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Sonae SGPS — Interim / Quarterly Report 2005
May 30, 2005
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Interim / Quarterly Report
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Sede social: Lugar do Espido, Via Norte, Maia Matriculada na C.R.C. da Maia sob o nº 1067 Capital Social: 700 000 000 euros Pessoa Colectiva nº 500 204 128 Sociedade Aberta
RELATÓRIO DE ACTIVIDADE E DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS NÃO AUDITADAS
JANEIRO A MARÇO DE 2005
SEGUNDO AS NORMAS INTERNACIONAIS DE RELATO FINANCEIRO

Mensagem do Presidente Executivo
«O desempenho no 1º trimestre de 2005 veio confirmar a evolução positiva nos trimestres anteriores. Condições de mercado mais favoráveis, a continuação da estratégia de enfoque na margem e não na quota de mercado bem como da reestruturação operacional, através da gestão de capacidades e contenção de custos, permitiram que a Sonae Indústria atingisse um EBITDA de 59,6 milhões de euros (47 milhões de euros excluindo proveitos associados a actividades não recorrentes) e um Resultado Líquido de 15,4 milhões de euros.
A reestruturação do balanço da empresa prevista para 2005 prossegue, o que nos permite encarar com optimismo a possibilidade de se conseguir a autonomização financeira do accionista de referência no final do 1º semestre. Durante este período, a Sonae Indústria refinanciou a sua dívida em condições mais favoráveis.
A manutenção do preço do petróleo a níveis elevados teve um forte impacto na estrutura de custos: em relação ao 4ºT'04, os custos variáveis aumentaram 3%. No pressuposto de que esta tendência não prejudique as perspectivas a médio-prazo da economia mundial, estou confiante de que a equipa da Sonae Indústria irá continuar a melhorar o desempenho da empresa consolidando, assim, a sua liderança.
Apesar da estabilidade dos preços, é de esperar alguma pressão para uma descida nos preços do OSB e no MDF, a qual tentaremos minimizar, ajustando a nossa política de vendas.
As recentes alterações no mercado criam oportunidades para o desenvolvimento e novos desafios. A equipa da Sonae Indústria está preparada para manter a empresa no caminho do sucesso.»
Carlos Bianchi de Aguiar, Presidente da Comissão Executiva da Sonae Indústria

ENQUADRAMENTO
O desempenho da Sonae Indústria no 1ºT'05 confirmou a tendência de 2004: volumes elevados, preços estáveis e aumento dos custos variáveis, em consequência do custo elevado do petróleo.
No 1ºT'05, os volumes de vendas (m3 ) cresceram 2,2% face ao 4ºT'04 e desceram 1,2% em relação ao 1ºT'04. Comparando com o 1ºT'04, houve um contributo positivo das vendas na Alemanha (+1,9%), Canadá (+2,4%) e África do Sul (+22,1%), enquanto que na Península Ibérica (-6,8%), Reino Unido (-10,3%), França (-1,3%) e Brasil (-1,5%) se verificou uma situação inversa. Por produto e em termos comparativos com o último trimestre, apenas o OSB aumentou o volume de vendas.
O preço médio apresenta um aumento de 1% em relação ao 4ºT'04. Quanto à evolução dos preços, os produtos derivados de aglomerado de partículas mantiveram a evolução positiva registada desde o último trimestre de 2003, enquanto que os preços do OSB sofreram uma redução em Março, sobretudo no mercado norte-americano. Durante o 1ºT'05 os preços do MDF aumentaram de acordo com a inflação mas, nos próximos trimestres, é previsível uma inversão desta tendência, devido à diminuição da procura de flooring.
Neste trimestre, a manutenção do petróleo a níveis elevados continuou a afectar negativamente os custos variáveis, sobretudo o das resinas, o qual sofreu um aumento de cerca de 15% face ao 1ºT'04 e de 2,7% em relação ao 4ºT'04. Os custos da madeira estabilizaram, com a excepção do Brasil onde se mantêm sob pressão.
Durante o primeiro trimestre, a Dívida Líquida aumentou para 22 milhões de euros, o que se deveu a uma menor utilização da securitização da carteira de clientes (18 milhões de euros) e ao efeito da sazonalidade do negócio no fundo de maneio.

ANÁLISE FINANCEIRA CONSOLIDADA
O Volume de Negócios do 1ºT'05 ascendeu a 362 milhões de euros, uma descida de 1% face ao 1ºT'04. Numa base comparável, excluindo a Gescartão, o volume de negócios aumentou 5,6%, face a 343 milhões de euros. Preços médios mais elevados mais do que compensaram volumes de vendas (-1,2%) ligeiramente inferiores.

No 1ºT'05, a Utilização de Capacidade atingiu um nível consolidado de 89%, comparável com 87% no período homólogo de 2004 (utilizando as capacidades nominais das fábricas em 2005). O MDF e o OSB registaram os maiores incrementos na taxa de utilização, 3

pontos percentuais e 2 pontos percentuais, respectivamente.
O EBITDA atingiu 59,6 milhões de euros no 1ºT'05. Face ao período homólogo de 2004, registou-se um aumento de 34%, influenciado por proveitos associados a actividades não recorrentes de 12 milhões de euros, resultantes da alienação das acções da Gescartão e da Tafisa. Numa base comparável e excluindo

o contributo da Gescartão em 2004, registou-se um aumento de 58%. Este valor representa 16,5% do volume de negócios, comparável com 12,3% no período homólogo de 2004.

Os Resultados Antes de Impostos aumentaram em 20,5 milhões de euros. Esta evolução reflecte uma variação positiva de 19,8 milhões de euros dos resultados operacionais e uma redução de 0,8 milhões de euros nos custos financeiros líquidos. Excluindo a Gescartão, os resultados antes de impostos melhoraram em 26,4 milhões de euros.
Os Resultados Líquidos (após interesses minoritários) aumentaram 14,4 milhões de euros para 15,4 milhões de euros. Excluindo a Gescartão, os resultados líquidos aumentaram 20,4 milhões de euros.
A Dívida Líquida aumentou em 22 milhões de euros durante o 1ºT'05, devido a uma menor utilização da securitização da carteira de clientes (18 milhões de euros) e ao efeito da sazonalidade do negócio no fundo de maneio.
ANÁLISE DO DESEMPENHO OPERACIONAL
PENÍNSULA IBÉRICA
Durante o 1ºT'05, o volume de negócios aumentou 1,2%, comparado com o período homólogo do ano transacto e apesar da Páscoa ter ocorrido no 1º trimestre, com um impacto negativo sobretudo no mercado espanhol. Tal como no ano anterior, o desempenho nos mercados da exportação foi bom.

Os preços do aglomerado de
partículas e do MDF foram ligeiramente superiores aos dos dois últimos trimestres.
A produção de aglomerado de partículas e de MDF manteve um nível similar ao do 1ºT'04, embora os custos variáveis fossem quase 3% superiores aos do 1ºT'04, como consequência da pressão do preço do petróleo, que afecta o custos dos produtos químicos, os quais se mantiveram a um nível similar ao do 4ºT'04.

O EBITDA para a Península Ibérica situou-se nos 19,5 milhões de euros, o que veio confirmar a evolução positiva dos quatro últimos trimestres.
FRANÇA
O volume de negócios no 1ºT'05 aumentou 1,3% em relação ao do 1ºT'04 e 3,2% face ao do 4ºT'04, enquanto que, comparado com o 1ºT'04, o preço médio se situou ligeiramente acima da inflação.
A Isoroy encerrou o 1ºT'05 com um EBITDA de 2,9 milhões de euros, uma melhoria de 1,2 milhões de euros face a 1ºT'04, excluindo os

proveitos/custos associados a actividades não recorrentes.
Durante este trimestre, foi conseguido um aumento de 3,2% face ao período homólogo de 2004, apesar das condições climáticas adversas.
ALEMANHA
Durante o 1ºT'05, a procura geral de aglomerado de partículas, MFC e MDF nos principais segmentos de mercado alemães, retalho e indústria, esteve ao nível registado no 1ºT'04. O volume global de vendas aumentou 1,9% vs. 2004, enquanto que o volume de negócios cresceu 6,4%, devido à melhoria do mix de produtos. A

manutenção do custo do petróleo a níveis elevados, com impacto directo no aumento dos custos das matérias-primas, sobretudo cola, produtos químicos e energia, implicou a subida dos preços de venda no mercado.
Todas as fábricas operaram a um nível elevado de utilização da capacidade produtiva. As receitas provenientes das vendas de MDF e de aglomerado de partículas melhoraram nos

primeiros três meses, enquanto que o excelente nível atingido pelo OSB no ano anterior não pôde ser igualado, devido ao maior volume de exportações com o consequente aumento dos custos de transporte.
Neste período, o EBITDA atingiu 9,1% do volume de negócios, apesar do impacto negativo de 1,3 milhões de euros de actividades não recorrentes. Como os indicadores macroeconómicos para os próximos meses na Alemanha não são tão promissores, as perspectivas para o 2ºT'05 não são tão favoráveis.
REINO UNIDO
Após o período de Natal, a retoma do mercado processou-se lentamente e o volume de vendas deste trimestre situou-se 10% abaixo do período homólogo de 2004. Apesar dos volumes estarem abaixo das expectativas, os preços médios de venda recuperaram face ao mesmo período do ano transacto e em relação ao 4ºT'04.

A produção aumentou cerca de 2% em relação ao 1ºT'04, tendo a produção da fábrica de Knowsley, em Março, ultrapassado os 39.000 m3 . Tal ocorreu apesar de problemas de falta de disponibilidade industrial associada à utilização de uma grande percentagem de madeira reciclada (97%). Iniciou-se o investimento num processo sofisticado de limpeza da estilha, concebido para resolver estes problemas, o qual estará concluído no 2ºT'05.
Os preços de aquisição das matérias-primas mantiveram-se estáveis, com excepção da madeira, que registou problemas sazonais de disponibilidade. O aumento dos custos (2%) foi controlado e o impacto na Demonstração de Resultados foi reduzido, devido ao preço mais favorável do que previsto dos PRN's (Títulos de Recuperação de Resíduos de Embalagem). No trimestre o EBITDA atingiu 4% do volume de negócios.

CANADÁ
No 1ºT'05, o mercado norte-americano permaneceu forte. A procura de aglomerado cru manteve-se forte, sobretudo no mercado dos EUA com os fabricantes de kits de mobiliário. Por outro lado e em termos gerais, o mercado de MFC tem-se mantido pouco sustentado nos EUA, desde o início do ano.

O volume de negócios aumentou
12%, comparado com o 1ºT'04, enquanto que a produção subiu 2,4% no mesmo período. O aumento do volume de negócios ficou a dever-se a volumes superiores, à melhoria do mix de produtos e ao aumento dos preços. A fragilidade do USD reduziu parcialmente os efeitos positivos do volume de negócios expresso em CAD; contudo, o volume de compras de matérias-primas e serviços em USD foi aumentado para garantir uma protecção mais alargada.
Os custos da madeira, resultantes da escassez dos fornecimentos de rolaria às serrações, são claramente superiores ao do período homólogo do ano anterior. A redução a curto prazo dos direitos de corte nos terrenos públicos acarretou mais incertezas. Os custos dos produtos químicos e do transporte estão igualmente sob forte pressão, como resultado da evolução preocupante do preço do petróleo. As melhorias na produtividade têm compensado parcialmente os aumentos de custos.
BRASIL
O mercado interno manteve-se estável, com uma recuperação no volume de MDF e uma pequena descida no aglomerado; o mercado de flooring manteve a tendência de 2004, com uma descida acentuada neste período. Este comportamento


resulta do impacto das taxas de juro nas vendas para o sector do mobiliário e da redução das exportações de mobiliário, devido à desvalorização do USD face ao Real. Não se perspectivam grandes alterações a esta situação durante o 2ºT'05, mas espera-se uma recuperação no segundo semestre do ano.
As vendas em volume apresentaram uma pequena descida, quando comparadas com os valores de 2004 (-1,5%), mas como os preços médios aumentaram acima da inflação, as vendas em Reais aumentaram 22,6% face ao 1ºT'04, tendo crescido 24,2% no mercado interno e 11,3% nas exportações.
Os custos variáveis em Reais registaram um crescimento de 16,6% por m3 , sobretudo devido aos custos da madeira. Quanto aos outros custos, em termos gerais, tiveram uma evolução positiva, quando comparados com o ano transacto.
Por estes motivos, o EBITDA quase atingiu os 19% face a 7,4% no 1ºT'04. Contudo, no 2ºT'05, não se estima um crescimento significativo do mercado, devido a uma evolução mais moderada da procura e dificuldades nas exportações, motivadas pela evolução da taxa de câmbio.
ÁFRICA DO SUL
As condições do mercado na África do Sul mantiveram-se estáveis, com a continuada pressão descendente do Índice dos Preços ao Consumidor. Assistiu-se a uma menor volatilidade da taxa de câmbio, apenas com pequenas perdas face às moedas mais fortes.


