Skip to main content

AI assistant

Sign in to chat with this filing

The assistant answers questions, extracts KPIs, and summarises risk factors directly from the filing text.

Jeronimo Martins Interim / Quarterly Report 2002

Sep 23, 2002

1906_ir_2002-09-23_22e85ea3-171d-48e0-90d1-d4342cd8ad63.pdf

Interim / Quarterly Report

Open in viewer

Opens in your device viewer

Sociedade Aberta

Demonstrações Financeiras Consolidadas

30 de Junho de 2002 e 2001

(com o respectivo Relatório dos Auditores)

Este relatório contém 28 páginas

Índice

Relatório de Gestão 3
Demonstrações Financeiras Consolidadas
Demonstrações financeiras em formato POC 11
Demonstração dos resultados por funções 14
Balanço Consolidado 15
Demonstração dos fluxos de caixa consolidados 16
Notas às demonstrações financeiras consolidadas 17

Relatório dos Auditores

Os valores estão expressos em milhares de euros (M.EUR) excepto onde indicado de outra forma

JERÓNIMO MARTINS, SGPS, S.A.

Sociedade Aberta Capital Soc.: EUR 479.293.220,00 Pessoa Colectiva nº: 500 100 144 C.R.C. Lisboa nº 8 122

RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

1º Semestre de 2002

1. Introdução

O primeiro semestre de 2002 foi marcado pelo concretizar de uma série de compromissos assumidos pelo Conselho de Administração do Grupo Jerónimo Martins.

Assim, antecipou-se o cumprimento do principal objectivo estabelecido pelo Conselho de Administração, para o final de 2002. O nível de endividamento que, em 2001, chegou a atingir mil e setecentos milhões de euros encontra-se já num patamar inferior a mil milhões de euros.

Durante este semestre, o Grupo implementou com rigor as medidas do seu processo de reestruturação ao alienar os negócios com rentabilidade operacional negativa: Lillywhites, Sé e, já em Agosto, os hipermercados Jumbo na Polónia.

O Grupo concentra agora as suas atenções nos activos em que detém posições de liderança, em Portugal e na Polónia. O actual portfólio encerra potencial de crescimento e permitirá apresentar níveis de rentabilidade acrescidos e competitivos, quando comparados com os standards internacionais do sector da distribuição alimentar.

Na primeira metade do ano as vendas da cadeia Biedronka na Polónia voltaram a registar um excelente desempenho, apresentando um crescimento like-for-like de 18,1%. Também a performance do Recheio em Portugal é digna de destaque, tendo as vendas aumentado 4,7%;

Os resultados correntes do Grupo registaram uma recuperação considerável devido à notável melhoria de 74,5% nos resultados financeiros. Os resultados líquidos foram significativamente afectados pelos negócios do Brasil, quer em termos operacionais1 , quer

ao nível da linha de não recorrentes, que inclui a menos valia decorrente da alienação dos supermercados Sé.

1 O Grupo Jerónimo Martins apropriou-se do resultado da Jerónimo Martins Distribuição Brasil (Sé) até à data da sua alienação, a 30 de Junho.

A análise económico-financeira do Grupo durante este semestre encontra-se, com maior detalhe no Relatório e Demonstrações Financeiras Consolidadas do Grupo Jerónimo Martins e nos comentários que se seguem.

2. Performance Operacional por Geografia

Portugal

Canal Grossista reforça a boa performance. Vendas do Retalho Alimentar recuperam nos meses de Maio e Junho.

Em Portugal, os sinais de retracção do consumo, durante o 1º semestre de 2002, sofreram um contínuo agravamento, tendo os índices de confiança atingido os valores mais baixos de sempre.

Neste cenário macroeconómico destaca-se a excelente performance do Recheio que, apesar do contexto desfavorável ao crescimento do canal HORECA, melhorou a vendas like-for-like em 2,6%, mantendo a margem EBITDA ao nível dos 6%.

O volume de negócios nas cadeias de retalho registou uma recuperação nos meses de Maio e Junho, face à evolução do 1º trimestre deste ano. Esta evolução é especialmente positiva se atendermos à decisão das companhias de reduzir e/ou eliminar as vendas com baixa rentabilidade, a traders, no caso da Feira Nova ou a clientes que apenas compram em promoção (cherry pickers), no caso do Pingo Doce, e ainda da revisão em baixa da política de preços levada a cabo por este último.

A margem EBITDA do retalho em Portugal revelou elevada estabilidade, fixando-se este semestre em 9,4% das vendas, não obstante uma política contabilística conservadora relativamente aos ganhos suplementares.

Para além da importante redução do capital investido nas operações em Portugal, também a quebra de inventário apresentou uma melhoria muito significativa.

A performance conjunta das áreas da indústria e serviços manteve-se estável, apesar de, a partir do mês de Junho, já não ser considerado o contributo, em termos de vendas e

resultados, dos negócios de panificação e pastelaria e de limpeza industrial, alienados no decorrer do mês de Maio.

Polónia

Biedronka mantém excelente desempenho. Melhoria significativa do Eurocash, no 2º trimestre.

As vendas na Polónia continuam a apresentar um crescimento notável.

O volume de negócios da cadeia Biedronka registou um acréscimo, em moeda local, da ordem dos 22,7%, tendo as vendas like-for-like aumentado 18,1%. A remodelação das lojas tem-se revelado um sucesso em termos de crescimento marginal das vendas, que seria ainda mais significativo se comparado em termos de volume, atendendo ao facto dos preços dos produtos que constituem o cabaz médio da cadeia se terem vindo a reduzir de forma continuada.

A margem EBITDA desta cadeia de retalho manteve-se ao nível do 1º trimestre, contribuindo de forma muito significativa para a melhoria deste indicador na Polónia como um todo, que aumentou 2,1 pontos percentuais.

Também a operação grossista na Polónia registou uma performance francamente positiva no 2º trimestre de 2002, quando comparada com o mesmo período do ano transacto. Para além de um crescimento das vendas like-for-like, também a margem EBITDA foi positiva.

O excelente desempenho dos negócios da Polónia só não se reflectiu de forma mais acentuada no volume de negócios do Grupo devido à desvalorização do zloty polaco.

3. Performance Operacional numa base comparável

A comparação da performance operacional, face ao período homólogo do ano transacto, é prejudicada pelas alienações que tiveram lugar a partir do último trimestre de 2001. No sentido de facilitar a análise dos resultados operacionais, apresenta-se um quadro que reflecte a evolução dos mesmos, excluindo os negócios entretanto alienados: Águas e Turismo, Lillywhites e os supermercados Sé:

RESULTADOS OPERACIONAIS COMPARÁVEIS *
Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002
2002 2001
Mil. Eur % Vendas Mil. Eur % Vendas % 02/01
Vendas Consolidadas 1.790.526 1.774.938 0,9%
Margem total 465.310 26,0% 475.296 26,8% -2,1%
Custos operacionais excl. amortizações e provisões -347.334 -19,4% -348.631 -19,6% -0,4%
Provisões -4.534 -0,3% -7.577 -0,4% -40,2%
Cash flow operacional (EBITDA) 113.442 6,3% 119.087 6,7% -4,7%
Amortizações -60.964 -3,4% -59.460 -3,3% 2,5%
Resultado operacional excl. amortização de goodwill (EBITA) 52.478 2,9% 59.627 3,4% -12,0%
Amortização de goodwill -10.927 -0,6% -11.100 -0,6% -1,6%
Resultado operacional (EBIT) 41.551 2,3% 48.528 2,7% -14,4%

* excluindo Sé, Águas, Turismo e Lillywhites

Se não considerarmos os negócios alienados, as vendas cresceram cerca de 0,9%, apesar do clima recessivo dos principais mercados em que o Grupo actua e da opção estratégica que tomou, no sentido de reduzir as vendas com menor rentabilidade.

Também os resultados operacionais apresentam uma grande estabilidade face ao ano anterior.

4. Dívida e Resultados Financeiros

O empenho do Grupo em cumprir o compromisso assumido perante o Mercado de colocar a dívida num patamar inferior a mil milhões de euros, é bem visível nas contas do 1º semestre. Com efeito, a dívida líquida registou uma redução de cerca de 250 milhões de euros no 2º trimestre deste ano. Uma redução notável, se considerarmos que o nível de endividamento chegou a ultrapassar os mil e setecentos milhões de euros no ano transacto.

DÍVIDA FINANCEIRA
Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002
2002
Mil. Eur
2001
Mil. Eur
%
Quasi Equity 164.824 154.940 6,4%
MLT EUR * 259.160 391.279 -33,8%
Curto prazo - EUR 246.772 407.083 -39,4%
Curto prazo - USD 50.416 61.871 -18,5%
Curto prazo - GBP 0 97.395 -100,0%
Médio/Longo/curto prazo - BRL 0 139.408 -100,0%
Curto prazo - PLN 0 27.628 -100,0%
CCS - montante em USD 195.489 229.951 -15,0%
CCS - montante em PLN 103.633 124.859 -17,0%
Dívida financeira 1.020.294 1.634.414 -37,6%
Leasings 20.898 21.610 -3,3%
Juros em dívida 10.003 17.062 -41,4%
Títulos negociáveis e depósitos bancários -83.125 -68.127 22,0%
Dívida Líquida 968.070 1.604.960 -39,7%
* incluindo a parte dos CCS activa denominada em Eur

Esta redução é explicada, não só pela alienação de diferentes negócios, mas também pelo esforço levado a cabo no sentido de reduzir o capital investido, quer em working capital, quer em activos imobiliários não afectos à operação.

A evolução dos resultados financeiros manteve a tendência positiva, tendo os juros líquidos sido reduzidos em cerca de 37,4% face ao ano anterior.

Adicionalmente, devido à valorização do euro face ao dólar, o valor do ajuste cambial resultante da aplicação da Norma Internacional Contabilística (NIC) 39 inverteu o sinal face ao ano transacto, contribuindo de forma positiva para os resultados financeiros do Grupo. Isto, apesar de esta rubrica incluir ainda os custos suportados para desfazer as operações de cobertura do real, no valor de 13,5 milhões de euros.

RESULTADOS FINANCEIROS
Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002
%
2002
2001
Mil. Eur
Mil. Eur
Descontos financeiros 13.691 12.956 5,7%
Custos com meios electrónicos de pagamento
-7.025
-8.019
-12,4%
Dividendos 92 5 1736,0%
Juros líquidos -38.986 -62.316 -37,4%
Diferenças de câmbio -2.021 -1.145 76,5%
Outros -8.017 -6.437 24,5%
IAS 39 19.127 -25.803 -174,1%
Total -23.138 -90.759 74,5%

5. Resultado Líquido

O resultado líquido atribuível a Jerónimo Martins – prejuízo de 177 milhões de euros – encontra-se afectado por uma série de items de natureza extraordinária. Estes incluem a menos valia com a venda da Jerónimo Martins Distribuição Brasil, no valor de 80 milhões de euros, e a reclassificação do valor anteriormente relevado, nos capitais próprios, na rubrica de reservas para diferenças cambiais relativas ao negócio do Sé.

Estas diferenças cambiais, no montante de 62 milhões de euros, respeitam quer à tradução das demonstrações financeiras da companhia, quer à redenominação de financiamentos em dólares. As diferenças de câmbio relacionadas com esta operação de cobertura foram, até à aplicação da NIC 39 em Janeiro de 2001, contabilizadas numa rubrica de reservas, ao invés de serem relevadas directamente nos resultados.

No valor total dos items não recorrentes está ainda incorporada uma provisão (impairment) para o investimento na cadeia de hipermercados Jumbo, na Polónia (entretanto alienados à Ahold) no valor de 30 milhões de euros.

Resultados Extraordinários
Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002
2002
Milhões Eur
Venda da Sé -80
Reclassificação de diferenças de conversão cambial (Sé) -62
Outras alienações 18
Impairment do Jumbo -30
Outros -1
Resultados Extraordinários -155

6. Perspectivas

Não obstante ter já cumprido o objectivo de redução de dívida a que se propôs para o ano 2002, o Grupo continuará a dar prioridade à redução do seu nível de endividamento e à reestruturação da sua dívida financeira.

Concluída a alienação dos supermercados Sé - que representaram a grande parcela dos seus resultados negativos durante o último ano e particularmente no 1º semestre de 2002 – o Grupo Jerónimo Martins pode agora concentrar-se nos negócios onde é líder e onde apresenta rentabilidades muito competitivas, face aos standards do sector.

