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TIM S.A. Interim / Quarterly Report 2026

May 6, 2026

53202_rns_2026-05-05_d08eab3b-542d-4828-b760-e1227fabc1b8.pdf

Interim / Quarterly Report

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Classificado como Público

TIM S.A.

INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS
em 31 de março de 2026


Classificado como Público

TIM S.A.

INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS

31 de março de 2026

Índice

Relatório dos auditores independentes sobre as informações trimestrais individuais e consolidadas 1
Informações trimestrais individuais e consolidadas
Balanços patrimoniais 3
Demonstrações do resultado 5
Demonstrações do resultado abrangente 6
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido 7
Demonstrações dos fluxos de caixa 9
Demonstrações do valor adicionado 11
Comentário de desempenho 12
Notas explicativas às informações trimestrais individuais e consolidadas 31
Parecer do Conselho Fiscal 115
Declaração dos diretores sobre as informações trimestrais individuais e consolidadas 116
Declaração dos diretores sobre o relatório dos Auditores Independentes 117


EY

Shape the future with confidence

Centro Empresarial PB 370
Praia de Botafogo, 370
8º ao 10º andar - Botafogo
22250-040 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel: +55 21 3263-7000
ey.com.br

Relatório sobre a revisão de informações trimestrais

Aos acionistas da
Tim S.A.
Rio de Janeiro - RJ

Introdução

Revisamos as informações financeiras intermediárias, individuais e consolidadas, da Tim S.A. ("Companhia") contidas no Formulário de Informações Trimestrais (ITR) referente ao trimestre findo em 31 de março de 2026, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de Março de 2026 e as respectivas demonstrações do resultado e do resultado abrangente e das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o período de três meses findo naquela data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo as políticas contábeis materiais e outras informações elucidativas.

A diretoria é responsável pela elaboração das informações financeiras intermediárias individuais e consolidadas de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 21 (R1) Demonstração Intermediária e com a norma contábil internacional (IFRS Accounting Standards) IAS 34 Interim Financial Reporting, emitida pelo International Accounting Standards Board (IASB), assim como pela apresentação dessas informações de forma condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, aplicáveis à elaboração das Informações Trimestrais (ITR). Nossa responsabilidade é a de expressar uma conclusão sobre essas informações financeiras intermediárias com base em nossa revisão.

Alcance da revisão

Conduzimos nossa revisão de acordo com as normas brasileiras e internacionais de revisão de informações intermediárias (NBC TR 2410 Revisão de Informações Intermediárias Executada pelo Auditor da Entidade e ISRE 2410 Review of Interim Financial Information Performed by the Independent Auditor of the Entity, respectivamente). Uma revisão de informações intermediárias consiste na realização de indagações, principalmente às pessoas responsáveis pelos assuntos financeiros e financeiras e na aplicação de procedimentos analíticos e de outros procedimentos de revisão. O alcance de uma revisão é significativamente menor do que o de uma auditoria conduzida de acordo com as normas de auditoria e, consequentemente, não nos permitiu obter segurança de que tomamos conhecimento de todos os assuntos significativos que poderiam ser identificados em uma auditoria. Portanto, não expressamos uma opinião de auditoria.

Conclusão sobre as informações intermediárias individuais e consolidadas

Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que as informações financeiras intermediárias, individuais e consolidadas incluídas nas informações trimestrais acima referidas não foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 21 (R1) e a IAS 34 aplicáveis à elaboração de Informações Trimestrais (ITR), e apresentadas de forma condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários.


EY
Shape the future with confidence

Outros assuntos

Demonstrações do valor adicionado

As informações trimestrais acima referidas incluem as demonstrações do valor adicionado (DVA), individuais e consolidadas, referentes ao período de três meses findo em 31 de março de 2026, elaboradas sob a responsabilidade da diretoria da Companhia e apresentadas como informação suplementar para fins da IAS 34. Essas demonstrações foram submetidas a procedimentos de revisão executados em conjunto com a revisão das informações trimestrais, com o objetivo de concluir se elas estão conciliadas com as informações financeiras intermediárias e registros contábeis, conforme aplicável, e se sua forma e conteúdo estão de acordo com os critérios definidos no Pronunciamento Técnico CPC 09 Demonstração do Valor Adicionado. Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que essas demonstrações do valor adicionado não foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nessa Norma e de forma consistente em relação às informações financeiras intermediárias individuais e consolidadas tomadas em conjunto.

Outras informações que acompanham as informações financeiras intermediárias individuais e consolidadas e o relatório do auditor

A diretoria da Companhia é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da administração.

Nossa conclusão sobre as informações financeiras intermediárias individuais e consolidadas não abrange o Relatório da administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório.

Em conexão com a revisão das informações financeiras intermediárias individuais e consolidadas, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as informações financeiras intermediárias individuais e consolidadas ou com nosso conhecimento obtido na revisão ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito.

Rio de Janeiro, 05 de maio de 2026

ERNST & YOUNG
Auditores Independentes S/S Ltda.
CRC SP-015199/F

Beatrix Gonçalves de Moraes Nicolaci
Contador - CRC - RJ 091370/O


TIM S.A. e TIM S.A. e EMPRESA CONTROLADA

BALANÇOS PATRIMONIAIS

31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025

(Em milhares de reais)

Nota Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Ativo 57.663.931 56.939.179 57.796.095
Circulante 13.978.703 13.464.205 14.085.989
Caixa e equivalentes de caixa 4 3.978.689 3.610.324 4.021.768
Títulos e valores mobiliários 5 1.849.550 2.274.316 1.849.550
Contas a receber de clientes 6 5.125.501 4.901.777 5.169.439
Estoques 7 387.484 357.204 387.484
Imposto de renda e contribuição social a recuperar 8.a 49.836 68.769 50.479
Impostos, taxas e contribuições a recuperar 9 1.100.035 1.138.888 1.107.581
Despesas antecipadas 10 734.805 329.362 746.453
Instrumentos financeiros derivativos 36 447.706 452.203 447.706
Arrendamentos 17 34.416 34.098 34.416
Outros ativos 13 270.681 297.264 271.113
Não Circulante 43.685.228 43.474.974 43.710.106
Realizável a longo prazo 4.479.981 4.450.514 4.484.471
Títulos e valores mobiliários 5 29.403 26.339 34.861
Contas a receber de clientes 6 116.124 137.306 123.875
Imposto de renda e contribuição social a recuperar 8.a 273.239 258.415 273.239
Impostos, taxas e contribuições a recuperar 9 916.127 911.704 916.127
Imposto de renda e contribuição social diferidos 8.c 1.399.377 1.355.604 1.388.073
Depósitos judiciais 11 674.483 677.150 676.426
Despesas antecipadas 10 340.662 340.247 341.304
Arrendamentos 17 196.357 200.148 196.357
Ativos financeiros 12 502.086 514.109 502.086
Outros ativos 13 32.123 29.492 32.123
Investimentos 14 1.396.505 1.260.486 1.232.409
Imobilizado 15 23.234.088 23.171.451 23.246.133
Intangível 16 14.574.654 14.592.523 14.747.093

As notas explicativas são parte integrante das informações trimestrais individuais e consolidadas.


TIM S.A. e TIM S.A. e EMPRESA CONTROLADA

BALANÇOS PATRIMONIAIS

31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025

(Em milhares de reais)

Nota Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Total do Passivo e do Patrimônio Líquido 57.663.931 56.939.179 57.796.095
Total do Passivo 33.243.807 32.961.788 33.375.971
Circulante 15.294.566 15.201.168 15.381.120
Fornecedores 18 5.165.588 5.138.780 5.178.909
Empréstimos e financiamentos 20 955.774 925.626 978.887
Passivo de arrendamento 17 1.643.501 1.702.899 1.644.346
Instrumentos financeiros derivativos 36 137.018 168.711 137.018
Obrigações trabalhistas 422.260 361.271 429.488
Imposto de renda e contribuição social a recolher 8.b 184.323 162.102 184.323
Impostos, taxas e contribuições a recolher 21 5.052.480 4.855.551 5.054.883
Dividendos e juros sobre capital próprio a pagar 25 1.116.400 1.219.319 1.116.400
Autorizações a pagar 19 325.726 321.761 325.726
Receitas diferidas 22 204.941 259.527 244.548
Outros passivos e provisões 86.555 85.621 86.592
Não Circulante 17.949.241 17.760.620 17.994.851
Empréstimos e financiamentos 20 1.814.289 1.853.097 1.853.111
Passivo de arrendamento 17 12.261.654 12.061.969 12.263.128
Imposto de renda e contribuição social a recolher 8.b 26.304 19.395 26.304
Impostos, taxas e contribuições a recolher 21 32.877 33.208 32.877
Provisão para processos judiciais e administrativos 23 1.591.027 1.559.687 1.591.027
Plano de pensão e outros benefícios pós emprego 37 4.485 4.485 4.485
Autorizações a pagar 19 1.187.766 1.159.672 1.187.766
Receitas diferidas 22 409.931 506.184 412.388
Obrigações com acionistas 24 534.195 534.292 534.195
Outros passivos e provisões 86.713 28.631 89.570
Patrimônio Líquido 25 24.420.124 23.977.391 24.420.124
Capital social 13.477.891 13.477.891 13.477.891
Reservas de capital 393.267 388.236 393.267
Reservas de lucros 10.203.372 10.192.763 10.203.372
Ajustes de avaliação patrimonial (2.960) (2.960) (2.960)
Ações em tesouraria (78.539) (78.539) (78.539)
Lucro do período 427.093 - 427.093

As notas explicativas são parte integrante das informações trimestrais individuais e consolidadas.

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO

Períodos findos em 31 de março de 2026 e 2025

(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

Nota Controladora Consolidado
03/2026 03/2025 03/2026
Receita líquida 27 6.766.305 6.393.641 6.806.150
Custos dos serviços prestados e das mercadorias vendidas 28 (3.212.669) (3.084.002) (3.242.018)
Lucro bruto 3.553.636 3.309.639 3.564.132
Receitas (despesas) operacionais:
Comercialização 28 (1.511.601) (1.489.229) (1.517.724)
Gerais e administrativas 28 (465.582) (435.666) (470.767)
Resultado de equivalência patrimonial 14 (29.987) (26.647) (28.077)
Outras receitas (despesas), líquidas 29 (33.079) (65.959) (33.046)
(2.040.249) (2.017.501) (2.049.614)
Lucro antes de receitas e despesas financeiras 1.513.387 1.292.138 1.514.518
Receitas (despesas) financeiras:
Receitas financeiras 30 380.296 305.305 381.450
Despesas financeiras 31 (908.865) (870.530) (910.783)
Variações cambiais, líquidas 32 (505) (33.241) (525)
(529.074) (598.466) (529.858)
Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 984.313 693.672 984.660
Imposto de renda e contribuição social 8.d (167.220) 103.950 (167.567)
Lucro líquido do período 817.093 797.622 817.093
Lucro por ação atribuível aos acionistas da Companhia (expresso em R$ por ação)
Lucro básico por ação 33 0,34 0,33 0,34
Lucro diluído por ação 33 0,34 0,33 0,34

TIM S.A. e TIM S.A. e EMPRESA CONTROLADA

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE

Períodos findos em 31 de março de 2026 e 2025

Controladora Consolidado
03/2026 03/2025 03/2026
Lucro líquido do período 817.093 797.622 817.093
Outros componentes do resultado abrangente
Item que não será reclassificado para o resultado: - - -
Total do resultado abrangente do período 817.093 797.622 817.093

6

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Período findo em 31 de março de 2026

Capital social Reserva de capital Reservas de lucros Ajustes de avaliação patrimonial Ações em tesouraria Lucros acumulados Total
Reserva legal Reserva para expansão Dividendos/JSCP adicionais propostos Reserva de incentivo fiscal
Saldos em 01 de janeiro de 2026 13.477.891 388.236 1.714.578 5.335.142 - 3.143.043 (2.960) (78.539) - 23.977.391
Total do resultado abrangente do período
Lucro líquido do período - - - - - - - - 817.093 817.093
Total do resultado abrangente do período - - - - - - - - 817.093 817.093
Plano de incentivo a longo prazo (nota 26) - 5.031 - - - - - - - 5.031
Juros sobre capital próprio (nota 25.d) - - - - - - - - (390.000) (390.000)
Dividendos/JSCP não reclamados - - - 10.609 - - - - - 10.609
Total de contribuições de acionistas e distribuições aos acionistas - 5.031 - 10.609 - - - - (390.000) (374.360)
Saldos em 31 de março de 2026 13.477.891 393.267 1.714.578 5.345.751 - 3.143.043 (2.960) (78.539) 427.093 24.420.124

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Período findo em 31 de março de 2025

Capital social Reserva de capital Reservas de lucros Ajustes de avaliação patrimonial Ações em tesouraria Lucros acumulados Total
Reserva legal Reserva para expansão Dividendos/ISCP adicionais propostos
Saldos em 01 de janeiro de 2025 13.477.891 373.020 1.521.086 6.285.419 2.050.000 2.702.955 (2.284) (3.451) - 26.404.636
Total do resultado abrangente do período
Lucro líquido do período - - - - - - - - 797.622 797.622
Total do resultado abrangente do período - - - - - - - - 797.622 797.622
Total de contribuições de acionistas e distribuições aos acionistas
Plano de incentivo a longo prazo (nota 26) - 6.310 - - - - - - - 6.310
Compra de ações em tesouraria, líquida de alienações - - - - - - - (13.021) - (13.021)
Destinação do lucro líquido do período:
Juros sobre capital próprio (nota 25) - - - (490.000) - - - - (200.000) (690.000)
Dividendos/ISCP adicionais distribuídos - - - (2.050.000) - - - - - (2.050.000)
Distribuição da reserva para expansão (nota 25) - - - 2.050.000 (2.050.000) - - - - -
Total de contribuições de acionistas e distribuições aos acionistas - 6.310 - (490.000) (2.050.000) - - (13.021) (200.000) (2.746.711)
Saldos em 31 de março de 2025 13.477.891 379.330 1.521.086 5.795.419 - 2.702.955 (2.284) (16.472) 597.622 24.455.547

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

Nota Controladora Consolidado
03/2026 03/2025 03/2026
Atividades operacionais
Lucro antes do Imposto de renda e da Contribuição social 984.313 693.672 984.660
Ajustes para reconciliar o resultado ao caixa líquido gerado pelas atividades operacionais:
Depreciação e amortização 28 1.736.626 1.745.916 1.738.642
Resultado de equivalência patrimonial 14 29.986 26.647 28.077
Valor residual de ativos imobilizados e intangíveis baixados 2.020 3.006 2.020
Juros das obrigações decorrentes de desmobilização de ativos (237) 1.567 (237)
Provisão para processos judiciais e administrativos 23 80.694 63.968 80.694
Atualização monetária sobre depósitos judiciais e processos judiciais e administrativos 47.158 14.624 47.128
Juros, variação monetária e cambial sobre empréstimos e outros ajustes financeiros 193.993 203.492 195.871
Juros sobre títulos e valores mobiliários (65.183) (79.315) (65.183)
Juros sobre passivo de arrendamento 31 470.548 379.446 470.606
Juros sobre arrendamentos 30 (7.137) (7.083) (7.137)
Provisão para perdas de crédito esperadas 28 225.857 182.045 225.386
Resultado de operações com outros derivativos - 165.780 -
Planos de incentivo a longo prazo 5.031 6.310 5.031
3.703.669 3.400.075 3.705.558
Redução (aumento) dos ativos operacionais
Contas a receber de clientes (449.808) (108.375) (439.558)
Impostos, taxas e contribuições a recuperar 94.765 134.938 95.864
Estoques (30.280) (36.008) (30.280)
Despesas antecipadas (405.858) (375.994) (402.933)
Depósitos judiciais 10.400 4.820 10.400
Outros ativos 24.308 3.443 24.007
Aumento (redução) dos passivos operacionais
Obrigações trabalhistas 60.989 57.710 60.842
Fornecedores 63.696 (438.778) 63.502
Impostos, taxas e contribuições a recolher 61.387 100.849 58.562
Autorizações a pagar 7.641 6.019 7.641
Pagamentos de processos judiciais e administrativos 23 (104.243) (105.379) (104.243)
Receitas diferidas (150.839) (19.254) (157.711)
Outros passivos (68.395) (78.871) (67.813)
Caixa gerado pelas operações 2.817.432 2.545.195 2.823.838
Imposto de renda e contribuição social pagos (157.826) (49.243) (157.826)
Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 2.659.606 2.495.952 2.666.012

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO

Controladora Consolidado
03/2026 03/2025 03/2026
Receitas
Receita operacional bruta 10.667.223 9.467.889 10.711.472
Perdas por créditos de liquidação duvidosa (225.857) (182.045) (225.386)
Descontos concedidos, devoluções e outros (2.869.831) (2.066.863) (2.869.831)
7.571.535 7.218.981 7.616.255
Insumos adquiridos de terceiros
Custos dos serviços prestados e mercadorias vendidas (1.379.008) (1.215.391) (1.398.609)
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (870.865) (933.557) (877.298)
(2.249.873) (2.148.948) (2.275.907)
Retenções
Depreciação e amortização (1.736.626) (1.745.916) (1.738.642)
Valor adicionado líquido produzido 3.585.036 3.324.117 3.601.706
Valor adicionado recebido em transferência
Resultado de equivalência patrimonial (29.986) (26.647) (28.077)
Receitas financeiras 432.622 190.062 433.825
402.636 163.415 405.748
Valor adicionado total a distribuir 3.987.672 3.487.532 4.007.454
Distribuição do valor adicionado
Pessoal e encargos
Remuneração direta 192.778 196.435 200.824
Benefícios 78.431 75.238 80.463
F.G.T.S 20.486 20.203 21.180
Outros 11.310 7.589 11.370
303.005 299.465 313.837
Impostos, taxas e contribuições
Federais 793.108 500.578 798.763
Estaduais 767.741 749.327 767.742
Municipais 32.361 33.041 33.646
1.593.210 1.282.946 1.600.151
Remuneração de Capitais de Terceiros
Juros 951.958 786.310 953.900
Aluguéis 322.284 320.035 322.351
1.274.242 1.106.345 1.276.251
Outros
Investimento social 122 1.154 122
122 1.154 122
Remuneração de Capital Próprio
Dividendos e JSCP 390.000 200.000 390.000
Lucros retidos 427.093 597.622 427.093
817.093 797.622 817.093

RESULTADOS DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

1T26 | RELEASE DE RESULTADOS

TIM

A jornada de 2026 inicia com avanços consistentes no primeiro trimestre

RECEITA DE SERVIÇOS

6,5% A/A
(1T26)

Crescimento impulsionado pelos avanços no Móvel e na Ultrafibra

RECEITA SERVIÇO MÓVEL

5,6% A/A
(1T26)

Sólido desempenho do pós-pago e ritmo estável de desaceleração do pré-pago

RECEITA DO PÓSPAGO

7,5% A/A
(1T26)

Evolução consistente de receita acompanhada do crescimento da base de clientes

EBITDA-AL

7,8% A/A
(1T26)

Forte crescimento com expansão de margem: 37,1% (+0,5 p.p. A/A)

FLUXO DE CAIXA OP.

16,8% A/A
(1T26)

Geração de caixa, com aumento de Margem: 17,2% (+1,5 p.p. A/A)

REMUNERAÇÃO ACIONISTA

R$ 390 Mi
(1T26)

Anunciados como Juros sobre Capital Próprio até março de 2026

Aquisição da V8.Tech: Juntos, somos mais do que a soma das nossas partes.

V8. TECH EM POUCAS PALAVRAS:

  • 10 anos de história, com mais de 240 clientes e aproximadamente 300 colaboradores
  • Soluções convergentes para a TIM em IoT e IA aplicadas aos segmentos de negócios
  • R$ 40 mi de receita líquida em fev e mar/26

V8 + TIM: MULTIPLICANDO O POTENCIAL

Escala, capilaridade e capacidade de expandir o escopo de atuação em contas nas quais a V8.Tech já opera

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Relacionamentos consolidados em contas estratégicas, profundo conhecimento técnico e rapidez na execução

Nova parceria financeira com PicPay: Expansão do ecossistema digital

  • Parceria com o PicPay amplia o ecossistema digital da TIM e marca o retorno aos serviços financeiros
  • Acesso a uma base de 67 milhões de contas e a um dos maiores bancos digitais do país
  • Criação de novas avenidas de receita via cross-selling e fidelização
  • Oferta integrada de serviços financeiros com jornadas 100% digitais. Benefícios ao cliente atrelados à fidelização (cashback, vouchers e marketplace)

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Execução do programa de IA: primeiras entregas já se traduzem em benefícios iniciais

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE, ACESSO ADADOS E JORNADA DIGITAL

  • Implantação de agentes de IA ao longo do ciclo de vida de desenvolvimento de software para aumentar a produtividade, otimizar o Capex e acelerar o time-to-market: +22% de ganhos de produtividade
  • Evolução da camada de dados dos canais digitais para uma arquitetura em nuvem preparada para IA (Bigtable), otimizando a experiência digital: +60% de eficiência nos custos de licença

ACELERANDO A IA E AMPLIANDO GANHOS

  • Parcerias: expansão com Microsoft e Google acelera adoção de IA
  • Escaler Agentic-AI: base para novos modelos operacionais
  • Aplicação de AI FinOps

  • EBITDA e Lucro Líquido normalizados conforme itens apontados em suas respectivas seções. EBITDAAL excluindo o impacto das multas do descomissionamento dos sites. Fluxo de Caixa Operacional ("FCO") representa o EBITDAAL (-) Capex.

RESULTADOS DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

1T26 | RELEASE DE RESULTADOS

TIM

DESTAQUES FINANCEIROS E OPERACIONAIS

Descrição 1T26 1T25 %A/A 4T25 %T/T
FINANCEIRO (R$ milhões)
Receita Líquida 6.806 6.394 6,5% 6.920 -1,6%
Receita de Serviços 6.644 6.240 6,5% 6.665 -0,3%
Serviço Móvel 6.253 5.922 5,6% 6.305 -0,8%
Serviço Fixo 391 319 22,8% 359 8,9%
Custos Normalizados* da Operação (3.519) (3.310) 6,3% (3.248) 8,3%
EBITDA Normalizada* 3.287 3.084 6,6% 3.672 -10,5%
Margem EBITDA Normalizada* 48,3% 48,2% 0,1p.p. 53,1% -4,8p.p.
EBITDA-AL Normalizado* 2.523 2.340 7,8% 2.921 -13,6%
Margem EBITDA-AL Normalizada* 37,1% 36,6% 0,5p.p. 42,2% -5,1p.p.
Lucro Líquido Normalizado* 821 810 1,3% 1.349 -39,1%
Capex (1.354) (1.339) 1,1% (1.347) 0,5%
FCO (EBITDA-AL Normalizado* - Capex) 1.169 1.001 16,8% 1.574 -25,7%
OPERACIONAL ('000)
Base Móvel de Clientes 61.986 62.039 -0,1% 61.974 0,02%
Pré-pago 28.871 31.269 -7,7% 29.226 -1,2%
Pós-pago 33.116 30.770 7,6% 32.748 1,1%
Base de Clientes TIM Ultrafibra 880 790 11,4% 850 3,6%
  • EBITDA normalizada por efeitos não recorrentes nos Custos e Despesas Operacionais (+R$ 6,0 milhões no 1T26 e +R$ 19,0 milhões no 1T25). Lucro Líquido normalizado por efeitos não recorrentes no EBITDA e no IR/CS(-R$ 2,0 milhões no 1T26 e -R$ 6,5 milhões no 1T25). EBITDAAL excluindo o impacto das multas do descomissionamento dos sites.

RELAÇÕES COM INVESTIDORES

CONFERÊNCIA DE RESULTADOS

6 de maio de 2026, às:
10h (BRT) / 9h (US EST)
Videoconferência (Zoom): Clique aqui

CONTATOS

E-mail: [email protected]
Website: n.tim.com.br

EVENTOS RECENTES E SUBSEQUENTES

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Remuneração aos Acionistas

No dia 18 de março de 2026, o Conselho de Administração da TIM S.A. aprovou a distribuição de Juros sobre Capital Próprio nos montantes de R$ 390 milhões. Para mais detalhes, acesse o site de Relações com Investidores da TIM S.A.: Arquivamentos

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Aquisição da Totalidade das Ações da I-Systems

No dia 11 de fevereiro de 2026, a TIM S.A. comunicou ao mercado que celebrou, nesta data, um Share Purchase Agreement, com a IHS Fiber Brasil - Cessão de Infraestruturas Ltda. ("IHS Brasil"), que regula os termos e condições para aquisição, pela Companhia, da totalidade das ações de emissão da I-Systems ("I-Systems") atualmente detidas pela IHS Brasil, correspondentes a 51% do capital social total da I-Systems. Após a conclusão da operação, a TIM S.A., que já possuía 49% das ações da I-Systems, passará a deter a totalidade das ações. A conclusão da transação está sujeita a aprovações societárias e de órgãos responsáveis. Para mais detalhes, acesse o site de Relações com Investidores da TIM S.A.: Arquivamentos

DESTAQUES FINANCEIROS

RECEITA LÍQUIDA OPERACIONAL

Descrição 1T26 1T25 % A/A 4T25 % T/T
R$ milhões
Receita Líquida Total 6.806 6.394 6,5% 6.920 -1,6%
Receita de Serviços 6.644 6.240 6,5% 6.665 -0,3%
Serviço Móvel 6.253 5.922 5,6% 6.305 -0,8%
Gerada pelo Cliente 5.819 5.542 5,0% 5.897 -1,3%
Interconexão 110 84 31,5% 82 33,8%
Plataforma de Clientes 26 22 20,9% 48 -45,2%
Outras Receitas 298 274 8,8% 279 7,0%
Serviço Fixo 391 319 22,8% 359 8,9%
dos quais TIM Ultrafibra 243 218 11,4% 238 2,0%
Receita de Produtos 162 153 5,4% 255 -36,7%

Receita Líquida Total ("RL"): R$ 6.806 milhões no 1T26 (+6,5% A/A)

A Receita Líquida Total registrou mais um crescimento consistente, apoiada pelo avanço nas principais frentes, com evolução nas receitas de Serviços e de Produtos.

Receita de Serviços (+6,5% A/A no 1T26)

O avanço foi apoiado por mais um resultado sólido do pós-pago e pela aceleração do desempenho positivo da Ultrafibra.

Receita de Produtos (+5,4% A/A no 1T26)

A performance positiva foi impulsionada pelo expressivo crescimento nas vendas de aparelhos e acessórios, refletindo a forte demanda do mercado neste trimestre. Além disso, diferentemente do 1T25, quando enfrentamos uma falha eventual de abastecimento, neste período conseguimos assegurar melhor disponibilidade de produtos, o que também contribuiu para o resultado alcançado.

SEGMENTO MÓVEL:

Receita de Serviço Móvel ("RSM") (+5,6% A/A no 1T26) | ARPU Móvel (R$ 33,7; +5,8% A/A)

O desempenho da RSM refletiu mais uma vez a consistência do pós-pago, que segue como principal motor de crescimento do segmento. Esse resultado levou o ARPU a mais uma evolução robusta, destacando o foco na geração de valor apoiado na estratégia de proporcionar aos clientes o 'Melhor serviço, rede e oferta'.

Receita Gerada pelo Cliente ("RGC") (+5,0% A/A no 1T26)

RGC corresponde à RSM após a exclusão das receitas de interconexão, plataforma de clientes e outras. O desempenho foi positivamente influenciado por duas linhas de receita: clientes TIM (pós e pré-pagos) e clientes 'não-TIM', sobretudo serviços de roaming internacional, que normalmente apresentam impacto favorável no primeiro trimestre.

Receita de Interconexão (+31,5% A/A no 1T26)

Esse crescimento é explicado, principalmente, pelo fechamento de acordos com outras operadoras.

Receita de Plataforma de Clientes (+20,9% A/A no 1T26)

O aumento foi impulsionado por resultados positivos em nossas principais frentes de publicidade móvel, segurança digital e saúde.

Outras Receitas (+8,8% A/A no 1T26)

O crescimento reflete contribuição de receitas de contratos de compartilhamento de infraestrutura.

A seguir, o desempenho por perfil de cliente móvel:

PÓS-PAGO

Receita (+7,5% A/A no 1T26) | ARPU ex-M2M (R$ 55,1; +1,6% A/A)

O resultado do pós-pago evidencia a monetização da base de clientes, explicada pelos reajustes de preços aplicados às ofertas e por um processo consistente de migração para planos de maior valor ao longo do trimestre. Essa dinâmica, aliada ao crescimento da base de clientes (+7,6% A/A) e a um patamar de churn controlado, contribuiu para o desempenho positivo do segmento.

PRÉ-PAGO

Receita (-6,5% A/A no 1T26) | ARPU (R$ 14,1; +1,6% A/A)

O pré-pago manteve a trajetória de estabilização observada desde o 3T25, mesmo em um contexto marcado por fatores sazonais típicos do primeiro trimestre, como o Carnaval, e pelo movimento contínuo de migração de clientes para os planos Controle.

SEGMENTO FIXO

Receita de Serviço Fixo ("RSF") (+22,8% A/A no 1T26)

A performance da RSF teve como principal motor a receita da Ultrafibra, que vem se recuperando nos últimos dois trimestres. Adicionalmente, com a conclusão da aquisição da totalidade do capital social da V8 Consulting S.A. ("V8" ou "V8.Tech"), a receita proveniente desse ativo passou a ser consolidada no segmento fixo, atuando como um segundo impulsionador do desempenho.

TIM ULTRAFIBRA

Receita (+11,4% A/A no 1T26) | ARPU FTTH (R$ 93,8; +3,2% A/A)

A TIM Ultrafibra registrou crescimento por mais um trimestre, como resultado do aprimoramento dos serviços de banda larga e dos canais de atendimento e vendas. Isso se refletiu em 36 mil adições líquidas do FTTH no 1T26, levando a base total a 880 mil clientes (sendo praticamente 100% composta por FTTH). Esse avanço foi acompanhado por uma melhora no perfil da base, com foco em clientes premium – 92% da base já operando em velocidades de 400 Mbps ou superiores.

CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS

Descrição 1T26 1T25 % A/A 4T25 % T/T
R$ milhões
Custos Reportados da Operação (3.525) (3.329) 5,9% (3.275) 7,6%
Custos N om alizados* da Operação (3.519) (3.310) 6,3% (3.248) 8,3%
Pessoal (383) (358) 6,9% (360) 6,3%
Comercialização (936) (963) -2,8% (906) 3,3%
Rede e Interconexão (1.496) (1.322) 13,2% (1.146) 30,5%
Gerais e Administrativos (221) (211) 4,9% (209) 5,7%
Custo de Mercadorias Vendidas (CMV) (225) (209) 7,6% (363) -38,1%
Provisão para Devedores Duvidosos (225) (182) 23,8% (201) 12,2%
Outras receitas (despesas) operacionais (33) (66) -49,9% (63) -47,5%
Custos N om alizados* da Operação Ex-CMV (3.294) (3.101) 6,2% (2.885) 14,2%
  • Custos da Operação normalizados por: custos com serviços de consultoria para projetos estratégicos (+R$ 6,0 milhões no 1T26), e custos com serviços jurídicos no âmbito do encerramento da disputa com o antigo parceiro de serviços financeiros (+R$ 19,0 milhões no 1T25).

Custos e Despesas Operacionais: R$ 3.519 milhões no 1T26 (+6,3% A/A; 51,7% da RL)

O resultado dos Custos e Despesas Operacionais Normalizados foi influenciado principalmente por maiores pressões nas linhas de rede e interconexão, além do incremento de custos atrelados a V8.Tech.

  • Pessoal: (+6,9% A/A no 1T26; 5,6% da RL)
    O crescimento é explicado, principalmente, pelos reajustes anuais de salários e benefícios, além do aumento de outros encargos relacionados aos colaboradores.

  • Comercialização (-2,8% A/A no 1T26; 13,8% da RL)
    A queda é explicada por: (i) apesar do início do novo patrocínio do Big Brother Brasil, as despesas com publicidade foram menores na comparação anual, refletindo uma alocação mais equilibrada das campanhas ao longo do período; e (ii) menores gastos associados à gestão operacional de clientes, incluindo atividades de atendimento, cobrança e pagamentos, viabilizados pelo processo contínuo de digitalização.