de 25% em valor e 22% em volume, apesar das férias da Páscoa terem ocorrido no 1º trimestre do ano. Comparando com o período homólogo de 2004, os custos de distribuição mantiveram-se estáveis, apesar do aumento do fuel, devido à melhoria da eficiência na gestão dos transportes.
A erosão de preços, a que se assistiu em 2004, foi totalmente recuperada no primeiro trimestre de 2005, apesar dos preços do MDF permanecerem sob pressão, como resultado da actividade de importação da América do Sul. Houve uma grande melhoria de
disponibilidade nas fábricas de Panbult e White River, sem variações significativas nos custos variáveis - apesar de a estabilidade da taxa de câmbio ter tido um efeito positivo
marginal - e os Custos Fixos mantiveram-se dentro dos níveis de 2004.
O EBITDA aumentou para 28,5% do volume de negócios, o que representa uma melhoria
de 11 pontos percentuais face ao período homólogo do ano transacto.
As perspectivas são positivas, com um forte nível de actividade do sector da construção e
a divulgação recente de uma redução de 50 pontos base na taxa de referência do Banco
Central Sul-Africano.
PERSPECTIVAS FUTURAS
Os bons resultados registados pela Sonae Indústria no 1T'05 basearam-se numa procura
relativamente estável e no bom desempenho operacional.
Contudo, há sinais evidentes de descida de preços do OSB e do MDF, em consequência
de uma fraca procura do mercado norte-americano (com efeitos no OSB) e do mercado de
flooring (com efeitos no MDF).
Por conseguinte, estima-se a curto prazo um impacto negativo na rendibilidade daqueles
produtos, pelo que o crescimento do EBITDA registado no primeiro trimestre não irá
manter-se ao longo do ano.
A independência financeira da Sonae Indústria será consumada no segundo trimestre de
- A Sonae Indústria utilizou parte dos fundos provenientes das recentes emissões de
obrigações para pagar os empréstimos da Sonae SGPS, SA (163 milhões de euros) e
dívida externa de subsidiárias.
Maia, 28 de Abril de 2005
O Conselho de Administração
Para mais informação:
Lugar do Espido - Via Norte - Apartado 1096
4471-909 Maia Portugal
Telefone: (+351) 220 100 400
Fax: (+351) 220 100 543
Email: [email protected]
www.sonaeindustria.com
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BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 31 DE DEZEMBRO DE 2004
(Montantes expressos em euros)
| IFRS | POC | |||
|---|---|---|---|---|
| ACTIVO | Notas | 31.03.05 | 31.12.04 | 31.12.04 |
| ACTIVOS NÃO CORRENTES: | ||||
| Imobilizações corpóreas e incorpóreas | 6 | 1 140 635 998 | 1 148 057 730 | 1 169 637 656 |
| Diferenças de consolidação | 7 | 44 337 280 | 45 269 819 | |
| Investimentos | 8 | 4 294 348 | 9 519 767 | 14 211 619 |
| Impostos diferidos activos | 11 | 57 146 318 | 61 332 706 | 60 488 971 |
| Outros activos não correntes | 9 | 2 042 078 | 1 129 577 | 926 615 |
| Total de activos não correntes | 1 248 456 022 | 1 265 309 599 | 1 245 264 861 | |
| ACTIVOS CORRENTES: | ||||
| Existências | 157 100 081 | 159 011 303 | 159 577 295 | |
| Outros activos correntes | 10 | 184 932 578 | 160 983 477 | 157 812 702 |
| Investimentos | 8 | 5 600 647 | 5 980 187 | 41 061 866 |
| Caixa e equivalentes de caixa | 12 | 124 330 147 | 74 817 721 | 39 684 453 |
| Total de activos correntes | 471 963 453 | 400 792 688 | 398 136 316 | |
| TOTAL DO ACTIVO | 1 720 419 475 | 1 666 102 287 | 1 643 401 177 | |
| CAPITAL PRÓPRIO, INTERESSES MINORITÁRIOS E PASSIVO | ||||
| CAPITAL PRÓPRIO: | ||||
| Capital social | 13 | 700 000 000 | 700 000 000 | 700 000 000 |
| Reservas e Resultados Transitados | - 268 256 174 | - 311 273 230 | - 323 639 403 | |
| Resultado líquido do período atribuível aos Accionistas da Empresa- Mãe | 15 448 443 | 42 580 440 | 29 213 582 | |
| Total do capital próprio atribuível aos Accionistas da Empresa-Mãe | 447 192 269 | 431 307 210 | 405 574 179 | |
| Interesses Minoritários | 14 | 42 160 699 | 38 906 798 | 41 211 484 |
| TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO | 489 352 968 | 470 214 008 | 446 785 663 | |
| PASSIVO: | ||||
| PASSIVOS NÃO CORRENTES: | ||||
| Empréstimos | 15 | 456 014 073 | 400 768 431 | 393 294 024 |
| Outros passivos não correntes | 17 | 282 144 442 | 281 178 375 | 175 038 076 |
| Impostos diferidos passivos | 11 | 29 551 108 | 27 142 333 | 27 934 725 |
| Provisões | 20 | 15 877 277 | 15 204 678 | 37 262 270 |
| Total de passivos não correntes | 783 586 900 | 724 293 817 | 633 529 095 | |
| PASSIVOS CORRENTES: | ||||
| Empréstimos | 15 | 109 682 052 | 109 989 503 | 119 538 217 |
| Outros passivos correntes | 19 | 328 213 659 | 351 839 369 | 434 001 763 |
| Provisões | 20 | 9 583 896 | 9 765 590 | 9 546 439 |
| Total de passivos correntes | 447 479 607 | 471 594 462 | 563 086 419 | |
| TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO | 1 720 419 475 | 1 666 102 287 | 1 643 401 177 |
O anexo faz parte destas demonstrações financeiras consolidadas.
O Conselho de Administração
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE RESULTADOS POR NATUREZAS
PARA OS PERÍODOS DE TRÊS MESES FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 2004
(Montantes expressos em euros)
| IFRS | POC | |||
|---|---|---|---|---|
| Notas | 31.03.05 | 31.03.04 | 31.03.04 | |
| Proveitos operacionais: Vendas |
360.613.749 | 361.780.539 | 382.975.347 | |
| Prestações de serviços | 1.226.745 | 2.342.655 | 3.046.792 | |
| Outros proveitos operacionais | 21.108.305 | 19.123.620 | 16.702.482 | |
| Total de proveitos operacionais | 382.948.799 | 383.246.814 | 402.724.621 | |
| Custos operacionais Custo das vendas |
169.604.398 | 171.720.112 | 179.474.868 | |
| Variação da produção | 1.177.921 | 6.991.822 | 6.103.228 | |
| Fornecimentos e serviços externos | 94.526.299 | 93.650.239 | 98.425.682 | |
| Custos com o pessoal | 52.738.315 | 56.649.232 | 60.002.827 | |
| Amortizações e depreciações | 6 | 24.701.644 | 26.773.950 | 30.325.742 |
| Provisões e perdas por imparidade | 6,7 e 20 | 642.372 | 3.368.554 | 2.015.087 |
| Outros custos operacionais | 5.301.233 | 9.599.246 | 9.877.474 | |
| Total de custos operacionais | 348.692.182 | 368.753.155 | 386.224.908 | |
| Resultados operacionais | 34.256.617 | 14.493.659 | 16.499.713 | |
| Resultados financeiros | (12.037.153) | (12.854.286) | (14.289.281) | |
| Resultados relativos a empresas associadas | (6.164) | 32.769 | 32.765 | |
| Resultado antes de impostos | 22.213.300 | 1.672.142 | 2.243.197 | |
| Imposto sobre o rendimento | 24 | 6.286.006 | 1.154.250 | 1.833.607 |
| Resultado depois de impostos | 15.927.294 | 517.892 | 409.590 | |
| Resultados de operações em descontinuação após impostos | ||||
| Resultado consolidado do trimestr | 15.927.294 | 517.892 | 409.590 | |
| Atribuível a: | ||||
| Accionistas da Empresa-Mãe | 15.448.443 | 922.657 | (549.431) | |
| Interesses Minoritários | 478.851 | (404.765) | 959.021 | |
| Resultados por acção | ||||
| Excluindo operações em descontinuação | ||||
| Básico | 25 | 0,1103 | 0,0092 | -0,0055 |
| Diluído | 25 | 0,1103 | 0,0092 | -0,0055 |
| Das operações em descontinuação | ||||
| Básico | 25 | - | - | - |
| Diluído | 25 | - | - | - |
O anexo faz parte destas demonstrações financeiras consolidadas.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
PARA OS PERÍODOS DE TRÊS MESES FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 2004
(Montantes expressos em euros)
Reservas e Interesses Total doCapital Acções Prestações Resultados Resultado Minoritários Capital Próprio Notas Social Próprias Suplementares Transitados Liquído Total Saldo em 1 de Janeiro de 2004 500.000.000 - - (300.961.506) 1) 199.038.494 94.870.525 293.909.019 Aplicação do resultado consolidado de 2003: Transferência para reserva legal --- - - -- - Dividendos distribuídos --- - - -- - Transferência para resultados transitados - Aquisição/(Alienação) de acções próprias - - - - - - - - Variação nas reservas - - - 5.927.973 - 5.927.973 - 5.927.973 Resultado consolidado líquido do período de três meses findo em 31 de Março de 2004 - - - - 922.657 922.657 (404.765) 517.892 Outros - - - - - 2.107.775 2.107.775Saldo em 31 de Março de 2004 500.000.000 - - (295.033.533) 922.657 205.889.124 96.573.535 302.462.659 Saldo em 1 de Janeiro de 2005 700.000.000 - - (311.273.230) 42.580.440 431.307.210 36.413.510 467.720.720 Aplicação do resultado consolidado de 2004: Transferência para reserva legal e resultados transaitados - - - 42.580.440 (42.580.440) - 2.493.288 2.493.288 Dividendos distribuídos --- - - -- - Variação nas reservas - - - 436.616 - 436.616 - 436.616 Resultado consolidado líquido do período - - - - - - - de três meses findo em 31 de Março de 2005 15.448.443 15.448.443 478.851 15.927.294 Outros - - - - - - 2.775.050 2.775.050Atribuível aos Accionistas da Empresa-Mãe
Saldo em 31 de Março de 2005 700.000.000 - - (268.256.174) 15.448.443 447.192.269 42.160.699 489.352.968 O anexo faz parte destas demonstrações financeiras consolidadas.
O Conselho de Administração
1) Dado a conversão das contas consolidadas para IAS/IFRS ter sido efectuada à data de 01.01.2004, não existe informação sobre o resultado consolidado proveniente do exercício de 2003.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA
PARA OS PERÍODOS DE TRÊS MESES FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 31 DE MARÇO DE 2004
(Montantes expressos em euros)
| ACTIVIDADES OPERACIONAIS: | Notas | 31.03.05 | 31.03.04 |
|---|---|---|---|
| Fluxos das actividades operacionais (1) | -15 803 473 | 2 377 288 | |
| ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO: | |||
| Recebimentos provenientes de: | |||
| Investimentos financeiros | 25 576 916 | 70 844 629 | |
| Imobilizações corpóreas e incorpóreas | 2 133 229 | 19 998 669 | |
| Outros | 720 978 | 1 452 794 | |
| 28 431 123 | 92 296 092 | ||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Investimentos financeiros | 6 856 392 | ||
| Imobilizações corpóreas e incorpóreas Outros |
8 071 047 2 376 469 |
7 634 284 30 416 284 |
|
| 10 447 516 | 44 906 960 | ||
| Fluxos das actividades de investimento (2) | 17 983 607 | 47 389 132 | |
| ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO: | |||
| Recebimentos respeitantes a: | |||
| Empréstimos obtidos | 64 418 588 | 2 071 188 | |
| 64 418 588 | 2 071 188 | ||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Empréstimos obtidos | 3 853 892 | 26 613 195 | |
| Juros e custos similares | 12 479 341 | 9 571 358 | |
| 16 333 233 | 36 184 553 | ||
| Fluxos das actividades de financiamento (3) | 48 085 355 | -34 113 365 | |
| Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) | 50 265 489 | 15 653 055 | |
| Efeito das diferenças de câmbio | - 42 151 | - 591 346 | |
| Caixa e seus equivalentes no início do período | 12 | 72 170 072 | 25 892 091 |
| Caixa e seus equivalentes no fim do período | 12 | 122 477 712 | 42 136 492 |
O anexo faz parte destas demonstrações financeiras consolidadas.
O Conselho de Administração

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
PARA O PERÍODO DE TRÊS MESES FINDO EM 31 DE MARÇO DE 2005
(Montantes expressos em euros)
1. NOTA INTRODUTÓRIA
A SONAE INDÚSTRIA, SGPS, SA tem a sua sede no Lugar do Espido, Via Norte, Apartado 1096, 4470-909 Maia, Portugal, sendo a empresa-mãe de um universo de empresas conforme indicado nas Notas 4 a 7 ("Grupo Sonae Indústria"). Os negócios do Grupo e as áreas de actuação encontram-se descritos na Nota 26.
2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação destas demonstrações financeiras consolidadas são as seguintes:
2.1. Bases de apresentação
Estas demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS" – anteriormente designadas Normas Internacionais de Contabilidade – "IAS") emitidas pelo "International Accounting Standards Board" ("IASB") e Interpretações emitidas pelo "International Financial Reporting Interpretations Committee" ("IFRIC") ou pelo anterior "Standing Interpretations Committee" ("SIC"), em vigor em 1 de Janeiro de 2005.
A adopção das Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS") ocorre pela primeira vez em 2005, pelo que a data de transição dos princípios contabilísticos portugueses para esse normativo é 1 de Janeiro de 2004, tal como estabelecido pela IFRS 1 – "Adopção pela primeira vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro".
Nos termos dessa norma os efeitos reportados à data de transição para IFRS (1 de Janeiro de 2004) foram registados em Capitais Próprios e estão descritos na Nota 29, na qual se explicitam igualmente os ajustamentos efectuados nas últimas demonstrações financeiras anuais apresentadas (31 de Dezembro de 2004).

As demonstrações financeiras intercalares são apresentadas trimestralmente de acordo com a IAS 34 – "Relato Financeiro Intercalar".
Estas demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 3) no pressuposto da continuidade das operações e tomando por base o custo histórico, excepto para os instrumentos financeiros que se encontram registados ao justo valor (Notas 2.11).
2.2. Princípios de consolidação
São os seguintes os métodos de consolidação adoptados pelo Grupo:
a) Investimentos financeiros em empresas do Grupo
As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo detenha, directa ou indirectamente, mais de 50% dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais (definição de controlo utilizada pelo Grupo), foram incluídas nestas demonstrações financeiras consolidadas, pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas, são apresentados separadamente no balanço consolidado e na demonstração de resultados consolidada, respectivamente, na rubrica Interesses minoritários. As empresas incluídas nas demonstrações financeiras encontram-se detalhadas na Nota 3.
Quando os prejuízos atribuíveis aos minoritários excedem o interesse minoritário no capital próprio da filial, o Grupo absorve esse excesso e quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os minoritários tenham a obrigação e sejam capazes de cobrir esses prejuízos. Se a filial subsequentemente reportar lucros, o Grupo apropria todos os lucros até que a parte minoritária dos prejuízos absorvidos pelo Grupo tenha sido recuperada.
Os activos e passivos de cada filial são identificados ao seu justo valor na data de aquisição. Qualquer excesso do custo de aquisição face ao justo valor dos activos e passivos líquidos adquiridos é reconhecido como diferença de consolidação positiva (Notas 2.2.c e 7)). Caso o diferencial entre o custo de aquisição e o justo valor de activos e passivos líquidos adquiridos seja negativo, o mesmo é reconhecido como proveito do exercício após reconfirmação do justo valor atribuído. Os interesses de accionistas minoritários são apresentados pela respectiva proporção do justo valor dos activos e passivos identificados.

Os resultados das filiais adquiridas ou vendidas durante o período estão incluídos nas demonstrações de resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua venda.
Sempre que necessário, são efectuados ajustamentos às demonstrações financeiras das filiais para adequar as suas políticas contabilísticas às usadas pelo Grupo. As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas do Grupo são eliminados no processo de consolidação.
b) Investimentos financeiros em empresas associadas
Os investimentos financeiros em empresas associadas (empresas onde o Grupo exerce uma influência significativa, através da participação nas decisões financeiras e operacionais da empresa, mas não detém quer o controlo quer o controlo conjunto das mesmas - geralmente investimentos representando entre 20% e 50% do capital de uma empresa) são registados pelo método da equivalência patrimonial.
De acordo com o método da equivalência patrimonial, as participações financeiras são registadas pelo seu custo de aquisição ajustado pelo valor correspondente à participação do Grupo nas variações dos capitais próprios (incluindo o resultado líquido) das associadas, por contrapartida de ganhos ou perdas do período, e pelos dividendos recebidos.
As diferenças entre o custo de aquisição e o justo valor dos activos e passivos identificáveis da associada na data de aquisição, se positivas são reconhecidas como diferenças de consolidação positivas e mantidas no valor de investimento financeiro em associadas (Nota 2.2.c)). Se essas diferenças forem negativas são registadas como proveito do período na rubrica resultados relativos a empresas associadas.
É feita uma avaliação dos investimentos em associadas quando existem indícios de que o activo possa estar em imparidade, sendo registadas como custo as perdas por imparidade que se demonstrem existir. Quando as perdas por imparidade reconhecidas em períodos anteriores deixam de existir, são objecto de reversão.
Quando a proporção do Grupo nos prejuízos acumulados da associada excede o valor pelo qual o investimento se encontra registado, o investimento é relatado por valor nulo, excepto quando o Grupo tenha assumido compromissos para com a associada.
Os ganhos não realizados com associadas são eliminados proporcionalmente ao interesse do Grupo na associada por contrapartida do investimento nessa mesma associada. As perdas não realizadas são similarmente eliminadas, mas somente até ao

ponto em que a perda não evidencie que o activo transferido esteja em situação de imparidade.
Os investimentos financeiros em empresas associadas encontram-se detalhados na Nota 4.
c) Diferenças de consolidação
As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo e associadas e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, se positivas foram registadas na rubrica Diferenças de consolidação ou mantidas na rubrica Investimentos em empresas associadas (Nota 7). As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em filiais sediadas no estrangeiro e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas filiais à data da sua aquisição, encontram-se registadas na moeda funcional dessas filiais, sendo convertidas para a moeda de relato do Grupo (euro) à taxa de câmbio em vigor na data de balanço. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na rubrica Reserva de conversão cambial incluída em Reservas e resultados transitados.
O valor das diferenças de consolidação não é amortizado, sendo testado anualmente para verificar se existem perdas por imparidade. As perdas por imparidade das diferenças de consolidação constatadas no período são registadas na demonstração de resultados do período, na rubrica provisões e perdas por imparidade.
As perdas por imparidade relativas a diferenças de consolidação não podem ser revertidas.
As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo e empresas associadas e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, se negativas foram reconhecidas como proveito na data de aquisição, após reconfirmação do justo valor dos activos e passivos identificáveis.
Diferenças de consolidação anteriores à data de transição
As diferenças de consolidação originadas em aquisições anteriores à data de transição para IFRS (1 de Janeiro de 2004) foram mantidas pelos valores apresentados de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, ajustados pelos activos incorpóreos não aceites pelos IFRS e objecto de testes de imparidade, sendo os impactos desses ajustamentos registados em resultados transitados, conforme IFRS 1. No caso de filiais estrangeiras, as diferenças de consolidação foram reexpressas na

