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Sonae SGPS Interim / Quarterly Report 2005

May 30, 2005

1901_10-q_2005-05-30_0e131b3a-3c76-4403-9f12-055b86f5d87d.pdf

Interim / Quarterly Report

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Sede social: Lugar do Espido, Via Norte, Maia Matriculada na C.R.C. da Maia sob o nº 1067 Capital Social: 700 000 000 euros Pessoa Colectiva nº 500 204 128 Sociedade Aberta

RELATÓRIO DE ACTIVIDADE E DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS NÃO AUDITADAS

JANEIRO A MARÇO DE 2005

SEGUNDO AS NORMAS INTERNACIONAIS DE RELATO FINANCEIRO

Mensagem do Presidente Executivo

«O desempenho no 1º trimestre de 2005 veio confirmar a evolução positiva nos trimestres anteriores. Condições de mercado mais favoráveis, a continuação da estratégia de enfoque na margem e não na quota de mercado bem como da reestruturação operacional, através da gestão de capacidades e contenção de custos, permitiram que a Sonae Indústria atingisse um EBITDA de 59,6 milhões de euros (47 milhões de euros excluindo proveitos associados a actividades não recorrentes) e um Resultado Líquido de 15,4 milhões de euros.

A reestruturação do balanço da empresa prevista para 2005 prossegue, o que nos permite encarar com optimismo a possibilidade de se conseguir a autonomização financeira do accionista de referência no final do 1º semestre. Durante este período, a Sonae Indústria refinanciou a sua dívida em condições mais favoráveis.

A manutenção do preço do petróleo a níveis elevados teve um forte impacto na estrutura de custos: em relação ao 4ºT'04, os custos variáveis aumentaram 3%. No pressuposto de que esta tendência não prejudique as perspectivas a médio-prazo da economia mundial, estou confiante de que a equipa da Sonae Indústria irá continuar a melhorar o desempenho da empresa consolidando, assim, a sua liderança.

Apesar da estabilidade dos preços, é de esperar alguma pressão para uma descida nos preços do OSB e no MDF, a qual tentaremos minimizar, ajustando a nossa política de vendas.

As recentes alterações no mercado criam oportunidades para o desenvolvimento e novos desafios. A equipa da Sonae Indústria está preparada para manter a empresa no caminho do sucesso.»

Carlos Bianchi de Aguiar, Presidente da Comissão Executiva da Sonae Indústria

ENQUADRAMENTO

O desempenho da Sonae Indústria no 1ºT'05 confirmou a tendência de 2004: volumes elevados, preços estáveis e aumento dos custos variáveis, em consequência do custo elevado do petróleo.

No 1ºT'05, os volumes de vendas (m3 ) cresceram 2,2% face ao 4ºT'04 e desceram 1,2% em relação ao 1ºT'04. Comparando com o 1ºT'04, houve um contributo positivo das vendas na Alemanha (+1,9%), Canadá (+2,4%) e África do Sul (+22,1%), enquanto que na Península Ibérica (-6,8%), Reino Unido (-10,3%), França (-1,3%) e Brasil (-1,5%) se verificou uma situação inversa. Por produto e em termos comparativos com o último trimestre, apenas o OSB aumentou o volume de vendas.

O preço médio apresenta um aumento de 1% em relação ao 4ºT'04. Quanto à evolução dos preços, os produtos derivados de aglomerado de partículas mantiveram a evolução positiva registada desde o último trimestre de 2003, enquanto que os preços do OSB sofreram uma redução em Março, sobretudo no mercado norte-americano. Durante o 1ºT'05 os preços do MDF aumentaram de acordo com a inflação mas, nos próximos trimestres, é previsível uma inversão desta tendência, devido à diminuição da procura de flooring.

Neste trimestre, a manutenção do petróleo a níveis elevados continuou a afectar negativamente os custos variáveis, sobretudo o das resinas, o qual sofreu um aumento de cerca de 15% face ao 1ºT'04 e de 2,7% em relação ao 4ºT'04. Os custos da madeira estabilizaram, com a excepção do Brasil onde se mantêm sob pressão.

Durante o primeiro trimestre, a Dívida Líquida aumentou para 22 milhões de euros, o que se deveu a uma menor utilização da securitização da carteira de clientes (18 milhões de euros) e ao efeito da sazonalidade do negócio no fundo de maneio.

ANÁLISE FINANCEIRA CONSOLIDADA

O Volume de Negócios do 1ºT'05 ascendeu a 362 milhões de euros, uma descida de 1% face ao 1ºT'04. Numa base comparável, excluindo a Gescartão, o volume de negócios aumentou 5,6%, face a 343 milhões de euros. Preços médios mais elevados mais do que compensaram volumes de vendas (-1,2%) ligeiramente inferiores.

No 1ºT'05, a Utilização de Capacidade atingiu um nível consolidado de 89%, comparável com 87% no período homólogo de 2004 (utilizando as capacidades nominais das fábricas em 2005). O MDF e o OSB registaram os maiores incrementos na taxa de utilização, 3

pontos percentuais e 2 pontos percentuais, respectivamente.

O EBITDA atingiu 59,6 milhões de euros no 1ºT'05. Face ao período homólogo de 2004, registou-se um aumento de 34%, influenciado por proveitos associados a actividades não recorrentes de 12 milhões de euros, resultantes da alienação das acções da Gescartão e da Tafisa. Numa base comparável e excluindo

o contributo da Gescartão em 2004, registou-se um aumento de 58%. Este valor representa 16,5% do volume de negócios, comparável com 12,3% no período homólogo de 2004.

Os Resultados Antes de Impostos aumentaram em 20,5 milhões de euros. Esta evolução reflecte uma variação positiva de 19,8 milhões de euros dos resultados operacionais e uma redução de 0,8 milhões de euros nos custos financeiros líquidos. Excluindo a Gescartão, os resultados antes de impostos melhoraram em 26,4 milhões de euros.

Os Resultados Líquidos (após interesses minoritários) aumentaram 14,4 milhões de euros para 15,4 milhões de euros. Excluindo a Gescartão, os resultados líquidos aumentaram 20,4 milhões de euros.

A Dívida Líquida aumentou em 22 milhões de euros durante o 1ºT'05, devido a uma menor utilização da securitização da carteira de clientes (18 milhões de euros) e ao efeito da sazonalidade do negócio no fundo de maneio.

ANÁLISE DO DESEMPENHO OPERACIONAL

PENÍNSULA IBÉRICA

Durante o 1ºT'05, o volume de negócios aumentou 1,2%, comparado com o período homólogo do ano transacto e apesar da Páscoa ter ocorrido no 1º trimestre, com um impacto negativo sobretudo no mercado espanhol. Tal como no ano anterior, o desempenho nos mercados da exportação foi bom.

Os preços do aglomerado de

partículas e do MDF foram ligeiramente superiores aos dos dois últimos trimestres.

A produção de aglomerado de partículas e de MDF manteve um nível similar ao do 1ºT'04, embora os custos variáveis fossem quase 3% superiores aos do 1ºT'04, como consequência da pressão do preço do petróleo, que afecta o custos dos produtos químicos, os quais se mantiveram a um nível similar ao do 4ºT'04.

O EBITDA para a Península Ibérica situou-se nos 19,5 milhões de euros, o que veio confirmar a evolução positiva dos quatro últimos trimestres.

FRANÇA

O volume de negócios no 1ºT'05 aumentou 1,3% em relação ao do 1ºT'04 e 3,2% face ao do 4ºT'04, enquanto que, comparado com o 1ºT'04, o preço médio se situou ligeiramente acima da inflação.

A Isoroy encerrou o 1ºT'05 com um EBITDA de 2,9 milhões de euros, uma melhoria de 1,2 milhões de euros face a 1ºT'04, excluindo os

proveitos/custos associados a actividades não recorrentes.

Durante este trimestre, foi conseguido um aumento de 3,2% face ao período homólogo de 2004, apesar das condições climáticas adversas.

ALEMANHA

Durante o 1ºT'05, a procura geral de aglomerado de partículas, MFC e MDF nos principais segmentos de mercado alemães, retalho e indústria, esteve ao nível registado no 1ºT'04. O volume global de vendas aumentou 1,9% vs. 2004, enquanto que o volume de negócios cresceu 6,4%, devido à melhoria do mix de produtos. A

manutenção do custo do petróleo a níveis elevados, com impacto directo no aumento dos custos das matérias-primas, sobretudo cola, produtos químicos e energia, implicou a subida dos preços de venda no mercado.

Todas as fábricas operaram a um nível elevado de utilização da capacidade produtiva. As receitas provenientes das vendas de MDF e de aglomerado de partículas melhoraram nos

primeiros três meses, enquanto que o excelente nível atingido pelo OSB no ano anterior não pôde ser igualado, devido ao maior volume de exportações com o consequente aumento dos custos de transporte.

Neste período, o EBITDA atingiu 9,1% do volume de negócios, apesar do impacto negativo de 1,3 milhões de euros de actividades não recorrentes. Como os indicadores macroeconómicos para os próximos meses na Alemanha não são tão promissores, as perspectivas para o 2ºT'05 não são tão favoráveis.

REINO UNIDO

Após o período de Natal, a retoma do mercado processou-se lentamente e o volume de vendas deste trimestre situou-se 10% abaixo do período homólogo de 2004. Apesar dos volumes estarem abaixo das expectativas, os preços médios de venda recuperaram face ao mesmo período do ano transacto e em relação ao 4ºT'04.

A produção aumentou cerca de 2% em relação ao 1ºT'04, tendo a produção da fábrica de Knowsley, em Março, ultrapassado os 39.000 m3 . Tal ocorreu apesar de problemas de falta de disponibilidade industrial associada à utilização de uma grande percentagem de madeira reciclada (97%). Iniciou-se o investimento num processo sofisticado de limpeza da estilha, concebido para resolver estes problemas, o qual estará concluído no 2ºT'05.

Os preços de aquisição das matérias-primas mantiveram-se estáveis, com excepção da madeira, que registou problemas sazonais de disponibilidade. O aumento dos custos (2%) foi controlado e o impacto na Demonstração de Resultados foi reduzido, devido ao preço mais favorável do que previsto dos PRN's (Títulos de Recuperação de Resíduos de Embalagem). No trimestre o EBITDA atingiu 4% do volume de negócios.

CANADÁ

No 1ºT'05, o mercado norte-americano permaneceu forte. A procura de aglomerado cru manteve-se forte, sobretudo no mercado dos EUA com os fabricantes de kits de mobiliário. Por outro lado e em termos gerais, o mercado de MFC tem-se mantido pouco sustentado nos EUA, desde o início do ano.

O volume de negócios aumentou

12%, comparado com o 1ºT'04, enquanto que a produção subiu 2,4% no mesmo período. O aumento do volume de negócios ficou a dever-se a volumes superiores, à melhoria do mix de produtos e ao aumento dos preços. A fragilidade do USD reduziu parcialmente os efeitos positivos do volume de negócios expresso em CAD; contudo, o volume de compras de matérias-primas e serviços em USD foi aumentado para garantir uma protecção mais alargada.

Os custos da madeira, resultantes da escassez dos fornecimentos de rolaria às serrações, são claramente superiores ao do período homólogo do ano anterior. A redução a curto prazo dos direitos de corte nos terrenos públicos acarretou mais incertezas. Os custos dos produtos químicos e do transporte estão igualmente sob forte pressão, como resultado da evolução preocupante do preço do petróleo. As melhorias na produtividade têm compensado parcialmente os aumentos de custos.

BRASIL

O mercado interno manteve-se estável, com uma recuperação no volume de MDF e uma pequena descida no aglomerado; o mercado de flooring manteve a tendência de 2004, com uma descida acentuada neste período. Este comportamento

resulta do impacto das taxas de juro nas vendas para o sector do mobiliário e da redução das exportações de mobiliário, devido à desvalorização do USD face ao Real. Não se perspectivam grandes alterações a esta situação durante o 2ºT'05, mas espera-se uma recuperação no segundo semestre do ano.

As vendas em volume apresentaram uma pequena descida, quando comparadas com os valores de 2004 (-1,5%), mas como os preços médios aumentaram acima da inflação, as vendas em Reais aumentaram 22,6% face ao 1ºT'04, tendo crescido 24,2% no mercado interno e 11,3% nas exportações.

Os custos variáveis em Reais registaram um crescimento de 16,6% por m3 , sobretudo devido aos custos da madeira. Quanto aos outros custos, em termos gerais, tiveram uma evolução positiva, quando comparados com o ano transacto.

Por estes motivos, o EBITDA quase atingiu os 19% face a 7,4% no 1ºT'04. Contudo, no 2ºT'05, não se estima um crescimento significativo do mercado, devido a uma evolução mais moderada da procura e dificuldades nas exportações, motivadas pela evolução da taxa de câmbio.

ÁFRICA DO SUL

As condições do mercado na África do Sul mantiveram-se estáveis, com a continuada pressão descendente do Índice dos Preços ao Consumidor. Assistiu-se a uma menor volatilidade da taxa de câmbio, apenas com pequenas perdas face às moedas mais fortes.

de 25% em valor e 22% em volume, apesar das férias da Páscoa terem ocorrido no 1º trimestre do ano. Comparando com o período homólogo de 2004, os custos de distribuição mantiveram-se estáveis, apesar do aumento do fuel, devido à melhoria da eficiência na gestão dos transportes.

A erosão de preços, a que se assistiu em 2004, foi totalmente recuperada no primeiro trimestre de 2005, apesar dos preços do MDF permanecerem sob pressão, como resultado da actividade de importação da América do Sul. Houve uma grande melhoria de

disponibilidade nas fábricas de Panbult e White River, sem variações significativas nos custos variáveis - apesar de a estabilidade da taxa de câmbio ter tido um efeito positivo

marginal - e os Custos Fixos mantiveram-se dentro dos níveis de 2004.

O EBITDA aumentou para 28,5% do volume de negócios, o que representa uma melhoria

de 11 pontos percentuais face ao período homólogo do ano transacto.

