Annual Report • Nov 2, 2011
Annual Report
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Sociedade Aberta Capital Social: 75.000.000 euros Capital Próprio: 21.769.423 euros (aprovado em Assembleia Geral de 25 de Novembro de 2010) Sede Social – Estádio do Dragão, Via FC Porto, Entrada Poente Piso 3 Matricula na 1ª Conservatória do Registo Comercial do Porto e Pessoa Colectiva n.º 504 076 574
C. Relatório sobre o Governo da Sociedade
D. Participações detidas pelos membros do Conselho de Administração e Conselho Fiscal
O FC Porto assinou uma das épocas mais festivas dos seus mais de 100 anos de história, voltando a triunfar na Europa, ao conquistar a Liga Europa na final de Dublin, o sétimo troféu internacional do nosso palmarés e que nos mantém como o clube europeu com mais títulos no século XXI.
A conquista europeia, celebrada por centenas de milhares de pessoas na baixa do Porto, após o regresso da equipa da Irlanda, foi só mais uma vitória inesquecível de uma equipa fantástica, que nunca se cansou de buscar troféus para engrandecer ainda mais a nossa história.
Pouco mais de uma semana depois, nova final, desta vez na Taça de Portugal, ganha ao Vitória de Guimarães, culminando um ano que nos enche de orgulho, depois de um campeonato conquistado sem derrotas e de mais uma vitória na Supertaça, logo a abrir a temporada.
Somos há já alguns anos um "case study" na Europa do futebol e pelo quinto ano consecutivo e em plena recessão económica apresentamos resultados positivos, o que aliado ao sucesso desportivo que temos sabido preservar nos mantém entre os mais invejados emblemas desportivos do Velho Continente.
Aos nossos accionistas e aos nossos adeptos só prometo ambição, competência, rigor e paixão, os quatro pilares que nos têm guiado nesta maravilhosa aventura que é fazer do FC Porto cada vez maior, com mais troféus, com mais solidez económica e com mais futuro.
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Presidente – José Manuel de Matos Fernandes Secretário – Rui Miguel de Sousa Simões Fernandes Marrana
Presidente – Jorge Nuno Lima Pinto da Costa Adelino Sá e Melo Caldeira Angelino Cândido Sousa Ferreira Reinaldo da Costa Teles Pinheiro Jaime Eduardo Lamego Lopes
Presidente – José Paulo Sá Fernandes Nunes de Almeida Armando Luís Vieira de Magalhães Filipe Carlos Ferreira Avides Moreira José Manuel Taveira dos Santos (Suplente)
Deloitte & Associados, SROC SA, representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves
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Daniel Lorenz Rodrigues Pereira Suplente: Urgel Ricardo Santos Brandão Horta Martins
Presidente – Alípio Dias Álvaro Pinto Álvaro Rola Américo Amorim António Gonçalves António Lobo Xavier Armando Pinho Artur Santos Silva Elisa Ferreira Fernando Pimenta Fernando Póvoas Ilídio Pinho Ilídio Pinto João Espregueira Mendes Jorge Armindo Jorge Nuno Pinto da Costa Ludgero Marques Rui Alegre
Presidente – Alípio Dias Joaquim Manuel Machado Faria de Almeida Fernando Freire de Sousa
Aumento do passivo total em 41.958m€, mas com uma diminuição da dívida a pagar no curto prazo de 72 para 70%;
Rácio Net Debt / EBITDA (capacidade de pagar o passivo financeiro) melhora em 24%, passando de 2,72 para 2,06 anos;
A FC Porto – Futebol, SAD vem cumprir os seus deveres de prestação de informação de natureza económica e financeira, relativa ao exercício 2010/2011, período compreendido entre 1 de Julho de 2010 e 30 de Junho de 2011.
Este documento foi elaborado de acordo com o quadro normativo vigente, nomeadamente o disposto no Código das Sociedades Comerciais, Código dos Valores Mobiliários e nos Regulamentos da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Conforme estipulado no Regulamento do Parlamento Europeu, as sociedades com valores mobiliários admitidos em mercados regulamentados sediados na União Europeia devem utilizar nas suas demonstrações financeiras consolidadas, as normas internacionais de contabilidade (IAS/IFRS) adoptadas no seio da União, para todos os exercícios financeiros com início em ou após 1 de Janeiro de 2005.
No caso da F.C. Porto – Futebol, SAD, estas normas entraram em vigor no exercício 2005/2006. As contas apresentadas em todos os trimestres, bem como este relatório sobre as contas anuais, foram elaborados de acordo com as normas internacionais de contabilidade.
RESUMO DA ACTIVIDADE DESPORTIVA
A época 2010/2011 foi de grandes conquistas para o FC Porto. Numa temporada que ficará para sempre na história do clube e do futebol português, o FC Porto conquistou quatro troféus (Liga Europa, campeonato nacional, Taça de Portugal e Supertaça). Estes quatro títulos permitiram ao FC Porto tornar-se o clube português mais titulado de sempre, com 69 títulos – entretanto, já depois do fecho do exercício subiria para 70, com a conquista da Supertaça.
A temporada permitiu também reforçar o estatuto de clube europeu com mais troféus conquistados no século XXI, tendo passado para 23 (24 com a conquista da Supertaça em Agosto).
Com pequenos ajustes no plantel e com nova equipa técnica, liderada por André Villas-Boas, o FC Porto conquistou o primeiro troféu logo no primeiro jogo oficial da época, quando bateu o Benfica por 2-0 na final da Supertaça, disputada em Aveiro.
Esta vitória mostrou como o nosso clube não estava disposto a abdicar da hegemonia do futebol português, sendo que o principal objectivo era a recuperação do título nacional.
E a carreira da equipa não podia ser melhor, com 27 vitórias e apenas três empates ao longo de 30 jornadas de glória, os Dragões sagraram-se campeões nacionais com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, um novo recorde de vantagem na história dos campeonatos nacionais.
Desta carreira ímpar ressaltam alguns jogos memoráveis, como a goleada por 5-0 infligida ao Benfica no Estádio do Dragão, ou a vitória por 2-1 em pleno Estádio da Luz, jogo que carimbou em definitivo a reconquista do campeonato nacional.
Apesar do primeiro objectivo se centrar no campeonato nacional, o FC Porto não descurou a participação na Liga Europa, competição que viria a vencer brilhantemente
na final de Dublin, ao bater o Sporting de Braga por 1-0, na que foi a primeira final portuguesa de uma competição europeia.
A conquista do sétimo troféu internacional, o quarto este século, ilustra de forma clara a hegemonia do FC Porto no futebol nacional (à excepção do FC Porto, a última vitória internacional de uma equipa portuguesa foi em 1964, há já quase 48 anos).
A carreira europeia da equipa ficou marcada por jogos fantásticos, com vitórias sucessivas em terrenos muito difíceis, como Sevilha, ou Moscovo, por duas vezes, ou goleadas históricas, como os 5-1 ao Villarreal.
Na Taça de Portugal, competição que o FC Porto tinha vencido nas duas edições anteriores, a equipa conquistou o tri, com uma goleada por 6-2 frente ao Vitória de Guimarães, na final do Jamor. Antes, nas meias-finais, o FC Porto defrontou o Benfica e sofreu a única derrota na competição, ao perder na primeira-mão da meia-final por 0-2, no Estádio do Dragão. A derrota não impediu, no entanto, a equipa de ir à Luz discutir o apuramento, carimbado com uma fantástica vitória por 3-1.
Pela segunda vez na história, depois de já o ter conseguido em 2003, o FC Porto assegurava o "treble", que é vencer campeonato e taça nacional e competição europeia numa mesma época. Para se ter a noção de como é invulgar conseguir no mesmo ano vencer campeonato e taça nacional e competição europeia, só outros oito clubes o conseguiram em toda a história do futebol europeu (Celtic, Ajax, Liverpool, PSV Eindhoven, Manchester United, Galatasaray, Barcelona e Inter Milão), sendo que o FC Porto é mesmo o único que o conseguiu por duas vezes.
Para além do sucesso retumbante da equipa profissional, o FC Porto não descurou os escalões jovens, tendo sido campeão nacional de sub-19 e sub-15. A aposta no trabalho de formação de jogadores é uma tradição no FC Porto e os títulos conquistados abrem perspectivas de formar talentos que nos próximos anos possam integrar o principal plantel da sociedade.
Realce para o facto de pela primeira vez o campeonato de sub-19 ter sido disputado numa fase final de oito equipas, todos contra todos, numa prova de âmbito nacional de 14 jornadas. A equipa do FC Porto sagrou-se campeã nacional tendo perdido apenas uma partida, o que demonstra bem a qualidade dos jovens Dragões.
Em crescimento continua o Dragon Force, que nesta última temporada cumpriu o terceiro ano de vida. Este projecto de formação desportiva, com preocupações pedagógicas, alimentares e sociais proporciona a pratica desportiva a centenas de crianças de ambos os sexos, dos quatro aos 14 anos.
Já após o fim do exercício, aquando do arranque do novo ano lectivo, o FC Porto abriu quatro novas escolas (Valadares, Madeira, Custóias e Famalicão), ampliando para as dez que neste momento estão em funcionamento.
A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD apresenta, pelo quinto exercício económico consecutivo, resultados consolidados positivos. Apesar da actual conjuntura económica e financeira, nacional e internacional, e da não participação da equipa principal do FC Porto na UEFA Champions League, esta sociedade conseguiu equilibrar o seu orçamento, com base nas receitas geradas.
Neste relatório são analisados os resultados consolidados da sociedade, compostos pela agregação dos resultados obtidos individualmente em cada uma das empresas do perímetro de consolidação – FC Porto - Futebol, SAD, PortoComercial, PortoEstádio, PortoMultimédia e PortoSeguro – líquida das transacções efectuadas entre elas. Apesar do volume de negócios da PortoComercial ter um peso cada vez mais significativo no total do grupo, é ainda a actividade da FC Porto – Futebol, SAD, em termos individuais, que contribui de forma decisiva para os resultados consolidados apresentados. No exercício em análise, esta empresa fechou o ano com contas positivas, o que, apesar da participação negativa das outras empresas, à excepção da PortoSeguro, permitiu a obtenção do resultado consolidado obtido.
Mais à frente neste relatório apresenta-se um resumo dos resultados individuais de cada uma das empresas do perímetro de consolidação, pelo que agora nos concentraremos na análise, a dois anos, do resultado consolidado.
Como foi já referido, a FC Porto – Futebol, SAD obteve, novamente, um resultado consolidado líquido positivo, no exercício em análise, de 534m€, o que representa um acréscimo de 452m€, relativamente ao período anterior.
Esta evolução positiva do Resultado Líquido torna-se mais expressiva se nos concentramos no Cash-Flow, que reflecte os meios libertos pela actividade da empresa e é obtido pelo resultado do exercício, líquido de amortizações, perdas de imparidade e provisões. O crescimento do cash-flow, que atingiu neste exercício os 30.504m€, permite à sociedade uma maior capacidade de autofinanciamento.
O resultado líquido da FC Porto – Futebol, SAD, à semelhança de outras empresas do mesmo sector de actividade, é constituído por 3 componentes relevantes: resultados operacionais excluindo transacções de passes de jogadores, resultados relacionados com passes de jogadores e resultados financeiros, ao que se junta posteriormente o imposto sobre o rendimento. O aumento dos resultados operacionais excluindo transacções de passes de jogadores influenciou determinantemente o resultado final.
Analisando a estrutura de proveitos operacionais excluindo proveitos com passes de jogadores, que atingiram os 89.815m€ no exercício em análise, verifica-se que, à excepção de 'Outras receitas desportivas', todas as rubricas tiveram uma evolução positiva, comparativamente com o ano anterior.
| valores em milhares de euros | ||||
|---|---|---|---|---|
| Proveitos Operacionais excluindo proveitos com passes 2009/2010 | % | 2010/2011 | % | |
| Merchandising | 2.467 | 4% | 3.219 | 4% |
| Bilheteira | 11.072 | 19% | 11.643 | 13% |
| Provas UEFA | 11.634 | 20% | 18.349 | 20% |
| Outras Receitas Desportivas | 3.110 | 5% | 2.180 | 2% |
| Direitos de transmissão televisiva | 8.375 | 15% | 11.398 | 13% |
| Publicidade e Sponsorização | 12.392 | 22% | 14.345 | 16% |
| Corporate Hospitality | 4.406 | 8% | 9.960 | 11% |
| Outras Prestações de Serviços | 3.903 | 7% | 3.155 | 4% |
| Outros Proveitos | 254 | 0% | 15.566 | 17% |
| TOTAL | 57.613 | 100% | 89.815 | 100% |
As receitas de merchandising, que atingiram os 3.219m€, cresceram 30% no exercício em análise, o que é de destacar dada a actual conjuntura económica.
A bilheteira, no seu sentido amplo, aumentou 571m€ relativamente a 2009/2010. Este crescimento não foi mais significativo uma vez que houve uma quebra das receitas obtidas com a comercialização de Dragon Seats e com o proveito das quotizações pagas pelos associados do FC Porto que são proveito da sociedade desportiva. No que diz respeito aos dragon seats, esta queda poderá ser explicada pelo facto do FCP estar a
disputar a UEFA Europa League, o que poderá levar a um interesse menor dos associados na procura deste produto. No caso das quotas, cumulativamente a ter diminuído a receita global da quotização, a percentagem destinada à sociedade desportiva baixou de 80 para 75%. Já as receitas dos bilhetes vendidos jogo a jogo aumentou tanto nos jogos do campeonato nacional, como das competições europeias.
As receitas advindas das provas europeias aumentaram, no exercício em análise, 6.715m€. Apesar do FC Porto se ter sagrado campeão da UEFA Europa League (UEL), as receitas globais obtidas pelo excelente desempenho nessa prova, foi bastante inferior ao valor que normalmente obtém pela participação na UEFA Champions League (UCL), onde a equipa tem marcado presença, uma vez que a UEL atribui prémios bastante mais modestos. O crescimento verificado justifica-se pelo facto de a contabilização dos proveitos relacionados com as competições europeias não reflectir o quadro económico a que estão sujeitas as provas em que a equipa participa em cada um dos períodos apresentados. Tendo em conta a política contabilística consistentemente adoptada, o prémio fixo de acesso à prova, de 7,2M€ / 1M€ (UCL / UEL, respectivamente), é contabilizado no momento em que é garantido desportivamente, assim como são contabilizados os encargos com os prémios correspondentes a pagar a jogadores e técnicos. Assim, o acesso à edição 2009/2010 tinha já sido contabilizado no exercício anterior, enquanto o acesso à de 2010/2011 foi obtido em Agosto de 2011, com a passagem nos play-offs. Por essa razão, em 2010/2011 está reconhecido o acesso à UEL 2010/2011 (1M€) e o acesso à UCL 2011/2012 (7,2M€).
Em 'Outras Receitas Desportivas' estão contabilizados os proveitos relativos à participação em outras provas desportivas que não a já referida UEL – a Taça de Portugal, a Supertaça Cândido Oliveira, a Taça da Liga, torneios de pré-época – e ainda as receitas advindas do Dragon Force. Apesar das receitas da participação na Taça da Liga terem sido manifestamente inferiores, as da Taça de Portugal e Supertaça compensaram essa diferença. No entanto, os torneios da pré-temporada, disputados na época em análise, atribuíram prémios inferiores aos de 2009/2010, em que a equipa participou na Peace Cup.
As receitas televisivas cresceram 3.023m€ devido à renovação do contrato com a PPTV – Publicidade de Portugal e Televisão, SA (que assumiu a posição contratual da Olivedesportos), que garantiu um valor adicional, relativamente ao anterior, para a época 2010/11. Estão aqui também consideradas as receitas de transmissão televisiva dos jogos da pré-época.
Os proveitos inerentes aos contratos de publicidade e sponsorização advêm, essencialmente, da publicidade feita no equipamento oficial do FC Porto, pelos seus principais patrocinadores, que em 2010/2011 eram a Portugal Telecom, a Nike e a Unicer, mas também da exploração da marca FC Porto pela participada PortoComercial. Os contratos com os patrocinadores, dada a sua longa duração, não sofrem grandes variações ao longo dos exercícios. No entanto, estes contratos atribuem prémios de performance que, pelo excelente desempenho desportivo da equipa no exercício em análise, foram bastante superiores aos do ano anterior. Adicionalmente, um aumento considerável da comercialização dos suportes publicitários pela PortoComercial contribuiu para um acréscimo global desta rubrica em 1.953m€.
A rubrica 'Corporate Hospitality' abrange os proveitos relacionados com a gestão e exploração deste segmento, que são proveito das sociedades aqui analisadas. Este negócio, que de forma resumida, consiste na cedência de um conjunto de produtos e serviços destinados a empresas e que incluem os direitos de utilização de camarotes e lugares para empresas no Estádio do Dragão para assistir a jogos do FC Porto, são direccionados para a sociedade EuroAntas, detida pelo FC Porto (clube), que utiliza esta liquidez para fazer face ao serviço da dívida contraída para construir o estádio. O modelo está desenhado de tal forma que a FC Porto – Futebol, SAD, depois de honrados todos os compromissos decorrentes do project finance, garante para si a distribuição do montante excedentário decorrente da gestão deste negócio. No exercício em análise este valor sofreu um decréscimo acentuado, uma vez que os custos associados com o negócio foram bastante superiores. Por outro lado, uma vez que a PortoComercial adquire o direito e assume a responsabilidade de comercialização dos conceitos deste segmento, os proveitos gerados passaram a ser também aqui englobados, no exercício 2010/2011, o que levou ao aumento desta rubrica em 5.554m€. Este montante tem
igual contrapartida nos custos do exercício, pela transferência desses proveitos para a EuroAntas. Está também aqui englobada a comissão que a PortoComercial cobra pelos serviços de comercialização dos conceitos do Corporate Hospitality.
A rubrica 'Outras Prestações de Serviços' inclui as prestações de serviços ainda não referidas, prestadas essencialmente pelas sociedades participadas, exceptuando os proveitos, já referidos, de Publicidade e Sponsorização da PortoComercial. Engloba a exploração de negócios como a organização de eventos, cedência de espaços, parque de estacionamento, entre outros, que diminuíram 748m€ no último exercício.
Por último, é na rubrica 'Outros Proveitos', que passa de uma valor irrelevante, na estrutura de proveitos da sociedade, para 15.566m€, que foi inscrito o valor da resolução sem justa causa do contrato de trabalho que o treinador André Villas Boas tinha com esta sociedade, no valor de 15M€, tal como previsto na respectiva cláusula de rescisão.
Como resultado dos factos enunciados, os Proveitos Operacionais excluindo proveitos com Passes de jogadores cresceram 32.202m€ relativamente ao período anterior, como se pode verificar no gráfico abaixo.
Tendo agora em consideração a estrutura de custos operacionais, excluindo custos com transacções de passes, verifica-se um aumento de 23.387m€, relativamente a 2009/2010, resultante do aumento generalizado das rubricas que a constituem. No entanto, as duas primeiras rubricas são as grandes responsáveis por este crescimento.
| valores em milhares de euros | ||||
|---|---|---|---|---|
| Custos Operacionais excluindo custos com passes | 2009/2010 | % | 2010/2011 | % |
| Fornecimentos e serviços externos | 19.732 | 31% | 30.774 | 36% |
| Custos com Pessoal | 39.252 | 62% | 50.065 | 58% |
| Amortizações excluindo depreciações de passes | 916 | 1% | 945 | 1% |
| CMV | 1.471 | 2% | 2.032 | 2% |
| Provisões e perdas de imparidade excluindo passes | 192 | 0% | 722 | 1% |
| Outros Custos | 1.408 | 2% | 1.820 | 2% |
| TOTAL | 62.971 | 100% | 86.357 | 100% |
Os Custos Salariais, que têm grande representatividade na estrutura de custos, como é típico nesta actividade, são fortemente influenciados pelo desempenho desportivo da equipa principal de futebol. Para além do salário fixo estabelecido contratualmente com os jogadores e equipa técnica, a FC Porto – Futebol, SAD aposta na atribuição de uma componente variável, relacionada com a performance desportiva da equipa. Estes custos cresceram 10.813m€, na época 2010/2011, em grande parte devido aos prémios pagos à equipa, pelo bom desempenho nas provas nacionais e europeias que disputou. De salientar que 35% do total dos custos com o pessoal apresentados dizem respeito à componente variável, relacionada com o desempenho individual e colectivo da equipa. Por outro lado, a sociedade aposta no investimento do plantel com jogadores de elevada qualidade, a maioria deles internacionais pelas suas selecções, de forma a garantir os melhores resultados desportivos, que necessariamente exigem remunerações adequadas ao seu estatuto. Adicionalmente, é política da sociedade assegurar a permanência de jogadores fundamentais ao plantel. Assim, a sociedade optou por renovar os contratos de trabalho com diversos atletas, tendo-lhes sido melhoradas as condições salariais, situação que obviamente teve repercussões na época em apreço. Adicionalmente, registou-se um aumento dos encargos de segurança social,
sobre remunerações, a cargo da empresa, não só pelo aumento da massa salarial mas também como reflexo da nova política fiscal.
A rubrica de Fornecimentos e Serviços Externos registou um aumento considerável, de 11.041m€, que foi distribuído pelas várias empresas representadas neste consolidado, para dar resposta às cada vez mais variadas necessidades relativas à actividade e no caso específico da FC Porto – Futebol, SAD, para fazer face ao aumento do número de jogos internacionais disputados. No entanto, o grande impacto tem a ver com a contabilização como custo e proveito, a partir do exercício em análise, da actividade de comercialização do negócio do corporate hospitality com a Euroantas, tal como referido acima.
As amortizações, excluindo depreciação de passes, que quase não têm expressão na estrutura de custos da sociedade, representando apenas 1% do total, não sofreram grandes alterações relativamente ao período anterior.
O custo das mercadorias vendidas aumentou 562m€, face ao período homólogo, devido ao aumento da venda de mercadorias, como já referido.
As provisões e perdas de imparidade excluindo transacções de passes, atingiram um total de 722m€, em virtude do incumprimento dos prazos de recebimento de créditos sobre diversas entidades.
Os restantes custos ainda não mencionados, como os impostos, quotizações, multas e penalizações desportivas, englobados na rubrica 'Outros custos', cresceram 412m€ em 2010/2011.
O total de custos, excluindo transacções de passes de jogadores ascenderam a 86.582m€, no período em análise, o que representa um aumento de 37% face aos 62.971m€ apresentados no período anterior, como resultado das variáveis descritas.
Assim, os Resultados Operacionais excluindo Resultados com Passes de jogadores, atingiram o valor global de 3.457m€, o que representa um aumento de 8.815m€ relativamente ao período anterior.
Adicionando a esta análise as rubricas relacionadas com passes de jogadores, que têm uma influência preponderante nos resultados da FC Porto – Futebol, SAD e de outras empresas com a mesma actividade, atinge-se um resultado operacional mais sólido. Apesar das amortizações e perdas de imparidade ter aumentado, e de ter diminuído o resultado com as transacções de passes, o saldo das duas rubricas continua a ser positivo. O aumento das amortizações, que resultam dos contratos acordados com os jogadores e dos investimentos realizados na aquisição de direitos desportivos, reflecte o investimento na equipa, enquanto o acréscimo nas perdas de imparidade diz respeito ao aumento dos custos económicos com o abate dos encargos com a aquisição dos passes dos jogadores reflectidos no balanço, em activos intangíveis.
O Resultado das Transacções de Passes, que engloba os custos e os proveitos resultantes da venda e empréstimo dos direitos desportivos de jogadores, tem sido, tradicionalmente, uma rubrica de sinal positivo nas demonstrações financeiras do grupo. Os 31.885m€ dos resultados obtidos derivam essencialmente das mais valias líquidas (ao
valor da venda têm que ser subtraídos os custos inerentes a cada negócio e o valor líquido contabilístico dos respectivos direitos desportivos) que resultam das vendas dos direitos desportivos e económicos de jogadores a outros clubes / entidades, que têm representado uma parte substancial dos proveitos da FC Porto – Futebol, SAD e de muitas sociedades deste sector de actividade que assim equilibram os seus resultados de exploração. Apesar de alguma contenção existente no mercado de transferências na Europa, a aposta no apetrechamento da equipa com bons valores, para além de contribuírem para o sucesso desportivo, possibilita ainda a obtenção de receitas importantes para esta sociedade. No exercício em análise estão contabilizadas a vendas de diversos jogadores, sendo as de maior expressão a venda do Bruno Alves para o Zenit e do Raul Meireles para o Liverpool, realizadas no início da época desportiva, assim como os prémios de objectivos relacionados com anteriores vendas de direitos desportivos (Lucho Gonzalez.).
A contribuição negativa das Amortizações e perdas de imparidade com passes de jogadores, adicionada aos Resultados com transacções de passes de jogadores, resultou num saldo positivo de 3.520€, que levou à obtenção de resultados operacionais (resultados antes de custos e proveitos financeiros, resultados relativos a investimentos e impostos sobre o rendimento) de 6.977m€, o que representa um acréscimo de 4.123m€ relativamente à época anterior.
Para além dos resultados operacionais, é necessário englobar os financeiros e os relativos a investimentos para obter o resultado líquido. Neste exercício, os resultados financeiros agravaram-se em 2.967m€ não só pelo aumento nos encargos financeiros, decorrentes de maiores dificuldades no acesso ao crédito, mas também pela diminuição dos proveitos financeiros da sociedade. Os resultados relativos a investimentos, onde se contabilizam os resultados obtidos com o investimento em direitos económicos de jogadores, sem que a sociedade detenha os direitos desportivos, caíram 524m€ no período em análise.
Por último, englobando o imposto sobre o rendimento do exercício, na ordem dos 504m€, a FC Porto – Futebol, SAD apresenta assim um resultado líquido, relativo ao exercício económico 2010/2011, de 504m€ atribuível aos detentores de capital da FC Porto – Futebol, SAD, e o valor negativo de 63m€ atribuível a interesses sem controlo, num total global de 471m€.
Ainda tendo em conta a exploração anual da sociedade, interessa apresentar um indicador fundamental neste sector de actividade, que espelha o peso que os custos com o pessoal têm na estrutura de proveitos. Usando o indicador muito utilizado por especialistas na análise das finanças do futebol, este rácio, que não deve incluir
proveitos com transacções de passes de jogadores, deve situar-se abaixo dos 70%, tal como recomendado pela UEFA. Como se pode ver pelo gráfico a seguir apresentado, a sociedade tem conseguido manter esse rácio dentro do valor recomendado, apesar dos constrangimentos que FC Porto tem, como clube de um país pequeno, na angariação de receitas tradicionais (bilheteira, receitas televisivas e publicidade), relativamente aos grandes clubes europeus, dado que para manter o mesmo nível de competitividade tem de pagar salários semelhantes. Mesmo se excluirmos o proveito proveniente da cláusula de rescisão do treinador, no valor de 15.000m€, aquele indicador melhora ligeiramente face ao ano anterior.
Analisando o balanço da sociedade, em 30 de Junho de 2011, conclui-se que a sua situação patrimonial não sofreu grandes alterações relativamente ao período anterior, apesar da incorporação dos resultados positivos apresentados no período em análise. Os capitais próprios da FC Porto – Futebol, SAD atingem, a nível individual, os 23.319m€, menos que metade do seu capital social, pelo que a sociedade continua no âmbito do artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais.
No que diz respeito ao activo líquido, verificou-se um aumento global de 42.421m€, divididos pelas componentes corrente e não corrente. O maior incremento, de
21.946m€, situa-se ao nível do valor contabilístico dos direitos desportivos dos jogadores, devido ao investimento realizado no reforço da equipa. O valor do plantel, em termos contabilísticos, atinge já os 89.774m€, ainda que não reflicta o real valor de mercado, uma vez que a sociedade tem obtido mais valias relevantes na venda destes direitos.
O activo corrente do Grupo avolumou-se pelo incremento do saldo de acréscimos de rendimentos e gastos diferidos, mas também pelo aumento do valor em caixa e seus equivalentes em 30 de Junho de 2011.
O passivo total do Grupo ascende, em 30 de Junho de 2011, a 202.030m€, o que representa um aumento de 26% relativamente a 30 de Junho do ano anterior. Este aumento ficou a dever-se ao crescimento do passivo corrente e do não corrente. Apesar deste aumento global, em termos de estruturação as dívidas de curto prazo representam um valor inferior, de 70% do total, sendo que, a 30 de Junho de 2010 representava 72%.
Apesar da diminuição dos empréstimos bancários, a divida financeira da sociedade aumentou, com a emissão de um novo empréstimo obrigacionista, no montante global de 10M€.
Neste momento a sociedade detém dois empréstimos obrigacionista, um de 18M€, com reembolso em 18 de Dezembro de 2012 e outro de 10M€, cujo pagamento integral será efectuado no dia 3 de Junho de 2014. De acordo com os resultados finais da operação, apurados pela Euronext Lisbon em Sessão Especial de Bolsa, realizada no dia 1 de Junho de 2011, foram recolhidas 2.954 ordens de subscrição que, no seu somatório, corresponderam a um montante de aproximadamente a 96M€. A comercialização da operação revelou-se um sucesso! Nunca numa emissão obrigacionista duma sociedade, desportiva ou não, a procura foi tão elevada (correspondeu a 9,59 vezes o total da oferta), nem o coeficiente de rateio tão baixo (0,101).
No entanto, não se deve olhar para o passivo individualmente, mas sim, para a capacidade que as empresas têm para pagar esse passivo. Um excelente indicador dessa capacidade é o rácio Net Debt/EBITDA, que significa quantas vezes, ou em quantos anos é que o Cash Flow económico (EBITDA) do exercício paga / amortiza a dívida financeira
líquida da empresa. Sendo que a dívida financeira líquida da FC Porto – Futebol, SAD é, em 30 de Junho de 2011, de 76.410m€, e o seu EBITDA de 37.009m€, temos um Net Debt EBITDA de 2,06, o que, na opinião dos especialistas, significa um bom indicador, dado que apresenta um valor inferior a 3. Note-se que o valor apresentado para este mesmo rácio, para o exercício findo em 30 de Junho de 2010, apresentava um valor de 2,72, superior ao actual, mas estando ainda dentro do considerado um valor razoável para a dívida financeira. Desta análise conclui-se que, apesar de dívida financeira apresentar um valor relevante, os meios operacionais libertos pela sociedade no período em análise permitem ter uma estrutura financeira equilibrada para cumprir com os seus compromissos de financiamento.
Como foi já referido, a sociedade encontra-se, em 30 de Junho de 2010, no âmbito do disposto no artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais, com os seus capitais próprios, a nível individual, a representarem menos de metade do capital social (23.319m€).
Mesmo não atingindo o objectivo de cumprir o referido no artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais, a FC Porto – Futebol, SAD tem vindo a incorporar resultados positivos no seu capital próprio, sendo convicção do Conselho de Administração que assim continuará a ser nos próximos exercícios, pelo que a sociedade dará cumprimento ao disposto no mesmo artigo.
Ainda assim, e no pressuposto de mais rapidamente dar cumprimento a esta obrigação, o Conselho de Administração tem vindo a estudar e a implementar outras soluções que possibilitem o reforço dos capitais próprios da sociedade. Como foi já comunicada ao mercado, o Grupo FC Porto deu início ao projecto de implementação de um Modelo Operativo que tem por objectivo a especialização por funções de cada empresa do Grupo, de forma mais racional e eficiente. Deu início de actividade, no dia 1 de Março de 2011, uma nova sociedade, a FC Porto – Serviços Partilhados, SA. Esta empresa, participada integralmente pelas empresas do universo FC Porto, tem como objecto a prestação de serviços de assessoria empresarial, administração e recursos humanos a todas as empresas do Grupo. Paralelamente está também a
ser feita uma reflexão sobre se o actual Modelo Societário e os Protocolos existentes entre as empresas são os mais ajustados, tendo em conta o actual enquadramento económico, financeiro e operacional. Assim, nessa reflexão, será analisada a melhor forma de resolver a questão do artigo 35º, sem prejudicar a eficiência operativa e de governo do Grupo.
O Conselho de Administração, para além de perspectivar a análise deste assunto na Assembleia Geral de Accionistas para a aprovação das contas deste exercício, poderá também convocar uma Assembleia Geral Extraordinária, para discussão e aprovação das propostas que vierem a ser apresentadas, as quais poderão passar pelas seguintes alternativas:
_______________________________________________________________________________
• A conjugação das duas alternativas.
PERFORMANCE INDIVIDUAL DAS EMPRESAS PERTENCENTES AO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO
As contas até agora apresentadas expõem a situação económico-financeira da FC Porto – Futebol, SAD de forma consolidada, ou seja, agregando as contas das cinco empresas que constituem o perímetro de consolidação, líquido das transacções efectuadas entre elas.
Abaixo apresenta-se o desempenho individual de cada uma delas, antes de serem feitos os ajustamentos de consolidação:
| valores em milhares de euros | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Empresas do perímetro de consolidação | FC Porto Futebol, SAD |
Porto Comercial |
Porto Estádio |
Porto Multimédia |
Porto Sequro |
| Proveitos operacionais excluindo Transações de Passes | 70.368 | 20.445 | 6.749 | 441 | 620 |
| Custos operacionais excluindo Transações de Passes | (65.872) | (21.204) | (7.010) | (492) | (584) |
| Resultados operacionais excluindo Transações Passes | 4.496 | (758) | (261) | (51) | 36 |
| Amortizações e perdas de imparidade com passes | (28.366) | ||||
| (Custos)/proveitos com transacções de passes | 31.885 | ||||
| Resultados operacionais | 8.016 | (758) | (261) | (51) | 36 |
| Resultados Financeiros | (5.089) | (0) | (3) | 2 | |
| Resultados relativos a investimentos | (912) | ٠ | ٠ | ||
| Imposto sobre o rendimento | (465) | (20) | (12) | ۰ | (6) |
| Resultado Líquido do Exercício | 1.550 | (779) | (276) | (51) | 32 |
O quadro acima demonstra que o resultado alcançado pela FC Porto – Futebol, SAD de forma consolidada foi obtido quase exclusivamente pelo resultado individual da sociedade. As restantes empresas do perímetro de consolidação obtiveram resultados negativos na época em análise, à excepção da PortoSeguro. A PortoComercial foi influenciada negativamente pelo aumento dos seus custos com publicidade e perdas de imparidade de dívidas a receber, sendo este também o caso verificado na PortoEstádio.