moeda funcional de cada filial, retrospectivamente. As diferenças cambiais geradas no processo de conversão foram registadas em resultados transitados (IFRS 1).
d) Conversão de demonstrações financeiras de entidades estrangeiras
Os activos e passivos das demonstrações financeiras de entidades estrangeiras são convertidos para euros utilizando as taxas de câmbio à data do balanço e os custos e proveitos bem como os fluxos de caixa são convertidos para euros utilizando a taxa de câmbio média verificada no período. A diferença cambial resultante gerada após 1 de Janeiro de 2004, é registada no capital próprio na rubrica de Reserva de conversão cambial incluída na rubrica Reservas e resultados transitados. As diferenças cambiais geradas até 1 de Janeiro de 2004 (data de transição para IFRS) foram anuladas por contrapartida de resultados transitados.
O valor das diferenças de consolidação e ajustamentos de justo valor resultantes da aquisição de entidades estrangeiras são tratados como activos e passivos dessa entidade e transpostos para euros de acordo com a taxa de câmbio em vigor no final do período.
Sempre que uma entidade estrangeira é alienada, a diferença cambial acumulada é reconhecida na demonstração de resultados como um ganho ou perda na alienação.
As cotações utilizadas na conversão para euros das contas das filiais e empresas associadas estrangeiras foram as seguintes:
| 31.03.2005 | 31.12.2004 | 31.03.2004 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Final do | Média do | Final do | Média do | Final do | Média do | ||
| período | período | período | período | período | período | ||
| 0,6885 | 0,6936 | 0,7051 | 0,6782 | 0,6659 | 0,6798 | ||
| 3,4744 | 3,4987 | 3,6147 | 3,6329 | 3,5474 | 3,6179 | ||
| 8,0900 | 7,8765 | 7,6899 | 7,9942 | 7,7791 | 8,4624 | ||
| 1,5737 | 1,6081 | 1,6416 | 1,6161 | 1,5979 | 1,6473 | ||
| 1,5486 | 1,5488 | 1,5429 | 1,5437 | 1,5594 | 1,5685 | ||
Fonte: Bloomberg
2.3. Imobilizações corpóreas
As imobilizações corpóreas adquiridas até 1 de Janeiro de 2004 (data de transição para IFRS), encontram-se registadas ao seu "deemed cost", o qual corresponde ao custo de aquisição, ou custo de aquisição reavaliado de acordo com os princípios contabilísticos

geralmente aceites em Portugal até àquela data, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.
As imobilizações adquiridas após aquela data encontram-se registadas ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.
As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes, em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens.
As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:
| Anos | |
|---|---|
| Edifícios e outras construções | 50 |
| Equipamento básico | 15 |
| Equipamento de transporte | 5 |
| Ferramentas e utensílios | 4 |
| Equipamento administrativo | 10 |
| Outras imobilizações corpóreas | 5 |
As despesas com reparação e manutenção de imobilizado são consideradas como custo no período em que ocorrem.
As imobilizações em curso representam imobilizado ainda em fase de construção, encontrando-se registadas ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas de imparidade. Estas imobilizações são amortizadas a partir do momento em que os activos subjacentes estejam concluídos ou em estado de uso.
2.4. Imobilizações incorpóreas
As imobilizações incorpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas. As imobilizações incorpóreas só são reconhecidas se for provável que delas advenham benefícios económicos futuros para o Grupo, sejam controláveis pelo Grupo e se possa medir razoavelmente o seu valor.
As despesas de investigação incorridas com novos conhecimentos técnicos são reconhecidas na demonstração de resultados quando incorridas.
As despesas de desenvolvimento, para as quais o Grupo demonstre capacidade para completar o seu desenvolvimento e iniciar a sua comercialização e/ou uso e para as quais seja provável que o activo criado venha a gerar benefícios económicos futuros, são

capitalizadas. As despesas de desenvolvimento que não cumpram estes critérios são registadas como custo do exercício em que são incorridas.
Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de "Software" são registados como custos na demonstração de resultados quando incorridos, excepto na situação em que estes custos estejam directamente associados a projectos para os quais seja provável a geração de benefícios económicos futuros para o Grupo. Nestas situações estes custos são capitalizados como activos incorpóreos.
As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado o qual corresponde genericamente a 5 anos.
Nos casos de marcas e patentes sem vida útil definida, não são calculadas amortizações, sendo o seu valor objecto de testes de imparidade numa base anual.
2.5. Locações
Os contratos de locação, em que o Grupo age como locatário, são classificados como (i) locações financeiras, se através deles forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse, e como (ii) locações operacionais, se através deles não forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse.
A classificação das locações em financeiras ou operacionais é feita em função da substância e não da forma do contrato.
Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro, reconhecendo o imobilizado corpóreo, as amortizações acumuladas correspondentes e as dívidas pendentes de liquidação de acordo com o plano financeiro contratual. Adicionalmente, os juros incluídos no valor das rendas e as amortizações do imobilizado corpóreo são reconhecidos como custos na demonstração de resultados do período a que respeitam.
Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas são reconhecidas como custo na demonstração de resultados numa base linear durante o período do contrato de locação.

2.6. Subsídios governamentais ou de outras entidades públicas
Os subsídios governamentais são reconhecidos de acordo com o seu justo valor quando existe uma garantia razoável que irão ser recebidos e que a Empresa irá cumprir com as condições exigidas para a sua concessão.
Os subsídios à exploração, nomeadamente para formação de colaboradores, são reconhecidos na demonstração de resultados de acordo com os custos incorridos.
Os subsídios ao investimento, relacionados com a aquisição de imobilizado, são incluídos na rubrica Outros passivos não correntes e são creditados na demonstração de resultados em quotas constantes durante o período estimado de vida útil dos activos adquiridos.
2.7. Imparidade dos activos não correntes
É efectuada uma avaliação de imparidade à data de cada balanço e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiquem que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperado.
Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração de resultados na rubrica Provisões e perdas por imparidade.
A quantia recuperável é a mais alta do preço de venda líquido e do valor de uso. O preço de venda líquido, é o montante que se obteria com a alienação do activo, numa transacção entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o activo pertence.
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em períodos anteriores é registada quando se conclui que as perdas por imparidade reconhecidas já não existem ou diminuíram. Esta análise é efectuada sempre que existam indícios que a perda de imparidade anteriormente reconhecida tenha revertido. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração de resultados como Outros proveitos operacionais. Contudo, a reversão da perda por imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se tivesse registado em períodos anteriores.

2.8. Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são geralmente reconhecidos como custo de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.
Os encargos financeiros de empréstimos obtidos, directamente relacionados com a aquisição de activos fixos, são capitalizados, fazendo parte do custo do activo. Quaisquer proveitos financeiros gerados por empréstimos obtidos, directamente relacionados com um investimento específico, são deduzidos aos encargos financeiros elegíveis para capitalização.
2.9. Existências
As mercadorias e matérias-primas encontram-se registadas ao custo de aquisição ou ao valor realizável líquido, dos dois o mais baixo, utilizando-se o custo médio como método de custeio.
Os produtos acabados e semi-acabados, os subprodutos e trabalhos em curso encontram-se valorizados ao custo médio ponderado de produção ou ao valor realizável líquido, dos dois o mais baixo. O custo de produção inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico (considerando as amortizações dos equipamentos produtivos calculadas em função de níveis normais de utilização).
O valor realizável líquido corresponde ao preço de venda normal deduzido dos custos para completar a produção e dos custos de comercialização.
As diferenças entre o custo e o respectivo valor de realização das existências, no caso deste ser inferior ao custo, são registadas como custos operacionais nas rubricas de Custo das vendas ou Variação de produção, consoante respeitem a existências de mercadorias e matérias-primas ou a existências de produtos acabados e semi-acabados, subprodutos e trabalhos em curso.
2.10. Provisões
As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, o Grupo tem uma obrigação presente (legal ou implícita) resultante de um evento passado, seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada balanço e são ajustadas de modo a reflectir a melhor estimativa a essa data.

As provisões para custos de reestruturação são reconhecidas pelo Grupo sempre que exista um plano formal e detalhado de reestruturação e que o mesmo tenha sido comunicado às partes envolvidas.
2.11. Instrumentos financeiros
a) Investimentos
Os investimentos classificam-se como segue:
- Investimentos detidos até ao vencimento
- Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados
- Investimentos disponíveis para venda
Os investimentos detidos até ao vencimento são classificados como investimentos não correntes, excepto se o seu vencimento ocorrer num prazo inferior a 12 meses da data do balanço, sendo registados nesta rubrica os investimentos com maturidade definida para os quais o Grupo tem intenção e capacidade de os manter até essa data.
Os investimentos mensurados ao justo valor através de resultados são classificados como investimentos correntes.
Os investimentos disponíveis para venda são classificados como Activos não correntes.
Todas as compras e vendas destes investimentos são reconhecidas à data da assinatura dos respectivos contratos de compra e venda, independentemente da data de liquidação financeira.
Os investimentos são inicialmente registados pelo seu valor de aquisição, que é o justo valor do preço pago, incluindo despesas de transacção.
Após o reconhecimento inicial, os investimentos mensurados a justo valor através de resultados e os investimentos disponíveis para venda são reavaliados pelos seus justos valores por referência ao seu valor de mercado à data do balanço, sem qualquer dedução relativa a custos da transacção que possam vir a ocorrer até à sua venda. Os investimentos que não sejam cotados e para os quais não seja possível estimar com fiabilidade o seu justo valor, são mantidos ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade.

Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos investimentos disponíveis para venda são registados no capital próprio, na rubrica de Reserva de justo valor incluída na rubrica Reservas e resultados transitados até o investimento ser vendido, recebido ou de qualquer forma alienado, ou até que o justo valor do investimento se situe abaixo do seu custo de aquisição e que tal corresponda a uma perda por imparidade, momento em que o ganho ou perda acumulada é registado(a) na demonstração de resultados.
Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos investimentos mensurados ao justo valor através de resultados são registados(as) na demonstração de resultados do período.
Os investimentos detidos até ao vencimento são registados ao custo capitalizado através da taxa de juro efectiva, líquido de amortizações de capital e juros recebidos.
b) Dívidas de terceiros
As dívidas de terceiros são registadas pelo seu valor nominal deduzido de eventuais perdas por imparidade, reconhecidas na rubrica de Perdas por imparidade em contas a receber, por forma a que as mesmas reflictam o seu valor realizável líquido.
c) Classificação de capital próprio ou passivo
Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados de acordo com a substância contratual independentemente da forma legal que assumem.
d) Empréstimos
Os empréstimos são registados no passivo pelo valor nominal recebido líquido de despesas com a emissão desses empréstimos. Os encargos financeiros são calculados de acordo com a taxa de juro efectiva e contabilizados na demonstração de resultados de acordo com o princípio de especialização dos exercícios, conforme política definida na nota 2.8. A parcela do juro efectivo relativa a comissões com a emissão de empréstimos é adicionada ao valor contabilístico do empréstimo caso não sejam liquidados durante o período.
e) Fornecedores
As dívidas a fornecedores são registadas pelo seu valor nominal.

f) Instrumentos derivados
O Grupo utiliza instrumentos derivados na gestão dos seus riscos financeiros como forma de garantir a cobertura desses riscos, não sendo utilizados instrumentos derivados com o objectivo de negociação.
Os instrumentos derivados utilizados pelo Grupo têm como objectivo fundamental cobrir os riscos inerentes a flutuações das taxas de juro e das taxas de câmbio.
Os critérios utilizados pelo Grupo para classificar os instrumentos derivados como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa são os seguintes:
- Espera-se que a cobertura seja altamente eficaz ao conseguir a compensação de alterações nos fluxos de caixa atribuíveis ao risco coberto;
- A eficácia da cobertura pode ser fiavelmente mensurada;
- Existe adequada documentação sobre a transacção a ser coberta no início da cobertura;
- A transacção objecto de cobertura é altamente provável.
Os instrumentos derivados utilizados, quando classificados como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa, são inicialmente registados pelo seu custo, se algum, e subsequentemente reavaliados ao seu justo valor. As alterações de justo valor destes instrumentos são reconhecidas em capitais próprios, na rubrica Reservas de cobertura incluída na rubrica Reservas e resultados transitados, sendo transferidas para resultados no mesmo período em que o instrumento objecto de cobertura afecta resultados. Quanto aos instrumentos derivados que a empresa opte por não aplicar "hedge accounting", as variações de justo valor afectam diariamente e de forma imediata a demonstração de resultados.
A contabilização de cobertura de instrumentos derivados é descontinuada quando o instrumento se vence ou é vendido. Nas situações em que o instrumento derivado deixe de ser qualificado como instrumento de cobertura, as diferenças de justo valor acumuladas e diferidas em capital próprio na rubrica Reservas de cobertura incluída em Reservas e resultados transitados são transferidas para resultados do período, ou adicionadas ao valor contabilístico do activo a que as transacções objecto de cobertura deram origem, e as reavaliações subsequentes são registadas directamente nas rubricas da demonstração de resultados.
Nos casos em que os instrumentos derivados, embora contratados com o objectivo específico de cobertura dos riscos financeiros inerentes ao negócio (fundamentalmente, "forwards" de taxas de câmbio para cobertura de importações

futuras), não se enquadram nos requisitos definidos no IAS 39 para classificação como instrumentos de cobertura, as variações do justo valor afectam directamente a demonstração de resultados.
Quando existam derivados embutidos em outros instrumentos financeiros ou outros contratos, os mesmos são tratados como derivados separados nas situações em que os riscos e características não estejam intimamente relacionados com os contratos e nas situações em que os contratos não sejam apresentados pelo seu justo valor com os ganhos ou perdas não realizadas registadas na demonstração de resultados.
Em situações específicas, o Grupo pode proceder à contratação de derivados de taxa de juro com o objectivo de realizar coberturas de justo valor. Nestas situações, os derivados serão registados pelo seu justo valor através da demonstração de resultados. Nas situações em que o instrumento objecto de cobertura não seja mensurado ao justo valor (nomeadamente, empréstimos que estejam mensurados ao custo amortizado), a parcela eficaz de cobertura será ajustada no valor contabilístico do instrumento coberto, através da demonstração de resultados.
g) Instrumentos de capital próprio
Os instrumentos de capital próprio evidenciam um interesse residual nos activos do Grupo após dedução dos passivos e são registados pelo valor recebido, líquido de custos suportados com a sua emissão.
h) Acções próprias
As acções próprias são contabilizadas pelo seu valor de aquisição como um abatimento ao capital próprio. Os ganhos ou perdas inerentes à alienação das acções próprias são registadas em Outras reservas incluída em Reservas e resultados transitados.
i) Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica de caixa e equivalentes de caixa correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor.
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica de caixa e equivalentes de caixa compreende também os descobertos bancários incluídos na rubrica de Empréstimos, no balanço.

2.12. Responsabilidades por pensões
Conforme mencionado na Nota 18 o Grupo assumiu, através de algumas filiais, o compromisso de conceder aos seus empregados prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma, os quais configuram um plano de benefícios definidos, tendo sido constituídos para o efeito fundos de pensões autónomos.
A fim de estimar as suas responsabilidades pelo pagamento das referidas prestações, o Grupo segue o procedimento de obter anualmente cálculos actuariais das responsabilidades determinados de acordo com o "Projected Unit Credit Method". Os ganhos e perdas actuariais que excedam 10% do maior entre o valor presente das responsabilidades totais e o justo valor dos activos do fundo constituído, são reconhecidos na demonstração de resultados em quotas constantes durante o período médio remanescente de vida dos participantes.
Os custos por responsabilidades passadas são reconhecidos imediatamente nas situações em que os benefícios se encontram a ser pagos, caso contrário são reconhecidos em quotas constantes durante o período médio estimado até à data em que os direitos dos colaboradores se vencem (geralmente na data de reforma caso estejam ao serviço do Grupo).
As responsabilidades por pensões reconhecidas à data de balanço representam o valor presente das obrigações por planos definidos ajustado de ganhos ou perdas actuariais e/ou de responsabilidades por serviços passados não reconhecidas reduzido do justo valor dos activos líquidos do fundo de pensões.
2.13. Activos e passivos contingentes
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas, sendo os mesmos divulgados no anexo, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afectando benefícios económicos futuros seja remota, caso em que não são objecto de divulgação.
Os activos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas mas divulgados no anexo quando é provável a existência de um benefício económico futuro.
2.14. Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento do período é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação e considera a tributação diferida.

