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NOS SGPS Interim / Quarterly Report 2002

Sep 30, 2002

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Interim / Quarterly Report

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Sociedade com o capital aberto ao investimento do público Pessoa Colectiva n.º 501 214 534 Matriculado na Conservatória do Registo Comercial do Porto, sob o n.º 35 619 Sede: Rua Tenente Valadim, n.º 284, 4100-476 PORTO Capital Social: 760 000 000 euros

Índice

RELATÓRIO

  • Principais indicadores 2
  • Introdução 3
  • Órgãos sociais do BPI SGPS 4
  • Enquadramento da actividade 5
  • Actividade de Banca Comercial 8
  • Actividade de Banca de Investimento 14
  • Análise financeira 21
  • Análise de riscos 34
  • Acções BPI SGPS 38

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E NOTAS

  • Demonstrações financeiras consolidadas 41
  • Notas às demonstrações financeiras consolidadas 49
  • Relatório de auditoria sobre a informação consolidada semestral
  • elaborado por auditor registado na CMVM 98
    • Relatório dos auditores 100

ANEXOS

Informação sobre participações no capital 101

Principais indicadores

(Montantes consolidados em milhões de euros, excepto quando indicado de outra forma)
30 Junho 2001 30 Junho 2002 ∆%
Activo total 24 036.2 24 653.7 2.6%
Activo total mais desintermediação 28 376.3 28 703.5 1.2%
Situação líquida 846.8 1 116.1 31.8%
Crédito sobre Clientes (bruto) e garantias 18 012.9 19 509.6 8.3%
Depósitos de Clientes 10 798.9 11 537.2 6.8%
Recursos totais de Clientes 16 768.2 17 166.7 2.4%
Activos financeiros de terceiros sob gestão 7 326.1 7 377.0 0.7%
Cash flow corrente 160.6 155.3 (3.3%)
Resultado corrente 110.6 83.7 (24.3%)
Lucro líquido 71.8 70.8 (1.5%)
Cash flow após impostos 121.8 142.5 16.9%
Rendibilidade do activo total (ROA) 0.6% 0.6%
Rendibilidade dos capitais próprios (ROE) 15.6% 14.9%
Cost-to-income1 58.3% 58.9%
Ratio de eficiência2 67.4% 66.9%
Ratio de requisitos de fundos próprios3 8.9% 10.4%
Tier I3 6.1% 7.2%
Crédito vencido há mais de 30 dias em % do crédito a Clientes 1.0% 1.3%
Cobertura do crédito vencido por provisões 175.9% 153.6%
Valores por acção ajustados (euro)4
Cash flow após impostos 0.18 0.20 14.0%
Lucro líquido 0.11 0.10 (3.9%)
Valor contabilístico 1.25 1.47 17.8%
N.º médio ponderado de acções (em milhões)4 679.0 696.5 2.6%
Cotação de fecho (euro)4 2.61 2.46 (5.6%)
Capitalização bolsista no final do semestre 1 769.0 1 869.6 5.7%
Balcões de retalho5 (número) 602 568 (5.6%)
Centros de empresas6 (número) 63 62 (1.6%)
Colaboradores do Grupo BPI7 (número) 8 227 7 787 (5.3%)

Quadro 1

1) Custos de funcionamento em percentagem do produto bancário.

2) Custos de estrutura em percentagem do produto bancário, excluindo lucros em operações financeiras.

3) Calculado de acordo com as regras do Banco de Portugal sobre requisitos mínimos de fundos próprios (Aviso n.º 7 / 96).

4) Ajustados pelo aumento de capital ocorrido em 2002.

5) Inclui rede tradicional (490 balcões), rede de in-store banking (13 balcões), lojas à habitação (17 lojas), lojas Makro (8) e lojas automáticas (40).

6) Rede vocacionada para servir empresas de média (45 centros) e grande dimensão (13 centros da Banca de Empresas e 4 de Wholesale Banking).

7) Inclui Colaboradores de empresas consolidadas por equity method e detidas a 100% pelo Grupo BPI.

Introdução

Os resultados obtidos pelo Grupo BPI, no primeiro semestre de 2002, ascenderam a 70.8 milhões de euros, o que corresponde a um decréscimo de 1.5% face ao semestre homólogo de 2001. A rendibilidade dos capitais próprios nos primeiros seis meses de 2002 situou-se em 14.9%. O resultado líquido obtido no semestre reflecte essencialmente o contributo de 54.5 milhões de euros do negócio de Banca Comercial, ou seja, 77% do lucro consolidado. O ROE da Banca Comercial foi de 12.2%.

A Banca Comercial, apesar da envolvente económica menos favorável, continua evidenciar níveis de actividade relevantes. O crédito a habitação, principal aposta comercial, cresceu 27% em termos homólogos, crescimento claramente superior ao do mercado. Por sua vez, o crédito a grandes empresas (sob responsabilidade da Banca Grossista e da Banca de Empresas) reduziu-se em 3% e constituiu o principal factor para a desaceleração do crescimento da carteira de crédito.

O crédito vencido há mais de 30 dias era, no final de Junho, de 1.3% (1.0% em Junho de 2001) e encontrava-se provisionado em 154% (176% em Junho de 2001).

A actividade de Banca Comercial continuou, no primeiro semestre de 2002, a evidenciar um crescimento dos proveitos recorrentes – margem financeira e comissões – e uma redução dos custos. Contudo, o aumento das dotações para provisões determinou que o contributo para o lucro do Grupo se reduzisse 16.5% face ao do primeiro semestre de 2001.

Por outro lado, a actividade de Banca de Investimento continua a ser condicionada pelo enquadramento persistentemente desfavorável dos mercados de acções. O contributo da Banca de Investimento para o resultado do Grupo ascendeu a 6.6 milhões de euros, no primeiro semestre de 2002.

Em Julho de 2002, o Conselho de Administração do BPI SGPS aprovou um projecto de reestruturação do Grupo BPI, a realizar até ao final de 20021 , com os objectivos de simplificar a organização do Grupo e de obtenção de poupanças adicionais de custos. O projecto prevê que o BPI SGPS altere o seu objecto social para o de um Banco e simultaneamente incorpore, por fusão, entre outras entidades do Grupo, o Banco BPI, a BPI Leasing e a BPI Factoring. O BPI SGPS adoptará, então, a denominação Banco BPI.

Deste modo, no topo do Grupo passará a estar o Banco BPI, cuja actividade de banco comercial será alargada a um conjunto de serviços e actividades actualmente desenvolvidas por subsidiárias e que em simultâneo desenvolverá as funções de holding e comando estratégico do Grupo.

1) A concretização do processo de reorganização fica sujeita às aprovações dos requerimentos ao Banco de Portugal, Ministério das Finanças e Ministério da Justiça.

Órgãos sociais do BPI SGPS

Mesa da Assembleia Geral
Presidente Rui Manuel Chancerelle de Machete
Vice-Presidente Vasco Manuel Airão Marques
Secretários Galucho – Indústrias Metalomecânicas, S.A. Vitalina Justino Antunes
Produtos Sarcol, Lda. Estela M. Barbot
Secretário da Sociedade Rui de Faria Lélis
Conselho de Administração
Presidente Artur Santos Silva
Vice-Presidentes Carlos da Câmara Pestana
Fernando Ulrich
Ruy Octávio Matos de Carvalho
Vogais Alfredo Resende de Almeida
António Cândido Seruca Salgado
António Domingues
Armando Leite de Pinho
Corporació de Participacions Estrangeres, S.L. Fernando Ramirez
Isidro Fainé Casas
João Sanguinetti Talone
José Pena do Amaral
Klaus Dührkop
Manuel de Oliveira Violas
Manuel Ferreira da Silva
Maria Celeste Hagatong
Riunione Adriática di Sicurtá Diethart Breipohl
Roberto Egydio Setúbal
Tomaz Jervell
Comissão Executiva do
Conselho de Administração
Presidente Artur Santos Silva
Vice-Presidente Fernando Ulrich
Vogais António Cândido Seruca Salgado
António Domingues
José Pena do Amaral
Manuel Ferreira da Silva
Maria Celeste Hagatong
Conselho Fiscal
Presidente
Jorge de Figueiredo Dias
Vogais José Ferreira Amorim
Magalhães, Neves e Associados, SROC Augusta Francisco
António Dias e Associados, SROC (suplente) António Dias
Comissão de Remunerações
Presidente Itaúsa Portugal – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A.
Vogais Cotesi – Companhia de Têxteis Sintéticos, S.A.
Arsopi – Indústrias Metalúrgicas Arlindo Soares de Pinho, S.A.
Comité de Controlo Interno
Presidente Ruy de Carvalho
Vogais Carlos da Câmara Pestana
Alfredo Resende de Almeida

Enquadramento da actividade

ECONOMIA, SISTEMA FINANCEIRO E MERCADOS

Economia internacional

Depois da forte desaceleração da economia mundial no ano anterior, 2002 pareceu iniciar-se numa nota mais positiva, em particular nos EUA, onde o crescimento do PIB no primeiro trimestre excedeu mesmo as expectativas mais optimistas. Todavia, estas não se confirmaram, nos meses seguintes, tendo o crescimento do PIB trimestral (em taxa anualizada) descido de 5% entre Janeiro e Março para 1.1% no segundo trimestre1 .

A influenciar as perspectivas da economia americana têm estado os resultados menos favoráveis das empresas e os problemas de transparência e controlo de gestão que começaram a manifestar-se a partir da crise da Enron. O seu efeito sobre os mercados financeiros foi muito forte, interrompendo a retoma de confiança dos consumidores que veio, assim, juntar-se ao sobreinvestimento do final da década de 90 para tornar mais difícil a viragem do ciclo económico.

Um factor adicional de abrandamento é o que resulta da pouca margem de manobra que resta à política monetária e orçamental, dado o já muito baixo nível das taxas de juro, as dúvidas quanto à eficácia de as reduzir ainda mais e a grande deterioração a que já se assitiu no saldo orçamental, onde actualmente se espera um défice de 157 mil milhões de USD contra um excedente de 313 mil milhões previstos há um ano atrás.

A UE continuou a ressentir-se fortemente da recessão nos EUA, tendo-se mantido o crescimento do PIB em níveis muito modestos desde o início de 2001. Neste caso, os problemas estruturais não resolvidos e a rigidez dos mecanismos de política económica postos em prática com a moeda única têm condicionado a retoma da procura interna, que seria indispensável ao relançamento da actividade num período de quebra da economia internacional.

Em resumo, pode dizer-se que, após a euforia dos anos 90, na sequência do controlo da inflação e da abertura dos mercados, especialmente os financeiros, os grandes parceiros da economia mundial voltam a defrontar-se com problemas de fundo que, até serem resolvidos, tenderão a manter o crescimento económico em níveis modestos. Esses problemas repercutem-se nos mercados emergentes, por vezes ampliados pela gestão da política económica interna, como foi, em parte, o caso da Argentina. A volatilidade dos movimentos de capitais e a estagnação dos mercados de importação tornam, no entanto, muito difícil o ajustamento nestes países, como o exemplo do Brasil está a ilustrar.

Economia e sistema financeiro portugueses

A economia portuguesa continuou a ressentir-se da perda de competitividade acumulada nos anos anteriores e da fraca conjuntura internacional, acentuada entre nós pelo carácter pro-cíclico assumido pela política orçamental, obrigada a tomar medidas restritivas numa fase de abrandamento.

Assistiu-se, assim, à continuada degradação das expectativas dos consumidores, a que veio juntar-se a das empresas de construção, do comércio a retalho e da indústria. A despeito do fraco crescimento, que as estimativas mais recentes situam abaixo de 1% no ano corrente, a inflação manteve-se elevada relativamente ao padrão europeu. Em Junho atingia os 3.5% contra 1.8% na média da Zona Euro. A taxa de desemprego tem igualmente vindo a aumentar, embora continue a situar-se entre as mais baixas da Europa. No segundo trimestre de 2002 manteve-se em 4.5%, 0.6 p.p. acima do nível registado um ano antes.

O principal dilema da política económica em Portugal resulta agora do que pode designar-se pelo círculo vicioso da política orçamental, com a estagnação da economia a fazer abrandar o crescimento das receitas públicas e com os objectivos fixados pelo Pacto de Estabilidade a obrigar a tomar medidas de natureza restritiva que acentuam ainda mais o abrandamento conjuntural.

Não admira, por isso, que a procura de crédito bancário tenha mantido, ao longo do semestre, a acentuada desaceleração que já se fizera sentir em 2001, agora mais visível no crédito a sociedades não financeiras. Registou-se igualmente uma aceleração do crescimento dos incumprimentos no crédito a particulares, cujo ratio para o stock total de financiamento a esse tipo de Clientes se mantém, contudo, num nível baixo (2.1%), embora já próximo do registado, em média, para as empresas (2.2%).

1) A taxa de variação trimestral anualizada (calculada sobre dados corrigidos da sazonalidade) é a que melhor reflecte a evolução no período mais recente e, por isso, aponta para as perspectivas de curto prazo. Relativamente à taxa de variação homóloga, tem a desvantagem de uma muito maior volatilidade, mas tem a seu favor o facto de não ser influenciada pelo comportamento observado no trimestre-base do ano anterior.

No que respeita aos depósitos, foi particularmente de assinalar o decréscimo dos depósitos a prazo ao longo de todo o semestre que, embora parcialmente compensado pela subida dos depósitos à ordem, manteve reduzida a taxa de expansão dos depósitos totais nos bancos. Tal evolução deve denotar a tendência de estagnação do rendimento das famílias e a absorção da maior parte da sua poupança pelo serviço da dívida já contraída.

Mercado cambial

Nos primeiros seis meses do ano, a moeda europeia apreciou-se cerca de 10% face ao dólar americano, aproximando-se da paridade (0.9975) em final de Junho. A tendência ascendente do euro justificou-se, entre outros factores, pelo receio de deterioração do desequilíbrio da Balança Corrente americana. Anteriormente, o défice externo era facilmente financiado pela forte entrada de capitais; no entanto, a acentuada queda das bolsas implicou uma redução drástica dos movimentos de capitais para os EUA. Estando em causa a pujança da retoma americana e sendo limitadas as opções de política económica, as autoridades insinuaram o enfraquecimento da anterior política da "moeda forte", pois a depreciação do dólar constituí um elemento adicional de promoção de crescimento.

Apesar do iene se ter apreciado cerca de 10% face ao dólar entre Janeiro e Junho, manteve-se relativamente estável face ao euro, transaccionando-se dentro de um intervalo entre 112 e 120. A incerteza sobre a evolução futura da economia nipónica e o abrandamento do ímpeto reformador não terão condicionado o comportamento da moeda japonesa nos primeiros meses do ano.

Mercado monetário

Até Março, a perspectiva de consolidação da retoma económica nos EUA induziu a formação de expectativas de regresso rápido da Reserva Federal a uma política monetária restritiva. Todavia, na segunda metade do semestre, disseminou-se a crença num crescimento mais modesto em 2002, devido, em parte, ao impacto negativo na confiança dos consumidores das importantes perdas registadas no mercado accionista. Progressivamente, as taxas de juro de curto prazo foram deslizando, acomodando expectativas de manutenção das taxas directoras durante mais tempo que o previsto inicialmente.

Na Europa, a recuperação económica tende a seguir com desfasamento a evolução da economia norte-americana. Como os riscos iniciais de maior restritividade da política monetária eram menores que nos EUA, as taxas de juro de curto prazo mantiverem-se relativamente estáveis. Apenas a rigidez da inflação à queda, aquando da melhoria das perspectivas de crescimento, possibilitou uma elevação pontual das taxas no mercado monetário. Já, no final do trimestre, instalou-se uma tendência descendente motivada por receios de necessidade de redução da taxa de refinanciamento pelo BCE de modo a evitar novo abrandamento da economia da UEM.

Mercado de obrigações

No primeiro trimestre do ano, as taxas de juro de longo prazo nos EUA e Europa evidenciaram uma subida determinada pela expectativa de recuperação económica. Durante este período, as yields nos 10 anos nos EUA subiram de cerca de 5% para 5.50%, enquanto, na Europa, a elevação foi de 4.75% para 5.30%. Todavia, a queda das bolsas e a deterioração das perspectivas macro- -económicas globais implicaram um forte aumento da aversão ao risco, que se materializou na busca de instrumentos financeiros menos arriscados, designadamente títulos de dívida pública. Este novo movimento induziu uma redução acentuada das taxas de juro de longo prazo e um considerável aumento da inclinação das curvas de rendimentos no segundo trimestre. No final de Junho, as yields americanas e alemãs nos 10 anos haviam regressado a 4.75% e 5%, respectivamente.

O agravamento do risco de novo abrandamento da actividade económica mundial e os problemas de credibilidade enfrentados pelas empresas americanas geraram um movimento de fuga para a qualidade que se manifestou num forte aumento dos spreads de crédito. Contudo, ao nível de dívida pública na UEM, os diferenciais de taxas face ao referencial alemão mantiveram-se relativamente estáveis. Apenas a ocorrência de melhoria de rating de alguns países da União, designadamente a Espanha, implicou um ligeiro estreitamento dos spreads da sua dívida.

Mercado de acções

A expectativa positiva relativamente a uma recuperação económica mundial durante 2002 sustentou os mercados mundiais no primeiro trimestre do ano. Contudo a ausência de dados económicos positivos bem como vários escândalos empresariais, principalmente nos EUA, abalaram a confiança dos investidores. Desta forma, observou-se a continuação do comportamento negativo que tem caracterizado a evolução, desde meados do segundo trimestre de 2000, dos mercados accionistas a nível mundial. Nos primeiros 6 meses de 2002, o EuroStoxx50 caiu 17.7% enquanto que o índice S&P500 registou uma queda de 13.8%.

O arrastamento da crise argentina e a aproximação das eleições presidenciais no Brasil tiveram, também, um impacto negativo para os mercados accionistas ibéricos. Em termos mais específicos do mercado accionista Português, o corte nas expectativas de crescimento da economia portuguesa e o impacto das medidas de redução do défice também contribuíram para uma redução das expectativas de resultados das empresas portuguesas.

Desta forma, o índice PSI20 caiu pelo quinto semestre consecutivo. Nos primeiros 6 meses este índice desvalorizou-se em 13.1%, arrastado pela três principais capitalizações (BCP, Portugal Telecom e EDP) que registaram quedas de cerca de 20%.

A acompanhar a queda das cotações, o mercado Português sofreu uma vez mais uma redução acentuada da liquidez pelo segundo ano consecutivo, expressa na redução homóloga de 22% no volume negociado, atingindo-se uma média diária de 106 milhões de euros. O fenómeno de mercado periférico voltou a ser, à semelhança de períodos anteriores, responsável por esta queda de liquidez.

O mercado primário também esteve praticamente inactivo no período, com apenas três empresas portuguesas a efectuarem aumentos de capital reservados a accionistas (um dos quais terminado em Julho de 2002), não se tendo verificado nenhuma operação de captação de fundos via novas colocações de acções (mercado Primário ou ofertas Secundárias). Registe-se que este panorama esteve em sintonia com o que se verificou nos mercados internacionais.

Actividade de Banca Comercial

BANCA DE PARTICULARES

SÍNTESE

A carteira de crédito a Clientes da Banca de Particulares – particulares, pequenos negócios e empresas com volume de negócios até 2.5 milhões de euros – cresceu 21%, face a Junho de 2001, e os recursos captados de Clientes aumentaram 6%.

Recursos de Clientes e crédito na Banca de Particulares

30 Jun.
2001
31 Dez.
2001
30 Jun.
2002
Jun. 01 /
Jun. 02
Dez. 01 /
Jun. 021
M. euros M. euros M. euros ∆% ∆%
Recursos totais de Clientes (não inclui títulos) 12 830.9 13 486.9 13 572.5 5.8% 1.3%
Crédito a Clientes2 6 794.9 7 557.5 8 191.6 20.6% 16.8%
1) Taxa de crescimento anualizada. Quadro 2

1) Taxa de crescimento anualizada.

2) Crédito produtivo.

O serviço de homebanking do Banco BPI, o BPI Net, e o serviço de banca telefónica, BPI Directo, continuam a registar níveis de actividade e eficiência elevados. Contavam, no final de Junho de 2002, com 250 mil aderentes. O BPI Net tinha, em Junho de 2002, 118 mil utilizadores regulares e ao longo do primeiro semestre de 2002, o BPI Net registou, em média, 1.2 milhões de consultas e 138 mil transações por mês. Por sua vez, o BPI Directo, no primeiro semestre de 2002, registou 354 mil chamadas telefónicas por mês. No final de Junho de 2002, o serviço de centralização de chamadas abrangia cerca de 50% dos balcões da rede de retalho.

RECURSOS DE CLIENTES

Os recursos totais de Clientes da Banca de Particulares ascendiam a 13 572 milhões de euros, no final do primeiro semestre de 2002, o que corresponde a um aumento de 6% face a Junho de 2001.

Os recursos de Clientes no balanço cresceram, igualmente, 6% face a Junho 2001, em resultado do aumento dos depósitos à ordem e das aplicações de taxa de juro – depósitos a prazo e obrigações de taxa fixa colocadas junto de Clientes. Os recursos fora de balanço cresceram 5%, em termos homólogos, reflectindo principalmente a colocação de fundos de tesouraria e de taxa variável, planos poupança reforma e seguros de capitalização.

Recursos de Clientes e crédito na Banca de Particulares

30 Jun.
2001
31 Dez.
2001
30 Jun.
2002
Jun. 01 /
Jun. 02
Dez. 01 /
Jun. 021
M. euros M. euros M. euros ∆% ∆%
Com registo no balanço
Depósitos à ordem 2 300.4 2 609.5 2 568.1 11.6% (3.2%)
Aplicações de taxa de juro 5 916.5 6 188.3 6 287.8 6.3% 3.2%
Produtos estruturados 870.8 853.1 795.4 (8.7%) (13.5%)
Subtotal 9 087.8 9 650.9 9 651.3 6.2% 0.0%
Com registo fora do balanço
Fundos de investimento 1 919.6 1 981.1 2 000.5 4.2% 2.0%
Planos poupança reforma e acções 1 023.5 1 105.8 1 079.9 5.5% (4.7%)
Seguros de capitalização 800.0 749.1 840.7 5.1% 24.5%
Subtotal 3 743.1 3 836.0 3 921.2 4.8% 4.4%
Recursos totais de Clientes 12 830.9 13 486.9 13 572.5 5.8% 1.3%

1) Taxa de crescimento anualizada. Quadro 3

CRÉDITO

O crédito concedido a particulares e pequenos negócios cresceu 21%, face a Junho de 2001, e 17% desde início do ano, em termos anualizados. A expansão da carteira de crédito hipotecário, de 28% face a Junho de 2001 e 24% face a Dezembro, em termos anualizados, constituiu a componente determinante para a expansão da carteira de crédito total.

Crédito a Clientes na Banca de Particulares

30 Jun.
2001
31 Dez.
2001
30 Jun.
2002
Jun. 01 /
Jun. 02
Dez. 01 /
Jun. 021
M. euros M. euros M. euros ∆% ∆%
Crédito hipotecário 4 504.5 5 140.6 5 747.5 27.6% 23.6%
Crédito pessoal 485.6 493.4 467.8 (3.7%) (10.4%)
Cartões de crédito2 116.3 132.4 123.4 6.1% (13.7%)
Crédito a pequenos negócios3 1 223.2 1 289.1 1 337.0 9.3% 7.4%
BPI Automóvel4 182.2 193.9 198.5 9.0% 4.8%
Leasing mobiliário e imobiliário4 283.1 308.0 317.4 12.1% 6.1%
Total5 6 794.9 7 557.5 8 191.6 20.6% 16.8%

1) Taxa de variação anualizada

2) Outstanding de Clientes e titulares de cartões Universo sem conta de depósito à ordem.

3) Crédito comercial e garantias concedidas.

4) Corresponde ao financiamento automóvel e leasing alocados à Banca de Particulares e não à totalidade do negócio.

5) Não inclui crédito concedido via factoring.

A carteira de crédito hipotecário aumentou 1 243 milhões de euros face a Junho de 2001 (+28%), sendo que o crédito bonificado representou 39% da variação líquida da carteira.

A contratação de crédito hipotecário, no primeiro semestre de 2002, ascendeu a 859.5 milhões de euros, ligeiramente inferior à verificada no semestre homólogo (-0.9%), o que confere ao BPI uma quota de mercado de 12.2% no novo negócio. Em termos de saldo da carteira de crédito, a quota de mercado ascendia a 8.9% em Junho de 2002.

O crédito à habitação tem constituído a principal aposta comercial do BPI, que tem vindo a reforçar a sua posição como especialista neste produto. No final de Junho de 2002 o BPI dispunha de uma rede especializada formada por 17 lojas habitação e 53 espaços próprios em balcões.

A aposta reflecte-se igualmente na presença na Internet, onde, através do BPI Imobiliário, assume uma posição de referência nos sites imobiliários em Portugal. No final de Junho de 2002, anunciava perto de 146 mil imóveis e contava com cerca de mil parceiros, na sua quase totalidade agentes imobiliários.

Em 30 de Junho de 2002, o número de cartões de crédito colocados junto de Clientes atingia os 372 mil, o que corresponde a quota de mercado de 15.8% nos cartões Classic e 12.0% nos cartões Gold.

Na mesma data, o número de cartões de débito colocado era de 681 mil, a que correspondia uma quota de mercado de 8.2%.

Quadro 4

BANCA DE EMPRESAS

SÍNTESE

O conjunto de crédito a empresas, crédito a instituições de crédito não monetárias e obrigações registou uma diminuição de 13% face a Junho de 2001, atingindo, em 30 de Junho de 2002, 6 162 milhões de euros.

A evolução da carteira de crédito inscreve-se numa política selectiva de concessão de crédito, subordinada a critérios de rendibilidade dos capitais próprios utilizados e de risco. Foi particularmente notória na evolução das aplicações de crédito a grandes empresas (crédito e títulos). Face a Junho de 2001, o crédito a grandes empresas registou uma redução de 332 milhões de euros (-8.1%) e a carteira de títulos (na sua quase totalidade de grandes empresas) diminuiu 336 milhões de euros (-79%), tendo sido os factores determinantes para a diminuição da carteira global de aplicações.

O total de recursos captados pela Banca de Empresas e Wholesale Banking ascendia, em 30 de Junho de 2002, a 1 172 milhões de euros, superior em 0.2% ao montante de recursos captados em Junho de 2001.

Principais indicadores da Banca de Empresas Valores em milhões de euros
30 Jun.
2001
31 Dez.
30 Jun. 2002
2001
Jun. 01 /
Jun. 02
Dez. 01 /
Jun. 021
Banca de
Empresas
Wholesale
Banking2
Total ∆% ∆%
Crédito a clientes
Grandes empresas 4 098.3 3 841.2 1 391.2 2 374.7 3 765.9 (8.1%) (3.9%)
Médias empresas 1 941.6 1 868.6 1 927.8 1 927.8 (0.7%) 6.3%
Crédito a instituições de crédito
não bancárias
610.4 405.6 377.5 377.5 (38.2%) (13.9%)
Crédito total 6 650.2 6 115.4 3 696.5 2 374.7 6 071.2 (8.7%) (1.4%)
Crédito titulado 427.6 337.5 23.2 68.1 91.3 (78.7%) (145.9%)
Crédito total e títulos 7 077.8 6 452.9 3 719.6 2 442.8 6 162.4 (12.9%) (9.0%)
Crédito por assinatura 2 679.0 2 802.7 1 022.5 1 664.8 2 687.3 0.3% (8.2%)
Crédito vencido 46.6 71.7 51.6 39.3 90.9 94.9% 53.6%
Total de aplicações 9 803.5 9 327.3 4 793.7 4 146.9 8 940.6 (8.8%) (8.3%)
Recursos totais de clientes 1 169.8 1 390.8 928.2 244.1 1 172.3 0.2% ( 31.4%)

Quadro 5

Quadro 6

Nota: No primeiro semestre de 2002, com a reorganização do negócio de Banca de Empresas, foi criado o segmento de Wholesale Banking, que integra a área de Banca Grossista, para o qual foram transferidos os Clientes de maior dimensão (cerca de 75, representando cerca de metade da carteira de crédito a

grandes empresas). A Banca Grossista inclui também as actividades de Corporate Finance, Project Finance e Banca Institucional, o que permite o acompanhamento destes Clientes em todas as suas vertentes, de forma coordenada e centralizada.

1) Taxa de variação anualizada.

2) De forma a assegurar a comparabilidade com a informação relativa a 2001, o crédito ao segmento de Wholesale Banking refere-se apenas à vertente de corporate banking. Não inclui crédito concedido no âmbito de operações de Corporate Finance, Project Finance e Banca Institucional.

No final de Junho de 2002, o ratio de crédito vencido, no segmento de grandes empresas, era de 0.7%, no de médias empresas era de 2.2% e no segmento de Wholesale Banking era de 1.6%.

O ratio de crédito vencido no segmento de Wholesale Banking reflecte essencialmente uma situação específica de incumprimento. No final de Junho esta situação encontrava-se provisionada a 100% para os créditos sem garantia e a 25% para os créditos com garantia.

Ratios de crédito vencido

30 Jun. 2001 31 Dez. 2001 30 Jun. 2002
Grandes empresas 0.1% 0.7% 0.7%
Médias empresas 2.2% 2.3% 2.2%
Wholesale Banking1 - - 1.6%
Total 0.7% 1.2% 1.6%

Nota: Não inclui crédito titulado

1) O crédito ao segmento de Wholesale Banking refere-se apenas à vertente de corporate banking. Não inclui

crédito concedido no âmbito de operações de Corporate Finance, Project Finance e Banca Institucional.

Em Junho de 2001 e Dezembro de 2001 a carteira de crédito do segmento de Wholesale Banking estava incluída no crédito a Grandes Empresas.

WHOLESALE BANKING

No âmbito da reorganização da estrutura executiva do Grupo foram integradas numa única área – Banca Grossista – as áreas de Corporate Finance e de Project Finance, a Direcção de Banca Institucional e a Direcção de Wholesale Banking.

A constituição da área de Banca Grossista teve por objectivo: (i) gerir globalmente o acompanhamento dos Grandes Clientes, optimizando a rentabilidade por Cliente; (ii) aumentar a eficiência e coordenação das áreas antes atribuídas ao Banco de Investimento e ao Banco Comercial, na área de Grandes Clientes; (iii) incentivar a presença do BPI em novos negócios.

A carteira de aplicações junto dos clientes da área de Wholesale Banking ascendia a 4 147 milhões de euros, no final do primeiro semestre de 2002. O crédito concedido a clientes representava 57.2% do total de aplicações e o crédito por assinatura 40.1%. A área de Wholesale Banking representava, no final de Junho de 2002, cerca de 46% das

aplicações totais concedidas pelo Banco junto dos clientes hoje repartidos entre a Banca de Empresas e a Wholesale Banking.

O volume da carteira de ALD, leasing imobiliário e mobiliário concedido ascendia a 54.2 milhões de euros, no final de Junho de 2002.

No final do primeiro semestre de 2002 os recursos captados na Wholesale Banking ascenderam a 244 milhões de euros, representando cerca de 21% dos recursos captados pela Banca de Empresas e Wholesale Banking.

A Banca Institucional, em estreita ligação com as demais unidades de produto e serviços bancários do Grupo, incluindo a Banca de Investimento, tem promovido o reforço das suas capacidades e o alargamento da oferta de produtos e serviços, abrangendo quer na gestão corrente de recursos e aplicações financeiras, quer a estruturação de fontes de financiamento de projectos quer ainda a prestação de serviços de assessoria.

Num contexto concorrencial exigente, os recursos globais aplicados por Clientes totalizaram 260 milhões de euros em Junho de 2002, correspondendo a um aumento de cerca de 21%, em termos anualizados, face a Dezembro de 2001. Durante o período, o crescimento do crédito bancário e de garantias prestadas registou taxas anualizadas semelhantes (17 e 21%, respectivamente), merecendo ainda destaque o aumento verificado nas operações de factoring (aumento de 48% desde Dezembro de 2001, em termos anualizados) fruto do esforço de cross-selling empreendido pelo Grupo.

No plano qualitativo merece ainda especial referência o serviço prestado à Câmara Municipal de Lisboa no processo de actualização do rating da edilidade junto de duas das principais agências internacionais concluído satisfatoriamente durante o mês de Julho.

Principais indicadores da Banca Institucional

30 Jun.
2001
31 Dez.
2001
30 Jun.
2002
Jun. 01 /
Jun. 02
Dez. 01 /
Jun. 021
M. euros M. euros M. euros ∆% ∆%
N.º de Clientes 611 623 672 10.0% 15.7%
N.º de contas bancárias actuais 904 1253 1324 46.5% 11.3%
Carteira de crédito 300 360 390 30.0% 16.7%
Garantias 43 58 64 48.8% 20.7%
Recursos2 357 235 260 (27.2%) 21.3%
Factoring (s/ recurso) 60 54 67 11.7% 48.1%
1) Taxa de variação anualizada. Quadro 7

1) Taxa de variação anualizada. 2) Excluindo a Direcção Geral do Tesouro.

12 BPI SGPS | Relatório e Contas 1.º Semestre 2002

OUTRAS ACTIVIDADES

O reforço da articulação das actividades de leasing e factoring com as redes de distribuição do Banco BPI tem sido determinante para a expansão destas actividades, permitindo beneficiar da ampla cobertura nacional da rede e do esforço comercial desenvolvido pelo Banco BPI.

LEASING

A carteira de crédito líquida, considerando a vertente mobiliária e imobiliária, ascendia a 1 011 milhões de euros em 30 Junho de 2002, o que corresponde a um crescimento de homólogo de 6%.

No final de Junho de 2002, o crédito vencido representava 1.3% da carteira de crédito bruta e estava provisionado em 146%.

No primeiro semestre de 2002, o Grupo BPI ocupava, em termos de crédito contratado no período, a quarta posição na actividade de leasing com uma quota de mercado de 10.8%.

FACTORING

O total de créditos tomados pela BPI Factor, no primeiro semestre de 2002, ascendeu a 464.4 milhões de euros, o que representa um aumento de 6% face ao semestre homólogo de 2001.

A carteira de balanço, líquida de provisões, cresceu 13%, em termos homólogos, para 292.3 milhões de euros o que coloca o Grupo BPI na terceira posição no sector com uma quota de mercado de 16.1%.

O montante de crédito vencido com efectivo risco de cobrança1 , em 30 de Junho de 2002, era de 0.5 milhões de euros a que correspondia um ratio de crédito vencido de 0.2%.

1) O restante crédito vencido encontra-se em situação de moras técnicas, pelo que não comporta efectivo risco de crédito, sendo, no entanto, classificado como crédito vencido de acordo com a regulamentação do Banco de Portugal.

Actividade de Banca de Investimento

CORPORATE FINANCE

Apesar da envolvente negativa da actividade de Corporate Finance, o desempenho alcançado pelo Banco no decurso do primeiro semestre de 2002 foi globalmente positivo, destacando-se a crescente fidelização de um conjunto diversificado de Clientes para os quais se desenvolveram, entre outras, as seguintes intervenções:

Grupo Portucel: assessoria na análise de decisões de investimento e na preparação de um plano de desenvolvimento florestal;

Partex Oil and Gas (Holdings) Corporation: assessoria na avaliação dos seus activos de oil & gas;

Vodafone Telecel: assessoria na estruturação de uma joint-venture com a Optimus para a actividade de towering;

Edinfor: assessoria na reestruturação organizacional da Empresa;

ACE: assessoria na análise de decisões de investimento;

ANA – Aeroportos de Portugal: assessoria na preparação do estudo de viabilidade do projecto de investimento no Aeroporto Francisco Sá Carneiro;

ANAM – Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira: assessoria no processo de financiamento do Aeroporto da Madeira.

PROJECT FINANCE

No decurso do 1.º semestre de 2002, o BPI continuou a marcar forte presença no mercado de Project Finance em Portugal, quer na vertente de projectos, através de consultoria / assessoria financeira e de organização, montagem, tomada firme e acompanhamento de financiamentos estruturados, com destaque para a área de infra-estruturas, quer na área das Parcerias Público- -Privadas / PPP.

No que se refere a projectos de infraestruturas em Portugal, e para além da continuação do envolvimento nos projectos lançados no âmbito do Programa Rodoviário Nacional, salienta-se: a assessoria financeira ao Governo Regional dos Açores para a estruturação, lançamento e negociação da concessão rodoviária da Ilha de São Miguel, tendo o respectivo concurso sido lançado em Junho; o apoio ao Consórcio MTS, constituído pelo Grupo Barraqueiro, Siemens, MotaEngil, Teixeira Duarte e Sopol, adjudicatário do Concurso para a construção, exploração e manutenção do Metro Ligeiro da Margem Sul do Tejo, com a tomada firme de 1/3 do financiamento bancário privado (operação fechada em Julho); a participação, a diversos níveis, nas intervenções previstas no âmbito do EURO 2004.

Na vertente de Parcerias Público-Privadas, merecem especial destaque: a consultoria à Parcerias.Saúde para a definição e estruturação do modelo de parceria a adoptar na área da saúde; e a assessoria financeira ao IGA, entidade responsável pelo fornecimento de água em alta na Região Autónoma da Madeira, para o estudo de modelos alternativas de organização e estruturação do Sector da Água na Região, para além de outros estudos desenvolvidos no decurso do 1.º semestre de 2002 nas áreas da defesa, infra-estruturas desportivas e educação.

Na área internacional, destaca-se a participação do BPI, na fase de sindicação, no financiamento da Infraspeed B.V., concessionária do projecto da área ferroviária High Speed Link (ligação entre Amsterdão e a fronteira com a Bélgica e parte integrante da Rede Trans-Europeia), promovido pelo Estado Holandês em regime de PPP / Project Finance e que inclui o projecto, construção e manutenção de parte da infraestrutura (carris e sistemas) e, ainda, a manutenção da infraestrutura de suporte, construída pelo Estado Holandês, sendo também de referir a prestação de serviços de consultoria financeira ao Governo Provincial de Luanda no âmbito da estruturação de um modelo de PPP no sector da recolha, transporte e tratamento de resíduos sólidos e saneamento, em associação com a GIBB.

ACÇÕES

À semelhança do verificado em 2001, o enquadramento negativo registado no mercado de acções no primeiro semestre de 2002 – o índice PSI20 teve uma queda de 13% no período e o mercado a contado de acções da Euronext Lisbon sofreu uma variação homóloga de -22% no volume negociado – repercutiu-se no negócio de acções do BPI.

Mercado primário de acções

O mercado primário esteve inactivo no período, realizando-se apenas dois aumentos de capital reservados a accionistas, um deles do próprio BPI. Já em Julho de 2002 completou-se o aumento de capital reservado a accionistas e a investidores institucionais da Sonae.com liderado pelo BPI.

Mercado secundário de acções

No mercado secundário a BPI Dealer gerou comissões no valor de 2.2 milhões de euros (uma variação homóloga negativa de 35%), sendo que cerca de 91% deste valor diz respeito à intermediação de transacções sobre acções na Bolsa nacional e em bolsas estrangeiras. A quota de mercado do valor intermediado pela BPI Dealer na Euronext Lisbon no período foi de 5.5% no segmento accionista (-0.6 p.p. face ao total de 2001) pelo que a queda no valor das comissões reflecte também a redução da corretagem média.

Durante este período, o BPI manteve a sua actividade de organização de Roadshows para Empresas portuguesas e espanholas, nomeadamente para a Portugal Telecom, Telecel, Sonae.com, Brisa, Gamesa, Banco Popular, Logista, Ebro Puleva, NH Hoteles e Bankinter.

Já em Julho de 2002 o BPI Online, serviço de corretagem online, iniciou a oferta de negociação em Bolsas internacionais em tempo real, abrangendo 160 acções internacionais pertencentes aos índices IBEX35, CAC40, AEX25, MIB30 e DAX. Brevemente, estarão também disponíveis as Bolsas de Nova Iorque, Nasdaq e Londres.

Research

No final do primeiro semestre de 2002 a cobertura de Research ascendia a 24 empresas portuguesas e 38 espanholas. As principais adições à lista de Empresas cobertas desde Janeiro de 2002 foram a TPI, Enagás, Aldeasa, Cepsa e Dragados. Para além destas, no mesmo período iniciou-se a cobertura de mais 9 empresas espanholas para o produto de small caps ibéricas.

Trading

Apesar do comportamento negativo do mercado a contado, a actividade de trading (incluindo arbitragem) teve um contributo positivo no valor de 1.4 milhões de euros para os resultados do primeiro semestre de 2002, revertendo a situação do primeiro semestre de 2001.

No mercado de futuros, o Grupo BPI, através da BPI Dealer, na actividade por conta de Clientes, e do BPI, na actividade por conta própria, aumentou a sua quota de mercado face ao ano de 2001 nos futuros sobre o índice PSI20 (16%) e nos futuros sobre acções (61%).

TESOURARIA E OBRIGAÇÕES

Mercado primário de obrigações

Ao longo do primeiro semestre de 2002, a incerteza que caracterizou o crescimento económico por um lado e os mercados financeiros pelo outro, levou a que a oferta de novas emissões de obrigações fosse extremamente reduzida. A actividade no mercado primário traduziu-se na liderança de dois empréstimos obrigacionistas no montante de 17.5 milhões de euros mas o BPI manteve o seu papel activo na colocação de emissões de papel comercial.

Produtos estruturados

O Grupo BPI realizou, no primeiro semestre de 2002, 17 emissões de produtos estruturados num montante global de 217.5 milhões de euros. Deste montante, 56% corresponderam a produtos capital seguro indexados a mercados accionistas e os restantes 44% são indexados a mercados de taxa de juro. O BPI foi o terceiro maior emissor de produtos estruturados, em termos de montantes emitidos no primeiro semestre de 2002, com uma quota de mercado de 15%.

Actividade de trading

O BPI manteve uma postura activa no trading de obrigações, procurando desenvolver as estratégias de negociação adaptadas à evolução das taxas de juro. Já no final do semestre, o desenvolvimento da situação no Brasil levou o Banco a reduzir substancialmente a sua exposição a este mercado. Com efeito, a incerteza quanto ao resultado eleitoral e os efeitos do contágio Argentina levaram a uma instabilidade no real e nos mercados de dívida pública que não se antecipa de rápida inversão. No final de Junho, a exposição a dívida brasileira era marginal no contexto da actividade de trading total.

O trading dos restantes instrumentos financeiros procurou aproveitar da evolução das taxas de juro. Estas registaram, ao longo do semestre, uma volatilidade inusitada, reflectindo a degradação dos mercados accionistas e a deterioração das expectativas de crescimento económico

PRIVATE BANKING

O volume de negócio1 do Private Banking do BPI ascendia, em 30 de Junho de 2002, a 1 760 milhões de euros (queda homóloga de 1%), dos quais 1 368 milhões de euros eram activos sob gestão discricionária e aconselhamento.

No primeiro semestre de 2002, a actividade do Private Banking foi afectada pelas descidas importantes verificadas nas principais bolsas devidas, entre outras causas, a uma desaceleração económica a nível mundial cada vez mais evidente e a uma série de notícias negativas sobre várias empresas, sobretudo americanas.

A política de investimento do Private Banking no período, centrou-se no acompanhamento e defesa do património dos seus Clientes, concretizando importantes reduções nos níveis de exposição a activos de maior risco, por contrapartida do aumento da exposição a activos de rendimento mais estável.

