:

2009 2008 2007
Pressupostos financeiros
Taxa de desconto das responsabilidades com pensões e complementos 5,50% 5,75% 5,25%
Taxa de desconto das responsabilidades com salários de suspensos e pré-reformados 5,50% 5,75% 4,75%
Taxa de desconto das responsabilidades com cuidados de saúde 5,50% 5,75% 5,25%
Taxa de crescimento salarial 1,75% 1,75% 2,00%
Taxa de crescimento das pensões Em função do PIB Em função do PIB Em função do PIB
Factor de sustentabilidade da Segurança Social Aplicável Não Aplicável Não Aplicável
Taxa de inflação 2,00% 1,75% 2,00%
Taxa de crescimento dos custos com saúde 3,00% 3,00% 3,00%
Taxa de rendimento dos fundos 6,00% 6,00% 6,00%
Pressupostos demográficos
Tábuas de mortalidade para os benefíciários activos:
Homens AM (92) AM (92) AM (92)
Mulheres AF (92) AF (92) AF (92)
Tábuas de mortalidade para os benefíciários não activos:
Homens PA (90)m ajustada PA (90)m ajustada PA (90)m ajustada
Mulheres PA (90)f ajustada PA (90)f ajustada PA (90)f ajustada
Tabela de Invalidez (Swiss Reinsurance Company ) 25% 100% 100%
Empregados activos com cônjuges inscritos no plano 35% 50% 50%
Rotatividade dos empregados Nula Nula Nula

As alterações nos pressupostos actuarias devem-se essencialmente a alterações ocorridas nas condições de mercado.

A taxa anual de desconto das responsabilidades foi estimada com base em taxas de rendimentos de longo prazo de obrigações de rating elevado à data da Demonstração Consolidada da Posição Financeira e com maturidades equiparáveis às das responsabilidades com pensões, salários e cuidados de saúde.

A taxa anual de rendimento dos fundos a longo prazo foi estimada essencialmente com base em informação histórica sobre a rentabilidade das várias classes de activos em carteira, na evolução expectável da composição da carteira de activos e em indicadores de mercados financeiros habitualmente considerados neste tipo de análises.

A taxa anual de crescimento salarial foi determinada de acordo com a política salarial definida pelo Grupo e o factor de sustentabilidade foi estabelecido em linha com informação do Governo Português.

Os pressupostos demográficos considerados pela Portugal Telecom têm por base as tábuas de mortalidade geralmente aceites para efeitos de valorização actuarial, com estas tabelas a serem ajustadas periodicamente de modo a reflectir a experiência de mortalidade ocorrida no universo fechado dos participantes nos planos.

Em 2009 e 2008, o impacto total das alterações nos pressupostos actuariais correspondeu a um ganho líquido de 1.660.464 euros e 232.309.178 (Nota 9.7), respectivamente, e foi reconhecido directamente na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral.

O impacto de um aumento (diminuição) de 25bp na taxa de desconto actuarial utilizada, seria uma diminuição (aumento) das responsabilidades com benefícios de reforma em aproximadamente 92 milhões de euros (97 milhões de euros) em 31 de Dezembro de 2009, enquanto o impacto de um aumento (diminuição) de 1% na taxa de crescimento dos custos com saúde seria um aumento (diminuição) das responsabilidades com benefícios de reforma em aproximadamente 57 milhões de euros (47 milhões de euros) em 31 de Dezembro de 2009.

O impacto de um aumento (diminuição) de 1% na taxa de rendibilidade de longo prazo dos activos do fundo levaria a uma diminuição (aumento) dos custos com benefícios de reforma no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 em, aproximadamente, 22 milhões de euros, resultante do aumento (diminuição) da rentabilidade esperada dos activos dos fundos. O impacto de um aumento (diminuição) de 1% na taxa de crescimento dos custos com saúde levaria a um aumento (diminuição) dos custos com benefícios de reforma no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 em, aproximadamente, 4 milhões de euros (3 milhões de euros).

9.1. Pensões de reforma e complementos de pensões

Conforme referido na Nota 3.h, a PT Comunicações é responsável pelo pagamento de pensões de reforma e de complementos de pensões a empregados já reformados ou ainda no activo. Estas responsabilidades, estimadas com base em cálculos actuariais, são as seguintes:

  • a) Os reformados e empregados oriundos da Telecom Portugal ("Plano CGA") e contratados antes de 14 de Maio de 1992, têm direito a receber da PT Comunicações uma pensão de reforma. Os empregados contratados após essa data encontram-se abrangidos pelo Regime Geral da Segurança Social.
  • b) Os reformados e empregados oriundos dos TLP, contratados antes de 23 de Junho de 1994, têm direito a receber da PT Comunicações um complemento à pensão de reforma paga pelo Regime Geral da Segurança Social.
  • c) Os reformados e empregados oriundos da TDP, contratados antes de 23 de Junho de 1994, têm direito a receber da PT Comunicações um complemento à pensão de reforma paga pelo Regime Geral da Segurança Social.
  • d) Os reformados e empregados oriundos da Companhia Portuguesa Rádio Marconi, SA ("Marconi", uma empresa incorporada na PT Comunicações em 2002), contratados antes de 1 de Fevereiro de 1998, têm direito a receber da Caixa Marconi uma pensão de reforma, bem como um complemento adicional ("Marconi Fundo Complementar"). Adicionalmente, a PT Comunicações contribui para o "Marconi Fundo de Melhoria" com 1,55% dos salários pagos a esses empregados, que é o responsável pelo pagamento do complemento adicional de pensão.

e) No momento da reforma, a PT Comunicações paga uma gratificação de valor fixo a cada empregado, em função dos seus anos de serviço.

Os empregados contratados pela PT Comunicações ou alguma das suas empresas predecessoras após as datas acima indicadas não têm direito a estes benefícios, dado que se encontram abrangidos pelo Regime Geral da Segurança Social.

Os empregados da PT SI que foram transferidos da PT Comunicações ou da Marconi, e que estavam abrangidos por algum dos planos de benefícios de reforma acima referidos, mantêm tais benefícios.

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os planos de pensões e complementos de pensões da PT Comunicações e da PT SI cobriam 32.184 e 32.284 beneficiários, respectivamente, dos quais aproximadamente 75% já não se encontram no activo em ambas as datas.

De acordo com os estudos actuariais, as responsabilidades com pensões e o valor de mercado dos fundos de pensões em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 eram como segue:

euros
2009 2008
Valor actual das responsabilidades projectadas com pensionistas, complementos de pensões e prémios 2.710.211.583 2.607.450.000
Valor de mercado dos fundos (1.954.770.520) (1.738.250.176)
Valor actual das responsabilidades não financiadas 755.441.063 869.199.824
Ganhos com serviços passados (i) 9.410.000 10.613.000
Valor actual das responsabilidades não financiadas (Nota 9.4) 764.851.063 879.812.824

(i) Esta rubrica está relacionada com ganhos com serviços passados resultantes das alterações nos benefícios dos planos de pensões relacionadas com direitos vincendos. Este montante será reconhecido em resultados durante o período estimado ao longo do qual esses benefícios serão usufruídos pelos empregados (9 anos).

Durante os exercícios de 2009 e 2008, o movimento ocorrido nas responsabilidades projectadas com pensões foi como segue:

euros
2009 2008
Saldo inicial das responsabilidades projectadas 2.607.450.000 2.762.077.000
Pagamentos de benefícios e contribuições
Benefícios pagos pela Empresa (Nota 9.5) (1.572.673) (2.397.169)
Benefícios pagos pelos fundos (166.239.122) (164.189.714)
Contribuições dos empregados 11.329.546 7.748.553
Custos com pensões
Custo com o serviço do período 5.042.000 7.704.000
Custo financeiro do período 145.201.520 141.121.000
Custos de curtailment 1.693.755 6.261.000
Ganho com serviços passados - (2.090.000)
Perdas (ganhos) actuariais 107.306.557 (148.784.670)
Saldo final das responsabilidades projectadas 2.710.211.583 2.607.450.000

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a composição do valor de mercado dos activos dos fundos de pensões era como segue:

euros
2009 2008
Valor % Valor %
Acções (i) 689.589.897 35,3% 728.143.762 41,9%
Obrigações (ii) 664.855.132 34,0% 572.620.504 32,9%
Imobiliário (iii) 256.729.054 13,1% 214.960.272 12,4%
Disponibilidades, contas a receber e outros activos (iv) 343.596.437 17,6% 222.525.638 12,8%
1.954.770.520 100,0% 1.738.250.176 100,0%

(i) Em 31 de Dezembro de 2009, esta rubrica inclui investimentos em acções da Portugal Telecom (33 milhões de euros) e em acções de determinadas partes relacionadas, nomeadamente a Telefónica (174 milhões de euros) e Banco Espírito Santo (140 milhões de euros).

(ii) Em 31 de Dezembro de 2009, esta rubrica inclui investimentos em obrigações da Portugal Telecom no montante de 28 milhões de euros.

(iii) Em 31 de Dezembro de 2009, esta rubrica inclui imóveis arrendados ao Grupo que representam mais de 95% do valor das propriedades de investimento detidas pelos fundos, incluindo uma contribuição em espécie efectuada pela PT Comunicações em 2009 de diversos imóveis pelo montante de 33 milhões de euros.

(iv) Em 31 de Dezembro de 2009, esta rubrica inclui investimentos num fundo de capital de risco gerido pelo Banco Espírito Santo (2 milhões de euros).

A Portugal Telecom está igualmente exposta ao risco de alterações no justo valor dos activos dos fundos associados aos planos de benefícios definidos de reforma. O principal propósito da política de investimento é a manutenção do capital através de cinco princípios base: (1) diversificação; (2) imputação estratégica estável dos activos e balanceamento disciplinado; (3) menor exposição a flutuações de moeda; (4) instrumentos especializados para cada classe de activos; e (5) controlo de custos.

Durante os exercícios de 2009 e 2008, o movimento ocorrido no valor de mercado dos activos dos fundos de pensões foi como segue:

euros
2009 2008
Saldo inicial dos activos dos fundos de pensões 1.738.250.176 2.316.814.232
Rendimento real dos fundos 262.652.024 (520.585.247)
Pagamento de benefícios (166.239.122) (164.189.714)
Contribuições efectuadas pela Empresa (Nota 9.5) (i) 108.777.896 98.462.352
Contribuições dos empregados 11.329.546 7.748.553
Saldo final dos activos dos fundos de pensões 1.954.770.520 1.738.250.176

(i) Em 2009 e 2008, esta rubrica inclui 33.036.928 euros (Nota 33) e 37.300.000 euros (Nota 33), respectivamente, relativos a contribuições em espécie de determinados imóveis. As restantes contribuições no montante de 75.740.968 euros e 61.162.352 euros (Nota 9.4), respectivamente, foram efectuadas em numerário.

A composição do custo com pensões nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 é como segue:

euros
2009 2008
Custo com o serviço do período 5.042.000 7.704.000
Custo financeiro do período 145.201.520 141.121.000
Rendimento estimado dos fundos (108.686.000) (137.793.000)
Ganhos com serviços passados (i) (1.085.000) (1.026.000)
Custo corrente (Nota 9.6) 40.472.520 10.006.000
Custos de curtailment 1.693.755 6.261.000
Ganhos com serviços passados (amortização extraordinária) (118.000) (111.000)
Custo de curtailment (Nota 9.6) 1.575.755 6.150.000
Custo total com pensões 42.048.275 16.156.000

(i) Em 2009 e 2008, esta rubrica corresponde à amortização anual dos ganhos com serviços passados diferidos em anos anteriores.

Os ganhos e perdas actuariais resultam essencialmente da alteração dos pressupostos actuariais e das diferenças entre esses mesmos pressupostos e os dados reais, sendo reconhecidos directamente no capital próprio, e apresentados na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral. O movimento nas perdas actuariais acumuladas líquidas, durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, foi como segue:

euros
2009 2008
Saldo inicial 1.574.923.788 1.065.330.211
Alteração de pressupostos actuariais (Nota 9.7) 52.082.837 (176.486.449)
Diferenças entre os dados reais e os pressupostos actuariais (Nota 9.7):
Relacionados com as responsabilidades 55.223.720 27.701.779
Relacionados com os activos dos fundos (153.966.024) 658.378.247
Saldo final (Nota 40.5) 1.528.264.321 1.574.923.788

As diferenças entre os dados reais e os pressupostos actuariais relacionados com as responsabilidades resultam essencialmente de os aumentos salariais serem superiores ao pressuposto utilizado.

9.2. Cuidados de saúde

Conforme referido na Nota 3.i), a PT Comunicações é responsável pelo financiamento dos Planos de Saúde aplicáveis aos seus empregados activos, com suspensão de contrato, pré-reformados, reformados e aposentados, bem como aos respectivos familiares elegíveis. A prestação dos serviços de assistência médica é efectuada pela PT-ACS, que foi constituída com o único objectivo de proceder à gestão corrente do Plano de Saúde.

Este Planos de Saúde patrocinados pela PT Comunicações abrangem todos os empregados contratados pela PT Comunicações até 31 de Dezembro de 2000 e os empregados contratados pela Marconi até 1 de Fevereiro de 1998. Alguns empregados da PT SI que foram transferidos da PT Comunicações são igualmente cobertos por este plano. Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os Planos de Saúde da PT Comunicações e da PT SI abrangiam 25.127 e 27.220 beneficiários, respectivamente, dos quais aproximadamente 75% já não se encontram no activo em ambas as datas.

O financiamento do Plano de Saúde é garantido pelas contribuições definidas dos beneficiários titulares para a PT-ACS, sendo o remanescente garantido pela PT Comunicações que, em 2004, constituiu um fundo autónomo para o efeito.

Com base nos estudos actuariais, as responsabilidades projectadas com cuidados de saúde, o valor actual do fundo autónomo e os ganhos com serviços passados em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, são como segue:

euros
2009 2008
Valor actual das responsabilidades projectadas 335.261.865 426.325.003
Valor de mercado do fundo autónomo (414.753.964) (393.396.360)
Responsabilidades não financiadas líquidas / (Excesso de financiamento) (79.492.099) 32.928.643
Ganhos com serviços passados (i) 13.952.000 14.817.000
Valor actual das responsabilidades não financiadas líquidas (Nota 9.4) (65.540.099) 47.745.643

(i) Este montante respeita ao ganho com serviços passados decorrente das alterações relativas aos benefícios do Plano de Saúde ocorridas em 2006 que ainda não se encontram vencidos, que foi diferido e será reconhecido em resultados durante o período estimado em que esses benefícios sejam adquiridos pelos colaboradores (16 anos).

Durante os exercícios de 2009 e 2008, o movimento ocorrido no valor actual das responsabilidades projectadas foi como segue:

euros
2009 2008
Saldo inicial das responsabilidades projectadas 426.325.003 455.308.816
Benefícios pagos pela Empresa (Nota 9.5) (23.005.413) (23.581.758)
Custos com pensões
Custo com o serviço do período 1.783.000 2.304.000
Custo financeiro do período 23.867.000 23.365.000
Custos de curtailment - 4.132.000
Perdas (ganhos) actuariais (93.707.725) (35.203.055)
Saldo final das responsabilidades projectadas 335.261.865 426.325.003

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a composição do fundo autónomo afecto à cobertura de responsabilidades com cuidados de saúde, por natureza de investimentos, era como segue:

euros
2009 2008
Valor % Valor %
Acções 84.240.162 20,3% 88.905.003 22,6%
Obrigações (i) 218.278.019 52,6% 207.167.934 52,7%
Disponibilidades, contas a receber e outros activos (ii) 112.235.783 27,1% 97.323.423 24,7%
414.753.964 100,0% 393.396.360 100,0%

(i) Em 31 de Dezembro de 2009, esta rubrica inclui investimentos em obrigações da Portugal Telecom no montante de 35 milhões de euros.

(ii) Em 31 de Dezembro de 2009, esta rubrica inclui investimentos nos fundos de capital de risco "Ongoing International Capital Markets" e "Ongoing International Private Equity" no montante total de 77 milhões de euros, os quais são geridos pela Ongoing International.

Durante os exercícios de 2009 e 2008, o movimento ocorrido no valor de mercado dos activos deste fundo foi como segue:

euros
2009 2008
Saldo inicial dos activos do fundo 393.396.360 582.330.282
Rendimento real dos fundos 47.598.066 (107.697.248)
Reembolsos (Nota 9.5) (i) (26.240.462) (81.236.674)
Saldo final dos activos do fundo 414.753.964 393.396.360

(i) Em 2009, esta rubrica refere-se ao reembolso de despesas de saúde pagas pela PT Comunicações por conta da PT ACS. Em 2008, esta rubrica inclui 21.236.674 euros relativos ao reembolso de despesas de saúde pagas pela PT Comunicações por conta da PT ACS e 60.000.000 euros relativos ao reembolso do excesso de financiamento determinado durante o ano.

A composição do custo com cuidados de saúde nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 é como segue:

euros
2009 2008
Custo com o serviço do período 1.783.000 2.304.000
Custo financeiro do período 23.867.000 23.365.000
Rendimento estimado dos fundos (22.928.000) (34.221.000)
Ganhos com serviços passados (865.000) (943.000)
Custo corrente (Nota 9.6) 1.857.000 (9.495.000)
Custos com o programa de redução de efectivos - 4.132.000
Ganhos com serviços passados - (471.000)
Custo de curtailment (Nota 9.6) - 3.661.000
Custo com cuidados de saúde 1.857.000 (5.834.000)

Os ganhos e perdas actuariais resultam essencialmente da alteração dos pressupostos actuariais e das diferenças entre esses mesmos pressupostos e os dados reais, sendo reconhecidos directamente na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral. O movimento nas perdas actuariais acumuladas líquidas durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foi como segue:

euros
2009 2008
Saldo inicial 319.649.286 212.934.093
Alteração de pressupostos actuariais (Nota 9.7) (60.661.145) (14.116.000)
Diferenças entre os dados reais e os pressupostos actuariais assumidos (Nota 9.7):
Relacionadas com as responsabilidades (33.046.580) (21.087.055)
Relacionadas com os activos do fundo (24.670.066) 141.918.248
Saldo final (Nota 40.5) 201.271.495 319.649.286

As diferenças entre os dados reais e os pressupostos actuariais relacionados com as responsabilidades resultam essencialmente das despesas com cuidados de saúde terem vindo a ser inferiores ao esperado.

9.3. Salários

Conforme referido na Nota 3.j., a PT Comunicações é responsável pelo pagamento de salários a empregados suspensos e pré-reformados. Os empregados suspensos do Plano CGA (contratados antes de 14 de Maio de 1992) e dos TLP e da TDP (contratados antes de 23 de Junho de 1994) têm direito a receber um valor equivalente a aproximadamente 90% do saláriobase anterior à suspensão do contrato de trabalho, estando previsto em algumas situações um incremento anual. Os empregados pré-reformados dos TLP e da TDP têm igualmente direito a receber uma prestação equivalente a um montante entre 25% e 80% do seu salário-base na altura da pré-reforma, até que atinjam a idade de reforma definida pelo Regime Geral da Segurança Social. Após esta data, estes antigos empregados têm direito ao complemento de pensão. Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, existiam 6.228 e 6.497 empregados suspensos e pré-reformados, respectivamente.

Estas responsabilidades não estão sujeitas a qualquer requisito legal de financiamento, pelo que o pagamento mensal dos salários é efectuado directamente pela PT Comunicações.

Durante os exercícios de 2009 e 2008, o movimento ocorrido no valor actual das responsabilidades projectadas foi como segue:

euros
2009 2008
Saldo inicial das responsabilidades projectadas 907.735.413 985.739.338
Benefícios pagos pela Empresa (Nota 9.5) (174.374.456) (185.498.928)
Custo financeiro do período (Nota 9.6) 47.301.000 44.248.000
Custos de curtailment (Nota 9.6) 10.516.161 84.746.601
Perdas (ganhos) actuariais 263.843 (21.499.598)
Saldo final das responsabilidades projectadas 791.441.961 907.735.413

Os ganhos e perdas actuariais resultam essencialmente da alteração dos pressupostos actuariais e das diferenças entre esses mesmos pressupostos e os dados reais, sendo reconhecidos directamente na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral. O movimento nas perdas actuariais acumuladas líquidas durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foi como segue:

euros
2009 2008
Saldo inicial 65.596.869 87.096.467
Alteração de pressupostos actuariais (Nota 9.7) 6.917.844 (41.706.729)
Diferenças entre os dados reais e os pressupostos actuariais (Nota 9.7) (6.654.001) 20.207.131
Saldo final (Nota 40.5) 65.860.712 65.596.869

9.4. Responsabilidades com os planos de benefícios de reforma

Os movimentos ocorridos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 nas responsabilidades com benefícios de reforma foi como segue:

euros
Pensões e Cuidados Salários de suspensos
complementos de de saúde e pré-reformados
reforma (Nota 9.1) (Nota 9.2) (Nota 9.3) Total
Saldo em 31 de Dezembro de 2007 454.922.768 (110.790.466) 985.739.338 1.329.871.640
Custo (ganho) do período (Nota 9.6) 10.006.000 (9.495.000) 44.248.000 44.759.000
Custos com pré-reformas, suspensões de contratos e outros (Nota 9.6) 6.150.000 3.661.000 84.746.601 94.557.601
Pagamentos, contribuições e reembolsos (Nota 9.5) (i) (100.859.521) 57.654.916 (185.498.928) (228.703.533)
Perdas (ganhos) actuariais, líquidos (Nota 9.7) 509.593.577 106.715.193 (21.499.598) 594.809.172
Saldo em 31 de Dezembro de 2008 879.812.824 47.745.643 907.735.413 1.835.293.880
Custo (ganho) do período (Nota 9.6) 40.472.520 1.857.000 47.301.000 89.630.520
Custos com pré-reformas, suspensões de contratos e outros (Nota 9.6) 1.575.755 - 10.516.161 12.091.916
Pagamentos, contribuições e reembolsos (Nota 9.5) (i) (110.350.569) 3.235.049 (174.374.456) (281.489.976)
Perdas (ganhos) actuariais, líquidos (Nota 9.7) (46.659.467) (118.377.791) 263.843 (164.773.415)
Saldo em 31 de Dezembro de 2009 764.851.063 (65.540.099) 791.441.961 1.490.752.925

(i) Em 2009 e 2008, estas rubricas incluem 33.036.928 euros e 37.300.000 euros (Note 33), respectivamente, relativos a contribuições em espécie de determinados imóveis, sendo que os montantes remanescentes de 251.688.096 euros e 249.058.449 (Nota 9.4), respectivamente, se referem a contribuições em numerário, pagamentos e reembolsos.

Alguns planos de pensões e de cuidados de saúde apresentam posições excedentárias pelo que os mesmos foram apresentados na Demonstração Consolidada da Posição Financeira separadamente dos saldos daqueles fundos com posição deficitária. Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o valor líquido das responsabilidades com planos de pensões e saúde foram reconhecidos no Demonstração Consolidada da Posição Financeira como segue:

euros
2009 2008
Planos com uma situação deficitária
Pensões 766.130.901 881.369.850
Cuidados de Saúde 768.659 47.745.643
Salários 791.441.961 907.735.413
1.558.341.521 1.836.850.906
Planos com uma situação excedentária
Pensões (1.279.839) (1.557.026)
Cuidados de Saúde (66.308.757) -
(67.588.596) (1.557.026)
1.490.752.925 1.835.293.880

9.5. Fluxos de caixa com os planos de benefícios de reforma

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os pagamentos e contribuições respeitantes a benefícios de reforma foram como segue:

euros
2009 2008
Pensões
Contribuições para os fundos (Nota 9.1) 75.740.968 61.162.352
Pagamentos de salários a pré-reformados e suspensos (Nota 9.1) 1.572.673 2.397.169
Sub total (Nota 9.4) 77.313.641 63.559.521
Cuidados de saúde
Reembolsos (Nota 9.2) (26.240.462) (81.236.674)
Pagamentos de despesas com cuidados de saúde 23.005.413 23.581.758
Sub total (Nota 9.4) (3.235.049) (57.654.916)
Pagamentos de salários a pré-reformados e suspensos (Nota 9.4) 174.374.456 185.498.928
Pagamento por cessação de contrato de trabalho (Nota 9.6) 2.712.743 5.397.564
251.165.791 196.801.097

9.6. Custos com os planos de benefícios de reforma

Os custos com os planos de benefícios de reforma e com o programa de redução de efectivos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foram com segue:

euros
2009 2008
Custos com benefícios de reforma, líquidos
Pensões (Notas 9.1 e 9.4) 40.472.520 10.006.000
Cuidados de saúde (Notas 9.2 e 9.4) 1.857.000 (9.495.000)
Salários (Notas 9.3 e 9.4) 47.301.000 44.248.000
89.630.520 44.759.000
Custos de curtailment, líquidos
Pensões (Notas 9.1 e 9.4) 1.575.755 6.150.000
Cuidados de saúde (Notas 9.2 e 9.4) - 3.661.000
Salários (Notas 9.3 e 9.4) 10.516.161 84.746.601
Pagamentos por cessação de contratos de trabalho (Nota 9.4) 2.712.743 5.397.564
14.804.659 99.955.165

9.7. Perdas (ganhos) actuariais líquidos

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, as perdas (ganhos) actuariais líquidos (Notas 9.4 e 40.5) registados na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral foram conforme segue:

euros
2009 2008
Alterações nos pressupostos actuariais
Pensões (Nota 9.1) 52.082.837 (176.486.449)
Cuidados de saúde (Nota 9.2) (60.661.145) (14.116.000)
Salários (Nota 9.3) 6.917.844 (41.706.729)
Sub-total (1.660.464) (232.309.178)
Diferenças entre os dados reais e os pressupostos actuariais
Pensões (Nota 9.1) (98.742.304) 686.080.026
Cuidados de saúde (Nota 9.2) (57.716.646) 120.831.193
Salários (Nota 9.3) (6.654.001) 20.207.131
Sub-total (163.112.951) 827.118.350
Total (Notas 9.4 e 40.5) (164.773.415) 594.809.172

Os ganhos actuariais líquidos registados em 2009 e 2008 relativos a alterações nos pressupostos actuariais decorrem essencialmente das alterações nos pressupostos actuariais financeiros e demográficos detalhados anteriormente.

Os ganhos e perdas actuariais líquidos decorrentes das diferenças entre os dados reais e os pressupostos actuariais, os quais ascenderam a um ganho líquido de 163.112.951 euros em 2009 e a uma perda de 827.118.350 euros em 2008, resultam essencialmente da diferença entre a rentabilidade real e a rentabilidade esperada dos activos, diferença essa que correspondeu a um ganho de 178.636.090 euros em 2009 e uma perda de 800.296.495 euros em 2008.

9.8. Outras divulgações

A tabela abaixo apresenta informação histórica para um período de cinco anos sobre o valor actual das responsabilidades projectadas, o valor de mercado dos fundos, as responsabilidades não financiadas e os ganhos e perdas actuariais líquidos. O detalhe desta informação em 31 de Dezembro de 2009, 2008, 2007, 2006 e 2005 e nos exercícios findos nessas datas é como segue:

euros
2009 2008 2007 2006 2005
Valor actual das responsabilidades projectadas 3.836.915.409 3.941.510.416 4.203.125.154 4.562.597.772 5.151.631.744
Valor de mercado dos fundos 2.369.524.484 2.131.646.536 2.899.144.514 2.908.149.704 2.515.748.000
Responsabilidades não financiadas líquidas / (excesso de financiamento) 1.467.390.925 1.809.863.880 1.303.980.640 1.654.448.068 2.635.883.744
Ganhos com serviços passados 23.362.000 25.430.000 25.891.000 19.062.000 -
Responsabilidades com benefícios de reforma, líquidas 1.490.752.925 1.835.293.880 1.329.871.640 1.673.510.068 2.635.883.744
euros
2009 2008 2007 2006 2005
Alterações nos pressupostos actuariais (1.660.464) (232.309.178) (150.947.555) (222.328.000) 693.000.000
Diferenças entre os dados reais e os pressupostos actuariais
Relacionadas com as responsabilidades projectadas 15.523.139 26.821.855 (208.946.281) (80.226.800) 81.085.049
Relacionadas com os activos dos planos (178.636.090) 800.296.495 74.656.771 (16.860.413) (43.809.000)
Total das perdas (ganhos) actuariais (164.773.415) 594.809.172 (285.237.065) (319.415.213) 730.276.049

10. Custos directos dos serviços prestados

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Custos com telecomunicações (i) 830.658.188 862.375.416
Alugueres (i) 83.963.628 71.301.499
Custos de programação (ii) 77.533.060 27.376.353
Listas telefónicas (Nota 3.p) 57.434.627 63.961.699
Outros (iii) 85.519.392 61.916.355
1.135.108.895 1.086.931.322

(i) Nos exercícios de 2009 e 2008, estas rubricas incluem custos relacionados com locações operacionais no montante total de 158.924.869 euros e 141.361.280 euros, respectivamente (Nota 13). A diminuição nos custos com telecomunicações é essencialmente explicada pela redução dos custos de interligação nas operações domésticas, basicamente devido à redução regulamentar das tarifas de terminação móvel. Este efeito foi compensado por um aumento na Vivo, em linha com o aumento da base de clientes.

(ii) Esta rubrica está relacionada basicamente com os custos de programação incorridos pelo negócio de rede fixa decorrente do desenvolvimento do serviço de televisão.

(iii) Esta rubrica inclui essencialmente custos com conteúdos móveis.

11. Custo das mercadorias vendidas

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Custo das mercadorias vendidas 646.240.589 773.686.807
Aumentos nos ajustamentos a existências (Nota 38) 5.730.163 7.385.304
Reduções nos ajustamentos a existências (Nota 38) (3.186.095) (2.611.552)
648.784.657 778.460.559

12. Fornecimentos e serviços externos

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Comissões 298.945.102 278.176.217
Serviços de suporte 281.448.129 261.884.199
Trabalhos especializados 209.265.963 202.365.383
Manutenção e reparação 169.556.527 169.568.646
Electricidade 94.704.403 83.953.123
Locação operacional (Nota 13) 65.628.649 58.551.978
Comunicação 23.510.821 21.609.789
Vigilância e segurança 16.598.369 15.494.522
Deslocações e estadas 15.617.419 14.611.970
Transporte 12.530.807 10.648.290
Outros 106.284.598 113.084.104
1.294.090.787 1.229.948.221

13. Locação operacional

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os custos incorridos com contratos de locação operacional foram reconhecidos nas seguintes rubricas:

euros
2009 2008
Custos directos dos serviços prestados (Nota 10) 158.924.869 141.361.280
Fornecimentos e serviços externos (Nota 12) (i) 65.628.649 58.551.978
224.553.518 199.913.258

(i) Esta rubrica respeita essencialmente a custos com o aluguer de imóveis e de equipamentos de transporte.

Em 31 de Dezembro de 2009, as responsabilidades futuras do Grupo com os contratos de locação operacional vencem-se como segue:

euros
2010 195.175.816
2011 163.063.322
2012 150.508.893
2013 146.425.657
2014 143.375.998
2015 e anos seguintes 153.124.739
951.674.425

14. Impostos indirectos

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Taxas de utilização de espectro (i) 176.442.629 162.312.449
Imposto sobre o valor acrescentado 25.661.281 14.867.985
Outros impostos indirectos (ii) 41.520.928 56.419.592
243.624.838 233.600.026

(i) Esta rubrica inclui essencialmente taxas de utilização de espectro da Vivo e da TMN, as quais no exercício de 2009 ascenderam a 145 milhões de euros e 24 milhões de euros, respectivamente, enquanto no exercício de 2008 ascenderam a 133 milhões de euros e 27 milhões de euros, respectivamente.

(ii) Esta rubrica inclui essencialmente impostos indirectos suportados pela Vivo relacionados com as taxas Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) e Funtel (Fundo Nacional de Telecomunicações), no montante total de 23 milhões de euros em 2009, bem como outros impostos e taxas municipais, federais e estaduais no Brasil.

15. Juros, líquidos

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Juros suportados
Relacionados com empréstimos obtidos e instrumentos financeiros 386.647.885 370.861.543
Outros 9.725.910 18.110.935
Juros obtidos
Relacionados com caixa e investimentos de curto prazo e instrumentos financeiros (65.531.589) (96.972.622)
Outros (i) (28.562.526) (19.627.639)
302.279.680 272.372.217

(i) Esta rubrica inclui essencialmente juros de mora relacionados com pagamentos em atraso, e também juros obtidos relativos a impostos a recuperar de médio e longo prazo da Vivo.

O crescimento dos juros suportados líquidos em 2009 reflecte fundamentalmente o impacto do aumento da dívida líquida média da Portugal Telecom (29 milhões de euros), no seguimento do programa de recompra de acções próprias concluído em 2008, e da aquisição em 2008 da Telemig e de licenças 3G no Brasil.

16. Perdas com variações cambiais, líquidos

A variação ocorrida nesta rubrica é essencialmente explicada por um ganho de 22 milhões de euros registado em 2009 decorrente da transferência de uma parte dos ajustamentos de conversão cambial acumulados relativos ao investimento na Brasilcel, em resultado do reembolso de parte do investimento efectuado através de reduções de capital ocorridas nesta empresa participada.

17. Ganhos em activos financeiros e outros investimentos, líquidos

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Instrumentos financeiros derivados (Nota 41) (i) (5.814.792) (9.424.463)
Alienação de 3% do investimento na Africatel (Nota 19) (ii) - (8.822.351)
Investimentos em imóveis (iii) (940.220) (840.167)
Outros, líquidos (1.312.556) (210.593)
(8.067.568) (19.297.574)

(i) Esta rubrica está relacionada com a alteração no valor de mercado de determinados instrumentos derivados de taxa de câmbio classificados como detidos para negociação. Os ganhos registados em 2009 são explicados essencialmente pelo impacto da apreciação do dólar americano face ao euros até Abril de 2009, data em que estes instrumentos derivados foram liquidados. Os ganhos registados em 2008 resultam basicamente do impacto da apreciação do dólar americano face ao euros e ao Real durante o ano.

  • (ii) Esta rubrica refere-se à alienação de 3% do investimento na Africatel pelo montante de 13.426.862 euros (Nota 43.d).
  • (iii) Esta rubrica inclui ganhos relativos às rendas cobradas sobre imóveis propriedade do Grupo e arrendados a terceiros, líquidos das amortizações relativas a esses imóveis (Nota 31).

18. Outros custos financeiros, líquidos

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Comissões e outros serviços bancários (i) 44.244.217 13.573.189
Outros (ii) 28.683.790 25.318.679
72.928.007 38.891.868

(i) O aumento dos custos com comissões bancárias e outros serviços bancários está relacionado essencialmente com uma reestruturação da dívida levada a cabo em 2009 no que se refere aos empréstimos obtidos em 2008 para a aquisição de licenças 3G no Brasil.

(ii) Esta rubrica inclui determinados impostos suportados pela Vivo relacionados com operações financeiras, nomeadamente os impostos pagos em resultado de dividendos recebidos.

19. Impostos e taxas

A Portugal Telecom e as empresas incluídas na consolidação sedeadas em Portugal são tributadas em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) à taxa de 25%, acrescida da derrama calculada a um valor máximo de até 1,5% sobre a matéria colectável de IRC, atingindo uma taxa agregada de cerca de 26,5%. No cálculo dos resultados tributáveis, aos quais é aplicada a referida taxa de imposto, os custos e proveitos não aceites fiscalmente são deduzidos ou acrescidos aos resultados contabilísticos.

A Portugal Telecom é tributada de acordo com o regime especial de tributação dos grupos de sociedades, do qual fazem parte as empresas em que detém, directa ou indirectamente, pelo menos 90% do seu capital e cumprem os requisitos previstos no artigo 63.º do Código do IRC.

A Vivo e outras subsidiárias localizadas no Brasil são tributadas em sede de imposto sobre o rendimento a uma taxa nominal de 34%.

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social, sendo que para as quotizações e contribuições relativas a exercícios anteriores a 2001 o prazo era de dez anos), excepto quando tenha havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alongados ou suspensos. No Brasil, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de cinco anos. O Conselho de Administração da Portugal Telecom, suportado nas informações dos seus serviços de assessoria fiscal, entende que eventuais revisões e correcções dessas declarações fiscais, bem como outras contingências de natureza fiscal, não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 31 de Dezembro de 2009, excepto para as situações que foram objecto de registo de uma provisão (Nota 38).

a) Impostos diferidos

Nos exercícios de 2009 e 2008, os movimentos ocorridos nos impostos diferidos foram como segue:

euros
Saldo Resultados Ajustamentos de
31 Dez 2008 Resultado líquido acumulados conversão cambial Outros movimentos Saldo 31 Dez 2009
Impostos diferidos activos
Benefícios de reforma 486.352.878 (47.638.398) (43.664.955) - - 395.049.525
Prejuízos fiscais reportáveis (i) 172.831.198 (9.617.812) - 49.100.037 (638.758) 211.674.665
Provisões 91.149.723 17.751.740 - 16.351.942 (1.975.124) 123.278.281
Contribuição adicional para os fundos de pensões 138.567.071 (14.388.039) - - - 124.179.032
Instrumentos financeiros 14.380.500 (13.135.260) 205.023 (335.959) - 1.114.304
Outras diferenças temporárias (ii) 129.442.609 38.280 - 32.779.871 1.954.561 164.215.321
1.032.723.979 (66.989.489) (43.459.932) 97.895.891 (659.321) 1.019.511.128
Impostos diferidos passivos
Reavaliação de activos fixos (iii) 290.970.684 (18.809.606) (12.116.738) - (1.573.523) 258.470.817
Mais-valias fiscais com tributação suspensa 2.378.683 (328.361) - - - 2.050.322
Outras diferenças temporárias (iv) 168.843.403 27.496.330 - 27.625.503 (2.266.402) 221.698.834
462.192.770 8.358.363 (12.116.738) 27.625.503 (3.839.925) 482.219.973
(75.347.852) (31.343.194) 70.270.388 3.180.604

(i) Em 31 de Dezembro de 2009, esta rubrica inclui o imposto diferido activo relacionado com prejuízos fiscais reportáveis reconhecidos pela Vivo e outras subsidiárias no Brasil. Estes prejuízos fiscais, no montante de 623 milhões de euros, não possuem qualquer maturidade, podendo apenas ser utilizados até um limite de 30% dos resultados fiscais gerados em cada período.

(ii) Esta rubrica inclui essencialmente activos por impostos diferidos da Vivo relativos a diferenças temporárias decorrentes principalmente da amortização acelerada de determinados activos fixos tangíveis e de acréscimos de custos não dedutíveis para efeitos fiscais.

  • (iii) No seguimento das contribuições em espécie de imóveis efectuadas no final de 2009 para os fundos de pensões, o imposto diferido passivo relativo à reavaliação destes activos foi ajustado de modo a reflectir a forma como a Portugal Telecom esperava vir a recuperar o valor contabilístico destes activos. Este efeito, no montante de 12.116.738 euros, foi reconhecido na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral, sendo que, subsequentemente, o imposto diferido passivo remanescente relacionado com a reavaliação destes activos foi reconhecido na Demonstração Consolidada dos Resultados.
  • (iv) Esta rubrica inclui essencialmente passivos por impostos diferidos relacionados com resultados não atribuídos e com a diferença entre os ajustamentos para valores de mercado efectuados na sequência da alocação do preço de compra da Telemig e a respectiva base fiscal.
euros
Alterações ao
Saldo perímetro de
1 Jan 2008 consolidação (Nota Resultados Ajustamentos de
(reexpresso) 2) (i) Resultado líquido acumulados conversão cambial Outros movimentos Saldo 31 Dez 2008
Impostos diferidos activos
Benefícios de reforma 352.415.985 - (23.681.856) 157.624.431 - (5.682) 486.352.878
Prejuízos fiscais reportáveis (ii) 214.969.871 - 923.439 - (43.062.112) - 172.831.198
Provisões 102.301.675 - (349.981) - (10.803.259) 1.288 91.149.723
Contribuição adicional para o fundo de pensões 169.494.062 - (30.926.991) - - - 138.567.071
Instrumentos financeiros 14.152.986 - (399.710) 339.983 287.241 - 14.380.500
Outras diferenças temporárias 138.886.560 30.530.408 (11.302.066) - (27.771.104) (901.189) 129.442.609
992.221.139 30.530.408 (65.737.165) 157.964.414 (81.349.234) (905.583) 1.032.723.979
Impostos diferidos passivos
Reavaliação de activos fixos (iii) 12.951.922 - (6.364.343) 284.346.234 - 36.871 290.970.684
Mais-valias fiscais com tributação suspensa 3.836.157 - (1.457.474) - - - 2.378.683
Outras diferenças temporárias 68.092.061 105.139.836 15.707.453 - (19.530.647) (565.300) 168.843.403
84.880.140 105.139.836 7.885.636 284.346.234 (19.530.647) (528.429) 462.192.770
(74.609.428) (73.622.801) (126.381.820) (61.818.587) (377.154)

(i) As alterações no perímetro de consolidação estão essencialmente relacionadas com a consolidação da Telemig desde 1 de Abril de 2008.

  • (ii) Em 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica inclui o imposto diferido activo relacionado com prejuízos fiscais reportáveis reconhecidos pela Vivo. Os prejuízos fiscais da Vivo, no montante de 508 milhões de euros, não possuem qualquer maturidade, podendo apenas ser utilizados até um limite de 30% dos resultados fiscais gerados em cada período.
  • (iii) A Portugal Telecom reconheceu um imposto diferido passivo na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral correspondente ao efeito fiscal sobre a reserva de reavaliação registada em 2008 no seguimento da alteração da política contabilística relativa à valorização dos imóveis e da rede de condutas do modelo do custo para o modelo da reavaliação.

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o total dos activos por impostos diferidos inclui 439 milhões de euros e 333 milhões de euros relacionados com países estrangeiros, respectivamente, enquanto o total dos passivos por impostos diferidos inclui 221 milhões de euros e 168 milhões de euros, respectivamente. Estes activos e passivos por impostos diferidos de países estrangeiros estão relacionados essencialmente com a Vivo (localizada no Brasil) e o seu aumento é explicado essencialmente pelo impacto da apreciação do Real face ao euros.

Em 31 de Dezembro de 2009, as subsidiárias da Brasilcel não tinham reconhecido activos por impostos diferidos no montante 1.241 milhões de Reais (247 milhões de euros equivalente à participação de 50% da Portugal Telecom) relacionados com prejuízos fiscais.

b) Reconciliação da taxa de imposto

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a reconciliação entre as taxas nominal e efectiva de imposto é como segue:

2009 2008
Resultado antes de impostos 1.019.718.248 927.201.516
Taxa nominal de imposto 26,5% 26,5%
270.225.336 245.708.402
Diferenças permanentes (i) (64.215.917) (23.094.849)
Taxas de imposto diferenciadas 13.026.366 14.771.860
Reversão de impostos diferidos activos relativos a prejuízos fiscais (Nota 7.c) (ii) 13.441.476 -
Excesso de estimativa para impostos do exercício anterior (Nota 27) 6.541.389 (6.431.797)
Provisões para contingências fiscais relativas a IRC (Notas 27 e 38) (1.434.464) 7.555.841
Prejuízos fiscais reportáveis de exercícios anteriores (3.823.664) (5.389.597)
Outros (551.369) (1.740.098)
233.209.153 231.379.762
Imposto sobre o rendimento
Imposto corrente (Nota 27) 157.861.301 157.756.961
Imposto diferido 75.347.852 73.622.801
233.209.153 231.379.762

(i) Em 2009, esta rubrica inclui essencialmente o montante de 70.748.542 euros relacionados com o ganho não tributável de 266.975.632 euros (Nota 30) obtido com a alienação do investimento na Médi Télécom. Em 2008, esta rubrica inclui essencialmente os montantes de 2.397.005 euros e 2.304.973 euros relacionados com os ganhos não tributáveis de 9.045.300 euros (Nota 30) e 8.822.351 euros (Nota 17) obtidos com as alienações dos investimentos no Banco Best e na Africatel, respectivamente.

(ii) Esta rubrica está relacionada com a reversão de activos por impostos diferidos relativos a prejuízos fiscais de anos anteriores, uma vez que estes já não podem vir a ser utilizados em resultado da operação de fusão da Telemig Celular Participações por incorporação dos seus activos e passivos na Vivo Participações (Anexo II).

euros

20. Interesses minoritários

Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, realizaram-se os seguintes movimentos nos interesses minoritários:

euros
Saldo 31 Dez 2008 Aquisições,
alienações e
aumentos de
capital
Resultado líquido Dividendos
atribuídos
Variações
cambiais
Outras variações Saldo 31 Dez 2009
Brasilcel (i) 823.725.500 (91.595.489) 42.594.986 (103.314.015) 236.767.151 (1.252.153) 906.925.980
MTC 54.468.291 - 22.381.879 (23.067.593) 13.463.828 - 67.246.405
Cabo Verde Telecom 48.919.469 - 15.496.646 (14.141.494) - (2.479) 50.272.142
Africatel 19.777.686 - 11.287.265 (5.100.000) (2.103.206) (151.211) 23.710.534
Timor Telecom 8.337.633 - 5.933.700 (5.101.041) (82.868) (4.576) 9.082.848
CST 1.782.031 - 745.093 (106.296) (242.079) 9.559 2.188.308
LTM 1.814.965 - 978.883 (919.698) (487.509) 185.398 1.572.039
Previsão 766.210 - 558 - - (7.485) 759.283
Kenya Postel Directories 1.272.946 - 772.810 (506.213) (16.615) (10.777) 1.512.151
Outras 3.345.664 311.246 2.386.256 (1.790.346) (47.344) (213.911) 3.991.565
964.210.395 (91.284.243) 102.578.076 (154.046.696) 247.251.358 (1.447.635) 1.067.261.255
Saldo 31 Dez 2007 Alteração do
perímetro de
consolidação
Aquisições,
alienações e
aumentos de
capital
Resultado líquido Dividendos
atribuídos
Variações
cambiais
Outras variações Saldo 31 Dez 2008
Brasilcel (Nota 2) (i) 620.221.444 304.038.052 10.888.496 51.864.006 (13.261.125) (149.837.709) (187.664) 823.725.500
MTC 68.460.093 - - 19.183.603 (16.241.479) (16.933.926) - 54.468.291
Cabo Verde Telecom 42.533.862 - - 16.539.761 (10.156.083) - 1.929 48.919.469
Africatel (1.695.847) - 939.928 24.054.488 - (3.148.179) (372.704) 19.777.686
Timor Telecom 5.224.234 - - 4.615.276 (1.921.160) 453.140 (33.857) 8.337.633
CST 1.513.056 - - 429.943 (65.484) (28.939) (66.545) 1.782.031
LTM 1.590.591 - - 909.241 (699.014) (166) 14.313 1.814.965
Previsão 782.667 - - 8.960 (25.508) - 91 766.210
Kenya Postel Directories 1.265.036 - - 616.683 (453.870) (154.903) - 1.272.946
Outras 3.693.155 (1.268.931) - 1.499.674 (775.417) 196.919 264 3.345.664
743.588.291 302.769.121 11.828.424 119.721.635 (43.599.140) (169.453.763) (644.173) 964.210.395

(i) Os interesses minoritários na Brasilcel correspondem a 50% da participação dos accionistas minoritários das empresas participadas pela Brasilcel nos respectivos capitais próprios e resultados. O movimento em 2009 incluído na rubrica "Aquisições, alienações e aumentos de capital" inclui um montante de 103.641.467 euros (Nota 2) relacionado com uma operação de reestruturação societária levada a cabo pela Vivo Participações em Julho de 2009, a qual consistiu na incorporação das acções da TC na TCP e na incorporação das acções da TCP na Vivo Participações. A alteração ao perímetro de consolidação está relacionada com a consolidação da Telemig desde 1 de Abril de 2008 (Nota 2).

21. Dividendos

Na Assembleia Geral realizada em 27 de Março de 2009, foi aprovada a proposta do Conselho de Administração de pagamento de um dividendo por acção de 0,575 euros referente ao exercício de 2008, tendo sido pago um dividendo total de 503.626.688 euros (Nota 43.j) no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009.

Na Assembleia Geral realizada em 28 de Março de 2008, foi aprovada a proposta do Conselho de Administração de pagamento de um dividendo por acção de 0,475 euros referente ao exercício de 2007, tendo sido pago um dividendo total de 533.200.884 euros (Nota 43.j) no exercício findo em 31 de Dezembro de 2008.

22. Resultados por acção

Os resultados por acção, nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, foram calculados como segue:

euros
2009 2008
Resultado líquido atribuível a accionistas da Portugal Telecom (1) 683.931.019 576.100.119
Juros das obrigações convertíveis (líquido de imposto) (2) 30.153.400 29.761.969
Resultado líquido considerado para efeitos do cálculo do resultado líquido por acção diluído (3) 714.084.419 605.862.088
Número médio de acções ordinárias em circulação no período (4) 875.872.500 907.096.629
Efeito das obrigações convertíveis 64.655.173 64.655.173
(5) 940.527.673 971.751.802
Resultado líquido por acção atribuível a accionistas da Portugal Telecom
Básico (1)/(4) 0,78 0,64
Diluído (3)/(5) 0,76 0,62

Em 2009 e 2008, os resultados diluídos incluíam o impacto das obrigações convertíveis emitidas em Agosto de 2007.

23. Investimentos de curto prazo

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica inclui essencialmente aplicações financeiras de curto prazo, as quais têm as condições previamente acordadas com as instituições financeiras.

24. Contas a receber clientes

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Contas a receber de clientes, correntes:
Contas a receber de clientes 1.512.618.691 1.343.955.877
Acréscimos de proveitos 270.250.780 239.424.993
1.782.869.471 1.583.380.870
Ajustamentos a contas a receber de clientes (Nota 38) (384.005.127) (338.778.345)
1.398.864.344 1.244.602.525

25. Contas a receber Outros

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Outras contas a receber correntes:
Contas a receber de partes relacionadas (i) 64.932.314 72.580.010
Adiantamentos a fornecedores 33.471.228 58.723.322
Depósitos judiciais 27.646.138 16.589.316
Comparticipações do SNS (ii) 8.711.396 16.086.024
Outros 46.318.482 65.485.722
181.079.558 229.464.394
Ajustamentos a outras contas a receber correntes (Nota 38) (11.371.834) (27.580.020)
169.707.724 201.884.374
Outras contas a receber não correntes 11.146.480 6.685.252
Ajustamentos a outras contas a receber não correntes (Nota 38) (2.301.245) (1.828.628)
8.845.235 4.856.624

(i) Esta rubrica inclui essencialmente dividendos a receber da Unitel. Em 2009, a Unitel atribuiu dividendos à Portugal Telecom no montante de 150 milhões de dólares americanos (Nota 30), dos quais 90 milhões de dólares americanos foram recebidos em 2009 (Nota 43.e) e os restantes 60 milhões de dólares americanos (Nota 44) estão reconhecidos como uma conta a receber nesta rubrica. Em 2008, a Unitel atribuiu dividendos à Portugal Telecom no montante de 80 milhões de dólares americanos (Notas 43.e e 44), os quais foram recebidos em 2009 e estavam reconhecidos como uma conta a receber nesta rubrica em 31 de Dezembro de 2008.

(ii) Estas comparticipações estão relacionadas com o acordo celebrado entre a PT Comunicações e o SNS, ao abrigo do qual esta entidade cofinanciava o plano de cuidados de saúde. Este acordo terminou em 2006, aquando da reestruturação do SNS. Para fazer face a eventuais riscos de cobrabilidade, estas contas a receber encontram-se totalmente ajustadas a 31 de Dezembro de 2009.

26. Existências

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Mercadorias (i) 228.572.115 277.861.454
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 42.211.966 36.661.571
Produtos e trabalhos em curso 8.884.680 6.489.694
279.668.761 321.012.719
Ajustamento para depreciação de existências (Nota 38) (39.791.436) (23.630.621)
239.877.325 297.382.098

(i) Em 31 de Dezembro de 2009, esta rubrica inclui essencialmente (1) equipamentos terminais móveis da Vivo e da TMN, e (2) telefones, modems (acesso à Internet por ADSL) e set-top boxes (IP TV e satélite) do negócio da rede fixa.

27. Impostos a pagar e a recuperar

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Devedor Credor Devedor Credor
Impostos correntes
Operações em Portugal
Imposto sobre o Valor Acrescentado 10.725.838 42.958.244 25.688.345 28.896.209
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas 52.190.849 16.238.244 132.252.493 114.974.448
Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares - 6.446.569 - 7.316.196
Segurança Social - 6.098.066 - 6.175.899
Outros - 749.773 - 879.032
62.916.687 72.490.896 157.940.838 158.241.784
Impostos em países estrangeiros 191.848.837 221.400.469 159.924.786 179.400.053
254.765.524 293.891.365 317.865.624 337.641.837
Impostos não correntes
Impostos em países estrangeiros 196.429.460 59.217.420 140.771.497 38.730.319

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, as rubricas de "Impostos em países estrangeiros" incluem essencialmente 50% dos impostos a recuperar e a pagar pelas empresas participadas da Brasilcel, conforme segue:

euros
2009 2008
Devedor Credor Devedor Credor
Impostos correntes:
Imposto sobre o rendimento 26.350.774 30.605.091 44.373.968 38.025.658
Impostos indirectos 155.880.038 163.748.829 106.185.029 101.848.943
Outros 9.618.025 27.046.549 9.365.789 39.525.452
191.848.837 221.400.469 159.924.786 179.400.053
Impostos não correntes:
Imposto sobre o rendimento (i) 145.736.818 1.207.087 96.591.970 2.554.358
Impostos indirectos (ii) 50.692.642 58.010.333 44.179.527 36.175.961
196.429.460 59.217.420 140.771.497 38.730.319

(i) Esta rubrica diz respeito essencialmente a impostos retidos na fonte referentes a dividendos recebidos pelas empresas holdings da Vivo, os quais serão recuperáveis num prazo superior a um ano a partir do momento em que essas empresas obtenham lucros tributáveis que lhes permitam a recuperação dos mesmos.

(ii) Os impostos a receber incluídos nesta rubrica são relativos essencialmente a impostos indirectos pagos na aquisição de imobilizado, os quais segundo as leis brasileiras só poderão ser recuperáveis durante um período de 48 meses. Os impostos a pagar incluídos nesta rubrica são relativos essencialmente ao ICMS apurado no Estado do Paraná, o qual será pago num prazo de 48 meses com base num acordo especial celebrado com as autoridades governamentais locais.

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o montante líquido a pagar e a recuperar relativo a "Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas" das operações em Portugal tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Estimativa do imposto corrente sobre o rendimento do período relativo aos negócios em Portugal (83.407.633) (114.974.448)
Pagamentos por conta 107.947.186 124.108.648
Retenções efectuadas por terceiros 2.984.862 4.957.411
Imposto a recuperar 8.428.190 3.186.434
Imposto a receber líquido relativo aos negócios em Portugal 35.952.605 17.278.045

A reconciliação entre o imposto corrente sobre o rendimento reflectido nas Demonstrações Consolidadas da Posição Financeiras em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 e os custos com o imposto corrente sobre o rendimento dos exercícios findos naquelas datas é como segue:

euros
2009 2008
Estimativa do imposto corrente sobre o rendimento do período relativo aos negócios em Portugal 83.407.633 114.974.448
Imposto sobre o rendimento de empresas do Grupo sedeadas no estrangeiro 71.964.487 48.179.289
Excesso de estimativa para impostos do exercício anterior (Nota 19) 6.541.389 (6.431.797)
Provisões para contingências fiscais relativas a IRC (Notas 19 e 38) (1.434.464) 7.555.841
Outros 55.523 (4.540.570)
160.534.568 159.737.211

O imposto corrente do período foi registado por contrapartida das seguintes rubricas:

euros
2009 2008
Imposto sobre o rendimento (Nota 19) 157.861.301 157.756.961
Resultados acumulados 2.673.267 1.980.250
160.534.568 159.737.211

28. Custos diferidos

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Venda de equipamentos (i) 59.416.705 47.424.399
Despesas com publicidade e propaganda pagas antecipadamente 29.508.842 26.236.787
Publicação de listas telefónicas 12.481.437 22.944.481
Rendas e alugueres 8.536.475 7.740.967
Manutenção e reparação 3.654.121 3.239.623
Juros pagos antecipadamente 2.116.189 5.738.492
Outros 21.548.759 18.145.337
137.262.528 131.470.086

(i) As vendas de telefones móveis na Vivo são reconhecidas quando o cliente final activa o equipamento. Como tal, a margem negativa, assim como os respectivos impostos indirectos, são diferidos e reconhecidos no acto de activação do equipamento pelo cliente.

29. Outros activos correntes e não correntes

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Outros activos correntes
Contas a receber de operações QTE (Notas 3.l.ix) e 39) (i) 20.201.231 55.479.811
Outros 1.990.138 4.708.905
22.191.369 60.188.716
Outros activos não correntes
Contas a receber de operações QTE (Notas 3.l.ix) e 39) (i) 276.544.156 441.821.002
Outros 37.659.398 37.133.055
314.203.554 478.954.057

Conforme explicado na Nota 3.l.ix, a Portugal Telecom celebrou em anos anteriores operações de QTE, ao abrigo das quais reconheceu na Demonstração Consolidada da Posição Financeira contas a receber e a pagar (Nota 39) pelo mesmo montante, as quais se referem à venda dos equipamentos e à locação financeira, respectivamente. A maioria destas contas a receber e a pagar são relativas à mesma entidade. Adicionalmente, a Portugal Telecom prestou determinadas garantias no âmbito destas operações (Nota 42).

Em 2009, algumas destas transacções de QTE foram terminadas antecipadamente sem qualquer custo para a Portugal Telecom, pelo que as respectivas contas a receber e a pagar foram liquidadas, situação que explica a redução nos outros activos e passivos correntes e não correntes (Nota 39).

30. Investimentos em empresas participadas

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Partes de capital em empresas associadas 396.437.713 356.069.363
Goodwill, líquido de perdas por imparidade 170.168.216 157.112.049
Empréstimos concedidos a empresas associadas e outras empresas 23.566.794 98.632.811
Partes de capital em outras empresas 2.537.325 1.364.876
Adiantamentos por conta de investimentos financeiros 4.500.000 -
597.210.048 613.179.099

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a rubrica "Partes de capital em empresas associadas" tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Unitel (i) 262.363.774 226.384.671
Universo Online, Inc ("UOL") (ii) 94.157.510 64.980.917
CTM - Companhia de Telecomunicações de Macau, SARL ("CTM") 29.050.716 29.839.265
Hungaro Digitel KFT 4.531.768 3.226.012
Páginas Amarelas, SA ("Páginas Amarelas") 3.360.824 3.073.162
Guiné Telecom, SARL (iii) 2.907.534 2.907.534
INESC - Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (iii) 2.992.788 2.992.787
Médi Télécom (iv) - 25.266.777
Outras empresas 2.973.120 3.298.559
402.338.034 361.969.684
Ajustamentos a partes de capital em empresas associadas (Nota 38) (5.900.321) (5.900.321)
396.437.713 356.069.363

(i) A variação no valor contabilístico deste investimento é explicada pela participação da Portugal Telecom nos resultados (153 milhões de euros) e dividendos atribuídos (106 milhões de euros, equivalentes a 150 milhões de dólares americanos - Nota 25) pela Unitel, e também pelo impacto da desvalorização do dólar americano face ao euros em 2009 (10 milhões de euros).

(ii) A variação no valor contabilístico deste investimento é explicada pela participação da Portugal Telecom nos resultados da UOL (11 milhões de euros) e pelo impacto da valorização do Real face ao euros em 2009 (20 milhões de euros).

  • (iii) Em 31 de Dezembro de 2009, estes investimentos financeiros encontram-se totalmente ajustados.
  • (iv) Conforme mencionado na Nota 1, a Portugal Telecom concluiu em Dezembro de 2009 a alienação do investimento na Médi Télécom e, consequentemente, desreconheceu os respectivos investimentos financeiros e empréstimos concedidos a esta empresa, bem como outras contas a receber. A Portugal Telecom recebeu 400 milhões de euros (Nota 43.d) em resultado desta transacção e reconheceu uma maisvalia de 266.975.632 euros, conforme referido abaixo.

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a rubrica "Goodwill, líquido de perdas por imparidade" tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Páginas Amarelas 83.754.434 83.754.434
UOL 59.915.277 46.859.112
Unitel 26.498.505 26.498.503
170.168.216 157.112.049

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, não foram registadas perdas por imparidade relativamente aos valores de goodwill acima indicados.

Os empréstimos concedidos a empresas associadas e outras destinam-se essencialmente a financiar as suas actividades, nomeadamente no desenvolvimento de novos negócios e não apresentam maturidade definida. Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, estes empréstimos eram como segue:

euros
2009 2008
Sportinveste Multimédia (i) 35.318.668 35.318.668
INESC 3.104.531 3.198.311
Médi Télécom (ii) - 75.592.524
Outras empresas 5.111.085 4.844.031
43.534.284 118.953.534
Ajustamentos a empréstimos concedidos a empresas associadas e outras (Nota 38) (2.588.741) (3.198.311)
Ajustamentos resultantes da aplicação da equivalência (Nota 38) (iii) (17.378.749) (17.122.412)
23.566.794 98.632.811

(i) Este montante inclui prestações acessórias de 30.023.168 euros e empréstimos de 5.295.500 euros.

(ii) Conforme mencionado acima, estes empréstimos foram desreconhecidos na sequência da alienação do investimento nesta empresa.

(iii) Este valor corresponde às perdas acumuladas resultantes da aplicação da equivalência patrimonial que excederam o valor do investimento inicial, tendo por este motivo sido reconhecidas como uma redução ao valor do empréstimo concedido às mesmas. Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, estes ajustamentos estão relacionados com o investimento na Sportinveste Multimédia. Se as perdas acumuladas resultantes da aplicação do método de equivalência patrimonial forem superiores ao total do investimento (incluindo empréstimos) em empresas associadas, é registada uma provisão na rubrica "Provisões para outros riscos e encargos – outros". Em 31 de Dezembro 2009 e 2008, essa provisão ascende a 4.672.403 euros e 4.484.583 euros, respectivamente (Nota 38).

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a rubrica "Partes de capital em outras empresas" tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Janela Digital 1.830.571 937.373
Outras empresas 3.271.781 427.503
5.102.352 1.364.876
Ajustamentos a partes de capital em empresas participadas (Nota 38) (2.565.027) -
2.537.325 1.364.876

O montante de 4.500.000 euros (Nota 43.f) incluído na rubrica "Adiantamentos por conta de investimentos financeiros" está relacionado com um adiantamento efectuado para a aquisição da Reti – Rede Teledifusora Independente, SA.