Jerónimo Martins continuará assim a implementar todas as medidas necessárias à melhoria da competitividade e eficiência dos actuais activos do seu portfólio que, para além de encerrarem um elevado potencial de crescimento, lhe permitirão recuperar os seus níveis de rentabilidade.

Lisboa, 28 de Agosto de 2002

O Conselho de Administração

Anexos ao Relatório de Gestão

VENDAS CONSOLIDADAS
Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002
2002 2001 %
Mil. Eur % total Mil. Eur % total Moeda local Euro
Portugal
Retalho (excl. Madeira) 686.278 34,8% 733.946 35,9% -6,5%
Cash & carry (excl. Madeira) 264.652 13,4% 252.775 12,4% 4,7%
Madeira 44.768 2,3% 45.460 2,2% -1,5%
Indústria e serviços 188.328 9,6% 209.362 10,2% -10,0%
Outras operações e ajustes de consolidação -54.989 -2,8% -46.340 -2,3% -18,7%
Total de operações em Portugal
1.129.037
57,3%
1.195.203
58,5%
-5,5%
Operações no estrangeiro
Polónia - Biedronka 458.280 23,3% 378.915 18,5% 22,7% 20,9%
Polónia - Eurocash 149.583 7,6% 152.160 7,4% -0,3% -1,7%
Polónia - Jumbo 37.241 1,9% 51.567 2,5% -26,7% -27,8%
JMD Brasil 172.757 8,8% 224.845 11,0% -13,4% -23,2%
JM & Martins (50%) 16.384 0,8% 18.483 0,9% -0,7% -11,4%
Lillywhites 7.507 0,4% 22.096 1,1% n.a. n.a.
Total de operações no estrangeiro 841.753 42,7% 848.066 41,5% 3,2% -0,7%
Total de vendas consolidadas 1.970.790 100,0% 2.043.269 100,0% -1,9% -3,5%
INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA
Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002
Número de lojas Área de venda %
2002 2001 2002 2001 Like for Lilke
Pingo Doce *1 190 189 153.098 151.222 -7,2%
Feira Nova (HIP.) 8 8 73.691 73.691 -4,1%
Feira Nova (MH.) 15 15 38.247 38.247 -1,8%
Feira Nova Total 23 23 111.938 111.938 -3,2%
Recheio *2 34 32 108.532 105.060 2,6%
Apoio (C&C) 3 3 20.341 20.203 -1,2%
Biedronka 627 611 269.746 261.612 18,1%
Eurocash 81 82 128.100 130.528 4,5%
1

incluindo 13 lojas na Madeira
2

incluindo 2 lojas na Madeira

MARGENS OPERACIONAIS

Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002
VENDAS CONSOLIDADAS EBITDA
2002 2001 % 2002 2001
Retalho (excl. Madeira) 686.278 733.946 -6,5% 9,4% 9,7%
Cash & carry (excl. Madeira) 264.652 252.775 4,7% 6,0% 6,1%
Madeira 44.768 45.460 -1,5% 8,4% 8,0%
JMD Brasil 172.757 224.845 -23,2% -14,2% 2,3%
Polónia 645.104 582.643 10,7% 2,4% 0,3%
Agency 38.964 34.966 11,4% 1,6% -0,5%
Indústria 149.364 174.396 -14,4% 14,0% 15,5%
Outros e Ajustes -31.097 -5.762
JM margens management 1.970.790 2.043.269 -3,5% 5,0% 6,6%
- Descontos financeiros -0,7% -0,6%
+ Comissões com meios de pagamento electrónicos 0,4% 0,4%
+ Resultados extraordinários recorrentes 0,0% -0,2%
JM margens estatutárias 4,6% 6,1%
BALANÇO CONSOLIDADO
Para o semestre findo a 30 de Junho de 2002
2002 2001
Mil. Eur Mil. Eur
Capital investido operacional 1.254.226 2.023.716
Capital investido não operacional (*1) -28.331 29.072
Capital investido
1.225.895
2.052.788
Dívida financeira (*2) 1.051.196 1.673.087
Títulos negociáveis e depósitos bancários -83.125 -68.127
Dívida líquida 968.070 1.604.960
Empréstimos de accionistas 174.025 110.753
Interesses minoritários 51.074 85.067
Capital próprio 32.726 252.008
Fundos de accionistas 257.825 447.828
Gearing 375,5% 358,4%

(*1) Investimentos financeiros, amortização acumulada de goodwil l, provisão para o imposto sobre o rendimento e provisão para impostos diferidos.

(*2) Incluindo leasings e juros a pagar

JERÓNIMO MARTINS, S.G.P.S., S.A BALANÇO CONSOLIDADO EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 200

A C T I V O 2002 2001
ACTIVO BRUTO AMORT/PROV ACTIVO LIQUIDO ACTIVO LIQUIDO
Milhares Euros Milhares Euros Milhares Euros Milhares Euros
IMOBILIZADO
IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS
Despesas de instalação 726 545 181 420
Despesas de investigação e desenvolvimento
Propriedade industrial e outros direitos
33,278
47,839
14,217
23,661
19,061
24,178
21,831
26,708
Trespasses 25,863 12,295 13,568 15,171
Imobilizações em curso 57 - 57 56
Diferenças de Consolidaçäo 415,330
523,093
131,075
181,793
284,255
341,300
499,204
563,390
IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
Terrenos e recursos naturais 242,051 - 242,051 276,457
Edificios e outras construçöes 692,095 164,818 527,277 673,632
Equipamento básico
Equipamento de transporte
463,820 264,184 199,636 252,283
Ferramentas e utensílios 46,791
38,443
28,837
23,468
17,954
14,975
20,395
22,867
Equipamento administrativo 95,631 66,403 29,228 57,687
Taras e Vasilhame 778 556 222 1,213
Outras imobilizações corpóreas 6,844 5,248 1,596 19,792
Imobilizaçöes em curso
Adiantamentos por conta de imobilizações corpórea
37,033
11,591
-
-
37,033
11,591
97,101
33,223
1,635,077 553,514 1,081,563 1,454,650
INVESTIMENTOS FINANCEIROS
Partes de capital em empresas associadas 158 34 124 22,730
Partes de capital em empresas participadas 2,131 2,131 10,137
Investimentos em Imóveis e Títulos
Investimentos Financeiros em curso
45,747 - 45,747 34,690
Adiantamentos por conta de investimentos financeiros 2,078
4,988
2,078
4,988
2,078
4,988
55,102 34 55,068 74,623
CIRCULANTE
EXISTÊNCIAS
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo
Produtos e trabalhos em curso
7,845
917
-
-
7,845
917
9,013
669
Produtos acabados e intermédios 426 10 416 1,764
Mercadorias 249,399 17,377 232,022 334,841
258,587 17,387 241,200 346,287
DÍVIDAS DE TERCEIROS - Médio e Longo Prazo
Outros devedores 16
16
- 16
16
13,089
13,089
DÍVIDAS DE TERCEIROS - Curto Prazo
Clientes conta corrente
Clientes - Títulos a receber
88,403 7,844 80,559 125,062
Clientes de cobrança duvidosa 3
34,476
33,753 3
723
56
149
Empresas participadas e associadas 13,483 13,483 46
Adiantamentos a fornecedores 3,301 3,301 4,828
Adiantamentos a fornecedores de imobilizado 1,675 1,675 603
Estado e outros entes públicos
Outros devedores
24,834
127,503
15,902 24,834
111,601
38,275
42,169
TÍTULOS NEGOCIÁVEIS 293,678 57,499 236,179 211,188
Outros títulos negociáveis
Outras aplicações de tesouraria
74
3,996
57 17
3,996
21
1,312
DEPÓSITOS BANCÁRIOS E CAIXA 4,070 57 4,013 1,333
Depósitos bancários
Caixa
79,112
1,966
79,112
1,966
66,795
4,695
81,078 - 81,078 71,490
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
Impostos Diferidos
Acréscimos de proveitos
91,300
35,602
91,300
35,602
152,819
118,122
Custos diferidos 27,723 27,723 38,325
154,625 - 154,625 309,266
Total de Amortizações
Total de Provisões
735,307
74,977
Total do Activo 3,005,326 810,284 2,195,042 3,045,316

JERÓNIMO MARTINS, S.G.P.S., S.A. BALANÇO CONSOLIDADO EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001

CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO 2002 2001
Milhares de Euros Milhares de Euros
CAPITAL PRÓPRIO
Capital 479,293 479,293
Acções próprias - valor nominal (859) (859)
Acções próprias - descontos e prémios (5,201) (5,201)
Prémios de emissão de acções 24,262 24,262
Prémios de emissão de warrants 4,796 4,796
Diferenças de consolidação (261,537) (261,537)
Ajustamentos de partes de capital filiais e associadas 12 12
Reservas de reavaliação 38,115 44,401
Reservas legais 22,054 22,054
Reservas para incorporação em capital 12,424 12,424
Reservas para acção próprias 6,060 6,060
Diferença de conversão câmbial (5,973) (13,790)
Resultados transitados (103,488) (8,459)
Resultados líquido do exercício (177,232) (51,448)
Total do Capital Próprio 32,726 252,008
INTERESSES MINORITÁRIOS 51,074 85,067
PASSIVO
PROVISÕES PARA RISCOS E ENCARGOS 29,571 34,902
DÍVIDAS A TERCEIROS - Médio e Longo Prazo
Empréstimos por obrigações com warrants 93,327 93,327
Empréstimos por obrigações com opção de reembolso em acções 164,824 154,940
Empréstimos por obrigações não convertíveis 149,640 274,339
Dívidas a instituições de crédito 328,867 379,175
Empresas participadas e participantes 1,072 1,072
Outros empréstimos obtidos 818 848
Fornecedores de imobilizado conta corrente 11,443 12,290
749,991 915,992
DÍVIDAS A TERCEIROS - CURTO PRAZO
Empréstimos por obrigações não convertíveis 124,699 -
Dívidas a instituições de crédito 158,938 732,633
Fornecedores conta corrente 537,992 515,354
Fornecedores - facturas em recepção e conferência 62,317 65,983
Fornecedores - títulos a pagar - 1,184
Empresas participadas e participantes 152,470 110,180
Outros accionistas (sócios) 7 13
Adiantamentos de clientes 1,936 396
Outros empréstimos obtidos - 1,334
Fornecedores de imobilizado conta corrente 24,242 28,121
Estado e outros entes públicos 39,509 44,599
Outros credores 50,747 40,795
1,152,857 1,540,592
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
Impostos diferidos 26,674 40,457
Acréscimos de custos 110,601 125,767
Proveitos diferidos 41,548 50,531
178,823 216,755
Total do Passivo 2,111,242 2,708,241
Total do capital próprio, interesses minoritários e passivo 2,195,042 3,045,316

JERÓNIMO MARTINS, SGPS, S.A.

