Annual Report • Apr 13, 2010
Annual Report
Open in ViewerOpens in native device viewer
CIMPOR - CIMENTOS DE PORTUGAL, SGPS, S.A.
Rua Alexandre Herculano, 35 – 1250-009 LISBOA – PORTUGAL * Telefone (351) 213118100 – Fax (351) 213561381 Sociedade Aberta –Número único de Pessoa Colectiva e Cons.Reg.Com. de Lisboa: 500 722 900 – Capital Social: 672.000.000 Euros
A CIMPOR é um Grupo cimenteiro internacional -- um dos dez maiores a nível mundial -- com sede e centro de decisão em Portugal, cuja actividade, no final de 2009, se estendia a treze países de quatro continentes, com uma capacidade instalada de produção de cimento (com clínquer próprio) de 33,5 milhões de toneladas/ano.
O core business do Grupo reside na actividade de produção e comercialização de Cimento, onde, nos mercados de Portugal, Cabo Verde e Moçambique, detém uma posição de liderança, a nível nacional. Betões, Agregados e Argamassas são produzidos e comercializados numa óptica de integração vertical dos negócios, os quais, em termos consolidados, atingiram, em 2009, o valor de 2.085 milhões de euros.
Pioneiro na adopção do conceito de Desenvolvimento Sustentável e assumindo-se como um dos principais protagonistas, a nível mundial, do movimento de consolidação do sector, o Grupo CIMPOR pretende prosseguir no caminho do crescimento e da internacionalização, mantendo-se fiel àquele conceito, preservando a sua independência face aos outros grandes grupos cimenteiros e conservando o seu centro de decisão em Portugal.
| Dados Consolidados | Unidade | 2009 | 2008 | VAR. | 2007 |
|---|---|---|---|---|---|
| Capacidade Instalada (Cimento) (1) | $10^3$ ton | 33 540 | 30 985 | 8,2% | 28 360 |
| Vendas do Grupo | |||||
| Cimento e Clínquer | $\overline{\mathbf{3}}$ 10 ton |
27 402 | 26 807 | 2,2% | 24 547 |
| Betão | $10m^3$ | 7 2 6 4 | 8567 | $-15,2%$ | 8664 |
| Agregados | 10 ton | 13 8 9 1 | 16 109 | $-13,8%$ | 15 196 |
| Argamassas | 10 ton | 543 | 562 | $-3,5%$ | 543 |
| Volume de Negócios | $106$ euros | 2 0 8 5 , 5 | 2088,9 | $-0,2%$ | 1966,1 |
| Custos com Pessoal | $106$ euros | 249,6 | 224,9 | 11,0% | 207,1 |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | $10^{6}$ euros | 605,9 | 586,3 | 3,3% | 607,0 |
| Resultados Operacionais (EBIT) | $106$ euros | 376,9 | 392,6 | $-4,0%$ | 438,1 |
| Resultados Financeiros (Líquidos) | $10^{6}$ euros | $-63,1$ | $-134,4$ | S.S. | $-48,0$ |
| Resultados Antes de Impostos | $106$ euros | 313,8 | 258,3 | 21,5% | 390,1 |
| Resultados Líquidos Após Interesses Minoritários | $10^{6}$ euros | 237,0 | 219,4 | 8,0% | 304,1 |
| Activo Total | $10^{6}$ euros | 4927,4 | 4615,3 | 6,8% | 4 8 3 4,0 |
| Capital Próprio Atribuível a Accionistas | $106$ euros | 1830,5 | 1505,1 | 21,6% | 1796,4 |
| Interesses Minoritários | $10^{6}$ euros | 92,5 | 110,7 | $-16,5%$ | 102,9 |
| Dívida Financeira Líquida (2) | $106$ euros | 1698,7 | 1862,6 | $-8,8%$ | 1 3 5 9 , 3 |
| Capitais Empregues | $10^{6}$ euros | 3718,6 | 3 3 8 2, 5 | 9,9% | 3 2 1 4,6 |
| Capital Investido | $10^{6}$ euros | 3 8 2 3 , 4 | 3703,2 | 3,2% | 3 4 9 8, 4 |
| Quadro de Pessoal (31 Dez.) | Unidades | 8693 | 8 3 6 9 | 3,9% | 7608 |
| Volume de Negócios / Colaborador | $103$ euros | 239,1 | 256,5 | $-6,8%$ | 279,5 |
| Valor Acrescentado / Colaborador | $103$ euros | 98,1 | 99,6 | $-1,5%$ | 115,7 |
| Investimento Líquido | |||||
| Goodwill (Filiais) | $10^{6}$ euros | 0,2 | 167,2 | $-99,9%$ | 335,5 |
| Activos Fixos Tangíveis | $106$ euros | 224,3 | 423,1 | $-47,0%$ | 496,2 |
| CF Operacional / Volume de Negócios (Margem EBITDA) | 29,1% | 28,1% | 30,9% | ||
| Result. Operacionais / Volume de Negócios (Margem EBIT) | 18,1% | 18,8% | 22,3% | ||
| Rentabilidade dos Capitais Próprios (ROE) (3) | 15,2% | 14,9% | 16,6% | ||
| Rentabilidade dos Capitais Empregues (ROCE) (3) (4) | 9,1% | 9,1% | 11,7% | ||
| Dívida Financeira Líquida / Capital Investido | 44,4% | 50,3% | 38,9% | ||
| Capitalização Bolsista (31 Dez.) | $10^{6}$ euros | 4320 | 2 3 3 9 | 84,7% | 4032 |
| Resultado Líquido por Acção (EPS) (3) | euros | 0,388 | 0,368 | 5,2% | 0,415 |
| Cotação (31 Dez.) / Resultados por Acção (PER) | 16,6 | 9,4 | 14,5 |
• Obtenção, pela Ciarga – Argamassas Secas, S.A., da certificação de Gestão Ambiental segundo a norma ISO 14001:2004.
• Renovação da certificação integrada dos Sistemas de Gestão Ambiental e de Saúde e Segurança no Trabalho, segundo as normas ISO 14001:2004 e OHSAS 18001:2007, respectivamente.
• Adjudicação da instalação de um novo filtro de mangas para um dos fornos da Amreyah Cement Company, S.A.E..
• Prosseguimento da elaboração do projecto de construção (incluindo a obtenção das licenças necessárias) de uma fábrica integrada de clínquer e cimento (650 mil toneladas/ano), na região de Arequipa.
• Emissão, pela Shree Digvijay Cement Co., Ltd., de acções preferenciais convertíveis no valor de INR 870 milhões, totalmente subscritas pela Cimpor Inversiones, S.A..
| Presidente | Prof. Eng. Ricardo Manuel Simões Bayão Horta * |
|---|---|
| Vogais | Dr. Luís Eduardo da Silva Barbosa |
| Dr. Vicente Árias Mosquera | |
| Prof. Dr. António Sarmento Gomes Mota | |
| Sr. José Manuel Baptista Fino | |
| Dr. Jorge Humberto Correia Tomé | |
| Dr. José Enrique Freire Arteta | |
| Eng. Jorge Manuel Tavares Salavessa Moura | |
| Eng. Luís Filipe Sequeira Martins * | |
| Dr. Manuel Luís Barata de Faria Blanc * | |
| Dr. António Carlos Custódio de Morais Varela * | |
| Dr. Luís Miguel da Silveira Ribeiro Vaz * | |
| Eng. Pedro Abecassis Empis | |
* Comissão Executiva
| Presidente Vogais Efectivos Vogal Suplente |
Eng. Ricardo José Minotti da Cruz Filipe Dr. Luís Black Freire d'Andrade J. Bastos, C. Sousa Góis & Associados, SROC, Lda., representada pelo Dr. Jaime de Macedo Santos Bastos Dr. João José Lopes da Silva |
|---|---|
| Revisor Oficial de Contas | Deloitte & Associados, SROC, S.A., representada pelo Dr. João Luis Falua Costa da Silva |
| Assembleia Geral | |
| Presidente: Vice-Presidente |
Dr. Luís Manuel de Faria Neiva dos Santos Dr. Rodrigo de Melo Neiva dos Santos |
| Secretário da Sociedade | |
| Secretário Efectivo Secretário Suplente |
Dr. Jorge Manuel da Costa Félix Oom Dr. António Henrique Pascoal Machado |
| • • • • |
Perfil do Grupo CIMPOR Síntese de Indicadores Acontecimentos Societários Mais Relevantes Órgãos Sociais |
|
|---|---|---|
| DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE (alínea c) do n.º 1 do artigo 245.º do CVM) | 14 | |
| RELATÓRIO SOBRE O GOVERNO DA SOCIEDADE | 15 | |
| 0. | Declaração de Cumprimento 0.1. Declarações Adoptadas e Não Adoptadas 0.2. Comply or Explain 0.2.1.Bloqueio das Acções em Caso de Suspensão da A. Geral 0.2.2. Independência do Presidente do Conselho Fiscal 0.2.3. Declaração Sobre a Política de Remunerações 0.2.4. Divulgação das Remunerações 0.2.5. Coordenação dos Trabalhos dos Administradores Não Executivos |
17 17 19 19 19 20 21 21 |
| I. | Assembleia Geral I.1. Mesa da Assembleia Geral I.2. Participação na Assembleia Geral e Exercício de Direito de Voto I.3. Política de Remuneração da Sociedade e Avaliação da Administração I.4. Medidas Relativas ao Controlo da Sociedade |
22 22 23 24 24 |
| II. | Órgãos de Administração e Fiscalização II.1. Órgãos Sociais II.1.1. Conselho Fiscal e Revisor Oficial de Contas II.1.2. Conselho de Administração II.1.2.1. Caracterização do Conselho de Administração II.1.2.2. Modo de Funcionamento do Órgão de Administração II.1.3. Modelo de Governo |
26 26 26 28 30 31 34 |
| II.1.4. Comissões com Competências em Matéria de Administração e Fiscalização II.1.4.1. Comissão Executiva II.1.4.2. Comissão de Governo Societário, Sustentabilidade e |
35 35 |
|
| Responsabilidade Social II.1.4.3. Comissão de Nomeações e Avaliação II.1.4.4. Comissão de Estratégia e Investimento II.2. Estrutura Organizativa II.2.1. Grupo CIMPOR II.2.2. CIMPOR Holding II.2.3. Serviços Partilhados II.2.4. Cimpor Tec II.3. Controlo Interno e Gestão de Riscos |
36 37 38 40 40 41 43 44 46 |
| II.4. Remunerações | 47 | |
|---|---|---|
| II.4.1. Comissão de Fixação de Remunerações | 47 | |
| II.4.2. Política Remuneratória e Divulgação de Remunerações | 48 | |
| II.5. Política de Comunicações de Irregularidades | 51 | |
| II.6. Códigos de Conduta dos Órgãos Sociais | 51 | |
| III. Informação | 53 | |
| III.1. Capital Social e Estrutura Accionista | 53 | |
| III.2. Alteração dos Estatutos da Sociedade | 55 | |
| III.3. Comportamento das Acções CIMPOR na Bolsa de Valores | 55 | |
| III.4. Política de Distribuição de Dividendos | 57 | |
| III.5. Planos de Atribuição de Acções e de Opções de Compra de Acções | 58 | |
| III.5.1. Plano de Aquisição de Acções pelos Colaboradores para o Ano | ||
| de 2009 | 58 | |
| III.5.2. Plano de Atribuição de Opções de Compra de Acções para | ||
| Administradores e Quadros do Grupo – Série 2009 | 59 | |
| III.5.3. Opções Atribuídas, Exercitáveis e Extintas | 60 | |
| III.6. Negócios e Operações entre a Sociedade e os Membros dos seus Órgãos de | ||
| Administração e Fiscalização, Titulares de Participações Qualificadas ou Sociedades | ||
| que se Encontrem em Relação de Domínio ou de Grupo III.7. Gabinete de Relações com Investidores |
61 | |
| III.8. Auditor Externo | 62 | |
| 63 | ||
| Anexo I – Membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização | 65 | |
| Anexo II – Remuneração dos Membros do Conselho de Administração | 74 | |
| RELATÓRIO DE ACTIVIDADE DO GRUPO | 75 | |
| 1. | Enquadramento Macroeconómico e Sectorial | 76 |
| 1.1. Evolução da Economia Mundial |
76 | |
| 1.2. Evolução do Sector Cimenteiro |
77 | |
| 2. | Análise dos Resultados do Grupo | 78 |
| 2.1. Síntese da Actividade Global |
78 | |
| 2.1.1. Resultados Operacionais |
78 | |
| 2.1.2. Vendas e Volume de Negócios |
80 | |
| 2.1.3. Resultados Financeiros e Impostos |
82 | |
| 2.1.4. Situação Financeira |
82 | |
| 2.2. Portugal |
87 | |
| 2.3. Espanha |
88 | |
| 2.4. Marrocos |
90 | |
| 2.5. Tunísia |
91 | |
| 2.6. Egipto |
92 | |
| 2.7. Turquia |
93 | |
| 2.8. Brasil 2.9. Moçambique |
94 | |
| 2.10. África do Sul | 96 | |
| 2.11. China | 97 | |
| 2.12. Índia | 98 | |
| 2.13. Cabo Verde | 99 | |
| 101 | ||
| 3. | Actividade da CIMPOR TEC | 102 |
| 4. | Sustentabilidade e Responsabilidade Social 4.1. Desenvolvimento Sustentável 4.2. Responsabilidade Social |
103 103 105 |
|---|---|---|
| 5. | Recursos Humanos | 106 |
| 6. | Saúde Ocupacional e Segurança | 109 |
| 7. | Política Financeira e de Gestão de Riscos 7.1. Gestão da Dívida Financeira 7.2. Política de Gestão de Riscos 7.2.1. Gestão dos Riscos Financeiros 7.2.2. Gestão dos Riscos Patrimoniais |
112 112 115 115 116 |
| 8. | Perspectivas para 2010 8.1. Perspectivas Globais 8.2. Grupo CIMPOR |
117 117 117 |
| 9. | Eventos Posteriores | 120 |
| DOCUMENTOS DE PRESTAÇÃO DAS CONTAS CONSOLIDADAS | 123 | |
| • Demonstrações Consolidadas do Rendimento Integral dos Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 • Demonstração Consolidada da Posição Financeira em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 • Demonstrações Consolidadas das Alterações no Capital Próprio dos Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 • Demonstrações Consolidadas dos Fluxos de Caixa dos Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 |
124 125 126 127 |
|
| • Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas em 31 de Dezembro de 2009 |
128 | |
| Titulares de Participações Sociais Qualificadas Participações Sociais dos Membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização |
231 233 |
|
| Relatório e Parecer do Conselho Fiscal Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria |
252 259 |
| RELATÓRIO E CONTAS (INDIVIDUAIS) DO EXERCÍCIO DE 2009 | 261 |
|---|---|
| I – RELATÓRIO DE GESTÃO | 263 |
| 1. Síntese da Actividade 2. Informações Legais 3. Eventos Subsequentes 4. Perspectivas para 2010 5. Proposta de Aplicação de Resultados |
264 264 265 265 265 |
| II – DOCUMENTOS DE PRESTAÇÃO DAS CONTAS DA HOLDING | 267 |
| • Balanços em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 • Demonstrações dos Resultados por Naturezas dos Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 |
268 269 |
| • Demonstrações dos Resultados por Funções dos Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 |
270 |
| • Demonstrações dos Fluxos de Caixa dos Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 |
271 |
| • Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2009 |
273 |
| Relatório e Parecer do Conselho Fiscal Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria |
296 298 |
(nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 245.º do Código dos Valores Mobiliários)
Tanto quanto é do nosso conhecimento: a informação prevista na alínea a) do n.º 1 do artigo 245.º do Código dos Valores Mobiliários foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., e das empresas incluídas no perímetro de consolidação (Grupo CIMPOR); e o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição do Grupo CIMPOR e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que o mesmo se defronta.
Lisboa, 7 de Abril de 2010
Prof. Eng. Ricardo Manuel Simões Bayão Horta
| Dr. Luís Eduardo da Silva Barbosa | Dr. Vicente Árias Mosquera |
|---|---|
| Prof. Dr. António Sarmento Gomes Mota | José Manuel Baptista Fino |
| Dr. Jorge Humberto Correia Tomé | Dr. José Enrique Freire Arteta |
| Eng. Jorge Manuel Tavares Salavessa Moura | Eng. Luís Filipe Sequeira Martins |
| Dr. Manuel Luís Barata de Faria Blanc | Dr. António Carlos Custódio de Morais Varela |
| Dr. Luís Miguel da Silveira Ribeiro Vaz | Eng. Pedro Abecassis Empis |
O tratamento adequado das questões relativas ao sistema de governo das sociedades emitentes de acções admitidas à negociação em mercado regulamentado, bem como a divulgação periódica - junto dos seus stakeholders, da comunidade financeira, das autoridades e do mercado em geral - das posições e soluções adoptadas pelo Grupo nesta matéria, constituem, desde há muito, uma preocupação essencial da CIMPOR -- Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. (''CIMPOR'' ou ''Sociedade'').
O Conselho de Administração, em linha com essa preocupação e à semelhança de anos anteriores, apresenta, neste capítulo do seu relatório anual de gestão, os aspectos mais relevantes que se prendem com o Governo da Sociedade e do Grupo, dando cumprimento aos deveres de informação determinados quer pelo Código dos Valores Mobiliários quer pelo Regulamento da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) n.º 1/2007.
A opção pelo modelo de relatório anexo a este último (conforme expressamente aceite pela entidade reguladora), em detrimento do novo modelo estabelecido pelo Regulamento da CMVM n.º 1/2010, publicado em 1 de Fevereiro, deve-se exclusivamente à dificuldade em, em tempo útil, reportar um conjunto de informações, de carácter inovatório, até agora não abrangidas pelo Código de Governo das Sociedades da CMVM.
A CIMPOR sempre conferiu especial importância à adopção dos melhores modelos organizativos e das práticas e orientações mais adequadas em matéria de Governo da Sociedade, procurando acompanhar a evolução das principais tendências internacionais e promovendo internamente uma reflexão crítica sobre as mesmas.
Consequência da importância que atribui a estas matérias, a CIMPOR, para além do respeito pelas regras de governo das sociedades vertidas no Código das Sociedades Comerciais, apresenta, hoje em dia, um grau de cumprimento significativo das recomendações previstas no ''Código de Governo das Sociedades (2007)'' da CMVM, estando já a preparar um conjunto de alterações tendentes a eliminar algumas das lacunas e limitações do seu actual modelo de governo relativamente às novas recomendações constantes da última versão (2010) do referido Código.
O cumprimento, pela CIMPOR, das recomendações previstas no ''Código de Governo das Sociedades (2007)'' da CMVM pode sintetizar-se do seguinte modo:
| Recomendação | Cumprimento | Ref. | ||
|---|---|---|---|---|
| I. | Assembleia Geral | |||
| I.1. | 1. 2. |
Mesa da Assembleia Geral Adequação de recursos do Presidente da Mesa Divulgação da remuneração do Presidente da Mesa |
CUMPRE CUMPRE |
I.1. I.1. |
| I.2. | 1. 2. |
Participação na Assembleia Geral Antecedência do depósito ou bloqueio das acções Bloqueio em caso de suspensão da Assembleia Geral |
CUMPRE NÃO CUMPRE |
I.2. 0.2.1. |
| I.3. | 1. 2. 3. |
Voto e Exercício do Direito de Voto Inexistência de restrições estatutárias ao voto por correspondência Prazo para a recepção de declarações de voto por correspondência Princípio "uma acção, um voto" |
CUMPRE CUMPRE CUMPRE |
I.2. I.2. I.2. |
| I.4. | 1. | Quórum e Deliberações Inexistência de quora agravados |
CUMPRE | I.2. |
| I.5. | 1. | Actas e Informação sobre Deliberações Adoptadas Disponibilização no site da Sociedade |
CUMPRE | I.1. |
| I.6. | 1. 2. 3. |
Medidas Relativas ao Controlo das Sociedades Inexistência de medidas impeditivas do êxito de OPA Inexistência de limitações ao número de votos Inexistência de medidas defensivas |
CUMPRE N/A CUMPRE |
I.4. I.4. I.4. |
| II. II.1. |
Órgãos de Administração e Fiscalização Temas Gerais |
| Recomendação | Cumprimento | Ref. | ||
|---|---|---|---|---|
| 1. | Estrutura e Competência | |||
| 1.1. Avaliação pelo órgão de administração do modelo de governo | CUMPRE | II.1.3. | ||
| 1.2. Sistemas internos de controlo para a detecção de riscos | CUMPRE | II.3. | ||
| 1.3. Regulamentos de funcionamento | CUMPRE | II.6. | ||
| 2. | Incompatibilidades e Independência | |||
| 2.1. Número de administradores não executivos | CUMPRE | II.1.2.1. | ||
| 2.2. Número de administradores não executivos independentes | CUMPRE | II.1.2.1. | ||
| 3. | Elegibilidade e Nomeação | |||
| 3.1. Independência do Presidente do Conselho Fiscal e competências para | CUMPRE | 0.2.2. | ||
| o exercício das respectivas funções | PARCIALMENTE | II.1.1. | ||
| 4. | Política de Comunicação de Irregularidades | |||
| 4.1. Adopção de política de comunicação de irregularidades | CUMPRE | II.5. | ||
| 4.2. Divulgação das linhas gerais | CUMPRE | II.5. | ||
| 5. | Remuneração | |||
| 5.1. Alinhamento com os interesses da Sociedade | CUMPRE | II.4.2. | ||
| 5.2. Declaração sobre a política de remunerações | NÃO CUMPRE | 0.2.3. | ||
| 5.3. Presença de pelo menos um representante da comissão de | CUMPRE | II.4.1. | ||
| remunerações na assembleia geral anual | ||||
| 5.4. Planos de atribuição de acções e/ou de opções | CUMPRE | III.5. | ||
| 5.5. Divulgação das remunerações | CUMPRE | |||
| PARCIALMENTE | 0.2.4. | |||
| II.2. | Conselho de Administração | |||
| 1. | Delegação da administração corrente da Sociedade | CUMPRE | II.1.2.2. | |
| 2. | Prossecução dos objectivos da Sociedade e limites à delegação de | |||
| competências | CUMPRE | II.1.2.2. | ||
| 3. | Coordenação dos trabalhos dos administradores não executivos | NÃO CUMPRE | 0.2.5. | |
| 4. | Divulgação da actividade dos administradores não executivos | CUMPRE | II.1.2.2. | |
| 5. | Rotatividade do administrador com o pelouro financeiro | CUMPRE | II.1.4.1. | |
| II.3. | Comissão Executiva | |||
| 1. | Prestação de informação aos outros membros dos órgãos sociais | CUMPRE | II.1.2.2. | |
| II.1.4.1. | ||||
| 2. | Envio de convocatórias e actas aos Presidentes do Conselho de | |||
| Administração e do Conselho Fiscal | CUMPRE | II.1.4.1. | ||
| 3. | Envio de convocatórias e actas aos Presidentes do Conselho Geral e de | |||
| Supervisão e da Comissão para Matérias Financeiras | N/A | II.1.4.1. | ||
| II.4. | Conselho Fiscal | |||
| 1. | Funções do Conselho Geral e de Supervisão | N/A | II.1. | |
| 2. | Divulgação do relatório anual de actividade no site da Sociedade | CUMPRE | II.1.1. | |
| 3. 4. |
Descrição da actividade de fiscalização no relatório anual Representação da Sociedade perante o auditor externo |
CUMPRE | II.1.1. II.1.1. |
|
| 5. | Avaliação e proposta de destituição do auditor externo | CUMPRE | II.1.1. | |
| CUMPRE | ||||
| II.5. | Comissões Especializadas | |||
| 1. | Existência de comissões de avaliação de desempenho e de reflexão sobre o | CUMPRE | II.1.4.2. | |
| sistema de governo adoptado | II.1.4.3. | |||
| 2. | Independência dos membros da comissão de remunerações | CUMPRE | II.4.1. | |
| 3. | Actas | CUMPRE | II.1.4.1. | |
| II.1.4.2. | ||||
| II.4.1. | ||||
| III. | Informação e Auditoria | |||
| III.1. | Deveres Gerais de Informação |
| 2. | Gabinete de apoio ao investidor | CUMPRE | III.7. |
|---|---|---|---|
| 3. | Divulgação, no site da Sociedade, da informação em inglês | CUMPRE | III.7. |
A CIMPOR não está sujeita nem aderiu voluntariamente a quaisquer outros códigos de governo societário.
Após a aprovação, em Setembro de 2007, do Código de Governo das Sociedades da CMVM, a CIMPOR tem vindo a analisar as recomendações nele vertidas, no sentido de acomodar as melhores práticas capazes de fomentar a transparência e accountability do seu modelo e práticas de governo.
No âmbito desta apreciação, a CIMPOR entendeu tais recomendações não como um modelo rígido - numa lógica one size fits all -- mas antes como um conjunto de práticas a ponderar à luz das particularidades da Sociedade -- taylor made -- e permeáveis a uma composição equilibrada dos interesses dos seus accionistas e restantes stakeholders.
Por motivos diversos, algumas dessas recomendações não estão ainda a ser cumpridas ou não são seguidas na íntegra:
Recomendação I.2.2: Em caso de suspensão da reunião da assembleia geral, a sociedade não deve obrigar ao bloqueio durante todo o período até que a sessão seja retomada, devendo bastar-se com a antecedência ordinária exigida na primeira sessão.
Os estatutos da CIMPOR não incluem qualquer disposição expressa relativa ao bloqueio das suas acções em caso de suspensão da reunião da Assembleia Geral. No entanto, a circunstância de os n.os 3 e 4 do seu artigo 7.º estabelecerem que os accionistas que pretendam participar na Assembleia Geral terão de manter as respectivas acções inscritas em seu nome até ao encerramento da mesma e, bem assim, que as mesmas devem permanecer bloqueadas e não podem ser transaccionadas até àquele momento impede que se considere esta recomendação como cumprida.
Ademais, trata-se de uma matéria cuja discussão se mantém em aberto no contexto da transposição da Directiva 2007/36/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de Julho de 2007, relativa ao exercício de certos direitos dos accionistas de sociedades cotadas. Nesta sede, o método do bloqueio será substituído pelo método da ''data de registo'', previsto na referida Directiva.
Recomendação II.1.3.1: Consoante o modelo aplicável, o presidente do conselho fiscal, da comissão de auditoria ou da comissão para as matérias financeiras deve ser independente e possuir as competências adequadas ao exercício das respectivas funções.
O Presidente do Conselho Fiscal possui as competências adequadas ao exercício das respectivas funções, atentas as suas qualificações e a sua permanência na Sociedade, nessa qualidade, desde Março de 1992.
A CIMPOR não cumpre plenamente esta recomendação pelo facto de o Presidente do Conselho Fiscal não ser considerado independente à luz da alínea b) do n.º 5 do artigo 414.º do Código das Sociedades Comerciais. A decisão de não acomodação desta recomendação funda-se, essencialmente, em duas razões.
Em primeiro lugar, entende-se que, no caso em apreço, o desempenho de funções desde aquela data não prejudica a capacidade de isenção de quem as exerce. É opinião da CIMPOR que o critério de permanência no cargo deveria ser meramente indicativo, a apreciar casuisticamente, tal como proposto, aliás, no ponto 13 -- sob a epígrafe ''Independência'' -- da Recomendação da Comissão Europeia de 15 de Fevereiro de 2005, relativa ao papel dos administradores não executivos ou membros do conselho de supervisão de sociedades cotadas e dos comités do conselho de administração ou de supervisão. Com efeito, admite-se nesse ponto que, em face das circunstâncias específicas da pessoa ou da sociedade, o órgão competente entenda que determinado membro seja considerado independente, ainda que permaneça ligado à sociedade por mais de 3 mandatos ou 12 anos.
Em segundo lugar, para uma empresa do sector industrial, como é o caso da CIMPOR, é particularmente importante que o Conselho Fiscal integre um membro conhecedor dos negócios e da realidade da Empresa. Considerando que este órgão já integra uma maioria de membros independentes, dos quais um com competências específicas em matéria de auditoria e contabilidade, entende-se que o respectivo Presidente deverá ser alguém com sólidos conhecimentos dos negócios da Sociedade. O que, na opinião da CIMPOR, deve prevalecer sobre o critério ''antiguidade'' vertido na recomendação em causa.
Recomendação II.1.5.2: A comissão de remunerações e o órgão de administração devem submeter à apreciação pela assembleia geral anual de accionistas uma declaração sobre a política de remunerações, respectivamente, dos órgãos de administração e fiscalização e dos demais dirigentes, na acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores Mobiliários. Neste contexto, devem, nomeadamente, ser explicitados aos accionistas os critérios e os principais parâmetros propostos para a avaliação do desempenho para determinação da componente variável, quer se trate de prémios em acções, opções de aquisição de acções, bónus anuais ou de outras componentes.
A CIMPOR tem entendido não submeter à Assembleia Geral Anual uma declaração sobre a política de remunerações dos órgãos sociais, ao considerar que os accionistas, ao haverem depositado numa Comissão de Fixação de Remunerações, devidamente mandatada, a responsabilidade de definir tal política, lhe conferiram total autonomia nessa matéria. Fá-lo-á, no entanto, na próxima Assembleia Geral Anual, por força do disposto na recente Lei nº 2/2009, de 19 de Junho.
Relativamente aos demais dirigentes, foi entendimento do Conselho de Administração em funções à data da última Assembleia Geral Anual que, encontrando-se em final de mandato, não deveria submeter a esta última -- onde iria ser eleito um novo órgão de administração -- uma declaração sobre a futura política de remunerações dos referidos dirigentes.
Recomendação II.1.5.5: A remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização deve ser objecto de divulgação anual em termos individuais, distinguindo-se, sempre que for caso disso, as diferentes componentes recebidas em termos de remuneração fixa e de remuneração variável, bem como a remuneração recebida em outras empresas do grupo ou em empresas controladas por accionistas titulares de participações qualificadas.
A Sociedade só não cumpre plenamente esta recomendação por não divulgar a remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização recebida em empresas controladas por accionistas titulares de participações qualificadas.
É entendimento da CIMPOR que tal informação não tem qualquer cabimento, conforme foi, aliás, reconhecido, implicitamente, pela própria CMVM, ao não incluí-la no novo conjunto de recomendações recentemente aprovado.
Recomendação II.2.3: Caso o presidente do conselho de administração exerça funções executivas, o conselho de administração deve encontrar mecanismos eficientes de coordenação dos trabalhos dos membros não executivos, que designadamente assegurem que estes possam decidir de forma independente e informada, e deve proceder-se à devida explicitação desses mecanismos aos accionistas no âmbito do relatório sobre o governo da sociedade.
Até ao dia 3 de Dezembro de 2009, não exercendo o Presidente do Conselho de Administração funções executivas, esta recomendação não era aplicável à CIMPOR. Passou a sê-lo naquela data, na medida em que o Presidente do Conselho de Administração passou igualmente a presidir à Comissão Executiva.
Dado o curto espaço de tempo entretanto decorrido, não houve ainda oportunidade de definir os mecanismos de coordenação dos trabalhos dos administradores não executivos a que alude esta recomendação, muito embora se considere que, independentemente dos mesmos, os referidos administradores continuam a poder decidir de forma independente e informada.
Até ao dia 13 de Maio de 2009, data da realização da última Assembleia Geral da CIMPOR, faziam parte da respectiva Mesa:
| Data de designação |
||
|---|---|---|
| Presidente | Dr. Miguel António Monteiro Galvão Teles | 20.02.2001 |
| Vice-Presidente | Dr. Luís Manuel de Faria Neiva dos Santos | 11.05.2007 |
Naquela data, a Assembleia Geral Anual elegeu, para o quadriénio de 2009 a 2012, os seguintes membros:
| Data de designação |
||
|---|---|---|
| Presidente | Dr. Luís Manuel de Faria Neiva dos Santos | 11.05.2007 |
| Vice-Presidente | Dr. Rodrigo de Melo Neiva dos Santos | 13.05.2009 |
Nenhum dos referidos membros se encontrava, ou encontra, em qualquer das situações de incompatibilidade constantes do n.º 1 do artigo 414.º-A do Código das Sociedades Comerciais, sendo todos eles considerados independentes à luz dos requisitos previstos no n.º 5 do artigo 414.º do mesmo Código.
No exercício das suas funções, em sede de convocação e condução das Assembleias Gerais, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral conta com o apoio do Vice-Presidente da Mesa, bem como do Secretário da Sociedade, no âmbito das respectivas competências legais. Dispõe ainda do apoio logístico e dos recursos humanos indispensáveis ao bom desempenho das suas funções, designadamente no tocante ao contacto com os accionistas e à garantia do bom funcionamento das Assembleias Gerais. Desta forma, a Sociedade entende cumprir plenamente a recomendação I.1.1.
A remuneração do Presidente da Mesa da Assembleia Geral reveste a forma de senha de presença, a qual, por decisão da Comissão de Fixação de Remunerações, passou, após a última Assembleia Geral, de 1.000 euros para 4.500 euros.
Em linha com a recomendação I.5.1., a Sociedade disponibiliza no seu site as actas das reuniões da Assembleia Geral relativas aos últimos três anos (em conjunto com as respectivas ordens de trabalho e estatísticas simples de presenças). Em acréscimo, tem sido prática da CIMPOR a divulgação imediata de informação sumária sobre as deliberações adoptadas nas respectivas Assembleias Gerais.
A CIMPOR tem seguido uma política continuada de incentivo ao exercício activo dos direitos de voto, quer facilitando a participação e o exercício do direito de voto em Assembleia Geral (em particular, o voto por correspondência), quer reduzindo o número de acções necessárias para que um accionista possa participar (e votar) nas reuniões da Assembleia Geral.
De acordo com o estabelecido no artigo 7.º dos estatutos e em linha com a recomendação I.2.1., a Assembleia Geral é composta pelos accionistas com direito de voto. Nestes termos, só têm legitimidade para participar nas reuniões da Assembleia Geral os accionistas que detenham pelo menos uma acção inscrita em seu nome, até o quinto dia útil anterior à data da realização da Assembleia Geral em que o accionista pretende participar, e desde que esta se mantenha inscrita em seu nome até ao encerramento da mesma. Para este efeito, os accionistas deverão fazer chegar ao Presidente da Mesa, até o terceiro dia útil anterior à data de realização da Assembleia Geral, a declaração emitida pelo respectivo intermediário financeiro comprovativa de que, pelo menos no quinto dia útil anterior à data marcada para a realização da Assembleia Geral, tais acções se encontram inscritas em nome dos mesmos e bem assim de que as mesmas se encontram bloqueadas e não podem ser transaccionadas até ao encerramento da Assembleia Geral.
Tal como acima referido, e com o objectivo de incentivar o exercício activo dos direitos de voto, a CIMPOR consagra nos seus estatutos (artigo 7.º, n.º 2) o princípio ''uma acção, um voto'', conformando-se assim com a recomendação I.3.3. da CMVM.
De acordo com o n.º 5 do artigo 7.º dos estatutos, no caso de contitularidade de acções, só o representante comum, ou um representante deste, poderá participar nas reuniões da Assembleia Geral.
Os estatutos da CIMPOR não estabelecem quora constitutivos nem deliberativos agravados, não prevendo igualmente qualquer sistema de destaque de direitos de conteúdo patrimonial. Desta forma, a Sociedade cumpre plenamente a recomendação I.4.1.
A CIMPOR não consagra nos seus estatutos qualquer restrição ao exercício do direito de voto por correspondência, em linha com a recomendação I.3.1. Os procedimentos a adoptar e os prazos aplicáveis constam do n.º 6 do artigo 7.º dos estatutos, segundo o qual o accionista que queira votar por correspondência deverá fazer chegar ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Sociedade, até o segundo dia útil anterior à data marcada para a realização da Assembleia, declaração de voto sobre cada um dos pontos da ordem de trabalhos (em conformidade com a recomendação I.3.2.).
Os accionistas devem utilizar boletins de voto que, de forma clara e inequívoca, expressem o seu sentido de voto, podendo utilizar o modelo de boletim disponível no site da Sociedade ou solicitá-lo, através de pedido escrito, dirigido ao Presidente da Mesa (devendo este pedido ser recebido até o oitavo dia anterior à data marcada para a realização da Assembleia).
A CIMPOR tem vindo a disponibilizar, através da Internet, um modelo para o exercício dos referidos direitos, aceitando, no entanto, qualquer declaração de voto que manifeste clara e inequivocamente a vontade do accionista.
Ainda de acordo com o n.º 6 do artigo 7.º dos estatutos, os votos emitidos por correspondência valem como votos negativos em relação a propostas de deliberação apresentadas ulteriormente à data em que esses mesmos votos tenham sido emitidos.
Com vista a estimular a participação dos accionistas nas reuniões da Assembleia Geral, são igualmente inseridas no texto das respectivas convocatórias as diversas regras, constantes da lei ou dos estatutos, relativas a tal participação e ao exercício do direito de voto, em particular:
Dado a actual situação de concentração da estrutura accionista da CIMPOR, não se tem mostrado necessário o recurso à utilização de outros meios electrónicos, para além dos mecanismos disponibilizados via Internet, para votação nas Assembleias Gerais.
Em síntese: estando consagrado o princípio ''uma acção, um voto'', o cumprimento dos prazos para demonstrar o direito a participar e votar em Assembleia Geral constitui a única limitação imposta pelos estatutos ao exercício do direito de voto.
Até à data, a Assembleia Geral não tem tido intervenção em matéria de política de remuneração da Sociedade, desde logo por haver nomeado uma comissão destinada à fixação das remunerações dos órgãos sociais, a quem compete, implicitamente, a respectiva avaliação.
No entanto, os accionistas sempre têm procedido, nas sucessivas Assembleias Gerais Anuais, à apreciação geral da administração da Sociedade, nos termos definidos no artigo 376.º do Código das Sociedades Comerciais, o que pressupõe igualmente a avaliação dos membros do Conselho de Administração.
Não existem quaisquer medidas estatutárias, ou outras, susceptíveis de interferir no êxito de uma eventual Oferta Pública de Aquisição, ou quaisquer medidas defensivas que tenham por efeito provocar uma erosão grave no património da Sociedade em caso de transição de controlo ou de mudança da composição do órgão de administração, assim se aderindo às recomendações da CMVM I.6.1. e I.6.3.
Designadamente: nenhum accionista detém direitos especiais; e os estatutos não prevêem qualquer limitação ao número de votos que podem ser detidos ou exercidos por um único accionista, pelo que a recomendação I.6.2. não é aplicável à CIMPOR.
Não há igualmente qualquer acordo significativo de que a Sociedade seja parte e que, de uma forma automática, em consequência de uma eventual mudança de controlo da Sociedade, entre forçosamente em vigor, seja alterado ou cesse os seus efeitos. Existem apenas, conforme é prática de mercado, alguns instrumentos de dívida, celebrados por subsidiárias da CIMPOR, que incluem cláusulas de change of control, prevendo a possibilidade, por decisão das entidades financiadoras, do respectivo vencimento antecipado (vide Nota 37 do Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas).
Não existem, também, quaisquer acordos entre a Sociedade e os titulares do órgão de administração ou dirigentes da CIMPOR (na acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores Mobiliários) que prevejam o pagamento de indemnizações -- em caso de demissão, despedimento sem justa causa ou cessação da sua relação contratual com a Sociedade -- na sequência de uma mudança de controlo da Sociedade.
São órgãos sociais da CIMPOR a Assembleia Geral, o Conselho de Administração, o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas.
Nos termos do n.º 2 do artigo 6.º dos estatutos, os membros dos órgãos sociais exercem as suas funções por períodos de quatro anos, podendo ser reeleitos.
De acordo com o artigo 17.º dos estatutos, a fiscalização da Sociedade cabe a um Conselho Fiscal e a um Revisor Oficial de Contas ou Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, eleitos em Assembleia Geral.
O Conselho Fiscal é composto por três membros efectivos e um suplente. Se a Assembleia Geral não designar o Presidente do Conselho Fiscal, tal competência caberá ao próprio Conselho. Por sua vez, o Revisor Oficial de Contas ou Sociedade de Revisores Oficiais de Contas é eleito sob proposta do Conselho Fiscal.
A Assembleia Geral de 13 de Maio de 2009 manteve a composição do Conselho Fiscal que vinha exercendo funções até à data (com a diferença que, anteriormente, o Dr. Jaime de Macedo Santos Bastos exercia tais funções em nome individual):
| Data de designação |
Mandato em curso |
||
|---|---|---|---|
| Presidente | Eng. Ricardo José Minotti da Cruz Filipe | 31.03.1992 (3) | 2009/2012 |
| Vogais | Dr. Luís Black Freire d'Andrade (1) | 11.05.2007 | 2009/2012 |
| J. Bastos, C. Sousa Góis & Associados, SROC, | |||
| Lda., representada pelo Dr. Jaime de Macedo | |||
| Santos Bastos (1) (2) | 11.05.2007 | 2009/2012 | |
| Suplente | Dr. João José Lopes da Silva (1) | 09.05.2008 | 2009/2012 |
(1) Membro independente.
(2) Passou de Vogal Suplente a Vogal Efectivo em 28.01.2008.
(3) O Presidente do Conselho Fiscal já exercia funções como Presidente da Comissão de Fiscalização da CIMPOR -- Cimentos de Portugal E.P., desde 12.02.1987.
Também o Revisor Oficial de Contas continuou a ser a Deloitte & Associados, SROC, S.A., representada pelo Dr. João Luís Falua Costa da Silva.
Não existem quaisquer regras específicas para a substituição dos membros do Conselho Fiscal, prevendo-se apenas no n.º 4 do artigo 6.º dos estatutos que, no decurso de um mandato, o seu número possa ser alterado (dentro dos limites estatutários). Ocorrendo uma eleição suplementar, o termo do mandato do(s) membro(s) assim eleito(s) coincidirá com o dos demais membros.
O Conselho Fiscal rege-se por um regulamento de funcionamento que pode ser consultado no site da CIMPOR (em www.cimpor.com), o qual estabelece inter alia o regime aplicável a incompatibilidades dos seus membros, remetendo apenas para os requisitos previstos no n.º 1 do artigo 414.º-A do Código das Sociedades Comerciais (segundo o qual os membros deste órgão social não poderão exercer funções de administração ou fiscalização em cinco sociedades).
Todos os membros do Conselho Fiscal cumprem as regras de incompatibilidade previstas no n.º 1 do artigo 414.º-A do Código das Sociedades Comerciais.
Tal como acima referido, o Conselho Fiscal integra uma maioria de membros independentes, à luz do disposto no n.º 5 do artigo 414.º do Código das Sociedades Comerciais, sendo que o Vogal Dr. Jaime Macedo Santos Bastos tem grande experiência em matéria de auditoria e contabilidade.
Para efeitos do ponto 0.4. do Regulamento da CMVM n.º 1/2007, declara-se que o Conselho Fiscal da CIMPOR estabeleceu, no respectivo regulamento interno, mecanismos que lhe permitem ajuizar da independência dos seus membros e do cumprimento, pelos mesmos, das regras previstas na lei em matéria de incompatibilidades, quer aquando da sua designação quer em momento subsequente. Em virtude destes mecanismos, a aferição por aquele órgão da independência e incompatibilidades dos seus membros, que subjaz à informação contida no presente relatório, tem por base a informação facultada pelos próprios, tendo por referência o elenco de situações previstas no n.º 5 do artigo 414.º e no artigo 414.º-A, ambos do Código das Sociedades Comerciais.
Em linha com a recomendação II.1.3.1. da CMVM, o Presidente do Conselho Fiscal possui as competências adequadas ao exercício das respectivas funções. Não obstante, tal como acima explicitado, a CIMPOR não concorda com o conteúdo daquela recomendação relativamente à sua qualificação como ''não independente'', à luz da alínea b) do n.º 5 do artigo 414.º do Código das Sociedades Comerciais, dado exercer funções há mais de 4 mandatos.
De acordo com o artigo 6.º do Regulamento do Conselho Fiscal, e em conformidade com as regras legais aplicáveis e as recomendações II.4.2., II.4.3., II.4.4. e II.4.5., o Conselho Fiscal desempenha inter alia as seguintes funções relativamente à revisão oficial de contas e auditoria da Sociedade:
- Apreciar o conteúdo dos relatórios de auditoria, avaliar anualmente o Auditor Externo e propor a respectiva destituição à Assembleia Geral, sempre que se verifique justa causa para o efeito.
Durante o ano de 2009, o Conselho Fiscal realizou 13 reuniões, das quais lavrou actas.
Nos termos do artigo 11.º dos estatutos, o Conselho de Administração é composto por cinco a quinze administradores, sendo um deles Presidente e os restantes vogais. O Conselho de Administração é eleito pela Assembleia Geral, que designa também o seu Presidente (ao qual, nos termos do n.º 3 do artigo 11.º dos estatutos, é atribuído voto de qualidade).
Até ao dia 13 de Maio de 2009, o Conselho de Administração foi composto pelos seguintes elementos, que, apesar de terem terminado o seu mandato em 31 de Dezembro de 2008, se mantiveram em funções, ao abrigo do artigo 391.º do Código das Sociedades Comerciais, até àquela data:
| Data de designação |
||
|---|---|---|
| Presidente | Prof. Eng. Ricardo Manuel Simões Bayão Horta | 31.07.2001 |
| Vogais | Dr. Luís Eduardo da Silva Barbosa | 31.07.2001 |
| Dr. Jacques Lefèvre | 31.07.2001 | |
| Eng. Jean Carlos Angulo | 31.07.2001 | |
| Eng. Jorge Manuel Tavares Salavessa Moura | 31.07.2001 | |
| Eng. Luís Filipe Sequeira Martins | 12.02.1987 (1) | |
| Dr. Manuel Luís Barata de Faria Blanc | 31.07.2001 | |
| Dr. Pedro Maria Calaínho Teixeira Duarte | 31.07.2001 | |
| Dr. Vicente Árias Mosquera | 31.07.2003 | |
| Sr. José Manuel Baptista Fino | 27.04.2005 | |
| Dr. José Enrique Freire Arteta | 27.04.2005 |
(1) Nomeação como membro do Conselho de Gerência da CIMPOR -- Cimentos de Portugal, E.P.
A partir dessa data, a composição do Conselho de Administração, eleito (para o quadriénio de 2009 a 2012) na Assembleia Geral então realizada, passou a ser a seguinte:
| Data de designação |
Mandato em curso |
||
|---|---|---|---|
| Presidente | Prof. Eng. Ricardo Manuel Simões Bayão Horta | 31.07.2001 | 2009/2012 |
| Vogais | Dr. Luís Eduardo da Silva Barbosa | 31.07.2001 | 2009/2012 |
| Dr. Vicente Árias Mosquera | 31.07.2003 | 2009/2012 | |
| Prof. Dr. António Sarmento Gomes Mota | 13.05.2009 | 2009/2012 | |
| Dr. Pedro Maria Calaínho Teixeira Duarte | 31.07.2001 | 2009/2012 | |
| Dr. Jean Desazars de Montgailhard | 13.05.2009 | 2009/2012 | |
| Sr. José Manuel Baptista Fino | 27.04.2005 | 2009/2012 | |
| Dr. Jorge Humberto Correia Tomé | 13.05.2009 | 2009/2012 | |
| Dr. José Enrique Freire Arteta | 27.04.2005 | 2009/2012 | |
| Eng. Jorge Manuel Tavares Salavessa Moura | 31.07.2001 | 2009/2012 | |
| Eng. Luís Filipe Sequeira Martins | 12.02.1987 (1) | 2009/2012 | |
| Dr. Manuel Luís Barata de Faria Blanc | 31.07.2001 | 2009/2012 | |
| Dr. António Carlos Custódio de Morais Varela | 13.05.2009 | 2009/2012 | |
| Dr. Albert Corcos | 13.05.2009 | 2009/2012 | |
| Dr. Luís Miguel da Silveira Ribeiro Vaz | 13.05.2009 | 2009/2012 |
(1) Nomeação como membro do Conselho de Gerência da CIMPOR – Cimentos de Portugal, E.P.
Posteriormente, em 27 de Agosto de 2009, o Dr. Pedro Maria Calaínho Teixeira Duarte, por razões de ordem profissional, apresentou renúncia ao cargo de administrador da Sociedade, a qual, nos termos do n.º 2 do artigo 404.º do Código das Sociedades Comerciais, produziu efeitos em 30 de Setembro de 2009. Em sua substituição, o Conselho de Administração, reunido em 25 de Novembro de 2009, deliberou proceder à cooptação do Eng. Pedro Manuel Abecassis Empis para o cargo de vogal do Conselho de Administração (para o mandato em curso), nos termos e para os efeitos do disposto na alínea b) do n.º 3 do artigo 393.º do Código das Sociedades Comerciais (deliberação esta que, de acordo com o n.º 4 do mesmo artigo, está sujeita a ratificação na próxima Assembleia Geral da Sociedade).
Em 3 e 4 de Fevereiro de 2010, respectivamente, os Drs. Jean Desazars de Montgailhard e Albert Corcos renunciaram igualmente aos cargos para que haviam sido eleitos, o que, nos termos da disposição legal supra referida, veio a produzir efeitos em 31 de Março último.
Em 18 Março de 2010, o Prof. Eng. Ricardo Manuel Simões Bayão Horta apresentou, por seu turno, renúncia aos cargos de Presidente do Conselho de Administração (para que fora eleito na Assembleia Geral de 13 de Maio de 2009) e de Presidente da Comissão Executiva (que vinha exercendo desde 3 de Dezembro de 2009).
A eleição do Conselho de Administração é efectuada por listas (incidindo o voto apenas sobre estas), podendo um dos seus membros ser eleito entre pessoas propostas em listas (contendo, pelo menos, a identificação de duas pessoas elegíveis para o cargo) que sejam subscritas e apresentadas por grupos de accionistas (desde que estes não representem menos de 10% e mais de 20% do capital social e não podendo o mesmo accionista subscrever mais de uma lista). Existindo uma proposta nesse sentido, a eleição do referido administrador é efectuada isoladamente e antes da eleição dos demais. Sendo apresentadas listas por mais do que um grupo, a votação incide sobre o conjunto das mesmas.
Nos termos do Regulamento do Conselho de Administração da CIMPOR, o qual pode ser consultado no site da CIMPOR (em www.cimpor.com), apenas se estabelece no respectivo artigo 14.º, em matéria de incompatibilidades dos seus membros, que, caso se verifique, posteriormente à designação do administrador, alguma incapacidade ou incompatibilidade que constituísse impedimento à sua designação e o administrador não deixe de exercer o cargo ou não remova a incompatibilidade superveniente no prazo de trinta dias, o Conselho Fiscal deve declarar o termo das suas funções.
Os estatutos não prevêem regras específicas para a substituição dos membros do Conselho de Administração, prevendo-se apenas (i) que, no decurso de um mandato, o seu número possa ser alterado (dentro dos limites estatutários) (vide artigo 6.º) e (ii) regras quanto à substituição por falta definitiva (vide artigo 11.º).
De acordo com o n.º 6 do artigo 11.º dos estatutos, em caso de três faltas seguidas ou de cinco faltas interpoladas, no decurso de um mandato, a reuniões do Conselho de Administração, por parte de qualquer dos seus membros, sem justificação aceite pelo próprio Conselho, verificar-se-á uma falta definitiva do administrador em causa, a qual deverá ser declarada por aquele órgão.
Em acréscimo, nos termos do artigo 13.º do Regulamento do Conselho de Administração, em caso de falta definitiva de um administrador, procede-se à sua substituição, nos termos seguintes:
De acordo com a mesma disposição, em caso de impedimento definitivo do Presidente, o Conselho de Administração prosseguirá nos seus plenos poderes de representação e de gestão da Sociedade, designando, de entre os seus membros, aquele que assumirá temporariamente as funções do Presidente até que, na reunião de accionistas subsequente, seja designado o novo Presidente do Conselho de Administração.
Ocorrendo uma eleição suplementar ou substituição, o termo do mandato do(s) membro(s) assim eleito(s) coincidirá com o dos demais administradores.
Em linha com a recomendação II.1.2.1. da CMVM, o Conselho de Administração inclui um número de membros não executivos que garante a efectiva capacidade de supervisão, fiscalização e avaliação da actividade dos membros executivos. Assim, a maioria dos actuais membros do Conselho de Administração da CIMPOR (oito num total de treze) são administradores não executivos.
De entre os administradores não executivos, incluem-se cinco administradores independentes, à luz dos critérios previstos no n.º 5 do artigo 414.º do Código das Sociedades Comerciais, a saber:
Os administradores Sr. José Manuel Baptista Fino, Dr. Jorge Humberto Correia Tomé e Dr. José Enrique Freire Arteta, apesar de terem sido propostos e eleitos em Assembleia Geral a título individual, não são considerados ''administradores não executivos independentes'', dado exercerem funções de administração em sociedades titulares de uma participação superior a 2% no capital social da CIMPOR (ou que, no caso específico do Dr. José Enrique Freire Arteta, só em 2010 deixaram de ter essa participação qualificada): respectivamente, Investifino -- Investimentos e Participações, SGPS, S.A., Caixa Geral de Depósitos, S.A., e Bipadosa, S.A..
Para efeitos do ponto 0.4. do Anexo ao Regulamento da CMVM n.º 1/2007, a aferição da independência dos administradores da Sociedade, que subjaz à informação contida no presente Relatório, baseia-se nos elementos facultados pelos próprios, tendo por referência o elenco de situações previstas na disposição legal supra citada.
Por conseguinte, mais de um quarto dos membros do Conselho de Administração (cinco num total de treze) são administradores não executivos independentes, o que se considera ser um número adequado -- tendo em conta a dimensão da CIMPOR e a sua estrutura accionista -- e está em conformidade com o estabelecido na recomendação II.1.2.2. da CMVM.
Além disso, nenhum dos administradores não executivos se encontra nas situações previstas no n.º 1 do artigo 414.º-A do Código das Sociedades Comerciais, com excepção das respectivas alíneas b) e h), enquanto administradores da própria CIMPOR e/ou membros de órgãos de administração ou de fiscalização de cinco sociedades (vide Anexo I).
O facto de as referidas recomendações sobre a composição qualitativa do Conselho de Administração se encontrarem expressamente previstas no artigo 7.º do Regulamento deste órgão ilustra bem a importância que a CIMPOR atribui à sua adopção e a preocupação da Sociedade em conformar-se com as modernas orientações internacionais sobre corporate governance.
O Conselho de Administração reúne obrigatoriamente uma vez por trimestre, sem prejuízo, quando necessário, da realização de outras reuniões intercalares. Não pode deliberar sem que esteja presente ou representada a maioria dos seus membros, não sendo, para esse efeito, permitido que um administrador represente mais do que um membro do Conselho de Administração. Durante o ano de 2009, o Conselho reuniu por 12 vezes, tendo lavrado actas das respectivas reuniões.
Em 26 de Março de 2008, o Conselho de Administração aprovou um regulamento de funcionamento, revisto e actualizado em 3 de Março de 2010, que pode ser consultado no site da CIMPOR (em www.cimpor.com), o qual estabelece inter alia regras sobre os deveres dos administradores, situações de conflito de interesses e as relações com os accionistas e o mercado.
Os poderes do Conselho de Administração são aqueles que lhe são conferidos pelo Código das Sociedades Comerciais, a que acrescem, nos termos dos artigos 4.º e 5.º dos estatutos, os poderes para: (i) aumentar o capital social, por entradas em dinheiro, até o mesmo perfazer o montante de mil milhões de euros; (ii) emitir warrants autónomos sobre valores mobiliários próprios (podendo aqueles conferir o direito à subscrição ou aquisição de acções da Sociedade, até ao referido limite de mil milhões de euros); e (iii) emitir obrigações ou outros títulos de dívida de qualquer das espécies ou sob qualquer das modalidades permitidas por lei.
Na esteira da recomendação II.2.1. da CMVM, o Conselho de Administração tem vindo a delegar todos os poderes relativos à gestão corrente da Sociedade numa Comissão Executiva, composta por cinco dos seus membros, à qual apenas estão vedadas as matérias qualificadas por lei, ou de acordo com o Regulamento do Conselho de Administração, como não delegáveis. A saber:
Ao abrigo do n.º 4 do artigo 18.º daquele Regulamento, a Comissão Executiva deverá, ainda, levar ao plenário do Conselho de Administração assuntos que versem sobre quaisquer negócios, compromissos, contratos, acordos e convenções a celebrar com accionistas detentores de 2% ou mais do capital da CIMPOR (ou com entidades que com eles estejam em qualquer relação nos termos do artigo 20.º do CVM), sempre que pela sua natureza ou montantes envolvidos, os mesmos não sejam considerados assuntos correntes.
Para efeitos do disposto no n.º 2 do artigo 18.º do referido Regulamento, e conforme deliberação de delegação de competências aprovada pelo Conselho de Administração, entendem-se por ''decisões estratégicas'':
Para o mesmo efeito, considera-se ainda que as matérias relativas ao relatório e contas anuais incluem igualmente os relatórios trimestrais e semestrais, bem como o Relatório de Sustentabilidade.
Em cumprimento das competências que lhes são legal e regulamentarmente atribuídas, os administradores não executivos da Sociedade têm desenvolvido a sua função de supervisão, fiscalização e avaliação da actividade dos membros executivos de forma efectiva e sem que se tenham deparado com constrangimentos de qualquer índole (vide recomendação II.2.4. da CMVM).
Nos termos do disposto no n.º 8 do artigo 407.º do Código das Sociedades Comerciais e nos n.ºs 5 e 6 do artigo 18.º do Regulamento do Conselho de Administração, os administradores não executivos da CIMPOR têm desempenhado as actividades necessárias ao cumprimento do seu dever geral de vigilância da actuação da Comissão Executiva.
Com efeito, ao abrigo daquelas regras, a delegação da gestão corrente não exclui a competência do Conselho para tomar resoluções sobre os mesmos assuntos, uma vez que os administradores não executivos são responsáveis, nos termos da lei, pela vigilância geral da actuação do administrador ou dos administradores delegados ou, ainda, da comissão executiva e, bem assim, pelos prejuízos causados por actos ou omissões destes, quando, tendo conhecimento de tais actos ou omissões ou do propósito de os praticar, não provoquem a intervenção do Conselho para que este tome as medidas adequadas.
A actividade dos administradores não executivos, durante o ano de 2009, centrou-se, essencialmente, nos seguintes dois aspectos:
De forma a assegurar que todos os membros do órgão de administração conheçam as decisões tomadas pela Comissão Executiva e, designadamente, que os administradores não executivos tomem as suas decisões de forma independente e informada, encontram-se criados os seguintes procedimentos (previstos no artigo 20.º do Regulamento do Conselho de Administração):
Na sequência das alterações ao Código das Sociedades Comerciais, decorrentes do Decreto-Lei n.º 76/2006, de 29 de Março, a Assembleia Geral de accionistas, na sua reunião de 11 de Maio de 2007, deliberou a adopção do modelo monista previsto na alínea a) do n.º 1 do artigo 278.º do Código das Sociedades Comerciais. Nestes termos, a administração da Sociedade cabe ao Conselho de Administração e a sua fiscalização compete ao Conselho Fiscal e ao Revisor Oficial de Contas.
Volvidos cerca de três anos, o Conselho de Administração considera que o modelo de governo adoptado se adequa às particularidades da Sociedade e tem vindo a assegurar um correcto desempenho de funções pelos órgãos sociais da CIMPOR, não só em pleno cumprimento das regras legais aplicáveis, como também em linha com as best practices nacionais e internacionais em matéria de governo societário, transparência e accountability da gestão perante os accionistas, o mercado e os demais stakeholders da Sociedade. Esta tem sido, aliás, a preocupação do Conselho de Administração nas suas relações com os accionistas e o mercado, tal como vertida no artigo 26.º do Regulamento do Conselho de Administração.
Por conseguinte, e em conformidade com a avaliação empreendida pelo Conselho de Administração para efeitos do cumprimento da recomendação II.1.1.1. da CMVM, é entendimento deste órgão que a implementação do modelo de governo societário adoptado na Assembleia Geral de accionistas de 11 de Maio de 2007 tem sido conseguida de modo a evitar a verificação de quaisquer constrangimentos ao seu funcionamento, pelo que não se justifica que o Conselho de Administração venha a propor quaisquer medidas no sentido de alterar o seu modus operandi.
No âmbito do Conselho de Administração que exerceu funções até à Assembleia Geral de 13 de Maio de 2009, a Comissão Executiva era composta pelos seguintes elementos:
Após a referida Assembleia Geral, a Comissão Executiva, por deliberação do Conselho de Administração recém-eleito, passou a integrar os seguintes administradores:
Para presidir à Comissão Executiva, foi designado o Eng. Jorge Salavessa Moura e, nas suas ausências, o Eng. Luís Filipe Sequeira Martins.
Em 3 de Dezembro de 2009, o Eng. Jorge Salavessa Moura deixou de desempenhar funções executivas, tendo o Conselho de Administração deliberado substituí-lo, no seio daquela Comissão e como Presidente da mesma, pelo Prof. Eng. Ricardo Bayão Horta, Presidente do Conselho de Administração da Sociedade.
A Comissão Executiva delibera pela maioria dos votos presentes ou representados, não podendo deliberar sem que esteja presente ou representada a maioria dos seus membros. Durante o ano de 2009, a Comissão Executiva reuniu por 46 vezes, lavrando actas das respectivas reuniões (vide recomendação II.5.3. da CMVM).
Sem prejuízo do exercício colegial das funções que estão delegadas na Comissão Executiva, a cada um dos seus membros foi especialmente cometida a responsabilidade pelo acompanhamento de determinadas Áreas Funcionais (vide ponto II.2.1. infra). O pelouro financeiro, em particular, encontra-se atribuído ao Dr. António Varela, o qual exerce estas funções no âmbito do seu primeiro mandato (vide recomendação II.2.5. da CMVM).
De acordo com as recomendações II.3.1. e II.3.2., é prática da Comissão Executiva cumprir os procedimentos necessários à garantia da plena transparência no seu relacionamento com os demais órgãos sociais. Neste contexto:
No início de 2002, e tendo em conta as melhores práticas internacionais de corporate governance, foi constituída, no seio do Conselho de Administração, uma Comissão Consultiva sobre Governo da Sociedade.
Mais tarde, o Conselho de Administração entendeu alargar o âmbito destas matérias às questões relativas à sustentabilidade e à responsabilidade social do Grupo, pelo que, actualmente, tal como previsto no artigo 23.º do Regulamento do Conselho de Administração, compete a esta Comissão (denominada de ''Comissão de Governo Societário, Sustentabilidade e Responsabilidade Social''):
• Apresentar propostas ao Conselho para efeitos da adopção das diligências necessárias ao cumprimento pela Sociedade dos requisitos legais e regulamentares, das recomendações e das boas práticas em matéria de governo societário, normas de conduta, sustentabilidade e responsabilidade social.
Esta Comissão dispõe, assim, de todas as competências necessárias ao desempenho das funções preconizadas na segunda parte da recomendação II.5.1. da CMVM.
A Comissão é composta por entre três a sete administradores não executivos, devendo, pelo menos, um deles respeitar os critérios de independência aplicáveis aos membros do órgão de administração. Actualmente, é composta por três administradores, todos eles não executivos e independentes. A saber:
A Comissão reúne sempre que se justifique e, em princípio, pelo menos uma vez em cada trimestre, sendo-lhe proporcionado, a expensas da Sociedade, acesso permanente a consultores externos especializados em diversas áreas. Durante o ano de 2009, a Comissão reuniu por 6 vezes, tendo lavrado actas das suas reuniões (vide recomendação II.5.3).
Criada em 3 de Março de 2010, na sequência da revisão e actualização do Regulamento do Conselho de Administração, a Comissão de Nomeações e Avaliação tem por funções, entre outras, de acordo com o n.º 1 do artigo 24.º do referido Regulamento, assistir o Conselho nas seguintes matérias:
Os n.ºs 2 e 3 do mesmo artigo definem algumas das competências da Comissão de Nomeações e Avaliação no desempenho das funções supra enunciadas, entre as quais todas as preconizadas na primeira parte da recomendação II.5.1. da CMVM.
A Comissão é composta pelo Presidente da Comissão Executiva, por inerência de funções, e por mais dois a seis administradores não executivos, devendo, pelo menos, um deles respeitar os critérios de independência aplicáveis aos membros do órgão de administração. No entanto, de acordo com o n.º 5 do artigo 24.º do Regulamento do Conselho de Administração, o Presidente da Comissão Executiva está impedido de participar e votar nas deliberações relacionadas com o processo de selecção de administradores não executivos, bem como de interferir, após dar o seu parecer, nas deliberações respeitantes à avaliação de desempenho e à determinação da remuneração e respectivos critérios dos membros da Comissão Executiva.
Actualmente, esta Comissão é composta por quatro administradores, de entre os quais dois administradores não executivos independentes. A saber:
A Comissão reúne sempre que se justifique e, em princípio, pelo menos uma vez em cada trimestre, podendo contratar, a expensas da Sociedade, consultores externos especializados em áreas devidamente justificáveis.
O Regulamento do Conselho de Administração prevê ainda, no n.º 2 do seu artigo 21.º, a criação de uma Comissão de Estratégia e Investimento, composta pelo Presidente do Conselho de Administração, o Presidente da Comissão Executiva (ambos por inerência de funções) e três a cinco administradores não executivos.
Compete a esta Comissão, com vista à optimização do processo de definição, execução e avaliação da estratégia do Grupo CIMPOR, assistir o Conselho de Administração nas seguintes matérias:
Compete-lhe, ainda, assistir a Comissão Executiva na definição da estrutura organizativa operacional do Grupo, particularmente em virtude da sua dimensão e dispersão geográfica.
Não estando, até à data, nomeados os membros desta Comissão, a mesma não entrou ainda em funções.
Em termos organizacionais, o Grupo CIMPOR encontra-se estruturado por Áreas de Negócios, correspondentes aos diferentes países onde o Grupo desenvolve a sua actividade. As referidas Áreas de Negócios agrupam-se, por seu turno, em grandes regiões, a saber, actualmente: (i) Península Ibérica; (ii) Bacia do Mediterrâneo; (iii) América Latina; (iv) Sul de África; e (v) Ásia. Dentro de cada Área de Negócios, as diversas actividades desenvolvidas estão organizadas por produto, sendo a actividade principal a produção e comercialização de cimento.
Enquanto holding do Grupo, a CIMPOR -- Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., é responsável pelo seu desenvolvimento estratégico -- designadamente no que respeita a todo o seu processo de internacionalização -- e pela gestão global do conjunto das diferentes Áreas de Negócios, garantindo a respectiva coordenação em matéria de recursos financeiros, técnicos, humanos e outros, segundo os critérios e orientações que, de acordo com os grandes objectivos do Grupo, emanam do seu Plano Estratégico, revisto e aprovado anualmente pelo Conselho de Administração.
O acompanhamento, em maior profundidade, da gestão das diversas Áreas de Negócios é assegurado, no que respeita às actividades desenvolvidas em Portugal, pela CIMPOR Portugal, SGPS, S.A., e, nos restantes casos, pela CIMPOR Inversiones, S.A., uma sub-holding, com sede em Espanha, constituída em 2002 para servir de plataforma à expansão do Grupo na área internacional.
Cada uma das regiões supra referidas, à excepção da Península Ibérica (onde, pela dimensão e diversidade das suas operações, não existe tal figura), é coordenada por um ''responsável de zona'', presente nos órgãos de administração das empresas localizadas nas respectivas Áreas de Negócios, o qual reporta directamente ao Conselho de Administração da CIMPOR Inversiones, S.A..
Este último é, actualmente, composto por quatro dos cinco membros da Comissão Executiva do Conselho de Administração da holding -- Eng. Luís Filipe Sequeira Martins, Dr. Manuel Luís Barata de Faria Blanc, Dr. António Carlos de Morais Varela e Dr. Luís Miguel da Silveira Ribeiro Vaz. À excepção do Dr. António Varela, todos eles integram igualmente os órgãos de administração das sub-holdings responsáveis pela coordenação das actividades do Grupo em Portugal e Espanha -- a CIMPOR Portugal, SGPS, S.A., e a Corporación Noroeste, S.A., respectivamente.
Sem prejuízo do exercício colegial das funções delegadas na Comissão Executiva, as responsabilidades pelo acompanhamento das diferentes Áreas Funcionais do Grupo estão, actualmente, distribuídas da seguinte forma:
• Actividades ''Betões e Agregados'', ''Argamassas'' e ''Prefabricados'', Trading e Shipping, Tecnologias de Informação, Logística e Saúde Ocupacional e Segurança (Sede) -- Dr. Luís Ribeiro Vaz.
Quanto à organização societária de cada Área de Negócios, corresponde ao modelo que, em cada caso, é considerado mais conforme às características e condições de exercício da respectiva actividade, bem como ao sistema legal vigente no país, visando o aproveitamento de eventuais sinergias e a captação dos benefícios decorrentes de um enquadramento financeiro e fiscal mais favorável.
Cada uma das Áreas de Negócios funciona segundo princípios de autonomia de gestão, nomeadamente para os assuntos de gestão corrente e operacional, no quadro de um sistema de planeamento e controlo conduzido pela holding, no âmbito do qual se definem, de forma participada e interactiva, as orientações estratégicas, os planos de negócio e de investimento e os objectivos e orçamentos anuais e se procede, periodicamente, à sua revisão e controlo. Procura-se que a administração de cada uma das diferentes Áreas de Negócios seja garantida tanto por quadros de nacionalidade local como por outros quadros do Grupo, visando uma gestão multicultural.
Nas sociedades dependentes, directa ou indirectamente, da CIMPOR -- Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., as decisões mais importantes -- por exemplo, as que ultrapassam determinados valores ou com maior impacto nos resultados ou no desenvolvimento estratégico do Grupo -- dependem da aprovação ou ratificação da Administração da holding. O mesmo acontece relativamente a decisões ou actuações que, quando tratadas a nível de Grupo, permitem a obtenção de sinergias relevantes.
Para o correcto exercício das suas funções, a CIMPOR dispõe de um conjunto de estruturas funcionais, de apoio à gestão do Grupo e de cada uma das suas Áreas de Negócios, identificadas no diagrama junto.
O Centro Corporativo tem por funções essenciais: (i) contribuir para a concretização da estratégia de desenvolvimento internacional do Grupo, assegurando os processos tendentes à aquisição de empresas nos diferentes mercados para onde o Grupo pretende expandir a sua actividade; (ii) assegurar, por intermédio do Gabinete de Relações com Investidores, a comunicação regular com os diversos intervenientes no mercado de capitais, designadamente os accionistas, supervisores e demais organismos públicos, analistas financeiros e gestores de fundos e outros organismos de investimento colectivo; e (iii) garantir, no âmbito da Área de Operações Financeiras, o acesso, nas melhores condições, aos recursos financeiros necessários à expansão do Grupo e ao seu funcionamento corrente.
A Direcção de Relações Externas e Comunicação garante a execução das políticas de comunicação e imagem do Grupo.
Quanto ao Gabinete de Auditoria Interna, é responsável, em todo o Grupo, pela realização e coordenação da actividade de auditoria das áreas financeira, patrimonial e operacional, mediante o exame e avaliação dos níveis de adequação e eficácia dos sistemas de controlo interno e da qualidade do seu desempenho.
Criada na sequência da assumpção da ''Saúde Ocupacional e Segurança'' como um dos valores fundamentais da cultura empresarial do Grupo CIMPOR e um dos alvos prioritários da sua estratégia de actuação, a Assessoria -- Saúde e Segurança tem por missão, relativamente a este tema: (i) propor as linhas de orientação que devem nortear a política a seguir, os objectivos a atingir e o sistema de gestão a utilizar; (ii) dinamizar a sua implementação; (iii) coordenar, em termos funcionais, e ao nível de todo o Grupo, as actividades em causa; e (iv) controlar a sua execução, avaliando os respectivos resultados.
A uniformização e estandardização de processos e práticas que permitam assegurar um incremento da cultura de Grupo e uma melhoria da qualidade, fluxo e fiabilidade da informação de suporte à decisão constituem, desde há muito, um importante pilar da política global do Grupo CIMPOR.
No início de 2004, na sequência da constituição de uma empresa de ''Serviços Partilhados'' -- a CIMPOR -- Serviços de Apoio à Gestão de Empresas, S.A. (CIMPOR Serviços) -- foram transferidos para esta última um conjunto de processos/funções, non-core business, até então dispersos pela holding do Grupo, pela sub-holding CIMPOR Portugal e pelas próprias empresas operacionais.
Prestando serviços de gestão, consultoria e assessoria a todas as empresas do Grupo (especialmente às sedeadas em Portugal), a CIMPOR Serviços está organizada, actualmente, conforme o diagrama junto.
A Direcção de Planeamento e Controlo assegura a coordenação e execução de todo o processo de elaboração e controlo dos planos e orçamentos das diferentes Áreas de Negócios e das empresas sedeadas em Portugal.
A Direcção de Sistemas de Informação garante a gestão e desenvolvimento dos sistemas e tecnologias de informação utilizados pelo Grupo.
À Direcção de Contabilidade, Consolidação e Fiscalidade, compete: (i) promover e executar todo o processo de consolidação financeira; (ii) definir os princípios e políticas contabilísticos do Grupo, além de coordenar e apoiar a respectiva implementação; (iii) preparar e executar a contabilidade das diferentes empresas sedeadas em Portugal; e (iv) assegurar o planeamento fiscal do Grupo, bem como o correcto cumprimento das obrigações fiscais das referidas empresas.
A Direcção de Pessoal, além de apoiar as diferentes Áreas de Negócios do Grupo na implementação da sua política de Recursos Humanos, é responsável, em Portugal, pela respectiva execução, procurando assegurar o melhor aproveitamento das competências disponíveis, bem como o desenvolvimento dos referidos recursos de forma a maximizar o empenhamento dos colaboradores e a contribuir para a sua realização pessoal e profissional. Cabe-lhe também, no quadro dos contratos de prestação de serviços celebrados com as empresas do Grupo sedeadas em Portugal, assegurar a gestão da função pessoal nas referidas empresas.
A Direcção Financeira, igualmente ao abrigo daqueles contratos, garante às empresas em causa a execução dos respectivos processos de contas a receber, contas a pagar e tesouraria, ao mesmo tempo que acompanha e controla a sua gestão financeira.
A Direcção de Logística assegura a gestão dos espaços físicos afectos às empresas do Grupo sedeadas em Lisboa (Rua Alexandre Herculano e Prior Velho) e presta serviços de apoio administrativo a essas mesmas empresas nas áreas de compras e economato, viagens e deslocações, comunicações e arquivo. Ao conjunto de todas as empresas integradas na Área de Negócios de Portugal, presta igualmente serviços de assessoria em matéria de desenvolvimento organizacional, bem como de apoio administrativo na área de gestão de viaturas e na contratação de seguros de acidentes de trabalho. Assegura ainda a gestão e controlo dos riscos patrimoniais do Grupo, garantindo que os mesmos estão devidamente cobertos por apólices de seguro adequadas ao nível dos riscos subjacentes à sua actividade.
Quanto à Direcção de Apoio a Clientes, tem por missão assegurar a ligação entre estes diferentes órgãos do Centro de Serviços Partilhados e as empresas por ele servidas -- promovendo a melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados e o aumento dos níveis de satisfação das empresascliente -- bem como prestar o apoio necessário, designadamente em assuntos de natureza jurídica, aos respectivos órgãos sociais.
A necessidade de reforço da cultura do Grupo nas suas vertentes técnica e tecnológica levou o Conselho de Administração a decidir, no final de 2004, a integração de uma das estruturas funcionais da holding (o Centro Técnico e de Desenvolvimento Industrial), bem como do Laboratório Central da CIMPOR -- Indústria de Cimentos, S.A., numa nova empresa então criada: a CIMPOR TEC -- Engenharia e Serviços Técnicos de Apoio ao Grupo, S.A.. A respectiva actividade, iniciada em 1 de Janeiro de 2005, consiste essencialmente em:
Assegurar a excelência técnica e económica dos investimentos industriais do Grupo naquele sector;
Promover o lançamento de iniciativas comuns a todas as empresas do Grupo, designadamente acções de formação dos respectivos quadros, com vista ao progresso técnico da actividade de produção e comercialização de cimento;
A organização da empresa contempla três grandes áreas de actividade, conforme o diagrama junto:
Ao nível da holding, e para além do Centro Corporativo -- responsável, entre outras atribuições, pela gestão dos riscos de natureza financeira -- o Grupo dispõe igualmente de um Gabinete de Auditoria Interna incumbido de zelar não só pela adequação e eficácia dos sistemas de controlo interno em todas as áreas do Grupo, como também pelo bom desempenho dos referidos sistemas.
São funções deste Gabinete, designadamente:
A gestão de riscos, no Grupo CIMPOR, começa por ser assegurada ao nível das principais empresas operacionais, com a identificação, medida e análise dos diferentes riscos a que as mesmas estão sujeitas -- com particular destaque para os riscos de natureza operacional e de mercado (business-volume risk) -- procurando estimar-se a probabilidade de ocorrência dos diversos factores que os determinam e o seu impacto potencial nos negócios da empresa ou actividade em causa.
Os diferentes responsáveis operacionais são igualmente responsáveis pela concepção e implementação dos mecanismos de controlo de risco considerados mais adequados, sendo a eficiência destes últimos periodicamente avaliada pela holding -- através do respectivo Gabinete de Auditoria Interna -- no cumprimento de um plano, preparado e desenvolvido anualmente, de auditorias financeiras e aos sistemas de informação, de processo e de conformidade com os procedimentos aprovados.
Ao nível da holding, o objectivo essencial é obter uma visão integrada dos riscos em que o Grupo incorre em cada uma das suas diferentes actividades ou Áreas de Negócios e assegurar a consistência do perfil de risco daí resultante com a estratégia global do Grupo e, em particular, aquilo que considera ser, dada a sua estrutura de capital, um nível de riscos aceitável. Ou seja, conforme política definida pelo Conselho de Administração: conciliar a procura constante de oportunidades de negócio susceptíveis de contribuir positivamente para o processo de criação de valor com um nível de riscos que, em termos de rating de longo prazo da CIMPOR, não ponha em causa a sua actual classificação de investment grade.
O relatório de gestão detalha, em capítulo próprio, as políticas seguidas em matéria de gestão de riscos de natureza financeira e patrimonial, assegurada, no âmbito da holding, pelo Centro Corporativo, e, ao nível da CIMPOR Serviços, pela Direcção de Logística. Quanto aos riscos de carácter mais genérico, de natureza económica e não susceptíveis de cobertura específica, a política do Grupo orienta-se no sentido de uma diversificação geográfica dos seus investimentos de expansão, de forma a equilibrar a presença da CIMPOR em mercados maduros e emergentes e a possibilitar a existência de negócios em diferentes estádios de desenvolvimento. Nesse sentido, não apenas os alvos para possíveis aquisições são definidos tendo em atenção, a nível do conjunto, a necessidade de manutenção de uma carteira de negócios equilibrada e geograficamente diversificada como, caso a caso, as avaliações dos activos a adquirir são realizadas incorporando prémios de risco adequados à situação particular de cada negócio e de cada país.
A CIMPOR entende que dispõe de um sistema de controlo interno para detecção eficaz dos riscos ligados à sua actividade, em salvaguarda do seu património e em benefício da transparência do seu governo societário, actuando em plena conformidade com a recomendação II.1.1.2. da CMVM.