As perspectivas são positivas, com um forte nível de actividade do sector da construção e

a divulgação recente de uma redução de 50 pontos base na taxa de referência do Banco

Central Sul-Africano.

PERSPECTIVAS FUTURAS

Os bons resultados registados pela Sonae Indústria no 1T'05 basearam-se numa procura

relativamente estável e no bom desempenho operacional.

Contudo, há sinais evidentes de descida de preços do OSB e do MDF, em consequência

de uma fraca procura do mercado norte-americano (com efeitos no OSB) e do mercado de

flooring (com efeitos no MDF).

Por conseguinte, estima-se a curto prazo um impacto negativo na rendibilidade daqueles

produtos, pelo que o crescimento do EBITDA registado no primeiro trimestre não irá

manter-se ao longo do ano.

A independência financeira da Sonae Indústria será consumada no segundo trimestre de

  1. A Sonae Indústria utilizou parte dos fundos provenientes das recentes emissões de

obrigações para pagar os empréstimos da Sonae SGPS, SA (163 milhões de euros) e

dívida externa de subsidiárias.

Maia, 28 de Abril de 2005

O Conselho de Administração

Para mais informação:

Lugar do Espido - Via Norte - Apartado 1096

4471-909 Maia Portugal

Telefone: (+351) 220 100 400

Fax: (+351) 220 100 543

Email: [email protected]

www.sonaeindustria.com

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BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 31 DE DEZEMBRO DE 2004

(Montantes expressos em euros)

IFRS POC
ACTIVO Notas 31.03.05 31.12.04 31.12.04
ACTIVOS NÃO CORRENTES:
Imobilizações corpóreas e incorpóreas 6 1 140 635 998 1 148 057 730 1 169 637 656
Diferenças de consolidação 7 44 337 280 45 269 819
Investimentos 8 4 294 348 9 519 767 14 211 619
Impostos diferidos activos 11 57 146 318 61 332 706 60 488 971
Outros activos não correntes 9 2 042 078 1 129 577 926 615
Total de activos não correntes 1 248 456 022 1 265 309 599 1 245 264 861
ACTIVOS CORRENTES:
Existências 157 100 081 159 011 303 159 577 295
Outros activos correntes 10 184 932 578 160 983 477 157 812 702
Investimentos 8 5 600 647 5 980 187 41 061 866
Caixa e equivalentes de caixa 12 124 330 147 74 817 721 39 684 453
Total de activos correntes 471 963 453 400 792 688 398 136 316
TOTAL DO ACTIVO 1 720 419 475 1 666 102 287 1 643 401 177
CAPITAL PRÓPRIO, INTERESSES MINORITÁRIOS E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital social 13 700 000 000 700 000 000 700 000 000
Reservas e Resultados Transitados - 268 256 174 - 311 273 230 - 323 639 403
Resultado líquido do período atribuível aos Accionistas da Empresa- Mãe 15 448 443 42 580 440 29 213 582
Total do capital próprio atribuível aos Accionistas da Empresa-Mãe 447 192 269 431 307 210 405 574 179
Interesses Minoritários 14 42 160 699 38 906 798 41 211 484
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 489 352 968 470 214 008 446 785 663
PASSIVO:
PASSIVOS NÃO CORRENTES:
Empréstimos 15 456 014 073 400 768 431 393 294 024
Outros passivos não correntes 17 282 144 442 281 178 375 175 038 076
Impostos diferidos passivos 11 29 551 108 27 142 333 27 934 725
Provisões 20 15 877 277 15 204 678 37 262 270
Total de passivos não correntes 783 586 900 724 293 817 633 529 095
PASSIVOS CORRENTES:
Empréstimos 15 109 682 052 109 989 503 119 538 217
Outros passivos correntes 19 328 213 659 351 839 369 434 001 763
Provisões 20 9 583 896 9 765 590 9 546 439
Total de passivos correntes 447 479 607 471 594 462 563 086 419
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO 1 720 419 475 1 666 102 287 1 643 401 177

O anexo faz parte destas demonstrações financeiras consolidadas.

O Conselho de Administração

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE RESULTADOS POR NATUREZAS

PARA OS PERÍODOS DE TRÊS MESES FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 2004

(Montantes expressos em euros)

IFRS POC
Notas 31.03.05 31.03.04 31.03.04
Proveitos operacionais:
Vendas
360.613.749 361.780.539 382.975.347
Prestações de serviços 1.226.745 2.342.655 3.046.792
Outros proveitos operacionais 21.108.305 19.123.620 16.702.482
Total de proveitos operacionais 382.948.799 383.246.814 402.724.621
Custos operacionais
Custo das vendas
169.604.398 171.720.112 179.474.868
Variação da produção 1.177.921 6.991.822 6.103.228
Fornecimentos e serviços externos 94.526.299 93.650.239 98.425.682
Custos com o pessoal 52.738.315 56.649.232 60.002.827
Amortizações e depreciações 6 24.701.644 26.773.950 30.325.742
Provisões e perdas por imparidade 6,7 e 20 642.372 3.368.554 2.015.087
Outros custos operacionais 5.301.233 9.599.246 9.877.474
Total de custos operacionais 348.692.182 368.753.155 386.224.908
Resultados operacionais 34.256.617 14.493.659 16.499.713
Resultados financeiros (12.037.153) (12.854.286) (14.289.281)
Resultados relativos a empresas associadas (6.164) 32.769 32.765
Resultado antes de impostos 22.213.300 1.672.142 2.243.197
Imposto sobre o rendimento 24 6.286.006 1.154.250 1.833.607
Resultado depois de impostos 15.927.294 517.892 409.590
Resultados de operações em descontinuação após impostos
Resultado consolidado do trimestr 15.927.294 517.892 409.590
Atribuível a:
Accionistas da Empresa-Mãe 15.448.443 922.657 (549.431)
Interesses Minoritários 478.851 (404.765) 959.021
Resultados por acção
Excluindo operações em descontinuação
Básico 25 0,1103 0,0092 -0,0055
Diluído 25 0,1103 0,0092 -0,0055
Das operações em descontinuação
Básico 25 - - -
Diluído 25 - - -

O anexo faz parte destas demonstrações financeiras consolidadas.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO

PARA OS PERÍODOS DE TRÊS MESES FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 2004

(Montantes expressos em euros)

Reservas e Interesses Total doCapital Acções Prestações Resultados Resultado Minoritários Capital Próprio Notas Social Próprias Suplementares Transitados Liquído Total Saldo em 1 de Janeiro de 2004 500.000.000 - - (300.961.506) 1) 199.038.494 94.870.525 293.909.019 Aplicação do resultado consolidado de 2003: Transferência para reserva legal --- - - -- - Dividendos distribuídos --- - - -- - Transferência para resultados transitados - Aquisição/(Alienação) de acções próprias - - - - - - - - Variação nas reservas - - - 5.927.973 - 5.927.973 - 5.927.973 Resultado consolidado líquido do período de três meses findo em 31 de Março de 2004 - - - - 922.657 922.657 (404.765) 517.892 Outros - - - - - 2.107.775 2.107.775Saldo em 31 de Março de 2004 500.000.000 - - (295.033.533) 922.657 205.889.124 96.573.535 302.462.659 Saldo em 1 de Janeiro de 2005 700.000.000 - - (311.273.230) 42.580.440 431.307.210 36.413.510 467.720.720 Aplicação do resultado consolidado de 2004: Transferência para reserva legal e resultados transaitados - - - 42.580.440 (42.580.440) - 2.493.288 2.493.288 Dividendos distribuídos --- - - -- - Variação nas reservas - - - 436.616 - 436.616 - 436.616 Resultado consolidado líquido do período - - - - - - - de três meses findo em 31 de Março de 2005 15.448.443 15.448.443 478.851 15.927.294 Outros - - - - - - 2.775.050 2.775.050Atribuível aos Accionistas da Empresa-Mãe

Saldo em 31 de Março de 2005 700.000.000 - - (268.256.174) 15.448.443 447.192.269 42.160.699 489.352.968 O anexo faz parte destas demonstrações financeiras consolidadas.

O Conselho de Administração

1) Dado a conversão das contas consolidadas para IAS/IFRS ter sido efectuada à data de 01.01.2004, não existe informação sobre o resultado consolidado proveniente do exercício de 2003.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA

PARA OS PERÍODOS DE TRÊS MESES FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 31 DE MARÇO DE 2004

(Montantes expressos em euros)

ACTIVIDADES OPERACIONAIS: Notas 31.03.05 31.03.04
Fluxos das actividades operacionais (1) -15 803 473 2 377 288
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros 25 576 916 70 844 629
Imobilizações corpóreas e incorpóreas 2 133 229 19 998 669
Outros 720 978 1 452 794
28 431 123 92 296 092
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros 6 856 392
Imobilizações corpóreas e incorpóreas
Outros
8 071 047
2 376 469
7 634 284
30 416 284
10 447 516 44 906 960
Fluxos das actividades de investimento (2) 17 983 607 47 389 132
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO:
Recebimentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos 64 418 588 2 071 188
64 418 588 2 071 188
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos 3 853 892 26 613 195
Juros e custos similares 12 479 341 9 571 358
16 333 233 36 184 553
Fluxos das actividades de financiamento (3) 48 085 355 -34 113 365
Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) 50 265 489 15 653 055
Efeito das diferenças de câmbio - 42 151 - 591 346
Caixa e seus equivalentes no início do período 12 72 170 072 25 892 091
Caixa e seus equivalentes no fim do período 12 122 477 712 42 136 492

O anexo faz parte destas demonstrações financeiras consolidadas.

O Conselho de Administração

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

PARA O PERÍODO DE TRÊS MESES FINDO EM 31 DE MARÇO DE 2005

(Montantes expressos em euros)

1. NOTA INTRODUTÓRIA

A SONAE INDÚSTRIA, SGPS, SA tem a sua sede no Lugar do Espido, Via Norte, Apartado 1096, 4470-909 Maia, Portugal, sendo a empresa-mãe de um universo de empresas conforme indicado nas Notas 4 a 7 ("Grupo Sonae Indústria"). Os negócios do Grupo e as áreas de actuação encontram-se descritos na Nota 26.

2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação destas demonstrações financeiras consolidadas são as seguintes:

2.1. Bases de apresentação

Estas demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS" – anteriormente designadas Normas Internacionais de Contabilidade – "IAS") emitidas pelo "International Accounting Standards Board" ("IASB") e Interpretações emitidas pelo "International Financial Reporting Interpretations Committee" ("IFRIC") ou pelo anterior "Standing Interpretations Committee" ("SIC"), em vigor em 1 de Janeiro de 2005.

A adopção das Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS") ocorre pela primeira vez em 2005, pelo que a data de transição dos princípios contabilísticos portugueses para esse normativo é 1 de Janeiro de 2004, tal como estabelecido pela IFRS 1 – "Adopção pela primeira vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro".

Nos termos dessa norma os efeitos reportados à data de transição para IFRS (1 de Janeiro de 2004) foram registados em Capitais Próprios e estão descritos na Nota 29, na qual se explicitam igualmente os ajustamentos efectuados nas últimas demonstrações financeiras anuais apresentadas (31 de Dezembro de 2004).

As demonstrações financeiras intercalares são apresentadas trimestralmente de acordo com a IAS 34 – "Relato Financeiro Intercalar".

Estas demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 3) no pressuposto da continuidade das operações e tomando por base o custo histórico, excepto para os instrumentos financeiros que se encontram registados ao justo valor (Notas 2.11).

2.2. Princípios de consolidação

São os seguintes os métodos de consolidação adoptados pelo Grupo:

a) Investimentos financeiros em empresas do Grupo

As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo detenha, directa ou indirectamente, mais de 50% dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais (definição de controlo utilizada pelo Grupo), foram incluídas nestas demonstrações financeiras consolidadas, pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas, são apresentados separadamente no balanço consolidado e na demonstração de resultados consolidada, respectivamente, na rubrica Interesses minoritários. As empresas incluídas nas demonstrações financeiras encontram-se detalhadas na Nota 3.

Quando os prejuízos atribuíveis aos minoritários excedem o interesse minoritário no capital próprio da filial, o Grupo absorve esse excesso e quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os minoritários tenham a obrigação e sejam capazes de cobrir esses prejuízos. Se a filial subsequentemente reportar lucros, o Grupo apropria todos os lucros até que a parte minoritária dos prejuízos absorvidos pelo Grupo tenha sido recuperada.

Os activos e passivos de cada filial são identificados ao seu justo valor na data de aquisição. Qualquer excesso do custo de aquisição face ao justo valor dos activos e passivos líquidos adquiridos é reconhecido como diferença de consolidação positiva (Notas 2.2.c e 7)). Caso o diferencial entre o custo de aquisição e o justo valor de activos e passivos líquidos adquiridos seja negativo, o mesmo é reconhecido como proveito do exercício após reconfirmação do justo valor atribuído. Os interesses de accionistas minoritários são apresentados pela respectiva proporção do justo valor dos activos e passivos identificados.

Os resultados das filiais adquiridas ou vendidas durante o período estão incluídos nas demonstrações de resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua venda.

Sempre que necessário, são efectuados ajustamentos às demonstrações financeiras das filiais para adequar as suas políticas contabilísticas às usadas pelo Grupo. As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas do Grupo são eliminados no processo de consolidação.

b) Investimentos financeiros em empresas associadas

Os investimentos financeiros em empresas associadas (empresas onde o Grupo exerce uma influência significativa, através da participação nas decisões financeiras e operacionais da empresa, mas não detém quer o controlo quer o controlo conjunto das mesmas - geralmente investimentos representando entre 20% e 50% do capital de uma empresa) são registados pelo método da equivalência patrimonial.

De acordo com o método da equivalência patrimonial, as participações financeiras são registadas pelo seu custo de aquisição ajustado pelo valor correspondente à participação do Grupo nas variações dos capitais próprios (incluindo o resultado líquido) das associadas, por contrapartida de ganhos ou perdas do período, e pelos dividendos recebidos.