Demonstração Consolidada dos Resultados por Natureza para os semestres findos em 30 de Junho de 2002 e 2001

2002 2001
Milh. de Euros Milh. de Euros Milh. de Euros Milh. de Euros
CUSTOS E PERDAS
Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas:
Mercadorias 1,675,220 1,747,622
Matérias 43,738 1,718,958 49,911 1,797,533
Fornecimentos e serviços externos
Custos com o pessoal:
220,160 237,521
Remunerações 134,881 140,818
Encargos sociais:
Pensões 824 661
Outros 43,512 179,217 42,995 184,474
Amortizações de imobilizado corpóreo e incorpóreo 82,258 86,800
Provisões 5,934 88,192 10,031 96,831
Impostos 7,219 6,807
Outros custos e perdas operacionais 3,656 10,875 4,560 11,367
(A)
Perdas em empresas do grupo e associadas
2,217,402 2,327,726
Amortizações e provisões de aplicações e investimentos financeiros 4 4
Juros e custos similares:
Outros 75,421 75,425 110,167 110,171
(C) 2,292,827 2,437,897
Custos e perdas extraordinários 180,413 5,358
(E) 2,473,240 2,443,255
Imposto sobre o rendimento do exercício:
IRC
Impostos diferidos
11,629
(4,708)
6,921 8,041
(8,218)
(177)
(G) 2,480,161 2,443,078
Interesses minoritários 336 4,304
Resultado consolidado do exercício (177,232) (51,448)
2,303,265 2,395,934
PROVEITOS E GANHOS
Vendas:
Mercadorias 1,960,389 2,007,185
Produtos 4,969 22,686
Prestações de serviços 5,432 1,970,790 13,397 2,043,268
Variação da produção 3,375 2,196
Trabalhos para a própria empresa 39 95
Proveitos suplementares 249,258 316,892
Subsídios à exploração
Outros proveitos e ganhos operacionais
116
2,384
255,172 296
2,621
322,100
(B) 2,225,962 2,365,368
Ganhos em empresas do grupo e associadas 0 5
Rendimentos de participações de capital:
Relativos a empresas associadas
Relativos a outras empresas 92 112
Rendimentos de títulos negociáveis e outras aplicações financeiras.
Outros
Outros juros e proveitos similares:
169 0
Outros 52,026 52,287 19,295 19,412
(D) 2,278,249 2,384,780
Proveitos e ganhos extraordinários 25,016 11,154
(F) 2,303,265 2,395,934
Resumo:
Resultados operacionais: (B) - (A) = 8,560 37,642
Resultados financeiros: (D - B) - (C- A) = (23,138) (90,759)
Resultados correntes: (D) - (C) =
Resultados antes de impostos: (F) - (E) =
(14,578)
(169,975)
(53,117)
(47,321)
Resultado consolidado com os interesses minoritários.: (F) - (G) (176,896) (47,144)

Demonstração dos Resultados Consolidados por Funções para os semestres findos em 30 de Junho de 2002 e 2001

Notas 2002
Milhares de
Euros
2001
Milhares de
Euros
Vendas e prestações de serviços 3 1.970.790 2.043.262
Custo das vendas (1.727.328) (1.807.869)
Margem bruta 243.462 235.393
Outros proveitos operacionais 260.900 328.091
Custos de distribuição (389.104) (414.906)
Custos administrativos (84.349) (82.672)
Outros custos operacionais (14.935) (18.147)
Resultados operacionais não usuais 6 (29.516) 0
Resultados operacionais (13.542) 47.759
Custos de financiamento líquidos 7 (28.096) (95.701)
Ganhos/perdas em empresas associadas 0 0
Ganhos/perdas em outros investimentos 0 5
Resultados não usuais 6 (5.063) 0
Ganhos/perdas na alienação de operações descontinuadas 5 (123.930) 0
Resultados correntes (170.631) (47.937)
Imposto sobre o rendimento do exercício 14 (6.265) 793
Resultados correntes após impostos (176.896) (47.144)
Resultados extraordinários 0 0
Resultados consolidados com interesses minoritários (176.896) (47.144)
Interesses minoritários (336) (4.304)
Resultados líquidos (177.232) (51.448)
Resultado básico por acção – Euros 12 (0,001852) (0,000538)
Resultado básico diluído por acção – Euros 12 (0,001765) (0,000503)

Balanço Consolidado em 30 de Junho de 2002 e 2001

Notas 2002
Milhares de
Euros
2001
Milhares de
Euros
Activo
Imobilizações corpóreas 9 1.081.563 1.454.650
Imobilizações incorpóreas 10 341.300 563.390
Partes de capital em empresas associadas 8 124 22.730
Outros investimentos 14.270 18.337
Devedores não correntes 16 13.089
Impostos diferidos activos 14.1 91.300 152.819
Total de activos não correntes 1.528.573 2.225.015
Existências 241.200 346.288
Activos fixos detidos para venda 40.674 33.556
Impostos a recuperar 14.2 24.834 38.275
Devedores e acréscimos e diferimentos 274.670 329.360
Caixa e equivalentes de caixa 85.091 72.822
Total de activos correntes 666.469 820.301
Total do activo 2.195.042 3.045.316
Capital próprio e passivo
Capital 479.293 479.293
Acções próprias (6.060) (6.060)
Prémio de emissão 24.262 24.262
Diferenças de consolidação (261.537) (261.537)
Reservas 77.488 75.956
Resultados transitados (103.488) (8.458)
Resultados líquidos (177.232) (51.448)
Total do capital próprio 11 32.726 252.008
Interesses minoritários 51.074 85.067
Empréstimos obtidos 749.991 915.992
Benefícios concedidos a empregados 13 17.917 13.843
Proveitos diferidos - subsídios do Estado 1.682 4.643
Provisões 13 11.654 21.059
Impostos diferidos passivos 14.1 26.674 40.457
Total de passivos não correntes 807.918 995.994
Credores 818.253 810.184
Empréstimos obtidos 445.562 857.464
Impostos a pagar 14.2 39.509 44.599
Total de passivos correntes 1.303.324 1.712.247
Total de passivo e situação líquida 2.195.042 3.045.316

Demonstração dos Fluxos de Caixa Consolidados para os semestres findos em 30 de Junho de 2002 e 2001 2002 2001 Milhares de Euros Milhares de Euros Actividades operacionais Recebimentos de clientes 2.235.585 2.295.280 Pagamentos aos fornecedores e ao pessoal (2.075.880) (2.218.834) Caixa gerada pelas operações 159.705 76.446 Juros pagos (64.209) (79.414) Imposto sobre o rendimento pago (1.686) (4.039) Fluxos de caixa antes de rubricas extraordinárias 93.810 (7.007) Rubricas extraordinárias 0 0 Fluxos de caixa resultantes das actividades operacionais 93.810 (7.007) Actividades de investimento Alienação de imobilizado corpóreo 5.463 17.805 Alienação de empresas do grupo e associadas 42.747 3.398 Alienação de outros investimentos 30.641 70 Juros recebidos 3.180 3.433 Dividendos recebidos 0 0 Aquisição de empresas do grupo e associadas (5.850) (13.585) Aquisição de imobilizações corpóreas (49.194) (124.319) Aquisição de outros investimentos 0 (93) Aquisição de imobilizações incorpóreas (2.071) (1.043) Fluxos de caixa resultantes das actividades de investimento 24.916 (114.334) Actividades de financiamento Recebimentos relativos a outros empréstimos não correntes 31.850 136.851 Reembolso de empréstimos (141.560) 991 Pagamento de dividendos (33.567) (29.977) Fluxos de caixa resultantes das actividades de financiamento (143.277) 107.865 Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa (24.551) (13.476 )

Movimentos de caixa e equivalentes

Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 115.260 84.936 Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa (24.551) (13.476) Efeito das variações cambiais (5.618) 1.362

Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 85.091 72.822

Jerónimo Martins, SGPS, S.A. Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas em

30 de Junho de 2002 e 2001

1 Actividade

A Jerónimo Martins, SGPS, S.A. (JMH) é a empresa-mãe do Grupo Jerónimo Martins (Grupo) e está sediada em Lisboa.

O Grupo Jerónimo Martins dedica-se fundamentalmente à produção, distribuição e venda de géneros alimentícios e outros produtos de grande consumo. O Grupo opera em Portugal, na Polónia, Reino Unido e Brasil.

2 Políticas contabilísticas

As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com os mesmos princípios e políticas contabilísticas adoptados pelo Grupo na elaboração das demonstrações financeiras anuais.

2.1 Transacções em moeda estrangeira

As principais cotações utilizadas à data do balanço foram as seguintes:

Taxa em
30 de Junho de
2002
Taxa média do
semestre
Zloty da Polónia € 0,2463 € 0,2726
Real do Brasil € 0,3540 € 0,4589
Libra Esterlina € 1,5389
Dólar dos Estados Unidos da América € 1,0025

3 Reporte por segmentos de actividade

Informação detalhada referente aos segmentos em Junho de 2002 e 2001

ÃO
DIS
TRI
BUI
Ç
ÚST
IND
RIA
E S
ERV
IÇO
S
Não
Por tug
al
Pol óni
a
Bra sil Por tug
al
Ing late
rra
alo cad
o
TOT AL
200
2
200
1
200
2
200
1
200
2
200
1
200
2
200
1
200
2
200
1
200
2
200
1
200
2
200
1
Pro
veit
clie
ntes
ext
os c
om
ern
os
Ven
das
Pre
staç
ões
de
iços
serv
Roy
altie
s
Ren
das
Out
ros
977
,100
408
1,01
4,54
5
306
641
,744
3,36
0
580
,080
2,56
3
189
,143
0
243
,246
0
149
,423
150
169
,649
1,14
1
7,50
7
0
21,9
56
0
441
1,51
4
408
9,36
8
1,96
5,35
8
5,43
2
2,02
9,88
4
13,3
78
977
,508
1,01
4,85
1
645
,104
582
,643
189
,143
243
,246
149
,573
170
,790
7,50
7
21,9
56
1,95
5
9,77
6
1,97
0,79
0
2,04
3,26
2
Pro
veit
os i
nte
nto
r-se
gme
s
62 500 0 0 0 0 38,2
51
38,7
23
140 (38,
313
)
(39
,363
)
0 0
TOT
AL
DE
PRO
VEI
TOS
977
,570
1,01
5,35
1
645
,104
582
,643
189
,143
243
,246
187
,824
209
,513
7,50
7
22,0
96
(36,
358
)
(29
,587
)
1,97
0,79
0
2,04
3,26
2
RES
ULT
ADO
OP
ERA
CIO
NAL
DO
SE
GM
ENT
O
39,8
39
46,3
89
(39,
722
)
(22
,094
)
(36
,372
)
(6,
312
)
18,7
48
19,0
32
(1,0
31)
(2,
816
)
4,99
6
13,5
61
(13,
542
)
47,7
59
Cus
tos
de f
inan
ciam
ento
líqu
idos
Gan
hos
/ pe
rdas
tes
de c
apit
al
em
par
Res
ulta
dos
não
ais
usu
Gan
hos
alie
ão d
ões
des
tinu
ada
na
naç
e op
eraç
con
s
(28
,096
)
0
(5,0
63)
(12
3,93
0)
(95
,701
)
5
0
RES
ADO
S C
OR
TES
ULT
REN
(17
1)
0,63
(47
)
,937
Imp
osto
sob
dim
ento
do
rcíc
io
re o
ren
exe
Res
ulta
dos
ext
diná
rios
raor
Inte
inor
itári
ress
es m
os
(6,2
65)
0
(33
6)
793
0
(4,
304
)
LÍQ
CÍC
RES
ULT
ADO
UID
O D
O E
XER
IO
(17
7,23
2)
(51
,448
)

4 Actividades descontinuadas

No primeiro semestre de 2002 o Grupo alienou a participação que detinha nos negócios da JMD Brasil, Lillywhites, Bakery da Fima e a DiverseyLever.

Os valores de balanço em 30 de Junho de 2002 destes subgrupos de sociedades eram sumariamente os seguintes:

Activos não correntes 193.693
Activos correntes 73.075
Total do activo 266.768
Capital próprio 147.709
Interesses minoritários 0
Passivos não correntes 0
Passivos correntes 119.059
Total do passivo e situação líquida 266.768

Em termos de resultados e em sumário, os valores constantes da Demonstração dos Resultados em Junho de 2002 e 2001 integrados no consolidado do Grupo foram os seguintes:

Junho de 2002 Junho de 2001
Vendas e prestações de serviços 190.177 283.320
Resultados operacionais (34.915) (7.226)
Resultados correntes (47.715) (30.084)
Resultados líquidos (47.965) (30.315)

5 Alienação de subsidiárias

Durante o primeiro semestre de 2002 foram alienadas as seguintes participações que o Grupo detinha:

  • A participação de 100% na Jerónimo Martins Distribuição Brasil, cuja actividade consiste no comércio a retalho, de géneros alimentares e de consumo. O valor da alienação foi de M EUR 88.347, pelo que a operação gerou uma menos-valia de M EUR 141.709. A alienação ocorreu em Junho de 2002. A contribuição desta empresa para o resultado consolidado foi de M EUR (47.299).
  • A participação de 100% na Lilywhites, uma empresa de retalho especializada em desporto e lazer. O valor da alienação foi de M EUR 18.503, pelo que a operação gerou uma menos-valia de M EUR 2.180. A alienação ocorreu em Março de 2002. A contribuição desta empresa para o resultado consolidado foi de M EUR (1.038).
  • A participação de 60% do negócio de Panificação e Pastelaria inserida no Grupo da Fima. O valor da alienação(60%), ocorrida em Junho de 2002, foi de M EUR 15.998, pelo que a operação gerou uma mais-valia de M EUR 12.508. A contribuição destas empresas para o resultado consolidado foi de M EUR 190.
  • A participação de 40% da DiverseyLever cuja actividade consiste na fabricação de detergentes. O valor da alienação(40%), foi de M EUR 10.604, pelo que a operação gerou uma mais-valia de M EUR 5.629. A alienação ocorreu em Maio de 2002. A contribuição desta empresa para o resultado consolidado foi de M EUR 182.