O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação de acordo com as regras fiscais em vigor no local da sede de cada empresa do Grupo, considerando o resultado intercalar e a taxa anual efectiva de imposto estimada.
Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade do balanço e reflectem as diferenças temporárias entre o montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação. Os impostos diferidos activos e passivos são calculados e anualmente avaliados às taxas de tributação em vigor ou anunciadas para estarem em vigor à data expectável da reversão das diferenças temporárias.
Os impostos diferidos activos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que existam diferenças temporárias tributáveis que compensem as diferenças temporárias dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada período é efectuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua utilização futura.
Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do exercício, excepto se resultarem de valores registados directamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma rubrica.
2.15. Rédito e especialização dos exercícios
Os proveitos decorrentes de vendas são reconhecidos na demonstração de resultados consolidada quando os riscos e benefícios inerentes à posse dos activos são transferidos para o comprador e o montante dos proveitos possa ser razoavelmente quantificado. As vendas são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua concretização, pelo justo valor do montante recebido ou a receber.
Os proveitos decorrentes da prestação de serviços são reconhecidos na demonstração de resultados consolidada à data do balanço.
Os dividendos são reconhecidos como proveitos no período em que são atribuídos aos sócios ou accionistas.
Os custos e proveitos são contabilizados no período a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento. Os custos e proveitos cujo valor real não seja conhecido são estimados.

Nas rubricas de Outros activos correntes e Outros passivos correntes, são registados os custos e os proveitos imputáveis ao período corrente e cujas despesas e receitas apenas ocorrerão em períodos futuros, bem como as despesas e as receitas que já ocorreram, mas que respeitam a períodos futuros e que serão imputadas aos resultados de cada um desses períodos, pelo valor que lhes corresponde.
2.16. Mais-valias e menos-valias
As mais-valias e as menos-valias resultantes da alienação ou abate de imobilizações corpóreas e incorpóreas e de investimentos, são apresentadas na demonstração de resultados pelo valor correspondente à diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação ou abate, nas rubricas de Outros proveitos operacionais e Outros custos operacionais.
2.17. Saldos e transacções expressos em moeda estrangeira
As transacções são registadas nas demonstrações financeiras individuais das filiais na moeda funcional da filial, utilizando as taxas em vigor na data da transacção.
Todos os activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira nas demonstrações financeiras individuais das filiais são convertidos para a moeda funcional de cada filial, utilizando as taxas de câmbio vigentes à data do balanço de cada período. Activos e passivos não monetários denominados em moeda estrangeira e registados ao justo valor são convertidos para a moeda funcional de cada filial, utilizando para o efeito a taxa de câmbio em vigor na data em que o justo valor foi determinado.
As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, dessas mesmas transacções, são registadas como proveitos e custos na demonstração consolidada de resultados do período, excepto as relativas a valores não monetários cuja variação de justo valor seja registada directamente em capital próprio.
Quando pretende diminuir a exposição ao risco de taxa de câmbio o Grupo contrata instrumentos financeiros derivados de cobertura (Nota 2.11.f)).
2.18. Eventos subsequentes
Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação adicional sobre condições que existiam à data do balanço são reflectidos nas demonstrações financeiras consolidadas. Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação sobre

condições que ocorram após a data do balanço são divulgados no anexo às demonstrações financeiras consolidadas, se materiais.
2.19. Informação por segmentos
Em cada exercício são identificados todos os segmentos de negócio e segmentos geográficos aplicáveis ao Grupo.
A informação relativa ao rédito ao nível dos segmentos de negócio identificados é incluída na Nota 26.
3. EMPRESAS FILIAIS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO
As empresas filiais incluídas na consolidação, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 31 de Março de 2005 e em 31 de Dezembro de 2004, são as seguintes:
| FIRMA | SEDE SOCIAL | CONDIÇÕES | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| DE | ||||||
| INCLUSÃO | ||||||
| 31.03.2005 | 31.12.2004 | |||||
| Directo | Total | Directo | Total | |||
| Agloma - Sociedade Industrial de Madeira Aglomerada, S.A. | Oliveira do Hospital (Portugal) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Cia. De Industrias y Negocios, S.A. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Ecociclo, Energia e Ambiente, S. A. | Maia (Portugal) | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) |
| Euro Decorative Boards Ltd. | Knowsley (Reino Unido) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Euromegantic Lteé | Lac Mégantic (Canadá) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Euroresinas - Indústrias Quimicas, S.A. | Maia (Portugal) | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) |
| Explotaciones Comerciales, Industriales y de Servicios, S.A. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Explotaciones Madereras Catalanas, S. A. | Barcelona (Espanha) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Florestal y Maderera, S. A. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,68% | a) |
| Glunz AG | Meppen (Alemanha) | 98,17% | 90,34% | 98,17% | 91,99% | a) |
| Glunz Service GmbH | Hamm (Alemanha) | 100,00% | 90,34% | 100,00% | 91,99% | a) |
| Glunz UK Holdings, Ltd. | Londres (Reino Unido) | 100,00% | 90,34% | 100,00% | 91,99% | a) |
| Glunz UkA GmbH | Hamm (Alemanha) | 100,00% | 90,34% | 100,00% | 91,99% | a) |
| Gollin GmbH | Bad Oeynhausen (Alemanha) | 90,00% | 81,32% | 90,00% | 82,79% | a) |
| Isoroy Transformation S.A.S. | St. Dizier (França) | 99,99% | 91,16% | 99,99% | 92,66% | a) |
| Isoroy, SAS | Boulogne (França) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Maiequipa - Gestão Florestal, S.A. | Maia (Portugal) | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) |
| Manipulaciones Florestales, S.A. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Megantic B.V. | Amsterdão (Países Baixos) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Movelpartes – Comp. para a Indústria do Mobiliário, S.A. | Paredes (Portugal) | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) |
| Novobord (Pty) Ltd. | Woodnead (África do Sul) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Orpin, S. A. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| OSB Deustchland | Alemanha | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Poliface Brasil, Ltda. | São Paulo (Brasil) | 99,99% | 99,99% | 99,99% | 99,99% | a) |
| Poliface North America | Baltimore (EUA) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Racionalización y Manufacturas Florestales, S.A. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Resoflex – Mobiliário e Equipamentos de Gestão, S.A. | Vila de Conde (Portugal) | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) |
| SCS Beheer, BV | Holanda | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Siaf – Soc. de Iniciativa e Aproveitamentos Florestais, S.A. | Mangualde (Portugal) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Socelpac, SGPS, SA | Maia (Portugal) | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) |
| Sociedade de Iniciativa e Aproveit. Florestais - Energias, S.A. | Mangualde (Portugal) | 100,00% | 91,18% | 100,00% | 92,67% | a) |

| Somit – Imobiliária, S.A. | Oliveira do Hospital (Portugal) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sonae – Serviços de Gestão, S. A. | Maia (Portugal) | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) |
| Sonae 4-P, Panels, Pulp, Paper and Packiging, S. A. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Sonae España, S. A. | Madrid (Espanha) | 99,94% | 99,94% | 99,94% | 99,94% | a) |
| Sonae Indústria – Prod. e Comerc. Derivados Madeira, S. A. | Mangualde (Portugal) | 100,00% | 91,41% | 100,00% | 92,86% | a) |
| Sonae Indústria – Soc. Gestora de Participações Sociais, S.A. | Maia (Portugal) | MÃE | MÃE | MÃE | MÃE | MÃE |
| Sonae Indústria Brasil, Ltda. | São Paulo (Brasil) | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) |
| Sonae Indústria de Revestimentos, S.A. | Maia (Portugal) | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) |
| Sonae Novobord (Pty) Ltd | Woodnead (África do Sul) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Sonae Tafibra (UK) Ltd | Knowsley (Reino Unido) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Sonae Tafibra Benelux, B. V. | Woerden (Países Baixos) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Sonae UK, Limited | Knowsley (Reino Unido) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Spanboard Products Ltd | Belfast (Reino Unido) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Tableros de Fibras, S.A. | Madrid (Espanha) | 94,42% | 91,16% | 94,42% | 92,66% | a) |
| Tableros Tradema, S.L. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Tafiber, Tableros de Fibras Ibéricas, S.L. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Tafibra - Tableros Aglomerados y de Fibras, A.I.E. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 91,18% | 100,00% | 92,67% | a) |
| Tafibra South Africa, Limited | África do Sul | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Tafibras, S.A. | Curitiba (Brasil) | 53,99% | 49,55% | 53,99% | 50,02% | a) |
| Tafisa Brasil, S.A. | Curitiba (Brasil) | 100,00% | 57,46% | 100,00% | 58,12% | a) |
| Tafisa Canadá Societé en Commandite | Lac Mégantic (Canadá) | 99,99% | 91,16% | 99,99% | 92,66% | a) |
| Tafisa France S.A.S. | Rungis (França) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Tafisa U.K.Ltd. | Knowsley (Reino Unido) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Taiber, Tableros Aglomerados Ibéricos, S.L. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Tavapan, SA | Tavannes (Suiça) | 100,00% | 90,36% | 100,00% | 91,99% | a) |
| Tecnologias del Medio Ambiente, S.A. | Barcelona (Espanha) | 100,00% | 91,16% | 100,00% | 92,66% | a) |
| Tool, GmbH | Meppen (Alemanha) | 100,00% | 90,36% | 100,00% | 91,99% | a) |
a) Controlo detido por maioria de votos.
Estas empresas filiais foram incluídas na consolidação pelo método de consolidação integral, conforme indicado na Nota 2.2.a).
4. INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS
As empresas associadas, suas sedes sociais, proporção do capital detido e valor de balanço em 31 de Março de 2005 e em 31 de Dezembro de 2004 são as seguintes:
| FIRMA | SEDE SOCIAL | % DE CAPITAL | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| DETIDO | ||||||||
| 31.03.2005 | 31.12.2004 | |||||||
| Directo | Total | Directo | Total | |||||
| Ipaper - Indústria de Papéis Impregnados, S. A. | Maia (Portugal) | 49,00% | 49,00% | 49,00% | 49,00% | |||
| Oko Zentrum NRW | Alemanha | 25,00% | 22,59 | 25,00% | 22,99% | |||
| Promodeco – Proj. Imobiliário Decoração e Constr., Lda. | Maia | 27,60% | 27,60% | 27,60% | 27,60% | |||
| Serradora Boix | Barcelona | 31,25% | 28,49% | 31,25% | 28,96% | |||
| Stinnes Holz GmbH | Hamm (Alemanha) | 35,25% | 31,85% | 35,25% | 32,43% | |||
| Sonaegest | Maia | 20,00% | 20,00% | 20,00% | 20,00% |
As empresas associadas foram incluídas na consolidação pelo método de equivalência patrimonial, conforme indicado na Nota 2.2.b).

5. ALTERAÇÕES OCORRIDAS NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO
As principais alterações no perímetro de consolidação ocorridas no período findo em 31 de Março de 2005 foram as seguintes:
Alienações:
| FIRMA | SEDE SOCIAL | % DE CAPITAL | |
|---|---|---|---|
| DETIDO | |||
| 31.03.2005 | |||
| Directo | Total | ||
| Gollin GmbH | Bad Oeynhausen (Alemanha) | 90,00% | 81,32% |
Efeito das alienações
A sociedade anteriormente referida foi alienada à data de 1 de Janeiro de 2005, o que motivou a saída do perímetro de consolidação nessa data. Não são materialmente relevantes os efeitos desta alienação no balanço consolidado.
6. IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS E INCORPÓREAS
Durante o período de três meses findo em 31 de Março de 2005, o movimento ocorrido no valor das imobilizações corpóreas e incorpóreas, bem como nas respectivas amortizações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:
| Imobilizações Corpóreas | Imobilizações Incorpóreas | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Terrenos e Edifícios |
Equipamentos | Outras Imobilizações Corpóreas |
Imobilizado Corpóreo em Curso |
Total Corpóreo | Despesas de Desenvolvimento |
Outras Imobilizações Incorpóreas |
Imobilização Incorpóreas em Curso |
Total Incorpóreo |
Total | |
| Activo Bruto: | ||||||||||
| Saldo Inicial | 398 140 852 | 1 639 506 648 | 12 661 035 | 16 527 666 | 2 066 836 201 | 828 160 | 5 942 419 | 62 081 | 6 832 659 | 2 073 668 861 |
| Variações do Perímetro de Consolidação | - 1 956 667 | - 4 628 753 | - 6 585 420 | - 69 007 | - 69 007 | - 6 654 427 | ||||
| Investimento | 4 850 | 431 405 | 123 558 | 6 425 338 | 6 985 151 | 44 891 | 44 891 | 7 030 042 | ||
| Desinvestimento | 616 528 | 783 532 | 66 794 | 1 466 854 | 1 466 854 | |||||
| Transferências | 3 526 494 | 3 823 001 | 42 905 | - 3 524 484 | 3 867 916 | - 7 317 | 7 317 | 3 867 916 | ||
| Variações cambiais | 3 091 401 | 10 072 440 | 3 260 | 129 144 | 13 296 245 | - 178 | 2 110 | 1 932 | 13 298 177 | |
| Saldo Final | 402 190 402 | 1 648 421 209 | 12 830 758 | 19 490 870 | 2 082 933 239 | 820 665 | 5 882 839 | 106 972 | 6 810 475 | 2 089 743 715 |
| Amortizações e Perdas por Imparidade Acumuladas: |
||||||||||
| Saldo Inicial | 89 325 386 | 820 919 829 | 10 047 189 | 920 292 404 | 479 142 | 4 839 581 | 5 318 723 | 925 611 127 | ||
| Variações do Perímetro de Consolidação | - 831 216 | - 3 390 232 | - 4 221 448 | - 15 786 | - 15 786 | - 4 237 234 | ||||
| Depreciações do período | 1 664 829 | 22 655 888 | 239 724 | 24 560 441 | 26 672 | 133 934 | 160 606 | 24 721 047 | ||
| Desinvestimento | 960 154 | 290 227 | 1 250 381 | 1 250 381 | ||||||
| Transferências | 492 | 492 | - 1 585 | - 17 818 | - 19 403 | - 18 911 | ||||
| Variações câmbiais | 348 986 | 3 930 931 | 4 279 917 | - 38 | 2 191 | 2 153 | 4 282 070 | |||
| Saldo Final | 89 547 831 | 843 826 681 | 10 286 913 | 943 661 425 | 504 191 | 4 942 102 | 5 446 293 | 949 107 718 |

7. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO
Durante o período de três meses findo em 31 de Março de 2005, o movimento ocorrido nas diferenças de consolidação, bem como nas respectivas perdas por imparidade, foi o seguinte:
| 31.03.2005 | |||
|---|---|---|---|
| Diferenças de Consolidação Positivas |
|||
| Activo Bruto: | |||
| Saldo Inicial | 45 269 819 | ||
| Diminuições | 320 382 | ||
| Conversão Câmbial | - 612 157 | ||
| Saldo Final | 44 337 280 | ||
| Amortizações e Perdas por Imparidade | |||
| Acumuladas: | |||
| Saldo Inicial | |||
| Saldo Final |
As diferenças de consolidação não são amortizadas. São efectuados testes de imparidade das diferenças de consolidação com periodicidade anual.
8. INVESTIMENTOS
Em 31 de Março de 2005 esta rubrica pode ser decomposta como segue:
| Investimentos em filiais Saldo inicial 42 948 640 Alienações durante o timestre 189 178 Saldo final 42 759 462 Perdas de imparidade acumuladas (nota 20) 42 686 787 Valor líquido 72 675 Investimentos em associadas Saldo inicial 3 930 533 Efeito de aplicação do método de equivalência patrimonial - 6 543 Saldo final 3 923 990 Perdas de imparidade acumuladas (nota 20) 25 565 Valor líquido 3 898 425 Investimentos disponíveis para venda Saldo inicial 5 592 985 Alienações durante o timestre 5 129 658 Saldo final 463 327 Perdas de imparidade acumuladas (nota 20) 140 079 Valor líquido 323 248 Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados Saldo inicial 15 287 880 Alienações durante o timestre 9 674 669 Saldo final 5 613 211 |
Correntes | Não correntes | |
|---|---|---|---|
| Perdas de imparidade acumuladas (nota 20) | 12 564 | ||
| Valor líquido 5 600 647 |