As diferenças entre o custo de aquisição e o justo valor dos activos e passivos identificáveis da associada na data de aquisição, se positivas são reconhecidas como diferenças de consolidação positivas e mantidas no valor de investimento financeiro em associadas (Nota 2.2.c)). Se essas diferenças forem negativas são registadas como proveito do período na rubrica resultados relativos a empresas associadas.

É feita uma avaliação dos investimentos em associadas quando existem indícios de que o activo possa estar em imparidade, sendo registadas como custo as perdas por imparidade que se demonstrem existir. Quando as perdas por imparidade reconhecidas em períodos anteriores deixam de existir, são objecto de reversão.

Quando a proporção do Grupo nos prejuízos acumulados da associada excede o valor pelo qual o investimento se encontra registado, o investimento é relatado por valor nulo, excepto quando o Grupo tenha assumido compromissos para com a associada.

Os ganhos não realizados com associadas são eliminados proporcionalmente ao interesse do Grupo na associada por contrapartida do investimento nessa mesma associada. As perdas não realizadas são similarmente eliminadas, mas somente até ao

ponto em que a perda não evidencie que o activo transferido esteja em situação de imparidade.

Os investimentos financeiros em empresas associadas encontram-se detalhados na Nota 4.

c) Diferenças de consolidação

As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo e associadas e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, se positivas foram registadas na rubrica Diferenças de consolidação ou mantidas na rubrica Investimentos em empresas associadas (Nota 7). As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em filiais sediadas no estrangeiro e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas filiais à data da sua aquisição, encontram-se registadas na moeda funcional dessas filiais, sendo convertidas para a moeda de relato do Grupo (euro) à taxa de câmbio em vigor na data de balanço. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na rubrica Reserva de conversão cambial incluída em Reservas e resultados transitados.

O valor das diferenças de consolidação não é amortizado, sendo testado anualmente para verificar se existem perdas por imparidade. As perdas por imparidade das diferenças de consolidação constatadas no período são registadas na demonstração de resultados do período, na rubrica provisões e perdas por imparidade.

As perdas por imparidade relativas a diferenças de consolidação não podem ser revertidas.

As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo e empresas associadas e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, se negativas foram reconhecidas como proveito na data de aquisição, após reconfirmação do justo valor dos activos e passivos identificáveis.

Diferenças de consolidação anteriores à data de transição

As diferenças de consolidação originadas em aquisições anteriores à data de transição para IFRS (1 de Janeiro de 2004) foram mantidas pelos valores apresentados de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, ajustados pelos activos incorpóreos não aceites pelos IFRS e objecto de testes de imparidade, sendo os impactos desses ajustamentos registados em resultados transitados, conforme IFRS 1. No caso de filiais estrangeiras, as diferenças de consolidação foram reexpressas na

moeda funcional de cada filial, retrospectivamente. As diferenças cambiais geradas no processo de conversão foram registadas em resultados transitados (IFRS 1).

d) Conversão de demonstrações financeiras de entidades estrangeiras

Os activos e passivos das demonstrações financeiras de entidades estrangeiras são convertidos para euros utilizando as taxas de câmbio à data do balanço e os custos e proveitos bem como os fluxos de caixa são convertidos para euros utilizando a taxa de câmbio média verificada no período. A diferença cambial resultante gerada após 1 de Janeiro de 2004, é registada no capital próprio na rubrica de Reserva de conversão cambial incluída na rubrica Reservas e resultados transitados. As diferenças cambiais geradas até 1 de Janeiro de 2004 (data de transição para IFRS) foram anuladas por contrapartida de resultados transitados.

O valor das diferenças de consolidação e ajustamentos de justo valor resultantes da aquisição de entidades estrangeiras são tratados como activos e passivos dessa entidade e transpostos para euros de acordo com a taxa de câmbio em vigor no final do período.

Sempre que uma entidade estrangeira é alienada, a diferença cambial acumulada é reconhecida na demonstração de resultados como um ganho ou perda na alienação.

As cotações utilizadas na conversão para euros das contas das filiais e empresas associadas estrangeiras foram as seguintes:

31.03.2005 31.12.2004 31.03.2004
Final do Média do Final do Média do Final do Média do
período período período período período período
0,6885 0,6936 0,7051 0,6782 0,6659 0,6798
3,4744 3,4987 3,6147 3,6329 3,5474 3,6179
8,0900 7,8765 7,6899 7,9942 7,7791 8,4624
1,5737 1,6081 1,6416 1,6161 1,5979 1,6473
1,5486 1,5488 1,5429 1,5437 1,5594 1,5685

Fonte: Bloomberg

2.3. Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas adquiridas até 1 de Janeiro de 2004 (data de transição para IFRS), encontram-se registadas ao seu "deemed cost", o qual corresponde ao custo de aquisição, ou custo de aquisição reavaliado de acordo com os princípios contabilísticos

geralmente aceites em Portugal até àquela data, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.

As imobilizações adquiridas após aquela data encontram-se registadas ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.

As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes, em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens.

As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:

Anos
Edifícios e outras construções 50
Equipamento básico 15
Equipamento de transporte 5
Ferramentas e utensílios 4
Equipamento administrativo 10
Outras imobilizações corpóreas 5

As despesas com reparação e manutenção de imobilizado são consideradas como custo no período em que ocorrem.

As imobilizações em curso representam imobilizado ainda em fase de construção, encontrando-se registadas ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas de imparidade. Estas imobilizações são amortizadas a partir do momento em que os activos subjacentes estejam concluídos ou em estado de uso.

2.4. Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas. As imobilizações incorpóreas só são reconhecidas se for provável que delas advenham benefícios económicos futuros para o Grupo, sejam controláveis pelo Grupo e se possa medir razoavelmente o seu valor.

As despesas de investigação incorridas com novos conhecimentos técnicos são reconhecidas na demonstração de resultados quando incorridas.

As despesas de desenvolvimento, para as quais o Grupo demonstre capacidade para completar o seu desenvolvimento e iniciar a sua comercialização e/ou uso e para as quais seja provável que o activo criado venha a gerar benefícios económicos futuros, são

capitalizadas. As despesas de desenvolvimento que não cumpram estes critérios são registadas como custo do exercício em que são incorridas.

Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de "Software" são registados como custos na demonstração de resultados quando incorridos, excepto na situação em que estes custos estejam directamente associados a projectos para os quais seja provável a geração de benefícios económicos futuros para o Grupo. Nestas situações estes custos são capitalizados como activos incorpóreos.

As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado o qual corresponde genericamente a 5 anos.

Nos casos de marcas e patentes sem vida útil definida, não são calculadas amortizações, sendo o seu valor objecto de testes de imparidade numa base anual.

2.5. Locações

Os contratos de locação, em que o Grupo age como locatário, são classificados como (i) locações financeiras, se através deles forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse, e como (ii) locações operacionais, se através deles não forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse.

A classificação das locações em financeiras ou operacionais é feita em função da substância e não da forma do contrato.

Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro, reconhecendo o imobilizado corpóreo, as amortizações acumuladas correspondentes e as dívidas pendentes de liquidação de acordo com o plano financeiro contratual. Adicionalmente, os juros incluídos no valor das rendas e as amortizações do imobilizado corpóreo são reconhecidos como custos na demonstração de resultados do período a que respeitam.

Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas são reconhecidas como custo na demonstração de resultados numa base linear durante o período do contrato de locação.

2.6. Subsídios governamentais ou de outras entidades públicas

Os subsídios governamentais são reconhecidos de acordo com o seu justo valor quando existe uma garantia razoável que irão ser recebidos e que a Empresa irá cumprir com as condições exigidas para a sua concessão.

Os subsídios à exploração, nomeadamente para formação de colaboradores, são reconhecidos na demonstração de resultados de acordo com os custos incorridos.

Os subsídios ao investimento, relacionados com a aquisição de imobilizado, são incluídos na rubrica Outros passivos não correntes e são creditados na demonstração de resultados em quotas constantes durante o período estimado de vida útil dos activos adquiridos.

2.7. Imparidade dos activos não correntes

É efectuada uma avaliação de imparidade à data de cada balanço e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiquem que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperado.

Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração de resultados na rubrica Provisões e perdas por imparidade.

A quantia recuperável é a mais alta do preço de venda líquido e do valor de uso. O preço de venda líquido, é o montante que se obteria com a alienação do activo, numa transacção entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o activo pertence.

A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em períodos anteriores é registada quando se conclui que as perdas por imparidade reconhecidas já não existem ou diminuíram. Esta análise é efectuada sempre que existam indícios que a perda de imparidade anteriormente reconhecida tenha revertido. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração de resultados como Outros proveitos operacionais. Contudo, a reversão da perda por imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se tivesse registado em períodos anteriores.

2.8. Encargos financeiros com empréstimos obtidos

Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são geralmente reconhecidos como custo de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.

Os encargos financeiros de empréstimos obtidos, directamente relacionados com a aquisição de activos fixos, são capitalizados, fazendo parte do custo do activo. Quaisquer proveitos financeiros gerados por empréstimos obtidos, directamente relacionados com um investimento específico, são deduzidos aos encargos financeiros elegíveis para capitalização.

2.9. Existências

As mercadorias e matérias-primas encontram-se registadas ao custo de aquisição ou ao valor realizável líquido, dos dois o mais baixo, utilizando-se o custo médio como método de custeio.

Os produtos acabados e semi-acabados, os subprodutos e trabalhos em curso encontram-se valorizados ao custo médio ponderado de produção ou ao valor realizável líquido, dos dois o mais baixo. O custo de produção inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico (considerando as amortizações dos equipamentos produtivos calculadas em função de níveis normais de utilização).

O valor realizável líquido corresponde ao preço de venda normal deduzido dos custos para completar a produção e dos custos de comercialização.

As diferenças entre o custo e o respectivo valor de realização das existências, no caso deste ser inferior ao custo, são registadas como custos operacionais nas rubricas de Custo das vendas ou Variação de produção, consoante respeitem a existências de mercadorias e matérias-primas ou a existências de produtos acabados e semi-acabados, subprodutos e trabalhos em curso.

2.10. Provisões

As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, o Grupo tem uma obrigação presente (legal ou implícita) resultante de um evento passado, seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada balanço e são ajustadas de modo a reflectir a melhor estimativa a essa data.

As provisões para custos de reestruturação são reconhecidas pelo Grupo sempre que exista um plano formal e detalhado de reestruturação e que o mesmo tenha sido comunicado às partes envolvidas.

2.11. Instrumentos financeiros

a) Investimentos

Os investimentos classificam-se como segue:

  • Investimentos detidos até ao vencimento
  • Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados
  • Investimentos disponíveis para venda

Os investimentos detidos até ao vencimento são classificados como investimentos não correntes, excepto se o seu vencimento ocorrer num prazo inferior a 12 meses da data do balanço, sendo registados nesta rubrica os investimentos com maturidade definida para os quais o Grupo tem intenção e capacidade de os manter até essa data.

Os investimentos mensurados ao justo valor através de resultados são classificados como investimentos correntes.

Os investimentos disponíveis para venda são classificados como Activos não correntes.

Todas as compras e vendas destes investimentos são reconhecidas à data da assinatura dos respectivos contratos de compra e venda, independentemente da data de liquidação financeira.

Os investimentos são inicialmente registados pelo seu valor de aquisição, que é o justo valor do preço pago, incluindo despesas de transacção.

Após o reconhecimento inicial, os investimentos mensurados a justo valor através de resultados e os investimentos disponíveis para venda são reavaliados pelos seus justos valores por referência ao seu valor de mercado à data do balanço, sem qualquer dedução relativa a custos da transacção que possam vir a ocorrer até à sua venda. Os investimentos que não sejam cotados e para os quais não seja possível estimar com fiabilidade o seu justo valor, são mantidos ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade.

Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos investimentos disponíveis para venda são registados no capital próprio, na rubrica de Reserva de justo valor incluída na rubrica Reservas e resultados transitados até o investimento ser vendido, recebido ou de qualquer forma alienado, ou até que o justo valor do investimento se situe abaixo do seu custo de aquisição e que tal corresponda a uma perda por imparidade, momento em que o ganho ou perda acumulada é registado(a) na demonstração de resultados.

Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos investimentos mensurados ao justo valor através de resultados são registados(as) na demonstração de resultados do período.

Os investimentos detidos até ao vencimento são registados ao custo capitalizado através da taxa de juro efectiva, líquido de amortizações de capital e juros recebidos.

b) Dívidas de terceiros

As dívidas de terceiros são registadas pelo seu valor nominal deduzido de eventuais perdas por imparidade, reconhecidas na rubrica de Perdas por imparidade em contas a receber, por forma a que as mesmas reflictam o seu valor realizável líquido.

c) Classificação de capital próprio ou passivo

Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados de acordo com a substância contratual independentemente da forma legal que assumem.

d) Empréstimos

Os empréstimos são registados no passivo pelo valor nominal recebido líquido de despesas com a emissão desses empréstimos. Os encargos financeiros são calculados de acordo com a taxa de juro efectiva e contabilizados na demonstração de resultados de acordo com o princípio de especialização dos exercícios, conforme política definida na nota 2.8. A parcela do juro efectivo relativa a comissões com a emissão de empréstimos é adicionada ao valor contabilístico do empréstimo caso não sejam liquidados durante o período.

e) Fornecedores

As dívidas a fornecedores são registadas pelo seu valor nominal.

f) Instrumentos derivados

O Grupo utiliza instrumentos derivados na gestão dos seus riscos financeiros como forma de garantir a cobertura desses riscos, não sendo utilizados instrumentos derivados com o objectivo de negociação.

Os instrumentos derivados utilizados pelo Grupo têm como objectivo fundamental cobrir os riscos inerentes a flutuações das taxas de juro e das taxas de câmbio.

Os critérios utilizados pelo Grupo para classificar os instrumentos derivados como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa são os seguintes:

  • Espera-se que a cobertura seja altamente eficaz ao conseguir a compensação de alterações nos fluxos de caixa atribuíveis ao risco coberto;
  • A eficácia da cobertura pode ser fiavelmente mensurada;
  • Existe adequada documentação sobre a transacção a ser coberta no início da cobertura;
  • A transacção objecto de cobertura é altamente provável.