Até 13 de Maio de 2009, a Comissão de Fixação de Remunerações prevista no artigo 16.º dos estatutos foi constituída pelos seguintes elementos:
A partir daquela data, por deliberação da Assembleia Geral então realizada (na qual esteve presente, em conformidade com a recomendação II.1.5.3, o Dr. Filipe de Jesus Pinhal), a Comissão de Fixação de Remunerações, eleita para o quadriénio 2009-2012, passou a ser composta pelos seguintes membros (todos eles independentes, à luz dos critérios referidos no ponto II.19. do Anexo ao Regulamento n.º 1/2007 da CMVM):
Durante o ano de 2009, esta Comissão reuniu por 3 vezes, tendo lavrado actas das suas reuniões (vide recomendação II.5.3. da CMVM).
A remuneração dos membros do Conselho de Administração da Sociedade, bem como as modalidades e prestações do respectivo esquema complementar de reforma ou de invalidez, são determinadas pela Comissão de Fixação de Remunerações, eleita em Assembleia Geral, podendo tal remuneração incluir uma componente variável, estabelecida em função dos lucros do exercício, que, nos termos do n.º 6 do artigo 16.º dos estatutos, não poderá, globalmente, exceder 5% dos referidos lucros.
O estabelecimento, pela referida Comissão, da remuneração fixa anual dos membros do Conselho de Administração obedece aos seguintes princípios:
Por outro lado, todos os administradores, por decisão da Comissão de Fixação de Remunerações, beneficiam do ''Plano de Aquisição de Acções pelos Colaboradores'' descrito no ponto III.5.1. infra, nos termos aí enunciados.
A remuneração variável (incluindo a atribuição de opções de compra de acções) está reservada aos membros da Comissão Executiva, sendo determinada anualmente, e a nível individual, pela Comissão de Fixação de Remunerações, em função dos resultados do Grupo (no respeito pelas limitações estatutárias supra referidas), do grau de prossecução dos objectivos estratégicos definidos e da avaliação do desempenho de cada administrador, nas suas áreas específicas de actuação.
Em 2009, a referida Comissão, seguindo estes critérios, atribuiu aos membros da Comissão Executiva, a título de prémios, um total de 1.625.000 euros, correspondentes a cerca de 0,74% do resultado líquido do Grupo (após interesses minoritários) e a 1,06% do lucro líquido da Sociedade, determinado em base individual.
Quanto à atribuição de opções de compra de acções, é efectuada no âmbito do programa global descrito no ponto III.5.2. infra, pelo que obedece exactamente às mesmas regras. As quais, ao repartirem no tempo (ao longo de quatro anos) a possibilidade de exercício das opções, não só diferem grande parte do benefício correspondente como o fazem implicitamente depender do desempenho de médio e longo prazo do Grupo e da sustentabilidade dos respectivos resultados.
Deste modo, a remuneração dos membros do órgão de administração da CIMPOR encontra-se estruturada de forma a permitir o alinhamento dos interesses daqueles com os interesses da Sociedade, nos termos da recomendação II.1.5.1. da CMVM.
Em relação ao conjunto dos administradores executivos, e com referência ao ano de 2009, o número de opções atribuídas, exercitáveis, exercidas e extintas foi o seguinte:
| Série | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 2006 | 2007 | 2008 | 2009 | Total | |
| Preço de Exercício (euros) | 4,05 | 4,90 | 4,25 | 2,85 | ‐ |
| Opções Atribuídas | |||||
| Opções Iniciais | ‐ | ‐ | ‐ | 137.500 | 137.500 |
| Opções Derivadas | ‐ | ‐ | ‐ | 412.500 | 412.500 |
| Opções Exercitáveis | 125.000 | 135.000 | 137.500 | 137.500 | 535.000 |
| Opções Exercidas | ‐ | ‐ | ‐ | 135.000 | 135.000 |
| Opções Extintas | |||||
| Exercitáveis em 2009 | |||||
| Por não exercício das Opções Iniciais | 2.500 | 2.500 | |||
| Por não exercício das Opções Derivadas | 125.000 | 135.000 | 137.500 | ‐ | 397.500 |
| Exercitáveis de 2010 a 2012, inclusive * | ‐ | ‐ | ‐ | 7.500 | 7.500 |
* Por não exercício das Opções Iniciais
No final do ano, estavam por exercer um total de 815.000 opções, assim distribuídas:
| Opções Exercitáveis em: | ||||
|---|---|---|---|---|
| Série | 2010 | 2011 | 2012 | Total |
| 2007 | 135.000 | ‐‐‐ | ‐‐‐ | 135.000 |
| 2008 | 137.500 | 137.500 | ‐‐‐ | 275.000 |
| 2009 | 135.000 | 135.000 | 135.000 | 405.000 |
| Total | 407.500 | 272.500 | 135.000 | 815.000 |
De acordo com o n.º 3 do artigo 16.º dos estatutos, poderá ainda ser atribuída uma pensão de reforma vitalícia aos administradores que cessarem funções, sempre que esteja preenchido um dos seguintes requisitos:
O quantitativo desta pensão será determinado tendo em consideração o tempo ou a relevância dos serviços prestados e a situação do beneficiário, podendo ser anualmente revisto. A fixação, de acordo com estes critérios, do referido quantitativo (que nunca poderá ultrapassar o valor da mais elevada das remunerações fixas auferidas, em cada momento, pelos administradores em exercício), bem como a definição dos demais termos e condições da sua atribuição (a qual poderá ser titulada por contrato), competem à Assembleia Geral (ou à Comissão de Fixação de Remunerações, a existir).
A referida disposição estatutária não foi ainda aplicada.
O montante total de remunerações, prestações para o esquema complementar de reforma ou de invalidez e outros incentivos auferidos pelo conjunto dos membros do órgão de administração da Sociedade (incluindo o diferencial entre o preço de compra das acções adquiridas ao abrigo do ''Plano de Aquisição de Acções'' e do ''Plano de Atribuição de Opções de Compra de Acções'' e a respectiva cotação à data da compra) foi, no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, o seguinte:
| (valores em euros) | Remunerações Fixas |
Remunerações Variáveis |
Remunerações Totais |
|---|---|---|---|
| No exercício de funções executivas | 1.465.689,94 | 1.895.405,00 | 3.361.094,94 |
| No exercício de funções não executivas | 681.921,43 | 0,00 | 681.921,43 |
| Total | 2.147.611,37 | 1.895.405,00 | 4.043.016,37 |
Em obediência ao disposto no artigo 3.º da Lei n.º 28/2009, de 19 de Junho, o montante anual da remuneração auferida pelos membros do Conselho de Administração é divulgada, de forma individual, em anexo (II) ao presente Relatório.
Os membros do Conselho de Administração não auferem qualquer remuneração, seja a que título for, de outras sociedades em relação de domínio ou de grupo com a CIMPOR -- Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., nem quaisquer benefícios não pecuniários relevantes considerados como remuneração.
O mesmo se aplica aos membros do Conselho Fiscal, cuja remuneração é igualmente determinada pela Comissão de Fixação de Remunerações, incluindo apenas uma componente fixa, a qual, no ano de 2009, totalizou 124.022,50 euros, assim distribuída:
| Eng. Ricardo Minotti da Cruz Filipe | 52.100,00 |
|---|---|
| Dr. Luis Black Freire d'Andrade | 35.662,50 |
| J. Bastos, C. Sousa Góis & Associados, SROC, Lda. | 22.470,00 |
| Dr. Jaime de Macedo Santos Bastos | 13.790,00 |
Em 2006, o Conselho de Administração aprovou e divulgou a todos os colaboradores do Grupo - através da respectiva rede de comunicação interna (CIMPORnet) e da sua afixação nos locais de trabalho -- um conjunto de regras e procedimentos internos destinados à recepção, registo e tratamento de comunicações de irregularidades alegadamente ocorridas no âmbito das sociedades do Grupo CIMPOR, de acordo com as disposições legais e regulamentares, as recomendações aplicáveis em cada momento (designadamente, a recomendação II.1.4.1. da CMVM) e os princípios e regras constantes do Código de Ética adoptado pelo Grupo.
O novo Regulamento veio dotar as referidas comunicações de um sistema que se pretende eficaz, célere e idóneo quanto à detecção, investigação e resolução das mesmas, no respeito dos mais elevados princípios éticos -- em particular, dos princípios de integridade e responsabilidade -- e, bem assim, das regras de confidencialidade e não retaliação, a salvaguardar nas relações com os intervenientes.
Cumpre clarificar, para efeitos da recomendação II.1.4.2. da CMVM, que, nos termos deste Regulamento, entende-se por ''irregularidade'', de acordo com o n.º 2 do seu artigo 2.º, ''qualquer acto ou omissão, doloso ou negligente, contrário às disposições legais ou regulamentares, às disposições estatutárias ou às regras ou princípios éticos do Grupo'', imputável a membros dos órgãos sociais ou a quaisquer outros colaboradores que desempenhem funções no Grupo CIMPOR.
Os meios através dos quais as comunicações são efectuadas, os respectivos destinatários e a forma de tratamento que lhes é dada encontram-se devidamente previstos no referido Regulamento, cabendo ao Gabinete de Auditoria Interna da holding -- sem prejuízo das competências da Comissão de Governo Societário, Sustentabilidade e Responsabilidade Social - proceder à vigilância e supervisão de todo o sistema, em particular dos respectivos níveis de adequação e eficácia.
Refira-se ainda a garantia, explícita no Regulamento, de que toda e qualquer comunicação efectuada por um colaborador, nos termos e condições aí previstos, será tratada com carácter confidencial e anónimo, designadamente no que respeita à identidade do ''declarante'' (salvo a solicitação em contrário, expressa e inequívoca, deste último).
Ao ''declarante'', desde que agindo de boa-fé e com veracidade, é ainda assegurado que não poderá ser sujeito a qualquer forma de tratamento prejudicial, de retaliação, discriminação, ameaça ou sanção, por parte da CIMPOR. No entanto, se a sua conduta desrespeitar tais princípios, a mesma poderá constituir uma infracção susceptível de ser objecto de sanção disciplinar adequada e proporcional à infracção, sem prejuízo da responsabilidade civil e/ou criminal que possa advir de tal comportamento.
Além das disposições legais aplicáveis às sociedades comerciais, às sociedades com o capital aberto ao investimento público e aos mercados de valores mobiliários, existe uma cultura e prática da Empresa que dá ênfase às regras de boa conduta nas situações de conflito de interesses entre os membros dos órgãos de administração e a Sociedade e às principais obrigações resultantes dos deveres de diligência, lealdade e confidencialidade dos membros do órgão de administração, nomeadamente no que toca à prevenção da utilização indevida de bens societários e de oportunidades de negócio.
Esta cultura encontra-se, desde logo, plasmada no artigo 4.º do Regulamento do Conselho de Administração (disponível no site da CIMPOR em www.cimpor.com, seguindo a recomendação II.1.1.3. da CMVM), segundo o qual os critérios e interesses que devem presidir à actuação deste órgão são, por um lado, a maximização do valor da Sociedade e do Grupo CIMPOR e, por outro, a prossecução do interesse da Sociedade, atendendo não só aos interesses de longo prazo dos accionistas como também aos de outros stakeholders relevantes para a sustentabilidade da CIMPOR, tais como os seus trabalhadores, clientes e credores. Para este efeito, o Conselho de Administração adopta o conceito básico de desenvolvimento sustentável e as melhores práticas conhecidas nas suas vertentes económica, social e ambiental, no estrito respeito pelo Direito, pelo princípio da boa-fé e por elevados padrões éticos de integridade, lealdade, honestidade e responsabilidade.
Em particular, tal Regulamento consagra os seguintes deveres fundamentais dos membros do Conselho de Administração:
Também o Regulamento do Conselho Fiscal da Sociedade (disponível no site da CIMPOR em www.cimpor.com, seguindo a recomendação II.1.1.3. da CMVM) consagra um conjunto de deveres de conduta a considerar por este órgão no desempenho das suas competências de supervisão.
Muito embora o Conselho de Administração sempre tenha velado pela aplicação destes princípios em todas as sociedades do Grupo, entendeu ser conveniente codificar um conjunto de regras relativas a estas matérias e a outras que, pela sua natureza, dizem particularmente respeito às actividades desenvolvidas pelo Grupo. Assim, em 2006, foi aprovado e divulgado internamente um Código de Ética (disponível, para consulta, no site www.cimpor.com), com o objectivo de, tornando explícita a disciplina de tais matérias, formalizar a adesão de todos os colaboradores do Grupo a elevados padrões de conduta no exercício das respectivas funções.
O referido Código de Ética satisfaz plenamente a norma portuguesa (NP 4460-1/2007) sobre Ética nas Organizações.
O capital social da CIMPOR é actualmente de 672 milhões de euros, encontrando-se totalmente realizado. As acções (nominativas e ordinárias) que o representam, em número de 672 milhões (cada uma com o valor nominal de um euro), estão admitidas à negociação na Euronext Lisbon.
Conforme Comunicados de Participações Qualificadas recebidos pela Sociedade à data de 31 de Dezembro de 2009 e de acordo com as regras de imputação de direitos de voto estabelecidas no Código de Valores Mobiliários, os titulares das referidas participações eram, àquela data, os seguintes:
| Número | Em % do | |
|---|---|---|
| Accionistas | de | Capital |
| Acções | Social | |
| Teixeira Duarte, SGPS, S.A. | 153.096.575 | 22,78% |
| Manuel Fino, SGPS, S.A. | 71.735.460 | 10,67% |
| Lafarge, S.A. | 116.089.705 | 17,28% |
| Banco Comercial Português, S.A. (1) | 67.474.186 | 10,04% |
| Caixa Geral de Depósitos, S.A. (1) | 64.669.794 | 9,62% |
| Bipadosa, S.A. | 43.401.650 | 6,46% |
| Sr. Tenente Coronel Luís Augusto da Silva | 26.814.238 | 3,99% |
(1) Incluindo Fundo de Pensões
Já em 2010, a estrutura accionista da CIMPOR sofreu profundas alterações, na sequência das quais o conjunto de accionistas com participação superior a 2% no capital da Sociedade, conforme Comunicados de Participações Qualificadas recebidos até ao final do primeiro trimestre, passou a ser o seguinte:
| Accionistas | Número de Acções |
Em % do Capital Social |
|---|---|---|
| Camargo Corrêa, S.A. | 192.374.750 | 28,63% (1) |
| Votorantim Cimentos, S.A. | 142.492.130 | 21,20% (2) |
| Manuel Fino, SGPS, S.A. | 71.735.960 | 10,67% (3) |
| Banco Comercial Português, S.A. (4) | 67.474.186 | 10,04% |
| Caixa Geral de Depósitos, S.A. (4) | 64.726.659 | 9,63% (2) |
(1) Incluindo 6,46% do capital social da Sociedade cujo processo de aquisição à Atlansider, SGPS, S.A., ficará concluído no dia 12 de Abril de 2010 conforme comunicado de 31 de Março de 2010.
(2) Por força do acordo parassocial celebrado ente a Votorantim Cimentos, S.A., e a Caixa Geral de Depósitos, S.A., conforme comunicações efectuadas em 4, 5 e 17 de Fevereiro de 2010, é imputável a qualquer destas duas entidades um total de 207.218.789 acções, correspondentes a 30,84% do capital da Sociedade.
(3) Conforme comunicado emitido em 15 de Janeiro de 2010, a Manuel Fino, SGPS, S.A., através da sua subsidiária Investifino – Investimentos e Participações, SGPS, S.A., detém uma opção de compra sobre 64.406.000 acções da CIMPOR (actualmente detidas pela Caixa Geral de Depósitos, S.A.), pelo que lhe é imputável um total de 136.141.960 acções, correspondentes a 20,26% do capital da Sociedade.
(4) Incluindo Fundo de Pensões
Nenhum accionista da CIMPOR detém direitos especiais, todas as acções representativas do capital da Sociedade são livremente transmissíveis em mercado regulamentado e não está previsto qualquer sistema de participação dos trabalhadores no capital social.
Conforme comunicados emitidos em 3, 5 e 9 de Fevereiro de 2010, a Caixa Geral de Depósitos, S.A., e a Votorantim Cimentos, S.A., celebraram, na primeira das referidas datas, um acordo parassocial com vista a regular as suas relações enquanto accionistas da CIMPOR, tendo como motivação ''a constituição entre si de um bloco accionista minoritário, representando menos de um terço dos direitos de voto na CIMPOR, que seja coeso e estável e que contribua, designadamente, para favorecer a estabilidade accionista na CIMPOR, o desenvolvimento sustentado da empresa e a manutenção da sua independência empresarial, estrutura e cultura corporativas, em particular enquanto sociedade aberta, com sede em Portugal, e a preservação de uma situação financeira susceptível de notação de rating de categoria de investment grade''. Para tanto, as partes ''assumiram obrigações recíprocas quanto ao exercício do seu direito de voto (sindicato de voto), à manutenção de participações na CIMPOR (lock up e stand still) e à assunção de restrições quanto à alienação das suas participações (right of first refusal)'', pelo prazo inicial de dez anos.
Em 31 de Dezembro de 2008, a CIMPOR detinha em carteira 8.476.832 acções próprias, tendo alienado aos seus colaboradores, no decurso do ano 2009, um total de 502.245 acções, a um preço médio de cerca de 2,994 euros, ao abrigo dos planos de aquisição e atribuição de opções de compra de acções referidos no ponto III.5. infra:
| Data | Nº Acções | Preço (EUR) | Nota | |
|---|---|---|---|---|
| 14 Maio | 175.345 | 3,263 | (1) | |
| 1 Junho | 326.900 | 2,850 | (2) | |
(1) Plano de Aquisição de Acções (2009)
(2) Plano de Atribuição de Opções (2009)
Não tendo ocorrido, em 2009, quaisquer aquisições, o número de acções próprias em carteira no final do ano era de 7.974.587, correspondentes a 1,19% do capital social.
Os estatutos podem ser alterados nos termos estabelecidos na lei e de acordo com as regras definidas nos próprios estatutos (artigo 8.º):
Depois da forte desvalorização sofrida em 2008, os mercados accionistas iniciaram o ano ainda em queda, invertendo esta tendência no início de Março e acabando por fechar o ano em terreno claramente positivo: o índice Euronext 100 encerrou com uma valorização de 25,5%, enquanto o principal índice da bolsa de Lisboa (PSI20) subiu, relativamente ao final do ano anterior, 33,5% (o seu melhor desempenho dos últimos doze anos).
A cotação do título CIMPOR, depois de, em 28 de Fevereiro, ter atingido um mínimo de 3,00 euros, encetou uma recuperação assinalável, superando a do próprio PSI20, o que viria a acentuar-se no final do ano, após o anúncio preliminar, em 18 de Dezembro, da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada, ao preço de 5,75 euros, pela sociedade de direito brasileiro Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Assim, e após haver registado, em 28 de Dezembro, um máximo de 6,55 euros, o título CIMPOR terminou o ano a 6,429 euros, 84,7% acima da cotação de fecho de 2008.
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Capital Social (103 euros) |
672.000 | 672.000 |
| Número de acções (1) | ||
| Total | 672.000.000 | 672.000.000 |
| Acções Próprias | 7.974.587 | 8.476.832 |
| Cotação (euros) | ||
| Máxima | 6,550 | 6,200 |
| Mínima | 3,000 | 3,038 |
| Fecho do ano | 6,429 | 3,480 |
| Capitalização bolsista (103 euros) (1) |
4.320.288 | 2.338.560 |
| Dividendo bruto / acção (euros) (2) | 0,20 | 0,185 |
| Dividend yield (2) (3) | 3,11% | 5,32% |
| Resultados líquidos após I.M. (103 euros) | 237.025 | 219.441 |
| Payout ratio (2) | 56,7% | 56,7% |
| Transacções | ||
| Em volume (1.000 acções) | 204.269 | 283.551 |
| Em valor (106 euros) |
991 | 1.404 |
| Quota de mercado | 3,1% | 2,6% |
| Valorização anual | ||
| Euronext 100 | 25,5% | ‐ 45,2% |
| PSI 20 | 33,5% | ‐ 51,3% |
| Acção CIMPOR | 84,7% | ‐ 42,7% |
(1) Em 31 de Dezembro
(2) Em 2009: conforme proposta a apresentar em Assembleia Geral
(3) Relativamente à cotação de final de ano.
A referida OPA -- que tinha como condição de sucesso a aquisição de um número de acções correspondente a metade do capital social mais uma acção -- viria a ser revista já em 2010, com a alteração do preço oferecido para 6,18 euros e a redução daquele limite para um terço do capital social mais uma acção. Terminaria, sem sucesso, em 22 de Fevereiro de 2010.
Apesar do anúncio preliminar da OPA ter conduzido, nos últimos dias do ano, a um aumento considerável do número de acções transaccionadas, o respectivo valor global, em 2009 - aproximadamente mil milhões de euros, correspondentes a pouco mais de 204 milhões de acções - ficou cerca de 29% aquém do registado no ano anterior. Ainda assim, perante a queda (em mais de 40%) do valor total transaccionado na Euronext Lisboa, a quota de mercado do título CIMPOR aumentou de 2,6% para 3,1%.
No dia 12 de Junho, foram postos a pagamento os dividendos relativos ao exercício de 2008. O valor bruto do dividendo distribuído -- 0,185 euros/acção (em termos líquidos, 0,148 euros) - traduziu-se num decréscimo de perto de 20% relativamente ao dividendo atribuído no ano anterior e na obtenção, por parte dos accionistas, de um rendimento bruto por acção, à data do pagamento dos dividendos, de cerca de 3,8%.
O Conselho de Administração da CIMPOR pretende manter uma política de distribuição de dividendos que, designadamente, tenha em atenção:
A proposta de aplicação de resultados constante do relatório de gestão referente à actividade individual da CIMPOR segue as linhas de orientação da política acima descrita, correspondendo o dividendo proposto, no valor unitário de 0,20 euros, a cerca de 56,7% do resultado líquido do Grupo.
No âmbito da política de remunerações e incentivos aos colaboradores do Grupo, e visando um maior alinhamento dos respectivos interesses com o objectivo último de criação de valor para o accionista, a Assembleia Geral Anual da CIMPOR, realizada a 13 de Maio de 2009, decidiu, à semelhança de anos anteriores e por proposta do Conselho de Administração, voltar a proporcionar aos referidos colaboradores a possibilidade de, em condições favoráveis, efectuarem um investimento susceptível de contribuir para uma maior identificação dos mesmos com os objectivos de longo prazo da Sociedade e dos seus accionistas.
Nesse sentido, foi aprovada a venda de acções próprias a trabalhadores e membros dos órgãos de administração da Sociedade ou de sociedades participadas, no âmbito da execução de um novo Plano de Aquisição de Acções pelos Colaboradores e da ''Série 2009'' do Plano de Atribuição de Opções de Compra de Acções -- dirigido a administradores e quadros do Grupo -- regulamentado em 2002 (com a introdução de ligeiras alterações em Março de 2004) pela Comissão de Fixação de Remunerações.
Tal como nos anos anteriores, e em linha com a recomendação II.1.5.4. da CMVM, esta aprovação pela Assembleia Geral fez expressa referência à justificação para a adopção dos planos, estando contida na deliberação tomada uma síntese das características essenciais dos planos aprovados, entre as quais as condições de atribuição, os critérios relativos aos preços das acções ou de exercício das opções (definidos em relação às cotações de bolsa em momentos determinados), os períodos durante os quais as opções poderão ser exercidas e a atribuição de competências ao órgão de administração para a respectiva execução ou modificação. As propostas apresentadas pelo Conselho de Administração incluíam, assim, todos os elementos necessários para uma avaliação correcta dos planos, tendo sido acompanhadas dos respectivos regulamentos.
Destinado aos administradores e à generalidade dos colaboradores com vínculo estável à CIMPOR, ou às sociedades, com sede em qualquer dos países da Península Ibérica, dominadas, directa ou indirectamente, por aquela, a administradores e quadros dirigentes das restantes sociedades do Grupo (propostos, para tal, pelos gestores das áreas respectivas) e a outros colaboradores (designados, para o efeito, pela Comissão Executiva) vinculados a sociedades em que a holding ou alguma sociedade dominada por esta participe no respectivo capital, o Plano de Aquisição de Acções pelos Colaboradores (Ano de 2009) consistiu na atribuição a cada beneficiário -- conforme deliberação da Comissão de Fixação de Remunerações, no respeitante aos administradores da holding, e da Comissão Executiva, nos restantes casos -- do direito a adquirir, a um preço correspondente a 75% do valor da cotação de fecho do dia da transacção (com arredondamento por excesso), um determinado número de acções da própria CIMPOR, definido de acordo com a seguinte regra:
Quantidade máxima de acções a adquirir = Remuneração base mensal ilíquida / 2 75% da cotação de fecho do dia da transacção
com arredondamento, por defeito, para um múltiplo de cinco ou de dez acções, consoante a aplicação da referida fórmula resultasse num valor inferior ou superior a 100, respectivamente.
De um conjunto de 2.532 colaboradores a quem, de acordo com aquela regra, foi dada a possibilidade de adquirirem acções CIMPOR, responderam afirmativamente, durante o prazo concedido para o efeito (de 9 a 24 de Abril), um total de 398 colaboradores (347 em Portugal e 51 em Espanha), os quais viriam a adquirir, globalmente, 175.345 acções, ao preço unitário de 3,263 euros.
O Plano de Atribuição de Opções de Compra de Acções -- Série 2009, teve como destinatários os administradores da holding que a Comissão de Fixação de Remunerações entendeu designar como beneficiários, bem como os membros dos Conselhos de Administração das sociedades participadas e outros quadros do Grupo que, para o mesmo efeito, foram designados pela Comissão Executiva.
Tal como referido na deliberação da Assembleia Geral de 13 de Maio de 2009, as características essenciais deste Plano (com as alterações que lhe foram introduzidas pela Comissão de Fixação de Remunerações em Março de 2004) são as seguintes:
• O Plano e respectivo Regulamento podem ser revogados ou alterados, a qualquer momento, por decisão da Comissão de Fixação de Remunerações, sem prejuízo da manutenção das opções já atribuídas.
Em 2009, no âmbito deste Plano, com um período de exercício que decorreu entre os dias 15 e 20 de Maio, foram atribuídas 339.000 opções iniciais, contemplando 202 administradores e quadros do Grupo. Destes, 190 exerceram parte ou a totalidade dos seus direitos de opção, ao preço unitário de 2,85 euros, adquirindo um total de 326.900 acções.
Assim, nos anos de 2010 a 2012, inclusive, e relativamente a esta série, poderão vir a ser exercidas, àquele mesmo preço unitário, um máximo de 980.700 opções derivadas.
Em virtude de, à data de exercício das opções derivadas correspondentes às Séries 2006, 2007 e 2008, a cotação em bolsa das acções CIMPOR se encontrar abaixo dos respectivos preços de exercício, nenhuma das referidas opções (num total de 748.790) foi exercida. Para além destas, extinguiram-se também mais 200 opções derivadas da Série 2007 (vincendas em 2010), por força do pedido de demissão do respectivo titular.
| Série | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 2006 | 2007 | 2008 | 2009 | Total | |
| Preço de Exercício (euros) | 4,05 | 4,90 | 4,25 | 2,85 | ‐ |
| Opções Atribuídas | |||||
| Opções Iniciais | 339.000 | 339.000 | |||
| Opções Derivadas | 1.017.000 | 1.017.000 | |||
| Total | 1.356.000 | 1.356.000 | |||
| Opções Exercitáveis | 246.250 | 238.450 | 264.090 | 339.000 | 1.087.790 |
| Opções Exercidas | ‐ | ‐ | ‐ | 326.900 | 326.900 |
| Opções Extintas | |||||
| Exercitáveis em 2009 | |||||
| P/não exercício das Op. Iniciais | 12.100 | 12.100 | |||
| P/não exercício das Op. Derivadas | 246.250 | 238.450 | 264.090 | 748.790 | |
| Exercitáveis de 2010 a 2012 | |||||
| P/não exercício das Op. Iniciais | 36.300 | 36.300 | |||
| P/outros motivos | ‐ | 200 | ‐ | ‐ | 200 |
| Total | 246.250 | 238.650 | 264.090 | 48.400 | 797.390 |
Em resumo, e com referência ao ano de 2009:
Assim, enquanto o número total de acções necessárias, no início do ano, para fazer face ao exercício das opções atribuídas até 2008, inclusive, ascendia a 1.515.420, o número de acções necessárias, no final do ano, para fazer face ao exercício de todas as opções entretanto atribuídas, era de 1.747.130, assim distribuídas:
| Opções Exercitáveis em: | ||||
|---|---|---|---|---|
| Série | 2010 | 2011 | 2012 | Total |
| 2007 | 238.250 | ‐ | ‐ | 238.250 |
| 2008 | 264.090 | 264.090 | ‐ | 528.180 |
| 2009 | 326.900 | 326.900 | 326.900 | 980.700 |
| Total | 829.240 | 590.990 | 326.900 | 1.747.130 |
Em 28 de Abril de 2009, a CIMPOR celebrou um Acordo de Princípios com a Teixeira Duarte -- Engenharia e Construções, S.A., visando a cessação da respectiva participação conjunta na sociedade C+PA -- Cimento e Produtos Associados, S.A., mediante a partilha dos activos detidos por esta última, segundo um modelo jurídico a estruturar. Para tanto, foi solicitado ao ING Bank N.V. uma avaliação independente da referida sociedade e de cada um dos seus activos, bem como a emissão de uma fairness opinion sobre as operações em causa.
A concretização do Acordo pressupunha a negociação e celebração dos necessários instrumentos contratuais vinculativos no prazo de três meses, bem como a obtenção de todas as autorizações ou aprovações legalmente necessárias, designadamente de terceiros. Não tendo sido possível executá- -lo dentro daquele prazo, a CIMPOR propôs a prorrogação do mesmo por mais três meses, ao que a Teixeira Duarte -- Engenharia e Construções, S.A., considerando o Acordo como extinto, respondeu negativamente.
Apesar de todas as diligências posteriormente efectuadas, no sentido de se chegar a um novo entendimento que permitisse acomodar os interesses de terceiros envolvidos na negociação e assegurar o cumprimento dos princípios orientadores do Acordo assinado em Abril, não foi possível encontrar uma solução que satisfizesse ambas as partes.
Para além da alienação de acções próprias ao abrigo dos planos de aquisição e atribuição de opções de compra de acções referidos nos pontos II.4.2. e III.5. supra, a Sociedade ou qualquer das empresas por si controladas não realizaram qualquer negócio ou operação com membros dos seus órgãos de administração e fiscalização, titulares de participações qualificadas ou sociedades que com estes se encontrem em relação de domínio ou de grupo, à excepção de algumas transacções sem especial significado económico para qualquer das partes envolvidas, realizadas em condições normais de mercado para operações similares e executadas no âmbito da actividade corrente do Grupo CIMPOR.
Procurando assegurar um relacionamento estreito com o mercado de capitais, a CIMPOR dispõe, desde o primeiro ano da sua admissão à cotação (1994), de um Gabinete de Relações com Investidores, ao qual compete manter a comunidade financeira informada sobre a evolução da actividade do Grupo e apoiar os accionistas da CIMPOR, tanto actuais como potenciais, na sua relação com a Sociedade, em pleno cumprimento do princípio do tratamento igualitário dos accionistas e da recomendação III.1.2. da CMVM.
Para além da informação susceptível de influenciar a cotação do título, disponibilizada através do site da CMVM (www.cmvm.pt), o contacto deste Gabinete com investidores particulares e institucionais, gestores de fundos e outros organismos de investimento colectivo, analistas e demais intervenientes no mercado de capitais, é mantido através de apresentações, reuniões e respostas a solicitações de informação através de contactos telefónicos, e-mail ou correio tradicional.
| Vias de acesso ao Gabinete de Relações com Investidores: | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Morada: Rua Alexandre Herculano, 35 1250-009 Lisboa PORTUGAL |
Gabinete de Relações com Investidores CIMPOR -- Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. |
Dra. Filipa S. Mendes | Contactos Pessoais: | ||
| Telefones | Fax | Internet | |||
| 21 311 81 00 21 311 88 89 21 311 88 67 [email protected] www.cimpor.com |
Paralelamente, os comunicados de informação privilegiada e outras informações de interesse relacionadas com a actividade do Grupo, as convocatórias e os mecanismos para participação nas Assembleias Gerais, os Relatórios e Contas, uma descrição sumária da estrutura accionista e a evolução da cotação das acções CIMPOR são igualmente divulgados através do site www.cimpor.com.
Este último, para além dos referidos conteúdos e da informação obrigatória prevista no artigo 4.º do Regulamento da CMVM n.º 1/2007, divulgada em Português e Inglês (também em linha com a recomendação III.1.3. da CMVM), inclui ainda, entre outros elementos:
O Regulamento do Conselho Fiscal;
O Relatório de Sustentabilidade da CIMPOR; e
O mesmo site permite também a inscrição de todos os interessados em receber de imediato a informação tornada pública pela CIMPOR numa mailing list criada especialmente para esse efeito.
O Representante para as Relações com o Mercado de Capitais e com a CMVM, designadamente nos termos e para os efeitos do Código dos Valores Mobiliários, é, desde 1 de Outubro de 2004, a Dra. Filipa Saraiva Mendes.
Em 2009, o custo global dos serviços prestados ao Grupo CIMPOR pelo seu auditor externo (Deloitte & Touche), incluindo todas as pessoas singulares ou colectivas pertencentes à respectiva ''rede'' (tal como previsto na Recomendação da Comissão Europeia n.º C (2002) 1873, de 16 de Maio), foi de 1.521.818 euros, com a seguinte distribuição percentual:
| a) serviços de revisão legal de contas | 84,99 % |
|---|---|
| b) outros serviços de garantia de fiabilidade | 6,37 % |
| c) serviços de consultoria fiscal | 7,88 % |
| d) outros serviços que não de revisão legal de contas | 0,76 % |
De forma a salvaguardar a independência das referidas entidades, é expressamente proibida a aquisição às mesmas de todo o tipo de serviços susceptível de pôr em causa tal independência. Designadamente:
Além disso, a aquisição de serviços ao auditor externo, ou a entidades pertencentes à respectiva ''rede'', tanto em Portugal como nos diferentes países em que o Grupo opera, está sujeita a um conjunto de regras estabelecidas ao nível da holding e comunicadas a todas as empresas do Grupo. Assim, para além da proibição de contratação dos serviços supra referidos, importa realçar que:
(Termo do Mandato: 2012)
Presidente do Conselho de Administração (desde Agosto de 2001) e Presidente da Comissão Executiva (desde 3 de Dezembro de 2009).
Nasceu em Lisboa, Portugal, em 19 de Novembro de 1936. Engenheiro Químico Industrial, pelo Instituto Superior Técnico – IST (1959), Master of Science (1966) e Philosophy Doctor (1968), pela Universidade de Birmingham, Doutor em Engenharia (1973), pelo IST e Professor Catedrático (1979) do IST (Jubilado).
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
Funções exercidas noutras sociedades, a 31 de Dezembro de 2009:
• Presidente do Conselho de Administração da Companhia Industrial de Resinas Sintéticas (CIRES), S.A.
Número de acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A, de que era titular em 31 de Dezembro de 2009: 106.550.
Vogal do Conselho de Administração (desde Agosto de 2001).
Nasceu em Lisboa, Portugal, em 7 de Julho de 1933. Licenciado em Finanças, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras.
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
Funções exercidas noutras sociedades, a 31 de Dezembro de 2009:
Presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa
Administrador
Número de acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., de que era titular em 31 de Dezembro de 2009: 3.820.
Vogal do Conselho de Administração (desde Agosto de 2003).
Nasceu em Santiago de Compostela, Espanha, em 11 de Fevereiro de 1947. Licenciado em Direito pela Universidade de Santiago de Compostela.
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
Funções exercidas noutras sociedades, a 31 de Dezembro de 2009:
Número de acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., de que era titular em 31 de Dezembro de 2009: 2.200.
Vogal do Conselho de Administração (desde 13 de Maio de 2009).
Nasceu em Lisboa, Portugal, em 10 de Junho de 1958. Licenciado em Gestão pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), MBA (Universidade Nova de Lisboa) e Doutorado em Gestão (ISCTE).
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
Presidente do ISCTE Business School
Presidente da Direcção do INDEG/ISCTE
Funções exercidas noutras sociedades, a 31 de Dezembro de 2009:
Em 31 de Dezembro de 2009, não detinha quaisquer acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A..
Vogal do Conselho de Administração (desde Abril de 2005).
Nasceu em Portalegre, Portugal, em 10 de Janeiro de 1954. Curso Complementar dos Liceus (1971) e Frequência do North East London Polytechnic (Business Studies) em Londres (1972-1974).
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos / Funções exercidas noutras sociedades a 31 de Dezembro de 2009:
Número de acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., de que era titular em 31 de Dezembro de 2009: 1.050.
Vogal do Conselho de Administração (desde 13 de Maio de 2009).
Nasceu em Angola, em 7 de Novembro de 1954. Licenciado em Organização e Gestão de Empresas (ISCTE). Mestre em Economia Aplicada (Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa).
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
Funções exercidas noutras sociedades, a 31 de Dezembro de 2009:
Credip Instituição Financeira de Crédito, S.A.
Trem Aluguer de Material Circulante, A.C.E.
Em 31 de Dezembro de 2009, não detinha quaisquer acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A..
Vogal do Conselho de Administração (desde Abril de 2005).
Nasceu em La Coruña, Espanha, em 15 de Julho de 1948. Licenciado em Ciências Económicas pela Faculdade de Barcelona.
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
Funções exercidas noutras sociedades, a 31 de Dezembro de 2009:
Número de acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., de que era titular em 31 de Dezembro de 2009: 1.130.
Vogal do Conselho de Administração (desde Agosto de 2001), Membro da Comissão Executiva (entre Agosto de 2001 e 3 de Dezembro de 2009). Presidente da Comissão Executiva (desde 27 de Maio de 2009 a 3 de Dezembro de 2009).
Nasceu em Lisboa, Portugal, em 4 de Dezembro 1950. Licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa.
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
Funções exercidas noutras sociedades do Grupo CIMPOR, a 31 de Dezembro de 2009:
Outros Cargos Sociais exercidos fora do Grupo CIMPOR, em 31 de Dezembro de 2009:
Em 31 de Dezembro de 2009, era titular, indirectamente, de 958.916 acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A..
Vogal do Conselho de Administração e Membro da Comissão Executiva da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. (desde Janeiro de 1997). Foi ainda, entre Fevereiro de 1987 e aquela data, administrador das sociedades que, por transformações sucessivas, deram origem à actual CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A..
Nasceu em Lisboa, Portugal, em 4 de Junho de 1947. Licenciado em Engenharia Química pelo Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa.
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
Funções exercidas noutras sociedades do Grupo CIMPOR, a 31 de Dezembro de 2009:
Outras funções exercidas fora do Grupo CIMPOR, em 31 de Dezembro de 2009:
Número de acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., de que era titular em 31 de Dezembro de 2009: 197.860.
Vogal do Conselho de Administração e Membro da Comissão Executiva (desde Agosto de 2001).
Nasceu em Lisboa, Portugal, em 24 de Fevereiro de 1955. Licenciado em Administração e Gestão de Empresas pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (1977).
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
• Administrador Executivo da CIMPOR e membro do Conselho de Administração de diversas empresas do Grupo, a nível nacional e internacional.
Funções exercidas noutras sociedades do Grupo CIMPOR, a 31 de Dezembro de 2009:
Granulats Jbel Oust, S.A. (Tunísia)
Imopar Imobiliária de Moçambique, S.A.R.L. (Moçambique)
Outras funções exercidas fora do Grupo CIMPOR, em 31 de Dezembro de 2009:
Número de acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., de que era titular em 31 de Dezembro de 2009: 216.860.
Vogal do Conselho de Administração (desde 13 de Maio de 2009) e Membro da Comissão Executiva (desde 27 de Maio de 2009).
Nasceu em Marinha Grande, Portugal, em 3 de Junho de 1956. Licenciado em Organização e Gestão de Empresas pelo Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa. Master of Sciences in Industrial Relations and Personnel Management pela London School of Economics and Political Science da Universidade de Londres.
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
Funções exercidas noutras sociedades do Grupo CIMPOR, a 31 de Dezembro de 2009:
Outras funções exercidas fora do Grupo CIMPOR, em 31 de Dezembro de 2009:
• Administrador da C+PA – Cimento e Produtos Associados, S.A. (participada da CIMPOR)
Número de acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., de que era titular em 31 de Dezembro de 2009: 25.000
Vogal do Conselho de Administração (desde 13 de Maio de 2009) e Membro da Comissão Executiva (desde 27 de Maio de 2009).
Nasceu no Zimbabué, em 4 de Agosto de 1965. Licenciado em Economia pela Universidade Nova de Lisboa. MBA (INSEAD França).
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
Funções exercidas noutras sociedades do Grupo CIMPOR, a 31 de Dezembro de 2009:
Em 31 de Dezembro de 2009, não detinha quaisquer acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A..
Vogal do Conselho de Administração (desde 25 de Novembro de 2009).
Nasceu em Lisboa, Portugal, em 27 de Outubro de 1952. Licenciado em Engenharia Química pelo Instituto Superior Técnico.
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos / Funções exercidas noutras sociedades a 31 de Dezembro de 2009:
Em 31 de Dezembro de 2009, não detinha quaisquer acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A..
Presidente do Conselho Fiscal (desde Março de 1992, já exercendo funções como Presidente da Comissão de Fiscalização da CIMPOR – Cimentos de Portugal E.P., desde Fevereiro de 1987).
Nasceu em Lisboa, Portugal, em 19 de Fevereiro de 1934. Engenheiro Civil pelo Instituto Superior Técnico (IST).
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
Em 31 de Dezembro de 2009, não detinha quaisquer acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A..
Vogal do Conselho Fiscal (desde Maio de 2007).
Nasceu em Beja, Portugal, em 4 de Outubro de 1954. Licenciado em Administração e Gestão de Empresas pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (1977).
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
Funções exercidas noutras sociedades, a 31 de Dezembro de 2009:
Em 31 de Dezembro de 2009, não detinha quaisquer acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A..
Vogal do Conselho Fiscal (desde 13 de Maio de 2009). O Dr. Jaime de Macedo Santos Bastos, em nome individual, foi vogal suplente do Conselho Fiscal entre Maio de 2007 e Janeiro de 2008 e vogal efectivo entre Janeiro de 2008 e Maio de 2009.
O Dr. Jaime de Macedo Santos Bastos nasceu em Lisboa, Portugal, em 26 de Novembro de 1956. É licenciado em Administração e Gestão de Empresas pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (1980) e Revisor Oficial de Contas (1987).
Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos / Funções exercidas noutras sociedades a 31 de Dezembro de 2009:
• Revisor Oficial de Contas de várias sociedades, em representação da J. Bastos, C. Sousa Góis & Associados, SROC, Lda. (sociedade inscrita na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas com o número 104)
Em 31 de Dezembro de 2009, nem a sociedade nem o seu representante detinham quaisquer acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A..
| Remunerações | Remunerações Variáveis | Remunerações | ||
|---|---|---|---|---|
| (valores em euros) | Fixas (1) | Prémio (2) | Acções (3) | Totais |
| Prof. Eng. Ricardo Bayão Horta | ||||
| Enquanto administrador não executivo (4) | 265.500,00 | ‐ | ‐ | 265.500,00 |
| Enquanto administrador executivo (5) | 22.460,06 | ‐ | ‐ | 22.460,06 |
| Dr. Luís Eduardo da Silva Barbosa (6) | 59.112,50 | ‐ | ‐ | 59.112,50 |
| Dr. Jacques Lefèvre (7) | 21.670,83 | ‐ | ‐ | 21.670,83 |
| Eng. Jean Carlos Ângulo (8) | 61.916,67 | 45.000,00 | ‐ | 106.916,67 |
| Eng. Jorge M. T. Salavessa Moura | ||||
| Enquanto administrador não executivo (5) | 4.500,00 | ‐ | ‐ | 4.500,00 |
| Enquanto administrador executivo (4) | 290.524,04 | 550.000,00 | 80.120,00 | 920.644,04 |
| Eng. Luis Filipe Sequeira Martins (9) | 288.334,87 | 340.000,00 | 50.075,00 | 678.409,87 |
| Dr. Manuel Luís B. de Faria Blanc (9) | 286.260,48 | 340.000,00 | 50.075,00 | 676.335,48 |
| Dr. Pedro Maria C. Teixeira Duarte | ||||
| Enquanto administrador não executivo (10) | 19.750,00 | ‐ | ‐ | 19.750,00 |
| Enquanto administrador executivo (8) | 159.245,76 | 350.000,00 | 90.135,00 | 599.380,76 |
| Dr. Vicente Ária Mosquera (6) | 59.112,50 | ‐ | ‐ | 59.112,50 |
| José Manuel Baptista Fino (6) | 59.112,50 | ‐ | ‐ | 59.112,50 |
| Dr. José Enrique Freire Arteta (6) | 59.112,50 | ‐ | ‐ | 59.112,50 |
| Prof. Dr. António S. Gomes Mota (11) | 40.050,78 | ‐ | ‐ | 40.050,78 |
| Dr. Jean Desazars de Montgailhard (11) | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ |
| Dr. Jorge H. Correia Tomé (11) | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ |
| Dr. António C. C. de Morais Varela (12) | 182.249,55 | ‐ | ‐ | 182.249,55 |
| Dr. Albert Corcos (11) | 87.849,82 | ‐ | ‐ | 87.849,82 |
| Dr. Luis M. da Silveira Ribeiro Vaz (12) | 174.698,51 | ‐ | ‐ | 174.698,51 |
| Eng. Pedro Manuel Abecassis Empis (13) | 6.150,00 | ‐ | ‐ | 6.150,00 |
| Total | 2.147.611,37 | 1.625.000,00 | 270.405,00 | 4.043.016,37 |
(1) Inclui PPR's, ajudas de custo e diferencial entre o preço de compra das acções adquiridas ao abrigo do "Plano de Aquisição de Acções" (vide ponto III.5.1.) e a respectiva cotação à data da compra.
(2) Remuneração variável paga em numerário
(3) Diferencial entre o preço de compra das acções adquiridas ao abrigo do "Plano de Atribuição de Opções de Compra de Acções para Administradores e Quadros do Grupo" (vide pontos II.4.2. e III.5.2.) e a respectiva cotação à data da compra.
(4) De 1 de Janeiro a 3 de Dezembro de 2009
(5) A partir de 3 de Dezembro de 2009
(6) Administrador não executivo
(7) Administrador não executivo (de 1 de Janeiro a 13 de Maio de 2009)
(8) Administrador executivo (de 1 de Janeiro a 13 de Maio de 2009)
(9) Administrador executivo
(10) De 13 de Maio a 30 de Setembro de 2009
(11) Administrador não executivo (a partir de 13 de Maio de 2009)
(12) Administrador executivo (a partir de 13 de Maio de 2009)
(13) Administrador não executivo (a partir de 25 de Novembro de 2009)
Na sequência da crise financeira global iniciada ainda em 2007, o ano de 2009 ficou essencialmente marcado por uma queda assinalável do nível de actividade nos países mais desenvolvidos e pela consequente contracção da economia mundial em cerca de 0,8%. Durante todo o primeiro semestre, a forte deterioração dos níveis de confiança dos agentes económicos determinou uma quebra significativa da procura e uma redução acentuada dos fluxos de comércio internacional, enquanto na segunda metade do ano, em resultado dos programas de estabilização financeira e de estímulo ao crescimento implementados na generalidade dos países, os sinais de recuperação foram já claramente visíveis.
Na economia norte-americana, este contraste foi bem patente: depois de um primeiro trimestre em que o PIB caiu mais de 6%, os últimos três meses registaram um crescimento anualizado próximo dos 5%, em resposta aos estímulos das políticas orçamental e monetária. Ainda assim, no conjunto do ano, as quedas do investimento e do consumo privado conduziram a uma contracção do PIB em cerca de 2,4%.
Embora com avanços e recuos menos acentuados, a economia da Zona Euro registou, em 2009, um comportamento sensivelmente idêntico: queda do PIB nos primeiros seis meses (marcados por reduções significativas das exportações e do investimento), seguida de um ligeiro crescimento nos dois últimos trimestres -- insuficiente, no entanto, para obstar a um decréscimo do PIB, no total do ano, da ordem dos 4%. Especialmente preocupante foi o agravamento do défice das contas públicas do conjunto da Zona Euro -- de aproximadamente 2% para perto de 6% do PIB -- em resultado das políticas orçamentais, fortemente expansionistas, adoptadas pelos diferentes governos com o intuito de estimular a procura interna.
As economias emergentes, ainda que registando algum abrandamento, mantiveram, pelo contrário, um relativo dinamismo, crescendo, no seu conjunto, cerca de 2,1% e assumindo-se, cada vez mais, como um dos principais motores do desenvolvimento da economia mundial. Neste contexto, a China, tanto pela sua dimensão como pelo ritmo de crescimento alcançado em 2009 (em torno dos 8,5%), continuou a desempenhar um papel preponderante.
Na América Latina, os efeitos da crise económica global -- particularmente a quebra dos fluxos de comércio internacional durante a primeira metade do ano -- conduziram a um decréscimo do PIB de aproximadamente 2,7% (contra um incremento de 4,2%, no ano anterior). O mesmo aconteceu nos países africanos mais expostos aos mercados financeiros internacionais -- caso da África do Sul - o que, no entanto, não foi impeditivo de um crescimento, ao nível de todo o continente, da ordem dos 2%.
De acordo com as estimativas mais recentes, o consumo mundial de cimento, em 2009, terá ultrapassado ligeiramente as 3 mil milhões de toneladas, registando um incremento de cerca de 7% relativamente ao ano anterior. No entanto, excluindo a China -- onde a procura terá atingido perto de 1,6 mil milhões de toneladas (mais 19,7% que em 2008) -- o consumo de cimento sofreu um decréscimo próximo dos 6%.
Sob os efeitos da grave crise económica e financeira internacional despoletada em meados do ano anterior, praticamente todos os países da Europa e América do Norte acusaram quedas de consumo significativas, em particular a Irlanda (-40%), Espanha (- 33%), Rússia (-33%), Ucrânia (-30%) e EUA (-26%). No conjunto da Europa de Leste, o decréscimo de consumo terá sido de aproximadamente 24%, enquanto na Europa Ocidental terá atingido os 17%.
Para além da China, também a Índia e toda a região do Médio Oriente -- em ambos os casos com um incremento de cerca de 9% -- constituíram importantes excepções a este clima de recessão, sendo de destacar, naquela região, o crescimento (próximo dos 25%) registado no Egipto.
Na América Latina e na África sub-Saariana -- apesar das quedas observadas na Colômbia e na África do Sul (da ordem dos 13%) -- o consumo de cimento manteve-se praticamente ao mesmo nível do ano anterior.
De uma forma geral, tanto na Europa Ocidental como nos EUA, os preços de venda do cimento demonstraram uma grande resiliência à crise do sector, mitigando assim os efeitos da mesma sobre a rentabilidade da indústria. Itália e Espanha, com descidas de preços estimadas em cerca de 7% e 11%, respectivamente, constituíram as principais excepções a esta regra. Já na Europa de Leste, na maior parte dos países do Médio Oriente e em alguns países asiáticos (incluindo a China), verificaram-se quedas de preços mais ou menos significativas, em contraste com os fortes aumentos observados, genericamente, em África e na América Latina.
A actividade de trading, por seu turno, viria a ser seriamente prejudicada pelo acentuado decréscimo da procura nos principais países tradicionalmente importadores (casos dos EUA, Espanha e Rússia), o que acabaria por criar alguma pressão sobre os preços praticados internamente em mercados como a China, Tailândia e Turquia, que, dispondo de capacidade excedentária, encontraram grandes dificuldades em escoar os seus excedentes de produção. Nesta conjuntura, os movimentos de fusões e aquisições ocorridos no sector, em 2009, foram sobretudo originados pela necessidade de redução dos níveis de endividamento de alguns dos principais grupos cimenteiros, com destaque para a venda efectuada pela Cemex (à Holcim) das
suas actividades na Austrália e para os desinvestimentos realizados pela Lafarge na Turquia, Itália e Chile.
Em 2009, os Resultados Líquidos do Grupo CIMPOR, após Interesses Minoritários, cifraram-se em 237 milhões de euros, ultrapassando em cerca de 8,0% os resultados obtidos no ano anterior (5,0%, excluindo resultados não recorrentes) e elevando para perto de 15,2% a Rentabilidade dos Capitais Próprios (ROE) do Grupo (mais 30 b.p. que em 2008).
A nível operacional, a CIMPOR revelou, durante todo o ano, uma resiliência notável à grave crise que a economia mundial e, em particular, o sector cimenteiro vêm atravessando, numa demonstração clara da qualidade dos activos do Grupo e da excelência da sua estratégia de crescimento e internacionalização: apesar da conjuntura extremamente desfavorável que caracterizou o mercado ibérico, o Cash Flow Operacional (EBITDA) gerado em 2009 registou um aumento de 3,3%, atingindo um valor -- 606 milhões de euros -- praticamente idêntico ao seu máximo de sempre. Excluídos os custos suportados nos últimos meses com a reestruturação, sobretudo, das áreas de betões e agregados (perto de 10,1 milhões de euros), o crescimento deste indicador ultrapassou mesmo os 5%.
| (EUR M) | 2009 | 2008 | Var. | 2007 |
|---|---|---|---|---|
| Volume de Negócios | 2.085,5 | 2.088,9 | ‐ 0,2 % | 1.966,1 |
| Cash Costs Operacionais | 1.479,6 | 1.502,5 | ‐ 1,5 % | 1.359,1 |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | 605,9 | 586,3 | 3,3 % | 607,0 |
| Amortizações e Provisões | 229,0 | 193,7 | 18,2 % | 168,9 |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 376,9 | 392,6 | ‐ 4,0 % | 438,1 |
| Resultados Financeiros | ‐ 63,1 | ‐ 134,4 | s.s. | ‐ 48,0 |
| Resultados antes de Impostos | 313,8 | 258,3 | 21,5 % | 390,1 |
| Impostos sobre o Rendimento | 68,1 | 24,9 | 173,0 % | 69,3 |
| Resultado Líquido | 245,7 | 233,3 | 5,3 % | 320,8 |
| Atribuível a: | ||||
| Detentores do Capital | 237,0 | 219,4 | 8,0 % | 304,1 |
| Sócios Minoritários | 8,7 | 13,9 | ‐ 37,6 % | 16,7 |
| Resultado Líquido / Acção (euros) | 0,357 | 0,330 | 8,3 % | 0,454 |
Pese embora o impacto dos referidos custos na margem EBITDA (retirando-lhe cerca de 0,5 p.p.), esta última registou uma variação positiva de 1,0 p.p., fixando-se em 29,1%.
As Áreas de Negócios do Egipto, África do Sul e Brasil -- beneficiando do aumento dos preços de venda, aliado, nos dois primeiros casos, ao crescimento do mercado e a uma maior capacidade de produção de cimento com clínquer próprio, respectivamente -- foram determinantes para esta evolução, respondendo, no seu conjunto, por um incremento do Cash Flow Operacional próximo dos 76 milhões de euros. Ainda que menos expressivos, em valor absoluto, são igualmente de salientar os bons desempenhos das Áreas de Negócios da Tunísia e, principalmente, da Índia, que, neste seu primeiro ano completo de actividade (como Grupo CIMPOR), viu a respectiva margem EBITDA aumentar em mais de 9 p.p..
As Áreas de Negócios de Portugal e Espanha -- fortemente afectadas por uma importante redução do consumo de cimento, acompanhada, no segundo caso, por uma queda acentuada dos preços de venda -- acusaram, pelo contrário, uma diminuição significativa do seu Cash Flow Operacional.
Na maioria das restantes Áreas de Negócios, a menor rentabilidade gerada em 2009 ficou igualmente a dever-se, no essencial, à retracção da procura (Cabo Verde e actividade de trading), à descida dos preços do cimento (China, a partir de meados do ano) ou ao efeito conjugado destes dois factores (Turquia). Quanto a Moçambique, a redução do respectivo EBITDA é inteiramente explicada pela persistência de alguns problemas de ordem operacional e pelo consequente agravamento dos custos de manutenção.
| (EUR M) | 2009 | 2008 | Var. | 2007 |
|---|---|---|---|---|
| Portugal | 149,6 | 171,9 | ‐ 13,0 % | 172,7 |
| Espanha | 46,6 | 82,9 | ‐ 43,8 % | 137,8 |
| Marrocos | 41,8 | 41,0 | 2,1 % | 35,2 |
| Tunísia | 19,6 | 17,0 | 15,4 % | 18,9 |
| Egipto | 104,5 | 73,2 | 42,7 % | 58,6 |
| Turquia | 11,1 | 15,6 | ‐ 29,2 % | 38,6 (1) |
| Brasil | 123,1 | 102,3 | 20,3 % | 73,9 |
| Moçambique | 11,9 | 13,6 | ‐ 12,5 % | 12,3 |
| África do Sul | 70,4 | 46,2 | 52,5 % | 43,0 |
| China | 4,7 | 6,3 | ‐ 24,1 % | 1,8 (2) |
| Índia | 9,9 | 3,1 (3) | 216,6 % | ‐ |
| Cabo Verde | 3,8 | 4,2 | ‐ 9,5 % | 3,0 |
| Trading / Shipping | 6,4 | 7,5 | ‐ 14,5 % | 6,3 |
| Out. Actividades | 2,4 | 1,5 | 55,5 % | 4,8 |
| Total | 605,9 | 586,3 | 3,3 % | 607,0 |
| Margem EBITDA | 29,1% | 28,1% | 30,9 % | |
(1) Março - Dezembro (2) Julho - Dezembro (3) Abril - Dezembro
As Amortizações e Provisões -- fruto das aquisições realizadas no final de 2008 e dos investimentos entretanto concluídos -- aumentaram em perto de 18%, conduzindo a uma diminuição dos Resultados Operacionais próxima dos 16 milhões de euros. No entanto, expurgados de items não recorrentes, os mesmos ultrapassaram ligeiramente os 400 milhões de euros, registando um crescimento de 2,1% e mantendo a Rentabilidade dos Capitais Empregues (ROCE), líquida de impostos, em 9,1%.
Não obstante a queda do consumo nos mercados da Turquia, Cabo Verde e, sobretudo, Portugal, Espanha e África do Sul, as vendas de cimento e clínquer do Grupo CIMPOR, beneficiando do alargamento do respectivo perímetro de consolidação e do crescimento da procura no mercado do Egipto, totalizaram, em 2009, cerca de 27,4 milhões de toneladas, aumentando 2,2% relativamente ao ano anterior.
Em contraste com os fortes incrementos observados na nova Área de Negócios da Índia (integrada em Abril de 2008), na China (por força do aumento da capacidade instalada) e, principalmente, no Egipto, Portugal, África do Sul e Cabo Verde registaram importantes quedas. No caso específico de Portugal, para além dos efeitos decorrentes da diminuição da procura interna (estimada em cerca de 16%), as vendas de cimento e clínquer foram igualmente afectadas por uma redução significativa das exportações, derivada, sobretudo, da contracção do mercado espanhol. Neste último, apesar do consumo de cimento ter caído, a nível nacional, perto de 33%, as vendas do Grupo mantiveram-se praticamente ao mesmo nível do ano anterior, em resultado do contributo das operações adquiridas, no final de 2008, nas Ilhas Canárias.
| (1.000 Ton) | 2009 | 2008 | Var. | 2007 |
|---|---|---|---|---|
| Portugal | 4.251 | 5.636 | ‐ 24,6 % | 6.133 |
| Espanha | 3.147 | 3.190 | ‐ 1,3 % | 4.055 |
| Marrocos | 1.175 | 1.154 | 1,9 % | 1.130 |
| Tunísia | 1.614 | 1.521 | 6,1 % | 1.461 |
| Egipto | 4.151 | 3.200 | 29,7 % | 2.822 |
| Turquia | 2.184 | 2.250 | ‐ 2,9 % | 2.308 (1) |
| Brasil | 4.532 | 4.652 | ‐ 2,6 % | 4.316 |
| Moçambique | 777 | 744 | 4,5 % | 665 |
| África do Sul | 1.432 | 1.641 | ‐ 12,7 % | 1.450 |
| China | 3.610 | 2.989 | 20,8 % | 1.442 (2) |
| Índia | 1.128 | 664 (3) | 69,8 % | ‐ |
| Cabo Verde | 224 | 287 | ‐ 21,9 % | 242 |
| Subtotal | 28.226 | 27.929 | 1,1 % | 26.025 |
| (Vendas Intragrupo) | (824) | (1.122) | s.s. | (1.479) |
| Total Consolidado | 27.402 | 26.807 | 2,2 % | 24.547 |
| (1) Março - Dezembro | (2) Julho - Dezembro | (3) Abril - Dezembro |
Fruto da crise dos mercados de Portugal, Espanha e Turquia, as vendas de betão pronto (7,3 milhões de metros cúbicos), agregados (13,9 milhões de toneladas) e argamassas (543 mil toneladas) acusaram um decréscimo acentuado, o que foi determinante para que o Volume de Negócios do Grupo -- no montante de cerca de 2,1 mil milhões de euros -- não haja ultrapassado o valor obtido em 2008.
| Produtos / Áreas de Negócios | 2009 | 2008 | Var. | 2007 |
|---|---|---|---|---|
| Betão (1.000 m3 ) |
||||
| Portugal | 2.253 | 2.887 | ‐ 22,0 % | 3.195 |
| Espanha | 2.190 | 2.382 | ‐ 8,1 % | 2.965 |
| Turquia | 870 | 1.360 | ‐ 36,0 % | 983 * |
| Brasil | 1.274 | 1.241 | 2,6 % | 996 |
| Out. Áreas de Negócios | 677 | 696 | ‐ 2,7 % | 525 |
| Total | 7.264 | 8.567 | ‐ 15,2 % | 8.664 |
| Agregados (1.000 ton) | ||||
| Portugal | 6.431 | 7.399 | ‐ 13,1 % | 6.904 |
| Espanha | 4.926 | 5.260 | ‐ 6,3 % | 5.296 |
| Turquia | 1.207 | 2.293 | ‐ 47,3 % | 1.946 * |
| África do Sul | 831 | 740 | 12,3 % | 811 |
| Out. Áreas de Negócios | 495 | 417 | 18,8 % | 240 |
| Total | 13.891 | 16.109 | ‐ 13,8 % | 15.196 |
| Argamassas (1.000 ton) | 543 | 562 | ‐ 3,5 % | 543 |
* Março – Dezembro
A este nível, e para além do contributo da nova Área de Negócios da Índia, há a salientar os fortes crescimentos verificados no Egipto (+49,2%), China (+23,5%), África do Sul (+10,5%) e Tunísia (+9,1%), insuficientes, ainda assim, para anular as quedas registadas por este indicador em Espanha (-8,4%), Portugal (-17,9%), Cabo Verde (-25,6%) e Turquia (-31,1%). Em resultado desta evolução, o peso relativo de Portugal e Espanha no Volume de Negócios do Grupo, excluindo transacções internas, baixou de 39%, em 2008, para somente 35%, em 2009.
| (EUR M) | 2009 | 2008 | Var. | 2007 |
|---|---|---|---|---|
| Portugal | 448,8 | 546,6 | ‐ 17,9 % | 562,6 |
| Espanha | 328,8 | 358,8 | ‐ 8,4 % | 470,9 |
| Marrocos | 94,2 | 88,8 | 6,0 % | 80,5 |
| Tunísia | 69,9 | 64,0 | 9,1 % | 59,7 |
| Egipto | 240,6 | 161,2 | 49,2 % | 120,6 |
| Turquia | 107,5 | 156,1 | ‐ 31,1 % | 163,1 (1) |
| Brasil | 427,4 | 401,3 | 6,5 % | 322,0 |
| Moçambique | 80,9 | 77,4 | 4,6 % | 60,1 |
| África do Sul | 152,8 | 138,2 | 10,5 % | 129,8 |
| China | 81,1 | 65,6 | 23,5 % | 23,9 (2) |
| Índia | 52,9 | 32,3 (3) | 63,9 % | ‐ |
| Cabo Verde | 31,3 | 42,1 | ‐ 25,6 % | 30,5 |
| Outras Actividades | 101,0 | 142,6 | ‐ 29,2 % | 133,6 |
| Subtotal | 2.217,0 | 2.275,0 | ‐ 2,5 % | 2.157,2 |
| (Vendas Intragrupo) | (131,5) | (186,2) | s.s. | (191,2) |
| Total Consolidado | 2.085,5 | 2.088,9 | ‐ 0,2 % | 1.966,1 |
| (1) Março – Dezembro | (2) Julho – Dezembro | (3) Abril – Dezembro |
Expurgados de custos não recorrentes, os Resultados Financeiros cifraram-se em cerca de 50,5 milhões de euros negativos, revelando uma melhoria de quase 9 milhões de euros relativamente ao valor registado, segundo o mesmo critério, no ano anterior (em que estes resultados foram afectados pelo reconhecimento de uma perda, com carácter excepcional, de aproximadamente 77 milhões de euros). Os encargos líquidos com juros, em particular, aumentaram menos de 2 milhões de euros, o que, contrastando com o incremento (16,4%, em termos de saldo médio anual) da Dívida Financeira Líquida, demonstra uma redução assinalável do respectivo custo.
O Imposto sobre o Rendimento, uma vez eliminados os ganhos não recorrentes contabilizados em 2008 e 2009 (nos valores, em termos líquidos, de cerca de 49,6 e 7,8 milhões de euros, respectivamente), registou um aumento de apenas 1,9%.
Fruto dos investimentos entretanto concluídos e da valorização, relativamente ao euro, de algumas das moedas dos países em que o Grupo opera (sobretudo do Brasil e África do Sul), o montante dos Capitais Empregues (excluídos os investimentos em curso) aumentou, em 2009, perto de 336 milhões de euros (9,9%), ultrapassando os 3,7 mil milhões de euros.
De entre os referidos investimentos, salienta-se a conclusão da nova fábrica de Hasanoglan (Turquia), da moagem de Huaian (China) e dos trabalhos de ampliação da capacidade produtiva da unidade de João Pessoa (Brasil), o que permitiu elevar de 31,0 para 33,5 milhões de toneladas/ano a capacidade total de produção de cimento, com clínquer próprio, do Grupo CIMPOR. Para além destes, são também de destacar os investimentos realizados na instalação de uma terceira moagem na fábrica da Asment de Témara (Marrocos) e na construção da nova fábrica de Shanting (China), a qual, concluída já em 2010, veio acrescentar mais 2,4 milhões de toneladas/ano à referida capacidade de produção global do Grupo.
A Dívida Financeira Líquida, que, incluindo items equivalentes, ascendia a 1.933 milhões de euros no final de 2008, diminuiu, em Dezembro de 2009, para 1.709 milhões de euros -- uma redução de cerca de 11,6%, em consequência da qual o respectivo peso no total do Capital Investido baixou, entre aquelas duas datas, de perto de 52% para um pouco menos de 45% e o rácio Net Debt/EBITDA desceu de 3,2 para 2,8.
Para além do elevado nível de cash flow gerado durante o ano, o êxito obtido com o Programa de Redução de Fundo de Maneio, lançado no início de 2009, foi igualmente determinante para esta evolução, ao resultar numa diminuição daquele indicador em mais de 50 milhões de euros (quase 13%), para um nível de actividade praticamente idêntico ao do ano anterior.
| (EUR M) | 2009 | 2008 | Var. | 2007 |
|---|---|---|---|---|
| Fundo de Maneio da Exploração | 351,9 | 403,4 | ‐ 12,8 % | 307,0 |
| Activos Fixos Tangíveis | 1.986,4 | 1.705,3 | 16,5 % | 1.682,0 |
| Goodwill | 1.352,3 | 1.277,0 | 5,9 % | 1.283,7 |
| Out. Activos (liq. Out. Passivos) | 28,0 | (3,2) | s.s. | (58,1) |
| Capitais Empregues | 3.718,6 | 3.382,5 | 9,9 % | 3.214,6 |
| Investimentos em Curso | 142,1 | 302,9 | ‐ 53,1 % | 213,1 |
| Investimentos Financeiros | 31,1 | 105,2 | ‐ 70,5 % | 168,4 |
| Out. Activos (liq.) não Operacionais | (68,3) | (87,5) | s.s. | (97,7) |
| Capital Investido | 3.823,4 | 3.703,2 | 3,2 % | 3.498,4 |
| Dívida Financeira Líquida | 1.698,7 | 1.862,6 | ‐ 8,8 % | 1.359,3 |
| (Activos Financ. Disponíveis p/Venda) | (62,1) | (4,1) | s.s. | (9,8) |
| Provisões | 72,1 | 74,7 | ‐ 3,5 % | 71,5 |
| Dívida Financeira e Equivalentes | 1.708,6 | 1.933,2 | ‐ 11,6 % | 1.421,1 |
| Capital Próprio Atribuível a: | ||||
| Accionistas | 1.830,5 | 1.505,1 | 21,6 % | 1.796,4 |
| Sócios Minoritários | 92,5 | 110,7 | ‐ 16,5 % | 102,9 |
| Impostos Diferidos | 126,5 | 94,3 | 34,1 % | 75,1 |
| Provisões p/Impostos e Outros | 65,2 | 59,8 | 9,0 % | 102,9 |
| Capital Próprio e Equivalentes | 2.114,8 | 1.770,0 | 19,5 % | 2.077,3 |
| Capital Investido | 3.823,4 | 3.703,2 | 3,2 % | 3.498,4 |
| Rentabilidade dos Capitais Empregues * | 9,1 % | 9,1 % | 11,7 % | |
| Rentabilidade dos Capitais Próprios * | 15,2 % | 14,9 % | 16,6 % |
* Ajustada por resultados não recorrentes
| Unidade | Portugal (1) | Espanha (1) | Marrocos | Tunísia | Egipto | Turquia | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Actividade Cimento | |||||||
| Capacidade Instalada (2) | $\overline{\mathbf{3}}$ 10 ton |
6970 | 3 2 2 0 | 1 2 8 0 | 1640 | 3 9 0 0 | 3035 |
| Vendas de Cimento e Clínguer | $10^3$ ton | 4 2 5 1 | 3 1 4 7 | 1 1 7 5 | 1614 | 4 1 5 1 | 2 1 8 4 |
| Quota de Mercado | 55,8% | 10,5% | 8,1% | 23,4% | 8,6% | 5,3% | |
| Actividade Global | |||||||
| Volume de Negócios | 6 10 euros |
448,8 | 328,8 | 94,2 | 69,9 | 240,6 | 107,5 |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | $10^{6}$ euros | 149,6 | 46,6 | 41,8 | 19,6 | 104,5 | 11,1 |
| Resultados Operacionais (EBIT) | $106$ euros | 94,0 | 0,5 | 33,2 | 11,9 | 93,2 | $-18,7$ |
| Resultados Líquidos antes de I.M. | 6 10 euros |
74,8 | $-5,9$ | 22,2 | 12,5 | 89,1 | $-16,7$ |
| Capitais Empregues | 6 10 euros |
546,3 | 696,7 | 81,3 | 114,6 | 241,6 | 601,3 |
| Investimentos Industriais | $106$ euros | 18,8 | 18,8 | 9,6 | 4,4 | 9,1 | 62,2 |
| Quadro de Pessoal (31 Dez) | unidades | 1407 | 1 1 1 9 | 205 | 209 | 493 | 825 |
| Volume de Negócios / Colaborador | $10^3$ euros | 306 | 269 | 460 | 323 | 490 | 128 |
| Valor Acrescentado / Colaborador | 3 10 euros |
144 | 92 | 233 | 108 | 224 | 36 |
| Margem EBITDA | 33,3% | 14,2% | 44,4% | 28,1% | 43,4% | 10,3% | |
| Margem EBIT | 21,0% | 0,1% | 35,3% | 17,1% | 38,7% | $-17,4%$ |
| Unidade | Brasil | Mocambique | A. Sul | China | India | C. Verde | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Actividade Cimento | |||||||
| Capacidade Instalada (2) | $\overline{3}$ 10 ton |
6 3 6 5 | 685 | 1640 | 3625 | 1 1 8 0 | $\overline{\phantom{a}}$ |
| Vendas de Cimento e Clínquer | $\overline{\mathbf{3}}$ 10 ton |
4532 | 777 | 1432 | 3 6 1 0 | 1 1 2 8 | 224 |
| Quota de Mercado | 9,1% | 77,0% | 12,6% | 0,1% | 0,5% | 72,1% | |
| Actividade Global | |||||||
| Volume de Negócios | 10 euros | 427,4 | 80,9 | 152,8 | 81,1 | 52,9 | 31,3 |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | 10 euros | 123,1 | 11,9 | 70,4 | 4,7 | 9,9 | 3,8 |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 6 10 euros |
88,4 | 6,3 | 58,9 | 0,2 | 3,8 | 2,9 |
| Resultados Líquidos antes de I.M. | 6 10 euros |
57,4 | 2,2 | 40,2 | $-6,8$ | 2,1 | 1,6 |
| Capitais Empregues | 10 euros | 901,5 | 53,8 | 228,6 | 94,5 | 87,2 | 19,6 |
| Investimentos Industriais | 6 10 euros |
54,4 | 12,1 | 7,5 | 49,6 | 3,7 | 1,1 |
| Quadro de Pessoal (31 Dez) | unidades | 1541 | 476 | 595 | 1051 | 537 | 127 |
| Volume de Negócios / Colaborador | $10^3$ euros | 280 | 175 | 246 | 92 | 97 | 242 |
| Valor Acrescentado / Colaborador | 3 10 euros |
109 | 37 | 138 | 10 | 24 | 39 |
| Margem EBITDA | 28,8% | 14,7% | 46,1% | 5,9% | 18,8% | 12,2% | |
| Margem EBIT | 20,7% | 7,8% | 38,6% | 0,2% | 7,2% | 9,2% |
Em 2009, a economia portuguesa registou uma contracção de 2,7%, que, ainda assim, compara favoravelmente com a queda do produto (próxima dos 4%) verificada no conjunto da zona euro. A diminuição da procura externa e, sobretudo, a retracção do investimento, na ordem dos 12,6%, foram os factores que mais contribuíram para esta evolução, já que o consumo privado, estimulado por taxas de inflação negativas, não terá caído mais de 1%.
O investimento no sector da construção foi particularmente penalizado, recuando cerca de 13%, o que conduziu a uma redução do seu nível de actividade em perto de 6% -- uma quebra que só não foi mais pronunciada devido ao bom comportamento do segmento de engenharia civil, quer pelo reforço do investimento público realizado, quer pelo volume de obras públicas anteriormente lançadas e concretizadas em 2009. No segmento de edifícios não residenciais, e apesar do importante investimento de que foi objecto o parque escolar, o nível de actividade registou uma contracção de cerca de 9%, enquanto no segmento habitacional, fortemente em crise, a quebra da produção terá ultrapassado os 15%.
| Unidade | 2009 | 2008 | Var. | 2007 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Capacidade Instalada (1) | 103 ton |
6.970 | 6.900 | 1,0% | 6.820 |
| Utilização da Capacidade Instalada (2) | 63,0% | 87,8% | 93,2% | ||
| Vendas de Cimento e Clínquer | 103 ton |
4.251 | 5.636 | ‐ 24,6% | 6.133 |
| Quota de Mercado | 55,8% | 54,9% | 55,1% | ||
| Vendas de Betão | 103 m3 |
2.253 | 2.887 | ‐ 22,0% | 3.195 |
| Vendas de Agregados | 103 ton |
6.431 | 7.399 | ‐ 13,1% | 6.904 |
| Vendas de Argamassas | 103 ton |
134 | 175 | ‐ 23,5% | 150 |
| Volume de Negócios | 106 euros |
448,8 | 546,6 | ‐ 17,9% | 562,6 |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | 106 euros |
149,6 | 171,9 | ‐ 13,0% | 172,7 |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 106 euros |
94,0 | 117,3 | ‐ 19,8% | 117,7 |
| Capitais Empregues | 106 euros |
546,3 | 616,8 | ‐ 11,4% | 595,6 |
| Investimentos Industriais | 106 euros |
18,8 | 31,9 | ‐ 40,9% | 28,5 |
| Quadro de Pessoal (31 Dez) | Unidades | 1.407 | 1.540 | ‐ 8,6% | 1.559 |
| Volume de Negócios / Colaborador | 103 euros |
306 | 354 | ‐ 13,6% | 360 |
| Margem EBITDA | 33,3% | 31,4% | 30,7% | ||
| Margem EBIT | 21,0% | 21,5% | 20,9% |
(1) Capacidade de produção de cimento com clínquer próprio (média ao longo do ano)
(2) Produção de clínquer / Capacidade instalada (clínquer)
Nesta conjuntura, o consumo nacional de cimento caiu perto de 16%, limitando-se a pouco mais de 6 milhões de toneladas e revelando uma quebra acumulada, entre 2001 e 2009, próxima dos 50%. As vendas de cimento e clínquer do Grupo CIMPOR -- ainda que, no mercado interno, hajam registado uma redução um pouco menos acentuada (14,5%) -- diminuíram em quase 1,4 milhões de toneladas (24,6%), em resultado da forte contracção da procura externa e da consequente quebra das exportações para cerca de metade do volume realizado em 2008.
As vendas de betão pronto acusaram igualmente uma redução significativa, fixando-se em 2,25 milhões de metros cúbicos (menos 22,0% que no ano anterior). Quanto às vendas de agregados e argamassas, depois da recuperação verificada naquele ano, voltaram a cair em 2009, registando decréscimos de 13,1% e 23,5%, respectivamente.
Face a esta diminuição do nível de actividade, tanto o Volume de Negócios (449 milhões de euros) como o EBITDA (150 milhões de euros) sofreram quedas acentuadas, com a respectiva margem (33,3%) a evidenciar, no entanto, e pelo segundo ano consecutivo, alguma melhoria.
Os investimentos efectuados totalizaram cerca de 19 milhões de euros (menos 41% que em 2008), com particular destaque para a conclusão das instalações de recepção e queima de combustíveis alternativos na fábrica de Loulé.
A economia espanhola sofreu uma forte retracção em 2009 (da ordem dos 3,6%), com a procura interna a cair cerca de 6,5%, fruto dos decréscimos do consumo privado (em 5,1%) e, sobretudo, do investimento (em 15,5%). As contas públicas registaram um agravamento substancial do deficit, situando-o em 10,4% do PIB (1,6%, em 2008), ao mesmo tempo que a taxa de desemprego subia quase 8 p.p., atingindo, no final do ano, perto de 19%.
A quebra do nível de actividade no sector da construção foi particularmente significativa (só superada pela Irlanda, no âmbito da zona euro), reflectindo-se numa diminuição do consumo de cimento para cerca de 28,6 milhões de toneladas -- menos 33% que no ano anterior e praticamente metade do valor alcançado em 2007. Nos mercados onde o Grupo está presente, a evolução foi, mais uma vez, bastante díspar: enquanto na Galiza o consumo de cimento terá caído perto de 15%, na Estremadura baixou cerca de 23% e, tanto na Andaluzia como nas Ilhas Canárias, mais de 30%.