  • Rede e Interconexão (+13,2% A/A no 1T26; 22,0% da RL)
    O aumento reflete: (i) maiores custos de tráfego em serviços de roaming internacional, parcialmente impactado por efeito sazonal; (ii) crescimento de gastos com provedores de conteúdo digital; e (iii) maiores despesas em contratos de compartilhamento de infraestrutura.

  • Gerais e Administrativas ("G&A")¹ (+4,9% A/A no 1T26; 3,3% da RL)
    O aumento decorre de custos adicionais relacionados à contratação de serviços especializados de fornecedores terceiros.

  • Custo de Mercadorias Vendidas ("CMV") (+7,6% A/A no 1T26; 3,3% da RL)
    O crescimento acompanha o aumento da receita de produtos, impulsionado pela maior venda de aparelhos e acessórios.

  • Provisões para Devedores Duvidosos ("PDD") (+23,8% A/A no 1T26; 3,3% da RL) | % Receita Bruta Total (2,1%; +0,2 p.p. A/A)
    O aumento é explicado, principalmente, pela maior exposição da base de clientes à inadimplência, em função do consistente crescimento do pós-pago, que atualmente representa 53% da base total. Como resultado, o indicador de PDD sobre a Receita Bruta Total atingiu 2,1%.

  • Outras Despesas (Receitas) Operacionais (-49,9% A/A no 1T26; 0,5% da RL)
    A redução é explicada pela combinação de três fatores: efeitos favoráveis da renegociação contratual com a American Towers do Brasil – Cessão de Infraestrutura S.A. ("ATC"), limitados pelo maior volume de provisões para contingências e pelo aumento de despesas com as taxas FUST/FUNTTEL.

¹ A linha de G&A teve impacto não recorrente de R$ 6,0 milhões no 1T26, referente a custos com serviços de consultoria para projetos estratégicos, e de R$ 19,0 milhões no 1T25, relativos a serviços jurídicos no âmbito do encerramento da disputa com o antigo parceiro de serviços financeiros.

DO EBITDA AO LUCRO LÍQUIDO

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EBITDA²: R$ 3.287 milhões no 1T26 (+6,6% A/A) | Margem: 48,3% (+0,1 p.p. A/A)

O EBITDA ("Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação, Amortização e Equivalência Patrimonial") Normalizado apresentou crescimento consistente, sustentado pela expansão da receita e pelo controle das despesas operacionais, resultando em manutenção da margem.

EBITDA-AL³: R$ 2.523 milhões no 1T26 (+7,8% A/A) | Margem-AL: 37,1% (+0,5 p.p. A/A)

EBITDA-AL ("After Lease") Normalizado corresponde ao EBITDA Normalizado após a incorporação dos efeitos dos arrendamentos ("leases"). O indicador apresentou crescimento no trimestre, sustentado pela expansão do resultado operacional e pelo controle dos impactos dos leases.

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² EBITDA normalizado por efeitos não recorrentes nos Custos e Despesas Operacionais (+R$ 6,0 milhões no 1T26 e +R$ 19,0 milhões no 1T25).
³ EBITDA-AL normalizado por efeitos não recorrentes no EBITDA e excluindo o impacto das multas do descomissionamento dos sites.

DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO ("D&A")

Descrição 1T26 1T25 % A/A 4T25 % T/T
R$ milhões
Depreciação (1.234) (1.266) -2,6% (1.273) -3,1%
dos quais Depreciação de Arrendamentos (443) (415) 6,7% (428) 3,5%
Amortização (505) (479) 5,3% (504) 0,1%
D&A Total (1.739) (1.746) -0,4% (1.777) -2,2%

D&A (-0,4% A/A no 1T26)

O resultado reflete o efeito combinado de: (i) menor depreciação de infraestrutura e equipamentos de telecomunicação; (ii) maior depreciação de direitos de uso de arrendamentos; e (iii) maior amortização de softwares.

RESULTADO FINANCEIRO

Resultado Financeiro (-11,5% A/A no 1T26)

A melhora decorre de (i) efeito favorável no comparativo anual relativo ao ajuste de valor do ativo firmado no acordo com o antigo parceiro de serviços financeiros no 1T25; (ii) efeito positivo da marcação a mercado dos contratos de derivativos; e (iii) maior rendimento das aplicações financeiras; ainda que (iv) parcialmente impactada pelo aumento dos juros sobre arrendamentos.

RESULTADOS DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

Imposto de Renda e Contribuição Social ("IR/CS")⁴

O IR/CS Normalizado somou -R$ 170 milhões no 1T26 (alíquota efetiva de -17,1%), vs. R$ 97 milhões no 1T25 (alíquota efetiva de 13,7%). A variação é explicada principalmente pelo aumento do Lucro Antes dos Impostos ("EBT") no 1T26, aliado a uma menor deliberação de Juros sobre Capital Próprio em comparação ao 1T25 (R$ 390 milhões vs. R$ 690 milhões, respectivamente).

Lucro Líquido⁵: R$ 821 milhões no 1T26 (+1,3% A/A)

O desempenho do Lucro Líquido Normalizado elevou o Lucro por Ação (LPA) Normalizado para R$ 0,34 no 1T26 frente a R$ 0,33 no 1T25.

INVESTIMENTOS E FLUXO DE CAIXA

CAPEX

Descrição 1T26 1T25 % A/A 4T25 % T/T
R$ milhões
Rede 1.044 1.028 1,6% 871 19,8%
TIe Outros 310 311 -0,4% 475 -34,8%
Capex 1.354 1.339 1,1% 1.347 0,5%
Capex/Receita Líquida 19,9% 20,9% -1,1p p. 19,5% 0,4p p.

Capex: R$ 1.354 milhões no 1T26 (+1,1% A/A; 19,9% da RL)

O leve aumento reflete uma alocação de investimentos em infraestrutura de rede superior à do mesmo período do ano anterior, em linha com a expansão da cobertura 5G, que alcançou 1.094 cidades até o final de março de 2026. Cabe ressaltar que o Capex segue a sazonalidade esperada para o período.

⁴ A linha de IR/CS teve efeitos não recorrentes no montante de -R$ 2,0 milhões no 1T26 e -R$ 6,5 milhões no 1T25.
⁵ Lucro Líquido normalizado por efeitos não recorrentes no EBITDA e IR/CS.

FLUXO DE CAIXA

Descrição 1T26 1T25 % A/A 4T25 % T/F
R$ milhões
EBITDA Reportado 3.281 3.065 7,1% 3.645 -10,0%
Capex (1.354) (1.339) 1,1% (1.347) 0,5%
EBITDA Reportado - Capex 1.927 1.726 11,7% 2.299 -16,2%
Δ Capitale Giro e Imposto de Renda (686) (643) 6,7% 574 n.a.
Pagamento de Leases* (788) (788) - (767) 2,8%
dos quais Muitas (23) (31) -25,6% (3) 794,2%
Fluxo de Caixa Operacional Livre 453 294 54,0% 2.106 -78,5%
  • Foram reconhecidos incentivos sobre o pagamento de leases em linha com as condições contratuais acordadas, reduzindo o valor desembolsado no período (+R$ 65,8 milhões no 1T26, +R$ 53,7 milhões no 4T25, e +R$ 3,8 milhões no 1T25).

Fluxo de Caixa Operacional ("FCO"): R$ 1.169 milhões no 1T26 (+16,8% A/A) | Margem: 17,2% (+1,5 p.p. A/A).

A evolução do fluxo de caixa operacional é fruto da consistência operacional da Companhia, combinada com uma gestão eficiente da alocação de recursos. O FCO corresponde ao EBITDA-AL Normalizado (-) Capex.

Fluxo de Caixa Operacional Livre ("FCOL"): R$ 453 milhões no 1T26 (+54,0% A/A)

O FCOL reflete a performance operacional positiva, parcialmente afetada por um efeito mais negativo de capital de giro e impostos em relação ao 1T25. Esse efeito decorreu, principalmente, de um aumento na linha de contas a receber de wholesale e de um maior desembolso com impostos, parcialmente mitigados por uma melhor dinâmica de contas a pagar.

POSIÇÃO DE CAIXA

As posições de Caixa e Títulos de Valores Mobiliários totalizaram R$ 5.871 milhões ao final de março de 2026, representando um aumento de 10,2% A/A, resultado da geração de caixa operacional no período.

É válido destacar ainda que o pagamento integral da TFF (Taxa de Fiscalização de Funcionamento), que compõe a taxa Fistel, está suspenso desde 2020. O montante total registrado até 31 de março de 2026 foi de R$ 4,6 bilhões, sendo R$ 3,3 bilhões de principal e R$ 1,2 bilhão de juros moratórios incidentes.

DÍVIDA

PERFIL DA DÍVIDA

Em Imeões M ósida Taxa de Juros Vencimento Curto Prazo Longo Prazo Total
R$ m Iêções
Debêntums BRL IPECA + 4,0432% a.a. 06/28 714 1,385 2.099
BNDES Finan e BRL IPECA + 4,2283% a.a. 11/31 56 260 316
V8.Tech BRL CDI+ 2,42% a CDI+ 6,80% 04/26 a 04/28 23 39 62
BNB BRL IPECA + 1,2228% a 1,4945% a.a. 02/28 185 170 355
Dírida Financeira Total 979 1.853 2.832
Licença (SG) BRL Sello 12/40 70 923 993
Dírida Total Antes do Lease 1.049 2.776 3.825
Lease Total BRL IPECA /IDP-M (13,84% a.a.) 07/50 1.609 12.068 13.677
Dírida Total 2.658 14.843 17.502

DÍVIDA LÍQUIDA

Descrição 1T26 4T25 3T25 2T25
R$ m Iêções
Dírida de Curto Prazo 979 926 955 951
Dírida de Longo Prazo 1.853 1.853 1.800 1.855
Dírida Financeira Total 2.832 2.779 2.855 2.906
Caixa e Equivalentes de Caixa + TVM (0.871) (0.885) (0.529) (0.474)
Derivativos Líquidos-ex C6 (311) (283) (195) (214)
Dírida Financeira Líquida (3.350) (3.389) (3.868) (2.781)
Licença (SG) 993 971 1.015 989
Dírida Líquida AL (2.357) (2.418) (2.853) (1.792)
Lease Total 13.677 13.531 13.264 13.075
Dírida Líquida Total 11.320 11.112 10.411 11.283
Dírida Líquida AL/EBITDA AL N om alinado* -0.22x -0.23x -0.28x -0.18x
Dírida Líquida Total EBITDA N om alinado 0.82x 0.82x 0.79x 0.87x

*EBITDA 12M "após o pagan ento de leases", desconsiderando o pagan ento de principale juros relacionados a lesc叢e financeiros.

DÍVIDA LP POR VENCIMENTO

| Ano | P no Form a | Acabado
BRS 9,15 e 16 |
| --- | --- | --- |
| R$ m Iêções | | |
| 2027 | 968 | 2.126 |
| 2028 | 864 | 2.581 |
| 2029 | 126 | 1.719 |
| 2030 | 126 | 1.414 |
| Após 2030 | 692 | 7.004 |
| Dírida Total | 2.776 | 14.843 |

A Dívida Total pós-hedge (incluindo os derivativos líquidos no valor de R$ 311 milhões) totalizou R$ 17.191 milhões ao final de março de 2026, um aumento de R$ 814 milhões vs. 1T25. A elevação da dívida resulta da combinação entre o aumento dos leases e a redução parcial da dívida financeira total. Adicionalmente, no 1T26 houve a consolidação da dívida financeira relativa à V8.Tech.

PARCERIAS ESTRATÉGICAS

Ecossistema Digital

Serviços de Segurança

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Na vertical de Seguros, a parceria estratégica com a EXA apresentou rápida tração comercial desde o início das operações, atingindo, no último trimestre, penetração de aproximadamente 32% sobre a venda de aparelhos. A velocidade de chegada a esse patamar de penetração reforça a elevada aderência da solução de seguros ao momento de compra do cliente, bem como o relevante potencial de monetização incremental da vertical. Esses fatores consolidam os seguros como um componente estratégico, com espaço significativo para expansão.

Serviços de Saúde

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A parceria estratégica com o Cartão de Todos já alcançou mais de 1,4 milhão de clientes TIM registrados na plataforma, com aproximadamente 278 mil famílias possuindo assinaturas, evidenciando forte tração e ampla aderência da oferta à nossa base. Os resultados demonstram um crescimento consistente ao longo do tempo, com evolução contínua da base de assinantes e consolidação do serviço como uma das principais propostas de valor no ecossistema de saúde. Esses indicadores reforçam a assertividade da estratégia adotada, a qualidade do parceiro escolhido e o relevante potencial de conversão e monetização da base TIM por meio de serviços de valor

Serviços Financeiros

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A TIM firmou uma nova parceria com o PicPay – terceiro maior banco digital do país –, voltada à ampliação da oferta de serviços financeiros e digitais e à geração de benefícios cruzados para as bases das duas companhias. O acordo conecta os ecossistemas da TIM e do PicPay, estimulando engajamento, recorrência e fidelização dos clientes, além de criar novas oportunidades de monetização. A iniciativa reforça a retomada estruturada do pilar de serviços financeiros da TIM.

Já a nossa parceria estratégica com a KSK (Kasinski Consórcio) registra mais de 683 mil clientes TIM cadastrados na plataforma, demonstrando a relevância da TIM como canal de distribuição digital para produtos de consórcio e soluções financeiras. Esses indicadores reforçam o consórcio como um novo modelo de aquisição de aparelhos, além do potencial de crescimento e monetização da vertical à medida que a operação amadurece e os níveis de conversão continuam a evoluir.

BUSINESS-TO-BUSINESS (B2B)

A receita total contratada de B2B IoT totalizou R$ 1,08 bilhão no 1T26, com 36% de contribuição do setor agrícola, 40% das iniciativas de logística e 19% dos projetos voltados para o setor de Utilities.

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Publicidade Móvel e Monetização de Dados

No 1T26, a TIM avançou na estratégia de diversificação de receitas, com forte desempenho do TIM Ads e avanços comerciais importantes no Open Gateway. O TIM Ads ampliou sua base de anunciantes e registrou um crescimento acima de 50% no volume de campanhas, impulsionado pela introdução de IA no audience builder e por soluções digitais focadas em performance e mensuração. No âmbito do Open Gateway, a TIM firmou um grande contrato comercial com uma empresa especialista em soluções para comunicação e relacionamento B2B e B2C, alavancando o uso de APIs de rede em casos de antifraude e autenticação e reforçando a monetização das capacidades de rede em linha com a estratégia global da GSMA.

INDICADORES OPERACIONAIS

Descrição 1T26 1T25 % A/A 4T25 % T/T
Base M óvelde Clientes (000) 61.986 62.039 -0,1% 61.974 0,02%
Pré-Pago 28.871 31.269 -7,7% 29.226 -1,2%
Pós-Pago 33.116 30.770 7,6% 32.748 1,1%
Pós-Pago ex-M 2M 25.881 24.513 5,6% 25.694 0,7%
Adições Líquidas Base M óvel (000) 12 (20) n.a. (645) n.a.
Adições Líquidas Pós-Pago ex-M 2M (000) 188 275 -31,7% 316 -40,5%
ARPU M óvel (R$) 33,7 31,9 5,8% 33,7 0,1%
Pré-Pago 14,1 13,8 1,6% 14,8 -5,1%
Pós-Pago 43,6 43,8 -0,4% 43,3 0,6%
Pós-Pago ex-M 2M 55,1 54,3 1,6% 54,8 0,7%
Chum Mensal (%) 2,9% 2,9% - 3,2% -0,4p.p.
Market share 22,7% 23,5% -0,8p.p. 22,9% -0,2p.p.
Pré-Pago 30,9% 31,2% -0,2p.p. 30,9% 0,0p.p.
Pós-Pago 18,4% 18,8% -0,4p.p. 18,6% -0,2p.p.
Pós-Pago ex-M 2M 20,7% 21,2% -0,5p.p. 21,0% -0,3p.p.
Base de Clientes TIM Ultrafibra (000) 880 790 11,4% 850 3,6%
FTTH 876 761 15,1% 840 4,3%
ARPU TIM Ultrafibra (R$) 94,4 93,2 1,3% 95,7 -1,4%

REMUNERAÇÃO AOS ACIONISTAS

Em seu Guidance mais recente (clique aqui), a TIM S.A. planeja distribuir R$ 5,3 – 5,5 bilhões em 2026, refletindo o aumento da remuneração nos últimos anos e, para o longo prazo, projeta uma expansão do retorno aos acionistas em linha com o crescimento do fluxo de caixa.

Remuneração aos Acionistas

(R$ Mi)

  • JSCP
  • Dividendos
  • Recompras
  • Guidance 2026

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Descrição 2023 2024 2025 1T26
Dividend Yield (%) 6,7 10,0 9,3 0,6
Payout (%) 83 87 139 58

MERCADO DE CAPITAIS

As ações da TIM S.A. são negociadas na B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão (“B3”), sob o ticker TIMS3, e seus ADRs são negociados na New York Stock Exchange (“NYSE”), sob o ticker TIMB.

Descrição 1T26 2025 % A/A
Cotação TIMS3 (R$)* 27,46 21,34 28,7%
Cotação TIMB (US$)* 26,49 19,51 35,8%
Quantidade de ações em circulação 2.392.125.889 2.392.125.889 -
Quantidade de ações em tesouraria 3.457.567 3.457.567 -
Lucro por Ação (LPA) 0,34 1,82 n.a.
Preço / Lucro (P/E) 80,0 11,8 n.a.
  • Fonte: Site de Relações com Investidores da TIM S.A.: Ações

AMBIENTAL, SOCIAL E GOVERNANÇA

Destaques ESG do 1T26

  • Pelo 18º ano consecutivo, a TIM foi confirmada na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3. O resultado mantém a operadora como a empresa de telecomunicações há mais tempo presente no índice, que reúne as companhias com as melhores práticas ambientais, sociais e de governança do mercado brasileiro.

  • TIM divulgou seu 22º Relatório ESG, reforçando seu compromisso com a transparência aos seus stakeholders. Entre os principais resultados das metas do seu Plano ESG, a Companhia aumentou em 129% a eficiência energética no tráfego de dados, reciclou ou reaproveitou, 99,7% de resíduos e manteve 100% da energia elétrica adquirida de fontes renováveis (com aquisição de I-RECs). No pilar social, alcançou 36,3% de mulheres e 21,3% de pessoas negras em cargos de liderança, além de atingir 52,6% de mulheres em novas contratações.

  • No final do primeiro trimestre, o Grupo TIM publicou seu Relatório de Sustentabilidade 2025, elaborado conforme as diretrizes da Corporate Sustainability Reporting Directive (CSRD), transpostas para a legislação italiana pelo Decreto Legislativo 125/2024, e em linha com os Padrões ESRS e a Taxonomia Europeia. Como integrante do Grupo, a TIM Brasil contribuiu com informações nas dimensões ambientais, sociais e de governança.

  • No Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, celebrado no dia 16 de março de 2026, a TIM anunciou a ativação do 5G na Antártica, ampliando o suporte à pesquisa científica brasileira. Na Estação Antártica Comandante Ferraz, há 27 pesquisas dedicadas ao meio ambiente, sendo 19 voltadas especificamente ao entendimento dessas mudanças. A chegada do 5G ao continente é resultado do acordo firmado no fim de 2025 entre a TIM, a Marinha do Brasil, o Ministério das Comunicações e a Anatel.

  • A TIM e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) formalizaram a assinatura de um Memorando de Entendimento (MOU) para colaboração estratégica no AgForest Lab – novo laboratório dedicado ao desenvolvimento de sistemas agroflorestais escaláveis (SAFs) no bioma amazônico. A iniciativa será implementada em 2026 em um campo experimental da Embrapa na Amazônia Oriental, em Belém (PA). A TIM fornecerá a infraestrutura de conectividade 5G/4G e soluções IoT para monitoramento, rastreabilidade e integração digital no campo.

  • O TIM Smart Lighting foi a tecnologia escolhida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para modernizar o sistema de iluminação pública do seu Campus principal. A

solução, desenvolvida pela TIM em parceria com a M2M, será implementada por meio de uma parceria entre a operadora e a universidade. A expectativa é que a iniciativa reduza o consumo de energia em até 70%.

Pelo quarto ano consecutivo, a TIM foi reconhecida como líder na categoria Qualidade Consistente no Relatório de Experiência da Rede Móvel da Opensignal, empresa independente de análise de redes móveis. A operadora conquistou também a primeira colocação na categoria Experiência de Confiabilidade e ofereceu o Melhor Streaming de Vídeo do mercado, reflexo do seu compromisso de investimentos contínuos na sua rede para oferecer uma experiência diferenciada para seus clientes.

Com safra recorde – mais de 14 mil toneladas – a Fazenda Conectada Case IH, marca da CNH, transformou seus mais de três mil hectares em um laboratório de inovação e produtividade utilizando a conectividade do 4G da TIM. O uso de tecnologias de ponta, desde o preparo do solo até a colheita, garantiu menor custo de produção e maior rendimento, além de importantes ganhos ambientais. Dados comparativos entre as safras 23/24 e 24/25, mostraram uma redução de 23,6% de toneladas de CO2 e por saca de soja e uma economia de 32% no consumo de combustível.

Em linha com o compromisso de aumentar sua eficiência energética, a TIM terminou o 1º trimestre com 136 usinas do projeto Geração Distribuída (GD) em operação. Com predominância de plantas solares (119), além de 12 hidroelétricas, duas de biogás e três de gás natural, a GD é responsável por cerca de 65% da energia utilizada pela Companhia. Além disso, 100% da energia elétrica adquirida pela TIM é oriunda de fontes renováveis (com aquisição de I-RECs).

A TIM encerrou o 1º trimestre com 1.890 biosites ativos em sua rede. Essas estruturas, similares a um poste comum, são uma solução para densificação da rede de acesso móvel (antenas/torres) com baixíssimo impacto visual e urbanístico, menor custo e rápida instalação. Há mais de dez anos, TIM leva a tecnologia dos biosites para todas as regiões do Brasil, investindo em modelos cada vez mais modernos e sustentáveis.

Para acessar o informe trimestral de ESG, acesse: Arquivamentos

AVISO LEGAL

As informações financeiras e operacionais consolidadas, divulgadas neste documento, exceto quando indicado de outra forma, são apresentadas segundo as normas internacionais de contabilidade IFRS (International Financial Reporting Standards) e em Reais (R$), em conformidade com a Lei das Sociedades por Ações, Lei 6.404/76. As comparações referem-se ao primeiro trimestre de 2026 ("1T26"), exceto quando indicado de outra forma.

Este documento pode conter declarações de caráter prospectivo. Estas não são declarações de fatos históricos e refletem as crenças e expectativas da administração da Companhia. As palavras "antecipa", "acredita", "estima", "espera", "prevê", "planeja", "prediz", "projeta", "visa", bem como palavras similares, têm como intenção identificar essas declarações, que envolvem, necessariamente, riscos e incertezas conhecidos e desconhecidos, previstos ou não, pela Companhia. Portanto, os resultados operacionais futuros da Companhia poderão diferir das expectativas atuais e os leitores desta divulgação não devem basear suas considerações exclusivamente nas informações aqui fornecidas. Declarações prospectivas refletem apenas as opiniões na data em que são apresentadas e a Companhia não está obrigada a atualizá-las diante de novas informações ou desdobramentos futuros.

TIM S.A.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS - continuação
Em 31 de março de 2026
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)

  1. Contexto operacional

1.1. Estrutura societária

A TIM S.A. (“TIM” ou “Companhia”) é uma sociedade por ações, de capital aberto, com sede na cidade do Rio de Janeiro, RJ, controlada pela TIM Brasil Serviços e Participações S.A. (“TIM Brasil”). A TIM Brasil é uma empresa controlada do grupo Telecom Italia que detém 67,48 % do capital social da TIM S.A. em 31 de março de 2026 (67,48 % em 31 de dezembro de 2025).

A Companhia detém autorização para o Serviço Telefônico Fixo Comutado (“STFC”) nas modalidades Local, Longa Distância Nacional e Longa Distância Internacional, assim como o Serviço Móvel Pessoal (“SMP”) e o Serviço de Comunicação Multimídia (“SCM”), em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

As ações da Companhia são negociadas na B3 – Brasil, Bolsa, Balcão (“B3”). Adicionalmente, a TIM possui recibos de depósitos americanos (American Depositary Receipts – ADRs), nível II, negociados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) – EUA. Em consequência, a Companhia está sujeita às normas da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) e da Securities and Exchange Commission (“SEC”). Visando atender às boas práticas de mercado, a Companhia adota como princípio a divulgação simultânea de suas informações financeiras nos dois mercados, em reais, em português e inglês.

Em 31 de março de 2026, a TIM detém participação societária de 49% (49% em 31 de dezembro de 2025) na companhia I-Systems (coligada) e 100% na companhia V8.Tech Consulting S.A. (“V8”), controlada integralmente.

1.2. Combinação de negócios (IFRS 3/CPC 15 (R1))

1.2.1. Descrição da transação

Em 26 de novembro de 2025, o Conselho de Administração da Companhia aprovou a aquisição de 100% do capital social da V8 Consulting S.A. (“V8.Tech” ou “adquirida”), empresa de tecnologia fundada em 2014, especializada na integração de soluções digitais e prestação de serviços gerenciados, com previsão de pagamentos adicionais variáveis (earn-outs). A operação, alinhada à estratégia da TIM de fortalecimento do segmento B2B, esteve condicionada ao cumprimento de condições precedentes, incluindo a aprovação pelo CADE em 19 de dezembro de 2025, e o cumprimento de outras condições. O fechamento da aquisição pela TIM ocorreu em 30 de janeiro de 2026, data a partir da qual a Companhia passou a deter o controle da adquirida.

1.2.2. Contraprestação transferida

A contraprestação transferida pela aquisição foi composta conforme demonstrado abaixo:

Componentes da contraprestação
Valor pago em caixa na aquisição(i) 90.016
Valores retidos (i) 9.946
Contraprestação contingente – earn-out (ii) 66.044
Total da contraprestação transferida 166.006

31
Classificado como Público

TIM S.A.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS - continuação
Em 31 de março de 2026
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)

(i) Após a conclusão dos ajustes usuais do preço da transação, foi definido o pagamento inicial de R$ 100 milhões na data do fechamento, dos quais R$ 9,9 milhões permaneceram retidos para cobertura de eventuais ajustes futuros de preço, classificados como “Outros passivos e provisões”. Assim, o valor efetivamente pago em caixa na data da aquisição totalizou aproximadamente R$ 90 milhões, sendo o valor retido de 9,9 milhões sido liquidado posteriormente, em abril de 2026.

(ii) O contrato de aquisição prevê pagamentos complementares variáveis (earn-outs), condicionados ao atingimento de metas previamente definidas até 2030. Na data da aquisição, a contraprestação contingente foi mensurada a valor justo, de acordo com o CPC 15 / IFRS 3, no montante de R$ 66 milhões, valor este incluído na contraprestação total reconhecida mensurada. A contraprestação contingente foi classificada como instrumento financeiro e registrada como “Outros passivos e provisões”.

Em 31 de janeiro de 2026, o total de contraprestação transferida pela aquisição da V8 foi R$ 166 milhões.

1.2.3. Ativos adquiridos e passivos assumidos

A Administração utilizou o balanço de 31 de janeiro de 2026, como base para a transação, o valor justo dos ativos identificáveis adquiridos e passivos assumidos da V8. Tech, na data da aquisição pela TIM S.A. encontra-se em fase preparação e finalização conforme laudo de alocação de preço de compra (“Price purchase allocation”) e poderá ser alterado até a conclusão final que poderá ocorrer até 12 meses da data de aquisição, nesta data a análise preliminar indica ativos e passivos apresentados a seguir:

Ativos Valor justo reconhecido na aquisição
Caixa e equivalentes de caixa 47.288
Contas a receber de clientes 61.468
Impostos a recuperar 9.288
Despesas antecipadas 16.330
Depósitos judiciais 1.914
Outros 130
Imobilizado 12.675
Intangível (i) 44.847
193.940
Passivos
--- ---
Fornecedores (13.496)
Empréstimos e financiamentos (66.280)
Passivos de arrendamento (2.089)
Obrigações trabalhistas (7.376)
Impostos a recolher (5.228)
Imposto de renda e contribuição social diferidos (ii) (10.958)
Receitas diferidas (48.936)
Outros passivos (2.173)
(156.536)
Total dos ativos identificáveis líquidos ao valor justo (37.404)

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Classificado como Público

TIM S.A.

(i) Inclui principalmente ativos intangíveis identificados na combinação de negócios – Relacionamento com clientes.

Como parte da alocação preliminar do preço de aquisição, foi identificado e reconhecido separadamente do ágio o ativo intangível relacionamento com clientes, no montante de R$ 38.031. A sua avaliação foi baseada em premissas e projeções adotadas pela Administração da Companhia no Business Enterprise Valuation (BEV – Avaliação de Empresas) da V8, com vida útil remanescente estimada em 11,92 anos, o qual foi utilizado para a definição do preço de compra da Transação.

(ii) Representa principalmente o passivo de imposto de renda e contribuição social diferidos constituído em decorrência do reconhecimento do ativo intangível de relacionamento com clientes a valor justo na data da aquisição, calculado com base nas alíquotas vigentes, no montante de R$12.931

Abaixo estão sumarizados os ativos adquiridos e passivos assumidos relacionados à aquisição da V8.Tech (ativos líquidos) pela TIM na data da aquisição, bem como os impactos sobre os resultados consolidados da Companhia.

Ativos líquidos da V8.Tech em 31 de janeiro de 2026 12.304
Mais valia – Relacionamento com clientes 38.031
Passivo diferido sobre mais valia - Relacionamento com clientes (12.931)
Ativos identificáveis líquidos a valor justo 37.404
Contribuição para o Grupo de receita líquida desde a data de aquisição 39.846
--- ---

1.2.4. Ágio por expectativa de rentabilidade futura (Goodwill)

O ágio decorrente da aquisição foi apurado conforme segue:

Contraprestação transferida 166.006
(-) Ativos líquidos da V8.Tech em 31 de janeiro de 2026 (12.304)
(-) Mais valia - Relacionamento com clientes (38.031)
Passivo diferido sobre mais valia - relacionamento com clientes 12.931
Goodwill reconhecido 128.602

O goodwill reconhecido, decorre principalmente das sinergias operacionais esperadas com os negócios existentes do Grupo, da expansão da base de clientes e do portfólio de soluções B2B, bem como da força de trabalho especializada e do conhecimento técnico da adquirida. O ágio é alocado a nível consolidado visto que os ativos adquiridos e passivos assumidos trazem benefícios ao negócio como um todo.

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Classificado como Público

TIM S.A.

  1. Base de preparação e apresentação das informações trimestrais individuais e consolidadas

As informações trimestrais individuais e consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que compreendem as normas da CVM e os pronunciamentos, orientações e interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e em conformidade com as normas contábeis internacionais (IFRS Accounting Standards), emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).

Adicionalmente, a Companhia considerou as orientações emanadas da Orientação Técnica OCPC 07 - Evidenciação na Divulgação dos Relatórios Contábil-Financeiros de Propósito Geral, na preparação das suas demonstrações financeiras. Desta forma, as informações relevantes próprias das informações trimestrais estão sendo evidenciadas, e correspondem às utilizadas pela Administração na sua gestão.

As políticas contábeis materiais aplicadas na preparação destas informações trimestrais estão definidas abaixo e/ou apresentadas em suas respectivas notas explicativas. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos períodos apresentados.

a. Critérios gerais de elaboração e divulgação

As informações trimestrais individuais e consolidadas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor, exceto quanto aos instrumentos financeiros derivativos que foram mensurados ao valor justo.

Ativos e passivos são classificados conforme seu grau de liquidez e exigibilidade. Os mesmos são classificados como circulantes quando for provável que sua realização ou liquidação ocorra nos próximos 12 meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes. Exceção a este procedimento está relacionada aos saldos de imposto de renda e contribuição social diferidos (ativos e passivos) e provisão para processos judiciais e administrativos que estão classificados integralmente no não circulante.

Em conexão com a preparação dessas informações trimestrais, a Administração concluiu que não existem evidências de incertezas sobre a continuidade das operações da Companhia. Portanto, as informações trimestrais foram preparadas com base no pressuposto de continuidade operacional.