Concretizaram-se no primeiro semestre várias iniciativas comerciais com especial destaque para a constituição de uma sociedade de gestão de patrimónios em Genève, BPI Suisse S.A., a par da disponibilização de uma selecção de fundos de investimento de sociedades gestoras terceiras, o lançamento de novos seguros de capitalização adaptados à legislação fiscal e a aprovação de uma nova imagem. Estas iniciativas visam satisfazer novas necessidades dos Clientes, face a um quadro envolvente em permanente mutação e a uma globalização dos seus investimentos.

GESTÃO DE ACTIVOS

O volume de activos financeiros de terceiros sob gestão do Grupo BPI ascendia, no final de Junho de 2002, a 7 377 milhões de euros, representando um ligeiro aumento de 0.7% face a Junho de 2001.

FUNDOS DE INVESTIMENTO

No final do primeiro semestre de 2002 a BPI Fundos geria 23 Fundos de Investimento com activos totais no valor de 3 712 milhões de euros. Em termos de volumes sob gestão, os fundos de investimento com maior relevo continuam a ser o BPI Liquidez, o BPI Global, o Reforma Investimento (PPR/E) e o Reforma Segura (PPR/E).

A BPI Fundos aumentou a sua quota de mercado no final do primeiro semestre para 17.7% (17.3% no final de 2001), mantendo o 3.º lugar no ranking das Sociedades Gestoras de Fundos de Investimento Mobiliário. Se incluirmos na análise de quota de mercado unicamente os fundos de valor acrescentado (não incluem Fundos de Tesouraria, Fundos de Taxa Variável, Fundos de Poupança Reforma e o efeito duplicação dos Fundos de Fundos) a BPI Fundos representa 19.7% do mercado (face a 19.2% no período homólogo de 2001).

Quanto às iniciativas desenvolvidas no primeiro semestre de 2002 destaca-se o esforço desenvolvido na capitalização da estrutura multicanal de que o Grupo dispõe:

  • canais virtuais: a comercialização de 15 novos Fundos Internacionais através do www.bpionline.pt e o lançamento de novas áreas no site BPI Investimentos – Cursos de Formação, Simulador de Carteiras, Reformulação do Simulador de Poupança Fiscal e Fundos Internacionais;
  • rede física: deu-se continuidade à realização de acções de formação e apoio à venda na rede de balcões, que se traduziram em 51 acções de formação a Colaboradores, 38 workshops e 648 visitas a balcões.
Evolução do volume de fundos de investimento do BPI1 Valores em milhões de euros
30 Jun. 2001 31 Dez. 2001 30 Jun. 2002
Segurança 1 087.9 1 366.6 1 515.4
Taxa fixa 162.9 120.6 89.1
Valorização (Acções) 418.2 334.2 321.8
Eficiência fiscal (PPR e PPA) 1 076.9 1 163.5 1 138.9
Diversificação 854.4 763.62 646.8
Total 3 600.3 3 748.5 3 712.0
Fundos de fundos 48.6 0 0

1) Fundos geridos pela BPI Fundos e fundo sediado no Luxemburgo.

2) O BPI Universal passou a ser classificado na categoria "Diversificação", uma vez que,

em resultado da alteração da política de investimentos, investe em fundos de terceiros.

SEGUROS DE VIDA DE CAPITALIZAÇÃO

A BPI Vida, na sequência da estratégia delineada anteriormente, continuou a orientar os seus negócios exclusivamente para os seguros de vida de capitalização comercializados através das redes de distribuição do Banco de Investimento e do Banco Comercial do Grupo BPI.

O volume de activos geridos relativos à BPI Vida eram, em 30 de Junho de 2002 de 1 085 milhões de euros, crescendo, em termos homólogos, cerca de 4%.

OUTROS CLIENTES INSTITUCIONAIS

O volume de activos de outros Clientes institucionais sob gestão discricionária e aconselhamento, em 30 de Junho de 2002, ascendia a 288 milhões de euros.

FUNDOS DE PENSÕES

Em 30 de Junho de 2002, a BPI Pensões geria 29 fundos de pensões, com activos no valor de 1 874 milhões de euros, relativos a 76 empresas e 263 individuais.

Dando continuidade ao processo de estreitamento de relações comerciais com os seus Clientes, a BPI Pensões promoveu, no primeiro semestre deste ano, uma série de iniciativas, desde conferências a reuniões mais restritas, abarcando temas relacionados com a gestão dos fundos de pensões.

Quadro 8

De entre as diversas iniciativas, são de destacar a conferência sobre o papel do investimento imobiliário nas carteiras de fundos de pensões e os encontros de divulgação das novas regras de cálculo das pensões de reforma da Segurança Social, no seguimento da publicação do Decreto-Lei n.º 35 / 2002, de 19 de Fevereiro.

O Site institucional, www.bpipensoes.pt, completou o seu primeiro ano de actividade e tem demonstrado ser um excelente veículo para divulgação de informação aos Clientes sobre os respectivos fundos de pensões, bem como ao público interessado nesta matéria.

PRIVATE EQUITY

No final do primeiro semestre de 2002, o valor de balanço do conjunto de activos sob gestão da área de Private Equity ascendia a 115 milhões de euros.

O agravamento da conjuntura macroeconómica condicionou fortemente a actividade de Private Equity, conduzindo, à imagem do que se verificou a nível europeu, a uma maior selectividade na análise de operações de investimento e a um ainda maior acompanhamento da actual carteira de participações.

No primeiro semestre de 2002 foram recebidos e analisados 42 projectos – o que representou uma redução de 36% face ao período homólogo – representativos de um montante global de intenções de investimento na ordem dos 135 milhões de euros.

Durante o primeiro semestre foram investidos 1.5 milhões de euros na aquisição (19%) e reforço (81%) de participações de Private Equity.

Ao nível dos desinvestimentos foram realizadas, ao longo do primeiro semestre, alienações cujo valor de venda ascendeu a aproximadamente 700 mil euros.

OUTRAS PARTICIPAÇÕES DO GRUPO BPI

No final do primeiro semestre de 2002, os investimentos do Grupo ascendiam a 460 milhões de euros, sendo representados, quase exclusivamente, pelos investimentos na Viacer, Portugal Telecom, Impresa e SIC.

No passado mês de Maio o Grupo realizou um adiantamento de capital, no valor de 1.3 milhões de euros, com vista à participação no aumento de capital da SIC.

Durante o primeiro semestre de 2002, o Grupo procedeu a um desinvestimento, no montante de aproximadamente 158 milhões de euros (preço de custo), na participação detida na Brisa.

Principais investimentos do Grupo em 30 Junho 2002

Empresa % detida de capital
Viacer 26.00%
PT 1.65%
Impresa 10.25%
SIC 19.94%
Quadro 9

1) Uma participação de 14.7% na SIC é detida por uma empresa que o Grupo controla a 100% e consolida pelo método de integração global, enquanto o restante resulta de uma participação de 45% numa empresa filial que consolidada pelo equity method.

Análise Financeira

LUCRO LÍQUIDO E RENDIBILIDADE DOS CAPITAIS PRÓPRIOS

O LUCRO LÍQUIDO consolidado do Grupo ascendeu a 70.8 milhões de euros no primeiro semestre de 2002, o que corresponde a uma redução de 1.5% face ao semestre homólogo de 2001.

O negócio de Banca Comercial, ao qual está afecto 94% do capital, contribuiu com 54.5 milhões de euros para o lucro do Grupo, o que representou 77% do lucro consolidado.

A Banca Comercial continua a evidenciar um crescimento das linhas de negócio mais relevantes a par com uma redução dos custos. Contudo, o aumento das dotações para provisões determinou que o contributo para o lucro do Grupo se reduzisse 16.5% face ao primeiro semestre de 2001.

O negócio de Banca de Investimento continua a ser condicionado pelo enquadramento desfavorável dos mercados de acções que se verifica desde 2001. O contributo da Banca de Investimento para o resultado do Grupo ascendeu a 6.6 milhões de euros.

O contributo das participações de capital foi de 9.8 milhões de euro no primeiro semestre de 2002, e reflecte sobretudo a mais valia realizada na venda de uma participação na Brisa.

No primeiro semestre de 2002, a RENDIBILIDADE MÉDIA DOS CAPITAIS PRÓPRIOS (ROE) do Grupo foi de 14.9%. O ROE da Banca Comercial situou-se em 12.2% enquanto a Banca de Investimento, em virtude do reduzido consumo de capital, registou um ROE de 55.8%.

Quadro 10

Rendibilidade (ROE) por área de negócio Valores em milhões de euros

Banca Comercial Banca de Investimento Private Equity e
outras participações
Grupo BPI
1.º Sem. 01 1.º Sem. 02 ∆% 1.º Sem. 01 1.º Sem. 02 ∆% 1.º Sem. 01 1.º Sem. 02 ∆% 1.º Sem. 01 1.º Sem. 02 ∆%
Lucro líquido 65.2 54.5 (16.5%) 4.4 6.6 49.2% 2.2 9.8 341.5% 71.8 70.8 (1.5%)
Capital médio alocado 849.3 890.2 4.8% 27.9 23.1 (17.1%) 43.8 35.0 (20.0%) 921.0 948.3 3.0%
ROE 15.4% 12.2% 31.7% 57.1% 10.1% 55.8% 15.6% 14.9%

Nota: Para efeitos de determinação da Rendibilidade dos Capitais Próprios (ROE) por área de negócio, as empresas do Grupo são repartidas por três áreas: Banca Comercial, Banca de Investimento, Private Equity e Outras Participações. Os contributos das empresas para

o lucro consolidado, situação líquida e activos ponderados são, com base nessa classificação, repartidos por cada uma das áreas, sendo que

os contributos das subsidiárias de gestão de activos e corretagem são apropriados em parte pela Banca de Investimento e o remanescente

pela Banca Comercial. Na determinação do capital alocado a cada área pressupôs-se uma utilização de capital idêntica à utilização média no Grupo.

Deste modo, o valor do capital alocado de cada área é calculado pela multiplicação do activo ponderado pelo quociente entre situação líquida e activo

ponderado do Grupo. Sempre que a situação líquida de uma área de negócio seja superior (ou inferior) ao capital alocado, pressupõe-se uma redistribuição de capital, sendo o contributo da área ajustado pelos proveitos (custos) que resultam da saída (entrada) de capital remunerado a uma determinada taxa de juro.

A rendibilidade de cada área resulta do quociente entre o contributo ajustado e o capital alocado à àrea.

Indicadores seleccionados
ROE 14.9%
Lucro líquido (M.€) 70.8
Contributo da
Banca Comercial (M.€)
54.5

CONTA DE RESULTADOS

Indicadores seleccionados Lucro líquido (M.) 70.8

∆% -1.5%
Cash flow
corrente (M.€) 155.3
∆% -3.3%

Os proveitos mais recorrentes registaram, no primeiro semestre de 2001, uma evolução positiva quando comparados com o semestre homólogo de 2001: a margem financeira estrita cresceu 0.5% e as comissões e outros proveitos cresceram 8.6%. No entanto, a redução dos lucros em operações financeiras em 7.7 milhões de euros e dos dividendos recebidos em 6.4 milhões de euros determinou que o produto bancário diminuísse 1.8% face ao primeiro semestre de 2001.

A redução do produto bancário foi, no entanto, parcialmente compensada pela diminuição de 0.8% dos custos de funcionamento. Pelo que o cash flow corrente diminuiu 3.3%.

Verificou-se no semestre um maior esforço de provisionamento, ou seja, 45.9 milhões de euros de provisões no primeiro semestre de 2002 face a 24.6 milhões de euros no semestre homólogo de 2001. O aumento das provisões, foi, no entanto, compensado por mais-valias realizadas no primeiro trimestre de 22.0 milhões de euros (contabilizadas em resultados extraordinários) com a alienação de acções da BVLP e da Brisa.

O resultado líquido diminuiu 1.5%, em termos homólogos, para 70.8 milhões de euros.

Conta de resultados Valores em milhões de euros
1.º Sem. 01 1.º Sem. 02 ∆%
Margem financeira estrita 237.8 238.9 0.5%
Rendimento de títulos (de rendimento variável) 16.4 10.0 (39.0%)
Margem financeira 254.1 248.9 (2.0%)
Comissões e outros proveitos equiparados (líq.) 106.1 115.2 8.6%
Recuperações de crédito vencido 10.2 6.9 (32.0%)
Lucros em operações financeiras (líq.) 14.3 6.6 (54.0%)
Produto bancário 384.6 377.6 (1.8%)
Custos com pessoal 145.1 144.5 (0.4%)
Outros gastos administrativos 79.0 77.8 (1.6%)
Custos de funcionamento 224.1 222.3 (0.8%)
Cash flow corrente 160.6 155.3 (3.3%)
Amortizações 25.4 25.8 1.5%
Provisões (líq.) 24.6 45.9 86.6%
Resultados correntes 110.6 83.7 (24.3%)
Resultados extraordinários (líq.) (13.7) 8.7 163.8%
Resultados antes de impostos 96.9 92.4 (4.7%)
Impostos sobre lucros 23.6 21.7 (8.3%)
Resultados de subsidiárias reavaliadas pelo equity method 9.4 5.4 (42.8%)
Interesses minoritários no lucro 10.9 5.3 (51.0%)
Lucro líquido 71.8 70.8 (1.5%)
Cash flow após impostos 121.8 142.5 16.9%
Quadro 11

Margem financeira

A margem financeira estrita (exclui dividendos) cresceu 0.5% face ao semestre homólogo de 2001. No entanto a margem financeira total diminuiu em 5.2 milhões de euros (-2.0%) em virtude da redução dos dividendos recebidos em 6.4 milhões de euros.

O crescimento do volume de actividade, que se traduziu no aumento de 10.4% do saldo médio dos activos remunerados e 9.7% dos passivos remunerados, face ao primeiro semestre de 2001, teve um impacto positivo na margem financeira de 27.8 milhões de euros. No entanto, a redução em 0.3 p.p. do spread médio entre as aplicações e os recursos (de 2.6%, no primeiro semestre de 2001, para 2.3%, no primeiro semestre de 2002) anulou o efeito positivo do crescimento dos volumes.

O saldo médio do crédito a Clientes, com um crescimento homólogo de 11.6%, foi o agregado determinante para a expansão dos activos remunerados e, por consequência, para o contributo positivo na margem financeira.

Por outro lado, a redução do spread médio entre as aplicações e os recursos, resultou do estreitamento de spreads do lado dos recursos em 0.3 p.p. (de 1.0 p.p. face à Euribor, no primeiro semestre de 2001, para 0.7 p.p. no primeiro semestre de 2002), o qual esteve principalmente associado à queda das taxas de juro de mercado, particularmente intensa ao longo de 2001, uma vez que uma parte dos recursos, nomeadamente depósitos à ordem, são remunerados a taxa zero ou próximas de zero.

Por sua vez, a estabilidade do spread médio das aplicações face à Euribor, reflecte essencialmente a manutenção do spread médio do crédito (principal componente dos activos remunerados) em 1.9 p.p.

Taxas médias dos activos remunerados e dos passivos remunerados Valores em milhões de euros
1.º Sem. 01 1.º Sem. 02
spread
Saldo
médio
Taxa
média
Spread
médio1
Saldo
médio
Taxa
média
Spread
médio1
médio
Aplicações em instituições de crédito 3 148.1 5.0% 0.4% 3 401.5 3.1% (0.3%) - 0.6 p.p.
Crédito a Clientes 14 028.5 6.6% 1.9% 15 660.3 5.3% 1.9% - 0.0 p.p.
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo 2 408.3 6.3% 1.6% 2 557.7 6.3% 2.9% + 1.3 p.p.
Activos remunerados 19 584.9 6.3% 1.6% 21 619.5 5.1% 1.7% + 0.0 p.p.
Débitos para com instituições de crédito 6 012.2 5.0% (0.3%) 6 404.9 3.6% (0.2%) + 0.1 p.p.
Débitos para com Clientes 11 246.4 3.0% 1.6% 11 879.1 2.2% 1.2% - 0.4 p.p.
Débitos titulados 2 454.7 3.1% 1.6% 3 346.4 2.8% 0.6% - 1.0 p.p.
Passivos subordinados 585.5 5.9% (1.3%) 630.7 4.2% (0.8%) + 0.4 p.p.
Passivos remunerados 20 298.7 3.7% 1.0% 22 261.1 2.8% 0.7% - 0.3 p.p.
Spread médio entre activos e
passivos remunerados
2.6% 2.3% - 0.3 p.p.
Por memória: Euribor 3 meses 4.7% 3.4%
Activo total médio 22 695.3 24 755.4

1) Face à média semestral da Euribor a três meses: activos remunerados = Yield médio - Euribor a 3 meses passivos remunerados = Euribor a 3 meses - Yield médio

No quadro seguinte, analisa-se a evolução dos proveitos com juros das aplicações remuneradas e os custos com juros dos recursos remunerados.

Indicadores seleccionados Margem financeira (M.) 248.9

∆% -2.0%
Em % produto bancário 66%
Margem financeira
estrita (M.€) 238.9
∆% +0.5%

Quadro 12

Evolução dos proveitos e dos custos com juros Valores em milhões de euros

Quadro 13

1.º Sem.
01
Efeito-
-saldo
Efeito-
-taxa
Efeito-
-residual
Variação
total
1.º Sem.
02
Aplicações em instituições de crédito 79.5 6.4 (30.0) (2.4) (26.0) 53.5
Crédito a Clientes 460.8 53.6 (91.0) (10.6) (47.9) 412.8
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo 76.0 4.7 0.2 0.0 4.9 81.0
Correcção pelo efeito de estrutura1 - (0.7) 0.2 0.5 - -
Proveitos dos activos remunerados 616.3 64.0 (120.5) (12.5) (69.0) 547.2
Débitos para com instituições de crédito 149.7 9.8 (41.6) (2.7) (34.6) 115.2
Depósitos e outros débitos para
com Clientes remunerados
170.1 9.6 (46.7) (2.6) (39.8) 130.3
Débitos titulados 37.6 13.7 (2.9) (1.0) 9.8 47.4
Passivos subordinados 17.4 1.3 (4.9) (0.4) (4.0) 13.4
Correcção pelo efeito de estrutura1 - 1.9 0.6 (2.5) - -
Custo dos passivos remunerados 374.8 36.2 (95.5) (9.2) (68.5) 306.3
Subtotal 241.5 27.8 (25.0) (3.3) (0.5) 241.0
Outros proveitos e custos (10.1) (4.7) (14.8)
Proveitos líq. de swaps e outras
operações extrapatrimoniais
6.4 6.4 12.8
Margem financeira estrita 237.8 1.2 238.9
Rendimento de títulos de rendimento variável 16.4 (6.4) 10.0
Margem financeira 254.1 (5.2) 248.9

1) Linha de reconciliação da soma dos efeitos volume, preço e residual das componentes dos activos e passivos remunerados face ao valor desses efeitos calculados para a totalidade dos activos e passivos remunerados, em virtude de estes últimos serem igualmente influenciados pela alteração da estrutura das

aplicações e recursos, cujo efeito não é apreendido pela soma dos efeitos das suas componentes.

Comissões

As comissões e outros proveitos equiparados cresceram 9% em termos homólogos, o que reflecte essencialmente o comportamento positivo das comissões de banca comercial (+15% face ao primeiro semestre de 2001). Merecem destaque os crescimentos das comissões relativas a cartões (+18%), a crédito e garantias (+11%), cheques, transferências e ordens de pagamento (+17%) e a intermediação de seguros (+150%).

A evolução das comissões globais foi penalizada pela redução de 11% das comissões de banca de investimento, nomeadamente pela queda das comissões de corretagem e operações de mercado de capitais que diminuíram em 2.2 milhões de euros em virtude da manutenção do enquadramento negativo do mercado de acções. O peso destas comissões no total de comissões de Banca de Investimento reduziu-se de 16%, no primeiro semestre de 2001, para 9%, no primeiro semestre de 2002.

Comissões e outros proveitos equiparados líquidos Valores em milhões de euros
1º sem. 01 % 1º sem. 02 % ∆%
Corretagem 3.4 3.2% 2.2 1.9% (35.4%)
Operações de mercado primário de acções 1.0 1.0% - - -
Consultoria e avaliação 4.3 4.0% 4.3 3.8% 2.0%
Gestão activos 14.9 14.0% 14.6 12.7% (2.0%)
Colocação de fundos de investimento e de banco depositário 3.1 2.9% 2.6 2.3% (15.6%)
Outras de Banca de Investimento 0.0 (0.0%) 0.0 (0.0%) -
Comissões e outros proveitos de Banca de Investimento 26.6 25.1% 23.7 20.5% (11.1%)
Proveitos com cartões 17.4 16.4% 20.5 17.8% 17.9%
Comissões associadas a crédito e garantias 22.6 21.3% 25.2 21.9% 11.4%
Cheques, transferências e ordens de pagamento 7.2 6.8% 8.4 7.3% 16.8%
Intermediação de seguros 1.7 1.6% 4.4 3.8% 150.5%
Colocação de fundos de investimento e de banco depositário 8.8 8.3% 7.4 6.5% (15.5%)
Outras de Banca Comercial 21.8 20.5% 25.7 22.3% 17.9%
Comissões e outros proveitos de Banca Comercial 79.5 74.9% 91.5 79.5% 15.2%
Total 106.1 100.0% 115.2 100.0% 8.6%

Indicadores seleccionados

Comissões1 (M.€) 115.2
∆% +8.6%
Em % produto bancário 31%

1) Inclui outros proveitos líquidos.

Lucros em operações financeiras

Os lucros em operações financeiras ascenderam a 6.6 milhões de euros (-54% face ao semestre homólogo) e reflectem essencialmente:

  • perdas cambiais de -7.3 milhões de euros derivadas principalmente do impacto da desvalorização do dólar face ao euro no valor das aplicações (em moedas fortes) que o Grupo detém para cobertura da situação líquida da sucursal de Angola;
  • ganhos de cerca de 10 milhões de euros decorrentes da liquidação antecipada de operações de médio e longo prazo, cuja valorização reflectiu a descida das taxas de juro.

O peso dos lucros em operações financeiras no produto bancário reduziu-se para 2% no primeiro semestre de 2002 (4%, no primeiro semestre de 2001).

Lucros em operações financeiras Valores em milhões de euros
1.º sem. 01 1.º sem. 02 ∆ M.€
Instrumentos de taxa de juro 4.6 12.7 8.0
Acções e futuros de acções (1.7) 1.6 3.3
Produtos estruturados 0.1 0.3 0.3
Private equity 1.1 (0.0) (1.1)
Ganhos cambiais 8.9 (7.3) (16.2)
Outros 1.2 (0.8) (2.1)
Total 14.3 6.6 (7.7)
Quadro 15

Custos de estrutura

A redução dos custos de estrutura em 0.6% face ao semestre homólogo reflecte o programa de racionalização em curso – que envolve, nomeadamente, o programa de reformas antecipadas, a intensificação da utilização de canais virtuais, a gestão proactiva da rede de balcões e a simplificação e automatização de processos operativos – e uma gestão rigorosa dos custos.

O ratio cost-to-income situou-se em 58.9% no primeiro semestre de 2002. O ratio de eficiência1 melhorou de 67.4%, no primeiro semestre de 2001, para 66.9% nos primeiros seis meses de 2002.

Ratio de eficiência Valores em milhões de euros
1.º sem. 01 1.º sem. 02 ∆ %
Custos com pessoal 145.1 144.5 (0.4%)
Fornecimento e serviços de terceiros 79.0 77.8 (1.6%)
Custos de funcionamento 224.1 222.3 (0.8%)
Amortizações 25.4 25.8 1.5%
Custos de estrutura 249.5 248.0 (0.6%)
Cost-to-income1 58.3% 58.9% +0.6 p.p.
Ratio de eficiência2 67.4% 66.9% -0.5 p.p.

1) Relação entre custos de funcionamento (custos com pessoal e fornecimentos e serviços de terceiros)

e produto bancário.

2) Relação entre custos com pessoal, fornecimentos e serviços de terceiros e amortizações e o produto bancário,

excluindo lucros em operações financeiras.

1) Relação entre custos de estrutura (custos com pessoal, fornecimentos e serviços de terceiros e amortizações) e o produto bancário excluindo lucros em operações financeiras.

Indicadores seleccionados

Lucros em operações
financeiras (M.€) 6.6
∆% -54%
Em % produto bancário 2%

Indicadores seleccionados

Custos de estrutura (M.€) 248.0
Cost-to-income 59%
Ratio de eficiência 67%

Quadro 16

Custos com pessoal

Os custos com pessoal registaram uma redução de 0.4%, apesar da aplicação retroactiva, a contar desde início do ano e já reflectida nos resultados, da actualização da tabela salarial de 2002 e da revisão do regime de atribuição de prémios por antiguidade, ambas decorrentes do ACTV (Acordo Colectivo de Trabalho do Sector Bancário), cujo impacto efectivo nos custos com pessoal foi de cerca de 5%.

Número de Colaboradores do Grupo1

N.º médio N.º em final do período
1.º Sem.
01
1.º Sem.
02
∆% 30 Jun.
01
31 Dez.
01
30 Jun.
02
∆% Jun. 01 /
Jun. 02
Actividade em Portugal 7 606 7 208 (5.2%) 7 585 7 329 7 119 (6.1%)
Banco BPI 6 899 6 487 (6.0%) 6 868 6 607 6 407 (6.7%)
Outros 707 721 1.9% 717 722 712 (0.7%)
Actividade no estrangeiro2 475 540 13.7% 481 504 523 8.7%
Total1 8 081 7 748 (4.1%) 8 066 7 833 7 642 (5.3%)

Quadro 17

1) Colaboradores das empresas que consolidam por integração global.

2) O acréscimo do número de Colaboradores no estrangeiro esteve associado à operação em Angola. Em Julho de 2002, a actividade em Angola passou a ser desenvolvida por um banco de direito angolano

denominado Banco de Fomento que resultou da transformação da anterior sucursal do Grupo.

Fornecimentos e serviços de terceiros

Os fornecimentos e serviços de terceiros reduziram-se em 1.6% face ao semestre homólogo, apesar de penalizados por custos associados à introdução em circulação das notas e moedas do euro (1.1 milhões de euros), sem as quais aquela rubrica teria diminuído 2.9%.

De referir que o custo reconhecido no semestre relativo ao diferimento do investimento em campanhas de publicidade1 foi de 6.9 milhões de euros, ou seja, 0.8 milhões de euros superior ao do semestre homólogo. É de salientar, no entanto, que o investimento em campanhas de publicidade diminuiu de 7.1 milhões de euros, no primeiro semestre de 2001, para 3.5 milhões de euros no primeiro semestre de 2002.

Em 30 Junho de 2002, o montante ainda a imputar à conta de resultados era de 15.2 milhões de euros.

Amortizações

As amortizações ascenderam no primeiro semestre de 2002 a 25.8 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento homólogo de 1.5%.

Das amortizações no semestre, 24% corresponderam à amortização de imobilizado incorpóreo, 20% é relativo a imóveis, 27% está associado a equipamento informático e o restante refere-se a outro equipamento.

1) Os custos com campanhas de publicidade institucional e de produtos, em virtude de os seus benefícios se repercutirem em vários exercícios, são registados ao longo de 3 anos (e não apenas no exercício em que ocorrem).

Provisões

As provisões líquidas do exercício ascenderam a 45.9 milhões de euros no primeiro semestre de 2001, o que corresponde a um aumento de 21.3 milhões de euros relativamente ao semestre homólogo.

O aumento das provisões específicas para crédito em 25.4 milhões de euros foi o principal factor explicativo do crescimento das provisões totais, sendo que cerca de 17 milhões de euros corresponderam ao provisionamento de uma situação específica de incumprimento, encontrando-se no final de Junho de 2002 a exposição a esse Cliente provisionada a 100% para os créditos sem garantias e a 25% para os créditos com garantia.

Por sua vez, as provisões genéricas para crédito, que estão indexadas à expansão do crédito1 , foram de 4.7 milhões de euros (12.9 milhões de euros no primeiro semestre de 2001). As provisões totais para crédito a Clientes representaram 88% das provisões totais no primeiro semestre de 2002.

Provisões
-----------
1.º sem. 01 1.º sem. 02 ∆%
Provisões específicas para crédito 10.1 35.5 251.7%
Provisões genéricas para crédito 12.9 4.7 (63.5%)
Total de provisões para crédito 23.0 40.2 74.5%
Depreciação de títulos e participações 6.1 0.9
Risco-país 1.2 (1.1)
Provisões para riscos diversos (5.6) 3.0
Outras (0.1) 3.0
Total 24.6 45.9 86.6%
Quadro 18

Em Junho de 2002 entrou em vigor um novo regime de provisionamento e dedução aos fundos próprios das menos-valias na carteira de participações financeiras, quando aquelas menos valias excedam 15% do correspondente valor de aquisição (Aviso 4 / 2002 do Banco de Portugal).

Do montante de menos-valias latentes que exceda 15% do valor de aquisição, um mínimo de 40% deverá ser coberto por provisões enquanto o remanescente será deduzido aos fundos próprios, para efeitos de cálculo do ratio de requisitos de fundos próprios.

Para as menos-valias a 30 de Junho de 2002 em participações em entidades não sujeitas à supervisão do Banco de Portugal ou do Instituto de Seguros de Portugal, detidas em 31 de Dezembro de 2001, foi definido um regime transitório até 2006 que estabelece um provisionamento e dedução aos fundos próprios mínimo e gradual (através da aplicação de coeficientes de cobertura mínimos: 25% / 50% / 75% / 90% / 100% de 2002 a 2006).

O regime transitório permite que em 2002 e 2003 se possam constituir provisões por contrapartida de reservas, não se repercutindo dessa forma na conta de resultados.

O impacto da nova regulamentação para o BPI é o seguinte:

Requisitos de provisionamento e dedução aos fundos próprios de menos-valias

latentes em participações (nos termos do Aviso n.º 4 / 2002 do Banco de Portugal) Valores em milhões de euros

Regime transitório
Em 30 Jun. 02 Ano 2002 1.º Sem. 02
Coeficiente Montante (1/3 do valor
para o ano 2002)
Valor de aquisição líq. 554
Menos valias latentes 214
Corredor (15% do valor de aquisição líq.) 85.7
Valor mínimo provisionável
(min. 40% do montante fora do corredor) 53.7 x 25% 13.4 4.5
Dedução aos fundos próprios
(montante fora do corredor não provisionado) 81.7 x 25% 20.4 6.8
Quadro 19

1) O crescimento da carteira de crédito determina a obrigatoriedade de constituição de provisões para riscos gerais de crédito correspondentes a 1% do novo crédito concedido (1.5%, no caso do crédito ao consumo).

Indicadores seleccionados
Provisões (M.€) 45.9
∆% +87%
Em % do cash flow
corrente 30%

Em 30 Junho de 2002, e relativamente ao 2.º trimestre, o BPI constituiu provisões de 4.5 milhões de euros, por abate contra reservas, e deduziu aos fundos próprios um montante de 6.8 milhões de euros, pelo que não se verifica qualquer impacto na conta de resultados.

Resultados extraordinários

Os resultados extraordinários líquidos de 8.7 milhões de euros, no primeiro semestre de 2002, reflectem essencialmente mais-valias de 22.0 milhões de euros realizadas no primeiro trimestre de 2002 com a alienação das participações na Brisa e na BVLP, e custos relacionados com pensões de 14.3 milhões de euros.

De referir que na rubrica de resultados extraordinários estão a ser periodificados ao longo do ano os custos estimados com a totalidade das reformas antecipadas que se prevê realizar ao longo de 2002.

Resultados extraordinários líquidos Valores em milhões de euros
1.º sem. 01 1.º sem. 02
Mais valias na venda de imobilizado 0.6 20.9
Incentivos à reforma antecipada (1.0) (5.2)
Custos com periodificação do acréscimo de responsabilidades com reformas antecipadas1, 2 - (4.9)
Periodificação de outros custos associados a pensões (perdas actuarias) - 0.0
Amortização do acréscimo de responsabilidades derivado da não utilização
de decrementos de invalidez
- (4.3)
Contribuição extraordinária para o fundo de pensões -14.9 -
Outros 1.6 2.1
Total (13.7) 8.7
1) Em 30 Junho de 2002, corresponde à periodificação dos custos efectivos já incorridos com reformas Quadro 20

antecipadas realizadas no segundo semestre de 2001 (2.3 milhões de euros) e no primeiro semestre de 2002 (0.7 milhões de euros) e inclui periodificação dos custos estimados com as reformas antecipadas que se prevê realizar no segundo semestre de 2002, no montante de 1.9 milhões de euros.

2) Em 30 Junho de 2001 realizou-se a amortização integral, por contrapartida de reservas, das contribuições para cobertura do acréscimo de responsabilidades por reformas antecipadas realizadas em 1999, 2000 e primeiro semestre de 2001 e ainda não relevadas como custo, que ascendiam a 80.4 milhões de euros.

Resultados de subsidiárias consolidadas pelo equity method

As subsidiárias consolidadas pelo equity method apresentaram um contributo de 5.4 milhões de euros para o resultado consolidado do primeiro semestre de 2002, enquanto no semestre homólogo de 2001 esse contributo tinha sido de 9.4 milhões de euros.

Os maiores contributos foram das empresas seguradoras do Grupo (1.2 milhões de euros), da Finangeste (2.2 milhões de euros) que reflecte essencialmente mais-valias realizadas na venda de património imobiliário e da Viacer (1.9 milhões de euros).

BALANÇO

O activo total líquido ascendia, em 30 de Junho de 2002, a 24 654 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento homólogo de 3%, resultante essencialmente da expansão da carteira de crédito.

A carteira de crédito a Clientes aumentou 8.6%, o que reflecte essencialmente a expansão do crédito à habitação em 27.3% e a redução de 3.3% do crédito a grandes empresas (sob responsabilidade das áreas de Banca Grossista e de Banca de Empresas), no âmbito de uma política de concessão de crédito selectiva.

Os recursos captados de Clientes com expressão no balanço1 cresceram 2.7% em termos homólogos, enquanto a evolução dos recursos fora de balanço (+1.6% face a Junho de 2001) continua a ser condicionada pelo comportamento desfavorável dos mercados de acções.

O crescimento do crédito, superior aos dos recursos de Clientes no balanço, tem sido acompanhado por emissões de dívida de médio e longo prazo, pelo que a relação entre crédito bruto e depósitos e dívida titulada se manteve em 103%.

Em 30 Junho de 2002, o crédito vencido total, (ou seja, o crédito vencido há mais de 30 dias) representava 1.3% da carteira de crédito e estava provisionado em 154%; No final de Junho de 2002, o ratio de requisitos de fundos próprios era de 10.4%, o Tier I era de 7.2% e o ratio de solvabilidade, calculado segundo as normas do BIS, era de 11.7%.

1) Depósitos, produtos estruturados de capital garantido ou risco limitado e obrigações de taxa fixa, colocadas junto de Clientes.

Indicadores seleccionados M.Resultados extraordinários -8.7 Mais-valias em imobilizado 20.9 Custos com pensões -14.3

Indicadores seleccionados

Resultados de subsidiárias consolidadas pelo equity-method (M.) 5.4

Indicadores seleccionados

Activo total líquido (M.€) 24 654
Crédito a Clientes (M.€) 16 060
∆% +9%
Recursos totais de
Clientes (M.€) 17 167
∆% +2%
Balanço Valores em milhões de euros
30 Jun. 01 30 Jun. 02 ∆%
Activo líquido
Activos monetários 525.9 776.5 47.6%
Créditos sobre instituições de crédito 3 617.8 3 298.9 (8.8%)
Crédito sobre Clientes 14 789.8 16 060.4 8.6%
Carteira de obrigações de emissores públicos 1 441.6 1 503.1 4.3%
Carteira de obrigações de outros emissores 1 330.2 755.4 (43.2%)
Carteira de acções 193.1 114.3 (40.8%)
Participações 837.4 671.7 (19.8%)
Imobilizações 334.0 313.3 (6.2%)
Activos diversos 966.4 1 160.2 20.0%
Total do activo 24 036.2 24 653.7 2.6%
Passivo e situação líquida
Débitos para com instituições de crédito 6 634.0 6 214.7 (6.3%)
Débitos para com Clientes 11 542.2 11 614.6 0.6%
Débitos titulados 3 094.8 3 573.8 15.5%
Passivos diversos 818.6 976.7 19.3%
Provisões e fundo para riscos bancários gerais 201.2 267.8 33.1%
Passivos subordinados 587.7 629.3 7.1%
Interesses minoritários 310.8 260.9 (16.1%)
Capital subscrito 645.6 760.0 17.7%
Reservas 129.3 285.3 120.6%
Lucro líquido 71.8 70.8 (1.5%)
Total da situação líquida 846.8 1 116.1 31.8%
Total do passivo e da situação líquida 24 036.2 24 653.7 2.6%
Por memória
Activo total médio 22 695.3 24 755.4 9.1%
Recursos captados de Clientes com registo fora do balanço1 4 731.4 4 805.1 1.6%
1) O montante dos fundos de investimento, incluídos nestes recursos, está corrigido pelas unidades de Quadro 21

1) O montante dos fundos de investimento, incluídos nestes recursos, está corrigido pelas unidades de participação nas carteiras dos bancos do Grupo.

Crédito a Clientes

A carteira consolidada de crédito a Clientes cresceu 8.6% face a Junho de 2001 e 9.0% face a Dezembro de 2001, em termos anualizados, enquanto que o crescimento médio estimado para o mercado foi de 7.4%1 face a Junho de 2001.

O crédito à habitação foi a componente mais dinâmica da carteira de crédito. O crédito a habitação cresceu 27.3% em termos homólogos, superando o crescimento médio estimado para o mercado de 15.4%1 , e 23.3% face a Dezembro de 2001, em termos anualizados. O seu peso na carteira de crédito consolidada aumentou de 30% em Junho de 2001, para 35% em Junho de 2002.

Por outro lado, a redução em 2.3%, em termos homólogos da carteira de crédito a empresas, sob responsabilidade das áreas de Banca Grossista e de Banca de Empresas, face ao crescimento estimado do mercado de 7.1%1 , inscreve-se numa política de concessão de crédito subordinada a critérios de rendibilidade e risco.

Carteira de crédito a Clientes

30 Jun.
2001
31 Dez.
2001
30 Jun.
2002
Jun. 01 /
Jun. 02
Dez. 01 /
Jun. 021
M. euros M. euros M. euros ∆% ∆%
Banca Grossista2 3 187.1 3 070.8 3 090.9 (3.0%) 1.3%
Banca de Empresas
Grandes empresas2 1 446.3 1 403.0 1 391.2 (3.8%) (1.7%)
Médias empresas 1 930.6 1 868.6 1 927.8 (0.1%) 6.3%
Banca de Empresas 3 376.9 3 271.6 3 319.0 (1.7%) 2.9%
Crédito a particulares e pequenos negócios
Crédito à habitação 4 392.6 5 007.5 5 591.0 27.3% 23.3%
Crédito a particulares – outros fins 789.1 843.6 839.2 6.3% (1.0%)
Crédito a pequenas empresas e negócios 1 103.2 1 159.7 1 202.7 9.0% 7.4%
Crédito a particulares e pequenos negócios 6 285.0 7 010.7 7 632.9 21.4% 17.7%
Leasing 960.3 1 013.5 1 013.3 5.5% (0.0%)
Factoring 247.5 300.9 288.5 16.6% (8.3%)
Outros 676.5 629.1 637.4 (5.8%) 2.6%
Carteira de crédito produtivo 14 733.2 15 296.6 15 982.0 8.5% 9.0%
Crédito vencido total 153.9 174.4 204.6 33.0% 34.6%
Provisões específicas (97.3) (98.9) (126.2) 29.7% 55.3%
Carteira de crédito líquida consolidada 14 789.8 15 372.1 16 060.4 8.6% 9.0%
Financiamento automóvel e de equipamentos (ALD)3 259.4 273.1 267.1 3.0% (4.3%)
Crédito por assinatura 3 125.8 3 297.9 3 323.0 6.3% 1.5%

1) Taxa de variação anualizada.

2) No primeiro semestre de 2002, na sequência da reorganização do negócio de Banca de Empresas, foi criada a área de Banca Grossista. Esta área passou a acompanhar os maiores clientes da Banca de Empresas em todas as suas vertentes - corporate banking, Corporate Finance e Project Finance - e a desenvolver a actividade de Banca Institucional. De forma a permitir a comparabilidade dos saldos em Junho de 2002, são apresentados valores pro-forma para Junho e Dezembro de 2001.

3) Crédito concedido por empresas do Grupo não consolidadas pelo método de integração global. O financiamento automóvel, na vertente aluguer de longa duração, é desenvolvido em exclusividade pela BPI Rent, consolidada pelo equity method, pelo que o valor do crédito concedido não está reflectido no balanço consolidado.

No final de Junho de 2002, o ratio de crédito vencido há mais de 30 dias situou-se em 1.3% e estava coberto por provisões em 154%. O crédito vencido há mais de 90 dias representava 1.1% da carteira de crédito e estava provisionado em 176%.

Carteira de títulos e participações financeiras

Em 30 de Junho de 2002, a carteira de títulos e participações financeiras do Grupo BPI ascendia a 2 888 milhões de euros, ou seja, inferior em 21% face a 30 de Junho de 2001.

Em final de Junho a carteira de investimento de títulos e participações financeiras e a carteira de negociação representavam 5.2% e 6.6%, respectivamente, do total do activo.

em % do activo 7% Carteira de títulos líquida Valores em milhões de euros
30 Jun. 01 % 31 Dez. 01 % 30 Jun. 02 %
De negociação
Obrigações de emissores públicos 1 016.2 27.7% 1 068.2 30.2% 1 246.1 43.1%
Obrigações de outros emissores 10.2 0.3% 0.5 0.0% 11.1 0.4%
Acções e outros títulos de rendimento variável 43.6 1.2% 54.8 1.6% 15.2 0.5%
Subtotal 1 070.0 29.2% 1 123.6 31.8% 1 272.4 44.1%
De investimento
Obrigações de emissores públicos 425.4 11.6% 450.1 12.7% 257.0 8.9%
Obrigações de outros emissores 1 320.4 36.0% 1 186.4 33.6% 744.8 25.8%
Acções e outros títulos de rendimento variável 149.4 4.1% 100.6 2.8% 99.1 3.4%
Dos quais: acções preferenciais 67.5 1.8% 24.0 0.7% 22.7 0.8%
Participações financeiras1 698.6 19.1% 671.9 19.0% 515.6 17.9%
Provisões para risco-país (0.4) (0.0%) (0.4) (0.0%) (0.4) (0.0%)
Subtotal 2 593.5 70.8% 2 408.7 68.2% 1 616.0 55.9%
Total 3 663.5 100.0% 3 532.3 100.0% 2 888.4 100.0%

1) Exclui participações consolidadas pelo equity method.

Quadro 23

Quadro 22

Indicadores seleccionados

Títulos e participações
financeiras (M.€) 2 888
Carteira de negociação
em % do activo 5%
Carteira de investimento

A carteira de investimento em títulos de dívida, incluindo acções preferenciais1 , todas de instituições financeiras, é integrada predominantemente por títulos de emissores de reduzido risco de crédito.

Recursos captados

Os recursos totais de Clientes ascendiam no final de Junho de 2002 a 17 167 milhões de euros, o que correspondia a um crescimento de 2.4% em termos homólogos.