9. OUTROS ACTIVOS NÃO CORRENTES
O detalhe dos outros activos não correntes em 31 de Março de 2005 e 31 de Dezembro de 2004, é o seguinte:
| 31.03.05 | 31.12.04 | |
|---|---|---|
| Empréstimos Concedidos a Empresas Associadas | 14 529 503 | 14 530 400 |
| Outros Empréstimos Concedidos | 160 184 | 178 328 |
| Clientes e Outros Devedores | 1 786 647 | 855 105 |
| 16 476 333 | 15 563 833 | |
| Perdas de Imparidade Acumuladas (Nota 20) | 14 434 255 | 14 434 256 |
| 2 042 078 | 1 129 577 |
10. OUTROS ACTIVOS CORRENTES
O detalhe dos outros activos correntes em 31 de Março de 2005 e 31 de Dezembro de 2004, é o seguinte:
| 31.03.05 | 31.12.04 | |
|---|---|---|
| Clientes | 146 337 656 | 104 834 073 |
| Estado e Outros entes Públicos | 10 061 970 | 14 322 111 |
| Outros devedores | 34 251 449 | 33 504 880 |
| Adiantamentos a Fornecedores | 874 703 | 1 008 176 |
| Empréstimos Concedidos a Empresas Associadas | 2 090 502 | 18 151 126 |
| Outros Empréstimos Concedidos | 750 000 | 750 000 |
| Outros Activos Correntes | 6 155 632 | 5 801 660 |
| 200 521 912 | 178 372 026 | |
| Perdas de Imparidade Acumuladas (Nota 20) | 15 589 334 | 17 388 549 |
| 184 932 578 | 160 983 477 | |
11. IMPOSTOS DIFERIDOS
O detalhe dos activos e passivos por impostos diferidos em 31 de Março de 2005 e 31 de Dezembro de 2004, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é o seguinte:
| Impostos diferidos activos | Impostos diferidos passivos | |||
|---|---|---|---|---|
| 31.03.05 31.12.04 |
31.03.05 | 31.12.04 | ||
| Diferença entre o justo valor e o custo histórico | 30 059 | |||
| Homogenização de amortizações | 2 384 613 | 2 367 144 | 25 292 894 | 24 812 903 |
| Provisões e perdas por imparidade não aceites fiscalmente | 1 469 160 | 1 315 853 | ||
| Anulação de imobilizações | 354 356 | 410 235 | ||
| Anulação de custos diferidos | 77 450 | 88 824 | ||
| Prejuízos fiscais reportáveis | 52 526 108 | 56 703 392 | 1 821 530 | 1 821 531 |
| Outros impostos diferidos | 334 631 | 447 258 | 2 436 684 | 477 840 |
| 57 146 318 | 61 332 706 | 29 551 108 | 27 142 333 |

Os prejuízos fiscais reportáveis existentes à data de 31.12.2004 e os correspondentes activos por impostos diferidos, que reflectem a estimativa de imposto à data de 31.03.2005, são detalháveis como segue:
| Prejuízo fiscal |
Activos por Impostos diferidos |
Data limite de utilização |
|
|---|---|---|---|
| Com data de limite de utilização | |||
| Gerados antes de 1999 | 2 397 429 | 2008 | |
| Gerados em 1999 | 46 164 713 736 553 45 340 937 87 223 |
2005 2014 Diversas |
|
| Gerados em 2000 | 36 726 | 2006 | |
| Gerados em 2001 | 90 634 670 849 117 89 764 089 21 464 |
2007 2016 Diversas |
|
| Gerados em 2002 | 65 801 607 9 917 595 55 884 012 |
2008 2017 |
|
| Gerados em 2003 | 100 146 163 1 381 119 98 765 044 |
2009 2018 |
|
| Gerados em 2004 | 9 862 025 | 2010 | |
| 315 043 333 | |||
| Sem limite de data de utilização | 837 322 923 | 52 526 108 | |
| 1 152 366 256 | 52 526 108 |
12. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
Em 31 de Março de 2005 e em 31 de Dezembro de 2004 o detalhe de caixa e equivalentes de caixa era o seguinte:
| 31-03-2005 | 31-12-2004 | |
|---|---|---|
| Numerário | 1 778 926 | 657 086 |
| Depósitos bancários | 37 483 348 | 39 078 955 |
| Aplicações de tesouraria | 85 067 873 | 35 081 680 |
| Caixa e equivalentes de caixa no balanço | 124 330 147 | 74 817 721 |
| Descobertos bancários | 1 852 435 | 2 647 649 |
| Caixa e equivalentes de caixa na demonstração de fluxos de caixa | 122 477 712 | 72 170 072 |
Em descobertos bancários estão considerados os saldos credores de contas correntes com instituições financeiras, incluídos no balanço na rubrica de empréstimos bancários.

13. CAPITAL SOCIAL
Em 31 de Março de 2005, o capital social, integralmente subscrito e realizado, está representado por 140 000 000 de acções ordinárias, sem direito a uma remuneração fixa, com o valor nominal de 5 euros cada uma. Nessa data a sociedade e suas filiais não detinham quaisquer acções próprias.
As seguintes pessoas colectivas detêm mais de 20% do capital subscrito em 31 de Março de 2005:
Entidade % Sonae SGPS, S. A. 97,02%
14. INTERESSES MINORITÁRIOS
Os movimentos desta rubrica durante os períodos findos em 31 de Março de 2005 e 31 de Dezembro de 2004 foram os seguintes:
| 31.03.2005 | 31.12.2004 | |
|---|---|---|
| Saldo inicial | 38 906 799 | 94 870 525 |
| Diminuição / (aumento) da percentagem de participação em empresas consolidadas | 1 335 453 | - 58 560 218 |
| Variação resultante da conversão monetária | 1 170 610 | 103 203 |
| Resultado do exercício atribuível aos interesses minoritários | 747 837 | 2 493 288 |
| Saldo final | 42 160 699 | 38 906 798 |
15. EMPRÉSTIMOS
Em 31 de Março de 2005 e em 31 de Dezembro de 2004 os empréstimos tinham o seguinte detalhe:
| 31.03.05 | 31.12.04 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Custo amortizado | Valor Nominal | Custo amortizado | Valor Nominal | |||||
| Correntes | Não correntes | Correntes | Não correntes | Correntes | Não correntes | Correntes | Não correntes | |
| Empréstimos bancários Empréstimos obrigacionistas |
71 590 729 23 138 966 3 960 999 |
316 535 022 131 633 920 4 901 344 |
71 549 325 22 985 348 3 960 999 |
316 843 075 135 155 587 4 901 344 |
79 165 780 23 138 966 3 852 136 |
315 089 218 78 085 302 5 134 120 |
79 165 780 23 138 966 |
315 089 218 78 085 302 |
| Credores por locações financeiras Outros empréstimos Descobertos bancários |
9 138 923 1 852 435 |
2 943 787 | 9 138 923 1 852 435 |
2 943 787 | 1 184 972 2 647 649 |
2 459 791 | 3 852 136 1 184 972 2 647 649 |
5 134 120 2 459 791 |
| 109 682 052 | 456 014 073 | 109 487 030 | 459 843 793 | 109 989 503 | 400 768 431 | 109 989 503 | 400 768 431 |

Os empréstimos são reembolsáveis nos seguintes anos:
| 31.03.05 31.12.04 |
||
|---|---|---|
| 2005 | 135 437 999 | 134 466 609 |
| 2006 | 150 186 170 | 147 567 138 |
| 2007 | 33 605 331 | 33 168 454 |
| 2008 | 33 518 496 | 33 781 794 |
| 2009 | 110 674 476 | 110 865 586 |
| 2010 | 16 254 751 | 16 254 751 |
| Após 2010 | 89 653 600 | 34 653 602 |
| 569 330 823 | 510 757 934 |
Os principais empréstimos incluídos no quadro anterior caracterizam-se da seguinte forma:
- a) Obrigações Tafisa 98, no valor de 23 138 966 euros, que será reembolsado na sua totalidade em 2005. A taxa de juro corresponde à Mibor acrescida de 0,75%;
- b) Obrigações Sonae Indústria 2004, emitido em 15 de Outubro de 2004, no valor de 80 000 000 euros, a ser reembolsado numa única prestação no final do prazo de 5 anos. Os juros são calculados à taxa EURIBOR de 6 meses acrescida de 0,875% a.a. e serão pagos semestralmente nos dias 15 de Abril e 15 de Outubro de cada ano;
- c) Obrigações Sonae Indústria 2005/2013, emitido em 31 de Março de 2005, no valor de 55 000 000 euros, a ser reembolsado numa única prestação no final do prazo de 8 anos. Os juros são calculados à taxa EURIBOR de 6 meses acrescida de 0,875% a.a. e serão pagos semestralmente nos dias 31 de Março e 30 de Setembro de cada ano.
- d) Durante o exercício de 2002, a Sonae Indústria, S. G. P. S., S. A., conjuntamente com o seu principal accionista, Sonae S. G. P. S., S. A. e com a sua filial Glunz Ag, celebraram um contrato de financiamento junto do Banco Europeu de Investimento, no montante total de 119 000 000 euros, utilizado na totalidade à data de 31 de Março de 2005. Este empréstimo vence juros trimestrais, indexados à Euribor, e será reembolsado em 16 prestações semestrais, sucessivas e iguais, vencendo-se a primeira em Junho de 2005.
- e) A Tafisa Canada celebrou em exercícios anteriores um contrato de financiamento junto de um sindicato bancário, no montante total de CAD 101 200 000. Este empréstimo vence juros à taxa de mercado, e será reembolsado em 45% do capital através de 9 amortizações semestrais, tendo-se vencido a primeira em Junho de 2000, e em 55% do capital através de um único pagamento em Junho de 2005. À data de 31 de Março de 2005, o valor do empréstimo ascendia a 38 246 156 euros.
- f) A Sonae UK celebrou um contrato de financiamento junto do Banco Europeu de Investimento, no montante total de GBP 35.000.000. Este empréstimo vence juros à taxa de

mercado, e será reembolsado em 15 prestações semestrais, sucessivas e iguais, tendo-se vencido a primeira em Junho de 2002. Em 31 de Março de 2005, o valor do empréstimo ascendia a 23 723 024 euros.
16. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS
Derivados de taxa de câmbio
O Grupo utiliza derivados fundamentalmente com o objectivo de efectuar a cobertura de fluxos de caixa futuros e não com o objectivo de negociação.
Desta forma o Grupo contratou diversos "forwards" de taxa de câmbio bem como operações de "cross currency swap", por forma a gerir o risco de taxa de câmbio a que está exposto.
Os ganhos e perdas associados a variações de valor dos instrumentos derivados que não receberam tratamento de "hedge accounting", no montante de -2 867 264 euros, foram registados directamente na demonstração de resultados, na rubrica de Resultados financeiros.
Derivados de taxa de juro
Os instrumentos financeiros de cobertura utilizados pelo Grupo existentes em 31 de Março de 2005, respeitam, fundamentalmente, a "swaps" e "collars" envolvendo taxas de juro ("cash flow hedges") contraídos com o objectivo de cobertura do risco de taxa de juro de empréstimos no montante de 23 344 075 euros (24 558 397 euros em 31 de Dezembro de 2004).
Estes instrumentos de cobertura de taxa de juro encontram-se avaliados pelo seu justo valor, à data do balanço, determinado por avaliações efectuadas pelo Grupo com recurso a sistemas informáticos de valorização de instrumentos derivados. A determinação do justo valor destes instrumentos financeiros teve por base, para os "swaps", a actualização para a data do balanço dos "cash-flows" futuros do "leg" fixo do instrumento derivado e dos "cashflows" futuros do "leg" variável do instrumento derivado. Para opções o justo valor é determinado com base no modelo de "Black '76".
Os princípios de cobertura de risco geralmente utilizados pelo Grupo na contratação destes instrumentos financeiros de cobertura, são os seguintes:

- "Matching" entre fluxos de caixa pagos e recebidos, i.e., existe coincidência entre as datas de refixação da taxa de juro dos financiamentos contratados com o banco e as datas de refixação da taxa de juro no derivado;
- "Matching" perfeito entre indexantes: o indexante de referência no instrumento financeiro de cobertura e no financiamento ao qual o derivado está subjacente são coincidentes;
- Num cenário de subida extrema de taxas de juro, o custo máximo do financiamento está limitado.
Os instrumentos de cobertura de taxa de juro são inicialmente registados ao seu custo, se algum existir, e subsequentemente avaliados ao seu justo valor. As alterações de justo valor destes instrumentos são reconhecidas em capitais próprios na rubrica Reservas de cobertura incluída na rubrica Reservas e resultados transitados, sendo transferidas para resultados no mesmo período em que o instrumento objecto de cobertura afecta resultados. Assim sendo, o Grupo contabilizou nesta rubrica de reservas, o montante de 347.476 euros de ganhos.
Justo valor de instrumentos financeiros derivados
O justo valor de instrumentos derivados encontra-se registado como segue:
31.03.05 31.12.04 31.03.05 31.12.04 Derivados de taxa de câmbio (3.981) - (2.863.283) - Derivados de taxa de juro - - - - Derivados de cobertura (Nota 19) - - 347.476 - (3.981) - (2.515.807) - Investimentos (Nota 8) Empréstimos (Nota 15)
17. OUTROS PASSIVOS NÃO CORRENTES
Em 31 de Março de 2005 e 31 de Dezembro de 2004 a rubrica "Outros passivos não correntes" pode ser detalhada como segue:
| 31.03.05 | 31.12.04 | |
|---|---|---|
| Accionistas | 156 444 919 | 154 759 549 |
| Outras dívidas a terceiros não correntes | 88 864 419 | 90 906 338 |
| Estado e outros entes públicos | 15 378 716 | 14 056 100 |
| Responsabilidades por pensões (Nota 18) | 21 456 388 | 21 456 388 |
| 282 144 442 | 281 178 375 |

18. RESPONSABILIDADES POR PENSÕES
Diversas empresas do Grupo assumiram o compromisso de conceder aos seus empregados prestações pecuniárias a título de complemento de reforma por velhice, invalidez, reforma antecipada e pensões de sobrevivência. Estas prestações consistem numa percentagem crescente com o número de anos de serviço do trabalhador, aplicada à tabela salarial negociada anualmente.
Em exercícios anteriores foram criados fundos de pensões e provisões para pensões pelas seguintes sociedades:
Glunz AG:
Dispõe de um plano de benefícios definidos, sem fundo constítuido, calculado de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade nº 19 com base em estudos actuariais levados a cabo por entidade independente. A sociedade tem registada uma provisão na rubrica de Provisões não correntes, no valor de 20 432 590 euros, que cobre o valor das responsabilidades calculadas através de estudo actuarial reportado à data de 31 de Dezembro de 2004;
Outras subsidiárias da Sonae Indústria S.G.P.S., S. A.:
Diversas sociedades dispõem de um plano de benefícios definidos, com fundo constituído gerido por entidade terceira, calculado de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade nº 19 com base em estudos actuariais levados a cabo por entidade independente. Estão abrangidos os trabalhadores de cinco sociedades contratados até 31 de Dezembro de 1994 que, a partir do momento da reforma e até ao termo da vida, receberão mensalmente uma renda correspondente a 20% do seu salário à data de reforma. As responsabilidades por serviços prestados à data de 31 de Março de 2005, com base num estudo actuarial reportado à data de 31 de Dezembro de 2004, ascediam a 1 934 556 euros, cobertas pelo valor do fundo e por provisão incluída na rubrica de Provisões não correntes, no valor de 1 187 196 euros e 1 023 798 euros, respectivamente.
| 31.03.05 | 31.12.04 | |
|---|---|---|
| Valor presente das obrigações | 22 367 146 | 22 367 146 |
| Justo valor dos activos do fundo de pensões | 1 187 196 | 1 187 196 |
| Excesso de provisão | 276 438 | 276 438 |
| Passivo não corrente | 21 456 388 | 21 456 388 |

