AI assistant
Jeronimo Martins — Interim / Quarterly Report 2002
Sep 23, 2002
1906_ir_2002-09-23_22e85ea3-171d-48e0-90d1-d4342cd8ad63.pdf
Interim / Quarterly Report
Open in viewerOpens in your device viewer
Sociedade Aberta
Demonstrações Financeiras Consolidadas
30 de Junho de 2002 e 2001
(com o respectivo Relatório dos Auditores)
Este relatório contém 28 páginas
Índice
| Relatório de Gestão | 3 |
|---|---|
| Demonstrações Financeiras Consolidadas | |
| Demonstrações financeiras em formato POC | 11 |
| Demonstração dos resultados por funções | 14 |
| Balanço Consolidado | 15 |
| Demonstração dos fluxos de caixa consolidados | 16 |
| Notas às demonstrações financeiras consolidadas | 17 |
Relatório dos Auditores
Os valores estão expressos em milhares de euros (M.EUR) excepto onde indicado de outra forma

JERÓNIMO MARTINS, SGPS, S.A.
Sociedade Aberta Capital Soc.: EUR 479.293.220,00 Pessoa Colectiva nº: 500 100 144 C.R.C. Lisboa nº 8 122
RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
1º Semestre de 2002
1. Introdução
O primeiro semestre de 2002 foi marcado pelo concretizar de uma série de compromissos assumidos pelo Conselho de Administração do Grupo Jerónimo Martins.
Assim, antecipou-se o cumprimento do principal objectivo estabelecido pelo Conselho de Administração, para o final de 2002. O nível de endividamento que, em 2001, chegou a atingir mil e setecentos milhões de euros encontra-se já num patamar inferior a mil milhões de euros.
Durante este semestre, o Grupo implementou com rigor as medidas do seu processo de reestruturação ao alienar os negócios com rentabilidade operacional negativa: Lillywhites, Sé e, já em Agosto, os hipermercados Jumbo na Polónia.
O Grupo concentra agora as suas atenções nos activos em que detém posições de liderança, em Portugal e na Polónia. O actual portfólio encerra potencial de crescimento e permitirá apresentar níveis de rentabilidade acrescidos e competitivos, quando comparados com os standards internacionais do sector da distribuição alimentar.
Na primeira metade do ano as vendas da cadeia Biedronka na Polónia voltaram a registar um excelente desempenho, apresentando um crescimento like-for-like de 18,1%. Também a performance do Recheio em Portugal é digna de destaque, tendo as vendas aumentado 4,7%;
Os resultados correntes do Grupo registaram uma recuperação considerável devido à notável melhoria de 74,5% nos resultados financeiros. Os resultados líquidos foram significativamente afectados pelos negócios do Brasil, quer em termos operacionais1 , quer
ao nível da linha de não recorrentes, que inclui a menos valia decorrente da alienação dos supermercados Sé.
1 O Grupo Jerónimo Martins apropriou-se do resultado da Jerónimo Martins Distribuição Brasil (Sé) até à data da sua alienação, a 30 de Junho.

A análise económico-financeira do Grupo durante este semestre encontra-se, com maior detalhe no Relatório e Demonstrações Financeiras Consolidadas do Grupo Jerónimo Martins e nos comentários que se seguem.
2. Performance Operacional por Geografia
Portugal
Canal Grossista reforça a boa performance. Vendas do Retalho Alimentar recuperam nos meses de Maio e Junho.
Em Portugal, os sinais de retracção do consumo, durante o 1º semestre de 2002, sofreram um contínuo agravamento, tendo os índices de confiança atingido os valores mais baixos de sempre.
Neste cenário macroeconómico destaca-se a excelente performance do Recheio que, apesar do contexto desfavorável ao crescimento do canal HORECA, melhorou a vendas like-for-like em 2,6%, mantendo a margem EBITDA ao nível dos 6%.
O volume de negócios nas cadeias de retalho registou uma recuperação nos meses de Maio e Junho, face à evolução do 1º trimestre deste ano. Esta evolução é especialmente positiva se atendermos à decisão das companhias de reduzir e/ou eliminar as vendas com baixa rentabilidade, a traders, no caso da Feira Nova ou a clientes que apenas compram em promoção (cherry pickers), no caso do Pingo Doce, e ainda da revisão em baixa da política de preços levada a cabo por este último.
A margem EBITDA do retalho em Portugal revelou elevada estabilidade, fixando-se este semestre em 9,4% das vendas, não obstante uma política contabilística conservadora relativamente aos ganhos suplementares.
Para além da importante redução do capital investido nas operações em Portugal, também a quebra de inventário apresentou uma melhoria muito significativa.
A performance conjunta das áreas da indústria e serviços manteve-se estável, apesar de, a partir do mês de Junho, já não ser considerado o contributo, em termos de vendas e

resultados, dos negócios de panificação e pastelaria e de limpeza industrial, alienados no decorrer do mês de Maio.
Polónia
Biedronka mantém excelente desempenho. Melhoria significativa do Eurocash, no 2º trimestre.
As vendas na Polónia continuam a apresentar um crescimento notável.
O volume de negócios da cadeia Biedronka registou um acréscimo, em moeda local, da ordem dos 22,7%, tendo as vendas like-for-like aumentado 18,1%. A remodelação das lojas tem-se revelado um sucesso em termos de crescimento marginal das vendas, que seria ainda mais significativo se comparado em termos de volume, atendendo ao facto dos preços dos produtos que constituem o cabaz médio da cadeia se terem vindo a reduzir de forma continuada.
A margem EBITDA desta cadeia de retalho manteve-se ao nível do 1º trimestre, contribuindo de forma muito significativa para a melhoria deste indicador na Polónia como um todo, que aumentou 2,1 pontos percentuais.
Também a operação grossista na Polónia registou uma performance francamente positiva no 2º trimestre de 2002, quando comparada com o mesmo período do ano transacto. Para além de um crescimento das vendas like-for-like, também a margem EBITDA foi positiva.
O excelente desempenho dos negócios da Polónia só não se reflectiu de forma mais acentuada no volume de negócios do Grupo devido à desvalorização do zloty polaco.
3. Performance Operacional numa base comparável
A comparação da performance operacional, face ao período homólogo do ano transacto, é prejudicada pelas alienações que tiveram lugar a partir do último trimestre de 2001. No sentido de facilitar a análise dos resultados operacionais, apresenta-se um quadro que reflecte a evolução dos mesmos, excluindo os negócios entretanto alienados: Águas e Turismo, Lillywhites e os supermercados Sé:

| RESULTADOS OPERACIONAIS COMPARÁVEIS * Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002 |
|||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2002 | 2001 | ||||||||
| Mil. Eur | % Vendas | Mil. Eur | % Vendas | % 02/01 | |||||
| Vendas Consolidadas | 1.790.526 | 1.774.938 | 0,9% | ||||||
| Margem total | 465.310 | 26,0% | 475.296 | 26,8% | -2,1% | ||||
| Custos operacionais excl. amortizações e provisões | -347.334 | -19,4% | -348.631 | -19,6% | -0,4% | ||||
| Provisões | -4.534 | -0,3% | -7.577 | -0,4% | -40,2% | ||||
| Cash flow operacional (EBITDA) | 113.442 | 6,3% | 119.087 | 6,7% | -4,7% | ||||
| Amortizações | -60.964 | -3,4% | -59.460 | -3,3% | 2,5% | ||||
| Resultado operacional excl. amortização de goodwill (EBITA) | 52.478 | 2,9% | 59.627 | 3,4% | -12,0% | ||||
| Amortização de goodwill | -10.927 | -0,6% | -11.100 | -0,6% | -1,6% | ||||
| Resultado operacional (EBIT) | 41.551 | 2,3% | 48.528 | 2,7% | -14,4% | ||||
* excluindo Sé, Águas, Turismo e Lillywhites
Se não considerarmos os negócios alienados, as vendas cresceram cerca de 0,9%, apesar do clima recessivo dos principais mercados em que o Grupo actua e da opção estratégica que tomou, no sentido de reduzir as vendas com menor rentabilidade.
Também os resultados operacionais apresentam uma grande estabilidade face ao ano anterior.
4. Dívida e Resultados Financeiros
O empenho do Grupo em cumprir o compromisso assumido perante o Mercado de colocar a dívida num patamar inferior a mil milhões de euros, é bem visível nas contas do 1º semestre. Com efeito, a dívida líquida registou uma redução de cerca de 250 milhões de euros no 2º trimestre deste ano. Uma redução notável, se considerarmos que o nível de endividamento chegou a ultrapassar os mil e setecentos milhões de euros no ano transacto.
| DÍVIDA FINANCEIRA Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002 |
||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2002 Mil. Eur |
2001 Mil. Eur |
% | ||||||
| Quasi Equity | 164.824 | 154.940 | 6,4% | |||||
| MLT EUR * | 259.160 | 391.279 | -33,8% | |||||
| Curto prazo - EUR | 246.772 | 407.083 | -39,4% | |||||
| Curto prazo - USD | 50.416 | 61.871 | -18,5% | |||||
| Curto prazo - GBP | 0 | 97.395 | -100,0% | |||||
| Médio/Longo/curto prazo - BRL | 0 | 139.408 | -100,0% | |||||
| Curto prazo - PLN | 0 | 27.628 | -100,0% | |||||
| CCS - montante em USD | 195.489 | 229.951 | -15,0% | |||||
| CCS - montante em PLN | 103.633 | 124.859 | -17,0% | |||||
| Dívida financeira | 1.020.294 | 1.634.414 | -37,6% | |||||
| Leasings | 20.898 | 21.610 | -3,3% | |||||
| Juros em dívida | 10.003 | 17.062 | -41,4% | |||||
| Títulos negociáveis e depósitos bancários | -83.125 | -68.127 | 22,0% | |||||
| Dívida Líquida | 968.070 | 1.604.960 | -39,7% | |||||
| * incluindo a parte dos CCS activa denominada em Eur |

Esta redução é explicada, não só pela alienação de diferentes negócios, mas também pelo esforço levado a cabo no sentido de reduzir o capital investido, quer em working capital, quer em activos imobiliários não afectos à operação.
A evolução dos resultados financeiros manteve a tendência positiva, tendo os juros líquidos sido reduzidos em cerca de 37,4% face ao ano anterior.
Adicionalmente, devido à valorização do euro face ao dólar, o valor do ajuste cambial resultante da aplicação da Norma Internacional Contabilística (NIC) 39 inverteu o sinal face ao ano transacto, contribuindo de forma positiva para os resultados financeiros do Grupo. Isto, apesar de esta rubrica incluir ainda os custos suportados para desfazer as operações de cobertura do real, no valor de 13,5 milhões de euros.
| RESULTADOS FINANCEIROS Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002 |
|||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| % 2002 2001 Mil. Eur Mil. Eur |
|||||||||||
| Descontos financeiros | 13.691 | 12.956 | 5,7% | ||||||||
| Custos com meios electrónicos de pagamento -7.025 -8.019 -12,4% |
|||||||||||
| Dividendos | 92 | 5 | 1736,0% | ||||||||
| Juros líquidos | -38.986 | -62.316 | -37,4% | ||||||||
| Diferenças de câmbio | -2.021 | -1.145 | 76,5% | ||||||||
| Outros | -8.017 | -6.437 | 24,5% | ||||||||
| IAS 39 | 19.127 | -25.803 | -174,1% | ||||||||
| Total | -23.138 | -90.759 | 74,5% |
5. Resultado Líquido
O resultado líquido atribuível a Jerónimo Martins – prejuízo de 177 milhões de euros – encontra-se afectado por uma série de items de natureza extraordinária. Estes incluem a menos valia com a venda da Jerónimo Martins Distribuição Brasil, no valor de 80 milhões de euros, e a reclassificação do valor anteriormente relevado, nos capitais próprios, na rubrica de reservas para diferenças cambiais relativas ao negócio do Sé.
Estas diferenças cambiais, no montante de 62 milhões de euros, respeitam quer à tradução das demonstrações financeiras da companhia, quer à redenominação de financiamentos em dólares. As diferenças de câmbio relacionadas com esta operação de cobertura foram, até à aplicação da NIC 39 em Janeiro de 2001, contabilizadas numa rubrica de reservas, ao invés de serem relevadas directamente nos resultados.

No valor total dos items não recorrentes está ainda incorporada uma provisão (impairment) para o investimento na cadeia de hipermercados Jumbo, na Polónia (entretanto alienados à Ahold) no valor de 30 milhões de euros.
| Resultados Extraordinários | |
|---|---|
| Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002 | |
| 2002 | |
| Milhões Eur | |
| Venda da Sé | -80 |
| Reclassificação de diferenças de conversão cambial (Sé) | -62 |
| Outras alienações | 18 |
| Impairment do Jumbo | -30 |
| Outros | -1 |
| Resultados Extraordinários | -155 |
6. Perspectivas
Não obstante ter já cumprido o objectivo de redução de dívida a que se propôs para o ano 2002, o Grupo continuará a dar prioridade à redução do seu nível de endividamento e à reestruturação da sua dívida financeira.
Concluída a alienação dos supermercados Sé - que representaram a grande parcela dos seus resultados negativos durante o último ano e particularmente no 1º semestre de 2002 – o Grupo Jerónimo Martins pode agora concentrar-se nos negócios onde é líder e onde apresenta rentabilidades muito competitivas, face aos standards do sector.
Jerónimo Martins continuará assim a implementar todas as medidas necessárias à melhoria da competitividade e eficiência dos actuais activos do seu portfólio que, para além de encerrarem um elevado potencial de crescimento, lhe permitirão recuperar os seus níveis de rentabilidade.