Os recursos de balanço cresceram 2.7% face a Junho de 2001, em resultado do aumento de 6.7% dos depósitos à ordem e de 1.7% dos depósitos a prazo e de poupança, enquanto os recursos fora de balanço cresceram 1.6%.

O peso dos recursos de balanço, no total de recursos de Clientes, ascendia a 72%, em Junho de 2002.

Recursos totais de Clientes

30 Jun.
2001
31 Dez.
2001
30 Jun.
2002
Jun. 01 /
Jun. 02
Dez. 01 /
Jun. 021
M. euros M. euros M. euros ∆% ∆%
Com registo no balanço
Depósitos à ordem2 3 863.1 4 400.3 4 123.5 6.7% (12.6%)
Depósitos a prazo e de poupança2 6 544.6 6 675.7 6 658.4 1.7% (0.5%)
Produtos estruturados – capital seguro /
risco limitado, e obrigações taxa fixa
1 629.0 1 573.8 1 579.7 (3.0%) 0.7%
Subtotal 12 036.8 12 649.8 12 361.6 2.7% (4.6%)
Com registo fora do balanço
Fundos de investimento3
2 654.3 2 670.3 2 660.3 0.2% (0.7%)
Planos poupança reforma (PPR) e
planos poupança acções (PPA)
1 110.4 1 203.9 1 184.2 6.6% (3.3%)
Seguros de capitalização 966.6 878.9 960.6 (0.6%) 18.6%
Subtotal 4 731.4 4 753.0 4 805.1 1.6% 2.2%
Recursos totais de Clientes 16 768.2 17 402.9 17 166.7 2.4% (2.7%)
1) Taxas de variação anualizadas. Quadro 24

1) Taxas de variação anualizadas.

2) Os valores reportados excluem aplicações dos fundos de investimento e de uma sociedade gestora de produtos de capitalização, no montante total de 391.2 milhões de euros, em Junho de 2001, 418.3 milhões de euros,

em Dezembro de 2001 e de 755.3 milhões de euros, em Junho de 2002.

3) Montantes corrigidos pelas unidades de participação nas carteiras dos bancos.

Capitais próprios

Em 30 de Junho de 2002 a situação líquida ascendia a 1 116 milhões de euros, o que correspondia a 4.5% do activo líquido.

No primeiro semestre de 2002 o BPI SGPS aumentou o capital de 645.6 milhões de euros para 760 milhões de euros, do qual resultou um encaixe 200.2 milhões de euros.

Na sequência da entrada em vigor, em Junho de 2002, do regime de provisionamento e dedução aos fundos próprios de menos-valias na carteira de participações financeiras, constituiram-se provisões de 4.5 milhões de euros, por abate contra reservas, e deduziram-se aos fundos próprios um montante de 6.8 milhões de euros, pelo que não se verificou qualquer impacto na conta de resultados.

Indicadores seleccionados

Situação líquida (M.) 1 116 Em % do ATM 4.5%

Indicadores seleccionados

17 167
+2%
12 362
+3%

1) As acções preferenciais são contabilizadas na carteira de acções e outros títulos de rendimento variável.

Evolução da situação líquida Valores em milhões de euros

Situação líquida em 30 Jun. 2001 846.8
Lucro líquido no 2.º semestre de 2001 61.4
Goodwill pago na aquisição de participações (0.2)
Outros 0.6
Situação líquida em 31 Dez. 2001 908.7
Dividendos distribuídos em 2002 (57.9)
Resultado líquido do 1.º sem. 2002 70.8
Encaixe do aumento de capital em 2002 200.2
Provisões para imobilizações financeiras (4.5)
Outros (1.2)
Situação líquida em 30 Jun. 2002 1 116.1
Quadro 25

Solvabilidade

Em 30 de Junho de 2002, o ratio de requisitos de fundos próprios era de 10.4% e o Tier I era de 7.2%. O peso das acções preferenciais nos fundos próprios de base era de 20.5%.

O capital exigido para cobertura dos riscos associados à carteira de negociação e a posições em moeda estrangeira representa apenas 1.2% do total de requisitos de fundos próprios.

O ratio de solvabilidade, calculado segundo as normas do BIS, ascendia, em 30 de Junho de 2002, a 11.7% e o Tier I a 7.3%.

Ratio de requisitos de fundos próprios Valores em milhões de euros

30 Jun. 01 31 Dez. 01 30 Jun. 02
Capital, reservas e resultados 794.3 827.9 1 063.4
Acções preferenciais (interesses minoritários) 294.8 282.5 250.6
Contribuições para o fundo de pensões ainda não relevadas como custo - (41.3) (52.3)
Imobilizações incorpóreas (47.1) (44.1) (38.4)
Acções próprias (0.7) (1.7) (7.1)
Outros (interesses minoritários) 5.3 4.9 5.0
Fundos próprios de base 1 046.7 1 028.3 1 221.1
Reservas de reavaliação 23.4 22.6 21.6
Dívida subordinada perpétua 263.9 139.4 138.3
Títulos de participação 18.5 17.7 16.8
Dívida subordinada 215.5 439.1 419.3
Fundos próprios complementares 521.4 618.8 595.9
Dedução de interesses em participações (33.4) (31.7) (32.8)
Títulos adquiridos em operações de titularização - (5.7) (5.0)
Menos valias não provisionadas em participações financeiras - - (6.8)
Outras deduções (8.3) (8.8) (10.1)
Deduções (41.7) (46.1) (54.7)
Fundos próprios suplementares 1.5 1.2 0.4
Total de fundos próprios 1 527.9 1 602.1 1 762.8
Total de requisitos de fundos próprios
Riscos de crédito (activos médios ponderados x 8%) 1 338.3 1 363.5 1 344.8
Riscos de mercado 36.0 35.3 15.5
Total de requisitos de fundos próprios 1 374.2 1 398.8 1 360.3
Requisitos totais x 12.5 17 178.0 17 484.6 17 003.8
Ratio de requisitos 8.9% 9.2% 10.4%
Tier I 6.1% 5.9% 7.2%
Quadro 26

Indicadores seleccionados

Ratio de requisitos de
fundos próprios 10.4%
Tier I 7.2%
Ratio de
solvabilidade (BIS) 11.7%

Responsabilidades com pensões

Em 30 de Junho de 2002, os fundos de pensões do Grupo asseguravam o financiamento integral das responsabilidades por pensões, reconhecidas no balanço, e a cobertura a 93.6%, do total das responsabilidades com pensões.

No final de 2001, entrou em vigor um novo quadro regulamentar relativo à cobertura das responsabilidades com pensões (Aviso do Banco de Portugal n.º 12 / 2001). O novo regime determinou a não utilização, no cálculo do valor actual das responsabilidades por serviços passados de pessoal no activo, da probabilidade dos Colaboradores saírem do activo, por invalidez, antes do tempo normal de reforma.

A alteração referida ocasionou um acréscimo no valor actual das responsabilidades com pensões de 90.1 milhões de euros, o qual está a ser financiado e reconhecido nas demonstrações financeiras, através de um plano de prestações uniformes com início em 2002 e por um período máximo de 20 anos, procedimernto que mereceu o acordo do Banco de Portugal. Em 30 Junho de 2002, o montante que faltava financiar era de 89.0 milhões de euros.

Grau de cobertura das responsabilidades com pensões Valores em milhões de euros
30 Jun. 01 31 Dez. 01 30 Jun. 02
Responsabilidades por pensões em pagamento 919.8 1 014.3 1 043.7
Responsabilidades por serviços passados de Colaboradores no activo 255.0 335.5 342.3
Total de responsabilidades com pensões 1 174.8 1 349.8 1 386.0
Responsabilidades com pensões não reconhecidas no balanço1 - 90.1 89.0
Total das responsabilidades reconhecidas no balanço2 1 174.8 1 259.7 1 297.0
Fundos de pensões 1 162.4 1 256.6 1 240.8
Contribuições a transferir para o fundo 12.8 3.2 56.2
Financiamento total 1 175.2 1 259.8 1 297.0
Financiamento das responsabilidades por pensões
em pagamento pelos fundos de pensões
127.8% 124.2% 124.3%
Excesso de cobertura 255.3 245.6 253.4
Financiamento, pelo excesso de cobertura dos fundos, das responsabilidades
(reconhecidas no balanço) por serviços passados de Colaboradores no activo2
100.1% 100.0% 100.0%
Financiamento das responsabilidades reconhecidas no balanço 100.0% 100.0% 100.0%
Financiamento das responsabilidades totais com pensões 100.0% 93.3% 93.6%

1) Acréscimo do valor das responsabilidades resultante da não utilização da probabilidade de saída do activo por

invalidez (decrementos de invalidez). Estas responsabilidades serão financiadas e reconhecidas no balanço até 2021.

2) Responsabilidades com pensões a título de reforma por velhice e por invalidez.

Indicadores seleccionados

Responsabilidades com pensões reconhecidas no balanço (M.) 1 297 Financiamento 100%

Quadro 27

Análise de riscos

A gestão de riscos no Grupo BPI assenta na permanente identificação e análise da exposição a diferentes riscos, mediante a utilização de sistemas globais e integrados, e na execução de estratégias de maximização da rendibilidade dentro de limites de risco pré-estabelecidos e devidamente supervisionados.

Principais indicadores de risco relativo ao Grupo BPI em 30 de Junho de 2002:

  • o crédito a Clientes e a instituições de crédito vencido e os títulos vencidos (há mais de 30 dias) ascendiam a 311 milhões de euros, representando 1.4% da carteira bruta destes activos, e estavam cobertos em 135% por provisões;
  • a parcela de crédito a Clientes vencido há mais de 30 dias era de 204.6 milhões de euros, representava 1.3% da carteira e estava coberta por provisões em 154%;
  • o crédito vencido a instituições de crédito, ascendia a 0.3 milhões de euros (excluindo o crédito provisionado a 100%) e estava garantido por depósitos cativos;
  • os títulos vencidos, no montante de 0.3 milhões de euros, estavam provisionados em 86% por provisões específicas para títulos vencidos;
  • a exposição ao risco-país sujeita a provisionamento estava, em média, coberta em 94%; o risco líquido perante não residentes era de 6.2 milhões de euros;
  • o valor em risco de mercado máximo (VaR), no primeiro semestre de 2002, foi de 5.7 milhões de euros.

Risco de crédito

Clientes

O ratio de crédito vencido total aumentou de 1.0% em Junho de 2001 para 1.3%, em Junho de 2002.

Entre Junho de 2001 e Junho de 2002, o crédito vencido (ajustado de write-offs) aumentou 74.8 milhões de euros, enquanto as recuperações de crédito vencido abatido ao activo foram de 15.6 milhões de euros, do que resultou uma perda líquida de crédito de 59.2 milhões de euros (0.40% da carteira de crédito produtivo em Junho de 2001).

Do acréscimo de crédito vencido, 36.7 milhões de euros resultaram de uma situação específica de incumprimento, sendo que foram constituídas, para fazer face a essa situação, 17.8 milhões de euros de provisões que garantem a cobertura a 100% para os créditos sem garantias e a 25% para os créditos com garantia concedidos a essa entidade. Os restantes 38.1 milhões de euros representaram 0.26% da carteira de crédito produtivo em Junho de 2001.

Em 30 Junho de 2002, o crédito vencido total encontrava-se provisionado em 154%.

Qualidade da carteira de crédito a Clientes Valores em milhões de euros
30 Jun. 01 31 Dez. 01 30 Jun. 02
Carteira de crédito a Clientes no final do semestre (bruta) 14 887.1 15 471.0 16 186.6
Crédito vencido total no início do semestre 155.1 153.9 174.4
Acréscimo líquido de crédito vencido no semestre 15.4 23.7 51.1
Write-offs (16.6) (3.1) (20.9)
Crédito vencido total no fim do semestre 153.9 174.4 204.6
Do qual: crédito vencido há mais de 90 dias 128.8 133.2 178.5
Provisões totais para crédito no início do semestre 263.7 270.7 279.8
Dotações (líquidas de reposições)
Específicas para crédito vencido e cobrança duvidosa 10.1 9.1 35.5
Risco país 1.2 (3.2) (1.2)
Genéricas para crédito 12.9 8.1 4.7
Transferências e reavaliação cambial1 (0.6) (1.8) 16.5
Write-offs (16.6) (3.1) (20.9)
Provisões totais para crédito 270.7 279.8 314.4
Crédito vencido em percentagem do crédito total no fim do semestre
Ratio de crédito vencido total 1.0% 1.1% 1.3%
Ratio de crédito vencido há mais de 90 dias 0.9% 0.9% 1.1%
Cobertura por provisões
Do crédito vencido total 175.9% 160.4% 153.6%
Do crédito vencido há mais de 90 dias 210.2% 210.0% 176.1%

1) Em 30 de Junho de 2002, a reavaliação cambial inclui 18.5 milhões de euros de provisões relativas à aquisição dos créditos do Fundo EFTA.

O crédito vencido total, não integralmente provisionado, correspondia a 1.0% da carteira bruta (igualmente deduzida do crédito integralmente coberto por provisões) e a sua cobertura ascendia a 171%.

Quadro 28

Quadro 29

O quadro seguinte apresenta os ratios de crédito vencido por segmentos de mercado, bem como o contributo de cada segmento para a carteira de crédito bruta.

Crédito vencido por segmentos de mercado

30 Jun. 01 31 Dez. 01 30 Jun. 02
em % do
crédito
bruto total
Ratio de
crédito
vencido
em % do
crédito
bruto total
Ratio de
crédito
vencido
em % do
crédito
bruto total
Ratio de
crédito
vencido
Banca Grossista1 21% 0.0% 20% 0.7% 19% 1.3%
Banca de Empresas
Grandes empresas1 9.7% 0.2% 9.1% 0.5% 8.7% 0.7%
Médias empresas 13.3% 2.1% 12.4% 2.3% 12.2% 2.2%
Banca de Empresas 23.0% 1.3% 21.5% 1.5% 20.8% 1.5%
Crédito a particulares e pequenos negócios
Crédito à habitação 29.7% 0.6% 32.5% 0.5% 34.8% 0.6%
Outro crédito a particulares e crédito
a pequenos negócios
12.9% 1.8% 13.2% 2.0% 12.9% 2.1%
Crédito a particulares e pequenos negócios 42.6% 1.0% 45.7% 0.9% 47.6% 1.0%
Leasing 6.5% 0.8% 6.6% 1.2% 6.3% 1.3%
Factoring2 1.7% 4.3% 2.0% 1.7% 1.8% 1.3%
Outros 4.7% 4.1% 4.2% 3.2% 4.0% 2.6%
100.0% 1.0% 100.0% 1.1% 100.0% 1.3%

1) No primeiro semestre de 2002, na sequência da reorganização do negócio de Banca de Empresas, foi criada a área de Banca Grossista. Esta área passou a acompanhar os maiores clientes da Banca de Empresas em todas as suas vertentes - corporate banking, Corporate Finance e Project Finance - e a desenvolver a actividade de Banca Institucional. De forma a permitir a comparabilidade dos saldos em Junho de 2002, são apresentados valores pro-forma para Junho e Dezembro de 2001.

2) O montante de crédito vencido que comporta efectivo risco de cobrança no segmento Factoring é de 0.5 milhões de euros a que corresponde um ratio de crédito vencido de 0.2%. O restante crédito vencido de Factoring corresponde a moras técnicas.

Títulos de rendimento fixo

Os títulos e juros vencidos, no montante de 0.3 milhões de euros, representavam, no final de Junho de 2002, 0.01% do total da carteira de obrigações bruta e estavam provisionados em 86% por provisões específicas para títulos vencidos. As provisões totais para títulos, incluindo provisões para risco-país, representavam 0.03% do total da carteira bruta.

A carteira de investimento, incluindo acções preferenciais1 , é integrada, predominantemente, por títulos de emissores de reduzido risco de crédito. Cerca de 66% da carteira tem notações de rating externas (implícito ou explícito nas notações de rating dos garantes e / ou dos colaterais das emissões), sendo que 99% têm classificação de investment grade. Do montante de títulos sem notações de rating, 72% corresponde a papel comercial, com garantias de instituições de crédito, sendo o risco associado avaliado pelo sistema de rating interno.

Instituições de crédito

Em Junho de 2002, do montante de 105.8 milhões de euros de crédito vencido, 105.5 milhões de euros estão integralmente provisionados e os restantes 0.3 milhões de euros estão garantidos por depósitos cativos.

A totalidade do crédito vencido respeita a crédito concedido a um banco central e é proveniente do balanço dos bancos comerciais adquiridos pelo Grupo em 1991 e 1996. Este crédito fora entretanto reescalonado, mas encontra-se actualmente em incumprimento.

Risco-país

A exposição sujeita a provisionamento nos termos das normas Banco de Portugal está, em média, coberta em 94%, do que resulta um risco líquido perante não residentes de 6.2 milhões de euros que representava 0.6% da situação líquida em Junho de 2002.

Da exposição a risco país líquida de garantias no montante de 339 milhões de euros, cerca de 67% (226 milhões de euros) está isento de provisões nos termos regulamentares, por corresponder a operações de curto prazo de financiamento de comércio externo ou a operações efectuadas com bancos multilaterais de desenvolvimento ou dispondo de seguro de risco político.

Exposição a países de risco (em 30 de Junho de 2002) Valores em milhões de euros
País Exposição
líquida de
garantias1
Exposição
não sujeita
a provisões2
Exposição
sujeita a
provisões
Provisões Exposição
líquida de
provisões
Angola 105.4 105.4 105.4
Brasil 193.2 193.2
Hungria 4.1 4.1 0.4 3.7
Marrocos 2.6 2.6 0.3 2.3
Turquia 9.7 9.7
Outros3 23.7 23.3 0.4 0.2 0.2
Total 338.7 226.2 112.5 106.2 6.2
1) Exposição líquida de garantias de residentes, nomeadamente da agência nacional de crédito à exportação, Quadro 30

1) Exposição líquida de garantias de residentes, nomeadamente da agência nacional de crédito à exportação,

dos exportadores ou de depósitos. 2) Operações de curto prazo de financiamento de comércio externo ou operações com cobertura de risco político ou operações com bancos multilaterias de crédito

3) Cabo Verde, Argélia e Moçambique.

Risco de mercado

O valor em risco de mercado (VaR) máximo, no primeiro semestre de 2002, foi de 5.7 milhões de euros o que correspondeu a 0.5% da situação líquida em 30 Junho de 2002.

O risco de mercado assumido pelo Grupo BPI em geral (e o que resulta de posições de trading em acções, mercado monetário e obrigações e mercado cambial em particular) é gerido pelo Banco de Investimento, em cujo balanço é, preferencialmente, registado.

Risco de mercado global1 Valores em milhões de euros
1.º Sem. 01 2.º Sem. 01 1.º Sem. 02
VaR (média mensal) 3.5 2.8 2.8
Risco de taxa de Juro 2.7 2.7 2.5
Risco cambial 0.6 0.3 0.3
Risco de acções 2.0 1.0 1.8
Risco de mercadorias 0.03 0.06 0.04
VaR (máximo) 5.9 6.6 5.7

Quadro 31

1) Perda máxima potencial, com um nível de confiança de 99%, resultante de uma evolução desfavorável dos preços, índices e taxas de juro num horizonte temporal de duas semanas, considerando no cálculo

do risco global o efeito da correlação dos retornos. É assumida uma distribuição normal dos retornos.

Ao longo do primeiro semestre de 2002, as posições em risco de mercado foram sempre mantidas dentro dos limites de exposição fixados pelo Conselho de Administração.

Rating

A estratégia, posição competitiva, solidez financeira e capacidade de geração de resultados do Grupo BPI continuaram a merecer, de entidades independentes e reputadas – a Fitch–IBCA, a Moody's e a Standard & Poor's – uma avaliação que se consubstancia em elevadas notações de rating.

Notações de rating Em 30 de Junho de 2002
Moody´s Fitch-IBCA Standard & Poor's
Longo
prazo
Curto
prazo
Longo
prazo
Curto
prazo1
Longo
prazo
Curto
prazo
Banco BPI A2 P-1 A+ A1 A- A-2
Banco Português de Investimento A+ A1 A- A-2
BPI SGPS A A1 A- A-2

1) A1+, A1, A2, A3, B, C – escala de rating usada para Portugal em substituição de F1+, F1, F2, F3, B,C. Fitch Ratings: A+ Crédito de elevada qualidade. Os ratings denotam uma baixa expectativa de risco de crédito. (+ significa um posicionamento superior na classe A). Quadro 32

Moody's: A2 Títulos com rating A possuem muitos atributos favoráveis e devem ser considerados investimentos de nível médio / superior. (2 significa um posicionamento central na classe A). Standard & Poor's: A- Uma entidade com rating A possui uma forte capacidade para cumprir as suas obrigações financeiras.

(- significa um posicionamento na parte inferior da classe A).

Acções BPI SGPS

Resultados por acção

O lucro líquido por acção do Grupo BPI, no primeiro semestre de 2002, ascendeu a 0.10 euros, o que corresponde a uma redução de 3.9% face ao semestre homólogo de 2001.

O cash flow obtido por acção, descontados os impostos, situou-se em 0.20 euros, 14.0% superior face ao primeiro semestre de 2001.

O valor contabilístico de cada acção fixou-se, em 30 de Junho de 2002, em 1.47 euros, o que representa um crescimento de 17.8% face a Junho do ano anterior.

Cotação em bolsa

As acções BPI SGPS registaram, na última sessão de bolsa de Junho de 2002 da Euronext-Lisboa, o preço de fecho de 2.46 euros, o que representa uma valorização de 14.5% durante o primeiro semestre do corrente ano, enquanto que o mercado (medido pelo índice PSI20), em igual período, se desvalorizou 13.1%.

Liquidez

No primeiro semestre de 2002, as acções BPI SGPS originaram um volume de negócios de 381.2 milhões de euros, que corresponde a um volume transaccionado médio diário de 3.2 milhões de euros.

As acções BPI SGPS situaram-se, nos primeiros 6 meses de 2002, no 10.º lugar, no ranking por volume de negócios na Euronext-Lisboa, com uma quota de 2.9%.

Capitalização bolsista

O valor de mercado do Grupo BPI, determinado pela sua capitalização bolsista, ascendia a 1 870 milhões de euros, no final de Junho de 2002. Nesta data, o Grupo BPI era a 6.ª maior empresa com acções cotadas na Euronext-Lisboa, com um peso de 4.2% na capitalização global do mercado.

No segundo trimestre de 2002, o BPI SGPS procedeu ao aumento do capital social de 645.6 milhões euros para 760 milhões de euro, através de uma emissão reservada a accionistas, integralmente subscrita e realizada. O encaixe obtido ascendeu a 200.2 milhões de euros.

As novas acções foram admitidas à cotação e negociação em bolsa em 19 de Junho.

Deste modo, o capital social passou a estar representado por 760 milhões de acções, com valor nominal unitário de 1 euro e todas admitidas à negociação em bolsa.

Principais indicadores das acções BPI SGPS (Montantes em euros e milhões de euros, excepto quando indicado de outra forma)
1.º Sem. 01 2.º Sem. 01 1.º Sem. 02
Valores por acção (euros)
Cash flow após impostos 0.18 0.22 0.20
Lucro líquido 0.11 0.09 0.10
Valor contabilístico 1.25 1.34 1.47
N.º médio ponderado de acções (em milhões) 679.0 679.0 696.5
Cotações de referência das acções do BPI SGPS (euros)
Cotação máxima 3.83 2.70 2.63
Cotação média 3.22 2.24 2.45
Cotação mínima 2.53 1.81 2.06
Cotação de fecho 2.61 2.15 2.46
Evolução no semestre das acções do BPI SGPS e de índices de referência
BPI SGPS (18.0%) (17.5%) 14.5%
Índice PSI Serviços Financeiros (13.1%) (1.7%) (9.8%)
Índice PSI-20 (20.5%) (5.4%) (13.1%)
Liquidez
Volume transaccionado no semestre (M. euros) 198.4 192.5 381.2
Rotação do capital 9.1% 12.6% 22.9%
Volume transaccionado médio diário (M. euros) 1.6 1.6 3.2
Valor de mercado do Grupo BPI
Capitalização bolsista no final do semestre (M. euros) 1 769.0 1 459.1 1 869.6
Nota: cotações ajustadas pelo aumento de capital realizado no primeiro semestre de 2002. Quadro 33

Principais accionistas

Accionistas com participações superiores a 2% do capital do BPI SGPS Em 30 de Junho de 2002
Accionista N.º de acções detidas % do capital detida % dos direitos de voto
(de acordo com o código MVM)
Grupo Itaú1 114 619 877 15.1% 15.1%
Grupo La Caixa1 113 956 379 15.0% 15.1%
Grupo Allianz 65 659 233 8.6% 8.7%
Grupo Sonae 32 772 558 4.3% 4.3%
Clearstream Banking S.A., Luxembourg2 30 990 097 4.1% 4.1%
Grupo Arsopi 22 547 249 3.0% 3.0%
Grupo Violas 21 681 062 2.9% 2.9%
Caixa Geral de Depósitos 17 708 889 2.3% 2.3%
The Chase Manhattan Bank2 17 318 213 2.3% 2.3%
PensõesGere - S.G.F.P. 16 984 263 2.2% 2.2%
Nota: Em 26 de Junho de 2002, o BPI SGPS comunicou ao mercado ter sido informado pelo Quadro 34

Nota: Em 26 de Junho de 2002, o BPI SGPS comunicou ao mercado ter sido informado pelo

Banco Totta & Açores, S.A. de que a sua participação no BPI–SGPS, S.A., calculada nos termos conjugados do artigo 16.º e alínea b) do n.º 1 do artigo 20.º, ambos do Cód.VM, ascendia a 38 021 614 acções,

representativa de 5.0028% dos direitos de voto nesta sociedade. A referida participação incluia 27 689 939 acções detidas directamente pelo Banco Totta & Açores, S.A., através da sua Sucursal de Londres, adquiridas no âmbito de uma operação de reporte celebrada com a Sonae Investments BV. Nos termos do aludido contrato de reporte, e conforme oportuna comunicação da Sonae e do Banco Totta, a alienação de 27 689 939 de acções [a que correspondem 3.64% dos direitos de voto] é meramente transitória, devendo as acções ser recompradas a qualquer momento por iniciativa da Sonae Investments BV até à data do termo da vigência do contrato. A Sonae Investments BV mantem o exercício dos direitos de voto.

1) De acordo com disposição estatutária, os direitos de voto, para efeitos do seu exercício, estão limitados a 12.5%.

2) Banco de custódia.

Acções próprias

No primeiro semestre de 2002, o Banco Português de Investimento, S.A., – entidade detida a 100% pelo BPI SGPS – adquiriu, em bolsa, 3 262 702 acções (no valor de 8 346 521 euros) e alienou, em bolsa, 3 621 477 acções BPI SGPS (no valor de 9 412 810 euros). Estes valores corresponderam a 0.5% e 0.6% do capital social do BPI SGPS existente, respectivamente, e a 2.2% e 2.4% da quantidade total de acções BPI SGPS transaccionadas em bolsa.

Destas transacções, 976 781 acções adquiridas e 1 075 259 alienadas destinaram-se à cobertura de posições nos futuros do PSI20, ou seja, 0.15% e 0.16% do capital do BPI SGPS, respectivamente.

Em 30 de Junho de 2002, o Banco Português de Investimento detinha 396 658 acções BPI SGPS, ou seja, 0.05% do capital.

Por seu lado, o BPI SGPS, no âmbito do programa de remuneração variável dos Colaboradores e Administradores de 2001, através da atribuição de acções e opções de compra de acções (RVA), adquiriu, em bolsa, 3 282 489 acções (no valor de 8 654 632 euros) e alienou, em bolsa, 200 286 acções BPI SGPS (no valor de 494 735 euros). Estes valores corresponderam a 0.5% e 0.03% do capital social do BPI SGPS existente, respectivamente, e a 2.2% e 0.1% da quantidade total de acções BPI SGPS transaccionadas em bolsa. Na sequência da execução do RVA 2001, alienou, fora de bolsa, a Colaboradores, 589 806 acções BPI SGPS que corresponderam a 0.09% do capital social existente.

Em 30 de Junho de 2002, o BPI SGPS detinha 2 492 397 acções BPI SGPS, ou seja, 0.3% do capital, destinadas exclusivamente à cobertura do programa de remuneração variável em acções e opções.

As restantes subsidiárias sobre as quais o BPI SGPS detém o controlo efectivo de gestão, não adquiriram nem alienaram qualquer acção representativa do seu capital social e, em final de Junho de 2002, não detinham em carteira acções BPI SGPS.

Porto, 3 de Setembro de 2002

A Comissão Executiva do Conselho de Administração

Demonstrações financeiras consolidadas

"A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, ao abrigo do disposto no n.º 3 do artigo 250 do Código dos Valores Mobiliários, dispensou a publicação da informação semestral individual.

Os documentos de prestação de contas semestrais alvo desta dispensa encontram-se disponíveis para consulta, juntamente com os restantes, na sede desta Sociedade."

BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001

2002 2001
Notas Valor
bruto
Amortizações
e provisões
Valor
líquido
Valor
liquído
4.1 451 964 451 964 268 422
4.2 324 503 324 503 257 485
4.3 3 404 474 105 599 3 298 875 3 617 804
4.4 16 186 605 126 222 16 060 383 14 789 768
4.5 1 503 088 30 1 503 058 1 441 584
4.5 758 874 3 436 755 438 1 330 174
4.6 131 433 17 108 114 325 193 079
4.7 109 312 1 121 108 191 90 374
4.8 47 898 47 898 48 394
4.9 523 926 8 325 515 601 698 615
4.10 104 472 85 629 18 843 23 906
4.11 616 433 321 927 294 506 310 130
[296 802] [110 867] [185 935] [196 240]
7 263 156 7 107 668
4.12 294 660 38 191 256 469 225 826
4.13 896 580 896 580 739 930
Total do activo 25 361 485 707 744 24 653 741 24 036 159
RUBRICAS EXTRAPATRIMONIAIS
Garantias prestadas e outros passivos eventuais 4.28 3 322 995 3 125 821
Dos quais:
[Garantias e avales] [3 247 463] [3 026 506]
[Outros] [75 532] [99 315]
Compromissos 4.28 3 155 364 3 475 099

O Técnico Oficial de Contas

PASSIVO E CAPITAIS PRÓPRIOS Notas 2002 2001
Débitos para com instituições de crédito
À vista 4.14 26 205 47 204
A prazo ou com pré-aviso 4.14 6 188 455 6 586 809
Débitos para com Clientes
Depósitos de poupança 4.15 825 379 780 121
Outros débitos
À vista 4.15 4 587 869 4 203 389
A prazo 4.15 6 201 344 6 558 685
Débitos representados por títulos
Obrigações em circulação 4.16 3 573 785 3 094 766
Outros passivos 4.17 181 370 146 667
Contas de regularização 4.18 795 323 671 953
Provisões para riscos e encargos
Provisões para pensões e encargos similares 4.19 11 191 6 763
Outras provisões 4.19 245 757 189 320
Fundo para riscos bancários gerais 4.19 10 851 5 145
Passivos subordinados 4.21 629 255 587 715
Interesses minoritários 4.22 260 854 310 848
Capital subscrito 4.23 760 000 645 625
Prémios de emissão 4.24 286 833 201 052
Reservas 4.25 (1 515) (71 737)
Lucro consolidado do período 4.36 70 785 71 834
Total do passivo e dos capitais próprios 24 653 741 24 036 159

As notas anexas fazem parte integrante destes balanços.

O Conselho de Administração

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS CONSOLIDADOS POR NATUREZA PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001

CUSTOS Notas 2002 2001
Juros e custos equiparados 4.29 531 717 615 109
Comissões 4.30 9 654 7 499
Prejuízos em operações financeiras 4.31 517 455 708 156
Gastos gerais administrativos
Custos com o pessoal 4.32 144 500 145 073
Outros gastos administrativos 77 759 78 987
Amortizações do período 4.10 / 4.11 25 789 25 407
Outros custos de exploração 4.33 3 441 3 446
Provisões para crédito vencido e para outros riscos 4.27 59 747 40 780
Provisões para imobilizações financeiras 4.27 32 4 413
Perdas extraordinárias 4.34 24 888 84 651
Impostos sobre os lucros 4.35 21 656 23 615
Outros impostos 1 037 1 846
Interesses minoritários no lucro do período 4.22 5 336 10 895
Lucro consolidado do período 4.36 70 785 71 834
1 493 796 1 821 711

O Técnico Oficial de Contas

(Montantes expressos em milhares de euros)

PROVEITOS Notas 2002 2001
Juros e proveitos equiparados 4.29 770 643 852 860
Rendimento de títulos 4.29 9 990 16 367
Comissões 4.30 101 512 98 310
Lucros em operações financeiras 4.31 524 015 722 407
Reposições e anulações de provisões 4.27 13 885 20 595
Resultados em empresas associadas e em filiais excluídas da consolidação 5 398 9 438
Outros proveitos de exploração 4.33 34 737 30 752
Ganhos extraordinários 4.34 33 616 70 982

1 493 796 1 821 711

As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações.

O Conselho de Administração

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS POR FUNÇÕES PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001

2002 2001
Margem financeira 238 926 237 751
Provisões para risco de crédito (38 494) (24 575)
Margem financeira líquida 200 432 213 176
Comissões líquidas 91 859 90 812
Outros resultados de exploração líquidos 30 259 25 460
Margem de serviços 122 118 116 272
Rendimento de títulos 9 990 16 367
Resultados consolidados pelo método da equivalência patrimonial 5 398 9 438
Resultados em operações financeiras 6 560 14 251
Provisões para depreciação de títulos (2 843) (1 941)
Resultados antes de custos de transformação 341 655 367 563
Custos com o pessoal (144 500) (145 073)
Outros gastos administrativos (77 759) (78 987)
Amortizações do período (25 789) (25 407)
Custos de transformação (248 048) (249 467)
Resultado operacional 93 607 118 096
Outras provisões (4 557) 1 918
Resultados na alienação de participações 20 523 82
Outros resultados extraordinários (11 796) (13 752)
Resultados antes de impostos e interesses minoritários 97 777 106 344
Impostos (21 656) (23 615)
Interesses minoritários (5 336) (10 895)
Lucro consolidado do período 70 785 71 834

As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações.

(Montantes expressos em milhares de euros)

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001

2002 2001
Actividades operacionais
Juros, comissões e outros proveitos equiparados recebidos 1 070 692 1 460 159
Juros, comissões e outros custos equiparados pagos (662 569) (1 142 659)
Pagamentos a empregados e fornecedores (222 376) (140 960)
Recuperações de crédito e juros vencidos 6 927 10 187
Resultados extraordinários operacionais (22 554) (189)
Fluxo líquido proveniente dos proveitos e custos 170 120 186 538
Diminuições (aumentos) em:
Outros créditos sobre instituições de crédito 214 125 (927 575)
Créditos sobre Clientes (721 864) (1 410 000)
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo 446 802 (332 818)
Acções e outros títulos de rendimento variável 31 714 99 492
Outros activos e contas de regularização 26 125 (94 083)
Fluxo líquido proveniente dos activos operacionais (3 098) (2 664 984)
Aumentos (diminuições) em:
Débitos para com instituições de crédito – a prazo ou com pré-aviso (460 812) 677 790
Débitos para com Clientes (438 523) 426 347
Outros passivos e contas de regularização (23 470) 40 445
Fluxo líquido proveniente dos passivos operacionais (922 805) 1 144 582
Contribuições para Fundos de Pensões (3 231) (14 852)
Pagamento de impostos sobre lucros (34 881) (13 574)
(793 895) (1 362 290)
Actividades de investimento
Aquisição / constituição de partes de capital
Aquapor - Serviços, S.A. (1 740)
Douro – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (3 366)
Viacer – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (25 481)
Aquisições de participações e outras imobilizações financeiras (10 966) (3 227)
Vendas de participações e outras imobilizações financeiras 186 899 4 328
Aquisições de imobilizado incorpóreo e corpóreo (18 863) (22 126)
Vendas de imobilizado corpóreo:
Imóveis de serviços próprio 289 698
Outros 1 437 589
Outras variações em imobilizado corpóreo e incorpóreo (372) 997
Dividendos recebidos e outros proveitos 15 838 12 715
172 522 (34 873)
Actividades de financiamento

Emissões de dívida titulada e subordinada 666 727 1 356 748

As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações.

(Montantes expressos em milhares de euros)

(Montantes expressos em milhares de euros)

2002 2001
Amortizações de dívida títulada (264 979) (286 175)
Aquisições e vendas de dívida titulada e subordinada própria 67 444 58 654
Aumento de capital
Valor nominal 114 375
Prémios de emissão 85 781
Juros de dívida titulada e subordinada (51 353) (50 013)
Distribuição de dividendos de acções preferenciais (5 322) (10 972)
Distribuição de dividendos (57 875) (58 097)
554 798 1 010 145
Aumento (diminuição) de caixa e seus equivalentes (66 575) (387 018)
Caixa e seus equivalentes no início do período 816 837 865 721
Caixa e seus equivalentes no fim do período 750 262 478 703

As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações.

O Técnico Oficial de Contas

Domingos António Baptista Vieira

O Conselho de Administração

Presidente Artur Santos Silva
Vice-Presidentes Carlos da Câmara Pestana
Fernando Ulrich
Ruy Matos de Carvalho
Vogais Alfredo Rezende de Almeida
António Seruca Salgado
António Domingues
Armando Leite de Pinho
Fernando Ramirez
Isidro Fainé Casas
João Sanguinetti Talone
José Pena do Amaral
Klaus Dührkop
Manuel de Oliveira Violas
Diethart Breipohl
Roberto Egydio Setúbal
Tomás Jervell
Maria Celeste Hagatong
Manuel Ferreira da Silva

Notas às demonstrações financeiras consolidadas

Notas às demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2002 e 2001

(Montantes expressos em milhares de euros – m. euros – excepto quando expressamente indicada outra unidade)

1. GRUPO FINANCEIRO

O BPI – SGPS, S.A. (BPI SGPS) é uma sociedade gestora de participações sociais que resultou da transformação, em 30 de Novembro de 1995, do BPI – Banco Português de Investimento, S.A. e que exerce, em exclusivo, as funções de holding do Grupo BPI.

O BPI – Banco Português de Investimento, S.A. foi o primeiro banco de investimento privado criado após a reabertura do exercício da actividade bancária à iniciativa privada ocorrida em 1984 e resultou da transformação em banco de investimento, por escritura pública de Dezembro de 1984, da SPI – Sociedade Portuguesa de Investimentos, S.A.R.L., a qual havia iniciado a sua actividade em 1981.

O BPI SGPS é a entidade central de um Grupo Financeiro, centrado na actividade bancária, multiespecializado, que oferece um extenso conjunto de serviços e produtos financeiros para empresas, investidores institucionais e particulares. O BPI SGPS está cotado em Bolsa desde 1986.

Em 30 de Junho de 2002, a actividade bancária do Grupo é desenvolvida, principalmente, através do Banco Português de Investimento, S.A. (BPI Investimentos), na área da banca de investimento e do Banco BPI, S.A., na área da banca comercial. O Grupo BPI controla a totalidade do capital social destes bancos.

O BPI SGPS detém, directa e indirectamente, participações financeiras em empresas filiais e associadas. São consideradas empresas filiais aquelas em que a percentagem de participação excede 50% do seu capital. Empresas associadas são aquelas em que a percentagem de participação se situa entre 20% e 50% do seu capital ou em que o BPI SGPS, directa ou indirectamente, exerce uma influência significativa sobre a sua gestão e a sua política financeira (nota 4.7).

Em 2001, o Grupo BPI passou a deter a totalidade do capital social da Douro – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., através de uma oferta pública de aquisição de acções desta sociedade, de aquisição directa e de uma aquisição potestativa nos termos do disposto no artigo 194.º do Código dos Valores Mobiliários.

No decurso do primeiro semestre de 2001, o Grupo BPI subscreveu parte de um aumento do capital social da Viacer – Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda., tendo, em consequência, elevado a sua participação para 26% do capital social daquela sociedade.

Durante o segundo semestre de 2001, o BPI SGPS absorveu, por fusão, a BPI Capital – SGPS, S.A., a BPI Participações – SGPS, S.A. e a BPI Private Equity, SGPS, S.A. Para efeitos contabilísticos, a fusão produziu efeitos a partir de 1 de Julho de 2001.

Durante o segundo semestre de 2001, o Grupo BPI vendeu a participação que detinha na Luságua Gestão de Águas, S.A. correspondente a 30% do capital social desta sociedade.

No decurso do segundo semestre de 2001, o BPI SGPS constituiu a BPI Madeira, SGPS, Unipessoal, S.A. O capital social desta sociedade é de 150 000 m. euros e é integralmente detido pelo Grupo BPI.

No segundo semestre de 2001, a participação que o Banco BPI detem na Digitmarket – Sistemas de Informação, S.A. passou a ser incluída no Grupo BPI.

Durante o primeiro semestre de 2002, o Grupo BPI constituiu a BPI (Suisse), S.A. O capital social desta sociedade é de 1 500 000 francos suiços e é detido em 99.87% pelo Grupo BPI.

Durante o primeiro semestre de 2002, o BPI SGPS subscreveu integralmente o aumento do capital social da BPI – Ventures, SGPS, S.A., de 25 000 m. euros para 65 000 m. euros, por conversão de prestações suplementares de capital.