A 8 de Abril de 2011, a FC Porto Futebol, SAD e a PTV Publicidade de Portugal e Televisão S.A. (sociedade integrada no Grupo Controlinveste, que assume a posição contratual da Olivedesportos – Publicidade, Televisão e Media, S.A.), prolongaram, até à época 2017/2018, o contrato cedência, em regime de exclusividade, dos direitos de comunicação audiovisual, nacionais e internacionais, dos jogos do F.C.Porto disputados para a competição principal da Liga Portuguesa de Futebol Profissional na qualidade de equipa visitada. Como contrapartida deste acordo, a Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD garante proveitos globais de 82,8M€.
No dia 1 de Junho de 2011, em sessão especial de mercado regulamentado, foi apresentado o resultado da Oferta Pública da Subscrição de Obrigações "FUTEBOL CLUBE DO PORTO SAD 2011-2014" A oferta era composta por 2.000.000 obrigações, de valor nominal de 5€ (montante global: 10.000.000€), no entanto a procura ultrapassou os 19 milhões de obrigações, o que significa que foi 9,59 vezes superior à oferta, o que levou a um factor de rateio de cerca 0,10.
No mesmo dia 21 de Junho de 2011, a FC Porto Futebol, SAD celebrou um contrato de trabalho desportivo, válido por duas épocas com o novo treinador da sua equipa principal, o Professor Vitor Manuel Oliveira Lopes Pereira,
No dia 15 de Agosto, com conclusão no dia seguinte, esta sociedade chegou a um acordo de princípio, com o Standard de Liège, para a aquisição dos direitos desportivos e económicos do atleta Mangala e Defour, por 6,5M€ e 6M€ respectivamente. Ambos os jogadores assinaram um contrato válido por 5 épocas desportivas, com cláusulas de rescisão de 50M€.
A FC Porto Futebol, SAD chegou a acordo com o Atletico de Madrid, no dia 18 de Agosto de 2011, para a venda dos direitos de inscrição desportiva dos jogadores profissionais de futebol Radamel Falcao e Ruben Micael, pelo valor de 40M€ e 5M€ respectivamente. O acordo relativo à transferência do Falcao envolve o pagamento de uma remuneração variável, pelo que o montante global a receber poderá atingir os 47M€.
A época 2010/2011 ficará para sempre na memória como uma das mais bem conseguidas da nossa história. Já são tantas as vitórias e os títulos, mas o FC Porto continua a ter capacidade de se reinventar e oferecer conquistas históricas aos seus adeptos.
Em 2011/2012 o FC Porto está de volta aos grandes palcos do futebol europeu, integrando o restrito lote de equipas com o privilégio de disputar a prova milionária, a UEFA Champions League, após uma época de consagração como vencedor da UEFA Europa League, o que claramente atesta a competência desta equipa para estar presente na alta roda do futebol.
Esta temporada começou pela subida ao cargo de treinador principal, do adjunto da equipa técnica anterior, vencedora de 4 troféus. Após a saída de Villas Boas, a administração da FC Porto – Futebol, SAD apostou em Vitor Pereira, para liderar a equipa principal. Foram recrutados jovens atletas, de valor seguro, com qualidade e margem de progressão assinalável. Estas valias e a ambição do técnico principal serão determinantes para uma evolução continuada e duradoura do plantel, e para chegarmos o mais longe possível em todas as competições.
A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD apresenta, pelo quinto ano consecutivo, resultados consolidados positivos, demonstrando a eficiência do rumo traçado por esta sociedade na combinação do sucesso desportivo com eficiência económica e financeira. O orçamento da sociedade para 2011/2012 conta já com as mais valias das transferências já realizada, com destaque para a do atleta Radamel Falcao, para o Atlético de Madrid, por 40M€.
O objectivo para os próximos exercícios é, como nunca deixará de o ser nesta sociedade, a aposta numa política desportiva que privilegia a procura incessante do sucesso, tanto a nível interno como na Champions League, provando que é possível aliar o sucesso desportivo à eficiência económica.
O FC Porto insiste em vencer, mas fá-lo com sentido de responsabilidade, preservando os seus valores mais sólidos e antecipando um futuro seguramente auspicioso.
A F.C. Porto – Futebol, SAD detém, em termos de consolidado, 100 acções próprias, no valor de 499€. Estas acções, com uma pequeníssima representação no capital social da sociedade, são detidas pela PortoSeguro, sociedade no perímetro de consolidação, detida em 90% pela F.C. Porto – Futebol, SAD.
A PortoSeguro adquiriu as 100 acções no momento da constituição da SAD, em 1997, e desde aí não alienou nem adquiriu mais nenhuma acção. Assim, a F.C. Porto – Futebol, SAD detinha em termos de consolidado, tanto no início como no final do período em análise, 100 acções próprias, com o custo de aquisição de 500€.
Nos termos do disposto na alínea c) do nº 1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários, os administradores da F.C. Porto – Futebol, SAD, como responsáveis pela sociedade, afirmam que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação constante no relatório de gestão, nas contas anuais e nos demais documentos de prestação de contas exigidos por lei ou regulamento, ainda que não tenham sido submetidos a aprovação em Assembleia-Geral, foi elaborada em conformidade com as normas internacionais de relato financeiro tal como adoptadas na União Europeia, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.
Porto, 21 de Outubro de 2011
O Conselho de Administração,
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Jorge Nuno Lima Pinto da Costa
Adelino Sá e Melo Caldeira
Angelino Cândido Sousa Ferreira
Reinaldo da Costa Teles Pinheiro
Jaime Eduardo Lamego Lopes
| ACTIVO | Notas | 30.06.2011 | 30.06.2010 |
|---|---|---|---|
| ACTIVOS NÃO CORRENTES | |||
| Activos tangíveis | 7 | 2.219.872 | 2.585.888 |
| Activos intangíveis - Valor do plantel | 8 | 89.773.921 | 67.827.743 |
| Outros activos intangíveis | 7 | 1.882.180 | 1.739.569 |
| Outros activos financeiros | 9e22 | 3.998.006 | 1.722.284 |
| Diferenças de consolidação | 10 | 717.647 | 717.647 |
| Clientes | 11 | 12.817.056 | 10.590.694 |
| Outros activos não correntes | 13 | 15.325.383 | 15.361.527 |
| Total de activos não correntes | 126.734.065 | 100.545.352 | |
| ACTIVOS CORRENTES | |||
| Inventários | 12 e 22 | 606.826 | 568.382 |
| Clientes | 11 e 22 | 59.314.588 | 68.656.670 |
| Outros activos correntes | 13 | 16.128.276 | 4.678.408 |
| Caixa e equivalentes de caixa | 14 | 22.538.822 | 8.452.463 |
| Total de activos correntes | 98.588.512 | 82.355.923 | |
| TOTAL DO ACTIVO | 225.322.577 | 182.901.275 | |
| CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO | |||
| CAPITAL PRÓPRIO: | |||
| Capital social | 16 | 75,000,000 | 75.000.000 |
| Acções próprias | (499) | (499) | |
| Prémios de emissão de acções | 259.675 | 259.675 | |
| Reserva legal | 132.753 | 132.753 | |
| Outras reservas | 652.307 | 652.307 | |
| Resultados acumulados | (53.334.861) | (53.409.805) | |
| Resultado líquido atribuído aos accionistas da Empresa-Mãe | 534.427 | 82.786 | |
| Total do capital próprio atribuído aos accionistas da Empresa-Mãe | 23.243.802 | 22.717.217 | |
| 49.049 | |||
| Interesses sem controlo | 17 | 112.173 | |
| TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO | 23.292.851 | 22.829.390 | |
| PASSIVO: | |||
| PASSIVO NÃO CORRENTE | |||
| Empréstimos bancários | 18 | 22.372.649 | 16.468.000 |
| Empréstimos obrigacionistas | 18 | 27.106.149 | 17.496.613 |
| Fornecedores | 20 | 2.780.240 | 3.109.464 |
| Outros passivos não correntes | 21 | 8.899.678 | 8.189.648 |
| Total de passivos não correntes | 61.158.716 | 45.263.725 | |
| PASSIVO CORRENTE | |||
| Empréstimos bancários | 18 | 49.470.351 | 58.874.882 |
| Outros credores | 19 | 3.531.452 | |
| Fornecedores | 20 | 39.680.446 | 30.169.879 |
| 21. | 46.264.112 | 23.838.750 | |
| Outros passivos correntes Provisões |
22 | 1.924.649 | |
| Total de passivos correntes | 1.924.649 140.871.010 |
114.808.160 | |
| TOTAL DO PASSIVO | 202.029.726 | 160.071.885 | |
| TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO | 225.322.577 | 182.901.275 |
| ivotas | 30.06.Z011 | 30.00.Z010 | |
|---|---|---|---|
| Vendas | 3.218.502 | 2.466.963 | |
| Prestações de serviços | 23 | 71.029.643 | 54.891.593 |
| Outros proveitos | 27 | 15.566.462 | 254.121 |
| Custo das vendas | 12 | (2.032.188) | (1.470.556) |
| Fornecimentos e serviços externos | 24 | (30.773.504) | (19.732.106) |
| Custos com o pessoal | 25 | (50.065.027) | (39.251.570) |
| Amortizações excluindo depreciações de passes de jogadores | 7 | (944.526) | (916.105) |
| Provisões e perdas por imparidade excluindo passes de jogadores | 22 | (722.164) | (192.126) |
| Outros custos | (1.819.997) | (1.408.373) | |
| FResultados operacionais excluindo resultados com passes de jogadores | 3.457.201 | (5.358.159) | |
| Amortizações e perdas de imparidade com passes de jogadores | 26 | (28.365.872) | (27.085.134) |
| (Custos)/proveitos com transacções de passes de jogadores | 26 | 31.885.466 | 35.296.877 |
| 3.519.594 | 8.211.743 | ||
| Resultados operacionais | 6.976.795 | 2.853.584 | |
| Custos e perdas financeiras | 28 | (7.394.505) | (5.391.599) |
| Proveitos e ganhos financeiros | 28 | 2.304.940 | 3.268.861 |
| Resultados relativos a investimentos | 9 e 22 | (912.366) | (388.205) |
| Resultado antes de impostos | 974.864 | 342.641 | |
| Imposto sobre o rendimento | 15 | (503.561) | (265.363) |
| Resultado líquido consolidado do exercício | 471.303 | 77.278 | |
| Atribuível a: | |||
| Detentores de capital próprio da Empresa-Mãe | 534.427 | 82.786 | |
| Interesses sem controlo | 17 | (63.124) | (5.508) |
| 30 | 0,04 | 0,01 | |
| Resultados por acção | |||
| Básico | 0.04 | 0.01 | |
| Diluído | 0.04 | 0,01 | |
| Notas | 30.06.2011 | 30.06.2010 | |
|---|---|---|---|
| Resultado líquido consolidado do exercício | 471.303 | 77.278 | |
| Outro rendimento integral do período | |||
| Total rendimento integral consolidado do exercicio | 471.303 | 77.278 | |
| Atribuível a: | |||
| Accionistas da Empresa-Mãe | 534,427 | 82.786 | |
| Interesses sem controlo | 17 | (63.124) | (5.508) |
| Atribuível aos Accionistas da Empresa-Mãe | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Capital | Acções | Acções | emissão de Prémins de |
Reserva | Outras | Resultados | Resultado | Interesses | Total do | ||
| social | Próprias próprias | acções | legal | reservas | transitados | liquido | Total | sem controlo | Capital próprio | ||
| do em 1 de Julho de 2009 | 75.000.000 | (499) | 259.075 | 99.873 | 035.414 | (58.495.252) | 5.135.220 | 22.634.431 | 141.081 | 22.775.512 | |
| plicação do resultado consolidado de 2008 Transferência para reserva legal |
32.880 | (32.880) | |||||||||
| Transferência para outras reservas | 16.893 | (16.893) | |||||||||
| Transferência para resultados transitados | 5.085.447 | 5.085.447 | |||||||||
| endimento integral consolidado do exercício lariação nas reservas |
82.786 | 82.786 | 23,400 (5.508) |
77,278 (23, 400) |
|||||||
| Ido em 30 de Junho de 2010 | 75.000.000 | (499) | 259.675 | 132.753 | 652.307 | 53,409,805 | 82.786 | 22.717.21 | 112.173 | 22.829.390 | |
| plicação do resultado consolidado de 2009 Ido cm 1 de Julho de 2010 |
75.000.000 | (604) | 250.675 | 132.753 | 652.307 | (53,409.805) | 82.786 22.717.217 | 112.178 | 22.829.390 | ||
| Transferência para reserva legal | |||||||||||
| Transferência para outras reservas | |||||||||||
| ransterência para resultados transitados | 82.786 | (82.78) | |||||||||
| ariação nas reservas | (7.842) | (7.842) | (7.842) | ||||||||
| endimento integral consolidado do exercício | 534.427 | 534,427 | (63.124) | 471.303 | |||||||
| Ido em 30 de Junho de 2011 | 75.000.000 | (499) | 259.675 | 132.753 | 652.307 | [53.334.861] | 534.427 | 23.243.802 | 49.049 | 23.292.851 | |
| Notas | 30.06.2011 | 30.06.2010 | |||
|---|---|---|---|---|---|
| Actividades operacionais: | |||||
| Recebimentos de clientes | 55.048.715 | 62.006.850 | |||
| Pagamentos a fornecedores | (24.595.440) | (21.393.672) | |||
| Pagamentos ao pessoal | (41.132.020) | (40.559.754) | |||
| Outros recebimentos/(pagamentos) relativos à actividade operacional 27 | 14.789.444 | (652.445) | |||
| Imposto sobre o rendimento | (360.187) | 3.750.512 | 61.833 | (537.188) | |
| Fluxos gerados pelas actividades operacionais (1) | 3.750.512 | (537.188) | |||
| Actividades de investimento: | |||||
| Recebimentos provenientes de: | |||||
| Activos tangíveis | 106.926 | 82.613 | |||
| Alienação de "passes" de jogadores | 57.148.939 | 49.748.576 | |||
| Juros e proveitos similares | 4.147 | 57.260.012 | 7.505 | 49.838.694 | |
| Pagamentos relativos a: | |||||
| Investimentos financeiros | (2.000) | (600) | |||
| Aquisição de "passes" de jogadores | (46.608.016) | (44.376.648) | |||
| Activos tangíveis | (884.971) | (47.494.987) | (907.888) | (45.285.136) | |
| Fluxos gerados pelas actividades de investimento (2) | 9.765.025 | 4.553.558 | |||
| Actividades de financiamento: | |||||
| Recebimentos provenientes de: | |||||
| Empréstimos obtidos | 131.344.473 | 131.344.473 | 138.938.794 | 138.938.794 | |
| Pagamentos respeitantes a: | |||||
| Empréstimos obtidos | (120.785.889) | (140.822.355) | |||
| luros e custos similares. | (5.929.296) | (4.665.730) | |||
| Dividendos | (126.715.185) | (23.400) | (145.511.485) | ||
| Fluxos gerados pelas actividades de financiamento (3) | 4.629.288 | (6.572.691) | |||
| Caixa e seus equivalentes no início do exercício | 14 | 4.393.997 | 6.950.318 | ||
| Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3) | 18.144.825 | (2.556.321) | |||
| Caixa e seus equivalentes no fim do exercício | 14 | 22.538.822 | 4.393.997 |
A Futebol Clube do Porto – Futebol, S.A.D. ("FCPorto, SAD" ou "Sociedade", com sede no Estádio do Dragão, Via F.C. Porto, Entrada Poente, Piso 3, 4350-451 Porto, foi constituída em 30 de Julho de 1997 sendo a Empresa-mãe de um conjunto de empresas conforme indicado nas Nota 5 como Grupo FCP ("Grupo"). A sua actividade principal consiste na participação na modalidade de futebol em competições desportivas de carácter profissional, promoção e organização de espectáculos desportivos.
As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas são como segue:
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação, mantidos de acordo de acordo as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas pela União Europeia, em vigor para exercícios económicos iniciados em 1 de Julho de 2010. Devem entender-se como fazendo parte daquelas normas, as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS" – International Financial Reporting Standards) emitidas pelo International Accounting Standard Board ("IASB"), as Normas Internacionais de Contabilidade ("IAS"), emitidas pelo International Accounting Standards Committee ("IASC") e respectivas interpretações – IFRIC e SIC, emitidas, respectivamente, pelo International Financial Reporting Interpretation Committee ("IFRIC") e pelo Standing Interpretation Committee ("SIC"), que tenham sido adoptadas pela União Europeia. De ora em diante, o conjunto daquelas normas e interpretações serão designados genericamente por "IAS/IFRS".
As demonstrações financeiras intercalares foram apresentadas, trimestralmente, de acordo com IAS 34 –"Relato Financeiro Intercalar".
Durante o exercício findo em 30 de Junho de 2011, não ocorreram alterações de políticas contabilísticas face às apresentadas nas demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2010.
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões aprovadas ("endorsed") pela União Europeia têm aplicação obrigatória nos exercícios económicos iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2010, logo aplicáveis pela primeira vez no exercício findo em 30 de Junho de 2011, como segue:
| Norma/Interpretação | Data de eficácia (exercícios iniciados em ou após) |
||
|---|---|---|---|
| Revisões da IFRS 1 – Adopção pela primeira vez das normas internacionais de relato financeiro |
1-Jan-10 | Esta norma foi revista no sentido de agrupar as várias emendas que foram ocorrendo desde a sua primeira versão. |
|
| IFRS 1 – Emendas (Isenções adicionais) |
1-Jan-10 | Esta emenda vem contemplar um conjunto adicional de isenções na aplicação retrospectiva, nomeadamente ao nível de activos resultantes da exploração de recursos minerais, de responsabilidades de descomissionamento e da aplicação dos requisitos da IFRIC 4. |
|
| IFRS 2 – Emenda (Transacções de pagamentos com base em acções entre entidades do mesmo grupo) |
1-Jan-10 | Esta emenda vem clarificar alguns aspectos relacionados com pagamentos com base em acções liquidados financeiramente no seio de grupos empresariais. |
|
| IFRIC 12 – Acordos de concessão de serviços |
1-Jan-10 | Esta interpretação vem introduzir regras de reconhecimento e mensuração por parte do operador privado envolvido na prestação de serviços de construção de infraestruturas e de operação no âmbito de concessões do tipo público-para-privado. |
|
| IFRIC 15 – Acordos para a construção de imóveis |
1-Jan-10 | Esta interpretação vem abordar a forma para avaliar se um acordo de construção de um imóvel está no âmbito da IAS 11 – Contratos de construção ou no âmbito da IAS 18 – Rédito e como o correspondente rédito deve ser reconhecido. |
|
| Melhoramentos das normas internacionais de relato financeiro – 2009 |
Várias (usualmente 1- Jan-10) |
Este processo envolveu a revisão de 12 normas contabilísticas. |
|
| IFRS 1 – Emenda (Isenção limitada da obrigação de apresentar divulgações comparativas de acordo com a IFRS 7 para os adoptantes pela primeira vez) |
1-Jul-10 | Esta emenda vem simplificar as obrigações de divulgação de comparativos relativamente a instrumentos financeiros na adopção pela primeira vez das IFRS. |
|
| IAS 32 – Emenda (Classificação das emissões de direitos) |
1-Fev-10 | Esta emenda vem clarificar em que condições os direitos emitidos podem ser classificados como instrumentos de capital próprio. |
|
| IFRIC 19 – Extinção de passivos financeiros através de instrumentos de capital próprio |
1-Jul-10 | Esta interpretação vem fornecer orientações sobre a contabilização das transacções em que os termos de um passivo financeiro são renegociados e resultam numa emissão pela entidade de instrumentos de capital próprio em favor de um seu credor com a resultante extinção da totalidade ou de parte desse passivo financeiro. |
Não foram produzidos efeitos significativos nas demonstrações financeiras do Grupo no exercício findo em 30 de Junho de 2011, decorrente da adopção das normas, interpretações, emendas e revisões acima referidas.
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões, com aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros, foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, aprovadas ("endorsed") pela União Europeia:
| Norma/Interpretação | Data de eficácia (exercícios iniciados em ou após) |
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|---|---|---|
| IAS 24 – Divulgações de partes relacionadas (revisão) |
1-Jan-11 | Esta revisão vem trazer algumas clarificações relacionadas com as divulgações a efectuar de partes relacionadas, em particular no tocante a entidades ligadas à administração pública. |
| IFRIC 14 – Emenda (Pré pagamento de um requisito de financiamento mínimo) |
1-Jan-11 | Esta emenda vem suprimir uma consequência não intencional decorrente do tratamento de pré pagamentos de futuras contribuições em circunstâncias em que é aplicável um requisito de financiamento mínimo. |
Estas normas apesar de aprovadas ("endorsed") pela União Europeia, não foram adoptadas pelo Grupo no exercício findo em 30 de Junho de 2011, em virtude de a sua aplicação não ser ainda obrigatória. Não são estimados impactos significativos nas demonstrações financeiras decorrentes da adopção das mesmas.
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões, com aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros, não foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, aprovadas ("endorsed") pela União Europeia:
| Norma/Interpretação | Data eficácia (exercícios iniciados ou após) |
de em |
|---|---|---|
| IAS 27 – Emenda (Restrição do âmbito de aplicação da norma às demonstrações financeiras separadas) |
1-Jan-13 | Esta emenda vem restringir o âmbito de aplicação da IAS 27 às demonstrações financeiras separadas. Os requisitos às demonstrações financeiras consolidadas serão incluídos na nova norma IFRS 10 – Demonstrações Financeiras |
Consolidadas. Esta norma requer que, quando uma entidade prepare demonstrações
financeiras separadas os investimentos em subsidiárias, associadas e entidades conjuntamente controladas sejam registados ao custo ou de acordo com a IFRS 9 – Instrumentos Financeiros. Esta norma também regulamenta o reconhecimento de dividendos, certas reorganizações empresariais e inclui uma série de requisitos ao nível das divulgações. IAS 28 – Investimentos em Associadas e Joint Ventures 1-Jan-13 Esta norma substitui a anterior norma IAS 28 – Investimentos em Associadas e regulamenta a contabilização dos investimentos em associadas e define os requisitos para a aplicação do método de equivalência patrimonial. Esta norma define ainda o termo de "influência significativa" e prescreve como os investimentos em associadas e "joint ventures" devem ser testados por imparidade. IFRS 9 – Instrumentos financeiros (2010) 1-Jan-13 Esta norma aborda os requisitos para a classificação e mensuração dos activos financeiros como segue: (i) Os activos financeiros podem ser classificados em duas categorias: ao custo amortizado ou ao justo valor. Esta decisão será efectuada no momento inicial de reconhecimento dos activos financeiros. A sua classificação depende de como uma entidade apresenta no modelo de gestão do negócio esses activos financeiros e as características contratuais dos fluxos financeiros associados a cada activo financeiro; (ii) apenas podem ser mensurados ao custo amortizado os instrumentos de dívida cujos fluxos financeiros contratados representam apenas capital e juros, isto é, que contenham características básicas de dívida, e para os quais uma entidade no modelo de gestão do negócio apresenta esses activos financeiros com o objectivo de capturar apenas esses fluxos financeiros. Todos os outros instrumentos de dívida são reconhecidos ao justo valor; (iii) os investimentos em instrumentos de capital emitidos por terceiras entidades são reconhecidos ao justo valor através de resultados. Contudo, uma entidade poderá irrevogavelmente eleger instrumentos de capital para os quais as variações de justo valor e as mais ou menos valias realizadas são reconhecidas em reservas de justo valor. Os ganhos e perdas aí reconhecidos não podem ser reciclados por resultados. Esta decisão é discricionária não implicando que todos os
instrumentos de capital assim sejam tratados. Os dividendos recebidos são reconhecidos em resultados do exercício; (iv) A excepção para deter investimentos em instrumentos de capital cujo justo valor não possa ser determinado com fiabilidade e derivados relacionados, prevista na IAS 39, não é permitida na IFRS 9 e (v) as alterações ao justo valor atribuíveis ao risco de crédito dos passivos financeiros classificados na categoria de Opção de justo valor (Fair Value option) serão reconhecidas em OCI. As restantes variações de justo valor associadas a estes passivos financeiros serão reconhecidas em resultados. Os montantes registados em OCI nunca poderão ser transferidos para resultados.
| IFRS 10 – Demonstrações financeiras consolidadas |
1-Jan-13 | Esta norma requer que a empresa mãe apresente demonstrações financeiras consolidadas como uma única entidade económica, substituindo os requisitos anteriormente contidos nas normas IAS 27 – Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas e SIC 32 – Consolidação – Entidades com Finalidade Especial. A norma identifica os princípios de controlo, determina como identificar se um investidor controla uma subsidiária e se a deverá consolidar e estabelece os princípios para a preparação das demonstrações financeiras consolidadas. Esta norma introduz um modelo único de consolidação para todas as entidades baseadas na definição de controlo independentemente da natureza da subsidiária. De acordo com a IFRS 10 a assunção de controlo é baseada: (i) no poder sobre a subsidiária; (ii) exposição ou direitos a retornos variáveis que resultem do envolvimento com a subsidiária e (iii) na capacidade de usar o poder sob a subsidiária para afectar o montante de retornos. |
|---|---|---|
| IFRS 11 – Acordos conjuntos | 1-Jan-13 | Esta norma substitui a IAS 31 – Empreendimentos conjuntos. Requer que uma parte defina qual o tipo de acordo conjunto em que está envolvida através da avaliação dos seus direitos e obrigações e contabilizá-los de acordo com os mesmos. Os acordos conjuntos podem tomar a forma de operações conjuntas ou empreendimentos conjuntos. |
| IFRS 12 – Divulgações sobre participações noutras entidades |
1-Jan-13 | Esta norma vem expor o conjunto de divulgações que permita aos utilizadores das demonstrações financeiras avaliar a natureza e os riscos |
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| associados a participações noutras entidades e o seu efeito na demonstração da posição financeira, demonstração dos resultados e demonstração dos fluxos de caixa. De uma forma global os requisitos ao nível das divulgações podem ser resumidos nas seguintes categorias: (i) assunções e julgamentos significativos, (ii) participações em subsidiárias, (iii) participações em acordos conjuntos e associadas e (iv) participações em entidades estruturadas não consolidadas. |
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| IFRS 13 – Mensuração de justo valor |
1-Jan-13 | Esta norma vem substituir as orientações existentes nas diversas normas IFRS relativamente à mensuração de justo valor. Esta norma é aplicável quando outra norma IFRS requer ou permite mensurações ou divulgações de justo valor. A norma prevê uma hierarquia ao nível da classificação dessas mensurações: (i) nível 1 – preços cotados em mercados activos para activos e passivos idênticos e que a entidade possa aceder na data de mensuração; (ii) nível 2 - inputs que não preços cotados em mercados activos e que sejam observáveis directa ou indirectamente e (iii) nível 3 - inputs não observáveis. |
| IFRS 7 – Emenda (actividades fora do balanço) |
1-Jul-11 | Esta emenda vem exigir um maior número de divulgações relativamente a actividades fora da demonstração da posição financeira. |
| IAS 12 – Emenda (recuperação de activos por impostos diferidos) |
1-Jan-12 | Esta emenda fornece uma presunção de que a recuperação de activos mensurados ao justo valor de acordo com a IAS 40 será realizada através da venda. |
| IFRS 1 – Emenda (Hiperinflação e remoção de datas fixas para os "First-time Adopters") |
1-Jul-11 | Esta emenda fornece orientações de como as entidades devem apresentar as suas demonstrações financeiras de acordo com as normas IFRS após um período em que não as puderam apresentar pelo facto da sua moeda funcional estar sujeita a hiperinflação severa. Adicionalmente esta emenda substitui a referência à data fixa de "1 de Janeiro de 2004" pela "data de transição para as IFRS". |
| IAS 19 – Emenda (2011) | 1-Jan-13 | Esta emenda vem exigir novos requisitos para pensões, outros benefícios pós reforma e benefícios de rescisão. |
| IAS 1 – Emenda (apresentação dos itens no Rendimento |
1-Jul-12 | Esta emenda vem requerer as seguintes alterações: (i) os itens que compõem o Outro |
integral)
Rendimento Integral e que futuramente serão
reconhecidos em resultados do exercício são apresentados separadamente; (ii) alteração da nomenclatura para Demonstração dos Resultados e Outro Rendimento Integral. A opção de apresentação dos resultados do exercício e do Outro Rendimento Integral em duas demonstrações separadas manter-se-á.
Estas normas não foram ainda aprovadas ("endorsed") pela União Europeia e, como tal, não foram adoptadas pelo Grupo no exercício findo em 30 de Junho de 2011, em virtude de a sua aplicação não ser ainda obrigatória. Não são estimados impactos significativos nas demonstrações financeiras decorrentes da adopção das mesmas.
As bases de consolidação usadas pelo Grupo na preparação das suas demonstrações financeiras consolidadas são as seguintes:
As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo detenha, directa ou indirectamente, mais de 50% dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais (definição de controlo utilizada pelo Grupo), são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas, é apresentado separadamente no balanço consolidado e na demonstração dos resultados consolidada nas rubricas "Interesses sem controlo". As empresas incluídas nas demonstrações financeiras pelo método de consolidação integral encontram-se detalhadas na Nota 5.
Sempre que necessário e quando considerado relevante, são efectuados ajustamentos às demonstrações financeiras das filiais para adequar as suas políticas contabilísticas às adoptadas pelo Grupo. Os saldos e transacções entre empresas do Grupo são eliminados no processo de consolidação.
As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, se positivas, são registadas na rubrica "Diferenças de consolidação" (Nota 10).
O valor das diferenças de consolidação não é amortizado, sendo testado anualmente para verificar se existem perdas por imparidade. A quantia recuperável é determinada com base nos planos de negócio elaborados pela gestão do Grupo ou por relatórios de avaliação elaborados por entidades independentes. As perdas
por imparidade das diferenças de consolidação constatadas no período são registadas na demonstração dos resultados do período na rubrica "Provisões e perdas por imparidade". As perdas por imparidade relativas a diferenças de consolidação não podem ser revertidas.
Os principais critérios valorimétricos usados pelo Grupo na preparação das suas demonstrações financeiras consolidadas, são os seguintes:
Os activos tangíveis adquiridos até 1 de Julho de 2004 (data de transição para as IFRS), encontram-se registados ao seu "deemed cost", o qual corresponde ao custo de aquisição, deduzido das amortizações acumuladas e de perdas por imparidade até então registadas.
Os activos tangíveis adquiridos após aquela data encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das correspondentes amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.
As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens. Para os principais grupos de bens, o período de vida útil estimado varia entre:
Equipamento básico – 4 e 10 anos Equipamento de transporte – 3 e 8 anos Equipamento administrativo – 3 e 8 anos
As despesas de conservação e reparação que não aumentem a vida útil dos activos nem resultem em benfeitorias ou melhorias significativas nos elementos dos activos tangíveis são registadas como custo no exercício em que são incorridas.
As mais ou menos-valias resultantes da venda ou abate do activo tangível são determinadas como a diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação ou abate, sendo registadas na demonstração dos resultados nas rubricas "Outros proveitos" ou "Outros custos".
O saldo da rubrica "Activo intangíveis - Valor do plantel" inclui os custos associados à aquisição dos direitos de inscrição desportiva dos jogadores ("passes") incluindo encargos com serviços de intermediação, bem como os encargos com o prémio de assinatura do contrato de trabalho desportivo pago aos jogadores, e com os denominados "prémios de fidelização", nos termos da Lei nº 103/97 de 13 de Setembro.
Nas situações em que a percentagem do "passe" detida é inferior a 100% (ver Nota 8) significa que apesar da Sociedade deter integralmente o direito de inscrição desportiva, celebrou com entidade terceira um contrato de associação de interesses económicos que consubstancia uma parceria de investimento, resultando na partilha proporcional dos resultados inerentes às transacções daqueles direitos.
Caso se estime uma perda no valor de realização ("perda por imparidade") dos direitos de inscrição desportiva de jogadores, o correspondente efeito é registado na demonstração dos resultados do exercício, na rubrica "Amortizações e perdas de imparidade com passes de jogadores". A identificação e quantificação destas perdas de imparidade inclui o valor líquido contabilístico dos direitos de inscrição desportiva dos jogadores, à data de 30 de Junho de 2011, cujos contratos de trabalho tenham sido rescindidos até à data de aprovação destas demonstrações financeiras.
Os encargos com a renovação dos contratos de trabalho desportivo celebrados com os jogadores, são igualmente registados na rubrica "Activos intangíveis - Valor do plantel", sendo apurado um novo valor líquido contabilístico do "passe" dos jogadores, o qual é amortizado em função do novo período do contrato de trabalho.
Os montantes incluídos na rubrica "Activo intangíveis - Valor do plantel" são amortizados em função da duração dos direitos de inscrição desportiva, os quais estão associados ao prazo dos contratos celebrados entre os jogadores e a Sociedade, de acordo com a Lei nº103/97 de 13 de Setembro.
Os encargos com a aquisição dos direitos de inscrição desportiva de jogadores cuja utilização desportiva é cedida temporariamente pela Sociedade a clubes terceiros mantêm-se registados na rubrica "Activos intangíveis - Valor do plantel" e continuam a ser amortizados de acordo com o número de anos em que se vencem aqueles direitos, conforme o contrato de trabalho desportivo, na medida em que se considera a valorização potencial do "passe" do jogador enquanto jogador que actua por outro clube, no âmbito da acima referida cedência temporária. Caso se estime uma perda no valor de realização ("perda de imparidade") de "jogadores emprestados" até ao término do respectivo período do contrato, nomeadamente nas situações em que o jogador se encontra emprestado no último ano do contrato de trabalho, é registado o correspondente efeito na demonstração dos resultados do exercício, na rubrica "Amortizações e perdas de imparidade com passes de jogadores".
Os activos intangíveis que não os relativos ao "Valor do plantel" encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por
imparidade acumuladas. Os activos intangíveis só são reconhecidos se for provável que deles advenham benefícios económicos futuros para o Grupo, sejam controláveis pelo Grupo e se possa medir razoavelmente o seu valor.
As amortizações são calculadas, após o momento em que os bens se encontram disponíveis para uso, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado (Nota 7).
Os activos tangíveis adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro, quando cumprem com os requisitos da IAS 17 – "Locações". De acordo com este método, o custo do activo é registado no activo tangível, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo, calculada conforme descrito na Nota 2.3.a), são registados como custos na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam.
As rendas de aluguer de longa duração referentes a bens adquiridos neste regime são reconhecidas como custo na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam.
A classificação das locações financeiras ou operacionais é realizada em função da substância dos contratos em causa e não da sua forma.
Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas são reconhecidas como custo na demonstração dos resultados numa base linear durante o período do contrato de locação.
São efectuados testes de imparidade sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiquem que o montante pelo qual um activo se encontra registado possa não ser recuperado.
Sempre que o montante pelo qual um activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração dos resultados na rubrica "Provisões e perdas por imparidade, excluindo passes de jogadores".
