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Cofina SGPS Interim / Quarterly Report 2002

Sep 25, 2002

9978_ir_2002-09-25_e2e36d38-13d3-4fda-9505-427166658beb.pdf

Interim / Quarterly Report

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30 de Junho de 2002

Cofina, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta)

Rua General Norton de Matos, 68 4050-424 Porto Capital Social: 25.000.000 €

COFINA, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

Relatório do Conselho de Administração

Contas Individuais

Senhores accionistas

Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Cofina, SGPS, S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão da sua actividade individual relativa ao primeiro semestre de 2002.

A Cofina, SGPS, S.A. elaborou Contas Consolidadas, sobre as quais o Conselho de Administração emitiu um pormenorizado relatório. Deste modo, considera-se que o conteúdo da informação a produzir para as contas individuais é similar ao produzido para as contas consolidadas, reproduzindo-se no entanto algumas menções obrigatórias nos termos do Código das Sociedades Comerciais e do Código dos Valores Mobiliários.

DISPOSIÇÕES LEGAIS

Acções próprias

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 30 de Junho de 2002 a Cofina não detinha quaisquer acções próprias, tendo o movimento ocorrido durante o semestre sido como segue:

Número de Montante
acções (Euros)
31 de Dezembro de 2001 15.400 33.142
Aquisições - -
Alienações ( 15.400 ) ( 33.142 )
30 de Junho de 2002 - -

Estas acções foram movimentadas durante o período, conforme autorização concedida pela Assembleia Geral ocorrida em 27 de Abril de 2001.

Na alienação das acções próprias foi obtida uma mais valia no montante de € 4.682.

Acções detidas pelos órgãos sociais da Cofina

Nos termos e para os efeitos do disposto no art.º 447 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que os membros do Conselho de Administração eram, em 30 de Junho de 2002, detentores das seguintes acções representativas do capital social da Cofina, SGPS, S.A., tendo ocorrido os seguintes movimentos durante o período:

31/12/01 Aquisições Alienações 30/06/02
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 1.225.989 - - 1.225.989
João Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000 - - 1.145.000
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 426.250 - - 426.250
Domingos José Vieira de Matos 1.367.974 - - 1.367.974
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000 - - 1.145.000

Em 30 de Junho de 2002, o Fiscal Único e os membros da Mesa da Assembleia Geral da sociedade não possuíam nenhuma acção representativa do capital social.

Participação no Capital da Sociedade

Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas são como segue:

Superior a 2% dos direitos de voto

% directa
Acções detidas de direitos
em 30.06.02 de voto
Eng. Paulo Jorge dos Santos Fernandes 1.225.989 2,45%
Eng. João Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000 2,29%
Dr. Domingos José Vieira de Matos 1.367.974 2,74%
Dr. Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000 2,29%
% directa
Acções detidas de direitos
em 30.6.2002 de voto
Superior a 5% dos direitos de voto
BPI Ventures – S.G.P.S., S.A. 4.356.960 8,71%
Superior a 10% dos direitos de voto
Portuguese Smaller Companies Fund 5.003.000 10,01%
Superior a 20% dos direitos de voto
A Cofihold, S.G.P.S., S.A. detinha:
a) directamente: 10.500.000 21,00%
b) indirectamente através dos seus administradores:
Eng. Paulo Jorge dos Santos Fernandes 2,45%
Eng. João Manuel Matos Borges de Oliveira 2,29%
Dr. Domingos José Vieira de Matos 2,74%
Dr. Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 2,29%

A Cofina não foi notificada de qualquer transacção ocorrida durante o período nas participações detidas pela Portuguese Smaller Companies Fund e pela Cofihold, SGPS, S.A., não tendo igualmente recebido qualquer notificação de participações acima de 33% dos direitos de voto.

DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Os membros do Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.

Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pela importância de que se revestem e por se entender da mais elementar justiça, não queremos concluir sem expressar os agradecimentos, reconhecendo de modo especial a dedicação e empenho dos Colaboradores do Grupo Cofina. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.

Porto, 5 de Setembro de 2002.

O Conselho de Administração

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente

João Manuel Matos Borges de Oliveira

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Domingos José Vieira de Matos

Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira

BALANÇOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001

(Montantes expressos em Euro)

2002 2001
Activo Amortizações Activo Activo
Activo Notas bruto e provisões líquido líquido
Imobilizado:
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 8 e 10 461.818 450.846 10.972 32.921
Despesas de investigação e de desenvolvimento 10 76.682 76.682 - -
Imobilizações em curso 10 23.208 - 23.208 23.209
561.708 527.528 34.180 56.130
Imobilizações corpóreas:
Equipamento de transporte 10 32.522 31.337 1.185 6.434
Equipamento administrativo 10 114.786 56.556 58.230 32.197
Outras imobilizações corpóreas 10 87.046 50.627 36.419 9.203
234.354 138.520 95.834 47.834
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 10 e 16 168.879.427 399.966 168.479.461 107.218.902
Partes de capital em empresas associadas 10 e 16 156.900 - 156.900 14.205.036
Partes de capital em outras empresas 10 e 16 21.954.183 12.999.461 8.954.722 -
Títulos e outras aplicações financeiras - - - 7.830.783
Outros empréstimos concedidos 10 e 16 3.244.684 997.596 2.247.088 2.247.090
Adiantamentos por conta de investimentos financeiros 10 e 16 7.481.968 - 7.481.968 7.979.968
34 201.717.162 14.397.023 187.320.139 139.481.779
Circulante:
Dívidas de terceiros - Curto prazo:
Clientes, c/c 16 4.962.928 - 4.962.928 2.212.493
Adiantamentos a fornecedores - - - 8.445
Empresas do grupo 16 10.231.155 - 10.231.155 29.054.978
Estado e outros entes públicos 49 122.249 - 122.249 53.411
Outros devedores 5.052.868 - 5.052.868 4.960.526
20.369.200 - 20.369.200 36.289.853
Títulos negociáveis
Outros títulos negociáveis 17 4.491.781 4.491.781 -
Depósitos bancários e caixa:
Depósitos bancários 519.212 519.212 3.470.376
Caixa 414 414 474
519.626 519.626 3.470.850
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de proveitos 50 88.891 88.891 7.871
Custos diferidos 50 32.401 32.401 61.751
121.292 121.292 69.622
Total de amortizações 666.048
Total de provisões 14.397.023
Total do activo 228.015.123 15.063.071 212.952.052 179.416.068

O Anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2002.

BALANÇOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001

(Montantes expressos em Euro)

Capital próprio e passivo Notas 2002 2001
Capital próprio:
Capital 36 25.000.000 25.000.000
Acções próprias - valor nominal 40 - (212.383)
Acções próprias - descontos e prémios 40 - (744.800)
Prémios de emissão de acções 40 14.276.576 14.276.573
Reservas:
Reserva legal 40 3.806.765 2.046.707
Reservas livres 40 67.976.231 36.030.801
Resultado líquido do período 2.080.208 7.261.061
113.139.780 83.657.959
Passivo:
Provisões para riscos e encargos 34 2.743.388 2.743.388
Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo:
Empréstimos por obrigações 48 14.963.937 14.963.937
Dívidas a instituições de crédito 48 57.615.331 58.177.313
72.579.268 73.141.250
Dívidas a terceiros - Curto prazo:
Dívidas a instituições de crédito 48 6.568.341 1.226.599
Fornecedores, conta corrente 14.764 24.087
Fornecedores de imobilizado 78.934 -
Empresas do Grupo - 14.963.937
Estado e outros entes públicos 49 335.046 7.108
Outros credores 51 16.282.918 1.912.431
23.280.003 18.134.162
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de custos 50 1.209.613 1.739.309
Total do capital próprio e do passivo 212.952.052 179.416.068

O Anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2002.

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS POR NATUREZAS DOS PERÍODOS FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001

(Montantes expressos em Euro)

Custos e perdas Notas 2002 2001
Fornecimentos e serviços externosCustos com o pessoal: 500.274 153.415
Remunerações 65.468 30.915
Encargos Sociais 15.428 7.258
Amortizações do imobilizado
corpóreo e incorpóreo 10 30.808 24.516
Impostos 68.967 100.403
(A) 680.945 316.507
Amortizações e provisões de aplicações einvestimentos financeirosJuros e custos similares: 10 e 45 554.512 13.840.554
Outros 45 1.767.814 2.295.817
(C) 3.003.271 16.452.878
Custos e perdas extraordinários 46 19.167 3.420.517
(E) 3.022.438 19.873.395
Impostos sobre o rendimento do período 6 - -
(G) 3.022.438 19.873.395
Resultado líquido do período 2.080.208 7.261.061
5.102.646 27.134.456
Proveitos e ganhos Notas 2002 2001
Prestações de serviços 44 1.708.729 1.197.115
(B) 1.708.729 1.197.115
Rendimentos de participações de capital 45 3.162.597 23.360.586
Juros e proveitos similares:Outros 45 185.852 16.366
(D) 5.057.178 24.574.067
Proveitos e ganhos extraordinários 46 45.468 2.560.389
(F) 5.102.646 27.134.456
Resultados operacionais: (B) - (A) 1.027.784 880.608
Resultados financeiros: (D-B) - (C-A) 1.026.123 7.240.581
Resultados correntes: (D) - (C) 2.053.907 8.121.189
Resultados antes de impostos:Resultado líquido do período: (F) - (E)(F) - (G) 2.080.2082.080.208 7.261.0617.261.061

O Anexo faz parte integrante da demonstração de resultados do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002.

COFINA, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro - €)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Cofina, S.G.P.S., S.A. ("Cofina" ou "Empresa") é uma sociedade anónima, com sede no Porto e que tem como actividade principal a gestão de participações sociais (Nota 16), sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisboa.

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade e aquelas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.

1. DERROGAÇÃO DE PRINCÍPIOS CONTABILÍSTICOS

Dado que a Empresa prepara e apresenta demonstrações financeiras consolidadas, as quais, na opinião da Administração, reflectem de forma mais adequada a situação financeira da Empresa e os resultados das suas operações, a Empresa mantém nas contas individuais os investimentos financeiros ao custo de aquisição, não aplicando assim o método de equivalência patrimonial, tal como preconizado pelo Plano Oficial de Contabilidade e directrizes contabilísticas. Caso a empresa aplicasse o referido método, o activo em 30 de Junho de 2002 viria diminuído em € 51.629.922, as reservas viriam diminuídas em € 52.126.234, e o resultado líquido do período de seis meses findo nessa data viria aumentado em € 496.312.

3. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas, que compreendem essencialmente despesas com o aumento de capital, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de três anos.

b) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição.

As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:

Anos
Equipamento de transporte 4
Equipamento administrativo 4 a 10
Outras imobilizações corpóreas 10

c) Investimentos financeiros

As partes de capital em empresas do Grupo, associadas e outras empresas, bem como as participações em títulos e outras aplicações financeiras são registadas ao custo de aquisição adicionado de eventuais despesas de compra, sendo constituídas provisões para reduzir o montante dos investimentos financeiros ao seu valor líquido de realização, que no caso de empresas cotadas é entendido como equivalente ao seu valor de mercado.

Os rendimentos resultantes de investimentos financeiros (dividendos recebidos) são registados na demonstração de resultados do exercício em que é decidida e anunciada a sua distribuição (Nota 45).

d) Especialização de exercícios

A Empresa regista as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Nota 50).

e) Impostos diferidos

O imposto do exercício sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis da Empresa de acordo com as regras fiscais em vigor.

O Conselho de Administração da Cofina decidiu adoptar a disposição transitória prevista no parágrafo 72.b) da Directriz Contabilística n.º 28 – "Impostos sobre o Rendimento" segundo a qual é permitido a Empresa não reconhecer durante um período que não pode exceder cinco anos, os activos por impostos diferidos e os passivos por impostos diferidos relativos a situações aplicáveis à data da entrada em vigor da referida Directriz (1 de Janeiro de 2002). Enquanto existirem situações não relevadas que determinariam o reconhecimento de passivos por impostos diferidos e Grupo não procederá ao registo de activos por impostos diferidos.

A Empresa apresenta na Nota 6 do Anexo ao Balanço e à Demonstração dos resultados os impactos de tal medida.

f) Acções próprias

As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, sendo as mais ou menos valias geradas com a sua alienação registadas na rubrica "Reservas livres" (Nota 40).

g) Títulos negociáveis

Os títulos negociáveis correspondem a participações em empresas não cotadas, as quais são registadas ao mais baixo do custo de aquisição ou valor de mercado.

6. IMPOSTOS

Nos termos da legislação em vigor os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. Em 30 de Junho de 2002, os prejuízos fiscais reportáveis segundo as declarações entregues e outra informação da Empresa ascendem a, aproximadamente, € 14.000.000.

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de cinco anos, no que diz respeito ao exercício de 1997 e de quatro anos para os exercícios de 1998 e seguintes (dez anos para a Segurança Social) e, deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 1997 a 2001 poderão vir ainda ser sujeitas a revisão. A Administração da Empresa entende que as eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras anexas.

Durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002, a Empresa não calculou registou para impostos sobre lucros uma vez que os ganhos financeiros referentes a dividendos obtidos de empresas participadas (Nota 45) foram deduzidos no cálculo da matéria colectável do imposto, resultando assim num valor tributável negativo.

Estão em aberto obrigações fiscais de reinvestimento decorrentes de proveitos obtidos na alienação de participações financeiras, sendo que, é intenção do Conselho de Administração da Empresa cumprir com as obrigações de reinvestimento, decorrentes da legislação fiscal em vigor, através da aquisição de outras participações financeiras.

Conforme referido na Nota 3.e) o Conselho de Administração da Cofina decidiu não proceder ao registo de impostos diferidos aplicando para o efeito a medida transitória prevista na Directriz Contabilística n.º 28 – "Impostos sobre o Rendimento".

COFINA, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro - €)

Em 30 de Junho de 2002, o detalhe dos activos por impostos diferidos de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, e que não foram objecto de registo reportados a 1 de Janeiro de 2002, é como segue:

Relativos a: Activos por impostos diferidos1 de Janeiro de 2002
Prejuízos fiscais reportáveis 4.618.435
Provisões não aceites para efeitos fiscais 5.847.980
10.466.415

Caso a empresa não tivesse adoptado a disposição transitória prevista na Directriz Contabilística n.º 28 e procedesse ao registo dos activos por impostos diferidos relacionados com as diferenças temporárias acima referidas, o efeito da alteração de política contabilística , reportada a 1 de Janeiro de 2002 teria um impacto positivo no património de, aproximadamente, € 10.450.000.

O movimento ocorrido nos activos por impostos diferidos no período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002, e os impactos que existiriam caso aqueles activos e passivos tivessem sido objecto de registo contabilístico podem ser detalhados como segue:

Activos por impostos diferidos
Saldo inicial 10.466.415
Efeito em resultados:Provisões não aceites para efeitos fiscais 168.356
Saldo final 10.634.771

O detalhe dos prejuízos fiscais reportáveis da Empresa e correspondente ano limite de utilização, existentes em 30 de Junho de 2002, é como segue:

Montante Ano limite de utilização
Gerados em 1996 347.761 2002
Gerados em 1997 853.414 2003
Gerados em 1998 220.467 2004
Gerados em 1999 1.017.892 2005
Gerados em 2000 2.837.829 2007
Gerados em 2001 8.717.894 2008
13.995.257

7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL

Em 30 de Junho de 2002 e 2001 a empresa tinha ao seu serviço 5 e 2 pessoas, respectivamente.

8. DESPESAS DE INSTALAÇÃO

Em 30 de Junho de 2002, estas rubricas tinham a seguinte composição:

Despesas de instalação:
Despesas incorridas com aumentos de capital 343.427
Outras 118.391
-----------
461.818
Amortizações acumuladas ( 450.846 )
----------
10.972

======

10. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, imobilizações corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e provisões, foi o seguinte:

Activo bruto
Saldo Saldo
Rubricas Inicial Aumentos Alienações Transferência Final
s
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 461.818 - - - 461.818
Despesas de investigação e desenvolvimento 76.682 - - - 76.682
Imobilizações em curso 23.208 - - - 23.208
561.708 - - - 561.708
Imobilizações corpóreas:
Equipamento de transporte 32.522 - - - 32.522
Equipamento administrativo 72.325 22.145 - 20.316 114.786
Outras imobilizações corpóreas 50.559 36.487 - - 87.046
Imobilizações em curso 20.316 - - ( 20.316 ) -
175.722 58.632 - - 234.354
Investimentos financeiros (Nota 16) :
Partes de capital em empresas do grupo 168.868.071 18.856 7.500 - 168.879.427
Partes de capital em empresas associadas 156.900 - - - 156.900
Partes de capital em outras empresas 21.235.106 719.077 - - 21.954.183
Outros empréstimos concedidos 3.244.684 - - - 3.244.684
Adiantamentos por conta de investimentos financeiros 7.481.968 - - - 7.481.968
200.986.729 737.933 7.500 - 201.717.162

Amortizações acumuladas e provisões

Rubricas SaldoInicial Reforços Alienações SaldoFinal
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 439.874 10.972 - 450.846
Despesas de investigação e desenvolvimento 76.682 - - 76.682
516.556 10.972 - 527.528
Imobilizações corpóreas:
Equipamento de transporte 30.152 1.185 - 31.337
Equipamento administrativo 44.919 11.637 - 56.556
Outras imobilizações corpóreas 43.613 7.014 - 50.627
118.684 19.836 - 138.520
Investimentos financeiros (Nota 34):
Partes de capital em empresas do grupo 399.966 - - 399.966
Partes de capital em outras empresas 12.444.949 554.512 - 12.999.461
Outros empréstimos concedidos 997.596 - - 997.596
13.842.511 554.512 - 14.397.023

O aumento verificado na rubrica "Partes de capital em outras empresas" corresponde essencialmente à aquisição de uma participação adicional na VAA – Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A.