A apresentação da Demonstração do Valor Adicionado (DVA), é requerida pela legislação societária brasileira e pelas práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis a companhias abertas. A DVA foi preparada de acordo com os critérios definidos no Pronunciamento Técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. As IFRS não requerem a apresentação dessa demonstração. Como consequência, pelas IFRS, essa demonstração está apresentada como informação suplementar, sem prejuízo do conjunto das informações trimestrais.

Os juros pagos de empréstimos e financiamentos são classificados como fluxo de caixa de financiamentos na demonstração dos fluxos de caixa pois representam custos de obtenção de recursos financeiros.

b. Moeda funcional e moeda de apresentação

A moeda de apresentação das informações trimestrais é o Real (R$), que também é a moeda funcional da Companhia, da sua controlada e coligada.

Transações em moeda estrangeira são reconhecidas pela taxa de câmbio na data da transação. Itens monetários em moeda estrangeira são convertidos para o Real pela taxa de câmbio na data do balanço, informada pelo Banco Central do Brasil. Os ganhos e as perdas cambiais atrelados a estes itens são registrados na demonstração do resultado.

c. Informações por segmentos

Segmentos operacionais são componentes da entidade que desenvolvem atividades de negócio das quais pode obter-se receitas e incorrer em despesas. Seus resultados operacionais são regularmente revistos pelo principal gestor das operações da entidade, que toma as decisões sobre alocação de recursos e avalia o desempenho do segmento. Para a existência do segmento, é necessário haver informação financeira individualizada do mesmo.

O principal tomador de decisões operacionais na Companhia, responsável pela alocação de recursos e pela avaliação periódica de desempenho, é a Diretoria-Executiva, que, juntamente com o Conselho de Administração, são responsáveis pela tomada das decisões estratégicas da Companhia e por sua gestão.

A estratégia da Companhia é focada na otimização dos resultados. Apesar de haver atividades operacionais diversas, os tomadores de decisão entendem que a Companhia representa apenas um segmento de negócio e não contemplam estratégias específicas voltadas apenas para uma linha de serviço. Todas as decisões relativas ao planejamento estratégico, financeiro, compras, investimentos e aplicação de recursos são efetuadas em bases consolidadas. O objetivo é sempre maximizar o resultado obtido pela exploração das licenças de SMP, STFC e SCM.

d. Procedimentos de consolidação

Controladas são todas as entidades nas quais o Grupo detém o controle. O Grupo controla uma entidade quando está exposto ou tem direito a retornos variáveis decorrentes de seu envolvimento com a entidade e tem a capacidade de interferir nesses retornos devido ao poder que exerce sobre a entidade. As controladas são totalmente consolidadas a partir da data em que o controle é transferido para o Grupo. A consolidação é interrompida a partir da data em que o Grupo deixa de ter o controle.

Se o Grupo perder o controle exercido sobre uma controlada, é efetuada a baixa dos correspondentes ativos (incluindo qualquer ágio) e os passivos da controlada pelo seu valor contábil na data em que o controle for perdido e a baixa do valor contábil de quaisquer participações de não controladores na data em que o controle for perdido (incluindo quaisquer componentes de outros resultados abrangentes atribuídos a elas). Qualquer diferença resultante como ganho ou perda é contabilizada no resultado. Qualquer investimento retido é reconhecido pelo seu valor justo na data em que o controle é perdido.

As operações entre as empresas do Grupo, bem como os saldos, os ganhos e as perdas não realizados nessas operações, são eliminadas. A data-base das informações financeiras utilizadas para consolidação é a mesma em todas as empresas do Grupo.

A base de consolidação da Companhia em 31 de março de 2026 inclui a controlada integral V8 (100% de participação), adquirida em 30 de janeiro de 2026.

e. Combinação de negócios e ágio

Combinações de negócios são contabilizadas aplicando o método de aquisição. O custo de uma aquisição é mensurado pela soma da contraprestação transferida, que é avaliada com base no valor justo na data de aquisição, e o valor de qualquer participação de não controladores na adquirida. Para cada combinação de negócio, a Companhia opta por mensurar a participação de não controladores na adquirida pelo valor justo ou com base na sua participação proporcional nos ativos líquidos identificáveis da adquirida. Custos diretamente atribuíveis à aquisição são contabilizados como despesa quando incorridos.

35

Ao adquirir um negócio, a Companhia avalia os ativos e passivos financeiros assumidos com o objetivo de classificá-los e alocá-los de acordo com os termos contratuais, as circunstâncias econômicas e as condições pertinentes na data de aquisição, o que inclui a segregação, por parte da adquirida, de derivativos embutidos existentes em contratos hospedeiros na adquirida.

Qualquer contraprestação contingente a ser transferida pela adquirente será reconhecida ao valor justo na data de aquisição. Alterações subsequentes no valor justo da contraprestação contingente considerada como um passivo deverão ser reconhecidas de acordo com o CPC 48 na demonstração do resultado.

Inicialmente, o ágio é mensurado como sendo o excedente da contraprestação transferida em relação aos ativos líquidos adquiridos (ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos) mensurados a valor justo na data de aquisição. Se a contraprestação for menor do que o valor justo dos ativos líquidos adquiridos, a diferença deverá ser reconhecida como ganho em compra vantajosa na demonstração do resultado, na data de aquisição.

Após o reconhecimento inicial, o ágio é mensurado pelo custo, deduzido de quaisquer perdas acumuladas do valor recuperável. Para fins de teste do valor recuperável, o ágio adquirido em uma combinação de negócios é, a partir da data de aquisição, alocado a cada uma das unidades geradoras de caixa da Companhia que se espera sejam beneficiadas pelas sinergias da combinação, independentemente de outros ativos ou passivos da adquirida ser atribuídos a essas unidades.

Quando um ágio fizer parte de uma unidade geradora de caixa e uma parcela dessa unidade for alienada, o ágio associado à parcela alienada deve ser incluído no custo da operação ao apurar-se o ganho ou a perda na alienação. O ágio alienado nessas circunstâncias é apurado com base nos valores proporcionais da parcela alienada em relação à unidade geradora de caixa mantida.

f. Aprovação das informações trimestrais

As presentes informações trimestrais individuais e consolidadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração da Companhia em 5 de maio de 2026.

g. Novas normas, alterações e interpretações de normas

g.1 As seguintes novas normas/alterações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e pelo International Accounting Standards Board (IASB), estão em vigor para o período findo em 31 de março de 2026.

Alterações à IFRS 9 e à IFRS 7 - Alterações à Classificação e Mensuração de Instrumentos Financeiros

Em maio de 2024, o International Accounting Standards Board (IASB) emitiu as alterações à IFRS 9 and IFRS 7 – Amendments to the Classification and Measurement of Financial Instruments (Alterações na Classificação e Mensuração de Instrumentos Financeiros), que introduzem modificações relevantes aos requisitos de classificação, mensuração e divulgação de instrumentos financeiros. Em convergência com essas alterações, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) deverá incorporar as mudanças por meio de futuras revisões dos pronunciamentos CPC 48 – Instrumentos Financeiros e CPC 40 (R1) – Instrumentos Financeiros: Evidenciação

As principais alterações introduzidas são as seguintes:

36
Classificado como Público

  • Um esclarecimento de que um passivo financeiro é baixado na “data de liquidação” e a introdução de uma opção de política contábil (quando determinadas condições forem atendidas) para dar baixa em passivos financeiros liquidados por meio de um sistema eletrônico de pagamentos antes da data de liquidação.
  • Orientação adicional sobre como os fluxos de caixa contratuais de ativos financeiros com características ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG) e similares devem ser avaliados.
  • Esclarecimentos sobre o que constitui “características sem direito de regresso” e quais são as características dos instrumentos contratualmente vinculados.
  • Introdução de novos requisitos de divulgação para instrumentos financeiros com características contingentes e requisitos adicionais de divulgação para instrumentos patrimoniais mensurados ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes (OCI).

As alterações são aplicáveis para períodos anuais com início em ou após 1º de janeiro de 2026, sendo permitida a adoção antecipada apenas para a classificação de ativos financeiros e as divulgações relacionadas.

A Companhia avaliou e não identificou impacto nas suas informações trimestrais.

Melhorias Anuais às Normas Contábeis IFRS – Volume 11

Em julho de 2024, o IASB emitiu nove alterações de escopo limitado como parte da sua manutenção periódica das Normas Contábeis IFRS. As alterações incluem esclarecimentos, simplificações, correções ou modificações destinadas a melhorar a consistência das seguintes normas: IFRS 1 – Adoção Inicial das Normas Internacionais de Relatório Financeiro (equivalente ao CPC 37 (R1) – Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade), IFRS 7 – Instrumentos Financeiros: Divulgação (equivalente ao CPC 40 (R1) – Instrumentos Financeiros: Evidenciação) e sua Orientação para Implementação da IFRS 7, IFRS 9 – Instrumentos Financeiros (equivalente ao CPC 48 – Instrumentos Financeiros), IFRS 10 – Demonstrações Financeiras Consolidadas (equivalente ao CPC 36 (R3) – Demonstrações Consolidadas) e IAS 7 – Demonstração dos Fluxos de Caixa (equivalente ao CPC 03 (R2) – Demonstração dos Fluxos de Caixa).

Em convergência com essas atualizações, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) deverá refletir tais mudanças em futuras revisões dos seguintes pronunciamentos técnicos correspondentes. As alterações terão efeito para os períodos de reporte com início em ou após 1º de janeiro de 2026. É permitida a adoção antecipada, que deve ser divulgada.

A Companhia avaliou e não identificou impacto nas suas informações trimestrais.

g.2 As seguintes novas normas foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e pelo International Accounting Standards Board (IASB), mas não estão em vigor para o período findo em 31 de março de 2026. A Companhia pretende adotar essas normas e interpretações novas e alteradas, se aplicável, quando entrarem em vigor.

IFRS 18 (equivalente ao CPC 51): Apresentação e Divulgação de Demonstrações Contábeis

Em abril de 2024, o IASB emitiu o IFRS 18, que substitui o IAS 1 (equivalente ao CPC 26 (R1) - Apresentação de Demonstrações Financeiras). O IFRS 18 introduz novos requisitos para apresentação dentro da demonstração do resultado do exercício (“DRE”), incluindo totais e subtotais especificados. Além disso, as entidades são obrigadas a classificar todas as receitas e despesas dentro da demonstração do resultado do exercício em uma das cinco categorias: operacional, investimento, financiamento, impostos de renda e operações descontinuadas, das quais as três primeiras são novas.

37
Classificado como Público

A norma também exige a divulgação de medidas de desempenho definidas pela administração, subtotais de receitas e despesas, e inclui novos requisitos para a agregação e desagregação de informações financeiras com base nas “funções” identificadas das demonstrações financeiras primárias (primary financial statements (PFS)) e das notas explicativas.

Além disso, alterações de escopo restrito foram feitas ao IAS 7 (equivalente ao CPC 03 (R2) - Demonstração dos Fluxos de Caixa), que incluem a alteração do ponto de partida para determinar os fluxos de caixa das operações pelo método indireto, de “lucro ou prejuízo do período” para “lucro ou prejuízo operacional” e a remoção da opcionalidade à classificação dos fluxos de caixa de dividendos e juros. Além disso, há alterações consequentes em vários outros padrões.

A adoção da IFRS 18 não altera valores de ativos, passivos ou patrimônio líquido, mas impacta significativamente a forma de apresentação das demonstrações financeiras. A principal mudança ocorre na Demonstração do Resultado, que passa a apresentar receitas e despesas classificadas nas categorias operacional, investimento e financiamento, além da inclusão dos subtotais obrigatórios de Lucro Operacional e Lucro antes de Financiamento e Imposto de Renda. Essa reestruturação implica na realocação de itens anteriormente apresentados como resultado financeiro, conforme as novas definições.

Em síntese, os efeitos esperados na Companhia concentram-se na apresentação e transparência das informações, sem impacto no lucro líquido ou no patrimônio, mas com necessidade de adequação das notas explicativas e dos sistemas internos para classificação das transações conforme as novas categorias.

A Companhia está atualmente trabalhando para identificar todos os impactos que as alterações terão nas demonstrações financeiras primárias e notas explicativas às demonstrações financeiras. Os impactos materiais iniciais esperados sobre as demonstrações financeiras da Companhia são os seguintes:

  • As diferenças de variação cambial serão classificadas na categoria da demonstração do resultado (receita e a despesa) em que estiverem os itens que deram origem a tais diferenças de câmbio.
  • Serão incluídas novas divulgações, compreendendo: (a) medidas de desempenho definidas pela administração (Management-defined performance measures - MPMs); (b) despesas específicas por natureza, caso as despesas sejam apresentadas por função na categoria operacional da demonstração do resultado; e (c) uma conciliação, para cada linha da demonstração do resultado, entre os valores reapresentados de acordo com a IFRS 18 e os montantes anteriormente apresentados de acordo com a IAS 1 (CPC 26 (R1)).
  • Os juros recebidos e os juros pagos passarão a ser classificados, respectivamente, nas atividades de investimento e atividades de financiamento na demonstração dos fluxos de caixa, conforme o CPC 03 (R2) – Demonstração dos Fluxos de Caixa.
  • O ágio (goodwill) passará a ser apresentado separadamente nas demonstrações financeiras, de acordo com os novos requisitos de apresentação introduzidos pela IFRS18.

O IFRS 18 e as alterações nas outras normas entrarão em vigor para períodos de relatórios iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027, com a aplicação antecipada permitida e devendo ser divulgada, embora no Brasil a adoção antecipada não seja permitida. O IFRS 18 será aplicado retrospectivamente.

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Alteração IAS 21 – Conversão das demonstrações financeiras para moeda não hiperinflacionária

Em novembro de 2025, o IASB emitiu alterações ao IAS 21, trazendo orientações adicionais sobre como as entidades devem converter demonstrações financeiras preparadas em moeda não hiperinflacionária para uma moeda de apresentação hiperinflacionária.

Essas alterações, de caráter pontual, visam aprimorar a qualidade das informações e reduzir a diversidade de práticas, proporcionando maior consistência na elaboração de relatórios em economias hiperinflacionárias.

As alterações ao IAS 21 – Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio – são efetivas para períodos anuais iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027, sendo permitida a adoção antecipada.

  1. Estimativas e julgamentos críticos na aplicação das políticas contábeis da Companhia

As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados, com base na experiência histórica da Companhia e em outros fatores, tais como as expectativas de eventos futuros, considerando as circunstâncias presentes na data base das informações trimestrais.

Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para os próximos exercícios financeiros, estão contempladas a seguir.

(a) Provisão para processos judiciais e administrativos tributárias

Os processos judiciais e administrativos tributários são analisados pela Administração em conjunto com seus assessores jurídicos (internos e externos). A Companhia considera em suas análises fatores como hierarquia das leis, jurisprudências disponíveis, decisões mais recentes nos tribunais, sua relevância no ordenamento jurídico e histórico de pagamentos. Essas avaliações envolvem julgamento da Administração (nota 23).

(b) Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeiros

Os instrumentos financeiros apresentados no balanço patrimonial pelo valor justo são mensurados através de técnicas de avaliação que consideram dados observáveis ou derivados de dados observáveis no mercado (nota 36).

(c) Receitas de tráfego não faturadas – “unbilled revenues”

Como algumas datas de corte para faturamento ocorrem em datas intermediárias dentro dos meses do ano, ao final de cada mês existem receitas já auferidas pela Companhia, mas não efetivamente faturadas a seus clientes. Estas receitas não faturadas são registradas com base em estimativa, que leva em consideração dados de consumo, número de dias transcorridos desde a última data de faturamento, entre outros (nota 27).

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(d) Arrendamentos

A Companhia possui quantidade significativa de contratos de arrendamento no qual atua como arrendatária (nota 17), sendo que com a adoção da norma contábil do IFRS 16 / CPC 06 (R2) – Arrendamentos, em 1º de janeiro de 2019, determinados julgamentos foram exercidos pela administração da Companhia na mensuração do passivo de arrendamento e do ativo de direito de uso, tais como: (i) estimativa do prazo de arrendamento, considerando período não cancelável e os períodos cobertos por opções de extensão do prazo do contrato, quando o exercício depende apenas da Companhia e esse exercício é razoavelmente certo; e (ii) utilização de determinadas premissas para calcular a taxa de desconto.

A Companhia não é capaz de determinar prontamente a taxa de juros implícita no arrendamento e, portanto, considera a sua taxa incremental sobre empréstimos para mensurar os passivos do arrendamento. A taxa incremental é a taxa de juros que a Companhia teria que pagar ao pedir emprestado, por prazo semelhante e com garantia semelhante, os recursos necessários para obter o ativo com valor similar ao ativo de direito de uso em ambiente econômico similar. A Companhia estima a taxa incremental usando dados observáveis (como taxas de juros de mercado) quando disponíveis e considera nesta estimativa aspectos que são específicos da Companhia (como o custo da dívida).

(e) Combinação de negócios

Combinações de negócios são contabilizadas aplicando o método de aquisição. O custo de uma aquisição é mensurado pela soma da contraprestação transferida, que é avaliada com base no valor justo na data de aquisição, e o valor de qualquer participação de não controladores na adquirida. Para cada combinação de negócio, a adquirente deve mensurar a participação de não controladores na adquirida pelo valor justo ou com base na sua participação nos ativos líquidos identificados na adquirida. Custos diretamente atribuíveis à aquisição são contabilizados como despesa quando incorridos. Para maiores informações vide notas 1.2. e 2.e.

  1. Caixa e equivalentes de caixa

Caixa e equivalente de caixa são ativos financeiros mensurados pelo custo amortizado ou mensurados ao valor justo por meio do resultado, respectivamente.

A Administração da Companhia determina a classificação dos seus ativos financeiros no reconhecimento inicial.

Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Caixa e bancos 34.614 85.873 34.617
Aplicações financeiras de livre disponibilidade:
CDB/Compromissadas 3.944.075 3.524.451 3.985.274
Outros - - 1.877
3.978.689 3.610.324 4.021.768

40
Classificado como Público

Os Certificados de Depósitos Bancários ("CDBs") são títulos nominativos emitidos por bancos e vendidos ao público como forma de captação de recursos. Tais títulos podem ser negociados durante o prazo contratado, a qualquer momento, o que lhes confere alta liquidez, tendo sua correção atrelada ao percentual do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), não possui risco de perda significativa em seu valor e são utilizados para o cumprimento das obrigações de curto prazo pela Companhia.

A remuneração média das aplicações no período findo em 31 de março de 2026, referente aos CDB's é de 100,71% a.a. na Controladora (100,49% em 31 de dezembro de 2025), da variação do Certificado de Depósito Interbancário – CDI.

  1. Títulos e valores mobiliários

São ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado.

Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
FUNCINE (i) 29.403 26.339 29.403
Fundo Soberano (ii) 2.856 1.518 2.856
Outros (iii) - - 5.458
FIC: (iv)
Títulos Públicos (a) 1.414.370 1.609.536 1.414.370
CDB (b) 2.266 3.583 2.266
Letra Financeira (c) 230.934 343.824 230.934
Outros (d) 199.124 315.855 199.124
1.878.953 2.300.655 1.884.411
Parcela circulante (1.849.550) (2.274.316) (1.849.550)
Parcela não circulante 29.403 26.339 34.861

(i) Desde 2017, a Companhia, com o objetivo de apoiar a Indústria Cinematográfica Nacional, bem como, de utilizar benefício fiscal de dedutibilidade para fins de imposto de renda, passou a investir no Fundo de Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional (FUNCINE). A remuneração média no período findo em 31 de março de 2026 foi de 0,08% a.a. (0,17% a.a. em 31 de dezembro de 2025).

(ii) O Fundo Soberano é composto apenas de títulos públicos federais. A remuneração média no período findo em 31 de março de 2026 foi de 99,83% a.a. da variação do Certificado de Depósito Interbancário – CDI (99,30% a.a. em 31 de dezembro de 2025).

(iii) Está representado por Fundos de Investimentos em Cotas não exclusivos.

(iv) A Companhia investe em FIC's exclusivos (Fundo de Investimento em Cotas). Os Fundos são compostos em sua maioria por títulos públicos federais e papéis de instituições financeiras majoritariamente AAA (mais alta qualidade). A remuneração média no período findo em 31 de março de 2026, dos FIC's foi de 101,06% a.a. da variação do Certificado de Depósito Interbancário – CDI (101,99% a.a. em 31 de dezembro de 2025).

(a) Títulos públicos federais são instrumentos financeiros de renda fixa emitidos pelo Tesouro Nacional para financiar as atividades do Governo Federal.

(b) Os CDBs são títulos emitidos pelos bancos com o compromisso de recompra do título por parte do próprio banco, tendo sua correção atrelada ao percentual do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

(c) A Letra Financeira (LF) é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras.
(d) Está representado por: Debêntures, FIDC, Notas Comerciais, Notas Promissórias, Cédula de Crédito Bancário.

  1. Contas a receber de clientes

São ativos financeiros mensurados pelo custo amortizado e se referem as contas a receber dos usuários dos serviços de telecomunicações, de uso de rede (interconexão) e de venda de aparelhos e acessórios. As contas a receber são registradas pelos preços praticados na data da transação. Os saldos de contas a receber incluem, também, serviços prestados e não faturados até a data dos balanços ("unbilled"). As contas a receber de clientes são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa efetiva de juros menos a provisão para perdas de créditos esperada ("impairment").

A provisão para perdas de créditos esperada foi reconhecida como redução das contas a receber, com base no perfil da carteira de assinantes, idade das contas vencidas, conjuntura econômica, riscos envolvidos em cada caso e pela curva de arrecadação, em montante considerado suficiente, ajustadas a fim de refletir informações atuais e prospectivas sobre fatores macroeconômicos que afetam a capacidade dos clientes de liquidarem os recebíveis.

O valor justo das contas a receber de clientes se aproxima ao valor contábil registrado em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025.

Valores com previsão de recebimento superior a 12 meses estão classificados no longo prazo.

A taxa média considerada no cálculo do valor presente do contas a receber registrado no longo prazo é de 0,58% a.m. (0,58% a.m. em 31 de dezembro de 2025).

Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Contas a receber de clientes 5.241.625 5.039.083 5.293.314
Contas a receber bruta 5.962.781 5.741.906 6.015.290
Serviços faturados 2.847.835 2.695.504 2.868.063
Serviços a faturar ("unbilled") 1.416.560 1.418.994 1.448.841
Uso de rede 1.114.776 997.297 1.114.776
Venda de mercadorias 559.399 603.882 559.399
Ativo contratual (nota 22) 23.882 25.898 23.882
Outras contas a receber 329 331 329
Perdas por crédito de liquidação esperada (721.156) (702.823) (721.976)
Parcela circulante (5.125.501) (4.901.777) (5.169.439)
Parcela não circulante 116.124 137.306 123.875

A movimentação da provisão para perdas de crédito esperadas, contabilizadas como conta redutora de ativo, foi como segue:

Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
(3 meses) (12 meses) (3 meses)
Saldo inicial 702.823 670.569 702.823
Saldo de companhia adquirida (nota 1.2) - - 721
Constituição de provisão 225.857 765.783 225.386
Baixas de Provisão (207.524) (733.529) (206.954)
Saldo Final 721.156 702.823 721.976

A idade das contas a receber apresenta-se como segue:

Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Total 5.962.781 5.741.906 6.015.290
A vencer 3.994.311 4.239.134 4.045.763
Vencidos até 30 dias 750.718 428.654 751.158
Vencidos até 60 dias 211.499 139.462 211.628
Vencidos até 90 dias 139.536 127.781 139.593
Vencidos até 120 dias 109.948 121.913 109.999
Vencidos a mais de 120 dias 756.769 684.962 757.149
  1. Estoques

Estoques são apresentados ao custo médio de aquisição. Uma perda é reconhecida para ajustar o custo de aparelhos e acessórios ao valor líquido realizável (valor de venda), quando este valor for menor que o custo médio de aquisição.

Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Total Estoques 387.484 357.204 387.484
Estoques 408.831 376.768 408.831
Aparelhos celulares e tablets 289.426 269.596 289.426
Acessórios e cartões pré-pagos 87.402 88.601 87.402
TIM chips 32.003 18.571 32.003
Perdas para ajuste ao valor de realização (21.347) (19.564) (21.347)
  1. Imposto de renda e contribuição social

8.a Imposto de renda e contribuição social a recuperar

Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Imposto de renda e contribuição social a recuperar 323.075 327.184 323.718
Imposto de renda 251.825 256.914 252.255
Contribuição social 71.250 70.270 71.463
Parcela circulante (49.836) (68.769) (50.479)
Parcela não circulante 273.239 258.415 273.239

Em 2025, a Companhia reconheceu créditos de IRPJ no montante de R$ 81 milhões, decorrentes do êxito em ação judicial que discutia a limitação no cálculo de incentivos fiscais, sendo o montante de R$ 34 milhões compensado até 31 de março de 2026. Adicionalmente, em decorrência dessa decisão, foi realizada a recomposição da base de prejuízo fiscal no montante de R$ 224 milhões, a qual foi integralmente compensado em 2025.

A Companhia possui saldos a compensar de IRPJ e CSLL no montante R$ 223 milhões em 31 de março de 2026 (R$ 220 milhões em 31 de dezembro de 2025) decorrentes de pagamento a maior de períodos anteriores cujos processos de restituição estão em andamento.

No primeiro trimestre de 2026, a Companhia realizou antecipação por meio de depósitos no Banco do Nordeste, no montante de R$ 11 milhões (R$ 31 milhões em 31 de dezembro de 2025), com objetivo de utilizar o incentivo fiscal de reinvestimento, que destina parcela do IRPJ devido a depósito vinculado, nos termos do art. 668 do RIR/2018.

8.b Imposto de renda e contribuição social a recolher

Os encargos de imposto de renda e de contribuição social correntes são calculados com base nas leis tributárias promulgadas, ou substancialmente promulgadas, até a data do balanço.

A legislação permite que as empresas optem pelo pagamento trimestral ou mensal de imposto de renda e contribuição social. Em 2026, a Companhia optou por efetuar o pagamento trimestral de imposto de renda e contribuição social.

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Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Imposto de renda e contribuição social a recolher 210.627 181.497 210.627
Imposto de renda 122.975 76.518 122.975
Contribuição social 87.652 104.979 87.652
Parcela circulante (184.323) (162.102) (184.323)
Parcela não circulante 26.304 19.395 26.304

8.c Imposto de renda e contribuição social diferidos

O imposto de renda e a contribuição social diferidos são reconhecidos sobre (1) prejuízos fiscais e bases negativas de contribuição social acumulados, quando aplicável; e (2) diferenças temporárias decorrentes de diferenças entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas informações trimestrais. O imposto de renda diferido é determinado usando-se alíquotas de imposto (e leis fiscais) promulgadas, ou substancialmente promulgadas, até a data do balanço. Mudanças posteriores nas alíquotas de imposto ou na legislação fiscal podem alterar os valores dos saldos de impostos diferidos, tanto ativos como passivos.

O imposto de renda e a contribuição social diferidos ativos são reconhecidos somente sob o histórico de lucratividade e/ou quando fundamentado nas projeções anualmente preparadas pela Companhia.

Os saldos de impostos de renda diferidos ativos e passivos são apresentados pelo valor líquido no balanço quando há o direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração dos tributos correntes, em geral relacionado com a mesma entidade legal e mesma autoridade fiscal. Dessa forma, impostos diferidos ativos e passivos em diferentes entidades, em geral são apresentados em separado, e não pelo saldo líquido.

Em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025, as alíquotas vigentes foram de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Os saldos de prejuízo fiscal e de base negativa da contribuição social sobre os lucros não têm prazo de prescrição e podem ser compensados até o limite de 30% do lucro fiscal apurado a cada exercício, conforme legislação fiscal vigente.

45
Classificado como Público

Os valores contabilmente registrados são os seguintes:

Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Prejuízo fiscal e Base negativa de contribuição social - - 1.131
Diferenças temporárias:
Provisão para processos judiciais e administrativos 540.019 515.324 540.019
Provisão para perdas de crédito esperadas 243.136 236.537 243.230
Tributos com exigibilidade suspensa (i) 1.559.870 1.553.124 1.559.870
Instrumentos financeiros derivativos (129.834) (118.647) (129.834)
Juros capitalizados 4G e 5G (202.747) (211.522) (202.747)
Ajustes norma IFRS16 (ii) 878.986 826.882 878.992
Depreciação acelerada (iii) (1.040.585) (1.035.883) (1.040.585)
Ajuste ao valor justo I-Systems (antiga FiberCo) (iv) (249.477) (249.477) (249.477)
Perda por redução ao valor recuperável (v) 175.946 192.507 175.946
Ágio amortizado – Cozani (583.683) (544.596) (583.683)
Outros ativos 268.549 273.245 268.830
Outros passivos (60.803) (81.890) (73.619)
1.399.377 1.355.604 1.388.073
Parcela imposto ativo diferido 3.666.506 3.597.619 3.668.018
Parcela imposto passivo diferido (2.267.129) (2.242.015) (2.279.945)

(i) Representada, principalmente, pela taxa Fistel (TFF), referente aos exercícios de 2020 a 2026 da TIM S.A. e TFF referente ao exercício 2022 da Cozani. O TFF relativo aos exercícios de 2020 a 2026 da TIM S.A. e o TFF relativo ao exercício de 2022 da Cozani tiveram seus pagamentos suspensos por força de decisão judicial liminar e, portanto, ainda não possuem data específica para pagamento. Para detalhes vide nota 21.

(ii) Representa o efeito de imposto de renda e contribuição social diferidos nos contratos de arrendamento. A diferença temporária dos contratos de IFRS16 se dá em função da diferença do momento do reconhecimento da despesa contábil (juros e depreciação) e fiscal (contraprestação de serviço), nos termos da legislação vigente. A amortização se dá de forma linear conforme realização do contrato ao longo do tempo.

(iii) Desde o 1º trimestre de 2020, a TIM S.A. exclui das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL, a parcela de aceleração da depreciação de bens móveis integrantes do ativo imobilizado, em razão de sua utilização ininterrupta em três turnos de funcionamento, suportada por laudo pericial técnico, conforme previsto no artigo 323, do RIR/2018, ou pela adequação à depreciação fiscal prevista na Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017.

(iv) Refere-se ao diferido constituído sobre o ajuste a valor justo da participação não majoritária calculado na transação de venda da Fiber Co (atualmente I-Systems), ocorrida em novembro de 2021, da TIM S.A. para a IHS Fiber Brasil - Cessão de Infraestruturas Ltda (vide nota 14).

(v) Representa o diferido constituído referente ao impairment de ativos tangíveis reconhecido pela Cozani antes de sua aquisição em abril de 2022, que vem sendo depreciado ao longo da vida útil estimada do ativo.

A Companhia com base em histórico de lucratividade e fundamentada em projeções de resultados tributáveis futuros, constitui créditos de imposto de renda e contribuição social diferidos sobre a totalidade de suas diferenças temporárias.

8.d Despesas com imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos

Controladora Consolidado
03/2026 03/2025 03/2026
Imposto de renda e contribuição social correntes
Imposto de renda do período (232.031) (186.621) (232.031)
Contribuição social do período (87.652) (74.451) (87.652)
Incentivo fiscal – SUDENE/SUDAM (i) 108.690 108.900 108.690
(210.993) (152.172) (210.993)
Imposto de renda e contribuição social diferidos
Imposto de renda diferido 32.186 185.114 31.931
Contribuição social diferida 11.587 71.008 11.495
43.773 256.122 43.426
(167.220) 103.950 (167.567)

A conciliação da despesa de imposto de renda e contribuição social calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas com os valores refletidos no resultado está demonstrada a seguir:

Controladora Consolidado
mar/26 mar/25 mar/26
Lucro antes do imposto de renda e contribuição social 984.313 693.672 984.660
Alíquota fiscal combinada 34% 34% 34%
Imposto de renda e contribuição social pela alíquota fiscal combinada (334.666) (235.848) (334.784)
(Adições) / exclusões:
Resultado de equivalência patrimonial (10.195) (9.060) (9.546)
Adições, exclusões permanentes:
Receitas não tributáveis 10.252 2.033 10.252
Despesas não dedutíveis para fins de impostos (1.864) (4.730) (1.864)
Incentivo fiscal SUDENE/SUDAM (i) 108.690 108.900 108.690
Benefício fiscal relacionado aos juros sobre o capital próprio destinados 132.600 234.600 132.600
Diferença temporária com natureza permanente (74.717) - (74.717)
Outros valores 2.680 8.055 1.802
167.446 339.798 167.217
Imposto de renda e contribuição social registrados ao resultado do período (167.220) 103.950 (167.567)
Alíquota efetiva -16,99% 14,99% -17,02%

(i) Conforme mencionado na nota 25 c.3, para que subvenções para investimento não sejam computadas no lucro real, as mesmas devem ser registradas como reserva de incentivos fiscais, que somente poderá ser utilizada para absorver prejuízos ou ser incorporada ao capital social. A Companhia possui benefícios fiscais que se enquadram nestas regras.