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a rubrica "Ganhos em empresas participadas, líquidos" tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Médi Télécom (i) 277.661.123 12.400.605
Unitel 152.639.642 122.633.994
CTM 18.649.192 16.768.832
UOL 10.603.315 11.421.337
Banco Best (ii) - 8.832.460
Outras (3.509.727) (1.081.831)
456.043.545 170.975.397

(i) Em 2009, esta rubrica inclui a participação da Portugal Telecom nos resultados desta empresa no montante de 10.685.491 euros e uma maisvalia de 266.975.632 (Notas 7 e 19) apurada na sequência da alienação do investimento nesta empresa, a qual está líquida de despesas de transacção e garantias prestadas aos compradores.

(ii) Em 2008, esta rubrica inclui uma mais-valia de 9.045.300 euros (Nota 19) relacionada com a alienação deste investimento pelo montante de 16 milhões de euros (Nota 43.d).

Os dados financeiros das principais empresas associadas em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 e nos exercícios findos nessas datas eram como segue:

31 Dez 09 euros
Receitas
Participação directa Total do activo Total do passivo Capital próprio operacionais Resultado líquido
Unitel 25,00% 1.589.575.075 540.119.979 1.049.455.096 1.119.871.060 610.558.568
UOL 28,78% 416.137.060 88.948.355 327.188.705 209.446.050 36.845.546
CTM 28,00% 155.382.354 51.629.797 103.752.557 219.169.241 66.604.257
31 Dez 08 euros
Participação directa Total do activo Total do passivo Capital próprio Receitas
operacionais
Resultado líquido
Unitel 25,00% 1.351.190.358 445.651.674 905.538.684 863.069.581 490.535.976
Médi Télécom 32,18% 1.032.402.021 953.885.001 78.517.020 453.220.798 38.535.131
UOL 29,00% 284.021.149 59.949.022 224.072.128 204.264.502 39.383.921
CTM 28,00% 156.524.951 49.956.148 106.568.804 206.917.995 59.888.686

31. Outros investimentos

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Propriedades de investimento, líquido de amortizações acumuladas 13.793.420 17.750.256
Outros investimentos financeiros 7.753.328 15.200.527
21.546.748 32.950.783
Ajustamentos a outros investimentos (Nota 38) (4.471.507) (11.338.755)
Ajustamentos a propriedades de investimento (Nota 38) (189.316) (500.550)
16.885.925 21.111.478

A rubrica "Propriedades de investimento" respeita, essencialmente, a terrenos e edifícios detidos pela PT Comunicações que não se encontram afectos à sua actividade operacional. Estes activos encontram-se registados ao custo de aquisição deduzido de amortizações acumuladas e eventuais perdas por imparidade. A PT Comunicações efectua avaliações regulares a estes imóveis. Em 31 de Dezembro de 2009, o valor contabilístico dos imóveis com custo de aquisição superior a 50.000 euros ascendia a, aproximadamente, 13 milhões, sendo que o correspondente valor de mercado ascendia a 18 milhões de euros.

As rendas obtidas pela PT Comunicações provenientes destes imóveis decorrem dos alugueres destes activos, tendo ascendido a 1.509.850 euros e a 1.562.709 euros nos exercícios de 2009 e 2008, respectivamente (Nota 17). Durante os exercícios de 2009 e 2008, o custo decorrente da amortização destes activos ascendeu a 569.630 euros e a 722.542 euros, respectivamente (Nota 17), não tendo sido apurada qualquer perda por imparidade.

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os outros investimentos financeiros, que para efeitos contabilísticos são reconhecidos ao custo de aquisição deduzidos de perdas por imparidade, têm a seguinte composição:

euros
2009 2008
Tagusparque
1.296.875
1.296.875
Seguradora Internacional
617.224
617.224
Lea Louise (i)
-
7.903.379
Outras empresas
5.839.229
5.383.049
7.753.328 15.200.527
Ajustamentos aos outros investimentos (Nota 38)
(4.471.507)
(11.338.755)
3.281.821 3.861.772

(i) Em 2009, a Portugal Telecom alienou a participação remanescente de 10% que ainda detinha nesta empresa, cujo investimento se encontrava integralmente ajustado.

32. Activos intangíveis

Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os movimentos ocorridos nos activos intangíveis foram como segue:

euros
Saldo
31 Dez 2008
Aumentos Ajustamentos
cambiais
Transferências,
abates e outros
Saldo
31 Dez 2009
Valor de custo
Propriedade industrial e outros direitos 3.820.545.042 158.989.404 827.798.882 106.477.366 4.913.810.694
Goodwill 942.192.125 - 195.269.553 24.763.134 1.162.224.812
Outros activos intangíveis 35.019.998 1.270.552 1.723.070 556.050 38.569.670
Activos intangíveis em curso 43.396.397 67.049.124 15.165.858 (95.692.640) 29.918.739
4.841.153.562 227.309.080 1.039.957.363 36.103.910 6.144.523.915
Amortizações acumuladas
Propriedade industrial e outros direitos 1.354.524.210 362.417.489 329.948.076 21.925.535 2.068.815.310
Outros activos intangíveis 23.591.236 5.770.344 1.230.612 (1.553.806) 29.038.386
1.378.115.446 368.187.833 331.178.688 20.371.729 2.097.853.696
3.463.038.116 (140.878.753) 708.778.675 15.732.181 4.046.670.219
euros
Alteração do
Saldo perímetro de Ajustamentos Transferências, Saldo
31 Dez 2007 consolidação Aumentos cambiais abates e outros 31 Dez 2008
Valor de custo
Propriedade industrial e outros direitos 3.558.106.654 569.252.087 269.365.255 (656.132.062) 79.953.108 3.820.545.042
Goodwill (Nota 2) 1.074.650.739 - 30.397.905 (162.856.519) - 942.192.125
Outros activos intangíveis 34.322.984 - 3.073.388 (2.414.702) 38.328 35.019.998
Activos intangíveis em curso 29.278.178 923.038 97.133.488 (20.024.156) (63.914.151) 43.396.397
4.696.358.555 570.175.125 399.970.036 (841.427.439) 16.077.285 4.841.153.562
Amortizações acumuladas
Propriedade industrial e outros direitos 1.289.818.135 (147.566) 317.896.624 (250.879.301) (2.163.682) 1.354.524.210
Outros activos intangíveis 23.416.993 - 5.825.631 (2.206.075) (3.445.313) 23.591.236
1.313.235.128 (147.566) 323.722.255 (253.085.376) (5.608.995) 1.378.115.446
3.383.123.427 570.322.691 76.247.781 (588.342.063) 21.686.280 3.463.038.116

As alterações no perímetro de consolidação em 2008 estão relacionadas essencialmente com o impacto da consolidação da Telemig, em 1 de Abril de 2008, no montante de 570.836.700 euros (Nota 2), e também com os impactos das alienações da Archways e da China Pathway Logistics.

Os ajustamentos de conversão cambial em 2009 estão relacionados essencialmente com o impacto da valorização do Real face ao euros (de 3,2436 em 31 de Dezembro de 2008 para 2,5113 em 31 de Dezembro de 2009), enquanto em 2008 são explicados basicamente pelo impacto da desvalorização do Real face ao euros (de 2,5963 em 31 de Dezembro de 2007 para 3,2436 em 31 de Dezembro de 2008).

Em 31 de Dezembro de 2009, o valor líquido contabilístico da rubrica "Propriedade industrial e outros direitos" inclui essencialmente os seguintes items:

  • Um montante de 1.861 milhões de euros relativo a 50%: (i) do valor imputado às licenças de Banda A detidas pela Vivo no processo de imputação do preço de compra de certas subsidiárias da Brasilcel agora incorporadas na Vivo; (ii) do custo das licenças de Banda B adquiridas em exercícios anteriores por empresas subsidiárias da Brasilcel para operar em determinados estados brasileiros; e (iii) do custo das licenças 3G adquiridas em Abril de 2008 pela Vivo pelo montante de 227.247.163 euros (Notas 7 e 34);
  • Um montante de 310 milhões de euros relativo a licenças de utilização de software;
  • Um montante de 302 milhões de euros relativo à licença de UMTS obtida pela TMN em 2000, correspondente a um valor bruto de 394 milhões de euros líquido de amortizações acumuladas de 92 milhões de euros. O valor bruto inclui:
  • (i) 133 milhões de euros relativos à licença de UMTS adquirida em 2000;
  • (ii) 242 milhões de euros capitalizados em 2007, no seguimento do compromisso assumido em 2000 pela TMN e pelos outros operadores móveis de efectuar em contribuições para a sociedade da informação durante o período de duração da licença. À data da atribuição da licença não era possível determinar de forma fiável o modo como esses compromissos iriam ser realizados, pelo que a Portugal Telecom não registou qualquer activo e responsabilidade naquela data. Durante o segundo semestre de 2007, a TMN chegou a um acordo com o Estado estabelecendo o montante e o calendário das iniciativas a tomar (o programa "E Escolas" liderado pelo governo com o objectivo de oferecer computadores e conceder descontos em serviços de internet a alunos e professores), pelo que a Portugal Telecom reconheceu em 2007 como custo da licença o montante dessas contribuições, a valor presente;
  • (iii) 11,5 milhões de euros capitalizados em 2009 relativos a compromissos adicionais nos termos da licença de UMTS.
  • Um montante de 232 milhões de euros relativo à aquisição da propriedade plena da Rede Básica pela PT Comunicações ao Estado Português. O valor bruto capitalizado em 2002 ascende a 339 milhões de euros e

corresponde ao valor pago em 27 de Dezembro de 2002 (365 milhões de euros), deduzido: (i) do valor da renda da concessão de 2002 (17 milhões de euros), que estava contemplado no valor de aquisição mas que foi registado como custo daquele exercício, uma vez que a aquisição só ocorreu no final do ano; e (ii) do ganho apurado numa operação de QTE (8 milhões de euros) realizada em 2003 sobre diversos equipamentos afectos à Rede Básica e que tinha sido considerado no valor da avaliação efectuada pela Portugal Telecom no âmbito da aquisição da propriedade da Rede Básica;

  • Um montante de 45 milhões de euros relativo ao custo incorrido com contratos de fidelização com clientes de serviços móveis pós pagos, os quais estão a ser amortizados durante o período de duração dos respectivos contratos de aluguer; e
  • Um montante de 27 milhões de euros relativo a um contrato celebrado pela PT Comunicações em 2007 para a aquisição de capacidade de satélite até 2015, o qual foi registado como locação financeira.
euros
2009 2008
Vivo (i) 810.365.807 626.554.819
Rede fixa
PT Comunicações (ISP) 162.624.017 162.624.017
PT Comunicações (negócio de telecomunicações internacionais) 75.634.389 75.634.389
PT Prime (transmissão de dados) 32.126.523 32.126.523
Outras empresas 570.204 570.204
270.955.133 270.955.133
Outros negócios (Nota 7.d)
MTC (ii) 64.788.641 28.566.936
PT SI 8.956.960 8.956.960
Cabo Verde Telecom 7.124.252 7.124.252
Outras empresas 34.019 34.025
80.903.872 44.682.173
1.162.224.812 942.192.125

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o goodwill relacionado com empresas subsidiárias repartia-se da seguinte forma:

  • (i) O aumento do goodwill do segmento Vivo inclui o impacto da valorização do Real Brasileiro face ao euros no exercício de 2009 (de 3,2436 em 31 de Dezembro de 2008 para 2,5113 em 31 de Dezembro de 2009).
  • (ii) No seguimento da aquisição da MTC realizada no final de 2006, a Portugal Telecom identificou um activo intangível relacionado com o acordo celebrado com os restantes accionistas da MTC, o qual permite à Portugal Telecom controlar as operações da MTC. Este activo intangível, no montante de 24.763.134 euros em 31 de Dezembro de 2008 e classificado na rubrica "Propriedade Industrial e Outros Direitos", foi considerado pela Portugal Telecom como tendo vida útil indefinida. Durante o exercício de 2009, a Portugal Telecom reclassificou este activo para goodwill, uma vez que a Portugal Telecom entende que esta alteração melhora a apresentação da sua posição financeira. Esta reclassificação não teve qualquer impacto no resultado líquido nem nos capitais próprios em 31 de Dezembro de 2009.

Para efeitos da análise de imparidade, o goodwill foi distribuído pelas unidades geradoras de caixa, as quais correspondem aos segmentos de negócio reportáveis (Nota 7). O valor recuperável foi determinado a partir do respectivo valor em uso através da metodologia dos fluxos de caixa descontados, utilizando fluxos de caixa previsionais preparados internamente para um horizonte temporal de 4 anos. A taxa de desconto aplicada às projecções de fluxos de caixa, a qual foi determinada tendo em consideração o risco associado a cada negócio, e as taxas de crescimento utilizadas para extrapolar as projecções de fluxos de caixa para além do horizonte temporal coberto pelas previsões preparadas internamente foram como segue:

Pressupostos Rede Fixa Vivo Outros
Taxa de crescimento 0,5% - 1,0% 3,0% - 3,5% 0,5% a 2,5% - 1,0% a 3,0%
Taxa de desconto 8,2% - 9,2% 11,2% - 13,2% 8,2% a 12,9% - 9,2% a 14,9%

O valor recuperável de cada unidade geradora de caixa foi determinado para os valores mínimos e máximos incluídos na tabela acima e a gestão da Empresa concluiu que em 31 de Dezembro de 2009 o valor contabilístico dos investimentos financeiros, incluindo goodwill, não excedia o respectivo valor recuperável.

33. Activos tangíveis

Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os movimentos ocorridos nesta rubrica foram como segue:

euros
Saldo Ajustamentos Transferências, Saldo
31 Dez 2008 Aumentos cambiais abates e outros 31 Dez 2009
Valor de custo
Terrenos e recursos naturais 125.840.884 5.834.493 3.721.771 (7.590.785) 127.806.363
Edifícios e outras construções 725.181.974 19.889.743 17.148.489 (101.182.489) 661.037.717
Equipamento básico 12.055.469.610 539.326.124 860.281.573 222.514.829 13.677.592.136
Equipamento de transporte 76.118.355 16.540.246 593.257 (17.145.331) 76.106.527
Ferramentas e utensílios 25.377.080 1.347.121 1.853.257 313.176 28.890.634
Equipamento administrativo 1.082.255.636 60.403.058 47.868.464 13.579.598 1.204.106.756
Outros activos tangíveis 52.929.865 2.403.902 (91.144) (3.032.438) 52.210.185
Activos tangíveis em curso 308.335.009 406.745.683 60.251.812 (508.135.899) 267.196.605
Adiantamentos por conta de activos tangíveis 321.739 (3.545) (60.148) - 258.046
14.451.830.152 1.052.486.825 991.567.331 (400.679.339) 16.095.204.969
Amortizações acumuladas
Terrenos e recursos naturais 10.775.062 - - (1.110.195) 9.664.867
Edifícios e outras construções 251.422.215 46.736.029 5.972.858 (71.612.629) 232.518.473
Equipamento básico 8.511.595.705 917.807.477 611.711.852 (193.482.667) 9.847.632.367
Equipamento de transporte 46.615.120 12.283.538 275.163 (14.013.864) 45.159.957
Ferramentas e utensílios 20.353.787 2.082.681 994.474 (120.923) 23.310.019
Equipamento administrativo 925.389.799 89.333.317 32.010.484 (15.134.839) 1.031.598.761
Outros activos tangíveis 47.841.451 1.497.269 28.049 (6.261.016) 43.105.753
9.813.993.139 1.069.740.311 650.992.880 (301.736.133) 11.232.990.197
4.637.837.013 (17.253.486) 340.574.451 (98.943.206) 4.862.214.772
euros
Alteração do Transferências,
Saldo perímetro de Reavaliações Ajustamentos abates e Saldo
31 Dez 2007 consolidação (Nota 40.5) Aumentos cambiais outros 31 Dez 2008
Valor de custo
Terrenos e recursos naturais 79.086.300 554.299 58.431.536 1.653.369 (2.670.320) (11.214.300) 125.840.884
Edifícios e outras construções 993.067.194 1.345.418 (225.333.465) 26.548.892 (14.220.442) (56.225.623) 725.181.974
Equipamento básico 11.700.506.840 146.754.298 311.381.591 533.950.582 (685.306.086) 48.182.385 12.055.469.610
Equipamento de transporte 77.610.242 (109.618) - 15.708.807 (801.845) (16.289.231) 76.118.355
Ferramentas e utensílios 25.328.072 207.614 - 895.578 (1.422.637) 368.453 25.377.080
Equipamento administrativo 1.055.542.702 5.202.760 - 62.668.713 (39.125.360) (2.033.179) 1.082.255.636
Outros activos tangíveis 52.359.151 1.405.977 - 694.034 (186.682) (1.342.615) 52.929.865
Activos tangíveis em curso 162.567.784 28.101.924 - 457.847.972 (75.462.465) (264.720.206) 308.335.009
Adiantamentos por conta de activos tangíveis 266.846 - - 3.669 51.224 - 321.739
14.146.335.131 183.462.672 144.479.662 1.099.971.616 (819.144.613) (303.274.316) 14.451.830.152
Amortizações acumuladas
Terrenos e recursos naturais 12.280.731 - - - - (1.505.669) 10.775.062
Edifícios e outras construções 598.023.856 - (375.170.249) 58.701.135 (4.724.339) (25.408.188) 251.422.215
Equipamento básico 8.953.704.683 (99.939) (555.383.111) 785.074.942 (480.635.017) (191.065.853) 8.511.595.705
Equipamento de transporte 44.546.622 (57.266) - 15.102.547 (394.636) (12.582.147) 46.615.120
Ferramentas e utensílios 19.502.578 - - 1.665.339 (776.853) (37.277) 20.353.787
Equipamento administrativo 882.923.459 (62.685) - 82.576.077 (26.053.507) (13.993.545) 925.389.799
Outros activos tangíveis 49.956.031 - - 1.499.797 (11.569.907) 7.955.530 47.841.451
10.560.937.960 (219.890) (930.553.360) 944.619.837 (524.154.259) (236.637.149) 9.813.993.139
3.585.397.171 183.682.562 1.075.033.022 155.351.779 (294.990.354) (66.637.167) 4.637.837.013

33.1. Alterações no perímetro de consolidação

As alterações no perímetro de consolidação em 2008 estão relacionadas essencialmente com o impacto da consolidação da Telemig em 1 de Abril de 2008 no montante de 184.237.137 euros (Nota 2), e também com os impactos das alienações da Archways e da China Pathway Logistics.

33.2. Ajustamentos de conversão cambial

Os ajustamentos de conversão cambial em 2009 estão relacionados essencialmente com o impacto da valorização do Real face ao euros (de 3,2436 em 31 de Dezembro de 2008 para 2,5113 em 31 de Dezembro de 2009), enquanto em 2008 são explicados basicamente pelo impacto da desvalorização do Real face ao euros (de 2,5963 em 31 de Dezembro de 2007 para 3,2436 em 31 de Dezembro de 2008).

33.3. Reavaliações

Em 2008, a Portugal Telecom alterou a política contabilística relativa à valorização dos imóveis e da rede de condutas, passando do modelo do custo para o modelo de reavaliação. As reavaliações dos imóveis e da rede de condutas foram reconhecidas a 30 de Junho e 30 de Setembro de 2008 e resultaram na reavaliação desses activos pelos montantes de 208.268.320 euros e 866.764.702 euros, respectivamente, correspondente a um montante total de 1.075.033.022 euros reconhecido na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral. As amortizações acumuladas à data de ambas as reavaliações foram eliminada por contrapartida de uma redução do valor bruto contabilístico e, de seguida, os valores líquidos desses activos foram então reavaliados.

A determinação do valor de mercado dos imóveis foi efectuada por uma entidade independente e baseou-se essencialmente: (i) em preços disponíveis num mercado activo ou determinados a partir de transacções recentes ocorridas no mercado; (ii) no método da rentabilidade para imóveis comerciais e administrativos; e (iii) no custo de adquirir ou produzir um imóvel semelhante com a mesma utilização para os edifícios técnicos. Na aplicação da primeira metodologia, os principais pressupostos utilizados foram a taxa de desconto (média de 8%) e a renda mensal por metro quadrado (média de 6 euros).

A determinação do valor de mercado da rede de condutas foi efectuada internamente com base no método do custo de reposição. O processo de valorização baseou-se essencialmente: (i) em preços correntes de materiais e trabalho de construção relativo à instalação das condutas no subsolo; (ii) na natureza do tipo de solo e pavimento onde as condutas estão instaladas, situação que tem impacto no custo de construção; (iii) em custos internos directamente atribuíveis à construção da rede de condutas; (iv) num factor de depreciação, de forma a garantir que o custo de reposição é consistente com a vida útil remanescente dos activos reavaliados; e (v) num factor tecnológico, o qual reflecte as alterações tecnológicas ocorridas, nomeadamente relacionadas com os tipos de condutas que já deixaram de existir e foram substituídas por outras. Genericamente, os preços de materiais e do trabalho de construção, juntamente com outros pressupostos de natureza qualitativa mencionados acima, resultaram numa valorização da rede de condutas que reflecte um custo médio por metro de conduta entre 58 euros e 119 euros, em função da zona geográfica onde a rede de condutas está instalada.

Com base em preços correntes e observáveis no ano de 2009 para os imóveis e para os materiais e trabalho de construção relacionados com a instalação das condutas, a Portugal Telecom concluiu que os activos reavaliados em 2008 não

sofreram variações significativas no seu valor de mercado durante o exercício de 2009. Consequentemente, os valores contabilísticos desses activos em 31 de Dezembro de 2009 correspondem aos respectivos valores de mercado nessa data, líquidos de amortizações acumuladas registadas desde a data em que os mesmos foram reavaliados

A amortização do acréscimo de valor resultante da reserva de reavaliação dos imóveis e da rede de condutas ascendeu a aproximadamente 8 milhões de euros e 11 milhões de euros no exercício de 2008, respectivamente, e a aproximadamente 13 milhões de euros e 45 milhões de euros no exercício de 2009, respectivamente. Consequentemente, se estes activos estivessem reconhecidos de acordo com o modelo do custo, o valor contabilístico dos imóveis e da rede de condutas seria mais baixo em, aproximadamente, 158 milhões de euros e 810 milhões de euros, respectivamente.

33.4. Outras situações relativas a activos tangíveis

Em 2009, os movimentos relativos a transferências, abates e outros incluem essencialmente: (i) a contribuição em espécie de diversos imóveis para os fundos de pensões, os quais tinham um valor de mercado de 33,0 milhões de euros (Nota 9.1) na data da contribuição; (ii) abates de determinados activos fixos na PT Comunicações no montante de 13 milhões de euros; e (iii) a alienação de diversos activos fixos tangíveis.

Em 2008, os movimentos relativos a transferências, abates e outros incluem essencialmente: (i) a contribuição em espécie de um imóvel para os fundos de pensões, o qual tinha um valor de mercado de 37,3 milhões de euros (Nota 9.1) na data da contribuição; e (ii) abates de determinados activos fixos na PT Comunicações e na Vivo nos montantes de 9 milhões de euros e 5 milhões de euros, respectivamente.

Relativamente aos activos tangíveis são de referir as seguintes situações:

  • O equipamento básico inclui essencialmente instalações e equipamento de rede, incluindo a rede de condutas, equipamento de comutação, equipamento terminal e cabos submarinos.
  • Os bens que se encontram incluídos no imobilizado tangível da PT Comunicações e que nos termos do Acordo Modificativo do Contrato de Concessão se encontram afectos à Concessão ascendem a 2.066 milhões de euros;
  • A PT Comunicações tem activos tangíveis localizados no estrangeiro no valor de 23 milhões de euros, dos quais assumem particular relevo as participações em consórcios de cabos submarinos;
  • A PT Comunicações tem activos tangíveis instalados em propriedade alheia ou em propriedade pública no montante de 8 milhões de euros, e tem ainda activos que não se encontram registados no seu nome no montante de 11 milhões de euros; e
  • Em exercícios anteriores, a PT Comunicações, a PT Prime e a TMN celebraram contratos de QTE (Notas 29 e 39), os quais compreenderam a alienação de determinados equipamentos de telecomunicações a investidores estrangeiros. Em simultâneo, estes investidores celebraram contratos de locação dos equipamentos com entidades constituídas especificamente para o efeito, as quais celebraram com a PT Comunicações, a PT Prime e a TMN contratos de venda condicional dos mesmos equipamentos, por um valor idêntico ao da referida alienação. As empresas do Grupo PT mantêm legalmente a posse desses equipamentos, sem prejuízo das alienações e substituições de equipamentos que possam vir a efectuar. Estas operações de cross border lease configuram globalmente operações de sale and leaseback, pelo que não foi reconhecida a venda destes equipamentos, mantendo-se os mesmos registados na Demonstração Consolidada da Posição Financeira.

34. Dívida

euros
2009 2008
Corrente Não corrente Corrente Não corrente
Empréstimos por obrigações convertíveis - 705.558.383 - 697.287.341
Empréstimos por obrigações não convertíveis 41.811.014 4.734.508.969 879.280.135 2.404.817.408
Empréstimos bancários
Empréstimos externos 244.145.559 1.027.450.534 496.997.045 1.021.160.382
Empréstimos internos 167.295 - 761.221 -
Outros empréstimos
Papel comercial - - 648.626.163 -
Empréstimos externos 47.195 - 10.581 159.224.889
Compromissos no âmbito da licença de UMTS - - 25.457.548 53.988.929
Passivo relativo a equity swaps sobre acções próprias (Nota 40.2) 178.071.827 - 178.071.827 -
Locação financeira 30.289.010 83.998.242 25.461.736 104.711.165
494.531.900 6.551.516.128 2.254.666.256 4.441.190.114

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o detalhe dos empréstimos obtidos era como segue:

34.1. Empréstimos por obrigações convertíveis

Em 28 de Agosto de 2007, a PT Finance emitiu obrigações no montante total de 750.000.000 euros, convertíveis em acções ordinárias da Portugal Telecom, com os seguintes termos:

  • Preço de conversão: 13,9859 euros por acção ordinária da Portugal Telecom, ajustado para 11,60 euros em 30 de Outubro de 2007, no seguimento do spin-off da PT Multimédia e de acordo com os termos e condições destas obrigações;
  • Valor nominal de cada obrigação: 50.000 euros;
  • Maturidade: 28 de Agosto de 2014, excepto se previamente adquiridas, canceladas ou convertidas; e
  • Taxa de juro fixa: 4,125% por ano, paga semestralmente.

As obrigações convertíveis representam um instrumento financeiro composto, pelo que o valor de mercado da componente de capital foi reconhecido directamente em capital próprio na data de emissão das obrigações e ascendia a 57.145.442 euros, enquanto a componente do passivo financeiro foi registada ao custo amortizado.

Em 31 de Dezembro de 2009, o valor de mercado das obrigações convertíveis, determinado com base em informação de mercado, ascendia a 819 milhões de euros.

34.2. Empréstimos por obrigações não convertíveis

A tabela abaixo inclui informação detalhada sobre os empréstimos por obrigações não convertíveis em dívida em 31 de Dezembro de 2009 e sobre aqueles que foram amortizados em 2008 ou 2009:

Emitente (i) Dívida M oeda local (ii) Euro Data emissão M aturidade Taxa de juro
Obrigações em dívida
PT Finance Eurobond 750.000.000 750.000.000 2-Nov-09 2019 5,00%
Vivo Participações Obrigações não convertíveis 810.000.000 161.271.055 15-Oct-09 2019 (iii)
PT Finance Fixed rate notes 250.000.000 250.000.000 30-Jul-09 2017 Cupão de 5,2%
PT Finance Eurobond 1.000.000.000 1.000.000.000 30-Apr-09 2013 6,00%
PT Finance Obrigações não convertíveis 50.000.000 50.000.000 30-Jan-09 2019 6,95%
Vivo Participações Obrigações não convertíveis 210.000.000 41.811.014 16-Jan-09 2010 103,6% do CDI
PT Finance Floating rate notes 50.000.000 50.000.000 7-Aug-08 2013 Euribor a 3 meses mais 1,50%
Telemig Obrigações não convertíveis 59.176.690 11.782.083 17-Dec-07 2021 Índice preços do consumidor mais 0,5%
PT Finance Eurobond (iv) 1.300.000.000 1.300.000.000 24-Mar-05 2012 3,75%
PT Finance Eurobond 500.000.000 500.000.000 24-Mar-05 2017 4,375%
PT Finance Eurobond 500.000.000 500.000.000 16-Jun-05 2025 4,50%
Vivo Participações Obrigações não convertíveis 1.000.000.000 199.100.068 1-May-05 2015 Entre 104,2% e 120,0% do CDI
Despesas de transacção (v) (37.644.237)
4.776.319.983

Obrigações amortizadas em 2008 ou 2009 PT Finance Floating rate notes 200.000.000 200.000.000 23-Dec-08 2010 (vi) Euribor a 3 meses mais 2,25% Vivo Participações Obrigações não convertíveis 500.000.000 93.503.385 1-Aug-03 2008 104,4% do CDI PT Finance Global Medium Term Notes (vii) 879.500.000 879.500.000 7-Apr-99 2009 4,625%

(i) Todas as emissões da PT Finance foram efectuadas no âmbito do Programa de Global Medium Term Notes ("GMTN").

(ii) Com excepção das emissões da Vivo Participações e da Telemig, as quais foram efectuadas em Reais Brasileiros e correspondem a 100% dos montantes emitidos, as restantes emissões foram efectuadas em euros.

  • (iii) Estas obrigações foram emitidas em três tranches: (1) a primeira, em que foram emitidas 98 mil obrigações, vence juros a uma taxa anual de juro de 108% do CDI; (2) a segunda, em que foram emitidas 640 mil obrigações, vence juros a uma taxa de juro anual de 112% do CDI; e (3) a terceira, em que foram emitidas 72 mil obrigações, vence juros a uma taxa de juro anual de 7%.
  • (iv) Inclui 300.000.000 euros relativos obrigações emitidas em 5 de Fevereiro de 2009.
  • (v) Despesas incorridas na data de emissão destas obrigações, as quais estão relacionadas com: (i) a diferença entre o cupão do eurosbond com maturidade em 2012 e a yield das obrigações não convertíveis no montante de 300.000.000 euros emitidas em 2009 através do alargamento das obrigações emitidas em 2005; (ii) arredondamentos na definição da taxa do cupão; e (iii) comissões. Estas despesas são reconhecidas em resultados ao longo do período dos empréstimos.
  • (vi) Em Dezembro de 2009, a Portugal Telecom decidiu proceder ao reembolso destas obrigações ao par, através do exercício de uma opção prevista nos termos das obrigações emitidas.
  • (vii) O montante emitido foi de 1.000.000.000 euros, mas a Empresa adquiriu algumas destas obrigações em anos anteriores, tendo em Novembro de 2004 cancelado essas obrigações, com um valor nominal de 120.500.000 euros.

Em 31 de Dezembro de 2009, o valor máximo utilizável do Programa GMTN da PT Finance ascendia a 7.500.000.000 euros, dos quais 4.400.000.000 estavam utilizados em 31 de Dezembro de 2009, conforme discriminado acima.

Com excepção das obrigações de taxa fixa no montante de 50 milhões de euros, cujo valor de mercado foi determinado com base numa metodologia de fluxos de caixa descontados, o valor de mercado das restantes obrigações foi determinado com base em informação de mercado. O valor de mercado do total de obrigações emitidas ascendia a 4.905 milhões de euros em 31 de Dezembro de 2009 (considerando 50% do valor de mercado das obrigações emitidas pela Vivo Participações e pela Telemig).

34.3. Empréstimos bancários

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os empréstimos bancários encontravam-se expressos nas seguintes moedas:

euros
2009 2008
M oeda original Euros M oeda original Euros
Euros 678.521.147 678.521.147 738.226.220 738.226.220
Reais brasileiros 1.489.389.323 593.075.030 2.531.504.435 780.461.350
Outras 167.211 231.078
1.271.763.388 1.518.918.648

Em 2009, a Empresa contratou duas revolving credit facilities no montante de 50 milhões de euros cada uma, com maturidades de um e dois anos, respectivamente.

Em Julho de 2008, a Empresa contratou uma revolving credit facility de 50 milhões de euros com maturidade de três anos e, em Outubro de 2008, contratou uma credit facility adicional de 365 milhões de euros, dos quais 300 milhões de euros têm uma maturidade de três anos e os restantes 65 milhões de euros têm uma maturidade de cinco anos.

Em 2004, a Empresa contratou três outras Revolving Credit Facilities no montante total de 550 milhões de euros, nas seguintes datas e com os seguintes montantes e maturidades:

  • - Em 24 de Junho de 2004, no montante inicial de 150 milhões de euros, aumentado em 2008 para 300 milhões de euros, com uma maturidade inicial de quatro anos, alargada em 2005 para seis anos e em 2008 para oito anos;
  • - Em 18 de Outubro de 2004, no montante de 100 milhões de euros, com uma maturidade inicial de três anos, alargada em 2005 para cinco anos e em 2009 para sete anos; e
  • - Em 22 de Outubro de 2004, no montante de 150 milhões de euros, com uma maturidade de três anos e meio. Em Abril de 2009, esta facility foi substituída por outra com características semelhantes, e maturidade em Abril de 2011.

Em 2003, foi contratada uma Revolving Credit Facility no montante de 500 milhões de euros, com uma maturidade de dois anos. Após a maturidade desta facility ter sido renegociada em diversas ocasiões, em 31 de Dezembro de 2009 esta facility tem maturidade em Fevereiro de 2011.

Em 31 de Dezembro de 2009, o montante utilizado pelo Grupo no âmbito de todas as facilities acima referidas era de 200 milhões de euros.

Em 31 de Dezembro de 2009, o montante total de financiamentos obtidos junto do Banco eurospeu de Investimento ("BEI") e do KFW era de, respectivamente, 471 milhões de euros e 2 milhões de euros, com vencimento até 2017. Adicionalmente, a Empresa celebrou um acordo de financiamento com o BEI no montante de 100 milhões de euros, o qual ainda não estava utilizado em 31 de Dezembro de 2009.

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os empréstimos bancários contraídos pela Portugal Telecom ou pelas suas empresas participadas venciam juros a taxas anuais que, equiparadas a financiamentos em euros, variavam entre:

2009 2008
5,00% 5,00%
1,02% 3,00%

Em 31 de Dezembro de 2009, o justo valor da totalidade dos empréstimos bancários, calculado com base no método dos fluxos de caixa descontados, ascendia a 1.273 milhões de euros.

34.4. Papel comercial

A Portugal Telecom contratou em anos anteriores programas de papel comercial de curto prazo no montante total de 725 milhões de euros, dos quais 625 milhões de euros com tomada firme. Em 31 de Dezembro de 2009, a Empresa não estava a utilizar qualquer montante no âmbito destes programas.

34.5. Outros empréstimos externos

Em 2008, esta rubrica está relacionada essencialmente com os empréstimos obtidos pela Vivo junto da Anatel, no seguimento da aquisição das licenças 3G em Abril de 2008 pelo montante de 600.614.250 Reais Brasileiros (correspondente aos 50% da Portugal Telecom), equivalentes a um montante de 227.247.163 euros (Notas 32 e 43.g), o qual inclui as licenças adquiridas pela Vivo, SA e pela Telemig Celular. A Vivo pagou 10% do total em Abril de 2008 (60.061.425 Reais Brasileiros) e tinha a opção de pagar os restantes 90% em Dezembro de 2008 ou utilizar o financiamento da Anatel. Em Dezembro de 2008, a Telemig liquidou os 90% em dívida (24.090.975 Reais Brasileiros), enquanto a Vivo utilizou o financiamento da Anatel. Durante o exercício de 2009, a Vivo procedeu ao reembolso antecipado do valor em dívida no âmbito deste financiamento pelo montante de 516.461.850 Reais Brasileiros (correspondente aos 50% da Portugal Telecom), equivalentes a um montante de 186.623.491 euros (Nota 43.g).

34.6. Compromissos no âmbito da licença de UMTS

Este montante corresponde ao valor actual dos pagamentos futuros relativos aos compromissos assumidos pela TMN no âmbito da licença de UMTS, nomeadamente relacionados com o programa e-escolas, conforme explicado na Notas 32.

34.7. Locações

As obrigações com contratos de locação financeira em 31 de Dezembro de 2009 estão relacionadas essencialmente com a locação de veículos e edifícios e com contratos para a aquisição de capacidade de satélite.

34.8. Dívida de médio e longo prazo

Em 31 de Dezembro de 2009, a parcela dos empréstimos classificados como não correntes tem o seguinte plano de reembolso previsto:

euros
2011 267.648.500
2012 1.622.759.309
2013 1.224.710.162
2014 866.404.357
2015 e seguintes 2.569.993.800
6.551.516.128

34.9. Condicionalismos financeiros

Em 31 de Dezembro de 2009, os principais condicionalismos financeiros ("covenants") incluídos em contratos de dívida eram como segue:

Alteração de controlo

As obrigações convertíveis, as credit facilities, no montante total de 1.315 milhões de euros, e os empréstimos obtidos junto do BEI, totalizando 471 milhões de euros em 31 de Dezembro de 2009, conferem aos credores o direito de exigirem o pagamento de todos os montantes em dívida no caso de alteração de controlo da Portugal Telecom. De acordo com os termos e condições destes financiamentos, uma alteração de controlo ocorreria no caso de uma qualquer pessoa ou grupo de pessoas actuando concertadamente adquirir ou controlar mais de 50% dos direitos de voto, quer seja através de capital, de direitos de voto ou dos termos previstos no acordo de accionistas. Em determinados casos, obter o direito de nomear ou remover todos ou a maioria dos administradores ou directores da Empresa, ou de dar directivas relativamente às políticas operacionais e financeiras da Empresa, as quais tenham de ser respeitadas pelos administradores ou directores, também são aspectos a considerar como uma alteração de controlo.

As eurosbonds de 1.000 milhões de euros e de 750 milhões de euros, ambas emitidas em 2009, conferem aos investidores o direito de exigirem o pagamento de todos os montantes em dívida no caso de alteração de controlo da Portugal Telecom se simultaneamente o credit rating da Empresa for alterado para sub-investment grade, conforme definido nos termos e condições daquelas eurosbonds.

Notações de rating

Determinados empréstimos obtidos junto do BEI, totalizando 236 milhões de euros em 31 de Dezembro de 2009, estabelecem que, caso o rating atribuído à Portugal Telecom pelas agências de rating seja reduzido do rating actual (BBBpela S&P, Baa2 pela Moody's e BBB pela Fitch) a PT pode ser chamada a apresentar garantia aceitável pelo BEI. Adicionalmente, as condições aplicáveis ao programa de papel comercial também podem ser modificadas no caso de o rating atribuível à Portugal Telecom ser alterado.

Manutenção de controlo/alienação das empresas participadas

Determinadas credit facilities no montante de 615 milhões de euros estabelecem que a Portugal Telecom terá de manter, directa ou indirectamente, a maioria do capital e o controlo de cada uma das suas "Material Subsidiaries". "Material Subsidiaries" são aquelas empresas cujo activo bruto seja igual ou superior a 10% do activo consolidado ou cujos proveitos sejam iguais ou superiores a 10% dos proveitos consolidados.

Alienação de activos

As credit facilities no montante total de 150 milhões de euros e os empréstimos obtidos junto do BEI no montante de 471 milhões de euros em 31 de Dezembro 2009, incluem cláusulas que limitam ou condicionam a alienação de activos da Portugal Telecom.

Rácios financeiros

Determinadas facilities no montante de 815 milhões de euros prevêem a obrigação de assegurar que a dívida líquida consolidada não excede 3,5 vezes o EBITDA consolidado. Outras credit facilities de 200 milhões de euros prevêem a obrigação de assegurar que a dívida líquida consolidada não excede 4,0 vezes o EBITDA consolidado. Adicionalmente, as condições aplicáveis a determinadas facilities no montante total de 1.111 milhões de euros podem ser alteradas em função do rácio Dívida líquida consolidada/EBITDA. Finalmente, alguns empréstimos do BEI no montante total de 80 milhões de euros em 31 de Dezembro de 2009 requerem que a Portugal Telecom apresente uma garantia aceitável pelo BEI se o rácio Dívida líquida/EBITDA exceder 3,5 vezes.

Negative pledge

O Programa de Global Medium Term Notes, as revolving credit facilities e um dos programas de papel comercial estão abrangidos por cláusulas de Negative pledge, as quais impõem restrições à constituição de garantias reais sobre os activos das empresas englobadas na consolidação do Grupo.

As penalidades aplicáveis no caso de incumprimento de qualquer um destes condicionalismos financeiros traduzem-se genericamente no pagamento antecipado dos financiamentos obtidos ou no cancelamento das linhas de crédito disponíveis. Em 31 de Dezembro de 2009, a Portugal Telecom cumpria integralmente todos os condicionalismos financeiros acima mencionados.

35. Contas a pagar

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Fornecedores conta corrente 738.472.863 792.592.855
Fornecedores de imobilizado 522.361.418 497.736.066
Pessoal 20.298.442 18.131.815
Outros 53.994.654 63.842.045
1.335.127.377 1.372.302.781

36. Acréscimos de custos

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Fornecimentos e serviços externos 258.140.723 255.597.326
Juros a liquidar (i) 186.865.070 154.308.452
Encargos com férias, subsídio de férias e outros encargos com pessoal 110.481.588 107.776.432
Descontos a conceder a clientes 32.492.296 47.812.293
Outros (ii) 48.911.709 81.662.243
636.891.386 647.156.746

(i) Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica inclui: (a) 3,2 milhões de euros e 20,9 milhões de euros (Nota 41), respectivamente, relativos à componente de juro de derivados de taxa de câmbio e de taxa de juro contratados pela Vivo; e (b) 1,5 milhões de euros e 8,5 milhões de euros (Nota 41), respectivamente, relacionados com o justo valor dos derivados de taxa de câmbio e taxa de juro contratados por diversas empresas do Grupo.

(ii) Em 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica incluía 43,3 milhões de euros relativos ao valor de mercado de derivados de taxa de câmbio detidos para negociação pela Portugal Telecom (Nota 41), os quais foram liquidados em Abril de 2009 pelo montante de 38 milhões de euros (Nota 43.i).

37. Proveitos diferidos

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 e em 1 de Janeiro de 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
31 Dez 08 1 Jan 08
31 Dez 09 (reexpresso) (reexpresso)
Facturação antecipada
Tráfego não consumido 160.681.525 134.612.099 129.267.962
Indemnizações por incumprimento contratual dos clientes 62.408.821 53.073.933 45.031.350
Programas de fidelização de clientes (Notas 3.p e 4) (i) 43.677.105 57.229.629 45.894.085
Outra facturação antecipada 84.660.401 61.163.629 76.102.570
Outros 66.350.081 56.543.078 35.654.585
417.777.933 362.622.368 331.950.552

(i) Esta rubrica corresponde às receitas diferidas no âmbito dos programas de fidelização de clientes operados pelo Grupo, as quais são reconhecidas em resultados como receita no momento em que os pontos são consumidos.

38. Provisões e ajustamentos

Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, realizaram-se os seguintes movimentos nas rubricas de provisões e ajustamentos:

euros
Ajustamentos
Saldo de conversão Saldo
31 Dez 2008 Aumentos Reduções cambial Outros 31 Dez 2009
Ajustamentos
Contas a receber (Notas 24 e 25) 368.186.993 99.956.219 (25.188.352) 22.483.839 (67.760.493) 397.678.206
Existências (Nota 26) 23.630.621 18.474.232 (4.124.484) 1.791.679 19.388 39.791.436
Investimentos (Notas 30 e 31) 38.060.349 2.821.365 (920.805) 933 628 (7 800 876) 33.093.661
429.877.963 121.251.816 (30.233.641) 25.209.146 (75.541.981) 470.563.303
Provisões para riscos e encargos
Processos judiciais em curso (Nota 45) 53.802.708 33.600.030 (2.196.321) 13.904.028 (29.341.138) 69.769.307
Impostos 37.499.364 5.288.777 (5.070.763) 2.871.235 (2.618.828) 37.969.785
Outras 77.718.434 6.713.813 (8.354.612) 3.090.929 (6.462.001) 72.706.563
169.020.506 45.602.620 (15.621.696) 19.866.192 (38.421.967) 180.445.655
598.898.469 166.854.436 (45.855.337) 45.075.338 (113.963.948) 651.008.958
euros
Saldo Alteração do Ajustamentos
1 Jan 08 perímetro de de conversão Saldo
(reexpresso) consolidação Aumentos Reduções cambial Outros 31 Dez 2008
Ajustamentos
Contas a receber (Notas 24 e 25) 367.779.073 5.760.673 105.316.822 (9.015.410) (24.933.254) (76.720.911) 368.186.993
Existências (Nota 26) 16.376.372 3.211.752 8.342.550 (2.653.526) (1.028.321) (618.206) 23.630.621
Investimentos (Notas 30 e 31) 36.764.298 - 1 079 696 ( 93 755) 310 110 - 38 060 349
420.919.743 8.972.425 114.739.068 (11.762.691) (25.651.465) (77.339.117) 429.877.963
Provisões para riscos e encargos
Processos judiciais em curso (Nota 45) 69.484.102 1.981.604 33.764.180 (13.086.125) (14.327.660) (24.013.393) 53.802.708
Impostos 34.750.952 962 12.033.158 (1.044.095) (2.317.855) (5.923.758) 37.499.364
Outras 82.556.819 5.137.911 4.105.937 (7.547.741) (11.583.745) 5.049.253 77.718.434
186.791.873 7.120.477 49.903.275 (21.677.961) (28.229.260) (24.887.898) 169.020.506
607.711.616 16.092.902 164.642.343 (33.440.652) (53.880.725) (102.227.015) 598.898.469

As alterações no perímetro de consolidação em 2008 estão relacionadas essencialmente com o impacto da consolidação da Telemig em 1 de Abril de 2008, incluindo provisões para riscos e encargos no montante de 7.120.477 euros (Nota 2).

Os ajustamentos de conversão cambial em 2009 estão relacionados essencialmente com o impacto da valorização do Real face ao euros (de 3,2436 em 31 de Dezembro de 2008 para 2,5113 em 31 de Dezembro de 2009), enquanto em 2008 são explicados basicamente pelo impacto da desvalorização do Real face ao euros (de 2,5963 em 31 de Dezembro de 2007 para 3,2436 em 31 de Dezembro de 2008).

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a rubrica de "Provisões para riscos e encargos" foi classificada na Demonstração Consolidada da Posição Financeira de acordo com a data expectável da liquidação da correspondente obrigação, conforme segue:

euros
2009 2008
Provisões correntes
Processos judiciais em curso (Nota 45.2) 45.774.534 35.788.673
Impostos (Nota 45.3) 27.679.316 28.192.958
Outras 4.362.015 8.232.449
77.815.865 72.214.080
Provisões não correntes
Processos judiciais em curso (Nota 45.2) 23.994.773 18.014.035
Impostos (Nota 45.3) 10.290.469 9.306.406
Outras 68.344.548 69.485.985
102.629.790 96.806.426
180.445.655 169.020.506

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a rubrica "Outras provisões para riscos e encargos" tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Remoção e desmantelamento de activos fixos (Nota 3.g) 61.242.869 63.763.188
Investimentos financeiros negativos (Nota 30) (i) 4.672.403 4.484.583
Outros 6.791.291 9.470.663
72.706.563 77.718.434

(i) Esta provisão corresponde às perdas acumuladas resultantes da aplicação da equivalência patrimonial que excederam o valor das componentes do investimento financeiro (incluindo empréstimos) que se encontravam registadas no activo (Nota 2.a).

Nos exercícios de 2009 e 2008, os reforços das provisões e ajustamentos foram registados nas seguintes rubricas da Demonstração Consolidada dos Resultados:

euros
2009 2008
Provisões e ajustamentos 133.881.903 145.691.588
Imposto sobre o rendimento (Notas 19 e 27) 3.200.341 7.979.930
Custo das mercadorias vendidas (Nota 11) 5.730.163 7.385.304
Perdas em empresas participadas 1.208.928 1.703.237
Outros 22.833.101 1.882.284
166.854.436 164.642.343

Nos exercícios de 2009 e 2008, as reduções das provisões e ajustamentos foram registados nas seguintes rubricas da Demonstração Consolidada dos Resultados:

euros
2009 2008
Provisões e ajustamentos 32.950.654 28.666.131
Custo das mercadorias vendidas (Nota 11) 3.186.095 2.611.552
Imposto sobre o rendimento (Notas 19 e 27) 4.634.805 424.089
Outros 5.083.783 1.738.880
45.855.337 33.440.652

Nos exercícios de 2009 e 2008, a rubrica "Provisões e ajustamentos" da Demonstração Consolidada dos Resultados tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Aumentos nas provisões e ajustamentos para contas a receber e outros 133.881.903 145.691.588
Reduções nas provisões e ajustamentos para contas a receber e outros (32.950.654) (28.666.131)
Dívidas incobráveis 3.503.821 4.867.075
Recuperação de dívidas incobráveis (2.627.971) (3.110.264)
101.807.099 118.782.268

Na rubrica de "Ajustamentos a contas a receber", a redução na coluna de "Outros movimentos" decorre essencialmente da anulação de saldos de contas a receber de clientes, que se encontravam totalmente ajustados.

Em 2009 e 2008, as reduções na coluna de "Outros movimentos" na rubrica "Provisões para processos judiciais em curso", resultam essencialmente da resolução desfavorável de diversos processos intentados contra a Vivo.

39. Outros passivos correntes e não correntes

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Outros passivos correntes
Dividendos a pagar (i) 72.421.302 13.158.426
Contas a pagar relativas às operações de QTE (Notas 3.l.ix) e 29) 20.201.231 55.479.811
Outros (ii) 49.748.311 38.382.208
142.370.844 107.020.445
Outros passivos não correntes
Contas a pagar relativas às operações de QTE (Notas 3.l.ix) e 29) 276.544.156 441.821.002
Valor de mercado de instrumentos financeiros (Nota 41) 4.204.918 3.555.907
Outros (iii) 13.356.378 43.386.523
294.105.452 488.763.432

(i) Esta rubrica respeita essencialmente a dividendos atribuídos por empresas participadas da Brasilcel que ainda se encontram por liquidar, com o aumento a ser explicado pelos dividendos atribuídos pela Vivo Participações em Dezembro de 2009, no montante de 730 milhões de Reais Brasileiros, dos quais 297 milhões de Reais Brasileiros (59 milhões de euros) atribuíveis a interesses minoritários.

  • (ii) Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica inclui essencialmente uma conta a pagar a accionistas das empresas participadas da Brasilcel, em resultado de uma operação de agrupamento de acções efectuada por essas empresas em anos anteriores. No âmbito desta operação, as acções emitidas pelas diversas empresas foram agrupadas em lotes, tendo cada um deles sido trocado por uma nova acção. Em virtude de determinados accionistas não possuírem o número suficiente de acções para receber uma nova acção, foi efectuado um leilão das acções não atribuídas/trocadas, tendo cada empresa reconhecido o montante recebido nesse leilão como um passivo a pagar aos antigos accionistas, o qual será liquidado na medida que esses accionistas o solicitem.
  • (iii) Esta rubrica inclui essencialmente acréscimos de custos relativos a juros e a outras despesas financeiras incorridas com determinados empréstimos obtidos pela Vivo, cujo vencimento ocorre a mais de 12 meses. A redução ocorrida em 2009 é essencialmente explicada pelo reembolso dos financiamentos obtidos em 2008 junto da Anatel para a aquisição de licenças 3G (Nota 34).

40. Capital próprio

40.1. Capital social

Tal como aprovado na Assembleia Geral de Accionistas de 27 de Abril de 2007 e com o objectivo de concluir o programa de recompra de acções próprias (Nota 40.2):

  • No dia 24 de Março de 2008, a Portugal Telecom reduziu o seu capital social no montante de 2.496.145 euros através do cancelamento de 83.204.823 acções próprias com um valor de 711.917.017 euros;
  • No dia 10 de Dezembro de 2008, a Portugal Telecom reduziu o seu capital social no montante de 1.382.480 euros através do cancelamento de 46.082.677 acções próprias com um valor de 337.828.601 euros;

Em resultado das operações acima mencionadas, o capital social da Portugal Telecom, totalmente subscrito e realizado, ascende em 31 de Dezembro de 2009 a 26.895.375 euros, representado por 896.512.500 acções, com um valor nominal de três cêntimos de euros cada e com a seguinte distribuição:

  • 896.512.000 acções ordinárias; e
  • 500 acções de Categoria A.

As matérias indicadas em seguida não podem ser aprovadas em Assembleia Geral contra a maioria dos votos correspondentes às acções de Categoria A:

  • Autorização de aquisição de acções ordinárias representativas de mais de 10% do capital social por accionistas que exerçam, directa ou indirectamente, actividade concorrente com a actividade desenvolvida pelas sociedades em relação de domínio com a Portugal Telecom;
  • Alterações aos estatutos e aumentos de capital, bem como a limitação ou supressão do direito de preferência e a fixação de parâmetros para os aumentos de capital a deliberar pelo Conselho de Administração;
  • Emissão de obrigações ou outros valores mobiliários, fixação do valor das emissões daqueles valores mobiliários a deliberar pelo Conselho de Administração e limitação ou supressão de direito de preferência na emissão de obrigações convertíveis em acções, bem como fixação de parâmetros para as emissões de obrigações daquela natureza a deliberar pelo Conselho de Administração;
  • Tomada de deliberações sobre a aplicação dos resultados do exercício, em caso de distribuição de um dividendo aos accionistas numa percentagem superior a 40% dos lucros distribuíveis;
  • Eleição da mesa da Assembleia Geral, assim como do Presidente da Comissão de Auditoria e do Revisor Oficial de Contas;
  • Aprovação dos objectivos gerais e princípios fundamentais das políticas da Sociedade;
  • Definição dos princípios gerais da política de participações em sociedades, bem como, nos casos em que aqueles princípios exijam a prévia autorização da Assembleia Geral, tomada de deliberações sobre as respectivas aquisições e alienações;
  • Autorização para deslocação da sede da Sociedade.

Adicionalmente, para a eleição de um terço do número total dos Administradores, incluindo o Presidente do Conselho Executivo, é necessária a concorrência dos votos emitidos pelo Estado, enquanto titular das acções da Categoria A.

Os Estatutos da Sociedade determinam ainda que, de entre os membros da Comissão Executiva designada pelo Conselho de Administração, pelo menos um ou dois dos administradores designados, consoante a Comissão Executiva seja

composta por cinco ou sete membros, tenham sido eleitos de acordo com aquela regra de eleição que confere direitos especiais ao Estado enquanto titular da acções da categoria A.

40.2. Acções próprias

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, as acções próprias em carteira correspondiam a equity swaps contratados pela Portugal Telecom até essa data e que foram reconhecidos como uma efectiva aquisição de acções, originando o registo de um passivo pelo correspondente valor de aquisição (Nota 34).

Durante os exercícios de 2008 e 2009, o movimento ocorrido nesta rubrica foi como segue:

Valor
Número de Valor Descontos e contabilístico
acções nominal prémios (Nota 34)
Saldo em 31 de Dezembro de 2007 35.242.929 1.057.288 322.121.625 323.178.913
Contratação de equity swaps sobre acções próprias 114.684.571 3.440.537 901.197.995 904.638.532
Cancelamento de acções próprias realizado em Março de 2008 (Nota 40.1) (83.204.823) (2.496.145) (709.420.872) (711.917.017)
Cancelamento de acções próprias realizado em Dezembro de 2008 (Nota 40.1) (46.082.677) (1.382.480) (336.446.121) (337.828.601)
Saldo em 31 de Dezembro de 2008 e 2009 20.640.000 619.200 177.452.627 178.071.827

40.3. Reserva legal

A legislação comercial e os estatutos da Portugal Telecom estabelecem que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal, até que esta represente 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas, ou para incorporação no capital. Em 31 de Dezembro de 2009, a reserva legal já se encontrava totalmente constituída, correspondendo a mais de 20% do capital social.

40.4. Reserva de acções próprias

A reserva de acções próprias está relacionada com o reconhecimento de uma reserva indisponível de valor equivalente ao valor nominal das acções canceladas ou ao custo de aquisição das acções próprias detidas pela Portugal Telecom. A reserva de acções próprias tem um regime legal equivalente ao da reserva legal. Em 31 de Dezembro de 2009, esta reserva refere-se às acções canceladas em 20 de Dezembro de 2007, 24 de Março de 2008 e 10 de Dezembro de 2008, conforme explicado acima.

40.5. Resultados acumulados e outras reservas

Durante os exercícios de 2009 e 2008, os movimentos ocorridos nestas rubricas foram como segue:

euros
Reestruturação
Saldo 31_Dec_08 Dividendos societária na Vivo Outros
(reexpresso) Rendimento integral (Nota 21) (Nota 2) movimentos (ii) Saldo 31_Dec_09
Resultados reconhecidos directamente no capital próprio
Perdas actuariais líquidas (Notas 9.1, 9.2, 9.3 e 9.7) (1.960.169.943) 164.773.415 - - - (1.795.396.528)
Ajustamentos de conversão cambial e outros (i) 240.750.206 668.879.348 - - - 909.629.554
Derivados de cobertura (1.899.997) (773.672) - - - (2.673.669)
(1.721.319.734) 832.879.091 - - - (888.440.643)
Efeito fiscal 520.153.359 (43.459.932) - - - 476.693.427
(1.201.166.375) 789.419.159 - - - (411.747.216)
Reservas reconhecidas directamente no capital próprio
Reservas de reavaliação de activos tangiveis (Nota 33) 1.075.033.022 - - - (107.338.582) 967.694.440
Efeito fiscal (284.346.234) 12.116.738 - - 26.643.191 (245.586.305)
790.686.788 12.116.738 - - (80.695.391) 722.108.135
Total de resultados e reservas reconhecidos directamente no capital (410.479.587) 801.535.897 - - (80.695.391) 310.360.919
Resultados transitados e outras reservas 203.838.888 - 72.473.431 103.641.467 80.695.391 460.649.177
Resultado líquido atribuível aos accionistas da Portugal Telecom 576.100.119 683.931.019 (576.100.119) - - 683.931.019
369.459.420 1.485.466.916 (503.626.688) 103.641.467 - 1.454.941.115

(i) Esta rubrica inclui os ajustamentos de conversão cambial dos activos e passivos denominados em moeda estrangeira desde 1 de Janeiro de 2004 (Nota 3.q), os quais estão relacionados essencialmente com os investimentos da Portugal Telecom no Brasil, cujos ajustamentos de conversão cambial acumulados positivos totalizam cerca de 953 milhões de euros em 31 de Dezembro de 2009, referentes fundamentalmente ao investimento na Vivo. Este efeito é parcialmente compensado pelos ajustamentos de conversão cambial acumulados negativos relacionados com os investimentos do Grupo expostos ao dólar americano, nomeadamente a Unitel, a MTC e a Timor Telecom.

(ii) Estes movimentos referem-se à transferência de parte da reserva de reavaliação para resultados transitados e do correspondente efeito fiscal, no seguimento do reconhecimento em resultados da amortização dos activos reavaliados.

euros
Saldo 1_Jan_08
(reexpresso)
Rendimento integral Dividendos
(Note 21)
Aquisição de
acções próprias
através de equity
swaps
Saldo 31_Dec_08
(reexpresso)
Resultados reconhecidos directamente no capital próprio
Perdas actuariais líquidas (Notas 9.1, 9.2, 9.3 e 9.7) (1.365.360.771) (594.809.172) - - (1.960.169.943)
Ajustamentos de conversão cambial e outros 839.593.851 (598.843.645) - - 240.750.206
Derivados de cobertura (617.041) (1.282.956) - - (1.899.997)
(526.383.961) (1.194.935.773) - - (1.721.319.734)
Efeito fiscal 362.188.945 157.964.414 - - 520.153.359
(164.195.016) (1.036.971.359) - - (1.201.166.375)
Reservas reconhecidas directamente no capital próprio
Reservas de reavaliação de activos tangiveis (Nota 33) - 1.075.033.022 - - 1.075.033.022
Efeito fiscal - (284.346.234) - - (284.346.234)
- 790.686.788 - - 790.686.788
Total de resultados e reservas reconhecidos directamente no capital (164.195.016) (246.284.571) - - (410.479.587)
Resultado líquido, resultados transitados e outras reservas 1.786.785.390 576.100.119 (533.200.884) (1.049.745.618) 779.939.007
1.622.590.374 329.815.548 (533.200.884) (1.049.745.618) 369.459.420

41. Instrumentos financeiros

41.1. Riscos financeiros

A Portugal Telecom encontra-se exposta basicamente a (i) riscos de mercado relacionados essencialmente com alterações nas taxas de câmbio e nas taxas de juro, (ii) riscos de crédito e (iii) riscos de liquidez. O principal objectivo da gestão de risco da Portugal Telecom é o de reduzir estes riscos a um nível aceitável. Os instrumentos financeiros derivados são utilizados pela Portugal Telecom essencialmente com o objectivo de minimizar os riscos de exposição a variações de taxa de juro e de taxa de câmbio.

A contratação destes derivados é efectuada após análise cuidada dos riscos e benefícios inerentes a este tipo de operações e envolvem a consulta a diversas instituições intervenientes no mercado. Estas operações são sujeitas à aprovação prévia da Comissão Executiva e implicam o acompanhamento periódico da evolução dos mercados financeiros e das posições detidas pelo Grupo. O valor de mercado (fair value) destes instrumentos é apurado regularmente ao longo do ano, essencialmente com base em informação de mercado, no sentido de permitir uma avaliação contínua das implicações económicas e financeiras de diferentes cenários.

Taxa de câmbio

Os riscos de taxa de câmbio estão essencialmente relacionados com os investimentos no Brasil e em outros países estrangeiros, bem como com a dívida denominada em moeda diferente da moeda funcional do país onde opera a empresa que contraiu a dívida.

Em 31 de Dezembro de 2009, a exposição líquida (activo menos passivo, líquido de interesses minoritários) ao Brasil ascende a 7.875 milhões de Reais (3.136 milhões de euros à taxa de câmbio euros/BRL de 31 de Dezembro de 2009).

O Grupo está ainda exposto ao risco de taxa de câmbio relacionado com a dívida denominada em moeda diferente da moeda funcional das empresas do Grupo. A 31 de Dezembro de 2009, estes riscos estão relacionados essencialmente com:

  • Dívida denominada em Dólares Americanos (USD) contratada pela Portugal Telecom no montante de 21 milhões de USD (15 milhões de euros), para a qual a Portugal Telecom contratou derivados de taxa de câmbio e taxa de juro.
  • Dívida denominada em USD contratada pela Vivo no montante de 207 milhões de USD (144 milhões de euros), para a qual a Vivo contratou derivados de taxa de câmbio e taxa de juro, com uma cobertura de 100% do montante em dívida àquela data.
  • Dívida denominada em Yenes Janoneses (JPY) contratada pela Vivo, no montante de 669 milhões de JPY (5 milhões de euros), para a qual a Vivo contratou derivados de taxa de câmbio e taxa de juro, com uma cobertura de 100% da dívida àquela data.