16. EMPRESAS DO GRUPO, ASSOCIADAS E PARTICIPADAS

Em 30 de Junho de 2002, a composição dos investimentos financeiros em empresas do Grupo, associadas e em outras empresas, bem como informação financeira obtida das demonstrações financeiras naquela data das principais participações, eram como segue:

a) Partes de capital em empresas do Grupo

Nome % Montante Activo Total doCapital Próprio ProveitosTotais ResultadoLíquido
Cofina Com II, SGPS, S.A.IMC – Inv. Média e Conteúdos, SGPS, S.A.Celulose do Caima, SGPS, S.A.F. Ramada, Aços e Indústrias, S. A.Outras participações 3,22%100%85,43%100% 643.96794.298.52643.346.28230.119.053471.599 11.093.71363.902.512113.023.05870.701.094 3.876.39717.003.02569.023.90624.213.780 12.330.085734.77924.733.66531.363.735 385.066( 368.808 )2.770.5591.369.015
168.879.427

Os montantes registados na rubrica do activo "Empresas do Grupo" referem-se a empréstimos para financiamento de tesouraria concedidos a empresas participadas pela Cofina, os quais não têm plano de reembolso definido, e o seu detalhe é como segue:

CofinaGest.Com, Consultoria, S.A. 1.670.972
Investec, SGPS, S.A. 3.123.286
Outras empresas 5.436.897
10.231.155

b) Partes de capital em empresas associadas

Em 30 de Junho de 2002, esta rubrica inclui participações em empresas não cotadas.

c) Partes de capital em outras empresas

Em 30 de Junho de 2002, esta rubrica inclui o valor da participação de 19,85% na VAA – Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. no montante de € 21.215.019 para a qual a Cofina constituiu, durante o período e em exercícios anteriores, provisões no montante de € 12.999.461 (Nota 34), tendo em conta a cotação das acções desta participada na Euronext Lisboa.

d) Outros empréstimos concedidos

Em 30 de Junho de 2002, esta rubrica é constituída por um montante concedido a uma participada a título de suprimentos.

Adicionalmente, de acordo com o princípio contabilístico da prudência, foram constituídas em exercícios anteriores provisões para riscos e encargos para fazer face a perdas no valor de realização deste empréstimo (Nota 34).

e) Adiantamento por conta de investimentos financeiros

Esta rubrica corresponde a um adiantamento efectuado a uma empresa do grupo para futuro aumento de capital.

Adicionalmente, a Cofina preparou demonstrações financeiras consolidadas das quais se apresenta um resumo dos principais dados financeiros:

Junho de 2002 Junho de 2001
Total do activo líquido consolidado 349.915.022 352.475.616
Total do capital próprio consolidado 61.509.858 54.932.148
Total dos interesses minoritários 11.322.385 31.600.079
Lucro consolidado do período 2.576.520 2.309.057

f) Clientes

Os saldos a receber de clientes são originados, fundamentalmente, por prestações de serviços a Empresas do Grupo (Nota 44).

17. TÍTULOS NEGOCIÁVEIS

Em 30 de Junho de 2002 esta rubrica é constituída por uma participação de 4,64% na TVI – Televisão Independente, S.A. adquirida no segundo semestre de 2001.

22. GARANTIAS PRESTADAS

A Cofina tinha constituída em 30 de Junho de 2002 uma caução por depósito de 2.048.304 acções da VAA - Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A., a favor do Banco BPI, S.A. como garantia de um empréstimo no montante de € 2.182.240.

Tinha igualmente constituído um penhor de 2.021.913 acções da VAA - Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. e de 233.995 acções da F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. como garantia de um empréstimo no montante de

€ 3.740.984 contraído junto do Banco BPI, S.A..

Durante o exercício de 2000, e na sequência da Oferta Pública de Aquisição sobre a Companhia de Celulose do Caima (actualmente designada Celulose do Caima, SGPS, S.A.) foi constituído um penhor de 500.000 acções desta empresa (correspondentes a 2.995.000 acções após o Stock Split ocorrido no semestre) para garantia de um crédito de mutúo no montante máximo de € 29.184.687 obtido junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A. e da Caixa – Banco de Investimento, S.A. destinados ao financiamento daquela operação.

Durante o exercício de 2001, a Cofina constituiu um penhor de 1.000 acções da IMC - Investimentos, Média e Conteúdos, S.A. e de 3.846.937 acções da VAA - Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. para garantia de um empréstimo de € 29.927.874 junto do Banco BPI, S.A..

Adicionalmente, a Cofina tinha constituídas garantias bancárias no montante de € 7.481.968 para garantia dos programas de papel comercial existentes, os quais em 30 de Junho de 2002 não estavam a ser utilizados.

34. MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES

Durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002 verificaram-se os seguintes movimentos nas contas de provisões:

Saldo Aumentos Reduções Saldo
inicial (Nota 45) (Nota 46) final
Provisões para riscos e encargos 2.743.388 - - 2.743.388
Provisões para investimentos financeiros 13.842.511 554.512 - 14.397.023
Provisões para títulos negociáveis 44.342 - 44.342 -
16.630.241 554.512 44.342 17.140.411

A rubrica "Provisões para riscos e encargos" diz respeito à melhor estimativa do Conselho de Administração da Empresa para dar cobertura a riscos e outros encargos relacionados com os seus investimentos financeiros, bem como outros riscos relacionados com a sua actividade e o desenvolvimento das operações do Grupo.

O aumento verificado nas provisões para investimentos financeiros corresponde à provisão constituída durante o período para reduzir a participação detida na VAA – Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. ao seu valor de mercado (Nota 16).

36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Em 30 de Junho de 2002, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, era composto por 50.000.000 acções com o valor nominal de 50 cêntimos de Euro cada.

37. IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS COLECTIVAS COM MAIS DE 20% DO CAPITAL

As seguintes pessoas colectivas detêm mais de 20% do capital subscrito em 30 de Junho de 2002:

  • Cofihold, SGPS, S.A.

40. VARIAÇÃO NAS OUTRAS RUBRICAS DE CAPITAL PRÓPRIO

O movimento ocorrido nas outras rubricas de capital próprio durante o primeiro semestre de 2002 foi como segue:

Saldoinicial Aumentos Diminuições Transferências Saldofinal
Acções próprias – valor nominal ( 7.700 ) - 7.700 - -
Acções próprias – prémios e descontos ( 25.442 ) - 25.442 - -
Prémios de emissão de acções 14.276.576 - - - 14.276.576
Reservas:
Reserva legal 2.079.847 - - 1.726.918 3.806.765
Reservas livres 35.997.330 4.682 - 31.974.219 67.976.231

A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinada ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

De acordo com o deliberado na Assembleia Geral datada de 30 de Abril de 2002, o Conselho de Administração da Cofina pode, durante um período de 18 meses a contar da data da Assembleia Geral, adquirir ou alienar acções próprias na Bolsa de Valores dentro dos limites legais e de acordo com outras condições relacionadas com: (i) o número máximo de acções a adquirir; (ii) os preços mínimo e máximo de aquisição; (iii) os preços mínimos de alienação. Adicionalmente, foi deliberado que o resultado líquido do exercício de 2001 fosse distribuído como segue:

Reserva legal 1.760.060
Reservas livres 31.941.077
Dividendos 1.500.000
----------------35.201.137=========

Para além da aplicação do resultado do exercício de 2001, a coluna "Transferências" inclui um montante de € 33.142 reclassificado entre Reserva Legal e Reservas Livres correspondente à disponibilização de um valor equivalente ao montante das acções próprias alienadas durante o período, conforme definido pela legislação comercial.

44. PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS POR ACTIVIDADE E MERCADOS GEOGRÁFICOS

As prestações de serviços referem-se a assessoria de gestão a empresas participadas, com sede em Portugal (Nota 16).

45. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros para os períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2002 e 2001 têm a seguinte composição:

2002 2001
Custos e perdas:
Juros suportados 1.634.033 2.295.817
Provisões para investimentos financeiros (Notas 16 e 34) 554.512 13.840.554
Perdas na alienação de alienação de títulos 58.126 -
Outros custos e perdas financeiros 75.655 -
--------------2.322.326 ---------------16.136.371
Resultados financeiros 1.026.123 7.240.581
--------------3.348.449 ---------------23.376.952
======== =========
Proveitos e ganhos:
Juros obtidos 100.527 16.126
Ganhos de participações de capital 3.162.597 23.360.586
Ganhos na alienação de aplicações de financeiras 85.325 -
Descontos de pronto pagamento - 240
--------------3.348.449 --------------23.376.952
======== =========

A rubrica "Ganhos de participações de capital " refere-se a dividendos recebidos de empresas participadas durante o exercício de 2002.

46. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Os resultados extraordinários para os períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2002 e 2001 têm a seguinte composição:

2002 2001
Custos e perdas:
Donativos 12.610 5.148
Correcções relativas a exercícios anteriores 6.555 -
Perdas em Imobilizações - 3.415.369
Outros custos e perdas extraordinários 2 -
----------19.167 --------------3.420.517
Resultados extraordinários 26.301 ( 860.128 )
----------45.468 --------------2.560.389
====== ========
Proveitos e ganhos:
Reduções de Provisões (Nota 34) 44.342 1.995.192
Benefícios de penalidades contratuais - 544.687
Correcções relativas a exercícios anteriores 929 20.510
Outros proveitos e ganhos extraordinários 197 -
----------45.468 -------------2.560.389
====== ========

48. EMPRÉSTIMOS

Em 30 de Junho de 2002, o detalhe dos empréstimos obtidos era o seguinte:

Empréstimos bancários: Curtoprazo Médio elongo prazo
Empréstimos internosEmpréstimo obrigacionista 6.568.341- 57.615.33114.963.937
--------------6.568.341======== ----------------72.579.268=========

Durante o exercício de 1998, foi emitido, pela Empresa, um empréstimo obrigacionista com direitos de subscrição de acções escriturais e ao portador no montante de € 14.963.936,91 por subscrição pública directa reservada a accionistas cujas características são as seguintes: (i) valor nominal de € 4,99; (ii) a cada obrigação será atribuído um direito de subscrição ("Warrants") de 3,33(3) acções da Cofina, SGPS, S.A., com valor nominal de € 0,5 por acção, ao preço de exercício de € 1,75 por acção; (iii) os "Warrants" poderão ser exercidos durante os meses de Julho de 2001 e Julho de 2003; (iv) o presente empréstimo tem a duração de 5 anos e será amortizado de uma só vez no seu termo, 7 de Agosto de 2003; (v) vence juros a uma taxa anual nominal de 3% e capitalizável semestralmente; (vi) os juros serão pagos semestral e postecipadamente contando-se a partir da data de subscrição; (vii) o reembolso será efectuado ao valor nominal de uma só vez, podendo ser efectuado reembolso antecipado de parte ou totalidade da dívida, pela Cofina, a partir da data de reembolso do 4º período de contagem de juros; e (viii) os juros das obrigações estão sujeitos a retenção na fonte de IRS e IRC à taxa liberatória de 20%, estando isentos do imposto sobre sucessões e doações.

Em 30 de Junho de 2002, os empréstimos bancários venciam juros a taxas de mercado, e os montante classificados a médio e longo prazo tinham o seguinte plano de reembolso previsto:

=========
57.615.331
---------------
2007 e seguintes 8.978.361
2006 6.401.239
2005 16.545.134
2004 16.981.582
2003 - 2º semestre 8.709.015

49. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

Em 30 de Junho de 2002, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:

Saldos devedores:
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas:
Retenção na fonte 94.203
Sobre capitais 22.438
Outros 5.608
-----------122.249
======
Saldos credores:
Imposto sobre o Valor Acrescentado 320.308
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares- Retenções na fonte 12.003
Contribuições para a Segurança Social 2.735
-----------
335.046
======

50. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

Em 30 de Junho de 2002, os saldos destas rubricas tinham a seguinte composição:

Acréscimos de proveitos:Juros a receber 88.891======
Custos diferidos:
Despesas com a emissão de obrigaçõesOutros 26.1196.282
---------
32.401
Acréscimos de custos: =====
Juros a liquidar 1.157.814
Remunerações a liquidar 34.435
Outros 17.364
-------------1.209.613
========

As despesas com a emissão do empréstimo obrigacionista são reconhecidas como custos no período de duração do referido empréstimo (Nota 48).

51. OUTROS CREDORES

Em 30 de Junho de 2002, a rubrica do passivo "Outros credores" podia ser detalhada como segue:

Outros 71.986---------------
16.282.918

O montante devido à BPI Ventures, S.G.P.S., S.A. refere-se à aquisição de uma participação adicional de 20 % no capital da participada IMC – Investimentos, Média e Conteúdos, SGPS, S.A. durante o segundo semestre de 2001, o qual será liquidado até Agosto de 2004.

MAGALHÃES, NEVES E ASSOCIADOS

SOCIEDADE DE REVISORES OFICIAIS DE CONTAS INSCRIÇÃO N.º 95 REGISTO NA CMVM nº 223 NIPC 502 558 610

RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR

REGISTADO NA CMVM SOBRE INFORMAÇÃO SEMESTRAL INDIVIDUAL

(Montantes expressos em Euro - €)

Introdução

    1. Para os efeitos do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002 da Cofina S.G.P.S., S.A. ("Empresa"), incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de € 212.952.052 e um total de capital próprio de € 113.139.780 , incluindo um resultado líquido de € 2.080.208) e na Demonstração dos resultados do período de seis meses findo naquela data e no correspondente Anexo.
    1. As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação da informação financeira histórica semestral de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (ii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iii) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (iv) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita e em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.

Âmbito

    1. O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.
    1. O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.

MAGALHÃES, NEVES E ASSOCIADOS

  1. Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação financeira semestral.

Reserva

  1. As demonstrações financeiras anexas referem-se à Empresa em termos individuais e não consolidados, tendo ainda sido preparadas demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com os requisitos legais. Os investimentos financeiros nas empresas participadas estão registados ao custo de aquisição, pelo que as demonstrações financeiras individuais anexas não reflectem o efeito ao nível dos resultados e capitais próprios que resultaria caso o método da equivalência patrimonial tivesse sido utilizado, sendo apresentada na Nota 16 informação financeira relativa às suas empresas participadas, bem como um resumo das demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2002 e 2001, que evidenciam, relativamente àquelas datas, um total de balanço consolidado de € 349.915.022 e € 352.475.616 e capitais próprios consolidados de € 61.509.858 e € 54.932.148, incluindo resultados líquidos consolidados de € 2.576.520 e € 2.309.057, respectivamente.

Parecer

  1. Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, à excepção dos efeitos do assunto mencionado no parágrafo 8 acima, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002 não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Ênfase

  1. Conforme referido na Nota 6 do Anexo, a Empresa registou em exercícios anteriores ganhos relativos a alienações de participações financeiras parte das quais a outras empresas do Grupo. De acordo com a política seguida em anos anteriores, é intenção do Conselho de Administração da Empresa cumprir com as respectivas obrigações fiscais de reinvestimento através da aquisição de outras participações financeiras, nos termos da legislação em vigor.

Porto, 5 de Setembro de 2002

MAGALHÃES, NEVES E ASSOCIADOS - SROC Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves

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30 de Junho de 2002

Introdução Enquadramento macroeconómico Áreas de negócio Evolução bolsista Análise financeira Governo das Sociedades Perspectivas futuras Disposições legais Declaração de responsabilidade Considerações finais

Cofina, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta)

Rua General Norton de Matos, 68 4050-424 Porto Capital Social: 25.000.000 €

COFINA, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

Relatório do Conselho de Administração

Contas Consolidadas

Senhores accionistas

Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Cofina, SGPS, S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo ao primeiro semestre de 2002.

INTRODUÇÃO

O primeiro semestre de 2002 não trouxe alterações relevantes à estrutura do Grupo Cofina.

À semelhança de outros grandes grupos nacionais, a Cofina aproveita o actual momento de menor actividade e crescimento económico a nível nacional e internacional para consolidar a sua organização, após as importantes transformações realizadas em 2001, nomeadamente com o lançamento da Operação Pública de Aquisição sobre a F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. e a aquisição dos remanescentes 20% da IMC – Investimentos, Média e Conteúdos, SGPS, S.A., empresa detentora da quase totalidade do capital da Investec, SGPS, S.A.