Efeitos das alienações

As alienações em Junho de 2002 tiveram o seguinte impacto nos activos e passivos consolidados:

Caixa (1)
Imobilizações
Existências
Dívidas a receber
Dívidas a pagar
Goodwill
Redução no balanço consolidado
Diferenças de conversão cambial
Menos valia na venda
Valor da alienação (2)
Valor a receber em 30 de Junho de 2002 (3)
Alienações
2.541
122.137
34.007
36.527
(119.059)
71.556
147.709
111.495
(125.752)
133.452
89.986
Fluxo de caixa líquido (2) – (3) – (1) 40.925

Os ganhos na alienação de operações descontinuadas incluem M EUR 1.822 relativos ao acerto de preço na alienação do negócio das Águas efectuada em 2001.

Jerónimo Martins, SGPS, S.A. Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas 30 de Junho de 2002 e 2001

6 Resultados não usuais

2002 2001
Impairment dos activos da cadeia Jumbo na Polónia (29.752) -
Redução provisão para encerramento lojas Biedronkas 236 -
Resultados operacionais não usuais (29.516) -
Provisão para contingências no processo Sonsorol
Perdas na alienação de activos detidos para venda
(3.354)
(1.709)
-
-
Resultados não usuais (5.063) -

7 Custos de financiamento líquidos

2002 2001
Custos Financeiros
Juros suportados (40.607) (63.027)
Amortizações de investimentos em imóveis (4) (4)
Outros custos financeiros (swaps, etc.) (7.709) (7.857)
(48.320) (70.888)
Proveitos Financeiros
Juros obtidos 1.745 711
Outros proveitos financeiros 1.584 1.424
3.329 2.135
Resultados de conversão cambial 16.895 (26.948)
Custo financeiro líquido (28.096) (95.701)

8 Partes de capital em empresas associadas

A movimentação da rubrica de empresas associadas em 2002 foi a seguinte:

2002
Valor líquido em 1 de Janeiro 3.124
Aumentos 0
Diminuições (7.979)
Transferências 0
(Aumentos)/diminuições de provisões 4.979
Valor líquido em 30 de Junho 124

A diminuição ocorrida no primeiro semestre de 2002 deveu-se à alienação da participação na Oniway.

Jerónimo Martins, SGPS, S.A. Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas 30 de Junho de 2002 e 2001

9 Imobilizações corpóreas

Movimentos ocorridos no exercício

Cu
sto
Te
rre
no
s e
rec
urs
os
ais
tur
na
Ed
ifíc
ios
e
tra
ou
s
õe
nst
co
ruç
s
Eq
uip
to
am
en

sic
o e
fer
tas
ram
en
Eq
uip
to
de
am
en
tra
rte
ns
po
Eq
uip
to
am
en
ad
mi
nis
tra
tivo
Ou
tra
s
imo
bili
õe
za
ç
s
óre
co
rp
as
Im
ob
iliz
õe

s
em
cu
rso
Ad
ian
tam
tos
en
po
r
nta
de
co
Im
ob
. C
óre
orp
as
To
tal
Sa
ldo
1
de
Ja
iro
de
20
02
em
ne
27
5.2
06
83
6.5
13
54
2.7
88
48
.07
0
134
.36
6
35
.13
7
34
.32
5
11
.31
0
1.9
17
.71
5
Dif
bia
is
ere
nça
s c
am
(
8.6
95
)
(
54
.17
7)
(
15
.27
9)
(
2.8
21
)
(
12
.45
9)
(
7.3
43
)
(
1.4
32
)
36 (
102
.17
0)
Ou
tro
tos
s a
um
en
2.4
87
3.5
60
39
5.5
5.9
81
91
5
60
9
20
.58
5
28
0
39
.95
6
Re
liaç
ão
ava
0 0 0 0 0 0 0 0 0
Ali
õe
en

s
(
20
.58
3)
(
97
.61
6)
(
31
.37
8)
(
3.8
23
)
(
29
.87
9)
(
20
.01
9)
(
1.5
97
)
0 (
20
4.8
95
)
Tra
nsf
erê
ias
ab
ate
nc
e
s
1.0
01
3.8
15
59
3
(
61
6)
2.6
88
(
76
2)
(
14
.84
8)
(
35
)
(
8.1
64
)
nsf
Tra
erê
ias
de
tivo
nd
nc
ac
s p
ara
ve
a
(
)
7.3
65
0 0 0 0 0 0 0 (
)
7.3
65
Sa
ldo
30
de
Ju
nh
o d
e 2
00
2
em
24
2.0
51
69
2.0
95
50
2.2
63
46
.79
1
95
.63
1
7.6
22
37
.03
3
11
.59
1
1.6
35
.07
7
Am
ort
iza
õe
rda
im
rid
ad
ç
s e
pe
s p
or
pa
e
Sa
ldo
1
de
Ja
iro
de
20
02
em
ne
0 164
.92
2
29
1.2
82
30
.38
5
76
.64
5
15
1
.55
0 0 8.7
85
57
Dif
bia
is
ere
nça
s c
am
0 (
12
.81
9)
(
7.2
89
)
(
1.5
78
)
(
6.2
46
)
(
3.2
74
)
0 0 (
31
.20
6)
Ou
tro
tos
s a
um
en
0 17
.25
1
26
.73
2
3.3
31
11
.93
2
2.1
78
0 0 61
.42
4
Re
liaç
ão
ava
0 0 0 0 0 0 0 0 0
Ali
õe
en

s
0 (
34
.36
3)
(
21
.12
9)
(
2.2
29
)
(
10
.95
9)
(
8.1
54
)
0 0 (
76
.83
4)
Tra
nsf
erê
ias
ab
ate
nc
e
s
0 75 (
1.9
44
)
(
1.0
72
)
(
4.9
69
)
(
49
7)
0 0 (
8.4
07
)
Pe
rda
im
rid
ad
s p
or
pa
e
0 29
.75
2
0 0 0 0 0 0 29
.75
2
Sa
ldo
30
de
Ju
nh
o d
e 2
00
2
em
0 164
.81
8
28
7.6
52
28
.83
7
66
.40
3
5.8
04
0 0 55
3.5
14
Va
lor

ido
qu
Sa
ldo
1
de
Ja
iro
de
20
02
em
ne
27
5.2
06
67
1.5
91
25
1.5
06
17
.68
5
57
.72
1
19
.58
6
34
.32
5
11
.31
0
1.3
38
.93
0
Sa
ldo
30
de
Ju
nh
o d
e 2
00
2
em
24
2.0
51
52
7.2
77
21
4.6
11
17
.95
4
29
.22
8
1.8
18
37
.03
3
11
.59
1
1.0
81
.56
3

No final do primeiro semestre de 2002 foi registado uma perda por imparidade de M EUR 29.752, relativa às lojas da cadeia de hipermercados Jumbo da Polónia, por não se prever que as mesmas gerem caixa suficiente.

Jerónimo Martins, SGPS, S.A. Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas 30 de Junho de 2002 e 2001

10 Imobilizações incorpóreas

Movimentos ocorridos no exercício

Cu
to
Ins
ta
laç
ão
I
&
D
Ou
t.
D
ire
i
tos
s
e
em
cu
rso
Sa
l
do
1
de
Ja
iro
de
2
0
0
2
6
2
8
1
2
3
8
0
8
8.
3
0
2
2
3
2
6
6.
5
4.
7
4
5.
4
4
7.
7
4
7
4
em
ne
Au
tos
0
1
1
4
3
6
5
6
1
0
0
2
1
4
1.
1
me
n
Au
tos
tra
és
de
is

õe
0
0
0
0
0
0
me
n
a
aq
s
v
u
A
l
ien
õe
(
9
1.
8
2
3
)
0
0
(
3
1
5
)
(
1.
0
9
0
)
0
(
9
3.
2

s
Tr
fer
ên
ias
ba
tes
0
7
5
4
8
3
3
8
1
7
(
1
9
9
)
7
an
s
c
e
a
D
i
fer
b
ia
l
(
5
7.
1
2
1
)
(
9
4
)
(
3.
2
2
1
)
(
1.
1
4
4
)
(
4
0
1
)
0
(
6
1.
9
en
ç
a c
am
Sa
l
do
3
0
de
Ju
ho
de
2
0
0
2
4
1
5.
3
3
0
7
2
6
3
3.
2
7
8
4
7.
8
3
9
2
5.
8
6
3
5
7
5
2
3.
0
em
n
Am
t
iza
õe
or
ç
s
Sa
l
do
1
de
Ja
iro
de
2
0
0
2
1
4
9.
6
2
0
0
1
1
1.
8
9
6
2
2.
2
3
6
1
1.
4
0
0
1
9
5
5
5.
7
em
ne
Au
tos
1
0.
6
6
9
1
1.
4
4
6
1.
9
9
9
9
0
9
0
1
5.
0
me
n
Au
tos
tra
és
de
is

õe
0
0
0
0
0
me
n
a
v
aq
u
s
A
l
ien
õe
(
2
0.
2
6
8
)
(
0
)
(
0
)
(
1
1
9
)
(
4
2
)
0
(
2
0.
4

s
Tr
fer
ên
ias
A
ba
tes
0
(
4
)
(
4
9
)
3
(
9
)
0
(
an
s
c
e
D
i
fer
b
ia
l
(
8.
9
4
6
)
4
7
9
2
4
(
4
5
8
)
(
1
3
)
0
(
8.
4
en
ç
a c
am
Sa
l
do
3
0
de
Ju
ho
de
2
0
0
2
1
3
1.
0
7
5
5
4
5
1
4.
2
1
7
2
3.
6
6
1
1
2.
2
9
5
0
1
8
1.
7
em
n
Va
lor
l
íq
i
do
u
Go
dw
i
l
l
o
De
sp
es
as
de
De
sp
es
as
de
So
f
tw
are
,
Pr
ie
da
de
In
d.
op
r
Tr
es
p
as
se
s
Im
b
i
l
iza
õe
o
ç
s
Inc
óre
orp
as
To
ta
l
7
7
1
4
0
2
8
)
1
1
8
1
)
9
3
0
3
2
4
0
2
9
)
5
9
)
4
6
)
9
3
Sa
l
do
1
de
Ja
iro
de
2
0
0
2
4
1
4.
6
4
3
1
1
2
3.
9
1
2
2
6.
0
6
9
1
8
4
2
4
8
0.
5
5.
7
7
7
em
ne
7
5
Sa
3
0
2
0
0
2
2
8
2
1
8
1
1
9.
0
6
1
2
1
8
1
3.
6
8
3
1.
3
l
do
de
Ju
ho
de
4.
5
5
4.
7
5
5
7
4
em
n
0
0

As amortizações do exercício do goodwill estão incluídas na rubrica de outros custos operacionais e as restantes amortizações estão incluídas nas rubricas de custos de distribuição e custos administrativos. As despesas de I&D correspondem essencialmente aos custos incorridos com o desenvolvimento dos projectos de sistemas de informação (SAP Retail e Data Warehouse).