Lisboa, 28 de Agosto de 2002
O Conselho de Administração

Anexos ao Relatório de Gestão
| VENDAS CONSOLIDADAS Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002 |
|||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2002 | 2001 | % | |||||||
| Mil. Eur | % total | Mil. Eur | % total | Moeda local | Euro | ||||
| Portugal | |||||||||
| Retalho (excl. Madeira) | 686.278 | 34,8% | 733.946 | 35,9% | -6,5% | ||||
| Cash & carry (excl. Madeira) | 264.652 | 13,4% | 252.775 | 12,4% | 4,7% | ||||
| Madeira | 44.768 | 2,3% | 45.460 | 2,2% | -1,5% | ||||
| Indústria e serviços | 188.328 | 9,6% | 209.362 | 10,2% | -10,0% | ||||
| Outras operações e ajustes de consolidação | -54.989 | -2,8% | -46.340 | -2,3% | -18,7% | ||||
| Total de operações em Portugal 1.129.037 57,3% 1.195.203 58,5% -5,5% |
|||||||||
| Operações no estrangeiro | |||||||||
| Polónia - Biedronka | 458.280 | 23,3% | 378.915 | 18,5% | 22,7% | 20,9% | |||
| Polónia - Eurocash | 149.583 | 7,6% | 152.160 | 7,4% | -0,3% | -1,7% | |||
| Polónia - Jumbo | 37.241 | 1,9% | 51.567 | 2,5% | -26,7% | -27,8% | |||
| JMD Brasil | 172.757 | 8,8% | 224.845 | 11,0% | -13,4% | -23,2% | |||
| JM & Martins (50%) | 16.384 | 0,8% | 18.483 | 0,9% | -0,7% | -11,4% | |||
| Lillywhites | 7.507 | 0,4% | 22.096 | 1,1% | n.a. | n.a. | |||
| Total de operações no estrangeiro | 841.753 | 42,7% | 848.066 | 41,5% | 3,2% | -0,7% | |||
| Total de vendas consolidadas | 1.970.790 | 100,0% | 2.043.269 | 100,0% | -1,9% | -3,5% |
| INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002 | |||||||||
| Número de lojas | Área de venda | % | |||||||
| 2002 | 2001 | 2002 | 2001 | Like for Lilke | |||||
| Pingo Doce *1 | 190 | 189 | 153.098 | 151.222 | -7,2% | ||||
| Feira Nova (HIP.) | 8 | 8 | 73.691 | 73.691 | -4,1% | ||||
| Feira Nova (MH.) | 15 | 15 | 38.247 | 38.247 | -1,8% | ||||
| Feira Nova Total | 23 | 23 | 111.938 | 111.938 | -3,2% | ||||
| Recheio *2 | 34 | 32 | 108.532 | 105.060 | 2,6% | ||||
| Apoio (C&C) | 3 | 3 | 20.341 | 20.203 | -1,2% | ||||
| Biedronka | 627 | 611 | 269.746 | 261.612 | 18,1% | ||||
| Eurocash | 81 | 82 | 128.100 | 130.528 | 4,5% | ||||
| 1 incluindo 13 lojas na Madeira 2 incluindo 2 lojas na Madeira |

MARGENS OPERACIONAIS
| Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| VENDAS CONSOLIDADAS | EBITDA | |||||||
| 2002 | 2001 | % | 2002 | 2001 | ||||
| Retalho (excl. Madeira) | 686.278 | 733.946 | -6,5% | 9,4% | 9,7% | |||
| Cash & carry (excl. Madeira) | 264.652 | 252.775 | 4,7% | 6,0% | 6,1% | |||
| Madeira | 44.768 | 45.460 | -1,5% | 8,4% | 8,0% | |||
| JMD Brasil | 172.757 | 224.845 | -23,2% | -14,2% | 2,3% | |||
| Polónia | 645.104 | 582.643 | 10,7% | 2,4% | 0,3% | |||
| Agency | 38.964 | 34.966 | 11,4% | 1,6% | -0,5% | |||
| Indústria | 149.364 | 174.396 | -14,4% | 14,0% | 15,5% | |||
| Outros e Ajustes | -31.097 | -5.762 | ||||||
| JM margens management | 1.970.790 | 2.043.269 | -3,5% | 5,0% | 6,6% | |||
| - Descontos financeiros | -0,7% | -0,6% | ||||||
| + Comissões com meios de pagamento electrónicos | 0,4% | 0,4% | ||||||
| + Resultados extraordinários recorrentes | 0,0% | -0,2% | ||||||
| JM margens estatutárias | 4,6% | 6,1% |
| BALANÇO CONSOLIDADO Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002 |
|||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2002 | 2001 | ||||||||
| Mil. Eur | Mil. Eur | ||||||||
| Capital investido operacional | 1.254.226 | 2.023.716 | |||||||
| Capital investido não operacional (*1) | -28.331 | 29.072 | |||||||
| Capital investido 1.225.895 2.052.788 |
|||||||||
| Dívida financeira (*2) | 1.051.196 | 1.673.087 | |||||||
| Títulos negociáveis e depósitos bancários | -83.125 | -68.127 | |||||||
| Dívida líquida | 968.070 | 1.604.960 | |||||||
| Empréstimos de accionistas | 174.025 | 110.753 | |||||||
| Interesses minoritários | 51.074 | 85.067 | |||||||
| Capital próprio | 32.726 | 252.008 | |||||||
| Fundos de accionistas | 257.825 | 447.828 | |||||||
| Gearing | 375,5% | 358,4% | |||||||
(*1) Investimentos financeiros, amortização acumulada de goodwil l, provisão para o imposto sobre o rendimento e provisão para impostos diferidos.
(*2) Incluindo leasings e juros a pagar
JERÓNIMO MARTINS, S.G.P.S., S.A BALANÇO CONSOLIDADO EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 200
| A C T I V O | 2002 | 2001 | ||
|---|---|---|---|---|
| ACTIVO BRUTO | AMORT/PROV | ACTIVO LIQUIDO | ACTIVO LIQUIDO | |
| Milhares Euros | Milhares Euros | Milhares Euros | Milhares Euros | |
| IMOBILIZADO | ||||
| IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS | ||||
| Despesas de instalação | 726 | 545 | 181 | 420 |
| Despesas de investigação e desenvolvimento Propriedade industrial e outros direitos |
33,278 47,839 |
14,217 23,661 |
19,061 24,178 |
21,831 26,708 |
| Trespasses | 25,863 | 12,295 | 13,568 | 15,171 |
| Imobilizações em curso | 57 | - | 57 | 56 |
| Diferenças de Consolidaçäo | 415,330 523,093 |
131,075 181,793 |
284,255 341,300 |
499,204 563,390 |
| IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS | ||||
| Terrenos e recursos naturais | 242,051 | - | 242,051 | 276,457 |
| Edificios e outras construçöes | 692,095 | 164,818 | 527,277 | 673,632 |
| Equipamento básico Equipamento de transporte |
463,820 | 264,184 | 199,636 | 252,283 |
| Ferramentas e utensílios | 46,791 38,443 |
28,837 23,468 |
17,954 14,975 |
20,395 22,867 |
| Equipamento administrativo | 95,631 | 66,403 | 29,228 | 57,687 |
| Taras e Vasilhame | 778 | 556 | 222 | 1,213 |
| Outras imobilizações corpóreas | 6,844 | 5,248 | 1,596 | 19,792 |
| Imobilizaçöes em curso Adiantamentos por conta de imobilizações corpórea |
37,033 11,591 |
- - |
37,033 11,591 |
97,101 33,223 |
| 1,635,077 | 553,514 | 1,081,563 | 1,454,650 | |
| INVESTIMENTOS FINANCEIROS | ||||
| Partes de capital em empresas associadas | 158 | 34 | 124 | 22,730 |
| Partes de capital em empresas participadas | 2,131 | 2,131 | 10,137 | |
| Investimentos em Imóveis e Títulos Investimentos Financeiros em curso |
45,747 | - | 45,747 | 34,690 |
| Adiantamentos por conta de investimentos financeiros | 2,078 4,988 |
2,078 4,988 |
2,078 4,988 |
|
| 55,102 | 34 | 55,068 | 74,623 | |
| CIRCULANTE | ||||
| EXISTÊNCIAS | ||||
| Matérias-primas, subsidiárias e de consumo Produtos e trabalhos em curso |
7,845 917 |
- - |
7,845 917 |
9,013 669 |
| Produtos acabados e intermédios | 426 | 10 | 416 | 1,764 |
| Mercadorias | 249,399 | 17,377 | 232,022 | 334,841 |
| 258,587 | 17,387 | 241,200 | 346,287 | |
| DÍVIDAS DE TERCEIROS - Médio e Longo Prazo | ||||
| Outros devedores | 16 16 |
- | 16 16 |
13,089 13,089 |
| DÍVIDAS DE TERCEIROS - Curto Prazo | ||||
| Clientes conta corrente Clientes - Títulos a receber |
88,403 | 7,844 | 80,559 | 125,062 |
| Clientes de cobrança duvidosa | 3 34,476 |
33,753 | 3 723 |
56 149 |
| Empresas participadas e associadas | 13,483 | 13,483 | 46 | |
| Adiantamentos a fornecedores | 3,301 | 3,301 | 4,828 | |
| Adiantamentos a fornecedores de imobilizado | 1,675 | 1,675 | 603 | |
| Estado e outros entes públicos Outros devedores |
24,834 127,503 |
15,902 | 24,834 111,601 |
38,275 42,169 |
| TÍTULOS NEGOCIÁVEIS | 293,678 | 57,499 | 236,179 | 211,188 |
| Outros títulos negociáveis Outras aplicações de tesouraria |
74 3,996 |
57 | 17 3,996 |
21 1,312 |
| DEPÓSITOS BANCÁRIOS E CAIXA | 4,070 | 57 | 4,013 | 1,333 |
| Depósitos bancários Caixa |
79,112 1,966 |
79,112 1,966 |
66,795 4,695 |
|
| 81,078 | - | 81,078 | 71,490 | |
| ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS | ||||
| Impostos Diferidos Acréscimos de proveitos |
91,300 35,602 |
91,300 35,602 |
152,819 118,122 |
|
| Custos diferidos | 27,723 | 27,723 | 38,325 | |
| 154,625 | - | 154,625 | 309,266 | |
| Total de Amortizações Total de Provisões |
735,307 74,977 |
|||
| Total do Activo | 3,005,326 | 810,284 | 2,195,042 | 3,045,316 |
JERÓNIMO MARTINS, S.G.P.S., S.A. BALANÇO CONSOLIDADO EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001
| CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO | 2002 | 2001 |
|---|---|---|
| Milhares de Euros | Milhares de Euros | |
| CAPITAL PRÓPRIO | ||
| Capital | 479,293 | 479,293 |
| Acções próprias - valor nominal | (859) | (859) |
| Acções próprias - descontos e prémios | (5,201) | (5,201) |
| Prémios de emissão de acções | 24,262 | 24,262 |
| Prémios de emissão de warrants | 4,796 | 4,796 |
| Diferenças de consolidação | (261,537) | (261,537) |
| Ajustamentos de partes de capital filiais e associadas | 12 | 12 |
| Reservas de reavaliação | 38,115 | 44,401 |
| Reservas legais | 22,054 | 22,054 |
| Reservas para incorporação em capital | 12,424 | 12,424 |
| Reservas para acção próprias | 6,060 | 6,060 |
| Diferença de conversão câmbial | (5,973) | (13,790) |
| Resultados transitados | (103,488) | (8,459) |
| Resultados líquido do exercício | (177,232) | (51,448) |
| Total do Capital Próprio | 32,726 | 252,008 |
| INTERESSES MINORITÁRIOS | 51,074 | 85,067 |
| PASSIVO | ||
| PROVISÕES PARA RISCOS E ENCARGOS | 29,571 | 34,902 |
| DÍVIDAS A TERCEIROS - Médio e Longo Prazo | ||
| Empréstimos por obrigações com warrants | 93,327 | 93,327 |
| Empréstimos por obrigações com opção de reembolso em acções | 164,824 | 154,940 |
| Empréstimos por obrigações não convertíveis | 149,640 | 274,339 |
| Dívidas a instituições de crédito | 328,867 | 379,175 |
| Empresas participadas e participantes | 1,072 | 1,072 |
| Outros empréstimos obtidos | 818 | 848 |
| Fornecedores de imobilizado conta corrente | 11,443 | 12,290 |
| 749,991 | 915,992 | |
| DÍVIDAS A TERCEIROS - CURTO PRAZO | ||
| Empréstimos por obrigações não convertíveis | 124,699 | - |
| Dívidas a instituições de crédito | 158,938 | 732,633 |
| Fornecedores conta corrente | 537,992 | 515,354 |
| Fornecedores - facturas em recepção e conferência | 62,317 | 65,983 |
| Fornecedores - títulos a pagar | - | 1,184 |
| Empresas participadas e participantes | 152,470 | 110,180 |
| Outros accionistas (sócios) | 7 | 13 |
| Adiantamentos de clientes | 1,936 | 396 |
| Outros empréstimos obtidos | - | 1,334 |
| Fornecedores de imobilizado conta corrente | 24,242 | 28,121 |
| Estado e outros entes públicos | 39,509 | 44,599 |
| Outros credores | 50,747 | 40,795 |
| 1,152,857 | 1,540,592 | |
| ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS | ||
| Impostos diferidos | 26,674 | 40,457 |
| Acréscimos de custos | 110,601 | 125,767 |
| Proveitos diferidos | 41,548 | 50,531 |
| 178,823 | 216,755 | |
| Total do Passivo | 2,111,242 | 2,708,241 |
| Total do capital próprio, interesses minoritários e passivo | 2,195,042 | 3,045,316 |
JERÓNIMO MARTINS, SGPS, S.A.