São apresentados de seguida diversas análises de sensibilidade, com o objectivo de demonstrar os principais efeitos na Demonstração Consolidada dos Resultados e no capital próprio da Portugal Telecom, decorrentes de alterações hipotéticas em determinados factores de risco relevantes:

  • O impacto da apreciação (desvalorização) da taxa de câmbio euros/BRL em 0,1 de 2,51 para 2,41 (2,61) seria um aumento (redução) nos activos líquidos consolidados do Grupo Portugal Telecom em 31 de Dezembro de 2009 de, aproximadamente, 130 milhões de euros (120 milhões de euros).
  • A maior parte dos activos e passivos financeiros não relacionados com derivados estão directa ou indirectamente cobertos por instrumentos financeiros de cobertura. Desta forma, alterações na taxa de câmbio não teriam impacto significativo nas demonstrações dos resultados ou no capital próprio das empresas onde esses activos e passivos estão registados.

Taxa de juro

Os riscos de taxa de juro estão essencialmente relacionados com os juros suportados com a dívida contratada a taxa de juro variável. A Portugal Telecom está essencialmente exposta a estes riscos na zona euros e no Brasil. Com o propósito de reduzir o impacto deste risco, o Grupo contratou swaps de taxa de juro, de forma a converter dívida de taxa variável em dívida de taxa fixa.

Em 31 de Dezembro de 2009, 79,8% da dívida bruta encontrava-se sujeita a taxas de juro fixas, directamente ou mediante a contratação dos referidos instrumentos financeiros derivados. Os restantes 20,2% encontravam-se expostos a alterações nas taxas de juro de mercado. Se as taxas de juro de mercado tivessem sido superiores (inferiores) em 1% durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, os juros suportados líquidos dos juros obtidos desse período teriam sido superiores (inferiores) em aproximadamente 13 milhões de euros (13 milhões de euros), dado que o efeito da dívida exposta a flutuações nas taxas de juro de mercado é compensado pelo impacto da caixa e equivalentes de caixa também expostos a flutuações nas taxas de juro de mercado.

O Grupo contratou igualmente alguns derivados que incluem uma componente de taxa de juro, os quais se encontram classificados como derivados detidos para negociação, apesar do seu objectivo económico ter sido a cobertura do risco de taxa de juro. Se as taxas de juro de mercado relevantes tivessem sido superiores (inferiores) em 1% durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, os juros suportados líquidos do período teriam sido superiores (inferiores) em aproximadamente 1 milhão de euros (1 milhão de euros).

Os riscos de taxa de juro também resultam da exposição a alterações no justo valor da dívida de médio e longo prazo sujeita a taxas de juro fixas, devido a alterações nas taxas de juro de mercado.

Risco de crédito

O risco de crédito está essencialmente relacionado com o risco de uma contraparte falhar nas suas obrigações contratuais, resultando numa perda financeira para o Grupo. A Portugal Telecom está sujeita essencialmente ao risco de crédito nas suas actividades operacionais e de tesouraria.

O risco de crédito nas operações está essencialmente relacionado com contas a receber de serviços prestados a clientes (Notas 24 e 25). Estes riscos são monitorizados numa base regular por cada um dos negócios do Grupo, sendo que o objectivo da gestão do Grupo Portugal Telecom é: (a) limitar o crédito concedido a clientes, considerando o respectivo perfil e a antiguidade da conta a receber de cada cliente; (b) monitorizar a evolução do nível de crédito concedido; (c) realizar análises de recuperabilidade dos valores a receber numa base regular; e (d) analisar o risco do mercado onde o cliente está localizado.

O Grupo não apresenta nenhum risco de crédito significativo com um cliente em particular, na medida em que as contas a receber derivam de um elevado número de clientes, espalhados por diversos negócios e áreas geográficas.

Os ajustamentos para contas a receber são calculados considerando essencialmente: (a) o perfil de risco do cliente, consoante se trate de um cliente residencial ou empresarial ou um operador de telecomunicações; (b) a antiguidade das contas a receber, a qual difere de negócio para negócio; (c) a condição financeira do cliente; e (d) o risco do mercado onde o cliente está localizado.

O movimento destes ajustamentos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 encontra-se divulgado na Nota 38. Em 31 de Dezembro de 2009, o Grupo entende que não existe a necessidade de reforçar os ajustamentos para contas a receber de cobrança duvidosa para além do montante já existente e incluído na Nota 38.

Em 31 de Dezembro de 2009, o Grupo tinha contas a receber não ajustadas nem diferidas e que já se encontravam vencidas com antiguidades superiores a cento e oitenta dias no montante de aproximadamente 113 milhões de euros.

Os riscos relacionados com actividades de tesouraria resultam essencialmente dos investimentos efectuados pelo Grupo em disponibilidades monetárias. Com o objectivo de mitigar este risco, a política da Portugal Telecom é a de investir em aplicações de curto prazo, junto de instituições financeiras diversificadas e com rating de crédito elevado.

Riscos de liquidez

Estes riscos podem ocorrer se as fontes de financiamento, como sejam as disponibilidades, os fluxos de caixa operacionais e os fluxos de caixa obtidos de operações de desinvestimento, de linhas de crédito e de financiamento, não satisfizerem as necessidades existentes, como sejam as saídas de caixa para actividades operacionais e de financiamento, os investimentos, a remuneração dos accionistas e o reembolso de dívida. Com base nos fluxos de caixa gerados pelas operações, nas disponibilidades de caixa e no valor não utilizado de linhas de crédito, conforme discriminado abaixo, a Portugal Telecom entende que o Grupo tem capacidade para cumprir as suas obrigações.

Como forma de mitigar este risco, a Portugal Telecom procura manter uma posição líquida e uma maturidade média da dívida que lhe permita a amortização da sua dívida de curto prazo e, simultaneamente, liquidar todas as suas obrigações contratuais, tal como mencionado acima. Em 31 de Dezembro de 2009, o valor de disponibilidades de caixa, excluindo as operações internacionais, e o valor não utilizado de papel comercial tomado firme (caixa disponível mediante um aviso de 2 ou 3 dias) e linhas de crédito ascendia a 2.864 milhões de euros. Em 31 de Dezembro de 2009, a Vivo tinha disponibilidades no montante de 296 milhões de euros. A maturidade média da dívida líquida em 31 de Dezembro de 2009 é de 6,6 anos.

A estrutura de capital da Portugal Telecom é gerida de forma a assegurar a capacidade de prossecução das actividades dos diversos negócios e a maximização do retorno dos accionistas. A estrutura de capital do Grupo inclui a dívida (Nota 34), caixa e equivalentes de caixa, investimentos de curto prazo (Nota 23) e o capital atribuível aos accionistas da empresamãe, o qual inclui o capital social emitido, acções próprias, reservas e resultados acumulados (Nota 40). O Grupo revê periodicamente a sua estrutura de capital considerando os riscos associados a cada uma das supra referidas classes de capital.

Em 31 de Dezembro de 2009, o gearing ratio, determinado como a proporção da dívida líquida (dívida menos caixa e equivalentes de caixa e investimentos de curto prazo) sobre a dívida líquida mais o capital diminuiu para 70,0%, de 82,5% em 31 de Dezembro de 2008. O indicador do capital mais a dívida de longo prazo sobre o total dos activos aumentou de 41,1% para 60,3% em 31 de Dezembro de 2009.

As principais obrigações contratuais do Grupo Portugal Telecom são aquelas relacionadas com os empréstimos obtidos (Nota 34) e respectivos juros, os pagamentos de benefícios de reforma, as locações operacionais (Nota 13) e outros compromissos financeiros não contingentes. A tabela abaixo resume as obrigações contratuais esperadas e compromissos financeiros da Portugal Telecom em 31 de Dezembro de 2009, em termos consolidados:

euros
M ais de
Total 2010 2011 2012 2013 2014 cinco anos
Dívida 7.046,0 494,5 267,6 1.622,8 1.224,7 866,4 2.570,0
Juros relativos à dívida (i) 2.230,5 375,7 352,5 335,9 272,1 198,2 696,1
Pagamentos de benefícios de reforma (ii) 2.072,5 222,5 209,0 195,9 183,4 172,2 1.089,6
Obrigações com locações operacionais 951,7 195,2 163,1 150,5 146,4 143,4 153,1
Compromissos financeiros não contingentes (iii) 255,4 253,2 1,1 1,1 - - -
Total de obrigações contratuais 12.556,1 1.541,1 993,3 2.306,1 1.826,7 1.380,1 4.508,8

(i) As obrigações esperadas da Portugal Telecom relacionadas com os juros suportados com empréstimos obtidos são calculadas com base na dívida em 31 de Dezembro de 2009 e baseiam-se em pressupostos relativos a taxas de juro com impacto na parcela da dívida contratada com taxa de juro variável, pelo que estas obrigações podem variar significativamente dos montantes aqui apresentados, dependendo de eventuais refinanciamentos futuros e das taxas de juro de mercado.

(ii) Os montantes apresentados correspondem aos pagamentos não descontados a efectuar pela Portugal Telecom relativos a salários devidos a pré-reformados e suspensos e a contribuições estimadas para os fundos. Para a parcela de responsabilidades não financiadas e para efeitos de cálculos, a Portugal Telecom assumiu contribuições lineares ao longo dos próximos anos. Este montante difere do passivo reconhecido na Demonstração Consolidada da Posição Financeira essencialmente pelo efeito do desconto das responsabilidades não financiadas.

(iii) Conforme descriminado na Nota 42, os compromissos financeiros não contingentes estão relacionados essencialmente com acordos celebrados com fornecedores de imobilizado (incluindo todos os montantes relativos a aquisição de equipamentos de rede, de telecomunicações e terminais móveis).

Adicionalmente, a Portugal Telecom também se comprometeu a pagar um dividendo de 0,575 euros em 2010 relativo ao exercício fiscal de 2009, em linha com o programa de remuneração accionista anunciado. O pagamento destes dividendos está sujeito a aprovação na próxima Assembleia Geral Anual, podendo ascender até 504 milhões de euros.

41.2. Instrumentos financeiros derivados

Instrumentos de cobertura

O Grupo procede periodicamente à análise da classificação dos derivados contratados de modo a identificar quais os que cumprem os requisitos estabelecidos no IAS 39 para serem classificados como instrumentos de cobertura. Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os seguintes instrumentos financeiros foram classificados como derivados de cobertura de fluxos de caixa e de justo valor (valores em milhões de euros, incluindo 100% dos valores dos instrumentos contratados pela Vivo):

31 Dez 2009 milhões de euros
Valor M aturidade média
Empresa nominal Tipo de operação (anos) Objectivo económico
Cobertura de fluxos de caixa
Portugal Telecom 202,2 Swaps de taxa de juro em EUR 2,7 Eliminar o risco de variação da taxa de juro em financiamentos
Cobertura de justo valor
Vivo 287,8 Swaps de taxa de câmbio USD/BRL 4,6 Eliminar o risco de variação da taxa de câmbio em financiamentos
Vivo 10,1 Swaps de taxa de câmbio JPY/BRL 1,0 Eliminar o risco de variação da taxa de câmbio em financiamentos
MTC 2,5 Forwards USD/NAD 0,1 Eliminar o risco de variação da taxa de câmbio nas despesas em dólares
31 Dez 2008 milhões de euros
Valor M aturidade média
Empresa nominal Tipo de operação (anos) Objectivo económico
Cobertura de fluxos de caixa
Portugal Telecom 34,3 Swaps de taxa de juro em EUR 2,9 Eliminar o risco de variação da taxa de juro em financiamentos
Cobertura de justo valor
Vivo 368,6 Swaps de taxa de câmbio USD/BRL 4,5 Eliminar o risco de variação da taxa de câmbio em financiamentos
Vivo 409,0 Swaps de taxa de câmbio JPY/BRL 0,4 Eliminar o risco de variação da taxa de câmbio em financiamentos

Instrumentos financeiros detidos para negociação

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os seguintes instrumentos financeiros foram classificados como derivados detidos para negociação (valores em milhões de euros, incluindo 100% dos valores dos instrumentos contratados pela Vivo):

31 Dez 2009 milhões de euros
Valor M aturidade média
Empresa nominal Tipo de operação (anos) Objectivo económico
Portugal Telecom 34,4 Swaps de taxa de juro em EUR 1,7 Instrumentos resultantes de cobertura anteriores de risco de taxa de juro
Portugal Telecom 14,8 Swaps de taxa de câmbio EUR/USD 1,5 Eliminar o risco de variação da taxa de câmbio em financiamentos
Vivo 0,8 Swaps de taxa de câmbio USD/BRL 0,8 Instrumentos resultantes de cobertura anteriores de risco de taxa de juro
Vivo 72,5 Swaps de taxa de juro em BRL 2,0 Eliminar o risco de variação do valor de mercado de financiamentos
em resultado da variação da taxa de juro
31 Dez 2008 milhões de euros
Valor M aturidade média
Empresa nominal Tipo de operação (anos) Objectivo económico
Portugal Telecom 44,4 Swaps de taxa de juro em EUR 4,0 Instrumentos resultantes de coberturas anteriores de risco de taxa de juro
Portugal Telecom 22,9 Swaps de taxa de câmbio EUR/USD 3,0 Eliminar o risco de variação da taxa de câmbio em financiamentos
Portugal Telecom 200,0 EUR Call / USD Put 0,3 Operações resultantes de reestruturações de posições
contratadas anteriormente
Cabo Verde Telecom 0,4 Swap de taxa de câmbio EUR/USD 0,9 Eliminar o risco de variação da taxa de câmbio
e de taxa de juro em financiamentos
Vivo 1,8 Swaps de taxa de câmbio USD/BRL 1,0 Eliminar o risco de variação da taxa de câmbio em financiamentos
Vivo 103,3 Swaps de taxa de juro em BRL 1,0 Eliminar o risco de variação do valor de mercado de financiamentos
em resultado da variação da taxa de juro
Mobitel 13,2 Swaps de taxa de câmbio USD/BRL 1,5 Eliminar o risco de variação da taxa de câmbio em financiamentos

Justo valor dos instrumentos financeiros derivados

O movimento ocorrido no valor de mercado dos derivados durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 é como segue (valores em milhões de euros):

milhões de euros
Variação no valor de mercado
Saldo
31 Dez 2008
Resultado Reservas Adições e
liquidações
Ajustamentos de
conversão cambial e
outros
Saldo
31 Dez 2009
Derivados de cobertura de justo valor
Taxa de câmbio e taxa de juro (i) 79,7 (82,2) - (11,5) 18,9 4,9
Taxa de câmbio - (0,3) - - (0,1) (0,3)
Derivados detidos para negociação
Taxa de câmbio (43,3) 5,7 - 37,6 - -
Taxa de câmbio e taxa de juro (16,0) (6,5) - 12,6 3,1 (6,8)
Taxa de juro (0,3) 2,1 - - 0,8 2,6
Derivados de cobertura de fluxos de caixa
Taxa de juro (1,0) (1,8) (0,8) 1,6 - (2,0)
19,1 (83,0) (0,8) 40,4 22,8 (1,5)

(i) Em 31 de Dezembro de 2009, estes derivados, os quais foram contratados pela Vivo, tinham uma maturidade média de 1,1 anos.

milhões de euros
Variação no valor de mercado
Saldo
31 Dez 2007
Alteração no
perímetro de
consolidação
Resultado Reservas Adições e
liquidações
Ajustamentos de
conversão cambial
e outros
Saldo
31 Dez 2008
Derivados de cobertura de justo valor
Taxa de câmbio e taxa de juro (83,2) (17,8) 94,0 - 99,8 (13,1) 79,7
Derivados detidos para negociação
Taxa de câmbio (46,5) - 3,2 - - - (43,3)
Taxa de câmbio e taxa de juro (24,5) - 4,7 - 4,5 (0,7) (16,0)
Taxa de juro 0,8 - 0,4 - - (1,6) (0,3)
Derivados de cobertura de fluxos de caixa
Taxa de juro (0,6) - 0,0 (1,3) (0,2) 1,0 (1,0)
(154,1) (17,8) 102,5 (1,3) 104,1 (14,3) 19,1

A variação no valor de mercado dos derivados ocorrida nos exercícios de 2009 e 2008, foi registada em resultados conforme segue (valores em milhões de euros):

milhões de euros
2009 2008
Juros líquidos Perdas com
variações
cambiais,
líquidas
Perdas (ganhos)
em activos
financeiros,
líquidos (Nota 17)
Total Juros líquidos Perdas com
variações
cambiais,
líquidas
Perdas (ganhos)
em activos
financeiros,
líquidos (Nota 17)
Total
Derivados de cobertura de justo valor
Taxa de juro e taxa de câmbio 13,9 68,3 - 82,2 35,2 (125,7) (3,6) (94,0)
Taxa de câmbio - 0,3 - 0,3 - - - -
Derivados detidos para negociação
Taxa de câmbio - - (5,7) (5,7) - - (3,2) (3,2)
Taxa de câmbio e taxa de juro - 6,5 - 6,5 - (2,4) (2,3) (4,7)
Taxa de juro (1,8) - (0,3) (2,1) - - (0,4) (0,4)
Derivados de cobertura de fluxos de caixa
Taxa de juro 1,6 - 0,2 1,8 (0,2) - 0,2 (0,0)
13,8 75,0 (5,8) 83,0 35,0 (128,1) (9,4) (102,5)

Em 31 de Dezembro de 2009, os derivados contratados pela Empresa são reconhecidos pelo seu valor de mercado e estão registados nas seguintes rubricas da Demonstração Consolidada da Posição Financeira (valores em milhões de euros):

milhões de euros
Activo Passivos
Outros passivos
Investimentos de Acréscimos de não correntes
curto prazo Dívida custos (Nota 36) (Nota 39) Total
Derivados de cobertura de justo valor
Taxa de câmbio e taxa de juro - 8,2 (3,2) - 4,9
Taxa de câmbio - - (0,3) - (0,3)
Derivados detidos para negociação
Taxa de câmbio - - - - -
Taxa de câmbio e taxa de juro - (5,2) (1,5) - (6,8)
Taxa de juro 4,8 - - (2,2) 2,6
Derivados de cobertura de fluxos de caixa
Taxa de juro - - - (2,0) (2,0)
4,8 2,9 (5,1) (4,2) (1,5)

Em 31 de Dezembro de 2008, os derivados contratados pela Empresa encontravam-se reconhecidos ao valor de mercado, estando registados na Demonstração Consolidada da Posição Financeira conforme segue (valores em milhões de euros):

milhões de euros
Activo Passivos
Outros passivos
Investimentos de Acréscimos de não correntes
curto prazo Dívida custos (Nota 36) (Nota 39) Total
Derivados de cobertura de justo valor
Taxa de câmbio e taxa de juro - 100,7 (20,9) - 79,7
Derivados detidos para negociação
Taxa de câmbio - - (43,3) - (43,3)
Taxa de câmbio e taxa de juro - (7,5) (8,5) - (16,0)
Taxa de juro 2,2 - - (2,5) (0,3)
Derivados de cobertura de fluxos de caixa
Taxa de juro - - - (1,0) (1,0)
2,2 93,1 (72,7) (3,6) 19,1

41.3. Outras divulgações sobre instrumentos financeiros

Tal como definido pelo IAS 39, o valor contabilístico de cada uma das seguintes categorias em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, foi reconhecido como segue (valores em milhões de euros):

milhões de euros
Rubrica 2009 2008
Activos financeiros registados ao custo amortizado:
Caixa e equivalentes de caixa 1.449,5 1.010,7
Investimentos de curto-prazo (Nota 23) 26,9 52,9
Contas a receber - Clientes (Nota 24) 1.401,5 1.248,0
Contas a receber - Outros (i) 150,9 190,2
Outros activos correntes e não correntes - transacções de QTE (Nota 29) 296,7 497,3
Investimentos em empresas associadas - empréstimos (Nota 30) 23,6 98,6
3.349,0 3.097,7
Derivados de cobertura de justo valor:
Outros activos/(passivos) não-correntes - derivados de taxa de juros - cobertura de fluxo de caixa (Nota 41.2) (2,0) (1,0)
Empréstimos bancários - derivados de taxa de juro e câmbio - cobertura de justo valor (Nota 41.2) (ii) 2,9 93,1
Acréscimo de custos - derivados de taxa de juro e câmbio - cobertura de justo valor (Nota 41.2) (3,2) (20,9)
(2,3) 71,2
Passivo financeiro ao custo amortizado:
Dívida - obrigações convertíveis (Nota 34) 705,6 697,3
Dívida - obrigações (Nota 34) 4.776,3 3.284,1
Dívida - empréstimos bancários (ii) 1.274,7 1.612,1
Dívida - outros empréstimos (Nota 34) 0,0 807,9
Dívida - licença UMTS (Nota 34) - 79,4
Dívida - equity swaps sobre acções próprias (Nota 34) 178,1 178,1
Contas a pagar (Nota 35) 1.335,1 1.372,3
Acréscimo de custos 632,1 574,4
Outros passivos correntes 122,2 51,5
9.024,1 8.657,1
Derivados detidos para negociação:
Acréscimo de custos - derivados de taxa de câmbio e taxa de juro (Nota 41.2) 1,5 8,5
Outros passivos não-correntes - derivados de taxa de câmbio (Nota 41.2) - 43,3
Outros passivos não correntes - derivados de taxa de juro (Nota 41.2) 2,2 2,5
3,7 54,4
Passivos financeiros registados de acordo com o IAS 17:
Dívida - locações financeiras (Nota 34) 114,3 130,2
Outros passivos correntes e não correntes - transacções de QTE (Nota 39) 296,7 497,3
411,0 627,5

(i) A rubrica da Demonstração Consolidada da Posição Financeira "Contas a receber – outros" inclui determinados activos, tais como depósitos judiciais, os quais não respeitam os requisitos para que sejam classificados como activos financeiros e, como tal, foram excluídos desta rubrica.

(ii) O valor total de empréstimos bancários inclui os valores nocionais, os quais foram registados ao custo amortizado, e o justo valor de determinados derivados de taxa de juro e taxa de câmbio.

Com excepção da dívida, cujo justo valor é divulgado na Nota 34, e dos derivados, os quais se encontram registados ao justo valor, o valor de mercado dos restantes activos e passivos financeiros é semelhante ao seu valor contabilístico. O valor de mercado dos instrumentos financeiros foi determinado da seguinte forma:

  • Com excepção das obrigações de taxa fixa no montante de 50 milhões de euros, cujo valor de mercado foi determinado com base na metodologia de fluxos de caixa descontados, equivalente ao nível 2 da hierarquia de valor de mercado definida pelo parágrafo 27A da IFRS 7 (outros inputs observáveis que não valores cotados), o valor de mercado das restantes obrigações convertíveis e não convertíveis foi determinado com base em valores cotados em mercados activos, o que é equivalente ao nível 1 da hierarquia de valor de mercado (valores cotados não ajustados em mercados activos);

  • No caso dos empréstimos bancários, o valor de mercado foi determinado internamente com base na metodologia dos fluxos de caixa descontados, utilizando inputs directamente observáveis no mercado, o que é equivalente ao nível 2 da hierarquia de valor de mercado acima mencionada;

  • No caso do passivo relativo a equity swaps sobre acções próprias, o valor de mercado destes instrumentos financeiros, o qual ascendia a 5,7 milhões de euros em 31 de Dezembro de 2009, foi determinado externamente através da diferença entre o preço de exercício destes equity swaps e a cotação da acção da Portugal Telecom aquela data, o que é equivalente ao nível 2 da hierarquia de valor de mercado acima mencionada;
  • No caso dos derivados contratados em Portugal, o valor de mercado foi determinado externamente com base na metodologia de fluxos de caixa descontados, utilizando inputs observáveis no mercado, o que é equivalente ao nível 2 da hierarquia de valor de mercado acima mencionada;
  • No caso dos derivados contratados no Brasil e de outros empréstimos contratados em Portugal e no Brasil, o valor de mercado foi determinado internamente com base na metodologia de fluxos de caixa descontados, utilizando inputs observáveis no mercado, o que é equivalente ao nível 2 da hierarquia de valor de mercado acima mencionada.

A Portugal Telecom considera que o principal pressuposto utilizado na metodologia de fluxos de caixa descontados preparada internamente está relacionado com a taxa de desconto, a qual para os instrumentos financeiros contratados em Portugal com maturidades entre 1 mês e 10 anos varia entre 1% e 5%, e para aqueles contratados no Brasil com maturidades entre 1 mês e 6 anos varia entre 9% e 13%. Adicionalmente, a Portugal Telecom também utilizou taxas forward de juro e de câmbio obtidas directamente através de informações de mercado, tomando em consideração a maturidade e a moeda de cada instrumento financeiro.

42. Garantias e compromissos financeiros

Em 31 de Dezembro de 2009, a Empresa tinha apresentado garantias bancárias e cartas de conforto a favor de terceiros correspondentes às seguintes situações:

euros
Garantias bancárias e fianças a favor da Administração Fiscal 114.207.845
Garantias bancárias a favor de tribunais 1.608.378
Garantias bancárias a favor de terceiros, solicitadas por:
TMN 2.157.210
PT Comunicações 15.575.808
Outras 11.472.040
Cartas de conforto e avales a favor de terceiros 2.405.803
Total 147.427.084

As garantias bancárias e fianças a favor da Administração Fiscal incluem 78 milhões de euros relativos a liquidações fiscais recebidas pela Portugal Telecom referentes aos exercícios de 2004 e 2005, em que o principal assunto levantado pelas autoridades fiscais se prende com a dedutibilidade de certos custos financeiros incorridos nesses anos, conforme explicado na Nota 45.3.

As garantias bancárias solicitadas pela PT Comunicações foram apresentadas às seguintes entidades: (1) Autarquias e Câmaras Municipais, as quais estão relacionadas essencialmente com processos intentados contra a empresa referentes

às taxas de ocupação da via pública; e (2) Anacom, as quais estão relacionadas essencialmente com o concurso para a atribuição do direito de utilização nacional das frequências para o serviço de televisão.

Em 31 de Dezembro de 2009, além dos compromissos já reflectidos nas demonstrações financeiras, o Grupo tinha assumido outros compromissos financeiros com fornecedores no montante de 252 milhões de euros, essencialmente relacionados com a compra de equipamentos e existências.

Em 31 de Dezembro de 2009, as garantias prestadas por terceiros relacionadas com os empréstimos bancários (Nota 34) eram as seguintes:

 Garantias bancárias a favor do Banco eurospeu de Investimento 154.285.714
----------------------------------------------------------------- -------------

Aval do Estado a favor do Kreditantsalt Für Wiederaufbau 1.836.049

No âmbito das operações de cross-border lease celebradas pela TMN e pela PT Comunicações (Notas 29 e 39), a Empresa contratou a emissão de letters of credit por instituições financeiras a favor de entidades envolvidas nestas transacções (entidades que financiaram estas operações). Em 31 de Dezembro de 2009, o montante total dessas letters of credit ascendia a 48.527.056 dólares americanos, equivalentes a 33.685.309 euros à taxa de câmbio de 31 de Dezembro de 2009.

Em 31 de Dezembro de 2009, a Portugal Telecom tinha depósitos bancários no montante de 3 milhões de euros que se encontravam cativos em resultado de operações de cross-border lease realizadas pelo Grupo (Nota 33). Outras subsidiárias tinham também restrições à utilização de depósitos bancários no montante de 3 milhões de euros em 31 de Dezembro de 2009. Na mesma data, a Vivo tinha activos tangíveis e aplicações financeiras dados como garantia de processos judiciais em curso, cujos valores ascendiam a 17 milhões de euros e 8 milhões de euros, respectivamente (valores referentes aos 50% da Portugal Telecom).

43. Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa

A Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa apresenta os seguintes aspectos a salientar:

  • (a) A redução na rubrica "Pagamentos relacionados com o imposto sobre o rendimento" está relacionada essencialmente com as operações domésticas. A última prestação do imposto sobre o rendimento de 2007 paga em Maio de 2008 (64 milhões de euros) compara com um recebimento em Setembro de 2009 no montante de 11 milhões de euros, resultado de os pagamentos por conta efectuados em 2008 terem sido superiores ao imposto a pagar. Adicionalmente, os pagamentos por conta efectuados em 2008 (124 milhões de euros) foram mais elevados que os efectuados em 2009 (108 milhões de euros).
  • (b) A rubrica "Pagamentos relativos a impostos indirectos, taxas e outros" inclui essencialmente pagamentos relacionados com despesas registadas na Demonstração Consolidada de Resultados na rubrica "Impostos indirectos" (Nota 14), e ainda, pagamentos de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) em Portugal.
  • (c) Estas rubricas incluem essencialmente pagamentos em numerário decorrentes de novas aplicações de tesouraria de curto prazo e recebimentos de aplicações de tesouraria de curto prazo vencidas. Os recebimentos líquidos reduziram para 26.065.906 euros em 2009, em comparação com 1.117.360.042 euros em 2008, uma vez que à medida que a maturidade destas aplicações foi atingida, as mesmas foram sendo convertidas em caixa e equivalentes de caixa, o que também explica os níveis mais elevados de recebimentos e pagamentos durante o ano de 2008.

(d) Nos exercícios de 2009 e 2008, a rubrica "Recebimentos provenientes de investimentos financeiros" tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Médi Télécom (Notas 1, 7 e 30) 400.000.000 -
Banco BEST (Nota 30) - 16.000.000
Africatel (Nota 17) - 13.426.862
Outras 1.660.387 2.954.086
401.660.387 32.380.948

(e) Nos exercícios de 2009 e 2008, a rubrica "Recebimentos provenientes de dividendos" tem a seguinte composição:

euros
2009 2008
Unitel (i) 121.408.615 -
CTM 17.967.803 15.912.135
Páginas Amarelas - 2.008.000
Outras 787.738 1.255.472
140.164.156 19.175.607

(i) Esta rubrica inclui os dividendos recebidos da Unitel relativos aos seus resultados de 2007 e 2008 nos montantes de 80 milhões de dólares americanos e 90 milhões de dólares americanos (Nota 25), respectivamente.

(f) Em 2009, os pagamentos respeitantes a investimentos financeiros incluem um montante de 4,500,000 euros (Nota 30) relativos a um adiantamento efectuado para a aquisição da Reti – Rede Teledifusora Independente, SA.

Em 2008, os pagamentos respeitantes a investimentos financeirosincluem o montante de 517.006.925 euros (Nota 2) relativo à aquisição da Telemig, líquido de 170.803.876 euros (Nota 2) correspondente ao montante de caixa e equivalentes de caixa da Telemig em 1 de Abril de 2008, data em que esta empresa foi incluída pela primeira vez no perímetro de consolidação.

(g) Estas rubricas incluem essencialmente a renovação regular de papel comercial e outros empréstimos bancários.

Em 2009, os recebimentos de novos empréstimos obtidos, líquidos dos reembolsos de empréstimos obtidos, ascenderam a 97.055.111 euros. Conforme detalhado na Nota 34, os recebimentos provenientes de novos empréstimos obtidos incluem essencialmente: (1) as obrigações emitidas pela PT Finance em 2009 (2.050 milhões de euros); (2) as obrigações não convertíveis emitidas pela Vivo Participações em Janeiro e Outubro de 2009 (184 milhões de euros); e (3) as floating rate notes emitidas pela PT Finance em Julho de 2009 (250 milhões de euros). Os pagamentos respeitantes a reembolsos de empréstimos obtidos incluem basicamente o reembolso dos seguintes financiamentos: (1) obrigações emitidas pela PT Finance em 1999 (880 milhões de euros); (2) papel comercial em dívida em 31 de Dezembro de 2008 (649 milhões de euros); (3) floating rate notes emitidas pela PT Finance em Dezembro de 2008 (200 milhões de euros); (4) empréstimo obtido junto da Anatel para a aquisição de licenças 3G no Brasil (187 milhões de euros); e (5) obrigações emitidas pela Vivo Participações em 2003 (94 milhões de euros).

Em 2008, os recebimentos de novos empréstimos obtidos, líquidos dos reembolsos de empréstimos obtidos, ascenderam a 790.191.787 euros, e incluem essencialmente: (i) 200 milhões de euros e 50 milhões de euros relativos à emissão de floating rate notes pela PT Finance em 2009 (Nota 34); 324.937.659 euros relativos ao aumento do papel comercial em dívida no final do ano; e (iii) um montante de 227.247.163 euros (Nota 34) referente ao empréstimo obtido pela Vivo junto da Anatel, relacionado com a aquisição das licenças 3G em Abril de 2008.

(h) Em 2009, esta rubrica refere-se basicamente à contribuição dos accionistas minoritários para um aumento de capital da Vivo Participações ocorrido em Fevereiro de 2009.

  • (i) Os recebimentos provenientes de outras actividades de financiamento em 2009 e os pagamentos respeitantes a outras actividades de financiamento em 2008 correspondem basicamente à liquidação de derivados de taxa de câmbio contratados pela Vivo. Os pagamentos respeitantes a outras actividades de financiamento em 2009 incluem um montante de 38 milhões de euros (Nota 36) referente à liquidação de derivados de taxa de câmbio anteriormente detidos pela Portugal Telecom e classificados como detidos para negociação.
  • (j) Nos exercícios de 2009 e 2008, o detalhe dos dividendos pagos é como segue:
euros
2009 2008
Portugal Telecom (Nota 21) 503.626.688 533.200.884
Vivo 47.914.412 8.728.728
Cabo Verde Telecom 14.104.445 10.166.333
MTC 10.629.021 18.607.326
Africatel 5.100.000 -
Outras 7.141.587 3.910.662
588.516.153 574.613.933

44. Partes relacionadas

a) Empresas associadas e conjuntamente controladas

Os saldos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 e as transacções ocorridas durante os exercícios findos nessas datas entre a Portugal Telecom e as empresas associadas e conjuntamente controladas (na parcela referente aos 50% não detidos pelo Grupo PT) são como segue:

euros
Contas a receber Contas a pagar Empréstimos concedidos
Empresa 2009 2008 2009 2008 2009 2008
Vivo 21.457.605 20.274.591 482.948 584.750 - -
Outras empresas internacionais:
Unitel (i) 54.117.992 70.408.010 6.336.992 5.535.356 - -
Médi Télécom (ii) 936.701 6.759.993 412.915 928.306 - 75.592.524
Multitel 5.311.686 4.354.231 420.208 333.353 892.378 918.459
CTM 223.513 345.734 61.075 109.829 - -
Outras 1.991.467 2.368.170 482.915 710.472 73.849 76.444
Empresas nacionais:
Páginas Amarelas 6.329.784 4.615.079 23.568.950 35.578.320 - -
Caixanet 256.076 1.090.811 - - - -
PT-ACS 469.509 5.235.755 540.364 1.031.713 - -
Sportinveste Multimédia 880.605 639.844 404.519 - 35.318.668 35.318.668
Outras 8.741.400 12.823.802 936.785 2.981.140 7.249.389 7.047.439
100.716.338 128.916.020 33.647.671 47.793.239 43.534.284 118.953.534

(i) As contas a receber da Unitel em 31 de Dezembro 2009 e 2008 incluem dividendos atribuídos no montante de 60 milhões de dólares americanos e 80 milhões de dólares americanos, respectivamente (Nota 25).

(ii) A redução nas contas a receber e empréstimos concedidos está relacionada com a alienação do investimento na Médi Télécom, conforme referido na Nota 30.

euros
Custos Receitas Juros cobrados
Empresa 2009 2008 2009 2008 2009 2008
Vivo 1.481.178 - 57.332.872 57.199.275 - -
Outras empresas internacionais:
Unitel 11.666.558 10.871.577 19.151.798 13.452.814 8.951 26.076
Médi Télécom 4.146.157 5.990.222 6.232.865 11.727.778 3.151.552 3.107.028
Multitel 206.554 - 1.044.045 486.282 - -
CTM 176.506 134.814 439.398 1.315.254 - -
Outras 2.055.049 2.146.008 651.914 1.483.067 - 36.331
Empresas nacionais:
Páginas Amarelas 57.416.758 64.728.006 3.631.198 2.998.932 - -
PT-ACS 4.642.683 4.117.431 610.559 591.055 - -
Sportinveste Multimédia 1.235.366 1.208.172 103.861 240.153 179.660 319.746
Caixanet 340.317 144.811 6.244.822 11.099.463 - -
Outras 1.684.042 1.118.570 20.190.587 25.164.377 94.619 137.643
85.051.168 90.459.611 115.633.919 125.758.450 3.434.782 3.626.824

Os termos dos acordos comerciais celebrados com as empresas supra mencionadas são substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis. As actividades desenvolvidas no âmbito desses acordos comerciais incluem essencialmente:

  • Prestação de serviços de call center por parte da Dedic à Vivo;
  • Custos suportados pela PT Comunicações relacionados com os serviços prestados pela Páginas Amarelas no âmbito do contrato existente entre estas duas empresas relacionado com a produção e distribuição de lista telefónicas.

b) Accionistas

Alguns dos principais accionistas da Portugal Telecom são instituições financeiras com as quais são estabelecidos acordos comerciais no normal curso da actividade. As transacções ocorridas durante o exercício de 2009 e os saldos em 31 de Dezembro de 2009 com os principais accionistas da Portugal Telecom são como segue (incluindo IVA):

euros
Empresa/Grupo Vendas e serviços
prestados pela
Portugal Telecom
Fornecimentos e
serviços prestados
à Portugal
Telecom
Juros obtidos
líquidos
Contas a
receber
Contas a pagar
Caixa Geral de Depósitos 32.389.249 4.921.439 (1.207.979) 7.668.654 104.510
BES 25.113.097 23.772.697 13.083.960 1.401.703 3.390.421
Visabeira 6.235.195 87.905.819 - 2.526.046 10.098.278
Controlinveste 3.382.434 40.619.069 - 1.677.799 7.413.145
Ongoing 1.006.132 2.786.303 - 47.958 647.346
Barclays 353.313 3.767 (11.882.534) 195.434 -
68.479.420 160.009.094 (6.553) 13.517.594 21.653.700

Os termos destes acordos comerciais são substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis. As actividades desenvolvidas no âmbito desses acordos comerciais respeitam essencialmente à prestação de serviços de consultoria financeira e seguros por parte das instituições financeiras mencionadas acima.

No âmbito da constituição da Brasilcel, foi celebrada uma parceria estratégica com a Telefónica, segundo a qual a Portugal Telecom pode adquirir até 1,5% do capital social da Telefónica, e esta pode adquirir até 10% do capital da Portugal Telecom. Em 31 de Dezembro de 2009, a Telefónica detém 10,0% do capital social da Portugal Telecom.

A Portugal Telecom estabeleceu um Shareholders' Agreement com a Telefónica que regula a gestão da Vivo e mantém acordos comerciais com algumas empresas da Telefónica relativamente à repartição do tráfego internacional, que são substancialmente idênticos aos praticados com outros operadores.

Os fundos de pensões e cuidados de saúde, os quais foram constituídos para cobrir as responsabilidades com benefícios de reforma (Nota 9), são geridos de acordo com uma política de investimentos definida pela Portugal Telecom. As carteiras de activos dos fundos incluem acções, obrigações e outros investimentos dos nossos accionistas, e também investimentos em imóveis arrendados ao Grupo. Em 31 de Dezembro de 2009, a exposição total desses investimentos à Portugal Telecom, Telefónica, BES, e Ongoing ascendia a 343 milhões de euros, 174 milhões de euros, 142 milhões de euros e 77 milhões de euros, respectivamente (Nota 9).

c) Outros

As remunerações auferidas pelos membros dos órgãos sóciais da Portugal Telecom nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, as quais são estabelecidas pela Comissão de Vencimentos conforme política constante do relatório de governo da sociedade, foram as seguintes:

euros
2009 2008
Fixa Variável Fixa Variável
Administradores executivos 3.280.064 2.247.571 2.880.269 3.336.953
Administradores não executivos 1.454.888 - 1.323.867 -
Orgão de fiscalização 589.708 - 581.714 -
5.324.660 2.247.571 4.785.850 3.336.953

Em 2008, a Comissão Executiva incluiu cinco membros e a partir de Abril de 2009 passou a incluir sete membros executivos. No seguimento das alterações de corporate governance ocorridas no segundo trimestre de 2008, o Presidente do Conselho de Administração deixou de acumular a função de Presidente da Comissão Executiva.

Nos termos da política de remunerações estabelecida pela Comissão de Vencimentos, os administradores executivos têm direito a auferir uma remuneração variável anual relacionada com a sua performance no ano, a qual é paga no ano seguinte, e uma remuneração variável plurianual associada à performance no exercício das suas funções durante o mandato, a qual é paga no fim desse período. Anualmente, a Portugal Telecom reconhece a especialização destas remunerações variáveis anuais e plurianuais. No final do exercício de funções do triénio 2006/2008 e considerando a performance conseguida nesse período, os administradores executivos e o Presidente do Conselho de Administração, o qual exerceu funções de administrador executivo em 2006 e 2007, auferiram uma remuneração variável plurianual total de 3.799.101 euros.

Em complemento da política de remuneração acima referida, os administradores executivos e os dirigentes da gestão têm direito a um conjunto de benefícios que são utilizados essencialmente no exercício das suas funções diárias, em linha com uma política transversal ao Grupo Portugal Telecom. Em 31 de Dezembro de 2009, nenhum membro do Conselho de Administração tinha direito a benefícios de reforma ao abrigo dos planos de pensões da PT Comunicações, e não estava em vigor qualquer programa de pagamentos com base em acções nem qualquer programa de compensação por término de serviço.

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, as remunerações fixas dos dirigentes do Grupo Portugal Telecom ascenderam a 7.039.592 euros e 7.621.652 euros, respectivamente, e as remunerações variáveis ascenderam a 4.057.038 euros e 3.521.633 euros, respectivamente.

Treze dos dirigentes do Grupo Portugal Telecom também participam nos planos de pensões da PT Comunicações. Relativamente a estes dirigentes, foram reconhecidas em 31 de Dezembro de 2009 responsabilidades com benefícios de reforma no montante total aproximado de 7.378.000 euros. Em 31 de Dezembro de 2009, não estava em vigor qualquer programa de pagamentos com base em acções nem qualquer programa de compensação por término de serviço.

Para informação adicional relacionada com as remunerações dos membros do Conselho de Administração e dos dirigentes, remetemos os leitores para o Relatório de Corporate Governance da Sociedade incluído no Relatório Anual.

Um dos administradores não executivos da Portugal Telecom é gerente da "Heidrick & Struggles - Consultores de Gestão, Lda", a qual no curso normal das suas operações, prestou serviços de consultoria à Portugal Telecom no montante de, aproximadamente, 2,2 milhões de euros (excluindo IVA) em 2009.

Em 31 de Dezembro de 2009, a Portugal Telecom não tinha quaisquer saldos em aberto com membros do Conselho de Administração ou com dirigentes do Grupo.

45. Processos judiciais em curso

45.1 Processos com entidades reguladoras

a) Acções relacionadas com a taxa municipal de passagem

No seguimento da legislação de 1 de Agosto de 1997, como operador da rede básica de telecomunicações, a Portugal Telecom ficou isenta da obrigação de pagamento de taxas municipais, direitos de passagem e outras taxas relacionadas com a rede e com as obrigações inerentes à Concessão. Adicionalmente, no passado, o Estado Português informou a Portugal Telecom que esta legislação confirmou a isenção de pagamento de taxas estabelecida no contrato de Concessão. O Estado Português informou a Portugal Telecom de que continuará a tomar as acções necessárias para que a Portugal Telecom mantenha os benefícios económicos previstos no Contrato de Concessão. Neste momento, não é possível à Portugal Telecom assegurar que os tribunais portugueses reconheçam que esta legislação resolverá favoravelmente todas as acções interpostas contra a Empresa relacionadas com as taxas municipais para o período anterior à sua entrada em vigor.

Em 1999, o Município do Porto instaurou um processo judicial solicitando o pagamento de taxas e outros encargos relacionados com a utilização pela PT Comunicações de direitos de passagem em 1998. O Tribunal Administrativo do Círculo do Porto decidiu em favor da PT Comunicações em Março de 2003, declarando que os regulamentos do Município do Porto, que serviam de suporte para a imposição de taxas municipais e encargos pelo direito de passagem à PT Comunicações, eram inconstitucionais. O Município do Porto interpôs recurso da decisão do tribunal de 1ª Instância para o Tribunal Administrativo Central. Este recurso foi parcialmente favorável à PT Comunicações, mas o Município do Porto interpôs recurso para o Supremo Tribunal Administrativo, onde a decisão ainda está pendente.

Em caso de decisão desfavorável deste recurso contra a PT Comunicações, outros municípios poderão interpor novas acções contra a Empresa. A legislação fiscal portuguesa determina um prazo limite de quatro anos para a liquidação de impostos, taxas ou encargos similares. No entanto, para taxas ou impostos anteriores a 1998, o período de caducidade do direito de reclamação estende-se a cinco anos. Considerando que o prazo de caducidade já expirou, a Portugal Telecom não espera que sejam interpostas novas acções contra a Empresa.

A Lei 5/2004, de 10 de Fevereiro, estabeleceu um novo regime para o direito de passagem em Portugal, no qual cada município pode aplicar uma taxa de 0,25% sobre a facturação de cada cliente que possua uma assinatura de rede no município. Este regime foi implementado em 2005, não sendo aplicado retroactivamente, não tendo impacto sobre os processos indicados anteriormente. Entretanto, o Decreto-Lei 123/2009, de 21 de Maio, clarificou que nenhum outro imposto deveria ser imposto pelos municípios, além do regime estabelecido pela Lei 5/2004.

Contudo, alguns municípios continuam a achar que a Lei 5/2004 não revoga expressamente outros impostos que os municípios queiram estabelecer, uma vez que a Lei 5/2004 não é aplicável ao domínio público nem ao domínio privado, mas é aplicável ao domínio federal público, ao domínio federal privado e também ao domínio regional privado.

Actualmente, existe uma acção interposta pelo Município do Seixal contra a PT Comunicações, e consideramos que o mesmo acontecerá com o Município de Aveiro.

b) Processos regulatórios

As operações da Portugal Telecom são sujeitas regularmente a investigações e inspecções, essencialmente pela ANACOM (regulador de telecomunicações), pela Comissão eurospeia e pela Autoridade da Concorrência, no âmbito da verificação do cumprimento das normas e regulamentos aplicáveis. Actualmente, estão em curso investigações conduzidas pela Autoridade da Concorrência relativamente à PT Comunicações por alegadas práticas anti-concorrenciais no mercado da rede fixa telefónica. A Portugal Telecom considera que as empresas do Grupo seguiram consistentemente a política de cumprimento da legislação em vigor. A Portugal Telecom revê continuamente as suas ofertas comerciais de forma a reduzir o risco de incumprimento da legislação da concorrência. A Portugal Telecom acredita que a maioria das alegações que resultaram destas investigações serão indeferidas devido à natureza dos alegados abusos e ao carácter recente da legislação da concorrência. No entanto, se empresas do Grupo PT forem consideradas como estando em violação da legislação aplicável no âmbito destas ou de outras investigações, elas poderão vir a estar sujeitas a penalidades, multas ou outras sanções. Com base na legislação nacional, é, no entanto, permitida a interposição de recurso judicial relativamente a qualquer decisão adversa nestas matérias. Este recurso tem efeito suspensivo relativamente às decisões da Autoridade da Concorrência.

Em 2004, a Autoridade da Concorrência iniciou um processo contra-ordenacional contra a PT Comunicações, através da adopção de uma "nota de ilicitude" alegando que a PT Comunicações recusou ilegitimamente o acesso às condutas onde se encontra instalada a rede de telecomunicações fixas. Em Junho de 2005, a Autoridade da Concorrência emitiu nova "nota de ilicitude" revista, no âmbito deste processo. A PT Comunicações respondeu à "nota de ilicitude" e não acredita que tenha violado a legislação aplicável. No entanto, em 1 de Agosto de 2007, a Autoridade da Concorrência adoptou uma decisão de aplicação de uma coima, no valor de 38 milhões de euros, à PT Comunicações. A Empresa recorreu da decisão da Autoridade da Concorrência para o Tribunal de Comércio de Lisboa, em 30 de Agosto de 2007. Este recurso suspendeu a decisão da Autoridade da Concorrência. No dia 2 de Março de 2010, o Tribunal do Comércio de Lisboa anulou a multa de 38 milhões de euros aplicada à Portugal Telecom. A Autoridade da Concorrência ainda tem um prazo de 10 dias para recorrer desta decisão para um tribunal superior.

Em Abril de 2007, a Autoridade da Concorrência acusou ainda a PT Comunicações de alegado abuso de posição dominante pela atribuição, em 2003, de descontos discriminatórios no mercado de circuitos alugados. Em resposta a esta acusação a PT Comunicações contestou as alegações da Autoridade da Concorrência nesta matéria. Esta contestação teve efeitos suspensivos. Contudo, em 1 de Setembro de 2009, a Autoridade da Concorrência impôs uma coima de 2,1 milhões de euros à PT Comunicações. A PT Comunicações recorreu para o Tribunal do Comércio de Lisboa em 29 de Setembro de 2009. Este recurso suspendeu a decisão da Autoridade da Concorrência.

Em Setembro de 2009, a Portugal Telecom foi notificada da decisão da Autoridade da Concorrência relativa ao processo de contra-ordenação nº05/03, que a condena ao pagamento de uma coima de 45.015.524 euros por alegado abuso de posição dominante relacionado com a aplicação, entre 22 de Maio de 2002 e 30 de Junho de 2003, das versões 11 a 15.9 da oferta grossista "Rede ADSL PT". Em 29 de Setembro de 2009, a Portugal Telecom recorreu desta decisão para o Tribunal de Comércio de Lisboa, sendo que este recurso suspende a decisão da Autoridade da Concorrência. A Portugal Telecom discorda da decisão tomada e entende que, ainda que uma sanção se justificasse, o que não acontece, a coima infligida ultrapassa de forma incompreensível o limite máximo permitido pelo quadro legal aplicável. Desta forma, baseada na opinião dos seus consultores legais internos e externos, a Portugal Telecom não registou qualquer provisão para este processo.

A 8 de Junho de 2005, a Portugal Telecom foi informada através da imprensa que a Sonaecom, SGPS, SA ("Sonaecom" – um concorrente da Portugal Telecom) apresentou uma queixa contra a Empresa junto da Comissão Europeia, no âmbito do Artigo 82º do Tratado da EU, alegando o abuso de posição dominante no mercado Português pelo facto de o Grupo prestar, simultaneamente, serviços no âmbito do negócio de cabo e no negócio de rede fixa, respectivamente, através das subsidiárias PT Multimédia e PT Comunicações. A Sonaecom requereu que a Comissão eurospeia impusesse à Portugal Telecom a separação dos dois negócios, ou seja, o negócio de televisão por cabo e o negócio de telecomunicações por rede fixa – designado por "remédio estrutural". No entanto, a 2 de Fevereiro de 2006, a Comissão respondeu que a queixa em causa deveria ser interposta junto da Autoridade da Concorrência Nacional. Do conhecimento da Portugal Telecom, a queixa interposta perante a Comissão eurospeia sobre este tema encontra-se arquivada. A Portugal Telecom ainda não recebeu quaisquer informações adicionais sobre as intenções da Sonaecom quanto à confirmação deste assunto junto da Autoridade da Concorrência, na sequência da conclusão do spin-off da PT Multimédia.

A SonaeCom submeteu igualmente uma queixa junto da Comissão eurospeia alegando "ajuda estatal" ilegal à Portugal Telecom relacionada com a alienação por parte do Estado Português da rede básica de telecomunicações à PT Comunicações em 2002 e a exclusão do pagamento de taxas municipais no âmbito do Contrato de Concessão. A Sonaecom reclama que o valor de alienação da rede básica de telecomunicações à PT Comunicações foi efectuado por um valor abaixo do valor de mercado. A Sonaecom, igualmente, alega que a ausência de uma oferta pública de venda e de uma avaliação independente para o estabelecimento de um valor mínimo de alienação constitui uma "ajuda estatal" ilegal. Ao abrigo do Contrato de Concessão, a PT Comunicações estava isenta, na qualidade de prestador do serviço universal, do pagamento de taxas municipais desde 1995 até à data da respectiva revogação, pela Lei 5/2004, de 10 de Fevereiro, em contraste com o disposto relativamente aos novos operadores de telecomunicações, após a liberalização do mercado de telecomunicações em 2000. Estes operadores, de forma a construírem a sua infra-estrutura, estavam sujeitos ao pagamento de taxas municipais pela utilização de subsolo municipal. A Sonaecom alega que esta discriminação contra os novos operadores constitui uma "ajuda estatal" ilegal, prejudicando os novos operadores e os municípios. A Portugal Telecom não recebeu qualquer informação por parte da Comissão eurospeia ou das Autoridades Portuguesas relacionada com esta queixa.

Em Abril de 2006, a Comissão eurospeia enviou ao Estado Português um pedido formal de abandono dos direitos especiais detidos na Portugal Telecom, como detentor único das acções preferenciais da Categoria A. A Comissão eurospeia acredita que os poderes especiais atribuídos ao Estado Português constituem um desincentivo ao investimento por parte de empresas de outros Estados membros da União eurospeia, em violação das regras do Tratado. Caso as Autoridades Portuguesas não tomem todas as acções indispensáveis para a resolução desta situação, a Comissão eurospeia poderá decidir remeter a questão para o Tribunal eurospeu de Justiça. Em 31 de Janeiro de 2008, a Comissão eurospeia informou que o caso dos direitos especiais detidos pelo estado português na Portugal Telecom foi encaminhado para o Tribunal eurospeu de Justiça.

c) Outros processos legais

Em Abril de 2003, a TVI – Televisão Independente, S.A., interpôs uma acção no montante de 64 milhões de euros contra o Estado Português e a PT Comunicações no Tribunal Administrativo de Lisboa. A TVI alegava que este montante reflectia o acréscimo de custos necessários para a construção e operacionalização da sua rede própria de transmissão de sinal sobre o preço a incorrer caso tivessem optado pela utilização da rede pública, assim como pela perda de receita, caso tivesse optado pela utilização dessa rede, já que a TVI argumentava que esta era mais extensa e desenvolvida que a sua própria rede. Em 2009 ambas as partes chegaram a acordo e a queixa foi retirada por parte da TVI. A PT Comunicações não teve de pagar qualquer montante.

Em Setembro de 2003, as empresas HLC - Telemedia, SGPS, S.A., Horácio Luís de Brito Carvalho e HLC - Engenharia e Gestão de Projectos, SA (conjuntamente, "HLC'') colocaram um processo judicial contra a PT Comunicações no Tribunal Civil de Lisboa com o objectivo de ser compensadas em 15 milhões de euros, argumentando que a PT Comunicações: (i) deixou de prestar serviço fixo de telefone (ii) deixou de prestar serviços de interligação e (iii) interrompeu a prestação de serviços de aluguer de circuitos, tendo estas acções causado a falência da HLC e danos na sua imagem e resultaram que Horácio Luís de Brito Carvalho tenha ficado pessoalmente responsável por determinadas perdas da HLC. Este processo terminou em 2009, uma vez que o Tribunal decidiu a favor da PT Comunicações e a HLC não recorreu.

Em Março de 2004, a TV TEL Grande Porto – Comunicações, S.A., ou TV TEL, uma empresa de telecomunicações sedeada no Porto, instaurou uma acção contra a PT Comunicações no Tribunal Judicial de Lisboa. A TV TEL alegou que a PT Comunicações, desde 2001, restringiu de forma ilegal o acesso às suas condutas de telecomunicações no Porto, atrasando a instalação e o desenvolvimento da rede de telecomunicações da TV TEL. A TV TEL alega que a PT Comunicações tinha a intenção de se auto-favorecer e de favorecer a CATVP-TV Cabo Portugal, SA, uma empresa subsidiária da PT Multimédia e concorrente directo da TV TEL. A TV TEL reclama da Portugal Telecom o montante aproximado de 15 milhões de euros por danos e perdas alegadamente causadas, em resultado do atraso na instalação da sua rede de telecomunicações no Porto. Adicionalmente, a TV TEL solicitou que a PT Comunicações fosse obrigada a garantir acesso total às suas condutas no Porto. A PT Comunicações contestou estas reclamações e alegações em Junho de 2004, defendendo que: (1) a TV TEL não possui um direito geral de utilização na sua rede de condutas; (2) todos os pedidos da TV TEL foram legal e atempadamente respondidos pela PT Comunicações de acordo com a sua política geral de gestão da infra-estrutura; e (3) as reclamações da TV TEL de danos e perdas não foram factualmente sustentadas. A audição preliminar deste processo foi concluída e as novas datas para o julgamento estão agendadas para Maio de 2010.

Em Dezembro de 2008, a Oni SGPS, SA ("Oni") instaurou um processo arbitral contra a TMN na Câmara do Comércio e Indústria de Lisboa para o reembolso de mais de 36 milhões de euros, em resultado do não cumprimento do acordo nacional de roaming celebrado entre a TMN e a Oni Way – Infocomunicações, SA. A TMN submeteu a sua defesa a esta reclamação em Fevereiro de 2009, afirmando que a Oni não tem quaisquer factos que suportem esta reclamação além da sua responsabilidade ou dos riscos inerentes ao negócio da Oni Way. Em Fevereiro de 2010, o Centro de Comércio Arbitral divulgou a sua decisão final, condenando a TMN ao pagamento de um montante de 6,9 milhões de euros. Em 31 de Dezembro de 2009, a Portugal Telecom tinha registado uma provisão para esta contingência.

45.2. Processos judiciais em curso

Processos com perda provável

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, existem diversos processos judiciais e arbitrais em curso intentados contra diversas empresas do Grupo, classificados como processos com perda provável, de acordo com o IAS 37, tendo sido registada uma provisão (Nota 38), com base na opinião dos consultores judiciais internos e externos, para fazer face à saída provável de recursos do Grupo com estes processos. A natureza destes processos, à data de 31 de Dezembro de 2009 e 2008, é conforme segue:

69.769.307 53.802.708
Outras responsabilidades 2.902.515 3.110.758
Responsabilidade laboral 20.678.751 16.443.937
Responsabilidade civil 46.188.041 34.248.013
2009 2008
euros

Processos com perda possível

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, existem diversos processos judiciais e arbitrais em curso intentados contra algumas empresas do Grupo, cujos principais estão descritos na Nota 45.1, os quais estão classificados como processos com perda possível, de acordo com informações dos advogados que acompanham estes processos. O seu detalhe é conforme segue:

euros
2009 2008
Responsabilidade civil 121.789.395 200.117.502
Responsabilidade laboral 60.995.691 45.680.158
Outras responsabilidades 46.881.288 32.757.171
229.666.374 278.554.831

45.3. Contingências fiscais

A Portugal Telecom regista uma provisão para impostos, a qual se destina a fazer face a responsabilidades decorrentes de contingências prováveis de natureza fiscal, estimadas com base em informações dos serviços internos das diversas empresas do Grupo e de consultores fiscais. Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta provisão ascendia, respectivamente, a 37.969.785 euros e 37.499.364 euros (Nota 38).

Adicionalmente, existem diversos processos referentes a contingências fiscais contra algumas empresas do Grupo, os quais estão classificados como de perda possível, de acordo com informações dos advogados. Em 31 de Dezembro de 2009, estas contingências fiscais ascendiam a 842 milhões de euros, as quais incluíam 5 milhões de euros relativos às operações domésticas, 765 milhões de euros relacionados com a Vivo e 72 milhões de euros relativos a outras operações estrangeiras.

As contingências fiscais da Vivo resultam essencialmente da complexidade do sistema fiscal no Brasil e incluem essencialmente questões levantadas pelas autoridades fiscais locais não apenas em relação à Vivo, mas também em relação a todos os outros operadores de telecomunicações localizados no Brasil. Em 31 de Dezembro de 2009, a natureza destas contingências fiscais da Vivo era como segue:

  • Liquidações fiscais no montante total de 1.360 milhões de Reais Brasileiros (271 milhões de euros) relacionadas com impostos federais, nomeadamente impostos sobre o rendimento, PIS (Programa de Integração Social) e COFINS (Contribuição para o Financiamento da Segurança Social);
  • Liquidações fiscais no montante total de 1.095 milhões de Reais Brasileiros (218 milhões de euros) relacionadas com a aplicação das taxas Fistel (taxas de espectro) na sequência da renovação das licenças de telecomunicações;
  • Liquidações fiscais no montante total de 624 milhões de Reais Brasileiros (124 milhões de euros) relacionadas com a aplicação do ICMS (imposto sobre o valor acrescentado);
  • Liquidações fiscais no montante total de 566 milhões de Reais Brasileiros (113 milhões de euros) relacionadas com a aplicação das taxas Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) e Funtel (Fundo Nacional de Telecomunicações); e

  • Liquidações fiscais no montante total de 197 milhões de Reais Brasileiros (39 milhões de euros) relativas a diversos outros assuntos fiscais, relacionados nomeadamente com impostos municipais e segurança social.

Além das contingências acima mencionadas, existem algumas contingências fiscais contra determinadas empresas do Grupo localizadas em Portugal, as quais estão relacionadas essencialmente com a dedutibilidade de encargos financeiros incorridos entre 2004 e 2007 (120 milhões de euros) e com a dedutibilidade de uma perda fiscal apurada em 2007 na sequência da liquidação de uma empresa subsidiária (63 milhões de euros). A Portugal Telecom já recebeu liquidações fiscais relativamente a parte destas contingências e apresentou garantias bancárias às autoridades fiscais no montante total de 78 milhões de euros (Nota 42) relativas aos anos de 2004 e 2005. Em 31 de Dezembro de 2009, a Portugal Telecom discorda fortemente destas liquidações e, com base na opinião dos seus consultores fiscais, considera que existem argumentos sólidos para contrapor a posição das autoridades fiscais.

46. Eventos subsequentes

No dia 7 de Fevereiro de 2010, a Portugal Telecom celebrou um acordo para a aquisição de uma participação de 100% no capital da GPTI, SA ("GPTI"). A aquisição será levada a cabo através da emissão de acções pela Dedic, subsidiária detida a 100% pela Portugal Telecom que actua no mercado de contact centre no Brasil. Na sequência da aquisição, os accionistas actuais da GPTI deterão uma posição de 12,5% no capital da Dedic, a qual poderá variar entre 5% e 20%, de acordo com o desempenho operacional e financeiro da GPTI em 20101 e 2011. A GPTI tem uma forte carteira de clientes e cerca de 75% das suas receitas em 2009 (140 milhões de Reais Brasileiros ou 51 milhões de euros) resultam de contratos recorrentes. A dívida financeira da GPTI ascende a 80 milhões de Reais Brasileiros (32 milhões de euros).

Relativamente ao processo iniciado em 2004 pela Autoridade da Concorrência contra a PT Comunicações, alegando que esta recusou ilegitimamente o acesso às condutas onde se encontra instalada a rede de telecomunicações fixas, e no seguimento do qual a Autoridade da Concorrência aplicou em Agosto de 2007 uma multa de 38 milhões de euros à PT Comunicações, no dia 2 de Março de 2010 ,o Tribunal do Comércio de Lisboa veio dar razão à Portugal Telecom e anular a multa aplicada pela Autoridade da Concorrência, sendo que esta última tem ainda tem um prazo de 10 dias para recorrer desta decisão para um tribunal superior.