Fruto da integração das operações adquiridas nas referidas ilhas no final de 2008, bem como da venda de algum clínquer a terceiros, a quantidade total, de clínquer e cimento, comercializada pelo Grupo CIMPOR atingiu, em 2009, aproximadamente 3,15 milhões de toneladas, diminuindo apenas 1,3% em relação ao ano anterior e elevando para 10,5% a sua quota de mercado (cimento), a nível nacional.
As vendas de betão (2,2 milhões de metros cúbicos), agregados (4,9 milhões de toneladas) e argamassas (200 mil toneladas) beneficiaram igualmente do referido alargamento do perímetro do Grupo, o que atenuou consideravelmente as respectivas quedas (betão e agregados) ou, no caso das argamassas, conduziu mesmo a um ligeiro crescimento.
À semelhança do ano anterior, a forte contracção da procura continuou a exercer grande pressão sobre a generalidade dos preços de venda, em especial na região sul, onde, designadamente, os preços do cimento, em termos de média anual, caíram perto de 17%. Neste contexto, e dada a redução do nível de actividade do Grupo nas áreas de betões e agregados, o respectivo Volume de Negócios registou um decréscimo de 8,4%, não ultrapassando os 329 milhões de euros.
| Unidade | 2009 | 2008 | Var. | 2007 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Capacidade Instalada (1) | 103 ton |
3.220 | 3.200 | 0,6% | 2.675 |
| Utilização da Capacidade Instalada (2) | 81,7% | 76,7% | 89,3% | ||
| Vendas de Cimento e Clínquer | 103 ton |
3.147 | 3.190 | ‐ 1,3% | 4.055 |
| Quota de Mercado | 10,5% | 7,4% | 7,2% | ||
| Vendas de Betão | 103 m3 |
2.190 | 2.382 | ‐ 8,1% | 2.965 |
| Vendas de Agregados | 103 ton |
4.926 | 5.260 | ‐ 6,3% | 5.296 |
| Vendas de Argamassas | 103 ton |
200 | 196 | 2,3% | 230 |
| Volume de Negócios | 106 euros |
328,8 | 358,8 | ‐ 8,4% | 470,9 |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | 106 euros |
46,6 | 82,9 | ‐ 43,8% | 137,8 |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 106 euros |
0,5 | 47,6 | ‐ 99,0% | 94,0 |
| Capitais Empregues | 106 euros |
696,7 | 652,3 | 6,8% | 449,4 |
| Investimentos Industriais | 106 euros |
18,8 | 35,4 | ‐ 46,8% | 45,1 |
| Quadro de Pessoal (31 Dez) | unidades | 1.119 | 991 | 12,9% | 998 |
| Volume de Negócios / Colaborador | 103 euros |
269 | 350 | ‐ 23,2% | 469 |
| Margem EBITDA | 14,2% | 23,1% | 29,3% | ||
| Margem EBIT | 0,1% | 13,3% | 20,0% |
(1) Capacidade de produção de cimento com clínquer próprio (média ao longo do ano)
(2) Produção de clínquer / Capacidade instalada (clínquer)
Por força da referida queda dos preços de venda e dos custos suportados com uma importante reestruturação encetada em todas as áreas (no valor de mais de 6,5 milhões de euros), o Cash Flow Operacional gerado na Área de Negócios de Espanha diminuiu cerca de 36 milhões de euros (43,8%), com a margem EBITDA a baixar de 23,1%, em 2008, para somente 14,2%, em 2009. Perante este decréscimo, e dado o aumento significativo das amortizações, derivado do alargamento do perímetro do Grupo, os Resultados Operacionais caíram perto de 47 milhões de euros, fixando-se num valor praticamente nulo.
De entre os diversos investimentos efectuados, num total de cerca de 19 milhões de euros, destacam-se os trabalhos finais relativos aos projectos de modernização das fábricas de Córdoba e Niebla, a transformação do electrofiltro e a renovação do sistema de controlo da fábrica de Toral de los Vados e as obras de recuperação de diversas pedreiras.
Apesar da crise económica internacional, Marrocos registou, em 2009, uma taxa de crescimento do PIB próxima dos 5%, em resultado de um excelente ano agrícola e, empregando este sector mais de um terço da população activa, do consequente aumento do consumo privado (impulsionado, ainda, pela redução dos impostos sobre o rendimento e pela expansão do crédito a particulares).
A retracção do sector imobiliário, devida, em grande parte, à diminuição das remessas dos emigrantes em cerca de 8%, ditou uma ligeira contracção do sector da construção e obras públicas e um incremento do consumo nacional de cimento (3,4%) inferior ao verificado nos últimos anos.
Beneficiando da entrada em funcionamento de um terceiro moinho, as vendas de cimento da Asment de Témara (1,175 milhões de toneladas) cresceram um pouco acima do mercado (4,7%). Porém, no conjunto com as vendas de clínquer (ausentes em 2009), registaram um aumento de apenas 1,9%.
| Unidade | 2009 | 2008 | Var. | 2007 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Capacidade Instalada (1) | 103 ton |
1.280 | 1.295 | ‐ 1,2% | 1.295 |
| Utilização da Capacidade Instalada (2) | 88,7% | 100,0% | 82,2% | ||
| Vendas de Cimento e Clínquer | 103 ton |
1.175 | 1.154 | 1,9% | 1.130 |
| Quota de Mercado | 8,1% | 8,0% | 8,2% | ||
| Vendas de Betão | 103 m3 |
311 | 371 | ‐ 16,3% | 307 |
| Vendas de Agregados | 103 ton |
104 | 118 | ‐ 11,5% | 110 |
| Volume de Negócios | 106 euros |
94,2 | 88,8 | 6,0% | 80,5 |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | 106 euros |
41,8 | 41,0 | 2,1% | 35,2 |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 106 euros |
33,2 | 30,5 | 8,8% | 28,4 |
| Capitais Empregues | 106 euros |
81,3 | 75,6 | 7,6% | 65,1 |
| Investimentos Industriais | 106 euros |
9,6 | 9,3 | 2,9% | 8,2 |
| Quadro de Pessoal (31 Dez) | unidades | 205 | 207 | ‐ 1,0% | 206 |
| Volume de Negócios / Colaborador | 103 euros |
460 | 437 | 5,4% | 398 |
| Margem EBITDA | 44,4% | 46,1% | 43,8% | ||
| Margem EBIT | 35,3% | 34,4% | 35,3% |
(1) Capacidade de produção de cimento com clínquer próprio (média ao longo do ano)
(2) Produção de clínquer / Capacidade instalada (clínquer)
O arrefecimento do sector da construção afectou particularmente a actividade da Betocim - travada, além do mais, pela imposição de uma política de maior rigidez na concessão de crédito - conduzindo a uma redução assinalável do seu volume de vendas, tanto de betão pronto (-16,3%, apesar do arranque de duas novas centrais) como de agregados (-11,5%).
Em termos consolidados, o Volume de Negócios de Marrocos cifrou-se um pouco acima dos 94 milhões de euros (mais 6,0% que no ano anterior), gerando um EBITDA de aproximadamente 42 milhões de euros. O fraco crescimento deste último (2,1%), bem como a descida da respectiva margem em cerca de 1,7 p.p., justificam-se, no essencial, pelo aumento (em quase 20%) do preço da energia eléctrica, ocorrido em Março.
Em matéria de investimentos, há sobretudo a salientar a conclusão da instalação do já referido terceiro moinho de cimento na fábrica da Asment de Témara (o primeiro de tecnologia chinesa, no seio do Grupo, para além dos activos da China).
Ao contrário do ano anterior, em que, pela fraca exposição internacional do seu sector financeiro, a economia da Tunísia demonstrou uma grande resiliência à crise mundial, em 2009 a diminuição da procura externa e a queda do preço das matérias-primas determinaram uma forte contracção das exportações (da ordem dos 25%), limitando o crescimento do PIB a cerca de 3% -- um progresso, ainda assim, claramente positivo, graças ao aumento da produção do sector agrícola em perto de 13%.
O impulso dado às obras públicas, em ano eleitoral, permitiu que também este sector evoluísse favoravelmente, conduzindo a um incremento de 5,3% no consumo nacional de ligantes (cimento e cal hidráulica). A robustez da procura (num total de 6,6 milhões de toneladas) levou, inclusive, as autoridades, a partir de Maio, a estabelecerem limites à exportação de cimento, o que, no conjunto do ano, provocou a respectiva queda em mais de 30%.
| Unidade | 2009 | 2008 | Var. | 2007 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Capacidade Instalada (1) | 103 ton |
1.640 | 1.600 | 2,5% | 1.560 |
| Utilização da Capacidade Instalada (2) | 91,2% | 88,7% | 89,5% | ||
| Vendas de Cimento | 103 ton |
1.614 | 1.521 | 6,1% | 1.461 |
| Quota de Mercado | 23,4% | 23,5% | 24,0% | ||
| Volume de Negócios | 106 euros |
69,9 | 64,0 | 9,1% | 59,7 |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | 106 euros |
19,6 | 17,0 | 15,4% | 18,9 |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 106 euros |
11,9 | 9,3 | 27,5% | 10,8 |
| Capitais Empregues | 106 euros |
114,6 | 126,4 | ‐ 9,4% | 121,5 |
| Investimentos Industriais | 106 euros |
5,1 | 3,2 | 60,5% | 1,5 |
| Quadro de Pessoal (31 Dez) | Unidades | 209 | 221 | ‐ 5,4% | 226 |
| Volume de Negócios / Colaborador | 103 euros |
323 | 290 | 11,4% | 262 |
| Margem EBITDA | 28,1% | 26,6% | 31,7% | ||
| Margem EBIT | 17,1% | 14,6% | 18,1% |
(1) Capacidade de produção de cimento com clínquer próprio (média ao longo do ano)
(2) Produção de clínquer / Capacidade instalada (clínquer)
A CJO, além de acompanhar o crescimento do mercado interno, e apesar das referidas limitações, mais do que duplicou as quantidades exportadas (pouco relevantes em 2008), atingindo um total de vendas de cimento de cerca de 1,6 milhões de toneladas (mais 6,1% que no ano anterior). O Volume de Negócios, beneficiando deste aumento, da revisão administrativa dos preços de venda no mercado interno e do facto de os preços praticados na exportação serem superiores àqueles, registou um crescimento de 9,1%, para um valor muito próximo dos 70 milhões de euros.
Por essas mesmas razões, aliadas à diminuição dos custos do combustível, o incremento do Cash Flow Operacional foi ainda mais significativo (15,4%), elevando a respectiva margem em 1,5 p.p..
O volume de investimentos realizados (5,1 milhões de euros) aumentou perto de 60% relativamente ao ano anterior, destacando-se, entre outros, o projecto de melhor articulação dos silos à ensacagem.
Após um ano de forte crescimento, a economia egípcia registou, em 2009, algum abrandamento, reflectido no decréscimo do aumento do PIB para cerca de 4,7%. Uma evolução, ainda assim, claramente positiva, assente na robustez da procura interna e, em particular, no dinamismo evidenciado por alguns importantes sectores de actividade, casos das telecomunicações e da construção e obras públicas.
O crescimento deste último conduziu a uma expansão assinalável do consumo de cimento, elevando-o a um total de perto de 48 milhões de toneladas (mais 24,7% que no ano anterior), o que, perante as limitações da oferta interna, levou as autoridades a estenderem a proibição de exportação de clínquer e cimento até Outubro de 2010 e a removerem os respectivos direitos de importação.
O Grupo CIMPOR, melhorando a sua capacidade de distribuição e recorrendo à compra de 300 mil toneladas de clínquer, logrou alcançar um crescimento próximo dos 30%, aumentando a sua quota de mercado para cerca de 8,6%, correspondentes a um total de 4,15 milhões de toneladas vendidas.
O efeito conjugado deste aumento de vendas, da subida de preços no início do ano e de alguma valorização da libra egípcia relativamente à moeda europeia proporcionou um incremento do Volume de Negócios em quase 80 milhões de euros (49,2%) e um crescimento do EBITDA que o levou a ultrapassar os 100 milhões de euros.
Os investimentos realizados totalizaram cerca de 9 milhões de euros, traduzindo-se num conjunto de trabalhos destinados, essencialmente, a garantir a continuidade operacional dos equipamentos e a aumentar a respectiva fiabilidade, destacando-se, entre eles, a instalação de um novo filtro de mangas num dos fornos da AMCC.
| Unidade | 2009 | 2008 | Var. | 2007 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Capacidade Instalada (1) | 103 ton |
3.900 | 3.900 | 0,0% | 3.900 |
| Utilização da Capacidade Instalada (2) | 92,7% | 84,0% | 72,7% | ||
| Vendas de Cimento e Clínquer | 103 ton |
4.151 | 3.200 | 29,7% | 2.822 |
| Quota de Mercado | 8,6% | 8,3% | 7,9% | ||
| Volume de Negócios | 106 euros |
240,6 | 161,2 | 49,2% | 120,6 |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | 106 euros |
104,5 | 73,2 | 42,7% | 58,6 |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 106 euros |
93,2 | 58,9 | 58,3% | 46,0 |
| Capitais Empregues | 106 euros |
241,6 | 256,5 | ‐ 5,8% | 238,9 |
| Investimentos Industriais | 106 euros |
9,1 | 5,1 | 79,0% | 19,2 |
| Quadro de Pessoal (31 Dez) | Unidades | 493 | 488 | 1,0% | 491 |
| Volume de Negócios / Colaborador | 103 euros |
490 | 331 | 47,8% | 246 |
| Margem EBITDA | 43,4% | 45,4% | 48,6% | ||
| Margem EBIT | 38,7% | 36,5% | 38,2% |
(1) Capacidade de produção de cimento com clínquer próprio (média ao longo do ano)
(2) Produção de clínquer / Capacidade instalada (clínquer)
A crise económica mundial afectou seriamente a economia turca, provocando uma queda do PIB superior a 6% e um aumento da taxa de desemprego para cerca de 13%. A diminuição da procura e a descida do preço das commodities fizeram baixar a taxa de inflação de mais de 10%, em 2008, para perto de 6%, em 2009, o que permitiu ao Banco Central reduzir as taxas de juro (overnight) em aproximadamente 10 p.p., no espaço de apenas um ano.
O sector da construção foi o mais afectado pela crise, registando uma contracção da ordem dos 20%. Neste contexto, o consumo nacional de cimento acusou uma queda estimada em cerca de 6%, baixando para um pouco menos de 40 milhões de toneladas. Simultaneamente, continuou a verificar-se um aumento significativo da capacidade instalada, o que, aliado às dificuldades colocadas à exportação pela diminuição da procura externa (sobretudo da Rússia), agravou ainda mais o clima de instabilidade vivido no sector, acentuando a guerra de preços iniciada em 2008.
A Cimpor Yibitas, cujo mercado de influência (Anatólia Central e Mar Negro) terá caído menos que a média nacional, viu as suas vendas de cimento (2,1 milhões de toneladas) diminuírem perto de 5% e, em conjunto com as vendas de clínquer, não mais que 2,9%. Já as vendas de betão e agregados registaram quedas extremamente significativas, próximas dos 36% e 47%, respectivamente.
Estas últimas, associadas à descida dos preços de venda do cimento e à forte desvalorização (12%, em termos de câmbio médio anual) da moeda local face ao euro, determinaram uma redução em cerca de 30% tanto do Volume de Negócios como do correspondente EBITDA, arrastando os Resultados Operacionais para valores claramente negativos.
| Unidade | 2009 | 2008 | Var. | 2007 (1) | |
|---|---|---|---|---|---|
| Capacidade Instalada (2) | 103 ton |
2.430 | 2.000 | 21,5% | 1.680 |
| Utilização da Capacidade Instalada (3) | 89,1% | 101,1% | 98,9% | ||
| Vendas de Cimento e Clínquer | 103 ton |
2.184 | 2.250 | ‐ 2,9% | 2.308 |
| Quota de Mercado | 5,3% | 5,2% | 5,4% | ||
| Vendas de Betão | 103 m3 |
870 | 1.360 | ‐ 36,0% | 983 |
| Vendas de Agregados | 103 ton |
1.207 | 2.293 | ‐ 47,3% | 1.946 |
| Volume de Negócios | 106 euros |
107,5 | 156,1 | ‐ 31,1% | 163,1 |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | 106 euros |
11,1 | 15,6 | ‐ 29,2% | 38,6 |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 106 euros |
‐ 18,7 | ‐ 0,8 | s.s. | 23,3 |
| Capitais Empregues | 106 euros |
601,3 | 486,7 | 23,5% | 596,1 |
| Investimentos Industriais | 106 euros |
62,2 | 70,4 | ‐ 11,6% | 18,5 |
| Quadro de Pessoal (31 Dez) | Unidades | 825 | 848 | ‐ 2,7% | 803 |
| Volume de Negócios / Colaborador | 103 euros |
128 | 188 | ‐ 31,8% | 255 |
| Margem EBITDA | 10,3% | 10,0% | 23,6% | ||
| Margem EBIT | Neg. | neg. | 14,3% |
(1) Março – Dezembro
(2) Capacidade de produção de cimento com clínquer próprio (média ao longo do ano)
(3) Produção de clínquer / Capacidade instalada (clínquer)
Os investimentos realizados totalizaram mais de 60 milhões de euros, com destaque para a conclusão, no final de Julho, dos trabalhos de instalação de uma nova linha de produção de clínquer (2.500 toneladas/dia) em Hasanoglan (na região de Ankara), a construção de um novo silo de cimento na fábrica de Sivas e o aumento, em perto de 20%, da capacidade de moagem da fábrica de Yozgat.
Após um período de cinco anos de forte crescimento, a economia do Brasil, sob os efeitos da crise económica mundial, praticamente estagnou, registando uma taxa de crescimento do PIB próxima de zero ou até mesmo ligeiramente negativa. Efeitos esses que, ainda assim, foram consideravelmente atenuados pelo dinamismo evidenciado pelo consumo privado e a introdução de um conjunto de estímulos, de natureza fiscal e monetária, destinados a aumentar os níveis de confiança de particulares e empresas.
De entre os referidos estímulos, salienta-se a redução do ''Imposto sobre Produtos Industrializados'' em cerca de trinta items de materiais de construção e o lançamento do Plano Nacional de Habitação ''Minha Casa, Minha Vida'', visando facilitar o acesso a casa própria às famílias mais desfavorecidas.
As últimas estimativas sobre o mercado brasileiro do cimento apontam para um consumo total de cerca de 51,3 milhões de toneladas, sensivelmente idêntico ao do ano anterior. As vendas da CIMPOR, ao ultrapassarem, no mercado interno, as 4,5 milhões de toneladas, registaram um crescimento, neste último, de 1,9% e, globalmente, um decréscimo de 2,6% (já que, contrariamente ao sucedido em 2008, não foi possível concretizar qualquer operação de exportação).
| Unidade | 2009 | 2008 | Var. | 2007 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Capacidade Instalada (1) | 103 ton |
6.280 | 6.070 | 3,5% | 6.025 |
| Utilização da Capacidade Instalada (2) | 70,6% | 78,5% | 73,6% | ||
| Vendas de Cimento e Clínquer | 103 ton |
4.532 | 4.652 | ‐ 2,6% | 4.316 |
| Quota de Mercado | 8,8% | 8,7% | 9,1% | ||
| Vendas de Betão | 103 m3 |
1.274 | 1.241 | 2,6% | 996 |
| Vendas de Agregados | 103 ton |
165 | ‐ | s.s. | ‐ |
| Vendas de Argamassas | 103 ton |
209 | 192 | 8,8% | 163 |
| Volume de Negócios | 106 euros |
427,4 | 401,3 | 6,5% | 322,0 |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | 106 euros |
123,1 | 102,3 | 20,3% | 73,9 |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 106 euros |
88,4 | 70,1 | 26,2% | 37,7 |
| Capitais Empregues | 106 euros |
901,5 | 740,7 | 21,7% | 842,4 |
| Investimentos Industriais | 106 euros |
54,4 | 43,1 | 26,3% | 35,5 |
| Quadro de Pessoal (31 Dez) | unidades | 1.541 | 1.501 | 2,7% | 1.395 |
| Volume de Negócios / Colaborador | 103 euros |
280 | 280 | ‐ 0,3% | 243 |
| Margem EBITDA | 28,8% | 25,5% | 22,9% | ||
| Margem EBIT | 20,7% | 17,5% | 11,7% |
(1) Capacidade de produção de cimento com clínquer próprio (média ao longo do ano)
(2) Produção de clínquer / Capacidade instalada (clínquer)
Na área do betão pronto, a Cimpor Brasil atingiu um volume de vendas de 1.274 mil metros cúbicos (mais 2,6% que no ano anterior), graças, sobretudo, ao excelente desempenho das suas centrais da Região Metropolitana de São Paulo e da Baixada Santista, cuja produção aumentou em perto de 24%. As vendas de agregados, iniciadas em 2009, situaram-se em 165 mil toneladas, enquanto as vendas de argamassas cresceram perto de 9%, totalizando cerca de 209 mil toneladas.
Fruto não só desta evolução como também de uma importante recuperação de preços -- tanto na área do cimento como no sector do betão -- o Volume de Negócios da Cimpor Brasil cifrou-se em aproximadamente 427 milhões de euros, superando em 6,5% o valor registado em 2008. O que, associado à contenção dos Cash Costs Operacionais a um nível sensivelmente idêntico ao do ano anterior, conduziu a um aumento de mais de 20% no EBITDA, elevando-o a cerca de 123 milhões de euros. Consequentemente, a respectiva margem subiu de 25,5%, em 2008, para muito perto de 29%, em 2009.
Os investimentos efectuados ultrapassaram os 50 milhões de euros, salientando-se, na área do betão, a instalação de novas centrais doseadoras e a compra de diversos equipamentos de transporte e bombagem e, na área do cimento, a realização de um conjunto de investimentos tendentes ao aumento da capacidade de produção de clínquer das unidades de João Pessoa, Candiota e Cajati, bem como da capacidade de moagem da fábrica de Cezarina.
A economia moçambicana deverá ter registado, em 2009, uma taxa de crescimento um pouco acima dos 6% (diminuindo menos de 1 p.p. relativamente ao ano anterior), com o sector da construção e obras públicas a manter um elevado dinamismo, tanto ao nível do investimento privado como, sobretudo, da construção e reabilitação de importantes infraestruturas. A taxa de inflação, beneficiando da fixação, no início do ano, do preço dos combustíveis e da redução do custo dos produtos importados, baixou de mais de 10%, em 2008, para somente 3,5%, em 2009.
Nesta conjuntura, o consumo de cimento terá atingido perto de um milhão de toneladas (mais 12% que em 2008), incluindo cerca de 220 mil toneladas de importação. Esta última, favorecida pela diminuição substancial dos fretes marítimos e a eliminação, no final do ano anterior, da respectiva sobretaxa aduaneira, determinou uma queda superior a 5 p.b. na quota de mercado do Grupo CIMPOR, apesar de as suas vendas terem alcançado um máximo de sempre (777 mil toneladas).
| Unidade | 2009 | 2008 | Var. | 2007 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Capacidade Instalada (1) | 103 ton |
685 | 710 | ‐ 3,5% | 735 |
| Utilização da Capacidade Instalada (2) | 47,7% | 45,0% | 41,2% | ||
| Vendas de Cimento | 103 ton |
777 | 744 | 4,5% | 665 |
| Quota de Mercado | 77,0% | 82,6% | 78,3% | ||
| Vendas de Betão | 103 m3 |
150,6 | 78,5 | 92,0% | 64,4 |
| Volume de Negócios | 106 euros |
80,9 | 77,4 | 4,6% | 60,1 |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | 106 euros |
11,9 | 13,6 | ‐ 12,5% | 12,3 |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 106 euros |
6,3 | 8,8 | ‐ 27,9% | 10,9 |
| Capitais Empregues | 106 euros |
53,8 | 51,8 | 3,8% | 40,8 |
| Investimentos Industriais | 106 euros |
12,1 | 9,0 | 34,2% | 4,1 |
| Quadro de Pessoal (31 Dez) | Unidades | 476 | 452 | 5,3% | 408 |
| Volume de Negócios / Colaborador | 103 euros |
175 | 176 | ‐ 0,6% | 141 |
| Margem EBITDA | 14,7% | 17,6% | 20,6% | ||
| Margem EBIT | 7,8% | 11,4% | 18,1% |
(2) Produção de clínquer / Capacidade instalada (clínquer)
Na actividade de produção e comercialização de betão pronto, o envolvimento do Grupo em grandes projectos de infraestruturas conduziu à quase duplicação das respectivas vendas, elevando-as a mais de 150 mil metros cúbicos.
Ainda que se tenha verificado algum aumento de preços, a desvalorização da moeda local limitou o crescimento do Volume de Negócios a 4,6%, impossibilitando que o mesmo ultrapassasse os 81 milhões de euros. Por outro lado, e face aos problemas de ordem operacional que continuaram a afectar o bom funcionamento do aparelho produtivo, a consequente subida dos custos de manutenção e a necessidade de importação de grandes quantidades de clínquer e cimento para fazer face ao crescimento da procura determinaram uma redução do Cash Flow Operacional em cerca de 12,5% e a queda da respectiva margem abaixo dos 15%.
Os investimentos realizados totalizaram mais de 12 milhões de euros, com particular destaque para a conclusão da montagem de um filtro de mangas no arrefecedor de clínquer da fábrica da Matola, a continuação dos trabalhos de instalação de duas novas moagens (Matola e Dondo) e a optimização de uma das moagens em funcionamento nesta última unidade.
Em 2009, a economia da África do Sul registou, pela primeira vez nos últimos dezoito anos, uma taxa de crescimento negativa (em cerca de 2,2%), com o sector da construção a acusar um forte abrandamento. A taxa de inflação diminuiu perto de 5 p.p. para um valor ligeiramente acima dos 7%, o que permitiu ao Banco Central, numa tentativa de reanimar a actividade económica, reduzir, na mesma medida, as taxas de juro de referência.
Fruto do referido abrandamento, estima-se que o consumo nacional de cimento tenha sofrido uma quebra da ordem dos 17%, não ultrapassando as 11,3 milhões de toneladas. As vendas do Grupo CIMPOR, embora menos penalizadas, caíram, ainda assim, cerca de 13%, totalizando aproximadamente 1,43 milhões de toneladas (das quais perto de 20 mil corresponderam a exportações de cimento e clínquer para Moçambique).
As vendas de betão pronto, depois de, em 2008, haverem praticamente duplicado, graças à construção do novo aeroporto de Durban, registaram, em 2009, um decréscimo de 8,6%, correspondentes a cerca de 15 mil metros cúbicos. Já as vendas de agregados, beneficiando do investimento público na construção de estradas e do novo porto daquela cidade, aumentaram 12,3%, para mais de 830 mil toneladas.
A subida significativa dos custos de energia obrigou a um incremento dos preços de venda que, em conjunto com alguma valorização do rand, conduziu a um crescimento de 10,5% do Volume de Negócios. O aumento do EBITDA foi ainda mais acentuado (da ordem dos 50%), uma vez que 2009 representou o primeiro ano completo de funcionamento da nova linha de produção de clínquer, o que, contrariamente ao que sucedera na primeira metade de 2008, eliminou a necessidade da sua compra a terceiros. Daí que a respectiva margem tenha subido perto de 13 p.p., ultrapassando os 46%.
| Unidade | 2009 | 2008 | Var. | 2007 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Capacidade Instalada (1) | 103 ton |
1.640 | 1.340 | 22,4% | 1.025 |
| Utilização da Capacidade Instalada (2) | 80,4% | 84,2% | 85,5% | ||
| Vendas de Cimento e Clínquer | 103 ton |
1.432 | 1.641 | ‐ 12,7% | 1.450 |
| Quota de Mercado | 12,6% | 12,2% | 10,2% | ||
| Vendas de Betão | 103 m3 |
165 | 180 | ‐ 8,6% | 93 |
| Vendas de Agregados | 103 ton |
831 | 740 | 12,3% | 811 |
| Volume de Negócios | 106 euros |
152,8 | 138,2 | 10,5% | 129,8 |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | 106 euros |
70,4 | 46,2 | 52,5% | 43,0 |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 106 euros |
58,9 | 38,9 | 51,5% | 38,1 |
| Capitais Empregues | 106 euros |
228,6 | 175,2 | 30,5% | 156,3 |
| Investimentos Industriais | 106 euros |
7,5 | 21,8 | ‐ 65,5% | 37,5 |
| Quadro de Pessoal (31 Dez) | unidades | 595 | 638 | ‐ 6,7% | 580 |
| Volume de Negócios / Colaborador | 103 euros |
246 | 225 | 9,6% | 218 |
| Margem EBITDA | 46,1% | 33,4% | 33,1% | ||
| Margem EBIT | 38,6% | 28,1% | 29,3% |
(1) Capacidade de produção de cimento com clínquer próprio (média ao longo do ano)
(2) Produção de clínquer / Capacidade instalada (clínquer)
Em matéria de investimentos, há sobretudo a assinalar a conclusão da construção de um novo silo de clínquer na fábrica de Simuma, o início da instalação de uma nova misturadora e de um silo de cinzas volantes na moagem de Newcastle e a edificação de uma nova central de betão em Phoenix.
Em 2009, a economia chinesa terá crescido cerca de 8,5%, o que reflecte um ligeiro abrandamento relativamente ao ano anterior. Enquanto a produção agrícola praticamente estagnou, a actividade industrial registou um incremento de perto de 11%, impulsionada pelo aumento, superior a 30%, do nível de investimento em capital fixo. O sector cimenteiro constituiu um dos principais alvos deste último, estimando-se que tenham sido instaladas mais 176 novas linhas de produção, correspondentes a uma capacidade adicional de quase 200 milhões de toneladas/ano.
As últimas projecções apontam para um crescimento do consumo de cimento muito próximo dos 20%, significando que o mesmo terá ultrapassado o impressionante número de 1,6 mil milhões de toneladas (o equivalente a mais de metade do consumo mundial). Com a aquisição, no final de 2008, da empresa Liyang e o arranque, em Setembro de 2009, da nova moagem de Huaian, as vendas de cimento e clínquer do Grupo CIMPOR totalizaram cerca de 3,6 milhões de toneladas, aumentando perto de 21% relativamente ao ano anterior. Entretanto, com a entrada em exploração daquelas novas capacidades, não compensada pelo prometido encerramento das centenas de unidades obsoletas ainda em actividade, verificou-se uma forte pressão sobre os preços de venda, o que conduziu a uma queda significativa dos mesmos ao longo de todo o segundo semestre. Daí que, para um aumento do Volume de Negócios da ordem dos 23,5% (explicado, em grande parte, pela valorização da moeda local), o Cash Flow gerado tenha diminuído perto de 24,1%, não indo além dos 4,7 milhões de euros e reduzindo a margem EBITDA a menos de 6%.
| Unidade | 2009 | 2008 | Var. | 2007 (1) | |
|---|---|---|---|---|---|
| Capacidade Instalada (2) | 103 ton |
2.725 | 2.425 | 12,4% | 1.210 |
| Utilização da Capacidade Instalada (3) | 101,7% | 103,1% | 103,1% | ||
| Vendas de Cimento e Clínquer | 103 ton |
3.610 | 2.989 | 20,8% | 1.442 |
| Volume de Negócios | 106 euros |
81,1 | 65,6 | 23,5% | 23,9 |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | 106 euros |
4,7 | 6,3 | ‐ 24,1% | 1,8 |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 106 euros |
0,2 | 2,2 | ‐ 93,1% | 0,3 |
| Capitais Empregues | 106 euros |
94,5 | 72,0 | 31,2% | 45,9 |
| Investimentos Industriais | 106 euros |
49,6 | 37,9 | 31,0% | 0,4 |
| Quadro de Pessoal (31 Dez) | Unidades | 1.051 | 648 | 62,2% | 623 |
| Volume de Negócios / Colaborador | 103 euros |
92 | 105 | ‐ 11,8% | 79 |
| Margem EBITDA | 5,9% | 9,5% | 7,7% | ||
| Margem EBIT | 0,2% | 3,3% | 1,1% |
(1) 2º Semestre
(2) Capacidade de produção de cimento com clínquer próprio (média ao longo do ano)
(3) Produção de clínquer / Capacidade instalada (clínquer)
Para além da conclusão da moagem de Huaian (1,2 milhões de toneladas/ano), há a salientar o prosseguimento dos trabalhos de construção da nova fábrica de Shanting -- dotada de uma capacidade de produção, com clínquer próprio, de 2,4 milhões de toneladas anuais -- e a instalação, na fábrica da Cimpor Shandong, de uma unidade de produção de energia eléctrica por recuperação do calor perdido durante o processo.
Na Índia, a taxa de crescimento do PIB ter-se-á fixado em aproximadamente 6,5% (um pouco abaixo da registada em 2008), graças, sobretudo, ao aumento da despesa pública e ao incremento do consumo de bens duráveis nos últimos meses do ano.
Tal como na China, também aqui se assistiu a um aumento significativo da capacidade de oferta de cimento, a qual, em Dezembro de 2009, terá atingido perto de 240 milhões de toneladas/ano (mais 18% que no final de 2008). Ainda assim, a robustez da procura, elevando o consumo em cerca de 15%, permitiu ao sector cimenteiro manter taxas de utilização acima dos 80%.
Muito embora os números não sejam inteiramente comparáveis, uma vez que a integração da Shree Digvijay no Grupo CIMPOR ocorreu apenas no início do segundo trimestre de 2008, o volume de vendas de cimento e clínquer alcançado em 2009 (cerca de 1,13 milhões de toneladas, incluindo perto de 100 mil toneladas exportadas) revela um crescimento assinalável: da ordem dos 70%, no seu total, e de aproximadamente 66%, considerando apenas as vendas de cimento no mercado interno.
| Unidade | 2009 | 2008 (1) | Var. | |
|---|---|---|---|---|
| Capacidade Instalada (2) | 103 ton |
1.180 | 875 | 34,9% |
| Utilização da Capacidade Instalada (3) | 94,3% | 81,8% | ||
| Vendas de Cimento e Clínquer | 103 ton |
1.128 | 664 | 69,8% |
| Quota de Mercado | 0,5% | 0,4% | ||
| Volume de Negócios | 106 euros |
52,9 | 32,3 | 63,9% |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | 106 euros |
9,9 | 3,1 | 216,6% |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 106 euros |
3,8 | 2,4 | 58,3% |
| Capitais Empregues | 106 euros |
87,2 | 72,2 | 20,7% |
| Investimentos Industriais | 106 euros |
3,7 | 1,6 | 128,8% |
| Quadro de Pessoal (31 Dez) | Unidades | 537 | 551 | ‐ 2,5% |
| Volume de Negócios / Colaborador | 103 euros |
97 | 78 | 24,4% |
| Margem EBITDA | 18,8% | 9,7% | ||
| Margem EBIT | 7,2% | 7,4% |
(1) Abril – Dezembro
(2) Capacidade de produção de cimento com clínquer próprio (média ao longo do ano)
(3) Produção de clínquer / Capacidade instalada (clínquer)
O Volume de Negócios, apesar da descida dos preços de venda na parte final do ano, atingiu praticamente os 53 milhões de euros (mais 64% que no ano anterior), enquanto o Cash Flow Operacional, beneficiando de uma queda significativa dos custos de energia e combustíveis, mais que triplicou, cifrando-se muito próximo dos 10 milhões de euros. Consequentemente, a margem EBITDA, que, em 2008, não chegara a 10%, subiu, em 2009, para perto de 19%.
Os investimentos realizados, num total de cerca de 3,7 milhões de euros, traduziram-se, essencialmente, na conclusão da construção de um silo de clínquer (com uma capacidade de 40 mil toneladas) e de um outro silo para armazenamento de cinzas volantes.
Segundo as últimas estimativas, o PIB cabo-verdiano terá crescido, em 2009, a uma taxa (3.5%) claramente abaixo da registada em 2008 (5,9%), em resultado da queda do investimento em cerca de 5,7% (contra um aumento de 12% no ano anterior), da diminuição das exportações e de uma significativa desaceleração do consumo privado.
Por força da suspensão e consequente paralisação de algumas obras de vulto, sobretudo no sector turístico, o consumo de cimento caiu perto de 23%, pouco ultrapassando as 300 mil toneladas. As vendas de cimento efectuadas pelo Grupo CIMPOR -- 224 mil toneladas (totalmente importadas de Portugal) -- acusaram um decréscimo sensivelmente idêntico (21,9%), o mesmo acontecendo com as vendas de betão pronto.
Já as vendas de agregados (cerca de 146 mil toneladas), apesar dos diversos problemas que continuam a afectar a exploração das pedreiras das ilhas do Sal e Boavista, registaram um crescimento de quase 100%, graças aos fornecimentos efectuados no âmbito da obra de expansão do porto da Praia, na ilha de Santiago.
| Unidade | 2009 | 2008 | Var. | 2007 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Vendas de Cimento | 103 ton |
224 | 287 | ‐ 21,9% | 242 |
| Quota de Mercado | 72,1% | 71,2% | 67,2% | ||
| Vendas de Betão | 103 m3 |
51,2 | 66,0 | ‐ 22,5% | 60,7 |
| Vendas de Agregados | 103 ton |
145,7 | 74,0 | 96,8% | 109,9 |
| Volume de Negócios | 106 euros |
31,3 | 42,1 | ‐ 25,6% | 30,5 |
| Cash Flow Operacional (EBITDA) | 106 euros |
3,8 | 4,2 | ‐ 9,5% | 3,0 |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 106 euros |
2,9 | 3,2 | ‐ 11,4% | 2,2 |
| Capitais Empregues | 106 euros |
19,6 | 19,1 | 2,1% | 18,3 |
| Investimentos Industriais | 106 euros |
1,1 | 1,0 | 17,4% | 3,9 |
| Quadro de Pessoal (31 Dez) | unidades | 127 | 138 | ‐ 8,0% | 169 |
| Volume de Negócios / Colaborador | 103 euros |
242 | 264 | ‐ 8,3% | 223 |
| Margem EBITDA | 12,2% | 10,0% | 9,7% | ||
| Margem EBIT | 9,2% | 7,7% | 7,3% |
Neste contexto, e em resultado da queda dos preços do cimento (superior a 6%, em termos de média anual), o Volume de Negócios consolidado diminuiu para pouco mais de 31 milhões de euros (menos 25,6% que no ano anterior). A consequente redução do EBITDA foi, no entanto, bastante menos acentuada (de apenas 9,5%), fruto de uma descida significativa dos custos de descarga e transporte, o que permitiu o aumento da respectiva margem em mais de 2 p.p.: de 10,0%, em 2008, para 12,2%, em 2009.
Em 2009, a CIMPOR TEC -- Engenharia e Serviços Técnicos de Apoio ao Grupo, S.A., obteve da APCER (Associação Portuguesa de Certificação) a aprovação do respectivo processo de acordo com o Sistema de Gestão da Qualidade NP EN ISO 2001:2000.
No âmbito da Direcção do Programa de Performance CIMPOR, e abrangendo, pela primeira vez, as fábricas da China e Índia, foi dada continuidade ao chamado ''Programa Anual de Benchmarking'', onde são sistematicamente comparados cerca de duas centenas de indicadores-chave, destinados a medir o nível de desempenho operacional das diferentes unidades produtoras de cimento. Este trabalho -- que antecede a elaboração do Orçamento Anual e a actualização do Plano de Negócios - permite aos responsáveis das referidas unidades, com o apoio da CIMPOR TEC, identificar, para cada uma delas, quais os vectores prioritários de actuação e as consequentes medidas a adoptar, consagrando-as num ''Plano de Melhoria de Performance'', a executar nos três anos subsequentes.
Através das suas áreas de ''Engenharia de Processo e Ambiente'' e ''Geologia e Matérias-Primas'', esta Direcção realizou ainda, em 2009, diversos trabalhos de avaliação das condições de processo de diversas unidades fabris -- visando a identificação das melhores alternativas para implementação de acções de melhoria de desempenho, aumentos de capacidade ou novos investimentos -- bem como trabalhos de pesquisa, planeamento da exploração e controlo de reservas de matériasprimas. Foram também desenvolvidas algumas iniciativas relevantes lançadas em 2008, como sejam a revisão do ''Manual de Monitorização e Reporte de Emissões'' e a elaboração de um ''Manual de Controlo e Técnicas de Redução de Emissões de NOx''.
Quanto à Direcção de Investimentos, Engenharia e Equipamentos, continuou a prestar, ao longo de 2009, importantes serviços de coordenação e assistência técnica aos diversos projectos de investimento e manutenção desenvolvidos pelo Grupo, a maior parte dos quais referidos no ponto anterior.
No âmbito da Direcção de Produtos, Qualidade e Formação Técnica de Quadros, são de destacar, entre múltiplas outras actividades: a realização de diversos audits e estudos técnicos em praticamente todas as Áreas de Negócios; a implementação do Programa Interlaboratorial do Grupo CIMPOR; o seguimento dos contratos de parceria assinados com o Instituto Eduardo Torroja (Espanha), para o desenvolvimento de cimentos belíticos, e com o Massachusetts Institute of Technology (EUA), para descodificação da estrutura nano do Calcium-Silicate-Hydrate (com assinatura, no final do ano, do contrato relativo à segunda fase do projecto); a realização de 8 acções de formação (num total de 392 horas, abrangendo 87 técnicos de diferentes países); e a organização do 2º Seminário de Manutenção do Grupo CIMPOR, dedicado ao tema ''Melhores Práticas''.
O Relatório de Sustentabilidade do Grupo CIMPOR relativo ao ano de 2009, elaborado de acordo com as directrizes da GRI -- Global Reporting Initiative e a publicar em simultâneo com o presente, faz ampla referência a estas matérias, nomeadamente ao desempenho ambiental e social do Grupo, pelo que, para um maior detalhe sobre as mesmas, nos permitimos remeter os Senhores Accionistas para a leitura do referido Relatório (igualmente disponível no site www.cimpor.pt).
Conforme sublinhado em Relatórios de anos anteriores, a CIMPOR apoia firmemente o conceito de Desenvolvimento Sustentável -- como forma de atender, em pé de igualdade, a preocupações de âmbito económico, social e ambiental no exercício da sua actividade -- tendo sido uma das empresas do sector cimenteiro a aderir, desde o início (1997) ao WBCSD -- World Business Council for Sustainable Development (Conselho Mundial de Empresas para o Desenvolvimento Sustentável).
Em 1999, a CIMPOR integrou o grupo das dez, de entre as principais empresas cimenteiras mundiais, que lançou o projecto designado por CSI -- Cement Sustainability Initiative (Iniciativa para a Sustentabilidade do Cimento), tendo vindo, desde então, a participar activamente no desenvolvimento do mesmo e, em particular, num plano de acção a cinco anos (''Our Agenda for Action''), lançado em Julho de 2002, onde se identificam, para este sector de actividade, seis áreaschave no progresso rumo a uma sociedade mais sustentável:
No âmbito da primeira das referidas áreas, a CSI concluiu, em 2009, a elaboração de um modelo destinado a quantificar e tipificar as possíveis futuras reduções de emissões de CO2 (projecto ''Sectoral Approach''), cujos resultados se encontram disponíveis em www.wbcsdcement.org/sectoral. Também neste ano, foi consolidado e alargado o sistema de informação estatística ''Getting the Numbers Right'', que, medindo (sob gestão de uma entidade independente) a performance energética e as emissões de CO2 da indústria cimenteira mundial (consultável em www.wbcsdcement.org/co2data), tem vindo a servir de base ao estabelecimento de benchmarks nacionais e regionais nos contactos estabelecidos com os diferentes stakeholders.
Visando melhorar a eficácia e credibilidade dos Clean Development Mechanisms (CDM's) e incentivar as empresas do sector cimenteiro a uma maior utilização deste instrumento, a CSI propôs, em 2009, a adopção de uma nova metodologia CDM, a qual aguarda aprovação por parte do Methodology Panel/CDM Executive Board da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas. De salientar, ainda, a colaboração prestada pela CSI à Agência Internacional de Energia no desenvolvimento de um roadmap tecnológico para o sector, evidenciando as diferentes tecnologias, disponíveis e/ou emergentes, susceptíveis de contribuir para a redução das emissões de CO2, bem como a publicação do relatório ''Reciclagem do Betão'', destinado a promover esta última.
O Grupo CIMPOR tem vindo a participar activamente nestes projectos e a proceder internamente à implementação de diversas acções relacionadas com os mesmos. Em 2009, em particular, subscreveu, com um conjunto de outras empresas-membro do WBCSD, um Manifesto ''Energy Efficiency in Buildings'', nos termos do qual se comprometeu a analisar a situação dos seus edifícios não-industriais em matéria de consumo energético e a tomar as medidas mais adequadas à sua redução.
O quadro seguinte faz o balanço da aplicação, em 2009, do segundo período de cumprimento do Protocolo de Quioto e do mecanismo CELE (Comércio Europeu de Licenças de Emissão de C02), ao nível das diferentes unidades fabris do Grupo CIMPOR (Portugal e Espanha):
| Fábrica / Ton CO2 | Emissões Registadas* |
Licenças Atribuídas |
Diferença |
|---|---|---|---|
| Portugal | |||
| Souselas | 1.130.634 | 1.750.901 | ‐ 620.267 |
| Alhandra | 1.237.934 | 1.748.681 | ‐ 510.747 |
| Loulé | 343.410 | 503.429 | ‐ 160.019 |
| Cabo Mondego | 23.075 | 50.886 | ‐ 27.811 |
| Total Portugal | 2.735.053 | 4.053.897 | ‐ 1.318.844 |
| Espanha | |||
| Toral de los Vados | 583.735 | 695.311 | ‐ 111.576 |
| Oural | 353.085 | 363.244 | ‐ 10.159 |
| Córdoba | 463.278 | 590.748 | ‐ 127.470 |
| Niebla | 337.396 | 376.466 | ‐ 39.070 |
| Total Espanha | 1.737.494 | 2.025.769 | ‐ 288.275 |
| Total Geral | 4.472.547 | 6.079.666 | ‐ 1.607.119 |
* Valores provisórios
A queda do mercado, em ambos os países, constituiu a principal causa do número de licenças sobrantes, determinando a venda, durante o ano de 2009, de um total de 850.000 direitos de emissão (500.000, em Portugal, e 350.000, em Espanha).
Em Portugal, a utilização de combustíveis alternativos com CO2 neutro, ou parcialmente neutro, mediante a valorização de biomassa e outros resíduos banais nas fábricas de Alhandra e Loulé (nesta última, somente a partir do último trimestre), permitiu reduzir as respectivas emissões em cerca de 44.700 toneladas.
O Grupo CIMPOR, no âmbito da sua política de desenvolvimento sustentável e consciente da necessidade de ligação ao meio social em que se insere e das suas responsabilidades para com as populações com que diariamente se relaciona, tem vindo a intensificar, ao longo dos anos, uma relação privilegiada com as comunidades envolventes das suas instalações, desenvolvendo um conjunto de acções de significativa importância nos campos social, educativo, cultural e desportivo (para além daquelas que desenvolve no domínio ambiental).
Embora a iniciativa parta, em geral, das empresas do Grupo ou dos seus colaboradores (caso do programa ''Connosco''), é frequente receberem-se solicitações de apoio das mais variadas entidades colectivas e individuais, desde instituições de carácter social (e.g., escolas, lares de idosos, hospitais, igrejas e bombeiros) a associações culturais, associações de deficientes, pequenas empresas em fase de arranque, universidades solicitando apoio a projectos científicos e muitas outras entidades. Desde que tais solicitações se inscrevam na tipologia definida pelo Grupo -- a qual tem sobretudo a ver, para além da valia sociocultural dos projectos e do respectivo impacto na comunidade em geral, com critérios de proximidade geográfica às suas unidades operacionais -- a CIMPOR procura corresponder-lhes, de acordo com uma política que não se resume ao simples apoio financeiro ou ao fornecimento gratuito dos produtos que fabrica.
Com efeito, cada vez mais o apoio prestado pelo Grupo tende a valorizar o envolvimento real com as comunidades em causa, bem como as parcerias com organizações governamentais e nãogovernamentais, de forma a assegurar a existência das competências necessárias ao bom desenvolvimento dos projectos e a garantir a viabilidade dos mesmos no longo prazo.
Daí que se atribua particular importância ao sentido de responsabilidade demonstrado pela entidade beneficiária do apoio na forma como o projecto é gerido, sendo-lhe por isso solicitados relatórios regulares de progresso. Estes relatórios devem justificar o modo como, e a medida em que, os fundos estão a ser aplicados e encorajar as empresas doadoras não só a efectuarem inspecções regulares aos trabalhos em curso como também a apresentarem a respectiva apreciação global sobre os mesmos.
Na área dos Recursos Humanos, o ano de 2009 ficou marcado pela formalização da estratégia corporativa do Grupo CIMPOR, através da criação e autonomização, no âmbito da respectiva Direcção, de um núcleo de Gestão Corporativa, visando garantir, para todas as Áreas de Negócios, a uniformização das correspondentes políticas e instrumentos de gestão, bem como a sua conformidade e articulação com a estratégia e os objectivos definidos para o Grupo.
As principais competências atribuídas a este núcleo consistem na disponibilização de ferramentas de apoio à gestão de Recursos Humanos, no acompanhamento dos planos de acção desenvolvidos, neste âmbito, pelas diversas Áreas de Negócios e na definição de indicadores de monitorização das respectivas práticas, de forma a possibilitar a sua comparação, divulgação e sistematização.
De entre as diversas actividades desenvolvidas em 2009, destacam-se:
A par destas acções, foram ainda desenvolvidos diversos projectos específicos em algumas Áreas de Negócios, nomeadamente o projecto de definição e implementação de um novo sistema de avaliação de desempenho, na Tunísia, a revisão da política remuneratória e de carreiras, no Egipto, e a implementação do SAP Payroll, na Turquia e África do Sul.
O ano de 2009 ficou também assinalado por um grande esforço de investimento ao nível da comunicação interna, traduzido no desenvolvimento do ''Portal do Empregado'', o qual, depois de implementado, numa primeira fase, em Portugal e Espanha, irá ser alargado, num futuro próximo, a todo o Grupo. Trata-se, no essencial, de uma plataforma informática que, integrando diversas funcionalidades que possibilitam a desmaterialização de alguns processos (designadamente, a Avaliação de Desempenho, a Gestão da Formação e a Gestão de Viagens), contribui significativamente para uma maior eficiência dos serviços.
Na área de Recrutamento e Integração, foi dada continuidade ao programa ''Bolsa de Engenheiros'', cujo principal objectivo é o de proporcionar a jovens recém-licenciados uma oportunidade de desenvolvimento das competências técnicas e comportamentais necessárias ao desempenho de funções no Grupo CIMPOR.
No mesmo sentido, e ao nível das diferentes Áreas de Negócios, foram igualmente realizadas diversas acções de formação de âmbito comportamental, funcional e técnico, visando, em última análise, a aquisição das competências e conhecimentos indispensáveis à sustentabilidade e crescimento da actividade do Grupo.
No final de 2009, o Grupo CIMPOR empregava um total de 8.693 colaboradores, distribuídos por 13 países, conforme o quadro abaixo:
| Permanentes | Contratados a Termo |
Colaboradores Cedidos |
Total | |
|---|---|---|---|---|
| Serviços Centrais (2) | 93 | 3 | 4 | 100 |
| Portugal | 1.293 | 111 | 3 | 1.407 |
| Espanha | 1.032 | 83 | 4 | 1.119 |
| Marrocos | 188 | 12 | 5 | 205 |
| Tunísia | 202 | 4 | 3 | 209 |
| Egipto | 278 | 207 | 8 | 493 |
| Turquia | 821 | 2 | 2 | 825 |
| Brasil | 1.541 | 0 | 0 | 1.541 |
| Peru | 2 | 2 | 0 | 4 |
| Moçambique | 382 | 77 | 17 | 476 |
| África do Sul | 517 | 75 | 3 | 595 |
| China | 59 | 987 | 5 | 1.051 |
| Índia | 536 | 0 | 1 | 537 |
| Cabo Verde | 35 | 91 | 1 | 127 |
| Trading | 4 | 0 | 0 | 4 |
| Total | 6.983 | 1.654 | 56 | 8.693 |
(1) De empresas incluídas na consolidação
(2) Holding, CIMPOR Inversiones, e CimporTec
Relativamente ao número de colaboradores à data de 31 de Dezembro de 2008 (sem consideração, neste último, do quadro de pessoal afecto às operações adquiridas, nessa data, nas Ilhas Canárias), constata-se um aumento de 324 colaboradores, explicado essencialmente pela integração das referidas operações, pela expansão da actividade na China e pelo aumento do número de centrais de betão em Moçambique e, sobretudo, no Brasil.
No total do Grupo, a Área de Negócios do Brasil passou a ser mais representativa, logo seguida das Áreas de Negócios de Portugal, Espanha e China. No seu conjunto, estes quatro países respondem por quase 60% do número total de colaboradores do universo CIMPOR:
O cimento mantém-se claramente como a actividade principal do Grupo, empregando 5.884 colaboradores (68% do total):
O quadro de pessoal do Grupo caracteriza-se, ainda, por ser maioritariamente do sexo masculino (88%), com idades concentradas entre os 35 e os 54 anos (56%) e uma escolaridade média correspondente, predominantemente, aos níveis de ensino básico e secundário (63%).
Em 2009, o Grupo CIMPOR prosseguiu no seu esforço de melhoria contínua da área da Saúde Ocupacional e Segurança (SOS), dando continuidade aos programas transitados de anos anteriores e desenvolvendo novas acções tendentes a uma maior consolidação dos resultados entretanto alcançados, à optimização de procedimentos, à adopção das melhores práticas e à adequação da sua própria estrutura organizativa, de forma a proporcionar a todos os colaboradores as condições necessárias a um desempenho saudável e seguro da sua actividade.
Em Março, teve lugar o 2º Encontro de Coordenadores de Saúde Ocupacional e Segurança do Grupo CIMPOR, no qual participaram 13 Coordenadores SOS -- em representação das Áreas de Negócios de Portugal, Espanha, Marrocos, Tunísia, Turquia, Brasil, Moçambique, África do Sul e Cabo Verde -- e onde foi especialmente salientada a importância da respectiva missão junto de toda a cadeia hierárquica, na sua função de suporte ao desenvolvimento de acções visando a melhoria das condições de segurança dos colaboradores e a redução dos níveis de sinistralidade.
A aposta na comunicação foi substancialmente reforçada, com o objectivo de dar maior visibilidade a toda a problemática SOS e fortalecer a cultura de saúde e segurança nas diversas instalações do Grupo. Para além da divulgação alargada de todos os acidentes de trabalho mortais (de colaboradores directos, indirectos e terceiros) -- o que se tem vindo a revelar de enorme importância para a respectiva prevenção e a tomada de medidas correctivas -- também os acidentes de trabalho graves passaram a ser sistematicamente comunicados, perspectivando-se, num futuro próximo, a divulgação de ''Boas Práticas'' e ''Alertas SOS''.
Outro marco relevante no ano de 2009 foi a implementação do programa de auditorias internas executado em diversas unidades orgânicas de Portugal, Espanha, Marrocos, Tunísia, Brasil e África do Sul por equipas multidisciplinares de quatro elementos, oriundos de vários países.
Por outro lado, e na sequência dos compromissos assumidos no âmbito da Cement Sustainability Initiative (CSI), quanto à garantia de transparência, coerência e fiabilidade dos Indicadores de Performance SOS que são comunicados aos diferentes stakeholders, procedeu-se, mais uma vez, à verificação dos dados relativos ao ano anterior por uma empresa independente, internacionalmente reconhecida e que cumpre com todos os requisitos exigidos pela CSI. A verificação abrangeu 34 unidades orgânicas, compreendendo as actividades de produção de cimento, betão, agregados e outras, num total de nove países.
Nos últimos três anos, o número de acidentes de trabalho mortais tem vindo progressivamente a diminuir, continuando os acidentes de tráfego, tanto dentro como fora das instalações, a constituir a sua principal causa. Em 2009, registaram-se oito vítimas -- um colaborador directo e sete indirectos -- tendo-se verificado um aumento substancial dos acidentes provocados por quedas em altura.
Neste período (2007/2009), os países mais atingidos foram claramente Moçambique, Egipto e Brasil, cada um deles com seis vítimas mortais.
Outro importante indicador, conhecido por Índice de Frequência (número de novos casos de acidentes de trabalho com ausência superior a um dia, por cada milhão de horas trabalhadas), tem vindo igualmente a diminuir:
A evolução registada, em 2009, por este indicador assume particular significado, na medida em que é bem demonstrativa da correcta adequação do trabalho desenvolvido aos objectivos estratégicos assumidos em matéria de SOS, bem como do esforço realizado, no mesmo sentido, por todos os colaboradores, independentemente do seu sector de actividade.
A contenção das despesas de investimento a níveis relativamente mais moderados que em anos anteriores e, sobretudo, a ausência de operações de aquisição de valor significativo conduziram, em 2009, a uma redução da dívida financeira líquida em cerca de 164 milhões de euros, fixando-a, no final do ano, em 1.699 milhões de euros.
Pela mesma ordem de razões, não houve necessidade de montar novas operações de financiamento minimamente relevantes, satisfazendo-se o serviço da dívida por recurso aos cash flows gerados e à utilização de linhas de curto prazo. O que, por seu turno, permitiu que o Grupo não haja sofrido o impacto negativo dos elevados spreads praticados no mercado, em especial durante a primeira metade do ano.
Visando a reestruturação da dívida financeira, através da contratação de instrumentos de mais longo prazo, foi concluída e registada, em Dezembro de 2009, toda a documentação de um novo Programa de Medium Term Notes, com um limite de emissão de dívida de 2.500 milhões de euros. A respectiva estrutura é idêntica à do Programa anterior, permitindo aceder ao mercado europeu de obrigações logo que tal se considere oportuno.
Com o mesmo objectivo de alongamento da maturidade da dívida, foi acordado com o Banco Santander Totta a extensão, até Dezembro de 2012, do empréstimo bilateral contratado em Agosto de 2008 e vincendo em Junho de 2010, no montante de 300 milhões de euros, o qual passou a estar repartido em três tranches de 100 milhões cada, com vencimentos no final de cada um dos anos de 2010 a 2012.
Para além da manutenção e/ou aumento dos limites das linhas de curto prazo contratadas ao nível das diferentes Áreas de Negócios e destinadas ao apoio das respectivas tesourarias, a situação de liquidez do Grupo foi ainda consideravelmente reforçada com a ampliação, em Portugal, do plafond dos Programas de Papel Comercial, com tomada firme, de 50 milhões para 435 milhões de euros
Ao longo de todo o primeiro semestre, as dificuldades de acesso ao crédito e o aumento significativo dos respectivos spreads, a par dos receios de que muitos corporates pudessem entrar em situação de default -- por estrangulamentos no seu processo de financiamento ou por simples violação de covenants -- levaram as agências de rating a exercer uma forte pressão sobre a generalidade das empresas por si analisadas, no sentido da redução dos seus níveis de endividamento e da melhoria dos seus rácios de liquidez.
A CIMPOR não escapou a esta pressão, tendo, inclusive, no início do ano, sofrido, por parte da Standard & Poor's, um downgrade para BBB --, com outlook negativo. Perante esta situação, e para além das medidas, já referidas, de reforço da liquidez do Grupo, a CIMPOR decidiu ainda aumentar -- de 3,5 para 4,0 -- o limite máximo do rácio Net Debt/EBITDA imposto por alguns dos seus instrumentos de dívida, designadamente os US Private Placements emitidos em 2003. Esta iniciativa, ainda que tenha implicado algum acréscimo de encargos financeiros e envolvido um prépagamento de 50 milhões de dólares, revelou-se decisiva para que, em Setembro, a Standard & Poor's haja revisto o outlook da CIMPOR, passando-o de ''negativo'' para ''estável''.
De qualquer modo, o excelente desempenho operacional do Grupo, sobretudo em relação aos seus peers, e a redução progressiva do seu nível de endividamento permitiram que o cumprimento dos financial covenants definidos nos seus instrumentos de dívida nunca tenha estado em causa.
No final de 2009, a dívida financeira da CIMPOR -- num total, em termos brutos, de cerca de 2.138 milhões de euros -- distribuía-se essencialmente por três tipos de instrumentos: uma emissão de Eurobonds (EUR 600 milhões) lançada em 2004, duas emissões de US Private Placements (USD 354 milhões) colocadas em 2003 e um conjunto de Empréstimos Bancários totalizando mais de 1.200 milhões de euros.
A política de gestão da dívida financeira, privilegiando instrumentos de taxa variável, e o movimento descendente das taxas Euribor -- encetado nos últimos meses de 2008 e que se prolongou por todo o ano de 2009 -- permitiram que, apesar do incremento da divida consolidada (em termos de saldo médio anual) em cerca de 16,4%, os encargos líquidos com juros não tenham aumentado mais que 2 milhões de euros. Excluindo o impacto das variações do fair value da dívida, verificou-se mesmo uma redução superior a 30 milhões de euros.
Segue-se um quadro resumo com os dados relativos às principais operações financeiras registadas no passivo consolidado do Grupo:
| Financiamento | Moeda | Valor (103 ) |
Início | Maturidade | Taxa de Juro |
|---|---|---|---|---|---|
| CIMPOR Inversiones | |||||
| Empréstimo Bilateral | EUR | 280.000 | Nov 2007 | Nov 2012 | Euribor + 0,300% |
| Empréstimo Bilateral | EUR | 200.000 | Jan 2008 | Jan 2013 | Euribor + 0,300% |
| Empréstimo Bilateral | EUR | 112.500 | Jun 2008 | Jun 2011 | Euribor + 0,950% |
| Empréstimo Bilateral | EUR | 300.000 | Ago 2008 | Dez 2012 | Euribor + 0,9% a 1,85% |
| Efeito IAS 39 | EUR | ‐ 557 | - | - | - |
| Total | EUR | 891.943 | |||
| CIMPOR B.V. | |||||
| Eurobonds | EUR | 600.000 | Mai 2004 | Mai 2011 | 4,500% |
| US PP 10y | USD | 140.789 | Jun 2003 | Jun 2013 | 5,750% |
| US PP 12y | USD | 213.211 | Jun 2003 | Jun 2015 | 5,900% |
| Efeito IAS 39 | EUR | ‐ 17.665 | |||
| Total | EUR | 893.186 | |||
| Portugal | |||||
| Financiamento BEI | EUR | 40.000 | Set 2003 | Set 2015 | EIB Basic Rate |
| Papel Comercial | EUR | 200 | Dez 2009 | Jan 2010 | 1,990% |
| Financiam. Diversos | EUR | 3.882 | - | - | - |
| Total | EUR | 44.082 | |||
| Espanha | |||||
| Financiam. Diversos | EUR | 196.618 | - | - | - |
| Descobertos | EUR | 21 | - | - | - |
| Total | EUR | 196.639 | - | - | - |
| Marrocos | |||||
| Empréstimo Bilateral | MAD | 18.786 | Set 2006 | Set 2013 | 5,450% |
| Descobertos | MAD | 68.372 | - | - | - |
| Total | EUR | 7.680 | |||
| Turquia | |||||
| Descobertos | TRY | 106.655 | - | - | - |
| Total | EUR | 49.499 | |||
| Brasil | |||||
| Financiam. Diversos | BRL | 23.738 | - | - | - |
| Total | EUR | 9.452 | |||
| Moçambique | |||||
| Descobertos | MZN | 15.670 | - | - | - |
| Total | EUR | 355 | |||
| África do Sul | |||||
| Descobertos | ZAR | 15.046 | - | - | - |
| Total | EUR | 1.411 | |||
| China | |||||
| Financiam. Diversos | HKD | 258.405 | |||
| Financiam. Diversos | CNY | 111.679 | - | - | - |
| Total | EUR | 34.487 | |||
| Cabo Verde | |||||
| Financiam. Diversos | EUR | 161 | - | - | - |
| Empréstimo Bilateral | CVE | 1.144 | Mai 2006 | Mai 2010 | 8,000% |
| Descobertos | CVE | 133.927 | - | - | - |
| Total | EUR | 1.386 | |||
| Vários | |||||
| Leasings Operacionais | EUR | 7.739 | - | - | - |
| Total Grupo | EUR | 2.137.860 |
Refira-se ainda que, na sequência da Oferta Pública de Aquisição, lançada no final do ano pela empresa brasileira Companhia Siderúrgica Nacional, sobre a totalidade do capital da CIMPOR, a Standard & Poor's decidiu voltar a colocar o respectivo rating sob observação (e com outlook negativo), dada a notação de rating da entidade oferente.
No decurso da sua actividade normal, o Grupo CIMPOR é confrontado com diversos riscos de carácter financeiro, em consequência da exposição do respectivo balanço à evolução das taxas de câmbio das moedas dos países onde o Grupo está presente, bem como às variações das taxas de juro do euro e do dólar norte-americano, principais moedas em que se encontra denominada a sua dívida financeira.
De forma a mitigar o impacto potencial de eventuais variações desfavoráveis de alguns destes factores, é prosseguida uma política de gestão assente nos seguintes princípios básicos:
A propósito deste último ponto, importa salientar a utilização, no âmbito da gestão da carteira de derivados, de uma medida estatística particularmente relevante, conhecida por Earnings-at-Risk. Indicando, com 95% de probabilidade e para um horizonte temporal de três meses, qual o impacto negativo máximo, em termos de resultados, induzido pela referida carteira, esta medida permite não só uma análise contínua da mesma como também avaliar em que medida esse impacto pode ou não ser minorado com a contratação de determinadas operações.
No âmbito da gestão do risco cambial, mantiveram-se os dois cross-currency swaps (USD/EUR) associados aos Private Placements emitidos, em Junho de 2003, no mercado norte-americano, assim como a política de cobertura do risco inerente aos empréstimos intra-grupo contraídos pelas empresas que desenvolvem a sua actividade fora da zona euro, sempre que as condições dos mercados locais o permitem.
Em matéria de risco de taxa de juro, deu-se continuidade à gestão dinâmica da carteira de instrumentos derivados não qualificados como de cobertura, visando a minimização do seu custo global e o equilíbrio do binómio cash flow / market value.
Em 2009, os princípios e critérios de gestão dos riscos operacionais do Grupo não sofreram grandes alterações, mantendo-se a política de auto-seguro, com a colocação dos ''grandes riscos'' junto de resseguradoras internacionais.
Na renegociação das respectivas apólices, integradas nos programas globais do Grupo CIMPOR, e apesar de as principais companhias envolvidas continuarem a apresentar condições bastante exigentes para a sua renovação, foi possível, uma vez mais, obter reduções significativas dos prémios correspondentes às apólices de danos materiais e de responsabilidade civil.
A ''cativa'' de resseguro do Grupo -- a CIMPOR Reinsurance, com sede no Luxemburgo -- continuou a assumir, directamente, os riscos de danos materiais e de avaria de máquinas, bem como os riscos de responsabilidade civil geral e de produtos. Nestes, os limites de indemnização suportados pela ''cativa'' mantiveram-se nos duzentos e cinquenta mil euros, enquanto nos primeiros subiram de dois para três milhões de euros. Acima destes montantes, as coberturas respectivas encontramse colocadas no mercado internacional de resseguro.
Em 2009, procedeu-se igualmente à renegociação do seguro global de responsabilidade civil de administradores e directores da CIMPOR, tendo sido possível, apesar das difíceis condições do mercado, manter as mesmas coberturas e nível de prémio do ano anterior.
Os seguros de natureza pessoal, os seguros de viaturas e outros de natureza diversa continuaram a ser colocados pelas diferentes Áreas de Negócios em companhias locais, dada a especificidade da legislação de cada país e das condições contratuais dos respectivos trabalhadores.
As perspectivas de evolução da economia mundial para 2010 apresentam-se ainda bastante incertas. Muito embora as últimas projecções correspondam a uma revisão em alta das estimativas anteriormente divulgadas, continuam a pairar sérias dúvidas sobre a capacidade do sector privado, nos países mais desenvolvidos, se constituir como motor da economia, à medida que forem sendo retirados os estímulos públicos que, na segunda metade de 2009, permitiram uma certa recuperação da procura.
De qualquer modo, é mais ou menos consensual que, depois da contracção registada no ano transacto, a economia mundial deverá crescer a uma taxa de entre 3,5 a 4,0%, impulsionada, sobretudo, pelo ritmo de expansão das economias emergentes (estimado em cerca de 6,5%). Enquanto para os EUA é esperado um crescimento da ordem dos 3%, na Zona Euro a recuperação será provavelmente mais lenta e gradual, apontando-se para um avanço de apenas 1%. Na China, pelo contrário, 2010 deverá marcar o regresso a uma taxa de crescimento muito próxima dos 10%.
Neste contexto, será certamente às economias emergentes, em especial dos países asiáticos, que se continuará a dever algum incremento do consumo de cimento. Nos países mais desenvolvidos, é pouco provável que, antes da segunda metade do ano, se verifique uma recuperação, ainda que ligeira, do sector da construção, tanto mais que, de uma forma geral, os primeiros meses de 2010 registaram condições climatéricas particularmente desfavoráveis.
O Grupo CIMPOR encara o ano de 2010 com algum optimismo, justificado pelas expectativas existentes quanto à expansão de alguns dos mercados em que actua (Egipto, Brasil, Moçambique, China e Índia), pela sua maior capacidade de produção face aos investimentos recentemente concluídos ou a terminar ainda em 2010 (Turquia, Brasil e China) e pelos efeitos, em termos de redução de custos, da reestruturação operada em 2009 nas áreas de betões e agregados (Portugal e Espanha).
Em Portugal, o mercado interno só deverá conhecer alguma reanimação no decorrer do segundo semestre, estimando-se, no entanto, que, por força de um maior volume de exportações de clínquer e cimento, as vendas possam vir a registar um aumento significativo. Ainda assim, perante o esperado agravamento dos custos energéticos e a menor margem gerada pelas exportações, o respectivo impacto, ao nível do EBITDA, será, provavelmente, pouco expressivo.
Em Espanha, tudo aponta para uma queda adicional do consumo de cimento para cerca de 25,5 milhões de toneladas (menos 11% que em 2009), num contexto de decréscimo do PIB próximo dos 0,5% e, sobretudo, de contracção do sector da construção em perto de 6,5%. No Grupo CIMPOR, dados os custos suportados no ano transacto com a reestruturação das áreas de betões e agregados e a consequente redução, no corrente ano, dos encargos com pessoal, é expectável que, apesar de um menor volume de vendas, o EBITDA venha a registar algum crescimento. No entanto, tal dependerá, em larga medida, da evolução dos preços de venda, cujo cenário de evolução permanece, ainda, bastante incerto.
Em Marrocos e na Tunísia, o excelente ano agrícola de 2009 dificilmente poderá repetir-se, o que não deixará de afectar a procura interna. Muito embora o consumo de cimento deva registar taxas de crescimento relativamente modestas (da ordem dos 3%), é provável que o aumento das vendas do Grupo, no caso específico de Marrocos, venha a ser mais significativo, dada a recente ampliação da sua capacidade de moagem. Na Tunísia, pelo contrário, tanto as limitações colocadas à exportação como a natureza dos investimentos programados deverão ser impeditivos do crescimento das vendas. Ainda assim, o esperado aumento dos preços do cimento e o alargamento da actividade do Grupo ao sector dos agregados deverão permitir um incremento do EBITDA idêntico, em termos relativos, ao estimado para Marrocos.
No Egipto, a procura de cimento continua a revelar grande robustez, traduzida em taxas de crescimento da ordem dos dois dígitos -- um ritmo de expansão que a CIMPOR, ainda que recorrendo à importação de clínquer, dificilmente conseguirá acompanhar, devido não só às limitações da sua capacidade de moagem como também à entrada em exploração de novas unidades.
Na Turquia, a esperada recuperação da economia não deixará de afectar positivamente o sector da construção, prevendo-se que o consumo de cimento, impulsionado pela realização de novos investimentos em infraestruturas e projectos hidroeléctricos, inverta a tendência de queda registada nos últimos anos. O que, mesmo contando com a possível retoma da procura externa, será ainda assim insuficiente para absorver o excesso de capacidade instalada no país. Por conseguinte, é muito provável que a enorme pressão sobre os preços de venda sentida em 2009 se mantenha no corrente ano, contribuindo, em conjunto com o agravamento dos custos energéticos, para a estagnação da rentabilidade das operações em níveis baixos.
No Brasil, a taxa de crescimento do PIB deverá atingir os 5%, com o consumo de cimento a aumentar sensivelmente ao mesmo ritmo. O Grupo CIMPOR, beneficiando da conclusão, ao longo do ano, de diversos projectos de ampliação de capacidade, estará em condições de acompanhar este incremento da procura, o que, a par de alguma redução de custos e da provável valorização da moeda local relativamente ao euro, potencia o aumento do respectivo EBITDA em pelo menos 30 milhões de euros.
Em Moçambique, o conjunto de obras públicas em carteira e o prosseguimento de alguns projectos privados actualmente em curso deverão continuar a sustentar o crescimento do sector da construção e, por conseguinte, do consumo de cimento. No entanto, dadas as limitações do aparelho produtivo e a recente desvalorização da moeda local, não se antevêem grandes melhorias ao nível da rentabilidade desta Área de Negócios.
Na África do Sul, as últimas estimativas apontam para um decréscimo significativo do consumo de cimento, em resultado da conclusão de um conjunto de grandes obras relacionadas com a organização, neste país, do Campeonato do Mundo de Futebol (a realizar em meados de 2010). Ainda assim, a esperada valorização do rand deverá obstar à diminuição do EBITDA do Grupo, quando avaliado na moeda europeia.
Tanto na China como na Índia, as perspectivas existentes são no sentido de alguma aceleração do crescimento, prevendo-se que o consumo de cimento venha a registar aumentos na casa dos dois dígitos. Porém, quer num caso quer noutro, são igualmente esperados incrementos significativos da capacidade instalada, o que, após a forte queda sofrida pelos preços de venda na segunda metade de 2009, irá certamente dificultar a sua recuperação. Na Índia, a evolução dos resultados do Grupo dependerá, em grande parte, deste último factor, bem como da eventual concretização de algumas operações de exportação. Na China, os recentes aumentos da capacidade de produção de clínquer e cimento (num total de 1,8 milhões e 3,6 milhões de toneladas/ano, respectivamente), derivados da entrada em exploração da moagem de Huaian e, já em 2010, da nova fábrica de Shanting, potenciam um crescimento do EBITDA do Grupo, que, no entanto, dependerá em larga medida da confirmação, ou não, do prometido encerramento de diversas unidades concorrentes, ainda em operação.
Em Cabo Verde, e à semelhança do ano transacto, o investimento público -- incidente, sobretudo, na construção de estradas, na expansão de infraestruturas portuárias e na produção e distribuição de água e energia -- será provavelmente insuficiente para anular a continuada retracção do investimento privado. Consequentemente, é de admitir que, nesta Área de Negócios, os resultados gerados pelas empresas do Grupo permaneçam em queda.
Merecem relevo os seguintes factos ocorridos após o termo do exercício de 2009:
Instalação, em Ankara (Turquia), de uma nova central de betão, semi-móvel.
Obtenção da certificação de Gestão da Qualidade, segundo a norma ISO 9001:2008, pela fábrica da Matola (Moçambique).
Lisboa, 7 de Abril de 2010
Prof. Eng. Ricardo Manuel Simões Bayão Horta
| Dr. Luís Eduardo da Silva Barbosa | Dr. Vicente Árias Mosquera |
|---|---|
| Prof. Dr. António Sarmento Gomes Mota | José Manuel Baptista Fino |
| Dr. Jorge Humberto Correia Tomé | Dr. José Enrique Freire Arteta |
| Eng. Jorge Manuel Tavares Salavessa Moura | Eng. Luís Filipe Sequeira Martins |
| Dr. Manuel Luís Barata de Faria Blanc | Dr. António Carlos Custódio de Morais Varela |
| Dr. Luís Miguel da Silveira Ribeiro Vaz | Eng. Pedro Manuel Abecassis Empis |
(ESTA PÁGINA FOI DEIXADA EM BRANCO INTENCIONALMENTE)
(Montantes expressos em milhares de euros)
| Notas | 2009 | 2008 | |
|---|---|---|---|
| Proveitos operacionais: | |||
| Vendas e prestações de serviços | 7 | 2.085.498 | 2.088.862 |
| Outros proveitos operacionais | 8 | 62.914 | 65.601 |
| Total de proveitos operacionais | 2.148.412 | 2.154.464 | |
| Custos operacionais: | |||
| Custo das vendas | 9 | (578.921) | (630.936) |
| Variação da produção | (1.968) | 26.954 | |
| Fornecimentos e serviços externos | (676.553) | (708.514) | |
| Custos com o pessoal | 10 | (249.610) | (224.875) |
| Amortizações, depreciações e perdas de imparidade no goodwill e em | |||
| activos fixos tangíveis e intangíveis | 7, 17 e 18 | (226.256) | (184.573) |
| Provisões | 7 e 36 | (2.770) | (9.129) |
| Outros custos operacionais | 11 | (35.432) | (30.749) |
| Total de custos operacionais | (1.771.510) | (1.761.822) | |
| Resultado operacional | 7 | 376.901 | 392.642 |
| Custos e proveitos financeiros, líquidos | 7 e 12 | (52.149) | (49.189) |
| Resultados relativos a empresas associadas | 7, 12 e 19 | 156 | (86.735) |
| Resultados relativos a investimentos | 7 e 12 | (11.117) | 1.537 |
| Resultado antes de impostos | 7 | 313.791 | 258.255 |
| Impostos sobre o rendimento | 7 e 13 | (68.113) | (24.949) |
| Resultado líquido do exercício | 7 | 245.679 | 233.306 |
| Outros rendimentos e gastos reconhecidos em capital próprio: | |||
| Instrumentos financeiros de cobertura | 3.469 | 3.265 | |
| Activos financeiros disponíveis para venda | (167) | (1.736) | |
| Ganhos e perdas actuariais em planos de benefícios a empregados | 31, 32 e 33 | (4.091) | (3.167) |
| Variação nos ajustamentos de conversão cambial | 202.963 | (330.755) | |
| Ajustamentos de partes de capital em associadas | ‐ | (3.296) | |
| Resultados reconhecidos directamente no capital próprio | 202.174 | (335.689) | |
| Rendimento consolidado integral do exercício | 447.853 | (102.383) | |
| Resultado líquido do exercício atribuível a: | |||
| Detentores do capital | 15 | 237.025 | 219.441 |
| Interesses minoritários | 7 e 33 | 8.653 | 13.865 |
| 245.679 | 233.306 | ||
| Rendimento consolidado integral do exercício atribuível a: | |||
| Detentores do capital | 444.453 | (118.972) | |
| Interesses minoritários | 3.399 | 16.589 | |
| 447.853 | (102.383) | ||
| Resultado líquido por acção: | |||
| Básico | 15 | 0,36 | 0,33 |
| Diluído | 15 | 0,36 | 0,33 |
O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas em 31 de Dezembro de 2009.