11. Capital e Reservas

Movimentos ocorridos no capital e reservas no exercício

Ca
ital
p
Ac
ões
ópr
ias
ç
pr
Pré
mio
s d
e
iss
ão
de
ões
em
acç
Dif
s d
ere
nça
e
sol
ida
ão
con
ç
Dif
s d
ere
nça
e
são
mb
ial
con
ver
ca
Res
erv
as
e
ulta
dos
res
nsi
tad
tra
os
Res
ulta
do
líqu
ido
Tot
al d
ital
o c
ap
ópr
io
pr
Ba
lan
1 d
e J
iro
de
200
1
ço
em
ane
479
,29
3
(
6,0
60)
24,
262
(
261
,53
7)
(
28,
713
)
140
,53
8
(
63,
870
)
283
,91
3
Des
val
oriz
ão
das
ões
do
BC
P

ac
ç
(
2,4
86)
(
2,4
86)
Ava
liaç
ão
do
Eur
o /
Zlo
ty
cro
ss
cur
ren
cy
swa
p
5,8
37
5,8
37
Dife
de
são
mb
ial d
de
200
1
ren
ça
con
ver
ca
o a
no
14,
923
14,
923
Div
ide
ndo
s d
e 2
000
s p
ago
0
Tra
nsf
erê
ncia
do
ulta
do
de
200
0 p
. tra
nsit
ado
res
ara
res
s e
res
erv
as
(
63,
870
)
63,
870
0
Alte
ões
sul
tad
tran
sita
dos
m 2
001
raç
ao
s re
os
e r
ese
rva
s e
1,2
69
1,2
69
Res
ulta
do
do
rcíc
io e
m 3
0 d
e J
unh
o d
e 2
001
exe
(
51,
448
)
(
51,
448
)
Ba
lan
30
de
Ju
nho
de
20
01
ço
em
479
,29
3
(
6,0
60)
24,
262
(
261
,53
7)
(
13,
790
)
81,
288
(
51,
448
)
252
,00
8
Ca
ital
p
Ac
ões
ópr
ias
ç
pr
Pré
mio
s d
e
iss
ão
de
ões
em
acç
Dif
s d
ere
nça
e
sol
ida
ão
con
ç
Dif
s d
ere
nça
e
são
mb
ial
con
ver
ca
Res
erv
as
e
ulta
dos
res
tra
nsi
tad
os
Res
ulta
do
líqu
ido
Tot
al d
ital
o c
ap
ópr
io
pr
Ba
lan
1 d
e J
iro
de
200
2
ço
em
ane
479
,29
3
(
60)
6,0
24,
262
(
7)
261
,53
(
)
28,
002
70,
679
(
)
86,
510
192
,12
5
Des
val
oriz
ão
das
ões
do
BC
P

ac
ç
(
410
)
(
410
)
Dife
de
são
mb
ial d
de
200
2
ren
ça
con
ver
ca
o a
no
22,
029
22,
029
Div
ide
ndo
s d
e 2
001
s p
ago
0
Ap
lica
ão
do
IAS
39
ç
(
3,5
97)
(
3,5
97)
Tra
nsf
erê
ncia
do
ulta
do
de
200
1 p
. tra
nsit
ado
res
ara
res
s e
res
erv
as
(
86,
510
)
86,
510
0
Alte
ões
sul
tad
tran
sita
dos
20
01
raç
ao
s re
os
em
(
189
)
(
189
)
Res
ulta
do
do
rcíc
io a
30
de
Ju
nho
de
20
02
exe
(
177
,23
2)
(
177
,23
2)
Ba
lan
30
de
Ju
nho
de
20
02
ço
em
479
,29
3
(
6,0
60)
24,
262
(
261
,53
7)
(
5,9
73)
(
20,
027
)
(
177
,23
2)
32,
726

12 Resultado por acção

2002 2001
Resultado líquido do exercício atribuído ao accionistas JM (177.232) (51.448) A
Acções ordinárias emitidas no início do ano
Acções próprias no início do ano
Acções emitidas durante o ano
95.858.644
(171.800)
-
95.858.644
(171.800)
-
Número médio ponderado de acções ordinárias 95.686.844 95.686.844 B
Resultados por acção – milhares de Euros (0,001852) (0,000538) A/B
Efeito (líquido de imposto) dos juros relativos a warrants 1.031 1.201 C
Resultado líquido do exercício atribuível aos accionistas
ordinários (diluído)
(176.201) (50.247) A+C
Número médio ponderado de acções ordinárias 95.686.844 95.686.844 B
Ajustamento – assumindo a conversão dos warrants 4.141.356 4.141.356 D
Número médio ponderado de acções ordinárias (diluído) 99.828.200 99.828.200 B+D
Resultados por acção (diluído) (0,001765) (0,000503)

13 Provisões

Saldo em
01/01/2002
Provisões
constituídas
Provisões
utilizadas
Diferença
Cambial
Saldo em
30/06/2002
Devedores duvidosos 62.768 4.469 -6.858 -2.880 57.499
Existências 20.627 275 -1.760 -1.755 17.387
Investimentos financeiros 5.083 0 -5.049 0 34
Outros títulos 57 0 0 0 57
Pensões de reforma 17.969 524 -576 0 17.917
Outros riscos e encargos 12.776 594 -425 -1.291 11.654
Total 119.280 5.862 -14.668 -5.926 104.548

A provisão para riscos e encargos inclui essencialmente valores provisionados para processos de contencioso e para custos com encerramento de lojas planeados.

14 Impostos

14.1 Movimentos nas contas de impostos diferidos

2002
No início do exercício 97.204
Diferenças de conversão cambial
Reavaliações
Aquisições/alienações de subsidiárias
No resultado do exercício
(22.912)
(428)
(13.946)
4.708
No final do exercício 64.626

14.2 Impostos a recuperar e a pagar

Impostos a recuperar 2002
IRC a receber 3.704
IVA a recuperar 21.130
Outros impostos -
24.834
Impostos a pagar 2002
IRC a pagar 8.994
IVA a pagar 16.561
IRS retido 3.722
Segurança social 6.231
Outros impostos 4.001
39.509

15 Contingências

Não se registaram alterações face ao mencionado no anexo às contas reportado a 31 de Dezembro de 2001.

16 Eventos subsequentes à data do balanço

Em 11 de Julho de 2002, perante o Tribunal Arbitral as partes envolvidas no processo "Sonsorol" chegaram a acordo no sentido de pôr fim ao litígio que corria os seus termos naquele Tribunal. Nos termos do acordo, todas as partes intervenientes no processo desistem dos respectivos pedidos, cabendo à Jerónimo Martins, SGPS, S.A. pagar à Sonsorol SGPS, S.A., sociedade que servia de veículo ao seu investimento no âmbito do denominado "Contrato Relativo a Investimento na Área da Infocomunicação" e na qual deixou de deter qualquer participação, uma quantia equivalente a cerca de 0,65% do valor do pedido na referida acção.

Em 26 de Agosto de 2002, foi celebrado um acordo de princípios com vista à alienação dos cinco hipermercados detidos pela participada Jerónimo Martins Dystrybucja na Polónia, à Ahold Polska. A operação, no valor aproximado de 20 milhões de euros, está sujeita à aprovação das Autoridades da Concorrência e do Ministério do Interior polacos, e estima-se que esteja finalizada durante o último trimestre de 2002. Tendo sido reconhecido nas demonstrações financeiras consolidadas do primeiro semestre de 2002 uma perda por imparidade de M EUR 29.752 sobre estes activos, não será esperada significativa menos valia à data de conclusão da alienação.

Jerónimo Martins, SGPS, S.A. Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas 30 de Junho de 2002 e 2001

17 Reconciliação para os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal

A informação abaixo apresentada corresponde ao efeito que resultaria nas principais rubricas das demonstrações financeiras consolidadas da Sociedade caso não tivessem sido derrogados os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal

Ba lan
3
0
de
Ju
ho
ç
o e
m
n
de
2
0
0
2
Ba lan
3
0
de
Ju
ho
ç
o e
m
n
de
2
0
0
1
De
tra
õe
mo
ns
ç
s
A
j
tam
tos
us
en
De
de
do
m.
ac
or
co
m
De
tra
õe
mo
ns
ç
s
A
j
tam
tos
us
en
De
de
do
m.
ac
or
co
m
F
ina
ira
nc
e
s
l
tan
tes
res
u
em
íp
inc
ios
lm
te
p
r
g
era
en
F
ina
ira
nc
e
s
l
tan
tes
res
u
em
íp
inc
ios
lm
te
p
r
g
era
en
Co
l
i
da
da
ns
o
s
O
C
de
õe
P
rro
g

s a
o
i
tes
Po
tug
l
ac
e
em
r
a
Co
l
i
da
da
ns
o
s
O
C
de
õe
P
rro
g

s a
o
i
tes
Po
tug
l
ac
e
em
r
a
A
C
T
I
V
O
Im
b
i
l
iza
inc
óre
õe
o
ç
s
orp
as
3
4
1.
3
0
0
3
4
1.
3
0
0
6
3.
3
9
0
5
6
3.
3
9
0
5
Im
b
i
l
iza
óre
õe
o
ç
s c
orp
as
1.
0
8
1.
6
3
5
1.
0
8
1.
6
3
5
1.
4
4.
6
0
5
5
1.
4
4.
6
0
5
5
f
Inv
t
im
tos
ina
iro
es
en
nc
e
s
5
5.
0
6
8
2
9
7
5
5.
3
6
5
7
4.
6
2
3
-7
7
4
7
3.
8
4
9
Ex
is
t
ên
ias
c
2
4
1.
2
0
0
2
4
1.
2
0
0
3
4
6.
2
8
7
3
4
6.
2
8
7
D
ív
i
da
de
ter
iro
é
d
io
lon
s
ce
s -
m
e
g
o p
raz
o
1
6
1
6
1
3.
0
8
9
1
3.
0
8
9
D
ív
i
da
de
ter
iro
to
s
ce
s -
cu
r
p
raz
o
2
3
6.
1
7
9
2
3
6.
1
7
9
2
1
1.
1
8
8
2
1
1.
1
8
8
T
í
tu
los
i
áv
is
ne
g
oc
e
4.
0
1
3
4.
0
1
3
1.
3
3
3
1.
3
3
3
De
ós
i
tos
ba
ár
ios
ixa
p
nc
e
ca
8
1.
0
7
8
8
1.
0
7
8
7
1.
4
9
0
7
1.
4
9
0
Ac
és
im
d
i
fer
im
tos
r
c
os
e
en
1
5
4.
6
2
5
-2
4
5
4
1
5
2.
1
7
1
3
0
9.
2
6
6
-1
3.
4
6
6
2
9
5.
8
0
0
To
ta
l
do
Ac
t
ivo
2.
1
9
5.
0
4
2
-2
1
5
7
2.
1
9
2.
8
8
5
3.
0
4
5.
3
1
6
-1
4.
2
4
0
3.
0
3
1.
0
7
6
Ó
C
A
P
I
T
A
L
P
R
P
R
I
O
Ca
i
ta
l
p
4
7
9.
2
9
3
4
7
9.
2
9
3
4
7
9.
2
9
3
4
7
9.
2
9
3
Re
l
ta
do
tra
i
ta
do
se
rva
s e
re
su
s
ns
s
-2
6
9.
3
3
5
4.
9
1
2
-2
6
4.
4
2
3
-1
7
5.
8
3
7
-8
4
6
7
-1
8
4.
3
0
4
Re
l
ta
do
L
íq
i
do
do
íc
io
su
ex
erc
u
-1
7
7.
2
3
2
3
2
8
-1
7
6.
9
0
4
-5
1.
4
4
8
3
1
7
-5
1.
1
3
1
To
l
do
Ca
i
l
Pr
óp
io
ta
ta
p
r
3
2.
2
6
7
2
4
0
5.
3
9
6
6
7.
2
2.
0
0
8
5
-8
1
0
5
2
4
3.
8
8
5
In
ter
M
ino
i
t
ár
ios
es
se
s
r
5
1.
0
7
4
5
8
4
5
1.
6
5
8
8
5.
0
6
7
-7
9
4
8
4.
2
7
3
P
A
S
S
I
V
O
Pr
is
isc
õe
ov
s p
ara
r
os
e
en
ca
rg
os
2
9.
1
5
7
2
9.
1
5
7
3
4.
9
0
2
3
4.
9
0
2
ív
é
D
i
da
ter
iro
d
io
lon
s a
ce
s -
m
e
g
o p
raz
o
9.
9
9
1
7
4
9.
9
9
1
7
4
9
1
9
9
2
5.
9
1
9
9
2
5.
D
ív
i
da
ter
iro
to
s a
ce
s -
cu
r
p
raz
o
1.
1
5
2.
8
5
7
1.
1
5
2.
8
5
7
1.
5
4
0.
5
9
2
1.
5
4
0.
5
9
2
Ac
és
im
d
i
fer
im
tos
r
c
os
e
en
1
7
8.
8
2
3
-7
9
8
1
1
7
0.
8
4
2
2
1
6.
7
5
5
-5
2
9
6
2
1
1.
4
5
9
To
l
do
Pa
ivo
ta
ss
2.
1
1
1.
2
4
2
9
8
1
-7
2.
1
0
3.
2
6
1
2.
0
8.
2
4
1
7
2
9
6
-5
2.
0
2.
9
4
7
5
To
ta
l
do
Ca
i
ta
l p
óp
io,
In
t.
M
in.
Pa
ivo
p
r
r
e
ss
2.
1
9
5.
0
4
2
-2
1
5
7
2.
1
9
2.
8
8
5
3.
0
4
5.
3
1
6
-1
4.
2
4
0
3.
0
3
1.
0
7
6

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas

Bernardes, Sismeiro e Associados, SROC, Lda. Avenida da Liberdade, 245 - 7º C 1250 - 143 Lisboa Portugal Telephone +351 21319 70 00 Facsimile +351 21316 11 12

Relatório de Revisão Limitada Elaborado por Auditor Registado na CMVM sobre a Informação Semestral Consolidada

Introdução

1 Para os efeitos do artigo 246.º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002, da Jerónimo Martins, SGPS, SA., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de 2.195.042 milhares de euros, um total de interesses minoritários de 51.074 milhares de euros e um total de capital próprio de 32.726 milhares de euros, incluindo um resultado líquido negativo de 177.232 milhares de euros), na Demonstração consolidada dos resultados por naturezas e por funções e na Demonstração dos fluxos de caixa do período findo naquela data e no correspondente Anexo.