ANEXOS

  • I Empresas subsidiárias
  • II Empresas controladas conjuntamente
  • III Empresas associadas

I. Empresas subsidiárias

Subsidiárias localizadas em Portugal:

Participação no capital
Dez 09 Dez 08
Empresa Notas Sede Actividade Directa Efectiva Efectiva
Portugal Telecom (Empresa-mãe)
Directel - Listas Telefónicas
Internacionais, Lda. (" Directel" )
Nota 1 Lisboa
Lisboa
Empresa-mãe
Publicação de listas telefónicas e exploração das bases de dados que lhes são afins, em
operações internacionais.
Africatel (100%) 75,00% 75,00%
Infonet Portugal – Serviços de Valor
Acrescentado, Lda
Lisboa Comercialização de produtos e serviços de valor acrescentado na área da informação e
comunicação por computador, através do acesso à rede mundial Infonet.
PT Prime (90%) 90,00% 90,00%
Janela Digital - Informativo e
Telecomunicações, Lda
(a) Caldas da Rainha Desenvolvimento de tecnologias de informação para mediadores imobiliários. PT Comunicações (50%) 50,00% 50,00%
Portugal Telecom Inovação, SA (" PT
Inovação" )
Aveiro Inovação, investigação, desenvolvimento e integração de serviços e soluções em
telecomunicações, serviços de engenharia e formação em telecomunicações.
PT Portugal (100%) 100,00% 100,00%
Postal Network – Prestação Serviços de
Gestão Infra-estrutura.cominic. ACE
(a) Lisboa Prestação de serviços postais. PT Prime (51%) 51,00% 51,00%
Previsão – Sociedade Gestora de Fundos
de Pensões, SA
Lisboa Gestão de fundos de pensões. Portugal Telecom
(82,05%)
82,05% 82,05%
PT Centro Corporativo, SA Lisboa Prestação de serviços de consultoria a empresas do Grupo. Portugal Telecom (100%) 100,00% 100,00%
PT Compras – Serviços de Consultoria e
Negociação, SA
Lisboa Prestação de serviços de consultoria e negociação relacionados com processos de
aquisição de bens e serviços.
Portugal Telecom (100%) 100,00% 100,00%
PT Comunicações, SA Lisboa Estabelecimento, gestão e exploração de infra-estruturas de telecomunicações e prestação
do serviço público de telecomunicações e do serviço de teledifusão.
PT Portugal (100%) 100,00% 100,00%
PT Contact - Telemarketing e Serviços de
Informação, SA ("PT Contact")
Lisboa Produção, promoção e comercialização de sistemas de informação, incluindo produtos e
serviços de informação e correspondente assistência técnica.
PT Portugal (100%) 100,00% 100,00%
PT Imobiliária, SA Lisboa Administração de bens imobiliários, consultoria em investimentos imobiliários, gestão de
empreendimentos imobiliários, aquisição e alienação de imóveis.
Portugal Telecom (100%) 100,00% 100,00%
PT Investimentos Internacionais, SA (" PT
II" )
Lisboa Serviços de consultoria de negócio e gestão de negócios. Elaboração de projectos e
estudos económicos e gestão de investimentos.
Portugal Telecom (100%) 100,00% 100,00%
PT Móveis, SGPS, SA (" PT Móveis" ) Lisboa Gestão de participações sociais no âmbito dos negócios móveis. TMN (100%) 100,00% 100,00%
PT Participações, SGPS, SA Lisboa Gestão de participações sociais Portugal Telecom (100%) 100,00% 100,00%
PT Portugal, SGPS, SA Lisboa Gestão de participações sociais Portugal Telecom (100%) 100,00% 100,00%
PT Prestações-Mandatária de Aquisições
e Gestão de Bens, SA (" PT Prestações" )
Lisboa Aquisição e gestão de bens móveis e imóveis, bem como a realização de investimentos. PT Comunicações
(100%)
100,00% 100,00%
PT Prime - Soluções Empresariais de
Telecomunicações e Sistemas, SA
Lisboa Prestação de serviços de telecomunicações, estabelecimento, gestão e exploração de redes
de telecomunicações, e actividades no âmbito das tecnologias de informação e respectivos
PT Comunicações
(100%)
100,00% 100,00%
PT Prime Tradecom – Soluções
Empresariais de Comércio Electrónico,
SA ("Tradecom" )
Lisboa conteúdos
Prestação de serviços de desenvolvimento e consultoria no âmbito do comércio
electrónico, conteúdos e tecnologias de informação
Portugal Telecom
(68,98%)
68,98% 66,00%
PT Pro, Serviços Administrativos e de
Gestão Partilhados, SA
Lisboa Prestação de serviços de assessoria empresarial, administração e gestão empresarial. PT Portugal (100%) 100,00% 100,00%
PT Sales - Serviços de
Telecomunicações e Sistemas de
Informação , SA ("PT Sales")
Lisboa Prestações serviços nas áreas de telecomunicações, serviços e sistemas de informação. PT Portugal (100%) 100,00% 100,00%
PT Ventures, SGPS, SA Lisboa Gestão de participações sociais no âmbito dos investimentos Internacionais. Africatel (100%) 100,00% 100,00%
PT-Sistemas de Informação, SA (" PT SI" ) Oeiras Prestação de serviços na área de sistemas e tecnologias de informação. PT Portugal (99,8%); PT
Comunicações (0,1%);
TMN (0,1%)
100,00% 100,00%
Superemprego - Sistemas de Informação
para Gestão de Recursos Humanos, SA
("Superemprego")
(b) Lisboa Produção e disponibilização de informação sobre oferta e procura de emprego. - - 63,75%
TMN – Telecomunicações Móveis
Nacionais, SA
Lisboa Prestação de serviços de telecomunicações móveis e estabelecimento, gestão e exploração
de redes de telecomunicações.
PT Portugal (100%) 100,00% 100,00%
TPT - Telecomunicações Publicas de
Timor, SA (" TPT" )
Lisboa Prestação de serviços e compra e venda de produtos de telecomunicações, multimédia e
tecnologias de informação em Timor.
PT Participações
(76,14%)
76,14% 76,14%
Use.it® - Virott e Associados, Lda. (a) Lisboa Prestação de serviços de research, desenho, programação, sistemas de informação e de
suporte.
PT SGPS (52,50%) 52,50% 52,50%

(a) Estas empresas foram consolidadas pelo método da equivalência patrimonial.

(b) Em 2009, a PT Comunicações adquiriu uma participação de 36,25% na Superemprego e obteve desta forma o controlo integral desta empresa. Posteriormente, a Superemprego foi fundida por incorporação dos respectivos activos e passivos na PT Comunicações.

Subsidiárias localizadas no Brasil:

Participação no capital
Dez 09 Dez 08
Empresa Notas Sede Actividade Directa Efectiva Efectiva
Dedic, SA (antes Mobitel, SA) São Paulo Prestação de serviços de telecomunicações, de transmissão de dados e informações PT Brasil (100%) 100,00% 100,00%
Portugal Telecom Brasil, SA ("PT Brasil") São Paulo Elaboração de projectos, estudos e pareceres sobre questões técnicas, financeiras ou
comerciais, nas áreas das comunicações e da informação.
Portugal Telecom
(99,95%); PT
Comunicações (0,05%)
100,00% 100,00%
Portugal Telecom Inovação Brasil, Ltda. São Paulo Desenvolvimento de actividade nas áreas de tecnologias de informação e telecomunicações. PT Inovação (100%) 100,00% 100,00%
PT Multimédia.com Brasil, Ltda.
(" PTM.com Brasil" )
São Paulo Gestão de participações sociais. PT Brasil (100%) 100,00% 100,00%

Subsidiárias localizadas em África:

Participação no capital
Dez 09 Dez 08
Empresa Notas Sede Actividade Directa Efectiva Efectiva
Cabo Verde Móvel (a) Praia Exploração do serviço de telecomunicações móveis. Cabo Verde Telecom
(100%)
30,00% 30,00%
Cabo Verde Multimédia (a) Praia Exploração de serviços de multimédia. Cabo Verde Telecom
(100%)
30,00% 30,00%
Cabo Verde Telecom (a) Praia Exploração de serviços de telecomunicações. PT Ventures (40%) 30,00% 30,00%
Cellco - Ste Cellulaire du Congo SARL (b) Congo Exploração de serviços de telecomunicações. PT II (61%) 61,00% -
Contact Cabo Verde – Telemarketing e
Serviços de Informação, SA
Praia Gestão de call e de contact center. PT Contact (100%) 100,00% 100,00%
CST – Companhia Santomense de
Telecomunicações, SAR.L.
São Tomé Exploração do serviço público de telecomunicações em São Tomé e Príncipe Africatel (51%) 38,25% 38,25%
Directel Cabo Verde – Serviços de
Comunicação, Lda.
Praia Publicação de listas telefónicas e exploração das bases de dados que lhes são afins. Directel (60%); Cabo
Verde Telecom (40%)
57,00% 57,00%
Directel Uganda – Telephone Directories,
Limited
(c) Uganda Publicação de listas telefónicas Directel (100%) 75,00% 75,00%
Elta - Empresa de Listas Telefónicas de
Angola, Lda.
Luanda Publicação de listas telefónicas Directel (55%) 41,25% 41,25%
Guinetel, S.A (c) Bissau Estabelecimento, gestão, exploração, utilização de redes de telecomunicações e a prestação
de quaisquer serviços de telecomunicações ou conexos com o seu objecto principal.
Africatel (55%) 41,25% 41,25%
Inovetel - Inovação e Sistemas de
Comunicação, SA
(d) Luanda Prestações serviços nas áreas de telecomunicações, serviços e sistemas de informação. PT Inovação (100%) 100,00% -
Kenya Postel Directories, Ltd. Nairobi Produção, edição e distribuição de listas telefónicas e outras publicações. Directel (60%) 45,00% 45,00%
LTM - Listas Telefónicas de Moçambique,
Lda.
Maputo Gestão, edição, exploração e comercialização de listas de assinatura e classificadas de
telecomunicações.
Directel (50%) 37,50% 37,50%
Mobile Telecommunications Limited (e) Namíbia Exploração do serviço móvel. Africatel (34%) 25,50% 25,50%
  • (a) A Portugal Telecom detém a maioria dos membros da comissão executiva da Cabo Verde Telecom, controlando deste modo as suas políticas financeiras e operacionais.
  • (b) Esta empresa foi adquirida em 2009 e foi consolidada pelo método da equivalência patrimonial.
  • (c) Estas empresas foram consolidadas pelo método da equivalência patrimonial em 2009.
  • (d) Esta empresa foi constituída em 2009 e foi consolidada pelo método da equivalência patrimonial.
  • (e) Portugal Telecom celebrou com os restantes accionistas da MTC um acordo parassocial, que lhe atribui o poder necessário para definir e controlar as políticas financeiras e operacionais desta participada.

Outras subsidiárias:

Participação no capital
Dez 09 Dez 08
Empresa Notas Sede Actividade Directa Efectiva Efectiva
Africatel Amesterdão Gestão de participações sociais. Portugal Telecom (75%) 75,00% 75,00%
AGTEL, BV (a) Amesterdão Gestão de investimentos. - - 100,00%
CVTEL, BV (b) Amesterdão Gestão de investimentos. PT Ventures (100%) 100,00% 100,00%
Direct Media Ásia Hong Kong Publicação de directórios B2B e similares em suporte de papel e/ou electrónico. Directel (100%) 75,00% 75,00%
Portugal Telecom Ásia, Lda. ("PT Ásia") (b) Macau Promoção e marketing de serviços de telecomunicações. Portugal Telecom
(99,84%); PT
Comunicações (0,16%)
100,00% 99,96%
Portugal Telecom Europa, S.P.R.L. ("PT
Europa")
(b) Bruxelas Consultoria de gestão, técnica e comercial no domínio das comunicações, no que respeita
aos mercados europeus e assuntos comunitários.
Portugal Telecom
(98,67%)
98,67% 98,67%
Portugal Telecom Internacional Finance
B.V
Amesterdão Obtenção de fundos no mercado internacional. Portugal Telecom (100%) 100,00% 100,00%
Timor Telecom, SA Timor Concessionária dos serviços de telecomunicações em Timor. TPT (54,01%) 41,12% 41,12%

(a) Esta empresa foi liquidada em 2009.

(b) Estas empresas foram consolidadas pelo método da equivalência patrimonial.

II. Empresas consolidadas pelo método proporcional

Participação no capital
Dez 09 Dez 08
Empresa Notas Sede Actividade Directa Efectiva Efectiva
Avista (a) São Paulo Gestão de Participações - - 50,00%
Portelcom Participações, SA
(" Portelcom" )
São Paulo Gestão de participações sociais. Brasilcel (60,15%);
Ptelecom Brasil (39,85%)
50,00% 50,00%
Ptelecom Brasil, SA (" Ptelecom" ) São Paulo Gestão de participações sociais. Brasilcel (100%) 50,00% 50,00%
Sudeste Celular Participações, SA
(" Sudeste Celularl" )
(a) São Paulo Gestão de participações sociais. - - 50,00%
Tagilo Participações, Lda, (" Tagilo" ) (a) São Paulo Gestão de participações sociais. - - 50,00%
TBS Celular Participações, SA (" TBS" ) São Paulo Gestão de participações sociais. Brasilcel (73,27%);
Sudeste Celular(22,99%)
48,13% 48,13%
Telemig Celular (b) Minas Gerais Exploração do serviço móvel celular. Telemig Celular
Participações (100%)
29,71% 17,91%
Telemig Celular Participações (b) Minas Gerais Gestão de participações sociais. - - 18,68%
Vivo Participações, SA (" Vivo
Participações" )
(c) São Paulo Gestão de participações sociais. Brasilcel (36,47%);
Portelcom (18,74%); TBS
(4,38%)
29,71% 31,78%
Vivo, SA Curitiba Exploração do serviço móvel celular. Vivo Participações
(100%)
29,71% 31,78%
Brasilcel, N,V, (" Brasilcel" ) Amesterdão Gestão de participações sociais. PT Móveis (50%) 50,00% 50,00%

(a) Em 2009, estas empresas foram fundidas por incorporação dos respectivos activos e passivos na Portelcom Participações.

(b) Conforme explicado na Nota 2, no seguimento de uma operação de reestruturação societária concluída em Julho de 2009, estas empresas passaram a ser detidas integralmente pela Telemig Celular Participações e Vivo Participações, respectivamente. No seguimento desta operação, a Telemig Celular Participações foi fundida através da incorporação dos seus activos e passivos na Vivo Participações.

(c) Em 31 de Dezembro de 2009, os direitos de voto na Vivo Participações eram de 44,2%.

III. Empresas associadas

As empresas associadas a 31 de Dezembro de 2009 e 2008 encontram-se detalhadas em baixo.

Empresas associadas localizadas em Portugal:

Participação no capital
Dez 09 Dez 08
Empresa Notas Sede Actividade Directa Efectiva Efectiva
Broadnet Portugal Lisboa Disponibilização de serviços de acesso à internet. Portugal Telecom
(21,27%)
21,27% 21,27%
Caixanet – Telemática e Comunicações,
SA
Lisboa Prestação de serviços financeiros através da internet. PT Prime (10%); PT SI
(5%)
15,00% 15,00%
Capital Criativo - SCR, SA (a) Loures Gestão de investimentos. PT Comunicações (20%) 20,00% -
Entigere – Entidade Gestora Rede
Multiserviços, Lda.
Lisboa Networks management. PT Participações (25%) 25,00% 25,00%
INESC – Instituto de Engenharia de
Sistemas e Computadores, SA ("INESC")
Lisboa Gestão de redes. Portugal Telecom
(26,36%); PT
Comunicações (9,53%)
35,89% 35,89%
INESC Inovação - Instituto de novas
tecnologias
Lisboa Gestão de redes. INESC (90%) 32,30% 32,30%
Multicert – Serviços de Certificação
Electrónica, SA
Lisboa Prestação de serviços de certificação electrónica. PT Prime (20%) 20,00% 20,00%
Páginas Amarelas, SA ("Páginas
Amarelas")
Lisboa Produção, edição e distribuição de listas telefónicas e outras. Portugal Telecom
(24,88%); PT Prime
(0,125%)
25,00% 25,00%
PT P&F ACE Lisboa Prestação de serviços de consultoria, assessoria e apoio à implementação de processos de
envelopagem.
PT Comunicações (49%) 49,00% 49,00%
SGPICE - Sociedade de Gestão de
Portais de Internet e Consultoria de
Empresas, SA
(b) Lisboa Oferta de um conjunto completo de informação, produtos e serviços através da Internet. PT Comunicações
(11,11%); Portugal
Telecom (22,22%)
33,33% 22,22%
Siresp – Gestão de Rede Digitais de
Segurança e Emergência, SA
Lisboa Gestão de redes. PT Participações
(30,55%)
30,55% 30,55%
Sportinvest Multimédia, S.A. Lisboa Serviços de conteúdos desportivos para os principais agentes de mercado, nomeadamente
Televisões, Operadores Móveis e ISP's.
Sportinvest Multimédia
(100%)
50,00% 50,00%
Sportinvest Multimédia, SGPS, SA Lisboa Gestão de Participações Sociais. Portugal Telecom (50%) 50,00% 50,00%
Tele Larm Portugal – Transmissão de
Sinais, SA
Lisboa Exploração de serviços de transmissão e supervisão de alarmes, telemedida, telecontrolo e
troca de dados.
PT Prime (50%) 50,00% 50,00%
Tradeforum-Soluções de Comercio
Electronico, A.C.E.
Lisboa Fornecimento de soluções de comércio electrónico business-to-business no mercado
nacional e de soluções de automatização dos processos de compra.
Portugal Telecom (50%) 33,00% 33,00%
TV Lab - Serviços e Equipamentos
Interactivos, SA
Lisboa Desenvolvimento de soluções para televisão digital interactiva. PT Comunicações (50%) 50,00% 50,00%
Vantec – Tecnologias de Vanguarda
Sistemas de Informação, S.A.
Lisboa Comercialização de soluções e equipamentos para o sector audiovisual. Portugal Telecom (25%) 25,00% 25,00%
Wisdown Tele Vision – Serviços e
Produtos de Televisão, Lda
(c) Lisboa Desenvolvimento de serviços e produtos relacionados com as novas tecnologias aplicadas
no mercado televisivo.
- - 50,00%

(a) Esta empresa foi constituída durante o exercício de 2009.

(b) Em 2009, a Portugal Telecom adquiriu uma participação de 11,11% nesta empresa.

(c) A PT Comunicações alienou este investimento financeiro em 2009 pelo montante de 1.750.000 euros.

Empresas associadas localizadas em África:

Participação no capital
Dez 09 Dez 08
Empresa Notas Sede Actividade Directa Efectiva Efectiva
Guiné Telecom – Companhia de
Telecomunicações da Guiné-Bissau,
S.A.R.L.
Bissau Prestação de serviço público de telecomunicações. Africatel (40,14%) 30,11% 30,11%
Médi Télécom (a) Casablanca Exploração do serviço móvel celular. - - 32,18%
Multitel - Serviços de Telecomunicações,
Lda.
Luanda Exploração e prestação de serviços de comunicação de dados e outros serviços de
comunicação digital de informação.
Africatel (40%) 30,00% 30,00%
Teledata de Moçambique, Lda. Maputo Exploração e comercialização do serviço público de telecomunicações de dados e outros
serviços telemáticos.
PT Ventures (25%) 18,75% 18,75%
Unitel Luanda Exploração do serviço móvel celular em Angola. PT Ventures (25%) 18,75% 18,75%

(a) Conforme descrito na Nota 30, esta empresa foi alienada durante o exercício de 2009.

Outras empresas associadas (incluindo o Brasil):

Participação no capital
Dez 09 Dez 08
Empresa Notas Sede Actividade Directa Efectiva Efectiva
Tradecom Brasil, SA São Paulo Desenvolvimento de negócio electrónico via internet na América Latina. Portugal Telecom (20%) 20,00% 20,00%
UOL, Inc, São Paulo Prestação de serviços de ISP e produção e disponibilização de conteúdos para Internet. Portugal Telecom
(21,95%); PT Brasil
(6,83%)
28,78% 29,00%
CTM – Companhia de Telecomunicações
de Macau, SAR.L.
Macau Prestação de serviços de telecomunicações públicas em Macau. PT Comunicações (3%);
PT Participações (25%)
28,00% 28,00%
Hungaro Digitel KFT Budapeste Prestação de serviços de comunicações empresariais. PT Participações
(44,62%)
44,62% 44,62%
Tradecom International, NV Roterdão Desenvolvimento de negócio electrónico via internet na América Latina. Portugal Telecom (20%) 20,00% 20,00%

Relatório e parecer da Comissão de Auditoria

Certificação legal das contas consolidadas

Sócios: Pedro Matos Silva, António Pires Caiado, João Paulo Ferreira, Luísa Maria Rebordão
R. Machado de Castro, 76, 4º Dto 3000-320 Coimbra
R. Luciano Cordeiro, 113, 6º Esg. 1150-214 Lisboa
Telf.: 239 836 532
Telf.: 213 522 176
Fax: 239 836 937
Fax: 213 521 924
E-mail: [email protected]
E-mail: [email protected]

Relatório de Auditoria

Relatório do governo e da sociedade

O presente relatório visa divulgar a estrutura e as práticas de governo societário adoptadas pela Sociedade no sentido de cumprir com o disposto nas Recomendações da CMVM sobre o Governo das Sociedades Cotadas, na versão publicada em Setembro de 2007, bem como com as melhores práticas internacionais de governo societário, tendo sido elaborado de acordo com o disposto nos artigos 7.º e 245.º-A do Código dos Valores Mobiliários, e com o modelo anexo ao Regulamento da CMVM n.º 1/2010, que a PT adopta na sequência da indicação manifestada pela CMVM, na Circular emitida no dia 26 de Janeiro de 2010, da sua preferência pela elaboração dos relatórios de governo das sociedades cotadas relativos ao exercício de 2009 de acordo com esse modelo.

ÍNDICE
CAPÍTULO 0. REGRAS DE GOVERNO SOCIETÁRIO
REGRAS DE GOVERNO SOCIETÁRIO APLICÁVEIS À PT
212
212
DECLARAÇÃO DE CUMPRIMENTO DAS RECOMENDAÇÕES DA CMVM 2007 213
INTRODUÇÃO
ESTRUTURA DA PT
221
221
GOVERNO DA SOCIEDADE 222
CAPÍTULO I. ASSEMBLEIA GERAL
I.1. IDENTIFICAÇÃO DOS MEMBROS DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
224
224
I.2. MEMBROS DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL – INÍCIO E TERMO DOS MANDATOS 225
I.3. INDICAÇÃO DA REMUNERAÇÃO DO PRESIDENTE DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL 225
I.4. INDICAÇÃO DA ANTECEDÊNCIA EXIGIDA PARA O BLOQUEIO DAS ACÇÕES PARA PARTICIPAÇÃO NA
ASSEMBLEIA GERAL 225
I.5. INDICAÇÃO DAS REGRAS APLICÁVEIS AO BLOQUEIO DAS ACÇÕES EM CASO DE SUSPENSÃO DA
REUNIÃO DA ASSEMBLEIA GERAL
225
I.6. NÚMERO DE ACÇÕES A QUE CORRESPONDE UM VOTO 225
I.7. LIMITAÇÕES A EXERCÍCIO OU CONTAGEM DE VOTO 225
I.8. REGRAS ESTATUTÁRIAS SOBRE EXERCÍCIO DO DIREITO DE VOTO 226
I.9. EXISTÊNCIA DE REGRAS ESTATUTÁRIAS SOBRE O EXERCÍCIO DO DIREITO DE VOTO POR
CORRESPONDÊNCIA 226
I.10. DISPONIBILIZAÇÃO DE UM MODELO PARA O EXERCÍCIO DO DIREITO DE VOTO POR
CORRESPONDÊNCIA 227
I.11. EXIGÊNCIA DE PRAZO QUE MEDEIE ENTRE A RECEPÇÃO DA DECLARAÇÃO DE VOTO POR
CORRESPONDÊNCIA E A DATA DA REALIZAÇÃO DA ASSEMBLEIA GERAL
227
I.12. EXERCÍCIO DO DIREITO DE VOTO POR MEIOS ELECTRÓNICOS 227
I.13. EXTRACTOS DE ACTAS DAS REUNIÕES DAS ASSEMBLEIAS GERAIS 228
I.14. ACERVO HISTÓRICO SOBRE ASSEMBLEIAS GERAIS 228
I.15. INDICAÇÃO DO(S) REPRESENTANTE(S) DA COMISSÃO DE REMUNERAÇÕES PRESENTE(S) NAS
ASSEMBLEIAS GERAIS 228
I.16. INTERVENÇÃO DA ASSEMBLEIA GERAL NA POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO E AVALIAÇÃO 228
I.17. INTERVENÇÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL EM PLANOS DE ATRIBUIÇÃO DE ACÇÕES PARA A
ADMINISTRAÇÃO, FISCALIZAÇÃO E DEMAIS DIRIGENTES
I.18. INTERVENÇÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL EM SISTEMA DE BENEFÍCIOS DE REFORMA DA
229
ADMINISTRAÇÃO, FISCALIZAÇÃO E DEMAIS DIRIGENTES 229
I.19. PREVISÃO ESTATUTÁRIA DE SUJEIÇÃO À ASSEMBLEIA GERAL, DE CINCO EM CINCO ANOS, DE
NORMA DE LIMITAÇÃO DE VOTOS SUSCEPTÍVEIS DE DETENÇÃO OU DE EXERCÍCIO POR UM ÚNICO
ACCIONISTA 229
I.20. MEDIDAS DEFENSIVAS QUE PROVOQUEM EROSÃO NO PATRIMÓNIO DA SOCIEDADE 229
I.21. ACORDOS SIGNIFICATIVOS COM CLÁUSULAS DE MUDANÇA DE CONTROLO 229
I.22. ACORDOS COM ADMINISTRAÇÃO E DIRIGENTES QUE PREVEJAM INDEMNIZAÇÕES EM CASO DE
CESSAÇÃO DE FUNÇÕES NA SEQUÊNCIA DE UMA MUDANÇA DE CONTROLO
230
CAPÍTULO II. ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO 231
SECÇÃO I. TEMAS GERAIS 231
II.1. IDENTIFICAÇÃO E COMPOSIÇÃO DOS ÓRGÃOS DA SOCIEDADE
Conselho de Administração
231
231
Comissão Executiva 232
Comissão de Auditoria
Revisor Oficial de Contas
232
233
II.2. IDENTIFICAÇÃO E COMPOSIÇÃO DAS COMISSÕES ESPECIALIZADAS CONSTITUÍDAS COM
COMPETÊNCIAS EM MATÉRIA DE ADMINISTRAÇÃO OU FISCALIZAÇÃO DA SOCIEDADE 233
Comissão de Avaliação 233
Comissão de Governo Societário
Estruturas de Apoio à Comissão Executiva
234
234
II.3. REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS ENTRE OS VÁRIOS ÓRGÃOS SOCIAIS, COMISSÕES E/OU
DEPARTAMENTOS DA SOCIEDADE 235
A. ÓRGÃO DE ADMINISTRAÇÃO 235
Conselho de Administração 235
Comissão Executiva 236
Competências do Presidente do Conselho de Administração e do Presidente Executivo
Repartição de pelouros na Comissão Executiva
236
238
Deveres de informação da Comissão Executiva 238
B. ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO 239
Comissão de Auditoria 239
Revisor Oficial de Contas
C. COMISSÕES E ESTRUTURAS DE APOIO
240
240
Comissão de Avaliação 240
Comissão de Governo Societário 241
Estruturas de Apoio à Comissão Executiva 243
II.4. RELATÓRIO ANUAL SOBRE A ACTIVIDADE DESENVOLVIDA COMISSÃO DE AUDITORIA 244
II.5. SISTEMAS DE CONTROLO INTERNO E DE GESTÃO DE RISCO 244
Controlos para Reporting Financeiro 245
Sistema de Gestão de Risco 245
II.6. RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO NOS SISTEMAS DE CONTROLO
INTERNO E DE GESTÃO DE RISCOS 246
II.7. REGULAMENTOS DE FUNCIONAMENTO DOS ÓRGÃOS DA SOCIEDADE 247
Regulamento interno e modo de funcionamento do Conselho de Administração
Modo de funcionamento da Comissão Executiva
247
247
Regulamento interno e modo de funcionamento da Comissão de Auditoria 247
Modo de actuação do Revisor Oficial de Contas 248
Modo de funcionamento da Comissão de Avaliação e da Comissão de Governo Societário 248
Conflitos de interesses, número máximo de cargos acumuláveis e outras incompatibilidades 248
SECÇÃO II. ADMINISTRAÇÃO 248
II.8. MECANISMOS DE COORDENAÇÃO DOS TRABALHOS DOS MEMBROS NÃO EXECUTIVOS 248
II.9. IDENTIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS ECONÓMICOS, FINANCEIROS E JURÍDICOS A QUE A
SOCIEDADE SE EXPÕE NO EXERCÍCIO DA ACTIVIDADE 249
II.10. PODERES DO ÓRGÃO DE ADMINISTRAÇÃO, NOMEADAMENTE NO QUE RESPEITA A
DELIBERAÇÕES DE AUMENTO DE CAPITAL 250
II.11. POLÍTICA DE ROTAÇÃO DOS PELOUROS - DESIGNAÇÃO E SUBSTITUIÇÃO DE MEMBROS 251
Política de rotação de pelouros 251
Regras sobre designação e substituição dos membros do Conselho de Administração 251
Regras sobre designação e substituição dos membros dos órgãos de fiscalização
II.12. NÚMERO DE REUNIÕES DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO, BEM COMO
251
REFERÊNCIA À REALIZAÇÃO DAS ACTAS DESSAS REUNIÕES 251
II.13. NÚMERO DE REUNIÕES DA COMISSÃO EXECUTIVA E ENVIO DE RESPECTIVAS ACTAS E
CONVOCATÓRIAS 252
II.14. MEMBROS EXECUTIVOS E NÃO EXECUTIVOS - REGRAS DE INCOMPATIBILIDADE E CRITÉRIOS DE
INDEPENDÊNCIA 252
Conselho de Administração
Comissão de Auditoria
252
252
II.15. REGRAS PARA AVALIAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DOS MEMBROS DA ADMINISTRAÇÃO 253
Conselho de Administração 253
Comissão de Auditoria 253
II.16. PROCESSO DE SELECÇÃO DE CANDIDATOS A ADMINISTRADORES NÃO EXECUTIVOS 254
II.17. DESCRIÇÃO DA ACTIVIDADE DOS ADMINISTRADORES NÃO EXECUTIVOS 255
II.18. QUALIFICAÇÕES PROFISSIONAIS DOS MEMBROS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, A
INDICAÇÃO DAS ACTIVIDADES PROFISSIONAIS POR SI EXERCIDAS, PELO MENOS, NOS ÚLTIMOS CINCO
ANOS, O NÚMERO DE ACÇÕES DA SOCIEDADE DE QUE SÃO TITULARES, DATA DA PRIMEIRA
DESIGNAÇÃO E DATA DO TERMO DE MANDATO 255
II.19. FUNÇÕES QUE OS MEMBROS DO ÓRGÃO DE ADMINISTRAÇÃO EXERCEM EM OUTRAS
SOCIEDADES, DISCRIMINANDO-SE AS EXERCIDAS EM OUTRAS SOCIEDADES DO MESMO GRUPO 255
SECÇÃO III. CONSELHO GERAL E DE SUPERVISÃO, COMISSÃO PARA AS MATÉRIAS FINANCEIRAS,
COMISSÃO DE AUDITORIA E CONSELHO FISCAL 255
II.24. AVALIAÇÃO DO AUDITOR EXTERNO 255
II.29. POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO DA SOCIEDADE 256
SECÇÃO IV. REMUNERAÇÃO 256
Comissão de Vencimentos
Independência dos membros da Comissão de Vencimentos
256
257
II.30. DESCRIÇÃO DA POLÍTICA DE REMUNERAÇÕES DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE
FISCALIZAÇÃO A QUE SE REFERE AO ARTIGO 2.º DA LEI N.º 28/2009, DE 19 DE JUNHO. 257
II.31. REMUNERAÇÃO AUFERIDA INDIVIDUALMENTE PELOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS DE
ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO DA SOCIEDADE
a) Referência ao facto de a remuneração dos administradores executivos integrar uma componente variável e informação sobre o
257
modo como esta componente depende da avaliação de desempenho; 261
b) Indicação dos órgãos da sociedades competentes para realizar a avaliação de desempenho dos administradores executivos; 262
c) Indicação dos critérios pré-determinados para a avaliação de desempenho dos administradores executivos;
262
d) Explicitação da importância relativa das componentes variáveis e fixas da remuneração dos administradores, assim como
indicação acerca dos limites máximos para cada componente;
e) Indicação sobre o diferimento do pagamento da componente variável da remuneração, com menção do período de diferimento;
262
263
f) Explicação sobre o modo como o pagamento da remuneração variável está sujeito à continuação do desempenho positivo da
sociedade ao longo do período de diferimento;
263
g) Informação suficiente sobre os critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em acções bem como sobre a
manutenção, pelos administradores executivos, das acções da sociedade a que tenham acedido, sobre eventual celebração de
contrato relativos a essas acções, designadamente contratos de cobertura (hedging) ou de transferência de risco, respectivo limite, e
sua relação face ao valor da remuneração total anual;
h) Informação suficiente sobre os critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em opções e indicação do período
263
de diferimento e do preço de exercício; 263
i) Identificação dos principais parâmetros e fundamentos de qualquer sistema de prémios anuais e de quaisquer outros benefícios
não pecuniários;
263
j) Remuneração paga sob a forma de participação nos lucros e/ou de pagamento de prémios e os motivos por que tais prémios e ou
participação nos lucros foram concedidos;
l) Indemnizações pagas ou devidas a ex-administradores executivos relativamente à cessação das suas funções durante o exercício;
264
264
m) Referência à limitação contratual prevista para a compensação a pagar por destituição sem justa causa de administrador e sua
relação com a componente variável da remuneração;
264
n) Montantes a qualquer título pagos por outras sociedades em relação de domínio ou de grupo; 264
o) Descrição das principais características dos regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os
administradores, indicando se foram, ou não, sujeitas a apreciação pela assembleia-geral;
264
p) Estimativa do valor dos benefícios não pecuniários relevantes considerados como remuneração não abrangidos nas situações
anteriores;
q) Existência de mecanismos que impeçam os administradores executivos de celebrar contratos que ponham em causa a razão de
264
ser da remuneração variável. 265
II.34. REFERÊNCIA AO FACTO DE A REMUNERAÇÃO DOS ADMINISTRADORES NÃO EXECUTIVOS DO
ÓRGÃO DE ADMINISTRAÇÃO NÃO INTEGRAR COMPONENTES VARIÁVEIS
265
II.35. POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DE IRREGULARIDADES 265
SECÇÃO V. COMISSÕES ESPECIALIZADAS 266
II.36. COMISSÕES DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO, DE GOVERNO E DE NOMEAÇÕES 266
II.37. NÚMERO DE REUNIÕES DAS COMISSÕES E ACTAS DESSAS REUNIÕES 266
II.38. REFERÊNCIA AO FACTO DE UM MEMBRO DA COMISSÃO DE REMUNERAÇÕES POSSUIR
CONHECIMENTOS E EXPERIÊNCIA EM MATÉRIA DE POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO
266
II.39. INDEPENDÊNCIA DAS PESSOAS CONTRATADAS PELA COMISSÃO DE REMUNERAÇÕES 266
CAPÍTULO III. INFORMAÇÃO E AUDITORIA
III.1. ESTRUTURA DE CAPITAL
268
268
III.2. PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS NO CAPITAL SOCIAL DO EMITENTE, CALCULADAS NOS TERMOS
DO ARTIGO 20.º DO CÓDIGO DOS VALORES MOBILIÁRIOS. 269
III.3. IDENTIFICAÇÃO DE ACCIONISTAS TITULARES DE DIREITOS ESPECIAIS E DESCRIÇÃO DESSES
DIREITOS 269
III.4. EVENTUAIS RESTRIÇÕES À TRANSMISSIBILIDADE DAS ACÇÕES, TAIS COMO CLÁUSULAS DE
CONSENTIMENTO PARA A ALIENAÇÃO, OU LIMITAÇÕES À TITULARIDADE DE ACÇÕES
III.5. ACORDOS PARASSOCIAIS QUE SEJAM DO CONHECIMENTO DA SOCIEDADE E POSSAM CONDUZIR
270
A RESTRIÇÕES EM MATÉRIA DE TRANSMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS OU DE DIREITOS DE VOTO
270
III.6. REGRAS APLICÁVEIS À ALTERAÇÃO DOS ESTATUTOS DA SOCIEDADE 270
Quórum constitutivo da Assembleia Geral
Quórum deliberativo da Assembleia Geral
270
270
III.7. MECANISMOS DE CONTROLO PREVISTOS NUM EVENTUAL SISTEMA DE PARTICIPAÇÃO DOS
TRABALHADORES NO CAPITAL NA MEDIDA EM QUE OS DIREITOS DE VOTO NÃO SEJAM EXERCIDOS
DIRECTAMENTE POR ESTES 270
III.8. DESCRIÇÃO DA EVOLUÇÃO DA COTAÇÃO DAS ACÇÕES DO EMITENTE
III.9. DESCRIÇÃO DA POLÍTICA DE DISTRIBUIÇÃO DE DIVIDENDOS ADOPTADA PELA SOCIEDADE
Política de distribuição de dividendos
271
271
271
Dividendos distribuídos nos últimos exercícios
III.10 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS PLANOS DE ATRIBUIÇÃO DE ACÇÕES E SIMILARES
III.11. NEGÓCIOS COM ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO OU SOCIEDADES QUE SE ENCONTREM EM
272
273
RELAÇÃO DE DOMÍNIO OU DE GRUPO 273
III.12. NEGÓCIOS COM TITULARES DE PARTICIPAÇÃO QUALIFICADA 273
III.13. INTERVENÇÃO DO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO NA AVALIAÇÃO PRÉVIA DOS NEGÓCIOS COM
TITULARES DE PARTICIPAÇÃO QUALIFICADA
273
III.14. DESCRIÇÃO DOS ELEMENTOS ESTATÍSTICOS (NÚMERO, VALOR MÉDIO E VALOR MÁXIMO)
RELATIVOS AOS NEGÓCIOS SUJEITOS À INTERVENÇÃO PRÉVIA DO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO
III.15. ACTIVIDADE DESENVOLVIDA PELA COMISSÃO DE AUDITORIA
274
274
III.16. REFERÊNCIA À EXISTÊNCIA DE UM GABINETE DE APOIO AO INVESTIDOR OU A OUTRO SERVIÇO
SIMILAR 274
III.17. INDICAÇÃO DO MONTANTE DA REMUNERAÇÃO ANUAL PAGA AO AUDITOR E A OUTRAS
PESSOAS SINGULARES OU COLECTIVAS PERTENCENTES À MESMA REDE SUPORTADA PELA SOCIEDADE
E OU POR PESSOAS COLECTIVAS EM RELAÇÃO DE DOMÍNIO OU DE GRUPO E, BEM ASSIM,
DISCRIMINAÇÃO DA PERCENTAGEM RESPEITANTE CADA TIPO DE SERVIÇOS
275
III.18. REFERÊNCIA AO PERÍODO DE ROTATIVIDADE DO AUDITOR EXTERNO 276
ANEXO I
Regras norte-americanas aplicáveis à PT como Foreign Private Issuer
277
277
ANEXO II 280
Código de Ética
Código de Ética para Senior Financial Officers
Procedimentos adoptados pela PT para cumprimento de regras aplicáveis a Transacções de Dirigentes e de Partes
280
281
Relacionadas 281
a) Transacções pelos Dirigentes do Grupo
b) Transacções com Partes Relacionadas
281
281
Política de Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social 283
ANEXO III
Funções desempenhadas por membros do órgão de administração noutras sociedades
Qualificações profissionais e actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos
284
284
293
ANEXO IV
Declaração do Conselho de Administração sobre a remuneração aplicável aos dirigentes do Grupo PT na acepção do n.º 3 do
art. 248.º-B do Cód.VM
302
302
ANEXO V
Declaração da Comissão de Vencimentos sobre a Política de Remunerações dos membros dos
órgãos de administração e de fiscalização da Portugal Telecom, SGPS S.A.
303
303
303

CAPÍTULO 0. REGRAS DE GOVERNO SOCIETÁRIO

REGRAS DE GOVERNO SOCIETÁRIO APLICÁVEIS À PT

A este respeito, é de salientar que a maioria das Recomendações da CMVM sobre o governo das sociedades cotadas publicadas em Setembro de 2007 ("Recomendações da CMVM 2007")1 é integralmente adoptada pela Portugal Telecom, com reflexos no respectivo modelo de governo societário2 . A integridade, transparência e rigor deste modelo têm sido, igualmente, reforçados pela conformação da Sociedade com as normas de natureza vinculativa e melhores práticas aplicáveis às foreign private issuers com valores mobiliários admitidos à negociação na New York Stock Exchange ("NYSE").

Com efeito, enquanto entidade emitente de valores mobiliários admitidos à negociação na NYSE qualificável como foreign private issuer, a PT encontra-se sujeita às normas de natureza vinculativa previstas, nomeadamente, na Rule 10A-3 on Listing Standards Relating to Audit Committees, emitida pela Securities and Exchange Commission ("SEC") para efeitos de regulamentação da Secção 10A(m) do Securities Exchange Act, tal como alterado pelo Sarbanes-Oxley Act, e as Final Rules aprovadas pela NYSE em matéria de governo societário (Section 303A Corporate Governance Standards), que se encontram descritas no Anexo I ao presente relatório.

A PT encontra-se igualmente sujeita a outras normas que são adoptadas a nível interno e que relevam na estrutura do seu governo societário, de que se destacam os Regulamentos do Conselho de Administração e das suas comissões internas, bem como o Regulamento da Comissão de Auditoria.

Por outro lado, a PT aprovou diversas normas de conduta e de transparência, em concreto, o Código de Ética do Grupo, o Código de Ética para Senior Financial Officers, as regras sobre Transacções de Dirigentes e as regras revistas sobre Transacções com Partes Relacionadas adoptadas no final do exercício de 2009, bem como uma Política de Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social. Encontra-se uma descrição sumária destas regras no Anexo II ao presente relatório.

A PT adopta ainda regras e estruturas de controlo interno, gestão de risco e whistleblowing.

1 Disponíveis em www.cmvm.pt.

2 Não obstante a aprovação pela CMVM em Janeiro de 2010 de novas Recomendações sobre o Governo das Sociedades ("Recomendações da CMVM 2010"), as mesmas apenas serão aplicáveis relativamente ao relatório de governo referente ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2010.

DECLARAÇÃO DE CUMPRIMENTO DAS RECOMENDAÇÕES DA CMVM 2007

A Sociedade adopta na íntegra as Recomendações da CMVM 2007, com excepção das Recomendações I.3.3 e I.6.2, as quais não são cumpridas pelas razões de seguida identificadas.

No quadro infra indicam-se os capítulos do presente Relatório de Governo da Sociedade onde se descrevem as práticas adoptadas de acordo com as referidas Recomendações da CMVM 2007.

RECOMENDAÇÃO DA CMVM CUMPRIMENTO RELATÓRIO
I. ASSEMBLEIA GERAL
I.1 Mesa da Assembleia Geral
I.1.1 O presidente da mesa da assembleia geral deve dispor de recursos
humanos e logísticos de apoio que sejam adequados às suas
necessidades, considerada a situação económica da sociedade.
Sim Capítulo I.
I.1.2 A remuneração do presidente da mesa da assembleia geral deve
ser divulgada no relatório anual sobre o governo da sociedade.
Sim Capítulo I.3.
I.2 Participação na Assembleia Geral
I.2.1 A antecedência do depósito ou bloqueio das acções para a
participação em assembleia geral imposta pelos estatutos não
deve ser superior a 5 dias úteis.
Sim Capítulo I.4.
I.2.2 Em caso de suspensão da reunião da assembleia geral, a
sociedade não deve obrigar ao bloqueio durante todo o período
até que a sessão seja retomada, devendo bastar-se com a
antecedência ordinária exigida na primeira sessão.
Sim Capítulo I5.
I.3 Voto e exercício do direito de voto
I.3.1 As sociedades não devem prever qualquer restrição estatutária
do voto por correspondência.
Sim Capítulos I.9. e
I.10.
I.3.2 O prazo estatutário de antecedência para a recepção da
declaração de voto emitida por correspondência não deve ser
superior a 3 dias úteis.
Sim Capítulo I.11.
I.3.3 As sociedades devem prever, nos seus estatutos, que corresponda
um voto a cada acção.
Não (1)
I.4 Quórum e deliberações
I.4.1 As sociedades não devem fixar um quórum constitutivo ou
deliberativo superior ao previsto por lei.
Sim Capítulo I.8.
I.5 Actas e informação sobre deliberações adoptadas
I.5.1 As
actas
das reuniões
da
assembleia geral
devem ser
disponibilizadas aos accionistas no sítio Internet da sociedade
no prazo de 5 dias, ainda que não constituam informação
privilegiada, nos termos legais, e deve ser mantido neste sítio um
acervo histórico das listas de presença, das ordens de trabalhos e
Sim Capítulos I.13. e
I.14.
RECOMENDAÇÃO DA CMVM CUMPRIMENTO RELATÓRIO
das deliberações tomadas relativas às reuniões realizadas, pelo
menos, nos 3 anos antecedentes.
I.6 Medidas relativas ao controlo das sociedades
I.6.1
As medidas que sejam adoptadas com vista a impedir o êxito de
ofertas públicas de aquisição devem respeitar os interesses da
sociedade e dos seus accionistas.
- (2)
I.6.2 Os estatutos das sociedades que, respeitando o princípio da alínea
anterior, prevejam a limitação do número de votos que podem
ser detidos ou exercidos por um único accionista, de forma
individual ou em concertação com outros accionistas, devem
prever igualmente que seja consignado que, pelo menos de
cinco em cinco anos será sujeita a deliberação pela Assembleia
Geral a manutenção ou não dessa disposição estatutária -sem
requisitos de quórum agravado relativamente ao legal - e que
nessa deliberação se contam todos os votos emitidos sem que
aquela limitação funcione.
Não (2)
I.6.3
Não devem ser adoptadas medidas defensivas que tenham por
efeito provocar automaticamente uma erosão grave no
património da sociedade em caso de transição de controlo ou de
mudança
da
composição
do
órgão
de
administração,
prejudicando dessa forma a livre transmissibilidade das acções e
a livre apreciação pelos accionistas do desempenho dos titulares
do órgão de administração.
Sim Capítulo I.20.
II. ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO
II.1 Temas gerais
II.1.1 Estrutura e competência
II.1.1.1 O órgão de administração deve avaliar no seu relatório de
governo o modelo adoptado, identificando eventuais
constrangimentos ao seu funcionamento e propondo
medidas de actuação que, no seu juízo, sejam idóneas para
os superar.
Sim Introdução,
Governo da
Sociedade
II.1.1.2 As sociedades devem criar sistemas internos de controlo,
para a detecção eficaz de riscos ligados à actividade da
empresa, em salvaguarda do seu património e em
benefício da transparência do seu governo societário.
Sim Capítulo II.5.
II.1.1.3 Os órgãos de administração e fiscalização devem ter
regulamentos de funcionamento os quais devem ser
divulgados no sítio na Internet da sociedade.
Sim Capítulo II.7
II.1.2 Incompatibilidades e independência
II.1.2.1 O conselho de administração deve incluir um número de
membros não executivos que garanta efectiva capacidade
de supervisão, fiscalização e avaliação da actividade dos
membros executivos.
Sim Capítulo II.1.,
Conselho de
Administração
II.1.2.2 De entre os administradores não executivos deve contar-se Sim Capítulo II.14.
RECOMENDAÇÃO DA CMVM CUMPRIMENTO RELATÓRIO
um número adequado de administradores independentes,
tendo em conta a dimensão da sociedade e a sua estrutura
accionista, que não pode em caso algum ser inferior a um
quarto do número total de administradores.
II.1.3 Elegibilidade e nomeação
II.1.3.1 O presidente da comissão de auditoria deve ser
independente e possuir as competências adequadas ao
exercício das respectivas funções.
Sim Capítulo II.14.,
Comissão de
Auditoria
II.1.4 Política de comunicação de irregularidades
II.1.4.1 A sociedade deve adoptar uma política de comunicação de
irregularidades alegadamente ocorridas no seu seio, com
os seguintes elementos: i) indicação dos meios através dos
quais as comunicações de práticas irregulares podem ser
feitas internamente, incluindo as pessoas com legitimidade
para receber comunicações; ii) indicação do tratamento a
ser
dado
às
comunicações,
incluindo
tratamento
confidencial, caso assim seja pretendido pelo declarante.
Sim Capítulo II.35.
II.1.4.2 As linhas gerais desta política devem ser divulgadas no
relatório sobre o governo das sociedades.
Sim Capítulo II.35.
II.1.5 Remuneração
II.1.5.1 A remuneração dos membros do órgão de administração
deve ser estruturada de forma a permitir o alinhamento
dos interesses daqueles com os interesses da sociedade.
Neste contexto: i) a remuneração dos administradores que
exerçam
funções
executivas
deve
integrar
uma
componente baseada no desempenho, devendo tomar por
isso em consideração a avaliação de desempenho
realizada
periodicamente
pelo
órgão
ou
comissão
competentes;
ii)
a
componente
variável
deve
ser
consistente com a maximização do desempenho de longo
prazo da empresa e dependente da sustentabilidade das
variáveis de desempenho adoptadas; iii) quando tal não
resulte directamente de imposição legal, a remuneração
dos membros não executivos do órgão de administração
deve ser exclusivamente constituída por uma quantia fixa.
Sim Capítulos II.31.,
II.32., II.33. e II.34.
II.1.5.2 A comissão de remunerações e o órgão de administração
devem submeter à apreciação pela assembleia geral anual
de accionistas de uma declaração sobre a política de
remunerações,
respectivamente,
dos
órgãos
de
administração e fiscalização e dos demais dirigentes na
acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores
Mobiliários. Neste contexto, devem, nomeadamente, ser
explicitados aos accionistas os critérios e os principais
parâmetros propostos para a avaliação do desempenho
para determinação da componente variável, quer se trate
de prémios em acções, opções de aquisição de acções,
bónus anuais ou de outras componentes.
Sim Capítulos II.29. e
II.30.
II.1.5.3
Pelo
menos
um
representante
da
comissão
de
remunerações deve estar presente nas assembleias gerais
anuais de accionistas.
Sim Capítulo I.15.
RECOMENDAÇÃO DA CMVM CUMPRIMENTO RELATÓRIO
II.1.5.4 "Deve ser submetida à assembleia geral a proposta relativa
à aprovação de planos de atribuição de acções a proposta
relativa à aprovação de planos de atribuição de acções,
e/ou de opções de aquisição de acções ou com base nas
variações do preço das acções, a membros dos órgãos de
administração,
fiscalização
e
demais
dirigentes,
na
acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores
Mobiliários (…)"
Não aplicável Capítulo II.31.
II.1.5.5 A remuneração dos membros dos órgãos de administração
e fiscalização deve ser objecto de divulgação anual em
termos individuais, distinguindo-se, sempre que for caso
disso, as diferentes componentes recebidas em termos de
remuneração fixa e de remuneração variável, bem como a
remuneração recebida em outras empresas do grupo ou
em empresas controladas por accionistas titulares de
participações qualificadas.
Sim (3) Capítulos II.31. e
II.33., n)
II.2 Conselho de Administração
II.2.1
Dentro dos limites estabelecidos por lei para cada estrutura de
administração e fiscalização, e salvo por força da reduzida
dimensão da sociedade, o conselho de administração deve
delegar a administração quotidiana da sociedade, devendo as
competências delegadas ser identificadas no relatório anual
sobre o Governo da Sociedade.
Sim Capítulo II.3.,
Comissão
Executiva
II.2.2 O conselho de administração deve assegurar que a sociedade
actua de forma consentânea com os seus objectivos, não
devendo delegar a sua competência, designadamente, no que
respeita a: i) definir a estratégia e as políticas gerais da
sociedade; ii) definir a estrutura empresarial do grupo; iii)
decisões que devam ser consideradas estratégicas devido ao seu
montante, risco ou às suas características especiais.
Sim Capítulo II.3.,
Comissão
Executiva
II.2.3 "Caso o presidente do conselho de administração exerça funções
executivas, o conselho de administração deve (…)"
Não aplicável Capítulo II.1.,
Conselho de
Administração e
Capítulo II.8.
II.2.4
O relatório anual de gestão deve incluir uma descrição sobre a
actividade desenvolvida pelos administradores não executivos
referindo,
nomeadamente,
eventuais
constrangimentos
deparados.
Sim Capítulo II.17.
II.2.5. O órgão de administração deve promover uma rotação do
membro com o pelouro financeiro, pelo menos no fim de cada
dois mandatos.3
Não aplicável Capítulos I.,
Conselho de
Administração, e
II.,11.
II.3 Comissão Executiva
II.3.1
Os administradores que exerçam funções executivas, quando
solicitados por outros membros dos órgãos sociais, devem
prestar, em tempo útil e de forma adequada ao pedido, as
informações por aqueles requeridas.
Sim
Sim
Capítulo II.3.,
Deveres de
informação da
Comissão
Executiva
Capítulo II.13.

3 O membro do órgão de administração da Sociedade com o pelouro financeiro encontra-se no seu segundo mandato.

RECOMENDAÇÃO DA CMVM CUMPRIMENTO RELATÓRIO
II.3.2 O presidente da comissão executiva deve remeter ao presidente do
conselho de administração e ao presidente da comissão de
auditoria as convocatórias e as actas das respectivas reuniões.
II.3.3 "O presidente do conselho de administração executivo deve
remeter ao presidente do conselho geral e de supervisão (…)"
Não aplicável
II.4 Comissão de Auditoria
II.4.1 "O conselho geral e de supervisão (…)" Não aplicável
II.4.2 Os relatórios anuais sobre a actividade desenvolvida pela
comissão de auditoria devem ser objecto de divulgação no sítio
da Internet da sociedade, em conjunto com os documentos de
prestação de contas.
Sim Capítulo II.4.
II.4.3 Os relatórios anuais sobre a actividade desenvolvida pela
comissão de auditoria devem incluir a descrição sobre a
actividade
de
fiscalização
desenvolvida
referindo,
nomeadamente, eventuais constrangimentos deparados.
Sim Relatório
disponível no site
da PT,
Capítulo II.4.
II.4.4 A comissão de auditoria deve representar a sociedade, para todos
os
efeitos,
junto
do
auditor
externo,
competindo-lhe,
designadamente,
propor
o
prestador
destes
serviços,
a
respectiva remuneração, zelar para que sejam asseguradas,
dentro da empresa, as condições adequadas à prestação dos
serviços, bem assim como ser o interlocutor da empresa e o
primeiro destinatário dos respectivos relatórios.
Sim Capítulo III.17.
II.4.5
A comissão de auditoria deve anualmente avaliar o auditor
externo e propor à assembleia geral a sua destituição sempre
que se verifique justa causa para o efeito.
Sim Capítulos II.24. e
III.17.
II. 5 Comissões especializadas
II.5.1
Salvo por força da reduzida dimensão da sociedade, o
conselho de administração e o conselho geral e de
supervisão, consoante o modelo adoptado, devem criar as
comissões que se mostrem necessárias para: i) assegurar
uma competente e independente avaliação do desempenho
dos administradores executivos e para a avaliação do seu
próprio desempenho global, bem assim como das diversas
comissões existentes; ii) reflectir sobre o sistema de governo
adoptado, verificar a sua eficácia e propor aos órgãos
competentes as medidas a executar tendo em vista a sua
melhoria.
Sim Capítulo II.2.,
Comissão de
Avaliação e
Comissão de
Governo
Societário
II.5.2
Os membros da comissão de remunerações ou equivalente
devem ser independentes relativamente aos membros do
órgão de administração.
Sim Secção IV,
Independência
dos Membros da
Comissão de
Vencimentos
II.5.3
Todas as comissões devem elaborar actas das reuniões que
realizem.
Sim Capítulo II.37.
RECOMENDAÇÃO DA CMVM CUMPRIMENTO RELATÓRIO
III. INFORMAÇÃO E AUDITORIA
III.1 Deveres gerais de informação
III.1.2 As sociedades devem assegurar a existência de um
permanente contacto com o mercado, respeitando o
princípio da igualdade dos accionistas e prevenindo as
assimetrias
no
acesso
à
informação
por
parte
dos
investidores. Para tal deve a sociedade manter um gabinete
de apoio ao investidor.
Sim Capítulo III.16.
III.1.3 A seguinte informação disponível no sítio da Internet da
sociedade deve ser divulgada em inglês:
a) A firma, a qualidade de sociedade aberta, a sede e os
demais elementos mencionados no artigo 171.º do
Código das Sociedades Comerciais;
b) Estatutos;
c) Identidade dos titulares dos órgãos sociais e do
representante para as relações com o mercado;
d) Gabinete de Apoio ao Investidor, respectivas funções e
meios de acesso;
e) Documentos de prestação de contas;
f) Calendário semestral de eventos societários
g) Propostas apresentadas para discussão e votação em
assembleia geral;
h) Convocatórias para a realização de assembleia geral.
Sim Capítulo III.16.

(1) Recomendação da CMVM 2007 n.º I.3.3, relativa ao princípio "one share, one vote"

O princípio de que a cada acção corresponde um voto não se encontra consagrado noutras jurisdições ou mercados de referência, tendo a sua adopção sido afastada pela União Europeia no final de 2007 (fosse por via de directiva, fosse através de mera recomendação).

Em particular, na União Europeia foi amplamente discutida a questão da proporcionalidade entre titularidade e controlo das acções detidas em sociedades cotadas, tendo sido produzidos vários estudos no âmbito dos quais se conclui que não é possível estabelecer uma ligação causal inequívoca entre os desvios ao princípio de proporcionalidade e a performance financeira ou o corporate governance de uma "sociedade cotada".

Note-se mesmo que a revisão das Recomendações da CMVM sobre o Governo das Sociedades Cotadas, na sequência da publicação das Recomendações da CMVM 2010, fez com que este princípio fosse reponderado, uma vez que deixou de ser recomendado, peremptoriamente, que a cada acção corresponda um voto. Isto revela que o próprio regulador acabou por reconhecer que aquele princípio não é irrefutável, podendo, inclusivamente, gerar ineficiências.

Em coerência com o que preteritamente tem defendido, a PT considera que, não sendo este princípio universalmente aceite e tendo sido atenuado nas novas Recomendações da CMVM 2010, é justificável a não conformação com a Recomendação da CMVM 2007 n.º I.3.3.

Em acréscimo, com a previsão estatutária de um número mínimo de 500 acções para exercer um voto, pretende-se que a Assembleia Geral funcione eficientemente, permitindo a participação efectiva de accionistas que reúnem aquele patamar mínimo de acções. Esta disposição não tem qualquer pretensão de constituir uma medida defensiva ou um "control enhancing mechanism".

(2) Recomendações da CMVM 2007 n.os I.6.1 e I.6.2 sobre medidas de defesa contra ofertas públicas de aquisição e limitações ao exercício do direito de voto

Apesar de existirem acções representativas do capital social da PT da categoria A que resultaram do respectivo processo de privatização e conferem direitos especiais ao Estado enquanto seu titular, a PT entende que os respectivos Estatutos não contêm quaisquer cláusulas defensivas contrárias aos interesses da Sociedade e dos seus accionistas.

Importa igualmente referir que os estatutos da PT contêm uma limitação à contagem dos votos, no sentido de não serem contados os votos emitidos por um só accionista titular de acções ordinárias, por si ou através de representante, em nome próprio ou como representante de outro accionista, que excedam 10% da totalidade do capital social (artigo 13.º), não prevendo que, de cinco em cinco anos, tais cláusulas estatutárias sejam sujeitas a deliberação da Assembleia Geral no sentido de decidir acerca da sua manutenção ou não nos seus estatutos. Nestes termos, a PT não adopta a Recomendação da CMVM 2007 n.º I.6.2.

Na verdade, esta disposição estatutária, que traduz intrinsecamente – e surgiu historicamente em diversos países da Europa – uma medida de ampliação da democracia accionista (reduzindo o poder de voto dos maiores accionistas e ampliando correspondentemente o poder de voto das minorias), é também normalmente entendida como susceptível de interferir no êxito de ofertas públicas de aquisição, sendo certo, porém, que ao possível efeito de diminuição da frequência de ofertas públicas (uma vez que a obtenção de controlo requer patamares mais elevados de participação accionista) não deve deixar de ser contraposto o efeito de incentivo à melhoria das condições de atractividade das ofertas públicas, já que só níveis mais elevados de adesão pelos destinatários permitem alcançar limiares de controlo.

Saliente-se, ainda, que, no contexto da oferta pública de aquisição (OPA) da qual a PT foi objecto durante o exercício de 2006, a referida disposição estatutária (ver referência ao artigo 13.º dos Estatutos supra) conheceu uma particular visibilidade. Efectivamente, nos termos e condições da oferta pública geral de aquisição de acções representativas do capital social da PT cujo anúncio preliminar foi publicado a 6 de Fevereiro de 2006 pelas sociedades Sonaecom, SGPS, SA e Sonaecom, BV, a eliminação da referida restrição de voto constituía uma condição a que a referida oferta pública se encontrava sujeita.

Convocada, porém, a Assembleia Geral para o dia 2 de Março de 2007, para se pronunciar sobre a eliminação de tal disposição, ainda que apenas no contexto da oferta pública em causa, a proposta foi rejeitada pela maioria dos votos emitidos e com a não oposição das acções da categoria A.

Assim, a situação permaneceu inalterada, assente na convicção de que as limitações estatutariamente previstas contribuem para uma dispersão do capital social e maior transparência do governo da Sociedade.

Desta forma, a PT entende que as medidas adoptadas para (ou com o efeito de) impedir o êxito das ofertas públicas de aquisição respeitam os interesses da Sociedade e dos seus accionistas, assim como correspondem à sua vontade expressa na referida Assembleia Geral de 2 de Março de 2007.

(3) Recomendação da CMVM 2007 n.º II.1.5.5. relativa à divulgação da remuneração dos membros do órgão de administração e fiscalização

Tendo especialmente em consideração as alterações legislativas ocorridas em 2009 em sede de divulgação das remunerações dos membros dos órgãos de administração e fiscalização das sociedades cotadas (refira-se, em particular, a Lei n.º 28/2009, de 19 de Junho), a PT procederá à divulgação da remuneração anual auferida em 2009 pelos membros dos seus órgãos de administração e fiscalização, em termos agregados e individualizados. Nessa medida, a PT passa a conformar-se com a Recomendação da CMVM 2007 n.º II.1.5.5.

