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Sonae SGPS — Annual Report 2004
May 5, 2004
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Annual Report
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SODIM, S.G.P.S., S.A.
Relatório de Gestão e Contas Exercício de 2003
"A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, ao abrigo do disposto no nº 3 do art. 250º do Código dos Valores Mobiliários, dispensou a publicação das contas individuais.
Os documentos de prestação de contas alvo desta dispensa encontram-se disponíveis para consulta, juntamente com os restantes, na sede desta Sociedade, de acordo com o estabelecido pelo Código das Sociedades Comerciais".
SODIM, SGPS, S.A.
Sede: Rua Castilho, 77-A, 1070-050 LISBOA
Capital Social: 32.832.000 Euros
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o nº. 22 641
Pessoa Colectiva nº. 500 259 674
Assembleia Geral Anual CONVOCATÓRIA
Ao abrigo dos artigos 376° e 377° nº. 6 do Código das Sociedades Comerciais, convoco os Senhores Accionistas da SODIM, SGPS, S.A. para se reunirem em Lisboa, no Hotel Ritz, Rua Rodrigo da Fonseca, 88-A, no dia 6 de Abril de 2004, pelas 17 horas, com a seguinte ordem de trabalhos:
- 1º. Deliberar sobre o Relatório de Gestão e as Contas do Exercício de 2003, bem como sobre o Relatório e Parecer do Conselho Fiscal;
- 2°. Deliberar sobre os documentos de consolidação de Contas referentes ao mesmo exercício;
- 3°. Deliberar sobre a proposta de aplicação de resultados;
- 4°. Proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da Sociedade, e
- 5°. Deliberar sobre uma proposta do Conselho de Administração para aquisição e alienação de acções e obrigações próprias.
Constituem a Assembleia Geral os accionistas que possuam acções que, nos termos estatutários, confiram direito a, pelo menos, um voto.
A cada grupo de 100 acções corresponde um voto; para poderem exercer o direito de voto, os accionistas titulares de menos de 100 acções deverão agrupar-se por forma a completar o mínimo exigido e têm de fazer-se representar, na reunião, por um só deles.
Até oito dias antes da Assembleia os titulares de acções não registadas deverão fazer prova da sua titularidade, seja por depósito das acções no escritório da Sociedade, na Avª. Fontes Pereira de Melo, 14-9°., em Lisboa, seja por documento bancário comprovativo do seu depósito e cativo em Instituição de Crédito até ao termo da Assembleia.
Durante os quinze dias anteriores à data da Assembleia serão facultados à consulta dos accionistas, na Avª. Fontes Pereira de Melo, 14-9°., em Lisboa, os elementos de informação previstos na Lei e, nomeadamente, os documentos de prestação de contas e as propostas a apresentar pelo Conselho de Administração.
Lisboa, 6 de Fevereiro de 2004
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Paulo Jorge Barreto de Carvalho Ventura

RELATÓRIO DE GESTÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO REFERENTE ÀS CONTAS CONSOLIDADAS
Exmos. Senhores Accionistas,
De acordo com a lei e os estatutos, apresentamos a seguir o Relatório e Contas referente ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2003.
Tal como previsto, em 2003, começaram a surgir indicações que apontam para o fim da grave crise económica que afectou as regiões mais representativas a nível mundial.
No entanto, enquanto nos EUA se assistiu a uma notável aceleração do crescimento do seu produto interno bruto, a União Europeia manteve-se num clima de certo marasmo económico apresentando um crescimento inferior ao inicialmente previsto.
No que se refere a Portugal verificou-se que a sua economia atingiu o ponto mais elevado da crise no primeiro semestre, com um crescimento negativo de cerca de 1,5%. No segundo semestre observou-se já uma alteração do sentido descendente, de tal modo que, no final do ano, a recessão traduzia-se numa diminuição do PIB em cerca de 1%. Esta situação foi, fundamentalmente, consequência da implementação de políticas atinentes à correcção do consumo e do investimento público e privado.
Como sociedade gestora de participações sociais os resultados da SODIM reflectem essencialmente o desempenho das suas participadas ao longo do ano de 2003 e operações pontuais de desinvestimento de que resultaram proveitos extraordinários.
Assim, enquanto a participação na SEMAPA-Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A. contribuiu positivamente para o Resultado Líquido no exercício, as empresas relacionadas com a actividade hoteleira apresentaram prejuízos significativos. Não é, no entanto, discipiente o valor dos proveitos extraordinários obtidos em consequência da alienação de algumas participações financeiras minoritárias.
Relativamente à SEMAPA-Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A. é de salientar que, no exercício de 2003, apresentou um total de Vendas e Prestações de Serviços de 418 milhões de euros, inferior em cerca de 15% ao registado no ano anterior e um Resultado Líquido de 40 milhões de euros, mais 30% que em 2002, variação que decorre principalmente do aumento da participação na Secil, em consequência da aquisição efectuada aos ex-accionistas Dinamarqueses, e à reversão de uma provisão constituída em 2002 para fazer face ao investimento em acções da Cimpor.

No que diz respeito à actividade hoteleira, pela importância que tanto o HOTEL RITZ como o HOTEL VILLA MAGNA têm na actividade operacional da SODIM, é de realçar aquilo que de mais importante se registou em 2003 nestas unidades hoteleiras.
No HOTEL RITZ, apesar do trabalho de consolidação que se tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos, os resultados da Sociedade não puderam deixar de reflectir a envolvente económica em que a actividade se enquadra. A taxa de ocupação registada em 2003 foi de 45%, menos um ponto percentual que no ano anterior e o preço médio do quarto manteve-se em 245 euros. Face a esta evolução as receitas dos quartos diminuiram em cerca de 3%, tendo no entanto aumentado, relativamente ao ano anterior, a quota de mercado no conjunto dos principais hotéis de cinco estrelas da cidade de Lisboa.
Também pelos motivos anteriormente referidos, as receitas de restauração do HOTEL RITZ registaram um decréscimo de 2% relativamente ao ano de 2002, tendo sobressaído pela positiva as sub-áreas de restauração Banquetes e Restaurante Varanda que apresentaram um aumento das receitas de 2,4% e 2,7%, respectivamente.
As restantes receitas da actividade hoteleira, tais como as provenientes de chamadas telefónicas e de serviços de lavandaria apresentaram-se sem variações significativas.
Relativamente aos investimentos realizados que ascenderam no exercício em análise a, aproximadamente, 3,7 milhões de euros, é de realçar a conclusão do SPA, a finalização da remodelação da cozinha, a remodelação do sistema de ar novo dos quartos, a aquisição de novo equipamento para a lavandaria e diversos trabalhos de renovação realizados nos quartos e nas áreas públicas. O valor do investimento inclui ainda a renovação do equipamento hoteleiro e operacional necessário à manutenção da qualidade exigível a um hotel líder de mercado.
Estes investimentos, que representam um esforço financeiro muito significativo, têm permitido consolidar uma estratégia de longo prazo iniciada há já alguns anos, no sentido de manter o HOTEL RITZ como um padrão de referência na hotelaria nacional e mesmo internacional. Este esforço tem vindo a ser reconhecido pela diferenciação que os clientes fazem relativamente a produtos concorrentes e pelo aparecimento do HOTEL RITZ, com os mais elevados níveis de preferência, em inquéritos promovidos por revistas internacionais da especialidade.
Temos, no entanto, de reconhecer também que os resultados obtidos não são alheios à associação que mantemos desde 1997 com a Four Seasons Hotels and Resorts consubstanciada através de um contrato de gestão.