Demonstração Consolidada dos Resultados por Natureza para os semestres findos em 30 de Junho de 2002 e 2001
| 2002 | 2001 | |||
|---|---|---|---|---|
| Milh. de Euros | Milh. de Euros | Milh. de Euros | Milh. de Euros | |
| CUSTOS E PERDAS | ||||
| Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas: | ||||
| Mercadorias | 1,675,220 | 1,747,622 | ||
| Matérias | 43,738 | 1,718,958 | 49,911 | 1,797,533 |
| Fornecimentos e serviços externos Custos com o pessoal: |
220,160 | 237,521 | ||
| Remunerações | 134,881 | 140,818 | ||
| Encargos sociais: | ||||
| Pensões | 824 | 661 | ||
| Outros | 43,512 | 179,217 | 42,995 | 184,474 |
| Amortizações de imobilizado corpóreo e incorpóreo | 82,258 | 86,800 | ||
| Provisões | 5,934 | 88,192 | 10,031 | 96,831 |
| Impostos | 7,219 | 6,807 | ||
| Outros custos e perdas operacionais | 3,656 | 10,875 | 4,560 | 11,367 |
| (A) Perdas em empresas do grupo e associadas |
2,217,402 | 2,327,726 | ||
| Amortizações e provisões de aplicações e investimentos financeiros | 4 | 4 | ||
| Juros e custos similares: | ||||
| Outros | 75,421 | 75,425 | 110,167 | 110,171 |
| (C) | 2,292,827 | 2,437,897 | ||
| Custos e perdas extraordinários | 180,413 | 5,358 | ||
| (E) | 2,473,240 | 2,443,255 | ||
| Imposto sobre o rendimento do exercício: | ||||
| IRC Impostos diferidos |
11,629 (4,708) |
6,921 | 8,041 (8,218) |
(177) |
| (G) | 2,480,161 | 2,443,078 | ||
| Interesses minoritários | 336 | 4,304 | ||
| Resultado consolidado do exercício | (177,232) | (51,448) | ||
| 2,303,265 | 2,395,934 | |||
| PROVEITOS E GANHOS Vendas: |
||||
| Mercadorias | 1,960,389 | 2,007,185 | ||
| Produtos | 4,969 | 22,686 | ||
| Prestações de serviços | 5,432 | 1,970,790 | 13,397 | 2,043,268 |
| Variação da produção | 3,375 | 2,196 | ||
| Trabalhos para a própria empresa | 39 | 95 | ||
| Proveitos suplementares | 249,258 | 316,892 | ||
| Subsídios à exploração Outros proveitos e ganhos operacionais |
116 2,384 |
255,172 | 296 2,621 |
322,100 |
| (B) | 2,225,962 | 2,365,368 | ||
| Ganhos em empresas do grupo e associadas | 0 | 5 | ||
| Rendimentos de participações de capital: | ||||
| Relativos a empresas associadas | ||||
| Relativos a outras empresas | 92 | 112 | ||
| Rendimentos de títulos negociáveis e outras aplicações financeiras. | ||||
| Outros Outros juros e proveitos similares: |
169 | 0 | ||
| Outros | 52,026 | 52,287 | 19,295 | 19,412 |
| (D) | 2,278,249 | 2,384,780 | ||
| Proveitos e ganhos extraordinários | 25,016 | 11,154 | ||
| (F) | 2,303,265 | 2,395,934 | ||
| Resumo: | ||||
| Resultados operacionais: (B) - (A) = | 8,560 | 37,642 | ||
| Resultados financeiros: (D - B) - (C- A) = | (23,138) | (90,759) | ||
| Resultados correntes: (D) - (C) = Resultados antes de impostos: (F) - (E) = |
(14,578) (169,975) |
(53,117) (47,321) |
||
| Resultado consolidado com os interesses minoritários.: (F) - (G) | (176,896) | (47,144) |
Demonstração dos Resultados Consolidados por Funções para os semestres findos em 30 de Junho de 2002 e 2001
| Notas | 2002 Milhares de Euros |
2001 Milhares de Euros |
|
|---|---|---|---|
| Vendas e prestações de serviços | 3 | 1.970.790 | 2.043.262 |
| Custo das vendas | (1.727.328) | (1.807.869) | |
| Margem bruta | 243.462 | 235.393 | |
| Outros proveitos operacionais | 260.900 | 328.091 | |
| Custos de distribuição | (389.104) | (414.906) | |
| Custos administrativos | (84.349) | (82.672) | |
| Outros custos operacionais | (14.935) | (18.147) | |
| Resultados operacionais não usuais | 6 | (29.516) | 0 |
| Resultados operacionais | (13.542) | 47.759 | |
| Custos de financiamento líquidos | 7 | (28.096) | (95.701) |
| Ganhos/perdas em empresas associadas | 0 | 0 | |
| Ganhos/perdas em outros investimentos | 0 | 5 | |
| Resultados não usuais | 6 | (5.063) | 0 |
| Ganhos/perdas na alienação de operações descontinuadas | 5 | (123.930) | 0 |
| Resultados correntes | (170.631) | (47.937) | |
| Imposto sobre o rendimento do exercício | 14 | (6.265) | 793 |
| Resultados correntes após impostos | (176.896) | (47.144) | |
| Resultados extraordinários | 0 | 0 | |
| Resultados consolidados com interesses minoritários | (176.896) | (47.144) | |
| Interesses minoritários | (336) | (4.304) | |
| Resultados líquidos | (177.232) | (51.448) | |
| Resultado básico por acção – Euros | 12 | (0,001852) | (0,000538) |
| Resultado básico diluído por acção – Euros | 12 | (0,001765) | (0,000503) |
Balanço Consolidado em 30 de Junho de 2002 e 2001
| Notas | 2002 Milhares de Euros |
2001 Milhares de Euros |
|
|---|---|---|---|
| Activo | |||
| Imobilizações corpóreas | 9 | 1.081.563 | 1.454.650 |
| Imobilizações incorpóreas | 10 | 341.300 | 563.390 |
| Partes de capital em empresas associadas | 8 | 124 | 22.730 |
| Outros investimentos | 14.270 | 18.337 | |
| Devedores não correntes | 16 | 13.089 | |
| Impostos diferidos activos | 14.1 | 91.300 | 152.819 |
| Total de activos não correntes | 1.528.573 | 2.225.015 | |
| Existências | 241.200 | 346.288 | |
| Activos fixos detidos para venda | 40.674 | 33.556 | |
| Impostos a recuperar | 14.2 | 24.834 | 38.275 |
| Devedores e acréscimos e diferimentos | 274.670 | 329.360 | |
| Caixa e equivalentes de caixa | 85.091 | 72.822 | |
| Total de activos correntes | 666.469 | 820.301 | |
| Total do activo | 2.195.042 | 3.045.316 | |
| Capital próprio e passivo | |||
| Capital | 479.293 | 479.293 | |
| Acções próprias | (6.060) | (6.060) | |
| Prémio de emissão | 24.262 | 24.262 | |
| Diferenças de consolidação | (261.537) | (261.537) | |
| Reservas | 77.488 | 75.956 | |
| Resultados transitados | (103.488) | (8.458) | |
| Resultados líquidos | (177.232) | (51.448) | |
| Total do capital próprio | 11 | 32.726 | 252.008 |
| Interesses minoritários | 51.074 | 85.067 | |
| Empréstimos obtidos | 749.991 | 915.992 | |
| Benefícios concedidos a empregados | 13 | 17.917 | 13.843 |
| Proveitos diferidos - subsídios do Estado | 1.682 | 4.643 | |
| Provisões | 13 | 11.654 | 21.059 |
| Impostos diferidos passivos | 14.1 | 26.674 | 40.457 |
| Total de passivos não correntes | 807.918 | 995.994 | |
| Credores | 818.253 | 810.184 | |
| Empréstimos obtidos | 445.562 | 857.464 | |
| Impostos a pagar | 14.2 | 39.509 | 44.599 |
| Total de passivos correntes | 1.303.324 | 1.712.247 | |
| Total de passivo e situação líquida | 2.195.042 | 3.045.316 | |
Demonstração dos Fluxos de Caixa Consolidados para os semestres findos em 30 de Junho de 2002 e 2001 2002 2001 Milhares de Euros Milhares de Euros Actividades operacionais Recebimentos de clientes 2.235.585 2.295.280 Pagamentos aos fornecedores e ao pessoal (2.075.880) (2.218.834) Caixa gerada pelas operações 159.705 76.446 Juros pagos (64.209) (79.414) Imposto sobre o rendimento pago (1.686) (4.039) Fluxos de caixa antes de rubricas extraordinárias 93.810 (7.007) Rubricas extraordinárias 0 0 Fluxos de caixa resultantes das actividades operacionais 93.810 (7.007) Actividades de investimento Alienação de imobilizado corpóreo 5.463 17.805 Alienação de empresas do grupo e associadas 42.747 3.398 Alienação de outros investimentos 30.641 70 Juros recebidos 3.180 3.433 Dividendos recebidos 0 0 Aquisição de empresas do grupo e associadas (5.850) (13.585) Aquisição de imobilizações corpóreas (49.194) (124.319) Aquisição de outros investimentos 0 (93) Aquisição de imobilizações incorpóreas (2.071) (1.043) Fluxos de caixa resultantes das actividades de investimento 24.916 (114.334) Actividades de financiamento Recebimentos relativos a outros empréstimos não correntes 31.850 136.851 Reembolso de empréstimos (141.560) 991 Pagamento de dividendos (33.567) (29.977) Fluxos de caixa resultantes das actividades de financiamento (143.277) 107.865 Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa (24.551) (13.476 )
Movimentos de caixa e equivalentes
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 115.260 84.936 Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa (24.551) (13.476) Efeito das variações cambiais (5.618) 1.362
Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 85.091 72.822
Jerónimo Martins, SGPS, S.A. Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas em
30 de Junho de 2002 e 2001
1 Actividade
A Jerónimo Martins, SGPS, S.A. (JMH) é a empresa-mãe do Grupo Jerónimo Martins (Grupo) e está sediada em Lisboa.
O Grupo Jerónimo Martins dedica-se fundamentalmente à produção, distribuição e venda de géneros alimentícios e outros produtos de grande consumo. O Grupo opera em Portugal, na Polónia, Reino Unido e Brasil.
2 Políticas contabilísticas
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com os mesmos princípios e políticas contabilísticas adoptados pelo Grupo na elaboração das demonstrações financeiras anuais.
2.1 Transacções em moeda estrangeira
As principais cotações utilizadas à data do balanço foram as seguintes:
| Taxa em 30 de Junho de 2002 |
Taxa média do semestre |
|
|---|---|---|
| Zloty da Polónia | € 0,2463 | € 0,2726 |
| Real do Brasil | € 0,3540 | € 0,4589 |
| Libra Esterlina | € 1,5389 | |
| Dólar dos Estados Unidos da América | € 1,0025 |
3 Reporte por segmentos de actividade
Informação detalhada referente aos segmentos em Junho de 2002 e 2001
| ÃO DIS TRI BUI Ç |
ÚST IND RIA E S ERV IÇO S |
Não | ||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Por | tug al |
Pol | óni a |
Bra | sil | Por | tug al |
Ing | late rra |
alo | cad o |
TOT | AL | |
| 200 2 |
200 1 |
200 2 |
200 1 |
200 2 |
200 1 |
200 2 |
200 1 |
200 2 |
200 1 |
200 2 |
200 1 |
200 2 |
200 1 |
|
| Pro veit clie ntes ext os c om ern os |
||||||||||||||
| Ven das Pre staç ões de iços serv Roy altie s Ren das Out ros |
977 ,100 408 |
1,01 4,54 5 306 |
641 ,744 3,36 0 |
580 ,080 2,56 3 |
189 ,143 0 |
243 ,246 0 |
149 ,423 150 |
169 ,649 1,14 1 |
7,50 7 0 |
21,9 56 0 |
441 1,51 4 |
408 9,36 8 |
1,96 5,35 8 5,43 2 |
2,02 9,88 4 13,3 78 |
| 977 ,508 |
1,01 4,85 1 |
645 ,104 |
582 ,643 |
189 ,143 |
243 ,246 |
149 ,573 |
170 ,790 |
7,50 7 |
21,9 56 |
1,95 5 |
9,77 6 |
1,97 0,79 0 |
2,04 3,26 2 |
|
| Pro veit os i nte nto r-se gme s |
62 | 500 | 0 | 0 | 0 | 0 | 38,2 51 |
38,7 23 |
140 | (38, 313 ) |
(39 ,363 ) |
0 | 0 | |
| TOT AL DE PRO VEI TOS |
977 ,570 |
1,01 5,35 1 |
645 ,104 |
582 ,643 |
189 ,143 |
243 ,246 |
187 ,824 |
209 ,513 |
7,50 7 |
22,0 96 |
(36, 358 ) |
(29 ,587 ) |
1,97 0,79 0 |
2,04 3,26 2 |
| RES ULT ADO OP ERA CIO NAL DO SE GM ENT O |
39,8 39 |
46,3 89 |
(39, 722 ) |
(22 ,094 ) |
(36 ,372 ) |
(6, 312 ) |
18,7 48 |
19,0 32 |
(1,0 31) |
(2, 816 ) |
4,99 6 |
13,5 61 |
(13, 542 ) |
47,7 59 |
| Cus tos de f inan ciam ento líqu idos Gan hos / pe rdas tes de c apit al em par Res ulta dos não ais usu Gan hos alie ão d ões des tinu ada na naç e op eraç con s |
(28 ,096 ) 0 (5,0 63) (12 3,93 0) |
(95 ,701 ) 5 0 |
||||||||||||
| RES ADO S C OR TES ULT REN |
(17 1) 0,63 |
(47 ) ,937 |
||||||||||||
| Imp osto sob dim ento do rcíc io re o ren exe Res ulta dos ext diná rios raor Inte inor itári ress es m os |
(6,2 65) 0 (33 6) |
793 0 (4, 304 ) |
||||||||||||
| LÍQ CÍC RES ULT ADO UID O D O E XER IO |
(17 7,23 2) |
(51 ,448 ) |
4 Actividades descontinuadas
No primeiro semestre de 2002 o Grupo alienou a participação que detinha nos negócios da JMD Brasil, Lillywhites, Bakery da Fima e a DiverseyLever.