A quantia recuperável é a mais alta entre o preço de venda líquido e do valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo, numa transacção entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente.
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em períodos anteriores é registada quando se conclui que as perdas por imparidade reconhecidas anteriormente já não existem ou diminuíram. Esta análise é efectuada sempre que existam indícios que a perda de imparidade anteriormente reconhecida tenha revertido. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados na rubrica "Outros proveitos". Esta reversão da perda por imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não tivesse sido registada em períodos anteriores.
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são reconhecidos como custo na demonstração dos resultados do exercício de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.
As mercadorias e matérias-primas encontram-se registadas ao custo de aquisição ou ao valor realizável líquido, dos dois o mais baixo, utilizando-se o custo médio como método de custeio.
As diferenças entre o custo e o respectivo valor de realização dos inventários, no caso deste ser inferior ao custo, são registadas como custos operacionais na rubrica "Custo das mercadorias vendidas".
As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, o Grupo tem uma obrigação presente (legal ou implícita) resultante de um evento passado, seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada demonstração da posição financeira e são ajustadas de modo a reflectir a melhor estimativa a essa data.
Os investimentos, quando existem, classificam-se como segue:
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Os investimentos detidos até ao vencimento são classificados como Investimentos não correntes, excepto se o seu vencimento for inferior a 12
meses da data da demonstração da posição financeira, sendo registados nesta rubrica os investimentos com maturidade definida para os quais o Grupo tem intenção e capacidade de os manter até essa data.
Os investimentos mensurados ao justo valor através de resultados incluem os investimentos detidos para negociação que o Grupo adquira tendo em vista a sua alienação num curto período de tempo, sendo classificados na demonstração da posição financeira consolidada como Investimentos correntes.
O Grupo classifica como investimentos disponíveis para venda os que não são enquadráveis como investimentos mensurados ao justo valor através de resultados nem como investimentos detidos até à maturidade. Estes activos são classificados como activos não correntes, excepto se houver intenção de os alienar num período inferior a 12 meses da data da demonstração da posição financeira.
Todas as compras e vendas destes investimentos são reconhecidas à data da assinatura dos respectivos contratos de compra e venda, independentemente da data de liquidação financeira.
Os investimentos são inicialmente registados pelo seu valor de aquisição que corresponde ao justo valor do preço pago, incluindo despesas de transacção.
Os investimentos que não sejam cotados e para os quais não seja possível estimar com fiabilidade o seu justo valor, são mantidos ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade.
As contas a receber não correntes são registadas ao custo amortizado utilizando o método da taxa efectiva e deduzidos de eventuais perdas de imparidade.
As contas a receber correntes são apresentadas na demonstração da posição financeira consolidada, deduzidas de eventuais perdas de imparidade, e são registadas pelo seu valor nominal, excepto quando o impacto do desconto for material, situação em que são registadas ao custo amortizado utilizando o método da taxa efectiva.
Os proveitos financeiros são calculados de acordo com a taxa de juro efectiva, excepto para os valores a receber de muito curto prazo cujos valores a reconhecer seriam imateriais.
As contas a receber são classificadas como activos correntes, excepto nos casos em que a maturidade é superior a 12 meses da data da demonstração da posição financeira, as quais se classificam como não correntes. Estes activos financeiros estão incluídos nas classes identificadas na Nota 11.
As perdas por imparidade são registadas na sequência de eventos ocorridos que indiquem, objectivamente e de forma quantificável, que a totalidade ou parte do saldo em dívida não será recebido. Para tal, cada empresa do Grupo tem em consideração informação que demonstre que:
a contraparte apresenta dificuldades financeiras significativas;
se verifiquem atrasos significativos nos pagamentos por parte da contraparte;
se torna provável que o devedor vá entrar em liquidação ou em reestruturação financeira.
Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados de acordo com a substância contratual da transacção. São considerados instrumentos de capital próprio os que evidenciam um interesse residual nos activos do Grupo após dedução dos passivos, sendo registados pelo valor recebido, líquido dos custos suportados com a sua emissão.
Os empréstimos são registados no passivo pelo seu valor nominal recebido, líquido dos custos de transacção que sejam directamente atribuíveis à emissão desses passivos. Os encargos financeiros são calculados de acordo com a taxa de juro efectiva e contabilizados na demonstração dos resultados do exercício, de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.
As contas a pagar não correntes são registadas ao custo amortizado utilizando o método da taxa efectiva.
As contas a pagar, correntes, são registadas pelo seu valor nominal, excepto quando o efeito do desconto é considerado material, situação em que são registadas utilizando o método da taxa efectiva.
Os custos financeiros são calculados de acordo com a taxa de juro efectiva, excepto para os valores a pagar de muito curto prazo cujos valores a reconhecer seriam imateriais.
As contas a pagar são classificadas como passivos correntes, excepto nos casos em que a maturidade é superior a 12 meses da data da demonstração da posição financeira, as quais se classificam como não correntes. Estes passivos financeiros estão incluídos nas classes identificadas na Nota 20.
Os saldos a receber de clientes titulados por letras descontadas e não vencidas à data de cada demonstração da posição financeira são reconhecidos na demonstração da posição financeira até ao momento do recebimento das mesmas.
Os montantes incluídos na rubrica de "Caixa e equivalentes de caixa" correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de três meses e que possam ser imediatamente mobilizáveis sem risco significativo de alteração de valor.
Ao nível da demonstração consolidada dos fluxos de caixa, a rubrica "Caixa e equivalentes de caixa" compreende também os descobertos bancários incluídos na rubrica do passivo corrente "Empréstimos bancários".
O método da taxa de juro efectiva é o método utilizado para cálculo do custo amortizado de um activo ou passivo financeiro e para efectuar a alocação de proveitos ou custos até à maturidade do instrumento financeiro.
Os activos contingentes são possíveis activos que surgem de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros, incertos e não totalmente sob o controlo do Grupo.
Os activos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras mas unicamente objecto de divulgação quando é provável a existência de um benefício económico futuro.
Os passivos contingentes são definidos pelo Grupo como: (i) obrigações possíveis que surjam de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais acontecimentos futuros, incertos e não totalmente sob o controlo do Grupo; ou (ii) obrigações presentes que surjam de acontecimentos passados mas que não são reconhecidas porque não é provável que um exfluxo de recursos que incorpore benefícios económicos seja necessário para liquidar a obrigação ou a quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras do Grupo, sendo os mesmos objecto de divulgação, a menos que a possibilidade de
uma saída de fundos afectando benefícios económicos futuros seja remota, caso este em que não são sequer objecto de divulgação.
A partir do exercício findo em 30 de Junho de 2007, inclusive, o grupo de sociedades abaixo mencionadas, dominado pela Futebol Clube do Porto – Futebol, S.A.D. é tributado de acordo com o Regime Especial de Tributação de Grupo de Sociedades ("RETGS"), com excepção da empresa Porto Seguro – Sociedade Mediadora de Seguros do Porto, Lda. que apenas passou a integrar o grupo fiscal no exercício findo em 30 de Junho de 2009.
As empresas incluídas no grupo fiscal, a 30 de Junho de 2011, tributado de acordo com o RETGS são as seguintes:
Futebol Clube do Porto – Futebol, S.A.D. PortoComercial – Sociedade de Comercialização, Licenciamento e Sponsorização, S.A. PortoEstádio, Gestão e Exploração de Equipamentos Desportivos, S.A. PortoSeguro - Sociedade Mediadora de Seguros do Porto, Lda.
O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação e considera a tributação diferida.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais das empresas incluídas na consolidação estão sujeitas a revisão e correcção por parte da Administração Tributária durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), excepto quando tenha havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alongados ou suspensos. Além do referido na Nota 22 no que diz respeito a inspecções, reclamações e impugnações em curso, a situação fiscal relativa aos exercícios findos em 30 de Junho de 2008 a 30 de Junho de 2011 poderá ainda a vir a ser sujeita a revisão e eventuais correcções.
A Administração da Empresa-mãe e das suas filiais entende que eventuais correcções resultantes de revisão por parte da Administração Tributária à situação fiscal e para-fiscal das empresas, em relação aos exercícios em aberto, não deverão ter um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas anexas.
Nos termos do artigo 88º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, as empresas do Grupo encontram-se sujeitas adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.
Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade da demonstração da posição financeira e reflectem as diferenças temporárias entre o
montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação. Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação em vigor ou anunciadas para estarem em vigor à data expectável da reversão das diferenças temporárias.
Os activos por impostos diferidos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que existam diferenças temporárias tributáveis que compensem as diferenças temporárias dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada período é efectuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua utilização futura.
O rédito é registado pelo justo valor dos activos recebidos ou a receber, líquido de descontos.
i) Vendas
O rédito proveniente de vendas de mercadorias (produtos de merchandising) apenas é reconhecido na demonstração dos resultados quando: (i) são transferidos para o comprador os riscos e vantagens significativos da propriedade dos activos; (ii) não seja mantido um envolvimento continuado de gestão com grau geralmente associado com a posse ou o controlo efectivo dos activos vendidos; (iii) a quantia do rédito pode ser fiavelmente mensurada; (iv) seja provável que os benefícios económicos associados com as transacções fluam para o Grupo; e (v) os custos incorridos ou a serem incorridos referentes à transacção possam ser fiavelmente mensurados. As vendas são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos, incluindo comissões inerentes à sua concretização, pelo justo valor do montante recebido ou a receber.
ii) Alienação dos direitos de inscrição desportiva dos jogadores
Os resultados provenientes da alienação dos direitos de inscrição desportiva de jogadores ("passe") são registados em rubrica individualizada da demonstração dos resultados denominada "(Custos)/proveitos com transacções de passes de jogadores", pelo montante total da transacção deduzido do valor líquido contabilístico do respectivo "passe" e de outras despesas incorridas, incluindo custos com serviços de intermediação e encargos com responsabilidades com o mecanismo de solidariedade. Sempre que relevante, é considerado na determinação do valor da transacção, o efeito da actualização financeira dos montantes a receber no futuro. O reconhecimento do rédito é efectuado apenas no período em que se considere estarem substancialmente transferidos os riscos e benefícios dos direitos desportivos inerentes aos "passes" de jogadores.
iii) Contratos de associação de interesses económicos
Os proveitos resultantes de celebração de contratos de associação de interesses económicos que consubstanciem uma parceria de investimento, como mencionado na alínea b), são registados na demonstração dos resultados ou no passivo, conforme as referidas transacções evidenciem, em função do definido contratualmente, que os riscos e benefícios significativos tenham sido efectivamente transferidos, ou não, respectivamente.
iv) Prémios de participação em competições europeias
Os prémios fixos relativos à obtenção do direito de participação na UEFA Champions League são registados no exercício em que aquele direito de acesso é garantido, os quais são independentes da performance desportiva que se vier a verificar nessa competição. Os encargos associados, nomeadamente, prémios da equipa técnica e jogadores são igualmente registados no exercício em que o direito de acesso é garantido. Os prémios variáveis em função da performance desportiva são registados no período em que os jogos são realizados.
v) Proveitos diversos
Os proveitos relativos a direitos de transmissões, publicidade e patrocínios são reconhecidos na demonstração dos resultados de acordo com o período de duração dos respectivos contratos. Os proveitos relativos aos jogos são registados no período em que os mesmos se realizam.
Os juros e proveitos financeiros são reconhecidos de acordo com o princípio da especialização dos exercícios e de acordo com a taxa de juro efectiva aplicável.
As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual estas são reconhecidas à medida que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes facturados a clientes e por fornecedores e os correspondentes proveitos e custos gerados são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos incluídas nas rubricas "Outros activos não correntes", "Outros activos correntes", "Outros passivos correntes" e "Outros passivos não correntes".
Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira são convertidos para Euros utilizando as taxas de câmbio oficiais vigentes à data da demonstração da posição financeira. As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data da demonstração da posição financeira, são registadas como proveitos e custos na demonstração dos resultados do exercício.
Os eventos ocorridos após a data da demonstração da posição financeira que proporcionem provas ou informações adicionais sobre condições que existiam à data da demonstração da posição financeira ("adjusting events") são reflectidos nas demonstrações financeiras do Grupo. Os eventos após a data da demonstração da posição financeira que sejam indicativos de condições que surgiram após a data da demonstração da posição financeira ("non-adjusting events"), quando materiais, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras (Nota 34).
Na preparação das demonstrações financeiras anexas foram efectuados juízos de valor e estimativas e utilizados diversos pressupostos que afectaram as quantias relatadas de activos e passivos, assim como as quantias relatadas de rendimentos e gastos do período.
As estimativas e os pressupostos subjacentes foram determinados com base no melhor conhecimento existente à data de aprovação das demonstrações financeiras dos eventos e transacções em curso, assim como na experiência de eventos passados e/ou correntes. Contudo, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo previsíveis à data de aprovação das demonstrações financeiras, não foram consideradas nessas estimativas. As alterações às estimativas que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras serão corrigidas de forma prospectiva. Por este motivo e dado o grau de incerteza associado, os resultados reais das transacções em questão poderão diferir das correspondentes estimativas.
As estimativas contabilísticas mais significativas reflectidas nas demonstrações financeiras consolidadas incluem:
Em cada exercício, são identificados os segmentos relatáveis aplicáveis ao Grupo mais adequados tendo em consideração as actividades desenvolvidas.
A informação relativa ao rédito ao nível dos segmentos de negócio identificados é incluída na Nota 31.
Para além dos riscos inerentes aos resultados da actividade desportiva e seus impactos nos resultados económicos e na valorização dos seus activos, a actividade do Grupo encontra-se exposta, igualmente, a uma variedade de riscos financeiros, tais como o risco de mercado, o risco de crédito e o risco de liquidez. Estes riscos resultam da incerteza subjacente aos mercados financeiros, a qual se reflecte na capacidade de projecção de fluxos de caixa e rendibilidades. A política de gestão dos riscos financeiros do Grupo, procura minimizar eventuais efeitos adversos decorrentes destas incertezas características dos mercados financeiros.
O risco de taxa de juro é, essencialmente, resultante de endividamento indexado a taxas variáveis.
O endividamento do Grupo encontra-se, sobretudo, indexado a taxas de juro variáveis, expondo o custo da dívida a um risco de volatilidade. O impacto dessa volatilidade nos resultados e no capital próprio do Grupo pode ser significativo em virtude do elevado nível de endividamento.
Apesar do risco de taxa de juro ser significativo, o Grupo não utiliza, normalmente, instrumentos derivados para efeitos de cobertura deste risco.
A 30 de Junho de 2011 e 2010, o Grupo apresenta um endividamento de, aproximadamente, 98.950 milhares de Euros e 92.839 milhares de Euros, respectivamente, divididos entre empréstimos correntes e não correntes (Nota 18 e 19) contratados junto de diversas instituições.
A análise de sensibilidade que a seguir se apresenta foi determinada com base na exposição do Grupo a variações na taxa de juro em instrumentos financeiros, tendo por referência a estimativa de endividamento médio na época 2010/2011. Para os instrumentos financeiros, a análise foi preparada considerando-se que as alterações nas taxas de juros de mercado afectam o proveito ou custo financeiro dos instrumentos financeiros indexados a taxas de juros variáveis e fixas.
A análise efectuada indicou que se a Euribor tivesse sido 50 pontos base superior e as restantes variáveis mantidas constantes, os encargos financeiros do exercício findo em 30 de Junho de 2011 viriam aumentados aproximadamente em 410.000 Euros (358.000 Euros em 30 de Junho de 2010).
Na sua actividade operacional, o Grupo realiza algumas transacções expressas em outras moedas que não Euro, nomeadamente transacções de "passes" de jogadores. No entanto, o volume dessas transacções em moeda estrangeira tem sido historicamente reduzido, sendo na sua grande maioria expressos em Euros e, residualmente, em dólares dos Estados Unidos. Assim sendo, o Grupo opta por não recorrer a instrumentos derivados de cobertura, nomeadamente "forwards" de taxas de câmbio.
A exposição do Grupo ao risco de crédito está maioritariamente associada às contas a receber decorrentes da venda de "passes" de jogadores e outras transacções relacionadas com a actividade que exerce, nomeadamente venda de direitos de transmissões televisivas, publicidade e patrocínios diversos. O risco de crédito refere-se ao risco da contraparte incumprir com as suas obrigações contratuais, resultando numa perda para o Grupo.
A gestão deste risco tem por objectivo garantir a efectiva cobrança dos créditos nos prazos estabelecidos sem afectar o equilíbrio financeiro do Grupo. Este risco é monitorizado numa base regular, sendo que o objectivo da gestão é: (a) avaliação da contraparte de modo a aferir da sua capacidade de cumprir com a dívida; (b) monitorar a evolução do nível de crédito concedido; e (c) realizar análise de imparidade aos valores a receber numa base regular.
O Grupo não considera existir risco de crédito significativo com alguma entidade em particular, ou com algum grupo de entidades com características semelhantes, na medida em que as contas a receber estão repartidas por diversos clientes e diferentes áreas geográficas. O Grupo procura obter garantias de crédito, sempre que a situação financeira do cliente assim o recomende. Para os clientes em que o risco de crédito, ou o montante da conta a receber, o justifique, essas garantias consubstanciam-se em garantias bancárias.
As perdas de imparidade para contas a receber são calculadas considerando-se: (a) o perfil de risco do cliente; (b) o prazo de recebimento de cada contrato, o qual difere de negócio para negócio; e (c) a condição financeira do cliente. Os movimentos destes ajustamentos para os exercícios findos em 30 de Junho de 2011 e 2010 encontram-se divulgados na Nota 22.
A 30 de Junho de 2011 e 2010, o Grupo considera que não existe a necessidade de registo de perdas por imparidade adicionais para além dos montantes registados naquelas datas e evidenciados, de forma resumida, na Nota 22.
O risco de liquidez é definido como sendo o risco de falta de capacidade para liquidar ou cumprir as obrigações no prazo estipulado e a um preço razoável. A existência de liquidez implica que sejam definidos parâmetros de gestão dessa liquidez que permitam maximizar o retorno obtido e minimizar os custos de oportunidade associados à detenção dessa liquidez de forma segura e eficiente.
A gestão deste risco no Grupo tem por objectivo:
O Grupo tem como política procurar compatibilizar os prazos de vencimento de activos e passivos, gerindo as respectivas maturidades de forma equilibrada. Por norma, cada empréstimo que o Grupo contrai é garantido por uma conta a receber (ou relativa à venda do "passe" de um jogador, ou por valores a receber relativos a prémios de competições europeias e a direitos de transmissões televisivas); também, por norma, os prazos de vencimento destes financiamentos coincidem ou aproximam-se dos prazos de recebimento da conta a receber por parte do Grupo.
A informação constante deste anexo, de análise de maturidade dos passivos financeiros, inclui os montantes em dívida não descontados e tendo por base o cenário mais pessimista, isto é, o período mais curto em que o passivo se torna exigível, no pressuposto do cumprimento de todos os requisitos contratualmente definidos.
Não ocorreram durante o exercício alterações de políticas contabilísticas, nem estimativas e erros materiais relativos a exercícios anteriores.
As empresas incluídas na consolidação pelo método integral, conforme referido na Nota 2.2.a), respectivas sedes, proporção do capital detido e actividade desenvolvida em 30 de Junho de 2011 e 2010 são as seguintes:
| Denominação social | Sede social |
Actividade desenvolvida | % capital detido 30.06.2011 |
% capital detido 30.06.2010 |
|---|---|---|---|---|
| Futebol Clube do Porto – Futebol, S.A.D. |
Porto | Participação na modalidade de futebol em competições desportivas de carácter profissional, promoção e organização de espectáculos desportivos |
Empresa mãe |
Empresa mãe |
| PortoComercial – Sociedade de Comercialização, Licenciamento e Sponsorização, S.A. ("PortoComercial") |
Porto | Comercialização de direitos de imagem, sponsorização, merchandising e licenciamento de produtos. |
93,5% | 93,5% |
| F.C.PortoMultimédia - Edições Multimédia, S.A. ("PortoMultimédia") |
Porto | Edição, produção e comercialização de material multimédia e para a internet, publicações periódicas e não periódicas. |
70% | 70% |
| PortoEstádio – Gestão e Exploração de Equipamentos Desportivos, S.A. ("PortoEstádio") |
Porto | Gestão e exploração de equipamento desportivo |
100% | 100% |
| PortoSeguro - Sociedade Mediadora de Seguros do Porto, Lda. ("PortoSeguro") |
Porto | Intermediação de seguros | 90% | 90% |
Durante o exercício findo em 30 de Junho de 2011 não se verificaram quaisquer alterações ao nível do perímetro de consolidação.
Durante os exercícios findos em 30 de Junho de 2011 e 2010, o movimento ocorrido no valor dos activos tangíveis e outros activos intangíveis, bem como nas respectivas amortizações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:
| Activos tangíveis | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 30.06.2011 | |||||||
| Edifícios e outras |
Equipamento | Equipamento | Equipamento | Outras imobilizações |
|||
| construções | básico | de transporte | administrativo | corpóreas | Total | ||
| Activo bruto: | |||||||
| Saldo inicial (30.06.2010) | 811.598 | 2.550.585 | 1.845.322 | 1.894.618 | 256.681 | 7.358.804 | |
| Adições | - | 226.504 | 19.613 | 230.641 | 681 | 477.439 | |
| Alienações | - | - | (159.433) | - | - | (159.433) | |
| Abates | - | - | (69.421) | - | - | (69.421) | |
| Transferências | - | (6.608) | - | 95.985 | - | 89.377 | |
| Saldo final (30.06.2011) | 811.598 | 2.770.481 | 1.636.081 | 2.221.244 | 257.362 | 7.696.766 | |
| Amortizações e perdas de | |||||||
| imparidade acumuladas: | |||||||
| Saldo inicial (30.06.2010) | 480.382 | 1.665.192 | 1.126.981 | 1.309.397 | 190.964 | 4.772.916 | |
| Amortização do exercício | 77.038 | 233.266 | 262.120 | 316.207 | 28.968 | 917.599 | |
| Perdas de imparidade do exercício | - | - | - | - | - | - | |
| Alienações | - | (1.436) | (159.433) | - | - | (160.869) | |
| Abates | - | (52.066) | (686) | - | (52.752) | ||
| Transferências | - | - | - | - | - | - | |
| Saldo final (30.06.2011) | 557.420 | 1.897.022 | 1.177.602 | 1.624.918 | 219.932 | 5.476.894 | |
| Valor líquido | 254.178 | 873.459 | 458.479 | 596.326 | 37.430 | 2.219.872 | |
| Activos tangíveis | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 30.06.2010 | ||||||
| Edifícios e | Outras | |||||
| outras | Equipamento | Equipamento | Equipamento | imobilizações | ||
| construções | básico | de transporte | administrativo | corpóreas | Total | |
| Activo bruto: | ||||||
| Saldo inicial (30.06.2009) | 811.598 | 2.450.753 | 1.792.412 | 1.653.656 | 256.000 | 6.964.419 |
| Adições | - | 131.231 | 387.702 | 251.971 | 681 | 771.585 |
| Alienações | - | (31.399) | (312.292) | (11.009) | - | (354.700) |
| Abates | - | - | (22.500) | - | - | (22.500) |
| Transferências | - | - | - | - | - | - |
| Saldo final (30.06.2010) | 811.598 | 2.550.585 | 1.845.322 | 1.894.618 | 256.681 | 7.358.804 |
| Amortizações e perdas de | ||||||
| imparidade acumuladas: | ||||||
| Saldo inicial (30.06.2009) | 403.343 | 1.459.335 | 1.196.982 | 1.014.492 | 160.837 | 4.234.989 |
| Amortização do exercício | 77.039 | 220.819 | 264.791 | 301.111 | 30.127 | 893.887 |
| Perdas de imparidade do exercício | - | - | - | - | - | - |
| Alienações | - | (14.962) | (312.292) | (6.206) | - | (333.460) |
| Abates | - | (22.500) | - | - | (22.500) | |
| Transferências | - | - | - | - | - | - |
| Saldo final (30.06.2010) | 480.382 | 1.665.192 | 1.126.981 | 1.309.397 | 190.964 | 4.772.916 |
| Valor líquido | 331.216 | 885.393 | 718.341 | 585.221 | 65.717 | 2.585.888 |
| Outros activos intangíveis | ||||
|---|---|---|---|---|
| 30.06.2011 | ||||
| Propriedade | ||||
| industrial | Outros | Total | ||
| Activo Bruto: | ||||
| Saldo inicial (30.06.2010) | 2.339.706 | 11.488 | 2.351.194 | |
| Adições | - | 169.538 | 169.538 | |
| Transferências | - | - | - | |
| Alienações e abates | - | - | - | |
| Saldo final (30.06.2011) | 2.339.706 | 181.026 | 2.520.732 | |
| Amortizações e perdas de | ||||
| imparidade acumuladas: | ||||
| Saldo inicial (30.06.2010) | 601.645 | 9.980 | 611.625 | |
| Amortização do exercício | 21.316 | 5.611 | 26.927 | |
| Perdas de imparidade do exercício | - | - | - | |
| Alienações e abates | - | - | - | |
| Saldo final (30.06.2011) | 622.961 | 15.591 | 638.552 | |
| Valor líquido | 1.716.745 | 165.435 | 1.882.180 | |
| Outros activos intangíveis | ||||
| 30.06.2010 | ||||
| Propriedade | ||||
| industrial | Outros | Total | ||
| Activo Bruto: | ||||
| Saldo inicial (30.06.2009) | 2.339.706 | 11.488 | 2.351.194 | |
| Adições | - | - | - | |
| Transferências | - | - | - | |
| Alienações e abates Saldo final (30.06.2010) |
- 2.339.706 |
- 11.488 |
- 2.351.194 |
|
| Amortizações e perdas de | ||||
| imparidade acumuladas: | ||||
| Saldo inicial (30.06.2009) | 580.328 | 9.079 | 589.407 | |
| Amortização do exercício | 21.317 | 901 | 22.218 | |
| Perdas de imparidade do exercício | - | - | - | |
| Alienações e abates | - | - | - | |
| Saldo final (30.06.2010) | 601.645 | 9.980 | 611.625 | |
| Valor líquido | 1.738.061 | 1.508 | 1.739.569 |
O valor registado na rubrica "Propriedade industrial" respeita ao direito de utilização da marca FCP por um período de 99 anos, a ser amortizado naquele período.
Durante os exercícios findos em 30 de Junho de 2011 e 2010, o movimento ocorrido na rubrica "Activos intangíveis - Valor do plantel" bem como nas respectivas amortizações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:
| Activos intangíveis - Valor do plantel |
|||
|---|---|---|---|
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | ||
| Valor bruto: | |||
| Saldo inicial | 106.151.894 | 95.730.192 | |
| Aquisições | 59.271.824 | 47.573.962 | |
| Alienações | (12.894.183) | (23.437.145) | |
| Transferências (Nota 9) | (10.345.819) | (3.701.647) | |
| Abates | (9.231.122) | (9.844.374) | |
| Regularizações | (290.331) | (169.094) | |
| Saldo final | 132.662.263 | 106.151.894 | |
| Amortizações e perdas de | |||
| imparidade acumuladas: | |||
| Saldo inicial | 38.324.151 | 37.853.972 | |
| Amortização do exercício (Nota 26) | 25.236.823 | 24.694.383 | |
| Perdas por imparidade no exercício (Nota 26) | 3.129.049 | 2.390.751 | |
| Alienações | (7.843.427) | (14.412.886) | |
| Transferências (Nota 9) | (6.727.132) | (2.493.082) | |
| Abates | (9.231.122) | (9.708.987) | |
| Saldo final | 42.888.342 | 38.324.151 | |
| Valor líquido | 89.773.921 | 67.827.743 |
As principais aquisições realizadas no exercício findo em 30 de Junho de 2011, em valor, podem ser resumidas como segue:
| Jogador | % direitos económicos |
Data de aquisição |
Vendedor | Final do contrato |
Valor aquisição passe |
Efeito actualização financeira |
Encargos adicionais |
Valor total de aquisição do passe |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Hulk | 40% | Mai-11 | Clube Atlético Rentistas | Jun-16 | 13.500.000 | - | 3.012.011 | 16.512.011 |
| João Moutinho | 100% | Jul-10 | Sporting Clube de Portugal | Jun-15 | 11.000.000 | (487.709) | 1.750.000 | 12.262.291 |
| Walter da Silva | 50% | Jul-10 | Clube Atlético Rentistas | Jun-15 | 6.240.000 | (357.833) | 884.615 | 6.766.782 |
| Otamendi | 50% | Ago-10 | Club Atlético Vélez Sársfield | Jun-15 | 4.000.000 | (129.829) | 723.077 | 4.593.248 |
| Club Cerro Porteño / | ||||||||
| Iturbe | 60% | Jan-11 | Sociedad Pencilhill Limited | Jun-16 | 4.050.000 | - | 200.000 | 4.250.000 |
| Kelvin | 90% | Jan-11 | Paraná Clube | Jun-16 | 2.111.097 | - | 920.994 | 3.032.091 |
| Sapunaru | 50% | Mai-11 | Rapid Bucareste | Jun-13 | 2.500.000 | - | - | 2.500.000 |
| James Rodriguez | 30% | Mai-11 | Convergence Capital B.V. | Jun-14 | 2.250.000 | - | 100.000 | 2.350.000 |
| Rúben Micael | 10% | Mar-11 | Clube Desportivo Nacional | Jun-15 | 1.000.000 | - | - | 1.000.000 |
A rubrica "Encargos adicionais" refere-se a gastos relacionados com as aquisições de direitos económicos, nomeadamente encargos com serviços de intermediação, serviços legais, prémios de assinatura de contratos, etc.
O contrato de aquisição do passe do jogador João Moutinho prevê que a Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD ("Sporting SAD") mantenha o direito a receber 25% da maisvalia que se venha a verificar numa futura cedência do jogador da FCPorto SAD para outro Clube, por um valor superior a 11.000.000 Euros. Adicionalmente, e relativamente à aquisição de 50% do passe do jogador Otamendi, o Clube Atletico Vélez Sársfield manteve uma opção de venda à Sociedade dos restantes 50% dos direitos económicos
deste jogador pelo montante de 4.000.000 Euros, opção essa exercida em Setembro de 2011 (Nota 34).
De referir que nas situações em que a percentagem do passe detida é inferior a 100%, significa que apesar da Sociedade deter integralmente o direito de inscrição desportiva, mantém com entidade terceira uma associação de interesses económicos que consubstancia uma parceria de investimento, resultando na partilha proporcional dos resultados inerentes à futura transacção daqueles direitos, caso ocorra.
Relativamente ao exercício findo em 30 de Junho de 2010, o valor de aquisição dos passes dos jogadores Falcao (100%), Belluschi (50%), Prediger (100%), Fernando (30%), Valeri (30%), Rúben Micael (70%), Souza (75%) e James Rodriguez (70%) e os encargos assumidos na renegociação do contrato de trabalho com o atleta Hulk representaram cerca de 85% dos encargos totais com aquisições realizadas naquele período.
Os encargos com serviços de intermediação nas aquisições de passes de jogadores realizadas nos exercícios findos em 30 de Junho de 2011 e 2010 acima referidos, bem como na negociação e renegociação dos contratos de trabalho com jogadores, ascenderam a um total de 4.548.235 Euros e 2.507.650 Euros, respectivamente.
No exercício findo em 30 de Junho de 2011, estes serviços foram prestados pelas entidades For Gool Limited; Gol Football Limited; S. Bass Limited; B&C Consultoria e Assessoria Esportiva, Ltda.; Onsoccer Internacional, Gestão de Carreiras Desportivas, S.A.; Continental General Services B.V.; Maxtex, S.A.; Orel B.V.; Idoloasis Unipessoal, Lda. e pelos agentes António Teixeira da Silva, Isidoro A. Giménez e Yousef Moussaid.
No exercício findo em 30 de Junho de 2010, os serviços de intermediação foram prestados, essencialmente, pelas entidades Gol Football; Convergence Capital Partners; Natland Financieringsmaatschappij B.V.; Deaubert B.V.; Orel B.V. e pelo agente Ciro J Sanchez.
O montante das aquisições dos passes dos jogadores realizadas nos exercícios findos em 30 de Junho de 2011 e 2010, considera o efeito da actualização financeira, quando aplicável, no montante de, aproximadamente, 975.000 Euros e 900.000 Euros, respectivamente, referente à parcela que se vence a médio e longo prazo das contas a pagar originada na aquisição de passes de jogadores, nomeadamente do João Moutinho, Walter e Otamendi (a 30 de Junho de 2011) e Rúben Micael e James Rodriguez bem como encargos afectos à renegociação do contrato de trabalho de Hulk (a 30 de Junho de 2010).
No exercício findo em 30 de Junho de 2011, a Sociedade celebrou contratos tendo em vista a cedência de parte dos direitos económicos, em regime de associação económica, de dois dos jogadores acima mencionados: (i) 37,5% dos direitos económicos do jogador João Moutinho por 4.125.000 Euros à Mamers B.V.; e (ii) 25% dos direitos económicos do jogador Walter por 2.125.000 Euros à Pearl Design Holding, Ltd.. Dado que, de acordo com os referidos contratos, não foram transferidos todos os riscos e benefícios significativos associados à detenção daqueles direitos, aquelas transacções não foram registadas como alienações, não tendo, por conseguinte, sido desreconhecido do activo
intangível aquela parcela de direitos económicos, encontrando-se os montantes recebidos daquelas entidades registados na rubrica da demonstração da posição financeira "Outros credores" (Nota 19). De acordo com os referidos contratos, existe ainda o montante de 2.763.750 Euros a receber, que se vence em Fevereiro de 2012. Deste modo, as percentagens referidas no quadro abaixo, relativo às percentagens detidas dos passes dos jogadores, consideram a partilha com aquelas entidades do valor resultante de alienações futuras dos passes dos jogadores João Moutinho e Walter.
As alienações no exercício findo em 30 de Junho de 2011 geraram mais-valias no montante de 31.775.727 Euros (Nota 26) (líquidas de: (i) custos de intermediação no montante de 3.550.000 Euros; (ii) de responsabilidades com o mecanismo de solidariedade no montante aproximado de 1.401.000 Euros; (iii) da proporção no valor de venda dos passes detidos por entidades terceiras no montante de 775.000 Euros; e (iv) do efeito da actualização financeira das contas a receber a médio prazo originadas por estas transacções, no montante de, aproximadamente, 1.176.000 Euros), que resultam, essencialmente, de:
montante de 2.500.000 Euros, ao qual se deduziu o correspondente valor líquido contabilístico do passe à data da alienação, não tendo gerado mais-valia significativa.
e) Prémio adicional de 2.000.000 Euros a acrescer ao valor de alienação previsto no contrato de alienação dos direitos económicos do jogador Lucho Gonzalez ao Olympique de Marseille na época de 2008/09, por este se ter qualificado para os 1/8 final da UEFA Champions League em 2010/11 (1.000.000 Euros) e se ter qualificado, ainda nesta época, para a edição da mesma competição de 2011/12.
