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Sonae SGPS — Management Reports 2003
Apr 2, 2003
1901_10-k_2003-04-02_2afd6b73-ab84-44f4-89e9-dde63c7c185d.pdf
Management Reports
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Relatório de Gestão
SONAE IMOBILIÁRIA
Senhores Accionistas,
No cumprimento das obrigações legais e estatutárias, vimos submeter à apreciação de V. Exªs. o Relatório
e Contas referentes ao exercício de 2002
1. INTRODUÇÃO
A Sonae Imobiliária é uma Empresa Europeia de génese Portuguesa, fundada em 1989. Desde Dezembro de 1997 até Dezembro de 2001 esteve cotada na Bolsa de Valores de Lisboa e Porto, tendo feito parte do Índice BVL-30.
Após sessão especial de Bolsa efectuada em 29 Novembro 2001 e posterior OPA de Exclusão, os seus accionistas estratégicos SONAE, SGPS (Portugal) e S.A. e GROSVENOR (Reino Unido) passaram a deter 100% das acções da empresa, cabendo à SONAE, SGPS (Portugal) uma participação directa e indirecta de 67,04%, e à GROSVENOR (Reino Unido) uma participação directa e indirecta de 32,96%.
A Sonae Imobiliária tem desempenhado um papel de relevo na modernização do conceito de centro comercial tendo introduzido em Portugal novos formatos de retalho e de lazer integrados e conceitos inovadores na indústria dos Centros Comerciais.
A qualidade e inovação dos seus produtos faz com que a Sonae Imobiliária seja a empresa mais premiada internacionalmente no campo dos centros comerciais, tendo os seus produtos já conquistado 6 prémios do ICSC-Europe, 2 do ICSC-Las Vegas, 4 no ICSC Marketing Awards, 3 do MIPIM, 1 do Procos e um "Óscar do Imobiliário". Em Março de 2001 a Sonae Imobiliária foi galardoada, em Espanha, com o prémio "Developer of the Year" patrocinado pela revista espanhola da especialidade "Spanish Real Estate" e em 2003 a Empresa foi distinguida com o "Prix European" da Procos como o "Melhor Promotor e Investidor da Europa".
ESTRATÉGIA
A Sonae Imobiliária é uma Empresa internacional de cariz Europeu especialista em Centros Comerciais e de Lazer cuja estratégia se alicerça em dois vectores:
Focalização:
A Sonae Imobiliária pretende manter-se concentrada no "núcleo duro" das suas actividades integradas de promoção, investimento e gestão de Centros Comerciais e de Lazer, criando "destinos de eleição" para os consumidores:
- ¾ Tendo uma concepção integrada da indústria de Centros Comerciais e de Lazer, em que o valor acrescentado é conseguido não só pela promoção imobiliária, mas também por uma muito activa gestão operacional da propriedade;
- ¾ Considerando global a indústria de Centros Comerciais e de Lazer;
- ¾ Procurando, em todas as áreas geográficas que pretende explorar, inovar o mercado e renovar os conceitos de negócio instalados, através de parcerias locais, com actuações e
investimentos de muito longo prazo. A Sonae Imobiliária é e quer continuar a ser o "parceiro de escolha";
¾ Criando e desenvolvendo conceitos e serviços que acrescentem valor à oferta de imobiliário de retalho e que produzam, directa ou indirectamente, crescimento de proveitos;
Crescimento:
A Sonae Imobiliária pretende manter a tendência de crescimento do seu "Net Asset Value" (NAV) nos próximos cinco anos, continuando a praticar elevados níveis de remuneração aos seus accionistas.
Este crescimento será obtido capitalizando nos pontos fortes da Empresa, prosseguindo a sua política de "joint-ventures" e diversificando internacionalmente as suas actividades através de novas promoções, renovações e aquisições:
- ¾ Exigindo ser um parceiro activo, controlando ou repartindo o controlo de todos os projectos que desenvolve;
- ¾ Mantendo a sua posição de líder na promoção, gestão e detenção de Centros Comerciais em Portugal;
- ¾ Concentrando esforços nos mercados onde já opera, nomeadamente em Espanha, Alemanha, Áustria, Grécia, Itália e Brasil;
- ¾ Procurando activamente uma posição de liderança no seu sector de actividades a nível Europeu diversificando-se geograficamente nos mercados da Europa do Sul;
- ¾ Mantendo uma posição reactiva de procura de oportunidades, no seu sector de actividades, nos restantes mercados Europeus;
- ¾ Obtendo uma posição de relevo, no seu sector de actividades, no mercado Brasileiro, autolimitando a sua exposição a este mercado a não mais do que 20% do seu NAV.
2. ACTIVIDADE
A Sonae Imobiliária é uma Empresa especialista no sector dos centros comerciais e de lazer, integrando as actividades de promoção, investimento e gestão dos projectos em que participa.
Beneficiando do apoio activo dos seus accionistas, a Sonae Imobiliária:
- ¾ É líder dominante no mercado Português;
- ¾ Tem uma visão integrada da sua actividade;
- ¾ Tem criado novos formatos de retalho e conceitos inovadores;
- ¾ Tem uma política consistente de partenariado ("joint-ventures");
- ¾ Tem uma estratégia clara e consistente de crescimento através de expansão internacional.
2.1. PROMOÇÃO DE CENTROS COMERCIAIS
- ¾ Início da construção do Parque Atlântico em Ponta Delgada, Açores, Portugal, uma promoção conjunta da Sonae Imobiliária (50%) e do Grupo Nicolau de Sousa Lima (50%), com inauguração prevista para o Outono de 2003;
- ¾ Em 18.04.2002, conforme planeado, inaugurou-se o Plaza Mayor em Málaga, Espanha, o primeiro projecto de raiz da Sonae Imobiliária neste País, com 33 mil m2 de ABL (Área Bruta Locável);
- ¾ O MadeiraShopping foi distinguido com o 1º prémio, na categoria de "Novo Centro Média Dimensão", atribuído pelo International Council of Shopping Centres (ICSC). Também no mesmo
concurso mas nos empreendimentos de "Grande Dimensão", o AlgarveShopping e o Parque Principado – empreendimento localizado em Oviedo, Espanha e de que a Sonae Imobiliária é proprietária em 25% - receberam o Prémio de Mérito;
- ¾ Lançamento comercial e apresentação pública do Centro Comercial e de Lazer Avenida M40, em Madrid, Espanha, que inaugurará em Março de 2004;
- ¾ Estabelecimento de uma "Joint-venture" entre a Sonae Charagionis (39,9%) e a Lamda Development (60,1%), para a promoção e desenvolvimento de um Centro Comercial e de Lazer em Salónica, Grécia, com uma área bruta locável de 47 mil m2 ;
- ¾ Estabelecimento de uma "Joint-venture" a 50% com o ING, para a promoção e desenvolvimento do Centro Comercial e de Lazer Zubiarte em Bilbau, Espanha, com uma área bruta locável de 21.700 m2 ;
- ¾ Estabelecimento de "Joint-ventures" entre a Sonae Imobiliária (65%) e o Grupo Eroski (35%), para a promoção e desenvolvimento de três Centros Comerciais e de Lazer em Espanha:
- Luz del Tajo, Toledo, com uma área bruta locável de 41.400 m2 e com inauguração prevista para o Outono de 2004;
- Plaza Éboli em Pinto com uma área bruta locável de 30.000 m2 e com inauguração prevista para o Outono de 2004;
- Dos Mares em S. Javier, Murcia, com uma área bruta locável de 24.000 m2 e com inauguração prevista para a Primavera de 2004;
- ¾ Inicio da construção do Estação Viana, em Viana do Castelo, Portugal, uma promoção conjunta da Sonae Imobiliária (50%) e de um Grupo de Investidores Locais (50%), que tem inauguração prevista para Novembro próximo;
- ¾ Anúncio da inauguração do Centro Comercial e de Lazer Parque Atlântico em Ponta Delgada, Açores, Portugal, para Outubro de 2003;
- ¾ Aprovação, condicionada à obtenção do licenciamento, do investimento no Centro Comercial e de Lazer Pavia Centre, em Pavia, Itália;
- ¾ Início da construção do Coimbra Retail Park, em Eiras, Coimbra, Portugal uma promoção conjunta da Sonae Imobiliária (50%) e da Miller Developments (50%), que tem inauguração prevista para Outubro próximo;
- ¾ Aquisição ao WIB da sua participação na Sonae West Shopping, AG (Dusseldorf, Alemanha) passando a Sonae Imobiliária a deter a empresa em 95%;
- ¾ Assinatura do contrato promessa de compra para a aquisição do terreno para a promoção de um Centro Comercial e de Lazer em Alexander Platz, Berlim, Alemanha;
2.2. INVESTIMENTO EM CENTROS COMERCIAIS
- ¾ Em 2002, prosseguiu a Fase 2B da expansão do CascaiShopping, que irá adicionar cerca de 7.000 m2 de ABL à já existente e cerca de 34 novas lojas, num investimento total de cerca de € 25 milhões;
- ¾ Conclusão da remodelação da galeria frente ao hipermercado do Gaiashopping, com a construção de novas casas de banho, criação de uma loja MaxMat e transferência da Worten para uma loja maior, sendo o anterior espaço ocupado pela Sportzone;
- ¾ Em 18.04.2002, inaugurou-se o Centro Comercial e de Lazer Plaza Mayor em Málaga, Espanha, com cerca de 33 mil m2 de ABL;
- ¾ Em Setembro de 2002, foi concluída a aquisição e a joint-venture com a ING relativamente à sociedade FILO, através da qual a Sonae Imobiliária ficou com participação idêntica à da ING nos negócios de Investimento e Promoção e com 100% do negócio de Gestão dos Centros
Comerciais. Esta aquisição resultou na co-propriedade de quatro Centros Comerciais em operação, Gran Casa em Zaragoza, Max Center em Bilbao, Valle Real em Santander e La Farga em Barcelona e na promoção conjunta do centro comercial em desenvolvimento Zubiarte, em Bilbao;
- ¾ Foi estabelecidos um acordo, com concretização prevista para o início de 2003, de aquisição dos 25% do Centro Comercial e de Lazer Plaza Mayor em Málaga, Espanha, detidos pela Castle Management;
- ¾ Venda do edifício da Quinta do Lambert, sede da Sonae Imobiliária em Lisboa, à AF Investimentos, Sociedade Gestora de Fundos de Investimento do Grupo Banco Comercial Português.