Os valores de balanço em 30 de Junho de 2002 destes subgrupos de sociedades eram sumariamente os seguintes:
| Activos não correntes | 193.693 |
|---|---|
| Activos correntes | 73.075 |
| Total do activo | 266.768 |
| Capital próprio | 147.709 |
| Interesses minoritários | 0 |
| Passivos não correntes | 0 |
| Passivos correntes | 119.059 |
| Total do passivo e situação líquida | 266.768 |
Em termos de resultados e em sumário, os valores constantes da Demonstração dos Resultados em Junho de 2002 e 2001 integrados no consolidado do Grupo foram os seguintes:
| Junho de 2002 | Junho de 2001 | |
|---|---|---|
| Vendas e prestações de serviços | 190.177 | 283.320 |
| Resultados operacionais | (34.915) | (7.226) |
| Resultados correntes | (47.715) | (30.084) |
| Resultados líquidos | (47.965) | (30.315) |
5 Alienação de subsidiárias
Durante o primeiro semestre de 2002 foram alienadas as seguintes participações que o Grupo detinha:
- A participação de 100% na Jerónimo Martins Distribuição Brasil, cuja actividade consiste no comércio a retalho, de géneros alimentares e de consumo. O valor da alienação foi de M EUR 88.347, pelo que a operação gerou uma menos-valia de M EUR 141.709. A alienação ocorreu em Junho de 2002. A contribuição desta empresa para o resultado consolidado foi de M EUR (47.299).
- A participação de 100% na Lilywhites, uma empresa de retalho especializada em desporto e lazer. O valor da alienação foi de M EUR 18.503, pelo que a operação gerou uma menos-valia de M EUR 2.180. A alienação ocorreu em Março de 2002. A contribuição desta empresa para o resultado consolidado foi de M EUR (1.038).
- A participação de 60% do negócio de Panificação e Pastelaria inserida no Grupo da Fima. O valor da alienação(60%), ocorrida em Junho de 2002, foi de M EUR 15.998, pelo que a operação gerou uma mais-valia de M EUR 12.508. A contribuição destas empresas para o resultado consolidado foi de M EUR 190.
- A participação de 40% da DiverseyLever cuja actividade consiste na fabricação de detergentes. O valor da alienação(40%), foi de M EUR 10.604, pelo que a operação gerou uma mais-valia de M EUR 5.629. A alienação ocorreu em Maio de 2002. A contribuição desta empresa para o resultado consolidado foi de M EUR 182.
Efeitos das alienações
As alienações em Junho de 2002 tiveram o seguinte impacto nos activos e passivos consolidados:
| Caixa (1) Imobilizações Existências Dívidas a receber Dívidas a pagar Goodwill Redução no balanço consolidado Diferenças de conversão cambial Menos valia na venda Valor da alienação (2) Valor a receber em 30 de Junho de 2002 (3) |
Alienações |
|---|---|
| 2.541 | |
| 122.137 | |
| 34.007 | |
| 36.527 | |
| (119.059) | |
| 71.556 | |
| 147.709 | |
| 111.495 | |
| (125.752) | |
| 133.452 | |
| 89.986 | |
| Fluxo de caixa líquido (2) – (3) – (1) | 40.925 |
Os ganhos na alienação de operações descontinuadas incluem M EUR 1.822 relativos ao acerto de preço na alienação do negócio das Águas efectuada em 2001.
Jerónimo Martins, SGPS, S.A. Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas 30 de Junho de 2002 e 2001
6 Resultados não usuais
| 2002 | 2001 | |
|---|---|---|
| Impairment dos activos da cadeia Jumbo na Polónia | (29.752) | - |
| Redução provisão para encerramento lojas Biedronkas | 236 | - |
| Resultados operacionais não usuais | (29.516) | - |
| Provisão para contingências no processo Sonsorol Perdas na alienação de activos detidos para venda |
(3.354) (1.709) |
- - |
| Resultados não usuais | (5.063) | - |
7 Custos de financiamento líquidos
| 2002 | 2001 | |
|---|---|---|
| Custos Financeiros | ||
| Juros suportados | (40.607) | (63.027) |
| Amortizações de investimentos em imóveis | (4) | (4) |
| Outros custos financeiros (swaps, etc.) | (7.709) | (7.857) |
| (48.320) | (70.888) | |
| Proveitos Financeiros | ||
| Juros obtidos | 1.745 | 711 |
| Outros proveitos financeiros | 1.584 | 1.424 |
| 3.329 | 2.135 | |
| Resultados de conversão cambial | 16.895 | (26.948) |
| Custo financeiro líquido | (28.096) | (95.701) |
8 Partes de capital em empresas associadas
A movimentação da rubrica de empresas associadas em 2002 foi a seguinte:
| 2002 | |
|---|---|
| Valor líquido em 1 de Janeiro | 3.124 |
| Aumentos | 0 |
| Diminuições | (7.979) |
| Transferências | 0 |
| (Aumentos)/diminuições de provisões | 4.979 |
| Valor líquido em 30 de Junho | 124 |
A diminuição ocorrida no primeiro semestre de 2002 deveu-se à alienação da participação na Oniway.
Jerónimo Martins, SGPS, S.A. Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas 30 de Junho de 2002 e 2001
9 Imobilizações corpóreas
Movimentos ocorridos no exercício
| Cu sto |
Te rre no s e rec urs os ais tur na |
Ed ifíc ios e tra ou s õe nst co ruç s |
Eq uip to am en bá sic o e fer tas ram en |
Eq uip to de am en tra rte ns po |
Eq uip to am en ad mi nis tra tivo |
Ou tra s imo bili õe za ç s óre co rp as |
Im ob iliz õe aç s em cu rso |
Ad ian tam tos en po r nta de co Im ob . C óre orp as |
To tal |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Sa ldo 1 de Ja iro de 20 02 em ne |
27 5.2 06 |
83 6.5 13 |
54 2.7 88 |
48 .07 0 |
134 .36 6 |
35 .13 7 |
34 .32 5 |
11 .31 0 |
1.9 17 .71 5 |
| Dif bia is ere nça s c am |
( 8.6 95 ) |
( 54 .17 7) |
( 15 .27 9) |
( 2.8 21 ) |
( 12 .45 9) |
( 7.3 43 ) |
( 1.4 32 ) |
36 | ( 102 .17 0) |
| Ou tro tos s a um en |
2.4 87 |
3.5 60 |
39 5.5 |
5.9 81 |
91 5 |
60 9 |
20 .58 5 |
28 0 |
39 .95 6 |
| Re liaç ão ava |
0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Ali õe en aç s |
( 20 .58 3) |
( 97 .61 6) |
( 31 .37 8) |
( 3.8 23 ) |
( 29 .87 9) |
( 20 .01 9) |
( 1.5 97 ) |
0 | ( 20 4.8 95 ) |
| Tra nsf erê ias ab ate nc e s |
1.0 01 |
3.8 15 |
59 3 |
( 61 6) |
2.6 88 |
( 76 2) |
( 14 .84 8) |
( 35 ) |
( 8.1 64 ) |
| nsf Tra erê ias de tivo nd nc ac s p ara ve a |
( ) 7.3 65 |
0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | ( ) 7.3 65 |
| Sa ldo 30 de Ju nh o d e 2 00 2 em |
24 2.0 51 |
69 2.0 95 |
50 2.2 63 |
46 .79 1 |
95 .63 1 |
7.6 22 |
37 .03 3 |
11 .59 1 |
1.6 35 .07 7 |
| Am ort iza õe rda im rid ad ç s e pe s p or pa e |
|||||||||
| Sa ldo 1 de Ja iro de 20 02 em ne |
0 | 164 .92 2 |
29 1.2 82 |
30 .38 5 |
76 .64 5 |
15 1 .55 |
0 | 0 | 8.7 85 57 |
| Dif bia is ere nça s c am |
0 | ( 12 .81 9) |
( 7.2 89 ) |
( 1.5 78 ) |
( 6.2 46 ) |
( 3.2 74 ) |
0 | 0 | ( 31 .20 6) |
| Ou tro tos s a um en |
0 | 17 .25 1 |
26 .73 2 |
3.3 31 |
11 .93 2 |
2.1 78 |
0 | 0 | 61 .42 4 |
| Re liaç ão ava |
0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Ali õe en aç s |
0 | ( 34 .36 3) |
( 21 .12 9) |
( 2.2 29 ) |
( 10 .95 9) |
( 8.1 54 ) |
0 | 0 | ( 76 .83 4) |
| Tra nsf erê ias ab ate nc e s |
0 | 75 | ( 1.9 44 ) |
( 1.0 72 ) |
( 4.9 69 ) |
( 49 7) |
0 | 0 | ( 8.4 07 ) |
| Pe rda im rid ad s p or pa e |
0 | 29 .75 2 |
0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 29 .75 2 |
| Sa ldo 30 de Ju nh o d e 2 00 2 em |
0 | 164 .81 8 |
28 7.6 52 |
28 .83 7 |
66 .40 3 |
5.8 04 |
0 | 0 | 55 3.5 14 |
| Va lor Lí ido qu |
|||||||||
| Sa ldo 1 de Ja iro de 20 02 em ne |
27 5.2 06 |
67 1.5 91 |
25 1.5 06 |
17 .68 5 |
57 .72 1 |
19 .58 6 |
34 .32 5 |
11 .31 0 |
1.3 38 .93 0 |
| Sa ldo 30 de Ju nh o d e 2 00 2 em |
24 2.0 51 |
52 7.2 77 |
21 4.6 11 |
17 .95 4 |
29 .22 8 |
1.8 18 |
37 .03 3 |
11 .59 1 |
1.0 81 .56 3 |
No final do primeiro semestre de 2002 foi registado uma perda por imparidade de M EUR 29.752, relativa às lojas da cadeia de hipermercados Jumbo da Polónia, por não se prever que as mesmas gerem caixa suficiente.
Jerónimo Martins, SGPS, S.A. Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas 30 de Junho de 2002 e 2001
10 Imobilizações incorpóreas
Movimentos ocorridos no exercício
| Cu to Ins ta laç ão I & D Ou t. D ire i tos s e em cu rso Sa l do 1 de Ja iro de 2 0 0 2 6 2 8 1 2 3 8 0 8 8. 3 0 2 2 3 2 6 6. 5 4. 7 4 5. 4 4 7. 7 4 7 4 em ne Au tos 0 1 1 4 3 6 5 6 1 0 0 2 1 4 1. 1 me n Au tos tra és de is iç õe 0 0 0 0 0 0 me n a aq s v u A l ien õe ( 9 1. 8 2 3 ) 0 0 ( 3 1 5 ) ( 1. 0 9 0 ) 0 ( 9 3. 2 aç s Tr fer ên ias ba tes 0 7 5 4 8 3 3 8 1 7 ( 1 9 9 ) 7 an s c e a D i fer b ia l ( 5 7. 1 2 1 ) ( 9 4 ) ( 3. 2 2 1 ) ( 1. 1 4 4 ) ( 4 0 1 ) 0 ( 6 1. 9 en ç a c am Sa l do 3 0 de Ju ho de 2 0 0 2 4 1 5. 3 3 0 7 2 6 3 3. 2 7 8 4 7. 8 3 9 2 5. 8 6 3 5 7 5 2 3. 0 em n Am t iza õe or ç s Sa l do 1 de Ja iro de 2 0 0 2 1 4 9. 6 2 0 0 1 1 1. 8 9 6 2 2. 2 3 6 1 1. 4 0 0 1 9 5 5 5. 7 em ne Au tos 1 0. 6 6 9 1 1. 4 4 6 1. 9 9 9 9 0 9 0 1 5. 0 me n Au tos tra és de is iç õe 0 0 0 0 0 me n a v aq u s A l ien õe ( 2 0. 2 6 8 ) ( 0 ) ( 0 ) ( 1 1 9 ) ( 4 2 ) 0 ( 2 0. 4 aç s Tr fer ên ias A ba tes 0 ( 4 ) ( 4 9 ) 3 ( 9 ) 0 ( an s c e D i fer b ia l ( 8. 9 4 6 ) 4 7 9 2 4 ( 4 5 8 ) ( 1 3 ) 0 ( 8. 4 en ç a c am Sa l do 3 0 de Ju ho de 2 0 0 2 1 3 1. 0 7 5 5 4 5 1 4. 2 1 7 2 3. 6 6 1 1 2. 2 9 5 0 1 8 1. 7 em n Va lor l íq i do u |
Go dw i l l o |
De sp es as de |
De sp es as de |
So f tw are , Pr ie da de In d. op r |
Tr es p as se s |
Im b i l iza õe o ç s Inc óre orp as |
To ta l |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 7 7 |
|||||||
| 1 4 |
|||||||
| 0 | |||||||
| 2 8 ) |
|||||||
| 1 1 |
|||||||
| 8 1 ) |
|||||||
| 9 3 |
|||||||
| 0 3 |
|||||||
| 2 4 |
|||||||
| 0 | |||||||
| 2 9 ) |
|||||||
| 5 9 ) |
|||||||
| 4 6 ) |
|||||||
| 9 3 |
|||||||
| Sa l do 1 de Ja iro de 2 0 0 2 4 1 4. 6 4 3 1 1 2 3. 9 1 2 2 6. 0 6 9 1 8 4 2 4 8 0. 5 5. 7 7 7 em ne |
7 5 |
||||||
| Sa 3 0 2 0 0 2 2 8 2 1 8 1 1 9. 0 6 1 2 1 8 1 3. 6 8 3 1. 3 l do de Ju ho de 4. 5 5 4. 7 5 5 7 4 em n |
0 0 |
As amortizações do exercício do goodwill estão incluídas na rubrica de outros custos operacionais e as restantes amortizações estão incluídas nas rubricas de custos de distribuição e custos administrativos. As despesas de I&D correspondem essencialmente aos custos incorridos com o desenvolvimento dos projectos de sistemas de informação (SAP Retail e Data Warehouse).