As alienações no exercício findo em 30 de Junho de 2010 geraram mais-valias de 37.716.784 Euros (líquidas de: (i) custos de intermediação no montante de 2.464.250 Euros; (ii) das responsabilidades com o mecanismo de solidariedade no montante de 1.989.253 Euros; e (iii) do efeito da actualização financeira das contas a receber e a pagar a médio prazo originadas por estas transacções, no montante de, aproximadamente, 1.600.000 Euros), que resultam, fundamentalmente, da alienação dos direitos de inscrição desportiva dos jogadores Lisandro Lopez, Cissokho, Ibson e Bolatti.
Durante o exercício findo em 30 de Junho de 2011 foram registadas perdas de imparidade no montante de 3.129.049 Euros relativamente aos passes dos jogadores: (i) Nelson Benitez e Rabiola, pelo facto da FCP SAD, ter rescindido os contratos de trabalho com estes jogadores durante a época desportiva 2010/11; e (ii) Orlando Sá, Diogo Viana, Tomás Costa e Yero, tendo em conta as alienações de parte dos "passes" destes jogadores no início da época desportiva de 2011/12.
As menos valias geradas no exercício findo em 30 de Junho de 2010, no montante de 1.543.738 Euros (Nota 26), estão associados à alienação dos direitos de inscrição desportiva e de parte dos direitos económicos dos jogadores Pelé e Diogo Valente.
Em 30 de Junho de 2011 e 2010, a agregação dos jogadores por classe de valor líquido contabilístico dos respectivos "passes" é como segue:
| 30.06.2011 30.06.2010 |
||||
|---|---|---|---|---|
| Valor líquido contabilístico do passe |
Nº de atletas |
Valor acumulado |
Nº de atletas |
Valor acumulado |
| Superior a 2.000 mEuros | 17 | 80.157.821 | 12 | 49.265.823 |
| Entre 1.000 mEuros e 2.000 mEuros | 2 | 2.722.157 | 7 | 10.473.880 |
| Inferior a 1.000 mEuros | 17 | 6.893.943 | 17 | 8.088.040 |
| 89.773.921 | 67.827.743 |
Em 30 de Junho de 2011 e 2010, no valor líquido global do jogador estão inseridos os seguintes jogadores:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fim do | Fim do | ||||
| Jogador | % Passe | contrato | % Passe | contrato | |
| Hulk | 85,0% | Jun-16 | 45,0% | Jun-14 | |
| João Moutinho (d) | 62,5% | Jun-15 | - | - | |
| Walter da Silva (d) | 50,0% | Jun-15 | - | - | |
| James Rodriguez (c) | 55,0% | Jun-14 | 60,0% | Jun-14 | |
| Iturbe | 60,0% | Jun-16 | - | - | |
| Falcao (b) | 95,0% | Jun-13 | 95,0% | Jun-13 | |
| Rúben Micael (b) | 80,0% | Jun-15 | 70,0% | Jun-14 | |
| Otamendi | 50,0% | Jun-15 | - | - | |
| Sapunaru | 100,0% | Jun-13 | 50,0% | Jun-13 | |
| Souza | 70,0% | Jun-15 | 70,0% | Jun-15 | |
| Kelvin | 90,0% | Jun-16 | - | - | |
| Alvaro Pereira | 75,0% | Jun-15 | 80,0% | Jun-14 | |
| Belluschi | 50,0% | Jun-13 | 50,0% | Jun-13 | |
| Fernando | 80,0% | Jun-14 | 80,0% | Jun-14 | |
| Prediger (a) | 90,0% | Jun-13 | 90,0% | Jun-13 | |
| Maicon | 100,0% | Jun-14 | 50,0% | Jun-14 | |
| Cristian Rodriguez | 70,0% | Jun-12 | 70,0% | Jun-12 | |
| Fredy Guarin | 100,0% | Jun-14 | 100,0% | Jun-12 | |
| Rolando | 85,0% | Jun-14 | 85,0% | Jun-14 | |
| Tomás Costa (e) | - | - | 100,0% | Jun-12 | |
| Orlando Sá (e) | - | - | 60,0% | Jun-13 | |
| Stepanov (f) | - | - | 100,0% | Jun-11 | |
| Valeri (f) | - | - | 27,0% | Jun-11 | |
| Farias (g) | - | - | 100,0% | Jun-11 | |
| Nelson Benitez (h) | - | - | 50,0% | Jun-12 | |
| Leandro Lima (h) | - | - | 90,0% | Jun-13 | |
| Raul Meireles (g) | - | - | 90,0% | Jun-13 | |
| Mariano Gonzalez | - | - | 100,0% | Jun-11 | |
| Renteria | - | - | 50,0% | Jun-11 |
(a) Jogador emprestado a outro Clube ou Sociedade Anónima Desportiva na época desportiva 2011/12, cujo período de empréstimo contratado não ultrapassa 30 de Junho de 2012.
(b) Jogador cujo passe (ou parte do mesmo) foi alienado no início da época desportiva 2011/12 (Nota 34).
(c) Jogador cuja parte dos direitos económicos foram alienados no exercício findo em 30 de Junho de 2011.
(d) Jogadores cuja percentagem dos direitos económicos evidenciada está deduzida da parcela de 37,5% (João Moutinho) e 50% (Walter da Silva) cedida, em regime de associação económica, a terceiros (Nota 19).
(f) Jogador sobre o qual em 30 de Junho de 2011 a Sociedade detém apenas parte dos direitos económicos (Nota 9).
(g) Jogador cujo passe foi alienado no exercício findo em 30 de Junho de 2011.
(h) Jogador cujo contrato de trabalho foi rescindido durante a época desportiva 2010/11.
As percentagens de "passe" acima evidenciadas têm em consideração a partilha dos direitos económicos efectuada na data de aquisição dos direitos desportivos de cada jogador, ou alienados em data posterior, bem como as percentagens atribuídas pela FCP
(e) Jogador cujos direitos desportivos foram alienados no exercício findo em 30 de Junho de 2011, tendo a Sociedade mantido uma parte dos direitos económicos, reflectidos na rubrica de "Outros activos financeiros" (Nota 9).
SAD a terceiras entidades relativas à partilha do valor resultante de alienações futuras daqueles passes.
Em 30 de Junho de 2011 a FCP SAD mantinha no seu plantel "passes" de jogadores que haviam sido dados como garantia de financiamentos, tal como segue:
| Banco | Montante a 30.06.2011 |
Data de vencimento |
"Passes" de atletas | Fim contrato |
|---|---|---|---|---|
| Millennium BCP | - (*) | 30-09-2011 | Sapunaru | 30-06-2014 |
| Helton | 30-06-2013 | |||
| Fucile | 30-06-2015 | |||
| Millennium BCP | 12.000.000 | 10-10-2012 | Falcão | 30-06-2013 |
| Varela | 30-06-2015 | |||
| Mariano Gonzalez | 30-06-2011 | |||
| Millennium BCP | 4.000.000 | 28-05-2013 | Souza | 30-06-2015 |
| BES | 6.000.000 | 15-07-2012 | João Moutinho | 30-06-2015 |
| BPI | 6.500.000 | 06-12-2011 | Álvaro Pereira | 30-06-2015 |
| 28.500.000 |
(*) Corresponde a um descoberto bancário, com 5.000.000 Euros de montante máximo, não utilizado em 30 de Junho de 2010.
Em 30 de Junho de 2011 encontravam-se activos os seguintes compromissos contratuais no que concerne à aquisição de passes de jogadores:
Durante os exercícios findos em 30 de Junho de 2011 e 2010, o movimento ocorrido na rubrica "Outros activos financeiros" bem como nas respectivas perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:
| Outros activos financeiros | |||
|---|---|---|---|
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | ||
| Valor bruto: | |||
| Saldo inicial | 2.110.489 | 901.226 | |
| Aquisições | 69.400 | 698 | |
| Transferências (Nota 8) | 3.618.687 | 1.208.565 | |
| Alienações | (232.359) | - | |
| Abates | (170.556) | - | |
| Saldo final | 5.395.661 | 2.110.489 | |
| Perdas de imparidade | |||
| acumuladas | |||
| Saldo inicial | 388.205 | - | |
| Perdas de imparidade no exercício | 1.009.450 | 388.205 | |
| Transferências | - | - | |
| Abates | - | - | |
| Saldo final | 1.397.655 | 388.205 | |
| Valor líquido | 3.998.006 | 1.722.284 |
O detalhe desta rubrica em 30 de Junho de 2011 e 2010 é como segue:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | |||
|---|---|---|---|---|
| Custo de | Custo de | |||
| Descrição | % particip | aquisição | % particip | aquisição |
| Outras empresas: | 17.119 | 13.719 | ||
| Outros investimentos: | ||||
| Direitos económicos do jogador | ||||
| Valeri | 27% | 1.528.131 | - | - |
| Hélder Postiga | 50% | 888.205 | 50% | 888.205 |
| Stepanov | 50% | 818.750 | - | - |
| Pelé | 30% | 680.020 | 30% | 680.020 |
| Tomás Costa | 50% | 861.465 | - | - |
| Orlando Sá | 25% | 355.183 | - | - |
| Outros jogadores | 246.788 | 528.545 | ||
| 5.378.542 | 2.096.770 | |||
| Perdas de imparidade acumuladas (Nota 22) | (1.397.655) | (388.205) | ||
| 3.998.006 | 1.722.284 |
A rubrica "Outros investimentos", acima detalhada, considera direitos económicos sobre diversos jogadores, relativamente aos quais a FCPorto, SAD alienou os direitos de inscrição desportiva, tendo mantido parte dos direitos económicos.
Durante o exercício findo em 30 de Junho de 2011, tendo a Sociedade considerado que existiam indícios de imparidade relativamente aos direitos económicos que detém de alguns jogadores, estimou e registou uma perda de imparidade adicional no montante de 1.009.450 Euros registada na rubrica "Resultados relativos a investimentos". Adicionalmente a Sociedade procedeu neste período à alienação de 20% dos direitos económicos detidos sobre o Bolatti à entidade Natland Financieringsmaatschappij B.V. tendo sido originada uma mais-valia de 267.640 Euros, registada também nesta rubrica, e ao abate dos direitos económicos de Diogo Valente e Nuno Prata Coelho que se extinguiram no final da presente época (no montante global de 179.556 Euros).
Como consequência destas transacções, o apuramento do saldo relativo à rubrica da demonstração dos resultados "Resultados relativos a investimentos" pode ser resumido como segue:
| Descrição | Montante |
|---|---|
| Perdas por imparidade | (1.009.450) |
| Anulação dos direitos económicos de Diogo Valente e Nuno Prata Coelho |
(170.556) |
| Mais-valia originada na alienação dos direitos económicos do Balatti |
267.640 |
| (912.366) |
Em 31 de Agosto de 2011, a Sporting Clube de Portugal – Futebol, S.A.D. alienou os direitos desportivos e económicos do jogador Hélder Postiga, pelo montante de 1.000.000 Euros, pelo que a Sociedade irá receber 500.000 Euros pela participação acima referida.
Durante o exercício findo em 30 de Junho de 2011 não se verificou qualquer movimento no saldo da rubrica "Diferenças de consolidação".
O saldo desta rubrica em 30 de Junho de 2011, no montante de 717.647 Euros, respeita às diferenças de consolidação ("Goodwill") apuradas no exercício findo em 30 de Junho de 2007, na aquisição de 90% do capital da PortoSeguro, Lda..
O Grupo efectua testes anuais de imparidade sobre o "Goodwill" e sempre que existam indicações que o mesmo possa estar em imparidade. Durante os exercícios findos em 30 de Junho de 2011 e 30 de Junho de 2010, o Grupo procedeu à análise de imparidade de diferenças de consolidação, não tendo estimado qualquer perda de imparidade relevante.
Para efeitos da análise de imparidade, entendeu-se que o "Goodwill" estava afecto, apenas, à Unidade Geradora de Caixa do segmento de mediação de seguros. A quantia recuperável da Unidade Geradora de Caixa foi determinada com base no valor de uso, de acordo com o método dos fluxos de caixa descontados, tendo por base o business plan desenvolvido pelo responsável desta empresa e devidamente aprovado pelo Conselho de Administração do Grupo.
Os pressupostos fundamentais utilizados no referido business plan são como segue:
| Período utilizado | Projecções de |
|---|---|
| cash-flows para 7 anos | |
| Taxa de crescimento (g)(1) | 2,2% |
| Taxa de desconto utilizada (2) | 12,5% |
(1) Taxa de crescimento usada para extrapolar os cash-flows para além do período considerado no business plan (2) Taxa de desconto aplicada aos cash-flows projectados
O Conselho de Administração, suportado no valor dos fluxos de caixa previsionais da unidade geradora de caixa deste segmento, descontados à taxa de 12,5%, concluiu que, em 30 de Junho de 2011, o valor contabilístico dos activos líquidos, incluindo "Goodwill", não excede o seu valor recuperável.
As projecções dos fluxos de caixa basearam-se no desempenho histórico e nas expectativas de desenvolvimento do negócio. Os responsáveis do Grupo acreditam que uma possível alteração nos principais pressupostos utilizados no cálculo do valor recuperável não irá originar perdas de imparidade.
O detalhe dos saldos não correntes da rubrica "Clientes" em 30 de Junho de 2011 e 2010 é o seguinte:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 |
|---|---|
| - | 11.222.250 |
| 12.817.056 | - |
| 12.817.056 | 11.222.250 |
| - | (631.556) |
| 12.817.056 | 10.590.694 |
O saldo da rubrica "Activos não correntes – Clientes – Futebol Clube do Porto" refere-se à parcela de médio e longo prazo da conta a receber do Futebol Clube do Porto.
O Conselho de Administração da FCPorto, SAD em conjunto com a Direcção do Clube, definiu um plano de acções para reduzir progressivamente a dívida, tendo o mesmo sido contratualizado em 30 de Junho de 2011. Este plano de pagamentos pressupõe a dotação do Clube de capacidade financeira através de um conjunto de medidas de diferentes naturezas, das quais: (i) alteração do actual modelo operativo do Grupo Futebol Clube do Porto, baseado na transferência de proveitos relacionados com as rendas de espaços inseridos no Estádio Dragão para o Clube; (ii) revisão da política de preços e redistribuição interna das receitas de quotização dos associados entre o Clube e a FCPorto, SAD; e (iii) racionalização orçamental a médio prazo das modalidades sob a gestão do Clube. Algumas destas medidas dependem ainda da aprovação de instituições financeiras, processo que se encontra em curso.
O mencionado plano, que estima a realização daquele montante ao longo de quinze anos, até ao exercício 2025/26, considera o vencimento de juros a uma taxa Euribor a 6 meses, acrescida de um spread de 6%.
O plano de pagamento pressupõe a liquidação de prestações semestrais (capital e juros), com vencimento em 31 de Dezembro e 30 de Junho de cada ano, de montante crescente, vencendo-se no exercício de 2011/2012 o montante de 177.312 Euros de capital e 1.022.688 Euros de juros, á taxa acima indicada. A médio e longo prazo, o vencimento daquelas prestações pode ser resumido da seguinte forma:
| Vencimento | Capital | Juro |
|---|---|---|
| 01.07.2012 a 31.12.2013 | 288.895 | 1.511.105 |
| 01.01.2014 a 30.06.2018 | 2.698.429 | 4.051.571 |
| 01.07.2019 a 30.06.2016 | 9.829.732 | 3.620.996 |
| 12.817.056 | 9.183.672 |
À data da posição da demonstração financeira, as contas a receber não correntes não se encontram vencidas e não foram registadas quaisquer perdas por imparidade sobre as mesmas.
O detalhe dos saldos correntes da rubrica " Clientes" em 30 de Junho de 2011 e 2010 é o seguinte:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | |
|---|---|---|
| Clientes - conta corrente: | ||
| Transacções com passes de jogadores | 37.113.569 | 38.033.538 |
| Operações correntes | 13.600.976 | 24.126.244 |
| 50.714.545 | 62.159.782 | |
| Clientes - títulos a receber: | ||
| Transacções com passes de jogadores | 1.375.000 | 7.029.168 |
| Operações correntes | 8.000.000 | - |
| 9.375.000 | 7.029.168 | |
| Clientes de cobrança duvidosa | 4.590.438 | 4.031.971 |
| 64.679.983 | 73.220.921 | |
| Actualização de dívidas de terceiros | (774.957) | (532.280) |
| Perdas de imparidade acumuladas (Nota 22) | (4.590.438) | (4.031.971) |
| 59.314.588 | 68.656.670 |
Em 30 de Junho de 2011 e 2010, o saldo das rubricas corrente e não corrente de "Clientes – Transacções de passes de jogadores" inclui, essencialmente, as seguintes contas a receber:
| Entidade | Jogadores | Jun-11 | Jun-10 | ||
|---|---|---|---|---|---|
| Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | ||
| Olympique Lyon | Lisandro e Cissokho | 12.415.683 | - | 11.595.000 | 4.812.500 |
| Olympique Marseille | Lucho Gonzalez | - | - | 9.500.000 | - |
| Liverpool | Raúl Meireles | 9.217.105 | - | - | - |
| Inter Milão | Ricardo Quaresma | 6.409.750 | - | 6.409.750 | 6.409.750 |
| Zenit St Petersburg | Bruno Alves | 6.000.000 | - | - | - |
| Club Atlético de Madrid | Paulo Assunção | - | - | 2.500.000 | - |
| Toulouse Football Club | Paulo Machado | - | - | 1.750.000 | - |
| ACF Fiorentina | Bolatti | - | - | 1.671.250 | - |
| Outros | 3.071.031 | - | 4.607.538 | - | |
| 37.113.569 | - | 38.033.538 | 11.222.250 |
O montante a receber do F.C.Internazionale Milano, considerado nas rubricas "Clientes", corrente e não corrente, pela venda do passe do jogador Ricardo Quaresma, encontrase deduzido do valor a pagar à mesma entidade e nos mesmos prazos pela aquisição do passe do jogador Pelé.
O saldo da rubrica do activo corrente "Clientes – Operações correntes" inclui saldos resultantes de operações diversas, com destaque para os montantes a receber:
(iv) bem como de outras entidades (738.000 Euros da Caixa Geral de Depósitos, S.A.; 307.500 da Dielmar; 217.563 Euros da Graphics Leader Packing, S.A.; 200.000 Euros da Superleague Formula, S.A.; entre outras – montantes a receber em 30 de Junho de 2011), designadamente no âmbito da actividade exercida pela participada Porto Comercial.
O saldo da rubrica de "Clientes – títulos a receber", em 30 de Junho de 2011, corresponde a dívidas de clientes tituladas por letras não vencidas naquela data, parte das quais tinham sido descontadas (4.875.000 Euros e 312.500 Euros em 30 de Junho de 2011 e 30 de Junho de 2010, respectivamente – Nota 18). Em 30 de Junho de 2011, estas letras são relativas a contas a receber resultantes da indemnização relativa à transferência do jogador Paulo Assunção para o Atlético de Madrid no montante de 1.375.000 Euros e da alienação de direitos de transmissões televisivas no montante de 8.000.000 Euros. Em 30 de Junho de 2010, estas letras são relativas a contas a receber resultantes, essencialmente, da alienação do passe do jogador Pepe ao Real Madrid no montante de 6.666.666 Euros.
A exposição do Grupo ao risco de crédito é atribuível às contas a receber da sua actividade operacional. Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira encontram-se líquidos das perdas por imparidade acumuladas para cobranças duvidosas que foram estimadas pelo Grupo, de acordo com a sua experiência e com base na sua avaliação da conjuntura e envolventes económicas. O Grupo entende que os valores contabilísticos das contas a receber, líquidas de perdas de imparidade, se aproximam do seu justo valor.
A 30 de Junho 2011 não existem indicações de que não serão cumpridos os prazos normais de recebimento relativamente aos valores incluídos na rubrica de Clientes, dos saldos não vencidos e para os quais não existe imparidade registada.
| Antiguidade | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 30.06.2011 | Total | - 90 dias | 90 - 180 dias | 180 - 360 dias | + 360 dias | |
| Clientes conta corrente | 50.714.545 | 31.062.383 | 2.223.325 | 13.753.386 | 3.675.451 | |
| Transacções com passes de jogadores | 37.113.569 | 24.921.117 | 295.688 | 10.992.134 | 904.630 | |
| Operações correntes | 13.600.976 | 6.141.266 | 1.927.637 | 2.761.252 | 2.770.821 | |
| Clientes letras a receber | 9.375.000 | 9.375.000 | - | - | - | |
| Clientes de cobrança duvidosa | 4.590.438 | - | - | - | 4.590.438 | |
| 64.679.983 | 40.437.383 | 2.223.325 | 13.753.386 | 8.265.889 | ||
A 30 de Junho de 2011 e 2010 a antiguidade dos saldos de clientes pode ser analisada como segue:
| Antiguidade | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 30.06.2010 | Total | - 90 dias | 90 - 180 dias | 180 - 360 dias | + 360 dias | |
| Clientes conta corrente | 62.159.782 | 42.786.791 | 1.918.597 | 6.325.118 | 11.129.276 | |
| Transacções com passes de jogadores | 38.033.538 | 36.101.000 | 247.010 | 1.259.627 | 425.901 | |
| Operações correntes | 24.126.244 | 6.685.791 | 1.671.587 | 5.065.491 | 10.703.375 | |
| Clientes letras a receber | 7.029.168 | 6.979.168 | - | 50.000 | - | |
| Clientes de cobrança duvidosa | 4.031.971 | - | - | - | 4.031.971 | |
| 73.220.921 | 49.765.959 | 1.918.597 | 6.375.118 | 15.161.247 |
A 30 de Junho de 2010 a quase totalidade do saldo de "Clientes – conta corrente – Operações correntes" com antiguidade acima de 180 dias diz respeito às contas as receber do Futebol Clube do Porto e da Euroantas. Durante o exercício findo em 30 de Junho de 2011 e com a definição de um plano de acções de modo a dotar o Clube de capacidade financeira para reduzir progressivamente a dívida às empresas do Grupo, também se definiu um plano de pagamentos da referida dívida sendo a maior parte da dívida reclassificada para o activo não corrente neste exercício conforme acima referido. Assim, apesar de terem reduzido significativamente os montantes a receber com antiguidade mais elevada, os montantes remanescentes em 30 de Junho de 2011 continuam a respeitar ao Futebol Clube do Porto e à Euroantas como segue:
| Entidade | 180 - 360 dias | + 360 dias |
|---|---|---|
| Euroantas, S.A. | 1.405.757 | 1.860.101 |
| Futebol Clube do Porto | 216.166 | 531.774 |
| Outros | 1.139.329 | 378.946 |
| 2.761.252 | 2.770.821 |
A 30 de Junho de 2011 e de 2010 o saldo da rubrica "Clientes de cobrança duvidosa" considera, na sua maioria, contas a receber de clubes de futebol, como sejam da União Desportiva de Leiria, Futebol SAD, Club Atlético Independiente e Esporte Clube Vitória.
Na determinação da recuperabilidade dos valores a receber de clientes o Grupo analisa todas as alterações de qualidade de crédito das contrapartes desde a data da concessão do crédito até à data de reporte das demonstrações financeiras consolidadas. O Grupo não tem uma concentração significativa de riscos de crédito, dado que o risco se encontra diluído por um conjunto disperso de clientes. A Administração considera que o risco de crédito não excede a perda de imparidade registada para clientes de cobrança duvidosa e que a máxima exposição ao risco de crédito corresponde ao total de clientes evidenciado na demonstração da posição financeira consolidada.
O detalhe da rubrica "Inventários" em 30 de Junho de 2011 e 2010 é o seguinte:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 |
|---|---|
| 729.661 | 631.850 |
| (122.835) | (63.468) |
| 606.826 | 568.382 |
A rubrica de inventários a 30 de Junho de 2011 e 2010 considera as mercadorias afectas à exploração das áreas comerciais do Futebol Clube do Porto, efectuada pela subsidiária PortoComercial.
O custo das mercadorias vendidas em 30 de Junho de 2011 e 2010 foi apurado como segue:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | |
|---|---|---|
| Existências iniciais | 631.850 | 680.237 |
| Compras | 2.070.632 | 1.421.010 |
| Existências finais | 729.661 1.972.821 |
631.850 1.469.397 |
| Perdas por imparidade (Nota 22) | 59.367 | 1.159 |
| 2.032.188 | 1.470.556 |
O detalhe dos saldos da rubrica "Outros activos não correntes" em 30 de Junho de 2011 e 2010, é o seguinte:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | |
|---|---|---|
| Adiantamento renda "Estádio do Dragão" (Nota 32) | 14.963.937 | 14.963.937 |
| Adiantamento renda Centro de Treinos do Olival | 361.446 | 397.590 |
| 15.325.383 | 15.361.527 |
O detalhe dos saldos da rubrica "Outros activos correntes" em 30 de Junho de 2011 e 2010 é o seguinte:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | |
|---|---|---|
| Estado e outros entes públicos | 452.339 | 917.403 |
| Outros devedores | 4.131.464 | 893.372 |
| 4.583.803 | 1.810.775 | |
| Acréscimos de Rendimentos | ||
| Prémio fixo de participação na Liga dos Campeões | ||
| (Nota 2.3. l) iii)) a receber | 7.200.000 | - |
| Prémio fixo de participação na Supertaça Europeia | ||
| (Nota 2.3. l) iii)) a receber | 2.000.000 | - |
| Juros a receber relativos a transacções de "passes" | ||
| de jogadores | 599.290 | 762.770 |
| Receitas a facturar relativas a transações de jogadores | 1.000.000 | - |
| Receitas publicitárias não facturadas | - | 505.421 |
| Comissões não facturadas | 86.014 | 277.983 |
| Prémio de participação dos jogadores da FCP, SAD | ||
| no Mundial de Futebol 2010 a receber | - | 255.562 |
| Outros acréscimos de rendimentos | 237.917 | - |
| Gastos diferidos | ||
| Seguros | 162.137 | 93.251 |
| Adiantamentos por conta de despesas relativas à | ||
| época seguinte | 186.775 | 740.922 |
| Outros gastos diferidos | 72.340 | 231.724 |
| 11.544.473 | 2.867.633 | |
| 16.128.276 | 4.678.408 |
Em 30 de Junho de 2011, o montante relevado na rubrica "Outros devedores" refere-se, essencialmente, a adiantamentos efectuados a atletas (1.893.749 Euros) bem como aos valores de, aproximadamente, 620.000 Euros e 345.000 Euros a receber da UEFA e da Federação Portuguesa de Futebol relacionados com as receitas de bilheteira da final da Liga Europa e da Taça de Portugal, respectivamente.
Por seu turno, em 30 de Junho de 2011, a rubrica "Receitas a facturar relativas a transacções de jogadores" refere-se ao valor a facturar ao Olympique Marseille relativo ao cumprimento, no presente exercício, de objectivos definidos contratualmente na alienação do passe do jogador Lucho Gonzalez no exercício findo em 30 de Junho de 2009 (Nota 26).
Em 30 de Junho de 2011 e 2010 a antiguidade dos saldos de outros devedores pode ser analisada como segue:
| Antiguidade | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 30.06.2011 | Total | - 90 dias | 90 - 180 dias | 180 - 360 dias | + 360 dias |
| Atletas Outros devedores |
1.893.749 2.237.715 |
708.120 1.653.100 |
755.393 39.755 |
430.236 431.024 |
- 113.836 |
| 4.131.464 | 2.361.220 | 795.148 | 861.260 | 113.836 |
| Antiguidade | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 30.06.2010 | Total | - 90 dias | 90 - 180 dias | 180 - 360 dias | + 360 dias |
| Atletas Outros devedores |
219.177 674.195 |
50.393 573.760 |
200 45.149 |
14.459 32.908 |
154.125 22.378 |
| 893.372 | 624.153 | 45.349 | 47.367 | 176.503 |
Em 30 de Junho de 2011 e 2010 os restantes activos financeiros registados na rubrica de "Outros activos não correntes" e "Outros activos correntes" não se encontram vencidos.
Em 30 de Junho de 2011 e 2010, o detalhe de "Caixa e equivalentes de caixa" é o seguinte:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | |
|---|---|---|
| Numerário | 47.701 | 47.486 |
| Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis | 11.056.121 | 8.389.977 |
| Aplicações de tesouraria | 11.435.000 | 15.000 |
| Caixa e equivalentes de caixa | 22.538.822 | 8.452.463 |
| Descobertos bancários (Nota 18) | - | (4.058.466) |
| 22.538.822 | 4.393.997 |
Em 30 de Junho de 2011 e 2010 os montantes registados na rubrica de "Aplicações de Tesouraria" referem-se a depósitos a prazo mobilizáveis a menos de 3 meses e que vencem juros a taxas de mercado.
O Grupo não registou nas suas demonstrações financeiras consolidadas impostos diferidos, por não existirem diferenças temporais materialmente relevantes entre o reconhecimento de despesas e receitas para fins contabilísticos e de tributação, excepto para os activos por impostos diferidos relativos a prejuízos fiscais reportáveis e a provisões e perdas de imparidade não aceites fiscalmente que, numa base de prudência, não foram registados.
Os prejuízos fiscais reportáveis, conforme declarações de rendimentos apresentadas pelas sociedades que integram o perímetro de consolidação e outros registos das mesmas, ascendiam a 68.367.850 Euros e vencem-se como segue:
| Montante | Caducidade | |
|---|---|---|
| Gerados no exercício findo em: | ||
| 30 de Junho de 2006 | 26.004.394 | 30 de Junho de 2012 |
| 30 de Junho de 2007 | 27.100 | 30 de Junho de 2013 |
| 30 de Junho de 2008 | 44.231 | 30 de Junho de 2014 |
| 30 de Junho de 2009 | 11.274.593 | 30 de Junho de 2015 |
| 30 de Junho de 2010 | 18.173.928 | 30 de Junho de 2016 |
| 30 de Junho de 2011 | 12.843.604 | 30 de Junho de 2017 |
| 68.367.850 |
Os prejuízos fiscais acima detalhados não consideram quaisquer correcções à matéria colectável efectuadas pelas Autoridades Fiscais, as quais foram contestadas pela Sociedade (Nota 22), sendo o desfecho dos referidos processos ainda incerto à data de apresentação das demonstrações financeiras consolidadas.
A reconciliação do resultado antes de imposto com o imposto sobre o rendimento é como segue:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | |
|---|---|---|
| Resultado antes de impostos | 974.864 | 342.641 |
| Impacto em resultados da aplicação das IAS/IFRS | - | (691.777) |
| Resultado base para cálculo de imposto | 974.864 | (349.136) |
| A acrescer: | ||
| Reintegrações e amortizações não aceites como custos | 56.653 | 60.102 |
| Mais valias fiscais (1) | 14.870.958 | 17.783.469 |
| Menos valias contabilísticas (1) | 1.308.654 | - |
| Ajust. val activos não dedutiveis ou para além dos limites legais | 366.538 | 411.072 |
| Outros | 342.018 | 347.011 |
| A deduzir: | ||
| Mais valias contabilísticas (1) | (30.280.560) | (35.936.178) |
| Reversão de ajustamentos de valores de activos tributados | (422.140) | (350.458) |
| Outros | (60.589) | (46.829) |
| Resultado tributável | (12.843.604) | (18.080.947) |
| Prejuízos fiscais utilizados | - | (92.981) |
| Base de imposto | (12.843.604) | (18.173.928) |
| Taxa de imposto sobre o rendimento | 12,5% - 25% | 12,5% - 25% |
| Taxa de derrama (sobre o resultado tributável) | 1,50% | 1,50% |
| Imposto calculado | - | - |
| Derrama (2) | - | 5.122 |
| Tributação autónoma | 253.561 | 174.076 |
| Liquidações pagas em sede de IRC (Nota 22) | 250.000 | 115.489 |
| Estornos de liquidações em sede de IRC pagas em exercícios anteriores | - | (29.324) |
| Imposto sobre o rendimento do exercício | 503.561 | 265.363 |
(1) No apuramento do resultado tributável a Sociedade optou por considerar o reinvestimento das mais-valias geradas na alienação dos direitos de inscrição desportiva de jogadores, nos prazos legais, o que lhe permite deduzir 50% das mais-valias fiscais geradas no exercício.
(2) Derrama das empresas tributadas de acordo com o RETGS e que apresentam resultado tributável positivo no exercício findo em 30 de Junho de 2010.
Em 30 de Junho de 2010, o impacto em resultados da aplicação das IAS/IFRS, referido no quadro acima, diz respeito, na sua maioria, ao efeito da actualização financeira das contas a receber/a pagar no futuro originadas pela venda/aquisição de "passes" de jogadores.
Em 30 de Junho de 2011, o capital social da FCPorto, SAD encontrava-se totalmente subscrito e realizado e era composto por 15.000.000 acções nominativas de 5 Euros cada.
Em 30 de Junho de 2011 as seguintes pessoas colectivas detinham uma participação no capital subscrito de, pelo menos, 20%:
As demonstrações financeiras individuais da Sociedade apresentam em 30 de Junho de 2011 um capital próprio inferior a metade do capital social da Sociedade, no montante de 23.319.103 Euros face a um capital social de 75.000.000 Euros, pelo que são aplicáveis as disposições dos artigos 35º e 171º do Código das Sociedades Comerciais ("CSC"). Conforme mencionado no Relatório de Gestão, o Conselho de Administração da FC Porto, SAD considera que, mesmo não atingindo o objectivo de cumprir o referido no artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais no presente exercício, é convicção do Conselho de Administração que a melhoria dos resultados económicos e financeiros vai continuar nos próximos exercícios, e assim dará cumprimento ao disposto no mesmo artigo.
Ainda assim e no pressuposto de mais rapidamente dar cumprimento a esta obrigação, o Conselho de Administração tem vindo a estudar outras soluções que possibilitem o reforço dos capitais próprios da Sociedade conforme referido no Relatório de Gestão.
O Conselho de Administração, para além de perspectivar a análise deste assunto na Assembleia Geral de Accionistas para a aprovação das contas deste exercício, poderá também convocar uma Assembleia Geral Extraordinária, para discussão e aprovação das propostas que vierem a ser apresentadas, as quais poderão passar pelas seguintes alternativas:
De acordo com o artigo 171º do CSC, as sociedades cujo capital próprio foi inferior a metade do capital social devem indicar o capital social, o montante do capital realizado e o montante do capital próprio segundo a última demonstração da posição financeira
aprovada em todos os contratos, correspondência, publicações, anúncios, sítios na Internet e de um modo geral em toda a actividade externa.