(Montantes expressos em milhares de euros)
| Notas | 2009 | 2008 | |
|---|---|---|---|
| Activos não correntes: | |||
| Goodwill | 16 | 1.352.251 | 1.277.008 |
| Activos intangíveis | 17 | 69.645 | 42.530 |
| Activos fixos tangíveis | 18 | 2.127.773 | 2.007.926 |
| Investimentos em associadas | 7 e 19 | 24.992 | 97.663 |
| Outros investimentos | 20 | 9.939 | 131.395 |
| Outras dívidas de terceiros | 22 | 11.871 | 10.883 |
| Estado e outros entes públicos | 23 | 28.033 | 16.349 |
| Outros activos não correntes | 24 | 32.188 | 33.874 |
| Activos por impostos diferidos Total de activos não correntes |
25 | 107.305 3.763.996 |
103.039 3.720.666 |
| Activos correntes: | |||
| Existências | 26 | 294.300 | 327.849 |
| Clientes e adiantamentos a fornecedores | 27 | 264.202 | 313.443 |
| Outras dívidas de terceiros | 22 | 28.855 | 29.633 |
| Estado e outros entes públicos | 23 | 52.660 | 43.349 |
| Caixa e equivalentes de caixa | 46 | 439.182 | 169.564 |
| Outros activos correntes | 24 | 25.912 | 10.751 |
| Activos não correntes detidos para venda | 21 | 58.256 | ‐ |
| Total de activos correntes | 1.163.366 | 894.589 | |
| Total do activo | 7 | 4.927.362 | 4.615.255 |
| Capital próprio: | |||
| Capital | 28 | 672.000 | 672.000 |
| Acções próprias | 29 | (39.905) | (41.640) |
| Ajustamentos de conversão cambial | 30 | 58.587 | (149.706) |
| Reservas | 31 | 287.456 | 283.112 |
| Resultados transitados | 32 | 615.340 | 521.858 |
| Resultado líquido do exercício | 15 | 237.025 | 219.441 |
| Capital próprio atribuível a accionistas | 1.830.503 | 1.505.065 | |
| Interesses minoritários | 33 | 92.488 | 110.720 |
| Total de capital próprio | 1.922.991 | 1.615.786 | |
| Passivos não correntes: | |||
| Passivos por impostos diferidos | 25 | 233.853 | 197.388 |
| Benefícios aos empregados | 34 | 19.984 | 16.642 |
| Provisões | 36 | 153.704 | 152.374 |
| Empréstimos | 37 | 1.637.157 | 1.911.130 |
| Locações financeiras | 38 | 4.784 | 4.670 |
| Outras dívidas a terceiros | 41 | 28.037 | 19.515 |
| Estado e outros entes públicos | 23 | 984 | 1.499 |
| Outros passivos não correntes | 42 | 122.418 | 115.193 |
| Total de passivos não correntes | 2.200.921 | 2.418.411 | |
| Passivos correntes: | |||
| Benefícios aos empregados | 34 | 4.552 | 4.685 |
| Provisões | 36 | 962 | 2.140 |
| Empréstimos | 37 | 453.523 | 201.501 |
| Locações financeiras | 38 | 2.955 | 2.102 |
| Fornecedores e adiantamentos de clientes | 43 | 182.734 | 207.187 |
| Outras dívidas a terceiros | 41 | 61.051 | 58.986 |
| Estado e outros entes públicos | 23 | 37.096 | 41.135 |
| Outros passivos correntes | 42 | 60.576 | 63.325 |
| Total de passivos correntes | 803.450 | 581.059 | |
| Total do passivo | 7 | 3.004.371 | 2.999.470 |
| Total do passivo e capital próprio | 4.927.362 | 4.615.255 |
O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas em 31 de Dezembro de 2009.
das Alterações no Capital Próprio dos Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 (Montantes expressos em milhares de euros)
| Notas | Capital | próprias Acções |
Ajustamentos de conversão cambial |
Reservas | transitados Resultados |
Resultado líquido |
Capital próprio atribuível a accionistas |
minoritários Interesses |
do capital próprio Total |
|
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 672.000 | (19.927) | 183.834 | 271.950 | 384.470 | 304.073 | 1.796.401 | 102.880 | 1.899.281 | |
| Resultado líquido do exercício | 7 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 219.441 | 219.441 | 13.865 | 233.306 |
| Resultados reconhecidos directamente no capital próprio | ‐ | ‐ | (333.541) | (4.578) | (294) | ‐ | (338.413) | 2.723 | (335.689) | |
| Total do rendimento consolidado integral | ‐ | ‐ | (333.541) | (4.578) | (294) | 219.441 | (118.972) | 16.589 | (102.383) | |
| Transferência para reserva legal e resultados transitados Aplicação do resultado consolidado de 2007: |
31 e 32 | 12.565 | 291.508 | (304.073) | ||||||
| Dividendos distribuídos | 14, 32 e 33 | ‐ ‐ |
‐ ‐ |
‐ ‐ |
‐ | (153.151) | ‐ | ‐ (153.151) |
‐ (13.508) |
(166.659) |
| (Aquisição)/Alienação de acções próprias | 29 e 31 | ‐ | (21.713) | ‐ | 722 | ‐ | ‐ | (20.991) | ‐ | (20.991) |
| Atribuição de justos valores em processos de concentração empresariais Planos de atribuição de opções de compra de acções |
31 e 32 5 e 33 |
‐ ‐ |
‐ | ‐ | 2.453 | (450) | ‐ | 2.003 | ‐ 8.473 |
2.003 8.473 |
| Variações de participações financeiras e outros | 32 e 33 | ‐ | ‐ ‐ |
‐ ‐ |
‐ ‐ |
‐ (225) |
‐ ‐ |
‐ (225) |
(3.712) | (3.937) |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 672.000 | (41.640) | (149.706) | 283.112 | 521.858 | 219.441 | 1.505.065 | 110.720 | 1.615.786 | |
| Resultado líquido do exercício | 7 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 237.025 | 237.025 | 8.653 | 245.679 |
| Resultados reconhecidos directamente no capital próprio | ‐ | ‐ | 208.293 | (865) | ‐ | ‐ | 207.428 | (5.254) | 202.174 | |
| Total do rendimento consolidado integral | ‐ | ‐ | 208.293 | (865) | ‐ | 237.025 | 444.453 | 3.399 | 447.853 | |
| Transferência para reserva legal e resultados transitados Aplicação do resultado consolidado de 2008: |
31 e 32 | ‐ | ‐ | ‐ | 7.700 | 211.741 | (219.441) | ‐ | ‐ | |
| Dividendos distribuídos | 14, 32 e 33 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | (122.777) | ‐ | (122.777) | (13.260) | (136.037) |
| (Aquisição)/Alienação de acções próprias | 29 e 31 | ‐ | 1.735 | ‐ | (200) | ‐ | ‐ | 1.534 | ‐ | 1.534 |
| Planos de atribuição de opções de compra de acções | 31 e 32 | ‐ | ‐ | ‐ | (2.291) | 4.552 | ‐ | 2.261 | ‐ | 2.261 |
| Atribuição de justos valores em processos de concentração empresariais Variações de participações financeiras e outros |
32 e 33 5 e 33 |
‐ ‐ |
‐ ‐ |
‐ ‐ |
‐ ‐ |
‐ (34) |
‐ ‐ |
‐ (34) |
(13.658) 5.288 |
(13.692) 5.288 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 672.000 | (39.905) | 58.587 | 287.456 | 615.340 | 237.025 | 1.830.503 | 92.488 | 1.922.991 |
(Montantes expressos em milhares de euros)
| Actividades operacionais: Recebimentos de clientes 2.452.178 2.447.674 Pagamentos a fornecedores (1.350.714) (1.535.342) Pagamentos ao pessoal (243.746) (223.001) Fluxos gerados pelas operações 857.717 689.331 Recebimentos/pagamentos do imposto sobre o rendimento (62.876) (63.144) Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional (179.482) (196.820) Fluxos das actividades operacionais (1) 615.359 429.367 Actividades de investimento: Recebimentos provenientes de: Variações de perímetro de consolidação por alienações 5 5.368 429 Investimentos financeiros 46 128.904 9.018 Activos fixos tangíveis 6.112 6.335 Subsídios de investimento 2.722 868 Juros e proveitos similares 13.730 34.683 Dividendos 214 1.513 Outros 597 137 157.647 52.983 Pagamentos respeitantes a: Variações de perímetro de consolidação por aquisições 5 (3.670) (316.218) Investimentos financeiros 46 (10.862) (36.295) Activos fixos tangíveis (236.628) (305.887) Activos intangíveis (7.616) (6.127) Outros ‐ (323) (258.776) (664.850) Fluxos das actividades de investimento (2) (101.128) (611.867) Actividades de financiamento: Recebimentos provenientes de: Empréstimos obtidos 46 320.354 1.156.341 Venda de acções próprias 1.504 4.856 Outros 2.637 ‐ 324.495 1.161.197 Pagamentos respeitantes a: Empréstimos obtidos 46 (362.178) (1.066.468) Juros e custos similares (91.269) (114.691) Dividendos 14 (122.777) (153.151) Compra de acções próprias ‐ (25.586) Outros (13.867) (16.858) (590.091) (1.376.754) Fluxos das actividades de financiamento (3) (265.596) (215.557) Variação de caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) 248.635 (398.057) Efeito das diferenças de câmbio e de outras transacções não monetárias 5.544 5.255 Caixa e seus equivalentes no início do exercício 46 126.479 519.280 |
Notas | 2009 | 2008 | |
|---|---|---|---|---|
| Caixa e seus equivalentes no fim do exercício | 46 | 380.657 | 126.479 |
O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas em 31 de Dezembro de 2009.
| ÍNDICE | ||
|---|---|---|
| 1. | Nota introdutória 130 | |
|---|---|---|
| 2. | Principais políticas contabilísticas 130 | |
| 2.1. | Bases de apresentação 130 | |
| 2.2. | Novas normas e interpretações, revisões e emendas adoptadas pela União Europeia 131 | |
| 2.3. | Julgamentos críticos/estimativas 132 | |
| 2.4. | Princípios de consolidação 134 | |
| 2.5. | Activos intangíveis 137 | |
| 2.6. | Activos fixos tangíveis 137 | |
| 2.7. | Locações 138 | |
| 2.8. | Imparidade de activos não correntes, excluindo Goodwill 139 | |
| 2.9. | Activos, passivos e transacções em moeda estrangeira 139 | |
| 2.10. Custos de financiamento 140 | ||
| 2.11. Subsídios 141 | ||
| 2.12. Existências 141 | ||
| 2.13. Activos não correntes detidos para venda 141 | ||
| 2.14. Relato por segmentos 141 | ||
| 2.15. Classificação de balanço 142 | ||
| 2.16. Resultado operacional 142 | ||
| 2.17. Provisões 142 | ||
| 2.18. Instrumentos financeiros 143 | ||
| 2.19. Benefícios com pensões de reforma 146 | ||
| 2.20.Benefícios de saúde 147 | ||
| 2.21. Pagamentos baseados em acções 147 | ||
| 2.22. Activos e passivos contingentes 147 | ||
| 2.23. Rédito e especialização dos exercícios 148 | ||
| 2.24. Imparidade de activos financeiros 148 | ||
| 2.25. Imposto sobre o rendimento 149 | ||
| 2.26. Resultados por acção 149 | ||
| 2.27. Eventos subsequentes 150 | ||
| 2.28. Licenças de emissão de CO2 -- Mercado de emissões 150 | ||
| 3. | Alterações de políticas, estimativas e erros 150 | |
| 4. | Empresas incluídas na consolidação 151 | |
| 4.1. | Empresas consolidadas pelo método integral 151 | |
| 4.2. Empresas associadas 163 | ||
| 4.3. | Empresas consolidadas pelo método de consolidação proporcional 164 | |
| 5. | Alterações no perímetro de consolidação e atribuição de justos valores 165 | |
| 6. | Cotações 169 | |
| 7. | Segmentos operacionais 170 | |
| 8. | Outros proveitos operacionais 173 | |
| 9. | Custo das vendas 173 | |
| 10. | Custos com pessoal 174 | |
| 11. | Outros custos operacionais 175 | |
| 12. | Resultados financeiros 176 | |
| 13. | Imposto sobre o rendimento 177 | |
| 14. | Dividendos 179 | |
| 15. | Resultados por acção 179 | |
| 16. | Goodwill 180 | |
| 17. | Activos intangíveis 182 |
| 18. | Activos fixos tangíveis 183 | |
|---|---|---|
| 19. | Investimentos em associadas 184 | |
| 20. | Outros investimentos 186 | |
| 21. | Activos não correntes detidos para venda 187 | |
| 22. | Outras dívidas de terceiros 187 | |
| 23. | Estado e outros entes públicos 188 | |
| 24. | Outros activos correntes e não correntes 189 | |
| 25. | Impostos diferidos 190 | |
| 26. | Existências 191 | |
| 27. | Clientes e adiantamentos a fornecedores 192 | |
| 28. | Capital 193 | |
| 29. | Acções próprias 193 | |
| 30. | Ajustamentos de conversão cambial 194 | |
| 31. | Reservas 194 | |
| 32. | Resultados transitados 195 | |
| 33. | Interesses minoritários 195 | |
| 34. | Benefícios aos empregados 195 | |
| 35. | Plano de opções de compra de acções 200 | |
| 36. | Provisões 202 | |
| 37. | Empréstimos 204 | |
| 38. | Obrigações decorrentes de contratos de locação 208 | |
| 39. | Instrumentos financeiros derivados 208 | |
| 40. | Gestão de riscos financeiros 213 | |
| 41. | Outras dívidas a terceiros 220 | |
| 42. | Outros passivos correntes e não correntes 220 | |
| 43. | Fornecedores e adiantamentos de clientes 221 | |
| 44. | Licenças de emissão de CO2 221 | |
| 45. | Activos e passivos financeiros no âmbito da IAS39 222 | |
| 46. | Notas às demonstrações de fluxos de caixa consolidadas 223 | |
| 47. | Partes relacionadas 224 | |
| 48. | Passivos contingentes, garantias e compromissos 225 | |
| 49. | Honorários e serviços dos auditores 227 | |
| 50. | Eventos subsequentes 227 | |
| 51. | Aprovação das demonstrações financeiras 228 |
Em 31 de Dezembro de 2009 (Montantes expressos em milhares de euros)
A Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. (''CIMPOR'' ou ''Empresa''), constituída em 26 de Março de 1976, com a designação social de Cimpor - Cimentos de Portugal, E.P., tem sofrido diversas alterações estruturais e jurídicas, que a conduziram à liderança de um Grupo Empresarial com actividades em Portugal, Espanha, Marrocos, Tunísia, Egipto, Turquia, Brasil, Peru, Moçambique, África do Sul, China, Índia e Cabo Verde (''Grupo Cimpor'' ou ''Grupo'').
O fabrico e comercialização do cimento constitui o negócio nuclear do Grupo CIMPOR. Betões, agregados e argamassas são produzidos e comercializados numa óptica de integração vertical dos negócios.
O Grupo CIMPOR detém as suas participações concentradas essencialmente em duas Sub-Holdings: (i) a Cimpor Portugal, SGPS, S.A., que concentra as participações nas sociedades que se dedicam à produção de cimento, betão, artefactos de betão e actividades conexas, em Portugal; e, (ii) a Cimpor Inversiones S.A., que detém as participações nas sociedades sedeadas no estrangeiro.
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa e das empresas incluídas na consolidação, mantidos de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal e em cada sede de cada entidade incluída, ajustadas no processo de consolidação de modo a que as demonstrações financeiras consolidadas estejam de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas pela União Europeia, em vigor para exercícios económicos iniciados em 1 de Janeiro de 2009. Devem entender-se como fazendo parte daquelas normas, as Normas Internacionais de Relato Financeiro (''IFRS'' -- International Financial Reporting Standards) emitidas pelo International Accounting Standard Board (''IASB''), as Normas Internacionais de Contabilidade (''IAS''), emitidas pelo International Accounting Standards Committee (''IASC'') e respectivas interpretações -- IFRIC e SIC, emitidas, respectivamente, pelo International Financial Reporting Interpretation Committee (''IFRIC'') e pelo Standing Interpretation Committee (''SIC''), que tenham sido adoptadas pela União Europeia. De ora em diante, o conjunto daquelas normas e interpretações serão aqui designados genericamente por ''IAS/IFRS''.
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões aprovadas (''endorsed'') pela União Europeia com aplicação obrigatória nos exercícios económicos iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2009, e das quais advieram impactos nas demonstrações financeiras do Grupo, foram adoptadas pela primeira vez no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009:
| Norma / interpretação | Data de entrada em vigor (exercícios iniciados em ou após) |
|
|---|---|---|
| Normas e interpretações novas: | ||
| IFRS 8 – Segmentos operacionais | 01-Jan-09 | A IFRS 8 substitui a IAS 14, redefinindo os segmentos relatáveis e a informação a relatar sobre os mesmos. |
| Revisões: | ||
| IAS 1 – Apresentação de demonstrações financeiras (Revisão de 2007) |
01-Jan-09 | Esta revisão introduz alterações de terminologia, incluindo novas designações para as peças das demonstrações financeiras, assim como alterações ao nível do formato e conteúdo de tais peças. |
| Emendas: | ||
| IFRS 1 – Adopção pela primeira vez das normas internacionais de relato financeiro / IAS 27 – Demonstrações financeiras consolidadas e separadas (Emendas) |
01-Jan-09 | Estas emendas referem-se à mensuração do custo dos investimentos na adopção inicial das IFRS e ao reconhecimento do rendimento de dividendos provenientes de subsidiárias, nas demonstrações financeiras da empresa-mãe. |
| IFRS 7 – Instrumentos financeiros: divulgações (Emendas) |
01-Jan-09 | Estas emendas alargam as divulgações requeridas relativamente ao justo valor de instrumentos financeiros e ao risco de liquidez. |
| Melhoramentos das normas internacionais de relato financeiro – 2007 |
Várias (geralmente 1-Jan-09) |
Este processo envolveu a revisão de 32 normas contabilísticas. |
O efeito nas demonstrações financeiras do Grupo do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, decorrente da adopção das normas e interpretações novas, emendas e revisões acima referidas, verificou-se apenas ao nível da apresentação e divulgação de informação financeira.
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões, aprovadas (''endorsed'') pela União Europeia até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, com potencial impacto ao nível das demonstrações financeiras do Grupo, são de aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros:
| Norma / interpretação | Data de entrada em vigor (exercícios iniciados em ou após) |
|
|---|---|---|
| Normas e interpretações novas: | ||
| IFRIC 16 – Coberturas de um investimento líquido numa unidade operacional estrangeira |
01-Jul-09 | Esta interpretação fornece orientações sobre a contabilidade de cobertura de um investimento líquido numa unidade operacional estrangeira. |
| IFRIC 18 – Transferências de activos provenientes de clientes |
Transferências efectuadas em ou após 1-Jul-09 |
Esta interpretação fornece orientações sobre a contabilização de activos fixos tangíveis provenientes de clientes. |
| Revisões: | ||
| IFRS 1 – Adopção pela primeira vez das normas internacionais de relato financeiro (Revisão de 2008) |
01-Jan-10 | Esta revisão reflecte as várias alterações ocorridas desde a primeira versão desta norma. |
| IFRS 3 – Concentrações de actividades empresariais / IAS 27 – Demonstrações financeiras consolidadas e separadas (Revisão de 2008) |
01-Jul-09 | Esta revisão introduz alterações: (a) na mensuração dos interesses sem controlo (anteriormente designados interesses minoritários); (b) no reconhecimento e mensuração subsequente de pagamentos contingentes; (c) no tratamento dos custos directos relacionados com a concentração; e (d) no registo de transacções de compra de interesses em entidades já controladas e de venda de interesses das quais não resulte a perda de controlo sobre a entidade. |
| Emendas: | ||
| IAS 39 – Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração (Emendas) |
01-Jul-09 | Estas emendas clarificam alguns aspectos da contabilidade de cobertura, nomeadamente: (i) a identificação da inflação como um risco coberto e (ii) a cobertura com opções. |
| IFRIC 9 – Reavaliação de derivados embutidos / IAS 39 – Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração (Emendas) |
Exercícios acabados em ou iniciados após 30-Jun-09 |
Estas emendas clarificam as circunstâncias em que é permitida a reapreciação subsequente da obrigatoriedade de separação de um derivado embutido. |
Estas normas apesar de aprovadas (''endorsed'') pela União Europeia, não foram adoptadas pelo Grupo no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, em virtude de a sua aplicação não ser ainda obrigatória. A avaliação dos impactos da adopção destas normas não se encontra concluída, não se esperando no entanto que delas resultem impactos com relevancia material nas demonstrações financeiras.
A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com os princípios de reconhecimento e mensuração das IFRS requer que o Conselho de Administração da CIMPOR (''Conselho de Administração'') formule julgamentos, estimativas e pressupostos que poderão afectar o valor reconhecido dos activos e passivos, e as divulgações de activos e passivos contingentes à data das demonstrações financeiras, bem como os proveitos e custos.
Essas estimativas são baseadas no melhor conhecimento existente em cada momento e nas acções que se planeiam realizar, sendo periodicamente revistas com base na informação disponível. Alterações nos factos e circunstâncias podem conduzir à revisão das estimativas, pelo que os resultados reais futuros poderão diferir daquelas estimativas.
As estimativas e pressupostos significativos formulados pelo Conselho de Administração na preparação destas demonstrações financeiras incluem, nomeadamente, os pressupostos utilizados no tratamento dos seguintes assuntos:
• Imparidade de activos não correntes
A determinação de uma eventual perda por imparidade pode ser despoletada pela ocorrência de diversos eventos, muitos dos quais fora da esfera de influência do Grupo Cimpor, tais como a disponibilidade futura de financiamento, o custo de capital ou quaisquer outras alterações, quer internas quer externas, ao Grupo Cimpor.
A identificação dos indicadores de imparidade e a determinação do valor recuperável dos activos implicam um julgamento por parte do Conselho de Administração no que respeita à identificação e avaliação dos diferentes indicadores de imparidade, fluxos de caixa esperados, taxas de desconto aplicáveis, vidas úteis e valores de transacções.
• Imparidade do Goodwill
O goodwill é sujeito a teste de imparidade anualmente ou sempre que existam indícios de uma eventual perda de valor, de acordo com a política indicada na Nota 16. Os valores recuperáveis das unidades geradoras de caixa às quais o goodwill é afecto são determinados com base no maior de entre o valor de uso, apurado de acordo com os fluxos de caixa esperados, e o valor de venda, de acordo com múltiplos de transacções recentes. Na determinação do valor de uso são utilizadas estimativas por parte da gestão relativamente à evolução futura da actividade e às taxas de desconto consideradas.
• Vidas úteis dos activos fixos intangíveis e tangíveis
A vida útil de um activo é o período durante o qual uma entidade espera que um activo esteja disponível para seu uso e deve ser revista pelo menos no final de cada exercício económico.
A determinação das vidas úteis dos activos, do método de amortização/depreciação a aplicar e das perdas estimadas decorrentes da substituição de equipamentos antes do fim da sua vida útil, por motivos de obsolescência tecnológica, é essencial para determinar o montante das amortizações/depreciações a reconhecer na demonstração consolidada do rendimento integral de cada exercício.
Estes parâmetros são definidos de acordo com a melhor estimativa da gestão, para os activos e negócios em questão, considerando também as práticas adoptadas por empresas dos sectores em que o Grupo opera.
• Registo de provisões
O Grupo Cimpor analisa de forma periódica eventuais obrigações que resultem de eventos passados e que devam ser objecto de reconhecimento ou divulgação. A subjectividade inerente à determinação da probabilidade e montante de recursos internos necessários para liquidação das obrigações poderá conduzir a ajustamentos significativos, quer por variação dos pressupostos utilizados, quer pelo futuro reconhecimento de provisões anteriormente divulgadas como passivos contingentes.
• Reconhecimento de activos por impostos diferidos
São reconhecidos activos por impostos diferidos apenas quando existe forte segurança de que existirão lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização das diferenças temporárias, ou quando existam passivos por impostos diferidos cuja reversão seja expectável no mesmo período em que os activos por impostos diferidos sejam revertidos. A avaliação dos activos por impostos diferidos é efectuada pela gestão no final de cada exercício, tendo em atenção a expectativa de desempenho no futuro.
• Imparidade das contas a receber
O risco de crédito dos saldos de contas a receber é avaliado a cada data de reporte, tendo em conta a informação histórica do devedor e o seu perfil de risco. As contas a receber são ajustadas pela avaliação efectuada dos riscos estimados de cobrança existentes à data do balanço, os quais poderão divergir do risco efectivo a incorrer.
• Benefícios de reforma e saúde
A avaliação das responsabilidades por benefícios de reforma e de saúde atribuídos aos colaboradores do Grupo é efectuada anualmente com recurso a estudos actuariais elaborados por peritos independentes, baseados em pressupostos actuariais associados a indicadores económicos e demográficos.
A consolidação das empresas controladas em cada período contabilístico efectuou-se pelo método de integração global. Considera-se existir controlo quando o Grupo detém directa ou indirectamente a maioria dos direitos de voto em Assembleia Geral, ou tem o poder de determinar as políticas financeiras e operacionais.
A participação de terceiros no capital próprio e no resultado líquido daquelas empresas é apresentada separadamente na demonstração consolidada da posição financeira e na demonstração consolidada do rendimento integral, respectivamente, na rubrica de ''Interesses minoritários''.
Quando os prejuízos atribuíveis aos accionistas minoritários excedem o interesse minoritário no capital próprio da controlada, o Grupo absorve esse excesso e quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os minoritários tenham a obrigação e sejam capazes de cobrir esses prejuízos. Se a controlada reportar lucros, subsequentemente o Grupo apropria todos os lucros, até que a parte minoritária dos prejuízos absorvidos pelo Grupo tenha sido recuperada.
Os resultados das controladas adquiridas ou vendidas durante o período estão incluídos nas demonstrações de resultados, respectivamente, desde a data em que o Grupo passa a deter controlo ou o mesmo deixa de existir.
As transacções e saldos significativos entre as empresas controladas foram eliminados no processo de consolidação. As mais ou menos-valias decorrentes da alienação de empresas participadas, efectuadas dentro do Grupo, foram igualmente anuladas.
Sempre que necessário, são efectuados ajustamentos às demonstrações financeiras das empresas controladas e participadas, tendo em vista a uniformização das respectivas políticas contabilísticas com as do Grupo.
As participações financeiras em empresas controladas conjuntamente foram consolidadas pelo método de consolidação proporcional, desde a data em que o controlo é adquirido. De acordo com este método, os activos, passivos, proveitos e custos destas empresas foram integrados, nas demonstrações financeiras consolidadas anexas, rubrica a rubrica, na proporção do controlo atribuível ao Grupo.
O excesso do custo de aquisição face ao justo valor de activos e passivos identificáveis da empresa controlada conjuntamente na data de aquisição é reconhecido como Goodwill. Caso o diferencial entre o custo de aquisição e o justo valor dos activos e passivos líquidos adquiridos seja negativo, o mesmo é reconhecido como um proveito do período.
As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas são eliminados, na proporção do controlo atribuível ao Grupo.
A concentração de actividades empresariais, nomeadamente a aquisição de empresas controladas e participadas, é registada pelo método de compra. O custo de aquisição corresponde ao agregado dos justos valores, à data da transacção, dos activos cedidos, dos passivos incorridos ou assumidos e dos instrumentos de capital próprio emitidos, em troca do controlo da adquirida, adicionado de quaisquer custos directamente atribuíveis ao processo de compra.
Os activos identificáveis, passivos e passivos contingentes de uma subsidiária, que cumpram com os critérios de reconhecimento de acordo com a IFRS 3 - Concentração de Actividades Empresariais (''IFRS 3''), são mensurados pelo respectivo justo valor na data de aquisição, excepto os activos não correntes (ou grupo de activos) que sejam classificados como detidos para venda, de acordo com a IFRS 5 - Activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas (''IFRS 5''), os quais são reconhecidos e mensurados pelo respectivo justo valor deduzido dos custos a suportar na futura venda.
Qualquer excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos activos líquidos identificáveis é registado como Goodwill. Nos casos em que o custo de aquisição seja inferior ao justo valor dos activos líquidos identificados, a diferença apurada é registada como ganho na demonstração consolidada do rendimento integral do período em que ocorre a aquisição.
Os interesses de accionistas minoritários são apresentados pela respectiva proporção do justo valor dos activos e passivos identificados.
Uma associada é uma entidade na qual o Grupo exerce influência significativa, mas não detém controlo ou controlo conjunto, através da participação nas decisões relativas às suas políticas financeiras e operacionais.
Os investimentos financeiros na generalidade das empresas associadas (Nota 19) encontram-se registados pelo método da equivalência patrimonial, excepto quando são classificados como detidos para venda, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual é acrescido ou reduzido da diferença entre esse custo e o valor proporcional à participação nos capitais próprios dessas empresas, reportados à data de aquisição ou da primeira aplicação do referido método.
De acordo com o método da equivalência patrimonial, as participações financeiras são ajustadas periodicamente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das empresas associadas por contrapartida de ''Ganhos ou perdas em empresas associadas'' (Nota 12), e por outras variações ocorridas nos seus capitais próprios por contrapartida da rubrica de ''Ajustamentos de partes de capital em empresas associadas'', incluída em Reservas livres (Nota 31), bem como pelo reconhecimento de perdas de imparidade.
As perdas em associadas em excesso ao investimento efectuado nessas entidades não são reconhecidas, excepto quando o Grupo tenha assumido compromissos para com essa associada.
Qualquer excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos activos líquidos identificáveis é registado como Investimento em associadas - Goodwill. Nos casos em que o custo de aquisição seja inferior ao justo valor dos activos líquidos identificados, a diferença apurada é registada como ganho na demonstração consolidada do rendimento integral do período em que ocorre a aquisição.
Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos financeiros.
Os ganhos não realizados em transacções com associadas são eliminados proporcionalmente ao interesse do Grupo na associada, por contrapartida do investimento nessa mesma associada. As perdas não realizadas são similarmente eliminadas, mas somente até ao ponto em que a perda não evidencie que o activo transferido esteja em situação de imparidade.
O Goodwill representa o excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos activos e passivos identificáveis de uma controlada, associada ou entidade conjuntamente controlada, na respectiva data de aquisição.
O Goodwill é registado como activo e não é sujeito a amortização, sendo apresentado autonomamente na demonstração consolidada da posição financeira ou na rubrica de ''Investimentos em associadas'' (Notas 16 e 19). Anualmente, ou sempre que existam indícios de eventual perda de valor, os valores de Goodwill são sujeitos a testes de imparidade. Qualquer perda de imparidade é registada de imediato como custo na demonstração consolidada do rendimento integral do período e não é susceptível de reversão posterior.
Na alienação de uma subsidiária, associada ou entidade conjuntamente controlada, o correspondente Goodwill é incluído na determinação da mais ou menos-valia.
Em decorrência da excepção prevista na IFRS 1 - Adopção pela primeira vez das normas internacionais de relato financeiro (''IFRS 1''), o Grupo adoptou as disposições da IFRS 3 - Concentração de Actividades Empresariais às aquisições ocorridas posteriormente a 31 de Dezembro de 1998. Os valores de Goodwill correspondentes a aquisições posteriores a essa data foram reexpressos na moeda da subsidiária, sendo convertidos para a moeda de reporte do Grupo (euros) à taxa de câmbio em vigor na data de balanço.
As diferenças de câmbio geradas nessa conversão são registadas na rubrica de ''Ajustamentos de conversão cambial''. As diferenças de câmbio geradas antes de 1 de Janeiro de 2004 foram registadas directamente em ''Resultados transitados'', de acordo com o disposto na IFRS 1.
Os valores de Goodwill correspondentes a aquisições anteriores a 31 de Dezembro de 1998 foram mantidos de acordo com os valores anteriores, sendo sujeitos a testes de imparidade anuais desde aquela data.
Nos casos em que o custo de aquisição é inferior ao justo valor dos activos líquidos identificados, a diferença apurada é registada como ganho na demonstração consolidada do rendimento integral do período em que ocorre a aquisição.
Os activos intangíveis compreendem despesas incorridas em projectos específicos com valor económico futuro, incluindo direitos e licenças adquiridas, encontrando-se registadas ao custo de aquisição, deduzido das amortizações acumuladas e perdas de imparidade. Os activos intangíveis apenas são reconhecidos se for provável que dos mesmos advenham benefícios económicos futuros para o Grupo, se forem por este controláveis e se o respectivo valor puder ser medido com fiabilidade.
Os activos intangíveis gerados internamente, nomeadamente as despesas com investigação e desenvolvimento corrente, são registados como custo quando aquelas são incorridas.
Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de software são registados como custos na demonstração consolidada do rendimento integral quando incorridos, excepto nas situações em que estes custos estejam directamente associados a projectos para os quais seja provável a geração de benefícios económicos futuros. Nestas situações, estes custos são classificados como activos intangíveis.
As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes, em conformidade com o seu período de vida útil estimado.
Os activos fixos tangíveis utilizados em produção, prestação de serviços ou para uso administrativo são registados ao custo de aquisição ou produção, incluindo as despesas imputáveis à compra, deduzido da depreciação acumulada e perdas de imparidade, quando aplicáveis.
Os activos ligados à actividade cimenteira existentes em 1 de Janeiro de 2004, foram reavaliados, conforme permitido pelas disposições transitórias da IFRS 1, assumindo-se o valor resultante como novo valor de custo.
Os activos fixos tangíveis são depreciados pelo método das quotas constantes, a partir da data em que se encontram disponíveis para ser utilizados no uso pretendido, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:
| Anos de | |
|---|---|
| vida útil | |
| Edifícios e outras construções | 10 – 50 |
| Equipamento básico | 7 – 30 |
| Equipamento de transporte | 4 – 8 |
| Ferramentas e utensílios | 2 – 8 |
| Equipamento administrativo | 2 – 14 |
| Outros activos fixos tangíveis | 2 – 10 |
A quantia depreciável dos activos fixos tangíveis não inclui, quando determinável e significativo, o valor residual que se estima no final das respectivas vidas úteis. Adicionalmente, a depreciação cessa quando os activos passam a ser classificados como detidos para venda.
Os terrenos afectos à exploração de pedreiras são depreciados no período previsto de exploração.
As benfeitorias e beneficiações apenas são registadas como activo nos casos em que comprovadamente aumentem a sua vida útil ou aumentem a sua eficiência, traduzindo-se num acréscimo dos benefícios económicos futuros.
Os activos fixos tangíveis em curso representam activos tangíveis ainda em fase de construção/produção, encontrando-se registados ao custo de aquisição ou produção, deduzido de eventuais perdas de imparidade. Estes activos são depreciados a partir do momento em que se encontrem em condições de ser utilizados para os fins pretendidos.
As mais ou menos-valias resultantes da venda de activos fixos tangíveis são determinadas pela diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação, sendo registadas pelo valor líquido na demonstração consolidada do rendimento integral, como ''Outros proveitos operacionais'' ou ''Outros custos operacionais''.
Os contratos de locação são classificados como: (i) locações financeiras, se através deles forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse; e, (ii) locações operacionais, se através deles não forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse.
A classificação das locações em financeiras ou operacionais é feita em função da substância e não da forma do contrato. Os activos fixos tangíveis adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do activo é registado como activo fixo tangível, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a depreciação do activo, calculada conforme descrito acima, são registados como custos na demonstração consolidada do rendimento integral do período a que respeitam.
Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas são reconhecidas como custo na demonstração consolidada do rendimento integral, numa base linear durante o período do contrato de locação.
É efectuada uma avaliação de imparidade sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indique que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperado. Em caso de existência de indícios, o Grupo procede à determinação do valor recuperável do activo, de modo a determinar a eventual extensão da perda de imparidade. Nas situações em que o activo individualmente não gera fluxos de caixa de forma independente de outros activos, a estimativa do valor recuperável é efectuada para a unidade geradora de caixa a que o activo pertence.
Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda de imparidade, registada na demonstração consolidada do rendimento integral na rubrica ''Amortizações, depreciações e perdas de imparidade no goodwill e em activos fixos tangíveis e intangíveis''.
A quantia recuperável é a mais alta de entre o preço de venda líquido (valor de venda, deduzido dos custos de venda) e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo numa transacção entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa estimados futuros decorrentes do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente, ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o activo pertence.
A reversão de perdas de imparidade reconhecidas em períodos anteriores é registada quando existem evidências de que estas já não existem, ou diminuíram. A reversão das perdas de imparidade é reconhecida na demonstração consolidada do rendimento integral na rubrica ''Amortizações, depreciações e perdas de imparidade no goodwill e em activos fixos tangíveis e intangíveis''. Contudo, a reversão da perda de imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação), caso a perda de imparidade não se tivesse registado em períodos anteriores.
As transacções em outras divisas são registadas às taxas em vigor na data da transacção. Em cada data de balanço, os activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos para euros utilizando as taxas de câmbio vigentes naquela data. Activos e passivos não monetários, registados de acordo com o seu justo valor denominado em moeda estrangeira, são transpostos para euros utilizando a taxa de câmbio em vigor na data em que o justo valor foi determinado.
As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças/pagamentos ou à data do balanço, são registadas como proveitos e custos na demonstração consolidada do rendimento integral, excepto aquelas relativas a itens não monetários cuja variação de justo valor seja registada directamente em capital próprio (''Ajustamentos de conversão cambial''), em particular:
o As diferenças de câmbio provenientes da conversão cambial de saldos intra-grupo de médio e longo prazo em moeda estrangeira, que na prática se constituam como uma extensão dos investimentos financeiros;
o As diferenças de câmbio provenientes de operações financeiras de cobertura de risco cambial de investimentos financeiros expressos em moeda estrangeira, tal como preconizado na IAS 21 -- Efeitos de Alterações em Taxas de Câmbio, e desde que cumpram o critério de eficácia estabelecido na IAS 39.
A conversão das demonstrações financeiras de empresas subsidiárias e associadas expressas em moeda estrangeira é efectuada considerando a taxa de câmbio vigente à data do balanço, para conversão de activos e passivos, a taxa de câmbio histórica para a conversão dos saldos das rubricas de capital próprio e a taxa de câmbio média do período, para a conversão das rubricas das demonstrações consolidadas do rendimento integral e dos fluxos de caixa.
Os efeitos cambiais dessa conversão, posteriores a 1 de Janeiro de 2004, são registados no capital próprio, na rubrica ''Ajustamentos de conversão cambial'' para as empresas subsidiárias e em rubrica específica de ''Reservas livres -- Ajustamentos de partes de capital em associadas'' para as empresas associadas, sendo transferidos para resultados financeiros aquando da alienação dos correspondentes investimentos.
De acordo com a IAS 21, o Goodwill e as correcções de justo valor apurados na aquisição de entidades estrangeiras consideram-se denominados na moeda de reporte dessas entidades, sendo convertidos para euros à taxa de câmbio em vigor na data do balanço. As diferenças cambiais assim geradas são registadas na rubrica ''Ajustamentos de conversão cambial''.
Quando pretende diminuir a exposição ao risco de taxa de câmbio, o Grupo contrata instrumentos financeiros derivados de cobertura.
Os custos de empréstimos directamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de activos que requerem um período substancial de tempo para atingir a sua condição de uso ou venda (''activos qualificáveis'') são acrescidos ao custo desses activos durante aquele período de tempo.
Na medida em que empréstimos à taxa de juro variável, destinados a financiar a aquisição, construção ou produção de activos qualificáveis, estejam a ser cobertos por intermédio de uma relação de cobertura de ''cash-flow'', a parcela efectiva do justo valor do instrumento financeiro derivado é reconhecida em reservas e transferida para resultados quando o item coberto tem impacto em resultados.
Adicionalmente, na medida em que os empréstimos à taxa de juro fixa usada para financiar um activo qualificável estejam a ser cobertos mediante uma relação de cobertura de justo valor, os encargos financeiros a acrescer ao custo do activo devem reflectir a taxa de juro coberta.
Os rendimentos obtidos com a aplicação temporária dos empréstimos contraídos para financiamento de activos qualificáveis são deduzidos aos encargos a serem capitalizados.
Os subsídios são reconhecidos de acordo com o seu justo valor, quando existe uma garantia razoável que irão ser recebidos e que se irão cumprir as condições exigidas para a sua concessão.
Os subsídios à exploração, nomeadamente para formação de colaboradores, são reconhecidos na demonstração consolidada do rendimento integral de acordo com os custos incorridos.
Os subsídios ao investimento, relacionados com a aquisição de activos fixos tangíveis, são incluídos na rubrica ''Outros passivos não correntes'' e são registados na demonstração consolidada do rendimento integral em quotas constantes, de forma consistente e proporcional das depreciações dos bens a cuja aquisição se destinaram.
As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo encontram-se valorizadas ao custo médio de aquisição, utilizando-se o custo médio como método de custeio.
Os produtos e trabalhos em curso e os produtos acabados e intermédios são valorizados ao custo de produção, que inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico.
Sempre que o preço de mercado seja inferior ao custo de aquisição ou de produção, procede- -se à redução de valor das existências, mediante o reconhecimento de uma perda por imparidade, o qual é reposto quando deixam de existir os motivos que a originaram.
Activos não correntes (ou operações descontinuadas) são classificados como detidos para venda se o respectivo valor for realizável através de uma transacção de venda, ao invés de o ser através do seu uso continuado. Considera-se que esta situação se verifica apenas quando: (i) a venda é provável e o activo está disponível para venda imediata nas suas actuais condições; (ii) a gestão está comprometida com um plano de venda; e, (iii) é expectável que a venda se concretize num período de doze meses.
Activos não correntes (ou operações descontinuadas) classificados como detidos para venda são mensurados ao menor de entre o valor contabilístico ou o respectivo justo valor deduzido dos custos para a sua venda.
Um segmento é um grupo de activos e operações envolvidos no fornecimento de produtos ou serviços num ambiente económico particular sujeitos a riscos e benefícios que são diferentes de outros segmentos.
O Grupo Cimpor apresenta os seus activos e passivos, bem como as suas operações, agregados em segmentos geográficos, de forma coincidente com aquela em que a gestão conduz e monitoriza os negócios.
Os activos realizáveis e os passivos exigíveis a menos de um ano da data do balanço são classificados, respectivamente, no activo e no passivo, como correntes.
São ainda classificados como correntes os passivos relativamente aos quais não haja um direito incondicional de diferir a sua liquidação por um prazo de pelo menos doze meses após a data do balanço.
O resultado das operações inclui a totalidade dos custos e proveitos das operações, quer sejam recorrentes ou não recorrentes, incluindo os relacionados com reestruturações e com activos fixos tangíveis e intangíveis. Inclui, ainda, as mais ou menos-valias apuradas na venda de empresas incluídas na consolidação pelo método de consolidação integral ou proporcional. Assim, excluem-se dos resultados operacionais os custos líquidos de financiamento, os resultados apurados com associadas e outros investimentos financeiros (Notas 12, 19 e 20) e os impostos sobre o rendimento.
As provisões são reconhecidas quando: (i) exista uma obrigação presente (jurídica ou implícita) resultante de um evento passado, (ii) seja provável que para a liquidação dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e (iii) o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada balanço e são ajustadas de modo a reflectir a melhor estimativa a essa data.
Quando uma das condições descritas não é preenchida, o Grupo procede à divulgação dos eventos em causa como passivos contingentes, a menos que a possibilidade de saída de fundos seja remota, caso em que os mesmos não são, por norma, objecto de divulgação.
As provisões para custos de reestruturação são reconhecidas sempre que exista um plano formal e detalhado de reestruturação e que o mesmo tenha sido comunicado às partes envolvidas.
Face às disposições legais e às práticas em vigor em várias áreas de negócio, os terrenos utilizados em exploração de pedreiras são sujeitos a reconstituição ambiental.
Neste contexto, sempre que determináveis, são constituídas provisões para fazer face aos custos estimados com a recuperação e reconstituição ambiental das áreas em exploração. Estas provisões são registadas em simultâneo com um acréscimo ao valor do activo subjacente, tendo por base as conclusões de estudos de recuperação paisagística, sendo reconhecidas em resultados na medida da depreciação dos activos.
Adicionalmente, o Grupo tem como prática proceder à reconstituição progressiva dos espaços libertos pelas pedreiras, procedendo à utilização das provisões que se encontrem constituídas.
Os activos financeiros e passivos financeiros são reconhecidos quando o Grupo se torna parte na respectiva relação contratual.
Os montantes incluídos na rubrica de ''Caixa e equivalentes de caixa'' correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor.
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica de ''Caixa e equivalentes de caixa'' compreende também os descobertos bancários incluídos na demonstração consolidada da posição financeira na rubrica de ''Outros empréstimos''.
As contas a receber são mensuradas, quando reconhecidas inicialmente, pelo respectivo justo valor e, subsequentemente, pelo respectivo custo amortizado, de acordo com o método da taxa de juro efectiva. Quando existe evidência de que as mesmas se encontram em imparidade, procede-se ao registo do correspondente ajustamento em resultados. O ajustamento reconhecido é mensurado pela diferença entre o valor pelo qual as contas a receber se encontram reconhecidas e o valor actual dos fluxos de caixa descontados à taxa de juro efectiva determinada aquando do reconhecimento inicial.
Os investimentos são reconhecidos (e desreconhecidos) na data em que são transferidos substancialmente os riscos e vantagens inerentes à sua posse, independentemente da data de liquidação financeira.
Os investimentos são inicialmente mensurados pelo seu valor de aquisição, que é o justo valor do preço pago, incluindo despesas de transacção.
Os investimentos classificam-se como segue:
Os investimentos detidos até à maturidade são investimentos com maturidade definida e para os quais o Grupo tem intenção e capacidade de os manter até essa data, sendo classificados como investimentos não correntes, excepto se o seu vencimento for inferior a doze meses da data do balanço. Estes investimentos são registados ao custo amortizado, através da taxa de juro efectiva, líquido de amortizações de capital e juros recebidos. São reconhecidas perdas de imparidade em resultados quando o valor reconhecido do investimento é inferior ao valor estimado dos fluxos de caixa, descontados à taxa de juro efectiva determinada no momento do reconhecimento inicial. A reversão de perdas de imparidade em períodos subsequentes apenas poderá ocorrer quando um aumento no valor recuperável do investimento estiver relacionado com eventos ocorridos após a data em que a perda por imparidade foi reconhecida. Em qualquer circunstância decorrente da reversão da perda por imparidade, o valor reconhecido do investimento não poderá ultrapassar o valor correspondente ao respectivo custo amortizado caso a perda por imparidade não tivesse sido reconhecida.
Após o reconhecimento inicial, os activos mensurados ao justo valor através de resultados e os activos financeiros disponíveis para venda são reavaliados pelos seus justos valores por referência ao seu valor de mercado à data do balanço, sem qualquer dedução relativa a custos da transacção que possam vir a ocorrer até à sua venda. Nas situações em que os investimentos sejam em instrumentos de capital próprio não admitidos à cotação em mercados regulamentados, e para os quais não é possível estimar com fiabilidade o seu justo valor, os mesmos são mantidos ao seu custo de aquisição deduzido de eventuais perdas de imparidade.
Os activos financeiros disponíveis para venda são classificados como activos não correntes.
Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos activos financeiros disponíveis para venda são registados no capital próprio, na rubrica de ''Reserva de justo valor'' até o investimento ser vendido, recebido ou de qualquer forma alienado ou nas situações em que se entende existir perda de imparidade, momento em que o ganho ou perda acumulada é registado(a) na demonstração consolidada do rendimento integral. Os que não tenham cotação num mercado activo e cujo justo valor não possa ser mensurado com fiabilidade são mantidos ao custo de aquisição ajustado face às perdas de imparidade estimadas.
Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio emitidos pelo Grupo são classificados de acordo com a substância contratual, independentemente da forma legal que assumam. Os instrumentos de capital próprio são contratos que evidenciam um interesse residual nos activos do Grupo, após dedução dos passivos.
Os instrumentos de capital próprio emitidos são registados pelo valor recebido, líquido de custos suportados com a sua emissão.
Os empréstimos são inicialmente reconhecidos no passivo pelo valor nominal recebido, liquido de despesas com a emissão, o qual corresponde ao respectivo justo valor nessa data. Subsequentemente, são mensurados pelo método do custo amortizado, sendo os correspondentes encargos financeiros calculados de acordo com a taxa de juro efectiva, excepto nos casos de:
As contas a pagar são registadas inicialmente pelo respectivo justo valor e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado, de acordo com o método da taxa de juro efectiva.
O Grupo tem como política contratar instrumentos financeiros derivados com o objectivo de efectuar cobertura dos riscos financeiros a que se encontra exposto, os quais decorrem essencialmente de variações nas taxas de juro e taxas de câmbio.
O recurso a instrumentos financeiros obedece às políticas internas definidas e aprovadas pelo Conselho de Administração.
Os instrumentos financeiros derivados são mensurados pelo respectivo justo valor. O método de reconhecimento depende da natureza e objectivo da sua contratação.
A possibilidade de designação de um instrumento financeiro derivado como sendo um instrumento de cobertura obedece às disposições da IAS 39, nomeadamente, quanto à respectiva documentação e efectividade.
As variações no justo valor dos instrumentos derivados designados como cobertura de ''justo valor'', bem como as alterações no justo valor do activo ou passivo sujeito àquele risco, são reconhecidas como resultado financeiro do período.
As variações no justo valor dos instrumentos derivados designados como cobertura de ''cash-flow'' são registadas em ''Reservas de operações de cobertura'' na sua componente efectiva e em resultados financeiros na sua componente não efectiva. Os valores registados em ''Reservas de operações de cobertura'' são transferidos para resultados financeiros no período em que o item coberto tem igualmente efeito em resultados.
Relativamente aos instrumentos derivados de cobertura de um investimento líquido numa entidade estrangeira, as respectivas variações são registadas como ''Ajustamentos de conversão cambial'' na sua componente efectiva. A componente não efectiva daquelas variações é reconhecida de imediato como resultado financeiro do período. Caso o instrumento de cobertura não seja um derivado, as respectivas variações decorrentes das variações de taxa de câmbio são registadas como ''Ajustamentos de conversão cambial''.
A contabilização de cobertura é descontinuada quando o instrumento de cobertura atinge a maturidade, o mesmo é vendido ou exercido ou quando a relação de cobertura deixa de cumprir os requisitos exigidos na IAS 39.
Relativamente aos instrumentos financeiros derivados que, embora contratados com o objectivo de efectuar cobertura económica de acordo com as políticas de gestão de risco do Grupo, não cumpram todas as disposições da IAS 39 no que respeita à possibilidade de qualificação como contabilidade de cobertura, as respectivas variações no justo valor são registadas na demonstração consolidada do rendimento integral do período em que ocorrem.
As acções próprias são contabilizadas pelo seu valor de aquisição como um abatimento ao capital próprio. Os ganhos ou perdas inerentes à alienação das acções próprias são registados em Reservas.
O justo valor dos activos e passivos financeiros é determinado da seguinte forma:
O justo valor de instrumentos financeiros derivados é determinado com referência a valores de cotações. No caso destas não estarem disponíveis, o justo valor é determinado com base em análise de fluxos de caixa descontados, os quais incluem pressupostos suportados em preços ou taxas observáveis no mercado.
As responsabilidades pelo pagamento de pensões de reforma, invalidez e sobrevivência são registadas de acordo com os critérios consagrados na IAS 19 -- Benefícios dos empregados.
Os custos com a atribuição destes benefícios são reconhecidos à medida que os serviços são prestados pelos empregados beneficiários.
Deste modo, no final de cada período contabilístico, são obtidos estudos actuariais elaborados por entidades independentes, no sentido de determinar o valor das responsabilidades a essa data e o custo com pensões a registar nesse período, de acordo com o método das ''unidades de crédito projectadas''. As responsabilidades, assim estimadas, são comparadas com os valores de mercado do fundo de pensões, de forma a determinar o montante das diferenças a registar na demonstração consolidada da posição financeira.
Os custos com pensões são registados na rubrica ''Custos com o pessoal'', conforme previsto pela referida norma, com base nos valores determinados por estudos actuariais, e incluem o custo dos serviços correntes (acréscimo de responsabilidade), o qual corresponde aos benefícios adicionais obtidos pelos empregados no período, e o custo dos juros, o qual resulta da actualização das responsabilidades passadas. Os valores descritos são diminuídos pelo valor correspondente ao retorno esperado dos activos afectos ao plano. Os ganhos e perdas actuariais são registados directamente em Reservas.
Os custos com serviços passados são reconhecidos de imediato, na medida em que os benefícios associados tinham sido já reconhecidos ou, de outro modo, reconhecidos de forma linear no período em que se estima que os mesmos sejam obtidos.
As contribuições efectuadas pelo Grupo para planos de contribuição definida são registadas como custo na data em que são devidas.
Algumas das empresas do Grupo mantêm com os seus empregados um regime de assistência na doença, de natureza supletiva relativamente aos serviços oficiais de Saúde e Segurança Social, extensivo a familiares, pré-reformados e reformados. As responsabilidades decorrentes do referido regime são registadas conforme indicado para os planos de benefício definido, na rubrica de ''Custos com pessoal -- benefícios de saúde''.
À semelhança do tratamento dado aos benefícios de reforma, no final de cada período contabilístico são obtidos estudos actuariais elaborados por entidades independentes de forma a determinar as responsabilidades a essa data.
Os benefícios concedidos a colaboradores ao abrigo de Planos de incentivos de aquisição de acções ou de opções sobre acções são registados de acordo com as disposições da IFRS 2 -- Pagamento com base em acções.
De acordo com a IFRS 2, os benefícios concedidos e liquidados em acções próprias (instrumentos de capital próprio) são reconhecidos pelo respectivo justo valor na data de atribuição.
O justo valor, determinado na data de atribuição do benefício é reconhecido como custo de forma linear ao longo do período em que o mesmo, decorrente da prestação de serviços, é adquirido pelos beneficiários,.
Um passivo contingente é (i) uma possível obrigação que resulta de acontecimentos passados e cuja existência será confirmada pela ocorrência ou não de acontecimentos futuros incertos ou (ii) uma obrigação presente, que resulta de acontecimentos passados, mas que não é reconhecido por não ser provável a existência de um exfluxo de recursos ou a garantia da obrigação não poder ser mensurada com fiabilidade.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas, sendo divulgados no anexo às demonstrações financeiras, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afectando benefícios económicos futuros seja remota, caso em que não são objecto de divulgação.
Um activo contingente é um possível activo proveniente de acontecimentos passados e cuja existência apenas será confirmada pela ocorrência ou não de acontecimentos futuros incertos.
Os activos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas, mas divulgados no anexo quando é provável a existência de um benefício económico futuro.
Os proveitos decorrentes de vendas são reconhecidos na demonstração consolidada do rendimento integral quando os riscos e benefícios inerentes à posse dos activos são transferidos para o comprador e o montante dos proveitos possa ser razoavelmente quantificado. As vendas são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua concretização pelo justo valor do montante recebido ou a receber.
Os proveitos decorrentes da prestação de serviços são reconhecidos na demonstração consolidada do rendimento integral no período em que são prestados.
Os juros e proveitos financeiros são reconhecidos de acordo com o princípio da especialização dos exercícios e de acordo com a taxa de juro efectiva aplicável.
Os custos e proveitos são contabilizados no período a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento. Os custos e proveitos cujo valor real não seja conhecido são estimados.
Os custos e os proveitos imputáveis ao período corrente e cujas despesas e receitas apenas ocorrerão em períodos futuros, bem como as despesas e as receitas que já ocorreram, mas que respeitam a períodos futuros e que serão imputadas aos resultados de cada um desses períodos, pelo valor que lhes corresponde, são registados nas rubricas de ''Outros activos correntes'' e ''Outros passivos correntes'' (Notas 24 e 42).
O Grupo analisa a cada data de balanço se existe evidência objectiva que um activo financeiro ou um grupo de activos financeiros se encontra em imparidade.
No caso de activos financeiros classificados como disponíveis para venda, um declínio prolongado ou significativo no justo valor do instrumento abaixo do seu custo é considerado como um indicador que os instrumentos se encontram em imparidade. Se alguma evidência semelhante existir para activos financeiros classificados como disponíveis para venda, a perda acumulada -- mensurada como a diferença entre o custo de aquisição e o justo valor actual, menos qualquer perda de imparidade do activo financeiro que já tenha sido reconhecida em resultados - é removida de capitais próprios e reconhecida na demonstração consolidada do rendimento integral. Perdas de imparidade de instrumentos de capital reconhecidas em resultados não são revertidas através da demonstração consolidada do rendimento integral.
São registadas imparidades para perdas de valor quando existem indicadores objectivos que o Grupo não irá receber todos os montantes a que tinha direito, de acordo com os termos originais dos contratos estabelecidos. Na identificação destes são utilizados diversos indicadores, tais como:
As imparidades são determinados pela diferença entre o valor recuperável e o valor de balanço do activo financeiro e são registados por contrapartida de resultados do exercício. Quando um montante a receber de clientes e devedores é considerado irrecuperável, é abatido por utilização da respectiva conta de imparidade. As recuperações subsequentes de montantes que tenham sido abatidos são registadas em resultados.
O imposto sobre o rendimento do período é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação e considera a tributação diferida.
O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis (os quais diferem dos resultados contabilísticos) das empresas incluídas na consolidação, de acordo com as regras fiscais em vigor no local da sede de cada empresa do Grupo.
Os impostos diferidos referem-se a diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos relevados contabilisticamente e os respectivos montantes para efeitos de tributação.
Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados, e periodicamente avaliados, utilizando as taxas de tributação que se espera estarem em vigor à data de reversão das diferenças temporárias, não se procedendo ao respectivo desconto.
Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço, é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de as reconhecer ou ajustar, em função da expectativa actual da sua recuperação futura.
O resultado básico por acção é calculado dividindo o resultado atribuível aos detentores de capital ordinário da Empresamãe pelo número médio ponderado de acções ordinárias em circulação durante o período.
O resultado diluído por acção é calculado dividindo o resultado ajustado atribuível aos detentores do capital ordinário da Empresa-mãe pelo número médio ponderado de acções ordinárias em circulação durante o período, ajustado pelas potenciais acções ordinárias diluidoras.
As potenciais acções ordinárias diluidoras podem resultar de opções sobre acções e outros instrumentos financeiros emitidos pelo Grupo, convertíveis em acções da Empresa-mãe.
Os eventos ocorridos após a data do balanço que proporcionem informação adicional sobre situações existentes a essa data são reflectidos nas demonstrações financeiras consolidadas.
Os eventos ocorridos após a data do balanço que proporcionem informação sobre situações ocorridas após essa data, se significativas, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras consolidadas.
Algumas das unidades produtivas do Grupo, em Portugal e Espanha, encontram-se abrangidas pelo mercado europeu de emissões de gases com efeito de estufa. Enquanto não é definida pelo IASB uma política contabilística que enquadre o mecanismo de atribuição e transacção de licenças de emissão, o Grupo adopta a seguinte política:
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, as alterações de maior significado em termos de estimativas prendem-se com as ocorridas nos pressupostos actuariais para a determinação das responsabilidades por benefícios aos empregados, evidenciadas na Nota 34.
No exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, decorrente das alterações intoduzidas à IAS 23, o Grupo passou a imputar ao custo dos seus activos qualificáveis (Nota 2.10.) os custos com empréstimos directamente relacionados com a sua aquisição, construção ou produção até ao momento em que estejam disponíveis para o uso pretendido ou venda.
Durante os referidos exercícios, não ocorreram quaisquer outras alterações de políticas contabilísticas, nem foram identificados erros que devessem ser corrigidos.
Foram incluídas na consolidação, pelo método integral, a Empresa- mãe, Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., e as seguintes filiais nas quais se detém a maioria dos direitos de voto (controlo):
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| HOLDING E SUB-HOLDING | ||
| CIMPOR SGPS | CIMPOR - CIMENTOS DE PORTUGAL, SGPS, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
|
| CIMPOR PORTUGAL | CIMPOR PORTUGAL, SGPS, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| CIMPOR INTERNACIONAL | CIMPOR INTERNACIONAL, SGPS, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| CIMPOR INVERSIONES | CIMPOR INVERSIONES, S.A. Calle Brasil, 56 36204 Vigo |
100,00 |
| ÁREA DE CIMENTO (Portugal) | ||
| CIMPOR INDÚSTRIA | CIMPOR – INDÚSTRIA DE CIMENTOS, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| SCIAL | ESTABELECIMENTOS SCIAL DO NORTE, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| CECISA | CECISA - COMÉRCIO INTERNACIONAL, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| CTA | CEMENT TRADING ACTIVITIES - COMÉRCIO INTERNACIONAL, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| MOSSINES | MOSSINES – CIMENTOS DE SINES, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| CIMENTAÇOR | CIMENTAÇOR - CIMENTOS DOS AÇORES, LDA. Rua Bento Dias Carreiro, 6 9600-050 Pico da Pedra - Ribeira Grande Açores |
100,00 |
| CECIME | CECIME – CIMENTOS, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| CIMPOR BETÃO | CIMPOR BETÃO - INDÚSTRIA DE BETÃO PRONTO, S.A. Rua Quinta do Paizinho, Edifício Bepor, Bloco 2-1ºEsq. 2790 - 237 Carnaxide |
100,00 |
|---|---|---|
| AGREPOR | AGREPOR AGREGADOS - EXTRACÇÃO DE INERTES, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| BETÃO LIZ | BETÃO LIZ, S.A. Rua Quinta do Paizinho, Edifício Bepor, Bloco 2-1ºEsq. 2790 - 237 Carnaxide |
100,00 |
| FORNECEDORA | FORNECEDORA DE BRITAS DO CARREGADO, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| SOGRAL | SOGRAL - SOCIEDADE DE GRANITOS, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| JOMATEL | JOMATEL - EMPRESA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO, S.A. Rua Quinta do Paizinho, Edifício Bepor, Bloco 2-1ºEsq. 2790 - 237 Carnaxide |
100,00 |
| IBERA | IBERA - INDÚSTRIA DE BETÃO, S.A. Qtª da Madeira, Estrada Nac. 114, km 85 7002 - 505 Évora |
50,00 |
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| ÁREA DE PRÉ-FABRICADOS (Portugal) | ||
| PREDIANA | PREDIANA - SOCIEDADE DE PRÉ-ESFORÇADOS, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| GEOFER | GEOFER - PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE BENS E EQUIPAMENTOS, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| ÁREA DE OUTRAS ACTIVIDADES RELACIONADAS (Portugal) | ||
| SACOPOR | SACOPOR - SOCIEDADE DE EMBALAGENS E SACOS DE PAPEL, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| CIMPOR TEC | CIMPOR TEC – ENGENHARIA E SERVIÇOS TÉNICOS DE APOIO AO GRUPO, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| CIARGA | CIARGA - ARGAMASSAS SECAS, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| TRANSVIÁRIA | TRANSVIÁRIA - GESTÃO DE TRANSPORTES, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| ALEMPEDRAS | ALEMPEDRAS - SOCIEDADE DE BRITAS, LDA. Casal da Luz, Santa Maria 2510 - 086 Óbidos |
100,00 |
| SOGESSO | SOGESSO - SOCIEDADE DE GESSOS DE SOURE, S.A. Lugar de São José do Pinheiro 3130 - 544 Soure |
99,58 |
| CELFA | CELFA – SOCIEDADE INDUSTRIAL DE TRANSFORMAÇÃO DE GESSOS, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| SCORECO | SCORECO - VALORIZAÇÃO DE, RESÍDUOS, LDA. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| KANDMAD | KANDMAD – SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, LDA. Rua dos Aranhas, nº 53 - 3º Andar, Letra H, Freguesia da Sé, 9000 - 044 Funchal |
100,00 |
| ÁREA INTERNACIONAL | ||
| ESPANHA | ||
| CORPORACIÓN NOROESTE | CORPORACIÓN NOROESTE, S.A. Calle Brasil nº 56 36 204 Vigo |
99,54 |
| C.N. HORMIGONES Y ÁRIDOS | CORPORACIÓN NOROESTE DE HORMIGONES Y ÁRIDOS, S.L. Calle Brasil nº 56 36 204 Vigo |
99,54 |
| S.C.M.C. ANDALUCÍA | SOCIEDAD DE CEMENTOS Y MATERIALES DE CONSTRUCCIÓN DE ANDALUCÍA, S.A. Av. de la Agrupacíon de Córdoba, 15 14 014 Córdoba |
99,54 |
| CEMENTOS ANDALUCÍA | CEMENTOS DE ANDALUCÍA, S.L. Av. de la Agrupación de Córdoba, 15 14 014 Córdoba |
99,54 |
| OCCIDENTAL HORMIGONES | OCCIDENTAL DE HORMIGONES, S.L. Calle la Biela s/n Polígono Industrial el Nevero 06006 Badajoz |
99,54 |
| CEMENTOS EL MONTE | CEMENTOS EL MONTE, S.A. 21810 – Palos de la Frontera (Huelva) Puerto Exterior de Huelva Muelle Ingeniero Juan Gonzalo s/n |
99,54 |
| CEMENTOS NOROESTE | CEMENTOS NOROESTE, S.L. Calle Brasil nº 56 36 204 Vigo |
99,54 |
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| SERMACONSA | SERVICIOS Y MATERIALES PARA LA CONSTRUCCIÓN, S.A. Calle Brasil nº 56 36 204 Vigo |
99,54 |
| MORTEROS GALICIA | MORTEROS DE GALICIA, S.L. Calle Brasil nº 56 36 204 Vigo |
99,54 |
| S.I.F. GALLEGA | SOCIEDAD INDUSTRIAL Y FINANCIERA GALLEGA, S.L. Calle Brasil nº 56 36 204 Vigo |
99,54 |
| TABANQUE, S.L. | TABANQUE, S.L. Calle Brasil nº 56 36 204 Vigo |
99,54 |
| HORMIGONES MIÑO | HORMIGONES MIÑO, S.L. Calle Brasil nº 56 36 204 Vigo |
99,52 |
| CEMENTOS COSMOS | CEMENTOS COSMOS, S.A. Calle Brasil nº 56 36 204 Vigo |
99,30 |
| PREBETONG GALICIA | PREBETONG GALICIA, S.A. Calle Brasil nº 56 36 204 Vigo |
98,41 |
| BOMTRAHOR | BOMBEO Y TRANSPORTE DE HORMIGON, S.A. Calle Brasil nº 56 36 204 Vigo |
92,80 |
| CANTERAS PREBETONG | CANTERAS PREBETONG, S.L. Calle Brasil nº 56 36 204 Vigo |
98,41 |
| PREBETONG LUGO | PREBETONG LUGO, S.A. Av. Benigno Rivera s/n Polígono Industrial del Ceao 27 003 Lugo |
81,57 |
| PREBETONG LUGO HORMIGONES | PREBETONG LUGO HORMIGONES, S.A. Av. Benigno Rivera s/n Polígono Industrial del Ceao 27 003 Lugo |
81,57 |
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| MATERIALES ATLÁNTICO | MATERIALES DEL ATLÁNTICO, S.A. Polígono Industrial As Lagoas – Carretera Cedeira Km. 1,5 15 570 Narón (La Coruña) |
99,47 |
| HORMIGONES LA BARCA | HORMIGONES Y ÁRIDOS LA BARCA, S.A. Lugar de Lantañón Vilanoviña - Meis (Pontevedra) |
49,77 |
| ARICOSA | ÁRIDOS DE LA CORUÑA, S.A. Candame 15 142 Arteixo (La Coruña) |
49,21 |
| CANPESA | CANTEIRA DO PENEDO, S.A. Reina, 1 – 3º 27 001 Lugo |
40,77 |
| OCCIDENTAL DE ARIDOS | OCCIDENTAL DE ARIDOS, S.L. Calle Brasil nº 56 36204 Vigo |
99,54 |
| CIMPOR HORMIGÓN CANARIAS | CIMPOR HORMIGÓN CANARIAS, S.L. Calle Brasil nº 56 36204 Vigo |
99,54 |
| CIMPOR CANARIAS | CIMPOR CANARIAS, S.L. Calle Brasil nº 56 36204 Vigo |
99,54 |
| DS UNIÓN | DS UNIÓN, S.L. Calle Goya, nº1, 5º-C 18002 Granada |
89,58 |
| ASMENT DE TEMARA | ASMENT DE TEMARA, S.A. Ain Attig – Route de Casablanca Témara |
62,62 |
|---|---|---|
| BETOCIM | BETOCIM, S.A.S. Chez Asment Témara, Ain Attig – Route de Casablanca Témara |
100,00 |
| ASMENT DU CENTRE | ASMENT DU CENTRE, S.A. Chez Asment Témara, Ain Attig – Route de Casablanca Témara |
100,00 |
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| GRABEMA | GRABEMA, S.A. Chez Asment Témara, Ain Attig – Route de Casablanca Témara |
100,00 |
| TUNÍSIA | ||
| C.J.O. | SOCIÉTÉ DES CIMENTS DE JBEL OUST 9, Rue de Touraine, Cité Jardins 1082 Tunis – Belvédère |
100,00 |
| B.J.O. | SOCIÉTÉ BETON JBEL OUST 9, Rue de Touraine, Cité Jardins 1082 Tunis – Belvédère |
100,00 |
| G.J.O. | SOCIÉTÉ GRANULATS JBEL OUST 9, Rue de Touraine, Cité Jardins 1082 Tunis – Belvédère |
100,00 |
| EGIPTO | ||
| CEC | CIMPOR EGYPT FOR CEMENT COMPANY, S.A.E. El Gharbaneyat – Borg El Arab City P.O. Box 21511 Alexandria |
100,00 |
| AMCC | AMREYAH CEMENT COMPANY, S.A.E. El Gharbaneyat – Borg El Arab City P. O. Box 21511 Alexandria |
96,39 |
| AMREYAH CIMPOR | AMREYAH CIMPOR CEMENT COMPANY, S.A.E. El Gharbaneyat – Borg El Arab City P.O. Box 21511 Alexandria |
97,29 |
| CSC | CEMENT SERVICES COMPANY, S.A.E. El Gharbaneyat – Borg El Arab City P.O. Box 21511 Alexandria |
98,38 |
| CIMPSAC | CIMPOR SACS MANUFACTURE COMPANY, S.A.E. El Gharbaneyat – Borg El Arab City P.O. Box 21511 Alexandria |
99,59 |
| AMREYAH DEKHEILA | AMREYAH DEKHEILA TERMINAL COMPANY, S.A.E. Dekheila Port Alexandria |
97,35 |
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| AMREYAH CIMPOR READY MIX | AMREYAH CIMPOR READY MIX COMPANY S.A.E. Industrial área, Plot no. 89T, Dekheila, Alexandria |
96,86 |
| TURQUIA | ||
| CIMPOR YIBITAS | CIMPOR YIBITAS CIMENTO SANAYI VE TICARET A.S. Portakal Cicegi Sokak nº 33 - 06540 06540 Cankaya / Ankara |
99,74 |
| YOZGAT | YIBITAS YOZGAT ISCI BIRLIGI INSAAT MALZEMELERI TICARET VE SANAYI A. S. 66920 - Sarayköy / Yozgat |
80,92 |
| BEYNAK | CIMPOR YIBITAS NAKLIYECILIK TICARET VE SANAYI A.S. Portakal Cicegi Sokak nº 33 - 06540 06540 Cankaya / Ankara |
99,74 |
| BRASIL | ||
| C.C.B. | CIMPOR - CIMENTOS DO BRASIL, LTDA. Avª Maria Coelho Aguiar, 215 – Bloco E – 8º Jardim São Luíz - São Paulo |
100,00 |
| MOÇAMBIQUE | ||
| CIM. MOÇAMBIQUE | CIMENTOS DE MOÇAMBIQUE, S.A. Av. 24 de Julho, nº 7 - 9º/10º pisos Caixa Postal 270 Maputo |
82,46 |
| CIMBETÃO | CIMPOR BETÃO MOÇAMBIQUE, S.A. Estrada de Lingamo Matola |
82,46 |
| IMOPAR | IMOPAR - IMOBILIÁRIA DE MOÇAMBIQUE, S.A. Av. 24 de Julho, nº 7 - 10º piso, direito Maputo |
100,00 |
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| ÁFRICA DO SUL | ||
| NPC | NPC - CIMPOR (PTY) LIMITED 199 Coedmore Road Bellair 4094 Durban |
74,00 |
| NPCC | NATAL PORTLAND CEMENT COMPANY (PTY) LTD. 199 Coedmore Road Bellair 4094 Durban |
100,00 |
| DC | DURBAN CEMENT LTD. 199 Coedmore Road Bellair 4094 Durban |
100,00 |
| SRT | SIMUMA REHABILITATION TRUST 1 Wedgelink Road Bryanston |
37,00 |
| CONCRETE | NPC CONCRETE (PTY) LTD. 199 Coedmore Road Bellair 4094 Durban |
100,00 |
| S. C. STONE | SOUTH COAST STONE CRUSHERS (PTY) LTD. 199 Coedmore Road Bellair 4094 Durban |
74,00 |
| S. C. MINING | SOUTH COAST MINING (PTY) LTD. 199 Coedmore Road Bellair 4094 Durban |
100,00 |
| EEDESWOLD | EEDESWOLD HIGHLANDS (PTY) LTD. 199 Coedmore Road Bellair 4094 Durban |
100,00 |
| STERKSPRUIT AGGREGATES | STERKSPRUIT AGGREGATES (PTY) LTD. 199 Coedmore Road Bellair 4094 Durban |
74,00 |
| STERKSPRUIT CONCRETE | STERKSPRUIT CONCRETE (PTY) LTD. 199 Coedmore Road Bellair 4094 Durban |
100,00 |
| DURBAN QUARRIES | DURBAN QUARRIES (PTY) LTD. 199 Coedmore Road Bellair 4094 Durban |
100,00 |
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| CHINA | ||
| CIMPOR CEMENT CORPORATION | CIMPOR CEMENT CORPORATION LIMITED 35/F Cheung Kong Center, 2 Queen's Road Central - Hong Kong |
50,00 |
| SEA - LAND MINING | SEA - LAND MINING LIMITED 35/F Cheung Kong Center, 2 Queen's Road Central - Hong Kong |
50,00 |
| CIMPOR SHANDONG | CIMPOR (SHANDONG) CEMENT COMPANY LIMITED Kuangsi Village, Liuyuan Town, Yicheng District Zaozhuang City, Shangdong Province ZIP code: 277300 |
48,80 |
| NANDA | SUZHOU NANDA CEMENT COMPANY LIMITED Nº. 1, WenDu Road, Wang Ting Town, Xiang Cheng District Suzhou City, Jiangu Province ZIP code: 215155 |
35,52 |
| HUAI'AN LIUYUAN | HUAI'AN LIUYUAN CEMENT COMPANY LIMITED Shendu Village, Wangying Town, Huaiyin district, Huai'na city, Jiangsu Province ZIP code: 223300 |
48,80 |
| SUZHOU LIUYUAN | SUZHOU LIUYUAN NEW TYPE CEMENT DEVELOPMENT CO.,LTD Suzhou Wuzhong economic development zone, DongWu industrial park second term (Yinzhong south road) ZIP code: 215000 |
48,80 |
| CIMPOR SHANGHAI | CIMPOR (SHANGHAI) ENTERPRISES MANAGEMENT CONSULTING COMPANY LIMITED 222 Huaihai Zhong Lu, Lippo Plaza, Floor 25, Room 2505-07 ZIP Code: 200021 Shanghai |
50,00 |
| LIYANG | LIYANG DONGFANG CEMENT COMPANY LIMITED Shanghuang Town, Liyang, Jiangsu Province ZIP Code: 213314 |
50,00 |
| NEW HLG | CIMPOR (HUAI'AN) CEMENT PRODUCTS COMPANY LIMITED Wangying Town, Huaiyin district Huai'An City, Jiangsu Province |
50,00 |
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| CIMPOR ZAOZHUANG | CIMPOR (ZAOZHUANG) CEMENT COMPANY LIMITED Matou Village, Fucheng County, Shanting District, Zaozhuang City, Shandong Province ZIP Code: 277222 |
50,00 |
| CIMPOR MACAU INVESTMENT | CIMPOR MACAU INVESTMENT COMPANY, S.A. Av. da Praia Grande, 693 Edifício Tai Wash - 15º andar MACAU |
50,00 |
| EAST ADVANTAGE | EAST ADVANTAGE INTERNATIONAL LIMITED Romasco Place, Wickhams Cay 1, P.O. Box 3140, Road Town, Tortola British Virgin Islands VG1110 |
50,00 |
| ÍNDIA | ||
| SHREE DIJIVAY CEMENT CO, LTD | SHREE DIJIVAY CEMENT CO, LTD P.O. Digvijaygram - 361140 Jamnagar Estado de Gujarat |
73,63 |
| CABO VERDE | ||
| CIMPOR CABO VERDE | CIMPOR CABO VERDE, S.A. Estrada de Tira Chapéu Praia, Santiago 14/A |
98,65 |
| CABO VERDE BETÕES E INERTES | CABO VERDE BETÕES E INERTES, S.A. Estrada de Tira Chapéu Praia, Santiago 14/A |
54,32 |
| ITP | INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO DE PEDRAS, LDA. Estrada de Tira Chapéu Praia, Santiago 14/A |
98,65 |
| BETÕES DE CABO VERDE | BETÕES DE CABO VERDE, S.A. Estrada de Tira Chapéu Praia, Santiago 14/A |
54,32 |
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| PERÚ | ||
| CEMENTOS OTORONGO | CEMENTOS OTORONGO, S.A.C. Malecón Cisneros 428 dpto. 1002 Miraflores Lima |
100,00 |
| ÁREA DE OUTRAS ACTIVIDADES | ||
| CIMPOR SERVIÇOS | CIMPOR – SERVIÇOS DE APOIO À GESTÃO DE EMPRESAS, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| CIMPOR SAGESA | CIMPOR SAGESA, S.A. Brasil, 56 36 204 Vigo |
100,00 |
| CIMPOR FINANCE | CIMPOR FINANCE LIMITED 2 Harbourmaster Place Custom House Dock Dublin 1 |
100,00 |
| CIMPOR B.V. | CIMPOR FINANCIAL OPERATIONS, B.V. Teleportboulevard 140 1043 EJ Amesterdam |
100,00 |
| CIMPOR IMOBILIÁRIA | CIMPOR IMOBILIÁRIA, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| MECAN | MECAN - MANUFACTURA DE ELEMENTOS DE CASAS DE CONSTRUÇÃO NORMALIZADA, LDA. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
100,00 |
| CIMPOR TRADING | CIMPOR TRADING, S.A. Brasil, 56 36 204 Vigo |
100,00 |
| CIMPOR REINSURANCE | CIMPOR REINSURANCE, S.A. 74, Rue de Merl, L - 2146 1611 – Luxemburgo |
100,00 |
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO |
|---|---|---|
| EFECTIVA | ||
| CIMPSHIP | CIMPSHIP - TRANSPORTES MARÍTIMOS, S.A. Rua Ivens, nº 3 - B, Edifício Dona Mécia, 2º L, Freguesia da Sé, Conselho do Funchal 9000 - 039 Funchal |
60,00 |
| CIMPOR DEL ECUADOR | CIMPOR DEL ECUADOR, S.A. Distrito Metropolitano de Quito Província de Pichincha |
49,88 |
As empresas associadas que, em 31 de Dezembro de 2008, foram registadas pelo método de equivalência patrimonial (Nota 19), são as seguintes:
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| ÁREA DE OUTRAS ACTIVIDADES RELACIONADAS (Portugal) | ||
| SETEFRETE | SETEFRETE, SGPS, S.A. Av. Luísa Todi, 1 – 1º 2900 – 459 Setúbal |
25,00 |
| ÁREA INTERNACIONAL ESPANHA | ||
| CEMENTOS ANTEQUERA | CEMENTOS ANTEQUERA, S.A. Calle Atarazanas nº 2 - 1º 29005 Málaga |
22,98 |
| ARENOR | ARENOR, S.L. Calle Monte Carmelo nº 1 – 5º C 41011 Sevilla |
28,44 |
| HORMICESA | HOMIGONES MIRANDA CELANOVA, S.A. Ctra. Casasoá, Km. 0,100 32817 Celanova - Ourense |
39,37 |
| AGUEIRO | AGUEIRO, S.A. Parroquía de Rois, Parcela B-26, Pol. Ind. Bergondo 15166 Bergondo - A Coruña |
44,79 |
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| ÁREA INTERNACIONAL BRASIL | ||
| COMICAN | COMPANHIA DE MINERAÇÃO CANDIOTA Av. Maria Coelho Aguiar, 215 - Bloco E - 8º. Andar - Sala A Jardim São Luiz - São Paulo |
48,00 |
As seguintes empresas participadas foram consolidadas pelo método proporcional, dado que a gestão e controlo das mesmas, definido contratualmente, são exercidos conjuntamente com outro accionista:
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| ÁREA DE CIMENTO (Portugal) | ||
| TEPORSET | TEPORSET - TERMINAL PORTUÁRIO DE SETÚBAL, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250 - 009 Lisboa |
50,00 |
| ÁREA INTERNACIONAL - ESPANHA | ||
| CEISA | CEMENTOS ESPECIALES DE LAS ISLAS, S.A. Calle Secretario Artiles nº 36 35007 Las Palmas de Gran Canaria |
50,00 |
| INPROCOI | INSULAR DE PRODUCTOS PARA LA CONSTRUCCIÓN Y LA INDUSTRIA, S.L. Explanada Muelle Dique del Este s/n 38180 Puerto de Santa Cruz de Tenerife |
50,00 |
| ÁREA INTERNACIONAL - TUNÍSIA | ||
| TCG | TERMINAL CIMENTIER DE GABES, G.I.E Port de Gabes Gabes |
33,33 |
| SIGLA | FIRMA/SEDE | PERCENTAGEM PARTICIPAÇÃO EFECTIVA |
|---|---|---|
| ÁREA INTERNACIONAL - BRASIL | ||
| ECO-PROCESSA | ECO-PROCESSA – TRATAMENTO DE RESÍDUOS LTDA. Av. Rio Branco, 110 – 39º - parte Cidade do Rio de Janeiro Estado do Rio de Janeiro |
50,00 |
No exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, as variações no perímetro de consolidação resumem-se, essencialmente, à aquisição de participações financeiras na área de negócios de Espanha no montante global de 2 milhões de euros e à alienação, na área de negócio do Perú, por cerca de 8 milhões de euros, das instalações de armazenagem e ensacagem de cimento detidas pela Cementos Otorongo, S.A. no terminal de El Callao, bem como da respectiva participação (100%) no capital social da empresa Agrecom - Agregados Comercializados S.A.C..