Em acréscimo, entende-se relevante informar os Senhores Accionistas que os membros dos órgãos de administração e fiscalização da Sociedade que desempenham funções noutros órgãos de administração do grupo não auferem qualquer outra remuneração para além da divulgada no presente Relatório.

No que respeita à remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização em empresas controladas por accionistas titulares de participações qualificadas e numa interpretação actualista desta Recomendação, a PT julga encontrar-se numa situação de cumprimento da mesma.

Por outras palavras, tendo em conta a redacção das Recomendações da CMVM 2010, a PT não tem qualquer motivo para considerar que se encontra em incumprimento das melhores práticas acolhidas pela CMVM neste domínio. Ademais, tal como referido no relatório de governo da PT do ano transacto, a informação em causa não se afigura relevante para que os accionistas conheçam os "custos de agência" incorridos pela Sociedade.

INTRODUÇÃO

ESTRUTURA DA PT

A PT é um operador global de telecomunicações líder a nível nacional em todos os sectores em que actua, e oferece, de forma global e integrada, os seus serviços, produtos e soluções a um universo que ultrapassa os 70 milhões de clientes.

Assume-se como a entidade empresarial portuguesa com maior projecção nacional e internacional, estando presente nos continentes europeu, americano, asiático e africano. Dispõe de um portfólio de negócios diversificado em que a qualidade e inovação constituem aspectos determinantes, estando ao nível das mais avançadas empresas internacionais do sector.

Destaca-se no plano internacional a actuação no mercado brasileiro, onde a empresa é actualmente o maior investidor português. A PT detém uma participação de 50% na Brasilcel (detentora de 59,42% da VIVO), a maior operadora móvel da América do Sul e a quarta maior empresa de serviços de telecomunicações móveis do mundo.

A PT está organizada em unidades organizacionais: Negócio Fixo em Portugal, Negócio Móvel em Portugal, Negócios Internacionais e Empresas Instrumentais. As unidades são coordenadas pela empresa holding, liderada pela sua Comissão Executiva, com apoio do centro corporativo. O report das empresas participadas é funcional e não hierárquico, sendo possível desta forma assegurar uma articulação efectiva.

Portugal Telecom
Negócio Domésticos
Negócio Fixo
100% PT Comunicações
100% PT Prime
Negócio Móvel
100% TMN
Negócios Internacionais
50% Brasilcel, que detém 59,42% da Vivo
25% Unitel(1)
100% Dedic
40% Cabo Verde Telecom(1)
34% MTC(1)
51% CST(1)
41,12% Timor Telecom
28% CTM
29% UOL inc
Empresas Instrumentais
100% PT Sistemas de Informação
100% PT Inovação
100% PT PRO
100% PT Compras
100% PT Contact
(1) Participações detidas pela Africatel, a qual é controlada em 75% pela PT.

GOVERNO DA SOCIEDADE

A PT adopta um modelo de governo anglo-saxónico, o qual assenta na existência de um Conselho de Administração, uma Comissão de Auditoria constituída no seu seio por administradores não executivos, mas especialmente designada pela Assembleia Geral, e um Revisor Oficial de Contas, eleito sob proposta da Comissão de Auditoria.

A estrutura orgânica da Portugal Telecom integra, ainda, uma Comissão de Vencimentos eleita pela Assembleia Geral e responsável pela fixação das remunerações dos titulares dos órgãos sociais.

Os membros dos órgãos sociais e da Mesa da Assembleia Geral são eleitos por um triénio, podendo ser reeleitos, uma ou mais vezes, dentro dos limites previstos na lei.

O modelo de Governo da PT pode ser apresentado em termos esquemáticos da seguinte forma:

Este modelo de governo societário assume os valores da eficácia, simplicidade, transparência e rigor como seus pilares básicos e confere à PT uma estrutura adequada às particularidades e necessidades da empresa e que é positivamente acolhida pelo mercado.

Neste contexto, a PT conta com uma Comissão Executiva com poderes delegados pelo Conselho de Administração à qual compete uma actuação de carácter predominantemente operacional, cabendo ao Conselho de Administração supervisionar a sua actuação, com o apoio de uma Comissão de Governo Societário e de uma Comissão de Avaliação constituída em Outubro de 2008, actuando cada uma destas comissões internas no âmbito das respectivas competências específicas que lhes foram delegadas pelo órgão de administração. Esta tarefa de supervisão é, ainda, reforçada pela função desempenhada pelos administradores não executivos independentes que integram o Conselho de Administração.

A PT dispõe ainda de estruturas de apoio à Comissão Executiva, em concreto, um Conselho Consultivo, um Disclosure Committee e um Comité de Sustentabilidade, bem como de um conjunto de departamentos operacionais que asseguram uma gestão eficaz e transparente da Sociedade.

A Comissão de Auditoria, juntamente com o Revisor Oficial de Contas, desempenha as funções de fiscalização que decorrem das disposições legais e regulamentares aplicáveis, competindo designadamente aquela Comissão o exercício de funções de representação da Sociedade nas relações com os auditores externos e a supervisão do sistema de controlo interno e de gestão de riscos implementado na PT.

A Assembleia Geral da PT delibera sobre as matérias que lhe são especialmente atribuídas pela lei ou pelos Estatutos da Sociedade, bem como sobre as matérias que não se encontram compreendidas nas atribuições de outros órgãos da Sociedade.

Assim, verificando-se a plena implementação e consolidação do modelo de governo adoptado na Assembleia Geral de 22 de Junho de 2007, para efeitos do cumprimento da Recomendação II.1.1.1 da CMVM, e com base nos resultados da reflexão feita pela Comissão de Governo Societário nos termos da Recomendação II.5.1. parte ii), considera-se que este modelo de governo tem vindo a assegurar o efectivo desempenho de funções e articulação dos órgãos sociais da PT, revelando-se adequado às particularidades da Sociedade e sem que se verifiquem quaisquer constrangimentos ao seu funcionamento, não existindo igualmente qualquer circunstância que prejudique o regular funcionamento do sistema de checks and balances adoptado que justifique alterações à orgânica ou práticas de governo da PT.

Com efeito, e como resulta do acompanhamento feito pela Comissão de Governo Societário, este modelo tem-se revelado adequado a catalisar as best practices nacionais e internacionais em matéria de governo societário e a contribuir para a transparência e accountability da Sociedade e da sua gestão perante os seus accionistas, os investidores e o mercado.

CAPÍTULO I. ASSEMBLEIA GERAL

A Assembleia Geral, constituída pelos accionistas com direito de voto, reúne ordinariamente uma vez por ano ou sempre que requerida a sua convocação ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral pelo Conselho de Administração, pela Comissão de Auditoria ou por accionistas que representem pelo menos 5% do capital social.

As reuniões são realizadas na sede social ou noutro local escolhido pelo Presidente da Mesa nos termos da lei, não podendo ser efectuada através de meios telemáticos. A Assembleia Geral é convocada e dirigida pelo Presidente da Mesa ou, na sua ausência ou impedimentos, pelo Vice-Presidente.

Os accionistas podem participar directamente na Assembleia Geral ou nela fazer-se representar, nos mais amplos termos previstos pelo Código das Sociedades Comerciais, sendo suficiente como instrumento de representação uma carta, devidamente assinada, e dirigida ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Para este efeito, os accionistas poderão recorrer ao formulário de carta de representação que é disponibilizado para este efeito no sítio da Internet www.telecom.pt, conforme informação divulgada pela Sociedade nas respectivas convocatórias das Assembleias Gerais, em cumprimento do disposto no artigo 23.º do Código dos Valores Mobiliários.

No exercício das suas competências, designadamente na preparação, convocação e condução das Assembleias Gerais de Accionistas, bem como na resposta a questões colocadas ou requerimentos formulados pelos accionistas, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da PT, além de contar com a assistência do Vice-Presidente e do Secretário da Mesa da Assembleia Geral, tem ao seu dispor os serviços da Secretaria-Geral da Sociedade, a qual conta com os recursos humanos e técnicos necessários para a adequada realização da Assembleia Geral, tendo nomeadamente em consideração o número de participantes e a ordem de trabalhos de cada reunião. É ainda assegurado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral o necessário apoio logístico para o exercício das suas funções, podendo os accionistas contactar a Mesa da Assembleia Geral através dos seguintes meios:

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Endereço Postal: Avenida Fontes Pereira de Melo, n.º 40-10.º piso, 1069-300 Lisboa
Telefone: +351.800.207.369
Fax: +351.215.001.890
E-mail: [email protected]

Os membros da Mesa da Assembleia Geral cumprem os requisitos de independência do n.º 5 do artigo 414.º e o regime de incompatibilidades do n.º 1 do artigo 414.º-A, ambos do Código das Sociedades Comerciais e aplicáveis em virtude do disposto no artigo 374.º-A do mesmo Código.

I.1. IDENTIFICAÇÃO DOS MEMBROS DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

Mesa da Assembleia Geral António Menezes Cordeiro Presidente Eduardo Vera-Cruz Pinto Vice-Presidente Francisco Leal Barona Secretário

I.2. MEMBROS DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL – INÍCIO E TERMO DOS MANDATOS

Os membros da Mesa da Assembleia Geral foram eleitos em 27 de Março de 2009 para o mandato correspondente ao triénio 2009-2011.

I.3. INDICAÇÃO DA REMUNERAÇÃO DO PRESIDENTE DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

Por determinação da Comissão de Vencimentos aprovada durante o exercício de 2008, a remuneração anual do Presidente da Mesa da Assembleia Geral corresponde a 42.000 Euros.

I.4. INDICAÇÃO DA ANTECEDÊNCIA EXIGIDA PARA O BLOQUEIO DAS ACÇÕES PARA PARTICIPAÇÃO NA ASSEMBLEIA GERAL

Para confirmação da titularidade dos direitos de voto, os Estatutos exigem a comprovação, até 5 dias úteis antes da respectiva reunião, da inscrição das acções em conta de valores mobiliários escriturais, devendo tais acções permanecer inscritas em nome do accionista pelo menos até ao encerramento da reunião da Assembleia Geral.

Com este prazo de bloqueio a Sociedade adopta a Recomendação da CMVM 2007 n.º I.2.1.

I.5. INDICAÇÃO DAS REGRAS APLICÁVEIS AO BLOQUEIO DAS ACÇÕES EM CASO DE SUSPENSÃO DA REUNIÃO DA ASSEMBLEIA GERAL

Na sequência da alteração do número 4 do artigo 13.º dos Estatutos aprovada por deliberação da Assembleia Geral Anual da Sociedade realizada no dia 27 de Março de 2009 e, em consonância com o que vinha a ser a prática na Sociedade, passou a ser expressamente previsto o levantamento do bloqueio das acções em caso de suspensão de reunião da Assembleia Geral, devendo tal bloqueio voltar a ser efectuado com apenas 5 dias úteis de antecedência relativamente à data do recomeço dos trabalhos.

Desta forma, a PT adopta a Recomendação da CMVM 2007 n.º I.2.2.

I.6. NÚMERO DE ACÇÕES A QUE CORRESPONDE UM VOTO

Nos termos dos Estatutos da Sociedade, a cada 500 acções corresponde um voto, podendo os accionistas possuidores de um número inferior de acções agrupar-se de forma a, em conjunto e fazendo-se representar por um dos agrupados, reunirem entre si o número de acções necessário ao exercício do direito de voto. Apenas podem estar presentes na reunião da Assembleia Geral accionistas com direito de voto.

No âmbito de programas de American Depository Receipts (ADR) ou de Global Depository Receipts (GDR) que tenham por objecto acções da Sociedade são considerados como accionistas os titulares dos ADR ou dos GDR e como mero representante destes a entidade em nome de quem as acções se encontrem inscritas, desde que cumpram as condições estabelecidas pelos Estatutos para o exercício desse direito, as quais são comunicadas aos titulares de direito de voto em cada convocatória da Assembleia Geral.

I.7. LIMITAÇÕES A EXERCÍCIO OU CONTAGEM DE VOTO

Para além do referido no capítulo I.6. anterior, e de acordo com o artigo 13.º dos Estatutos da Sociedade, não serão contados os votos emitidos por um accionista titular de acções ordinárias, por si ou através de representante, em nome próprio ou como representante de outro accionista, que excedam 10% da totalidade dos direitos de voto correspondentes ao capital social, considerando-se como pertencendo ao accionista as acções detidas por pessoas que se encontrem nas situações previstas no artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários, sendo a limitação de cada pessoa abrangida proporcional ao número de votos que emitir.

Não existem quaisquer acções que não confiram direito de voto.

I.8. REGRAS ESTATUTÁRIAS SOBRE EXERCÍCIO DO DIREITO DE VOTO

Nos termos do artigo 14.º dos Estatutos da Sociedade, a Assembleia Geral delibera, em primeira convocação ou em convocação subsequente, pela maioria dos votos emitidos, sem prejuízo da exigência de maioria qualificada nos casos previstos na lei.

Deste modo, o quórum constitutivo e deliberativo da Assembleia Geral estabelecido nos Estatutos da PT não difere do estabelecido no Código das Sociedade Comerciais.

As normas aplicáveis às deliberações de alteração de estatutos encontram-se descritas no Capítulo III.6. e as deliberações nas quais devem ser tomados em consideração os direitos especiais inerentes às acções da categoria A encontram-se identificadas no Capítulo III.1.

Os Estatutos da PT não prevêem qualquer sistema de destaque de direitos de conteúdo patrimonial.

I.9. EXISTÊNCIA DE REGRAS ESTATUTÁRIAS SOBRE O EXERCÍCIO DO DIREITO DE VOTO POR CORRESPONDÊNCIA

Os Estatutos da Sociedade prevêem que o exercício do voto por correspondência possa abranger todas as matérias constantes da convocatória, nos termos e condições nela fixados, sendo os votos exercidos dessa forma considerados no momento do escrutínio da votação por adição aos direitos de voto exercidos no decurso da Assembleia Geral.

Dispõem igualmente os Estatutos que os termos e condições para o exercício do voto por correspondência devem ser definidos pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral na convocatória, com vista a assegurar as suas autenticidade, regularidade, segurança, fiabilidade e confidencialidade até ao momento da votação.

A autenticidade do voto deverá ser assegurada perante o Presidente da Mesa da Assembleia Geral mediante comunicação com a assinatura reconhecida nos termos legais, tratando-se de pessoas colectivas, ou mediante comunicação acompanhada de cópia simples de documento de identificação, tratando-se de pessoas singulares. De forma a garantir a confidencialidade do voto, as referidas comunicações deverão ser remetidas em envelope fechado que apenas será considerado no momento do escrutínio da votação.

Por outro lado, os Estatutos prevêem que os votos emitidos por correspondência valem como voto negativo em relação a propostas de deliberação que venham eventualmente a ser apresentadas em momento posterior à respectiva emissão, sendo que a presença em Assembleia Geral de accionista que tenha exercido o respectivo direito de voto por correspondência, ou de seu representante, determina a revogação do voto expresso por aquela forma.

I.10. DISPONIBILIZAÇÃO DE UM MODELO PARA O EXERCÍCIO DO DIREITO DE VOTO POR CORRESPONDÊNCIA

De acordo com a prática adoptada na PT, a votação por correspondência deverá ser exercida de acordo com o seguinte procedimento:

  • Os accionistas com direito a voto poderão, de harmonia com o artigo 22.º do Código dos Valores Mobiliários, exercê-lo por correspondência, desde que, até à hora e data fixadas na convocatória, façam chegar uma comunicação dirigida ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, com assinatura reconhecida (ou, no caso de pessoas singulares, com assinatura simples acompanhada de fotocópia do respectivo bilhete de identidade), da qual conste a morada para onde devam ser enviados os boletins de voto e demais documentação. Em resposta, proceder-se-á ao envio dos respectivos boletins de voto e demais documentação, devendo esses accionistas remeter ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, por forma a que sejam por este recebidos, até à hora e data fixadas na convocatória da Assembleia Geral um sobrescrito fechado contendo outro sobrescrito fechado com os boletins de voto devidamente preenchidos;

  • Sem prejuízo da obtenção de boletins de voto através da Internet nos termos do parágrafo seguinte, existem boletins de voto à disposição dos accionistas na sede da Sociedade, podendo igualmente ser facultados por entrega em mão, por via postal ou por correio electrónico;

  • Poderão, ainda, alternativamente, os accionistas retirar do sítio da Internet www.telecom.pt os boletins de voto e remetê-los, dirigindo-os ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, devidamente preenchidos e em sobrescrito fechado, de modo a que sejam recebidos, juntamente com um sobrescrito contendo a fotocópia do bilhete de identidade (ou, no caso de pessoas colectivas, documento de reconhecimento de assinatura nos termos legais) até à data e hora fixadas na convocatória.

I.11. EXIGÊNCIA DE PRAZO QUE MEDEIE ENTRE A RECEPÇÃO DA DECLARAÇÃO DE VOTO POR CORRESPONDÊNCIA E A DATA DA REALIZAÇÃO DA ASSEMBLEIA GERAL

O prazo implementado para recepção de declarações de voto por correspondência de acordo com a prática adoptada pela PT desde a Assembleia Geral anual de 2008 é de 3 dias úteis de antecedência relativamente à data da reunião da Assembleia Geral, em cumprimento com a Recomendação da CMVM 2007 n.º I.3.2.

I.12. EXERCÍCIO DO DIREITO DE VOTO POR MEIOS ELECTRÓNICOS

As regras estatutárias descritas no Capítulo I.9. são aplicáveis ao exercício do direito de voto por meios electrónicos.

De acordo com a prática implementada na Sociedade, os accionistas poderão votar através do sítio da Internet www.telecom.pt, com observância dos requisitos no mesmo estabelecidos, desde que até à hora e data fixadas na convocatória da Assembleia Geral, façam chegar ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral uma comunicação, elaborada de acordo com o modelo disponibilizado no mesmo sítio da Internet, comunicação essa que deverá conter a assinatura reconhecida (ou, no caso de pessoas singulares, a assinatura simples acompanhada de fotocópia do respectivo bilhete de identidade), da qual conste um endereço postal, para onde pretenda que seja enviada a palavra chave a ser disponibilizada pela Sociedade.

Estes accionistas poderão exercer o seu direito de voto no período fixado na convocatória da Assembleia Geral.

I.13. EXTRACTOS DE ACTAS DAS REUNIÕES DAS ASSEMBLEIAS GERAIS

A PT disponibilizou um extracto de acta no seu website dentro do prazo de 5 dias contados desde a reunião da Assembleia Geral anual realizada no dia 27 de Março de 2009, em cumprimento com a Recomendação da CMVM 2007 n.º I.5.1. Esta prática adequa-se igualmente à nova Recomendação da CMVM 2010 n.º I.5.

I.14. ACERVO HISTÓRICO SOBRE ASSEMBLEIAS GERAIS

As propostas a submeter pelo Conselho de Administração à Assembleia Geral, bem como os relatórios que legalmente as devam acompanhar e os demais elementos de informação preparatória, são postos à disposição dos accionistas, na sede social e em prazo não inferior aos 15 dias antecedentes à reunião. O conteúdo desses documentos é igualmente divulgado no sítio website da Sociedade, em português e em inglês.

Por outro lado, os documentos de prestação de contas são disponibilizados aos accionistas no Sistema de Difusão da Informação da CMVM com a mesma antecedência.

Com vista a facilitar o acesso a estes documentos, especialmente aos accionistas estrangeiros, a Direcção de Relação com Investidores procede, mediante solicitação, ao envio dos mesmos por correio, fax ou correio electrónico.

Adicionalmente, o texto da convocatória da Assembleia Geral e o das propostas recebidas pela Mesa da Assembleia Geral são disponibilizados no website da Sociedade com suficiente antecedência e nos termos legais e regulamentares.

Por outro lado, a PT divulga a súmula das deliberações tomadas em Assembleia Geral no Sistema de Difusão de Informação da CMVM e no seu próprio website, bem como através da Direcção de Relações com os Investidores.

A PT mantém no seu website, relativamente aos três anos precedentes, um acervo histórico das ordens de trabalhos e deliberações tomadas em Assembleia Geral, bem como informação sobre presenças nas respectivas reuniões.

Foi ainda disponibilizado no website da PT o resultado das votações das Assembleias Gerais realizadas nos últimos três anos.

Tomando em consideração a nova Recomendação da CMVM 2010 n.º I.5, a Sociedade desde já adopta a prática de manter no seu website os resultados das votações das deliberações tomadas nas Assembleias Gerais realizadas nos últimos três anos.

I.15. INDICAÇÃO DO(S) REPRESENTANTE(S) DA COMISSÃO DE REMUNERAÇÕES PRESENTE(S) NAS ASSEMBLEIAS GERAIS

Nas Assembleias Gerais realizadas pela Sociedade, pelo menos um dos membros da Comissão de Vencimentos tem sempre estado presente. Na Assembleia Geral anual realizada no dia 27 de Março de 2009, esteve presente o Eng. João Mello Franco, um dos três membros da Comissão de Vencimentos da PT, em funções naquela data.

I.16. INTERVENÇÃO DA ASSEMBLEIA GERAL NA POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO E AVALIAÇÃO

As políticas de remunerações implementadas na PT encontram-se referenciadas nos Capítulos II.29. e II.30., sendo levadas ao conhecimento e discussão dos accionistas em todas as Assembleias Gerais anuais.

Acresce que, nos termos da lei, a Assembleia Geral procede anualmente à apreciação geral da administração (e da fiscalização) da Sociedade.

I.17. INTERVENÇÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL EM PLANOS DE ATRIBUIÇÃO DE ACÇÕES PARA A ADMINISTRAÇÃO, FISCALIZAÇÃO E DEMAIS DIRIGENTES

Não existe qualquer plano de atribuição de acções, e/ou de opções de aquisição de acções, ou com base nas variações de preços das acções, a membros dos órgãos de administração, fiscalização e demais dirigentes, na acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores Mobiliários.

I.18. INTERVENÇÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL EM SISTEMA DE BENEFÍCIOS DE REFORMA DA ADMINISTRAÇÃO, FISCALIZAÇÃO E DEMAIS DIRIGENTES

Não existem sistemas de benefícios de reforma aplicáveis aos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade.

O sistema de benefícios de reforma aplicável a alguns dos dirigentes da Sociedade, na acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores Mobiliários, encontra-se descrito na nota 9 às demonstrações financeiras consolidadas, sendo levado ao conhecimento e discussão dos accionistas em todas as Assembleia Gerais anuais.

I.19. PREVISÃO ESTATUTÁRIA DE SUJEIÇÃO À ASSEMBLEIA GERAL, DE CINCO EM CINCO ANOS, DE NORMA DE LIMITAÇÃO DE VOTOS SUSCEPTÍVEIS DE DETENÇÃO OU DE EXERCÍCIO POR UM ÚNICO ACCIONISTA

Os Estatutos da PT contêm uma limitação à contagem dos votos, no sentido de não serem contados os votos emitidos por um só accionista titular de acções ordinárias, por si ou através de representante, em nome próprio ou como representante de outro accionista, que excedam 10% da totalidade do capital social (artigo 13.º), não prevendo que, de cinco em cinco anos, tais cláusulas estatutárias sejam sujeitas a deliberação pela Assembleia Geral no sentido de decidir acerca da sua manutenção ou não nos Estatutos.

I.20. MEDIDAS DEFENSIVAS QUE PROVOQUEM EROSÃO NO PATRIMÓNIO DA SOCIEDADE

A Sociedade não adopta quaisquer medidas defensivas que tenham por efeito provocar automaticamente uma erosão grave no património da Sociedade em caso de transição de controlo ou de mudança de composição do órgão de administração.

I.21. ACORDOS SIGNIFICATIVOS COM CLÁUSULAS DE MUDANÇA DE CONTROLO

A PT, no normal exercício da sua actividade, celebrou alguns acordos que poderão ser alterados ou cessar em caso de mudança de controlo da sociedade, sendo de destacar pela sua importância o Acordo Parassocial celebrado em 17 de Outubro de 2002 entre a Telefónica e a PT, nos termos do qual foi acordado que a Telefónica Móviles terá o direito de vender à PT, que estará obrigada a comprar, a sua participação social na Brasilcel, no caso de se produzir uma mudança de controlo na PT ou em qualquer das sociedades subsidiárias que directa ou indirectamente seja titular de uma participação

social na Brasilcel. De igual modo, a PT terá o direito de vender à Telefónica, que estará obrigada a comprar, a sua participação social na Brasicel, no caso de se produzir uma mudança de controlo na Telefónica ou em qualquer das sociedades subsidiárias que directa ou indirectamente seja titular de uma participação social na Brasilcel.

A PT descreve as diversas situações que constituem condicionalismos financeiros (covenants) para a Sociedade, no que respeita a cláusulas de mudança de controlo, nos termos da nota 34 às demonstrações financeiras consolidadas constante do Relatório e Contas Consolidadas 2009.

Não existem contratos significativos que entrem em vigor em caso de mudança de controlo da PT.

I.22. ACORDOS COM ADMINISTRAÇÃO E DIRIGENTES QUE PREVEJAM INDEMNIZAÇÕES EM CASO DE CESSAÇÃO DE FUNÇÕES NA SEQUÊNCIA DE UMA MUDANÇA DE CONTROLO

Não existem quaisquer acordos entre a PT e os titulares do órgão de administração e dirigentes que prevejam indemnizações em caso de demissão, despedimento sem justa causa ou cessação da relação de trabalho na sequência de uma mudança de controlo da Sociedade.

CAPÍTULO II. ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO

SECÇÃO I. TEMAS GERAIS

II.1. IDENTIFICAÇÃO E COMPOSIÇÃO DOS ÓRGÃOS DA SOCIEDADE

Conselho de Administração

Os membros do Conselho de Administração foram eleitos em 27 de Março de 2009 para o mandato correspondente ao triénio 2009-2011. A 31 de Dezembro de 2009, o Conselho de Administração da Sociedade tinha a seguinte composição:

Titulares
(data da primeira
designação)
Conselho de
Administração
Comissão
Executiva
Comissão de
Auditoria
Comissão de
Governo
Societário
Comissão de
Avaliação
Independência
(5)
N.º de
acções
Henrique
Granadeiro(2003)
Presidente Presidente
(2)
150
Zeinal Bava
(2000)
Vogal Presidente
Executivo
Vogal (3) 63.161
Luís Pacheco de Melo
(2006) (1)
Vogal Vogal
(CFO)
45
Carlos Alves Duarte
(2009)
Vogal Vogal 40
Rui Pedro Soares
(2006)*
Vogal Vogal 50
Manuel Rosa da Silva
(2009)
Vogal Vogal 90
Fernando Soares
Carneiro (2006)*
Vogal Vogal -
Shakhaf Wine
(2009)
Vogal Vogal -
João de Mello Franco
(1998)
Vogal Presidente Vogal Vogal (4) Sim 13.308
José Xavier de Basto
(2007)
Vogal Vogal Sim -
Mário João de Matos
Gomes (2009)
Vogal Vogal Sim -
José María Álvarez
Pallete (2008)
Vogal 100
Francisco Bandeira
(2008)
Vogal 483
Santiago Fernández
Valbuena (2008)
Vogal 100
Joaquim Goes
(2000)
Vogal Vogal Vogal 2.437
Gerald S. McGowan
(2003)
Vogal Sim -
Rafael Mora Funes
(2007)
Vogal Vogal -
Maria Helena Nazaré
(2009)
Vogal Sim -
Amílcar de Morais
Pires (2006)
Vogal 2.146
António Palma
Ramalho (2009)
Vogal Vogal Sim 474
Francisco Soares
(2006)
Vogal Vogal Vogal Sim -
Jorge Tomé
(2002)
Vogal Vogal Vogal -
Paulo Varela
(2009)
Vogal Vogal 7.134
Milton Silva Vargas
(2009)
Vogal Sim -
Nuno de Almeida e
Vasconcellos (2006)
Vogal Presidente 11.190

(1) O administrador Luís Pacheco de Melo encontra-se apenas no seu segundo mandato como Chief Financial Officer, exercendo funções desde 2006, pelo que não é aplicável a Recomendação da CMVM 2007 n.º II.2.5, que determina a promoção pelo órgão de administração da rotação do membro com o pelouro financeiro no fim de cada dois mandatos.

  • (3) Por inerência ao cargo de Presidente Executivo.
  • (4) Por inerência ao cargo de Presidente da Comissão de Auditoria.
  • (5) Nos termos das regras descritas no Capítulo II.15. infra.

* O Administrador Executivo Rui Pedro Soares renunciou ao cargo no dia 17 de Fevereiro de 2010 e o Administrador Executivo Fernando Soares Carneiro renunciou ao cargo no dia 22 de Fevereiro de 2010.

O Conselho de Administração da PT é composto por um número mínimo de 15 e máximo de 25 membros, que são eleitos pelos accionistas em Assembleia Geral por maioria dos votos emitidos. Nos termos dos Estatutos, para eleição de um terço do número total de administradores, que compreende necessariamente o Presidente do Conselho de Administração, essa maioria deve incluir a maioria dos votos conferidos às acções pertencentes à categoria A.

Por outro lado, e de harmonia com a lei societária, os accionistas titulares de, pelo menos, 10% do capital social e que tenham votado vencido na eleição do Conselho de Administração podem designar um membro do órgão de administração. O mandato dos administradores é de três anos, sendo o ano de eleição considerado como um ano civil completo, e não existindo restrições quanto à reeleição de administradores.

No dia 3 de Outubro de 2008, o Conselho de Administração aprovou o seu regulamento de funcionamento nos termos do qual os membros não executivos deste órgão social deverão corresponder, pelo menos, à maioria dos administradores em exercício. De entre os 25 administradores da Sociedade em funções a 31 de Dezembro de 2009, 7 eram administradores executivos e 18 eram não executivos (o que excede largamente a quota tomada como referência na Circular da CMVM de 15 de Janeiro de 2009 e na Circular da CMVM de 18 de Fevereiro de 2010, no seu capítulo sobre o governo das sociedades, de um terço dos administradores da Sociedade.

O Conselho de Administração nomeia o Presidente da Comissão Executiva ("Presidente Executivo") e os respectivos vogais, sendo estes últimos designados mediante proposta do Presidente desta Comissão.

Composição
Zeinal Bava Presidente
Luís Pacheco de Melo Vogal
Carlos Alves Duarte Vogal
Rui Pedro Soares* Vogal
Manuel Rosa da Silva Vogal
Fernando Soares Carneiro* Vogal
Shakhaf Wine Vogal

* O Administrador Executivo Rui Pedro Soares renunciou ao cargo no dia 17 de Fevereiro de 2010 e o Administrador Executivo Fernando Soares Carneiro renunciou ao cargo no dia 22 de Fevereiro de 2010.

Respeitando os requisitos previstos no artigo 423.º-B do Código das Sociedades Comerciais e nos Estatutos da PT, a Comissão de Auditoria é composta exclusivamente por administradores não executivos, que satisfazem os requisitos de independência definidos no n.º 5 do artigo 414.º do mesmo Código e possuem curso superior adequado ao exercício das suas funções, tendo pelo menos um de tais membros conhecimentos em contabilidade e auditoria.

Os membros da Comissão de Auditoria são designados pela Assembleia Geral em conjunto com os demais administradores, devendo as listas propostas para a composição do Conselho de

(2) Por inerência ao cargo de Presidente do Conselho de Administração.

Administração indicar, nos termos dos Estatutos da Sociedade, os membros que se destinam a integrar a Comissão de Auditoria e indicar o respectivo Presidente.

Composição
João de Mello Franco Presidente
José Xavier de Basto Vogal
Mário João de Matos Gomes Vogal

O mandato do Revisor Oficial de Contas para o triénio de 2009-2011 teve início em 27 de Março de 2009, sendo títular do cargo a Sociedade P. Matos Silva, Garcia Jr., P. Caiado & Associados, Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda., representada por Pedro João Reis de Matos Silva, Revisor Oficial de Contas.

No desempenho das suas competências e em linha com as Recomendações da CMVM n.º II.4.4 e II.4.5, a Comissão de Auditoria da Sociedade atestou a independência do Revisor Oficial de Contas e avalia positivamente o trabalho por este desenvolvido no exercício de 2009.

No âmbito de um contrato de prestação de serviços celebrado entre a PT e a Sociedade Revisora Oficial de Contas acima referida, a remuneração correspondente à revisão legal de contas das seguintes sociedades do Grupo: PT, PT Investimentos Internacionais, PT Ventures, PT Participações, Timor Telecom e PT Imobiliária, relativamente ao exercício de 2009 foi de 224.000 Euros.

II.2. IDENTIFICAÇÃO E COMPOSIÇÃO DAS COMISSÕES ESPECIALIZADAS CONSTITUÍDAS COM COMPETÊNCIAS EM MATÉRIA DE ADMINISTRAÇÃO OU FISCALIZAÇÃO DA SOCIEDADE

Comissão de Avaliação

Em linha com as melhores práticas nacionais e internacionais em matéria de governo societário e, bem assim, com as recomendações da CMVM nesse âmbito e com as Final Rules aprovadas pela New York Stock Exchange sobre governo societário, aprovadas na sequência do Sarbanes-Oxley Act, o Conselho de Administração da PT deliberou, em 15 de Outubro de 2008, delegar numa Comissão de Avaliação as competências necessárias para a avaliação dos membros executivos do órgão de administração e do Conselho de Administração no seu todo, bem como competências consultivas em matéria de selecção dos membros dos órgãos de administração das sociedades mais relevantes do Grupo PT.

Nos termos da delegação de poderes, a Comissão de Avaliação é composta pelo Presidente do Conselho de Administração, pelo Presidente Executivo, pelo Presidente da Comissão de Auditoria e por quatro administradores não executivos, incluindo, pelo menos, um administrador independente, correspondendo os respectivos mandatos ao do Conselho de Administração. A Comissão de Avaliação é presidida pelo Presidente do Conselho de Administração da Sociedade, salvo se este exercer também as funções de Presidente Executivo, caso em que a Comissão de Avaliação é presidida por um dos seus membros não executivos indicado para o efeito pelo Conselho de Administração.

Composição
Henrique Granadeiro(1) Presidente
Zeinal Bava(2) Vogal
João de Mello Franco(3) Vogal
Joaquim Goes Vogal
Rafael Mora Funes Vogal
Francisco Soares Vogal
Jorge Tomé Vogal

(1) Por inerência do cargo de Presidente do Conselho de Administração; (2) Por inerência do cargo de Presidente Executivo; (3) Por inerência do cargo de Presidente da Comissão de Auditoria

Em cumprimento das exigências legais e regulamentares aplicáveis, e procurando adoptar as recomendações e as melhores práticas internacionais, em 31 de Dezembro de 2009, existia no seio do Conselho de Administração, para além da Comissão Executiva e da Comissão de Avaliação, uma comissão responsável pela avaliação e desenvolvimento do modelo de governo societário: a Comissão de Governo Societário.

A Comissão de Governo Societário é composta por membros não executivos do Conselho de Administração com experiência e conhecimentos adequados à reflexão sobre o modelo de governo societário e ao acompanhamento permanente da adopção das melhores práticas de governo societário dentro do Grupo PT, à luz das características específicas da empresa. O Presidente da Comissão de Governo Societário é designado pelo Conselho de Administração.

Composição
Nuno de Almeida e Vasconcellos Presidente
João de Mello Franco Vogal
Joaquim Goes Vogal
António Ramalho Vogal
Francisco Soares Vogal
Jorge Tomé Vogal
Paulo Varela Vogal

Estruturas de Apoio à Comissão Executiva

As decisões dos investidores relativamente à alocação de capitais a empresas cotadas têm em conta, actualmente, não só as avaliações económicas, como também a transparência da informação e os níveis de segurança, sustentabilidade e fiabilidade da gestão executiva das sociedades.

Deste modo, a Comissão Executiva nomeou, no âmbito da delegação de competências efectuada pelo Conselho de Administração, três estruturas de apoio para melhor desempenho das suas atribuições.

A composição das estruturas de apoio da Comissão Executiva é a seguinte:

Disclosure Committee
Luís de Sousa Macedo Presidente
Francisco Nunes Vogal
Nuno Prego Vogal
Carlos Cruz Vogal
Nuno Vieira Vogal
Pedro Guterres Vogal

Bruno Saldanha Vogal

Conselho Consultivo

Presidente
Vogal
Vogal
Vogal
Vogal
Vogal
Vogal
Vogal

Comité de Sustentabilidade

A composição do Comité de Sustentabilidade é definida por inerência a cargos exercidos dentro do Grupo PT, nos seguintes termos:

  • Presidente Executivo da PT (Presidente);

  • Administradores da PT Comunicações, TMN, PT PRO, PT Compras, PT II e PT Inovação responsáveis pelo pelouro da Sustentabilidade no âmbito da respectiva empresa;

  • Secretário-geral da PT (Coordenação com Fundação Portugal Telecom);

  • Director de Reporte Financeiro da PT;

  • Director de Recursos Humanos da PT;

  • Director de Relação com Investidores da PT;

  • Director de Auditoria Interna da PT;

  • Director de Comunicação e Imagem Corporativa da PT (Coordenação operacional e implementação)

II.3. REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS ENTRE OS VÁRIOS ÓRGÃOS SOCIAIS, COMISSÕES E/OU DEPARTAMENTOS DA SOCIEDADE

A. ÓRGÃO DE ADMINISTRAÇÃO

Conselho de Administração

O Conselho de Administração é o órgão responsável por gerir os negócios da Sociedade e praticar todos os actos relativos ao objecto social que não caibam na competência de outros órgãos sociais, estabelecendo a orientação estratégica do Grupo PT e supervisionando a actividade de gestão corrente da Comissão Executiva.

De modo a garantir a existência de uma estrutura mais adequada às necessidades de gestão da PT, o Conselho de Administração delegou poderes de gestão corrente à Comissão Executiva e atribuiu competências específicas em matéria de acompanhamento do sistema de governo societário e de apoio em matéria de remunerações, de avaliação do desempenho dos administradores e no âmbito

dos processos de selecção, respectivamente, à Comissão de Governo Societário e à Comissão de Avaliação, nos termos descritos no presente relatório.

Sem prejuízo das competências próprias da Comissão de Auditoria, cabe igualmente ao Conselho de Administração assegurar que a Sociedade dispõe de sistemas eficazes de controlo interno, gestão de riscos e auditoria interna.

Para além das matérias excluídas por lei, ao Conselho de Administração está vedada a adopção de deliberações sobre matérias cuja competência é atribuída pelos Estatutos à Assembleia Geral.

Em contrapartida, o Conselho de Administração encontra-se autorizado a aumentar o capital social, com o parecer favorável da Comissão de Auditoria e precedendo-lhe deliberação da Assembleia Geral, nos termos descritos no Capítulo II.10 do presente relatório.

O Conselho de Administração delegou na Comissão Executiva a gestão corrente da empresa, retendo as funções de supervisão e controlo. Deste modo, o Conselho de Administração atribuiu à Comissão Executiva todos os poderes para o efeito necessários, sem prejuízo da faculdade de avocar qualquer das competências delegadas e com excepção dos relativos às matérias seguidamente enumeradas:

  • Cooptação de administradores;

  • Pedido de convocação de Assembleias Gerais;

  • Relatórios e contas anuais, a submeter à aprovação da Assembleia Geral;

  • Prestação de cauções e garantias pessoais ou reais pela Sociedade, cuja competência é reservada ao Conselho de Administração, sem prejuízo do disposto na alínea h) do artigo 15.º dos Estatutos;

  • Mudança de sede da Sociedade;

  • Projectos de cisão, fusão e transformação da Sociedade, a propor à Assembleia Geral, bem como aquisições, alienações, fusões, cisões e acordos de parceria estratégica que envolvam sociedades do Grupo PT, sempre que, nestes casos, tais operações não consubstanciem meras reestruturações internas do Grupo PT enquadradas nos objectivos gerais e princípios fundamentais aprovados pela Assembleia Geral;

  • Projectos de aumentos de capital a propor à Assembleia Geral;

  • Alterações estatutárias a propor à Assembleia Geral;

  • Definição dos objectivos gerais e dos princípios fundamentais das políticas do Grupo PT a submeter à aprovação da Assembleia Geral, nomeadamente a definição dos sectores de investimento e desinvestimento, da política de expansão geográfica dos seus negócios e das opções estratégicas relativas, designadamente, à tecnologia a adoptar, desenvolvimento das redes e prestações de serviços;

  • Extensões ou reduções importantes da actividade da Sociedade e modificações importantes na organização da Empresa;

  • Planos de actividades, orçamentos e planos de investimentos anuais;

  • Definição do montante a propor anualmente à Assembleia Geral para a emissão de obrigações ou outros valores mobiliários que possam vir a ser posteriormente deliberados pela Comissão Executiva.

Deste modo, encontra-se cumprida a Recomendação da CMVM 2007 n.º II.2.2, por não se encontrar delegada qualquer competência do Conselho de Administração no que respeita a i) determinação da estratégia e políticas gerais da Sociedade, ii) definição da estrutura empresarial do Grupo PT e iii) decisões que devam ser consideradas estratégicas devido ao seu montante, risco ou características especiais, nomeadamente por, quanto a este último aspecto, tais matérias serem de competência reservada do Conselho de Administração nos termos do respectivo Regulamento interno.

Competências do Presidente do Conselho de Administração e do Presidente Executivo

Nos termos dos Estatutos, das normas de funcionamento do Conselho de Administração e da

delegação de poderes na Comissão Executiva, competem ao Presidente do Conselho de Administração e ao Presidente Executivo as seguintes funções:

Presidente do Conselho de Administração

  • Representar o Conselho de Administração e promover a comunicação entre a Sociedade e os seus accionistas;

  • Coordenar a actividade do Conselho de Administração, procedendo à distribuição de matérias pelos respectivos vogais, quando a isso aconselharem as conveniências de gestão;

  • Convocar e dirigir as reuniões do Conselho de Administração;

  • Zelar pela correcta execução das deliberações do Conselho de Administração;

  • Zelar para que as deliberações sobre as matérias da competência do Conselho de Adminstração (que não tenham sido delegadas na Comissão Executiva) sejam adoptadas por este órgão social.

Presidente Executivo

  • Coordenar a actividade da Comissão Executiva, procedendo à distribuição de matérias pelos respectivos vogais, quando a isso aconselharem as conveniências de gestão;

  • Convocar e dirigir as reuniões da Comissão Executiva;

  • Zelar pela correcta execução das deliberações da Comissão Executiva.

A partir da aprovação do regulamento de funcionamento do Conselho de Administração, em 3 de Outubro de 2008, passou a ser da competência do Presidente do Conselho de Administração o exercício das seguintes funções:

  • Acompanhar e consultar a Comissão Executiva sobre o desempenho das competências nesta delegadas;

  • Contribuir para o efectivo desempenho das respectivas funções e competências por parte dos administradores não executivos e das comissões específicas do Conselho de Administração, bem como assegurar os mecanismos necessários para que estes recebam atempadamente a informação necessária com vista à tomada de decisões de forma independente e esclarecida pelos mesmos;

  • Presidir à Comissão de Avaliação.

O referido regulamento de funcionamento dispõe igualmente que, no caso de o Presidente do Conselho de Administração desempenhar as funções de Presidente Executivo, as atribuições referidas nas três alíneas anteriores deverão ser desempenhadas por um membro não executivo daquele órgão social.

O regulamento de funcionamento do Conselho de Administração prevê ainda a possibilidade de realização de reuniões ad hoc entre os administradores não executivos e exige que estes reúnam pelo menos uma vez por ano com o Presidente da Comissão de Avaliação da PT, exercendo tal cargo, por inerência de funções, o Presidente do Conselho de Administração.

Repartição de pelouros na Comissão Executiva

No quadro do processo de decisão empresarial no que respeita às linhas de negócio do Grupo PT e ao Governo da Sociedade, os membros da Comissão Executiva são responsáveis pelos seguintes pelouros (a 31 de Dezembro de 2009):

A Comissão de Governo Societário, no seu Relatório sobre o desempenho do órgão de administração, entende que a Comissão Executiva e o respectivo Presidente actuaram, ao longo de 2009, no âmbito da respectiva delegação de competências e realizaram um efectivo reporte da sua actividade ao Conselho de Administração, de acordo com o previsto na OS n.º 1,06 do Conselho de Administração relativa à delegação de poderes na Comissão Executiva e seu funcionamento.

Deveres de informação da Comissão Executiva

Nos termos definidos na respectiva delegação de funções, a Comissão Executiva presta, em tempo útil e de forma adequada, em cada reunião do Conselho de Administração ou sempre que se mostre necessário, informação aos restantes administradores dos factos mais relevantes relacionados com a execução dos poderes que lhe foram delegados, nomeadamente sobre a execução das políticas e opções estratégicas cujos objectivos gerais hajam sido definidos pelo Conselho de Administração, bem como sobre a execução dos planos de actividades, orçamentos e planos de investimentos anuais aprovados pelo mesmo órgão.

A Comissão Executiva presta igualmente as informações adicionais relativas ao estado da gestão que o Conselho de Administração entenda solicitar, devendo proceder com diligência aos actos de execução relacionados com quaisquer indicações que o Conselho de Administração lhe transmita, em resultado das informações prestadas.

B. ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO

Enquanto órgão de fiscalização, a Comissão de Auditoria tem, além das demais competências legais e estatutárias, as seguintes competências específicas:

  • Aprovar e divulgar relatório anual de actividade fiscalizadora, com menção expressa de eventuais constrangimentos com que se tenha deparado;

  • Aprovar um plano de acção anual que contemple designadamente as medidas necessárias ao cumprimento das suas competências no ano seguinte;

  • Informar e discutir com o Conselho de Administração e a Comissão Executiva, conforme apropriado, quaisquer situações identificadas no exercício das suas competências;

  • Discutir e dar parecer prévio à Comissão Executiva e Auditores Externos sobre quaisquer relatórios, documentação ou informação a divulgar a autoridades competentes;

  • Adoptar os procedimentos necessários para garantir o cumprimento pela Sociedade das disposições legais e regulamentares que lhe sejam aplicáveis;

  • Verificar a exactidão dos documentos de prestação de contas e, em geral, supervisionar a qualidade e integridade da informação financeira constante dos documentos de prestação de contas da Sociedade;

  • Fiscalizar o processo de preparação e divulgação de informação financeira e pronunciar-se e dar parecer prévio no âmbito das suas competências legais e estatutárias, e sempre que entenda necessário ou conveniente, sobre quaisquer relatórios, documentação ou informação a divulgar ou a submeter pela Sociedade perante as autoridades competentes;

  • Analisar e emitir a sua opinião sobre os assuntos relevantes relacionados com aspectos contabilísticos e de auditoria e sobre o impacto nas demonstrações financeiras das alterações às normas de contabilidade aplicáveis à Sociedade e às suas políticas contabilísticas;

  • Fiscalizar a revisão de contas e a auditoria aos documentos de prestação de contas da Sociedade, bem como supervisionar e avaliar os procedimentos internos relativamente a matérias contabilísticas e de auditoria;

  • Propor à Assembleia Geral a nomeação do Revisor Oficial de Contas;

  • Fiscalizar a independência do Revisor Oficial de Contas, designadamente no tocante à prestação de serviços adicionais;

  • Responsabilidade directa e exclusiva para a nomeação, contratação, confirmação ou cessação de funções e fixação da remuneração dos auditores externos da Sociedade, bem como para a fiscalização das suas habilitações e independência e para aprovação dos serviços de auditoria e/ou de outros serviços a prestar pelos referidos auditores externos ou por pessoas suas associadas - os auditores externos da Sociedade devem reportar e estar sujeitos à supervisão directa e exclusiva da Comissão de Auditoria, a qual anualmente obterá e procederá à revisão com estes de um Relatório sobre a Auditoria Externa;

  • Resolver quaisquer divergências entre a Comissão Executiva e os auditores externos, no que respeita à informação financeira a incluir nos documentos de prestação de contas a reportar às entidades competentes bem como no que respeita ao processo de preparação dos relatórios de auditoria a emitir pelos referidos auditores externos;

  • Fiscalizar a qualidade, integridade e eficácia dos sistemas de controlo interno e de gestão de riscos do Grupo PT, bem como do seu sistema de auditoria interna, incluindo a revisão anual da sua adequação e eficácia;

  • Receber as comunicações de irregularidades, reclamações e/ou queixas apresentadas por accionistas, colaboradores da Sociedade ou outros e implementar os procedimentos destinados à

recepção, registo e tratamento daquelas quando relacionadas com aspectos contabilísticos e de auditoria ou com procedimentos de controlo interno nestas matérias;

Emitir parecer prévio vinculativo sobre as propostas de transacções relevantes da Sociedade ou das suas subsidiárias com partes relacionadas, conforme descrito no Capítulo III.13. deste relatório.

Nos termos dos artigos 420.º, alíneas c), d), e) e f) e 446.º do Código das Sociedades Comerciais, ao revisor oficial de contas compete verificar a regularidade dos livros, registos contabilísticos e documentos que lhe servem de suporte, bem como, quando o julgue conveniente e pela forma que entenda adequada, a extensão da caixa e as existências de qualquer espécie dos bens ou valores pertencentes à sociedade ou por ela recebidos em garantia, depósito ou outro título, e ainda a exactidão dos documentos de prestação de contas e que as políticas contabilísticas e os critérios valorimétricos adoptados pela Sociedade conduzem a uma correcta avaliação do património e dos resultados.

Comissão de Avaliação

A Comissão de Avaliação tem as funções, competências e responsabilidades necessárias para assistir o Conselho de Administração nos seguintes domínios:

  • Avaliação do desempenho global do Conselho de Administração;

  • Avaliação do desempenho dos membros da Comissão Executiva da Sociedade, com base em critérios aprovados pela Comissão de Vencimentos nomeada pela Assembleia Geral da PT.

Adicionalmente, a Comissão de Avaliação tem ainda as funções e competências necessárias para exercer poderes consultivos em matéria de critérios de selecção dos membros dos órgãos de administração de algumas subsidiárias da PT e das comissões específicas constituídas no seio do Conselho de Administração.

Em particular, cabe à Comissão de Avaliação:

  • Apresentar ao Conselho de Administração e à Comissão de Vencimentos, consoante aplicável, uma comunicação sobre o grau de cumprimento pela Sociedade das disposições legais e regulamentares, recomendações e orientações emitidas pelas entidades competentes nas áreas específicas de avaliação, remuneração e selecção, e estudar e recomendar a adopção das medidas que se revelem necessárias ou convenientes para assegurar o cumprimento de tais regras;

  • Assistir o Conselho de Administração no âmbito da avaliação anual do desempenho deste órgão, apresentando para o efeito um relatório escrito de avaliação anual de desempenho, e avaliar anualmente o desempenho dos membros da Comissão Executiva, de acordo com os critérios objectivos aprovados pela Comissão de Vencimentos para efeitos e no âmbito do processo de fixação da componente variável da remuneração dos administradores executivos, ouvido o Presidente Executivo;

  • Proceder, para efeitos da fixação pela Comissão de Vencimentos dos critérios relevantes em matéria de remuneração, à definição, para cada mandato e anualmente, dos objectivos da Comissão Executiva, tendo em conta os planos aprovados pelo Conselho de Administração;

  • Propor e discutir com a Comissão de Vencimentos a política de remunerações dos membros dos órgãos de administração e fiscalização da Sociedade e emitir parecer sobre a declaração anual relativa à política de remunerações a submeter pela Comissão de Vencimentos à Assembleia Geral anual;

  • Discutir as minutas padrão de contratos de administração e dos contratos com os restantes membros dos órgãos sociais e negociar as respectivas condições particulares;

  • Elaborar e rever periodicamente os critérios de selecção e o resumo das qualificações, conhecimentos e experiência profissional tidos como perfil adequado ao desempenho de funções como membro do órgão administração das subsidiárias mais relevantes da PT;

  • Assessorar o Conselho de Administração no desempenho das suas funções e competências relativas à cooptação dos administradores da Sociedade, selecção dos administradores (por iniciativa do Presidente do Conselho de Administração ou de accionistas com capacidade de apresentação de listas a sufrágio) e designação e preenchimento das vagas dos administradores que integram as comissões específicas do Conselho de Administração da Sociedade, e, bem assim, dos administradores que compõem a Comissão Executiva, neste último caso sob proposta do respectivo Presidente;

  • Aconselhar a Comissão Executiva relativamente à selecção e critérios relevantes em matéria de fixação da remuneração dos membros dos órgãos de administração das subsidiárias mais relevantes da PT.

A Comissão de Avaliação teve uma actividade particularmente relevante em 2009 com vista a cumprir o seu escopo e as suas funções, destacando-se, em especial:

  • A aprovação de recomendação à Comissão de Vencimentos relativa à declaração sobre a política de remunerações dos órgãos de administração e fiscalização, para efeitos da respectiva submissão à Assembleia Geral anual;

  • A avaliação do desempenho dos membros da Comissão Executiva da Portugal Telecom, de acordo com os critérios objectivos aprovados pela Comissão de Vencimentos, na sua reunião de 14 de Dezembro de 2006, para efeitos e no âmbito do processo de fixação da componente variável da remuneração plurianual referente ao mandato de 2006-2008;

  • A aprovação de recomendação à Comissão de Vencimentos sobre a política remuneratória dos órgãos sociais para o mandato 2009-2011 e discussões com esta Comissão sobre o mesmo tema, com vista, inter alia, à definição de objectivos e critérios remuneratórios que ponderem os planos aprovados pelo Conselho de Administração;

  • Aprovação de relatório divulgado aos Accionistas relativamente ao processo de selecção dos Administradores da PT para o mandato 2009-2011;

  • Apreciação de proposta da Comissão Executiva sobre o preenchimento de cargos de administração nas denominadas "Participantes Relevantes".

O Conselho de Administração delegou na Comissão de Governo Societário as funções, competências e responsabilidades necessárias para assisti-lo no desempenho da sua função de supervisão da actividade social nas seguintes áreas:

  • Adopção, revisão e avaliação permanente do modelo de governo societário, das normas e procedimentos internos relativos à estrutura e governo da Sociedade, bem como aos princípios e práticas de conduta do Grupo em cumprimento das disposições legais e regulamentares e estatutárias e, bem assim, das recomendações, padrões e melhores práticas, nacionais e internacionais, nesta matéria, apresentando ao Conselho de Administração, até à data de aprovação do relatório e contas anuais a submeter à assembleia geral, uma comunicação, sob a forma escrita, acerca do grau de cumprimento pela Sociedade de tais normas;

  • Avaliação do desempenho do Conselho de Administração.

Em particular, a Comissão de Governo Societário tem como atribuições as seguintes:

Propor ao Conselho de Administração e rever e reavaliar o modelo de governo da Sociedade, incluindo a estrutura organizativa, funcionamento, responsabilidades e regras internas do Conselho de Administração;

  • Estudar, rever e reavaliar os princípios e práticas de governo societário do Grupo, designadamente, no tocante às relações do Grupo e, em particular, da Sociedade com o mercado, os accionistas e outros Stakeholders, às qualificações, independência e responsabilidade dos administradores bem como à prevenção de conflitos de interesses e à disciplina da informação;

  • Assistir o Conselho de Administração na avaliação do seu desempenho com vista a contribuir para a eficácia e transparência deste processo;

  • Estudar, rever e reavaliar os valores, princípios e práticas que deverão reger a conduta dos colaboradores do grupo, incluindo o estudo, revisão, interpretação e supervisão da aplicação dos códigos de ética ou conduta aprovados ou a aprovar pela Sociedade.

Durante o exercício de 2009, a Comissão de Governo Societário desenvolveu, principalmente, as seguintes actividades:

  • Apreciação do modelo de governo da PT, através da análise ponderada das práticas de governo seguidas, com vista à sua sedimentação e constante aperfeiçoamento, incluindo:

  • O acompanhamento da implementação do Regulamento do Conselho de Administração aprovado no final de 2008 e da actividade e nível de enraizamento na estrutura de governo da Sociedade das comissões internas constituídas no seio daquele órgão, em especial da Comissão de Avaliação também criada no final de 2008;

  • Implementação das regras e procedimentos internos destinados à revisão periódica da independência dos administradores e incompatibilidades, independência e especialização dos membros da Comissão de Auditoria;

  • Análise de benchmarking sobre as boas práticas de governo societário noutros fóruns internacionais de referência;

  • Elaboração de comentários aos projectos da CMVM de alteração ao Regulamento sobre o Governo das Sociedades Cotadas e às Recomendações constantes do Código de Governo das Sociedades e, bem assim, ao Ante-Projecto de Código de Bom Governo do Instituto Português de Corporate Governance, após desenvolvida análise e discussão interna e externa dos principais assuntos aí tratados;

  • Apreciação, discussão e comentário às propostas da Comissão Executiva de revisão do Código de Ética do Grupo PT e de revisão da Ordem de Serviço sobre Transacções com Partes Relacionadas, no sentido de actualizar e reforçar as normas internas do Grupo PT nestes domínios;

  • Preparação de comunicação a dirigir ao Conselho de Administração sobre o grau de cumprimento pela Sociedade das normas, recomendações e best practices, nacionais e internacionais, aplicáveis em matéria de estrutura e governo societários e de princípios e práticas de conduta;

  • Avaliação das práticas de governo do Conselho de Administração;

  • Apreciação do projecto de relatório de governo da Sociedade relativo ao exercício de 2009;

  • Preparação do relatório de auto-avaliação, incluindo a avaliação do regulamento de funcionamento da Comissão.

Estruturas de Apoio à Comissão Executiva

As atribuições das estruturas de apoio à Comissão Executiva são as seguintes:

Disclosure Committee

Cabe ao Disclosure Committee definir, documentar e divulgar procedimentos adequados a uma correcta recolha, tratamento e reporte de informação, bem como rever toda a informação divulgada pela PT, nomeadamente: press releases, relatórios e contas (anuais, semestrais e trimestrais), Forms 20-F, comunicados para a CMVM e questionários enviados a órgãos de comunicação social.

Com esse propósito deve o Disclosure Committee aprovar e executar os procedimentos e controlos necessários para assegurar que a divulgação de informação pela PT aos accionistas e investidores:

  • Cumpre com as leis e regulamentos aplicáveis;

  • É exacta, completa e realizada atempadamente; e

  • Representa com fiabilidade a situação financeira e os resultados das operações do Grupo em todos os aspectos materialmente relevantes para o adequado conhecimento sobre a sua condição e performance financeira.

Conselho Consultivo

O Conselho Consultivo tem por missão reflectir com a Comissão Executiva sobre as grandes questões estratégicas que se colocam ao Grupo PT, contribuindo para uma gestão empresarial de excelência.

A actividade do Conselho Consultivo consiste em abordar com a Comissão Executiva áreas com especial relevância para a PT ou questões cujo grau de importância assim o aconselhe, nomeadamente regulação, concorrência, investimentos internacionais, fusões, aquisições e alienações, estratégias tecnológicas e sua implicação na estrutura de negócios do Grupo.

Aos membros do Conselho Consultivo compete, em relação às actividades e participações sociais detidas, ou a adquirir, pelo Grupo PT:

  • Fornecer ao Presidente Executivo e à Comissão Executiva informações, análises e opiniões em relação a assuntos de carácter regulamentar, tecnológico, económico e empresarial;

  • Analisar os aspectos relevantes da conjuntura, tanto no que respeita ao presente quanto no que se refere às perspectivas para o futuro, designadamente no que respeita a factores susceptíveis de influenciar e potenciar a actividade do Grupo PT;

  • Assessorar o Presidente Executivo e a Comissão Executiva no desenvolvimento de estratégias empresariais e das melhores práticas de gestão;

  • Emitir opiniões, pareceres e recomendações sobre matérias que vierem a ser submetidas à sua apreciação pelo Presidente Executivo ou pela Comissão Executiva.

Comité de Sustentabilidade

Ao Comité de Sustentabilidade compete garantir que a sustentabilidade empresarial é integrante e coerente com a estratégia do Grupo e transversal a todas as suas empresas.

O Comité de Sustentabilidade tem os seguintes objectivos globais:

  • Reforçar a actuação do Grupo enquanto empresa sustentável e tornando-a reconhecida como tal interna e externamente;

  • Assegurar as condições necessárias para a integração da PT nos índices internacionais de sustentabilidade ambicionando a sua liderança;

  • Promover a melhoria de performance sustentável nas empresas participadas, apreciando e aprovando os projectos que as empresas decidam desenvolver neste âmbito e estimulando a inclusão deste tema na agenda das respectivas Comissões Executivas, pelo menos, 2 vezes por ano.

As responsabilidades deste Comité incluem:

  • Desenvolver a estratégia transversal de sustentabilidade empresarial integrante e coerente com a estratégia do Grupo;

  • Assegurar a criação, dentro do Grupo PT, das condições necessárias para o seu crescimento sustentado, segundo a óptica tridimensional, nas vertentes económica, ambiental e social, de acordo com critérios internacionais;

  • Avaliar, aprovar e apoiar as iniciativas e planos de implementação que as empresas participadas definam dentro deste âmbito;

  • Desenvolver, promover e supervisionar os projectos e acções necessárias aos fins em vista;

  • Identificar, definir e controlar as melhores equipas para a realização desses projectos;

  • Garantir a comunicação interna e externa reforçando a actuação do Grupo enquanto empresa sustentável e tornando-o reconhecido como tal;

  • Controlar e avaliar o plano de acções estabelecido e integrado na estratégia de sustentabilidade.

II.4. RELATÓRIO ANUAL SOBRE A ACTIVIDADE DESENVOLVIDA COMISSÃO DE AUDITORIA

O relatório anual das actividades da Comissão de Auditoria durante o exercício de 2009 encontra-se à disposição dos accionistas no website da Sociedade, juntamente com os documentos de prestação de contas, em cumprimento das Recomendações da CMVM 2007 n.º II.4.2 e II.4.3.

II.5. SISTEMAS DE CONTROLO INTERNO E DE GESTÃO DE RISCO

Enquanto empresa que se encontra cotada na Euronext Lisbon e na New York Stock Exchange, estando sujeita a elevados níveis de exigência na esfera do governo societário e actuando num contexto de globalização e elevado dinamismo empresarial, o Grupo PT assumiu, desde há muito tempo, um forte compromisso com a existência de um Ambiente de Controlo Interno efectivo, nomeadamente nas áreas relativas à preparação e divulgação de informação financeira.

A existência do supra mencionado Ambiente de Controlo Interno é assegurada pela implementação de um Sistema de Controlo Interno, o qual inclui Controlos para Reporting Financeiro e o Sistema de Gestão de Riscos, tendo o total empenho e comprometimento da Comissão Executiva no sentido do envolvimento de todas as equipas de gestão e da disponibilização de todos os meios necessários à efectiva implementação.

O Sistema de Controlo Interno, alinhado com as melhores práticas internacionais e com as disposições da Sarbanes-Oxley Act está implementado em todas as empresas relevantes do Grupo PT e contempla um conjunto de procedimentos relativos à execução, supervisão, monitorização e melhoria contínua dos processos de negócio para reporting financeiro.