Quanto ao HOTEL VILLA MAGNA verificou-se uma redução substancial do nível de actividade comparativamente com o ano anterior. A taxa de ocupação diminuiu 5,6 pontos percentuais relativamente a 2002, fixando-se em 58,5%, e o preço médio do quarto diminuiu para 269 euros, ou seja, menos 4% que no ano transacto. Em consequência desta evolução as receitas dos quartos diminuiram 12,5%, tendo no entanto mantido, relativamente ao ano anterior, a quota de mercado no conjunto dos principais hotéis concorrentes da cidade de Madrid.
Também em consequência da redução do nível de actividade, as receitas de restauração do HOTEL VILLA MAGNA registaram um decréscimo de 9% relativamente ao ano 2002, sendo de realçar as quebras de 10% e 14,5% registadas, respectivamente, nas sub-áreas Banquetes e Restaurante Le Divellec.
As restantes receitas da actividade hoteleira, tais como as provenientes de chamadas telefónicas, de serviços de lavandaria e de parqueamento diminuíram, no seu conjunto, cerca de 13,4% relativamente ao ano anterior.
Note-se que o controlo de toda a operação hoteleira é efectuado pela Hyatt International ao abrigo de um contrato de gestão que termina em 15 de Março de 2005.
No entanto, não só as condições económicas adversas justificam a quebra de actividade verificada. Contribuiu também para tal, uma certa perca de competitividade relativamente aos hotéis concorrentes, em consequência do desgaste significativo da propriedade face à ausência de uma política de investimentos de renovação, no período anterior à aquisição do HOTEL VILLA MAGNA. Com o objectivo de contrariar esta tendência, no decurso do ano de 2003, continuaram a desenvolver-se os trabalhos preparatórios, nomeadamente projectos e criação de quartos modelo, tendo como objectivo a implementação de um vasto programa de renovação dos quartos e das zonas públicas, de forma a garantir a qualidade necessária à obtenção de um maior sucesso comercial.
No que diz respeito à CAPITAL HOTELS, B.V., tratando-se de uma sociedade veículo de investimento, não teve actividade significativa.
Relativamente às participadas GALERIAS RITZ Imobiliária, S.A. e PARQUE RITZ Imobiliária, S.A. importa salientar que, já no decurso de 2004, foi aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa o projecto de arquitectura relativo a um empreendimento imobiliário, a realizar no local actualmente ocupado pelas Galerias Ritz, estando neste momento em curso o desenvolvimento dos restantes projectos necessários para a respectiva concretização. Para além deste facto, durante o exercício em análise, estas duas participadas mantiveram a exploração das lojas e do parque de estacionamento de que a primeira é proprietária.

A SODIMPARQUE-Parqueamento e Garagens, Lda. manteve a exploração dos parques de estacionamento existentes no Quarteirão Ritz, assim como um outro existente na Rua Filipe Folque, em Lisboa, tendo contribuído positivamente para o resultado da sociedade apresentando um volume de negócios de aproximadamente 507 mil euros, superior em 15% ao registado em 2002.
Ainda no decurso de 2003 a sociedade dissolveu a participada SOGIPSA-Sociedade de Gestão, S.A. e alienou a participações detidas na DIMO-Desenvolvimento Imobiliário e Construção, S.A., CIMILONGA-Imobiliária, S.A., LONGAVIA-Imobiliária, S.A., IMOCIPAR-Imobiliária, S.A. e LONGAPAR, SGPS, S.A. de que resultou uma mais-valia de 4 milhões de euros. Por outro lado a sociedade reforçou a sua participação na SEMAPA-Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A. tendo adquirido em Bolsa 1.115.000 acções. Note-se que no decurso de 2003 esta participada distribuiu dividendos no valor de 0,10 euros por acção.
O total de Proveitos Consolidados da Sociedade atingiu cerca de 51 milhões de euros, correspondendo 38 milhões de euros a Vendas e Prestação de Serviços provenientes, essencialmente, da HOTEL RITZ, S.A. e da HOTEL VILLA MAGNA, S.L., 8,5 milhões de euros a Proveitos Financeiros decorrentes da aplicação do Método de Equivalência Patrimonial à participação na SEMAPA-Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A. e 4 milhões de euros de mais-valias na alienação de participações financeiras.
O Passivo Financeiro Consolidado, incluindo a parte em dívida do preço do Hotel Villa Magna, totalizava na data do encerramento do exercício 134,2 milhões de euros, tendo diminuido relativamente ao ano anterior em cerca de 6,4 milhões de euros, e correspondia a:
| • | SODIM, SGPS, S.A. - Empréstimo Obrigacionista |
32,4 milhões de euros |
|---|---|---|
| • | HOTEL RITZ, S.A. - Empréstimo Hipotecário junto do Banco Eurohypo - Empréstimo junto do Fundo de Turismo ou |
32,9 milhões de euros |
| em regime de protocolo com este Fundo - Empréstimo de curto prazo junto de Instituições Financeiras |
1,0 milhões de euros 2,4 milhões de euros |
|
| • | VILLA MAGNA, S.L. - Empréstimo Hipotecário junto do Banco Eurohypo |
17,8 milhões de euros |
pelo Banco Eurohypo 47,7 milhões de euros
- Dívida à Wareware com garantia bancária prestada

Para o ano de 2004 prevê-se que as economias mundiais, principalmente as dos EUA e União Europeia, venham a conhecer crescimentos significativos e que, em consequência, a hotelaria nas cidades de Lisboa e Madrid apresente maiores níveis de taxa de ocupação e de preço médio do quarto. Particularmente, espera-se que a realização do Campeonato da Europa de Futebol, embora num período de tempo bastante limitado, permita divulgar Portugal, e mais especificamente Lisboa, como um destino turístico. No entanto face à existência em 2003 de resultados extraordinários que, em princípio, não se repetirão, e apesar do Conselho de Administração perspectivar para 2004 uma ligeira melhoria da actividade das participadas, prevê-se uma redução dos resultados da Sociedade.
Nos termos da lei, informa-se que a Sociedade não detém acções próprias e que não existem verbas em mora ao "Estado e Outros Entes Públicos".
Atendendo a que o resultado apurado no exercício está fortemente influenciado pela aplicação do método de equivalência patrimonial à participação na SEMAPA-Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A. e por mais-valias na alienação de imobilizado financeiro mas cujo valor de realização foi reinvestido, propomos que o lucro de 5.616.756,69 euros, seja aplicado da seguinte forma:
| Para Reserva Legal | 280.837,83 euros |
|---|---|
| Para Reservas Livres | 2.071.105,14 euros |
| Para Resultados Transitados | 2.936.493,72 euros |
| Para Dividendos | 328.320,00 euros |
A terminar não queremos deixar de manifestar o nosso agradecimento ao Conselho Fiscal pela colaboração valiosa e dedicada, bem como a todos aqueles que, ao longo do ano, contribuíram para os resultados obtidos.
Lisboa, 12 de Março de 2004
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Pedro Mendonça de Queiroz Pereira, Presidente Maria Maude Mendonça de Queiroz Pereira Lagos Manuel Fernando Moniz Galvão Espírito Santo Silva Carlos Eduardo Coelho Alves Álvaro Manuel Ricardo Nunes

ANEXO A QUE SE REFEREM OS ARTIGOS 447º E 448º DO C.S.C. E O REGULAMENTO CMVM Nº 11/2000
| I | Acções de que são titulares os membros dos órgãos de administração e fiscalização: Pedro Mendonça de Queiroz Pereira 252.918 acções |
|
|---|---|---|
| Maria Maude Mendonça de Queiroz Pereira Lagos 252.918 acções | ||
| Manuel Fernando Espírito Santo Silva 1.392 acções | ||
| II | Acções de que são titulares sociedades em que os membros dos órgãos de administração e fiscalização exercem igualmente cargos de administração e fiscalização: |
|
| Cimianto – Gestão de Participações, S.A114.688 acções | ||
| Sociedade Agrícola da Quinta da Vialonga, S.A 15.936 acções | ||
| Vértice – Gestão de Participações, SGPS, S.A437.958 acções |
III Aquisição e alienação de acções:
A sociedade não recebeu qualquer comunicação relativa à aquisição ou alienação de acções por parte das pessoas e sociedades referidas em I e II.
Nos termos do nº 3 do artigo 447º do C.S.C. a sociedade foi informada de que o administrador Pedro Mendonça de Queiroz Pereira prometeu em 17 de Novembro de 2003 vender 118.600 acções da sociedade pelo preço de 36,64€ por acção e que na mesma data a administradora Maria Maude Mendonça de Queiroz Pereira Lagos prometeu vender o mesmo número de acções por igual preço.