- ¾ Durante o ano de 2002 procedeu-se ao refinanciamento do Viacatarina (€ 39 milhões), do CascaiShopping (€ 123 milhões, incluindo a respectiva expansão) e do Centro Vasco da Gama (€ 111 milhões).
2.3. GESTÃO DE CENTROS COMERCIAIS
- ¾ Início da gestão do Arrábida Shopping em Portugal (adquirido a 28/12/2001), do Parque D. Pedro no Brasil (em Março) e de vários Centros em Espanha:
- ¾ Plaza Mayor (em Málaga), inaugurado em Abril;
- ¾ Gran Casa (em Saragoça), La Farga (em Hospitalet), Max Center (em Bilbau) e Valle Real (em Santander), todos os quatro adquiridos em Setembro;
- ¾ La Morea (em Pamplona), inaugurado em Outubro;
- ¾ No final de 2002, a ABL sob gestão no portfólio global em Portugal, Espanha e Brasil representava um total de 1.516.831 m2, um crescimento de 34,5% relativamente a 2001, com o consequente aumento do número de contratos sob gestão, de 3.949 para 5.089 (+28,9%);
- ¾ Cerca de 377 milhões de visitas, durante o ano 2002, na totalidade do portfólio de Centros sob gestão em Portugal, Espanha e Brasil, representando um crescimento de 6,5% relativamente a 2001;
- ¾ Cerca de € 2.495 milhões de vendas (excluindo os lojistas proprietários das respectivas lojas), durante o ano 2002, na totalidade do portfólio de Centros sob gestão em Portugal, Espanha e Brasil, representando um crescimento de cerca de 11,5% relativamente ao ano anterior;
- ¾ Comercialização de 693 lojas, durante 2002, das quais 156 em Portugal (22,5% do total), 247 em Espanha (35,6%) e 290 no Brasil (41,2%);
- ¾ Renovação e recomercialização dos contratos em ViaCatarina e no ArrábidaShopping (dado que a maioria caducava em 2002), com resultados muito positivos, tanto no que diz respeito à qualidade das insígnias como em termos de rendas contratadas;
- ¾ Integração na CCC do Back Office e do pessoal de gestão dos Centros Comerciais da FILO, durante o último trimestre de 2002;
- ¾ Início da preparação e treino da futura equipa de gestão do Parque Principado, em Oviedo (Astúrias, Espanha), que integrará o nosso portfólio de Centros sob gestão em Abril de 2003.
2.4. CENTROS COMERCIAIS BRASIL
- ¾ Inauguração do Parque Dom Pedro, Campinas, Estado de São Paulo a 18 de Março, o maior centro comercial e de lazer da América Latina;
- ¾ O Parque Dom Pedro recebeu em Setembro o prémio Master Imobiliário 2002- categoria empreendimento comercial, promovido anualmente pela Fiabci/Brasil (Federação Internacional das
Profissões Imobiliárias) e a Secovi (Sindicato das Empresas de Compra. Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo);
- ¾ O Parque Dom Pedro recebeu o prémio "Destaque Comércio e Serviços" pela contribuição para o desenvolvimento da economia regional promovido pelo IBEF (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças) da região de Campinas e recebeu, ainda, o Diploma de Mérito "Herbert de Souza Betinho" atribuído pela Câmara Municipal de Campinas, pelo trabalho prestado à comunidade com a Central de Cursos do Shopping;
- ¾ Lançamento do Boavista Shopping, São Paulo em Outubro.
2.5. SPEL (PARQUES DE ESTACIONAMENTO)
- ¾ A SPEL inaugurou um Parque de estacionamento subterrâneo (Praça Carlos Alberto, no Porto), dois parques em altura (Marisqueiras e Mercado, em Matosinhos), um de superfície (Estádio Universitário de Lisboa) e uma zona de parcómetros em Portimão, num total de 1.795 lugares.
- ¾ Foi adjudicada a concepção, construção e exploração de um parque de estacionamento subterrâneo, com 309 lugares, durante um período de 50 anos, e de uma zona de parcómetros, com 140 lugares na cidade de Leiria, por um período de 20 anos. Estima-se que a abertura do Parque de estacionamento ocorra durante 2004 e que a exploração dos parcómetros se inicie em Abril de 2003.
- ¾ Foi levado a cabo um reforço dos capitais permanentes da Spel através da prestação, em partes iguais, de suprimentos pelos seus accionistas num montante total de € 6 milhões, os quais totalizavam, no final de 2002, € 12 milhões.
- ¾ A Spel chegou a um acordo com a Câmara Municipal do Porto respeitante à concessão da expansão da Praça de Lisboa, esperando-se que o respectivo contrato seja assinado durante o primeiro trimestre de 2003. Este acordo implica:
- o A extensão do período de concessão (aproximadamente em ano e meio) até 31 de Dezembro de 2022.
- o A opção de resgate por parte da Câmara Municipal do Porto, que estava prevista no contrato original, só poderá ser exercida após 1 de Janeiro de 2013.
- o A renuncia por parte da spel à área de protecção 300 metros em volta do Parque da Praça de lisboa – prevista no contrato original.
2.6. PRÆDIUM (PROMOÇÃO RESIDENCIAL)
No final do primeiro trimestre de 2002, a Sonae Imobiliária procedeu à venda do negócio de promoção residencial para venda – Prædium – à Sonae Capital, focalizando ainda mais a actividade da Empresa no negócio de Centros Comerciais e de Lazer.
2.7. PROJECTO NNNT (Novos Negócios e Novas Tecnologias)
O Departamento NNNT (Novos Negócios e Novas Tecnologias) implementou durante o ano de 2002 vários projectos que beneficiam das Novas Tecnologias e que permitirão acrescentar um valor crescente aos activos da Empresa.
A marca SonaeShopping, criada no final de 2001, foi concebida como uma base integradora de vários projectos de comunicação, fidelização e de lançamento de novos serviços de apoio aos Lojistas, tendo durante o decorrer de 2002 sido implementados os seguintes projectos:
- Portal SonaeShopping.Com;
-
Cheques prenda SonaeShopping ;
-
Portal SonaeShopping;
- SonaeShopping.TV.
2.8. GESTÃO AMBIENTAL
A Sonae Imobiliária efectuou em 2002 a revisão dos procedimentos operacionais do Sistema de Gestão Ambiental (SGA), de acordo com a Norma ISO 14001, e definiu os procedimentos para a área de negócio de Desenvolvimento. Os referidos procedimentos, num total de três, foram estruturados de acordo com a lógica desta área de negócio:
- Novos Negócios define a metodologia para avaliar os eventuais passivos ambientais de terrenos e empreendimentos a adquirir.
- Concepção e Desenvolvimento define os requisitos ambientais para os projectos da Sonae Imobiliária. O seu principal objectivo é a promoção da eco-eficiência através da implementação de requisitos comuns a todos os projectos independentemente do País onde se localizam.
- Gestão Ambiental de Obra define os requisitos ambientais para a fase de obra, bem como as regras da gestão ambiental em obra.
3. ACÇÕES PRÓPRIAS DETIDAS PELA SONAE IMOBILIÁRIA, SGPS, SA
Durante o ano de 2002 a Empresa não adquiriu acções próprias e não detém, neste momento, acções próprias.
4. ORGANIZAÇÃO E RECURSOS HUMANOS
Em 2002, a composição do Conselho de Administração da Sonae Imobiliária não sofreu alterações no número dos seus membros nem na distribuição das respectivas responsabilidades. Este órgão é constituído por 9 elementos, dos quais quatro são não executivos:
Belmiro Mendes de Azevedo – Presidente Não-Executivo;
Ãngelo Ribeirinho Paupério – Vogal Não-Executivo
Jeremy Henry Moore Newsum – Vogal Não-Executivo
Neil Leslie Jones – Vogal Não-Executivo.
sendo os seguintes os membros executivos do Conselho de Administração:
- Álvaro Portela Presidente Executivo, função que acumula com a responsabilidade directa na área das Relações Institucionais, Ambiente e Comunicação Corporativa;
- João Pessoa Jorge Vogal Executivo, tem a responsabilidade de todas as actividades da empresa no Brasil, onde reside;
- José Edmundo Figueiredo Vogal executivo, superintende ao pelouro Financeiro, Controlo de Gestão, Gestão de Activos, Legal, Fusões e Aquisições e sector Administrativo;
- Pedro Caupers Vogal Executivo, chefia todas as Operações da Empresa, incluindo a Gestão de Centros Comerciais, o Marketing e a Comercialização;
- Fernando Guedes de Oliveira Vogal Executivo, detém a responsabilidade directa nas áreas de Expansão, Desenvolvimento, Concepção e Arquitectura de Centros Comerciais e de Lazer.