11. Capital e Reservas
Movimentos ocorridos no capital e reservas no exercício
| Ca ital p |
Ac ões ópr ias ç pr |
Pré mio s d e iss ão de ões em acç |
Dif s d ere nça e sol ida ão con ç |
Dif s d ere nça e são mb ial con ver ca |
Res erv as e ulta dos res nsi tad tra os |
Res ulta do líqu ido |
Tot al d ital o c ap ópr io pr |
|
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ba lan 1 d e J iro de 200 1 ço em ane |
479 ,29 3 |
( 6,0 60) |
24, 262 |
( 261 ,53 7) |
( 28, 713 ) |
140 ,53 8 |
( 63, 870 ) |
283 ,91 3 |
| Des val oriz ão das ões do BC P aç ac ç |
( 2,4 86) |
( 2,4 86) |
||||||
| Ava liaç ão do Eur o / Zlo ty cro ss cur ren cy swa p |
5,8 37 |
5,8 37 |
||||||
| Dife de são mb ial d de 200 1 ren ça con ver ca o a no |
14, 923 |
14, 923 |
||||||
| Div ide ndo s d e 2 000 s p ago |
0 | |||||||
| Tra nsf erê ncia do ulta do de 200 0 p . tra nsit ado res ara res s e res erv as |
( 63, 870 ) |
63, 870 |
0 | |||||
| Alte ões sul tad tran sita dos m 2 001 raç ao s re os e r ese rva s e |
1,2 69 |
1,2 69 |
||||||
| Res ulta do do rcíc io e m 3 0 d e J unh o d e 2 001 exe |
( 51, 448 ) |
( 51, 448 ) |
||||||
| Ba lan 30 de Ju nho de 20 01 ço em |
479 ,29 3 |
( 6,0 60) |
24, 262 |
( 261 ,53 7) |
( 13, 790 ) |
81, 288 |
( 51, 448 ) |
252 ,00 8 |
| Ca ital p |
Ac ões ópr ias ç pr |
Pré mio s d e iss ão de ões em acç |
Dif s d ere nça e sol ida ão con ç |
Dif s d ere nça e são mb ial con ver ca |
Res erv as e ulta dos res tra nsi tad os |
Res ulta do líqu ido |
Tot al d ital o c ap ópr io pr |
|
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ba lan 1 d e J iro de 200 2 ço em ane |
479 ,29 3 |
( 60) 6,0 |
24, 262 |
( 7) 261 ,53 |
( ) 28, 002 |
70, 679 |
( ) 86, 510 |
192 ,12 5 |
| Des val oriz ão das ões do BC P aç ac ç |
( 410 ) |
( 410 ) |
||||||
| Dife de são mb ial d de 200 2 ren ça con ver ca o a no |
22, 029 |
22, 029 |
||||||
| Div ide ndo s d e 2 001 s p ago |
0 | |||||||
| Ap lica ão do IAS 39 ç |
( 3,5 97) |
( 3,5 97) |
||||||
| Tra nsf erê ncia do ulta do de 200 1 p . tra nsit ado res ara res s e res erv as |
( 86, 510 ) |
86, 510 |
0 | |||||
| Alte ões sul tad tran sita dos 20 01 raç ao s re os em |
( 189 ) |
( 189 ) |
||||||
| Res ulta do do rcíc io a 30 de Ju nho de 20 02 exe |
( 177 ,23 2) |
( 177 ,23 2) |
||||||
| Ba lan 30 de Ju nho de 20 02 ço em |
479 ,29 3 |
( 6,0 60) |
24, 262 |
( 261 ,53 7) |
( 5,9 73) |
( 20, 027 ) |
( 177 ,23 2) |
32, 726 |
12 Resultado por acção
| 2002 | 2001 | ||
|---|---|---|---|
| Resultado líquido do exercício atribuído ao accionistas JM | (177.232) | (51.448) | A |
| Acções ordinárias emitidas no início do ano Acções próprias no início do ano Acções emitidas durante o ano |
95.858.644 (171.800) - |
95.858.644 (171.800) - |
|
| Número médio ponderado de acções ordinárias | 95.686.844 | 95.686.844 | B |
| Resultados por acção – milhares de Euros | (0,001852) | (0,000538) | A/B |
| Efeito (líquido de imposto) dos juros relativos a warrants | 1.031 | 1.201 | C |
| Resultado líquido do exercício atribuível aos accionistas ordinários (diluído) |
(176.201) | (50.247) | A+C |
| Número médio ponderado de acções ordinárias | 95.686.844 | 95.686.844 | B |
| Ajustamento – assumindo a conversão dos warrants | 4.141.356 | 4.141.356 | D |
| Número médio ponderado de acções ordinárias (diluído) | 99.828.200 | 99.828.200 | B+D |
| Resultados por acção (diluído) | (0,001765) | (0,000503) |
13 Provisões
| Saldo em 01/01/2002 |
Provisões constituídas |
Provisões utilizadas |
Diferença Cambial |
Saldo em 30/06/2002 |
|
|---|---|---|---|---|---|
| Devedores duvidosos | 62.768 | 4.469 | -6.858 | -2.880 | 57.499 |
| Existências | 20.627 | 275 | -1.760 | -1.755 | 17.387 |
| Investimentos financeiros | 5.083 | 0 | -5.049 | 0 | 34 |
| Outros títulos | 57 | 0 | 0 | 0 | 57 |
| Pensões de reforma | 17.969 | 524 | -576 | 0 | 17.917 |
| Outros riscos e encargos | 12.776 | 594 | -425 | -1.291 | 11.654 |
| Total | 119.280 | 5.862 | -14.668 | -5.926 | 104.548 |
A provisão para riscos e encargos inclui essencialmente valores provisionados para processos de contencioso e para custos com encerramento de lojas planeados.
14 Impostos
14.1 Movimentos nas contas de impostos diferidos
| 2002 | |
|---|---|
| No início do exercício | 97.204 |
| Diferenças de conversão cambial Reavaliações Aquisições/alienações de subsidiárias No resultado do exercício |
(22.912) (428) (13.946) 4.708 |
| No final do exercício | 64.626 |
14.2 Impostos a recuperar e a pagar
| Impostos a recuperar | 2002 |
|---|---|
| IRC a receber | 3.704 |
| IVA a recuperar | 21.130 |
| Outros impostos | - |
| 24.834 | |
| Impostos a pagar | 2002 |
| IRC a pagar | 8.994 |
| IVA a pagar | 16.561 |
| IRS retido | 3.722 |
| Segurança social | 6.231 |
| Outros impostos | 4.001 |
| 39.509 |
15 Contingências
Não se registaram alterações face ao mencionado no anexo às contas reportado a 31 de Dezembro de 2001.
16 Eventos subsequentes à data do balanço
Em 11 de Julho de 2002, perante o Tribunal Arbitral as partes envolvidas no processo "Sonsorol" chegaram a acordo no sentido de pôr fim ao litígio que corria os seus termos naquele Tribunal. Nos termos do acordo, todas as partes intervenientes no processo desistem dos respectivos pedidos, cabendo à Jerónimo Martins, SGPS, S.A. pagar à Sonsorol SGPS, S.A., sociedade que servia de veículo ao seu investimento no âmbito do denominado "Contrato Relativo a Investimento na Área da Infocomunicação" e na qual deixou de deter qualquer participação, uma quantia equivalente a cerca de 0,65% do valor do pedido na referida acção.
Em 26 de Agosto de 2002, foi celebrado um acordo de princípios com vista à alienação dos cinco hipermercados detidos pela participada Jerónimo Martins Dystrybucja na Polónia, à Ahold Polska. A operação, no valor aproximado de 20 milhões de euros, está sujeita à aprovação das Autoridades da Concorrência e do Ministério do Interior polacos, e estima-se que esteja finalizada durante o último trimestre de 2002. Tendo sido reconhecido nas demonstrações financeiras consolidadas do primeiro semestre de 2002 uma perda por imparidade de M EUR 29.752 sobre estes activos, não será esperada significativa menos valia à data de conclusão da alienação.
Jerónimo Martins, SGPS, S.A. Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas 30 de Junho de 2002 e 2001
17 Reconciliação para os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal
A informação abaixo apresentada corresponde ao efeito que resultaria nas principais rubricas das demonstrações financeiras consolidadas da Sociedade caso não tivessem sido derrogados os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal
| Ba | lan 3 0 de Ju ho ç o e m n |
de 2 0 0 2 |
Ba | lan 3 0 de Ju ho ç o e m n |
de 2 0 0 1 |
|
|---|---|---|---|---|---|---|
| De tra õe mo ns ç s |
A j tam tos us en |
De de do m. ac or co m |
De tra õe mo ns ç s |
A j tam tos us en |
De de do m. ac or co m |
|
| F ina ira nc e s |
l tan tes res u em |
íp inc ios lm te p r g era en |
F ina ira nc e s |
l tan tes res u em |
íp inc ios lm te p r g era en |
|
| Co l i da da ns o s |
O C de õe P rro g aç s a o |
i tes Po tug l ac e em r a |
Co l i da da ns o s |
O C de õe P rro g aç s a o |
i tes Po tug l ac e em r a |
|
| A C T I V O |
||||||
| Im b i l iza inc óre õe o ç s orp as |
3 4 1. 3 0 0 |
3 4 1. 3 0 0 |
6 3. 3 9 0 5 |
6 3. 3 9 0 5 |
||
| Im b i l iza óre õe o ç s c orp as |
1. 0 8 1. 6 3 5 |
1. 0 8 1. 6 3 5 |
1. 4 4. 6 0 5 5 |
1. 4 4. 6 0 5 5 |
||
| f Inv t im tos ina iro es en nc e s |
5 5. 0 6 8 |
2 9 7 |
5 5. 3 6 5 |
7 4. 6 2 3 |
-7 7 4 |
7 3. 8 4 9 |
| Ex is t ên ias c |
2 4 1. 2 0 0 |
2 4 1. 2 0 0 |
3 4 6. 2 8 7 |
3 4 6. 2 8 7 |
||
| D ív i da de ter iro é d io lon s ce s - m e g o p raz o |
1 6 |
1 6 |
1 3. 0 8 9 |
1 3. 0 8 9 |
||
| D ív i da de ter iro to s ce s - cu r p raz o |
2 3 6. 1 7 9 |
2 3 6. 1 7 9 |
2 1 1. 1 8 8 |
2 1 1. 1 8 8 |
||
| T í tu los i áv is ne g oc e |
4. 0 1 3 |
4. 0 1 3 |
1. 3 3 3 |
1. 3 3 3 |
||
| De ós i tos ba ár ios ixa p nc e ca |
8 1. 0 7 8 |
8 1. 0 7 8 |
7 1. 4 9 0 |
7 1. 4 9 0 |
||
| Ac és im d i fer im tos r c os e en |
1 5 4. 6 2 5 |
-2 4 5 4 |
1 5 2. 1 7 1 |
3 0 9. 2 6 6 |
-1 3. 4 6 6 |
2 9 5. 8 0 0 |
| To ta l do Ac t ivo |
2. 1 9 5. 0 4 2 |
-2 1 5 7 |
2. 1 9 2. 8 8 5 |
3. 0 4 5. 3 1 6 |
-1 4. 2 4 0 |
3. 0 3 1. 0 7 6 |
| Ó C A P I T A L P R P R I O |
||||||
| Ca i ta l p |
4 7 9. 2 9 3 |
4 7 9. 2 9 3 |
4 7 9. 2 9 3 |
4 7 9. 2 9 3 |
||
| Re l ta do tra i ta do se rva s e re su s ns s |
-2 6 9. 3 3 5 |
4. 9 1 2 |
-2 6 4. 4 2 3 |
-1 7 5. 8 3 7 |
-8 4 6 7 |
-1 8 4. 3 0 4 |
| Re l ta do L íq i do do íc io su ex erc u |
-1 7 7. 2 3 2 |
3 2 8 |
-1 7 6. 9 0 4 |
-5 1. 4 4 8 |
3 1 7 |
-5 1. 1 3 1 |
| To l do Ca i l Pr óp io ta ta p r |
3 2. 2 6 7 |
2 4 0 5. |
3 9 6 6 7. |
2 2. 0 0 8 5 |
-8 1 0 5 |
2 4 3. 8 8 5 |
| In ter M ino i t ár ios es se s r |
5 1. 0 7 4 |
5 8 4 |
5 1. 6 5 8 |
8 5. 0 6 7 |
-7 9 4 |
8 4. 2 7 3 |
| P A S S I V O |
||||||
| Pr is isc õe ov s p ara r os e en ca rg os |
2 9. 1 5 7 |
2 9. 1 5 7 |
3 4. 9 0 2 |
3 4. 9 0 2 |
||
| ív é D i da ter iro d io lon s a ce s - m e g o p raz o |
9. 9 9 1 7 4 |
9. 9 9 1 7 4 |
9 1 9 9 2 5. |
9 1 9 9 2 5. |
||
| D ív i da ter iro to s a ce s - cu r p raz o |
1. 1 5 2. 8 5 7 |
1. 1 5 2. 8 5 7 |
1. 5 4 0. 5 9 2 |
1. 5 4 0. 5 9 2 |
||
| Ac és im d i fer im tos r c os e en |
1 7 8. 8 2 3 |
-7 9 8 1 |
1 7 0. 8 4 2 |
2 1 6. 7 5 5 |
-5 2 9 6 |
2 1 1. 4 5 9 |
| To l do Pa ivo ta ss |
2. 1 1 1. 2 4 2 |
9 8 1 -7 |
2. 1 0 3. 2 6 1 |
2. 0 8. 2 4 1 7 |
2 9 6 -5 |
2. 0 2. 9 4 7 5 |
| To ta l do Ca i ta l p óp io, In t. M in. Pa ivo p r r e ss |
2. 1 9 5. 0 4 2 |
-2 1 5 7 |
2. 1 9 2. 8 8 5 |
3. 0 4 5. 3 1 6 |
-1 4. 2 4 0 |
3. 0 3 1. 0 7 6 |

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
Bernardes, Sismeiro e Associados, SROC, Lda. Avenida da Liberdade, 245 - 7º C 1250 - 143 Lisboa Portugal Telephone +351 21319 70 00 Facsimile +351 21316 11 12
Relatório de Revisão Limitada Elaborado por Auditor Registado na CMVM sobre a Informação Semestral Consolidada
Introdução
1 Para os efeitos do artigo 246.º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002, da Jerónimo Martins, SGPS, SA., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de 2.195.042 milhares de euros, um total de interesses minoritários de 51.074 milhares de euros e um total de capital próprio de 32.726 milhares de euros, incluindo um resultado líquido negativo de 177.232 milhares de euros), na Demonstração consolidada dos resultados por naturezas e por funções e na Demonstração dos fluxos de caixa do período findo naquela data e no correspondente Anexo.