IV Participações qualificadas:
| Entidades | Número de acções |
% de direitos de voto e do capital |
|---|---|---|
| Vértice – Gestão de Participações, SGPS, S.A., aqui considerando nos termos do artigo 20º do CVM as participações dos seus administradores Pedro Mendonça de Queiroz Pereira e Maria Maude Mendonça de Queiroz Pereira Lagos, acima indicadas |
943.794 | 34,50% |
| Cimianto – Gestão de Participações, S.A., | ||
| aqui considerando nos termos do artigo 20º do CVM as participações dos seus administradores Pedro Mendonça de Queiroz Pereira, Maria Maude Mendonça de Queiroz Pereira Lagos e Frederico José da Cunha Mendonça e Meneses, as primeiras acima indicadas e a do último de 10.000 acções |
630.524 | 23,05% |
| Moagens Associadas, S.A. | 333.888 | 12,20% |
| Cimilonga – Imobiliária, S.A., | ||
| aqui considerando nos termos do artigo 20º do CVM a participação do seu administrador Frederico José da Cunha Mendonça e Meneses acima indicada e acções cuja compra foi apenas prometida |
365.800 | 13,37% |
Lisboa, 15 de Janeiro de 2004
BALANÇO ANALITICO CONSOLIDADO EM 31-12-03
(Artigo 3º do decreto-Lei nº 410/89, com alteração do Dec.-Lei nº 238/91 de 2 de Julho)
| Despesas de investigação e desenvolvimento IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS: ACTIVO Despesas de instalação IMOBILIZADO: |
PROVISÕES E | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ACTIVO BRUTO |
AMORTI- ZAÇÕES |
EM 31-12-03 LÍQUIDO ACTIVO |
EM 31-12-02 LÍQUIDO ACTIVO |
C A P I T A L P R O P R I O E P A S S I V O |
2003 | 2002 | |
| 484 2.046 |
624 484 |
1.422 0 |
1.659 33 |
CAPITAL PRÓPRIO CAPITAL: |
32.832 | 32.832 | |
| 2.530 | 1.108 | 0 1.422 |
1.692 | Ajustamentos partes capital em filiais e associadas | 16.134 | 16.175 | |
| IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS: Terrenos e recursos naturais |
56.306 | 56.306 | 56.306 | RESERVAS: | |||
| Edifícios e outras construções | 86.959 | 21.819 | 65.140 | 68.080 | Reservas de reavaliação | 19.856 | 20.179 |
| Equipamento básico | 32.341 | 16.796 | 15.545 | 16.804 | Reservas legais | 2.848 | 2.720 |
| Equipamento de transporte Ferramentas e utensílios |
340 2 |
2 133 |
207 | 224 | Outras Reservas | 3.148 | 3.059 |
| Equipamento administrativo | 1.667 | 1.195 | 0 472 |
0 481 |
RESULTADOS TRANSITADOS: | -2.687 | -804 |
| Outras imobilizações corpóreas | 3.485 | 1.108 | 2.377 | 2.186 | Subtotal | 72.131 | 74.161 |
| Adiantamentos por conta de imobilizações corpóreas Imobilizações em curso |
4.800 | 4.800 0 |
2.467 0 |
Resultados do exercicio: | 5.617 | 2.582 | |
| 185.900 | 41.053 | 144.847 | 146.548 | TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO | 77.748 | 76.743 | |
| DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO | Interesses minoritários | ||||||
| Diferenças de Consolidação (Goodwill) | 4.199 | 840 | 3.359 | 3.779 | |||
| 4.199 | 840 | 3.359 | 3.779 | ||||
| Partes de capital em empresas do grupo INVESTIMENTOS FINANCEIROS: |
0 | 0 | PROVISÕES PARA RISCOS E ENCARGOS: PASSIVO |
||||
| Empréstimos a empresas do grupo | 0 | 1 | Outras provisões para riscos e encargos | 1.365 | 1.397 | ||
| Partes de capital em empresas associadas Partes de capital noutras empresas |
54.277 | 54.277 0 |
48.548 405 |
DÍVIDAS A TERCEIROS - Médio e longo prazo: | |||
| 54.277 | 0 | 54.277 | 48.954 | Dividas a instituições de crédito | 50.625 | 51.436 | |
| CIRCULANTE: | Empréstimo por Obrigações Outros empréstimos obtidos |
32.422 720 |
32.422 997 |
||||
| EXISTÊNCIAS: | Outros Credores | 47.748 | 47.748 | ||||
| Matérias-Primas,subsidiárias e de consumo Mercadorias |
944 | 0 944 |
1.102 21 |
131.515 | 132.603 | ||
| 944 | 0 | 944 | 1.123 | DÍVIDAS A TERCEIROS - Curto prazo: Dividas a instituições de crédito |
2.376 | 7.709 | |
| DÍVIDAS DE TERCEIROS - Curto Prazo: | Fornecedores, c/c | 1.900 | 1.497 | ||||
| Clientes de cobrança duvidosa Clientes c/c |
346 2.246 |
340 | 2.246 6 |
1.939 4 |
Fornecedores - Facturas em recepção e conferência Accionistas |
39 17 |
19 11 |
| Accionistas | 0 | 94 | Adiantamentos de clientes | 2.438 | 1.433 | ||
| Adiantamentos a fornecedores | 12 | 12 | 0 | Outros empréstimos obtidos | 278 | 266 | |
| Estado e outros entes públicos Outros devedores |
147 645 |
645 147 |
723 70 |
Fornecedores de imobilizado, c/c Estado e outros entes públicos |
354 1.031 |
733 211 |
|
| 3.396 | 340 | 3.056 | 2.830 | Outros credores | 649 | 1.415 | |
| Acções em outras Empresas TÍTULOS NEGOCIÁVEIS |
0 | 41 | 9.082 | 13.294 | |||
| Outras aplicações de tesouraria | 9.671 | 9.671 | 15.404 | ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS: | |||
| DEPÓSITOS BANCÁRIOS E CAIXA | 9.671 | 0 | 9.671 | 15.445 | Acréscimos de custos Proveitos diferidos |
268 2.118 |
2.868 13 |
| Depósitos bancários | 527 | 527 | 590 | 2.386 | 2.881 | ||
| Caixa | 76 603 |
0 | 76 603 |
66 656 |
|||
| ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS: Acréscimos e proveitos |
1 | 1 | 31 | ||||
| Custos diferidos | 3.916 3.917 |
0 | 3.916 3.917 |
5.860 5.891 |
TOTAL DO PASSIVO | 144.348 | 150.175 |
| TOTAL DE AMORTIZAÇÕES TOTAL DE PROVISÕES |
340 43.001 |
||||||
| TOTAL DO ACTIVO | 265.437 | 43.341 | 222.096 | 226.918 | TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO | 222.096 | 226.918 |
O Conselho de Administração Pedro Mendonça de Queiroz Pereira, Presidente Maria Maude de Queiroz Pereira Lagos Manuel Fernando Moniz Galvão Espirito Santo Silva Carlos Eduardo Coelho Alves Álvaro Manuel Ricardo Nunes
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS LÍQUIDOS (ARTIGO 3º DO DECRETO-LEI № 410/89) (Com a alteração do Dec.-Lei nº 238/91, de 2 de Julho) Valores exp
| Demonstração de Resultados Consolidados da SODIM, SGPS, S.A | DIM, SGPS, S.A | (ART (Com a al |
TGO 3º DO DECRE teração do DecLei |
(ARTIGO 3º DO DECRETO -LEI № 410/89) (Com a alteração do DecLei nº 238/91, de 2 de Julho) Val |
Valores expressos em milhares de euros | ss de euros | Exerc | Exercício de 2003 | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CUSTOS E PERDAS | 2003 | 2002 | PROVEITOS E GANHOS | 2003 | 2002 | ||||
| Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas: | Prestacões de servicos | 37.700 | 37.700 | 40.223 | 40.223 | ||||
| Matérias | 4.009 | 4.009 | 6.406 | 6.406 | |||||
| Fornecimentos e serviços externos | 11.688 | 9.962 | Proveitos suplememntares | 129 | 129 | 160 | 160 | ||
| Custos com o pessoal: | (B) | 37.829 | 40.383 | ||||||
| Remunerações | 12.874 | 11.904 | Ganhos em empresas do grupo e associadas | 8.466 | 6.664 | ||||
| Pensões | 96 | 100 | Rendimentos de participacoes de capital | - | 111 | ||||
| Outros | 3.901 | 16.871 | 3.010 | 15.014 | Outros juros e proveitos similares | ||||
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo | 6.382 | 6.306 | Outros | 263 | 8.730 | 434 | 7.109 | ||
| Provisões | 84 | 6.466 | 203 | 6.509 | (D) | 46.559 | 47.492 | ||
| Impostos | 352 | 329 | Proveitos e ganhos extraordinarios | 4.517 | ļ | 150 | |||
| Outros custos e perdas operacionais | 15 | 367 | 43 | 372 | (F) | 51.076 | 47.642 | ||
| (A) | 39.401 | 38.263 | |||||||
| Perdas em empresas do grupo e associadas | 420 | 420 | |||||||
| Juros e custos similares: | |||||||||
| Outros | 5.574 | 5.994 | 6.331 | 6.751 | |||||
| (C) | 45.395 | 45.014 | |||||||
| Custos e perdas extraordinários | 50 | 14 | |||||||
| (E) | 45.445 | 45.028 | |||||||
| Imposto sobre o rendimento do exercicio | 14 | 31 | |||||||
| (G) | 45.459 | 45.059 | |||||||
| Interesses minoritários | |||||||||
| Resultado liquido do exercicio | 5.617 | 2.583 | |||||||
| 51.076 | 47.642 | ||||||||
| RE | RESUMO: | 2003 | 2002 |
O Conselho de Administração
Pedro Mendonga de Queiroz Pereira-Presidente
Maria Mande de Queiroz Pereiral Lagos
Manuel Fernando Monie Galvão Espirito Santo Silva
Carlos Eduardo Ceelho Alves
Alvaro Manuel Recado Vantes
2.120
-1.572
2.736
(D-B)-(C-A)= (B)-(A)=
Resultados operacionais: Resultados financeiros: Resultados correntes:
(D)-(C)=
1.164 5.631 5.617
Resultado liquido do exercicio:(F)-(G)= Resultado antes de impostos: (F)-(E)=
358 2.614 2.583
O Director Administrativo e Financeiro Vitor Paulo Paranhos Pereira