A Companhia considerou as alterações ao IAS 12 (equivalente ao CPC 32 – Tributos sobre o lucro) introduzidas em resposta às regras do Pilar Dois da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ("OCDE"). Para o exercício de 2025, a Companhia não identificou impactos significativos decorrentes dessas alterações. Para o exercício de 2026, a companhia está iniciando as análises para verificação de possíveis impactos.

  1. Impostos, taxas e contribuições a recuperar
Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Impostos, taxas e contribuições a recuperar 2.016.162 2.050.592 2.023.708
ICMS (i) 1.226.305 1.255.059 1.226.305
PIS / COFINS (ii) 542.170 556.036 546.086
IRRF sobre aplicações financeiras 30.040 30.019 30.704
ISS a recuperar (iii) 109.314 109.314 109.314
Outros 108.333 100.164 111.299
Parcela circulante (1.100.035) (1.138.888) (1.107.581)
Parcela não circulante 916.127 911.704 916.127

(i) Os valores de ICMS (Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) a recuperar são compostos principalmente:

(a) pelos créditos sobre as aquisições de ativo imobilizado diretamente relacionadas à prestação de serviço de telecomunicações (crédito parcelado em 48 meses).

(b) por valores de ICMS recolhidos sob o regime de substituição tributária das operações relacionadas às mercadorias adquiridas para revenda, principalmente os aparelhos celulares, chips, tablets e modems comercializados pela TIM.

(ii) O saldo atual é majoritariamente composto por créditos gerados no regime de tributação não cumulativo.

(iii) O ISS a recuperar é oriundo de recolhimento a maior, a Companhia ingressou com pedido de restituição administrativo junto ao ente, em consonância com a legislação vigente.

  1. Despesas antecipadas
Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Despesas Antecipadas 1.075.467 669.609 1.087.757
Fistel (i) 250.668 - 250.668
Propagandas não veiculadas (ii) 156.876 11.814 156.876
Aluguéis e seguros 87.483 89.791 87.556
Custos incrementais para obtenção de contratos de clientes (iii) 223.248 215.250 235.466
Despesas antecipadas contratuais (iv) 326.119 324.561 326.119
Outros 31.073 28.193 31.072
Parcela circulante (734.805) (329.362) (746.453)
Parcela não circulante 340.662 340.247 341.304

(i) A taxa Fistel é apropriada mensalmente ao resultado.
(ii) Representam pagamentos antecipados de despesas de propaganda de produtos e serviços da marca TIM que são reconhecidas no resultado de acordo com o período de veiculação da propaganda.
(iii) Está substancialmente representado pelos custos incrementais relacionados com comissões de vendas pagas a parceiros para obtenção de contratos de clientes decorrentes da adoção do IFRS 15/CPC 47, os quais são diferidos ao resultado em conformidade com o prazo do contrato e/ou benefício econômico, usualmente de 1 a 2 anos.
(iv) Representam os custos de instalação de rede neutra diferidos pelo tempo de contrato.

  1. Depósitos judiciais

São registrados ao custo histórico e atualizados conforme a legislação vigente.

Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Depósitos judiciais 674.483 677.150 676.426
Cível e Regulatório 267.790 262.019 267.790
Trabalhista 56.920 58.532 56.920
Tributário 258.100 254.927 260.043
Penhora Online (i) 91.673 101.672 91.673

(i) Referem-se a bloqueios judiciais diretamente nas contas correntes e aplicações financeiras da Companhia vinculadas a determinados processos judiciais. Esse montante é analisado periodicamente e quando identificado é feita a reclassificação para uma das demais contas específicas da rubrica de depósitos judiciais.

Cível

Trata-se de valores depositados em juízo para garantia de execuções em processos cíveis cujos valores estão sendo discutidos judicialmente pela Companhia. Tais processos, em sua maioria, referem-se às ações judiciais movidas por clientes, envolvendo questões de direito do consumidor, dentre outros.

Trabalhista

Trata-se de valores depositados em juízo referentes a garantias a execução efetuada e depósitos para interposição dos recursos cabíveis, nos quais ainda há a discussão nos autos sobre a matéria ou valores devidos. O montante está distribuído entre diversos processos movidos por empregados próprios e terceiros prestadores de serviços.

Tributário

A Companhia possui depósitos judiciais no valor total atualizado estimado de R$ 260.043 (R$ 254.927 em 31 de dezembro de 2025), relativos à matéria tributária, realizados para suportar diversas discussões judiciais em curso. Tais depósitos referem-se, principalmente, às seguintes discussões:

(a) Aproveitamento de crédito na aquisição de energia elétrica diretamente empregada no processo produtivo das companhias, matéria com viés positivo no judiciário. O valor atualizado dos depósitos referentes a essa discussão é de R$ 45.590 (R$44.920 em 31 de dezembro de 2025).

(b) Constitucionalidade da cobrança da Taxa de Fiscalização do Funcionamento (TFF) por autoridades municipais de localidades diversas. O valor atualizado dos depósitos referentes a essa discussão é de R$ 31.409 (R$ 30.457 em 31 de dezembro de 2025).

(c) Incidência de ISS sobre serviços de importação e de terceiros; suposta falta de recolhimento relativamente à limpeza de terreno e serviço de manutenção de ERB (Estação Rádio Base), ao ISS próprio, ao ISS incidente sobre serviços de Co-billing e no licenciamento de software (blackberry). Garantia do direito de aproveitamento do benefício da denúncia espontânea e busca pelo afastamento das multas confiscatórias no caso de pagamento em atraso. O valor atualizado dos depósitos referentes a essa discussão é de R$ 14.244 (R$ 13.990 em 31 de dezembro de 2025).

(d) Inconstitucionalidade e ilegalidade da cobrança do FUST (Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações). Pleito pelo reconhecimento do direito de não recolher FUST, deixando de incluir em sua base de cálculo as receitas transferidas a título de interconexão e EILD (Exploração Industrial de Linha Dedicada), bem como pelo direito de não sofrer a cobrança retroativa das diferenças apuradas em função de não observar a súmula 7/2005 da ANATEL. O valor atualizado dos depósitos referentes a essa discussão é de R$ 76.633 (R$ 75.553 em 31 de dezembro de 2025).

(e) ICMS – Diversos. Depósitos realizados em diversos processos que discutem cobranças de ICMS, principalmente relacionados a discussões sobre comodato, DIFAL, serviços isentos e não tributados, CIAP e Convênio 39. O valor atualizado dos depósitos referentes a essa discussão é de R$ 47.803 (R$ 46.512 em 31 de dezembro de 2025).

50
Classificado como Público

(f) Cobranças referentes a casos do Jornal do Brasil que foram direcionados à Companhia. O valor atualizado dos depósitos referentes a essa discussão é de R$ 17.357 (R$ 16.978 em 31 de dezembro de 2025).

  1. Ativos financeiros
Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Ativos financeiros 502.086 514.109 502.086
Fundo 5G (i) 326.769 338.792 326.769
Bônus de subscrição (ii) 175.317 175.317 175.317
Parcela não circulante 502.086 514.109 502.086

São reconhecidos pelo seu valor justo na data de aquisição ou emissão. Tais ativos financeiros, subsequentemente, são mensurados ao valor justo por meio do resultado. As variações decorrentes da avaliação ao valor justo, quando aplicável, são reconhecidos no resultado quando incorridos, na linha de resultado financeiro. A Companhia deve divulgar a classificação de nível de cada instrumento financeiro. Para detalhes destas informações vide nota 36 no trecho sobre Instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo.

(i) Até 31 de dezembro de 2025, a Companhia realizou aportes em dólares, equivalentes a aproximadamente R$ 270 milhões, no fundo de investimentos focado em soluções 5G “Upload Ventures Growth” (“Fundo 5G”), reforçando seu compromisso com o desenvolvimento de soluções baseadas em tecnologia 5G e, dessa maneira, completando os aportes previstos. Não houve novos aportes em 2026.

(ii) Em abril de 2022 a Companhia entrou em uma parceria junto a EXA Serviços de Tecnologia (“EXA”) para fornecimento de serviços digitais e entretenimento para a base clientes da TIM. Essa parceria previa também pagamentos de comissão pela EXA à TIM em função dos clientes da TIM que adquirirem serviços dessa parceria assim como o direito da TIM em subscrever ações mediante o pagamento de uma contraprestação.

Ao final de 2024 o contrato com novos termos da parceria foi finalizado e a TIM adquiriu o direito de subscrever 27% das ações da EXA através de uma contraprestação de R$ 174 milhões. O valor do ativo financeiro foi registrado a valor justo por R$175 milhões e representa 27% do valor justo do direito a participação da TIM na EXA. A contar da data de 31 de março de 2026, esse direito poderá ser exercido nos próximos 9 meses mediante a realização de condições de exercício e aprovação societária.

Os ativos financeiros relacionados ao Fundo 5G e Bônus de subscrição são avaliados em conformidade com as práticas contábeis aplicáveis, inclusive no que se refere à mensuração ao valor justo, conforme previsto nos pronunciamentos contábeis vigentes.

  1. Outros ativos
Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Outros ativos 302.804 326.756 303.236
Adiantamento a empregados 37.107 7.547 37.513
Adiantamentos a fornecedores 11.251 61.013 11.277
Valores a receber TIM Brasil (nota 34) 23.125 23.183 23.125
Valores a receber projetos incentivados 29.691 27.080 29.691
Taxas e contribuições trabalhistas a compensar 106.326 112.471 106.326
Créditos Fistel (i) 29.456 32.966 29.456
Outros 65.848 62.496 65.848
Parcela circulante (270.681) (297.264) (271.113)
Parcela não circulante 32.123 29.492 32.123

(i) Referem-se aos valores de crédito Fistel oriundos da redução da base de clientes que pode ser compensado com futuro aumento de base ou para reduzir uma obrigação futura, sendo esperada sua utilização no abatimento da contribuição TFF (Taxa de Fiscalização de Funcionamento) devida à Anatel.

  1. Investimentos

A participação societária em coligada e controlada é avaliada pelo método de equivalência patrimonial.

V8.Tech

Conforme mencionado na nota 1.2, em 30 de janeiro de 2026, após o cumprimento das condições precedentes aplicáveis, a TIM S.A. concluiu a aquisição de 100% do capital social da V8.Tech. Com a conclusão da operação, a TIM S.A. passou a deter a totalidade do capital social da V8.Tech, empresa de tecnologia especializada na integração de soluções digitais e na prestação de serviços gerenciados. Assim, em 31 de março de 2026, a V8.Tech é classificada como empresa controlada pela TIM S.A.

I-Systems

Em novembro de 2021, como resultado da cisão de ativos líquidos do negócio de banda larga e criação da I-Systems, a TIM S.A., alienou 51% de sua participação societária em favor da IHS, como resultado desta transação, houve perda de controle e a TIM S.A. deixa de consolidar a Empresa, registrando, à época, o investimento em coligada no valor de R$1.612.957, a valor justo, pela participação minoritária remanescente (não controladora) de 49%.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS - continuação

Em 31 de março de 2026

(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)

A TIM S.A. detém 49% (49% em 31 de dezembro de 2025) de participação no capital social da I-Systems. A tabela a seguir representa as informações financeiras resumidas sobre os investimentos da empresa I-Systems:

03/2026 12/2025
Ativo 1.822.217 1.895.545
Ativo circulante e não circulante 247.804 254.727
Ativo tangível e intangível 1.574.413 1.640.818
Passivo e Patrimônio Líquido 1.822.216 1.895.545
Passivo circulante e não circulante 720.486 736.516
Patrimônio líquido 1.101.730 1.159.029
Participação proporcional da Companhia 49% 49%
Ajuste a valor justo 733.757 733.757
Custo do investimento 498.652 526.729
Valor do investimento (nota 14.b) 1.232.409 1.260.486
03/2026 12/2025
--- --- ---
Prejuízo líquido do período/exercício (60.360) (220.000)
Participação proporcional do Companhia 49% 49%
Participação da Companhia nos resultados da coligada (28.077) (107.800)

53

a) Participação em empresa coligada e controlada

Coligada Controlada Total
03/2026 I-Systems 12/2025 I-Systems 03/2026 V8 Tech 03/2026 12/2025
Quantidade de ações total 1.794.287.995 1.794.287.995 24.108.004 - -
Participação no capital total 49% 49% 100% - -
Patrimônio líquido 1.101.730 1.159.029 10.746 - -
Prejuízo do período/exercício (60.360) (220.000) (1.910) - -
Resultado de equivalência patrimonial e amortização da mais valia (28.077) (107.800) (1.910) (29.987) (107.800)
Ágio na aquisição da V8.Tech - - 128.602 128.602 -
Valor dos investimentos 1.232.409 1.260.486 164.096 1.396.505 1.260.486

b) Mutação dos investimentos

I-Systems (coligada) V8 Tech (controlada)
Saldo do investimento em 31 dezembro de 2025 1.260.486 -
Ativos identificáveis líquidos a valor justo (nota 1.2.3) - 37.404
Ágio na aquisição da V8.Tech - 128.602
Resultado de equivalência patrimonial (i) (28.077) (1.378)
Amortização da mais valia (i) - (532)
Saldo dos investimentos em 31 de março de 2026 1.232.409 164.096

(i) Os resultados da controlada apresentam movimentação a partir de 30 de janeiro de 2026, data da aquisição e da obtenção de controle.

  1. Imobilizado

O imobilizado é mensurado pelo custo de aquisição e/ou construção, deduzido da depreciação acumulada e de provisão para impairment (esta última, se aplicável). A depreciação é calculada pelo método linear, por prazos que levam em consideração a expectativa de vida útil dos bens e seu valor residual. Em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025, a Companhia não apresenta nenhum indicativo de impairment em seu ativo imobilizado.

Os custos estimados na desmontagem de torres e equipamentos em imóveis alugados são capitalizados e depreciados pelo prazo estimado de utilização. A Companhia reconhece no imobilizado, em contrapartida ao

passivo “provisão para futura desmobilização de ativos”, o valor presente destes custos, os juros incorridos pela atualização da provisão, são classificados como despesas financeiras.

Os ganhos e as perdas de alienações são determinados pela comparação entre os valores destas alienações e o valor contábil no momento da transação e são reconhecidos em "outras despesas (receitas) operacionais, líquidas", na demonstração do resultado.

  • Movimentação do imobilizado
Controladora
Saldo em 12/2025 Adições Baixas Transferências Saldo em 03/2026
Total do Custo do Imobilizado Bruto 81.065.436 1.923.230 (789.475) - 82.199.191
Equipamentos de comutação / transmissão 43.475.500 - (9.698) 841.397 44.307.199
Cabos de fibra ótica 798.737 - - 783 799.520
Aparelhos em comodato 4.416.452 198 (3.043) 54.139 4.467.746
Infraestrutura (i) 8.229.503 - (400.204) (1.590.391) 6.238.908
Bens de informática 1.812.200 - (385) 1.862 1.813.677
Bens de uso geral 1.099.787 - (1.124) 11.738 1.110.401
Direito de uso em arrendamentos (i) 20.590.990 1.067.157 (374.503) 1.627.231 22.910.875
Terrenos 37.986 - (210) - 37.776
Obras em andamento 604.281 855.875 (308) (946.759) 513.089
Total Depreciação Acumulada (57.893.985) (1.272.889) 201.771 - (58.965.103)
Equipamentos de comutação / transmissão (33.627.838) (674.186) 9.131 - (34.292.893)
Cabos de fibra ótica (731.460) (5.951) - - (737.411)
Aparelhos em comodato (4.143.697) (54.653) 2.341 - (4.196.009)
Infraestrutura (i) (5.999.593) (77.817) 189.027 763.144 (5.125.239)
Bens de informática (1.770.420) (5.257) 350 - (1.775.327)
Bens de uso geral (853.779) (12.511) 922 - (865.368)
Direito de uso em arrendamentos (i) (10.767.198) (442.514) - (763.144) (11.972.856)
Total Imobilizado líquido 23.171.451 650.341 (587.704) - 23.234.088
Equipamentos de comutação / transmissão 9.847.662 (674.186) (567) 841.397 10.014.306
Cabos de fibra ótica 67.277 (5.951) - 783 62.109
Aparelhos em comodato 272.755 (54.455) (702) 54.139 271.737
Infraestrutura (i) 2.229.910 (77.817) (211.177) (827.247) 1.113.669
Bens de informática 41.780 (5.257) (35) 1.862 38.350
Bens de uso geral 246.008 (12.511) (202) 11.738 245.033
Direito de uso em arrendamentos (i) 9.823.792 624.643 (374.503) 864.087 10.938.019
Terrenos 37.986 - (210) - 37.776
Obras em andamento 604.281 855.875 (308) (946.759) 513.089

55
Classificado como Público

Consolidado
Saldo em 12/2025 Adições/ depreciação Baixas Transferências Aquisição de controlada Saldo em 03/2026
Total do Custo do Imobilizado Bruto 81.065.436 1.923.671 (789.475) - 23.472 82.223.104
Equipamentos de comutação / transmissão 43.475.500 - (9.698) 841.397 - 44.307.199
Cabos de fibra ótica 798.737 - - 783 - 799.520
Aparelhos em comodato 4.416.452 198 (3.043) 54.139 18.316 4.486.062
Infraestrutura (i) 8.229.503 - (400.204) (1.590.391) 209 6.239.117
Bens de informática 1.812.200 - (385) 1.862 - 1.813.677
Bens de uso geral 1.099.787 18 (1.124) 11.738 1.054 1.111.473
Direito de uso em arrendamentos (i) 20.590.990 1.067.580 (374.503) 1.627.231 3.893 22.915.191
Terrenos 37.986 - (210) - - 37.776
Obras em andamento 604.281 855.875 (308) (946.759) - 513.089
Total Depreciação Acumulada (57.893.985) (1.273.960) 201.771 - (10.797) (58.976.971)
Equipamentos de comutação / transmissão (33.627.838) (674.186) 9.131 - - (34.292.893)
Cabos de fibra ótica (731.460) (5.951) - - - (737.411)
Aparelhos em comodato (4.143.697) (55.490) 2.341 - (8.119) (4.204.965)
Infraestrutura (i) (5.999.593) (77.818) 189.027 763.144 (62) (5.125.302)
Bens de informática (1.770.420) (5.257) 350 - - (1.775.327)
Bens de uso geral (853.779) (12.542) 922 - (683) (866.082)
Direito de uso em arrendamentos (i) (10.767.198) (442.716) - (763.144) (1.933) (11.974.991)
Total Imobilizado líquido 23.171.451 649.711 (587.704) - 12.675 23.246.133
Equipamentos de comutação / transmissão 9.847.662 (674.186) (567) 841.397 - 10.014.306
Cabos de fibra ótica 67.277 (5.951) - 783 - 62.109
Aparelhos em comodato 272.755 (55.292) (702) 54.139 10.197 281.097
Infraestrutura (i) 2.229.910 (77.818) (211.177) (827.247) 147 1.113.815
Bens de informática 41.780 (5.257) (35) 1.862 - 38.350
Bens de uso geral 246.008 (12.524) (202) 11.738 371 245.391
Direito de uso em arrendamentos (i) 9.823.792 624.864 (374.503) 864.087 1.960 10.940.200
Terrenos 37.986 - (210) - - 37.776
Obras em andamento 604.281 855.875 (308) (946.759) - 513.089

(i) Conforme descrito na nota 17, a Companhia firmou, em março de 2026, um acordo estratégico com a American Tower do Brasil ("ATC") o qual abrangeu todo o parque que compõe a relação entre TIM e ATC. Tal acordo levou a remensuração do valor contábil líquido remanescente no montante de R$864.087, que foi transferido entre imobilizado de infraestrutura e direto de uso de arrendamento.

56
Classificado como Público

Controladora
Saldo em 12/2024 Adições Baixas Transferências Saldo em 03/2025
Total do Custo do Imobilizado Bruto 75.732.043 1.556.611 (70.283) - 77.218.371
Equipamentos de comutação / transmissão 41.197.166 - (19.213) 830.183 42.008.136
Cabos de fibra ótica 791.983 - - 294 792.277
Aparelhos em comodato 4.256.120 102 (474) 43.249 4.298.997
Infraestrutura 7.925.713 - (4.113) 135.941 8.057.541
Bens de informática 1.806.939 - (1.807) 1.725 1.806.857
Bens de uso geral 1.047.340 - (517) 14.831 1.061.654
Direito de uso em arrendamentos 18.028.112 559.680 (43.899) - 18.543.893
Terrenos 38.084 - - - 38.084
Obras em andamento 640.586 996.829 (260) (1.026.223) 610.932
Total Depreciação Acumulada (52.916.715) (1.266.429) 23.381 - (54.159.763)
--- --- --- --- --- ---
Equipamentos de comutação / transmissão (30.962.551) (678.471) 17.604 - (31.623.418)
Cabos de fibra ótica (705.143) (6.989) - - (712.132)
Aparelhos em comodato (3.956.664) (56.394) 86 - (4.012.972)
Infraestrutura (5.660.027) (89.372) 3.533 - (5.745.866)
Bens de informática (1.748.687) (7.894) 1.806 - (1.754.775)
Bens de uso geral (803.591) (12.489) 352 - (815.728)
Direito de uso em arrendamentos (9.080.052) (414.820) - - (9.494.872)
Total Imobilizado líquido 22.815.328 290.182 (46.902) - 23.058.608
Equipamentos de comutação / transmissão 10.234.615 (678.471) (1.609) 830.183 10.384.718
Cabos de fibra ótica 86.840 (6.989) - 294 80.145
Aparelhos em comodato 299.456 (56.292) (388) 43.249 286.025
Infraestrutura 2.265.686 (89.372) (580) 135.941 2.311.675
Bens de informática 58.252 (7.894) (1) 1.725 52.082
Bens de uso geral 243.749 (12.489) (165) 14.831 245.926
Direito de uso em arrendamentos 8.948.060 144.860 (43.899) - 9.049.021
Terrenos 38.084 - - - 38.084
Obras em andamento 640.586 996.829 (260) (1.026.223) 610.932

As obras em andamentos representam o custo dos projetos em andamento relacionados com construções de redes e/ou outros ativos tangíveis no período de sua construção e instalação, até o momento em que entrarem em operação, quando serão transferidas para as contas correspondentes destes bens. Como os critérios de capitalização previstos no IAS 23/CPC 20 não foram atendidos, os custos de empréstimos são classificados como despesas financeiras no período em que são incorridos.

57
Classificado como Público

Os direitos de uso em arrendamento, são representados pelos contratos de aluguéis de ativos identificáveis, enquadrados na regra do IFRS16 / CPC 06 (R2). Tais direitos referem-se a arrendamentos de infraestrutura de rede, lojas e quiosques, imóveis, terrenos (Rede) e fibra, conforme abaixo:

Direito de uso em arrendamento Infraestrutura de rede Lojas & Quiosques e imóveis Terrenos (Rede) Fibra Total
Saldos em 31 de dezembro de 2025 4.997.432 1.318.237 2.011.672 1.496.451 9.823.792
Adições (i) 719.497 158.087 157.272 32.301 1.067.157
Transferências (ii) 864.087 - - - 864.087
Remensuração (262.871) (111.632) - (374.503)
Depreciação (206.542) (47.296) (74.349) (114.327) (442.514)
Saldos em 31 de março de 2026 6.111.603 1.429.028 1.982.963 1.414.425 10.938.019
Taxas de depreciação anual 9,35% 9,15% 8,82% 11,24%
Direito de uso em arrendamento Infraestrutura de rede Lojas & Quiosques e imóveis Terrenos (Rede) Fibra Total
--- --- --- --- --- ---
Saldos em 31 de dezembro de 2025 4.997.432 1.318.237 2.011.672 1.496.451 9.823.792
Saldo de Companhia adquirida - 1.960 - - 1.960
Adições (i) 719.497 158.510 157.272 32.301 1.067.580
Transferências (ii) 864.087 - - - 864.087
Remensuração (262.871) - (111.632) - (374.503)
Depreciação (206.542) (47.498) (74.349) (114.327) (442.716)
Saldos em 31 de março de 2026 6.111.603 1.431.209 1.982.963 1.414.425 10.940.200
Taxas de depreciação anual 9,35% 9,15% 8,82% 11,24%
Direito de uso em arrendamento Infraestrutura de rede Lojas & Quiosques e imóveis Terrenos (Rede) Fibra Total
--- --- --- --- --- ---
Saldos em 31 de dezembro de 2024 4.587.122 1.166.143 2.002.527 1.192.268 8.948.060
Adições (i) 284.353 202.600 48.613 24.114 559.680
Remensuração (29.513) - (9.210) (5.176) (43.899)
Depreciação (180.300) (43.581) (72.761) (118.178) (414.820)
Saldos em 31 de março de 2025 4.661.662 1.325.162 1.969.169 1.093.028 9.049.021
Taxas de depreciação anual 9,22% 9,66% 8,70% 14,25%

(i) A movimentação do direito de uso em arrendamentos inclui adições líquidas dos incentivos de arrendamentos, que totalizam R$ 81 milhões em 31 de março de 2026 (R$ 108 milhões em 31 de dezembro de 2025).

(ii) Transferência do valor contábil líquido remanescente em decorrência do acordo com a American Tower do Brasil.

58
Classificado como Público

  • Taxas de depreciação
Taxa anual %
Equipamentos de comutação/ transmissão 6,67 a 20
Cabos de fibra ótica 10
Aparelhos em comodato 14,28 a 50
Infraestrutura 4 a 20
Bens de informática 20
Bens de uso geral 10 a 20
Direito de uso em arrendamentos 8 a 12

Em 2025, em conformidade com o IAS 16 / CPC 27, aprovado por Resolução CVM 73, a Companhia realizou avaliações da vida útil aplicada em seus ativos imobilizados e concluiu que não ocorreu nenhuma mudança significativa ou alteração nas circunstâncias em que as estimativas se basearam de forma a justificar mudanças na vida útil utilizada atualmente.

16. Intangível

O intangível é mensurado pelo seu custo histórico menos amortização acumulada e provisão para impairment (esta última, se aplicável) e reflete: (i) a compra de autorizações e de direitos de uso de bandas de radiofrequências e (ii) software em uso e/ou desenvolvimento. O intangível também inclui: (i) direito de uso de infraestrutura de outras empresas e (ii) ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) na aquisição de empresas.

Os encargos de amortização são calculados com base no método linear, ao longo da vida útil estimada dos ativos contratados e prazos das licenças de prestação de serviços. As estimativas da vida útil dos bens integrantes do intangível são revisadas regularmente.

Os encargos financeiros sobre recursos captados sem destinação específica, utilizados com propósito de obter um ativo qualificável, são capitalizados quando há expectativa de benefícios econômicos futuros e mensuração confiável. Deste modo, a Companhia aplica a norma CPC 20, onde custos de empréstimos que são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável compõe o custo de tal ativo.

Ativos intangíveis com vida útil indefinida não são amortizados (por exemplo, ágios em aquisição de empresas), mas são testados anualmente em relação a perdas por redução ao valor recuperável, individualmente ou no nível da unidade geradora de caixa.

59
Classificado como Público

(a) Movimentação do intangível

Controladora
Saldo em 2025 Adições/Amortização Baixas Transferências Saldo em 2026
Total Custo do Intangível Bruto 49.165.735 495.862 (66) - 49.661.531
Direito de uso de softwares 25.633.032 - (66) 483.030 26.115.996
Autorizações 18.983.124 7.642 - 1.751 18.992.517
Ágio 3.112.169 - - - 3.112.169
Direito de uso de infraestrutura - LT Amazonas 220.247 - - - 220.247
Lista de clientes 253.629 - - - 253.629
Outros ativos 586.691 - - - 586.691
Ativos intangíveis em desenvolvimento 376.843 488.220 - (484.781) 380.282
Total Amortização Acumulada (34.573.212) (513.731) 66 - (35.086.877)
Direito de uso de softwares (22.704.314) (267.172) 66 - (22.971.420)
Autorizações (11.171.893) (224.816) - - (11.396.709)
Direito de uso de infraestrutura - LT Amazonas (120.266) (3.095) - - (123.361)
Lista de clientes (121.301) (8.271) - - (129.572)
Outros ativos (455.438) (10.377) - - (465.815)
Total Intangível Líquido 14.592.523 (17.869) - - 14.574.654
Direito de uso de softwares (c) 2.928.718 (267.172) - 483.030 3.144.576
Autorizações (f) 7.811.231 (217.174) - 1.751 7.595.808
Ágio (d) 3.112.169 - - - 3.112.169
Direito de uso de infraestrutura - LT Amazonas (e) 99.981 (3.095) - - 96.886
Lista de clientes 132.328 (8.271) - 124.057
Outros ativos 131.253 (10.377) - - 120.876
Ativos intangíveis em desenvolvimento 376.843 488.220 - (484.781) 380.282
Consolidado
Saldo em 12/2025 Adições/ Amortização Baixas Transferências Aquisição de controlada Saldo em 03/2026
Total Custo do Intangível Bruto 49.165.735 662.494 (66) - 58.721 49.886.884
Direito de uso de softwares 25.633.032 - (66) 483.030 12.417 26.128.413
Autorizações 18.983.124 7.642 - 1.751 40.844 19.033.361
Ágio 3.112.169 128.602 - - 554 3.241.325
Direito de uso de infraestrutura - LT Amazonas 220.247 - - - - 220.247
Lista de clientes 253.629 38.031 - - 4.906 296.566
Outros ativos 586.691 - - - - 586.691
Ativos intangíveis em desenvolvimento 376.843 488.219 - (484.781) - 380.281
Total Amortização Acumulada (34.573.212) (514.740) 66 - (51.905) (35.139.791)
Direito de uso de softwares (22.704.314) (267.235) 66 - (11.836) (22.983.319)
Autorizações (11.171.893) (225.070) - - (36.061) (11.433.024)
Direito de uso de infraestrutura - LT Amazonas (120.266) (3.095) - - - (123.361)
Lista de clientes (121.301) (8.963) - - (4.008) (134.272)
Outros ativos (455.438) (10.377) - - - (465.815)
Total Intangível Líquido 14.592.523 147.754 - - 6.816 14.747.093
Direito de uso de softwares (c) 2.928.718 (267.235) - 483.030 581 3.145.094
Autorizações (f) 7.811.231 (217.428) - 1.751 4.783 7.600.337
Ágio (d) 3.112.169 128.602 - - 554 3.241.325
Direito de uso de infraestrutura - LT Amazonas (e) 99.981 (3.095) - - - 96.886
Lista de clientes 132.328 29.068 - - 898 162.294
Outros ativos 131.253 (10.377) - - - 120.876
Ativos intangíveis em desenvolvimento 376.843 488.219 - (484.781) - 380.281

61
Classificado como Público

Controladora
Saldo em 12/2024 Adições/ Amortização Baixas Transferências Saldo em 03/2025
Total Custo do Intangível Bruto 47.460.121 443.399 (1) - 47.903.519
Direito de uso de softwares 24.058.388 - (1) 422.339 24.480.726
Autorizações 18.903.457 6.020 - 9.693 18.919.170
Ágio 3.112.169 - - - 3.112.169
Direito de uso de infraestrutura - LT Amazonas 212.703 - - - 212.703
Lista de clientes 253.629 - - - 253.629
Outros ativos 583.355 - - 770 584.125
Ativos intangíveis em desenvolvimento 336.420 437.379 - (432.802) 340.997
Total Amortização Acumulada (32.605.161) (479.487) 1 - (33.084.647)
Direito de uso de softwares (21.722.385) (233.963) 1 - (21.956.347)
Autorizações (10.272.479) (224.043) - - (10.496.522)
Direito de uso de infraestrutura - LT Amazonas (108.270) (2.828) - - (111.098)
Lista de clientes (88.219) (8.270) - - (96.489)
Outros ativos (413.808) (10.383) - - (424.191)
Total Intangível Líquido 14.854.960 (36.088) - - 14.818.872
Direito de uso de softwares (c) 2.336.003 (233.963) - 422.339 2.524.379
Autorizações (f) 8.630.978 (218.023) - 9.693 8.422.648
Ágio (d) 3.112.169 - - - 3.112.169
Direito de uso de infraestrutura - LT Amazonas (e) 104.433 (2.828) - - 101.605
Lista de clientes 165.410 (8.270) - 157.140
Outros ativos 169.547 (10.383) - 770 159.934
Ativos intangíveis em desenvolvimento 336.420 437.379 - (432.802) 340.997

Os ativos intangíveis em desenvolvimento representam o custo dos projetos em andamento relacionados com ativos intangíveis no período de sua configuração e instalação, até o momento em que entrarem em operação, quando serão transferidas para as contas correspondentes destes bens.