19. OUTROS PASSIVOS CORRENTES
Em 31 de Março de 2005 e 31 de Dezembro de 2004 a rubrica "Outros passivos correntes" pode ser detalhada como segue:
| 31.03.05 | 31.12.04 | |
|---|---|---|
| Fornecedores | 163 277 313 | 175 184 310 |
| Empresas participadas e participantes | 3 697 260 | 9 979 794 |
| Outros credores | 74 667 158 | 78 987 495 |
| Estado e outros entes públicos | 19 649 048 | 21 235 129 |
| Custos a pagar | 59 382 275 | 58 097 586 |
| Proveitos diferidos | 7 540 605 | 8 355 055 |
| 328 213 659 | 351 839 369 |
20. PROVISÕES E PERDAS POR IMPARIDADE ACUMULADAS
O movimento ocorrido nas provisões e nas perdas por imparidade acumuladas durante o período findo em 31 de Março de 2005 foi o seguinte:
| Rubricas | Saldo inicial | Aumentos | Diminuições | Saldo final |
|---|---|---|---|---|
| Perdas de imparidade acumuladas em investimentos (Nota 8) | 43 038 002 | 0 | 185 571 | 42 852 431 |
| Perdas de imparidade acumuladas em outros activos não correntes (Nota 9) | 14 434 256 | 0 | 1 | 14 434 255 |
| Perdas de imparidade acumuladas em outros activos correntes (Nota 10) | 17 388 549 | 1 494 976 | 12 723 027 | 15 589 334 |
| Provisões | 24 970 268 | 1 716 844 | 1 225 940 | 25 461 173 |
| 99 831 075 | 3 211 821 | 14 134 539 | 98 337 193 |
As perdas por imparidade são deduzidas ao valor do correspondente activo.
21. ACTIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES
| 31.03.05 | 31.12.04 | |
|---|---|---|
| Responsabilidades por garantias prestadas | ||
| Por empréstimos obtidos | 128 028 327 | 46 658 039 |
| Por subsídios ao investimento | 5 987 397 | 5 987 397 |
| Outros | 5 353 225 | 8 154 781 |
| 139 368 949 | 60 800 217 |
22. COMPROMISSOS ASSUMIDOS E NÃO REFLECTIDOS NO BALANÇO
Os compromissos financeiros não reflectidos no balanço à data de 31 de Março de 2005 são os seguintes:
a) A Sonae Indústria, S. G. P. S., S. A. é solidariamente responsável com o seu principal accionista, Sonae S.G.P.S., S. A., pelo cumprimento das obrigações decorrentes de um contrato de financiamento junto do Banco Europeu de Investimentos, no montante de 50 000 000 euros, efectuado durante o exercício de 2001;

b) Durante o mês de Abril de 2004, várias sociedades integradas no perímetro de consolidação da Sonae Indústria SGPS, SA celebraram, com entidade terceira, contratos de sublocação de instalações fabris utilizadas na sua actividade operacional, na qual assumem pagar rendas trimestrais no montante de 480 041 euros por um período de 12 anos, num montante total de 23 041 936 euros.
Os bens sub-locados eram já anteriormente utilizados na actividade operacional destas sociedades através de contratos de arrendamento.
Os contratos agora celebrados incluem termos que, no âmbito da Norma Internacional de Contabilidade nº17, permitem a respectiva classificação como locação operacional.
A responsabilidade por rendas vincendas à data de 31 de Março de 2005 atingia o valor de 26 216 896 euros.
23. PARTES RELACIONADAS
Os saldos e transacções com entidades relacionadas podem ser resumidos como segue:
| Transacções | Vendas e Prestações de Serviços | Compras e Serviços Recebidos | Juros auferidos | Juros Suportados | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 31.03.05 | 31.03.04 | 31.03.05 | 31.03.04 | 31.03.05 | 31.03.04 | 31.03.05 | 31.03.04 | ||
| Empresa-mãe e filiais | 142 674 756 | 161 458 188 | 146 066 102 | 144 054 901 | 15 142 945 | 15 560 485 | 15 115 293 | 14 673 636 |
| Saldos | Contas a receber | Contas a pagar | Empréstimos | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Obtidos | Concedidos | |||||||
| 31.03.05 | 31.12.04 | 31.03.05 | 31.12.04 | 31.03.05 | 31.12.04 | 31.03.05 | 31.12.04 | |
| Empresa-mãe e filiais | 101 419 090 | 98 058 143 | 101 603 462 | 98 284 361 | 1 633 851 806 | 1 600 586 185 | 1 623 702 777 | 1 584 212 039 |
24. IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO
Os impostos sobre o rendimento reconhecidos nos períodos de três meses findo em 31 de Março de 2005 e 2004 são detalhados como segue:
| 31.03.05 | 31.03.04 | |
|---|---|---|
| Imposto corrente Imposto diferido |
1.339.712 4.946.294 |
643.407 510.843 |
| 6.286.006 | 1.154.250 |

25. RESULTADOS POR ACÇÃO
Os resultados por acção do período, excluindo o efeito das operações em descontinuação, foram calculados tendo em consideração os seguintes montantes:
| 31.03.2005 | 31.03.2004 | |
|---|---|---|
| Resultados | ||
| Resultados para efeito de cálculo do resultado líquido por acção básico (resultado líquido do período) |
15 448 443 | 922 657 |
| Efeito das acções potenciais Juro das obrigações convertíveis (líquido de imposto) |
||
| Resultados para efeito do cálculo do resultado líquido por acção diluído | 15 448 443 | 922 657 |
| Número de acções | ||
| Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do resultado líquido por acção básico |
140 000 000 | 100 000 000 |
| Efeito das acções potenciais decorrentes das obrigações convertíveis | ||
| Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do resultado líquido por acção diluído |
140 000 000 | 100 000 000 |
Durante o período não se registaram resultados significativos referentes a operações em descontinuação.
26. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS
A actividade principal do Grupo consiste na produção de painéis aglomerados de madeira e produtos derivados destes, através de instalações fabris e comerciais localizadas em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Suiça, Países Baixos, Canadá, Brasil e África do Sul. Trata-se, pois, de uma actividade caracterizada por uma elevada dispersão geográfica dos activos e mercados, e por uma relativa homogeneidade de produtos resultantes da sua actividade. Para efeitos de análise segmental, o elemento geográfico é considerado como sendo o principal vector de segmentação da actividade do Grupo, sendo esta a forma como se encontra organizado o sistema interno de gestão e de relato financeiro ao Conselho de Administração.
Os segmentos geográficos identificados nos exercícios de 2005 e 2004 foram os seguintes:
- Portugal
- Espanha
- França
- Reino Unido
- Alemanha
- Resto da Europa

- Brasil
- Canadá
- Africa do Sul
Os contributos dos principais segmentos geográficos para a Demonstração de Resultados consolidada dos períodos findos em 31 de Março de 2005 e 2004 podem ser analisados como segue:
| 31.03.2005 | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Portugal | Espanha | França | R. Unido | Alemanha | Resto Europa | Brasil | Canadá | África do Sul | Consolidado | |
| Vendas | 60 139 718 | 70 405 692 | 66 357 740 | 25 164 607 | 107 773 022 | 44 556 490 | 19 148 382 | 32 814 231 | 23 754 900 | |
| Prestações de Serviços | 3 644 490 | 542 910 | 324 987 | 35 470 | 1 200 790 | 929 504 | ||||
| Outros Proveitos Operacionais | 578 336 | 1 574 285 | 1 352 247 | 219 696 | 3 689 827 | 10 830 | 406 350 | 49 555 | 45 641 | |
| Proveitos Operacionais | 64 362 544 | 72 522 887 | 68 034 974 | 25 419 773 | 112 663 639 | 45 496 824 | 19 554 732 | 32 863 786 | 23 800 541 | |
| Proveitos Operacionais Eliminações Intersegmentais |
64 362 544 - 4 426 543 |
72 522 887 - 23 038 730 |
68 034 974 - 9 590 557 |
25 419 773 - 6 702 278 |
112 663 639 - 6 315 577 |
45 496 824 - 42 868 744 |
19 554 732 | 32 863 786 - 605 765 |
23 800 541 - 2 170 915 |
|
| Proveitos Operacionais Externos | 59 936 001 | 49 484 157 | 58 444 417 | 18 717 495 | 106 348 062 | 2 628 080 | 19 554 732 | 32 258 021 | 21 629 626 | 369 000 591 |
| Custos Operacionais | - 64 301 673 | - 69 810 743 | - 68 347 077 | - 26 521 992 | - 106 076 061 | - 45 035 226 | - 17 525 666 | - 28 115 180 | - 18 295 941 | |
| Eliminações Intersegmentais | 10 104 923 | 22 804 616 | 5 945 247 | 5 884 726 | 6 240 692 | 42 462 936 | 7 203 | 131 247 | 1 759 382 | |
| Custos Operacionais Externos | - 54 196 750 | - 47 006 127 | - 62 401 830 | - 20 637 266 | - 99 835 369 | - 2 572 290 | - 17 518 463 | - 27 983 933 | - 16 536 559 | - 348 688 587 |
| Resultado Operacional Imputável | 5 739 251 | 2 478 030 | - 3 957 413 | - 1 919 771 | 6 512 693 | 55 790 | 2 036 269 | 4 274 088 | 5 093 067 | 20 312 004 |
| Resultado Operacional Não Imputável | 13 944 612 | |||||||||
| Resultado Financeiro | - 12 043 317 | |||||||||
| Imposto sobre o rendimanto | - 6 286 006 | |||||||||
| Resultado Liquido | 15 927 294 | |||||||||
| Atribuível aos accionistas da empresa-mãe | 15 448 443 | |||||||||
| Atribuível a interesses minoritários | 478 851 |
| 31.03.2004 | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Portugal | Espanha | França | R. Unido | Alemanha | Resto Europa | Brasil | Canadá | África do Sul | Consolidado | |
| Vendas | 102 260 519 | 64 611 657 | 64 230 860 | 27 318 741 | 85 314 691 | 29 013 625 | 14 954 234 | 28 430 709 | 17 552 983 | |
| Prestações de Serviços | 4 794 298 | 718 620 | 408 740 | 53 085 | 990 742 | 802 686 | - 159 | |||
| Outros Proveitos Operacionais | 3 035 226 | 1 525 911 | 5 711 201 | 350 726 | 19 823 038 | 7 289 | 510 199 | 33 129 | 1 930 681 | |
| Proveitos Operacionais | 110 090 043 | 66 856 188 | 70 350 801 | 27 722 552 | 106 128 471 | 29 823 600 | 15 464 433 | 28 463 679 | 19 483 664 | |
| Proveitos Operacionais Eliminações Intersegmentais |
110 090 043 - 26 447 912 |
66 856 188 - 17 990 129 |
70 350 801 - 9 216 876 |
27 722 552 - 8 343 067 |
106 128 471 - 4 638 631 |
29 823 600 - 27 110 604 |
15 464 433 - 31 369 |
28 463 679 - 533 185 |
19 483 664 - 1 088 108 |
|
| Proveitos Operacionais Externos | 83 642 131 | 48 866 059 | 61 133 925 | 19 379 485 | 101 489 840 | 2 712 996 | 15 433 064 | 27 930 494 | 18 395 556 | 378 983 550 |
| Custos Operacionais | - 101 401 872 | - 67 467 987 | - 70 214 218 | - 30 003 761 | - 100 156 816 | - 29 431 275 | - 16 433 164 | - 26 988 220 | - 16 726 556 | |
| Eliminações Intersegmentais | 27 969 921 | 21 179 593 | 5 411 292 | 7 362 095 | 3 557 403 | 26 999 687 | 38 571 | 168 541 | 408 177 | |
| Custos Operacionais Externos | - 73 431 951 | - 46 288 394 | - 64 802 926 | - 22 641 666 | - 96 599 413 | - 2 431 588 | - 16 394 593 | - 26 819 679 | - 16 318 379 | - 365 728 589 |
| Resultado Operacional Imputável | 10 210 180 | 2 577 665 | - 3 669 001 | - 3 262 181 | 4 890 427 | 281 408 | - 961 529 | 1 110 815 | 2 077 177 | 13 254 961 |
| Resultado Operacional Não Imputável | 1 238 696 | |||||||||
| Resultado Financeiro | - 12 821 516 | |||||||||
| Imposto sobre o rendimanto | - 1 154 250 | |||||||||
| Resultado Liquido | 517 892 | |||||||||
| Atribuível aos accionistas da empresa-mãe | 922 657 | |||||||||
| Atribuível a interesses minoritários | - 404 765 |
27. APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão em 28 de Abril de 2005.

28. PRIMEIRA APLICAÇÃO DOS "INTERNATIONAL FINANCIAL REPORTING STANDARDS"
O Grupo adoptou as Normas Internacionais de Relato Financeiro (International Financial Reporting Standards – IFRS) em 2005, aplicando para o efeito o "IFRS 1 – First-Time Adoption of International Financial Reporting Standards", sendo a data de transição para efeitos da apresentação destas demonstrações financeiras 1 de Janeiro de 2004.
O efeito, nos Balanços em 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2004, da conversão das demonstrações financeiras preparadas de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal ("POC") para as demonstrações financeiras reexpressas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS") em vigor em 31 de Dezembro de 2004 pode ser detalhada como segue:
| 01.01.2004 | 31.12.2004 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ajustamentos de conversão para |
Ajustamentos de conversão para |
||||||
| POC | IFRS | IFRS | POC | IFRS | IFRS | ||
| ACTIVOS NÃO CORRENTES: | |||||||
| Imobilizações corpóreas e incorpóreas | 1 411 124 225 | - 108 164 835 | 1 302 959 390 | 1 169 637 656 | - 21 579 926 | 1 148 057 730 | |
| Diferenças de consolidação | 45 577 013 | 45 577 013 | 45 269 819 | 45 269 819 | |||
| Investimentos | 10 986 045 | - 7 192 107 | 3 793 938 | 14 211 619 | - 4 691 852 | 9 519 767 | |
| Impostos diferidos activos | 67 594 595 | - 931 665 | 66 662 930 | 60 488 971 | 843 735 | 61 332 706 | |
| Outros activos não correntes | 941 661 | 10 552 347 | 11 494 008 | 926 615 | 202 962 | 1 129 577 | |
| Total de activos não correntes | 1 490 646 526 | - 60 159 247 | 1 430 487 279 | 1 245 264 861 | 20 044 738 | 1 265 309 599 | |
| ACTIVOS CORRENTES: | |||||||
| Existências | 183 941 058 | - 11 306 155 | 172 634 903 | 159 577 295 | - 565 992 | 159 011 303 | |
| Outros activos correntes | 323 442 898 | - 44 098 469 | 279 344 429 | 157 812 702 | 3 170 775 | 160 983 477 | |
| Investimentos | 9 027 887 | - 1 878 285 | 7 149 602 | 41 061 866 | - 35 081 679 | 5 980 187 | |
| Caixa e equivalentes de caixa | 46 711 736 | - 2 649 548 | 44 062 188 | 39 684 453 | 35 133 268 | 74 817 721 | |
| Total de activos correntes | 563 123 579 | - 59 932 457 | 503 191 122 | 398 136 316 | 2 656 372 | 400 792 688 | |
| Total do activo | 2 053 770 105 | - 120 091 704 | 1 933 678 401 | 1 643 401 177 | 22 701 110 | 1 666 102 287 | |
| PASSIVO: | |||||||
| PASSIVO NÃO CORRENTE: | |||||||
| Empréstimos obtidos | 389 626 932 | - 556 591 | 389 070 341 | 393 294 024 | 7 474 407 | 400 768 431 | |
| Outros passivos não correntes | 434 614 579 | 79 140 127 | 513 754 706 | 175 038 076 | 106 140 299 | 281 178 375 | |
| Impostos diferidos passivos | 30 552 206 | - 5 661 197 | 24 891 009 | 27 934 725 | - 792 392 | 27 142 333 | |
| Provisões | 37 614 255 | - 22 349 651 | 15 264 604 | 37 262 270 | - 22 057 592 | 15 204 678 | |
| Total de passivos não correntes | 892 407 972 | 50 572 688 | 942 980 660 | 633 529 095 | 90 764 722 | 724 293 817 | |
| PASSIVO CORRENTE: | |||||||
| Empréstimos obtidos | 328 825 867 | - 5 098 495 | 323 727 372 | 119 538 217 | - 9 548 714 | 109 989 503 | |
| Outros passivos correntes | 460 512 527 | - 99 151 163 | 361 361 364 | 434 001 763 | - 82 162 394 | 351 839 369 | |
| Provisões | 19 699 448 | - 7 999 461 | 11 699 987 | 9 546 439 | 219 151 | 9 765 590 | |
| Total de passivos correntes | 809 037 842 | - 112 249 119 | 696 788 723 | 563 086 419 | - 91 491 957 | 471 594 461 | |
| Total dos activos líquidos | 352 324 291 | - 58 415 273 | 293 909 018 | 446 785 663 | 23 428 345 | 470 214 008 | |
| CAPITAL PRÓPRIO: | |||||||
| Capital social | 500 000 000 | 500 000 000 | 700 000 000 | 700 000 000 | |||
| Reservas e Resultados Transitados | - 316 389 954 | 15 428 448 | - 300 961 506 | - 323 639 403 | 12 366 173 | - 311 273 230 | |
| Resultados Líquidos | 29 213 582 | 13 366 858 | 42 580 440 | ||||
| Interesses minoritários | 168 714 245 | - 73 843 721 | 94 870 524 | 41 211 484 | - 2 304 686 | 38 906 798 | |
| Total do capital próprio | 352 324 291 | - 58 415 273 | 293 909 018 | 446 785 663 | 23 428 345 | 470 214 008 |