O impacto das alterações ocorridas no perímetro de consolidação na demonstração consolidada da posição financeira foi o seguinte:
| Rubricas | Aquisições | Alienações | Total líquido |
|---|---|---|---|
| Activos não correntes: | |||
| Activos intangíveis (Nota 17) | 6 | (7) | (1) |
| Activos fixos tangíveis (Nota 18) | 1.774 | (7.045) | (5.271) |
| Investimentos em associadas (Nota 19) | 60 | ‐ | 60 |
| Activos por impostos diferidos (Nota 25) | 123 | (207) | (84) |
| Total de activos não correntes | 1.963 | (7.259) | (5.296) |
| Activos correntes: | |||
| Existências | ‐ | (208) | (208) |
| Clientes e adiantamentos a fornecedores | 444 | (4) | 441 |
| Outras dívidas de terceiros | 28 | (16) | 12 |
| Estado e outros entes públicos | 19 | (364) | (345) |
| Outros activos correntes | 577 | (24) | 553 |
| Total de activos correntes | 1.068 | (615) | 452 |
| Total do activo | 3.031 | (7.874) | (4.843) |
| Passivos não correntes: | |||
| Empréstimos | ‐ | 1.290 | 1.290 |
| Locações financeiras | ‐ | 383 | 383 |
| Total de passivos não correntes | ‐ | 1.673 | 1.673 |
| Passivos correntes: | |||
| Fornecedores e adiantamentos a clientes | (544) | 25 | (520) |
| Outras dívidas a terceiros | (2.074) | ‐ | (2.074) |
| Estado e outros entes públicos | (27) | 1 | (27) |
| Empréstimos | ‐ | 115 | 115 |
| Locações financeiras | ‐ | 146 | 146 |
| Outros passivos correntes | (10) | ‐ | (10) |
| Total de passivos correntes | (2.656) | 286 | (2.370) |
| Total do passivo | (2.656) | 1.959 | (697) |
| Interesses minoritários (Nota 33) | 72 | (179) | (107) |
| Valor líquido | 448 | (6.094) | (5.647) |
| Goodwill (Nota 16 e 19) | 1.571 | (2.479) | (909) |
| Efeito da conversão cambial | ‐ | 195 | 195 |
| (Mais) / Menos valia obtida | ‐ | 304 | 304 |
| Outras dívidas de / a terceiros | (953) | 2.707 | 1.754 |
| Valor líquido pago / (recebido) | 1.065 | (5.368) | (4.303) |
| Caixa e equivalentes | 87 | (22) | 65 |
| Valor de aquisição / (alienação) | 2.105 | (8.097) | (5.992) |
As entradas no perímetro de consolidação tiveram os seguintes impactos na demonstração consolidada do rendimento integral do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009:
| Rubricas | Valor |
|---|---|
| Proveitos operacionais | 378 |
| Custos operacionais | 1.302 |
| Resultado operacional | (923) |
| Resultado financeiro | (5) |
| Resultado antes de impostos | (928) |
| Impostos sobre o rendimento | ‐ |
| Resultado líquido do exercício | (928) |
| Atribuível a: | |
| Detentores de capital | (508) |
| Interesses minoritários | (420) |
Adicionalmente, no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, foi concluído o processo de afectação do valor de compra ao justo valor dos activos líquidos de actividades empresariais adquiridas no exercício anterior, o qual respeita, essencialmente, à aquisição dos activos cimenteiros nas áreas de negócio da Índia e da China e dos activos afectos à produção e comercialização de cimento e betão nas Ilhas Canárias. Os impactos foram incluídos nos items de ''transferências'' e foram os seguintes:
| Rubricas | Mensuração inicial |
Atribuição de justos valores |
Mensuração final |
|---|---|---|---|
| Activos não correntes: | |||
| Activos intangíveis | 22.811 | 15.985 | 38.796 |
| Activos fixos tangíveis | 130.436 | 54.436 | 184.872 |
| Outros investimentos | 654 | (385) | 270 |
| Outras dívidas de terceiros | 2 | ‐ | 2 |
| Outros activos não correntes | 17.901 | (361) | 17.540 |
| Activos por impostos diferidos | 8.913 | 619 | 9.532 |
| Total de activos não correntes | 180.717 | 70.295 | 251.012 |
| Activos correntes: | |||
| Existências | 24.502 | (788) | 23.714 |
| Clientes e adiantamentos a fornecedores | 24.512 | 272 | 24.784 |
| Outras dívidas de terceiros | 1.781 | (399) | 1.383 |
| Estado e outros entes públicos | 3.634 | ‐ | 3.634 |
| Outros activos correntes | 1.188 | 194 | 1.383 |
| Total de activos correntes | 55.618 | (721) | 54.897 |
| Total do activo | 236.335 | 69.574 | 305.909 |
| Passivos não correntes: | |||
| Passivos por impostos diferidos | (12.179) | (21.709) | (33.888) |
| Provisões | (4.799) | (692) | (5.490) |
| Empréstimos | (16.162) | ‐ | (16.162) |
| Locações financeiras | (716) | ‐ | (716) |
| Outras dívidas a terceiros | (1.238) | 1.222 | (15) |
| Total de passivos não correntes | (35.094) | (21.178) | (56.272) |
| Passivos correntes: | |||
| Fornecedores e adiantamentos a clientes | (14.840) | ‐ | (14.840) |
| Outras dívidas a terceiros | (10.274) | 83 | (10.192) |
| Estado e outros entes públicos | (1.005) | ‐ | (1.005) |
| Empréstimos | (7.596) | (66) | (7.662) |
| Locações financeiras | (323) | ‐ | (323) |
| Outros passivos correntes | (1.681) | 1.046 | (635) |
| Total de passivos correntes | (35.719) | 1.063 | (34.657) |
| Total do passivo | (70.813) | (20.116) | (90.929) |
| Interesses minoritários | (8.473) | (5.181) | (13.653) |
| Valor líquido | 157.049 | 44.278 | 201.327 |
| Goodwill | 154.147 | (37.626) | 116.521 |
| Investimentos em associadas | ‐ | (7.184) | (7.184) |
| Outras dívidas de / a terceiros | (10.928) | 3.138 | (7.790) |
| Valor líquido pago / (recebido) | 300.268 | 2.605 | 302.873 |
| Caixa e equivalentes | 8.495 | 4 | 8.500 |
| Valor de aquisição / (alienação) | 319.691 | (528) | 319.163 |
As cotações utilizadas na conversão, para euros, dos activos e passivos expressos em moeda estrangeira, em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, bem como dos resultados dos exercícios findos naquelas datas, foram as seguintes:
| Câmbio fecho | Câmbio médio | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Divisa | Segmento geográfico |
2009 | 2008 | Var.% | 2009 | 2008 | Var.% | |
| USD | Outros | 1,4406 | 1,3917 | (3,4) | 1,39463 | 1,47134 | 5,5 | |
| MAD | Marrocos | 11,3480 | 11,2665 | (0,7) | 11,33928 | 11,43104 | 0,8 | |
| BRL | Brasil | 2,5113 | 3,2436 | 29,2 | 2,78546 | 2,68231 | (3,7) | |
| TND | Tunísia | 1,9009 | 1,8318 | (3,6) | 1,88800 | 1,83041 | (3,1) | |
| MZM | Moçambique | 44.150,0 | 35.250,0 | (20,2) | 37.698,8 | 35.654,3 | (5,4) | |
| CVE | Outros (Cabo Verde) | a) | 110,265 | 110,265 | ‐ | 110,265 | 110,265 | ‐ |
| EGP | Egipto | 7,8903 | 7,6857 | (2,6) | 7,80762 | 8,07765 | 3,5 | |
| ZAR | África do Sul | 10,6660 | 13,0667 | 22,5 | 11,71057 | 12,07760 | 3,1 | |
| TRY | Turquia | 2,1547 | 2,1488 | (0,3) | 2,16607 | 1,90964 | (11,8) | |
| HKD | China | 11,1709 | 10,7858 | (3,4) | 10,81972 | 11,46236 | 5,9 | |
| CNY | China | 9,8350 | 9,4956 | (3,5) | 9,54026 | 10,24795 | 7,4 | |
| MOP | China | 11,506 | 11,1094 | (3,4) | 11,33816 | 12,01416 | 6,0 | |
| PEN | Outros (Perú) | a) | 4,162 | 4,3713 | 5,0 | 4,25033 | 4,34771 | 2,3 |
| INR | Índia | 67,040 | 67,3931 | 0,5 | 68,03312 | 65,61679 b) | (3,6) |
a) Segmentos não relatados de forma individualizada.
b) Câmbio médio de 1 de Abril a 31 de Dezembro de 2008.
A principal informação relativa aos resultados dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, dos diversos segmentos operacionais, sendo estes correspondentes a cada uma das áreas geográficas onde o Grupo opera, é a seguinte:
| 2009 | 2008 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Vendas e prestação de serviços | Vendas e prestação de serviços | |||||||
| Clientes externos |
Intragrupos | Total | Resultados operacionais |
Clientes externos |
Intragrupos | Total | Resultados operacionais |
|
| Segmentos operacionais: | ||||||||
| Portugal | 404.240 | 44.512 | 448.751 | 94.027 | 461.420 | 85.173 | 546.594 | 117.270 |
| Espanha | 328.069 | 702 | 328.771 | 485 | 357.751 | 1.037 | 358.788 | 47.594 |
| Marrocos | 94.152 | ‐ | 94.152 | 33.215 | 88.849 | ‐ | 88.849 | 30.543 |
| Tunísia | 69.857 | ‐ | 69.857 | 11.912 | 64.021 | ‐ | 64.021 | 9.344 |
| Egipto | 240.625 | ‐ | 240.625 | 93.183 | 161.226 | ‐ | 161.226 | 58.873 |
| Turquia | 107.549 | ‐ | 107.549 | (18.660) | 156.128 | ‐ | 156.128 | (810) |
| Brasil | 427.383 | ‐ | 427.383 | 88.436 | 401.271 | ‐ | 401.271 | 70.093 |
| Moçambique | 80.923 | ‐ | 80.923 | 6.345 | 77.361 | ‐ | 77.361 | 8.796 |
| África do Sul | 149.146 | 3.651 | 152.797 | 58.934 | 136.018 | 2.211 | 138.228 | 38.910 |
| China | 81.067 | ‐ | 81.067 | 152 | 64.266 | 1.351 | 65.617 | 2.194 |
| Índia | 49.565 | 3.310 | 52.875 | 3.790 | 32.263 | ‐ | 32.263 | 2.394 |
| Outros segmentos | 31.508 | ‐ | 31.508 | 1.253 | 42.712 | ‐ | 42.712 | 2.042 |
| Total dos segmentos operacionais | 2.064.083 | 52.175 | 2.116.258 | 373.071 | 2.043.285 | 89.772 | 2.133.057 | 387.242 |
| Não afectos a segmentos | 21.414 | 79.347 | 100.761 | 3.830 | 45.577 | 96.385 | 141.963 | 5.400 |
| Eliminações | ‐ | (131.521) | (131.521) | ‐ | ‐ | (186.157) | (186.157) | ‐ |
| Sub-total | 2.085.498 | ‐ | 2.085.498 | 376.901 | 2.088.862 | ‐ | 2.088.862 | 392.642 |
| Custos e proveitos financeiros líquidos | (52.149) | (49.189) | ||||||
| Resultado relativos a empresas associadas | 156 | (86.735) | ||||||
| Resultados relativos a investimentos | (11.117) | 1.537 | ||||||
| Resultado antes de impostos | 313.791 | 258.255 | ||||||
| Impostos sobre o rendimento | (68.113) | (24.949) | ||||||
| Resultado líquido do exercício | 245.679 | 233.306 |
As transacções inter-segmento são realizadas a preços de mercado.
O resultado líquido do exercício evidenciado corresponde à totalidade do resultado dos segmentos, sem consideração da parte imputável a accionistas minoritários, a qual ascende aos seguintes valores:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Segmentos operacionais: | ||
| Portugal | 100 | 99 |
| Espanha | (444) | 634 |
| Marrocos | 8.227 | 7.058 |
| Egipto | 2.631 | 1.677 |
| Turquia | 629 | 2.207 |
| Brasil | ‐ | 1 |
| Moçambique | 366 | 830 |
| China | (3.317) | 1.245 |
| Índia | 543 | 136 |
| Outros segmentos | (205) | (487) |
| 8.530 | 13.399 | |
| Não afectos a segmentos | 123 | 466 |
| Resultado imputável aos minoritários do segmento | 8.653 | 13.865 |
| 2009 | 2008 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Dispêndios de capital fixo |
Amortizações, depreciações e perdas de imparidade em resultados |
Provisões | Dispêndios de capital fixo |
Amortizações, depreciações e perdas de imparidade em resultados |
Provisões | ||
| Segmentos operacionais: | |||||||
| Portugal | 23.026 | 55.284 | 272 | 43.554 | 54.357 | 261 | |
| Espanha | 20.997 | 46.125 | ‐ | 161.747 | 36.365 | (1.042) | |
| Marrocos | 9.998 | 8.614 | 10 | 9.935 | 8.015 | 2.404 | |
| Tunísia | 5.114 | 7.738 | ‐ | 3.437 | 7.701 | (18) | |
| Egipto | 8.980 | 11.080 | 248 | 5.904 | 10.850 | 3.497 | |
| Turquia | 49.785 | 29.581 | 134 | 72.826 | 16.233 | 201 | |
| Brasil | 52.163 | 34.343 | 303 | 52.037 | 30.817 | 1.390 | |
| Moçambique | 11.723 | 5.506 | 76 | 9.025 | 4.662 | 178 | |
| África do Sul | 8.461 | 11.483 | ‐ | 25.043 | 7.254 | 1 | |
| China | 36.535 | 4.591 | ‐ | 53.347 | 3.726 | 332 | |
| Índia | 3.630 | 6.216 | (74) | 17.742 | 742 | ‐ | |
| Outros segmentos | (4.375) | 1.324 | ‐ | 2.006 | 1.366 | ‐ | |
| 226.038 | 221.886 | 970 | 456.602 | 182.089 | 7.204 | ||
| Não afectos a segmentos | 9.786 | 4.371 | 1.800 | 524 | 2.484 | 1.925 | |
| 235.824 | 226.256 | 2.770 | 457.126 | 184.573 | 9.129 |
O aumento das amortizações e depreciações resulta das aquisições realizadas no final do exercício de 2008 e do ínicio da utilização e funcionamento de investimentos entretanto concluídos.
Os activos e passivos por segmento operacional e a respectiva reconciliação com o total consolidado em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 são como segue:
| 2009 | 2008 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Activo | Passivo | Activo líquido | Activo | Passivo | Activo líquido | |
| Segmentos operacionais: | ||||||
| Portugal | 803.419 | 313.076 | 490.343 | 796.430 | 316.096 | 480.334 |
| Espanha | 828.415 | 621.376 | 207.039 | 838.277 | 550.718 | 287.559 |
| Marrocos | 120.834 | 30.948 | 89.886 | 121.836 | 29.304 | 92.532 |
| Tunísia | 144.823 | 13.890 | 130.934 | 145.997 | 14.799 | 131.198 |
| Egipto | 416.275 | 57.092 | 359.182 | 390.315 | 50.003 | 340.312 |
| Turquia | 628.956 | 159.301 | 469.655 | 593.498 | 103.648 | 489.850 |
| Brasil | 1.183.941 | 175.803 | 1.008.137 | 1.030.166 | 262.391 | 767.776 |
| Moçambique | 79.574 | 22.871 | 56.704 | 86.389 | 28.499 | 57.890 |
| África do Sul | 287.699 | 60.398 | 227.301 | 231.482 | 60.377 | 171.105 |
| China | 188.487 | 167.231 | 21.255 | 162.226 | 130.690 | 31.536 |
| Índia | 112.704 | 22.868 | 89.836 | 97.752 | 28.221 | 69.532 |
| Outros segmentos | 41.095 | 15.737 | 25.358 | 47.132 | 18.947 | 28.185 |
| 4.836.221 | 1.660.591 | 3.175.630 | 4.541.501 | 1.593.690 | 2.947.810 | |
| Não afectos a segmentos | 723.759 | 2.001.390 | (1.277.631) | 719.785 | 2.149.473 | (1.429.688) |
| Eliminações | (657.610) | (657.610) | ‐ | (743.693) | (743.693) | ‐ |
| Investimentos em associadas | 24.992 | 24.992 | 97.663 | 97.663 | ||
| Total consolidado | 4.927.362 | 3.004.371 | 1.922.991 | 4.615.255 | 2.999.470 | 1.615.786 |
Os activos e passivos não alocados a segmentos relatáveis incluem (i) activos e passivos de sociedades não afectos a segmentos, essencialmente sociedades holdings e tradings; (ii) eliminações intra-grupo entre segmentos e (iii) investimentos em associadas.
A informação por segmentos de negócio, relativa ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, é a seguinte:
| 2009 | 2008 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Volume de negócios |
Activo líquido | Dispêndios de capital fixo |
Volume de negócios |
Activo líquido | Dispêndios de capital fixo |
|
| Segmentos de negócio: | ||||||
| Cimento | 1.591.067 | 4.025.450 | 205.061 | 1.517.530 | 3.767.339 | 348.505 |
| Betões e agregados | 427.684 | 454.428 | 14.804 | 498.538 | 540.109 | 75.109 |
| Outros | 66.747 | 447.484 | 15.958 | 72.794 | 307.807 | 33.512 |
| Total consolidado | 2.085.498 | 4.927.362 | 235.824 | 2.088.862 | 4.615.255 | 457.126 |
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os outros proveitos operacionais tinham a seguinte composição:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Proveitos suplementares | 18.478 | 20.331 |
| Ganhos obtidos na alienação de activos (a) | 19.209 | 20.112 |
| Subsídios | 7.472 | 3.806 |
| Reversão de imparidades de saldos a receber de clientes (Nota 27) | 4.253 | 5.120 |
| Trabalhos para a própria empresa | 2.899 | 4.606 |
| Reversão de imparidades em existências (Nota 26) | 163 | 2.339 |
| Outros | 10.440 | 9.287 |
| 62.914 | 65.601 |
(a) No exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, estes ganhos incluiam ganhos com a alienação de licenças de emissão de CO2 e troca de licenças de emissão de CO2 por Certificados de redução de emissões (''CER'') nos montantes de 14.031 milhares de euros e 11.467 milhares de euros, respectivamente (Nota 44).
O custo das vendas dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foi como segue:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Mercadorias vendidas | 52.776 | 67.166 |
| Matérias consumidas | 525.479 | 563.603 |
| Perdas/(Ganhos) em existências | 666 | 167 |
| 578.921 | 630.936 |
O número médio de empregados nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, por segmento operacional e de negócio, foi o seguinte:
| 2009 | 2008 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Betões e | Betões e | |||||||
| Cimento | agregados | Outros | Total | Cimento | agregados | Outros | Total | |
| Segmentos: | ||||||||
| Portugal | 659 | 536 | 113 | 1.308 | 682 | 583 | 115 | 1.380 |
| Espanha | 650 | 460 | 71 | 1.181 | 495 | 452 | 32 | 978 |
| Marrocos | 177 | 28 | ‐ | 205 | 179 | 25 | ‐ | 203 |
| Tunísia | 216 | ‐ | ‐ | 216 | 221 | ‐ | ‐ | 221 |
| Egipto | 463 | ‐ | 28 | 491 | 458 | ‐ | 28 | 486 |
| Turquia | 647 | 158 | 9 | 814 | 631 | 167 | 9 | 807 |
| Brasil | 742 | 666 | 9 | 1.417 | 725 | 583 | 9 | 1.317 |
| Moçambique | 419 | 41 | 1 | 461 | 407 | 29 | 1 | 437 |
| África do Sul | 359 | 174 | ‐ | 534 | 356 | 185 | ‐ | 541 |
| China | 867 | ‐ | ‐ | 867 | 625 | ‐ | ‐ | 625 |
| India | 545 | ‐ | ‐ | 545 | 414 | ‐ | ‐ | 414 |
| Outros | 71 | 74 | 4 | 148 | 74 | 126 | ‐ | 199 |
| 5.815 | 2.137 | 235 | 8.187 | 5.266 | 2.149 | 194 | 7.609 | |
| Funções comuns | ‐ | ‐ | ‐ | 541 | ‐ | ‐ | ‐ | 534 |
| 5.815 | 2.137 | 235 | 8.728 | 5.266 | 2.149 | 194 | 8.143 |
Os custos com o pessoal nos exercícios findos naquelas datas foram como segue:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Remunerações | 169.297 | 161.263 |
| Encargos com remunerações | 37.297 | 34.307 |
| Custos de acção social e outros | 25.511 | 21.580 |
| Indemnizações por rescisão de contrato | 10.141 | 3.324 |
| Planos de opções de compra de acções (Nota 35) | 2.261 | 2.003 |
| Benefícios de saúde (Nota 34) | 1.279 | 1.136 |
| Seguros | 753 | 737 |
| Benefícios de reforma (Nota 34) | 3.072 | 526 |
| 249.610 | 224.875 | |
Os custos de acção social e outros incluem custos com medicina no trabalho e assistência na doença, formação profissional e subsídio de alimentação.
Os Outros custos operacionais nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foram como segue:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Imparidades de saldos a receber de clientes (Nota 27) | 13.065 | 9.330 |
| Impostos | 12.443 | 9.913 |
| Quotizações | 3.344 | 3.289 |
| Donativos | 2.082 | 1.296 |
| Multas e penalidades | 1.017 | 2.490 |
| Imparidades em existências (Nota 26) | 1.204 | 699 |
| Perdas incorridas na alienação de activos | 924 | 568 |
| Divídas incobráveis | 209 | 390 |
| Outros | 1.143 | 2.775 |
| 35.432 | 30.749 |
Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 tinham a seguinte composição:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Custos financeiros: | ||
| Juros suportados | 67.689 | 114.614 |
| Diferenças de câmbio desfavoráveis | 15.822 | 12.716 |
| Variação de justo valor: | ||
| Activos/passivos financeiros cobertos | 4.118 | 16.995 |
| Instrumentos financeiros derivados de cobertura | 4.936 | ‐ |
| Instrumentos financeiros derivados de negociação (a) | 29.346 | 13.675 |
| Activos/passivos financeiros ao justo valor (a) | 11.790 | 16.222 |
| 50.190 | 46.892 | |
| Outros custos financeiros (b) | 12.997 | 13.595 |
| 146.698 | 187.816 | |
| Proveitos financeiros: | ||
| Juros obtidos | 15.734 | 32.093 |
| Diferenças de câmbio favoráveis | 22.015 | 24.622 |
| Variação de justo valor: | ||
| Activos/passivos financeiros cobertos | 4.936 | ‐ |
| Instrumentos financeiros derivados de cobertura | 4.118 | 16.995 |
| Instrumentos financeiros derivados de negociação (a) | 25.904 | 57.782 |
| Activos/passivos financeiros ao justo valor (a) | 10.702 | 44 |
| 45.660 | 74.821 | |
| Outros proveitos financeiros (b) | 11.140 | 7.092 |
| 94.548 | 138.627 | |
| Custos e proveitos financeiros, líquidos | (52.149) | (49.189) |
| Resultados relativos a empresas associadas: | ||
| De equivalência patrimonial: | ||
| Perdas em empresas associadas (Nota 19) | (831) | (87.609) |
| Ganhos em empresas associadas (Nota 19) | 987 | 853 |
| 156 | (86.755) | |
| Outros | ‐ | 21 |
| 156 | (86.735) | |
| Resultados relativos a investimentos: | ||
| Rendimentos de participação de capital | 368 | 542 |
| Ganhos/(Perdas) obtidos em investimentos (c) | (11.485) | 995 |
| (11.117) | 1.537 |
a) Estas rubricas são compostas por: (i) efeitos das variações de justo valor dos ''US Private Placements'' (Nota 37), os quais foram designados como passivos financeiros ao justo valor através de resultados e (ii) variações de justo valor dos instrumentos financeiros derivados de negociação, entre os quais se incluem dois instrumentos que, apesar de contratados com a finalidade de cobrirem os riscos de taxa de juro e taxa de câmbio associados aos ''US Private Placements'' (Nota 39), não são qualificados para efeitos de contabilidade de cobertura pelo Grupo.
No exercício anterior, incluía: (i) o ganho obtido na alienação da participação de 2,82% na sociedade egípcia Misr Cement (Qena), S.A.E., no montante de 2.086 milhares de euros e (ii) a desvalorização de uma carteira de fundos de investimento classificada como activo financeiro ao justo valor por resultados, no montante de 1.091 milhares de euros (Nota 20).
A Empresa e a generalidade das suas participadas em Portugal encontram-se sujeitas a Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (''IRC''), actualmente à taxa de 25%, acrescida de Derrama até à taxa máxima de 1,5% sobre o lucro tributável, atingindo uma taxa agregada máxima de 26,5%.
A Empresa é tributada de acordo com o regime especial de tributação dos grupos de sociedades, da qual fazem parte as empresas em que detém, directa ou indirectamente, pelo menos 90% do seu capital e cumprem com os requisitos previstos na legislação.
O imposto sobre o rendimento relativo aos restantes segmentos geográficos é calculado às respectivas taxas em vigor, conforme segue:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Espanha | 30,0% | 30,0% |
| Marrocos | 30,0% | 30,0% |
| Tunísia | 30,0% | 30,0% |
| Egipto | 20,0% | 20,0% |
| Turquia | 20,0% | 20,0% |
| Brasil | 34,0% | 34,0% |
| Moçambique | 32,0% | 32,0% |
| África do Sul | 28,0% | 28,0% |
| China | 25,0% | 25,0% |
| Índia | 34,0% | 34,0% |
| Outros | 25,5% ‐ 30,0% | 25,5% ‐ 30,0% |
Nos termos da legislação em vigor nas diversas jurisdições em que o Grupo desenvolve a sua actividade, as correspondentes declarações fiscais estão sujeitas a revisão por parte das autoridades fiscais durante um período que varia entre 4 e 5 anos, o qual pode ser prolongado em determinadas circunstâncias, nomeadamente quando existem prejuízos fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações.
O Conselho de Administração, suportado nas posições dos seus consultores fiscais e tendo em conta as responsabilidades reconhecidas, entende que das eventuais revisões dessas declarações fiscais não resultarão correcções com efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas.
O imposto sobre o rendimento reconhecido nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 é como segue:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Imposto corrente | 47.234 | 68.471 |
| Imposto diferido (Nota 25) | 17.608 | 2.264 |
| Reforços / (Reversões) de provisões para impostos (Nota 36) | 3.271 | (45.786) |
| Encargo do exercício | 68.113 | 24.949 |
As diferenças temporárias entre o valor contabilístico dos activos e passivos e a correspondente base fiscal foram registadas conforme disposto na IAS 12 - Imposto sobre o rendimento (''IAS 12'') (Nota 25).
A reconciliação entre a taxa de imposto aplicável em Portugal e a taxa de imposto efectiva no Grupo pode ser apresentada do seguinte modo:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Taxa de imposto aplicável em Portugal | 26,50% | 26,50% |
| Resultados operacionais não tributados (a) | (2,76%) | (2,78%) |
| Resultados financeiros não tributados (a) | 0,68% | 6,47% |
| Benefícios por dedução ao lucro tributável e à colecta | (6,18%) | (3,85%) |
| Reforços / (Reversões) de provisões para impostos (b) | 1,04% | (17,73%) |
| Ajustes a impostos diferidos | 0,31% | 0,21% |
| Diferenças de taxas de tributação | 1,51% | 1,26% |
| Outros | 0,59% | (0,42%) |
| Taxa efectiva no Grupo | 21,71% | 9,66% |
(a) Nesta rubrica estão os resultados operacionais e financeiros de empresas com regimes de isenção de imposto bem como transacções sem relevância no apuramento do imposto, sendo de evidenciar os resultados apropriados em associadas decorrentes da aplicação do método da equivalência patrimonial e o ganho com o activo financeiro detido até à maturidade referido na Nota 20.
(b) No exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, inclui a reversão da provisão que estava constítuida na Empresa para fazer face às liquidações adicionais de IRC dos exercícios de 1997 e 1998 (Nota 36).
Adicionalmente ao encargo de imposto, nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, foi registado um imposto diferido por diminuição directa de reservas de 663 milhares de euros e de 230 milhares de euros, respectivamente (Nota 25).
Conforme deliberação da Assembleia Geral de Accionistas realizada em 13 de Maio de 2009, no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 foram pagos dividendos de 0,185 euros por acção (0,23 euros por acção em 2008), no valor global de 122.777 milhares de euros (153.151 milhares de euros em 2008), referentes ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2008.
Relativamente ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, o Conselho de Administração propõe um dividendo de 0,20 euros por acção, sujeito a aprovação em Assembleia Geral de Accionistas a ser realizada em 29 de Abril de 2010.
O resultado por acção, básico e diluído, dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foi calculado tendo em consideração os seguintes montantes:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Resultado por acção básico: | ||
| Resultado para efeito de cálculo do resultado líquido por acção básico (resultado líquido do exercício atribuível a detentores do capital) |
237.025 | 219.441 |
| Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do resultado líquido por acção básico (milhares) (a) |
663.831 | 665.303 |
| Resultado líquido por acção básico | 0,36 | 0,33 |
| Resultado por acção diluído: | ||
| Resultado para efeito de cálculo do resultado líquido por acção básico (resultado líquido do exercício atribuível a detentores do capital) |
237.025 | 219.441 |
| Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do resultado líquido por acção básico (milhares) (a) |
663.831 | 665.303 |
| Efeito das opções atribuídas no âmbito do Plano de atribuição de opções de compra de acções (milhares) (Nota 35) |
1.747 | 1.515 |
| Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do resultado líquido por acção diluído |
665.578 | 666.818 |
| Resultado líquido por acção diluído | 0,36 | 0,33 |
(a) O número médio de acções encontra-se ponderado pelo número médio de acções próprias em cada um dos correspondentes exercícios (Nota 29).
Durante os exercícios findos em 31 Dezembro de 2009 e 2008, os movimentos ocorridos nos valores de Goodwill, bem como nas respectivas perdas de imparidade acumuladas, foram os seguintes:
| África | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Portugal | Espanha | Marrocos | Tunísia | Egipto | Turquia | Brasil | Moçambique | do Sul | China | India | Outros | Total | |
| Activo bruto: | |||||||||||||
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 22.548 | 71.773 | 27.254 | 71.546 | 71.081 | 350.127 | 571.738 | 2.523 | 103.275 | 4.747 | ‐ | 12.528 | 1.309.139 |
| Alterações de perímetro | 3.103 | 68.736 | ‐ | ‐ | ‐ | 2.335 | 991 | ‐ | ‐ | 13.284 | 68.374 | ‐ | 156.823 |
| Efeito da conversão cambial | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 3.898 | (70.503) | (78.428) | 146 | (24.003) | 785 | (5.484) | 218 | (173.371) |
| Adições | ‐ | 7.855 | ‐ | ‐ | ‐ | 638 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 1.890 | 10.383 |
| Abates | ‐ | (765) | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | (765) |
| Transferências | 3.812 | (6.684) | ‐ | ‐ | ‐ | 689 | ‐ | ‐ | ‐ | 1.911 | ‐ | (296) | (569) |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 29.463 | 140.914 | 27.254 | 71.546 | 74.979 | 283.286 | 494.301 | 2.668 | 79.272 | 20.726 | 62.890 | 14.339 | 1.301.640 |
| Alterações de perímetro (Nota 5) | ‐ | 1.541 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | (2.479) | (938) |
| Efeito da conversão cambial | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | (1.944) | (1.118) | 92.019 | (91) | 17.843 | (681) | 1.443 | 215 | 107.685 |
| Adições | ‐ | 826 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 322 | 1.147 |
| Transferências | (2.459) | (14.835) | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | (976) | (14.381) | ‐ | (32.652) |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 27.004 | 128.446 | 27.254 | 71.546 | 73.035 | 282.168 | 586.320 | 2.578 | 97.115 | 19.069 | 49.952 | 12.397 | 1.376.883 |
| África | |||||||||||||
| Portugal | Espanha | Marrocos | Tunísia | Egipto | Turquia | Brasil | Moçambique | do Sul | China | India | Outros | Total | |
| Perdas de imparidade acumuladas: | |||||||||||||
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 601 | 765 | 24.031 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 25.397 |
| Abates | ‐ | (765) | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | (765) |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 601 | ‐ | 24.031 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 24.632 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 601 | ‐ | 24.031 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 24.632 |
| Valor líquido a 31 de Dezembro de 2008 | 28.862 | 140.914 | 3.223 | 71.546 | 74.979 | 283.286 | 494.301 | 2.668 | 79.272 | 20.726 | 62.890 | 14.339 | 1.277.008 |
| Valor líquido a 31 de Dezembro de 2009 | 26.403 | 128.446 | 3.223 | 71.546 | 73.035 | 282.168 | 586.320 | 2.578 | 97.115 | 19.069 | 49.952 | 12.397 | 1.352.251 |
Os valores de Goodwill são sujeitos a testes de imparidade anualmente, ou sempre que existam indícios de eventual perda de valor.
As análises de imparidade são efectuadas por referência aos valores recuperáveis de cada uma das áreas de negócios a que se encontram afectos (Nota 2.3).
As transferências de valor de goodwill ocorridas nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 resultam da conclusão de processos de afectação de valores de compra aos activos líquidos de negócios adquiridos, no âmbito de processos de concentração de actividades empresariais (Nota 5).
Para efeitos de teste de imparidade, e atendendo à estrutura de relato financeiro adoptada para efeitos de gestão, os valores de Goodwill são distribuídos por grupos de unidades geradoras de caixa, correspondentes a cada um dos segmentos operacionais (Nota 7), considerando-se existirem sinergias entre as diversas unidades de cada segmento.
Nos testes realizados, o valor recuperável de cada grupo de unidades geradoras de caixa é comparado com o respectivo valor contabilístico. Uma perda de imparidade apenas é reconhecida no caso do valor contabilístico exceder o maior valor de entre o valor de uso e o de transacção. No valor de uso os fluxos de caixa, após impacto fiscal, são descontados com base no custo médio ponderado do capital depois de impostos (''WACC''), ajustado pelos riscos específicos de cada mercado. No valor de transacção são usados múltiplos com base em indicadores de negócio (essencialmente EBITDA e capacidade de produção) que são comparados com os apurados nas unidades geradoras de caixa sujeitos a estes testes.
As projecções de fluxos de caixa baseiam-se nos planos de negócio a médio e longo prazo, aprovados pelo Conselho de Administração, prolongadas de uma perpetuidade.
Os principais pressupostos considerados na determinação do valor de uso foram os seguintes:
| 2009 | 2008 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor | Taxa de | Valor | Taxa de | ||||
| contabilístico | Taxa de | crescimento | contabilístico | Taxa de | crescimento | ||
| Segmentos | Moeda | do goodwill (a) | desconto (b) | longo prazo (c) | do goodwill (a) | desconto (b) | longo prazo (c) |
| Portugal | EUR | 26.403 | 6,3% | 1,4% | 28.862 | 7,0% | 1,4% |
| Espanha | EUR | 128.446 | 6,2% | 1,4% | 140.914 | 6,7% | 1,5% |
| Marrocos | MAD | 3.223 | 7,7% | 3,2% | 3.223 | 8,3% | 2,1% |
| Tunísia | TND | 71.546 | 7,1% | 3,4% | 71.546 | 7,7% | 1,9% |
| Egipto | EGP | 73.035 | 8,0% | 6,4% | 74.979 | 8,8% | 5,5% |
| Turquia | TRY | 282.168 | 8,4% | 4,9% | 283.286 | 10,4% | 3,9% |
| Brasil | BRL | 586.320 | 7,2% | 4,1% | 494.301 | 8,0% | 3,3% |
| Moçambique | MZM | 2.578 | 10,0% | 7,0% | 2.668 | 10,5% | 5,0% |
| Africa do Sul | ZAR | 97.115 | 6,7% | 5,0% | 79.272 | 7,4% | 4,4% |
| China | CNY | 19.069 | 6,6% | 3,5% | 20.726 | 7,4% | 3,7% |
| India | INR | 49.952 | 7,2% | 5,0% | 62.890 | 8,7% | 4,7% |
| Outros | - | 12.397 | 10,2% | 2,0% | 14.339 | 8,0% ‐ 10,6% | 1,1% ‐ 2,0% |
| 1.352.251 | 1.277.008 |
(a) Em milhares de euros
(b) Em euros
(c) Em moeda local
O Grupo analisou o impacto que uma variação de 50 pontos base nas taxas de desconto ou nas taxas de crescimento de longo prazo teria no valor recuperável dos activos de cada uma das áreas de negócio e, com excepção da área de negócios da Turquia, em que tal variação resultaria num excesso de valor contabilístico face ao valor recuperável, conforme quadro abaixo, não se identificaram outras situações:
| Análise de sensibilidade do valor de uso às taxas utilizadas | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Taxa de desconto | Taxa de crescimento longo prazo | |||||||
| + 50 p.b. | - 50 p.b. | + 50 p.b. | - 50 p.b. | |||||
| Valor de uso dos activos da A.N. Turquia (milhões de euros) |
(50) | 63 | 48 | (39) |
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os movimentos ocorridos nos activos intangíveis, bem como nas respectivas amortizações e perdas de imparidade acumuladas, foram os seguintes:
| Propriedade industrial e outros direitos |
Activos intangíveis em curso |
Total | |
|---|---|---|---|
| Activo bruto: | |||
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 27.796 | 84 | 27.880 |
| Alterações de perímetro | 22.839 | 176 | 23.016 |
| Efeito da conversão cambial | (2.466) | 1 | (2.466) |
| Adições | 10.175 | 69 | 10.244 |
| Abates, alienações e transferências | (89) | ‐ | (89) |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 58.255 | 330 | 58.585 |
| Alterações de perímetro (Nota 5) | (3) | ‐ | (3) |
| Efeito da conversão cambial | 769 | (7) | 761 |
| Adições | 18.315 | 407 | 18.722 |
| Alienações | (4) | ‐ | (4) |
| Abates | (97) | (4) | (100) |
| Transferências | 16.403 | ‐ | 16.403 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 93.639 | 726 | 94.364 |
| Amortizações e perdas de | |||
| imparidade acumuladas: | |||
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 14.578 | ‐ | 14.578 |
| Alterações de perímetro | 28 | ‐ | 28 |
| Efeito da conversão cambial | (2.079) | ‐ | (2.079) |
| Reforços | 3.506 | ‐ | 3.506 |
| Abates e transferências | 22 | ‐ | 22 |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 16.055 | ‐ | 16.055 |
| Alterações de perímetro (Nota 5) | (2) | ‐ | (2) |
| Efeito da conversão cambial | 729 | ‐ | 729 |
| Reforços | 7.760 | ‐ | 7.760 |
| Abates | (96) | ‐ | (96) |
| Transferências | 274 | ‐ | 274 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 24.719 | ‐ | 24.719 |
| Valor líquido a 31 de Dezembro de 2008 | 42.201 | 330 | 42.530 |
| Valor líquido a 31 de Dezembro de 2009 | 68.920 | 726 | 69.645 |
A rubrica ''Propriedade industrial e outros direitos'' inclui, essencialmente, direitos contratuais, de superfície e licenças, incluindo as de utilização de software.
As transferências resultam, essencialmente, da atribuição de justos valores a activos adquiridos em processos de concentração de actividades empresariais (Nota 5 e 16).
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os movimentos ocorridos no valor dos activos fixos tangíveis, bem como nas respectivas depreciações, foram os seguintes:
| Terrenos | Edifícios e | Activos | Adiantamentos | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| e recursos | outras | Equipamento | Equipamento | Equipamento | Ferramentas | Outros activos | tangíveis | por conta de | ||
| naturais | construções | básico | de transporte | administrativo | e utensílios | tangíveis | em curso | activos tangíveis | Total | |
| Activo bruto: | ||||||||||
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 345.125 | 713.032 | 2.934.234 | 108.550 | 59.063 | 9.260 | 11.728 | 188.200 | 24.836 | 4.394.029 |
| Alterações de perímetro | 6.665 | 10.240 | 67.858 | 4.928 | 870 | 647 | (31) | 8.000 | 63.976 | 163.153 |
| Efeito da conversão cambial | (21.331) | (32.392) | (200.118) | (9.209) | (3.394) | 2 | 22 | (29.057) | (2.771) | (298.247) |
| Adições | 11.382 | 37.949 | 93.088 | 3.635 | 2.330 | 491 | 1.286 | 102.664 | 34.944 | 287.770 |
| Alienações | (1.560) | (3.954) | (12.763) | (2.637) | (484) | (35) | (145) | (23) | (4.111) | (25.713) |
| Abates | (36) | (159) | (17.876) | (411) | (513) | (43) | (163) | (442) | (3) | (19.648) |
| Transferências | 9.414 | 19.838 | 58.113 | 2.292 | 1.138 | 1.959 | (1.603) | (83.369) | (229) | 7.552 |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 349.659 | 744.553 | 2.922.537 | 107.147 | 59.010 | 12.281 | 11.094 | 185.973 | 116.642 | 4.508.895 |
| Alterações de perímetro (Nota 5) | (449) | (1.769) | (4.370) | 898 | (10) | ‐ | (62) | 24 | ‐ | (5.739) |
| Efeito da conversão cambial | 14.034 | 28.006 | 136.837 | 7.846 | 2.470 | 112 | (39) | 7.985 | 1.347 | 198.598 |
| Adições | 13.077 | 28.333 | 59.635 | 8.907 | 2.523 | 476 | 882 | 75.195 | 33.345 | 222.374 |
| Alienações | (858) | (2.267) | (4.856) | (7.428) | (280) | (95) | (2) | (663) | ‐ | (16.447) |
| Abates | (11.529) | (1.113) | (810) | (2.542) | (2.548) | (21) | (427) | (1.100) | (12) | (20.103) |
| Transferências | 53.527 | 122.406 | 264.225 | 13.252 | 3.136 | 713 | 774 | (136.215) | (141.186) | 180.633 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 417.462 | 918.148 | 3.373.198 | 128.081 | 64.300 | 13.465 | 12.221 | 131.199 | 10.136 | 5.068.211 |
| Depreciações e perdas de | ||||||||||
| imparidade acumuladas: | ||||||||||
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 42.298 | 346.575 | 1.978.753 | 67.828 | 48.406 | 7.575 | 7.539 | ‐ | ‐ | 2.498.974 |
| Alterações de perímetro | 77 | 1.240 | 23.343 | 1.605 | 617 | 189 | (44) | ‐ | ‐ | 27.028 |
| Efeito da conversão cambial | (1.792) | (16.171) | (143.188) | (5.750) | (2.636) | 47 | 23 | ‐ | ‐ | (169.467) |
| Reforços | 11.881 | 30.811 | 124.558 | 9.314 | 3.332 | 632 | 538 | ‐ | ‐ | 181.067 |
| Reduções | (1) | (1.672) | (11.272) | (2.445) | (263) | (35) | (185) | ‐ | ‐ | (15.873) |
| Abates | ‐ | (113) | (17.625) | (290) | (499) | (43) | (40) | ‐ | ‐ | (18.611) |
| Transferências | 525 | (463) | (2.442) | 53 | 727 | 1.108 | (1.655) | ‐ | ‐ | (2.147) |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 52.989 | 360.206 | 1.952.127 | 70.315 | 49.683 | 9.473 | 6.177 | ‐ | ‐ | 2.500.969 |
| Alterações de perímetro (Nota 5) | ‐ | (26) | (702) | 270 | (5) | ‐ | (6) | ‐ | ‐ | (468) |
| Efeito da conversão cambial | 836 | 12.149 | 97.594 | 4.679 | 1.937 | 57 | (26) | ‐ | ‐ | 117.225 |
| Reforços | 6.200 | 39.277 | 156.483 | 11.332 | 3.374 | 781 | 1.049 | ‐ | ‐ | 218.496 |
| Reduções | ‐ | (1.564) | (3.830) | (5.761) | (275) | (91) | (1) | ‐ | ‐ | (11.524) |
| Abates | (2.538) | (274) | (645) | (2.326) | (2.486) | (21) | (360) | ‐ | ‐ | (8.650) |
| Transferências | (5.408) | 20.130 | 100.023 | 7.360 | 1.700 | 541 | 44 | ‐ | ‐ | 124.389 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 52.079 | 429.899 | 2.301.049 | 85.869 | 53.927 | 10.740 | 6.875 | ‐ | ‐ | 2.940.438 |
| Valor líquido a 31 de Dezembro de 2008 | 296.671 | 384.346 | 970.410 | 36.832 | 9.327 | 2.808 | 4.917 | 185.973 | 116.642 | 2.007.926 |
| Valor líquido a 31 de Dezembro de 2009 | 365.383 | 488.249 | 1.072.149 | 42.212 | 10.373 | 2.726 | 5.345 | 131.199 | 10.136 | 2.127.773 |
Os terrenos de exploração incluem o valor estimado das despesas futuras com a sua recuperação e reconstituição ambiental, as quais, na medida em que ainda não tenham sido incorridas, se encontram reflectidas no passivo.
As adições ocorridas no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 incluem 4.536 milhares de euros e 8.352 milhares de euros, respectivamente, de encargos financeiros relativos a empréstimos obtidos para financiar a construção de activos elegíveis.
No exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, os abates incluem o efeito da actualização das estimativas de recuperação paisagística das pedreiras nas áreas de negócio do Brasil e Marrocos, no montante de 11.529 milhares de euros. No exercício anterior, incluíam um montante de 17.150 milhares de euros correspondente ao efeito da substituição de um forno numa fábrica em Espanha (Symca), decorrente da obsolescência de equipamentos por força de investimentos realizados.
As transferências realizadas no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 incluem o efeito da conclusão dos processos de afectação do valor de compra de actividades empresariais (Nota 5 e 16).
No exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, os activos tangíveis em curso incluem os valores incorridos com a construção e melhoria de instalações e equipamentos afectos ao negócio de cimento em várias unidades produtivas, essencialmente nas áreas de negócios da Turquia, Brasil, Portugal, Espanha e China.
Os investimentos em empresas associadas tiveram os seguintes movimentos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008:
| Partes de capital | Goodwill | Total | |
|---|---|---|---|
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 148.512 | 15.021 | 163.533 |
| Alterações de perímetro | 11.091 | ‐ | 11.091 |
| Efeitos da aplicação de equivalência patrimonial: | |||
| Efeito em resultados (Nota 12) | (86.755) | ‐ | (86.755) |
| Efeito em capital próprio | (3.296) | ‐ | (3.296) |
| Dividendos recebidos | (1.175) | ‐ | (1.175) |
| Aquisições e aumentos | 15.988 | ‐ | 15.988 |
| Alienações e abates | (307) | ‐ | (307) |
| Transferências | ‐ | (1.416) | (1.416) |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 84.057 | 13.606 | 97.663 |
| Alterações de perímetro (Nota 5) | 60 | 30 | 90 |
| Efeito da conversão cambial | 4 | ‐ | 4 |
| Efeitos da aplicação de equivalência patrimonial: | |||
| Efeito em resultados (Nota 12) | 156 | ‐ | 156 |
| Dividendos recebidos | (666) | ‐ | (666) |
| Aquisições e aumentos | 3.100 | ‐ | 3.100 |
| Transferências | (69.137) | (6.219) | (75.356) |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 17.575 | 7.416 | 24.992 |
No exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, as transferências dizem respeito à reclassificação, nos termos da IFRS 5, como Activos não correntes detidos para venda, das participações na C+PA e na Cementos Del Marquesado, S.A. (Nota 21) e ao efeito da afectação de justos valores a activos adquiridos por subsidiárias. No exercício anterior, os resultados relativos a empresas associadas incluíam a participação do Grupo nos resultados negativos da C+PA e Arenor nos montantes de 78,4 e 7,3 milhões de euros, respectivamente, os quais estavam negativamente influenciados em, aproximadamente, 77 milhões de euros pelo reconhecimento de perdas de imparidade em activos financeiros disponíveis para venda (acções do Banco Comercial Português, S.A.).
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Arenor, S.L. | 11.502 | 13.829 |
| Cementos Antequera, S.A. | 9.762 | 9.535 |
| Setefrete, SGPS, S.A. | 3.592 | 3.665 |
| C + P.A. – Cimento e Produtos Associados, S.A. | ‐ | 58.634 |
| Cementos del Marquesado, S.A. | ‐ | 11.076 |
| Sogesso - Sociedade de Gessos de Soure, S.A. | ‐ | 909 |
| Companhia de Mineração Candiota | 19 | 15 |
| Agueiro, S.A. | 90 | ‐ |
| Hormigones Miranda Celanova, S.A. | 26 | ‐ |
| 24.992 | 97.663 |
O detalhe dos investimentos em associadas em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 é como segue:
A principal informação económica e financeira das empresas associadas, em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, é como segue:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Total dos activos Total dos passivos Total do capital próprio |
135.421 (62.086) 73.335 |
391.806 (152.239) 239.567 |
| Quota parte do Grupo nos capitais próprios | 24.992 | 97.663 |
| Vendas e prestação de serviços | 43.136 | 42.065 |
| Resultados do exercício | (69) | (189.758) |
| Quota parte do Grupo nos resultados do exercício | 156 | (86.755) |
Os outros investimentos tiveram os seguintes movimentos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008:
| Activos financeiros disponíveis para venda |
Activos financeiros detidos até à |
|||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Custo | ao justo valor por resultados Justo valor |
maturidade | Total | |||
| Investimento bruto: | ||||||
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 14.804 | 9.754 | ‐ | 149.669 | 174.227 | |
| Alterações de perímetro | 298 | ‐ | 106 | ‐ | 404 | |
| Efeito da conversão cambial | (353) | 30 | (9) | (29.869) | (30.200) | |
| Reavaliações / ajustamentos | ‐ | 499 | (1.091) | ‐ | (592) | |
| Aumentos | 314 | 2.195 | 4.022 | ‐ | 6.531 | |
| Transferências | (2.806) | ‐ | ‐ | ‐ | (2.806) | |
| Alienações | (1.872) | (8.382) | ‐ | ‐ | (10.254) | |
| Abates | (34) | ‐ | ‐ | ‐ | (34) | |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 10.352 | 4.096 | 3.029 | 119.801 | 137.277 | |
| Efeito cambial | 128 | ‐ | (1) | 14.476 | 14.602 | |
| Reavaliações / ajustamentos | ‐ | (227) | 1.135 | ‐ | 908 | |
| Aumentos | 257 | ‐ | ‐ | 124 | 380 | |
| Transferências | (87) | ‐ | (97) | 97 | (87) | |
| Alienações | (2.227) | ‐ | ‐ | (134.273) | (136.501) | |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 8.422 | 3.869 | 4.066 | 224 | 16.580 | |
| Imparidade dos investimentos: | ||||||
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 9.914 | ‐ | ‐ | ‐ | 9.914 | |
| Efeito da conversão cambial | (35) | ‐ | ‐ | ‐ | (35) | |
| Transferências | (2.695) | ‐ | ‐ | ‐ | (2.695) | |
| Alienações | (1.301) | ‐ | ‐ | ‐ | (1.301) | |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 5.882 | ‐ | ‐ | ‐ | 5.882 | |
| Aumentos | 759 | ‐ | ‐ | ‐ | 759 | |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 6.642 | ‐ | ‐ | ‐ | 6.642 | |
| Valor líquido a 31 de Dezembro de 2008 | 4.470 | 4.096 | 3.029 | 119.801 | 131.395 | |
| Valor líquido a 31 de Dezembro de 2009 | 1.780 | 3.869 | 4.066 | 224 | 9.939 |
Nesta rubrica estão incluídos: (i) os activos financeiros disponíveis para venda, mensurados quer ao justo valor, quer ao custo de aquisição ajustado face às perdas de imparidade estimadas, quando não tenham preço de mercado cotado num mercado activo e cujo justo valor não possa ser mensurado com fiabilidade; (ii) os activos financeiros ao justo valor por resultados, que respeitam, essencialmente, a uma carteira de fundos de investimento, e (iii) os activos financeiros detidos até à maturidade.
Em 2009, o Grupo alienou o instrumento de dívida classificado como activo financeiro detido até à maturidade emitido pela República da Áustria com maturidade em 2011, tendo-se reconhecido na rubrica de ''Resultados relativos a investimentos - Perdas em investimentos'' uma perda, no montante de 8.370 milhares de euros (Nota 12).
No decurso do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, o Grupo alienou a participação na Misr Cement (Qena), S.A.E. valorizada por 8.382 milhares de euros. Adicionalmente, o valor acumulado em reservas foi transferido para resultados, de que resultou o reconhecimento de um ganho de 2.086 milhares de euros (Nota 12).
Os activos não correntes detidos para venda em 31 de Dezembro de 2009, correspondem às participações do Grupo na C+PA e na Cementos Del Marquesado, S.A., nos montantes de 47.200 milhares de euros e 11.056 milhares de euros, respectivamente, cujos valores se prevê que sejam recuperados através de transacções de venda, para a qual se encontram em curso as correspondentes diligências.
Dado o valor resultante de uma avaliação independente da C+PA ser inferior à respectiva quantia escriturada, nos termos da IFRS 5 procedeu-se à sua mensuração pelo justo valor deduzido dos custos de venda estimados, de que resultou o registo de uma perda de 4.249 milhares de euros reconhecida na rubrica de ''Resultados relativos a investimentos - Perdas obtidas em investimentos'' (Nota 12).
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 2009 | 2008 | |||
|---|---|---|---|---|
| Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | |
| Empresas participadas e participantes | 1.214 | 1.475 | 622 | 875 |
| Outros accionistas | 784 | 385 | 843 | 389 |
| Adiantamentos a fornecedores de imobilizado | 128 | ‐ | 32 | ‐ |
| Outros devedores | 29.013 | 10.684 | 30.169 | 10.299 |
| 31.139 | 12.544 | 31.666 | 11.563 | |
| Imparidades acumuladas | (2.284) | (672) | (2.034) | (680) |
| 28.855 | 11.871 | 29.633 | 10.883 |
Em ''Outros devedores'' estão incluídos os saldos a receber pela alienação de activos fixos tangíveis, bem como os saldos a receber em resultados dos proveitos suplementares (Nota 8).
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os saldos a receber apresentavam as seguintes antiguidades:
| 2009 | 2008 | |||
|---|---|---|---|---|
| Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | |
| Saldos não vencidos | 25.659 | 11.685 | 26.420 | 10.916 |
| Saldos vencidos: | ||||
| Até 180 dias | 1.988 | ‐ | 2.055 | ‐ |
| De 180 a 360 dias | 272 | ‐ | 127 | ‐ |
| Mais de 360 dias | 3.219 | 859 | 3.063 | 647 |
| 31.139 | 12.544 | 31.666 | 11.563 |
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os movimentos ocorridos foram os seguintes:
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 4.154 |
|---|---|
| Alterações de perímetro | 38 |
| Efeito da conversão cambial | 289 |
| Reforços | 886 |
| Reversões | (2.599) |
| Utilizações | (53) |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 2.714 |
| Efeito da conversão cambial | (49) |
| Reforços | 127 |
| Reversões | (55) |
| Utilizações | (124) |
| Transferências | 343 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 2.956 |
Os reforços e as reversões de imparidades de outras dívidas de terceiros encontram-se reconhecidos na demonstração consolidada do rendimento integral nas rubricas de ''Outros custos operacionais'' e ''Outros proveitos operacionais'', respectivamente.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os saldos com estas entidades eram como segue:
| 2009 | 2008 | |||
|---|---|---|---|---|
| Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | |
| Saldos devedores: | ||||
| Imposto sobre o rendimento das sociedades | 14.376 | ‐ | 7.504 | ‐ |
| Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares | 6.010 | ‐ | 4.365 | ‐ |
| Imposto sobre o valor acrescentado | 30.148 | 6.826 | 28.802 | ‐ |
| Contribuições para a Segurança Social | 3 | ‐ | ‐ | ‐ |
| Outros | 2.123 | 21.207 | 2.678 | 16.349 |
| 52.660 | 28.033 | 43.349 | 16.349 | |
| 2009 | 2008 | |||
| Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | |
| Saldos credores: | ||||
| Imposto sobre o rendimento das sociedades | 6.825 | ‐ | 14.513 | ‐ |
| Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares | 4.216 | ‐ | 3.846 | ‐ |
| Imposto sobre o valor acrescentado | 15.131 | 984 | 13.971 | 1.499 |
| Contribuições para a Segurança Social | 4.909 | ‐ | 4.530 | ‐ |
| Outros | 6.015 | ‐ | 4.275 | ‐ |
| 37.096 | 984 | 41.135 | 1.499 |
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os outros saldos a receber não correntes incluem um depósito judicial nos montantes de 15.984 e 15.620 milhares de euros, respectivamente, efectuado por uma empresa da área de negócios do Brasil, decorrente de um diferendo judicial com as autoridades locais acerca da taxa a aplicar no apuramento de impostos indirectos. Para fazer face a este diferendo o Grupo tem relevada uma responsabilidade na rubrica de Provisões para outros riscos e encargos correspondente ao montante do referido depósito, não se estimando que da regularização desta situação venham a resultar impactos patrimoniais negativos.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, estas rubricas tinham a seguinte composição:
| 2009 | 2008 | |||
|---|---|---|---|---|
| Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | |
| Juros a receber | 1.029 | ‐ | 1.360 | ‐ |
| Instrumentos financeiros derivados (Nota 39) | 19.349 | 10.266 | 4.492 | 16.527 |
| Rendas e alugueres (a) | 1.409 | 21.462 | 1.227 | 16.987 |
| Benefícios aos empregados (Nota 34) | 58 | ‐ | 227 | ‐ |
| Seguros | 373 | ‐ | 591 | ‐ |
| Outros custos diferidos e acréscimos de proveitos | 3.694 | 460 | 2.855 | 361 |
| 25.912 | 32.188 | 10.751 | 33.874 |
(a) Inclui um montante pago no âmbito de um contrato de arrendamento de um terreno de exploração de inertes e o seu direito de exploração.
Os movimentos ocorridos nos activos e passivos por impostos diferidos, nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, foram os seguintes:
| Activos | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Prejuízos | Provisões | Dívidas de | financeiros | ||||||||
| Activos | Activos | fiscais | para riscos | cobrança | Investimentos | disponíveis | |||||
| intangíveis | Goodwill | tangíveis | reportáveis | e encargos | duvidosa | Existências | financeiros | para venda | Outros | Total | |
| Activos por impostos diferidos: | |||||||||||
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 1.215 | 49.021 | 14.003 | 9.798 | 20.929 | 2.185 | 2.187 | 856 | ‐ | 22.990 | 123.185 |
| Alterações de perímetro | ‐ | ‐ | (12) | 7.239 | 1.482 | 191 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 8.899 |
| Efeito da conversão cambial | (77) | (8.315) | (1.591) | (2.445) | (2.756) | (77) | 21 | (5) | ‐ | (1.744) | (16.989) |
| Imposto s/rendimento (Nota 13) | (609) | (8.479) | (3.032) | 3.256 | (333) | (698) | (642) | (78) | ‐ | (1.128) | (11.742) |
| Capital próprio (Nota 13) | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 1.240 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | (1.406) | (165) |
| Transferências | 1 | ‐ | ‐ | (137) | ‐ | (11) | ‐ | ‐ | ‐ | (1) | (148) |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 530 | 32.226 | 9.368 | 17.711 | 20.563 | 1.590 | 1.567 | 774 | ‐ | 18.711 | 103.039 |
| Alterações de perímetro (Nota 5) | ‐ | ‐ | ‐ | (84) | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | (84) |
| Efeito da conversão cambial | 75 | 8.540 | 1.659 | 848 | 2.788 | (46) | (56) | 4 | ‐ | 738 | 14.548 |
| Imposto s/rendimento (Nota 13) | (110) | (7.857) | 753 | 7.441 | 4.151 | 46 | 349 | 37 | ‐ | (14.882) | (10.071) |
| Capital próprio (Nota 13) | ‐ | ‐ | ‐ | (55) | 1.537 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | (2.232) | (750) |
| Transferências | ‐ | ‐ | 70 | 561 | (16) | ‐ | 9 | ‐ | ‐ | ‐ | 624 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 495 | 32.909 | 11.850 | 26.421 | 29.023 | 1.589 | 1.868 | 815 | ‐ | 2.335 | 107.305 |
| Activos | |||||||||||
| Prejuízos | Provisões | Dívidas de | financeiros | ||||||||
| Activos | Activos | fiscais | para riscos | cobrança | Investimentos | disponíveis | |||||
| intangíveis | Goodwill | tangíveis | reportáveis | e encargos | duvidosa | Existências | financeiros | para venda | Outros | Total | |
| Passivos por impostos diferidos: | |||||||||||
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 134 | 39.100 | 136.242 | ‐ | 4.199 | ‐ | ‐ | 11.539 | 13 | 7.022 | 198.249 |
| Alterações de perímetro | 7.892 | ‐ | 4.286 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 12.178 |
| Efeito da conversão cambial | (12) | (3.041) | (7.174) | ‐ | (9) | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | (1.790) | (12.026) |
| Imposto s/rendimento (Nota 13) | (137) | 2.586 | (3.228) | ‐ | 262 | ‐ | ‐ | (11.539) | ‐ | 2.577 | (9.479) |
| Capital próprio (Nota 13) | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | (28) | ‐ | ‐ | ‐ | 93 | ‐ | 65 |
| Transferências | ‐ | ‐ | 8.400 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 8.400 |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 7.878 | 38.646 | 138.525 | ‐ | 4.423 | ‐ | ‐ | ‐ | 106 | 7.809 | 197.388 |
| Efeito da conversão cambial | (86) | 3.894 | 370 | ‐ | 367 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 1.972 | 6.517 |
| Imposto s/rendimento (Nota 13) | (244) | 2.903 | (5.251) | ‐ | 6.155 | ‐ | ‐ | 4.292 | ‐ | (318) | 7.536 |
| Capital próprio (Nota 13) | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | (27) | ‐ | ‐ | ‐ | (60) | ‐ | (87) |
| Transferências | 351 | ‐ | 22.044 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 104 | 22.499‐ |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 7.899 | 45.443 | 155.688 | ‐ | 10.918 | ‐ | ‐ | ‐ | 46 | 9.567 | 233.853 |
| Impostos diferidos líquidos a 2008 | (7.348) | (6.420) | (129.157) | 17.711 | 16.139 | 1.590 | 1.567 | 774 | (106) | 10.902 | (94.348) |
| Impostos diferidos líquidos a 2009 | (7.404) | (12.534) | (143.838) | 26.421 | 18.105 | 1.589 | 1.868 | 815 | (46) | (7.233) | (126.548) |
Os impostos diferidos são registados directamente em capital próprio sempre que as situações que os originam têm idêntico impacto, nomeadamente:
As diferenças temporárias que originam impostos diferidos estão influenciadas pela atribuição de justos valores, sem relevância fiscal, aos activos e passivos adquiridos no âmbito de processos de concentração empresariais, com impacto relevante nos activos fixos tangíveis e, para a generalidade das naturezas, por diferenças valorimétricas e de políticas contabilísticas entre a base contabilística dos activos e passivos das empresas do Grupo e a correspondente base fiscal.
Em 31 de Dezembro de 2009, o Grupo tem por utilizar prejuízos fiscais de 96.621 milhares euros (86.688 milhares de euros em 31 de Dezembro de 2008) dedutíveis em lucros futuros, tendo sido registados activos por impostos diferidos de 26.421
milhares de euros (17.711 milhares de euros em 31 de Dezembro de 2008). Não se encontram reconhecidos activos por impostos diferidos relacionados com prejuízos, no montante de 6.281 milhares de euros (26.816 milhares de euros em 31 de Dezembro de 2008) devido à imprevisibilidade da sua recuperação, dos quais 1.400 milhares de euros (21.203 milhares de euros em 31 de Dezembro de 2008) são reportáveis até 2010.
Os activos por impostos diferidos foram reconhecidos na medida em que é provável que ocorram lucros tributáveis no futuro que possam ser utilizados para recuperar as perdas fiscais e as diferenças temporárias. Esta avaliação teve por base os planos de negócios das empresas do Grupo, periodicamente revistos e actualizados.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Matérias primas, subsidiárias e de consumo Produtos e trabalhos em curso |
214.240 | 227.136 |
| Produtos acabados e intermédios | 57.199 23.658 |
56.155 35.754 |
| Mercadorias Adiantamentos por conta de compras |
8.170 912 |
10.369 7.364 |
| Imparidades acumuladas | 304.179 (9.879) |
336.778 (8.929) |
| 294.300 | 327.849 |
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os movimentos ocorridos foram os seguintes:
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 10.886 |
|---|---|
| Efeito da conversão cambial | (218) |
| Reforços (Nota 11) | 699 |
| Reversões (Nota 8) | (2.339) |
| Utilizações | (99) |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 8.929 |
| Efeito da conversão cambial | 62 |
| Reforços (Nota 11) | 1.204 |
| Reversões (Nota 8) | (163) |
| Utilizações | (154) |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 9.879 |
Os reforços e as reversões de imparidades em existências encontram-se reconhecidos na demonstração consolidada do rendimento integral nas rubricas de ''Outros custos operacionais'' e ''Outros proveitos operacionais'', respectivamente.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a rubrica ''Clientes e adiantamentos a fornecedores'' tinha a seguinte composição:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Clientes, conta corrente Clientes, títulos a receber Clientes de cobrança duvidosa |
206.963 47.146 72.780 |
250.809 51.737 63.598 |
| Adiantamentos a fornecedores | 6.742 333.631 |
7.253 373.397 |
| Imparidades acumuladas | (69.429) | (59.954) |
| 264.202 | 313.443 | |
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os movimentos ocorridos nesta rubrica foram os seguintes:
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 61.599 |
|---|---|
| Alterações de perímetro | 879 |
| Efeito da conversão cambial | (1.451) |
| Reforços (Nota 11) | 9.330 |
| Reversões | (5.076) |
| Utilizações | (5.327) |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 59.954 |
| Alterações de perímetro | 185 |
| Efeito da conversão cambial | 206 |
| Reforços (Nota 11) | 13.065 |
| Reversões (Nota 8) | (4.253) |
| Utilizações | (2.121) |
| Transferências | 2.393 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 69.429 |
Os reforços e as reversões de imparidades de saldos a receber de clientes encontram-se reconhecidos na demonstração consolidada do rendimento integral nas rubricas de ''Outros custos operacionais'' e ''Outros proveitos operacionais'', respectivamente.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o detalhe por antiguidade de vencimentos da rubrica ''Clientes e adiantamentos a fornecedores'' era o seguinte:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Saldos não vencidos | 189.085 | 245.972 |
| Saldos vencidos: | ||
| Até 180 dias | 65.788 | 77.557 |
| De 180 a 360 dias | 7.430 | 3.777 |
| Mais de 360 dias | 71.328 | 46.090 |
| 333.631 | 373.397 |
O valor contabilístico das contas a receber é próximo do seu justo valor.
O Grupo não tem uma concentração significativa de riscos de crédito, dado que o risco se encontra diluído por um vasto conjunto de clientes e outros devedores. As imparidades constituídas representam a estimativa da perda de valor dos saldos a receber, decorrente da análise ao risco efectivo de incobrabilidade, após dedução dos montantes cobertos por seguros de crédito e outras garantias.
Em 31 de Dezembro de 2009, o capital, totalmente subscrito e realizado, estava representado por 672.000.000 acções, com o valor nominal de um euro cada, cotadas na Euronext Lisbon.
Os titulares de participações sociais qualificadas encontram-se evidenciados em mapa anexo.
A legislação comercial relativa a acções próprias obriga à existência de uma reserva livre de montante igual ao preço de aquisição dessas acções, a qual se torna indisponível enquanto essas acções não forem alienadas. Adicionalmente, as regras contabilísticas aplicáveis determinam que os ganhos ou perdas na alienação de acções próprias sejam registados em reservas.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, existiam 7.974.587 e 8.476.832 acções próprias, respectivamente.
Os movimentos ocorridos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 com acções próprias foram como segue:
| Quantidade | Valor | |
|---|---|---|
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 4.002.209 | (19.927) |
| Alienação de acções próprias | (1.168.620) | 3.872 |
| Aquisição de acções próprias | 5.643.243 | (25.586) |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 8.476.832 | (41.640) |
| Alienação de acções próprias | (502.245) | 1.735 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 7.974.587 | (39.905) |
Os ajustamentos de conversão cambial resultam da conversão para euros das demonstrações financeiras das empresas participadas, incluídas na consolidação e denominadas em moeda estrangeira. Adicionalmente, são incluídos nesta rubrica os efeitos dos instrumentos financeiros derivados contratados com a finalidade de efectuar cobertura dos investimentos em entidades estrangeiras (Nota 39), na medida em que cumpram com os critérios definidos na IAS 39 - Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração (''IAS 39''), relativamente à respectiva formalização e eficiência da cobertura. Os movimentos ocorridos nesta rubrica nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foram como segue:
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 183.834 |
|---|---|
| Variação nos ajustamentos de conversão cambial | (333.541) |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | (149.706) |
| Variação nos ajustamentos de conversão cambial | 208.293 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 58.587 |
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, não foram contratados quaisquer instrumentos financeiros derivados com a finalidade de efectuar coberturas de investimentos em entidades estrangeiras.
Os movimentos ocorridos nestas rubricas nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foram como segue:
| Reserva | Operações | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Reserva | Reservas | de justo | de | ||
| legal | livres | valor | cobertura | Total | |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 106.900 | 171.695 | 2.098 | (8.742) | 271.950 |
| Aplicação do resultado consolidado | 12.565 | ‐ | ‐ | ‐ | 12.565 |
| Aquisição/(Alienação) de acções próprias | ‐ | 722 | ‐ | ‐ | 722 |
| Planos de atribuição de opções de compra de acções (Nota 35) | ‐ | 2.453 | ‐ | ‐ | 2.453 |
| Ganhos e perdas actuariais em planos de benefícios aos empregados (Nota 34) | ‐ | (2.811) | ‐ | ‐ | (2.811) |
| Ajustamentos de partes de capital | ‐ | (3.296) | ‐ | ‐ | (3.296) |
| Variação do justo valor dos instrumentos financeiros de cobertura | ‐ | ‐ | ‐ | 3.265 | 3.265 |
| Variação do justo valor dos investimentos financeiros disponíveis para venda | ‐ | ‐ | (1.736) | ‐ | (1.736) |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 119.465 | 168.762 | 362 | (5.477) | 283.112 |
| Aplicação do resultado consolidado | 7.700 | ‐ | ‐ | ‐ | 7.700 |
| Alienação de acções próprias | ‐ | (200) | ‐ | ‐ | (200) |
| Planos de atribuição de opções de compra de acções (Nota 35) | ‐ | (2.291) | ‐ | ‐ | (2.291) |
| Ganhos e perdas actuariais em planos de benefícios aos empregados (Nota 34) | ‐ | (4.167) | ‐ | ‐ | (4.167) |
| Variação do justo valor dos instrumentos financeiros de cobertura | ‐ | ‐ | ‐ | 3.469 | 3.469 |
| Variação do justo valor dos investimentos financeiros disponíveis para venda | ‐ | ‐ | (167) | ‐ | (167) |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 127.165 | 162.104 | 195 | (2.009) | 287.456 |
De acordo com a legislação em vigor, a Empresa é obrigada a transferir para reserva legal pelo menos 5% do resultado líquido anual, até que a mesma atinja, no mínimo, 20% do capital. Esta reserva não é distribuível aos accionistas, podendo contudo ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas, ou incorporada no capital.
Os movimentos ocorridos nesta rubrica nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foram como segue:
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 384.470 |
|---|---|
| Aplicação do resultado consolidado | 138.273 |
| Planos de atribuição de opções de compra de acções (Nota 35) | (450) |
| Ganhos e perdas actuariais em planos de benefícios aos empregados (Nota 34) | (294) |
| Outros | (141) |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 521.858 |
| Aplicação do resultado consolidado | 88.964 |
| Planos de atribuição de opções de compra de acções (Nota 35) | 4.552 |
| Outros | (34) |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 615.340 |
Os movimentos desta rubrica durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foram os seguintes:
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 102.880 |
|---|---|
| Alterações de perímetro | 8.473 |
| Variação resultante da conversão cambial | 2.785 |
| Dividendos distribuídos | (13.508) |
| Ganhos e perdas actuarias em planos de benefícios aos empregados (Nota 34) | (62) |
| Aumento de participações financeiras | (2.936) |
| Outras variações | (776) |
| Resultado do exercício atribuível aos interesses minoritários | 13.865 |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 110.720 |
| Alterações de perímetro (Nota 5) | 107 |
| Variação resultante da conversão cambial | (5.329) |
| Dividendos distribuídos | (13.260) |
| Ganhos e perdas actuarias em planos de benefícios aos empregados (Nota 34) | 75 |
| Atribuição de justos valores (Nota 5) | 5.181 |
| Aumento de participações financeiras | (13.658) |
| Resultado do exercício atribuível aos interesses minoritários | 8.653 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 92.488 |
Existem no Grupo planos de pensões de reforma e de saúde de benefício definido, cujas responsabilidades são anualmente determinadas com base em estudos actuariais efectuados por entidades independentes, sendo reconhecido no exercício o custo determinado por esses estudos.
A generalidade das responsabilidades decorrentes dos planos de benefícios de reforma foi transferida para fundos de pensões, geridos por entidades independentes e especializadas.
Os estudos reportados a 31 de Dezembro de 2009 e 2008 utilizaram a metodologia denominada por ''Unidades de Crédito Projectadas'' e assentaram nos seguintes pressupostos e bases técnicas actuariais:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Taxa técnica actuarial (em moeda local) | ||
| Portugal | 5,25 % e 5,50% | 6,00% |
| Espanha | 5,00% | 5,00% |
| África do Sul | 10,39% | 8,40% |
| Índia | 7,50% | 5,75% |
| Marrocos | 5,11% | 5,55% |
| Taxa de crescimento das pensões | ||
| Portugal | 2,50% | 2,50% |
| Espanha | 2,00% | 2,50% |
| Taxa de rendibilidade do fundo | ||
| Portugal | 5,25 % e 5,50% | 6,00% |
| Espanha | 5,00% | 5,90% |
| Taxa de crescimento salarial | ||
| Portugal | 2,50% e 3,00% | 2,50% |
| Espanha | 3,00% | 3,50% |
| Índia | 7,00% | 7,00% |
| Tábuas de mortalidade | ||
| Portugal | TV88/90 | TV88/90 |
| Espanha | PERMF 2000 | PERMF 2000 |
| África do Sul | SA 85‐90 | SA 85‐90 |
| Índia | LIC | LIC |
| Marrocos | TV 88/90 | TV 88/90 |
| Tábua de invalidez | ||
| Portugal | EKV 80 | EKV 80 |
| Taxa de crescimento nominal dos custos médicos Portugal |
||
| Taxa global de crescimentos dos custos | N/A | N/A |
| Taxa de inflação médica | 2,50% | 2,50% |
| Taxa de crescimento de custos por idade | 1,5% até aos 60, | 1,5% até aos 60, |
| 2% entre 60 e 85, | 2% entre 60 e 85, | |
| ‐1,5% após os 85 anos | ‐1,5% após os 85 anos | |
| África do Sul | 8,39% | 6,40% |
| Marrocos | 3,00% | 3,00% |
As modificações nos pressupostos actuariais são justificadas pelas alterações das condições de mercado. As taxas de desconto das responsabilidades foram estimadas com base em taxas de rendimento de longo prazo de obrigações de rating elevado e com maturidades equiparáveis às dessas responsabilidades. As taxas de crescimento salarial foram determinadas em conformidade com a política salarial do Grupo para os segmentos indicados.