(b) Taxas de amortização

Taxa anual %
Direito de uso de softwares 20
Autorizações 5 a 25
Direito de uso de infraestrutura até 5
Outros ativos até 10
Lista de Clientes 8,4 a 13,04
Mais valia autorizações Cozani 5,66

(c) Direito de uso de software

Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificáveis e exclusivos, controlados pela Companhia, são reconhecidos como ativos intangíveis quando os critérios de capitalização são atendidos.

Os custos diretamente atribuíveis que são capitalizados como parte do produto software estão relacionados a custos com empregados diretamente alocados em seu desenvolvimento.

(d) Ágios registrados

O Grupo possui os seguintes ágios fundamentado em expectativa de rentabilidade futura em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025:

03/2026 12/2025
Ágios registrados 3.240.771 3.112.169
Aquisição V8.Tech 128.602 -
Aquisição da Cozani 2.636.426 2.636.426
Aquisições de TIM Fiber SP e TIM Fiber RJ 108.172 108.172
Aquisição da “Intelig” pela TIM Participações 210.015 210.015
Aquisição de participações minoritárias da TIM Sul e TIM Nordeste 157.556 157.556

Ágio na aquisição da V8.Tech

Conforme mencionado na nota 1.2, em 30 de janeiro de 2026, após o cumprimento das condições precedentes aplicáveis, a TIM S.A. concluiu a aquisição de 100% do capital social da V8.Tech. O ágio registrado corresponde à parcela da contraprestação transferida que excedeu o valor justo dos ativos líquidos identificáveis reconhecidos na data da aquisição, refletindo principalmente os benefícios econômicos futuros esperados da combinação de negócios.

Ágio na aquisição da Cozani

Em abril/22 a Companhia adquiriu 100% da empresa Cozani tendo uma contraprestação paga total de R$7.211.585 e ativos identificáveis, líquidos de passivos assumidos a valor justo de R$4.575.159. Portanto, tendo um montante remanescente de ágio no valor R$2.636.426, o qual consta registrado em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025. Dentre os ativos identificados no processo de combinação de negócios da Cozani, a Companhia identificou uma mais valia das radiofrequências adquiridas no valor de R$3.038.951 e de lista de clientes de R$253.629.

No dia 4 de outubro de 2023, o Tribunal da Câmara Arbitral homologou um acordo com relação ao Ajuste Pós-Fechamento, celebrado, de um lado, entre a TIM S.A., a Telefônica Brasil S.A. e a Claro S.A. e de outro, a Oi S.A. – Em Recuperação Judicial, como forma de colocar fim à controvérsia e ao procedimento arbitral relacionado ao Ajuste Pós-Fechamento. O preço final da parcela da UPI Ativos Móveis atribuída à Companhia, considerando o Ajuste Pós-Fechamento negociado no Acordo (excluindo valores de metas contratuais), foi R$ 6,6 bilhões.

63
Classificado como Público

Principalmente por ainda se tratar de uma dívida contratual na data de conclusão da alocação do preço de compra da aquisição da Cozani, a redução na contraprestação, correspondente à metade do valor depositado em juízo, foi registrada no resultado do exercício na data da homologação do acordo (outubro de 2023), na rubrica de outras receitas (despesas) operacionais. Portanto, nenhum ajuste no ágio registrado foi efetuado conforme previsto em prática contábil do IFRS3/CPC 15 (R1).

Ágio aquisições de TIM Fiber SP e TIM Fiber RJ – A TIM Celular S.A. (incorporada pela Intelig, atual TIM S.A.) adquiriu, ao final de 2011, as empresas Eletropaulo Telecomunicações Ltda. (posteriormente TIM Fiber SP) e AES Communications Rio de Janeiro S.A. (posteriormente TIM Fiber RJ). TIM Fiber SP e TIM Fiber RJ foram incorporadas à TIM Celular S.A. em 29 de agosto de 2012. A TIM Celular S.A. registrou ágio, de forma definitiva advindo destas empresas no valor total de R$ 1.159.649.

Conforme descrito na nota 14, em novembro de 2021, a Companhia realizou a alienação de 51% de participação societária da Fiber Co (atual I-Systems), empresa que recebeu os ativos líquidos relacionados à infraestrutura de rede secundária de banda larga residencial. Em função do closing da transação, a TIM S.A. realizou a baixa de R$1.051.477 do ágio registrado na aquisição da TIM Fiber SP Ltda. e TIM Fiber RJ S.A., restando R$108.172 do ágio em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025.

Em 31 de agosto de 2020, com a incorporação da TIM Participações S.A. pela TIM S.A., a Companhia incorporou os ágios oriundos do acervo líquido da TIM Participações, que foram originados em transações de aquisições conforme descrito abaixo:

Ágio aquisição da "Intelig" pela TIM Participações – O ágio decorrente da aquisição da TIM S.A. (anteriormente "Intelig") em dezembro de 2009 no montante de R$210.015 é representado/fundamentado pela expectativa de rentabilidade futura da Companhia.

Ágio aquisição de participações minoritárias da TIM Sul e TIM Nordeste – A TIM Participações S.A. (incorporada pela TIM S.A. em agosto de 2020), adquiriu em 2005 a totalidade das ações junto aos acionistas minoritários da TIM Sul e da TIM Nordeste com ações emitidas pela TIM Participações, convertendo as referidas empresas em controladas integrais. O ágio decorrente desta operação foi de R$157.556.

Teste de impairment

Conforme exigido pela norma contábil, a Companhia realiza anualmente teste de impairment para os ágios relacionados às combinações de negócios. A metodologia e premissas utilizadas pela Administração no teste de impairment está sumarizada a seguir:

A Administração da Companhia entende que a menor unidade geradora de caixa para teste de impairment dos ágios na aquisição das empresas anteriormente descritas abrange a TIM S.A.

Em 31 de dezembro de 2025, o teste de impairment foi realizado comparando o valor contábil (carrying amount) com o valor justo menos os potenciais custos de venda do ativo, conforme previsto no IAS 36 / CPC 01 / IFRS 13 / CPC 46.

Para apuração do valor justo foi considerado o nível de hierarquia dentro do qual a mensuração do valor justo do ativo (unidade geradora de caixa) é classificada. Para a Companhia, como existe apenas uma CGU esta foi classificada em sua totalidade como Nível 1, para os custos de alienação consideramos que o mesmo é irrelevante considerando a variação entre o valor justo Nível 1 e o carrying amount da unidade geradora de caixa.

64
Classificado como Público

O valor justo de instrumentos de Nível 1 compreende instrumentos negociados em mercados ativos e baseados nos preços de mercado cotados na data do balanço. As ações da Companhia são negociadas na B3 – Brasil, Bolsa, Balcão ("B3") com código (TIMS3) e possuem um volume regular de negociações que permite a mensuração (Nível 1) como o produto entre o preço cotado para o ativo ou passivo individual e a quantidade detida pela entidade.

Em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025, a mensuração foi feita com base no valor da ação Companhia na data de fechamento do balanço, sendo o valor justo apurado superior ao carrying amount, que abrange todos os ativos tangíveis, ativos intangíveis e investimento. Logo, a Companhia não identificou quaisquer indicadores de impairment.

(e) Direito de uso de infraestrutura - LT Amazonas

A Companhia assinou em 2023, contratos de direito de uso de infraestrutura com empresas que exploram linhas de transmissão de energia elétrica na Região Norte do Brasil. Tais contratos enquadraram-se no escopo do CPC 06 / IFRS 16 como arrendamentos mercantis financeiros.

Adicionalmente, a Companhia assinou contratos de compartilhamento de infraestrutura de rede com a Telefónica Brasil S.A., também na Região Norte. Nestes, as duas operadoras otimizam recursos e reduzem seus respectivos custos operacionais.

(f) Autorizações

Licença 4G

Nesta rubrica estão registrados os valores relativos à aquisição do Lote 2 no Leilão da faixa de 700 MHz no montante de R$ 1.739 milhões, além dos custos relacionados à limpeza da frequência da faixa de 700 MHz adquirida, que totalizaram R$ 1.199 milhões, em valores nominais. Por tratar-se de obrigação de longo prazo, que foram pagos em dezembro de 2014, o montante a pagar de R$ 1.199 milhões foi reduzido em R$ 47 milhões pela aplicação do conceito de ajuste ao valor presente ("AVP"). A licença acima mencionada enquadrou-se no conceito de ativo qualificável. Consequentemente, os encargos financeiros sobre recursos captados sem destinação específica, utilizados com propósito de obter um ativo qualificável, foram capitalizados entre os anos de 2014 e 2019. O valor total registrado no ativo intangível da Companhia é de R$ 3.498 milhões (R$3.498 milhões em 31 de dezembro de 2025).

Licença 5G

Em 2021, a TIM adquiriu licenças 5G no leilão da Anatel, gerando a contabilização de ativo intangível relacionado às licenças no valor de R$884 milhões e às obrigações relacionadas a essas licenças no valor de R$2.680 milhões. O pagamento das licenças será realizado em um período de 10 a 20 anos, enquanto as obrigações relacionadas tiveram pagamentos realizados entre 2022 e 2024.

Adicionalmente, no caso das licenças relacionadas à radiofrequência de 3,5GHz, por se tratar de ativo qualificável, a Companhia capitalizou custos de empréstimos durante o período de implantação. Essa capitalização foi encerrada no segundo trimestre de 2023, com a disponibilidade dos ativos para uso e sua transferência para autorizações. O valor total registrado no ativo intangível da Companhia é de R$ 4.053 milhões (R$4.053 milhões em 31 de dezembro de 2025).

65
Classificado como Público

  1. Arrendamentos

No momento de celebração de contrato, a Companhia avalia se os contratos firmados são (ou contêm) arrendamento. O contrato é (ou contém) um arrendamento se transmite um direito de controlar o uso de um ativo identificado por um período de tempo em troca de contraprestação.

Os arrendamentos nos quais a Companhia é arrendatária são capitalizados no início do arrendamento pelo menor valor entre o valor justo do item arrendado (direito de uso) e o valor presente dos pagamentos previstos em contrato, tendo como contrapartida um passivo de arrendamento. Os juros relacionados ao arrendamento são reconhecidos na demonstração do resultado, como despesa financeira durante o período de vigência contratual.

Os arrendamentos nos quais a Companhia, como arrendadora, transfere substancialmente os riscos e benefícios da propriedade para outra parte (arrendatária) são classificados como arrendamentos financeiros. Estes são transferidos do ativo imobilizado ou intangível da Companhia e reconhecidos como um recebível pelo menor valor entre o valor justo do item arrendado e/ou o valor presente dos recebimentos previstos em contrato. Os juros relacionados ao arrendamento são reconhecidos na demonstração do resultado como receita financeira durante o período de vigência contratual.

Os arrendamentos são ativos ou passivos financeiros classificados e/ou mensurados pelo custo amortizado.

Ativo

03/2026 12/2025
LT Amazonas (i) 166.601 170.080
Subleasing "lojas revendas" – IFRS16 (ii) 64.172 64.166
230.773 234.246
Parcela circulante (34.416) (34.098)
Parcela não circulante 196.357 200.148

A tabela a seguir apresenta o cronograma de recebimentos do contrato em vigor, representando os recebimentos estimados (valores nominais) nos contratos assinados. Tais saldos diferem dos registrados nos livros contábeis, pois, nestes os montantes são registrados a valor presente.

LT Amazonas Subleasing "lojas revendas" – IFRS16 Total
Valores nominais 251.372 79.808 331.180
2026 33.754 26.721 60.475
2027 34.032 21.836 55.868
2028 34.032 17.448 51.480
2029 34.032 10.238 44.270
2030 34.032 3.532 37.564
2031 em diante 81.490 33 81.523
Valor presente 166.601 64.172 230.773

(i) LT Amazonas

Em decorrência do contrato firmado com a LT Amazonas em 2013, a Companhia assinou contratos de compartilhamento de infraestrutura de rede com a Telefónica Brasil S.A. Nestes acordos, a Companhia e Telefónica Brasil S.A. dividem investimentos feitos na Região Norte do Brasil. A Companhia possui valores mensais a receber da Telefónica Brasil S.A. por um período de 20 anos, reajustados anualmente pelo IPC-A. A taxa de desconto utilizada na apuração do valor presente das parcelas devidas é de 12,56% ao ano, considerando a data de assinatura do contrato.

(ii) Subleasing Lojas - IFRS16

A Companhia em virtude de contratos de sublocação para terceiros em algumas de suas lojas, reconheceu o valor presente dos recebíveis de curto e longo prazo, os quais são iguais em valor e prazo aos fluxos de caixa passivo dos contratos denominados de “lojas revenda”. O impacto no passivo de arrendamento está refletido no grupo “Arrendamentos - Lojas & Quiosques e Imóveis”.

O valor de receita de subleasing da Companhia no período findo em 31 de março de 2026 é de R$ 18.536 (R$ 16.273 no mesmo período de 2025).

Passivo

Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
LT Amazonas (i) 317.122 322.409 317.122
Arrendamentos – Infraestrutura de Rede (ii) (a) 7.915.609 7.825.464 7.915.609
Arrendamentos - Lojas & Quiosques e Imóveis (ii) 1.658.863 1.533.853 1.661.182
Arrendamentos - Terrenos (Rede) (ii) 2.469.762 2.470.403 2.469.762
Arrendamentos – Fibra (ii) 1.543.799 1.612.739 1.543.799
Total 13.905.155 13.764.868 13.907.474
Parcela circulante (1.643.501) (1.702.899) (1.644.346)
Parcela não circulante 12.261.654 12.061.969 12.263.128

O montante de juros pagos no período findo em 31 de março de 2026 referente ao IFRS16 / CPC 06 (R2) foi de R$ 411.012 (R$ 317.533 no mesmo período de 2025).

No período findo em 31 de março de 2026, foi pago o montante de R$ 23 milhões (R$ 37 milhões, em 2025), referentes a multas aplicadas, relacionadas ao processo de descomissionamento de sites.

Em 1º de março de 2026, a Companhia renegociou parte de seus contratos de arrendamento com a ATC, com o objetivo de simplificar e unificar a estrutura contratual e manter os termos e condições consistentes. A renegociação resultou em um impacto na dívida no montante de aproximadamente R$ 12,3 milhões.

A movimentação dos passivos de arrendamento está demonstrada na nota 36. A tabela a seguir apresenta o cronograma de pagamentos dos contratos em vigor, representando os desembolsos estimados (valores nominais) nos contratos assinados. Tais saldos nominais diferem dos registrados nos livros contábeis, pois, nestes os montantes são registrados a valor presente:

Controladora

LT Amazonas Arrendamentos Infraestrutura de rede Arrendamentos Lojas & Quiosques e Imóveis Arrendamentos Terrenos (Rede) Arrendamentos Fibra Total
Valores nominais 494.471 13.508.947 3.001.546 4.079.087 1.909.596 22.993.647
2026 80.943 1.328.829 274.654 427.696 440.686 2.552.808
2027 64.641 1.735.495 348.363 522.770 558.279 3.229.548
2028 64.641 1.707.272 317.628 507.826 523.257 3.120.624
2029 64.641 1.627.974 282.428 472.312 321.837 2.769.192
2030 64.641 1.475.981 242.510 418.320 64.506 2.265.958
2031 em diante 154.964 5.633.396 1.535.963 1.730.163 1.031 9.055.517
Valor presente 317.122 7.915.609 1.658.863 2.469.762 1.543.799 13.905.155

Consolidado

LT Amazonas Arrendamentos Infraestrutura de rede Arrendamentos Lojas & Quiosques e Imóveis Arrendamentos Terrenos (Rede) Arrendamentos Fibra Total
Valores nominais 494.471 13.508.947 3.004.397 4.079.087 1.909.596 22.996.498
2026 80.943 1.328.829 275.812 427.696 440.686 2.553.966
2027 64.641 1.735.495 348.961 522.770 558.279 3.230.146
2028 64.641 1.707.272 318.186 507.826 523.257 3.121.182
2029 64.641 1.627.974 282.915 472.312 321.837 2.769.679
2030 64.641 1.475.981 242.560 418.320 64.506 2.266.008
2031 em diante 154.964 5.633.396 1.535.963 1.730.163 1.031 9.055.517
Valor presente 317.122 7.915.609 1.661.182 2.469.762 1.543.799 13.907.474

i) LT Amazonas

Em 2013, a Companhia assinou contratos de direito de uso de infraestrutura com empresas que exploram linhas de transmissão de energia elétrica na Região Norte do Brasil ("LT Amazonas"). A vigência dos acordos é de 20 anos, contados a partir da data em entrada de operação dos ativos. Os contratos preveem pagamentos mensais às detentoras dos direitos de transmissão de energia elétrica, atualizados anualmente pelo IPCA.

A taxa de desconto utilizada na apuração do valor presente das parcelas devidas é de 14,44% ao ano, considerando a data de assinatura dos contratos com as transmissoras.

ii) Arrendamentos

Está representado substancialmente pelas transações de arrendamentos em torres de transmissão, terrenos, lojas e quiosques e fibras no escopo do IFRS 16.

(a) Venda e leaseback das Torres

68
Classificado como Público

A Companhia celebrou com a American Tower do Brasil Cessão de Infraestruturas Ltda. ("ATC"), em novembro de 2014 e janeiro de 2015, contratos de venda de até 6.481 torres de telecomunicações de sua propriedade, no montante aproximado de R$ 3 bilhões, acompanhados de um Contrato Master de Locação (MLA), pelo prazo de 20 anos, na modalidade de sale and leaseback. Foram transferidas 5.873 torres entre 2015 e 2017, totalizando R$ 2.651.247 em vendas, dos quais R$ 1.088.390 foram registrados como receita diferida, amortizada ao longo do prazo contratual (nota 22).

Em março de 2026 a Companhia firmou um acordo estratégico com a ATC, o qual abrangeu todo o parque que compõe a relação entre TIM e ATC. Tal acordo gerou modificação sobre os saldos de venda e leaseback, em função de redução do prazo e restrições de uso, com concomitante remensuração de saldos. Por outro lado, a Companhia também possui outros contratos de arrendamentos de torres com a ATC, que tiveram aumento dos prazos, com efeitos de remensuração.

Vale destacar que, do total de R$ 7.915.609 (R$ 7.825.464 em 31 de dezembro de 2025) apresentado em "Arrendamentos – Infraestrutura de Rede", estão incluídos os montantes de R$ 1.399.153 (R$ 1.630.795 em 31 de dezembro de 2025) relacionados à Venda de Torres (leaseback) e de R$ 138.957 (R$ 108.588 em 31 de dezembro de 2025) relacionados a arrendamentos de torres vinculados a contratos com empresas torreiras.

Arrendamentos de baixo valor ou curto prazo

Os valores de arrendamentos considerados de baixo valor ou de curto prazo (inferiores a 12 meses) foram reconhecidos como despesa de aluguel e totalizaram R$ 7.385 em 31 de março de 2026 (R$ 7.236 no mesmo período de 2025).

  1. Fornecedores

As contas a pagar a fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos no curso usual dos negócios. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa de juros efetiva. Dado o curto prazo de vencimento destas obrigações, em termos práticos, normalmente as mesmas são reconhecidas ao valor da fatura correspondente.

Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Fornecedores 5.165.588 5.138.780 5.178.909
Moeda nacional 4.314.306 4.414.270 4.327.627
Fornecedores de materiais e serviços (i) 4.213.113 4.321.640 4.226.436
Interconexão (ii) 58.376 56.960 58.376
Roaming (iii) 6.880 6.391 6.880
Co-billing (iv) 35.937 29.279 35.935
Moeda estrangeira 851.282 724.510 851.282
Fornecedores de materiais e serviços (i) 358.337 285.866 358.337
Roaming (iii) 492.945 438.644 492.945
Parcela Circulante 5.165.588 5.138.780 5.178.909

69
Classificado como Público

(i) Representa o valor a ser pago a fornecedores na aquisição de materiais e na prestação de serviços aplicados no ativo tangível e intangível ou para consumo na operação, manutenção e administração, conforme os termos do contrato entre as partes.

(ii) Refere-se à utilização da rede de outras operadoras de telefonia fixa e móvel, nos casos em que as chamadas são iniciadas na rede TIM e finalizadas nas outras operadoras.

(iii) Refere-se às chamadas efetuadas quando o cliente está fora de sua área de registro, sendo considerado visitante na outra rede.

(iv) Refere-se às chamadas efetuadas pelo cliente ao escolher outra operadora de longa distância.

A Companhia classifica passivos financeiros que surgem de acordos de financiamento (risco sacado) com fornecedores em Fornecedores no balanço patrimonial se eles tiverem natureza e função semelhantes às contas a pagar. Esse é o caso se o acordo de financiamento com fornecedores fizer parte do capital de giro usado no ciclo operacional normal da Companhia, o nível de segurança fornecido for semelhante às contas a pagar e os termos dos passivos que fazem parte do acordo de financiamento da cadeia de suprimentos não forem substancialmente diferentes dos termos das contas a pagar que não fazem parte do acordo. Os fluxos de caixa relacionados a passivos decorrentes de acordos de financiamento com fornecedores são incluídos nas atividades operacionais da demonstração do fluxo de caixa.

A Companhia firmou contratos com instituições financeiras como alternativa de suporte aos seus fornecedores para que pontualmente, a seu exclusivo critério, pudessem antecipar seus recebíveis. Nestas operações, os fornecedores transferem o direito do recebimento dos títulos para uma instituição financeira sem direito de regresso mantendo os prazos contratuais. Os títulos cedidos são antecipados aos fornecedores mediante aplicação de taxa de deságio. Após a realização das operações a Companhia passa a ter essas instituições financeiras como credoras dos títulos cedidos no valor e prazo contratuais originais com os fornecedores, sem nenhum encargo ou benefício financeiro associado. O saldo registrado referente aos títulos a pagar relacionados a essas operações já foi integralmente pago pelas instituições financeiras aos fornecedores.

Em 31 de março de 2026, a Companhia possui aproximadamente R$ 128 milhões (R$ 591 milhões em 31 de dezembro de 2025) relacionados a operação de risco sacado, conforme detalhado abaixo:

Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Saldo relativo a faturas incluídas nos Acordos – fornecedores pagos 127.886 590.646 127.886
Saldo relativo a faturas incluídas nos Acordos – fornecedores não pagos -
127.886 590.646 127.886

Não houve alterações não caixa significativas nos valores contábeis de fornecedores incluídos nestas operações.

70
Classificado como Público

  1. Autorizações a pagar

Em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025, a Companhia possui os seguintes compromissos junto à ANATEL:

Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Renovação de autorizações (i) 296.882 289.241 296.882
Dívida ANATEL atualizada (ii) 223.600 221.194 221.194
Autorizações a pagar (iii) 993.010 970.998 995.416
1.513.492 1.481.433 1.513.492
Parcela circulante (325.726) (321.761) (325.726)
Parcela não circulante 1.187.766 1.159.672 1.187.766

(i) Para prestação do SMP, a Companhia obteve Autorizações do direito de uso de radiofrequência por prazo determinado, renováveis⁶. Na opção pela prorrogação do direito desse uso, é devido o pagamento do valor de 2% sobre a receita líquida decorrente da aplicação dos Planos de Serviço, Básico e Alternativos da região coberta pela Autorização que encerra cada biênio. Em 31 de março de 2026, os saldos vincendos relativos à renovação de Autorizações eram de R$ 296.882 (R$ 289.241 em 31 de dezembro de 2025).

(ii) Em 5 de dezembro de 2014, a Companhia assinou o Termo de Autorização da faixa de 700 MHz, referente as autorizações da licença 4G, e pagou o equivalente a R$1.678 milhões, registrando o saldo remanescente no valor de R$ 61 milhões como passivo comercial, conforme método de pagamento previsto no Edital.

Em 30 de junho de 2015, a Companhia distribuiu ação judicial questionando a cobrança do valor nominal excedente de R$ 61 milhões, atualizado pelo IGP-DI, totalizando R$ 224 milhões em 31 de março de 2026 (221 milhões em 31 de dezembro de 2025), o qual ainda está pendente de julgamento.

(iii) Refere-se aos custos na aquisição das faixas de radiofrequência 2,3GHz, 3,5GHz e 26GHz para implantação da telefonia móvel de 5ª Geração ("Leilão 5G"), onde em dezembro de 2021, ocorreu a assinatura dos Termos de Autorização. O valor inicial total especificamente das radiofrequências no montante de R$884 milhões, sofre incidência de juros atrelados à taxa Selic e a Companhia optou por realizar pagamentos anuais pelo período de 20 anos (tendo pago as 4 primeiras parcelas nos montantes de R$46, R$52, R$58 e R$62 milhões).

As autorizações a pagar em 31 de março de 2026 vencíveis em longo prazo obedecem ao seguinte escalonamento:

⁶ O tempo de renovação varia de acordo com o edital de licitação e condições de prorrogação aprovadas pela Agência.

71
Classificado como Público

03/2026
2027 335.447
2028 70.353
2029 70.353
2030 70.353
2031 64.063
2032 em diante 577.197
1.187.766

As autorizações detidas em caráter primário pela TIM S.A. em 31 de março de 2026, assim como suas datas de expiração, estão demonstradas na tabela abaixo:

Data de Expiração
Termos de Autorização 800 MHz, 900 MHz e 1.800 MHz Frequência s adicionais 1800 MHz 1900 MHz e 2100 MHz (3G) 2500 MHz Bandas V1 e V2 (4G) 2500 MHz (Banda P (4G) 700 MHz (4G) 2,3GHz (5G) 3,5GHz (5G) 26GHz (5G)
Amapá, Roraima, Pará, Amazonas e Maranhão Março, 2031 Dezembro, 2032 Abril, 2038 Outubro, 2027 Dezembro, 2029 - Dezembro, 2041 Dezembro, 2031
Rio de Janeiro e Espírito Santo Março, 2031 ES - Dezembro/ 2032 Abril, 2038 Outubro, 2027 Dezembro, 2029 Dezembro, 2041 Dezembro, 2041 Dezembro, 2031 (lotes I e J) e dezembro, 2041 (lotes H)
Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Rio Grande do Sul (exceto município de Pelotas e região) e municípios de Londrina e Tamarana no Paraná Novembro, 2028 (800MHz); março, 2031 (900MHz) Dezembro/ 2032 Abril, 2038 Outubro, 2027 Dezembro, 2029 Sul – dezembro, 2041 Dezembro, 2041 Dezembro, 2031 (lotes I e J) e dezembro, 2041 (lotes H)
São Paulo Março, 2031 Interior - Dezembro, 2032 Abril, 2038 Outubro, 2027 - Dezembro, 2029 - Dezembro, 2041 Dezembro, 2031 (lotes I e J) e dezembro, 2041 (lotes H)
Paraná (exceto municípios de Londrina e Tamarana) Novembro, 2028 (800MHz); dezembro, 2032 (900 e 1800MHz) Dezembro, 2032 Abril, 2038 Outubro, 2027 AR41, Curitiba e Região Metropolitana – julho, 2031 Dezembro, 2029 Dezembro, 2041 Dezembro, 2041 Dezembro, 2031 (lotes I e J) e dezembro, 2041 (lotes H)
Santa Catarina Novembro/2028 (800MHz) - Dezembro 2032 (1800MHz) Dezembro, 2032 Abril, 2038 Outubro, 2027 - Dezembro, 2029 Dezembro, 2041 Dezembro, 2041 Dezembro, 2031 (lotes I e J) e dezembro, 2041 (lotes H)

72
Classificado como Público

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS - continuação

Em 31 de março de 2026

(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)

Município e região de Pelotas, no estado do Rio Grande do Sul Novembro/2028 (800MHz) - Dezembro 2032 (1800MHz) - Abril, 2038 Outubro, 2027 - Dezembro, 2029 Dezembro, 2041 Dezembro, 2041 Dezembro, 2031 (lotes I e J) e dezembro, 2041 (lotes H)
Pernambuco Novembro/2028 (800MHz) - Dezembro 2032 (1800MHz) - Abril, 2038 Outubro, 2027 Parte da AR81 – julho, 2031 Dezembro, 2029 - Dezembro, 2041 Dezembro, 2031
Ceará Novembro/2028 (800MHz) - Dezembro 2032 (1800MHz) - Abril, 2038 Outubro, 2027 - Dezembro, 2029 - Dezembro, 2041 Dezembro, 2031
Paraíba Novembro/2028 (800MHz) - Dezembro 2032 (1800MHz) - Abril, 2038 Outubro, 2027 - Dezembro, 2029 - Dezembro, 2041 Dezembro, 2031
Rio Grande do Norte Novembro/2028 (800MHz) – Dezembro 2032 (1800MHz) - Abril, 2038 Outubro, 2027 - Dezembro, 2029 - Dezembro, 2041 Dezembro, 2031
Alagoas Novembro/2028 (800MHz) – Dezembro 2032 (1800MHz) - Abril, 2038 Outubro, 2027 - Dezembro, 2029 - Dezembro, 2041 Dezembro, 2031
Piauí Novembro/2028 (800MHz) - Dezembro 2032 (900 e 1800MHz) - Abril, 2038 Outubro, 2027 - Dezembro, 2029 - Dezembro, 2041 Dezembro, 2031
Minas Gerais (exceto os municípios do setor 3 do PGO para radiofrequências 3G e sobras e 5G) Abril/2028 Dezembro, 2032 Abril, 2038 Outubro, 2027 Parte da AR31 - fevereiro, 2030 Dezembro, 2029 Dezembro, 2041 Dezembro, 2041 Dezembro, 2031 (lotes I e J) e dezembro, 2041 (lotes H)
Bahia e Sergipe Agosto/2027 - Abril, 2038 Outubro, 2027 - Dezembro, 2029 - Dezembro, 2041 Dezembro, 2031
  1. Empréstimos e financiamentos

São classificados como passivos financeiros mensurados pelo custo amortizado, sendo representados por passivos financeiros não derivativos que não são usualmente negociados antes do vencimento.

No reconhecimento inicial são registrados por seu valor justo e após reconhecimento inicial, são mensurados pelo método da taxa efetiva de juros. As apropriações de despesas financeiras de acordo com o método da taxa efetiva de juros são reconhecidas no resultado, na linha de despesas financeiras.

Controladora Consolidado
Descrição Moeda Encargos Vencimento 03/2026 12/2025 03/2026
Debêntures¹ (ii) BRL IPCA + 4,0432% a.a. Jun/28 2.098.780 2.049.182 2.098.780
BNDES (i) BRL IPCA + 4,2283% a.a. Nov/31 316.499 329.566 316.499
BNB² (i) BRL IPCA + 1,2228% a 1,4945% a.a. Fev/28 354.784 399.975 354.784
Safra BRL CDI + 3,9083% a 6,8034% a.a Abr/26 a Abr/28 - - 4.768
Itaú EUR 3,7449% a.a a 4,5531% a.a Abr/26 a Fev/27 - - 3.820
Santander BRL CDI + 3,79% a.a Abr/28 - - 24.378
CEF BRL CDI + 2,42% a.a Out/28 - - 28.969
Total 2.770.063 2.778.723 2.831.998
Circulante (955.774) (925.626) (978.887)
Não circulante 1.814.289 1.853.097 1.853.111

¹ É prevista uma redução automática de até 0,25 pontos base em juros remuneratórios em observância ao cumprimento de metas sustentáveis estabelecidas na escritura de emissão.
² As taxas para os juros do BNB já contemplam 15% de desconto por adimplência.