Em 30 de Junho de 2002, as sociedades que integram o Grupo BPI são:

Sede Capitais
próprios
Activo Lucro
(prejuízo)
do período
Participação
directa
(%)
Participação
efectiva
(%)
Método de
consolidação
Holding
BPI – SGPS, S.A.
Portugal 1 319 757 1 592 748 29 501 Integr. global
Bancos
Banco Português de Investimento, S.A. Portugal 305 319 6 347 450 229 100.0% 100.0% Integr. global
Banco BPI, S.A. Portugal 974 963 22 652 600 42 283 48.6% 100.0% Integr. global
Banco de Fomento, S.A.R.L. Moçambique 11 385 102 126 2 047 1.5% 100.0% Integr. global
Banc Post S.A. Roménia 99 481 585 796 3 070 17.0% Eq. patrimonial
Crédito especializado
BPI Leasing – Sociedade de Locação Financeira, S.A. Portugal 55 941 1 032 035 2 374 100.0% Integr. global
BPI Factor – Sociedade Portuguesa de Factoring, S.A. Portugal 12 219 294 182 1 107 100.0% Integr. global
BPI Rent – Comércio e Aluguer de Bens, Lda. Portugal 501 378 035 (3 397) 100.0% 100.0% Eq. patrimonial
Eurolocação – Comércio e Aluguer de Veículos e Equipamento, S.A. Portugal 401 495 3 100.0% 100.0% Eq. patrimonial
BPI Locação de Equipamentos, Lda. Portugal (3 543) 42 423 (1 267) 97.0% 100.0% Eq. patrimonial
Gestão de activos e corretagem
BPI Dealer – Sociedade Financeira de Corretagem, S.A. Portugal 9 809 14 762 4 293 100.0% 100.0% Integr. global
BPI Dealer – Sociedade Financeira de Corretagem (Moçambique), S.A.R.L. Moçambique 78 436 11.5% 100.0% Integr. global
BPI Fundos – Gestão de Fundos de Investimento Mobiliários, S.A. Portugal 11 671 17 619 6 308 100.0% 100.0% Integr. global
BPI – Global Investment Fund Management Company, S.A. Luxemburgo 675 723 510 100.0% Integr. global
BPI Pensões – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. Portugal 3 670 4 435 896 100.0% Eq. patrimonial
Sofinac – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. Portugal 1 001 1 181 101 100.0% Integr. global
BPI (Suisse), S.A. Suiça 1 000 1 100 (19) 99.87% Integr. global
Capital de risco / desenvolvimento
F.Turismo – Capital de Risco, S.A. Portugal 5 222 5 326 78 25.0% Eq. patrimonial
Inter-Risco – Sociedade de Capital de Risco, S.A. Portugal 22 768 27 335 (590) 83.7% Integr. global
Dixit – Investimentos Estratégicos SGPS, S.A. Portugal (48 987) 144 549 (61 097) 100.0% 100.0% Integr. global
Solo – Investimentos em Comunicação, SGPS, S.A. Portugal 35 114 420 (5) 45.0% 45.0% Eq. patrimonial
BPI Ventures SGPS, S.A. Portugal 15 945 170 567 (5 028) 100.0% 100.0% Integr. global
Seguros
BPI Vida – Companhia de Seguros de Vida, S.A. Portugal 34 161 1 114 608 432 100.0% Eq. patrimonial
Cosec – Companhia de Seguros de Crédito, S.A. Portugal 24 188 115 651 1 853 50.0% Eq. patrimonial
Companhia de Seguros Allianz Portugal, S.A. Portugal 108 997 814 633 143 35.0% Eq. patrimonial
Outras
BFE Investimentos – Sociedade de Investimentos, S.A. Portugal 14 136 14 188 97 100.0% Integr. global
BPI Capital Finance Ltd.1 Ilhas Cayman 255 878 255 879 5 240 100.0% 100.0% Integr. global
BPI, Inc.2 E.U.A. 123 289 9 100.0% 100.0% Eq. patrimonial
BPI Madeira, SGPS, Unipessoal, S.A. Portugal 150 000 150 017 100.0% 100.0% Integr. global
CrediUniverso – Serviços de Marketing, S.A. Portugal 1 962 6 854 302 49.9% 50.0% Integr. global
Digitmarket – Sistemas de Informação, S.A. Portugal 1 331 5 682 (1 233) 25.0% Eq. patrimonial
Douro – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. Portugal 3 877 3 989 26 100.0% 100.0% Eq. patrimonial
Finangeste – Empresa Financeira de Gestão e Desenvolvimento, S.A. Portugal 41 517 180 847 6 797 32.8% Eq. patrimonial
Promática – Sociedade de Informação e de Organização de Empresas, S.A. Portugal 1 194 1 753 310 100.0% 100.0% Eq. patrimonial
Simofer – Sociedade de Empreendimentos Imobiliários e Construção Civil, Lda. Portugal (5 054) 1 252 (2) 100.0% 100.0% Eq. patrimonial
Viacer – Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda. Portugal 53 128 59 573 7 295 26.0% Eq. patrimonial

Nota: Os valores reportam-se a 30 de Junho de 2002 (saldos contabilísticos, antes de ajustamentos de consolidação) excepto se outra data fôr explicitada.

1) O capital social está representado por 5 000 acções ordinárias com o valor nominal de 1 dólar americano cada e por 10 000 000 de acções preferenciais, sem direito de voto, com o

valor nominal de 25 dólares americanos cada. Considerando as acções preferenciais, a participação efectiva do Grupo BPI nesta empresa é de 0.002%. 2) Valores relativos a 30 de Setembro de 2001 resultantes da conversão de dólares americanos ao câmbio de 30 de Junho de 2002.

2. COMPARABILIDADE DA INFORMAÇÃO, BASES DE APRESENTAÇÃO, PRINCÍPIOS DE CONSOLIDAÇÃO E PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

COMPARABILIDADE DA INFORMAÇÃO

Em 30 de Junho de 2001, as demonstrações financeiras consolidadas reconhecem a amortização, por contrapartida de reservas, das despesas com custo diferido relativas à cobertura do acréscimo de responsabilidades por reformas antecipadas realizadas em 1999 e 2000 e ainda não amortizadas em 31 de Dezembro de 2000, bem como do acréscimo de responsabilidades por reformas antecipadas realizadas no primeiro semestre de 2001.

Este procedimento mereceu o acordo do Banco de Portugal e tem os seguintes efeitos sobre as rubricas de balanço:

Reservas (80 402)
Contas de regularização (activo) (80 402)

BASES DE APRESENTAÇÃO

As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas com base nos registos contabilísticos do BPI SGPS e das suas filiais e associadas e foram processadas de acordo com o Plano de Contas para o Sistema Bancário, estabelecido pelo Banco de Portugal na sequência da competência que lhe foi atribuída pelo n.º 1 do artigo 115.º do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 298 / 92, de 31 de Dezembro, bem como com o regime estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 36 / 92, de 28 de Março. Adicionalmente, foram efectuados ajustamentos de consolidação de forma a corrigir a aplicação de certos princípios contabilísticos.

PRINCÍPIOS DE CONSOLIDAÇÃO

As demonstrações financeiras das empresas filiais são consolidadas pelo método de integração global, excepto se a sua integração não permitir que as demonstrações financeiras consolidadas dêem uma imagem fiel do património, da situação financeira e dos resultados do conjunto das empresas compreendidas na consolidação (n.º 1 do art.º 5.º do Decreto- -Lei n.º 36 / 92, de 28 de Março). As transacções e os saldos significativos entre as empresas cujas demonstrações financeiras são objecto de consolidação são eliminados no processo de consolidação e o valor do capital, das reservas e dos resultados correspondente à participação de terceiros nestas empresas é apresentado na rubrica INTERESSES MINORITÁRIOS.

As demonstrações financeiras das empresas filiais excluídas da integração global nos termos da excepção ao princípio anteriormente referido bem como as das empresas associadas são reconhecidas pelo método de equivalência patrimonial, correspondendo o valor da participação a uma percentagem do capital, das reservas e dos resultados equivalente à percentagem da participação, directa ou indirecta, do BPI SGPS nessas empresas.

As demonstrações financeiras das empresas filiais ou associadas inactivas, em liquidação, em que as correspondentes participações tenham a natureza de aplicações de capital de desenvolvimento ou quando haja a intenção de alienar tais participações são excluídas da consolidação e de reavaliação por equivalência patrimonial.

A inclusão das demonstrações financeiras expressas em moeda estrangeira é precedida da sua conversão para euros com base no câmbio de divisas, divulgado a título indicativo pelo Banco de Portugal, sendo o efeito cambial originado na conversão reconhecido como resultado do exercício.

A inclusão das demonstrações financeiras preparadas de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade 29 para as economias hiperinflacionárias é precedida da reclassificação para resultados do exercício do impacto da reexpressão dos capitais próprios em preços correntes.

Os valores de goodwill e badwill, decorrentes da diferença entre o custo de aquisição e o valor patrimonial equivalente das empresas filiais e associadas na data da primeira consolidação, foram totalmente

amortizados no ano de aquisição ou da primeira consolidação por contrapartida de reservas.

O lucro consolidado resulta da agregação dos resultados líquidos do BPI SGPS e das empresas do Grupo, estes na proporção da participação efectiva e do período de detenção respectivos após se efectuarem os ajustamentos de consolidação, designadamente a eliminação de proveitos e custos gerados em transacções realizadas entre as empresas incluídas no perímetro de consolidação.

As participações de capital que não são objecto de consolidação pelo método de integração global ou de reavaliação pelo método de equivalência patrimonial registam-se de acordo com o critério definido na nota 2.4.

PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

As políticas contabilísticas que se seguem são aplicáveis às demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2002 e 2001.

2.1. Especialização de exercícios

Os juros das operações activas e das operações passivas são reconhecidos de acordo com o princípio contabilístico da especialização de exercícios, isto é, são registados à medida que são gerados, independentemente do momento em que são cobrados ou pagos. Porém, os juros vencidos e não cobrados são contabilizados como juros vencidos a regularizar na data em que a cobrança se deveria ter efectivado, ficando a aguardar, pelo período máximo de 30 dias, a respectiva regularização. Decorrido este prazo, são anulados os juros contados a partir da última prestação de juros paga e é suspensa a contabilização dos juros em contas de proveitos relativamente ao capital registado em crédito vencido, com excepção das operações de crédito com garantia hipotecária cujos juros são registados até à data em que passam a ser consideradas em situação de contencioso.

As despesas com campanhas de publicidade relacionadas com o lançamento de produtos de médio e longo prazo e da marca do Banco BPI são registadas como despesas com custo diferido quando efectuadas e repartidas como custos com fornecimentos de terceiros nos trinta e seis meses seguintes.

Os dividendos são reconhecidos quando são atribuidos ou recebidos. De acordo com este critério, os dividendos antecipados são registados como proveitos no exercício em que é deliberada a sua distribuição.

Os outros proveitos e os outros custos são também reconhecidos de acordo com o referido princípio contabilístico da especialização de exercícios, excepto no caso das responsabilidades com pensões de reforma e de sobrevivência que são registados segundo o descrito na política contabilística 2.12.

2.2. Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas são contabilisticamente relevadas pelo custo de aquisição ou pelo valor de reavaliação, calculado nos termos da legislação aplicável, sendo a contrapartida do saldo resultante dos movimentos contabilísticos inerentes aos processos de reavaliação registada numa rubrica dos capitais próprios denominada RESERVAS DE REAVALIAÇÃO.

As imobilizações corpóreas são amortizadas pelo método das quotas anuais constantes e das quotas anuais degressivas, por duodécimos, às taxas máximas aceites fiscalmente como custo, as quais têm subjacente o número de anos de vida útil esperada para os diferentes tipos de imobilizado como a seguir se indica:

Anos de vida útil
Imóveis 20 a 50
Imobilizações não passíveis de recuperação
efectuadas em edifícios arrendados
3 a 10
Equipamento 3 a 12
Outras imobilizações corpóreas 4 a 10

Nos termos da lei, uma parcela correspondente a 40% do aumento das amortizações que resulta das reavaliações registadas não é considerada como custo para efeitos fiscais. Os correspondentes impostos diferidos passivos não são registados.

Os imóveis recebidos em dação em cumprimento de crédito vencido são registados na rubrica OUTROS ACTIVOS pelo valor acordado no contrato de dação, o qual corresponde ao menor dos valores da dívida existente ou da avaliação do imóvel, à data da dação em cumprimento do crédito. Estes imóveis são mantidos no activo até serem vendidos e são objecto de avaliações periódicas que dão lugar à constituição de provisões sempre que o valor decorrente dessas avaliações seja inferior ao valor por que se encontram contabilizados.

2.3. Imobilizações incorpóreas

O Grupo BPI tem por política registar nesta rubrica as despesas notariais, de registo e despesas relacionadas com aumentos de capital, bem como as despesas com estudos e projectos (nomeadamente estudos de consultoria e software) elaborados por terceiros cujo impacto se repercuta para além do exercício em que são realizados.

As imobilizações incorpóreas são amortizadas pelo método das quotas anuais constantes, por duodécimos, às taxas máximas aceites fiscalmente como custo, as quais, em geral, têm subjacente um período de amortização de três anos.

2.4. Participações

As participações em empresas cujas demonstrações financeiras não são consolidadas nem reconhecidas pelo método da equivalência patrimonial encontram-se registadas ao custo de aquisição.

Até 30 de Junho de 2002 (exclusivé), a constituição de provisões para menos valias potenciais em participações financeiras foi efectuada nos termos do Aviso do Banco de Portugal n.º 3 / 95, de 30 de Junho, que não obriga à constituição daquelas provisões salvo se, relativamente à sociedade participada, se verificar alguma das circunstâncias seguintes:

  • ter apresentado resultados negativos em três exercícios, seguidos ou interpolados, nos últimos cinco anos; e,
  • encontrar-se em situação de insolvência, ter sido declarado o estado de falência, ter sido objecto de alguma providencia de recuperação de empresas ou ter cessado actividade.

A partir de 30 de Junho de 2002 (inclusivé), a constituição de provisões para menos valias potenciais em participações financeiras é efectuada nos termos dos Avisos do Banco de Portugal n.º 3 / 95 e 4 / 2002, de 30 de Junho e 25 de Junho, respectivamente. Assim, foi mantido o regime de constituição de provisões aplicável às participações financeiras que se encontram nas circunstâncias anteriormente previstas e, adicionalmente, tornada obrigatória a constitução de provisões para menos valias potenciais nas demais participações financeiras. Quando o montante da menos valia potencial numa participação exceder 15% do valor de inscrição no balanço, há lugar à constituição de uma provisão correspondente a, pelo menos, 40% daquele excesso.

O Aviso do Banco de Portugal n.º 4 / 2002, de 25 de Junho, estabeleceu um regime transitório aplicável ao conjunto das participações financeiras registadas em 31 de Dezembro de 2001. No âmbito deste regime especial, a constituição de provisões e a dedução aos fundos próprios em razão das menos valias potenciais apuradas naquele conjunto de participações financeiras é efectuada de forma gradual até 2006, se se tratar de participações financeiras em empresas não sujeitas à supervisão do Banco de Portugal ou do Instituto de Seguros de Portugal, e até 2011, se se tratar de participações financeiras sujeitas à supervisão daquelas entidades. As provisões constituidas em 2002 e 2003 poderão ser registadas contra reservas. No âmbito deste regime transitório, em 30 de Junho de 2002 foram constituídas provisões correspondentes a um terço do montante a constituir no exercício de 2002.

2.5. Obrigações, acções e outros títulos de rendimento fixo ou variável

As compras e vendas de títulos são registadas na data da transacção, salvo se decorrer de expressa estipulação contratual ou de regime legal ou regulamentar aplicável que os direitos e obrigações inerentes aos valores transaccionados se transferem em data diferente, casos em que será esta última a data relevante.

Os títulos transaccionáveis são objecto de esquemas de contabilização diferenciados em função das suas características e da prévia explicitação sobre a intenção da aquisição.

i) Títulos de negociação

São considerados títulos de negociação aqueles que são adquiridos com o objectivo de venda até um prazo que não pode exceder seis meses, visando a obtenção de uma mais-valia e em que a natureza e o volume dos títulos a transaccionar não oferecem quaisquer dúvidas quanto à sua negociabilidade tendo em conta as condições concretas de mercado.

As obrigações e outros títulos de rendimento fixo são escriturados pelo valor de aquisição e reavaliados diariamente com base no valor de mercado, acrescido do montante dos juros corridos e não cobrados. Na ausência de valor de mercado, tais títulos são valorizados ao custo de aquisição acrescido dos juros corridos desde a data do último vencimento de juros. As diferenças negativas ou positivas que resultam da aplicação dos critérios anteriores são registadas como custos ou proveitos (notas 2.8 e 4.5).

As acções são registadas ao valor de mercado ou, na sua ausência, ao menor dos valores de aquisição ou presumível de mercado. As diferenças de valorização relativas a acções que integram a composição dos índices BVL30 e PSI20 (Euronext) e a acções que apresentem liquidez adequada são registadas como custos ou proveitos. As diferenças de valorização relativas a outras acções são registadas em contas de regularização do activo ou do passivo, consoante se trate de perdas ou de ganhos potenciais, dando as perdas lugar à constituição de uma provisão (notas 2.8 e 4.6).

As acções próprias são registadas em termos idênticos aos anteriormente referidos.

ii) Títulos de investimento

Os títulos de investimento são aqueles que são adquiridos com a finalidade de os conservar por prazo superior a seis meses.

Os títulos emitidos a valor descontado são registados pelo valor de reembolso (valor nominal). A diferença entre o valor nominal e o valor de aquisição é considerada como receita com proveito diferido. Mensalmente os juros corridos são registados nas respectivas contas de proveitos de acordo com a taxa de juro implícita em regime de juro composto.

As obrigações e outros títulos de rendimento fixo emitidos com base no valor nominal são registados ao custo de aquisição. Os juros corridos são contabilizados como proveitos a receber. A diferença entre o custo de aquisição e o valor de reembolso dos títulos – que constitui o prémio ou desconto verificado por ocasião da compra – é repercutida nos resultados de modo escalonado ao longo do período que decorrerá até à amortização.

A diferença entre o custo de aquisição (corrigido das parcelas do prémio ou do desconto reconhecidas nos resultados) e o valor de mercado das obrigações e outros títulos de rendimento fixo, se for positiva, dá origem à constituição de uma provisão (notas 2.8 e 4.5).

O valor dos títulos com capitalização dos juros incorpora a periodificação desses juros.

As acções e outros títulos de rendimento variável são registados ao custo de aquisição. Sempre que o valor de mercado (ou presumível de mercado, no caso de títulos não cotados) for inferior ao custo de aquisição, tem lugar a constituição de uma provisão (notas 2.8 e 4.6).

As acções próprias são registadas em termos idênticos aos anteriormente referidos.

iii) Vendas de títulos a descoberto

As vendas de títulos de que resultam posições curtas (vendas a descoberto) são registadas a crédito da conta vendas a descoberto, sendo o saldo desta conta incluído na rubrica DÉBITOS PARA COM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO ou DÉBITOS PARA COM CLIENTES, de acordo com a contraparte respectiva na operação.

As aquisições de títulos para cobertura de posições curtas abertas pelas vendas a descoberto são registadas por débito da conta vendas a descoberto.

O saldo da conta vendas a descoberto é ajustado diariamente em função do valor de mercado dos títulos vendidos, sendo as diferenças de valorização registadas como custos ou proveitos ou em contas de regularização consoante as regras de valorimetria que seriam aplicáveis a esses títulos se pertencessem à carteira de negociação própria.

2.6. Operações em moeda estrangeira

As operações em moeda estrangeira são registadas segundo o sistema multi-currency, isto é, nas respectivas moedas de denominação.

Os procedimentos contabilísticos diferem em função do efeito que as operações têm sobre a posição cambial. Enquanto as operações que impliquem variação do saldo líquido de uma moeda estrangeira (por exemplo, compras, vendas, integração de resultados na moeda de conversão) têm por contrapartida a posição cambial, a constituição ou a aceitação de depósitos e a concessão ou a obtenção de crédito não têm qualquer efeito na posição cambial.

i) Posição cambial e operações de permuta de divisas (swaps)

O conteúdo e critério de reavaliação da posição cambial, à vista e a prazo, são descritos de seguida.

Posição à vista

A posição à vista numa moeda é dada pelo saldo líquido dos activos e passivos nessa moeda, acrescido dos montantes das operações à vista a aguardar liquidação e das operações a prazo que se vençam nos dois dias úteis subsequentes. A posição cambial à vista é reavaliada com base nos câmbios oficiais de divisas do dia, divulgados a título indicativo pelo Banco de Portugal, dando origem à movimentação da conta de posição cambial (moeda nacional) por contrapartida de contas de custos ou proveitos.

Posição a prazo

A posição a prazo numa moeda é dada pelo saldo líquido das operações a prazo a aguardar liquidação, com exclusão das que se vençam nos dois dias úteis subsequentes. Todos os contratos relativos a estas operações são reavaliados às taxas de câmbio a prazo do mercado ou, na ausência destas, através do seu cálculo com base nas taxas de juro das respectivas moedas para o prazo residual de cada operação. As diferenças entre os contravalores em euros às taxas de reavaliação a prazo aplicadas e os contravalores em euros às taxas contratadas representam o custo ou o proveito da reavaliação da posição cambial a prazo, sendo registadas numa conta de reavaliação da posição cambial (conta de regularização) por contrapartida de contas de custos ou proveitos.

Operações de permuta de divisas (swaps)

As operações de permuta de divisas (swaps) e outras operações de fixação de câmbio não são consideradas na reavaliação das posições à vista e a prazo. Os prémios ou descontos destas operações são amortizados linearmente durante o seu período de vida, sendo reconhecido o respectivo custo ou proveito.

ii) Conversão em euros de saldos em moeda estrangeira

A conversão para euros dos activos e passivos expressos em moeda estrangeira é efectuada com base no câmbio oficial de divisas, divulgado a título indicativo pelo Banco de Portugal.

iii) Conversão em euros de resultados em moeda estrangeira

Os proveitos e custos apurados nas diferentes moedas são convertidos para euros ao câmbio do dia em que são reconhecidos.

2.7. Provisões para risco específico de crédito

As provisões para risco específico de crédito são constituídas para crédito, títulos e juros vencidos e para outros créditos de cobrança duvidosa, nos termos do Aviso do Banco de Portugal n.º 3 / 95, de 30 de Junho.

As provisões para crédito, títulos e juros vencidos destinam-se a fazer face aos riscos de não cobrança de créditos com prestações de capital ou juros vencidos não regularizados (notas 4.3, 4.4, 4.5 e 4.27), dependendo de eventuais garantias existentes e sendo o seu montante crescente em função do tempo decorrido desde a entrada em incumprimento.

As provisões para outros créditos de cobrança duvidosa destinam-se a fazer face aos riscos de não cobrança das prestações vincendas, nos seguintes casos: prestações vincendas relativas a operações de crédito em que se verifique que as prestações em mora de capital e juros excedem 25% do capital em dívida acrescido dos juros vencidos; e, prestações vincendas de todos os créditos concedidos a um mesmo Cliente, quando o valor global das prestações em mora de capital e juros relativos a esse mesmo Cliente represente pelo menos 25% do total do capital em dívida acrescido dos juros vencidos (notas 4.4, 4.12 e 4.27).

Mensalmente, as instituições de crédito do Grupo BPI avaliam a adequação das provisões para risco específico e para riscos gerais de crédito face aos riscos associados a operações de crédito, a garantias prestadas e à carteira de obrigações.

2.8. Provisões para depreciação de títulos e para outros activos

As provisões para depreciação de títulos e de outros activos são constituídas para fazer face à totalidade das perdas potenciais apuradas nos termos dos critérios valorimétricos adoptados para as obrigações, acções, outros títulos de rendimento fixo ou variável e outros activos (notas 2.4, 2.5, 4.5, 4.6, 4.9, 4.12 e 4.27).

2.9. Provisões para risco-país

As provisões para risco-país são constituídas para fazer face ao risco imputado aos activos financeiros e elementos extrapatrimoniais sobre residentes de países considerados de risco (notas 4.3, 4.4, 4.5, 4.12 e 4.27).

O regime de constituição destas provisões é o que está previsto no Aviso do Banco de Portugal n.º 3 / 95, de 30 de Junho, na Instrução do Banco de Portugal n.º 94 / 96, publicada no Boletim de Normas e Informações n.º 1, de 17 de Junho de 1996, e em Carta do Banco de Portugal sob referência 4903 / 02 / DSBDR, de 12 de Junho de 2002.

2.10. Provisões para riscos e encargos

i) Riscos gerais de crédito

As instituições de crédito do Grupo BPI sujeitas ao regime do Aviso do Banco de Portugal n.º 3 / 95, de 30 de Junho (com as alterações introduzidas pelo Aviso do Banco de Portugal n.º 2 / 99, de 26 de Janeiro), constituem uma provisão para riscos gerais de crédito que corresponde a 1.5% do crédito ao consumo e do crédito a particulares de finalidade não determinada e a 1% do restante crédito concedido, incluindo o representado por aceites, garantias e outros instrumentos de natureza análoga (notas 4.19 e 4.27). Nos termos da legislação fiscal em vigor, a partir do exercício de 2001 o reforço desta provisão é apenas considerado como custo fiscal por 50% do seu montante.

ii) Outros riscos e encargos

Esta rubrica inclui as provisões constituídas para fazer face a outros riscos específicos (notas 4.19 e 4.27).

2.11. Fundo para riscos bancários gerais

Destina-se a fazer face a riscos não específicos resultantes da actividade do Grupo BPI (notas 4.19 e 4.27).

2.12. Pensões de reforma e de sobrevivência

A generalidade dos Colaboradores do Grupo BPI não está abrangida pelo Sistema de Segurança Social. Porém, as Instituições do Grupo BPI, que aderiram ao Acordo Colectivo de Trabalho Vertical para o Sector Bancário, assumem o compromisso de atribuir aos seus Colaboradores ou às suas famílias prestações pecuniárias a título de reforma por velhice ou invalidez, de reforma antecipada ou de sobrevivência. Estas prestações consistem numa percentagem crescente com o número de anos de serviço do Colaborador, aplicada aos seus salários.

O regime de cálculo, reconhecimento contabilístico, financiamento e imputação à conta de resultados das responsabilidades por pensões de reforma e de sobrevivência é o que está previsto no Aviso do Banco de Portugal n.º 12 / 2001, de 23 de Novembro. Este regime entrou em vigor em 31 de Dezembro de 2001 e introduziu alterações importantes em relação ao regime anteriormente vigente:

  • obrigatoriedade de financiamento integral das responsabilidades por pensões em pagamento e de um nível mínimo de financiamento de 95% das responsabilidades por serviços passados de pessoal no activo;
  • estabelecimento de um intervalo ("corredor") de 10%, fixado em função do maior dos valores actual das responsabilidades por serviços passados ou do fundo de pensões, por forma que os ganhos e perdas actuariais resultantes de diferenças entre os pressupostos actuariais e financeiros utilizados e os valores efectivamente observados não sejam relevados na conta de resultados, desde que o respectivo valor líquido acumulado se situe dentro daquele intervalo; e,
  • não utilização, no cálculo do valor actual das responsabilidades por serviços passados do pessoal no activo, dos decrementos de invalidez, a não ser que naquele valor esteja incluido o valor actual das responsabilidades por serviços passados relativo à garantia das pensões de invalidez ou que o risco de invalidez se encontre total e integralmente transferido para uma companhia de seguros.

A cobertura das responsabilidades com serviços passados (incluindo o acréscimo de responsabilidades originado pelas reformas antecipadas) é assegurada por fundos de pensões.

Nos termos do Aviso do Banco de Portugal n.º 12 / 2001, os ganhos e perdas actuariais resultantes de alterações nos pressupostos actuariais e financeiros e de alterações nas condições gerais dos respectivos planos de pensões bem como a parcela não enquadrável no "corredor" dos ganhos e perdas actuariais resultantes de diferenças entre os pressupostos actuariais e financeiros utilizados e os valores efectivamente realizados devem ser amortizados no prazo máximo de 10 anos. Em 30 de Junho de 2002, o Grupo BPI registou as perdas actuariais decorrentes desta última situação em despesas com custo diferido – pelo montante não enquadrável no "corredor" – e em flutuação de valores – pelo montante enquadrável no "corredor" – (nota 4.13).

Nos termos do Aviso do Banco de Portugal n.º 12 / 2001, o acréscimo de responsabilidades por serviços passados decorrente da passagem de Colaboradores à situação de reforma antecipada é integralmente coberto por correspondente contribuição para o Fundo de Pensões, podendo tal contribuição ser reflectida na conta de resultados por prazo máximo de 10 anos a contar da data efectiva da reforma, não podendo, porém, ser ultrapassado o quarto exercício seguinte ao do ano em que presumivelmente a reforma ocorreria. Em 30 de Junho de 2002, o Grupo BPI registou o saldo das contribuições para o fundo de pensões decorrente dos acréscimos de responsabilidades por reformas antecipadas não relevadas como custo em despesas com custo diferido (nota 4.13).

O acréscimo de responsabilidades por serviços passados de Colaboradores no activo decorrente de não utilização de decrementos por invalidez será reconhecido no balanço e financiado de acordo com um plano de amortização de prestações uniformes anuais, durante um período máximo de 20 anos com início no exercício de 2002. Este procedimento mereceu o acordo do Banco de Portugal. Em 30 de Junho de 2002, o Grupo BPI registou o acréscimo de responsabilidades resultantes da situação acima referida, ainda não reconhecidas no balanço nem financiadas, como elemento extrapatrimonial (nota 4.28).

2.13. Impostos sobre os lucros

Todas as empresas do Grupo são tributadas individualmente.

O BPI SGPS está sujeito ao regime fiscal consignado no Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (CIRC) e no artigo 31.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF).

As empresas filiais e associadas cuja sede se encontra localizada em Portugal estão sujeitas ao regime fiscal consignado no Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas e no Estatuto dos Benefícios Fiscais.

O BPI SGPS e as suas filiais não registam os impostos diferidos activos, designadamente os que resultam dos prejuízos fiscais reportáveis. Não são igualmente registados os impostos diferidos passivos que decorrem da aplicação do regime de suspensão de tributação de mais valias realizadas em imobilizações financeiras até 31 de Dezembro de 2000, uma vez que se estima que não haverá lugar ao respectivo pagamento, face à possibilidade de utilização dos prejuízos fiscais reportáveis do Grupo e de reinvestimento em participações a manter no longo prazo.

2.14. Locação financeira

Como locatário

O imobilizado corpóreo é amortizado de acordo com o procedimento descrito na nota 2.2. As rendas são constituídas pelo encargo financeiro e pela amortização financeira do capital. Os encargos financeiros são imputados aos períodos durante o prazo de locação a fim de produzir uma taxa de juro periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo para cada período. Os passivos são reduzidos pelo montante correspondente à amortização do capital de cada uma das rendas.

Como locador

Os activos detidos sob locação financeira são registados no balanço como créditos concedidos pelo valor do desembolso líquido efectuado na data de aquisição dos bens locados. As rendas são constituídas pelo proveito financeiro e pela amortização financeira do capital. O reconhecimento do resultado financeiro reflecte uma taxa de rendimento periódico constante sobre o capital em dívida.

2.15. Operações em produtos derivados

Contratos de trocas de taxas de juro (swaps de taxas de juro) Os contratos de trocas de taxas de juro (swaps de taxas de juro) têm a natureza de cobertura e são registados em contas extrapatrimoniais pelo seu valor teórico (valor nocional).

Os fluxos de juros são registados em contas de resultados de acordo com o princípio contabilístico da especialização dos exercícios. A reavaliação dos contratos apenas é efectuada se tiver havido lugar à constituição de provisões para depreciação dos activos cobertos.

Contratos a prazo de taxas de juro (FRA)

Os contratos de fixação a prazo de taxas de juro (FRA) são registados em contas extrapatrimoniais pelo seu montante teórico (valor nocional), distinguindo-se consoante a sua natureza de cobertura ou de negociação. Este registo é anulado na data da liquidação.

No caso dos contratos de cobertura as importâncias relativas a diferenciais de juros recebidas ou pagas na data de liquidação são periodificadas durante o prazo da operação e imputadas às contas de custos ou proveitos associadas aos elementos do passivo ou activo que foram objecto de cobertura.

No caso dos contratos de negociação as operações são reavaliadas mensalmente com base no custo ou no proveito que seria obtido se o contrato fosse liquidado na data em que a reavaliação é efectuada. As diferenças negativas ou positivas daí resultantes são registadas como custos ou proveitos por contrapartida de contas de regularização.

Futuros

Os contratos de futuros, realizados com finalidade de negociação e por conta própria, são registados em contas extrapatrimoniais pelo valor de mercado actualizado diariamente. Este registo é anulado na data do fecho das posições.

Estas posições são reavaliadas diariamente com base nas cotações do mercado ou no preço de fecho (tratando-se de posições encerradas), sendo os lucros e as perdas relevados em resultados do exercício por contrapartida de contas de devedores (no caso de se tratar de lucros) e de credores (no caso de se tratar de perdas). Por sua vez, os saldos destas contas são anulados por contrapartida dos movimentos financeiros originados diariamente pela regularização das variações das cotações do mercado.

Opções

Os contratos de opções são registados em contas extrapatrimoniais pelo seu valor teórico (valor nocional), distinguindo-se consoante a sua natureza de cobertura ou de negociação.

Os contratos de opções de negociação são reavaliados mensalmente com base nas cotações de referência disponíveis, sendo os lucros e as perdas relevados em resultados do exercício por contrapartida de contas de devedores e credores. O montante dos prémios recebidos (por opções vendidas) ou pagos (por opções compradas) é registado como um proveito ou custo diferido até à data em que ocorra a execução do contrato.

Os contratos de opções sobre índices, realizados com finalidade de cobertura de riscos, são reavaliados mensalmente em consonância com a evolução dos índices subjacentes e os resultados das reavaliações são registados como custos ou proveitos por contrapartida de contas de regularização. Estes resultados são compensados por resultados de sinal oposto registados em relação com as operações cobertas. Os prémios pagos pelas opções compradas bem como os prémios recebidos pelas opções vendidas são registados como despesas com custo diferido e receitas com proveito diferido e periodificados linearmente durante o prazo dos contratos.

2.16. Valores mobiliários de terceiros recebidos em depósito

Os valores mobiliários de terceiros recebidos em depósito encontram-se registados ao valor de mercado ou, na sua ausência, ao valor nominal (no caso dos títulos de rendimento fixo), ao valor de aquisição (no caso dos títulos de rendimento variável) ou ao valor patrimonial (no caso de unidades de participação).

3. REPARTIÇÃO SECTORIAL DAS APLICAÇÕES E INVENTÁRIO DE TÍTULOS E PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS

3.1. Repartição sectorial das aplicações

Em 30 de Junho de 2002, a estrutura sectorial das aplicações das empresas do Grupo BPI consolidadas pelo método de integração global era:

Crédito sobre
Clientes
Crédito1 e títulos
vencidos
Garantias
prestadas2
Obrigações3 Acções 4 Total
Valor % Valor % Valor % Valor % Valor % Valor %
Agricultura, silvicultura e pesca 64 656 0.4 2 444 1.2 3 595 0.1 70 695 0.3
Indústrias extractivas 65 034 0.4 322 0.2 8 785 0.3 74 141 0.4
Indústrias transformadoras
Indústrias alimentares, das bebidas e do tabaco 267 919 1.7 3 182 1.6 63 335 1.9 32 709 4.3 61 367 206 1.8
Indústrias têxtil e vestuário 339 786 2.1 11 323 5.5 63 325 1.9 814 0.1 2 496 1.9 417 744 2.0
Indústrias do couro e dos produtos do couro 48 171 0.3 3 467 1.7 2 939 0.1 144 0.1 54 721 0.3
Indústrias da madeira e da cortiça 121 056 0.8 3 121 1.5 54 536 1.6 178 713 0.9
Indústrias de pasta, de papel e
cartão, edição e impressão
143 013 0.9 1 634 0.8 101 921 3.1 3 372 0.5 399 0.3 250 339 1.2
Indústrias de coque, produtos
petrolíferos e combustível nuclear
3 017 46 14 746 0.4 17 809 0.1
Indústrias químicas e de fibras
sintéticas ou artificiais
81 880 0.5 787 0.4 29 616 0.9 5 493 0.7 275 0.2 118 051 0.6
Indústrias da borracha e de matérias plásticas 68 857 0.4 1 643 0.8 13 825 0.4 3 259 0.4 87 584 0.4
Indústrias de outros produtos minerais
não metálicos
366 021 2.3 496 0.2 55 302 1.7 14 287 1.9 1 425 1.1 437 531 2.1
Indústrias metalúrgicas de base e
produtos metálicos
196 437 1.2 4 333 2.1 68 059 2.0 63 0.1 268 892 1.3
Fabricação de máquinas e de equipamentos 91 273 0.6 1 137 0.6 39 257 1.2 89 0.1 131 756 0.6
Fabricação de equipamento eléctrico e de óptica 84 251 0.5 1 494 0.7 46 749 1.4 1 746 0.2 1 558 1.2 135 798 0.7
Fabricação de material de transporte 66 100 0.4 1 249 0.6 50 865 1.5 5 000 0.7 731 0.6 123 945 0.6
Outras indústrias transformadoras 87 819 0.6 3 750 1.8 10 131 0.3 8 101 708 0.5
Produção e distribuição de electricidade, gás e água 288 188 1.8 2 057 1.0 348 956 10.5 70 084 9.2 4 378 3.3 713 663 3.5
Construção e obras públicas 780 235 4.9 44 634 21.8 728 223 21.9 21 107 2.8 1 862 1.4 1 576 061 7.7
Comércio por grosso e a retalho 1 292 760 8.1 22 500 11.0 507 722 15.3 10 103 1.3 652 0.5 1 833 737 9.0
Alojamento e restauração 132 300 0.8 1 961 1.0 22 119 0.7 11 156 391 0.8
Transportes, armazenagem e comunicações 655 251 4.1 2 082 1.0 174 698 5.3 18 591 2.5 3 598 2.7 854 220 4.2
Bancos e outras instituições de crédito5 58 938 0.4 552 0.3 97 032 2.9 35 840 4.7 3 064 2.3 195 426 1.0
Outras instituições financeiras e seguradoras 67 646 0.4 191 0.1 9 497 0.3 5 009 0.7 29 230 22.2 111 573 0.6
Sociedades gestoras de participações sociais 514 939 3.2 275 0.1 214 941 6.5 31 135 4.1 2 575 2.0 763 865 3.7
Actividades imobiliárias, alugueres e
serviços prestados a empresas
936 956 5.9 5 421 2.6 226 624 6.8 6 983 0.9 1 287 1.0 1 177 271 5.8
Administração pública, defesa e
segurança social obrigatória
409 317 2.6 141 0.1 63 354 1.9 472 812 2.3
Educação, saúde e acção social 272 419 1.7 2 248 1.1 35 568 1.1 41 310 276 1.5
Actividades recreativas, culturais e desportivas 49 729 0.3 323 0.2 66 455 2.0 2 149 1.6 118 656 0.6
Outras empresas de serviços 47 156 0.3 430 0.2 2 984 0.1 1 510 1.2 52 080 0.3
Particulares
Crédito imobiliário 5 012 100 31.4 35 583 17.4 5 047 683 24.7
Outros 2 002 603 12.5 35 929 17.5 44 336 1.3 2 082 868 10.2
Instituições financeiras supranacionais 5 046 58 122 558 16.2 127 662 0.6
Outros sectores 162 478 1.0 1 045 0.5 48 10 131 1.3 44 025 33.5 217 727 1.1
Não residentes 1 198 642 7.5 9 039 4.4 153 439 4.6 360 368 47.5 29 802 22.7 1 751 290 8.6
15 981 993 100.0 204 897 100.0 3 322 982 100.0 758 589 100.0 131 433 100.0 20 399 894 100.0

1) O crédito vencido corresponde a crédito sobre Clientes.

2) Inclui garantias e avales, créditos documentários abertos, cartas de crédito stand-by, fianças e indemnizações e aceites e endossos.

3) Não inclui obrigações de emissores públicos.

4) Inclui quotas, unidades de participação e outros valores.

5) O crédito sobre Clientes e o crédito vencido correspondem a crédito concedido pela BPI Leasing.