De acordo com os referidos estudos actuariais, os custos com complementos de pensões de reforma e de saúde dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, podem ser detalhados como segue:
| Planos de pensões | |||
|---|---|---|---|
| 2009 | 2008 | ||
| Custo dos serviços correntes | 912 | 1.069 | |
| Custo dos juros | 4.242 | 3.918 | |
| Cortes / liquidações / constituições | ‐ | (2.601) | |
| Rendimento esperado dos activos do fundo | (4.021) | (3.531) | |
| Total de custos/(proveitos) com planos de pensões | (I) | 1.134 | (1.146) |
| Planos de saúde | |||
| 2009 | 2008 | ||
| Custo dos serviços correntes | 257 | 435 | |
| Custo dos juros | 1.022 | 812 | |
| Cortes / liquidações / constituições | ‐ | 2.042 | |
| Total de custos/(proveitos) com planos de saúde | (II) | 1.279 | 3.289 |
| Total de custos/(proveitos) com planos de benefício definido (Notas 10 e 36) | (I) + (II) | 2.412 | 2.144 |
O movimento ocorrido nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 nos valores das responsabilidades projectadas por benefícios definidos e dos correspondentes valores de mercado dos activos dos fundos pode ser detalhado como segue:
| Planos de pensões | Planos de saúde | Total | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2009 | 2008 | 2009 | 2008 | 2009 | 2008 | |
| Responsabilidade por benefícios definidos - 1 de Janeiro | 73.181 | 81.645 | 17.726 | 16.096 | 90.907 | 97.741 |
| Variação de perímetro | ‐ | 1.203 | ‐ | ‐ | ‐ | 1.203 |
| Benefícios e prémios pagos | (5.465) | (5.944) | (1.384) | (782) | (6.850) | (6.726) |
| Custo dos serviços correntes | 912 | 1.069 | 257 | 435 | 1.169 | 1.504 |
| Cortes / liquidações / constituições (a) | ‐ | (2.601) | ‐ | 2.042 | ‐ | (559) |
| Custo dos juros | 4.242 | 3.918 | 1.022 | 812 | 5.264 | 4.730 |
| Ganhos e perdas actuariais | 6.541 | (5.999) | 1.524 | (636) | 8.065 | (6.635) |
| Diferenças de câmbio | (49) | (109) | 157 | (241) | 108 | (350) |
| Responsabilidade por benefícios definidos - 31 de Dezembro | 79.363 | 73.181 | 19.301 | 17.726 | 98.664 | 90.907 |
| Valor fundo de pensões - 1 de Janeiro | 69.807 | 79.300 | ‐ | ‐ | 69.807 | 79.300 |
| Variação de perímetro | ‐ | 940 | ‐ | ‐ | ‐ | 940 |
| Transferências | ‐ | (874) | ‐ | ‐ | ‐ | (874) |
| Contribuições para o fundo | 3.518 | 3.899 | ‐ | ‐ | 3.518 | 3.899 |
| Benefícios e prémios pagos pelo fundo | (5.465) | (5.952) | ‐ | ‐ | (5.465) | (5.952) |
| Rendimento esperado dos activos do fundo | 4.021 | 3.531 | ‐ | ‐ | 4.021 | 3.531 |
| Ganhos e perdas actuariais no rendimento dos activos do fundo | 2.327 | (11.036) | ‐ | ‐ | 2.327 | (11.036) |
| Diferenças de câmbio | (21) | ‐ | ‐ | ‐ | (21) | ‐ |
| Valor fundo de pensões - 31 de Dezembro | 74.186 | 69.807 | ‐ | ‐ | 74.186 | 69.807 |
(a) Impacto da alteração das estruturas dos benefícios de longo prazo que afectou a avaliação actuarial das responsabilidades futuras por serviços passados.
A partir da data de transição para as IFRS, o Grupo aplicou as novas disposições da IAS 19 -- Benefícios aos empregados, reconhecendo, directamente em rubrica específica do capital próprio, os ganhos e perdas actuariais. O movimento das perdas e ganhos actuariais líquidos durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, foram como segue:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Saldo inicial | (13.505) | (10.694) |
| Evolução do exercício: | ||
| Relacionados com as responsabilidades | (8.065) | 6.635 |
| Relacionados com os activos dos fundos | 2.327 | (11.036) |
| Imposto diferido correspondente | 1.496 | 1.652 |
| Minoritários (Nota 33) | 75 | (62) |
| Saldo final | (17.672) | (13.505) |
Adicionalmente, as perdas e ganhos actuariais incluem os seguintes ajustamentos de experiência:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Relacionados com as responsabilidades | (1.141) | (2.257) |
| Relacionados com os activos dos fundos | 2.327 | (11.036) |
O diferencial entre o valor actual das responsabilidades dos planos de benefícios e o valor de mercado dos activos dos fundos nos últimos cinco exercícios era o seguinte:
| Planos de pensões | 2009 | 2008 | 2007 | 2006 | 2005 |
|---|---|---|---|---|---|
| Valor das responsabilidades | 79.363 | 73.181 | 81.645 | 88.592 | 91.598 |
| Valor dos fundos | (74.186) | (69.807) | (79.300) | (81.781) | (79.646) |
| Défice | 5.177 | 3.374 | 2.345 | 6.812 | 11.952 |
| Responsabilidades por benefícios aos empregados: | |||||
| Passivo corrente | 3.168 | 3.847 | 1.220 | 2.324 | 5.288 |
| Passivo não corrente | 2.067 | (246) | 1.773 | 5.006 | 6.663 |
| 5.235 | 3.601 | 2.993 | 7.330 | 11.952 | |
| Excesso do valor de mercado do fundo (Nota 24) | (58) | (227) | (647) | (519) | ‐ |
| Exposição total | 5.177 | 3.374 | 2.345 | 6.812 | 11.952 |
| Planos de saúde | 2009 | 2008 | 2007 | 2006 | 2005 |
| Responsabilidades por benefícios aos empregados: | |||||
| Passivo corrente | 1.384 | 838 | 841 | 967 | 739 |
| Passivo não corrente | 17.917 | 16.888 | 15.255 | 19.866 | 20.714 |
| Exposição total | 19.301 | 17.726 | 16.096 | 20.833 | 21.452 |
O Grupo não tem constituídos fundos para os planos de saúde. O detalhe dos principais activos dos fundos afectos a planos de pensões, em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, é como segue:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Acções | 20,4% | 15,8% |
| Obrigações taxa fixa | 42,7% | 42,4% |
| Obrigações taxa variável | 21,5% | 19,8% |
| Fundos de investimento imobiliário, "hedge funds", liquidez e seguros | 15,5% | 22,1% |
| 100,0% | 100,0% |
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o Grupo incorreu em custos com planos de contribuição definida de 1.939 milhares de euros e 1.672 milhares de euros, respectivamente (Nota 10).
Na Assembleia Geral Anual, realizada em 13 de Maio de 2009, foram aprovados um Plano de Aquisição de Acções pelos Colaboradores (2009) e um Plano de Atribuição de Opções de Compra de Acções da Cimpor (série 2009).
A atribuição da qualidade de beneficiário destes Planos é efectuada pelo Conselho de Administração da Cimpor, à excepção dos respectivos membros, aos quais a atribuição é determinada pela Comissão de Fixação de Remunerações.
Aos colaboradores beneficiários do Plano de Aquisição de Acções é concedido o direito de adquirirem acções, a um preço igual a setenta e cinco por cento do valor da cotação de fecho do dia em que se efectuar a transacção, até um montante global que não ultrapasse metade da sua remuneração base mensal ilíquida.
Aos beneficiários do Plano de Atribuição de Opções de Compra de Acções da Cimpor é concedido o direito de adquirirem acções da Cimpor (opções iniciais), a um preço que não deverá ser inferior a setenta e cinco por cento da média da cotação de fecho das sessenta sessões de Bolsa imediatamente anteriores àquela data, sendo que por cada opção exercida é atribuída ao beneficiário a faculdade de adquirir uma acção em cada um dos três anos seguintes (opções derivadas), ao mesmo preço.
As opções exercidas e as acções adquiridas durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, relativamente aos planos de atribuição de opções de compra de acções, bem como as opções derivadas exercidas dos planos anteriores, foram as seguintes:
| 2009 | 2008 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Plano | Nº acções exercidas (Nota 29) |
Valor unitário |
Data | Nº acções exercidas (Nota 29) |
Valor unitário |
Data |
| Opções de compra de acções - opções derivadas: | ||||||
| - Série 2005 | ‐ | ‐ | ‐ | 276.700 | 3,30 | 17 de Março |
| - Série 2006 | ‐ | ‐ | ‐ | 240.440 | 4,05 | 17 de Março |
| - Série 2007 | ‐ | ‐ | ‐ | 229.610 | 4,90 | 17 e 28 de Março |
| - Série 2008 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ |
| Atribuição de opções de compra de acções | 326.900 | 2,85 | 1 de Junho | 264.490 | 4,25 | 27 de Maio |
| 326.900 | 1.011.240 | |||||
| Aquisição de acções pelos colaboradores | 175.345 502.245 |
3,263 | 14 de Maio | 157.380 1.168.620 |
4,565 | 13 de Maio |
Os movimentos ocorridos durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, relativos às responsabilidades associadas ao plano de opções sobre acções, foram como segue:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Movimentos no exercício | ||
| Em aberto no início do exercício | 1.515.420 | 1.491.250 |
| Emitidas no exercício | 1.356.000 | 1.112.400 |
| Exercidas no exercício | (326.900) | (1.011.240) |
| Vencidas no exercício mas não exercidas | (797.390) | (76.990) |
| Em aberto no final do exercício (Nota 15) | 1.747.130 | 1.515.420 |
| Detalhe das opções emitidas no exercício | ||
| Data de vencimento | Junho de 2009 Março de 2010, 2011, 2012 |
Maio de 2008 Março de 2009, 2010, 2011 |
| Preço de exercício (euros) | 2,85 | 4,25 |
| Valor total de exercício (milhares de euros) | 3.865 | 4.728 |
| Custo do exercício incluído em custos com pessoal | 1.252 | 1.091 |
| Detalhe das opções exercidas no exercício | ||
| Preço médio de exercício (euros) | 2,85 | 4,09 |
| Valor total de exercício (milhares de euros) | 932 | 4.136 |
O justo valor das opções sobre acções atribuídas, registado em ''Custos com o pessoal'', foi calculado com base no Modelo Black-Scholes-Merton, tendo o Grupo reconhecido como custos um montante de 2.261 milhares euros (Nota 10) (2.003 mil euros em 2008) relativos a planos de pagamento baseados em acções do tipo ''Equity Settled'', cujo detalhe é o seguinte:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Planos de opções de compra de acções: | ||
| - Emissões do ano | 1.252 | 1.091 |
| - Emissões de exercícios anteriores | 818 | 673 |
| Aquisição de acções pelos colaboradores | 191 | 239 |
| Custo do exercício (Notas 10, 31 e 32) | 2.261 | 2.003 |
Os pressupostos utilizados na valorização das opções atribuídas nos anos de 2009 e 2008, foram os seguintes:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Preço por acção | 4,85 | 6,00 |
| Preço de exercício | 2,85 | 4,25 |
| Volatilidade | 45,02 a 51,46% | 30,2% |
| Dividend yield | 3,81% | 3,83% |
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a classificação das provisões entre correntes e não correntes é a seguinte:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Provisões não correntes: | ||
| Provisões para riscos fiscais | 65.248 | 59.842 |
| Provisões para recuperação paisagística | 38.773 | 45.901 |
| Provisões para responsabilidades com o pessoal | 8.358 | 6.459 |
| Outras provisões para riscos e encargos | 41.325 | 40.172 |
| 153.704 | 152.374 | |
| Provisões correntes: | ||
| Provisões para recuperação paisagística | 250 | 250 |
| Provisões para responsabilidades com o pessoal | 214 | 952 |
| Outras provisões para riscos e encargos | 498 | 938 |
| 962 | 2.140 | |
| 154.667 | 154.514 |
O movimento ocorrido nas provisões durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foi o seguinte:
| Outras | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Provisões para | Provisões para | provisões para | |||
| Provisões para | recuperação | responsabilidades | riscos e | ||
| riscos fiscais | paisagística | com o pessoal | encargos | Total | |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 102.947 | 45.239 | 7.857 | 38.061 | 194.103 |
| Alterações de perímetro | ‐ | 144 | ‐ | 4.523 | 4.667 |
| Efeito da conversão cambial | 581 | (5.112) | (1.188) | (4.989) | (10.707) |
| Reforços | 6.196 | 6.448 | 3.286 | 9.976 | 25.906 |
| Reversões | (49.877) | (6) | (1.328) | (3.636) | (54.847) |
| Utilizações | (5) | (577) | (890) | (3.137) | (4.609) |
| Transferências | ‐ | 15 | (326) | 312 | ‐ |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 59.842 | 46.151 | 7.411 | 41.110 | 154.514 |
| Efeito da conversão cambial | (291) | 2.957 | 454 | 5.320 | 8.440 |
| Reforços | 5.739 | 6.907 | 730 | 2.984 | 16.359 |
| Reversões | ‐ | (16.497) | (75) | (2.343) | (18.915) |
| Utilizações | (43) | (449) | (7) | (5.856) | (6.355) |
| Transferências | ‐ | (45) | 61 | 609 | 624 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 65.248 | 39.023 | 8.572 | 41.823 | 154.667 |
No exercício de 2008, das reversões nas provisões para riscos fiscais, 49.574 milhares de euros respeitam à anulação da provisão que estava constituída na Empresa para fazer face às liquidações adicionais de IRC dos exercícios de 1997 e 1998, a qual decorre de um Acórdão da Secção de Contencioso do Supremo Tribunal Administrativo, proferido no primeiro semestre de 2008 - confirmado pelo Pleno dessa Secção - dando provimento ao recurso interposto pela Empresa em oposição aos despachos proferidos pelo Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças que indeferem os pedidos de pagamento do IRC adicionalmente liquidado desses exercícios.
As provisões para recuperação paisagística representam a obrigação legal ou construtiva do Grupo na reabilitação das diversas áreas de exploração. A exigibilidade deste passivo depende do período de exploração e do início estabelecido para o começo dos respectivos trabalhos.
As provisões para responsabilidades com o pessoal respeitam, essencialmente, à estimativa de encargos com processos de reestruturação e excluem as responsabilidades com planos de pensões de reforma e de saúde.
As outras provisões para riscos e encargos destinam-se a fazer face a riscos específicos do negócio, decorrentes da actividade normal do Grupo, entre os quais se inclui uma provisão de cerca de 6.000 milhares de euros, correspondente, à contribuição que o Grupo aceitou realizar, no âmbito de um eventual acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Económica, decorrente do processo administrativo instaurado pela Secretaria de Direito Económico do Ministério da Justiça do Brasil por prática de eventuais infracções à ordem económica nos mercados do cimento e betão pronto. A eventual celebração desse acordo não significaria qualquer admissão de culpa ou reconhecimento de conduta ilícita.
Os reforços e as reversões de provisões, ocorridas nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, foram efectuados por contrapartida de:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Activos tangíveis: | ||
| Terrenos e recursos naturais | (4.659) | 4.425 |
| Activos intangíveis: | ||
| Concessões | 1.375 | ‐ |
| Resultados do exercício: | ||
| Fornecimentos e serviços externos | 285 | 5 |
| Custos com o pessoal | 528 | (186) |
| Provisões | 2.770 | 6.975 |
| Custos e perdas financeiros | 1.452 | 5.568 |
| Proveitos e ganhos financeiros | (7.402) | ‐ |
| Imposto sobre o rendimento (Nota 13) | 3.271 | (45.786) |
| Capital próprio: | ||
| Reservas livres | (176) | 57 |
| (2.556) | (28.941) |
Os custos e perdas financeiros incluem as actualizações financeiras das provisões para recuperação paisagística. Os proveitos e ganhos financeiros decorrem essencialmente da actualização das estimativas relativas àquelas responsabilidades. Os valores registados em reservas livres respeitam a ganhos e perdas actuariais.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os empréstimos obtidos eram como segue:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Passivos não correntes: | ||
| Empréstimos por obrigações | 853.745 | 883.055 |
| Empréstimos bancários | 783.192 | 1.028.075 |
| Outros empréstimos obtidos | 220 | ‐ |
| 1.637.157 | 1.911.130 | |
| Passivos correntes: | ||
| Empréstimos bancários | 453.439 | 201.177 |
| Outros empréstimos obtidos | 84 | 324 |
| 453.523 | 201.501 | |
| 2.090.680 | 2.112.631 |
O detalhe das emissões de empréstimos por obrigações, não convertíveis, em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, era o seguinte:
| 2009 | 2008 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Data | Taxa | Data | Não | Não | ||
| Emitente | Instrumento | emissão | juro | reembolso | corrente | corrente |
| Cimpor Financial Operations B.V. | Eurobonds | 27.Mai.04 | 4,50% | 27.Mai.11 | 611.129 | 608.107 |
| Cimpor Financial Operations B.V. | US Private Placements 10Y | 26.Jun.03 | 5,75% | 26.Jun.13 | 97.152 | 102.762 |
| Cimpor Financial Operations B.V. | US Private Placements 12Y | 26.Jun.03 | 5,90% | 26.Jun.15 | 145.464 | 172.186 |
| 853.745 | 883.055 |
Os ''US Private Placements'' encontram-se designados como passivos financeiros registados ao justo valor através de resultados, decorrente da adopção, no exercício findo em 31 de Dezembro de 2005, das disposições transitórias estabelecidas na revisão da IAS 39, relativamente a instrumentos financeiros até então registados ao abrigo da contabilidade de cobertura de justo valor.
No âmbito das medidas tendentes a melhorar a notação de rating da Cimpor foi negociado em 2009 com os detentores desta dívida a flexibilização dos respectivos covenants financeiros, tendo a Cimpor, em contrapartida, efectuado a liquidação antecipada de 50 milhões de USD e aumentado o spread na remuneração da dívida remanescente. O impacto destas operações no justo valor daqueles instrumentos financeiros ascendeu a cerca de 14 milhões de euros, os quais se encontram registados como custos financeiros (Nota 12).
Em 31 de Dezembro de 2009, o diferencial entre o justo valor e o valor nominal dos ''US Private Placements'' ascende a 3.115 milhares de euros (15.344 milhares de euros em 31 de Dezembro de 2008).
Em 31 de Dezembro 2009 e 2008, as dívidas a instituições de crédito apresentavam a seguinte composição:
| Não corrente | ||||
|---|---|---|---|---|
| Tipo de financiamento | Moeda | Taxa de juro | 2009 | 2008 |
| Empréstimo bilateral | EUR | Euribor + 0,275% | ‐ | 199.627 |
| Empréstimo bilateral | EUR | Euribor + 0,950% | 37.426 | ‐ |
| Empréstimo bilateral | EUR | Euribor + 0,550% | ‐ | 299.526 |
| Empréstimo bilateral | EUR | Euribor + 0,300% | 186.667 | ‐ |
| Empréstimo bilateral | EUR | Euribor + 0,750% | ‐ | 111.997 |
| Empréstimo bilateral | EUR | Euribor + 0,300% | 166.455 | ‐ |
| Empréstimo bilateral | EUR | Euribor + 0,275% | ‐ | 280.000 |
| Empréstimo bilateral | EUR | Euribor + 1,775% | 200.000 | ‐ |
| Financiamento BEI | EUR | Taxa básica BEI | 33.333 | 40.000 |
| Empréstimos bilaterais | EUR | Euribor + [0,25% - 1,30%] | 150.049 | 72.022 |
| Empréstimos bilaterais | BRL | Várias | 8.013 | 7.280 |
| Empréstimos bilaterais | CVE | Várias | ‐ | 11 |
| Empréstimo bilateral | INR | 10,50% | ‐ | 14.838 |
| Empréstimo bilateral | MAD | 5,45% | 1.249 | 1.667 |
| Empréstimos bilaterais | PEN | Várias | ‐ | 1.107 |
| 783.192 | 1.028.075 |
| Corrente | ||||
|---|---|---|---|---|
| Tipo de financiamento | Moeda | Taxa de juro | 2009 | 2008 |
| Empréstimo bilateral | EUR | Euribor + 0,750% | ‐ | 112.409 |
| Financiamento BEI | EUR | Taxa básica BEI | 6.667 | 6.667 |
| Empréstimo bilateral | EUR | Várias | ‐ | 7.616 |
| Empréstimo bilateral | EUR | Euribor + 0,950% | 74.905 | ‐ |
| Empréstimo bilateral | EUR | Euribor + 0,300% | 93.333 | ‐ |
| Empréstimo bilateral | EUR | Euribor + 0,300% | 33.314 | ‐ |
| Empréstimo bilateral | EUR | Euribor + 0,900% | 99.843 | ‐ |
| Empréstimos bilaterais | EUR | Euribor + [0,85% - 1,30%] | 50.310 | ‐ |
| Empréstimos bilaterais | BRL | Várias | 1.439 | 2.626 |
| Empréstimo bilateral | CVE | 8% | 10 | 19 |
| Empréstimo bilateral | MAD | 5,45% | 406 | ‐ |
| Empréstimos bilaterais | MAD | Várias | ‐ | 385 |
| Empréstimos bilaterais | CNY | 5,31% - 6,90% | 11.355 | 3.138 |
| Empréstimos bilaterais | HKD | 1,95% - 2,29% | 23.132 | ‐ |
| Empréstimos bilaterais | PEN | Várias | ‐ | 232 |
| Papel Comercial | EUR | Várias | 200 | 25.000 |
| Descobertos | TRY | 7,35% - 7,46% | 49.499 | 30.283 |
| Descobertos | MAD | Várias | 6.025 | 3.533 |
| Descobertos | MZM | Várias | 355 | ‐ |
| Descobertos | ZAR | Várias | 1.411 | 73 |
| Descobertos | EUR | Várias | 21 | 8.318 |
| Descobertos | CVE | Várias | 1.215 | 878 |
| 453.439 | 201.177 |
| Ano | 2009 | 2008 | |
|---|---|---|---|
| 2010 | ‐ | 569.883 | |
| 2011 | 930.982 | 839.304 | |
| 2012 | 384.656 | 172.614 | |
| 2013 | 138.478 | 138.478 | |
| Após 2013 | 183.041 | 190.852 | |
| 1.637.157 | 1.911.130 |
A dívida financeira não corrente apresenta os seguintes prazos de reembolso em 31 de Dezembro de 2009 e 2008:
Em 31 de Dezembro 2009 e 2008, os financiamentos encontravam-se expressos nas seguintes moedas:
| 2009 | 2008 | |||
|---|---|---|---|---|
| Valor em | Valores em | Valor em | Valores em | |
| Divisa | divisa | euros | divisa | euros |
| EUR | ‐ | 1.743.955 | ‐ | 1.756.268 |
| USD (a) |
354.000 | 242.616 | 404.000 | 290.292 |
| MZM | 15.670 | 355 | ‐ | ‐ |
| BRL | 23.738 | 9.452 | 32.131 | 9.906 |
| ZAR | 15.046 | 1.411 | 952 | 73 |
| MAD | 87.158 | 7.680 | 62.936 | 5.586 |
| CVE | 135.071 | 1.225 | 100.109 | 908 |
| TRY | 106.655 | 49.499 | 65.074 | 30.283 |
| INR | ‐ | ‐ | 1.000.000 | 14.838 |
| CNY | 111.679 | 11.355 | 29.800 | 3.138 |
| PEN | ‐ | ‐ | 5.855 | 1.339 |
| HKD | 258.405 | 23.132 | ‐ | ‐ |
| 2.090.680 | 2.112.631 |
(a) Decorrente da contratação de instrumentos financeiros derivados de cobertura de taxa de câmbio (Nota 39), estes financiamentos não se encontram expostos ao risco cambial.
Os empréstimos bilaterais de maior dimensão (Euribor + spread) prevêem a indexação dos respectivos spreads à evolução da notação de rating da Standard & Poor's reflectindo, assim, a valorização do risco destas operações para as contrapartes.
Durante o ano de 2009 em consequência do downgrade para BBB- verificado em Janeiro, os empréstimos bancários negociados nestas condições sofreram aumentos dos respectivos spreads, informação que se encontra reflectida nos mapas anteriores.
A maior parte das operações de financiamento correntes contratadas directamente por empresas operacionais ou por subholdings não prevê nos seus contratos a manutenção do controlo da maioria do seu capital por parte da Cimpor -- Cimentos de Portugal, SGPS, S.A..
Todavia os empréstimos bancários de montantes mais significativos, nomeadamente os contraídos pela Cimpor Inversiones, contêm uma Ownership Clause.
As cartas de conforto que são solicitadas à Empresa para efeitos de contratação destas operações, contêm habitualmente o compromisso de não alienação do controlo (directo e/ou indirecto) dessas associadas. A Empresa presta ainda suporte aos programas de Euro Medium Term Note estabelecidos no Grupo.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, as cartas de conforto prestadas pela Empresa e outras filiais ascendiam a 222.429 milhares de euros e 140.700 milhares de euros, respectivamente.
Nas operações de financiamento de maior dimensão existem compromissos de manter determinados rácios financeiros em limites contratualmente negociados (financial covenants).
Os rácios financeiros são:
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os referidos rácios respeitavam os limites estabelecidos.
A maior parte dos instrumentos de financiamento prevê cláusulas de Negative pledge. Os financiamentos de maior dimensão (normalmente os superiores a 50 milhões de euros) prevêem habitualmente um nível de contingências sobre activos que não deve ser ultrapassado sem prévia comunicação às instituições financeiras e obtenção do respectivo acordo.
A existência de cláusulas de cross default é corrente nos contratos de financiamento, estando presente também na grande maioria dos instrumentos de financiamento referidos.
Vários instrumentos de financiamento incluem cláusulas de change of control que prevêem, no limite, a possibilidade de amortização antecipada por decisão das entidades credoras, caso se verifique o controlo de 51% do capital da Empresa por uma única entidade ou várias entidades actuando concertadamente. Em 31 de Dezembro de 2009, a dívida financeira atribuível a instrumentos contendo esta cláusula ascendia a 1.174,6 milhões de euros, dos quais 866,5 milhares de euros registados como dívida financeira não corrente.
As penalidades aplicáveis no caso de manutenção do incumprimento não remediado ou aceite pelo credor dentro de um prazo convencionado de quaisquer destes condicionalismos financeiros traduzem-se, genericamente, no pagamento antecipado dos financiamentos obtidos ou no cancelamento das linhas de crédito disponíveis. Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o Grupo cumpria integralmente todos os condicionalismos financeiros antes mencionados.
Os pagamentos mínimos associados a contratos de locação financeira em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 são como segue:
| 2009 | 2008 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor actual | Valor futuro | Valor actual | Valor futuro | |||
| Até 1 ano | 2.955 | 3.053 | 2.102 | 2.111 | ||
| Entre 1 e 5 anos | 4.784 | 4.877 | 4.670 | 4.979 |
Os contratos de locação operacional em vigor respeitam, essencialmente, a equipamentos de transporte e escritório.
O detalhe dos compromissos a pagar em anos futuros (pagamentos mínimos de locação), decorrentes dos contratos em vigor, é como segue:
| Valor futuro | |||
|---|---|---|---|
| 2009 | 2008 | ||
| Até 1 ano | 5.222 | 4.959 | |
| Entre 1 e 5 anos | 9.405 | 8.997 | |
| A mais de 5 anos | 156 | 10 |
O total de custos com contratos de locação operacional reconhecidos na demonstração consolidada do rendimento integral ascendeu a 5.235 milhares de euros em 2009 (5.085 milhares de euros em 2008).
No âmbito da política de gestão de riscos do Grupo Cimpor, em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 estavam contratados um conjunto de instrumentos financeiros derivados destinados a minimizar os riscos de exposição a variações de taxa de juro e de taxa de câmbio.
O Grupo procede à contratação deste tipo de instrumentos após analisar os riscos que afectam a sua carteira de activos e passivos e verificar quais os instrumentos existentes no mercado que se revelam mais adequados à cobertura desses riscos.
Estas operações são sujeitas a aprovação prévia por parte da Comissão Executiva e acompanhadas permanentemente pela Área de Operações Financeiras. São apurados periodicamente diversos indicadores relativos a estes instrumentos, nomeadamente o seu valor de mercado e a sensibilidade dos cash-flows previsionais e do próprio valor de mercado a alterações nas variáveis chave que os condicionam, com o objectivo de avaliar os seus efeitos financeiros.
O registo dos instrumentos financeiros derivados e a qualificação dos mesmos enquanto instrumentos de cobertura ou instrumentos detidos para negociação é efectuado em observância às disposições da IAS 39.
A contabilidade de cobertura é aplicável aos instrumentos financeiros derivados que são efectivos no que respeita ao efeito de anulação das variações de justo valor ou cash-flows dos activos/passivos subjacentes. A efectividade de tais operações é verificada regularmente, numa base trimestral. A contabilidade de cobertura abrange três tipos de operações:
Instrumentos de cobertura de justo valor são instrumentos financeiros derivados que cobrem os riscos de taxa de câmbio e/ou taxa de juro. As variações no justo valor destes instrumentos são registadas na demonstração consolidada do rendimento integral. O activo/passivo subjacente à operação de cobertura também é valorizado ao justo valor na parte correspondente ao risco que se está a cobrir, sendo as respectivas variações registadas na demonstração consolidada do rendimento integral.
Instrumentos de cobertura de ''cash-flows'' são instrumentos financeiros derivados que cobrem o risco de taxa de câmbio de compras ou vendas futuras de determinados activos e também os ''cash-flows'' associados ao risco de taxa de juro. A parcela efectiva das variações de justo valor das coberturas de ''cash-flows'' é reconhecida em capitais próprios na rubrica ''Ajustamentos de conversão cambial e coberturas'', enquanto a parte não efectiva é imediatamente registada na demonstração consolidada do rendimento integral.
Instrumentos de cobertura de investimento líquido numa entidade estrangeira são instrumentos financeiros derivados de taxa de câmbio que cobrem o risco associado aos efeitos patrimoniais resultantes da conversão das demonstrações financeiras das entidades estrangeiras. As variações no justo valor destas operações de cobertura são registadas na rubrica ''Ajustamentos de conversão cambial e coberturas'' nos capitais próprios, até que o investimento objecto da cobertura seja vendido ou liquidado.
Instrumentos detidos para negociação (trading) são instrumentos financeiros derivados que, embora contratados no âmbito da política de gestão de riscos do Grupo, não são enquadrados em termos de contabilidade de cobertura, quer porque não foram designados formalmente para o efeito ou, simplesmente, porque não são efectivos do ponto de vista da cobertura, de acordo com o estabelecido na IAS 39.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o justo valor dos instrumentos financeiros derivados é o seguinte:
| Outros activos (Nota 24) | Outros passivos (Nota 42) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Correntes | Não correntes | Correntes | Não correntes | |||||
| 2009 | 2008 | 2009 | 2008 | 2009 | 2008 | 2009 | 2008 | |
| Coberturas de justo valor: | ||||||||
| Swaps de taxa de câmbio e taxa de juro | ‐ | ‐ | 3.771 | 11.326 | ‐ | ‐ | 2.183 | ‐ |
| Swaps de taxa de juro | 13.385 | 2.281 | 2.858 | 4.888 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ |
| Forwards cambiais | 18 | 7 | ‐ | ‐ | 1 | 110 | ‐ | ‐ |
| Coberturas de cash-flow: | ||||||||
| Swaps de taxa de juro | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 2.365 | ‐ | 4.092 |
| Trading: | ||||||||
| Derivados de taxa de câmbio e taxa de juro | 4.524 | 219 | ‐ | ‐ | ‐ | 1.447 | 68.073 | 38.542 |
| Derivados de taxa de juro | 1.422 | 1.985 | 3.636 | 313 | 6.753 | 10.042 | 43.863 | 65.785 |
| 19.349 | 4.492 | 10.266 | 16.527 | 6.754 | 13.964 | 114.119 | 108.419 |
Alguns instrumentos derivados, embora se adeqúem à política de gestão de riscos financeiros do Grupo, no que respeita à gestão dos riscos de volatilidade dos mercados financeiros, não podem ser qualificados para contabilidade de cobertura e, assim, são classificados de trading.
No quadro abaixo detalham-se os instrumentos contratados passíveis de serem qualificados como de cobertura de justo valor e de cash-flow em 31 de Dezembro de 2009 e 2008:
| Justo valor | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Tipo de cobertura |
Valor facial | Tipo de operação |
Maturidade | Objectivo económico | 2009 | 2008 |
| Justo Valor | EUR 15.627.500 | Cross-Currency Swap |
Abr. 2013 | Cobertura de capital e juros referentes ao Intercompany Loan concedido pela C. Inversiones à Natal Portland Cement |
3.771 | 8.126 |
| Justo Valor | EUR 5.444.444 | Cross-Currency Swap |
Abr. 2013 | Cobertura de capital e juros referentes ao Intercompany Loan concedido pela C. Finance à Natal Portland Cement |
(1.272) | 1.877 |
| Justo Valor | EUR 3.888.888 | Cross-Currency Swap |
Abr. 2013 | Cobertura de capital e juros referentes ao Intercompany Loan concedido pela C. Finance à Natal Portland Cement |
(911) | 1.323 |
| Justo Valor | EUR 75.000.000 | Interest Rate Swap |
Mai. 2011 | Cobertura de 12,5% dos juros do Intercompany Loan entre a Cimpor Inversiones e a Cimpor BV para pagamento do Eurobond. |
3.834 | 1.226 |
| Justo Valor | EUR 75.000.000 | Interest Rate Swap |
Mai. 2011 | Cobertura de 12,5% dos juros do Intercompany Loan entre a Cimpor Inversiones e a Cimpor BV para pagamento do Eurobond. |
4.030 | 2.057 |
| Justo Valor | EUR 50.000.000 | Interest Rate Swap |
Mai. 2011 | Cobertura de 8,33% dos juros do Intercompany Loan entre a Cimpor Inversiones e a Cimpor BV para pagamento do Eurobond. |
2.767 | 1.128 |
| Justo Valor | EUR 50.000.000 | Interest Rate Swap |
Mai. 2011 | Cobertura de 8,33% dos juros do Intercompany Loan entre a Cimpor Inversiones e a Cimpor BV para pagamento do Eurobond. |
2.758 | 1.355 |
| Justo Valor | EUR 50.000.000 | Interest Rate Swap |
Mai. 2011 | Cobertura de 8,33% dos juros do Intercompany Loan entre a Cimpor Inversiones e a Cimpor BV para pagamento do Eurobond. |
2.854 | 1.403 |
| Cash-flow | BRL 388.586.800 | Interest Rate Swap |
Dez. 2011 | Cobertura de 100% dos Juros da Nota da Republica Austria da Cimpor Cimentos Brasil |
‐ | (6.455) |
| Justo Valor | USD 1.700.000 | Forwards | Jan. 2010 | Cobertura cambial | 16 | ‐ |
| Justo Valor | USD 1.400.000 | Forwards | Fev. 2010 | Cobertura cambial | 2 | ‐ |
| Justo Valor | USD 500.000 | Forwards | Jan. 2010 | Cobertura cambial | (1) | ‐ |
| Justo Valor | USD 2.220.000 | Forwards | Jan. 2009 | Cobertura cambial | ‐ | (103) |
17.849 11.935
Adicionalmente, a carteira de instrumentos financeiros derivados não qualificados como cobertura, em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, tinham a seguinte composição:
| Justo valor | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Valor facial | Tipo de operação | Maturidade | Objectivo económico | 2009 | 2008 |
| Cobertura de 100% de capital e juros | |||||
| USD 150.000.000 | Cross-Currency Swap | Jun. 2013 | referentes à tranche de 10Y dos US | (19.869) | (13.158) |
| Private Placements | |||||
| Cobertura de 100% de capital e juros | |||||
| USD 254.000.000 | Cross-Currency Swap | Jun. 2015 | referentes à tranche de 12Y dos US | (43.679) | (26.612) |
| Private Placements | |||||
| IRS com perna recebedora | Redução dos Custos Financeiros do | ||||
| EUR 100.000.000 | condicionada | Dez. 2012 | Grupo - Swap com opções vendidas na | (6.664) | (11.485) |
| taxa Euribor 6M e US Libor 6M. | |||||
| Redução dos Custos Financeiros do | |||||
| EUR 30.000.000 | IRS com perna recebedora | Jun. 2015 | Grupo - Swap com opções vendidas na | ||
| e pagadora condicionada | curva swap Europeia e compradas na | 2.077 | 442 | ||
| inclinação da curva europeia. | |||||
| EUR 280.000.000 | Basis Swap EUR | Mai. 2009 | Cobertura Juros Club Deal 280M | ‐ | (2.881) |
| EUR 200.000.000 | Basis Swap EUR | Ago. 2009 | Cobertura Juros Club Deal 200M | ‐ | (4.746) |
| IRS apenas com perna | Redução dos Custos Financeiros do | ||||
| EUR 50.000.000 | pagadora condicionada | Dez. 2009 | Grupo - Swap com opção vendida na | ‐ | (6) |
| taxa US Libor 6M. | |||||
| EUR 216.723.549 | IRS com perna recebedora | Jun. 2015 | Redução dos Custos Financeiros do | ||
| condicionada | Grupo - Swaps com um conjunto de | (38.400) | (54.891) | ||
| EUR 300.000.000 | IRS apenas com perna | Jun. 2015 | opções vendidas cujo maior risco é a | ||
| pagadora condicionada | exposição à inclinação da curva Swap | ||||
| EUR 150.000.000 | EUR Swap Taxa de Juro | Jun. 2015 | Redução dos Custos Financeiros do | (752) | ‐ |
| Grupo - Swap de Taxa de Juro | |||||
| EUR 50.000.000 | EUR Swap Rate | Mar. 2011 | Redução dos Custos Financeiros do | (1.180) | ‐ |
| estruturado | Grupo - Swap Estruturado | ||||
| IRS com perna recebedora | Redução dos Custos Financeiros do | ||||
| EUR 50.000.000 | condicionada | Jun. 2015 | Grupo - Swap com opções vendidas | 1.461 | ‐ |
| num Indice de Taxa Juro. | |||||
| IRS com perna recebedora | Redução dos Custos Financeiros do | ||||
| EUR 25.000.000 | condicionada | Jun. 2015 | Grupo - Swap com opções vendidas | (2.100) | ‐ |
| num Indice de Taxa Juro. | |||||
| Conjunto de Swaps | Posições já fechadas ou totalmente | ||||
| simétricos com | Swaps - Diversos | Dez. 2009 | cobertas em 30 de Junho, não tendo | ‐ | 36 |
| Valor Facial nulo | por isso qualquer risco económico | ||||
| para o Grupo | |||||
| (109.107) | (113.299) |
O Grupo CIMPOR, no desenvolvimento das suas actividades correntes, está exposto a uma variedade de riscos financeiros susceptíveis de alterarem o seu valor patrimonial, os quais, de acordo com a sua natureza, se podem agrupar nas seguintes categorias:
Por risco financeiro, entende-se, justamente, a probabilidade de se obterem resultados diferentes do esperado, sejam estes positivos ou negativos, alterando de forma material e inesperada o valor patrimonial do Grupo.
A gestão dos riscos supra referidos -- decorrentes, em larga medida, da imprevisibilidade dos mercados financeiros -- exige a aplicação criteriosa de um conjunto de regras e metodologias aprovadas pela Comissão Executiva, cujo objectivo último é a minimização do seu potencial impacto negativo no desempenho do Grupo.
Com este objectivo, toda a gestão é orientada em função de duas preocupações essenciais:
Numa outra vertente, é também preocupação do Grupo que os processos de gestão dos referidos riscos dêem resposta não só às necessidades de informação internas como também às exigências externas (entidades reguladoras, auditores, mercados financeiros e demais stakeholders).
Por regra, o Grupo não assume posições especulativas, pelo que todas as operações efectuadas no âmbito da gestão dos riscos financeiros têm por única finalidade o controlo de riscos já existentes e aos quais o Grupo se encontra, inevitavelmente, exposto.
A respectiva cobertura, no caso dos riscos de taxa de juro e de taxa de câmbio, implica normalmente a contratação, no mercado fora de bolsa (por razões de flexibilidade) de instrumentos financeiros derivados, envolvendo um número limitado de contrapartes com elevadas notações de rating. Todas estas operações são realizadas com entidades financeiras com as quais se assinaram previamente contratos ISDA, em conformidade com as normas internacionais.
A gestão dos riscos financeiros -- incluindo a sua identificação, avaliação e cobertura -- é conduzida pela Área de Operações Financeiras (AOF), órgão integrado no Centro Corporativo da holding, sob a orientação da Comissão Executiva e, em particular, do Administrador do pelouro (cujo acordo prévio é necessário à realização de qualquer operação).
No último trimestre de 2009, o Grupo iniciou, com a colaboração de um banco internacional com reconhecido know-how na matéria, o desenvolvimento de um modelo integrado de gestão de riscos que será mais uma importante ferramenta de gestão para o Grupo. Conscientes que um modelo deste tipo exige uma actualização e monitorização regulares, acreditamos que no curto prazo o mesmo esteja em condições de ser utilizado e os que os seus resultados sejam um importante suporte para a análise e decisões relativamente à gestão dos riscos financeiros atrás referidos.
A exposição do Grupo ao risco de taxa de juro advém da existência, no seu balanço, de activos e passivos financeiros, quer tenham sido contratados a taxa fixa ou a taxa variável. No primeiro caso, o Grupo enfrenta um risco de variação do ''justo valor'' desses activos ou passivos, na medida em que qualquer alteração das taxas de mercado envolve um custo de oportunidade (positivo ou negativo). No segundo caso, tal alteração tem um impacto directo no valor dos juros recebidos/pagos, provocando consequentemente variações de caixa.
Para a cobertura deste tipo de riscos, e de acordo com as expectativas do Grupo quanto à evolução das taxas de mercado, são normalmente contratados swaps de taxa de juro.
Em 2009, com excepção do prazo mais longo (30 anos), o mercado de taxa de juro continuou a tendência de descida acentuada de taxas verificada em 2008.
| Dezembro 2008 |
Dezembro 2009 |
|
|---|---|---|
| Taxa Euro Swap 2Y | 2,69% | 1,87% |
| Taxa Euro Swap 5Y | 3,24% | 2,81% |
| Taxa Euro Swap 10Y | 3,74% | 3,58% |
| Taxa Euro Swap 30Y | 3,54% | 3,94% |
(Fonte: Bloomberg)
| Dezembro 2008 |
Dezembro 2009 |
|
|---|---|---|
| Euribor 12M | 3,05% | 1,25% |
| Euribor 6M | 2,97% | 0,99% |
| Euribor 3M | 2,89% | 0,70% |
| Euribor 1M | 2,60% | 0,45% |
| (Fonte: Bloomberg) |
Este movimento agressivo de descida de taxas foi bastante visível no mercado monetário, no qual as taxas do mercado interbancário (com excepção dos 12 meses) encerraram o ano, curiosamente, abaixo das taxas directoras do Banco Central Europeu.
A dívida do Grupo manteve o perfil do ano de 2008, com cerca de 85% indexada a taxa variável. Apenas metade do Eurobond (300M Euros) se encontra denominada como taxa fixa, sendo que todos os restantes instrumentos, ou foram emitidos originalmente a taxa variável, ou foram convertidos posteriormente, através de swaps de taxa de juro.
A opção por manter os empréstimos bancários a taxa variável, prende-se com o facto de a sua curta maturidade não permitir, na óptica do Grupo, recuperar o diferencial de taxas negativo pago inicialmente, devido à forte inclinação que a curva de rendimentos apresenta, nomeadamente nos prazos mais curtos.
Tendo em conta as condições actuais do mercado, o maior equilíbrio entre taxa variável e taxa fixa, será alcançado quando o Grupo fizer uma operação de mercado. Logo que as condições o permitam o Grupo deverá refinanciar parte substancial da sua dívida de curto/médio prazo e essa nova dívida será, maioritariamente, emitida a taxa fixa.
| Dezembro | Dezembro | |
|---|---|---|
| 2009 | 2008 | |
| Taxa variável | 86% | 84% |
| Taxa fixa | 14% | 16% |
Tal como no ano passado, e aproveitando o movimento descendente das taxas do mercado monetário, o Grupo continuou a privilegiar nos empréstimos bancários, a utilização de indexantes de prazos mais curtos (3 meses e 1 mês).
A internacionalização do Grupo obriga-o a estar exposto ao risco de taxa de câmbio das moedas de diferentes países, entre os quais se salientam, pelo valor dos capitais neles investidos, o Brasil, Egipto, África do Sul e Turquia. Na Nota 6 é apresentado a variação das taxas de câmbio das principais moedas do Grupo entre 31 de Dezembro de 2009 e 2008.
Os efeitos cambiais derivados da integração das demonstrações financeiras locais nas contas consolidadas do Grupo podem ser acautelados através da cobertura do valor dos investimentos líquidos realizados naqueles países. Essas operações têm sido esporádicas, por se considerar que o seu custo (diferença entre as taxas de juro locais e as da moeda de referência do Grupo) é, em regra, excessivo face ao nível dos riscos envolvidos.
Quando efectuada, a cobertura do risco de taxa de câmbio é-o, normalmente, através da contratação de forwards e opções cambiais standard, com maturidades, em princípio, inferiores a um ano.
O Grupo não efectua operações sobre taxas de câmbio que não se adequem à cobertura de posições já existentes ou contratadas.
No ano de 2009, a decisão de não cobertura dos riscos cambiais acabou por ter impactos positivos, na medida em que, de entre as quatro maiores exposições cambiais do Grupo, duas moedas valorizaram-se fortemente (Real do Brasil e Rand da África do Sul), sendo que as moedas do Egipto, Turquia e de Marrocos apenas sofreram desvalorizações marginais. Esta conjugação de movimentos teve um efeito positivo em termos do EBITDA consolidado e do valor dos diversos investimentos líquidos realizados.
No caso do empréstimos intra-grupo entre Áreas de Negócios que operam com diferentes moedas, procede-se, sempre que as condições de mercado o justifiquem, à cobertura do respectivo risco cambial (geralmente por parte das empresas tomadoras de fundos). É o caso dos Cross Currency Swaps contratados com bancos locais pela Área de Negócios da África do Sul, os quais sintetizam os instrumentos originais (denominados em euros) noutros indexados à moeda sul-africana.
Com excepção da dívida directamente contratada pelas diferentes Áreas de Negócios para fazer face às suas necessidades correntes, o Grupo privilegia o financiamento na moeda de consolidação. Sempre que se financia numa moeda que não o euro, procede à respectiva cobertura, via Cross Currency Swaps, de modo a não assumir qualquer risco cambial (a menos que daí resulte uma situação de equilíbrio com activos denominados nessa outra moeda).
No caso particular dos US Private Placements emitidos em 2003, quando o Grupo decidiu recorrer ao mercado norteamericano para diversificar as suas fontes de financiamento e beneficiar das melhores condições então oferecidas nesse mercado, contratou dois Cross Currency Swaps que converteram os empréstimos contraídos em USD em empréstimos em Euros. Tanto os empréstimos contraídos como os derivados contratados são contabilizados ao seu justo valor, com impacto directo na conta de resultados.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, não considerando o efeito dos referidos Cross Currency Swaps, os principais instrumentos de dívida estavam denominados nas seguintes moedas:
| Dezembro 2009 |
Dezembro 2008 |
|
|---|---|---|
| EUR | 82% | 83% |
| USD | 16% | 14% |
| Outras | 2% | 3% |
Considerando aquele efeito, e em ambas as datas, cerca de 98% da dívida encontrava-se denominada em euros.
A gestão do risco de liquidez assenta na manutenção de um nível adequado de disponibilidades e na contratação de limites de crédito que permitam não só assegurar o desenvolvimento normal das actividades do Grupo como também fazer face a eventuais operações de carácter extraordinário.
Em particular, o Grupo mantém, com alguns bancos, linhas de backup com tomada firme, as quais podem ser utilizadas para colmatar necessidades pontuais de tesouraria, contribuindo assim para diminuir o risco de liquidez e, simultaneamente, satisfazer os rácios requeridos pelas agências de rating.
Em 2009 e para ir ao encontro dessas preocupações, o Grupo aumentou substancialmente as linhas de backup com tomada firme.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, as linhas de crédito obtidas e não utilizadas, sem consideração do papel comercial que não foi objecto de tomada firme, ascendiam a cerca de 779 milhões de euros e 498 milhões de euros, respectivamente.
A monitorização do risco de liquidez é efectuada através de um orçamento de tesouraria, revisto periodicamente. Dispondo de linhas de crédito de curto prazo em montante confortável e mantendo actualizados os seus programas de Euro Medium Term Note (''EMTN'') e de papel comercial, o Grupo está apto a aceder ao mercado de capitais de uma forma expedita.
Já no último trimestre, o Grupo estabeleceu um novo Programa EMTN no valor de 2,5 mil milhões de euros, que permitirá diversificar as fontes de financiamento possibilitando o acesso ao mercado de capitais europeu de um modo expedito.
Sempre que possível, os excessos de tesouraria das diferentes Áreas de Negócios são canalizados para a Empresa, através do pagamento de dividendos, ou circulados para outras áreas com carências de fundos, via empréstimos intragrupo.
A percepção do risco de crédito que o mercado tem relativamente à Cimpor, no tocante a operações de financiamento, reflecte-se naturalmente no nível dos custos financeiros associados a tais operações. A influência do Grupo nesta matéria é apenas subsidiária, consubstanciando-se na prática de uma gestão prudente e equilibrada, de forma a minimizar a probabilidade de incumprimento das suas responsabilidades.
Depois da forte degradação de spreads de crédito que se assistiu em 2008, o ano transacto assistiu a uma inversão de tendência, com os mesmos a comprimir, apesar de ainda se encontrarem longe dos níveis pré-crise.
| Dezembro 2008 |
Março Junho 2009 2009 |
Setembro 2009 |
Dezembro 2009 |
|||
|---|---|---|---|---|---|---|
| JP Morgan Maggie AAA | 34 | 70 | 37 | 17 | 27 | |
| JP Morgan Maggie AA | 138 | 133 | 86 | 58 | 62 | |
| JP Morgan Maggie A | 209 | 249 | 151 | 107 | 102 | |
| JP Morgan Maggie BBB | 374 | 364 | 247 | 178 | 150 |
(Fonte: Bloomberg)
A elevada solvabilidade do Grupo encontra-se reflectida nos rácios de endividamento (Dívida financeira líquida / EBITDA) e de cobertura de encargos financeiros (EBITDA / Resultados financeiros líquidos). A satisfação dos níveis pré-estabelecidos para estes dois indicadores é fundamental para o cumprimento não só dos dois instrumentos de dívida que o prevêem mas também, por acção das cláusulas de cross default, para o cumprimento de toda a dívida restante.
Em 2009 e 2008, ambos os rácios -- calculados de acordo com a metodologia imposta pelo Contrato de financiamento dos US Private Placements (dívida financeira ao valor nominal), estavam, no final do ano, longe dos limites estabelecidos:
| Dezembro | Dezembro | |||
|---|---|---|---|---|
| Rácio | 2009 | 2008 | Limite | |
| Endividamento | Dívida financeira líquida / Ebitda | 2,82 | 2,97 | < = 4 (*) |
| Cobertura de encargos financeiros | Ebitda / Resultados financeiros líquidos | 11,26 | 6,89 | > 5 |
(*) Até Dezembro 2010; depois 3,5
No estabelecimento de relações contratuais de diversa ordem com entidades terceiras, o Grupo Cimpor assume riscos que decorrem da probabilidade de incumprimento ou, num cenário extremo, de default de uma contraparte.
O Grupo procura limitar a sua exposição a este risco -- tanto na realização de depósitos bancários e outras aplicações de tesouraria como na contratação de instrumentos derivados -- mediante uma selecção rigorosa das contrapartes, baseada nas respectivas notações de rating e tomando em consideração a natureza, maturidade e dimensão das operações.
Com a informação actualmente disponível, e apesar da degradação das notações de rating das diversas contrapartes com as quais o Grupo se relaciona, não são expectáveis quaisquer prejuízos por incumprimento das mesmas.
No âmbito da gestão da sua carteira de derivados, o Grupo procura seguir uma política de diversificação de contrapartes, embora se deva reconhecer que, no caso da carteira de derivados de taxa de juro que não qualificam como de cobertura, por razões de facilidade operativa, existe uma contraparte com uma posição dominante. De qualquer modo, sendo esta carteira constituída essencialmente por swaps com opções vendidas, quem está verdadeiramente sujeito a este risco é a referida instituição e não o Grupo.
Na componente da carteira de derivados de taxa de juro qualificados como de cobertura, os cinco swaps contratados têm quatro contrapartes distintas, tendo havido o cuidado de não aumentar o envolvimento comercial com aquela instituição.
Na carteira de swaps de taxa de câmbio, as operações vivas estão repartidas por duas contrapartes: os swaps de cobertura do risco cambial inerente ao financiamento no mercado norte-americano estão contratados com o banco que liderou toda a operação; os Cross Currency Swaps destinados a cobrir o risco financeiro dos empréstimos concedidos pela Cimpor Inversiones à NPC (África do Sul) foram negociados com um banco local.
a) Taxa de juro
A exposição ao risco de taxa de juro tem como consequência a variabilidade dos resultados financeiros do Grupo.
Os resultados da análise de sensibilidade efectuada com base na exposição existente em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foram os seguintes: uma deslocação paralela de +/- 1% na curva de taxa de juro, com todos os outros pressupostos constantes, representaria, para os exercícios findos naquelas datas, um aumento/diminuição de custos financeiros (antes de impostos) de cerca de 18 milhões de euros e 17 milhões de euros, respectivamente.
O facto de o Grupo não ter alterado substancialmente o seu perfil de dívida, em termos de balanceamento entre taxa variável e taxa fixa, faz com que os resultados da análise de sensibilidade se mantenha, praticamente, inalterado.
A carteira de derivados não qualificados como de cobertura é ainda sujeita a uma outra análise de sensibilidade, destinada a determinar um indicador conhecido por Earnings-at-Risk: uma medida estatística que indica, com 95% de probabilidade e para um horizonte temporal de três meses, qual a perda máxima, em termos de resultados, que a referida carteira poderá gerar.
Os pressupostos utilizados na análise são os seguintes:
Este indicador, permitindo não só uma análise contínua dos riscos da carteira como também avaliar em que medida os mesmos podem ser minorados através da contratação de determinadas operações, produziu, em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os seguintes resultados:
| (Valores em EUR) | 2009 Earnings at Risk (milhões de euros) |
2008 Earnings at Risk (milhões de euros) |
|---|---|---|
| EaR não considerando diversificação | 13,9 | 26,2 |
| Benefícios da diversificação | 8,2 | 5,3 |
| Earnings-at-Risk | 5,7 | 20,9 |
A forte redução verificada em 2009 do Earnings-at-Risk reflecte essencialmente a forte descida das taxas do mercado monetário (a Euribor a 6M, por exemplo desceu de 3% em Dezembro de 2008, para 1% em Dezembro 2009) e do aumento dos ganhos de diversificação fruto de termos inserido no portfólio alguma exposição a índices não correlacionados com as restantes posições.
Na componente de dívida e de instrumentos financeiros derivados, os riscos de taxa de câmbio existentes encontram-se substancialmente cobertos por posições simétricas, pelo que a variabilidade potencial dos resultados é muito reduzida. O mesmo acontece com as exposições cambiais noutros instrumentos financeiros, decorrentes da actividade normal do Grupo.
A 31 de Dezembro de 2009, a exposição em resultados às flutuações das taxas de câmbio decorre, essencialmente, dos empréstimos intra-grupo entre as áreas de negócio que operam com diferentes moedas. Considerando uma alteração de 10% no câmbio do euro em relação às moedas onde essa exposição é mais significativa os impactos em resultados em milhares de euros seriam os seguintes:
| +10% | ‐10% | |
|---|---|---|
| EGP TRY CNY |
9.195 (6.667) (4.429) |
(7.523) 5.455 3.624 |
| (1.900) | 1.555 |
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, estas rubricas tinham a seguinte composição:
| 2009 | 2008 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Corrente | Não corrente | Não corrente | |||
| Empresas participadas e participantes | 67 | 1.100 | 12 | 500 | |
| Outros accionistas | 1.517 | 417 | 1.866 | 787 | |
| Fornecedores de imobilizado | 33.273 | 25.780 | 28.533 | 18.228 | |
| Outros credores | 26.194 | 740 | 28.575 | ‐ | |
| 61.051 | 28.037 | 58.986 | 19.515 |
Em ''Outros credores'' encontram-se relevados saldos a pagar a diversas entidades por transacções não relacionadas com as actividades principais do Grupo.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, estas rubricas tinham a seguinte composição:
| 2009 | 2008 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Corrente Não corrente |
Corrente | Não corrente | |||
| Juros a pagar | 17.177 | ‐ | 18.573 | ‐ | |
| Remunerações a liquidar | 21.566 | ‐ | 19.856 | ‐ | |
| Instrumentos financeiros derivados (Nota 39) | 6.754 | 114.119 | 13.964 | 108.419 | |
| Subsídios ao investimento | ‐ | 7.709 | ‐ | 6.746 | |
| Outros acréscimos de custos e proveitos diferidos | 15.079 | 589 | 10.932 | 28 | |
| 60.576 | 122.418 | 63.325 | 115.193 |
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Fornecedores, conta corrente | 114.505 | 147.036 |
| Fornecedores, facturas em recepção e conferência | 14.079 | 13.535 |
| Fornecedores, títulos a pagar | 40.602 | 30.352 |
| Adiantamentos de clientes | 13.549 | 16.264 |
| 182.734 | 207.187 |
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, estas rubricas tinham a seguinte composição:
No âmbito da transposição da Directiva nº 2003/87/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, para as ordens jurídicas internas, foram aprovadas pelos governos de Portugal e de Espanha as listas de instalações existentes participantes no comércio de emissões e as respectivas atribuições de licenças de emissão para os períodos de 2005 a 2007 e 2008 a 2012.
Relativamente às empresas do Grupo, foram consideradas oito instalações, quatro em Portugal (Fábrica de Cal Hidráulica do Cabo Mondego e Centros de Produção de Alhandra, Loulé e Souselas) e quatro em Espanha (Centros de Produção de Oural, Toral de los Vados, Córdoba e Niebla) tendo-lhes sido atribuídas anualmente licenças de emissão correspondentes a 4.015.279 toneladas de CO2 e 1.773.890 toneladas de CO2 (para o período de 2005 e 2007) e 4.053.897 e 2.025.769 toneladas (para o período de 2008 a 2012), respectivamente.
No decurso do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, foram estimadas emissões nestas instalações de 4.472.547 toneladas de CO2. Do total de licenças atribuídas correspondentes a 6.079.666 toneladas de CO2 foram alienadas 850.000 (360.000 toneladas em 2008) toneladas que geraram um ganho de 10.723 milhares de euros (8.188 milhares de euros em 2008) registados em ''Outros proveitos operacionais'' (Nota 8). Ainda assim, o Grupo possui licenças de emissão em carteira que excedem com uma razoável margem de segurança as referidas estimativas.
Adicionalmente, no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, o Grupo efectou uma operação de troca de 565.423 licenças European Emission Allowances (''EUA'') por Certified Emission Reduction (''CER'') (565.423 em 2008), das quais resultaram ganhos no montante de 3.308 milhares de euros (3.279 milhares de euros em 2008) (Nota 8).
As políticas contabilísticas previstas na IAS 39 para os instrumentos financeiros foram aplicadas aos seguintes itens:
| Activos/ passivos | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Activos | Activos | Outros | financeiros ao | |||
| Empréstimos | financeiros | financeiros | passivos e | justo valor por | ||
| e contas a | disponíveis | detidos até à | empréstimos | contrapartida de | ||
| 2009 | receber | para venda | maturidade | financeiros | resultados | Total |
| Activos: | ||||||
| Caixa e equivalentes de caixa | 439.182 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 439.182 |
| Clientes e adiantamentos a fornecedores | 264.202 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 264.202 |
| Outros investimentos | ‐ | 5.649 | 224 | ‐ | 4.066 | 9.939 |
| Outras dívidas de terceiros não correntes | 11.871 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 11.871 |
| Outras dívidas de terceiros correntes | 28.855 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 28.855 |
| Outros activos não correntes | 24.780 | ‐ | ‐ | ‐ | 7.408 | 32.188 |
| Outros activos correntes | 17.787 | ‐ | ‐ | ‐ | 5.964 | 23.751 |
| Acréscimos de proveitos correntes | 2.161 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 2.161 |
| Total de activos financeiros | 788.839 | 5.649 | 224 | ‐ | 17.438 | 812.149 |
| Passivos: | ||||||
| Empréstimos não correntes | ‐ | ‐ | ‐ | 1.394.541 | 242.616 | 1.637.157 |
| Empréstimos correntes | ‐ | ‐ | ‐ | 453.523 | ‐ | 453.523 |
| Fornecedores e adiantamentos a clientes | ‐ | ‐ | ‐ | 182.734 | ‐ | 182.734 |
| Outras dívidas a terceiros não correntes | ‐ | ‐ | ‐ | 28.037 | ‐ | 28.037 |
| Outras dívidas a terceiros correntes | ‐ | ‐ | ‐ | 61.051 | ‐ | 61.051 |
| Outros passivos não correntes | ‐ | ‐ | ‐ | 8.299 | 114.119 | 122.418 |
| Outros passivos correntes | ‐ | ‐ | ‐ | 2.663 | 6.754 | 9.417 |
| Acréscimos de custos correntes | ‐ | ‐ | ‐ | 51.159 | ‐ | 51.159 |
| Total de passivos financeiros | ‐ | ‐ | ‐ | 2.182.007 | 363.489 | 2.545.496 |
| Activos/ passivos | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Activos | Activos | Outros | financeiros ao | |||
| Empréstimos | financeiros | financeiros | passivos e | justo valor por | ||
| e contas a | disponíveis | detidos até à | empréstimos | contrapartida de | ||
| 2008 | receber | para venda | maturidade | financeiros | resultados | Total |
| Activos: | ||||||
| Caixa e equivalentes de caixa | 169.564 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 169.564 |
| Clientes e adiantamentos a fornecedores | 313.443 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 313.443 |
| Outros investimentos | ‐ | 8.565 | 119.801 | ‐ | 3.029 | 131.395 |
| Outras dívidas de terceiros não correntes | 10.883 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 10.883 |
| Outras dívidas de terceiros correntes | 29.633 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 29.633 |
| Outros activos não correntes | 22.235 | ‐ | ‐ | ‐ | 11.639 | 33.874 |
| Outros activos correntes | 6.644 | ‐ | ‐ | ‐ | 2.211 | 8.855 |
| Acréscimos de proveitos correntes | 1.897 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 1.897 |
| Total de activos financeiros | 554.298 | 8.565 | 119.801 | ‐ | 16.879 | 699.543 |
| Passivos: | ||||||
| Empréstimos não correntes | ‐ | ‐ | ‐ | 1.636.182 | 274.948 | 1.911.130 |
| Empréstimos correntes | ‐ | ‐ | ‐ | 201.501 | ‐ | 201.501 |
| Fornecedores e adiantamentos a clientes | ‐ | ‐ | ‐ | 207.187 | ‐ | 207.187 |
| Outras dívidas a terceiros não correntes | ‐ | ‐ | ‐ | 19.515 | ‐ | 19.515 |
| Outras dívidas a terceiros correntes | ‐ | ‐ | ‐ | 58.986 | ‐ | 58.986 |
| Outros passivos não correntes | ‐ | ‐ | ‐ | 6.774 | 108.419 | 115.193 |
| Outros passivos correntes | ‐ | ‐ | ‐ | 1.821 | 13.964 | 15.785 |
| Acréscimos de custos correntes | ‐ | ‐ | ‐ | 47.539 | ‐ | 47.539 |
| Total de passivos financeiros | ‐ | ‐ | ‐ | 2.179.505 | 397.331 | 2.576.836 |
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Numerário | 320 | 285 |
| Depósitos bancários | 268.961 | 136.431 |
| Títulos negociáveis | 169.901 | 32.848 |
| 439.182 | 169.564 | |
| Descobertos bancários (Nota 37) | (58.525) | (43.085) |
| 380.657 | 126.479 | |
A rubrica de ''Caixa e equivalentes de caixa'' compreende os valores de caixa, depósitos imediatamente mobilizáveis, aplicações de tesouraria, títulos de dívidas pública, certificados de depósito e depósitos a prazo com vencimento a menos de três meses, e para os quais o risco de alteração de valor é insignificante. Em descobertos bancários estão registados os valores sacados de contas correntes com instituições financeiras.
Os fluxos mais significativos ocorridos no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 respeitam essencialmente à:
O recebimento de investimentos financeiros respeita, essencialmente, à alienação do instrumento de dívida emitido pela República da Áustria (Nota 20).
Os pagamentos relativos a investimentos financeiros, realizados no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, respeitam essencialmente à aquisição de participações minoritárias no capital de filiais e ao aumento de investimentos em associadas.
As transacções e saldos entre as empresas consolidadas pelo método integral e proporcional foram eliminados no processo de consolidação, não sendo alvo de divulgação na presente nota.
Os termos ou condições praticados entre as empresas do Grupo e as partes relacionadas são substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis.
Os saldos e transacções entre o Grupo e as empresas associadas e outras partes relacionadas estão detalhados abaixo:
| Outras partes relacionadas | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| associadas | Empresas | Teixeira Duarte, SGPS, S.A. e relacionadas |
Lafarge, S.A. e relacionadas |
Manuel Fino, SGPS, S.A. e relacionadas |
Outros | ||||
| 2009 | 2008 | 2009 | 2008 | 2009 | 2008 | 2008 | 2009 | 2008 | |
| Activos: | |||||||||
| Clientes | 3 | 3.407 | 5.211 | 6.315 | 2.282 | 3.997 | 1.364 | ‐ | ‐ |
| Outros devedores | 20.688 | 20.156 | 9 | 9 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ |
| 20.691 | 23.563 | 5.220 | 6.324 | 2.282 | 3.997 | 1.364 | ‐ | ‐ | |
| Passivos: | |||||||||
| Fornecedores | 976 | 807 | 3 | ‐ | 408 | 591 | ‐ | ‐ | ‐ |
| Fornecedores de imobilizado | 30 | 10 | 30 | 30 | 18.920 | 16.059 | ‐ | 113 | ‐ |
| 1.006 | 817 | 33 | 30 | 19.328 | 16.650 | ‐ | 113 | ‐ | |
| Transacções: | |||||||||
| Fornecimentos de imobilizado | 22 | 10 | 460 | 697 | 82 | 366 | ‐ | ‐ | ‐ |
| Fornecimentos e serviços externos | 2.638 | 3.670 | 18 | 40 | 1.218 | 1.268 | ‐ | ‐ | ‐ |
| Compras mercadorias | 956 | 1.622 | ‐ | ‐ | 1.226 | 2.186 | ‐ | ‐ | ‐ |
| Vendas e prestação de serviços | 19 | 8.299 | 14.559 | 11.376 | 26.856 | 37.884 | 1.975 | ‐ | ‐ |
| 3.634 | 13.602 | 15.038 | 12.113 | 29.382 | 41.704 | 1.975 | ‐ | ‐ |
Na rubrica de ''Fornecimentos e serviços externos'' estão incluídos os custos com o Contrato de Cooperação Industrial e Técnica assinado com a Lafarge S.A..
As transacções entre partes relacionadas incluem ainda operações de aquisição de participações sociais, nomeadamente:
Os benefícios atribuídos aos membros do Conselho de Administração da Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. e aos membros da Alta Direcção do Grupo, nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, foram os seguintes:
| 2009 | 2008 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Componente Componente fixa variável |
Componente fixa |
Componente variável |
|||
| Conselho de Administração | |||||
| Administradores executivos | 1.553 | 2.685 | 1.374 | 2.989 | |
| Administradores não executivos | 751 | ‐ | 581 | ‐ | |
| 2.304 | 2.685 | 1.955 | 2.989 | ||
| Alta Direcção | 5.700 | 1.428 | 5.529 | 1.428 | |
| 8.004 | 4.113 | 7.484 | 4.418 | ||
| Benefícios de curto prazo | 7.742 | 2.599 | 7.233 | 3.143 | |
| Benefícios pós-emprego | 262 | ‐ | 252 | ‐ | |
| Pagamentos com base em acções | ‐ | 1.514 | ‐ | 1.274 | |
| 8.004 | 4.113 | 7.484 | 4.418 |
No decurso normal da sua actividade, o Grupo encontra-se envolvido em diversos processos judiciais e reclamações, quer relacionadas com produtos e serviços, quer de natureza ambiental, laboral e regulatório. Face às naturezas dos mesmos e provisões constituídas, a expectativa existente é de que, do respectivo desfecho, não resultem quaisquer efeitos materiais em termos da actividade desenvolvida, situação patrimonial e resultados das operações.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o Grupo tem registadas provisões para impostos de 65.248 milhares de euros e 59.842 milhares de euros, respectivamente, destinadas a fazer face a responsabilidades decorrentes de contingências de natureza fiscal (Nota 36). Adicionalmente, existem outros processos fiscais em diversas empresas do Grupo os quais são classificados como de perda não provável. Neste âmbito incluem-se inspecções tributárias aos exercícios de 2002 a 2004 a empresas do Grupo em Espanha, decorrente das quais foram efectuadas liquidações adicionais de imposto (incluíndo juros de mora) no montante aproximado de 35 milhões de euros. As correcções em causa incidem, essencialmente, sobre resultados financeiros, decorrentes, sobretudo, de interpretações não ajustadas à natureza de determinadas transacções, sendo convicção do Conselho de Administração, que da conclusão dos processos judiciais no decurso das acções já interpostas contestando as referidas correcções, não resultarão encargos relevantes para o Grupo. Esta convicção é corroborada pelo entendimento e parecer dos seus consultores jurídicos e fiscais, os quais qualificam, maioritariamente, como remotas as probabilidades de se virem a perder tais acções.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, as empresas do Grupo tinham prestado a terceiros garantias de 82.443 milhares de euros e 126.604 milhares de euros, respectivamente. Destas, 18.425 milhares de euros (28.409 milhares de euros em 2008) respeitam a garantias prestadas às autoridades fiscais, para fazer face às liquidações adicionais de impostos dos exercícios de 1996 a 2007, cuja responsabilidade estimada está provisionada na rubrica de ''Provisões para riscos fiscais'' (Nota 36).
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o detalhe das garantias prestadas a terceiros é como segue:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Garantias prestadas: | ||
| Por processos fiscais em curso | 18.425 | 28.409 |
| Sindicato bancário | 40.087 | 47.317 |
| A fornecedores | 7.848 | 30.820 |
| Outros | 16.083 | 20.058 |
| 82.443 | 126.604 |
Na área de negócios da China, um dos empréstimos contraídos está garantido com a constituição de uma hipoteca sobre activos fixos no montante de 5.379 milhares de euros (5.457 milhares de euros em 2008). Na área de negócios de Portugal, decorrente da legislação sobre o regime jurídico das responsabilidades por danos ambientais, foram, com carácter provisório, constituídas reservas ou afectos activos de empresas do Grupo, no montante aproximado de 8 milhões de euros, em cumprimento da exigência, a partir de 1 de Janeiro de 2010, de constituição de garantia financeira obrigatória.
No decurso normal da sua actividade, o Grupo assume compromissos relacionados, essencialmente, com a aquisição de equipamentos, no âmbito das operações de investimento em curso, e com a compra e venda de participações financeiras. No exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, as vendas das participações, correspondentes a 26% do capital, das empresas sul-africanas, S. C. Stone e Sterkpruit Aggregates (Nota 4), efectuadas em cumprimento da legislação da África do Sul em matéria de Black Economic Empowerment (BEE), não foram ainda reconhecidas pelo facto dos riscos e vantagens significativos inerentes àquelas participações não terem sido transferidos para os compradores. De acordo com os termos acordados, decorrente daquelas transacções não resultarão quaisquer perdas a serem reconhecidas.
Nos termos e condições contratuais estabelecidos, foi concedido ao accionista minoritário da Shandong Liuyuan New-type Cement Development Co., Ltd, a possibilidade de, até 15 de Outubro de 2012, incrementar a sua participação no capital daquela sociedade até ao limite máximo de 40%. O Conselho de Administração não estima que, caso aquela opção seja exercida, venham a resultar impactos materiais nas demonstrações financeiras da Empresa.
De referir ainda a existência de compromissos referentes a contratos para aquisição de imobilizações corpóreas e existências bem como para a operação de instalações localizadas em propriedade alheia, como segue:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Área de Negócio: | ||
| Espanha | 16.668 | 15.822 |
| Portugal | 14.025 | 20.981 |
| Egipto | 11.507 | 12.513 |
| Outros | 7.320 | 5.404 |
| 49.519 | 54.721 |
De acordo com o Código das Sociedades Comerciais, a Empresa-mãe, Cimpor -- Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., responde solidariamente pelas obrigações das suas associadas com as quais mantém uma relação de domínio.
No exercícios findo em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os honorários e serviços prestados pelos nossos auditores foram os seguintes:
| Valor | % | |||
|---|---|---|---|---|
| 2009 | 2008 | 2009 | 2008 | |
| Cimpor Holding: | ||||
| Serviços de revisão legal de contas | 72 | 85 | 5% | 6% |
| Outros serviços de garantia de fiabilidade | 25 | ‐ | 2% | 0% |
| 97 | 85 | 6% | 6% | |
| Subsidiárias: | ||||
| Serviços de revisão legal de contas | 1.222 | 1.237 | 80% | 86% |
| Outros serviços de garantia de fiabilidade | 72 | 43 | 5% | 3% |
| Serviços de consultoria fiscal | 120 | 48 | 8% | 3% |
| Outros serviços | 12 | 29 | 1% | 2% |
| 1.425 | 1.357 | 94% | 94% | |
| 1.522 | 1.442 | 100% | 100% |
Os eventos mais relevantes ocorridos após 31 de Dezembro de 2009 são os seguintes:
o Revisão da oferta pública geral de aquisição (OPA) sobre a totalidade das acções representativas do capital social da CIMPOR pela sociedade brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com aumento do preço oferecido (de 5,75 euros para 6,18 euros por acção) e alteração da condição de sucesso da operação (de 50% do capital mais uma acção para um terço do capital mais uma acção).
A CIMPOR - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. informou em 23 de Outubro de 2009 os seus accionistas e o público em geral que o seu então Administrador Dr. Pedro Maria Calaínho Teixeira Duarte, tendo aprovado a informação financeira e contabilística consolidada referente ao primeiro semestre de 2009, aquando da respectiva aprovação por unanimidade do Conselho de Administração desta Sociedade em 26 de Agosto passado, e nessa mesma data publicada, formulou uma reserva quanto ao texto do Relatório Intercalar de Gestão por discordar da redacção do seguinte parágrafo ínsito na secção dedicada aos ''Eventos posteriores'':
''- Em 28 de Abril de 2009 a CIMPOR celebrou com a Teixeira Duarte -- Engenharia e Construções, S.A. um Acordo de Princípios com vista à cessação da participação conjunta na Sociedade C+PA -- Cimento e Produtos Associados, S.A..
Em 29 de Junho de 2009 extinguiu-se o prazo de 3 meses previsto nesse Acordo sem que tivesse sido possível celebrar os instrumentos contratuais vinculativos necessários à sua execução.
A proposta da CIMPOR para prorrogar por mais 3 meses o prazo referido, tal como previsto no Acordo de Princípios, não foi aceite pela Teixeira Duarte -- Engenharia e Construções, S.A. que, por sua parte, considerou o Acordo extinto.'',
O Sr. Dr. Pedro Maria Calaínho Teixeira Duarte veio subsequentemente a devolver o Relatório de Gestão à sociedade sem a sua assinatura.
Estas demonstrações financeiras foram aprovadas, e autorizada a sua emissão, pelo Conselho de Administração em 7 de Abril de 2010, e serão sujeitas a aprovação em Assembleia Geral de Accionistas agendada para 29 de Abril de 2010.
Prof. Ricardo Manuel Simões Bayão Horta
| Dr. Luís Eduardo da Silva Barbosa | Dr. Vicente Árias Mosquera |
|---|---|
| Prof. Dr. António Sarmento Gomes Mota | José Manuel Baptista Fino |
| Dr. Jorge Humberto Correia Tomé | Dr. José Enrique Freire Arteta |
| Eng. Jorge Manuel Tavares Salavessa Moura | Eng. Luís Filipe Sequeira Martins |
| Dr. Manuel Luís Barata de Faria Blanc | Dr. António Carlos Custódio de Morais Varela |
| Dr. Luís Miguel da Silveira Ribeiro Vaz | Eng. Pedro Abecassis Empis |
(ESTA PÁGINA FOI DEIXADA EM BRANCO INTENCIONALMENTE)
| Accionistas | Nº de Acções % do Capital Social (2) |
|
|---|---|---|
| Teixeira Duarte, SGPS, S.A.(3) | 153.096.575 | 22,78% |
| Através dos membros dos seus orgãos de administração e fiscalização | 251.000 | 0,04% |
| Através da sociedade, por si dominada, TDG, SGPS, S.A. | 152.845.575 | 22,74% |
| Através dos membros dos seus orgãos de administração e fiscalização | 44.195 | 0,01% |
| Através da sociedade, por si dominada Teixeira Duarte, S.A. | 152.801.380 | 22,74% |
| Através dos membros dos seus orgãos de administração e fiscalização, directa e indirectamente | 3.827.150 | 0,57% |
| Através da sociedade, por si dominada, Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. | 148.974.230 | 22,17% |
| Através da sociedade, por si integralmente dominada, Teixeira Duarte - Sociedade Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A. | 148.974.230 | 22,17% |
| Através da sociedade, por si integralmente dominada, Tedal, SGPS, S.A. | 67.205.000 | 10,00% |
| Através da sociedade, por si integralmente dominada, TDCIM, SGPS, S.A. | 81.769.230 | 12,17% |
| Manuel Fino, SGPS, S.A. | 71.735.460 | 10,67% |
| Através das sociedades, por si integralmente dominadas, Limar, Limited e Jevon, Limited. | 71.735.460 | 10,67% |
| Através da sociedade Investifino - Investimentos e Participações, SGPS, S.A.(4), dominada pela Limar, Limited e participada pela Jevon, Limited. | 71.735.460 | 10,67% |
| Por si | 71.734.000 | 10,67% |
| Através dos membros dos seus orgãos de administração e fiscalização | 1.460 | 0,00% |
| Lafarge, S.A. | 116.089.705 | 17,28% |
| Através da sociedade Société Financiére Immobiliére et Mobiliére, SAS (Sofimo), por si controlada | 116.089.705 | 17,28% |
| Através da sociedade, por si controlada, Lafarge Cementos, S.A. | 81.407.705 | 12,11% |
| Através da sociedade Ladelis, SGPS, Lda., por si controlada | 81.407.705 | 12,11% |
| Através da sociedade Financiére Lafarge, SAS, por si controlada | 34.682.000 | 5,16% |
| Banco Comercial Português, S.A. (BCP) e Fundo de Pensões do BCP | 67.474.186 | 10,04% |
| Banco Comercial Português, S.A. e entidades consigo relacionadas (5) | 274.186 | 0,04% |
| Banco Comercial Português, S.A. | 500 | 0,00% |
| Banco Millennium BCP Investimento, S.A. | 261.586 | 0,04% |
| Fundação Banco Comercial Português | 12.100 | 0,00% |
| Fundo de Pensões do Banco Comercial Português, S.A. | 67.200.000 | 10,00% |
| Caixa Geral de Depósitos, S.A. (CGD) e Fundo de Pensões da CGD | 64.669.794 | 9,62% |
| Caixa Geral de Depósitos, S.A. | 64.577.887 | 9,61% |
| Por si | 64.454.585 | 9,59% |
| Através da sociedade Caixa Seguros e Saúde, SGPS, S.A., integralmente por si detida | 34.649 | 0,01% |
| Através da sociedade Fidelidade Mundial, S.A., integralmente por si detida | 32.753 | 0,00% |
| Através da sociedade Império Bonança - Companhia de Seguros, S.A., integralmente por si detida | 1.896 | 0,00% |
| Através da sociedade Parcaixa, SGPS, S.A., por si controlada | 88.653 | 0,01% |
| Fundo de Pensões da Caixa Geral de Depósitos, S.A. | 91.907 | 0,01% |
| Bipadosa, S.A. | 43.401.650 | 6,46% |
| Através da sociedade Metalúrgica Galaica, S.A., integralmente por si detida | 43.401.650 | 6,46% |
| Através da sociedade Atlansider, SGPS, S.A., detida a 50% pela sociedade LAF 98, S.L., integralmente por si detida | 43.401.650 | 6,46% |
| Por si | 43.400.520 | 6,46% |
| Através dos membros dos seus orgãos de administração e fiscalização | 1.130 | 0,00% |
| Através da sociedade, por si detida a 50%, Atlansider, SGPS, S.A.(6) | 43.401.650 | 6,46% |
| Por si | 43.400.520 | 6,46% |
| Através dos membros dos seus orgãos de administração e fiscalização | 1.130 | 0,00% |
| Sr. Tenente Coronel Luís Augusto da Silva | 26.814.238 | 3,99% |
| Através da sociedade, por si dominada, LSMS - Investimentos, SGPS, S.A. | 26.814.238 | 3,99% |
| Através da sociedade, por si dominada, Cinveste, SGPS, S.A. | 26.814.238 | 3,99% |
| Por si | 26.778.148 | 3,98% |
| Através dos membros dos seus orgãos de administração e fiscalização | 36.090 | 0,01% |
(1) Conforme Comunicados de Participações Qualificadas e informações recebidas pela sociedade relativas às posições a 31.12.2009.