Os movimentos ocorridos nesta rubrica durante os exercícios findos em 30 de Junho de 2011 e 2010, são como segue:
| Saldo inicial em 1 de Julho de 2009 | 141.081 |
|---|---|
| Resultado do exercício atribuível aos interesses sem controlo | (5.508) |
| Distribuição de dividendos pela subsidiária Porto Comercial | (23.400) |
| Outras variações | - |
| Saldo final em 30 de Junho de 2010 | 112.173 |
| Saldo inicial em 1 de Julho de 2010 | 112.173 |
| Resultado do exercício atribuível aos interesses sem controlo | (63.124) |
| Outras variações | - |
| Saldo final em 30 de Junho de 2011 | 49.049 |
Em 30 de Junho de 2011 e 2010, o detalhe das rubricas "Empréstimos bancários" e "Empréstimos obrigacionistas" é como segue:
| 30.06.2011 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Custo amortizado | Valor nominal | ||||
| Natureza | Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | |
| Empréstimos bancários | 32.595.351 | 22.372.649 | 32.595.351 | 22.372.649 | |
| Contas caucionadas | 12.000.000 | - | 12.000.000 | - | |
| Letras descontadas (Nota 11) | 4.875.000 | - | 4.875.000 | - | |
| 49.470.351 | 22.372.649 | 49.470.351 | 22.372.649 | ||
| Empréstimos obrigacionistas | - | 27.106.149 | - | 28.000.000 | |
| 49.470.351 | 49.478.799 | 49.470.351 | 50.372.649 |
| 30.06.2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Custo amortizado | Valor nominal | ||||
| Natureza | Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | |
| Empréstimos bancários | 38.703.916 | 4.468.000 | 38.703.916 | 4.468.000 | |
| Contas caucionadas | 15.800.000 | 12.000.000 | 15.800.000 | 12.000.000 | |
| Letras descontadas (Nota 11) | 312.500 | - | 312.500 | - | |
| Descobertos bancários (Nota 14) | 4.058.466 | - | 4.058.466 | - | |
| 58.874.882 | 16.468.000 | 58.874.882 | 16.468.000 | ||
| Empréstimo obrigacionista | - | 17.496.613 | - | 18.000.000 | |
| 58.874.882 | 33.964.613 | 58.874.882 | 34.468.000 |
Em 30 de Junho de 2011, o valor nominal em dívida destes empréstimos, registado no passivo não corrente, é reembolsável como segue:
| 30.06.2011 | |
|---|---|
| 2012/2013 | 32.572.649 |
| 2013/2014 | 12.600.000 |
| 2014/2015 | 2.600.000 |
| 2015/2016 | 2.600.000 |
| 50.372.649 |
Dos empréstimos classificados no passivo em 30 de Junho de 2011, destaque para:
Empréstimos celebrados/utilizados na época finda em 30 de Junho de 2011:
ii) Em 30 de Junho de 2011, a rubrica de empréstimos bancários inclui o montante de 12.000.000 Euros, (3.000.000 Euros com vencimento no médio e longo prazo), relativo a um contrato de abertura de crédito celebrado em 7 de Outubro de 2010. Este empréstimo vence juros mensais a uma taxa fixa de mercado e é reembolsável em 4 prestações iguais (a Outubro de 2011, Fevereiro, Maio e Outubro de 2012). Este empréstimo tem como garantia as receitas de transmissões televisivas a receber da Olivedesportos relativas às épocas de 2011/2012 e 2012/2013 e ainda os "passes" dos jogadores Falcao, Varela e Mariano Gonzalez.
iii) Em 30 de Junho de 2011, a rubrica de empréstimos bancários inclui o montante de 9.000.000 Euros, com vencimento no curto prazo, relativo a um contrato de abertura de crédito celebrado em 17 de Dezembro de 2010. Este empréstimo vence juros anuais a uma taxa fixa de mercado e é reembolsável em 2 prestações de 6.000.000 Euros e 3.000.000 Euros, em Setembro de 2011 e em Fevereiro de 2012, respectivamente. Este empréstimo tem como garantia a conta a receber do Liverpool relativamente à alienação do passe do jogador Raul Meireles.
i) Em 30 de Junho de 2011, a rubrica de empréstimos bancários inclui o montante de 4.000.000 Euros (2.078.799 Euros com vencimento no médio e longo prazo), relativo a um contrato de abertura de crédito celebrado em 28 de Junho de 2010. Este empréstimo vence juros semestrais a taxa fixa de mercado e é reembolsável em quatro prestações semestrais sucessivas, de valor semelhante, vencendo-se a primeira em Dezembro de 2011. Este empréstimo tem como garantia o passe do jogador Souza.
A taxa média anual dos empréstimos bancários à data de 30 de Junho de 2011 é de 6,78% (4,39% em 30 de Junho de 2010).
Em 30 de Junho de 2011, a rubrica de "Outros credores" inclui os montantes de 1.361.250 Euros e 2.125.000 Euros, com vencimento no curto prazo, relativos aos montantes já recebidos previstos nos contratos celebrados com as entidades Mamers B.V. e Pearl Design Holding Ltd., respectivamente, referentes à partilha do valor resultante de alienações futuras de parte dos direitos económicos de alguns jogadores, conforme descrito na Nota 8.
O detalhe e prazo de vencimento dos saldos não correntes de Fornecedores em 30 de Junho de 2011 e 2010 é o seguinte:
| 30.06.2011 | > 1 ANO | > 2 ANOS | > 3 ANOS | > 4 ANOS | > 5 ANOS | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Fornecedores - não corrente Fornecedores de activos tangíveis e intangíveis: Transacções de passes de jogadores Outros fornecedores de activos tangíveis e intangíveis |
2.600.000 271.551 |
2.600.000 105.638 |
- 73.106 |
- 38.536 |
- 37.636 |
- 16.635 |
| Actualização de dívidas a terceiros | (91.311) | (91.311) | - | - | - | - |
| 2.780.240 | 2.614.327 | 73.106 | 38.536 | 37.636 | 16.635 | |
| 30.06.2010 | > 1 ANO | > 2 ANOS | > 3 ANOS | > 4 ANOS | > 5 ANOS | |
| Fornecedores - não corrente Fornecedores de activos tangíveis e intangíveis: |
||||||
| Transacções de passes de jogadores | 2.880.000 | 2.880.000 | - | - | - | - |
| Outros fornecedores de activos tangíveis e intangíveis | 415.037 | 153.137 | 115.206 | 60.674 | 43.444 | 42.576 |
| Actualização de dívidas a terceiros | (185.573) | (185.573) | - | - | - | - |
| 3.109.464 | 2.847.564 | 115.206 | 60.674 | 43.444 | 42.576 |
O saldo da rubrica do passivo não corrente "Fornecedores – transacção de passes de jogadores" em 30 de Junho de 2011 decorre da aquisição dos direitos de inscrição desportiva de Walter, no montante de 2.000.000 Euros, assim como a serviços de intermediação associados à transacção dos direitos de inscrição desportiva do jogador Bruno Alves, no montante de 600.000 Euros.
O saldo da rubrica do passivo não corrente "Fornecedores – Transacção de passes de jogadores" em 30 de Junho de 2010 decorre, essencialmente, da aquisição dos direitos de inscrição desportiva de alguns dos jogadores mencionados na Nota 8 – Cristian Rodriguez e Ruben Micael, no montante de 1.900.000 Euros - assim como a serviços de intermediação e outros custos associados à transacção dos direitos de inscrição desportiva dos jogadores Cissokho, Pele e Tomás Costa, no montante de 980.000 Euros.
Em 30 de Junho de 2011 e 2010, os saldos correntes de fornecedores e a sua exigibilidade podem ser detalhados como segue:
| A pagar | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 30.06.2011 | - 90 dias | 90 - 180 dias | + 180 dias | ||
| Fornecedores, conta corrente | 8.282.268 | 8.282.268 | - | - | |
| Fornecedores de activos tangíveis e intangíveis: Transacções com "passes" de jogadores |
31.369.257 | 26.594.257 | 125.000 | 4.650.000 | |
| Credores por locações financeiras Outros fornecedores de activos tangíveis e intangíveis |
145.785 160.951 |
48.519 160.951 |
32.422 - |
64.844 - |
|
| 31.675.993 | 26.803.727 | 157.422 | 4.714.844 | ||
| Actualização de dívidas a terceiros | (277.815) | (235.526) | (1.107) | (41.182) | |
| 39.680.446 | 34.850.469 | 156.315 | 4.673.662 | ||
| A pagar | |||||
| 30.06.2010 | - 90 dias | 90 - 180 dias | + 180 dias | ||
| Fornecedores, conta corrente Fornecedores de activos tangíveis e intangíveis: |
7.984.361 | 3.940.047 | 3.013.963 | 1.030.351 | |
| Transacções com "passes" de jogadores | 22.044.532 | 19.237.283 | 1.464.250 | 1.342.999 | |
| Credores por locações financeiras | 237.540 | 38.113 | 38.978 | 160.449 | |
| Outros fornecedores de activos tangíveis e intangíveis | 58.561 | 6.867 | 38.313 | 13.381 | |
| 22.340.633 | 19.282.263 | 1.541.541 | 1.516.829 | ||
| Actualização de dívidas a terceiros | (155.115) | (54.850) | (52.969) | (47.296) | |
| 30.169.879 | 23.167.460 | 4.502.535 | 2.499.884 | ||
Em 30 de Junho de 2011, os principais saldos incluídos nas rubricas, corrente e não corrente, "Fornecedores de activos tangíveis e intangíveis – Transacções com passes de jogadores" respeitam a saldos a pagar às entidades: (i) Club Atlético Rentistas, Sporting Clube de Portugal, Play International B.V., Club Atlético Banfield e S.C. Football Club Rapid S.A. relativas à aquisição dos "passes" dos jogadores Hulk e Walter, João Moutinho, Cristian Rodriguez, James Rodriguez e Sapunaru, respectivamente e (ii) Reina BVBA referente a comissões na venda dos direitos económicos do jogador Bruno Alves e que totalizam, aproximadamente 64% do total.
Em 30 de Junho de 2010, os principais saldos incluídos nas rubricas, corrente e não corrente, "Fornecedores de activos tangíveis e intangíveis – Transacções com passes de jogadores" respeitam a saldos a pagar às entidades: (i) Play International B.V., Clube Desportivo Nacional, Sporting Clube de Braga SAD, S.C. CFR 1907 Cluj S.A., e Club Atléttco Lanus, relativas à aquisição dos "passes" dos jogadores Cristian Rodriguez, Rúben Micael, Orlando Sá e Pawel Kieszek, Alvaro Pereira e Valeri, respectivamente; (ii) Onsoccer International - Gestão e Marketing Lda. pela aquisição de parte do "passe" do Fernando e pela sua proporção no valor de venda do jogador Cissokho (Nota 8); e (iii) Gestifute – Gestão de Carreiras de Profissionais Desportivos, S.A., referente, na sua maioria, a comissões por diversas transacções em que esta entidade interveio e que totalizam, aproximadamente, 73% do total.
Em 30 de Junho de 2011 e 2010, as rubricas "Outros passivos não correntes" e "Outros passivos correntes" podem ser detalhadas como segue:
| Outros passivos não correntes | ||
|---|---|---|
| Acréscimo de gastos: | ||
| Encargos com transacções de "passes" de jogadores, | ||
| não vencidos | 5.914.933 | 4.027.706 |
| Rendimentos a reconhecer: | ||
| Adiantamento de receitas publicitárias | - | 141.037 |
| Adiantamento de receitas relativas a direitos de | ||
| transmissões televisivas (Nota 29) | 3.200.000 | 4.350.000 |
| Actualização de responsabilidades com terceiros | (215.255) | (329.095) |
| 8.899.678 | 8.189.648 | |
| Outros passivos correntes | ||
| Estado e outros entes públicos | 4.795.488 | 2.465.130 |
| Outros valores a pagar | 6.427.981 | 4.746.485 |
| 11.223.469 | 7.211.615 | |
| Acréscimo de gastos: | ||
| Remunerações a liquidar | 674.185 | 748.899 |
| Juros a liquidar | 1.222.745 | 461.635 |
| Encargos com transacções de "passes" de jogadores, | ||
| não vencidos | 12.525.256 | 7.249.062 |
| Prémios de objectivos em competições pendentes de | ||
| processamento | 7.291.901 | - |
| Outros custos a acrescer | 628.070 | 187.840 |
| 22.342.157 | 8.647.436 | |
| Rendimentos a reconhecer: | ||
| Adiantamento de receitas relativas a direitos de | ||
| transmissões televisivas (Nota 29) | 1.150.000 | 850.000 |
| Facturação emitida relativa a direiros de transmissões | ||
| televisivas - época 2011/2012 (Nota 29) | 8.000.000 | - |
| Receitas relativas a reservas de lugares cativos a | ||
| diferir | 736.759 | 1.842.977 |
| Adiantamentos relativo a receitas publicitárias | 2.796.252 | 5.040.170 |
| Outros proveitos a diferir | 85.206 | 345.395 |
| 12.768.217 | 8.078.542 | |
| Actualização de responsabilidades com terceiros | (69.731) | (98.843) |
| 46.264.112 | 23.838.750 |
A rubrica "Outros passivos correntes – Acréscimo de gastos – Encargos com transacções de "passes" de jogadores, não vencidos" inclui os compromissos assumidos em transacções relativas a direitos de inscrição desportiva de jogadores, não vencidos e pendentes de facturação à data da demonstração da posição financeira e suportados pelos respectivos contratos. Em 30 de Junho de 2011 inclui, nomeadamente, valores a pagar relativos: (i) à aquisição dos "passes" dos jogadores Iturbe, Kelvin, James Rodriguez e Rúben Micael a clubes e outras entidades detentoras de direitos económicos (aproximadamente 6.310.000 Euros); (ii) à celebração e/ou renegociação de contratos de trabalho com os jogadores Hulk, João Moutinho, Otamendi, Djalma, Kelvin e Helton, nomeadamente no que se refere a prémios de assinatura e de fidelização (aproximadamente 3.104.000 Euros); (iii) a encargos com serviços de intermediação relativas à alienação do "passe" de Raul Meireles e renegociação dos contratos de trabalho de Hulk e João Moutinho (aproximadamente 1.788.000 Euros); e (iv) ao
mecanismo de solidariedade (aproximadamente 1.002.000 Euros). Na classificação do saldo como não corrente, a qual respeita a prémios de assinatura de contrato, foram consideradas as datas acordadas de pagamento.
Em 30 de Junho de 2010, a rubrica referida acima inclui, nomeadamente, valores relativos à: (i) à aquisição do "passe" do jogador James Rodriguez e respectivos custos de intermediação; (ii) à celebração e/ou renegociação de contratos de trabalho com os jogadores Hulk, Sereno e Cristian Rodriguez; (ii) a empréstimos de jogadores durante a época de 2009/10.
A rubrica "Outros valores a pagar", em 30 de Junho de 2011, considera: (i) o montante de aproximadamente 1.400.000 Euros, , relativo à remuneração do mês de Junho de 2010 que foi liquidada no início de Julho; (ii) rescisões a pagar no montante de, aproximadamente, 430.000 Euros; assim como (iii) prémios a pagar aos jogadores, no montante de, aproximadamente, 2.900.000 Euros, os quais têm prazo de pagamento no curto prazo.
A rubrica "Outros valores a pagar", em 30 de Junho de 2010, considera: (i) o montante de 950.000 Euros, aproximadamente, relativo à remuneração do mês de Junho de 2010 que foi liquidada no início de Julho; (ii) rescisões a pagar no montante de, aproximadamente, 560.000 Euros; assim como (iii) prémios a pagar aos jogadores, no montante de, aproximadamente, 2.215.000 Euros.
Em 30 de Junho de 2011 a rubrica "Prémios de competições pendentes de processamento" inclui os montantes relativos a prémios atribuídos a jogadores, equipas técnicas e órgãos sociais pela vitória no Campeonato Nacional 2010/2011 e na UEFA Euro League 2010/2011 (Nota 25).
Em 30 de Junho de 2011 e 2010 a maturidade dos outros passivos correntes e não correntes, foi como segue:
| 30.06.2011 | > 1 ANO | > 2 ANOS | > 3 ANOS | > 4 ANOS | |
|---|---|---|---|---|---|
| Outros passivos não correntes | |||||
| Acréscimo de gastos: | |||||
| Encargos com transacções de "passes" de jogadores, não vencidos |
5.914.933 | 3.099.559 1.768.678 | 867.952 | 178.744 | |
| Rendimentos a reconhecer: | |||||
| Adiantamento de receitas publicitárias | - | - | - | - | - |
| Adiantamento de receitas relativas a direitos de | |||||
| transmissões televisivas | 3.200.000 | 1.450.000 1.750.000 | - | - | |
| Actualização de responsabilidades com terceiros | (215.255) | (112.799) | (64.365) | (31.586) | (6.505) |
| 8.899.678 | 4.436.760 | 3.454.313 | 836.366 | 172.239 |
8.189.648 2.780.883 3.130.916 2.277.848 -
| 30.06.2011 | < 90 DIAS | 90-180 DIAS 180-360 DIAS | ||
|---|---|---|---|---|
| Outros passivos correntes | ||||
| Estado e outros entes públicos | 4.795.488 | 4.795.488 | - | - |
| Outros valores a pagar | 6.427.981 | 6.427.981 | - | - |
| 11.223.469 | 11.223.469 | - | - | |
| Acréscimo de gastos: | ||||
| Remunerações a liquidar | 674.185 | - | 224.728 | 449.457 |
| Juros a liquidar | 1.222.745 | 1.104.151 | 118.594 | - |
| Encargos com transacções de "passes" de jogadores, | ||||
| não vencidos | 12.525.256 | 7.934.922 1.543.704 | 3.046.630 | |
| Prémios de competições pendentes de processamento | 7.291.901 | 7.291.901 | - | - |
| Outros custos a acrescer | 628.070 | 628.070 | - | - |
| 22.342.157 | 16.959.044 | 1.887.026 | 3.496.087 | |
| Rendimentos a reconhecer: | ||||
| Adiantamento de receitas relativas a direitos de | ||||
| transmissões televisivas | 1.150.000 | 287.500 | 287.500 | 575.000 |
| Facturação emitida relativa a direiros de transmissões | ||||
| televisivas - época 2011/2012 | 8.000.000 | 3.000.000 3.000.000 | 2.000.000 | |
| Receitas relativas a reservas de lugares cativos a diferir | 736.759 | 184.190 | 184.190 | 368.380 |
| Adiantamentos relativo a receitas publicitárias | 2.796.252 | 699.063 | 699.063 | 1.398.126 |
| Outros proveitos a diferir | 85.206 | 85.206 | ||
| 12.768.217 | 4.255.959 | 4.170.753 | 4.341.506 | |
| Actualização de responsabilidades com terceiros | (69.731) | (44.176) | (8.594) | (16.961) |
| 46.264.112 | 32.394.296 | 6.049.185 | 7.820.631 | |
| 30.06.2010 | > 1 ANO | > 2 ANOS | > 3 ANOS | > 4 ANOS |
|---|---|---|---|---|
| 4.027.706 | 574.815 | - | ||
| 141.037 | 141.037 | - | - | - |
| 4.350.000 | - | |||
| (329.095) | (132.564) | (149.565) | (46.967) | - |
| 1.622.410 1.830.481 | 1.150.000 1.450.000 1.750.000 |
| 30.06.2010 | < 90 DIAS | 90-180 DIAS 180-360 DIAS | ||
|---|---|---|---|---|
| Outros passivos correntes | ||||
| Estado e outros entes públicos | 2.465.130 | 2.465.130 | - | - |
| Outros valores a pagar | 4.746.485 | 4.370.485 | 141.000 | 235.000 |
| 7.211.615 | 6.835.615 | 141.000 | 235.000 | |
| Acréscimo de gastos: | ||||
| Remunerações a liquidar | 748.899 | - | 249.633 | 499.266 |
| Juros a liquidar | 461.635 | 373.247 | 88.388 | - |
| Encargos com transacções de "passes" de jogadores, | ||||
| não vencidos | 7.150.219 | 5.310.775 | 176.111 | 1.663.333 |
| Outros custos a acrescer | 187.840 | 187.840 | - | - |
| 8.548.593 | 5.871.862 | 514.132 | 2.162.599 | |
| Rendimentos a reconhecer: | ||||
| Adiantamento de receitas relativas a direitos de | ||||
| transmissões televisivas | 850.000 | 137.500 | 137.500 | 575.000 |
| Receitas relativas a reservas de lugares cativos a diferir | 1.842.977 | 460.744 | 460.744 | 921.489 |
| Adiantamentos relativo a receitas publicitárias | 5.040.170 | 1.260.043 1.260.043 | 2.520.085 | |
| Outros proveitos a diferir | 444.238 | 444.238 | - | - |
| 8.177.385 | 2.302.525 | 1.858.287 | 4.016.574 | |
| Actualização de responsabilidades com terceiros | (98.843) | (73.415) | (2.435) | (22.994) |
| 23.838.750 | 14.936.587 | 2.510.984 | 6.391.179 |
O movimento ocorrido nas provisões e perdas por imparidade acumuladas durante os exercícios findos em 30 de Junho de 2011 e 2010, foi como segue:
| Rubricas | Saldo inicial 30.06.2010 |
Reforço | Utilização | Redução | Saldo final 30.06.2011 |
|---|---|---|---|---|---|
| Perdas de imparidade acumuladas em investimentos (Nota 9) | 388.205 | 1.009.450 | - | - | 1.397.655 |
| Perdas de imparidade acumuladas em contas a receber (Nota 11) | 4.031.971 | 824.742 | (163.697) | (102.578) | 4.590.438 |
| Perdas de imparidade acumuladas em inventários (Nota 12) | 63.468 | 59.367 | - | - | 122.835 |
| Provisões | 1.924.649 | - | - | - | 1.924.649 |
| 6.408.293 | 1.893.559 | (163.697) | (102.578) | 8.035.577 |
| Rubricas | Saldo inicial 30.06.2009 |
Reforço | Utilização | Redução | Saldo final 30.06.2010 |
|---|---|---|---|---|---|
| Perdas de imparidade acumuladas em investimentos (Nota 9) | - | 388.205 | - | - | 388.205 |
| Perdas de imparidade acumuladas em contas a receber (Nota 11) | 3.839.845 | 616.942 | - | (424.816) | 4.031.971 |
| Perdas de imparidade acumuladas em inventários (Nota 12) | 62.309 | 1.159 | - | - | 63.468 |
| Provisões | 1.924.649 | - | - | - | 1.924.649 |
| 5.826.803 | 1.006.306 | - | (424.816) | 6.408.293 |
A FCPorto, SAD, no seguimento de uma inspecção fiscal ao exercício findo em 30 de Junho de 2004, recebeu em Novembro de 2007 uma liquidação adicional, em sede de IVA, no montante de 819.098 Euros e, em Janeiro de 2008, uma liquidação adicional em sede de IRC (a qual se refere essencialmente a tributação autónoma sobre encargos desreconhecidos como custo pela Administração Fiscal), no montante de 2.486.972 Euros (e que incluem juros compensatórios), relativamente às quais a Sociedade: (i) liquidou e aceitou o montante de 148.641 Euros; e (ii) reclamou o montante de 2.338.331 Euros. O montante liquidado foi registado como custo na demonstração dos resultados do exercício em que o pagamento foi efectuado (2007/2008).
A FCPorto, SAD recebeu no início de 2009, no seguimento de uma inspecção fiscal aos exercícios findos em 30 de Junho de 2006 e 30 de Junho de 2007, liquidações adicionais em sede de IRC, no montante de 595.450 Euros (e que incluem juros compensatórios) e relativamente às quais a Sociedade: (i) liquidou e aceitou o montante de 220.261 Euros; (ii) liquidou e reclamou o montante de 93.529 Euros; e (iii) reclamou o montante de 281.660 Euros. Os montantes liquidados foram registados como custo na demonstração dos resultados do exercício em que os respectivos pagamentos foram efectuados (2008/2009).
A Sociedade recebeu, em finais de 2009, no seguimento de uma inspecção fiscal ao exercício findo em 30 de Junho de 2008, liquidações adicionais em sede de IRC e IVA, no montante de 444.371 Euros (e que incluem juros compensatórios) e relativamente às quais a Sociedade: (i) liquidou e aceitou o montante de 99.379 Euros; (ii) liquidou e reclamou o montante de 18.105 Euros; e (iii) reclamou o montante de 326.887 Euros. Os montantes liquidados foram registados como custos na demonstração dos resultados do exercício findo em 30 de Junho de 2010.
Por último, em finais de 2010, no seguimento de uma inspecção fiscal ao exercício findo em 30 de Junho de 2009, a Sociedade recebeu um relatório de inspecção tributária que considera correcções de imposto em sede de IRC e IVA, no montante de 823.732 Euros e relativamente às quais a Sociedade: (i) liquidou e reclamou o montante de 53.232 Euros; e (ii) reclamou o montante de 765.123 Euros. O montante a liquidar foi registado como custo na demonstração dos resultados do exercício findo em 30 de Junho de 2011 na rubrica "Outros custos".
As liquidações adicionais acima referidas, e reclamadas pela FCPorto, SAD, relativas aos exercícios de 2005/2006 a 2008/2009 referem-se, essencialmente, a retenções na fonte relativas a pagamentos efectuados a entidades não residentes.
As reclamações graciosas acima referidas, foram efectuadas pelo facto do Conselho de Administração, e os seus consultores legais e fiscais, considerarem que a fundamentação apresentada pela Administração Tributária relativamente aos assuntos referidos não está de acordo com a legislação portuguesa.
A 30 de Junho de 2011, a FCPorto, SAD tinha solicitado a emissão de garantias bancárias prestadas a favor da Administração Tributária, no montante de 5.417.041 Euros, relativamente às liquidações adicionais dos exercícios findos em 30 de Junho de 2004, 2008 e 2009.
Para as situações acima mencionadas a Sociedade mantém, em 30 de Junho de 2011, registada uma provisão no montante de 1.514.094 Euros, a qual é considerada como suficiente para fazer face ao risco de desfecho desfavorável daquelas liquidações.
Durante o exercício findo em 30 de Junho de 2008 foi intentado por terceiro contra a subsidiária PortoEstádio um processo judicial, tendo sido proferida sentença pela 7ª Vara Cível do Tribunal Judicial do Porto, em Maio de 2009, que condenou a PortoEstádio a pagar uma indemnização no montante de 404.241 Euros, acrescida de juros moratórios. Apesar da PortoEstádio ter recorrido da referida sentença, a 30 de Junho de 2011 a rubrica "Provisões" considera o montante de, aproximadamente, 410.000 Euros para fazer face um eventual desfecho desfavorável deste processo.
Durante o exercício findo em 30 de Junho de 2011 foram registadas perdas por imparidade relativas a contas a receber de clientes, no montante de 824.472 Euros, das quais, aproximadamente, 525.000 Euros se referem a contas a receber de clubes e/ou sociedades anónimas desportivas que evidenciam dificuldades na liquidação dos seus compromissos. Foram também revertidas perdas de imparidade relativas a contas a receber de clientes no montante de 102.578 Euros, das quais, aproximadamente, 79.000 Euros se referem a clubes e/ou sociedades anónimas desportivas.
Os saldos de prestações de serviços relativos aos exercícios findos em 30 de Junho de 2011 e 2010, podem ser detalhados como segue:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 |
|---|---|
| 25.815.579 | |
| 12.391.852 | |
| 8.375.000 | |
| 4.406.228 | |
| 3.902.934 | |
| 71.029.643 | 54.891.593 |
| 32.171.884 14.344.844 11.398.108 9.959.618 3.155.189 |
Em 30 de Junho de 2011 o saldo da rubrica "Receitas desportivas" inclui essencialmente: (i) o montante de 18.349.091 Euros (11.634.000 Euros em 30 de Junho de 2010) relativo a prémios com a UEFA Euro League e UEFA Champions League, incluindo os prémios de
acesso à edição da UEFA Champions League da época de 2011/12 e a final da Supertaça Europeia da época 2010/11; e (ii) o montante de 11.642.723 Euros (11.071.546 Euros em 30 de Junho de 2010) relativo a venda de bilhetes para jogos realizados no Estádio do Dragão e de lugares anuais, o qual inclui 3.071.499 Euros (3.648.333 Euros em 30 de Junho de 2010) relativos à proporção da Sociedade nas receitas do Futebol Clube do Porto com quotas dos seus associados.
O aumento verificado na rubrica "Publicidade" em 30 de Junho de 2011 face ao exercício anterior refere-se, essencialmente, ao facto de a participada PortoComercial ter assumido a gestão dos contratos de publicidade relativamente às modalidades andebol, hóquei em patins e basquetebol, anteriormente geridos pelo Futebol Clube do Porto e FCP Basquet SAD. De igual forma, esta situação provocou também uma variação semelhante na rubrica de fornecimentos e serviços externos "Publicidade e propaganda" (Nota 24).
O aumento da rubrica "Corporate Hospitality" no exercício findo em 30 de Junho de 2011 em relação ao exercício anterior deve-se, essencialmente, ao facto de, devido à evolução dos contratos de comercialização dos camarotes e business seats do Estádio do Dragão ("Lugares Euroantas"), a Porto Comercial assumiu uma gestão mais activa na comercialização dos denominados Lugares Euroantas (Nota 24), reconhecendo a totalidade dos proveitos e custos associados aos mesmos. Até ao exercício findo em 30 de Junho de 2010 eram apenas reconhecidas nesta rubrica as comissões cobradas pela PortoComercial à Euroantas pela comercialização deste segmento corporate. Similar incremento ocorreu na rubrica dos Fornecimentos e serviços externos "Corporate Hospitality" pelos motivos acima referidos (Nota 24).
Adicionalmente, a referida rubrica "Corporate Hospitality" inclui: (i) o montante de 52.677 Euros (1.312.883 Euros em 30 de Junho de 2010) relativo ao proveito com os "Lugares Euroantas" (execedente apurado conforme descrito na Nota 32); e (ii) o montante de 1.292.211 Euros (1.321.415 Euros em 30 de Junho de 2010) relativo ao valor da comissão sobre o segmento corporate cobrado à Euroantas pela PortoComercial no âmbito do contrato de mandato comercial existente entre as duas entidades.
Em 30 de Junho de 2011 o valor registado na rubrica "Outros" inclui, essencialmente, o montante de 1.890.299 Euros (2.304.817 Euros em 30 de Junho de 2010) relativo a serviços prestados pela PortoEstádio e PortoComercial, relacionados com organização de eventos, de cedência de espaços, parques de estacionamento, entre outros.
Em 30 de Junho de 2011 e 2010, os principais saldos incluídos nesta rubrica eram como segue:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | |
|---|---|---|
| Corporate Hospitality | 8.614.740 | - |
| Trabalhos especializados | 3.595.499 | 2.861.995 |
| Subcontratos | 2.029.973 | 2.460.328 |
| Despesas de organização | 2.323.372 | 2.312.621 |
| Deslocações e estadas | 2.278.097 | 2.310.675 |
| Rendas e alugueres | 1.579.823 | 1.445.775 |
| Vigilância e segurança | 1.408.542 | 1.291.486 |
| Publicidade e propaganda | 1.177.283 | 572.270 |
| Honorários | 1.151.079 | 1.125.987 |
| Seguros | 991.964 | 918.739 |
| Material desportivo | 493.599 | 623.251 |
| Conservação e reparação | 539.027 | 577.223 |
| Comunicação | 724.458 | 449.399 |
| Despesas de representação | 654.587 | 382.229 |
| Electricidade | 419.027 | 368.746 |
| Limpeza, higiene e conforto | 456.983 | 363.651 |
| Transporte de mercadorias | 62.428 | 306.925 |
| Combustíveis | 331.492 | 207.847 |
| Outros fornecimentos e serviços | 1.941.531 | 1.152.959 |
| 30.773.504 | 19.732.106 |
O montante verificado na rubrica "Corporate Hospitality" refere-se à contabilização pela participada Porto Comercial dos encargos afectos aos Lugares Euroantas facturados pela empresa relacionada Euroantas, tal como descrito na Nota 23 acima.
Na rubrica de "Trabalhos especializados" são registados custos de naturezas diversas associados à actividade do Grupo, nomeadamente: (i) custos com serviços de prospecção de mercado; (ii) custos com serviços de consultadoria jurídica; (iiI) custos com serviços de auditoria; e (iv) custos com serviços de consultadoria financeira.
A rubrica "Subcontratos" considera, na sua maioria, os encargos incorridos relacionados com o protocolo celebrado entre o Grupo e o Futebol Clube do Porto, essencialmente constituídos pela cedência de instalações e utilização do centro de treinos, quer à equipa principal, quer aos jogadores juvenis.
A rubrica "Despesas de organização" considera custos diversos relacionados com a realização de jogos e outros eventos no Estádio do Dragão.
O saldo da rubrica "Deslocações e estadas" inclui, essencialmente, as deslocações e estadas efectuadas pela equipa de futebol para a realização dos jogos no campeonato nacional, nas competições europeias e na realização dos estágios.
O aumento verificado na rubrica "Publicidade e propaganda" em 30 de Junho de 2011 face ao exercício anterior refere-se, essencialmente, ao facto de a participada PortoComercial ter assumido a gestão dos contratos de publicidade relativamente às modalidades andebol, hóquei em patins e basquetebol, tal como descrito na Nota 23 acima.
Os saldos relativos a custos com pessoal nos exercícios findos em 30 de Junho de 2011 e 2010 da Sociedade e empresas subsidiárias, podem ser detalhados como segue:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | |
|---|---|---|
| Orgãos sociais | 3.717.682 | 1.838.542 |
| Atletas | 31.860.627 | 23.124.081 |
| Técnicos e administrativos | 11.624.883 | 10.064.036 |
| Seguros | 1.279.730 | 1.249.327 |
| Outros custos | 1.582.105 | 2.975.584 |
| 50.065.027 | 39.251.570 |
No exercício findo em 30 de Junho de 2011, os custos líquidos salariais com jogadores emprestados a outros clubes ascenderam a, aproximadamente, 1.700.000 Euros (2.700.000 Euros em 30 de Junho de 2010).
O aumento global dos custos com atletas inclui aproximadamente 4.342.000 Euros de encargos relacionados com a atribuição, este ano, de prémios a jogadores relativos à vitória do campeonato nacional, consequente acesso à Liga dos Campeões da época seguinte e à vitória da UEFA Euro League, prémios esses que não tiveram lugar na época de 2009/10.