3.2 Inventário de títulos e participações financeiras

Em 30 de Junho de 2002, os títulos e participações financeiras detidos pelas empresas do Grupo BPI consolidadas pelo método de integração global eram:

Natureza e espécie dos títulos Quantidade Valor
nominal
Valor médio
de aquisição
Valor de
cotação
Valor de
balanço
Provisões
euros m. euros
TÍTULOS – NEGOCIAÇÃO
Títulos de rendimento fixo – emitidos por residentes
De dívida pública portuguesa
Obrigações do Tesouro
OT 3.625% Agosto 1999 / 2004 8 469 806 195 0.01 0.01 0.01 86 611
OT 3.95% Julho 1999 / 2009 5 550 944 756 0.01 0.01 0.01 54 354
OT 4.8125% Abril 1998 / 2003 2 570 885 975 0.01 0.01 0.01 26 173
OT 4.875% Agosto 2002 / 2007 2 690 845 895 0.01 0.01 0.01 27 506
OT 5% Junho 2002 / 2012 6 128 405 500 0.01 0.01 0.01 61 515
OT 5.375% Junho 1998 / 2008 3 488 655 198 0.01 0.01 0.01 35 948
OT 5.45% Setembro 1998 / 2013 501 795 330 0.01 0.01 0.01 5 333
OT 6.625% Fevereiro 1997 / 2007 570 579 0.01 0.01 0.01 6
OT 8.875% Janeiro 1994 / 2004 882 051 124 0.01 0.01 0.01 9 803
OT 9.5% Fevereiro 1996 / 2006 41 753 496 0.01 0.01 0.01 500
OT 11.875% Fevereiro 1995 / 2005 211 408 343 0.01 0.01 0.01 2 591
Rep. Portuguesa – Eur – 7.125% (02/07/2003) 383 500 000 0.01 0.01 0.01 4 231
314 571
Titulos de rendimento fixo – emitidos por não residentes
De emissores públicos estrangeiros
Obrigações
Belgium Kingdom – 4.75% (28.09.2005) 119 545 000 1.00 1.01 1.01 125 701
Belgium Kingdom – 4.75% (28.09.2006) 5 100 000 1.00 1.00 1.01 5 328
Belgium Kingdom – 5% (28.09.2011) 2 445 000 000 0.01 0.01 0.01 25 195
Belgium Kingdom – 5.5% (28.09.2017) 17 500 1 000.00 994.34 1 015.90 17 844
Belgium Kingdom – 5.75% (28.09.2010) 53 845 000 1.00 1.04 1.05 58 757
Belgium Kingdom – 6.25% (28.03.2007) 1 550 000 0.01 10.64 0.01 16 814
Belgium Kingdom – 6.5% (31.03.2005) 4 500 1 000.00 1 062.68 1 057.40 4 831
Belgium Kingdom – 7.5% (29.07.2008) 880 000 000 0.01 0.01 0.01 10 643
Belgium Kingdom – 8% (24.12.2012) 462 000 000 0.01 0.01 0.01 5 845
Bilhetes de Tesouro (Moçambique) 9 216.29 432 582.08 3 893
Bundesobligation – 5% (19.08.2005) 2 210 000 000 0.01 0.01 0.01 23 531
Bundersrepublik Deutschl 4.5% (04/07/2009) 1 000 000 000 0.01 0.01 0.01 10 278
Bundersrepublik Deutschl.5.625% 4 / 28 490 000 000 0.01 0.01 0.01 5 241
Buonni Poliennali – 4.5% (01.07.2004) 10 500 1 000.00 1 003.94 1 009.50 10 835
Buonni Poliennali – 4.5% (15.05.2005) 10 000 1 000.00 1 004.90 1 006.60 10 123
Buonni Poliennali – 4.75% – (01.07.2005) 22 000 1 000.00 1 013.31 1 013.50 22 817
Buonni Poliennali – 5% – (15/02/2004) 12 850 1 000.00 1 022.93 1 016.90 13 308
Buonni Poliennali – 5.25% – (15/12/2005) 5 000 1 000.00 1 025.20 1 028.00 5 151
Buonni Poliennali – 8.75% – (01/07/2006) 950 000 000 0.01 0.01 0.01 11 384
Fed Republic of Brasil – 3.75% (28.08.2003) 600 8 460.24 8 362.94 7 563.45 4 602
Fed Republic of Brasil – 11.25% (26.07.2007) 1 500 1 002.51 815.37 646.62 1 042
France (Govt of) – 5% – (25.04.2012) 9 850 000 1.00 1.00 1.00 9 928
France OAT – 5.5% (25/04/2004) 8 650 000 1.00 1.03 1.03 8 968
France OAT – 7.25% (25/04/2006) 20 000 000 1.00 1.09 1.10 22 222
French Treasury Note 4.5% (12/07/2006) 10 200 000 1.00 0.99 1.00 10 670
Netherlands Government – 3.75% (15.07.2009) 19 700 000 1.00 0.93 0.93 19 120
Netherlands Government – 5% (15.07.2012) 5 000 000 1.00 0.98 0.99 5 063
Obligac. Del Estado – 3.25% (31/01/2005) 16 000 1 000.00 969.74 978.40 15 868
Obligac. Del Estado – 4% (31/01/2010) 27 360 1 000.00 927.97 938.80 26 135
Obligac. Del Estado – 4.65% (31/10/2004) 43 590 1 000.00 1 009.00 1 012.00 45 457
Obligac. Del Estado – 5.15% (30/07/2009) 6 360 501 176 0.01 0.01 0.01 67 521
Obligac. Del Estado – 5.4% (30/07/2011) 83 520 1 000.00 1 017.28 1 022.30 89 522
Obrigações do Tesouro – 1999 (Moçambique) 454 43.48 20
Poland Government Bond – 5.5% (12/03/2012) 15 000 1 000.00 976.49 972.40 14 835
Natureza e espécie dos títulos Quantidade Valor
nominal
Valor médio
de aquisição
Valor de
cotação
Valor de
balanço
Provisões
euros m. euros
De emissores públicos estrangeiros (cont.)
Obrigações (cont.)
Rep.Brasil – 9.5% (29/07/2002) 6 636 1 000.00 997.55 1 000.00 7 216
Rep.Grecia – 5.35% (18/05/2011) 10 000 1 000.00 991.10 1 008.90 10 152
Rep.Grecia – 5.95 (24.03.2005) 1 000 000 000 0.01 0.01 0.01 10 584
Rep.Grecia –6.6% (15/01/2004) 1 000 000 000 0.01 0.01 0.01 10 691
Rep.Grecia – 6% (19/05/2010) 388 001 827 0.01 0.01 0.01 4 121
Rep. Grecia – 8.6% (26/03/2008) 2 650 000 000 0.01 0.01 0.01 35 585
Rep. Grecia – 8.8% (19/06/2007) 1 000 000 000 0.01 0.01 0.01 11 788
Rep.Of Austria – 5% (15/01/2008) 1 530 000 000 0.01 0.01 0.01 15 857
Rep.Of Austria – 5.5% (15/01/2010) 42 250 1 000.00 1 032.29 1 031.70 44 646
Rep.Of Austria – 5.875% (15/07/2006) 3 080 000 000 0.01 0.01 0.01 34 069
U.S.Treasury – 3.5% (15/11/2006) 2 500 1 002.51 967.38 984.02 2 471
U.S.Treasury – 5% (15/08/2011) 5 000 1 002.51 985.97 1 016.29 5 174
U.S.Treasury – 5.25% (15/05/2004) 7 500 1 002.51 1 039.67 1 047.15 7 903
U.S. Treasury – 6.125% (15/08/2007) 2 500 1 002.51 1 076.72 1 091.95 2 787
931 536
Organismos Financeiros Internacionais
Obrigações
BEI – EUR / 2002 – 5.375% (15.10.2012) 5 000 1 000.00 992.72 1 014.20 5 099
5 099
De outros não residentes
Outras Obrigações
Kredit Fuer Wieder – 4.25% (18.04.2005) 5 000 1 002.51 999.99 1 019.05 5 138
Obrigações Cimentos / 2002 100 000 4.33 4.33 433
Obrigações Madal / 99 1 071 43.26 43.26 46
TDM 2001 76 450 4.33 4.82 368
5 985
Titulos de rendimento variável – emitidos por residentes
Acções
Banco Comercial Português – Nom. 641 231 1.00 3.78 3.51 2 251
Banco Espírito Santo – Nom. 30 804 5.00 11.51 11.55 356
Banco Espírito Santo – Inc.Res. – Em.2002 11 112 5.00 11.15 11.10 124 1
Brisa – Nom. 305 177 1.00 5.63 5.70 1 740
Cimpor – Cim.de Portugal – SGPS 45 592 5.00 20.27 19.66 896
Cin – Corporação Industrial Norte 500 1.00 5.20 5.20 3
Cofina – SGPS 23 749 0.50 2.49 2.33 55
EDP – Electricidade de Portugal – Nom. 1 093 080 1.00 2.24 1.96 2 142
Ibersol – SGPS 10 281 1.00 3.60 3.56 37
Impresa – SGPS 78 512 1.00 2.46 2.50 196
Jerónimo Martins – SGPS 1 801 5.00 7.12 7.16 13
Novabase, SGPS 10 846 0.50 7.98 6.59 71
Pararede – SGPS 48 685 1.00 0.41 0.25 12
Portucel Industrial – Nom. 166 796 1.00 1.33 1.32 220
Portugal Telecom – Nom. 468 170 1.00 7.12 7.15 3 347
PT Multimédia, SGPS – NOM. 17 647 0.50 9.06 8.95 158
SAG GEST – Soluções Autom. Globais, SGPS 17 765 1.00 1.94 1.80 32
Semapa – Soc. de Inv. e Gestão – SGPS 181 762 1.00 4.57 4.69 852
Sonae.Com., SGPS 34 408 1.00 2.84 2.24 77
Sonae SGPS 883 377 1.00 0.63 0.57 504
Teixeira Duarte – Eng. constr. – St. split 119 867 0.50 1.17 1.02 122
Vodafone-Telecel – Comunicações Pessoais – Nom. 35 306 0.50 7.09 7.08 250
13 458 1
Natureza e espécie dos títulos Quantidade Valor
nominal
Valor médio
de aquisição
Valor de
cotação
Valor de
balanço
Provisões
euros m. euros
Titulos de rendimento variável – emitidos por não residentes
Acções
Banco Popular Espanol 5 000 0.50 43.48 44.77 224
Enagas 40 000 1.50 6.50 6.38 260 5
Endesa – Empresa Nacional Electricidade 10 000 1.20 14.30 14.71 147
Gas Natural SDG 15 000 1.00 19.90 19.50 293
Grupo Empresarial Ence 10 823 4.50 16.68 15.90 178 5
Inditex 10 000 0.15 22.20 21.38 214
Sol Melia 5 000 0.20 7.81 7.69 38
Unidades de Participação 1 354 10
Rydex US Government Money Mark Fund 441 435 290 0.00 0.00 442
442
Títulos próprios
BPI – SGPS
396 658 1.00 2.41 2.46 976
976
1 273 421 11
TÍTULOS – INVESTIMENTO
De rendimento fixo – de emissores públicos
De dívida pública portuguesa
Obrigações do Tesouro
OT 4.8125% Abril 1998 / 2003 15 000 087 0.01 0.01 0.01 150
OT 8.875% Janeiro 1994 / 2004 104 100 0.01 0.01 0.01 1
OT 10.625% Junho 1993 / 2003 6 725 403 383 0.01 0.01 0.01 67 994
OT 11.875% Fevereiro 1995 / 2005 445 669 088 0.01 0.01 0.01 4 680
OT 3.625% Agosto 2004 260 004 000 0.01 0.01 0.01 2 553
OT 5.25% Outubro 2005 200 000 000 0.01 0.01 0.01 2 031
OTRV 1996 / 2002 4 015 073 671 0.01 0.01 0.01 40 151 20
OTRV 1996 / 2003 86 784 008 0.01 0.01 0.01 867
118 427
3
23
Outras obrigações
República Portuguesa – USD – 5.75% (8/10/2003) 60 000 1 002.51 1 002.51 1 002.51 60 150
60 150
De outros emissores públicos nacionais
Obrigações
Governo Regional da Madeira / 1994 var 8 167 816 0.01 0.01 0.01 82 1
De emissores públicos estrangeiros 82 1
Obrigações
Banco Nacional de Angola 30 588
Banco Nacional Hungria –DEM / 1993 – 8.75% (08/09/2003) 8 000 511.29 511.29 537.37 4 090
Gov. Spain – JPY / 1995 – 4.75% (14/03/2005) 100 84 602.37 84 602.37 95 313.03 8 460
National Treas. Manag. Ag. CHF / 92 – 7.25% (21/10/2002) 312 33 965.08 33 965.08 33 965.08 10 597
Republica da Grécia – EUR / 1998 – 5.75% (31/3/2008) 15 000 000 1.00 0.99 1.04 14 884
Republica da Grécia – JPY / 1999 – 0.76% (29/01/2004) 1 000 8 460.24 8 448.09 8 460.24 8 456
Xunta de Galicia – PTE / 1996 Tx. Vr. (04/07/2003) 2 500 498.80 498.67 496.46 1 247 6
De rendimento fixo – de outros emissores 78 322 6
Emitidos por residentes
Obrigações de caixa
Banco Alves Ribeiro / 1999 – Ob. Cx. – Sr. A 30 000 50.00 50.00 50.00 1 500
Banco Alves Ribeiro / 2001 – Ob. Cx. – 1.ª Em. 500 5 000.00 5 000.00 2 500
Credifin / 2000 – 1.ª Em. – 1.ª Sr. – Ob. Cx. 150 000 50.00 50.00 50.00 7 500
Leasimo / 98 – 1.ª – Ob. Cx. 249 398 949 0.01 0.01 0.01 2 494
Leasimo / 98 – 2.ª – Ob. Cx. 249 398 949 0.01 0.01 0.01 2 494
16 488
Natureza e espécie dos títulos Quantidade Valor
nominal
Valor médio
de aquisição
Valor de
cotação
Valor de
balanço
Provisões
euros m. euros
De rendimento fixo – de outros emissores (cont.)
Emitidos por residentes (cont.)
Outras obrigações
Atlantis – Cristais Alcobaça 500 000 4.99 4.99 4.96 2 495 13
Auto Sueco / 1999 896 000 5.00 5.00 5.00 4 480
Auto Sueco / 2000 1 000 000 5.00 5.00 5.00 5 000
Cin / 95 1 0.01 0.00
Cin / 99 250 000 10.00 9.99 10.00 2 499
Cofina SGPS / 98 (Obrig. s/ warrants) 13 020 4.99 4.99 4.79 65 3
Est. Jer.Martins & F.º / 1996 (Warrant) 50 000 000 0.01 0.01 0.01 494 8
Fábrica Porcelana Vista Alegre / 1998 72 826 4.99 4.99 4.99 363
Fábrica Textil de Vizela / 1987 (Ac. Cred.) 127 800 4.46 4.18 540 313
Fábrica Vidros Barbosa & Almeida / 1997 698 317 056 0.01 0.01 0.01 5 987 1
Fapobol / 1995 200 000 1.24 2.46 266 17
Foncar 73 800 3.12 3.12 257 29
Imoloc, SGPS 180 000 1.87 1.87 1.87 337
Inparsa / 1998 (Obg. S/ war.) 949 711 0.01 0.01 0.01 9
Lisnave – Estaleiros Navais de Lisboa – 92 / 070530 9 854 251 0.01 0.01 0.01 89
Modelo Continente SGPS 95 / 03 11 072 316 0.01 0.01 0.01 111
Pargeste / 1996 700 000 4.99 4.96 4.99 3 481
Polimaia / 89 – Série C 4 000 2.74 1.85 11
Salvador Caetano / 2002 – 1.ª Em. 500 000 10.00 10.00 5 000
Secil Prebetão – Prefabricados de Betão, S.A. 53 066 909 0.01 0.01 0.01 442
Soares da Costa / 2000 1 250 000 5.00 4.98 5.00 6 228
Solidal / 1998 350 000 4.99 4.99 4.99 1 746
Somague SGPS / 1998 115 084 4.99 4.99 3.49 574 172
Somelos – 1987 – Sr. A e B 26 885 0.63 0.61 17 17
40 491 573
Papel comercial
Amoreiras Center 44.ª 6 983
Cin – Comp. Ind. Norte Em 165 2 495
Cinca Em. 58 5 000
Climaespaço 24.ª 1 559
Conduril 11.ª 2 494
Conduril 12.ª 2 494
Conduril 13.ª 948
Conduril 14.ª 2 494
Conduril 15.ª 1 000
Conduril 16.ª 450
Emp.Cervejas Madeira 1.ª 3 237
Emp.Cervejas Madeira 2.ª 2 763
Emp.Elect Madeira 35.ª 1 875
Euroges 10.ª 950
Finantel SGPS 5.ª 1 665
Finantel SGPS 6.ª 1 665
Grupo Barraqueiro e 5 131
Grupo Barraqueiro e 7 2 765
Incompol 4.ª 623
Isar Rakoll – 27.ª Emissão 499
JMR Gestão Emp Retalho 9 6 550
JMR Gestão Emp Retalho 10 9 650
Jornal Notícias Em 22 2 125
Lagoplaste Em. 21 2 993
Maltiberica Em. 7 1 250
Manuel Poças Junior 2.ª 469
Natureza e espécie dos títulos Quantidade Valor
nominal
Valor médio
de aquisição
Valor de
cotação
Valor de
balanço
Provisões
euros m. euros
De rendimento fixo – de outros emissores (cont.)
Emitidos por residentes (cont.)
Papel comercial (cont.)
Metropolitano Lisboa 35.ª 3 350
Mundileasing Em. 13 1 300
Papelaco – 24.ª Emissão 1 247
RAR Em. 94 4 050
RAR – Refin. Açucar Reu E93 2 700
Recheio SGPS 7.ª 4 900
Recheio SGPS 8.ª 8 200
Ren-Rede Elec Nac 26.ª 46 650
Ren-Rede Elec Nac 32.ª 20 000
Rentipar Em.6.ª 5 000
Soares da Costa 5.ª 5 000
Soc. Franc. Man. Santos 9.ª 10 509
Soc.Vi.Terras Valdigem 3.ª 312
Tertir 12.ª 2 344
Unicer 2.ª 17 928
198 617
Emitidos por não residentes
Por organismos financeiros internacionais
Obrigações
BEI – PTE / 1995 – Tx. Vr. (Mar.2005) 5 226 600 4.99 5.00 4.96 26 072 140
BEI – PTE / 1995 – C.Zero (Ago.2003) 23 548 395 143 4.99 0.00 117 459
BEI – PTE / 1996 F.R.N. (Dez.2006) 3 299 500 4.99 4.99 4.99 16 458
159 989
140
Por outros não residentes
Outras obrigações
Aegis SRL – CL 1 Tx. Vr. (01.06.2016) 50 100 250.63 100 250.62 100 150.38 5 013 5
Argentaria Global Finance – PTE / 1997 (27/02/2007) 300 498.80 498.80 529.58 150
Avalon Capital Ltd. 2 – Tx.Vr. (24/5/2012) 4 000 1 002.51 1 002.51 1 002.51 4 010
Avalon Capital Ltd. 2 – Tx.Vr. (24/5/2012) 10 000 1 002.51 1 001.74 1 017.45 10 019
Banco BPI – Cayman – 4% (28/05/2002/05) 248 1 002.51 1 002.33 1 011.51 249
Brazil Div Pymt rights – T.V. (20/03/2007) 10 000 1 002.51 1 002.51 10 025
CaixaVigo – PTE / 1998 – Tx. Vr. (27/03/2003) 500 000 4.99 4.99 5.03 2 494
Crediop Overseas Bank Limited – PTE / 1996 – Tx Vr. (30/06/2003) 1 000 000 4.99 4.99 4.99 4 988
Crédit Local France Cup.Zero – PTE / 2007 25 000 498.80 532.37 760.85 17 270
CVRD Finance LtdTx.Vr. (15/10/2007) 30 100 250.63 100 250.63 100 250.63 3 008
Dutch Mor. Port. Loans (15.9.34) – O. Hip. – Cl. B 8 500 000.00 500 850.00 500 000.00 4 006 6
EFG Hellas PLC – Tx. Vr. (7/02/2003) 11 250 1 000.00 996.90 993.52 11 243 66
EFG Ora Funding Ltd – 2% – conv.(4.5.2005) 25 000 1 000.00 1 000.00 1 000.00 25 000
El Monte Int Finance – Tx. Vr. (12.12.2005) 5 000 1 000.00 997.80 999.00 4 992
Eurofima – PTE / 1994 – Tx. Vr. (17/08/2004) 2 632 000 4.99 4.99 4.97 13 128 51
Eurofima – PTE / 1995 – Tx. Vr. (19/01/2005) 6 000 000 4.99 4.99 4.97 29 928 121
Eurofima – PTE / 1998 – Tx. Vr. (28/05/2008) 1 564 4 987.98 4 987.98 4 918.65 7 801 108
Euro Vip – USD / 1990 – Tx. Vr. (23/11/2030) 6 000 1 002.51 1 002.51 802.01 6 015 1 203
Finbnk Trd & Div Pymt – Tr – Tv (15.03.2005) 5 000 846.15 846.15 846.15 4 230
Ford Credit Europe – PTE / 1996 – Tx. Vr. (09/09/2002) 11 000 498.80 498.64 498.86 5 487
Goldman Sachs Group – PTE / 1997 – Tx. Vr. (24/04/2007) 10 000 498.80 498.80 491.05 4 988 78
Hellenic Railway Corp. – EUR / 1999 – Tx. Vr. (29/03/2005) 1 000 10 000.00 10 000.00 9 819.30 10 000 181
Hfc Bank PLC – Tx.Vr.(02.05.2006) 50 100 000.00 99 777.00 99 020.00 4 991 40
Ibercaja Finance – EUR / 1998 – Tx. Vr. (07/07/2003) 5 000 1 000.00 998.05 998.90 4 998 3
Italease Finance Spa (10/03/2011) O. Hip. – Cl. A 5 000 1 000.00 998.90 1 000.00 4 995
Lone Star Industr. Inc. 5.875% (8/11/2004) 5 000 1 000.00 995.02 1 028.50 4 988
Madison Avenue C. Ltd (24/03/2014) – O. Hip. Cl. A 10 501 253.13 501 253.10 494 533.85 5 013 67
Natureza e espécie dos títulos Quantidade Valor
nominal
Valor médio
de aquisição
Valor de
cotação
Valor de
balanço
Provisões
euros m. euros
Por outros não residentes (cont.)
Outras obrigações (cont.)
OTE PLC 10 000 1 000.00 982.38 1 005.51 9 870
Public Power Corp. – 6.25% (08/11/2010) 10 000 1 000.00 1 002.00 1 032.30 10 017
Public Power Corp. – ITL / 1999 – Tx. Vr. (08/01/2004) 16 200 516.46 515.32 513.40 8 361 44
Royal KPN NV – 3.5% – Conv. (24.11.2005) 10 000 1 000.00 1 000.00 1 000.00 10 000
Stichting Eurostar CDO (10/03/2013) O. H – Cl – A1 10 500 000.00 500 000.00 490 490.84 5 000 95
Tafisa, S.A. 80 60 100.16 60 101.21 4 808
Telefonica Europe – USD / 1997 – 6.375% (08/01/2003) 19 236 1 002.51 1 000.17 1 015.32 19 152
Papel comercial 276 237 2 068
Brazcomp One Ltd 5.ª Em 4 483
Douro Fin-Jun-11.ª Em.S.11-A 355
Douro Fin-Jun-12.ª Em.S.12-A 2 941
Douro Fin-Sen-12.ª Em.S.12-A 47 904
55 683
Valores de rendimento variável – emitidos por residentes
Acções
Alar – Emp. Ibérica de Material Aeronautico, S.A. 2 200 4.99 9.02 20
Apis – Soc. Ind. Parquetes Azarujense 65 000 4.99
Banco Espirito Santo (Inc.+Res.) – Em. 2002 3 438 5.00 11.15 11.10 38
Boavista Futebol Clube 21 900 5.00 5.00 109
Brasopi – Comércio de Vestuário 649 420 4.99 3.99 2 591 1 944
Caderno Verde S.A. 18 065 4.99 46.59 842 421
Carmo & Braz 65 000 4.99
Casa Hipólito, S.A. 17 789 4.99 4.99 89
Change SGPS, S.A. 3 740 000 1.00 2.00 3 740
Chipidea – Microelectrónica, S.A. 37 550 0.50 154.80 581
Cimpor – Cimentos de Portugal, S.A. 713 5.00 9.46 19.66 7
Cin – Corporação Industrial Norte 49 900 1.00 4.73 5.20 247
Companhia Águas da Fonte Santa de Monfortinho, S.A. 10 5.00 4.50
Companhia Aurifícia, S.A. 578 7.48 41.42 24
Companhia Aurifícia, S.A. 30 3.74 20.80 1
Companhia de Diamantes de Angola 166 816 4.99
Companhia de Diamantes de Angola Em 71 900 4.99
Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe, S.A. 240 4.99 1.25
Companhia Portuguesa do Cobre – Imobiliária, S.A. 57 200 4.99 0.07 4
Comundo – Consórcio Mundial de Import.e Export., S.A. 3 269 0.50 1.74 6 4
Corticeira Amorim – SGPS 127 419 1.00 2.47 0.85 315 207
Cosec 251 110 5.00 17.84 4 479
EDP – Electricidade de Portugal – N 941 006 1.00 2.49 1.96 2 235 391
Empresa Cinematográfica S. Pedro – Águeda 100 4.99 4.99
Empresa O Comércio do Porto, S.A. 50 2.49 15.56 1
Esence – Soc. Nac. Corticeira – Nom. 54 545 4.99
Estamparia Império – Emp. Industriais e Imobiliários, S.A. 170 4.99 7.89 1
Eurofil – Ind. de Petróleos, Plástico e Filamentos, S.A. 11 280 4.99 2.21 25
Eurominas – Electro Metalurgia, S.A. 23 4.99 5.00
Fábricas Vasco da Gama – Ind. Transformadoras, S.A. 33 4.99 22.82 1
Fernando & Irmão, Lda. 41 190 100.00 100.00 4 119
Finantel, SGPS 2 588 500 0.50 2.82 7 305
Fit – Fomento e Industria do Tomate, S.A. 148 4.99 16.95 3
Foncar – Org. Industrial Com. Textil, S.A. 6 4.99 4.17
Futebol Clube do Porto 105 000 5.00 5.14 2.34 539 294
Gap – Gestão Agro-Pecuária, SGPS, S.A. 548 4.99 4.99 3
GEIE – Gestão de Espaços de Incub. Empres. S.A. 12 500 1.00 1.00 13
Natureza e espécie dos títulos Quantidade Valor
nominal
Valor médio
de aquisição
Valor de
cotação
Valor de
balanço
Provisões
euros m. euros
Valores de rendimento variável – emitidos por residentes (cont.)
Acções (cont.)
Gregório & Ca. 1 510 4.99 2.89 4
Ibersol SGPS 145 000 1.00 4.96 3.56 720 204
Impresa – SGPS 271 819 1.00 5.82 2.50 612
Incal – Indústria e Comércio de Alimentação, S.A. 2 514 1.13 0.89 2
Interhotel, S.A. 6 604 4.99 3.03 20 16
Intersis, S.A. 42 147 4.99 31.01 1 307 1 307
Investimento Directo – Soc. Corretora, S.A. 300 000 10.00 12.43 3 729
J. Soares Correia – Armazéns de Ferro, S.A. 84 5.00 21.17 2
Jotocar – João Tomás Cardoso, S.A. 3 020 4.99 2.49 8
Lisnave – Est. Navais 180 5.00 4.99 1
Matur – Sociedade de Empreend. Tur. da Madeira, S.A. 13 439 4.99 10.85 146 142
Maxstor 8 190 4.99 4.99 41 41
Metalurgia Casal, S.A. 127 4.99 4.94 1
Multitema 41 485 1.00 6.00 249
Myplace – Conteúdos Imobiliários Internet 16 667 1.00 1.00 17
Nutroton – Industrias da Avicultura 12 323 4.99 4.05 50
Oliva – Industrias Metalurgicas, S.A. 8 4.99 112.25 1
Pema, S.A. 532 2.49 0.07
Pirites Alentejanas, S.A. 78 473 4.99 0.00
Porto de Cavaleiros, SGPS 2 4.99
Portugal Telecom – N 4 080 1.00 14.04 7.15 57 28
Ricon 76 923 5.00 32.42 2 494
Salvador Caetano, Ind. Maq. e Veic. de Transp., S.A. 261 925 4.99 3.94 2.89 1 032 275
Salvor – Soc. Investimentos Hoteleiros, S.A. 10 4.99
Secca – Construções Metálicas – Ac. Ord. Em.92 3 627 4.99 4.99 18 18
Secca – Pref. S/ Voto – Em. 92 3 627 4.99 4.99 18 18
Semapa – Soc. Inv. Gestão – SGPS – Stock Split 4 278 1.00 3.74 4.69 17
Senal – Soc. Nacional de Promoção de Empresas, S.A. 450 0.50
Sociedade de Construções ERG 50 4.99 7.38
Sociedade Gestora F. Margueira 149 4.99 4.99 1
Sociedade Industrial Aliança, S.A. 1 2.49 2.00
Somotel – Soc. Portuguesa de Moteis, S.A. 1 420 4.99 0.07
Sonae Industria – SGPS 56 074 4.99 7.72 4.35 433 189
Sonae SGPS 774 763 1.00 3.58 0.57 2 770 2 328
Sonae SGPS – Em. 2000 3 026 650 1.00 1.24 0.57 3 753 2 028
Sopeal – Soc. Promoção Educacional Alcacerense, S.A. 100 4.99 4.99
Sorefame – Socs. Reunidas Fabricações Metálicas, S.A. 31 4.99 9.81
SPC – Serviço Português de Contentores, S.A. 2 4.99 5.00
Sport Lisboa e Benfica (Pub.Geral) 16 010 5.00 4.99 80
Star – Turismo, S.A. 533 4.99 4.99 3
SVB, SGPS, S.A. 1 250 4.99 5.00 6
TECMIC 11 324 4.99 121.13 1 372
Telecine Moro, S.A. 170 4.99 6.48 1 1
Terologos – Tecnologias de Manutenção – P 7 960 4.99 4.99 40
Textil Lopes da Costa, S.A. 4 900 4.99 1.70 8 8
Trusted System 6 500 1.00 1.00 7
Turopa – Operadores Turisticos, S.A. 5 4.99 5.00
TVTEL – G.P. 191 250 4.99 7.18 1 374
Unicer – União Cervejeira, S.A. 1 002 1.00 8.07 8
VAA – Vista Alegre Atlantis – Stock split 160 000 1.00 3.30 0.75 528 408
Whatevernet 132 600 0.50 9.78 1 297
Xelb Cork – Co. e Ind. Cortiça 87 4.99 4.99
49 565 10 272
Natureza e espécie dos títulos Quantidade Valor
nominal
Valor médio
de aquisição
Valor de
cotação
Valor de
balanço
Provisões
euros m. euros
Valores de rendimento variável – emitidos por residentes (cont.)
Unidades de participação
Frie BPI 1 600 000 4.99 4.99 2 993 253
Frie – IPE Capital Retex / Paiep 20 24 939.89 24 939.90 499
Frie – Norpedip – Fundo de Reest. Intern. Empresarial 575 000 4.99 4.99 2 868 1 320
Frie – Sulpedip – Fundo de Reest. Intern. Empresarial 575 000 4.99 4.99 2 868 550
Frie – Sulpedip – Retex 200 000 4.99 4.99 998 181
Fundo BPI – América 200 000 4.99 4.99 998
Fundo Grupo BFE Imobiliário 73 707 4.99 5.01 5.77 371 2
Margueira Capital – Fundo de Investimento Imobiliário 130 730 4.99 4.99 652
Outros valores 12 247 2 306
BPI SGPS – Dir. Inc.94 1
Oliva – Direitos de redução 100 0.45
Cimpor – Cim. Portugal – SGPS – Dir. Inc. – Em – 99 1
Cofina SGPS – warrant (obrig.98) 13 020 1.40
Inparsa – Direitos sobrantes 2 21.50
Fabricas Triunfo – Dir. reduçao Em. 2001 8 5.00
Soc. Construções Erg / 93 3
Somague – SGPS – Warrant (Obgs. 98) 115 015 0.02
Valores de rendimento variável – emitidos por não residentes
Acções
Altitude Software 5 984 560 0.45 2.34 14 013 2 340
BPI Strategies, LTD. – Class B 5 000 0.01 1 002.51 1 036.23 5 013
Cis Corporation 39 512 4.49 4.67 0.15 163 157
European Investment Fund 6 1 000 000.00 1 000 000.00 6 000
Growela Cabo Verde 19 000 9.07 7.34 139 139
Liaoyang EFACEC 1 700 1 151.54 749.39 1 274 1 274
Multiwave 151 516 1.88 284
Parques Reunidos 304 140 0.25 5.19 3.63 1 580 476
Sofaris 13 49.55 94.75 1
Unirisco Galicia 80 1 202.02 1 202.03 96
28 563 4 386
Acções preferenciais / Perp.
BCI Funding Acções Pref. Perp. 12 800 1 000.00 981.75 988.50 12 566
Central Hispano Euroc. – Acç. Pref. S/ voto – A 200 000 25.06 25.53 24.87 5 107 133
K2 Corporation – Tx.Vr. – Pref.Perp 5 000 1 002.51 1 002.51 1 002.51 5 013
Unidades de participação 22 686 133
Fundo BPI – Europa (Luxemburgo) 23 405 0.01 7.32 172
Fundo E Millenium 2 821 312 1.00 2 821
Scudder New Europe Fund Inc. 10 000 10.03 12.33 18.67 125
3 118
Títulos próprios
BPI – SGPS 2 492 397 1.00 2.62 2.46 6 287 156
6 287 156
1 126 952 20 064
Natureza e espécie dos títulos Quantidade Valor
nominal
Valor médio
de aquisição
Valor de
cotação
Valor de
balanço
Provisões
euros m. euros
IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS
Partes de capital em empresas associadas
Aquapor – Serviços, S.A. 323 400 5.00 35.78 11 572 167
Banc Post, S.A. 113 015 995 0.03 0.06 16 911
Caravela Gest, SGPS, S.A. 108 572 5.00 4.99 542
Centro de Educação Integral, S.A. 51 765 4.99 4.99 258 258
Companhia de Seguros Allianz Portugal, S.A. 2 768 178 5.00 15.06 38 149
Cosec – Companhia de Seguros de Crédito, S.A. 750 000 5.00 9.40 12 000
Digitmarket – Sistemas de Informação, S.A. 1 875 000 1.00 1.00 333
F.Turismo – Capital de Risco, S.A. 250 000 5.00 4.99 1 306
Finangeste – Empresa Financeira de Gestão e Desenvolvimento, S.A. 1 814 125 5.00 14.91 13 610
Solo – Investimentos em Comunicação, SGPS, S.A. 45 000 0.50 0.47 16 16
Telemanutenção – Assistência Remota e Computadores, S.A. 4 900 4.99 49.88 244 122
Vera Cruz Exportação – Indústria e Comércio, S.A. 689 145 0.36 0.81 558 558
Viacer – Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda. 13 813
109 312 1 121
Partes de capital em empresas filiais excluídas da consolidação
BPI, Inc 300 17.76 123
BPI Locação de Equipamentos, Lda.
BPI Pensões – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. 200 000 5.00 7.24 3 669
BPI Rent – Comércio e Aluguer de Bens, Lda. 4 344
BPI Strategies Ltd. 1 000 0.01 0.01
BPI (Suisse) 1 498 679.30 679.30
BPI Vida – Companhia de Seguros de Vida, S.A. 3 597 510 5.00 5.57 34 161
Douro – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. 3 580 088 5.00 3.48 3 877
Eurolocação – Comércio e Aluguer de Veículos e Equipamento, S.A.
Promática – Sociedade Informação e de Organização de Empresas, S.A.
30 000
150 000
5.00
5.00
3.54
5.72
416
1 308
Simofer – Sociedade de Empreendimentos Imobiliários e Construção Civil, Lda.
47 898
OUTRAS PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS
Participações sujeitas ao regime transitório definido no Aviso do Banco de Portugal n.º 4 / 2002
No país – em instituições de crédito
SPGM – Sociedade de Investimentos, S.A. – N 23 750 49.88 49.88 1 185
SPGM – Sociedade de Investimentos, S.A. – P 16 640 49.88 49.88 830
No país – em outras empresas
Alberto Gaspar, S.A. 60 000 4.99 4.99 299 107
Arco Bodegas Unidas 63 382 6.01 69.41 4 399 16
Associação EASDA 100 250.32 25 21
Barbosa & Almeida 1 090 493 5.00 14.71 14.99 16 039
Cofina SGPS 4 354 960 0.50 2.76 2.33 12 019 1
Conduril – Construtora Duriense, S.A. 184 262 5.00 4.37 4.50 806
EIA – Ensino, Investigação e Administração, S.A. 10 000 4.99 4.99 50 1
Ibersol – SGPS, S.A. 1 265 930 1.00 4.30 3.56 5 444 2
IES – A 106 400 4.99 3.19 339
IES – B 159 600 4.99 6.19 988
Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. 7 380 687 1.00 10.25 2.78 75 652 1 160
International Factors Group 12 50.00 50.00 1
Mimalha, S.A. 40 557 4.99 8.27 336 336
NET – Novas Empresas e Tecnologias, S.A. 6 099 4.99 0.52 3
Pararede – SGPS, S.A. 4 811 910 1.00 1.44 0.25 6 951 3 053
PME Capital – Sociedade Portuguesa de Capital de Risco, S.A. 261 250 5.00 4.99 1 303
PME Investimentos – Sociedade de Investimentos S.A. 261 250 5.00 4.99 1 303
Portugal Telecom, S.A. 20 743 391 1.00 10.76 7.80 223 197 696
Ricardo Gallo – Vidro de Embalagem, S.A. 39 600 5.00 7.27 288 72
SIBS – Sociedade Interbancária de Serviços, S.A. 738 455 5.00 4.22 3 115
Natureza e espécie dos títulos Quantidade Valor
nominal
Valor médio
de aquisição
Valor de
cotação
Valor de
balanço
Provisões
euros m. euros
Participações sujeitas ao regime transitório definido no Aviso do Banco de Portugal n.º 4 / 2002 (cont.)
No país – em outras empresas (cont.)
SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. 734 233 4.99 194.45 142 774 1 679
Soc. Portuguesa de Inovação, Consultoria Emp. e Fomento da Inovação, S.A. 10 980 4.99 4.99 55
Sonae SGPS, S.A. 244 430 1.00 2.34 0.57 573 10
Soset – Sociedade Desenvolvimento Regional Peninsula Setúbal, S.A. 68 000 4.99 4.99 339 149
Tagusparque – Sociedade de Promoção e Desenvolvimento do Parque, S.A. 480 000 5.00 4.99 2 394
Unicre – Cartão Internacional de Crédito 299 265 5.00 3.53 1 057
VAA – Vista Alegre Atlantis SGPS (Fusão ) 8 391 597 1.00 1.43 0.77 12 035 120
VAA – Vista Alegre Atlantis SGPS (St.Split.) 988 485 1.00 2.71 0.75 2 680 902
Vista Alegre Investimentos, SGPS, S.A. 1 025 4.99 4.99 3
No estrangeiro – em outras empresas
CLD – Credit Logement Developpment 100 15.24 15.25 2
InterBancos 49 900 943.16 0.95 47
Swift – Society for Worldwide Inf.Dev 5 123.95 1 234.51 6
Tharwa Finance (dirhams) 105 000 9.51 9.51 998
Participações não sujeitas ao regime transitório definido no Aviso do Banco de Portugal n.º 4 / 2002
No país – em outras empresas
Plastrade – Com.Intern.Plasticos – S.A. 19 200 5.00 96
No estrangeiro – em outras empresas
Empresa Interbancaria de Serviços 7 875 10.03 10.03 79
Euronext 301 000 1.00 20.65 19.00 6 216
523 926 8 325
OUTRAS IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS
Cauções 374
Empréstimos subordinados 128
Prestações suplementares de capital
Plastrade 154
Contratos de suprimento
Auto Estradas do Atlântico 5 411
Caravela Gest SGPS 1 354
Digimarket 879
IES – A 267
IES – B 401
InterBancos – Suprimentos 229
Intersis 50 50
Maxstor – Suportes e Matrizes Informáticos, S.A. 957 957
Myplace 1 378
Multitema SGPS (suprimentos) 199
Sociedade Imobiliária Urbanização do Parque, S.A. 137
SVB SGPS, S.A. 2 301
ViaLitoral – Conc. Rodoviária da Madeira 891
Solo – Investimentos em Comunicação SGPS, S.A. 51 224 587
65 678 1 594

Outros

Participações sujeitas ao regime transitório definido no Aviso do Banco de Portugal n.º 4 / 2002

Ambelis – Agência p/ Modernização Economica de Lisboa, S.A. 400 49.88 49.88 20
Amsco – African Management Services Com 1 807 1 002.51 554.79 1 002 1 003
Apor – Agência p/ Modernização do Porto – Cl. B 2 400 4.99 4.99 12
Associação para Escola Gestão do Porto / 2000 2 4.99 24 940.00 50 1
Auto-Estradas Atlantico II – Conc.Serviços 1 000 5.00 5.00 5
Auto-Estradas Atlantico 1 100 000 5.00 4.99 5 487
Chipidea – Microelectrónica 655 16
Citeve – Cent.Tec.Ind.Tex.Vest.Portugal 20 498.80 498.80 10
Club Financiero Vigo 1 15 626.31 17 730.00 18 1
Natureza e espécie dos títulos Quantidade Valor
nominal
Valor médio
de aquisição
Valor de
cotação
Valor de
balanço
Provisões
euros m. euros
Outros (cont.)
Participações sujeitas ao regime transitório definido no Aviso do Banco de Portugal n.º 4 / 2002 (cont.)
Coimbravita – Agência Desenvolvimento Regional 15 000 4.99 4.99 75
FIEP – Fundo para a Internacionalização das Emp. Portuguesas SGPS, S.A. 3 900 000 4.99 4.99 5.05 19 465
Frie Ipe Capital – Retex / Paiep 20 24 939.89 24 939.90 499
Frie – PME Capital – Retex 200 000 4.99 4.99 998 92
Fundo Inv.Capital de Risco – F. Turismo 43 24 939.89 25 222.91 1 084 255
Fundo Inv. Imobiliário Margueira Cap. 2 949 761 4.99 4.99 14 713
Gestinsua – Aq. Al. Patrimonio 430 5.00 5.00 2 1
Margueira – Sociedade Gestora de Fundos Investimento Imobiliário, S.A. 3 362 4.99 4.99 17
Oficina de Inovação 15
Parque Industrial da Matola – MZM 10 680 004 0.04 0.01 65 1
Porticentro – Sociedade de Construção, Gestão e Turismo, Lda. 100 100
Primus – Prom. e Desenvolvimento Regional, S.A. 8 000 4.99 4.99 40
Ricardo Gallo – Vidro de Embalagem, S.A. 100 100 5.00 7.92 793
Sanjimo – Sociedade Imobiliária 1 620 4.99 4.99 8 5
SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. (adiantamento) 733
Sociedade Imobiliária Urbanização do Parque, S.A. 1 402 4.99 4.99 7 4
Sodera – Sociedade de Desenvolvimento Regional do Alentejo, S.A. 1 950 24.94 20.78 41
Spidouro – Sociedade Promoção e Investimento Douro e Tras-os-Montes 15 000 4.99 4.99 75 42
SUBLOC – Locação de submarinos, S.A. 2 500 10.00 10.00 25
Swift – Society for Worldwide Inf.Dev 57 123.95 235.03 41
ViaLitoral – Conc. Rodoviária da Madeira 142 500 5.00 5.18 738
Participações não sujeitas ao regime transitório definido no Aviso do Banco de Portugal n.º 4 / 2002
SDEM – Soc. De Desenvolvimento Empr.Madeira, SGPS 937 500 1.00 1.00 937
47 730 1 521
114 064 3 115

Em 30 de Junho de 2002, os valores de balanço e os valores de mercado (ou valores atribuíveis, se aqueles não existirem) das principais participações financeiras1 detidas pelo Grupo BPI são:

Valor de balanço Mais
Valor
bruto
Mais-valia
suspensa
Provisão Valor
líquido
Valor de
mercado5
Valor
atribuível6
(menos)
valia
Arco Bodegas Unidas, S.A. 4 399 17 4 382 3 243 (1 139)
Auto Estradas do Atlântico, S.A. 5 492 5 492 8 852 3 360
Barbosa & Almeida, S.A. 16 039 16 039 16 205 166
Cofina, SGPS, S.A. 12 018 1 12 017 10 191 (1 826)
Euronext 6 216 6 216 6 496 280
FIEP – Fundo para a Internacionalização das Empresas Portuguesas SGPS, S.A. 19 465 19 465 29 550 10 085
Fundo Inv. Imobiliário Margueira Cap. 14 714 14 714 22 070 7 356
Ibersol, SGPS, S.A. 5 444 2 5 442 4 570 (872)
Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A.2 75 652 14 388 1 160 60 104 17 271 (42 833)
ParaRede, SGPS, S.A. 6 951 3 053 3 898 2 310 (1 588)
Portugal Telecom, S.A. 223 197 696 222 501 168 851 (53 650)
SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A.3 193 997 48 716 2 281 143 000 55 051 (87 949)
VAA – Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. 14 716 1 022 13 694 7 420 (6 274)
Viacer – Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda.4 13 813 13 813 130 000 116 187
612 113 63 104 8 232 540 777 233 314 248 766 (58 697)

1) São consideradas as participações em que o valor de aquisição é superior a 5 milhões de euros. Não é incluída a participação no capital social da Aquapor – Serviços, S.A. em virtude de o BPI dispôr de uma opção de venda (condicionada a participação no capital social de sociedade do Grupo Águas de Portugal) e de uma opção de venda (incondicional mas resolúvel na eventualidade de a primeira opção ser exercida) que asseguram a recuperação do montante investido.

2) A mais valia suspensa é dedutível ao valor de balanço por o seu reconhecimento como resultado do exercício se encontrar suspenso.

3) Esta participação corresponde a 734 233 acções detidas pela Dixit – Investimentos Estratégicos, SGPS, S.A. e a 263 424 acções detidas através da Solo – Investimentos em Comunicação, SGPS, S.A. A mais valia suspensa é dedutível ao valor de balanço por o seu reconhecimento como resultado do exercício se encontrar suspenso. O valor atribuível depende do valor de mercado da Impresa segundo a relação determinada na avaliação da Oferta Publica de Venda desta sociedade. 4) O valor atribuível corresponde à avaliação do BPI.

5) O valor de mercado é determinado pela média de cotações diárias dos últimos seis meses completos.

6) Excepto quanto à SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. e quanto à Viacer – Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda., o valor atribuível é determinado pelo produto da parte correspondente à situação líquida da sociedade participada pelo factor 1.5.

4. NOTAS

4.1. Caixa e disponibilidades em bancos centrais

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Caixa 121 193 97 158
Depósitos à ordem no Banco de Portugal 251 640 85 899
Depósitos à ordem em bancos centrais estrangeiros 79 131 85 365
451 964 268 422

A rubrica DEPÓSITOS À ORDEM NO BANCO DE PORTUGAL inclui os depósitos constituídos para satisfazer as exigências do Sistema de Reservas Mínimas do Sistema Europeu de Bancos Centrais. Estes depósitos são remunerados e correspondem a 2% dos depósitos e títulos de dívida com prazo até 2 anos, excluindo destes os depósitos e os títulos de dívida de instituições sujeitas ao regime de reservas mínimas do SEBC.

4.2. Disponibilidades à vista sobre instituições de crédito Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Disponibilidades sobre instituições de crédito no País
Depósitos à ordem 1 578 4 238
Cheques a cobrar 196 003 174 658
Outras disponibilidades 1 270 9 882
Disponibilidades sobre instituições de crédito no Estrangeiro
Depósitos à ordem 119 958 64 460
Cheques a cobrar 5 624 4 247
Outras disponibilidades 70
324 503 257 485

O saldo da rubrica CHEQUES A COBRAR SOBRE INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO NO PAÍS corresponde a cheques sacados por terceiros sobre outras instituições monetárias residentes, os quais, em geral, não permanecem nesta conta por mais de um dia útil.