(2) Com direito de voto
(3) Participação Social Qualificada apresentada conforme comunicada oficialmente à sociedade (inclui acções dos membros dos orgãos de administração e fiscalização da Teixeira Duarte-S.A. e TDG, SGPS, S.A., conforme entendimento da Comissão do M ercado de Valores M obiliários).
(4) A sociedade é integralmente dominada pela M anuel Fino, SGPS, S.A.
(5) Conforme previsto no artigo 20º do Código dos Valores M obiliários
(6) Acções só imputadas uma vez no apuramento da posição da M etalúrgica Galaica, S.A.
De acordo com o prescrito no artº 447º do Código das Sociedades Comerciais e no regulamento nº 5/2008 da CMVM, a seguir se indica o movimento havido, durante o ano de 2009, das acções CIMPOR pertencentes a:
| Movimentos em 2009 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Accionistas | N.º Acções 31-12-2008 |
N.º Acções 31-12-2009 |
Aquisições | Alienações | Preço Unit. € |
Data |
| Ricardo Manuel Simões Bayão Horta | 106.550 | |||||
| Luis Eduardo da Silva Barbosa | 3.820 | 106.550 | ||||
| Vicente Arias Mosquera | 2.200 | 3.820 | ||||
| José Manuel Baptista Fino | 1.050 | 2.200 | ||||
| José Enrique Freire Arteta | 1.130 | 1.050 | ||||
| Jorge Manuel Tavares Salavessa Moura | 250 | 1.130 | ||||
| 0 | 40.000 | 40.250 | 2,850 5,390 |
01-Jun 31-Jul |
||
| Luís Filipe Sequeira Martins | 172.860 | 25.000 | 2,850 | 01-Jun | ||
| 197.860 | ||||||
| Manuel Luis Barata de Faria Blanc | 396.860 | 25.000 | 2,850 | 01-Jun | ||
| 216.860 | 205.000 | 5,118(2) | entre 10 e 14 de Jul |
|||
| António Carlos Custódio Morais Varela | 25.000(3) | 25.000 | ||||
| Pedro Maria Calainho Teixeira Duarte | 860.990 | |||||
| 905.990(1) | 45.000 | 2,850 | 01-Jun |
| 3.320 | |
|---|---|
| 3.320(4) | |
| 7.080(4) | |
| 26.650 | |
| 7.080 26.650 |
(1) Á data da cessação de funções (30-09-2009).
(2) Preço médio. O detalhe destas transacções encontra-se publicado em anexo a este relatório. (3) Á data da sua nomeação (13-05-2009). (4) À data da cessação de funções (13-05-2009).
| Movimentos em 2009 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Accionistas | N.º Acções 31-12-2008 |
N.º Acções 31-12-2009 |
Aquisições | Alienações | Preço Unit. € |
Data |
| Alexandre Roncon Garcez de Lencastre | 59.480 | |||||
| 1.380 | 3,263 | 14-Mai | ||||
| 6.200 | 2,850 | 01-Jun | ||||
| 67.060 | ||||||
| Álvaro João Serra Nazaré | 19.870 | |||||
| 1.580 | 3,263 | 14-Mai | ||||
| 3.700 | 2,850 | 01-Jun | ||||
| 25.150 | ||||||
| Álvaro Nunes Gomes | 15.650 | |||||
| 2.400 | 2,850 | 01-Jun | ||||
| 18.050 | ||||||
| Angel Longarela Pena | 22.680 | |||||
| 2.550 | 3,263 | 14-Mai | ||||
| 2.500 | 2,850 | 01-Jun | ||||
| 725 | 4,900 | 16-Jun | ||||
| 24.505 | 4,900 | 17-Jun | ||||
| 2.500 | ||||||
| Duarte Nuno Ferreira Marques da Silva | 23.160 | |||||
| 2.010 | 3,263 | 14-Mai | ||||
| 2.500 | 2,850 | 01-Jun | ||||
| 27.670 |
| Movimentos em 2009 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Accionistas | N.º Acções 31-12-2008 |
N.º Acções 31-12-2009 |
Aquisições | Alienações | Preço Unit. € |
Data |
| Eduardo Guedes Duarte | 25.570 | |||||
| 2.550 | 3,263 | 14-Mai | ||||
| 28.120 | 4,800 | 26-Mai | ||||
| 5.100 | 2,850 | 01-Jun | ||||
| 212 | 5,722 | 17-Set | ||||
| 6 | 5,722 | 17-Set | ||||
| 45 | 5,720 | 17-Set | ||||
| 4.369 | 5,720 | 17-Set | ||||
| 400 | 5,720 | 17-Set | ||||
| 68 | 5,720 | 17-Set | ||||
| 0 | ||||||
| Fernando Santos Plaza | 34.150 | |||||
| 1.100 | 3,263 | 14-Mai | ||||
| 3.200 | 2,850 | 01-Jun | ||||
| 5.000 | 5,000 | 09-Jun | ||||
| 33.450 | ||||||
| João Sande e Castro Salgado | 21.250 | |||||
| 1.340 | 3,263 | 14-Mai | ||||
| 5.000 | 4,885 | 01-Jun | ||||
| 3.300 | 2,850 | 01-Jun | ||||
| 9.500 | 5,350 | 03-Jul | ||||
| 11.390 | ||||||
| Jorge Manuel Afonso Esteves dos Reis | 24.840 | |||||
| 5.000 | 4,500 | 17-Abr | ||||
| 1.380 | 3,263 | 14-Mai | ||||
| 1.220 | 4.700 | 19-Mai | ||||
| 3.600 | 2,850 | 01-Jun | ||||
| 23.600 | ||||||
| Sara Marques Steiger Garção Esteves dos Reis(1) | 1.645 | |||||
| 310 | 3,263 | 14-Mai | ||||
| 1.955 | ||||||
| José Augusto Bras Chaves | 95.500 | |||||
| 1.980 | 3,263 | 14-Mai | ||||
| 6.800 | 2,850 | 01-Jun | ||||
| 104.280 |
| Movimentos em 2009 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Accionistas | N.º Acções 31-12-2008 |
N.º Acções 31-12-2009 |
Aquisições | Alienações | Preço Unit. € |
Data |
| Pedro Manuel de Freitas Pires Marques | 15.700 | |||||
| 1.280 | 3,263 | 14-Mai | ||||
| 2.700 | 2,850 | 01-Jun | ||||
| 19.680 | ||||||
| Sérgio José Alves de Almeida | 24.661 | |||||
| 1.150 | 3,263 | 14-Mai | ||||
| 2.400 | 2,850 | 01-Jun | ||||
| 5.211 | 4,900 | 18-Jun | ||||
| 23.000 | ||||||
| Valter Garbinatto de Albuquerque | 2.870 | |||||
| 2.000 | 2,850 | 01-Jun | ||||
| 4.870 | ||||||
| Victor Manuel de Barros Albuquerque | 3.000(2) |
(1) Pessoa estreitamente relacionada com Jorge Manuel Afonso Esteves dos Reis, dirigente do Grupo.
(2) À data da sua inclusão na lista de dirigentes prevista no artigo 15º do Regulamento da CMVM nº 5/2008 (31-12-2009).
Obrigações emitidas pela CIMPOR Financial Operations, BV(1) (CIMPPL 4,5 27/05/2011)
| Movimentos em 2009 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Nome | Nº Obrigações 31-12-2008 |
Nº Obrigações 31-12-2009 |
Aquisições | Valor Nominal | Cotação | Data |
| Luís Miguel da Silveira Ribeiro Vaz | 0(2) | |||||
| 500 | 500 | 1.000 | 97,75% | 03-Jun | ||
| Ricardo Manuel Simões Bayão Horta | ||||||
| 0 | 200 | 1.000 | 100,40% | 14-Jul | ||
| 200 |
(1) Sociedade integralmente detida pela CIMPOR - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A..
(2) À data da sua nomeação como membro do Conselho de Administração (13-05-2009).
Aquisições e Alienações de Acções:
| Movimentos em 2009 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Accionistas | N.º Títulos 31-12-2008 |
N.º Títulos 31-12-2009 |
Aquisições | Alienações | Preço Unit. € |
Data |
| Pacim –SGPS, SA (1) | 2.610.000 | |||||
| 2.610.000 | ||||||
| Pasim – Sociedade Imobiliária, S.A. (1) | 1.000.000 | |||||
| 1.000.000 | ||||||
| Investifino – Investimentos e Participações, SGPS, S.A. (2) | 136.140.000 | |||||
| 64.406.000 | 4,750 | 16-Fev | ||||
| 71.734.000 | ||||||
| Atlansider, SGPS, S.A. (3) | 44.804.844 | |||||
| 1.404.324 | 5,658 (4) | entre 30 de Julho e 21 de |
||||
| Outubro | ||||||
| 43.400.520 | ||||||
| Caxalp, SGPS, Lda. (5) | 1.254.633 | |||||
| 45.367 | 5,343 (4) | entre 31 de | ||||
| 341.084 | Julho e 30 de Dezembro |
|||||
| 6,468 (4) | ||||||
| 958.916 | ||||||
| Caixa Geral de Depósitos, S.A. | 64.419.376 (6) | entre 21 de | ||||
| 45.799 | 10.590 | 5,104 (4) | Maio e 18 de Dezembro(6) |
|||
| 5,560 (4) | ||||||
| 64.454.585 | ||||||
| Parcaixa, SGPS, S.A. | 0 (6) | entre 11 de | ||||
| 88.870 | 5,504 (4) | Setembro e 3 de Dezembro |
||||
| 217 | 5,600 | |||||
| 29-Set | ||||||
| 0 (6) | 88.653 | |||||
| Caixa-Banco de Investimento, S.A. | 14.000 | 4,946 (4) | entre | |||
| 14.000 | (4) 5,225 |
19 e 24 de Agosto |
||||
| 0 |
(1) Pedro Maria Calaínho Teixeira Duarte, como Presidente do Conselho de Administração e accionista maioritário (à data de cessação de funções enquanto Administrador da CIMPOR 30-09-2009)
(2) José Manuel Baptista Fino, como membro do Conselho de Administração.
(3) José Enrique Freire Arteta, como membro do Conselho de Administração e Ricardo Bayão Horta como Membro do Conselho de Administração até à data de cessação de funções 2-11-2009.
(4) Preço médio. O detalhe destas transacções encontra-se publicado em anexo a este relatório.
(5) Jorge Manuel Tavares Salavessa Moura, como Sócio Gerente.
(6) Posição a 13-05-2010, data em que o membro do Conselho de Administração Jorge Humberto Correia Tomé, foi nomeado Administrador da CIMPOR.
Acções Oneradas:
| Movimentos em 2009 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Accionistas | N.º Títulos 31-12-2008 |
N.º Títulos 31-12-2009 |
Onerações | Desonerações | Data |
| Investifino – Investimentos e Participações, S.G.P.S (1) | 136.140.000 | ||||
| 64.406.000 | 16-Fev | ||||
| 71.734.000 |
Nota:
(1) José Manuel Baptista Fino, como membro do Conselho de Administração.
| Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 10-Jul | 5,145 | 2.628 | 14-Jul | 5,120 | 21 | 14-Jul | 5,120 | 1.395 |
| 10-Jul | 5,140 | 6.000 | 14-Jul | 5,140 | 70 | 14-Jul | 5,130 | 1.457 |
| 10-Jul | 5,135 | 20.000 | 14-Jul | 5,119 | 73 | 14-Jul | 5,120 | 1.466 |
| 13-Jul | 5,100 | 6 | 14-Jul | 5,134 | 86 | 14-Jul | 5,130 | 1.500 |
| 13-Jul | 5,100 | 18 | 14-Jul | 5,134 | 97 | 14-Jul | 5,140 | 1.514 |
| 13-Jul | 5,100 | 79 | 14-Jul | 5,131 | 113 | 14-Jul | 5,140 | 1.573 |
| 13-Jul | 5,100 | 167 | 14-Jul | 5,140 | 153 | 14-Jul | 5,119 | 1.606 |
| 13-Jul | 5,100 | 200 | 14-Jul | 5,140 | 157 | 14-Jul | 5,120 | 1.693 |
| 13-Jul | 5,100 | 205 | 14-Jul | 5,134 | 162 | 14-Jul | 5,120 | 1.757 |
| 13-Jul | 5,100 | 290 | 14-Jul | 5,131 | 5 | 14-Jul | 5,120 | 1.757 |
| 13-Jul | 5,100 | 296 | 14-Jul | 5,123 | 7 | 14-Jul | 5,120 | 1.757 |
| 13-Jul | 5,100 | 296 | 14-Jul | 5,145 | 172 | 14-Jul | 5,120 | 1.757 |
| 13-Jul | 5,100 | 305 | 14-Jul | 5,134 | 200 | 14-Jul | 5,130 | 1.786 |
| 13-Jul | 5,100 | 339 | 14-Jul | 5,140 | 238 | 14-Jul | 5,120 | 1.831 |
| 13-Jul | 5,100 | 372 | 14-Jul | 5,140 | 342 | 14-Jul | 5,131 | 1.861 |
| 13-Jul | 5,100 | 506 | 14-Jul | 5,125 | 400 | 14-Jul | 5,131 | 1.887 |
| 13-Jul | 5,100 | 511 | 14-Jul | 5,140 | 427 | 14-Jul | 5,130 | 1.902 |
| 13-Jul | 5,100 | 542 | 14-Jul | 5,140 | 458 | 14-Jul | 5,120 | 2.000 |
| 13-Jul | 5,100 | 556 | 14-Jul | 5,125 | 500 | 14-Jul | 5,123 | 2.000 |
| 13-Jul | 5,100 | 599 | 14-Jul | 5,120 | 526 | 14-Jul | 5,130 | 2.000 |
| 13-Jul | 5,100 | 605 | 14-Jul | 5,140 | 534 | 14-Jul | 5,140 | 2.007 |
| 13-Jul | 5,100 | 612 | 14-Jul | 5,120 | 545 | 14-Jul | 5,120 | 2.178 |
| 13-Jul | 5,100 | 681 | 14-Jul | 5,120 | 581 | 14-Jul | 5,123 | 2.203 |
| 13-Jul | 5,100 | 687 | 14-Jul | 5,140 | 581 | 14-Jul | 5,130 | 2.314 |
| 13-Jul | 5,100 | 695 | 14-Jul | 5,130 | 600 | 14-Jul | 5,119 | 2.927 |
| 13-Jul | 5,100 | 845 | 14-Jul | 5,134 | 638 | 14-Jul | 5,120 | 2.980 |
| 13-Jul | 5,100 | 874 | 14-Jul | 5,120 | 660 | 14-Jul | 5,160 | 3.000 |
| 13-Jul | 5,100 | 877 | 14-Jul | 5,131 | 745 | 14-Jul | 5,160 | 3.817 |
| 13-Jul | 5,100 | 895 | 14-Jul | 5,140 | 758 | 14-Jul | 5,108 | 10.000 |
| 13-Jul | 5,100 | 895 | 14-Jul | 5,123 | 797 | 14-Jul | 5,100 | 12.846 |
| 13-Jul | 5,100 | 895 | 14-Jul | 5,140 | 803 | 14-Jul | 5,100 | 30.000 |
| 13-Jul | 5,100 | 895 | 14-Jul | 5,130 | 813 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 895 | 14-Jul | 5,140 | 873 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 895 | 14-Jul | 5,130 | 900 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 895 | 14-Jul | 5,134 | 903 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 895 | 14-Jul | 5,120 | 914 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 895 | 14-Jul | 5,140 | 931 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 895 | 14-Jul | 5,120 | 970 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 895 | 14-Jul | 5,140 | 986 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 895 | 14-Jul | 5,140 | 986 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 1.200 | 14-Jul | 5,114 | 1.000 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 1.223 | 14-Jul | 5,120 | 1.007 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 1.223 | 14-Jul | 5,130 | 1.062 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 1.223 | 14-Jul | 5,145 | 1.073 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 1.223 | 14-Jul | 5,140 | 1.109 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 1.223 | 14-Jul | 5,119 | 1.120 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 1.223 | 14-Jul | 5,150 | 1.183 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 1.223 | 14-Jul | 5,120 | 1.200 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 1.244 | 14-Jul | 5,120 | 1.200 | |||
| 13-Jul | 5,100 | 3.759 | 14-Jul | 5,145 | 1.255 |
| Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | |
|---|---|---|---|---|---|
| Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 30-Jul | 5,312 | 209 | 30-Jul | 5,320 | 856 | 18-Set | 5,715 | 700 | 18-Set | 5,705 | 392 | 18-Set | 5,722 | 2.267 |
| 30-Jul | 5,312 | 1.700 | 3-Ago | 5,358 | 1.221 | 18-Set | 5,715 | 65 | 18-Set | 5,705 | 108 | 18-Set | 5,722 | 3.988 |
| 30-Jul | 5,312 | 29 | 3-Ago | 5,358 | 841 | 18-Set | 5,715 | 372 | 18-Set | 5,705 | 239 | 18-Set | 5,722 | 31.913 |
| 30-Jul | 5,306 | 79 | 3-Ago | 5,358 | 7 | 18-Set | 5,715 | 1.016 | 18-Set | 5,705 | 392 | 18-Set | 5,722 | 1.599 |
| 30-Jul | 5,305 | 41 | 3-Ago | 5,358 | 7 | 18-Set | 5,715 | 700 | 18-Set | 5,705 | 108 | 18-Set | 5,722 | 164 |
| 30-Jul | 5,300 | 1.602 | 3-Ago | 5,358 | 1.120 | 18-Set | 5,715 | 139 | 18-Set | 5,705 | 404 | 18-Set | 5,722 | 1.138 |
| 30-Jul | 5,300 | 1.105 | 3-Ago | 5,358 | 2.000 | 18-Set | 5,715 | 65 | 18-Set | 5,705 | 144 | 18-Set | 5,722 | 48 |
| 30-Jul | 5,300 | 617 | 3-Ago | 5,358 | 4.804 | 18-Set | 5,715 | 580 | 18-Set | 5,705 | 283 | 18-Set | 5,722 | 389 |
| 30-Jul | 5,300 | 470 | 3-Ago | 5,365 | 400 | 18-Set | 5,715 | 139 | 18-Set | 5,705 | 73 | 18-Set | 5,722 | 53 |
| 30-Jul | 5,300 | 1.698 | 3-Ago | 5,301 | 1.000 | 18-Set | 5,715 | 65 | 18-Set | 5,705 | 71 | 18-Set | 5,722 | 708 |
| 30-Jul | 5,300 | 24 | 3-Ago | 5,300 | 800 | 18-Set | 5,715 | 138 | 18-Set | 5,705 | 430 | 25-Set | 5,505 | 1.000 |
| 30-Jul | 5,300 | 890 | 3-Ago | 5,300 | 1.000 | 18-Set | 5,715 | 65 | 18-Set | 5,705 | 70 | 25-Set | 5,510 | 1.000 |
| 30-Jul | 5,300 | 1.722 | 3-Ago | 5,305 | 41 | 18-Set | 5,715 | 139 | 18-Set | 5,705 | 360 | 25-Set | 5,520 | 94 |
| 30-Jul | 5,300 | 4.092 | 3-Ago | 5,304 | 5.000 | 18-Set | 5,715 | 700 | 18-Set | 5,705 | 253 | 25-Set | 5,520 | 540 |
| 30-Jul | 5,300 | 18 | 3-Ago | 5,301 | 100 | 18-Set | 5,715 | 65 | 18-Set | 5,705 | 190 | 25-Set | 5,520 | 366 |
| 30-Jul | 5,300 | 92 | 3-Ago | 5,300 | 1.000 | 18-Set | 5,715 | 139 | 18-Set | 5,705 | 57 | 25-Set | 5,525 | 1.652 |
| 30-Jul | 5,300 | 680 | 17-Set | 5,800 | 1.279 | 18-Set | 5,715 | 65 | 18-Set | 5,705 | 84 | 25-Set | 5,525 | 1.000 |
| 30-Jul | 5,300 | 950 | 17-Set | 5,795 | 4.600 | 18-Set | 5,715 | 985 | 18-Set | 5,705 | 342 | 25-Set | 5,525 | 348 |
| 30-Jul | 5,300 | 920 | 17-Set | 5,795 | 19 | 18-Set | 5,720 | 591 | 18-Set | 5,705 | 188 | 25-Set | 5,525 | 7 |
| 30-Jul | 5,300 | 1.200 | 17-Set | 5,795 | 381 | 18-Set | 5,720 | 200 | 18-Set | 5,705 | 812 | 25-Set | 5,520 | 1.000 |
| 30-Jul | 5,300 | 1.200 | 17-Set | 5,795 | 5.000 | 18-Set | 5,720 | 1.074 | 18-Set | 5,705 | 1.655 | 25-Set | 5,518 | 1.096 |
| 30-Jul | 5,300 | 1.536 | 17-Set | 5,800 | 752 | 18-Set | 5,720 | 65 | 18-Set | 5,705 | 308 | 25-Set | 5,518 | 1.000 |
| 30-Jul | 5,300 | 1.064 | 17-Set | 5,800 | 469 | 18-Set | 5,715 | 40 | 18-Set | 5,705 | 337 | 25-Set | 5,518 | 125 |
| 30-Jul | 5,312 | 362 | 17-Set | 5,799 | 34 | 18-Set | 5,715 | 270 | 18-Set | 5,705 | 39 | 25-Set | 5,518 | 279 |
| 30-Jul | 5,312 | 179 | 17-Set | 5,795 | 4.275 | 18-Set | 5,715 | 361 | 18-Set | 5,703 | 161 | 25-Set | 5,520 | 1.000 |
| 30-Jul | 5,312 | 16 | 17-Set | 5,795 | 533 | 18-Set | 5,715 | 766 | 18-Set | 5,700 | 1.000 | 25-Set | 5,520 | 1.500 |
| 30-Jul | 5,312 | 1.358 | 17-Set | 5,795 | 192 | 18-Set | 5,703 | 1.272 | 18-Set | 5,704 | 495 | 25-Set | 5,525 | 2.500 |
| 30-Jul | 5,312 | 564 | 17-Set | 5,799 | 1.809 | 18-Set | 5,703 | 2.345 | 18-Set | 5,704 | 332 | 25-Set | 5,500 | 921 |
| 30-Jul | 5,312 | 362 | 17-Set | 5,799 | 657 | 18-Set | 5,703 | 1.383 | 18-Set | 5,704 | 172 | 25-Set | 5,500 | 300 |
| 30-Jul | 5,312 | 443 | 17-Set | 5,793 | 20.000 | 18-Set | 5,703 | 72 | 18-Set | 5,704 | 1.501 | 25-Set | 5,500 | 1.000 |
| 30-Jul | 5,312 | 156 | 17-Set | 5,795 | 736 | 18-Set | 5,703 | 928 | 18-Set | 5,700 | 11 | 25-Set | 5,500 | 2.000 |
| 30-Jul | 5,312 | 1.500 | 17-Set | 5,795 | 486 | 18-Set | 5,702 | 856 | 18-Set | 5,700 | 333 | 25-Set | 5,500 | 1.000 |
| 30-Jul | 5,312 | 644 | 17-Set | 5,795 | 3.778 | 18-Set | 5,700 | 100 | 18-Set | 5,700 | 259 | 25-Set | 5,500 | 900 |
| 30-Jul | 5,312 | 856 | 18-Set | 5,712 | 700 | 18-Set | 5,700 | 44 | 18-Set | 5,700 | 1.474 | 25-Set | 5,500 | 1.000 |
| 30-Jul | 5,312 | 1.500 | 18-Set | 5,710 | 1.578 | 18-Set | 5,700 | 956 | 18-Set | 5,700 | 1.532 | 25-Set | 5,500 | 500 |
| 30-Jul | 5,312 | 122 | 18-Set | 5,710 | 222 | 18-Set | 5,700 | 44 | 18-Set | 5,700 | 598 | 25-Set | 5,500 | 455 |
| 30-Jul | 5,320 | 3.004 | 18-Set | 5,714 | 700 | 18-Set | 5,700 | 1.762 | 18-Set | 5,700 | 293 | 25-Set | 5,500 | 1.924 |
| 30-Jul | 5,320 | 1.411 | 18-Set | 5,712 | 700 | 18-Set | 5,700 | 738 | 18-Set | 5,717 | 293 | 25-Set | 5,500 | 2.221 |
| 30-Jul | 5,320 | 585 | 18-Set | 5,710 | 1.100 | 18-Set | 5,710 | 588 | 18-Set | 5,717 | 384 | 28-Set | 5,525 | 2.500 |
| 30-Jul | 5,320 | 279 | 18-Set | 5,715 | 138 | 18-Set | 5,710 | 588 | 18-Set | 5,700 | 189 | 28-Set | 5,530 | 2.500 |
| 30-Jul | 5,320 | 3.000 | 18-Set | 5,715 | 131 | 18-Set | 5,710 | 628 | 18-Set | 5,700 | 1.011 | 28-Set | 5,540 | 732 |
| 30-Jul | 5,320 | 1.721 | 18-Set | 5,715 | 857 | 18-Set | 5,710 | 20 | 18-Set | 5,700 | 707 | 28-Set | 5,540 | 732 |
| 30-Jul | 5,321 | 1.892 | 18-Set | 5,715 | 499 | 18-Set | 5,710 | 676 | 18-Set | 5,700 | 1.080 | 28-Set | 5,540 | 733 |
| 30-Jul | 5,321 | 1.030 | 18-Set | 5,715 | 139 | 18-Set | 5,710 | 242 | 18-Set | 5,700 | 120 | 28-Set | 5,540 | 303 |
| 30-Jul | 5,321 | 2.703 | 18-Set | 5,715 | 583 | 18-Set | 5,710 | 655 | 18-Set | 5,700 | 1.104 | 28-Set | 5,508 | 1.000 |
| 30-Jul | 5,320 | 1.851 | 18-Set | 5,715 | 153 | 18-Set | 5,710 | 103 | 18-Set | 5,700 | 112 | 28-Set | 5,549 | 1.500 |
| 30-Jul | 5,320 | 571 | 18-Set | 5,715 | 100 | 18-Set | 5,700 | 1.063 | 18-Set | 5,710 | 379 | 28-Set | 5,550 | 724 |
| 30-Jul | 5,320 | 1.530 | 18-Set | 5,715 | 200 | 18-Set | 5,700 | 515 | 18-Set | 5,722 | 1.952 | 28-Set | 5,550 | 400 |
| 30-Jul | 5,320 | 1.048 | 18-Set | 5,715 | 924 | 18-Set | 5,700 | 55 | 18-Set | 5,722 | 36 | 28-Set | 5,550 | 1.376 |
| 30-Jul | 5,320 | 3.003 | 18-Set | 5,715 | 139 | 18-Set | 5,705 | 500 | 18-Set | 5,722 | 366 | 28-Set | 5,500 | 3.571 |
| Preço | Preço | Preço | Preço | Preço | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Data | Unitário | Quantidade | Data | Unitário | Quantidade | Data | Unitário | Quantidade | Data | Unitário | Quantidade | Data | Unitário | Quantidade |
| 28-Set | 5,500 | 429 | 28-Set | 5,515 | 295 | 29-Set | 5,590 | 816 | 30-Set | 5,614 | 1.000 | 30-Set | 5,637 | 561 |
| 28-Set | 5,511 | 1.000 | 28-Set | 5,500 | 500 | 29-Set | 5,590 | 30 | 30-Set | 5,614 | 501 | 30-Set | 5,637 | 376 |
| 28-Set | 5,510 | 1.000 | 28-Set | 5,500 | 500 | 29-Set | 5,590 | 13 | 30-Set | 5,645 | 1.500 | 30-Set | 5,635 | 1.472 |
| 28-Set | 5,530 | 1.353 | 28-Set | 5,500 | 180 | 29-Set | 5,590 | 9 | 30-Set | 5,655 | 1.500 | 30-Set | 5,634 | 407 |
| 28-Set | 5,530 | 632 | 28-Set | 5,500 | 1.500 | 29-Set | 5,585 | 15 | 30-Set | 5,658 | 2.500 | 30-Set | 5,630 | 444 |
| 28-Set | 5,530 | 515 | 28-Set | 5,500 | 200 | 29-Set | 5,585 | 1.611 | 30-Set | 5,683 | 1.019 | 30-Set | 5,630 | 1.000 |
| 28-Set | 5,535 | 1.875 | 28-Set | 5,500 | 1.000 | 29-Set | 5,585 | 874 | 30-Set | 5,683 | 481 | 30-Set | 5,659 | 934 |
| 28-Set | 5,535 | 267 | 28-Set | 5,523 | 105 | 29-Set | 5,590 | 1.392 | 30-Set | 5,695 | 2 | 30-Set | 5,641 | 966 |
| 28-Set | 5,535 | 358 | 28-Set | 5,523 | 200 | 29-Set | 5,590 | 1.000 | 30-Set | 5,695 | 1.087 | 30-Set | 5,661 | 3.298 |
| 28-Set | 5,559 | 359 | 28-Set | 5,523 | 200 | 29-Set | 5,592 | 1.099 | 30-Set | 5,695 | 1.413 | 30-Set | 5,661 | 1.532 |
| 28-Set | 5,559 | 348 | 28-Set | 5,523 | 435 | 29-Set | 5,571 | 784 | 30-Set | 5,695 | 1.089 | 30-Set | 5,661 | 70 |
| 28-Set | 5,550 | 1.100 | 28-Set | 5,503 | 2.000 | 29-Set | 5,570 | 44 | 30-Set | 5,695 | 1.409 | 30-Set | 5,660 | 14 |
| 28-Set | 5,533 | 131 | 28-Set | 5,500 | 1.065 | 29-Set | 5,567 | 88 | 30-Set | 5,709 | 1.200 | 30-Set | 5,660 | 2.500 |
| 28-Set | 5,533 | 903 | 28-Set | 5,500 | 1.199 | 29-Set | 5,561 | 845 | 30-Set | 5,709 | 1.200 | 30-Set | 5,645 | 11.510 |
| 28-Set | 5,533 | 3.966 | 28-Set | 5,500 | 621 | 29-Set | 5,560 | 655 | 30-Set | 5,709 | 1.200 | 30-Set | 5,645 | 3.491 |
| 28-Set | 5,540 | 1.100 | 28-Set | 5,502 | 400 | 29-Set | 5,585 | 2.153 | 30-Set | 5,709 | 1.200 | 30-Set | 5,645 | 2.006 |
| 28-Set | 5,540 | 3.361 | 28-Set | 5,502 | 200 | 29-Set | 5,562 | 1.000 | 30-Set | 5,709 | 200 | 30-Set | 5,645 | 3.197 |
| 28-Set | 5,540 | 539 | 28-Set | 5,501 | 271 | 29-Set | 5,561 | 900 | 30-Set | 5,705 | 2.500 | 30-Set | 5,645 | 4.386 |
| 28-Set | 5,550 | 1.100 | 28-Set | 5,501 | 1.166 | 29-Set | 5,560 | 5.947 | 30-Set | 5,700 | 362 | 30-Set | 5,645 | 5.300 |
| 28-Set | 5,550 | 430 | 28-Set | 5,510 | 5.000 | 29-Set | 5,590 | 1.100 | 30-Set | 5,700 | 531 | 1-Out | 5,673 | 1.021 |
| 28-Set | 5,550 | 14 | 28-Set | 5,510 | 15.000 | 29-Set | 5,585 | 2.500 | 30-Set | 5,700 | 1.607 | 1-Out | 5,673 | 1.000 |
| 28-Set | 5,550 | 38 | 29-Set | 5,600 | 2.500 | 29-Set | 5,590 | 1.100 | 30-Set | 5,700 | 1.133 | 1-Out | 5,679 | 100 |
| 28-Set | 5,550 | 45 | 29-Set | 5,567 | 2.865 | 29-Set | 5,590 | 1.713 | 30-Set | 5,700 | 797 | 1-Out | 5,681 | 4.340 |
| 28-Set | 5,550 | 54 | 29-Set | 5,567 | 135 | 29-Set | 5,590 | 69 | 30-Set | 5,700 | 1.133 | 1-Out | 5,681 | 36 |
| 28-Set | 5,550 | 949 | 29-Set | 5,590 | 2.500 | 29-Set | 5,590 | 131 | 30-Set | 5,700 | 807 | 1-Out | 5,650 | 2.800 |
| 28-Set | 5,550 | 1.100 | 29-Set | 5,600 | 318 | 29-Set | 5,590 | 587 | 30-Set | 5,700 | 1.133 | 1-Out | 5,650 | 1.100 |
| 28-Set | 5,550 | 170 | 29-Set | 5,572 | 82 | 29-Set | 5,590 | 13 | 30-Set | 5,700 | 807 | 1-Out | 5,650 | 922 |
| 28-Set | 5,550 | 1.100 | 29-Set | 5,572 | 1.418 | 29-Set | 5,590 | 1.087 | 30-Set | 5,700 | 1.133 | 1-Out | 5,650 | 88 |
| 28-Set | 5,550 | 3.900 | 29-Set | 5,595 | 1.300 | 29-Set | 5,590 | 1.700 | 30-Set | 5,700 | 807 | 1-Out | 5,650 | 90 |
| 28-Set | 5,559 | 393 | 29-Set | 5,595 | 200 | 29-Set | 5,596 | 1.500 | 30-Set | 5,700 | 1.133 | 1-Out | 5,686 | 898 |
| 28-Set | 5,550 | 350 | 29-Set | 5,583 | 250 | 29-Set | 5,596 | 381 | 30-Set | 5,700 | 807 | 1-Out | 5,686 | 788 |
| 28-Set | 5,550 | 750 | 29-Set | 5,583 | 180 | 29-Set | 5,596 | 935 | 30-Set | 5,700 | 310 | 1-Out | 5,686 | 334 |
| 28-Set | 5,550 | 1.479 | 29-Set | 5,583 | 26 | 29-Set | 5,600 | 2.182 | 30-Set | 5,715 | 1.133 | 1-Out | 5,686 | 395 |
| 28-Set | 5,550 | 800 | 29-Set | 5,582 | 2.544 | 29-Set | 5,605 | 2.500 | 30-Set | 5,715 | 3.867 | 1-Out | 5,689 | 950 |
| 28-Set | 5,550 | 300 | 29-Set | 5,582 | 1.024 | 29-Set | 5,619 | 2.500 | 30-Set | 5,720 | 2.500 | 1-Out | 5,687 | 200 |
| 28-Set | 5,550 | 1.321 | 29-Set | 5,582 | 462 | 29-Set | 5,605 | 1.192 | 30-Set | 5,652 | 1.140 | 1-Out | 5,687 | 12.032 |
| 28-Set | 5,559 | 29 | 29-Set | 5,581 | 1.294 | 29-Set | 5,603 | 1.190 | 30-Set | 5,650 | 1.000 | 1-Out | 5,689 | 100 |
| 28-Set | 5,559 | 1.071 | 29-Set | 5,581 | 1.178 | 29-Set | 5,602 | 1.750 | 30-Set | 5,650 | 360 | 1-Out | 5,689 | 616 |
| 28-Set | 5,559 | 2.800 | 29-Set | 5,580 | 17 | 29-Set | 5,601 | 452 | 30-Set | 5,651 | 1.000 | 1-Out | 5,689 | 953 |
| 28-Set | 5,559 | 5 | 29-Set | 5,580 | 1.025 | 29-Set | 5,610 | 668 | 30-Set | 5,651 | 599 | 1-Out | 5,689 | 347 |
| 28-Set | 5,551 | 1.599 | 29-Set | 5,596 | 184 | 29-Set | 5,610 | 668 | 30-Set | 5,650 | 2.041 | 1-Out | 5,687 | 1.935 |
| 28-Set | 5,551 | 1.000 | 29-Set | 5,567 | 1.292 | 29-Set | 5,610 | 3.664 | 30-Set | 5,650 | 360 | 1-Out | 5,687 | 565 |
| 28-Set | 5,550 | 2.401 | 29-Set | 5,566 | 1.790 | 29-Set | 5,600 | 1.778 | 30-Set | 5,666 | 886 | 1-Out | 5,678 | 1.834 |
| 28-Set | 5,559 | 3.495 | 29-Set | 5,566 | 500 | 29-Set | 5,600 | 1.750 | 30-Set | 5,666 | 93 | 1-Out | 5,679 | 100 |
| 28-Set | 5,557 | 1.320 | 29-Set | 5,566 | 1.361 | 29-Set | 5,600 | 1.472 | 30-Set | 5,665 | 373 | 1-Out | 5,680 | 137 |
| 28-Set | 5,557 | 249 | 29-Set | 5,565 | 57 | 29-Set | 5,625 | 2.751 | 30-Set | 5,665 | 1.353 | 1-Out | 5,680 | 807 |
| 28-Set | 5,551 | 1.801 | 29-Set | 5,590 | 98 | 29-Set | 5,600 | 201 | 30-Set | 5,650 | 2.295 | 1-Out | 5,680 | 623 |
| 28-Set | 5,551 | 552 | 29-Set | 5,590 | 83 | 29-Set | 5,600 | 12.048 | 30-Set | 5,640 | 1.000 | 1-Out | 5,682 | 1.222 |
| 28-Set | 5,550 | 1.628 | 29-Set | 5,590 | 1.460 | 30-Set | 5,645 | 1.500 | 30-Set | 5,640 | 500 | 1-Out | 5,682 | 760 |
| 28-Set | 5,550 | 413 | 29-Set | 5,580 | 5.000 | 30-Set | 5,615 | 999 | 30-Set | 5,639 | 36 | 1-Out | 5,682 | 234 |
| 1-Out 5,682 784 7-Out 5,606 146 8-Out 5,660 1.100 9-Out 5,665 883 9-Out 5,660 127 1-Out 5,656 2.650 7-Out 5,615 401 8-Out 5,650 7 9-Out 5,670 1 9-Out 5,660 100 1-Out 5,699 2.500 7-Out 5,615 1.602 8-Out 5,650 4.000 9-Out 5,670 166 9-Out 5,660 1 1-Out 5,712 513 7-Out 5,615 325 8-Out 5,650 350 9-Out 5,670 163 9-Out 5,660 913 1-Out 5,712 1.828 7-Out 5,615 172 8-Out 5,650 643 9-Out 5,670 315 9-Out 5,660 9 1-Out 5,714 31 7-Out 5,620 1.927 8-Out 5,670 314 9-Out 5,670 313 9-Out 5,665 916 1-Out 5,714 128 7-Out 5,615 2.500 8-Out 5,670 196 9-Out 5,670 313 9-Out 5,665 1.415 1-Out 5,713 83 7-Out 5,605 467 8-Out 5,670 152 9-Out 5,670 83 9-Out 5,665 69 1-Out 5,713 1.254 7-Out 5,605 2.033 8-Out 5,670 87 9-Out 5,670 21 9-Out 5,665 100 1-Out 5,713 663 7-Out 5,600 286 8-Out 5,670 251 9-Out 5,670 62 9-Out 5,665 381 7-Out 5,625 15.000 7-Out 5,600 558 8-Out 5,669 54 9-Out 5,670 180 9-Out 5,665 1.588 7-Out 5,645 4.000 7-Out 5,600 1.607 8-Out 5,669 152 9-Out 5,670 161 9-Out 5,665 531 7-Out 5,645 1.000 7-Out 5,600 49 8-Out 5,669 44 9-Out 5,670 587 9-Out 5,660 29 7-Out 5,635 3.000 7-Out 5,605 1.697 8-Out 5,675 99 9-Out 5,665 695 9-Out 5,660 71 7-Out 5,635 1.000 7-Out 5,605 803 8-Out 5,669 500 9-Out 5,665 1.705 9-Out 5,660 107 7-Out 5,635 1.000 7-Out 5,600 303 8-Out 5,669 2.500 9-Out 5,668 100 9-Out 5,660 2.293 7-Out 5,635 2.500 7-Out 5,600 516 8-Out 5,660 168 9-Out 5,670 30 9-Out 5,650 135 7-Out 5,629 2.500 7-Out 5,600 515 8-Out 5,660 1.832 9-Out 5,665 346 9-Out 5,650 258 7-Out 5,625 2.500 7-Out 5,600 515 8-Out 5,656 723 9-Out 5,665 1.550 9-Out 5,650 2.985 7-Out 5,610 3.962 7-Out 5,600 651 8-Out 5,656 1.277 9-Out 5,665 535 9-Out 5,650 429 7-Out 5,610 186 7-Out 5,600 906 9-Out 5,685 7.094 9-Out 5,665 675 9-Out 5,650 10 7-Out 5,612 600 7-Out 5,600 1.594 9-Out 5,685 611 9-Out 5,665 1.972 9-Out 5,652 51 7-Out 5,612 252 7-Out 5,615 2.000 9-Out 5,685 404 9-Out 5,665 4 9-Out 5,652 174 7-Out 5,620 4.700 7-Out 5,620 573 9-Out 5,685 4.391 9-Out 5,665 17 9-Out 5,652 96 7-Out 5,620 5.000 7-Out 5,615 45 9-Out 5,678 96 9-Out 5,665 65 9-Out 5,652 40 7-Out 5,610 488 7-Out 5,615 909 9-Out 5,678 148 9-Out 5,665 111 9-Out 5,652 822 7-Out 5,610 659 7-Out 5,615 1.046 9-Out 5,678 6 9-Out 5,665 36 9-Out 5,665 491 7-Out 5,610 538 7-Out 5,615 749 9-Out 5,678 85 9-Out 5,665 291 9-Out 5,665 109 7-Out 5,610 537 7-Out 5,615 1.211 9-Out 5,678 294 9-Out 5,665 118 9-Out 5,665 109 7-Out 5,610 537 7-Out 5,615 1.215 9-Out 5,678 327 9-Out 5,660 3.646 9-Out 5,665 339 7-Out 5,610 539 7-Out 5,617 325 9-Out 5,678 774 9-Out 5,660 1.354 9-Out 5,665 228 7-Out 5,610 539 7-Out 5,620 2.500 9-Out 5,678 317 9-Out 5,655 2.373 9-Out 5,665 21 7-Out 5,610 539 7-Out 5,600 1.966 9-Out 5,678 353 9-Out 5,650 2.128 9-Out 5,665 700 7-Out 5,610 624 7-Out 5,601 34 9-Out 5,678 100 9-Out 5,650 62 9-Out 5,665 100 7-Out 5,610 422 8-Out 5,650 6.687 9-Out 5,670 456 9-Out 5,650 539 9-Out 5,665 128 7-Out 5,610 548 8-Out 5,650 3.313 9-Out 5,670 693 9-Out 5,650 2.065 9-Out 5,650 187 7-Out 5,610 548 8-Out 5,654 171 9-Out 5,670 446 9-Out 5,650 206 9-Out 5,650 51 7-Out 5,610 385 8-Out 5,654 136 9-Out 5,670 442 9-Out 5,655 259 9-Out 5,650 195 7-Out 5,610 1.033 8-Out 5,654 1.132 9-Out 5,675 100 9-Out 5,655 1.874 9-Out 5,650 68 7-Out 5,610 1.032 8-Out 5,650 1.076 9-Out 5,675 363 9-Out 5,655 494 9-Out 5,650 7 7-Out 5,610 1.032 8-Out 5,650 680 9-Out 5,671 365 9-Out 5,650 4.668 9-Out 5,650 550 7-Out 5,600 715 8-Out 5,650 87 9-Out 5,671 411 9-Out 5,650 332 9-Out 5,650 900 7-Out 5,600 1.054 8-Out 5,650 465 9-Out 5,671 411 9-Out 5,665 5 9-Out 5,650 900 7-Out 5,600 1.256 8-Out 5,650 192 9-Out 5,671 80 9-Out 5,665 1.564 9-Out 5,653 1.688 7-Out 5,600 1.117 8-Out 5,660 61 9-Out 5,671 100 9-Out 5,665 365 9-Out 5,654 71 7-Out 5,600 858 8-Out 5,660 106 9-Out 5,671 61 9-Out 5,665 566 9-Out 5,654 130 |
Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 7-Out 5,619 2.500 8-Out 5,660 91 9-Out 5,675 322 9-Out 5,660 1.569 9-Out 5,654 100 |
|||||||||||||||
| 7-Out 5,610 2.500 8-Out 5,660 290 9-Out 5,675 250 9-Out 5,660 66 9-Out 5,654 153 |
|||||||||||||||
| 7-Out 5,606 99 8-Out 5,660 4 9-Out 5,675 250 9-Out 5,660 1.611 9-Out 5,665 100 |
|||||||||||||||
| 7-Out 5,606 555 8-Out 5,660 848 9-Out 5,675 250 9-Out 5,660 604 9-Out 5,665 125 |
| Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 9-Out | 5,665 | 50 | 9-Out | 5,679 | 12 | 14-Out | 5,689 | 1.000 | 14-Out | 5,681 | 199 | 14-Out | 5,683 | 1.000 |
| 9-Out | 5,661 | 172 | 9-Out | 5,679 | 68 | 14-Out | 5,690 | 274 | 14-Out | 5,681 | 173 | 14-Out | 5,683 | 5.655 |
| 9-Out | 5,664 | 2.116 | 9-Out | 5,670 | 1 | 14-Out | 5,689 | 1.000 | 14-Out | 5,680 | 1.164 | 14-Out | 5,685 | 1.000 |
| 9-Out | 5,664 | 87 | 9-Out | 5,670 | 1.199 | 14-Out | 5,692 | 1.000 | 14-Out | 5,680 | 123 | 14-Out | 5,685 | 4.000 |
| 9-Out | 5,664 | 125 | 9-Out | 5,670 | 100 | 14-Out | 5,698 | 1.000 | 14-Out | 5,680 | 1.992 | 14-Out | 5,689 | 2.000 |
| 9-Out | 5,670 | 42 | 9-Out | 5,670 | 224 | 14-Out | 5,698 | 2.000 | 14-Out | 5,680 | 1.325 | 14-Out | 5,699 | 1.000 |
| 9-Out | 5,670 | 100 | 9-Out | 5,670 | 1.337 | 14-Out | 5,699 | 1.000 | 14-Out | 5,680 | 900 | 14-Out | 5,699 | 4.000 |
| 9-Out | 5,670 | 100 | 9-Out | 5,670 | 900 | 14-Out | 5,700 | 2.000 | 14-Out | 5,679 | 100 | 14-Out | 5,702 | 126 |
| 9-Out | 5,670 | 36 | 9-Out | 5,670 | 39 | 14-Out | 5,700 | 1.000 | 14-Out | 5,680 | 500 | 14-Out | 5,702 | 544 |
| 9-Out | 5,670 | 188 | 9-Out | 5,650 | 2.500 | 14-Out | 5,700 | 1.000 | 14-Out | 5,680 | 206 | 14-Out | 5,702 | 330 |
| 9-Out | 5,660 | 97 | 12-Out | 5,677 | 100 | 14-Out | 5,700 | 423 | 14-Out | 5,680 | 500 | 14-Out | 5,708 | 2.000 |
| 9-Out | 5,660 | 84 | 12-Out | 5,677 | 2.574 | 14-Out | 5,700 | 577 | 14-Out | 5,680 | 500 | 14-Out | 5,720 | 784 |
| 9-Out | 5,660 | 59 | 12-Out | 5,677 | 100 | 14-Out | 5,686 | 10 | 14-Out | 5,680 | 1 | 14-Out | 5,720 | 147 |
| 9-Out | 5,663 | 1.223 | 12-Out | 5,677 | 2.326 | 14-Out | 5,684 | 10 | 14-Out | 5,680 | 426 | 14-Out | 5,720 | 19 |
| 9-Out | 5,663 | 694 | 12-Out | 5,670 | 900 | 14-Out | 5,684 | 2 | 14-Out | 5,680 | 74 | 14-Out | 5,720 | 22 |
| 9-Out | 5,663 | 113 | 12-Out | 5,670 | 16 | 14-Out | 5,663 | 267 | 14-Out | 5,680 | 500 | 14-Out | 5,720 | 186 |
| 9-Out | 5,663 | 230 | 12-Out | 5,670 | 518 | 14-Out | 5,663 | 711 | 14-Out | 5,680 | 547 | 14-Out | 5,720 | 3.842 |
| 9-Out | 5,670 | 66 | 12-Out | 5,670 | 516 | 14-Out | 5,676 | 10 | 14-Out | 5,680 | 500 | 15-Out | 5,780 | 495 |
| 9-Out | 5,670 | 109 | 12-Out | 5,670 | 516 | 14-Out | 5,676 | 18 | 14-Out | 5,680 | 500 | 15-Out | 5,780 | 505 |
| 9-Out | 5,670 | 54 | 12-Out | 5,670 | 13 | 14-Out | 5,676 | 42 | 14-Out | 5,680 | 269 | 15-Out | 5,708 | 1.402 |
| 9-Out | 5,660 | 480 | 12-Out | 5,670 | 271 | 14-Out | 5,663 | 189 | 14-Out | 5,680 | 231 | 15-Out | 5,708 | 1.187 |
| 9-Out | 5,650 | 414 | 12-Out | 5,670 | 650 | 14-Out | 5,662 | 741 | 14-Out | 5,680 | 246 | 15-Out | 5,708 | 522 |
| 9-Out | 5,650 | 1.393 | 12-Out | 5,664 | 2.400 | 14-Out | 5,661 | 1.000 | 14-Out | 5,681 | 1.000 | 15-Out | 5,708 | 663 |
| 9-Out | 5,651 | 75 | 12-Out | 5,644 | 100 | 14-Out | 5,661 | 1.000 | 14-Out | 5,680 | 543 | 15-Out | 5,707 | 275 |
| 9-Out | 5,652 | 13 | 14-Out | 5,690 | 300 | 14-Out | 5,666 | 812 | 14-Out | 5,680 | 157 | 15-Out | 5,707 | 1.922 |
| 9-Out | 5,652 | 605 | 14-Out | 5,690 | 700 | 14-Out | 5,666 | 180 | 14-Out | 5,680 | 93 | 15-Out | 5,707 | 2.469 |
| 9-Out | 5,670 | 4 | 14-Out | 5,697 | 1.000 | 14-Out | 5,666 | 8 | 14-Out | 5,680 | 505 | 15-Out | 5,707 | 560 |
| 9-Out | 5,670 | 87 | 14-Out | 5,698 | 1.000 | 14-Out | 5,665 | 300 | 14-Out | 5,680 | 195 | 15-Out | 5,740 | 66 |
| 9-Out | 5,670 | 2 | 14-Out | 5,699 | 213 | 14-Out | 5,665 | 200 | 14-Out | 5,680 | 507 | 15-Out | 5,740 | 90 |
| 9-Out | 5,670 | 60 | 14-Out | 5,699 | 113 | 14-Out | 5,665 | 84 | 14-Out | 5,681 | 1.000 | 15-Out | 5,740 | 444 |
| 9-Out | 5,670 | 87 | 14-Out | 5,699 | 83 | 14-Out | 5,665 | 416 | 14-Out | 5,681 | 310 | 15-Out | 5,740 | 516 |
| 9-Out | 5,666 | 107 | 14-Out | 5,699 | 17 | 14-Out | 5,663 | 1.000 | 14-Out | 5,681 | 1.000 | 15-Out | 5,740 | 3 |
| 9-Out | 5,666 | 194 | 14-Out | 5,699 | 446 | 14-Out | 5,664 | 1.000 | 14-Out | 5,681 | 1.000 | 15-Out | 5,740 | 14 |
| 9-Out | 5,666 | 66 | 14-Out | 5,699 | 29 | 14-Out | 5,672 | 1.000 | 14-Out | 5,681 | 750 | 15-Out | 5,740 | 67 |
| 9-Out | 5,666 | 92 | 14-Out | 5,699 | 99 | 14-Out | 5,665 | 2.000 | 14-Out | 5,681 | 46 | 15-Out | 5,740 | 262 |
| 9-Out | 5,666 | 60 | 14-Out | 5,680 | 600 | 14-Out | 5,665 | 1.261 | 14-Out | 5,683 | 779 | 15-Out | 5,739 | 1.660 |
| 9-Out | 5,667 | 1.007 | 14-Out | 5,680 | 400 | 14-Out | 5,665 | 739 | 14-Out | 5,683 | 1.345 | 15-Out | 5,739 | 1.998 |
| 9-Out | 5,668 | 100 | 14-Out | 5,679 | 226 | 14-Out | 5,666 | 100 | 14-Out | 5,681 | 1.000 | 15-Out | 5,739 | 342 |
| 9-Out | 5,668 | 874 | 14-Out | 5,679 | 774 | 14-Out | 5,666 | 900 | 14-Out | 5,681 | 692 | 15-Out | 5,739 | 299 |
| 9-Out | 5,670 | 37 | 14-Out | 5,661 | 1.338 | 14-Out | 5,665 | 1.000 | 14-Out | 5,680 | 1.000 | 15-Out | 5,739 | 701 |
| 9-Out | 5,670 | 21 | 14-Out | 5,661 | 174 | 14-Out | 5,665 | 1.000 | 14-Out | 5,680 | 300 | 15-Out | 5,740 | 600 |
| 9-Out | 5,670 | 86 | 14-Out | 5,661 | 488 | 14-Out | 5,668 | 1.000 | 14-Out | 5,680 | 700 | 15-Out | 5,740 | 1.224 |
| 9-Out | 5,670 | 40 | 14-Out | 5,665 | 1.000 | 14-Out | 5,683 | 1.000 | 14-Out | 5,681 | 880 | 15-Out | 5,740 | 600 |
| 9-Out | 5,670 | 117 | 14-Out | 5,665 | 1.000 | 14-Out | 5,683 | 1.894 | 14-Out | 5,681 | 120 | 15-Out | 5,740 | 4 |
| 9-Out | 5,670 | 100 | 14-Out | 5,675 | 6 | 14-Out | 5,683 | 487 | 14-Out | 5,681 | 308 | 15-Out | 5,740 | 13 |
| 9-Out | 5,670 | 78 | 14-Out | 5,675 | 115 | 14-Out | 5,683 | 262 | 14-Out | 5,683 | 547 | 15-Out | 5,740 | 583 |
| 9-Out | 5,674 | 308 | 14-Out | 5,675 | 13 | 14-Out | 5,683 | 251 | 14-Out | 5,680 | 701 | 15-Out | 5,740 | 355 |
| 9-Out | 5,679 | 1.179 | 14-Out | 5,675 | 866 | 14-Out | 5,683 | 202 | 14-Out | 5,680 | 1.000 | 15-Out | 5,740 | 159 |
| 9-Out | 5,679 | 341 | 14-Out | 5,690 | 696 | 14-Out | 5,683 | 19 | 14-Out | 5,680 | 299 | 15-Out | 5,740 | 1.949 |
| 9-Out | 5,679 | 900 | 14-Out | 5,690 | 30 | 14-Out | 5,681 | 24 | 14-Out | 5,683 | 453 | 15-Out | 5,740 | 51 |
| Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 15-Out | 5,740 | 1.875 | 15-Out | 5,726 | 300 | 15-Out | 5,734 | 104 | 16-Out | 5,757 | 100 | 16-Out | 5,750 | 418 |
| 15-Out | 5,736 | 222 | 15-Out | 5,726 | 703 | 15-Out | 5,734 | 72 | 16-Out | 5,757 | 91 | 16-Out | 5,750 | 306 |
| 15-Out | 5,736 | 4 | 15-Out | 5,726 | 15 | 15-Out | 5,734 | 193 | 16-Out | 5,757 | 665 | 16-Out | 5,750 | 606 |
| 15-Out | 5,736 | 12 | 15-Out | 5,726 | 108 | 15-Out | 5,734 | 500 | 16-Out | 5,757 | 1.677 | 16-Out | 5,754 | 681 |
| 15-Out | 5,730 | 1.036 | 15-Out | 5,740 | 225 | 15-Out | 5,734 | 1.307 | 16-Out | 5,757 | 323 | 16-Out | 5,754 | 1.319 |
| 15-Out | 5,730 | 1.726 | 15-Out | 5,733 | 341 | 15-Out | 5,734 | 853 | 16-Out | 5,756 | 1.146 | 16-Out | 5,755 | 1.472 |
| 15-Out | 5,730 | 1.125 | 15-Out | 5,733 | 659 | 15-Out | 5,734 | 147 | 16-Out | 5,756 | 854 | 16-Out | 5,755 | 412 |
| 15-Out | 5,737 | 296 | 15-Out | 5,733 | 4 | 15-Out | 5,738 | 610 | 16-Out | 5,758 | 1.993 | 16-Out | 5,751 | 116 |
| 15-Out | 5,737 | 956 | 15-Out | 5,733 | 279 | 15-Out | 5,738 | 1.100 | 16-Out | 5,758 | 7 | 16-Out | 5,750 | 675 |
| 15-Out | 5,737 | 558 | 15-Out | 5,732 | 553 | 15-Out | 5,738 | 290 | 16-Out | 5,761 | 714 | 16-Out | 5,750 | 731 |
| 15-Out | 5,737 | 190 | 15-Out | 5,731 | 1.000 | 15-Out | 5,730 | 584 | 16-Out | 5,761 | 1.286 | 16-Out | 5,750 | 594 |
| 15-Out | 5,738 | 558 | 15-Out | 5,724 | 164 | 15-Out | 5,730 | 74 | 16-Out | 5,760 | 1.993 | 16-Out | 5,752 | 500 |
| 15-Out | 5,738 | 1.442 | 15-Out | 5,728 | 1.000 | 15-Out | 5,730 | 2.342 | 16-Out | 5,760 | 7 | 16-Out | 5,752 | 1.446 |
| 15-Out | 5,728 | 277 | 15-Out | 5,728 | 107 | 15-Out | 5,730 | 537 | 16-Out | 5,763 | 981 | 16-Out | 5,741 | 54 |
| 15-Out | 5,727 | 4.723 | 15-Out | 5,728 | 558 | 15-Out | 5,730 | 7.999 | 16-Out | 5,763 | 414 | 16-Out | 5,693 | 284 |
| 15-Out | 5,722 | 1.823 | 15-Out | 5,728 | 335 | 16-Out | 5,741 | 1.060 | 16-Out | 5,756 | 605 | 16-Out | 5,693 | 100 |
| 15-Out | 5,722 | 1.000 | 15-Out | 5,728 | 143 | 16-Out | 5,741 | 1.833 | 16-Out | 5,756 | 1.138 | 16-Out | 5,691 | 616 |
| 15-Out | 5,722 | 556 | 15-Out | 5,709 | 1.993 | 16-Out | 5,741 | 1.107 | 16-Out | 5,756 | 862 | 16-Out | 5,695 | 356 |
| 15-Out | 5,722 | 1.621 | 15-Out | 5,709 | 99 | 16-Out | 5,741 | 500 | 16-Out | 5,756 | 1.079 | 16-Out | 5,694 | 270 |
| 15-Out | 5,722 | 552 | 15-Out | 5,709 | 518 | 16-Out | 5,741 | 100 | 16-Out | 5,756 | 921 | 16-Out | 5,693 | 374 |
| 15-Out | 5,721 | 2.000 | 15-Out | 5,709 | 130 | 16-Out | 5,741 | 13 | 16-Out | 5,737 | 1.249 | 16-Out | 5,694 | 275 |
| 15-Out | 5,720 | 448 | 15-Out | 5,708 | 493 | 16-Out | 5,741 | 287 | 16-Out | 5,737 | 549 | 16-Out | 5,691 | 725 |
| 15-Out | 5,718 | 700 | 15-Out | 5,708 | 914 | 16-Out | 5,741 | 100 | 16-Out | 5,737 | 202 | 16-Out | 5,690 | 2.000 |
| 15-Out | 5,718 | 2.300 | 15-Out | 5,708 | 485 | 16-Out | 5,753 | 2.000 | 16-Out | 5,750 | 292 | 16-Out | 5,690 | 270 |
| 15-Out | 5,729 | 624 | 15-Out | 5,729 | 300 | 16-Out | 5,720 | 75 | 16-Out | 5,750 | 22 | 16-Out | 5,690 | 730 |
| 15-Out | 5,729 | 436 | 15-Out | 5,729 | 352 | 16-Out | 5,720 | 402 | 16-Out | 5,750 | 1.686 | 16-Out | 5,694 | 324 |
| 15-Out | 5,729 | 7 | 15-Out | 5,729 | 348 | 16-Out | 5,720 | 523 | 16-Out | 5,749 | 977 | 16-Out | 5,694 | 1.558 |
| 15-Out | 5,727 | 258 | 15-Out | 5,729 | 212 | 16-Out | 5,745 | 280 | 16-Out | 5,749 | 1.023 | 16-Out | 5,692 | 118 |
| 15-Out | 5,727 | 200 | 15-Out | 5,729 | 598 | 16-Out | 5,745 | 253 | 16-Out | 5,740 | 2.000 | 16-Out | 5,694 | 141 |
| 15-Out | 5,727 | 789 | 15-Out | 5,729 | 190 | 16-Out | 5,745 | 1.467 | 16-Out | 5,740 | 2.000 | 16-Out | 5,694 | 1.845 |
| 15-Out | 5,720 | 4.548 | 15-Out | 5,729 | 410 | 16-Out | 5,750 | 330 | 16-Out | 5,741 | 2.000 | 16-Out | 5,692 | 14 |
| 15-Out | 5,720 | 452 | 15-Out | 5,729 | 560 | 16-Out | 5,750 | 205 | 16-Out | 5,748 | 85 | 16-Out | 5,695 | 29 |
| 15-Out | 5,727 | 628 | 15-Out | 5,729 | 30 | 16-Out | 5,750 | 1.464 | 16-Out | 5,748 | 415 | 16-Out | 5,695 | 1.880 |
| 15-Out | 5,727 | 125 | 15-Out | 5,729 | 110 | 16-Out | 5,750 | 1 | 16-Out | 5,748 | 200 | 16-Out | 5,695 | 91 |
| 15-Out | 5,729 | 933 | 15-Out | 5,729 | 1.132 | 16-Out | 5,753 | 2.000 | 16-Out | 5,748 | 300 | 16-Out | 5,700 | 100 |
| 15-Out | 5,719 | 1.783 | 15-Out | 5,729 | 500 | 16-Out | 5,752 | 747 | 16-Out | 5,748 | 462 | 16-Out | 5,699 | 1.900 |
| 15-Out | 5,719 | 1.205 | 15-Out | 5,729 | 258 | 16-Out | 5,750 | 870 | 16-Out | 5,748 | 500 | 16-Out | 5,734 | 1.823 |
| 15-Out | 5,719 | 12 | 15-Out | 5,735 | 500 | 16-Out | 5,750 | 383 | 16-Out | 5,748 | 38 | 16-Out | 5,722 | 177 |
| 15-Out | 5,728 | 1.000 | 15-Out | 5,735 | 360 | 16-Out | 5,749 | 1.716 | 16-Out | 5,742 | 1.799 | 16-Out | 5,740 | 2.000 |
| 15-Out | 5,728 | 580 | 15-Out | 5,735 | 140 | 16-Out | 5,749 | 284 | 16-Out | 5,741 | 201 | 16-Out | 5,745 | 1.569 |
| 15-Out | 5,726 | 204 | 15-Out | 5,734 | 51 | 16-Out | 5,758 | 1.190 | 16-Out | 5,745 | 2.000 | 16-Out | 5,745 | 431 |
| 15-Out | 5,726 | 328 | 15-Out | 5,734 | 152 | 16-Out | 5,758 | 257 | 16-Out | 5,748 | 500 | 16-Out | 5,745 | 914 |
| 15-Out | 5,726 | 468 | 15-Out | 5,732 | 49 | 16-Out | 5,758 | 448 | 16-Out | 5,748 | 65 | 16-Out | 5,745 | 430 |
| 15-Out | 5,728 | 283 | 15-Out | 5,732 | 560 | 16-Out | 5,758 | 91 | 16-Out | 5,748 | 435 | 16-Out | 5,745 | 656 |
| 15-Out | 5,726 | 370 | 15-Out | 5,732 | 1.391 | 16-Out | 5,756 | 2.000 | 16-Out | 5,748 | 130 | 16-Out | 5,750 | 2.000 |
| 15-Out | 5,726 | 1.630 | 15-Out | 5,734 | 77 | 16-Out | 5,756 | 14 | 16-Out | 5,748 | 500 | 16-Out | 5,755 | 290 |
| 15-Out | 5,726 | 557 | 15-Out | 5,734 | 220 | 16-Out | 5,755 | 1.254 | 16-Out | 5,748 | 78 | 16-Out | 5,755 | 159 |
| 15-Out | 5,726 | 675 | 15-Out | 5,734 | 1.051 | 16-Out | 5,754 | 746 | 16-Out | 5,748 | 29 | 16-Out | 5,754 | 1.363 |
| 15-Out | 5,726 | 955 | 15-Out | 5,732 | 449 | 16-Out | 5,757 | 148 | 16-Out | 5,748 | 263 | 16-Out | 5,754 | 188 |
| 15-Out | 5,726 | 1.824 | 15-Out | 5,734 | 1.824 | 16-Out | 5,757 | 996 | 16-Out | 5,750 | 670 | 16-Out | 5,740 | 1.928 |
| Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 16-Out | 5,740 | 72 | 19-Out | 5,747 | 5.000 | 20-Out | 5,720 | 220 | 20-Out | 5,739 | 105 | 21-Out | 5,700 | 54 |
| 16-Out | 5,742 | 4.451 | 19-Out | 5,747 | 5.000 | 20-Out | 5,744 | 43 | 20-Out | 5,739 | 417 | 21-Out | 5,700 | 395 |
| 16-Out | 5,742 | 1.600 | 19-Out | 5,759 | 890 | 20-Out | 5,739 | 579 | 20-Out | 5,721 | 122 | 21-Out | 5,700 | 305 |
| 16-Out | 5,742 | 1.550 | 19-Out | 5,759 | 1.610 | 20-Out | 5,739 | 1.421 | 20-Out | 5,720 | 566 | 21-Out | 5,700 | 549 |
| 16-Out | 5,742 | 4.085 | 19-Out | 5,759 | 1.670 | 20-Out | 5,739 | 385 | 20-Out | 5,740 | 3.000 | 21-Out | 5,701 | 1.663 |
| 19-Out | 5,745 | 436 | 19-Out | 5,759 | 2.500 | 20-Out | 5,737 | 1.101 | 20-Out | 5,740 | 11.586 | 21-Out | 5,700 | 337 |
| 19-Out | 5,745 | 502 | 19-Out | 5,759 | 254 | 20-Out | 5,737 | 35 | 20-Out | 5,740 | 3.000 | 21-Out | 5,700 | 22 |
| 19-Out | 5,745 | 14 | 19-Out | 5,759 | 896 | 20-Out | 5,737 | 844 | 20-Out | 5,740 | 19.017 | 21-Out | 5,700 | 1.000 |
| 19-Out | 5,745 | 32 | 19-Out | 5,759 | 1.604 | 20-Out | 5,736 | 86 | 20-Out | 5,740 | 19 | 21-Out | 5,700 | 566 |
| 19-Out | 5,745 | 16 | 19-Out | 5,759 | 1.777 | 20-Out | 5,736 | 1.410 | 20-Out | 5,740 | 119 | 21-Out | 5,700 | 394 |
| 19-Out | 5,753 | 537 | 19-Out | 5,759 | 858 | 20-Out | 5,735 | 424 | 20-Out | 5,740 | 64 | 21-Out | 5,700 | 18 |
| 19-Out | 5,753 | 363 | 19-Out | 5,759 | 515 | 20-Out | 5,735 | 37 | 20-Out | 5,740 | 2.798 | 21-Out | 5,710 | 88 |
| 19-Out | 5,753 | 273 | 19-Out | 5,759 | 309 | 20-Out | 5,735 | 69 | 20-Out | 5,740 | 397 | 21-Out | 5,707 | 395 |
| 19-Out | 5,753 | 900 | 19-Out | 5,758 | 1.519 | 20-Out | 5,735 | 107 | 20-Out | 5,745 | 2.130 | 21-Out | 5,707 | 1.577 |
| 19-Out | 5,753 | 900 | 19-Out | 5,758 | 364 | 20-Out | 5,735 | 1.363 | 20-Out | 5,745 | 378 | 21-Out | 5,707 | 28 |
| 19-Out | 5,753 | 16 | 19-Out | 5,758 | 117 | 20-Out | 5,736 | 504 | 20-Out | 5,745 | 2.187 | 21-Out | 5,707 | 569 |
| 19-Out | 5,753 | 11 | 19-Out | 5,759 | 818 | 20-Out | 5,736 | 513 | 20-Out | 5,745 | 305 | 21-Out | 5,707 | 1.000 |
| 19-Out | 5,754 | 1.200 | 19-Out | 5,759 | 253 | 20-Out | 5,740 | 1.038 | 20-Out | 5,751 | 929 | 21-Out | 5,707 | 431 |
| 19-Out | 5,754 | 200 | 19-Out | 5,759 | 703 | 20-Out | 5,740 | 774 | 20-Out | 5,751 | 10.446 | 21-Out | 5,707 | 48 |
| 19-Out | 5,754 | 45 | 19-Out | 5,758 | 28 | 20-Out | 5,744 | 2.000 | 20-Out | 5,751 | 299 | 21-Out | 5,707 | 270 |
| 19-Out | 5,754 | 72 | 19-Out | 5,758 | 2.849 | 20-Out | 5,750 | 1.145 | 20-Out | 5,751 | 47 | 21-Out | 5,707 | 1.509 |
| 19-Out | 5,750 | 1.300 | 19-Out | 5,758 | 123 | 20-Out | 5,750 | 2.000 | 20-Out | 5,751 | 3.279 | 21-Out | 5,707 | 221 |
| 19-Out | 5,738 | 349 | 19-Out | 5,759 | 1.089 | 20-Out | 5,750 | 1.122 | 21-Out | 5,737 | 11 | 21-Out | 5,707 | 353 |
| 19-Out | 5,738 | 151 | 19-Out | 5,759 | 708 | 20-Out | 5,750 | 948 | 21-Out | 5,737 | 1.214 | 21-Out | 5,707 | 1.467 |
| 19-Out | 5,738 | 7 | 19-Out | 5,759 | 469 | 20-Out | 5,750 | 2.052 | 21-Out | 5,737 | 93 | 21-Out | 5,707 | 180 |
| 19-Out | 5,730 | 2.000 | 19-Out | 5,759 | 1.183 | 20-Out | 5,750 | 313 | 21-Out | 5,737 | 121 | 21-Out | 5,707 | 432 |
| 19-Out | 5,736 | 9 | 19-Out | 5,759 | 1.132 | 20-Out | 5,750 | 1.073 | 21-Out | 5,720 | 996 | 21-Out | 5,707 | 1.492 |
| 19-Out | 5,736 | 9 | 19-Out | 5,759 | 185 | 20-Out | 5,750 | 506 | 21-Out | 5,720 | 853 | 21-Out | 5,707 | 76 |
| 19-Out | 5,736 | 56 | 19-Out | 5,759 | 577 | 20-Out | 5,750 | 7 | 21-Out | 5,720 | 959 | 21-Out | 5,707 | 556 |
| 19-Out | 5,735 | 1.000 | 19-Out | 5,768 | 3.759 | 20-Out | 5,750 | 45 | 21-Out | 5,720 | 192 | 21-Out | 5,707 | 1.087 |
| 19-Out | 5,735 | 1.191 | 19-Out | 5,768 | 6.241 | 20-Out | 5,750 | 8 | 21-Out | 5,717 | 111 | 21-Out | 5,707 | 357 |
| 19-Out | 5,735 | 664 | 20-Out | 5,750 | 823 | 20-Out | 5,740 | 8 | 21-Out | 5,717 | 288 | 21-Out | 5,707 | 159 |
| 19-Out | 5,735 | 297 | 20-Out | 5,750 | 32 | 20-Out | 5,740 | 900 | 21-Out | 5,717 | 789 | 21-Out | 5,707 | 1.931 |
| 19-Out | 5,735 | 39 | 20-Out | 5,750 | 145 | 20-Out | 5,740 | 91 | 21-Out | 5,717 | 28 | 21-Out | 5,707 | 69 |
| 19-Out | 5,735 | 221 | 20-Out | 5,749 | 400 | 20-Out | 5,740 | 49 | 21-Out | 5,712 | 382 | 21-Out | 5,707 | 427 |
| 19-Out | 5,726 | 527 | 20-Out | 5,749 | 400 | 20-Out | 5,750 | 3.000 | 21-Out | 5,710 | 450 | 21-Out | 5,707 | 278 |
| 19-Out | 5,726 | 1.213 | 20-Out | 5,749 | 400 | 20-Out | 5,741 | 109 | 21-Out | 5,710 | 168 | 21-Out | 5,715 | 315 |
| 19-Out | 5,735 | 421 | 20-Out | 5,749 | 400 | 20-Out | 5,741 | 24 | 21-Out | 5,710 | 5.000 | 21-Out | 5,715 | 214 |
| 19-Out | 5,735 | 1.579 | 20-Out | 5,749 | 81 | 20-Out | 5,741 | 871 | 21-Out | 5,701 | 784 | 21-Out | 5,715 | 651 |
| 19-Out | 5,735 | 3.450 | 20-Out | 5,749 | 12 | 20-Out | 5,741 | 653 | 21-Out | 5,710 | 700 | 21-Out | 5,713 | 713 |
| 19-Out | 5,732 | 1.605 | 20-Out | 5,724 | 1.000 | 20-Out | 5,741 | 900 | 21-Out | 5,710 | 700 | 21-Out | 5,713 | 1.000 |
| 19-Out | 5,732 | 1.645 | 20-Out | 5,749 | 188 | 20-Out | 5,741 | 164 | 21-Out | 5,710 | 290 | 21-Out | 5,713 | 1.511 |
| 19-Out | 5,724 | 283 | 20-Out | 5,749 | 119 | 20-Out | 5,741 | 160 | 21-Out | 5,710 | 271 | 21-Out | 5,713 | 221 |
| 19-Out | 5,724 | 120 | 20-Out | 5,746 | 392 | 20-Out | 5,741 | 49 | 21-Out | 5,710 | 251 | 21-Out | 5,713 | 439 |
| 19-Out | 5,726 | 1.347 | 20-Out | 5,716 | 68 | 20-Out | 5,741 | 70 | 21-Out | 5,700 | 700 | 21-Out | 5,710 | 1.116 |
| 19-Out | 5,739 | 2.000 | 20-Out | 5,716 | 604 | 20-Out | 5,742 | 305 | 21-Out | 5,700 | 320 | 21-Out | 5,710 | 384 |
| 19-Out | 5,739 | 2.000 | 20-Out | 5,716 | 27 | 20-Out | 5,742 | 37 | 21-Out | 5,700 | 380 | 21-Out | 5,710 | 1.436 |
| 19-Out | 5,739 | 2.000 | 20-Out | 5,716 | 500 | 20-Out | 5,742 | 263 | 21-Out | 5,700 | 72 | 21-Out | 5,713 | 266 |
| 19-Out | 5,739 | 2.000 | 20-Out | 5,716 | 409 | 20-Out | 5,742 | 1.395 | 21-Out | 5,700 | 208 | 21-Out | 5,713 | 780 |
| 19-Out | 5,739 | 2.000 | 20-Out | 5,720 | 780 | 20-Out | 5,755 | 790 | 21-Out | 5,700 | 366 | 21-Out | 5,713 | 825 |
| Data | Preço Unitário |
Quantidade |
|---|---|---|
| 21-Out | 5,713 | 1.919 |
| 21-Out | 5,705 | 702 |
| 21-Out | 5,705 | 485 |
| 21-Out | 5,705 | 23 |
| 21-Out | 5,712 | 727 |
| 21-Out | 5,700 | 9.273 |
| 21-Out | 5,700 | 10.000 |
Caxalp, S.G.P.S., Lda. (aquisições)
| Data | Preço Unitário |
Quantidade |
|---|---|---|
| 31-Jul | 5,390 | 40.250 |
| 7-Ago | 4,970 | 5.117 |
| Preço | ||
|---|---|---|
| Data | Unitário | Quantidade |
| 22-Dez | 6,500 | 7.000 |
| 23-Dez | 6,450 | 10.000 |
| 23-Dez | 6,425 | 10.000 |
| 23-Dez | 6,410 | 10.000 |
| 23-Dez | 6,410 | 8.000 |
| 28-Dez | 6,470 | 100.000 |
| 29-Dez | 6,490 | 12.000 |
| 29-Dez | 6,495 | 12.000 |
| 29-Dez | 6,495 | 12.000 |
| 29-Dez | 6,500 | 10.000 |
| 29-Dez | 6,485 | 12.000 |
| 29-Dez | 6,480 | 12.000 |
| 29-Dez | 6,491 | 15.000 |
| 29-Dez | 6,495 | 15.000 |
| 29-Dez | 6,482 | 10.000 |
| 29-Dez | 6,480 | 10.000 |
| 30-Dez | 6,486 | 3.084 |
| 30-Dez | 6,457 | 12.000 |
| 30-Dez | 6,440 | 10.000 |
| 30-Dez | 6,450 | 12.000 |
| 30-Dez | 6,450 | 12.000 |
| 30-Dez | 6,455 | 12.000 |
| 30-Dez | 6,440 | 15.000 |
| Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data |
|---|---|---|---|
| 28-Mai | 4,756 | 310 | |
| 28-Mai | 4,756 | 380 | |
| 28-Mai | 4,756 | 218 | |
| 28-Mai | 4,756 | 80 | |
| 28-Mai | 4,756 | 676 | |
| 28-Mai | 4,756 | 24 | |
| 28-Mai | 4,756 | 231 | |
| 28-Mai | 4,756 | 89 | |
| 28-Mai | 4,756 | 189 | |
| 28-Mai | 4,756 | 182 | |
| 28-Mai | 4,756 | 113 | |
| 28-Mai | 4,756 | 205 | |
| 28-Mai | 4,756 | 200 | |
| 28-Mai | 4,756 | 130 | |
| 28-Mai | 4,756 | 200 | |
| 28-Mai | 4,756 | 258 | |
| 28-Mai | 4,756 | 29 | |
| 28-Mai | 4,756 | 232 | |
| 28-Mai | 4,756 | 131 | |
| 28-Mai | 4,756 | 11 | |
| 28-Mai | 4,756 | 508 | |
| 28-Mai | 4,756 | 51 | |
| 28-Mai | 4,756 | 112 | |
| 28-Mai | 4,756 | 461 | |
| 28-Mai | 4,756 | 316 | |
| 28-Mai | 4,756 | 949 | |
| 28-Mai | 4,756 | 1.000 | |
| 28-Mai | 4,756 | 108 | |
| 28-Mai | 4,756 | 117 | |
| 28-Mai | 4,756 | 1.069 | |
| 28-Mai | 4,756 | 31 | |
| 30-Jul | 5,319 | 374 | |
| 30-Jul | 5,318 | 1.427 | |
| 30-Jul | 5,319 | 1.427 | |
| 30-Jul | 5,319 | 995 | |
| 30-Jul | 5,320 | 3.003 | |
| 7-Ago | 4,950 | 797 | |
| 7-Ago | 4,950 | 773 | |
| 7-Ago | 4,950 | 430 | |
| Preço | Preço | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Unitário | Quantidade | Data | Unitário | Quantidade | ||
| 26-Mai | 4,774 | 61 | 7-Ago | 4,936 | 6.077 | |
| 26-Mai | 4,775 | 100 | 20-Ago | 4,996 | 1.659 | |
| 26-Mai | 4,775 | 49 | 21-Ago | 5,100 | 209 | |
| 26-Mai | 4,774 | 61 | 21-Ago | 5,100 | 714 | |
| 26-Mai | 4,775 | 23 | 21-Ago | 5,100 | 1.456 | |
| 28-Mai | 4,756 | 655 | 21-Ago | 5,100 | 2.500 | |
| 28-Mai | 4,756 | 2.987 | 15-Out | 5,727 | 828 | |
| 28-Mai | 4,756 | 237 | 15-Out | 5,727 | 4.723 | |
| 28-Mai | 4,756 | 552 | 26-Out | 5,509 | 1.633 | |
| 28-Mai | 4,756 | 345 | 26-Out | 5,509 | 1.991 | |
| 28-Mai | 4,756 | 849 | 26-Out | 5,509 | 254 |
Caixa Geral de Depósitos, S.A. (alienações)
| Data | Preço Unitário |
Quantidade |
|---|---|---|
| 21-Mai | 4,710 | 1.659 |
| 9-Jun | 4,790 | 1.318 |
| 26-Jun | 5,080 | 951 |
| 9-Out | 5,661 | 958 |
| 18-Dez | 6,048 | 899 |
| 18-Dez | 6,048 | 916 |
| 18-Dez | 6,048 | 2.749 |
| 18-Dez | 6,048 | 1.140 |
| Data | Preço Unitário |
Quantidade | Data | Preço Unitário |
Quantidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 11-Set | 5,279 | 217 | 13-Out | 5,640 | 1.644 |
| 6-Out | 5,490 | 804 | 13-Out | 5,640 | 38 |
| 8-Out | 5,645 | 10 | 13-Out | 5,640 | 227 |
| 8-Out | 5,645 | 190 | 13-Out | 5,640 | 1.166 |
| 8-Out | 5,645 | 800 | 13-Out | 5,640 | 200 |
| 8-Out | 5,645 | 3.938 | 13-Out | 5,640 | 99 |
| 8-Out | 5,645 | 1.000 | 13-Out | 5,640 | 1.141 |
| 8-Out | 5,645 | 1.000 | 13-Out | 5,640 | 1.060 |
| 8-Out | 5,645 | 220 | 13-Out | 5,640 | 108 |
| 8-Out | 5,645 | 829 | 13-Out | 5,640 | 1.341 |
| 8-Out | 5,645 | 171 | 13-Out | 5,640 | 1.051 |
| 8-Out | 5,645 | 1.842 | 13-Out | 5,640 | 107 |
| 8-Out | 5,620 | 707 | 13-Out | 5,640 | 220 |
| 8-Out | 5,620 | 293 | 13-Out | 5,640 | 963 |
| 8-Out | 5,620 | 207 | 24-Nov | 5,265 | 802 |
| 8-Out | 5,620 | 1.000 | 24-Nov | 5,265 | 28 |
| 8-Out | 5,620 | 50 | 24-Nov | 5,265 | 2.170 |
| 8-Out | 5,620 | 324 | 24-Nov | 5,265 | 420 |
| 8-Out | 5,620 | 626 | 24-Nov | 5,265 | 1.104 |
| 8-Out | 5,620 | 1.264 | 24-Nov | 5,265 | 1.896 |
| 8-Out | 5,620 | 1.000 | 24-Nov | 5,265 | 619 |
| 8-Out | 5,620 | 1.000 | 24-Nov | 5,265 | 720 |
| 8-Out | 5,620 | 1.000 | 24-Nov | 5,265 | 1.037 |
| 8-Out | 5,620 | 1.981 | 24-Nov | 5,265 | 184 |
| 8-Out | 5,620 | 548 | 24-Nov | 5,265 | 1.020 |
| 12-Out | 5,678 | 2.000 | 25-Nov | 5,256 | 3.000 |
| 12-Out | 5,678 | 2.194 | 25-Nov | 5,256 | 7.000 |
| 12-Out | 5,678 | 2.000 | 3-Dez | 5,156 | 1.350 |
| 12-Out | 5,678 | 2.442 | 3-Dez | 5,156 | 150 |
| 12-Out | 5,678 | 1.925 | 3-Dez | 5,156 | 150 |
| 12-Out | 5,678 | 75 | 3-Dez | 5,156 | 1.000 |
| 12-Out | 5,678 | 1.925 | 3-Dez | 5,156 | 221 |
| 12-Out | 5,678 | 1.399 | 3-Dez | 5,156 | 129 |
| 12-Out | 5,678 | 153 | 3-Dez | 5,156 | 1.500 |
| 12-Out | 5,678 | 2.610 | 3-Dez | 5,156 | 60 |
| 12-Out | 5,678 | 1.126 | 3-Dez | 5,156 | 1.350 |
| 13-Out | 5,640 | 163 | 3-Dez | 5,156 | 150 |
| 13-Out | 5,640 | 2.337 | 3-Dez | 5,156 | 1.057 |
| 13-Out | 5,640 | 2.529 | 3-Dez | 5,156 | 443 |
| 13-Out | 5,640 | 1.332 | 3-Dez | 5,156 | 2.440 |
| 13-Out | 5,640 | 526 | |||
| 13-Out | 5,640 | 591 | |||
| 13-Out | 5,640 | 51 | |||
| 13-Out | 5,640 | 15 | |||
| 13-Out | 5,640 | 203 | |||
| 13-Out | 5,640 | 948 | |||
| 13-Out | 5,640 | 1.248 | |||
13-Out 5,640 101 13-Out 5,640 243 Caixa-Banco de Investimento, S.A. (aquisições)
| Data | Preço Unitário |
Quantidade |
|---|---|---|
| 19-Ago | 4,940 | 763 |
| 19-Ago | 4,940 | 237 |
| 19-Ago | 4,950 | 1.000 |
| 19-Ago | 4,950 | 1.000 |
| 19-Ago | 4,947 | 1.000 |
| 19-Ago | 4,947 | 694 |
| 19-Ago | 4,944 | 224 |
| 19-Ago | 4,945 | 600 |
| 19-Ago | 4,945 | 1.482 |
| 19-Ago | 4,948 | 851 |
| 19-Ago | 4,948 | 149 |
| 19-Ago | 4,946 | 361 |
| 19-Ago | 4,946 | 439 |
| 19-Ago | 4,946 | 800 |
| 19-Ago | 4,946 | 413 |
| 19-Ago | 4,946 | 387 |
| 19-Ago | 4,946 | 306 |
| 19-Ago | 4,946 | 294 |
| 19-Ago | 4,944 | 1.000 |
| 19-Ago | 4,944 | 700 |
| 19-Ago | 4,944 | 555 |
| 19-Ago | 4,944 | 553 |
| 19-Ago | 4,944 | 147 |
| 19-Ago | 4,944 | 42 |
| 19-Ago | 4,944 | 2 |
| 19-Ago | 4,944 | 1 |
Caixa-Banco de Investimento, S.A. (alienações)
| Preço | ||
|---|---|---|
| Data | Unitário | Quantidade |
| 24-Ago | 5,225 | 4.000 |
| 24-Ago | 5,225 | 743 |
| 24-Ago | 5,225 | 4.000 |
| 24-Ago | 5,225 | 762 |
| 24-Ago | 5,225 | 3.500 |
| 24-Ago | 5,225 | 500 |
| 24-Ago | 5,225 | 419 |
| 24-Ago | 5,225 | 76 |
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA
Senhores Accionistas,
Em conformidade com a legislação em vigor, no cumprimento do disposto nos estatutos da CIMPOR -- Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. e o mandato que nos foi conferido, vem o Conselho Fiscal apresentar o seu relatório sobre a acção desenvolvida e emitir o seu parecer sobre os documentos de prestação de contas consolidadas referentes ao exercício de 2009, que lhe foram apresentados para apreciação pelo Conselho de Administração.