SODIM, SGPS, S.A. ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS RELATIVOS AO EXERCÍCIO DE 2003
INTRODUÇÃO
A Sodim, SGPS,SA ressultou de uma operação de reestruturação da Sociedade de Investimentos Imobiliários, Sodim, SA concretizada em 21 de Dezembro de 1998 e tem por objecto social a gestão de participações sociais noutras Sociedades, nomeadamente na SEMAPA – Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, SA e Hotel Ritz, SA e ainda, de forma indirecta na Hotel Villa Magna, SL.
Durante o exercício de 2002 e relativamente à actividade hoteleira a SODIM consolidou a operação de Espanha, concretizando o projecto de fusão conforme fora deliberado, fundindo-se as três sociedades Espanholas numa só, dando origem à Sociedade HOTEL VILLA MAGNA, SL.
As notas que se seguem respeitam a numeração definida no Plano Oficial de Contabilidade, excluindo-se aquelas que não são aplicáveis à Sociedade ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.
I. INFORMAÇÕES RELATIVAS ÀS EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO
- Empresas com participação directa consolidadas integralmente
1.1. HOTEL RITZ, S.A.
Sede: Rua Rodrigo da Fonseca, 88, 1099-039 Lisboa 100% do Capital detido pela Sodim, SGPS, S.A.
O Capital Próprio da empresa é de 21.228,66 €'000 tendo incluído o resultado líquido negativo do exercício no montante de 2.356,63 €'000.
1.2. GALERIAS RITZ-Imobiliária, S.A.
Sede: Rua Rodrigo da Fonseca, 88, 1099-039 Lisboa
100% do Capital detido pela Sodim, SGPS, S.A.
O Capital Próprio da empresa é de 7.111,47 €'000 tendo incluído o resultado líquido do exercício no montante de 106,44 €'000.
1.3. PARQUE RITZ-Imobiliária, S.A.
Sede: Rua Rodrigo da Fonseca, 88, 1099-039 Lisboa
100% do Capital detido pela Sodim, SGPS, S.A.
O Capital Próprio da empresa é de 921,12 €'000 tendo incluído o resultado líquido do exercício no montante de 16,83 €'000.
1.4. SODIMPARQUE-Parqueamento e Garagens, Lda.
Sede: Rua Castilho, 77-A, Loja 8, 1070-050 Lisboa
100% do Capital detido pela Sodim, SGPS, S.A.
O Capital Próprio da empresa é de 20,78 €'000 tendo incluído o resultado líquido do exercício no montante de 2,31 €'000.
1.5. CAPITAL HOTELS, B.V
Sede: Holanda
100% do Capital detido pela Sodim, SGPS, S.A
O Capital Próprio da empresa é de 31.571 €'000, tendo incluído o resultado líquido negativo do exercício no montante de 147 €'000.