4.3. Outros créditos sobre instituições de crédito

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Aplicações em bancos centrais
No Banco de Portugal
Títulos de depósito 272 975 353 136
272 975 353 136
Aplicações em outras instituições monetárias
Mercado monetário interbancário 53 000 83 500
Outros 103 415 75 243
156 415 158 743
Aplicações em outras instituições de crédito
No país 411 881 430 256
No estrangeiro 2 457 355 2 675 207
2 869 236 3 105 463
3 298 626 3 617 342
Crédito e juros vencidos 105 848 124 591
Provisões para crédito vencido (105 549) (124 089)
Provisões para risco país (50) (40)
(105 599) (124 129)
3 298 875 3 617 804

Os títulos de depósito representam depósitos constituídos junto do Banco de Portugal sob forma escritural que foram subscritos, em montantes fixados pelo Banco Central, no âmbito da alteração do regime de constituição das disponibilidades mínimas de caixa entrado em vigor em 1 de Novembro de 1994. Em 30 de Junho de 2002 e 2001, estes títulos venciam juros às taxas de 3.30% e 4.77%, respectivamente.

A rubrica CRÉDITO E JUROS VENCIDOS respeita a créditos sobre um Banco Central.

O movimento ocorrido nas provisões durante os primeiros semestres de 2002 e 2001 é apresentado na nota 4.27.

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, esta rubrica apresenta a seguinte estrutura, de acordo com os prazos residuais de vencimento:

2002 2001
Até 3 meses 2 488 487 2 504 641
De 3 meses a 1 ano 441 655 616 639
De 1 a 5 anos 344 782 484 584
Superior a 5 anos 20 076 2 744
Indeterminado 3 626 8 734
3 298 626 3 617 342

Nota: Não inclui crédito e juros vencidos.

4.4. Créditos sobre Clientes

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Crédito a curto prazo
Interno
Desconto 365 839 362 704
Créditos titulados por efeitos 301 339 291 549
Créditos em conta corrente 1 703 089 1 762 751
Descobertos em depósitos à ordem 653 076 688 582
Créditos tomados – factoring 288 243 246 796
Outros créditos 9 339 29 194
Ao exterior 321 629 320 086
3 642 554 3 701 662
Crédito a médio e longo prazos
Interno
Desconto 25 632 28 967
Empréstimos
Imobiliário 4 973 861 3 990 532
Outros 4 190 820 3 625 961
Créditos titulados por efeitos 30 117 31 210
Créditos em conta corrente 1 202 636 1 367 941
Outros créditos 3 988 4 303
Ao exterior 883 945 1 006 283
11 310 999 10 055 197
Locação financeira mobiliária 634 189 621 855
Locação financeira imobiliária 382 355 342 501
Empréstimos subordinados 11 242 11 236
Aplicações de recursos consignados 654 764
15 981 993 14 733 215
Crédito e juros vencidos 204 612 153 867
Provisões para crédito de cobrança duvidosa (35 105) (4 112)
Provisões para crédito vencido (89 574) (87 275)
Provisões para risco país (1 543) (5 927)
(126 222) (97 314)
16 060 383 14 789 768

O movimento ocorrido nas provisões durante os primeiros semestres de 2002 e 2001 é apresentado na nota 4.27.

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, esta rubrica apresenta a seguinte estrutura, de acordo com os prazos residuais de vencimento:

2002 2001
Até 3 meses 2 091 557 2 752 947
De 3 meses a 1 ano 2 844 986 2 004 812
De 1 a 5 anos 3 083 833 3 300 101
Superior a 5 anos 7 429 983 6 100 253
Indeterminado 531 634 575 102
15 981 993 14 733 215

Nota: Não inclui crédito e juros vencidos.

4.5. Obrigações e outros títulos de rendimento fixo

Esta rubrica tem a seguinte composição:

Valor de balanço Valor de mercado
2002 2001 2002 2001
A. Emissores públicos
Títulos cotados
De negociação
Obrigações de emissores públicos nacionais
Taxa fixa 314 571 672 004 314 571 672 004
Obrigações de emissores públicos estrangeiros 927 623 342 594 927 623 342 594
De investimento
Obrigações de emissores públicos nacionais
Taxa fixa 137 559 279 975 141 980 306 766
Taxa variável 41 100 48 688 41 076 48 626
Obrigações de emissores públicos estrangeiros 47 734 51 610 49 742 54 479
Provisões para depreciação de títulos (30) (64)
1 468 557 1 394 807 1 474 992 1 424 469
Títulos não cotados
De negociação
Obrigações de emissores públicos estrangeiros 20 1 566
Outros títulos de emissores públicos estrangeiros 3 893
De investimento
Obrigações de emissores públicos estrangeiros 30 588 45 211
34 501 46 777
1 503 058 1 441 584
B. Outros emissores
Títulos cotados
De negociação
Obrigações de outros emissores estrangeiros 5 138 9 974 5 095 9 974
Obrigações de organismos financeiros internacionais 5 099 5 071
De investimento
Obrigações de outros emissores nacionais 48 388 265 140 48 227 263 916
Obrigações de organismos financeiros internacionais 42 530 49 239 42 393 48 985
Obrigações de outros emissores estrangeiros 261 403 410 836 262 307 416 034
Títulos subordinados 65 763 65 555
Provisões para depreciação de títulos (2 406) (3 062)
360 152 797 890 363 093 804 464
Títulos não cotados
De negociação
Obrigações de outros emissores estrangeiros 847 183
De investimento
Obrigações de outros emissores nacionais 207 208 387 495
Obrigações de organismos financeiros internacionais 117 459 117 459
Obrigações de outros emissores estrangeiros 70 517 27 968
Provisões para depreciação de títulos (375) (412)
395 656 532 693
Provisões para risco país (409) (409)
Títulos e juros vencidos 285 1 198
Provisões para títulos e juros vencidos (246) (1 198)
39 0
755 438 1 330 174

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, a rubrica OBRIGAÇÕES DE OUTROS EMISSORES NACIONAIS NÃO COTADAS, da carteira de investimento, inclui 198 617 m. euros e 380 168 m. euros, respectivamente, relativos a papel comercial. Em 30 de Junho de 2002, a rubrica OBRIGAÇÕES DE OUTROS EMISSORES ESTRANGEIROS NÃO COTADAS, da carteira de investimento, inclui 55 683 m. euros relativos a papel comercial.

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, as obrigações da carteira de investimento estão, em parte, afectas à cobertura de passivos e elementos extrapatrimoniais.

O movimento ocorrido nas provisões durante os primeiros semestres de 2002 e 2001 é apresentado na nota 4.27.

4.6. Acções e outros títulos de rendimento variável

Esta rubrica tem a seguinte composição:

Valor de balanço Valor de mercado
2002 2001 2002 2001
Títulos cotados
De negociação
Acções 14 812 43 025 14 801 42 896
Unidades de participação 442 722 443 739
Flutuação de valores 18
Provisões para depreciação de títulos (11) (130)
De investimento
Acções 20 060 25 070 13 334 18 813
Acções preferenciais 22 686 67 524 22 639 67 524
Outras unidades de participação 497 2 556 612 2 344
Provisões para depreciação de títulos (7 119) (7 134)
51 367 131 651 51 829 132 316
Títulos não cotados
De investimento
Acções 58 068 56 278
Unidades de participação em FRIEs 10 226 10 226
Outras unidades de participação 4 642 2 994
Provisões para depreciação de títulos (9 978) (8 070)
62 958 61 428
114 325 193 079

O movimento ocorrido nas provisões durante os primeiros semestres de 2002 e 2001 é apresentado na nota 4.27.

4.7. Partes de capital em empresas associadas

As partes de capital em empresas associadas correspondem a:

Participação efectiva (%) Valor de balanço (líq.)
2002 2001 2002 2001
Aquapor – Serviços, S.A.1 24.5 11 405
Banc Post, S.A. 17.0 17.0 16 911 17 521
Caravela Gest, SGPS, S.A. 16.7 16.7 542 542
Centro de Educação Integral, S.A.2 19.7 19.7
Companhia de Seguros Allianz Portugal, S.A. 35.0 35.0 38 149 36 423
Cosec – Companhia de Seguros de Crédito, S.A. 50.0 50.0 12 000 11 522
Digitmarket – Sistemas de Informação, S.A.3 25.0 333
F. Turismo – Capital de Risco, S.A. 25.0 25.0 1 306 1 299
Finangeste – Empresa Financeira de Gestão e Desenvolvimento, S.A. 32.8 32.8 13 610 11 844
Luságua – Gestão de Águas, S.A.4 30.0 344
Solo – Investimentos em Comunicação, SGPS, S.A.5 45.0 45.0 836
Telemanutenção – Assistência Remota a Computadores, S.A. 22.8 22.8 122 122
Vera Cruz Exportação – Indústria e Comércio, S.A. 20.9 20.9 110
Viacer – Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda. 26.0 26.0 13 813 9 811
108 191 90 374

Nota: O valor de balanço das empresas associadas integradas no Grupo BPI (nota 1) corresponde à reavaliação da participação pelo método de equivalência patrimonial.

1) Esta participação não é incluída no perimetro de consolidação por o Grupo BPI dispor de uma opção de venda que tenciona exercer.

2) Esta participação está integralmente provisionada.

3) Em 30 de Junho de 2001, esta participação estava registada na carteira de investimento, na rubrica ACÇÕES E OUTROS TÍTULOS DE RENDIMENTO VARIÁVEL (nota 4.6).

4) Esta participação foi alienada no segundo semestre de 2001.

5) O Grupo BPI adquiriu, inicialmente, a totalidade do capital social da Solo – Investimentos em Comunicação, SGPS, S.A. Posteriormente, o Grupo BPI alienou 55% daquele capital social e emitiu uma opção de venda, a favor do adquirente, abrangendo a totalidade do capital alienado. Em 30 de Junho de 2002, o valor desta participação para efeitos de consolidação é nulo por estar integralmente provisionado.

O movimento ocorrido nas provisões durante os primeiros semestres de 2002 e 2001 é apresentado na nota 4.27.

Em 30 de Junho de 2002, os saldos respeitantes a operações com as empresas associadas integradas no Grupo BPI são os seguintes:

Crédito concedido 2
Devedores 14 725
Depósitos 32 637
Credores 109
Garantias prestadas 863

4.8. Partes de capital em empresas filiais excluídas da consolidação

As partes de capital em empresas filiais excluídas da consolidação correspondem a:

Participação efectiva (%) Valor de balanço (líq.)
2002 2001 2002 2001
BPI, Inc. 100.0 100.0 123 128
BPI Locação de Equipamentos, Lda.1 100.0 100.0
BPI Pensões – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. 100.0 100.0 3 669 3 650
BPI Rent – Comércio e Aluguer de Bens, Lda. 100.0 100.0 4 344 4 559
BPI Strategies, Ltd. 100.0 100.0
BPI (Suisse), S.A. 99.9
BPI Vida – Companhia de Seguros de Vida, S.A. 100.0 100.0 34 161 34 448
Douro – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. 100.0 98.7 3 877 3 832
Eurolocação – Comércio e Aluguer de Veículos e Equipamento, S.A. 100.0 100.0 416 439
Promática – Sociedade de Informação e de Organização de Empresas, S.A. 100.0 100.0 1 308 1 338
Simofer – Sociedade de Empreendimentos Imobiliários e Construção Civil, Lda.2 100.0 100.0
47 898 48 394

Nota: O valor de balanço das empresas filiais integradas no Grupo BPI (nota 1) corresponde à reavaliação da participação pelo método de equivalência patrimonial. 1) Esta participação apresenta valor de balanço nulo em virtude de os seus capitais próprios serem negativos. De acordo com a política do BPI, a rubrica CONTAS DE REGULARIZAÇÃO

(PASSIVO) regista os capitais negativos da sociedade (nota 4.18). 2) O valor desta participação para efeitos de consolidação é nulo, estando constituída uma provisão (na rubrica PROVISÕES PARA RISCOS E ENCARGOS) para fazer face aos prejuízos acumulados pela empresa.

Em 30 de Junho de 2002, os saldos respeitantes a operações realizadas por empresas do Grupo com as suas filiais não consolidadas pelo método de integração global são os seguintes:

Crédito concedido 155 592
Devedores 170
Depósitos 8 430
Garantias prestadas 46 021

4.9. Outras participações financeiras

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Títulos cotados
Acções 361 610 521 437
361 610 521 437
Títulos não cotados
Acções 162 291 185 009
Outros 25
162 316 185 009
523 926 706 446
Provisões para depreciação de participações (8 325) (7 831)
515 601 698 615

O movimento ocorrido nas provisões durante os primeiros semestres de 2002 e 2001 é apresentado na nota 4.27. Em 30 de Junho de 2002 e 2001, o saldo desta rubrica corresponde a:

Participação efectiva (%) Valor de balanço (líq.)
2002 2001 2002 2001
Arco Bodegas Unidas 1.8 1.8 4 383 4 399
B.A. – Fábrica de Vidros Barbosa & Almeida, S.A. 14.5 14.5 16 039 16 039
Brisa – Autoestradas de Portugal, S.A.1 5.7 161 178
Cofina, SGPS, S.A. 8.7 8.7 12 018 12 018
Conduril – Construtora Duriense, S.A. 7.7 7.7 806 806
Euronext 0.2 6 216
F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A. 8.0 3 131
FIEP – Fundo para a Internacionalização das Empresas Portuguesas, SGPS, S.A.2 19.5 19 465
Ibersol – SGPS, S.A. 6.3 6.3 5 442 5 444
IES – Indústria, Engenharia e Serviços, SGPS, S.A. 13.3 13.3 1 327 1 327
Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. 10.3 10.3 74 492 75 652
Pararede – SGPS, S.A. 3.8 7.7 3 898 8 288
PME Capital – Sociedade Portuguesa de Capital de Risco, S.A. 4.8 4.8 1 303 926
PME Investimentos – Sociedade de Investimentos, S.A. 4.8 4.8 1 303 926
Portugal Telecom, S.A. 1.7 1.7 222 501 223 197
Ricardo Gallo – Vidro de Embalagem, S.A. 1.7 6.7 216 1 009
SIBS – Sociedade Interbancária de Serviços, S.A. 15.0 15.0 3 115 3 115
SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A.3, 4 14.7 14.7 141 095 142 774
Sonae, SGPS, S.A. 0.0 0.0 563 573
S.P.G.M. – Sociedade de Investimentos, S.A. 16.2 16.3 2 015 2 035
Tagusparque, S.A. 11.0 11.0 2 394 2 394
Tharwa Finance 13.1 13.1 998 1 035
Unicre – Cartão Internacional de Crédito, S.A. 17.6 17.6 1 057 1 057
VAA – Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. 16.6 12.0 13 693 10 969
Outras 727 858
515 601 698 615

Nota: O quadro individualiza as participações financeiras de montante global superior a 500 mil euros (líquidas de provisões).

1) Participação alienada durante o 1.º semestre de 2002.

2) Em 30 de Junho de 2002, esta participação está registada na rubrica OUTROS ACTIVOS / OUTRAS IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS (nota 4.12).

3) O valor de balanço destas participações não considera mais-valias suspensas no montante de 63 104 m. euros (nota 4.18).

4) Esta participação é detida pela Dixit – Investimentos Estratégicos, SGPS, S.A. Adicionalmente, o Grupo BPI detém, através da Solo – Investimentos em Comunicação, SGPS, S.A., uma participação na SIC – Sociedade Independente de Comunicação S.A. a que, em conjunto com aquela, corresponde uma participação efectiva de 19.9% do capital desta sociedade.

4.10. Imobilizações incorpóreas

Esta rubrica tem a seguinte composição:

Valor bruto
Saldo em
31.12.01
Aquisições Alienações
e abates
Transferências
e outros
Saldo em
30.06.02
Trespasse 268 69 63 400
Despesas de estabelecimento 15 039 67 (560) (450) 14 096
Custos plurienais 3 784 3 784
Despesas de investigação e desenvolvimento 19 906 1 111 21 017
Sistemas de tratamento automático de dados 47 697 2 708 (167) 654 50 892
Outras imobilizações 13 192 153 (624) 40 12 761
99 886 2 997 (1 351) 1 418 102 950
Imobilizações em curso 2 389 846 (1 713) 1 522
102 275 3 843 (1 351) (295) 104 472

4.11. Imobilizações corpóreas

Esta rubrica tem a seguinte composição:

Valor bruto
Saldo em
31.12.01
Aquisições Alienações
e abates
Transferências
e outros
Saldo em
30.06.02
Imóveis em uso
Imóveis de serviço próprio 204 356 79 (217) (1 619) 202 599
Outros imóveis 6 674 (1 039) 1 797 7 432
Obras em imóveis arrendados 85 588 371 (4 752) 1 683 82 890
Imóveis em locação financeira
Imóveis em curso
Imóveis de serviço próprio 2 336 1 091 (1 258) 2 169
Obras em imóveis arrendados 2 259 1 568 (2 115) 1 712
301 213 3 109 (6 008) (1 512) 296 802
Equipamento
Mobiliário e material 37 117 640 (323) (87) 37 347
Máquinas e ferramentas 14 868 251 (185) (123) 14 811
Equipamento informático 130 676 3 468 (6 200) 111 128 055
Instalações interiores 56 793 2 167 (887) 1 210 59 283
Material de transporte 20 191 1 022 (1 488) (138) 19 587
Equipamento de segurança 15 839 278 (268) (13) 15 836
Outro equipamento 257 1 (1) (6) 251
275 741 7 827 (9 352) 954 275 170
Outras imobilizações
Património artístico 1 856 22 (3) 1 875
Outras imobilizações em locação financeira 1 700 (17) 1 683
Outras 15 279 30 (266) 15 15 058
18 835 52 (266) (5) 18 616
Imobilizações em curso
Equipamento 2 364 3 730 (9) (1 134) 4 951
Outras imobilizações 123 7 (66) 64
Adiantamentos por conta de imobilizações 20 927 139 (236) 20 830
23 414 3 876 (9) (1 436) 25 845
619 203 14 864 (15 635) (1 999) 616 433
Amortizações Valor líquido
Saldo em
31.12.01
Amortizações
do período
Alienações
e abates
Transferências
e outros
Saldo em
30.06.02
Saldo em
30.06.02
Saldo em
30.06.00
80 54 (43) 91 309 278
14 561 162 (560) (527) 13 636 460 620
3 228 230 3 458 326 800
12 458 2 200 14 658 6 359 5 644
40 318 2 560 (167) (38) 42 673 8 219 9 330
10 775 969 (623) (8) 11 113 1 648 3 189
81 420 6 175 (1 350) (616) 85 629 17 321 19 861
1 522 4 045
81 420 6 175 (1 350) (616) 85 629 18 843 23 906
Amortizações Valor líquido
Saldo em
31.12.01
Amortizações
do período
Alienações
e abates
Transferências
e outros
Saldo em
30.06.02
Saldo em
30.06.02
Saldo em
30.06.01
60 783 1 697 (14) (625) 61 841 140 758 147 491
1 583 59 (174) 604 2 072 5 360 3 373
46 945 3 359 (3 332) (18) 46 954 35 936 37 996
971
2 169 2 557
1 712 3 852
109 311 5 115 (3 520) (39) 110 867 185 935 196 240
24 914 1 284 (301) (30) 25 867 11 480 12 268
11 803 510 (185) (45) 12 083 2 728 3 361
103 973 7 053 (6 187) (236) 104 603 23 452 28 760
35 522 1 830 (589) 312 37 075 22 208 19 241
11 317 2 042 (1 257) (206) 11 896 7 691 8 564
9 836 769 (216) (3) 10 386 5 450 5 277
210 42 (1) (38) 213 38 54
197 575 13 530 (8 736) (246) 202 123 73 047 77 525
(2) (2) 1 877 1 840
441 320 13 774 909 1 043
7 608 649 (92) 8 165 6 893 8 206
8 049 969 (92) 11 8 937 9 679 11 089
4 951 3 165
64 24
20 830 22 087
25 845 25 276
314 935 19 614 (12 348) (274) 321 927 294 506 310 130

4.12. Outros activos

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Ouro, metais preciosos e numismática 1 361 978
Outras disponibilidades 1 383 1 589
Devedores
Bonificações a receber 49 450 33 175
Adiantamentos BPI Taxa Garantida 35 577 50 977
Cessão de créditos à Finangeste 11 287 16 758
Impostos a recuperar 2 597 7 443
Outros 39 421 24 834
Aplicações por recuperação de créditos
Imóveis 34 593 32 836
Outros 2 840 3 317
Devedores por operações com futuros e opções 1 504 1 158
Outras aplicações 583 790
Outras imobilizações financeiras 114 064 90 765
294 660 264 620
Provisões para devedores de cobrança duvidosa (33) (736)
Provisões para aplicações por recuperação de créditos (7 178) (8 180)
Provisões para risco país (27 865) (27 823)
Provisões para depreciação de
outras imobilizações financeiras (3 115) (2 055)
(38 191) (38 794)
256 469 225 826

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, o saldo da rubrica OUTRAS IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS inclui 14 713 m. euros relativos a unidades de participação no Fundo de Investimento Imobiliário Margueira e 65 678 m. euros e 61 694 m. euros, respectivamente, relativos a contratos de suprimento. Em 30 de Junho de 2002, esta rubrica inclui ainda 19 465 m. euros relativos a unidades de participação no FIEP – Fundo para a Internacionalização das Empresas Portuguesas. Em 30 de Junho de 2001, estas unidades de participação estavam classificadas na rubrica OUTRAS PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS (nota 4.9).

O movimento ocorrido nas provisões durante os primeiros semestres de 2002 e 2001 é apresentado na nota 4.27.

4.13. Contas de regularização (activo)

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Proveitos a receber
De aplicações em instituições de crédito 9 501 20 171
De crédito 76 048 86 550
De títulos 11 155 21 983
De operações cambiais, de taxas de juro e
sobre cotações (swaps) 315 368 216 685
Reavaliação das obrigações Capital Seguro e Risco Limitado 66 730 75 088
Outros 44 963 26 749
523 765 447 226
Despesas com custo diferido
De responsabilidades representadas por títulos 8 352 4 370
De campanhas de publicidade 15 222 22 577
De contribuições para fundos de pensões 52 378
De prémios de opções associadas às
operações Capital Seguro 73 523 117 086
De operações de swap 22 166
De outras operações extrapatrimoniais 9 461 1 295
Outras 13 821 14 379
194 923 159 707
Flutuação de valores
Fundos de pensões 99 471
Outras 399 99
Outras contas de regularização
Dividendos antecipados relativos a acções preferenciais 4 886 10 123
Operações sobre valores mobiliários a regularizar 9 914 24 143
Operações activas a regularizar 30 664 43 490
Reavaliação de opções compradas associadas às
operações Capital Seguro 13 492
Outras 19 066 5 742
177 892 83 597
Outras contas internas (nota 2.6) 49 400
896 580 739 930

Em 30 de Junho de 2002, o saldo das despesas com custo diferido / contribuições para fundos de pensões inclui os seguintes saldos (nota 4.20):

2002
Excesso de cobertura nos fundos de pensões 54
Acréscimo de responsabilidades por reformas antecipadas 50 872
Perdas actuariais resultantes de diferenças entre os
pressupostos e os valores efectivamente realizados
(montante não enquadrável no "corredor")
1 452
52 378

Em 30 de Junho de 2002, o saldo das despesas com custo diferido / campanhas de publicidade resulta de:

Saldo em 30 de Junho de 2002 15 222
Imputação a custos efectuada em 2002 (6 905)
Despesas efectuadas no primeiro semestre de 2002 3 524
Saldo em 31 de Dezembro de 2001 18 603

Em 30 de Junho de 2002, o saldo da rubrica FLUTUAÇÃO DE VALORES / FUNDOS DE PENSÕES corresponde a perdas actuariais relativas à cobertura das responsabilidades por pensões de reforma e sobrevivência, resultantes de diferenças entre os pressupostos actuariais e financeiros e os valores efectivamente realizados (pelo montante enquadrável no "corredor"), nos termos do Aviso do Banco de Portugal n.º 12 / 2001 de 23 de Novembro.

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, a rubrica OPERAÇÕES SOBRE VALORES MOBILIÁRIOS A REGULARIZAR corresponde ao valor líquido das operações sobre valores mobiliários registadas entre a data de execução das operações e a data prevista nos regulamentos para a respectiva liquidação financeira (nota 4.18).

4.14. Débitos para com instituições de crédito

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
À vista
No País 14 933 33 190
No Estrangeiro 11 272 14 014
26 205 47 204
A prazo ou com pré-aviso
Recursos do Banco de Portugal
Depósitos a prazo 33 703 78 097
33 703 78 097
Recursos de outras instituições monetárias
Mercado monetário interbancário 243 200 208 780
Depósitos a prazo ou com pré-aviso 273 291 40 667
Outros 29 198 18 968
545 689 268 415
Recursos de outras instituições de crédito
No País
Depósitos a prazo ou com pré-aviso 24
Outros 9 6 013
No Estrangeiro
Organismos financeiros internacionais 230 727 297 276
Depósitos a prazo ou com pré-aviso 3 045 083 4 150 472
Margens para cobertura de derivados 194 901
Outros 878 756 733 544
4 349 676 5 187 329
Vendas a descoberto 1 259 387 1 052 968
6 188 455 6 586 809
6 214 660 6 634 013

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, o saldo dos recursos de outras instituições de crédito no estrangeiro inclui, respectivamente, 161 760 m. euros e 13 968 m. euros de fundos captados pelas sucursais financeiras exteriores dos Bancos do Grupo.

Em 30 de Junho de 2001, as margens para coberturas de derivados encontravam-se registadas na rubrica DÉBITOS PARA COM CLIENTES (nota 4.15).

Os débitos para com instituições de crédito a prazo ou com pré-aviso apresentam a seguinte estrutura, de acordo com os prazos residuais de vencimento:

2002 2001
Até 3 meses 3 992 556 3 678 690
De 3 meses a 1 ano 1 491 730 2 327 377
De 1 a 5 anos 546 929 412 181
Superior a 5 anos 125 130 125 120
Indeterminado 32 110 43 441
6 188 455 6 586 809

4.15. Débitos para com Clientes

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Depósitos de poupança 825 379 780 121
Outros débitos
À vista 4 587 869 4 203 389
A prazo
Depósitos 6 123 968 5 815 433
Empréstimos 3 231 2 993
Outros recursos
Cheques e ordens a pagar 45 710 86 221
Operações de venda com acordo
de recompra – títulos
5 115 486 266
Recursos por operações sobre futuros e opções 2 626 4 824
Margens para cobertura de derivados 144 366
Outros 20 694 18 582
6 201 344 6 558 685
11 614 592 11 542 195

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, a rubrica DÉBITOS PARA COM CLIENTES inclui, respectivamente, 755 323 m. euros e 391 195 m. euros de depósitos de Fundos de Investimento geridos pelo BPI bem como de depósitos da BPI Vida (sociedade que processa os seguros de capitalização vendidos pelo Grupo BPI).

Em 30 de Junho de 2002, as margens para coberturas de derivados encontram-se registadas na rubrica DÉBITOS PARA COM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO (nota 4.14)

Os débitos para com Clientes a prazo (incluindo depósitos de poupança) apresentam a seguinte estrutura, de acordo com os prazos residuais de vencimento:

2002 2001
Até 3 meses 4 077 631 4 637 235
De 3 meses a 1 ano 2 520 733 2 154 054
De 1 a 5 anos 372 874 533 677
Indeterminado 55 485 13 840
7 026 723 7 338 806

4.16. Débitos representados por títulos

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Obrigações de caixa de taxa fixa
BPI 95 / Cupão Zero 5 544 5 544
BPI 96 – 1.ª Emissão / Cupão Zero 2 032 2 032
BPI 97 – 1.ª Emissão / Cupão Zero 768 768
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 3.65% 65 820 70 299
BPI Rendimento Fixo 5 Anos 4.1% 67 471 71 610
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 4.1% 23 273 23 772
BPI Rendimento Fixo 5 Anos 4.5% 3 986 4 095
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 4.0% 27 276 24 529
BPI Rendimento Fixo 5 Anos 4.4% 911 927
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 4.2% 16 730 17 516
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 4.25% 60 395 9 013
BPI Aplicação 4.1% 45 182 47 267
BPI Aplicação 4.1% – 2.ª Emissão 68 708 72 418
BPI Rendimento Fixo 2 Anos 4.3% 6 495
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 4.65% 1 269 1 277
BPI Rendimento Fixo 2 Anos 4.2% 5 566
BPI Rendimento Fixo 2 Anos 4.1% 4 808
BPI Rendimento Fixo 2 Anos 4.32% 500
BPI Rendimento Fixo 2 Anos 4.5% 1 450 4 030
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 4.4% 12 682 13 328
BPI Rendimento Fixo 2 Anos 4.7% 1 359 1 484
BPI Rendimento Fixo Crescente 22 119 23 222
BPI 20/02/2001-2006 4.28% 5 000 5 000
BPI Cayman 08/03/2001-2007 4.25% 5 000 5 000
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 3.5% 1 922
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 3.1% 749
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 3.25%
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 3.75%
1 072
1 705
BPI 19/04/02-2004 4.1% 500
BPI 05/04/02-2004 4% 1 110
BPI 19/03/02-2004 4% 2 540
BPI Cayman USD 28/05/02-2005 4% 43 152
Obrigações de caixa de taxa variável
BFB / 96 599
BFE 9.ª Emissão – Série A 10 368
BFE 9.ª Emissão – Série B 1 830
BPI Cayman 28/07/2000-2003 300 000 300 000
BPI Cayman 09/02/2001-2004 400 000 400 000
BPI Cayman 26/02/2001-2003 100 000 100 000
BPI Cayman 01/03/2001-2006 15 000 15 000
BPI Cayman 03/05/2001-2006 600 000 600 000
BPI Cayman 18/03/2002-2005 400 000
Obrigações de caixa de rendimento variável1
BFB Risco Limitado América / 96 3 792
BFB Capital Seguro Espanha / 97 4 480
BFE Capital Seguro Alemanha / 97 10 941
BFE Capital Seguro América do Sul / 97 20 904
BFB Risco Limitado Portugal / 97 4 074 5 993
BFB Risco Limitado Europa-100 / 97 10 464 11 141
BFB Risco Limitado Europa & América / 98 1 275 1 830
BFB Capital Seguro Europa & América / 98 0
BFB Capital Seguro Europa-100 / 98 34 423 39 563
BFB Capital Seguro Japão / 98 25 251 26 649
BFB Capital Seguro Portugal / 98 76 399 81 657
BFB Capital Seguro Itália / 98 15 965 16 912
BFB Capital Seguro França / 98 16 806 19 806
BPI Euro PT – 1999 – 1.ª e 2.ª Emissões 12 864
BPI Capital Seguro Portugal / 1999 12 301 12 995
BPI Capital Seguro Empresas Internacionais / 1999
BPI Capital Seguro Bolsas Mundiais / 1999
31 105
44 013
BPI Capital Seguro Multinacionais / 1999 45 134 47 051
BPI Capital Seguro Brasil / 99 1 675 6 657
BPI Capital Seguro Zona Euro 2004 19 316 20 053
BPI Capital Seguro Zona Euro 2007 30 162 31 429
2002 2001
Obrigações de caixa de rendimento variável1 (cont.)
BPI Capital Seguro Zona Euro 2002 11 202 13 546
BPI Capital Seguro Internet USD / 99 4 208 5 963
BPI Capital Seguro Internet Euro / 99 32 683 32 785
BPI Capital Seguro Internet Euro / 99 – 2.ª Emissão 14 506 14 896
BPI Risco Limitado Comunicações Móveis USD / 2000 24 385 36 304
BPI Capital Seguro Euro Stoxx 50 / 2000 2 885
BPI Capital Seguro Comunicações Móveis USD / 2000 6 038 12 728
BPI Capital Seguro Comunicações Móveis EUR / 2000 46 966 49 793
BPI Capital Seguro Comunicações Móveis
EUR / 2000 2.ª Emissão 48 553 49 667
BPI Risco Limitado Sector Nasdaq 100 USD / 2000 4 010 4 717
BPI Risco Limitado Sector Comunicações Móveis USD / 2000 4 010 4 717
BPI Risco Limitado Sector Internet USD / 2000 4 010 4 717
BPI Risco Limitado Sector 10 Uncommon Values USD / 2000 3 007 3 538
BPI Risco Limitado Sector Biotecnologia USD / 2000 7 519 8 844
BPI Capital Seguro Comunicações Móveis
EUR / 2000 3.ª Emissão 54 342 54 583
BPI Capital Seguro Biotecnologia USD / 2000 5 294 7 491
BPI Risco Limitado Biotecnologia USD / 2000 10 916 15 990
BPI Risco Limitado 10 Uncommon Values USD / 2000 3 491 9 880
BPI Capital Seguro Comunicações Móveis
EUR / 2000 4.ª Emissão
50 337 50 639
BPI Capital Seguro 10 Uncommon Values USD / 2000 3 939 6 657
BPI Capital Seguro Zona Euro 2005 2.ª Emissão 45 908 48 238
BPI Capital Seguro Euro Stoxx 50 / 2008 2 500 2 500
BPI Risco Limitado Euro Telefonica 2000 5 829 10 038
BPI Risco Limitado Euro Stoxx 50 2005 2 980 3 000
BPI Capital Seguro Euro Stoxx 50 2005 1 935 1 935
BPI Capital Seguro Selecção Europa 2003 – 1.ª emissão 29 959 30 714
BPI Capital Seguro Selecção Europa 2003 – 2.ª emissão 26 348 27 783
BPI Capital Seguro Zona Euro 2003 47 636 49 514
BPI Risco PT 2000-2002 2 750 2 750
BPI Capital Seguro Euro BPI 2000-2003 2 500 2 500
BPI Risco Limitado Euro PT 2000 17 102 17 895
BPI Risco Limitado Euro PT 2000 – 2.ª emissão 4 990 5 000
BPI Capital Seguro Euro Stoxx 50 / 2003 7 500 7 500
BPI Capital Seguro Euro Stoxx 50 / 2007 9 421 9 917
BPI Capital Seguro Índices Mundiais 2001 39 697 40 416
BPI Capital Seguro Rendimento Euribor 5.75% 2001 38 620 39 539
BPI Risco Limitado Portugal Telecom 2001 5 000
BPI Risco Limitado Tecnologia 2001 7 290 7 444
BPI Risco Limitado PT 2001 6 500 6 500
BPI Capital Seguro Zona Euro 2006 23 728 24 832
BPI Capital Seguro PTNC 2004 4 325 4 325
BPI Capital Seguro Zona Euro 2006 – 2.ª emissão 24 225 24 556
BPI Capital Seguro Quattro 2004 26 121 26 506
BPI Capital Seguro Rendimento Máximo 27.5% 2001-2004 7 831 7 892
BPI Capital Seguro Directo 2001 1 295
BPI Capital Seguro Healthcare 2001-2006 5 260
BPI Capital Seguro Healthcare 2006 – 2.ª emissão 2 500
BPI Capital Seguro Euro Stoxx 50 2001 – 2004 1 150
BPI Cayman 18/10/2001-2006 63 525
BPI Cayman 18/11/2001-2005 30 000
BPI Capital Seguro Euro Imobiliário 2002 39 978
BPI Capital Seguro Euro Imobiliário 2002-2007 6 000
BPI Capital Seguro Cinco Mais 2002 18 469
BPI Risco Limitado Portugal Telecom 2002 2 500
BPI Risco Limitado Portugal Telecom 2002-2004 9 950
BPI Capital Seguro Rendimento Máximo 5% 2002
BPI Capital Seguro Rendimento Máximo 25% 2002-2005
39 327
5 750
BPI Capital Seguro Rendimento Máximo 27.5% 2002-2005 25 000
3 573 785 3 094 766

1) O Grupo BPI dispõe de opções para cobertura dos riscos de variação dos custos suportados com estas obrigações.

As emissões de títulos a que se referem os saldos em 30 de Junho de 2002 têm as características seguintes:

Valor nominal Remuneração Taxa de juro em
vigor a 30.06.02
(%)
Data de reembolso
Obrigações de caixa de taxa fixa
BPI 95 / Cupão Zero 5 544 Diferença entre o respectivo valor de reembolso e
preço de emissão (2 494 m. euros)
Dezembro de 2003
BPI 96 – 1.ª Emissão / Cupão Zero 2 032 Diferença entre o respectivo valor de reembolso e
preço de emissão (998 m. euros)
Abril de 2004
BPI 97 – 1.ª Emissão / Cupão Zero 768 Diferença entre o respectivo valor de reembolso e
preço de emissão (499 m. euros)
Novembro de 2005
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 3.65% (2 emissões) 75 000 Fixada em 3.65% Outubro de 2002
BPI Rendimento Fixo 5 Anos 4.1% (3 emissões) 75 150 Fixada em 4.1% Outubro de 2004
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 4.1% (3 emissões) 26 058 Fixada em 4.1% Entre Fevereiro de 2003 e
Setembro de 2004
BPI Rendimento Fixo 5 Anos 4.5% (2 emissões) 4 182 Fixada em 4.5% Fevereiro de 2005
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 4.0% (9 emissões) 29 739 Fixada em 4.0% Entre Março de 2003 e
Março de 2005
BPI Rendimento Fixo 5 Anos 4.4% (2 emissões) 937 Fixada em 4.4% Março de 2005
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 4.2% (4 emissões) 18 291 Fixada em 4.2% Entre Maio de 2003 e
Fevereiro de 2004
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 4.25% (15 emissões) 61 281 Fixada em 4.25% Entre Fevereiro e
Junho de 2005
BPI Aplicação 4.1% 50 000 Fixada em 4.1% Agosto de 2004
BPI Aplicação 4.1% – 2.ª Emissão 77 000 Fixada em 4.1% Setembro de 2004
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 4.65% 1 377 Fixada em 4.65% Janeiro de 2003
BPI Rendimento Fixo 2 Anos 4.5% (4 emissões) 4 318 Fixada em 4.5% Entre Junho de 2002 e
Julho de 2002
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 4.4% (3 emissões) 13 967 Fixada em 4.4% Entre Dezembro de 2002 e
Agosto de 2003
BPI Rendimento Fixo 2 Anos 4.7% (2 emissões) 1 584 Fixada em 4.7% Agosto de 2002
BPI Rendimento Fixo Crescente (8 emissões) 23 895 Fixada em 4.0% em 2001, 4.5% em 2002 e 5.5% em 2003 Entre Setembro e
Dezembro de 2003
BPI 2006 5 000 Fixada em 4.28% Agosto de 2006
BPI Cayman 2007 5 000 Fixada em 4.25% Agosto de 2007
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 3.5% (2 emissões) 1 935 Fixada em 3.5% Entre Novembro de 2004 e
Fevereiro de 2005
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 3.1% 751 Fixada em 3.1% Dezembro de 2004
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 3.25% 1 074 Fixada em 3.25% Janeiro de 2005
BPI Rendimento Fixo 3 Anos 3.75% 1 730 Fixada em 3.75% Março de 2005
BPI 19/03/02-2004 4% 2 588 Fixada em 4% Março de 2004
BPI 05/04/02-2004 4% 1 110 Fixada em 4% Abril de 2004
BPI 19/04/02-2004 4.1% 500 Fixada em 4.1% Abril de 2004
BPI Cayman USD 28/05/02-2005 4% 43 152
(USD 43 044 000)
Fixada em 4% Maio de 2005
Obrigações de caixa de taxa variável
BPI Cayman 2003 300 000 Indexada à Euribor a 3 meses 3.577 Julho de 2003
BPI Cayman 2004 400 000 Indexada à Euribor a 3 meses 3.564 Fevereiro de 2004
BPI Cayman 2003 100 000 Indexada à Euribor a 3 meses 3.588 Junho de 2003
BPI Cayman 2006 15 000 Indexada à Euribor a 3 meses 3.604 Abril de 2006
BPI Cayman 2006 600 000 Indexada à Euribor a 3 meses 3.61 Maio de 2006
BPI Cayman 2005 400 000 Indexada à Euribor a 3 meses 3.618 Março de 2005
Obrigações de caixa de rendimento variável
BFB Risco Limitado Portugal / 97 28 282 Indexada ao índice PSI 20, tendo como limites por
obrigação -4.99 euros e 39.90 euros
Outubro de 2002
BFB Risco Limitado Europa – 100 / 97 29 529 Indexada ao índice FTSE Europa-100, tendo como limite
um mínimo de -4.99 euros por obrigação
Novembro de 2002
BFB Risco Limitado Europa & América / 98 4 988 Indexada ao índice BPI Europa & América, tendo como
limites por obrigação -4.99 euros e 34.92 euros
Janeiro de 2003
BFB Capital Seguro Europa & América / 98 2 494 Indexada ao índice BPI Europa & América, tendo como
limites por obrigação zero e 80% dessa variação
Janeiro de 2003
BFB Capital Seguro Europa – 100 / 98 109 736 Indexada ao índice FTSE Eurotop-100, tendo como limites
por obrigação zero e 34.92 euros
Fevereiro de 2003
BFB Capital Seguro Japão / 98 34 916 Indexada ao índice NIKKEI 225, tendo como limites por
obrigação zero e 39.90 euros
Março de 2003
Valor nominal Remuneração Taxa de juro em
vigor a 30.06.02
(%)
Data de reembolso
Obrigações de caixa de rendimento variável (cont.)
BFB Capital Seguro Portugal / 98 124 699 Indexada ao índice PSI 20, tendo como limites
por obrigação zero e 27.43 euros
Março de 2003
BFB Capital Seguro Itália / 98 39 904 Indexada ao índice MIB 30, tendo como limites
por obrigação zero e 24.94 euros
Abril de 2003
BFB Capital Seguro França / 98 50 129 Indexada ao índice CAC 40, tendo como limites
por obrigação zero e 24.94 euros
Maio de 2003
BPI Capital Seguro Portugal / 1999 15 000 Indexada ao índice PSI20, tendo como limite
mínimo por obrigação zero
Abril de 2004
BPI Capital Seguro Multinacionais / 1999 50 000 Indexada a um índice composto por um conjunto de
acções de empresas multinacionias cotadas em bolsas
internacionias, tendo como limite mínimo por obrigação zero
Junho de 2004
BPI Capital Seguro Brasil / 99 7 500 25% do valor nominal na data de reembolso ou zero se se
verificar alguma das condições de incumprimento por parte
da República Federal do Brasil
Julho de 2004
BPI Capital Seguro Zona Euro 2004 25 000 Indexada ao índice DJ Euro Stoxx 50 Price, tendo como limite
mínimo por obrigação zero
Julho de 2004
BPI Capital Seguro Zona Euro 2007 39 500 Indexada ao índice DJ Euro Stoxx 50 Price, tendo como limite
mínimo por obrigação 0.16 euros
Agosto de 2007
BPI Capital Seguro Zona Euro 2002 20 000 Indexada ao índice DJ Euro Stoxx 50 Price, tendo como limite
mínimo por obrigação zero
Agosto de 2002
BPI Capital Seguro Internet USD / 99 26 055
(USD 26 000 000)
Indexada ao índice DJ Interntet Composite, tendo como limite
mínimo por obrigação zero
Outubro de 2004
BPI Capital Seguro Internet Euro / 99 35 000 Indexada ao índice DJ Interntet Composite, tendo como limite
mínimo por obrigação zero
Novembro de 2004
BPI Capital Seguro Internet Euro / 99 – 2.ª Emissão 15 000 Indexada ao índice DJ Interntet Composite, tendo como limite
mínimo por obrigação zero
Novembro de 2004
BPI Risco Limitado Comunicações Móveis
USD / 2000
32 832
(USD 32 750 000)
Indexada ao índice BPI Comunicações Móveis, tendo como
limite mínimo por obrigação USD -0.1
Janeiro de 2005
BPI Capital Seguro Euro Stoxx 50 / 2000 2 885 Indexada ao índice Dow Jones Euro Stoxx 50 Price, tendo como
limite mínimo por obrigação zero
Janeiro de 2002
BPI Capital Seguro Comunicações Móveis
USD / 2000
13 283
(USD 13 250 000)
Indexada ao índice BPI Comunicações Móveis, tendo como
limite mínimo por obrigação zero
Janeiro de 2005
BPI Capital Seguro Comunicações Móveis
EUR / 2000
50 250 Indexada ao índice BPI Comunicações Móveis, tendo como
limite mínimo por obrigação zero
Fevereiro de 2005
BPI Capital Seguro Comunicações Móveis
EUR / 2000 2.ª Emissão
50 750 Indexada ao índice BPI Comunicações Móveis (2.ª Emissão),
tendo como limite mínimo por obrigação zero
Março de 2005
BPI Risco Limitado Sector Nasdaq 100
USD / 2000
4 010
(USD 4 000 000)
Indexada ao índice Nasdaq 100, tendo como limite mínimo
por obrigação USD -0.1
Março de 2005
BPI Risco Limitado Sector Comunicações
Móveis USD / 2000
4 010
(USD 4 000 000)
Indexada ao índice BPI Comunicações Móveis, tendo como
limite mínimo por obrigação USD -0.1
Março de 2003
BPI Risco Limitado Sector Internet USD / 2000 4 010
(USD 4 000 000)
Indexada ao índice Dow Jones Internet Composite, tendo como
limite mínimo por obrigação USD -0.1
Março de 2005
BPI Risco Limitado Sector 10 Uncommon
Values USD / 2000
3 008
(USD 3 000 000)
Indexada ao índice 10 Uncommon Values, tendo como limite
mínimo por obrigação USD -0.1
Março de 2005
BPI Risco Limitado Sector Biotecnologia
USD / 2000
7 519
(USD 7 500 000)
Indexada ao índice Amex Biotechnology, tendo como limite
mínimo por obrigação USD -0.1
Março de 2005
BPI Capital Seguro Comunicações Móveis
EUR / 2000 3.ª Emissão
55 200 Indexada ao índice BPI Comunicações Móveis (3.ª Emissão),
tendo como limite mínimo por obrigação zero
Março de 2005
BPI Capital Seguro Biotecnologia
USD / 2000
8 120
(USD 8 100 000)
Indexada ao índice Amex Biotechnology, tendo como limite
mínimo por obrigação zero
Março de 2005
BPI Risco Limitado Biotecnologia
USD / 2000
22 757
(USD 22 700 000)
Indexada ao índice Amex Biotechnology, tendo como limite
mínimo por obrigação USD -0.1
Março de 2005
BPI Risco Limitado 10 Uncommon Values
USD / 2000
8 922
(USD 8 900 000)
Indexada ao índice 10 Uncommon Values, tendo como limite
mínimo por obrigação USD -0.1
Abril de 2005
BPI Capital Seguro Comunicações Móveis
EUR / 2000 4.ª Emissão
51 250 Indexada ao índice BPI Comunicações Móveis (4.ª Emissão),
tendo como limite mínimo por obrigação zero
Abril de 2005
BPI Capital Seguro 10 Uncommon Values
USD / 2000
6 140
(USD 6 125 000)
Indexada ao índice 10 Uncommon Values, tendo como limite
mínimo por obrigação zero
Abril de 2005
BPI Capital Seguro Zona Euro 2005
– 2.ª Emissão
50 000 Indexada ao índice Dow Jones Euro Stoxx 50 Price, tendo como
limite mínimo por obrigação zero
Junho de 2005
BPI Capital Seguro Euro Stoxx 50 / 2008 2 500 Indexada ao índice Dow Jones Euro Stoxx 50 Price, tendo como
limite mínimo por obrigação 0.05 euros
Julho de 2008
BPI Risco Limitado Euro Telefonica 2000 10 520 Indexada à cotação das acções da Telefonica na Bolsa de Madrid
tendo como limites por obrigação -0.73 euros e 0.27 euros
Julho de 2003
BPI Risco Limitado Euro Stoxx 50 2005 3 000 Indexada ao índice Dow Jones Euro Stoxx 50 Price, tendo como
limite mínimo por obrigação -0.1 euros
Agosto de 2005
Valor nominal Remuneração Taxa de juro em
vigor a 30.06.02
(%)
Data de reembolso
Obrigações de caixa de rendimento variável (cont.)
BPI Capital Seguro Euro Stoxx 50 2005 2 125 Indexada ao índice Dow Jones Euro Stoxx 50 Price,
tendo como limite mínimo por obrigação zero
Agosto de 2005
BPI Capital Seguro Selecção Europa 2003 31 154 Indexada ao índice 10 Uncommon Values, tendo como
limite mínimo por obrigação zero
Agosto de 2003
BPI Capital Seguro Selecção Europa 2003
– 2.ª Emissão
28 085 Indexada ao índice 10 Uncommon Values, tendo como
limite mínimo por obrigação zero
Setembro de 2003
BPI Capital Seguro Zona Euro 2003 50 000 Indexada ao índice Dow Jones Euro Stoxx 50 Price,
tendo como limite mínimo por obrigação 9 euros
Outubro de 2003
BPI Risco PT 2000-2002 2 750 Indexada à cotação das acções da Portugal Telecom na BVLP
tendo como limites por obrigação -82 euros e 18 euros
Dezembro de 2002
BPI Capital Seguro Euro BPI 2000-2003 2 500 Indexada à cotação das acções do BPI SGPS na BVLP tendo
como limites por obrigação zero e 16.5 euros
Dezembro de 2003
BPI Risco Limitado Euro PT 2000 18 000 Indexada à cotação das acções da Portugal Telecom na BVLP
tendo como limites por obrigação -80 euros e 20 euros
Dezembro de 2002
BPI Risco Limitado Euro PT 2000
– 2.ª Emisão
5 000 Indexada à cotação das acções da Portugal Telecom na BVLP
tendo como limites por obrigação -80 euros e 20 euros
Janeiro de 2003
BPI Capital Seguro Euro Stoxx 50 / 2003 7 500 Indexada ao índice Dow Jones Euro Stoxx 50 Price tendo como
limites por obrigação zero e 16 euros
Abril de 2003
BPI Capital Seguro Euro Stoxx 50 2001-2007 10 000 Indexada ao índice Dow Jones Euro Stoxx 50 Price tendo como
limite mínimo por obrigação zero
Abril de 2007
BPI Capital Seguro Índices Mundiais 2001 50 000 Indexada aos índices Nikkei 225, FTSE 100, Dow Jones Euro Stoxx 50,
Nasdaq 100 e S&P 500, tendo como limite mínimo por obrigação zero
Março de 2006
BPI Capital Seguro Rendimento Euribor 5.75% 2001 40 000 Indexada à Euribor a 1 ano Março de 2004
BPI Risco Limitado Portugal Telecom 2001 5 000 Indexada à cotação das acções da Portugal Telecom e à
Euribor a 3 meses
Março de 2003
BPI Risco Limitado Tecnologia 2001 7 450 Indexada ao índice Nasdaq 100 tendo como limites
por obrigação -70 euros e 20 euros
Abril de 2003
BPI Risco Limitado PT 2001 6 500 Indexada à cotação das acções da Portugal Telecom tendo como
limite mínimo por obrigação 20 euros
Abril de 2003
BPI Capital Seguro Zona Euro 2006 25 000 Indexada ao índice Dow Jones Euro Stoxx 50 Price tendo como
limites por obrigação -80 euros e 20 euros
Maio de 2006
BPI Capital Seguro PTNC 2004 4 325 Indexada às cotações das acções Portugal Telecom, Telefonica,
Nokia e Cisco, tendo como limites por obrigação 9 euros e 22 euros
Maio de 2004
BPI Capital Seguro Zona Euro 2006 – 2.ª emissão 25 000 Indexada ao índice Dow Jones Euro Stoxx 50 Price tendo como
limite mínimo por obrigação 10 euros
Junho de 2006
BPI Capital Seguro Quattro 2004 27 100 Indexada às cotações das acções Portugal Telecom, Telefonica, Nokia
e Cisco Systems, tendo como limites por obrigação 6 euros e 25 euros
Junho de 2004
BPI Capital Seguro Rendimento Máximo
27.5% 2001-2004
8 000 Indexada às cotações das acções Portugal Telecom, Telefonica, AXA
e Bayer, tendo como limites por obrigação 6 euros e 27.5 euros
Julho de 2004
BPI Capital Seguro Directo 2001 2 500 Indexada às cotações das acções Portugal Telecom, Telefonica, Nokia
e Cisco Systems, tendo como limites por obrigação 6 euros e 20 euros
Dezembro de 2004
BPI Capital Seguro Healthcare 2001-2006 5 300 Indexada ao índice Dow Jones Stoxx Healthcare Price, tendo como
limite minímo por obrigação zero
Dezembro de 2006
BPI Capital Seguro Healthcare 2006 – 2.ª emissão 2500 Indexada ao índice Dow Jones Europe Stoxx Healthcare Price, tendo
como limite minímo por obrigação zero
Dezembro de 2006
BPI Capital Seguro Euro Stoxx 50 2001-2004 1 150 Indexada ao índice Dow Jones Euro Stoxx 50 Price tendo como limite
mínimo por obrigação 3 euros
Dezembro de 2004
BPI Cayman 2006 63 525 Indexada a um conjunto de índices Outubro de 2006
BPI Cayman 2005 30 000 Indexada a um conjunto de índices Dow Jones Novembro de 2005
BPI Capital Seguro Imobiliário 2002 50 000 Indexada ao índice European Public Real Estate Index, tendo como
limite minímo por obrigação 10 euros
Junho de 2007
BPI Capital Seguro Euro Imobiliário
2002-2007
6 000 Indexada ao índice European Public Real Estate Index, tendo como
limite minímo por obrigação 8 euros
Maio de 2007
BPI Capital Seguro Cinco Mais 2002 25 000 Indexada à cotação das acções da Endesa, JP Morgan Chase,
Nestlé, Portugal Telecom e Royal Dutch Petroleum, tendo como
limite mínimo por obrigação zero
Junho de 2007
BPI Risco Limitado Portugal Telecom 2002 2 500 Indexada à cotação das acções da Portugal Telecom Março de 2004
BPI Risco Limitado Euro Portugal Telecom 2002-2004 9 950 Indexada à cotação das acções da Portugal Telecom, tendo como
limite máximo por obrigação 17 euros
Março de 2004
BPI Capital Seguro Rendimento Máximo 5% 2002 39 600 Indexada à USD Libor a 6 meses Março de 2005
BPI Capital Seguro Rendimento Máximo 25%
2002-2005
5 750 Indexada à cotação das acções da Acesa, Aegon NV, Bayer e
British American Tobacco
Março de 2005
BPI Capital Seguro Rendimento Máximo
27.5% 2002-2005
25 000 Indexada à cotação das acções da Intel, AT&T, Hewlett-Packard e
Deutsche Telekom
Maio de 2005

4.17. Outros passivos

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Credores
Fornecedores 6 835 13 345
Credores por contratos de factoring 9 715 9 932
Credores diversos 84 502 102 053
Outras exigibilidades
Sector Público Administrativo
IRC a pagar 4 393 1 671
Retenção de impostos na fonte 10 261 13 950
Outros 6 022 2 958
Contribuições para fundos de pensões 56 320 101
Outras 3 322 2 657
181 370 146 667

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, a rubrica CREDORES DIVERSOS inclui, respectivamente, 33 436 m. euros e 39 707 m. euros resultantes de cobranças efectuadas a Clientes da Sucursal de Luanda do Banco BPI que aguardam autorização do Banco Nacional de Angola para a emissão de ordens de pagamento ao exterior.

4.18. Contas de regularização (passivo)

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Custos a pagar
De recursos de instituições de crédito 45 099 59 044
De depósitos 70 318 76 520
De responsabilidades representadas por títulos
De custos administrativos
41 816 31 555
Remunerações variáveis 17 705 13 386
Outros 53 171 71 438
De operações cambiais, de taxas de juro e
sobre cotações (swaps)
151 726 139 242
Reavaliação das obrigações Capital Seguro
e Risco Limitado
78 526 35 964
Outros 28 393 9 886
486 754 437 035
Receitas com proveito diferido
De rendimento de títulos emitidos a valor descontado 14 236 24 455
De prémios de opções vendidas associadas às
operações Capital Seguro
3 921 9 708
De operações de swap 10 587
De outras operações extrapatrimoniais 11 958 4 573
De contribuições para fundos de pensões 97
Outras 18 554 13 460
59 353 52 196
Flutuação de valores 33
Outras contas de regularização
Operações sobre valores mobiliários a regularizar 3 109 18
Operações passivas a regularizar 59 772 61 540
Reavaliação de opções associadas às
operações Capital Seguro
13 417 35 396
IRC – Pagamentos por conta 22 467 24 011
Outras 61 859 61 724
160 624 182 689
Outras contas internas (nota 2.6) 88 592
795 323 671 953

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, a rubrica OPERAÇÕES SOBRE VALORES MOBILIÁRIOS A REGULARIZAR corresponde ao valor líquido das operações sobre valores mobiliários registadas entre a data de execução das operações e data prevista nos regulamentos para a respectiva liquidação financeira (nota 4.13).

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, a rubrica OUTRAS CONTAS DE REGULARIZAÇÃO inclui 63 104 m. euros relativos à mais valia apurada na alienação de 30% do capital social da IMC – Investimentos, Média e Conteúdos, SGPS, S.A (IMC). Esta mais valia encontra-se suspensa de reconhecimento na conta de resultados uma vez que o Grupo BPI adquiriu participações na Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (Impresa) e na SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. (SIC), anteriormente detidas pela IMC. Os montantes a considerar na determinação dos resultados de uma eventual alienação das participações na Impresa e na SIC ascendem a 14 388 m. euros e 48 716 m. euros, respectivamente (nota 3.2).

4.19. Provisões para riscos e encargos e fundo para riscos bancários gerais

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Para pensões 11 191 6 763
Outras provisões (nota 2.10)
Para riscos gerais de crédito 188 123 173 360
Para outros riscos e encargos 57 634 15 960
245 757 189 320
Fundo para riscos bancários gerais (nota 2.11) 10 851 5 145
267 799 201 228

Os Administradores que integram a Comissão Executiva do BPI SGPS, S.A. bem como os demais Administradores do Banco BPI e, a partir de 2001, do BPI Investimentos beneficiam de um plano complementar de pensões de reforma e sobrevivência. Em 31 de Dezembro de 2001 e 2000, o valor actual das responsabilidades por serviços passados correspondentes ao plano era de 10 478 m. euros e 6 140 m. euros, respectivamente.

Estas responsabilidades estão a ser reconhecidas como custos através de um plano de amortizações uniformes anuais à taxa de 7% e ao longo de um período que corresponde à vida activa remanescente dos Administradores a que respeitam. Em 30 de Junho de 2002 e 2001, o saldo da rubrica PROVISÕES PARA PENSÕES E ENCARGOS SIMILARES inclui, respectivamente, 6 104 m. euros e 3 172 m. euros para cobertura destas responsabilidades.

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, o saldo da rubrica PROVISÕES PARA PENSÕES E ENCARGOS SIMILARES inclui ainda 5 087 m. euros e 3 591 m. euros, respectivamente, respeitantes a responsabilidades por serviços passados de Colaboradores das Sucursais de Luanda e Madrid do Banco BPI e do Banco Fomento, S.A.R.L. (Moçambique).

Em 30 de Junho de 2001, o saldo da rubrica PROVISÕES PARA OUTROS RISCOS E ENCARGOS inclui 5 246 m. euros relativos a encargos com impostos a pagar decorrentes de ganhos em curso de operações cujo reconhecimento fiscal apenas tem lugar no exercício da liquidação dessas operações. Em 30 de Junho de 2002, o saldo da provisão para impostos a pagar decorrentes de ganhos daquela natureza é nulo em consonância com a evolução da matéria colectável respectiva.

O movimento ocorrido nas provisões durante os primeiros semestres de 2002 e 2001 é apresentado na nota 4.27.

4.20. Responsabilidades por pensões de reforma e sobrevivência

As responsabilidades por serviços passados de Pensionistas e de Colaboradores que estão, ou estiveram, ao serviço de empresas1 do Grupo BPI e cuja cobertura se encontra assegurada por fundos de pensões, são calculadas em conformidade com o estabelecido no Aviso do Banco de Portugal n.º 12 / 2001, de 23 de Novembro.

A BPI Pensões é a entidade a quem compete a responsabilidade de elaborar as avaliações actuariais necessárias ao cálculo das responsabilidades por pensões de reforma e sobrevivência bem como a de gerir os fundos de pensões respectivos. As avaliações actuariais são, em geral, reportadas ao final de cada exercício.

Os métodos de valorização actuarial utilizados são o "Projected Unit Credit", para o cálculo do custo normal e das responsabilidades com serviços passados por velhice, e os Prémios Únicos Sucessivos, para o cálculo dos custos relativos aos benefícios de invalidez e sobrevivência.

Os principais pressupostos actuariais e financeiros utilizados no cálculo das responsabilidades por pensões são:

Pressupostos
Tábua de mortalidade TV – 73 / 77
Tábua de invalidez EKV 80
Taxa de desconto 7.0%
Taxa de rendimento dos activos dos fundos de pensões 7.0%
Taxa de crescimento dos salários pensionáveis 4.0%
Taxa de crescimento das pensões 3.0%
Taxa de rotação do pessoal 0%
Decrementos Por mortalidade

De acordo com a disciplina do Aviso do Banco de Portugal n.º 12 / 2001, desde 31 de Dezembro de 2001 não são utilizados decrementos de invalidez no cálculo das responsabilidades por serviços passados de Colaboradores no activo. Esta alteração implicou um acréscimo das responsabilidades por serviços passados no valor, àquela data, de 90 077 m. euros que, mediante acordo do Banco de Portugal, será reconhecido no balanço e financiado de acordo com um plano de amortização de prestações uniformes anuais, durante um período máximo de 20 anos iniciado em 2002 (nota 4.28).

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, a cobertura financeira das responsabilidades por serviços passados é:

2002 2001
A. Responsabilidades totais por serviços passados1
Responsabilidades por pensões em pagamento 1 043 674 919 846
Das quais: [acréscimo de responsabilidades
resultante de reformas antecipadas efectuadas
no semestre] [13 835] [9 467]
Responsabilidades por serviços passados
de Colaboradores no activo
342 276 254 989
1 385 950 1 174 835
B. Responsabilidades por serviços passados a
reconhecer até 2022
88 978
C. Responsabilidades por serviços passados
reconhecidas no balanço (A-B) 1 296 972 1 174 835
D. Situação patrimonial dos fundos de pensões
Saldo inicial 1 256 581 1 162 342
Contribuições de empresas do Grupo BPI
Relativas ao custo corrente do período 8 438
Extraordinárias 12 080
Relativas a exercícios anteriores 3 231
Contribuições de Colaboradores 587 682
Rendimento dos fundos de pensões (líquido) 18 129 12 635
Pensões pagas pelos fundos de pensões (37 689) (33 825)
1 240 839 1 162 352
E. Contribuições a transferir para os fundos de pensões 56 187 12 836
F. Cobertura total (D+E) 1 297 026 1 175 188
G. Excesso de cobertura (F-A) 54 353

1) Em 30 de Junho de 2002, os valores relativos à BPI Dealer, BPI Factor, BPI Fundos e BPI Leasing reportam-se a 31 de Dezembro de 2001.

No primeiro semestre de 2002, as contribuições para o fundo de pensões foram realizadas em dinheiro.

Em 30 de Junho de 2002, as responsabilidades por serviços passados (excluindo o acréscimo de responsabilidades decorrente da não utilização de decrementos de invalidez) ainda não reconhecidas como custo são:

2002
A. Acréscimo de responsabilidades por reformas antecipadas 50 872
B. Perdas (ganhos) actuariais resultantes de alterações nos
pressupostos actuariais
(619)
C. Perdas (ganhos) actuariais resultantes de diferenças entre
os pressupostos actuariais e financeiras e os valores
efectivamente realizados
C1. Reconhecidos como flutuação de valores 99 471
C2. Reconhecidos como despesas com custo diferido 1 452
C3. Reconhecidos como receitas com proveito diferido (97)
D. Responsabilidades a amortizar (A+B+C2+C3) 51 608

Em 30 de Junho de 2001, o Grupo BPI efectuou a amortização, por contrapartida de reservas, da totalidade do saldo das despesas com custo diferido relativas à cobertura do acréscimo de responsabilidades por reformas antecipadas realizadas em 1999 e 2000 e ainda não amortizadas em 31 de Dezembro de 2000, bem como do acréscimo de responsabilidades por reformas antecipadas realizadas no primeiro semestre de 2001 e ainda não amortizadas (80 402 m. euros).

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, as demonstrações financeiras consolidadas registam os seguintes custos relacionados com a cobertura de responsabilidades por pensões:

2002 2001
Em custos com pessoal
Custo do ano 9 719 8 934
9 719 8 934
Em perdas (ganhos) extraordinários
Amortização do acréscimo de responsabilidades
por reformas antecipadas
2 968
Amortização de perdas (ganhos) actuariais devidas a:
– diferenças entre os pressupostos e os valores verificados 78
– alterações dos pressupostos actuariais (36)
Prestação relativa ao acréscimo de responsabilidades
decorrente da não utilização de decrementos de invalidez
4 251
Outros custos 14 852
7 261 14 852

4.21. Passivos subordinados

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Títulos de participação
Títulos de participação BFE 1.ª Emissão 8 873 9 759
Títulos de participação BFE 2.ª Emissão 7 919 8 763
Empréstimos subordinados
Obrigações de Caixa Subordinadas BPI 94 49 880 49 880
Obrigações de Caixa Subordinadas BPI 96 74 820 74 820
Obrigações Perpétuas Subordinadas BPI 96 74 820 74 820
Obrigações Perpétuas Subordinadas BPI 96 em yenes 63 452 71 178
Obrigações Subordinadas BFB 91 74 820
Obrigações Perpétuas Subordinadas BFB 96 em dólares 117 924
Obrigações de Caixa Subordinadas BFB 1997 / 2007 74 820 74 820
Obrigações de Caixa Subordinadas BBI / 92 24 697 24 696
Obrigações de Caixa Subordinadas
BPI Rendimento Mais 2001
99 974
Obrigações de Caixa Subordinadas BPI 2001 / 2011 150 000
Obrigações BBI de Reprivatização / 94 6 235
629 255 587 715

As emissões dos títulos a que se referem os saldos em 30 de Junho de 2002 têm as características seguintes:

Valor nominal Remuneração Taxa de juro em
vigor a 30.06.02
(%)
Data de reembolso
Títulos de participação
Títulos de Participação BFE 87 – 1.ª emissão 14 210 Indexada à Lisbor a 1 ano e aos resultados do Banco BPI
Títulos de Participação BFE 87 – 2.ª emissão 13 872 Indexada à Lisbor a 1 ano e aos resultados do Banco BPI
Empréstimos subordinados
Obrigações de Caixa Subordinadas BPI 94 49 880 Indexada à Lisbor a 6 meses 4.346 Outubro de 2004
Obrigações de Caixa Subordinadas BPI 96 74 820 Indexada à Lisbor a 6 meses 3.875 Junho de 2006
Obrigações Perpétuas Subordinadas BPI 96 74 820 Indexada à Lisbor a 3 meses 4.216
Obrigações Perpétuas Subordinadas
BPI 96 em yenes
63 452
(7 500 milhões JPY)
4% até Novembro de 2011 e, posteriormente, indexada à
taxa de rendimento dos títulos do Governo Japonês a 5 anos
4.0
Obrigações de Caixa Subordinadas
BFB 1997 / 2007
74 820 Indexada à Lisbor a 3 meses 3.75 Novembro de 2007
Obrigações de Caixa Subordinadas BBI / 92 24 940 Indexada à taxa base anual (TBA) calculada e divulgada
pelo Banco de Portugal
3.8125 Junho de 2003
Obrigações de Caixa Subordinadas BPI
Rendimento Mais 2001
100 000 Indexada à Euribor a 6 meses 4.226 Julho de 2011
Obrigações de Caixa Subordinadas BPI 2001 / 2011 150 000 5% no 1.º ano, 5.1% no 2.º ano, 5.2% no 3.º ano,5.3% no
4.º ano, 5.4% no 5.º ano, 5.5% no 6.º ano, 5.85 no 7.º ano,
6.2% no 8.º ano, 6.55% no 9.º ano e 7% no 10.º ano
5.0 Julho de 2011

O Banco de Portugal considera que os fundos provenientes destes passivos são equiparados, para efeitos de cumprimento dos requisitos de solvabilidade, a fundos próprios sujeitos a um programa de redução gradual dos respectivos montantes nos cinco anos que precedem o respectivo reembolso.

4.22 Interesses minoritários

Esta rubrica tem a seguinte composição:

Balanço Demonstração de resultados
2002 2001 2002 2001
Accionistas minoritários de:
BPI Capital Finance Ltd. 255 873 305 510 5 240 10 686
CrediUniverso – Serviços de Marketing, S.A. 981 836 151 105
Inter-Risco – Sociedade de Capital de Risco, S.A. 3 998 4 502 (55) 104
BPI (Suisse), S.A. 2
260 854 310 848 5 336 10 895

Em 30 de Junho de 2002, os interesses minoritários da BPI Capital Finance Ltd. incluem 250 627 m. euros correspondentes ao contravalor em euros de 6 000 000 de acções preferenciais Série A e de 4 000 000 de acções preferenciais Série B, ambas as séries sem direito de voto, com o valor nominal de 25 dólares americanos cada e emitidas por aquela filial do BPI SGPS em Dezembro de 1996.

O pagamento de dividendos e o reembolso das acções preferenciais são garantidos pelo BPI SGPS.

As acções preferenciais da Série A dão direito ao pagamento de um dividendo preferencial não cumulativo determinado pela aplicação de uma taxa anual correspondente à Libor (USD – 3 meses) acrescida de uma margem de 1.95 pontos percentuais sobre o valor nominal, pago trimestralmente em 18 de Março, 18 de Junho, 18 de Setembro e 18 de Dezembro de cada ano. As acções preferenciais da Série B dão direito ao pagamento de um dividendo preferencial não cumulativo determinado pela aplicação de uma taxa anual correspondente à Libor (USD – 3 meses) acrescida de uma margem de 1.15 pontos percentuais (até 19 de Dezembro de 2001) e de 2.65 pontos percentuais (depois de 19 de Dezembro de 2001) sobre o valor nominal, pago trimestralmente em 19 de Março, 19 de Junho, 19 de Setembro e 19 de Dezembro de cada ano.

Durante o primeiro semestre de 2002, o valor dos dividendos (antecipados) pagos pela BPI Capital Finance aos detentores destas acções preferenciais ascendeu a 4 886 m. euros.

As acções preferenciais da Série A são reembolsáveis, no todo ou em parte, ao valor nominal por opção da BPI Capital Finance, Ltd., mediante aprovação prévia do Banco de Portugal e do BPI SGPS, em qualquer data de pagamento do dividendo a partir de Dezembro de 2003. As acções preferenciais da Série B são reembolsáveis, no todo ou em parte, ao valor nominal por opção da BPI Capital Finance, Ltd., mediante aprovação prévia do Banco de Portugal e do BPI SGPS, em qualquer data de pagamento do dividendo.

Estas acções são subordinadas em relação a qualquer passivo do BPI SGPS e pari passu relativamente a quaisquer acções preferenciais que venham a ser emitidas pelo Grupo.

4.23. Capital subscrito

Por escritura pública de 3 de Junho de 2002, o capital social do BPI SGPS foi aumentado de 645 625 m. euros para 760 000 m. euros por emissão de 114 375 000 acções ordinárias nominativas e escriturais com o valor nominal de 1 euro por subscrição pública reservada a accionistas. As acções foram pagas a um preço de subscrição de 1.75 euros cada, o que, em função do seu valor nominal unitário, correspondeu a um prémio de emissão de 0.75 euros por acção (nota 4.24).

Em 2002, a Assembleia Geral de 3 de Abril atribuiu ao Conselho de Administração do BPI SGPS poderes para, no prazo de dezoito meses:

  • a) comprar em mercados regulamentados acções do BPI SGPS representativas de até 10% do seu capital social, sendo o preço máximo igual a 110% da média ponderada das médias diárias ponderadas da cotação das acções do BPI SGPS nas 20 sessões de bolsa anteriores à data da compra e o mínimo de 1 euro;
  • b) alienar aos Colaboradores do BPI SGPS e de Sociedades por ele dominadas, bem como aos respectivos Administradores, a título de remuneração variável, acções e opções de compra de acções do BPI SGPS, nos termos e condições constantes do Regulamento em vigor para o Pograma de Remuneração Variável em Acções (RVA);
  • c) alienar a terceiros ao preço mínimo de 10% abaixo da cotação média ponderada de Bolsa nas 20 sessões anteriores à data de venda, devendo esta ser feita em Bolsa, salvo se tal venda se relacionar com a colocação de ADR's (American Depositary Receipts) nos Estados Unidos da América.

Em 30 de Junho de 2002, o capital social do BPI SGPS está representado por 760 000 000 acções de valor nominal de 1 euro e encontra-se integralmente realizado.

4.24. Prémios de emissão

Entre 31 de Dezembro de 2000 e 30 de Junho de 2002, o movimento ocorrido nos prémios de emissão foi o seguinte:

Saldo em 30 de Junho de 2002 286 833
– Prémios de emissão realizados (nota 4.23) 85 781
(Escritura pública de 3 de Junho de 2002)
Aumento de capital realizado em Junho de 2002
Saldo em 31 de Dezembro de 2000 201 052

Nos termos da Portaria n.º 408 / 99, de 4 de Junho, publicada no Diário da República – I Série B, n.º 129, os prémios de emissão não podem ser utilizados para a atribuição de dividendos nem para a aquisição de acções próprias.

4.25. Reservas

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Reserva legal 21 416 19 201
Reservas livres 65 750 81 543
Reservas de fusão 156 256
243 422 100 744
Reservas de consolidação (244 937) (172 481)
(1 515) (71 737)

De acordo com o disposto no artigo 295.º do Código das Sociedades Comerciais, o BPI SGPS deverá destinar uma percentagem não inferior à vigésima parte dos seus lucros à constituição de uma reserva legal até que aquela represente a quinta parte do capital social. Esta reserva não é distribuível, excepto em caso de liquidação da Sociedade.

Em 30 de Junho de 2002, as reservas de fusão resultam da incorporação, por fusão, da BPI Capital, da BPI Participações e da BPI Private Equity no BPI SGPS.

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, os prémios de emissão e as reservas legais das Sociedades que integram o Grupo BPI, indisponíveis em conformidade com a legislação aplicável, ascendem a 308 687 m. euros e 296 032 m. euros, respectivamente, as quais, ponderadas pela percentagem (efectiva) de participação do BPI SGPS, ascendem a 221 626 m. euros e 211 762 m. euros, respectivamente. Estas reservas são incluídas na rubrica RESERVAS DE CONSOLIDAÇÃO.

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, as reservas de reavaliação das Sociedades que consolidam pelo método de integração global ascendem a 21 550 m. euros. Estas reservas são incluídas na rubrica RESERVAS DE CONSOLIDAÇÃO.

A rubrica RESERVAS DE CONSOLIDAÇÃO representa a diferença entre a quota- -parte que corresponde à percentagem (efectiva) de participação do BPI SGPS nos capitais próprios das participadas e o valor do respectivo custo de aquisição após a introdução dos ajustamentos considerados necessários.

Entre 31 de Dezembro de 2000 e 30 de Junho de 2002, o movimento ocorrido nas reservas foi o seguinte:

Reservas em 31 de Dezembro de 2000 (69 042)
Lucro consolidado de 2000 152 355
Dividendos distribuídos em 2001 (58 097)
Goodwill na aquisição de 8.4% da Viacer (15 298)
Goodwill na aquisição de 18.8% da Douro SGPS (2 620)
Badwill na aquisição de 17.0% do Banc Post 3 368
Amortização de reformas antecipadas (80 402)
Distribuição de resultados a orgãos sociais (1 201)
Outros (800)
Reservas em 30 de Junho de 2001 (71 737)
Goodwill na aquisição de 1.3% da Douro SGPS (178)
Outros 642
Reservas em 31 de Dezembro de 2001 (71 273)
Lucro consolidado de 2001 133 283
Dividendos distribuídos em 2002 (57 875)
Provisões para imobilizações financeiras (Aviso n.º 4 / 2002) (4 467)
Variação das reservas regulamentares das seguradoras (718)
Distribuição de resultados a orgãos sociais (50)
Outros (415)
Reservas em 30 de Junho de 2002 (1 515)

4.26. Goodwill

O valor do badwill relativo à aquisição, pelo BPI Investimentos, de 17% do capital social do Banc Post, reconhecido no primeiro semestre de 2001, foi:

Valor do badwill no Banc Post 3 368
Valor de custo da participação adquirida pelo BPI Investimentos (11 560)
Valor dos capitais próprios do Banc Post adquiridos
pelo BPI Investimentos (17.0%)
14 928
Valor dos capitais próprios do Banc Post 87 815

O valor do goodwill relativo à aquisição, pelo BPI SGPS, de 20% do capital social da Douro SGPS em 2001 foi:

Valor dos capitais próprios da Douro SGPS 3 961
Valor dos capitais próprios da Douro SGPS
adquiridos pelo BPI SGPS (20.1%)
794
Valor de custo da participação adquirida pelo BPI SGPS (3 592)
Valor do goodwill na Douro SGPS (2 798)

O valor do goodwill relativo à aquisição, pela BPI Ventures, de 8% do capital social da Viacer no primeiro semestre de 2001 foi:

Valor do goodwill na Viacer (15 298)
Valor de custo da participação adquirida pela BPI Ventures (25 481)
Valor dos capitais próprios da Viacer adquiridos pela BPI Ventures (8.4%) 10 183
Valor do aumento dos capitais próprios da Viacer 42 579

4.27. Provisões para crédito, títulos e outros activos

O movimento ocorrido nas provisões do Grupo durante o primeiro semestre de 2002 foi o seguinte:

Saldo em
31.12.01
Dotações Transferências Utilizações Reposições Reavaliação
cambial
e outros
Saldo em
30.06.02
Provisões para créditos de cobrança duvidosa
Para crédito (nota 4.4) 4 403 17 034 (303) (2 444) 16 415 35 105
Para devedores e outras aplicações (nota 4.12) 21 12 33
Provisões para crédito e juros vencidos
Para aplicações em instituições de crédito (nota 4.3) 118 928 (704) (12 675) 105 549
Para crédito (nota 4.4) 91 756 23 578 (1 663) (20 910) (2 707) (480) 89 574
Para títulos (nota 4.5) 439 109 (297) (5) 246
Provisões para risco-país
Para aplicações em instituições de crédito (nota 4.3) 27 25 (2) 50
Para crédito (nota 4.4) 2 715 (1 172) 1 543
Para títulos (nota 4.5) 409 409
Para outras aplicações (nota 4.12) 27 821 44 27 865
Provisões para obrigações e outros títulos de rendimento fixo (nota 4.5) 3 622 1 710 (2 364) (1) (156) 2 811
Provisões para acções e outros títulos de rendimento variável (nota 4.6) 16 147 1 956 (152) (823) (20) 17 108
Provisões para partes de capital em empresas associadas 938 183 1 121
Provisões para depreciação de imobilizações financeiras
Para outras participações financeiras (nota 4.9) 6 468 21 (1 849) 3 685 8 325
Para outras imobilizações financeiras (nota 4.12) 2 626 11 478 3 115
Provisões para acções próprias 156 156
Provisões para aplicações por recuperação de créditos (nota 4.12) 6 872 401 (32) (63) 7 178
Provisões para pensões de reforma e sobrevivência (nota 4.19) 9 442 1 156 593 11 191
Provisões para riscos gerais de crédito (nota 4.19) 180 896 8 630 1 966 (3 910) 541 188 123
Provisões para outros riscos e encargos (nota 4.19) 54 680 3 039 (33) (52) 57 634
Fundo para riscos bancários gerais (nota 4.19) 6 658 1 897 2 364 (26) (3) (39) 10 851
534 868 59 779 0 (21 451) (13 885) 8 676 567 987

Em 30 de Junho de 2002, as rubricas PROVISÕES PARA PARTES DE CAPITAL EM EMPRESAS ASSOCIADAS e as PROVISÕES PARA DEPRECIAÇÃO DE IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS incluem, sob a epígrafe reavaliação cambial e outros, 4 474 m. euros relativos a provisões constítuidas por contrapartida de reservas nos termos do Aviso n.º 4 / 2002 (notas 2.4 e 4.25). De acordo com o regime transitório definido no referido aviso, e descrito na nota 2.4, aquele montante deverá ser complementado com a constituição de provisões no valor de 49 215 m. euros.

Em 30 de Junho de 2002, a reavaliação cambial e outros inclui 18 492 m. euros de provisões relativas à aquisição de créditos do Fundo EFTA.

Saldo em
31.12.00
Dotações Transferências Utilizações Reposições Reavaliação
cambial
e outros
Saldo em
30.06.01
Provisões para créditos de cobrança duvidosa
Para crédito (nota 4.4) 2 271 2 147 (28) (278) 4 112
Para devedores e outras aplicações (nota 4.12) 947 18 (229) 736
Provisões para crédito e juros vencidos
Para aplicações em instituições de crédito (nota 4.3) 113 130 576 10 383 124 089
Para crédito (nota 4.4) 96 057 8 954 379 (16 567) (739) (809) 87 275
Para títulos (nota 4.5) 1 198 1 198
Provisões para risco-país
Para aplicações em instituições de crédito (nota 4.3) 21 19 40
Para crédito (nota 4.4) 4 769 1 194 (36) 5 927
Para títulos (nota 4.5) 409 409
Para outras aplicações (nota 4.12) 27 821 2 27 823
Provisões para obrigações e outros títulos de rendimento fixo (nota 4.5) 3 370 716 (1) (547) 3 538
Provisões para acções e outros títulos de rendimento variável (nota 4.6) 14 231 6 503 (682) (4 731) 13 15 334
Provisões para partes de capital em empresas associadas 567 261 828
Provisões para depreciação de imobilizações financeiras
Para outras participações financeiras (nota 4.9) 3 974 4 152 (64) (231) 7 831
Para outras imobilizações financeiras (nota 4.12) 1 951 104 2 055
Provisões para aplicações por recuperação de créditos (nota 4.12) 9 744 6 (7) (1 563) 8 180
Provisões para pensões de reforma e sobrevivência (nota 4.19) 5 886 1 001 (124) 6 763
Provisões para riscos gerais de crédito (nota 4.19) 160 579 15 603 (2 656) (166) 173 360
Provisões para outros riscos e encargos (nota 4.19) 22 194 1 949 (586) (7 597) 15 960
Fundo para riscos bancários gerais (nota 4.19) 5 679 2 092 (351) (251) (1 988) (36) 5 145
474 798 45 193 0 (18 158) (20 595) 9 365 490 603

O movimento ocorrido nas provisões do Grupo durante o pimeiro semestre de 2001 foi o seguinte:

Nos primeiros semestres de 2002 e 2001, as utilizações de provisões para crédito e para títulos vencidos correspondem a writte-offs efectuados naqueles períodos.

Em 30 de Junho de 2001, as reposições relativas à rubrica PROVISÕES PARA OUTROS RISCOS E ENCARGOS incluem 7 363 m. euros relativos à reposição de parte da provisão para impostos a pagar decorrentes de ganhos em curso de operações cujo reconhecimento fiscal apenas tem lugar no exercício da liquidação dessas operações (nota 2.10).

4.28. Contas extrapatrimoniais

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Garantias prestadas e outros passivos eventuais
Garantias e avales 3 247 463 3 026 506
Créditos documentários abertos 75 075 98 802
Aceites e endossos 392 19
Cartas de crédito stand-by 434
Fianças e indemnizações 52 47
Outros passivos eventuais 13 13
3 322 995 3 125 821
Activos dados em garantia 358 430 374 843
Compromissos perante terceiros
Compromissos irrevogáveis
Linhas de crédito irrevogáveis 59 575 1 915 660
Subscrição de títulos 26 688 50 000
Responsabilidades por pensões de reforma 88 978
Responsabilidades a prazo de contribuições anuais
para o Fundo de Garantia de Depósitos
25 621 18 629
Responsabilidade potencial para com o
Sistema de Indemnização aos Investidores
9 772 11 532
Outros compromissos irrevogáveis 5 355 59 077
Compromissos revogáveis 2 939 375 1 420 201
3 155 364 3 475 099
Responsabilidades por prestação de serviços
Por depósito e guarda de valores 19 467 955 24 225 503
Por cobrança de valores 292 330 342 926
Por valores administrados pela instituição 3 660 034 3 583 909
Outras 11 795 11 795
23 432 114 28 164 133

Em 30 de Junho de 2002, o saldo da rubrica ACTIVOS DADOS EM GARANTIA inclui:

  • títulos dados em garantia ao BEI por empréstimos concedidos ao BPI Investimentos no montante de 179 605 m. euros;
  • títulos dados em garantia ao BEI por swaps de taxa de juro efectuados com o BPI Investimentos no montante de 41 604 m. euros;
  • títulos dados em garantia ao Banco de Portugal no âmbito do Sistema de Pagamento de Grandes Transacções no montante de 100 673 m. euros; e
  • títulos dados em garantia à Euronext no âmbito da actividade de derivados no montante de 6 189 m. euros.

A garantia prestada ao BEI por empréstimos concedidos substitui a garantia de uma segunda assinatura (bancos de 1.ª ordem ou Estado Português) estatutariamente exigida por aquela Instituição.

Em 30 de Junho de 2002, o saldo da rubrica RESPONSABILIDADES POR PENSÕES DE REFORMA NÃO COBERTAS PELO FUNDO DE PENSÕES corresponde integralmente ao acréscimo de responsabilidades resultante de terem deixado de ser utilizados decrementos por invalidez no cálculo das responsabilidades por serviços passados de Colaboradores no activo (nota 4.20).

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, o saldo da rubrica RESPONSABILIDADES A PRAZO DE CONTRIBUIÇÕES ANUAIS PARA O FUNDO DE GARANTIA DE DEPÓSITOS corresponde ao compromisso irrevogável que o BPI assumiu, por força da lei, de entregar àquele Fundo, em caso de solicitação deste, as parcelas não realizadas das contribuições anuais.