No final do ano, a Sonae Imobiliária contava com uma equipa de 607 colaboradores, dos quais 401 a trabalhar em Portugal, 81 em Espanha, 16 na Alemanha, 5 na Grécia, 5 na Itália e 99 no Brasil. Do total de Colaboradores, 558 trabalham para o negócio de Centros Comerciais e 49 para a SPEL.
5. DESEMPENHO FINANCEIRO
5.1. Demonstração dos Resultados
Os Resultados Operacionais são superiores aos do ano 2001 devido ao facto da Empresa ter recebido um montante de € 1,127 milhões a titulo de reembolso de emolumentos notariais, pagos indevidamente e agora restituídos pela Direcção Geral dos Registos e do Notariado.
Os custos financeiros mantiveram-se idênticos aos do ano anterior, enquanto que os proveitos financeiros sofreram uma redução de 19,1% devido ao recebimento de menos juros de Empresas do Grupo e Associadas. Esta redução está relacionada com aumentos de Capital nas subsidiárias através da conversão de suprimentos.
Os Resultados Extraordinários ascendem a € 5,233 milhões e correspondem, quase na sua totalidade, a perdas na alienação de participações financeiras.
O Resultado Líquido atingiu € 5.587.387,15.
5.2. Proposta de Aplicação de Resultados
Nos termos Legais e Estatutários, o Conselho de Administração propões à Assembleia Geral que os Resultados Líquidos do exercício de 2002, no montante de € 5.587.387,15, tenham a seguinte aplicação:
| Reservas Legais | € | 279.369,36; |
|---|---|---|
| Dividendos | € 5.308.017,79. |
O Conselho de Administração propõe ainda que o dividendo ilíquido a distribuir seja de € 0,28 por acção, num total de € 10.500.000,00 sendo para o efeito utilizadas Reservas Livres no montante de € 5.191.982,21.
5.3. Balanço
O Activo da Empresa no montante de € 969.788.273 é constituído, basicamente, por Investimentos Financeiros em Empresa do Grupo e Associadas e excedentes de tesouraria no montante de € 41,7 milhões, que deverão ser utilizados no financiamento do vasto plano de investimentos em curso.
O Passivo da Empresa no montante de € 187.218.101, inclui uma componente de médio e longo prazo de € 61.939.990 sendo na sua totalidade Empréstimos Obrigacionistas, o passivo de curto prazo inclui uma parte de um Empréstimo Obrigacionista a reembolsar no inicio do ano 2003 (€ 27.963.842), o restante refere-se a empréstimos de Empresas do Grupo.
6. PERSPECTIVAS
A Sonae Imobiliária continuará o seu posicionamento de especialista de Centros Comerciais e de Lazer com uma perspectiva integrada do negócio. A Europa continuará a ser o seu mercado fundamental, nunca representando menos de 80% do seu NAV. Continuará concentrada nos mercados em que já está presente, desenvolvendo novos projectos, mas também renovando e expandindo projectos existentes, sempre com o objectivo de conseguir produtos de qualidade e inovadores.
A Empresa manter-se-à atenta ao processo, em curso, de consolidação do sector na Europa, no qual quer participar sempre que sejam identificadas oportunidades que sirvam a estratégia do seu negócio.
Mantém-se, pois, o objectivo de posicionar a Sonae Imobiliária como um dos líderes Europeus de Centros Comerciais e de Lazer.
7. NOTAS FINAIS
O Conselho de Administração agradece a todos os Lojistas dos Centros Comerciais da SONAE IMOBILIÁRIA, às Entidades Oficiais, Instituições Financeiras e Fornecedores todo o apoio e confiança demonstradas.
Ao Revisor Oficial de Contas agradecemos a sua cooperação no acompanhamento da actividade.
Aos nossos colaboradores queremos agradecer o esforço efectuado no decorrer deste ano, bem traduzido nos resultados alcançados pela SONAE IMOBILIÁRIA.
Maia, 26 de Fevereiro de 2003
O Conselho de Administração
_______________________ Belmiro Mendes de Azevedo
Presidente Não-Executivo
Ângelo Ribeirinho Paupério Vogal Não-Executivo
__________________________
Jeremy Henry Moore Newsum Vogal Não-Executivo
__________________________
Neil Leslie Jones Vogal Não-Executivo
_______________________
Álvaro Carmona e Costa Portela Presidente
____________________________
João Gonçalo Sassetti Pessoa Jorge Vogal
_______________________________
José Edmundo Medina Barroso de Figueiredo Vogal
_______________________________________
Pedro José D'Hommée Caupers Vogal
____________________________
Fernando Guedes de Oliveira Vogal
_______________________________
Balanço em 31 de Dezembro de 2002
| euro | ||||
|---|---|---|---|---|
| 02.12.31 | 01.12.31 | |||
| Activo | Activo | Amortizações | Activo | Activo |
| Bruto | e Provisões | Liquido | Liquido | |
| IMOBILIZADO | ||||
| Imobilizações incorpóreas: | ||||
| Despesas de instalação | 2,757,243 | 2,757,243 | 333 | |
| 2,757,243 | 2,757,243 | 333 | ||
| Imobilizações corpóreas: | ||||
| Equipamento administrativo | 3,677 | 2,451 | 1,226 | 2,451 |
| 3,677 | 2,451 | 1,226 | 2,451 | |
| Investimentos financeiros: | ||||
| Partes de capital empresas do grupo | 684,198,133 | 684,198,133 | 691,736,088 | |
| Partes de capital empresas associadas | 159,615 | 159,615 | 159,615 | |
| Empréstimos a empresas do grupo | 163,291,473 | 163,291,473 | 70,012,000 | |
| 847,649,221 | 847,649,221 | 761,907,703 | ||
| CIRCULANTE | ||||
| Clientesc/c | ||||
| Empresas do grupo | 8,822,259 | 8,822,259 | 2,928,949 | |
| Estado e outros entes públicos | 3,061,447 | 3,061,447 | 2,565,629 | |
| Outros devedores | 33,885,385 | 33,885,385 | 373,858 | |
| 45,769,091 | 45,769,091 | 5,868,436 | ||
| Títulos negociáveis: | ||||
| Outras aplicações de tesouraria | 33,059,000 | 33,059,000 | 197,092,588 | |
| 33,059,000 | 33,059,000 | 197,092,588 | ||
| Depósitos bancários e caixa: | ||||
| Depósitos bancários | 41,740,134 | 41,740,134 | 937,609 | |
| Caixa | 250 | 250 | 249 | |
| 41,740,384 | 41,740,384 | 937,858 | ||
| ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS | ||||
| Acréscimos de proveitos | 1,551,227 | 1,551,227 | 352,970 | |
| Custos diferidos | 18,124 | 18,124 | 27,342 | |
| 1,569,351 | 1,569,351 | 380,312 | ||
| Total de amortizações | 2,759,694 | |||
| Total de provisões | ||||
| Total do activo | 972,547,967 | 969,788,273 | 966,189,681 | |
Balanço em 31 de Dezembro de 2002
| euro | ||
|---|---|---|
| Capital Próprio e Passivo | 02.12.31 | 01.12.31 |
| CAPITAL PRÓPRIO | ||
| Capital | 187,125,000 | 187,125,000 |
| Reservas legais | 31,723,704 | 31,324,364 |
| Outras reservas | 10,526,274 | 12,688,797 |
| Resultados transitados | 547,607,807 | 547,607,807 |
| 776,982,785 | 778,745,968 | |
| Resultado líquido do exercício | 5,587,387 | 7,986,817 |
| Total dos capitais próprios | 782,570,172 | 786,732,785 |
| PASSIVO Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo: |
||
| Empréstimos por obrigações: | ||
| Não convertíveis | 61,939,990 | 89,903,832 |
| 61,939,990 | 89,903,832 | |
| Dívidas a terceiros - Curto prazo: | ||
| Empréstimos por obrigações: | ||
| Convertíveis | ||
| Não convertíveis | 27,963,842 | |
| Dívidas a instituições de crédito | 1 | 8,811,549 |
| Adiantamentos por conta de vendas | ||
| Fornecedores c/c Empresas do grupo |
240 92,360,462 |
5,996 68,140,859 |
| Outros empréstimos obtidos | 9,975,958 | |
| Estado e outros entes públicos | 2,913,627 | 692,609 |
| Outros credores | 167,192 | 154,266 |
| 123,405,364 | 87,781,237 | |
| Acrescimos e diferimentos | ||
| Acréscimos de custos | 1,872,747 | 1,771,827 |
| 1,872,747 | 1,771,827 | |
| Total do passivo | 187,218,101 | 179,456,896 |
| Total do capital próprio e do passivo | 969,788,273 | 966,189,681 |
| Demonstração dos Resultados por Naturezas a 31 de Dezembro de 2002 | euro | |||
|---|---|---|---|---|
| 02.12.31 | 01.12.31 | |||
| CUSTOS E PERDAS | ||||
| Fornecimentos e serviços externos | 345,406 | 355,513 | ||
| Custos com o pessoal: | ||||