Garantias

(i) Recebíveis da TIM S.A. limitados ao valor da dívida;
(ii) Não possuem garantia.

Os financiamentos da Companhia, contratados junto ao BNDES, foram obtidos para a expansão da rede de telefonia móvel e possuem cláusulas contratuais restritivas que preveem o cumprimento de determinados índices financeiros e não financeiros calculados trimestralmente. Os índices financeiros são: (1) Patrimônio Líquido sobre Ativo total; (2) EBITDA sobre despesas financeiras líquidas; (3) Dívida financeira total sobre EBITDA e (4) Dívida financeira líquida de curto prazo sobre EBITDA. As Debêntures emitidas pela TIM S.A. (2ª emissão em Série Única) possuem cláusula de cumprimento de índice financeiro, calculado semestralmente, nos meses de junho e dezembro. O índice é Dívida financeira líquida sobre EBITDA. A Companhia cumpriu todos os índices estabelecidos.

Os empréstimos e financiamentos da Companhia em 31 de março de 2026 vencíveis em longo prazo obedecem ao seguinte escalonamento:

74
Classificado como Público

Valores nominais
Controladora Consolidado
2027 873.057 897.379
2028 779.216 793.716
2029 55.548 55.548
2030 55.548 55.548
2031 50.920 50.920
1.814.289 1.853.111

O valor nominal dos empréstimos e financiamentos é consistente com seu respectivo cronograma de pagamento.

Valores nominais
Controladora Consolidado
2026 898.501 921.614
2027 930.329 954.651
2028 779.216 793.716
2029 55.548 55.548
2030 55.548 55.548
2031 50.921 50.921
2.770.063 2.831.998

Valor justo dos empréstimos

Com relação às captações contratadas: Debêntures, BNDES e BNB considera-se o valor justo desses empréstimos o valor presente da ponta ativa dos contratos de swap que protegem a Companhia de variações das taxas de câmbio e juros. O valor justo das operações em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025 está detalhado na tabela abaixo:

03/2026 12/2025
Debêntures 2.116.563 2.062.508
BNDES 317.443 330.551
BNB 355.628 400.926
  1. Impostos, taxas e contribuições a recolher
Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Impostos, taxas e contribuições a recolher 5.085.357 4.888.759 5.087.760
Impostos e Taxas ANATEL (i) 4.589.961 4.347.216 4.589.961
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS 273.267 328.376 273.267
Imposto sobre Serviço - ISS 57.808 62.174 58.230
PIS / COFINS 53.970 54.430 55.865
Outros (ii) 110.351 96.563 110.437
Parcela circulante (5.052.480) (4.855.551) (5.054.883)
Parcela não circulante 32.877 33.208 32.877

(i) Em 2020, para minimizar os impactos da pandemia, foi editada a Medida Provisória 952, de 15 de abril de 2020, que autorizou a postergação dos vencimentos para 31 de agosto de 2020 de tributos tais como TFF, Condecine e CFRP. Dos valores de 2020, a Companhia efetuou o pagamento referente a CFRP e Condecine, mas por força de liminar em medida judicial não houve necessidade de pagamento do Fistel (TFF), que permanece em aberto até decisão final.

Nos anos de 2021 a 2025, houve pagamento parcial referentes a CRFP e Condecine anualmente, com os pagamentos de TFF suspensos com base em liminar proferida pelo Tribunal Regional da 1ª Região.

Em 31 de março de 2026 o valor total da obrigação referente a TFF é R$ 4.562 milhões, sendo R$ 3.323 milhões de principal e R$ 1.239 milhões de juros moratórios (em 31 de dezembro de 2025 o valor total da obrigação referente a TFF é R$ 4.320 milhões, sendo R$ 3.188 milhões de principal e R$ 1.131 milhões de juros moratórios).

(ii) A composição desta conta refere-se principalmente ao IRRF sobre JSCP aprovados em março de 2026, no montante de R$ 66 milhões (R$62 milhões em dezembro de 2025).

  1. Receitas diferidas
Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Receitas diferidas 614.872 765.711 656.936
Serviços a prestar pré-pago (i) 78.232 130.783 78.232
Receitas antecipadas 29.478 31.058 29.478
Receitas diferidas sobre venda de torres (ii) 425.257 518.445 425.257
Passivo contratual (iii) 81.905 85.425 123.969
Parcela circulante (204.941) (259.527) (244.548)
Parcela não circulante 409.931 506.184 412.388

(i) Refere-se a recarga de créditos de voz e dados ainda não utilizados pelos clientes relativos aos serviços do sistema pré-pago que são apropriados ao resultado quando da efetiva utilização destes serviços pelos clientes.

(ii) Refere-se ao valor das receitas a serem apropriadas pela venda das torres (nota 17), onde parte do valor foi realizado em 2026 pela renegociação do contrato com a ATC.

(iii) Contratos com clientes. A tabela abaixo contempla informações sobre a parcela das contas a receber com clientes, das quais se originam ativos e passivos contratuais.

Os saldos em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025, apresentados abaixo:

Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Ativo contratual (nota 6) 23.882 25.898 23.882
Passivo contratual (81.905) (85.425) (123.969)

Os contratos com clientes foram gerados na alocação dos descontos em ofertas combinadas fidelizadas, onde o desconto pode ser no equipamento e/ou no serviço, gerando um ativo ou passivo contratual, respectivamente, de acordo com a oferta sob análise. Além disso, o passivo contratual inclui valores relacionados às taxas de habilitação e disponibilização de contratos com clientes.

Resumo das principais variações no período:

Ativo (passivo) contratual

Controladora Consolidado
Saldo em 1º. de janeiro de 2026 (59.527) (59.527)
Saldo de companhia adquirida - (48.936)
Adições 8.877 45.129
Baixas (7.373) (36.753)
Saldo em 31 de março de 2026 (58.023) (100.087)

Os saldos de ativos e passivos contratuais têm previsão de realização conforme tabela abaixo.

Controladora
2026 2027 2028
Ativo (passivo) contratual (35.854) (21.889) (280)
Consolidado
--- --- --- ---
2026 2027 2028
Ativo (passivo) contratual (75.461) (24.346) (280)

A Companhia em linha com parágrafo 121 da IFRS 15, não está apresentando os efeitos das informações sobre contratos de clientes com prazos de duração inferiores a 1 ano.

23. Provisão para processos judiciais e administrativos

A Companhia é parte integrante em processos judiciais e administrativos nas esferas cível, trabalhista, previdenciária, tributária e regulatória, que surgem no curso normal de seus negócios.

A provisão é constituída com base em opiniões dos consultores jurídicos da Companhia e da Administração, por montantes julgados como suficientes e adequados para cobrir perdas e riscos considerados prováveis. As situações em que as perdas são consideradas prováveis e possíveis são objeto de registro e divulgação, respectivamente, por seus valores atualizados, e aquelas em que as perdas são consideradas remotas não são divulgadas.

A provisão para processos judiciais e administrativos constituída, atualizada, está composta como segue:

Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Provisão para processos judiciais e administrativos 1.591.027 1.559.687 1.591.027
Cível e regulatória (a) 499.231 466.726 499.231
Trabalhistas (b) 190.556 196.916 190.556
Tributária (c) 901.240 896.045 901.240

As variações na provisão para processos judiciais e administrativos, encontram-se resumidas a seguir:

78
Classificado como Público

12/2025 Adições, líquidas de reversões Pagamentos Atualização monetária 03/2026
1.559.687 80.694 (104.243) 54.889 1.591.027
Cível e regulatória (a) 466.726 36.848 (25.416) 21.073 499.231
Trabalhistas (b) 196.916 17.918 (32.919) 8.641 190.556
Tributária (c) 896.045 25.928 (45.908) 25.175 901.240
12/2024 Adições, líquidas de reversões Pagamentos Atualização monetária 03/2025
1.564.293 63.968 (105.379) 31.053 1.553.935
Cível e regulatória (a) 595.611 23.863 (40.284) 17.674 596.864
Trabalhistas (b) 209.098 13.858 (33.387) 12.786 202.355
Tributária (c) 759.584 26.247 (31.708) 593 754.716

A Companhia está sujeita a diversas ações judiciais e procedimentos administrativos propostos pelos consumidores, fornecedores, prestadores de serviços e órgãos de defesa do consumidor e órgãos fazendários, que tratam de variadas matérias que surgem no curso normal dos negócios das entidades. A seguir estão sumariados os principais processos:

a. Processos cíveis e regulatórios

a.1 Ações movidas por consumidores

A Companhia é parte em ações que se referem a reclamações diversas movidas por consumidores, nas esferas judicial e administrativa. As referidas ações no montante provisionado de R$ 138.969 (R$ 133.178 em 31 de dezembro de 2025), referem-se principalmente a processos por suposta cobrança indevida, discussões contratuais, portabilidade, discussões relacionadas a não restituição de valores, e suposta ocorrência de fraudes.

a.2 Órgãos de Defesa do Consumidor

A TIM é parte em ações judiciais e administrativas movidas pelo Ministério Público, Procon e outros órgãos de defesa do consumidor, decorrentes de reclamações consumeristas, em que, se discute, dentre outros temas: (i) supostas falhas na prestação dos serviços de rede; (ii) questionamentos da qualidade no atendimento; (iii) supostas violações contratuais; (iv) questionamentos sobre publicidade; e (v) discussão de cobrança indevida. O montante provisionado equivale a R$ 133.572 (R$119.954 em 31 de dezembro de 2025).

79
Classificado como Público

A TIM é ré em uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, na qual são discutidos supostos vícios na qualidade da prestação de serviços para os usuários do plano Infinity. A TIM recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), mas teve seus recursos negados. Em seguida, apresentou Recurso Extraordinário ao Supremo Tribunal Federal (STF), que também foi rejeitado. Após isso, a TIM protocolou uma Reclamação no STF, alegando que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) estaria julgando um tema que seria de competência exclusiva do STF, especificamente, o Tema 1075 da repercussão geral. O Ministro Relator rejeitou a Reclamação, e a TIM apresentou Agravo Interno, que também foi negado inicialmente. No entanto, no julgamento concluído em 24 de abril de 2025, um dos ministros apresentou voto divergente, que acabou sendo seguido pela maioria do colegiado. Com isso, o STF deu provimento ao Agravo Interno da TIM, reconhecendo que a 11ª Vara Cível de Curitiba/PR é a competente para julgar o caso, e anulou as decisões anteriores do TJDFT. Diante dessa nova decisão judicial em abril/2025, a TIM reverteu a provisão contábil R$ 169 milhões, sendo R$ 50 milhões principal e R$ 119 milhões de atualização monetária. A ação foi redistribuída ao juízo da 11ª Vara Cível de Curitiba/PR e aguarda determinação de manifestação das partes acerca do seu prosseguimento.

a.3 Ex-parceiros comerciais

A TIM é ré em ações propostas por ex-parceiros comerciais em que são pleiteados, dentre outros, valores com fundamentos em supostos inadimplementos contratuais. O valor provisionado é de R$ 51.696 (R$ 41.146 em 31 de dezembro de 2025).

a.4 Outros

A TIM é ré em outras ações de objetos essencialmente não consumeristas propostas pelos mais diversos agentes diferentes dos descritos anteriormente, em que, dentre outras, se discute: (i) subscrição acionária; (ii) pedidos de indenização por responsabilidade civil; (iii) suposto descumprimento de contrato em que os valores provisionados totalizam R$ 48.566 (R$ 50.496 em 31 de dezembro de 2025).

a.5 Socioambiental e infraestrutura

A Companhia é parte em ações envolvendo agentes diversos que discutem aspectos relacionados a licenciamento, dentre os quais Licenciamento Ambiental e Licenciamento de Infraestruturas (instalação/operação). Os valores provisionados equivalem a R$ 50.566 (R$47.564 em 31 de dezembro de 2025).

a.6 ANATEL

A Companhia é parte em ações em face da ANATEL, nas quais se discutem, dentre outros temas: (i) débito relativo à cobrança de 2% das receitas de serviços de valor adicionado - VAS e interconexão; (ii) correção monetária pro-rata aplicada à proposta de preços estipulados no edital para uso das frequências do 4G; (iii) suposto descumprimento de metas de qualidade do serviço; (iv) modelos de ofertas de referência de produtos de atacado (ORPAs) e (v) relativos ao não cumprimento de certos indicadores de qualidade, inadimplemento de outras obrigações derivadas dos Termos de Autorização e não atendimento à regulamentação do SMP, SCM e do STFC, incluindo Procedimentos de Apuração de Descumprimento de Item de Cronograma (PADIC). Os valores envolvidos e provisionados equivalem a R$ 75.862 (R$ 74.388 em 31 de dezembro de 2025).

b. Trabalhistas

b.1 Processos trabalhistas

São processos envolvendo diversas reclamações trabalhistas propostas tanto por ex-empregados, em relação a questões como horas extras, diferenças de remuneração variável e reflexos legais nas demais verbas do contrato, quanto por ex-empregados de empresas prestadoras de serviços, os quais, valendo-se da legislação trabalhista em vigor, requerem a responsabilização da Companhia por obrigações trabalhistas não adimplidas pelas empresas prestadoras de serviços contratadas. Do total de 1.280 reclamações trabalhistas em 31 de março de 2026 (1.347 em 31 de dezembro de 2025) movidas contra a Companhia, a maioria refere-se a demandas que envolvem ex-empregados de prestadores de serviços seguido de processos de empregados. O provisionamento destas causas totaliza R$ 159.164 atualizado monetariamente (R$ 161.133 em 31 de dezembro de 2025).

b.2 Previdenciário

A Companhia é parte de 25 ações em 31 de março de 2026 (27 em 31 de dezembro de 2025) referentes à divergência legal de incidência das contribuições previdenciárias debatidas no poder judiciário, no valor total atualizado de R$ 28.877 (R$ 35.783 em 31 de dezembro de 2025).

c. Processos tributários

03/2026 12/2025
Tributos Federais 299.903 377.027
Tributos Estaduais 518.332 436.204
Tributos Municipais 12.052 11.861
Processos TIM S.A. (Purchase price allocation) 70.953 70.953
901.240 896.045

O total da provisão registrada está substancialmente composta pelos seguintes processos cujos valores indicados estão estimados pelos índices estabelecidos pelo governo federal para tributos em atraso, estando atrelados à variação da taxa SELIC.

Tributos federais

A provisão para a TIM S.A. suporta sessenta e nove processos e está substancialmente composta pelos seguintes processos:

(i) Existe provisão de 3 processos referentes a FUST/FUNTTEL e suas decorrentes obrigações acessórias. Destes, destacam-se dois casos em que a discussão segue principalmente sobre denúncia espontânea da multa no pagamento do FUST. O valor relativo à multa e juros sobre a contribuição ao FUST do ano de 2009, onde não está sendo reconhecido o benefício da denúncia espontânea, provisionado e atualizado é de R$ 19.606 (R$ 19.313 em 31 de dezembro de 2025).

Adicionalmente, no segundo trimestre de 2019, a Companhia constituiu a provisão para um processo de FUST, que busca a Inconstitucionalidade e ilegalidade da cobrança do FUST. Pleito pelo reconhecimento do direito de não recolher FUST, deixando de incluir em sua base de cálculo as receitas transferidas a título de interconexão e EILD (Exploração Industrial de Linha Dedicada), bem como pelo direito de não sofrer a cobrança retroativa das diferenças apuradas em função de não observar a súmula 7/2005 da ANATEL, no valor de R$ 76.850 (R$ 75.769 em 31 de dezembro de 2025).

81
Classificado como Público

(ii) A Companhia constituiu provisão para processos de compensação federal decorrentes de uma reapuração realizada em 2006, para a qual o suporte documental não se mostrou robusto o suficiente após perícias realizadas. O valor provisionado e atualizado é de R$ 73.353 (R$ 71.815 em 31 de dezembro de 2025).

(iii) Cobrança de débitos de IRPJ, PIS/COFINS e CSLL decorrente da não homologação ou homologação parcial de compensações realizadas pela Companhia. O valor provisionado e atualizado é de R$ 22.532 (R$ 22.389 em 31 de dezembro de 2025).

(iv) A Companhia constituiu provisão para um processo com vistas à exigência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE - Melbourne), em razão de, supostamente, ter deixado de efetuar o pagamento da contribuição da remessa ao exterior para remuneração das operadoras referente ao tráfego sainte. O processo foi integralmente pago na transação federal de 2026. (R$ 81.113 em 31 de dezembro de 2025).

Tributos Estaduais

A provisão para a TIM S.A. suporta cento e quarenta processos e está substancialmente composta pelas seguintes naturezas:

(i) os valores envolvidos nas autuações que questionam o estorno de débitos de ICMS, assim como o suporte documental para a comprovação de créditos apropriados pela Companhia, cujos valores provisionados, atualizados, equivalem a R$ 132.582 (R$ 56.412 em 31 de dezembro de 2025);

(ii) valores supostamente não oferecidos à tributação pela prestação de serviços de telecomunicações, que, atualizados, equivalem a R$ 116.343 (R$ 107.350 em 31 de dezembro de 2025);

(iii) cobranças em razão de supostas diferenças tanto de entradas como de saídas de mercadorias, em procedimento de levantamento quantitativo de estoque, cujos valores atualizados equivalem a R$ 7.632 (R$ 7.393 em 31 de dezembro de 2025).

(iv) valores supostamente creditados de forma indevida relacionados a créditos CIAP, cujos valores atualizados equivalem a R$ 36.802 (R$ 36.075 em 31 de dezembro de 2025).

(v) créditos relacionados com operações de substituição tributária, cujos valores atualizados equivalem a R$ 120.661 (R$ 118.327 em 31 de dezembro de 2025);

(vi) suposta falta de recolhimento ou apropriação supostamente indevida de créditos relativos ao diferencial de alíquota de ICMS (DIFAL), cujos valores atualizados equivalem a R$ 558 (R$ 16.181 em 31 de dezembro de 2025).

(vii) cobrança sobre valores de assinatura sem franquia, cujos valores atualizados equivalem a R$ 9.412 (R$ 9.214 em 31 de dezembro de 2025).

(viii) cobrança sobre valores de crédito especial, cujos valores atualizados equivalem a R$ 5.104 (R$ 5.009 em 31 de dezembro de 2025).

82
Classificado como Público

Tributos Municipais

Destacam-se os valores envolvidos nas autuações que questionam a retenção e recolhimento do ISS-fonte de serviços de terceiros sem vínculo empregatício, bem como o recolhimento de ISS próprio correspondente a serviços prestados em co-billing.

PPA TIM S.A

Há processos tributários advindos da aquisição da antiga Intelig (atual TIM S.A.) pela antiga controladora do grupo TIM Participações, que compõem o processo de alocação do preço de aquisição da antiga Intelig e somam R$ 70.953 (R$70.953 em 31 de dezembro de 2025).

d. Processos judiciais e administrativos cujas perdas são avaliadas como possíveis

A Companhia possui ações de natureza cível, trabalhista, tributária e regulatória envolvendo riscos de perda classificados por seus consultores jurídicos e pela Administração como possíveis, para as quais não há provisão para processos judiciais e administrativos constituída, conforme valores apresentados a seguir:

03/2026 12/2025
27.060.696 26.722.972
Cível e regulatória (d.1) 1.653.000 1.798.568
Trabalhista e previdenciária (d.2) 473.431 474.376
Tributária (d.3) 24.934.265 24.450.028

Os processos administrativos e judiciais cujas perdas são avaliadas como possíveis e monitorados pela Administração estão divulgados pelos seus valores atualizados.

As principais ações com risco de perda classificadas como possível estão descritas abaixo:

d.1. Cíveis e regulatórias

03/2026 12/2025
Ações movidas por consumidores (d.1.1) 124.334 129.012
ANATEL (d.1.2) 446.665 317.215
Órgãos de Defesa do Consumidor (d.1.3) 395.210 447.834
Ex-parceiros comerciais (d.1.4) 322.202 326.930
Socioambiental e infraestrutura (d.1.5) 105.611 77.780
Outros (d.1.6) 258.978 499.797
1.653.000 1.798.568

83
Classificado como Público

d.1.1 Ações movidas por consumidores

Referem-se principalmente a ações por suposta cobrança indevida, cancelamento de contrato, qualidade dos serviços, defeitos e falhas na entrega de aparelhos e negativação indevida.

d.1.2 ANATEL

A Companhia é parte em ações em face da ANATEL, nas quais se discutem, dentre outros temas: (i) débito relativo à cobrança de 2% das receitas de serviços de valor adicionado - VAS e interconexão; (ii) correção monetária pro rata aplicada à proposta de preços estipulados no edital para uso das frequências do 4G; (iii) suposto descumprimento de metas de qualidade do serviço; (iv) modelos de ofertas de referência de produtos de atacado (ORPAs) e (v) relativos ao não cumprimento de certos indicadores de qualidade, inadimplemento de outras obrigações derivadas dos Termos de Autorização e não atendimento à regulamentação do SMP, SCM e do STFC.

Em 31 de março de 2026, o valor indicado relativo aos PADOs (Procedimento para Apuração de Descumprimento de Obrigações) e Procedimentos de Apuração de Descumprimento de Item de Cronograma (PADIC), considerando a atualização monetária, classificados com risco possível era de R$ 121.141 (R$ 249.373 em 31 de dezembro de 2025).

Em 18 de junho de 2020, o Conselho Diretor da ANATEL aprovou, por unanimidade, o Termo de Ajustamento de Conduta n.º 001/2020 (TAC) da TIM, que vinha sendo negociado desde 2014 com o regulador.

Em 19 de junho de 2020, o Conselho de Administração da Companhia aprovou o referido TAC após deliberação final do Regulador e a assinatura do Termo ocorreu em 25 de junho do mesmo ano. O acordo abrangia sanções que totalizavam um valor de aproximadamente R$ 639 milhões (atualizados à época), arquivadas em função de compromissos representados em ações de melhorias relativas aos macrotemas “Qualidade”, “Ampliação do Acesso”, “Direitos e Garantias dos Usuários” e “Fiscalização”.

A Companhia vem apresentando seu entendimento à Anatel nos casos em que a Agência apontou indícios de descumprimento nos Procedimentos de Apuração de Descumprimento de Item de Cronograma (PADIC) eventualmente instaurados.

Já a respeito da prorrogação de prazo das autorizações de uso das radiofrequências associadas ao SMP, a Companhia torna-se devedora do ônus contratual sobre a receita líquida decorrente dos planos de serviço comercializados no âmbito de cada autorização. No entanto, desde 2011 a ANATEL passou a incluir na base de cálculo do referido ônus também as receitas obtidas com Interconexão, e a partir de 2012 e anos posteriores, as receitas obtidas com Serviços de Valor Adicionado entre outras. No entender da Companhia, a inclusão de tais receitas é indevida em razão de não ser expressamente prevista nos Termos de Autorizações originais, pelo que as cobranças recebidas são discutidas na esfera administrativa e/ou judicial.

d.1.3 Órgãos de Defesa do Consumidor

A TIM é parte em ações judiciais e administrativas movidas pelo Ministério Público, Procon e outros órgãos de defesa do consumidor, decorrentes de reclamações consumeristas, em que se discute, dentre outros temas: (i) supostas falhas na prestação dos serviços de rede; (ii) supostas violações contratuais; (iii) questionamentos sobre publicidade e, (iv) questionamentos da qualidade no atendimento.

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d.1.4 Ex-Parceiros comerciais

A TIM é ré em ações propostas por diversos ex-parceiros comerciais em que são pleiteados, dentre outros, valores com fundamentos em supostos inadimplementos contratuais.

d.1.5 Socioambiental e infraestrutura

A Companhia é parte em ações envolvendo agentes diversos que discutem aspectos relacionados a (1) Licenciamento Ambiental e Licenciamento de Estrutura (instalação/operação) e (2) (i) radiação eletromagnética emitida pelas estruturas de Telecom; (ii) renovação de contratos de locação de terrenos para instalação de sites; (iii) Despejo em terrenos alugados para instalação de sites; (iv) apresentação de dados cadastrais, dentre outros.

d.1.6 Outros

A TIM é ré em outras ações de objetos essencialmente não consumeristas propostas pelos mais diversos agentes diferentes dos descritos anteriormente, em que, dentre outras se discute: (i) valores supostamente devidos em decorrência de subscrição acionária; (ii) pedidos de indenização por responsabilidade civil; (iii) suposto descumprimento de contrato.

d.2. Trabalhista e Previdenciária

d.2.1. Previdenciária

A Companhia é parte de ações referentes à divergência legal de incidência das contribuições previdenciárias debatidas no poder judiciário e na esfera administrativa, bem como em demandas que discutem responsabilidade solidária, no valor total atualizado de R$ 20.069 (R$ 67.492 em 31 de dezembro de 2025).

d.2.2. Trabalhistas

Há 2.035 reclamações trabalhistas em 31 de março de 2026 (2.142 em 31 de dezembro de 2025) movidas contra a Companhia e com risco possível, referentes a demandas que envolvem ex-empregados e empregados de prestadores de serviços no montante atualizado de R$ 453.362 (R$ 406.884 em 31 de dezembro de 2025). Ressaltamos a existência de reclamações trabalhistas, movidas por ex-empregados do grupo econômico Docas (Gazeta Mercantil, JB do Brasil, etc). Esses autores ajuizaram ações requerendo, na fase executória, a inclusão da Holdco (ex-acionista controladora da Intelig – atual TIM S.A.) ou da TIM Participações (incorporada pela TIM S.A), como rés solidárias, solicitando o pagamento da decisão judicial pela TIM, em razão de suposta formação de grupo econômico.

d.3. Tributárias

03/2026 12/2025
24.934.265 24.450.028
Tributos Federais (d.3.1) 5.169.055 4.991.390
Tributos Estaduais (d.3.2) 13.141.168 12.960.732
Tributos Municipais (d.3.3) 2.032.122 1.988.271
FUST, FUNTTEL e EBC (d.3.4) 4.591.920 4.509.635

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Classificado como Público

Os valores apresentados estão corrigidos, de forma estimada, com base no índice SELIC. O valor histórico envolvido equivale a R$ 16.771.812 (R$ 16.635.711 em 31 de dezembro de 2025).

d.3.1. Tributos Federais

O valor total autuado contra a Companhia relativamente a tributos federais é de R$ 5.169.055 em 31 de março de 2026 (R$ 4.991.390 em 31 de dezembro de 2025). Deste valor, destacam-se principalmente as seguintes discussões:

(i) Alegação de suposta incorreção de aproveitamento de créditos tributários por realização de incorporação reversa, amortização do ágio pago na aquisição das empresas de telefonia celular, dedução de despesas de amortização de ágio, exclusão da reversão de ágio, demais reflexos e glosas de compensações e deduções pagas por estimativa, utilização supostamente indevida do benefício da SUDENE por falta de formalização do benefício na Secretaria da Receita Federal (RFB), e falta de recolhimento de IRPJ e CSLL devidos por estimativa. A Companhia foi intimada do acórdão em 28 de abril de 2021 e, com isso, restou confirmado o êxito parcial de R$1,4 bilhão. Com o julgamento da Câmara Superior de Recursos Fiscais, da Receita Federal, em 2025 foi confirmado um novo êxito parcial, no valor estimado atualizado de aproximadamente R$ 610 milhões. Em 31 de março de 2026, o valor remanescente classificado como risco possível é de R$ 1.304.400 (R$ 1.225.208 em 31 de dezembro de 2025).

(ii) No terceiro e quarto trimestre de 2024, houve ingresso de processo relacionado ao aproveitamento de créditos de PIS e COFINS decorrentes da exclusão do ICMS das respectivas bases de cálculo, convertendo-se em eventual valor devido visto as compensações realizadas. O valor envolvido com risco possível é de R$ 1.878.350 (R$ 1.825.929 em 31 de dezembro de 2025).

(iii) Metodologia de compensação de prejuízos fiscais, bases negativas e outros créditos federais. O valor envolvido é de R$ 298.249 (R$ 289.676 em 31 de dezembro de 2025).

(iv) Cobrança de tributos sobre rendimentos de residentes no exterior, inclusive aqueles remetidos a título de roaming internacional e pagamento a beneficiários não identificados, bem como a cobrança de CIDE sobre pagamento de royalties em remessas para o exterior, inclusive as remessas a título de roaming internacional. O valor envolvido é de R$ 237.590 (R$ 232.657 em 31 de dezembro de 2025).

(v) Cobrança de débitos de IRPJ, PIS/COFINS e CSLL decorrente da não homologação ou homologação parcial de compensações realizadas pela Companhia a partir de créditos de retenções na fonte sobre aplicações financeiras e saldo negativo de IRPJ. O valor envolvido é de R$ 356.764 (R$ 351.801 em 31 de dezembro de 2025).

(vi) Glosa de créditos de PIS/COFINS sobre insumos - despesas e custos que segundo avaliação da Companhia foram intrinsecamente relacionados a atividade operacional da mesma. O valor envolvido é de R$ 359.238 (R$ 349.532 em 31 de dezembro de 2025).

(vii) Processo relacionado ao lucro da exploração: questionamento da Receita Federal por suposta utilização indevida do benefício fiscal de redução de 75% do IRPJ referente à Sudene em razão do questionamento quanto a averbação dos laudos apresentados. O valor envolvido é de R$ 367.490 (R$ 355.624 em 31 de dezembro de 2025).

Os valores não destacados se referem a diversas discussões sobre tributos federais relativas, mas não se limitando, às cobranças indevidamente vinculadas ao Grupo Jornal do Brasil, divergência de interpretação das regras contidas na Lei nº 9.718/98, outras compensações referentes à reapuração do pré-pago, desdobramentos do ágio e apuração de estimativas, tributação sobre operações de roaming internacional e de cessão onerosa de meios de rede, diferença de alíquota de IRRF, além de outros temas de menor representatividade.

d.3.2. Tributos Estaduais

O valor total autuado contra a TIM S.A. relativamente a tributos estaduais em 31 de março de 2026 é de R$ 13.141.168 (R$ 12.960.732 em 31 de dezembro de 2025). Deste valor, destacam-se principalmente as seguintes discussões:

(i) Não inclusão na base de cálculo do ICMS de descontos incondicionais oferecidos a clientes, além de multa pelo suposto descumprimento de obrigação acessória correlata. O valor envolvido é de R$ 1.562.307 (R$ 1.534.669 em 31 de dezembro de 2025).

(ii) Utilização de benefício fiscal (Programa de Promoção do Desenvolvimento Econômico Integrado e Sustentável do Distrito Federal - PRÓ-DF) concedido pelo próprio ente tributante, porém declarado inconstitucional posteriormente, bem como suposto creditamento indevido de ICMS decorrente da compra interestadual de mercadorias com benefício fiscal concedido no Estado de origem. O valor envolvido é de R$ 548.106 (R$ 536.534 em 31 de dezembro de 2025).

(iii) Estorno de crédito, glosa de creditamentos extemporâneos e lançamentos relativos a aquisições de ativo permanente. O valor envolvido é de R$ 735.185 (R$ 715.792 em 31 de dezembro de 2025).

(iv) Cobrança sobre estorno de débitos do ICMS, decorrente da identificação e sustentação documental de valores e informações lançados em contas de clientes, bem como sobre os créditos concedidos como antecipação de futuras recargas (crédito especial), operações isentas e não tributadas e sobre outros créditos de natureza não tributável e cobranças e glosa de créditos de ICMS relacionados com operações sujeitas ao regime de substituição tributária. O valor envolvido é de R$ 4.917.720 (R$ 4.872.070 em 31 de dezembro de 2025).

(v) Aproveitamento de crédito na aquisição de energia elétrica diretamente empregada no processo produtivo das companhias. O valor envolvido é de R$ 88.259 (R$ 83.607 em 31 de dezembro de 2025).

(vi) Suposto conflito entre as informações constantes de obrigações acessórias e o recolhimento do tributo, bem como questionamento específico de multa pelo descumprimento de obrigações acessórias. O valor envolvido é de R$ 1.303.988 (R$1.258.266 em 31 de dezembro de 2025).

(vii) Suposta falta de recolhimento de ICMS decorrente da glosa de débitos estornados e do momento da tributação relacionados ao serviço pré-pago, crédito indevido de ICMS nas saídas de mercadorias supostamente beneficiadas com redução da base de cálculo, bem como alegação de indevida não inclusão de Serviços de Valor Agregado (SVA) da base de cálculo do ICMS. O valor envolvido é de R$ 2.383.534 (R$ 2.248.803 em 31 de dezembro de 2025).