2. Empresas com participação indirecta consolidadas integralmente
2.1. HOTEL VILLA MAGNA, SL.
Sede: Espanha
100% do Capital detido pela Capital Hotel, B.V.
O Capital Próprio da empresa é de 26.208 €'000, tendo incluído o resultado líquido negativo do exercício no montante de 2.659 €'000.
3. Empresas consolidadas através do método de equivalência patrimonial
3.1. SEMAPA-Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A.
Sede: Av. Fontes Pereira de Melo, 14 - 9º, 1050-121 Lisboa
22,1% do Capital detido pela Sodim, SGPS, S.A.
O Capital Próprio da empresa é de 237.626 €'000, tendo incluído o resultado líquido do exercício no montante de 40.073 €'000.
Dada a percentagem detida pela SODIM, SGPS, S.A. da SEMAPA-Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A., o método de consolidação aplicado foi o de equivalência patrimonial.
7. Pessoal ao serviço durante o Exercício
| Sodim, SGPS, S.A. | 5 |
|---|---|
| Hotel Ritz, S.A. | 302 |
| Galerias Ritz, Imobiliária, S.A | - |
| Parque Ritz, Imobiliária, S.A. | - |
| Sodimparque – Parqueamento e Garagens, Lda. | 3 |
| Capital Hotels, B.V. | 2 |
| Hotel Villa Magna, S.A | 200 |
| Total de Empregados | 513 |
II. INFORMAÇÕES RELATIVAS À IMAGEM VERDADEIRA E APROPRIADA
8. Aplicação das normas de consolidação
A aplicação das normas de consolidação foi suficiente para que as Demonstrações Financeiras consolidadas apresentem uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados do conjunto das empresas incluídas na consolidação.
A realização de capital das Sociedades constituídas a 21 de Dezembro de 1998 foi efectuada através da transferência de imobilizado. Este valor foi definido através de uma avaliação efectuada por uma empresa independente, da qual resultou uma reavaliação de imobilização de € 21.465.284.
III. INFORMAÇÕES RELATIVAS AOS PROCEDIMENTOS DE CONSOLIDAÇÃO
As demonstrações financeiras consolidadas foram elaboradas com referência à mesma data das demonstrações financeiras anuais da SODIM, SGPS, S.A., ou seja, 31 de Dezembro de 2003.
10. Diferenças de Consolidação (Goodwill)
Na aquisição indirecta do Hotel Villa Magna o valor global do investimento ascendeu 100.444 mil euros. Face a uma avaliação independente no montante total de 89.572 mil euros (em que 88.115 mil euros diz respeito ao imobilizado corpóreo e 1.457 mil euros é relativo à marca) verifica-se a existência de uma diferença entre o valor global do investimento e os capitais próprios das sociedades à data de aquisição de 4.199 mil euros a qual foi considerada como Goodwill da operação efectuada. Note-se que no entanto, face ao diferimento no pagamento de 50% do preço, o valor actualizado liquido do investimento é de 84,7 milhões de euros. O prazo de amortização é o correspondente ao período estimado de recuperação do investimento.

17. Diferenças de Consolidação para além do período de cinco anos
Como já foi referido na nota 10, na aquisição indirecta do Hotel Villa Magna, originou uma diferença de Consolidação (Goodwill) no montante de 4.199 mil euros, a qual será amortizada no prazo de 10 anos, prazo esse que é o correspondente ao período estimado de recuperação do investimento.
IV. INFORMAÇÕES RELATIVAS A COMPROMISSOS
22. Garantias bancárias e reais
As garantias bancárias prestadas por Bancos a favor de Terceiros (Fundo de Turismo e LTE-Electricidade de Lisboa e Vale do Tejo), em 31 de Dezembro de 2003, ascendem a € 855.331.
As obrigações de pagamento que emergem para a Empresa da emissão do empréstimo obrigacionista, nomeadamente reembolso de capital e pagamento de juros, remuneratórios e de mora, estão garantidas por penhor, inicialmente constituído, sobre 25.000.000 acções, representativas de 21,13% do capital social da sociedade SEMAPA-Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A..
O penhor de acções da SEMAPA tem um grau de cobertura (produto do valor de cotação pelo número de acções dadas em penhor a dividir pelo valor em dívida do empréstimo) com um mínimo de 1,3 com revisão cupão a cupão.
0 empréstimo bancário e a garantia bancária contratada com o Banco Eurohypo pela empresa Hotel Villa Magna, SL, no montante de milhares de euros 17.752, para o empréstimo bancário e de milhares de euros 47.748 para a garantia bancária, estão garantidos por hipoteca do Hotel Villa Magna.
O empréstimo hipotecário contratado entre o Banco Eurohypo e a Hotel Ritz, S.A, no montante de milhares de euros 33.860, encontra-se garantido por hipoteca do Hotel Ritz..
V. INFORMAÇÕES RELATIVAS A POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As políticas contabilísticas mais significativas utilizadas na determinação dos resultados consolidados do exercício e apresentação da situação financeira consolidada são as que se seguem:
23.1. Bases de apresentação
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal e segundo o princípio do custo histórico, não sendo considerados aumentos no valor de mercado dos activos, com excepção da situação expressa no ponto 23.3. deste Anexo.
Em conformidade com a legislação portuguesa, a Empresa mantém os seus registos contabilísticos de acordo com o Plano Oficial de Contabilidade, sendo esses registos os únicos reconhecidos pelas autoridades legais e fiscais. Assim, as demonstrações financeiras consolidadas e individuais apresentadas, baseadas nestes registos e nas demonstrações financeiras das empresas afiliadas directamente detidas, foram preparadas em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal.
23.2. Imobilizações incorpóreas
As imobilizações incorpóreas estão registadas ao custo de aquisição, líquido das amortizações efectuadas dentro dos limites das taxas legalmente fixadas.

23.3. Imobilizações corpóreas
O imobilizado corpóreo da Sociedade de Investimentos Imobiliários Sodim, S.A. transferido para as empresas Hotel Ritz, SA, Galerias Ritz Imobiliária, SA e Parque Ritz Imobiliária, SA, antes da sua transformação em Sodim, SGPS, S.A., foi alvo de uma avaliação, efectuada por uma empresa independente, com o objectivo de definir o seu valor de venda. Desta avaliação resultou uma reserva de reavaliação no valor de € 21.465.284, estando sujeita ao preconizado na Directriz Contabilística nº 16. Esta reserva tem vindo a ser reduzida anualmente no valor correspondente à amortização do imobilizado reavaliado, sendo o seu valor actual de 19.856 mil euros.
As amortizações dos bens avaliados estão a ser efectuadas com base na vida útil económica remanescente de cada um deles.
O imobilizado em curso, tal como o imobilizado corpóreo adquirido desde o ano de 1998, está valorizado a preços de aquisição. Neste último caso, diminuído das reintegrações acumuladas, calculadas segundo o método das quotas constantes, e com base nos limites permitidos fiscalmente.
23.4 Existências
As existências estão valorizadas através do sistema de custeio do custo médio ponderado.
23.5 Reconhecimento de custos e proveitos
Os custos e proveitos são reconhecidos como resultados dos exercícios a que dizem respeito, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento.
23.6. Impostos
A Empresa é tributada para efeitos de impostos sobre os lucros com base no lucro individual.
Por despacho do Secretário de Estado do Turismo de 4 de Janeiro de 1995, foi confirmada a utilidade turística do Hotel Ritz até ao final do ano 2005. Como consequência, a empresa beneficia de uma redução de 50% de Contribuição Predial e de IRC até ao ano de 2005.
O pagamento dos impostos sobre lucros é efectuado com base em declarações de autoliquidação que ficam sujeitas a inspecção e eventual ajustamento pelas autoridades fiscais durante um período de quatro anos, contado a partir do exercício a que dizem respeito.
Aplicando o disposto na Directriz Contabilística nº 28, os efeitos seriam um acréscimo de activos por imposto diferido no montante global de 1.597.130 €, por contrapartida de resultados transitados no montante de 1.158.358 € e por imposto diferido sobre o rendimento de 438.772 € , na prespectiva da recuperação dos prejuízos fiscais. Contudo face ao futuros cenários a recuperabilidade do montante de 1.197.189 € destes prejuízos fiscais é reduzida.
24. Conversão para euros das transacções em moeda estrangeira
As operações em moeda estrangeira foram convertidas para euros aos câmbios das respectivas datas. As diferenças de câmbio apuradas, aquando do pagamento ou recebimento, foram reconhecidas como resultados do exercício.
VI - INFORMAÇÕES RELATIVAS A DETERMINADAS RUBRICAS
25. Imobilizado incorpóreo
As despesas de investigação e desenvolvimento são as inerentes à restruturação, serviços de consultoria, e custos com o projecto de desenvolvimento das Galerias Ritz. Existe ainda um valor de Milhares de euros 1.457 referente à marca do Hotel Villa Magna.