Os instrumentos derivados utilizados, quando classificados como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa, são inicialmente registados pelo seu custo, se algum, e subsequentemente reavaliados ao seu justo valor. As alterações de justo valor destes instrumentos são reconhecidas em capitais próprios, na rubrica Reservas de cobertura incluída na rubrica Reservas e resultados transitados, sendo transferidas para resultados no mesmo período em que o instrumento objecto de cobertura afecta resultados. Quanto aos instrumentos derivados que a empresa opte por não aplicar "hedge accounting", as variações de justo valor afectam diariamente e de forma imediata a demonstração de resultados.

A contabilização de cobertura de instrumentos derivados é descontinuada quando o instrumento se vence ou é vendido. Nas situações em que o instrumento derivado deixe de ser qualificado como instrumento de cobertura, as diferenças de justo valor acumuladas e diferidas em capital próprio na rubrica Reservas de cobertura incluída em Reservas e resultados transitados são transferidas para resultados do período, ou adicionadas ao valor contabilístico do activo a que as transacções objecto de cobertura deram origem, e as reavaliações subsequentes são registadas directamente nas rubricas da demonstração de resultados.

Nos casos em que os instrumentos derivados, embora contratados com o objectivo específico de cobertura dos riscos financeiros inerentes ao negócio (fundamentalmente, "forwards" de taxas de câmbio para cobertura de importações

futuras), não se enquadram nos requisitos definidos no IAS 39 para classificação como instrumentos de cobertura, as variações do justo valor afectam directamente a demonstração de resultados.

Quando existam derivados embutidos em outros instrumentos financeiros ou outros contratos, os mesmos são tratados como derivados separados nas situações em que os riscos e características não estejam intimamente relacionados com os contratos e nas situações em que os contratos não sejam apresentados pelo seu justo valor com os ganhos ou perdas não realizadas registadas na demonstração de resultados.

Em situações específicas, o Grupo pode proceder à contratação de derivados de taxa de juro com o objectivo de realizar coberturas de justo valor. Nestas situações, os derivados serão registados pelo seu justo valor através da demonstração de resultados. Nas situações em que o instrumento objecto de cobertura não seja mensurado ao justo valor (nomeadamente, empréstimos que estejam mensurados ao custo amortizado), a parcela eficaz de cobertura será ajustada no valor contabilístico do instrumento coberto, através da demonstração de resultados.

g) Instrumentos de capital próprio

Os instrumentos de capital próprio evidenciam um interesse residual nos activos do Grupo após dedução dos passivos e são registados pelo valor recebido, líquido de custos suportados com a sua emissão.

h) Acções próprias

As acções próprias são contabilizadas pelo seu valor de aquisição como um abatimento ao capital próprio. Os ganhos ou perdas inerentes à alienação das acções próprias são registadas em Outras reservas incluída em Reservas e resultados transitados.

i) Caixa e equivalentes de caixa

Os montantes incluídos na rubrica de caixa e equivalentes de caixa correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor.

Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica de caixa e equivalentes de caixa compreende também os descobertos bancários incluídos na rubrica de Empréstimos, no balanço.

2.12. Responsabilidades por pensões

Conforme mencionado na Nota 18 o Grupo assumiu, através de algumas filiais, o compromisso de conceder aos seus empregados prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma, os quais configuram um plano de benefícios definidos, tendo sido constituídos para o efeito fundos de pensões autónomos.

A fim de estimar as suas responsabilidades pelo pagamento das referidas prestações, o Grupo segue o procedimento de obter anualmente cálculos actuariais das responsabilidades determinados de acordo com o "Projected Unit Credit Method". Os ganhos e perdas actuariais que excedam 10% do maior entre o valor presente das responsabilidades totais e o justo valor dos activos do fundo constituído, são reconhecidos na demonstração de resultados em quotas constantes durante o período médio remanescente de vida dos participantes.

Os custos por responsabilidades passadas são reconhecidos imediatamente nas situações em que os benefícios se encontram a ser pagos, caso contrário são reconhecidos em quotas constantes durante o período médio estimado até à data em que os direitos dos colaboradores se vencem (geralmente na data de reforma caso estejam ao serviço do Grupo).

As responsabilidades por pensões reconhecidas à data de balanço representam o valor presente das obrigações por planos definidos ajustado de ganhos ou perdas actuariais e/ou de responsabilidades por serviços passados não reconhecidas reduzido do justo valor dos activos líquidos do fundo de pensões.

2.13. Activos e passivos contingentes

Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas, sendo os mesmos divulgados no anexo, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afectando benefícios económicos futuros seja remota, caso em que não são objecto de divulgação.

Os activos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas mas divulgados no anexo quando é provável a existência de um benefício económico futuro.

2.14. Imposto sobre o rendimento

O imposto sobre o rendimento do período é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação e considera a tributação diferida.

O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação de acordo com as regras fiscais em vigor no local da sede de cada empresa do Grupo, considerando o resultado intercalar e a taxa anual efectiva de imposto estimada.

Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade do balanço e reflectem as diferenças temporárias entre o montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação. Os impostos diferidos activos e passivos são calculados e anualmente avaliados às taxas de tributação em vigor ou anunciadas para estarem em vigor à data expectável da reversão das diferenças temporárias.

Os impostos diferidos activos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que existam diferenças temporárias tributáveis que compensem as diferenças temporárias dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada período é efectuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua utilização futura.

Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do exercício, excepto se resultarem de valores registados directamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma rubrica.

2.15. Rédito e especialização dos exercícios

Os proveitos decorrentes de vendas são reconhecidos na demonstração de resultados consolidada quando os riscos e benefícios inerentes à posse dos activos são transferidos para o comprador e o montante dos proveitos possa ser razoavelmente quantificado. As vendas são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua concretização, pelo justo valor do montante recebido ou a receber.

Os proveitos decorrentes da prestação de serviços são reconhecidos na demonstração de resultados consolidada à data do balanço.

Os dividendos são reconhecidos como proveitos no período em que são atribuídos aos sócios ou accionistas.

Os custos e proveitos são contabilizados no período a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento. Os custos e proveitos cujo valor real não seja conhecido são estimados.

Nas rubricas de Outros activos correntes e Outros passivos correntes, são registados os custos e os proveitos imputáveis ao período corrente e cujas despesas e receitas apenas ocorrerão em períodos futuros, bem como as despesas e as receitas que já ocorreram, mas que respeitam a períodos futuros e que serão imputadas aos resultados de cada um desses períodos, pelo valor que lhes corresponde.

2.16. Mais-valias e menos-valias

As mais-valias e as menos-valias resultantes da alienação ou abate de imobilizações corpóreas e incorpóreas e de investimentos, são apresentadas na demonstração de resultados pelo valor correspondente à diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação ou abate, nas rubricas de Outros proveitos operacionais e Outros custos operacionais.

2.17. Saldos e transacções expressos em moeda estrangeira

As transacções são registadas nas demonstrações financeiras individuais das filiais na moeda funcional da filial, utilizando as taxas em vigor na data da transacção.

Todos os activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira nas demonstrações financeiras individuais das filiais são convertidos para a moeda funcional de cada filial, utilizando as taxas de câmbio vigentes à data do balanço de cada período. Activos e passivos não monetários denominados em moeda estrangeira e registados ao justo valor são convertidos para a moeda funcional de cada filial, utilizando para o efeito a taxa de câmbio em vigor na data em que o justo valor foi determinado.

As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, dessas mesmas transacções, são registadas como proveitos e custos na demonstração consolidada de resultados do período, excepto as relativas a valores não monetários cuja variação de justo valor seja registada directamente em capital próprio.

Quando pretende diminuir a exposição ao risco de taxa de câmbio o Grupo contrata instrumentos financeiros derivados de cobertura (Nota 2.11.f)).

2.18. Eventos subsequentes

Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação adicional sobre condições que existiam à data do balanço são reflectidos nas demonstrações financeiras consolidadas. Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação sobre

condições que ocorram após a data do balanço são divulgados no anexo às demonstrações financeiras consolidadas, se materiais.

2.19. Informação por segmentos

Em cada exercício são identificados todos os segmentos de negócio e segmentos geográficos aplicáveis ao Grupo.

A informação relativa ao rédito ao nível dos segmentos de negócio identificados é incluída na Nota 26.

3. EMPRESAS FILIAIS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

As empresas filiais incluídas na consolidação, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 31 de Março de 2005 e em 31 de Dezembro de 2004, são as seguintes:

FIRMA SEDE SOCIAL CONDIÇÕES
DE
INCLUSÃO
31.03.2005 31.12.2004
Directo Total Directo Total
Agloma - Sociedade Industrial de Madeira Aglomerada, S.A. Oliveira do Hospital (Portugal) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Cia. De Industrias y Negocios, S.A. Madrid (Espanha) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Ecociclo, Energia e Ambiente, S. A. Maia (Portugal) 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% a)
Euro Decorative Boards Ltd. Knowsley (Reino Unido) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Euromegantic Lteé Lac Mégantic (Canadá) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Euroresinas - Indústrias Quimicas, S.A. Maia (Portugal) 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% a)
Explotaciones Comerciales, Industriales y de Servicios, S.A. Madrid (Espanha) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Explotaciones Madereras Catalanas, S. A. Barcelona (Espanha) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Florestal y Maderera, S. A. Madrid (Espanha) 100,00% 91,16% 100,00% 92,68% a)
Glunz AG Meppen (Alemanha) 98,17% 90,34% 98,17% 91,99% a)
Glunz Service GmbH Hamm (Alemanha) 100,00% 90,34% 100,00% 91,99% a)
Glunz UK Holdings, Ltd. Londres (Reino Unido) 100,00% 90,34% 100,00% 91,99% a)
Glunz UkA GmbH Hamm (Alemanha) 100,00% 90,34% 100,00% 91,99% a)
Gollin GmbH Bad Oeynhausen (Alemanha) 90,00% 81,32% 90,00% 82,79% a)
Isoroy Transformation S.A.S. St. Dizier (França) 99,99% 91,16% 99,99% 92,66% a)
Isoroy, SAS Boulogne (França) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Maiequipa - Gestão Florestal, S.A. Maia (Portugal) 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% a)
Manipulaciones Florestales, S.A. Madrid (Espanha) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Megantic B.V. Amsterdão (Países Baixos) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Movelpartes – Comp. para a Indústria do Mobiliário, S.A. Paredes (Portugal) 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% a)
Novobord (Pty) Ltd. Woodnead (África do Sul) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Orpin, S. A. Madrid (Espanha) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
OSB Deustchland Alemanha 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Poliface Brasil, Ltda. São Paulo (Brasil) 99,99% 99,99% 99,99% 99,99% a)
Poliface North America Baltimore (EUA) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Racionalización y Manufacturas Florestales, S.A. Madrid (Espanha) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Resoflex – Mobiliário e Equipamentos de Gestão, S.A. Vila de Conde (Portugal) 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% a)
SCS Beheer, BV Holanda 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Siaf – Soc. de Iniciativa e Aproveitamentos Florestais, S.A. Mangualde (Portugal) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Socelpac, SGPS, SA Maia (Portugal) 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% a)
Sociedade de Iniciativa e Aproveit. Florestais - Energias, S.A. Mangualde (Portugal) 100,00% 91,18% 100,00% 92,67% a)

Somit – Imobiliária, S.A. Oliveira do Hospital (Portugal) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Sonae – Serviços de Gestão, S. A. Maia (Portugal) 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% a)
Sonae 4-P, Panels, Pulp, Paper and Packiging, S. A. Madrid (Espanha) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Sonae España, S. A. Madrid (Espanha) 99,94% 99,94% 99,94% 99,94% a)
Sonae Indústria – Prod. e Comerc. Derivados Madeira, S. A. Mangualde (Portugal) 100,00% 91,41% 100,00% 92,86% a)
Sonae Indústria – Soc. Gestora de Participações Sociais, S.A. Maia (Portugal) MÃE MÃE MÃE MÃE MÃE
Sonae Indústria Brasil, Ltda. São Paulo (Brasil) 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% a)
Sonae Indústria de Revestimentos, S.A. Maia (Portugal) 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% a)
Sonae Novobord (Pty) Ltd Woodnead (África do Sul) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Sonae Tafibra (UK) Ltd Knowsley (Reino Unido) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Sonae Tafibra Benelux, B. V. Woerden (Países Baixos) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Sonae UK, Limited Knowsley (Reino Unido) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Spanboard Products Ltd Belfast (Reino Unido) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Tableros de Fibras, S.A. Madrid (Espanha) 94,42% 91,16% 94,42% 92,66% a)
Tableros Tradema, S.L. Madrid (Espanha) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Tafiber, Tableros de Fibras Ibéricas, S.L. Madrid (Espanha) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Tafibra - Tableros Aglomerados y de Fibras, A.I.E. Madrid (Espanha) 100,00% 91,18% 100,00% 92,67% a)
Tafibra South Africa, Limited África do Sul 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Tafibras, S.A. Curitiba (Brasil) 53,99% 49,55% 53,99% 50,02% a)
Tafisa Brasil, S.A. Curitiba (Brasil) 100,00% 57,46% 100,00% 58,12% a)
Tafisa Canadá Societé en Commandite Lac Mégantic (Canadá) 99,99% 91,16% 99,99% 92,66% a)
Tafisa France S.A.S. Rungis (França) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Tafisa U.K.Ltd. Knowsley (Reino Unido) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Taiber, Tableros Aglomerados Ibéricos, S.L. Madrid (Espanha) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Tavapan, SA Tavannes (Suiça) 100,00% 90,36% 100,00% 91,99% a)
Tecnologias del Medio Ambiente, S.A. Barcelona (Espanha) 100,00% 91,16% 100,00% 92,66% a)
Tool, GmbH Meppen (Alemanha) 100,00% 90,36% 100,00% 91,99% a)

a) Controlo detido por maioria de votos.