Em Janeiro de 2002 foi realizada a escritura pública que deu execução ao processo de reestruturação do Grupo Caima, objecto de aprovação pelos seus accionistas na Assembleia Geral realizada em 2 de Fevereiro de 1999. O processo de reestruturação implementado compreendeu, nomeadamente, a conversão da Companhia de Celulose do Caima S.A. em Sociedade Gestora de Participações Sociais (SGPS), e a constituição de uma nova sociedade denominada Caima – Indústria de Celulose, S.A., para a qual foram transferidos todos os activos e passivos afectos à actividade operacional do fabrico e comercialização de pasta de papel desenvolvida anteriormente pela Companhia de Celulose do Caima, S.A.

ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO

Enquadramento internacional

Apesar de alguns países estarem ainda a braços com graves problemas económicos (veja-se a exemplo os casos do Brasil e da Argentina), a expectativa geral atira para 2003 o início do ciclo de retoma da economia mundial.

No final do primeiro semestre de 2002 a actividade nos Estados Unidos cresceu a um ritmo mais fraco do que nos primeiros meses do ano, em face dos reduzidos aumentos do consumo privado. O movimento ascendente da actividade económica permitiu um incremento, ainda que moderado, no nível de confiança dos industriais, impulsionado, igualmente, por um aumento geral do volume de encomendas, situando-se, actualmente, ao nível dos índices verificados no início de 2000.

Acompanhando o movimento da economia, o nível de emprego nos EUA estabilizou, depois de ter verificado quebras relevantes desde o início da recessão, situando-se actualmente em 5,9%.

Na Europa Comunitária o Produto Interno Bruto apresentou uma evolução ligeiramente positiva ao longo do semestre, impulsionado principalmente pelo crescimento das exportações líquidas. Os níveis de confiança dos industriais começam a inverter a tendência decrescente verificada durante 2001, e a variação homóloga do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) cifrou-se em Junho em 1,8%, valor inferior aos restantes meses do primeiro semestre, motivada pela desaceleração dos preços dos produtos alimentares e dos bens energéticos.

Enquadramento nacional

A balança comercial nacional assistiu a um evolução positiva durante o primeiro semestre de 2002, com as exportações de mercadorias a crescerem 3%, contra uma variação negativa das importações de cerca de 2%, em grande parte provocada pela redução dos preços do petróleo a nível mundial.

Em Junho de 2002 a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) situou-se em cerca de 3,5%, contra uma variação de 4% em Junho de 2001, em virtude da já mencionada descida dos preços do petróleo e da antecipação do período de saldos dos artigos de vestuário e calçado em relação ao mesmo período do ano anterior.

Durante o primeiro semestre de 2002, o Indicador Coincidente de Actividade publicado pelo Banco de Portugal, que espelha a actividade no comércio e indústria nacional, verificou um crescimento inferior ao observado ao longo do ano anterior, resultando esta pior performance parcialmente do menor dinamismo do comércio a retalho e da construção.

O consumo privado registou um fraco crescimento durante o semestre, com uma redução das despesas efectuadas em bens de carácter duradouro, nomeadamente com a redução das vendas de veículos ligeiros de passageiros em cerca de 8,5% durante o primeiro semestre.

Perspectivas futuras

A nível nacional, as perspectivas para o segundo semestre de 2002 são de uma diminuição da desaceleração do crescimento do PIB, com um crescimento esperado entre 0% e 1%, sendo as expectativas para o ano de 2003 de uma recuperação mais acentuada.

A performance esperada da actividade económica em 2003 ficará a dever-se à envolvente externa mais dinâmica e à recuperação da confiança dos agentes económicos, com um aumento da carteira de encomendas. As projecções efectuadas pelos organismos europeus indicam um crescimento económico a variar entre 0,9% e 1,5% em 2002 e entre 2,1% e 3,1% em 2003.

Ao nível da inflação, está projectado para 2002 um intervalo de variação média do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) entre 3,5% e 4,5% (tendo o valor deste índice sido de 4,4% em 2001), com este mesmo intervalo a variar em 2003 entre 2% e 4%.

ÁREAS DE NEGÓCIO

O Grupo Cofina possui participações em diversas áreas de negócio da economia nacional, sendo essa uma das razões do seu crescimento sustentado.

O organigrama da participações mais relevantes do grupo, em função das diversas áreas de negócio, é o seguinte:

A. Aços e Sistemas de Armazenagem

Este é um dos sectores tradicionais em que a sociedade aposta na sua carteira de participações, através da F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. Seguindo a estratégia definida para esta participada, durante o segundo semestre de 2001 a Cofina lançou uma Operação Pública de Aquisição sobre as acções que se encontravam dispersas em bolsa, operação concluída com êxito no final desse exercício.

Esta sociedade, sediada em Ovar e nome de referência no mercado português, tem dado nos últimos tempos cada vez maior importância a um novo segmento de negócio – os sistemas de armazenagem – área que permite um maior valor acrescentado ao produto final.

Neste sentido têm sido efectuados investimentos avultados no sentido de permitir o aumento da capacidade produtiva nesta área de negócio, quer ao nível da empresa em termos individuais, quer através da aquisição de participações em empresas nesta área, especificamente, na Storax Racking Systems, Ltd., com sede no Reino Unido.

A F. Ramada detém ainda participações maioritárias em empresas mais especializadas dentro do seu sector, quer em Portugal, quer em outros países comunitários, como sejam a Universal Afir, dedicada à comercialização de aços especiais, a B.P.S. Equipments, sediada em França, e a Storax Racking Systems, já mencionada anteriormente.

B. Pasta de Papel

A empresa participa neste sector através da Celulose do Caima, SGPS, S.A., na qual detém actualmente uma participação de 85,4% após a consolidação em 2000 da posição que já detinha. Esta sociedade, anteriormente denominada Companhia de Celulose do Caima, S.A., sofreu uma reestruturação no início de 2002, tendo então sido criada a Caima – Indústria de Celulose, S.A., empresa dedicada à actividade de produção de pasta de papel, detida na sua totalidade pela Celulose do Caima, SGPS. Esta sociedade detém ainda a totalidade do capital da Silvicaima e da Inflora, empresas dedicadas

exclusivamente à gestão e exploração dos recursos florestais próprios e arrendados e da Caima Energia, dedicada à produção de energia térmica e eléctrica para abastecimento da unidade de produção de pasta de papel.

A actividade comercial da Caima – Indústria de Celulose, S.A., durante o semestre denotou uma performance superior à do período homólogo do ano anterior, com o volume de vendas a atingir cerca de 54 mil toneladas de pasta de papel, representando um incremento de cerca de 19%. Este esforço nas vendas efectuadas não foi, no entanto, suficiente para manter os resultados operacionais do grupo Caima, que caíram aproximadamente 57% em virtude da redução dos preços da pasta no mercado mundial verificada ao longo do semestre.

Conforme divulgado atempadamente, o Grupo Enron, com o qual foram celebrados durante o exercício de 2000 contratos de futuros sobre o preço da pasta de papel por um período de cinco anos, entrou em mora relativamente aos pagamentos que se encontrava obrigado a efectuar, ao abrigo dos referidos contratos. Deste modo a Caima – Indústria de Celulose deixou de dispor de um instrumento de cobertura de risco da oscilação do preço da pasta de papel nos mercados internacionais, pelo que se encontra actualmente em situação de igualdade face à concorrência estando exposta aos ciclos do mercado.

O grupo Caima manteve a sua política de investimentos no sentido de cumprir com as mais exigentes normas ambientais, tendo concretizado alguns projectos de melhoria, nomeadamente o tratamento de água captada por ozono.

C. Media e Conteúdos

A participação nesta área de negócios é concretizada através da IMC – Investimentos, Media e Conteúdos, S.G.P.S., S.A., que detém uma participação de 99,99% na Investec – S.G.P.S., S.A. Este grupo por sua vez inclui empresas como:

  • Impala Estúdio, S.G.P.S., S.A.
  • Edisport Sociedade de Participações Desportivas, S.A.
  • Media Fin Sociedade Editora, S.A.
  • Presselivre Impresa Livre S.A.
  • Ferreira & Bento, Lda.
  • Cofina.Com II, S.G.P.S., S.A.
  • Easysoft Software e Sistemas ,S.A.
  • Whatevernet Sistemas de Informação em Rede, S.A.
  • Chip 7 Computadores, Multimédia e Serviços, S.A.

e títulos tão diversos como os jornais "Record", "Jornal de Negócios" ou "O Correio da Manhã" e as revistas "Máxima", "Automotor", "Rotas e Destinos" e "PC Guia", entre outros.

Incluídas dentro do grupo Investec encontram-se ainda empresas gestoras de portais na Internet, dedicadas nomeadamente à difusão de informação económica (www.negocios.pt), do sector automóvel (www.automotor.pt)/) e de férias e lazer (www.netviagens.com).

Durante o ano 2001 a Investec procedeu a um esforço de integração das suas bases operacionais, procedendo à centralização dos serviços de marketing, recursos humanos, informática, financeiros e administrativos de diversas empresas do grupo, estando actualmente a retirar dividendos da reestruturação levada a cabo.

É de realçar que a facturação publicitária dos jornais diários – Correio da Manhã e Record – aumentou em aproximadamente 1%, enquanto que a generalidade da imprensa diária portuguesa, de acordo com a APAP relativamente ao primeiro semestre do ano, registou uma quebra motivada pela crise económica instalada em Portugal de aproximadamente 12%

Adicionalmente, o Grupo Investec inclui ainda as seguintes áreas de negócio:

  • ♦ Material Informático e E-commerce área a que se dedica a Chip 7 Computadores, Multimédia e Serviços, S.A. e que se encontra actualmente em franca expansão com o aumento dos seus postos de venda.
  • ♦ Televisão por Cabo a Cofina, através da sua participada Cofina.com II, SGPS, S.A., detêm uma participação de 25% na TVTel Grande Porto, S.A., empresa que se encontra em fase de expansão tendo iniciado a sua actividade operacional de difusão de sinal de televisão por Cabo durante o exercício de 2001.
  • ♦ Desenvolvimento de Software nesta área o Grupo Investec detém participações relevantes na Easysoft – Software e Sistemas, S.A. bem como na Whatevernet – Sistemas de Informação em Rede, S.A. ambas as quais contribuíram positivamente para a performance financeira do Grupo Cofina e apresentam perspectivas de crescimento para o próximo exercício.
  • D. Cristal, Vidro e Porcelanas

A participação da Cofina nestes sectores, apesar de minoritária, é considerada estratégica, e concretiza-se no Grupo VAA – Vista Alegre Atlantis, S.G.P.S., S.A., resultado do processo de reestruturação iniciado em 2000 e concluído em 1 de Junho de 2001 com a fusão da Atlantis – Cristais de Alcobaça, S.A. e da Fábrica de Porcelanas Vista Alegre, S.A.. Este processo, que procurou criar sinergias entre os dois grupos, nomeadamente no que se refere à comercialização das suas principais marcas – "Atlantis" e "Vista Alegre" – deverá começar a produzir resultados relevantes durante o ano 2003.

EVOLUÇÃO BOLSISTA

(Nota: consideramos o PSI 20 como um índice com valor inicial idêntico ao do titulo em análise por forma a possibilitar uma melhor comparação das variações das acções)

O clima de incerteza que assolou o mercado de capitais em 2001 manteve-se durante o primeiro semestre de 2002, em virtude, quer da situação económica mundial e nacional, quer no seguimento das falências ocorridas no mercado norte-americano e das fortes quedas de alguns dos principais títulos do mercado de capitais nos Estados Unidos. Obviamente que, com a crescente globalização dos mercados, estes abalos ocorridos nas bolsas americanas repercutiram-se sobre os mercados europeus em geral e no mercado bolsista nacional em particular.

Neste sentido, verificamos uma quebra de cerca de 13% no índice PSI 20 (principal índice bolsista da Euronext Lisboa) durante o primeiro semestre de 2002, sendo que a perda acumulada desde o início de 2001 atinge já os 34%.

As acções da Cofina, que integram o índice PSI 20 da Euronext Lisboa, conseguiram de alguma forma contornar as condicionantes que moldaram o mercado durante o primeiro semestre e obter a confiança dos investidores, valorizando-se neste período em cerca de 7%, com aproximadamente 4,3 milhões de títulos transaccionados, número muito relevante se tivermos em conta que o capital social da Cofina é composto por 50 milhões de acções. A cotação final das acções da Cofina situou-se nos 2,33 €, atingindo assim uma capitalização bolsista de,

aproximadamente, 116 milhões de Euro.

As acções da F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. deixaram de ser cotadas na Euronext Lisboa em virtude da Operação Pública de Aquisição (OPA) lançada pela Cofina no final do exercício de 2001, e que permitiu o controlo total das acções desta participada.

As acções da empresa participada Celulose do Caima, SGPS, S.A. continuaram a

Evolução das acções da Celulose do Caima

contrariar as variações do mercado de capitais, com uma valorização no semestre de cerca de 12%, após já terem verificado uma valorização de cerca de 49% em 2001. Estes títulos continuam no entanto a verificar uma liquidez muito reduzida, com as acções transaccionadas durante o semestre a representar menos de 0,1**%** dos direitos de voto, facto em grande parte provocado pela já elevada percentagem de participação que a Cofina detém nesta empresa.

Em virtude das transformações na estrutura do grupo Caima, durante o mês de Abril de 2002, a Celulose do Caima efectuou um stock split das suas acções, com um factor

de atribuição de 4,99 novas acções por cada acção anteriormente detida, através da emissão de 18.023.880 novas acções, passando assim o seu capital social a ser representado por 21.635.880 acções de valor nominal de 1 Euro. Para uma melhor análise visual da evolução das acções da Celulose do Caima e comparação com a evolução do índice PSI 20, proporcionalizamos o stock split ocorrido. As acções da Celulose do Caima terminaram o semestre cotadas em 4,61 € e com uma capitalização bolsista de 99,7 milhões de Euro.

As acções do Grupo VAA – Vista Alegre Atlantis, onde a Cofina detém uma participação

o semestre.

Evolução das acções da VAA - Vista Alegre Atlantis

minoritária, sofreram durante o semestre uma desvalorização de cerca de 10%, denotando ainda assim uma melhor performance do que o PSI 20 que apresentou uma desvalorização de 13% no mesmo período. A cotação no final do semestre cifrou-se nos 0,75 € com uma capitalização bolsista de, aproximadamente, 40,5 milhões de Euros, e com cerca de 6% do total das acções da empresa a serem transaccionadas durante

ANÁLISE FINANCEIRA

Dada a importância de que se revestem para uma melhor compreensão da actividade da sociedade, apresentamos seguidamente a evolução de alguns indicadores financeiros da Cofina e das suas participadas reportados a 30 de Junho de 2002 e 2001.

Cofina, SGPS, S.A.

(valores em milhares de euros) Junho de 2002 Junho de 2001
Balanço
Activo Líquido 349.915 352.476
Capitais Próprios 61.510 54.932
Interesses Minoritários 11.322 31.600
Dívida remunerada
Médio e longo prazo 133.947 152.355
Curto prazo 39.981 24.368
Endividamento líquido 147.871 138.090
Demonstração de Resultados
Vendas e Prestações de Serviços 107.021 101.583
Resultados Operacionais 9.146 9.274
Resultados Financeiros ( 3.315 ) ( 8.459 )
Resultados Correntes 5.831 815
Interesses Minoritários 1.124 2.120
Resultado Líquido Consolidado 2.577 2.309
Indicadores
Rentab. Operacional do Vol. Negócios 8,55% 9,12%
ROE anualizado 8,4% 8,4%
EBITDA (a) 19.360 20.504

(a) Resultado operacional + Amortizações + Provisões

A variação mais relevante a nível do balanço consolidado é a redução acentuada dos interesses minoritários, motivada pelas aquisições efectuadas durante o segundo semestre de 2001 das percentagens remanescentes da IMC – Investimento, Média e Conteúdos, SGPS, S.A. (detentora do Grupo Investec) e da F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A., passando assim a Cofina a deter a totalidade dos direitos de voto nestas duas empresas.

Ao nível da demonstração de resultados, a redução da dívida remunerada e a sua reestruturação permitiu a melhoria dos Resultados Financeiros consolidados do semestre.

As condições da envolvente económica, através de uma maior pressão sobre as margens praticadas, provocaram uma ligeira redução do Resultado Operacional.

O resultado liquido do período é superior ao do período homólogo do ano anterior em aproximadamente 12%, demonstrando o dinamismo do Grupo Cofina face às adversidades da envolvente económica actual, bem como uma performance superior à da generalidade das empresas a nível nacional.