27. Movimentos ocorridos nas rubricas de imobilizado
Imobilizado Incorpóreo
| Unidade: Milhares de euros |
|---|
| ---------------------------- |
| Rubricas | Saldo Inicial 31-12-2002 |
Aumentos | Alienações | Transferências e Abates |
Saldo Final 31-12-2003 |
|
|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor Bruto | ||||||
| Despesas de Instalação | 2.137,31 | - | (91,56) | 2.045,75 | ||
| Desp. de Inv. e Desenvolvimento | 483,94 | - | - | - | 483,94 | |
| 2.621,25 | - | (91.56) | 2.529,69 | |||
| Amortizações | ||||||
| Despesas de Instalação | 478,69 | 145,31 | - | 624,00 | ||
| Desp. de Inv. e Desenvolvimento | 450,77 | 33,17 | - | - | 483,94 | |
| 929,46 | 178,48 | - | 1.107,94 | |||
| Valor Líquido | 1.691,79 | 1.421,75 |
Imobilizado Corpóreo
Unidade: Milhares de euros
| Rubricas | Saldo Inicial | Aumentos | Alienações | Transferências | Saldo Final |
|---|---|---|---|---|---|
| 31-12-2002 | e Abates | 31-12-2003 | |||
| Valor Bruto | |||||
| Terrenos e Recursos Naturais | 56.304,82 | - | 56.304,82 | ||
| Edifícios e Outras Construções | 86.501,23 | 18,50 | - | 439,11 | 86.958,84 |
| Equipamento Básico | 31.377,99 | 334,17 | - | 628,44 | 32.340,60 |
| Equipamento de Transporte | 375,34 | 115,96 | (151,18) | - | 340,12 |
| Ferramentas e Utensílios | 2,26 | - | - | - | 2,26 |
| Equipamento Administrativo | 1.519,93 | 156,45 | - | (9,75) | 1.666,63 |
| Outras Imobilizações Corpóreas | 3.011,95 | 308,76 | - | 163,95 | 3.484,66 |
| Imobilizações em Curso | 2.467,32 | 3.567,51 | - | (1.235,23) | 4.799,60 |
| 181.560,84 | 4.501,35 | (151,18) | (13,48) | 185.897,53 | |
| Amortizações | |||||
| Edifícios e Outras Construções | 18.420,95 | 3.397,94 | - | 21.818,89 | |
| Equipamento Básico | 14.574,31 | 2.221,15 | - | 0,83 | 16.796,29 |
| Equipamento de Transporte | 150,80 | 40,92 | (58,47) | 133,25 | |
| Ferramentas e Utensílios | 1,66 | 0,26 | - | - | 1,92 |
| Equipamento Administrativo | 1.039,20 | 167,78 | - | (12,24) | 1.194,74 |
| Outras Imobilizações Corpóreas | 826,42 | 282,91 | - | (1,20) | 1.108,13 |
| 35.013,34 | 6.110,96 | (58,47) | (12,61) | 41.053,22 | |
| Valor Líquido | 146.547,50 | 144.844,31 |

Investimentos Financeiros
Unidade: Milhares de euros
| Rubricas | Saldo Inicial 31-12-2002 |
Aumentos | Alienações | Diminuições | Saldo Final 31-12-2003 |
|---|---|---|---|---|---|
| Investimentos Financeiros | |||||
| Partes de Capital-Empresas do Grupo | 0,62 | (0.62) | 0 | ||
| Empréstimos a empresas do Grupo | - | 0 | |||
| Partes de Capital-Empresas Associadas | 48.548,59 | (ª)12.513,59 | - | (6.784,06) | 54.278,12 |
| Partes de Capital-Outras Empresas | 405,17 | - | (405.17) | - | 0 |
| 48.954,38 | 12.513,59 | (405,79) | (6.784,06) | 54.278,12 |
(a) Inclui a aplicação do método dee equivalência patrimonial sobre a Semapa, originando um aumento de 8.466,14 milhares de euros em virtude do acréscimo de Resultado liquido da mesma. O restante valor é a aquisição de 1.115.000 acções da mesma empresa
| Rubricas | Saldo Inicial | Aumento s |
Amortizações | Diminuições | Saldo Final |
|---|---|---|---|---|---|
| Diferenças de Consolidação | 31-12-2002 | 31-12-2003 | |||
| Diferenças de Consolidação | 3.778,74 | (420,00) | 3.358,74 | ||
| 3.778,74 | (420,00) | 3.358,74 |
33. Dívidas a terceiros a mais de cinco anos
Unidade: Milhares de euros
| Empréstimo | Montante | |
|---|---|---|
| Reinhyp Eurohypo | 94.308,14 | |
| Total | 94.308,14 |
34. Garantias bancárias reais
Como já foi referido na nota 22, o montante de 131.782 milhares de euros do total das dividas a terceiros apresentado no balanço consolidado está coberto por garantias reais prestadas pelas empresas incluídas na consolidação.
As obrigações de pagamento que emergem para a Empresa da emissão do empréstimo obrigacionista, nomeadamente reembolso de capital e pagamento de juros, remuneratórios e de mora, estão garantidas por penhor, inicialmente constituído, sobre 25.000.000 acções, representativas de 21,13% do capital social da sociedade SEMAPA-Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A..
O penhor de acções da SEMAPA tem um grau de cobertura (produto do valor de cotação pelo número de acções dadas em penhor a dividir pelo valor em dívida do empréstimo) com um mínimo de 1,3 com revisão cupão a cupão.
0 empréstimo bancário e a garantia bancária contratada com o Banco Eurohypo pela empresa Hotel Villa Magna, SL, no montante de milhares de euros 17.752, para o empréstimo bancário e de milhares de euros 47.748 para a garantia bancária, estão garantidos por hipoteca do Hotel Villa Magna.
O empréstimo hipotecário contratado entre o Banco Eurohypo e a Hotel Ritz, S.A, no montante de milhares de euros 33.860, encontra-se garantido por hipoteca do Hotel Ritz..

36. Relato por segmentos
A informação por segmentos é apresentada em relação aos segmentros de negócio (Hotelaria e Outros) e ao segmento geográfico (Portugal e Espanha).
As vendas, os resultados, os activos e os passivos da cada segmento, quer relativamente ao negócio quer no que diz respeito à localização, correspondem aos valores que lhes são directamente atribuíveis.
O resultado líquido do exercício decompõe-se da seguinte forma:
| Hotelaria | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Portugal | Espanha | Outras Operações |
Eliminações Consolidado | ||
| Réditos | |||||
| Vendas externas | 19.641,01 | 17.527,22 | 532,26 | 37.700,49 | |
| Vendas inter-segmentais | 312,16 | -312,16 | |||
| Reditos totais | 19.641,01 | 17.527,22 | 844,42 | -312,16 | 37.700,49 |
| Resultados operacionais externos | -1.095,60 | -112,27 | -364,88 | -1.572,75 | |
| Resultados operacionais inter-segmentais | -60,45 | 0 | 60,45 | 0,00 | |
| Resultados operacionais totais | -1.156,06 | -112,27 | -304,42 | 2.120,44 | |
| Resultados financeiros externos | -1.324,96 | -2.944,20 | -1.040,00 | -5.309,16 | |
| Resultados financeiros inter-segmentais | -119,44 | 0 | 119,44 | ||
| Resultados financeiros totais | -1.444,40 | -2.944,20 | 920,56 | -5.309,16 | |
| Parte de lucro líquido em associadas | 8.046,14 | 8.046,14 | |||
| Imposto sobre o rendimento | -12,57 | 0 | -1,64 | -14,22 | |
| Resultados de actividade ordinárias | -2.613,03 | -3.056,47 | 6.819,51 | 1.150,02 | |
| Resultados extraordinários | 17,52 | 397,25 | 4.051,97 | 4.466,74 | |
| Resultados líquidos do exercício | -2.595,50 | -2.659,22 | 10.871,48 | 5.616,76 | |
| OUTRAS INFORMAÇÕES | |||||
| Activos do segmento | 58.200,67 | 95.934,06 | 67.960,73 | 222.095,46 | |
| Activos inter-segmentais | 4.896,23 | 92.132,13 | -97.028,36 | ||
| Total Activos | 63.096,90 | 95.934,06 | 160.092,85 | -97.028,36 | 222.095,46 |
| Investimentos em associadas | 26,62 | 54.250,40 | 54.277,02 | ||
| Passivos do segmento | 41.868,24 | 69.613,23 | 32.866,14 | 144.347,61 | |
| Passivos inter-segmentais | 112,74 | 9.854,61 | -9.967,35 | 0,00 | |
| Total Passivos | 41.868,24 | 69.725,97 | 42.720,75 | -5.477,00 | 144.347,61 |
| Dispêndios de capital fixo | 3.730,02 | 675,14 | 5,06 | 4.410,22 | |
| Depreciações | 2.529,38 | 3.690,94 | 161,55 | 6.381,87 | |
| Outros gastos não desembolsados (Provisões) |
6,93 | 76,66 | 83,59 |