| Remunerações | 1,410,564 | 1,233,485 | ||
| Encargos sociais: | ||||
| Pensões | ||||
| Outros | 75,500 | 1,486,064 | 62,688 | 1,296,173 |
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo | 1,559 | 81,681 | ||
| Provisões | 1,559 | 81,681 | ||
| Impostos | 119,749 | 114,631 | ||
| Outros custos operacionais | 10,000 | 129,749 | 5,000 | 119,631 |
| (A) | 1,962,778 | 1,852,998 | ||
| Amortizações e provisões de aplicações e investimentos financeiros | ||||
| Juros e custos similares: | ||||
| Relativos a empresas do grupo e associadas | 3,231,672 | 2,277,073 | ||
| Outros | 6,013,379 | 9,245,051 | 7,172,645 | 9,449,718 |
| (C) | 11,207,829 | 11,302,716 | ||
| Perdas relativas a empresas associadas Custos e perdas extraordinárias |
5,352,910 | 1,047,733 | ||
| (E) Imposto sobre o rendimento do exercício |
16,560,739 -3,811,809 |
12,350,449 1,412,899 |
||
| (G) | 12,748,930 | 13,763,348 | ||
| Resultado líquido do exercício | 5,587,387 | 7,986,817 | ||
| 18,336,317 | 21,750,165 | |||
| Proveitos e ganhos | ||||
| Proveitos suplementares | 1,126,518 | 8,456 | ||
| Outros proveitos e ganhos operacionais | 1,126,518 | 8,456 | ||
| (B) | 1,126,518 | 8,456 | ||
| Ganhos de participações de capital: Relativos a empresas do grupo e associadas |
8,545,528 | 1,357,645 | ||
| Relativos a outras empresas | ||||
| Rendimentos de títulos negociáveis e de outras aplicações financeiras: | ||||
| Relativos a empresas do grupo e associadas | 6,425,360 | 18,306,670 | ||
| Outros | ||||
| Outros juros e proveitos similares: | ||||
| Relativos a empresas do grupo e associadas | 1,925,590 | 1,354,633 | ||
| Outros (D) |
193,872 | 17,090,350 18,216,868 |
103,044 21,121,992 21,130,448 |
|
| Ganhos relativos a empresas associadas | ||||
| Proveitos e ganhos extraordinários | 119,449 | 619,717 | ||
| (F) | 18,336,317 | 21,750,165 | ||
| Resumo: | ||||
| Resultados operacionais: (B) - (A) = | -836,260 | -1,844,542 | ||
| Resultados financeiros: [(D) - (B)] - [(C) - (A)] = | 7,845,299 | 11,672,274 | ||
| Resultados correntes: (D) - (C) = | 7,009,039 | 9,827,732 | ||
| Resultados antes de impostos: (F) - (E) = Resultado liquido do exercício: (F) - (G) = |
1,775,578 5,587,387 |
9,399,716 7,986,817 |
Demonstração dos resultados por funções do exercício de 2002
| euro | ||
|---|---|---|
| 02.12.31 | 01.12.31 | |
| Vendas e Prestações de Serviços | 0 | 0 |
| Custo Vendas e das Prestações de Serviços | 0 | 35 |
| RESULTADOS BRUTOS | 0 | 35 |
| Outros Proveitos e Ganhos Operacionais | 1,245,967 | 8,456 |
| Custos de Distribuição | 0 | 0 |
| Custos Administrativos | -1,891,216 | -1,852,999 |
| Outros Custos e Perdas Operacionais | -1,802 | -92,583 |
| RESULTADOS OPERACIONAIS | -647,051 | -1,937,091 |
| Custo Liquido de Financiamento | -769,989 | 10,269,109 |
| Ganhos (perdas) em filiais e associadas | 3,505,303 | 1,399,931 |
| Ganhos (perdas) em outros investimentos | 0 | 0 |
| Resultados não usuais ou não frequentes | -312,685 | 0 |
| RESULTADOS CORRENTES | 1,775,578 | 9,731,949 |
| Imposto sobre os Resultados Correntes | 3,811,809 | -1,745,132 |
| RESULTADOS CORRENTES APÓS IMPOSTOS | 5,587,387 | 7,986,817 |
| Resultados Extraordinários | 0 | 0 |
| Imposto sobre os Resultados Extraordinários | 0 | 0 |
| RESULTADOS LIQUIDOS | 5,587,387 | 7,986,817 |
| RESULTADOS POR ACÇÃO | 0.15 | 0.21 |
SONAE IMOBILIÁRIA SGPS, SA
ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002
(Montantes expressos em Euro)
NOTA INTRODUTÓRIA
A SONAE IMOBILIÁRIA SGPS, SA é uma sociedade anónima, com sede na Maia, constituída em 14 de Novembro de 1989 e que tem por objecto social a gestão de participações sociais noutras sociedades, como forma indirecta do exercício de actividades económicas.
As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade. As notas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.
3. CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS E POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS UTILIZADAS
Na elaboração das Demonstrações Financeiras foram utilizados os princípios contabilísticos da continuidade das operações, da especialização dos exercícios e do custo histórico e aplicando os seguintes critérios valorimétricos e políticas contabilísticas:
a) Activo imobilizado incorpóreo
O activo imobilizado incorporeo é apresentado ao seu custo de aquisição e é amortizado pelo método das quotas constantes durante um período de 3 anos.
b) Investimentos financeiros
Os investimentos financeiros encontram-se registados ao custo de aquisição adicionado das despesas de compra ou, no caso dos empréstimos concedidos a empresas interligadas e de outros empréstimos concedidos, ao valor nominal.
Na venda de participações financeiras é respeitado o critério de relevação por lotes.
c) Especialização dos exercícios
Os custos e proveitos são contabilizados no exercício a que respeitam, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento.
d) Dívidas de e a Terceiros
As operações em moeda estrangeira são registadas ao câmbio da data considerada para a operação.
À data do balanço as dívidas resultantes dessas operações, em relação às quais não exista fixação de câmbio, são actualizadas com base no câmbio dessa data, sendo as respectivas diferenças de câmbio, reconhecidas como resultados do exercício.
e) Classificação do Balanço
Os activos realizáveis e os passivos exigívies a mais de um ano da data do balanço, são classificados, respectivamente, no realizável e no exigível a médio e longo prazo.
f) Aplicações de Tesouraria
As outras aplicações de tesouraria são registadas ao valor nominal.
g) Imposto sobre o Rendimento
A estimativa para impostos sobre lucros é calculada por cada uma das empresas englobadas no Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (RETGS), com base na estimativa das referidas matérias colectáveis em sede de imposto sobre o rendimento (nota 48 c). No cálculo da estimativa para impostos sobre lucros, teve-se em consideração os efeitos fiscais, nomeadamente a utilização dos prejuízos fiscais eventualamente apurados pelas subsidiárias, derivados do facto de a empresa se encontrar abrangida pelo RETGS.
As empresas que pertencem ao RETGS são as seguintes:
Colombogest-Gestão de Centros Comerciais, SA; Datavénia-Gestão de Centros Comerciais, SA; Sonae Imobiliária Development II, SA; Sonae Imobiliária III, SA; Loureshopping-Empreendimentos Imobiliários, SA; Norteshopping-Empreendimentos Imobiliários, SA; Prediguarda-Sociedade Imobiliária, SA; Sonae Imobiliária Assets, SGPS, SA; Sonae Imobiliária Development SGPS, SA; Sonae Imobiliária Property Management, SGPS, SA; Sonae Imobiliária Gestão, SA; Sonae Imobiliária Asset Management, SA; Vasco da Gama Dois Gest-Gestão de Centros Comerciais, SA; Viacatarinagest- Gestão de Centros Comerciais, SA; Vilalambert-Sociedade Imobiliária, SA.
4. ACTIVOS E PASSIVOS EXPRESSOS EM MOEDA ESTRANGEIRA
Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para o Euro utilizando-se as taxas de câmbio vigentes em 31 de Dezembro de 2002. As taxas de câmbio utilizadas para conversão são as seguintes:

6. IMPOSTOS
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (para os exercícios de 1998 e seguintes) ou cinco anos (para os exercícios até 1997). Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 1999 a 2002 poderão vir ainda ser sujeitas a revisão. A Segurança Social pode ser revista por um período de dez anos.
A Administração da Empresa entende que as correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2002.
7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAS AO SERVIÇO DA EMPRESA
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2002 o número médio de pessoas ao serviço da Empresa foi de cinco.