(valores em milhares de Euro) Junho de 2002 Junho de 2001
Volume de negócios 23.842 24.828
Resultados operacionais maisamortizações e provisões 5.795 8.541
Capitais próprios 69.024 97.132
Rentab. Operac. Vol. Negócios 11,6% 19,5%
ROE anualizado 8,0% 8,0%

Celulose do Caima, SGPS

Pela análise dos indicadores apresentados verificamos uma ligeira redução do volume de negócios, em virtude da conjuntura negativa sentida no mercado internacional de pasta de papel. Se a este facto adicionarmos a perda do instrumento de cobertura dos preços da pasta de papel, no seguimento da falência da Enron, vemos justificada a queda dos resultados operacionais e líquidos.

A redução dos capitais próprios resulta da distribuição de reservas livres aos accionistas durante o segundo semestre de 2001, no montante global de, aproximadamente, 34 milhões de Euros.

F. Ramada

(valores em milhares de Euro) Junho de 2002 Junho de 2001
Volume de negóciosResultados operacionais maisamortizações e provisões 30.4844.794 32.0176.395
Capitais próprios 24.214 23.920
Rentab. Operac. Vol. Negócios 8,2% 12,7%
ROE anualizado 11,4% 16,2%

A F. Ramada viu o seu volume de negócios sofrer uma ligeira redução face ao semestre homólogo do ano anterior em virtude das piores condições económicas a nível nacional e mundial. Este factor teve igualmente impacto nos resultados operacionais uma vez que para não penalizar de uma forma muito forte o Volume de negócios, a empresa se viu forçada a reduzir as margens praticadas.

Investec, SGPS

(valores em milhares de Euro) Junho de 2002 Junho de 2001
Volume de negóciosResultados operacionais maisamortizações e provisões 52.6867.619 44.6204.769
Capitais próprios 16.093 16.261
Rentab. Operac. Vol. Negócios 6,8% 0,1%
ROE anualizado 6,4% 14,6%

A principal alteração nos indicadores do Grupo Investec incide no volume de negócios, provocada, fundamentalmente, pela alteração do método de consolidação da Ferreira & Bento, integrada no primeiro semestre de 2001 pela equivalência patrimonial, e que contribui com um volume de negócios no semestre de cerca de 5,3 milhões de Euro. Verificamos que o Ebitda atingiu um acréscimo de, aproximadamente, 2,9 milhões de Euro, motivado essencialmente pela contribuição da Ferreira & Bento, no montante de cerca de 1,25 milhões de Euro, bem como pelo aumento do mesmo indicador na Edimoda, S.A. e na Edisport, S.A., com uma variação de, aproximada e respectivamente, 700 mil Euro e 800 mil Euro.

GOVERNO DAS SOCIEDADES

Conforme disposição constante do artigo n.º 1 do Regulamento da CMVM n.º 07/2001, a Empresa apenas está dispensada de a apresentar a informação referente ao Governo da Sociedade, uma vez que esta apenas é obrigatória conjuntamente com o relatório anual de gestão.

Deste modo, a Empresa apresenta apenas os factos em relação aos quais houve alguma alteração face aos divulgados no Relatório do Conselho de Administração de 31 de Dezembro de 2001.

Capitulo I . Dados relativos á divulgação da informação

Durante o primeiro semestre de 2002 a Cofina terminou a construção do seu site na internet, estando actualmente disponível em www.cofina.pt informação relativa à Empresa e às suas participadas, nomeadamente informação financeira e sobre as actividades desenvolvidas e a desenvolver. Adicionalmente, pode ser contactada a sociedade através do endereço de e-mail [email protected]

PERSPECTIVAS FUTURAS

Tendo em consideração a actual conjuntura económica, o Conselho de Administração da Cofina tem como intenção nos próximos períodos consolidar a sua estrutura de participações financeiras e de criar parcerias estratégicas, nomeadamente no mercado dos Média.

Conforme publicamente noticiado, é intenção da Cofina participar no processo de privatização de 25% do capital da Portucel a ocorrer em data a anunciar pelo Governo. Esta participação poderá ser efectuada na esfera de influência da Celulose do Caima, SGPS, S.A e uma decisão definitiva será tomada após conhecimento das condições definitivas da privatização.

DISPOSIÇÕES LEGAIS

Acções próprias

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 30 de Junho de 2002 a Cofina não detinha quaisquer acções próprias, tendo o movimento ocorrido durante o semestre sido como segue:

Número de Montante
acções (Euros)
31 de Dezembro de 2001 15.400 33.142
Aquisições - -
Alienações ( 15.400 ) ( 33.142 )
30 de Junho de 2002 - -

Estas acções foram movimentadas durante o período, conforme autorização concedida pela Assembleia Geral ocorrida em 27 de Abril de 2001.

Na alienação das acções próprias foi obtida uma mais valia no montante de € 4.682.

Acções detidas pelos órgãos sociais da Cofina

Nos termos e para os efeitos do disposto no art.º 447 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que os membros do Conselho de Administração eram, em 30 de Junho de 2002, detentores das seguintes acções representativas do capital social da Cofina, SGPS, S.A., tendo ocorrido os seguintes movimentos durante o período:

31/12/01 Aquisições Alienações 30/06/02
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 1.225.989 - - 1.225.989
João Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000 - - 1.145.000
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 426.250 - - 426.250
Domingos José Vieira de Matos 1.367.974 - - 1.367.974
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000 - - 1.145.000

Em 30 de Junho de 2002, o Fiscal Único e os membros da Mesa da Assembleia Geral da sociedade não possuíam nenhuma acção representativa do capital social.

Participação no Capital da Sociedade

Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas são como segue:

Superior a 2% dos direitos de voto

% directa
Acções detidas de direitos
em 30.06.02 de voto
Eng. Paulo Jorge dos Santos Fernandes 1.225.989 2,45%
Eng. João Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000 2,29%
Dr. Domingos José Vieira de Matos 1.367.974 2,74%
Dr. Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000 2,29%
% directa
Acções detidas de direitos
em 30.6.2002 de voto
Superior a 5% dos direitos de voto
BPI Ventures – S.G.P.S., S.A. 4.356.960 8,71%
Superior a 10% dos direitos de voto
Portuguese Smaller Companies Fund 5.003.000 10,01%
Superior a 20% dos direitos de voto
A Cofihold, S.G.P.S., S.A. detinha:
a) directamente: 10.500.000 21,00%
b) indirectamente através dos seus administradores:
Eng. Paulo Jorge dos Santos Fernandes 2,45%
Eng. João Manuel Matos Borges de Oliveira 2,29%
Dr. Domingos José Vieira de Matos 2,74%
Dr. Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 2,29%

A Cofina não foi notificada de qualquer transacção ocorrida durante o período nas participações detidas pela Portuguese Smaller Companies Fund e pela Cofihold, SGPS, S.A., não tendo igualmente recebido qualquer notificação de participações acima de 33% dos direitos de voto.

DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Os membros do Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.

Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pela importância de que se revestem e por se entender da mais elementar justiça, não queremos concluir sem expressar os agradecimentos, reconhecendo de modo especial a dedicação e empenho dos Colaboradores do Grupo Cofina. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.

Porto, 5 de Setembro de 2002.

O Conselho de Administração

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente

João Manuel Matos Borges de Oliveira

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Domingos José Vieira de Matos

Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira

BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001

( Montantes expressos em Euro)

2002 2001
Activo Amortizações Activo Activo
Activo Notas bruto e provisões líquido líquido
Imobilizado:
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 27 2.800.831 2.329.168 471.663 536.427
Despesas de investigação e desenvolvimento 27 1.350.547 1.255.322 95.225 349.852
Propriedade industrial e outros direitos 27 901.259 220.243 681.016 841.482
Outras imobilizações incorpóreas 27 726.187 414.399 311.788 540.358
Diferenças de consolidação 10 e 27 100.675.037 6.715.903 93.959.134 62.622.759
Imobilizações em curso 27 41.639 - 41.639 33.050
106.495.500 10.935.035 95.560.465 64.923.928
Imobilizações corpóreas:
Terrenos e recursos naturais 27 e 42 34.703.142 - 34.703.142 37.064.096
Edifícios e outras contruções 27 e 42 34.076.795 18.990.819 15.085.976 21.327.067
Equipamento básico 27 e 42 92.797.679 65.918.396 26.879.283 29.973.564
Equipamento de transporte 27 e 42 6.403.531 5.243.477 1.160.054 1.424.387
Ferramentas e utensílios 27 e 42 908.046 829.154 78.892 84.272
Equipamento administrativo 27 e 42 13.032.476 10.490.755 2.541.721 2.489.520
Outras imobilizações corpóreas 27 e 42 1.492.377 1.244.586 247.791 406.291
Imobilizações em curso 27 2.991.564 - 2.991.564 3.194.317
Adiantamentos por conta de imobilizações corpóreas 27 5.439 - 5.439 224.454
186.411.049 102.717.187 83.693.862 96.187.968
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 46 e 64 676.978 626.978 50.000 50.000
Partes de capital em empresas associadas 46 e 64 3.070.000 907.567 2.162.433 2.198.187
Partes de capital em outras empresas 46 e 64 8.934.075 199.704 8.734.371 6.846.954
Empréstimos de financiamento 46 e 64 3.244.684 1.453.891 1.790.793 4.632.087
Investimentos em imóveis 1.137.322 67.681 1.069.641 1.189.803
Títulos e outras aplicações financeiras 46 919.407 30 919.377 927.864
Imobilizações em curso 54.904 - 54.904 24.940
Adiantamentos por conta de investimentos financeiros - - - 498.000
18.037.370 3.255.851 14.781.519 16.367.835
Realizável a médio e longo prazo:
Plantações (Produtos e trabalhos em curso) 46 e 62 24.706.444 972.333 23.734.111 25.887.327
Outros devedores 46 1.104.512 1.104.512 - -
25.810.956 2.076.845 23.734.111 25.887.327
Circulante:
Existências:
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 46 e 61 9.190.814 1.153.086 8.037.728 8.199.918
Produtos e trabalhos em curso 62 3.280.695 - 3.280.695 1.525.324
Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos 62 712 - 712 2.554
Produtos acabados e intermédios 46 e 62 5.478.125 22.511 5.455.614 7.757.554
Mercadorias 46 e 61 10.557.016 1.061.115 9.495.901 10.975.384
28.507.362 2.236.712 26.270.650 28.460.734
Dívidas de terceiros - Curto prazo:
Clientes, c/c 56.519.451 2.567.411 53.952.040 55.380.742
Clientes - Títulos a receber 2.902.448 190.568 2.711.880 3.326.917
Clientes de cobrança duvidosa 14.616.612 14.530.944 85.668 178.056
Outros accionistas 6.619 - 6.619 1.670.988
Adiantamentos a fornecedores 2.508.381 - 2.508.381 638.137
Adiantamentos a fornecedores de imobilizado 13.900 - 13.900 8.839
Estado e outros entes públicos 53 5.170.493 - 5.170.493 2.861.768
Outros devedores 63 11.028.368 2.154.924 8.873.444 9.925.380
46 92.766.272 19.443.847 73.322.425 73.990.827
Títulos negociáveis
Outros títulos negociáveis 46 21.419.676 8.414.144 13.005.532 1.725.377
Outras aplicações de tesouraria - - - 4.459.612
21.419.676 8.414.144 13.005.532 6.184.989
Depósitos bancários e caixa:
Depósitos bancários 12.714.545 12.714.545 32.262.752
Caixa 336.739 336.739 185.608
13.051.284 13.051.284 32.448.360
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de proveitos 55 4.944.167 4.944.167 4.346.510
Custos diferidos 55 1.551.007 1.551.007 3.677.138
6.495.174 6.495.174 8.023.648
Total de amortizações 113.719.903
Total de provisões 35.359.718
Total do activo 498.994.643 149.079.621 349.915.022 352.475.616

O anexo faz parte integrante do balanço consolidado em 30 de Junho de 2002.

BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001

( Montantes expressos em Euro)

Capital próprio e passivo Notas 2002 2001
Capital próprio:
Capital 56 e 57 25.000.000 25.000.000
Acções próprias - valor nominal 58 - (212.383)
Acções próprias - Descontos e prémios 58 - (744.800)
Prémios de emissão de acções 58 14.276.576 14.276.576
Diferenças de consolidação 58 23.942.464 23.942.464
Reservas:
Reserva legal 58 3.806.765 2.046.707
Outras reservas 58 14.719.676 11.126.670
Ajustamentos de partes de capital em empresas associadas 58 (22.812.143) (22.812.143)
58.933.338 52.623.091
Resultado consolidado líquido do período 58 e 59 2.576.520 2.309.057
61.509.858 54.932.148
Interesses minoritários 60 11.322.385 31.600.079
Passivo:
Provisões para riscos e encargos 46 20.845.117 27.148.502
Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo:
Dívidas a instituições de crédito 50 111.334.817 122.347.897
Outros empréstimos obtidos 51 e 52 7.648.102 10.055.347
Fornecedores de imobilizado, c/c - 29.085
Empréstimos por obrigações 50 14.963.937 19.951.916
Estado e outros entes públicos 53 385.590 611.402
Outros credores 54 2.887.531 2.198.083
137.219.977 155.193.730
Dívidas a terceiros - Curto prazo:
Empréstimos por obrigações 50 4.987.979 4.987.979
Dívidas a instituições de crédito 50 33.062.304 17.926.243
Outros empréstimos obtidos 51 e 52 1.930.801 1.454.355
Fornecedores, c/c 21.402.022 24.513.777
Fornecedores - Facturas em recepção e conferência 751.959 647.205
Adiantamentos por conta de vendas 2.257.206 1.275.556
Outros accionistas 217.897 107.546
Adiantamentos de clientes 435.851 471.401
Fornecedores de imobilizado, c/c 1.812.087 1.558.489
Estado e outros entes públicos 53 7.805.334 8.176.071
Outros credores 54 22.564.629 4.760.724
97.228.069 65.879.346
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de custos 55 17.219.917 14.136.217
Proveitos diferidos 55 4.569.699 3.585.594
21.789.616 17.721.811
Total do capital próprio, de interesse minoritários e do passivo 349.915.022 352.475.616

O anexo faz parte integrante do balanço consolidado em 30 de Junho de 2002.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE RESULTADOS POR NATUREZAS DOS PERÍODOS DE SEIS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001

( Montantes expressos em Euro)

Custos e perdas Notas 2002 2001
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas 61 33.750.389 36.423.345
Fornecimentos e serviços externos: 33.226.437 28.735.857
Custos com o pessoal:
Remunerações 16.039.646 13.853.558
Encargos sociais 5.235.202 5.105.630
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 27 8.843.248 8.438.169
Provisões 46 1.370.769 2.791.527
Impostos 264.176 410.351
Outros custos e perdas operacionais 234.907 478.831
(A) 98.964.774 96.237.268
Amortizações e provisões de apl. financeiras e inv. financeiros - 2.817.255
Juros e custos similares
Outros 44 4.390.315 7.948.130
(C) 103.355.089 107.002.653
Custos e perdas extraordinários 45 2.118.598 3.703.096
(E) 105.473.687 110.705.749
Impostos sobre o rendimento do período 38 1.924.881 4.216.822
(G) 107.398.568 114.922.571
Interesses minoritários 1.124.010 2.119.627
108.522.578 117.042.198
Resultado consolidado líquido do período 58 e 59 2.576.520 2.309.057
111.099.098 119.351.255
Proveitos e ganhos Notas 2002 2001
Vendas 36 76.434.472 74.777.347
Prestações de serviços 36 30.586.646 26.805.908
Variação da produção 62 (195.379) 2.058.848
Trabalhos para a própria empresa 70.503 115.023
Proveitos suplementares 1.164.176 479.938
Subsídios à exploração - 6.405
Outros proveitos e ganhos operacionais 50.769 1.267.835
(B) 108.111.187 105.511.304
Juros e proveitos similares:
Outros 44 1.075.358 2.306.741
(D) 109.186.545 107.818.045
Proveitos e ganhos extraordinários 45 1.912.553 11.533.210
(F) 111.099.098 119.351.255
Resultados operacionais (B) - (A) 9.146.413 9.274.036
Resultados financeiros (D - B) - (C - A) (3.314.957) (8.458.644)
Resultados correntes (D) - (C) 5.831.456 815.392
Resultados antes de impostos (F) - (E) 5.625.411 8.645.506
Resultado consolidado com os interesses minoritários do período (F) - (G) 3.700.530 4.428.684
Resultado consolidado líquido do período 2.576.520 2.309.057

O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada do periodo de seis meses findo em 30 de Junho de 2002.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro - €)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Cofina, SGPS, S.A. ("Cofina" ou "Empresa") é uma sociedade anónima, com sede no Porto, sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisboa e tem como actividade principal a gestão de participações sociais.

As notas que se seguem respeitam a numeração definida no Plano Oficial de Contabilidade (POC) para a apresentação de demonstrações financeiras consolidadas e aquelas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Cofina ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras consolidadas anexas.

1. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2002, são as seguintes:

Percentagem do capital detido
Denominação social Sede Directa Indirecta Efectiva
F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. ("F.Ramada"): Ovar 100,00% - 100,00%
Universal Afir – Aços Especiais e Ferramentas, S.A. Porto - 100,00% 100,00%
F. Ramada, Participações, SGPS, S.A. Porto - 100,00% 100,00%
Storax Racking Systems Limited Bromsgrove 100,00% 100,00%
BPS – Equipments, S.A. Paris - 100,00% 100,00%
CofinaGest.Com – Consultoria, S.A. Porto 100,00% - -
Celulose do Caima, SGPS, S.A. ("Caima") (b): Lisboa 85,43% - 85,43%
Silvicaima – Sociedade Silvícola Caima, Lda. Lisboa - 85,43% 85,43%
Caima Energia – Empresa de Gestão e Exploração de Energia, S.A. Constância Sul - 85,43% 85,43%
Inflora – Sociedade de Investimentos Florestais, S.A. Lisboa - 85,43% 85,43%
Invescaima – Imvestimentos e Participações, S.A. Lisboa - 85,43% 85,43%
IMC – Investimentos, Média e Conteúdos, SGPS, S.A. Lisboa 100,00% - 100,00%
Investec, SGPS, S.A. Lisboa - 99,99% 99,99%
Bid You 2 – Leilões Digitais, S.A. Lisboa - 98,21% 98,21%
Canal de Negócios – Edição Electrónica de Publicações, Lda. Lisboa - 60,32% 60,32%
Capital Digital - Edição Electrónica de Publicações, Lda. Lisboa - 49,64% 49,64%
Chip 7 – Computadores, Multimédia e Serviços, S.A. Porto - 49,11% 49,11%
Cofina.Com II - SGPS, S.A. ("Cofina.Com") Porto 3,22% 94,99% 98,21%
Easysoft - Software e Sistemas, S.A. Lisboa - 58,92% 58,92%
Edimoda - Sociedade Editorial, S.A. Lisboa - 98,49% 98,49%
Edimoda I - Sociedade Editorial, S.A. Lisboa - 98,49% 98,49%
Edisport - Sociedade de Publicações Desportivas, S.A. Lisboa - 99,99% 99,99%
Edisport, SGPS, S.A. Lisboa - 99,99% 99,99%
Exequatur – Comércio por grosso de material e
Aparelhos de informática, S.A. Lisboa - 98,11% 98,11%
Ferreira & Bento, S.A. Lisboa - 99,99% 99,99%
IDCenter - The Internet Data Center Telecomunicações, S.A. Lisboa - 98,11% 98,11%
Impala Estúdio, SGPS, Lda Lisboa - 99,99% 99,99%
Jornal de Negócios – Edição de Publicações, Lda. Lisboa - 60,33% 60,33%
Kompare.com - Informação Financeira, S.A. Lisboa - 62,83% 62,83%
Malva - Gestão Imobiliária, S.A. Lisboa - 99,99% 99,99%
Mediafin - Sociedade Editora, S.A. Lisboa - 62,83% 62,83%
Multipress - Prestação de serviços à Imprensa, Lda. Lisboa - 94,99% 94,99%
Presselivre - Imprensa Livre, S.A. Lisboa - 97,73% 97,73%
Travel Action – Agência de Viagens e Turismo, S.A. Lisboa - 78,57% 78,57%
Verpress - Produção de Publicações, S.A. Lisboa - 94,99% 94,99%
Webqi – Consultoria para os Negócios e Gestão na Internet, Lda. Lisboa - 50,26% 50,26%
Empresas incluídas pela primeira vez em 2002
Caima - Indústria de Celulose, S.A. (a) Lisboa - 85,43% 85,43%

(a) Empresa constituída em 9 de Janeiro de 2002.

(b) Empresa anteriormente denominada Companhia de Celulose do Caima, S.A.

Estas empresas foram incluídas na consolidação, pelo método de integração global, com base no estabelecido na alínea d) do n.º 1 do Artigo 1º (participações financeiras de, pelo menos, 50% e detenção da maioria dos membros do órgão de gestão) do Decreto-Lei n.º 238/91, de 2 de Julho.

2. EMPRESAS EXCLUÍDAS DA CONSOLIDAÇÃO

As empresas excluídas da consolidação e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2002, pode ser resumida como segue:

Denominação social % efectiva
Sector Zero – Produtos Informáticos, S.A. 49,11%
Cofina Indústria, S.A. 100,00%
Sociedade Imobiliária Porto Seguro 100,00%
Medico Amigo.Com - Edições Electrónicas, S.A. 73,66%

Estas empresas não foram consolidadas dado o correspondente efeito ser imaterial, individualmente e no seu conjunto, para a apresentação de uma imagem fiel e verdadeira da situação financeira e resultados das operações do Grupo (nº1 do Artigo 4º do Decreto-Lei n.º 238/91, de 2 de Julho). Adicionalmente, as participações financeiras na Sector Zero – Produtos Informáticos, S.A. e na Medico Amigo.Com – Edições Electrónicas, S.A. encontram-se totalmente provisionadas por ser intenção proceder à sua alienação ou liquidação a curto prazo.

3. EMPRESAS ASSOCIADAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

As empresas associadas, suas respectivas sedes e a proporção do capital detido em 30 de Junho de 2002, são as seguintes:

Percentagem do capital detido
Denominação social Sede Directa Indirecta Efectiva
Grupo Investec:
VASP – Sociedade de Transportes e Distribuições, Lda. Lisboa - 48,16% 48,16%
Mediger - Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. Lisboa - 48,16% 48,16%
Trusted Systems – Sistemas de Informação e Seguros, S.A. Lisboa - 19,64% 19,64%
Whatevernet - Sistemas de Informação em Rede, S.A. Lisboa - 19,84% 19,84%

Estas empresas foram incluídas na consolidação pelo método da equivalência patrimonial, com base no estipulado no n.º 13.6 das normas de consolidação de contas estabelecidas pelo Decreto-Lei n.º 238/91, de 2 de Julho.

4. EMPRESAS ASSOCIADAS EXCLUÍDAS DA CONSOLIDAÇÃO POR EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

As seguintes empresas associadas não foram incluídas na consolidação pela aplicação do método de equivalência patrimonial por existir intenção do Grupo Cofina de proceder à sua alienação ou liquidação a curto prazo e/ou pelo seu impacto não ser material para a apresentação de uma imagem fiel e verdadeira da situação financeira e resultados do Grupo Cofina. Em 30 de Junho de 2002, a denominação social, respectivas sedes e proporção do capital detido são as seguintes:

Denominação social Sede Percentagem
Blue Digit, S.A. Porto 20,00%
CyberDream, SGPS, S.A. Lisboa 19,00%
Deltapress - Sociedade Distribuidora de Publicações, S.A. Sintra 20,50%
Infocomércio – Com. Grosso Material e Aparelhos de Informática,Lda. Porto 25,00%
TV Tel - Grande Porto Comunicações, S.A. Porto 23,75%

As sociedades Deltapress – Sociedade Distribuidora de Publicações, S.A., TV Tel – Grande Porto Comunicações, S.A. e Infocomércio – Com. Grosso Material e Aparelhos de Informática, Lda. foram excluídas da consolidação por existir intenção do Grupo de as alienar no curto prazo. Adicionalmente, foram constituídas provisões para estes investimentos financeiros para fazer face a eventuais perdas futuras na sua alienação.

A Cyberdream, SGPS, S.A. e a Blue Digit, S.A. foram excluídas da consolidação e registadas ao custo de aquisição dado serem imateriais, individualmente e no seu conjunto para a apresentação de uma imagem verdadeira da situação financeira e resultados das operações do grupo (nº1 do artigo 4º do Decreto – Lei n.º 238/91, de 2 de Julho).

6. PARTICIPAÇÕES NÃO INFERIORES A 10% EM EMPRESAS NÃO MENCIONADAS NAS NOTAS ANTERIORES

Em 30 de Junho de 2002, o Grupo Cofina mantinha participações financeiras superiores a 10% do capital das seguintes sociedades:

Percentagem de participação
Denominação social Sede Directa Indirecta Efectiva
VAA – Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. Ilhavo 19,85% - 19,85%
AnglusRidet – Comércio por Grosso de Material e Aparelhos deInformática, S.A. Lisboa - 19,54% 19,54%
Movensis - Serviços de Apoio a Comunicações, S.A. Lisboa - 19,54% 19,54%
Via Tecla – Soluções Informáticas e Comunicações, S.A. Almada - 19,54% 19,54%

Em resultado do processo de fusão entre o Grupo Vista Alegre e a Atlantis, Cristais de Alcobaça, S.A. o Grupo Cofina passou a deter uma participação directa no grupo resultante – VAA – Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. de 18,72%, posteriormente aumentada para 19,85%. A participação financeira naquela sociedade está registada pela equivalência patrimonial reportada a 31 de Dezembro de 2000.

7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL

Durante o exercício findo em 30 de Junho de 2002 e 2001, o número médio de pessoal ao serviço das empresas incluídas na consolidação pelo método da consolidação integral foi de 1.543 e 1.547, respectivamente.

10. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO

  • a) Incluídas no capital próprio: Os saldos apresentados na rubrica do capital próprio "Diferenças de consolidação" foram originados na primeira preparação de demonstrações financeiras consolidadas e correspondem às diferenças, positivas e negativas, entre o custo de aquisição das partes de capital detidas e a proporção dos respectivos capitais próprios contabilísticos das empresas participadas, reportados àquela data, bem como as diferenças de consolidação negativas que o Conselho de Administração da Empresa entenda não corresponderem a perspectivas de resultados líquidos negativos no futuro. Durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002 não ocorreram movimentos na rubrica de capital próprio "Diferenças de consolidação" (Nota 58).
  • b) Incluídas no activo: Os saldos apresentados na rubrica do activo "Diferenças de consolidação" incluem as diferenças de consolidação positivas entre o custo de aquisição das partes de capital detidas e a proporção dos respectivos capitais próprios contabilísticos das empresas participadas originadas com a aquisição de novos lotes de acções de empresas já detidas e novas participações, as quais são amortizadas durante os períodos definidos pelo Conselho de Administração para sua recuperação e não superiores a 20 anos (Nota 23). O movimento ocorrido nesta rubrica no período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002 foi como segue:
Valor bruto Amortizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2001Aumentos (Nota 27): 100.509.843 4.061.766
- BPS Equipements, Sarl 150.237 -
- Outros 14.957 -
Amortização do período - 2.654.137
Saldo em 30 de Junho de 2002 100.675.037 6.715.903

14. COMPARABILIDADE DA INFORMAÇÃO

A comparabilidade das demonstrações financeiras consolidadas para o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002 com as do período homólogo de 2001 encontra-se afectada pelos seguintes factos:

(i) inclusão das seguintes empresas no perímetro de consolidação:

Storax Racking Systems Limited

(ii) saída do perímetro de consolidação por alienação, total ou parcial, ou por liquidação:

Ecademy – Consultoria e Formação Financeira, Lda Media Banner – Consultoria de Marketing, Lda.

  • (iii) alteração do método de consolidação da Ferreira & Bento, S.A., consolidada até Junho de 2001 pelo método de equivalência patrimonial, passando a ser consolidada pelo método integral desde 31 de Dezembro de 2001.
  • (iv) aquisição de uma participação adicional de 20% em Agosto de 2001 na IMC Investimentos, Média e Conteúdos, SGPS, S.A. , e consequentemente, em todo o Grupo Investec.

15. CONSISTÊNCIA NA APLICAÇÃO CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

Os principais critérios valorimétricos utilizados pelo Grupo foram consistentes entre as empresas incluídas na consolidação e são os descritos na Nota 23.

21. COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUÍDOS NO BALANÇO CONSOLIDADO

Os compromissos com encargos com pensões de reforma de empresas do Grupo, consolidadas pelo método de integração global existem na Caima e Silvicaima, bem como para algumas empresas do Grupo Investec, dos quais aqueles não incluídos no balanço consolidado são como segue:

Celulose do Caima,SGPS, S.A.

Fundo de Pensões

O Fundo de Pensões Caima e Silvicaima, constituído por escritura de 31 de Dezembro de 1987 e administrado pela "BPI Pensões – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.", destina-se a garantir aos trabalhadores que à data normal da reforma tenham pelo menos 10 anos de serviço contínuo, o direito a um complemento de reforma, pago mensalmente, e cujo valor tem por base a média dos vencimentos ilíquidos dos dois anos anteriores à data de reforma. Por decisão da Administração da Caima, o Fundo de Pensões Caima e Silvicaima foi dividido em dois fundos autónomos, em Dezembro de 1998, após autorização do Instituto de Seguros de Portugal, e de acordo com o último estudo actuarial realizado pela sociedade gestora do fundo, com referência a 31 de Dezembro de 2001 o valor actual das responsabilidades por serviços passados para os colaboradores no activo e para os reformados, naquela data, eram como segue:

======== ======
2.677.787 323.750
------------- -----------
Reformados 1.520.960 89.199
Activos 1.156.827 234.551
Caima Silvicaima

Aquelas responsabilidades foram determinadas com base no método de cálculo "Project Unit Credit", tendo-se utilizado as Tábuas de Mortalidade TV 73/77 e Invalidez EKV-80. Para além dos parâmetros técnicos acima referidos foram assumidos como pressupostos uma rentabilidade real de longo prazo de 3% quando comparada com o crescimento dos salários e de 4% face ao crescimento das pensões.

Face à redução de empregados ocorrida no Grupo Caima no primeiro semestre de 2002 e ao excedente da situação patrimonial do Fundo em 31 de Dezembro de 2001 face às responsabilidades estimadas nessa data, a Administração da Caima estima que a não actualização do referido estudo actuarial e o

consequente não registo de quaisquer efeitos nas demonstrações financeiras não é relevante para as mesmas.

Em 31 de Dezembro de 2001, o valor patrimonial dos fundos de pensões da Caima e da Silvicaima ascendia a € 2.739.249 e € 367.378, respectivamente, existindo ainda em 30 de Junho de 2002 um saldo credor reflectido na rubrica "Acréscimos de Custos" no montante de € 182.278 (Nota 55)

Terrenos arrendados

A Silvicaima assumiu responsabilidades com rendas de terrenos arrendados para florestação no montante de € 3.792.750, ascendendo o valor das rendas referente ao semestre findo em 30 de Junho de 2002 a € 255.165 (€ 334.195 no semestre findo em 30 de Junho de 2001).

Outros compromissos

Em 30 de Junho de 2002, os compromissos contratuais para aquisição de imobilizado do grupo Caima são de, aproximadamente, € 387.000.

22. GARANTIAS PRESTADAS

Em 30 de Junho de 2002, o Grupo tinha assumido responsabilidades por garantias prestadas, como segue:

a) A Cofina tinha constituída em 30 de Junho de 2002 uma caução por depósito de 2.048.304 acções da VAA - Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A., a favor do Banco BPI, S.A. como garantia de um empréstimo no montante de € 2.182.240.

Tinha igualmente constituído um penhor de 2.021.913 acções da VAA - Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. e de 233.995 acções da F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. como garantia de um empréstimo no montante de € 3.740.984 contraído junto do Banco BPI, S.A.

Durante o exercício de 2000, e na sequência da Oferta Pública de Aquisição sobre a Companhia de Celulose do Caima (actualmente denominada Celulose do Caima, SGPS, S.A.) foi constituído um penhor de 500.000 acções desta empresa (correspondentes a 2.995.000 acções após o Stock Split ocorrido no primeiro semestre de 2002) para garantia de um crédito de mútuo no montante máximo de € 29.184.687 obtido junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A. e da Caixa – Banco de Investimento, S.A. destinados ao financiamento daquela operação.

Durante o exercício de 2001, a Cofina constituiu um penhor de 1.000 acções da IMC - Investimentos, Média e Conteúdos, S.A. e de 3.846.937 acções da VAA - Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. para garantia de um empréstimo de € 29.927.874 obtido junto do Banco BPI, S.A.

Adicionalmente a Cofina tinha constituídas garantias bancárias no montante de € 7.481.968 para garantia dos programas de papel comercial existentes.

b) Em 30 de Junho de 2002, a F. Ramada tinha assumido responsabilidades por garantias bancárias prestadas e que podem ser detalhadas como segue:

========
8.572.546
--------------
Outras 226.888
IAPMEI 1.381.720
Aquisição STORAX ( GBP 1.200.000) 1.975.959
Papel comercial 4.987.979

c) A Caima tinha assumido responsabilidades por garantias bancárias e seguros de caução de, aproximadamente, € 421.000.

d) Em 30 de Junho de 2002, as Empresas do Grupo Investec tinham assumido responsabilidades por garantias prestadas no montante de € 2.052.713.

e) A IMC – Investimentos, Media e Conteúdos, SGPS, S.A. tinha constituído um penhor de 3.555.338 acções da Investec SGPS, S.A. para garantia de um empréstimo de € 46.138.805 obtido junto do Banco BPI, S.A.

23. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS UTILIZADOS

Bases de apresentação

As demonstrações financeiras consolidadas anexas, foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Cofina e suas empresas participadas, ajustados das quantias ainda sem registo contabilístico que foram objecto do nosso trabalho, mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Princípios de consolidação

A consolidação das empresas subsidiárias referidas na Nota 1, efectuou-se pelo método de integração global de acordo com o estabelecido na alínea d) do n.º 1 do Artigo 1º do Decreto-Lei n.º 238/91 de 2 de Julho. Neste sentido, as transacções e saldos significativos entre as empresas foram eliminados no processo de consolidação, sendo o valor correspondente à participação de terceiros nas empresas subsidiárias apresentado nas rubricas "Interesses minoritários". Adicionalmente, as diferenças de consolidação, decorrentes da diferença entre o valor contabilístico das partes de capital e o valor da proporção do justo valor do capital próprio que elas representam foram registados no balanço consolidado nas rubricas "Diferenças de consolidação" (Nota 10) e são amortizadas em quotas constantes pelo período estimado de recuperação do investimento, o qual não excede 20 anos.

As partes de capital em empresas associadas, encontram-se valorizadas pelo método da equivalência patrimonial e as diferenças entre o valor contabilístico das partes de capital e o valor da proporção do capitais próprios que elas representam foram registados no balanço consolidado na rubrica de capital próprio "Ajustamentos de partes de capital em empresas associadas", no que respeita às diferenças apuradas na data da primeira consolidação e nas diferenças geradas por variações de capitais próprios das empresas associadas (Nota 58).

Principais critérios valorimétricos

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, foram os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas, que compreendem essencialmente (i) despesas com estudos e projectos de consultoria, (ii) concessões e licenças, (iii) despesas com aumentos de capital, (iv) trespasses e (v) custos incorridos internamente com um projecto de racionalização industrial, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período que varia entre 3 e 5 anos, à excepção do título "Record" o qual será amortizado num prazo de 10 anos.

b) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas adquiridas até 31 de Dezembro de 1997 encontram-se registadas ao custo de aquisição, reavaliadas de acordo com as disposições legais (Nota 41). As imobilizações corpóreas adquiridas após aquela data encontram-se registadas ao custo de aquisição.

No Grupo Caima, os terrenos e recursos naturais afectos à exploração florestal adquiridos até 31 de Dezembro de 1998 encontram-se registados ao custo de aquisição, reavaliados em 31 de Dezembro de 1998 com base em avaliações técnicas efectuadas por avaliadores independentes. Em 30 de Junho de 2002 o efeito dessa reavaliação extraordinária é inferior ao efeito que resultaria da aplicação dos coeficientes de reavaliação previstos no Decreto-Lei n.º 31/98, de 11 de Fevereiro.

Os gastos de conservação e reparação, que não aumentam a vida útil ou resultem em benfeitorias ou melhorias significativas nos elementos das imobilizações corpóreas, são registados como custos do exercício.

As amortizações do exercício são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:

Anos
10 a 50
2 a 15
2 a 10
4 a 14
2 a 10
3 a 10

c) Investimentos financeiros

Os investimentos financeiros em empresas associadas são registados pelo método da equivalência patrimonial, à excepção dos mencionados na Nota 4, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual foi acrescido ou reduzido do valor correspondente à proporção dos capitais próprios dessas empresas, reportados à data de aquisição ou da primeira aplicação do método da equivalência patrimonial.

De acordo com o método da equivalência patrimonial, as participações financeiras são ajustadas periodicamente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das associadas por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício. Adicionalmente, os dividendos destas empresas são registados como uma diminuição do valor do respectivo investimento.

Os restantes investimentos financeiros estão registados ao custo de aquisição o qual, deduzido das provisões para investimentos financeiros se aproxima do valor de mercado.

d) Florestas

As florestas propriedade da Celulose do Caima, SGPS, S.A. e suas filiais encontram-se classificadas na rubrica de produtos e trabalhos em curso, essencialmente a médio e longo prazo. O custo das florestas adquiridas ou com as plantações efectuadas e os custos incorridos com o seu desenvolvimento, conservação e manutenção são incluídos no valor destas. O custo da madeira é transferido para custo de produção quando a madeira é cortada. Os cortes de madeira própria são valorizados ao custo específico de cada mata atribuído a cada corte, o qual inclui ainda os custos incorridos em cada mata desde o último corte. São reconhecidos como custo do exercício os custos acumulados de plantação, manutenção e gastos administrativos proporcionais à área cortada no exercício.

e) Locação financeira e aluguer de longa duração

Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método o custo do activo é registado no imobilizado corpóreo, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo, calculada conforme descrito na Nota 23.b), são registados como custos na demonstração de resultados do exercício a que respeitam.

As rendas de aluguer de longa duração referentes a bens adquiridos neste regime são reconhecidas na totalidade como custo do exercício na data em que são facturadas pelo locador.

f) Existências

As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo encontram-se valorizadas ao custo médio de aquisição, o qual é inferior ao respectivo valor de mercado.

Os produtos acabados e semi-acabados, os subprodutos e os produtos e trabalhos em curso encontram-se valorizados ao custo de produção, que inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico, e que é inferior ao valor de mercado. Dentro desta óptica, a madeira cortada em posse da Celulose do Caima, SGPS, S.A. encontra-se valorizada ao custo de produção, que inclui os custos incorridos com o corte e "rechega" da madeira, assim como a parte proporcional à área cortada dos custos acumulados de estabelecimento, manutenção e gastos administrativos com estes activos.

As empresas do Grupo procederam à constituição das correspondentes provisões para reduzir, quando aplicável, as existências ao valor realizável líquido ou preço de mercado (Nota 46).

g) Provisões para riscos e encargos

As empresas do Grupo registam nesta rubrica as provisões constituídas que não se enquadram, pela sua natureza, na provisão para cobranças duvidosas nem para depreciação de existências, nomeadamente para fazer face a eventuais encargos com planos de reestruturação (Nota 46).

h) Títulos negociáveis

Os títulos negociáveis correspondem a acções cotadas na Euronext Lisboa, bem como a outras participações em empresas não cotadas, os quais são registados ao mais baixo do custo de aquisição ou valor de mercado.

i) Indemnizações ao pessoal

As empresas do Grupo têm como procedimento registar como custo extraordinário do exercício os encargos com rescisões de contratos de trabalho acordados em cada exercício, excepto para aquelas rescisões que se enquadram em planos de reestruturação, cujos encargos são afectos à utilização de provisões para riscos e encargos criadas para esse efeito.

j) Especialização de exercícios

As empresas do Grupo registam as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Nota 55).

k) Complementos de reforma

Algumas empresas do Grupo assumiram compromissos de conceder aos seus empregados prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma por velhice ou invalidez. Para cobrir essas responsabilidades (i) existem os correspondentes fundos de pensões autónomos, cujos encargos anuais, determinados de acordo com cálculos actuariais são registados como custos ou proveitos do exercício, em conformidade com a Directriz Contabilística n.º 19/97 (Nota 21), ou (ii) foram constituídas provisões com base em cálculos actuariais.

l) Letras descontadas

Os saldos de clientes titulados por letras descontadas e não vencidas à data de balanço, estão evidenciadas pelo seu valor nominal, como uma dedução às correspondentes rubricas do activo, sendo os juros registados de acordo com o critério da especialização dos exercícios. Em 30 de Junho de 2002 o Grupo Cofina não tinha letras descontadas e não vencidas.

m) Subsídios

Os subsídios recebidos no âmbito dos programas de formação profissional, são registados como proveitos do exercício na rubrica "Subsídios à exploração" da demonstração consolidada de resultados, quando obtidos, independentemente da data do seu recebimento. Os subsídios atribuídos a fundo perdido para financiamento de imobilizações corpóreas são registados como proveitos diferidos nas rubricas de acréscimos e diferimentos, e reconhecidos na demonstração de resultados extraordinários proporcionalmente às amortizações das imobilizações corpóreas subsidiadas (Notas 51, 52 e 55).

n) Actividade de sistemas de armazenagem

A empresa participada F. Ramada segue o procedimento de reconhecer os resultados das obras relacionadas com a actividade de sistemas de armazenagem pelo método da obra acabada. Neste sentido os custos de produção já incorridos nas obras em curso permanecem registados nas rubricas "Outros custos diferidos" e "Produtos e trabalhos em curso" e as facturações antecipadas destas mesmas obras estão registadas na rubrica "Proveitos diferidos".

o) Reconhecimento de proveitos com a venda de publicações e venda do espaço publicitário

As vendas de revistas e de jornais são registadas no período em que as publicações são distribuídas. A devolução das publicações não vendidas é registada como uma redução dos proveitos anteriormente registados, no período a que dizem respeito. Os proveitos resultantes da subscrição de revistas e jornais são diferidos ao longo do período de subscrição.

As prestações de serviços respeitam à venda de espaço publicitário e são registadas no período em que a publicidade é publicada. O desconto de quantidade concedido relativo à venda de espaço publicitário é registado no período a que respeita.

p) Cláusulas contratuais

As indemnizações pagas em exercícios anteriores pela participada F. Ramada pela proibição de concorrência, segundo estabelecido nos contratos de compra e venda de acções de uma sua filial são registadas no activo e reconhecidas como custos durante o período pelo qual estes contratos se encontram vigentes (Nota 55).

q) Impostos diferidos

O imposto do exercício sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis da Empresa de acordo com as regras fiscais.

O Conselho de Administração da Cofina decidiu adoptar a disposição transitória prevista no parágrafo 72.b) da Directriz Contabilística n.º 28 – "Impostos sobre o Rendimento" segundo a qual é permitido a Empresa não reconhecer durante um período que não pode exceder cinco anos, os activos por impostos diferidos e os passivos por impostos diferidos relativos a situações aplicáveis à data da entrada em vigor da referida Directriz (1 de Janeiro de 2002). Enquanto existirem situações não relevadas que determinariam o reconhecimento de passivos por impostos diferidos e Grupo não procederá ao registo de activos por impostos diferidos.

A Empresa apresenta na Nota 38 do Anexo ao Balanço e à Demonstração dos resultados os impactos de tal medida.

r) Saldos e transacções expressas em moeda estrangeira

Todos os activos e passivos das empresas do Grupo expressos em moeda estrangeira foram convertidos para euro utilizando as taxas de câmbio vigentes à data de balanço. As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, foram registadas como proveitos e custos na demonstração de resultados do exercício.

s) Acções próprias

As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, sendo as mais ou menos valias geradas com a sua alienação registadas na rubrica "Outras reservas" (Nota 58).

27. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas e corpóreas, bem como nas respectivas amortizações acumuladas, foi o seguinte:

Activo bruto
Rubricas Saldoinicial Aumentos Alienações Transferências,abates eregularizações Saldofinal
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 2.581.764 160.225 ( 3.507 ) 62.349 2.800.831
Despesas de investigação e desenvolvimento 1.396.682 3.745 - ( 49.880 ) 1.350.547
Propriedade industrial e outros direitos 901.259 - - - 901.259
Outras imobilizações incorpóreas 719.741 18.915 - ( 12.469 ) 726.187
Diferenças de consolidação (Nota 10) 100.509.843 165.194 - - 100.675.037
Imobilizações em curso 37.439 4.200 - - 41.639
106.146.728 352.279 ( 3.507 ) - 106.495.500
Imobilizações corpóreas:
Terrenos e recursos naturais 35.130.567 1.143 ( 428.568 ) - 34.703.142
Edifícios e outras construções 34.161.663 1.028 ( 93.518 ) 7.622 34.076.795
Equipamento básico 92.771.718 469.033 ( 436.222 ) ( 6.850 ) 92.797.679
Equipamento de transporte 6.431.799 224.612 ( 252.880 ) - 6.403.531
Ferramentas e utensílios 903.356 6.883 ( 2.193 ) - 908.046
Equipamento administrativo 12.525.973 543.006 ( 36.456 ) ( 47 ) 13.032.476
Outras imobilizações corpóreas 1.437.350 59.726 ( 4.699 ) - 1.492.377
Imobilizações em curso 1.680.903 1.319.222 ( 6.784 ) ( 1.777 ) 2.991.564
Adiantamentos por conta de imobilizaçõescorpóreas - 5.439 - - 5.439
185.043.329 2.630.092 ( 1.261.320 ) ( 1.052 ) 186.411.049
Amortizações Acumuladas
Rubricas Saldoinicial Aumentos Alienações Transferências,abates eregularizações Saldofinal
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 2.083.554 196.815 ( 3.507 ) 52.306 2.329.168
Despesas de investigação e desenvolvimento 1.193.157 106.395 - ( 44.230 ) 1.255.322
Propriedade industrial e outros direitos 165.885 59.581 - ( 5.223 ) 220.243
Outras imobilizações incorpóreas 295.818 118.581 - - 414.399
Diferenças de consolidação (Nota 10 e 59) 4.061.766 2.654.137 - - 6.715.903
7.800.180 3.135.509 ( 3.507 ) 2.853 10.935.035
Imobilizações corpóreas:
Edifícios e outras construções 18.420.982 581.289 ( 12.076 ) 624 18.990.819
Equipamento básico 62.400.480 3.994.635 ( 426.324 ) ( 50.395 ) 65.918.396
Equipamento de transporte 5.099.031 374.918 ( 230.472 ) - 5.243.477
Ferramentas e utensílios 811.607 18.075 ( 528 ) - 829.154
Equipamento administrativo 9.994.887 530.195 ( 32.509 ) ( 1.818 ) 10.490.755
Outras imobilizações corpóreas 1.050.640 198.641 ( 4.695 ) - 1.244.586
97.777.627 5.697.753 ( 706.604 ) ( 51.589 ) 102.717.187

Para além das amortizações sobre imobilizações corpóreas e incorpóreas, a Empresa registou ainda na rubrica da demonstração de resultados consolidados "Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo" o montante de € 9.986 referente a amortizações sobre Investimentos em imóveis.

34. DÍVIDAS A TERCEIROS COBERTAS POR GARANTIAS REAIS

A Cofina tinha constituída em 30 de Junho de 2002 uma caução por depósito de 2.048.304 acções da VAA - Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A., a favor do Banco BPI, S.A. como garantia de um empréstimo no montante de € 2.182.240.

Tinha igualmente constituído um penhor de 2.021.913 acções da VAA - Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. e de 233.995 acções da F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. como garantia de empréstimo no montante de € 3.740.984 contraído junto do Banco BPI, S.A..

Durante o exercício de 2000, e em sequência da Oferta Pública de Aquisição sobre a Companhia de Celulose do Caima (actualmente denominada Celulose do Caima, SGPS, S.A.) foi constituído um penhor de 500.000 acções desta empresa (correspondentes a 2.995.000 acções após o Stock Split ocorrido no semestre) para garantia de um crédito de mútuo no montante máximo de € 29.184.687 obtido junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A. e da Caixa – Banco de Investimento, S.A. destinados ao financiamento daquela operação.

Durante o exercício de 2001, a Cofina constituiu um penhor de 1.000 acções da IMC - Investimentos, Média e Conteúdos, S.A. e de 3.846.937 acções da VAA - Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. para garantia de um empréstimo de € 29.927.874 junto do Banco BPI, S.A.

A F. Ramada tinha, em 30 de Junho de 2002, um penhor mercantil sobre equipamentos no valor de € 2.145.844 para garantir a regularização da dívida ao Estado e outros entes públicos, ao abrigo do DL n.º 225/94, de 5 de Setembro (Nota 53).

A IMC – Investimentos, Media e Conteúdos, SGPS, S.A. tinha constituído um penhor de 3.555.338 acções da Investec, SGPS, S.A. para garantia de um empréstimo de € 46.138.805 obtido junto do Banco BPI, S.A.

A Investec, SGPS, S.A. tinha efectuado um depósito de garantia correspondente a 51% das acções da Edisport, SGPS, S.A. a favor do Banco Comercial Português, S.A..

Adicionalmente, o detalhe em 30 de Junho de 2002 das garantias reais prestadas pelo Grupo Investec como garantia das dívidas a terceiros, incluídas na rubrica "Dívidas a instituições de crédito", é como segue:

Livranças a favor do Banco Comercial Português 6.129.498
Livranças a favor do Banco Internacional do Funchal, S.A. 2.493.989
Livranças a favor do Finibanco, S.A. 1.496.394
----------------10.119.881=========

36. VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇO POR ACTIVIDADE E MERCADOS GEOGRÁFICOS

As vendas e prestações de serviços durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002 das empresas participadas e incluídas na consolidação pelo método de integração global distribuem-se da seguinte forma:

Mercado interno 79.968.005 Exportação 27.053.113

----------------- 107.021.118 ==========

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro - €)

38. IMPOSTOS

As empresas do grupo são tributadas em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas a nível individual, exceptuando-se algumas empresas do Grupo Investec e o Grupo Caima que são tributadas de acordo com o Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades.