2 As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.
Responsabilidades
3 É da responsabilidade do Conselho de Administração: (a) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação e o resultado consolidado das suas operações; (b) a informação financeira histórica, preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo CVM; (c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado e (e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
4 A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita conforme exigido pelo CVM, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso trabalho.
Sede: Edifícios "As Caravelas", Rua Dr. Eduardo Neves 9 - 5º Dtº., 1050 - 077 Lisboa Inscrita na Comissão de Valores Mobiliários sob o nº 219 NIPC 501 255 958 Capital social Euros 11.200 Correspondente da PricewaterhouseCoopers Matriculada na Conservatória do Registo Comercial sob o nº(em curso)
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
Âmbito
5 O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida não contém distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu, principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicação, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira e (v) se a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
6 O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
7 Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente parecer sobre a informação semestral.
Parecer
8 Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002 contém distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, derrogados para ficarem em conformidade com as normas internacionais de contabilidade, de acordo com a nota 2, e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Ênfases
9 Sem afectar o parecer expresso no parágrafo anterior, chamamos a atenção para os seguintes factos:
i) a Jerónimo Martins passou a apresentar uma nota reconciliando as suas demonstrações financeiras com as que resultariam caso não fossem derrogados os

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, pelo que já não se justifica a manutenção da reserva expressa nos relatórios anteriores;
ii) as notas às demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com os requisitos de divulgação das normas internacionais de contabilidade não contendo, quando aplicável, qualquer referência às notas requeridas pelo Plano Oficial de Contabilidade e exigidas para efeitos de apresentação de contas em Portugal.
Lisboa, 05 de Setembro de 2002
Bernardes, Sismeiro & Associados, S.R.O.C., Lda. (Inscrita na Comissão de Valores Mobiliários sob o nº 219) representada por:
José Manuel de Oliveira Vitorino, R.O.C.
Sociedade Aberta Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o nº 8.122 Capital social 479.293.220,00€ N.I.P.C. 500 100 144 R. Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099-008 Lisboa
RELATÓRIO E CONTAS
EM 30 DE JUNHO DE 2002

JERÓNIMO MARTINS, SGPS, S.A.
Sociedade Aberta Capital Soc.: EUR 479.293.220,00 Pessoa Colectiva nº: 500 100 144 C.R.C. Lisboa nº 8 122
RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
1º Semestre de 2002
1. Introdução
O primeiro semestre de 2002 foi marcado pelo concretizar de uma série de compromissos assumidos pelo Conselho de Administração do Grupo Jerónimo Martins.
Assim, antecipou-se o cumprimento do principal objectivo estabelecido pelo Conselho de Administração, para o final de 2002. O nível de endividamento que, em 2001, chegou a atingir mil e setecentos milhões de euros encontra-se já num patamar inferior a mil milhões de euros.
Durante este semestre, o Grupo implementou com rigor as medidas do seu processo de reestruturação ao alienar os negócios com rentabilidade operacional negativa: Lillywhites, Sé e, já em Agosto, os hipermercados Jumbo na Polónia.
O Grupo concentra agora as suas atenções nos activos em que detém posições de liderança, em Portugal e na Polónia. O actual portfólio encerra potencial de crescimento e permitirá apresentar níveis de rentabilidade acrescidos e competitivos, quando comparados com os standards internacionais do sector da distribuição alimentar.
Na primeira metade do ano as vendas da cadeia Biedronka na Polónia voltaram a registar um excelente desempenho, apresentando um crescimento like-for-like de 18,1%. Também a performance do Recheio em Portugal é digna de destaque, tendo as vendas aumentado 4,7%;
Os resultados correntes do Grupo registaram uma recuperação considerável devido à notável melhoria de 74,5% nos resultados financeiros. Os resultados líquidos foram significativamente afectados pelos negócios do Brasil, quer em termos operacionais, quer ao nível da linha de não recorrentes, que inclui a menos valia decorrente da alienação dos supermercados Sé.
A análise económico-financeira do Grupo durante este semestre encontra-se, com maior detalhe no Relatório de Gestão e Demonstrações Financeiras Consolidadas do Grupo Jerónimo Martins.

2. Perspectivas
Não obstante ter já cumprido o objectivo de redução de dívida a que se propôs para o ano 2002, o Grupo continuará a dar prioridade à redução do seu nível de endividamento e à reestruturação da sua dívida financeira.
Concluída a alienação dos supermercados Sé - que representaram a grande parcela dos seus resultados negativos durante o último ano e particularmente no 1º semestre de 2002 – o Grupo Jerónimo Martins pode agora concentrar-se nos negócios onde é líder e onde apresenta rentabilidades muito competitivas, face aos standards do sector.
Jerónimo Martins continuará assim a implementar todas as medidas necessárias à melhoria da competitividade e eficiência dos actuais activos do seu portfólio que, para além de encerrarem um elevado potencial de crescimento, lhe permitirão recuperar os seus níveis de rentabilidade.
3. Eventos Subsequentes
Em 11 de Julho de 2002, perante o Tribunal Arbitral as partes envolvidas no processo "Sonsorol" chegaram a acordo no sentido de pôr fim ao litígio que corria os seus termos naquele Tribunal. Nos termos do acordo, todas as partes intervenientes no processo desistem dos respectivos pedidos, cabendo à Jerónimo Martins, SGPS, S.A. pagar à Sonsorol SGPS, S.A., sociedade que servia de veículo ao seu investimento no âmbito do denominado "Contrato Relativo a Investimento na Área da Infocomunicação" e na qual deixou de deter qualquer participação, uma quantia equivalente a cerca de 0,65% do valor do pedido na referida acção.
Em 26 de Agosto de 2002, foi celebrado um acordo de princípios com vista à alienação dos cinco hipermercados detidos pela participada Jerónimo Martins Dystrybucja na Polónia, à Ahold Polska. A operação, no valor aproximado de 20 milhões de euros, está sujeita à aprovação das Autoridades da Concorrência e do Ministério do Interior polacos, e estima-se que esteja finalizada durante o último trimestre de 2002.
Lisboa, 28 de Agosto de 2002
O Conselho de Administração
JERÓNIMO MARTINS, SGPS, S.A.
SOCIEDADE ABERTA
INFORMAÇÃO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO NO CAPITAL DA EMPRESA A 30 DE JUNHO DE 2002
(De acordo com a disposição no artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais e nos termos da alínea b) do nº1 do artigo 7º do Regulamento da CMVM nº 24/2000)
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
| Membros do Conselho de Administração |
Detidas em 31.12.01 | Acréscimos no 1º Semestre | Diminuições no 1º Semestre | Detidas 30.06.02 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Acções | Obrigações | Warrants | Acções | Obrigações | Warrants | Acções | Obrigações | Warrants | Acções | Obrigações | Warrants | |
| Elisio Alexandre Soares dos Santos | 27.281 | - | 773 | 27.281 | - | 773 | ||||||
| António Mendo Castel-Branco Borges |
- | - | - | - | - | - | ||||||
| Hans Eggerstedt | 3.000 | - | - | 3.000 | ||||||||
| José Luís Nogueira de Brito | 16.133 | 16.133 | - | - | ||||||||
| Luís Maria Viana Palha da Silva | - | - | - | - | - | - | ||||||
| Pedro Manuel de Castro Soares dos Santos |
23.014 | 938 | 23.014 | 938 | - | |||||||
| Rui Manuel de Medeiros d`Espiney Patrício |
- | - | - | - | - | - | ||||||
| Álvaro Carlos Gonzalez Troncoso | 933 | - | - | 933 | - | - | - |
Nota: O Dr. Álvaro Troncoso alienou 933 acções da Jerónimo Martins, SGPS, SA em 1 de Março de 2002, com o valor de venda de 7,86 euros por acção.
FISCAL ÚNICO
O Fiscal Único, Bernardes Sismeiro & Associados, SROC, Lda., não detinha quaisquer acções, obrigações e "warrants", em 30 de Junho de 2002, não tendo realizado transacções com quaisquer títulos de Jerónimo Martins, SGPS, S.A.
JERÓNIMO MARTINS, SGPS, S.A.
SOCIEDADE ABERTA
LISTA DOS TITULARES DE PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A 30 DE JUNHO DE 2002
De acordo com a disposição no artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais e nos termos da alínea d) do nº1 do artigo 7º do regulamento da CMVM nº 24/2000)
| Accionista | Nº Acções detidas |
% Capital | % dos Direitos de Voto* |
|---|---|---|---|
| Sociedade Francisco Manuel dos Santos, SGPS, SA | |||
| Directamente | 55.541.472 | 57,94% | 58,05% |
| Strand Ventures Inc.** | |||
| Directamente | 6.468.868 | 6,75% | 6,76% |
| Através da Sociedade Fitron Management Ltd. ( Detida a 100% pela Sociedade Strand Ventures, Inc.) |
3.177.836 | 3,32% | 3,32% |
| Através da Sociedade Multiplus Investments Ltd. (Detida a 100% pela Sociedade Strand Ventures, Inc.) |
1.915.990 | 2,00% | 2,00% |
| Total Imputável | 11.562.694 | 12,06% | 12,08% |
* ( % Direitos de voto = Nº Acções Detidas / (Nº Total Acções JM - Acções Próprias))
** Nos termos e para os efeitos do n.º 3 do art. 16 do Código dos Valores Mobiliários (CVM), as participações detidas directa e indirectamente pela Strand Ventures Inc, devem ser imputadas, nos termos do n.º 1 do art. 20 do CVM às seguintes sociedades:
-
Banco Privado Português (Cayman) Ltd., mediante contrato de gestão de carteira da totalidade da participação na Jerónimo Martins, SGPS, SA;
-
Banco Privado Português, SA, mediante acordo com diversos accionistas da sociedade Strand Ventures, o qual lhe permite a eleição da maioria dos membros do órgão de administração.
** A participação referida reporta-se a 24 de Junho de 2002.
Nota: A Sociedade Francisco Manuel dos Santos, SGPS, SA detinha em 30 Junho 2002, 1.403.869 warrants da Jerónimo Martins, SGPS, SA.
Sociedade Aberta Jerónimo Martins, SGPS, S.A.
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social € 479 293 220 NIPC 500 100 144 R. Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099 - 008 LISBOA
BALANÇO EM 30 DE JUNHO DE 2002
| (Milhares de Euros) | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Exercícios | |||||
| Códigos das contas | Activo | 2002 | 2001 | ||
| POC | Amortizações e | ||||
| Activo bruto | provisões | Activo liquido | Activo liquido | ||
| Imobilizado | |||||
| Imobilizações incorpóreas | |||||
| 431 | Despesas de instalação | 107 | |||
| 432 | Despesas de investigação e de desenvolvimento | 247 | 148 | 99 | 152 |
| 433 | Propriedade industrial e outros direitos | ||||
| 434 | Trespasses | ||||
| 441/6 | Imobilizações em curso | ||||
| 449 | Adiantamentos por conta de imobilizações incorpóreas | ||||
| 247 | 148 | 99 | 259 | ||
| Imobilizações corpóreas | |||||
| 421 | Terrenos e recursos naturais | 176 | 176 | 176 | |
| 422 | Edifícios e outras construções | 1.223 | 455 | 768 | 748 |
| 423 | Equipamento básico | ||||
| 424 | Equipamento de transporte | 415 | 388 | 27 | 91 |
| 425 | Ferramentas e utensílios | 2 | 1 | 1 | 1 |
| 426 | Equipamento administrativo | 1.722 | 1.403 | 319 | 451 |
| 427 | Taras e vasilhame | ||||
| 429 | Outras imobilizações corpóreas | 866 | 575 | 291 | 887 |
| 441/6 | Imobilizações em curso | ||||
| 448 | Adiantamentos por conta de imobilizações corpóreas | ||||
| 4.404 | 2.822 | 1.582 | 2.354 | ||
| Investimentos financeiros | |||||
| 4111 | Partes de capital em empresas do grupo | 318.406 | 257.315 | 61.091 | 344.253 |
| 894.496 | 11.623 | 882.873 | 334.832 | ||
| 4121+4131 | Empréstimos a empresas do grupo | ||||
| 4112 | Partes de capital em empresas associadas | 2.361 | 2.361 | 17.070 | |
| 4122+4132 | Empréstimos a empresas associadas | 1.198 | |||
| 4113+414+415 | Títulos e outras aplicações financeiras | 3.925 | 3.925 | 25 | |
| 4123+4133 | Outros empréstimos concedidos | ||||
| 441/6 | Imobilizações em curso | ||||
| 447 | Adiantamentos por conta de investimentos financeiros | ||||
| 1.219.188 | 268.938 | 950.250 | 697.378 | ||
| Circulante | |||||
| Existências | |||||
| 36 | Matérias-primas, subsidiarias e de consumo | ||||
| 35 | Produtos e trabalhos em curso | ||||
| 34 | Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos | ||||
| 33 | Produtos acabados e intermédios | ||||
| 32 | Mercadorias | ||||
| 37 | Adiantamentos por conta de compras | ||||
| Dividas de terceiros - Médio e longo prazo | |||||
| 54 | 54 | 431.536 | |||
| 252 | Empresas do grupo | ||||
| 218 | Clientes de cobrança duvidosa | ||||
| 54 | 54 | 431.536 | |||
| Dividas de terceiros - Curto prazo | |||||
| 211 | Clientes, c/c | 6.892 | 6.892 | 7.578 | |
| 212 | Clientes - títulos a receber | ||||
| 218 | Clientes de cobrança duvidosa | ||||
| 252 | Empresas do grupo | 146.686 | 146.686 | 231.012 | |
| 253+254 | Empresas participadas e participantes | ||||
| 251+255 | Outros accionistas (sócios) | ||||
| 229 | Adiantamentos a fornecedores | ||||
| 2619 | Adiantamentos a fornecedores de imobilizado | ||||
| 24 | Estado e outros entes públicos | 2.279 | 2.279 | 2.221 | |
| 262+266+267+268+221 | Outros devedores | 1.096 | 187 | 909 | 1.637 |
| 264 | Subscritores de capital | ||||
| 156.953 | 187 | 156.766 | 242.448 | ||
| Títulos negociáveis | |||||
| 1511 | Acções em empresas do grupo | ||||
| 1521 | Obrigações e títulos de participação empresas do grupo | ||||
| 1512 | Acções em empresas associadas | ||||
| Obrigações e títulos de participação empresas associadas | |||||
| 1522 | |||||
| 1513+1523+153/9 | Outros títulos negociáveis | ||||
| 18 | Outras aplicações de tesouraria | ||||
| Depósitos bancários e caixa | |||||
| 12+13+14 | Depósitos bancários | 6.345 | 6.345 | 23 | |
| 11 | Caixa | 9 | 9 | 17 | |
| 6.354 | 6.354 | 40 | |||
| Acréscimos e diferimentos | |||||
| 271 | Acréscimos de proveitos | 1.853 | 1.853 | 800 | |
| 272 | Custos diferidos | 728 | 728 | 2.134 | |
| Impostos diferidos activos | 16.828 | 16.828 | 36.680 | ||
| 19.409 | 19.409 | 39.614 | |||
| Total de amortizações | 2.970 | ||||
| Total de provisões | 269.125 | ||||
| Total do activo | 1.406.609 | 272.095 | 1.134.514 | 1.413.629 |
Sociedade Aberta Jerónimo Martins, SGPS, S.A.