(viii) Lançamento de créditos relativos ao retorno de aparelhos celulares cedidos em comodato. O valor envolvido é de R$ 209.060 (R$ 237.426 em 31 de dezembro de 2025).

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Classificado como Público

(ix) Cobrança de ICMS relativo aos serviços de assinatura e sua alegada indevida não inclusão na base de cálculo do ICMS devido à sua natureza. O valor envolvido é de R$ 221.557 (R$ 261.438 em 31 de dezembro de 2025).

Os valores não destacados se referem a diversas discussões sobre tributos estaduais relativas, mas não se limitando, ao coeficiente de creditamento aplicado nas aquisições de ativo permanente, aos créditos decorrentes de itens financeiros e de natureza não telecom indevidamente tributados no campo “Outras OCCs” (Other Credits and Charges), às outras operações isentas e não tributadas interestaduais, ao diferencial de alíquota – DIFAL, ao regime especial previsto no Convênio 128/10 e 17/13, às regras de emissão de notas fiscais disciplinadas no Convênio 55/05, além de outros temas de menor representatividade.

d.3.3. Tributos Municipais

O valor total autuado contra a TIM S.A. relativamente a tributos municipais com classificação de risco possível é de R$ 2.032.122 em 31 de março de 2026 (R$ 1.988.271 em 31 de dezembro de 2025). Deste valor, destacam-se principalmente as seguintes discussões:

(i) Cobrança de ISS, bem como da multa punitiva pela ausência do suposto imposto devido, sobre diversas contas de receita da Companhia. O valor envolvido é de R$ 1.717.290 (R$1.673.534 em 31 de dezembro de 2025).

(ii) Cobrança de ISS sobre importação de serviços ou serviços realizados em outros Municípios. O valor envolvido é de R$ 108.271 (R$ 106.438 em 31 de dezembro de 2025).

(iii) Constitucionalidade da cobrança da Taxa de Fiscalização do Funcionamento (TFF) por autoridades municipais de localidades diversas. O valor envolvido é de R$ 157.898 (R$ 154.989 em 31 de dezembro de 2025).

d.3.4. Tributos regulatórios

O valor total autuado contra a Companhia relativamente às contribuições para o FUST, FUNTTEL, TFI, FISTEL e EBC com classificação de risco possível é de R$ 4.591.920 (R$ 4.509.635 em 31 de dezembro de 2025). A principal discussão envolve a cobrança da contribuição ao FUST e ao FUNTTEL (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) a partir da emissão pela ANATEL da Súmula nº. 07/2005, visando entre outros, e principalmente, a cobrança da contribuição para o FUST e para o FUNTTEL sobre as receitas de interconexão auferidas por prestadoras de serviços de telecomunicações móvel, a partir da vigência da Lei nº. 9.998/2000.

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Classificado como Público

  1. Obrigações com acionistas

Operação de grupamento e desdobramento

Em 24 de fevereiro de 2025, o Conselho de Administração da Companhia aprovou o grupamento e o posterior desdobramento de suas ações ordinárias, na proporção de 100:1, seguido de 1:100, sem afetar o capital social, o número de ações ou os ADRs da Companhia.

A proposta aprovada em 27 de março de 2025, em Assembleia Geral Ordinária, considerou que a Operação, quando realizada: (i) será aplicada a todos os acionistas da Companhia, (ii) sem alteração no valor do capital social da Companhia ou no número total de ações, (iii) sem modificação dos direitos conferidos pelas ações de emissão da Companhia aos seus titulares e (iv) sem alteração no número de ações que compõem cada ADR, permanecendo inalterado o número total de ADRs em circulação.

No início de julho, a Companhia realizou o procedimento de grupamento e desdobramento de ações, após o prazo de 30 dias. Em 14 de julho de 2025, foi realizado leilão para alienação de 22.059.698 ações ordinárias correspondentes às frações resultantes da operação, formadas a partir da aglutinação das frações de ações. O resultado do leilão, no valor total de R$ 455.691, já líquido de custos e taxas, equivalente a R$ 20,66 por ação ordinária, foi disponibilizado aos titulares das frações de ações, nas devidas proporções, a partir do dia 23 de julho de 2025. Do resultado do leilão, o montante de R$ 79.373 foi pago até 31 de março de 2026, restando o montante de R$ 376.318 à disposição dos antigos acionistas não identificados ou sem os dados cadastrais completos.

As frações de ações não reclamadas pelos acionistas em até 3 anos, são revertidas ao patrimônio líquido da Companhia no momento de sua prescrição.

Dividendos e juros sobre capital próprio a pagar

Em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025, o valor de obrigações com acionistas decorrente de dividendos e juros sobre capital próprio a pagar é de R$ 157.831.

Conforme previsto na Lei nº 6.404/76 e estatuto social da Companhia, os dividendos e juros sobre o capital próprio declarados e não reclamados pelos acionistas em até 3 anos, são revertidos ao patrimônio líquido no momento de sua prescrição, sendo destinado a uma reserva suplementar para expansão dos negócios.

  1. Patrimônio líquido

a. Capital social

O capital social é registrado pelo valor efetivamente captado junto aos acionistas, líquido dos custos diretamente atrelados ao processo de captação.

O capital social subscrito e integralizado em 31 de março de 2026, está representado por 2.392.125.889 ações ordinárias, após o cancelamento das ações em tesouraria, conforme nota 25.e. (2.392.125.889 ações ordinárias em 31 de dezembro de 2025). As ações não possuem valor nominal.

A Companhia está autorizada a aumentar seu capital social, mediante deliberação do Conselho de Administração, independentemente de reforma estatutária, até o limite de 4.450.000.000 ações ordinárias.

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b. Reservas de capital

A utilização das reservas de capital obedece aos preceitos do art. 200 da Lei nº 6.404/76, que dispõe sobre as sociedades por ações. Esta reserva é composta da seguinte forma:

03/2026 12/2025
393.267 388.236
Reserva especial de ágio 353.604 353.604
Plano de incentivo a longo prazo 15.666 10.635
Outras reservas de capital 23.997 23.997

b.1 Reserva especial de ágio

A reserva especial de ágio foi constituída a partir da incorporação do acervo líquido da antiga controladora TIM Participações S.A. (nota 16.d).

b.2 Plano de incentivo a longo prazo

Os saldos registrados nestas rubricas representam as despesas da Companhia relacionadas ao programa de incentivo a longo prazo, concedido aos empregados (nota 26).

b.3 Outras reservas de capital

Corresponde às frações de ações prescritas, resultantes de grupamentos realizados em exercícios anteriores. Como não foram resgatadas pelos acionistas no prazo legal, essas frações foram revertidas em favor da Companhia e registradas em outras reservas de capital, no montante de R$ 23.997.

c. Reservas de lucros

c.1 Reserva legal

Refere-se à destinação de 5% do lucro líquido relativo ao exercício findo em 31 de dezembro de cada ano, excluindo o saldo destinado a reserva de incentivos fiscais, até que a reserva iguale 20% do capital social. Adicionalmente, a Companhia poderá deixar de constituir a reserva legal quando esta, somada às reservas de capital, exceder 30% do capital social.

Esta reserva só pode ser utilizada para aumentar o capital ou compensar prejuízos acumulados.

c.2 Reserva estatutária para expansão

A formação desta reserva tem previsão no parágrafo 2º do art. 46 do estatuto social da Companhia e tem como finalidade a expansão dos negócios sociais.

Conforme estatuto, o saldo de reserva de expansão não poderá ultrapassar 80% do capital social. Atingindo este limite, caberá à Assembleia Geral deliberar sobre o saldo, procedendo à sua distribuição aos acionistas ou ao aumento de capital.

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c.3 Reserva de incentivo fiscal

A Companhia usufrui de benefícios fiscais que preveem restrições na distribuição dos lucros. Segundo a legislação que estabelece estes benefícios fiscais, o valor do imposto que deixar de ser pago em virtude de isenções e reduções da carga tributária não poderá ser distribuído aos sócios e constituirá reserva de incentivo fiscal da pessoa jurídica. Tal reserva somente pode ser utilizada para absorção de prejuízos ou aumento do capital social. Em 31 de março de 2026, o valor acumulado dos benefícios usufruídos pela Companhia equivale a R$ 3.143.043 (R$3.143.043 em 31 de dezembro de 2025).

O referido benefício fiscal, corresponde basicamente pela redução do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) incidente sobre o lucro da exploração apurado nas unidades incentivadas. A Companhia atua na área da extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (SUDENE/SUDAM), sendo os laudos de incentivo fiscal concedidos por estado da federação, por período de 10 anos, passíveis de renovação.

d. Dividendos

Os dividendos são calculados de acordo com o estatuto social e com a Lei das Sociedades por Ações.

Segundo seu último estatuto social, aprovado em 27 de março de 2025, a Companhia deve distribuir como dividendo obrigatório a cada exercício social findo em 31 de dezembro, desde que haja valores disponíveis para distribuição, quantia equivalente a 25% sobre o lucro líquido ajustado.

Conforme previsto no estatuto social da Companhia, os dividendos não reclamados no prazo de 3 anos reverterão em favor da Companhia.

Em 31 de dezembro de 2025, os dividendos e JCP foram calculados como segue:

2025
Lucro líquido do exercício 4.311.984
(-) Incentivos fiscais não distribuíveis (440.088)
(-) Constituição da reserva legal (193.492)
Lucro líquido ajustado 3.678.404
Dividendos mínimos calculados com base em 25% do lucro ajustado 919.601
Distribuição com base no lucro do exercício ajustado:
Juros sobre capital próprio 1.720.000
Dividendos 1.379.192
Total de dividendos e JSCP propostos e distribuídos 3.099.192
Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre JSCP (327.576)
Total de dividendos e JSCP líquidos 2.771.616
Distribuição com base nas reservas de lucro:
JSCP propostos e distribuídos 490.000
Dividendos intermediários / adicionais 410.808
Total de dividendos (incluindo dividendos adicionais) e JSCP líquidos (i) 3.672.424

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Classificado como Público

Os juros sobre capital próprio pagos e/ou a pagar são contabilizados em contrapartida às despesas financeiras as quais, para fins de apresentação das informações trimestrais são reclassificadas e divulgadas como destinação do lucro líquido do exercício, nas mutações do patrimônio.

Durante o ano de 2025, foram distribuídos os montantes de R$2.210.000 de juros sobre capital próprio, sendo o valor de R$ 1.720.000 distribuído com base no lucro do exercício de 2025 e R$ 490.000 com base na reserva de expansão, e propostos dividendos de R$1.790.000, sendo o valor de R$ 1.379.192 distribuído com base no lucro do exercício de 2025 e R$ 410.808 com base na reserva de expansão, os quais foram aprovados pelo Conselho de Administração em 16 de dezembro de 2025, totalizando R$ 4.000.000.

Os valores destinados até 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025, estão apresentados abaixo:

Aprovação Pagamento Provento
10/02/2025 22/04/2025 200.000
24/03/2025 Até 30/04/2026 490.000
05/05/2025 23/07/2025 300.000
22/07/2025 21/10/2025 320.000
23/09/2025 21/01/2026 480.000
16/12/2025 Até 30/06/2026 420.000
16/12/2025 30/12/2025 1.790.000
Total 2025 4.000.000
18/03/2026 30/04/2026 390.000
Total 2026 390.000

Até 31 de março de 2026, a Companhia desembolsou, por meio de dividendos e/ou JSCP, o montante total de R$ 478.153 (R$ 670.044, em 31 de março de 2025), sendo R$ 315.927 (R$ 452.837 em 31 de março de 2025) aos acionistas controladores e R$ 162.226 (R$ 217.207 em 31 de março de 2025) aos acionistas não controladores. O total de dividendos pagos por ação, expresso em reais, em 31 de março de 2026 é de R$ 0,20 (R$ 0,28 no mesmo período de 2025).

O saldo total em 31 de março de 2026 da rubrica de “dividendos e juros sobre capital próprio a pagar”, totalizando R$ 1.274.231 (R$ 1.377.150 em 31 de dezembro 2025), dos quais R$ 1.116.400 (R$ 1.219.319 em 31 de dezembro de 2025) estão registrados na linha “Dividendos e juros sobre o capital próprio a pagar” e R$ 157.831 na linha “Obrigações com acionistas”, é composto pelos valores não liquidados de anos anteriores no montante de R$ 175.208 (R$193.337 em 31 de dezembro 2025) além do montante de R$ 1.300.000 (R$ 1.099.023 líquidos) de JSCP referentes a 2026 e 2025 a serem pagos em 2026.

Conforme previsto na Lei nº 6.404/76 e estatuto social da Companhia, os dividendos e juros sobre o capital próprio declarados e não reclamados pelos acionistas em até 3 anos, são revertidos ao patrimônio líquido no momento de sua prescrição, sendo destinado a uma reserva suplementar para expansão dos negócios.

92
Classificado como Público

Para a demonstração dos fluxos de caixa, os juros sobre o capital próprio e dividendos pagos aos seus acionistas estão sendo alocados no grupo de “Atividades de Financiamentos”.

e. Ações em tesouraria

A Companhia mantém ações em tesouraria registradas pelo custo de aquisição, em conta redutora do patrimônio líquido, conforme estabelecido pelo IAS 32/CPC 39. As ações em tesouraria não conferem direito a voto ou recebimento de dividendos e não geram efeitos no resultado pela alienação ou cancelamento.

Em 12 de fevereiro de 2025, o Conselho de Administração encerrou o programa anterior e aprovou um novo programa de recompra de ações de até 67.210.173 ações ordinárias da Companhia, correspondentes a aproximadamente 2,78% do total de ações ordinárias da Companhia. As ações ordinárias adquiridas no âmbito do programa de recompra serão mantidas em tesouraria e posteriormente canceladas, sem redução do capital social. Além disso, aproximadamente 5 milhões de ações adquiridas no âmbito do programa de recompra serão destinadas à remuneração baseada em ações do Plano de Incentivo de Longo Prazo. O objetivo é de incrementar valor aos acionistas por meio do uso eficiente dos recursos disponíveis em caixa e atender o Plano de Incentivos de Longo Prazo (LTI).

Desde a data da aprovação deste programa até 31 de dezembro de 2025 a Companhia recomprou 33.494 milhares de ações pelo valor total de R$748.268 e destinou no programa de LTI a quantidade de 1.559 milhares de ações.

Em 16 de dezembro de 2025, o Conselho de Administração da Companhia aprovou o cancelamento de 28.679 milhares ações mantidas em tesouraria, sem redução do capital social. Em função do cancelamento das ações, o capital social da Companhia passa a ser dividido em 2.392.125.889 ações ordinárias.

Em 31 de março de 2026, a Companhia mantém em tesouraria 3.458 (3.458 em 31 de dezembro de 2025) milhares de ações ordinárias, totalizando R$ 78.539 (R$ 78.539 em 31 de dezembro de 2025).

  1. Plano de Incentivo de Longo Prazo

Plano 2021-2023 e Plano 2024-2026

Em 30 de março de 2021 e 28 de março de 2024, foram aprovados pela Assembleia Geral de Acionistas da TIM S.A. (TIM Participações S.A. antes da incorporação pela TIM S.A. em 31 de agosto de 2020) os planos de incentivo de longo prazo: “Plano 2021-2023” e “Plano 2024-2026” respectivamente, concedidos a altos administradores e àqueles que ocupam posições chave na Companhia.

Os Planos 2021-2023 e 2024-2026 preveem a outorga de ações (performance shares e/ou restricted shares). Estes propõem conceder aos participantes ações de emissão da Companhia, sujeitos à permanência do participante na Companhia e desempenho (atingimento de metas específicas). A quantidade de ações pode variar, para mais ou para menos, em consequência do desempenho e eventualmente da concessão de dividendos, considerando os critérios previstos em cada Outorga.

Para os Planos 2021-2023 e 2024-2026 o prazo de vigência possui a mesma periodicidade de 3 anos relacionada à sua carência (Vesting). Estes Planos, além de considerar a transferência de ações, preveem também a possibilidade de realizar o pagamento aos participantes do valor equivalente em dinheiro.

O valor total da despesa foi calculado considerando o valor das ações, sendo reconhecido nos resultados ao longo do período de vesting (carência).

93
Classificado como Público

Tabela Programa de Ações (Performance Shares e Restricted Shares)

Identificação Outorga Ações outorgadas (principal) Data de vencimento Preço Outorga Saldo de ações (principal) no início do período (dez/25) Ações (principal) outorgadas durante o período de 2026 Ações transferidas durante o período Pagas em Dinheiro durante o período Ações canceladas (principal) durante o período Saldo de ações (principal) no final do período (mar/25)
Volume Vested (principal) Variação Performance Adicional Dividendos Subtotal ações transferidas Volume Vested (principal) Variação Performance Adicional Dividendos Subtotal ações pagas em dinheiro
Plano 2024-2026 Outorgal(á) 2025 1.383.956 mai/28 R$ 17,22 1.121.959 - - - - - - - - - (61.551) 1.060.408
Plano 2024-2026 Outorgal(á) 2024 1.226.859 jul/27 R$ 18,34 884.346 - - - - - - - - - (21.646) 862.700
Plano 2021-2023 Outorgal(á) 2023 1.560.993 jul/26 R$ 12,60 687.088 - - - - - - - - - (5.467) 681.621
Total 2.693.393 - - - - - - - - - (88.664) 2.604.729

Preço médio ponderado do saldo de outorgas R$ 16,41

Identificação Outorga Ações outorgadas (principal) Data de vencimento Preço Outorga Saldo de ações (principal) no início do período (dez/24) Ações (principal) outorgadas durante o período Ações transferidas durante o período Pagas em Dinheiro durante o período Ações canceladas (principal) durante o período Saldo de ações (principal) no final do período (mar/25)
Volume Vested (principal) Variação Performance Adicional Dividendos Subtotal ações transferidas Volume Vested (principal) Variação Performance Adicional Dividendos Subtotal ações pagas em dinheiro
Plano 2024-2026 Outorgal(á) 2024 1.226.859 jul/27 R$ 18,34 1.142.341 - - - - - - - - - - 1.142.341
Plano 2021-2023 Outorgal(á) 2023 1.560.993 jul/26 R$ 12,60 1.097.732 - - - - - - - - - - 1.097.732
Plano 2021-2023 Outorgal(á) 2022 1.227.712 abr/25 R$ 13,23 426.595 - - - - - - - - - - 426.595
Total 4.015.564 2.666.668 - - - - - - - - - - 2.666.668
Preço médio ponderado do saldo de outorgas R$ 15,16

Tabela Programa de Ações (Performance Shares e Restricted Shares)

O Preço Base da Ação de cada Outorga foi calculado através das médias ponderadas do preço das ações da TIM S.A. (TIM Participações S.A. antes da incorporação pela TIM S.A. em 31 de agosto de 2020), considerando os seguintes períodos:

  • Plano 2021-2023 – 1ª outorga - volume negociado e preço de negociação das ações da TIM S.A. no período de 1º de março de 2021 a 31 de março de 2021.
  • Plano 2021-2023 – 2ª outorga - volume negociado e preço de negociação das ações da TIM S.A. no período de 1º de março de 2022 a 31 de março de 2022.
  • Plano 2021-2023 – 3ª outorga - volume negociado e preço de negociação das ações da TIM S.A. no período de 1º de março de 2023 a 31 de março de 2023.
  • Plano 2024-2026 – 1ª outorga - volume negociado e preço de negociação das ações da TIM S.A. no período de 1º de março de 2024 a 31 de março de 2024.
  • Plano 2024-2026 – 2ª outorga - volume negociado e preço de negociação das ações da TIM S.A. no período de 1º de março de 2025 a 31 de março de 2025.

Em 31 de março de 2026, as despesas atreladas aos referidos planos de benefícios de longo prazo totalizaram R$ 5.031 (R$ 6.310 em 31 de março de 2025). No primeiro trimestre de 2026 e 2025, a Companhia não efetuou pagamentos aos participantes em dinheiro referente ao Plano de Incentivo de Longo Prazo.

Encerramento de programa de recompra de ações e aprovação de um novo programa

Conforme descrito na nota 25.e, em fevereiro de 2025, o Conselho de Administração da Companhia aprovou o novo programa, que destinará aproximadamente 5 milhões de ações adquiridas à remuneração baseada em ações do Plano de Incentivo de Longo Prazo. Até 31 de março de 2026, a Companhia havia recomprado e transferido 1,6 milhões de ações para atendimento ao programa de Plano de Incentivo de Longo Prazo.

  1. Receita líquida

Receitas de serviços prestados

As principais receitas de serviços advêm de assinaturas mensais, prestação de serviços separados de voz, SMSs, dados, pacotes de utilização combinada destes serviços, encargos de roaming e receitas de interconexão. As receitas são reconhecidas conforme sua utilização, líquidas de impostos sobre vendas e descontos concedidos sobre os serviços. Estas receitas somente são contabilizadas quando o montante do serviço prestado pode ser estimado de forma confiável.

As receitas são reconhecidas mensalmente, através do faturamento, e as receitas a faturar entre a data de faturamento e o final do mês (unbilled) são identificadas, processadas e reconhecidas no mês em que o serviço foi prestado. Estas receitas não faturadas são registradas com base em estimativa, que leva em consideração dados de consumo e número de dias transcorridos desde a última data de faturamento.

As receitas de tráfego de interconexão e roaming são registradas de forma isolada, sem que sejam compensados os valores devidos a outras operadoras de telecomunicações (estes últimos são registrados como custo das operações).

Os minutos não utilizados pelos clientes e/ou os créditos de recarga em poder dos parceiros comerciais, relativos aos serviços do sistema pré-pago são registrados como receita diferida e apropriados ao resultado quando da efetiva utilização destes serviços pelos clientes.

A rubrica de receitas de serviços líquidas, também inclui as receitas originadas por contratos de novas parcerias (financeira, educação e publicidade), o valor de receitas reconhecidas no período findo em 31 de março de 2026 é de R$ 26.203 (R$ 21.680 em 31 de março de 2025).

Em março de 2025, o acordo firmado entre TIM S.A. e Banco C6 teve a aprovação da Autoridade Monetária das Ilhas Cayman (CIMA), se confirmando o encerramento da parceria, assim como as disputas relacionadas e procedimentos arbitrais que estavam em curso. Até 31 de dezembro de 2025, os valores referentes ao Acordo, foram liquidados.

Receitas de vendas de mercadorias

95

As receitas com vendas de mercadorias (telefones, mini-modems, tablets e outros equipamentos) são reconhecidas quando as obrigações de performance associadas ao contrato são transferidas ao comprador. A receita de venda de aparelhos aos parceiros comerciais é contabilizada no momento de sua entrega física ao parceiro, líquida de descontos, e não no momento da venda ao cliente final, pois a Companhia não detém qualquer controle sobre a mercadoria vendida.

Identificação dos contratos

A Companhia efetua o monitoramento dos contratos comerciais em vigor, de modo a identificar as principais cláusulas contratuais e demais elementos presentes nos contratos que poderiam ser relevantes na aplicação do pronunciamento contábil IFRS 15 / CPC47 – Receita de Contrato com Clientes.

Identificação da obrigação de desempenho

Com base na revisão dos seus contratos, a Companhia verificou, principalmente, a existência das seguintes obrigações de desempenho:

(i) venda de equipamentos; e
(ii) prestação de serviços de telefonia móvel, fixa e internet.

Sendo assim, a Companhia passou a reconhecer as receitas quando, ou à medida que, seja satisfeita a obrigação de desempenho ao transferir o bem ou o serviço prometido ao cliente; sendo o ativo considerado transferido quando ou à medida que o cliente obtiver o controle desse ativo.

Determinação e alocação do preço da transação à obrigação de desempenho

A Companhia entende que em algumas situações realiza venda de pacotes de serviços e venda de aparelhos celulares com desconto. De acordo com a IFRS 15 / CPC 47, a Companhia é requerida a realizar a alocação do desconto e reconhecer as receitas relacionadas a cada obrigação de desempenho com base em seus preços de venda independentes.

Custo para obtenção de contrato

Todos os custos incrementais relacionados com a obtenção de um contrato (comissões de vendas e outros custos de aquisição de terceiros) são contabilizados como despesas antecipadas (conforme descrito na nota 10) e diferidos no resultado no mesmo período que a receita associada a este ativo. Da mesma forma, certos custos de cumprimento do contrato, também são diferidos na medida em que eles se relacionem com obrigações de desempenho que estão satisfeitas ao longo do tempo.

96
Classificado como Público

Controladora Consolidado
03/2026 03/2025 03/2026
Receita operacional líquida 6.766.305 6.393.641 6.806.150
Receita operacional bruta 10.667.223 9.467.889 10.711.472
Receita de serviços 10.313.513 9.169.010 10.357.762
Receita de serviços - Móvel 9.609.958 8.678.415 9.609.958
Receita de serviços – Fixa 703.555 490.595 747.804
Venda de mercadorias 353.710 298.879 353.710
Deduções da receita bruta (3.900.918) (3.074.248) (3.905.322)
Impostos incidentes (1.031.087) (1.007.386) (1.035.491)
Descontos concedidos (2.868.466) (2.064.473) (2.868.467)
Devoluções e outros (1.365) (2.389) (1.364)
  1. Custos e despesas operacionais
Controladora
03/2026 03/2025
Custos de serviços prestados e mercadorias vendidas Despesas com comercialização Despesas gerais e administrativas Total Custos de serviços prestados e mercadorias vendidas Despesas com comercialização Despesas gerais e administrativas Total
(3.212.669) (1.511.601) (465.582) (5.189.852) (3.084.002) (1.489.229) (435.666) (5.008.897)
Pessoal (7.238) (250.929) (111.555) (369.722) (10.749) (241.726) (105.538) (358.013)
Serviços de terceiros (177.113) (517.386) (203.110) (897.609) (176.435) (521.318) (205.424) (903.177)
Interconexão e meios de conexão (1.124.137) - - (1.124.137) (973.817) - - (973.817)
Depreciação e amortização (1.504.409) (103.017) (129.200) (1.736.626) (1.542.858) (102.910) (100.148) (1.745.916)
Impostos, taxas e contribuições (45.423) (216.761) (12.167) (274.351) (39.481) (219.538) (11.013) (270.032)
Aluguéis e seguros (126.872) (42.615) (7.856) (177.343) (130.789) (39.948) (8.732) (179.469)
Custo das mercadorias vendidas (224.695) - - (224.695) (208.748) - - (208.748)
Publicidade e propaganda - (148.367) - (148.367) - (168.844) - (168.844)
Perdas por créditos de liquidação duvidosa - (225.857) - (225.857) - (182.045) - (182.045)
Outros (2.782) (6.669) (1.694) (11.145) (1.125) (12.900) (4.811) (18.836)
Consolidado
03/2026
Custos de serviços prestados e mercadorias vendidas Despesas com comercialização Despesas gerais e administrativas Total
(3.242.018) (1.517.724) (470.767) (5.230.509)
Pessoal (16.873) (251.640) (114.116) (382.629)
Serviços de terceiros (196.713) (521.488) (205.331) (923.532)
Interconexão e meios de conexão (1.124.137) - - (1.124.137)
Depreciação e amortização (1.504.504) (104.799) (129.338) (1.738.642)
Impostos, taxas e contribuições (45.441) (216.761) (12.167) (274.369)
Aluguéis e seguros (126.872) (42.615) (7.946) (177.433)
Custo das mercadorias vendidas (224.695) - - (224.695)
Publicidade e propaganda - (148.367) - (148.367)
Perdas por créditos de liquidação duvidosa - (225.386) - (225.386)
Outros (2.783) (6.668) (1.869) (11.319)

A Companhia faz contribuições para planos de seguro de pensão públicos ou privados de forma obrigatória, contratual ou voluntária enquanto o empregado integra o quadro de funcionários da Companhia, no montante de R$ 7.701 (R$ 8.452 em 31 de março de 2025). Tais planos não trazem nenhuma obrigação adicional para a Companhia. Se o funcionário deixar de fazer parte do quadro de empregados da Companhia no período necessário para ter o direito de retirada das contribuições feitas pelas patrocinadoras, os valores aos quais o funcionário não tem mais direito e que podem representar redução nas contribuições futuras da Companhia aos funcionários ativos, ou um reembolso em dinheiro destes valores, são lançados como ativo.

  1. Outras receitas (despesas), líquidas
Controladora Consolidado
03/2026 03/2025 03/2026
Receitas
Multas s/ serviços de telecomunicações 30.344 26.961 30.344
Receita na alienação de ativos 4.831 1.438 4.831
Outras receitas (i) 95.695 17.546 95.727
130.870 45.945 130.902
Despesas
FUST/FUNTTEL (ii) (41.060) (40.548) (41.060)
Impostos, taxas e contribuições (1.647) (6.857) (1.647)
Provisão para processos judiciais e administrativos, líquida de reversão (114.772) (58.011) (114.772)
Despesa na alienação de ativos (1.849) (2.524) (1.849)
Outras despesas (4.621) (3.964) (4.620)
(163.949) (111.904) (163.948)
Outras receitas (despesas), líquidas (33.079) (65.959) (33.046)

(i) Representa, principalmente, a receita diferida nas torres alienadas, sendo R$ 84.172 em 31 de março de 2026 (R$ 13.524 em 31 de março de 2025). O aumento no período está relacionado à realização em 2026 devido à renegociação do contrato com a ATC, conforme descrito na nota 17.

(ii) Representam os gastos incorridos com as contribuições sobre as diversas receitas de telecomunicações devidas a ANATEL, conforme legislação em vigor.

  1. Receitas financeiras
Controladora Consolidado
03/2026 03/2025 03/2026
Receitas financeiras 380.296 305.305 381.450
Juros sobre aplicações financeiras 197.511 167.114 198.635
Juros de clientes 14.826 9.081 14.826
Juros swap (ii) 96.159 87.766 96.159
Juros sobre arrendamento 7.137 7.083 7.137
Atualização monetária (i) 58.616 29.384 58.645
Outras receitas 6.047 4.877 6.048

(i) Parte substancial está relacionada à atualização monetária sobre créditos tributários e depósitos judiciais.

(ii) Representa os ganhos obtidos com instrumentos de swap obtidos de forma a proteger a Companhia de variações de taxas de juros incidentes sobre dívidas.

99
Classificado como Público

  1. Despesas financeiras
Controladora Consolidado
03/2026 03/2025 03/2026
Despesas financeiras (908.865) (870.530) (910.783)
Juros e atualização monetária sobre empréstimos e financiamentos (60.441) (80.402) (62.162)
Juros sobre impostos e taxas (107.017) (79.812) (107.017)
Juros swap (76.956) (93.270) (76.956)
Juros sobre passivo de arrendamento, líquidos de cancelamentos (470.548) (379.446) (470.606)
Atualização monetária (i) (114.134) (41.432) (114.134)
Descontos concedidos (16.699) (11.638) (16.748)
Outros derivativos (ii) - (165.780) -
Outras despesas (63.070) (18.750) (63.160)

(i) Parte substancial está relacionada a atualização monetária sobre processos judiciais e administrativos, no montante de R$ 115.135 (R$ 38.298 em 31 de março de 2025); e
(ii) Em função do acordo firmado entre TIM e Banco C6 e aprovado pela CIMA no 1º trimestre de 2025, houve o ajuste dos ativos financeiros detidos pela TIM nos termos contratuais.

  1. Variação cambial, líquida
Controladora Consolidado
03/2026 03/2025 03/2026
Receitas
Fornecedores 40.436 2.401 40.484
Swap (i) - 32.074 -
Contas a Receber 7.513 7.513
Ativo Financeiro (ii) 4.377 16.062 4.377
52.326 50.537 52.374
Despesas
Fornecedores (3.434) (16.703) (3.502)
Swap (i) - (2.401) -
Contas a Receber (27.301) (64.674) (27.301)
Ativo Financeiro (ii) (22.096) (22.096)
(52.831) (83.778) (52.899)
Variações cambiais, líquidas (505) (33.241) (525)

(i) Refere-se a instrumentos financeiros derivativos para mitigar os riscos de variações cambiais relacionados às dívidas em moeda estrangeira (nota 36).

100
Classificado como Público

(ii) Refere-se às variações cambiais incidentes sobre o Fundo 5G, conforme nota 12.

33. Lucro por ação

(a) Básico

O lucro básico por ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos acionistas da Companhia, pela quantidade média ponderada de ações emitidas durante o período, excluindo as ações em tesouraria.