2 As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.

Responsabilidades

3 É da responsabilidade do Conselho de Administração: (a) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação e o resultado consolidado das suas operações; (b) a informação financeira histórica, preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo CVM; (c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado e (e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.

4 A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita conforme exigido pelo CVM, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso trabalho.

Sede: Edifícios "As Caravelas", Rua Dr. Eduardo Neves 9 - 5º Dtº., 1050 - 077 Lisboa Inscrita na Comissão de Valores Mobiliários sob o nº 219 NIPC 501 255 958 Capital social Euros 11.200 Correspondente da PricewaterhouseCoopers Matriculada na Conservatória do Registo Comercial sob o nº(em curso)

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas

Âmbito

5 O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida não contém distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu, principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicação, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira e (v) se a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

6 O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.

7 Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente parecer sobre a informação semestral.

Parecer

8 Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002 contém distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, derrogados para ficarem em conformidade com as normas internacionais de contabilidade, de acordo com a nota 2, e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Ênfases

9 Sem afectar o parecer expresso no parágrafo anterior, chamamos a atenção para os seguintes factos:

i) a Jerónimo Martins passou a apresentar uma nota reconciliando as suas demonstrações financeiras com as que resultariam caso não fossem derrogados os

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas

princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, pelo que já não se justifica a manutenção da reserva expressa nos relatórios anteriores;

ii) as notas às demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com os requisitos de divulgação das normas internacionais de contabilidade não contendo, quando aplicável, qualquer referência às notas requeridas pelo Plano Oficial de Contabilidade e exigidas para efeitos de apresentação de contas em Portugal.

Lisboa, 05 de Setembro de 2002

Bernardes, Sismeiro & Associados, S.R.O.C., Lda. (Inscrita na Comissão de Valores Mobiliários sob o nº 219) representada por:

José Manuel de Oliveira Vitorino, R.O.C.

Sociedade Aberta Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o nº 8.122 Capital social 479.293.220,00€ N.I.P.C. 500 100 144 R. Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099-008 Lisboa

RELATÓRIO E CONTAS

EM 30 DE JUNHO DE 2002

JERÓNIMO MARTINS, SGPS, S.A.

Sociedade Aberta Capital Soc.: EUR 479.293.220,00 Pessoa Colectiva nº: 500 100 144 C.R.C. Lisboa nº 8 122

RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

1º Semestre de 2002

1. Introdução

O primeiro semestre de 2002 foi marcado pelo concretizar de uma série de compromissos assumidos pelo Conselho de Administração do Grupo Jerónimo Martins.

Assim, antecipou-se o cumprimento do principal objectivo estabelecido pelo Conselho de Administração, para o final de 2002. O nível de endividamento que, em 2001, chegou a atingir mil e setecentos milhões de euros encontra-se já num patamar inferior a mil milhões de euros.

Durante este semestre, o Grupo implementou com rigor as medidas do seu processo de reestruturação ao alienar os negócios com rentabilidade operacional negativa: Lillywhites, Sé e, já em Agosto, os hipermercados Jumbo na Polónia.

O Grupo concentra agora as suas atenções nos activos em que detém posições de liderança, em Portugal e na Polónia. O actual portfólio encerra potencial de crescimento e permitirá apresentar níveis de rentabilidade acrescidos e competitivos, quando comparados com os standards internacionais do sector da distribuição alimentar.

Na primeira metade do ano as vendas da cadeia Biedronka na Polónia voltaram a registar um excelente desempenho, apresentando um crescimento like-for-like de 18,1%. Também a performance do Recheio em Portugal é digna de destaque, tendo as vendas aumentado 4,7%;

Os resultados correntes do Grupo registaram uma recuperação considerável devido à notável melhoria de 74,5% nos resultados financeiros. Os resultados líquidos foram significativamente afectados pelos negócios do Brasil, quer em termos operacionais, quer ao nível da linha de não recorrentes, que inclui a menos valia decorrente da alienação dos supermercados Sé.

A análise económico-financeira do Grupo durante este semestre encontra-se, com maior detalhe no Relatório de Gestão e Demonstrações Financeiras Consolidadas do Grupo Jerónimo Martins.

2. Perspectivas

Não obstante ter já cumprido o objectivo de redução de dívida a que se propôs para o ano 2002, o Grupo continuará a dar prioridade à redução do seu nível de endividamento e à reestruturação da sua dívida financeira.

Concluída a alienação dos supermercados Sé - que representaram a grande parcela dos seus resultados negativos durante o último ano e particularmente no 1º semestre de 2002 – o Grupo Jerónimo Martins pode agora concentrar-se nos negócios onde é líder e onde apresenta rentabilidades muito competitivas, face aos standards do sector.

Jerónimo Martins continuará assim a implementar todas as medidas necessárias à melhoria da competitividade e eficiência dos actuais activos do seu portfólio que, para além de encerrarem um elevado potencial de crescimento, lhe permitirão recuperar os seus níveis de rentabilidade.

3. Eventos Subsequentes

Em 11 de Julho de 2002, perante o Tribunal Arbitral as partes envolvidas no processo "Sonsorol" chegaram a acordo no sentido de pôr fim ao litígio que corria os seus termos naquele Tribunal. Nos termos do acordo, todas as partes intervenientes no processo desistem dos respectivos pedidos, cabendo à Jerónimo Martins, SGPS, S.A. pagar à Sonsorol SGPS, S.A., sociedade que servia de veículo ao seu investimento no âmbito do denominado "Contrato Relativo a Investimento na Área da Infocomunicação" e na qual deixou de deter qualquer participação, uma quantia equivalente a cerca de 0,65% do valor do pedido na referida acção.

Em 26 de Agosto de 2002, foi celebrado um acordo de princípios com vista à alienação dos cinco hipermercados detidos pela participada Jerónimo Martins Dystrybucja na Polónia, à Ahold Polska. A operação, no valor aproximado de 20 milhões de euros, está sujeita à aprovação das Autoridades da Concorrência e do Ministério do Interior polacos, e estima-se que esteja finalizada durante o último trimestre de 2002.

Lisboa, 28 de Agosto de 2002

O Conselho de Administração

JERÓNIMO MARTINS, SGPS, S.A.

SOCIEDADE ABERTA

INFORMAÇÃO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO NO CAPITAL DA EMPRESA A 30 DE JUNHO DE 2002

(De acordo com a disposição no artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais e nos termos da alínea b) do nº1 do artigo 7º do Regulamento da CMVM nº 24/2000)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Membros do Conselho de
Administração
Detidas em 31.12.01 Acréscimos no 1º Semestre Diminuições no 1º Semestre Detidas 30.06.02
Acções Obrigações Warrants Acções Obrigações Warrants Acções Obrigações Warrants Acções Obrigações Warrants
Elisio Alexandre Soares dos Santos 27.281 - 773 27.281 - 773
António Mendo Castel-Branco
Borges
- - - - - -
Hans Eggerstedt 3.000 - - 3.000
José Luís Nogueira de Brito 16.133 16.133 - -
Luís Maria Viana Palha da Silva - - - - - -
Pedro Manuel de Castro Soares dos
Santos
23.014 938 23.014 938 -
Rui Manuel de Medeiros d`Espiney
Patrício
- - - - - -
Álvaro Carlos Gonzalez Troncoso 933 - - 933 - - -

Nota: O Dr. Álvaro Troncoso alienou 933 acções da Jerónimo Martins, SGPS, SA em 1 de Março de 2002, com o valor de venda de 7,86 euros por acção.

FISCAL ÚNICO

O Fiscal Único, Bernardes Sismeiro & Associados, SROC, Lda., não detinha quaisquer acções, obrigações e "warrants", em 30 de Junho de 2002, não tendo realizado transacções com quaisquer títulos de Jerónimo Martins, SGPS, S.A.

JERÓNIMO MARTINS, SGPS, S.A.

SOCIEDADE ABERTA

LISTA DOS TITULARES DE PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A 30 DE JUNHO DE 2002

De acordo com a disposição no artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais e nos termos da alínea d) do nº1 do artigo 7º do regulamento da CMVM nº 24/2000)

Accionista Nº Acções
detidas
% Capital % dos Direitos de
Voto*
Sociedade Francisco Manuel dos Santos, SGPS, SA
Directamente 55.541.472 57,94% 58,05%
Strand Ventures Inc.**
Directamente 6.468.868 6,75% 6,76%
Através da Sociedade Fitron Management Ltd. ( Detida
a 100% pela Sociedade Strand Ventures, Inc.)
3.177.836 3,32% 3,32%
Através da Sociedade Multiplus Investments Ltd.
(Detida a 100% pela Sociedade Strand Ventures, Inc.)
1.915.990 2,00% 2,00%
Total Imputável 11.562.694 12,06% 12,08%

* ( % Direitos de voto = Nº Acções Detidas / (Nº Total Acções JM - Acções Próprias))

** Nos termos e para os efeitos do n.º 3 do art. 16 do Código dos Valores Mobiliários (CVM), as participações detidas directa e indirectamente pela Strand Ventures Inc, devem ser imputadas, nos termos do n.º 1 do art. 20 do CVM às seguintes sociedades:

  • Banco Privado Português (Cayman) Ltd., mediante contrato de gestão de carteira da totalidade da participação na Jerónimo Martins, SGPS, SA;

  • Banco Privado Português, SA, mediante acordo com diversos accionistas da sociedade Strand Ventures, o qual lhe permite a eleição da maioria dos membros do órgão de administração.

** A participação referida reporta-se a 24 de Junho de 2002.

Nota: A Sociedade Francisco Manuel dos Santos, SGPS, SA detinha em 30 Junho 2002, 1.403.869 warrants da Jerónimo Martins, SGPS, SA.

Sociedade Aberta Jerónimo Martins, SGPS, S.A.

Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social € 479 293 220 NIPC 500 100 144 R. Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099 - 008 LISBOA

BALANÇO EM 30 DE JUNHO DE 2002

(Milhares de Euros)
Exercícios
Códigos das contas Activo 2002 2001
POC Amortizações e
Activo bruto provisões Activo liquido Activo liquido
Imobilizado
Imobilizações incorpóreas
431 Despesas de instalação 107
432 Despesas de investigação e de desenvolvimento 247 148 99 152
433 Propriedade industrial e outros direitos
434 Trespasses
441/6 Imobilizações em curso
449 Adiantamentos por conta de imobilizações incorpóreas
247 148 99 259
Imobilizações corpóreas
421 Terrenos e recursos naturais 176 176 176
422 Edifícios e outras construções 1.223 455 768 748
423 Equipamento básico
424 Equipamento de transporte 415 388 27 91
425 Ferramentas e utensílios 2 1 1 1
426 Equipamento administrativo 1.722 1.403 319 451
427 Taras e vasilhame
429 Outras imobilizações corpóreas 866 575 291 887
441/6 Imobilizações em curso
448 Adiantamentos por conta de imobilizações corpóreas
4.404 2.822 1.582 2.354
Investimentos financeiros
4111 Partes de capital em empresas do grupo 318.406 257.315 61.091 344.253
894.496 11.623 882.873 334.832
4121+4131 Empréstimos a empresas do grupo
4112 Partes de capital em empresas associadas 2.361 2.361 17.070
4122+4132 Empréstimos a empresas associadas 1.198
4113+414+415 Títulos e outras aplicações financeiras 3.925 3.925 25
4123+4133 Outros empréstimos concedidos
441/6 Imobilizações em curso
447 Adiantamentos por conta de investimentos financeiros
1.219.188 268.938 950.250 697.378
Circulante
Existências
36 Matérias-primas, subsidiarias e de consumo
35 Produtos e trabalhos em curso
34 Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos
33 Produtos acabados e intermédios
32 Mercadorias
37 Adiantamentos por conta de compras
Dividas de terceiros - Médio e longo prazo
54 54 431.536
252 Empresas do grupo
218 Clientes de cobrança duvidosa
54 54 431.536
Dividas de terceiros - Curto prazo
211 Clientes, c/c 6.892 6.892 7.578
212 Clientes - títulos a receber
218 Clientes de cobrança duvidosa
252 Empresas do grupo 146.686 146.686 231.012
253+254 Empresas participadas e participantes
251+255 Outros accionistas (sócios)
229 Adiantamentos a fornecedores
2619 Adiantamentos a fornecedores de imobilizado
24 Estado e outros entes públicos 2.279 2.279 2.221
262+266+267+268+221 Outros devedores 1.096 187 909 1.637
264 Subscritores de capital
156.953 187 156.766 242.448
Títulos negociáveis
1511 Acções em empresas do grupo
1521 Obrigações e títulos de participação empresas do grupo
1512 Acções em empresas associadas
Obrigações e títulos de participação empresas associadas
1522
1513+1523+153/9 Outros títulos negociáveis
18 Outras aplicações de tesouraria
Depósitos bancários e caixa
12+13+14 Depósitos bancários 6.345 6.345 23
11 Caixa 9 9 17
6.354 6.354 40
Acréscimos e diferimentos
271 Acréscimos de proveitos 1.853 1.853 800
272 Custos diferidos 728 728 2.134
Impostos diferidos activos 16.828 16.828 36.680
19.409 19.409 39.614
Total de amortizações 2.970
Total de provisões 269.125
Total do activo 1.406.609 272.095 1.134.514 1.413.629

Sociedade Aberta Jerónimo Martins, SGPS, S.A.

Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social € 479 293 220 NIPC 500 100 144 R. Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J

1099 - 008 LISBOA

BALANÇO EM 30 DE JUNHO DE 2002

(Milhares de Euros)
Códigos das contas Exercícios
Capital próprio e passivo 2002 2001
POC
Capital próprio
51 Capital 479.293 479.293
521 Acções próprias - Valor nominal -859 -859
522 Acções próprias - Descontos e prémios -5.201 -5.201
53 Prestações suplementares
54 Prémios de emissão de acções 22.452 22.452
55 Ajustamento de partes de capital em filiais e associadas 1 1
56 Reservas de reavaliação
Reservas:
571 Reservas legais 22.054 22.054
Reserva para acções próprias 6.060 6.060
572 Reservas estatutárias
573 Reservas contratuais
Reserva para incorporação em capital 12.424 12.424
574 a 579 Outras reservas 354.005 354.005
59 Resultados transitados -9.487 -41
Subtotal 880.742 890.188
88 Resultado líquido do exercício -166.553 40.200
89 Dividendos antecipados
Total do capital próprio 714.189 930.388
Passivo
Provisões para riscos e encargos
291 Provisões para pensões 15.295 10.356
292 Provisões para impostos
293/8 Outras provisões para riscos e encargos
15.295 10.356
Dividas a terceiros - Médio e longo prazo
231+12 Dividas a instituições de crédito 28.867 63.331
Empréstimos por obrigações:
Com opcção de reembolso em acções 164.824 154.940
Com "warrants" 93.327 93.327
2322 Não convertíveis
287.018 311.598
Dividas a terceiros - Curto prazo
Empréstimos por obrigações:
2321 Convertíveis
2322 Não convertíveis
233 Empréstimos por títulos de participação
231+12 Dividas a instituições de crédito 65.052 144.702
269 Adiantamentos por conta de vendas
221 Fornecedores, c/c 279 315
228 Fornecedores - Facturas em recepção e conferência
222 Fornecedores - Títulos a pagar
2612 Fornecedores de imobilizado - Títulos a pagar
252 Empresas do grupo 28.429 150
253+254 Empresas participadas e participantes
251+255 Outros accionistas (sócios) 7 7
219 Adiantamentos de clientes
239 Outros empréstimos obtidos
2611 Fornecedores de imobilizado 2 4
24 Estado e outros entes públicos 1.222 1.079
262+263+264+265+267+268+21
1
Outros credores 16.078 6.531
111.069 152.788
Acréscimos e diferimentos
273 Acréscimos de custos 6.884 8.365
274 Proveitos diferidos
Impostos diferidos passivos 59 134
6.943 8.499
Total do passivo 420.325 483.241
Total do capital próprio e do passivo 1.134.514 1.413.629

O Técnico Oficial de Contas

O Conselho de Administração

Sociedade Aberta Jerónimo Martins, SGPS, S.A.

Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social € 479 293 220. NIPC 500 100 144 R. Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099 - 008 LISBOA

(Milhares de Euros) Códigos das contas Códigos das contas POC POC Custos e perdas Proveitos e ganhos 61 Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas 71 Vendas: Mercadorias Mercadorias Matérias Produtos 62 Fornecimentos e serviços externos 4.993 4.202 72 Prestação de serviços 10.919 10.919 10.436 10.436 Custos com o pessoal: Variação de produção 641+642 Remunerações 1.318 1.132 75 Trabalhos para a própria empresa Encargos sociais: 73 Proveitos suplementares 46 50 643+644 Pensões 289 1.109 74 Subsídios à exploração 645/8 Outros 247 1.854 256 2.497 76 Outros proveitos e ganhos operacionais 46 50 66 Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 204 348 (B) Proveitos e ganhos operacionais 10.965 10.486 67 Provisões 204 348 782 Ganhos em empresas do grupo e associadas 63 Impostos 86 173 784 Rendimentos de participações de capital 56.945 54.840 65 Outros custos perdas operacionais 31 117 45 218 7812+7815+7816+783 Rendimentos de títulos negociáveis e de outras aplicações financeiras: (A) Custos e perdas operacionais 7.168 7.265 Relativos a empresas do grupo 682 Perdas em empresas do grupo e associadas Outros 683+684 Amortizações e provisões de aplicações e investimentos financeiros 7811+7813+7814+7818+ 785+786+787+788 Outros juros e proveitos similares: 681+685+686+687+688 Juros e custos similares Relativos a empresas do grupo 14.326 21.795 Relativos a empresas do grupo 354 1.544 Outros 32.928 104.199 2 76.637 Outros 24.902 25.256 45.344 46.888 (D) Proveitos e ganhos correntes 115.164 87.123 (C) Custos e perdas correntes 32.424 54.153 79 Proveitos e ganhos extraordinários 73.078 1.143 69 Custos e perdas extraordinários 311.348 288 (F) Proveitos totais 188.242 88.266 (E) Custos e perdas do exercício 343.772 54.441 86 Impostos sobre o rendimento do exercício 31 38 Resultados operacionais (B) - (A) = Impostos diferidos 10.992 -6.413 (G) Custos totais 354.795 48.066 Resultados financeiros (D-B) - (C-A) = 88 Resultado liquido do exercício -166.553 40.200 Resultados correntes (D) - (C) = 188.242 88.266 Resultados antes de impostos (F) - (E) = 82.740 3.221 29.749 32.970 33.825 Exercícios Exercícios 2001 3.797 2002 2001 -155.530 78.943 RESUMO: 2002

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZA DO SEMESTRE FINDO EM 30 DE JUNHO DE 2002

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

-166.553

Resultado liquido do exercício (F) - (G) = 40.200

Introdução

Jerónimo Martins, SGPS, S.A., tem por objecto a gestão de participações sociais, tem a sua sede na R. Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J – 1099-088 Lisboa, n.º de identificação de pessoa colectiva 500 100 144, com o capital social de 479.293.220 Euros e está matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122.

Os valores indicados são expressos, salvo indicação em contrário, em milhares de euros.

1 - Critérios valorimétricos e contabilísticos

As contas semestrais da empresa foram preparadas de acordo com os mesmos princípios e políticas contabilísticas adoptados na elaboração das demonstrações financeiras anuais, incluindo essencialmente uma explicação dos eventos e alterações relevantes para a compreensão das alterações na posição financeira e desempenho da empresa desde a última data do relatório anual. Desta forma, é omitida a maior parte das notas constantes nas demonstrações financeiras de 2001, quer por não terem sofrido alteração, quer por não serem materialmente relevantes para a compreensão das presentes demonstrações financeiras intercalares.

Os resultados de períodos intercalares são apurados como parte do ano financeiro e não como períodos independentes. Desta forma, a mensuração e reconhecimento dos mesmos é feita numa base de ano até à data.

O reconhecimento de activos, passivos, proveitos e custos seguiu os mesmos princípios que seriam adoptados caso se tratasse de demonstrações financeiras anuais.

Na valorização dos investimentos em partes de capital em empresas filiais e associadas, optamos por utilizar o método do custo. Em nosso entender, o reconhecimento dos investimentos ao custo de aquisição reduzido de qualquer provisão necessária para perdas permanentes de valor, representa o valor mínimo de mercado que as mesmas podem consubstanciar, em contraponto com a relevação do valor contabilistico dos bens intrínsecos aos mesmos, que é finalidade das demonstrações financeiras consolidadas.

Se tivesse sido aplicado o método de equivalência patrimonial, o efeito nas Demonstrações Financeiras da Sociedade seria uma diminuição no Capital Próprio e no Activo no montante de 681.463 milhares de euros.

Este efeito inclui a diminuição no resultado líquido de 10.679 milhares de euros.

2 - Activo imobilizado

Movimentos ocorridos no 1º semestre, nas rubricas do activo imobilizado constantes do balanço e nas respectivas amortizações e provisões, de acordo com os seguintes quadros discriminativos:

a) Activo bruto

Rubricas Saldo inicial Reavaliação/aju
stamento
Aumentos Alienações Transferências
e abates
Saldo final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 667 667
Despesas de investigação e desenvolvimento 269 22 247
Propriedade industrial e outros direitos
Trespasses
Imobilizações em curso
Adiantamentos por conta imobilizações incorpóreas
Total 936 689 247
Imobilizações corpóreas:
Terrenos e recursos naturais 176 176
Edifícios e outras construções 1.223 1.223
Equipamento básico
Equipamento de transporte 480 25 90 415
Ferramentas e utensílios 2 2
Equipamento administrativo 1.721 1 1.722
Taras e vasilhame
Outras imobilizações corpóreas 1.706 840 866
Imobilizações em curso
Adiantamentos por conta imobilizações corpóreas
Total 5.308 26 90 840 4.404
Investimentos financeiros
Partes de capital em empresas do grupo 429.306 110.900 318.406
Empréstimos a empresas do grupo 269.998 630.644 6.146 894.496
Partes de capital em empresas associadas 10.340 7.979 2.361
Empréstimos a empresas associadas 1.199 1.199
Partes de capital em outras empresas
Empréstimos a outras empresas
Títulos e outras aplicações financeiras 3.925 3.925
Outros empréstimos concedidos
Imobilizações em curso
Adiantamentos por conta investimentos financeiros
Total 714.768 630.644 126.224 1.219.188