10. MOVIMENTOS NAS RUBRICAS DO ACTIVO IMOBILIZADO
Os movimentos ocorridos durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2002 nas rubricas do activo imobilizado constantes do balanço e nas respectivas amortizações podem ser resumidos como segue:
| Activo Bruto | euro | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Saldo | Transferências | Saldo | ||||
| Rubricas | Inicial | Reavaliação | Aumentos | Alienações | e Abates | Final |
| 01.12.31 | 02.06.30 | |||||
| Imobilizações incorpóreas: | ||||||
| Despesas de instalação | 2,757,243 | 2,757,243 | ||||
| 2,757,243 | 2,757,243 | |||||
| Imobilizações corpóreas: | ||||||
| Equipamento administrativo | 3,677 | 3,677 | ||||
| 3,677 | 3,677 | |||||
| Investimentos financeiros: | ||||||
| Partes de capital em empresas do grupo | 691,736,088 | 28,196 | 7,566,151 | 684,198,133 | ||
| Empréstimos a empresas do grupo | 70,012,000 | 126,683,648 | 33,404,175 | 163,291,473 | ||
| Partes de capital em empresas associadas | 159,615 | 159,615 | ||||
| 761,907,703 | 126,711,844 | 40,970,326 | 847,649,221 |
| Amortizações | euro | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Saldo | Transferências | Saldo | ||||
| Rubricas | Inicial | Reavaliação | Aumentos | Alienações | e Abates | Final |
| 01.12.31 | 02.06.30 | |||||
| Imobilizações incorpóreas: | ||||||
| Despesas de instalação | 2,756,909 | 334 | 2,757,243 | |||
| 2,756,909 | 334 | 2,757,243 | ||||
| Imobilizações corpóreas: | ||||||
| Equipamento administrativo | 1,226 | 1,225 | 2,451 | |||
| 1,226 | 1,225 | 2,451 |
16. RELAÇÃO DAS EMPRESAS DO GRUPO E ASSOCIADAS
Em 31 de Dezembro de 2002, a empresa detinha as seguintes participações em empresas do grupo e associadas:
| euro | ||||
|---|---|---|---|---|
| Firma (Sede) | % de | Capitais | Resultado | Valor de |
| Participação | Próprios | do exercício | Balanço | |
| Empresas do grupo | ||||
| Sonae Imobiliária Assets, SGPS, SA | 100% | 691,811,579 | 15,530,223 | 677,271,502 |
| Spel - Soc. de Parques de Estacionamento, SA | 50% | 6,103,387 | -722,121 | 6,712,035 |
| Sonae Imobiliária Development SGPS, SA | 100% | -356,346 | -389,679 | 78,196 |
| Sonae Imobiliária III - Serv. Apoio Empresas | 100% | 42,615 | 11,687 | 50,000 |
| Sonae Imobil. Property Management SGPS, SA | 100% | 3,548,457 | 3,488,288 | 50,000 |
| Imopraedium BV | 100% | -3,146,630 | -3,152,171 | 18,200 |
| Sonae Imobiliária Brasil BV | 100% | -16,913 | -18,812 | 18,200 |
| 684,198,133 | ||||
| Empresas associadas | ||||
| Sonaegest - Soc. Gestora Fundos Inv., SA | 20% | 800,000 | 27,027 | 159,615 |
A empresa consolida as suas contas com a Sonae SGPS, SA, com sede no Lugar do Espido, Via Norte, Maia. Adicionalmente, a Sonae Imobiliária, SGPS, SA apresenta demonstrações financeiras consolidadas.
As principais variações ocorridas no decurso do exercício findo em 31 de Dezembro de 2002 na carteira de participações financeiras da Empresa, foram as seguintes:
| euro | ||
|---|---|---|
| Alienações | Custo de aquisição | Valor de Venda |
| Praedium DI, SA | 2,618,076 | 483,000 |
| Fimaia -Serv. Área Econ. Gestão Invest., SA | 4,948,075 | 2,042,926 |
| 7,566,151 | 2,525,926 | |
| euro | ||
| Cobertura de Prejuízos | Custo de aquisição | |
| SI Development SGPS, SA | 28,196 |
32. GARANTIAS PRESTADAS
Em 31 de Dezembro de 2002, a empresa tinha as seguintes garantias prestadas:
| euro | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Tipo | Beneficiário | Data | Valor | Banco | Prazo |
| Bancária Bancária |
3º Juízo Cível do Porto 1ª Repart. de Finanças da Maia |
15-Fev-00 14-Mai-01 |
14,964 605,185 |
BPI BCP |
sem prazo sem prazo |
36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL
Em 31 de Dezembro de 2002 o capital social está representado por 37.500.000 acções ordinárias com o valor nominal de 4,99 euro cada uma.
37. PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL SOCIAL SUPERIOR OU IGUAL A 20%, POR PESSOAS COLECTIVAS
As seguintes pessoas colectivas detêm mais de 20% do capital subscrito em 31 de Dezembro de 2002:
| Empresa | % |
|---|---|
| Sonae Investments, BV | 67.04% |
| Grosvenor Investments (Portugal), SA | 32.96% |
40. MOVIMENTOS OCORRIDOS NO PERÍODO NAS RUBRICAS DE CAPITAIS PRÓPRIOS
Os movimentos ocorridos nas rubricas de capitais próprios durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2002 foi como segue:
| euro | ||||
|---|---|---|---|---|
| Rubricas | Saldo | Saldo | ||
| Inicial | Aumentos | Diminuições | Final | |
| Capital | 187,125,000 | 187,125,000 | ||
| Reservas | ||||
| - Reservas legais | 31,324,364 | 399,340 | 31,723,704 | |
| - Outras reservas | 12,688,797 | -2,162,523 | 10,526,274 | |
| Resultados Transitados | 547,607,807 | 547,607,807 | ||
| Resultado Líquido | 7,986,817 | 5,587,387 | -7,986,817 | 5,587,387 |
| 786,732,785 | 5,986,727 | -10,149,340 | 782,570,172 |
euro
Reserva legal: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinada ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.
Distribuição de Dividendos de 2001: A empresa distribuiu dividendos no montante de 9.750.000 euro, tendo sido utilizadas Reservas Livres no montante de 2.162.523,70 euro.
43. REMUNERAÇÕES ATRIBUIDAS AOS ORGÃOS SOCIAIS
As remunerações atribuídas aos membros dos orgãos sociais durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2002, foram como segue:
| Conselho de Administração | 1,486,064 |
|---|---|
45. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS FINANCEIROS
Os resultados financeiros têm a seguinte composição:
| euro | ||
|---|---|---|
| Custos e perdas | 02.12.31 | 01.12.31 |
| Juros suportados | 9,209,771 | 9,430,581 |
| Diferenças de câmbio desfavoráveis | 1,801 | 11 |
| Outros custos e perdas financeiras | 33,479 | 19,126 |
| Resultados financeiros | 7,845,299 | 11,672,274 |
| 17,090,350 | 21,121,992 | |
| Proveitos e ganhos | 02.12.31 | 01.12.31 |
| Juros obtidos | 8,544,821 | 19,718,230 |
| Rendimentos de participações de capital | 8,545,528 | 1,357,645 |
| Diferenças de câmbio favoráveis | 46,117 | |
| Outros proveitos e ganhos financeiros | 1 | |
| 17,090,350 | 21,121,992 |
O montante de 8.545.528 euro registado na rúbrica de rendimentos de participações de capital, refere-se aos dividendos de 2001 recebidos das seguintes participadas:
| euro | |
|---|---|
| Empresa | |
| Sonae Imobiliária Assets SGPS, SA | 3,893,054 |
| Fimaia - Serv. Área Gestão, SA | 2,727,083 |
| Sonae Imob. Property Manag. SGPS, SA | 1,925,391 |
| Total | 8,545,528 |
46. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS
Os resultados extraordinários têm a seguinte composição:
| euro | ||
|---|---|---|
| Custos e perdas | 02.12.31 | 01.12.31 |
| Perdas em imobilizações | 5,040,225 | 3,200 |
| Multas e penalidades | 168,818 | |
| Outros custos e perdas extraordinárias | 312,685 | 875,715 |
| Resultados extraordinários | -5,233,461 | -428,016 |
| 119,449 | 619,717 | |
| Proveitos e ganhos | 02.12.31 | 01.12.31 |
| Correcções relativas a exercícios anteriores | 76,207 | |
| Outros proveitos e ganhos extraordinários | 119,449 | 543,510 |
| 119,449 | 619,717 |
O montante de 5.040.225 euro registado na rúbrica de "Perdas em Imobilizações", refere-se a perdas na alienação de participações financeiras, em transacções com empresas do grupo durante o exercício de 2002 (Nota 10).