O Conselho Fiscal acompanhou a actividade e os negócios da Empresa e das suas principais participadas especialmente através da apreciação dos documentos e registos contabilísticos, da leitura das actas do Conselho de Administração e da sua Comissão Executiva e da consulta e análise de outra documentação conexa, no sentido de apreciar o cumprimento do normativo legal e estatutário em vigor. O Conselho Fiscal procedeu ainda à realização de testes e outros procedimentos de validação e verificação, com a profundidade que julgou adequada nas circunstâncias.
No âmbito da sua acção, o Conselho Fiscal manteve contactos regulares com a Comissão Executiva do Conselho de Administração, bem como os diversos serviços da Empresa, em particular com a Auditoria Interna, apreciando a actividade desta e as melhorias introduzidas, tendo obtido as informações e esclarecimentos considerados necessários.
De acordo com as disposições estatutárias, o Conselho Fiscal procedeu a reuniões mensais, tendo ainda mantido outros encontros pontuais, sempre que as circunstâncias o justificaram, independentemente do trabalho realizado por cada um dos seus membros, no âmbito da análise da documentação disponibilizada e do acompanhamento da evolução da Empresa e suas participadas, quer no tocante à sua situação financeira, quer ao desenrolar das operações por mercado geográfico e por áreas de negócio, cotejando os instrumentos previsionais de gestão com a execução alcançada. Manteve também, durante todo o exercício, assiduamente, um diálogo sempre esclarecedor com o Revisor Oficial de Contas, simultaneamente Auditor Externo.
O Conselho Fiscal acompanhou ainda o processo de preparação de demonstrações financeiras consolidadas, tendo sido verificado o respectivo perímetro de consolidação.
Relativamente às empresas que integram o perímetro de consolidação localizadas em Portugal, foram apreciados os respectivos relatórios e pareceres emitidos pelos seus órgãos de fiscalização em conformidade com as disposições legais e estatutárias que lhe são aplicáveis. Em relação às empresas sediadas no estrangeiro, foram apreciados os relatórios emitidos pelos seus auditores, descrevendo quer a forma como foram efectuados os respectivos trabalhos de auditoria, quer as respectivas conclusões.
No Relatório de Gestão apresentado pelo Conselho de Administração lê-se, com o desenvolvimento a que nos habituou, o que foi a evolução do Grupo Cimpor no ano de 2009, sublinhando bem os principais marcos societários do exercício findo.
O volume de negócios em termos consolidados foi praticamente igual ao do exercício do ano anterior -- o mais alto de sempre -- tendo mesmo as vendas em unidades físicas de cimento e clinquer aumentado de 2,2% relativamente ao ano anterior, pelo alargamento do perímetro de consolidação, mau grado a queda do consumo nos mercados da Turquia, Portugal, Espanha e África do Sul. Assinale-se, a este respeito, os fortes incrementos observados nas áreas de negócios da Índia, China e Egipto.
A crescente internacionalização do Grupo Cimpor -- ainda que com algum abrandamento em 2009 - conseguiu assim contrariar de algum modo a grave crise mundial económica e financeira, iniciada em 2008, que continua a provocar, sobretudo na Europa e América do Norte, uma queda muito significativa do consumo de cimento. Os preços de venda, no entanto, têm mostrado uma apreciável resiliência à crise. As vendas de Betão e Agregados sofreram no entanto uma diminuição sensível.
Assim, podemos concluir que o Grupo Cimpor vem demonstrando a qualidade dos seus activos, justificando plenamente a estratégia delineada de internacionalização e crescimento. O Cash Flow operacional ainda aumentou de 3,3% em relação ao ano anterior e o Resultado Líquido de 5,3%, o que conduz a um Resultado Líquido por acção de 0,357 euros, mais 8,3% que no ano transacto.
Por mérito dos investimentos concluídos em 2009 e da valorização de algumas moedas relativamente ao euro, também o montante de capitais empregues aumentou quase 10%, ultrapassando os 3,7 mil milhões de euros.
A Dívida Financeira Líquida diminui cerca de 160 milhões de euros durante o exercício, descendo o rácio Dívida Líquida/EBIDTA de 3,2 para 2,8.
As dificuldades, que a crise ocasionou e ainda ocasiona, de acesso ao crédito e o aumento dos spreads levaram a uma exigência acrescida das agências de rating que, no início do ano levaram a Standard & Poor's a impor um downgrade à Cimpor, com Outlook negativo; as medidas ulteriormente tomadas pela Empresa tiveram o êxito pretendido, tendo aquela agência de rating, em Setembro, passado o Outlook da Cimpor para estável. Para mais, comparando o desempenho do Grupo Cimpor com as mais importantes congéneres, temos de o considerar excelente.
Durante o Ano de 2008, por força da enorme instabilidade financeira, a capitalização bolsista da Cimpor tinha sofrido um muito apreciável decréscimo. A partir de Março de 2009 os mercados accionistas inverteram a tendência negativa e terminaram o ano com uma apreciável valorização de 33,5%. A cotação do título Cimpor, que registava um valor de 3,00 euros no final de Fevereiro, foi daí em diante crescendo sempre acima do PSI 20 e, após o anúncio preliminar em 18 de Dezembro da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela sociedade de direito brasileiro Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), ao preço de 5,75 euros/acção, terminou o ano com uma cotação de 6,429 euros, o que equivale a uma capitalização bolsista de 4.320 milhões de euros. Voltaremos, no ponto seguinte, a comentar mais extensamente este importante facto.
Apontemos ainda, a crescente racionalização da orgânica do Grupo Cimpor, a prossecução de uma política activa de desenvolvimento sustentável e anotemos a extensa e circunstanciada análise do Relatório do Conselho de Administração sobre o Governo da Sociedade e a forma segura e cautelosa como a Cimpor tem evoluído para cumprimento dos melhores preceitos hoje entendidos de governação.
A OPA atrás referida, lançada pela CSN -- que tinha como condição de sucesso a aquisição de um número de acções correspondente a metade do capital social mais uma acção -- viria a ser revista já em 2010, com subida do preço oferecido para 6,18 euros/acção e a redução daquele limite para um terço do capital social mais uma acção. Terminaria, sem sucesso, em 22 de Fevereiro de 2010.
Ainda que sem sucesso, a pretensão da CSN acabou por induzir duas grandes entidades, brasileiras também, -- a Camargo Corrêa, SA e a Votorantin Cimentos, SA -- a procurarem, por outro modo, uma participação accionista na Cimpor.
Assim, já em Fevereiro de 2010, a Caixa Geral de Depósitos, SA e a Votorantin Cimentos, SA celebraram um acordo parassocial, constituindo as duas, com 9,63% a primeira e 21,20% a segunda, um bloco accionista ''coeso e estável que contribua designadamente para favorecer a estabilidade accionista na Cimpor, o desenvolvimento sustentado da empresa e a manutenção da sua independência empresarial, com sede em Portugal'', assumindo ao mesmo tempo restrições quanto à alienação das suas participações pelo prazo inicial de dez anos.
Por sua vez e independentemente, a Camargo Corrêa, SA adquiriu uma posição de 28,63% do capital da Cimpor.
Estas profundas alterações accionistas irão necessariamente influir na futura vida da Cimpor. A Assembleia Geral que se aproxima virá a definir o protagonismo dos novos accionistas, que, esperamos, continuarão a conduzir a Cimpor na sua rota de sucesso.
A Cimpor foi entretanto obrigada pelo Conselho Administrativo de Defesa Económica (CADE) do Brasil a um comprometimento de status quo das suas operações naquele país, até uma decisão final do CADE sobre o problema concorrencial das três empresas, duas brasileiras e uma portuguesa, no mercado brasileiro.
Para além da evolução que resultará do novo espectro accionista, o Conselho de Administração da Cimpor relembra que, para 2010 as perspectivas mundiais da economia mantém uma apreciável incerteza. Haverá pois que procurar balancear utilmente o optimismo que será apanágio de mercados como o Egipto, o Brasil, a China ou a Índia, com as dificuldades de recuperação em Portugal ou em Espanha e mesmo a previsível quebra na África do Sul, pela chegada ao termo das suas grandes obras públicas.
No âmbito das suas funções, o Conselho Fiscal procedeu à análise das demonstrações financeiras consolidadas, que compreendem o balanço consolidado em 31 de Dezembro de 2008, as demonstrações consolidadas dos resultados, a demonstração consolidada dos rendimentos e gastos reconhecidos, a demonstração consolidada dos fluxos de caixa e os correspondentes anexos, elaborados pelo Conselho de Administração. Nesta análise notou-se a aderência dos princípios contabilísticos usados na sua preparação e apresentação com as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas pela União Europeia, bem como a observância dos preceitos legais e estatutários em vigor.
O Conselho Fiscal tomou conhecimento da Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre as Contas Consolidadas emitido pelo Revisor Oficial de Contas, com o qual manifesta a sua concordância, e que não apresenta qualquer reserva ou ênfase.
No desempenho das nossas funções, não nos deparámos com aspectos que violem as normas legais e estatutárias, nem que afectem materialmente a imagem verdadeira e apropriada da situação financeira dos resultados e dos fluxos de caixa do conjunto das empresas compreendidas na consolidação.
O Conselho Fiscal expressa o seu agradecimento ao Conselho de Administração, em particular à sua Comissão Executiva, e aos diversos responsáveis e demais colaboradores da Empresa com quem teve a oportunidade de contactar.
Face ao exposto, o Conselho Fiscal emite o seguinte:
O Relatório Consolidado de Gestão, o Balanço Consolidado, as Demonstrações dos Resultados, por natureza e por funções, a Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa e o correspondente Anexo, relativos ao exercício de 2009, estão de acordo com os princípios contabilísticos e as disposições legais e estatutárias aplicáveis, reunindo as condições para serem aprovados em Assembleia Geral de Accionistas.
Lisboa, 12 de Abril de 2010
Ricardo José Minotti da Cruz-Filipe Presidente
Luís Black Freire d'Andrade Vogal
J. Bastos, C. Sousa Góis & Associados, SROC, Lda., representada por, Jaime de Macedo Santos Bastos Vogal
(nos termos da alínea c) do nº 1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários)
Tanto quanto é do nosso conhecimento: a informação prevista na alínea a) do nº 1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., e das empresas incluídas no perímetro de consolidação (Grupo CIMPOR); e o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição do Grupo CIMPOR e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que o mesmo se defronta.
Lisboa, 12 de Abril de 2010
O Conselho Fiscal
Luís Black Freire d'Andrade Vogal
J. Bastos, C. Sousa Góis & Associados, SROC, Lda., representada por, Jaime de Macedo Santos Bastos Vogal
(ESTA PÁGINA FOI DEIXADA EM BRANCO INTENCIONALMENTE)
Página 2 de 2
Lisboa, 12 de Abril de 2010
________________________________________ Deloitte & Associados, SROC S.A. Representada por João Luís Falua Costa da Silva
| RELATÓRIO E CONTAS (INDIVIDUAIS) DO EXERCÍCIO DE 2009 | 261 | |
|---|---|---|
| I – RELATÓRIO DE GESTÃO | 263 | |
| 0. 1. 2. 3. 4. |
Síntese da Actividade Informações Legais Eventos Subsequentes Perspectivas para 2010 Proposta de Aplicação de Resultados |
264 264 265 265 265 |
| II – DOCUMENTOS DE PRESTAÇÃO DAS CONTAS DA HOLDING | 267 | |
| • • • |
Balanços em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 Demonstrações dos Resultados por Naturezas dos Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 Demonstrações dos Resultados por Funções dos Exercícios Findos em 31 de Dezembro |
268 269 |
| • • |
de 2009 e 2008 Demonstrações dos Fluxos de Caixa dos Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2009 |
270 271 273 |
| Relatório e Parecer do Conselho Fiscal Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria |
296 298 |
I
O Relatório de Gestão correspondente à actividade consolidada da CIMPOR -- Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., faz ampla referência a todos os aspectos relativos não só ao Governo da Sociedade como, também, à evolução dos vários negócios desenvolvidos pelas diferentes empresas do Grupo, pelo que, sobre essas matérias, nos permitimos remeter os Senhores Accionistas para a leitura do mesmo.
O Volume de Negócios da Sociedade, em termos individuais, advém exclusivamente da prestação de serviços de gestão às empresas do Grupo, tendo-se cifrado, em 2009, em 4,548 milhões de euros (cerca de 1% abaixo do ano anterior). Os custos operacionais, antes de amortizações e provisões, registaram um aumento de apenas 0,8%, fixando-se em aproximadamente 12,3 milhões de euros.
De acordo com a natureza da sua actividade, a principal fonte de resultados da Sociedade reside nos ganhos obtidos em empresas do Grupo e associadas (registados por aplicação do método da equivalência patrimonial), os quais, em 2009, atingiram o valor de 192,2 milhões de euros (mais 72% que no ano anterior).
O Imposto sobre o Rendimento foi negativo em perto de 3,5 milhões de euros, quando, em 2008, por força da anulação de parte de uma provisão para riscos fiscais, havia sido negativo em 51,4 milhões de euros.
O efeito conjunto destas duas importantes variações ditou um aumento dos Resultados Líquidos do exercício em 19,4%, elevando-os a cerca de 184 milhões de euros.
De acordo com as disposições legais em vigor, informa-se que:
| Data | Nº Acções | Preço (EUR) | Nota |
|---|---|---|---|
| 14 Maio | 175.345 | 3,263 | (1) |
| 1 Junho | 326.900 | 2,850 | (2) |
(1) Plano de Aquisição de Acções (2009)
(2) Plano de Atribuição de Opções (2009)
Não tendo ocorrido, em 2009, quaisquer aquisições, o número de acções próprias em carteira no final do ano era de 7.974.587, correspondentes a 1,19% do capital social.
• Para além da alienação de acções próprias ao abrigo dos planos de aquisição e atribuição de opções de compra de acções referidos nos pontos II.4.2. e III.5. do Relatório sobre o Governo da Sociedade, não se verificaram quaisquer outros negócios entre a Sociedade e os seus administradores.
Para além dos factos referidos no Relatório de Gestão correspondente à actividade consolidada do Grupo CIMPOR, não se verificaram, após o termo do exercício de 2009, quaisquer outros eventos que justifiquem especial menção.
A CIMPOR encara o ano de 2010 com algum optimismo, justificado pelas expectativas existentes quanto à expansão de alguns dos mercados em que actua (Egipto, Brasil, Moçambique, China e Índia), pela sua maior capacidade de produção face aos investimentos recentemente concluídos ou a terminar ainda em 2010 (Turquia, Brasil e China) e pelos efeitos, em termos de redução de custos, da reestruturação operada em 2009 nas áreas de betões e agregados (Portugal e Espanha).
Tal como expresso nas demonstrações financeiras, o lucro líquido do exercício de 2009 cifrou-se, em termos individuais, em 183.875.459,71 euros.
No respeito dos parâmetros definidos pelo Contrato de Sociedade, e de acordo com a política de distribuição de dividendos enunciada no Relatório sobre o Governo da Sociedade, propõe-se a seguinte aplicação para o valor dos resultados líquidos:
Lisboa, 7 de Abril de 2010
| Dr. Luís Eduardo da Silva Barbosa | Dr. Vicente Árias Mosquera |
|---|---|
| Prof. Dr. António Sarmento Gomes Mota | José Manuel Baptista Fino |
| Dr. Jorge Humberto Correia Tomé | Dr. José Enrique Freire Arteta |
| Eng. Jorge Manuel Tavares Salavessa Moura | Eng. Luís Filipe Sequeira Martins |
| Dr. Manuel Luís Barata de Faria Blanc | Dr. António Carlos Custódio de Morais Varela |
| Dr. Luís Miguel da Silveira Ribeiro Vaz | Eng. Pedro Manuel Abecassis Empis |
Prof. Eng. Ricardo Manuel Simões Bayão Horta
em 31 de Dezembro de 2009 e 2008
(Montantes expressos em milhares de euros)
dos Resultados por Naturezas dos Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 (Montantes expressos em milhares de euros)
dos Resultados por Funções dos Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 (Montantes expressos em milhares de euros)
| Notas | 2009 | 2008 | |
|---|---|---|---|
| Vendas e prestações de serviços | 16 e 44 | 4.548 | 4.600 |
| Resultados brutos | 4.548 | 4.600 | |
| Outros proveitos e ganhos operacionais | 683 | 751 | |
| Custos administrativos | (12.593) | (12.577) | |
| Outros custos e perdas operacionais | (2.772) | (2.658) | |
| Resultados operacionais | (10.134) | (9.883) | |
| Custo líquido de financiamento | 45 | (1.765) | (293) |
| Ganhos/(perdas) em filiais e associadas | 192.229 | 111.801 | |
| Ganhos/(perdas) em outros investimentos | ‐ | 955 | |
| Resultados não frequentes | ‐ | 33 | |
| Resultados correntes | 180.330 | 102.612 | |
| Impostos sobre os resultados correntes | 6 | 3.546 | 51.366 |
| Resultados líquidos | 183.875 | 153.979 | |
| Resultados por acção (euros) | 0,27 | 0,23 |
O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2009.
(Montantes expressos em milhares de euros)
| Notas | 2009 | 2008 | |
|---|---|---|---|
| ACTIVIDADES OPERACIONAIS: | |||
| Recebimentos de clientes | 54 | 69 | |
| Pagamentos a fornecedores | (4.056) | (4.456) | |
| Pagamentos ao pessoal | (9.796) | (9.751) | |
| Fluxos gerados pelas operações | (13.798) | (14.139) | |
| Movimento líquido do imposto sobre o rendimento | 5.860 | 6.339 | |
| Outros recebimentos relativos à actividade operacional | 5.197 | 5.461 | |
| Fluxos gerados antes das rubricas extraordinárias | (2.742) | (2.338) | |
| Recebimentos relacionados com rubricas extraordinárias | ‐ | 2 | |
| Pagamentos relacionados com rubricas extraordinárias | (110) | (56) | |
| Fluxos das actividades operacionais (1) |
(2.852) | (2.392) | |
| ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO: | |||
| Recebimentos provenientes de: | |||
| Imobilizações corpóreas | ‐ | 27 | |
| Juros e proveitos similares | 68 | 1.239 | |
| Dividendos | 1 | 196.338 | 173.170 |
| Empréstimos a empresas do grupo | 2 | 5.500 | 65.500 |
| 201.906 | 239.935 | ||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Imobilizações corpóreas | (185) | (108) | |
| Empréstimos a empresas do grupo | 2 | (4.000) | (58.500) |
| (4.185) | (58.608) | ||
| Fluxos das actividades de investimento (2) |
197.721 | 181.327 | |
| ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO: | |||
| Recebimentos provenientes de: | |||
| Venda de acções próprias | 1.504 | 4.856 | |
| Empréstimos de empresas do grupo | 3 | 1.000 | 7.488 |
| 2.504 | 12.344 | ||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Empréstimos | ‐ | (5.000) | |
| Juros e custos similares | (3.712) | (304) | |
| Dividendos | (122.777) | (153.151) | |
| Aquisição de acções próprias | ‐ | (25.586) | |
| Empréstimos de empresas do grupo | 3 | (1.000) | (7.488) |
| (127.489) | (191.528) | ||
| Fluxos das actividades de financiamento (3) |
(124.985) | (179.184) | |
| Variação de caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) |
69.884 | (250) | |
| Caixa e seus equivalentes no início do exercício | 616 | 857 | |
| Efeito das diferenças de câmbio | (5) | 9 | |
| Caixa e seus equivalentes no fim do exercício | 4 | 70.495 | 616 |
O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2009.
dos Fluxos de Caixa em 31 de Dezembro de 2009 (Montantes expressos em milhares de euros)
| Valores recebidos | |
|---|---|
| no exercício | |
| Cimpor Portugal, SGPS, S.A. | 126.249 |
| Cimpor Inversiones, S.A. | 70.000 |
| Cement Services Company, S.A.E. | 88 |
| Cimpor Egypt for Cement Company, S.A.E. | 1 |
| 196.338 |
| Valores pagos | Valores recebidos | |
|---|---|---|
| no exercício | no exercício | |
| Cimpor - Indústria de Cimentos, S.A. | ‐ | 2.000 |
| Betão Liz, S.A. | 4.000 | 3.500 |
| 4.000 | 5.500 |
| Valores pagos | Valores recebidos | |
|---|---|---|
| no exercício | no exercício | |
| Cimpor Portugal, SGPS, S.A. | 1.000 | 1.000 |
Em 31 de Dezembro de 2009, esta rubrica é composta por depósitos à ordem no montante de 345 milhares de euros e por um depósito a prazo, no montante de 70.150 milhares de euros, o qual vence juros a uma taxa normal de mercado e tem maturidade em 13 de Janeiro de 2010.
Em 31 de Dezembro de 2009 (Montantes expressos em milhares de euros)
A Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. (''Empresa''), constituída em 26 de Março de 1976, com a designação social de Cimpor - Cimentos de Portugal, E.P., tem sofrido diversas alterações estruturais e jurídicas, que a conduziram à liderança de um grupo empresarial com actividades em Portugal, Espanha, Marrocos, Tunísia, Egipto, Turquia, Brasil, Perú, Moçambique, África do Sul, China, Índia e Cabo Verde (''Grupo Cimpor'' ou ''Grupo''), nas áreas de produção e comercialização de cimento, betão, artefactos de betão e actividades conexas.
A Empresa detém as suas participações financeiras distribuídas, essencialmente, por duas sub-holdings: (i) a Cimpor Portugal, SGPS, S.A., que concentra, basicamente, as participações nas sociedades da área de negócios de Portugal; e, (ii) a Cimpor Inversiones S.A., que detém as participações nas sociedades sedeadas no estrangeiro.
As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade para apresentação de demonstrações financeiras individuais. As notas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa, ou a sua apresentação não é relevante para a leitura destas demonstrações financeiras.
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos, mantidos de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.
Estas demonstrações financeiras reflectem apenas as contas individuais da Empresa, preparadas nos termos legais. Embora os investimentos financeiros tenham sido registados pelo método da equivalência patrimonial, o que está de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal, estas demonstrações financeiras somente incluem o efeito da consolidação dos resultados e capitais próprios das empresas participadas, não reflectindo o efeito da consolidação integral ao nível de activos, passivos, proveitos e custos.
Nos termos do artº 4º do Regulamento nº1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho, a Empresa apresenta demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (''IAS/ IFRS'').
O Decreto-Lei nº 158/2009, de 13 de Julho aprovou a criação do novo Sistema de Normalização Contabilística (''SNC''), revogando o POC, normativo contabilístico actualmente em vigor. A aplicação do SNC ou das Normas Internacionais de Relato Financeiro (''NIRF'') é obrigatória para os exercícios que se iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2010 e obriga à apresentação de informação comparativa relativa ao exercício de 2009. A Empresa encontra-se ainda a avaliar os impactos da adopção de um ou de outro normativo ao nível dos resultados do exercício e do capital próprio, bem como o impacto nas suas políticas de gestão do capital e distribuição de dividendos.
Na Nota 16 é apresentada informação financeira relativa às empresas do grupo e associadas.
Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras anexas foram os seguintes:
Esta rubrica compreende o direito adquirido relativo a uma fracção de uma aeronave, que se encontra registado ao custo e é amortizado pelo método das quotas constantes durante um período de cinco anos.
As imobilizações corpóreas estão registadas ao custo de aquisição, incluindo as despesas imputáveis à compra. Os valores de custo e de amortizações acumuladas de certos bens existentes em 31 de Dezembro de 1992 foram reavaliados conforme permitido pela legislação em Portugal. Já os efeitos de todas as reavaliações efectuadas pelas empresas participadas, no âmbito da legislação que as permitiu, posteriormente àquela data, encontram-se expurgados nestas demonstrações financeiras a nível da valorização dos investimentos financeiros.
Os activos imobilizados corpóreos são amortizados pelo método das quotas constantes, de acordo com a sua vida útil estimada. As taxas anuais de amortização praticadas correspondem, em média, às seguintes vidas úteis estimadas:
| Anos de vida útil |
|||
|---|---|---|---|
| Edifícios e outras construções | 10 | ‐ | 50 |
| Equipamento básico | 7 | ‐ | 16 |
| Equipamento de transporte | 4 | ‐ | 5 |
| Equipamento administrativo | 3 | ‐ | 14 |
As participações financeiras em empresas do Grupo e associadas são registadas pelo método da equivalência patrimonial. De acordo com este método:
as participações são inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual é ajustado ao valor proporcional da participação nos capitais próprios dessas empresas, reportados à data de aquisição ou da primeira aplicação deste método;
as participações são ajustadas periodicamente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das empresas participadas, por contrapartida de ganhos ou perdas financeiros (Nota 45) e por outras variações ocorridas nos seus capitais próprios, por contrapartida da rubrica de Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas (Nota 40);
os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos financeiros.
Dado que as politicas contabilísticas e os critérios valorimétricos das filiais e associadas não são necessariamente iguais aos utilizados pela Empresa, sempre que daí resultem diferenças significativas são efectuados os necessários ajustamentos de uniformização.
De acordo com os princípios e critérios contabilísticos aplicáveis às aquisições de partes de capital, os trespasses representam as diferenças entre o preço de aquisição dessas partes de capital e a proporção dos capitais próprios adquiridos, após terem sido considerados os justos valores dos activos e passivos das empresas adquiridas. Os trespasses apurados na aquisição de acréscimos de participação em filiais são amortizados durante o período de vida útil remanescente definido à data de aquisição inicial. Os trespasses são amortizados no período estimado de recuperação dos investimentos, o qual varia entre cinco e vinte anos.
Os restantes investimentos financeiros são relevados ao custo de aquisição, deduzido de um ajustamento para perdas estimadas na sua realização, quando aplicável, excepto os títulos cotados em bolsa, os quais são valorizados ao justo valor, conforme as disposições da IAS 39 - Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração (''IAS 39'').
Os activos e passivos expressos em moeda estrangeira, para os quais não há acordo de fixação de câmbio, são convertidos para euros utilizando-se as taxas de câmbio vigentes na data do balanço. As diferenças de câmbio ocorridas no exercício são registadas como ganhos ou perdas financeiros, excepto as seguintes, que são registadas na rubrica ''Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas'' :
diferenças de câmbio provenientes da conversão cambial de saldos intragrupo de médio e longo prazo em moeda estrangeira, que na prática se constituam como uma extensão dos investimentos financeiros;
diferenças de câmbio provenientes de operações financeiras de cobertura de risco cambial de investimentos financeiros expressos em moeda estrangeira, tal como preconizado na IAS 21 -- Efeitos de alteração em taxas de câmbio e desde que cumpram o critério de eficiência estabelecido na IAS 39.
Algumas das empresas do Grupo assumiram responsabilidades pelo pagamento de pensões de reforma, invalidez e sobrevivência e responsabilidades decorrentes de regimes de assistência na doença, de natureza suplectiva relativamente aos serviços oficiais de saúde e de segurança social. Estas responsabilidades são registadas nessas empresas de acordo com os critérios consagrados na Directriz Contabilística nº 19. Esta directriz estabelece a obrigatoriedade das empresas reconhecerem os custos com a atribuição destes benefícios à medida que os serviços são prestados pelos empregados beneficiários. Deste modo, no final de cada período contabilístico, são obtidos estudos actuariais elaborados por entidades independentes, no sentido de determinar o valor das responsabilidades a essa data e o custo a registar nesse período.
Os efeitos dos registos contabilísticos dessas responsabilidades e dos correspondentes custos nas referidas empresas participadas encontram-se reflectidos nas demonstrações financeiras da Empresa, por via da aplicação do método da equivalência patrimonial.
A Empresa tem ao seu serviço empregados com vínculo contratual à Cimpor - Indústria de Cimentos, S.A. (''Cimpor Indústria''), os quais beneficiam do sistema de complementos de pensões de reforma e de sobrevivência e plano de assistência na doença em vigor naquela empresa participada. Os respectivos custos são suportados pela Empresa e registados como Custos com o pessoal.
Adicionalmente, a Empresa assumiu o compromisso de estabelecer um plano de benefícios pós-emprego aos seus funcionários, de contribuição definida, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2008 (Nota 31).
O montante a liquidar de imposto sobre o rendimento do exercício é determinado com base nos resultados contabilísticos, ajustados em conformidade com a legislação fiscal.
Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos relevados contabilisticamente e os respectivos montantes para efeitos de tributação.
Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e periodicamente avaliados, utilizando-se as taxas de tributação que se espera estarem em vigor à data de reversão das diferenças temporárias subjacentes (dedutíveis ou tributáveis).
Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço, é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos, no sentido de os reconhecer ou ajustar, em função da expectativa actual da sua recuperação futura.
Os montantes registados nesta rubrica correspondem aos acréscimos líquidos de valor do imobilizado, gerados pelas reavaliações efectuadas ao abrigo das disposições aplicáveis. Estes valores são transferidos para resultados transitados à medida em que os activos imobilizados são realizados através de venda, abate ou amortização. Em geral, os montantes registados não estão livres para distribuição, podendo apenas ser utilizados na cobertura de prejuízos, verificados até à data de referência da respectiva reavaliação, ou para aumento do capital.
As provisões e os ajustamentos são constituídos pelos valores efectivamente necessários para fazer face a perdas económicas estimadas.
Os proveitos e custos são registados de acordo com o princípio da especialização dos exercícios, pelo qual estes são reconhecidos à medida em que são gerados, independentemente do momento em que são recebidos ou pagos. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes proveitos e custos são registados nas rubricas de acréscimos e diferimentos.
O Grupo tem como política recorrer a instrumentos financeiros derivados com o objectivo de efectuar cobertura dos riscos financeiros a que se encontra exposto, decorrentes de variações nas taxas de juro e taxas de câmbio.
O recurso a instrumentos financeiros obedece às políticas internas definidas pelo Conselho de Administração, sendo que não são contratados instrumentos financeiros derivados com objectivos especulativos.
Os instrumentos financeiros derivados são mensurados pelo respectivo justo valor. O método de reconhecimento depende da natureza e objectivo da sua contratação.
A possibilidade de designação de um instrumento financeiro derivado como sendo um instrumento de cobertura obedece às disposições da IAS 39, nomeadamente quanto à respectiva documentação e efectividade.
As variações no justo valor dos instrumentos financeiros derivados designados como cobertura de ''justo valor'' são reconhecidas como resultado financeiro do período, bem como as alterações no justo valor do activo ou passivo sujeito àquele risco.
As variações no justo valor dos instrumentos derivados designados como cobertura de ''cash-flow'' são registadas em ''Outras reservas'' na sua componente efectiva e em resultados financeiros na sua componente não efectiva. Os valores registados em ''Outras reservas'' são transferidos para resultados financeiros no período em que o item coberto tem igualmente efeito em resultados.
Relativamente aos instrumentos financeiros derivados de cobertura de um investimento líquido numa entidade estrangeira, as respectivas variações, à semelhança das coberturas de ''cash-flow'', são incluídas na rubrica ''Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas'' na sua componente efectiva. A componente não efectiva daquelas variações é reconhecida de imediato como resultado financeiro do período. Caso o instrumento de cobertura não seja um derivado, as respectivas variações decorrentes das variações de taxa de câmbio são incluídas na rubrica ''Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas''.
A contabilização de cobertura é descontinuada quando o instrumento de cobertura atinge a maturidade, o mesmo é vendido ou exercido ou quando a relação de cobertura deixa de cumprir os requisitos exigidos na IAS 39.
Relativamente aos instrumentos financeiros derivados que, embora contratados com o objectivo de efectuar cobertura económica de acordo com as políticas de gestão de risco do Grupo, não cumpram todas as disposições da IAS 39 no que respeita à possibilidade de qualificação como contabilidade de cobertura, as respectivas variações no justo valor são registadas na demonstração de resultados do período em que ocorrem.
Os efeitos patrimoniais da contabilização destes instrumentos nas empresas do Grupo que os contratam, encontram-se reflectidos na rubrica de ''Investimentos financeiros -- Partes de capital em empresas do grupo'', por via da aplicação do método da equivalência patrimonial.
As cotações utilizadas para actualização das dívidas activas e passivas em moeda estrangeira, em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, foram as seguintes:
| Divisa | 2009 | 2008 |
|---|---|---|
| USD | 1,4406 | 1,3917 |
| BRL | 2,5113 | 3,2436 |
| MZN | 44,15 | 35,25 |
| EGP | 7,8903 | 7,6857 |
| CHF | 1,4836 | (a) |
| GBP | 0,8881 | (a) |
(a) Não aplicável ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2008
A Empresa encontra-se sujeita a Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (''IRC''), actualmente à taxa de 25%, acrescida de Derrama até à taxa máxima de 1,5% sobre o lucro tributável, atingindo, neste caso, uma taxa agregada de 26,5%.
À Empresa e às suas participadas detidas em pelo menos 90%, sedeadas em Portugal e sujeitas ao regime geral de tributação em IRC, à taxa normal mais elevada, aplica-se, desde o exercício de 2001, o Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (''RETGS''). Este regime consiste na agregação dos resultados tributáveis de todas as sociedades incluídas no perímetro de tributação, deduzidos dos lucros distribuídos incluídos nas bases tributáveis, conforme estabelecido no artigo 63º do Código do IRC, aplicando-se ao resultado global assim obtido a taxa de IRC, acrescida da respectiva derrama.
Nos termos do artigo 81º do Código do IRC, a Empresa encontra-se ainda sujeita a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.
De acordo com a legislação fiscal em vigor, as declarações fiscais da Empresa estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000, inclusivé, e cinco anos a partir de 2001), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos em que, dependendo das circunstâncias, os prazos serão prolongados ou suspensos. À data deste relatório foram revistas as declarações fiscais da Empresa relativas a IRC até ao exercício de 2007, tendo-se iniciado a revisão do exercício de 2008.
Em resultado da revisão efectuada pelas autoridades fiscais às declarações de IRC dos exercícios de 1996 a 2007, surgiram correcções à matéria tributável e imposto, apuradas ao abrigo do regime de tributação pelo lucro consolidado vigente até 2000 e posteriormente ao abrigo do RETGS, sendo as correcções mais significativas relativas ao acréscimo das amortizações derivadas das reavaliações do activo imobilizado corpóreo. O Conselho de Administração, com base nos pareceres técnicos dos seus consultores, entende que as referidas correcções não têm provimento, pelo que as mesmas foram objecto de reclamações graciosas e/ou impugnações judiciais.
Adicionalmente, é entendimento do Conselho de Administração que o pagamento do imposto, por liquidações adicionais relativas a exercícios até ao ano 2001 ou por factos tributários influenciados por operações ocorridas até àquela data e que possam vir a originar liquidações em exercícios futuros, a ser devido, é da responsabilidade do Fundo de Regularização da Dívida Pública.
Para os anos de 1997 e 1998 este entendimento foi sancionado pelo Acórdão da Secção de Contencioso do Supremo Tribunal Administrativo -- confirmado pelo Pleno dessa Secção -- cujas consequências são o reconhecimento, tal como a Empresa sempre defendeu, de que o pagamento do imposto decorrente das liquidações adicionais relativas a esses anos, a ser devido, é da responsabilidade do Fundo de Regularização da Dívida Pública.
O Conselho de Administração entende que as provisões constituídas (Nota 34) reflectem de forma prudente os riscos associados à probabilidade das correcções virem a resultar em desembolsos futuros, estando nelas já incluído uma estimativa para os exercícios ainda não revistos.
No apuramento da matéria colectável, à qual é aplicada a referida taxa de imposto, são adicionados e subtraídos aos resultados contabilísticos montantes não aceites fiscalmente. Estas diferenças entre os resultados contabilísticos e fiscais podem ser de natureza temporária ou permanente.
O encargo de imposto registado no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 corresponde, essencialmente, a:
| Base fiscal | Imposto | |
|---|---|---|
| Resultados antes de impostos Diferenças temporárias Diferenças permanentes |
180.329 12 (192.793) (12.452) |
|
| Encargo normal de imposto Benefícios fiscais (Nota 48) Correcção de imposto Tributações autónomas |
(3.300) (125) 142 43 (3.240) |
|
| Imposto diferido por reversão de diferenças temporárias no exercício Provisões para impostos (Nota 34) Correcção de exercícios anteriores Ajustamento do imposto do grupo fiscal e outros |
(3) 3.271 (260) (3.315) (3.546) |
As diferenças permanentes incluem, essencialmente, os efeitos da aplicação do método da equivalência patrimonial (Notas 10 e 45).
Todas as situações que possam vir a afectar significativamente os impostos futuros encontram-se relevadas por via da aplicação do normativo dos impostos diferidos. Os movimentos ocorridos no exercício, em resultado da adopção deste normativo, foram, quanto à sua natureza e impacto, os seguintes:
| Saldo | Saldo | ||
|---|---|---|---|
| inicial | Reversão | final | |
| Activos por impostos diferidos: | |||
| Ajustamentos de dívidas a receber | 284 | (10) | 274 |
| Provisões (Nota 34) | 8 | ‐ | 8 |
| 292 | (10) | 282 | |
| Passivos por impostos diferidos: | |||
| Reavaliações de imobilizações corpóreas (Nota 13) | 274 | (13) | 261 |
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, a Empresa teve ao seu serviço, em média, 56 empregados, dos quais 39 em regime de cedência pela Cimpor - Indústria de Cimentos, S.A..
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas e corpóreas e dos investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e ajustamentos, foi o seguinte:
| Activo bruto | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Rubricas | Saldo inicial |
Reavaliações e ajustamentos |
Aumentos | Diminuições | Saldo final |
| Imobilizações incorpóreas: | |||||
| Propriedade indústrial e outros direitos | 900 | ‐ | ‐ | ‐ | 900 |
| Imobilizações corpóreas: | |||||
| Terrenos e recursos naturais | 2.409 | ‐ | ‐ | ‐ | 2.409 |
| Edifícios e outras construções | 8.950 | ‐ | ‐ | ‐ | 8.950 |
| Equipamento básico | 3.095 | ‐ | ‐ | ‐ | 3.095 |
| Equipamento de transporte | 378 | ‐ | 252 | ‐ | 630 |
| Equipamento administrativo | 5.346 | ‐ | 1 | (380) | 4.967 |
| Imobilizações em curso | ‐ | ‐ | 2 | ‐ | 2 |
| 20.178 | ‐ | 255 | (380) | 20.053 | |
| Investimentos financeiros: | |||||
| Partes de capital em empresas do grupo (Nota 16) | 1.096.967 | 109.884 | ‐ | ‐ | 1.206.852 |
| Títulos e outras aplicações financeiras | 4.124 | ‐ | ‐ | ‐ | 4.124 |
| 1.101.092 | 109.884 | ‐ | ‐ | 1.210.976 |
| Amortizações e ajustamentos | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Saldo | Anulação/ | Saldo | ||||
| Rubricas | inicial | Reforço | Reversão | final | ||
| Imobilizações incorpóreas: | ||||||
| Propriedade industrial e outros direitos | 360 | 180 | ‐ | 540 | ||
| Imobilizações corpóreas: | ||||||
| Edifícios e outras construções | 5.522 | 181 | ‐ | 5.703 | ||
| Equipamento básico | 3.068 | 4 | ‐ | 3.073 | ||
| Equipamento de transporte | 226 | 135 | ‐ | 361 | ||
| Equipamento administrativo | 5.031 | 2 | (380) | 4.652 | ||
| 13.847 | 321 | (380) | 13.788 | |||
| Investimentos financeiros: | ||||||
| Títulos e outras aplicações financeiras | 4.051 | ‐ | ‐ | 4.051 |
A aplicação do método da equivalência patrimonial, em 31 de Dezembro de 2009, aos investimentos financeiros em empresas do Grupo teve o seguinte impacto:
| Ganhos em empresas do grupo (Nota 45) |
Ajustamentos de partes de capital (Nota 40) |
Dividendos recebidos |
Total | |
|---|---|---|---|---|
| Cement Services Company, S.A.E. | 7 | (4) | (88) | (85) |
| Cimpor Egypt for Cement Company, S.A.E. | 2 | ‐ | (1) | ‐ |
| Cimpor Financial Operations, B.V. | 641 | ‐ | ‐ | 641 |
| Cimpor Inversiones, S.A. | 99.085 | 114.998 | (70.000) | 144.083 |
| Cimpor Portugal, SGPS, S.A. | 89.505 | (1.001) | (126.249) | (37.745) |
| Cimpor Reinsurance, S.A. | 2.246 | ‐ | ‐ | 2.246 |
| Cimpor Tec - Engenharia e Serviços | ||||
| Técnicos de apoio ao Grupo S.A. | 744 | ‐ | ‐ | 744 |
| 192.229 | 113.993 | (196.338) | 109.884 |
Os ajustamentos de partes de capital relativos à Cimpor Inversiones incorporam, essencialmente: (i) efeito da adopção das disposições da IAS 39 relativamente a contabilidade de cobertura e registo de instrumentos financeiros derivados; e, (ii) efeito da conversão das demonstrações financeiras de empresas participadas denominadas em moeda estrangeira.
A Empresa procedeu, em anos anteriores, à reavaliação das suas imobilizações corpóreas ao abrigo da legislação aplicável, nomeadamente:
O detalhe dos custos históricos de aquisição das imobilizações corpóreas e da correspondente reavaliação, líquidos de amortizações acumuladas, em 31 de Dezembro de 2009, é o seguinte:
| Rubricas | Custos históricos |
Reavaliações (Nota 40) |
Valores contabilísticos reavaliados |
|---|---|---|---|
| Terrenos e recursos naturais | 359 | 2.050 | 2.409 |
| Edifícios e outras construções | 807 | 2.440 | 3.247 |
| Equipamento básico | 22 | ‐ | 22 |
| Equipamento de transporte | 269 | ‐ | 269 |
| Equipamento administrativo | 295 | 20 | 315 |
| 1.752 | 4.511 | 6.263 |
De acordo com a legislação portuguesa em vigor, uma parte (40%) do aumento das amortizações resultante das reavaliações não é aceite como custo para efeitos de determinação da matéria colectável em sede de IRC, originando um imposto diferido passivo de 261 milhares de euros (Nota 6).
Em 31 de Dezembro de 2009, os investimentos financeiros tinham a seguinte composição:
| Empresas do Grupo | País | Capital social |
Percentagem de participação |
Capital próprio |
Resultado líquido |
Valor de balanço |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Partes de capital em empresas do grupo: | ||||||
| Cimpor Inversiones, S.A. | Espanha | 522.700.000 | 100 | 884.582 | 107.072 | 785.528 |
| Cimpor Portugal, SGPS, S.A. | Portugal | 125.000.000 | 100 | 355.591 | 87.886 | 400.734 |
| Cimpor Reinsurance, S.A. | Luxemburgo | 1.225.000 | 95 | 14.321 | (393) | 13.101 |
| Cimpor Financial Operations, B.V. | Holanda | 18.500 | 100 | 5.114 | 641 | 5.114 |
| Cimpor Tec - Engenharia e Serviços Técnicos de apoio ao Grupo S.A. | Portugal | 50.000 | 100 | 2.114 | 690 | 2.316 |
| Cement Services Company, S.A.E. | Egipto | 250.000 | 45 | 53 | 16 | 52 |
| Cimpor Egypt For Cement Company, S.A.E. | Egipto | 2.468.919.536 | 0,00187894 | 325.551 | 3.979 | 7 |
| Cimpor Ybitas Cimento A.S. | Turquia | 56.595.120 | 0,0000000004 | 170.384 | (9.850) | ‐ |
| Cimpor Yibitas Beynelmilel Nakliyecilik A.S. | Turquia | 100.000 | 0,00000010 | 411 | 27 | ‐ |
| 1.206.852 | ||||||
| Títulos e outras aplicações financeiras, líquidos de ajustamentos: | ||||||
| Companhia Cimentos de Moçambique, S.A.R.L. | ‐ | |||||
| ICDS – Ind. Con. D. Services | 41 | |||||
| Ambelis, S.A. | 20 | |||||
| APOR – Agência para a Modernização do Porto, S.A. | 12 | |||||
| Nefele – Cª.Ind.Sienitos Nefelínicos, S.A. | ‐ | |||||
| Sociedade Algodoeira do Ambriz, S.A. | ‐ | |||||
| 73 | ||||||
| Total de investimentos financeiros | 1.206.925 |
Nota: O capital social das empresas participadas está expresso nas moedas dos países respectivos.
O valor de balanço das partes de capital em empresas do Grupo corresponde à participação nos patrimónios das empresas indicadas, após os ajustamentos de uniformização de critérios valorimétricos.
Os principais saldos com empresas do Grupo, em 31 de Dezembro de 2009, bem como as transacções efectuadas com as referidas empresas, no exercício findo naquela data, podem ser resumidos como segue:
| Saldos | ||||
|---|---|---|---|---|
| Empresas do Grupo, saldos devedores |
Fornecedores, conta corrente |
Acréscimos de custos |
Empresas do Grupo, saldos credores |
|
| Agrepor Agregados, S.A. | 8 | ‐ | ‐ | 7 |
| Betão Liz, S.A. | 509 | ‐ | ‐ | 14 |
| Cimpor - Indústria de Cimentos, S.A. | 451 | ‐ | 6 | 557 |
| Cimpor Betão - Indústria de Betão Pronto, S.A. | ‐ | ‐ | ‐ | 2 |
| Cimpor Finance Limited | 39 | ‐ | ‐ | ‐ |
| Cimpor Imobiliária, S.A. | ‐ | ‐ | 18 | ‐ |
| Cimpor Internacional, SGPS, S.A. | 12 | ‐ | ‐ | ‐ |
| Cimpor Portugal, SGPS, S.A. | 2.611 | ‐ | ‐ | 100 |
| Cimpor - Serviços de Apoio à Gestão | ||||
| de Empresas, S.A. | 51 | 691 | ‐ | 13 |
| Cimpor Tec - Engenharia e Serviços | ||||
| Técnicos de apoio ao Grupo S.A. | 2 | ‐ | ‐ | ‐ |
| Imopar, SARL | 9 | ‐ | ‐ | ‐ |
| Sacopor - Sociedade de Embalagens | ||||
| e Sacos de Papel, S.A. | 9 | ‐ | ‐ | ‐ |
| 3.701 | 691 | 25 | 692 |
O saldo a receber da Betão Liz, S.A. inclui um valor de 500 milhares de euros, correspondente a apoio de tesouraria, o qual vence juros a taxas normais de mercado.
O saldo a receber da Cimpor Portugal, SGPS, S.A., inclui: (i) um valor de 4.023 milhares de euros corresponde ao IRC estimado a receber no âmbito do regime especial de tributação dos grupos de sociedades (Nota 6); (ii) e um crédito fiscal no valor de 1.412 milhares de euros no âmbito do Sistema de Incentivos Fiscais à Investigação e Desenvolvimento (''SIFIDE''), relativo ao exercício fiscal de 2007 (Nota 48).
| Transacções | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fornecimentos e serviços externos |
Juros suportados (Nota 45) |
Prestações de serviços (Nota 44) |
Proveitos suplementares |
Juros obtidos (Nota 45) |
|
| Agrepor Agregados, S.A. | 1 | ‐ | ‐ | 8 | ‐ |
| Betão Liz, S.A. | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 8 |
| Cimpor - Indústria de Cimentos, S.A. | 13 | ‐ | 4.488 | 63 | 11 |
| Cimpor Internacional, SGPS, S.A. | ‐ | ‐ | 60 | ‐ | ‐ |
| Cimpor Portugal, SGPS, S.A. | ‐ | 2 | ‐ | ‐ | ‐ |
| Cimpor - Serviços de Apoio à Gestão | |||||
| de Empresas, S.A. | 1.745 | ‐ | ‐ | 507 | ‐ |
| Cimpor Tec - Engenharia e Serviços | |||||
| Técnicos de apoio ao Grupo S.A. | ‐ | ‐ | ‐ | 3 | ‐ |
| Sacopor - Sociedade de Embalagens | |||||
| e Sacos de Papel, S.A. | ‐ | ‐ | ‐ | 9 | ‐ |
| 1.759 | 2 | 4.548 | 590 | 19 |
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, realizaram-se os seguintes movimentos nestas rubricas:
| Rubricas | Saldo inicial |
Utilização | Reversão | Saldo final |
|---|---|---|---|---|
| Dívidas de terceiros: Clientes de cobrança duvidosa |
3.143 | (170) | (81) | 2.892 |
| Outros devedores/accionistas | 611 3.754 |
‐ (170) |
‐ (81) |
611 3.502 |
Em 31 de Dezembro de 2009, existiam dívidas de cobrança duvidosa de clientes e outros devedores, de 3.506 milhares de euros, as quais se encontravam ajustadas em 3.502 milhares de euros (Nota 21).
Em 31 de Dezembro de 2009, o valor dos créditos sobre o pessoal ascendia a 48 milhares de euros relativos a abonos a regularizar, correspondendo essencialmente a empréstimos concedidos. Os valores a pagar naquela data totalizavam 6 milhares de euros.
Pensões de reforma e assistência na doença
Conforme mencionado na Nota 3 e), algumas das empresas participadas mantêm com os seus empregados regimes complementares de reforma e de assistência na doença.
As responsabilidades inerentes aos mesmos encontram-se devidamente reflectidas nas respectivas demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2009, através da aplicação dos correspondentes normativos contabilísticos.
Em 31 de Dezembro de 2009, as responsabilidades do Grupo com serviços passados perante empregados no activo e reformados ascendem a 98.664 milhares de euros, dos quais 74.186 milhares de euros estão financiados por fundos de pensões constituídos para o efeito.
As responsabilidades não financiadas, no montante de 24.478 milhares de euros, encontram-se registadas no passivo das respectivas empresas.
Decorrente da aplicação do método da equivalência patrimonial, todos estes efeitos estão reflectidos nos resultados financeiros da Empresa e no valor dos seus investimentos financeiros.
Conforme referido na Nota 3 e), a Empresa suportou adicionalmente 501 milhares de euros relativos a benefícios de reforma e saúde atribuídos a trabalhadores em regime de cedência pela Cimpor Indústria.
No decorrer do exercício de 2008, a Empresa assumiu o compromisso de criar um Fundo de Pensões de Contribuição Definida, sendo a contribuição anual de 4% do valor da retribuição base, acrescida das diuturnidades. Para o efeito a Empresa efectuou, ao Fundo de Pensões Aberto BPI Garantia contribuições de 30 milhares de euros e 32 milhares de euros, correspondente aos exercícios de 2008 e 2009, respectivamente, tendo suportado um custo de 46 milhares de euros no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009. Adicionalmente, foram efectuadas contribuições para Planos de Poupança Reforma nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, no montante de 151 milhares de euros e 133 milhares de euros, respectivamente.
São beneficiários deste fundo de pensões todos os funcionários ao serviço da Empresa em 1 de Janeiro de 2008 ou admitidos a partir desta data, desde que detenham ou venham a deter com a Empresa um vínculo laboral igual ou superior a cinco anos, ou os que, detendo um vínculo laboral com duração inferior, atinjam a idade legal de reforma por velhice ao serviço da Empresa.
De acordo com o Código das Sociedades Comerciais, a Empresa responde solidariamente pelas obrigações das suas associadas com as quais mantém uma relação de domínio total.
Em 1 de Fevereiro de 2005, foi celebrado um contrato de prestação de serviços entre a Empresa e a Cimpor -- Serviços de Apoio à Gestão de Empresas, S.A., que tem por objecto a prestação de serviços nas áreas administrativa, financeira, contabilística e dos recursos humanos. Este contrato implica um compromisso anual de 1.728 milhares de euros. As cartas de conforto prestadas, relativamente a operações de financiamento das empresas do Grupo, são as seguintes:
| Corporacion Noroeste, S.A. | 62.742 |
|---|---|
| Cimentos de Moçambique, S.A.R.L. | 1.619 |
| 64.361 |
A Empresa presta ainda suporte aos programas de Euro Medium Term Notes estabelecidas no Grupo.
Vários instrumentos de financiamento de empresas participadas incluem cláusulas de change of control que prevêem, no limite, a possibilidade de amortização antecipada por decisão das entidades credoras, caso se verifique o controlo de 51% do capital da Empresa por uma única entidade ou várias entidades actuando concertadamente. Em 31 de Dezembro de 2009, a dívida financeira de empresas participadas atribuível a instrumentos contendo esta cláusula ascendia a 1.174,6 milhões de euros.
Em 31 de Dezembro de 2009, a responsabilidade da Empresa por garantias bancárias apresentadas totaliza 58.423 milhares de euros, as quais respeitam, a garantias prestadas às autoridades fiscais, para fazer face às liquidações adicionais de impostos cuja responsabilidade está provisionada na rubrica de Provisões para impostos (Nota 34) e a uma garantia prestada perante um sindicato bancário para o cumprimento das obrigações decorrentes do financiamento por parte de uma subsidiária junto do Banco Europeu de Investimento que, em 31 de Dezembro de 2009, ascendia a 40.000 milhares de euros.
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, realizaram-se os seguintes movimentos nas rubricas de provisões:
| Saldo inicial |
Reforço | Saldo final |
|
|---|---|---|---|
| Provisão para impostos | 48.553 | 5.611 | 54.164 |
| Outros riscos e encargos | 31 | ‐ | 31 |
| 48.584 | 5.611 | 54.195 |
Os reforços e as diminuições das provisões para impostos cuja natureza é explicada na Nota 6, foram efectuados por contrapartida de:
| Reforços | |
|---|---|
| Provisões | 2.340 |
| Imposto sobre o rendimento (Nota 6) | 3.271 |
| 5.611 |
Em 31 de Dezembro de 2009, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, estava representado por 672.000.000 acções, com o valor nominal de um euro cada.
Em 31 de Dezembro de 2009, a Teixeira Duarte, SGPS, S.A., nos termos apresentados a seguir, constitui-se como a única entidade com mais de 20% do capital subscrito (1):
| Accionistas | Nº de Acções % do Capital Social (2) |
|
|---|---|---|
| Teixeira Duarte, SGPS, S.A.(3) | 153.096.575 | 22,78% |
| Através dos membros dos seus orgãos de administração e fiscalização | 251.000 | 0,04% |
| Através da sociedade, por si dominada, TDG, SGPS, S.A. | 152.845.575 | 22,74% |
| Através dos membros dos seus orgãos de administração e fiscalização | 44.195 | 0,01% |
| Através da sociedade, por si dominada Teixeira Duarte, S.A. | 152.801.380 | 22,74% |
| Através dos membros dos seus orgãos de administração e fiscalização, directa e indirectamente | 3.827.150 | 0,57% |
| Através da sociedade, por si dominada, Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. | 148.974.230 | 22,17% |
| Através da sociedade, por si integralmente dominada, Teixeira Duarte - Sociedade Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A. | 148.974.230 | 22,17% |
| Através da sociedade, por si integralmente dominada, Tedal, SGPS, S.A. | 67.205.000 | 10,00% |
| Através da sociedade, por si integralmente dominada, TDCIM, SGPS, S.A. | 81.769.230 | 12,17% |
(1) Conforme Comunicados de Participações Qualificadas e informações recebidas pela sociedade relativas às posições a 31.12.2009.
(2) Com direito de voto
(3) Participação Social Qualificada apresentada conforme comunicada oficialmente à sociedade (inclui acções dos membros dos orgãos de administração e fiscalização da Teixeira Duarte-S.A. e TDG, SGPS, S.A., conforme entendimento da Comissão do M ercado de Valores M obiliários).
No exercício em análise, e em conformidade com o critério definido, procedeu-se à transferência para a rubrica ''Resultados transitados'' de 42 milhares de euros, correspondente aos bens alienados ou amortizados no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009.
Os movimentos ocorridos nas rubricas de capital próprio, no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, foram os seguintes:
| Saldo inicial |
Aplicação dos resultados |
Aumentos | Transferências | Diminuições | Saldo final |
|
|---|---|---|---|---|---|---|
| Capital | 672.000 | ‐ | ‐ | ‐ | ‐ | 672.000 |
| Acções próprias | (41.640) | ‐ | 1.735 | ‐ | ‐ | (39.905) |
| Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas | 147.954 | ‐ | 113.993 | (84.536) | ‐ | 177.411 |
| Reservas de reavaliação (Notas 13 e 39) | 1.769 | ‐ | ‐ | (42) | ‐ | 1.727 |
| Reserva legal | 119.465 | 7.700 | ‐ | ‐ | ‐ | 127.165 |
| Outras reservas | 175.372 | ‐ | ‐ | ‐ | (200) | 175.171 |
| Resultados transitados | (164.111) | 21.047 | ‐ | 84.578 | ‐ | (58.486) |
| Resultado líquido do exercício | 153.979 | (153.979) | 183.875 | ‐ | ‐ | 183.875 |
| 1.064.788 | (125.232) | 299.603 | ‐ | (200) | 1.238.959 |
Reserva de reavaliação: Esta rubrica resulta da reavaliação do imobilizado corpóreo efectuada nos termos da legislação aplicável (Nota 12). De acordo com a legislação que permitiu essas reavaliações, estas reservas apenas podem ser utilizadas na cobertura de prejuízos ou para aumento do capital.
Reserva legal: De acordo com a legislação vigente, a Empresa é obrigada a transferir para reserva legal pelo menos 5% do resultado líquido anual, até que a mesma atinja, no mínimo, 20% do capital. Esta reserva não pode ser distribuída aos accionistas, podendo, contudo, ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas, ou ser incorporada no capital.
Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas: Os movimentos ocorridos no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 correspondem a: (i) transferência de ''Resultados transitados'' para ''Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas'' dos resultados obtidos e não distribuídos pelas empresas participadas, cujos investimentos financeiros estão registados pelo método da equivalência patrimonial; (ii) ajustamentos ao valor dos investimentos financeiros decorrentes de variações patrimoniais nas empresas participadas não justificadas pelos respectivos resultados (Nota 10).
Aplicação dos resultados: De acordo com a deliberação da Assembleia Geral de Accionistas de 13 de Maio de 2009, o resultado líquido do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 foi aplicado da seguinte forma:
| Dividendos | 124.320 |
|---|---|
| Gratificações a empregados | 2.455 |
| Resultados transitados | 19.504 |
| Reserva legal | 7.700 |
| 153.979 |
Os dividendos atribuídos às acções próprias, não distribuídos, no montante de 1.543 milhares de euros, estão incluídos na rubrica de Resultados transitados.
Acções próprias: A legislação comercial relativa a acções próprias obriga à existência de uma reserva livre de montante igual ao preço de aquisição dessas acções, a qual se torna indisponível enquanto essas acções não forem alienadas. Adicionalmente, as regras contabilísticas aplicáveis determinam que os ganhos ou perdas na alienação de acções próprias sejam registados em reservas.
O movimento de acções próprias ocorrido no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 compreende a alienação de 502.245 acções a diversos colaboradores do Grupo (Nota 52), pelo montante global de 1.504 milhares de euros, de que resultou uma perda, líquida de imposto, registado em ''Outras reservas'', de 200 milhares de euros.
Em 31 de Dezembro de 2009, a Empresa detinha um total de 7.974.587 acções próprias (Nota 52).
Outras reservas: As outras reservas são disponíveis para distribuição, excepto no que respeita à reserva tornada indisponível nos termos da legislação comercial aplicável às acções próprias, no montante de 39.905 milhares de euros.
As remunerações atribuídas aos membros dos órgãos sociais no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 foram como segue:
| Remunerações | Remunerações | Remunerações | |
|---|---|---|---|
| fixas | variáveis | totais | |
| Administradores executivos | 1.466 | 1.895 | 3.361 |
| Administradores não executivos | 682 | ‐ | 682 |
| 2.148 | 1.895 | 4.043 |
As prestações de serviços no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 decorrem na totalidade dos contratos de prestação de serviços de administração e gestão celebrados com empresas participadas (Nota 16).
Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 tinham a seguinte composição:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Custos e perdas: | ||
| Juros suportados | 14 | 391 |
| Diferenças de câmbio desfavoráveis | 12 | 4 |
| Outros custos e perdas financeiros | 1.885 | 104 |
| 1.911 | 500 | |
| Resultados financeiros | 190.381 | 112.471 |
| 192.293 | 112.971 | |
| Proveitos e ganhos: | ||
| Juros obtidos | 56 | 1.157 |
| Ganhos em empresas do grupo e associadas (Nota 10) | 192.229 | 111.801 |
| Diferenças de câmbio favoráveis | 7 | 13 |
| 192.293 | 112.971 |
A rubrica ''Outros custos e perdas financeiras'' inclui 1.808 milhares de euros relativos a custos incorridos no âmbito do programa de emissões de papel comercial, contratado em 22 de Maio de 2009 (Nota 49).
Os resultados extraordinários dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 tinham a seguinte composição:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Custos e perdas: | ||
| Donativos | 56 | 60 |
| Correcções de exercícios anteriores | 55 | 86 |
| Multas e penalidades | 5 | 6 |
| Outros custos e perdas extraordinários | 2 | 14 |
| 117 | 166 | |
| Resultados extraordinários | (111) | (104) |
| 6 | 62 | |
| Proveitos e ganhos: | ||
| Ganhos em imobilizações | ‐ | 23 |
| Recuperação de dívidas | 3 | 1 |
| Outros proveitos e ganhos extraordinários | 3 | 38 |
| 6 | 62 |
Em 31 de Dezembro de 2009, os saldos com estas entidades eram como segue:
| Saldos | Saldos | |
|---|---|---|
| devedores | credores | |
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas | 6.612 | 22 |
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares | 30 | 125 |
| Imposto sobre o Valor Acrescentado | ‐ | 88 |
| Contribuições para a Segurança Social | ‐ | 98 |
| 6.642 | 334 |
Em 31 de Dezembro de 2009, o saldo devedor de Imposto sobre o Rendimento de Pessoas colectivas resulta do apuramento do imposto no âmbito do regime especial de tributação dos grupos de sociedades (Nota 6).
Tendo em vista o desenvolvimento sustentável de novos materiais, com base no cimento, a serem produzidos pelo Grupo, a Empresa celebrou, com o Massachusetts Institute of Technology, um protocolo na área da Investigação & Desenvolvimento, cujo encargo, no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, ascendeu ao valor de aproximadamente 180 milhares de euros.
A Empresa tem em curso a preparação da candidatura a apresentar no âmbito do Sistema de Incentivos Fiscais à Investigação e Desenvolvimento (''SIFIDE''). Atendendo aos gastos com aquele protocolo no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, a Empresa reconheceu um crédito fiscal de 125 milhares de euros (Nota 6).
Assim, o saldo devedor de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas inclui um benefício fiscal estimado, no âmbito do SIFIDE, no montante de 125 milhares de euros, o qual poderá vir a ser alterado no decurso da apresentação da respectiva candidatura, prevista até Maio de 2010.
Em 31 de Dezembro de 2009, os saldos destas rubricas apresentavam a seguinte composição:
| Acréscimos de proveitos Juros a receber |
14 |
|---|---|
| Custos diferidos Seguros |
30 |
| Outros custos diferidos | 1.915 |
| 1.945 | |
| Acréscimos de custos | |
| Remunerações a liquidar | 981 |
| Serviços externos pendentes de facturação | 110 |
| Seguros | 1 |
| Outros acréscimos de custos | 30 |
| 1.122 | |
| Proveitos diferidos | |
| Outros proveitos diferidos | 2 |
A rubrica ''Outros custos diferidos'' inclui 1.796 milhares de euros de gastos já incorridos relativos a exercícios futuros no âmbito do programa de emissões de papel comercial, aberto em 22 de Maio de 2009 (Nota 45).
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os honorários e serviços prestados pelos nossos auditores foram os seguintes:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Serviços de revisão legal de contas | 72 | 85 |
| Outros serviços de garantia de fiabilidade | 25 | ‐ |
| 97 | 85 |
O derivado de taxa de juro, no qual a Empresa era contraparte em 31 de Dezembro de 2008, qualificado como de negociação, atingiu a maturidade durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009. Naquela data, a Empresa não era contraparte de nenhum instrumento financeiro derivado.
Na Assembleia Geral Anual, realizada em 13 de Maio de 2009, foram aprovados pelos accionistas um Plano de Aquisição de Acções pelos Colaboradores (ano 2009) e um Plano de Atribuição de Opções de Compra de Acções da Cimpor (série 2009).
A atribuição da qualidade de beneficiários deste Planos é efectuada pelo Conselho de Administração da Cimpor -- Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., à excepção dos respectivos membros, em que a atribuição é determinada pela Comissão de Fixação de Remunerações.
Aos beneficiários do Plano de Aquisição de Acções pelos Colaboradores é concedido o direito de adquirirem acções, a um preço igual a setenta e cinco por cento do valor da cotação de fecho do dia em que se efectuar a transacção, até um montante global que não ultrapasse a metade da sua remuneração base mensal ilíquida.
Aos beneficiários do Plano de Atribuição de Opções de Compra de Acções da Cimpor é concedido o direito de adquirirem acções da Cimpor (opções iniciais) a um preço que não deverá ser inferior a setenta e cinco por cento da média da cotação de fecho das sessenta sessões de Bolsa imediatamente anteriores àquela data, sendo que por cada opção exercida é também atribuída ao beneficiário a faculdade de adquirir uma acção em cada um dos três anos seguintes (opções derivadas), ao mesmo preço.
As opções exercidas e as acções adquiridas durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 foram as seguintes:
| Plano | Nº acções (Nota 40) |
V. Unitário | Data |
|---|---|---|---|
| Atribuição de opções de compra de acções - série 2009 | 326.900 | 2,850 | 1 de Junho |
| Aquisição de acções pelos colaboradores – ano 2009 | 175.345 | 3,263 | 14 de Maio |
| 502.245 |
Em 31 de Dezembro de 2009, a Empresa possui em carteira acções próprias suficientes para fazer face às responsabilidades inerentes aos referidos planos de incentivos (Nota 40).
Em 31 de Dezembro de 2009, em resultado da série 2009 e anteriores, encontravam-se em aberto 1.747.130 opções sobre acções.
Os eventos mais relevantes ocorridos após 31 de Dezembro de 2009 encontram-se detalhadamente descritos no Relatório de Gestão sobre a Actividade Consolidada.
Estas demonstrações financeiras foram aprovadas, e autorizada a sua emissão, pelo Conselho de Administração em 7 de Abril de 2010, e serão sujeitas a aprovação em Assembleia Geral de Accionistas agendada para 29 de Abril de 2010.
Prof. Ricardo Manuel Simões Bayão Horta
| Dr. Luís Eduardo da Silva Barbosa | Dr. Vicente Árias Mosquera |
|---|---|
| Prof. Dr. António Sarmento Gomes Mota | José Manuel Baptista Fino |
| Dr. Jorge Humberto Correia Tomé | Dr. José Enrique Freire Arteta |
| Eng. Jorge Manuel Tavares Salavessa Moura | Eng. Luís Filipe Sequeira Martins |
| Dr. Manuel Luís Barata de Faria Blanc | Dr. António Carlos Custódio de Morais Varela |
| Dr. Luís Miguel da Silveira Ribeiro Vaz | Dr. Pedro Manuel Abecassis Empis |
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA
Senhores Accionistas,
Em conformidade com a legislação em vigor, no cumprimento do disposto nos estatutos da CIMPOR -- Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. (''Empresa'') e o mandato que nos foi conferido, vem o Conselho Fiscal apresentar o seu relatório sobre a acção desenvolvida e emitir o seu parecer sobre os documentos de prestação de contas, referentes ao exercício de 2009, que lhe foram apresentados para apreciação pelo Conselho de Administração.
O Conselho Fiscal acompanhou a actividade e os negócios da Empresa, especialmente através da apreciação dos documentos, registos contabilísticos, documentação de suporte, e apreciação das actas do Conselho de Administração e da Comissão Executiva e da consulta e análise de outra documentação, no sentido de apreciar o cumprimento do normativo legal e estatutário em vigor. O Conselho Fiscal procedeu ainda à realização de testes e outros procedimentos, com a profundidade julgada necessária nas circunstâncias, tendo mantido contactos, com o Conselho de Administração e com os demais responsáveis pela gestão, tendo solicitado e obtido todos os esclarecimentos e informações considerados necessários.
No âmbito das nossas funções, analisámos o Relatório de Gestão do Conselho de Administração, concluindo que o mesmo satisfaz os requisitos legais. De igual modo, analisámos as contas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, as quais compreendem o balanço, as demonstrações dos resultados, por naturezas e funções, a demonstração dos fluxos de caixa e o correspondente anexo, elaboradas pelo Conselho de Administração, nomeadamente quanto aos princípios contabilísticos usados na sua preparação e respectiva aderência aos geralmente aceites em Portugal nos termos da legislação em vigor, bem como à observância dos preceitos legais e estatutários.
A proposta de aplicação de resultados, apresentada pelo Conselho de Administração enquadra-se nas disposições legais e estatutárias aplicáveis.
O Conselho Fiscal tomou conhecimento da Certificação Legal das Contas, emitido pelo Revisor Oficial de Contas, com o qual manifesta a sua concordância.
Nesta conformidade, somos do parecer que os supra citados documentos de prestação de contas, bem como a proposta de aplicação de resultados, estão de acordo com as disposições contabilísticas, legais e estatutárias, reunindo as condições para serem aprovados pelos Accionistas.
O Conselho Fiscal expressa o seu reconhecimento ao Conselho de Administração e demais colaboradores da CIMPOR -- Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., pela disponibilidade manifestada.
Lisboa, 12 de Abril de 2010
Ricardo José Minotti da Cruz-Filipe Presidente
Luís Black Freire d'Andrade Vogal
J. Bastos, C. Sousa Góis & Associados, SROC, Lda., representada por, Jaime de Macedo Santos Bastos Vogal
Página 2 de 2
Lisboa, 12 de Abril de 2010
________________________________________ Deloitte & Associados, SROC S.A. Representada por João Luís Falua Costa da Silva
Building tools?
Free accounts include 100 API calls/year for testing.
Have a question? We'll get back to you promptly.