b) Amortizações e provisões

Rubricas Saldo inicial Reforço Regularizações Saldo final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 667 667
Despesas de investigação e de desenvolvimento 145 25 22 148
Propriedade industrial e outros direitos
Trespasses
Total 812 25 689 148
Imobilizações corpóreas:
Terrenos e recursos naturais
Edifícios e outras construções 439 16 455
Equipamento básico
Equipamento de transporte 445 17 74 388
Ferramentas e utensílios 1 1
Equipamento administrativo 1.322 81 1.403
Taras e vasilhame
Outras imobilizações corpóreas 891 65 381 575
Total 3.098 179 455 2.822
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 78.369 234.435 55.489 257.315
Partes de capital em empresas associadas 4.979 4.979
Empréstimos a empresas do grupo 11.623 11.623
Total 83.348 246.058 60.468 268.938
FIRMAS E SEDES Observ. % Fracção de
Capital Detida
Directamente
Capitais
Próprios
Resultados
Líquidos
Exercício
Fima/VG - Distribuição de Produtos Alimentares, Lda
Largo Monterroio Mascarenhas, 1, Lisboa
(a) 60,0 5.400 53.385 25.102 2001
LeverElida – Distribuição de Produtos Limpeza e Higiene
Pessoal, Lda.
Largo Monterroio Mascarenhas, 1, Lisboa 40,0 2.000 52.791 23.330 2001
IgloOlá - Distribuição de Gelados e UltraCongelados, Lda
Largo Monterroio Mascarenhas, 1, Lisboa
26,0 1.300 63.588 12.643 2001
Jerónimo Martins – Distribuição de Produtos de Consumo,
Lda.
Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa (a) 100,0 1.746 3.311 (1.843) 2001
Recheio, SGPS, S.A.
Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa
(a) 4,9 7.350 261.293 (23.999) 2001
Hussel Ibéria - Chocolates e Confeitaria, SA
Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa (a) 51,0 255 1.012 157 2001
Desimo – Desenvolvimento e Gestão Imobiliária, Lda.
Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa
(a) 80,0 40 188 (5) 2001
JMR - Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, SA
Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa (a) 51,0 51.000 858.005 65.359 2001
Comespa-Gestão de Espaços Comerciais, S.A.
Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa
(a) 51,0 26 504 448 2001
Jerónimo Martins Serviços, S.A.
Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa
(a) 100,0 50 1.007 733 2001
Cartão Dominó – Sociedade Gestora de Sistemas de
Fidelização de Clientes, S.A.
Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa
(a) 100,0 50 49 (1) 2001
Centro Dominó – Centro de Distribuição e Prestação de
Serviços, S.A.
Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa
(a) 100,0 50 49 (1) 2001
JM Holdings UK, Ltd
24-36 Regent Street – London UK
Eva – Sociedade de Investimentos Mobiliários e Imobiliários,
(a) (b) 100,0 9.627 275 (17.545) 2001
Lda
Rua Dr. Brito Câmara, 20, 1º, Funchal
(a) 5,6 28 710.572 40.271 2001
PSQ – Sociedade de Investimentos Mobiliários e Imobiliários,
Lda
Rua Dr. Brito Câmara, 20, 1º, Funchal (a) 11,0 55 389.541 25.849 2001
Friedman – Consultoria e Serviços, Lda
Rua Dr. Brito Câmara, 20, 1º, Funchal
(a) 100,0 5 175.181 12.246 2001
JMFC1 – Jerónimo Martins Finance Company, Limited
IFSC Custom House Quay, Dublin 1, Ireland
(a) 100,0 100 663 2.217 2001
Servicompra - Consultores de Aprovisionamento, Lda
Rua Tierno Galvan, Torre 3, Piso 9, Letra J, Lisboa
(a) 96,0 5 (12.144) (9.665) 2001
Hermes - Sociedade de Investimentos Mobiliários e
Imobiliários, Lda.
Rua Dr. Brito Câmara, 20, 1º - Funchal (a) (b) 99,9 234.432 347.608 13.659 2001
BCP - Banco Comercial Português, S.A.
Rua Júlio Dinis, 705 a 719 – Porto
0,025 588 2.187.176 571.672 2001
Locanda Avis do Chiado, S.A. 6,2 17 (c) (c)
Soc. Com. de Representações Socorel Lda
Lobito - Angola
(a) (b) 90,0 7 (c) (c)
Empal - Emp. Ind. de Produtos Alimentares, Lda.
Lobito – Angola
(a) (b) 60,0 18 (c) (c)

3 – Empresas do Grupo, Associadas e Outras empresas

(a) Para efeitos do artigo 486º, nº 3, declaramos que as Sociedades indicadas são detidas por maioria de capital.

(b)Está constituída provisão para perda de valor.

(c) Não disponíveis.

4 – Garantias prestadas

Em 30 de Junho de 2002 as responsabilidades da Empresa por garantias prestadas eram como segue:

Tipo Beneficiário Valor Moeda Empresa do Grupo
Fiança Banco Bandeirantes 33.005.000 BRL JMD Brasil
Garantia Banco Itaú 6.000.000 BRL JMD Brasil
Garantia Banco Itaú 46.500.000 BRL JMD Brasil
Garantia 2ª Rep. Finanças - Lisboa 296.339 EUR

5 - Movimentos das provisões ocorridos no 1º Semestre de 2002

Contas Saldo inicial Aument o Reduçã o Saldo final
Provisões para aplicações de tesouraria
Provisões para cobranças duvidosas 295 108 187
Provisões para riscos e encargos 15.315 305 325 15.295
Provisões para depreciação de existências
Provisões para investim entos financeiros 83.348 243.544 60.468 266.424
Total 98.958 243.849 60.901 281.906

6 - Capital - acções e valor nominal

O capital está representado por 95.858.644 acções ordinárias de valor nominal de 5 Euros, totalizando 479.293.220 Euros.

7 - Participações no capital subscrito por entidades colectivas com pelo menos 20%

Acções subscritas Participação no Direitos de
Accionista Número % capital % voto %
Sociedade
Francisco
Manuel
dos
Santos,
SGPS, S.A.
55.541.472 57,941 57,941 57,941

8 - Movimentos dos capitais próprios ocorridos no 1º Semestre de 2002

Rubricas Saldo inicial Aumentos Diminuições Saldo final
51 - Capital 479.293 479.293
52 - Acções próprias:
521 - Valor nominal -859 -859
522 - Descontos e prémios -5.201 -5.201
53 - Prestações suplementares
54 - Prémios de emissão de acções 22.452 22.452
55 - Ajustamentos de partes de capital em filiais e
associadas:
551 - Ajustamentos de transição
552 - Lucros não atribuídos
553 - Outras variações nos capitais próprios 1 1
554 - Depreciações
56 - Reservas de reavaliação
57 - Reservas
571 - Reservas legais 22.054 22.054
Reservas para acções próprias 6.060 6.060
572 - Reservas estatutárias
573 - Reservas contratuais
574 - Reservas livres 354.005 354.005
579 - Reservas para incorporação em capital 12.424 12.424
575 - Subsídios
576 - Doações
59 - Resultados transitados -40 -9.447 -9.487
88 - Resultado líquido do exercício -9.447 -166.553 -9.447 -166.553
Total 880.742 -176.000 -9.447 714.189

9 - Demonstração dos resultados financeiros

Exercícios Exercícios
Custos e perdas 2002 2001 Proveitos e Ganhos 2002 2001
681-Juros suportados 8.722 14.295 781-Juros obtidos 13.495 17.578
682-Perdas em empresas do
grupo e associadas
782-Ganhos em empresas do
grupo e associadas
683-Amortizações de
investimentos em imóveis
783-Rendimentos de imóveis
684-Provisões para aplicações
financeiras
784-Rendimentos de
participações de capital
56.945 54.840
685-Diferenças de câmbio
desfavoráveis
13.554 29.637 785-Diferenças de câmbio
favoráveis
32.680 2.718
686-Descontos de pronto
pagamento concedidos
786-Descontos de pronto
pagamento obtidos
687-Perdas na alienação de
aplicações de tesouraria
787-Ganhos na alienação de
aplicações de tesouraria
688-Outros custos e perdas 788-Outros proveitos e ganhos
financeiros 2.979 2.955 financeiros 1.078 1.500
Resultados financeiros 78.943 29.749 Resultados financeiros
Total 104.198 76.636 Total 104.198 76.636

10 - Demonstração dos resultados extraordinários

Exercícios Exercícios
Custos e perdas 2002 2001 Proveitos e Ganhos 2002 2001
691-Donativos 145 218 791-Restituição de impostos
692-Dividas incobráveis 792-Recuperação de dívidas
693-Perdas em existências 793-Ganhos em existências
694-Perdas em imobilizações 62.529 794-Ganhos em imobilizações 12.494 1.053
695-Multas e penalidades 1 795-Beneficios de penalidades
contratuais
696-Aumentos de amortizações e de
provisões
246.074 59 796-Reduções de amortizações e de
provisões
60.576 5
697-Correcções relativas a
exercícios anteriores
9 797-Correcções relativas a
exercícios anteriores
2
698-Outros custos e perdas
extraordinários
2.599 798-Outros proveitos e ganhos
extraordinários
5 84
Resultados extraordinários 855 Resultados extraordinários 238.270
Total 311.347 1.142 Total 311.347 1.142

Foi constituída uma provisão para investimentos financeiros de 246.058 milhares de euros face à expectativa de perda de valor da participada Hermes, Lda.

Durante o período, foram alienadas as participações no Banco Expresso Atlântico, SA, Lillywhites, Ltd e Jerónimo Martins Distribuição Brasil, Ltd, alienações estas que geraram uma menos-valia de 62.070 milhares de euros. Deste montante 60.469 milhares de euros encontrava-se já provisionado, o que faz com que o impacto nas contas do exercício ascenda a 1.601 milhares de euros.

Neste mesmo período foram alienadas as participações na OniWay, SA, VMPS – Vidago Melgaço e Pedras Salgadas, SA e VMPS – Engarrafamento e Distribuição de Bebidas, SA, alienações estas que geraram uma mais-valia de 12.487 milhares de euros.

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas

Bernardes, Sismeiro e Associados, SROC, Lda. Avenida da Liberdade, 245 - 7º C 1250 - 143 Lisboa Portugal Telephone +351 21319 70 00 Facsimile +351 21316 11 12

Relatório de Revisão Limitada Elaborado por Auditor Registado na CMVM sobre a Informação Semestral (Individual)

Introdução

1 Para os efeitos do artigo 246.º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002, da Jerónimo Martins, SGPS, SA., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 1.134.514 milhares de euros e um total de capital próprio de 714.189 milhares de euros, incluindo um resultado líquido negativo de 166.553 milhares de euros) e na Demonstração dos resultados por naturezas do período findo naquela data e no correspondente Anexo.

2 As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.

Responsabilidades

3 É da responsabilidade do Conselho de Administração: (a) a informação financeira histórica, preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo CVM; (b) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (c) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (d) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.

4 A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita conforme exigido pelo CVM, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso trabalho.

Âmbito

5 O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida não contém distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu, principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da

Bernardes, Sismeiro e Associados, S.R.O.C., Lda. Inscrita na lista dos Revisores Oficiais de Contas sob o nº25

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas

informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicação, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

6 O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.

7 Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente parecer sobre a informação semestral.

Reservas

8 Consistentemente com o ano transacto e conforme referido na nota 1 do Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados, não tendo sido utilizadas as mesmas bases de preparação das demonstrações financeiras, individuais e consolidadas, nem tendo sido preparada informação que as torne comparáveis, continuou a ser utilizado, na valorização das Partes de capital em empresas filais e associadas, nas demonstrações financeiras individuais, o critério do custo de aquisição em detrimento do método de equivalência patrimonial. Caso tivessem sido seguidos exclusivamente os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, os efeitos da sua aplicação seriam os que se encontram demonstrados na nota acima referida.

9 Não obstante as considerações decorrentes da nota 10 do Anexo, os efeitos dos ajustamentos referidos no parágrafo anterior incorporam valores que pela sua natureza deveriam ter sido reconhecidos como resultados transitados nestas demonstrações financeiras.

Parecer

10 Excepto quanto aos efeitos das situações referidas nos parágrafos nºs 8 e 9 acima, com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002 contém distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas

Ênfase

11 Sem afectar o parecer expresso no parágrafo anterior, chamamos a atenção para o facto de que (i) tomando em consideração os efeitos da reserva incluída no parágrafo nº 8 supra, se poder inferir estar a Empresa na situação prevista no artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais e (ii) tomando em consideração os aspectos mencionados no Relatório de Gestão de 31 de Dezembro de 2001, se poder inferir, em termos de substância contabilística, não se verificar tal situação. Este aspecto deverá contudo ser avaliado também à luz do Decreto-Lei nº 162/2002 de 11de Julho e em particular o seu artigo 2º.

Lisboa, 05 de Setembro de 2002

Bernardes, Sismeiro & Associados, S.R.O.C., Lda. (Inscrita na Comissão de Valores Mobiliários sob o nº 219) representada por:

José Manuel de Oliveira Vitorino, R.O.C.