Estas empresas filiais foram incluídas na consolidação pelo método de consolidação integral, conforme indicado na Nota 2.2.a).

4. INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS

As empresas associadas, suas sedes sociais, proporção do capital detido e valor de balanço em 31 de Março de 2005 e em 31 de Dezembro de 2004 são as seguintes:

FIRMA SEDE SOCIAL % DE CAPITAL
DETIDO
31.03.2005 31.12.2004
Directo Total Directo Total
Ipaper - Indústria de Papéis Impregnados, S. A. Maia (Portugal) 49,00% 49,00% 49,00% 49,00%
Oko Zentrum NRW Alemanha 25,00% 22,59 25,00% 22,99%
Promodeco – Proj. Imobiliário Decoração e Constr., Lda. Maia 27,60% 27,60% 27,60% 27,60%
Serradora Boix Barcelona 31,25% 28,49% 31,25% 28,96%
Stinnes Holz GmbH Hamm (Alemanha) 35,25% 31,85% 35,25% 32,43%
Sonaegest Maia 20,00% 20,00% 20,00% 20,00%

As empresas associadas foram incluídas na consolidação pelo método de equivalência patrimonial, conforme indicado na Nota 2.2.b).

5. ALTERAÇÕES OCORRIDAS NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO

As principais alterações no perímetro de consolidação ocorridas no período findo em 31 de Março de 2005 foram as seguintes:

Alienações:

FIRMA SEDE SOCIAL % DE CAPITAL
DETIDO
31.03.2005
Directo Total
Gollin GmbH Bad Oeynhausen (Alemanha) 90,00% 81,32%

Efeito das alienações

A sociedade anteriormente referida foi alienada à data de 1 de Janeiro de 2005, o que motivou a saída do perímetro de consolidação nessa data. Não são materialmente relevantes os efeitos desta alienação no balanço consolidado.

6. IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS E INCORPÓREAS

Durante o período de três meses findo em 31 de Março de 2005, o movimento ocorrido no valor das imobilizações corpóreas e incorpóreas, bem como nas respectivas amortizações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:

Imobilizações Corpóreas Imobilizações Incorpóreas
Terrenos e
Edifícios
Equipamentos Outras
Imobilizações
Corpóreas
Imobilizado
Corpóreo em
Curso
Total Corpóreo Despesas de
Desenvolvimento
Outras
Imobilizações
Incorpóreas
Imobilização
Incorpóreas em
Curso
Total
Incorpóreo
Total
Activo Bruto:
Saldo Inicial 398 140 852 1 639 506 648 12 661 035 16 527 666 2 066 836 201 828 160 5 942 419 62 081 6 832 659 2 073 668 861
Variações do Perímetro de Consolidação - 1 956 667 - 4 628 753 - 6 585 420 - 69 007 - 69 007 - 6 654 427
Investimento 4 850 431 405 123 558 6 425 338 6 985 151 44 891 44 891 7 030 042
Desinvestimento 616 528 783 532 66 794 1 466 854 1 466 854
Transferências 3 526 494 3 823 001 42 905 - 3 524 484 3 867 916 - 7 317 7 317 3 867 916
Variações cambiais 3 091 401 10 072 440 3 260 129 144 13 296 245 - 178 2 110 1 932 13 298 177
Saldo Final 402 190 402 1 648 421 209 12 830 758 19 490 870 2 082 933 239 820 665 5 882 839 106 972 6 810 475 2 089 743 715
Amortizações e Perdas por Imparidade
Acumuladas:
Saldo Inicial 89 325 386 820 919 829 10 047 189 920 292 404 479 142 4 839 581 5 318 723 925 611 127
Variações do Perímetro de Consolidação - 831 216 - 3 390 232 - 4 221 448 - 15 786 - 15 786 - 4 237 234
Depreciações do período 1 664 829 22 655 888 239 724 24 560 441 26 672 133 934 160 606 24 721 047
Desinvestimento 960 154 290 227 1 250 381 1 250 381
Transferências 492 492 - 1 585 - 17 818 - 19 403 - 18 911
Variações câmbiais 348 986 3 930 931 4 279 917 - 38 2 191 2 153 4 282 070
Saldo Final 89 547 831 843 826 681 10 286 913 943 661 425 504 191 4 942 102 5 446 293 949 107 718

7. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO

Durante o período de três meses findo em 31 de Março de 2005, o movimento ocorrido nas diferenças de consolidação, bem como nas respectivas perdas por imparidade, foi o seguinte:

31.03.2005
Diferenças de Consolidação
Positivas
Activo Bruto:
Saldo Inicial 45 269 819
Diminuições 320 382
Conversão Câmbial - 612 157
Saldo Final 44 337 280
Amortizações e Perdas por Imparidade
Acumuladas:
Saldo Inicial
Saldo Final

As diferenças de consolidação não são amortizadas. São efectuados testes de imparidade das diferenças de consolidação com periodicidade anual.

8. INVESTIMENTOS

Em 31 de Março de 2005 esta rubrica pode ser decomposta como segue:

Investimentos em filiais
Saldo inicial
42 948 640
Alienações durante o timestre
189 178
Saldo final
42 759 462
Perdas de imparidade acumuladas (nota 20)
42 686 787
Valor líquido
72 675
Investimentos em associadas
Saldo inicial
3 930 533
Efeito de aplicação do método de equivalência patrimonial
- 6 543
Saldo final
3 923 990
Perdas de imparidade acumuladas (nota 20)
25 565
Valor líquido
3 898 425
Investimentos disponíveis para venda
Saldo inicial
5 592 985
Alienações durante o timestre
5 129 658
Saldo final
463 327
Perdas de imparidade acumuladas (nota 20)
140 079
Valor líquido
323 248
Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados
Saldo inicial
15 287 880
Alienações durante o timestre
9 674 669
Saldo final
5 613 211
Correntes Não correntes
Perdas de imparidade acumuladas (nota 20) 12 564
Valor líquido
5 600 647

9. OUTROS ACTIVOS NÃO CORRENTES

O detalhe dos outros activos não correntes em 31 de Março de 2005 e 31 de Dezembro de 2004, é o seguinte:

31.03.05 31.12.04
Empréstimos Concedidos a Empresas Associadas 14 529 503 14 530 400
Outros Empréstimos Concedidos 160 184 178 328
Clientes e Outros Devedores 1 786 647 855 105
16 476 333 15 563 833
Perdas de Imparidade Acumuladas (Nota 20) 14 434 255 14 434 256
2 042 078 1 129 577

10. OUTROS ACTIVOS CORRENTES

O detalhe dos outros activos correntes em 31 de Março de 2005 e 31 de Dezembro de 2004, é o seguinte:

31.03.05 31.12.04
Clientes 146 337 656 104 834 073
Estado e Outros entes Públicos 10 061 970 14 322 111
Outros devedores 34 251 449 33 504 880
Adiantamentos a Fornecedores 874 703 1 008 176
Empréstimos Concedidos a Empresas Associadas 2 090 502 18 151 126
Outros Empréstimos Concedidos 750 000 750 000
Outros Activos Correntes 6 155 632 5 801 660
200 521 912 178 372 026
Perdas de Imparidade Acumuladas (Nota 20) 15 589 334 17 388 549
184 932 578 160 983 477

11. IMPOSTOS DIFERIDOS

O detalhe dos activos e passivos por impostos diferidos em 31 de Março de 2005 e 31 de Dezembro de 2004, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é o seguinte:

Impostos diferidos activos Impostos diferidos passivos
31.03.05
31.12.04
31.03.05 31.12.04
Diferença entre o justo valor e o custo histórico 30 059
Homogenização de amortizações 2 384 613 2 367 144 25 292 894 24 812 903
Provisões e perdas por imparidade não aceites fiscalmente 1 469 160 1 315 853
Anulação de imobilizações 354 356 410 235
Anulação de custos diferidos 77 450 88 824
Prejuízos fiscais reportáveis 52 526 108 56 703 392 1 821 530 1 821 531
Outros impostos diferidos 334 631 447 258 2 436 684 477 840
57 146 318 61 332 706 29 551 108 27 142 333

Os prejuízos fiscais reportáveis existentes à data de 31.12.2004 e os correspondentes activos por impostos diferidos, que reflectem a estimativa de imposto à data de 31.03.2005, são detalháveis como segue:

Prejuízo
fiscal
Activos por
Impostos diferidos
Data limite
de utilização
Com data de limite de utilização
Gerados antes de 1999 2 397 429 2008
Gerados em 1999 46 164 713
736 553
45 340 937
87 223
2005
2014
Diversas
Gerados em 2000 36 726 2006
Gerados em 2001 90 634 670
849 117
89 764 089
21 464
2007
2016
Diversas
Gerados em 2002 65 801 607
9 917 595
55 884 012
2008
2017
Gerados em 2003 100 146 163
1 381 119
98 765 044
2009
2018
Gerados em 2004 9 862 025 2010
315 043 333
Sem limite de data de utilização 837 322 923 52 526 108
1 152 366 256 52 526 108

12. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

Em 31 de Março de 2005 e em 31 de Dezembro de 2004 o detalhe de caixa e equivalentes de caixa era o seguinte:

31-03-2005 31-12-2004
Numerário 1 778 926 657 086
Depósitos bancários 37 483 348 39 078 955
Aplicações de tesouraria 85 067 873 35 081 680
Caixa e equivalentes de caixa no balanço 124 330 147 74 817 721
Descobertos bancários 1 852 435 2 647 649
Caixa e equivalentes de caixa na demonstração de fluxos de caixa 122 477 712 72 170 072

Em descobertos bancários estão considerados os saldos credores de contas correntes com instituições financeiras, incluídos no balanço na rubrica de empréstimos bancários.

13. CAPITAL SOCIAL

Em 31 de Março de 2005, o capital social, integralmente subscrito e realizado, está representado por 140 000 000 de acções ordinárias, sem direito a uma remuneração fixa, com o valor nominal de 5 euros cada uma. Nessa data a sociedade e suas filiais não detinham quaisquer acções próprias.

As seguintes pessoas colectivas detêm mais de 20% do capital subscrito em 31 de Março de 2005:

Entidade % Sonae SGPS, S. A. 97,02%

14. INTERESSES MINORITÁRIOS

Os movimentos desta rubrica durante os períodos findos em 31 de Março de 2005 e 31 de Dezembro de 2004 foram os seguintes:

31.03.2005 31.12.2004
Saldo inicial 38 906 799 94 870 525
Diminuição / (aumento) da percentagem de participação em empresas consolidadas 1 335 453 - 58 560 218
Variação resultante da conversão monetária 1 170 610 103 203
Resultado do exercício atribuível aos interesses minoritários 747 837 2 493 288
Saldo final 42 160 699 38 906 798

15. EMPRÉSTIMOS

Em 31 de Março de 2005 e em 31 de Dezembro de 2004 os empréstimos tinham o seguinte detalhe:

31.03.05 31.12.04
Custo amortizado Valor Nominal Custo amortizado Valor Nominal
Correntes Não correntes Correntes Não correntes Correntes Não correntes Correntes Não correntes
Empréstimos bancários
Empréstimos obrigacionistas
71 590 729
23 138 966
3 960 999
316 535 022
131 633 920
4 901 344
71 549 325
22 985 348
3 960 999
316 843 075
135 155 587
4 901 344
79 165 780
23 138 966
3 852 136
315 089 218
78 085 302
5 134 120
79 165 780
23 138 966
315 089 218
78 085 302
Credores por locações financeiras
Outros empréstimos
Descobertos bancários
9 138 923
1 852 435
2 943 787 9 138 923
1 852 435
2 943 787 1 184 972
2 647 649
2 459 791 3 852 136
1 184 972
2 647 649
5 134 120
2 459 791
109 682 052 456 014 073 109 487 030 459 843 793 109 989 503 400 768 431 109 989 503 400 768 431

Os empréstimos são reembolsáveis nos seguintes anos:

31.03.05
31.12.04
2005 135 437 999 134 466 609
2006 150 186 170 147 567 138
2007 33 605 331 33 168 454
2008 33 518 496 33 781 794
2009 110 674 476 110 865 586
2010 16 254 751 16 254 751
Após 2010 89 653 600 34 653 602
569 330 823 510 757 934

Os principais empréstimos incluídos no quadro anterior caracterizam-se da seguinte forma:

  • a) Obrigações Tafisa 98, no valor de 23 138 966 euros, que será reembolsado na sua totalidade em 2005. A taxa de juro corresponde à Mibor acrescida de 0,75%;
  • b) Obrigações Sonae Indústria 2004, emitido em 15 de Outubro de 2004, no valor de 80 000 000 euros, a ser reembolsado numa única prestação no final do prazo de 5 anos. Os juros são calculados à taxa EURIBOR de 6 meses acrescida de 0,875% a.a. e serão pagos semestralmente nos dias 15 de Abril e 15 de Outubro de cada ano;
  • c) Obrigações Sonae Indústria 2005/2013, emitido em 31 de Março de 2005, no valor de 55 000 000 euros, a ser reembolsado numa única prestação no final do prazo de 8 anos. Os juros são calculados à taxa EURIBOR de 6 meses acrescida de 0,875% a.a. e serão pagos semestralmente nos dias 31 de Março e 30 de Setembro de cada ano.
  • d) Durante o exercício de 2002, a Sonae Indústria, S. G. P. S., S. A., conjuntamente com o seu principal accionista, Sonae S. G. P. S., S. A. e com a sua filial Glunz Ag, celebraram um contrato de financiamento junto do Banco Europeu de Investimento, no montante total de 119 000 000 euros, utilizado na totalidade à data de 31 de Março de 2005. Este empréstimo vence juros trimestrais, indexados à Euribor, e será reembolsado em 16 prestações semestrais, sucessivas e iguais, vencendo-se a primeira em Junho de 2005.
  • e) A Tafisa Canada celebrou em exercícios anteriores um contrato de financiamento junto de um sindicato bancário, no montante total de CAD 101 200 000. Este empréstimo vence juros à taxa de mercado, e será reembolsado em 45% do capital através de 9 amortizações semestrais, tendo-se vencido a primeira em Junho de 2000, e em 55% do capital através de um único pagamento em Junho de 2005. À data de 31 de Março de 2005, o valor do empréstimo ascendia a 38 246 156 euros.
  • f) A Sonae UK celebrou um contrato de financiamento junto do Banco Europeu de Investimento, no montante total de GBP 35.000.000. Este empréstimo vence juros à taxa de

mercado, e será reembolsado em 15 prestações semestrais, sucessivas e iguais, tendo-se vencido a primeira em Junho de 2002. Em 31 de Março de 2005, o valor do empréstimo ascendia a 23 723 024 euros.

16. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS

Derivados de taxa de câmbio

O Grupo utiliza derivados fundamentalmente com o objectivo de efectuar a cobertura de fluxos de caixa futuros e não com o objectivo de negociação.

Desta forma o Grupo contratou diversos "forwards" de taxa de câmbio bem como operações de "cross currency swap", por forma a gerir o risco de taxa de câmbio a que está exposto.

Os ganhos e perdas associados a variações de valor dos instrumentos derivados que não receberam tratamento de "hedge accounting", no montante de -2 867 264 euros, foram registados directamente na demonstração de resultados, na rubrica de Resultados financeiros.

Derivados de taxa de juro

Os instrumentos financeiros de cobertura utilizados pelo Grupo existentes em 31 de Março de 2005, respeitam, fundamentalmente, a "swaps" e "collars" envolvendo taxas de juro ("cash flow hedges") contraídos com o objectivo de cobertura do risco de taxa de juro de empréstimos no montante de 23 344 075 euros (24 558 397 euros em 31 de Dezembro de 2004).

Estes instrumentos de cobertura de taxa de juro encontram-se avaliados pelo seu justo valor, à data do balanço, determinado por avaliações efectuadas pelo Grupo com recurso a sistemas informáticos de valorização de instrumentos derivados. A determinação do justo valor destes instrumentos financeiros teve por base, para os "swaps", a actualização para a data do balanço dos "cash-flows" futuros do "leg" fixo do instrumento derivado e dos "cashflows" futuros do "leg" variável do instrumento derivado. Para opções o justo valor é determinado com base no modelo de "Black '76".

Os princípios de cobertura de risco geralmente utilizados pelo Grupo na contratação destes instrumentos financeiros de cobertura, são os seguintes:

  • "Matching" entre fluxos de caixa pagos e recebidos, i.e., existe coincidência entre as datas de refixação da taxa de juro dos financiamentos contratados com o banco e as datas de refixação da taxa de juro no derivado;
  • "Matching" perfeito entre indexantes: o indexante de referência no instrumento financeiro de cobertura e no financiamento ao qual o derivado está subjacente são coincidentes;
  • Num cenário de subida extrema de taxas de juro, o custo máximo do financiamento está limitado.

Os instrumentos de cobertura de taxa de juro são inicialmente registados ao seu custo, se algum existir, e subsequentemente avaliados ao seu justo valor. As alterações de justo valor destes instrumentos são reconhecidas em capitais próprios na rubrica Reservas de cobertura incluída na rubrica Reservas e resultados transitados, sendo transferidas para resultados no mesmo período em que o instrumento objecto de cobertura afecta resultados. Assim sendo, o Grupo contabilizou nesta rubrica de reservas, o montante de 347.476 euros de ganhos.

Justo valor de instrumentos financeiros derivados

O justo valor de instrumentos derivados encontra-se registado como segue:

31.03.05 31.12.04 31.03.05 31.12.04 Derivados de taxa de câmbio (3.981) - (2.863.283) - Derivados de taxa de juro - - - - Derivados de cobertura (Nota 19) - - 347.476 - (3.981) - (2.515.807) - Investimentos (Nota 8) Empréstimos (Nota 15)

17. OUTROS PASSIVOS NÃO CORRENTES

Em 31 de Março de 2005 e 31 de Dezembro de 2004 a rubrica "Outros passivos não correntes" pode ser detalhada como segue:

31.03.05 31.12.04
Accionistas 156 444 919 154 759 549
Outras dívidas a terceiros não correntes 88 864 419 90 906 338
Estado e outros entes públicos 15 378 716 14 056 100
Responsabilidades por pensões (Nota 18) 21 456 388 21 456 388
282 144 442 281 178 375

18. RESPONSABILIDADES POR PENSÕES

Diversas empresas do Grupo assumiram o compromisso de conceder aos seus empregados prestações pecuniárias a título de complemento de reforma por velhice, invalidez, reforma antecipada e pensões de sobrevivência. Estas prestações consistem numa percentagem crescente com o número de anos de serviço do trabalhador, aplicada à tabela salarial negociada anualmente.

Em exercícios anteriores foram criados fundos de pensões e provisões para pensões pelas seguintes sociedades:

Glunz AG:

Dispõe de um plano de benefícios definidos, sem fundo constítuido, calculado de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade nº 19 com base em estudos actuariais levados a cabo por entidade independente. A sociedade tem registada uma provisão na rubrica de Provisões não correntes, no valor de 20 432 590 euros, que cobre o valor das responsabilidades calculadas através de estudo actuarial reportado à data de 31 de Dezembro de 2004;

Outras subsidiárias da Sonae Indústria S.G.P.S., S. A.:

Diversas sociedades dispõem de um plano de benefícios definidos, com fundo constituído gerido por entidade terceira, calculado de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade nº 19 com base em estudos actuariais levados a cabo por entidade independente. Estão abrangidos os trabalhadores de cinco sociedades contratados até 31 de Dezembro de 1994 que, a partir do momento da reforma e até ao termo da vida, receberão mensalmente uma renda correspondente a 20% do seu salário à data de reforma. As responsabilidades por serviços prestados à data de 31 de Março de 2005, com base num estudo actuarial reportado à data de 31 de Dezembro de 2004, ascediam a 1 934 556 euros, cobertas pelo valor do fundo e por provisão incluída na rubrica de Provisões não correntes, no valor de 1 187 196 euros e 1 023 798 euros, respectivamente.

31.03.05 31.12.04
Valor presente das obrigações 22 367 146 22 367 146
Justo valor dos activos do fundo de pensões 1 187 196 1 187 196
Excesso de provisão 276 438 276 438
Passivo não corrente 21 456 388 21 456 388

19. OUTROS PASSIVOS CORRENTES

Em 31 de Março de 2005 e 31 de Dezembro de 2004 a rubrica "Outros passivos correntes" pode ser detalhada como segue:

31.03.05 31.12.04
Fornecedores 163 277 313 175 184 310
Empresas participadas e participantes 3 697 260 9 979 794
Outros credores 74 667 158 78 987 495
Estado e outros entes públicos 19 649 048 21 235 129
Custos a pagar 59 382 275 58 097 586
Proveitos diferidos 7 540 605 8 355 055
328 213 659 351 839 369

20. PROVISÕES E PERDAS POR IMPARIDADE ACUMULADAS

O movimento ocorrido nas provisões e nas perdas por imparidade acumuladas durante o período findo em 31 de Março de 2005 foi o seguinte:

Rubricas Saldo inicial Aumentos Diminuições Saldo final
Perdas de imparidade acumuladas em investimentos (Nota 8) 43 038 002 0 185 571 42 852 431
Perdas de imparidade acumuladas em outros activos não correntes (Nota 9) 14 434 256 0 1 14 434 255
Perdas de imparidade acumuladas em outros activos correntes (Nota 10) 17 388 549 1 494 976 12 723 027 15 589 334
Provisões 24 970 268 1 716 844 1 225 940 25 461 173
99 831 075 3 211 821 14 134 539 98 337 193

As perdas por imparidade são deduzidas ao valor do correspondente activo.

21. ACTIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES

31.03.05 31.12.04
Responsabilidades por garantias prestadas
Por empréstimos obtidos 128 028 327 46 658 039
Por subsídios ao investimento 5 987 397 5 987 397
Outros 5 353 225 8 154 781
139 368 949 60 800 217

22. COMPROMISSOS ASSUMIDOS E NÃO REFLECTIDOS NO BALANÇO

Os compromissos financeiros não reflectidos no balanço à data de 31 de Março de 2005 são os seguintes:

a) A Sonae Indústria, S. G. P. S., S. A. é solidariamente responsável com o seu principal accionista, Sonae S.G.P.S., S. A., pelo cumprimento das obrigações decorrentes de um contrato de financiamento junto do Banco Europeu de Investimentos, no montante de 50 000 000 euros, efectuado durante o exercício de 2001;

b) Durante o mês de Abril de 2004, várias sociedades integradas no perímetro de consolidação da Sonae Indústria SGPS, SA celebraram, com entidade terceira, contratos de sublocação de instalações fabris utilizadas na sua actividade operacional, na qual assumem pagar rendas trimestrais no montante de 480 041 euros por um período de 12 anos, num montante total de 23 041 936 euros.

Os bens sub-locados eram já anteriormente utilizados na actividade operacional destas sociedades através de contratos de arrendamento.

Os contratos agora celebrados incluem termos que, no âmbito da Norma Internacional de Contabilidade nº17, permitem a respectiva classificação como locação operacional.

A responsabilidade por rendas vincendas à data de 31 de Março de 2005 atingia o valor de 26 216 896 euros.

23. PARTES RELACIONADAS

Os saldos e transacções com entidades relacionadas podem ser resumidos como segue:

Transacções Vendas e Prestações de Serviços Compras e Serviços Recebidos Juros auferidos Juros Suportados
31.03.05 31.03.04 31.03.05 31.03.04 31.03.05 31.03.04 31.03.05 31.03.04
Empresa-mãe e filiais 142 674 756 161 458 188 146 066 102 144 054 901 15 142 945 15 560 485 15 115 293 14 673 636
Saldos Contas a receber Contas a pagar Empréstimos
Obtidos Concedidos
31.03.05 31.12.04 31.03.05 31.12.04 31.03.05 31.12.04 31.03.05 31.12.04
Empresa-mãe e filiais 101 419 090 98 058 143 101 603 462 98 284 361 1 633 851 806 1 600 586 185 1 623 702 777 1 584 212 039

24. IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO

Os impostos sobre o rendimento reconhecidos nos períodos de três meses findo em 31 de Março de 2005 e 2004 são detalhados como segue:

31.03.05 31.03.04
Imposto corrente
Imposto diferido
1.339.712
4.946.294
643.407
510.843
6.286.006 1.154.250

25. RESULTADOS POR ACÇÃO

Os resultados por acção do período, excluindo o efeito das operações em descontinuação, foram calculados tendo em consideração os seguintes montantes:

31.03.2005 31.03.2004
Resultados
Resultados para efeito de cálculo do resultado líquido por acção básico
(resultado líquido do período)
15 448 443 922 657
Efeito das acções potenciais
Juro das obrigações convertíveis (líquido de imposto)
Resultados para efeito do cálculo do resultado líquido por acção diluído 15 448 443 922 657
Número de acções
Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do resultado
líquido por acção básico
140 000 000 100 000 000
Efeito das acções potenciais decorrentes das obrigações convertíveis
Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do resultado
líquido por acção diluído
140 000 000 100 000 000

Durante o período não se registaram resultados significativos referentes a operações em descontinuação.

26. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS

A actividade principal do Grupo consiste na produção de painéis aglomerados de madeira e produtos derivados destes, através de instalações fabris e comerciais localizadas em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Suiça, Países Baixos, Canadá, Brasil e África do Sul. Trata-se, pois, de uma actividade caracterizada por uma elevada dispersão geográfica dos activos e mercados, e por uma relativa homogeneidade de produtos resultantes da sua actividade. Para efeitos de análise segmental, o elemento geográfico é considerado como sendo o principal vector de segmentação da actividade do Grupo, sendo esta a forma como se encontra organizado o sistema interno de gestão e de relato financeiro ao Conselho de Administração.

Os segmentos geográficos identificados nos exercícios de 2005 e 2004 foram os seguintes:

  • Portugal
  • Espanha
  • França
  • Reino Unido
  • Alemanha
  • Resto da Europa

  • Brasil
  • Canadá
  • Africa do Sul

Os contributos dos principais segmentos geográficos para a Demonstração de Resultados consolidada dos períodos findos em 31 de Março de 2005 e 2004 podem ser analisados como segue:

31.03.2005
Portugal Espanha França R. Unido Alemanha Resto Europa Brasil Canadá África do Sul Consolidado
Vendas 60 139 718 70 405 692 66 357 740 25 164 607 107 773 022 44 556 490 19 148 382 32 814 231 23 754 900
Prestações de Serviços 3 644 490 542 910 324 987 35 470 1 200 790 929 504
Outros Proveitos Operacionais 578 336 1 574 285 1 352 247 219 696 3 689 827 10 830 406 350 49 555 45 641
Proveitos Operacionais 64 362 544 72 522 887 68 034 974 25 419 773 112 663 639 45 496 824 19 554 732 32 863 786 23 800 541
Proveitos Operacionais
Eliminações Intersegmentais
64 362 544
- 4 426 543
72 522 887
- 23 038 730
68 034 974
- 9 590 557
25 419 773
- 6 702 278
112 663 639
- 6 315 577
45 496 824
- 42 868 744
19 554 732 32 863 786
- 605 765
23 800 541
- 2 170 915
Proveitos Operacionais Externos 59 936 001 49 484 157 58 444 417 18 717 495 106 348 062 2 628 080 19 554 732 32 258 021 21 629 626 369 000 591
Custos Operacionais - 64 301 673 - 69 810 743 - 68 347 077 - 26 521 992 - 106 076 061 - 45 035 226 - 17 525 666 - 28 115 180 - 18 295 941
Eliminações Intersegmentais 10 104 923 22 804 616 5 945 247 5 884 726 6 240 692 42 462 936 7 203 131 247 1 759 382
Custos Operacionais Externos - 54 196 750 - 47 006 127 - 62 401 830 - 20 637 266 - 99 835 369 - 2 572 290 - 17 518 463 - 27 983 933 - 16 536 559 - 348 688 587
Resultado Operacional Imputável 5 739 251 2 478 030 - 3 957 413 - 1 919 771 6 512 693 55 790 2 036 269 4 274 088 5 093 067 20 312 004
Resultado Operacional Não Imputável 13 944 612
Resultado Financeiro - 12 043 317
Imposto sobre o rendimanto - 6 286 006
Resultado Liquido 15 927 294
Atribuível aos accionistas da empresa-mãe 15 448 443
Atribuível a interesses minoritários 478 851
31.03.2004
Portugal Espanha França R. Unido Alemanha Resto Europa Brasil Canadá África do Sul Consolidado
Vendas 102 260 519 64 611 657 64 230 860 27 318 741 85 314 691 29 013 625 14 954 234 28 430 709 17 552 983
Prestações de Serviços 4 794 298 718 620 408 740 53 085 990 742 802 686 - 159
Outros Proveitos Operacionais 3 035 226 1 525 911 5 711 201 350 726 19 823 038 7 289 510 199 33 129 1 930 681
Proveitos Operacionais 110 090 043 66 856 188 70 350 801 27 722 552 106 128 471 29 823 600 15 464 433 28 463 679 19 483 664
Proveitos Operacionais
Eliminações Intersegmentais
110 090 043
- 26 447 912
66 856 188
- 17 990 129
70 350 801
- 9 216 876
27 722 552
- 8 343 067
106 128 471
- 4 638 631
29 823 600
- 27 110 604
15 464 433
- 31 369
28 463 679
- 533 185
19 483 664
- 1 088 108
Proveitos Operacionais Externos 83 642 131 48 866 059 61 133 925 19 379 485 101 489 840 2 712 996 15 433 064 27 930 494 18 395 556 378 983 550
Custos Operacionais - 101 401 872 - 67 467 987 - 70 214 218 - 30 003 761 - 100 156 816 - 29 431 275 - 16 433 164 - 26 988 220 - 16 726 556
Eliminações Intersegmentais 27 969 921 21 179 593 5 411 292 7 362 095 3 557 403 26 999 687 38 571 168 541 408 177
Custos Operacionais Externos - 73 431 951 - 46 288 394 - 64 802 926 - 22 641 666 - 96 599 413 - 2 431 588 - 16 394 593 - 26 819 679 - 16 318 379 - 365 728 589
Resultado Operacional Imputável 10 210 180 2 577 665 - 3 669 001 - 3 262 181 4 890 427 281 408 - 961 529 1 110 815 2 077 177 13 254 961
Resultado Operacional Não Imputável 1 238 696
Resultado Financeiro - 12 821 516
Imposto sobre o rendimanto - 1 154 250
Resultado Liquido 517 892
Atribuível aos accionistas da empresa-mãe 922 657
Atribuível a interesses minoritários - 404 765

27. APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão em 28 de Abril de 2005.

28. PRIMEIRA APLICAÇÃO DOS "INTERNATIONAL FINANCIAL REPORTING STANDARDS"

O Grupo adoptou as Normas Internacionais de Relato Financeiro (International Financial Reporting Standards – IFRS) em 2005, aplicando para o efeito o "IFRS 1 – First-Time Adoption of International Financial Reporting Standards", sendo a data de transição para efeitos da apresentação destas demonstrações financeiras 1 de Janeiro de 2004.

O efeito, nos Balanços em 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2004, da conversão das demonstrações financeiras preparadas de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal ("POC") para as demonstrações financeiras reexpressas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS") em vigor em 31 de Dezembro de 2004 pode ser detalhada como segue:

01.01.2004 31.12.2004
Ajustamentos de
conversão para
Ajustamentos de
conversão para
POC IFRS IFRS POC IFRS IFRS
ACTIVOS NÃO CORRENTES:
Imobilizações corpóreas e incorpóreas 1 411 124 225 - 108 164 835 1 302 959 390 1 169 637 656 - 21 579 926 1 148 057 730
Diferenças de consolidação 45 577 013 45 577 013 45 269 819 45 269 819
Investimentos 10 986 045 - 7 192 107 3 793 938 14 211 619 - 4 691 852 9 519 767
Impostos diferidos activos 67 594 595 - 931 665 66 662 930 60 488 971 843 735 61 332 706
Outros activos não correntes 941 661 10 552 347 11 494 008 926 615 202 962 1 129 577
Total de activos não correntes 1 490 646 526 - 60 159 247 1 430 487 279 1 245 264 861 20 044 738 1 265 309 599
ACTIVOS CORRENTES:
Existências 183 941 058 - 11 306 155 172 634 903 159 577 295 - 565 992 159 011 303
Outros activos correntes 323 442 898 - 44 098 469 279 344 429 157 812 702 3 170 775 160 983 477
Investimentos 9 027 887 - 1 878 285 7 149 602 41 061 866 - 35 081 679 5 980 187
Caixa e equivalentes de caixa 46 711 736 - 2 649 548 44 062 188 39 684 453 35 133 268 74 817 721
Total de activos correntes 563 123 579 - 59 932 457 503 191 122 398 136 316 2 656 372 400 792 688
Total do activo 2 053 770 105 - 120 091 704 1 933 678 401 1 643 401 177 22 701 110 1 666 102 287
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos obtidos 389 626 932 - 556 591 389 070 341 393 294 024 7 474 407 400 768 431
Outros passivos não correntes 434 614 579 79 140 127 513 754 706 175 038 076 106 140 299 281 178 375
Impostos diferidos passivos 30 552 206 - 5 661 197 24 891 009 27 934 725 - 792 392 27 142 333
Provisões 37 614 255 - 22 349 651 15 264 604 37 262 270 - 22 057 592 15 204 678
Total de passivos não correntes 892 407 972 50 572 688 942 980 660 633 529 095 90 764 722 724 293 817
PASSIVO CORRENTE:
Empréstimos obtidos 328 825 867 - 5 098 495 323 727 372 119 538 217 - 9 548 714 109 989 503
Outros passivos correntes 460 512 527 - 99 151 163 361 361 364 434 001 763 - 82 162 394 351 839 369
Provisões 19 699 448 - 7 999 461 11 699 987 9 546 439 219 151 9 765 590
Total de passivos correntes 809 037 842 - 112 249 119 696 788 723 563 086 419 - 91 491 957 471 594 461
Total dos activos líquidos 352 324 291 - 58 415 273 293 909 018 446 785 663 23 428 345 470 214 008
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital social 500 000 000 500 000 000 700 000 000 700 000 000
Reservas e Resultados Transitados - 316 389 954 15 428 448 - 300 961 506 - 323 639 403 12 366 173 - 311 273 230
Resultados Líquidos 29 213 582 13 366 858 42 580 440
Interesses minoritários 168 714 245 - 73 843 721 94 870 524 41 211 484 - 2 304 686 38 906 798
Total do capital próprio 352 324 291 - 58 415 273 293 909 018 446 785 663 23 428 345 470 214 008

Nas datas de 01.01.2004 e 31.12.2004, os principais impactos da mudança para as Normas Internacionais de Relato Financeiro são os seguintes:

Reposição de "Goodwill"

O Grupo Sonae Indústria, em linha com o disposto no normativo IFRS, passa a registar as diferenças de consolidação como um activo, não amortizável, e sujeito a testes de imparidade anuais. As diferenças de consolidação originadas na aquisição de filiais, empresas controladas conjuntamente e associadas estrangeiras foram alocadas a essas unidades, sendo como tal registadas na moeda funcional dessas filiais e convertidas para a moeda de reporte do Grupo à taxa de câmbio em vigor na data de balanço. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na rubrica de reservas de conversão cambial.

Este procedimento difere da prática que o Grupo Sonae Indústria adoptou desde 2001, que consistiu na anulação das diferenças de consolidação por contrapartida de reservas, uma abordagem diferente da preconizada pelo POC, tal como mencionado nas demonstrações financeiras anteriormente apresentadas.

As diferenças de consolidação originadas em aquisições anteriores à data de transição para IFRS (1 de Janeiro de 2004) foram mantidas pelos valores apresentados de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, ajustados pelos activos e passivos não aceites pelos IFRS (nomeadamente activos incorpóreos) e objecto de testes de imparidade, sendo os impactos desses ajustamentos registados em resultados transitados, conforme IFRS 1. No caso de filiais estrangeiras, as diferenças de consolidação foram reexpressas na moeda funcional de cada filial, retrospectivamente registadas em resultados transitados (IFRS 1).

A 31 de Dezembro de 2004, o efeito é de 45,3 milhões de euros no Activo e nos Capitais Próprios (45,5 milhões de euros em 1 de Janeiro de 2004).

Imobilizado incorpóreo

Os activos incorpóreos são registados ao custo de aquisição, deduzidos das amortizações e de perdas por imparidade acumuladas. Na data da transição foram anulados, por contrapartida de resultados transitados, todos os activos incorpóreos que não cumprem os critérios de reconhecimento do normativo IFRS (29,6 milhões de euros). Os activos incorpóreos registados após esse data no normativo POC, foram transferidos para a correspondente rubrica de custos (0,2 milhões de euros).

Imobilizado corpóreo

No âmbito das demonstrações financeiras consolidadas POC, o Grupo Sonae Indústria havia procedido ao registo, na rubrica de Imobilizações Corpóreas, de custos de ineficiência incorridos

no arranque de diversas unidades produtivas. Dado este procedimento não ser possível no contexto das IFRS, procedeu-se ao desreconhecimento destes valores do activo tangível e consequente registo na rubrica de Resultados Transitados, o que provocou, a 31 de Dezembro de 2004, uma diminuição do Activo e dos Capitais Próprios de 3,8 milhões de euros.

Inclusão de empresas anteriormente excluídas

Dado que em IFRS todas as empresas devem ser incluídas na consolidação, é apresentado em separado o efeito da inclusão de empresas que no normativo POC estavam excluídas da consolidação, na maioria dos casos por imaterialidade ou por objecto social diverso.

A 31 de Dezembro de 2004, o efeito é de um aumento de 0,5 milhões de euros no Activo (3,9 milhões de euros em 1 de Janeiro de 2004), de um aumento de 1,1 milhões de euros no Passivo (8,1 milhões de euros em 1 de Janeiro de 2004) e de uma diminuição de 0,6 milhões de euros nos Capitais Próprios (4,2 milhões de euros em 1 de Janeiro de 2004).

Método de consolidação proporcional

As participações financeiras em empresas controladas conjuntamente passaram a ser incluídas pelo método de consolidação proporcional, desde a data em que o controlo conjunto é adquirido. De acordo com este método os activos, passivos, proveitos e custos destas empresas foram integrados, nas demonstrações financeiras consolidadas anexas, rubrica a rubrica na proporção do controlo atribuível ao Grupo. O excesso do custo de aquisição face ao justo valor de activos e passivos identificáveis das empresas controladas conjuntamente na data de aquisição é reconhecido como diferença de consolidação. As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre essas empresas e empresas do Grupo são eliminados na proporção do controlo atribuível ao Grupo. A classificação dos investimentos financeiros em empresas controladas conjuntamente é determinada com base em acordos parassociais que regulam o controlo conjunto.

A 31 de Dezembro de 2004 efectuou-se a saída do perímetro de consolidação das empresas controladas conjuntamente, pelo que o efeito no balanço consolidado a esta data é inexistente (a 1 de Janeiro de 2004, a aplicação do método de consolidação proporcional provocou uma diminuição do Activo total, do Passivo total e dos Capitais Próprios de 157,9 milhões de euros, 92,2 milhões de euros e 65,7 milhões de euros, respectivamente).

O detalhe dos ajustamentos efectuados com efeitos em capital próprio reportados a 1 de Janeiro de 2004 e 31 de Dezembro de 2004 para efeito de conversão para as Normas Internacionais de Relato Financeiro é como segue:

Ajustamentos de conversão
para IFRS
01.01.04 31.12.04
Reposição no activo do valor líquido das diferenças de
consolidação anuladas por reservas, líquidas de perdas
de imparidade
45 577 013 45 269 819
Abate de imobilizações incorpóreas - 29 611 033 - 18 227 092
Abate de imobilizações corpóreas - 5 495 708 - 3 832 659
Inclusão de empresas anteriormente excluídas - 4 209 404 - 695 841
Método de consolidação proporcional - 65 720 467
Outros 1 044 326 914 118
Total dos ajustamentos de conversão para IFRS - 58 415 273 23 428 345
Efeito no resultado líquido do exercício 13 366 858

Adicionalmente, o efeito no Balanço em 31 de Março de 2004 da conversão para IFRS é detalhado como segue:

31.03.2004
Ajustamentos de
conversão para
POC IFRS IFRS
ACTIVOS NÃO CORRENTES:
Imobilizações corpóreas e incorpóreas 1.383.850.410 (102.298.937) 1.281.551.472
Diferenças de consolidação 46.972.894 46.972.894
Investimentos 11.010.841 (6.244.434) 4.766.407
Impostos diferidos activos 67.958.834 (934.754) 67.024.079
Outros activos não correntes 974.090 2.563.106 3.537.196
Total de activos não correntes 1.463.794.175 (59.942.126) 1.403.852.048
ACTIVOS CORRENTES:
Existências 181.040.269 (12.168.702) 168.871.566
Outros activos correntes 337.196.039 (39.313.044) 297.882.995
Investimentos detidos para negociação 10.573.407 (6.462.162) 4.111.245
Caixa e equivalentes de caixa 65.450.260 (216.207) 65.234.053
Total de activos correntes 594.259.975 (58.160.115) 536.099.860
Total do activo 2.058.054.150 (118.102.242) 1.939.951.908
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos obtidos 395.589.622 (252.459) 395.337.163
Outros passivos não correntes 433.896.392 62.433.752 496.330.144
Impostos diferidos passivos 31.581.795 (5.908.367) 25.673.428
Provisões 38.132.342 (22.361.684) 15.770.658
Total de passivos não correntes 899.200.151 33.911.241 933.111.393
PASSIVO CORRENTE:
Empréstimos obtidos 315.301.913 (4.880.059) 310.421.854
Outros passivos correntes 466.476.812 (106.802.957) 359.673.855
Responsabilidades por pensões 22.351.823 22.351.823
Provisões 19.892.605 (7.962.280) 11.930.325
Total de passivos correntes 801.671.330 (97.293.473) 704.377.857
Total dos activos líquidos 357.182.669 (54.720.011) 302.462.658
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital social 500.000.000 0 500.000.000
Reservas e Resultados Transitados (314.673.771) 19.640.238 (295.033.533)
Resultados Líquidos (549.431) 1.472.088 922.657
Interesses Minoritários 172.405.871 (75.832.336) 96.573.535
Total do capital próprio 357.182.669 (54.720.010) 302.462.659