39. Remunerações atribuídas ao Conselho de Administração
As remunerações atribuídas ao Conselho de Administração totalizaram 2.190,55 milhares de euros. As remunerações atribuídas ao Conselho Fiscal ascenderam a 24,46 milhares de euros.
44. Demonstração consolidada dos resultados financeiros
Unidade: Milhares de euros
| Custos e Perdas | 2003 | 2002 |
|---|---|---|
| Juros Suportados | 5.421,74 | 6.171,38 |
| Amortização do Goodwill | 420,00 | 420,00 |
| Outros Custos e Perdas Financeiras | 152,26 | 159,32 |
| Total de Custos e Perdas | 5.994,00 | 6.750,70 |
| Proveitos e Ganhos | ||
| Juros Obtidos | 252,50 | 420,50 |
| Ganhos em Empresas do Grupo e Associadas | 8.466,14 | 6.674,88 |
| Diferenças de Câmbio Favoráveis | 10,44 | 12,21 |
| Descontos de Pronto Pagamento Obtidos | 1,06 | 1,18 |
| Total de Proveitos e Ganhos | 8.730,14 | 7.108,77 |
| Resultados Financeiros | 2.736,14 | 358,07 |
O saldo da rubrica Ganhos em Empresas do Grupo e Associadas resulta da aplicação do método de equivalência patrimonial na valorização das participações de capital.
45. Demonstração consolidada dos resultados extraordinários
Unidade: Milhares de euros
| Custos e Perdas | 2003 | 2002 |
|---|---|---|
| Perdas em Imobilizações | 20,46 | |
| Correcções Relativas a Exercícios Anteriores | 1,53 | 0,95 |
| Outros Custos e Perdas Extraordinários | 28,01 | 13,51 |
| Total de Custos e Perdas Extraordinárias | 50,00 | 14,46 |
| Proveitos e Ganhos | ||
| Ganhos em Imobilizações | 4.048,29 | |
| Correcções Relativas a Exercícios Anteriores | 16,21 | 59,01 |
| Outros Proveitos e Ganhos Extraordinários | 452,50 | 90,74 |
| Total de Proveitos e Ganhos Extraordinários | 4.517,00 | 149,75 |
| Resultados Extraordinários | 4.467,00 | 135,29 |
Lisboa, 12 de Março de 2004
O Director Administrativo e Financeiro O Conselho de Administração
Vítor Paulo Paranhos Pereira Pedro Mendonça de Queiroz Pereira, Presidente Maria Maude Mendonça de Queiroz Pereira Lagos Manuel Fernando Moniz Galvão Espirito Santo Silva Carlos Eduardo Coelho Alves Álvaro Manuel Ricardo Nunes

Sodim, SGPS, SA
(Valores em Milhares de Euros)
| Demonstração Consolidada dos Resultados por funções | 2003 | 2002 |
|---|---|---|
| Vendas e prestações de serviços | 37.700 | 40.223 |
| Custo das vendas e das prestações de serviços | -27.488 | -27.646 |
| Resultados Brutos | 10.212 | 12.577 |
| Outros proveitos e ganhos operacionais | 128 | 50 |
| Custos de distribuição | -1.951 | -1.573 |
| Custos administrativos | -9.695 | -8.487 |
| Outros custos e perdas operacionais | -84 | -413 |
| Resultados Operacionais | -1.390 | 2.154 |
| Custo líquido de financiamento | -5.312 | -6.775 |
| Ganhos (perdas) em filiais e associadas | 8.466 | 6.244 |
| Ganhos (perdas) em outros investimentos | -420 | 910 |
| Resultados Correntes | 1.344 | 2.533 |
| Imposto sobre os resultados correntes | -14 | -31 |
| Resultados correntes após impostos | 1.330 | 2.502 |
| Resultados extraordinários | 4.287 | 79 |
| Impostos sobre os resultados extraordinários | ||
| Resultados Líquidos | 5.617 | 2.581 |
| Resultados por acção | 2,05 | 0,94 |

SODIM, SGPS, S.A
(Valores em Milhares de Euros)
Demonstração dos Fluxos de Caixa Consolidada
| 2003 | 2002 | |
|---|---|---|
| Actividades Operacionais | ||
| Recebimentos de Clientes | 38.609 | 42.684 |
| Pagamentos a Fornecedores | -15.393 | -19.886 |
| Pagamentos ao Pessoal | -16.684 | -14.776 |
| Recebimentos de Accionistas | ||
| Pagamentos/Recebimentos outras rubricas operacionais | -1.072 | -4.461 |
| Fluxo Antes das Actividades Extraordinárias | 5.460 | 3.561 |
| Fluxo das Actividades Extraordinárias | -6 | 73 |
| Fluxo das Actividades Operacionais | 5.454 | 3.634 |
| Actividades de Investimento | ||
| Pagamentos Respeitantes a: | ||
| Imobilizações Corpóreas | -3.629 | -3.344 |
| Imobilizações Incorpóreas | -178 | |
| Investimentos Financeiros | -4.056 | -3.631 |
| Recebimentos Provenientes de: | ||
| Imobilizações Corpóreas | 20 | |
| Investimentos Financeiros | 6.977 | 3.046 |
| Fluxo das Actividades de Investimento | -688 | -4.107 |
| Actividades de Financiamento | ||
| Recebimentos Provenientes de: | ||
| Empréstimos Concedidos | 8.252 | 7.100 |
| Juros e Proveitos Similares | 80 | 65 |
| Empréstimos Accionistas | ||
| Pagamentos Respeitantes a: | ||
| Distribuição de dividendos | -309 | -614 |
| Empréstimos obtidos | -13.048 | -990 |
| Outros Empréstimos | ||
| Juros e Custos Similares | -5.526 | -3.495 |
| Amortização de Contractos de Locação Financeira | ||
| Fluxo das Actividades de Financiamento | -10.551 | 2.066 |
| Variação de Caixa e Equivalentes | -5.785 | 1.593 |
| Caixa e Equivalentes no Inicio do Exercício | 16.059 | 14.466 |
| Caixa e Seus Equivalentes no final do Exercício | 10.274 | 16.059 |