A implementação do Sistema de Controlo Interno para a preparação e divulgação de informação financeira no Grupo PT encontra-se assegurada pela alocação permanente de recursos, nomeadamente através de Equipas de Controlo Interno, de Gestão de Risco e da Auditoria Interna Corporativa, sendo a definição de objectivos, supervisão, avaliação de efectividade e melhoria contínua das actividades desenvolvidas efectuada pelo Presidente Executivo e pelo Administrador Executivo com funções financeiras. A Comissão de Auditoria do Grupo PT tem igualmente desenvolvido um papel preponderante no que respeita à avaliação do processo de implementação do Sistema de Controlo Interno para reporting financeiro. Acresce que o Sistema de Controlo Interno tem vindo a ser certificado pelos Auditores Externos desde 2006 de acordo com as regras do Sarbanes-Oxley Act, sem qualquer falha material ("Material Weakness").

Controlos para Reporting Financeiro

O Sistema de Controlo Interno implementado na PT foi baseado em modelo internacional reconhecido - COSO4 , fazendo uso dos layers estabelecidos nesse modelo, nomeadamente: (i) Controlos de alto nível ("Entity Level Controls"); (ii) Controlos de Sistemas de Infomação ("IT Level Controls"); e (iii) Controlos ao nível dos processos ("Process Level Controls"). Adicionalmente, e considerando as exigências da SEC5 , foram identificados os objectivos necessários para assegurar que os processos, sistemas e organização com impacto a montante do reporte financeiro têm controlos adequados e operacionais.

O Núcleo de Controlo Interno tem como responsabilidade promover uma visão de um sistema de controlo interno estruturado, sustentável e orientado para a gestão dos riscos identificados pela organização, não exclusivamente vocacionado para o compliance. Neste sentido, para além das obrigações legais e das ferramentas próprias para identificação de riscos financeiros, o Núcleo faz uso da informação recolhida no Sistema de Gestão de Riscos para identificação e melhoria dos processos relevantes no reporting financeiro.

A identificação, o desenho e a actualização dos controlos relevantes para reporting financeiro, quer sejam preventivos, detectivos ou correctivos, é documentada em manuais próprios de acordo com os layers estabelecidos no COSO.

Prosseguindo com os objectivos de promoção e a implementação de um ambiente de Controlo Interno e gestão de risco para além do obrigatório, a PT definiu um conjunto de requisitos mínimos de controlo interno, sobretudo aplicáveis aos negócios internacionais, que serviram como orientação adicional do Grupo na definição de políticas corporativas.

No que respeita ao risco de fraude, o normativo SOX6 é muito específico, exigindo uma avaliação, monitorização e documentação própria. Deste modo, foram identificados e implementados os controlos necessários com vista a reduzir de forma adequada e sistemática os factores de riscos identificados, minimizando nomeadamente o impacto qualitativo e quantitativo do risco de fraude.

A avaliação da efectividade dos Controlos Internos para reporting financeiro é assegurada pela Auditoria Interna Corporativa do Grupo PT, sendo adicionalmente e conforme supra mencionado, obtida uma avaliação por parte do auditor externo.

Conforme supra mencionado, o Grupo PT definiu como compromisso prioritário a implementação de mecanismos de avaliação e gestão dos riscos que afectam os seus negócios, suportados por um modelo de gestão integrado e transversal, assegurando a implementação de boas práticas de Corporate Governance e transparência na comunicação ao mercado e accionistas.

O Grupo PT possui uma Equipa de Gestão de Riscos que tem como missão efectuar avaliação permanente dos processos de gestão de risco instituídos e introduzir os melhoramentos e adaptações que se venham a identificar.

4 Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission

5 Securities and Exchange Commission

6 Sarbanes-Oxley Act, de 2002

A PT tem vindo a investir na implementação de um Sistema de Gestão de Riscos baseado num modelo internacionalmente reconhecido – COSO II, e utilizando a seguinte metodologia:

Avaliação de Risco - Numa primeira fase são identificados e prioritizados, junto da equipa de gestão do Grupo PT, os riscos internos e exógenos que podem afectar de forma materialmente relevante a prossecução dos objectivos estratégicos do Grupo PT, nomeadamente: i) Crescimento em clientes; ii) Aumento da receita proveniente de mercados internacionais; iii) Liderança em todos os segmentos de mercado e geografias; iv) Desempenho superior ao nível do retorno accionista, operacional e financeiro; e v) Referência ao nível da sustentabilidade empresarial nos países onde Grupo PT actua.

Diagnóstico de Risco - de seguida são realizados workshops com os responsáveis operacionais pela gestão de cada risco, de modo a identificar como os factores de risco e eventos que podem afectar as operações e actividades do Grupo PT, assim como processos e mecanismos de controlo. Adicionalmente são mensurados impacto e a probabilidade de ocorrência de cada factor de risco, e consoante o nível de exposição ou risco residual, é avaliada a necessidade de resposta ao risco (eliminar, reduzir, transferir ou aceitar). Refira-se que, durante o ano de 2009, foram desenvolvidos 32 workshops com os responsáveis pela gestão dos riscos, nos quais foram identificados 213 factores de risco associados aos riscos relevantes.

Implementação e monitorização – consiste na fase de acompanhamento das acções de mitigação de risco que ficaram definidas na fase anterior; e na monitorização da evolução do nível de exposição aos riscos críticos e identificação de novos factores de riscos. Esta fase contempla a adopção de mecanismos internos de informação e comunicação sobre as diversas componentes do sistema e de alertas de riscos.

Divulgação – utilização dos resultados e informação gerada pelo Sistema de Gestão de Riscos para comunicação ao mercado e accionistas dos factores de risco críticos que podem afectar as operações e actividades do Grupo PT.

Importa igualmente referir que todo o processo é acompanhado e supervisionado pela Comissão de Auditoria, órgão de fiscalização composto por membros não executivos do Conselho de Administração.

A Sociedade apresenta uma descrição sumária dos principais riscos a que a Sociedade está sujeita no Capítulo II.9.

II.6. RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO NOS SISTEMAS DE CONTROLO INTERNO E DE GESTÃO DE RISCOS

No que respeita a esta matéria, remete-se para o Capítulo II.5.

II.7. REGULAMENTOS DE FUNCIONAMENTO DOS ÓRGÃOS DA SOCIEDADE

Regulamento interno e modo de funcionamento do Conselho de Administração

No dia 3 de Outubro de 2008, o Conselho de Administração adoptou o seu regulamento interno de funcionamento. O texto integral deste regulamento de funcionamento pode ser consultado no website da Sociedade.

Nos termos do artigo 24.º dos Estatutos e deste regulamento de funcionamento, o Conselho de Administração reúne mensalmente e reunirá extraordinariamente sempre que convocado pelo respectivo Presidente, por dois administradores ou pela Comissão de Auditoria.

O Conselho de Administração não pode funcionar sem a presença da maioria dos seus membros em exercício, podendo o Presidente do Conselho de Administração, em casos de reconhecida urgência, dispensar a presença dessa maioria se esta estiver assegurada através de voto por correspondência ou por procuração, não podendo contudo um administrador representar mais do que um outro administrador.

As deliberações do Conselho de Administração são tomadas por maioria dos votos expressos, tendo o Presidente voto de qualidade.

Nos termos dos Estatutos e da respectiva delegação de poderes, a Comissão Executiva fixa as datas e a periodicidade das suas reuniões ordinárias e reúne extraordinariamente sempre que for convocada pelo respectivo Presidente, por dois dos seus vogais ou pela Comissão de Auditoria.

A Comissão Executiva não poderá funcionar sem a presença da maioria dos seus membros em exercício, podendo o Presidente, em caso de reconhecida urgência, dispensar a presença dessa maioria, se esta estiver assegurada através do voto por correspondência ou por procuração, não podendo qualquer membro da Comissão Executiva representar mais do que outro membro da mesma, e ainda por conference call ou videoconferência.

As deliberações são tomadas por maioria dos votos expressos, tendo o Presidente voto de qualidade.

Os accionistas poderão solicitar à administração da Sociedade informações sobre o modo de funcionamento da Comissão Executiva, nos termos legais.

Regulamento interno e modo de funcionamento da Comissão de Auditoria

A Comissão de Auditoria adoptou um regulamento interno de funcionamento, o qual pode ser consultado no seguinte endereço electrónico: http://www.telecom.pt/NR/rdonlyres/67EC0B7D-5B4B-49DA-B5E0-87B32C5D3B22/1411230/Regulamento_Comisso_de_Auditoria_PT.pdf.

Nos termos do referido Regulamento, a Comissão de Auditoria reúne-se, pelo menos, uma vez em cada dois meses, em data e local fixados pelo respectivo Presidente, sem prejuízo de poderem ser convocadas reuniões extraordinárias pelo mesmo ou a pedido da maioria dos membros desta Comissão.

Adicionalmente, a Comissão de Auditoria pode reunir, por sua iniciativa, pelo menos uma vez em cada trimestre de cada exercício, separadamente, com a Comissão Executiva, com o Departamento de Auditoria Interna Corporativa e com os Auditores Externos da Sociedade, podendo os seus membros participar nas reuniões da Comissão Executiva em que se apreciem os documentos de prestação de contas anuais.

A Comissão de Auditoria não deve funcionar sem a presença da maioria dos seus membros, podendo o seu Presidente, em casos de reconhecida urgência ou impossibilidade justificada, dispensar a presença dessa maioria se esta estiver assegurada através de voto por correspondência ou por procuração, não podendo no entanto um dos membros representar mais do que outro membro da Comissão de Auditoria.

As deliberações da Comissão de Auditoria são tomadas por maioria dos votos expressos e o respectivo Presidente tem voto de qualidade.

Modo de actuação do Revisor Oficial de Contas

O Revisor Oficial de Contas é um órgão social singular, que exerce as suas funções de acordo com o respectivo regime jurídico e normas profissionais específicas.

Modo de funcionamento da Comissão de Avaliação e da Comissão de Governo Societário

Cada uma destas comissões reúne, ordinariamente, uma vez em cada trimestre e sempre que convocada pelo respectivo Presidente por iniciativa própria ou a pedido de qualquer um dos seus membros. Tais comissões não podem funcionar sem que esteja presente ou devidamente representada a maioria dos seus membros, sendo as suas deliberações tomadas por maioria dos votos expressos e tendo o respectivo Presidente voto de qualidade. O Presidente Executivo está impedido de votar no âmbito da Comissão de Avaliação em deliberações respeitantes à avaliação anual do desempenho dos membros da Comissão Executiva.

Para além destas regras, o regulamento de funcionamento do Conselho de Administração prevê a prestação de informação por parte da Comissão de Avaliação e da Comissão de Governo Societário aos membros do Conselho de Administração que não a integrem.

Os regulamentos de funcionamento da Comissão de Avaliação e da Comissão de Governo Societário encontram-se disponíveis para consulta no site da PT.

Conflitos de interesses, número máximo de cargos acumuláveis e outras incompatibilidades

De acordo com o regulamento interno do Conselho de Administração, cabe a cada administrador informar atempadamente o Presidente do Conselho de Administração e a Comissão de Governo Societário de qualquer interesse, directo ou indirecto, que tenha por conta própria ou de terceiro, potencial ou efectivamente em conflito com o interesse da Sociedade no contexto de determinada deliberação, ou de qualquer outra situação relativa ao administrador ou a um terceiro a ele ligado susceptível de, naquele contexto, limitar por qualquer forma a sua imparcialidade, descrevendo a natureza e extensão de tal interesse ou situação.

Em face de tal informação, se o Presidente do Conselho de Administração, a Comissão de Governo Societário, ou o administrador em causa, concluir pela existência de um conflito de interesses, tal administrador não deverá participar na discussão nem na votação das deliberações em causa.

Para além das normas previstas na lei e nos regulamentos e recomendações da CMVM e da NYSE, a PT não adoptou quaisquer outras normas de que resultem limitações ao número máximo de cargos acumuláveis ou outras incompatibilidades aplicáveis aos membros do Conselho de Administração ou da Comissão de Auditoria.

SECÇÃO II. ADMINISTRAÇÃO

II.8. MECANISMOS DE COORDENAÇÃO DOS TRABALHOS DOS MEMBROS NÃO EXECUTIVOS

O Presidente do Conselho de Administração não exerce funções executivas.

De qualquer modo, a Sociedade tem implementados mecanismos que garantem decisões independentes e informadas dos administradores não executivos para a eventualidade de o Presidente do Conselho de Administração desempenhar funções executivas. Vide Capítulo II.3., Competências do Presidente do Conselho de Administração e do Presidente Executivo.

II.9. IDENTIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS ECONÓMICOS, FINANCEIROS E JURÍDICOS A QUE A SOCIEDADE SE EXPÕE NO EXERCÍCIO DA ACTIVIDADE

Enquanto grupo económico que desenvolve a sua actividade em diversas áreas de negócio, o Grupo PT encontra-se exposto a diversos riscos, sendo os principais factores de risco os seguintes:

Regulação: O Grupo PT está sujeito ao risco de ocorrerem alterações regulatórias ou acções das entidades reguladoras nacionais, internacionais ou comunitárias que possam originar pressões competitivas crescentes e afectar a sua capacidade para conduzir eficazmente o seu negócio. A gestão do risco de regulação está entregue à Direcção de Regulação, que deverá estar a par de novas regulações aplicáveis ao sector com impacto para o Grupo PT, emitidas por entidades nacionais e internacionais.

Concorrência: Existe a possibilidade de ocorrer uma redução das receitas do serviço fixo em resultado do progressivo efeito de substituição fixo-móvel, bem como uma redução das receitas do Grupo PT em virtude do aumento da concorrência por parte de outros operadores ou novos protagonistas no mercado, nomeadamente através de (i) desenvolvimento de novos produtos e serviços; (ii) políticas de marketing e vendas agressivas; (iii) introdução de melhorias na qualidade dos produtos ou serviços; (iv) aumento da produtividade e redução de custos; e (v) reconfiguração da cadeia de valor do ponto de vista do cliente.

Evolução tecnológica: Face ao histórico de mudanças tecnológicas rápidas, o Grupo PT está sujeito ao risco de não alavancar os avanços e desenvolvimentos tecnológicos no seu modelo de negócio, com vista à obtenção ou manutenção de vantagens competitivas. O Grupo PT detém a PT Inovação, empresa direccionada para o desenvolvimento tecnológico dos negócios do Grupo, ao nível da investigação aplicada, serviços de engenharia e de desenvolvimento de soluções e serviços inovadores, quer no mercado doméstico, quer no mercado internacional.

Gestão de infra-estruturas de rede: a capacidade e disponibilidade das infra-estruturas de rede são aspectos fundamentais para que o Grupo PT assegure a continuidade das operações críticas em termos de provisão de serviço ao cliente dentro de parâmetros de qualidade elevados com vista não só à satisfação dos nossos clientes como também no cumprimento de requisitos regulatórios. Nesse sentido, o Grupo PT tem dado bastante ênfase na gestão deste risco não só ao nível da disponibilidade da infra-estrutura, bem como no aumento da capacidade da mesma, de modo a suportar novas ofertas de produtos e serviços aos seus clientes. Adicionalmente, o facto de possuir infra-estruturas de rede que se encontram localizada em domínio público aumenta a exposição do Grupo PT à ocorrência de avarias e incidentes. Neste âmbito, são realizadas acções de manutenção preventiva e/ou transferência de riscos para empresas de seguros.

Envolvente económica: A crise financeira internacional poderá prolongar a recessão ao nível da economia portuguesa e mundial e atrasar a retoma, o que poderá ter um impacto ao nível da procura de produtos e serviços, e consequentemente ao nível da performance operacional e financeira do Grupo PT. Nesse sentido, a gestão monitoriza de forma contínua os impactos ao nível da performance operacional e financeira da Sociedade.

Mercados financeiros: Eventos recentes aumentaram a incerteza e volatilidade dos mercados financeiros. Os prémios de riscos nos mercados em geral, e para a PT em particular, aumentaram significativamente. Nesse sentido, as condições actuais dos mercados financeiros poderão impactar

negativamente na capacidade de acesso ao capital que o Grupo PT necessita para suportar o seu crescimento, as suas estratégias, e gerar retornos financeiros futuros. A gestão do risco de mercados financeiros é assegurada pela Direcção de Finanças Corporativa. A Portugal Telecom contrata um conjunto de instrumentos financeiros derivados, com o intuito de minimizar os riscos de exposição a variações de taxa de juro e câmbio. A contratação de instrumentos financeiros é efectuada após a análise cuidada dos riscos, benefícios inerentes a este tipo de operações e consulta a diversas instituições intervenientes neste mercado. Estas operações são sujeitas à aprovação prévia da Comissão Executiva e implicam o acompanhamento permanente da evolução dos mercados financeiros e das posições detidas pela empresa.

Exposição cambial: A Portugal Telecom detém investimentos financeiros em países estrangeiros cuja moeda funcional não é o euro, nomeadamente o Brasil e alguns países africanos. Eventuais variações cambiais ocorridas nas moedas desses países face ao euro afectam a conversão dos resultados atribuídos à Portugal Telecom e deste modo os resultados e situação patrimonial do Grupo PT. A Portugal Telecom não tem como política fazer a cobertura do valor do investimento financeiro; no entanto, a Comissão Executiva pondera a realização da cobertura do fluxo financeiro de dividendos ou outros rendimentos de capital entre o momento da atribuição e o efectivo recebimento.

Parcerias estratégicas: A estratégia de crescimento a nível internacional está assente num conjunto de alianças, joint-ventures e parcerias que afectem de modo positivo a capacidade de competir da Sociedade. A Comissão Executiva da PT e as restantes empresas participadas têm assumido papel central na gestão deste risco, potenciando as oportunidades existentes.

Ambiental: A prossecução de uma adequada politica ambiental tem sido uma preocupação da Portugal Telecom, de modo a diminuir a exposição da sociedade a danos ambientes que se pode consubstanciar na: (i) responsabilidade para com terceiros por danos materiais causados; (ii) responsabilidades perante governos ou terceiros pelo custo de remoção de resíduos acrescido de graves indemnizações punitivas.

Retenção de talento: a capacidade da empresa reter e obter talento é um vector essencial para a prossecução dos objectivos estratégicos da empresa, sobretudo num contexto competitivo em que a Portugal Telecom actua tanto a nível nacional como internacional. Nesse sentido, a Sociedade tem dado particular atenção à gestão deste risco, que está a cargo da Direcção de Activos Humanos Corporativa, que identifica os elementos-chave do Grupo PT para, depois, implementar estratégias de retenção adequadas aos segmentos que definiu para a sua gestão.

II.10. PODERES DO ÓRGÃO DE ADMINISTRAÇÃO, NOMEADAMENTE NO QUE RESPEITA A DELIBERAÇÕES DE AUMENTO DE CAPITAL

Os poderes do Conselho de Administração da PT encontram-se descritos no Capítulo II.3., Conselho de Administração.

Os Estatutos da PT autorizam o Conselho de Administração a, com o parecer favorável da Comissão de Auditoria, aumentar o capital social, por uma ou mais vezes, e por entradas em dinheiro, em valor até 15.000.000 Euros, devendo, no entanto, esta decisão ser precedida de deliberação da Assembleia Geral que fixe os parâmetros a que fiquem submetidos o reforço ou reforços de capital em causa, devendo tal definição ser efectuada nos termos previstos nos Estatutos.

Em Dezembro de 2008, fazendo uso desta autorização, o Conselho de Administração procedeu à emissão de obrigações convertíveis em acções, o que incluiu, nos termos da deliberação da Assembleia Geral que aprovou os respectivos parâmetros, a aprovação de um aumento de capital implícito na deliberação de emissão daquelas obrigações em montante não excedente do correspondente a 15% do capital social da PT à data da deliberação de emissão das obrigações convertíveis, sem prejuízo da eventual ultrapassagem de tal limite em virtude de reajustamentos do preço de conversão.

II.11. POLÍTICA DE ROTAÇÃO DOS PELOUROS - DESIGNAÇÃO E SUBSTITUIÇÃO DE MEMBROS

Política de rotação de pelouros

A PT não dispõe actualmente de uma política de rotação dos pelouros no Conselho de Administração. Tomando em consideração que foi adoptada uma nova Recomendação da CMVM 2010 nesta matéria e a considerar no relatório de governo referente a 2010 – a pertinência da adopção de uma tal política poderá vir a ser analisada durante o exercício de 2010.

Por outro lado, não é aplicável à PT a Recomendação da CMVM n.º II.2.5, a qual prevê que o órgão de administração promova a rotação do membro com o pelouro financeiro no fim de cada dois mandatos, já que o administrador Luís Pacheco de Melo exerce as funções de Chief Financial Officer desde 2006, encontrando-se, assim, no seu segundo mandato.

Regras sobre designação e substituição dos membros do Conselho de Administração

Os membros do Conselho de Administração são eleitos pela Assembleia Geral nos termos descritos no Capítulo II.1.

À Comissão de Avaliação da PT foram atribuídas competências no âmbito do processo de designação dos administradores, nos termos melhor descritos no Capítulo II.16.

Os Estatutos determinam que a falta de qualquer administrador a mais de metade das reuniões ordinárias do Conselho de Administração durante um exercício, seja de forma seguida ou interpolada, sem justificação aceite pelo Conselho de Administração, se considere como falta definitiva desse administrador. Tal falta definitiva deve ser declarada pelo Conselho de Administração, devendo proceder-se à substituição do administrador em causa nos termos da lei e dos Estatutos.

Quando o administrador que falte definitivamente seja algum dos eleitos pela aplicação da regra estatutária que exige a concorrência dos votos da maioria das acções da categoria A, e na cooptação não tenham votado com a maioria os membros do Conselho de Administração que, eleitos ao abrigo dessa disposição, permanecem em funções, a respectiva substituição opera-se por eleição em Assembleia Geral.

Regras sobre designação e substituição dos membros dos órgãos de fiscalização

Os membros dos órgãos de fiscalização são designados pela Assembleia Geral nos termos descritos no Capítulo II.1.

Os Estatutos determinam que a falta de qualquer membro da Comissão de Auditoria considera-se como falta definitiva nos termos das faltas dos membros do Conselho de Administração enquanto tais. A falta definitiva deve ser declarada pela Comissão de Auditoria, devendo proceder-se à substituição do membro em causa nos termos da lei e dos Estatutos.

A substituição do Revisor Oficial de Contas é realizada nos termos da lei.

II.12. NÚMERO DE REUNIÕES DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO, BEM COMO REFERÊNCIA À REALIZAÇÃO DAS ACTAS DESSAS REUNIÕES

Durante o exercício social de 2009, tiveram lugar 14 reuniões do Conselho de Administração e 13 reuniões da Comissão de Auditoria.

Os órgãos de administração e fiscalização lavram actas das suas reuniões, podendo os participantes nas reuniões ditar para a acta a súmula das suas intervenções.

II.13. NÚMERO DE REUNIÕES DA COMISSÃO EXECUTIVA E ENVIO DE RESPECTIVAS ACTAS E CONVOCATÓRIAS

Durante o exercício social de 2009, tiveram lugar 42 reuniões da Comissão Executiva. Das reuniões da Comissão Executiva são lavradas actas, podendo os participantes ditar para a acta a súmula das suas intervenções.

O Presidente Executivo remete ao Presidente do Conselho de Administração e ao Presidente da Comissão de Auditoria as convocatórias e as actas das reuniões da Comissão Executiva de modo a permitir uma adequada informação dos titulares desses cargos.

II.14. MEMBROS EXECUTIVOS E NÃO EXECUTIVOS - REGRAS DE INCOMPATIBILIDADE E CRITÉRIOS DE INDEPENDÊNCIA

Conselho de Administração

No Capítulo II.1. encontram-se discriminados os administradores executivos e os administradores não executivos, bem como, entre estes últimos, aqueles que são considerados independentes.

Conforme consta desse Capítulo II.1., a 31 de Dezembro de 2009, o Conselho de Administração conta com 9 administradores não executivos independentes, o que corresponde a mais de um quarto do total de membros, em conformidade com o disposto na Recomendação da CMVM 2007 n.º II.1.2.2.

Por outro lado, todos os membros não executivos do Conselho de Administração acima identificados como independentes (para além, naturalmente, dos administradores que integram a Comissão de Auditoria) cumpririam, se lhes fossem aplicáveis, todas as regras de incompatibilidade previstas no n.º 1 do artigo 414.º-A do Código das Sociedades Comerciais, com excepção da prevista na alínea b).

Tendo em conta as regras internas em matéria de independência e as comunicações efectuadas pelos respectivos membros, a 31 de Dezembro de 2009, a Comissão de Auditoria cumpre o disposto no n.º 6 do artigo 414.º do Código das Sociedades Comerciais, uma vez que a totalidade dos seus membros são independentes, nos termos do n.º 5 do mesmo artigo.

A este propósito, é de referir que, caso a CMVM venha a entender, em conformidade com a nova Recomendação da CMVM 2010 n.º II.1.2.3., que é relevante, para efeitos da alínea b) do n.º 5 do artigo 414.º do Código das Sociedades Comerciais e no que respeita exclusivamente ao exercício de 2009, a reeleição em qualquer órgão social (e não apenas a reeleição no órgão de fiscalização), o Presidente da Comissão de Auditoria, ainda que tenha sido eleito pela primeira vez para o órgão de fiscalização em 22 de Junho de 2007, foi reeleito por mais de dois mandatos para o exercício de funções não executivas no órgão de administração da Sociedade.

Contudo, tomando em consideração o disposto expressamente na referida norma, bem como a natureza própria das funções de fiscalização, a Comissão de Auditoria entende que todos os seus membros são independentes, possuindo ainda o seu Presidente as competências adequadas ao exercício das respectivas funções, pelo que cumpre o disposto na Recomendação da CMVM 2007 n.º II.1.3.1.

Aliás, convém salientar que (i) a independência dos membros da Comissão de Auditoria da Sociedade é também aferida de acordo com as regras da SEC e da NYSE aplicáveis à Comissão de Auditoria da PT, que se encontram descritas no Capítulo seguinte e que (ii) todos os membros da Comissão de Auditoria são independentes à luz destas normas, incluindo o membro da Comissão de Auditoria Mário João de Matos Gomes, que é o "audit committee financial expert" nos termos do disposto no Item 16A do Form 20-F.

II.15. REGRAS PARA AVALIAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DOS MEMBROS DA ADMINISTRAÇÃO

Conselho de Administração

Na qualificação da independência dos administradores nos termos da tabela supra foram considerados o conceito de independência constante do número 5 do artigo 414.º do Código das Sociedades Comerciais e a Ordem de Serviço interna n.º 3,08 relativa à Independência dos membros do Conselho de Administração da Portugal Telecom, SGPS S.A., com excepção dos membros da respectiva Comissão de Auditoria, aprovada em 31 de Janeiro de 2008.

Na aferição da inexistência de qualquer associação a grupos de interesses específicos na PT ou circunstância susceptível de afectar a sua isenção de análise ou de decisão, os membros do órgão de administração da Sociedade, bem como o próprio Conselho de Administração têm nomeadamente em consideração as regras de incompatibilidades previstas no artigo 414.º-A do Código das Sociedades Comerciais, com excepção da prevista na alínea b) do n.º1 deste artigo, bem como as situações que afectam a independência previstas nas alíneas a) e b) do n.º 5 do artigo 414.º daquele Código.

Conforme previsto na Ordem de Serviço n.º 3,08, os membros do Conselho de Administração da Sociedade, com excepção dos membros da Comissão de Auditoria, devem enviar ao Presidente do Conselho de Administração, nos 10 dias úteis seguintes à sua eleição ou cooptação e até ao dia 31 de Janeiro de cada ano, declarações elaboradas de acordo com um Anexo à referida Ordem de Serviço.

Sempre que se verifique uma alteração superveniente da situação de qualquer um dos membros do Conselho de Administração no que respeita à sua independência, o administrador em questão deve enviar ao Presidente do Conselho de Administração uma declaração actualizada, nos 10 dias úteis seguintes à ocorrência de tal alteração superveniente.

O Conselho de Administração avalia a independência dos seus membros não executivos que não integram a Comissão de Auditoria tendo por base tais declarações, bem como qualquer outra informação de que tenha conhecimento.

Os critérios de independência previstos na Ordem de Serviço n.º 3,08 são aplicáveis aos membros da Comissão de Governo Societário e da Comissão de Avaliação enquanto tais. Por seu turno, a Comissão de Auditoria adopta critérios de independência específicos, conforme se descreve de seguida.

Para efeitos de aferição da independência, inexistência de situações de incompatibilidade e especialização dos membros da Comissão de Auditoria, considerados enquanto tal, a Comissão de Auditoria e o Conselho de Administração da PT adoptaram, em 31 de Janeiro de 2008, a Ordem de Serviço interna n.º 4,08, que foi elaborada com base no conceito de independência constante do número 5 do artigo 414.º, na lista de incompatibilidades prevista no artigo 414.º-A e no conceito de especialização constante do n.º 4 do artigo 414.º, todos do Código das Sociedades Comerciais e aplicáveis por remissão do artigo 423.º-B do mesmo Código, bem como tendo em consideração os termos das demais regras de mercado aplicáveis, incluindo as vigentes no mercado norte-americano, designadamente no Securities Exchange Act of 1934, no Sarbanes-Oxley Act, na Rule 10A-3 on Listing Standards Relating to Audit Committees da SEC e nas Final Rules aprovadas nos termos da Section 303A on Corporate Governance Standards da NYSE.

Nos termos desta Ordem de Serviço, os membros da Comissão de Auditoria devem enviar ao Presidente deste órgão social, nos 10 dias úteis seguintes à sua designação e até ao dia 31 de Janeiro de cada ano, declarações elaboradas de acordo com um Anexo àquela Ordem de Serviço n.º 4,08.

Adicionalmente, sempre que um membro da Comissão de Auditoria tenha ou deva ter conhecimento de que se verifica ou irá verificar-se uma alteração superveniente relativamente ao cumprimento dos requisitos de independência, incompatibilidades e especialização que lhe sejam aplicáveis, o membro em questão deve enviar ao Presidente da Comissão de Auditoria uma declaração actualizada, com antecedência razoável ou, se tal não for possível, imediatamente após a verificação dessa alteração.

A Comissão de Auditoria aprecia, em cada momento, da conformação dos seus membros com as regras sobre incompatibilidades, independência e especialização aplicáveis tendo por fundamento as declarações dos seus membros, bem como qualquer outra informação de que tenha conhecimento.

Acresce que, caso a Comissão de Auditoria conclua que, em determinado momento, os seus membros não cumprem, ou poderão vir a não cumprir, os requisitos quanto a incompatibilidades, independência ou especialização previstos no Código das Sociedades Comerciais, este órgão social desencadeia os mecanismos necessários à substituição dos membros que se revele necessária para que a composição deste órgão social esteja conforme com as disposições legais e estatutárias aplicáveis.

A independência dos membros da Comissão de Auditoria da Sociedade é também aferida de acordo com os designados Independence Tests constantes da Section 303-A on Corporate Governance Standards emitidos pela NYSE, os quais lhes são aplicáveis em virtude de a Sociedade ser uma entidade com acções admitidas à negociação na NYSE.

II.16. PROCESSO DE SELECÇÃO DE CANDIDATOS A ADMINISTRADORES NÃO EXECUTIVOS

Os candidatos aos cargos de administração não executiva são eleitos pela Assembleia Geral. Nas Assembleias Gerais electivas que vêm sendo realizadas na PT, os nomes integrados nas listas para efeitos de eleição de órgãos sociais, em particular no que se refere ao órgão de administração e aos seus membros não executivos, têm sido propostos pelos accionistas signatários da proposta em causa, não participando os administradores executivos no processo de escolha dos administradores não executivos.

Por outro lado, a Comissão de Avaliação conta, entre as suas atribuições, com a competência para assistir o Conselho de Administração no âmbito do processo de selecção de administradores para a Sociedade, quer por solicitação do Presidente do Conselho de Administração (nomeadamente em caso de cooptação), quer por iniciativa de accionistas com capacidade de apresentação de listas a sufrágio.

As atribuições do Conselho de Administração e da Comissão de Avaliação neste âmbito correspondem ao exercício das funções de gestão da sociedade que incubem ao órgão de administração, no que se refere às competências especializadas do Conselho de Administração, ou seja, a intervenção desta Comissão no processo de selecção de candidatos a administradores não executivos compreende, essencialmente, a definição do perfil objectivo adequado das pessoas a eleger, tendo em consideração critérios gerais e abstractos de boa gestão, sem prejuízo de a decisão de selecção de candidatos em concreto incumbir ao Conselho de Administração, nos casos de cooptação (sujeita a ratificação pela Assembleia Geral), ou aos accionistas, no caso de eleição em Assembleia Geral.

A Comissão de Avaliação conta com 7 administradores não executivos entre os seus 8 membros (incluindo, para além do Presidente da Comissão de Auditoria, o Presidente Executivo) e é presidida pelo Presidente do Conselho de Administração, que é um administrador não executivo.

Deste modo, encontra-se limitada a interferência dos administradores executivos na selecção de candidatos a administradores não executivos.

II.17. DESCRIÇÃO DA ACTIVIDADE DOS ADMINISTRADORES NÃO EXECUTIVOS

O regulamento de funcionamento do Conselho de Administração prevê a possibilidade de realização de reuniões ad hoc entre os administradores não executivos e exige que estes reúnam, pelo menos uma vez por ano, com o presidente da Comissão de Avaliação da PT.

Os membros não executivos do Conselho de Administração elaboraram um relatório das actividades desenvolvidas durante o exercício de 2009, o qual foi aprovado na reunião realizada entre os mesmos a 3 de Março de 2010 e que se encontra divulgado no relatório anual de gestão, em cumprimento da Recomendação da CMVM 2007 n.º II.2.4.

II.18. QUALIFICAÇÕES PROFISSIONAIS DOS MEMBROS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, A INDICAÇÃO DAS ACTIVIDADES PROFISSIONAIS POR SI EXERCIDAS, PELO MENOS, NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS, O NÚMERO DE ACÇÕES DA SOCIEDADE DE QUE SÃO TITULARES, DATA DA PRIMEIRA DESIGNAÇÃO E DATA DO TERMO DE MANDATO

Os curricula dos administradores da PT encontram-se no Anexo III.

No Capítulo II.1. encontram-se discriminados o número de acções da Sociedade detido por cada administrador, o ano da primeira designação e a data do termo do mandato.

II.19. FUNÇÕES QUE OS MEMBROS DO ÓRGÃO DE ADMINISTRAÇÃO EXERCEM EM OUTRAS SOCIEDADES, DISCRIMINANDO-SE AS EXERCIDAS EM OUTRAS SOCIEDADES DO MESMO GRUPO

As funções exercidas noutras sociedades pelos administradores encontram-se discriminadas no Anexo III.

SECÇÃO III. CONSELHO GERAL E DE SUPERVISÃO, COMISSÃO PARA AS MATÉRIAS FINANCEIRAS, COMISSÃO DE AUDITORIA E CONSELHO FISCAL

A informação prevista nos Capítulos II.20. a II.23. do Regulamento da CMVM n.º 1/2010 não é aplicável à PT, tendo em conta que a Sociedade adoptou um modelo de governo anglo-saxónico.

II.24. AVALIAÇÃO DO AUDITOR EXTERNO

A PT adopta o modelo de governo anglo-saxónico, pelo que não dispõe de um Conselho Fiscal. A informação prestada de seguida tem por referência a Comissão de Auditoria.

A avaliação anual do auditor externo consta do relatório anual das actividades da Comissão de Auditoria que é disponibilizado no website da Sociedade juntamente com os documentos de prestação de contas.

Até à presente data, a Comissão de Auditoria da PT em caso algum encontrou razões para ponderar a tomada de diligências no sentido de destituir com justa causa uma entidade que tenha desempenhado as funções de auditor externo da Sociedade, pelo que a Recomendação da CMVM 2007 n.º II.4.5, não tendo nunca sido susceptível de aplicação nesta parte, considera-se integralmente cumprida.

Para meros efeitos informativos, importa referir a respeito desta matéria que, nos termos do respectivo regulamento interno, a Comissão de Auditoria tem responsabilidade directa e exclusiva pela nomeação, contratação, confirmação ou cessação de funções e fixação da remuneração dos auditores externos da Sociedade, bem como pela fiscalização das suas habilitações e independência e aprovação dos serviços de auditoria e/ou de outros serviços a prestar pelos referidos auditores externos ou por pessoas suas associadas, não atribuindo a lei e os Estatutos da Sociedade qualquer competência à Assembleia Geral para deliberar sobre a destituição com justa causa do auditor externo.

A informação prevista nos Capítulos II.25. a II.28. do Regulamento da CMVM n.º 1/2010 não é aplicável à PT, tendo em conta que a Sociedade adoptou um modelo de governo anglo-saxónico.

II.29. POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO DA SOCIEDADE

A política de remuneração aplicável aos dirigentes do Grupo PT na acepção do n.º 3 do art. 248.º-B do Cód.VM, com excepção daqueles que integrem os órgãos de administração ou fiscalização, encontrase descrita na declaração sobre esta matéria a submeter pelo Conselho de Administração à Assembleia Geral anual a realizar no próximo dia 16 de Abril de 2010, em cumprimento da parte correspondente a esta matéria do disposto na Recomendação da CMVM 2007 n.º II.1.5.2. Tal declaração consta do Anexo IV ao presente relatório.

Na Assembleia Geral anual de 27 de Março de 2009 foi igualmente submetida à apreciação dos accionistas uma descrição da política de remunerações dos dirigentes do Grupo PT com excepção daqueles que integrem os órgãos de administração ou fiscalização, em texto integrado no Relatório e contas relativo a tal exercício.

Não existem na PT outros trabalhadores cuja actividade profissional possa ter impacto relevante no perfil de risco da empresa e cuja remuneração contenha uma componente variável importante.

SECÇÃO IV. REMUNERAÇÃO

A Comissão de Vencimentos, eleita pelos accionistas reunidos em Assembleia Geral, tem por função definir a política de remunerações dos titulares dos órgãos sociais, fixando as remunerações aplicáveis tendo em consideração as funções exercidas, o desempenho verificado (tendo nomeadamente em conta a avaliação efectuada pela Comissão de Avaliação) e a situação económica da Sociedade.

Com vista à consecução dessa tarefa, a Comissão de Vencimentos acompanha e avalia, numa base constante, o desempenho dos administradores, verificando em que medida foram atingidos os objectivos propostos, e reúne sempre que for necessário.

Os actuais membros da Comissão de Vencimentos foram eleitos em 27 de Março de 2009 para o mandato correspondente ao triénio 2009-2011, o qual terminará no dia 31 de Dezembro de 2011.

Composição
Álvaro Pinto Correia Presidente
Francisco Esteves de Carvalho Vogal
Francisco Barros Lacerda Vogal

Independência dos membros da Comissão de Vencimentos

Sem prejuízo da necessária articulação desta Comissão com o Conselho de Administração, a composição da Comissão de Vencimentos procura obter o maior grau possível de independência relativamente aos titulares do órgão de administração. Nenhum dos membros da Comissão de Vencimentos integra qualquer órgão social ou comissão da Sociedade e nenhum dos membros da Comissão de Vencimentos tem qualquer ligação familiar a qualquer titular do órgão de administração por via de casamento, parentesco ou afinidade em linha recta até ao terceiro grau, inclusive.

II.30. DESCRIÇÃO DA POLÍTICA DE REMUNERAÇÕES DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO A QUE SE REFERE AO ARTIGO 2.º DA LEI N.º 28/2009, DE 19 DE JUNHO.

A política de remunerações dos membros executivos e não executivos do órgão de administração (incluindo nessa política os membros do órgão de fiscalização) encontra-se descrita na declaração sobre esta matéria a submeter pela Comissão de Vencimentos à Assembleia Geral anual a realizar no próximo dia 16 de Abril de 2010, e nos termos previstos no n.º 1 do artigo 2.º da Lei n.º 28/2009, de 19 de Junho e em cumprimento da parte correspondente a esta matéria do disposto na Recomendação da CMVM 2007 n.º II.1.5.2. Tal declaração encontra-se reproduzida no Anexo V ao presente relatório.

Na Assembleia Geral anual de 27 de Março de 2009 foi igualmente submetida à apreciação dos accionistas uma descrição da política de remunerações dos administradores e modo como a mesma foi aplicada no exercício de 2008, em texto integrado no relatório de governo societário relativo a tal exercício.

II.31. REMUNERAÇÃO AUFERIDA INDIVIDUALMENTE PELOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO DA SOCIEDADE

Nos termos da Lei n.º 28/2009 de 19 de Junho, indicam-se de seguida as remunerações individuais recebidas pelos membros do órgão de administração e da Comissão de Auditoria da Sociedade, incluindo não apenas as remunerações pagas pela PT mas também por outras sociedades em relação de domínio ou de grupo com esta sociedade:

Conselho de Administração em funções entre 1 de Janeiro de 2009 e 26 de Março de 2009

Comissões em 26 de Março de 2009
Fixo Exercício de 2009
Variável
Total Notas Auditoria Governo Avaliação
FY2008
Presidente do Conselho de Administração
Henrique Granadeiro
165.48 - 165.48 Presidente
Comissão Executiva
Zeinal Bava
165.485 794.236 959.721 Vogal
Luis Pacheco de Melo 134.005 555.965 689.970
António Caria 115.840 448.685 564.525
Rui Pedro Soares 134.005 448.685 582.690
549.33 2.247.57 2.796.90
Administradores não Executivos
Comissão de Auditoria
João de Mello Franco
58.158 - 58.158 Presidente Presidente Vogal
José Xavier de Basto 27.123 - 27.123 Vogal
Thomaz Paes de Vasconcellos 54.226 - 54.226 Vogal
139.50 - 139.50
Vogais não-executivos
José Maria Alvarez-Pallete
9.441 - 9.441
Franquelim Alves 26.241 - 26.241 Vogal
Francisco Bandeira - - - (a)
Fernando Soares Carneiro 21.229 - 21.229 Vogal
Luis Azevedo Coutinho 13.551 - 13.551
Santiago Fernandez Valbuena 9.441 - 9.441
Joaquim Goes 18.282 - 18.282 Vogal Vogal
Gerald S. McGowan 9.441 - 9.441
Rafael Mora Funes 18.282 - 18.282 Vogal Vogal
Amílcar de Morais Pires 9.441 - 9.441
Francisco Soares 18.282 - 18.282 Vogal
Jorge Tomé - - - (a) Vogal Vogal
Nuno de Almeida e Vasconcellos 9.441 - 9.441
163.07
1.017.39
-
2.247.57
163.07
3.264.97

(a)Administradores Não Executivos que prescindiram da remuneração por incompatibilidade com outras obrigações profissionais.

O variável anual pago durante o exercício 2009 constante do quadro acima, refere-se ao desempenho dos administradores executivos no exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, reportando-se ao mandato 2006-2008.

Remuneração Comissões em31 de Dezembro 2009
Fixa 2009 Notas Auditoria Governo Avaliação
Presidente do Conselho de Administração
Henrique Granadeiro
Presidente
485.423
Comissão Executiva
Zeinal Bava
546.10 Vogal
Luis Pacheco de Melo 364.10
Carlos Alves Duarte 364.10
Rui Pedro Soares 364.10
Manuel Rosa da Silva 364.10
Fernando Soares Carneiro 364.10
Shakhaf Wine 364.10 (a
2.730.730
Administradores não Executivos
Comissão de Auditoria
João de Mello Franco
213.24 Presidente Vogal Vogal
José Xavier de Basto 99.45 Vogal
Mário João de Matos Gomes 137.50 Vogal
450.201
Vogais não-executivos
José Maria Alvarez-Pallete
34.61
Francisco Bandeira - (b
Santiago Fernandez Valbuena 34.61
Joaquim Goes 67.03 Vogal Vogal
Gerald S. McGowan 34.61
Rafael Mora Funes 67.03 Vogal
Maria Helena Nazaré - (b
Amílcar de Morais Pires 34.61
António Palma Ramalho 63.84 Vogal
Francisco Soares 103.85 Vogal Vogal
Jorge Tomé - (b Vogal Vogal
Paulo Varela 63.84 Vogal
Milton Vargas 32.97
Nuno de Almeida e Vasconcellos 103.85 Presidente

(a) Remuneração paga e suportada por outra subsidiária da Sociedade. 4.307.261

(b)Administradores Não Executivos que prescindiram da remuneração por incompatibilidade com outras obrigações profissionais.

Relativamente ao orgão de fiscalização da Sociedade e considerando que a empresa segue o modelo anglo-saxónico conforme anteriormente explicado, os seus membros são administradores não executivos recebendo um remuneração fixa mensal tendo em conta o previsto na política de remunerações.

A remuneração recebida pelos administradores não executivos corresponde a uma remuneração fixa mensal considerando o número de comissões em que participam e nos termos previstos na política de remunerações.

Conforme descrito na declaração relativa à política de remunerações dos administradores executivos em vigor no mandato 2006-2008 submetida à Assembleia Geral anual de accionistas de 2009, e em antecipação com as melhores práticas e com as recomendações da CMVM e da Comissão Europeia nesta matéria, foi introduzida em 2006 no modelo remuneratório dos administradores executivos uma componente de remuneração variável plurianual de três anos com o objectivo de garantir a sustentabilidade da Empresa bem como a capacidade de atingir determinados objectivos estratégicos do Grupo. Nesse sentido, previa-se que a determinação da remuneração variável plurianual relativa ao mandato 2006-2008, feita numa base anual e de forma cumulativa, ao longo do mandato, fosse paga no final deste, se a média ponderada de todos os indicadores do mandato fosse igual ou superior a 85% dos objectivos estabelecidos. Caso o resultado da avaliação dos indicadores plurianuais não fosse, no mínimo, superior a 85% das metas previstas, os montantes eventualmente acumulados nos ano anteriores seriam perdidos, não havendo lugar ao pagamento de qualquer variável plurianual.

De acordo com a referida política, neste cálculo anual e cumulativo os critérios objectivos aprovados pela Comissão de Vencimentos em Dezembro de 2006 a considerar eram os seguintes:

Evolução do return on capital employeed (ROCE) do Grupo PT vs. o ROCE do grupo 2 do DJ Stoxx Telecom no mesmo período;

Crescimento do resultado líquido e EPS no período;

Rácio do TSR (total shareholder return) da PT vs. o do mesmo grupo de comparação mencionado anteriormente no período;

Evolução do Índice de Sustentabilidade da PT SGPS em função da metodologia DJSI;

Evolução da imagem da PT SGPS, tendo em consideração o crescimento do índice de satisfação dos clientes e colaboradores;

O cumprimento das metas estratégicas.

Na sequência da Assembleia Geral anual de 2009 que aprovou os documentos de prestação de contas relativos ao exercício de 2008, e no âmbito da avaliação do desempenho dos membros da Comissão Executiva feita pela Comissão de Avaliação, verificou-se terem sido atingidos ou superados, no acumulado do mandato 2006-2008 e individualmente em cada um dos anos desse mandato os objectivos quantitativos e qualitativos definidos no início do mandato.

Em concreto, cumpre destacar que o TSR da PT (indicador que mede o retorno total para o accionista tendo em conta a valorização da cotação, bem como o pagamento de dividendos), no período de 2006-2008, foi 608 pontos base superior ao do conjunto de acções que integram o grupo 2 do DJ Stoxx Telecom.

De referir que, no período de 2006-2008, a PT implementou um programa de remuneração accionista, o qual incluiu (1) o pagamento de dividendos por acção de 0,475 Euros em 2006 e em 2007 e de 0,575 Euros em 2008, no total de 1.576 milhões de Euros; (2) o spin-off da PT Multimédia, através da distribuição aos accionistas da PT de 180,6 milhões de acções da PTM ao preço de 9,18 Euros, representando 1.658 milhões de Euros, e (3) a recompra de 2,1 mil milhões de euros em acções próprias, através da aquisição e subsequente cancelamento de 232,3 milhões de acções. Em 2009, a PT pagou um dividendo 0,575 Euros por acção, relativo ao exercício de 2008, representando um 504 milhões de Euros.

Deste modo, tendo em atenção os cálculos objectivos associados ao modelo remuneratório aprovado em 2006, a Comissão de Vencimentos fixou a componente variável plurianual da remuneração referente ao mandato de 2006-2008 paga durante o exercício 2009 aos administradores que iniciaram o mandato na Comissão Executiva e concluíram o mesmo mandato em 26 de Março de 2009, conforme segue:

Henrique Granadeiro 1.019.271
Zeinal Bava 1.019.271
Luis Pacheco de Melo 586.853
António Caria 586.853
Rui Pedro Soares 586.853
3.799.101

Os montantes pagos em 2009 aos administradores a título de remuneração variável plurianual referente ao mandato 2006-2008, foram reconhecidos contabilisticamente nos exercícios a que respeitam, conforme segue:

3.799.101
2008 1.361.063
2007 1.142.950
2006 1.295.088

Durante o exercício de 2009, a Sociedade não adoptou nem se mantiveram vigentes quaisquer planos de atribuição de acções nem quaisquer planos de atribuição de opções de aquisição de acções a favor de membros dos órgãos de administração e fiscalização (ou de quaisquer outros dirigientes, na acepção do artigo 248.º-B do Código dos Valores Mobiliários).

A remuneração fixa anual de todos os membros da Comissão Executiva para o mandato de 2009 a 2011 foi reduzida em 10% face ao valor do mandato anterior, conforme apresentado no Anexo V a este relatório.

As remunerações auferidas pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização são apresentadas de forma agregada na Nota 44 às demonstrações financeiras consolidadas relativas ao exercício social de 2009.

II.32. ALINHAMENTO COM INTERESSES DE LONGO PRAZO DA SOCIEDADE, REMUNERAÇÃO BASEADA NO DESEMPENHO E DESINCENTIVO A ASSUNÇÃO EXCESSIVA DE RISCOS

Conforme resulta da política de remunerações descrita no Anexo V, a remuneração é estruturada de forma a permitir o alinhamento dos interesses dos membros do órgão de administração com os interesses de longo prazo da sociedade bem como sobre o modo como é baseada na avaliação do desempenho e desincentiva a assunção excessiva de riscos.

II.33. RELATIVAMENTE À REMUNERAÇÃO DE ADMINISTRADORES EXECUTIVOS:

a) Referência ao facto de a remuneração dos administradores executivos integrar uma componente variável e informação sobre o modo como esta componente depende da avaliação de desempenho;

Vide informação constante dos Capítulos II.31. e II.32.

b) Indicação dos órgãos da sociedades competentes para realizar a avaliação de desempenho dos administradores executivos;

A Comissão de Vencimentos determina as remunerações dos membros executivos do órgão de administração tendo por base critérios objectivos por si aprovados e a avaliação do desempenho dos administradores executivos realizada pela Comissão de Avaliação, no âmbito das suas competências específicas, ouvido o Presidente Executivo.

Do mesmo modo, os administradores executivos são avaliados no âmbito da avaliação do desempenho do próprio Conselho de Administração.

Acresce que, nos termos da lei, a Assembleia Geral procede anualmente à apreciação geral da administração (e da fiscalização) da Sociedade.

Por fim, importa referir que a Comissão de Governo Societário possui competências que, não obstante corresponderem a poderes que lhe são delegados pelo Conselho de Administração, determinam que esta comissão avalie as práticas de governo adoptadas pela Sociedade e pelo respectivo órgão de administração.

c) Indicação dos critérios pré-determinados para a avaliação de desempenho dos administradores executivos;

Os critérios fixados pela Comissão de Vencimentos para a avaliação do desempenho dos administradores executivos em função dos objectivos definidos pela Comissão de Avaliação encontram-se descritos na política de remunerações que consta do Anexo V.

d) Explicitação da importância relativa das componentes variáveis e fixas da remuneração dos administradores, assim como indicação acerca dos limites máximos para cada componente;

A importância relativa das componentes variáveis e fixas da remuneração dos administradores, assim como indicação acerca dos limites máximos para cada componente, encontra-se descrita na política de remuneração que consta do Anexo V.

As componentes da remuneração dos membros da gestão executiva têm em consideração a performance da PT, no curto e médio prazo, bem como o desempenho em benchmarking com outras empresas de dimensão e negócio similares.

Nestes termos, a remuneração dos Administradores executivos é composta por uma vertente fixa e por outra variável, sendo que esta última: (i) só é devida se for atingida uma média de consecução dos objectivos de 85%; e (ii) no caso da remuneração variável anual poderá ascender até 90% da remuneração fixa e no caso da remuneração variável plurianual poderá atingir até 70% da remuneração fixa, se forem alcançados os objectivos pré-determinados para cada uma destas situações (sendo os objectivos referentes àquela remuneração anual fixados no início de cada ano e os referentes à referida remuneração plurianual fixados no início do mandato), conforme resulta da aplicação dos critérios e parâmetros descritos na política de remuneração que constitui Anexo V ao presente.

Após a determinação da remuneração variável anual de acordo com esta metodologia, a Comissão de Vencimentos pode aumentar ou diminuir a remuneração variável do Presidente Executivo e dos seus demais membros, sob proposta, respectivamente, da Comissão de Avaliação do Conselho de Administração e do Presidente Executivo.

Em qualquer caso e dependendo do grau de consecução dos objectivos pré-definidos, a remuneração variável anual não superará em mais de 110% a remuneração fixa e a remuneração variável plurianual não superará em mais de 88% a remuneração fixa.

e) Indicação sobre o diferimento do pagamento da componente variável da remuneração, com menção do período de diferimento;

Nos termos descritos na política de remunerações constante do Anexo V, a determinação e o pagamento da remuneração variável anual relativa ao exercício de 2009 será efectuada pela Comissão de Vencimentos na sequência da aprovação das contas do exercício na Assembleia Geral anual a ter lugar em 16 de Abril de 2010.

Do mesmo modo, e como também referido na política de remunerações, a remuneração variável plurianual encontra-se dependente do cumprimento dos objectivos definidos para o mandato e só é determinada e paga uma vez aprovados os resultados relativos ao último exercício do mandato.

f) Explicação sobre o modo como o pagamento da remuneração variável está sujeito à continuação do desempenho positivo da sociedade ao longo do período de diferimento;

Tal como melhor descrito na política de remuneração que constitui Anexo V ao presente, a determinação da remuneração variável anual é realizada com base numa percentagem da remuneração fixa anual, calculada utilizando a média ponderada do grau de consecução de diversos indicadores, sendo devida se esta média atingir 85% dos objectivos estabelecidos e se a empresa mantiver a qualificação de "investment grade" no final de cada ano (salvo se a perda dessa qualificação resultar de uma decisão estratégica do Conselho de Administração).

Por sua vez, a determinação da remuneração variável plurianual é calculada, numa base anual e de forma cumulativa, ao longo do mandato e paga no final deste aos membros da Comissão Executiva que permaneçam na PT SGPS no final do mandato, se a média ponderada de todos os indicadores do mandato atingir 85% dos objectivos estabelecidos. Se durante algum exercício, o montante for igual a zero, não se perderão os montantes obtidos em exercícios anteriores, desde que, no final do mandato, o resultado da avaliação dos indicadores plurianuais seja, no mínimo, superior a 85% das metas previstas, caso contrário, os montantes acumulados serão perdidos.

g) Informação suficiente sobre os critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em acções bem como sobre a manutenção, pelos administradores executivos, das acções da sociedade a que tenham acedido, sobre eventual celebração de contrato relativos a essas acções, designadamente contratos de cobertura (hedging) ou de transferência de risco, respectivo limite, e sua relação face ao valor da remuneração total anual;

Não aplicável. Vide Capítulo II.31.

h) Informação suficiente sobre os critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em opções e indicação do período de diferimento e do preço de exercício;

Não aplicável.

i) Identificação dos principais parâmetros e fundamentos de qualquer sistema de prémios anuais e de quaisquer outros benefícios não pecuniários;

Não existem quaisquer prémios, bónus anuais ou benefícios não pecuniários significativos de qualquer natureza.

j) Remuneração paga sob a forma de participação nos lucros e/ou de pagamento de prémios e os motivos por que tais prémios e ou participação nos lucros foram concedidos;

Não existe este tipo de remuneração.

l) Indemnizações pagas ou devidas a ex-administradores executivos relativamente à cessação das suas funções durante o exercício;

No exercício de 2009 não foram pagas nem se tornaram devidas quaisquer indemnizações a exadministradores executivos relativamente à cessação das suas funções durante o exercício.

No entanto, em 31 de Dezembro de 2009 era devido o pagamento relativo à cessação de funções de João Pedro Baptista ocorrida durante o exercício 2008, no montante de 560.000 euros.

m) Referência à limitação contratual prevista para a compensação a pagar por destituição sem justa causa de administrador e sua relação com a componente variável da remuneração;

Não se encontram fixados contratualmente quaisquer limites para a compensação a pagar por destituição sem justa causa de administrador para além do previsto na lei.

n) Montantes a qualquer título pagos por outras sociedades em relação de domínio ou de grupo;

No exercício de 2009 não foram pagos quaisquer montantes aos administradores executivos (nem a administradores não executivos) da PT por sociedades em relação de domínio ou de grupo para além dos divulgados no ponto II.31.

o) Descrição das principais características dos regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os administradores, indicando se foram, ou não, sujeitas a apreciação pela assembleiageral;

Nenhum dos actuais administradores executivos é abrangido por regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os administradores.

Contudo, um dos administradores que exerceu funções até à eleição de novos órgãos sociais em 27 de Março de 2009 era abrangido pelo Plano de Benefícios de Reforma patrocionado pela PT Comunicações e do qual são beneficiários todos os colaboradores da PT contratados até 1994 ou, no caso da ex-Marconi, até 1998. Ver informação constante da nota 9 do Anexo às demonstrações financeiras consolidadas constante do relatório e contas.

p) Estimativa do valor dos benefícios não pecuniários relevantes considerados como remuneração não abrangidos nas situações anteriores;

Aos membros da Comissão Executiva (bem como ao Presidente do Conselho de Administração) são apenas aplicáveis, com as devidas adaptações, os benefícios em vigor para os quadros superiores dirigentes que se encontram descritas na Nota 44 as demonstrações financeiras consolidadas relativas ao exercício de 2009.

q) Existência de mecanismos que impeçam os administradores executivos de celebrar contratos que ponham em causa a razão de ser da remuneração variável.

Não se encontram previstos na PT quaisquer mecanismos que impeçam os administradores executivos de celebrar contratos que ponham em causa a razão de ser da remuneração variável. No entanto, tendo em conta a natureza dos critérios definidos pela Comissão de Vencimentos para a determinação da remuneração variável, a hipótese de cobertura do risco de variação da remuneração encontra-se limitada.

II.34. REFERÊNCIA AO FACTO DE A REMUNERAÇÃO DOS ADMINISTRADORES NÃO EXECUTIVOS DO ÓRGÃO DE ADMINISTRAÇÃO NÃO INTEGRAR COMPONENTES VARIÁVEIS

Não se encontra prevista qualquer forma de remuneração variável para os membros não executivos do órgão de administração nem para os membros do órgão de fiscalização (sem prejuízo da possibilidade de atribuição de um prémio ao Presidente do Conselho de Administração, nos termos descritos na política de remunerações constante do Anexo V ao presente relatório).

II.35. POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DE IRREGULARIDADES

A PT instituiu, em 2005, um conjunto de procedimentos denominado "Sistema de Participação Qualificada de Práticas Indevidas", ou "Whistleblowing". No âmbito deste Sistema, consideram-se "práticas indevidas" todos os actos ou omissões, dolosos ou gravemente negligentes, que sejam imputados à conduta de membros dos órgãos sociais e demais dirigentes, directores, quadros e restantes colaboradores de empresas do Grupo, nomeadamente em assuntos relativos à Contabilidade, ao Controlo Interno ou à Auditoria, que possam ter reflexos nas demonstrações financeiras ou nas informações enviadas à entidade reguladora portuguesa, a CMVM, ou à norteamericana, a SEC, ou causar dano ao património da PT.

Tendo em conta este enquadramento, o Whistleblowing é qualquer reporte de informação efectuado por quem acredite existir evidência de alguma das seguintes situações:

  • Violação de lei, regra ou regulamento;

  • Má gestão;

  • Abuso de autoridade; ou

  • Elevado desperdício de fundos.

Após a sua implementação, a existência do Sistema de Participação Qualificada de Práticas Indevidas foi publicitada através de comunicação pessoal dirigida a cada um dos colaboradores e da inserção de um texto no website da PT.

Qualquer colaborador e qualquer pessoa exterior ao Grupo (no sentido de não pertencer aos quadros da empresa – por exemplo, um accionista, cliente ou fornecedor) pode participar práticas indevidas através de um website especialmente criado para o efeito: https://napq.telecom.pt.

A participação é automaticamente cifrada (encriptada) e pode ser expedida a partir de qualquer computador (dentro ou fora da PT), sendo praticamente impossível a sua identificação.

Será sempre garantida, quer a confidencialidade da participação, quer o anonimato do seu autor, a menos que os próprios inequivocamente pretendam e declarem o contrário.

Em caso algum é tolerada qualquer represália contra quem realize as referidas participações.

A Comissão de Auditoria assegura a recepção e o acompanhamento das participações que, num primeiro momento, são recebidas por um Núcleo de Análise de Participações Qualificadas (NAPQ), o qual procede ao seu tratamento e as envia à Comissão de Auditoria. A Comissão de Auditoria é competente para tomar as decisões necessárias, dando conhecimento destas ao Presidente Executivo e ao CFO, bem como a outras entidades, internas ou externas, cujo envolvimento se imponha ou justifique.

SECÇÃO V. COMISSÕES ESPECIALIZADAS

A PT dispõe de três comissões especializadas do Conselho de Administração, bem como de duas estruturas de apoio à Comissão Executiva, que serão igualmente tomadas em consideração na informação prestada nesta Secção.

II.36. COMISSÕES DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO, DE GOVERNO E DE NOMEAÇÕES

As composições da Comissão de Avaliação, da Comissão de Governo Societário, do Disclosure Committe, do Conselho Consultivo e do Comité de Sustentabilidade foram indicadas nos Capítulo II.1 e II.2.

A estrutura de governo da PT não comporta actualmente uma comissão autónoma com competência para identificação de candidatos aos cargos de administração. No entanto, foram atribuídas à Comissão de Avaliação determinadas competências em matéria de selecção de candidatos para os cargos de administração, conforme descrito no Capítulo II.3., Comissão de Avaliação.

II.37. NÚMERO DE REUNIÕES DAS COMISSÕES E ACTAS DESSAS REUNIÕES

Durante o exercício social de 2009, tiveram lugar 9 reuniões da Comissão de Avaliação, 6 reuniões da Comissão de Governo Societário, 5 reuniões do Disclosure Committee, 3 reuniões do Conselho Consultivo e uma reunião do Comité de Sustentabilidade.

II.38. REFERÊNCIA AO FACTO DE UM MEMBRO DA COMISSÃO DE REMUNERAÇÕES POSSUIR CONHECIMENTOS E EXPERIÊNCIA EM MATÉRIA DE POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO

Todos os membros da Comissão de Vencimentos possuem conhecimentos e experiência em matéria de política de remuneração.