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de cinco anos, no que diz respeito ao exercício de 1997 e de quatro anos para os exercícios de 1998 e seguintes (dez anos para a Segurança Social). Deste modo, as declarações fiscais da Cofina e das suas empresas participadas dos anos de 1997 a 2001 poderão vir ainda ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração da Cofina entende que as correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas anexas.

Nos termos da legislação em vigor, os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. Em 30 de Junho de 2002, os prejuízos fiscais da Cofina a nível individual, segundo as declarações entregues, ascendem a, aproximadamente, € 14.000.000.

Estão em aberto obrigações fiscais de reinvestimento decorrentes de alienações de participações financeiras realizadas em exercícios anteriores, sendo que, é intenção dos Conselhos de Administração da Cofina e das empresas participadas (nomeadamente, IMC – Investimentos, Média e Conteúdos, SGPS, S.A., Edisport, SGPS, S.A. e Impala Estúdio, SGPS, Lda.) cumprirem com as obrigações de reinvestimento, decorrentes da legislação fiscal em vigor, através da aquisição de outras participações financeiras.

Conforme referido na Nota 23.q) o Conselho de Administração da Cofina decidiu não proceder ao registo de impostos diferidos aplicando para o efeito a medida transitória prevista na Directriz Contabilística n.º 28 – "Impostos sobre o Rendimento".

Em 30 de Junho de 2002, o detalhe dos activos e passivos por impostos diferidos de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, e que não foram objecto de registo reportados a 1 de Janeiro de 2002, é como segue:

Relativos a: Activos por impostos diferidos1 de Janeiro de 2002 Passivos por impostos diferidos1 de Janeiro de 2002
Reavaliações livres de imobilizado corpóreo depreciável - 183.929
Reavaliações legais de imobilizado corpóreo depreciável - 315.242
Reavaliações livres de terrenos - 394.911
Reavaliações legais de terrenos - 318.873
Mais-valias reinvestidas em imobilizado corpóreo 200.604
Prejuízos fiscais reportáveis 8.425.398 -
Provisões não aceites para efeitos fiscais 8.558.422 -
16.983.820 1.413.559

Caso a empresa não tivesse adoptado a disposição transitória prevista na Directriz Contabilística n.º 28 e procedesse ao registo dos activos e passivos por impostos diferidos relacionados com as diferenças temporárias acima referidas, o efeito da alteração de política contabilística , reportada a 1 de Janeiro de 2002 teria um impacto positivo no capital próprio de, aproximadamente, € 15.550.000.

O movimento ocorrido nos activos e passivos por impostos diferidos no período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002, e os impactos que existiriam caso aqueles activos e passivos tivessem sido objecto de registo contabilístico, podem ser detalhados como segue:

Activos por impostos diferidos Passivos por impostos diferidos
Saldo inicial 16.983.820 1.413.559
Efeito em resultados:Provisões não aceites para efeitos fiscais 138.436 -
Amortização do período de reavaliações livres de imobilizado corpóreo depreciável - ( 5.992 )
Amortização do período de mais valias reinvestidas - ( 18.031 )
138.436 ( 24.023 )
Saldo final 17.122.256 1.389.536

O detalhe dos prejuízos fiscais reportáveis das empresas do Grupo Cofina e correspondente ano limite de utilização, existentes em 30 de Junho de 2002, é como segue:

Montante Ano limite de utilização
Gerados em 1996 347.761 2002
Gerados em 1997 937.667 2003
Gerados em 1998 220.467 2004
Gerados em 1999 1.460.196 2005
Gerados em 2000 8.503.532 2007
Gerados em 2001 14.061.887 2008
25.531.510

41. REAVALIAÇÃO DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS E DE INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Parte das empresas do Grupo (Nota 1) procederam à reavaliação das suas imobilizações corpóreas ao abrigo da legislação aplicável, nomeadamente:

  • Decreto-Lei n.º 126/77, de 2 de Abril
  • Decreto-Lei n.º 430/78, de 30 de Janeiro
  • Decreto-Lei n.º 24/82, de 30 de Janeiro
  • Decreto-Lei n.º 219/82, de 2 de Junho
  • Decreto-Lei n.º 399-G/84, de 28 de Dezembro
  • Decreto-Lei n.º 118-B/86, de 27 de Maio
  • Decreto-Lei n.º 111/88, de 2 de Abril
  • Decreto-Lei n.º 49/91, de 25 de Janeiro
  • Decreto-Lei n.º 264/92, de 24 de Novembro
  • Decreto-Lei n.º 31/98, de 11 de Fevereiro

Uma parte das amortizações referentes às reavaliações legais (40%) efectuadas pelas empresas incluídas na consolidação e a totalidade das referentes à reavaliação extraordinária dos terrenos e edifícios e outras construções efectuadas pela F. Ramada, não são aceites como custo para efeitos de determinação da matéria colectável de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (Nota 38).

Os terrenos e recursos naturais afectos à exploração florestal, incluídos nas subsidiárias Silvicaima e Inflora, não foram objecto de reavaliação legal, mas sim de uma reavaliação extraordinária, efectuada em 1998, com base em relatórios de avaliadores independentes. Em 30 de Junho de 2002, o efeito dessa reavaliação extraordinária é inferior ao que resultaria da aplicação dos coeficientes de desvalorização monetária previstos na legislação acima referida.

42. REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS

O detalhe dos custos históricos de aquisição das imobilizações corpóreas e as correspondentes reavaliações, líquidos das amortizações acumuladas em 30 de Junho de 2002 é o seguinte:

CustoHistórico Reavaliações Custo históricoreavaliado
Terrenos e recursos naturais 16.353.573 18.349.569 34.703.142
Edifícios e outras construções 9.235.705 5.850.271 15.085.976
Equipamento básico 26.726.335 152.948 26.879.283
Equipamento de transporte 1.142.936 17.118 1.160.054
Ferramentas e utensílios 78.885 7 78.892
Equipamento administrativo 2.529.509 12.212 2.541.721
Outras imobilizações corpóreas 247.410 381 247.791
---------------56.314.353 ---------------24.382.506 ---------------80.696.859
========= ========= =========

44. DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2002 e 2001, têm a seguinte composição:

2002 2001
Custos e perdas:
Juros suportados 3.619.623 5.992.009
Descontos de pronto pagamento concedidos 209.529 162.533
Perdas na alienação de aplicações de tesouraria 58.126 -
Diferenças de câmbio desfavoráveis 47.258 59.951
Perdas relativas a empresas associadas - 939.112
Perdas em imobilizações - 364.876
Provisões para aplicações financeiras e
investimentos financeiros - 2.817.255
Outros custos e perdas financeiros 455.779 429.649
------------4.390.315 --------------10.765.385
Resultados financeiros ( 3.314.957 ) ( 8.458.644 )
--------------1.075.358 ---------------2.306.741
======== =========
Proveitos e ganhos:
Rendimentos de participações de capital 279.527 7.547
Juros obtidos 155.673 1.625.797
Descontos de pronto pagamento obtidos 88.757 108.918
Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria 85.325 57.621
Diferenças de câmbio favoráveis 9.027 77.299
Rendimentos de imóveis 326 6.743
Ganhos de participações de capital relativos a associadas - 178.460
Outros proveitos e ganhos financeiros 456.723-------------- 244.356-------------
1.075.358 2.306.741
======== ========

A rubrica "Outros proveitos e ganhos financeiros" engloba o montante de, aproximadamente, € 220.000 referente a encargos financeiros repercutidos pelas empresas do Grupo F. Ramada sobre os seus clientes.

45. DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Os resultados extraordinários dos períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2002 e de 2001, têm a seguinte composição:

2002 2001
Custos e perdas:
Perdas na alienação de investimentos financeiros 319.869 -
Insuficiência de provisão para impostos 281.735 -
Aumentos de provisões (Nota 46) 220.000 362.915
Perdas em existências 164.585 32.452
Indemnizações ao pessoal 147.507 -
Correcções relativas a exercícios anteriores 102.186 52.633
Donativos 73.202 66.106
Perdas em imobilizações 60.776 1.455.976
Multas e penalidades 9.344 133.583
Aumentos de amortizações - 103.466
Outros custos e perdas extraordinários 739.394-------------- 1.495.965-------------
2.118.598 3.703.096
Resultados extraordinários ( 206.045 ) 7.830.114
---------------1.912.553 ---------------11.533.210
Proveitos e ganhos: ========= =========
Ganhos em imobilizações 720.111 9.688.027
Excesso de estimativa para impostos 490.710 -
Diminuição de provisões (Nota 46) 370.528 295.064
Ganhos em existências 66.930 101.176
Correcções relativas a exercícios anteriores 37.894 93.056
Redução de amortizações 15.373 -
Benefícios de penalidades contratuais - 545.445
Outros proveitos e ganhos extraordinários (Nota 51) 211.007 810.442
---------------1.912.553 -------------11.533.210
========= =========

A rubrica "Outros custos e perdas extraordinários" inclui o montante de, aproximadamente, € 120.000 referente ao acordo de não concorrência celebrado pela F. Ramada, S.A., bem como um valor de, aproximadamente, € 260.000 referente a custos a incorrer nesta mesma participada com indemnizações ao pessoal.

A rubrica "Ganhos em imobilizações" relativa ao período de seis meses findo em 30 de Junho de 2001 inclui as mais valias obtidas na alienação de parte da participação detida na Atlantis - Cristais de Alcobaça, S.A., bem como na alienação de participação financeira na Tinta Invisível, S.A.

A rubrica "Outros proveitos e ganhos extraordinário" inclui o reconhecimento de proveitos referentes a bens subsidiados no Grupo Caima que ascenderam no primeiro semestre de 2002 a, aproximadamente, € 68.000.

46. MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002 realizam-se os seguintes movimentos nas contas de provisões:

Saldo Saldo
inicial Aumentos Diminuições final
Investimentos financeiros 3.188.170 - 3.188.170
Títulos negociáveis e aplicações financeiras 8.649.441 - ( 235.297 ) 8.414.144
Depreciação de existências 3.401.123 9.000 ( 201.078 ) 3.209.045
Outros devedores – Médio e Longo Prazo 1.104.512 - - 1.104.512
Contas a receber 19.127.658 866.404 ( 550.215 ) 19.443.847
Outros riscos e encargos 19.952.998 1.019.849 ( 127.730 ) 20.845.117
55.423.902 1.895.253 ( 1.114.320 ) 56.204.835

Os aumentos das provisões ocorridos durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002 foram registados nas rubricas da demonstração de resultados como segue:

Provisões 1.370.769
Custos com pessoal 304.484
Custos e perdas extraordinários (Nota 45) 220.000
-------------
1.895.253
========

O montante relativo aos aumentos de provisões registados na rubrica da demonstração de resultados "Custos com pessoal" refere-se a responsabilidades por complementos de pensões.

As diminuições de provisões ocorridas durante o exercício foram registadas por contrapartida da rubrica da demonstração de resultados "Proveitos extraordinários" no valor de € 370.528 (Nota 45). O montante remanescente correspondeu a utilizações directas efectuadas.

A rubrica "Provisões para riscos e encargos" diz respeito à melhor estimativa dos Conselhos de Administração da Empresa-mãe e das suas participadas para dar cobertura aos (i) riscos e outros encargos relacionados com as suas actividades, (ii) compromissos assumidos por algumas empresas do Grupo perante alguns empregados relativamente à atribuição de complementos de pensões (Nota 23.k), e (iii) outros riscos e eventuais contingências não identificados especificamente, relacionados com o desenvolvimento das operações do Grupo.

48. VALOR GLOBAL DE DÍVIDAS TÍTULADAS

As contas a receber cedidas em "factoring" com recurso à data de balanço, estão evidenciadas pelo seu valor nominal no passivo na rubrica "Dividas a instituições de crédito", sendo os juros registados de acordo com o critério de especialização de exercícios. Em 30 de Junho de 2002, o montante de contas a receber cedidas em "factoring" com recurso ascendia a, € 346.835 (Nota 50).

50. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO E EMPRÉSTIMOS POR OBRIGAÇÕES

Em 30 de Junho de 2002, o detalhe das dívidas a instituições de crédito e empréstimos por obrigações era como segue:

Curto Médio e
prazo longo prazo
Dívidas a instituições de crédito:
Empréstimos bancários 27.957.662 111.334.817
Descobertos bancários 4.757.807 -
Factoring (Nota 48) 346.835 -
33.062.304 111.334.817
Empréstimos por obrigações 4.987.979 14.963.937

Em 30 de Junho de 2002 os empréstimos classificados a médio e longo prazo, tinham o seguinte plano de reembolso previsto:

2003 – segundo semestre 31.293.684
2004 40.495.462
2005 30.723.663
2006 14.807.585
2007 e seguintes 8.978.360
126.298.754

Todos os empréstimos acima referidos vencem juros a taxas de mercado em 30 de Junho de 2002.

Os empréstimos por obrigações emitidos pela Cofina e empresas participadas são como segue:

(i) Durante o exercício de 1998, foi emitido, pela Cofina, um empréstimo obrigacionista com direitos de subscrição de acções escriturais e ao portador no montante de € 14.963.936,91 por subscrição pública directa reservada a accionistas cujas características são as seguintes: (i) valor nominal de € 4,99; (ii) a cada obrigação será atribuído um direito de subscrição ("Warrants") de 3,33(3) acções da Cofina, SGPS, S.A., com valor nominal de € 0,5 por acção, ao preço de exercício de € 1,75 por acção; (iii) os "Warrants" poderão ser exercidos durante os meses de Julho de 2001 e Julho de 2003; (iv) o presente empréstimo tem a duração de 5 anos e será amortizado de uma só vez no seu termo, 7 de Agosto de 2003; (v) vence juros a uma taxa anual nominal de 3% e capitalizável semestralmente; (vi) os juros serão pagos semestral e postecipadamente contando-se a partir da data de subscrição; (vii) o reembolso será efectuado ao valor nominal de uma só vez, podendo ser efectuado reembolso antecipado de parte ou totalidade da dívida, pela Cofina, a partir da data de reembolso do 4º período de contagem de juros; e (viii) os juros das obrigações estão sujeitos a retenção na fonte de IRS e IRC à taxa liberatória de 20%, estando isento do imposto sobre sucessões e doações.

(ii) Em 17 de Julho de 1996, foi emitido, pela F. Ramada, um empréstimo obrigacionista no montante de € 4.987.978,97, cujas características alteradas através da Assembleia Geral de obrigacionistas realizada em 14 de Janeiro de 1998 são as seguintes: (i) valor nominal de € 4,99; (ii) a vida máxima das obrigações é de 7 anos, vencendo-se em 2003; (iii) vence juros a uma taxa anual nominal variável referenciada à LISBOR e capitalizável semestralmente, acrescida de 0,3 pontos percentuais e arredondada para 1/16 de ponto percentual imediatamente superior; (iv) os juros são pagos semestral e postecipadamente contando-se a partir da data de subscrição; (v) o reembolso será efectuado ao par no 13º cupão (17 de Janeiro de 2003), podendo ser efectuado reembolso antecipado de parte ou totalidade da dívida, pela F. Ramada, a partir da data de vencimento do 7º cupão; e (vi) os juros das obrigações estão sujeitos a retenção na fonte de IRS e IRC à taxa liberatória de 20%, estando isento do imposto sobre sucessões e doações.

Por deliberação da reunião do Conselho de Administração da F. Ramada datada de 5 de Novembro de 2001, o empréstimo obrigacionista emitido pela empresa e mencionado em (ii) foi redenominado para euro.

Durante o primeiro semestre de 2002 venceu-se o empréstimo obrigacionista emitido pela F. Ramada em 1997 no montante de € 4.987.978,87.

51. SUBSÍDIOS OBTIDOS NO ÂMBITO DO PEDIP II

Em Novembro de 1998 foi celebrado entre o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento) e a Companhia de Celulose do Caima, S.A. (actualmente denominada Celulose do Caima, SGPS, S.A.) um contrato de concessão de subsídio reembolsável e de subsídio a fundo perdido no âmbito do PEDIP II, para fazer face ao projecto de investimento apresentado pela Empresa, no montante de € 26.314.652.

Em 30 de Junho de 2002 a Celulose do Caima, SGPS, S.A. tinha recebido uma parcela do subsídio reembolsável no montante de € 2.933.751, assim como uma parcela do subsídio a fundo perdido no montante de € 626.243.