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, o saldo da rubrica RESPONSABILIDADE POTENCIAL PARA COM O SISTEMA DE INDEMNIZAÇÃO AOS INVESTIDORES corresponde à obrigação irrevogável que o BPI assumiu, por força da lei aplicável, de entregar àquele Sistema, em caso de accionamento deste, os montantes necessários para pagamento da sua quota-parte nas indemnizações que forem devidas aos investidores.

Em 30 de Junho de 2002, o Grupo BPI detinha sob gestão os seguintes activos de terceiros:

Fundos de Investimento e PPRs 3 844 491
Fundos de pensões1 1 873 797
Produtos de capitalização 960 579

1) Inclui os fundos de pensões de empresas do Grupo.

O Grupo BPI realiza operações derivadas no âmbito da sua actividade, gerindo posições próprias com base em expectativas de evolução dos mercados, satisfazendo as necessidades dos seus Clientes ou cobrindo posições de natureza estrutural.

O Grupo BPI transacciona derivados financeiros, nomeadamente sob a forma de contratos sobre taxas de câmbio, de contratos sobre taxas de juro, de contratos sobre preços futuros de mercadorias e de contratos sobre acções ou sobre índices. Estas transacções são efectuadas em mercados de balcão (OTC) e em mercados organizados (especialmente bolsas de valores).

A negociação de derivados em mercados organizados rege-se pelas normas e regulamentação próprias desses mercados. A negociação de derivados no mercado de balcão baseia-se normalmente num contrato bilateral standard (no caso de relações interprofissionais um contrato ISDA; no caso de relações com Clientes um contrato próprio do BPI) que engloba o conjunto das operações sobre derivados existentes entre as partes e em que se prevê a compensação de responsabilidades em caso de incumprimento (compensação cuja abrangência está prevista no próprio contrato e é regulada na lei).

Os derivados podem ser reconhecidos pelos seus valores contabilísticos, de substituição e líquido de mercado. O valor contabilístico tem por base o valor nocional, isto é, o valor de referência para efeitos de cálculo dos fluxos de pagamentos e recebimentos originados pela operação. O valor de substituição corresponde à perda potencial, em termos de valor actual, no caso de incumprimento da contraparte. No caso de um contrato de derivados em que esteja prevista a compensação de responsabilidades em caso de incumprimento o valor de substituição é igual à soma algébrica dos valores de mercado do conjunto das operações regidas por esse contrato quando positiva. No caso de operações cujo contrato não preveja a compensação de responsabilidades, o valor de substituição é igual à soma dos valores de mercado de cada transacção individual, quando positivos. A abrangência das cláusulas de compensação em caso de incumprimento é considerada pelo Grupo BPI de forma conservadora, sendo em caso de dúvida considerado que a compensação não existe. O valor líquido de mercado (fair value) corresponde ao valor que os derivados teriam se fossem transaccionados no mercado na data de referência.

Diferentemente das operações tradicionais de mútuo em que o valor de mercado é directamente relacionado com o capital mutuado, nas operações derivadas com fluxos financeiros determinados o valor líquido de mercado é representado pelo valor actual desses fluxos, dado o conjunto de taxas de juros relevantes vigentes no momento do cálculo (swaps ou forwards) ou é determinado pelo próprio mercado (futuros). No caso das opções, o valor de mercado é determinado por recurso a modelos que procuram reflectir o preço e a volatilidade do preço dos activos subjacentes no momento do cálculo bem como as características próprias da opção (preço de exercício e período de tempo até à data de vencimento).

O valor contabilístico das operações derivadas constitui, apenas, um indicador do volume de actividade nos diferentes mercados, não se podendo estabelecer relação directa entre aquele valor e o risco de crédito da operação. O risco de crédito das operações derivadas num dado momento é dado pelo seu valor de substituição nesse momento. No caso dos futuros, as contrapartes do Grupo BPI são bolsas de valores pelo que o risco de crédito é eliminado diariamente através da liquidação financeira. Nas operações derivadas a médio e longo prazos, os contratos que enquadram as operações prevêm em geral a compensação entre saldos devedores e credores com a mesma contraparte, o que elimina ou reduz o risco de crédito. Com a finalidade de controlar o risco de crédito em derivados OTC, foram também assinados alguns acordos pelos quais

o Banco recebe da (ou transfere para a) sua contraparte valores (em divisas ou em títulos) que servem de garantia ao bom cumprimento das responsabilidades.

As operações com derivados estão, principalmente, associadas a operações sobre activos e passivos reconhecidos nos balanços, devendo a correcta avaliação do valor dessas transacções tomar em conta essa associação.

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, a actividade desenvolvida pelo Grupo BPI em operações derivadas traduz-se pelos seguintes valores:

2002 2001
Valor
contabilístico
Valor de
substituição1
Valor líquido
de mercado2
Valor
contabilístico
Contratos de taxa de câmbio
Transaccionados em mercado de balcão (OTC)
Cambiais a prazo (outright forwards) 180 904 2 307 (8 104) 176 857
Swaps cambiais 2 088 223 33 121 (73 718) 2 033 732
Swaps de médio e longo prazo 149 030 4 108 (15 583) 234 001
Transaccionados em Bolsa
Futuros3 772
2 418 157 39 536 (97 405) 2 445 362
Contratos de taxa de juro
Transaccionados em mercado de balcão (OTC)
FRA (forward rate agreements) 85 000 3 (48) 1 790 000
Swaps de médio e longo prazo (interest rate swaps) 8 645 164 295 217 217 714 6 395 500
Opções compradas 3 750 76 76 3 750
Opções vendidas 24 940
Transaccionados em Bolsa
Futuros3 368 454 (181) 637 868
9 102 368 295 296 217 561 8 852 058
Contratos sobre acções
Transaccionados em mercado de balcão (OTC)
Opções compradas4 968 791 36 391 36 391 996 513
Opções vendidas4 109 177 (15 992) 122 607
Transaccionados em Bolsa
Futuros3 15 990 349 36 969
1 093 958 36 391 20 748 1 156 089
Contratos sobre mercadorias
Transaccionados em Bolsa
Futuros3 57 166
57 166
12 614 540 371 223 140 904 12 453 675
Acordos de redução de risco de crédito de derivados (194 886)
Efeito do netting5 (20 290)
12 614 540 156 047 140 904 12 453 675

1) Soma dos valores de substituição das contrapartes, tomando em conta as cláusulas de compensação, quando existentes.

2) Soma algébrica dos valores de mercado das operações na data de referência (não corresponde ao impacto nas demonstrações financeiras do registo da reavaliação destas operações). 3) O valor de substituição dos futuros é nulo por serem transaccionados em bolsas de valores.

4) Não inclui opções inseridas em obrigações emitidas ou compradas. O valor líquido de mercado destas opções está, principalmente, afecto às variações de rendimento das obrigações Capital Seguro e Risco Limitado emitidas pelo Grupo.

5) Efeito da compensação entre valores de substituição de transacções com a mesma contraparte mas registadas em linhas diferentes do quadro.

Em 30 de Junho de 2002, a repartição do valor contabilístico por maturidades residuais é:

< = 3 meses > 3 meses
< = 6 meses
> 6 meses
< = 1 ano
> 1 ano
< = 5 anos
> 5 anos Total
Contratos de taxa de câmbio
Transaccionados em mercado de balcão (OTC)
Cambiais a prazo (outright forwards) 118 180 15 415 43 530 3 779 180 904
Swaps cambiais 1 411 001 576 128 101 094 2 088 223
Swaps de médio e longo prazo 26 010 123 020 149 030
1 529 181 617 553 144 624 126 799 2 418 157
Contratos de taxa de juro
Transaccionados em mercado de balcão (OTC)
FRA (forward rate agreements) 85 000 85 000
Swaps de médio e longo prazo (interest rate swaps) 1 327 473 1 055 622 1 796 645 3 346 742 1 118 682 8 645 164
Opções compradas 3 750 3 750
Opções vendidas 0
Transaccionados em Bolsa
Futuros 143 756 145 635 58 010 21 053 368 454
1 556 229 1 201 257 1 854 655 3 371 545 1 118 682 9 102 368
Contratos sobre acções
Transaccionados em mercado de balcão (OTC)
Opções compradas 7 805 23 937 236 027 671 307 29 715 968 791
Opções vendidas 26 838 61 194 21 145 109 177
Transaccionados em Bolsa
Futuros 15 990 15 990
23 795 50 775 297 221 692 452 29 715 1 093 958
Contratos sobre mercadorias 57 57
3 109 262 1 869 585 2 296 500 4 190 796 1 148 397 12 614 540

Em 30 de Junho de 2002, a repartição das operações derivadas por categorias de contrapartes é:

Valor contabilístico %
Contratos sobre taxa de câmbio
OTC com Instituições Financeiras 2 191 551 17
OTC com Clientes 226 606 2
2 418 157 19
Contratos sobre taxa de juro
OTC com Instituições Financeiras 8 182 151 65
OTC com Clientes 551 764 4
Em bolsa 368 453 3
9 102 368 72
Contratos sobre acções
OTC com Instituições Financeiras 1 077 968 9
Em bolsa 15 990 0
1 093 958 9
Contratos sobre mercadorias
Bolsas 57
12 614 540 100

Em 30 de Junho de 2002, a repartição das operações derivadas por rating externo de contrapartes é:

Valor
contabilístico
Valor de
substituição
Valor líquido
de mercado
Transaccionados em mercado
de balcão (OTC)
AAA 663 903 5 542 (54 785)
AA 7 458 602 267 456 188 014
A 3 167 613 51 682 (4 870)
BBB 41 390 1 268 (481)
N.R. 898 531 24 985 12 858
12 230 039 350 933 140 736
Transaccionados em Bolsa 384 501 168
12 614 540 350 933 140 904
Acordos de redução de risco
de crédito de derivados
(194 886)
12 614 540 156 047 140 904

Nota: Os valores foram agregados por níveis de rating das contrapartes, tomando em conta os ratings da dívida senior de médio longo prazo atribuídos pelas agências Moody, Standard & Poor e Fitch e vigentes na data de referência. A escolha do rating a considerar para uma dada contraparte segue a regra aconselhada pelo Comitê de Basileia (quando há ratings divergentes escolher o segundo melhor). Em termos de mapping considerou-se uma correspondência perfeita dos níveis atribuídos pelas três agências a partir do topo (Aaa = AAA; Aa1 =AA+; etc). As operações com entidades sem rating por estas agências (N.R.) representam sobretudo Clientes sujeitos a rating interno.

4.29. Margem financeira

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Juros e proveitos equiparados
Juros de aplicações
Instituições de crédito 53 462 79 447
Crédito 409 240 457 348
Títulos 81 723 78 097
Devedores e outras aplicações 417 1 521
Crédito vencido 3 579 3 430
Juros de operações de swap 207 913 217 870
Outros juros e proveitos equiparados 14 309 15 147
770 643 852 860
Rendimento de títulos 9 990 16 367
Juros e custos equiparados
Juros de recursos alheios
Instituições de crédito 115 179 149 738
Depósitos 129 709 166 207
Débitos representados por títulos 47 371 37 601
Outros recursos 763 4 033
Juros de capitais próprios e equiparados 13 369 17 358
Contribuições para o Fundo de Garantia de Depósitos 1 165 846
Juros de operações de swap 204 060 218 889
Outros juros e custos equiparados 20 101 20 437
531 717 615 109

4.30. Comissões líquidas

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Comissões recebidas
Por garantias prestadas 10 405 9 382
Por compromissos perante terceiros 2 544 2 830
Por serviços bancários prestados 71 690 68 776
Por operações de factoring 1 510 1 443
Por operações realizadas por conta de terceiros 6 425 6 832
Outras 8 938 9 047
101 512 98 310
Comissões pagas
Por serviços bancários de terceiros 5 817 4 873
Por operações realizadas por terceiros 3 377 2 216
Outras 460 410
9 654 7 499

4.31. Lucros líquidos em operações financeiras

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Lucros em operações financeiras
Lucros e diferenças de reavaliação na posição cambial 108 173 58 973
Lucros e diferenças de reavaliação em aplicações 140 432 113 971
Diferenças de reavaliação em recursos alheios 112 154 71 593
Lucros em operações extrapatrimoniais 16 873 6 605
Outros lucros e proveitos 146 383 471 265
524 015 722 407
Prejuízos em operações financeiras
Prejuízos e diferenças de reavaliação na posição cambial 116 055 49 495
Prejuízos e diferenças de reavaliação em aplicações 143 566 123 895
Diferenças de reavaliação em recursos alheios 109 630 62 468
Custos em operações extrapatrimoniais 6 794 5 738
Outros custos e prejuízos 141 410 466 560
517 455 708 156

Em 30 de Junho de 2002, os lucros em operações extrapatrimoniais incluem 10 081 m. euros relativos a prémios recebidos pela amortização antecipada de swaps.

Em 30 de Junho de 2002, as rubricas OUTROS LUCROS E PROVEITOS e OUTROS CUSTOS E PREJUÍZOS incluem, respectivamente, 100 994 m. euros e 101 654 m. euros associados às operações Capital Seguro e Risco Limitado.

4.32. Custos com o pessoal

Esta rubrica tem a seguinte composição:

2002 2001
Remuneração dos órgãos de gestão e fiscalização 4 264 4 524
Remuneração de empregados 105 990 106 360
Encargos sociais
Obrigatórios 30 414 29 407
Facultativos 1 381 1 405
Outros custos com o pessoal 2 451 3 377
144 500 145 073

Em 30 de Junho de 2002, a rubrica CUSTOS COM PESSOAL inclui os custos da aplicação, no exercício de 2002, do programa RVA – Remuneração variável em acções. Este programa intrega-se no sistema de remuneração e incentivo em acções comtemplando duas modalidades – atribuição de acções e opções sobre acções – e abrangendo os Administradores Executivos e os Colaboradores do Grupo BPI cuja remuneração variável seja igual ou superior a 2 500 m. euros.

O artigo 25.º, n.º 1, dos Estatutos do BPI SGPS prevê a atribuição de remunerações variáveis à Comissão Executiva do Conselho de Administração, determinadas em função dos resultados anuais. Em 30 de Junho de 2002 e 2001, a rubrica REMUNERAÇÃO DOS ÓRGÃOS DE GESTÃO E FISCALIZAÇÃO inclui os saldos relativos à aplicação desta disposição estatutária nos montantes de 663 m. euros e 1 240 m. euros, respectivamente.

4.33. Outros proveitos e custos de exploração

Estas rubricas têm a seguinte composição:

2002 2001
Outros proveitos e lucros
Rendimento de imóveis 556 586
Remuneração pelo exercício de cargos sociais 4 5
Prestação de serviços diversos 4 261 392
Reembolso de despesas 16 017 14 782
Mais-valias em bens de locação financeira 569 303
Recuperação de créditos e juros vencidos 6 927 10 188
Outros 6 403 4 496
34 737 30 752
Outros custos e prejuízos
Quotizações e donativos 791 1 036
Remuneração de títulos de participação 70 70
Menos-valias em bens de locação financeira 402 386
Outros 2 178 1 954
3 441 3 446

4.34. Ganhos e perdas extraordinários

Estas rubricas têm a seguinte composição:

2002 2001
Ganhos extraordinários
Mais-valias realizadas na venda de valores imobilizados 24 151 666
Indemnizações por incumprimento de contratos 58 71
Outros ganhos relativos a exercícios anteriores 8 833 69 638
Outros ganhos extraordinários 574 607
33 616 70 982
Perdas extraordinárias
Menos-valias realizadas na venda de valores imobilizados 3 210 51
Outras perdas em valores imobilizados 474
Multas e outras penalidades legais 73 40
Prejuízos por roubo, extravio e falsificação de valores 43 35
Indemnizações por incumprimento de contratos 3 5
Perdas relativas a exercícios anteriores 11 888 69 335
Outras perdas extraordinárias 9 197 15 185
24 888 84 651

Em 30 de Junho de 2002, a rubrica MAIS VALIAS REALIZADAS NA VENDA DE VALORES IMOBILIZADOS inclui 12 107 m. euros relativos a ganhos na venda da participação do Grupo BPI na Brisa e 9 892 m. euros relativos a ganhos na venda da participação do Grupo BPI na BVLP.

Em 30 de Junho de 2001, as rubricas OUTROS GANHOS RELATIVOS A EXERCÍCIOS ANTERIORES e PERDAS RELATIVAS A EXERCÍCIOS ANTERIORES incluem 64 024 m. euros e 64 479 m. euros, respectivamente, relativos à reavaliação das componentes de operações Capital Seguro.

Em 30 de Junho de 2002 e 2001, as rubricas PERDAS e GANHOS EXTRAORDINÁRIOS incluem 7 261 m. euros e 14 852 m. euros de custos relativos à cobertura de responsabilidades por pensões de reforma e sobrevivência (nota 4.20). Em 30 de Junho de 2002 e 2001, a rubrica OUTRAS PERDAS EXTRAORDINÁRIAS inclui ainda 5 182 m. euros e 1 028 m. euros, respectivamente, relativos a outros custos com reformas antecipadas realizadas em 2002 e em 2001.

4.35. Impostos sobre os lucros

A carga fiscal, medida pela relação entre a dotação para impostos sobre os lucros e o lucro do exercício antes daquela dotação, foi a seguinte:

2002 2001
Impostos sobre os lucros 21 656 23 615
Lucro do período antes de impostos1 92 379 95 449
Carga fiscal 23.4% 24.7%

1) Considera o lucro antes de impostos adicionado dos interesses minoritários e deduzido dos resultados de filiais excluídas da consolidação.

Nos primeiros semestres de 2002 e 2001, os lucros gerados pelas Sucursais Financeiras Exteriores do Grupo e isentos de tributação foram:

2002 2001
Sucursal Financeira Exterior do BPI Investimentos 4 151 5 390
Sucursal Financeira Exterior do Banco BPI 18 073 9 750

Em 30 de Junho de 2002, os prejuízos fiscais reportáveis do BPI SGPS eram de 25 180 m. euros.

4.36. Lucro consolidado

A formação do lucro consolidado nos semestres findos em 30 de Junho de 2002 e 2001 foi a seguinte:

2002 2001
Resultado contabilístico (não consolidado) do BPI SGPS 29 501 45 596
Resultado contabilístico (não consolidado)
do BPI Investimentos
229 (739)
Resultado contabilístico (não consolidado) do Banco BPI 42 283 46 989
Resultado contabilístico (não consolidado) do
Banco de Fomento S.A.R.L.
2 047 1 617
Resultado contabilístico (não consolidado) do Banc Post 522 781
Contribuição das filiais e associadas do BPI SGPS
(excluindo os Bancos) para o lucro consolidado
16 397 24 696
Resultados gerados pela recuperação de ajustamentos
considerados no goodwill pago na aquisição do BFE,
associados a:
– Mais valias potenciais na carteira de títulos (2) (136)
– Provisões diversas 63 229
Reversão dos custos com a amortização de
reformas no Banco BPI, já amortizadas por
reservas no consolidado
7 342 7 458
Resultados gerados pela recuperação de ajustamentos
considerados no goodwill pago na aquisição do
Universo Banco Directo
33
Anulação de dividendos (20 042) (53 759)
Reconhecimento e anulação de mais e menos valias
geradas entre empresas do Grupo
1 080 1 091
Outros ajustamentos de consolidação (8 635) (2 022)
70 785 71 834
2002 2001
Montante % Montante %
Holding
BPI – SGPS, S.A.1 14 925 21.1 (4 585) (6.4)
Bancos
Banco Português de Investimento, S.A.1 (3 364) (4.8) (2 206) (3.1)
Banco BPI, S.A.1 45 073 63.7 52 907 73.7
Banco de Fomento S.A.R.L.1 395 0.6 110 0.2
Banco Post S.A.(1) (842) (1.2) 2 680 3.7
Crédito especializado
BPI Leasing – Sociedade de Locação Financeira, S.A. 2 374 3.4 2 856 4.0
BPI Factor – Sociedade Portuguesa de Factoring, S.A. 1 107 1.6 806 1.1
BPI Locação de Equipamentos, Lda. (44) (0.1) (57) (0.1)
BPI Rent – Comércio e Aluguer de Bens, Lda. 65 0.1 1 189 1.7
Eurolocação – Comércio e Aluguer de Veículos e Equipamentos, S.A. 3 0.0 2 0.0
Gestão de activos e corretagem
BPI Dealer – Sociedade Financeira de Corretagem, S.A. 4 293 6.1 978 1.4
BPI Dealer – Sociedade Financeira de Corretagem (Moçambique), S.A.R.L.1 (12) 0.0 (17) 0.0
BPI Fundos – Gestão de Fundos de Investimento Mobiliários, S.A. 6 308 8.9 5 844 8.1
BPI – Global Investment Fund Management Company, S.A. 510 0.7 721 1.0
BPI Pensões – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. 896 1.3 876 1.2
Sofinac – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. 101 0.1 90 0.1
BPI (Suisse), S.A. (23) 0.0
Capital de risco / desenvolvimento
BPI Participações – SGPS, S.A.1 1 360 1.9
BPI Private Equity, SGPS, S.A.1 2 717 3.8
BPI Ventures SGPS, S.A.1 (6 234) (8.8) (4 640) (6.4)
Dixit – Investimentos Estratégicos SGPS, S.A. (34) 0.0 2 007 2.8
F. Turismo – Capital de Risco, S.A. 19 0.0 17 0.0
Inter-Risco – Sociedade de Capital de Risco, S.A.1 (280) (0.4) 534 0.7
Solo – Investimentos em Comunicação, SGPS, S.A. (2) 0.0 813 1.1
Seguros
BPI Vida – Companhia de Seguros de Vida, S.A. 432 0.6 1 077 1.5
Cosec – Companhia de Seguros de Crédito, S.A. 675 0.9 537 0.8
Companhia de Seguros Allianz Portugal, S.A. 50 0.1 140 0.2
Outros
BFE Investimentos – Sociedade de Investimentos, S.A. 97 0.1 290 0.4
BPI, Inc (5) 0.0 26 0.0
BPI Capital, SGPS, S.A. 533 0.7
CrediUniverso – Serviços de Marketing, S.A. 151 0.2 105 0.2
Douro SGPS, S.A.1 26 0.0 1 821 2.5
Finangeste – Empresa Financeira de Gestão e Desenvolvimento, S.A. 2 228 3.1 885 1.2
Luságua Gestão de Águas, S.A. (260) (0.3)
Promática – Sociedade de Informação e Organização de Empresas, S.A. 310 0.4 231 0.3
Simofer – Sociedade de Empreendimentos Imobiliários e Construção Civil, Lda. (2) 0.0 (216) (0.3)
Digitmarket – Serviços de Informação, S.A. (308) (0.4)
Viacer – Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda. 1 897 2.7 1 663 2.3
70 785 100.0 71 834 100.0

Nos primeiros semestres de 2002 e 2001, a contribuição do BPI SGPS e das empresas suas filiais e associadas para o resultado consolidado é a seguinte:

1) Lucro ajustado.

4.37. Efectivos

Nos primeiros semestres de 2002 e 2001, o número de efectivos1 , em média e no final do período, eram os seguintes:

2002 2001
Média do
período
Final do
período
Média do
período
Final do
período
Administradores 18 16 19 18
Quadros superiores 562 547 553 557
Outros quadros 3 239 3 161 3 295 3 309
Outros Colaboradores 3 929 3 918 4 214 4 182
7 748 7 642 8 081 8 066

1) Efectivos das empresas do Grupo consolidadas pelo método da integração global. Inclui os efectivos ao serviço das Sucursais do Banco BPI no exterior.

4.38. Crédito aos membros do Conselho de Administração do BPI SGPS

De acordo com a política definida, os membros da Comissão Executiva do Conselho de Administração do BPI SGPS beneficiam do Regime de Concessão de Crédito Bonificado à Habitação em vigor nos Bancos para todos os seus Colaboradores. Deste modo, em 30 de Junho de 2002, o saldo global do crédito hipotecário concedido aos elementos da Comissão Executiva do Conselho de Administração por Bancos do Grupo com vista à aquisição de habitação própria ascendia a 1 005 m. euros.

4.39. Eventos subsequentes

Em 25 de Julho de 2002, o Conselho de Administração do BPI SGPS aprovou um projecto de reestruturação do Grupo BPI, a realizar até ao final de 2002, que prevê que o BPI SGPS altere o seu objecto social para o de um Banco e simultaneamente incorpore, por fusão, entre outras entidades do Grupo, o Banco BPI, a BPI Leasing e a BPI Factoring. O BPI SGPS adoptará, então, a denominação Banco BPI. A concretização deste processo de reorganização fica sujeita às aprovações dos requerimentos a apresentar ao Banco de Portugal, Ministério das Finanças e Ministério da Justiça.

Durante o segundo semestre de 2002, a BFE Investimentos – Sociedade de Investimentos, S.A. alterou a sua denominação e o seu objecto social, passando a denominar-se Estratégia, SGPS, S.A. e a ter como objecto social a gestão de participações sociais noutras sociedades, como forma indirecta do exercício da actividade económica.

Relatório de auditoria

MAGALHÃES, NEVES E ASSOCIADOS

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas Inscrição n.º 95 Registo na CMVM n.º 223 NIPC 502 558 610

RELATÓRIO DE AUDITORIA SOBRE A INFORMAÇÃO CONSOLIDADA SEMESTRAL ELABORADO POR AUDITOR REGISTADO NA CMVM

(Montantes expressos em milhares de euros – m. euros)

Introdução

  1. Nos termos da legislação aplicável, apresentamos o Relatório de Auditoria sobre o relatório de gestão do semestre findo em 30 de Junho de 2002 e as demonstrações financeiras consolidadas anexas do BPI – SGPS, S.A. (Sociedade), as quais compreendem o balanço consolidado em 30 de Junho de 2002 que evidencia um total de 24 653 741 m. euros e capitais próprios de 1 116 103 m. euros, incluindo um resultado líquido de 70 785 m. euros, as demonstrações consolidadas dos resultados por naturezas e por funções e dos fluxos de caixa para o semestre findo nesta data e as correspondentes notas.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Sociedade: (i) a preparação de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação, o resultado consolidado das suas operações e os seus fluxos consolidados de caixa; (ii) que a informação financeira histórica seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de sistemas de controlo interno apropriados; e (iv) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a actividade do conjunto das empresas incluídas na consolidação, a sua posição financeira ou os seus resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em examinar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, incluindo a verificação se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.

Âmbito

  1. O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão / Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que este seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras consolidadas estão isentas de distorções materialmente relevantes. Este exame incluiu a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e informações divulgadas nas demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação. Este exame incluiu, igualmente: a verificação das operações de consolidação, da aplicação do método da equivalência patrimonial e de terem sido apropriadamente examinadas as demonstrações financeiras das empresas incluídas na consolidação; a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas, a sua aplicação uniforme e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias; a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade das operações; a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras consolidadas; e a verificação, para os aspectos materialmente relevantes, de que a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita. O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do Relatório de Gestão com os restantes documentos de prestação de contas consolidadas. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.

Sede em Lisboa: Amoreiras – Torre 1 – 7.º – 1070-101 Lisboa Telefone 21 387 00 15 Escritório no Porto: Av. da Boavista, 3523 – 1.º – 4100-139 Porto Telefone 22 610 11 79

MAGALHÃES, NEVES E ASSOCIADOS – 2 –

Opinião

  1. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas referidas no parágrafo 1 acima, apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira consolidada do BPI – SGPS, S.A. em 30 de Junho de 2002, os resultados consolidados das suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados no semestre findo nesta data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal para o sector bancário, os quais, excepto conforme indicado no parágrafo 7 abaixo, foram aplicados de forma consistente face a igual período do ano anterior, e a informação nelas constante é, nos termos das definições incluídas nas Directrizes mencionadas no parágrafo 4 acima, completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Ênfase

    1. As demonstrações financeiras consolidadas relativas ao semestre findo em 30 de Junho de 2001 são apresentadas pela Sociedade de forma a dar cumprimento aos requisitos de publicação de contas. Estas demonstrações financeiras foram por nós examinadas e a nossa opinião sobre as mesmas, expressa no nosso relatório datado de 27 de Julho de 2001, incluía uma ênfase sobre a amortização de despesas com custo diferido relativas a responsabilidades com reformas antecipadas, efectuada por contrapartida de reservas (notas 2 e 4.25).
    1. A entrada em vigor do Aviso n.º 12 / 2001, de 23 de Novembro, do Banco de Portugal, introduziu alterações na metodologia de cálculo e registo contabilístico das responsabilidades com pensões de reforma. Em 30 de Junho de 2002, as diferenças mais significativas face às políticas previstas no regime em vigor em igual período do ano anterior, referem-se ao diferimento dos desvios negativos de natureza actuarial e financeira e à amortização do efeito da não consideração de decrementos por invalidez no cálculo das responsabilidades por serviços passados dos Colaboradores no activo. Os referidos desvios originados durante o primeiro semestre de 2002, no montante de 28 474 m. euros, foram reflectidos em "Contas de regularização – activo". A amortização do efeito da não consideração de decrementos por invalidez ascendeu a 4 251 m. euros (notas 2.12, 4.13, 4.20 e 4.28).

Porto, 3 de Setembro de 2002

Magalhães, Neves e Associados – SROC Representada por Maria Augusta Cardador Francisco

Relatório dos auditores

(Montantes expressos em milhares de euros – m. euros)
1. Auditámos as demonstrações financeiras consolidadas anexas do BPI – SGPS, S.A. (Sociedade), as quais
compreendem o balanço em 30 de Junho de 2002, as demonstrações dos resultados por naturezas e por funções e
dos fluxos de caixa para o semestre findo nesta data e as correspondentes notas. Estas demonstrações financeiras
são da responsabilidade do Conselho de Administração da Sociedade. A nossa responsabilidade consiste em
expressar uma opinião, baseada na nossa auditoria, sobre estas demonstrações financeiras.
2. A nossa auditoria foi efectuada de acordo com as normas de auditoria geralmente aceites em Portugal, as quais
exigem que a mesma seja planeada e executada com o objectivo de obter uma garantia razoável de que as
demonstrações financeiras não contêm distorções materialmente relevantes. Uma auditoria inclui a verificação,
numa base de amostragem, do suporte das quantias e informações divulgadas nas demonstrações financeiras e a
avaliação das estimativas, baseadas em critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua
preparação. Uma auditoria inclui, igualmente, a verificação da adequação das políticas contabilísticas adoptadas e
da sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias, e de ser adequada a apresentação global das demonstrações
financeiras. Entendemos que a nossa auditoria proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.
3. As demonstrações financeiras consolidadas relativas ao semestre findo em 30 de Junho de 2001 são apresentadas
pela Sociedade de forma a dar cumprimento aos requisitos de publicação de contas. O relatório de auditoria sobre
estas demonstrações financeiras, datado de 27 de Julho de 2001, incluía uma ênfase sobre a amortização de
despesas com custo diferido relativas a responsabilidades com reformas antecipadas, efectuada por contrapartida de
reservas (notas 2 e 4.25).
4. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas referidas no parágrafo 1 acima, apresentam de forma
apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira consolidada do BPI – SGPS, S.A.
em 30 de Junho de 2002, bem como os resultados consolidados das suas operações e os seus fluxos de caixa
consolidados no semestre findo nesta data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites
em Portugal para o sector bancário, os quais, excepto conforme indicado no parágrafo 5 abaixo, foram aplicados de
forma consistente face a igual período do ano anterior.
5. A entrada em vigor do Aviso n.º 12 / 2001, de 23 de Novembro, do Banco de Portugal, introduziu alterações na
metodologia de cálculo e registo contabilístico das responsabilidades com pensões de reforma. Em 30 de Junho
de 2002, as diferenças mais significativas face às políticas previstas no regime em vigor em igual período do ano
anterior, referem-se ao diferimento dos desvios negativos de natureza actuarial e financeira e à amortização do efeito
da não consideração de decrementos por invalidez no cálculo das responsabilidades por serviços passados dos
Colaboradores no activo. Os referidos desvios originados durante o primeiro semestre de 2002, no montante de
28 474 m. euros, foram reflectidos em "Contas de regularização – activo". A amortização do efeito da não
consideração de decrementos por invalidez ascendeu a 4 251 m. euros (notas 2.12, 4.13, 4.20 e 4.28).
Porto, 3 de Setembro de 2002

Anexos

PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO BPI – SGPS, S.A. NO CAPITAL DA SOCIEDADE

Membros do Conselho de Administração Acções
Detidas em
31.12.2001
Adquiridas Subscritas a,b Vendidas Total em
30.06.2002
Artur Santos Silva 569 750 170 006 739 756
Carlos da Câmara Pestana 290 000 53 230 43 230 300 000
Fernando Ulrich 264 325 106 722 371 047
Ruy de Carvalho 119 905 21 334 21 147 120 092
Alfredo Rezende de Almeida 1 510 000 203 093 50 000 1 663 093
António Seruca Salgado 4 147 25 854 30 001
António Domingues 4 306 2 41 342 45 650
Armando Leite de Pinho 4 969 743 912 219 5 881 962
Fernando Ramirez 4 148 734 4 882
Isidro Fainé Casas 0 0
João Sanguinetti Talone 10 173 24 1803 12 000
José Pena do Amaral 34 101 24 630 58 731
Klaus Dührkop 0 0
Manuel de Oliveira Violas 26 772 4 914 31 686
Diethart Breipohl 4 148 734 4 882
Roberto Egydio Setúbal 0 0
Tomaz Jervell 7 256 1 285 8 541
Maria Celeste Hagatong 59 340 16 333 75 673
Manuel Ferreira da Silva 12 000 25 749 37 749

Observação: os preços indicados são sempre unitários.

a) a subscrição de acções no aumento de capital de €645 625 000 para €760 000 000 foi efectuada ao preço unitário de €1.75.

b) RVA – Programa de Remunerações Variáveis em acções destinado aos colaboradores do Grupo BPI.

ARTUR SANTOS SILVA – Subscreveu, em 29 de Abril de 2002, no âmbito do RVA, 55 280 acções valorizadas em €2.58, das quais parte se encontram sob condição resolutiva, nos termos do respectivo regulamento. Subscreveu, no aumento de capital do BPI – SGPS, 114 726 acções das quais 4 000 lhe couberam em rateio.

CARLOS DA CÂMARA PESTANA – Subscreveu no aumento de capital do BPI – SGPS, S.A., 53 230 acções. Vendeu: em 3 de Junho de 2002, 10 000 acções ao preço de €2.47; em 4 de Junho de 2002, 5 000 acções ao preço de €2.45, em 5 de Junho de 2002, 10 000 acções ao preço de €2.50 e em 7 de Junho de 2002, 18 230 acções ao preço de €2.46.

A IPI Itaúsa Portugal SGPS, Lda. de que é membro do Conselho de Gerência, subscreveu no aumento de capital do BPI – SGPS, S.A., 17 776 127 acções. Em 30 de Junho de 2002, esta sociedade detinha em carteira 114 619 877 acções do BPI – SGPS, S.A.

FERNANDO ULRICH – Subscreveu, em 29 de Abril de 2002, no âmbito do RVA, 49 178 acções, valorizadas em €2.58, das quais parte se encontram sob condição resolutiva, nos termos do respectivo regulamento. Subscreveu ainda, no aumento de capital do BPI – SGPS, 57 544 acções, das quais 2 006 lhe couberam em rateio.

RUY DE CARVALHO – Subscreveu, no aumento de capital do BPI – SGPS, S.A., 21 334 acções das quais 92 lhe couberam em rateio. Vendeu: em 27 de Maio de 2002, 19 295 acções ao preço de €2.46 e em 29 de Maio de 2002, 1 852 acções ao preço de €2.48.

ALFREDO REZENDE DE ALMEIDA – Subscreveu, no aumento de capital do BPI – SGPS, S.A., 203 093 acções, das quais 7 082 lhe couberam em rateio.

Vendeu: em 14 de Maio de 2002, 10 000 acções ao preço de €2.43, e em 4 de Junho de 2002, 40 000 acções ao preço de €2.53. A Arcotêxteis – Empresa Industrial de S. Tirso, S.A., de que é Presidente do Conselho de Administração, subscreveu, no aumento de capital do BPI – SGPS, S.A., 171 920 acções, das quais 5 995 lhe couberam em rateio. Vendeu: em 23 de Janeiro de 2002, 100 000 acções ao preço de €2.50; em 25 de Janeiro de 2002, 1 950 acções ao preço de €2.58,

100 000 ao preço de €2.55 e 100 000 acções ao preço de €2.52; em 28 de Janeiro de 2002, 800 acções ao preço de €2.61, 50 000 acções ao preço de €2.59, 48 050 acções ao preço de €2.58 e 29 200 acções ao preço de €2.61. Em 11 de Fevereiro de 2002, 10 000 acções ao preço de €2.58, em 14 de Fevereiro de 2002, 10 000 acções ao preço de €2.62; em 15 de Fevereiro de 2002, 10 000 acções ao preço de €2.64, em 18 de Fevereiro de 2002, 9 753 acções ao preço de €2.69, em 19 de Fevereiro de 2002, 247 acções ao preço de €2.69 e em 4 de Junho, 20 000 acções ao preço de €2.55. Em 30 de Junho de 2002, esta sociedade detinha em carteira 490 000 acções do BPI – SGPS, S.A. A Arcofio – Fiação, S.A. de que é Presidente do Conselho de Administração subscreveu, no aumento de capital do BPI – SGPS, S.A., 53 230 acções, das quais 1 856 lhe couberam em rateio. Em 30 de Junho de 2002, esta Sociedade detinha em carteira 743 230 acções. A Arcotinto – Tinturaria, S.A. subscreveu no aumento de capital do BPI – SGPS, S.A., 69 750 acções, das quais 2 432 lhe couberam em rateio. Em 30 de Junho de 2002 esta Sociedade detinha em carteira 849 750 acções.

ANTÓNIO SERUCA SALGADO – Subscreveu, em 29 de Abril de 2002, no âmbito do RVA, 21 340 acções valorizadas em €2.58, das quais parte se encontram sob condição resolutiva, nos termos do respectivo regulamento. Subscreveu, no aumento de capital do BPI – SGPS, 4 514 acções.

ANTÓNIO DOMINGUES – Subscreveu, em 29 de Abril de 2002, no âmbito do RVA, 34 472 acções valorizadas em €2.58, das quais parte se encontram sob condição resolutiva, nos termos do respectivo regulamento. Subscreveu, no aumento de capital do BPI – SGPS, 6 870 acções.

ARMANDO LEITE DE PINHO – Subscreveu, no aumento de capital do BPI – SGPS, S.A. 912 219 acções. A Arsopi – Indústrias Metalúrgicas Arlindo S. Pinho, S.A. de que é Presidente do Conselho de Administração subscreveu,no aumento de capital do BPI – SGPS, S.A., 348 678 acções. Em 30 de Junho de 2002 esta Sociedade detinha em carteira 2 248 271 acções do BPI – SGPS, S.A.

PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DO CONSELHO FISCAL DO BPI – SGPS, S.A. NO CAPITAL DA SOCIEDADE

FERNANDO RAMIREZ – Subscreveu, no aumento de capital do BPI – SGPS, S.A., 734 acções.

A Corporació de Participacions Estrangeres, S.L. subscreveu,no aumento de capital do BPI – SGPS, S.A., 14 269 701 acções. Em 30 de Junho de 2002 esta Sociedade detinha em carteira 94 819 437 acções do BPI – SGPS, S.A.

ISIDRO FAINÉ CASAS – Não detém títulos.

A Caixa Holding, S.A. Sociedade Unipersonal de cujo Conselho de Administração faz parte, subscreveu, no aumento de capital do BPI – SGPS, 2 879 983 acções. Em 30 de Junho de 2002 esta Sociedade detinha em carteira 19 136 942 acções do BPI – SGPS,S.A.

JOÃO SANGUINETTI TALONE – Adquiriu, em 9 de Maio de 2002, 24 acções ao preço de €2.39. Subscreveu, em 21 de Maio de 2002, no aumento de capital do BPI – SGPS, S.A., 1 803 acções.

JOSÉ PENA DO AMARAL – Subscreveu, em 29 de Abril de 2002, no âmbito do RVA, 16 416 acções valorizadas em €2.58, das quais parte se encontram sob condição resolutiva, nos termos do respectivo regulamento. Subscreveu, no aumento de capital do BPI – SGPS, 8 214 acções.

KLAUS DÜHRKOP – Não detém títulos.

MANUEL DE OLIVEIRA VIOLAS – Subscreveu no aumento de capital do BPI – SGPS, S.A., 4 914 acções, das quais 171 lhe couberam em rateio. A Violas – SGPS, S.A., de cujo Conselho de Administração faz parte, subscreveu no aumento de capital do BPI-SGPS, S.A. 3 372 579 acções das quais 117 605 lhe couberam em rateio. Vendeu em 29 de Maio de 2002, 65 228 acções ao preço de €2.50. Em 30 de Junho de 2002 esta Sociedade detinha em carteira 21 681 062 acções.

DIETHART BREIPOHL – Subscreveu, no aumento de capital do BPI – SGPS, S.A. 734 acções.

A RAS International N.V. que o indicou para o Conselho de Administração do BPI – SGPS, subscreveu no aumento de capital do BPI – SGPS, S.A., 8 870 369 acções. Em 30 de Junho de 2002 esta Sociedade detinha em carteira 65 659 233.

ROBERTO SETÚBAL – Não detém quaisquer títulos.

TOMAZ JERVELL – Subscreveu, no aumento de capital do BPI – SGPS, 1 285 acções.

A Norsócia SGPS, S.A., de cujo Conselho de Administração faz parte, vendeu os direitos de subscrição no aumento de capital relativos às 6 018 395 acções que detém em carteira. A Auto Maquinaria Tea Aloya, de cujo Conselho de Administração faz parte vendeu os direitos de subscrição no aumento de capital relativos às 6 037 256 acções que detém em carteira.

MARIA CELESTE HAGATONG – Subscreveu, em 29 de Abril de 2002, no âmbito do RVA, 4 945 acções valorizadas em €2.62. Subscreveu no aumento de capital do BPI – SGPS, 11 388 acções.

MANUEL FERREIRA DA SILVA – Subscreveu, em 29 de Abril de 2002, no âmbito do RVA, 15 565 acções valorizadas em €2.58, das quais parte se encontram sob condição resolutiva, nos termos do respectivo regulamento. Subscreveu no aumento da capital do BPI-SGPS 5 854 acções das quais 204 lhe couberam em rateio.

Acções
Membros do Conselho Fiscal Detidas em
31.12.2001
Adquiridas Subscritas Vendidas Total em
30.06.2002
Jorge de Figueiredo Dias 0 0 0 0 0
José Ferreira Amorim 3 773 717 356 976 758 207 4 888 900
Revisores Oficiais de Contas: Magalhães, Neves & Associados 0 0 0 0 0

Observação: os preços indicados são sempre unitários.

A subscrição de acções no aumento de capital de €645 625 000 para €760 000 000 foi efectuada ao preço unitário de €1.75.

JORGE DE FIGUEIREDO DIAS – Não detém quaisquer títulos.

JOSÉ FERREIRA AMORIM – Adquiriu: em 11 de Janeiro de 2002, 10 00 acções ao preço de €2.20; em 12 de Março de 2002, 20 000 acções ao preço de €2.60, em 4 de Abril, 50 000 acções ao preço de €2.70 e por herança 276 976 acções. Subscreveu, no aumento de capital do BPI – SGPS, 758 207 acções.

MAGALHÃES NEVES & ASSOCIADOS – Não detém quaisquer títulos.