II.39. INDEPENDÊNCIA DAS PESSOAS CONTRATADAS PELA COMISSÃO DE REMUNERAÇÕES

No desempenho das suas competências de fixação de remunerações nos termos do artigo 399.º do Código das Sociedades Comerciais, a Comissão de Vencimentos da PT é apoiada pela Comissão de Avaliação do Conselho de Administração, a qual, tal como acima descrito, exerce os poderes consultivos necessários a proporcionar apoio técnico à Comissão de Vencimentos.

Assim, sem prejuízo das competências legais e estatutárias do Conselho de Administração e da Comissão de Vencimentos, o modelo de avaliação e fixação de remunerações na PT tem como catalisador a Comissão de Avaliação, enquanto comissão no seio do Conselho cujo objectivo primordial é reforçar a transparência, accountability e especialização dos processos de avaliação e definição da política e dos montantes remuneratórios.

No exercício de 2009, para efeitos do desempenho das suas competências de assistência e apoio ao Conselho de Administração e à Comissão de Vencimentos no âmbito daqueles processos, a Comissão de Avaliação recorreu aos serviços de empresas contratadas pela PT para a prestação de outros serviços. Assim, tais empresas são actuais consultores da Sociedade.

Tomando em consideração que foi adoptada uma Nova Recomendação da CMVM nesta matéria publicada em Janeiro de 2010 - e a considerar no relatório de governo referente a 2010 – a sua pertinência e adequação à estrutura de governo da PT neste domínio poderá vir a ser analisada durante o exercício de 2010.

Saliente-se, ainda, que a Comissão de Avaliação pode contratar, nos termos previstos no respectivo regulamento, consultores independentes, auditores, assessores jurídicos ou outros, para prestarem os serviços e a assistência necessários ao cumprimento das suas competências e atribuições.

CAPÍTULO III. INFORMAÇÃO E AUDITORIA

III.1. ESTRUTURA DE CAPITAL

O capital social da PT é, desde 10 de Dezembro de 2008, de 26.895.375 Euros encontrando-se integralmente realizado e representado por 896.512.500 acções, com o valor nominal de três cêntimos de Euro cada.

Quinhentas dessas acções pertencem à categoria A, o que equivale a uma percentagem de 0,0000558% da totalidade do capital social. As acções da categoria A, nos termos estatutários, são obrigatoriamente detidas maioritariamente pelo Estado Português ou por entidades que pertençam ao sector público, sendo actualmente detidas pelo Estado Português.

As acções da categoria A conferem aos seus titulares os direitos especiais previstos no artigo 14.º, n.º 2, e no artigo 19.º, n.º 2 dos Estatutos da Sociedade, nos seguintes termos:

As matérias que se indicam em seguida não podem ser aprovadas em Assembleia Geral contra a maioria dos votos correspondentes às acções de categoria A:

  • Autorização de aquisição de acções ordinárias representativas de mais de 10% do capital social por accionistas que exerçam, directa ou indirectamente, actividade concorrente com a actividade desenvolvida pelas sociedades em relação de domínio com a PT;

  • Alterações aos estatutos e aumentos de capital, bem como a limitação ou supressão de direito de preferência e fixação de parâmetros para os aumentos de capital a deliberar pelo Conselho de Administração;

  • Emissão de obrigações ou outros valores mobiliários, fixação do valor das emissões daqueles valores mobiliários a deliberar pelo Conselho de Administração e limitação ou supressão de direito de preferência na emissão de obrigações convertíveis em acções, bem como fixação de parâmetros para as emissões de obrigações daquela natureza a deliberar pelo Conselho de Administração;

  • Tomada de deliberações sobre a aplicação dos resultados de exercício, em caso de distribuição de um dividendo aos accionistas numa percentagem superior a 40% dos lucros distribuíveis;

  • Eleição da Mesa da Assembleia Geral, assim como do Presidente da Comissão de Auditoria e do ROC;

  • Aprovação dos objectivos gerais e princípios fundamentais das políticas da Sociedade;

  • Definição dos princípios gerais da política de participações em sociedades, bem como, nos casos em que aqueles princípios exijam a prévia autorização da Assembleia Geral, tomada de deliberações sobre as respectivas aquisições e alienações;

  • Autorização para deslocação da sede da Sociedade.

Adicionalmente, para a eleição de um terço do número total dos administradores, incluindo o Presidente do Conselho de Administração, é necessária a concorrência dos votos emitidos pelo Estado, enquanto titular das acções da categoria A.

Os Estatutos da Sociedade determinam ainda que, de entre os membros da Comissão Executiva designada pelo Conselho de Administração, pelo menos um ou dois dos administradores designados, consoante a Comissão Executiva seja composta por cinco ou sete membros, tenham sido eleitos de acordo com aquela regra de eleição que confere direitos especiais ao Estado enquanto titular da acções da categoria A.

A totalidade das acções ordinárias da PT está admitida à negociação no mercado regulamentado da Euronext Lisbon. As acções da categoria A não se encontram admitidas à negociação em qualquer mercado regulamentado ou não regulamentado.

III.2. PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS NO CAPITAL SOCIAL DO EMITENTE, CALCULADAS NOS TERMOS DO ARTIGO 20.º DO CÓDIGO DOS VALORES MOBILIÁRIOS.

Participações qualificadas
Data da informação Entidades Nº de Acções % do capital % dos direitos de voto
17/Dez/08 Telefónica 89.651.250 10,00% 10,00%
31/Dez/08 Brandes Investments Partners 84.975.020 9,48% 7,52%
31/Dez/09 Grupo Espirito Santo 71.660.806 7,99% 7,99%
31/Dez/09 Grupo Caixa Geral de Depósitos 65.410.185 7,30% 7,30%
31/Dez/09 Ongoing Strategy Investments 60.404.969 6,74% 6,74%
15/Dez/08 Grupo Barclays (1) 23.924.243 2,54% 2,54%
05-Jun-07 Grupo Visabeira 22.667.473 2,01% 2,01%
07/Dez/09 BlackRock Inc. 21.025.118 2,35% 2,35%
04/Abr/08 Controlinveste Comunicações(2) 20.421.247 2,17% 2,17%
09-Jun-09 Norges Bank 17.991.955 2,01% 2,01%

(1) A PT divulgou ainda, no dia 19 de Janeiro de 2010, que o Barclays Plc passou a deter uma participação inferior a 2% dos direitos de voto correspondentes ao capital social da PT. (2) A PT divulgou ainda, no dia 3 de Fevereiro de 2010, que (i) em 27 de Janeiro de 2010, a Controlinveste Comunicações, SGPS, S.A. transferiu, no âmbito de operação de aumento de capital social por entradas em espécie, a titularidade sobre 20.419.325 acções da PT, correspondentes a 2,28% do respectivo capital social para a Controlinveste International, S.À.R.L.; e (ii) em 28 de Janeiro de 2010, a Controlinveste International, S.À.R.L. alienou em operação fora de mercado regulamentado à Controlinveste International Finance, S.A. 20.419.325 acções da PT, correspondentes a 2,28% do respectivo capital social.

A informação actualizada sobre as participações qualificadas na Sociedade pode ser consultada em www.telecom.pt e no site da CMVM.

III.3. IDENTIFICAÇÃO DE ACCIONISTAS TITULARES DE DIREITOS ESPECIAIS E DESCRIÇÃO DESSES DIREITOS

Os direitos especiais inerentes às acções da categoria A e o(s) respectivo(s) titular(es) encontram-se descritos no Capítulo III.1.

III.4. EVENTUAIS RESTRIÇÕES À TRANSMISSIBILIDADE DAS ACÇÕES, TAIS COMO CLÁUSULAS DE CONSENTIMENTO PARA A ALIENAÇÃO, OU LIMITAÇÕES À TITULARIDADE DE ACÇÕES

A Sociedade não adopta quaisquer limites especificamente respeitantes à transmissibilidade de acções. Contudo, os Estatutos prevêem que os accionistas que exerçam, directa ou indirectamente, actividade concorrente com a actividade desenvolvida pelas sociedades em relação de domínio com a PT não podem ser titulares, sem prévia autorização da Assembleia Geral, de acções ordinárias representativas de mais de 10% do capital social da Sociedade.

III.5. ACORDOS PARASSOCIAIS QUE SEJAM DO CONHECIMENTO DA SOCIEDADE E POSSAM CONDUZIR A RESTRIÇÕES EM MATÉRIA DE TRANSMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS OU DE DIREITOS DE VOTO

A Sociedade não tem conhecimento da existência de quaisquer acordos parassociais que possam conduzir a restrições em matéria de transmissão de valores mobiliários ou de direitos de voto.

III.6. REGRAS APLICÁVEIS À ALTERAÇÃO DOS ESTATUTOS DA SOCIEDADE

Quórum constitutivo da Assembleia Geral

Quando estejam em causa alterações dos Estatutos, a Assembleia Geral só poderá deliberar em primeira convocatória se estiverem presentes ou representados accionistas que detenham pelo menos acções correspondentes a um terço do capital social. Em segunda convocatória este requisito não é exigido, podendo a Assembleia deliberar sobre qualquer assunto, qualquer que seja o número de accionistas presentes.

Quórum deliberativo da Assembleia Geral

Quando estejam em causa alterações dos Estatutos da Sociedade, a Assembleia Geral delibera por maioria de dois terços dos votos expressos.

No entanto, se na Assembleia Geral reunida em segunda convocatória estiverem presentes ou representados accionistas detentores de, pelo menos, metade do capital social, a deliberação sobre alterações dos Estatutos pode ser tomada pela maioria absoluta dos votos emitidos, não sendo assim exigida uma maioria de dois terços.

Deste modo, os Estatutos da PT não fixam qualquer quórum constitutivo ou deliberativo superior ao estabelecido na lei.

Em qualquer caso, não podem ser aprovadas deliberações em matéria de alterações aos Estatutos contra a maioria dos votos correspondentes às acções da categoria A, conforme se refere no Capítulo III.1.

Por outro lado, o Conselho de Administração encontra-se autorizado a aumentar o capital social, com o parecer favorável da Comissão de Auditoria e precedendo-lhe deliberação da Assembleia Geral, nos termos descritos no Capítulo II.10. Pode igualmente deslocar a sede da sociedade dentro do território nacional, mediante autorização da Assembleia Geral.

III.7. MECANISMOS DE CONTROLO PREVISTOS NUM EVENTUAL SISTEMA DE PARTICIPAÇÃO DOS TRABALHADORES NO CAPITAL NA MEDIDA EM QUE OS DIREITOS DE VOTO NÃO SEJAM EXERCIDOS DIRECTAMENTE POR ESTES

Não existe qualquer sistema que preveja especificamente uma participação dos trabalhadores no

capital social da empresa que implique que os respectivos direitos de voto não sejam exercidos directamente pelos trabalhadores.

III.8. DESCRIÇÃO DA EVOLUÇÃO DA COTAÇÃO DAS ACÇÕES DO EMITENTE

Factos mais relevantes anunciados durante o exercício social de 2009
> Ordem de trabalhos da Assembleia Geral Anual de Accionistas - 18 Fevereiro > Proposta de dividendos para o triénio 2009-11 - 14 Maio
> Resultados anuais de 2008 - 18 Fevereiro > PT propõe-se cobrir um milhão de casas com fibra até final de 2009 - 14 Maio
> Convocatória - Assembleia Geral Anual 27 Marco 2009 - 20 Fevereiro > Resultados do 1º trimestre de 2009 - 14 Maio
> Propostade alteração de estatutos - 20 Fevereiro > Aprovação de reestruturação societária da Vivo - 29 Maio
> Proposta relativa à eleição dos órgãos sociais para o triénio 2009/2011 - 25 Fevereiro > Portugal Telecom informa sobre notícias recentes - 23 Junho
> Propostade reestruturação societáriada Vivo - 23 Março > Portugal Telecom informa sobre notícias relativas à Oi - 24 Junho
> Assembleia Geral Anual de Accionistas da Portugal Telecom - 27 Marco > Resultados do 1º Semestre de 2009 - 06 Agosto
Nomeação da Comissão Executiva e Presidente Executivo - 27 Março > Vendade participação na Méditel - 01 Setembro
> Pagamento de dividendos relativos ao Exercício de 2008 - 06 Abril > Notificação de decisão da Autoridade da Concorrência - 02 Setembro -
> Filing do Relatório Anual - Form 20-F - 08 Abril > Meo supera 500 mil clientes - 21 Outubro
> Notação de risco da S&P - 21 Abril > Emissão de Eurobond - 26 Outubro
Emissão de Eurobond - 23 Abril > Resultados dos primeiros nove meses de 2009 - 17 Novembro

III.9. DESCRIÇÃO DA POLÍTICA DE DISTRIBUIÇÃO DE DIVIDENDOS ADOPTADA PELA SOCIEDADE

Política de distribuição de dividendos

A Sociedade adopta uma política de distribuição de dividendos que, em termos gerais, considera as oportunidades de negócio do Grupo, as expectativas dos investidores e as necessidades de financiamento por capitais próprios, ponderando igualmente o custo e oportunidade do capital.

A proposta de distribuição de dividendos é da exclusiva responsabilidade do Conselho de Administração, subordinada à observância da legislação portuguesa e dos Estatutos da Sociedade.

De acordo com os Estatutos da Sociedade, pelo menos 40% dos resultados distribuíveis da PT deverão ser distribuídos aos accionistas a título de dividendo, sem prejuízo de a Assembleia Geral poder deliberar, por maioria qualificada de dois terços dos votos expressos, no sentido da redução do dividendo ou mesmo da sua não distribuição.

Relativamente à deliberação que aprove a aplicação de resultados, a maioria dos votos correspondentes às acções de categoria A é necessária para deliberar a distribuição de dividendos quando os mesmos excedam 40% dos resultados líquidos distribuíveis.

A partir do exercício 2005, e no âmbito da Oferta Pública de Aquisição de que a Sociedade foi objecto em 2006 e início de 2007, o Conselho de Administração apresentou aos accionistas um pacote remuneratório que incluía o pagamento de um dividendo anual de 0,475 Euros por acção em 2006- 2007 (relativo aos exercícios de 2005 e 2006) e de 0,575 Euros por acção em 2008-2009 (relativo aos exercícios de 2007 e 2008).

O referido pacote de remuneração accionista incluía ainda uma remuneração de 2,1 mil milhões de euros correspondente a um programa de aquisição de acções próprias, a preço de mercado, correspondendo à aquisição de um mínimo de 16,5% do capital social da PT a 31 de Dezembro de 2006. A execução do programa foi concluída em 25 de Julho de 2008, tendo a PT procedido à efectiva aquisição e cancelamento de um total de 232.344.000 acções próprias no âmbito de tal programa (tendo as últimas acções adquiridas no âmbito do programa sido canceladas em Dezembro de 2008), correspondentes a 20,58% do capital social à data da proposta aos accionistas do programa de aquisição de acções próprias em 2007.

Acresce que, ainda no exercício de 2007, a Sociedade atribuiu gratuitamente aos seus accionistas a participação detida na subsidiária PT Multimédia, igualmente de acordo com os termos do referido pacote de remuneração accionista, procedendo dessa forma ao spin-off dessa sociedade e empresas por esta participadas, no âmbito do qual a Sociedade dispôs de 180,6 milhões de acções da PT Multimédia.

Tendo em conta a política geral de distribuição de dividendos acima descrita, o Conselho de Administração anunciou em 14 de Maio de 2009 a intenção de submeter à aprovação por parte dos accionistas nos termos legais de um nível de dividendos por acção de 0,575 euros para os anos que terminam a 31 de Dezembro de 2009, 2010 e 2011, ficando tal proposta sujeita às condições de mercado e à condição financeira da PT prevalecentes na altura e a outros factores considerados relevantes pelo Conselho de Administração.

A PT reforçou, assim, o seu compromisso em proporcionar retornos atractivos aos seus accionistas, e em simultâneo manter flexibilidade financeira para continuar a investir nos seus mercados chave e em novos produtos e serviços, mantendo a sua posição competitiva de longo-prazo.

Os dividendos brutos por acção referentes aos últimos exercícios, foram os seguintes:

  • 2008 0,575 euros

  • 2007 0,575 euros

  • 2006 0,475 euros

  • 2005 0,475 euros

  • 2004 0,350 euros

  • 2003 0,220 euros

O Conselho de Administração irá submeter à Assembleia Geral anual de accionistas uma proposta de atribuição de dividendos aos accionistas no montante de 0,575 euros por acção, relativos ao exercício de 20097 .

7 Calculados em função do resultado líquido evidenciado nas demonstrações financeiras individuais e determinados de acordo com os princípios contabilísticos vigentes em Portugal, após dedução de prejuízos

III.10 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS PLANOS DE ATRIBUIÇÃO DE ACÇÕES E SIMILARES

Durante o exercício de 2009, a Sociedade não adoptou nem se mantiveram vigentes quaisquer planos de atribuição de acções nem quaisquer planos de atribuição de opções de aquisição de acções a administradores ou colaboradores do Grupo ou a terceiros.

III.11. NEGÓCIOS COM ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO OU SOCIEDADES QUE SE ENCONTREM EM RELAÇÃO DE DOMÍNIO OU DE GRUPO

Os negócios relevantes com membros de órgãos sociais ou sociedades em relação de domínio ou de grupo com a PT encontram-se descritos na Nota 45 às demonstrações financeiras consolidadas constante do Relatório e Contas Consolidadas 2009.

III.12. NEGÓCIOS COM TITULARES DE PARTICIPAÇÃO QUALIFICADA

Os negócios relevantes com titulares de participações qualificadas ou com entidades que com eles estejam em qualquer das relações previstas no artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários encontram-se descritos na Nota 45 às demonstrações financeiras consolidadas constante do Relatório e Contas Consolidadas 2009.

III.13. INTERVENÇÃO DO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO NA AVALIAÇÃO PRÉVIA DOS NEGÓCIOS COM TITULARES DE PARTICIPAÇÃO QUALIFICADA

Em Dezembro de 2009, o Regulamento sobre transacções com partes relacionadas foi objecto de algumas modificações que visaram essencialmente adequá-lo às alterações introduzidas no IAS 24 e adoptar as melhores práticas de mercado nesta matéria, antecipando a recomendação que veio a ser emitida pela CMVM nesta matéria.

De acordo com a actual versão deste Regulamento, sem prejuízo de determinadas operações nele excepcionadas (designadamente, quando realizadas em condições normais de mercado), sempre que estejam em causa transacções da PT ou alguma das suas subsidiárias com partes relacionadas, incluindo os titulares de participação qualificada ou entidades com eles relacionadas nos termos do artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários, ou respectivas renovações, cujo valor por entidade seja superior a Euro 100.000 (cem mil euros), a realização das mesmas apenas poderá ser aprovada uma vez obtido parecer favorável prévio da Comissão de Auditoria, confirmando que, face à fundamentação apresentada, a transacção proposta cumpre as regras relativas a conflitos de interesse e observa o tratamento igualitário dos fornecedores ou prestadores de serviço do Grupo PT, nomeadamente quanto aos termos e condições acordados.

Para este efeito, a Comissão de Auditoria deverá ser instruída com determinada informação relativa à transacção sobre que é chamada a pronunciar-se, incluindo informação suficiente sobre as características da transacção em causa, designadamente do ponto de vista estratégico, financeiro, legal e fiscal, informação sobre a natureza da relação existente entre a PT e a accionista em causa e o impacto da transacção na situação financeira do Grupo PT.

Acresce que as transacções realizadas com titulares de participação qualificada ou entidades com eles relacionadas nos termos do artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários, ou respectivas renovações, cujo valor por entidade seja superior a Euro 1.000.000 (um milhão de euros) estão sujeitas a aprovação

transitados, e dotação de 5% para a reserva legal até esta atingir o montante correspondente a 20% do capital social, e amortização das despesas previstas no artigo 33º do Código das Sociedades Comerciais.

pelo Conselho de Administração.

III.14. DESCRIÇÃO DOS ELEMENTOS ESTATÍSTICOS (NÚMERO, VALOR MÉDIO E VALOR MÁXIMO) RELATIVOS AOS NEGÓCIOS SUJEITOS À INTERVENÇÃO PRÉVIA DO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO

Tendo em conta que o Regulamento acima mencionado apenas foi aprovado pelo Conselho de Administração em Dezembro de 2009, não foram submetidas a parecer prévio da Comissão de Auditoria quaisquer transacções com partes relacionadas durante o exercício de 2009.

III.15. ACTIVIDADE DESENVOLVIDA PELA COMISSÃO DE AUDITORIA

Informação já disponibilizada no Capítulo II.4.

III.16. REFERÊNCIA À EXISTÊNCIA DE UM GABINETE DE APOIO AO INVESTIDOR OU A OUTRO SERVIÇO SIMILAR

A PT tem como política fornecer informação clara e transparente, numa base regular, aos seus accionistas e outros membros da comunidade financeira.

A Direcção de Relação com Investidores tem como objectivo assegurar um adequado relacionamento com accionistas, investidores, analistas e mercados financeiros, em particular com os Mercados e Bolsas de Valores onde a PT está cotada, bem como com as respectivas entidades reguladoras: a CMVM e a SEC.

Esta Direcção elabora regularmente apresentações, comunicados e press releases sobre os resultados trimestrais, semestrais e anuais, bem como sobre qualquer informação privilegiada que afecte o Grupo PT como um todo. Presta igualmente todo e qualquer tipo de esclarecimentos à comunidade financeira em geral - accionistas, investidores (institucionais e retalho) e analistas.

Ao longo de 2009, a PT prosseguiu as suas actividades de relação com investidores, realizando diversos eventos, nomeadamente roadshows, apresentações a investidores e analistas, reuniões e conference-calls, tendo ainda participado em conferências na Europa e nos Estados Unidos.

Em termos globais, a PT realizou em 2009 mais de 235 reuniões com analistas e investidores. Adicionalmente, a PT realizou, numa base regular, reuniões e conference-calls na sede da empresa com investidores e analistas.

É de destacar a realização de dois roadshows na Europa e nos Estados Unidos. O primeiro realizou-se em Junho na Europa e o outro, em Novembro na Europa e nos EUA, após a divulgação dos resultados dos primeiros nove meses do ano.

A qualidade das actividades de relação com investidores continuou a ser reconhecida pela comunidade financeira, a nível nacional e internacional. Qualquer interessado poderá aceder à Direcção de Relação com Investidores através dos seguintes contactos:

Nuno Vieira
Direcção de Relação com Investidores
Telefone: +351.21.500.1701
Fax: +351.21.500.0800
E-mail: [email protected]
Av. Fontes Pereira de Melo, 40-9º, 1069-300 Lisboa
Morada: – Portugal
Telefone Geral da
Empresa: +351.21.500.2000
Websites: http://www.telecom.pt; http://ir.telecom.pt

Para além de outra informação, a Direcção de Relação de Investidores mantém actualizada no website da PT a seguinte informação, em termos claramente identificados e actualizados, e em português e inglês:

  • A firma, a qualidade de sociedade aberta, a sede e os demais elementos mencionados no artigo 171.º do Código das Sociedades Comerciais;

  • Os Estatutos;

  • A identidade dos titulares dos órgãos sociais e do representante para as relações com a CMVM e com o mercado;

  • As funções e meios de acesso ao Gabinete de Apoio ao Investidor acima descritos;

  • Durante cinco anos, os documentos de prestação de contas relativos a cada exercício, semestre e trimestre;

  • O calendário anual de eventos societários, que é divulgado no início de cada ano e inclui, entre outra informação, as reuniões da Assembleia Geral e divulgação de contas anuais, semestrais e trimestrais;

  • As propostas apresentadas para discussão e votação em Assembleia Geral, com uma antecedência mínima de 15 dias face à data da reunião;

  • As convocatórias das Assembleias Gerais, com uma antecedência mínima de 30 dias face à data da reunião.

III.17. INDICAÇÃO DO MONTANTE DA REMUNERAÇÃO ANUAL PAGA AO AUDITOR E A OUTRAS PESSOAS SINGULARES OU COLECTIVAS PERTENCENTES À MESMA REDE SUPORTADA PELA SOCIEDADE E OU POR PESSOAS COLECTIVAS EM RELAÇÃO DE DOMÍNIO OU DE GRUPO E, BEM ASSIM, DISCRIMINAÇÃO DA PERCENTAGEM RESPEITANTE CADA TIPO DE SERVIÇOS

Durante o exercício de 2009, a remuneração anual paga aos Auditores Externos da Sociedade, Deloitte & Associados, SROC, S.A. ("Auditores Externos") e sociedades que integram a rede internacional da Deloitte foi de 2.417.050 Euros, tendo esse pagamento sido repartido pela prestação dos seguintes serviços:

2008 2009
Montante
%
Montante %
Serviços de revisão legal de contas e auditoria 1.262.490 69% 1.667.480 69%
Outros serviços de garantia de fiabilidade 213.820 12% 227.532 9%
Serviços de consultoria fiscal 37.950 2% 181.417 8%
Outros serviços que não de revisão legal de contas e auditoria 305.450 17% 340.621 14%
Total 1.819.710 100% 2.417.050 100%

De forma a salvaguardar a independência dos Auditores Externos, destacam-se os seguintes poderes da Comissão de Auditoria exercidos durante o exercício de 2009:

  • Nomeação e contratação dos Auditores Externos e responsabilidade pelo estabelecimento da sua remuneração, bem como a pré-aprovação de quaisquer serviços a contratar aos Auditores Externos;

  • Supervisão directa e exclusiva por parte da Comissão de Auditoria;

  • Avaliação das habilitações, independência e desempenho dos Auditores Externos e obtenção anual directamente dos Auditores Externos de informação escrita sobre todas as relações existentes entre a Sociedade e os Auditores ou pessoas suas associadas, incluindo todos os serviços prestados e todos os serviços em curso; com efeito, a Comissão de Auditoria, com vista à avaliação da sua independência, obteve dos Auditores Externos informação sobre a respectiva independência à luz do artigo 62.º-B do Decreto-Lei n.º 224/2008, de 20 de Novembro, que altera o estatuto da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas;

  • Revisão do relatório de transparência, assinado pelo Auditor e divulgado no seu site na Internet. Este relatório versa sobre um conjunto de matérias reguladas no artigo 62.º-A do Decreto-Lei n.º 224/2008, nomeadamente as relativas ao sistema de controlo interno de qualidade da firma de Auditores e ao processo de controlo de qualidade realizado pelas entidades competentes;

  • Definição da política de contratação pela Sociedade de pessoas que tenham trabalhado ou trabalhem com os Auditores Externos;

  • Análise com os Auditores Externos do âmbito, planeamento e recursos a utilizar na prestação dos seus serviços;

  • Responsabilidade pela resolução de qualquer divergência entre a Comissão Executiva e os Auditores Externos no que respeita à informação financeira;

  • Definição de limites anuais para honorários dos diversos serviços a prestar pelos Auditores Externos e revisão trimestral dos níveis de contratação desses serviços.

Neste contexto, destaca-se, em particular, que a independência dos Auditores Externos foi salvaguardada pela execução da política da Sociedade de pré-aprovação dos serviços a contratar aos Auditores Externos (ou a quaisquer entidades que com eles se encontrem em relação de participação ou que integrem a mesma rede), a qual resulta da aplicação das regras emitidas pela SEC nesta matéria. De acordo com esta política, a Comissão de Auditoria procede à pré-aprovação global da proposta de prestação de serviços dos Auditores Externos e à pré-aprovação específica de outros serviços que venham a ser prestados pelos Auditores Externos, em particular dos denominados serviços que não "audit or audit related".

Salienta-se também que, em conformidade com as regras da SEC, a Comissão de Auditoria, no âmbito das suas responsabilidades, definiu regras sobre as limitações e restrições que o Grupo PT tem de cumprir na eventual intenção de contratação de colaboradores da empresa de Auditores Externos.

No desempenho das suas competências e em linha com as Recomendações da CMVM 2007 n.º II.4.4 e II.4.5, a Comissão de Auditoria da Sociedade atestou da independência dos Auditores Externos e avalia positivamente o trabalho por estes desenvolvido no exercício de 2009.

III.18. REFERÊNCIA AO PERÍODO DE ROTATIVIDADE DO AUDITOR EXTERNO

A Deloitte & Associados, SROC, S.A. presta serviços de auditoria externa à PT ao abrigo de contratos de prestação de serviços com a duração de 3 anos, desde 2002, sendo que em 2009, decorridos sete anos desde o início daquela prestação de serviços, foi designado um novo sócio responsável pela orientação ou execução directa dos referidos serviços.

ANEXO I

Regras norte-americanas aplicáveis à PT como Foreign Private Issuer

Enquanto emitente de valores mobiliários admitidos à negociação na New York Stock Exchange ("NYSE") – foreign private issuer -, a PT está sujeita a um conjunto de regras em matéria de governo societário, de natureza imperativa, que passamos a elencar, as quais são por esta integralmente cumpridas:

As seguintes disposições do Sarbanes-Oxley Act de 2002 ("SOX")8 , bem como as regras da U.S. Securities and Exchange Commission ("SEC") que desenvolvem estas normas9 (sublinhando-se, assim, que a PT se conforma quer com as regras previstas no SOX, quer com as regras emanadas pela SEC):

Sarbanes-Oxley Act
Sections
201
e
202
Proibição da prestação pelos auditores de certos serviços diversos de auditoria ("non
audit services") e aprovação prévia de serviços de auditoria.
Section 203 Rotatividade do sócio da empresa de auditoria.
Section 204 Relatório do auditor à comissão de auditoria.
Section 206 Proibição da contratação como auditor de empresa na qual determinados quadros da
emitente (Presidente Executivo, Controller, CFO, Chief Accounting Officer ou qualquer
outra
pessoa
com
funções
de
supervisão
do
reporte
financeiro)
tenham
desempenhado funções e participado na sua auditoria no ano anterior.
Section 301 Requisitos
aplicáveis
à
comissão
de
auditoria
(incluindo
em
matéria
de
independência).
Section 302 e 906 Certificação do Form 20-F pelo Presidente Executivo e CFO.
Section 303 Proibição do exercício de influência indevida no decurso de auditorias pelos
administradores, quadros e quaisquer pessoas que actuem sobre a sua direcção.
Section 304 Restituição de incentivos remuneratórios pelo Presidente Executivo e CFO na
sequência de restatement à informação financeira.
Section 306 Proibição de certas transacções por insiders durante determinados blackout periods.
Section 307 Responsabilidade profissional e obrigação de reporte pelos advogados da emitente de
potenciais violações da lei aplicável ao mercado de valores mobiliários e de deveres
fiduciários.
Section 402 Proibição da emitente de conceder empréstimos a administradores e quadros
executivos ("executive officers").

8 Disponível em http://www.pcaobus.org/About_the_PCAOB/Sarbanes_Oxley_Act_of_2002.pdf . 9 Disponíveis em www.sec.com.

Sarbanes-Oxley Act
Section 406 Divulgação da existência ou não de um código de ética da emitente (e a sua
justificação, em caso negativo) e de alterações ou excepções ao código de ética.
Section 407 Divulgação da existência de um especialista financeiro ("financial expert") na comissão
de auditoria (e justificação da sua inexistência, quando aplicável).

A Sociedade está, ainda, sujeita às seguintes regras constantes da Section 303A Corporate Governance Standards (requisitos em matéria de governo corporativo) do NYSE Listed Company Manual ("Manual da NYSE"),10, as quais são integralmente cumpridas pela PT:

Section 303A
Regras imperativas As "foreign private issuers" com valores mobiliários admitidos na NYSE podem
conformar-se com as práticas do seu país de origem, ao invés das normas previstas
na Section 303A, excepto no que respeita ao estabelecido nas Sections 303A.06,
303A.11 e 303A.12(b) e (c).
Section 303A.06 As sociedades cotadas devem possuir uma comissão de auditoria que satisfaça os
requisitos estabelecidos na Rule 10A-3 do Securities Exchange Act de 1934 ("Rule
10A-3").
Section 303A.11 As foreign private issuers com valores mobiliários admitidos à negociação devem
divulgar informação sobre todas as diferenças substanciais entre as suas práticas
de governo societário e as práticas adoptadas pelas sociedades nacionais ao
abrigo dos requisitos de admissão da NYSE.
Section 303A.12(b) O Presidente Executivo deve notificar, prontamente e por escrito, a NYSE sobre
qualquer incumprimento das normas estabelecidas na Section 303A aplicáveis à
sociedade cotada de que um quadro executivo ("executive officer") da sociedade
cotada tome conhecimento.
Section 303A.12(c) A sociedade cotada deve submeter à NYSE uma Written Affirmation anual e, bem
assim, uma Written Affirmation intercalar nos termos e quando exigido pelo
Written Affirmation Form intercalar estabelecido pela NYSE.
  • Na sequência da Section 301 do SOX e da Section 303A.06 do Manual da NYSE, a PT deve conformar-se com o disposto na Rule 10A-3 on Listing standards relating to audit committees (requisitos aplicáveis às comissões de auditoria) aprovada pela SEC11.

  • Neste contexto, a Sociedade constituiu uma comissão de auditoria em full compliance com as seguintes regras previstas na Rule 10A-3 (optando por não beneficiar das exemptions nesta previstas para foreign private issuers):

10 Disponível em: http://nysemanual.nyse.com/lcm/.

11 Disponível em: http://ecfr.gpoaccess.gov/cgi/t/text/textidx?c=ecfr&sid=7adb3549cb4278e99c7427fb32dd5b51&rgn=div8&view=text&node=17:3.0.1.1.1.1.58.84&idno=17

Rule 10A-3 Requisitos aplicáveis à comissão de auditoria
Parágrafo (b)(1)(i) Cada um dos membros da comissão de auditoria deverá ser independente e
integrar o conselho de administração da emitente.
De modo a ser considerado independente, o membro da comissão de auditoria
não poderá, salvo na qualidade de membro da comissão de auditoria, do
conselho de administração ou de outra comissão deste órgão:
Parágrafo (b)(1)(ii) (a)
Aceitar da emitente ou de qualquer uma das suas subsidiárias, directa
ou
indirectamente,
qualquer
remuneração
por
consultoria
ou
aconselhamento prestados, ou qualquer outra forma de remuneração,
salvo em situações excepcionais previstas nesta Rule; ou
(b)
Ser uma pessoa associada ("affiliated person"), tal como definida nesta
Rule, da emitente ou de qualquer das suas subsidiárias.
A comissão de auditoria será directamente responsável:
Parágrafos (b)(2) e(3) (a)
pela nomeação, remuneração, cessação de funções e supervisão da
actividade das empresas de auditoria contratadas para efeitos da
preparação ou emissão de um relatório de auditoria ou da prestação de
outros serviços de auditoria, revisão ou verificação para a emitente,
estando tais empresas de auditoria sujeitas a obrigações de reporte
directamente perante a comissão de auditoria;
(b)
por estabelecer procedimentos destinados à (i) recepção, retenção e
processamento de reclamações recebidas pela emitente em matérias
contabilísticas, de controlo interno em questões contabilísticas ou de
auditoria e à (ii) apresentação, com carácter confidencial e anónimo,
pelos trabalhadores de questões sobre matérias contabilísticas e de
auditoria.
Parágrafos (b)(4) e (5) Autonomia na contratação de consultores e disponibilização de recursos
financeiros à comissão de auditoria.

ANEXO II

Código de Ética

O Código de Ética do Grupo PT, cujo texto foi revisto em 17 de Dezembro de 2009, aplica-se a todos os colaboradores do Grupo de modo a garantir um conjunto de padrões éticos comuns a todas as empresas, sendo a sua actualização e implementação monitorizadas em permanência pela Comissão de Governo Societário.

Os objectivos, valores e normas enunciados no Código de Ética integram a cultura da PT, a qual deve presidir à conduta profissional de todos os trabalhadores do Grupo, impondo a sua divulgação junto de investidores, clientes, fornecedores, autoridades reguladoras e concorrentes.

Os valores que enformam os princípios e normas de conduta do Código de Ética do Grupo PT, e que são melhor concretizados no respectivo texto, consistem nomeadamente:

  • Na protecção dos interesses e direitos de todos os accionistas e na salvaguarda e valorização dos bens da propriedade das empresas que integram o Grupo PT;

  • Na observância dos deveres de lealdade e confidencialidade e na garantia do princípio da responsabilidade dos colaboradores do Grupo PT pela forma como exercem as respectivas funções;

  • Na boa governança do Grupo PT;

  • No cumprimento escrupuloso das normas legais e regulamentares aplicáveis às diversas actividades empresariais do Grupo;

  • Na solução de conflitos de interesses e na submissão dos colaboradores do Grupo aos pertinentes limites no respeitante a transacções económicas;

  • Na observância institucional e individual de elevados padrões de integridade, lealdade e honestidade, tanto nas relações com os investidores, clientes e entidades reguladoras, como nas relações inter-pessoais entre os colaboradores do Grupo PT;

  • Na boa fé negocial e no cumprimento escrupuloso das obrigações contratuais relativamente a clientes e fornecedores;

  • Na observância de práticas concorrenciais vigorosas e leais;

  • No reconhecimento da igualdade de oportunidades, do mérito individual e da necessidade de respeitar e valorizar a dignidade da pessoa humana nas relações profissionais;

  • Na justiça e igualdade de tratamento, garantindo a não discriminação em razão da raça, género, idade, orientação sexual, credo, estado civil, deficiência física, orientação política ou de opiniões de outra natureza, origem étnica ou social ou naturalidade;

  • Na garantia da segurança e bem-estar no local de trabalho;

  • Na responsabilidade social e ambiental junto das comunidades onde desenvolve as suas actividades empresariais.

O texto integral do Código de Ética da PT encontra-se disponível para consulta no website oficial da empresa (www.telecom.pt) e pode ser também disponibilizado através da Direcção de Relação com Investidores.

Código de Ética para Senior Financial Officers

O Conselho de Administração da PT aprovou o "Código de Ética para Senior Financial Officers", reforçando a importância das normas éticas específicas aplicáveis a todos os colaboradores da PT que estejam, directa ou indirectamente, envolvidos na elaboração, análise e divulgação de demonstrações financeiras, press releases ou qualquer outra informação a divulgar aos mercados relacionada com alguma das entidades que integram o Grupo.

O Código de Ética para Senior Financial Officers reforça os princípios de honestidade e responsabilidade, e regula aspectos como o relato de conflitos de interesses, a competência e profissionalismo, o sigilo profissional, o cumprimento das leis aplicáveis às diversas empresas do Grupo e a responsabilidade pela divulgação de informação, tendo o seu âmbito sido dado a conhecer a todos os colaboradores relevantes, mediante a assinatura anual de uma declaração de cumprimento.

Este Código encontra-se igualmente disponível no website da Sociedade.

Procedimentos adoptados pela PT para cumprimento de regras aplicáveis a Transacções de Dirigentes e de Partes Relacionadas

Com vista ao cumprimento das normas legais e regulamentares aplicáveis à Sociedade em matéria de Transacções de Dirigentes e de Partes Relacionadas, a PT adoptou um conjunto de procedimentos tendo em vista garantir o adequado cumprimento de tais normas.

a) Transacções pelos Dirigentes do Grupo

Em 2006, as transacções por dirigentes da PT foram objecto de regulação através do Regulamento sobre Transacções pelos Dirigentes do Grupo que substituiu o anterior Regulamento Interno sobre Operações por conta própria dos Quadros de Alta Direcção.

Este Regulamento foi emitido em linha com as alterações introduzidas pelo Decreto Lei nº 52/2006, de 15 de Março, ao Código dos Valores Mobiliários, designadamente no sentido da ampliação do âmbito objectivo e subjectivo das matérias e definições indicadas nas regras legais e regulamentares aplicáveis, visando complementar o regime de Governo Societário e as boas práticas de conduta já implementadas na PT para reforço da prevenção do abuso de mercado.

Contudo, já em 2008 a Sociedade entendeu dever rever esse documento de modo a adequar as suas normas aos novos condicionalismos e a agilizar a inserção de informação no âmbito da base de dados implementada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários neste âmbito, tendo nomeadamente em consideração que desde a aprovação de tal Regulamento ocorreram diversos factos com implicações na estrutura da PT, em particular o spin-off da sua subsidiária PT Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A. (actualmente ZON Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A.).

Deste modo, tal alteração veio concretizar o modo de cumprimento das obrigações legais de comunicação, pelos dirigentes da PT, das transacções realizadas com a sua participação.

As transacções por dirigentes são divulgadas no Sistema de Divulgação da Informação da CMVM nos termos legais e regulamentares.

b) Transacções com Partes Relacionadas

A Sociedade tem em vigor desde 2006 um Regulamento sobre transacções com partes relacionadas

visando implementar um conjunto de procedimentos orientados para garantir a correcta identificação e divulgação de transacções com partes relacionadas e bem assim definir os conceitos relevantes de "transacção" e "partes relacionadas".

O Regulamento prossegue o duplo objectivo de (1) permitir que as demonstrações financeiras da PT evidenciem, se e quando aplicável, a possibilidade de a posição financeira e resultados da Sociedade poderem ser afectados pela existência de partes relacionadas e por transacções e saldos pendentes com as mesmas; e (2) salvaguardar o interesse da PT em situações de potencial conflito de interesses face aos interesses de pessoas ou entidades que se entende terem a possibilidade de influenciar, directa ou indirectamente a sua gestão.

De acordo com tais regras, encontram-se previstos procedimentos e mecanismos de controlo interno que garantem a correcta identificação e divulgação de transacções com partes relacionadas, envolvendo uma etapa prévia de definição, identificação e transparência no processo de decisão de transacções, culminando com a divulgação das transacções relevantes de acordo com as normas do Código dos Valores Mobiliários e da regulamentação da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e da United States Securities and Exchange Commission.

Em Dezembro de 2009, o Regulamento sobre transacções com partes relacionadas foi objecto de algumas modificações que visaram essencialmente adequá-lo às alterações introduzidas no IAS 24 e adoptar as melhores práticas de mercado nesta matéria, antecipando, aliás, as recomendações que a CMVM viria a emitir sobre esta temática12.

Neste âmbito, destacou-se como alteração mais significativa a previsão de regras de avaliação prévia, pela Comissão de Auditoria, da realização de determinadas transacções com partes relacionadas, quando se encontrem cumpridos os requisitos de materialidade descritos no Regulamento.

Nestes termos, e em síntese, passou a estar sujeita a parecer prévio da Comissão de Auditoria a realização pelo Grupo PT de transacções com partes relacionadas de valor superior a 100.000 Euros, cabendo ainda ao Conselho de Administração da PT a aprovação das transacções de valor superior a 1.000.000 Euros quando realizadas com accionistas titulares de participações qualificadas ou com direitos de voto especiais, com os respectivos familiares ou com sociedades em relação de domínio ou de grupo com tais accionistas ou seus familiares. O parecer da Comissão de Auditoria deve confirmar que, face à fundamentação apresentada, a transacção proposta cumpre as regras relativas a conflitos de interesse e observa o tratamento igualitário dos fornecedores ou prestadores de serviço do Grupo PT, nomeadamente quanto aos termos e condições acordados.

As transacções com administradores da PT ou das suas subsidiárias, independentemente do valor, estão igualmente sujeitas a prévia autorização do Conselho de Administração relevante, com parecer favorável do órgão de fiscalização respectivo, nos termos do artigo 397.º do Código das Sociedades Comerciais.

As transacções com partes relacionadas são identificadas nos termos legais e divulgadas no âmbito da informação financeira anual, semestral e trimestral.

12 Vide Recomendação da CMVM 2010 IV.1.2

Política de Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social

A estratégia de sustentabilidade empresarial e a responsabilidade social corporativa da PT estão integradas, de forma coerente e transversal, em todo o Grupo e assentam no desenvolvimento e monitorização de um vasto conjunto de práticas e processos em três vertentes principais: económica, ambiental e social. Por este motivo, a PT definiu com objectivo estratégico posicionar-se como uma referência na sustentabilidade em Portugal e nos países onde opera

Nesse âmbito, a PT é signatária e participa activamente num conjunto de organismos internacionais ligados à promoção das melhores práticas conducentes ao desenvolvimento sustentável. É signatária dos princípios de sustentabilidade da United Nations Global Compact, da carta de Responsabilidade Social da Union Network International, da carta de sustentabilidade da ETNO – European Telecommunications Network Operators Association e é membro da Business Council for Sustainable Development of Portugal (BCSD Portugal).

O relatório de sustentabilidade é publicado anualmente, a par do relatório e contas consolidadas, e é elaborado de acordo com as linhas orientadoras do Global Reporting Initiative (GRI). O relatório é auditado por uma entidade externa e independente. O documento descreve o conjunto de práticas e de indicadores económicos, sociais e ambientais que permitem evidenciar o desempenho da empresa na óptica tridimensional da sustentabilidade, bem como os compromissos que a PT assume perante os seus stakeholders.

ANEXO III

Funções desempenhadas por membros do órgão de administração noutras sociedades

As funções desempenhadas em outras sociedades por cada um dos administradores são as seguintes:

Henrique Granadeiro (Presidente do Conselho de Administração)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Presidente do Conselho Geral da Fundação Portugal Telecom

Funções desempenhadas noutras entidades:

Presidente do Conselho Geral da Universidade de Lisboa Membro do Conselho Estratégico do Banco Finantia Membro do Conselho Geral da COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação Administrador não Executivo da Fundação Eugénio de Almeida Membro do Conselho de Fundadores da Fundação Casa da Música Membro do Conselho de Administração da Fundação Portugal África Vice Presidente da Direcção da ELO – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico e a Cooperação

Zeinal Bava (Presidente Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Presidente do Conselho de Administração da PT Portugal, SGPS S.A. Presidente do Conselho de Administração da PT Comunicações, S.A. Presidente do Conselho de Administração da TMN – Telecomunicações Móveis Nacionais, S.A. Presidente do Conselho de Administração da Portugal Telecom, Inovação, S.A. Presidente do Conselho de Administração da PT Prime – Soluções Empresariais de Telecomunicações e Sistemas, S.A. Presidente do Conselho de Administração da PT Móveis – Serviços de Telecomunicações, SGPS S.A Presidente do Conselho de Administração da Portugal Telecom – Investimentos Internacionais, Consultoria Internacional, S.A. Presidente do Conselho de Administração da PT Participações, S.A. Presidente do Conselho de Administração da PT Ventures, SGPS, S.A. Presidente do Conselho de Administração da Fundação Portugal Telecom

Funções desempenhadas noutras entidades:

Membro do Conselho de Fundadores da Casa da Música Membro do Conselho de Administração da Fundação Luso Brasileira Membro do Conselho de Administração da Fundação Portugal África Membro do Conselho Geral da Cotec Portugal

Luís Pacheco de Melo (Administrador Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Presidente do Conselho de Administração da Portugal Telecom Imobiliária, S.A. Administrador da PT Prestações – Mandatária de Aquisições de Gestão de Bens, S.A. Administrador da Previsão – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. Presidente do Conselho de Administração da PT Compras – Serviços de Consultoria e Negociação, S.A. Administrador de PT Móveis – Serviços de Telecomunicações, SGPS S.A Administrador da Portugal Telecom Investimentos Internacionais, Consultoria Internacional, S.A. Administrador da PT Participações, S.A. Administrador da PT Ventures, SGPS S.A. Membro do Conselho de Administração de Vivo Participações, S.A. Membro do Conselho de Administração da Brasilcel Membro do Conselho de Administração da Telemig Celular, S.A. Membro do Conselho de Administração da UOL, S.A. Administrador da Africatel Holdings B.V. Administrador da Unitel, SARL Presidente do Conselho de Gerência da Portugal Telecom Ásia, Limitada

Funções desempenhadas noutras entidades:

Não aplicável.

Carlos Alves Duarte (Administrador Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Administrador da PT Portugal, SGPS S.A. Administrador Executivo da PT Prime – Soluções Empresariais de Telecomunicações e Sistemas, S.A. Administrador Executivo da PT Comunicações, S.A. Administrador Executivo da TMN – Telecomunicações Móveis Nacionais, S.A. Presidente do Conselho de Administração da PT Sistemas de Informação, S.A. Vice-Presidente do Conselho de Administração da CaixaNet S.A. Presidente do Conselho de Administração da PT Prime Tradecom – Soluções Empresariais de Comércio Electrónico, S.A.

Funções desempenhadas noutras entidades:

Não aplicável

Rui Pedro Soares (Administrador Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Presidente do Conselho de Administração de PT Centro Corporativo, S.A. Administrador e Presidente da Comissão Executiva da Portugal Telecom Imobiliária, S.A. Administrador da Africatel Holdings, BV Presidente do Conselho de Administração de Timor Telecom, S.A. Presidente do Conselho de Administração da TPT Telecomunicações Públicas de Timor, S.A.

No dia 17 de Fevereiro de 2010, o Administrador Executivo Rui Pedro Soares renunciou aos cargos exercidos nas sociedades acima referidas.

Funções desempenhadas noutras entidades:

Administrador da Tagusparque – Soc. de Promoção e Desenvolvimento do Parque de Ciência e Tecnologia da Área de Lisboa, S.A.

Vice-Presidente da AIP – Associação Industrial Portuguesa Presidente da APAN – Associação Portuguesa de Anunciantes Membro da Direcção da Associação Comercial do Porto

Manuel Rosa da Silva (Administrador Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Administrador da PT Portugal, SGPS S.A. Administrador Executivo da PT Comunicações, S.A. Administrador Executivo da TMN – Telecomunicações Móveis Nacionais, S.A. Administrador Executivo da PT Prime – Soluções Empresariais de Telecomunicações e Sistemas, S.A. Administrador da PT Prime Tradecom – Soluções Empresariais de Comércio Electrónico, S.A.

Funções desempenhadas noutras entidades:

Administrador da Sportinveste – Multimédia, SGPS, S.A. Administrador da Sportinveste – Multimédia, S.A.,

Fernando Soares Carneiro (Administrador Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Presidente do Conselho de Administração da Previsão – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. Presidente do Conselho de Administração da PT Prestações – Mandatária de Aquisições e Gestão de Bens, S.A.

No dia 22 de Fevereiro de 2010, o Administrador Executivo Fernando Soares Carneiro renunciou aos cargos exercidos nas sociedades acima referidas.

Funções desempenhadas noutras entidades:

Não aplicável

Shakhaf Wine (Administrador Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Presidente Executivo e Presidente do Conselho de Administração da Portugal Telecom Brasil S.A. Vice Presidente do Conselho da Brasilcel N.V. Presidente do Comité de Controle da Brasilcel N.V. Vice Presidente do Conselho de Administração da Vivo Participações S.A. Presidente do Conselho de Administração da Mobitel S.A. Presidente do Conselho de Administração da PT Multimédia.com Brasil Ltda. Membro do Conselho de Administração do Universo Online S.A.

Funções desempenhadas noutras entidades:

Não aplicável

José María Álvarez-Pallete López (Administrador não Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável

Funções desempenhadas noutras entidades:

Administrador da Telefónica, S.A. Administrador da Telefónica Datacorp, S.A.U. Presidente Executivo do Conselho de Administração da Telefónica Internacional, S.A.U. Vice-presidente do Conselho de Administração da Telefónica Móviles México S.A. de C.V. Vice-presidente do Conselho de Administração da Telecomunicações do São Paulo S.A. (Telesp) Administrador Suplente da Telefónica Chile, S.A. (CTC) Administrador da Telefónica del Perú S.A.A. Administrador da Colombia Telecomunicaciones S.A. ESP Presidente do Supervisory Board da Brasilcel N.V. Administrador Suplente da Telefónica Móviles Colombia S.A. Administrador da Telefónica Larga Distancia de Puerto Rico, INC Administrador Suplente da Telefónica Móviles Chile, S.A. Administrador Suplente da Telefónica Argentina, S.A.

Francisco Manuel Marques Bandeira (Administrador não Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável.

Funções desempenhadas noutras entidades:

Vice-presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, S.A. Presidente do Conselho de Administração do Banco Português de Negócios S.A Presidente do Conselho de Administração do Banco Efisa Presidente não executivo do Banco Caixa Geral Totta Angola, S.A. Presidente da Parbanca, SGPS, S.A. Vogal da Partang, SGPS, SA Vogal da Parcaixa, SGPS, SA Vice-presidente não executivo do Conselho de Administração do Banco Comercial e de Investimentos, SARL (Moçambique) Presidente não executivo do Conselho Directivo da Caixa Geral de Aposentações, I.P. Vogal não executivo do Conselho de Administração da Visabeira, SGPS, S.A. Membro da Comissão de Vencimentos da REN – Redes Energéticas Nacionais, SGPS, SA

José Xavier de Basto (Administrador não Executivo e Membro da Comissão de Auditoria)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável

Funções desempenhadas noutras entidades:

Membro da Comissão de Matérias Financeiras do Millennium BCP, S.A., desde Abril de 2009 Membro do Centro de Estudos da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC)

Santiago Fernández Valbuena (Administrador não Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável

Funções desempenhadas noutras entidades:

Director Geral de Finanças e Desenvolvimento Corporativo da Telefónica, S.A. Presidente do Conselho de Administração da Fonditel Pensiones, Entidad Gestora de Fondos de Pensiones, S.A. (E.G.F.P.) Membro do Conselho de Administração do Grupo Ferrovial, S.A. Administrador Único da Telefónica Capital, S.A. Presidente do Conselho de Administração da Seguros de Vida y Pensiones Antares, S.A. Presidente do Conselho de Administração da Telefónica FInanzas, S.A.U.

João de Mello Franco (Administrador não Executivo e Presidente da Comissão de Auditoria)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável

Funções desempenhadas noutras entidades:

Administrador e Presidente da Comissão de Auditoria da EDP Renováveis, S.A.

Joaquim Goes (Administrador não Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável

Funções desempenhadas noutras entidades:

Administrador do Banco Espírito Santo, S.A. Administrador da E.S.VENTURES, SCR, S.A. Administrador do BES-Companhia de Seguros, S.A. Administrador da Glintt, Global Intelligent Technologies, SGPS S.A.

Mário João de Matos Gomes (Administrador não Executivo e Membro da Comissão de Auditoria)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Presidente do Conselho Fiscal da Previsão – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.

Funções desempenhadas noutras entidades:

Não aplicável.

Gerald McGowan (Administrador não Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável

Funções desempenhadas noutras entidades:

Não aplicável

Rafael Luís Mora Funes (Administrador não Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável

Funções desempenhadas noutras entidades:

Vice Presidente do Conselho de Administração/COO da Ongoing Strategy Investments, SGPS S.A. Vice Presidente do Conselho de Administração do Grupo Económico, SGPS S.A. Membro do Supervisory Board da Escola de Negócios do INDEG –ISCTE Membro da Direcção do Automóvel Clube de Portugal Managing Partner da Heidrick & Struggles

Maria Helena Nazaré (Administradora não Executiva)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável

Funções desempenhadas noutras entidades:

Reitora da Universidade de Aveiro Vice-Presidente da European University Association (EUA) desde Março 2009 Coordenadora do Grupo de Trabalho da EUA sobre Internacionalização Membro do Painel de Avaliação Institucional da EUA, desde 2004 Coordenadora da Comissão Especializada para a Investigação e Transferência de Conhecimento do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas Membro do Expert Group instituído pela Comissão Europeia para o Desenvolvimento do Espaço Europeu de Investigação Presidente da Fundação João Jacinto de Magalhães

Membro do Conselho Executivo da Fundação das Universidades Portuguesas Membro do Steering Comittee Institutional Evaluation EUA, desde 2005.

Amílcar de Morais Pires (Administrador não Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável

Funções desempenhadas noutras entidades:

Administrador do Banco Espírito Santo, S.A. Administrador da BES-Vida, Companhia de Seguros, S.A. Administrador do Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. Presidente do Conselho de Administração do Bank Espírito Santo (International) Limited Presidente do Conselho de Administração do BIC – International Bank, Ltd (BIBL) Administrador da ESAF – Espírito Santo Activos Financeiros, SGPS S.A. Administrador do Espírito Santo PLC (Dublin) Administrador do Banco Espírito Santo Oriente, S.A. Administrador do BES Finance Limited Administrador da ES Tech Ventures, Sociedade de Participações Sociais, S.A. Administrador da Espirito Santo – Empresa de Prestação de Serviços, ACE Presidente do Conselho de Administração da AVISTAR, SGPS S.A. Administrador do BES África, SGPS S.A.

António Manuel Palma Ramalho (Administrador não Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável

Funções desempenhadas noutras entidades:

Presidente do Conselho de Administração Executivo da UNICRE – Instituição Financeira de Crédito S.A, Vice-Presidente da AIP-CE Associação Industrial Portuguesa – Confederação Empresarial Administrador não executivo independente da Soares da Costa, SGPS S.A. Administrador da Visa Europe Ltd

Francisco T. Pereira Soares (Administrador não Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável

Funções desempenhadas noutras entidades:

Presidente da Comissão Ambiente do CEEP – Centro Europeu de Empresas com Participação Pública e de Interesse Económico Geral, Bruxelas Consultor da Parpública, S.A.

Jorge Tomé (Administrador não Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável

Funções desempenhadas noutras entidades:

Administrador da Caixa Geral de Depósitos, S.A. Presidente do Conselho de Administração da Caixa – Banco de Investimento, S.A. Presidente do Conselho de Administração da Gerbanca, SGPS S.A. Administrador do Banco Comercial e de Investimentos, S.A. Presidente do Conselho de Administração de TREM – Aluguer de Material Circulante, ACE Presidente do Conselho de Administração de TREM II – Aluguer de Material Circulante, ACE Presidente do Conselho de Administração da CREDIP – Instituição Financeira de Crédito, S.A. Vogal da Comissão de Acompanhamento e Estratégia da Fomentinvest, SGPS, S.A. Vice-Presidente do Conselho de Administração do Banco Caixa Geral – Brasil, S.A. Vogal do Conselho de Administração da Parcaixa, SGPS S.A. Vogal do Conselho de Administração da Cimpor – Cimentos de Portugal, SGPS SA.

Paulo José Lopes Varela (Administrador não Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável

Funções desempenhadas noutras entidades:

Presidente da Comissão Executiva do Grupo Visabeira, SGPS S.A. Presidente do Conselho de Administração da Visabeira Global, SGPS S.A., Presidente do Conselho de Administração da Vista Alegre Atlantis, S.A.

Milton Almicar Silva Vargas (Administrador não Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável

Funções desempenhadas noutras entidades:

Membro do Conselho de Administração da Cielo S.A., desde Julho de 2009 Membro Efectivo do Conselho de Administração da CPM Braxis S.A. desde Julho de 2009 Membro Efectivo do Conselho de Administração da Fleury S.A., desde Julho de 2009 Membro do Conselho de Administração da Monteiro Aranha S.A., desde Dezembro de 2009

Nuno de Almeida e Vasconcellos (Administrador não Executivo)

Funções desempenhadas noutras sociedades do Grupo PT:

Não aplicável

Funções desempenhadas noutras entidades:

Presidente do Conselho de Administração da Rocha dos Santos Holding, SGPS S.A. Presidente do Conselho de Administração de Ongoing Strategy Investments, SGPS S.A. Presidente do Conselho de Administração da Ongoing TMT Presidente do Conselho de Administração da Ongoing Media Presidente do Conselho de Administração da Ongoing Telecom Presidente do Conselho de Administração da Ongoing Technology Presidente do Conselho de Administração da Económica SGPS Presidente do Conselho de Administração da Rocksun, SA Presidente do Conselho de Administração de Insight Strategic Investments, SGPS S.A. Administrador não-executivo de Heidrick & Struggles Membro do Conselho Geral do ISCTE Membro da Direcção do Automóvel Clube de Portugal

Qualificações profissionais e actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos

Henrique Granadeiro (Presidente do Conselho de Administração) Português, 66 anos.

Eleito pela primeira vez em 2003. O mandato anterior terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Presidente da Comissão Executiva da Portugal Telecom, SGPS S.A. de 2006 a Março de 2008 | Presidente do Conselho de Administração da Africatel Holdings B.V. de 2007 a 2008 | Presidente do Conselho de Administração da PT Rede Fixa, SGPS S.A. de 2006 a 2009 | Presidente do Conselho de Administração da PT Centro Corporativo, S.A. de 2006 a 2008 | Presidente do Conselho de Administração da PT Portugal, SGPS S.A. de 2006 a 2007 | Presidente do Conselho de Administração da Fundação Portugal Telecom de 2006 a 2008 | Membro do Conselho de Administração não executivo da OPCA – Obras Públicas e Cimento Armado, S.A. de 2005 a 2007 | Membro do Conselho de Administração da Espírito Santo Resources de 2005 a 2007 | Presidente do Conselho de Administração da PT Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS S.A. de 2006 a 2007 | Administrador executivo da PT Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS S.A. de 2002 a 2006 | Administrador não executivo da PT Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS S.A., em 2001 | Presidente da Comissão Executiva da Lusomundo Media, SGPS S.A. de 2002 a 2004 | Presidente da Comissão Executiva do Diário de Notícias de 2002 a 2004 | Presidente da Comissão Executiva do Jornal do Fundão de 2002 a 2004 | Presidente da Comissão Executiva do Jornal de Notícias de 2002 a 2004 | Presidente da Comissão Executiva da TSF de 2002 a 2004 | Presidente da Comissão Executiva do Açoreano Oriental de 2002 a 2004 | Presidente da Comissão Executiva do DN da Madeira de 2002 a 2004 | Presidente do Conselho de Administração da Aleluia – Cerâmica Comércio e Indústria, S.A. de 2000 a 2004 | Membro do Conselho de Administração da Aleluia – Cerâmica Comércio e Indústria, S.A. de 2004 a 2007 | Membro do Conselho de Administração da Parfil SGPS S.A. de 2001 a 2004 | Presidente do Conselho de Administração da Margrimar - Mármores e Granitos S.A. de 1999 a 2005 | Presidente do Conselho de Administração da Marmetal – Mármores e Materiais de Construção, S.A. de 1999 a 2005 | Membro do Conselho de Administração da Controljornal, SGPS S.A. de 1990 a 2001 | Membro do Conselho de Administração da Sojornal – Sociedade Jornalística e Editorial S.A. de 1990 a 2001 | Administrador da Marcepor – Mármores e Cerâmicas de Portugal, S.A. em 1990 | Presidente da Fundação Eugénio de Almeida de 1989 a 1992 | Presidente do IFADAP – Instituto Financeiro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pescas de 1987 a 1990 | Administrador-delegado da Fundação Eugénio de Almeida de 1981 a 1987 | Membro do Conselho de Administração da M.N. Tiago, Construções S.A. durante 1981 | Membro do Conselho de Administração da Standard Eléctrica durante 1981 | Embaixador de Portugal na OCDE de 1979 a 1981 | Chefe da Casa Civil do Presidente da República de 1976 a 1979 | Licenciado em Organização e Administração de Empresas pelo Instituto Universitário de Évora (Departamento de Sociologia).

Zeinal Bava (Presidente Executivo) Português, 44 anos.