A remuneração dos membros do Conselho de Administração da FCPorto, SAD e das suas subsidiárias, nos exercícios findos em 30 de Junho de 2011 e de 2010 tem a seguinte composição:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | |
|---|---|---|
| Remuneração fixa (1) | 1.654.682 | 1.724.042 |
| Remuneração variável | 2.063.000 | 114.500 |
| 3.717.682 | 1.838.542 |
(1) A componente fixa da remuneração considera encargos sociais.
O detalhe das remunerações por cada membro do Conselho de Administração e restantes órgãos sociais encontra-se divulgado no Relatório sobre o Governo da Sociedade.
Em 30 de Junho de 2011 e 2010, o número de pessoas ao serviço do Grupo era como segue:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | |
|---|---|---|
| Orgãos sociais (*) | 7 | 12 |
| Administrativos | 87 | 87 |
| Quadro Técnico | 43 | 35 |
| Quadro Técnico Auxiliar | 17 | 27 |
| Vendedores (Lojas) | 24 | 23 |
| Atletas | 46 | 50 |
| 224 | 234 |
(*) Os números relativos ao exercício findo em 30 de Junho de 2010 incluem quatro administradores não executivos.
Os resultados com transacções de passes de jogadores nos exercícios findos em 30 de Junho de 2011 e 2010, podem ser detalhados como segue:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | |
|---|---|---|
| Amortizações e perdas de imparidade com passes de jogadores | ||
| Amortizações de passes de jogadores (Nota 8) | 25.236.823 | 24.694.383 |
| Perdas de imparidade com passes de jogadores (Nota 8) | 3.129.049 | 2.390.751 |
| 28.365.872 | 27.085.134 | |
| (Custos)/proveitos com transacções de passes de jogadores | ||
| Menos-valias de alienações de passes de jogadores (Nota 8) | - | (1.543.738) |
| Custos com empréstimos de jogadores | (350.700) | (513.700) |
| Outros custos com jogadores | (1.286.915) | (1.818.988) |
| (1.637.615) | (3.876.426) | |
| Mais-valias de alienações de passes de jogadores (Nota 8) | 31.775.727 | 37.716.784 |
| Proveitos com empréstimos de jogadores | 883.700 | 1.340.250 |
| Outros proveitos com jogadores | 863.654 | 116.269 |
| 33.523.081 | 39.173.303 | |
| 31.885.466 | 35.296.877 | |
| 3.519.594 | 8.211.743 |
As perdas de imparidade com "passes" de jogadores consideram o valor líquido contabilístico dos direitos de inscrição desportiva dos jogadores à data de 30 de Junho de 2011, cujos contratos de trabalho foram rescindidos até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, assim como a perda de imparidade estimada dos "passes" de jogadores tendo em consideração a situação desportiva dos mesmos na data de aprovação destas demonstrações financeiras. Em 30 de Junho de 2011, o saldo desta rubrica respeita essencialmente aos jogadores Nelson Benitez, Tomás Costa e Orlando Sá, enquanto que a 30 de Junho de 2010, dizia respeito, na sua maioria, aos jogadores Stepanov, Renteria e Leandro Lima.
Os montantes apresentados nas rubricas "Mais-valias de alienações de passes de jogadores" e "Menos-valias de alienações de passes de jogadores" são apresentados líquidos do valor contabilístico dos "passes" dos jogadores, dos custos de intermediação suportados com aquelas alienações, das responsabilidades com o mecanismo de solidariedade (se e quando aplicável) e do efeito da actualização financeira das contas a receber e a pagar originadas com aquelas transacções (Nota 8). A rubrica "Mais-valias de alienações de passes de jogadores" inclui ainda, no exercício findo em 30 de Junho de 2011, o montante de, aproximadamente, 2.000.000 Euros relativo ao cumprimento, no presente exercício, de objectivos definidos contratualmente na alienação de passe do jogador Lucho Gonzalez, realizadas no exercício findo a 30 de Junho de 2009. Adicionalmente, o saldo da rubrica "Menos-valias de alienações de passes de jogadores" corresponde, no exercício findo em 30 de Junho de 2010, na quase totalidade à menosvalia gerada na transferência dos direitos de inscrição desportiva e de 70% dos direitos económicos do jogador Pelé ao clube turco Eskisehirspor Kulubu.
Em 30 de Junho de 2011 a rubrica "Outros proveitos" incluía, essencialmente, o montante de 15.000.000 Euros recebido pela Sociedade relativo ao accionamento da cláusula de rescisão do contrato de trabalho de André Vilas Boas, valor recebido naquela data.
Os custos e proveitos financeiros dos exercícios findos em 30 de Junho de 2011 e 2010 podem ser detalhados como segue:
| 30.06.2011 | 30.06.2010 | |
|---|---|---|
| Custos e perdas: | ||
| Juros suportados | 5.154.958 | 3.699.775 |
| Actualização de dívidas a terceiros | 1.237.186 | 1.157.322 |
| Outros custos e perdas financeiras | 1.002.361 | 534.502 |
| 7.394.505 | 5.391.599 | |
| Resultados financeiros | (5.089.565) | (2.122.738) |
| 2.304.940 | 3.268.861 | |
| Proveitos e ganhos: | ||
| Juros obtidos | 558.727 | 770.275 |
| Actualização de dívidas de terceiros | 1.746.213 | 2.498.586 |
| 2.304.940 | 3.268.861 |
Os saldos das rubricas "Actualização de dívidas a terceiros" e "Actualização de dívidas de terceiros", respeitam aos juros da diferença temporal entre a data transacção de
venda/compra dos direitos de inscrição desportiva de diversos jogadores e as datas de recebimento/pagamento acordadas contratualmente.
Os saldos e transacções entre a Sociedade e as suas subsidiárias, as quais são partes relacionadas desta, foram eliminados no processo de consolidação e, consequentemente, não são relevados nesta nota. Os principais saldos com outras entidades relacionadas, identificadas abaixo, em 30 de Junho de 2011 e 2010 e as principais transacções realizadas com essas entidades durante os exercícios findos nessa data, podem ser detalhados como segue:
| 30.06.2011 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Transacções | Vendas e prest de serviços |
Fornec e serviços externos |
Distribuição de dividendos |
|
| Futebol Clube do Porto | 3.882.757 | 4.093.072 | - | |
| Euroantas (Notas 23, 24 e 32) | 4.174.674 | 7.408.267 | - | |
| FCP Serviços Partilhados | - | 1.002.384 | - | |
| Olivedesportos/PPTV | 12.250.000 | - | - | |
| Sportinveste | 440.854 | 57.941 | - | |
| 20.748.285 | 12.561.664 | - | ||
| 30.06.2010 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Vendas e prest de serviços |
Fornec e serviços externos |
Distribuição de dividendos |
||
| Futebol Clube do Porto | 5.126.224 | 2.947.266 | 23.400 | |
| Euroantas (Notas 23, 24 e 32) | 4.634.709 | 474.517 | - | |
| Olivedesportos/PPTV | 9.175.000 | - | - | |
| Sportinveste | 442.022 | 96.413 | - | |
| 19.377.955 | 3.518.196 | 23.400 |
| 30.06.2011 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Saldos | Contas a receber |
Contas a pagar |
Outro activos correntes |
Outro passivos correntes |
||
| Futebol Clube do Porto (Nota 11) | 14.032.659 | 1.361.367 | 8.296 | - | ||
| FCP Basket SAD | 306.504 | - | 413.671 | - | ||
| Euroantas (Nota 31) | 3.482.834 | 723.307 | 63.867 | - | ||
| F.C.P. Serviços Partilhados | 383.979 | 412.675 | - | - | ||
| Olivedesportos/PPTV | 8.000.000 | - | - | 12.350.000 | ||
| Sportinveste | 266.436 | 13.677 | - | 170.129 | ||
| 26.472.412 | 2.511.026 | 485.834 | 12.520.129 |
| 30.06.2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Saldos | Contas a receber |
Contas a pagar |
Outro activos correntes |
Outro passivos correntes |
|
| Futebol Clube do Porto (Nota 11) | 11.916.736 | 493.604 | 28.208 | - | |
| FCP Basket SAD | 191.784 | - | - | - | |
| Euroantas (Nota 31) | 4.916.339 | 2.162.500 | 277.983 | - | |
| Olivedesportos/PPTV | - | - | - | 5.200.000 | |
| Sportinveste | 160.001 | 909 | - | 564.159 | |
| 17.184.860 | 2.657.013 | 306.191 | 5.764.159 |
O Futebol Clube do Porto é o principal accionista da FCPorto, SAD (Nota 16), sendo a Euroantas detida em 99,99% por esta entidade. Adicionalmente, é apresentada acima informação dos saldos e transacções do Grupo com as empresas Sportinveste - Multimédia, S.A. ("Sportinveste") e Olivedesportos - Publicidade Televisão e Media, S.A. ("Olivedesportos"), dado que o Presidente do Conselho de Administração destas entidades é accionista de referência da FCPorto, SAD.
Em 30 de Junho de 2011 e 2010, as transacções com a entidade Olivedesportos relevadas na rubrica "Vendas e prestações de serviços" são justificadas pelo contrato de cedência, em regime de exclusividade, dos direitos de comunicação audiovisual respeitantes aos jogos em que a equipa principal da FCP – Futebol, SAD disputar, na condição de visitada, para a I Liga de Futebol Profissional e para as competições organizadas pela UEFA, bem como os direitos à exploração comercial da publicidade estática e virtual referentes a tais espectáculos, assinado entre as partes. Por seu turno, o saldo registado na rubrica "Outros passivos correntes" em 30 de Junho de 2011 corresponde, essencialmente, ao adiantamento recebido pela Sociedade da referida entidade relativamente aos direitos acima referidos aplicáveis à época 2011/12.
Os resultados por acção do exercício, foram calculados em função dos seguintes montantes:
| Resultado | 30.06.2011 | 30.06.2010 |
|---|---|---|
| Resultado para efeito de cálculo dos resultado líquido por acção básico (resultado líquido do exercício) |
534.427 | 82.786 |
| Efeito das acções potenciais | - | - |
| Resultados para efeito do cálculo do resultado líquido por acção diluídos |
534.427 | 82.786 |
| Número de acções | ||
| Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do resultado líquido por acção básico |
15.000.000 | 15.000.000 |
| Efeito das acções potenciais | - | - |
| Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do resultado líquido por acção diluído |
15.000.000 | 15.000.000 |
| Resultado por acção (básico e diluído) | 0,04 | 0,01 |
A FCP,SAD adoptou pela primeira vez no exercício findo em 30 de Junho de 2010 a IFRS 8 - Segmentos Operacionais que requer que a informação por segmentos divulgada seja a utilizada internamente pela gestão do Grupo.
Em resultado da aplicação dos critérios estabelecidos por aquela norma não foram identificados novos segmentos para além dos que o Grupo vinha a utilizar em exercícios anteriores.
Em termos operacionais, o Grupo encontra-se organizado em dois segmentos principais:
Os proveitos operacionais, com a indicação dos relativos a transacções com outros segmentos e aqueles resultantes de transacções com entidades externas, podem ser apresentados como segue:
| 30.06.2011 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Segm. A | Segm. B | Outros | Total | |
| serviços | ||||
| Proveitos operacionais excluindo proveitos com passes de jogadores | ||||
| Resultantes de operações com clientes externos | 66.495.562 | 16.213.184 | 7.330.861 | 90.039.607 |
| Resultantes de operações com outros segmentos | 3.872.667 | 4.348.665 | 478.909 | 8.700.241 |
| 30.06.2010 | ||||
| Segm. A | Segm. B | Outros | Total | |
| serviços | ||||
| Proveitos operacionais excluindo proveitos com passes de jogadores | ||||
| Resultantes de operações com clientes externos | 43.958.707 | 10.496.696 | 3.157.274 | 57.612.677 |
| Resultantes de operações com outros segmentos | 2.489.395 | 1.096.717 | 4.983.524 | 8.569.636 |
Os valores relativos aos resultados operacionais, cash-flow operacional e cash-flow, por segmento de negócio, podem ser apresentados como segue:
| 30.06.2011 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Segm. A | Segm. B | Outros serviços |
Intragrupo | Total | |
| Resultado operacional | 8.015.692 | (756.192) | (282.704) | - | 6.976.796 |
| Amortizações excluindo depreciações de passes de jogadores | 590.085 | 88.217 | 266.223 | - | 944.526 |
| Provisões e perdas por imparidade excluindo passes de jogadores | 446.104 | 248.660 | 27.400 | - | 722.164 |
| Amortizações e perdas de imparidade com passes de jogadores | 28.365.872 | - | - | - | 28.365.872 |
| Cash-flow operacional - EBITDA (a) | 37.417.753 | (419.314) | 10.919 | - | 37.009.358 |
| Resultados relativos a investimentos | (912.366) | - | - | - | (912.366) |
| Custos financeiros | (7.391.265) | (292) | (2.948) | - | (7.394.505) |
| Proveitos financeiros | 2.302.432 | 69 | 2.439 | - | 2.304.940 |
| Imposto sobre o rendimento | (464.815) | (20.283) | (18.463) | - | (503.561) |
| Cash-flow (b) | 30.951.739 | (439.820) | (8.053) | - | 30.503.866 |
(a) - Resultado antes de impostos, resultados financeiros, amortizações, provisões e perdas de imparidade
(b) - Resultado líquido do exercício + amortizações, provisões e perdas de imparidade
| 30.06.2010 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Segm. A | Segm. B | Outros serviços |
Intragrupo | Total | |
| Resultado operacional | 2.693.928 | (90.597) | 250.253 | - | 2.853.584 |
| Amortizações excluindo depreciações de passes de jogadores | 553.176 | 90.316 | 272.613 | - | 916.105 |
| Provisões e perdas por imparidade excluindo passes de jogadores | (43.361) | 222.700 | 12.787 | - | 192.126 |
| Amortizações e perdas de imparidade com passes de jogadores | 27.085.135 | - | - | - | 27.085.135 |
| Cash-flow operacional - EBITDA (a) | 30.288.878 | 222.419 | 535.653 | - | 31.046.950 |
| Resultados relativos a investimentos | (388.205) | - | - | - | (388.205) |
| Custos financeiros | (5.389.616) | - | (1.983) | - | (5.391.599) |
| Proveitos financeiros | 3.265.283 | 2.186 | 1.391 | - | 3.268.860 |
| Imposto sobre o rendimento | (166.091) | (17.237) | (82.035) | - | (265.363) |
| Cash-flow (b) | 27.610.249 | 207.368 | 453.026 | - | 28.270.643 |
(a) - Resultado antes de impostos, resultados financeiros, amortizações, provisões e perdas de imparidade
(b) - Resultado líquido do exercício + amortizações, provisões e perdas de imparidade
Os dados relativos a activo total e passivo total, bem como sobre o investimento realizado no exercício em activos tangíveis e intangíveis, incluindo passes de jogadores, podem ser apresentados, por segmento, como segue:
| 30.06.2011 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Segm. A | Segm. B | Outros serviços |
Eliminações e ajustamentos |
Total | |
| Total do activo | 216.789.576 | 7.354.405 | 5.131.120 | (3.752.523) | 225.522.577 |
| Total do passivo | 193.549.637 | 7.570.887 | 3.717.090 | (2.807.888) | 202.029.726 |
| Investimento realizado no exercício (c) | 59.714.937 | 16.508 | 17.818 | - | 59.749.263 |
| 30.06.2010 | |||||
| Segm. A | Segm. B | Outros | Eliminações e | Total | |
| serviços | ajustamentos | ||||
| Total do activo | 173.917.298 | 7.045.376 | 5.794.622 | (3.856.021) | 182.901.275 |
| Total do passivo | 152.522.514 | 6.389.685 | 4.071.072 | (2.911.386) | 160.071.885 |
| Investimento realizado no exercício (c) | 48.140.989 | 194.144 | 10.414 | - | 48.345.547 |
(c) - Aumentos dos activos tangíveis e intangíveis, incluindo passes de jogadores
Dado o Grupo FCP desenvolver actualmente a sua actividade exclusivamente no mercado interno, não são relatados segmentos geográficos.
Em 7 de Julho de 2003 foi celebrado um Acordo de Cooperação entre a PortoEstádio, Euroantas, Futebol Clube do Porto e Futebol Clube do Porto – Futebol, S.A.D. relativo à construção, financiamento, exploração e utilização do Estádio do Dragão ("Estádio"), o qual configura um contrato de locação operacional.
No âmbito deste acordo, a Euroantas, actual proprietária do Estádio, cedeu à FCPorto, SAD a exploração de certas actividades do Espaço Desportivo do Estádio por um período de 30 anos em contrapartida de um encargo global anual, o qual se aproxima de uma "renda linear" ao longo do referido período de 30 anos, suportada pela FCPorto, SAD, através de duas componentes:
Nos termos do acordo celebrado, a FCPorto, SAD retém ainda o direito de receber da Euroantas, qualquer excesso, apurado anualmente, entre a receita, líquida das inerentes despesas de exploração, de comercialização dos Camarotes e Business Seats do Estádio do Dragão ("Lugares Euroantas") e o montante da "renda" apurado acima mencionado. O excedente apurado no exercício findo em 30 de Junho de 2011 ascendeu a 52.677 Euros (Nota 23).
Em 30 de Junho de 2010, existia um processo judicial ordinário contra a Sociedade, intentado por um accionista que requer que sejam declaradas nulas e anuladas as deliberações que, em Assembleia Geral de Accionistas de 28 de Outubro de 2005, aprovaram:
Em Setembro de 2010, foi proferida sentença favorável ao FC Porto SAD relativamente a este processo, tendo sido, ainda em 2010, interposto recurso pela contraparte.
O Conselho de Administração da Sociedade, bem como os seus consultores legais, entendem que a fundamentação incluída por aquele accionista na acção de processo ordinário apresentada, e no acima referido recurso, não está de acordo com a legislação portuguesa, não estimando que do desfecho deste processo resultem quaisquer impactos sobre as demonstrações financeiras consolidadas anexas.
Em 14 de Outubro de 2010, a Marítimo da Madeira – Futebol, SAD ("Marítimo") intentou uma acção declarativa contra a FCPorto, SAD junto da Comissão Arbitral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional reclamando um acerto no montante que lhe seria devido pela transferência do jogador Pepe para o Real Madrid no montante de, aproximadamente, 840.000 Euros, o qual inclui juros de mora. O Conselho de Administração da Sociedade, bem como os seus consultores legais, entendem que a fundamentação considerada pelo Marítimo não é correcta, pelo que foi apresentada contestação, não estimando que do desfecho deste processo resultem quaisquer impactos materiais sobre as demonstrações financeiras consolidadas anexas.
Subsequentemente à data das demonstrações financeiras ocorreram os seguintes factos que, pela sua relevância, são apresentados como segue:
b. Aquisição de 100% do "passe" do jogador Alex Sandro ao Santos Futebol Clube, Deportivo Maldonado e Clube Atlético Paraná por 9.600.000 Euros, valor esse a que acresce o montante de 700.000 Euros de encargos com serviços de intermediação;
c. Aquisição de 100% do "passe" do jogador Defour ao Standard de Liége por 6.000.000 Euros;
As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 21 de Outubro de 2011.
_______________________________________________________________________________
Porto, 24 de Outubro de 2011
Deloitte & Associados, SROC S.A. Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves
Senhores Accionistas,
Em cumprimento das disposições legais e estatutárias aplicáveis e do mandato que nos foi conferido, o Conselho Fiscal apresenta o seu relatório e parecer sobre o relatório de gestão e restantes documentos de prestação de contas, individuais e consolidadas do FUTEBOL CLUBE DO PORTO – FUTEBOL SAD, relativos ao exercício de 01 de Julho de 2010 a 30 de Junho de 2011.
Durante o exercício acompanhámos a evolução do Grupo tendo sido efectuadas as reuniões e os exames com a extensão que consideramos adequados, tendo recebido do Conselho de Administração e dos Serviços as informações necessárias para o desempenho da nossa actividade.
O Conselho Fiscal acompanhou todo o processo da preparação e divulgação da informação financeira, tendo recebido do Revisor Oficial de Contas todas as informações e esclarecimentos solicitados.
Procedeu-se, ainda, à apreciação do Relatório de Gestão e Relatório do Governo das Sociedades do exercício findo, emitidos pelo Conselho de Administração e a Certificação Legal das Contas e o Relatório de Auditoria emitidos pelo Revisor Oficial de Contas, os quais mereceram o acordo deste Conselho.
Em consequência do atrás referido, o Conselho Fiscal é de opinião que se aprove:
Nos termos do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários, os membros do Conselho Fiscal da F. C. Porto – Futebol, SAD afirmam que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação constante no relatório de gestão, nas contas anuais e nos demais documentos de prestação de contas exigidos por lei ou regulamento, ainda que não tenham sido submetidos a aprovação em Assembleia Geral, foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do Activo e do Passivo, da Situação Financeira e dos Resultados do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e que o Relatório de Gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, contendo uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.
Porto, 24 de Outubro de 2011
O Conselho Fiscal
José Paulo Sá Fernandes Nunes de Almeida
Armando Luís Vieira de Magalhães
Filipe Carlos Ferreira Avides Moreira
A revisão do Código das Sociedades Comerciais, através da entrada em vigor do Decretolei 76-A/2006 de 29 de Março, traduziu-se numa profunda modificação das regras respeitantes ao governo das Sociedades comerciais em Portugal, em particular na reformulação da fiscalização de Sociedades, através da separação das funções de fiscalização e de revisão de contas, reforçando, assim, a independência e a competência técnica dos membros dos órgãos de fiscalização. Em consequência, na Assembleia Geral Anual de 2007 foi deliberada a revisão dos Estatutos que contemplou as alterações impostas por aquele diploma nesta importante matéria.
A FC Porto – Futebol, SAD tem vindo a procurar, sempre seguindo o critério do interesse accionista e do mercado, ajustar as suas práticas com o intuito de continuar a desenvolver-se no sentido de adoptar as melhores práticas, em particular no que respeita aos valores do rigor e da transparência.
No sentido de modernizar os seus Estatutos e assim corresponder às mais avançadas práticas no âmbito do governo societário, procurou ainda fazer-se os ajustes considerados necessários em matérias conexas, como sejam a regulação do voto por correspondência e a adequação dos prazos de participação e suspensão da Assembleia Geral às recomendações da CMVM. Estas alterações foram postas à consideração dos accionistas, e aprovadas, na Assembleia Geral de aprovação das contas 2008/2009. Adicionalmente, para adequar os estatutos ao Decreto-Lei nº 49/2010, foi posta à apreciação dos accionistas na Assembleia Geral anual, tendo sido igualmente aprovada, uma nova alteração, referente ao bloqueio das acções.
O Conselho de Administração presta particular atenção às matérias relativas ao Governo das Sociedades entendendo que a política da Sociedade é consentânea com as melhores práticas do mercado e que o funcionamento do seu modelo de governo é o mais adequado à sua dimensão. O presente relatório é penhor desta política, entendendo o
Conselho de Administração que espelha o bom funcionamento do modelo adoptado e da prática societária vigente.
Não foram encontradas, no Modelo de Governo adoptado pela Sociedade, quaisquer constrangimentos ao seu funcionamento, pautando-se o rigor, a honestidade e a confiança, entre outros, como valores nucleares para esse sucesso. A dinâmica do mundo, da economia, das empresas e do mercado de capitais são factores conhecidos, fazendo com que, caso existam quaisquer alterações a suscitar, destinadas a aperfeiçoar o modelo de governo, serão analisados internamente e posteriormente, caso sejam de relevo, propostas aos accionistas.
A F.C. Porto – Futebol, SAD, enquanto Sociedade emitente de acções que se encontram admitidas à negociação no mercado de cotações oficiais da NYSE Euronext Lisbon (Eurolist by Euronext), elaborou este relatório de acordo com o Código do Governo das Sociedades Cotadas da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de 2010, contendo adicionalmente a informação exigida pelo Regulamento da CMVM n.º 1/2010, de 1 de Fevereiro. O regulamento está disponível para consulta no sítio da CMVM na Internet, no seguinte endereço: www.cmvm.pt.
A Sociedade declara adoptar as recomendações emitidas pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários em matéria de governo societário e que constam do mencionado código. Admite-se porém que existem recomendações que não foram adoptadas, ou não o foram na íntegra.
Na tabela que se segue identificam-se, de uma forma esquematizada, as Recomendações da CMVM previstas no Código do Governo das Sociedades, mencionando-se, individualmente, as que foram adoptadas, não adoptadas e não aplicáveis, bem como a remissão para o texto do Relatório onde pode aferir o cumprimento ou a justificação para a não adopção destas recomendações.