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social € 479 293 220 NIPC 500 100 144 R. Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J
1099 - 008 LISBOA
BALANÇO EM 30 DE JUNHO DE 2002
| (Milhares de Euros) | |||
|---|---|---|---|
| Códigos das contas | Exercícios | ||
| Capital próprio e passivo | 2002 | 2001 | |
| POC | |||
| Capital próprio | |||
| 51 | Capital | 479.293 | 479.293 |
| 521 | Acções próprias - Valor nominal | -859 | -859 |
| 522 | Acções próprias - Descontos e prémios | -5.201 | -5.201 |
| 53 | Prestações suplementares | ||
| 54 | Prémios de emissão de acções | 22.452 | 22.452 |
| 55 | Ajustamento de partes de capital em filiais e associadas | 1 | 1 |
| 56 | Reservas de reavaliação | ||
| Reservas: | |||
| 571 | Reservas legais | 22.054 | 22.054 |
| Reserva para acções próprias | 6.060 | 6.060 | |
| 572 | Reservas estatutárias | ||
| 573 | Reservas contratuais | ||
| Reserva para incorporação em capital | 12.424 | 12.424 | |
| 574 a 579 | Outras reservas | 354.005 | 354.005 |
| 59 | Resultados transitados | -9.487 | -41 |
| Subtotal | 880.742 | 890.188 | |
| 88 | Resultado líquido do exercício | -166.553 | 40.200 |
| 89 | Dividendos antecipados | ||
| Total do capital próprio | 714.189 | 930.388 | |
| Passivo | |||
| Provisões para riscos e encargos | |||
| 291 | Provisões para pensões | 15.295 | 10.356 |
| 292 | Provisões para impostos | ||
| 293/8 | Outras provisões para riscos e encargos | ||
| 15.295 | 10.356 | ||
| Dividas a terceiros - Médio e longo prazo | |||
| 231+12 | Dividas a instituições de crédito | 28.867 | 63.331 |
| Empréstimos por obrigações: | |||
| Com opcção de reembolso em acções | 164.824 | 154.940 | |
| Com "warrants" | 93.327 | 93.327 | |
| 2322 | Não convertíveis | ||
| 287.018 | 311.598 | ||
| Dividas a terceiros - Curto prazo | |||
| Empréstimos por obrigações: | |||
| 2321 | Convertíveis | ||
| 2322 | Não convertíveis | ||
| 233 | Empréstimos por títulos de participação | ||
| 231+12 | Dividas a instituições de crédito | 65.052 | 144.702 |
| 269 | Adiantamentos por conta de vendas | ||
| 221 | Fornecedores, c/c | 279 | 315 |
| 228 | Fornecedores - Facturas em recepção e conferência | ||
| 222 | Fornecedores - Títulos a pagar | ||
| 2612 | Fornecedores de imobilizado - Títulos a pagar | ||
| 252 | Empresas do grupo | 28.429 | 150 |
| 253+254 | Empresas participadas e participantes | ||
| 251+255 | Outros accionistas (sócios) | 7 | 7 |
| 219 | Adiantamentos de clientes | ||
| 239 | Outros empréstimos obtidos | ||
| 2611 | Fornecedores de imobilizado | 2 | 4 |
| 24 | Estado e outros entes públicos | 1.222 | 1.079 |
| 262+263+264+265+267+268+21 1 |
Outros credores | 16.078 | 6.531 |
| 111.069 | 152.788 | ||
| Acréscimos e diferimentos | |||
| 273 | Acréscimos de custos | 6.884 | 8.365 |
| 274 | Proveitos diferidos | ||
| Impostos diferidos passivos | 59 | 134 | |
| 6.943 | 8.499 | ||
| Total do passivo | 420.325 | 483.241 | |
| Total do capital próprio e do passivo | 1.134.514 | 1.413.629 |
O Técnico Oficial de Contas
O Conselho de Administração
Sociedade Aberta Jerónimo Martins, SGPS, S.A.
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social € 479 293 220. NIPC 500 100 144 R. Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099 - 008 LISBOA
(Milhares de Euros) Códigos das contas Códigos das contas POC POC Custos e perdas Proveitos e ganhos 61 Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas 71 Vendas: Mercadorias Mercadorias Matérias Produtos 62 Fornecimentos e serviços externos 4.993 4.202 72 Prestação de serviços 10.919 10.919 10.436 10.436 Custos com o pessoal: Variação de produção 641+642 Remunerações 1.318 1.132 75 Trabalhos para a própria empresa Encargos sociais: 73 Proveitos suplementares 46 50 643+644 Pensões 289 1.109 74 Subsídios à exploração 645/8 Outros 247 1.854 256 2.497 76 Outros proveitos e ganhos operacionais 46 50 66 Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 204 348 (B) Proveitos e ganhos operacionais 10.965 10.486 67 Provisões 204 348 782 Ganhos em empresas do grupo e associadas 63 Impostos 86 173 784 Rendimentos de participações de capital 56.945 54.840 65 Outros custos perdas operacionais 31 117 45 218 7812+7815+7816+783 Rendimentos de títulos negociáveis e de outras aplicações financeiras: (A) Custos e perdas operacionais 7.168 7.265 Relativos a empresas do grupo 682 Perdas em empresas do grupo e associadas Outros 683+684 Amortizações e provisões de aplicações e investimentos financeiros 7811+7813+7814+7818+ 785+786+787+788 Outros juros e proveitos similares: 681+685+686+687+688 Juros e custos similares Relativos a empresas do grupo 14.326 21.795 Relativos a empresas do grupo 354 1.544 Outros 32.928 104.199 2 76.637 Outros 24.902 25.256 45.344 46.888 (D) Proveitos e ganhos correntes 115.164 87.123 (C) Custos e perdas correntes 32.424 54.153 79 Proveitos e ganhos extraordinários 73.078 1.143 69 Custos e perdas extraordinários 311.348 288 (F) Proveitos totais 188.242 88.266 (E) Custos e perdas do exercício 343.772 54.441 86 Impostos sobre o rendimento do exercício 31 38 Resultados operacionais (B) - (A) = Impostos diferidos 10.992 -6.413 (G) Custos totais 354.795 48.066 Resultados financeiros (D-B) - (C-A) = 88 Resultado liquido do exercício -166.553 40.200 Resultados correntes (D) - (C) = 188.242 88.266 Resultados antes de impostos (F) - (E) = 82.740 3.221 29.749 32.970 33.825 Exercícios Exercícios 2001 3.797 2002 2001 -155.530 78.943 RESUMO: 2002
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZA DO SEMESTRE FINDO EM 30 DE JUNHO DE 2002
O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração
-166.553
Resultado liquido do exercício (F) - (G) = 40.200
Introdução
Jerónimo Martins, SGPS, S.A., tem por objecto a gestão de participações sociais, tem a sua sede na R. Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J – 1099-088 Lisboa, n.º de identificação de pessoa colectiva 500 100 144, com o capital social de 479.293.220 Euros e está matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122.
Os valores indicados são expressos, salvo indicação em contrário, em milhares de euros.
1 - Critérios valorimétricos e contabilísticos
As contas semestrais da empresa foram preparadas de acordo com os mesmos princípios e políticas contabilísticas adoptados na elaboração das demonstrações financeiras anuais, incluindo essencialmente uma explicação dos eventos e alterações relevantes para a compreensão das alterações na posição financeira e desempenho da empresa desde a última data do relatório anual. Desta forma, é omitida a maior parte das notas constantes nas demonstrações financeiras de 2001, quer por não terem sofrido alteração, quer por não serem materialmente relevantes para a compreensão das presentes demonstrações financeiras intercalares.
Os resultados de períodos intercalares são apurados como parte do ano financeiro e não como períodos independentes. Desta forma, a mensuração e reconhecimento dos mesmos é feita numa base de ano até à data.
O reconhecimento de activos, passivos, proveitos e custos seguiu os mesmos princípios que seriam adoptados caso se tratasse de demonstrações financeiras anuais.
Na valorização dos investimentos em partes de capital em empresas filiais e associadas, optamos por utilizar o método do custo. Em nosso entender, o reconhecimento dos investimentos ao custo de aquisição reduzido de qualquer provisão necessária para perdas permanentes de valor, representa o valor mínimo de mercado que as mesmas podem consubstanciar, em contraponto com a relevação do valor contabilistico dos bens intrínsecos aos mesmos, que é finalidade das demonstrações financeiras consolidadas.
Se tivesse sido aplicado o método de equivalência patrimonial, o efeito nas Demonstrações Financeiras da Sociedade seria uma diminuição no Capital Próprio e no Activo no montante de 681.463 milhares de euros.
Este efeito inclui a diminuição no resultado líquido de 10.679 milhares de euros.