47. INFORMAÇÕES EXIGIDAS POR DIPLOMAS LEGAIS
Movimentos nos créditos concedidos a empresa participadas, conforme disposto no Nº 4 do artigo 5º do Decreto Lei nº 318/94, como segue:
a) Operações Financeiras concedidas a empresas do grupo euro
| Saldo | Saldo | |||
|---|---|---|---|---|
| Empresa | Inicial | Aumentos | Diminuições | Final |
| Sonae SGPS, SA | 118,000,678 | 149,040,700 | 267,041,378 | |
| Algarveshopping, SA | 1,026,000 | 1,026,000 | ||
| Sonae Imobiliária Assets SGPS, SA | 70,961,170 | 180,370,478 | 251,331,648 | |
| Praedium - Desenvolvimento Imobiliário, SA | 4,440,000 | 4,440,000 | ||
| Sonae Imob. Development SGPS, SA | 3,322,540 | 77,282,246 | 49,477,786 | 31,127,000 |
| Sonae Imob. Property Management SGPS, SA | 368,200 | 3,878,200 | 2,314,400 | 1,932,000 |
| 197,092,588 | 411,597,624 | 575,631,212 | 33,059,000 |
b) Empréstimos de financiamento remunerados concedidos a empresas do grupo e associadas
| euro | ||||
|---|---|---|---|---|
| Saldo | Saldo | |||
| Empresa | Inicial | Aumentos | Diminuições | Final |
| Sonae Imob. Development SGPS | 20,000,000 | 20,000,000 | ||
| Spel - Sociedade de Parques de Estacionamento, SA | 3,000,000 | 3,000,000 | 6,000,000 | |
| Praedium - Desenvolvimento Imobiliário, SA | 13,703,096 | 13,703,096 | ||
| 16,703,096 | 23,000,000 | 13,703,096 | 26,000,000 |
48. OUTRAS INFORMAÇÕES RELEVANTES
a) Empréstimos de financiamento não remunerados
| euro | ||||
|---|---|---|---|---|
| Saldo | Saldo | |||
| Empresa | Inicial | Aumentos | Diminuições | Final |
| Praedium - Desenvolvimento Imobiliário, SA | 19,104,079 | 19,104,079 | 0 | |
| Imopraedium BV | 3,740,416 | 597,000 | 3,143,416 | |
| Sonae Imobiliária Brasil, BV | 30,464,409 | 103,683,648 | 134,148,057 | |
| 53,308,904 | 103,683,648 | 19,701,079 | 137,291,473 |
b) Empréstimos obtidos de empresas do grupo (operações financeiras)
| euro | ||||
|---|---|---|---|---|
| Saldo | Saldo | |||
| Empresa | Inicial | Aumentos | Diminuições | Final |
| Caisgere SGPS, SA | 58,511,000 | 29,728,000 | 28,783,000 | |
| Omne SGPS, SA | 2,624,000 | 374,000 | 2,250,000 | |
| Pridelease, SA | 255,000 | 210,000 | 45,000 | |
| Datavénia - Sociedade Imobiliária, SA | 331,720 | 289,720 | 42,000 | |
| Ciclop, SA | 234,900 | 187,900 | 47,000 | |
| Querubim, SA | 234,900 | 187,900 | 47,000 | |
| Sonae Imobiliária Gestão, SA | 12,485,924 | 126,356,900 | 124,742,824 | 14,100,000 |
| Empreendimentos Imob. Colombo, SA | 5,800,000 | 31,300,000 | 15,500,000 | 21,600,000 |
| Fimaia - Serv. Area Económica, SA | 4,765,000 | 4,765,000 | ||
| RPU - SGPS, SA | 6,747,000 | 2,100,000 | 8,847,000 | |
| Viacatarina Gest - Gestão C.C., SA | 375,645 | 8,417,975 | 8,193,620 | 600,000 |
| Vasco da Gama -Promoção de C.C., SA | 24,850,000 | 14,835,000 | 39,005,000 | 680,000 |
| Vasco da Gama Dois Gest., SA | 1,602,949 | 18,117,280 | 18,540,230 | 1,179,999 |
| Paracentro - Plan. Com. Gestão C.C., SA | 395,818 | 4,220,970 | 4,056,788 | 560,000 |
| Prediguarda - Sociedade Imobiliária , SA | 134,800 | 119,800 | 15,000 | |
| Norteshopping - Gestão C.C., SA | 2,544,352 | 30,057,880 | 30,597,226 | 2,005,006 |
| Colombogest - Gestão C.C., SA | 5,528,391 | 74,228,000 | 74,606,390 | 5,150,001 |
| Sonae Imobiliária Development II., SA | 1,683,000 | 1,683,000 | ||
| Sonae Imobiliária III - Serv. A. Emp., SA | 773,137 | 9,703,500 | 9,386,636 | 1,090,001 |
| Sonae Imobiliária Property Management, SA | 31,383,800 | 31,383,800 | ||
| Sonae Imobiliária Asset Management, SA | 1,147,235 | 2,119,500 | 2,976,735 | 290,000 |
| Sonae Imobiliária Assets, SGPS, SA | 13,628,000 | 386,000 | 13,242,000 | |
| 67,015,451 | 430,478,125 | 405,767,569 | 91,726,007 |
c) "Consolidação Fiscal"
Foi registada na conta de Outros Proveitos e Ganhos Extraordinários a correcção à economia de imposto relativa ao consolidado fiscal do exercício de 2001, no montante de 111.432,31 euro.
d) Acréscimos e Diferimentos
| euro | |
|---|---|
| Acréscimos e Diferimentos | |
| Acréscimos de Proveitos: | |
| Juros a receber: | |
| Juros de depósitos à ordem | 370 |
| Juros de suprimentos | 1,509,689 |
| Juros de operações financeiras | 41,168 |
| Total de Acréscimos de Proveitos | 1,551,227 |
| Custos Diferidos | 18,124 |
| Total de Acréscimos e Diferimentos Activos | 1,569,351 |
| Acréscimos de Custos | |
| Remunerações a pagar | 608,656 |
| Juros a liquidar | 1,255,208 |
| Outros acréscimos de custos | 8,883 |
| Total de Acréscimos de Custos | 1,872,747 |
| Total de Acréscimos e Diferimentos Passivos | 1,872,747 |
49. EMPRÉSTIMOS DE MÉDIO E LONGO PRAZO
a) Obrigações e outros títulos emitidos pela empresa
OBRIGAÇÕES SONAE IMOBILIÁRIA / 98
8.000.000 obrigações – Valor nominal: 1.000\$00
Modalidade: Obrigações a taxa de juro variável.
Subscrição: Particular e directa em 20 de Janeiro de 1998.
Representação: Títulos sob forma escritural. Realização: Pagamento integral no acto de subscrição.
Prazo do empréstimo: 7 anos
Taxa de juro: As obrigações vencerão juros à LISBOR, divulgada nas páginas da REUTERS, para prazos de 6 meses, em vigor no penúltimo dia anterior ao 1º dia de cada período de contagem de juros, acrescida de 0.25%.
Pagamento de juros: Semestral e postecipadamente, contando-se a partir da data do início da subscrição na base 30/360.
Regime fiscal: Retenção na fonte de IRS/IRC à taxa de 20%, liberatória para pessoas singulares, salvo se optarem por englobamento de rendimentos, e isenção de imposto de sucessões e doações.
Reembolso: O reembolso será efectuado ao par na data de vencimento do último cupão. A empresa poderá efectuar o reembolso antecipado, total ou parcial, nas datas de 6º cupão e seguintes, ao par.
A Sociedade, no cumprimento do disposto no DL 343/98 de 6 de Novembro, proceder em 10 de Dezembro de 2001 à redenominação dos valores mobiliários representativos do empréstimo obrigacionista emitido no ano de 1998, no montante de 8 biliões de escudos representado por 8.000.000 de obrigações escriturais de valor nominal de 1.000\$00 cada, através do método padrão e por carteira, mediante a aplicação da taxa de conversão de 1 euro = 200,482 escudos, aplicada à posição de cada credor, com arredondamento ao cêntimo, passando em consequência, o valor actual do empréstimo obrigacionista a ser representado por obrigações de valor nominal de um cêntimo cada uma, bem como o valor global de cada posição credora/obrigacionista a ser desdobrado em obrigações de um cêntimo cada.
A ficha técnica da emissão do empréstimo prevê a possibilidade de os subscritores exercerem um reembolso antecipado (Put option), do empréstimo ou do remanescente capital em dívida ao par, na data do vencimento do 10º cupão, exercendo esse direito por escrito com um pré-aviso mínimo de 60 dias.
Foi exercida a opção de Put option relativamente a 2.796.384.206 obrigações, ficando em circulação 1.193.998.971 obrigações. Desta forma o montante de 27.963.842 euros, correspondente às obrigações para as quais foi exercida a put option, foi classificado no curto prazo.
OBRIGAÇÕES SONAE IMOBILIÁRIA / 99
10.000.000 obrigações – Valor nominal: 5 Euros
Modalidade: Subscrição particular e directa em 22 de Dezembro de 1999.
Prazo do empréstimo: 7 anos Representação: Obrigações escriturais ao portador, exclusivamente materializados pela sua inscrição em contas abertas em nome dos respectivos titulares, de acordo com as disposições legais em vigor e serão inscritas na Central de Valores Mobiliários.
Taxa de juro: Do 1ºao 10º cupão, a taxa de juro será igual à EURIBOR de 6 meses, do segundo dia útil TARGET anterior ao início de cada período de contagem de juros acrescida de 0.50% e arredondada para o 1/32 de ponto percentual igual ou imediatamente superior; Do 11º ao 14º cupão, a taxa de juro será igual à EURIBOR de 6 meses, do segundo dia útil TARGET anterior ao início de cada período de contagem de juros acrescida de 0.55% e arredondada para o 1/32 de ponto percentual ou imediatamente superior.