03/2026 03/2025
Lucro atribuível aos acionistas da Companhia 817.093 797.622
Quantidade média ponderada de ações em circulação (milhares) 2.388.668 2.420.740
Lucro básico por ação (expresso em R$) 0,34 0,33

(b) Diluído

O lucro diluído por ação é calculado mediante o ajuste da quantidade média ponderada de ações em circulação, excluindo as ações em tesouraria, para presumir a conversão de todas as ações potenciais diluidoras.

03/2026 03/2025
Lucro atribuível aos acionistas da Companhia 817.093 797.622
Quantidade média ponderada de ações em circulação (milhares) 2.389.282 2.420.843
Lucro diluído por ação (expresso em R$) 0,34 0,33

O cálculo do lucro diluído por ação, considerou 614 milhares (103 milhares em 31 de março de 2025) relacionadas ao plano de incentivo a longo prazo, conforme mencionado na nota 26.

A operação de grupamento/desdobramento de ações, conforme descrita na nota 24, não impactou o cálculo do lucro básico e diluído por ação, pois não houve alteração na quantidade média ponderada de ações em circulação.

101
Classificado como Público

  1. Saldos e transações com partes relacionadas

Os saldos das transações com empresas do Grupo Telecom Italia e empresa controladora e coligadas são os seguintes:

Ativo
Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Telecom Italia Sparkle (i) 4.427 8.391 4.427
TI Sparkle (iii) - 5 -
TIM Brasil (vii) 23.125 23.183 23.125
Telecom Italia S.p.A. (ii) 18.102 5.850 18.102
I-Systems (ix) 53.113 53.538 53.113
Outros 97 97 97
Total 98.864 91.064 98.864
Passivo
--- --- --- ---
Controladora Consolidado
03/2026 12/2025 03/2026
Telecom Italia S.p.A. (ii) 104.721 90.846 104.721
Telecom Italia Sparkle (i) 4.332 6.407 4.332
TI Sparkle (iii) 3.773 2.402 3.773
TIM Brasil (iv) 10.858 10.858 10.858
I-Systems (viii) 70.178 56.027 70.178
TIM Brasil (x) 742.095 791.797 742.095
V8.Tech 2.416 - -
Outros 7.230 4.138 7.230
Total 945.603 962.475 943.187
Receita
--- --- --- ---
Controladora Consolidado
03/2026 03/2025 03/2026
Telecom Italia S.p.A. (ii) 14.105 9.981 14.105
Telecom Italia Sparkle (i) 1.391 1.361 1.391
TI Sparkle (iii) 19 82 19
I Systems (ix) 555 423 555
Total 16.070 11.847 16.070

102
Classificado como Público

Custos/Despesa
Controladora Consolidado
03/2026 03/2025 03/2026
Telecom Italia S.p.A. (ii) 45.586 47.081 45.586
Telecom Italia Sparkle (i) 445 1.183 445
TI Sparkle (iii) 3.773 3.093 3.773
Grupo Vivendi (v) - 1.149 -
Gruppo Havas (vi) - 126.923 -
I-Systems (viii) 110.222 102.835 110.222
Outros 7.900 8.599 7.900
Total 167.926 290.863 167.926

(i) Os valores referem-se a roaming, serviços de valor adicionado – VAS, cessão de meios e voz internacional-wholesale.

(ii) Os valores referem-se a roaming internacional, assistência técnica e serviços de valor adicionado – VAS e licenciamento de uso de marca registrada, concedendo a TIM S.A. o direito de utilização da marca “TIM” mediante o pagamento de royalties no valor de 0,5% da receita líquida da Companhia, sendo o pagamento efetuado de forma trimestral.

(iii) Os valores referem-se a aluguel de links, aluguel de EILD, aluguel de meios (cabo submarino) e serviço de sinalização.

(iv) Referem-se, principalmente, a depósitos judiciais feitos em razão de causas trabalhistas e transferências de funcionários.

(v) Os valores referem-se aos serviços de valor adicionado – VAS. Em maio de 2025 o Grupo Vivendi deixou de ser parte relacionada.

(vi) Dos valores descritos acima, no resultado, referiam-se aos serviços de publicidade, dos quais R$ 99.433, em 31 de março de 2025, estavam relacionados aos repasses de mídia. Em 31 de março de 2026, não há valores registrados, uma vez que o Gruppo Havas deixou de ser parte relacionada em maio de 2025.

(vii) Referem-se a depósitos judiciais feitos em razão de causas trabalhistas.

(viii) Os valores referem-se a serviços de capacidade de infraestrutura de fibra.

(ix) Refere-se principalmente a despesa antecipada que representam os custos de instalação de rede neutra diferidos pelo tempo de contrato.

(x) Os valores referem-se ao saldo de juros sobre capital próprio e dividendos a pagar para a controladora.

A Companhia possui ações de investimento social que contemplam doações, projetos desenvolvidos pelo Instituto TIM e patrocínios. Em 31 de março de 2026, a Companhia investiu R$ 122 (R$ 1.154 em 31 de março de 2025).

Os saldos em aberto no fim do período não estão atrelados a garantias e são liquidados em dinheiro. Não houve garantias fornecidas ou recebidas em relação a quaisquer contas a receber ou a pagar envolvendo partes relacionadas.

Os saldos das contas patrimoniais estão registrados nos grupos: contas a receber de clientes, despesas antecipadas, fornecedores e outros ativos e passivos circulantes.

35. Remuneração da Administração

O pessoal-chave da Administração inclui: diretores estatutários e o Conselho de Administração. O pagamento do pessoal-chave da Administração pela prestação dos seus serviços está apresentado a seguir:

03/2026 03/2025
Benefícios de curto prazo 6.923 6.625
Remuneração baseada em ações 2.162 3.289
9.085 9.914

36. Instrumentos financeiros e gestão de riscos

Dentre os instrumentos financeiros registrados na Companhia destacam-se os derivativos que são ativos ou passivos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado. A cada data de balanço tais ativos/passivos são mensurados pelo seu valor justo. Os juros, a correção monetária, a variação cambial e as variações decorrentes da avaliação ao valor justo, quando aplicável, são reconhecidos no resultado quando incorridos, na linha de receitas ou despesas financeiras.

Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativo é celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao seu valor justo. A Companhia não aplica a "hedge accounting".

A Companhia, realiza transações com instrumentos financeiros derivativos, sem fins especulativos, apenas com o objetivo de i) reduzir riscos relacionados à variação cambial e ii) gerenciar exposição de taxas de juros. Os instrumentos financeiros derivativos da Companhia estão representados especificamente por contratos de swap e opções.

Os instrumentos financeiros da Companhia estão sendo apresentados em atendimento ao IFRS 9 / CPC 48.

Os principais fatores de risco que a Companhia está exposta são os seguintes:

(i) Riscos de variações cambiais

Os riscos de variações cambiais relacionam-se com a possibilidade de a Companhia computar i) prejuízos derivados de flutuações nas taxas de câmbio aumentando os saldos de dívida com empréstimos e financiamentos obtidos no mercado e as despesas financeiras correspondentes ou ii) aumento de custo em contratos comerciais que possuam algum tipo de vinculação a variação cambial. Para que esses tipos de riscos sejam mitigados, a Companhia realiza: contratos de swap com instituições financeiras com o objetivo de anular os impactos decorrentes da flutuação das taxas de câmbio no balanço e resultado financeiro e contratos comerciais com cláusulas de bandas cambiais com

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Classificado como Público

o objetivo de mitigar parcialmente os riscos cambiais ou ainda utilizar instrumentos derivativos para reduzir os riscos remanescente de exposição cambial em contratos comerciais.

Em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025, os empréstimos e financiamentos da Companhia indexados à variação de moedas estrangeiras encontram-se integralmente protegidos, tanto em prazo quanto em valor, por contratos de swap. Os ganhos ou perdas com esses contratos de swap são registrados no resultado da Companhia.

(ii) Riscos de taxa de juros

Os riscos da taxa de juros relacionam-se com:

A possibilidade de variações no valor justo dos financiamentos obtidos pela Companhia indexados à TJLP, IPCA, taxa pré-fixada e/ou TLP, quando tais taxas tiverem um risco na visão da companhia de não acompanhar proporcionalmente as taxas referentes aos Certificados de Depósito Interbancários (CDI). A Companhia optou por proteger a exposição atrelada ao IPCA decorrente da emissão de debêntures e financiamentos junto ao BNDES (FINAME) e BNB, todos até o vencimento.

A possibilidade de um movimento desfavorável nas taxas de juros causaria um aumento nas despesas financeiras da Companhia, em decorrência da parcela da dívida e das posições passivas que a Companhia possui nos contratos de swap atrelados a taxas de juros flutuantes (percentual do CDI). Todavia, em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025, a Companhia mantém seus recursos financeiros aplicados em Certificados de Depósitos Interbancários (CDI), o que reduz substancialmente esse risco.

(iii) Risco de crédito inerente à prestação de serviços

O risco está relacionado à possibilidade de a Companhia computar prejuízos derivados da incapacidade dos assinantes honrarem os pagamentos dos valores faturados. Para minimizar este risco, a Companhia realiza preventivamente análises de crédito de todos os pedidos imputados pelas áreas de vendas e monitora as contas a receber de assinantes, bloqueando a capacidade de utilização de serviços, entre outras ações, caso os clientes não paguem suas dívidas. Não há clientes que tenham contribuído com mais de 10% das contas a receber líquidas em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025 ou receitas de serviços prestados durante os períodos findos em 31 de março de 2026 e 2025.

(iv) Risco de crédito inerente à venda de aparelhos telefônicos e de cartões de telefones pré-pagos

A política da Companhia para venda de aparelhos telefônicos e distribuição de cartões de telefones pré-pagos está diretamente relacionada aos níveis de risco de créditos aceitos durante o curso normal do negócio. A seleção de parceiros, a diversificação da carteira de contas a receber, o monitoramento das condições de empréstimos, as posições e limites de pedidos estabelecidos para os negociantes, a constituição de garantias reais são procedimentos adotados pela Companhia para minimizar possíveis problemas de cobrança com seus parceiros comerciais. Não há clientes que tenham contribuído com mais de 10% das receitas de venda de mercadorias durante os períodos findos em 31 de março de 2026 e 2025. Não há clientes que tenham contribuído com mais de 10% das contas a receber líquidas de venda de mercadorias em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025.

(v) Risco de Liquidez

O risco de liquidez surge a partir da necessidade de caixa perante as obrigações assumidas. A Companhia estrutura os vencimentos de seus instrumentos financeiros não derivativos e de seus respectivos instrumentos financeiros derivativos, de modo a não afetar a liquidez. Vide notas 17 e 20.

O gerenciamento da liquidez e do fluxo de caixa da Companhia são efetuados diariamente para garantir que a geração operacional de caixa e a captação prévia de recursos, quando necessária, sejam suficientes para a manutenção do seu cronograma de compromissos operacionais e financeiros.

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Classificado como Público

Todas as aplicações financeiras da Companhia possuem liquidez diária e a Administração poderá, ainda que em casos específicos: i) rever a política de pagamento de dividendos; ii) emitir novas ações; e/ou iii) vender ativos para aumentar a liquidez.

(vi) Risco de crédito financeiro

A previsão de fluxo de caixa é realizada pela diretoria de Finanças, que monitora as previsões contínuas das exigências de liquidez para assegurar que a Companhia tenha caixa suficiente para atender às suas necessidades operacionais. Essa previsão leva em consideração os planos de investimento, financiamento da dívida, cumprimento de cláusulas contratuais, cumprimento das metas internas e, se aplicável, exigências regulatórias externas ou legais.

O risco está relacionado à possibilidade de a Companhia computar perdas derivadas da dificuldade de resgate das aplicações financeiras de curto prazo e dos contratos de swap, em razão de eventual insolvência das contrapartes. A Companhia minimiza o risco associado a esses instrumentos financeiros mantendo operações apenas com instituições financeiras de reconhecida solidez no mercado, além de seguirem política que estabelece níveis máximos de concentração de risco por instituição financeira.

Valor justo dos instrumentos financeiros derivativos:

Os instrumentos financeiros derivativos estão apresentados a seguir:

03/2026 12/2025
Ativo Passivo Ativo Passivo
Operações com derivativos 447.706 137.018 452.203 168.711
447.706 137.018 452.203 168.711
Parcela circulante (447.706) (137.018) (452.203) (168.711)
Parcela não circulante - - - -

Os passivos financeiros não derivativos são substancialmente compostos pelas contas a pagar com fornecedores, dividendos a pagar e outras obrigações, cujo vencimento ocorrerá nos próximos 12 meses, exceto pelos empréstimos e financiamentos e arrendamentos, cujo fluxos nominais de pagamentos estão divulgados nas notas 17 e 20.

Instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo:

03/2026
Nível 1 Nível 2 TOTAL
Total do ativo 2.211.180 623.023 2.834.203
Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado 2.211.180 623.023 2.834.203
Instrumentos financeiros derivativos - 447.706 447.706
Títulos e valores mobiliários (i) 1.884.411 - 1.884.411
Ativos financeiros 326.769 175.317 502.086
Total do passivo - 203.062 203.062
Passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado - 203.062 203.062
Instrumentos financeiros derivativos - 137.018 137.018
Contraprestação contingente – earn-out 66.044 66.044

(i) Inclui o montante de R$ 5.458, referente a títulos e valores mobiliários da controlada V8.Tech.

12/2025
Nível 1 Nível 2 TOTAL
Total do ativo 2.639.447 627.520 3.266.967
Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado 2.639.447 627.520 3.266.967
Instrumentos financeiros derivativos - 452.203 452.203
Títulos e valores mobiliários 2.300.655 - 2.300.655
Ativos financeiros 338.792 175.317 514.109
Total do passivo - 168.711 168.711
Passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado - 168.711 168.711
Instrumentos financeiros derivativos - 168.711 168.711

O valor justo dos instrumentos financeiros negociados em mercados ativos é baseado nos preços de mercado, cotados na data do balanço. Um mercado é visto como ativo se os preços cotados estiverem prontos e regularmente disponíveis a partir de uma bolsa de valores, distribuidor, corretor, grupo de indústrias, serviço de precificação ou agência reguladora, e aqueles preços representam transações de mercado reais e que ocorrem regularmente em bases puramente comerciais. Esses instrumentos estão incluídos no Nível 1. Os instrumentos incluídos no Nível 1 compreendem, principalmente, os investimentos patrimoniais de Certificados de Depósitos Bancários (CDB) e compromissadas classificados como títulos para negociação.

O valor justo dos instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos (por exemplo, derivativos de balcão) é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. Essas técnicas de avaliação maximizam o uso dos dados adotados pelo mercado onde está disponível e confiam o menos possível nas estimativas específicas da entidade. Se todas as informações relevantes exigidas para o valor justo de um instrumento forem adotadas pelo mercado, o instrumento estará incluído no nível 2.

Se uma ou mais informações relevantes não estiverem baseadas em dados adotados pelo mercado, o instrumento estará incluído no nível 3.

Técnicas de avaliação específicas utilizadas para valorizar os instrumentos financeiros incluem:

  • Preços de mercado cotados ou cotações de instituições financeiras ou corretoras para instrumentos similares.
  • O valor justo de swaps de taxa de juros é calculado pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados com base nas curvas de rendimento adotadas pelo mercado.
  • Outras técnicas, como a análise de fluxos de caixa descontados, dados disponíveis da última transação relevante e análise de resultados com base em múltiplos de empresas similares, são utilizadas para determinar o valor justo para os instrumentos financeiros remanescentes.

Os valores justos dos instrumentos financeiros derivativos de moeda e taxas de juros da Companhia foram determinados por meio de fluxos de caixa futuros (posição ativa e passiva) utilizando as condições contratadas e trazendo esses fluxos a valor presente por meio de descontos pelo uso de taxa futura de juros divulgada por fontes de mercado. Os valores justos foram estimados em um momento específico, com base em informações disponíveis e metodologias de avaliação próprias.

Política de proteção de riscos financeiros adotada pela Companhia

A política da Companhia estabelece que devem ser adotados mecanismos de proteção contra riscos financeiros decorrentes da contratação de financiamentos, em moeda estrangeira ou indexados a taxas de juros, com o objetivo de administrar tal exposição.

A contratação de instrumentos financeiros derivativos contra a exposição cambial deve ocorrer simultaneamente à contratação da dívida que deu origem a tal exposição. O nível de cobertura a ser contratado para as referidas exposições cambiais é de 100% do risco, tanto em prazo quanto em valor. Para a cobertura de taxas de juros, cabe à Companhia optar ou não pela contratação de mecanismo de proteção, conforme igualmente previsto em políticas internas.

Em 31 de março de 2026, não há quaisquer tipos de margens ou garantias aplicadas às operações com instrumentos financeiros derivativos da Companhia.

Os critérios de seleção das instituições financeiras obedecem a parâmetros que levam em consideração o rating disponibilizado por renomadas agências de análise de risco, patrimônio líquido e níveis de concentração de operações e recursos.

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Classificado como Público

As operações com instrumentos financeiros derivativos contratados pela Companhia e vigentes em 31 de março de 2026 e 31 de dezembro de 2025 estão demonstradas no quadro a seguir:

31 de março de 2026

CONTRAPARTE % Cobertura TAXAS MÉDIAS SWAP
Moeda Tipo de SWAP Divida SWAP Total Dívida Total Swap (Ponta Ativa)¹ Ponta Ativa Ponta Passiva
BRL IPCA x DI BNB XP e ITAU 354.785 355.628 100% IPCA + 1,22% a 1,49% a.a. 55,19% a 69,50% do CDI
BRL IPCA x DI DEBENTURE ITAU 2.108.842 2.116.563 100% IPCA + 4,0432% a.a. CDI + 0,95% a.a.
BRL IPCA x DI BNDES XP 316.499 317.443 100% IPCA + 4,23% a.a. 96,95% do CDI

¹ Em determinados contratos de swap, ponta ativa inclui o custo de imposto de renda (15%) e, alguns contratos de dívida atrelados ao IPCA foram remensurados devido à deflação. Após os impostos relacionados, a cobertura se mantém em 100%.

31 de dezembro de 2025

CONTRAPARTE % Cobertura TAXAS MÉDIAS SWAP
Moeda Tipo de SWAP Divida SWAP Total Dívida Total Swap (Ponta Ativa)¹ Ponta Ativa Ponta Passiva
BRL IPCA x DI BNB XP e ITAU 399.975 400.926 100% IPCA + 1,22% a 1,49% a.a. 55,19% a 69,50% do CDI
BRL IPCA x DI DEBENTURE ITAU 2.060.566 2.062.508 100% IPCA + 4,0432% a.a. CDI + 0,95% a.a.
BRL IPCA x DI BNDES XP 329.567 330.551 100% IPCA + 4,23% a.a. 96,95% do CDI

¹ Em determinados contratos de swap, ponta ativa inclui o custo de imposto de renda (15%). Após os impostos relacionados, a cobertura se mantém em 100%.

Quadro demonstrativo de análise de sensibilidade – efeito na variação do valor justo dos swaps

Para fins de identificação de possíveis distorções advindas das operações com instrumentos financeiros derivativos atualmente vigentes, uma análise de sensibilidade foi realizada considerando as variáveis CDI e IPCA, individualmente, em três cenários distintos (provável, possível e remoto), e seus respectivos impactos nos resultados obtidos.

Nossas premissas observaram, basicamente, o efeito individual da variação do CDI e do IPCA, utilizados nas operações conforme o caso e, para cada cenário, foram utilizados os percentuais e cotações indicados a seguir:

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Classificado como Público

Cenário sensibilidade (i) Valor justo em USD, EUR, BRL e IPCA (ii) A) Δ Variação Acumulada Dívida Valor justo da ponta ativa do swap (+) Valor justo da ponta passiva do swap (-) Resultado swap B) Δ Variação Acumulado Swap C) Resultado final (B-A)
Mar/26 2.649.273 - 2.649.273 (2.338.232) 311.041 - -
CDI Provável 2.649.273 - 2.649.273 (2.338.232) 311.041 -
Possível 2.649.273 - 2.649.273 (2.349.680) 299.593 (11.447)
Remoto 2.649.273 - 2.649.273 (2.361.071) 288.202 (22.839)
IPCA provável 2.649.273 - 2.649.273 (2.338.232) 311.041 -
possível 2.590.082 (59.191) 2.590.082 (2.338.232) 251.850 (59.191)
remoto 2.534.033 (115.241) 2.534.033 (2.338.232) 195.801 (115.241)

(i) Cenários sensibilizados com os seguintes incrementos nas taxas: cenário provável sem incremento; cenário possível 25% de incremento; e cenário remoto 50% de incremento.
(ii) BNB, Debenture e BNDES.

Variável de risco Cenário sensibilidade (i) CDI IPCA
CDI Provável 14,65% 4,14%
Possível 18,31% 4,14%
Remoto 21,98% 4,14%
IPCA Provável 14,65% 4,14%
Possível 14,65% 5,18%
Remoto 14,65% 6,21%

(i) Cenários sensibilizados com os seguintes incrementos nas taxas: cenário provável sem incremento; cenário possível 25% de incremento; e cenário remoto 50% de incremento.

Como a Companhia possui instrumentos financeiros derivativos para fins de proteção das suas respectivas dívidas financeiras, as variações dos cenários são acompanhadas do respectivo objeto de proteção, mostrando assim que os efeitos referentes à exposição gerada nos swaps terão sua contrapartida refletidos na dívida. Para estas operações, a Companhia divulga o valor justo do objeto (dívida) e do instrumento financeiro derivativo de proteção em linhas separadas, conforme demonstrado acima no quadro demonstrativo de análise de sensibilidade, de modo a informar sobre a exposição líquida da Companhia em cada um dos cenários mencionados.

Salienta-se o fato de que as operações com instrumentos financeiros derivativos contratados pela Companhia tem como único objetivo a proteção patrimonial. Desta forma, uma melhora ou piora em seus respectivos valores de mercado equivalerá a um movimento inverso nas correspondentes parcelas do valor da dívida financeira contratada, objeto dos instrumentos financeiros derivativos da Companhia.

As análises de sensibilidade referentes aos instrumentos financeiros derivativos vigentes em 31 de março de 2026 foram realizadas considerando, basicamente, as premissas relacionadas às variações nas taxas de juros de mercado e a variação de moeda estrangeira, utilizadas nos contratos de swap. A utilização destas premissas nas análises se deve exclusivamente às características dos instrumentos financeiros derivativos, os quais apresentam exposição somente às variações na taxa de juros e de câmbio.

Quadro com ganhos e perdas com derivativos no período

03/2026 03/2025
Resultado líquido em operações de derivativos 19.203 (7.904)
Resultado de operações com outros derivativos - (165.780)

Gestão de capital

Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade da Companhia para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital para reduzir esse custo. Para manter ou ajustar a estrutura de capital da Companhia, a Administração poderá rever a política de pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas ações ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nível de endividamento.

Movimentação dos passivos financeiros

As variações em passivos decorrentes de atividades de financiamento, tais como empréstimos e financiamentos, passivo de arrendamento e instrumentos financeiros estão apresentadas abaixo:

Controladora
Empréstimos e financiamentos Passivo de arrendamento Instrumentos financeiros derivativos (ativos) passivos
31 de dezembro de 2025 2.778.723 13.764.868 (283.492)
Ingressos - 1.110.373 -
Cancelamentos/Encerrados - (578.923) -
Encargos financeiros 61.760 462.784 (19.203)
Variações cambiais, líquidas - - -
Recebimentos / (pagamentos) principal (i) (66.039) (374.045) -
Pagamentos de juros (4.380) (479.902) (7.993)
31 de março de 2026 2.770.064 13.905.155 (310.688)
Consolidado
Empréstimos e financiamentos Passivo de arrendamento Instrumentos financeiros derivativos (ativos) passivos
31 de dezembro de 2025 2.778.723 13.764.868 (283.492)
Saldo de Companhia adquirida 65.164 2.089 -
Ingressos - 1.110.731 -
Cancelamentos/Encerrados - (578.923) -
Encargos financeiros 63.481 462.843 (19.203)
Variações cambiais, líquidas - - -
Recebimentos / (pagamentos) principal (i) (70.547) (374.145) -
Pagamentos de juros (4.823) (479.989) (7.993)
31 de março de 2026 2.831.998 13.907.474 (310.688)
Controladora
--- --- --- ---
Empréstimos e financiamentos Passivo de arrendamento Instrumentos financeiros derivativos (ativos) passivos
31 de dezembro de 2024 3.035.501 12.575.846 (678.434)
Ingressos - 671.953 -
Cancelamentos/Encerrados (ii) - (57.466) 522.822
Encargos financeiros 80.853 388.647 5.503
Variações cambiais, líquidas (2.401) - 2.401
Pagamentos principal (i) (98.956) (401.805) -
Pagamentos de juros (6.996) (390.114) (4.639)
31 de março de 2025 3.008.001 12.787.061 (152.347)

(i) Os pagamentos de passivo de arrendamento, incluem pagamentos de multas no montante de R$ 23 milhões (R$ 31 milhões, em 2025).

(ii) Refere-se ao impacto do Acordo com o C6 onde os derivativos foram integralmente baixados no período.

  1. Planos de pensão e outros benefícios pós-emprego
03/2026 12 2025
Planos FUNCESP, Planos de Saúde (Plano de Saúde FIBER), PAMEC/apólice de ativos e Plano médico 4.485 4.485

ICATU, SISTEL e VIVEST

A Companhia patrocina planos de previdência privada de benefícios definidos e de contribuição definida para grupo de empregados oriundos do antigo sistema TELEBRÁS, que atualmente estão sob a administração do ICATU FUNDO MULTIPATROCINADO e da Fundação Sistel de Seguridade Social. Além dos planos provenientes do Sistema TELEBRÁS, existe também o plano administrado pela FUNDAÇÃO VIVEST decorrente da incorporação da AES Atimus.

Os referidos planos de previdência complementar, bem como os planos médicos, estão resumidamente explicados abaixo:

PBS Assistidos (PBS-A Tele Celular Sul e PBS-A Tele Nordeste Celular): plano de benefícios da SISTEL com característica de benefício definido. Inclui os empregados aposentados que faziam parte dos planos patrocinados pelas empresas do antigo Sistema TELEBRÁS;

PBS (PBS Tele Celular Sul e PBS Tele Nordeste Celular): plano de pensão para empregados ativos e assistidos com característica de benefício definido. Referidos planos de benefícios estão sob administração do ICATU Fundo MULTIPATROCINADO;

Plano TIMPREV (SUL e Nordeste): plano de pensão para empregados ativos e assistidos com característica de contribuição definida. Referidos planos de benefícios estão sob administração do ICATU Fundo MULTIPATROCINADO;

Convênio de Administração: convênio de administração de pagamento de aposentadoria a aposentados e pensionistas das predecessoras da Companhia. Referido plano está sob administração do ICATU Fundo MULTIPATROCINADO;

PAMEC/Apólice de Ativos: plano de assistência médica complementar para os aposentados das predecessoras da Companhia;

AES Telecom: Plano de previdência complementar administrado pela Vivest, que compete à TIM em razão da aquisição da AES Atimus, empresa que pertencia à antiga Eletropaulo. Atualmente, o plano encontra-se em processo de Retirada de Patrocínio junto à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC).

Plano Médico Fiber: Provisão para manutenção de plano de saúde como benefício pós-emprego aos ex-colaboradores da AES Atimus (conforme estabelecido na lei 9.656/98, artigos 30 e 31), que foi adquirida e incorporada pela TIM.

  1. Seguros

A Companhia mantém política de monitoramento dos riscos inerentes às suas operações. Por conta disso, em 31 de março de 2026, a Companhia possuía contratos de seguros em vigor para cobertura de riscos operacionais, responsabilidade civil, riscos cibernéticos (cyber), riscos ambientais, saúde, entre outros. A Administração da Companhia entende que as apólices representam valores suficientes para cobrir eventuais perdas. Os principais ativos, responsabilidades ou interesses cobertos por seguros e os respectivos limites máximos de indenização são demonstrados a seguir:

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS - continuação

Modalidades Limites máximos de indenização
Riscos Operacionais R$ 480.037
Responsabilidade Civil Geral – RCG R$ 80.000
Riscos cibernéticos (cyber) R$ 150.000
Riscos Ambientais R$ 10.000
Automóvel (Frota Executivos e Operacionais) R$1.000 para Responsabilidade Civil Facultativo (Garantia Única de Danos Materiais e Danos Corporais) e R$100 para Danos Morais.
  1. Informações suplementares ao fluxo de caixa
Controladora Consolidado
03/2026 03/2025 03/2026
Transações que não envolvem caixa
Adições ao imobilizado e intangível - sem efeito no caixa (1.067.157) (664.702) (1.067.174)
Aumento dos passivos de arrendamento - sem efeito no caixa 1.110.373 671.953 1.110.408
Dividendos/JSCP aprovados e ainda não pagos (1.300.000) (2.740.000) (1.300.000)
Valores a receber - Acordo C6 - 468.000 -
Contraprestação contingente – earn-out e valor retido – aquisição da V8 (75.991) - (75.991)

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PARECER DO CONSELHO FISCAL

Os membros do Conselho Fiscal da TIM S.A. ("Companhia"), no exercício de suas atribuições e responsabilidades legais, conforme previsto no Artigo 163 da Lei das Sociedades por Ações, procederam à revisão e análise das informações trimestrais, acompanhadas do relatório de revisão limitada da Ernst & Young Auditores Independentes S/S ("EY"), relativas ao período findo em 31 de março de 2026 e, considerando as informações prestadas pela Administração da Companhia e pelos Auditores Independentes, julgam as informações apropriadas para apresentação ao Conselho de Administração da Companhia, nos termos da Lei das Sociedades por Ações.

Rio de Janeiro (RJ), 05 de maio de 2026.

WALMIR URBANO KESSELI
Presidente do Conselho Fiscal

ELIAS DE MATOS BRITO
Membro do Conselho Fiscal

HELOISA BELOTTI BEDICKS
Membro do Conselho Fiscal

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DECLARAÇÃO DOS DIRETORES

Alberto Mario Griselli (Diretor Presidente), Andrea Palma Viegas Marques (Diretora Financeira), Maria Antonietta Russo (People, Culture & Organization Officer), Mario Girasole (Regulatory and Institutional Affairs Officer) e Vicente de Moraes Ferreira (Diretor de Relações com Investidores), na qualidade de Diretores Estatutários da TIM S.A. (“Companhia”), declaram, nos termos do inciso VI do parágrafo 1º do artigo 27 da Resolução CVM nº 80 de 29 de março de 2022, que reviram, discutiram e concordaram com as informações trimestrais da Companhia referentes ao período findo em 31 de março de 2026.

Rio de Janeiro, 5 de maio de 2026.

ALBERTO MARIO GRISELLI
Diretor Presidente

ANDREA PALMA VIEGAS MARQUES
Diretora Financeira

MARIO GIRASOLE
Regulatory and Institutional Affairs Officer

VICENTE DE MORAES FERREIRA
Diretor de Relações com Investidores

MARIA ANTONIETTA RUSSO
People, Culture & Organization Officer

DECLARAÇÃO DOS DIRETORES

Alberto Mario Griselli (Diretor Presidente), Andrea Palma Viegas Marques (Diretora Financeira), Maria Antonietta Russo (People, Culture & Organization Officer), Mario Girasole (Regulatory and Institutional Affairs Officer) e Vicente de Moraes Ferreira (Diretor de Relações com Investidores), na qualidade de Diretores Estatutários da TIM S.A. (“Companhia”), declaram, nos termos do inciso V do parágrafo 1º do artigo 27 da Resolução CVM nº 80 de 29 de março de 2022, que reviram, discutiram e concordaram com as opiniões expressas no Relatório dos Auditores Independentes da Companhia referente às informações trimestrais da Companhia, relativas ao período encerrado em 31 de março de 2026.

Rio de Janeiro, 5 de maio de 2026.

ALBERTO MARIO GRISELLI
Diretor Presidente

ANDREA PALMA VIEGAS MARQUES
Diretora Financeira

MARIO GIRASOLE
Regulatory and Institutional Affairs Officer

VICENTE DE MORAES FERREIRA
Diretor de Relações com Investidores

MARIA ANTONIETTA RUSSO
People, Culture & Organization Officer

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