Estes subsídios, registados no balanço anexo na rubrica "Outros empréstimos obtidos" encontram-se divididos do seguinte modo:

• Subsídio reembolsável de € 3.911.667 ao investimento directamente produtivo do qual a Companhia de Celulose do Caima recebeu, até 30 de Junho de 2002, o montante de € 2.933.751, tendo já sido efectuado um reembolso parcial. Consequente, o prazo de reembolso do subsídio em dívida em 30 de Junho de 2002, é como segue:

Curto prazo:
2002 488.959
2003 - primeiro semestre 488.958
------------977.917
=======
Médio e longo prazo:
2003 – segundo semestre 488.959
2004 488.958
------------
977.917
=======
  • Subsídio a fundo perdido ao investimento não directamente produtivo, sendo o limite máximo do subsídio de € 653.385;
  • Subsídio a fundo perdido ao investimento respeitante à componente relativa ao ambiente externo, sendo o limite máximo do subsídio de € 163.790;
  • Subsídio a fundo perdido de € 242.351 para as despesas com formação profissional e com a produção de material pedagógico.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro - €)

52. SUBSÍDIO NO ÂMBITO DO REGIME DE APOIO AO APROVEITAMENTO DO POTENCIAL DOS RECURSOS ENERGÉTICOS ENDÓGENOS

Em Novembro de 1998 a Caima Energia celebrou com o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento) e com a Direcção Geral de Energia, um contrato de concessão de subsídio reembolsável a taxa nula no âmbito do Regime de Apoio ao Aproveitamento do Potencial dos Recursos Energéticos Endógenos. Esta comparticipação financeira destinou-se à construção de uma central de produção de energia de 6.500 KVA de potência que utiliza casca de eucalipto, tendo o seu custo global ascendido a € 15.326.867.

Em 30 de Junho de 2002, a execução deste projecto de investimento tinha sido finalizada, tendo a Empresa recebido parte do subsídio reembolsável, no montante de € 8.099.510 e reembolsado parte do mesmo no montante de € 476.441. O calendário de reembolso do subsídio, registado no balanço anexo na rubrica "Outros empréstimos obtidos" é como segue:

Curto prazo:2002 – segundo semestre2003 – primeiro semestre 476.442476.442
-----------952.884
=======
Médio e longo prazo:2003 – segundo semestre 476.442
2004 952.882
2005 e seguintes 5.240.861
--------------6.670.185
--------------7.623.069========

53. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

Em 30 de Junho de 2002, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:

Saldos devedores

Imposto sobre o Valor Acrescentado 2.094.795
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas:
Imposto a recuperar 1.963.944
Retenção na fonte 692.637
Pagamentos por conta 38.116
Outros 381.001
5.170.493

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro - €)

Saldos credores

Regularização de dívida (F. Ramada):
Impostos 1.620.068
Contribuições para a Segurança Social 701.483
2.321.551
Menos – Vencimentos a médio e longo prazo ( 385.590 )
Pagamentos e outros ( 1.710.148 )
Vencimentos a curto prazo 225.813
Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas 2.553.847
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Singulares – Retenção na fonte 436.427
Imposto sobre o Valor Acrescentado 3.174.812
Contribuições para a Segurança Social 1.410.869
Outros 3.566
7.805.334

No âmbito do Plano de Reestruturação e ao abrigo dos diferentes Decretos-Lei aplicáveis, foram regularizadas em exercícios anteriores pela F.Ramada as dívidas fiscais e contribuições para a Segurança Social relativas ao período de 1993 e 1994, as quais estão a ser liquidadas em 120 prestações mensais com início em Dezembro de 1994. O calendário de vencimento da dívida a médio e longo prazo é como segue:

2003 – segundo semestre 112.906
2004 272.684
385.590

54. OUTROS CREDORES

Em 30 de Junho de 2002, estas rubricas do passivo tinham a seguinte composição:

Médio e longo prazo
Credores por aquisição de participações financeiras 1.152.643
Subsídio reembolsável 1.650.716
Outros credores 84.172
--------------2.887.531
========
Curto prazo
BPI Ventures, S.G.P.S, S.A. 16.210.932
Desconto de facturas 1.685.981
Credores por aquisição de participações financeiras 823.316
Lucros por distribuir 310.000
Adiantamentos por vendas de terrenos 296.544
Fornecedores de imobilizado 268.328
Subsidio reembolsável 356.284
Pessoal 169.367
Outros credores 2.443.877
---------------22.564.629
=========

O saldo "Subsídio reembolsável" do passivo a médio e longo prazo e a curto prazo corresponde a duas parcelas de um subsídio reembolsável concedido à F. Ramada, S.A. pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento no âmbito do programa RETEX, o qual vence juros à taxa zero. A primeira parcela de € 1.246.995 encontra-se a ser amortizada em 7 prestações de capital semestrais e sucessivas até 31 de Dezembro de 2004. A segunda parcela, no montante de € 1.116.290, foi recebida pela empresa durante o exercício de 2001 e será reembolsada em 7 prestações de capital semestrais e sucessivas, vencendo-se a primeira durante o exercício de 2003.

Estes subsídios têm o seguinte prazo de vencimento:

178.142
178.142
-----------356.284
-----------178.142
356.284
-----------534.426
-----------890.710
======
159.470
318.940
318.940
318.940
-------------1.116.290
========

O montante devido à BPI Ventures, SGPS, S.A. refere-se ao montante pendente de liquidação relativo à aquisição da participação adicional de 20% da IMC – Investimentos, Média e Conteúdos, SGPS, S.A. durante o exercício de 2001, o qual será liquidado até Agosto de 2004.

A rubrica "Descontos de facturas" diz respeito a dividas de clientes descontadas em instituições financeiras, as quais vencem juros a taxas de mercado.

A rubrica "Adiantamentos por vendas de terrenos" corresponde a adiantamentos recebidos da Celulose da Beira Industrial (CELBI), S.A. relativamente a diversos contratos promessa de compra e venda celebrados entre a Silvicaima e aquela entidade, em Dezembro de 2001, para a alienação de terrenos propriedade da Empresa. Da concretização dos referidos contratos, resultarão essencialmente mais valias para a Empresa.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro - €)

55. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

Em 30 de Junho de 2002, os saldos destas rubricas tinham a seguinte composição:

Vendas de jornais e revistas a facturar (Nota 23.o)4.411.172Juros a receber22.589Descontos a obter / rappel14.300Outros acréscimos de proveitos496.1064.944.167Custos diferidos:Cláusulas contratuais (Nota 23.p )430.555Seguros pagos antecipadamente139.431Manutenção108.445Rendas e alugueres33.894Emissão de obrigações26.119Outros custos diferidos812.5631.551.007Acréscimos de custos:Remunerações a liquidar5.256.494Juros a liquidar2.092.670Outros fornecimentos e serviços2.005.525Dotações para custos de manutenção1.563.054Comissões a liquidar1.415.099Dotações para Bónus910.312"Rappel" a conceder737.234Despesas de venda a liquidar472.580Estudos e pareceres416.388Prémios369.842Rendas a liquidar245.784Seguros a liquidar202.944Fundos de pensões182.278Indemnizações a pagar93.971Subcontratos50.000Contribuição Autárquica39.924Ofertas39.806Outros acréscimos de custos1.126.01217.219.917Proveitos diferidos:Subsídios ao investimento (Notas 51 e 52)1.502.847Contrato de manutenção931.403Facturação antecipada537.643Outros proveitos diferidos1.597.806 Acréscimos de proveitos:
4.569.699

Na rubrica "Subsídios ao investimento" encontram-se registados os valores recebidos de subsídios para investimento, no âmbito dos programas SIUR, PEDIP e SINDEPEDIP os quais, após conclusão dos processos, vão sendo reconhecidos como proveitos na demonstração consolidada de resultados proporcionalmente à amortização dos bens que foram subsidiados. Encontra-se igualmente registado nesta rubrica o subsídio recebido no âmbito do programa SINDEPEDIP de regime de apoio à Promoção da Qualidade Industrial, que apoiou o Projecto de Certificação da Celulose do Caima.

56. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL

Em 30 de Junho de 2002, o capital da Cofina encontrava-se totalmente subscrito e realizado e era composto por 50.000.000 acções com o valor nominal de 50 cêntimos de Euro cada acção.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro - €)

57. PESSOAS COLECTIVAS QUE DETÊM UMA PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL SUBSCRITO DE PELO MENOS 20%

- COFIHOLD, SGPS, S.A.

58. MOVIMENTO OCORRIDO NAS OUTRAS RUBRICAS DO CAPITAL PRÓPRIO

O movimento ocorrido nas rubricas de capital próprio durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002, foi o seguinte:

Saldo Saldo
inicial Aumentos Diminuições Transferências final
Acções próprias – valor nominal ( 7.700 ) - 7.700 - -
Acções próprias – prémios de emissão ( 25.442 ) - 25.442 - -
Prémios de emissão de acções 14.276.576 - - - 14.276.576
Diferenças de consolidação (Nota 10) 23.942.464 - - - 23.942.464
Reservas:
Reserva legal 2.079.847 - - 1.726.918 3.806.765
Outras reservas 11.187.218 4.682 ( 644.168 ) 4.171.944 14.719.676
Ajustamentos em partes de capital ( 22.812.143 ) - - - ( 22.812.143 )
Resultado líquido consolidado do período 7.398.862 2.576.520 ( 1.500.000 ) ( 5.898.862 ) 2.576.520
36.039.682 2.581.202 ( 2.111.026 ) - 36.509.858

A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinada ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

De acordo com o deliberado na Assembleia Geral datada de 30 de Abril de 2002, o Conselho de Administração da Cofina pode, durante um período de 18 meses a contar da data da Assembleia Geral, adquirir ou alienar acções próprias na Bolsa de Valores dentro dos limites legais e de acordo com outras condições relacionadas com: (i) o número máximo de acções a adquirir; (ii) os preços mínimo e máximo de aquisição; (iii) os preços mínimos de alienação. Adicionalmente, foi deliberado que o resultado líquido individual da Cofina, SGPS, S.A. do exercício de 2001 fosse distribuído como segue:

Reserva legal 1.760.060
Reservas livres 31.941.077
Dividendos 1.500.000
----------------35.201.137=========

Para além da aplicação do resultado líquido consolidado do exercício de 2001, a coluna "Transferências" inclui um montante de € 33.142 reclassificado entre "Outras reservas" e "Reserva legal" correspondente à disponibilização de um valor equivalente ao montante das acções próprias alienadas durante o período, conforme definido pela legislação comercial.

As diminuições na rubrica "Outras reservas" correspondem, fundamentalmente, a distribuições de resultados a colaboradores e administradores efectuadas por empresas participadas do Grupo Investec.

59. RECONCILIAÇÃO DO RESULTADO

A reconciliação entre o resultado agregado e o resultado consolidado para o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002 pode ser detalhada como segue:

Resultado individual da CofinaApropriação dos resultados das empresas participadas 2.080.2085.679.051
Anulação dos dividendos recebidosAnulação da provisão intra-grupo constituída na Cofina nas -------------7.759.259( 3.162.597 )
demonstrações financeiras individuaisAmortização de diferenças de consolidação (Nota 27) 554.512( 2.654.137 )
Outros 79.483--------------
Resultado consolidado líquido do período 2.576.520========

60. INTERESSES MINORITÁRIOS

Em 30 de Junho de 2002, esta rubrica do balanço apresenta a seguinte decomposição:

Celulose do Caima, SGPS, S.A. 10.054.126
Grupo Investec 1.268.259
--------------11.322.385========

61. CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS E MATÉRIAS CONSUMIDAS

O custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas no semestre findo em 30 de Junho de 2002 foi determinado como segue:

Matérias primas,subsidiárias e de
Total
11.522.626 10.287.470 21.810.096
13.779.884 18.004.969 31.784.853
( 127.213 ) 30.483 ( 96.730 )
( 10.557.016 ) ( 9.190.814 ) ( 19.747.830 )
14.618.281 19.132.108 33.750.389
Mercadorias consumo

62. VARIAÇÃO DA PRODUÇÃO

A demonstração da variação da produção ocorrida no semestre findo em 30 de Junho de 2002 é como segue:

Produtosacabados e Produtos etrabalhos em
intermédios curso Plantações Subprodutos Total
Existências iniciais ( 5.257.661 ) ( 2.591.797 ) ( 25.871.888 ) ( 2.195 ) ( 33.723.541 )
Regularização de existências 60.703 - - 1.483 62.186
Existências finais 5.478.125 3.280.695 24.706.444 712 33.465.976
281.167 688.898 ( 1.165.444 ) - ( 195.379 )

63. OUTROS DEVEDORES

Em 30 de Junho de 2002, esta rubrica inclui o montante de € 4.712.607 relativo a uma parcela a receber pela alienação de acções da Atlantis – Cristais de Alcobaça, S.A. durante o exercício de 2001.

64. PARTES DE CAPITAL

Em 30 de Junho de 2002 os investimentos financeiros têm a seguinte composição:

Partes de capital em empresas do grupo

Médico Amigo, S.A.Sector Zero, S.A.Cofina Indústria, S.A.Outros 154.25898.62250.000374.098
----------676.978
Partes de capital em empresas associadas ======
TV Tel – Grande Porto Comunicações, S.A.VASP – Sociedade de Transportes e Distribuições, S.A.Whatevernet – Sistemas de Informação em Rede, S.A.Outros 1.373.6891.047.713391.609256.989
--------------3.070.000
Partes de capital em outras empresas ========
VAA – Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A.Outros 7.911.9961.022.079
--------------8.934.075
Empréstimos de financiamento ========
Blue Digit – Serviços de Telecomunicações, S.A. 3.244.684========

Para fazer face a riscos associados a eventuais perdas no valor de realização destes investimentos financeiros, o Grupo Cofina tem registadas provisões no montante global de € 3.188.140.

65. ACÇÕES INTERPOSTAS POR ACCIONISTAS MINORITÁRIOS

A Celulose do Caima, SGPS, S.A. foi demandada por alguns accionistas minoritários nas seguintes acções judiciais:

  • a) Acção de anulação/ declaração de nulidade das deliberações sociais, tomadas na Assembleia Geral da Sociedade de 16 de Julho de 2001 (i) de autorização para aquisição e alienação de acções próprias da Sociedade, (ii) de aprovação do Relatório de Gestão e as Contas do Exercício 2000 e (iii) de aprovação do Relatório Consolidado de Gestão e as Contas Consolidadas do Exercício de 2000;
  • b) Providência cautelar de suspensão de deliberações sociais, tomadas na Assembleia Geral da sociedade de 22 de Abril de 2002, (i) de autorização para a aquisição e alienação de acções próprias da sociedade e (ii) de aumento do capital social da Sociedade;
  • c) Acção principal da anulação/declaração de nulidade das deliberações sociais tomadas na Assembleia Geral da Sociedade de 22 de Abril de 2002 (i) de aprovação do Relatório de Gestão e Contas do exercício de 2001, (ii) aprovação do Relatório de Gestão e das Contas Consolidadas do Exercício de 2001, (iii) de aprovação de um voto de louvor aos órgãos de administração e fiscalização da Sociedade, (iv) de autorização para a aquisição e alienação de acções próprias da Sociedade e (v) de aumento do capital da Sociedade;
  • d) Inquérito judicial à Sociedade para prestação de informações.

É convicção do Conselho de Administração da Celulose do Caima que as acções judiciais mencionadas anteriormente carecem de qualquer fundamento, dado que todas as condutas colocadas em causa nessas mesmas acções judiciais foram, no seu entender, tomadas com respeito pela mais estrita legalidade.

As contas individuais e consolidadas relativas aos exercícios de 2000 e 2001 foram objecto de depósito junto das respectivas Conservatórias de Registo Comercial.

MAGALHÃES, NEVES E ASSOCIADOS

SOCIEDADE DE REVISORES OFICIAIS DE CONTAS INSCRIÇÃO N.º 95 REGISTO NA CMVM nº 223 NIPC 502 558 610

RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR

REGISTADO NA CMVM SOBRE A INFORMAÇÃO SEMESTRAL CONSOLIDADA

(Montantes expressos em Euro - €)

Introdução

    1. Para os efeitos do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002 da Cofina S.G.P.S., S.A. ("Empresa"), incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de € 349.915.022 e um total de capital próprio de € 61.509.858, incluindo um resultado líquido de € 2.576.520) e na Demonstração consolidada dos resultados por naturezas do período de seis meses findo naquela data e no correspondente Anexo.
    1. As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa e suas subsidiárias, posteriormente ajustadas com as quantias ainda sem registo contabilístico que foram objecto do nosso trabalho.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação e o resultado consolidado das suas operações; (ii) que a informação financeira histórica, seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iv) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (v) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita e em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.

Âmbito

  1. O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.

MAGALHÃES, NEVES E ASSOCIADOS

    1. O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
    1. Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação financeira semestral.

Parecer

  1. Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002 não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Ênfase

  1. Conforme referido na Nota 38 do Anexo, a Empresa Mãe e três subsidiárias efectuaram em exercícios anteriores alienações de participações financeiras tendo registado nas suas contas individuais ganhos (cujos valores mais significativos ocorreram no exercício de 2000) que, na parte respeitante a alienações a outras empresas do Grupo foram anulados no processo de consolidação de contas. De acordo com a política seguida em anos anteriores, é intenção dos Conselhos de Administração da Empresa Mãe e das suas subsidiárias cumprirem com as respectivas obrigações fiscais de reinvestimento através da aquisição de outras participações financeiras, nos termos da legislação em vigor.

Porto, 5 de Setembro de 2002

MAGALHÃES, NEVES E ASSOCIADOS - SROC Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves

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