Pagamento de juros: Semestral e postecipadamente, contando-se a partir da data do início da subscrição. Reembolso: O reembolso será efectuado ao valor nominal, de uma só vez, em 22 de Dezembro de 2006. Regime fiscal: Os juros das obrigações estão sujeitos a retenção na fonte de IRS/IRC à taxa de 20%, com caracter liberatório em sede de IRS e de pagamento por conta em sede de IRC e estão isentas de Imposto de Sucessões e Doações.
b) Dívidas a instituições de crédito
Em 5 de Dezembro de 1997, foi contratado um Mútuo pelo montante de 7.481.968,46 euro, tendo sido reembolsado em 5 de Dezembro de 2002.
c) Outros empréstimos obtidos
Em 11 de Julho de 1995, foi constituido um empréstimo no montante de 9.975.957,94 euro (2 000 milhões de escudos), reembolsado em 11 de Fevereiro de 2002.
O Técnico Oficial de Contas
O Conselho de Administração
Belmiro Mendes de Azevedo
Jeremy Henry Moore Newsum
Álvaro Carmona e Costa Portela
José Edmundo Medina Barroso de Figueiredo
João Gonçalo Sassetti Pessoa Jorge
Neil Leslie Jones
Pedro José D'Hommée Caupers
Ângelo Gabriel Ribeirinho dos Santos Paupério
Fernando Maria Guedes Machado Antunes Oliveira
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
| euro | ||
|---|---|---|
| 02.12.31 | 01.12.31 | |
| ACTIVIDADES OPERACIONAIS | ||
| Recebimento de Clientes | ||
| Pagamentos a fornecedores | 164,284 | 357,591 |
| Pagamentos ao Pessoal | 1,386,918 | 1,132,811 |
| Fluxo Gerado Pelas Operações | -1,551,202 | -1,490,402 |
| Pagamento/recebimento imposto s/rendimento | 1,410,019 | 4,129,896 |
| Outros recebim./pagam.rel.à activ.operacional | 940,279 | -184,892 |
| Fluxos gerados antes rubricas extraordinárias | -2,020,942 | -5,805,191 |
| Recebimentos relac. c/rubricas extraordinárias | 74,896 | |
| Pagam. relac. c/rubricas extraordinárias | 168,818 | |
| Fluxo das actividades operacionais [1] | -2,020,942 | -5,899,113 |
| ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO | ||
| Recebimentos provenientes de: | ||
| Investimentos financeiros | 2,973,000 | 914,350,307 |
| Imobilizações corpóreas | ||
| Imobilizações Incorpóreas | ||
| Subsídios de investimento | ||
| Juros e Proveitos Similares | 7,040,336 | 18,609,470 |
| Dividendos Recebidos | 8,545,528 | 1,690,740 |
| Outros | 977 | |
| Pagamentos respeitantes a: | ||
| Investimentos financeiros | 126,711,845 | 719,048,219 |
| Imobilizações corpóreas | 3,677 | |
| Imobilizações incorpóreas | ||
| Outros | ||
| Variação de empréstimos concedidos | ||
| Fluxo das actividades investimento [2] | -108,152,981 | 215,599,598 |
| ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO | ||
| Recebimentos provenientes de: | ||
| Aumentos capital, prest.supl.,pr.emissão | ||
| Subsídios de doações | ||
| Venda de acções (quotas) próprias | 711,076 | |
| Cobertura de prejuizos | ||
| Empréstimos obtidos | 866,849,489 | 79,511 |
| Pagamentos respeitantes a: | ||
| Amortização de Contratos Loc.financeira | ||
| Juros e custos similares | 9,230,181 | 9,478,171 |
| Dividendos Pagos | 9,750,000 | 7,490,123 |
| Reduções de capital e prest.suplementares | ||
| Aquisição de acções (quotas)próprias | ||
| Outros | ||
| Empréstimos obtidos | 859,596,866 | 2,197,248 |
| Fluxo das actividades de financiamento [3] | -11,727,558 | -13,980,458 |
| Variação de caixa e seus equivalentes [4]=[1]+[2]+[3] | -121,901,481 | 195,720,027 |
| Efeito das diferenças de cambio | ||
| Caixa e seus equivalentes início periodo | 196,700,865 | 980,839 |
| Caixa e seus equivalentes no fim do período | 74,799,384 | 196,700,865 |
| Variação de caixa e equivalentes de caixa | -121,901,481 | 195,720,027 |
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
| euro | ||
|---|---|---|
| 02.12.31 | 01.12.31 | |
| ACTIVIDADES OPERACIONAIS | ||
| Recebimento de Clientes | ||
| Pagamentos a fornecedores | 164,284 | 357,591 |
| Pagamentos ao Pessoal | 1,386,918 | 1,132,811 |
| Fluxo Gerado Pelas Operações | -1,551,202 | -1,490,402 |
| Pagamento/recebimento imposto s/rendimento | 1,410,019 | 4,129,896 |
| Outros recebim./pagam.rel.à activ.operacional | 940,279 | -184,892 |
| Fluxos gerados antes rubricas extraordinárias | -2,020,942 | -5,805,191 |
| Recebimentos relac. c/rubricas extraordinárias | 74,896 | |
| Pagam. relac. c/rubricas extraordinárias | 168,818 | |
| Fluxo das actividades operacionais [1] | -2,020,942 | -5,899,113 |
| ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO | ||
| Recebimentos provenientes de: | ||
| Investimentos financeiros | 2,973,000 | 914,350,307 |
| Imobilizações corpóreas | ||
| Imobilizações Incorpóreas | ||
| Subsídios de investimento | ||
| Juros e Proveitos Similares | 7,040,336 | 18,609,470 |
| Dividendos Recebidos | 8,545,528 | 1,690,740 |
| Outros | 977 | |
| Pagamentos respeitantes a: | ||
| Investimentos financeiros | 126,711,845 | 719,048,219 |
| Imobilizações corpóreas | 3,677 | |
| Imobilizações incorpóreas | ||
| Outros | ||
| Variação de empréstimos concedidos | ||
| Fluxo das actividades investimento [2] | -108,152,981 | 215,599,598 |
| ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO | ||
| Recebimentos provenientes de: | ||
| Aumentos capital, prest.supl.,pr.emissão | ||
| Subsídios de doações | ||
| Venda de acções (quotas) próprias | 711,076 | |
| Cobertura de prejuizos | ||
| Empréstimos obtidos | 866,849,489 | 79,511 |
| Pagamentos respeitantes a: | ||
| Amortização de Contratos Loc.financeira | ||
| Juros e custos similares | 9,230,181 | 9,478,171 |
| Dividendos Pagos | 9,750,000 | 7,490,123 |
| Reduções de capital e prest.suplementares | ||
| Aquisição de acções (quotas)próprias | ||
| Outros | ||
| Empréstimos obtidos | 859,596,866 | 2,197,248 |
| Fluxo das actividades de financiamento [3] | -11,727,558 | -13,980,458 |
| Variação de caixa e seus equivalentes [4]=[1]+[2]+[3] | -121,901,481 | 195,720,027 |