Nas datas de 01.01.2004 e 31.12.2004, os principais impactos da mudança para as Normas Internacionais de Relato Financeiro são os seguintes:
Reposição de "Goodwill"
O Grupo Sonae Indústria, em linha com o disposto no normativo IFRS, passa a registar as diferenças de consolidação como um activo, não amortizável, e sujeito a testes de imparidade anuais. As diferenças de consolidação originadas na aquisição de filiais, empresas controladas conjuntamente e associadas estrangeiras foram alocadas a essas unidades, sendo como tal registadas na moeda funcional dessas filiais e convertidas para a moeda de reporte do Grupo à taxa de câmbio em vigor na data de balanço. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na rubrica de reservas de conversão cambial.
Este procedimento difere da prática que o Grupo Sonae Indústria adoptou desde 2001, que consistiu na anulação das diferenças de consolidação por contrapartida de reservas, uma abordagem diferente da preconizada pelo POC, tal como mencionado nas demonstrações financeiras anteriormente apresentadas.
As diferenças de consolidação originadas em aquisições anteriores à data de transição para IFRS (1 de Janeiro de 2004) foram mantidas pelos valores apresentados de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, ajustados pelos activos e passivos não aceites pelos IFRS (nomeadamente activos incorpóreos) e objecto de testes de imparidade, sendo os impactos desses ajustamentos registados em resultados transitados, conforme IFRS 1. No caso de filiais estrangeiras, as diferenças de consolidação foram reexpressas na moeda funcional de cada filial, retrospectivamente registadas em resultados transitados (IFRS 1).
A 31 de Dezembro de 2004, o efeito é de 45,3 milhões de euros no Activo e nos Capitais Próprios (45,5 milhões de euros em 1 de Janeiro de 2004).
Imobilizado incorpóreo
Os activos incorpóreos são registados ao custo de aquisição, deduzidos das amortizações e de perdas por imparidade acumuladas. Na data da transição foram anulados, por contrapartida de resultados transitados, todos os activos incorpóreos que não cumprem os critérios de reconhecimento do normativo IFRS (29,6 milhões de euros). Os activos incorpóreos registados após esse data no normativo POC, foram transferidos para a correspondente rubrica de custos (0,2 milhões de euros).
Imobilizado corpóreo
No âmbito das demonstrações financeiras consolidadas POC, o Grupo Sonae Indústria havia procedido ao registo, na rubrica de Imobilizações Corpóreas, de custos de ineficiência incorridos

no arranque de diversas unidades produtivas. Dado este procedimento não ser possível no contexto das IFRS, procedeu-se ao desreconhecimento destes valores do activo tangível e consequente registo na rubrica de Resultados Transitados, o que provocou, a 31 de Dezembro de 2004, uma diminuição do Activo e dos Capitais Próprios de 3,8 milhões de euros.
Inclusão de empresas anteriormente excluídas
Dado que em IFRS todas as empresas devem ser incluídas na consolidação, é apresentado em separado o efeito da inclusão de empresas que no normativo POC estavam excluídas da consolidação, na maioria dos casos por imaterialidade ou por objecto social diverso.
A 31 de Dezembro de 2004, o efeito é de um aumento de 0,5 milhões de euros no Activo (3,9 milhões de euros em 1 de Janeiro de 2004), de um aumento de 1,1 milhões de euros no Passivo (8,1 milhões de euros em 1 de Janeiro de 2004) e de uma diminuição de 0,6 milhões de euros nos Capitais Próprios (4,2 milhões de euros em 1 de Janeiro de 2004).
Método de consolidação proporcional
As participações financeiras em empresas controladas conjuntamente passaram a ser incluídas pelo método de consolidação proporcional, desde a data em que o controlo conjunto é adquirido. De acordo com este método os activos, passivos, proveitos e custos destas empresas foram integrados, nas demonstrações financeiras consolidadas anexas, rubrica a rubrica na proporção do controlo atribuível ao Grupo. O excesso do custo de aquisição face ao justo valor de activos e passivos identificáveis das empresas controladas conjuntamente na data de aquisição é reconhecido como diferença de consolidação. As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre essas empresas e empresas do Grupo são eliminados na proporção do controlo atribuível ao Grupo. A classificação dos investimentos financeiros em empresas controladas conjuntamente é determinada com base em acordos parassociais que regulam o controlo conjunto.
A 31 de Dezembro de 2004 efectuou-se a saída do perímetro de consolidação das empresas controladas conjuntamente, pelo que o efeito no balanço consolidado a esta data é inexistente (a 1 de Janeiro de 2004, a aplicação do método de consolidação proporcional provocou uma diminuição do Activo total, do Passivo total e dos Capitais Próprios de 157,9 milhões de euros, 92,2 milhões de euros e 65,7 milhões de euros, respectivamente).
O detalhe dos ajustamentos efectuados com efeitos em capital próprio reportados a 1 de Janeiro de 2004 e 31 de Dezembro de 2004 para efeito de conversão para as Normas Internacionais de Relato Financeiro é como segue:

| Ajustamentos de conversão para IFRS |
|||
|---|---|---|---|
| 01.01.04 | 31.12.04 | ||
| Reposição no activo do valor líquido das diferenças de consolidação anuladas por reservas, líquidas de perdas de imparidade |
45 577 013 | 45 269 819 | |
| Abate de imobilizações incorpóreas | - 29 611 033 | - 18 227 092 | |
| Abate de imobilizações corpóreas | - 5 495 708 | - 3 832 659 | |
| Inclusão de empresas anteriormente excluídas | - 4 209 404 | - 695 841 | |
| Método de consolidação proporcional | - 65 720 467 | ||
| Outros | 1 044 326 | 914 118 | |
| Total dos ajustamentos de conversão para IFRS | - 58 415 273 | 23 428 345 | |
| Efeito no resultado líquido do exercício | 13 366 858 |
Adicionalmente, o efeito no Balanço em 31 de Março de 2004 da conversão para IFRS é detalhado como segue:
| 31.03.2004 Ajustamentos de |
|||
|---|---|---|---|
| conversão para | |||
| POC | IFRS | IFRS | |
| ACTIVOS NÃO CORRENTES: | |||
| Imobilizações corpóreas e incorpóreas | 1.383.850.410 | (102.298.937) | 1.281.551.472 |
| Diferenças de consolidação | 46.972.894 | 46.972.894 | |
| Investimentos | 11.010.841 | (6.244.434) | 4.766.407 |
| Impostos diferidos activos | 67.958.834 | (934.754) | 67.024.079 |
| Outros activos não correntes | 974.090 | 2.563.106 | 3.537.196 |
| Total de activos não correntes | 1.463.794.175 | (59.942.126) | 1.403.852.048 |
| ACTIVOS CORRENTES: | |||
| Existências | 181.040.269 | (12.168.702) | 168.871.566 |
| Outros activos correntes | 337.196.039 | (39.313.044) | 297.882.995 |
| Investimentos detidos para negociação | 10.573.407 | (6.462.162) | 4.111.245 |
| Caixa e equivalentes de caixa | 65.450.260 | (216.207) | 65.234.053 |
| Total de activos correntes | 594.259.975 | (58.160.115) | 536.099.860 |
| Total do activo | 2.058.054.150 | (118.102.242) | 1.939.951.908 |
| PASSIVO: | |||
| PASSIVO NÃO CORRENTE: | |||
| Empréstimos obtidos | 395.589.622 | (252.459) | 395.337.163 |
| Outros passivos não correntes | 433.896.392 | 62.433.752 | 496.330.144 |
| Impostos diferidos passivos | 31.581.795 | (5.908.367) | 25.673.428 |
| Provisões | 38.132.342 | (22.361.684) | 15.770.658 |
| Total de passivos não correntes | 899.200.151 | 33.911.241 | 933.111.393 |
| PASSIVO CORRENTE: | |||
| Empréstimos obtidos | 315.301.913 | (4.880.059) | 310.421.854 |
| Outros passivos correntes | 466.476.812 | (106.802.957) | 359.673.855 |
| Responsabilidades por pensões | 22.351.823 | 22.351.823 | |
| Provisões | 19.892.605 | (7.962.280) | 11.930.325 |
| Total de passivos correntes | 801.671.330 | (97.293.473) | 704.377.857 |
| Total dos activos líquidos | 357.182.669 | (54.720.011) | 302.462.658 |
| CAPITAL PRÓPRIO: | |||
| Capital social | 500.000.000 | 0 | 500.000.000 |
| Reservas e Resultados Transitados | (314.673.771) | 19.640.238 | (295.033.533) |
| Resultados Líquidos | (549.431) | 1.472.088 | 922.657 |
| Interesses Minoritários | 172.405.871 | (75.832.336) | 96.573.535 |
| Total do capital próprio | 357.182.669 | (54.720.010) | 302.462.659 |

Em 31 de Março de 2004, o impacto no capital próprio da conversão para IFRS pode ser detalhado como segue:
| Reposição no activo do valor líquido das diferenças de consolidação anuladas por reservas, líquidas de perdas de imparidade |
46 972 894 |
|---|---|
| Abate de imobilizações incorpóreas | - 26 779 701 |
| Abate de imobilizações corpóreas | - 5 298 704 |
| Inclusão de empresas anteriormente excluídas | - 4 164 195 |
| Método de consolidação proporcional | - 67 289 594 |
| Outros | 1 839 290 |
| Total dos ajustamentos de conversão para IFRS | - 54 720 010 |
| Efeito no resultado líquido do exercício | 1 472 088 |
O efeito nas demonstrações de resultados do exercício findo em 31 de Dezembro de 2004 e do período findo em 31 de Março de 2004 pode ser detalhado como segue:
| 31.12.2004 | 31.03.2004 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ajustamentos de conversão para |
Ajustamentos de conversão para |
||||||
| POC | IFRS | IFRS | POC | IFRS | IFRS | ||
| Proveitos operacionais: | |||||||
| Vendas | 1.569.284.095 | (85.273.149) | 1.484.010.946 | 382.975.347 | (21.194.808) | 361.780.539 | |
| Prestações de serviços | 10.808.153 | (2.679.628) | 8.128.525 | 3.046.792 | (704.137) | 2.342.655 | |
| Variação de valor das propriedades de investimento | - | - | - | ||||
| Outros proveitos operacionais | 81.714.439 | (8.304.932) | 73.409.507 | 16.702.482 | 2.421.138 | 19.123.620 | |
| Total de proveitos operacionais | 1.661.806.687 | (96.257.709) | 1.565.548.978 | 402.724.621 | (19.477.807) | 383.246.814 | |
| Custos operacionais | |||||||
| Custo das vendas | 712.174.459 | (31.884.502) | 680.289.957 | 179.474.868 | (7.754.757) | 171.720.112 | |
| Variação da produção | 8.303.698 | 1.673.065 | 9.976.763 | 6.103.228 | 888.595 | 6.991.822 | |
| Fornecimentos e serviços externos | 404.588.016 | (25.363.509) | 379.224.507 | 98.425.682 | (4.775.443) | 93.650.239 | |
| Custos com o pessoal | 234.654.757 | (13.223.096) | 221.431.661 | 60.002.827 | (3.353.595) | 56.649.232 | |
| Amortizações e depreciações | 126.039.928 | (18.352.428) | 107.687.500 | 30.325.742 | (3.551.792) | 26.773.950 | |
| Provisões e perdas por imparidade | 7.212.559 | (5.679.285) | 1.533.274 | 2.015.087 | 1.353.467 | 3.368.554 | |
| Outros custos operacionais | 41.750.620 | (7.773.343) | 33.977.277 | 9.877.474 | (278.228) | 9.599.246 | |
| Total de custos operacionais | 1.534.724.037 | (100.603.098) | 1.434.120.939 | 386.224.908 | (17.471.753) | 368.753.155 | |
| Resultados operacionais | 127.082.650 | 4.345.389 | 131.428.039 | 16.499.713 | (2.006.054) | 14.493.659 | |
| Custos e perdas financeiras | 86.479.202 | 959.332 | 87.438.534 | 21.523.267 | (1.677.025) | 19.846.242 | |
| Proveitos e ganhos financeiros | 18.130.417 | (1.662.304) | 16.468.113 | 7.233.981 | (242.030) | 6.001.851 | |
| Resultados relativos a empresas associadas | 778.457 | 58.731 | 837.188 | 32.770 | (0) | 32.770 | |
| Resultados relativos a investimentos | 30.000 | 990.103 | 990.103 | ||||
| Resultado antes de impostos | 59.512.322 | 1.782.484 | 61.324.806 | 2.243.197 | (571.059) | 1.672.141 | |
| Imposto sobre o rendimento Resultado do exercício de operações em continuação |
18.590.652 | (2.339.576) | 16.251.076 | 1.833.607 | (679.358) | 1.154.250 | |
| Perdas obtidas em operações em descontinuação | - | - | - | ||||
| Resultado do exercício | 40.921.670 | 4.122.060 | 45.073.730 | 409.590 | 108.301 | 517.892 | |
| Resultado minoritários | 11.708.088 | (9.214.800) | 2.493.288 | 959.021 | (1.363.787) | (404.766) | |
| Resultado Grupo Consolidado | 29.213.582 | 13.336.860 | 42.580.442 | (549.431) | 1.472.088 | 922.657 |

No exercício e no 1º. trimestre de 2004, os principais impactos da mudança para as Normas Internacionais de Relato Financeiro são os seguintes:
Amortizações – imobilizações incorpóreas
Durante 2004 foram anulados 0,2 milhões de euros de imobilizações incorpóreas que não cumprem os critérios de reconhecimento (zero no 1º. trimestre de 2004), tendo sido registadas como custo do exercício, e foram anuladas amortizações de 11,7 milhões de euros (3,5 milhões de euros no 1º. trimestre de 2004).
Saídas do perímetro de consolidação
A saída do perímetro de consolidação, no final de 2004, de empresas controladas conjuntamente, consolidadas pelos métodos de consolidação proporcional e global nas demonstrações financeiras IFRS e POC, respectivamente, provocou uma diminuição do resultado do exercício das primeiras em cerca de 7,5 milhões de euros (zero no 1º. trimestre de 2004) – aumento do resultado líquido atribuível à empresa-mãe de 1,3 milhões de euros.
Valorimetria de stocks
Durante o exercício de 2004, o Grupo Sonae Indústria adoptou, nas suas demonstrações financeiras POC, o critério de incluir as amortizações de imobilizado associado à actividade fabril no custeio dos produtos acabados e em curso, o que provocou um aumento do valor das existências finais e do resultado do exercício de aproximadamente 2,9 milhões de euros (1,5 milhões de euros no 1º. trimestre de 2004). Nas demonstrações financeiras IFRS, este procedimento foi adoptado à data de transição (1 de Janeiro de 2004), pelo que não se verificou este aumento na variação das existências e, consequentemente, no resultado do exercício de 2004.
Contabilização de "goodwill" negativo
De acordo com as IFRS, o "goodwill" negativo que surja na sequência de aquisições de partes de capital e que não corresponda a uma perspectiva de prejuízos futuros, deverá ser reconhecida directamente em resultado. Nas contas consolidadas POC, o Grupo Sonae Indústria seguia o procedimento de registar situações semelhantes na rubrica de Outras reservas dos Capitais Próprios. Esta diferença de contabilização provocou um aumento de resultados de 1,4 milhões de euros (zero no 1º. trimestre de 2004).
Inclusão de subsidiárias anteriormente excluídas
O efeito da inclusão de empresas anteriormente excluídas nos resultados de 2004 implicou aumento no resultado líquido de 0,7 milhões de euros (valor não significativo no 1º. trimestre de 2004).