Em 31 de Março de 2004, o impacto no capital próprio da conversão para IFRS pode ser detalhado como segue:

Reposição no activo do valor líquido das diferenças de
consolidação anuladas por reservas, líquidas de perdas
de imparidade
46 972 894
Abate de imobilizações incorpóreas - 26 779 701
Abate de imobilizações corpóreas - 5 298 704
Inclusão de empresas anteriormente excluídas - 4 164 195
Método de consolidação proporcional - 67 289 594
Outros 1 839 290
Total dos ajustamentos de conversão para IFRS - 54 720 010
Efeito no resultado líquido do exercício 1 472 088

O efeito nas demonstrações de resultados do exercício findo em 31 de Dezembro de 2004 e do período findo em 31 de Março de 2004 pode ser detalhado como segue:

31.12.2004 31.03.2004
Ajustamentos de
conversão para
Ajustamentos de
conversão para
POC IFRS IFRS POC IFRS IFRS
Proveitos operacionais:
Vendas 1.569.284.095 (85.273.149) 1.484.010.946 382.975.347 (21.194.808) 361.780.539
Prestações de serviços 10.808.153 (2.679.628) 8.128.525 3.046.792 (704.137) 2.342.655
Variação de valor das propriedades de investimento - - -
Outros proveitos operacionais 81.714.439 (8.304.932) 73.409.507 16.702.482 2.421.138 19.123.620
Total de proveitos operacionais 1.661.806.687 (96.257.709) 1.565.548.978 402.724.621 (19.477.807) 383.246.814
Custos operacionais
Custo das vendas 712.174.459 (31.884.502) 680.289.957 179.474.868 (7.754.757) 171.720.112
Variação da produção 8.303.698 1.673.065 9.976.763 6.103.228 888.595 6.991.822
Fornecimentos e serviços externos 404.588.016 (25.363.509) 379.224.507 98.425.682 (4.775.443) 93.650.239
Custos com o pessoal 234.654.757 (13.223.096) 221.431.661 60.002.827 (3.353.595) 56.649.232
Amortizações e depreciações 126.039.928 (18.352.428) 107.687.500 30.325.742 (3.551.792) 26.773.950
Provisões e perdas por imparidade 7.212.559 (5.679.285) 1.533.274 2.015.087 1.353.467 3.368.554
Outros custos operacionais 41.750.620 (7.773.343) 33.977.277 9.877.474 (278.228) 9.599.246
Total de custos operacionais 1.534.724.037 (100.603.098) 1.434.120.939 386.224.908 (17.471.753) 368.753.155
Resultados operacionais 127.082.650 4.345.389 131.428.039 16.499.713 (2.006.054) 14.493.659
Custos e perdas financeiras 86.479.202 959.332 87.438.534 21.523.267 (1.677.025) 19.846.242
Proveitos e ganhos financeiros 18.130.417 (1.662.304) 16.468.113 7.233.981 (242.030) 6.001.851
Resultados relativos a empresas associadas 778.457 58.731 837.188 32.770 (0) 32.770
Resultados relativos a investimentos 30.000 990.103 990.103
Resultado antes de impostos 59.512.322 1.782.484 61.324.806 2.243.197 (571.059) 1.672.141
Imposto sobre o rendimento
Resultado do exercício de operações em continuação
18.590.652 (2.339.576) 16.251.076 1.833.607 (679.358) 1.154.250
Perdas obtidas em operações em descontinuação - - -
Resultado do exercício 40.921.670 4.122.060 45.073.730 409.590 108.301 517.892
Resultado minoritários 11.708.088 (9.214.800) 2.493.288 959.021 (1.363.787) (404.766)
Resultado Grupo Consolidado 29.213.582 13.336.860 42.580.442 (549.431) 1.472.088 922.657

No exercício e no 1º. trimestre de 2004, os principais impactos da mudança para as Normas Internacionais de Relato Financeiro são os seguintes:

Amortizações – imobilizações incorpóreas

Durante 2004 foram anulados 0,2 milhões de euros de imobilizações incorpóreas que não cumprem os critérios de reconhecimento (zero no 1º. trimestre de 2004), tendo sido registadas como custo do exercício, e foram anuladas amortizações de 11,7 milhões de euros (3,5 milhões de euros no 1º. trimestre de 2004).

Saídas do perímetro de consolidação

A saída do perímetro de consolidação, no final de 2004, de empresas controladas conjuntamente, consolidadas pelos métodos de consolidação proporcional e global nas demonstrações financeiras IFRS e POC, respectivamente, provocou uma diminuição do resultado do exercício das primeiras em cerca de 7,5 milhões de euros (zero no 1º. trimestre de 2004) – aumento do resultado líquido atribuível à empresa-mãe de 1,3 milhões de euros.

Valorimetria de stocks

Durante o exercício de 2004, o Grupo Sonae Indústria adoptou, nas suas demonstrações financeiras POC, o critério de incluir as amortizações de imobilizado associado à actividade fabril no custeio dos produtos acabados e em curso, o que provocou um aumento do valor das existências finais e do resultado do exercício de aproximadamente 2,9 milhões de euros (1,5 milhões de euros no 1º. trimestre de 2004). Nas demonstrações financeiras IFRS, este procedimento foi adoptado à data de transição (1 de Janeiro de 2004), pelo que não se verificou este aumento na variação das existências e, consequentemente, no resultado do exercício de 2004.

Contabilização de "goodwill" negativo

De acordo com as IFRS, o "goodwill" negativo que surja na sequência de aquisições de partes de capital e que não corresponda a uma perspectiva de prejuízos futuros, deverá ser reconhecida directamente em resultado. Nas contas consolidadas POC, o Grupo Sonae Indústria seguia o procedimento de registar situações semelhantes na rubrica de Outras reservas dos Capitais Próprios. Esta diferença de contabilização provocou um aumento de resultados de 1,4 milhões de euros (zero no 1º. trimestre de 2004).

Inclusão de subsidiárias anteriormente excluídas

O efeito da inclusão de empresas anteriormente excluídas nos resultados de 2004 implicou aumento no resultado líquido de 0,7 milhões de euros (valor não significativo no 1º. trimestre de 2004).

Amortizações – imobilizações corpóreas

A anulação de amortizações de imobilizações corpóreas referentes a custos de ineficiência capitalizados nas demonstrações financeiras POC afectou positivamente o resultado do exercício em 0,7 milhões de euros (aproximadamente 0,2 milhões de euros no 1º. trimestre de 2004).

Para além destes ajustamentos, é importante mencionar que em IFRS não existem resultados extraordinários, pelo que o montante registado anteriormente em POC, incluindo mais e menosvalias realizadas na alienação de investimentos financeiros, foi reclassificado para resultados operacionais.

O detalhe dos ajustamentos efectuados com impacto no resultado líquido atribuível à empresamãe do exercício findo em 31 de Dezembro de 2004 e do período de três meses findo em 31 de Março de 2004 na conversão das demonstrações financeiras para as Normas Internacionais de Relato Financeiro é como segue:

Ajustamentos de conversão
para IFRS
31.12.2004 31.03.2004
Abate de imobilizações incorpóreas 11 781 313 3 526 291
Abate de imobilizações corpóreas 742 233 - 12 433
Inclusão de empresas anteriormente excluídas 2 213 827 - 12 422
Método de consolidação proporcional - 18 344
Valorimetria de stocks - 2 907 522 - 1 542 904
Diferenças de consolidação negativas 1 391 264
Outros 145 743 - 468 100
Total dos ajustamentos de conversão para IFRS 13 366 858 1 472 088

Ao nível da demonstração de fluxos de caixa os impactos mais significativos referem-se a reclassificações entre despesas com actividades de investimento relacionadas com activos incorpóreos, as quais não qualificam como tal ao nível dos IFRS pelo que foram reclassificadas para despesas operacionais.

Sede social: Lugar do Espido, Via Norte, Maia Matriculada na C.R.C. da Maia sob o nº 1067 Capital Social: 700 000 000 euros Pessoa Colectiva nº 500 204 128 Sociedade Aberta

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS NÃO AUDITADAS JANEIRO A MARÇO DE 2005 SEGUNDO AS NORMAS INTERNACIONAIS DE RELATO FINANCEIRO

BALANÇOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 31 DE DEZEMBRO DE 2004

(Montantes expressos em euros)

POC
ACTIVO
Notas
31.03.05
31.12.04
ACTIVOS NÃO CORRENTES:
Imobilizações corpóreas e incorpóreas
579 072
581 416
Diferenças de consolidação
Investimentos
697 358 919
699 750 847
2 048
2 048
Impostos diferidos activos
Outros activos não correntes
601 494 675
613 151 626
Total de activos não correntes
1 299 434 714
1 313 485 937
ACTIVOS CORRENTES:
Existências
Outros activos correntes
6 591 849
2 854 139
3 606 073
3 606 073
Investimentos
Caixa e equivalentes de caixa
90 440 156
30 804 585
100 638 078
Total de activos correntes
37 264 797
TOTAL DO ACTIVO
1 400 072 793
1 350 750 734
CAPITAL PRÓPRIO, INTERESSES MINORITÁRIOS E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital social
700 000 000
700 000 000
Reservas e Resultados Transitados
317 010 596
313 456 578
Resultado líquido do período atribuível aos Accionistas da Empresa- Mãe
Total do capital próprio atribuível aos Accionistas da Empresa-Mãe
1 017 010 596
1 013 456 578
Interesses Minoritários
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO
1 017 010 596
1 013 456 578
PASSIVO:
PASSIVOS NÃO CORRENTES:
Empréstimos
31.12.04
555 664
1 300 041 721
1 300 597 385
19 289 006
29 506 779
1 281 965
50 077 750
1 350 675 135
700 000 000
313 605 262
1 013 605 262
1 013 605 262
131 631 951
80 000 000
80 000 000
Credores por locações financeiras MLP
Outros passivos não correntes
35 411 751
35 411 751
35 411 751
Impostos diferidos passivos
176 490
176 490
Provisões
Total de passivos não correntes
167 220 192
115 588 241
115 411 751
PASSIVOS CORRENTES:
Empréstimos
21 823
23 251
7 410
Credores por locações financeiras CP
Credores por locações financeiras CP
Outros passivos correntes
215 820 182
221 682 664
221 650 712
Provisões
Total de passivos correntes
215 842 005
221 705 915
221 658 122
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO
1 400 072 793
1 350 750 734
1 350 675 135

-

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS POR NATUREZAS

PARA OS PERÍODOS DE TRÊS MESES FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 2004

(Montantes expressos em euros)

IFRS POC
Notas 31.03.05 31.03.04 31.03.04
Proveitos operacionais:
Vendas
- -
Prestações de serviços 778.035 - -
Outros proveitos operacionais 576.692 - -
Total de proveitos operacionais 1.354.727 - -
Custos operacionais
Custo das vendas - -
Variação da produção - -
Fornecimentos e serviços externos 396.382 104.421 104.421
Custos com o pessoal 625.378 - -
Amortizações e depreciações 5.363 1.761 3.846
Provisões e perdas por imparidade - -
Outros custos operacionais 65.914 93.739 118.941
Total de custos operacionais 1.093.035 199.921 227.208
Resultados operacionais 261.692 (199.921) (227.208)
Resultados financeiros 3.292.325 245.973 271.175
Resultados relativos a empresas associadas - -
Resultado antes de impostos 3.554.018 46.052 43.967
Imposto sobre o rendimento - 1.364
Resultado depois de impostos 3.554.018 44.688 43.967
Resultados de operações em descontinuação após impostos
Resultado consolidado do trimestr 3.554.018 44.688 43.967
Atribuível a:
Accionistas da Empresa-Mãe - -
Interesses Minoritários - -
Resultados por acção
Excluindo operações em descontinuação
Básico 0,0000
Diluído 0,0000
Das operações em descontinuação
Básico - - -
Diluído - - -

DEMONSTRAÇÕES DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO

PARA OS PERÍODOS FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 2004

(Montantes expressos em Euros)

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812
.105
.759

O Director Administrativo e FinanceiroO Conselho de Administração

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA

PARA OS PERÍODOS DE TRÊS MESES FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 31 DE MARÇO DE 2004

(Montantes expressos em euros)

ACTIVIDADES OPERACIONAIS: Notas 31.03.05 31.03.04
Fluxos das actividades operacionais (1) -1 496 985 -2 974 680
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros
Imobilizações corpóreas e incorpóreas
27 935 193 11 888 090
Outros 15 039 850 19 609 081
42 975 043 31 497 171
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros
Imobilizações corpóreas e incorpóreas
26 181 368
1 339
25 977 472
Outros 15 166 055
26 182 707 41 143 527
Fluxos das actividades de investimento (2) 16 792 336 -9 646 356
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO:
Recebimentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos 378 778 921 325 589 680
Pagamentos respeitantes a: 378 778 921 325 589 680
Empréstimos obtidos 324 465 321 307 140 979
Juros e custos similares 9 971 953 11 875 269
334 437 274 319 016 248
Fluxos das actividades de financiamento (3) 44 341 647 6 573 432
Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3)
Efeito das diferenças de câmbio
59 636 998 -6 047 604
Caixa e seus equivalentes no início do período
Caixa e seus equivalentes no fim do período
34 387 407
94 024 405
39 907 775
33 860 171

O Director Administrativo e Financeiro O Conselho de Administração