| Efeito das diferenças de cambio | ||
| Caixa e seus equivalentes início periodo | 196,700,865 | 980,839 |
| Caixa e seus equivalentes no fim do período | 74,799,384 | 196,700,865 |
| Variação de caixa e equivalentes de caixa | -121,901,481 | 195,720,027 |
ANEXO À DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
1. Aquisição e alienação de filiais.
| Aquisições | Euro | |||
|---|---|---|---|---|
| Filiais | 02.12.31 | 01.12.31 | ||
| Preço Total | Valor Pago | Preço Total | Valor Pago | |
| Sonae Imobiliária Brasil BV | 0 | 18,200 | 18,200 | |
| 0 | 0 | 18,200 | 18,200 | |
| Alienações | Euro | |||
|---|---|---|---|---|
| Filiais | 02.12.31 | 01.12.31 | ||
| Preço Total | Valor Recebido | Preço Total | Valor Recebido | |
| Sonae Imobiliária e Gestão, SA | 249,399 | 249,399 | ||
| Sonae Germany GmbH | 28,000 | 28,000 | ||
| Transalproject 2000 SRL | 13,000 | 13,000 | ||
| Rule SGPS, SA | 50,000 | 50,000 | ||
| Imobrazil BV (anulação da constituição) | 18,239 | 18,239 | ||
| Sonae Inmobiliaria Desarrollo, SL | 3,100 | 3,100 | ||
| Praedium DI, SA | 483,000 | 483,000 | ||
| Fimaia - Serv. Área Econ. Gestão Inv., SA | 2,042,926 | 0 | ||
| 2,525,926 | 483,000 | 361,738 | 361,738 |
2. Subscrição de capital em filiais
| Euro | ||
|---|---|---|
| Filiais | 02.12.31 | 01.12.31 |
| Valor subscrito | Valor subscrito | |
| Aumentos de capital por entradas de fundos: | ||
| Sonae Imobiliária Assets SGPS, SA | 673,377,200 | |
| Spel - Sociedade de Parques de Estacionamento, SA | 1,458,095 | |
| Constituição de sociedades: | ||
| Imobrazil BV | 18,151 | |
| Cobertura de prejuízos: | ||
| Sonae Imobiliária Development SGPS SA | 28,196 | |
| 28,196 | 674,853,446 |
3. Discriminação dos componentes de caixa e seus equivalentes
| Euro | ||
|---|---|---|
| 02.12.31 | 01.12.31 | |
| Numerário | 250 | 249 |
| Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis | 41,740,135 | 937,609 |
| Equivalentes a caixa (descoberto bancário) | -1 | -1,329,581 |
| Caixa e seus equivalentes | 41,740,384 | -391,723 |
| Outras disponibilidades | 33,059,000 | 197,092,588 |
| Disponibilidades constantes do balanço | 74,799,384 | 196,700,865 |
ANEXO A QUE SE REFERE O ARTIGO 447º DO CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS
TÍTULOS DETIDOS PELOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS E RESPECTIVAS TRANSACÇÕES DURANTE 2002
| Aquisições | Alienações | Saldo em 31.12.2002 |
||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Data | Quantidade | Valor Md. € | Quantidade | Valor Md. € | Quantidade | |
| CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO | ||||||
| Belmiro Mendes de Azevedo | ||||||
| Efanor Investimentos, SGPS, SA (1) | 49,999,997 | |||||
| Imparfin, SGPS, SA (2) | 112,500 | |||||
| Sonae, SGPS, SA | 14,901 | |||||
| Sonae.com, SGPS, SA | ||||||
| Subscrição aumento capital | 23.07.02 | 15,107 | 2.25 | 75,537 | ||
| Álvaro Carmona e Costa Portela | ||||||
| Sonae, SGPS, SA | 25,934 | |||||
| Sonae.com, SGPS, SA | 59,800 | |||||
| João Gonçalves Sassetti Pessoa Jorge | ||||||
| Sonae, SGPS, SA | 4,253 | |||||
| Sonae.com, SGPS, SA | 29,900 | |||||
| José Edmundo Medina de Barroso Figueiredo | ||||||
| Sonae, SGPS, SA | 3,163 | |||||
| Sonae.com, SGPS, SA | 29,900 | |||||
| Pedro José D´Hommé Caupers | ||||||
| Sonae, SGPS, SA | 45,000 | |||||
| Sonae.com, SGPS, SA | 29,900 | |||||
| Sonae Indústria, SGPS, SA | 1,000 | |||||
| Ângelo Gabriel Ribeirinho dos Santos Paupério | ||||||
| Sonae, SGPS, SA | 4,564 | |||||
| Sonae.com, SGPS, SA | 59,800 | |||||
| Modelo Continente, SGPS, SA - Obrigações | ||||||
| Alienação | 08.01.02 | 1,995,191 | 0.0099 | |||
| Fernando Maria Guedes Machado Antunes de Oliveira | ||||||
| Sonae, SGPS, SA | 12,419 | |||||
| Alienação | 17.05.02 | 4,932 | 0.81 | |||
| Alienação | 23.07.02 | 10,085 | 0.56 | |||
| Alienação | 31.07.02 | 12,647 | 0.52 | |||
| MESA DA ASSEMBLEIA GAERAL |
Joaquim Albano Pereira Mendes
Sonae.com, SGPS, SA 10
| Aquisições | Alienações | Saldo em 31.12.2002 |
||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Data | Quantidade | Valor Md. € | Quantidade | Valor Md. € | Quantidade | |
| (1) Efanor Investimentos, SGPS, SA | ||||||
| Sonae, SGPS, SA | 948,101,424 | |||||
| Pareuro, BV (3) | 20,000 | |||||
| (3) Pareuro, BV | ||||||
| Sonae, SGPS, SA | 108,820,695 | |||||
| (2) Imparfin, SGPS, SA | ||||||
| Sonae, SGPS, SA | 5,193,798 |
Anexo a que se refere o artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais
| Número de acções a 31.12.02 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Efanor Investimentos, SGPS, SA | ||||
| Sonae, SGPS, SA | 948,101,424 | |||
| Pareuro, BV | 20,000 | |||
| Pareuro, BV | ||||
| Sonae, SGPS, SA | 108,820,695 | |||
| SONAE, SGPS, SA | ||||
| Sonae Investments, BV | 40 | |||
| Sonae Investments, BV | ||||
| Sonae Imobiliária, SGPS, SA | 25,140,032 |
PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS
Dando cumprimento ao artº 6º alínea e) do Regulamento da CMVM nº 11/2000, com as alterações introduzidas pelo Regulamento nº 24/2000, indicamos os titulares de participações qualificadas a 31 de Dezembro de 2002:
| Accionista | Nº de acções | % Direitos de voto |
|---|---|---|
| Sonae, SGPS, S.A. | 0 | 0.00% |
| Sonae Investments, BV | 25,140,032 | 67.04% |
| Total imputável | 25,140,032 | 67.04% |
| Grovesnor Investments (Portugal), SA | 12,359,968 | 32.96% |
| 12,359,968 | 32.96% |
MAGALHÃES, NEVES E ASSOCIADOS
SOCIEDADE DE REVISORES OFICIAIS DE CONTAS INSCRIÇÃO N.º 95 REGISTO NA CMVM nº 223 NIPC 502 558 610
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA
CONTAS INDIVIDUAIS
(Montantes expressos em Euros)
Introdução
- Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre a informação financeira contida no Relatório de Gestão e as demonstrações financeiras anexas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2002 da Sonae Imobiliária, S.G.P.S., S.A. ("Empresa"), as quais compreendem o Balanço em 31 de Dezembro de 2002 que evidencia um total de 969.788.273 Euros e capitais próprios de 782.570.172 Euros, incluindo um resultado líquido de 5.587.387 Euros, as Demonstrações dos resultados por naturezas e por funções e a Demonstração dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data e os correspondentes Anexos.
Responsabilidades
-
- É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira da Empresa, o resultado das suas operações e os seus fluxos de caixa; (ii) que a informação financeira histórica seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado e; (iv) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
-
- A nossa responsabilidade consiste em examinar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, incluindo a verificação se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.
Âmbito
- O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão / Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que este seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções materialmente relevantes. Este exame incluiu a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e informações divulgadas nas demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação. Este exame incluiu, igualmente, a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias, a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade das operações, a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras, e a apreciação, para os aspectos materialmente relevantes, se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita. O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do Relatório de Gestão com os restantes documentos de prestação de contas. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.
- 2 -
Reserva
- Conforme referido no anexo ao balanço e à demonstração dos resultados, as participações financeiras em empresas do grupo e associadas, encontram-se registadas ao custo de aquisição e não pelo método da equivalência patrimonial conforme requerido pela Directriz Contabilística nº 9. A Empresa irá preparar e apresentar em separado, demonstrações financeiras consolidadas em 31 de Dezembro de 2002. Embora na nota 16 do anexo ao balanço e à demonstração dos resultados seja apresentada informação financeira das empresas do grupo e associadas, à data desta Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria, não foi quantificado o efeito nas demonstrações financeiras anexas que resultaria caso tivesse sido utilizado o método da equivalência patrimonial para registar os investimentos financeiros em empresas do grupo e associadas.
Opinião
- Em nossa opinião, excepto para o efeito do assunto descrito no parágrafo 5 acima, as demonstrações financeiras referidas no parágrafo 1 acima, apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira da Sonae Imobiliária, S.G.P.S., S.A. em 31 de Dezembro de 2002, o resultado das suas operações e os seus fluxos de caixa no exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e a informação financeira nelas constante é, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 4 acima, completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Porto, 28 de Fevereiro de 2003
____________________________________________ MAGALHÃES, NEVES E ASSOCIADOS, SROC Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves
RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL
CONTAS INDIVIDUAIS
Aos Accionistas da Sonae Imobiliária, S.G.P.S., S.A.
Em conformidade com a legislação em vigor e com o mandato que nos foi conferido, vimos submeter à vossa apreciação o nosso Relatório e Parecer que abrange a actividade por nós desenvolvida e os documentos de prestação de contas da Sonae Imobiliária, S.G.P.S., S.A. ("Empresa"), relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2002, os quais são da responsabilidade do Conselho de Administração.
Acompanhámos a evolução da actividade e os negócios da Empresa, a regularidade dos seus registos contabilísticos e o cumprimentos do normativo legal e estatutário em vigor, tendo recebido do Conselho de Administração e dos diversos serviços da Empresa todas as informações e esclarecimentos solicitados.
No âmbito das nossas funções, examinámos o balanço em 31 de Dezembro de 2002, a demonstração de resultados por naturezas e por funções e a demonstração dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data e os respectivos anexos, bem como o Relatório de Gestão, elaborado pelo Conselho de Administração. Adicionalmente, analisamos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria, elaborado pelo Revisor Oficial de Contas, presidente deste Conselho, que inclui no seu parágrafo 5 uma reserva, a qual mereceu o nosso acordo.
Face ao exposto, somos de opinião que, excepto quanto ao referido no parágrafo 5 da Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria, as demonstrações financeiras supra referidas e o Relatório de Gestão, bem como a proposta nele expressa, estão de acordo com as disposições contabilísticas, legais e estatutárias aplicáveis, pelo que poderão ser aprovados em Assembleia Geral de Accionistas.
Desejamos ainda manifestar ao Conselho de Administração e aos serviços da Empresa o nosso apreço pela colaboração que nos prestaram.
Porto, 28 de Fevereiro de 2003
Magalhães, Neves e Associados, SROC Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves Presidente
Teresa Alexandra Martins Tavares Vogal
____________________________________________ Benoit François Pierre Prat-Stanford Vogal