Amortizações – imobilizações corpóreas
A anulação de amortizações de imobilizações corpóreas referentes a custos de ineficiência capitalizados nas demonstrações financeiras POC afectou positivamente o resultado do exercício em 0,7 milhões de euros (aproximadamente 0,2 milhões de euros no 1º. trimestre de 2004).
Para além destes ajustamentos, é importante mencionar que em IFRS não existem resultados extraordinários, pelo que o montante registado anteriormente em POC, incluindo mais e menosvalias realizadas na alienação de investimentos financeiros, foi reclassificado para resultados operacionais.
O detalhe dos ajustamentos efectuados com impacto no resultado líquido atribuível à empresamãe do exercício findo em 31 de Dezembro de 2004 e do período de três meses findo em 31 de Março de 2004 na conversão das demonstrações financeiras para as Normas Internacionais de Relato Financeiro é como segue:
| Ajustamentos de conversão para IFRS |
||||
|---|---|---|---|---|
| 31.12.2004 | 31.03.2004 | |||
| Abate de imobilizações incorpóreas | 11 781 313 | 3 526 291 | ||
| Abate de imobilizações corpóreas | 742 233 | - 12 433 | ||
| Inclusão de empresas anteriormente excluídas | 2 213 827 | - 12 422 | ||
| Método de consolidação proporcional | - 18 344 | |||
| Valorimetria de stocks | - 2 907 522 | - 1 542 904 | ||
| Diferenças de consolidação negativas | 1 391 264 | |||
| Outros | 145 743 | - 468 100 | ||
| Total dos ajustamentos de conversão para IFRS | 13 366 858 | 1 472 088 |
Ao nível da demonstração de fluxos de caixa os impactos mais significativos referem-se a reclassificações entre despesas com actividades de investimento relacionadas com activos incorpóreos, as quais não qualificam como tal ao nível dos IFRS pelo que foram reclassificadas para despesas operacionais.

Sede social: Lugar do Espido, Via Norte, Maia Matriculada na C.R.C. da Maia sob o nº 1067 Capital Social: 700 000 000 euros Pessoa Colectiva nº 500 204 128 Sociedade Aberta
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS NÃO AUDITADAS JANEIRO A MARÇO DE 2005 SEGUNDO AS NORMAS INTERNACIONAIS DE RELATO FINANCEIRO
BALANÇOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 31 DE DEZEMBRO DE 2004
(Montantes expressos em euros)
| POC ACTIVO Notas 31.03.05 31.12.04 ACTIVOS NÃO CORRENTES: Imobilizações corpóreas e incorpóreas 579 072 581 416 Diferenças de consolidação Investimentos 697 358 919 699 750 847 2 048 2 048 Impostos diferidos activos Outros activos não correntes 601 494 675 613 151 626 Total de activos não correntes 1 299 434 714 1 313 485 937 ACTIVOS CORRENTES: Existências Outros activos correntes 6 591 849 2 854 139 3 606 073 3 606 073 Investimentos Caixa e equivalentes de caixa 90 440 156 30 804 585 100 638 078 Total de activos correntes 37 264 797 TOTAL DO ACTIVO 1 400 072 793 1 350 750 734 CAPITAL PRÓPRIO, INTERESSES MINORITÁRIOS E PASSIVO CAPITAL PRÓPRIO: Capital social 700 000 000 700 000 000 Reservas e Resultados Transitados 317 010 596 313 456 578 Resultado líquido do período atribuível aos Accionistas da Empresa- Mãe Total do capital próprio atribuível aos Accionistas da Empresa-Mãe 1 017 010 596 1 013 456 578 Interesses Minoritários TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 1 017 010 596 1 013 456 578 PASSIVO: PASSIVOS NÃO CORRENTES: Empréstimos |
31.12.04 555 664 1 300 041 721 1 300 597 385 19 289 006 29 506 779 1 281 965 50 077 750 |
|---|---|
| 1 350 675 135 | |
| 700 000 000 | |
| 313 605 262 | |
| 1 013 605 262 | |
| 1 013 605 262 | |
| 131 631 951 80 000 000 80 000 000 |
|
| Credores por locações financeiras MLP | |
| Outros passivos não correntes 35 411 751 35 411 751 |
35 411 751 |
| Impostos diferidos passivos 176 490 176 490 Provisões |
|
| Total de passivos não correntes 167 220 192 115 588 241 |
115 411 751 |
| PASSIVOS CORRENTES: | |
| Empréstimos 21 823 23 251 |
7 410 |
| Credores por locações financeiras CP | |
| Credores por locações financeiras CP | |
| Outros passivos correntes 215 820 182 221 682 664 |
221 650 712 |
| Provisões | |
| Total de passivos correntes 215 842 005 221 705 915 |
221 658 122 |
| TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO 1 400 072 793 1 350 750 734 1 350 675 135 |
-
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS POR NATUREZAS
PARA OS PERÍODOS DE TRÊS MESES FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 2004
(Montantes expressos em euros)
| IFRS | POC | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Notas | 31.03.05 | 31.03.04 | 31.03.04 | ||
| Proveitos operacionais: Vendas |
- | - | |||
| Prestações de serviços | 778.035 | - | - | ||
| Outros proveitos operacionais | 576.692 | - | - | ||
| Total de proveitos operacionais | 1.354.727 | - | - | ||
| Custos operacionais | |||||
| Custo das vendas | - | - | |||
| Variação da produção | - | - | |||
| Fornecimentos e serviços externos | 396.382 | 104.421 | 104.421 | ||
| Custos com o pessoal | 625.378 | - | - | ||
| Amortizações e depreciações | 5.363 | 1.761 | 3.846 | ||
| Provisões e perdas por imparidade | - | - | |||
| Outros custos operacionais | 65.914 | 93.739 | 118.941 | ||
| Total de custos operacionais | 1.093.035 | 199.921 | 227.208 | ||
| Resultados operacionais | 261.692 | (199.921) | (227.208) | ||
| Resultados financeiros | 3.292.325 | 245.973 | 271.175 | ||
| Resultados relativos a empresas associadas | - | - | |||
| Resultado antes de impostos | 3.554.018 | 46.052 | 43.967 | ||
| Imposto sobre o rendimento | - | 1.364 | |||
| Resultado depois de impostos | 3.554.018 | 44.688 | 43.967 | ||
| Resultados de operações em descontinuação após impostos | |||||
| Resultado consolidado do trimestr | 3.554.018 | 44.688 | 43.967 | ||
| Atribuível a: | |||||
| Accionistas da Empresa-Mãe | - | - | |||
| Interesses Minoritários | - | - | |||
| Resultados por acção | |||||
| Excluindo operações em descontinuação | |||||
| Básico | 0,0000 | ||||
| Diluído | 0,0000 | ||||
| Das operações em descontinuação | |||||
| Básico | - | - | - | ||
| Diluído | - | - | - | ||
DEMONSTRAÇÕES DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
PARA OS PERÍODOS FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 2004
(Montantes expressos em Euros)
| Rese rvas |
||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Rese de rvas |
Rese rva |
Rese de rvas |
||||||||||||
| Cap ital |
Acçõ es |
Prém ios d e |
Pres taçõ es |
Rese rvas |
Reav aliaç ão |
de ju sto |
aliaç ão d reav e |
Rese rvas |
Outr as |
Res ultad os |
||||
| Nota s |
Soci al |
próp rias |
Emi ssão |
Sup leme ntare s |
lega is |
Lega is |
valo r |
inve stim ento s |
de c ober tura |
Res erva s |
Acu mula dos |
Res ultad o líq uido |
Tota l |
|
| Sald 1 de Jan eiro de 2 005 o em |
700. 000. 000 |
- | 135 .339 .049 |
- | 9.69 5.35 4 |
- | - - |
- | 167 .197 .164 |
(170 .496 ) |
1.39 5.53 5 |
1.01 3.45 6.60 5 |
||
| Aplic ação do r esul tado de 2 004: |
||||||||||||||
| Tran sferê ncia lega l par a res erva |
- | - | - | - | - | - | - - |
- | - | - | - | - | ||
| Divid endo s dis tribu ídos |
- | - | - | - | - | - | - - |
- | - | - | - | - | ||
| Tran sferê ncia ultad os tr ansi tado par a res s |
1.39 5.53 5 |
(1.39 5.53 5) |
- | |||||||||||
| o/(A ção) s pró Aqu isiçã liena de a cçõe prias |
- | - | - | - | - | - | - - |
- | - | - | - | - | ||
| Aum /(dim inuiç ão) d o jus lor d os in s fin iro ento to va strum ento ance |
||||||||||||||
| de c ober , liqu ído d e im tura post o |
- | - | - | - | - | - | - - |
- | - | - | - | - | ||
| Impo sto d iferid soci ado nto/( dimi nuiç ão) d o jus to va lo o as ao a ume |
||||||||||||||
| dos instr ntos fina ncei ros d bertu ume e co ra |
- | - | - | - | - | - | - - |
- | - | - | - | - | ||
| /(dim ão) d tos f Aum ento inuiç o jus to va lor d os in vest imen inan ceiro |
||||||||||||||
| disp onív eis p enda ara v |
- | - | - | - | - | - | - - |
- | - | - | - | - | ||
| Impo sto d iferid soci ado nto/( dimi nuiç ão) d o jus lo to va o as ao a ume |
||||||||||||||
| dos inve stim ento s fin iros disp onív eis p end ance ara v |
- | - | - | - | - | - | - - |
- | - | - | - | - | ||
| Res ultad o líq uido do p eríod o fin do a 31d e Ma rço d e 20 05 |
- | - | - | - | - | - | - - |
- | - | - | 3.55 4.01 8 |
3.55 4.01 8 |
||
| Outr os |
- | - | - | - | - | - | - - |
- | - | - | - | - | ||
| Sald 31 d e Ma rço d e 20 05 o em |
700 .000 .000 |
- | 135 .339 .049 |
- | 9.69 5.35 4 |
- | - - |
- | 167 .197 .164 |
1.22 5.03 8 |
3.55 4.01 8 |
1.01 7.01 0.62 3 |
||
| Sald 1 de Jan eiro de 2 004 o em |
500. 000. 000 |
- | 135 .339 .049 |
- | 3.29 7.11 7 |
- | - - |
- | 50.8 18.8 32 |
(5.18 2) 8.17 |
127. 964. 741 |
812 .061 .070 |
||
| Aplic ação do r esul tado de 2 003: |
||||||||||||||
| Tran sferê ncia lega l par a res erva |
- | - | - | - | - | - | - - |
- | - | - | - | - | ||
| Divid endo s dis tribu ídos |
- | - | - | - | - | - | - - |
- | - | - | - | - | ||
| sferê Tran ncia ultad os tr ansi tado par a res s |
127. 964. 741 |
(127 ) .964 .741 |
- | |||||||||||
| Aqu isiçã o/(A liena ção) de a cçõe s pró prias |
- | - | - | - | - | - | - - |
- | - | - | - | - | ||
| Aum /(dim inuiç ão) d o jus lor d os in s fin iro ento to va strum ento ance |
||||||||||||||
| de c ober , liqu ído d e im tura post o |
- | - | - | - | - | - | - - |
- | - | - | - | - | ||
| Impo sto d iferid soci ado nto/( dimi nuiç ão) d o jus to va lo o as ao a ume |
||||||||||||||
| dos instr ntos fina ncei ros d bertu ume e co ra Aum lor d os in imen tos f inan |
- | - | - | - | - | - | - - |
- | - | - | - | - | ||
| /(dim inuiç ão) d o jus ceiro ento to va vest onív |
||||||||||||||
| disp eis p enda ara v Impo sto d iferid soci ado nto/( dimi ão) d o jus lo to va o as ao a ume |
- | - | - | - | - | - | - - |
- | - | - | - | - | ||
| nuiç dos inve stim ento s fin iros disp onív eis p end ance ara v |
||||||||||||||
| o líq eríod Res ultad uido do p o fin do a 31d e Ma rço d e 20 04 |
- - |
- | - | - | - | - | - - |
- | - | - | - 44.6 88 |
- 44.6 88 |
||
| Outr os |
- | - - |
- - |
- - |
- - |
- - |
- - - - |
- - |
- - |
- - |
- | |||
| - | ||||||||||||||
| Sald 31 d e Ma rço d e 20 04 o em |
500 .000 .000 |
- | 135 .339 .049 |
- | 3.29 7.11 7 |
- | - - |
- | 50.8 18.8 32 |
122 .606 .073 |
44.6 88 |
812 .105 .759 |
O Director Administrativo e FinanceiroO Conselho de Administração
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
PARA OS PERÍODOS DE TRÊS MESES FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 31 DE MARÇO DE 2004
(Montantes expressos em euros)
| ACTIVIDADES OPERACIONAIS: | Notas | 31.03.05 | 31.03.04 |
|---|---|---|---|
| Fluxos das actividades operacionais (1) | -1 496 985 | -2 974 680 | |
| ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO: | |||
| Recebimentos provenientes de: Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas e incorpóreas |
27 935 193 | 11 888 090 | |
| Outros | 15 039 850 | 19 609 081 | |
| 42 975 043 | 31 497 171 | ||
| Pagamentos respeitantes a: Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas e incorpóreas |
26 181 368 1 339 |
25 977 472 | |
| Outros | 15 166 055 | ||
| 26 182 707 | 41 143 527 | ||
| Fluxos das actividades de investimento (2) | 16 792 336 | -9 646 356 | |
| ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO: | |||
| Recebimentos respeitantes a: | |||
| Empréstimos obtidos | 378 778 921 | 325 589 680 | |
| Pagamentos respeitantes a: | 378 778 921 | 325 589 680 | |
| Empréstimos obtidos | 324 465 321 | 307 140 979 | |
| Juros e custos similares | 9 971 953 | 11 875 269 | |
| 334 437 274 | 319 016 248 | ||
| Fluxos das actividades de financiamento (3) | 44 341 647 | 6 573 432 | |
| Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) Efeito das diferenças de câmbio |
59 636 998 | -6 047 604 | |
| Caixa e seus equivalentes no início do período Caixa e seus equivalentes no fim do período |
34 387 407 94 024 405 |
39 907 775 33 860 171 |
O Director Administrativo e Financeiro O Conselho de Administração