Eleito pela primeira vez em 2000. O mandato anterior terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009. Designado Presidente Executivo da Portugal Telecom, SGPS S.A. desde Março de 2008 | Presidente da Comissão Executiva da TMN – Telecomunicações Móveis Nacionais, S.A. de Dezembro de 2005 a Maio de 2006 | Presidente do Conselho de Administração da PT Centro Corporativo, S.A. de Março de 2006 a Abril de 2009 | Presidente do Conselho de Administração da PT – Sistemas de Informação, S.A. de Setembro de 2007 a Abril de 2009 | Membro do Conselho de Administração da PT Rede Fixa, SGPS S.A., de Março de 2006 a Junho de 2009 | Presidente do Conselho de Administração da PT PRO, Serviços Administrativos e de Gestão Partilhados, S.A. de Fevereiro de 2003 a Junho de 2008 | Presidente do Conselho de Administração da Previsão – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. de Março de 2003 a Outubro de 2007 | Membro do Conselho de Administração da Brasilcel, NV de Dezembro de 2002 a Outubro de 2007 | Presidente da Comissão Executiva da PT Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS S.A. de Maio de 2003 a Setembro de 2007 | Presidente do Conselho de Administração da TV Cabo Portugal, S.A. de Março de 2004 a Setembro de 2007 | Presidente do Conselho de Administração da PT Conteúdos – Actividade de Televisão e de Produção de Conteúdos, S.A. até Setembro de 2007 | Vice Presidente do Conselho de Administração da PT Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS S.A. de Novembro de 2002 a Setembro de 2007 | Presidente do Conselho de Administração da Lusomundo Cinemas, S.A. até Setembro de 2007 | Presidente do Conselho de Administração da Lusomundo Audiovisuais, S.A. até Setembro de 2007 | Presidente do Conselho de Administração da PT Televisão por Cabo, SGPS S.A. até Setembro de 2007 | Membro do Conselho de Administração da Portugal Telecom Investimentos Internacionais, S.A. de Abril de 2004 a Abril de 2006 | Presidente do Conselho de Administração da PT Prestações – Mandatária de Aquisições de Gestão de Bens, S.A. de Março de 2004 a 2006 | Membro do Conselho de Administração da PT Sistemas de Informação, S.A. de Maio de 2004 a Abril de 2006 | Membro do Conselho de Administração da PT Corporate – Soluções Empresariais de Telecomunicações e Sistemas, S.A. de Junho de 2003 a Abril de 2006 | Vice-presidente executivo do Conselho de Administração da PT Comunicações, S.A. de Janeiro de 2004 a Dezembro de 2005 | Membro do Conselho de Administração das Páginas Amarelas, S.A. de Janeiro de 2004 a Maio de 2005 | Membro do Conselho de Administração da PT Compras – Serviços de Consultoria e Negociação, S.A. de Maio de 2003 a 2005 | Membro do Conselho de Administração da CRT Celular Participações, S.A. de 2003 a 2005 | Membro do Conselho de Administração da Tele Sudeste Participações, S.A. de 2003 a 2005 | Membro do Conselho de Administração da Tele Leste Participações, S.A. de 2003 a 2005 | Membro do Conselho de Administração da Tele Centro Oeste Celular Participações, S.A. de 2003 a 2005 | Membro do Conselho de Administração da Portugal Telecom Brasil, S.A. de Julho de 2002 a Março de 2004 | Membro do Conselho de Administração do BEST – Banco Electrónico de Serviço Total, S.A. de Maio de 2001 a Outubro de 2004 | Membro do Conselho de Administração da Telesp Celular Participações, S.A. de Abril de 2001 a Dezembro de 2003 | Vice-presidente do Conselho de Administração da PT Ventures, SGPS S.A. de 2000 a 2002 | Merrill Lynch – Executive Director e Relationship Manager para a Portugal Telecom, de 1998 a 1999 | Deutsche Morgan Grenfell – Executive Director e Relationship Manager para a Portugal Telecom de 1996 a 1998 | Warburg Dillon Read – Director executivo de 1989 a 1996 | Licenciado em Engenharia Electrónica e Electrotécnica pela University College London.

Luís Pacheco de Melo (Administrador Executivo) Português, 43 anos.

Eleito pela primeira vez em 2006. O mandato terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Administrador não executivo do BEST – Banco Electrónico de Serviço Total, S.A. até 2007 | Administrador não executivo da PT PRO, Serviços Administrativos e de Gestão Partilhados, S.A. de Fevereiro de 2003 a Maio de 2008 | Presidente do Conselho de Administração da PT PRO, Serviços Administrativos e de Gestão Partilhados, S.A. de Maio de 2008 a Marco de 2009 | Administrador da PT Compras – Serviços de Consultoria e Negociação, S.A. de Abril de 2008 a Março de 2009 | Administrador da Previsão – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. de Maio de 2006 a Outubro de 2007 | Presidente do Conselho de Administração da Previsão – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. de Outubro de 2007 a Maio de 2009 | Presidente do Conselho de Administração da PT Contact – Telemarketing e Serviços de Informação, S.A. de Julho de 2008 a Março de 2009 | Presidente do Conselho de Administração da PT-ACS – Associação de Cuidados de Saúde de Maio 2007 a Abril 2009 | Administrador da PT Centro Corporativo, S.A. de Novembro de 2006 a Abril de 2009 | Administrador da PT Rede Fixa, SGPS S.A. de Novembro de 2007 a Junho de 2009 | Membro do Conselho de Administração da Telemig Celular Participações, S.A. de Agosto 2008 a Novembro de 2009 | Administrador executivo da PT Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimedia, SGPS S.A. de Junho de 2002 a Abril de 2006 | Administrador da Cabo TV Madeirense, S.A. de Abril de 2004 a Setembro de 2006 | Presidente do Conselho de Administração da Cabo TV Açoreana, S.A. de Dezembro de 2004 a Outubro de 2007 | Administrador da TV Cabo Portugal, S.A. de 2002 a 2006 | Administrador da Lusomundo Audiovisuais, S.A. de 2002 a 2006 | Administrador da Lusomundo Cinemas, S.A. de 2002 a 2006 | Administrador da Lusomundo – Sociedade de Investimentos Imobiliários, SGPS S.A. de Março 2006 a Março de 2007 | Administrador da Lusomundo Imobiliária 2, S.A. de Março de 2006 a Março de 2007 | Administrador da PT Conteúdos, S.A. de 2002 a

2006 | Administrador da PT Televisão por Cabo, SGPS S.A. de 2002 a 2006 | Administrador da Sport TV de Junho de 2002 a Novembro de 2005 | Administrador da Lusomundo España, SL de Fevereiro 2003 a Abril de 2006 | Director central e membro convidado da Comissão Executiva do BES Investimento de 1998 a 2002 | Associado e director da UBS Warburg de 1994 a 1998 | Licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico, com MBA pelo IESE Barcelona.

Carlos Alves Duarte (Administrador Executivo) Português, 49 anos

Foi nomeado pela primeira vez em 2009 | Administrador e Presidente da Comissão Executiva da PT Corporate – Soluções Empresariais de Telecomunicações e Sistemas, S.A. desde Julho de 2003 até Março de 2008 | Administrador Executivo da PT Prime – Soluções Empresariais de Telecomunicações e Sistemas, S.A. desde Maio de 2003 a Fevereiro de 2009 | Administrador do BEST – Banco Electrónico de Serviço Total, S.A. desde Janeiro de 2006 até Outubro de 2007 | Presidente da Comissão Executiva da Oni Telecom, desde Junho de 2000 até Março de 2003 | Presidente da Comissão Executiva da Oni Açores, desde Junho de 2000 até Março de 2003 | Presidente Executivo da EDS Ibéria, desde Novembro de 1996 até Maio de 2000 | Entre outras funções na IBM, Global Services General Manager da IBM, desde Dezembro de 1986 até Outubro de 1996 | Presidente do Conselho de Administração da Rigorsoft desde 1995 a Novembro de 1996 | Administrador Executivo da Compensa, SA, desde 1995 a Novembro de 1996 | Licenciado em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico, Pós-Graduado em Engenharia de Soldadura pelo ISQ, Master em Gestão de Marketing e Vendas pelo DS, com vários cursos de Pós-Graduação na London Business School (Reino Unido), IESE (Espanha) e Universidade Católica (Portugal).

Rui Pedro Soares (Administrador Executivo) Português, 37 anos.

Eleito pela primeira vez em 2006. O mandato terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Presidente do Conselho de Administração da PT Imobiliária, S.A., de 2006 a 2007 | Administrador executivo da PT Compras – Serviços de Consultoria e Negociação, S.A. de 2005 a 2006 | Consultor do Conselho de Administração da PT Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS S.A., nas áreas de Business Intelligence, Avaliação da Qualidade de Serviço, Segurança e Gestão de Bens Imóveis, de 2001 a 2004 | Executivo em Business Intelligence e Análise Competitiva no Banco Cetelem, Grupo Banque National de Paris/Paribas, de 2000 a 2001 | Assessor do Grupo Socialista no Parlamento Europeu de 1998 a 2000 | Licenciado em Gestão de Marketing no IPAM – Instituto Português de Administração de Marketing.

Manuel Rosa da Silva (Administrador Executivo) Português, 42 anos

Eleito pela primeira vez em 2009 | Administrador da PT Multimédia – Serviços de Telecomunicação e Multimédia, SGPS S.A., de Abril de 2006 a Outubro de 2007 | Administrador da PT Comunicações, S.A., de 2004 a 2006 | Director Corporativo de Corporate Finance na Portugal Telecom, SGPS S.A. de 2002 a 2003 | Director Corporativo de Investor Relations na Portugal Telecom, SGPS S.A., de 2002 a 2003 | CFO da PTM.com, Serviços de Acesso à Internet, SGPS S.A., de 2000 a 2002 | Vice-Presidente da Merill Lynch Londres | Director de fusões e aquisições na Morgan Grenfell Londres | Associado da Banca de Investimento na SG Warburg Londres | Consultor na KPMG Consulting Londres, onde trabalhou com a equipa Europeia de Telecomunicações em diversos projectos na Europa, Estados Unidos da América, Europa Oriental e América Latina | Licenciado em Engenharia de Sistemas pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa

Fernando Soares Carneiro (Administrador Executivo) Português, 60 anos.

Eleito pela primeira vez em 2006. O mandato terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Administrador Executivo da Portugal Telecom, SGPS S.A desde Março de 2009 | Membro do Conselho de Administração e da Comissão Executiva da REN, SGPS S.A. até 30 de Março de 2009 | Entre 2003 e 2006, foi conselheiro económico na Embaixada de Portugal em Londres e representante de Portugal nas Organizações Internacionais de Produtos de Base | Entre 2002 e 2003, desenvolveu actividade de consultor | Presidente do Conselho de Administração da Somincor, Sociedade Mineira de Neves-Corvo, S.A, desde 1998 a 2002 | Presidente do Conselho de Administração da EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, S.A. desde 1998 a 2002 | Administrador da Associação Internacional do Cobre desde 1998 a 2002 | Administrador do Banco Europeu de Construção e Desenvolvimento desde 1993 a 1998 | Administrador do Grupo do Banco Mundial de 1989 a 1993 | Licenciado em Engenharia de Minas pelo Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa

Shakhaf Wine (Administrador Executivo) Brasileiro, 40 anos

Eleito em 2009 | Membro do Conselho de Administração da PT Investimentos Internacionais – Consultoria Internacional, S.A. de Maio de 2006 até Março de 2009 | Membro do Conselho de Administração da PT Participações, SGPS S.A. de Março de 2008 até Março de 2009 | Membro do Conselho de Administração da PT Móveis - Serviços de Telecomunicações, SGPS S.A. de Maio de 2006 até Março de 2009 | Membro do Conselho de Administração da PT Ventures, SGPS S.A. de Maio de 2006 até Março de 2009 | Membro do Conselho de Administração da Tele Centro Oeste Celular Participações, S.A. de Março de 2004 até Outubro de 2006 | Membro do Conselho de Administração da Tele Sudeste Celular Participações, S.A. de Março de 2004 até Fevereiro de 2006 | Membro do Conselho de Administração da Tele Leste Participações S.A. de Julho de 2005 até Fevereiro de 2006 | Membro do Conselho de Administração da Celular CRT Participações S.A. de Março de 2004 até Fevereiro de 2006 | Membro do Conselho de Administração do Banco1.net S.A. de Abril de 2003 até Julho de 2004 | Membro do Conselho de Administração da PT Multimédia.com Participações Ltda. de Abril de 2005 até Novembro de 2007 | Director de Banco de Investimento e responsável por relacionamento com clientes corporativos Europeus no grupo de Telecomunicações Globais da Merrill Lynch International entre 1998 e 2003 | Director Associado Sênior nos departamentos de América Latina e Grupos de Telecomunicações de Deutsche Morgan Grenfell entre 1993 e 1998 | Trader de cambio interbancário e dealer do Banco Central do Brasil no Banco Icatu entre 1991 e 1993 | Licenciado em Economia pela PUC, Pontifícia Universidade Católica, do Rio de Janeiro.

José María Álvarez-Pallete López (Administrador não Executivo) Espanhol, 46 anos

Eleito pela primeira vez em 2008. O mandato anterior terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Iniciou a sua carreira na Arthur Young Auditors em 1987 e de seguida na Benito&Monjardin/Kidder, Peabody & Co. em 1988. Em 1995 ingressou na Compañia Valenciana de Cementos Portland (Cemex) como responsável pelo departamento de Relações com Investidores. Em 1996 foi promovido a Director Financeiro da companhia e em 1998 a Director Geral de Administração e Finanças do Grupo Cemex na Indonésia, com base em Jacarta | Em Fevereiro de 1999 entra no Grupo Telefónica, como Director Geral de Finanças da Telefónica Internacional, S.A.. Em Setembro do mesmo ano passa a ocupar o cargo de Director Geral de Finanças Corporativas na Telefónica, S.A.. Foi Administrador da Cemex Singapura, Telefónica Publicidad e Información, S.A. Telefónica de España, S.A., Telefónica Móviles Espana, S.A., Telefónica O2 Europe, Plc., China Netcom Group Corporation Limited e membro do Supervisory Board da Telefónica O2 Czech Republic a.s. | Licenciado em Ciências Económicas pela Universidade Complutense, de Madrid. Frequentou o curso de Estudos de Ciências Económicas na Université Libre, da Belgica. Curso de pós-graduação no International

Management Program, no Instituto Panamericano de Alta Direcção de Empresa (IPADE). Obteve o "Advanced Research Certificate from the Accounting, Financial Administration and Economy Department" da Universidade Complutense de Madrid.

Francisco Bandeira (Administrador não Executivo) Português, 52 anos

Eleito pela primeira vez em 2008. O mandato terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Vogal não executivo do Conselho de Administração do Grupo Pestana Pousadas de Janeiro de 2007 a Março de 2009 | Vogal não executivo do Conselho de Administração da AdP—Águas de Portugal, SGPS S.A. de Outubro de 2006 a Março de 2009 | Presidente do Conselho de Administração do Banco Caixa Geral de Janeiro a Dezembro de 2008 | Presidente do Conselho de Administração da Locarent—Companhia Portuguesa de Aluguer de Viaturas, S.A. de Outubro de 2006 a Março de 2008 | Vogal da Caixa Geral de Depósitos, S.A. de 2005 a 2008 | Presidente do Conselho de Administração da Caixa Leasing e Factoring—Instituição Financeira de Crédito, S.A. de 2006 a 2008 | Administrador não executivo da RAVE de 2001 a 2002 | Administrador não executivo do FIEP de 1997 a 2001 | Vice Presidente do Conselho de Administração do ICEP de 1996 a 2000 | Membro dos comissariados da EXPO 98 e do Pavilhão de Portugal, de 1996 a 1999 | Técnico, Subdirector, Director-Adjunto, Director e Director Coordenador no Banco de Fomento e Exterior, de 1988 a 1996 | Assessor da Comissão de Coordenação da Região Centro, no PIDR do Baixo Mondego, de 1986 a 1988 | Técnico do IFADAP, de 1981 a 1986 | Docente no Ensino Especial, de 1975 a 1979 | Licenciado em Economia pela Universidade de Coimbra.

José Xavier de Basto (Administrador não Executivo e Membro da Comissão de Auditoria) Português, 71 anos

Eleito pela primeira vez em 2007. O mandato terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Consultor Fiscal | Docente aposentado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra | Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra (1960). Curso Complementar em Ciências Políticas-Económicas (1961).

Santiago Fernández-Valbuena (Administrador não Executivo) Espanhol, 51 anos

Eleito pela primeira vez em 2008. O mandato terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Presidente da Comissão Executiva da Fonditel (Pension Fund Management Company), Madrid de 1997 a 2002 | Director Geral da Société Générale Equities Spain, Madrid de 1994 a 1996 | Head of Equity Sales and Research, Beta Capital, Madrid de 1992 a 1994 | Economista Chefe e Head of Research, Beta Capital, Madrid de 1989 a 1992 | Licenciado em Ciências Económicas e Empresariais na Universidade Complutense, Madrid em 1980 | PhD in Economics, na Northeastern University Boston, em 1984 | Master (MS) em Economic Policy and Planning, na Northeastern University Boston, em 1983.

João de Mello Franco (Administrador não Executivo e Presidente da Comissão de Auditoria) Português, 63 anos.

Eleito pela primeira vez em 1997. O mandato anterior terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Administrador da José de Mello Participações, SGPS S.A. de 2002 a 2006 | Vicepresidente do Conselho de Administração da José de Mello Imobiliária de 2001 a 2004 | Presidente do Conselho de Administração da José de Mello Residências e Serviços de 2001 a 2004 | Presidente do Conselho de Administração da Imopólis (SGFII) de 2001 a 2004 | Presidente do Conselho de Administração da Engimais de 2001 a 2004 | Membro do Conselho de Administração da International Shipowners Reinsurance Co de 1998 a 2005 | Membro do Conselho Superior da Portugal Telecom de 1996 até 1997 | Presidente do Conselho de Administração da Soponata – Sociedade Portuguesa de Navios Tanques, S.A. de 1997 a 2001 | Presidente da Comissão Executiva e vice-presidente do Conselho de Administração da LISNAVE de 1995 a 1997 | Presidente do Conselho de Administração da Marconi de 1994 a 1995 | Presidente do Conselho de Administração da Guiné Telecom de 1994 a 1995 | Presidente do Conselho de Administração da Companhia Santomense de Telecomunicações de 1994 a 1995 | Membro do Conselho de Administração da CN – Comunicações Nacionais, S.A. de 1993 a 1995 | Presidente do Conselho de Administração da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações de 1993 a 1995 | Presidente do Conselho de Administração da TMN – Telecomunicações Móveis Nacionais, S.A. de 1991 a 1994 | Presidente do Conselho de Administração de TLP – Telefones de Lisboa e Porto, S.A. de 1989 a 1994 | Director da TDC – Tecnologia das Comunicações, Lda. de 1986 a 1989 | Licenciado em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico | Bolseiro da Junta de Energia Nuclear para especialização em Tecnologia Mecânica de Centrais Nucleares | Formação complementar em Gestão Estratégica e Alta Direcção de Empresas (PADE).

Joaquim Goes (Administrador não Executivo) Português, 43 anos.

Eleito pela primeira vez em 2000. O mandato anterior terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Membro do Conselho de Administração da PT Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS S.A. de Agosto de 2002 a Setembro de 2007 | Administrador da ESDATA, Espírito Santo Data, SGPS S.A. de 1999 a 2009 | Administrador da Companhia de Seguros Tranquilidade-Vida, S.A. de 2002 a 2006 | Presidente do Conselho de Administração de E.S. Interaction, Sistemas de Informação Interactivos, S.A. de 2000 a 2006 | Membro do Conselho de Administração de BEST – Banco Electrónico de Serviço Total, S.A. de Maio de 2001 a Julho de 2007 | Director do Departamento de Marketing Estratégico do Banco Espírito Santo, S.A. de 1995 a 1999 | Director do Gabinete de Estudos e de Planeamento Estratégico da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SA de 1994 a 1995 | Consultor sénior da Roland Berger & Partner, Munique de 1991 a 1993 | Consultor da Roland Berger & Partner, Portugal de 1989 a 1991 | Licenciado em Administração e Gestão de Empresas | Especialização em Marketing e Finanças pela Universidade Católica Portuguesa | MBA pelo INSEAD, Fontainebleau.

Mário João de Matos Gomes (Administrador não Executivo e Membro da Comissão de Auditoria) Português, 62 anos

Eleito pela primeira vez em 2009 | Desde meados de 1971, e durante cerca de doze anos após a sua licenciatura, esteve integrado nos quadros técnicos de uma das ao tempo maiores firmas internacionais de auditores e consultores de gestão (ARTHUR ANDERSEN & CO.), onde desempenhou funções de direcção técnica nos departamentos de auditoria e de assessoria fiscal | Desde Janeiro de 1983, e durante cerca de quatro anos, desempenhou funções de Consultor Permanente - Assessor do Conselho de Administração de importante empresa metalo-electromecânica, em especial em aspectos relacionados com a melhoria dos seus sistemas de informação de gestão e de controlo das operações | Desde Janeiro de 1974 até Março de 2009 desempenhou com continuidade as funções de revisão legal das contas / auditoria de empresas industriais, comerciais e de serviços de razoável dimensão e projecção tanto nacional como internacional, tendo ainda adquirido experiência do exercício destas actividades num instituto público, bem como nos sectores das telecomunicações, segurador, para-bancário e do mercado de capitais | Integra actualmente a Comissão de Inscrição da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (OROC), com a qual também colabora nos Programas de Controlo de Qualidade dos trabalhos de Auditores e de ROC, no exercício de funções de Controlador-Relator | Na OROC, integrou anteriormente e ao longo de vários anos as Comissões de Estágio e de Formação Profissional, tendo ainda exercido as funções de Presidente da Comissão Técnica das Entidades Seguradoras, com uma intervenção relevante na elaboração da Directriz de Revisão/Auditoria 830 – Exame dos Elementos Financeiros e Estatísticos das Empresas de Seguros e das Sociedades Gestoras de Fundos de Pensões | Entre meados de 1985 e meados de 2001, exerceu as funções de Assistente Convidado do ISEG, onde leccionou a Cadeira de Auditoria | Preparou um Manual e Curso de Auditoria, em ligação tanto com a docência universitária, como com acções de formação específica realizadas para clientes e outros interessados, bem como com o convite que lhe foi feito pela Comissão Técnica de Formação da OROC, na década de 80, para que assumisse a responsabilidade pelo desenvolvimento e condução de várias acções de formação nesta matéria, destinadas quer à preparação dos então candidatos ao exame de aptidão profissional para ROC, quer à reciclagem interna dos Membros da OROC. | Participou em variadas acções de formação técnicoprofissional em Portugal e no Estrangeiro, quer como discente quer como docente, em particular enquanto integrado nos quadros técnicos de empresa internacional de auditores e consultores. | Licenciado em Finanças pelo ISEG (1971)

Gerald McGowan (Administrador não Executivo) Norte-americano, 63 anos

Eleito pela primeira vez em 2003. O mandato anterior terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Membro da Conselho de Administração da Virgina Center for Innovative Technology de 2004 a 2007 | Embaixador dos Estados Unidos em Portugal de 1998 a 2001 | Membro do Conselho de Administração da "Overseas Private Investment Corporation" (OPIC) de 1996 a 1997 | Membro do Conselho de Administração da Virginia Port Authority de 2002 a 2003 | Membro da Conselho de Administração da Cellular Telecomunications Industry Association de 1992 a 1994 | Licenciado em Direito na Georgetown University Law Center (J.D. 1974) e Georgetown University (B.S.B.A. 1968).

Rafael Luis Mora Funes (Administrador não Executivo) Espanhol, 44 anos

Eleito pela primeira vez em 2007. O mandato terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Membro da Comissão de Sustentabilidade e Governo do Grupo Millennium BCP até 2007 | Licenciado em Economia e Gestão pela Universidade de Málaga.

Maria Helena Vaz de Carvalho Nazaré Portuguesa, 60 anos

Eleita em 2009 | Presidente da Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade de Aveiro - em Comissão de Serviço, entre Junho de 2000 e Janeiro de 2002 | Vogal do Conselho de Administração da Administração do Porto de Aveiro, S.A. ( 1999-2000) | Presidente da Associação Columbus: Rede de Universidades Europeias e Latino Americanas | Coordenadora da Unidade de Investigação "Física de Semicondutores em Camadas, Optoelectróncia e Sistemas Desordenados" (1996-1999) | Vice Reitora da UA (1991-1998) | Presidente do Instituto de Investigação da Universidade de Aveiro (1995-1998) | Presidente do Conselho Executivo da Fundação João Jacinto de Magalhães (1993–1998) | Membro da Comissão de Coordenação da International Conference of Defects in Semiconductors (1997) | Vice Presidente do Conselho Científico da Universidade de Aveiro (1990-1991) | Presidente do Conselho Directivo do Departamento de Física (1978-1980; 1986 – 1988) | Licenciada em Física pela Universidade de Lisboa, em 1972 | Doctor of Philosophy: Solid State Physics, Wheatstone Physics Laboratory, pelo King's College London, University of London, em 1978 | Doutor em Física - Especialidade de Física do Estado Sólido, Universidade de Aveiro, em 1979 | Agregação em Física - Universidade de Aveiro, em 1987.

Amílcar de Morais Pires (Administrador não Executivo) Português, 48 anos.

Eleito pela primeira vez em 2006. O mandato terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Admitido no Banco Espírito Santo, Departamento Financeiro, em 1986 | Nomeado Sub-Director e colocado na Direcção do Departamento de Mercados Financeiros e Títulos em 1989 | Membro do Conselho de Administração da Soginpar, Sociedade de Gestão de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A., de Julho de 1991 a Fevereiro de 1992 | Director Adjunto do Departamento de Mercados Financeiros e Títulos e membro do Conselho de Administração da ESER, Socª, até 1995 | Director-Coordenador do Departamento Financeiro, Mercados e Estudos e responsável pela gestão da Tesouraria do BES | Assessor para o Conselho de Administração do Banco Espírito Santo, S.A. em Julho de 2000 | Directorgeral do Banco Espírito Santo, S.A. em Março de 2003 | Administrador do Banco Espírito Santo, S.A. desde Março de 2004 | Licenciado em Ciências Económicas pela Universidade Católica Portuguesa.

António Manuel Palma Ramalho (Administrador não Executivo) Português, 49 anos

Eleito em 2009 | Presidente do Conselho de Gerência (CEO) da CP – Companhia de Caminhos de Ferro Portugueses, EP, de 2004 a 2006 | No Grupo Santander : Administrador Executivo do Grupo e do Crédito Predial Português 2000 a 2003 | No Grupo Champalimaud: Administrador do Banco Totta & Açores -1997 a 2000, Crédito Predial Português de 1997 a 2000, Banco Chemical Finance de1998 a 2000 e Banco Pinto & Sotto Mayor de 1993 a 2000 | Administrador da Bolsa de Valores de Lisboa e da SIBS - Sociedade Interbancária de Serviços, S.A. | Membro do Conselho Superior da Universidade Católica de1987 a 1989 | Membro do Conselho Consultivo dos Estudos Superiores Financeiros e Fiscais | Licenciado em Direito, pela Universidade Católica Portuguesa | Parte escolar do mestrado em Ciências Jurídicas Internacionais, pela Universidade Católica Portuguesa | Pós-graduado em International Capital Markets, pelo International Finance Institute, ST. Catherine's College, Oxford

Francisco T. Pereira Soares (Administrador não Executivo) Português, 60 anos.

Eleito pela primeira vez em 2006. O mandato terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Administrador da Gadsa – Arquivo e Depósito, S.A. de Outubro de 2006 a Outubro de 2008 | Consultor económico na Casa Civil do Presidente da República de 2001 a 2006 | Presidente da Comissão Executiva da API Capital, Sociedade de Capital de Risco, S.A. de Janeiro de 2003 a Outubro de 2004 | Presidente do Conselho de Administração da API Capital, Sociedade de Capital de Risco, S.A. de Maio de 2004 a Janeiro de 2005 | Administrador da NAER – Novo Aeroporto, S.A. de 2001 a 2002 | Administrador e Presidente da Comissão Executiva do I.P.E. – Tecnologias de Informação. SGPS S.A. de 2000 a 2001 | Administrador Executivo do I.P.E. – Investimentos e Participações Empresariais, S.A. de 1996 a 2000 | Presidente do Conselho de Administração do I.P.E. Capital, Sociedade de Capital de Risco, S.A. de 1996 a 2000 | Membro da Direcção da Ambelis – Agência para a Modernização Económica de Lisboa, S.A. de 1994 a 1996 | Licenciado em Economia no ISCEF (Universidade Técnica de Lisboa) 1972 | Master of Science in Management no Arthur D. Little Management Education Institute, Cambridge Masachussetts, EUA (1979) | Master in Public Administration na Harvard University, John F. Kennedy School of Government, Cambridge Massachusetts, EUA (1981).

Jorge Tomé (Administrador não Executivo) Português, 55 anos.

Eleito pela primeira vez em 2002. O mandato anterior terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Presidente da Comissão Executiva de Caixa – Banco de Investimento, S.A. de 2001 a 2007 | Administrador não executivo da Caixa Gestão de Patrimónios de 2001 a 2005 | Administrador das Companhias de Seguros do Grupo BANIF: Açoreana, O Trabalho, O Trabalho Vida e de Sociedades Gestoras de Fundos de Pensões e de Fundos de Investimento de 1996 a 2001 | Sócio da Coopers & Lybrand em Portugal de Junho de 1995 a Novembro de 1996 | Director da Divisão Internacional do Banco Pinto & Sotto Mayor, S.A., em 1995 | Administrador do Banco Pinto & Sotto

Mayor de Março de 1994 a Janeiro de 1995 | Administrador executivo da SULPEDIP, S.A. (actual PME Investimentos, S.A.) de Junho de1989 a Março de 1994 | Técnico na Direcção de Títulos do Banco Pinto & Sotto Mayor em 1985 | Subdirector e director de Títulos do Banco Pinto & Sotto Mayor de 1986 a 1994 | Quadro técnico da Coopers & Lybrand Lda. de 1980 a 1982 | Economista do IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas), de 1979 a 1980 | Licenciado em Organização e Gestão de Empresas no ISCTE e Mestre em Economia Aplicada pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

Paulo José Lopes Varela (Administrador não Executivo) Português, 41 anos.

Eleito em 2009 | Desde sempre ligado ao Grupo Visabeira – onde iniciou as suas funções em 1992 – residiu durante alguns anos em Moçambique e Angola, onde na qualidade de Presidente do Conselho de Administração da Visabeira Moçambique e Visabeira Angola, tinha por missão a representação Institucional, coordenação geral de todas as actividades das empresas participadas pelo Grupo Visabeira nesses mercados, bem como representar a sócia Grupo Visabeira nos órgãos de administração das suas participadas e planeamento e definição estratégica dos negócios do Grupo, incluindo a sua gestão financeira integrada | . Em Novembro de 2009 foi nomeado Presidente do Conselho de Administração da Vista Alegre Atlantis, S.A. | Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Milton Almicar Silva Vargas (Administrador não Executivo) Brasileiro, 53 anos

Eleito em 2009 | Director Departamental desde Dezembro de 1997 até Março de 2000, Director Executivo Gerente desde Março de 2000 até Março de 2002 e Director Vice-Presidente Executivo, desde Março de 2002 até Junho de 2009 do Banco Bradesco, S.A. | Participou também da Administração das demais empresas do Grupo Bradesco | Membro Efectivo do Conselho de Administração da CPM Braxis S.A. de Junho de 2000 a Abril de 2005 | Foi Membro da Mesa Regedora e Director Gerente da Fundação Bradesco, Membro do Conselho de Administração e Director Gerente da Fundação Instituto de Moléstias do Aparelho Digestivo e da Nutrição (FIMADEN), Membro do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores – IBRI, Membro Efectivo do Conselho Fiscal do Fundo Garantidor de Créditos – FGC, Membro do Conselho Director da Associação Brasileira das Companhias Abertas – ABRASCA, Membro do Conselho de Auto-Regulação da FEBRABAN, e representante do Bradesco no Conselho Director do Instituto Brasileiro de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras – IPECAFI, | Licenciado em Administração de Empresas pela UNIFIEO – Centro Universitário FIEO de Osasco.

Nuno de Almeida e Vasconcellos (Administrador não Executivo) Português, 45 anos.

Eleito pela primeira vez em 2006 O mandato terminou a 31 de Dezembro de 2008 e foi reconduzido em 2009 | Desde 1995 a 2006, managing partner em Portugal na área de consultoria da Heidrick & Struggles | Membro do Conselho de Remunerações de uma entidade bancária até 2007 | Director de Andersen Consulting (actual Accenture) de 1987 a 1995 | Licenciado em Gestão de Empresas pelo Curry College, em Boston.

ANEXO IV

Declaração do Conselho de Administração sobre a remuneração aplicável aos dirigentes do Grupo PT na acepção do n.º 3 do art. 248.º-B do Cód.VM

As remunerações definidas para os dirigentes do Grupo PT na acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Cód.VM são determinadas no seio de cada empresa operacional do Grupo, por uma comissão de vencimentos composta por dois administradores executivos do Grupo PT e pelo director corporativo com responsabilidade na área dos Recursos Humanos e têm em conta as funções desempenhadas em cada área de negócio e órgão social ou direcção.

As remunerações fixas têm vindo a ser objecto de um processo de harmonização interna, tendo igualmente vindo a ser realizado um benchmark com empresas similares.

Para além de uma remuneração fixa, os referidos dirigentes – designadamente os administradores das subsidiárias - auferem uma remuneração variável, a qual é concretamente fixada anualmente tendo em conta a avaliação do desempenho individual no período imediatamente precedente feita pela Comissão Executiva da PT, tendo em conta a realização dos objectivos na sua área de actuação ou pelouro, bem como a sua contribuição para a consecução dos objectivos globais definidos para o Grupo PT. Na fixação desta remuneração variável são designadamente considerados indicadores quantitativos, nomeadamente operacionais e financeiros, e indicadores de natureza qualitativa (tais como competências de gestão e liderança), os quais são ponderados conjuntamente com a natureza das funções exercidas e a importância relativa da empresa em causa na estrutura do Grupo Portugal Telecom.

Adicionalmente, na avaliação do desempenho destes dirigentes é feita uma análise dos riscos por eles assumidos, mormente dos riscos de negócio enunciados no ponto II.5 do presente Relatório de Governo, e do cumprimento pelos mesmos dos mecanismos de checks and balances instituídos no Grupo, designadamente através do envolvimento das diversas direcções corporativas relevantes e respectivos membros da administração das subsidiárias em causa nos processos de decisão que importem assunção de riscos.

ANEXO V

Declaração da Comissão de Vencimentos sobre a Política de Remunerações dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização da Portugal Telecom, SGPS S.A.

Considerando que:

    1. Na sequência da entrada em vigor da Lei n.º 28/2009, de 19 de Junho ("Lei das Remunerações"), o órgão de administração ou a comissão de remunerações, caso exista, das sociedades emitentes de valores mobiliários admitidos à negociação em mercado regulamentado ("Sociedades Emitentes") deve submeter anualmente à aprovação da Assembleia Geral uma declaração sobre a política de remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização;
    1. Ainda de acordo com a Lei das Remunerações, as Sociedades Emitentes estão obrigadas a divulgar, nos documentos anuais de prestação de contas, a política de remuneração dos membros dos seus órgãos de administração e de fiscalização, bem como o montante anual da remuneração auferida por aqueles membros, de forma agregada e individual;
    1. Por sua vez, a Recomendação II.1.5.2 constante do Código de Governo das Sociedades, aprovado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ("CMVM"), em Setembro de 2007, ainda a ser tida em conta para efeitos da preparação do relatório anual de governo referente a 2009, recomenda a submissão à apreciação pela Assembleia Geral anual de accionistas de uma declaração sobre a política de remunerações dos órgãos de administração e fiscalização;
    1. Neste contexto e com vista, por um lado, a cumprir aqueles dispositivos e, por outro, a reforçar a transparência no processo de fixação de remunerações, a Comissão de Vencimentos da Portugal Telecom, SGPS S.A. ("PT SGPS" ou "Sociedade") submete à aprovação da Assembleia Geral Anual de Accionistas, a realizar em 16 de Abril de 2010, uma declaração sobre a política de remunerações dos órgãos de administração e de fiscalização, incluindo inter alia o conteúdo imperativo prescrito na Lei das Remunerações e o constante da Recomendação II.1.5.2 da CMVM;
    1. Enquanto estrutura de apoio técnico da Comissão de Vencimentos, cabe à Comissão de Avaliação do Conselho de Administração da PT SGPS emitir parecer a apresentar àquela sobre a declaração anual relativa à política de remunerações dos membros dos órgãos de administração e fiscalização, a submeter pela Comissão de Vencimentos à Assembleia Geral;
    1. Ao mandato em curso (2009-2011) dos membros dos órgãos sociais da PT SGPS é aplicada a política aprovada pela Comissão de Vencimentos em funções, na sua reunião de 29 de Maio de 2009, com efeitos à data da Assembleia Geral que procedeu à respectiva eleição (i.e., a 27 de Março de 2009).

De acordo com o preceituado na Lei das Remunerações e na Recomendação II.1.5.2 da CMVM, a Comissão de Vencimentos da PT SGPS vem submeter à aprovação da Assembleia Geral anual de Accionistas a seguinte declaração sobre a política de remunerações dos órgãos de administração e de fiscalização relativa ao exercício findo a 31 de Dezembro de 2009 e com efeitos desde 27 de Março de 2009, a qual integra os seguintes modelos desenvolvidos e implementados em linha com as melhores práticas nacionais e internacionais:

I. Política de remuneração dos Administradores não executivos, incluindo os membros da

A compensação dos membros não executivos do Conselho de Administração, incluindo os membros da Comissão de Auditoria, segue um modelo rígido determinado por uma compensação anual fixada pela Comissão de Vencimentos (a abonar 14 vezes por ano), sem senhas de presença.

Esta remuneração fixa tem em consideração o facto de alguns Administradores também exercerem funções em alguma(s) da(s) comissão(ões) delegada(s) do Conselho de Administração, com vista a apoiar o exercício da sua função de supervisão, e/ou o facto de serem considerados independentes nos termos e para os efeitos do disposto no n.º 5 do artigo 414.º do Código das Sociedades Comerciais. Em particular, o Presidente de qualquer comissão interna do Conselho (que não acumule o cargo de Presidente do Conselho de Administração, da Comissão Executiva ou da Comissão de Auditoria) assim como os membros independentes que integrem mais do que uma comissão interna recebem um suplemento correspondente a duas vezes a remuneração de um Vogal não executivo.

Do mesmo modo, esta remuneração fixa pondera o desempenho de funções como membro do órgão de fiscalização, em especial como Presidente ou como Vogal especialista financeiro no seio da Comissão de Auditoria, tendo em conta que o desempenho de funções neste órgão social implica o cumprimento não só das normas Portuguesas como das regras imperativas a que a Sociedade se encontra sujeita, enquanto foreign private issuer com valores admitidos à negociação na New York Stock Exchange ("NYSE"), designadamente as decorrentes do Sarbanes-Oxley Act e da regulamentação da Securities and Exchange Commission e da NYSE.

A remuneração do Presidente do Conselho de Administração da PT SGPS corresponde a uma quantia fixa anual indexada à remuneração anual fixa do Presidente da Comissão Executiva, sem incluir uma componente variável. Este facto não invalida a capacidade reconhecida à Comissão de Avaliação do Conselho de Administração de vir a propor à Comissão de Vencimentos a atribuição de um prémio ao Presidente do Conselho de Administração, no final do mandato, em função do desempenho do Grupo.

Em linha com a Recomendação II.1.5.1 da CMVM, ainda que esta política remuneratória esteja estruturada de modo a permitir um alinhamento com os interesses da sociedade, não está prevista qualquer forma de remuneração variável para os membros não executivos do órgão de administração nem para os membros do órgão de fiscalização (sem prejuízo da possibilidade de atribuição de um prémio ao Presidente do Conselho de Administração, nos termos descritos no parágrafo anterior).

II. Política de remuneração dos Administradores executivos:

A remuneração dos membros da gestão executiva tem em consideração a performance da PT SGPS, no curto e médio prazo, bem como o desempenho em benchmarking com outras empresas de dimensão e negócio similares.

A remuneração dos Administradores executivos é composta por uma vertente fixa e por outra variável, sendo que esta última: (i) só é devida se for atingida uma média de consecução dos objectivos de 85%; e (ii) no caso da remuneração variável anual poderá ascender até 90% da remuneração fixa e no caso da remuneração variável plurianual poderá atingir até 70% da remuneração fixa, se forem alcançados os objectivos pré-determinados para cada uma destas situações (sendo os objectivos referentes àquela remuneração anual fixados no início de cada ano e os referentes à referida remuneração plurianual fixados no início do mandato), conforme resulta da aplicação dos critérios e parâmetros que passamos a identificar, em particular em b. infra:

a. Remuneração fixa:

O valor da remuneração fixa da equipa executiva foi determinado com base num estudo de benchmarking. Nesse estudo, foram analisadas empresas integrantes do PSI20, IBEX35, CAC40, DJ Eurostoxx 50, bem como empresas europeias de telecomunicações comparáveis à PT SGPS.

Em acréscimo, a determinação da componente fixa da remuneração da equipa executiva teve em conta o facto de ter sido aceite a iniciativa do Presidente da Comissão Executiva em reduzir a sua remuneração fixa em 10%, como forma de mobilizar todos os sectores do Grupo para o esforço acrescido que o contexto global de crise acarreta para a prossecução do Plano Estratégico da PT SGPS, tendo essa redução sido aplicada a todos os membros da Comissão Executiva.

b. Remuneração variável:

A política de remuneração variável na PT SGPS rege-se pelos seguintes princípios orientadores destinados a assegurar um claro alinhamento entre os interesses dos Administradores Executivos e os interesses da Sociedade, em harmonia com a Recomendação II.1.5.1 da CMVM:

  • A prossecução e realização de objectivos, através da qualidade, capacidade de trabalho, dedicação e know-how do negócio;
  • A política de incentivo e de compensação da PT SGPS deve permitir a atracção, a motivação e manutenção dos "melhores profissionais" existentes no mercado e, bem assim, a estabilidade da equipa executiva;
  • A implementação de uma filosofia de gestão profissionalizada e consubstanciada na definição e controlo da realização de objectivos ambiciosos (mas atingíveis) e mensuráveis anual e plurianualmente (mandato), tendo assim em conta a evolução do desempenho da empresa e do Grupo;
  • O desenvolvimento de uma cultura de orientação para o mercado e suas best practices, medida, sempre que possível, através da comparação da performance dos objectivos da empresa com um conjunto de empresas e/ou organizações no seu mercado de referência (nacional e internacional);
  • A prossecução da excelência na gestão, através de um conjunto de práticas empresariais de referência, que possibilitem à empresa a obtenção do equilíbrio e da sustentabilidade empresarial; Para tal, será necessário implementar uma filosofia de gestão que desenvolva a sua actividade em três dimensões: económica, ambiental e social.

Esta componente variável não passa pela atribuição de acções nem de opções de aquisição de acções.

(i) Remuneração variável anual

Tendo em consideração a tradição e o modelo existente na PT SGPS na última década, a avaliação da performance dos Administradores executivos do Grupo foi indexada, em termos anuais, à prossecução de objectivos ao nível do Grupo.

A determinação da remuneração variável anual a atribuir por conta da performance de 2009 será determinada com base numa percentagem da remuneração fixa anual, calculada utilizando a média ponderada do grau de consecução de cada um dos seguintes indicadores, sendo devida se esta média for atingir 85% dos objectivos estabelecidos e se a empresa mantiver a qualificação de "investment grade" no final de cada ano (salvo se a perda dessa qualificação resultar de uma decisão estratégica do Conselho de Administração):

  • Rácio de total shareholder return (TSR) da PT SGPS, por comparação com o sector DJ Stoxx Telecom Europe, sendo o TSR entendido como o somatório da variação do preço da acção com o valor dos dividendos por acção;
  • Delta de dividendo por acção ajustável caso o Conselho de Administração altere a política de dividendos;
  • Delta de crescimento de earning per share (EPS);
  • Delta de crescimento de receitas por comparação com um conjunto de empresas comparáveis;
  • Delta de crescimento de EBITDA por comparação com o mesmo grupo de empresas do sector;
  • Delta de crescimento de EBITDA subtraído o CAPEX].

Após a determinação da remuneração variável anual de acordo com esta metodologia, a Comissão de Vencimentos pode aumentar ou diminuir a remuneração variável do Presidente da Comissão Executiva e dos seus demais membros, sob proposta, respectivamente, da Comissão de Avaliação do Conselho de Administração e do Presidente da Comissão Executiva. Em qualquer caso e dependendo do grau de consecução dos objectivos pré-definidos, a referida remuneração variável anual não superará em mais de 110% a remuneração fixa.

(ii) Remuneração variável plurianual

A determinação da remuneração variável plurianual é calculada, numa base anual e de forma cumulativa, ao longo do mandato e paga no final deste aos membros da Comissão Executiva que permaneçam na PT SGPS no final do mandato (este requisito não será obrigatório se o membro da Comissão Executiva não continuar na PT SGPS no final do mandato por motivos que não se sejam imputáveis), se a média ponderada de todos os indicadores do mandato atingir 85% dos objectivos estabelecidos.

Este cálculo anual e cumulativo é feito com base na média ponderada do grau de consecução de cada um dos seguintes indicadores quantitativos e qualitativos:

  • Evolução do total shareholder return (TSR) por comparação com o sector DJ Stoxx Telecom Europe;
  • Delta de dividendo por acção ajustável caso o Conselho de Administração altere a política de dividendos;
  • Delta de crescimento de earning per share (EPS);
  • Delta de crescimento de EBITDA por referência aos valores constantes do Plano Estratégico;
  • Evolução do Índice de Sustentabilidade da PT SGPS em função da metodologia DJSI;
  • Cumprimento das metas estratégicas a nível nacional e internacional.

Foi escolhida a metodologia de cálculo anual das metas plurianuais, em detrimento do cálculo do valor dos indicadores exclusivamente no fim do mandato, de forma a tornar mais eficaz o controlo do sucesso da implementação da estratégia da empresa ao longo do triénio.

Se durante algum exercício, o montante for igual a zero, não se perderão os montantes obtidos em exercícios anteriores, desde que, no final do mandato, o resultado da avaliação dos indicadores plurianuais seja, no mínimo, superior a 85% das metas previstas, caso contrário, os montantes acumulados serão perdidos.

Após a determinação da remuneração variável plurianual de acordo com esta metodologia, a Comissão de Vencimentos pode aumentar ou diminuir a remuneração variável do Presidente da Comissão Executiva e dos seus demais membros, sob proposta, respectivamente da Comissão de Avaliação do Conselho de Administração e do Presidente da Comissão Executiva. Em qualquer caso e dependendo do grau de consecução dos objectivos pré-definidos, a referida remuneração variável anual não superará em mais de 88% a remuneração fixa.

c. Alinhamento dos interesses dos Administradores com o interesse da Sociedade

Conforme supra descrito, a remuneração variável anual e plurianual dos Administradores executivos da PT SGPS, em funções em 2009, encontra-se dependente do seu desempenho, bem como da sustentabilidade e da capacidade de atingir determinados objectivos estratégicos do Grupo, procurando-se, desta forma, contribuir para a maximização do desempenho a longo prazo e a prossecução dos objectivos estratégicos do Grupo e, bem assim, para o alinhamento dos interesses da gestão com os interesses da Sociedade e dos seus accionistas.

III. Política de remuneração do Revisor Oficial de Contas

Durante o exercício de 2009, o Revisor Oficial de Contas da Sociedade foi remunerado de acordo com as práticas e condições remuneratórias normais para serviços similares, na sequência da celebração de contrato de prestação de serviços e mediante proposta da Comissão de Auditoria da Sociedade.

A Comissão de Vencimentos da PT SGPS

Glossário

ADR American Depositary Receipt. Título que está cotado na NYSE em
representação de acções de empresas não americanas. 1 ADR da PT = 1
acção da PT.
ADSL Asymmetric Digital Subscriber Lines. Tecnologia que permite a transmissão de
dados a uma maior velocidade (banda larga) sobre os telefones fixos
tradicionais.
ARPU Average Revenue per User. Receita média por cliente. Média mensal das
receitas de serviço por número médio de utilizadores no período.
Capex Capital expenditure. Investimento em imobilizado corpóreo e incorpóreo.
Cash flow A diferença entre os cash inflows e os cash outflows num determinado período.
Cash flow operacional Cash flow operacional = EBITDA - capex +/- alteração do fundo de maneio +/-
provisões não monetárias.
CCPU Cash Cost Per User. Custo médio por cliente. CCPU = média mensal dos
custos operacionais menos provisões e ajustamentos, amortizações, e custo
das vendas de terminais, por número médio de utilizadores no período.
CDMA Code Division Multiple Access. Tecnologia de interface para redes móveis
baseadas na difusão do espectro do sinal de rádio e divisão de canais no
domínio dos códigos.
CRM Customer Relationship Management. Gestão do relacionamento com os
clientes.
Custos de curtailment Custos decorrentes do programa de redução de efectivos.
EBITDA Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortisation. Resultados
operacionais antes de amortizações. EBITDA = resultado operacional +
amortizações+ custos com benefícios de reforma.
Euronext ou Euronext
Lisbon
Bolsa de valores de Lisboa, mercado onde as acções da PT estão cotadas e
são transaccionadas.
Free cash flow Free cash flow = cash flow operacional+/- aquisições/vendas de investimentos
financeiros +/- juros líquidos pagos - pagamentos relativos a responsabilidades
de benefícios de reforma - pagamentos relativos a imposto sobre o rendimento

Glossário

+/- dividendos pagos/recebidos +/- outros movimentos de caixa.

FTTH Rede de fibra óptica.
Gearing Gearing = dívida líquida / (dívida líquida + capital próprio).
GSM Global System for Mobile. Rede de rádio digital, internacionalmente
estandardizada, que permite a transmissão de voz e de dados.
HDTV High Definition Television. Transmissão do sinal de televisão com uma
resolução maior do que os formatos tradicionais.
IAS/IFRS International Accounting Standards. Normas Internacionais de Contabilidade /
International Financial Reporting Standards. Novo normativo contabilístico
emanado pelo International Accounting Standards Board, que foi adoptado a
partir de 1 de Janeiro de 2005.
IP Internet Protocol. Standard que especifica o formato exacto dos pacotes de
dados transmitidos através da rede Internet.
IPTV Internet Protocol Television. Serviço de televisão digital disponibilizado na
linha telefónica, através de uma conexão de banda larga.
ISP Internet Service Provider. Empresa que fornece o acesso à Internet.
Margem EBITDA Margem EBITDA = EBITDA / receitas operacionais.
MMS Multimedia Message Service. Tecnologia que permite a transmissão de
dados nos telemóveis, nomeadamente textos, toques, imagens, fotos e vídeo.
MOU Minutes of Usage. Média mensal em minutos de tráfego de saída e de
entrada por número médio de utilizadores no período.
NGAN Next generation acess network. Redes de acesso de nova geração.
NYSE New York Stock Exchange. Bolsa de Valores de Nova Iorque.
Oferta triple-play Oferta integrada de serviços de voz, televisão e Internet.

Conselho de Administração

Presidente do Conselho de Adm inistração Presidente Executivo Adm inistradores não executivos

Henrique Granadeiro Zeinal Bava José Maria Alvarez-Pallete Lopéz Luís Pacheco de Melo José Guilherme Xavier de Basto Carlos Alves Duarte Santiago Fernández Valbuena Rui Pedro Soares João Manuel de Mello Franco Fernando Soares Carneiro Mário João de Matos Gomes Shakhaf Wine Gerald Stephen McGow an

Adm inistradores executivos Francisco Manuel Marques Bandeira Manuel Rosa da Silva Joaquim Aníbal Brito Freixial de Goes Rafael Luís Mora Funes Maria Helena Nazaré Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires António Manuel Palma Ramalho Francisco Teixeira Pereira Soares Jorge Humberto Correia Tomé Paulo José Lopes Varela Milton Almicar Silva Vargas Nuno Rocha dos Santos de Almeida e Vasconcellos

Indicadores-chave 31 Dezembro de 2009

Destaques financeiros consolidados M ilhões de euros
4T09
4T08
∆08/09
2009 2008 ∆08/09
Receitas operacionais
1.811,3
1.697,4
6,7%
6.784,7 6.720,9 0,9%
Custos operacionais, excluindo PRBs e amortizações
1.163,3
1.083,5
7,4%
4.282,4 4.240,6 1,0%
EBITDA ⁽¹⁾
648,0
613,8
5,6%
2.502,3 2.480,3 0,9%
Resultado operacional ⁽²⁾
205,7
277,2
(25,8%)
974,7 1.167,2 (16,5%)
Resultado líquido
312,0
142,6
118,8%
683,9 576,1 18,7%
Capex ⁽³⁾
455,5
551,5
(17,4%)
1.268,3 1.242,3 2,1%
Capex em % das receitas operacionais (%)
25,1
32,5
(7,3pp)
18,7 18,5 0,2pp
EBITDA menos Capex
192,6
62,3
208,9%
1.234,0 1.238,0 (0,3%)
Free cash flow
606,6
251,9
140,8%
869,5 216,5 n.s.
Dívida líquida
5.528,0
5.571,3
(0,8%)
5.528,0 5.571,3 (0,8%)
Resp. não fin. líq. de impostos com benefícios de reforma
1.078,5
1.330,2
(18,9%)
1.078,5 1.330,2 (18,9%)
M argem EBITDA (%) ⁽⁴⁾
35,8
36,2
(0,4pp)
36,9 36,9 (0,0pp)
Dívida líquida / EBITDA (x)
2,1
2,3
(0,1x)
2,2 2,2 (0,0x)
EBITDA / juros líquidos (x)
7,8
7,6
0,2x
8,3 9,1 (0,8x)
Resultado líquido por acção
0,36
0,17
109,4%
0,78 0,64 22,9%
Resultado líquido por acção diluído ⁽⁵⁾
0,34
0,17
104,4%
0,76 0,62 21,8%

(1) EBITDA = resultado operacional + custos com benefícios de reforma + amortizações. (2) Resultado operacional = resultado antes de resultados financeiros e impostos + custos do programa de redução de efectivos + menos (mais) valias na alienação de imobilizado + outros custos (ganhos) líquidos. (3) O capex exclui compromissos adicionais nos termos da licença UMTS (11,5 milhões de euros no 1º semestre de 2009) e a aquisição das licenças 3G no Brasil (227 milhões de euros no 2T08). (4) Margem EBITDA = EBITDA / receitas operacionais. (5) O resultado líquido por acção considera o resultado líquido subtraído dos custos relativos às obrigações convertíveis, a dividir pelo número de acções diluídas.

Indicadores-chave

Dados operacionais • rede fixa
4T09
4T08
∆08/09
2009
2008 ∆08/09
Acessos ('000)
4.587
4.298
6,7%
4.587
4.298 6,7%
Acessos de retalho
4.189
3.864
8,4%
4.189
3.864 8,4%
PSTN/RDIS
2.746
2.843
(3,4%)
2.746
2.843 (3,4%)
Linhas geradoras de tráfego
2.612
2.668
(2,1%)
2.612
2.668 (2,1%)
Pré-selecção
134
174
(23,2%)
134
174 (23,2%)
ADSL retalho
862
710
21,5%
862
710 21,5%
Clientes de TV
581
312
86,2%
581
312 86,2%
Acessos de wholesale
398
434
(8,3%)
398
434 (8,3%)
Lacetes locais desagregados
281
305
(8,1%)
281
305 (8,1%)
Acessos ORLA
63
76
(16,2%)
63
76 (16,2%)
ADSL wholesale
54
53
2,0%
54
53 2,0%
Adições líquidas ('000)
93
75
24,1%
289
132 118,9%
Acessos de retalho
109
100
8,5%
325
191 70,2%
PSTN/RDIS
(17)
(31)
(45,7%)
(96)
(173) (44,4%)
Linhas geradoras de tráfego
(7)
(21)
(64,0%)
(56)
(110) (49,1%)
Pré-selecção
(9)
(10)
(7,6%)
(40)
(63) (36,2%)
ADSL retalho
50
31
63,0%
152
73 108,9%
Clientes de TV
76
101
(24,6%)
269
291 (7,7%)
Acessos de wholesale
(16)
(25)
(37,9%)
(36)
(59) (39,0%)
Lacetes locais desagregados
(16)
(13)
22,6%
(25)
14 n.s.
Acessos ORLA
1
(10)
n.s.
(12)
(65) (81,0%)
ADSL wholesale
(1)
(2)
(72,3%)
1
(8) n.s.
RGU de retalho por acesso ⁽¹⁾
1,53
1,36
12,2%
1,53
1,36 12,2%
ARPU (euros)
30,4
29,1
4,8%
30,1
29,2 3,1%
Tráfego total (milhões de minutos)
2.826
2.991
(5,5%)
11.225
11.888 (5,6%)
Tráfego de retalho
1.201
1.241
(3,2%)
4.713
4.990 (5,5%)
Tráfego de wholesale
1.625
1.750
(7,2%)
6.512
6.898 (5,6%)
Trabalhadores
6.450
6.183
4,3%
6.450
6.183 4,3%

(1) Acessos de retalho por acessos PSTN/RDIS.

Indicadores-chave

Dados operacionais • móvel Portugal ⁽¹⁾
4T09
4T08
∆08/09
2009 2008 ∆08/09
Clientes ('000)
7.252
6.933
4,6%
7.252
6.933 4,6%
Adições líquidas ('000)
180
212
(15,1%)
319 680 (53,1%)
Tráfego total (milhões de minutos)
2.595
2.316
12,0%
9.848 9.047 8,9%
M OU (minutos)
121
113
7,1%
117
115 1,8%
ARPU (euros)
15,9
17,5
(8,8%)
16,2 18,1 (10,6%)
Cliente
13,8
14,9
(6,9%)
14,0 14,9 (5,8%)
Interligação
1,8
2,3
(20,8%)
1,9 2,9 (34,7%)
Dados em % das receitas de serviço (%)
23,7
22,9
0,8pp
23,1
20,4 2,6pp
SARC (euros)
36,7
43,3
(15,1%)
36,0 38,0 (5,3%)
Trabalhadores
1.004
1.082
(7,2%)
1.004 1.082 (7,2%)

(1) Inclui subscritores MVNO.

Dados operacionais • móvel Brasil ⁽¹⁾
4T09
4T08
∆08/09
2009 2008 ∆08/09
Clientes ('000)
51.744
44.945
15,1%
51.744 44.945 15,1%
Quota de mercado (%)
29,7
29,8
(0,1pp)
29,7 29,8 (0,1pp)
Adições líquidas ('000)
2.897
2.668
8,6%
6.799 7.475 (9,0%)
Tráfego total (milhões de minutos)
17.858
11.078
61,2%
52.106 40.843 27,6%
M OU (minutos)
119
85
39,8%
92 86 6,3%
ARPU (reais)
26,1
29,1
(10,4%)
26,4 29,2 (9,5%)
Cliente
16,0
17,2
(7,2%)
15,9 16,8 (5,8%)
Interligação
9,9
11,6
(14,7%)
10,3 12,1 (14,8%)
Dados em % das receitas de serviço (%)
16,0
10,0
5,9pp
13,6 10,2 3,4pp
SARC (reais)
54,2
74,1
(26,8%)
75,6 82,5 (8,4%)
Trabalhadores
10.598
8.386
26,4%
10.598 8.386 26,4%

(1) Dados operacionais calculados de acordo com o GAAP brasileiro.

Informação adicional aos accionistas

Negociação das acções e ADRs

As acções da PT estão cotadas na Euronext (código: PTC.LS) e na Bolsa de Nova York, sob a forma de ADR - American Depositary Receipts (código: PT). Um ADR é eqivalente a uma acção ordinária.

Em 31 de dezembro de 2009, o capital social da Empresa encontrava-se representado por 896.512.500 acções com o valor nominal de 3 cêntimos cada, estando cotadas em bolsa 896.512.000 acções na Euronext e na Bolsa de Nova York. Na mesma data, o número de ADRs registrados ascendia a 36.697.379, representando 4,1% do total do capital social da PT.O número de acções em circulação de 876mn foi ajustado por 20.64mn de acções próprias detidas através de equity swaps.

Informação Bolsista
2009 2008
Em 31 de Dezembro
Capital social (euros) 26.895.375 26.895.375
Número de acções 896.512.500 896.512.500
Número de acções em circulação 875.872.500 875.872.500
Cotação (euros) 8,520 6,070
Capitalização bolsista (milhões de euros) 7.638 5.442
Dividendo bruto por acção (euros) 0,575 0,575
Dividend yield 6,7% 9,5%
Resultado líquido (milhões de euros) 684 576
Pay-out-ratio 73,6% 87,4%
Cotações / transaçãoes
Cotação máxima (euros) 8,690 9,450
Cotação mínima (euros) 5,479 4,350
Transacções em volume (milhões de acções) 777 1.057
Transacções em valor (milhões de euros) 5.370 7.783
Variação anual
Portugal Telecom (1) 40,4% (32,0%)
PSI-20 33,5% (51,3%)
DJ Stoxx Telecom Europe 11,3% (36,5%)

Calendário financeiro 2010

4 Março Resultados do exercício de 2009 16 Abril Assembleia Geral anual de accionistas Filing do form 20-F com a SEC 22 Maio Resultados do primeiro trimestre de 2010 22 Julho Resultados do primeiro semestre de 2010 21 Outubro Resultados dos primeiros nove meses de 2010

Informação adicional aos accionistas

Contactos

Relação com Investidores

Nuno Vieira Director de Relação com Investidores Portugal Telecom Avenida Fontes Pereira de Melo, 40 1069 - 300 Lisboa, Portugal Tel: +351 21 500 1701 Fax: +351 21 500 0800 E-mail: [email protected]

Accionistas, investidores, analistas e demais interessados podem solicitar os seus pedidos de informações e esclarecimentos (relatórios e contas anuais e semestrais, form 20-F, press releases, etc.).

Banco depositário

The Bank of New York ADR Division 101 Barclay Street, 22nd Floor New York, NY 10286, USA Tel: +1 212 815 2367 Fax: +1 212 571 3050

Os detentores de ADRs podem também solicitar directamente informações e esclarecimentos ao banco depositário dos ADRs da PT em Nova Iorque.

Página da Internaet

Todas as publicações e comunicações, bem como informações sobre os produtos, serviços e negócios da Empresa, estão disponíveis na página da Internet da PT no seguinte endereço: www.telecom.pt

Sede social

Portugal Telecom, SGPS, SA Avenida Fontes Pereira de Melo, 40 1069-300 Lisboa, Portugal Tel: +351 21 500 2000

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