| RECOMENDAÇÕES DA CMVM SOBRE O GOVERNO DA SOCIEDADE | GRAU DE CUMPRIMENTO |
RELATÓRIO |
|---|---|---|
| I. ASSEMBLEIA-GERAL | ||
| I.1. MESA DA ASSEMBLEIA-GERAL | ||
| I.1.1. O presidente da mesa da assembleia geral deve dispor de recursos humanos e logísticos de apoio que sejam adequados às suas necessidades, considerada a situação económica da sociedade. |
Adoptada | 1.1. |
| I.1.2. A remuneração do presidente da mesa da assembleia geral deve ser divulgada no relatório anual sobre o Governo da Sociedade. |
Adoptada | 1.1. |
| I.2. PARTICIPAÇÃO NA ASSEMBLEIA | ||
| I.2.1 A antecedência imposta para a recepção, pela mesa, das declarações de depósito ou bloqueio das acções para a participação em assembleia geral não deve ser superior a cinco dias úteis. |
Adoptada | 1.2. |
| I.2.2 Em caso de suspensão da reunião da assembleia geral, a sociedade não deve obrigar ao bloqueio durante todo o período que medeia até que a sessão seja retomada, devendo bastar-se com a antecedência exigida na primeira sessão. |
Adoptada | 1.2. |
| I.3. VOTO E EXERCÍCIO DO DIREITO DE VOTO | ||
| I.3.1. As sociedades não devem prever qualquer restrição estatutária ao voto por correspondência e, quando adoptado e admissível, ao voto por correspondência electrónico. |
Adoptada | 1.3. |
| I.3.2. O prazo estatutário de antecedência para a recepção da declaração de voto emitida por correspondência não deve ser superior a três dias úteis. |
Adoptada | 1.3. |
| I.3.3. As sociedades devem assegurar a proporcionalidade entre os direitos de voto e a participação accionista, preferencialmente através de previsão estatutária que faça corresponder um voto a cada acção. Não cumprem a proporcionalidade as sociedades que, designadamente: i) tenham acções que não confiram o direito de voto; ii) estabeleçam que não sejam contados direitos de voto acima de certo número, quando emitidos por um só accionista ou por accionistas com ele relacionados. |
Adoptada | 1.2 |
| I.4. QUÓRUM DELIBERATIVO As sociedades não devem fixar um quórum deliberativo superior ao previsto por lei. |
Adoptada | 1.2. |
| I.5. ACTAS E INFORMAÇÃO SOBRE DELIBERAÇÕES ADOPTADAS. Extractos de acta das reuniões da assembleia geral, ou documentos de conteúdo equivalente, devem ser disponibilizados aos accionistas no sítio na Internet da sociedade, no prazo de cinco dias após a realização da assembleia geral, ainda que não constituam informação privilegiada. A informação divulgada deve abranger as deliberações tomadas, o capital representado e os resultados das votações. Estas informações devem ser conservadas no sítio na Internet da sociedade durante pelo menos três anos. I.6. MEDIDAS RELATIVAS A MUDANÇA DO CONTROLO |
Não adoptada | 1.2. |
| I.6.1. As medidas que sejam adoptadas com vista a impedir o êxito de ofertas públicas de aquisição devem respeitar os interesses da sociedade e dos seus accionistas. Os estatutos das sociedades que, respeitando esse princípio, prevejam a limitação do número de votos que podem ser detidos ou exercidos por um único accionista, de forma individual ou em concertação com outros accionistas, devem prever igualmente que, pelo menos de cinco em cinco anos, será sujeita a deliberação pela assembleia geral a alteração ou a manutenção dessa disposição estatutária – sem requisitos de quórum agravado relativamente ao legal – e que, nessa deliberação, se contam todos os votos emitidos sem que aquela limitação funcione. |
Adoptada / N.A. | 1.5. |
|---|---|---|
| I.6.2. Não devem ser adoptadas medidas defensivas que tenham por efeito provocar automaticamente uma erosão grave no património da sociedade em caso de transição de controlo ou de mudança da composição do órgão de administração, prejudicando dessa forma a livre transmissibilidade das acções e a livre apreciação pelos accionistas do desempenho dos titulares do órgão de administração. |
Adoptada | 1.5. |
| II. ORGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO | ||
| II.1. TEMAS GERAIS | ||
| II.1.1. ESTRUTURA E COMPETÊNCIA | ||
| II.1.1.1. O órgão de administração deve avaliar no seu relatório anual sobre o Governo da Sociedade o modelo adoptado, identificando eventuais constrangimentos ao seu funcionamento e propondo medidas de actuação que, no seu juízo, sejam idóneas para os superar. |
Adoptada | Introdução |
| II.1.1.2. As sociedades devem criar sistemas internos de controlo e gestão de riscos, em salvaguarda do seu valor e em benefício da transparência do seu governo societário, que permitam identificar e gerir o risco. Esses sistemas devem integrar, pelo menos, as seguintes componentes: i) fixação dos objectivos estratégicos da sociedade em matéria de assumpção de riscos; ii) identificação dos principais riscos ligados à concreta actividade exercida e dos eventos susceptíveis de originar riscos; iii) análise e mensuração do impacto e da probabilidade de ocorrência de cada um dos riscos potenciais; iv) gestão do risco com vista ao alinhamento dos riscos efectivamente incorridos com a opção estratégica da sociedade quanto à assunção de riscos; v) mecanismos de controlo da execução das medidas de gestão de risco adoptadas e da sua eficácia; vi) adopção de mecanismos internos de informação e comunicação sobre as diversas componentes do sistema e de alertas de riscos; vii) avaliação periódica do sistema implementado e adopção das modificações que se mostrem necessárias. |
Adoptada | 2.1. |
| II.1.1.3. O órgão de administração deve assegurar a criação e funcionamento dos sistemas de controlo interno e de gestão de riscos, cabendo ao órgão de fiscalização a responsabilidade pela avaliação do funcionamento destes sistemas e propor o respectivo ajustamento às necessidades da sociedade. |
Não adoptada | 2.1. |
| II.1.1.4. As sociedades devem, no relatório anual sobre o Governo da Sociedade: i) identificar os principais riscos económicos, financeiros e jurídicos a que a sociedade se expõe no exercício da actividade; ii) descrever a actuação e eficácia do sistema de gestão de riscos. |
Adoptada | 2.1. |
| II.1.1.5. Os órgãos de administração e fiscalização devem ter regulamentos de funcionamento os quais devem ser divulgados no sítio na Internet da sociedade. |
Não adoptada | Secção I |
| II.1.2. INCOMPATIBILIDADES E INDEPENDÊNCIA |
| II.1.2.1. O conselho de administração deve incluir um número de membros não executivos que garanta efectiva capacidade de supervisão, fiscalização e avaliação da actividade dos membros executivos. |
Não adoptada | 2.2.1. |
|---|---|---|
| II.1.2.2. De entre os administradores não executivos deve contar-se um número adequado de administradores independentes, tendo em conta a dimensão da sociedade e a sua estrutura accionista, que não pode em caso algum ser inferior a um quarto do número total de administradores. |
Não adoptada | 2.2.1. |
| II.1.2.3. A avaliação da independência dos seus membros não executivos feita pelo órgão de administração deve ter em conta as regras legais e regulamentares em vigor sobre os requisitos de independência e o regime de incompatibilidades aplicáveis aos membros dos outros órgão sociais, assegurando a coerência sistemática e temporal na aplicação dos critérios de independência a toda a sociedade. Não deve ser considerado independente administrador que, noutro órgão social, não pudesse assumir essa qualidade por força das normas aplicáveis. |
Adoptada | 2.2.1. |
| II.1.3. ELIGIBILIDADE E NOMEAÇÃO | ||
| II.1.3.1. Consoante o modelo aplicável, o presidente do conselho fiscal, da comissão de auditoria ou da comissão para as matérias financeiras deve ser independente e possuir as competências adequadas ao exercício das respectivas funções. |
Adoptada | 2.3. |
| II.1.3.2. O processo de selecção de candidatos a administradores não executivos deve ser concebido de forma a impedir a interferência dos administradores executivos. |
Não adoptada | 2.2. |
| II.1.4. POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DE IRREGULARIDADES | ||
| II.1.4.1. A sociedade deve adoptar uma política de comunicação de irregularidades alegadamente ocorridas no seu seio, com os seguintes elementos: i) indicação dos meios através dos quais as comunicações de práticas irregulares podem ser feitas internamente, incluindo as pessoas com legitimidade para receber comunicações; ii) indicação do tratamento a ser dado às comunicações, incluindo tratamento confidencial, caso assim seja pretendido pelo declarante. |
Adoptada | 2.10 |
| II.1.4.2. As linhas gerais desta política devem ser divulgadas no relatório sobre o Governo da Sociedade. |
Adoptada | 2.10 |
| II.1.5. REMUNERAÇÃO |
| II.1.5.1. A remuneração dos membros do órgão de administração deve ser estruturada de forma a permitir o alinhamento dos interesses daqueles com os interesses de longo prazo da sociedade, basear-se em avaliação de desempenho e desincentivar a assunção excessiva de riscos. Para este efeito, as remunerações devem ser estruturadas, nomeadamente, da seguinte forma: (i) A remuneração dos administradores que exerçam funções executivas deve integrar uma componente variável cuja determinação dependa de uma avaliação de desempenho, realizada pelos órgãos competentes da sociedade, de acordo com critérios mensuráveis prédeterminados, que considere o real crescimento da empresa e a riqueza efectivamente criada para os accionistas, a sua sustentabilidade a longo prazo e os riscos assumidos, bem como o cumprimento das regras aplicáveis à actividade da empresa. (ii) A componente variável da remuneração deve ser globalmente razoável em relação à componente fixa da remuneração, e devem ser fixados limites máximos para todas as componentes. (iii) Uma parte significativa da remuneração variável deve ser diferida por um período não inferior a três anos, e o seu pagamento deve ficar dependente da continuação do desempenho positivo da sociedade ao longo desse período. (iv) Os membros do órgão de administração não devem celebrar contratos, quer com a sociedade, quer com terceiros, que tenham por efeito mitigar o risco inerente à variabilidade da remuneração que lhes for fixada pela sociedade. (v) Até ao termo do seu mandato, devem os administradores executivos manter as acções da sociedade a que tenham acedido por força de esquemas de remuneração variável, até ao limite de duas vezes o valor da remuneração total anual, com excepção daquelas que necessitem ser alienadas com vista ao pagamento de impostos resultantes do benefício dessas mesmas acções. (vi) Quando a remuneração variável compreender a atribuição de opções, o início do período de exercício deve ser diferido por um prazo não inferior a três anos. (vii) Devem ser estabelecidos os instrumentos jurídicos adequados para que a compensação estabelecida para qualquer forma de destituição sem justa causa de administrador não seja paga se a destituição ou cessação por acordo é devida a desadequado desempenho do administrador. (viii) A remuneração dos membros não executivos do órgão de administração não deverá incluir nenhuma componente cujo valor dependa do desempenho ou do valor da sociedade. II.1.5.2. A declaração sobre a política de remunerações dos órgãos de |
Não adoptada | 2.9.1. |
|---|---|---|
| administração e fiscalização a que se refere o artigo 2.º da Lei n.º 28/2009, de 19 de Junho, deve, além do conteúdo ali referido, conter suficiente informação: i) sobre quais os grupos de sociedades cuja política e práticas remuneratórias foram tomadas como elemento comparativo para a fixação da remuneração; ii) sobre os pagamentos relativos à destituição ou cessação por acordo de funções de administradores. |
Não adoptada | 2.9.1. |
| II.1.5.3. A declaração sobre a política de remunerações a que se refere o art. 2.º da Lei n.º 28/2009 deve abranger igualmente as remunerações dos dirigentes na acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores Mobiliários e cuja remuneração contenha uma componente variável importante. A declaração deve ser detalhada e a política apresentada deve ter em conta, nomeadamente, o desempenho de longo prazo da sociedade, o cumprimento das normas aplicáveis à actividade da empresa e a contenção na tomada de riscos. |
Não adoptada | 2.9.1 |
|---|---|---|
| II.1.5.4. Deve ser submetida à assembleia geral a proposta relativa à aprovação de planos de atribuição de acções, e/ou de opções de aquisição de acções ou com base nas variações do preço das acções, a membros dos órgãos de administração, fiscalização e demais dirigentes, na acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores Mobiliários. A proposta deve conter todos os elementos necessários para uma avaliação correcta do plano. A proposta deve ser acompanhada do regulamento do plano ou, caso o mesmo ainda não tenha sido elaborado, das condições a que o mesmo deverá obedecer. Da mesma forma devem ser aprovadas em assembleia geral as principais características do sistema de benefícios de reforma estabelecidos a favor dos membros dos órgãos de administração, fiscalização e demais dirigentes, na acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores Mobiliários. |
N.A. | 3.3. |
| II.1.5.6. Pelo menos um representante da comissão de remunerações deve estar presente nas assembleias gerais de accionistas. |
Adoptada | 1.4. |
| II.1.5.7. Deve ser divulgado, no relatório anual sobre o Governo da Sociedade, o montante da remuneração recebida, de forma agregada e individual, em outras empresas do grupo e os direitos de pensão adquiridos no exercício em causa. A presente recomendação manter-se-á até à entrada em vigor dos deveres de prestação de informação previstos nas alíneas c) e d) do artigo 3º do Regulamento da CMVM nº 1/2010. II.2. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO |
Adoptada | 2.9.1. |
| II.2.1. Dentro dos limites estabelecidos por lei para cada estrutura de administração e fiscalização, e salvo por força da reduzida dimensão da sociedade, o conselho de administração deve delegar a administração quotidiana da sociedade, devendo as competências delegadas ser identificadas no relatório anual sobre o Governo da Sociedade. |
Não adoptada | 2.2. |
| II.2.2. O conselho de administração deve assegurar que a sociedade actua de forma consentânea com os seus objectivos, não devendo delegar a sua competência, designadamente, no que respeita a: i) definir a estratégia e as políticas gerais da sociedade; ii) definir a estrutura empresarial do grupo; iii) decisões que devam ser consideradas estratégicas devido ao seu montante, risco ou às suas características especiais. |
Adoptada | 2.2.4. |
| II.2.3. Caso o presidente do conselho de administração exerça funções executivas, o Conselho de Administração deve encontrar mecanismos eficientes de coordenação dos trabalhos dos membros não executivos, que designadamente assegurem que estes possam decidir de forma independente e informada, e deve proceder-se à devida explicitação desses mecanismos aos accionistas no âmbito do relatório sobre o Governo da Sociedade. |
Adoptada | 2.2.1. |
| II.2.4. O relatório anual de gestão deve incluir uma descrição sobre a actividade desenvolvida pelos administradores não executivos referindo, nomeadamente, eventuais constrangimentos deparados. |
Adoptada | 2.2.1. |
| II.2.5. A sociedade deve explicitar a sua política de rotação dos pelouros no Conselho de Administração, designadamente do responsável pelo pelouro financeiro, e informar sobre ela no relatório anual sobre o Governo da Sociedade. |
Adoptada | 2.2.1. |
|---|---|---|
| II.3. ADMINISTRADOR DELEGADO, COMISSÃO EXECUTIVA E CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO EXECUTIVO | ||
| II.3.1. Os administradores que exerçam funções executivas, quando solicitados por outros membros dos órgãos sociais, devem prestar, em tempo útil e de forma adequada ao pedido, as informações por aqueles requeridas. |
Adoptada | 2.2.1. |
| II.3.2. O presidente da comissão executiva deve remeter, respectivamente, ao presidente do conselho de administração e, conforme aplicável, ao presidente da conselho fiscal ou da comissão de auditoria, as convocatórias e as actas das respectivas reuniões. |
N.A. | Capítulo 2 |
| II.3.3. O presidente do conselho de administração executivo deve remeter ao presidente do conselho geral e de supervisão e ao presidente da comissão para as matérias financeiras, as convocatórias e as actas das respectivas reuniões. |
N.A. | Capítulo 2 |
| II.4. CONSELHO GERAL E DE SUPERVISÃO, COMISSÃO PARA AS MATÉRIAS FINANCEIRAS, COMISSÃO DE AUDITORIA E CONSELHO FISCAL |
||
| II.4.1. O conselho geral e de supervisão, além do exercício das competências de fiscalização que lhes estão cometidas, deve desempenhar um papel de aconselhamento, acompanhamento e avaliação contínua da gestão da sociedade por parte do conselho de administração executivo. Entre as matérias sobre as quais o conselho geral e de supervisão deve pronunciar-se incluem-se: i) a definição da estratégia e das políticas gerais da sociedade; ii) a estrutura empresarial do grupo; e iii) decisões que devam ser consideradas estratégicas devido ao seu montante, risco ou às suas características especiais. |
N.A. | Capítulo 2 |
| II.4.2. Os relatórios anuais sobre a actividade desenvolvida pelo conselho geral e de supervisão, a comissão para as matérias financeiras, a comissão de auditoria e o conselho fiscal devem ser objecto de divulgação no sítio da Internet da sociedade, em conjunto com os documentos de prestação de contas. |
Adoptada | 2.3. |
| II.4.3. Os relatórios anuais sobre a actividade desenvolvida pelo conselho geral e de supervisão, a comissão para as matérias financeiras, a comissão de auditoria e o conselho fiscal devem incluir a descrição sobre a actividade de fiscalização desenvolvida referindo, nomeadamente, eventuais constrangimentos deparados. |
Adoptada | 2.3. |
| II.4.4. O conselho geral e de supervisão, a comissão de auditoria e o conselho fiscal, consoante o modelo aplicável, devem representar a sociedade, para todos os efeitos, junto do auditor externo, competindo-lhe, designadamente, propor o prestador destes serviços, a respectiva remuneração, zelar para que sejam asseguradas, dentro da empresa, as condições adequadas à prestação dos serviços, bem assim como ser o interlocutor da empresa e o primeiro destinatário dos respectivos relatórios. |
Adoptada | 2.3. |
| II.4.5. O conselho geral de supervisão, a comissão de auditoria e o conselho fiscal, consoante o modelo aplicável, devem anualmente avaliar o auditor externo e propor à assembleia geral a sua destituição sempre que se verifique justa causa para o efeito. |
Adoptada | 2.3. |
| II.4.6. Os serviços de auditoria interna e os que velem pelo cumprimento das normas aplicadas à sociedade (serviços de compliance) devem reportar funcionalmente à Comissão de Auditoria, ao Conselho Geral e de Supervisão ou, no caso das sociedades que adoptem o modelo latino, a um administrador independente ou ao Conselho Fiscal, independentemente da relação hierárquica que esses serviços mantenham com a administração executiva da sociedade. |
Não adoptada | 2.1. |
|---|---|---|
| II.5. COMISSÕES ESPECIALIZADAS | ||
| II.5.1. Salvo por força da reduzida dimensão da sociedade, o conselho de administração e o conselho geral e de supervisão, consoante o modelo adoptado, devem criar as comissões que se mostrem necessárias para: i) assegurar uma competente e independente avaliação do desempenho dos administradores executivos e para a avaliação do seu próprio desempenho global, bem assim como das diversas comissões existentes; ii) reflectir sobre o sistema de governo adoptado, verificar a sua eficácia e propor aos órgãos competentes as medidas a executar tendo em vista a sua melhoria; iii) identificar atempadamente potenciais candidatos com o elevado perfil necessário ao desempenho de funções de administrador. |
N.A. | 2.7. e 2.8. |
| II.5.2. Os membros da comissão de remunerações ou equivalente devem ser independentes relativamente aos membros do órgão de administração e incluir pelo menos um membro com conhecimentos e experiência em matérias de política de remuneração. |
Adoptada | 2.7. |
| II.5.3. Não deve ser contratada para apoiar a Comissão de Remunerações no desempenho das suas funções qualquer pessoa singular ou colectiva que preste ou tenha prestado, nos últimos três anos, serviços a qualquer estrutura na dependência do Conselho de Administração, ao próprio Conselho de Administração da sociedade ou que tenha relação actual com consultora da empresa. Esta recomendação é aplicável igualmente a qualquer pessoa singular ou colectiva que com aquelas se encontre relacionada por contrato de trabalho ou prestação de serviços. |
Adoptada | 2.7. |
| II.5.4. Todas as comissões devem elaborar actas das reuniões que realizem. | Adoptada | Capítulo 2 |
| III. INFORMAÇÃO E AUDITORIA | ||
| III.1. DEVERES GERAIS DE INFORMAÇÃO | ||
| III.1.1. As sociedades devem assegurar a existência de um permanente contacto com o mercado, respeitando o princípio da igualdade dos accionistas e prevenindo as assimetrias no acesso à informação por parte dos investidores. Para tal deve a sociedade manter um gabinete de apoio ao investidor. |
Adoptada | 3.8. |
| III.1.2. A seguinte informação disponível no sítio da Internet da sociedade deve ser divulgada em inglês: a) A firma, a qualidade de sociedade aberta, a sede e os demais elementos mencionados no artigo 171.º do Código das Sociedades Comerciais; b) Estatutos; c) Identidade dos titulares dos órgãos sociais e do representante para as relações com o mercado; d) Gabinete de Apoio ao Investidor, respectivas funções e meios de acesso; e) Documentos de prestação de contas; f) Calendário semestral de eventos societários g) Propostas apresentadas para discussão e votação em assembleia geral; h) Convocatórias para a realização de assembleia geral. |
Não adoptada | 3.8. |
| III.1.3. As sociedades devem promover a rotação do auditor ao fim de dois ou três mandatos, conforme sejam respectivamente de quatro ou três anos. A sua manutenção além deste período deverá ser fundamentada num parecer específico do órgão de fiscalização que pondere expressamente as condições de independência do auditor e as vantagens e os custos da sua substituição. |
Não adoptada | 2.4. |
|---|---|---|
| III.1.4. O auditor externo deve, no âmbito das suas competências, verificar a aplicação das políticas e sistemas de remunerações, a eficácia e o funcionamento dos mecanismos de controlo interno e reportar quaisquer deficiências ao órgão de fiscalização da sociedade. |
Adoptada | 2.4. |
| III.1.5. A sociedade não deve contratar ao auditor externo, nem a quaisquer entidades que com eles se encontrem em relação de participação ou que integrem a mesma rede, serviços diversos dos serviços de auditoria. Havendo razões para a contratação de tais serviços – que devem ser aprovados pelo órgão de fiscalização e explicitadas no seu relatório anual sobre o Governo da Sociedade – eles não devem assumir um relevo superior a 30% do valor total dos serviços prestados à sociedade. |
Não adoptada | 2.9.2 |
| IV. CONFLITO DE INTERESSES | ||
| IV.1. RELAÇÕES COM ACCIONISTAS IV.1. Os negócios da sociedade com accionistas titulares de participação qualificada, ou com entidades que com eles estejam em qualquer relação, nos termos do art. 20º do Código dos Valores Mobiliários, devem ser realizados em condições normais de mercado. |
Adoptada | 3.7. |
| IV.1.2. Os negócios de relevância significativa com accionistas titulares de participação qualificada, ou com entidades que com eles estejam em qualquer relação, nos termos do art. 20º do Código dos Valores Mobiliários, devem ser submetidos a parecer prévio do órgão de fiscalização. Este órgão deve estabelecer os procedimentos e critérios necessários para a definição do nível relevante de significância destes negócios e os demais termos da sua intervenção. |
Não adoptada | 3.7. |
Capítulo 1 – ASSEMBLEIA GERAL
1.1. Membros da Mesa da Assembleia Geral
A Assembleia Geral constitui o órgão máximo da Sociedade, sendo composto pela universalidade dos accionistas. Aos accionistas reunidos em Assembleia Geral compete deliberar sobre alterações estatutárias, proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da Sociedade, deliberar sobre o relatório de gestão e contas do exercício, proceder à eleição dos corpos sociais de sua competência. Em geral, a Assembleia Geral delibera ainda sobre qualquer assunto para que tenha sido convocada e sobre todas as matérias que lhe sejam especialmente atribuídas por lei ou pelo contrato de Sociedade e sobre as que não se encontrem compreendidas nas atribuições de outros órgãos da Sociedade.
Na Assembleia Geral realizada no dia 29 de Fevereiro de 2008 deliberou-se a eleição, para o quadriénio 2008/2011, de José Manuel de Matos Fernandes como Presidente da Mesa da Assembleia Geral, e de Rui Miguel de Sousa Simões Fernandes Marrana para secretário da Mesa da Assembleia Geral.
Os membros da Assembleia Geral da FC Porto – Futebol, SAD não são remunerados pelo exercício das suas funções nesta Sociedade.
O Presidente da mesa da Assembleia Geral dispõe de recursos humanos e logísticos de apoio adequados às suas necessidades e ao cumprimento das suas funções, considerada a dimensão da Sociedade, nomeadamente, o apoio e colaboração prestados pelo secretário da Sociedade, pelos Serviços Jurídicos e pelo Planeamento e Controlo de Gestão do Grupo Futebol Clube do Porto.
A F.C. Porto – Futebol, SAD, previamente a cada Assembleia Geral, e respeitando os prazos legais, procede à publicitação do aviso convocatório, inclusive no site institucional da Sociedade (www.FC Porto.pt).
De acordo com o disposto nos Estatutos da Sociedade, podem participar na reunião da Assembleia Geral os accionistas com direito de voto cujas acções se encontrem inscritas em seu nome na data de registo correspondente às zero horas (GMT) do 5.º dia útil imediatamente anterior ao designado para a reunião da Assembleia Geral, e que comprovem tal inscrição perante a sociedade, até ao fim do mesmo quinto dia útil anterior ao designado para a reunião, devendo, ainda, declarar a intenção de participar na Assembleia Geral mediante comunicação escrita, dirigida ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, o mais tardar, até ao fim do sexto dia imediatamente anterior ao designado para a reunião da Assembleia Geral, podendo, para o efeito, utilizar o correio electrónico. No entanto, os últimos Presidentes da Mesa da Assembleia Geral têm entendido que, tendo em conta as questões que se prendem com o prazo de recebimento das declarações de bloqueio das acções, se deve aceitar aquelas cujas cópias sejam recebidas por fax ou e-mail até ao prazo indicado nos Estatutos e confirmadas pelo recebimento dos originais até à véspera da realização da Assembleia.
Os Accionistas que sejam pessoas singulares poderão fazer-se representar nas reuniões da Assembleia Geral nas condições definidas pela legislação em vigor. As pessoas colectivas far-se-ão representar pela pessoa que para o efeito designarem através de carta cuja autenticidade será apreciada pelo Presidente da Mesa.
A Sociedade disponibiliza aos Senhores Accionistas um formulário de carta de representação que pode ser obtido através de solicitação dirigida a esta Sociedade, via telefone (+351225070500) ou via e-mail ([email protected]). Os instrumentos de representação voluntária deverão ser entregues na sede social, dirigidas ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, com pelo menos três dias de antecedência relativamente à data da Assembleia Geral, e que, especificando a reunião a que respeita, pela
indicação da data, hora e local em que a mesma se realiza e da respectiva Ordem de Trabalhos, confira inequivocamente o mandato ao representante, com adequada identificação deste último.
Para efeito do exercício do direito de voto, a cada acção corresponde um voto, sendo que a presença na Assembleia Geral não se encontra condicionada à detenção de um número mínimo de acções.
Os Estatutos da Sociedade, no número quatro do artigo oitavo, admitem a emissão de acções preferenciais sem direito a voto, eventualmente remíveis, pelo seu valor nominal, acrescido ou não de um prémio, se a Assembleia Geral assim o deliberar, devendo, sendo esse o caso, definir o método de cálculo do eventual prémio de remissão. No caso de incumprimento da obrigação de remissão, a sociedade fica constituída na obrigação de indemnizar o titular, em montante já determinado na deliberação de emissão. No entanto, este tipo de acções nunca foi emitido.
De acordo com o artigo vigésimo dos Estatutos, a Assembleia Geral delibera qualquer que seja o número de accionistas presentes ou representados, tanto em primeira como em segunda convocação, sem prejuízo da exigência legal de certo quórum constitutivo para determinados actos e, designadamente, da necessidade de que, em primeira convocação, estejam presentes ou representados accionistas com, pelo menos, dois terços do total dos votos para que a assembleia possa autorizar algum dos actos previstos no artigo décimo terceiro, número dois, destes Estatutos ("Carecem de autorização da assembleia geral os actos que excedam as previsões inscritas no orçamento, mediante deliberação aprovada por maioria simples, e a alienação e oneração, a qualquer título, de bens que integrem o património imobiliário da Sociedade, mediante deliberação aprovada por dois terços do votos emitidos").
No final de cada Assembleia Geral, a Sociedade emite um comunicado, disponível para consulta no seu sítio da internet, bem como no sítio oficial da CMVM, com as deliberações tomadas, o capital representado e os resultados das votações. As actas das reuniões de Assembleia Geral têm vindo a ser enviados aos accionistas que as
requeiram. De forma a cumprir com as recomendações da CMVM, a Sociedade passou, desde 2009, a disponibilizar no seu sítio da internet, as actas das reuniões das Assembleias Gerais, no entanto, fá-lo cumprindo o prazo máximo de quinze dias, tal como estipulado no Decreto-Lei nº 49/2010.
É admitido, pelos Estatutos da Sociedade, o voto por correspondência. Só serão admitidas as declarações de voto emitidas por correspondência que sejam recepcionadas pela sociedade até ao terceiro dia útil imediatamente anterior ao designado para a reunião da Assembleia Geral a que respeitem. Os votos por correspondência contam para a formação do quórum constitutivo da Assembleia Geral, cabendo ao Presidente da Mesa verificar a sua autenticidade e regularidade, bem como assegurar a sua confidencialidade até ao momento da votação. Considera-se revogado o voto por correspondência emitido no caso de presença do Accionista ou do seu representante na Assembleia Geral. Os votos exercidos por correspondência valem como votos negativos relativamente a propostas de deliberação apresentadas posteriormente à data em que esses mesmos votos tenham sido emitidos.
Tendo em vista facilitar o exercício do voto por correspondência, a FC Porto – Futebol, SAD disponibiliza um modelo de boletim de voto para o efeito e que pode ser obtido através de solicitação dirigida a esta Sociedade, via telefone (+351225070500) ou via email ([email protected]).
Não se encontra para já prevista a possibilidade do exercício de direito de voto por meios electrónicos.
1.4. Intervenção da Assembleia Geral no que Respeita à Política da Remuneração da Sociedade, planos de atribuições de acções e benefícios de reforma
Dada a publicação da Lei nº 28/2009, tornou-se obrigatória a submissão anual à aprovação da Assembleia Geral de uma declaração sobre a política de remunerações dos membros dos respectivos Órgãos de Administração e de Fiscalização. Na Assembleia Geral de aprovação das contas 2008/2009, esteve presente um representante da Comissão de Vencimentos, o Sr. Dr. Fernando Freire de Sousa, que apresentou e pôs à apreciação dos accionistas a referida declaração, tendo esta sido aprovada. Essa mesma declaração, que é válida para todo o mandato, foi novamente posta à consideração, e aprovada, pelos accionistas presentes na Assembleia Geral de aprovação das contas 2009/2010.
A Sociedade não tem definidos quaisquer planos de atribuição de acções e/ou de opções de aquisição de acções ou sistemas de benefícios de reforma, a membros do órgão de administração e/ou trabalhadores, pelo que nunca foram postas à consideração da Assembleia Geral propostas dessa natureza.
Não existe qualquer norma estatutária que preveja a limitação do número de votos susceptíveis de detenção ou de exercício por um único accionista de forma individual ou em concertação com outros accionistas, pelo que a manutenção ou eliminação da norma nunca foi sujeita a deliberação da Assembleia Geral.
A FC Porto – Futebol, SAD não instituiu quaisquer medidas defensivas que visem ter por efeito uma erosão automática e grave no património da Sociedade em caso de transição de controlo ou de mudança da composição do órgão de administração, prejudicando dessa forma a livre transmissibilidade das acções e a livre apreciação pelos accionistas do desempenho dos titulares dos órgãos de administração.
Nomeadamente não existem acordos significativos de que a Sociedade seja parte e que entrem em vigor, sejam alterados ou cessem, em caso de mudança de controlo da Sociedade na sequência de uma oferta pública de aquisição, nem acordos entre a FC Porto – Futebol, SAD e os titulares do órgão de administração ou trabalhadores que prevejam indemnizações em caso de renúncia ou destituição de membros do órgão de administração, nem em caso de pedido de demissão do trabalhador, despedimento sem justa causa ou cessação da relação de trabalho, na sequência de uma oferta pública de aquisição.
Do mesmo modo, a FC Porto – Futebol, SAD não adoptou qualquer medida que tenha como objectivo impedir o êxito de ofertas públicas de aquisição que desrespeitem os interesses da Sociedade e dos accionistas.
Realça-se, em qualquer caso, a existência de limitações legais à titularidade de acções representativas do capital da F.C. Porto – Futebol, SAD, decorrentes das especiais exigências da actividade desportiva que constitui o seu principal objecto. As Sociedades desportivas regem-se pelo regime jurídico especial estabelecido no Decreto-Lei 67/97, de 3 de Abril de acordo com as alterações que lhe foram introduzidas pela Lei n.º 107/97, de 16 de Setembro. De entre estas especificidades é de realçar:
São Órgãos Sociais da FC Porto – Futebol, SAD a Assembleia Geral, o Conselho de Administração, o Conselho Fiscal, a Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, o Secretário da Sociedade, o Conselho Consultivo e a Comissão de Vencimentos.
A FC Porto – Futebol, SAD não tem qualquer comissão executiva, dada a sua reduzida dimensão, pelo que é o próprio Conselho de Administração que assegura a gestão quotidiana da Sociedade.
O mandato dos membros dos órgãos sociais tem a duração de quatro anos, sendo permitida a sua reeleição por uma ou mais vezes.
Os Órgãos Sociais da FC Porto – Futebol, SAD não possuem regulamentos de funcionamento formalmente aprovados. No entanto, os respectivos membros pretendem elaborar os devidos regulamentos, divulgando-os posteriormente no sítio da internet do Futebol Clube do Porto (www.FC Porto.pt).
Não existe uma lista de incompatibilidades definida pelo órgão de administração, nem está definido um número máximo de cargos acumuláveis pelos Órgãos Sociais em órgãos de administração de outras Sociedades.
Os órgãos de administração e fiscalização da Sociedade têm atribuído crescente importância ao desenvolvimento e aperfeiçoamento dos sistemas internos de controlo e de gestão de risco, nos aspectos operacionais, económicos e financeiros com impacto relevante nas actividades das empresas do Grupo, em linha, aliás, com as recomendações formuladas a nível nacional e internacional, incluindo nas recomendações da CMVM sobre governo das sociedades.
Assim, no exercício 2010/2011 foi constituído o departamento de Auditoria Interna e Compliance, que desenvolve a sua actividade no sentido de avaliar a eficácia e eficiência do sistema de controlo interno e dos processos de negócio ao nível de todo o Grupo de forma independente e sistemática, examinar e avaliar o rigor, a qualidade e a aplicação dos controlos operacionais, contabilísticos e financeiros, promovendo um controlo eficaz e a um custo razoável e propondo medidas que se mostrem necessárias para fazer face a eventuais deficiências do sistema de controlo interno. Tem também como função fazer cumprir todas as leis e regulamentos a que a organização está sujeita.
O departamento de Auditoria Interna e Compliance delineou um plano anual, no qual foi definido o âmbito das auditorias a realizar de forma a avaliar a qualidade dos processos de controlo que zelam pelo cumprimento dos objectivos do Sistema de Controlo Interno, designadamente os que passam por assegurar a eficiência das operações, a fiabilidade dos relatórios financeiros e operacionais e o respeito pelas leis e regulamentos. As deficiências de controlo interno são reportadas superiormente, sendo que os assuntos mais graves são reportados ao Conselho de Administração.
Existe também um departamento de Planeamento e Controlo de Gestão que visa sobretudo apoiar a administração na detecção de riscos financeiros relevantes e consiste fundamentalmente na análise periódica e exaustiva de informação de planeamento e controlo financeiro, nomeadamente o plano de negócios, os orçamentos de exploração e tesouraria e o respectivo controlo, indicadores de gestão, entre outros. Estes procedimentos contribuem para auxiliar a qualidade da informação divulgada ao mercado.
Ambos os departamentos, de Auditoria Interno e Compliance e Planeamento e Controlo de Gestão dependem do Conselho de Administração.
O Conselho Fiscal não tem responsabilidade na criação e funcionamento dos sistemas de controlo interno, mas tem em consideração a sua existência e eficácia aquando da análise dos riscos da sociedade.
O Conselho de Administração considera que a FC Porto – Futebol, SAD se encontra exposta aos riscos normais decorrentes da sua actividade. Assim, os principais riscos a que a Sociedade considera estar sujeita são, a nível financeiro: risco de mercado (risco de taxa de juro e de risco de taxa de câmbio), risco de crédito e risco de liquidez. Os mecanismos de monitorização destes riscos estão descritos no anexo às demonstrações financeiras.
Para além do risco financeiro, a actividade da Sociedade está também bastante dependente da performance desportiva da sua equipa principal de futebol. O sucesso desportivo é factor essencial para a obtenção das receitas tradicionais e para a valorização dos seus activos, que uma vez transferidos geram proveitos indispensáveis na actividade da Sociedade.
A FC Porto – Futebol, SAD conta com uma equipa de especialistas cujo objectivo é conseguir que os seus atletas dêem sempre o máximo rendimento. Para isso, tem ao seu dispor uma equipa técnica, capaz de fazer os seus atletas evoluírem, uma equipa médica
e de preparação física, para evitar doenças e lesões e uma equipa de psicólogos, que promove a estabilidade emocional e um espírito vencedor aos seus jogadores.
De acordo com os Estatutos da Sociedade, esta é gerida por um Conselho de Administração, composto de três, cinco, sete ou nove membros, que serão obrigatoriamente, gestores profissionalizados, eleitos em Assembleia Geral, os quais designarão o presidente, caso não tenha já sido designado naquela assembleia.
Actualmente este órgão é composto por 5 membros, 4 dos quais executivos, aos quais cabe a gestão corrente da Sociedade.
A substituição de um administrador ocorrerá nos termos do Código das Sociedades Comerciais, não existindo regras estatutárias relativas a esta matéria, ocorrendo por uma das seguintes formas: inexistindo administradores suplentes, o Conselho de Administração poderá proceder à cooptação de um administrador, a qual deve ser submetida a ratificação na primeira Assembleia Geral seguinte; no caso de não se proceder à cooptação num prazo de 60 dias, o Conselho Fiscal designa o administrador substituto, a qual deve ser igualmente submetida a ratificação na primeira Assembleia Geral seguinte; se tal não suceder, a substituição far-se-á através da eleição de um novo administrador pela Assembleia Geral.
Não há nenhuma regra estatutária que estabeleça o processo de selecção dos administradores não executivos. A eleição dos Órgãos Sociais, nomeadamente do Conselho de Administração, com a totalidade dos seus membros, é feita como um todo, numa lista apresentada pelos accionistas que o pretendam e sufragada em Assembleia Geral.
O actual Conselho de Administração é constituído por cinco elementos, sendo quatro executivos e um não executivo, apesar de na Assembleia Geral para a eleição dos Órgãos Sociais não se ter identificado como tal.
Em Assembleia Geral de Accionistas realizada em 29 de Fevereiro de 2008 foram eleitos para o mandato 2008/2011, os seguintes elementos para integrar o Conselho de Administração:
No entanto, no dia 1 de Fevereiro, na sequência da renúncia do Sr. Dr. Fernando Soares Gomes da Silva aos cargos de Administrador e Representante para as Relações com o Mercado, o Conselho de Administração procedeu à cooptação do Sr. Dr. Angelino Cândido Sousa Ferreira, e designou-o para os cargos referidos, tendo este entrado de imediato em funções.
Os cargos do actual Conselho de Administração da FC Porto – Futebol, SAD são distribuídos como se segue:
| Conselho de Administração | ||
|---|---|---|
| Jorge Nuno Lima Pinto da Costa | Presidente do Conselho de Administração | |
| Reinaldo da Costa Teles Pinheiro | Área do Futebol | |
| Angelino Cândido Sousa Ferreira | Área Administrativa e Financeira, Mercado de Capitais | |
| Adelino Sá e Melo Caldeira | Área Jurídica, Marketing e Relações Públicas | |
| Jaime Eduardo Lamego Lopes | Administrador não executivo |
Os membros do Conselho de Administração, à excepção de Jaime Eduardo Lamego Lopes, são não independentes, na medida em que fazem parte da Direcção do Futebol Clube do Porto, detentor de cerca de 40% do capital da F.C. Porto – Futebol, SAD, e que sobre ela exerce uma influência dominante. Jaime Eduardo Lamego Lopes é, neste momento, um membro independente, por não ter, nem actuar em nome de quem tem, uma participação qualificada igual ou superior a 2% da FC Porto – Futebol, SAD e por estar no 1º mandato, tal como previsto no nº 5 do artigo 414º do Código das Sociedades. Da mesma forma, cumpre com as regras de incompatibilidade previstas no nº 1 do artigo 414º A do mesmo Código.
A FC Porto – Futebol, SAD não cumpre com a recomendação II.1.2.1., que recomenda que exista um número suficiente de administradores não executivos. Apesar da Sociedade entender que, dada a sua reduzida dimensão e pelo facto dos seus membros executivos estarem muito vocacionados para a gestão corrente da sociedade, a existência de um administrador não executivo garante a efectiva capacidade de supervisão, fiscalização e avaliação da actividade dos membros não executivos, é entendimento da CMVM que, para cumprir com esta recomendação, pelo menos um terço do número total de administradores deverá ser não executivo.
Consequentemente, a Sociedade, não cumpre com a recomendação II.1.2.2., uma vez que apenas um administrador, o não executivo, é independente, o que é inferior a um quarto do número total de administradores.
Apesar de não estar referido no relatório de gestão, o administrador não executivo exerceu as suas funções não só no âmbito da participação nas reuniões do Conselho de Administração, mas igualmente através de um acompanhamento e supervisão permanente dos trabalhos dos administradores executivos, mediante a apresentação, de forma coordenada e eficiente, de pedidos de informação complementar relacionados com assuntos analisados em sede do Conselho de Administração, dos quais se destacam, os assuntos relacionados com a vertente financeira, as matérias de governance e as matérias relacionadas com aspectos regulatórios. De realçar que o
administrador não executivo não se deparou com nenhum constrangimento no exercício das suas funções.
Sempre que solicitados por outros membros dos Órgãos Sociais, foram prestados pelos administradores executivos em tempo útil e de forma adequada, as informações por aqueles solicitadas.
Não se encontra prevista qualquer política de rotação dos pelouros no Conselho de Administração, designadamente do responsável pelo pelouro financeiro. No caso particular da F.C. Porto – Futebol, SAD, a adopção desta recomendação seria muito prejudicial para a gestão operacional da Sociedade, dado que cada membro do Conselho de Administração assume o pelouro mais adequado às suas qualificações e experiência profissionais e actividades exercidas.
Presidente do Conselho de Administração da PortoComercial, Sociedade de Comercialização, Licenciamento e Sponsorização, SA
Presidente do Conselho de Administração da Futebol Clube do Porto Basquetebol, SAD
• Vice-Presidente da Direcção do FC Porto
Vogal do Conselho de Administração da Fundação PortoGaia para o Desenvolvimento Desportivo
Vogal do Conselho de Administração da Futebol Clube do Porto Basquetebol, SAD
Qualificações profissionais e actividades exercidas nos últimos anos
| Nome | Nº de acções | Data da 1ª | Data do termo |
|---|---|---|---|
| detidas | designação | mandato | |
| Jorge Nuno L. Pinto Costa | 165.670 | 23-Set-1997 | 31-Dez-2011 |
| Adelino S. M. Caldeira | 0 | 23-Set-1997 | 31-Dez-2011 |
| Angelino C. Sousa Ferreira | 0 | 01-Fev-2010 | 31-Dez-2011 |
| Reinaldo C. Teles Pinheiro | 9.850 | 23-Set-1997 | 31-Dez-2011 |
| Jaime E. Lamego Lopes | 0 | 29-Fev-2008 | 31-Dez-2011 |
Sem prejuízo das demais atribuições que lhe conferem a lei e os Estatutos da Sociedade, ao Conselho de Administração compete assegurar a gestão de todos os negócios sociais e efectuar todas as operações relativas ao objecto social, no que lhe são conferidos os mais amplos poderes, nomeadamente:
Qualquer aumento de capital carece de deliberação prévia da Assembleia Geral, sendo que as acções de categoria A, detidas pelo Futebol Clube do Porto (Clube), conferem sempre direito de veto das deliberações da Assembleia Geral que tenham por objecto, nomeadamente, o aumento e a redução do capital social.
As matérias discutidas neste órgão são de natureza sigilosa e os seus membros devem obedecer a tal princípio.
Neste exercício o Conselho de Administração reuniu-se por 7 vezes, tendo sido elaborada uma acta de cada uma dessas reuniões, que se encontram disponíveis para consulta pelos Órgãos Socais que o requeiram.