2 - Activo imobilizado
Movimentos ocorridos no 1º semestre, nas rubricas do activo imobilizado constantes do balanço e nas respectivas amortizações e provisões, de acordo com os seguintes quadros discriminativos:
a) Activo bruto
| Rubricas | Saldo inicial | Reavaliação/aju stamento |
Aumentos | Alienações | Transferências e abates |
Saldo final |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Imobilizações incorpóreas: | ||||||
| Despesas de instalação | 667 | 667 | ||||
| Despesas de investigação e desenvolvimento | 269 | 22 | 247 | |||
| Propriedade industrial e outros direitos | ||||||
| Trespasses | ||||||
| Imobilizações em curso | ||||||
| Adiantamentos por conta imobilizações incorpóreas | ||||||
| Total | 936 | 689 | 247 | |||
| Imobilizações corpóreas: | ||||||
| Terrenos e recursos naturais | 176 | 176 | ||||
| Edifícios e outras construções | 1.223 | 1.223 | ||||
| Equipamento básico | ||||||
| Equipamento de transporte | 480 | 25 | 90 | 415 | ||
| Ferramentas e utensílios | 2 | 2 | ||||
| Equipamento administrativo | 1.721 | 1 | 1.722 | |||
| Taras e vasilhame | ||||||
| Outras imobilizações corpóreas | 1.706 | 840 | 866 | |||
| Imobilizações em curso | ||||||
| Adiantamentos por conta imobilizações corpóreas | ||||||
| Total | 5.308 | 26 | 90 | 840 | 4.404 | |
| Investimentos financeiros | ||||||
| Partes de capital em empresas do grupo | 429.306 | 110.900 | 318.406 | |||
| Empréstimos a empresas do grupo | 269.998 | 630.644 | 6.146 | 894.496 | ||
| Partes de capital em empresas associadas | 10.340 | 7.979 | 2.361 | |||
| Empréstimos a empresas associadas | 1.199 | 1.199 | ||||
| Partes de capital em outras empresas | ||||||
| Empréstimos a outras empresas | ||||||
| Títulos e outras aplicações financeiras | 3.925 | 3.925 | ||||
| Outros empréstimos concedidos | ||||||
| Imobilizações em curso | ||||||
| Adiantamentos por conta investimentos financeiros | ||||||
| Total | 714.768 | 630.644 | 126.224 | 1.219.188 |
b) Amortizações e provisões
| Rubricas | Saldo inicial | Reforço | Regularizações | Saldo final |
|---|---|---|---|---|
| Imobilizações incorpóreas: | ||||
| Despesas de instalação | 667 | 667 | ||
| Despesas de investigação e de desenvolvimento | 145 | 25 | 22 | 148 |
| Propriedade industrial e outros direitos | ||||
| Trespasses | ||||
| Total | 812 | 25 | 689 | 148 |
| Imobilizações corpóreas: | ||||
| Terrenos e recursos naturais | ||||
| Edifícios e outras construções | 439 | 16 | 455 | |
| Equipamento básico | ||||
| Equipamento de transporte | 445 | 17 | 74 | 388 |
| Ferramentas e utensílios | 1 | 1 | ||
| Equipamento administrativo | 1.322 | 81 | 1.403 | |
| Taras e vasilhame | ||||
| Outras imobilizações corpóreas | 891 | 65 | 381 | 575 |
| Total | 3.098 | 179 | 455 | 2.822 |
| Investimentos financeiros: | ||||
| Partes de capital em empresas do grupo | 78.369 | 234.435 | 55.489 | 257.315 |
| Partes de capital em empresas associadas | 4.979 | 4.979 | ||
| Empréstimos a empresas do grupo | 11.623 | 11.623 | ||
| Total | 83.348 | 246.058 | 60.468 | 268.938 |
| FIRMAS E SEDES | Observ. | % | Fracção de Capital Detida Directamente |
Capitais Próprios |
Resultados Líquidos |
Exercício |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Fima/VG - Distribuição de Produtos Alimentares, Lda Largo Monterroio Mascarenhas, 1, Lisboa |
||||||
| (a) | 60,0 | 5.400 | 53.385 | 25.102 | 2001 | |
| LeverElida – Distribuição de Produtos Limpeza e Higiene Pessoal, Lda. |
||||||
| Largo Monterroio Mascarenhas, 1, Lisboa | 40,0 | 2.000 | 52.791 | 23.330 | 2001 | |
| IgloOlá - Distribuição de Gelados e UltraCongelados, Lda Largo Monterroio Mascarenhas, 1, Lisboa |
26,0 | 1.300 | 63.588 | 12.643 | 2001 | |
| Jerónimo Martins – Distribuição de Produtos de Consumo, Lda. |
||||||
| Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa | (a) | 100,0 | 1.746 | 3.311 | (1.843) | 2001 |
| Recheio, SGPS, S.A. Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa |
(a) | 4,9 | 7.350 | 261.293 | (23.999) | 2001 |
| Hussel Ibéria - Chocolates e Confeitaria, SA | ||||||
| Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa | (a) | 51,0 | 255 | 1.012 | 157 | 2001 |
| Desimo – Desenvolvimento e Gestão Imobiliária, Lda. Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa |
(a) | 80,0 | 40 | 188 | (5) | 2001 |
| JMR - Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, SA | ||||||
| Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa | (a) | 51,0 | 51.000 | 858.005 | 65.359 | 2001 |
| Comespa-Gestão de Espaços Comerciais, S.A. Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa |
(a) | 51,0 | 26 | 504 | 448 | 2001 |
| Jerónimo Martins Serviços, S.A. Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa |
(a) | 100,0 | 50 | 1.007 | 733 | 2001 |
| Cartão Dominó – Sociedade Gestora de Sistemas de Fidelização de Clientes, S.A. Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa |
(a) | 100,0 | 50 | 49 | (1) | 2001 |
| Centro Dominó – Centro de Distribuição e Prestação de Serviços, S.A. Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa |
(a) | 100,0 | 50 | 49 | (1) | 2001 |
| JM Holdings UK, Ltd | ||||||
| 24-36 Regent Street – London UK Eva – Sociedade de Investimentos Mobiliários e Imobiliários, |
(a) (b) | 100,0 | 9.627 | 275 | (17.545) | 2001 |
| Lda Rua Dr. Brito Câmara, 20, 1º, Funchal |
(a) | 5,6 | 28 | 710.572 | 40.271 | 2001 |
| PSQ – Sociedade de Investimentos Mobiliários e Imobiliários, Lda |
||||||
| Rua Dr. Brito Câmara, 20, 1º, Funchal | (a) | 11,0 | 55 | 389.541 | 25.849 | 2001 |
| Friedman – Consultoria e Serviços, Lda Rua Dr. Brito Câmara, 20, 1º, Funchal |
(a) | 100,0 | 5 | 175.181 | 12.246 | 2001 |
| JMFC1 – Jerónimo Martins Finance Company, Limited IFSC Custom House Quay, Dublin 1, Ireland |
(a) | 100,0 | 100 | 663 | 2.217 | 2001 |
| Servicompra - Consultores de Aprovisionamento, Lda Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa |
(a) | 96,0 | 5 | (12.144) | (9.665) | 2001 |
| Hermes - Sociedade de Investimentos Mobiliários e Imobiliários, Lda. |
||||||
| Rua Dr. Brito Câmara, 20, 1º - Funchal | (a) (b) | 99,9 | 234.432 | 347.608 | 13.659 | 2001 |
| BCP - Banco Comercial Português, S.A. Rua Júlio Dinis, 705 a 719 – Porto |
0,025 | 588 | 2.187.176 | 571.672 | 2001 | |
| Locanda Avis do Chiado, S.A. | 6,2 | 17 | (c) | (c) | ||
| Soc. Com. de Representações Socorel Lda Lobito - Angola |
(a) (b) | 90,0 | 7 | (c) | (c) | |
| Empal - Emp. Ind. de Produtos Alimentares, Lda. Lobito – Angola |
(a) (b) | 60,0 | 18 | (c) | (c) |
3 – Empresas do Grupo, Associadas e Outras empresas
(a) Para efeitos do artigo 486º, nº 3, declaramos que as Sociedades indicadas são detidas por maioria de capital.
(b)Está constituída provisão para perda de valor.
(c) Não disponíveis.
4 – Garantias prestadas
Em 30 de Junho de 2002 as responsabilidades da Empresa por garantias prestadas eram como segue:
| Tipo | Beneficiário | Valor | Moeda | Empresa do Grupo |
|---|---|---|---|---|
| Fiança | Banco Bandeirantes | 33.005.000 | BRL | JMD Brasil |
| Garantia | Banco Itaú | 6.000.000 | BRL | JMD Brasil |
| Garantia | Banco Itaú | 46.500.000 | BRL | JMD Brasil |
| Garantia | 2ª Rep. Finanças - Lisboa | 296.339 | EUR |
5 - Movimentos das provisões ocorridos no 1º Semestre de 2002
| Contas | Saldo inicial | Aument o | Reduçã o | Saldo final |
|---|---|---|---|---|
| Provisões para aplicações de tesouraria | ||||
| Provisões para cobranças duvidosas | 295 | 108 | 187 | |
| Provisões para riscos e encargos | 15.315 | 305 | 325 | 15.295 |
| Provisões para depreciação de existências | ||||
| Provisões para investim entos financeiros | 83.348 | 243.544 | 60.468 | 266.424 |
| Total | 98.958 | 243.849 | 60.901 | 281.906 |
6 - Capital - acções e valor nominal
O capital está representado por 95.858.644 acções ordinárias de valor nominal de 5 Euros, totalizando 479.293.220 Euros.
7 - Participações no capital subscrito por entidades colectivas com pelo menos 20%
| Acções subscritas | Participação no | Direitos de | ||
|---|---|---|---|---|
| Accionista | Número | % | capital % | voto % |
| Sociedade Francisco Manuel dos Santos, SGPS, S.A. |
55.541.472 | 57,941 | 57,941 | 57,941 |
8 - Movimentos dos capitais próprios ocorridos no 1º Semestre de 2002
| Rubricas | Saldo inicial | Aumentos | Diminuições | Saldo final |
|---|---|---|---|---|
| 51 - Capital | 479.293 | 479.293 | ||
| 52 - Acções próprias: | ||||
| 521 - Valor nominal | -859 | -859 | ||
| 522 - Descontos e prémios | -5.201 | -5.201 | ||
| 53 - Prestações suplementares | ||||
| 54 - Prémios de emissão de acções | 22.452 | 22.452 | ||
| 55 - Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas: |
||||
| 551 - Ajustamentos de transição | ||||
| 552 - Lucros não atribuídos | ||||
| 553 - Outras variações nos capitais próprios | 1 | 1 | ||
| 554 - Depreciações | ||||
| 56 - Reservas de reavaliação | ||||
| 57 - Reservas | ||||
| 571 - Reservas legais | 22.054 | 22.054 | ||
| Reservas para acções próprias | 6.060 | 6.060 | ||
| 572 - Reservas estatutárias | ||||
| 573 - Reservas contratuais | ||||
| 574 - Reservas livres | 354.005 | 354.005 | ||
| 579 - Reservas para incorporação em capital | 12.424 | 12.424 | ||
| 575 - Subsídios | ||||
| 576 - Doações | ||||
| 59 - Resultados transitados | -40 | -9.447 | -9.487 | |
| 88 - Resultado líquido do exercício | -9.447 | -166.553 | -9.447 | -166.553 |
| Total | 880.742 | -176.000 | -9.447 | 714.189 |
9 - Demonstração dos resultados financeiros
| Exercícios | Exercícios | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Custos e perdas | 2002 | 2001 | Proveitos e Ganhos | 2002 | 2001 |
| 681-Juros suportados | 8.722 | 14.295 781-Juros obtidos | 13.495 | 17.578 | |
| 682-Perdas em empresas do grupo e associadas |
782-Ganhos em empresas do grupo e associadas |
||||
| 683-Amortizações de investimentos em imóveis |
783-Rendimentos de imóveis | ||||
| 684-Provisões para aplicações financeiras |
784-Rendimentos de participações de capital |
56.945 | 54.840 | ||
| 685-Diferenças de câmbio desfavoráveis |
13.554 | 29.637 | 785-Diferenças de câmbio favoráveis |
32.680 | 2.718 |
| 686-Descontos de pronto pagamento concedidos |
786-Descontos de pronto pagamento obtidos |
||||
| 687-Perdas na alienação de aplicações de tesouraria |
787-Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria |
||||
| 688-Outros custos e perdas | 788-Outros proveitos e ganhos | ||||
| financeiros | 2.979 | 2.955 | financeiros | 1.078 | 1.500 |
| Resultados financeiros | 78.943 | 29.749 Resultados financeiros | |||
| Total | 104.198 | 76.636 | Total | 104.198 | 76.636 |
10 - Demonstração dos resultados extraordinários
| Exercícios | Exercícios | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Custos e perdas | 2002 | 2001 | Proveitos e Ganhos | 2002 | 2001 |
| 691-Donativos | 145 | 218 791-Restituição de impostos | |||
| 692-Dividas incobráveis | 792-Recuperação de dívidas | ||||
| 693-Perdas em existências | 793-Ganhos em existências | ||||
| 694-Perdas em imobilizações | 62.529 | 794-Ganhos em imobilizações | 12.494 | 1.053 | |
| 695-Multas e penalidades | 1 | 795-Beneficios de penalidades contratuais |
|||
| 696-Aumentos de amortizações e de provisões |
246.074 | 59 | 796-Reduções de amortizações e de provisões |
60.576 | 5 |
| 697-Correcções relativas a exercícios anteriores |
9 | 797-Correcções relativas a exercícios anteriores |
2 | ||
| 698-Outros custos e perdas extraordinários |
2.599 | 798-Outros proveitos e ganhos extraordinários |
5 | 84 | |
| Resultados extraordinários | 855 Resultados extraordinários | 238.270 | |||
| Total | 311.347 | 1.142 | Total | 311.347 | 1.142 |
Foi constituída uma provisão para investimentos financeiros de 246.058 milhares de euros face à expectativa de perda de valor da participada Hermes, Lda.
Durante o período, foram alienadas as participações no Banco Expresso Atlântico, SA, Lillywhites, Ltd e Jerónimo Martins Distribuição Brasil, Ltd, alienações estas que geraram uma menos-valia de 62.070 milhares de euros. Deste montante 60.469 milhares de euros encontrava-se já provisionado, o que faz com que o impacto nas contas do exercício ascenda a 1.601 milhares de euros.
Neste mesmo período foram alienadas as participações na OniWay, SA, VMPS – Vidago Melgaço e Pedras Salgadas, SA e VMPS – Engarrafamento e Distribuição de Bebidas, SA, alienações estas que geraram uma mais-valia de 12.487 milhares de euros.
O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
Bernardes, Sismeiro e Associados, SROC, Lda. Avenida da Liberdade, 245 - 7º C 1250 - 143 Lisboa Portugal Telephone +351 21319 70 00 Facsimile +351 21316 11 12
Relatório de Revisão Limitada Elaborado por Auditor Registado na CMVM sobre a Informação Semestral (Individual)
Introdução
1 Para os efeitos do artigo 246.º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002, da Jerónimo Martins, SGPS, SA., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 1.134.514 milhares de euros e um total de capital próprio de 714.189 milhares de euros, incluindo um resultado líquido negativo de 166.553 milhares de euros) e na Demonstração dos resultados por naturezas do período findo naquela data e no correspondente Anexo.
2 As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.
Responsabilidades
3 É da responsabilidade do Conselho de Administração: (a) a informação financeira histórica, preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo CVM; (b) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (c) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (d) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
4 A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita conforme exigido pelo CVM, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso trabalho.
Âmbito
5 O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida não contém distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu, principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da
Bernardes, Sismeiro e Associados, S.R.O.C., Lda. Inscrita na lista dos Revisores Oficiais de Contas sob o nº25

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicação, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
6 O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
7 Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente parecer sobre a informação semestral.
Reservas
8 Consistentemente com o ano transacto e conforme referido na nota 1 do Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados, não tendo sido utilizadas as mesmas bases de preparação das demonstrações financeiras, individuais e consolidadas, nem tendo sido preparada informação que as torne comparáveis, continuou a ser utilizado, na valorização das Partes de capital em empresas filais e associadas, nas demonstrações financeiras individuais, o critério do custo de aquisição em detrimento do método de equivalência patrimonial. Caso tivessem sido seguidos exclusivamente os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, os efeitos da sua aplicação seriam os que se encontram demonstrados na nota acima referida.
9 Não obstante as considerações decorrentes da nota 10 do Anexo, os efeitos dos ajustamentos referidos no parágrafo anterior incorporam valores que pela sua natureza deveriam ter sido reconhecidos como resultados transitados nestas demonstrações financeiras.
Parecer
10 Excepto quanto aos efeitos das situações referidas nos parágrafos nºs 8 e 9 acima, com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002 contém distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
Ênfase
11 Sem afectar o parecer expresso no parágrafo anterior, chamamos a atenção para o facto de que (i) tomando em consideração os efeitos da reserva incluída no parágrafo nº 8 supra, se poder inferir estar a Empresa na situação prevista no artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais e (ii) tomando em consideração os aspectos mencionados no Relatório de Gestão de 31 de Dezembro de 2001, se poder inferir, em termos de substância contabilística, não se verificar tal situação. Este aspecto deverá contudo ser avaliado também à luz do Decreto-Lei nº 162/2002 de 11de Julho e em particular o seu artigo 2º.
Lisboa, 05 de Setembro de 2002
Bernardes, Sismeiro & Associados, S.R.O.C., Lda. (Inscrita na Comissão de Valores Mobiliários sob o nº 219) representada por:
José Manuel de Oliveira Vitorino, R.O.C.