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO DE 31 DEZEMBRO DE 2003
(valores em milhares de euros)
CONTAS CONSOLIDADAS SODIM, SGPS,SA
2 - Descriminação dos componenetes de caixa e seus equivalentes
A descriminação de caixa e seus equivalentes em 31 de Dezembro de 2003 e 2002, é como segue:
| Rubricas | 2003 | 2002 |
|---|---|---|
| Numerário | 76 | 66 |
| Depósitos bancários mobilizáveis | 527 | 590 |
| Equivalentes a caixa | ||
| Caixa e seus equivalentes | 603 | 656 |
| Outras disponibilidades | ||
| Titulos Negociáveis | ||
| Outras aplicações de tesouraria | 9.671 | 15.404 |
| Disponibilidades do Balanço | 10.274 | 16.060 |
Edifício Monumental Av. Praia da Vitória, 71-A 11º 1069-006 Lisboa Portugal
Telefone: 351 (-) 210 110 000 Telefax: 351 (-) 210 110 121
Sodim, SGPS, S.A.
Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria (contas consolidadas)
INTRODUÇÃO
- Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e o Relatório de Auditoria sobre a informação financeira contida no Relatório de gestão e as demonstrações financeiras consolidadas anexas da Sodim, SGPS, S.A., as quais compreendem o Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 2003, (que evidencia um total de 222.096 milhares de euros e um total de capital próprio de 77.748 milhares de euros, incluindo um resultado líquido de 5.617 milhares de euros), as Demonstrações consolidadas dos resultados por naturezas e por funções e a Demonstração consolidada dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data, e o respectivo Anexo.
RESPONSABILIDADES
-
- É da responsabilidade da Administração da Sodim, SGPS, S.A.
- a) a preparação de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas englobadas na consolidação, o resultado das suas operações e os fluxos de caixa consolidados;
- b) a informação financeira histórica, que seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários;
- c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados;
- d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado;
- e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a actividade do conjunto das empresas englobadas na consolidação, a sua posição financeira ou resultados; e,
-
f) a informação financeira prospectiva, que seja elaborada e apresentada com base em pressupostos e critérios adequados e coerentes e suportada por um sistema de informação apropriado.
-
A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.
ÂMBITO
-
- O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que a mesma seja planeada e executada com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras consolidadas estão isentas de distorções materialmente relevantes. Para tanto a referido auditoria incluiu:
- a verificação de as demonstrações financeiras das empresas incluídas na consolidação terem sido apropriadamente examinadas e, para os casos significativos em que o não tenham sido, a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações nelas constantes e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo órgão de gestão respectivo, utilizadas na sua preparação;
- a verificação das operações de consolidação, e da aplicação do método da equivalência patrimonial;
- a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias;
- a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade;
- a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras; e,
- a apreciação se a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
- O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante no relatório de gestão com os restantes documentos de prestação de contas.
-
- Entendemos que a auditoria efectuada proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.
OPINIÃO
- Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras consolidadas apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira consolidada da Sodim, SGPS, S.A. em 31 de Dezembro de 2003, o resultado das suas operações e os fluxos consolidados de caixa no exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites e a informação nelas constante é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Ênfase
Sem afectar a opinião expressa no parágrafo anterior, chamamos a atenção para o seguinte:
- Os investimentos financeiros consolidados incluem um montante de 54.250 milhares de euros referente a uma participação na SEMAPA, SGPS, S.A., activo este que corresponde a cerca de 24% do total do activo consolidado da Sodim, SGPS, S.A.. As demonstrações financeiras da SEMAPA, SGPS, S.A., são auditadas por outra empresa de auditoria, a qual emitiu uma opinião sem reservas.
Lisboa, 15 de Março de 2004
João Augusto & Associados, SROC, S.A. (Nº 109)
representada por
João Albino Cordeiro Augusto
(Revisor Oficial de Contas nº 632)

RELATÍVO AO EXERCÍCIO DE 2003
Exmos. Senhores Accionistas da Sodim, SGPS, S.A.
Durante o exercício acompanhámos, nos termos legais e estatutários, a gestão e evolução dos negócios da Sodim, SGPS, S.A. tendo tomado conhecimento dos actos de gestão da Administração da Sociedade, e verificado em base de amostragem os registos contabilísticos e os correspondentes documentos de suporte.
Do Conselho de Administração obtivemos sempre as informações e os esclarecimentos solicitados, o que nesta oportunidade agradecemos.
Procedemos à verificação da exactidão do Balanço individual e consolidado em 31 de Dezembro de 2003 e respectivo Anexo e das Demonstrações de Resultados por naturezas e por funções individual e consolidado e de Fluxos de Caixa do exercício então findo. Verificámos igualmente que os critérios valorimétricos adoptados pela Sociedade, indicados na nota 3 do Anexo ao balanço, e com os quais concordamos, foram os subjacentes ao Plano Oficial de Contas em vigor em Portugal.
Nos termos do artigo 452º do Código das Sociedades Comerciais, apreciámos o Relatório Anual sobre a Fiscalização Efectuada, elaborado pela Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, e tomámos conhecimento da sua Certificação Legal das Contas, individual e consolidado, cujo conteúdo damos aqui por reproduzido, e à qual damos a nossa concordância.
Analisámos ainda o Relatório de Gestão do Conselho de Administração, o qual é esclarecedor da actividade da Sociedade e dos condicionalismos suportados neste exercício e ainda satisfaz os requisitos legais e estatutários.

Em conformidade com o exposto, somos de parecer que os documentos de prestação de contas acima referidos, lidos em conjunto, proporcionam um bom entendimento da situação financeira individual e consolidada em 31 de Dezembro de 2003 da Sodim, SGPS, S.A. podendo a Assembleia Geral da Sociedade aprovar:
- a) O Relatório de Gestão e as Contas individuais e consolidas da Sociedade em 31 de Dezembro de 2003;
- b) A proposta de aplicação de resultados contida no mencionado Relatório de Gestão.
Nesta oportunidade manifestamos ao Conselho de Administração e demais pessoal da Empresa com quem tivemos oportunidade de contactar o nosso apreço por toda a colaboração recebida.
Lisboa, 15 de Março de 2004
(Vogal)
O Conselho Fiscal
Fernando Fortuny Martorell
(Presidente)
José Miguel Pereira Gens Paredes
João Augusto & Associados, SROC, S.A. representada por João Albino Cordeiro Augusto (Revisor Oficial de Contas nº 632)

EXTRACTO DA ACTA DA ASSEMBLEIA GERAL
Aos 6 de Abril de 2004, pelas 17 horas, reuniu em Lisboa, no Hotel Ritz, na Rua Rodrigo da Fonseca, 88-A, a Assembleia Geral Anual da SODIM, SGPS, S.A., matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o nº. 22.641, Pessoa Colectiva nº. 500259674, com o capital social de 32.832.000 €uros, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
- "1º. Deliberar sobre o Relatório de Gestão e as Contas do Exercício de 2003, bem como sobre o Relatório e Parecer do Conselho Fiscal;
- 2º. Deliberar sobre os documentos de consolidação de Contas referentes ao mesmo exercício;
- 3º. Deliberar sobre a proposta de Aplicação de Resultados;
- 4º. Proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da Sociedade; e
- 5º. Deliberar sobre uma proposta do Conselho de Administração para aquisição e alienação de acções e obrigações próprias."
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O Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral procedeu depois à leitura da proposta apresentada pelo Conselho de Administração referente ao ponto terceiro da Ordem de Trabalhos: "Face ao resultado apurado no exercício propomos que o lucro de 5.616.756,69 Euros, seja aplicado da seguinte forma:
Para Reserva Legal 280.837,83 euros Para Resultados Transitados 2.936.493,72 euros Para Reservas Livres 2.071.105,14 euros Para Dividendos 328.320,00 euros
Antes de submeter esta proposta à discussão e votação o Senhor Presidente da Mesa procedeu à leitura da parte do Relatório do Conselho de Administração em que é por aquele justificada a proposta apresentada, e informou os Senhores Accionistas que a mesma mereceu o parecer favorável do Conselho Fiscal. Como ninguém quisesse usar da palavra passou-se à respectiva votação tendo sido a proposta em apreço aprovada por unanimidade.
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