Secção III – Conselho Geral e de Supervisão, Comissão para as Matérias Financeiras e Conselho Fiscal
A fiscalização da actividade da FC Porto – Futebol, SAD é da responsabilidade do Conselho Fiscal que, de acordo com os Estatutos da Sociedade, tem as atribuições que lhe são especificadas na Lei.
Com a entrada em vigor do Decreto-Lei 76-A/2006 de 29 de Março, que passou a disponibilizar três modelos de organização da administração e da fiscalização das Sociedades, a FC Porto – Futebol, SAD alterou os respectivos Estatutos em matéria de administração e fiscalização de modo a adoptar uma das três modalidades previstas no n.º1 do artigo 278º do Código das Sociedades Comerciais. Para o efeito, a Sociedade, na Assembleia Geral de 30 de Novembro de 2007, aprovou a alteração dos Estatutos, e elegeu, até ao termo do mandato dos Órgãos Sociais que estava em curso até 31 de Dezembro de 2007, os membros do Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas.
Em Assembleia Geral de Accionistas realizada em 29 de Fevereiro de 2008 foram eleitos para o mandato 2008/2011, os seguintes elementos para integrar o Conselho Fiscal:
No entanto, por falecimento do Presidente do Conselho Fiscal, Adolfo da Cunha Nunes Roque, em 22 de Setembro de 2008, foi eleito, na Assembleia Geral de 13 de Novembro de 2008, um novo Conselho Fiscal.
O actual Conselho Fiscal da FC Porto – Futebol, SAD é composto pelos seguintes membros:
| Conselho Fiscal | ||
|---|---|---|
| José Paulo Sá Fernandes Nunes de Almeida | Presidente | |
| Armando Luís Vieira de Magalhães | Vogal | |
| Filipe Carlos Ferreira Avides Moreira | Vogal | |
| José Manuel Taveira dos Santos | Suplente |
É obrigatório que um dos membros efectivos do Conselho Fiscal seja revisor oficial de contas (ou Sociedade de revisores oficiais de contas).
Por declaração prestada pelos seus membros, verificou-se o cumprimento das regras de incompatibilidade e os critérios de independência previsto no nº 1 do artigo 414 A e no nº 5 do artigo 414, respectivamente, ambos do Código das Sociedades Comerciais.
Compete ao Conselho Fiscal fiscalizar a actividade da Sociedade, observando o cumprimento rigoroso da lei e dos Estatutos. Em resultado, o Conselho Fiscal elabora, com periodicidade anual, um relatório sobre a actividade de fiscalização desenvolvida, referindo eventuais constrangimentos detectados, e emite um parecer sobre os documentos de prestação de contas e sobre a proposta de aplicação de resultados, apresentados pelo Conselho de Administração à Assembleia Geral. Este relatório está disponível para consulta no sítio da internet da sociedade, bem como no sítio oficial da CMVM, juntamente com os documentos de prestação de contas.
Os relatórios anuais sobre a actividade desenvolvida pelo Conselho Fiscal são objecto de divulgação no sítio da Internet da Sociedade, em conjunto com os documentos de prestação de contas.
Deve ainda representar a Sociedade, para todos os efeitos, junto do seu Auditor Externo, competindo-lhe, designadamente, propor o prestador destes serviços, a respectiva remuneração, zelar para que sejam asseguradas, dentro da empresa, as
condições adequadas à prestação dos serviços, bem assim como ser o interlocutor da empresa, sendo o destinatário dos respectivos relatórios em concreto, simultaneamente com o Conselho de Administração.
O Conselho Fiscal, sempre que necessário, reúne com o Auditor Externo não só em nome próprio como da Sociedade, nos termos das suas atribuições. Não lhe competiu, no entanto, propor o prestador dos serviços de Auditoria Externa, dada a sua contratação ser anterior à nomeação de Conselho Fiscal separado da Sociedade de Revisores Oficiais de Contas. Os serviços de auditora externa têm sido analisados de forma independente e permanente pelo Conselho Fiscal, emitindo parecer anual sobre a actividade desenvolvida pelo Auditor ao longo do ano e fazendo menção de factos que possam obstar à continuidade do exercício de funções, por justa causa. O Conselho Fiscal é, em simultâneo com o Conselho de Administração, o primeiro destinatário dos relatórios emitidos pela empresa de auditoria externa.
Neste exercício o Conselho Fiscal reuniu-se por 4 vezes, tendo sido elaborada uma acta de cada uma dessas reuniões.
Vice-Presidente do Conselho Geral e do Conselho de Administração da AEP Associação Empresarial de Portugal
Presidente do Conselho de Administração da Fundação AEP
Qualificações profissionais e actividades exercidas nos últimos anos
Director da Associação Comercial do Porto Câmara de Comércio e Indústria do Porto de 1997 a 2001
Membro da Comissão Nacional de Acompanhamento do IMIT Iniciativa para a Modernização da Indústria Têxtil de 1997 a 2002
Revisor Oficial de Contas, integrado na Sociedade Santos Carvalho & Associados, SROC, SA, desde 1989 a 2010
Revisor Oficial de Contas, integrado na Sociedade Armando Magalhães, Carlos Silva & Associados, SROC, Lda., desde 31 de Maio de 2010
Exercício da advocacia em escritório de advogados no Porto, desde Fevereiro de 1999;
Prestador de serviço de advogado forense e consultor jurídico em nome próprio e como colaborador dos advogados/Sociedade de advogados acima mencionados, com intervenções nas áreas do direito, civil e comercial;
| Nome | Nº de acções | Data da 1ª | Data do termo |
|---|---|---|---|
| detidas | designação | mandato | |
| José Paulo Sá Fernandes Nunes de Almeida | 100 | 13-Nov-2008 | 31-Dez-2011 |
| Armando Luís Vieira de Magalhães | 0 | 29-Fev-2008 | 31-Dez-2011 |
| Filipe Carlos Ferreira Avides Moreira | 10 | 29-Fev-2008 | 31-Dez-2011 |
| José Manuel Taveira dos Santos | 0 | 29-Fev-2008 | 31-Dez-2011 |
Ao revisor oficial de contas compete essencialmente proceder ao exame e verificação das contas da Sociedade, necessários à revisão e certificação legal das contas.
O auditor externo, no âmbito das suas competências, verifica a aplicação das políticas e sistemas de remunerações, a eficácia e o funcionamento dos mecanismos de controlo interno e reporta, caso existam, quaisquer deficiências ao órgão de fiscalização da sociedade.
O cargo de Revisor Oficial de Contas da Sociedade é desempenhado pela Sociedade de Revisores de Contas Deloitte & Associados, Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, com sede no Edifício Atrium Saldanha, Praça Duque de Saldanha, 1 – 6º 1050-094 Lisboa, inscrita na Câmara de Revisores Oficiais de Contas sob o n.º 43 e registada na CMVM sob o n.º 231, representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves (ROC n.º 746).
A Sociedade não definiu um período de rotatividade para o auditor externo, sendo que o actual representante da Sociedade Revisora iniciou funções no exercício findo em 30 de Junho de 2005.
O Secretário da Sociedade e respectivo suplente são nomeados pelo Conselho de Administração, cessando funções com o termo do mandato do órgão de administração que os tenha eleito. Ao Secretário compete essencialmente secretariar as reuniões dos Órgãos Sociais, certificar os actos por eles praticados e os poderes dos respectivos membros, satisfazer as solicitações dos accionistas no exercício do direito à informação e certificar cópias de actas e demais documentos da Sociedade.
Para o mandato em curso de 2008-2011, o Secretário e respectivo suplente são;
O Secretário da Sociedade bem como o Secretário Suplente foram reconduzidos nas respectivas funções pelo actual Conselho de Administração.
O Conselho Consultivo é composto por um máximo de vinte membros e não tem funções orgânicas. A este órgão compete aconselhar o Conselho de Administração, sem carácter vinculativo, sobre os assuntos que este órgão entenda submeter à apreciação.
O actual Conselho Consultivo da FC Porto – Futebol, SAD (quadriénio 2008-20011) é composto pelos seguintes membros:
A Comissão de Vencimentos da FC Porto – Futebol, SAD tem por finalidade fixar a remuneração dos titulares dos Órgãos Sociais da Sociedade e definir a política de remunerações a aplicar aos membros do Conselho de Administração da F.C. Porto – Futebol, SAD.
A actual Comissão de Vencimentos da FC Porto – Futebol, SAD (quadriénio 2008-20011) é composta pelos seguintes membros:
A Comissão de Vencimentos é composta por membros independentes em relação à administração. Nesta medida, a Comissão de Vencimentos não inclui qualquer membro de outro órgão social para o qual defina a respectiva remuneração, não tendo os três
membros em exercício qualquer relação familiar com membros desses outros órgãos sociais, enquanto seus cônjuges, parentes ou afins em linha recta até ao 3º grau, inclusive.
Os membros da Comissão de Remunerações possuem conhecimentos e experiência em matéria de política de remunerações.
Durante o exercício 2010/2011 a Comissão de Vencimentos não considerou necessária a contratação de serviços para a apoiar no desempenho das suas funções.
Em cada reunião da Comissão de Vencimentos é elaborada a respectiva acta.
Tendo em consideração o modelo de governo societário implementado pela F.C. Porto – Futebol, SAD, que integra uma Comissão de Vencimentos que de certa forma avalia o desempenho da administração, e a reduzida dimensão da Sociedade, tem-se entendido não haver espaço para a criação de comissões especializadas com o objectivo único de avaliar o desempenho dos administradores executivos ou a actividade das comissões existentes.
Por outro lado, a F.C. Porto – Futebol, SAD, pela sua especificidade como Sociedade Desportiva, no desempenho da sua actividade, tem uma série de obrigações a cumprir junto de organismos desportivos. De forma a poder participar nas competições nacionais e europeias a Sociedade tem de comprovar que cumpre uma série de requisitos, com uma forte incidência nos financeiros, que de certa forma validam a competência da administração que, caso não cumpram as condições exigidas, excluem a equipa da participação nas provas.
Foi submetida, à apreciação da Assembleia Geral de 2010, uma proposta contendo as orientações a observar pela Comissão de Remunerações, as quais estabelecem também os princípios gerais no estabelecimento da remuneração dos Órgãos Sociais, designadamente na parte relacionada com o desempenho, a qual foi oportunamente publicada. A referida proposta foi aprovada.
O órgão competente para realizar a avaliação de desempenho dos Administradores Executivos para efeito de remuneração é a Comissão de Vencimentos.
Nos termos das suas competências, a Comissão de Vencimentos estabeleceu os parâmetros de remuneração do Conselho de Administração com base numa componente fixa e outra variável, com o objectivo de a tornar competitiva em termos de mercado e de servir de elemento motivador de um elevado desempenho individual e colectivo, que permita estabelecer e atingir objectivos ambiciosos, adequados ao que é exigido pelos principais stakeholders.
O desempenho dos administradores executivos para efeitos de remuneração, é aferido pela avaliação livre da Comissão de Vencimentos seguindo os critérios que em cada momento entenda, com respeito pelas normas legais e estatutárias aplicáveis, tendo apenas pré determinados os critérios que compõem a componente variável da remuneração.
O Presidente do Conselho de Administração e os restantes administradores da Sociedade têm direito a uma compensação variável, em função da performance desportiva da equipa principal do FC Porto, consubstanciada em percentagens sobre o
respectivo salário bruto anual: Campeão Nacional (75%) ou 2º e 3º lugares do Campeonato Nacional (50%); Vencedor da UEFA Europa League (100%) ou vencedor da UEFA Champions League (120%). No entanto, o Conselho de Administração, em Assembleia Geral de 13 de Novembro de 2008 e já devidamente divulgado, declarou a sua renúncia ao prémio correspondente ao 2º e 3º lugar do Campeonato Nacional. O Presidente do Conselho de Administração e os restantes administradores da Sociedade têm ainda direito a auferir, respectivamente, 2% e 1% dos lucros apresentados no final de cada exercício económico.
As remunerações dos titulares do órgão de administração não estão dependentes da evolução da cotação das acções emitidas nem de qualquer outra variável, para além dos lucros apresentados e da performance desportiva em cada exercício. Não está predefinido qualquer diferimento do pagamento da remuneração variável.
Não existe qualquer tipo de plano de atribuição de acções ou opções de aquisição de acções aos Administradores. Da mesma forma, não existe qualquer política ou medida definida no sentido da atribuição de compensações negociadas contratualmente, em caso de cessação de funções ou reforma antecipada, nem mecanismos de limitação da remuneração variável. Não há qualquer obrigação contratual relativa à compensação por destituição sem justa causa.
Para além da remuneração variável, nos termos descritos, não estão definidos regimes complementares de funções nem outros prémios ou benefícios não pecuniários.
Os critérios das remunerações variáveis não permitem que sejam incrementados por contratos que ponham em causa a sua razão de ser.
Os membros do Conselho de Administração da FC Porto – Futebol, SAD não são remunerados por outras empresas do grupo ou em empresas controladas por accionistas titulares de participações qualificadas.
As remunerações atribuídas durante o exercício, aos elementos do Conselho de Administração da F.C. Porto – Futebol, SAD, ascenderam a 3.080.000 euros. A componente fixa da remuneração já se encontra totalmente paga, à excepção do proporcional do subsídio de férias e de Natal, que serão pagos nos prazos devidos. A remuneração variável, relativa à performance desportiva da equipa principal do FC Porto (campeão nacional e vencedor da UEFA Europa League), será paga no decorrer do exercício 2011/2012.
A remuneração bruta auferida no exercício em causa, pelo conjunto dos membros do órgão de administração, respeita exclusivamente aos administradores executivos.
| Administrador | Fixo | Variável |
|---|---|---|
| Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa | 400.000 | 700.000 |
| Adelino Sá e Melo Caldeira | 240.000 | 420,000 |
| Angelino Cândido Sousa Ferreira | 240,000 | 420.000 |
| Reinaldo da Costa Teles Pinheiro | 240.000 | 420,000 |
| Jaime Eduardo Lamego Lopes |
Durante o exercício findo em 30 de Junho de 2011, os honorários pagos pelas sociedades que pertencem ao perímetro de consolidação da FC Porto – Futebol, SAD aos seus Revisores Oficiais de Contas e Auditores Externos foram os seguintes:
Os serviços adicionais foram realizados por áreas de negócio diferentes da Deloitte e recorrendo a equipas totalmente separadas e os técnicos que executam estes trabalhos
são diferentes dos que estão envolvidos no processo de revisão legal de contas, pelo que consideramos estar dessa forma assegurada a independência.
Os membros dos restantes Órgãos Sociais da Sociedade: Mesa da Assembleia Geral, Conselho Fiscal, Secretário da Sociedade, Conselho Consultivo e Comissão de Vencimentos, não são remunerados pelo exercício destas funções na F.C. Porto – Futebol, SAD.
2.10. Política de comunicação de irregularidades
Ainda que a política de comunicação de irregularidades internas não esteja formalmente definida, tendo em consideração a proximidade dos membros do Conselho de Administração às actividades da Sociedade e dos seus colaboradores, a FC Porto – Futebol, SAD considera que tal proximidade permite que sempre que sejam detectadas irregularidades as mesmas sejam prontamente comunicadas ao Conselho de Administração, que assegura a implementação de procedimentos que visam lidar de modo eficaz e justo com as eventuais irregularidades detectadas. Ao nível das competências na avaliação de questões éticas e da estrutura e governo societário, tais funções são exercidas directamente pelo Conselho de Administração, mais concretamente pelo administrador com o pelouro jurídico, que mantém um debate constante sobre esta problemática.
Os colaboradores da FC Porto – Futebol, SAD devem comunicar ao departamento jurídico, ou mesmo ao próprio administrador com o pelouro jurídico, quaisquer práticas irregulares que detectem ou de que tenham conhecimento ou fundadas suspeitas, de forma a prevenir ou impedir irregularidades que possam provocar danos financeiros ou danos na imagem da Sociedade. A referida comunicação deve ser efectuada por escrito e conter todos os elementos e informações de que o Colaborador disponha e que julgue necessários para a avaliação da irregularidade, podendo numa primeira fase ser efectuada de forma directa ou pelo telefone.
A comunicação de irregularidades no seio da Sociedade tem confidencialidade assegurada e sua sequência mediante eventual inquérito preliminar da responsabilidade de quem, para tanto, venha a ser designado pelo aludido administrador.
O capital social é de setenta e cinco milhões de Euros, e encontra-se dividido em quinze milhões de acções da categoria A e da categoria B (respectivamente 40% e 60% do capital), dependendo da identidade do respectivo titular. As acções da categoria A só integram tal categoria enquanto na titularidade do Futebol Clube do Porto, ou de Sociedade Gestora de Participações Sociais em que esse Clube detenha a maioria do capital social, convertendo-se automaticamente em acções da categoria B no caso de alienação a terceiros, a qualquer título. Para efeito do exercício do direito de voto, a cada acção corresponde um voto. As acções da categoria A conferem sempre direito de veto das deliberações da assembleia geral que tenham por objecto a fusão, cisão, transformação ou dissolução da Sociedade e alteração dos seus Estatutos, o aumento e a redução do capital social e a mudança da localização da sede.
Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as Sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 5%, 10%, 20%, um terço, 50%, dois terços e 90% dos direitos de voto, em 30 de Junho, e de acordo com as notificações recebidas na sede da Sociedade são, em 30 de Junho de 2011:
| Futebol Clube do Porto | N.º de Acções | % Direitos de voto |
|---|---|---|
| Directamente | 6.000.000 | 40.00% |
| Através de Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa | 165.670 | 1.10% |
| Através de Reinaldo da Costa Teles Pinheiro | 9.850 | 0.07% |
| Total imputável | 6.175.520 | 41.17% |
| Inmobiliária Chamartín | N.º de Acções | % Direitos de voto | |
|---|---|---|---|
| Através da sociedade Aplicação Urbana II - Investimento Imobiliário, SA |
2.718.185 | 18.12% | |
| António Luís Alves Oliveira | N.º de Acções | % Direitos de voto | |
| Directamente | 1.650.750 | 11.01% | |
| Através de Francisco António de Oliveira | 980 | 0.01% | |
| Total imputável | 1.651.730 | 11.01% | |
| Joaquim Francisco Alves Ferreira de Oliveira | N.º de Accões | % Direitos de voto |
Nota: A Sociedade APLICAÇÃO URBANA II – INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO, S.A. é detida a 50% pela CHAMARTIN IMOBILIÁRIA, S.G.P.S., S.A. A Sociedade CHAMARTIN IMOBILIÁRIA, S.G.P.S., S.A., é detida indirectamente pela INMOBILIÁRIA CHAMARTÍN.
3.3. Direitos especiais, restrições à transmissibilidade das acções, acordos parassociais, regras aplicáveis à alteração dos Estatutos da Sociedade e sistema de participação dos trabalhadores no capital
Não existem limites ao exercício do direito de voto para além das regras descritas no Ponto 1.5. deste relatório. O F.C.Porto, principal accionista da Sociedade, tem direitos especiais, conforme os Estatutos da Sociedade e o próprio regime jurídico das Sociedades Anónimas Desportivas. As acções detidas por esta instituição conferem sempre direito de veto das deliberações da Assembleia Geral que tenham por objecto a fusão, cisão, transformação ou dissolução da Sociedade e alteração dos seus Estatutos, o aumento e a redução do capital social e a mudança da localização da sede.
O Conselho de Administração desconhece qualquer acordo parassocial com a natureza dos mencionados no Art.º 19 do Código dos Valores Mobiliários relativamente ao exercício de direitos sociais, ou à transmissibilidade de acções da F.C. Porto – Futebol, SAD.
Não existe, nomeadamente, qualquer sindicato de voto ou acordo de defesa contra ofertas públicas de aquisição (OPA).
Não estão estatutariamente definidas quaisquer regras aplicáveis à alteração dos Estatutos da Sociedade, pelo que a esta matéria se aplicam os termos definidos pela Lei.
A Sociedade não tem definidos quaisquer planos de atribuição de acções e/ou de opções de aquisição de acções ou com base nas variações dos preços das acções, a membros do órgão de administração e/ou trabalhadores, pelo que não existem mecanismos de controlo de participação dos trabalhadores no capital da Sociedade.
A evolução das acções da FC Porto – Futebol, SAD não apresenta um comportamento economicamente racional. Apesar desta sociedade desportiva ter vindo a obter resultados económicos positivos nos últimos 4 exercícios, sendo este o 5º período consecutivo a apresentar resultados positivos, a cotação das acções tem vindo a diminuir progressivamente desde 2003/2004. Não se verificam oscilações relevantes em momentos de apresentação de resultados e/ou informação privilegiada, e nem mesmo na conquista de troféus importantes como o campeonato nacional (e consequente acesso à UEFA Champions League) ou a UEFA Europa League leva a variações evidentes no seu comportamento.
No período em análise verificou uma queda expressiva da cotação das acções, na ordem dos 30%, tendo fechado o exercício, em 30 de Junho, a cotar nos 0,74 Euros, o valor mínimo apresentado no período, o que corresponde a uma capitalização bolsista de 11,1 milhões de euros. Destaca-se também a reduzida liquidez dos títulos, com um montante transaccionado de 447 mil euros, divididos em 1.002 negócios.
| 2008/09 | 2009/10 | 2010/11 | |
|---|---|---|---|
| Quantidade de Negócios | 1.361 | 1.041 | 1.002 |
| Accões Transaccionadas | 767.428 | 494.040 | 468.386 |
| Nº médio de acções transaccionadas por negócio | 564 | 475 | 467 |
| Liquidez | 1.075.920 | 634.164 | 447.105 |
| Máximo do Período | 1.50 | 1.75 | 1,10 |
| Mínimo do Período | 1,18 | 0.75 | 0,74 |
| Cotação no Início do Período | 1.48 | 1.37 | 1,06 |
| Cotação no Fim do Período | 1.34 | 1.04 | 0,74 |
| Variação na Época | -9% | $-24%$ | $-30%$ |
| Capitalização Bolsista | 20.100.000 | 15.600.000 | 11.100.000 |
A queda acentuada da cotação das acções da Sociedade é ainda de maior relevância, uma vez que, ao compararmos com a realidade bolsista portuguesa no mesmo período, verifica-se que o seu desempenho é bastante pior que o do índice de referência do mercado nacional de acções, PSI-20, que começa a recuperar da crise no mercado de capitais, tendo valorizado 4% no mesmo período.
Esta diferença de comportamento no mercado bolsista ganha relevância quando comparada com o principal índice internacional do sector do futebol. O Dow Jones EuroStoxx Football, do qual a FC Porto – Futebol, SAD é parte integrante, apesar dos altos e baixos verificados no período, e de no último trimestre ter vindo a cair, fechou com uma valorização de 25%, em relação a 1 de Julho de 2010.
A FC Porto – Futebol, SAD não tem definido os termos da sua política de distribuição de dividendos e, desde a sua constituição, nunca distribuiu dividendos.
A Sociedade não tem em vigor qualquer tipo de plano de atribuição de acções, ou de opções de aquisição de acções.
Não existem quaisquer negócios significativos em termos económicos para qualquer das partes envolvidas realizados entre a Sociedade e os membros dos órgãos de administração, fiscalização, titulares de participações qualificadas ou Sociedades que se encontrem em relação de domínio ou de grupo, excepto no que respeita aos negócios
ou operações que são realizados em condições normais de mercado para operações similares e fazem parte da actividade corrente da Sociedade.
Para além dos requisitos legalmente aplicáveis à actividade do Conselho Fiscal, não foram estabelecidos pela sociedade mecanismos adicionais para efeitos da avaliação prévia dos negócios a realizar entre a sociedade e titulares de participação qualificada ou entidades que com eles estejam em qualquer relação, nos termos do artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários.
O representante da FC Porto – Futebol, SAD para as relações com o mercado de capitais é o interlocutor privilegiado de todos os investidores, institucionais e privados, nacionais e estrangeiros.
Este representante assegura a prestação de toda a informação relevante no tocante a acontecimentos marcantes, factos enquadráveis como factos relevantes, divulgação trimestral de resultados e resposta a eventuais pedidos de esclarecimento por parte dos investidores ou público em geral sobre informação financeira de carácter público. Tem a seu cargo também todos os assuntos relativos ao relacionamento com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, de forma a garantir o cumprimento pontual das obrigações junto da entidade supervisora do mercado de capitais e de outras autoridades financeiras. É igualmente da sua responsabilidade desenvolver e manter o site de Relação com Investidores na página Web da empresa
Nos termos e para o efeito do n.º2 do art.º 226º do CVM, o representante da FC Porto – Futebol, SAD para as relações com o mercado actualmente é o Dr. Angelino Cândido Sousa Ferreira, membro do Conselho de Administração.
Para os efeitos decorrentes do exercício das respectivas funções, a morada, o número de telefone e de telefax e o endereço de e-mail do representante para as relações com o mercado são os seguintes:
Endereço: Estádio do Dragão, Via FC Porto, Entrada Poente, piso 3, 4350-451 Porto Telefone: 22 5070500 Telefax: 22.5506931 E-Mail: angelino.ferreira@FC Porto.pt
A FC Porto – Futebol, SAD dispõe de um sítio de internet (www.FC Porto.pt) com um conjunto alargado de informação sobre o Grupo. O objectivo é permitir aos interessados obter um conhecimento generalizado acerca do Grupo, as suas áreas de negócio, informação de natureza institucional e de natureza financeira. Na página dedicada a Investor Relations, é possível consultar as divulgações de resultados periódicas, os documentos de prestação de contas, as informações sobre as Assembleias Gerais de accionistas, incluindo convocatórias e documentação de suporte, e informação de natureza institucional, nomeadamente os Estatutos e a identificação dos Órgãos Sociais. É ainda possível consultar as participações qualificadas, toda a informação privilegiada e outros comunicados emitidos pela Sociedade bem como as actas das reuniões das Assembleias Gerais, desde 2009.
A Sociedade, tendo em consideração as recomendações da CMVM, está a preparar o seu sítio na Internet, disponibilizando já parte significativa da informação objecto de recomendação da CMVM, em língua inglesa.
Toda a informação pública sobre a FCP-SAD está disponível nas instalações da Sociedade e poderá ser solicitada através dos seguintes contactos:
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F.C.Porto – Futebol, SAD Estádio do Dragão, Via FC Porto, Entrada Poente, piso 3, 4350-451 Porto Telefone : 22.5070500 Fax : 22.5070550 E-mail: futebolsad@FC Porto.pt
Informações sobre as acções da FCP-SAD
Actualmente o Capital Social da FCP-SAD é representado por 15.000.000 de acções ordinárias, nominativas e escriturais, com o valor nominal de 5 Euros cada. A capitalização bolsista rondava, em 30 de Junho de 2011, os 11,1 milhões de euros.
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Ticker Bloomberg: FCP PL Ticker Reuters: FCPP.LS
D. Participações detidas pelos membros do Conselho de Administração e Conselho Fiscal
Conselho de Administração
Detinha a 30 de Junho de 2010 160.500 acções. Neste período adquiriu 5.170 acções, detendo em 30 de Junho de 2011 165.670 acções. De acordo com o número 7 do artigo 14.º do Regulamento da CMVM 5/2008 informamos das operações realizadas entre 1 de Julho de 2010 e 30 de Junho de 2011:
| Data de | Montante | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Hora | Bolsa | Operação | Qtd. | Preço | (Euros) | Saldo |
| 16:23 | 01-07-2010 | Compra | 22 | 1,0600 | 23,32 | 160.522 |
| 16:23 | 01-07-2010 | Compra | 77 | 1,0600 | 81,62 | 160.599 |
| 16:23 | 01-07-2010 | Compra | 1 | 1,0600 | 1,06 | 160.600 |
| 13:08 | 02-07-2010 | Compra | 50 | 1,0000 | 50,00 | 160.650 |
| 16:22 | 15-07-2010 | Compra | 23 | 1,0000 | 23.00 | 160.673 |
| 15:46 | 16-09-2010 | Compra | 500 | 1,0000 | 500,00 | 161.173 |
| 16:18 | 22-09-2010 | Compra | 500 | 0,9800 | 490,00 | 161.673 |
| 16:19 | 11-10-2010 | Compra | 120 | 1,0000 | 120,00 | 161.793 |
| 16:19 | 11-10-2010 | Compra | 7 | 1,0000 | 7.00 | 161.800 |
| 9:31 | 14-10-2010 | Compra | 200 | 0,9800 | 196.00 | 162.000 |
| 12:00 | 09-11-2010 | Compra | 150 | 0,9800 | 147.00 | 162.150 |
| 15:49 | 09-11-2010 | Compra | 10 | 1.0000 | 10.00 | 162.160 |
| 10:36 | 10-11-2010 | Compra | 99 | 0.9900 | 98,01 | 162.259 |
| 10:36 | 10-11-2010 | Compra | 1 | 0,9900 | 0,99 | 162.260 |
| 10:38 | 10-11-2010 | Compra | $\overline{10}$ | 1,0000 | 10,00 | 162.270 |
| 9:41 | 16-11-2010 | Compra | 100 | 0,9800 | 98,00 | 162.370 |
| 9:48 | 17-11-2010 | Compra | 40 | 0.9500 | 38,00 | 162.410 |
| 9:50 | 17-11-2010 | Compra | 10 | 1,0000 | 10,00 | 162.420 |
| 12:34 | 17-11-2010 | Compra | 50 | 1.0000 | 50,00 | 162.470 |
| 10:52 | 19-11-2010 | Compra | 99 | 1.0000 | 99.00 | 162.569 |
| 10:52 | 19-11-2010 | Compra | 1 | 1,0000 | 1,00 | 162.570 |
| 14:48 | 19-11-2010 | Compra | 50 | 0.9500 | 47.50 | 162.620 |
| 10:46 | 23-11-2010 | Compra | 10 | 0,9900 | 9,90 | 162.630 |
| 15:19 | 23-11-2010 | Compra | 100 | 0.9200 | 92.00 | 162.730 |
| 15:31 | 23-11-2010 | Compra | 100 | 0.9900 | 99.00 | 162.830 |
| 14:33 | 26-11-2010 | Compra | 30 | 0,9200 | 27,60 | 162.860 |
| 14:59 | 29-11-2010 | Compra | 40 | 0.9200 | 36.80 | 162.900 |
| 15:27 | 29-11-2010 | Compra | 100 | 0,9700 | 97.00 | 163.000 |
| 16:01 | 06-12-2010 | Compra | 250 | 0.9100 | 227,50 | 163.250 |
| 15:33 | 10-12-2010 | Compra | 1 | 0.9000 | 0.90 | 163.251 |
| 15:55 | 10-12-2010 | Compra | 98 | 0.9500 | 93.10 | 163.349 |
| 15:55 | 10-12-2010 | Compra | 1 | 0.9500 | 0.95 | 163.350 |
| 10:36 | 14-12-2010 | Compra | 10 | 0.9500 | 9,50 | 163.360 |
| 10:36 | 14-12-2010 | Compra | 40 | 0.9500 | 38,00 | 163.400 |
| 11:50 | 14-12-2010 | Compra | 50 | 0.9400 | 47.00 | 163.450 |
| 14:05 | 14-12-2010 | Compra | 200 | 0.9000 | 180.00 | 163.650 |
| 14:20 | 14-12-2010 | Compra | 5 | 0,9400 | 4,70 | 163.655 |
| 15:51 | 14-12-2010 | Compra | 5 | 0.9400 | 4.70 | 163.660 |
| 16:29 | 17-12-2010 | Compra | 100 | 0.9400 | 94.00 | 163.760 |
| 15:30 | 27-12-2010 | Compra | 40 | 0,9200 | 36,80 | 163.800 |
| 16:29 | 27-12-2010 | Compra | 200 | 0.9300 | 186,00 | 164.000 |
| 15:30 | 15-06-2011 | Compra | 500 | 0,7900 | 395,00 | 164.500 |
| 15:30 | 17-06-2011 | Compra | 20 | 0.7900 | 15,80 | 164.520 |
| 15:30 | 20-06-2011 | Compra | 200 | 0,8000 | 160.00 | 164.720 |
| 10:30 | 22-06-2011 | Compra | 100 | 0,8000 | 80,00 | 164.820 |
| 15:30 | 22-06-2011 | Compra | 30 | 0.8400 | 25.20 | 164.850 |
| 15:30 | 22-06-2011 | Compra | 70 | 0,8400 | 58,80 | 164.920 |
| 15:30 | 22-06-2011 | Compra | 330 | 0.8400 | 277,20 | 165.250 |
| 15:30 | 22-06-2011 | Compra | 70 | 0.8400 | 58,80 | 165.320 |
| 15:30 | 23-06-2011 | Compra | 200 | 0.8400 | 168.00 | 165.520 |
| 15:30 | 27-06-2011 | Compra | 10 | 0.8000 | 8,00 | 165.530 |
| 15:30 | 27-06-2011 | Compra | 30 | 0,8000 | 24.00 | 165.560 |
| 15:30 | 27-06-2011 | Compra | 10 | 0.8000 | 8.00 | 165.570 |
| 15:30 | 27-06-2011 | Compra | 10 | 0,8000 | 8.00 | 165.580 |
| 15:30 | 27-06-2011 | Compra | 90 | 0.8000 | 72.00 | 165 670 |
O Futebol Clube do Porto do qual é Presidente da Direcção, detinha em 30 de Junho de 2011, 6.000.000 acções.
Não tem acções. O Futebol Clube do Porto do qual é Vice-Presidente da Direcção, detinha em 30 de Junho de 2011, 6.000.000 acções.
Não tem acções. O Futebol Clube do Porto do qual é Vice-Presidente da Direcção, detinha em 30 de Junho de 2011, 6.000.000 acções.
Detinha a 30 de Junho de 2010 9.850 acções. Não adquiriu nem alienou no decorrer deste período quaisquer acções, detendo em 30 de Junho de 2011, 9.850 acções. O Futebol Clube do Porto, do qual é Vice-Presidente da Direcção, detinha em 30 de Junho de 2011, 6.000.000 acções.
Jaime Eduardo Lamego Lopes Não tem acções
Detinha a 30 de Junho de 2010 100 acções. Não adquiriu nem alienou no decorrer deste período quaisquer acções, detendo em 30 de Junho de 2011, 100 acções.
_______________________________________________________________________________
Armando Luís Vieira de Magalhães Não tem acções.
Detinha a 30 de Junho de 2010 10 acções. Não adquiriu nem alienou no decorrer deste período quaisquer acções, detendo em 30 de Junho de 2011, 10 acções.
José Manuel Taveira dos Santos (Suplente) Não tem acções.
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas Deloitte & Associados, SROC S.A. representada por Jorge Beja Neves Não tem acções.
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